Projeto Político Pedagógico - COLÉGIO ESTADUAL BENEDICTO

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Projeto Político Pedagógico - COLÉGIO ESTADUAL BENEDICTO
ÍNDICE
CAPÍTULO I – APRESENTAÇÃO ......................................................................41
1 MARCO SITUACIONAL ..................................................................................41
1.1 HISTÓRICO .............................................................................................41
1.2 REALIDADE ATUAL................................................................................44
1.3 REALIDADE DA COMUNIDADE ESCOLAR..........................................45
1.3.1 Sociedade Local ..........................................................................46
1.3.2 Corpo Funcional, Recursos Materiais e Estrutura Física da
Escola ............................................................................................................46
1.4 OFERTA DE ENSINO E TURNOS DE FUNCIONAMENTO ..................50
1.4.1 Sala de Apoio ................................................................................50
2 MARCO CONCEITUAL ..................................................................................51
2.1 CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE .............................................................51
2.2 CONCEPÇÃO DE CIÊNCIA / CONHECIMENTO E CULTURA ..............51
2.3 CONCEPÇÃO DE HOMEM ...................................................................52
2.4 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO E CIDADANIA ......................................53
2.5 CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM E ENSINO ...................................54
2.6 CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO .............................................................55
2.7 CONCEPÇÃO DE TRABALHO ...............................................................56
2.8 CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA ...........................................................59
2.9 CONCEPÇÃO DE GESTÃO ...................................................................60
2.10 CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO...............................................................61
2.10.1 Da Equipe Multidisciplinar ..........................................................63
2.11 CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DE ESCOLA.............................................64
2.12 FINALIDADES DA ESCOLA...................................................................65
2
2.13 PROPOSTA PEDAGÓGICA .................................................................66
3 MARCO OPERACIONAL ................................................................................67
3.1 PROCEDIMENTOS GERAIS ...................................................................67
3.2 DA OFERTA DE ENSINO FUNDAMENTAL ............................................69
3.3 DA OFERTA DE ENSINO MÉDIO, DE FORMAÇÃO DOCENTE E DE
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL........................................................................70
3.4 AÇÕES PEDAGÓGICAS ........................................................................71
3.5 FORMAÇÃO CONTINUADA DO CORPO DOCENTE DA ESCOLA.......81
3.6 DETERMINAÇÃO GERAL......................................................................82
4 REFERÊNCIAS ................................................................................................83
CAPÍTULO II – PROPOSTA CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL E
MÉDIO .................................................................................................................85
1 ARTES .............................................................................................................85
1.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ...................................85
1.2 OBJETIVOS ............................................................................................87
1.2.1 Objetivo Geral .................................................................................87
1.2.2 Objetivos por Eixos Temáticos .......................................................88
1.2.3.1 Artes visuais .......................................................................88
1.2.3.2 Dança .................................................................................88
1.2.3.3 Música ................................................................................88
1.2.3.4 Teatro .................................................................................89
1.3 METODOLOGIA ..................................................................................89
1.4 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO .............................................................90
1.5 ÁREA: MÚSICA ...................................................................................92
1.5.1 Conteúdos do 6º Ano .............................................................92
1.5.1.1 Elementos formais ...........................................................92
3
1.5.1.2 Composição .....................................................................93
1.5.1.3 Movimentos e períodos ...................................................93
1.5.1.4 Abordagem pedagógica ..................................................93
1.5.2 Conteúdos do 7º Ano .................................................................93
1.5.2.1 Elementos formais ...........................................................93
1.5.2.2 Composição .....................................................................93
1.5.2.3 Movimentos e períodos ...................................................93
1.5.2.4 Abordagem pedagógica ..................................................93
1.5.3 Conteúdos do 8º Ano ..................................................................94
1.5.3.1 Elementos formais ...........................................................94
1.5.3.2 Composição......................................................................94
1.5.3.3 Movimentos e períodos ...................................................94
1.5.3.4 Abordagem pedagógica ..................................................95
1.5.4 Conteúdos do 9º Ano ..................................................................95
1.5.4.1 Elementos formais ..........................................................95
1.5.4.2 Composição ....................................................................95
1.5.4.3 Movimentos e períodos ..................................................96
1.5.4.4 Abordagem pedagógica .................................................96
1.6 ARTES VISUAIS ...................................................................................96
1.6.1 Conteúdos do 6º Ano .....................................................................96
1.6.1.1 Elementos formais ..........................................................96
1.6.1.2 Composição ....................................................................97
1.6.1.3 Movimentos e períodos ...................................................97
1.6.1.4 Abordagem pedagógica ..................................................97
1.6.2 Conteúdos do 7º Ano .................................................................97
4
1.6.2.1 Elementos formais ...........................................................97
1.6.2.2 Composição .....................................................................98
1.6.2.3 Movimentos e períodos ...................................................98
1.6.2.4 Abordagem pedagógica .................................................98
1.6.3 Conteúdos do 8º Ano..................................................................99
1.6.3.1 Elementos formais ...........................................................99
1.6.3.2 Composição .....................................................................99
1.6.3.3 Movimentos e períodos ................................................100
1.6.3.4 Abordagem pedagógica................................................100
1.6.4 Conteúdos do 9º Ano ...............................................................100
1.6.4.1 Elementos formais .......................................................100
1.6.4.2 Composição .................................................................101
1.6.4.3 Movimento e períodos...................................................101
1.6.4.4 Abordagem pedagógica .............................................. 101
1.7 ÁREA: TEATRO ....................................................................................102
1.7.1 Conteúdos do 6º Ano ...................................................................101
1.7.1.1 Elementos formais ............................................................101
1.7.1.2 Composição ....................................................................102
1.7.1.3 Movimento e períodos .....................................................102
1.7.1.4 Abordagem pedagógica .................................................102
1.7.2 Conteúdos do 7º Ano ..................................................................103
1.7.2.1 Elementos formais ...........................................................103
1.7.2.2 Composição .....................................................................103
1.7.2.3 Movimento e períodos .....................................................103
1.7.2.4 Abordagem pedagógica ..................................................103
5
1.7.3 Conteúdos do 8º Ano ................................................................104
1.7.3.1 Elementos formais .........................................................104
1.7.3.2 Composição ...................................................................104
1.7.3.3 Movimento e períodos ....................................................104
1.7.3.4 Abordagem pedagógica ................................................104
1.7.4 Conteúdos do 9º Ano .............................................................105
1.7.4.1 Elementos formais .....................................................105
1.7.4.2 Composição ..............................................................105
1.7.4.3 Movimentos e períodos ............................................105
1.7.4.4 Abordagem pedagógica ...........................................105
1.8 ÁREA: DANÇA.....................................................................................106
1.8.1 Conteúdos do 6º Ano ................................................................106
1.8.1.1 Elementos formais ...................................................106
1.8.1.2 Composição ............................................................106
1.8.1.3 Movimentos e períodos ..........................................107
1.8.1.4 Abordagem pedagógica .........................................107
1.9 LEGISLAÇÃO ..............................................................................................107
1.10 CONTEÚDOS DO ENSINO MÉDIO...........................................................112
1.10.1 Conteúdos Estruturantes ...............................................................112
1.10.2 Conteúdos Específicos ..................................................................112
1.10.3 Técnicas ........................................................................................113
1.10.4 Gêneros ........................................................................................113
1.10.5 Música...........................................................................................114
1.10.5.1 Conteúdos específicos ....................................................114
1.10.5.2 Gêneros ...........................................................................114
6
1.10.5.3 Técnicas ..........................................................................114
1.10.6 Teatro ..........................................................................................114
1.10.6.1 Gêneros .........................................................................114
1.10.6.2 Técnicas .........................................................................114
1.10.7 Dança.................................................................................115
1.10.7.1 Conteúdos específicos .........................................115
1.10.7.2 Gêneros ...............................................................115
1.11 REFERÊNCIAS .........................................................................................116
2 BIOLOGIA .....................................................................................................117
2.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS..................................117
2.2 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS ...................................119
2.2.1 Divisão dos Conteúdos por Ano do Ensino Médio.......................120
2.2.1.1 Conteúdos do 1º ano ......................................................120
2.2.1.2 Conteúdos do 2º ano ......................................................120
2.2.1.3 Conteúdos do 3º ano.......................................................121
2.3 METODOLOGIA ......................................................................................122
2.4 AVALIAÇÃO ............................................................................................123
2.5 OBJETIVOS.............................................................................................124
2.6 LEGISLAÇÃO .........................................................................................125
2.7 REFERÊNCIAS .......................................................................................125
3 CIÊNCIAS ......................................................................................................126
3.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ..................................126
3.2 OBJETIVOS ............................................................................................128
3.2.1 Objetivos por Eixos Temáticos .......................................................129
3.2.1.1 Biodiversidade ....................................................................129
7
3.2.1.2 Sistemas biológicos ............................................................129
3.2.1.3 Matéria e energia ...............................................................129
3.2.1.4 Astronomia ........................................................................130
3.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS ........................................130
3.3.1 Conteúdos Estruturantes ....................................................................130
3.3.2 Conteúdos Básicos ..............................................................................131
3.3.3 Divisão dos conteúdos estruturantes em conteúdos básicos.....132
3.3.3.1 Conteúdo estruturante I – astronomia ..........................132
3.3.3.2 Conteúdo estruturante II – matéria ...............................132
3.3.3.3 Conteúdo estruturante III – sistemas biológicos ............133
3.3.3.4 Conteúdo estruturante IV – biodiversidade ...................133
3.3.4 Divisão dos Conteúdos por Fases (Anos) ...................................133
3.3.4.1 Conteúdos estruturantes e básicos do 6º ano ...............133
3.3.4.2 Conteúdos estruturantes e básicos do 7º ano ..............134
3.3.4.3 Conteúdos estruturantes e básicos do 8º ano..............135
3.3.4.4 Conteúdos estruturantes e básicos do 9º ano .............136
3.4 METODOLOGIA ....................................................................................136
3.5 AVALIAÇÃO .........................................................................................138
3.6 LEGISLAÇÃO .......................................................................................139
3.7 REFERÊNCIAS .....................................................................................140
4 EDUCAÇÃO FÍSICA ......................................................................................141
4.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ...................................141
4.1.1 Concepções de Ensino da Educação Física ...................................143
4.2 OBJETIVOS .............................................................................................143
4.2.1 Objetivos Gerais ..............................................................................143
8
4.2.2 Objetivos Específicos ......................................................................144
4.3 CONTEÚDOS ARTICULADORES E ESTRUTURANTES .......................145
4.3.1 Conteúdos Articuladores .................................................................145
4.3.2 Conteúdos Estruturantes .................................................................145
4.4 CONTEÚDOS ESPECÍFICOS .................................................................146
4.4.1 Conteúdos Específicos do Ensino Fundamental ............................146
4.4.1.1 Conteúdos específicos do 6º ano .......................................146
4.4.1.2 Conteúdos específicos do 7º ano ........................................147
4.4.1.3 Conteúdos específicos do 8º ano .........................................148
4.4.1.4 Conteúdos específicos do 9º ano .........................................149
4.4.2 Conteúdos do Ensino Médio ............................................................150
4.4.2.1 Conteúdos estruturantes do ensino médio (1º ao 3º anos) ..150
4.4.2.2 Conteúdos específicos do ensino médio (1º ao 3º anos) .....151
4.5 METODOLOGIA ........................................................................................153
4.6 AVALIAÇÃO ..............................................................................................154
4.7 LEGISLAÇÃO ............................................................................................155
4.8 REFERÊNCIAS ..........................................................................................156
5 ENSINO RELIGIOSO .....................................................................................156
5.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ..................................156
5.2 OBJETIVOS ............................................................................................159
5.2.1 Objetivos Gerais ...........................................................................159
5.2.2 Objetivos Específicos ....................................................................159
5.3 CONTEÚDOS .........................................................................................160
5.3.1 Conteúdos Estruturantes ..............................................................160
5.3.2 Conteúdos Básicos .......................................................................161
9
5.3.2.1 Conteúdos básicos para o 6º ano ....................................161
5.3.2 Conteúdos básicos para o 7º ano ......................................161
5.4 METODOLOGIA ......................................................................................161
5.4.1 Recursos Utilizados nas Aulas de Ensino Religioso .....................162
5.5 AVALIAÇÃO ............................................................................................162
5.6 LEGISLAÇÃO .........................................................................................163
5.7 REFERÊNCIAS .......................................................................................164
6 FILOSOFIA ....................................................................................................164
6.1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA .......................................................164
6.1.1 Fundamentos Teórico-Metodológicos ............................................164
6.1.2 Objetivos da Disciplina de Filosofia................................................166
6.1.2.1Objetivos gerais da disciplina ..............................................166
6.1.2.2 Objetivos específicos da disciplina .....................................166
6.2 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS........ ............................167
6.2.1 Conteúdos Estruturantes ...............................................................166
6.2.2 Conteúdos Básicos para o Ensino Médio........................................167
6.2.2.1 Conteúdos básicos para o 1º ano......................................167
6.2.2.2 Conteúdos básicos para o 2º ano..................... ...............168
6.2.2.3 Conteúdo básicos para o 3º ano.......................................169
6.3 METODOLOGIA ......................................................................................170
6.3.1 Abordagem Metodológica ...............................................................170
6.3.2 Recursos Utilizados ........................................................................172
6.4 AVALIAÇÃO ............................................................................................173
6.4.1 Critérios de Avaliação ..................................................................173
6.4.2 Instrumentos de Avaliação ..........................................................173
10
6.5 LEGISLAÇÃO .........................................................................................174
6.6 REFERÊNCIAS .......................................................................................174
7 FÍSICA ........................................................................................................... 176
7.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ..................................176
7.2 OBJETIVOS ................................................................................................179
7.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS ....................................180
7.3.1 Conteúdos Estruturantes ..............................................................180
7.3.2 Conteúdos Básicos do Ensino Médio ............................................180
7.3.2.1 Conteúdos do 1º ano ........................................................181
7.3.2.2 Conteúdos do 2º ano ........................................................181
7.3.2.3 Conteúdos do 3º ano .......................................................181
7.4 METODOLOGIA ......................................................................................182
7.5 AVALIAÇÃO ............................................................................................182
7.5.1 Critérios de Avaliação e Objetivos do Ensino ................................182
7.5.2 Instrumentos de Avaliação ...........................................................186
7.6 LEGISLAÇÃO ..........................................................................................186
7.7 REFERÊNCIAS .......................................................................................188
8 GEOGRAFIA ..................................................................................................188
8.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ..................................189
8.2 OBJETIVOS ............................................................................................191
8.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA..191
8.3.1 Conteúdos Estruturantes .................................................................191
8.3.2 Conteúdos Básicos do Ensino Fundamental ...................................192
8.3.2.1 Conteúdos do 6º ano ...........................................................192
8.3.2.2 Conteúdos do 7º ano ...........................................................192
11
8.3.2.3 Conteúdos do 8º ano ...........................................................193
8.3.2.4 Conteúdos do 9º ano ...........................................................194
8.3.3 Conteúdos Específicos do Ensino Médio ........................................194
8.3.3.1 Conteúdos do 1º ano ..........................................................194
8.3.3.2 Conteúdos do 2º ano .........................................................194
8.3.3.3 Conteúdos do 3º ano .........................................................194
8.3.4 Conteúdos Específicos do Ensino Médio .........................................195
8.3.4.1 Conteúdos do 1º ano.............................................................195
8.3.4.2 Conteúdos do 2º ano ............................................................196
8.3.4.3 Conteúdos do 3º ano ............................................................196
8.4 METODOLOGIA ......................................................................................197
8.5 AVALIAÇÃO ............................................................................................198
8.6 LEGISLAÇÃO ..........................................................................................198
8.7 REFERÊNCIAS .......................................................................................199
9 HISTÓRIA .....................................................................................................200
9.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ......................................200
9.2 OBJETIVOS ............................................................................................200
9.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS ............................201
9.3.1 Conteúdos do Ensino Fundamental ..............................................201
9.3.1.1 Conteúdos do 6º ano .........................................................201
9.3.1.2 Conteúdos do 7º ano .........................................................202
9.3.1.3 Conteúdos do 8º ano .........................................................204
9.3.1.4 Conteúdos do 9º ano ........................................................206
9.3.2 Conteúdos do Ensino Médio .........................................................208
9.4 METODOLOGIA ......................................................................................213
9.4.1 O Desenvolvimento das Aulas ......................................................213
12
9.4.2 Materiais Didático-pedagógicos ...................................................214
9.5 AVALIAÇÃO ............................................................................................214
9.6 LEGISLAÇÃO ..........................................................................................216
9.7 REFERÊNCIAS .......................................................................................217
10 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS .......................................218
10.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ...............................218
10.1 Fundamentos Teórico-Metodológicos ..........................................217
10.2 OBJETIVOS ..........................................................................................219
10.2.1 Objetivos Gerais ......................................................................219
10.2.2 Objetivos por Campos de Estudo ............................................219
10.3 CONTEÚDO ESTRUTURANTE E CONTEÚDOS ESPECÍFICOS ...220
10.3.1 Conteúdos do Ensino Fundamental .......................................220
10.3.1.1 Conteúdos do 6º ano ................................................220
10.3.1.2 Conteúdos do 7º ano ................................................223
10.3.1.3 Conteúdos do 8º ano ................................................225
10.3.1.4 Conteúdos do 9º ano ................................................228
10.3.2 Conteúdos do Ensino Médio .......................................230
10.3.2.1 Conteúdo Estruturante .............................................230
10.3.2.2 Conteúdos para o Ensino Médio - 1º ao 3º anos ......230
10.4 METODOLOGIA ................................................................................234
10.4.1 Encaminhamento Metodológico ............................................234
10.4.2 Recursos Utilizados ..............................................................235
10.4.3 Proposta Pedagógica ...........................................................236
10.4.3.1 Proposta pedagógica para a leitura ........................236
10.4.3.2 Proposta pedagógica para a escrita ......................237
13
10.4.3.3 Proposta pedagógica para a oralidade .................237
10.5 AVALIAÇÃO ..........................................................................................238
10.5.1 Critérios de Avaliação .................................................................238
10.5.1.1 Critérios de avaliação geral .........................................239
10.5.1.2 Critérios de avaliação da leitura .................................239
10.5.1.3 Critérios de avaliação da escrita ................................240
10.5.1.4 Critérios de avaliação da oralidade............................240
10.5.2 Meios de Avaliação ....................................................................241
10.6 LEGISLAÇÃO ........................................................................................242
10.7 REFERÊNCIAS .....................................................................................242
11 LÍNGUA PORTUGUESA..............................................................................244
11.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ................................244
11.2 OBJETIVOS ..........................................................................................247
11.2.1 Objetivos Gerais ........................................................................247
11.2.2 Objetivos Específicos ...............................................................247
11.3 CONTEÚDO ESTRUTURANTE E CONTEÚDOS ESPECÍFICOS .......249
11.3.1 Conteúdo Estruturante ..............................................................251
11.3.2 Conteúdos Básicos e Específicos .............................................252
11.3.2.1 Considerações iniciais ................................................252
11.3.2.2 Considerações importantes ........................................252
11.3.3 Conteúdos do Ensino Fundamental .........................................253
14
11.3.3.1 Conteúdos do 6º ano ................................................253
11.3.3.2 Conteúdos do 7º ano ................................................255
11.3.3.3 Conteúdos do 8º ano ................................................258
11.3.3.4 Conteúdos do 9º ano ................................................261
11.3.4 Conteúdos do Ensino Médio ....................................................264
11.3.4.1 Conteúdos do 1º ano ..................................................264
11.3.4.2 Conteúdos do 2º ano .................................................268
11.3.4.3 Conteúdos do 3º ano ................................................272
11.4 METODOLOGIA ....................................................................................275
11.5 AVALIAÇÃO ..........................................................................................277
11.6 LEGISLAÇÃO .......................................................................................279
11.7 REFERÊNCIAS .....................................................................................280
12 MATEMÁTICA .............................................................................................282
12.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ................................282
12.1.1 Fundamentação Teórica nas Diretrizes Curriculares Estaduais 282
12.1.2 Pressupostos Teóricos do Ensino da Matemática .....................283
12.2 OBJETIVOS ..........................................................................................285
12.2.1 Objetivos Gerais .........................................................................285
12.2.2 Objetivos por Eixo Temático ......................................................286
12.2.2.1 Números e álgebras .......................................................286
12.2.2.2 Geometria........................................................................286
12.2.2.3 Grandezas e medidas ...................................................287
12.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS ..........................287
12.3.1 Conteúdos Estruturantes para a Educação Básica...........287
12.3.2 Conteúdos Básicos para o Ensino Fundamental ..............287
15
12.3.2.1Conteúdo estruturante: números e álgegra.....................287
12.3.2.2 Conteúdo estruturante: grandezas e medidas...............287
12.3.2.3 Conteúdo estruturante: geometrias.................................288
12.3.2.4 Conteúdo estruturante: funções .....................................288
12.3.2.5 Conteúdo estruturante: tratamento de informação .........288
12.3.3
Conteúdos Específicos para o Ensino Fundamental ..............288
12.3.3.1 Conteúdos específicos do 6º ano ...................................288
12.3.3.2 Conteúdos específicos do 7º ano ..................................289
12.3.3.3 Conteúdos específicos do 8º ano ..................................290
12.3.3.4 Conteúdos específicos do 9º ano .................................290
12.3.4 Conteúdos Específicos para o Ensino Médio .............................291
12.3.4.1 Conteúdo estruturante: números e álgebras ................291
12.3.4.2 Conteúdo estruturante: grandezas e medidas ............291
12.3.4.3 Conteúdo estruturante: geometrias ............................292
12.3.4.4 Conteúdo estruturante: funções..................................292
12.3.4.5 Conteúdo estruturante: tratamento de informação.....292
12.4 METODOLOGIA ....................................................................................292
12.5 AVALIAÇÃO ..........................................................................................293
12.6 LEGISLAÇÃO ........................................................................................293
12.7 REFERÊNCIAS .....................................................................................294
13 QUÍMICA ......................................................................................................295
13.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ................................295
13.2 OBJETIVOS ..........................................................................................299
13.2.1 Objetivos Gerais ........................................................................299
13.2.2 Objetivos Específicos ................................................................299
16
13.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES, BÁSICOS E ESPECÍFICOS ........299
13.3.1 Conteúdos Estruturantes ..........................................................299
13.3.2 Conteúdos Básicos e Específicos ...........................................299
13.3.2.1 Conteúdo estruturante I: matéria e sua natureza......299
13.3.2.2 Conteúdo estruturante II: biogeoquímica.................301
13.3.2.3 Conteúdo estruturante III: química sintética ...........302
13.4 METODOLOGIA ....................................................................................302
13.4.1 Abordagem Metodológica .........................................................304
13.4.2 Recursos Utilizados .................................................................306
13.5 AVALIAÇÃO ..........................................................................................306
13.6 LEGISLAÇÃO ........................................................................................307
13.7 REFERÊNCIAS .....................................................................................308
14 SOCIOLOGIA ...............................................................................................308
14.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS ...............................308
14.2 OBJETIVOS ..........................................................................................309
14.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS ..........................309
14.3.1 Conteúdos Estruturantes do Ensino Médio ...............................309
14.3.2 Conteúdos Específicos do Ensino Médio .................................310
14.3.2.1 Conteúdos específicos do 1º ano ..............................310
14.3.2.2 Conteúdos específicos do 2º ano .............................311
14.3.2.3 Conteúdos específicos do 3º ano .............................312
14.4 METODOLOGIA ....................................................................................313
14.4.1 Encaminhamento Metodológico ................................................313
14.4.2 Diretrizes Étnico-Raciais ..........................................................314
14.5 AVALIAÇÃO ..........................................................................................314
17
14.5.1 Critérios de Avaliação ................................................................314
14.5.2 Instrumentos de Avaliação .......................................................314
14.6 LEGISLAÇÃO ........................................................................................317
14.7 REFERÊNCIAS .........................................................................................317
CAPÍTULO III - PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA A FORMAÇÃO DE
DOCENTES .......................................................................................................319
PARTE I – FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO CURSO DE FORMAÇÃO DE
DOCENTES .......................................................................................................319
1 APRESENTAÇÃO .........................................................................................319
1.1 PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS ................................................................319
1.1.1 O Trabalho como Princípio Educativo ............................................319
1.1.2 A Práxis como Princípio Curricular ................................................322
1.1.3 O Direito da Criança ao Atendimento Escolar ..............................323
2 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ...................................................................325
3 PRÁTICA DE FORMAÇÃO ...........................................................................328
3.1 PRIMEIRO ANO DE FORMAÇÃO ..........................................................328
3.2 SEGUNDO ANO DE FORMAÇÃO ..........................................................329
3.3 TERCEIRO ANO DE FORMAÇÃO .........................................................330
3.4 QUARTO ANO DE FORMAÇÃO .............................................................331
4 OBJETIVOS DO CURSO DE FORMAÇÃO ..................................................331
5 AVALIAÇÃO ..................................................................................................332
6 REFERÊNCIAS ..............................................................................................335
PARTE II – PROPOSTA PEDAGÓGICA DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE
FORMAÇÃO DE DOCENTES ...........................................................................340
18
7 DISCIPLINAS DA BASE NACIONAL COMUM .............................................340
7.1 LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA ..............................................340
7.1.1 Carga Horária ................................................................................340
7.1.2 Ementa ..........................................................................................340
7.2 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA .....................................................343
7.2.1 Carga Horária ................................................................................343
7.2.2 Ementa ..........................................................................................343
7.2.3 Referências ...................................................................................343
7.3 ARTE .......................................................................................................344
7.3.1 Carga Horária ................................................................................344
7.3.2 Ementa de Arte por Eixo Temático ................................................344
7.3.2.1 Ementa de teatro e dança .................................................344
7.3.2.2 Ementa de música e artes visuais .....................................345
7.3.3 Referências ...................................................................................345
7.4 GEOGRAFIA ...........................................................................................348
7.4.1 Carga Horária ................................................................................348
7.4.2 Ementa ..........................................................................................348
7.4.3 Referências ...................................................................................349
7.5 FILOSOFIA ..............................................................................................352
7.5.1 Carga Horária ................................................................................352
7.5.2 Ementa ..........................................................................................352
7.5.3 Conteúdos Estruturantes e Específicos .........................................353
7.5.3.1 Conteúdos estruturantes: mito e filosofia ..........................353
7.5.3.2 Conteúdo estruturante: teoria do conhecimento ...............353
7.5.3.3 Conteúdo estruturante: ética .............................................354
19
7.5.3.4 Conteúdos estruturantes: filosofia política .........................355
7.5.3.5 Conteúdo estruturante: filosofia da ciência .......................355
7.5.3.6 Conteúdo estruturante: estética .........................................356
7.6 SOCIOLOGIA ..........................................................................................357
7.6.1 Carga Horária .................................................................................357
7.6.2 Ementa: Conteúdos Estruturantes e Específicos ...........................357
7.6.2.1 Conteúdos estruturantes: o surgimento da sociologia e das
teorias sociológicas ...........................................................................................357
7.6.2.2 Conteúdos estruturantes: o processo de socialização e as
instituições sociais .............................................................................................358
7.6.2.3 Conteúdos estruturantes: cultura e indústria cultural.........358
7.6.2.4 Conteúdos estruturantes: trabalho, produção e classes
sociais ...............................................................................................................358
7.6.2.5 Conteúdos estruturantes: poder, política e ideologia ........359
7.7 MATEMÁTICA .......................................................................................360
7.7.1 Carga Horária .............................................................................360
7.7.2 Ementa .......................................................................................361
7.7.3 Referências ................................................................................361
7.8 FÍSICA ..................................................................................................361
7.8.1 Carga Horária ................................................................................361
7.8.2 Ementa...........................................................................................361
7.8.3 Referências ...................................................................................362
7.9 QUÍMICA ...............................................................................................362
7.9.1 Carga Horária ................................................................................362
7.9.2 Conteúdos .....................................................................................362
7.9.2.1 Conteúdo estruturante: matéria e sua natureza ................362
20
7.9.2.2 Conteúdo estruturante: biogeoquímica .............................363
7.9.2.3 Conteúdo estruturante: química do carbono .....................363
7.9.3 Referências ...................................................................................363
7.10 BIOLOGIA .............................................................................................364
7.10.1 Carga Horária .............................................................................364
7.10.2 Ementa .......................................................................................365
7.10.3 Referências .................................................................................365
7.11 HISTÓRIA ..............................................................................................366
7.11.1 Carga Horária .............................................................................366
7.11.2 Ementa ......................................................................................366
7.11.3 Referências ................................................................................366
7.12 EDUCAÇÃO FÍSICA ..............................................................................367
7.12.1 Carga Horária .............................................................................367
7.12.2 Ementa .......................................................................................367
7.12.3 Referências ................................................................................368
8 DISCIPLINAS DA FORMAÇÃO ESPECÍFICA ..............................................368
8.1 FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO ..................................368
8.1.1 Carga Horária ................................................................................368
8.1.2 Ementa ..........................................................................................369
8.1.3 Referências ...................................................................................369
8.2 FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO ................................371
8.2.1 Carga horária .................................................................................37
8.2.2 Ementa ..........................................................................................371
8.2.3 Referências .........................................................................................372
8.3 FUNDAMENTOS SOCIOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO .............................373
21
8.3.1 Carga Horária ................................................................................373
8.3.2 Ementa ..........................................................................................374
8.4 FUNDAMENTOS PSICOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO .............................374
8.4.1 Carga Horária ................................................................................374
8.4.2 Ementa ..........................................................................................374
8.5 FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
INFANTIL ...........................................................................................................375
8.5.1 Carga Horária ................................................................................375
8.5.2 Ementa ..........................................................................................375
8.5.3 Referências ...................................................................................376
8.6 TRABALHO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL .....................383
8.6.1 Carga Horária ................................................................................383
8.6.2 Ementa ..........................................................................................383
8.6.3 Referências ...................................................................................383
8.7 CONCEPÇÕES NORTEADORAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL ............393
8.7.1 Carga Horária ................................................................................393
8.7.2 Ementa ..........................................................................................393
8.7.3 Referências ...................................................................................394
8.8 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO ..................................395
8.8.1 Carga Horária ................................................................................395
8.8.2 Ementa ..........................................................................................396
8.8.3 Referências ...................................................................................396
8.9 LITERATURA INFANTIL .......................................................................400
8.9.1 Carga Horária .............................................................................400
8.9.2 Ementa ..........................................................................................400
8.9.3 Referências ...................................................................................400
22
8.10 METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA E
ALFABETIZAÇÃO .............................................................................................402
8.10.1 Carga Horária ..............................................................................401
8.10.2 Ementa ........................................................................................401
8.10.3 Conteúdos Básicos .....................................................................402
8.10.4 Referências .................................................................................403
8.11 METODOLOGIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA ................................405
8.11.1 Carga Horária ..............................................................................405
8.11.2 Ementa ........................................................................................415
8.11.3 Referências .................................................................................406
8.12 METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA .......................................413
8.12.1 Carga Horária ..............................................................................413
8.12.2 Ementa ........................................................................................413
8.12.3 Referências .................................................................................414
8.13 METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA ..................................415
8.13.1 Carga Horária ..............................................................................415
8.13.2 Ementa ........................................................................................415
8.13.3 Referências .................................................................................415
8.14 METODOLOGIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS ......................................419
8.14.1 Carga Horária ..............................................................................419
8.14.2 Ementa ........................................................................................419
8.14.3 Referências .................................................................................419
8.15 METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE ..............................................421
8.15.1 Carga Horária ..............................................................................421
8.15.2 Ementa ........................................................................................421
8.15.3 Referências .................................................................................422
23
8.15.3.1 Artes visuais ..................................................................422
8.15.3.2 Música ..........................................................................425
8.15.3.3 Teatro ............................................................................427
8.15.3.4 Dança ............................................................................430
8.16 METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA .....................431
8.16.1 Carga Horária ...........................................................................431
8.16.2 Ementa ......................................................................................431
8.16.3 Referências ...............................................................................431
8.17 PRÁTICA DE FORMAÇÃO: ESTÁGIO SUPERVISIONADO .............433
8.17.1 Carga Horária ..........................................................................433
8.17.2 Ementa .......................................................................................433
8.17.3 Referências ................................................................................433
CAPÍTULO IV - TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO ...........................................437
PARTE I – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO INTEGRADO .............................437
1 APRESENTAÇÃO .........................................................................................437
2 AVALIAÇÃO .................................................................................................437
3 DISCIPLINAS .................................................................................................438
3.1 ARTE .......................................................................................................438
3.1.1 Carga Horária ................................................................................438
3.1.2 Ementa ..........................................................................................438
3.1.3 Conteúdos .....................................................................................438
3.1.3.1 Artes visuais .....................................................................438
3.1.3.2 Música ..............................................................................439
3.1.3.3 Teatro ...............................................................................439
3.1.3.3 Dança ...............................................................................440
24
3.1.3.4 Referências ......................................................................440
3.2 BIOLOGIA ...............................................................................................441
3.2.1 Carga Horária ................................................................................441
3.2.2 Ementa ..........................................................................................441
3.2.3 Conteúdos .....................................................................................441
3.2.4 Referências ...................................................................................443
3.3 EDUCAÇAO FÍSICA ................................................................................443
3.3.1 Carga Horária ................................................................................443
3.3.2 Ementa ..........................................................................................443
3.3.3 Conteúdos .....................................................................................444
3.3.3.1 Esportes ...........................................................................444
3.3.3.2 Ginástica ............................................................................444
3.3.3.3 Lutas ..................................................................................444
3.3.3.4 Dança ................................................................................445
3.3.3.5 Jogos .................................................................................445
3.3.4 Referências ..................................................................................445
3.4 FILOSOFIA ..............................................................................................446
3.4.1 Carga Horária ................................................................................446
3.4.3 Conteúdos .....................................................................................446
3.4.3.1 Mito e filosofia ...................................................................447
3.4.3.2 Teoria do conhecimento ...................................................447
3.4.3.3 Ética ..................................................................................447
3.4.3.4 Filosofia política ................................................................447
3.4.3.5 Filosofia e ciência .............................................................448
3.4.3.6 Estética .............................................................................448
25
3.4.4 Referências ...................................................................................448
3.5 FÍSICA .....................................................................................................449
3.5.1 Carga Horária ................................................................................449
3.5.2 Ementa ..........................................................................................449
3.5.3 Conteúdos .....................................................................................449
3.5.4 Referências ...................................................................................450
3.6 GEOGRAFIA ...........................................................................................450
3.6.1 Carga Horária ................................................................................450
3.6.2 Ementa ..........................................................................................451
3.6.3 Conteúdos .....................................................................................451
3.6.4 Referências ...................................................................................451
3.7 HISTÓRIA ................................................................................................452
3.7.1 Carga Horária ................................................................................452
3.7.2 Ementa ..........................................................................................452
3.7.3 Conteúdos .....................................................................................452
3.7.4 Referências ...................................................................................454
3.8 LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA ..............................................454
3.8.1 Carga Horária ................................................................................454
3.8.2 Ementa ..........................................................................................454
3.8.3 Conteúdos .....................................................................................464
3.8.3.1 Conteúdo estruturante ......................................................455
3.8.3.2 Conteúdos Específicos .....................................................455
3.8.4 Referências ...................................................................................458
3.9 MATEMÁTICA ........................................................................................459
3.9.1 Carga Horária ................................................................................459
26
3.9.2 Ementa ..........................................................................................459
3.9.3 Conteúdos .....................................................................................460
3.9.3.1 Conteúdos estruturantes ..................................................460
3.9.3.2 Conteúdos específicos .....................................................460
3.9.4 Referências ...................................................................................469
3. 10 QUÍMICA ..............................................................................................469
3.10.1 Carga Horária ...........................................................................469
3.10.2 Ementa .....................................................................................469
3.10.3 Conteúdos ..................................................................................469
3.10.3.1 Conteúdos estruturantes ..............................................469
3.10.3.2 Conteúdos específicos .................................................470
3.10.4 Referências .................................................................................470
3.11 SOCIOLOGIA ........................................................................................471
3.11.1 Ementa ......................................................................................471
3.11.2 Conteúdos .................................................................................471
3.11.2.1 Conteúdos estruturantes ............................................471
3.11.2.2 Conteúdos específicos ...............................................472
3.11.2.3 Referências ................................................................474
3.12 INFORMÁTICA ......................................................................................474
3.12.1 Carga Horária ..............................................................................474
3.12.2 Ementa ........................................................................................474
3.12.3 Conteúdos ...................................................................................475
3.12.4 Referências .................................................................................475
3.13 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS .................................476
3.13.1 Ementa ........................................................................................476
27
3.13.2 Conteúdos ...................................................................................476
3.13.2.1 Conteúdos estruturantes ...............................................476
3.13.2.2 Conteúdos específicos ..................................................477
3.13.2.3 Quadro com conteúdos estruturantes e específicos ......477
3.13.3 Referências ...............................................................................478
3.14 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL DO TRABALHO .....478
3.14.1 Carga Horária ............................................................................478
3.14.2 Ementa ......................................................................................478
3.14.3 Conteúdos ................................................................................479
3.14.3.1 Direito constitucional ....................................................479
3.14.3.2 Direito civil .....................................................................479
3.14.3.3 Direito comercial ............................................................479
3.14.3.4 Direito administrativo .....................................................488
3.14.3.5 Direito tributário .............................................................479
3.14.3.6 Direito do trabalho .........................................................480
3.14.3.7 Direitos difusos ...............................................................480
3.14.4 Referências ................................................................................480
3.15 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA ........................481
3.15.1 Carga Horária ..............................................................................481
3.15.2 Ementa .......................................................................................482
3.15.3 Conteúdos....................................................................................482
3.15.4 Referências .................................................................................482
3.16 ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E MATERIAIS .............................483
3.16.1 Carga Horária ..............................................................................483
3.16.2 Ementa ........................................................................................483
28
3.16.3 Conteúdos ...................................................................................483
3.16.4 Referências .................................................................................484
3.17 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL.............................................484
3.17.1 Carga Horária .............................................................................484
3.17.2 Ementa .......................................................................................484
3.17.3 Conteúdos ..................................................................................484
3.17.3.1 Teorias do comportamento organizacional ..................485
3.17.3.2 Comunicação ................................................................485
3.17.3.3 Relações intergrupais ...................................................485
3.17.3.4 Liderança ......................................................................485
3.17.3.5 Motivação e atitudes .......................................................485
3.17.4 Referências ................................................................................486
3.18 CONTABILIDADE ..................................................................................486
3.18.1 Carga Horária .............................................................................486
3.18.2 Ementa ......................................................................................486
3.18.3 Conteúdos ................................................................................486
3.18.4 Referências ...............................................................................487
3.19 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS .......................................487
3.19.1 Carga Horária ............................................................................487
3.19.2 Ementa .......................................................................................488
3.19.3 Conteúdos ..................................................................................488
3.19.4 Referências ................................................................................488
3.20 GESTÃO DE PESSOAS .......................................................................488
3.20.1 Carga Horária .............................................................................488
3.20.2 Ementa .......................................................................................489
29
3.20.3 Conteúdos ..................................................................................489
3.20.3.1 Evolução da administração de pessoas .......................489
3.20.3.2 As organizações e a administração de pessoas ..........489
3.20.3.3 Recrutamento e seleção ..............................................489
3.20.4 Referências ................................................................................490
3.21 INTRODUÇÃO À ECONOMIA ..............................................................490
3.21.1 Carga Horária ............................................................................490
3.21.2 Ementa ......................................................................................490
3.21.3 Conteúdos .................................................................................491
3.21.4 Referências ...............................................................................491
3.22 MARKETING .........................................................................................492
3.22.1 Carga Horária ............................................................................492
3.22.2 Ementa .......................................................................................492
3.22.3 Conteúdos ..................................................................................492
3.22.3.1 Conceito de marketing ..................................................492
3.22.3.2 Ferramentas do marketing............................................492
3.22.3.3 Análise de comportamento de mercado ......................492
3.22.3.4 Produtos, marcas e embalagens ..................................493
3.22.3.5 Vendas..........................................................................493
3.22.3.6 Sistema integrado de marketing ..................................493
3.22.4 Referências ................................................................................493
3.24 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS .........................................494
3.24.1 Carga Horária .............................................................................494
3.24.2 Ementa .......................................................................................494
3.24.3 Conteúdos ..................................................................................494
30
3.24.4 Referências ................................................................................495
3.25 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO ...............................................495
3.25.1 Carga Horária .............................................................................495
3.25.2 Ementa .......................................................................................495
3.25.3 Conteúdos ..................................................................................495
3.25.3.1 Administração ..............................................................495
3.25.3.2 As organizações ..........................................................495
3.25.3.3 Níveis de administração ..............................................496
3.25.4 Referências ................................................................................496
4 AVALIAÇÃO ......................................................................................496
4.1 SISTEMA DE AVALIAÇÃO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS, COMPETÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES ....496
4.1.1 Sistema de Avaliação ....................................................................497
4.1.2 Recuperação de Estudos ..............................................................497
4.1.3 Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e Experiências
Anteriores no Curso Integrado .........................................................................497
4.1.4 Articulação com o Setor Produtivo ...............................................598
4.1.5 Plano de Avaliação do Curso ....................................................... 498
5 RECURSOS HUMANOS ................................................................................498
5.1 PLANO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DO CORPO DOCENTE .........498
5.2 COORDENAÇÃO DO CURSO ................................................................499
5. 3 COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO ............................................................499
5.4 RELAÇÃO DO CORPO DOCENTE ........................................................500
5.5 CERTIFICADOS E DIPLOMAS ...............................................................500
PARTE II – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO SUBSEQUENTE ......................501
31
6 DISCIPLINAS ESPECÍFICAS DO CURSO ...................................................501
6.1 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA ..........................501
6.1.1 Carga Horária ................................................................................501
6.1.2 Ementa ..........................................................................................501
6.1.3 Conteúdos ....................................................................................501
6.1.4 Referências ...................................................................................502
6.2 ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E MATERIAIS ...............................502
6.2.1 Carga Horária ................................................................................502
6.2.2 Ementa ..........................................................................................502
6.2.3 Conteúdos .....................................................................................502
6.2.4 Referências ...................................................................................503
6.3 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL ..............................................504
6.3.1 Carga Horária ................................................................................504
6.3.2 Ementa ..........................................................................................504
6.3.3 Conteúdos .....................................................................................504
6.3.3.1 Teorias do comportamento organizacional .......................504
6.3.3.2 Comunicação ....................................................................504
6.3.3.3 Relações intergrupais .......................................................504
6.3.3.4 Liderança ...........................................................................505
6.3.3.5 Motivações e atitudes ........................................................505
6.3.4 Referências ..................................................................................505
6.4 CONTABILIDADE ....................................................................................506
6.4.1 Carga Horária ................................................................................506
6.4.2 Ementa ..........................................................................................506
6.4.3 Conteúdos .....................................................................................506
32
6.4.4 Referências.......................................................................................506
6.5 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS ..........................................507
6.5.1 Carga Horária ................................................................................507
6.5.2 Ementa...........................................................................................507
6.5.3 Conteúdos .....................................................................................507
6.5.4 Referências ...................................................................................507
6.6 ESTATÍSTICA APLICADA ......................................................................508
6.6.1 Carga Horária ................................................................................508
6.6.2 Ementa ..........................................................................................508
6.6.3 Conteúdos .....................................................................................508
6.6.4 Referências ...................................................................................509
6.7 FUNDAMENTOS DO TRABALHO .........................................................509
6.7.1 Carga Horária ................................................................................509
6.7.2 Ementa ..........................................................................................509
6.7.3 Conteúdos .....................................................................................510
6.7.4 Referências ...................................................................................510
6.8 GESTÃO DE PESSOAS .........................................................................510
6.8.1 Carga Horária ................................................................................510
6.8.2 Ementa ..........................................................................................510
6.8.3 Conteúdos .....................................................................................511
6.8.3.1 Evolução da administração de pessoas ...........................511
6.8.3.2 As organizações e a administração de pessoas ..............511
6.8.3.3 Recrutamento e seleção ..................................................511
6.8.4 Referências.....................................................................................512
6.9 INFORMÁTICA ........................................................................................512
33
6.9.1 Carga Horária ................................................................................512
6.9.2 Ementa ..........................................................................................512
6.9.3 Conteúdos .....................................................................................512
6.9.4 Referências ...................................................................................513
6.10 INTRODUÇÃO À ECONOMIA ..............................................................513
6.10.1 Carga Horária ............................................................................513
6.10.2 Ementa .......................................................................................513
6.10.3 Conteúdos ..................................................................................514
6.10.4 Referências ................................................................................514
6.11 MARKETING .........................................................................................515
6.11.1 Carga Horária ..............................................................................515
6.11.2 Ementa ........................................................................................515
6.11.3 Conteúdos ...................................................................................515
6.11.3.1 Conceito de marketing ...................................................515
6.11.3.2 Ferramentas do marketing ............................................515
6.11.3.3 Análise de comportamento de mercado ........................516
6.11.3.4 Produtos, marcas e embalagens ...................................516
6.11.3.5 Vendas ..........................................................................516
6.11.3.6 Sistema integrado de marketing ....................................516
6.11.4 Referências ...............................................................................516
6.12. MATEMÁTICA FINANCEIRA ...............................................................517
6.12.1 Carga horária .............................................................................517
6.12.2 Ementa ......................................................................................517
6.12.3 Conteúdos ................................................................................517
6.12.4 Referências ..............................................................................518
34
6.13 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL DO TRABALHO .....518
6.13.1 Carga Horária .............................................................................518
6.13.2 Ementa .......................................................................................519
6.13.3 Conteúdos ..................................................................................519
6.13.3.1 Direito constitucional ....................................................519
6.13.3.2 Direito civil ....................................................................519
6.13.3.3 Direito comercial ...........................................................519
6.13.3.4 Direito administrativo ....................................................519
6.13.3.5 Direito tributário ............................................................520
6.13.3.6 Direito do trabalho ........................................................520
6.13.3.7 Direitos difusos .............................................................520
6.13.4 Referências ................................................................................520
6.14 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS .........................................522
6.14.1 Carga Horária ............................................................................522
6.14.2 Ementa .......................................................................................522
6.14.3 Conteúdos ..................................................................................522
6.14.4 Referências ................................................................................522
6.15 PRÁTICA DISCURSIVA E LINGUAGEM ..............................................523
6.15.1 Carga Horária .............................................................................523
6.15.2 Ementa .......................................................................................523
6.15.3 Conteúdos ..................................................................................523
6.15.4 Referências ................................................................................524
6.16 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO ...............................................524
6.16.1 Carga Horária .............................................................................524
6.16.2 Ementa .......................................................................................524
35
6.16.3 Conteúdos ..................................................................................524
6.16.3.1 Administração ...............................................................524
6.16.3.2 As organizações ...........................................................524
6.16.3.3 Níveis da administração ...............................................525
6.16.4 Referências .....................................................................525
7 AVALIAÇÃO ..................................................................................................526
7.1 SISTEMA DE AVALIAÇAO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS E DE EXPERIÊNCIAS ANTERIORES .........................527
7.1.1 Sistema de Avaliação ....................................................................527
7.1.1.1 Recuperação de estudos ..................................................527
7.1.1.1 Subsequente ....................................................................527
7.1.1.2 Ensino médio ...................................................................527
7.1.1.3 Curso de formação inicial e continuada ...........................527
7.1.2 Critérios de Avaliação para o Aproveitamento de Estudos ..........527
7.2 ARTICULAÇÃO COM O SETOR PRODUTIVO ......................................528
7.3 PLANO DE AVALIAÇÃO DO CURSO .....................................................528
7.4 CERTIFICADOS E DIPLOMAS ..............................................................528
CAPÍTULO V - PLANO DO CURSO DE TÉCNICO EM RECURSOS HUMANOS
SUBSEQUENTE ...............................................................................................529
1 JUSTIFICATIVA .............................................................................................529
2 OBJETIVOS ...................................................................................................530
3 DADOS GERAIS DO CURSO .......................................................................531
4 PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO DO CURSO ...........................531
5
ORGANIZAÇÃO
CURRICULAR
CONTENDO
AS
INFORMAÇÕES
RELATIVAS À ESTRUTURA DO CURSO .......................................................532
5.1 DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL E DO TRABALHO ..........................532
36
5.1.1 Carga Horária ................................................................................532
5.1.2 Ementa ..........................................................................................532
5.1.3 Conteúdos .....................................................................................532
5.1.4 Referências ...................................................................................533
5.2 FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL ............................534
5.2.1 Carga Horária .................................................................................534
5.2.2 Ementa ...........................................................................................534
5.2.3 Conteúdos .....................................................................................534
5.2.4 Referências ....................................................................................537
5.3 FUNDAMENTOS DO TRABALHO ..........................................................537
5.3.1 Carga Horária ..................................................................................537
5.3.2 Ementa ............................................................................................537
5.3.3 Conteúdos .......................................................................................538
5.3.4 Referências .....................................................................................538
5.4 FUNDAMENTOS SOCIOLOGICOS DAS ORGANIZAÇÕES ................539
5.4.1 Carga Horária ................................................................................539
5.4.2 Ementa ..........................................................................................539
5.4.3 Conteúdos .....................................................................................539
5.4.4 Referências ...................................................................................541
5. 5 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO ...........................551
5.5.1 Carga Horária ................................................................................542
5.5.2 Ementa ..........................................................................................542
5.5.3 Conteúdos ....................................................................................542
5.5.4 Referências ...................................................................................544
5.6 INFORMÁTICA ........................................................................................545
37
5.6.1 Carga Horária ................................................................................545
5.6.2 Ementa ..........................................................................................545
5.6.3 Conteúdos .....................................................................................545
5.6.4 Referências ...................................................................................548
5.7 INTRODUÇÃO À ECONOMIA ................................................................549
5.7.1 Carga Horária ................................................................................549
5.7.2 Ementa ..........................................................................................549
5.7.3 Conteúdos .....................................................................................549
5.7.4 Referências ...................................................................................551
5.8 MATEMÁTICA FINANCEIRA E ESTATÍSTICA .......................................552
5.8.1 Carga Horária ................................................................................552
5.8.2 Ementa ..........................................................................................552
5.8.3 Conteúdos .....................................................................................552
5.8.4 Referências ...................................................................................555
5.9 PLANEJAMENTO E ANÁLISE DE FUNÇÕES .......................................556
5.9.1 Carga Horária ................................................................................556
5.9.2 Ementa ..........................................................................................556
5.9.3 Conteúdos .....................................................................................556
5.9.4 Referências ...................................................................................557
5.10 PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO EM RECURSOS
HUMANOS ........................................................................................................559
5.10.1 Carga Horária ..............................................................................559
5.10.2 Ementa ........................................................................................559
5.10.3 Conteúdos ...................................................................................559
5.10.4 Referências .................................................................................560
5.11 PSICOLOGIA SOCIAL E DO TRABALHO ............................................562
38
5.11.1 Carga Horária ..............................................................................562
5.11.2 Ementa ........................................................................................562
5.11.3 Conteúdos ...................................................................................562
5.11. 4 Referências ...........................................................................................563
5.12 ROTINAS TRABALHISTAS ...................................................................564
5.12.1 Ementa ........................................................................................564
5.12. 2 Conteúdos ..................................................................................564
5.12.3 Referências .................................................................................567
5.13 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ........................................................567
5.13.1 Carga Horária .............................................................................568
5.13.2 Ementa .......................................................................................568
5.13.3 Conteúdos ..................................................................................568
5.13.4 Referências ................................................................................569
6 SISTEMA DE AVALIAÇÃO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS, COMPETÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES ....570
6.1 SISTEMA DE AVALIAÇÃO .....................................................................570
6.1.1 Recuperação de Estudos ..............................................................570
6.1. 2 Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e Experiências
Anteriores ..........................................................................................................570
6.1.3 Solicitação e Avaliação do Aproveitamento de Estudos ...............571
6.2 PLANO DE AVALIAÇÃO DO CURSO .....................................................571
7 ARTICULAÇÃO COM O SETOR PRODUTIVO ............................................572
8 CERTIFICADOS E DIPLOMAS .....................................................................572
CAPÍTULO VI – CELEM: CENTRO DE ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
MODERNA – ESPANHOL .................................................................................573
1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .....................................................................573
2 OBJETIVOS .........................................................................................574
2.1 OBJETIVOS GERAIS ....................................................................574
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...................................................................575
2.2.1 Objetivos do Ensino da Leitura .....................................................576
39
2.2.2 Objetivos do Ensino da Escrita .............................................576
3 CONTEÚDOS .................................................................................................577
3.1 CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA
SOCIAL ...................................................................................................577
3.2 GÊNEROS DISCURSIVOS E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS
3.2.1 Leitura ............................................................................................577
3.2.2 Escrita.............................................................................................578
4 METODOLOGIA ............................................................................................579
5 AVALIAÇÃO ..................................................................................................579
5.1 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO .................................................................579
5.1.1 Critérios de Ensino da Leitura .....................................................579
5.1.2 Critérios de Ensino da Escrita .......................................................580
5.1.3 Critérios de Ensino da Oralidade ...................................................581
5.2 MEIOS DE AVALIAÇÃO ..........................................................................581
6 REFERÊNCIAS ..............................................................................................582
ANEXOS ..........................................................................................................583
40
CAPÍTULO I
APRESENTAÇÃO
O Projeto Político-Pedagógico do Colégio Benedicto João
Cordeiro, Ensino Fundamental - II fase (6º ao 9º anos) - Ensino Médio, Normal
(Formação de Docentes) e Educação Profissional tem sua proposta pedagógica
definida e apresentada neste documento, que propõe uma educação voltada à
formação do cidadão, pautada nos princípios políticos, éticos, estéticos e
humanos.
A elaboração do Projeto Político-Pedagógico está organizada
tendo como eixo orientador o desenvolvimento da aprendizagem e está
composto por: Ato Situacional, que descreve o histórico da escola e demonstra a
realidade atual e a realidade da comunidade escolar; Ato Conceitual, em que são
apresentadas as várias concepções que esta comunidade escolar tem; e Ato
Operacional, em que estão propostos os procedimentos gerais para o Ensino
Fundamental, Ensino Médio e Formação de Docentes, e ainda, o plano de ações
e a determinação geral deste Projeto Político-Pedagógico.
Desejamos assim, com o Projeto Político-Pedagógico do Colégio
Benedicto João Cordeiro, buscar o desenvolvimento de um processo de ensinoaprendizagem de qualidade.
1 ATO SITUACIONAL
1.1 HISTÓRICO
O Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro – Ensino
Fundamental, Ensino Médio, Normal, e Profissional, está situado na Rua Eurico
Zytkievitz, nº 143, no bairro Sítio Cercado, região sul do município de Curitiba.
Mantido pelo Governo do Estado do Paraná, o colégio foi criado
através da Resolução Conjunta nº 36/81, publicada no Diário Oficial nº 218 de
31/01/81, em 04 de agosto de 1982, pelo então Governador do Estado do
Paraná Ney Amintas de Barros Braga, através da Secretaria de Estado da
Educação, que realizou solenidade de inauguração da escola, localizada no
41
Conjunto Plátanos e Salgueiro, Bairro Pinheirinho, município de Curitiba,
autorizado a ministrar as quatro últimas séries de 1º Grau e 2º Grau gradativo.
Em 1982, pela Resolução nº 2634/82, datada de 06 de outubro
de 1982, foi autorizado o funcionamento regular do 2º Grau para ministrar a
Habilitação Básica em Administração, passando, assim, a denominar-se Colégio
Estadual Benedicto João Cordeiro – Ensino de 1º e 2º Graus - e reconhecido
através da Resolução nº 476/86 de 05 de fevereiro de 1986.
Pela Portaria nº 688/87 de 24 de fevereiro de 1987, o colégio
recebeu autorização para o funcionamento do curso de 2º Grau habilitação
Magistério e Auxiliar Técnico em Contabilidade, reconhecido pela Resolução nº
896/93 de 16 de março de 1993. Neste mesmo ano, através da Resolução nº
897/87, de 27 de fevereiro de 1987, cessaram gradativamente as atividades do
Curso de Habilitação Básica em Administração.
Em 1992, através da Resolução nº 388/92, de 03 de fevereiro de
1992, o estabelecimento de ensino recebeu autorização para o funcionamento
do período intermediário. Em 1997, através da Resolução nº 4056/96 e Decreto
Estadual nº 1.102/87, resolve-se implantar o Curso de Educação Geral de 2º
Grau em substituição às habilidades do mesmo grau de ensino. Todos os cursos
técnicos do estabelecimento de ensino foram cessados.
Posteriormente, o Colégio passou a funcionar nos turnos manhã,
intermediário, tarde e noite, ofertando as quatro últimas séries do ensino
fundamental e do ensino médio.
Em 2005, foi implantado o curso de formação docente, nível
médio, na modalidade integrada, nos turnos da manhã e noite, tendo seu
funcionamento autorizado a partir da resolução nº 134/06 – DG/SEED-PR.
Em 2008 foi aberta uma sala de apoio à aprendizagem aos
estudantes de 5ª série, hoje 6º ano.
Em 2010, foi implantada a educação profissional, com o curso de
técnico em administração, nas modalidades integrado e subsequente, nos turnos
da manhã e da noite, tendo seu funcionamento autorizado pela Resolução nº
42
3504/2009
(integrado),
DOE
10/12/2009
e
Resolução
nº
3147/2009
(subsequente) – DOE 10/12/2009.
O colégio atende atualmente a segunda fase do ensino
fundamental - 6º ao 9º ano - no período da tarde. O ensino médio é ofertado nos
períodos da manhã e da noite. As turmas do curso de formação de docentes
estão nos turnos da manhã e da noite. A educação profissional atende ao curso
técnico em administração, nas modalidades integrado e subsequente, e o curso
técnico em recursos humanos são o ofertados nos turnos matutino e noturno.
O programa Mais Educação, do Ministério de Educação, foi
criado pela Portaria Interministerial nº 17/2007, no intuito de aumentar a oferta
educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas. Atendendo ao
programa, o Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro busca articular os
conteúdos do programa com as seguintes disciplinas curriculares e os seguintes
objetivos:
Ciências – Incentivo ao estudo dos aspectos biológicos e
socioculturais do ser humano e de todas as formas de vida; fomento das ciências
como ferramentas de recriação da vida e da sustentabilidade da terra;
problematização das ciências da natureza e das ciências ambientais.
Matemática – Potencialização de aprendizagens matemáticas
significativas por meio de resoluções de problemas, mobilizando os recursos
cognitivos dos educandos.
Meio ambiente / agenda 21– Educação para a sustentabilidade:
diagnóstico da situação socioambiental para enfrentamento das mudanças
climáticas.
Futsal e Voleibol – Apoio às práticas esportivas e mediativas
para o desenvolvimento integral dos educandos. Promoção da saúde pela
cooperação, socialização e superação de limites pessoais e coletivos.
Em 2012 foi implantado o sistema de ensino fundamental de
nove anos, iniciando-se o 6º ano no lugar da 5ª série, sendo o processo
gradativo.
43
Quanto à organização das turmas, não existem critérios préestabelecidos para a colocação do aluno em determinada turma. Nos 6º anos, as
turmas vão sendo formadas conforme as matrículas.
Finalmente, em 2013, foi desenvolvido e implantado o projeto
denominado "Literatura: Gêneros - Épico, Lírico e Dramático, cujo objetivo é
resgatar o contexto histórico das produções literárias brasileiras e desenvolver
nos alunos o hábito de leitura para que possam fazer referências a outros tipos
de arte e perceber ecos dessa obra em outros discursos, em suas diferentes
linguagens. As aulas são ministradas no contraturno, entre 17h e 19h.
1.2 REALIDADE ATUAL
A humanidade atravessa uma profunda revolução da
tecnologia, do conhecimento e das estruturas econômicas e sociais. A dinâmica
social, política, familiar e profissional está profundamente acelerada, com
mudanças significativas em pequenos períodos de tempo.
Frente a esse cenário, que contempla inúmeras e rápidas
mudanças com diversidade de informações, preocupações ecológicas, políticas
e sociais, num mundo globalizado em que a competitividade é uma realidade a
se conviver, tornam-se necessários alguns questionamentos:
-
Como compreender tal dinâmica?
-
Como gerenciar os relacionamentos interpessoais?
-
Como trabalhar temas contemporâneos?
-
Como acompanhar a velocidade dessas mudanças?
-
Como orientar as famílias no processo de formação de seus
filhos?
Essas questões exigem um processo de ressignificação do que
aprendemos como vivemos e como percebemos as relações sociais e culturais
de diferentes realidades. Dessa forma, as possibilidades de mudança são
mediadas pela reflexão.
44
A educação deve propiciar a percepção e a compreensão dessa
realidade, bem como, criar referenciais que permitam o desenvolvimento da
crítica e do discernimento das informações.
Nessa perspectiva, o papel do professor e da escola não é mais
o de transmitir, mas de mediar e sistematizar o saber, para que seja possível
formar
pessoas
atuantes
e
realizadoras,
capazes
de
(re)
construir,
conscientemente, um mundo pautado pelos princípios éticos, políticos e
humanos.
Para alcançar êxito na mediação dos saberes, a relação dos
profissionais da escola com os discentes é baseada no respeito, no
comprometimento com a formação do cidadão crítico e atuante.
1.3 REALIDADE DA COMUNIDADE ESCOLAR
A comunidade local é caracterizada por uma população de baixo
poder aquisitivo. Historicamente, ela é constituída por famílias que, sem casa
própria, após a criação do Bairro Novo, puderam adquirir lotes ou imóveis.
Os alunos de nossa escola buscam uma melhoria de vida no
sentido econômico, e também buscam uma profissão para inserir-se socialmente
e participar da vida diária da sociedade numa perspectiva cidadã.
O estabelecimento atende alunos de faixa etária mínima de 10
(dez) anos de idade, e no período noturno a faixa etária é variada, porém acima
dos 14 (quatorze) anos de idade, cuja grande maioria reside nas proximidades
da escola e cujos pais são assalariados, evidenciando a existência de muitos
desempregados e de famílias desestruturadas.
Essa desigualdade não se expressa apenas nos níveis
econômico e social, mas também na esfera cultural, pois nossos alunos não têm
acesso às manifestações artísticas, culturais e esportivas.
Em relação à escolaridade, especialmente dos pais ou
responsáveis, muitos são sem escolaridade, no entanto existem os que possuem
a graduação.
45
Nesse contexto, é comum os alunos ingressarem no mercado de
trabalho precocemente. Nos últimos três anos percebeu-se um número
considerável de alunos realizando estágios remunerados.
No período diurno, muitos de nossos alunos trabalham meio
expediente, e no período noturno, de acordo com as estatísticas levantadas,
90% (noventa por cento) dos jovens estão no mercado de trabalho, pois sua
contribuição no orçamento familiar é de suma importância.
Seguem os dados coletados em pesquisas desenvolvidas
através de questionários e realizadas por amostragem com alunos, professores,
funcionários, pais ou responsáveis.
1.3.1 Sociedade Local
As
entrevistas
realizadas
com
a
comunidade
escolar
evidenciaram uma realidade marcada pela desestruturação própria da sociedade
capitalista: em transformação, com má distribuição de renda, dependência e
submissão ao Estado, enquanto poder público, no que se refere ao acesso aos
bens materiais mais básicos para a sobrevivência humana, gerando as mazelas
próprias desse modelo de sociedade: exclusão social, desemprego, violência,
etc., propiciando um movimento de manutenção entre as classes dominantes e
dominadas, o que por sua vez, aprofunda as desigualdades nas relações sociais.
1.3.2 Corpo Funcional, Recursos Materiais e Estrutura Física da Escola
O
Colégio
Estadual
Benedicto
João
Cordeiro,
em
sua
organização administrativa, é composto por um diretor geral, três diretores
auxiliares, equipe pedagógica com 12 (doze) pedagogos em média, um
secretário geral, dez funcionários agente educacional II, vinte funcionários
agente educacional I, um caseiro, corpo docente em torno de 100 (cem)
professores, e uma atual clientela aproximada de 2000 (dois mil) alunos, dois
coordenadores do curso Técnico em Administração e Recursos Humanos, dois
46
coordenadores do curso Formação de Docentes e três coordenadores de
estágio.
Em sua estrutura organizacional, o colégio possui ainda um
Conselho Escolar, órgão representativo da comunidade escolar, que se constitui
num colegiado de natureza deliberativa, consultiva, e fiscal e trata da
organização e realização do trabalho pedagógico e administrativo escolar,
baseado na legislação vigente.
O colégio possui uma Associação de Pais, Mestres e
Funcionários (APMF), órgão colegiado com Estatuto e Regimento próprios, com
o objetivo de colaborar com a escola no que tange às ações que visam à
melhoria na qualidade de ensino e das condições físicas, técnicas e pedagógicas
do Estabelecimento.
A escola tem, como uma de suas metas, incentivar os alunos a
organizarem o Grêmio Estudantil. Este órgão também será organizado com base
na legislação vigente.
Quanto ao espaço físico e técnico, temos 25 (vinte e cinco) salas
de aula, cada uma equipada, em 2008, com um televisor 29 (vinte e nove)
polegadas, tela plana, com entrada para cartões e pendrive e uma antena
parabólica sintonizando a TV Paulo Freire. A biblioteca, com sistema
informatizado, possui em seu acervo, em média 11.000 (onze mil) títulos,
somando um volume de 15.000 (quinze mil) livros. Há, ainda, um laboratório de
Ciências (física, química e biologia) e dois laboratórios de informática, um com
32 (trinta e dois) computadores instalados do Projeto Paraná Digital, implantado
em 2005, e outro com 10 computadores do PROINFO, instalados em 2007, para
atender todas as áreas do conhecimento. A Escola também conta com uma sala
de recepção à comunidade escolar, uma sala para entrega do leite do “Programa
Leite das Crianças”, uma sala de educação física, uma área coberta, duas
quadras esportivas sem cobertura, uma quadra coberta, uma cozinha, uma
cantina, uma ampla área livre, um estacionamento, casa do caseiro, banheiros
para professores, banheiros para alunos, uma sala dos professores, uma sala de
estudos e planejamentos, salas específicas para a direção, direção auxiliar,
47
secretaria, equipe pedagógica e depósito. O estabelecimento de ensino está
inscrito no Programa TV Escola.
Em sua organização curricular, o colégio cumpre os 200
(duzentos) dias letivos, com carga horária de 25 (vinte e cinco) horas aulas-aula
semanais, num total de, no mínimo 800 horas anuais, conforme legislação
vigente.
Visando ao apoio pedagógico, a escola oferece livros didáticos
do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o Ensino Fundamental nas
disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia e
para o Ensino Médio (PNLEM) nas disciplinas de Biologia, História e Química. O
colégio conta também com os livros didáticos de Língua Portuguesa, Língua
Estrangeira Moderna, Matemática, Filosofia, Sociologia, Geografia, História,
Física, Química, Educação Física e Biologia para o Ensino Médio, enviados pela
SEED/PR aos alunos, bem como materiais de apoio pedagógico como TV, vídeo
e DVD, retroprojetor, jogos pedagógicos, mapas, globos, material de apoio para
o laboratório de ciências e outros.
A Proposta Curricular de cada área do conhecimento foi
elaborada pelos professores e equipe pedagógica, a partir das Diretrizes
Curriculares do Estado do Paraná no período de Julho a Outubro de 2006.
A Proposta Curricular e o Plano de Trabalho Docente vêm sendo
constantemente reformulados e atualizados nas reuniões pedagógicas previstas
em calendário, como também em dias específicos determinados pela
mantenedora.
Com a participação da comunidade escolar no levantamento de
informações para o desenvolvimento deste projeto chegou-se às seguintes
conclusões:
-
Temos uma escola carente de recursos físicos e estruturais
e, ainda, de melhores condições de trabalho aos professores, o que de certa
forma acaba interferindo no processo de ensino de qualidade;
-
No que diz respeito aos problemas disciplinares, nota-se que
o desajuste escolar, muitas vezes, é fruto da falta de funcionários específicos e
48
capacitados para a função disciplinar e de inspeção, o que deveria ser
proporcionado pela mantenedora desta instituição, através de concursos
públicos para inspetores escolares com urgência, pois apenas as equipes
diretiva e pedagógica não têm condições de desempenhar esta função, visto que
seus trabalhos possuem especificidades próprias.
Para a comunidade, a escola proporciona uma melhoria de vida,
por se constituir em espaço para busca de conhecimentos significativos para seu
futuro. Os alunos ainda veem a Escola como instituição que propicia a formação
para o trabalho, mas que está assumindo funções que são de outras instituições,
ultrapassando a educação formal. Nesse sentido, sugere-se que sejam
oportunizados mais cursos profissionalizantes à comunidade.
A realidade escolar apresenta alunos e professores com as
seguintes características:
-
Frutos de uma sociedade que, de certa forma, modificou-se
muito rapidamente em consequência das inovações da ciência e tecnologia
baseadas nas relações de poder e de produção, da divisão de classe, da
reprodução cultural e social, em que não há espaço para todos viverem com
condições socioeconômica e culturais dignas, sendo privados de um processo de
humanização e libertação cidadã, que coloca em questão o desenvolvimento de
alguns fatores de situações de risco para os alunos e até mesmo de
desmotivação pessoal e profissional dos professores e equipes diretiva e
pedagógica. Tudo isso é resultado da negação do acesso aos bens culturais
produzidos pela humanidade.
No que se referem aos funcionários, observa-se que eles
apresentam as seguintes características: interessados, querendo colaborar com
a instituição escolar; sem formação para o que lhe é proposto; a maioria dos
agentes administrativos possui concurso, no entanto, no caso dos agentes de
apoio, a maioria é contratada sem concurso público.
A partir da realidade apresentada, entende-se como função
social da escola o papel de assegurar um ensino de qualidade, visando à
aprendizagem e formação do cidadão pleno, consciente capaz de inserir-se na
49
sociedade.
1.4 OFERTA DE ENSINO E TURNOS DE FUNCIONAMENTO
Atualmente, o Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro oferta:
ensino fundamental 6º ao 9º anos; ensino médio regular; formação de docentes
educação infantil anos iniciais do ensino fundamental; técnico em administração
integrado e subsequente técnico em recursos humanos subsequente; e espanhol
básico, pelo CELEM, como atividade complementar.
O ensino fundamental – fase II: 6º ao 9º anos - é oferecido no
turno vespertino.
O ensino médio regular, com duração de 03 (três) anos é
ofertado nos turnos matutino e noturno.
O curso de formação de docentes - educação infantil anos
iniciais do ensino fundamental é ofertado nos turnos matutino e noturno, com
duração de 04 (quatro anos).
O curso Técnico em Administração Integrado tem duração de 04
(quatro) anos e é oferecido nos turnos matutino e noturno.
O curso Técnico em Administração Subsequente, com duração
de 03 (três) semestres, é ofertado nos períodos matutino e noturno.
O curso Técnico em Recursos Humanos Subsequente é
ofertado nos turnos matutino e noturno e tem duração de 01 (um) ano.
O CELEM (Centro de Língua Estrangeira Moderna) funciona no
período da noite, ofertando ensino de espanhol básico.
1.4.1 Sala de Apoio
O estabelecimento de ensino conta com salas de apoio, que
atendem alunos do 6º e do 9º ano, no contraturno, nas disciplinas de língua
portuguesa e matemática.
Há 04 (quatro) horas-aula semanais de matemática e 04 (quatro)
50
horas-aula semanais de língua portuguesa. Nesses dias, o aluno passa o dia
todo na escola, sendo-lhe oferecido almoço ao meio-dia.
2 MARCO CONCEITUAL
2.1 CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE
O Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro concebe a
necessidade de uma sociedade justa, democrática, a serviço da cidadania e
capaz de proporcionar melhores condições sociais para a humanidade, em que:
- A população tenha a garantia de satisfação de suas
necessidades básicas de moradia, alimentação, saúde, educação, trabalho,
segurança e lazer;
- Sejam garantidos os direitos individuais e sociais do ser
humano;
- O homem seja sujeito de sua própria história, independente de
raça, cor, religião, condição social, idade e sexo;
- A solidariedade seja um dos princípios da convivência da
humanidade;
- Seja garantido a todos o exercício da cidadania;
- A educação propicie, além de formação para o trabalho,
formação humana e cidadã.
- Sendo assim, considera-se o conhecimento como pressuposto
para a construção da sociedade necessária.
2.2 CONCEPÇÃO DE CIÊNCIA / CONHECIMENTO E CULTURA
Considera-se ciência o conhecimento que ultrapassa o saber de
senso comum para o saber científico, aquele que cria condições para que os
conteúdos tornem-se conhecimentos sistematizados, produzidos a partir da
realidade social dos educandos, de forma integral e não fragmentada, levando
51
em consideração os saberes historicamente e culturalmente produzidos pela
humanidade.
SNYDERS (1988) coloca em sua obra “A Alegria na Escola” que
a escola é a responsável pela formação humana dos sujeitos no sentido integral,
pois, na escola, os jovens devem aprender conteúdos de significados culturais
de forma que possam superar o conhecimento de senso comum e transformá-los
em conhecimento científico por sua mediação.
Isso significa dizer que a escola não deve se ater no saber
fragmentado, no conhecimento espontâneo, nem na cultura popular, pois eles
existem independentemente da escola, já que são resultados das diversas
relações que permeiam as práticas sociais, referindo-se à experiência individual,
de senso comum.
Segundo SAVIANI (1992), a escola tem a sua existência
justificada com base no "saber sistematizado que diz respeito ao conhecimento
elaborado e, portanto, é essa cultura que deve ser trabalhada pela escola", pois
é "socialmente valorizada e refere-se ao trabalho intelectual, por isso está ligada
às classes dominantes" (p.22-23).
2.3 CONCEPÇÃO DE HOMEM
A concepção de homem deve se configurar no conceito de
homem como "ser social, capaz de transformar a natureza para garantir a sua
existência, através do trabalho, o que o diferencia dos outros animais" (SAVIANI,
1992, p.19) acrescentando-se ainda que, o homem "não se limita à
imediaticidade das situações com que se depara (...); produz universalmente
(para além de sua sobrevivência e de sua prole) "(ANDERY, 1988, p.12), ou
seja, ele produz a sua existência, a sua história e, nesta produção, a educação
participa como um "fenômeno próprio dos seres humanos (...), referindo-se à
produção do saber, ao conjunto da produção humana" (SAVIANI, 1992, p.19-20).
Na sociedade capitalista em que vivemos, há uma complexidade
de relações, com uma grande diversidade e desigualdades sociais aprofundadas
pelo "impacto do progresso tecnológico, da globalização, da urbanização, das
52
polarizações e do novo papel do Estado" (DOWBOR, 1997, p.28). Nesse
contexto, o homem, enquanto ser social, individualizado, ora explorador, ora
explorado, tem que se tornar competitivo para atender às necessidades dessa
sociedade e poder sobreviver.
Esse homem, ao ser submetido às leis do mercado que regem
essa sociedade, é privado de sua humanidade, sendo tratado como “coisa”,
encontrando-se diante de uma distribuição desigual da ciência e da educação, o
que limita o seu reconhecimento da condição de explorado.
2.4 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO E CIDADANIA
A educação, na ótica da sociedade capitalista e do novo papel
do Estado, torna-se mercadoria, que será distribuída de forma desigual, havendo
uma escola que servirá a poucos (aos que dominam) e a outra que servirá à
maioria e que não necessariamente terá a qualidade de que necessitam e o
comprometimento com a melhoria de vida dessa população.
Diante
do
que
vivemos
cotidianamente,
a
democracia
representativa não tem sido capaz de estabelecer estruturas justas para todos,
faz-se necessário reconstruir o projeto de sociedade e educação vigentes, pois
ambos participam da construção e efetivação do fazer escolar.
Esses projetos devem estar calcados em princípios realmente
democráticos para que sejam dadas prioridades aos aspectos humanos, em
detrimento dos econômicos, defendendo um projeto de educação que possibilite
"a aquisição dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos
indivíduos para que eles se tornem humanos" (SAVIANI, 1992, p.21) e, possam
compreender e participar conscientemente das decisões que estruturam a
sociedade.
A educação escolar, na perspectiva de uma sociedade
democrática, tem sua dimensão política reconhecida no compromisso em formar
o homem crítico, capaz de tomar decisões diante da realidade social,
constituindo-se, assim, como sujeito que não permanece indiferente às diversas
situações.
53
Nesse sentido, o projeto de educação a ser implantado pela
escola tem que ser algo em que os elementos essenciais, que cabem a ela fazer,
sejam realizados, existindo, ainda, a possibilidade de os sujeitos integrantes da
escola intervir na realidade, de maneira a superar suas necessidades imediatas.
Cabe à escola, enquanto instrumento da educação, a tarefa de
"socializar o saber sistematizado e não o fragmentado, o conhecimento
elaborado e não o espontâneo; (...) à cultura erudita e não à cultura popular. (...)
É a exigência de apropriação do conhecimento sistematizado por parte das
novas gerações que torna necessária a existência da escola". Devendo ela,
"propiciar a aquisição de instrumentos que possibilitem o acesso ao saber
elaborado (ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber."
(SAVIANI, 1992, p.23), ou seja, não deve se deter no saber fragmentado, no
conhecimento espontâneo, nem na cultura popular, pois eles existem
independentemente da escola já que, são resultados das diversas relações que
permeiam as práticas sociais, referindo-se à experiência individual, de senso
comum.
A escola tem como função garantir a todos os seus alunos,
principalmente àqueles que se encontram inserida numa relação de dominação,
submissão e passividade, a instrumentalização e acesso ao saber sistematizado,
a fim de que possam ter elementos científicos para analisarem e intervirem na
realidade. São esses alunos, provenientes das classes menos favorecidas, que
vivem em condições precárias de vida, que necessitam que a escola pública se
utilize da experiência de vida das camadas populares de modo que, ao
adquirirem
o
conhecimento
sistematizado
e
historicamente
acumulado
(convertido em saber escolar), possam ter argumentos e consigam elaborar
meios para enfrentar as desigualdades presentes no contexto social em que
vivem.
2.5 CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM E ENSINO
O Colégio Benedicto João Cordeiro tem como eixo principal de
seu trabalho a aprendizagem. Dessa forma, mais importante do que saber o que
54
ensinar é saber como ensinar e como desenvolver o processo de aprendizagem.
Sendo assim, percebe-se a necessidade de docentes realmente
envolvidos com processo de aprendizagem de seus alunos, no sentido de
estarem preparados para os diferentes desafios que permeiam a prática de
ensino e o desenvolvimento do educando.
Para KHOL (1992) “A aprendizagem desperta processos internos
de desenvolvimento que só podem ocorrer quando o indivíduo interage com
outras pessoas. O processo de ensino aprendizagem que ocorre na escola
propicia o acesso dos membros imaturos da cultura letrada ao conhecimento
construído e acumulado pela ciência...”
A aprendizagem, em seu sentido mais amplo, relaciona-se com
desenvolvimento, no sentido mais restrito, significa aquisição de conhecimentos
adquiridos pelo sujeito com o tempo, de tal forma que a aprendizagem ocorre
quando uma dada informação, até então abstrata para o aluno, se materializa
em experiências concretas, que vão ampliando seu universo de saberes, por
meio da interação com o objeto de estudo, compreendendo a aprendizagem um
movimento espiral, da qual o educando, de posse de um determinado conceito
ou habilidade, amplia seu conhecimento.
O conceito de desenvolvimento, que se refere ao sentido amplo
e ao mesmo tempo integral, é o resultado da aquisição de diversas capacidades
e aprendizagens motora, emocional, intelectual, biológica, psicológica e social.
O que a instituição busca para os seus educandos é que eles
não só recebam as informações que lhes são repassadas, mas que saibam
relacioná-las ao seu viver, e que possam agir, posicionar, questionar e pensar
criticamente, apropriando-se do saber de forma orientada, passando a ser a ser
agentes transformadores, que constroem sua cidadania e novos saberes.
2.6 CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO
Entendemos que o currículo é composto pelas atividades
nucleares que a escola deve desenvolver e um mecanismo que supõe a
55
superação entre a teoria e prática.
O currículo expressa uma visão de mundo sobre vários campos
culturais existentes, por isso não pode separar os conteúdos, que se
complementam, devendo ser dispostos de forma organizada e sistematizada ao
aluno.
O momento da busca do conteúdo programático dá início ao
processo de diálogo em que se produz uma educação libertadora.
Para
FREITAS (1998) “A didática sem a visão curricular torna-se míope, pois o
currículo que faz a conversão da concepção de homem
e da concepção de
educação no interior da ação pedagógica e, como tal, detém, igualmente, seu
potencial de crítica.”
Para organizar o nosso currículo tomamos os princípios de
SILVA (1990): “É através do currículo, concebido como elemento discursivo da
política, que os diferentes grupos sociais, especialmente os dominantes,
expressa sua visão de mundo, seu projeto social, sua verdade”.
O currículo é um espaço, um campo de produção e criação de
significado. No currículo se produz o sentido e significado sobre os vários
campos e atividades sociais e culturais existentes.
Não é possível entender o currículo efetivamente em ação sem
compreender o que acontece na escola e na sala de aula. Quando se pensa em
currículo, não se podem separar forma e conteúdo. O conteúdo está sempre
envolvido numa certa forma, e os efeitos desta podem ser tão importantes
quanto os comumente destacados efeitos do conteúdo.
2.7 CONCEPÇÃO DE TRABALHO
Segundo Marx, trabalho é o fator que medeia o homem e a
natureza, é o esforço do homem para regular o seu metabolismo com a
natureza, é a expressão da vida humana e através do trabalho, o homem
transforma a si mesmo.
O trabalho é uma necessidade natural por que permite uma forte
56
relação entre o homem e a natureza, e esta mesma natureza é transformada
pelo homem, através do desempenho de seu trabalho, concreto ou abstrato, pois
as duas formas dependem da força humana, mesmo sendo atividades
diferentes. Portanto, o trabalho quando propiciar o exercício da criação, da
reflexão e da autorrealização, será sempre qualificador.
Mas, a partir do modo de produção em que o capital detém a
propriedade dos meios e instrumentos de produção e da força de trabalho,
determina-se o processo de desqualificação do trabalhador. O controle do
trabalho passa para as mãos do capitalista e de seus prepostos, os especialistas
que vão planejar e controlar o processo de produção, do que resulta a
desqualificação do trabalhador.
Essas relações de produção se constituem relações de
exploração de uma parte da população sobre a outra, sob a forma da
apropriação do trabalho alheio. Entretanto, com o constante desenvolvimento de
novos instrumentos de trabalho e a utilização racional dos recursos disponíveis,
foi sendo possível produzir cada vez mais de acordo com suas necessidades, de
tal forma que, desde épocas muito remotas, o homem conseguiu atingir um
estágio na produção de sua existência material, o qual lhe permite produzir para
além de seu consumo imediato, ou seja, ele produz um excedente.
O processo de produção capitalista só se sustenta a partir da
exploração do trabalho alheio. Da mesma forma, para que o capitalismo se
perpetue, é necessário que as relações sociais que se dão no nível da produção
sejam relações de exploração dos proprietários dos meios de produção sobre os
que dispõem apenas da própria força de trabalho.
As relações de produção, vigentes no modo de produção
capitalista, acabam determinando, embora em última instância, a forma como
essa sociedade se organiza e, consequentemente, a educação.
A exploração do trabalho não depende da ação e vontade dos
homens individualmente considerados, mas das condições históricas e sociais
em que se dão (e da qual fazem parte) tais ações, ou seja, das condições gerais
do modo capitalista de produção. Por isso, deve considerar-se que, embora,
57
determinadas características do trabalho se façam presentes em todas as
épocas e formações sociais, a formulação da concepção de trabalho em geral se
reveste de especificidades decorrentes de cada modo produção.
O trabalho é uma atividade que está, segundo ANDERY (1988),
“na base de todas as relações humanas, condicionando e determinando a vida.
É (...) uma atividade humana intencional que envolve forma de organização,
objetivando a produção dos bens necessários à vida” (p.13).
Nessa perspectiva, é preciso entender o trabalho como ação
intencional, do homem em suas relações sociais, dentro da sociedade capitalista,
na produção de bens. É preciso compreender, ainda, que o trabalho não
acontece de forma tranquila, estando marcado pelas relações de poder.
Ao considerarmos o trabalho uma práxis humana, é importante o
entendimento de que o processo educativo é um trabalho não material, uma
atividade intencional que envolve formas de organização necessária para a
formação do ser humano. E na concepção de trabalho em geral, que se realiza
historicamente na fase de desenvolvimento das forças produtivas como trabalho
industrial moderno, passou a ser o fundamento desse princípio educativo,
voltado para a formação de intelectuais capazes de recompor, nos limites do
capitalismo, a ruptura entre ciência e trabalho, entre teoria e prática, entre
reflexão e ação.
No trabalho educativo, o fazer e o pensar entrelaçam-se
dialeticamente e é nessa dimensão que está posta a formação do homem. As
formas concretas de realização do trabalho é que definirão as diferentes
concepções do trabalho como princípio educativo, com os contornos que cada
concepção assume em cada fase de desenvolvimento do capitalismo. Por isso,
podemos dizer que o trabalho, no sentido transformador, define a essência
humana é a forma pela qual o homem produz a sua existência.
O
trabalho,
enquanto
principio
educativo,
historicamente
apresenta-se enquanto perspectiva para retomada do processo educacional na
sua amplitude como instrumento de transformação social e a serviço da classe
trabalhadora.
58
2.8 CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA
O Colégio Estadual Benedito João Cordeiro concebe a
tecnologia como um rol de recursos qualificados, que criam um impacto
significativo não somente na produção de bens e serviços, mas também no
conjunto das relações sociais, culturais e humanas.
O conhecimento é o eixo estrutural comum que norteia a
educação, a escola e a sociedade, e, para que todo cidadão exerça sua
cidadania plena, é necessário que todos tenham acesso à informação e à
tecnologia.
As implicações dos avanços da tecnologia indicam que estamos
vivendo um período de transformações revolucionárias, pois a mesma constitui
um salto qualitativo na história da humanidade.
Um dos maiores avanços foi a introdução da informática e dos
computadores na sociedade. Nesse sentido, o computador pode ser classificado
como Instrumento de Ensino por apresentar alguns motivos para introduzi-lo na
Escola:
•
O computador é cada vez mais empregado em laboratórios
de todo tipo para ajudar nos cálculos ou realizar simulações. Sua presença
tende, portanto, a ser introduzida em aulas de Ciências Exatas, pois está se
tornando uma ferramenta poderosa para essas áreas;
•
O computador coloca em destaque a lógica, porém, podem-
se levar os alunos a transcenderem o aspecto demasiadamente técnico e
perceberem que a Lógica e a Filosofia sempre caminharam juntas. Temos como
exemplo Aristóteles, Descartes, Leibniz e até Pascal, um excelente observador
da alma humana que foi também matemático e um dos pais do computador;
•
Outra razão, a mais comum, é a preparação dos alunos para
um mundo em que a maioria deverá saber lidar com computadores e
tecnologias.
É importante salientar que não basta o aluno "ter contato" com
os computadores, povoar as escolas com os equipamentos e adequar os
59
horários para todos tenham acesso a essa tecnologia. É importante, acima de
tudo, saber exatamente o que se quer com esse contato, o que significa e quais
as possíveis aplicações dos conhecimentos básicos de programação, aplicativos,
editores de textos, planilhas eletrônicas, Internet...
A educação deve ser o veículo efetivo da evolução social pelos
valores que consegue transmitir. Ela não deve ser apenas um meio de
conservação da estrutura social, mas também um meio de evolução dinâmica
dessa estrutura.
Por essa razão, o homem será identificado a partir de uma
cultura comum, cujo conjunto de valores, a partir do todo, preserva a
individualidade de cada um.
O ser humano deverá ter também uma educação formal,
conhecer e dominar linguagens que possibilitem que cada indivíduo libere suas
emoções, tenha senso de oportunidade e explicite suas intenções. Enfim,
devem-se buscar homens que, através da sua participação em todo o sistema,
exponham seus projetos e construam novos sistemas, ou seja, homens que
façam a história.
2.9 CONCEPÇÃO DE GESTÃO
Discorrer acerca de gestão escolar é sem dúvida uma tarefa que
exige um mínimo de compreensão sobre várias temáticas, sendo necessário o
conhecimento sobre a economia brasileira e mundial e a influência de órgãos
internacionais de financiamento como o FMI e Banco Mundial sobre o Estado, e
consequentemente, deste sobre a educação, entre outros.
Para entender a gestão de nossas escolas, precisamos também
acompanhar os processos políticos nas diversas esferas do poder público, pois
não
é
possível
deixar
de
citar
sua
importância
como
elemento
de
democratização social através de seus processos administrativos e pedagógicos,
assim como é obrigatória a defesa da participação como ação democratizante,
na contramão do uso violento da autoridade.
60
Podem ser citados como experiências democráticas na escola: a
participação nas questões administrativas, a elaboração de políticas, o
planejamento cooperativo, a criação e manutenção de comitês ou conselhos, a
presença de um currículo que oportunize a participação de classes excluídas
socialmente, entre outras.
A existência da escola como local propiciador de experiências
democráticas e de aprendizagem da democracia é também defendida por PARO
(2000), para quem a escola deve cumprir sua dimensão social ao educar para a
democracia.
Uma das maneiras de se garantir esta ação consciente e
conjunta na escola é através da construção do projeto político-pedagógico.
Segundo VEIGA (2001), este é o momento democrático de decisões que deve
superar a competitividade, o corporativismo e o autoritarismo, pois para a autora,
a gestão democrática não se concretiza se não houver a participação dos
representantes dos diversos segmentos (direção, professores, funcionários,
alunos, comunidade) nas decisões das ações pedagógicas e administrativas,
desenvolvidas no interior da escola. Destacam-se, portanto, os mecanismos de
participação na escola como forma de garantia da gestão democrática e a
existência dos seguintes órgãos colegiados de participação: a Associação de
Pais, Professores e Funcionários, o Conselho de Escola, o Grêmio Estudantil e
os Conselhos de Classe.
2.10 CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
O objetivo da inclusão, principalmente em âmbito escolar, é de
superar as situações de exclusão, reconhecendo os direitos da diversidade e
estimulando a participação social plena.
A inclusão prevê uma reestruturação do sistema educacional,
objetivando oferecer um espaço democrático e competente, onde se possa
trabalhar com todos os educandos, sem distinções, baseando-se no princípio do
respeito à diversidade.
A educação deve estar voltada para a prática da cidadania, de
61
forma dinâmica, valorizando e respeitando as diversidades dos alunos,
estimulando-os a construírem seu processo de conhecer, aprender, reconhecer e
construir sua própria cultura.
A educação inclusiva tem a incumbência de contemplar objetivos
individuais de cada aluno, desvinculando-se da concepção de que todos os
alunos devem atingir os mesmos objetivos. Ela redimensiona ações internas da
escola, modificando o funcionamento para atender ao pluralismo cultural de sua
clientela e buscando respostas individuais para as necessidades de cada um,
com a ação pedagógica centrada no aluno.
Ressalte-se que a inclusão não é tão somente a matrícula de
todos os alunos com necessidades especiais em escolas comuns, ignorando
suas peculiaridades. Há necessidade de oferecer ao professor e à escola
suporte necessário à sua ação pedagógica. O respeito e valorização à
diversidade exigem que estabelecimentos de ensino e profissionais estudem e
reflitam sobre inclusão, visando a oferecer melhores condições de acesso e
permanência na escola.
Todas as escolas devem organizar e disponibilizar recursos para
a remoção de barreiras que impossibilitem a aprendizagem de alunos com
necessidades especiais, considerando as dificuldades de cada um.
No que se refere ao ensino, acredita-se que o professor deve ser
capaz de modificar planos e atividades, à medida que percebe os interesses e
dificuldades dos alunos, porém a mudança deve ser internalizada, sem haver
necessidades de imposições, transformando suas salas de aula em espaços de
busca conhecimento, de ensino e aprendizagem
É recomendável que a prática reflexiva seja ampliada em
conjunto, para que todos, no âmbito da escola, realizem um trabalho coeso e
significativo à prática cooperativa e global, assumindo o compromisso da
melhoria na qualidade da ação pedagógica.
Defrontamo-nos cada dia mais com as dificuldades apresentadas
pelos nossos jovens em consequência da falta de estrutura familiar,
imprescindível para a formação integral da pessoa. Para realizar o seu papel de
62
mediar a aquisição do conhecimento, a escola depende da formação moral e da
formação de valores, que são a base da formação omnilateral de que nos fala
Marx. Sendo assim, proporcionamos condições para que o aluno adquira
respeito pelo colega e aceite as diferenças dentro da diversidade existente, no
intuito de que essas diferenças não se transformem em desigualdades.
Para que o aluno possa construir-se socialmente, a instituição de
ensino apregoa a coexistência pacífica entre pessoas diferentes, respeitando-se
as diferenças sociais, étnicas, de gênero, entre outras.
A diversidade de gênero busca combater relações autoritárias e
questionar a rigidez dos padrões de conduta estabelecida para o feminino e para
o masculino, apontando para a sua transformação.
2.10.1 Da Equipe Multidisciplinar
Para efetivar as políticas de inclusão e diversidade, o
estabelecimento de ensino conta com uma equipe multidisciplinar, constituída
por professores e funcionários.
A equipe multidisciplinar é uma instância de organização do
trabalho escolar, instituída pela Instrução 017/2006 – SUED/SEED, de acordo
com o artigo 8º da Deliberação n. 4/06 – CEE/PR, com a finalidade de orientar e
auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à educação das relações étnicoraciais e ao ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, ao
longo do período letivo.
Embora considere importantes as finalidades propostas pela
Secretaria da Educação do Estado do Paraná para as equipes multidisciplinares,
os profissionais da educação do Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro
observam que a inclusão e a discussão sobre a diversidade devem ser
ampliadas, pois as discriminações não ocorrem apenas por razões étnicas ou
raciais, mas também devido à orientação sexual, à opção religiosa, à origem
nacional, à classe social, enfim, em razão das diferenças decorrentes de uma
sociedade
complexa
e
das
dificuldades
humanas
de
mudar
padrões
preestabelecidos pela sociedade autoritária burguesa.
63
Devido a essa visão ampla, a equipe multidisciplinar da escola
organiza, com o corpo docente, atividades relativas à educação para a
diversidade, as quais objetivam conscientizar a comunidade escolar sobre a
importância do respeito às diferenças étnicas, religiosas, sociais, sexuais,
econômicas e culturais.
Nesse sentido, a equipe multidisciplinar promove a formação
continuada não apenas de seus integrantes, mas de todos aqueles envolvidos
nas atividades organizadas ao longo do ano.
A equipe multidisciplinar procura também fazer a articulação das
disciplinas da Base Nacional Comum com os conteúdos relativos às
diversidades, em consonância com as Diretrizes Curriculares Estaduais da
Educação Básica.
2.11 CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DE ESCOLA
Os princípios filosóficos que norteiam o Colégio Estadual
Benedicto João Cordeiro, são:
•
•
Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber;
•
Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
•
Respeito à liberdade e apreço à tolerância;
•
Respeito às diversidades étnicas raciais;
•
Apreço à história do povo brasileiro em suas origens e africanidade;
•
Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
•
Valorização do profissional da educação escolar;
•
Gestão democrática do ensino público, na forma da Lei e da legislação dos
sistemas de ensino;
64
•
Garantia de padrão de qualidade;
•
Valorização da experiência extraescolar;
•
Vinculação entre educação escolar, o trabalho e as práticas sociais;
•
Gestão democrática e colegiada da escola.
2.12 FINALIDADES DA ESCOLA
O Estabelecimento de Ensino tem por finalidade promover no
Ensino Fundamental (5ª a 8ª série / 6º ao 9º anos) e no Ensino Médio (1 ° a 3°
anos ), visando:
•
Desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável
para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho,
nos estudos posteriores e na sociedade;
•
O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
•
O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a
aquisição dos conhecimentos indispensáveis para a formação cidadã;
•
A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino
Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
•
A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para
continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a
novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento
•
posteriores;
O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação
ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e de pensamento crítico.
•
No que se refere à Educação Profissional (Formação de Docentes), o
Estabelecimento de Ensino oferta também o curso de Formação de Docentes
- Normal de Nível Médio, na modalidade integrada, nos turnos da manhã e
noite, com base numa visão educacional em que o trabalho é o eixo do
processo educativo através do qual se modifica a natureza e ao mesmo
65
tempo em que se incorpora a própria história da formação humana.
•
Partindo desse pressuposto, o curso delineia as seguintes metas:
A compreensão e apreensão:
- da natureza das relações que os homens estabelecem com o
meio natural e social;
- das relações sociais nas tessituras institucionais;
- da educação como manifestação histórica do estar e do fazer
humanos;
- do saber da produção social e dos modos de produzir a vida;
A
solidificação
das
bases
científicas
para
a
educação
emancipatória num processo de socialização que desvela o ato de estudar,
aprender e ensinar, condicionado pelo modo de produzir a vida no contexto do
capitalismo, mas que não poderá se encerrar na reprodução deste sistema
social, deverá sim, apontar para um devir, um futuro que todos teremos que
fazer nascer.
Caminhando nesta direção, através desta modalidade de
ensino estamos:
- educando, valorizando a ética e formando atitudes;
- instituindo um sistema de ensino onde há interação e
participação democrática;
- integrando a profissionalização às diferentes formas de
educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia, conduzindo permanentemente o
desenvolvimento das aptidões para a vida produtiva.
A maior finalidade deste Estabelecimento de Ensino é envolver
todas as dimensões humanas dos sujeitos e suas relações individuais e sociais.
2.13 PROPOSTA PEDAGÓGICA
A proposta pedagógica do Colégio Estadual Benedicto João
Cordeiro está norteada a partir dos princípios cidadãos, visando à formação do
ser a partir do enfoque metodológico histórico-crítico.
66
A prática pedagógica fundamenta-se nos seguintes eixos
metodológicos: ensino e currículo organizados em disciplinas e conteúdos, com
ênfase na teoria histórico-crítica, orientando-se numa metodologia direcionada
ao aprofundamento do conhecimento já trazido pelo aluno visando à reflexão e
à reconstrução deste conhecimento, na perspectiva de uma educação
contextualizada, articulando os aspectos cultural/espacial/temporal do educando
e seu desenvolvimento afetivo, emocional, cognitivo e social.
A proposta pedagógica busca, ainda, formar no aluno o
pensamento crítico, desmistificando a verdade única e imutável, na expectativa
de consolidar o conhecimento científico através da relação teoria/prática.
A escola está organizada de forma a contemplar também em sua
ação didática conteúdos como: movimentos sociais, culturais, políticos,
econômicos, éticos, étnico-raciais e históricos, inclusive a história afro-brasileira.
A proposta pedagógica deve promover aos alunos práticas de
educação, embasamento teórico, científico e cultural e formação de valores
humanos e sociais, buscando a integração entre os aspectos físicos, emocionais,
afetivos, cognitivo / linguísticos e sociais, entendendo o aluno em sua totalidade.
Busca-se a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da
vida cidadã, como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e
valores.
Os
conhecimentos
sobre
espaço,
tempo,
comunicação,
expressão, a natureza e as pessoas estão articulados com os cuidados e a
educação para a saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente,
a cultura, as linguagens, o trabalho, o lazer, a ciência e a tecnologia.
3 MARCO OPERACIONAL
3.1 PROCEDIMENTOS GERAIS
A ação pedagógica do Colégio Estadual Benedicto João
67
Cordeiro está fundamentada nos princípios da educação que visa à formação do
aluno como cidadão crítico e atuante, respeitando os princípios éticos, políticos,
estéticos,
cidadãos,
culturais
e
sociais
bem
como,
na
interação
aluno/professor/conhecimento/sociedade, dando também ênfase à reflexão,
análise da realidade e ações frente a esta realidade: pesquisa, experiências,
contextualização com a construção e reconstrução do conhecimento.
A proposta pedagógica do Colégio busca a interação entre as
áreas de conhecimento e os aspectos da vida cidadã, bem como conhecimentos
básicos para a constituição de conhecimentos e valores.
A estrutura organizacional do Colégio Estadual Benedicto João
Cordeiro está descrita no Regimento Escolar. Os projetos são desenvolvidos
durante o ano letivo, de acordo com as solicitações da SEED/PR, envolvendo a
comunidade escolar e conforme o calendário escolar fixado anualmente.
O
calendário
escolar
é
fixado
anualmente
pela
equipe
administrativa e pedagógica do Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro, após
aprovação da SEED/PR, seguindo orientações da mantenedora e da legislação
vigente, com o mínimo de 200 dias letivos e 800 horas.
O Colégio é regido por este Projeto Pedagógico, Regimento
Escolar, Proposta Pedagógica, Estatuto da APMF, Estatuto do Conselho Escolar
e demais legislação vigente.
A formação dos profissionais da educação é propiciada por meio
da Formação Continuada, oferecida pela SEED/PR, através de Simpósios nas
diversas áreas do conhecimento, Jornadas e grupos de estudos.
O Colégio, quando aprovado em Assembléia de Pais, solicita o
uso do uniforme escolar, porém reconhece a não obrigatoriedade.
A biblioteca está disponível para alunos, professores e
funcionários no horário de funcionamento do Colégio e, segue normas próprias.
Os direitos e deveres dos docentes, funcionários, equipe
pedagógica, direção e alunos, são apresentados no Regimento Escolar.
O acompanhamento da hora-atividade dos professores é
68
realizado pela direção, direção Auxiliar e pela equipe pedagógica, sendo
facilitada por ser, a priori, hora-atividade concentrada e dificultada pela troca
frequente dos professores, causando alterações no horário, impossibilitando a
reunião do corpo docente por disciplina.
O período de funcionamento das aulas no turno da manhã é das
7h30min às 11h50min, à tarde das 13h às 17h20min e no período da noite é das
19h às 22h45min.
3.2 DA OFERTA DE ENSINO FUNDAMENTAL
O Colégio Benedicto João Cordeiro atualmente oferece turmas
do 6º ao 9º anos, no período da tarde.
Em 2012, começou a ser implantado o ensino fundamental de
nove anos.
Conforme o Plano Nacional de Educação (PNE), a determinação
legal (lei n. 10.172/2001, meta 2 do ensino fundamental) de implantar
progressivamente o ensino fundamental de nove anos, pela inclusão das
crianças de seis anos de idade, tem duas intenções: “oferecer maiores
oportunidades de aprendizagem no período da escolarização obrigatória e
assegurar que, ingressando mais cedo no sistema de ensino, as crianças
prossigam nos estudos, alcançando maior nível de escolaridade”.
O PNE estabelece, ainda, que a implantação progressiva do
ensino fundamental de nove anos, com a inclusão das crianças de seis anos,
deve-se dar em consonância com a universalização do atendimento na faixa
etária de 7 (sete) a 14 (quatorze) anos.
As disciplinas ofertadas no ensino fundamental são: língua
portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, educação física, educação
artística, língua estrangeira moderna – inglês e ensino religioso.
A avaliação é contínua e sistemática, sobrepondo os aspectos
qualitativos sobre os quantitativos e, tem por objetivo identificar os progressos e
dificuldades do processo de aprendizagem, intervindo assim, quando necessário,
69
no processo ensino-aprendizagem.
A avaliação é trimestral, com média 6,0 (seis). Na avaliação
considerar-se-á o desempenho do aluno como: tarefas específicas, trabalhos,
pesquisas, observações espontâneas ou dirigidas, conversas, discussões,
debates, dramatizações, avaliações orais e outros.
O conselho de classe é participativo, realizado em três
momentos: pré-conselho, conselho e pós-conselho, conforme descrito no
Regimento Escolar.
O atendimento aos alunos de menor rendimento se dá através
da recuperação paralela, em sala de aula, sendo trimestrais e desenvolvidas
durante o período de aulas.
O atendimento de pais se dará no dia a dia todas as vezes que
os mesmos comparecerem à escola espontaneamente ou por meio de
convocações escritas ou contatos telefônicos, reuniões de pais e entrega de
boletins.
Quanto ao estágio não obrigatório, é exigida a idade mínima de
16 (dezesseis) anos e é opcional para o aluno, acrescida à carga horária regular
e obrigatória, conforme legislação vigente.
3.3 DA OFERTA DE ENSINO MÉDIO, DE FORMAÇÃO DE DOCENTES E DE
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
O Colégio Benedito João Cordeiro oferece turmas de ensino
médio regular, de formação de docentes e de educação profissional, nos
períodos da manhã e da noite.
Assim como acontece no ensino fundamental, no ensino médio,
a dinâmica do funcionamento, a avaliação, as matrizes curriculares e as
finalidades de atendimento da comunidade do ensino médio e de formação
docente são as mesmas, somente se diferindo no turno de atendimento.
O curso de formação docente prevê a realização de estágio
obrigatório, conforme exigência da legislação vigente. Quanto ao estágio não
70
obrigatório é exigida a idade mínima de 16 (dezesseis) anos e opcional para o
aluno, acrescida à carga horária regular e obrigatória.
3.4 AÇÕES PEDAGÓGICAS
As ações abaixo relacionadas foram reelaboradas e definidas na
capacitação realizada em fevereiro de 2009, que contou com a participação dos
professores, direção, equipe pedagógica, funcionários, alunos e representantes
dos segmentos das instâncias colegiadas.
Tópicos
Discutidos
Projeto
PolíticoPedagógico
Regimento
Escolar
Problemas levantados
Ações da escola
Período
em 2009
Grande número de
professores contratados
pelo PSS, geralmente
chegando ao colégio
após a semana
pedagógica, sem tomar
conhecimento do que
consta do documento
(PPP e Regimento).
Dessa forma, fica cada
vez mais difícil fazer com
que toda a comunidade
escolar tome
conhecimento da
proposta pedagógica,
havendo dificuldades de
colocá-la em prática.
Encontrar
mecanismos que
possibilitem pôr
em prática os
conceitos
defendidos no
PPP;
Promover um
estudo orientado
pela equipe
pedagógica na
hora atividade.
No decorrer Direção,
do ano
pedagogas e
letivo.
professores.
Falta de conhecimento e
descumprimento do
documento;
Divulgar e fazer
cumprir o
regimento.
No decorrer Direção,
do ano
pedagogas e
letivo.
secretaria.
Responsável
Dificuldade em efetivá-lo. Disponibilizar o
documento nos
computadores da
sala dos
professores;
Disponibilizar
uma cópia
(depois de
homologado) na
sala dos
71
professores,
biblioteca,
secretária, equipe
pedagógica,
direção e
Internet;
Dar ciência no
ato da matrícula.
Dificuldade na
elaboração e efetivação;
Efetivação do
planejamento;
Dificuldade de interação
entre as disciplinas e as
Planejamento áreas do conhecimento.
participativo
Promover
espaços que
propiciem a
divulgação dos
conteúdos
ensinados no
Colégio à
comunidade
escolar.
Cumprimento Ausência de autonomia
do Calendário na elaboração.
Escolar em
dias letivos e
horas-aula
Cumprir o
calendário,
conforme
Instrução
Normativa.
Proposta
Pedagógica
Curricular/Pla
no de
trabalho
docente
Avaliação
Escolar
No decorrer Direção,
do ano
professores e
letivo.
pedagogas.
Direção,
No decorrer
professores,
do ano
pedagogos e
letivo
funcionários.
Diferença curricular entre Respeitar a
as escolas estaduais;
proposta e os
planos;
Plano de trabalho
docente nem sempre é
cumprido conforme
planejamento;
No decorrer SEED, direção,
do ano
professores e
Buscar unicidade letivo.
pedagogas.
curricular;
Elaboração somente no
início do ano letivo.
Realizar cursos.
Falta de compreensão
por parte dos alunos de
que a avaliação é um
processo contínuo;
Falta de
Esclarecer os
critérios de
avaliação;
No decorrer Professores e
do ano
pedagogas.
letivo.
Apresentar
justificativa para
72
comprometimento dos
alunos com o processo
acadêmico.
realização da 2ª
chamada;
Conscientizar os
alunos de que a
avaliação é
contínua.
Falta de muitos
Realizar préprofessores no Conselho conselho com as
de Classe;
pedagogas;
Conselho de
Classe
Muitos professores não
participam e/ou realizam
o pré-conselho.
Nem sempre temos
acesso às decisões e
resultados do pósconselho.
Horaatividade
Cumprir o
calendário no que Trimestral
se refere o
Conselho de
Classe.
A falta de concentração
da hora atividade por
disciplina;
Concentrar a
hora atividade
por disciplina;
A quantidade de hora
atividade não atende às
necessidades;
Conscientizar
sobre a
especificidade da
hora atividades
de acordo com a Durante o
Instrução;
ano letivo.
Falta de hora atividade
para os professores
Pedagogos;
Falta de respeito ao
Parecer 258/06 do
Conselho Estadual de
Educação em relação à
hora-aula dos
professores pedagogos.
Direção,
pedagogas,
professores e
funcionários.
SEED, direção,
professores e
pedagogos.
Possibilitar troca
de experiência.
Dificuldade na efetivação Garantir a
da recuperação.
possibilidade,
para todos os
Recuperação
alunos, da
de estudos
recuperação
trimestral
prevalecendo a
maior nota.
Durante o
ano letivo.
Professores
73
Não possuímos na
escola;
Sala de
Apoio/ Sala
de Recursos
Registro e
acompanha
A escola não possui
espaço físico.
Realizar a
implantação da
sala de apoio;
Disponibilizar
espaço para
realização.
A escola realiza os
encaminhamentos, mas
os responsáveis dão
pouco retorno dos laudos
necessários;
Buscar os órgãos
competentes
para o apoio
destas famílias
no acompa
Ausência de profissionais
habilitados (com
formação) para trabalhar
com alunos de inclusão.
nhamento e
efetivação do
processo
educacional;
Receber
profissional com
formação
específica para
atender às
necessidades
destes alunos.
mento de
alunos
incluídos
Durante o
ano letivo
de 2011.
NRE, direção e
equipe
pedagógica.
Durante o
ano letivo
de 2008.
SEED, NRE,
direção, equipe
pedagógica.
Realizar os
registros
necessários e
repassar aos
professores.
Reuniões
Pedagógicas
/ Semanas
Pedagógicas
Ausência de relação
teoria - prática orientada Possibilitar trocas
às necessidades de cada de experiência na
disciplina.
hora-atividade.
Durante o
ano letivo.
SEED
As reuniões destinam-se
na maioria das vezes ao
repasse de informações,
Enfrentamen- Falta de possibilidades
para combater evasão
to à evasão
escolar provocada por
questões
socioeconômicas;
Alto índice de evasão do
Continuar
realizando o
acompanhamen
Durante o
ano letivo.
SEED,
pedagogas e
professores.
to das faltas e
comunicação aos
pais.
74
período noturno.
Falta de capacitação,
Realizar
materiais e projetos para capacitações aos
a realização;
professores;
Falta de consciência dos Receber material
alunos;
de apoio;
Dificuldade em colocar
em prática.
Realizar reuniões
e palestras para
alunos e
comunidade;
Conscientizar os
alunos de seu
papel na
preservação e na Durante o
conservação do ano letivo.
espaço coletivo;
Desafios
educacionais
contemporâneos:
educação
ambiental
SEED, direção,
pedagogos,
professores e
funcionários.
Patrulha
escolar.
Desenvolver
projetos,
parcerias com
empresas,
arborização no
bairro;
Continuar a
participar de
passeios
educativos tais
como:
mananciais da
serra (Sanepar).
Trilha (Patrulha
Escolar).
Desafios
educacionais
contemporâ-
Falta de capacitação,
Definir projetos
materiais e projetos para com os agentes
a realização;
de saúde;
neos:
sexualidade
Alto índice de gravidez
em adolescente.
Continuar
recebendo
materiais de
apoio;
Durante o
ano letivo.
SEED, posto de
saúde, direção,
pedagogas e
professores.
Realizar
75
reuniões, projetos
e palestra;
Continuar com os
projetos
existentes (com
Posto de Saúde
Salvador Allende
projeto sobre
sexualidade).
Desafios
educacionais
contemporâneos:
enfrentamento à violência
nas escolas
Desafios
educacionais
contemporâ-
A existência de gangs,
drogas, brigas;
A falta de respeito;
Falta de possibilidades
para combater a
violência nas escolas
provocada por questões
socioeconômicas.
Falta de estrutura , que
promove a dificuldade
em combater o uso no
espaço escolar (pátio).
Falta de políticas
públicas de combate ao
neos:
prevenção ao uso indevido de drogas
uso indevido na escola;
de drogas
Falta de atendimento às
solicitações de revista
preventiva.
Desafios
educacionais
contemporâ-
Falta de conhecimento
sobre a temática.
neos:
educação
fiscal
Desafios
educacionais
Ausência de
capacitação, materiais e
Ter inspetores de
alunos;
Continuar a
realização de
palestras com a
Patrulha Escolar; Durante o
ano letivo.
Continuar o
atendimento
apoiado pela
Patrulha.
SEED, direção
e patrulha
escolar.
Adequação do
espaço físico;
Ter Inspetores de
alunos.
Realizar
Durante o
palestras com a ano letivo.
Patrulha Escolar;
NRE, SEED,
direção,
pedagogas,
professores,
funcionários,
patrulha
escolar.
Realização de
revista preventiva
através da
Patrulha Escolar.
Receber
orientações sobre
o tema.
Durante o
ano letivo.
Receber
capacitação;
Durante o
ano letivo.
NRE, SEED
SEED, NRE,
Direção,
76
contemporâneos: História
e Cultura
Afro-brasileira
e Africana
Entidades
externas
(Associações
de bairro,
Conselho
Tutelar,
Movimentos
Sociais,
Posto de
Saúde, outros
)
Relação
EscolaComunidade
projetos para a
execução.
Receber
materiais de
apoio;
Pedagogas e
Professores.
Trabalhar de
acordo com a
exigência da lei.
Falta de conhecimento
sobre a atuação do
Conselho Tutelar e
Associações de bairro;
Número reduzido de
Conselheiros Tutelares.
A escola promove ações
comunitárias, mas há
pouca participação.
Continuar o
trabalho em
conjunto com a
unidade de
saúde;
Durante o
ano letivo
SEED,
professores e
Equipe
Pedagógica,
Direção
Durante o
ano letivo.
Direção,
Pedagogas,
Professores,
funcionários.
Durante o
ano letivo
SEED, NRE
Durante o
ano letivo.
SEED, NRE
Dar continuidade. Durante o
SEED, NRE
Definir
cronogramas
para visita dos
agentes de saúde
na escola.
Promover ações
que busquem
envolver a
comunidade.
Continuar a
divulgação do
programa;
Programa
Paraná
Alfabetizado
Continuar a
incentivar a
participação de
alunos e
professores no
programa.
Falta de flexibilidade no
cronograma.
Grupos de
Estudos
Dar continuidade
ao grupo de
estudos;
Receber o
material com no
mínimo 48 horas
de antecedência.
Jornadas
77
Pedagógicas
ano letivo
Falta compromisso de
alguns profissionais.
DEB
itinerante
Continuar
possibilitando as
trocas de
experiências
entre os
professores.
Falta de organização e
Simpósios/Se divulgação em tempo;
minários/En
contros/Cur
sos
Nem todos os
professores conseguem
participar.
Falta de vagas;
Falta de informações;
PDE / GTR
Dar continuidade,
inclusive para
Direção e Equipe
Pedagógica;
Impossibilidade de
participação de
professores de todos os
níveis;
Receber as
informações e
comunicados em
tempo hábil;
Durante o
ano letivo
SEED, NRE
SEED, NRE
Aumentar o
número de
vagas.
Reivindicar
mudanças com a
SEED e NRE
sobre o PDE;
Aumentar a
capacitação;
Ampliar o
conhecimento
Dificuldade para acessar das ferramentas
o MODDLE para obter as de informática.
informações e realizar os
procedimentos
necessários.
Produção de
material
(Folhas /
OAC)
Durante o
ano letivo
Durante o
ano letivo
Receber
Durante o
informações de
ano letivo
forma adequada;
SEED, NRE
SEED
Possibilitar a
elaboração de
78
forma coletiva.
Falta de organização e
comprometimento de
todos;
Semana
cultural e
esportiva
Não é exigida a
participação de todos os
alunos.
Continuar as
atividades
culturais de forma
diversificada;
Rever a
organização;
Direção,
Pedagogos,
2º semestre Professores,
alunos e
funcionários.
Incentivar a
participação de
todos os alunos.
Programas
institucionais
da SEED:
Má estrutura dos
estabelecimentos que
recebem os alunos e
professores.
No decorrer
do ano
SEED, NRE
letivo.
Receber maiores
informações da
organização
geral.
Preparar melhor
e com
antecedência os
projetos para a
feira do saber.
Projetos da
Escola
Materiais e
ambientes
didáticopedagógicos:
laboratório de
Ciências e de
Informática
Melhorar a
estrutura que
recebe os
Programas;
Falta agente de
execução;
Falta infraestrutura para
laboratório de Química,
Física e Biologia;
Receber
professores da
área de química,
física e Biologia
para assessorar
nas aulas de
laboratório;
Falta de profissionais
habilitados que possam
dividir as atividades
laboratoriais;
Receber recursos
financeiros para
manutenção do
laboratório;
Falta de equipamentos
de Física.
Dispor de
técnico de
informática para
No 2º
trimestre
Direção,
Pedagogas,
Professores.
1°
Trimestre
SEED, NRE,
Direção.
79
dar assistência
no laboratório.
Falta de equipamentos
Materiais e
para acesso.
ambientes
didático-peda
Buscar as
informações;
gógicos: TV
Paulo Freire
Disponibilizar na
internet.
Início do
ano letivo.
SEED, NRE
Início do
ano letivo
SEED, NRE
Início do
ano letivo
SEED e NRE.
Início do
ano letivo
SEED,
Professores
Solicitar aumento Durante o
da verba;
ano letivo.
SEED ,
Conselho de
Escola
Ainda não há acesso aos Instalar
materiais;
adequadamente
os televisores.
Materiais e
ambientes
Os professores não
didáticoforam capacitados para a Receber os
pedagógicos: utilização do televisor.
pendrives.
TV Pendrive
Capacitar os
professores.
Espaço físico
inadequado;
Receber
capacitação.
Número inadequado de
profissionais;
Renovar as obras
e periódicos.
Materiais e
ambientes
didáticoFalta de capacitação
pedagógicos: para os profissionais.
acervo da
biblioteca
Receber verba
específica para
atualização do
acervo.
Aumentar o
número de
profissionais.
Materiais e
ambientes
didáticopedagógicos:
Livro Didático
Público
Falta vocabulário de
apoio no livro de Inglês;
Recursos
financeiros:
Fundo
Rotativo /
Valores insuficientes.
Inadequação da
periodicidade do livro.
Continuar a
utilizar o livro
com os alunos.
80
Definir melhor
maneira para a
utilização desses
valores;
PDDE
Solicitar
ampliação dos
investimentos em
educação.
Não há existência de
Grêmio neste
estabelecimento.
Instâncias
Colegiadas:
Grêmio
Estudantil
Esclarecer aos
alunos sobre a
importância do
Grêmio;
Início do
ano letivo
Direção,
Pedagogas,
Professores.
Durante o
ano letivo
APMF e
Direção
Durante o
ano letivo.
Conselho
Escolar.
Providenciar a
implantação do
Grêmio.
Instâncias
Colegiadas:
APMF
Instâncias
Colegiadas:
Conselho
Escolar
Existe pouca divulgação
dos segmentos, como
também consulta.
Continuar
desenvolvendo
ações de
integração
comunitária.
Existe pouca divulgação
dos segmentos, como
também consulta.
Continuar a
atuação, reuniões
e decisões;
Organizar a
divulgação do
que é decidido
nas reuniões.
3.5 FORMAÇÃO CONTINUADA DO CORPO DOCENTE DA ESCOLA
A formação continuada dos profissionais da educação do
estabelecimento do ensino se dá conforme as orientações da mantenedora
(SEED-PR) e dos planos nacionais de educação.
A Secretaria de Estado da Educação oferece anualmente
formação continuada aos professores e professoras, por meio de:
- Estudos nas semanas pedagógicas (fevereiro e julho);
81
- Atividades desenvolvidas no núcleo itinerante (NRE), em que
se encontram os professores e professoras da região, divididos por área de
conhecimento;
- Grupo de trabalho em rede (GTR): curso online, que é
orientado pelos professores do Programa de desenvolvimento educacional (PDE
) e oferecido a todos os professores da rede estadual pública de ensino;
- Programa de desenvolvimento educacional (PDE) oferecido
anualmente a mais de 2000 (dois mil) professores da rede, os quais são
afastados durante um ano para estudos, com 100% (cem por cento) da carga
horária e 25% (vinte e cinco) por cento no segundo ano do programa;
- Outros programas de formação oferecidos pelo governo
estadual ou federal em convênios com instituições públicas de ensino superior.
Exemplo desse ano é o Parfor (plano nacional de formação dos professores da
educação básica), que objetiva oferecer a formação acadêmica exigida pela LDB
aos professores da rede pública.
Os funcionários também participam da semana pedagógica e há
programas específicos para sua formação continuada.
3.6 DETERMINAÇÃO GERAL
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) do Colégio Benedicto João
Cordeiro entrou em vigor no ano de 2006 e vem sendo reformulado e
readequado toda vez que a comunidade escolar julga necessário. Todas as
alterações a serem feitas no decorrer deste período serão registradas em ata,
em anexo. O PPP será entregue ao Núcleo Regional de Educação.
Curitiba, Março de 2012.
Direção Geral
82
4 REFERÊNCIAS
ANDERY, M. A. et al. Olhar para a história: caminho para a compreensão da
ciência hoje. In: Para compreender a ciência: uma perspectiva histórica. Rio de
Janeiro. Espaço e Tempo. São Paulo: EDUC, 1988, p.11 - 18.
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Bases da Educação Nacional.
______. Ministério da Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para
a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura
afro-brasileira e africana, conforme Resolução nº 1 de 17/06/2004 do Conselho
Nacional de Educação.
DOWBOR, L. Os novos espaços do conhecimento. In: PINTO, F. C. F.;
FELDMAN, M.; SILVA, R. C. (orgs). Administração Escolar e política da
educação. Piracicaba; Editora UNIMEP, 1997, p.21-46.
FREITAS, L. C. Interações possíveis entre a área de currículo e a didática.
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Graduação e Pesquisa em Educação – FE – UNICAMP, 1998.
GRAMSCI, A.; Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de janeiro;
Civilização Brasileira; 1989.
PARO, Vitor. Educação para a democracia: o elemento que falta na discussão
da qualidade de ensino. 23 ed. Reunião Anual da ANPED. Caxambu, MG, 2000.
SAVIANI, D. Sobre a natureza e a especificidade da educação. In: SAVIANI,
D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez;
Autores Associados; 1992; p.19-23.
SILVA, T. T. Currículo conhecimento e democracia: as lições e as dúvidas de
duas décadas. Caderno Pesquisa, São Paulo, 1990.
SNYDERS, G.; A Alegria na Escola; São Paulo; Manole; 1988.
83
VEIGA, Ilma Passos A. (Org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma
construção possível. 23. ed. Campinas: Papirus, 2001.
84
CAPÍTULO II
PROPOSTA CURRICULAR
DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
1 ARTE
1.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
A arte constitui um componente curricular indispensável no
desenvolvimento da expressão pessoal, social e cultural do ser humano,
trazendo novas perspectivas e formas ao ambiente e à sociedade em que o
sujeito vive.
Arte é conhecimento, por isso, a LDB – Lei n. 9394/96, torna
esse componente curricular obrigatório para os diversos níveis da educação
básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos. A vivência
artística influencia o modo como se aprende, como o ser humano se comunica e
como se interpretam os significados do cotidiano. Ao propiciar a construção da
aprendizagem de forma sensível, confiante e transformadora, a Arte contribui
para o desenvolvimento de diferentes competências, a fim de que os estudantes
se percebam como únicos e valorizem seu modo de ser.
A partir dos PCNs, a concepção pedagógica da Arte ganhou
modalidades especificas e adaptações que levaram em consideração as
peculiaridades culturais de cada município e de cada realidade escolar. Dessa
forma, os estudos de Arte na escola passam a se centrar nas linguagens
artísticas, envolvendo a experiência de apropriação de seus diferentes produtos
e a percepção estética, que é alimentada pelo contato do objeto de cultura por
meio da história.
Para que seus objetivos sejam atingidos, a Arte deve ser
compreendida como uma área de aprendizagem constituída por diferentes
linguagens artísticas - artes visuais, dança, música e teatro - as quais envolvem
85
o jogo simbólico, a percepção, a imaginação, a fantasia. Assim, manipular,
organizar, compor, significar, decodificar, interpretar, produzir, conhecer imagens
visuais, sonoras e gestuais são requisitos indispensáveis para o sucesso escolar
dos estudantes.
Arte envolve, portanto, diferentes modos de pensar, de ser e de
agir, ou seja, as diversas linguagens artísticas são formas de saber que articulam
imaginação, razão e emoção, possibilitando aos estudantes participarem de
desafios coletivos e pessoais, que contribuem para a construção da identidade e
para o entendimento das tradições de outras culturas.
Reconhecendo a importância da Arte na formação dos
estudantes, cabe ao professor explorar a criatividade do aluno de modo
espontâneo, utilizando os recursos da linguagem artística, já que o objeto de
conhecimento da Arte é o seu próprio universo. Além disso, é necessário que
todas as linguagens artísticas sejam trabalhadas de forma integrada, tendo como
base a história da arte, para que ocorram conexões significativas em termos de
conhecimento.
Isso significa dizer que o professor terá como ponto de partida,
no seu planejamento, a linguagem artística específica de sua formação.
Contudo, ao transitar por outras linguagens, deverá selecionar os conteúdos de
maneira que não fiquem fragmentados e distantes do objeto de estudo, mas, ao
contrário, possam estar inter-relacionados de forma a possibilitar uma
abordagem interdisciplinar entre as diversas linguagens.
Esta proposta interdisciplinar tem no seu encaminhamento
metodológico a visão de um ensino de arte contextualizado, compreendendo o
objeto artístico a partir de três campos de estudos: fruição, reflexão e produção.
Fruição: apreciação significativa da Arte e do universo a ela
relacionado, arte é linguagem. A apreciação estética é o próprio ato de perceber,
ler, analisar, interpretar, criticar, refletir sobre um texto sonoro, pictórico, visual,
corporal. É uma conversa entre o apreciador e a obra, em que estão presentes
também a intuição, a imaginação e a percepção.
Devem ser proporcionadas aos alunos as mais diversas leituras
86
de obras de Arte e produtos artísticos, de todas as épocas, estilos, movimentos,
técnicas, autores, artistas, assim como as suas próprias produções.
Reflexão: a Arte é produto da história e da multiplicidade das
culturas humanas.
Além do fazer e do apreciar arte, é de fundamental
importância a sua contextualização, identificando o panorama social, político,
histórico cultural em que foi produzida; como se insere no momento de sua
produção e como este se insere e se reflete no momento de sua produção.
Produção em Arte: o fazer artístico, é o próprio ato de criar,
construir, produzir. São os momentos em que o aluno desenha, pinta, esculpe,
modela, recorta, cola, canta, toca um instrumento, compõe, atua, dança,
representa, constrói personagens e simboliza.
Esse processo de pensar, construir e fazer o lúdico e o estético é
individual, inclui atos técnicos e inventivos de transformar, de produzir formas
novas a partir da matéria oferecida pelo mundo da natureza e da cultura onde
vive o aluno. Por isso, cada produção artística tem a marca única de quem a fez,
é a maneira particular de cada ser humano exteriorizar sua visão de mundo, sua
forma de pensar e sentir a vida.
Cabe salientar que os conteúdos de Arte estão organizados de
maneira que possam, a cada ano, ser trabalhados com maior profundidade,
possibilitando, assim, que os conceitos e as habilidades avancem à medida que
o aluno vai crescendo em conhecimento.
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral
O objetivo geral do ensino de arte é conhecer, compreender,
analisar, criticar e interpretar os bens artísticos de distintos povos e culturas
produzidos ao longo da história e na contemporaneidade, com a finalidade de
desenvolver a fruição, a reflexão e a produção nas diversas linguagens artísticas.
87
1.2.2 Objetivos por Eixos Temáticos
Fruição: Promover vivências onde o aluno possa compreender e
utilizar as linguagens artísticas, mantendo uma atitude de busca pessoal ou
coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a investigação e a
sensibilidade.
Reflexão: Promover vivências onde o aluno possa identificar,
relacionar e compreender as linguagens artísticas como fato histórico nas
diversas culturas, conhecendo e respeitando as produções do patrimônio cultural
e universal, identificando a existência de diversidade cultural.
Produção: Promover vivências que propiciem ao aluno conhecer,
selecionar e utilizar materiais, suportes, instrumentos, procedimentos e técnicas
nos trabalhos pessoais e coletivos, explorando e pesquisando suas qualidades
expressivas e construtivas nas linguagens artísticas.
1.2.3 Objetivos Gerais por Conteúdos
1.2.3.1 Artes visuais
Promover vivências onde o aluno possa compreender, identificar
e comunicar-se na linguagem visual, desenvolvendo
uma relação de
autoconfiança, valorizando e respeitando a diversidade estética, visando ao
crescimento pessoal e o senso crítico.
1.2.3.2 Dança
Desenvolver
experiências
de
movimentos
por
meio
da
cooperação, respeito e diálogo, valorizando o conhecimento e as possibilidades
de interpretação e de criação da dança.
1.2.3.3 Música
Desenvolver a sensibilidade, o senso crítico, a inclusão e a
coletividade por meio da música, considerando os espaços geográficos, épocas
88
e etnias, suas características e diferentes culturas dentro dos gêneros musicais.
1.2.3.4 Teatro
Desenvolver o conhecimento da linguagem teatral que possibilite
ao aluno a socialização de ideias, sentimentos e atitudes, entrando em contato
com a história e com os vários gêneros do teatro, estimulando a sua livre
expressão.
1.3 METODOLOGIA
Tendo os pressupostos teóricos como referência, devemos
pensar na metodologia que pode ser concebida como “A arte de dirigir o espírito
na investigação da verdade” (FERREIRA, 1986). Este é o elemento da
pedagogia que está mais intimamente ligada à prática em sala de aula.
Quando se trata de metodologia, precisamos direcionar o
pensamento para o método a ser aplicado: para quem, como, porque e o quê? O
trabalho em sala de aula deve-se pautar pela relação que o ser humano tem com
a arte: sua relação é de produzir arte, desenvolver um trabalho artístico ou de
sentir e perceber as obras artísticas.
No espaço escolar, o objeto de trabalho é o conhecimento. Desta
forma devemos contemplar, na metodologia do ensino da arte, estas três
dimensões, ou seja, devemos estabelecer como eixo o trabalho artístico, que é o
fazer, o sentir e perceber, que são as formas de leitura e apropriação do
conhecimento, que fundamenta e possibilita ao aluno um sentir, perceber e um
trabalho mais sistematizado, superando o senso comum do conhecimento
empírico.
No ensino fundamental o ensino de arte será abordado tendo
como princípio a compreensão da arte como linguagem, no sentido mais amplo
do termo, como sendo o estudo da geração, da organização e da interpretação
dos signos verbais e não - verbais, considerando:
-
As várias manifestações artísticas presentes na comunidade
89
e na região, as várias dimensões da cultura, entendendo toda manifestação
artística como produção cultural;
-
As peculiaridades culturais de cada aluno/ escola como
ponto de partida para a ampliação dos saberes em arte;
-
As situações de aprendizagem que permitam ao aluno a
compreensão dos processos de criação e execução nas linguagens artísticas;
-
A
experimentação
como
meio
fundamental
para
a
ressignificação desse Componente Curricular, levando em conta que essa
prática favorece o desenvolvimento e o reconhecimento da percepção por meio
dos sentidos.
No ensino médio a metodologia do ensino de arte deverá
contemplar três momentos da organização pedagógica:
- Sentir e perceber – que são as formas de apreciação e
apropriação;
- Trabalho artístico – que é a prática criativa;
- Conhecimento em arte – que fundamenta e possibilita ao aluno
um sentir/ perceber num trabalho artístico mais sistematizado, de modo a
direcionar o aluno à formação de conceitos artísticos.
1.4 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação em artes levará em conta as relações do
educando com o seu universo. A produção deverá ser analisada tanto no âmbito
individual quanto no coletivo.
Deve-se observar que os aspectos experimentais e conceituais
darão aos alunos as possibilidades de posicionar-se. As vivências educacionais
em sala de aula devem tirar do subjetivo e levá-los para o mundo real, ou seja,
objetivar o que se aprende, tornando assim o que se aprende uma ação para a
vida cotidiana, inserindo-o à leitura do educando.
A avaliação será processual, cumulativa e contínua, valorizandose mais o processo pedagógico do que o produto final.
No ensino fundamental, a avaliação deverá considerar o
90
desenvolvimento do pensamento estético, levando em conta a sistematização
dos conhecimentos para a leitura da realidade. Neste sentido, o professor
sistematizará a avaliação por meio de observação e registro do os caminhos
percorridos pelo aluno em seu processo de aprendizagem, acompanhando os
avanços e dificuldades.
No ensino médio, a avaliação deve servir para ampliar e
sistematizar o conhecimento do aluno, ou ainda, iniciar a sua aprendizagem,
para tanto é necessário que o professor utilize-se de vários instrumentos como:
diagnóstico inicial, no percurso e final; trabalhos artísticos; pesquisas; provas
teóricas e práticas, entre outras. No Ensino Médio é proposta uma retomada dos
conteúdos do Ensino Fundamental e aprofundamento destes e outros conteúdos
de acordo com a experiência escolar e cultural dos alunos. Percepção da
paisagem sonora como constitutiva da música contemporânea (popular e erudita
), dos modos de fazer música e sua função social. Teoria da Música. Produção
de trabalhos com os modos de organização e composição musical, com enfoque
na música de diversas culturas.
Estudo da personagem, ação dramática e do espaço cênico e
sua articulação com os elementos de composição e movimentos e períodos do
teatro. Teorias do teatro. Produção de trabalhos com teatro em diferentes
espaços. Percepção dos modos de fazer teatro e sua função social. Produção de
trabalhos com os modos de organização e composição teatral como fator de
transformação social. Compreensão dos elementos que estruturam e organizam
o teatro e sua relação com o movimento artístico no qual se originaram.
Compreensão da dimensão do teatro enquanto fator de transformação social.
Produção de trabalhos teatrais, visando atuação do sujeito em sua realidade
singular e social. Apropriação prática e teórica das tecnologias e modos de
composição da representação nas mídias; relacionadas à produção, divulgação
e consumo. Apropriação prática e teórica de técnicas e modos de composição
teatrais. Estudo do movimento corporal, tempo, espaço e sua articulação com os
elementos de composição e movimentos e períodos da dança. Percepção dos
modos de fazer dança, através de diferentes espaços onde é elaborada e
executada. Teorias da dança. Produção de trabalhos de dança utilizando
equipamentos e recursos tecnológicos. Produção de trabalhos com dança
91
utilizando diferentes modos de composição.
1. 5 ÁREA: MÚSICA
1.5.1 Conteúdos do 6º Ano
1.5.1.1 Elementos formais:
•
Altura
•
Duração
•
Timbre
•
Intensidade
•
Densidade
1.5.1.2 Composição:
•
Ritmo
•
Melodia
•
Escalas:
•
Diatônica
•
Pentatônica
•
Cromática
•
Improvisação
1.5.1.3 Movimentos e períodos:
•
Greco-romano
•
Oriental
92
•
Ocidental
•
Africano
1.5.2 Conteúdos do 7º Ano
1.5.2.1 Elementos formais
•
Altura
•
Duração
•
Timbre
•
Intensidade
•
Densidade
1.5.2.2 Composição
•
Ritmo
•
Melodia
•
Escalas
•
Gêneros: folclórico, indígena, popular e étnico
•
Técnicas: vocal, instrumental e mista
•
Improvisação
1.5.2.3 Movimentos e períodos
•
Música popular e étnica (ocidental e oriental)
1.5.2.4 Abordagem pedagógica
Relação do conhecimento com formas artísticas populares e o
93
cotidiano do aluno;
Percepção dos modos de fazer música, através de diferentes
formas musicais;
Teorias da música;
Produção de trabalhos musicais com características populares;
Composição de sons da paisagem sonora.
1.5.3 Conteúdos do 8º Ano
1.5.3.1 Elementos formais
•
Altura
•
Duração
•
Timbre
•
Intensidade
•
Densidade
1.5.3.2 Composição
•
Ritmo
•
Melodia
•
Harmonia
•
Tonal, modal e a fusão de ambos
•
Técnicas: vocal, instrumental e mista
1.5.3.3 Movimentos e períodos
•
Indústria cultural
94
•
Eletrônica
•
Minimalista
•
Rap, rock, teto
1.5.3.4 Abordagem pedagógica
Enfoque do significado da arte na sociedade contemporânea e
em outras épocas, abordando a mídia e os recursos tecnológicos na arte;
Percepção dos modos de fazer música, através de diferentes
mídias (cinema, vídeo, TV e computador);
Teorias sobre música e indústria cultura;
Produção de trabalhos de composição musical, utilizando
equipamentos e recursos tecnológicos.
1.5.4 Conteúdos do 9º Ano
1.5.4.1 Elementos formais
•
Altura
•
Duração
•
Timbre
•
Intensidade
•
Densidade
1.5.4.2 Composição
•
Ritmo
•
Melodia
•
Harmonia
95
•
Técnicas: vocal, instrumental e mista
•
Gêneros: popular, folclórico e étnico.
1.5.4.3 Movimentos e períodos
•
Música engajada
•
Música popular brasileira
•
Música contemporânea
1.5.4.4 Abordagem pedagógica
Tendo em vista o caráter criativo da arte, a ênfase é na arte
como ideologia e fator de transformação social;
Percepção dos modos de fazer música e sua função social;
Teorias da música;
Produção de trabalhos com os modos de organização e
composição musical, com enfoque na música engajada.
1.6 ARTES VISUAIS
1.6.1 Conteúdos do 6º Ano
•
1.6.1.1 Elementos formais
•
Ponto
•
Linha
•
Textura
96
•
Forma
•
Superfície
•
Volume
•
Cor
•
Luz
1.6.1.2 Composição
•
Bidimensional
•
Figurativa
•
Geométrica, simetria
•
Técnicas: pintura, escultura, arquitetura...
•
Gêneros: cenas da mitologia...
1.6.1.3 Movimentos e períodos
•
Arte greco-romana
•
Arte africana
•
Arte oriental
•
Arte pré-histórica
1.6.1.4 Abordagem pedagógica
Nesta série o trabalho é direcionado para a estrutura e
organização da arte em suas origens e outros períodos históricos. Nas séries
seguintes, prossegue o aprofundamento dos conteúdos;
Estudo dos elementos formais e sua articulação com os
elementos de composição e movimentos e períodos das artes visuais;
97
Teoria das artes visuais;
Produção de trabalhos de artes visuais.
1.6.2 Conteúdos do 7º Ano
1.6.2.1 Elementos formais
•
Ponto
•
Linha
•
Textura
•
Forma
•
Superfície
•
Volume
•
Cor
•
Luz
1.6.2.2 Composição
•
Proporção
•
Tridimensional
•
Figura e fundo
•
Abstrata
•
Perspectiva
•
Técnicas: pintura, escultura, modelagem, gravura...
•
Gêneros: paisagem, retrato, natureza morta...
98
1.6.2.3 Movimentos e períodos
•
Arte indígena
•
Arte popular
•
Brasileira e paranaense
•
Renascimento
•
Barroco
1.6.2.4 Abordagem pedagógica
Nessa série é importante relacionar o conhecimento com formas
artísticas populares e o cotidiano do aluno;
Percepção dos modos de estruturar e compor artes visuais na
cultura destes povos;
Teoria das artes visuais;
Produção de trabalhos de artes visuais com características da
cultura popular, relacionando os conteúdos com o cotidiano do aluno.
1.6.3 Conteúdos do 8º Ano
1.6.3.1 Elementos formais
•
Linha
•
Textura
•
Forma
•
Superfície
•
Volume
•
Cor
99
•
Luz
1.6.3.2 Composição
•
Semelhanças
•
Contrastes
•
Ritmo visual
•
Estilização
•
Deformação
•
Técnicas: desenho, fotografia, audiovisual e mista...
1.6.3.3 Movimentos e períodos
•
Indústria cultural
•
Arte no século XX
•
Arte contemporânea
1.6.3.4 Abordagem pedagógica
Nesta série o trabalho poderá enfocar o significado da arte na
sociedade contemporânea e em outras épocas, abordando a mídia e os recursos
tecnológicos na arte;
Percepção dos modos de fazer trabalhos com artes visuais nas
diferentes mídias;
Teoria das artes visuais e mídias;
Produção de trabalhos de artes visuais utilizando equipamentos
e recursos tecnológicos.
1.6.4. Conteúdos do 9º Ano
100
1.6.4.1 Elementos formais
•
Linha
•
Textura
•
Forma
•
Superfície
•
Volume
•
Cor
•
Luz
1.6.4.2 Composição
•
Bidimensional
•
Tridimensional
•
Figura-fundo
•
Ritmo visual
•
Técnica: pintura, grafite, desempenho...
•
Gêneros: paisagem urbana, cenas do cotidiano...
1.6.4.3 Movimentos e períodos
•
Realismo
•
Vanguardas
•
Muralismo e arte latino-americana
•
Hip hop
101
1.6.4.4 Abordagem pedagógica
Nesta série tendo em vista o caráter criativo da arte, a ênfase é
na arte como ideologia e fator de transformação social;
Percepção dos modos de fazer trabalhos com artes visuais e
sua função social;
Teorias das artes visuais;
Produção de trabalhos com os modos de organização e
composição como fator de transformação social.
1.7 ÁREA: TEATRO
1.7.1 Conteúdos 6º Ano
1.7.1.1 Elementos formais
•
Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais;
•
Ação;
•
Espaço.
1.7.1.2 Composição
•
Enredo, roteiro;
•
Espaço cênico, adereços;
•
Técnicas: jogos teatrais, teatro indireto e direto, improvisação, manipulação,
máscara;
•
Gênero: tragédia, comédia e circo.
1.7.1.3 Movimentos e períodos
•
Greco-romano;
•
Teatro oriental;
102
•
Teatro medieval;
•
Renascimento.
1.7.1.4 Abordagem pedagógica
•
Nessa série, o trabalho é direcionado para a estrutura e organização da arte
em suas origens e outros períodos históricos. Nas séries seguintes,
prossegue o aprofundamento dos conteúdos;
•
Estudo das estruturas teatrais: personagem, ação dramática e espaço cênico
e sua articulação com formas de composição em movimentos e períodos
onde se originaram;
•
Teorias do teatro;
•
Produção de trabalhos com teatro.
1.7.2 Conteúdos do 7º Ano
1.7.2.1 Elementos formais
•
Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais
•
Ação
•
Espaço
1.7.2.2 Composição
•
Representação, leitura dramática, cenografia
•
Técnicas: jogos teatrais, mímica, improvisação, formas animadas...
•
Gêneros: rua e arena, caracterização.
1.7.2.3 Movimentos e períodos
103
•
Comédia Dell'
•
Teatro popular
•
Brasileiro e paranaense
•
Teatro africano
1.7.2.4 Abordagem pedagógica
Nesta série é importante relacionar o conhecimento com formas
artísticas populares e o cotidiano do aluno;
Percepção dos modos de fazer teatro, através de diferentes
espaços disponíveis;
Teoria do teatro;
Produção de trabalhos com teatro de arena, de rua e indireto.
1.7.3 Conteúdos do 8º Ano
1.7.3.1 Elementos formais
•
Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais
•
Ação
•
Espaço
1.7.3.2 Composição
•
Representação no cinema e mídias
•
Texto dramático
•
Maquiagem
•
Sonoplastia
104
•
Roteiro
•
Técnicas: jogos teatrais, sombra, adaptação cênica...
1.7.3.3 Movimentos e períodos
•
Indústria cultural
•
Realismo
•
Expressionismo
•
Cinema novo
1.7.3.4 Abordagem pedagógica
•
Nessa série, o trabalho poderá enfocar o significado da arte na sociedade
contemporânea e em outras épocas, abordando a mídia e os recursos
tecnológicos na arte;
•
Percepção dos modos de fazer teatro, através de diferentes mídias;
•
Teorias da representação no teatro e mídias;
•
Produção de trabalhos de representação utilizando equipamentos e recursos
tecnológicos.
1.7.4. Conteúdos do 9º Ano
1.7.4.1 Elementos formais
•
Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais
•
Ação
•
Espaço
1.7.4.2 Composição
105
•
Técnicas: monólogo, jogos teatrais, direção, ensaio, teatro-fórum...
•
Dramaturgia
•
Cenografia
•
Sonoplastia
•
Iluminação
•
Figurino
1.7.4.3 Movimentos e períodos
•
Oprimido
•
Teatro do absurdo
•
Vanguardas
1.7.4.4 Abordagem pedagógica
•
Nesta série, tendo em vista o caráter criativo da arte, a ênfase é na arte como
ideologia e fator de transformação social;
•
Percepção dos modos de fazer teatro e sua função social;
•
Teorias do teatro;
•
Criação de trabalhos com os modos de organização e composição teatral
como fator de transformação social.
1.8 ÁREA: DANÇA
1.8.1 Conteúdos da 5ª Série / 6º Ano
1.8.1.1 Elementos formais
•
Movimento corporal
106
•
Tempo
•
Espaço
1.8.1.2 Composição
•
Kinesfera
•
Eixo
•
Ponto de apoio
•
Movimentos articulares
•
Fluxo (livre e interrompido)
•
Rápido e lento
•
Formação
•
Níveis (alto médio e baixo)
•
Deslocamento (direto e indireto)
•
Dimensões (pequeno e grande)
•
Técnica: improvisação
•
Gênero: circular
1.8.1.3 Movimentos e períodos
•
Pré-história
•
Greco-Romana
•
Renascimento
•
Dança clássica
1.8.1.4 Abordagem pedagógica
107
Nessa série o trabalho é direcionado para a estrutura e
organização da arte em suas origens e outros períodos históricos. Nas séries
seguintes, prossegue o aprofundamento dos conteúdos;
Estudo do movimento corporal, tempo, espaço e sua articulação
com os elementos de composição e movimentos e períodos da dança;
Teorias da dança;
Produção de trabalhos com dança utilizando diferentes modos
de composição.
1.8.2 Conteúdos do 7º Ano
1.8.2.1 Elementos formais
•
Movimento corporal
•
Tempo
•
Espaço
1.8.2.2 Composição
•
Ponto de apoio
•
Rotação
•
Coreografia
•
Salto e queda
•
Peso (leve e pesado)
•
Fluxo (livre interrompido e conduzido)
•
Lento, rápido e moderado
108
•
Níveis (alto médio e baixo)
•
Formação
•
Direção
•
Gênero: folclórica, popular e étnica
1.8.2.3 Movimentos e períodos
•
Dança popular
•
Brasileira
•
Paranaense
•
Africana
•
Indígena
1.8.2.4 Abordagem pedagógica
Nesta série o trabalho é importante relacionar o conhecimento
com formas artísticas populares e o cotidiano do aluno;
Percepção dos modos de fazer dança, através de diferentes
espaços onde é elaborada e executada;
Teorias da dança;
Produção de trabalhos com dança utilizando diferentes modos
de composição.
1.8.3 Conteúdos do 8º Ano
1.8.3.1 Elementos formais
•
Movimento corporal
•
Tempo
109
•
Espaço
1.8.3.2 Composição
•
Giro
•
Rolamento
•
Saltos
•
Aceleração e desaceleração
•
Direções (frente, atrás, direita e esquerda)
•
Improvisação
•
Coreografia
•
Sonoplastia
•
Gênero: indústria cultural e espetáculo
1.8.3.3 Movimentos e períodos
•
Hip hop
•
Musicais
•
Expressionismo
•
Indústria cultural
•
Dança moderna
1.8.3.4 Abordagem pedagógica
•
Nesta série o trabalho é importante poderá enfocar o significado da arte na
sociedade contemporânea e em outras épocas, abordando a mídia e os
recursos tecnológicos na arte;
•
Percepção dos modos de fazer dança, através de diferentes mídias.
•
Teorias da dança de palco e em diferentes mídias;
110
•
Produção de trabalhos de dança utilizando equipamentos e recursos
tecnológicos.
1.8.4 Conteúdos do 9º. Ano
1.8.4.1 Elementos formais
•
Movimento corporal
•
Tempo
•
Espaço
1.8.4.2 Composição
•
Kinesfera
•
Ponto de apoio
•
Peso
•
Fluxo
•
Quedas
•
Saltos
•
Giros
•
Rolamentos
•
Extensão (perto e longe)
•
Coreografia
•
Deslocamento
•
Gênero: desempenho e moderna
111
1.8.4.3 Movimentos e períodos
•
Vanguardas
•
Dança moderna
•
Dança contemporânea
1.8.4.4 Abordagem pedagógica
•
Nesta série, tendo em vista o caráter criativo da arte, a ênfase é na arte como
ideologia e fator de transformação social;
•
Percepção dos modos de fazer dança e sua função social;
•
Teorias da dança;
•
Produção de trabalhos com os modos de organização e composição da
dança como fator de transformação social.
1.9 LEGISLAÇÃO
Nas aulas de arte, os desafios educacionais contemporâneos e a
diversidade observarão o disposto nas seguintes leis:
Lei 11645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9795/99 – Educação ambiental;
Decreto n. 1.143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Lei 11.525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade sexual;
Lei do estado do Paraná n. 13.381/01 – Obrigatoriedade do ensino da história do
Paraná;
Lei – 11645/08 – Estudo da música afro-brasileira e indígena.
Na disciplina de arte, a temática legislativa será abordada por
112
meio das artes visuais, da música, da dança e do teatro, resgatando-se as
origens e as diversidades culturais.
1. 10 CONTEÚDOS DO ENSINO MÉDIO
1.10.1 Conteúdos Estruturantes
•
Arte significado
•
Noção sobre os elementos visuais
•
A Arte na pré-história
•
A Arte da Antiguidade
•
Arte brasileira
•
Arte indígena
•
Barroco
•
História do teatro Universal
•
História da Música universal brasileira
1.10.2 Conteúdos Específicos
•
Ponto
•
Linha
•
Forma
•
Cor
•
Textura
•
Superfície
•
Luz
•
Bidimensional (volume, ampliação
113
•
Sequência e proporção
•
Tridimensional
•
Perspectiva isométrica
•
Figura e fundo
•
Figurativo/abstrato/Geométrico
•
Semelhanças
•
Contrastes
•
Ritmo visual
•
Deformação
1.10.3 Técnicas
Pintura, desenho, colagem, recorte, interferência em fotografia,
gravura, instalação, montagem e escultura, história em quadrinhos, etc.
1.10.4 Gêneros
Paisagem, retrato, cenas históricas, religiosas e mitológicas,
natureza-morta, etc. Pré-história, Arte Egípcia e Mesopotâmica; Arte Grega e
Romana; Arte Românica e Gótica; Renascimento; Barroco; Romantismo e
Realismo; Impressionismo; Arte de Vanguarda (Fauvismo, Cubismo, Futurismo,
Arte Abstrata, Dadaísmo e Surrealismo); Arte Contemporânea (Pop Art e arte
Cinética).
1.10.5 Música
1.10.5.1 Conteúdos específicos
•
Ritmo
114
•
Melodia Harmonia
•
Modal, Tonal e fusão
1.10.5.2 Gêneros
•
Erudito
•
Clássico
•
Pop
1.10.5.3 Técnicas
•
Vocal
•
Instrumental
•
Informática e mista
•
Improvisação
1.10.6 Teatro
1.10.6.1 Gêneros
•
Tragédia, comédia, drama e épico;
•
Dramaturgia, representação nas mídias;
•
Caracterização, cenografia, sonoplastia.
1.10.6.2 Técnicas
•
Jogos teatrais, teatro direto e indireto
•
Mímica, ensaio, teatro-fórum; roteiro; encenação
•
Teatro greco-romano, medieval, ocidental, indústria cultural, teatro engajado
•
Dialético, essencial, teatro renascentista, realista e simbolista.
115
1.10.7 Dança
1.10.7.1 Conteúdos específicos
•
Eixo
•
Dinâmica
•
Aceleração
•
Ponto de Apoio
•
Salto e Queda
•
Rotação
•
Níveis
•
Formação
•
Deslocamento, improvisação e coreografia
1.10.7.2 Gêneros
•
Espetáculo, indústria cultural e circular
•
Pré-história, história greco-romana, medieval, renascentista
•
Dança clássica
1.11 REFERÊNCIAS
AZEVEDO, F. de. A cultura brasileira. 5. ed. São Paulo: Melhoramentos, USP,
1971.
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. São Paulo: Perspectiva,
116
2005.
______. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e novos tempos. São
Paulo: Perspectiva, 1996.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: arte. Brasília: MEC/SEF, 1998.
FERRAZ, Maria Heloísa Corrêa de Toledo e FUSARI, Maria Felisminda de
Rezende. Metodologia do ensino de arte. São Paulo: Cortez, 1999.
FISCHER, Ernest. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender arte: sala de aula e formação de
professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.
KOSIK, K. Dialética do Concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
KOUDELA, I.D. Jogos teatrais. 4 ed. São Paulo: Perspectiva, 2001
MARTINS, Mirian Celeste. Didática do ensino da arte: a língua do mundo poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.
OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Rio de Janeiro: Campus, 1983
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação do. Diretrizes Curriculares de
Arte para a Educação Básica. Departamento de Educação Básica. Curitiba:
SEED-PR, 2008.
______. Secretaria de Estado de Educação do Departamento de Ensino Médio.
LDP: Livro Didático Público de Arte. Curitiba: SEED-PR, 2006
PAREYSON, Luigi. Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes,
1984.
SOUZA NETO, Manoel J. de (Org). A (des)construção da música na cultura
paranaense. Curitiba: Aos quatro ventos, 2004.
SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula. São Paulo: Perspectiva, 2007.
117
2 BIOLOGIA
2.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
Sempre foi objeto de estudo da Biologia o fenômeno vida, em
toda sua diversidade de manifestações. Esse fenômeno se caracteriza por um
conjunto de processos organizados e integrados seja no nível de células, de um
indivíduo ou de organismos no seu meio.
Ao longo da história da humanidade, várias foram as explicações
para o surgimento e a diversidade da vida, de modo que os modelos científicos
conviveram e convivem com outros sistemas explicativos, como os de inspiração
filosófica ou religiosa.
A Biologia atua na instrumentalização para resolver problemas
que atingem direta ou indiretamente a perspectiva de futuro, pois queremos
formar sujeitos críticos, capazes de entender e analisar o mundo, contribuindo
para a melhoria da qualidade de vida.
Entende-se que a Biologia contribui na formação de sujeitos
atuantes, por meio de conteúdos que ampliem seu entendimento acerca dos
objetos e fenômenos biológicos.
A Biologia procura objetividade para encontrar explicações
controláveis e sistemáticas sobre os fatos. Como elemento da construção
científica, a Biologia deve ser entendida e compreendida como processo de
produção do próprio desenvolvimento humano. Para o homem, compreender os
fenômenos naturais, bem como sua explicação racional, o leva a propor uma
concepção de mundo.
Um sistema vivo é sempre fruto da interação entre seus
elementos constituintes e da interação entre esse mesmo sistema e os demais
componentes de seu meio. As diferentes formas de vida estão sujeitas a
transformações que ocorrem no tempo e no espaço, sendo, ao mesmo tempo,
transformadas e transformadoras do ambiente.
Elementos da história possibilitam compreender que há uma
118
ampla rede de relações entre a produção científica e os contextos social,
econômico e político, sendo possível verificar que a formulação, a validade ou
não das diferentes teorias científicas está associada ao seu momento histórico.
Além da abordagem histórica, também os enfoques evolutivo,
ecológicos, econômicos, sociais e tecnológicos devem ser considerados, tendo
em vista que uma aproximação mais social dos conteúdos possibilita ao aluno o
estabelecimento de relações entre ciência e tecnologia e suas aplicações na
sociedade.
Para o ensino de Biologia, compreender o fenômeno da vida e
sua diversidade de manifestações significa pensar em uma ciência em
transformação, cujo caráter provisório do conhecimento garante uma reavaliação
dos seus resultados e possibilita um repensar e uma mudança constante de
conceitos e teorias elaboradas em cada momento histórico e social.
O recente avanço tecnológico e a expansão das pesquisas
científicas, especialmente da área biológica, que se apresentam na mídia
diariamente, como são os casos dos transgênicos, do genoma, das célulastronco, despertam o interesse dos alunos pela compreensão dos fatos que vêm
se revelando à sociedade e são propulsores de discussões no ambiente escolar.
Debater essas informações atuais na sala de aula pode fazer do
aluno um sujeito investigativo, interessado, que busca conhecer e compreender
a realidade. Desta as interações que se efetivam nos processos de construção
do conhecimento devem favorecer uma educação voltada para os problemas
sócio-ambientais.
Os conteúdos, entendidos como saberes da disciplina, quando
abordados historicamente, podem auxiliar o aluno a reconhecer a ciência como
um objeto humano.
2.2 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS
A disciplina de Biologia observará os conteúdos estruturantes e
básicos, de acordo com o estabelecido nas Diretrizes Curriculares do Estado do
119
Paraná, obedecendo à disposição abaixo:
Conteúdo Estruturante I - Organização dos seres vivos
Conteúdos básicos:
- Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos;
- Sistemas biológicos: anatomia, morfologia e fisiologia;
Conteúdo Estruturante II - Mecanismos biológicos
Conteúdos básicos:
- Mecanismos de desenvolvimento embriológico;
- Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos.
Conteúdo Estruturante III – Biodiversidade
Conteúdos básicos:
- Teorias evolutivas;
- Transmissão das características hereditárias.
Conteúdo Estruturante IV – Manipulação genética
Conteúdos básicos:
- Dinâmica dos ecossistemas: relações entre os seres vivos e interdependência
com o ambiente;
- Organismos geneticamente modificados.
2.2.1 Divisão dos Conteúdos por Série no Ensino Médio
120
2.2.1.1 Conteúdos do 1º ano
•
Organização celular;
•
Composição química;
•
Organização celular;
•
Membrana, citoplasma e núcleo;
•
Compostos orgânicos e inorgânicos;
•
Divisão celular: Mitose e Meiose;
•
Material nuclear: DNA e RNA;
•
Métodos científicos;
•
Osmose;
•
Gametogênese;
•
Fecundação;
•
Células-tronco;
•
Bactérias
2.2.1.2 Conteúdos do 2º ano
•
Biomas terrestres: tundra, taiga, floresta temperada, floresta tropical, campos,
desertos;
•
Relações dos biomas com os seres vivos;
•
Problemas ambientais;
•
Biomas aquáticos: mares, oceanos, rios, lagos, lençóis, geleiras
•
Ciclos biogeoquímicos,
•
Fisiologia animal;
•
Vacinas;
121
•
Vírus;
•
Bactérias;
•
Relações entre os seres vivos;
•
Desequilíbrios ambientais;
•
Classificação dos seres vivos.
2.2.1.3 Conteúdos do 3º ano
•
Origem e Evolução;
•
Teorias do Surgimento da Vida;
•
Lamarckismo;
•
Darwinismo;
•
Mutação;
•
Especiação;
•
Conquista dos ambientes pelos seres vivos;
•
Embriologia;
•
Reprodução humana;
•
Noções de genética;
•
Anomalias genéticas;
•
Manipulações genéticas (clonagem, organismos geneticamente modificados,
transgênicos);
•
Sangue.
2.3 METODOLOGIA
Considerando a necessidade de se conhecer e respeitar a
122
diversidade social, cultural, além vivência dos alunos, adota-se como recursos
para diagnosticar essas idéias e experiências, o debate em sala de aula e a
problematização. É importante também que os diversos conhecimentos das
demais
disciplinas
estejam
inter-relacionando,
assim
o
aluno
poderá
compreender a integração entre as diversas áreas do conhecimento, além de
desenvolver suas múltiplas habilidades cognitivas.
Dessa forma, estimula-se o aluno a desenvolver a criatividade, a
curiosidade, o pensamento crítico, a capacidade de abstração, de trabalho em
equipe, de se comunicar e pensar. O professor também iniciará as suas aulas
com apresentações de situações-problema que despertem a curiosidade do
aluno, para motivar a formulação de hipóteses e reflexão sobre o assunto
abordado. Portanto, fazer da biologia uma leitura crítica do conhecimento
humano adquirido e acumulado através do tempo, articulando com situações do
cotidiano.
A metodologia de ensino da Biologia, nessa concepção, envolve
o conjunto de processos organizados e integrados, quer no nível de célula, de
indivíduo, de organismo no meio, na relação ser humano e natureza e nas
relações sociais, políticas, econômicas e culturais.
Nesse contexto, as aulas experimentais podem constituir uma
crítica ao ensino com ostentação exclusiva na revelação dos resultados do
processo de produção do conhecimento científico, e apontar soluções que
permitam a construção racional do conhecimento científico em sala de aula, sem
dissociar as decorrências deste conhecimento para o ser humano.
2.4 AVALIAÇÃO
A avaliação do processo ensino-aprendizagem, entendida como
questão metodológica, de responsabilidade do professor, é determinada pela
perspectiva de investigar para intervir.
A seleção de conteúdos, os encaminhamentos metodológicos e
a clareza dos critérios de avaliação elucidam a intencionalidade do ensino e
desta proposta, enquanto a diversidade de instrumentos e técnicas de avaliação
123
possibilitam aos estudantes variadas oportunidades e maneiras de expressar seu
conhecimento. Cabe ao docente acompanhar a aprendizagem dos seus alunos e
o
desenvolvimento
dos
processos
cognitivos
fazendo
as
intervenções
necessárias.
As Diretrizes Curriculares para a Educação Básica propõem
formar sujeitos que construam sentidos para o mundo, que compreendam
criticamente o contexto social e histórico de que são frutos e que, pelo acesso ao
conhecimento, sejam capazes de uma inserção cidadã e transformadora na
sociedade. A avaliação, nesta perspectiva, visa contribuir para a compreensão
das dificuldades de aprendizagem dos alunos, com vistas às mudanças
necessárias para que essa aprendizagem se concretize e a escola se faça mais
próxima da comunidade, da sociedade como um todo, no atual contexto histórico
e no espaço onde os alunos estão inseridos.
Atendendo aos critérios avaliativos da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação – Lei n. 9394/96 – a avaliação será processual contínua e
cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
Nesse contexto, a avaliação se torna um instrumento analítico do
processo de ensino-aprendizagem que se configura num conjunto de ações
pedagógicas pensadas e realizadas ao longo do ano letivo, de modo que os
professores e alunos se tornem observadores dos avanços e dificuldades a fim
de superarem os obstáculos existentes.
Para atingir seus objetivos, os professores utilizarão todas as
técnicas e materiais disponíveis pela escola e pela mantenedora, a fim de atingir
as finalidades propostas para o ensino da disciplina.
•
Para tanto, as relações entre conceitos vinculados aos
conteúdos estruturantes (relações conceituais), relações entre os conceitos
científicos
e
conceitos
pertencentes
a
outras
disciplinas
(relações
interdisciplinares), e relações entre esses conceitos científicos e as questões
sociais, tecnologicas, politicas, culturais e éticas (relações de contexto) se
fundamentam e se constituem em importantes abordagens que direcionam o
ensino de Ciências para a integração dos diversos contextos que permeiam os
124
conceitos científicos escolares.
•
Todos
esses
elementos
podem
auxiliar
na
prática
pedagógica dos professores de Ciências, ao fazerem uso de problematizações,
contextualizações, interdisciplinaridade, pesquisas, leituras científicas, atividade
em grupo, observações, atividades experimentais, recursos instrucionais,
atividades lúdicas, entre outros.
2.5 OBJETIVOS
O ensino-aprendizagem da disciplina de Biologia objetiva:
- Estabelecer relação entre os sistemas que compõem o corpo
humano e suas respectivas funções no organismo, com a organização do corpo
humano: células, tecidos, órgãos e sistemas, tendo que relacionar os diferentes
sistemas que realizam as funções de nutrição: digestão, respiração, circulação e
excreção;
- Reconhecer a importância dos cuidados com a nutrição, a
prevenção
de
acidentes
e
a
percepção
do
ambiente
e
condições
socioeconômicas podem favorecer a instalação de doenças;
- Estabelecer relação entre os aspectos biológicos, afetivos e
culturais para a compreensão da sexualidade e de suas manifestações, nas
diferentes fases da vida humana, valorizando os vínculos entre afeto,
responsabilidade, sexualidade e auto-estima;
- Compreender a influência dos fenômenos naturais no ambiente
e na vida do ser humano, relacionando-os com os acontecimentos diários;
- Entender o funcionamento dos ambientes da natureza e
reconhecer a importância da biodiversidade, pensando sobre os diferentes
ambientes da Terra e a causa dos desequilíbrios ecológicos;
- Reconhecer a importância de cada bioma na manutenção da
biodiversidade;
- Refletir sobre a contribuição das tecnologias para as diferentes
construções e alterações dos ambientes, compreendendo a evolução como um
125
mecanismo contínuo e reconhecendo a importância de cada bioma na
manutenção da biodiversidade;
2.6 LEGISLAÇÃO
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9795/99 e Decreto 4201/02 – Educação ambiental;
Decreto 1.143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Lei 11.525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade - Estudo por meio de textos científicos;
Lei do estado do Paraná 13.381/01 – Obrigatoriedade do ensino da História do
Paraná.
2.7 REFERÊNCIAS
CARVALHO, Wanderley. Biologia em foco. São Paulo: FTD, 2002.
DARWIN, C. A origem das espécies. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
FAVARETO, José Arnaldo; Mercadante, Clarinda. Biologia. São Paulo:
Moderna, 1999.
JUNQUEIRA; Carneiro. FERNANDES, J. A. B. Ensino de ciências: a biologia na
disciplina de ciências. Revista da Sociedade Brasileira de Ensino de Biologia.
São Paulo, v.1, n.0, ago 2005.
FUTUYMA, D. J. Biologia evolutiva. Ribeirão Preto: Sociedade Brasileira de
Genética/CNPq, 1993.
KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. São Paulo: EDUSP, 2004.
MACHADO, Sídio. Biologia para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2003.
126
ODUM, E. Histologia básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1990.
______. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares de Biologia para a Educação Básica.
SEED-PR, 2008.
RAW, I. Aventuras da microbiologia. São Paulo: Hacker Editores/Narrativa
Um, 2002.
SCHLICHTING, M. C. R. A formação do professor de biologia. Florianópolis,
1997. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Santa
Catarina
3. CIÊNCIAS
3.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
Nas últimas décadas, tornou-se consensual a ideia de que a
educação básica deve contribuir para a formação de cidadãos críticos, reflexivos,
autônomos e responsáveis, capazes de se perceberem como integrantes,
dependentes e agentes transformadores do ambiente.
Por vivermos em um mundo complexo que se modifica com
muita rapidez e onde o cotidiano das pessoas está cada vez mais impregnado de
informações e artefatos advindos dos conhecimentos produzidos pela ciência e
pela tecnologia, para melhorar a participação dos cidadãos na tomada de
decisões relativas à aplicação dos novos conhecimentos, é necessário fomentar
e difundir a educação científica e tecnológica em todas as culturas e em todos os
setores da sociedade (ASTOLFI et. al, 1998). Sendo assim, o ensinoaprendizagem de Ciências Naturais nas escolas torna-se cada vez mais
indispensável.
Tal ensino, entretanto, deve ter por finalidade formar cidadãos
capazes não apenas de armazenar conhecimentos científicos, mas de operar
127
com as suas competências e conhecimentos científicos e tecnológicos para
resolver problemas concretos e satisfazer as necessidades da sociedade.
Compreender e aceitar que a aprendizagem em Ciências é operar com o
conhecimento científico implica ter um entendimento da natureza da ciência e
dos seus modos de funcionamento. Para tanto, o ensino de Ciências Naturais
deve pautar-se na idéia de que os conteúdos da aprendizagem não são somente
aqueles de natureza conceitual (o “saber”), mas também os que envolvem a
aprendizagem de procedimentos (o “saber fazer”) e as atitudes (o “ser”)
relacionadas às ciências.
Além disso, o estudo de ciências não pode se resumir a uma
atividade reprodutiva e acumulativa por meio da exposição e memorização de
conteúdos, mas orientar-se para uma aprendizagem significativa, fundamentada
em uma atitude de investigação em relação aos assuntos estudados. O ensino
de Ciências como investigação possibilita o contato dos estudantes com
diferentes tipos de saberes, favorecendo a elaboração de novos sentidos e a
aproximação gradativa de seus conhecimentos prévios aos cientificamente
válidos. O ponto de partida desse processo é o saber que os estudantes já
trazem para a sala de aula e que é parte da sua cultura, seja ele do senso
comum ou de outra natureza. Numa atitude investigativa, esses saberes irão
sendo questionados e confrontados com os demais, tendo em vista a sua
reconstrução. Na valorização dos diferentes tipos de conhecimento se criam
espaços para destacar o que de diferente oferece a Ciência, compreendendo-a
como produção humana, e reconhecendo que toda descoberta tem um autor e
um contexto social e histórico.
3.2 OBJETIVOS
Ao se conceber a ciência como produção humana, amplia-se a
visão da sua natureza e de seus limites. Aprender Ciências deixa, assim, de ser
entendida
como
uma
atividade
que
vise
simplesmente
dominar
um
conhecimento específico, passando a ser compreendida como apropriação de
outra cultura, uma enculturação (MORTIMER, 2000). Nesse processo, a
linguagem tem um papel fundamental. É por meio da aquisição da linguagem
128
científica que os sujeitos se alfabetizam cientificamente (CHASSOT, 2000).
Sendo assim, o papel do professor, para além de apresentar
novas informações, deve ser o de propor problemas e possibilitar que os
estudantes adquiram autonomia para resolvê-los, para que, ao término do ensino
fundamental, possam ter construído as capacidades de:
observação,
•
Sistematizar e comunicar ideias científicas;
•
Fazer
uso
experimentação,
de
diferentes
comparação,
procedimentos
elaboração
de
científicos:
hipóteses
e
suposições, estabelecimento de relações entre fatos, fenômenos e ideias, leitura
e escrita de textos informativos, elaboração de roteiros de pesquisa bibliográfica,
busca de informações em fontes variadas, elaboração de questões para
enquete, organização de informações por meio de desenhos, tabelas, gráficos,
esquemas e textos, confronto entre suposições e entre elas e os dados obtidos
por investigação, a elaboração de perguntas e problemas, a proposição para a
solução de problemas;
O estudo de Ciências Naturais tem como base os seguintes
objetivos gerais a serem alcançados pelos estudantes do ensino fundamental:
•
Compreender a natureza como um todo dinâmico e o ser
humano, em sociedade, como parte integrante e agente de transformações do
mundo em que vive, em relação essencial com os demais seres vivos e outros
componentes do ambiente;
•
Reconhecer os processos científicos e saber aplicar seus
conceitos na tomada de decisões acerca do ambiente e das mudanças
resultantes da atividade humana;
•
Promover ações que permitam a prevenção/manutenção da
saúde, tanto individual quanto coletiva;
•
Saber combinar leituras, observações, experimentações e
registros para coleta, comparação entre explicações, organização, comunicação
e discussão de fatos e informações;
•
Compreender a ciência como um processo de produção de
129
conhecimento e uma atividade humana, histórica, associada a aspectos de
ordem social, econômica, política e cultural;
3.2.1 Objetivos por Eixos Temáticos
3.2.1.1 Biodiversidade
Ampliar o conhecimento sobre os ambientes naturais e
transformados, sua biodiversidade, compreendendo a dinâmica do planeta em
diferentes espaços e tempos.
3.2.1.2 Sistemas biológicos
Compreender o corpo humano como um todo integrado por
dimensões biológicas, afetivas e socioculturais, e a saúde como bem individual e
comum que deve ser promovido pela ação coletiva.
3.2.1.3 Matéria e energia
Compreender as origens, os processos de transformação, o uso
dos materiais e da energia no mundo natural e tecnológico, avaliando benefícios
e consequências ao ambiente, visando à qualidade de vida.
3.2.1.4 Astronomia
Compreender a organização estrutural da Terra, estabelecendo
relações espaciais e temporais em sua dinâmica e composição, bem como,
comparar e elaborar modelos de representação do Universo, associando-os às
condições para a existência e manutenção da vida.
3.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS
130
3.3.1 Conteúdos Estruturantes
De acordo com as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná,
na disciplina de Ciências, os Conteúdos Estruturantes são construídos a partir da
historicidade dos conceitos científicos e visam superar a fragmentação do
currículo, além de estruturar a disciplina frente ao processo acelerado de
especialização do seu objeto de estudo e ensino (DCE – SEED/PR – 2008).
A fim de que alcançar os objetivos da disciplina, torna-se
necessário repensar a organização do currículo de Ciências. Para isso, devemos
levar em conta que os conhecimentos científicos englobam fenômenos e
conceitos da Biologia, da Física, da Química e da Geociências, além dos
aspectos tecnológicos, culturais e sociais a eles associados. Tais conhecimentos
articulados entre si conferem ao ensino das Ciências Naturais uma perspectiva
interdisciplinar.
Com o objetivo de favorecer essa interdisciplinaridade na
organização do currículo de ciências naturais, a opção foi apresentar os
conteúdos sob a forma de campos de estudo, integrados entre si, a serem
trabalhados ao longo do ensino fundamental em diferentes níveis de
complexidade, conforme as orientações das Diretrizes Curriculares do Estado do
Paraná (2008).
Nas Diretrizes Curriculares são apresentados cinco conteúdos
estruturantes fundamentados na história da ciência, base estrutural de
integração conceitual para a disciplina de Ciências no ensino fundamental:
•
Astronomia
•
Matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Energia
•
Biodiversidade
Cabe salientar que cada conteúdo estruturante constitui um
campo de estudos, compreendidos como um conjunto de conhecimentos que se
articulam entre si e que devem ser desenvolvidos em interação com os outros.
131
Entende-se, assim, que a organização por campos de estudo permite maior
flexibilidade na organização dos conteúdos, possibilitando arranjos próprios em
cada escola. Além disso, representa uma ruptura com a lógica da segmentação
e linearidade com que os conteúdos eram tradicionalmente distribuídos ao longo
das várias séries.
3.3.2 Conteúdos Básicos
Os
conteúdos
básicos
da
disciplina
de
Ciências
são
selecionados a partir de critérios que levam em consideração o desenvolvimento
cognitivo do estudante, o número de aulas semanais, as características
regionais, entre outros, e devem ser abordados considerando aspectos
essenciais no ensino de Ciências; a história da ciência, a divulgação científica e
as atividades experimentais.
A abordagem desses conteúdos específicos deve contribuir para
a formação de conceitos científicos escolares no processo ensino-aprendizagem
da disciplina de Ciências e de seu objeto de estudo (o conhecimento científico
que resulta da investigação da Natureza), levando em consideração que, para tal
formação conceitual há necessidade de se valorizar as concepções alternativas
dos estudantes em sua zona cognitiva real e as relações substantivas que se
pretende com a medição didática.
Para tanto, as relações entre conceitos vinculados aos
conteúdos estruturantes (relações conceituais), relações entre os conceitos
científicos
e
conceitos
pertencentes
a
outras
disciplinas
(relações
interdisciplinares), e relações entre esses conceitos científicos e as questões
sociais, tecnológicas, políticas, culturais e éticas (relações de contexto) se
fundamentam e se constituem em importantes abordagens que direcionam o
ensino de Ciências para a integração dos diversos contextos que permeiam os
conceitos científicos escolares.
Todos esses elementos podem auxiliar na prática pedagógica
dos
professores
de
Ciências,
ao
fazerem
uso
de
problematizações,
contextualizações, interdisciplinaridade, pesquisas, leituras científicas, atividade
132
em grupo, observações, atividades experimentais, recursos instrucionais,
atividades lúdicas, entre outros.
3.3.3 Divisão dos Conteúdos Estruturantes em Conteúdos Básicos
A escola seguirá as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná,
que divide os conteúdos estruturantes em básicos, da seguinte forma:
3.3.3.1 Conteúdo estruturante I – astronomia:
•
Universo;
• Sistema solar;
• Movimentos celestes e terrestres;
• Astros;
• Origem e evolução do universo;
• Gravitação universal.
3.3.3.2 Conteúdo estruturante II – matéria:
•
Constituição da matéria;
•
Propriedades da matéria.
3.3.3.3 Conteúdo estruturante III – sistemas biológicos:
•
Formas de energia;
•
Conversão de energia;
•
Transmissão de energia.
3.3.3.4 Conteúdo estruturante IV – biodiversidade
• Organização dos seres vivos;
133
• Sistemática;
• Ecossistemas;
• Interações ecológicas;
• Origem da vida;
• Evolução dos seres vivos
3.3.4 Divisão dos Conteúdos por Anos
3.3.4.1 Conteúdos estruturantes e básicos do 6º ano
Conteúdos Estruturantes
•
Astronomia
•
Matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Energia
•
Biodiversidade
Conteúdos Básicos
•
Astronomia
•
Universo
•
Sistema solar
•
Movimentos terrestres
•
Movimentos celestes
•
Astros
•
Matéria
•
Constituição da matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Níveis de organização
•
Energia
•
Formas de energia
134
•
Conversão de energia
•
Transmissão de energia
•
Biodiversidade
•
Organização dos seres vivos
•
Ecossistemas
•
Evolução dos seres vivos
3.3.4.2 Conteúdos estruturantes e básicos do 7º ano
Conteúdos Estruturantes
•
Astronomia
•
Matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Energia
•
Biodiversidade
Conteúdos Básicos
•
Astronomia
•
Astros
•
Movimentos terrestres
•
Movimentos celestes
•
Matéria
•
Constituição da matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Célula
•
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
•
Energia
•
Formas de energia
•
Transmissão de energia
•
Biodiversidade
•
Origem da vida
135
•
Organização dos seres vivos
•
Sistemática
3.3.4.3 Conteúdos estruturantes e básicos do 8º ano
Conteúdos Estruturantes
•
Astronomia
•
Matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Energia
•
Biodiversidade
Conteúdos Básicos
•
Astronomia
•
Origem e evolução do universo
•
Matéria
•
Constituição da matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Célula
•
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
•
Energia
•
Formas de energia
•
Biodiversidade
•
Evolução dos seres vivos
3.3.4.4 Conteúdos estruturantes e básicos do 9º ano
Conteúdos Estruturantes
•
Astronomia
•
Matéria
•
Sistemas Biológicos
•
Energia
136
•
Biodiversidade
Conteúdos Básicos
•
Astronomia
•
Astros
•
Gravitação universal
•
Matéria
•
Propriedades das matérias
•
Sistemas Biológicos
•
Morfologia e fisiologia dos seres vivos
•
Mecanismos de herança genética
•
Energia
•
Formas de energia
•
Conservação de energia
•
Biodiversidade
•
Interações ecológicas
3.4 METODOLOGIA
As Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná para o ensino de
Ciências propõem uma prática pedagógica que leve à integração dos conceitos
científicos e valorize o pluralismo metodológico. Para isso é necessário superar
práticas pedagógicas centradas num único método e baseadas em aulas de
laboratório que visam tão somente à comprovação de teorias e leis apresentadas
previamente aos estudantes (DCE – SEED/PR – 2008).
Os conteúdos serão trabalhados por meio de diferentes
atividades, nas quais os estudantes passam por processos variados:
observação,
experimentação,
elaboração
de
hipóteses,
problematização,
relatórios de filmes e palestras, leitura e escrita de textos informativos, pesquisa,
organização de informações por meio de desenhos, montagem de maquetes,
visitas, passeios, participação na Feira Cultural, Feira de Ciências, Dia da
Consciência Negra.
Nas
aulas
serão
utilizados
recursos
eletrônicos
para
137
desenvolvimento e melhor entendimento, por parte dos estudantes, dos
conteúdos estudados
A abordagem dos conteúdos específicos deve contribuir para a
formação de conceitos científicos escolares no processo ensino-aprendizagem
da disciplina de Ciências e de seu objeto de estudo (o conhecimento científico
que resulta da investigação da Natureza), levando em consideração que, para tal
formação conceitual há necessidade de se valorizar as concepções alternativas
dos estudantes em sua zona cognitiva real e as relações substantivas a que se
pretendem com a medição didática.
Para tanto, as relações entre conceitos vinculados aos
conteúdos estruturantes (relações conceituais), relações entre os conceitos
científicos
e
conceitos
pertencentes
a
outras
disciplinas
(relações
interdisciplinares), e relações entre esses conceitos científicos e as questões
sociais, tecnológicas, políticas, culturais e éticas (relações de contexto) se
fundamentam e se constituem em importantes abordagens que direcionam o
ensino de Ciências para a integração dos diversos contextos que permeiam os
conceitos científicos escolares.
Todos esses elementos podem auxiliar na prática pedagógica
dos
professores
de
Ciências,
ao
fazerem
uso
de
problematizações,
contextualizações, interdisciplinaridade, pesquisas, leituras científicas, atividade
em grupo, observações, atividades experimentais, recursos instrucionais,
atividades lúdicas, entre outros.
3.5 AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua, cumulativa e processual, integrando a
prática pedagógica e contribuindo para a readequação do conteúdo e o
redirecionamento metodológico na disciplina.
Os meios para a avaliação serão diversificados, compreendendo:
participação nas aulas – prática diária – com atividades orais e escritas;
apresentação individual e coletiva; pesquisa de campo; testes orais e escritos.
Seguindo as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná, a
avaliação deve-se fazer presente, tanto como meio de diagnóstico do processo
ensino-aprendizagem quanto como instrumento de investigação da prática
138
pedagógica, sempre com uma dimensão formadora, uma vez que, o fim desse
processo é a aprendizagem, ou a verificação dela, mas também permitir que haja
uma reflexão sobre a ação da prática pedagógica.
Para cumprir essa função, a avaliação deve possibilitar o
trabalho com o novo, numa dimensão criadora e criativa que envolva o ensino e
a aprendizagem. Desta forma, se estabelecerá o verdadeiro sentido da
avaliação: acompanhar o desempenho no presente, orientar as possibilidades de
desempenho futuro e mudar as práticas insuficientes, apontando novos
caminhos para superar problemas e fazer emergir novas práticas educativas
(DCE – SEED/PR - 2008).
No cotidiano escolar, a avaliação é parte do trabalho dos
professores. Tem por objetivo proporcionar-lhes subsídios para as decisões a
serem tomadas a respeito do processo educativo que envolve professor e aluno
no acesso ao conhecimento.
É importante ressaltar que a avaliação se concretiza de acordo
com o que se estabelece nos documentos escolares como o Projeto Político
Pedagógico e, mais especificamente, a Proposta Pedagógica Curricular e o
Plano de Trabalho Docente, documentos necessariamente fundamentados nas
Diretrizes Curriculares.
Esse projeto e sua realização explicitam, assim, a concepção de
escola e de sociedade com que se trabalha e indicam que sujeitos se quer
formar para a sociedade que se quer construir.
Nas Diretrizes Curriculares para a Educação Básica, propõe-se
formar sujeitos que construam sentidos para o mundo, que compreendam
criticamente o contexto social e histórico de que são frutos e que, pelo acesso ao
conhecimento, sejam capazes de uma inserção cidadã e transformadora na
sociedade.
A
avaliação,
nesta
perspectiva,
visa
contribuir
para
a
compreensão das dificuldades de aprendizagem dos alunos, com vistas às
mudanças necessárias para que essa aprendizagem se concretize e a escola se
139
faça mais próxima da comunidade, da sociedade como um todo, no atual
contexto histórico e no espaço onde os alunos estão inseridos.
Não há sentido em processos avaliativos que apenas constatam
o que o aluno aprendeu ou não aprendeu e o fazem refém dessas constatações,
tomadas como sentenças definitivas. Se a proposição curricular visa à formação
de sujeitos que se apropriam do conhecimento para compreender as relações
humanas em suas contradições e conflitos, então a ação pedagógica que se
realiza em sala de aula precisa contribuir para essa mudança.
3.6 LEGISLAÇÃO
Para enfrentar os desafios educacionais contemporâneos e
atender às diversidades, na disciplina de ciências serão abordados temas
conforme dispõem a seguinte legislação:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9.795/99 e Decreto 4201/02 – Educação ambiental;
Decreto 1.143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Lei 11.525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade sexual;
Lei do estado do Paraná 13.381/01 – Obrigatoriedade do ensino da história do
Paraná nos ensinos fundamental e médio.
3.7 REFERÊNCIAS
APEC.
Ação
e
Pesquisa
em
Educação
em
Ciências.
Construindo
consciências: ciências. São Paulo: Scipione, 2006.
ASTOLFI, Jean-Pierre; PETERFALVI, Brigitte; VÉRIN, Anne. Como as crianças
aprendem ciências. Lisboa: Instituto Piaget, 1998.
BIZZO, Nelio. Ciências: fácil ou difícil? 2. ed. São Paulo: Ática, 2002.
140
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: ciências naturais.
Brasília: MEC/SEF, 1998.
CACHAPUZ, António; GIL-PEREZ, Daniel; CARVALHO, Anna Maria Pessoa de;
PRAIA, João; VILCHES, Amparo (Orgs.). A necessária renovação do ensino
de ciências. São Paulo: Cortez, 2005.
CANTO, Eduardo Leite do Canto. Ciências naturais: aprendendo com o
cotidiano. 2. ed. SãoPaulo: Moderna, 2004.
CHALMERS, Alan Francis. O que é ciências, afinal? São Paulo: Brasiliense,
1993.
CHASSOTT, Ático. A ciência através dos tempos. São Paulo: Moderna, 1994.
______. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 3.
ed. Ijuí: Unijuí, 2000.
______. A fabricação da ciência. São Paulo: Unesp, 1994.
GIORDAN, André; VECCHI, Gérard de. As origens do saber: das concepções
dos aprendentes aos conceitos científicos. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas,
1996.
LIMA, Maria Emília Caixeta de Castro. Aprender ciências: um mundo de
materiais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999.
LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth (Orgs.). Currículo de ciências em
debate. Campinas: Papirus, 2004.
MORTIMER, Eduardo Fleury. Linguagem e formação de conceitos no ensino
de ciências. BeloHorizonte: Editora UFMG, 2000.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná.
SEED-PR, 2008.
141
4 EDUCAÇÃO FÍSICA
4.1FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
O ensino da disciplina de educação física sofreu influências
diretas da história política do país. Ela nasceu, no Brasil, no século XIX, sob
influência europeia, pela preocupação com o desenvolvimento da saúde e a
formação moral dos cidadãos.
No período ditatorial, a educação física se tornou obrigatória e
útil para a consolidação dos projetos políticos, que objetivavam, por meio da
prática de exercícios físicos, o desenvolvimento da aptidão física dos alunos para
obterem melhores resultados nas competições esportivas e consolidar o país
como potência econômica, elevando, dessa forma, o status político e econômico.
Hodiernamente, as diretrizes curriculares do estado do Paraná
propõem que a educação física seja fundamentada nas reflexões sobre as
necessidades atuais de ensino perante os alunos, na superação de contradições
e na valorização da educação. Por isso, é de fundamental importância considerar
os contextos e experiências de diferentes regiões, escolas, professores, alunos e
da comunidade. (DCE – SEED/PR, 2008)
A orientação atual é para que a educação física seja trabalhada
em interlocução com as demais disciplinas curriculares, para que seja possível
entender a cultura corporal em sua complexidade, ou seja, na relação com as
múltiplas dimensões da vida humana, tratadas tanto pelas ciências humanas,
sociais, da saúde e da natureza. (DCE-SEED/PR – 2008).
Nesse contexto, a educação física se torna parte do projeto geral
de escolarização, devendo estar articulada ao projeto político-pedagógico, pois
tem objeto de estudo próprio, metodologia própria e conteúdos específicos.
Essa nova abordagem apresenta mudança na forma de pensar o
tratamento teórico-metodológico dado às aulas de educação física, significando
que é necessário repensar a dicotomia entre corpo e mente, de tal forma que a
142
prática pedagógica vá além da aptidão física, da habilidade motora e da
performance esportiva.
Isso significa dizer que, a partir de uma mudança de paradigma,
o modelo atual de ensino da educação física não contempla a enorme riqueza
das manifestações corporais produzidas socialmente pelos diferentes grupos
humanos e pressupõe uma crítica ao pedagógico, aos objetivos e à avaliação,
bem como o trato do conhecimento, dos espaços e tempos escolares da
educação física.
Essa nova concepção significa, ainda, reconhecer a gênese da
cultura corporal, que reside na atividade humana para garantir a existência da
espécie.
Destacam-se daí os elementos lúdicos e agonísticos que,
sistematizados, estão presentes na escola como conteúdos de ensino.
A gênese da cultura corporal, acima mencionada, relaciona-se à
vida em sociedade e se desenvolve nas relações entre pessoas, natureza e
sociedade, ou seja, pelas relações na produção de bens e de troca, no intuito de
garantir a sobrevivência, reprodução e povoamento do planeta.
Entender a educação física sob um contexto mais amplo implica
a compreensão da composição por interações que se estabelecem nas relações
sociais, políticas, econômicas e culturais dos povos.
Partindo dessa posição, as diretrizes curriculares do estado do
Paraná apontam a cultura corporal como objeto de estudo e ensino de educação
física, evidenciando a relação estreita entre a formação histórica do ser humano
por meio do trabalho e as práticas corporais decorrentes.
Por essas razões, a ação pedagógica da educação física deve
estimular a reflexão sobre o acervo de formas e representações do mundo que o
ser humano tem produzido, exteriorizadas pela expressão corporal em jogos e
brincadeiras, danças, lutas, ginásticas e esportes. Essas expressões podem ser
identificadas como formas de representação simbólica de realidades vivenciadas
pelo ser humano. (DCE – SEED/PR – 2008).
143
4.1.1 Concepções de Ensino da Educação Física
A educação física na educação básica é fundamentada na
concepção histórico-crítica de educação para resgatar o compromisso social da
ação pedagógica da educação física. Essa proposta valoriza a produção
histórica e cultural dos povos, relativas à ginástica, à dança, aos desportos, aos
jogos e às atividades que correspondem às características regionais.
4.2 OBJETIVOS
4.2.1 Objetivos Gerais
A disciplina de Educação Física espera que no decorrer do
curso do Ensino Fundamental e Médio, os alunos tenham encontrado, através da
cultura corporal, as respostas a seus anseios, expectativas e necessidades de
movimento. Pretendemos com isso, oferecer algo motivante, como a pratica de
modalidades desportivas, jogos, ginástica e dança sem, no entanto, esquecer a
importância do desenvolvimento das capacidades e habilidades físicas, motoras
e cognitivas próprias a faixa etária em que se encontram.
Por sua vez, facilitará o equilíbrio emocional, a integração
social, e as condições para que o organismo acumule reservas para responder
as solicitações de sobrecargas exigidas durante as práticas de Educação Física.
O controle dessas qualidades será feito através de testes ergonométricos e
testes de habilidades objetivas, realizadas em cada unidade, possibilitando o real
encontro de fatores que estejam interferindo negativamente com indicação de
eventuais encaminhamentos específicos.
De fato, a educação física deve ser trabalhada sob o viés de
interlocução com disciplinas variadas, que permitam entender o corpo em sua
complexidade;
ou
seja,
sob
uma
abordagem
biológica,
antropológica,
sociológica, psicológica, filosófica e política, justamente por sua constituição
interdisciplinar.
Desde modo, a Educação Física, como disciplina do currículo
obrigatório, terá como principal meta a ser atingida, a formação de pessoas
144
criticas, autônomas e conscientes de seus atos.
4.2.2 Objetivos Específicos
- Apresentar a educação física escolar como uma disciplina que
introduz e integra o aluno na cultura corporal do movimento, formando o cidadão
que vai produzir, reproduzir e transformar, instrumentalizando para usufruir dos
jogos, esportes, dança e brincadeiras;
- Participar de atividades corporais, estabelecendo relações
equilibradas e construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando
características físicas e de desempenho de si próprio e dos outros, sem
discriminar por características pessoais, físicas, sexuais ou sociais;
- Trabalhar a cultura corporal partindo das atividades de jogos,
esportes, ginástica, dança e teatro;
- Adotar atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade
em situações lúdicas e esportivas, repudiando qualquer espécie de violência;
- Reconhecer-se como elemento integrante do ambiente,
adotando hábitos saudáveis de higiene, alimentação e atividades corporais;
-
Desenvolver
noções
básicas
dos
fundamentos
das
modalidades desportivas coletivas;
- Conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma,
bem como reivindicar locais adequados para promover atividades corporais de
lazer, reconhecendo-as como uma necessidade básica do ser humano e um
direito do cidadão.
4.3 CONTEÚDOS ARTICULADORES E ESTRUTURANTES
4.3.1 Conteúdos Articuladores
Para romper o tradicionalismo dos conteúdos da disciplina, é
necessário fazer a integração e interligação das práticas corporais de forma mais
reflexiva e contextualizada, por meio de elementos articulares, no intuito de
145
transformar o ensino de educação física e responder aos novos desafios
educacionais.
As diretrizes curriculares do estado do Paraná propõem os
seguintes conteúdos articuladores para o ensino de educação física:
•
Cultura corporal e corpo;
•
Cultura corporal e ludicidade;
•
Cultura corporal e saúde;
•
Cultura corporal e mundo do trabalho;
•
Cultura corporal e desportivização;
•
Cultura corporal – técnica e tática;
•
Cultura corporal e lazer;
•
Cultura corporal e diversidade;
•
Cultura corporal e mídia.
4.3.2 Conteúdos Estruturantes
Os conteúdos estruturantes da disciplina de educação física, de
acordo com as diretrizes curriculares do estado do Paraná, são considerados
conhecimentos de grande amplitude, conceitos ou práticas que identificam e
organizam os campos de estudos de uma disciplina escolar, considerados
fundamentais para compreender seu objeto de estudo / ensino. Esses conteúdos
se constituem historicamente e são legitimados pelas relações sociais.
A abordagem dos conteúdos estruturantes de educação física
para a educação básica deve ser feita de forma crescente, observando-se os
níveis de ensino, os conhecimentos prévios que os alunos trazem consigo, os
quais devem ser considerados na sistematização do conhecimento.
Cada um dos conteúdos estruturantes da educação física deve
ser tratado sob uma abordagem que contempla os fundamentos da disciplina,
146
em articulação com aspectos políticos, históricos, sociais, econômicos, culturais,
bem como com elementos da subjetividade representados na valorização do
trabalho coletivo, na convivência com as diferenças, na formação social crítica e
autônoma. (DCE – SEED/PR – 2008).
Os conteúdos propostos para educação física na educação
básica são os seguintes:
•
Esporte;
•
Jogos e brincadeiras;
•
Ginástica;
•
Lutas;
•
Dança.
4.4 CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
4.4.1 Conteúdos Específicos do Ensino Fundamental
4.4.1.1 Conteúdos específicos do 6º ano
- Handebol: iniciação, reconhecimento da quadra, passes de
ombro e picado, recepção alta e baixa, drible de contraste, marcação individual e
mini - handebol (2x2, 3x3 e 4x4), iniciação ao passe, técnicas de amortecimento
e arremate, jogos pré-desportivos do handebol: torre, uma mão, mãe bola;
- Voleibol: iniciação, saque por baixo, frontal e lateral, toque,
manchete, ataque sem salto e mini vôlei (1x1, 2x2 e 3x3), manchete; i Iniciação
ao toque e saque por baixo;
- Futsal: iniciação, passes, partes internas, externa e dorsal de
pé, chutes, parte interna, externa e de bico de pé e mini-futsal; iniciação ao
passe, técnicas de amortecimento, drible e arremate;
147
- Basquetebol: habilidade com a bola, passes: peito direto,
picado: lateral, ombro, boliche e par sobre a cabeça, drible básico, de proteção e
velocidade, arremessos e minibasquete;
- Atletismo: corridas de velocidade, de resistência, com
obstáculos, de revezamento; saltos em distancia, em altura, triplo, com vara;
arremessos de peso, de martelo, de dardo e disco; iniciação ao passe, técnicas
de amortecimento, drible e arremesso;
- Manifestações ginásticas: origem da ginástica e sua mudança
no tempo, diferentes tipos de ginástica, atividades de correr, saltar e transpor
objetos, lançar, rolar; rolamentos: lateral e ventral com ajuda; atividades que
desenvolvam equilíbrio estático, dinâmico e recuperado; iniciação de estrela e
rondana;
- Danças: manifestações estético-corporais na dança e no teatro:
expressão corporal e ritmos variados; diferentes tipos de dança; - danças
tradicionais e folclóricas; expressão corporal sem materiais; mímicas, imitação e
representação.
- Jogos, brinquedos e brincadeiras: tradicionais, brinquedos
cantados, rodas e cirandas; oficina de construção de brinquedos.
4.4.1.2 Conteúdos específicos do 7º ano
-
Handebol:
desenvolvimento
do
passe,
técnicas
de
amortecimento, drible e arremate; iniciação à técnica individual de defesa, defesa
individual, e contra-ataque, tática ofensiva e defensiva, noção básicas de regras.
- Voleibol: desenvolvimento do toque, manchete e saque por
baixo, iniciação à cortada, saque por cima, recepção de saque;
- Futsal: desenvolvimento do passe, técnicas de amortecimento,
drible e arremate; iniciação à técnica individual de defesa, defesa individual e
contra-ataque, tática ofensiva e defensiva; noção básica de regras;
-
Basquetebol:
desenvolvimento
do
passe,
técnicas
de
amortecimento, drible e arremesso, iniciação à técnica individual de defesa,
148
defesa individual e contra-ataque, tática ofensiva e defensiva; noção básica de
regras;
- Atletismo: corridas de velocidade, de resistência, com
obstáculos, de revezamento, saltos em distância, em altura, triplo, com vara,
arremessos de peso, de martelo, de dardo e disco, iniciação ao passe, técnicas
de amortecimento, drible e arremesso;
- Manifestações ginásticas: Origem da ginástica e sua mudança
no tempo, diferentes tipos de ginástica, atividades de correr, saltar e transpor de
objetos, lançar, rolar;
rolamentos: lateral e ventral com ajuda; atividades de
equilíbrio estático, dinâmico e recuperado; prática de estrela e rondana;
- Manifestações estético-corporais na dança e no teatro:
expressão corporal e ritmos variados, diferentes tipos de dança, danças
tradicionais e folclóricas, mímica, imitação e representação, expressão corporal
com materiais, jogos, brinquedos e brincadeiras: construção coletiva, com ou
sem materiais.
4.4.1.3 Conteúdos específicos do 8º ano
- Handebol: regras de refinamento das destrezas, métodos
básicos, tiro livre, frentes, tiros de 7 e de 9 metros;
- Voleibol: Regras, métodos básicos, saques por cima, saque por
baixo, recepção, levantamento, ataque com passada, defesa, bloqueio e sistema
6x0, 3x3 e 4x2 simples; aperfeiçoamento do toque, manchete e saque por baixo;
noções básicas de regras, desenvolvimento da técnica individual de defesa,
contra-ataque, tática ofensiva e defensiva, iniciação ao bloqueio.
- Futsal: regras, refinamento das destrezas, métodos básicos,
condução de bola, domínio de bola, marcação individual e zona, sistemas de
jogo 3:1 e 2:2, aplicação do passe, técnicas de amortecimento, drible e arremate,
aperfeiçoamento das ações táticas ofensivas e defensivas;
-
Basquetebol:
desenvolvimento
do
passe,
técnicas
de
amortecimento, drible e arremesso, iniciação à técnica individual de defesa,
149
defesa individual e contra-ataque, tática ofensiva e defensiva; noção básica de
regras;
- Manifestações ginásticas: origem da ginástica e sua mudança
no tempo, d diferentes tipos de ginástica, atividades de correr , saltar e transpor
de objetos, lançar, rolar; rolamentos: lateral e ventral com ajuda;atividades que
desenvolvam equilíbrio estático, dinâmico e recuperado; prática de estrela e
rondana;
- Dança: cultura de rua, cultura do circo (malabares e acrobacia);
manifestações estético-corporais na dança e no teatro, expressão corporal e
ritmos variados, diferentes tipos de dança: danças brasileiras e estrangeiras,
coreografia associadas a manifestações musicais, movimentos expressivos,
mímica, imitação e representação, expressão corporal sem materiais;
- Jogos, brinquedos e brincadeiras: diferenças entre jogo e
esporte e diferentes jogos.
4.4.1.4 Conteúdos específicos do 9º Ano
-
Handebol:
aperfeiçoamento
do
passe,
técnicas
de
amortecimento, drible e arremate, noção básica de regras;
- Voleibol: Regras, métodos básicos, saques por cima, saque
por baixo, recepção, levantamento, ataque com passada, defesa, bloqueio e
sistema 6x0, 3x3 e 4x2 simples; aperfeiçoamento do toque, manchete e saque
por baixo, noções básicas de regras, desenvolvimento da técnica individual de
defesa, defesa individual e contra ataque, tática ofensiva e defensiva, iniciação
ao bloqueio;
- Futsal: aperfeiçoamento do passe, técnicas de amortecimento,
drible e arremate, aperfeiçoamento da técnica individual de defesa, defesa
individual e contra-ataque, noção básica de regras;
- Basquetebol: desenvolvimento do passe, técnicas de
amortecimento, drible e arremesso, iniciação à técnica individual de defesa,
defesa individual e contra-ataque, aperfeiçoamento da tática ofensiva e
defensiva, noção básica de regras;
150
- Manifestações ginásticas: origem da ginástica e sua mudança
no tempo, diferentes tipos de ginástica, atividades de correr , saltar e transpor de
objetos, lançar, rolar; rolamentos: lateral e ventral com ajuda, atividades que
desenvolvam equilíbrio estático, dinâmico e recuperado, prática de estrela e
rondana;
- Danças: cultura de rua, cultura do circo (malabares e acrobacia
), manifestações estético-corporais na dança e no teatro, expressão corporal e
ritmos variados; diferentes tipos de dança, danças brasileiras, coreografia
associadas às manifestações musicais, movimentos expressivos, mímica,
imitação e representação, expressão corporal sem materiais, danças africanas;
- Jogos, brinquedos e brincadeiras: diferenças entre jogo e
esporte e diferentes jogos.
4.4.2 Conteúdos do Ensino Médio
4.4.2.1 Conteúdos Estruturantes do Ensino Médio (1º ao 3º Anos)
•
Esportes;
•
Jogos e brincadeiras;
•
Ginástica;
•
Lutas;
•
Dança.
4.4.2.2 Conteúdos Específicos do Ensino Médio (1º ao 3º Anos)
Todos os conteúdos abaixo relacionados serão trabalhados nos
três anos do ensino médio, diferenciando-se apenas o encaminhamento
pedagógico e o desenvolvimento dos alunos, buscando o aperfeiçoamento
contínuo das práticas desportivas a cada ano.

Esportes coletivos:
151
- Futebol;
- Voleibol;
- Basquetebol;

Esportes individuais:
- Atletismo;
- Natação;
- Tênis de quadra;
- Tênis de mesa.

Jogos e Brincadeiras:
- Elástico;
- 5 marias;
- Mãe pega;
- Bulica;
- Corrida de sacos;
- Pião.

Danças Folclóricas:
- Quadrilha;
- Fita;
- Samba Roda.

Danças de Salão:
-
Valsa;
-
Merengue;
-
Forró;
-
Samba.

Danças de Rua:
-
Break;
-
Funk.
152

Ginástica Olímpica
-
Salto;
-
Ginástica;
-
Barra fixa;
-
Argolas;
-
Corda;
-
Arcos;
-
Fita.

Ginástica Rítmica
-
Corda;
-
Arcos;
-
Bolas;
-
Maça (arma constituída por um pau curto).

Ginástica Circense:
-
Tecido;
-
Acrobacias;
-
Trampolim.

Ginástica Geral:
-
Rolamentos;
-
Parada;
-
Estrela;
-
Rodante;
-
Calistemia;
-
Caminhada.

Condicionamento Físico:
-
Alongamentos;
-
Aeróbica;
-
Step;
153
-
Pilates.

Lutas de aproximação:
-
Judô;
-
Jiu jitsu;
-
Luta olímpica;

Lutas de distância:
-
Karatê;
-
Boxe;
-
Taekwondo;
-
Muay thai.

Capoeira:
-
Angola;
-
Regional.
4.5 METODOLOGIA
A aplicação das aulas de educação física deve facilitar o ensino
aprendizagem,
bem
como
preparar
o
iniciante
para
o
processo
de
aprendizagem, sem desmotivar ou tornar maçante, proporcionar situações
problemas ou oferecer tarefas a executar que estejam adequadas à capacidade
do aluno, proporcionando assim momentos de prazer e alegria.
Assim as aulas de educação física serão ministradas com
teóricas e práticas relacionadas aos conteúdos propostos – esporte, dança,
ginástica, jogos, brincadeiras e brinquedos. Nas aulas os alunos podem ampliar
seus conhecimentos através de aulas expositivas, diálogos, debates, vídeos
sobre assuntos variados, conhecer a história de cada esporte e suas regras,
conhecer a cultura na dança de diferentes regiões e países, realizar movimentos
variados na prática da ginástica, brincar, resgatar, criar, confeccionar diferentes
jogos e brincadeiras.
Valorizar-se-ão a cooperação, a criação de estratégias mais
154
solidárias, dialogando sobre as manifestações corporais e situações ocorridas
nas atividades propostas. Assim o aluno terá a oportunidade de falar, construir e
interpretar suas atividades, perceber dificuldades encontradas e superações,
exercendo, assim, a capacidade de pensar e ampliar conceitos e opiniões sobre
a própria realidade.
Em relação ao reconhecimento das diferenças, neste projeto de
trabalho estabelece por valorizar as experiências corporais do campo e dos
povos indígenas e os afrodescendentes. Esses registros culturais têm
riquíssimos acervos, muitas vezes esquecidos porque predominam os modelos
urbanos de educação do corpo. Assim, torna-se pertinente valorizar as práticas
corporais de cada segmento social e cultural nas escolas do campo e indígenas,
tanto quanto nas escolas urbanas.
Os recursos a serem utilizados serão todos os necessários aos
jogos, brincadeiras, lutas e danças a serem desenvolvidas ao longo do ano.
Muitos deles não necessitam de materiais, outros, no entanto, exigem bolas
específicas para cada espécie de jogo, quadras de esportes específicas,
equipamentos de segurança, de ataque e defesa. Além disso, para as aulas, cujo
conteúdo for música, dança e brincadeiras, os alunos serão incentivados a
construírem seus próprios materiais.
4.6 AVALIAÇÃO
A avaliação nas aulas de educação física é um processo
contínuo, permanente e cumulativo, em que o professor organizará e
reorganizará o seu trabalho sustentado nas diversas práticas corporais – da
ginástica, do esporte, dos jogos e da dança – cujo horizonte é a conquista de
maior consciência corporal e senso crítico em suas relações interpessoais e
sociais.
A avaliação será feita através da observação direta e contínua
das diversas formas de expressão corporal do aluno, levando em consideração o
domínio motor, seus limites e avanços na execução das atividades;
compreensão e
respeito
às diferenças, superação
de
preconceitos e
155
discriminações, além de avaliar a facilidade em aplicar os conhecimentos
trabalhados na resolução de problemas através do diálogo.
4.7 LEGISLAÇÃO
Atendendo à legislação que prima pelo respeito à diversidade,
nas aulas de educação física, abordar-se-á a história e a cultura afro-brasileira e
africana e a educação das relações étnico-raciais, conforme a Deliberação 04/06
do CEE, que exige que todas as disciplinas da matriz curricular contemplem, ao
longo do ano letivo, determinados conteúdos, a fim de propiciar aos alunos
educação compatível
com uma sociedade democrática, multicultural e
pluriétnica.
Nesse sentido, as aulas de educação física observarão o
conteúdo das seguintes leis:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9.795/99 e Decreto 4.201/02 – Educação ambiental;
Decreto 1.143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Lei 11.525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade sexual;
Lei do estado do Paraná 13.381/01 – institui a obrigatoriedade do ensino da
história do Paraná na disciplina de História.
4.8 REFERÊNCIAS
BORSARI, J. R. Educação física da pré-escola à universidade: planejamento,
programas e conteúdos/ coordenados, São Paulo: EPU,1988.
BRESSANE, R. e CORREA, E; Prática de ensino em Educação Física: estágio
supervisionado, Rio de Janeiro, Guanabara, 1987.
156
Coletivo de autores. Metodologia do ensino da Educação Física. São Paulo:
Cortez, 1992.
CURITIBA. Programa de Educação Física e Desporto. Prefeitura Municipal de
Curitiba. Departamento de Educação, 1984-1988.
MELHEM, Alfredo. A prática da educação física na escola – Rio de Janeiro:
Sprint, 2009.
PARANÁ. Secretaria da Educação do Estado do Paraná. Diretrizes curriculares
da educação básica – Educação Física. SEED/PR, 2008.
5 ENSINO RELIGIOSO
5.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
Diante da realidade do Ensino Religioso, o Estado do Paraná
tem-se preocupado em qualificar o fazer pedagógico de suas escolas, a partir do
Programa de Formação Continuada. Neste processo, busca-se envolver a todos
os profissionais conscientes e com, prometidos com a educação e que, no
decorrer da caminhada do Ensino Religioso, primam pela qualidade da ação
pedagógica desse componente curricular. A participação de todos foi sumamente
importante para a construção deste referencial.
A natureza do ser humano é constituída de faculdades físicas e
intelectuais, morais e religiosas, cujo desenvolvimento e fortalecimento
harmonioso e seu exercício como potencialidades devem ser cultivados pela
educação. A religiosidade, como as demais dimensões, merece atenção e
esmero na formação humana independente de opção de credo ou de que
pertença a uma denominação. O fenômeno religioso no ser humano é
antropológico, filosófico, cultural e histórico. Em todos os tempos, épocas,
culturas, tradições étnicas dos grupos humanos, a religiosidade se constitui em
perguntas, em sentido de vida, em busca de respostas, em expressões
157
simbólicas e ritualizadas, na busca do Transcendente – o Absoluto. O homem é,
antes de tudo, um ser cuja essência consiste em transcender-se a si mesmo.
Sua realização plena aponta uma direção que leva ao absoluto, apesar das
limitações e relatividade de tudo o que faz e experimenta como parte da sua
realidade em seu determinado contexto de vida.
Entende-se que a Escola é o espaço de construção e
socialização do conhecimento historicamente produzido e acumulado. Como
todos
os
conhecimentos humanos
são
patrimônio
da
humanidade,
o
conhecimento religioso deve receber uma educação integral, pressupõe-se que
na escola- Poe ser um espaço para todos, o ensino do conhecimento religioso
como área de estudo é indispensável, é questão de cidadania, de respeito ao
diferente e do dever legal e oferecer possibilidade a todas as crianças,
adolescentes e jovens de receber educação, formação e cultivo das diferentes
dimensões da vida.
Como todo o ser humano necessita ser preparado para o
exercício de falar esta ou aquela língua, comer, dormir, caminhar, vestir-se,
também o dado religioso necessita ser desenvolvido e educado. Negar ou emitir
isso seria negar ou emitir um dado antropológico cultural – substrato de cada
cultura e patrimônio da humanidade. João Paulo II já afirmava que “ a educação
da consciência religiosa é um direito da pessoa humana. O jovem exige ser
encaminhado para todas as dimensões da cultura e que também encontrar na
escola a possibilidade de tomar conhecimentos dos problemas fundamentais da
existência”.
O Ensino Religioso, com a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB), no 9.394/96, alem de ser “parte integrante da
formação básica do cidadão”, assume o caráter de interreligiosidade sendo o
responsável para apresentar o transcendente, nas diferentes culturas e tradições
religiosas, considerando as diversidades existentes no Brasil, sendo a ele,
terminantemente proibida qualquer forma de proselitismo a favor desta ou
daquela crença.
O Ensino Religioso está organizado de forma a contemplar,
através de seus conteúdos, os seguintes campos de estudo organizadores:
158
Culturas e Tradições Religiosas – de acordo com os Parâmetros Curriculares
Nacionais, a Historia das Culturas e Tradições Religiosas “é o estudo do
fenômeno religioso `a luz da razão humana, analisando questões como: função e
valores da tradição religiosa, relação e entre tradição religiosa e ética, teodicéia,
tradição religiosa natural e revelada, existência e destino do ser humano nas
diferentes culturas”. (FONAPER, 2006, p.33).
As Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais – de acordo com
os Parâmetros Curriculares Nacionais, “são os textos que transmitem, conforme
a fé dos seguidores, uma mensagem do Transcendente, onde pela revelação,
cada forma de afirmar o Transcendente faz conhecer aos seres humanos seus
mistérios e sua vontade, dando origem às tradições. E estão ligados ao ensino, à
pregação, à exortação e aos estudos eruditos”. (FONAPER, 2006, 1998, p.34).
De acordo com as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná
(2009), a religião e o conhecimento religioso são patrimônios da humanidade por
se constituírem historicamente na inter-relação dos aspectos culturais, sociais,
econômicos e políticos. Em razão disso, a disciplina de Ensino Religioso na
escola fundamental deve estar orientado à apropriação dos saberes sobre as
expressões e organizações religiosas das diversas culturas na sua relação com
outros campos de conhecimento.
Nesse, um dos grandes desafios da escola e da disciplina de
Ensino Religioso é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do
preconceito
religioso,
como
também,
desprender-se
do
seu
histórico
confessional catequético, para a construção e consolidação do respeito à
diversidade cultural e religiosa. Um Ensino Religioso de caráter doutrinário, como
ocorreu no Brasil Colônia e no Brasil Império, estimula concepções de mundo
excludentes e atitudes de desrespeito às diferenças culturais e religiosas. (DCE
– SEED/PR – 2009)
5.2 OBJETIVOS
5.2.1 Objetivos Gerais
A disciplina de Ensino Religioso, de acordo com as diretrizes
159
curriculares do estado do Paraná (2009), deve oferecer subsídios para que os
estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e
como se relacionam com o Sagrado. Essa abordagem possibilita estabelecer
relações entre as culturas e os espaços por elas produzidos, em suas marcas de
religiosidade.
Tratado nesta perspectiva, o Ensino Religioso contribuirá para
superar desigualdades étnico-religiosas, para garantir o direito constitucional de
liberdade de crença e expressão e, por consequência, o direito à liberdade
individual e política. Desta forma atenderá um dos objetivos da educação básica
que, segundo a LDB 9394/96, é o desenvolvimento da cidadania.
O desafio mais eminente da nova abordagem do Ensino
Religioso é, portanto, superar toda e qualquer forma de apologia ou imposição
de um determinado grupo de preceitos e sacramentos, pois, na medida em que
uma doutrinação religiosa ou moral impõe um modo adequado de agir e pensar,
de forma heterônoma e excludente, ela impede o exercício da autonomia de
escolha, de contestação e até mesmo de criação de novos valores.
5.2.2 Objetivos Específicos
- Proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que
compõem o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas percebidas
no contexto do educando;
- Subsidiar o aluno na formação do questionamento existencial,
em profundidade, para dar sua resposta devidamente informada;
- Facilitar a compreensão do significado das afirmações e
verdades de fé das tradições religiosas. Refletir o sentido da atitude moral, como
conseqüência do fenômeno religioso e expressão da consciência e da reposta
pessoal e comunitária do ser humano. Possibilitar esclarecimentos sobre o
direito à diferença na construção de estruturas religiosas que tem na liberdade o
seu valor inalienável (FONAPER, 2006).
160
5.3 CONTEÚDOS
5.3.1 Conteúdos Estruturantes
- Paisagem Religiosa: à materialidade fenomênica do Sagrado, a
qual é apreendida através dos sentidos - é a exterioridade do Sagrado e sua
concretude, os espaços Sagrados;
- Universo Simbólico Religioso: à apreensão conceitual através
da razão, pela qual concebe-se o Sagrado pelos seus predicados e reconhecese a sua lógica simbólica. É entendido como sistema simbólico e projeção
cultural;
- Texto Sagrado: à tradição e à natureza do Sagrado enquanto
fenômeno. Neste sentido é reconhecido através das Escrituras.
Tais conteúdos não devem ser abordados isoladamente, pois
são
referências
que
se
relacionam
intensamente,
contribuem
para
a
compreensão do objeto de estudo e orientam a definição dos conteúdos básicos
e específicos de cada série, por isso esses campos de estudo estão pedagógica
e metodologicamente organizados em conteúdos para cada ano escolar com
objetivos específicos e competências a serem desenvolvidas – ano a ano, de
forma sistemática e seqüente, sugerindo habilidades e atitudes a serem
desenvolvidas através do dialogo inter-religioso, do respeito às diferenças e ao
pluralismo religioso.
5.3.2 Conteúdos Básicos
5.3.2.1 Conteúdos básicos para o 6º ano
- Organizações Religiosas;
- Lugares Sagrados;
- Textos Sagrados orais ou escritos;
- Símbolos Religiosos.
161
5.3.2.2 Conteúdos básicos para o 7º ano
- Temporalidade Sagrada;
- Festas Religiosas;
- Ritos;
- Vida e Morte.
5.4 METODOLOGIA
Religião
e
conhecimento
religioso
são
patrimônios
da
humanidade, pois, constituíram-se historicamente na inter-relação dos aspectos
culturais, sociais, econômicos e políticos. Em virtude disso, a disciplina de
Ensino Religioso deve orientar-se para a apropriação dos saberes sobre as
expressões e organizações religiosas das diversas culturas na sua relação com
outros campos do conhecimento
A linguagem utilizada deve ser a científica e não a religiosa, a fim
de superar as tradicionais aulas de religião. E vedada toda e qualquer forma de
proselitismo e doutrinação, entendendo que os conteúdos do ensino religioso
devem ser trabalhados enquanto conhecimento da diversidade sócio-político e
cultural
Nas diretrizes curriculares do estado do Paraná, o trabalho
pedagógico proposto nestas diretrizes para a disciplina de Ensino Religioso
ancora-se na perspectiva da superação dessas práticas tradicionais que têm
marcado o ensino escolar. Propõe-se um encaminhamento metodológico
baseado na aula dialogada, isto é, partir da experiência religiosa do aluno e de
seus conhecimentos prévios para, em seguida, apresentar o conteúdo que será
trabalhado. (DCE – SEED/PR – 2009).
A abordagem teórica do conteúdo, por sua vez, pressupõe sua
contextualização, pois o conhecimento só faz sentido quando associado ao
contexto histórico, político e social. Ou seja, estabelecem-se relações entre o
que ocorre na sociedade, o objeto de estudo da disciplina, nesse caso, o
162
Sagrado, e os conteúdos estruturantes. A interdisciplinariedade é fundamental
para
efetivar
a
contextualização
do
conteúdo,
pois
articulam-se
os
conhecimentos de diferentes disciplinas curriculares e, ao mesmo tempo,
assegura-se a especificidade dos campos de estudo do Ensino Religioso. (DCE
–SEED/PR – 2009).
5.4.1 Recursos Utilizados nas Aulas de Ensino Religioso
Para o desenvolvimento das atividades escolares, nas aulas de
ensino religioso serão utilizados gêneros textuais diversos, de caráter
informativo, científico, filosófico e histórico.
As aulas primarão pela interação entre texto, professor e alunos,
com leituras, interpretações, seminários, apresentações, debates, painéis,
discussões, entre outras práticas pedagógicas.
5.5 AVALIAÇÃO
No processo educativo, a avaliação deve se fazer presente, tanto
como meio de diagnóstico do processo ensino-aprendizagem quanto como
instrumento de investigação da prática pedagógica. Assim a avaliação assume
uma dimensão formadora, uma vez que, o fim desse processo é a
aprendizagem, ou a verificação dela, mas também permitir que haja uma
reflexão sobre a ação da prática pedagógica.
De acordo com as diretrizes curriculares do estado do Paraná, a
avaliação permite diagnosticar o quanto o aluno se apropriou do conteúdo, como
resolveu as questões propostas, como reconstituiu seu processo de concepção
da realidade social e, como, enfim, ampliou o seu conhecimento em torno do
objeto de estudo do Ensino Religioso, o Sagrado, sua complexidade, pluralidade,
amplitude e profundidade. (DCE – SEED/PR – 2009).
Embora não haja aferição de notas ou conceitos que impliquem
a retenção do aluno, as diretrizes curriculares estaduais recomendam que o
professor registre o processo avaliativo por meio de instrumentos que permitam
163
à escola, ao aluno, aos seus pais ou responsáveis à identificação dos progressos
obtidos na disciplina.
Nesse sentido, nas aulas de ensino religioso, a avaliação se dará
de forma contínua, cumulativa e processual, anotando-se a participação e
evolução do aluno, ao longo dos anos. Essa participação acontecerá em
seminários, discussões, apresentação, construção de painéis e gráficos,
produção de textos, discussões e outros.
5.6 LEGISLAÇÃO
As aulas de ensino religioso, atendendo às determinações
legais, observarão os temas relativos à diversidade, à educação ambiental,
fiscal, tributária e financeira, à prevenção ao uso de drogas, entre outros, que
são trabalhados de forma articulada com os conteúdos estruturantes e básicos
da disciplina.
Os temas serão trabalhados ao longo do ano, por meio de
projetos e apresentações, especialmente na semana cultural, na semana da
consciência negra e em outros eventos promovidos pelo coletivo escolar.
A legislação a ser observada é a seguinte:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9795/99 e Decreto 4201/02 – Educação ambiental;
Decreto 1143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Lei 11525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade;
Lei do estado do Paraná 13381/01 – História do Paraná.
5.7 REFERÊNCIAS
164
FONAPER. Parâmetros Curriculares Nacionais. Ensino religioso. 8 ed. São
Paulo: Ave Maria, 2006.
JUNQUEIRA, S. R. A.; OLIVEIRA, L. B. de (Orgs.). Ensino Religioso: memórias
e perspectivas. 1 ed. Curitiba: Editora Champagnat, 2005, v. 01, p. 51-83.
PARANÁ, Secretaria Estadual de Educação do. Diretrizes curriculares da
educação básica – Ensino religioso. SEED/PR, 2009.
6 FILOSOFIA
6.1 APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
6.1.1 Fundamentos Teórico-Metodológicos
O ensino de Filosofia no Ensino Médio se justifica pela
necessidade de fazer com que o aluno questione sobre seu mundo, suas
crenças, preconceitos e dogmas e desenvolva uma visão ampla de mundo e
pensamento profundo sobre sua existência e sobre o mundo em que vive, pois
sem filosofar, o ser humano não consegue libertar-se da cegueira e das sombras
que conduzem seu pensamento à tirania e à arrogância.
Em nossa escola, muitos alunos questionam a razão de ser da
disciplina de Filosofia, pois desejam respostas, caminhos certos que os guiem e
não apenas mais dúvidas e perguntas. No entanto, pelo estudo dessa disciplina,
conseguem, em pouco tempo, observar o quanto é importante investigar o
cosmos e a condição humana, para que possa compreender seu contexto social
e aceitar as diferenças, que fazem parte da vida humana. Dessa forma, a
Filosofia contribui para a aceitação da diversidade social, histórica e econômica,
quando desconstrói dogmatismos e empreende no estudante a dúvida
libertadora.
A Filosofia pode ser estudada sob o ponto de vista histórico
(cronologia linear), pela divisão gráfica (filosofia ocidental, africana, oriental,
latinoamericana, etc.) e a divisão por conteúdos (teoria do conhecimento, ética,
165
filosofia política, etc.) As Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná optaram
pela concepção da Filosofia a partir desse último viés, ou seja, por meio dos
conteúdos estruturantes. Isso não significa que os demais pontos de vista devam
ser abandonados, mas estudados de forma articulada com os conteúdos que
orientam o estudo da disciplina.
Em nossa escola, observamos as dificuldades que os alunos
possuem em compreender os diferentes contextos histórico-socias e relacionálos com o mundo de que fazem parte, por isso, consideramos necessário tratar
essa disciplina também sob o ponto de vista histórico, para que o aluno possa
entender que a Filosofia foi construída pela sociedade humana, sob diferentes
perspectivas, iniciando-se a Filosofia Grega com embates entre o pensamento
de Platão e dos sofistas, seguindo-se pela Filosofia marcada pelo teocentrismo
na Idade Média, pelo antropocentrismo na Idade Moderna e pela preocupação
com o ser humano, no tocante à historicidade, sociabilidade e secularização da
consciência da Filosofia Contemporânea.
A perspectiva de uma filosofia histórica marcada pelo pluralismo
de ideias, aliada aos estudos a partir de conteúdos estruturantes, permite que o
aluno perceba a atividade filosófica como provocativa e dialógica, necessária
para a construção de seu pensamento e de sua própria identidade, portanto, tão
significativa como os demais ramos do conhecimento.
6.1.2 Objetivos da Disciplina de Filosofia
6.1.2.1 Objetivos gerais da disciplina
A disciplina de Filosofia tem como objetivos gerais a formação
pluridimensional e democrática do ser humano, possibilitando ao aluno
compreender a complexidade da sociedade contemporânea, com suas múltiplas
particularidades e especializações, sendo imprescindível que seu pensamento
seja orientado por questionamentos, conceitos e categorias, visando à
166
articulação espaço-temporal e sócio-histórica em que a experiência humana é
construída, além de viabilizar interfaces com outras disciplinas, no tocante à
compreensão das ciências e multilinguagens.
6.1.2.2 Objetivos específicos da disciplina
A Filosofia, enquanto disciplina da matriz curricular do Ensino
Médio, pode:
- Viabilizar a compreensão das multilinguagens, seja pela análise
do mundo ou pela leitura de textos filosóficos que permitam ao aluno pensar,
discutir, argumentar e construir conceitos;
- Contribuir para a formação pluridimensional e democrática, ao
oferecer aos estudantes um conhecimento capaz de articular o espaço-temporal
e sócio-histórico;
- Analisar os textos filosóficos como subsídios para pesquisas,
criação de conceitos e construção de relações;
-
Propiciar
o
entendimento
das
estruturas
lógicas
e
argumentativas, levando-se em conta o cuidado com a precisão dos enunciados,
o encadeamento e clareza das ideias e a busca da superação do conhecimento
fragmentário;
- Construir espaços de problematização compartilhada com os
estudantes, a fim de articular os problemas da vida atual com a formulação
histórica da Filosofia e com a criação de conceitos;
- Provocar e despertar a consciência de pensar filosoficamente,
exercitando a crítica radical (que chega às raízes), apreendendo a parte na
perspectiva do todo e o todo na perspectiva da parte;
- Refazer o percurso filosófico, assegurando aos estudantes a
experiência daquilo que é próprio da atividade filosófica, qual seja, a criação de
conceitos.
6.2 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS
167
6.2.1 Conteúdos Estruturantes
A Diretriz Curricular de Filosofia do Estado do Paraná (DCE –
PR: Filosofia, 2008) organiza seu ensino a partir de seis conteúdos estruturantes,
conhecimentos de maior amplitude e relevância que, desmembrados em um
plano de Ensino de Filosofia, deverão garantir conteúdos relevantes e
significativos ao estudante. Esses conteúdos estruturantes são:
- Mito e Filosofia;
- Teoria do Conhecimento;
- Ética;
- Filosofia Política;
- Filosofia da Ciência;
- Estética.
6.2.2 Conteúdos Básicos para o Ensino Médio
6.2.2.1 Conteúdos básicos para o 1º ano
•
Conteúdo estruturante: mito e filosofia
- Saber mítico;
- Saber filosófico;
- Relação Mito e Filosofia;
- Atualidade do mito;
- O que é Filosofia?
Autores sugeridos: Jean Pierre Vernat,
Mircea Elíade, Moses Finley, Vidal
Narquet.
•
Conteúdo estruturante: teoria do conhecimento
168
- Possibilidade do conhecimento;
- As formas de conhecimento;
- O problema da verdade;
- A questão do método;
- Conhecimento e lógica.
Autores sugeridos: Aristóteles, Descartes, Hegel, Hume, Kant, Platão, Russell.
6.2.2.2 Conteúdos básicos para o 2º ano
•
Conteúdo estruturante: ética
- Ética e moral;
- Pluralidade ética;
- Ética e violência;
- Razão, desejo e vontade;
- Liberdade: autonomia do sujeito e a necessidade das normas.
Autores sugeridos: Adorno, Aristóteles, Kierkegaard, Scheler, Schopenhauer,
Sêneca.
•
Conteúdo estruturante: filosofia política
- Relações entre comunidade e poder;
- Liberdade e iigualdade política;
- Política e Ideologia;
- Esfera pública e privada;
- Cidadania formal e/ou participativa.
Autores sugeridos: Aristóteles, Arendt, Gramsci, Hegel, Hobbes, J.S. Mill, Kant,
Locke, Maquiavel, Marcuse, Marx, Montesquieu, Platão, Rosseau, Voltaire.
6.2.2.3 Conteúdos básicos para o 3º ano
169
•
Conteúdo estruturante: filosofia da ciência
- Concepções de ciência;
- A questão do método científico;
- Contribuições e limites da ciência;
- Ciência e ideologia;
- Ciência e ética.
Filósofos sugeridos: Bachelard, Feyerabend, Foucault, Granger, Habermas,
Kuhn, Popper, Ricouer.
•
Conteúdo estruturante: estética
- Natureza da arte;
- Filosofia e arte;
- Categorias estéticas – feio, belo, sublime, trágico, cômico, grotesco, gosto, etc.
- Estética e sociedade.
Filósofos sugeridos: Baumgarten, Hegel, Hume, Dufrenne, Bachelard, Schiller,
Eagleton, Kant, Benjamin, Adorno, Rancière, Merleau-Ponty, Husserl, Paul
Valéry.
6.3 METODOLOGIA
6.3.1 Abordagem Metodológica
Observando o contido nas Diretrizes Curriculares do Estado do
Paraná, bem como o contexto histórico-social da escola, propõe-se o estudo dos
conteúdos estruturantes, básicos e específicos, detalhados por momentos e
perspectivas do trabalho pedagógico da disciplina de filosofia.
170
Dessa forma, a abordagem teórico-metodológica da disciplina,
no intuito da dialogicidade com os problemas quotidianos e com o contexto social
dos estudantes , dar-se-á em quatro momentos:
•
a mobilização para o conhecimento;
•
a problematização;
•
a investigação;
•
a criação de conceitos.
O ensino da Filosofia pode começar, por exemplo, pela exibição
de um filme ou de uma imagem, da leitura de um texto jornalístico ou literário ou
da audição de uma música. São inúmeras as possibilidades de atividades
conduzidas pelo professor para instigar e motivar possíveis relações entre o
cotidiano do estudante e o conteúdo filosófico a ser desenvolvido. A isso se
denomina, nestas Diretrizes, mobilização para o conhecimento.
A seguir, inicia-se o trabalho propriamente filosófico: a
problematização, a investigação e a criação de conceitos, o que não significa
dizer que a mobilização não possa ocorrer diretamente a partir do conteúdo
filosófico.
A partir do conteúdo em discussão, a problematização ocorre
quando professor e estudantes levantam questões, identificam problemas e
investigam o conteúdo.
É importante ressaltar que os recursos escolhidos para tal
mobilização − filme, música, texto e outros − podem ser retomados a qualquer
momento do processo de aprendizagem.
Ao problematizar, o professor convida o estudante a analisar o
problema, o qual se faz por meio da investigação, que pode ser o primeiro passo
para possibilitar a experiência filosófica. É imprescindível recorrer à história da
Filosofia e aos textos clássicos dos filósofos, pois neles o estudante se defronta
com o pensamento filosófico, com diferentes maneiras de enfrentar o problema
e, com as possíveis soluções já elaboradas, as quais orientam e dão qualidade à
discussão.
171
O ensino de Filosofia deve estar na perspectiva de quem dialoga
com a vida, por isso é importante que, na busca da resolução do problema, haja
preocupação também com uma análise da atualidade, com uma abordagem que
remeta o estudante à sua própria realidade.
Dessa forma, a partir de problemas atuais estudados da História
da
Filosofia,
do
estudo
dos
textos
clássicos
e
de
sua
abordagem
contemporânea, o estudante do Ensino Médio pode formular conceitos e
construir seu discurso filosófico. O texto filosófico que ajudou os pensadores a
entender e analisar filosoficamente o problema em questão será trazido para o
presente com o objetivo de entender o que ocorre hoje e como podemos, a partir
da Filosofia, atuar sobre os problemas de nossa sociedade.
Ao final desse processo, o estudante, via de regra, encontrar-seá apto a elaborar um texto, no qual terá condições de discutir, comparar e
socializar ideias e conceitos.
Após esse exercício, o estudante poderá perceber o que está e o
que não está implícito nas ideias, como elas se tornam conhecimento e, por
vezes, discurso ideológico, de modo que ele desenvolva a possibilidade de
argumentar filosoficamente, por meio de raciocínios lógicos, num pensar
coerente e crítico.
É imprescindível que o ensino de Filosofia seja permeado por
atividades investigativas individuais e coletivas que organizem e orientem o
debate filosófico, dando-lhe um caráter dinâmico e participativo.
Ao articular vários elementos, o ensino de Filosofia pressupõe
um planejamento que inclua leitura, debate, produção de textos, entre outras
estratégias, a fim de que a investigação seja fundamento do processo de criação
de conceitos.
Ao trabalhar determinado conteúdo a partir de problemas
significativos para estudantes do Ensino Médio, é importante evitar a
superficialidade e o reducionismo e possibilitar as mediações necessárias para
realizar o processo de ensino proposto nestas Diretrizes.
172
Nessa perspectiva, sabe-se de onde se parte no ensino de
Filosofia e é possível se surpreender com os resultados obtidos ao final do
processo. O planejamento deve impedir que as aulas caiam no vazio e nos
prováveis desastres do espontaneísmo.
6.3.2 Recursos Utilizados
Para o ensino de filosofia em sala de aula serão utilizados os
recursos do livro didático, textos de apoio, estudo de artigos, revistas, jornais,
laboratório de informática para estudo de materiais apropriados, TV pendrive
(slides e filmes), debates, produção textual entre outros.
O Livro Didático Público de Filosofia, disponibilizado em meio
impresso e eletrônico a todos os professores e estudantes, desenvolve
conteúdos básicos a partir de recortes dos conteúdos estruturantes propostos
por estas Diretrizes, e possibilita o trabalho com os quatro momentos do ensino
de Filosofia: a mobilização para o conhecimento, a problematização, a
investigação e a criação de conceitos. Esse livro, que tem como objetivo auxiliar
professores e estudantes para que o ensino de Filosofia se faça com conteúdo
filosófico, foi concebido para ser um ponto de partida e nunca um fim em si
mesmo.
Além dele, muitos outros recursos poderão ser aproveitados para
enriquecer a investigação filosófica, como, por exemplo, a consulta ao acervo da
Biblioteca do Professor e à Antologia de Textos Filosóficos, disponíveis em todas
as escolas de Ensino Médio do Estado do Paraná, além de outras fontes. Ou,
ainda, o professor poderá pesquisar e explorar os recursos de estudo e pesquisa
disponíveis no Portal dia a dia.
6.4 AVALIAÇÃO
6.4.1 Critérios de Avaliação
A avaliação será diagnóstica, fornecendo subsídios ao professor
e ao aluno a respeito do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem
173
daqueles objetivos pedagógicos a priori estabelecidos, podendo direcionar o
curso da ação desse processo que está sendo construído coletivamente.
O professor deverá ter profundo respeito pelas posições dos
estudantes mesmo que não concorde, pois o importante é a capacidade de
argumentar e se posicionar diante das problemáticas apresentadas.
Na complexidade do mundo contemporâneo, com suas múltiplas
particularidades
e
especializações,
espera-se
que
o
estudante
possa
compreender, pensar e problematizar os conteúdos básicos do conteúdo
estruturante Mito e Filosofia, elaborando respostas aos problemas suscitados e
investigados. Com a problematização e investigação, o estudante desenvolverá
a atividade filosófica com os conteúdos básicos e poderá formular suas
respostas quando toma posições e, de forma escrita ou oral, argumenta, ou seja,
cria conceitos. Portanto, terá condições de ser construtor de ideias com caráter
inusitado e criativo, cujo resultado pode ser avaliado pelo próprio estudante e
pelo professor.
Numa perspectiva processual, a avaliação ocorrerá em todos os
momentos em que o aluno estiver produzindo, analisando e interagindo com os
diversos momentos metodológicos do ensino de filosofia em sala de aula ou
extraclasse.
6.4.2 Instrumentos de Avaliação
Os instrumentos avaliativos da disciplinas são:
- A análise, interpretação e produção textual a partir da leitura de
artigos, revistas, jornais, capítulos de livros, etc.;
- Pesquisas em livros, revistas e na Internet, usando-se para
isso, o laboratório de informática e a biblioteca como espaços de conhecimento;
- Análise crítica de filmes, curtas, comerciais, etc. - com o auxílio
da TV pendrive e da Internet;
- Discussões e debates em sala de aula;
- Produção de textos;
174
- Elaboração de questionamentos e argumentações, em equipes;
- Autoavaliação.
6.5 LEGISLAÇÃO
Na
disciplina
de
Filosofia,
os
desafios
educacionais
contemporâneos e a diversidade serão abordados de forma contextualizada,
observando-se a temática contida na legislação nacional. Essas temáticas serão
articuladas aos conteúdos e às especificidades da disciplina.
As temáticas serão trabalhadas em diferentes momentos, de
acordo com os conteúdos especificados anteriormente.
A legislação a ser observada é a seguinte:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343./06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9795/99 e Decreto 4.201/02 – Educação ambiental;
Decreto 1143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Gênero e diversidade sexual;
Lei do estado do Paraná 13.381/01 – História do Paraná.
6.6 REFERÊNCIAS
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando. Edit. Moderna, 1983.
BRASIL. Lei 11.645/08 - estabelece as diretrizes e bases da educação nacional,
para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática
História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
______. Lei 11.525/07 - inclui conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos
adolescentes no currículo do ensino fundamental.
______. Lei 11.343/06 - institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre
Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e
175
reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para
repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes
e dá outras providências.
______. Lei 9.795/99 – dispõe sobre a educação ambiental, institui a política
nacional de educação ambiental e dá outras providências.
CHAUÍ, MARILENA. Convite a Filosofia, Ática, 1990.
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992.
(Coleção Trans).
GALLO, S.; KOHAN, W. O. Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis; Vozes,
2000.
KANT, I. Crítica da razão pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1985.
PARANÁ. Secretaria Estadual de Educação do. Diretrizes curriculares da
educação básica – Filosofia. SEED/PR, 2008.
______. Lei estadual 13.381/01 - torna obrigatório, no Ensino Fundamental e
Médio da Rede Pública Estadual de Ensino, conteúdos da disciplina História do
Paraná.
______. Secretaria de Estado da Educação. Departamento de educação
básica – Filosofia. Curitiba: SEED. (Livro didático público).
RUSSELL, B. Os problemas da filosofia. Tradução António Sérgio. Coimbra:
Almedina, 2001
7 FÍSICA
7.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
A Física deve contribuir na formação de sujeitos críticos que
interagem, interferem e por vezes são submetidos a estrutura social e histórica
que estão inseridos.
176
A Física tem como objeto de estudo o Universo em toda sua
complexidade e, por isso, como disciplina escolar, propõe aos estudantes o
estudo da natureza, entendida, segundo Menezes (2005), como realidade
material sensível. Ressalte se que os conhecimentos de Física apresentados aos
estudantes do Ensino Médio não são coisas da natureza, ou a própria natureza,
mas modelos elaborados pelo Homem no intuito de explicar e entender essa
natureza.
Ao preparar sua aula o professor deve ter em vista que a
produção científica não é uma cópia fiel do mundo ou da realidade perceptível
pelo senso comum, mas uma construção racional, uma aproximação daquilo que
se entende ser o comportamento da natureza. Assim, o processo de ensinoaprendizagem, em Física, deve considerar o conhecimento trazido pelos
estudantes, fruto de suas experiências de vida em suas relações sociais.
Interessam, em especial, as concepções alternativas apresentadas pelos
estudantes e que influenciam a aprendizagem de conceitos do ponto de vista
científico;
• A experimentação, no ensino de Física, é importante
metodologia de ensino que contribui para formular e estabelecer relações entre
conceitos, proporcionando melhor interação entre professor e estudantes, e isso
propicia o desenvolvimento cognitivo e social no ambiente escolar;
• Ainda que a linguagem matemática seja, por excelência, uma
ferramenta para essa disciplina, saber Matemática não pode ser considerado um
pré-requisito para aprender Física. É preciso que os estudantes se apropriem do
conhecimento físico, daí a ênfase aos aspectos conceituais sem, no entanto,
descartar o formalismo matemático.
Nesse sentido o ensino da física deve levar os estudantes a
observar os fenômenos que os cercam percebendo que a ciência nos oferece
modelos de interpretação desses fenômenos.
Deve mostrar que a ciência não é neutra, mas reflexo da
sociedade em que é produzido e dos interesses que estão ligados àqueles que a
produziram. A ciência também é um reflexo do modelo econômico e político
177
vigente.
A Física é uma ciência ainda em processo de construção, que
deve oferecer uma base consistente para que o estudante faça uma leitura do
mundo e da conjuntura que os cerca.
Como o objeto da Física é o estudo da natureza, seus métodos,
fundamentos teóricos e objetivos epistemológicos estão em relação direta com
as concepções que se têm de seu objeto, isto é, da natureza. O que equivale a
dizer que, ao menos do ponto de vista histórico, como acontece com qualquer
área do conhecimento, há certo relativismo teórico que permite reconhecer, em
diferentes épocas, diferentes modos de conceber a ciência.
Entende-se por conteúdos estruturantes os conhecimentos e as
teorias que hoje compõem os campos de estudo da Física e servem de
referência para a disciplina escolar24. Esses conteúdos fundamentam a
abordagem pedagógica dos conteúdos escolares, de modo que o estudante
compreenda o objeto de estudo e o papel dessa disciplina no Ensino Médio.
Nos fundamentos teórico-metodológicos apresentaram-se as três
grandes sínteses que compunham o quadro conceitual de referência da Física
no final do século XIX e início do século XX. Essas três sínteses – Movimento,
Termodinâmica e Eletromagnetismo – doravante serão denominadas “conteúdos
estruturantes”.
Em cada conteúdo estruturante estão presentes ideias, conceitos
e definições, princípios, leis e modelos físicos, que o constituem como uma
teoria. Desses estruturantes derivam os conteúdos que comporão as propostas
pedagógicas curriculares das escolas.
Na Física, conforme Rocha (2005), a teoria eletromagnética
desempenha
papel
semelhante
aos
estudos
dos
movimentos
e
da
termodinâmica. Embora tenham evoluído separadamente, elas são teorias
unificadoras: a mecânica de Newton, no século XVII, unificou a estática, a
dinâmica
e
a
astronomia;
a
termodinâmica,
no
século
XIX, unificou
conhecimentos sobre gases, pressão, temperatura e calor e a teoria
eletromagnética, de Maxwell, unificou o magnetismo, a eletricidade e a ótica.
178
Os conteúdos específicos relativos a Movimento, Termodinâmica
e Eletromagnetismo podem ser aprofundados e contextualizados em relações
de vista clássico. Além disso, encontra lugar no estudo de colisões ou de
eventos em que algum tipo de recuo se manifesta, como no caso de colisões
entre partículas.
A conservação de momentum é também um instrumento da
Física de partículas, uma importante área da Física moderna, ligada à
cosmologia e à teoria quântica de campos, pois as colisões são importantes para
o estudo do comportamento, constituição e interações de partículas subatômicas
(EISBERG, 1979).
A avaliação deve ter um caráter diversificado tanto qualitativo
quanto do ponto de vista instrumental vista instrumental. Do ponto de vista
quantitativo, o professor deve orientar-se pelo estabelecido no regimento escolar.
Quanto aos critérios de avaliação em Física, deve-se verificar:
• A compreensão dos conceitos físicos essenciais a cada
unidade de ensino e aprendizagem planejada;
• A compreensão do conteúdo físico expressado em textos
científicos;
• A compreensão de conceitos físicos presentes em textos não
científicos;
• A capacidade de elaborar relatórios tendo como referência os
conceitos, as leis e as teorias físicas sobre um experimento ou qualquer outro
evento que abordar a História e a cultura Afro-Brasileira e Africana e a Educação
das Relações Étnico-Raciais, conforme a Deliberação 04/06 do CEE dizendo
que todas as disciplinas da matriz Curricular devem contemplar obrigatoriamente
ao longo do ano letivo, na perspectiva de proporcionar aos alunos uma educação
compatível com uma sociedade democrática, multicultural e pluriétnica.
7.2 OBJETIVOS
Espera-se com o ensino da física na escola média contribuía
179
para a formação de uma cultura cientifica especifica e efetiva, que permita ao
individuo a interpretação dos fatos fenômenos e processos naturais, situando e
dimensionando a interação do ser humano com a natureza como parte da
própria natureza em transformação. Para tanto é essencial que o conhecimento
físico seja explicitado como um processo histórico, objeto de continua
transformação e associado às outras formas de expressão e produção humanas.
É necessário também que essa cultura em física inclua a compreensão do
conjunto de equipamentos e procedimentos técnicos e tecnológicos do cotidiano
doméstico, social e profissional.
É comum os alunos imaginarem que as leis da física são
sagradas, imutáveis, mas as leis da natureza são facilmente violadas, em uma
absurda inversão de valores. A ciência parece ser um produto acabado, fruto de
mentes privilegiadas, que tudo explicam.
É importante desmitificar essas idéias, que os alunos saibam das
enormes limitações das ciências e dos cientistas. De fato, a ciência sabe muito
pouco e ainda há um imenso campo de conhecimentos a explorar e a descobrir.
Para todas as áreas e suas tecnologias os objetivos devem
combinar
conhecimentos
contemporânea
com
práticos
voltados
conhecimentos
mais
às
necessidades
amplos
e
da
vida
específicos
que
correspondam a uma cultura e a uma visão de mundo.
7.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E BÁSICOS
7.3.1 Conteúdos Estruturantes
•
Movimento;
•
Termodinâmica;
•
Eletromagnetismo.
180
7.3.2 Conteúdos Básicos do Ensino Médio
Os conteúdos básicos são desdobramentos dos conteúdos
estruturantes e serão distribuídos no ensino médio, da forma disposta a seguir.
7.3.2.1 Conteúdos do 1.º ano
Conteúdo Estruturante: Movimento
Conteúdos Básicos:
•
Espaço, tempo e matéria;
•
Velocidade (média);
•
Aceleração;
•
Massa;
•
Força (leis de Newton – gravitação);
•
Energia e trabalho;
•
Conservação de momentum;
•
Introdução a pressão (hidrostática);
7.3.2.1 Conteúdos do 2.º Ano
Conteúdo Estruturante: Termodinâmica
Conteúdos Específicos:
•
Calor e temperatura;
•
Dilatação térmica;
•
Calorimetria;
181
•
Mudança de fase;
•
Estados de agregação (sólido e gases);
•
Leis da Termodinâmica e conservação;
•
Entropia;
•
Ondulatória (oscilações/acústica).
7.3.2.3 Conteúdos do 3º Ano
Conteúdo Estruturante: Eletromagnestismo
Conteúdos Específicos:
•
Princípio da quantização;
•
Carga elétrica;
•
Corrente elétrica;
•
DDP;
•
Campo magnético e elétrico;
•
Polos;
•
Resistência e efeito Joule;
•
Associação de resistores;
•
Energia (geração e transformação);
•
Efeito fotoelétrico;
•
Conservação da energia.
7.4 METODOLOGIA
Os conteúdos serão trabalhados por meio das seguintes práticas
pedagógicas:
a) Abordagem histórica: que contempla para além da história
182
interna da Física, quando desenvolve a história externa que tem influência no
desenvolvimento científico;
b) Experimentação: através da manipulação do material de
trabalho;
c) Visitas técnicas: realização de trabalhos de observação;
d) Leitura, pesquisa e produção de textos: trata-se do uso de
periódicos, revistas, artigos, como instrumentos de mediação;
e) Problematização, diálogo e debates articulando o abstrato e o
concreto, assim como a teoria e a prática.
f) Exposição do conteúdo, com adequação da linguagem de
acordo com a crescente capacidade cognitiva do aluno, evitando símbolos e
termos que os alunos não possam compreender.
7.5 AVALIAÇÃO
7.5.1 Critérios de Avaliação e Objetivos do Ensino
De acordo com as orientações das Diretrizes Curriculares da
Educação Básica do Estado do Paraná – Física (2009), a avaliação deve ter
caráter diversificado, tanto qualitativo, quanto instrumental. Sob o ponto de vista
quantitativo, o professor deve se orientar pelo estabelecido no regimento escolar.
Em relação aos critérios de avaliação em Física, as DCE´s
exigem que sejam observados as seguintes questões:
-
A compreensão dos conceitos físicos essenciais a cada
unidade de ensino e aprendizagem planejada;
-
A compreensão de conceitos físicos presentes em textos não
-
A capacidade de elaborar relatórios tendo como referência
científicos;
os conceitos físicos presentes em textos não científicos;
-
A capacidade de elaborar relatórios tendo como referência
183
os conceitos, as leis e as teorias físicas sobre um experimento ou qualquer outro
evento que envolva os conhecimentos da Física.
A disciplina deverá ser capaz de formar uma cultura científica
especifica e efetiva, permitindo ao indivíduo a interpretação dos fatos fenômenos
e processos naturais, situando e dimensionando a interação do ser humano com
a natureza como parte da própria natureza em transformação.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB),
aprovada em 1996, determina que a avaliação seja contínua e cumulativa e que
os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos. Da mesma forma, os
resultados obtidos pelos estudantes ao longo do ano escolar devem ser mais
valorizados.
Apropriação dos conceitos, leis, teorias e modelos mais
importantes e gerais da física e dos processos que ocorrem na natureza.
Capacidade de identificação, observação, classificação dos fatos
e fenômenos da física, sendo estes os aspectos funcionais.
Nesse contexto, o aluno deverá ser capaz de formular uma visão
geral da ciência (Física), presente no final do século XIX e compreenda a visão
de mundo dela decorrente que compreenda a limitação do modelo clássico no
estudo dos movimentos de partículas subatômicas, a qual exige outros modelos
físicos e outros princípios (entre eles o da Incerteza); que também perceba (do
ponto de vista relativístico e quântico) a necessidade de redefinir o conceito de
massa inercial, espaço e tempo e, como consequência, um conceito básico da
mecânica clássica: trajetória; procurando compreender o conceito de massa (nas
translações) como uma construção científica ligada à concepção de força,
entendendo-a (do ponto de vista clássico) como uma resistência à variação do
movimento, ou seja, uma constante de movimento e o momentum como uma
medida dessa resistência (translação); compreendendo o conceito de momento
de inércia (nas rotações) como a dificuldade apresentada pelo objeto ao giro,
relacionando este conceito à massa do objeto e à distribuição dessa massa em
relação ao eixo de rotação. Ou seja, que a diminuição do momento de inércia
implica num aumento de velocidade de giro e vice-versa; entenda e associe força
184
à variação da quantidade de movimento de um objeto ou de um sistema (impulso
), à variação da velocidade de um objeto (aceleração ou desaceleração) e à
concepção de massa e inércia; que entenda as medidas das grandezas
(velocidade, quantidade de movimento, etc.) como dependentes do referencial e
de natureza vetorial; percebendo, em seu cotidiano, movimentos simples que
acontecem devido à conservação de uma grandeza ou quantidade, neste caso a
conservação da quantidade de movimento translacional ou linear; que
compreenda, além disso, a conservação da quantidade de movimento para os
movimentos rotacionais; percebendo que os movimentos acontecem sempre uns
acoplados aos outros, tanto os translacionais como os rotacionais; percebendo a
influência da dimensão de um corpo no seu comportamento perante a aplicação
de uma força em pontos diferentes deste corpo; que aproprie-se da noção de
condições de equilíbrio estático, identificado na 1ª lei de Newton e as noções de
equilíbrio estável e instável. Que reconheça e represente as forças de ação e
reação nas mais diferentes situações.
Que o estudante seja capaz de compreender a Teoria Cinética
dos Gases como um modelo construído e válido para o contexto dos sistemas
gasosos com comportamento definido como ideal e fundamental para o
desenvolvimento das idéias na termodinâmica; formule o conceito de pressão de
um fluido, seja ele um líquido ou um gás, e extrapole o conceito a outras
aplicações físicas; entendendo o conceito de temperatura como um modelo
baseado nas propriedades de um material, não uma medida, de fato, do grau de
agitação molecular em um sistema; os diferentes e conceitos de calor e
temperatura, entendendo o calor como uma das formas de energia, o que é
fundamental para a compreensão do quadro teórico da termodinâmica.
Compreenda a primeira lei como a manifestação do Princípio da
Conservação de Energia, bem como a sua construção no contexto da
termodinâmica e a sua importância para a Revolução Industrial a partir do
entendimento do calor como forma de energia; • associe a primeira lei à ideia de
produzir trabalho a partir de um fluxo de calor. • compreenda os conceitos de
capacidade calorífica e calor específico como propriedade de um material
identificável no processo de transferência de calor.
185
Da mesma forma, o conceito de calor latente; identifique dois
processos físicos:
a) os reversíveis
b) os irreversíveis, que vêm acompanhados de uma degradação
de energia enunciada pela segunda lei. Esse princípio físico deve ser
compreendido como tão universal quanto o de conservação de energia e sugere
um estudo da entropia; que compreenda a entropia, uma grandeza que pode
variar em processos espontâneos e artificiais, como uma medida de desordem e
probabilidade.
A partir da formulação das equações de Maxwell e a
comprovação experimental de Hertz, a luz passou a ser entendida como uma
entidade eletromagnética. No entanto, estudos realizados no final do século XIX
e início do século XX levaram ao estabelecimento da natureza corpuscular da luz
(os quanta). Isso contribui para a apresentação da Física como uma ciência
construída e em construção.
Dessa forma, ao se avaliar o estudante espera-se que o aluno:
• Entenda o propósito do estudo da luz no contexto do
eletromagnetismo;
• Conceba a luz como parte da radiação elétromagnética,
localizada entre as radiações de alta e baixa energia, que manifesta dois
comportamentos, o ondulatório e o de partícula, dependendo do tipo de
interação com a matéria;
• Entenda os processos de desvio da luz, a refração que pode
ocorrer tanto com a mudança do meio quanto com a alteração da densidade do
meio, além do processo de reflexão, no qual a luz é desviada sem mudança de
meio;
• Entenda os fenômenos luminosos como os de reflexão total,
reflexão difusa, dispersão e absorção da luz, dentre outros importantes para a
compreensão de fenômenos cotidianos que ocorrem simultaneamente na
natureza, porém, às vezes um ou outro se sobressai;
186
• Associe fenômenos cotidianos relacionados à luz como, por
exemplo, a formação do arco-íris, a percepção das cores, a cor do céu dentre
outros, aos fenômenos luminosos estudados;
• Compreenda a luz como energia quantizada que, ao interagir
com a matéria, apresenta alguns comportamentos que são típicos de partículas
(por exemplo, o efeito fotoelétrico) e outros de ondas (por exemplo, a
interferência luminosa), ou seja, entenda a luz a partir do comportamento dual;
• Extrapole o conhecimento da dualidade onda-partícula à
matéria, como por exemplo, ao elétron.
7.5.2 Instrumentos de Avaliação
A avaliação será contínua, processual e cumulativa. Todas as
práticas pedagógicas serão objeto de estudo e avaliação.
Os instrumentos utilizados para avaliação serão pesquisas,
interpretação
de
textos,
experimentação,
participação
em
seminários,
discussões, debates, exposições individuais e coletivas, entre outras técnicas
pedagógicas.
As Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do
Paraná – Física (2009) cita o exemplo da experimentação como instrumento de
avaliação, técnica que torna possível ao estudante elaborar um relatório
individual, com questões abertas que permitam a exposição de suas ideias, o
que o levará a refletir sobre o fenômeno discutido nas questões.
Segundo as DCE´s, numa prática demonstrativa realizada pelo
professor em sala de aula, pode-se pedir um relatório explicativo, por escrito, da
experiência. O relatório individual e o relato explicativo escritos seriam
instrumentos de avaliação, dando subsídios ao professor para que faça a
avaliação da aprendizagem dos alunos.
Por fim, a disciplina pretende atingir os objetivos traçados pelas
DCE´s, que reiteram a necessidade de a escola oportunizar a construção do
conhecimento pelos estudantes e desempenhar seu papel na democratização do
conhecimento.
187
Na disciplina de Física, a fim de potencializar o papel da escola,
todos os recursos disponíveis na escola e na sociedade serão utilizados para a
condução do trabalho pedagógico, incluindo as tecnologias de informação e
comunicação nas aulas e avaliações da disciplina.
7.6 LEGISLAÇÃO
Além do estudo de textos científicos, a disciplina de Física
reforçará o ensino com o estudo de temas diversos, conforme determinação
legislativa.
As temáticas serão abordadas ao longo do ano, buscando sua
integração à disciplina, visando ao estudo da diversidade e da construção de
uma sociedade pluriétnica e multicultural.
As temáticas a serão abordadas terão por guia a seguinte
legislação vigente:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9.795/99 e Decreto 4201/02 – Educação ambiental;
Decreto 1.143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
Lei 11.525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade sexual;
Lei do estado do Paraná 11.381/08 – História do Paraná.
7.7 REFERÊNCIAS
BONJORNO, José Roberto; AZENHA, Regina. Física completa. São Paulo.
FTD, 2001.
BRASIL/MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB 9.394/96.
BUCUSSI, A. A. In: Textos de apoio ao professor de física. Porto Alegre,
Programa de Pós Graduação em Ensino de Física. Instituto de Física UFRGS,
188
v. 17, n. 3, 2006.
CARUSO, F.; ARAÚJO, R. M. X. de. A Física e a Geometrização do mundo:
construindo uma cosmovisão científica. Rio de Janeiro: CBPF, 1998.
CARVALHO FILHO, J. E. C. Educação científica na perspectiva bachelardiana:
ensaio enquanto formação. In: Revista Ensaio. Belo Horizonte, v. 8, n. 1, 2006.
CHAVES, A. Física: Mecânica. v.1. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso
Editores, 2000.
EISBERG, R.; RESNICK R. Física quântica. Rio de Janeiro: Editora Campus,
1979.
FEYNMAN. R. P. Física em seis lições. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
GARCIA, N. M. D.; JAZOMAR, V. da R.; COSTA, R. Z. V. Área de ciências da
natureza, matemática e suas tecnologias: algumas contribuições para a sua
organização. In:
KUENZER, A. Z. Construindo uma proposta para os que vivem do trabalho.
São Paulo: Cortez, 2001.
HODSON, D. Experimentos na ciência e no ensino de ciências. Educational
KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: EPU,
1987.
LORENZ, K. M. Os livros didáticos e o ensino de ciências na escola
secundária brasileira no século XIX. In: Revista Ciência e Cultura 38, n. 3, p.
426-435, março, 1986.
LUCKESI, C. C. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? In:
<http://www.artmed.com.br/patioonline.htm>. Acesso em: outubro, 2004.
PARANA. Secretaria Estadual de Educação. Diretrizes curriculares da
educação básica – Física. Curitiba: SEED/PR, 2009.
189
8 GEOGRAFIA
8.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
As
ciências
em
geral,
têm
passado
por
sucessivas
transformações, ora conturbadas à nossa compreensão, ora mais claras, mais
coerentes ao nosso tempo. Com a Geografia não poderia ser diferente. A
geografia institucionaliza-se na Europa no século XIX. Nesse momento, a ciência
geográfica é marcada pela dicotomia das suas principais vertentes, a francesa
possibilita e a alemã determinista. No entanto, a introdução da geografia na
academia brasileira ocorre apenas no século XX, realizada por cientistas
franceses.
O pensamento
geográfico
da
escola
alemã
teve
como
precursores Humboldt (1769-1859) e Ritter (1779-1859), mas coube a Ratzel
(1844-1904)
destaque
como
fundador
da
geografia
sistematizada,
institucionalizada e considerada científica. O pensamento geográfico da escola
francesa, por sua vez, teve como principal representante Vidal de La Blache
(1845-1918). (DCE-PR, 2009).
É papel da ciência geográfica fazer com que as pessoas se
enxerguem como agentes fundamentais na construção e transformação do
espaço em que vivem, ou seja, agentes responsáveis pelo uso, manutenção e
transformação dos recursos por elas explorados, bem como sua preservação
para as sociedades futuras.
À Geografia, disciplina que tem por objeto de estudo a análise da
organização/produção do espaço, cabe propiciar o desenvolvimento de
habilidades intelectuais e práticas que tenham por finalidade a compreensão e a
intervenção no espaço geográfico, definido como fruto dos processos físicos e
humanos que ocorrem no planeta.
Agora que estamos descobrindo o sentido de nossa presença no
planeta, pode-se dizer que uma história universal, verdadeiramente humana
está, finalmente, começando. A mesma materialidade, atualmente utilizada para
190
construir um mundo confuso e perverso, pode vir a ser uma condição da
construção de um mundo mais humano. Basta que se completem as duas
grandes mutações: a mutação tecnológica e a mutação filosófica da espécie
humana.
A grande mutação tecnológica é dada com a emergência das
técnicas da informação, as quais – ao contrário das técnicas das máquinas – são
constitucionalmente divisíveis, flexíveis e dóceis, adaptáveis a tosos os meios e
culturas, ainda que seu uso perverso atual seja subordinado aos interesses dos
grandes capitais. Mas, quando sua utilização for democratizada, essas técnicas
doces estarão ao serviço do homem. Muito falamos hoje nos progressos e nas
promessas da engenharia genética, que conduziriam a uma mutação do homem
biológico, algo que ainda é do domínio da história da ciência e da técnica. Pouco,
no entanto, se fala das condições também hoje presentes, que podem assegurar
uma mutação filosófica do homem, capaz de atribuir um novo sentido à
existência de cada pessoa, e, também, do planeta (SANTOS, 2000).
A geografia é a ciência responsável por desvendar os
mecanismos que se inter-relacionam na configuração da superfície terrestre e
que constituem o arcabouço no qual se desenvolvem as ações humanas.
Preocupa-se ainda em entender as relações econômicas e políticas que se
estabelecem na sociedade a fim de entender e transformar o espaço geográfico.
É, portanto, a ciência de síntese das relações físicas e humanas que ocorrem em
nosso planeta, daí advém sua importância como disciplina institucionalizada.
8.2 OBJETIVOS
O estudo da geografia objetiva:
- Compreender as transformações físicas que ocorrem na
estrutura terrestre e suas conseqüências para as sociedades humanas;
- Compreender as relações políticas e econômicas que se
estabelecem na sociedade e seu papel na construção do espaço;
191
- Compreender que o espaço geográfico é construído a partir de
processos físicos e humanos;
- Refletir sobre o papel ativo do homem em relação ao espaço
geográfico.
8.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA
8.3.1 Conteúdos Estruturantes
Nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Geografia
(2008), os conteúdos estruturantes são os seguintes:
•
Dimensão econômica do espaço geográfico;
•
Dimensão política do espaço geográfico;
•
Dimensão socioambiental do espaço geográfico;
•
Dimensão cultural e demográfica do espaço geográfico.
Os conteúdos estruturantes e os conteúdos específicos, abaixo
relacionados, serão tratados pedagogicamente a partir das categorias de análise
– relações Espaço ↔ Temporais e relações Sociedade ↔ Natureza – e do
quadro conceitual de referência. Por meio dessa abordagem, pretende-se que o
aluno compreenda os conceitos geográficos e o objeto de estudo da Geografia
em suas amplas e complexas relações. (DCE – SEED/PR – 2009).
Como dimensões geográficas da realidade, os conteúdos
estruturantes da geografia estabelecem relações permanentes entre si. Os
conteúdos específicos, por sua vez, serão abordados a partir das dimensões
geográficas próprias dos quatro conteúdos estruturantes. (DCE – SEED/PR –
2008.).
8.3.2 Conteúdos Específicos do Ensino Fundamental
192
8.3.2.1 Conteúdos do 6º ano
- Formação e transformação das paisagens naturais e culturais;
- Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
- A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais;
-
A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do
espaço geográfico;
- As relações entre campo e a cidade na sociedade capitalista;
- A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores
estatísticos;
- A mobilidade populacional e as manifestações socioespaciais da diversidade
cultural;
- As diversas regionalizações do espaço geográfico;
8.3.2.2 Conteúdos do 7º ano
- A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração do território brasileiro;
- A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
- As diversas regionalizações do espaço brasileiro;
- As manifestações socioespaciais da diversidade cultural;
- A evolução demográfica da população, sua distribuição espacial e indicadores
estatísticos;
- Movimentos migratórios e suas motivações;
- O espaço rural e a modernização da agricultura;
- A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a
urbanização;
193
- A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço
geográfico;
- A circulação de mão de obra, das mercadorias e das informações.
8.3.2.3 Conteúdos do 8º ano
- As diversas regionalizações do espaço geográfico;
- A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios do
continente americano;
- A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado;
- O comércio em suas implicações socioespaciais;
- A circulação da mão de obra, obra, do capital, das mercadorias e das
informações;
- A distribuição espacial das atividades produtivas, a (re)organização do espaço
geográfico;
- As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista;
- O espaço rural e a modernização da agricultura;
- A evolução demográfica da população, sua distribuição espacial e os
indicadores estatísticos;
- Os movimentos migratórios e suas motivações;
- As manifestações sociespaciais da diversidade cultural;
- Formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais .
8.3.2.4 Conteúdos do 9º ano
- As diversas regionalizações do espaço geográfico;
- A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado;
194
- A revolução tecnico-científico-informacional e os novos arranjos no espaço
da produção;
- O comércio mundial e as implicações socioespaciais;
- A formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios;
- A evolução demográfica da população, sua distribuição espacial e os
indicadores estatísticos;
- As manifestações socioespaciais da diversidade cultural;
- Os movimentos migratórios mundiais e suas motivações;
- A distribuição das atividades produtivas, a transformação da paisagem e a (re)
organização do espaço geográfico;
- A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
- O espaço em rede: produção, transporte e comunicações na atual configuração
territorial.
8.3.3 Conteúdos Básicos do Ensino Médio
- A formação e transformação das paisagens;
- A dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de
exploração e produção;
- A distribuição espacial das atividades produtivas e a (re)organização do espaço
geográfico;
- A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais;
- A revolução técnico-científica-informacional e os novos arranjos no espaço da
produção;
- O espaço rural e a modernização da agricultura;
- O espaço em rede: produção, transporte e comunicação na atual configuração
territorial;
195
- A circulação de mão de obra, do capital, das mercadorias e das informações;
- Formação, mobilidade das fronteiras e a reconfiguração dos territórios;
- As relações entre o campo e a cidade na sociedade capitalista;
- A formação, o crescimento das cidades, a dinâmica dos espaços urbanos e a
urbanização recente;
- A evolução demográfica, a distribuição espacial da população e os indicadores
estatísticos;
- Os movimentos migratórios e suas motivações;
- As manifestações socioespaciais da diversidade cultural;
- O comércio e as implicações socioespaciais;
- As diversas regionalizações do espaço geográfico;
- As implicações socioespaciais do processo de mundialização;
- A nova ordem mundial, os territórios supranacionais e o papel do Estado.
8.3.4 Conteúdos Específicos do Ensino Médio
8.3.4.1 Conteúdos do 1º ano
- Origem e desenvolvimento da geografia (determinismo x possibilismo);
- Orientação;
- Sistema solar e movimentos da Terra;
- Cartografia (classificação dos produtos cartográficos; escala cartográfica;
projeções; coordenadas geográficas; fusos-horários);
- Tempo geológico e estrutura da Terra;
- Deriva continental e tectônica de placas;
- Minerais e rochas;
- Estrutura geológica;
196
- Formas e agentes do relevo;
- Relevo brasileiro;
- Formação e degradação dos solos.
8.3.4.2 Conteúdos do 2º ano
- Dinâmica climática;
- Hidrografia;
- Demografia;
- Movimentos migratórios;
- Espaço rural;
- Espaço urbano;
- Espaço rural e urbano brasileiro.
8.3.4.3 Conteúdos do 3º ano
- Guerra Fria: capitalismo x socialismo;
- Globalização;
- Blocos econômicos;
- Organismos Internacionais;
- Conflitos mundiais;
- Fontes de energia;
- Dinâmica industrial.
8.4 METODOLOGIA
A
metodologia
é
orientada
de
modo
a
promover
o
desenvolvimento das habilidades cognitivas e o entendimento dos conceitos
geográficos que norteiam a concepção de natureza e de sociedade, objetos de
197
estudo da Geografia. Para que esses objetivos possam ser alcançados, diversos
recursos e formas de abordagens serão utilizados, tais como: produtos
cartográficos (mapas, globo, cartas, mosaicos, fotos aéreas, imagens de
satélites, etc); jornais, revistas, audiovisuais, geoatlas, livros diversos, internet,
além da pesquisa de campo, literária e eletrônica, os quais serão aprofundados
através de debates e apresentações de trabalhos em grupo e individual.
A metodologia será repensada periodicamente de acordo com o
desenvolvimento do aluno, visando encontrar os métodos mais adequados ao
perfil do mesmo e oportunizando assim, uma forma democrática de ensino, que
possa alcançar de maneira igualitária toda a comunidade discente.
Seguindo as orientações das diretrizes curriculares estaduais
(2009), o professor da disciplina de geografia conduzirá o processo de
aprendizagem de forma dialogada, possibilitando o questionamento e a
participação dos alunos para que a compreensão dos conteúdos e a
aprendizagem crítica aconteçam. Esse procedimento objetiva que o ensino de
geografia possa contribuir para formação de sujeitos capazes de interferir na
realidade de maneira consciente e crítica.
A dialogicidade nas aulas de geografia irão permitir que o
professor organize o processo pedagógico de modo que os alunos ampliem suas
capacidades de análise do espaço geográfico e formem os conceitos dessa
disciplina de maneira cada vez mais rica e complexa.
8.5 AVALIAÇÃO
A proposta de avaliação se desenvolve de maneira processual,
cumulativa e contínua, de modo a orientar o planejamento e o replanejamento do
ensino. A prática avaliativa é repensada periodicamente de acordo com o
desenvolvimento do aluno, adotando-se para esse fim diversos instrumentos que
contemplem as diversas formas de expressão do educando tais como: leitura e
interpretação e/ou produção de textos; leitura e interpretação de fotos; imagens,
198
gráficos, tabelas e mapas; pesquisas bibliográficas; relatórios de aula de campo
e ou extraclasse; apresentação de seminários ou debates; construção e análise
de maquetes; provas objetivas e ou dissertativas, entre outras.
O processo de ensino e avaliação da aprendizagem visa à
compreensão do espaço geográfico e às transformações nele ocorridas como
fruto de forças naturais e humanas, levando ao entendimento das relações
políticas e econômicas que atuam na construção do ambiente geográfico. Sendo
assim, o homem como agente modelador e transformador do espaço é, portanto,
o responsável pelas consequências de suas ações na natureza e na sociedade.
8.6 LEGISLAÇÃO
Em relação aos desafios educacionais contemporâneos e à
diversidade, os temas serão abordados de acordo com a seguinte legislação:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei 9.795/99 – Educação ambiental;
Portaria conjunta do Ministério da Fazenda e da Educação n. 413 de dezembro
de 2002 – Educação fiscal;
Lei 8069/90 (Estatuto da criança e do adolescente) – Enfrentamento à violência
contra a criança e o adolescente;
Lei 10639/03 – Gênero e diversidade sexual;
Lei do estado do Paraná 13.381/01 – História do Paraná.
8.7 REFERÊNCIAS
CLAVAL, P. O papel da nova geografia cultural na compreensão da ação
humana. In: ROSENDAHL, Z.; CORREA, R.L. Matrizes da geografia cultural.
Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2001.
199
CORREA, R. L.; ROSENDAHL, Z.; CORREA, R.L. Matrizes da geografia
cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
CORREA, R. L. Região e organização espacial. São Paulo: Áticam 1986.
COSTA, W. M. da. Geografia política e geopolítica: discurso sobre o território
e o poder. São paulo: HUCITEC, 2002.
GOMES, P.C. da C. Geografia e modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1997.
GONÇALVES, C. W. P. Os (des)caminhos do meio ambiente. São Paulo:
Copntexto, 1999.
LACOSTE, Y. A geografia: isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra.
Campinas: Papirus, 1988.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização - do pensamento único à
consciência universal. São Pauto: Record, 2000.
PARANÁ. Diretrizes curriculares da educação básica do estado do Paraná
– Geografia. Curitiba: SEED/PR, 2008.
9 HISTÓRIA
9.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
A História tem como objeto de estudos os processos históricos
relativos às ações e as relações humanas praticada no tempo, bem como os
sentidos que os sujeitos deram as mesmas, tendo ou não consciência dessas
ações; as estruturas sócio-históricas produzidas pelas ações humanas, que são
as formas de se relacionar com o trabalho, a cultura e o poder; as relações dos
200
seres humanos com os fenômenos naturais, tais como as condições geográficas,
físicas e biológicas de uma determinada época e local, os quais também se
conformam a partir das ações humanas; e ainda, a investigação histórica para
detectar causalidades internas que buscam compreender/ interpretar os sentidos
que os sujeitos atribuem às suas ações.
Aborda a História e a cultura Afro-Brasileira e Africana e a
Educação das Relações Étnico-Raciais, conforme a Deliberação 04/06 do CEE
dizendo que todas as disciplinas da matriz Curricular devem contemplar
obrigatoriamente ao longo do ano letivo, na perspectiva de proporcionar aos
alunos uma educação compatível com uma sociedade democrática, multicultural
e pluriétnica.
9.2 OBJETIVOS
O objetivo da História é expressar-se no processo de produção
do conhecimento humano sob a forma da consciência histórica dos sujeitos. Os
sujeitos devem interpretar os sentidos do pensar histórico compreendendo este
conhecimento como provisório, sabendo que já várias explicações e ou
interpretações para um determinado fato, sendo algumas delas mais válidas
historicamente do que outras.
9.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS
9.3.1 Conteúdos do Ensino Fundamental
9.3.1.1 Conteúdos do 6º ano
Conteúdos Estruturantes:
- Relações de Trabalho;
201
- Relações de Poder;
- Relações Culturais.
Conteúdos Básicos:
- A experiência humana no Tempo;
- Os sujeitos e suas relações com o outro no Tempo;
- A cultura local e a cultura comum.
Conteúdos Específicos:
- O que é História;
- O historiador e a produção do conhecimento histórico;
- Tempo e temporalidade;
- Fontes e documentos;
- Patrimônio material e imaterial; pesquisa;
- Articulação da História com outras áreas do conhecimento: arqueologia,
antropologia, paleontologia, geografia, geologia, sociologia, etnologia e outras;
- Arqueologia no Brasil: Lagoa Santa, Serra da Capivara, Sambaquis;
- Educação Ambiental: lei 9795/99;
- História e cultura afro-brasileira e indígena – lei 11.645/08;
- Povos indígenas: Kayngang, Tupi, Guarani, Tupi-Guarani, Xokleng;
- Ameríndios: da América do Norte, da América Central e da América do Sul;
- Civilizações Mesopotâmicas: Fenícios, Hebreus, Persas;
- O Egito Antigo;
- O poder dos faraós no Antigo Egito;
- Cleópatra e Nefertite: duas mulheres que conseguiram poder em uma
sociedade patriarcal – * lei 10639/03 Gênero e diversidade sexual;
202
- Império Romano:
- Período Monárquico.
- Período Republicano
- Período Imperial
-Império Grego:
- Período Pré-homérico
- Período Homérico
- Período Arcaico
- Período Clássico
- Período Helenístico
- As mulheres gregas: hetairas, prostitutas, concubinas, esposas – Lei 10639/03
Gênero e diversidade sexual;
- O Islã;
- O Império Bizantino.
9.3.1.2 Conteúdos do 7º ano
Conteúdos Estruturantes
- Relações de Trabalho;
- Relações de Poder;
- Relações Culturais.
Conteúdos Básicos
- Relações de propriedade;
- A constituição histórica do mundo do campo e do mundo da cidade;
- Relações entre o campo e a cidade;
203
- Conflitos e resistências e produção cultural campo/cidade.
Conteúdos Específicos
- Europa Medieval;
- O poder da Igreja;
- Os excluídos da sociedade medieval: prostitutas, judeus e homossexuais – Lei
10639/03 Gênero e diversidade sexual;
- O fim do Feudalismo: renascimento do comércio e das cidades; burguesia; as
Cruzadas/ Cruzadas das crianças Lei 8069/90 Enfrentamento á violência contra
a criança e o adolescente;
- Peste Negra; transição para a Idade Média;
- O Absolutismo;
- O Mercantilismo;
- A expansão marítima;
- O Renascimento;
- A conquista da América Ibérica;
- A colonização da América;
- A Reforma Protestante;
- África;
- Sistema colonial;
- O escravismo colonial;
- A civilização do açúcar;
- A Revolução científica;
- A expansão do território brasileiro;
- Colonização do território brasileiro;
- Colonização do território paranaense.
204
9.3.1.3 Conteúdos do 8º ano
Conteúdos Estruturantes:
- Relações de Trabalho;
- Relações de Poder;
- Relações Culturais.
Conteúdos Básicos:
- História das relações da humanidade com o trabalho;
- O Trabalho e a vida em sociedade;
- O Trabalho e as contradições na modernidade;
- Os trabalhadores e as conquistas de direito.
Conteúdos Específicos:
-Iluminismo;
-Independência dos Estados Unidos;
- Revolução Francesa;
As mulheres que auxiliaram na Revolução – 10639/03: Gênero e diversidade
sexual;
- Movimentos de contestação:
- Quilombos (BR e PR);
As transformações no espaço geográfico após os movimentos de contestação e
quilombola – Lei 9799/95 Educação Ambiental.
-Irmandades: manifestações religioso-sincretista;
- Revoltas Nativistas e Nacionalistas: Inconfidência Mineira (os impostos como o
quinto derrama e a casa de fundição – Lei 12.325/10 Educação Fiscal);
205
Conjuração baiana;
- Revolta da cachaça; Revolta do maneta; Guerra dos Mascates.
-Revolução Industrial: Ludismo, Socialismo e Anarquismo.
- A reorganização social e tributária após a Revolução Industrial – Lei 12.525/10
Educação Fiscal;
- O trabalho das mulheres e crianças nas fábricas no início da Revolução
Industrial; - Leis 10639/03 Gênero e diversidade sexual e 8069/90 Enfrentamento
à violência contra a criança e o adolescente.
- Chegada da Família Real ao Brasil: de Colônia a Reino Unido; missões
artístico-científicas;
- Biblioteca Nacional; urbanização na Capital; imprensa régia;
- Processo de independência das Américas Ibéricas;
- Brasil Independente: Primeiro Reinado; Período Regencial; Revoluções Liberais
e Nacionalistas; Segundo Reinado;
- Emancipação Política do Paraná: economia; organização social; manifestações
culturais; organização político-administrativa (Lei 12.325/10 Educação Fiscal);
migrações: internas (escravizados, libertos e homens livres pobres) e externas
(europeus); os povos indígenas e a política de terras;
-Guerra do Paraguai e/ou Guerra da Tríplice Aliança;
-Crise do Segundo Império.
9.3.1.4 Conteúdos do 9º ano
Conteúdos Estruturantes
-Relações de Trabalho;
-Relações de Poder;
-Relações Culturais.
206
Conteúdos Básicos:
-A constituição das instituições sociais;
-A formação do Estado;
-Sujeitos, Guerras e revoluções.
Conteúdos Específicos:
- Os primeiros anos da República: idéias positivistas; imigração asiática;
oligarquia, coronelismo e clientelismo; movimentos de contestação: campo e
cidade; movimentos messiânicos; revolta da vacina e urbanização do Rio de
Janeiro; movimento operário: anarquismo e comunismo;
- Paraná: Guerra do Contestado; Greve de 1917 (Curitiba); Paranismo:
movimento regionalista (Romário Martins, Zaco Paraná, Langue de Morretes,
João Turim);
-Primeira Guerra Mundial.
As transformações sociais, as mulheres entram nas fábricas e constroem armas
e outros utensílios bélicos para a guerra – Lei 10639/03 Gênero e diversidade
sexual;
- Revolução Russa;
- Período entre Guerras;
- A Era Vargas;
- A Segunda Guerra Mundial;
-Independência das colônias afro-asiáticas;
- Guerra Fria;
- Brasil (1945-1964);
- As décadas de 60 e 70, os movimentos culturais, a descoberta e utilização de
drogas nesse período e o impacto que teve nesta sociedade. – Lei 11/343/06
Prevenção ao uso endivido de drogas;
207
-Construção do Paraná Moderno: governos de: Manoel Ribas, Moysés Lupion,
Bento Munhoz da Rocha Netto e Ney Braga;
- Frentes de colonização do Estado, criação da estrutura administrativa: Copel,
Banestado, Sanepar, Codepar;
-Movimentos culturais;
-Movimentos sociais no campo e na cidade;
O direito ao voto para as mulheres e igualdade de direitos – Lei 10639/03
Gênero e diversidade sexual;
- O Regime Militar no Paraná e no Brasil;
- Guerra Fria e os Regimes Militares na América Latina;
- Redemocratização no Brasil;
-
Fim
da
bipolarização
mundial:
desintegração
do
bloco
socialista;
Neoliberalismo;
- O estatuto dos direitos da criança e do adolescente ECA – Lei 8069/90;
- Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente – Lei 11.525/07;
- Globalização;
- 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América.
9.3.2 Conteúdos do Ensino Médio
Conteúdos Estruturantes:
- Relações de Trabalho;
- Relações de Poder;
- Relações Culturais.
208
Conteúdos Básicos:
Tema 1: Trabalho escravo, servil, assalariado e o trabalho livre;
Tema 2: Urbanização e industrialização;
Tema 3: O Estado e as relações de poder;
Tema 4: Os sujeitos, as revoltas e as guerras;
Tema 5: Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções;
Tema 6: Cultura e religiosidade.
9.3.2.1 Conteúdos do 1º ano
Conteúdos Específicos:
Tema 1: Trabalho escravo, servil, assalariado e o trabalho livre;
O mundo do trabalho nas sociedades da antiguidade clássica;
Gregos: Trabalho e sociedade;
Romanos: Trabalho e sociedade;
O mundo do trabalho na sociedade feudal;
Origens do trabalho servil;
Trabalho e produção.
Tema 2: Urbanização e industrialização:
- As cidades antigas;
- As cidades neolíticas;
- Urbanismo em Grécia e Roma;
- As cidades na América pré-colombiana;
- As cidades astecas, maias e incas;
209
- A expansão urbana na Europa dos séculos XI–XIII
- Cidades e catedrais: românica e gótica.
Tema 3: O Estado e as relações de poder.
- Estados na Antiguidade Oriental: poder político e poder religioso;
- Mesopotâmia, Egito e Hebreus;
- Estado na antiguidade clássica;
- Grécia e Roma;
- Estado na Idade Média: a hierarquização do poder;
- Sociedade Feudal na Europa Ocidental;
- O Estado Islâmico.
Tema 4: Os sujeitos, as revoltas e as guerras.
- As mulheres na sociedade grega e romana;
- Escravidão e resistência no Império Romano;
- Formas de resistência à servidão medieval.
Tema 5: Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções.
- Reinos germânicos e Império Carolíngio;
- Migrações e invasões.
Tema 6: Cultura e religiosidade.
- A religião na antiguidade Oriental;
- Mesopotâmia, Egito e Hebreus;
- A religião na antiguidade clássica;
210
- Grécia e Roma;
- O mundo árabe e o Império islâmico;
- A teocracia de Maomé;
- Igreja e poder;
- As inquisições;
- As cruzadas.
9.3.2.2 Conteúdos do 2º ano
Conteúdos Específicos:
Tema 1: Trabalho escravo, servil, assalariado e o trabalho livre.
- O trabalho assalariado;
- Do feudalismo ao capitalismo;
- A constituição do sistema de fábrica;
- Transição do trabalho escravo para o trabalho livre no contexto das sociedades
brasileiras e estadunidense;
- Relações de trabalho impostas na America;
- Trabalho escravo na America;
- Abolição da escravidão nos Estados Unidos da América e no Brasil;
- Trabalho assalariado na América independente.
Tema 3: O Estado e as relações de poder.
- Formação dos Estados modernos;
- Teóricos do Estado nacional absolutista;
- Teóricos do Estado-nação;
- Independência do Brasil e a formação do Estado nacional;
- A construção da idéia da nação brasileira.
211
Tema 4: Os sujeitos, as revoltas e as guerras.
- As guerras revolucionárias e nacionais;
- As guerras mundiais;
- Totalitarismo e violência;
- A tortura.
Tema 5: Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções.
- Transformações do mundo moderno;
- Revolução Francesa;
- Revolução Gloriosa;
- Iluminismo.
Tema 6: Cultura e religiosidade.
- Reforma Protestante e Contra-Reforma;
9.3.2.3 Conteúdos específicos
Tema 1: Trabalho escravo, servil, assalariado e o trabalho livre.
- O trabalho na sociedade contemporânea;
- Taylorismo;
- Fordismo;
- Toyotismo;
- Mundo do trabalho no Brasil (século XX);
- Trabalho na Era Vargas;
- Trabalho na Era JK.
212
Tema 2: Urbanização e industrialização.
- Urbanização e industrialização na sociedade contemporânea;
- A explosão urbana;
- A Tecnologia, a urbanização e a arte;
- Urbanização e industrialização no Paraná;
- As primeiras vilas e cidades do Paraná;
- A contribuição da erva mate para a formação de vilas e cidades no Paraná;
- A ocupação do interior.
Tema 3: O Estado e as relações de poder.
- O Estado Imperialista e sua crise;
- A formação de Impérios e colônias no século XIX;
- A crise do Estado Imperialista.
Tema 4: Os sujeitos, as revoltas e as guerras.
- A formação dos Regimes Totalitários;
- A arte nos regimes totalitários na Alemanha e Itália;
- A indústria cultural e as nações imperialistas;
- Revoltas na Primeira República do Brasil: revolta da Vacina; revolta da Chibata
e Tenentismo.
Tema 5: Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções.
- Os camponeses no México;
- Os zapatistas no México;
- Os Sem-Terra no Brasil;
- O movimento feminista;
- A revolução jovem;
213
- O movimento negro e a luta por direitos civis.
Tema 6: Cultura e religiosidade.
- Messianismo;
- A revolta de Canudos;
- A guerra do Contestado.
9.4 METODOLOGIA
9.4.1 O Desenvolvimento das Aulas
Ao abordar os conteúdos estruturantes – trabalho, cultura e
poder – e específicos inerentes à disciplina de História, faz-se necessário traçar
um paralelo entre o presente e o passado das relações de poder entre os
diferentes grupos sociais, localizando o educando no espaço-tempo histórico das
relações humanas, desenvolvendo um raciocínio crítico para as mudanças que
ocorrem na sociedade, tendo o próprio educando como protagonista nas
transformações do processo histórico.
Deve-se deixar claro ao aluno que a História não é algo que
aconteceu ou acontece paralelamente às pessoas, mas sim que somos sujeitos
da nossa própria história e da História da Humanidade. Portando, o incentivo à
formação do cidadão crítico, à luz dos estudos históricos, para a compreensão
do real papel do aluno/cidadão na sociedade em que ele vive.
Para os anos finais do Ensino Fundamental propõe-se, nestas
Diretrizes, que os conteúdos temáticos priorizem as histórias locais e do Brasil,
estabelecendo-se relações e comparações com a história mundial. Para o
Ensino Médio, a proposta é um ensino por temas históricos, ou seja, os
conteúdos (básicos e específicos) terão como finalidade a discussão e a busca
de solução para um tema/problema previamente proposto.
214
9.4.2 Materiais Didático-Pedagógicos
Nas
aulas,
o
livro
didático
fornecido
pelo
MEC
será
acompanhado pelos alunos com aulas expositivas orais e visuais. A partir dessas
explanações serão utilizados os seguintes recursos pedagógicos: a interpretação
será feita através da elaboração e apresentação de charges, história em
quadrinhos, produção de fotos.
Nas aulas, podem ser utilizados objetos e fotos de época
diferentes para a construção da história e para fazer a relação do passado com o
presente.
Além dos textos do livro didático, o Professor poderá fazer uso
de
textos
complementares,
relacionados
às
ideias
de
temporalidade,
identificação dos sujeitos, análise das imagens, gráficos e mapas.
É possível ainda a utilização de filmes como recurso ilustrativo
de uma determinada época, um comparativo entre o passado e o presente.
9.5
AVALIAÇÃO
No decorrer do processo de ensino-aprendizagem, a avaliação
se dará de acordo com as Diretrizes Curriculares do Estado (DCE) de forma
processual, diagnóstica e cumulativa com recuperação concomitante.
A
avaliação
deverá
ter
uma
finalidade
diagnóstica,
proporcionando elementos para identificar os problemas que estão inviabilizando
ou dificultando a consecução dos objetivos, com vistas à preposição e realização
de ações capazes de corrigir ou eliminar tais problemas.
A avaliação processual deverá ocorrer levando em consideração:
- Os diversos níveis de complexidade que um mesmo conteúdo
215
contém;
- Que a mesma aconteça diariamente e não em momentos
exclusivos;
- A necessidade de definições claras de objetivos da escola, dos
conteúdos, meios e processos adequados para a avaliação;
- O emprego de diferentes recursos e instrumentos avaliativos:
*Provas com consulta e sem consulta, individual, dupla, grupo;
*Prova oral;
*Trabalhos, individual, dupla, grupo;
*Maquetes, cartazes, relatório de filme relacionada a disciplina;
*Pesquisas, seminários, questionários;
- A concepção de avaliação enquanto situação de aprendizagem,
o que implica que as produções dos alunos serão avaliadas observando-se três
procedimentos: constatação, reflexão e superação do problema;
- Que a constatação do erro faz-se necessário considerando a
intrínseca do conteúdo; a possibilidade de dedução e generalização equivocada
do conceito;
- As dificuldades impostas pela competência lingüística do aluno;
ausência de pré-requisitos;
- A necessidade de tomada de decisões pertinentes e promoção
de ações concretas de reordenação das condições de execução do processo
pedagógico.
9.6 LEGISLAÇÃO
Os conteúdos obrigatórios previstos na legislação brasileira são
contemplados na disciplina de História, em diversos momentos, conforme se
pode observar na descrição dos conteúdos básicos e específicos.
Abaixo relaciona-se a legislação obrigatória:
-
Lei n. 11343/06: prevenção ao uso indevido de drogas (reinserção social
216
dos usuários e dependentes; necessidade de prevenção e repressão ao tráfico
ilícito de drogas);obrigatoriedade em todas as disciplinas do ensino fundamental,
médio, profissionalizante e formação docente; abordagem dos desafios
educacionais e contemporâneos;
-
Lei n. 10639/03: lei de ensino de História e cultura africana ou afro-
brasileira - obrigatoriedade em todas as disciplinas do ensino fundamental,
médio, profissionalizante e formação docente - abordagem dos desafios
educacionais contemporâneos;
-
Lei n. 11645/08: História e cultura afro-brasileira e indígena -
obrigatoriedade em todas as disciplinas do ensino fundamental, médio e
profissionalizante
e
formação
docente
-
abordagem
dos
desafios
contemporâneos;
-
Lei n. 11733/97 - Educação sexual - implantação de campanhas nos
estabelecimentos de ensino fundamental e ensino médio no Estado do Paraná;
-
Lei n. 9795/99 - Lei da educação ambiental – abordagem dos desafios
educacionais
contemporâneos
nos
ensinos
fundamental,
médio,
profissionalizante e formação docente;
-
Decreto n. 1143/99 e Portaria 413/02: Educação fiscal e tributária –
Abordagem
dos
desafios
educacionais
contemporâneos
nos
ensinos
fundamental, médio, profissionalizantes e formação docente.
-
Lei n. 11525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o
adolescente – Abordagem dos desafios educacionais contemporâneos nos
ensinos fundamental, médio, profissionalizante e formação docente.
-
Projeto de Lei do Estatuto da Diversidade Sexual: abordagem dos
desafios educacionais contemporâneos nos ensinos fundamental, médio,
profissionalizante e formação docente.
-
Lei 13381/01 do Estado do Paraná - Torna obrigatório, no ensino
fundamental e médio da rede pública estadual de ensino, conteúdos da disciplina
História do Paraná – estudo da História do Paraná.
217
9.7 REFERÊNCIAS
BARCA, I. O Pensamento Histórico dos Jovens. Braga: CEEP – Universidade
do Minho, 2000.
BITTENCOURT, MARIA. Ensino de história: fundamentos e métodos. São
Paulo: Imprensa Oficial, 2000.
FREIRE, GILBERTO. Casa Grande e Senzala. Global, 2003.
FOUCAULT, MICHEL. A Ordem do Discurso. São Paulo: Loyola, 1996
HOBSBAWN, ERIC. Pessoas Extraordinárias: resistência. Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 1999.
LE GOFF, JACQUES; NORA, PIERRE. História: novos problemas. Rio de
Janeiro: Francisco Alves, 1979.
PARANÁ. Diretrizes curriculares da educação básica do estado do Paraná –
Historia: SEED/PR, 2008. Disponível em: <http://www.historia.seed.pr.gov.br>.
Acesso em 20 set. 2011.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora; CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo:
Scipione, 2004.
WACHOWICZ, Ruy. História do Paraná. Imprensa Oficial do Paraná, 10 ed.
Curitiba, 2002.
10 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS
10.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
O conhecimento de uma Língua Estrangeira Moderna é fator de
218
extrema importância na sociedade atual, fato que se evidencia devido às
exigências de comunicação entre os povos de diferentes países e culturas, ao
acesso à informação, à tecnologia e às ciências modernas e a oportunidades de
melhor formação pessoal, acadêmica e profissional. No âmbito escolar, a Língua
Estrangeira Moderna auxilia o estudante a tornar-se um cidadão cada vez mais
ativo na sociedade, pois o capacita a se relacionar com outras comunidades,
entendê-las e respeitá-las, ampliando a sua visão de mundo.
O ensino-aprendizagem da Língua Estrangeira Moderna deve se
dar em situações significativas de uso linguístico e cultural, de forma
contextualizada. A mera repetição de palavras soltas, desvinculadas de um
contexto, deve ser evitada, pois não auxiliam o estudante na tarefa de se
comunicar. O propósito do aprendizado de uma Língua Estrangeira Moderna é a
comunicação, portanto o estudante deve ser capaz de veicular uma informação,
de se expressar na língua em estudo, compreendendo e se fazendo
compreender.
Além de aspectos linguísticos do idioma estrangeiro, é
importante mostrar a cultura em que ele está inserido. Dessa forma, é possível
auxiliar o estudante a conhecer e respeitar outros modos de ser e de viver,
considerar a existência de diferentes valores e costumes, sem perder de vista
aspectos relacionados ao seu próprio meio. Assim, é prudente evitar visões
homogeneizadoras. Na aula de Língua Estrangeira Moderna, deve ficar claro que
não se está apenas aprendendo ou ensinando um sistema de signos, mas
também compreendendo que uma língua está vinculada a questões culturais do
povo que a utiliza.
10.2 OBJETIVOS
10.2.1 Objetivos Gerais
O ensino da língua inglesa objetiva que o aluno seja capaz de:
- Identificar no universo que o cerca as línguas estrangeiras que
cooperam nos sistemas de comunicação, percebendo-se como parte integrante
219
de um mundo plurilíngue e compreendendo o papel hegemônico que algumas
línguas desempenham em determinado momento histórico;
- Vivenciar uma experiência de comunicação humana, pelo uso
de uma língua estrangeira moderna, no que se refere a novas maneiras de se
expressar e de ver o mundo, refletindo sobre os costumes ou maneiras de agir e
interagir e as visões de seu próprio mundo, possibilitando maior entendimento de
um mundo plural e de seu próprio papel como cidadão de seu país e do mundo;
- Reconhecer que o aprendizado de uma ou mais línguas lhe
possibilita o acesso a bens culturais da humanidade construídos em outras
partes do mundo;
- Construir conhecimento sistêmico sobre a organização textual e
sobre como e quando utilizar a linguagem nas situações de comunicação, tendo
como base os conhecimentos que está aprendendo;
- Ler e valorizar a leitura como fonte de informação e prazer,
utilizando-a como meio de acesso ao mundo do trabalho e dos estudos
avançados.
- Utilizar outras possibilidades comunicativas de modo a poder
atuar em situações diversas.
10.2.2 Objetivos por Eixos Temáticos
10.2.2.1 Conhecimento do mundo
Perceber o conhecimento convencional que possui sobre as
coisas do mundo, ou seja, seu pré-conhecimento do mundo.
10.2.2.2 Conhecimento sistêmico
Produzir enunciados, fazendo escolhas gramaticalmente
adequadas ou que compreendam enunciados apoiados no nível sistêmico da
língua (conhecimentos léxico-semânticos, morfológicos, sintáticos e fonéticofonológicos).
220
10.2.2.3 Tipos de texto
Perceber as concepções sobre a organização da informação em
textos orais e escritos que as pessoas utilizam ao se envolverem na negociação
do significado.
10.2.2.4 Conteúdos atitudinais
Perceber as possibilidades e a importância de como as pessoas
podem agir no discurso em relação a elas ou com os outros nas várias
interações orais e escritas das quais participam, envolvendo-se com os
processos sociais de criar significados por intermédio da utilização de uma língua
estrangeira moderna.
10.3 CONTEÚDO ESTRUTURANTE E CONTEÚDOS ESPECÍFOS
10.3.1 Conteúdos do Ensino Fundamental
10.3.1.1 Conteúdos do 6º ano
Conteúdo Estruturante: Discurso como Prática Social.
Conteúdos Básicos
•
Gêneros Discursivos e seus elementos composicionais (vide relação dos
gêneros ao final deste documento) - caberá ao professor a seleção de gêneros,
nas diferentes esferas sociais de circulação, adequando o nível de complexidade
a cada série / ano;
•
Leitura;
•
Identificação do tema;
221
•
Intertextualidade;
•
Intencionalidade;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia.
•
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade do texto;
•
Intertextualidade;
•
Condições de produção;
•
Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação, recursos
222
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Ortografia;
•
Acentuação gráfica.
Educação para a diversidade
• Datas comemorativas: Halloween, Thanksgiving, entre outras.
•
Músicas;
•
Vídeos;
•
Jogos;
•
Dramatizações de temas diversos;
•
Participação em eventos da escola, como na semana cultural e semana da
consciência negra.
•
Cultura brasileira e afro-brasileira;
•
Cultura indígena;
•
Diferenças culturais entre países falantes da língua inglesa como língua
materna da cultura brasileira.
10.3.1.2 Conteúdos do 7º ano
Conteúdo Estruturante: Discurso como prática social
Conteúdos Básicos
•
Gêneros Discursivos e seus elementos composicionais (vide relação dos
gêneros ao final deste documento)
223
Caberá ao professor a seleção de gêneros, nas diferentes esferas sociais de
circulação, adequando o nível de complexidade a cada série
•
Leitura
•
Identificação do tema;
•
Intertextualidade;
•
Intencionalidade;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia.
•
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade do texto;
•
Intertextualidade;
•
Condições de produção;
•
Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
224
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação, recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Ortografia;
•
Acentuação gráfica.
Oralidade
•
Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc...;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Pronúncia.
Educação para a diversidade
•
Datas comemorativas: Halloween, Thanksgiving, entre outras.
•
Músicas;
•
Vídeos;
•
Jogos;
•
Dramatizações de temas diversos;
•
Participação em eventos da escola, como na semana cultural e semana
da consciência negra.
•
•
Cultura brasileira e afro-brasileira;
225
•
Cultura indígena;
•
Diferenças culturais entre países falantes da língua inglesa como língua
materna da cultura brasileira.
10.3.1.3 Conteúdos do 8º ano
Conteúdo Estruturante: Discurso como prática social.
Conteúdos Básicos:
•
Gêneros Discursivos e seus elementos composicionais (vide relação dos
gêneros ao final deste documento)  Caberá ao professor a seleção de
gêneros, nas diferentes esferas sociais de circulação, adequando o nível de
complexidade a cada série
•
Leitura
•
Identificação do tema;
•
Intertextualidade;
•
Intencionalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia.
226
•
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade do texto;
•
Intertextualidade;
•
Condições de produção;
•
Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação, recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Ortografia;
•
Acentuação gráfica.
•
Oralidade
•
Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc...;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Variações linguísticas;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
227
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito;
•
Adequação da fala ao contexto;
•
Pronúncia.
Educação para a diversidade
•
Datas comemorativas: Halloween, Thanksgiving, entre outras.
•
Músicas;
•
Vídeos;
•
Jogos;
•
Dramatizações de temas diversos;
•
Participação em eventos da escola, como na semana cultural e semana da
consciência negra.
•
Cultura brasileira e afro-brasileira;
•
Cultura indígena;
•
Diferenças culturais entre países falantes da língua inglesa como língua
materna da cultura brasileira.
10.3.1.4 Conteúdos do 9º ano
Conteúdo Estruturante: Discurso como prática social
Conteúdos Básicos:
•
Gêneros Discursivos e seus elementos composicionais (vide relação dos
gêneros ao final deste documento)
228
Caberá ao professor a seleção de gêneros, nas diferentes esferas sociais de
circulação, adequando o nível de complexidade a cada série
•
Leitura
•
Identificação do tema;
•
Intertextualidade;
•
Intencionalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Discurso direto e indireto;
•
Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia.
•
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade do texto;
•
Intertextualidade;
•
Condições de produção;
229
•
Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Discurso direto e indireto;
•
Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação, recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Ortografia;
•
Acentuação gráfica.
•
Oralidade
•
Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc...;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Variações linguísticas;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito;
•
Adequação da fala ao contexto;
•
Pronúncia.
Educação para a diversidade
230
•
Datas comemorativas: Halloween, Thanksgiving, entre outras.
•
Músicas;
•
Vídeos;
•
Jogos;
•
Dramatizações de temas diversos;
•
Participação em eventos da escola, como na semana cultural e semana da
consciência negra.
•
Cultura brasileira e afro-brasileira;
•
Cultura indígena;
•
Diferenças culturais entre países falantes da língua inglesa como língua
materna da cultura brasileira.
10.3.2 Conteúdos do Ensino Médio
10.3.2.1 Conteúdo Estruturante: Discurso como prática social.
10.3.2.2 Conteúdos para o ensino médio – 1º ao 3º anos
Todos os conteúdos abaixo relacionados serão trabalhados nos
três anos do ensino médio, variando a metodologia e o aprofundamento de
análise dos textos, pois, na análise discursiva, seja qual for o nível, todos os
elementos do discurso devem ser estudados. A diferença é o aprofundamento
dos elementos linguísticos, que deve observar a maturidade do leitor e produtor
de textos.
Conjuntamente à análise do discurso, noções gramaticais serão
necessárias, a fim de que o aluno conheça a estrutura e funcionamento da língua
estrangeira, num estudo comparativo com a língua materna.
Leitura
231
•
Identificação do tema;
•
Intertextualidade;
•
Intencionalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Marcadores do discurso;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semãnticos;
•
Discurso direto e indireto;
•
Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística.
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia.
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade do texto;
•
Intertextualidade;
•
Condições de produção;
232
•
Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Vozes verbais;
•
Discurso direto e indireto;
•
Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos
gráficos (como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Ortografia;
•
Acentuação gráfica.
Oralidade
Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc.;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Variações linguísticas;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito;
•
Adequação da fala ao contexto;
•
Pronúncia.
233
Noções gramaticais
•
Pronomes Pessoais;
•
Verbo to be (presente/passado);
•
Presente Contínuo;
•
Passado Contínuo;
•
Palavras Interrogativas;
•
Verbos Modais;
•
Presente Simples;
•
Interpretação de Textos;
•
Datas comemorativas: Valentine's Day, Sainte Patrick's Day;
•
Futuro Imediato;
•
Condicional;
•
There to be (Presente/Passado);
•
Advérbios e Locuções adverbiais;
•
Futuro Simples;
•
Passado Simples (Verbos regulares/irregulares...);
•
Pronomes Reflexivos;
•
Preposições de lugares;
•
Comparativo;
•
Superlativo;
•
Imperativo;
•
Cognatos.
10.4 METODOLOGIA
234
10.4.1 Encaminhamento Metodológico
Os conteúdos específicos serão trabalhados a partir do
Conteúdo Estruturante Discurso como prática social, abordando-se questões
linguísticas, sociopragmáticas, históricas, culturais e ideológicas, que revelem
diferenças culturais, crenças e valores.
O trabalho pedagógico se pautará no texto como forma de uso
da língua, explorando-se a linguagem verbal e não verbal, por meio do estudo
dos gêneros do discurso.
A abordagem dos gêneros textuais em sala de aula primará pela
compreensão do texto, do contexto de uso, dos sujeitos do discurso e pela
análise das implicações histórico-culturais e ideológicas presentes no discurso.
Além disso, observar-se-á a função de cada gênero estudado, bem como sua
composição, distribuição e grau de informação, intertextualidade, recursos de
coesão, coerência e análise linguística.
A análise linguística será feita simultaneamente ao estudo de
outros aspectos do texto, privilegiando-se a concepção de língua como ação
interlocutiva, compreedendo-se, dessa forma que o texto submete-se às
interferências dos sujeitos da comunicação
No estudo do discurso, o aspecto cultural é relevante, por isso, o
trabalho com gêneros preocupar-se-á com a intertextualidade, buscando articular
os conteúdos estudados com as demais disciplinas do currículo, a fim de levar o
aluno à compreensão crítica e transformadora, a partir dos discursos
apresentados.
Para o desenvolvimento do trabalho pedagógico as seguintes
ações estarão presentes: aulas expositivas e interativas; pesquisas (em livros
didáticos, na Internet, entrevistas à comunidade, etc.); discussões em língua
materna (para aprofundamento e confrontamento de informações); produção de
textos (sob orientação do professor).
235
Procurando resgatar a função social e educacional do ensino da
Língua Estrangeira Moderna no Currículo da Educação Básica e, ainda, dando
cumprimento à legislação estatal, incluir-se-á nas aulas o estudo da cultura afrobrasileira, questões ambientais e diversidade cultural.
As atividades serão individuais ou em equipe, dependendo de
suas peculiaridades, ficando a critério do professor a decisão do melhor
encaminhamento do processo pedagógico.
Também caberá ao professor, no intuito de alcançar os objetivos
propostos e para o bom andamento do trabalho, escolher, para cada atividade, o
melhor recurso didático disponível na escola. Dentre esses recursos, o livro
didático poderá ser utilizado, sem, no entanto, que passe a balizar as aulas e
sem que o professor deixe de fazer as críticas necessárias a ele, como sua
fragmentariedade, descontextualização,
formalismo e pouca atenção às
variantes culturais.
10.4.2 Recursos Utilizados
A integração, a contextualização e a preocupação com as
variantes linguísticas e culturais será feita pelo professor, com o uso de outros
materiais disponíveis na escola: livros didáticos, livros paradidáticos, dicionários,
vídeos (com uso de DVD), textos verbais e não verbais, incluindo-se videoclipes
e músicas, TV multimídia, entre outros que a escola possa disponibilizar ao longo
do tempo, considerando-se o avanço tecnológico nos próximos anos.
10.4.3 Proposta Pedagógica
10.4.3.1 Proposta pedagógica para a leitura
236
É importante que o professor:
•
Propicie práticas de leitura de textos de diferentes gêneros;
•
Considere os conhecimentos prévios dos alunos;
•
Formule questionamentos que possibilitem inferências sobre o texto;
•
Encaminhe
intertextualidade,
discussões
e
reflexões
aceitabilidade,
sobre:
informatividade,
tema,
intenções,
situacionalidade,
temporalidade, vozes sociais e ideologia;
•
Contextualize a produção: suporte/fonte, interlocutores, finalidade, época;
•
Utilize textos não-verbais diversos: gráficos, fotos, imagens, mapas e
outros;
•
Relacione o tema com o contexto atual;
•
Oportunize a socialização das ideias dos alunos sobre o texto;
•
Instigue o entendimento/reflexão das diferenças decorridas do uso de
palavras e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo, bem como de
expressões que denotam ironia e humor;
•
Estimule leituras que suscitem no reconhecimento do estilo, próprio de
diferentes gêneros;
•
Incentive a percepção dos recursos utilizados para determinar causa e
consequência entre as partes e elementos do texto.
10.4.3.2 Proposta pedagógica para a escrita
É importante que o professor:
•
Planeje a produção textual a partir da delimitação do tema, do interlocutor,
do gênero, da finalidade;
•
Estimule a ampliação de leituras sobre o tema e o gênero propostos;
237
•
Acompanhe a produção do texto;
•
Acompanhe e encaminhe a reescrita textual: revisão dos argumentos das
ideias, dos elementos que compõe o gênero (por exemplo: se for uma narrativa
de aventura, observar se há o narrador, quem são os personagens, tempo,
espaço, se o texto remete a uma aventura, etc.);
•
Analise se a produção textual está coerente e coesa, se há continuidade
temática, se atende à finalidade, se a linguagem está adequada ao contexto;
•
Estimule o uso de palavras e/ou expressões no sentido conotativo e
denotativo, bem como de expressões que denotam ironia e humor;
•
Conduza a uma reflexão dos elementos discursivos, textuais, estruturais e
normativos.
10.4.3.3 Proposta pedagógica para a oralidade
Oralidade
É importante que o professor:
•
Organize apresentações de textos produzidos pelos alunos levando em
consideração a aceitabilidade, informatividade, situacionalidade e finalidade do
texto;
•
Oriente sobre o contexto social de uso do gênero oral selecionado;
•
Prepare apresentações que explorem as marcas linguísticas típicas da
oralidade em seu uso formal e informal;
•
Estimule contação de histórias de diferentes gêneros, utilizando-se dos
recursos extralinguísticos, como: entonação, expressões facial, corporal e
gestual, pausas e outros;
•
Selecione discursos de outros para análise dos recursos da oralidade,
como: cenas de desenhos, programas infanto-juvenis, entrevistas, reportagem,
entre outros.
238
10.5 AVALIAÇÃO
10.5.1 Critérios de Avaliação
É necessário que os alunos sejam avaliados de diferentes
formas, respeitando assim suas diferenças individuais e escolares, dando-lhes
oportunidade para que possam demonstrar seus avanços.
A avaliação deve ocorrer durante todo o processo de ensino
aprendizagem com o envolvimento dos educandos, uma vez que ele é também
construtor do conhecimento. Sendo assim, considera-se: “... o erro como efeito
da própria pratica, ou seja, vê-o como resultado do processo de aquisição de
uma nova língua. Portanto na avaliação, o erro, deve ser visto como um passo
para que a aprendizagem se efetive e não como um processo, que não linear,
não acontece da mesma forma e ao mesmo tempo para diferentes pessoas.”
(DCE).
Nas aulas de língua inglesa, o professor deve usar métodos e
instrumentos diversificados, que sejam coerentes com as concepções e
finalidades educativas na Proposta Pedagógica Curricular, observando os
critérios avaliativos, descritos abaixo.
10.5.1.1 Critérios de avaliação geral
Em língua estrangeira pretende verificar se o educando:
-
Produz sentidos na leitura de textos;
- Constrói significados na interação com textos e nas produções
textuais;
-
Utiliza a língua em situações de comunicação oral e escrita;
-
Compreende
que
os
significados
são
sociais
e
historicamente construídos e passíveis de transformação da pratica social;
239
-
Reconheça e compreenda a diversidade linguística e
cultural, bem como tem consciência sobre o papel das línguas na sociedade e
sua importância.
10.5.1.2 Critérios de avaliação da leitura
-
Realização de leitura compreensiva do texto;
-
Localização de informações explícitas e implícitas no texto;
-
Posicionamento argumentativo;
-
Ampliação do horizonte de expectativas;
-
Ampliação do léxico;
-
Percepção do ambiente no qual circula o gênero;
-
Identificação da ideia principal do texto;
-
Análise das intenções do autor;
-
Identificação do tema;
-
Dedução dos sentidos de palavras e/ou expressões a partir
do contexto;
-
Compreensão das diferenças decorridas do uso de palavras
e/ou expressões no sentido conotativo e denotativo;
-
Reconhecimento
de
palavras
e/ou
expressões
que
estabelecem a referência textual.
10.5.1.3 Critérios de avaliação da escrita
Espera-se do aluno:
-
Expressão de ideias com clareza;
-
Elaboração de textos atendendo: - às situações de produção
propostas (gênero, interlocutor, finalidade...); -
à continuidade temática;
Diferenciação do contexto de uso da linguagem formal e
240
informal;
-
Uso de recursos textuais como: coesão e coerência,
informatividade, intertextualidade, etc;
-
Utilização
adequada
de
recursos
linguísticos
como:
pontuação, uso e função do artigo, pronome, substantivo, etc;
-
Emprego de palavras e/ou expressões no sentido conotativo
e denotativo, bem como de expressões que indicam ironia e humor, em
conformidade com o gênero proposto.
10.5.1.4 Critérios de avaliação da oralidade
Espera-se do aluno:
- Reconheça a pertinência do uso dos elementos discursivos,
textuais, estruturais e normativos;
- Reconheça o uso de palavras e/ou expressões que
estabelecem a referência textual;
- Faça utilização do discurso de acordo com a situação de
produção (formal/ informal);
•
Apresente ideias com clareza;
•
Compreenda os argumentos no discurso do outro;
•
Exponha de forma objetiva de argumentos;
•
Organize a sequência da fala;
•
Respeite aos turnos de fala;
•
Participe ativamento em diálogos, relatos, discussões,
quando necessário em língua materna, etc.;
•
Faça utilização, de forma consciente, de expressões faciais
corporais e gestuais, de pausas e entonação nas exposições orais, entre outros
elementos extralinguísticos.
241
10.5.2 Meios de Avaliação
Os conteúdos serão socializados por meio de atividades
variadas:
- Pesquisas sobre cultura e diversidade;
- Trabalhos orais e escritos;
- Participação nas atividades de sala de aula: oral e escrita;
- Problematização de situações diversas como desafio aos
alunos: jogos, quizzes, entre outros;
- Testes orais e escritos;
- Dramatizações;
- Apresentações individuais e coletivas;
- Interpretação de gêneros textuais diversos;
- Produção de gêneros textuais diversos;
- Participação em eventos da escola;
10.6 LEGISLAÇÃO
Em relação aos desafios educacionais contemporâneos e à
diversidade, as aulas serão conduzidas pela discussão das temáticas exigidas
pela legislação brasileira, pelo estudo de diferentes gêneros textuais, guiando-se
pela interpretação das seguintes leis:
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei 9.799/95 – Educação ambiental;
Lei s 8.069/90 e 11.525/07 - Enfrentamento à violência contra a criança e o
adolescente;
Lei – 11.343/06 - Prevenção ao uso indevido de drogas;
242
Decreto n. 11.43/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal;
Lei – 10.639/03 - Gênero e diversidade sexual;
Lei Estadual n. 13.831/01 (Paraná) – História do Paraná.
10.7 REFERÊNCIAS
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Huciter,1988.
______. Estética da criação Verbal. São Paulo, Ed. Martins Fontes,1992.
BOHN, Hilário e VANDRESEN, Paulino. (Orgs.) Tópicos em linguística
aplicada: o ensino de línguas estrangeiras. Florianópolis: Ed.da UFSC, 1988.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira /
Secretaria da Educação Fundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1998.
CELANI, Maria Antonieta Alba. Ensino de segunda língua: redescobrindo as
origens. São Paulo: EDUC, 1997.
CORACINI, Maria José. (Org.) O jogo discursivo na aula de leitura: língua
materna e língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1995.
FOUCALT, M. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 1996.
ROCHA, M. A S FERRARI, A.Z.. Take your Time. 3 ed. São Paulo: Moderna,
2004.
FERRARI, M S RUBIN, G. S. Inglês: de olho no mundo do trabalho. São Paulo:
Scipioni, 2003. PAIVA, Vera Lucia Menezes de Oliveira. (Org.) Ensino de língua
inglesa. Reflexões e experiências. Campinas: Pontes, 1996.
PARANÁ, Secretaria Estadual de Educação do. Diretrizes curriculares
educação
básica
–
Língua
Portuguesa.
2008.
Disponível
em:
<http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_port.pdf.
Acesso em 28 fev. 2012.
243
11 LÍNGUA PORTUGUESA
11.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
Por muito tempo, o ensino de Língua Portuguesa, pautada em
concepções linguísticas renascentistas e na pedagogia grecolatina, privilegiou o
ensino de nomenclaturas e regras gramaticais e de historiografia literária.
Esse processo de ensino da língua materna desconsiderava a
história, o sujeito e o contexto social e é considerado um dos responsáveis pelo
244
baixo desempenho dos alunos na interpretação e compreensão de textos,
gerando o chamado “analfabetismo funcional”, em que o leitor é capaz de
decodificar as palavras, sem, no entanto, entender o sentido geral do texto.
Buscando soluções para os problemas no ensino-aprendizagem
da língua materna, as Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná (2008)
recomendaram uma mudança de direção: ao invés do ensino das regras e
nomenclaturas gramaticais propôs a análise linguística e no lugar da
historiografia literária propôs a análise do discurso e a literatura em sua
dimensão estética.
Para propor essa mudança no ensino de Língua Portuguesa, as
diretrizes alinharam-se às correntes sociointeracionistas do estudo da língua,
abordagens que defendem que a linguagem é um fenômeno social, fruto da
interação entre os interlocutores, permeada pelos aspectos históricos e sociais
dos interlocutores e carregada de conteúdo ideológico.
Essa relação entre língua e ideologia é bem analisada por
BAKHTIN (2004, p. 32):
Um signo não existe apenas como parte de uma realidade; ele também reflete
e refrata uma outra. Ele pode distorcer essa realidade, ser-lhe fiel, ou
apreendê-la de um posto de vista específico, etc. Todo signo está sujeito aos
critérios de avaliação ideológica (isto é; se é verdadeiro, falso, correto,
justificado, bom, etc.). O bom domínio do ideológico coincide com o domínio
dos signos: são mutuamente correspondentes. Ali onde o signo se encontra,
encontra-se o ideológico. Tudo o que é ideológico possui um valor semiótico.
Segundo as diretrizes, “na linguagem, o homem se reconhece
humano, interage e troca experiências, compreende a realidade em que está
inserido e percebe o seu papel como participante da sociedade.” (DCE – 2008).
Por essa razão, as diretrizes veem a linguagem como prática social, decorrente
da interação política, social e econômica entre as pessoas e, por isso, é
estratificada pelos valores ideológicos.
245
A ideologia envolve significações da realidade (o mundo físico, as relações
sociais e as identidades sociais), que são construídas por práticas discursivas
e que contribuem para a produção, reprodução e transformação de relações
de dominação. Um dos mais significantes efeitos da ideologia é a constituição
do sujeito, no que instituições como educação e mídia têm um papel decisivo.
(CRISTÓVÃO & NASCIMENTO, 2004, p. 246).
A
concepção
sociointeracionista
de
linguagem
leva
à
necessidade da construção de um processo educativo dinâmico que possibilite à
escola ser um espaço de interatividade, em que os sujeitos do discurso possam
desenvolver-se nas práticas de uso da língua. Nesse sentido é que “o uso de
diferentes gêneros textuais em sala de aula, acompanhado de uma análise
crítica discursiva, pode contribuir para uma prática pedagógica eficaz, capaz de
formar leitores conscientes da realidade circundante.” (CRISTÓVÃO &
NASCIMENTO, 2004, p. 256).
A
aprendizagem
da
língua
materna,
pela
abordagem
sociointeracionaista, é um processo contínuo e permanente, de tal forma que o
letramento vai muito além da alfabetização, exigindo que o professor trabalhe
com diferentes tipos de textos e gêneros textuais diversos que contemplem
diferentes esferas sociais e permitam o multiletramento (integração da linguagem
verbal com outras linguagens).
A atividade pedagógica com as múltiplas linguagens exige que
sejam consideradas as relações dialógicas e a articulação de discursos no
estudo dos gêneros textuais ou discursivos.
A importância dos gêneros textuais no ensino da língua materna
é
defendida
pelos
linguistas
bakhtinianos,
dentre
eles
destacando-se
MARCUSCHI para quem “... o estudo dos gêneros é uma fértil área
interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as
atividades culturais e sociais.” (MARCUSCHI, 2006, p. 24).
Os gêneros textuais refletem a sociedade em que vivemos, por
isso, embora possuam estruturas estáveis, estão sempre se adaptando,
246
transformando-se, multiplicando-se e se renovando, a partir das necessidades
humanas de comunicação. Por isso, com a revolução tecnológica, observa-se o
surgimento de novos gêneros, subgêneros ou hipergêneros, como por exemplo,
os gêneros do discurso eletrônico (e-mail, chat, blog, fórum de discussão, etc.).
De acordo com a teoria dos gêneros do discurso (Bakhtin, 1952-53-1979), as
diferentes esferas de atividade humana, cotidiana e oficiais, elaboram
diferentes
formas
cristalizadas
de
comunicação,
diferentes
“tipos
relativamente estáveis de enunciados”, os gêneros discursivos. Posto em
circulação na mídia digital, em especial na WEB, estes gêneros modificam-se
e se perpetuam para satisfazerem as necessidades de diversas atividades
humanas em ambiente virtual, como relacionar-se, comprar, pagar, investir,
namorar, discutir problemas controversos, fruir de obras de arte (em
bibliotecas, museus, rádios, discotecas, cinemas virtuais), buscar novas
informações e conhecimentos na imensa rede hipertextual. (ROJO et al, 2006,
p. 115).
O trabalho pedagógico com gêneros discursivos deve considerar
que a língua é uma “arena” de disputas ideológicas e um instrumento de poder,
devendo, por esse motivo, o ensino da língua materna levar o aluno a “conhecer
e ampliar o uso dos registros socialmente valorizados da língua como a norma
culta” (DCE – 2008) como instrumento que favoreça o exercício da cidadania. No
entanto, não pode a escola desprezar outros registros da língua, sob pena de
violar os princípios de um Estado democrático e plural.
Valorizando os conhecimentos e a cultura do aluno é possível
fazê-lo compreender a diversidade cultural e a variação linguística, aprimorando
seus conhecimentos linguísticos, de tal forma que, dominando os processos
discursivos, seja capaz de adequar a linguagem aos diferentes contextos sociais
em que está inserido.
Compreendendo e adequando o registro às diferentes instâncias
discursivas, o aluno será capaz de entender a estratificação social e a razão da
hegemonia da norma culta, sem qualquer razão lógica ou estrutural que explique
o desprestígio de outras variantes linguísticas.
247
No ensino da leitura da língua materna com gêneros textuais, o
aluno deverá entender o texto em sua perspectiva histórica, política, econômica,
pedagógica e ideológica, de tal forma que, no ato de ler, seja capaz de
reconhecer as vozes sociais que constituem o texto e as ideologias presentes no
discurso, reconhecendo o contexto, as intenções e os interlocutores do discurso.
Para alcançar esse objetivo, o professor de língua portuguesa orientará a leitura
e o aprendiz construirá seu conhecimento ao fazer a conexão da leitura com
outros textos de que tenha conhecimento (intertextualidade).
O ensino da literatura não mais se prenderá à historiografia
literária, pautando-se no estudo dos gêneros textuais, na dialogicidade com
outros textos e na articulação com outros campos de conhecimento.
Orientando-se pela Teoria do Efeito e pela Estética da
Recepção, o ensino da literatura passa a compreender a literatura em sua
dimensão estética, considerando a leitura como ato dialógico, em que há relação
entre o leitor e o texto e em que a literatura e a experiência estética possam levar
à emancipação do sujeito.
A teoria da Estética da Recepção apresenta ideias que
revolucionaram a história da literatura, afirmando a importância da dialogicidade
no texto literário. Essa teoria trouxe as seguintes teses: o leitor dialoga com o
texto, atualizando a obra com sua leitura; o leitor reage individualmente à obra,
influenciado por seu contexto social; a relação dialógica do texto responde aos
questionamentos do leitor; a historicidade é mais bem compreendida pelo
enfoque diacrônico e sincrônico da obra; a experiência estética permite a
emancipação do ser humano.
A teoria do efeito também valoriza a dialogicidade, trabalhando
com conceitos que valorizam a importância do leitor na interpretação do texto
literário, o qual permite múltiplas interpretações, devido às lacunas, aos vazios
do texto. Porém, alertam os teóricos, isso não significa que o texto esteja aberto
para qualquer interpretação, pois o texto possui estruturas de apelos que
direcionam o leitor, orientando-o para uma leitura coerente. Os “vazios do texto”
248
é que permitem ao leitor o preenchimento de lacunas com sua experiência de
vida, ideologias, crenças e valores.
Para as Diretrizes Curriculares Estaduais, “a Estética da
Recepção e a Teoria do Efeito podem servir como suporte técnico para construir
uma reflexão válida no que concerne à literatura, levando em conta o papel do
leitor e a sua formação.” (DCE – 2008).
Além da literatura, leitura e escrita, o trabalho pedagógico deve
incluir a análise linguística. Esta, diferentemente do mero estudo de regras e
nomenclaturas gramaticais, deve se voltar para a análise da língua em uso,
observando como os elementos verbais (recursos linguísticos) e elementos
extraverbais (condições e situações de produção) atuam na construção dos
sentidos do texto.
Para que alcance seus objetivos, o professor de língua
portuguesa deve criar oportunidades que levem o aprendiz a refletir e a construir
hipóteses a partir da leitura de textos diversos, chegando à compreensão do
funcionamento da língua e decorrente competência textual.
As diretrizes curriculares estaduais entendem que a análise
linguística compreende um trabalho de reflexão sobre a organização do texto,
em que o aluno seja capaz de perceber as escolhas temáticas e estruturais feitas
pelo autor. Nessa ótica, o texto deixa de ser pretexto para o ensino gramatical e
passa a fazer sentido para o ensino da língua materna. (DCE – 2008).
11.2 OBJETIVOS
11.2.1 Objetivos Gerais
Os objetivos gerais do ensino de língua portuguesa estão
voltados para a formação do indivíduo enquanto usuário competente da língua
portuguesa em diferentes contextos sociais e sujeito emancipado, tornando-se
capaz de exercer sua cidadania e atuar ativamente em seu contexto social.
249
Para atingir esse objetivo, propõem-se atividades de leitura,
compreensão e produção de gêneros textuais orais e escritos, em situações de
uso real da língua e estudo significativo da literatura brasileira, em sua dimensão
estética.
11.2.2 Objetivos Específicos
No processo pedagógico do ensino – aprendizagem de língua
portuguesa, o professor objetivará:
- Aprimorar os conhecimentos linguísticos e discursos dos
aprendizes para que eles sejam capazes de compreender os discursos que os
cercam e de interagir com eles, percebendo a língua como a “arena” de lutas
ideológicas e “palco” de vozes divergentes;
- Promover o letramento do aluno no espaço escolar,
incentivando-o em seu envolvimento nas práticas de uso da língua escrita e
falada, no intuito de fazê-lo utilizar socialmente a leitura e a escrita,
posicionando-se diante das exigências da sociedade em relação às práticas de
linguagem e demarcando sua voz no contexto social;
- Possibilitar ao aluno a formulação de seu próprio discurso, a
partir do conhecimento do caráter dinâmico dos gêneros discursivos,
conhecendo e ampliando o uso dos registros socialmente valorizados da língua
(norma culta e outras variantes linguísticas);
- Oportunizar ao aprendiz o acesso à norma culta da língua, ao
conhecimento social e historicamente construído e à instrumentalização que
favoreça inserção e exercício da cidadania;
- Proporcionar ao educando o emprego da língua oral em
diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a cada contexto e interlocutor,
reconhecendo as intenções implícitas nos discursos do quotidiano e se
posicionando diante deles;
250
- Desenvolver no aluno o uso da língua escrita em diferentes
situações discursivas, em que considerem os interlocutores, seus objetivos, o
assunto tratado e o contexto de produção;
- Aprofundar no aluno a capacidade de pensamento crítico e
sensibilidade estética, por meio do estudo de textos literários.
Participando do processo pedagógico, o aluno deverá:
- Utilizar a linguagem para expressar sentimentos, experiências e
ideias,
acolhendo,
interpretando
e
respeitando
as
diferentes
variantes
linguísticas;
- Perceber-se integrante e agente transformador de seu
ambiente social, identificando seus elementos e as interações entre eles,
contribuindo ativamente para sua melhoria;
- Reconhecer que a convivência entre grupos diferentes sob o
ponto de vista socioeconômico e cultural, muitas vezes, é marcada pelo
preconceito e pela discriminação. Em vista disso, objetiva-se alimentar uma
cultura de paz e tolerância aos direitos humanos e à noção de cidadania,
compartilhada por todos os brasileiros;
- Contextualizar os fatos aprendidos no texto, trazendo-os,
posteriormente, à realidade atual;
- Comparar aspectos do passado com o presente;
- Vivenciar a linguagem poética na prosa e no poema.
11.3 CONTEÚDO ESTRUTURANTE E CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
11.3.1 Conteúdo Estruturante
Norteando-se pelas teorias sociointeracionistas de linguagem no
ensino da língua materna, entende-se que o conteúdo estruturante da disciplina
de língua portuguesa seja o discurso como prática social.
251
Nessa perspectiva, no contexto das diretrizes, o discurso pode
ser visto como um acontecimento social, envolvido por valores ideológicos, seus
interlocutores e pela estratificação social. Por esse motivo, abandonando o
estudo de frases e palavras isoladas, o foco do ensino de língua portuguesa
passa a ser o enunciado (oral e escrito), considerando os gêneros discursivos
que circulam socialmente.
Sendo o objetivo de nosso trabalho a prática escolar, há especial
preocupação na seleção de gêneros que sejam utilizados como meio de
articulação entre as práticas sociais e os meios escolares, “especificamente no
domínio do ensino da leitura e da produção de textos orais e escritos, visando a
construção de um agente participativo e ativo no processo de aprendizagem e
formação da cidadania.” (CRISTÓVÃO, 2004, p. 20)
No trabalho com cada gênero textual, deve-se considerar sua
temática, forma de composição e as marcas linguísticas e enunciativas. A
temática considera o conteúdo ideológico, a forma composicional analisa as
especificidades e similariedades das relações sociais na esfera comunicativa,
considerando-se o interlocutor do texto, a situação de produção, a finalidade do
texto e o gênero textual. As marcas linguísticas compreendem os usos da língua
e os sentidos estabelecidos pela escolha de determinados elementos
linguísticos.
Nas práticas de leitura, oralidade, escrita e análise linguística, o
professor selecionará os gêneros textuais (orais e escritos) que serão
trabalhados, considerando as necessidades da turma, a faixa etária dos alunos e
os objetivos pretendidos.
11.3.2 Conteúdos Básicos e Específicos
11.3.2.1 Considerações iniciais
Os conteúdos escolhidos para cada turma (agora organizada por
ano e não mais por série) são aqueles considerados relevantes para a
construção da proficiência discursiva do aluno, considerando que os sujeitos,
252
quando se apropriam dos conteúdos, são capazes de transformá-los em
conhecimento próprio, por meio de sua ação, mediado pela interação com o
outro. Em virtude disso, os conteúdos de Língua Portuguesa articulam-se em
torno de três práticas: oralidade, leitura e escrita, que fornecerão informações
sobre a temática abordada, orientando o aluno para que se torne crítico e
emancipado, capaz de tomar suas próprias decisões no uso da linguagem, em
diferentes contextos sociais.
Considerando as concepções sociointeracionistas de linguagem
e o trabalho com gêneros textuais, informa-se que os conteúdos específicos
foram definidos com o compromisso de orientar a prática pedagógica dos
professores, contribuindo, ainda, para um trabalho comum, mesmo que os
professores atuem em turnos diversos. Esse encaminhamento contribui para o
trabalho em equipe e para a construção de uma escola comprometida com a
diversidade e com a interatividade entre professores e alunos.
Embora os conteúdos tragam a denominação das classes
gramaticais (morfologia) e análise sintática (sintaxe) não significa que será
trabalhada a gramática normativa e descontextualizada. Essa é apenas uma
orientação para a análise linguística dos gêneros textuais. Lembrando-se, ainda,
que no ensino de língua portuguesa não se exige o abandono do ensino da
gramática, apenas foco maior no significado e nos recursos expressivos do texto
(epilinguística) do que na nomenclatura e regras gramaticais (metalinguística).
Por isso, na análise linguística, além da preocupação com a
morfologia e sintaxe (sem se prender à nomenclatura), na análise linguística,
dar-se-á, especial atenção ao estudo da coesão e coerências internas do texto, a
adequação do texto aos objetivos pretendidos, a análise dos recursos
expressivos utilizados, a organização e inclusão de informações, a verificação de
como os elementos verbais (recursos disponíveis da língua) e os elementos
extraverbais (as condições e situação de produção) atuam na construção de
sentido do texto, as variedades linguísticas, as relações e diferenças entre língua
oral e língua escrita nos níveis fonológico-ortográfico, textual e discursivo, a
reflexão sobre a organização do texto escrito ou falado, em que o aluno percebe
253
o texto como resultado de opções temáticas e estruturais feitas pelo autor, tendo
em vista seu interlocutor e, ainda, a semântica e a estilística.
11.3.3 Conteúdos do Ensino Fundamental
11.3.3.1 Conteúdos do 6º ano
Conteúdo estruturante: discurso como prática social.
Conteúdos Básicos
Leitura
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Discurso direto e indireto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Léxico;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras
de linguagem.
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
254
•
Finalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Argumentatividade;
•
Discurso direto e indireto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Divisão do texto em parágrafos;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras
de linguagem;
•
Processo de formação de palavras;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia;
•
Concordância verbal/nominal.
Oralidade
•
Tema do texto;
•
Finalidade;
•
Argumentatividade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos...;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas;
•
Marcas
linguísticas:
coesão,
coerência,
gírias,
repetição,
recursos
255
semânticos.
Conteúdos Específicos
•
Gênero Discursivo;
•
Análise Linguística;
•
Contos fantásticos, contos de fadas, fábulas, carta pessoal, e-mail, bilhete,
cartão postal, história em quadrinhos e poesia;
•
Artigo, substantivo, adjetivo, pronome, numeral, verbo, introdução aos verbos,
interjeições, tipos de frases, formação de frases e período, pontuações,
acentuações;
•
Recursos da linguagem;
•
Semântica: Variações da língua e recursos linguísticos.
11.3.3.2 Conteúdos do 7º ano
Conteúdo Estruturante: Discurso como prática social.
Conteúdo Básico
Leitura
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Aceitabilidade;
•
Situacionalidade;
256
•
Intertextualidade;
•
Informações explícitas e implícitas;
•
Discurso direto e indireto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Repetição proposital de palavras;
•
Léxico;
•
Ambiguidade;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras
de linguagem.
Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Discurso direto e indireto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito), figuras
de linguagem;
•
Processo de formação de palavra;
•
Acentuação gráfica;
•
Ortografia;
•
Concordância verbal/nominal.
257
Oralidade
•
Tema do texto;
•
Finalidade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos, etc.;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Semântica.
Conteúdos Específicos
•
Gênero discursivo;
•
Análise linguística;
•
Conto, relato e memória, diário, biografia, poema, notícia, reportagem, carta
argumentativa, artigo de opinião;
•
Língua falada e língua escrita;
•
O diálogo na narrativa;
•
O substantivo no texto;
•
O substantivo e seus determinantes;
•
Palavras que mudam de classe;
•
Pontuações: uso da vírgula;
•
Verbo – tempo, modo, conjugação;
•
Formas nominais dos verbos;
258
•
Frase e oração;
•
Sujeito e predicado.
11.3.3.3 Conteúdos do 8º ano
Conteúdo Estruturante: discurso como prática social
Conteúdo Básico
Leitura
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Intencionalidade do texto;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
•
Semântica;
- operadores argumentativos;
- ambiguidade;
- sentido conotativo e denotativo das palavras no texto;
- expressões que denotam ironia e humor no texto.
259
Escrita
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Intencionalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
•
Concordância verbal e nominal;
•
Papel sintático e estilístico dos pronomes na organização, retomadas e
sequenciação do texto;
•
Semântica;
- operadores argumentativos;
- ambiguidade;
- significado das palavras;
- sentido conotativo e denotativo;
- expressões que denotam ironia e humor no texto.
Oralidade
•
Conteúdo temático;
260
•
Finalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras);
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Elementos semânticos;
•
Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc);
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.
Conteúdos Específicos
•
Gênero discursivo;
•
Análise linguística;
•
Conto, epopeia, crônica, relato – autobiografia e diário, poema, notícia,
reportagem, artigo de opinião, frase, oração, período, advérbios, conjunções
adverbiais, sujeito e predicado (relações), verbos transitivos, verbos
intransitivos, agente da passiva, adjuntos adnominais, adjuntos adverbiais,
vocativo, aposto.
11.3.3.4 Conteúdos do 9º ano
Conteúdo estruturante: discurso como prática social.
261
Conteúdo Básico
Leitura
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade Intencionalidade do texto;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Discurso ideológico presente no texto;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
•
Partículas conectivas do texto;
•
Progressão referencial no texto;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
•
Semântica:
- operadores argumentativos.
- polissemia;
- sentido conotativo e denotativo;
- expressões que denotam ironia e humor no texto.
262
Escrita
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Intencionalidade do texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
•
Partículas conectivas do texto;
•
Progressão referencial no texto;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito, etc.;
•
Sintaxe de concordância;
•
Sintaxe de regência;
•
Processo de formação de palavras;
•
Vícios de linguagem;
•
Semântica:
- operadores argumentativos;
- modalizadores;
- polissemia.
Oralidade
263
•
Conteúdo temático;
•
Finalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas entre outras);
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, conectivos;
•
Semântica:
•
Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc.);
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.
Conteúdo Específico
•
Gênero discursivo;
•
Análise linguística;
•
Crônica, conto, romance, entrevista, editorial, artigo de opinião, manifesto;
•
Período composto por coordenação;
•
Período composto por subordinação;
•
Uso dos pronomes;
•
Concordância verbal;
•
Concordância nominal;
264
•
Coesão textual;
•
Coerência;
•
Regência verbal;
•
Regência nominal.
11.3.4 Conteúdos do Ensino Médio
11.3.4.1 Conteúdos do 1º ano
Conteúdo Estruturante: Discurso como prática social.
Conteúdo Básico
Leitura
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Discurso ideológico presente no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Contexto de produção da obra literária;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
265
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
•
Progressão referencial;
•
Partículas conectivas do texto;
•
Relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto;
•
Semântica:
- operadores argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
- sentido conotativo e denotativo.
Escrita
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Referência textual;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Ideologia presente no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Progressão referencial;
266
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
•
Semântica:
- operadores argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, conectores, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão,
negrito, etc.;
•
Vícios de linguagem;
•
Sintaxe de concordância;
•
Sintaxe de regência;
•
Oralidade;
•
Conteúdo temático;
•
Finalidade;
•
Intencionalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras);
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
267
•
Elementos semânticos:
•
Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc.);
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.
Conteúdos Específicos
•
Gênero discursivo;
•
Análise linguística;
•
O que é gênero discursivo?;
•
Gêneros literários;
•
Romance, fábula, poema, carta pessoal, relato pessoal, relatório experiência
cientifica, debate regrado, artigo de opinião, seminário;
•
Variedades linguísticas, figuras de linguagem, coerência e coesão, fonemas e
letras, ortografia, acentuação, vogais e consoantes – morfemas.
Literatura
•
O que é literatura?;
•
Literatura Medieval;
•
Trovadorismo;
•
Cancioneiros;
•
Poesia trovadoresca (cantigas);
•
Humanismo;
•
Cancioneiro geral.
•
Autos - Gil Vicente;
•
Fernão Lopes;
•
Classicismo;
268
•
Poesia e prosa em Camões;
•
Sá de Miranda;
•
Literatura no Brasil;
•
Quinhentismo: Literatura de informação (carta de Pero Vaz de Caminha),
literatura catequética (José de Anchieta);
•
Barroco no Brasil: Gregório de Matos Guerra e Padre Antonio Vieira;
•
Arcadismo:
- Claudio Manoel da Costa – sonetos.
- Tomás Antonio Gonzaga – Marília de Dirceu.
- Bocage – sonetos.
- Basílio da Gama – O Uraguai.
- Santa Rita Durão – Caramuru.
11.3.4.2 Conteúdos do 2º ano
Conteúdo Estruturante: discurso como prática social.
Conteúdos Básicos
Leitura
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
269
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Discurso ideológico presente no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Contexto de produção da obra literária;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
•
Progressão referencial;
•
Partículas conectivas do texto;
•
Relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto;
•
Semântica:
- operadores argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
- sentido conotativo e denotativo.
Escrita
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade;
•
Informatividade;
270
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Referência textual;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Ideologia presente no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Progressão referencial;
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;
•
Semântica:
- operadores argumentativos.
- modalizadores.
- figuras de linguagem.
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, conectores, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão,
negrito, etc.;
•
Vícios de linguagem;
•
Sintaxe de concordância;
•
Sintaxe de regência.
•
Oralidade
•
Conteúdo temático;
•
Finalidade;
•
Intencionalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
271
•
Informatividade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas;
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras);
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Elementos semânticos;
•
Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc.);
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.
•
Conteúdos Específicos
•
Gênero discursivo;
•
Análise linguística;
•
Cartaz, mesa-redonda, conto, romance, notícia entrevista, reportagem,
anúncio, crítica, editorial;
•
Substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, interjeição,
sujeito e predicado;
Literatura
•
Romantismo;
•
Portugal – Frei Luis de Sousa, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco,
Alexandre Herculano;
•
Brasil – Gonçalves Dias, Álvares do Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes
Varela, Castro Alves, José de Alencar, Visconde de Taunay, Joaquim Manoel
272
de Macedo, Manuel Antonio de Almeida;
•
Realismo e Naturalismo;
•
Portugal – Questão Coimbrã, Antero de Quental, Eça de Queirós;
•
Brasil – Machado de Assis, Aluísio do Azevedo, Raul Pompéia;
•
Parnasianismo;
•
Brasil: Olavo Bilac, Raimundo Correia;
•
Simbolismo;
•
Portugal: Eugênio de Castro, Antônio Nobre, Camilo Peçanha;
•
Brasil: Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens.
11.3.4.3 Conteúdos do 3º Ano
Conteúdo Estruturante: discurso como prática social.
Conteúdos específicos
Leitura
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade.;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
273
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Discurso ideológico presente no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Contexto de produção da obra literária;
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão, negrito;
•
Progressão referencial;
•
Partículas conectivas do texto;
•
Relação de causa e consequência entre partes e elementos do texto;
•
Semântica:
- operadores argumentativos;
- modalizadores;
- figuras de linguagem;
- sentido conotativo e denotativo.
Escrita
•
Conteúdo temático;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade;
•
Informatividade;
•
Situacionalidade;
•
Intertextualidade;
•
Temporalidade;
•
Referência textual;
274
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Ideologia presente no texto;
•
Elementos composicionais do gênero;
•
Progressão referencial;
•
Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto.
•
Semântica:
- operadores argumentativos.
- modalizadores.
- figuras de linguagem.
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no
texto, conectores, pontuação, recursos gráficos como aspas, travessão,
negrito, etc;
•
Vícios de linguagem;
•
Sintaxe de concordância;
•
Sintaxe de regência.
Oralidade
•
Conteúdo temático;
•
Finalidade;
•
Intencionalidade;
•
Aceitabilidade do texto;
•
Informatividade;
•
Papel do locutor e interlocutor;
•
Elementos extralinguísticos: entonação, expressões facial, corporal e gestual,
pausas;
275
•
Adequação do discurso ao gênero;
•
Turnos de fala;
•
Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas, entre outras);
•
Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição;
•
Elementos semânticos;
•
Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc.);
•
Diferenças e semelhanças entre o discurso oral e o escrito.
Conteúdos Específicos
•
Gênero Discursivo;
•
Análise Linguística;
•
Romance, artigo de opinião, crônica, conto, carta de leitor, debate regrado.
Período composto por coordenação, período composto por subordinação,
pontuação, concordância verbal, concordância nominal, regência verbal,
regência nominal, colocação pronominal.
Literatura
•
Pré-modernismo:
- Monteiro Lobato, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Augusto dos Anjos;
- Vanguardas europeias, vanguarda brasileira;
•
Modernismo e Literatura Contemporânea:
- Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Alcântara Machado,
Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado, Érico
Veríssimo, Dionélio Machado, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes,
Cecília Meireles, Vinicius de Morais, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, João
Cabral de Melo Neto, Décio Pignatari, Ferreira Gullar, Paulo Leminski, Arnaldo
276
Antunes, Moacyr Scliar, Dalton Trevisan, Nelson Rodrigues;
- Portugal: Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, José Régio, José
Saramago.
11.4 METODOLOGIA
Na abordagem sociointeracionista, professor e alunos são
sujeitos do processo pedagógico e a escola é o ambiente de produção do
discurso.
Nesse contexto, a língua é o objeto de interação que, para ser
estudado, pressupõe a criação de oportunidades para que o aprendiz reflita,
construa, considere hipóteses a partir de leitura e da escrita de diferentes textos
para que possa chegar à compreensão sobre o funcionamento da língua e o
alcance da competência da textual.
Seguindo essa linha de pensamento, os sujeitos e objetos se
confundem, à medida que o sujeito é construído e se constrói pelo uso da língua
e a escola passa a ser o ambiente que permite a interação social e o
aprimoramento do uso da língua em diferentes contextos.
Para que o uso da língua se efetive no interior da escola, ao
invés de exercícios tradicionais, o ensino da língua obriga que o aluno
compreenda como o texto é organizado, seus elementos gramaticais, ideias
defendidas pelo autor, adequação do discurso, considerando o destinatário e o
contexto de produção e os efeitos provocados pelos recursos linguísticos
utilizados.
Assim, a aula passa a ser um momento de interação entre os
sujeitos que se apropriam e recriam a linguagem, por meio da palavra, do
enunciado, do texto verbal e não-verbal.
277
Os gêneros textuais e os conteúdos curriculares orientam o
trabalho em sala de aula e as atividades são organizadas a partir de conteúdos
específicos, com o estudo da língua como prática viva.
Para que possa interagir com seus alunos, o professor poderá
utilizar todos os recursos disponíveis na escola: TV multimídia, vídeos, poemas,
canções, livros de literatura, dicionários, gramáticas normativas, murais, jornais
escritos e online, videoconferências, webconferências, chats, blogs e outros
recursos permitidos pelo acesso à Internet, incluindo outros recursos e gêneros
que venham a surgir nos próximos anos, devido ao avanço da tecnologia e
mudanças na sociedade.
Em diversos momentos, os alunos serão incentivados às
atividades de pesquisa, discussões em sala de aula, leituras, análises e
produções textuais.
As pesquisas abrangerão o estudo de conteúdo contido em
material gráfico, mas também darão especial atenção à pesquisa de campo, feita
com a comunidade escolar (pais, vizinhos, amigos, colegas e outros professores
).
As discussões serão mediadas pelo professor e terão por
objetivo o aprofundamento do tema, o confronto de ideias e, especialmente, o
desenvolvimento do raciocínio argumentativo no aluno.
A análise textual incluirá a análise de textos verbais e não
verbais, como contos, filmes, obras literárias, charges e outros gêneros textuais.
A produção de texto observará o conteúdo e o gênero discursivo
trabalhado, sendo incentivadas, especialmente, as seguintes formas de
produção: resumos, paráfrases e paródias.
De acordo com a peculiaridade do conteúdo trabalhado, as
atividades poderão ser realizadas individualmente ou em equipes.
278
Atividades envolvendo exposição oral individual e em equipes
(apresentações,
dramatizações)
serão
particularmente
incentivadas
para
desenvolver a expressão oral nos estudantes.
11.5 AVALIAÇÃO
A avaliação será um processo contínuo que dará prioridade à
qualidade e o desempenho ao longo do ano letivo, ou seja, um processo
cumulativo.
Na oralidade será verificado se os discursos produzidos estão de
acordo com o discurso/texto aos diferentes interlocutores e situações. Num
seminário ou exposição oral, num debate, numa troca informal de ideias, numa
entrevista, num relato de história, as exigências de adequação da fala são
diferentes e isso deve ser considerado numa análise da produção oral.
O professor verificará a participação do aluno nos diálogos,
relatos e discussões, a clareza que ele mostra ao expor suas ideias, a fluência
da sua fala, a argumentação que apresenta ao defender seus pontos de vista.
Este também deve se posicionar como avaliador de textos orais com os quais
convive, como: noticiários, discursos políticos, programas televisivos, e de suas
próprias falas, formais ou informais, tendo em vista o resultado esperado.
Na leitura serão avaliadas as estratégias que os estudantes
empregam para a compreensão do texto lido, o sentido construído, as relações
dialógicas entre textos, relações de causa e consequência entre as partes do
texto, o reconhecimento de posicionamentos ideológicos no texto, a identificação
dos efeitos de ironia e humor em textos variados, a localização das informações
tanto explícitas quanto implícitas, o argumento principal, entre outros. Será
avaliado também se ao ler, o aluno ativa os conhecimentos prévios; se
compreende o significado das palavras desconhecidas a partir do contexto; se
faz inferências corretas; se reconhece o gênero e o suporte textual. Tendo em
vista o multiletramento, será avaliada também a capacidade de se colocar diante
279
do texto, seja ele oral, escrito, gráficos, infográficos, imagens, etc.
O professor irá propor questões abertas, discussões, debates e
outras atividades que lhe permitam avaliar a reflexão que o aluno faz a partir do
texto. Na escrita será visto o texto do aluno como uma fase de processo de
produção, nunca como produto final. O que determina a adequação do texto
escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado dessa ação. É a
partir daí que o texto escrito será avaliado nos seus aspectos discursivos
textuais, verificando a adequação à proposta e ao gênero solicitado, se a
linguagem está de acordo com o contexto exigido, a elaboração de argumentos
consistentes, a coesão e coerência textual, a organização dos parágrafos. Tal
como na oralidade, o aluno deverá se posicionar como avaliador tanto dos
textos que o rodeiam quanto de seu próprio. Será verificado se a intenção do
texto foi alcançada, se há relação entre partes do texto, se há necessidade de
cortes, devido às repetições, se é necessário substituir parágrafos, ideias ou
conectivos.
Na análise linguística tanto oral quanto escrita, serão avaliados
os aspectos discursivos, textuais e gramaticais.
Os elementos linguísticos
usados nos diferentes gêneros. Serão avaliados sob uma prática reflexiva e
contextualizados que lhes possibilitem compreender esses elementos no interior
do texto. Verificar-se-ão, de acordo com o gênero em uso a linguagem formal e
informal, a ampliação lexical, a percepção dos efeitos de sentidos causados pelo
uso de recursos linguísticos e estilísticos, as relações estabelecidas pelo uso de
operadores argumentativos e modalizadores, bem como as relações semânticas
entre as partes do texto (causa, tempo, comparação, etc.).
11.6 LEGISLAÇÃO
Em relação aos desafios educacionais contemporâneos e à
diversidade, as aulas de língua portuguesa serão guiadas por textos diversos e
pelo estudo do conteúdo da seguinte legislação:
280
Lei n. 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei n. 9.799/95 – Educação abiental.
Lei Estadual do Paraná n. 13.381/01 – obrigatoriedade do ensino de História do
Paraná na rede pública paranaense de ensino.
Leis n. 8069/90 (ECA) e n. 11.525/07 - Enfrentamento à violência contra a
criança e o adolescente.
Lei n. 11.343/06 - Prevenção ao uso indevido de drogas.
Decreto n. 1143/99 e Portaria n. 413/2002 – Educação Fiscal.
Projeto de Lei do Estatuto da Diversidade Sexual: estudos da temática relativa à
diversidade sexual.
Na disciplina de Língua Portuguesa será abordadada a temática
legislativa por meio da leitura do texto de lei e de outros gêneros textuais que
contemplem o assunto. Também serão feitas pesquisas e amostras de trabalhos
relacionados à temática legislativa.
Em relação ao trabalho com a História do Paraná será dada
relevância ao trabalho com autores paranaenses de nossa literatura.
11.7 REFERÊNCIAS
ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo:
Parábola Editorial, 2003.
______. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no
caminho. São Paulo: Parábola, 2007.
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. 11 ed. Hucitec: São
Paulo, 2004.
______. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
281
BUNZEN, Clécio. Da era da composição à era dos gêneros: o ensino de
produção de texto no ensino médio. In: BUZEN, Clecio; MENDONÇA, Márcia
(Orgs). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo:
Parábola, 2006.
CRISTÓVÃO, Vera Lúcia Lopes; NASCIMENTO, Elvira Lopes (Org.) Gêneros
textuais: teoria e prática. Londrina (PR): Moriá, 2004.
DIONÍSIO, Ângela Paiva et al. (Org.) Gêneros textuais & ensino. 4 ed. Rio de
Janeiro: Lucerna, 2005.
FÁVERO, Leonor Lopes. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino de
língua materna. 5 ed. São Paulo: Cortez, 2005.
FREITAS, Maria Teresa de Assunção. Vigotski e Bakhtin – Psciologia e
Educação: um intertexto. 4 ed. São Paulo: Ática, 2007.
GERALDI, João Vanderley (Org.) O texto na sala de aula. 4 ed. São Paulo:
Ática, 2006.
GOODSON, Ivo. Currículo: teoria e história. Petrópolis: Vozes, 1995.
GOMES, Maria Carmen Aires et al. Gênero discursivo, mídia e identidade.
Viçosa (MG): UFV, 2007.
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. Trad. de
Johannes Kretschmer. São Paulo: Ed. 34, 1999, v. 2.
JAUSS, Hans Robert. A história da literatura como provocação à teoria
literária. Trad. de Sérgio Tellaroli. São Paulo: Ática, 1994. (Série Temas, v.36).
MARCUSCHI,
Luiz
Antônio.
Da
fala
para
a
escrita:
atividades
de
retextualização. 10 ed. São Paulo: Cortez, 2010.
282
______. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In:
KARWOSKI, Acir Mário et al. (Org.) Gêneros textuais: reflexões e ensino. 2 ed.
Rio de Janeiro: Lucerna, 2006.
MENDONÇA, Márcia. Análise linguística do ensino médio: um novo olhar, um
outro objeto. In: BUZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (Org.) Português no
ensino médio e formação do professor. 2 ed. São Paulo: Parábola, 2006.
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Língua Portuguesa.
Curitiba: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 2008.
POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática. 4 ed. Campinas (SP):
Mercado das Letras, 1996.
ROJO, Roxane et al. Letramento digital: um trabalho a partir dos gêneros do
discurso. In: KARWOSKI, Acir Mário et al. (Org.) Gêneros textuais: reflexões e
ensino. 2 ed. Rio de Janeiro: Lucerna, 2006.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte:
Autêntica, 1998.
TRAVAGLIA, L.C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de
gramática no 1º e 2º graus. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2002.
VIGOTSKI, Lev Semenovitch. Pensamento e linguagem. Trad. Jefferson Luiz
Camargo. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
12 MATEMÁTICA
12.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
12.1.1 Fundamentação Teórica nas Diretrizes Curriculares Estaduais
283
Um dos desafios para os teóricos no início do século XX era
trazer para o ensino da Matemática escolar métodos diferentes de ensino,
diversos do método rigoroso das demonstrações, próprio das engenharias.
A partir desse desafio, surgiram propostas de explorações
indutivas e dedutivas no campo da Matemática, com a preocupação de que os
processos de ensino possibilitem ao estudante compreender e se apropriar da
Matemática,"
concebida
como
um
conjunto
de
resultados,
métodos,
procedimentos, algoritmos, etc." (MIGUEL & MIORIM, 2004. In: DCE-PR:
Matemática, 2008, p. 48).
As discussões teóricas resultaram no reconhecimento da
importância do conhecimento matemático para o desenvolvimento de valores e
atitudes diversas, visando à formação integral do aluno como cidadão. Por essas
razões, o ensino da Matemática hoje aborda o conhecimento sob uma visão
histórica, de modo que os conceitos apresentados são discutidos, construídos e
reconstruídos.
Nas Diretrizes Curriculares Estaduais, a Educação Matemática é
assumida como campo de estudos que propicia ao professor sua ação docente
fundamentada em ação crítica que concebe a Matemática como atividade
humana em construção.
Dessa forma, almeja-se a Educação Matemática possibilite aos
alunos análises, discussões, apropriação de conceitos e formulação de ideias,
cabendo ao professor a sistematização dos conteúdos matemáticos e de suas
aplicações, superando a perspectiva utilitarissta, sem perder o caráter científico
da disciplina. (DCE-PR: Matemática, 2008, p. 48).
Nas Diretrizes Escolares Estaduais, a perspectiva da Educação
Matemática implica pensar na transposição didática do conteúdo científico para o
conteúdo escolar, o que resultou na escolha de conteúdos estruturantes, básicos
e específicos para o ensino da Matemática na rede pública estadual de ensino.
284
12.1.2 Pressupostos Teóricos do Ensino da Matemática
A Matemática como ciência possui um corpo específico de
conhecimentos gerados a partir de necessidades de sobrevivência do ser
humano, em diferentes contextos.
A vida das pessoas, em geral, é permeada de matemática que
dá suporte às diferentes atividades do dia-a-dia, quer sejam de trabalho, de
estudo ou mesmo de lazer. Muitas vezes, os problemas com os quais se
deparam tornam-se insolúveis, devido à falta de conhecimento ou mesmo às
dificuldades de relacioná-los com as situações da realidade. Por isso, um ensino
centrado no uso de regras e macetes e a consequente não atribuição de sentido,
geram dificuldades de aprendizagem e de identificação dos conhecimentos
matemáticos em contextos específicos.
A preocupação com a especificidade da matemática e a
complexidade do processo ensino-aprendizagem gerou debates e culminou com
a definição de uma área específica, a Educação Matemática. De acordo com
Bicudo (1999), as principais preocupações dessa área referem-se ao aluno, à
matemática, ao contexto escolar e ao contexto social.
Como área interdisciplinar, a Educação Matemática busca
contribuições em diferentes autores e áreas do conhecimento. A epistemologia
genética (PIAGET), a teoria histórico-cultural (VYGOTSKI), a teoria dos campos
conceituais (VERGNAUD), a teoria dos registros de representação semiótica
(DUVAL), constituem suporte de pesquisas e propostas pedagógicas da
educação matemática; noções da didática da matemática, tais como,
transposição
didática,
contrato
didático,
obstáculos,
também
têm
sido
consideradas na Educação Matemática.
A fundamentação teórica tem possibilitado a definição de
algumas tendências ao ensino e para a pesquisa, tais como, resolução de
problemas, etnomatemática, história da matemática, modelagem matemática,
novas tecnologias e ensino à distância, filosofia da educação matemática e
285
jogos. A elaboração de propostas metodológicas considerando uma ou mais
tendências potencializa o ensino e a aprendizagem, em direção aos fins a que se
propõe a educação matemática, ou seja, o desenvolvimento da capacidade de
expressar-se e comunicar-se matematicamente, ampliando assim a visão de
mundo.
A apropriação da linguagem matemática e o desenvolvimento do
pensamento lógico permeiam os objetivos da matemática para o ensino
fundamental, perpassando os campos aritmético, geométrico e algébrico. Para
tal, o desenvolvimento dos conteúdos deve ocorrer de tal forma que, de um ano
para outro, os estudantes possam ampliar e aprofundar os significados dos
conceitos e relacionar cada novo conceito a outros, matemáticos ou de outras
áreas do conhecimento. Nesse sentido, nos Parâmetros Curriculares Nacionais,
“o estabelecimento de relações é fundamental para que o aluno compreenda
efetivamente os conteúdos matemáticos.” (BRASIL, 1998, p. 37).
Considerando os campos matemáticos, os conteúdos dos blocos
“números e operações”, “espaço e forma”, “grandezas e medidas” e “tratamento
de informação”, definidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, devem ter
estreita relação para que os conceitos não sejam vistos de forma isolada e seus
significados fiquem muito restritos. Para VYGOTSKI “[....] cada conceito surge
relacionado com todos os restantes e uma vez formado vem a determinar, por
assim dizer, seu lugar no sistema de conceitos anteriormente conhecidos”.
(1996, p. 71).
A importância de incluir os conceitos em um sistema de
conceitos é um dos princípios definidos em GRANDO MARASINI (2008). Outros
princípios também foram considerados para a elaboração e desenvolvimento de
propostas pedagógicas para geometria e álgebra, tais como, a relação entre
aprendizagem
e
interação
social
e
entre
desenvolvimento
mental
e
aprendizagem; a necessidade de domínio dos fundamentos da matemática e da
definição de objetivos para as atividades propostas.
A partir desse diálogo, revela-se a concepção de que a teoria e a
286
prática devem estar sempre juntas, que a prática depende da formação inicial e
que o desenvolvimento profissional depende grandemente da formação
continuada.
12.2 OBJETIVOS
12.2.1 Objetivos Gerais
- Despertar no aluno o hábito de fazer uso de seu raciocínio e de
cultivar o gosto pela resolução de problemas, sabendo validar estratégias e
resultados, desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como intuição,
indução, dedução, analogia, estimativa, e utilizando conceitos e procedimentos
matemáticos;
- Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e
qualitativos
da
relevantes,
para
realidade, selecionar, organizar e
interpretá-las
e
avaliá-las
produzir informações
criticamente,
utilizando
o
conhecimento matemático;
-
Comunicar-se
matematicamente,
ou
seja,
descrever,
representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas
conjecturas, fazendo uso da linguagem oral e escrita, estabelecendo relações
entre diferentes representações matemáticas;
- Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes
campos (aritmético, algébrico e geométrico) e blocos (números e operações,
espaço e forma, grandezas e medidas, tratamento de informação) entre esses
temas e conhecimentos de outras áreas curriculares;
- Interagir com seus pares de forma cooperativa e coletiva,
desenvolvendo a auto-estima e perseverança na busca de soluções para
problemas propostos.
12.2.2 Objetivos por Eixo Temático
287
12.2.2.1 Números e álgebra
- Ampliar o conceito de número situando-o historicamente em
seus respectivos conjuntos numéricos, resolvendo operações e reconhecendo
propriedades;
- Observar a variação entre grandezas estabelecendo relação
entre elas e construir estratégias de solução para resolver situações que
envolvam a proporcionalidade;
- Identificar e compreender a linguagem algébrica como
possibilidade
de
expressar
generalizações
de
situações,
percebendo
regularidades e estabelecendo leis matemáticas;
12.2.2.2 Geometria
-
Desenvolver
o
pensamento
geométrico
por
meio
da
identificação e representação de situações, estabelecendo relações entre a
matemática e outras áreas do conhecimento.
12.2.2.3 Grandezas e medidas
- Ampliar o conceito de medida, por meio da compreensão de
sistemas de unidades de medida, resolvendo problemas que envolvam
diferentes grandezas;
- Coletar, organizar e representar matematicamente (tabelas,
gráficos) informações, elaborando conclusões convincentes.
12.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS
12.3.1 Conteúdos Estruturantes para a Educação Básica
•
Números e Álgebra
•
Grandezas e Medidas
•
Geometrias
288
•
Funções
•
Tratamento da Informação
12.3.2 Conteúdos Básicos para o Ensino Fundamental
12.3.2.1 Conteúdo estruturante: números e álgebra
•
Conjuntos numéricos e operações;
•
Equações e inequações;
•
Polinômios;
•
Proporcionalidade.
12.3.2.2 Conteúdo estruturante: grandezas e medidas
•
Sistema monetário;
•
Medidas de comprimento;
•
Medidas de massa;
•
Medidas de tempo;
•
Medidas derivadas: áreas de volume;
•
Medidas de ângulos;
•
Medidas de temperatura;
•
Medidas de velocidade;
•
Trigonometria:
relações
métricas
no
triângulo
retângulo
e
relações
trigonométicas nos triângulos.
12.3.2.3 Conteúdo estruturante: geometrias
•
Geometria plana;
•
Geometria espacial;
•
Geometria analítica;
•
Noções básicas de geometrias não euclidianas.
289
12.3.2.4 Conteúdo estruturante: funções
•
Função afim;
•
Função quadrática.
12.3.2.5 Conteúdo estruturante: tratamento de informação
•
Noções de probabilidade;
•
Estatística;
•
Matemática financeira;
•
Noções de análise combinatória.
12.3.3 Conteúdos Específicos para o Ensino Fundamental
12.3.3.1 Conteúdos específicos do 6º ano
•
Sistemas de numeração;
•
Números naturais;
•
Múltiplos e divisores;
•
Potenciação e radiciação;
•
Números fracionários;
•
Números decimais;
•
Medidas de comprimento;
•
Medidas de massa;
•
Medidas de área;
•
Medidas de volume;
•
Medidas de tempo;
•
Medidas de ângulos;
•
Sistema monetário;
•
Geometria plana;
290
•
Geometria espacial;
•
Dados, tabelas e gráficos;
•
Porcentagem.
12.3.3.2 Conteúdos específicos do 7º ano
•
Números inteiros;
•
Números racionais;
•
Equações e inequação do 1º grau;
•
Razão e proporção;
•
Regra de três simples.
•
Medidas de temperatura;
•
Medidas de ângulos;
•
Geometrias;
•
Geometria plana;
•
Geometria espacial;
•
Geometrias não euclidianas.
•
Pesquisa estatística;
•
Média aritmética;
•
Moda e mediana;
•
Juros simples.
12.3.3.3 Conteúdos específicos do 8º ano
•
Números racionais e irracionais;
•
Sistemas de equações do 1º grau;
•
Potências;
•
Monômios e polinômios;
•
Produtos notáveis.
•
Grandezas e medidas
•
Medidas de comprimento;
•
Medidas de área;
•
Medidas de volume;
291
•
Medidas de ângulos;
•
Geometrias;
•
Geometria plana;
•
Geometria espacial;
•
Geometria analítica;
•
Geometria não euclidianas;
•
Tratamento da informação;
•
Gráfico e informação;
•
População e amostra.
12.3.3.4 Conteúdos específicos do 9º ano
•
Números reais;
•
Propriedades dos radicais;
•
Equação do 2º grau;
•
Teorema de Pitágoras;
•
Equações irracionais;
•
Equações biquadradas;
•
Regra de três composta;
•
Relações métricas no triângulo retângulo;
•
Trigonometria no triângulo retângulo;
•
Funções;
•
Noção intuitiva de função afim;
•
Noção intuitiva de função quadrática;
•
Geometrias;
•
Geometria plana;
•
Geometria espacial;
•
Geometria analítica;
•
Geometrias não euclidianas;
•
Tratamento da informação;
•
Noções de análise combinatória;
•
Noções de probabilidade;
•
Estatística;
292
•
Juros compostos.
12.3.4 Conteúdos Específicos para o Ensino Médio
12.3.4.1 Conteúdo estruturante: números e álgebras
•
Números reais;
•
Números complexos;
•
Sistemas lineares;
•
Matrizes e determinantes;
•
Equações e inequações exponenciais, logarítmicas e modulares;
•
Polinômios.
12.3.4.2 Conteúdo estruturante: grandezas e medidas
•
Medidas de massa;
•
Medidas derivadas: área e volume;
•
Medidas de informática;
•
Medidas de energia;
•
Medidas de grandezas vetoriais;
•
Trigonometria: relações métricas e trigonométricas no triângulo retângulo e a
trigonometria de circunferência.
12.3.4.3 Conteúdo estruturante: geometrias
•
Geometria plana;
•
Geometria espacial;
•
Geometria analítica;
•
Noções básicas de geometrias não euclidianas.
12.3.4.4 Conteúdo estruturante: funções
293
•
Função afim;
•
Função quadrática;
•
Função polinominal;
•
Função exponencial;
•
Função logarítmica;
•
Função trigonométrica;
•
Função modular;
•
Progressão aritmética;
•
Progressão geométrica.
12.3.4.5 Conteúdo estruturante: tratamento da informação
•
Análise combinatória;
•
Binômio de Newton;
•
Estatística;
•
Probabilidade;
•
Matemática financeira.
12.4 METODOLOGIA
Os conteúdos básicos do ensino básico deverão ser abordados
de forma articulada, que possibilitem uma intercomunicação e complementação
dos conceitos pertinentes à disciplina de Matemática.
As
tendências
metodológicas
apontadas
nas
diretrizes
curriculares de matemática sugerem encaminhamentos metodológicos e servem
de aporte teórico para as abordagens dos conteúdos propostos neste nível de
ensino, numa perspectiva de valorizar os conhecimentos de cada aluno, quer
sejam adquiridos em séries anteriores ou de forma intuitiva.
Esses conhecimentos e experiências provenientes das vivências
dos alunos deverão ser aprofundados e sistematizados, ampliando-os e
generalizando-os. É importante a utilização de recursos didático-pedagógicos e
294
tecnológicos como instrumentos de aprendizagem.
As aulas serão expositivas, com proposição de exercícios
individuais e em equipe e interação por meio de questões e dúvidas.
Em algumas oportunidades, haverá a utilização de jogos na
abordagem dos conteúdos, resgatando o processo lúdico.
Em qualquer das situações pedagógicas, o professor deve
sempre partir da realidade do aluno e articulá-lo com o mundo do trabalho e a
situação do indivíduo na sociedade.
Os alunos terão oportunidade de se defrontarem com situaçõesproblemas, a partir dos quais vão construir seu saber matemático – teoria e
prática.
12.5 AVALIAÇÃO
A
avaliação
se
dá
durante
todo
o
processo
ensino-
aprendizagem, diante das diferentes estratégias metodológicas utilizadas, e será
contínua e processual, ocorrendo através de provas orais e escritas, da prática
diária e da apresentação individual e coletiva de pesquisa de campo.
12.6 LEGISLAÇÃO
Atendendo à legislação que prima pelo respeito à diversidade,
nas aulas de matemática também serão abordados temas que constituem
desafios educacionais contemporâneos, relacionando a disciplina à história e à
cultura africana e afrobrasileira, bem como a educação da relações étnicoraciais,
conforme a Deliberação 04/06 do CEE, que exige que todas as
disciplinas da matriz curricular contemplem, ao longo do ano letivo, determinados
conteúdos, a fim de propiciar aos alunos educação compatível com uma
sociedade democrática, multicultural e pluriétnica.
Sendo assim, na disciplina de Matemática, os alunos estudarão
a história da disciplina, destacando-se a importância de diferentes povos na
construção dos conteúdos que hoje são estudados. Por meio da leitura de textos
295
científicos relacionados à disciplina, estudar-se-á a seguinte legislação, abaixo
relacionada:
Lei n. 11645/08 – história e cultura afrobrasileira e indígena;
Lei n. 11.343/06 - prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei n. 9.795/99 e Decreto 4201/02 – educação ambiental;
Decreto n. 1.143/99 e Portaria n. 413/02 – educação fiscal e tributária;
Lei n. 11.525/07 - enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade sexual: estudos estatísticos que viabilizem a
12.7 REFERÊNCIAS
BICUDO, Maria Aparecida Viggiani. Ensino de matemática e educação
matemática: algumas considerações sobre seus significados. Bolema, Rio
Claro, n. 13, a. 12, 1999.
BRASIL. Práticas Pedagógicas em matemática nos anos finais – Caderno do
professor/Ministério da Educação; Universidade Vale do Rio dos Sinos - São
Leopoldo: Unisinos; Brasília: MEC, 2006.
______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares
nacionais: matemática. Brasília: MEC/SEF. 1998.
GRANDO, Neiva Ignês; MARASINI, Sandra Mara. Educação matemática: a
sala de aula como espaço de pesquisa. Passo Fundo: UPF, 2008.
MIGUEL, José Carlos – UNESP. O processo de formação de conceitos em
matemática:
implicações
pedagógicas.
Texto
disponível
em
<http://www.anped.org.br>. Acess em: 28 mar. 2008.
PARANA. Secretaria de Estado dao Educação. Diretrizes Curriculares da
Educação Básica – Matemática. Curitiba: SEED/PR, 2008.
SMOLE, Kátia Cristina Stocco e DINIZ, Maria Ignez. Ler, escrever e resolver
296
problemas. 1. ed. Porto Alegre: ArtMed, 200.
VYGOTSKI,
Lev
Semiónovich.
Obras
escolhidas
IV.
Madrid:
Visor
Distribuciones, 1996.
13 QUÍMICA
13.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
O ensino tradicional de Química fazia confusão entre conceitos e
definições, levando o aluno a não relacionar o conhecimento formal da escola
com o seu dia a dia, ou seja, ele não aprendia a verdadeira Química, que está
presente em tudo, mas apenas memorizava definições, para que pudesse fazer
as provas escolares e depois a química deixava de ser parte integrante de seu
conhecimento.
Esse conhecimento meramente acadêmico, desvinculado da
realidade, era aceitável na escola clássica, porém com as transformações sociais
e o desenvolvimento da sociedade capitalista, as ciências passaram a ser
obrigadas a dar respostas precisas e objetivas diante das demandas
econômicas, sociais e políticas, dentre outras.
A partir das décadas de 1960 e 1970, houve influência direta da
industrialização sobre os cursos profissionalizantes, com métodos que
privilegiavam a memorização de fórmulas, nomenclaturas, classificações,
operações matemáticas e resolução de problemas.
O ensino profissionalizante, embora fosse eficiente, não é
suficiente aos objetivos do ensino para a emancipação do cidadão, pois a
educação escolar não visa exclusivamente à formação para o trabalho, mas à
formação do cidadão como um torno para que se torne crítico, consciente,
agente questionador e transformador da sociedade. Por isso, a proposta é que a
abordagem do ensino de Química seja voltada à construção e reconstrução de
297
significados dos conceitos nas atividades em sala de aula. Nessa perspectiva
conceitual, o ensino de Química retoma frequentemente os conceitos estudados,
na intenção de construí-los e interrelacioná-los a outros conceitos científicos,
compondo significados em diferentes contextos.
Essa nova abordagem implica a compreensão do conhecimento
científicos e tecnológico para além do domínio estrito dos conceitos químicos,
exigindo a inserção do aluno na cultura científica e seu envolvimento nas
práticas de experimentação, na análise das situações quotidiana, das quais a
Química está sempre presente, e na busca das relações da Química com a
tecnologia e com a sociedade como um todo.
Nas diretrizes curriculares da educação básica do estado do
Paraná (DCE – SEED/PR, 2008), a proposta é a compreensão e a apropriação
do conhecimento químico pelo contato do aluno com o objeto de estudo da
química (substâncias e materiais) e com a interação contínua com o professor da
disciplina.
Esse processo planejado, organizado e orientado pelo
professor, numa relação dialógica contribui para apropriação de parte do
conhecimento científico, para que este possa contribuir à formação de sujeitos
que compreendam e questionem a ciência do seu tempo. Uma das
possibilidades de se alcançar esse objetivo é pela experimentação.
Todavia,
abordagem
tradicional
que
usava
a
atividade
experimental para motivação dos alunos e verificação dos conhecimentos deve
ser abandonada. As aulas não podem seguir procedimentos como se fossem
receitas, em que se devem obter resultados previstas na teoria, caso contrário, o
experimento é considerado errado.
Na
abordagem
conceitual
do
conteúdo
química,
a
experimentação é considerada favorecedora da apropriação, do efetivo conceito,
que permite aos aprendizes o desenvolvimento de uma provável explicação,
aproximadas dos conceitos e teorias científicos, permitindo, desse modo,
298
compreensão da cultura e da prática científica, na reflexão de como se
constroem e se validam os conceitos aceitos cientificamente.
A abordagem conceitual possibilita que o estudante participe
efetivamente do processo ensino-aprendizagem, rompendo-se a ideia tradicional
dos procedimentos experimentais, que não admitem o improviso, a modificação
e de prováveis novas descobertas. Para isso, a atividade experimental deve ser
problematizadora
do
processo
do
ensino-aprendizagem,
devendo
ser
apresentada antes da construção da teoria nas aulas de ciências e não como
mero ilustrativo dos conceitos já postos.
A importância da abordagem experimental está no seu papel investigativo e
na
sua
função
pedagógica
de
auxiliar
o
aluno
na
explicitação,
problematização, discussão, enfim, na significação dos conceitos químicos.
Diferentemente do que muitos possam pensar, não é preciso haver
laboratórios
sofisticados,
nem
ênfase
exagerada
no
manuseio
de
instrumentos para a compreensão dos conceitos. O experimento deve ser
parte do contexto de sala de aula e seu encaminhamento não pode separar a
teoria da prática, num processo pedagógico em que os alunos se relacionem
com os fenômenos vinculados aos conceitos químicos a serem formados e
significados na aula.
(DCE – SEED/PR, 2008).
Outra questão a ser superada é a valorização do formalismo
matemático no ensino de determinados conteúdos. Não há dúvidas de que os
resultados quantitativos subsidiam a construção dos conceitos químicos de
concentração, portanto, são ferramentas necessárias para a compreensão do
conceito. Mas é necessário atrelar a linguagem matemática ao estudo da
Química e não fazer do cálculo matemático a razão principal do estudo.
As diretrizes curriculares da educação básica do estado do
Paraná propõem um trabalho pedagógico como conhecimento químico que
propicie ao aluno a compreensão de conceitos científicos e a compreensão de
algumas dinâmicas do mundo, a fim de mudar sua visão e conduta em relação
ao ambiente em que vive, com atitudes mais conscientes e responsáveis, pois o
meio ambiente está intimamente ligado à Química, uma vez que o planeta é
299
atingido por produtos químicos, utilizados de forma desordenada e perigosa, com
conseqüências devastadoras.
Nessa perspectiva e considerando a realidade da escola, há
necessidade de superação da mera transmissão de conteúdos com base na
disposição sequencial do livro didático tradicional, que fragmenta a linearidade
dos conteúdos químicos, com conceitos desvinculados do seu contexto. Na
tentativa de superar a clássica fragmentação dos conteúdos, as diretrizes
curriculares estaduais propõem que o ponto de partida para a organização dos
conteúdos curriculares sejam os conteúdos estruturantes e seus respectivos
conceitos e categorias de análise. A partir dos conceitos estruturantes, o
professor poderá desenvolver com os alunos conceitos que perpassam o
fenômeno em estudo, possibilitando o uso de representações e da linguagem
química na compreensão de questões que devem entendidas no contexto social.
(DCE – SEED/PR – 2008).
Nesse aspecto, os conhecimentos prévios do aluno (senso
comum) devem ser considerados, porém, cabe ao professor dar os fundamentos
teóricos para que os alunos se apropriem dos conceitos químicos e do
conhecimento científico sobre assuntos corriqueiros como drogas, lixo, poluição
do ar e da água. Com o saber científico, espera-se que os alunos desenvolvam
atitudes comprometidas com o planeta.
13.2 OBJETIVOS
13.2.1 Objetivos Gerais
Desenvolver no aluno atitudes comprometidas com o planeta,
por meio da apropriação do conhecimento científico dos conceitos químicos e
compreendam que somente atitudes responsáveis poderão mudar a cultura
capitalista de exploração máxima e inconsequente dos recursos naturais.
300
13.2.1 Objetivos Específicos
A Química objetiva a construção e reconstrução de significados
dos conceitos científicos, propondo a compreensão e apropriação do
conhecimento químico com o estudo das substâncias e materiais, destacando-se
a composição, as propriedades e as transformações químicas.
13.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES, BÁSICOS E ESPECÍFICOS
13.3.1 Conteúdos Estruturantes
São conteúdos estruturantes de Química:
•
Matéria e sua natureza;
•
Biogeoquímica;
•
Química sintética.
13.3.2 Conteúdos Básicos e Específicos
13.3.2.1 Conteúdo estruturante I: matéria e sua natureza
Conteúdo básico: matéria
Conteúdos específicos:
•
Constituição da matéria;
•
Estados de agregação;
•
Natureza elétrica da matéria;
•
Modelos atômicos (Rutherford, Thomson, Dalton, Bohr...);
•
Estudo dos metais;
•
Tabela periódica.
Conteúdo básico: solução
301
Conteúdos específicos:
•
Substância: simples e composta;
•
Misturas;
•
Métodos de separação;
•
Solubilidade;
•
Concentração;
•
Forças intermoleculares;
•
Temperatura e pressão;
•
Densidade;
•
Dispersão e suspensão;
•
Tabela periódica.
Conteúdo básico: ligação química
Conteúdos específicos:
•
Tabela periódica;
•
Propriedade dos materiais;
•
Tipos de ligações químicas em relação as propriedades dos materiais;
•
Solubilidade e as ligações químicas;
•
Interações intermoleculares e as propriedades das substâncias moleculares;
•
Ligações de Hidrogênio;
•
Ligação metálica (elétrons semilivres);
•
Ligações sigma e pi;
•
Ligações polares e apolares;
•
Alotropia.
Conteúdo básico: reações químicas
Conteúdos específicos:
302
• Reações de oxirredução;
• Reações exotérmicas e endotérmicas;
• Diagramas das reações exotérmicas e endotérmicas;
• Variação de entalpia;
• Calorias;
• Equações termoquímicas;
• Princípios da termodinâmica;
• Lei de Hess;
• Entropia e energia livre;
• Calorimetria;
• Tabela periódica.
13.3.2.2 Conteúdo estruturante II: biogeoquímica
Conteúdo básico: velocidades das reações
Conteúdos específicos:
•
Reações químicas;
•
Lei das reações químicas;
•
Representação das reações químicas;
•
Condições fundamentais para ocorrência das reações químicas (natureza dos
reagentes, contato entre os reagentes, teoria de colisão);
•
Fatores que interferem na velocidade das reações (superfície de contato,
temperatura, catalisador, concentração dos reagentes, inibidores);
•
Lei da velocidade das relações químicas;
303
•
Tabela periódica.
Conteúdo básico: radioatividade
Conteúdos específicos:
•
•
Modelos atômicos (Rutherford);
Elementos químicos (radioativos);
•
Tabela Periódica;
•
Reações químicas;
•
Velocidades das reações;
•
Emissões radioativas;
•
Leis da radioatividade;
•
Cinética das reações químicas;
•
Fenômenos radiativos (fusão e fissão nuclear);
13.3.2.3 Conteúdo estruturante III: química sintética
Conteúdo básico: equilíbrio químico
•
Reações químicas reversíveis;
•
Concentração;
•
Relações matemáticas e o equilíbrio químico (constante de equilíbrio);
•
Deslocamento de equilíbrio (princípio de Le Chatelier): concentração,
pressão, temperatura e efeitos dos catalizadores;
•
Equilíbrio químico em meio aquoso (ph, constante de ionização, ks);
•
Tabela periódica.
304
Conteúdo básico: ligação química
•
Tabela periódica;
•
Propriedade dos materiais;
•
Tipos de ligações químicas em relação as propriedades dos materiais;
•
Solubilidade e as ligações químicas;
•
Interações intermoleculares e as propriedades das substâncias;
•
Moleculares;
•
Ligações de Hidrogênio;
•
Ligação metálica (elétrons semilivres);
•
Ligações sigma e pi;
•
Ligações polares e apolares.
Conteúdo básico: gases
Conteúdos específicos:
•
Estados físicos da matéria;
•
Tabela periódica;
•
Propriedades dos gases (densidade/ difusão e efusão, pressão x
temperatura, pressão x volume e temperatura x volume);
•
Modelo de partículas para os materiais gasosos;
•
Misturas gasosas;
•
Diferença entre gás e vapor;
•
Leis dos gases.
305
Conteúdo básico: funções químicas
Conteúdos básicos:
•
Funções Orgânicas
•
Funções Inorgânicas
•
Tabela Periódica
13.4 METODOLOGIA
13.4.1 Abordagem Metodológica
A abordagem metodológica do ensino de Química deverá
considerar os conhecimentos prévios do aluno sobre o mundo que o cerca,
cabendo ao ensino valorizar o senso comum, relacioná-lo aos fenômenos da
vivência dos educando e fundamentá-los com conceitos científicos (saber
cientifico), para tanto, propõe-se a utilização de aula expositiva, experimentos,
dinâmicas de grupo, leitura de textos científicos, reportagens e recursos como:
multimídia e outros meios de comunicação.
A experimentação, de acordo com as diretrizes curriculares
estaduais, pode ou não ser feita em laboratório escolar convencional,
objetivando a apreensão dos conceitos e da relação com as ideias a serem
discutidas em aula. Dessa forma, os estudantes conseguem estabelecer
relações entre a teoria e a prática, ao mesmo tempo tem a chance de sanar suas
dúvidas com o professor.
As leituras científicas devem contribuir para a formação e
identificação cultural do estudante, constituindo-se elemento motivador para a
aprendizagem da Química a fim de contribuir para a criação do hábito de leitura.
Além dos textos científicos, é possível a leitura de textos de arte e literatura
como instrumentos de abordagens interdisciplinares no estudo de química,
306
buscando, dessa forma, contemplar a legislação nacional, que traz a
obrigatoriedade de abordagem de certas temáticas em todas as disciplinas da
educação básica.
Para o trabalho de texto, o corpo docente acata as sugestões
das diretrizes curriculares estaduais (DCE – SEED/PR, 2008):
•
Fazer a leitura do texto e apresentação por escrito com questões e dúvidas
ou a leitura do texto para discussão em outro momento;
•
Solicitar que os alunos tragam textos de sua preferência, de qualquer
natureza (jornal, revista, rótulos de vidros de remédios, etc.) e relacioná-los
com o conteúdo químico a ser trabalhado;
•
Assistir a um filme, por exemplo, Óleo de Lorenzo e relacionar a produção e o
acúmulo de ácidos graxos no organismo com as doenças degenerativas. Na
sequência, fazer a leitura de um texto de divulgação científica sobre o mesmo
assunto. É uma maneira de motivar o aluno para a leitura e um recurso que
favorece questionamentos.
•
Existem vários trabalhos publicados, disponíveis on-line, que podem dar
suporte ao processo pedagógico. Eis alguns:
•
Revista Química Nova e Química Nova na Escola da Sociedade Brasileira de
Química, www.sbq.org.br;
•
Revista Brasileira de Ensino de Química, publicação da Editora Átomo,
Campinas, São Paulo, www.atomolinea.com.br/rebeq;
•
Revista Ciência & Ambiente, publicação da Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM). Endereço eletrônico: www.ufsem.br/cienciaeambiente;
•
Revista Brasileira de História da Ciência. Endereço eletrônico: <http://www.
ifi.unicamp.br/~ghtc/sbhc.htm>.
O corpo docente também segue as orientações das diretrizes
curriculares estaduais a respeito do uso dos livros da Biblioteca do Professor,
cujo acervo é composto por títulos sobre a história e filosofia da Ciência e sobre
a metodologia do ensino de Química e de conteúdos da ciência de referência.
307
13.4.2 Recursos Utilizados
- Livros da Biblioteca do Professor;
- Revistas;
- Filmes;
- Experimentação em laboratório;
- Textos científicos buscados na Internet;
- Multimídia.
13.5 AVALIAÇÃO
As diretrizes curriculares do estado do Paraná entendem que a
concepção de avaliação deve ser contínua e cumulativa, processual e formativa,
sob os condicionantes do diagnóstico e da continuidade.
Essa perspectiva torna o processo avaliativo integrante do
trabalho pedagógico, com interações recíprocas e quotidianas, no decorrer das
aulas e não em momentos pontuais, passível de alterações no decorrer do
tempo.
Nesse sentido, a avaliação deixa de ter valor em si, passando a
subsidiar e a redirecionar o processo pedagógico, na busca da qualidade do
processo educativo escolar.
Por essa razão, o professor deixa de avaliar apenas por meio de
testes e passa a usar instrumentos que possibilitem várias formas de expressão
do aprendiz, como:
•
Leitura, interpretação e produção de textos,
•
Leitura e interpretação da tabela periódica;
•
Pesquisas teóricas;
•
Relatórios de pesquisa experimental;
•
Apresentação de seminários,
•
Participação em debates ou discussões;
•
Outros meios possíveis de avaliação.
308
Esses instrumentos avaliativos devem ser selecionados de
acordo com cada conteúdo e objetivo de ensino.
Em relação à leitura de mundo, o aluno deve posicionar-se
criticamente nos debates conceituais, articular o conhecimento químico às
questões sociais, econômicas e políticas, ou seja, deve tornar-se capaz de
construir o conhecimento a partir do ensino, da aprendizagem e da avaliação. É
preciso ter clareza também de que o ensino da Química está sob o foco da
atividade humana, portanto, não é portador de verdades absolutas.
As diretrizes curriculares estaduais têm como finalidade uma
avaliação que não separe teoria e prática, antes, considere as estratégias
empregadas pelos alunos na articulação e análise dos experimentos com os
conceitos químicos. Essa prática avaliativa requer um professor que compreenda
a concepção de ensino de Química na perspectiva crítica.
Finalmente, é necessário que os critérios e instrumentos de
avaliação fiquem bem claros também para os alunos, de modo que se apropriem
efetivamente de conhecimentos que contribuam para uma compreensão ampla
do mundo em que vivem.
.
13.6 LEGISLAÇÃO
Em relação aos desafios educacionais e contemporâneos à
diversidade, na disciplina de matemática será observada a seguinte legislação:
Lei n. 11645/08 – história e cultura afro-brasileira e indígena;
Lei n. 11.343/06 - prevenção ao uso indevido de drogas;
Lei n. 9.795/99 e Decreto 4201/02 – educação ambiental;
Decreto n. 1.143/99 e Portaria n. 413/02 – educação fiscal e tributária;
Lei n. 11.525/07 - enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
Gênero e diversidade sexual: estudos estatísticos que viabilizem a Lei do Estado
do Paraná n. 13.831/01 – obrigatoriedade do estudo da História do Paraná.
309
13.7 REFERÊNCIAS
CARVALHO, GERALDO CAMARGO. Química para o Ensino Médio. São
Paulo. Scipione, 2003.
PARANÁ. Secretaria Estadual de Educação do. Diretrizes curriculares da
educação básica do estado do Paraná – Química. Curitiba: SEED/PR, 2008.
SARDELA, Antonio; EDEGAR, Mateus. Curso de Química: Físico-Química. São
Paulo. Ática, 1992.
14 SOCIOLOGIA
14.1 FUNDAMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS
A sociologia surge como disciplina no século XIX em meio à
sociedade industrial e capitalista e a nova organização social que surge em
consequência.
Inicialmente, a disciplina segue a linha positivista e tem as
mesmas características das ciências naturais em vigor, ou seja, para ascender
ao estado de ciência, deveria atender a determinados pré-requisitos e seguir
métodos científicos que pretendiam também à neutralidade e ao estabelecimento
de regras.
No entanto, ainda no século XIX, a sociologia deixa seu caráter
“conformista” calcada no positivismo e se desenvolve mais crítica devido à
contribuição de Karl Marx e sua visão da sociedade capitalista.
Ambas (“conformistas e revolucionárias”) as teorias encontraram
terreno no Brasil, num momento em se procurava uma identidade nacional.
Grandes nomes como Gilberto Freyre e Sergio Buarque de Holanda introduziram
no país estudos sociológicos sobre a formação do povo brasileiro e a importância
da miscigenação racial.
Ao longo do século XX, a sociologia das universidades passa a
ser disciplina escolar, aprofundando discussões e análises sobre as mais
310
diferentes transformações sociais e políticas ocorridas no mundo.
14.2 OBJETIVOS
A sociologia tem por finalidade a análise da sociedade e suas
implicações no cotidiano. O próprio homem é o sujeito das ações sociais e as
consequências são coletivas, pois vive em grupo e estabelece relações em todos
os níveis sociais, políticos e econômicos. Para tanto, a sociologia apresenta
diferentes linhas teóricas para demonstrar as mais diversas concepções.
A disciplina de sociologia não pretende apontar soluções, mas
analisar a maneira que a sociedade se organiza para se conscientizar e perceber
os mecanismos existentes dentro das estruturas sociais.
A sociologia como disciplina escolar deve acolher as diferentes
tradições “explicativas” e ao mesmo tempo recusar qualquer espécie de “síntese”
teórica, assim como encaminhamentos pedagógicos de ocasião.
Nesse contexto, dentre os principais objetivos desta disciplina
destaca-se o questionamento das questões sociais a partir da própria
experiência do aluno como agente ativo da sociedade em que vive, sobretudo,
se reconhecer enquanto cidadão, exercendo suas funções e exigindo seus
direitos.
14.3 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS
14.3.1 Conteúdos Estruturantes
•
O processo de socialização e as instituições sociais;
•
Cultura e indústria cultural;
•
Trabalho, produção e classes sociais;
•
Poder, política e ideologia;
•
Direitos, cidadania e movimentos sociais.
311
14.3.2 Conteúdos Específicos do Ensino Médio
14.3.2.1 Conteúdos específicos do 1º ano
•
Formação e consolidação da sociedade capitalista e o desenvolvimento do
pensamento social;
•
Modernidade: renascimento, reforma protestante, iluminismo, revolução
francesa e a revolução industrial;
•
Desenvolvimento das ciências;
•
Senso comum e conhecimento científico;
•
Teorias sociológicas clássicas: Comte, Durkheim, Weber, Engels e Marx
•
Produção sociológica brasileira: Gilberto Freyre, Oliveira Viana, Sérgio
Buarque, Florestan Fernandes e Octávio Ianni;
•
Socialização: primária e secundária;
•
Contato social, relação social, grupos sociais, comunicação;
•
Instituições sociais: família, escola, igreja;
•
Instituição familiar: diversidade familiar, perspectivas teóricas sobre a família,
violência e abuso
na vida familiar, novos arranjos familiares, papéis e
gênero;
•
Instituição escolar: educação em Durkheim, Weber, Gramsci, educação
escolar e desigualdade social;
•
O Estado: direito e poder, elementos, Estado, nação e governo, os três
poderes de Estado e as formas de governo;
•
Instituições de reinserção: sistema penitenciário, manicômios, educandários,
asilos.
14.3.2.2 Conteúdos específicos do 2º ano
•
Conceitos antropológicos de cultura;
312
•
Diversidade cultural;
•
Relativismo;
•
Etnocentrismo;
•
Identidade;
•
Escola de Frankfurt;
•
Cultura de massa (erudita e popular);
•
Sociedade e consumo;
•
Questões de gênero e minorias;
•
Cultura afro-brasileira e africana;
•
Salário e lucro;
•
Desemprego conjuntural e desemprego estrutural;
•
Subemprego e informalidade;
•
Terceirização, voluntariado e cooperativismo;
•
Empregabilidade e produtividade;
•
Capital humano;
•
Reforma trabalhista e organização internacional do trabalho;
•
Economia solidária, flexibilização;
•
Neoliberalismo;
•
Reforma agrária;
•
Reforma sindical;
•
Relações de mercado;
•
Globalização.
313
14.3.2.3 Conteúdos específicos do 3º ano
•
Conteúdos Específicos;
•
Conceitos antropológicos de cultura;
•
Diversidade cultural;
•
Relativismo;
•
Etnocentrismo;
•
Identidade;
•
Escola de Frankfurt;
•
Cultura de massa (erudita e popular);
•
Sociedade e consumo;
•
Questões de gênero e minorias;
•
Cultura afro-brasileira e africana;
•
Salário e lucro;
•
Desemprego conjuntural e desemprego estrutural;
•
Subemprego e informalidade;
•
Terceirização, voluntariado e cooperativismo;
•
Empregabilidade e produtividade;
•
Capital humano;
•
Reforma trabalhista e organização internacional do trabalho;
•
Economia solidária, flexibilização;
•
Neoliberalismo;
•
Reforma agrária;
•
Reforma sindical;
314
•
Relações de mercado;
•
Conceito de Estado;
•
Estado moderno: tipos de Estado;
•
Conceito de poder;
•
Conceito de dominação;
•
Conceito de política;
•
Conceito de ideologia e alienação;
•
Conceito moderno de direito;
•
Conceito de movimento social;
•
Cidadania;
•
Movimentos
sociais
urbanos,
consciência
negra,
indígena,
rurais
e
movimentos conservadores;
•
Organizações não-governamentais (ONGS).
14.4 METODOLOGIA
14.4.1 Encaminhamento Metodológico
O ensino dos conteúdos de sociologia fundamentar-se-á na
perspectiva histórico-crítica e será contextualizado de tal forma que possibilite ao
professor criar estratégias facilitadoras ao fazer a leitura das questões sociais,
propiciando ao aluno o desenvolvimento de pensamento crítico, autônomo e
ativo.
As diretrizes curriculares do estado do Paraná (DCE´s) sugerem
que a disciplina de sociologia seja iniciada com uma contextualização sobre a
história da sociologia, bem como suas principais linhas teóricas, para que o
aluno possa construir e desconstruir algumas noções pré-existentes e desta
forma ter mais clareza quanto às análises sociais.
315
Como os conteúdos de sociologia são pertinentes à sociedade, é
preciso que os encaminhamentos metodológicos privilegiem instrumentos da
atualidade como filmes, reportagens, charges e mesmo textos que possibilitem
ao aluno uma discussão que parta de suas experiências, diversidades culturais e
sociais, as quais devem ser sempre respeitadas e discutidas.
14.4.2 Diretrizes Étnico-Raciais
Na organização curricular consideramos a Resolução nº 1 de
17/06/2004, do Conselho Nacional de Educação que Institui as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Art. 3º - § 3º - O ensino sistemático de História e Cultura AfroBrasileira e Africana na Educação Básica, nos termos da Lei 10639/2003, referese em especial, aos componentes curriculares de Educação Artística, Literatura
e História.
14.5 AVALIAÇÃO
14.5.1 Critérios de Avaliação
A avaliação será diagnóstica, processual, contínua e cumulativa,
dando destaque ao desenvolvimento da capacidade do aluno ao se posicionar e
argumentar sobre os temas e problemas apresentados, fornecendo subsídios ao
professor e aos alunos a respeito do processo ensino - aprendizagem, bem
como ao alcance dos objetivos propostos.
Espera-se que, o estudo da disciplina de sociologia, permita ao
estudante:
-
Identificar-se como seres eminentemente sociais;
-
Compreender a organização e a influência das instituições e
grupos sociais em seu processo de socialização e as contradições deste
316
processo;
-
Refletir sobre suas ações individuais e percebam que as
ações em sociedade são interdependentes;
-
Identificar e compreender a diversidade cultural, étnica,
religiosa, as diferenças sexuais e de gênero presentes nas sociedades;
-
Compreender como a cultura e a ideologia podem ser
utilizadas como formas de dominação na sociedade contemporânea;
-
Compreender como o conceito de indústria cultural engloba
os mecanismos que transformam os meios de comunicação de massa em
poderosos instrumentos de formação e padronização de opiniões, gostos e
comportamentos;
-
Entender o consumismo como um dos produtos de uma
cultura de massa, que está relacionada a um determinado sistema econômico,
político e social;
•
Compreender, de forma crítica:
a diversidade das formas de trabalho em várias sociedades ao longo da
história;
•
a sociedade capitalista e a permanência de formas de organização de
trabalho diversas a ela;
•
as especificidades do trabalho na sociedade capitalista;
•
as desigualdades sociais são historicamente construídas, ou seja, não
são “naturais”, variam conforme a articulação e organização das estruturas de
apropriação econômica e de dominação política;
•
as transformações nas relações de trabalho advindas do processo de
globalização;
•
o desenvolvimento do Estado Moderno e as contradições do processo
de formação das instituições políticas;
•
o processo que estabelecem as relações de poder presentes nas
317
sociedades:
- Avaliem o papel desempenhado pela ideologia em vários
contextos sociais;
- Compreendam os diversos mecanismos de dominação
existentes nas diferentes sociedades;
- Percebam criticamente várias formas pelas quais a violência se
apresenta e estabelece na sociedade brasileira;
- Compreendam o contexto histórico da conquista de direitos e
sua relação com a cidadania;
- Percebam como direitos, que hoje se consideram “naturais”,
são resultado da luta de diversos indivíduos ao longo do tempo;
- Sejam capazes de identificar grupos em situações de
vulnerabilidade em nossa sociedade, problematizando a necessidade de
garantia de seus direitos básicos;
- Compreendam as diversas possibilidades de se entender a
cidadania;
- Compreendam o contexto histórico do surgimento dos diversos
movimentos sociais em suas especificidades.
14.5.2 Instrumentos de Avaliação
Os instrumentos de avaliação são todos aqueles que permitem
ao professor interferir no processo pedagógico, pela observação contínua da
aprendizagem dos alunos e readequação das técnicas pedagógicas.
Os meios sugeridos são:
•
Participação em debates e discussões;
•
Seminários;
•
Relatórios;
•
Interpretação e produção de textos diversos;
318
•
Apresentações individuais e coletivas.
14.6 LEGISLAÇÃO
Visando
à
construção
de
uma
sociedade
pluriétnica
e
multicultural, temas relativos à diversidade, educação ambiental, fiscal,
prevenção às drogas, dentro outros, serão trabalhados ao longo do ano,
buscando articular os conteúdos da disciplina com a temática exigida pela
seguinte legislação nacional:
As temáticas a serão abordadas terão por guia a seguinte
legislação vigente:
•
Lei 11.645/08 – História e cultura afro-brasileira e indígena;
•
Lei 11.343/06 – Prevenção ao uso indevido de drogas;
•
Lei 9.795/99 e Decreto 4201/02 – Educação ambiental;
•
Decreto 1.143/99 e Portaria 413/02 – Educação fiscal e tributária;
•
Lei 11.525/07 – Enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente;
•
Gênero e diversidade sexual;
•
Lei do estado do Paraná 11.381/08 – História do Paraná.
14.7 REFERÊNCIAS
AZEVEDO, F. Princípios da sociologia: pequena introdução ao estudo da
sociologia geral. 11ª ed. São Paulo: Duas Cidades, 1973.
BAKHTN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1992.
BOBBIO, N. Estado, governo, sociedade: por uma teoria geral da política. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
DURKHEIM, E. Sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
319
HOBSBAWN, E. A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991).São
Paulo: Companhia das letras, 1995.
MARX, K. Os pensadores. São Paulo: Abril Cutlural, 1978.
PARANA, Secretaria Estadual de Educação do. Diretrizes Curriculares para o
Ensino Fundamental e Médio. 2008.
320
CAPÍTULO III
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA A FORMAÇÃO DE DOCENTES
PARTE I – FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO CURSO DE FORMAÇÃO DE
DOCENTES
1 APRESENTAÇÃO
Esta Instituição apresenta o seu Projeto Político-Pedagógico
para o Curso de Formação de Docentes, revestindo-se com o texto das
Diretrizes Curriculares para o Curso de Formação de Docentes do Departamento
de Educação Profissional que, partindo da definição das políticas públicas da
gestão 2003-2006, assumiu a responsabilidade do setor público na oferta da
modalidade de ensino – Formação de Professores em Nível Médio para a
Educação Infantil - neste Estado com a seguinte proposta:
1.1 PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS
Coerente com a política defendida para a formação de
professores, a proposta curricular tem como referência os princípios que devem
perpassar a formação inicial dos professores na contemporaneidade, a seguir
apresentados:
1.1.1 O Trabalho como Princípio Educativo
A proposta de currículo do curso Normal, em nível Médio, está
calcada numa visão educacional em que o trabalho é o eixo do processo
educativo porque é através dele que o homem, ao modificar a natureza, também
321
se modifica, numa perspectiva que incorpora a própria história da formação
humana em todo o ensino médio e não apenas naqueles que têm o adjetivo de
profissionalizante. Ter o trabalho como princípio educativo implica em
compreender a natureza da relação que os homens estabelecem com o meio
natural e social, bem como as relações sociais em suas tessituras institucionais,
as quais desenham o que chamamos de sociedade. Assim, a educação é
também uma manifestação histórica do estar e do fazer humanos que
fundamentam o processo de socialização.
Como bem nos ensina Gramsci, os fundamentos científicos da
compreensão e da produção social do saber e dos modos de produzir a vida
precisam ser explicitados num projeto de educação emancipatória.
A educação estabelece as bases científicas do trabalho humano
num processo de socialização que liberta os homens do reino da necessidade
para inaugurar o reino da liberdade. Isso só será possível se conseguirmos
compreender o ato de estudar, de aprender e de ensinar como um trabalho
condicionado pelo modo de produzir a vida no contexto do capitalismo, mas que
não poderá se encerrar na reprodução desse sistema social, apontando para um
devir, um futuro que todos teremos que fazer nascer.
Nesse sentido, o Ensino Médio tem um papel fundamental de
lapidar a formação inicial (do Ensino Fundamental), apontando as possibilidades
de aprofundamento que os jovens poderão escolher ao longo de sua
escolarização. Se pensarmos nos três eixos que tradicionalmente constituem as
trajetórias de formação: o científico, o de profissões e o cultural, poderão
organizar este nível de ensino apontando possibilidades que os unifiquem por
não serem excludentes no espaço/tempo da escolarização, mas que poderão ser
escolhidos como forma de dedicação mais especializada, que os jovens poderão
seguir futuramente. Ou seja, poderão, já no Ensino Médio, vislumbrar uma
dedicação maior à compreensão das ciências de base, a uma profissão como
forma de conceber a ciência não desvinculada da tecnologia, e a algumas
formas de arte.
No caso do Normal, consideramos que encaminhamos os jovens
para a profissão de educador, propomos um currículo que possa formá-lo
322
solidamente nos fundamentos das diferentes ciências e artes, especialmente nas
ciências da educação.
O currículo não deve ser dicotômico, pois o “fazer e saber sobre
o fazer” deverão ser elementos integrados ao processo de formação dos alunos.
Os saberes disciplinares não poderão ser independentes dos saberes
profissionais. Ao ensinar química, biologia, matemática, português, ou outra
disciplina, os docentes deverão ter presente o compromisso com os
conhecimentos no sentido de que eles serão ensinados pelos futuros
professores das crianças de 0 a 10 anos de idade. Os alunos, por sua vez,
deverão estar comprometidos com o processo de aprendizagem porque estão se
preparando para um trabalho com características especiais – a educação de
crianças.
O professor, como todo ser social, é portador de história, carrega
uma gama de sentidos e significados sociais que configuram toda sua atividade
de aprender e ensinar. Todo ser que trabalha necessita se reconhecer no que
resulta do processo criador. É um intelectual que transforma atos e objetos, no
processo do trabalho de formar, ensinar, aprender e produzir conhecimento.
Dessa forma, em qualquer proposta de formação de professores, seja inicial ou
continuada, a compreensão do objeto e do produto do trabalho do professor
precisa ser delineada. O objeto e o trabalho do professor não são coisas, são
pessoas (alunos), é o outro, é seu semelhante, e não um objeto sobre o qual o
professor plasma sua subjetividade, mas, sobretudo, de outro ser humano. Por
sua vez, os meios de trabalho também são diferenciados: o meio de trabalho é o
próprio professor e a relação social, um processo de trabalho complexo e
diferente do processo de produção material, porque se inicia e se completa em
uma relação estritamente social, permeada e carregada de história, de afeto e de
contradições, características próprias das relações entre os seres humanos.
Nesse sentido, o conhecimento escolar é o núcleo fundamental da práxis
pedagógica do professor. É nesse contexto histórico e social que as
possibilidades de exercer seu papel emancipador se explicita, contribuindo para
o processo de transformação social.
Dessa forma, propõe-se a composição curricular articulada aos
323
saberes disciplinares e específicos do “saber fazer” da profissão de professor.
Isso significa dizer que o núcleo fundamental da formação de professor
pressupõe por um lado o domínio dos conteúdos que serão objeto do processo
ensino-aprendizagem e, por outro, o domínio das formas através das quais se
realiza esse processo.
Nessa linha de considerações, o trabalho como princípio
educativo no trabalho do professor toma forma na medida em que se constituí
com elemento basilar da sua práxis. Trabalho aqui entendido como forma pela
qual se dá a produção do conhecimento no interior da escola.
1.1.2 A Práxis como Princípio Curricular
Se o trabalho é um dos princípios educativos do currículo de
formação de professores, então a prática docente deve ser encarada no sentido
da práxis, o que significa dizer que a dimensão política torna-se a chave para a
compreensão do saber e do fazer educativo.
Ou seja, compreendem-se os
processos de conhecimento científico e de todos os tipos de conhecimentos a
partir de sua natureza social, como produto coletivo de relações amplas entre
objeto-coletividade e não de indivíduo-objeto, numa dimensão tipicamente
individualista.
Nesse sentido, a formação do professor em si mesma já é uma
práxis, porque é uma atividade social prática, que poderá ser alienada ou
consciente. Se for alienada não atingirá a dimensão política da ação humana,
divorciando ainda mais a “teoria” e a “prática”, mesmo quando se demonstra a
exaustão às utilidades dos saberes e às formas de praticá-los. Essa ilusão é
muito comum nas propostas liberais de educação que, ao proporem a
aplicabilidade da ciência como forma de motivação para o aluno aprender,
pensam que estão unindo teoria e prática, o que contraria o conceito de práxis
no sentido marxista.
A práxis, no sentido que lhe atribui Marx, não se confunde com a
prática estritamente utilitária, voltada para resultados imediatos, tal como é
concebida comumente. A redução do prático ao utilitário implica a eliminação do
324
aspecto humano, subjetivo, em face do objeto. Desse modo, as coisas são
entendidas como se significassem por si mesmas, independentemente dos atos
humanos. A práxis marxista supera essa visão imediata e ingênua, ao acentuar
criticamente os condicionantes sociais, econômicos, ideológicos - históricos, que
resultam da ação dos homens. (VÁZQUEZ: 1977).
Assim compreendida a atividade humana, numa dimensão não
alienada, portanto consciente (com ciência) da natureza do processo que
fundamenta o conhecimento sobre os fenômenos sociais e naturais, a práxis é a
teoria e a prática ao mesmo tempo. Isso não significa articular a prática e a
teoria. Isso significa que a atividade humana é compreendida como teoria e
prática ao mesmo tempo, sempre. Assim, o aluno não precisa ser lembrado ou
instado o tempo todo a ver a utilidade e a aplicabilidade de qualquer conceito
como forma de unir teoria e prática. Toda e qualquer disciplina/ciência que está
sendo ensinada é ao mesmo tempo teoria e prática, contudo no processo de
didatização podem-se demonstrar as dimensões dos conhecimentos através de
momentos diferenciados de experiências mais “teóricas” e/ou mais “práticas” que
só farão sentido se a práxis não for alienada e, daí sim, transformar a ação
humana de alienada / explorada para política/libertada.
Na organização do currículo isso se refletirá se possibilitarmos,
em todas as etapas didáticas da formação, espaços e tempos em que docentes
e alunos possam enfrentar todas as dimensões do trabalho de professor como
práxis, como atividade humana, condicionada pelo modo de produção de vida
predominante, mas que, por lidar com a dimensão mais política da socialização
humana, tem o compromisso com o futuro, com a transformação. As atividades
desenvolvidas na operacionalização do currículo como aulas, oficinas,
seminários, estágios realizados nas escolas de Educação Infantil e Ensino
Fundamental e as vivências artísticas deverão propiciar a compreensão de
prática docente como práxis. Portanto, está “prática” é teoria e prática ao mesmo
tempo, guardando a coerência com a concepção aqui explicitada.
1.1.3 O Direito da Criança ao Atendimento Escolar
325
Atualmente é inegável a importância do processo de formação
humana das crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos de idade, o que se encontra
ratificado em todos os documentos que tratam sobre o importante tema da
Educação Infantil, em especial os de ordem política e legal dentro do princípio
de que a educação é um direito de todas as crianças.
Isso afirmado, a formação dos profissionais de Educação Infantil,
inclusive os que já se encontram em plena atividade, é uma demanda legítima,
para que se possa oferecer a formação mínima da modalidade normal em nível
médio, sem a qual se torna inviável cumprir os preceitos legais estabelecidos,
inclusive por que tal formação antes não ofertada na rede pública.
Nessa linha de raciocínio, é recente a preocupação com a
manutenção e desenvolvimento da Educação Infantil e de uma política de
intervenção pedagógica efetiva, que priorize, via formação de profissionais
especializados para o atendimento à população, principalmente a de baixa
renda, no que se refere ao atendimento de seus filhos em instituições públicas,
com qualidade.
Sabemos que a Educação Infantil é de responsabilidade dos
municípios, porém no momento da travessia, que não é fácil, não se pode
desconsiderar o sentido da parceria e da cooperação que o poder público
estadual pode e está assumindo.
Segundo os dados do PNE (2001) em 1997 46,7%, “uma
população de aproximadamente 9,2 milhões de crianças entre 4 e 6 anos, 4,3
milhões estavam matriculadas em pré-escolas em 1997, ou seja, 46,7% do total.
Em 1998 este índice caiu para 4,1 milhões, 44% do número total de crianças
nesta faixa etária.” (BRUEL, 2002: 55)
Assim, pode-se alinhar alguns princípios em relação aos direitos
das crianças, considerando especificidades das crianças de 0 a 6 anos para o
seu atendimento afetivo, emocional e cognitivo, os quais devem estar
transversalizando a formação dos professores, quais sejam:
•
Respeito
à
dignidade
e
aos
direitos
das
crianças,
consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais,
326
étnicas, religiosas, etc.;
•
Direito das crianças a brincar, como forma particular de
expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;
•
Acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis,
ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à
comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética;
•
A socialização das crianças por meio de sua participação e
inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie
alguma;
•
Atendimento
aos
cuidados
essenciais
associados
à
sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade.
Historicamente, o atendimento às crianças de 0 a 6 anos em
instituições públicas sempre foi compreendido como um favor permeado por
características de assistencialismo. Modificar essa representação social não é
tarefa fácil, uma vez que implica assumir uma concepção de infância e de
Educação Infantil as quais não podem ser vistas de forma isolada, mas
entendendo a estreita vinculação entre classes sociais e suas responsabilidades
e o papel do Estado na consecução de políticas afirmativas para a área
educacional.
Nesse quadro de realidade, privilegiar, no currículo de formação
de professores, o conceito de cuidar, educar, criança e aprendizagem é uma
necessidade fundamental, enquanto categorias que devem integrar o trabalho
dos professores, reconhecendo que o conhecimento não espelha a realidade,
mas é resultado a ser desenvolvido no saber fazer próprio dos professores de
crianças, o qual inclui não apenas criação, mas, sobretudo, significação e
ressignificação dos sentidos da existência humana e social.
2 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Ao apresentar a proposta do currículo para o curso de formação
de professores de forma conjugada, ou seja, a Educação Infantil e os anos
327
iniciais do Ensino Fundamental, iniciamos por considerar a dimensão legal que o
ampara e, na seqüência explicitar as contribuições advindas dos estudos mais
recentes a respeito do Curso de Formação de Professores, Modalidade Normal,
nível médio.
Historicamente, podemos situar os princípios educativos da Lei
5692/71, que estabeleceu um modelo de educação voltado para o atendimento
das demandas do mercado de trabalho, nos moldes taylorista/fordista, ou seja,
apontando nitidamente a divisão entre pensamento e ação, como mencionado
anteriormente.
No caso específico da habilitação Magistério em nível de
Segundo Grau, a referida lei descaracterizou o antigo Curso Normal,
introduzindo a mesma dicotomia entre a formação geral e específica, o que já
ocorria nas licenciaturas. Dessa forma, a habilitação em Magistério passou a ser
“uma habilitação a mais” no Segundo Grau, portanto, sem identidade própria.
Essa desarticulação por sua vez, conferiu ao Curso de Magistério, condições
precárias para o exercício da docência e uma desqualificação significativa na
formação dos futuros professores.
Contudo, a Lei 9394/96, retomando a aprendizagem como foco
de suas preocupações, confere então, se comparada às demais legislações, um
especial destaque às novas incumbências dos professores, ampliando
legalmente o atendimento à criança. Nesse sentido, estabelece de forma incisiva
a articulação entre o atendimento às crianças de 0 a 6 anos e a educação. No
seu título IV, que trata da organização da Educação Nacional, artigo 11
considera que: “os municípios incumbir-se-ão de: (...) oferecer Educação Infantil
em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o Ensino Fundamental, permitida a
atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas
plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima
dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e
desenvolvimento do ensino.”
No entanto, a Educação Infantil, ou seja, (0 a 6 anos), pressupõe
os processos de cuidar e educar, os quais terão implicações profundas na
organização e gestão das instituições que trabalham com crianças, ou seja,
328
creches
e
pré-escolas,
principalmente
em
sua
proposta
pedagógica.
Considerando então, que é a formação do profissional que irá desenvolver o
trabalho junto a estas instituições para marcar a sua nova identidade enquanto
diversa daquela instituição própria da família, isso requer uma formação
consistente e, sobretudo, a exigência de profissionais com formação específica.
Para tal, há que se pensar numa organização curricular que dê conta de
destacar para aos professores em formação, que o currículo é constituído de
conhecimentos produzidos historicamente, e como tal devem estar presentes na
formação dos professores em seu processo de escolarização. Isso significa dizer
que a produção dos saberes se faz presente em todas as etapas do processo
educacional.
Nessa perspectiva, a implantação de um currículo que contemple
as duas modalidades de formação - Educação infantil e anos iniciais do Ensino
Fundamental - exigem que, tanto as políticas educacionais, quanto os
profissionais estejam comprometidos na efetivação de diretrizes e ações que
venham a responder aos anseios das famílias e das crianças pequenas, assim
como os aspectos didático-pedagógicos voltados exclusivamente para o
atendimento às peculiaridades das aprendizagens infantis (0 a 6 anos).
No que diz respeito ao trabalho com os anos iniciais, o
entendimento quanto à organização curricular, numa perspectiva de habilitações
integradas não poderia ser diferente. Isto é, o que foi colocado até aqui indica
como vimos que, para uma formação sólida do professor que vai atuar junto às
crianças em processo de alfabetização, é preciso considerar além dos
conhecimentos
psicológicos,
filosóficos
e
sócio-antropológicos,
os
conhecimentos psicolingüísticos, pois este saber é condição sine qua non para
que este professor cumpra o seu papel de promover e ampliar o grau de
letramento dos alunos.
A opção pela organização curricular do Curso de Formação de
Professores, numa perspectiva integrada, objetiva a ressignificação da oferta do
curso na Rede Estadual. Ressignificar o curso de formação de professores na
modalidade Normal, atualmente, significa compreender a importância de sua
oferta, ainda que transitória, na Rede Pública Estadual. Nesse sentido, faz-se
329
necessário explicitar que a política de expansão do Departamento de Educação
Profissional estabeleceu, como critério básico, a sua oferta em locais em que
ainda os dados da realidade exigir e em instituições comprometidas com uma
formação de qualidade, o que irá ampliar a sua oferta, não ficando restrita
apenas às quatorze instituições que resistiram aos tempos de políticas
educacionais equivocadas. Isso significa dizer que "em primeiro lugar vêm as
pessoas e estas não podem ser sacrificadas em nome da reestruturação
produtiva” (FRIGOTTO, 2003).
3 PRÁTICA DE FORMAÇÃO
As práticas pedagógicas se constituem no eixo articulador dos
saberes fragmentados nas disciplinas. É o mecanismo que garantirá um espaço
e um tempo para a realização da relação e contextualização entre saberes e os
fenômenos comuns, objetos de estudo de cada ciência ou área de conhecimento
específica. O objeto de estudo e de intervenção comum é a educação. Contudo,
esse fenômeno geral será traduzido em problemas de ensino aprendizagem
contemporâneos, a partir dos pressupostos que orientam o curso e dos objetivos
da formação
A Prática de Formação, nesta proposta de currículo, possui a
carga horária de 800 horas, atendendo à legislação vigente (Del. 010/99 do CEE
). A carga horária da Prática de Formação integra a do curso como um todo,
configurando-se componente indispensável para a integralização do currículo.
A Prática de Formação deverá ser um trabalho coletivo da
instituição, fruto de seu Projeto Político-Pedagógico. Nesse sentido, todos os
professores responsáveis pela formação do educador deverão participar, em
diferentes níveis, da formação teórico-prática de seu aluno.
A seguir,
apresentamos alguns pontos de partida como proposta inicial que poderão ser
redefinidos ao longo do curso.
3.1 PRIMEIRO ANO DE FORMAÇÃO
330
No primeiro ano do curso de formação docente, as práticas
pedagógicas se concentrarão nos “sentidos e significados do trabalho do
professor/educador”, em diferentes modalidades e dimensões. O eixo será
possibilitar a observação do trabalho docente pelos alunos. Isso implicará visitas
às: a) creches; b) instituições que tenham maternal e pré-escola; c) escolas,
preferencialmente nos 1º e 2º anos.
Os professores das disciplinas deverão reunir-se periodicamente
para organizar os encaminhamentos dessa atividade, elaborando roteiros de
observações, indicando as leituras prévias e obrigatórias, preparando os alunos
para o contato com as instituições.
As reuniões deverão acontecer também para discutir os
resultados das visitas, os relatórios elaborados pelos alunos e para realizar o
mapeamento dos problemas/fenômenos educativos mais recorrentes na
observação dos alunos. Após isso, deverão aprofundar os níveis de
problematização e redefinir eixos que serão trabalhados por todos os
professores de acordo com os referenciais de suas disciplinas, mostrando para
os alunos o processo de teorização, de elaboração de hipóteses e de
reproblematização, que envolvem a prática profissional da educação
No final do período letivo, os alunos reelaboram seus relatórios
iniciais de observação, comparam com suas visões no início do ano e no final,
identificando as modificações e o que conseguiram compreender sobre a
natureza do trabalho do professor/educador.
Ressalta-se que através dessas atividades também será
possível avaliar o desempenho dos alunos nas disciplinas, ou seja, em que
medida conseguiram aproveitar as reflexões das disciplinas.
3.2 SEGUNDO ANO DE FORMAÇÃO
No segundo ano de formação docente, pretende-se colocar os
alunos em contato com situações-problemas no âmbito de algumas modalidades
específicas e de experiências educacionais extraescolares. “A Pluralidade
Cultural, as diversidades, as desigualdades e a educação” será o mote principal,
331
em torno do qual os professores irão se organizar e encaminhar as atividades
junto com os alunos. As observações ocorrerão em: 1) creches e/ou escolas
regulares, que tenham um número significativo de alunos com deficiências; 2)
instituições especializadas em diferentes necessidades especiais, tais como, as
APAES, os institutos de deficientes visuais, auditivos, entre outros; 3) projetos
alternativos de educação popular (caso existam nas proximidades) voltados para
crianças, ou adolescentes, ou jovens e adultos, coordenados por organizações
não governamentais e/ou prefeituras; 4) projetos voltados para a educação
indígena e/ou educação do campo, caso existam nas proximidades.
As disciplinas de fundamentos sociológicos da educação
especial possibilitam suportes teóricos para elaboração de roteiros de
observação e investigação nessas realidades. Espera-se com essa temática não
só a ampliação da visão dos alunos acerca da natureza do trabalho do professor,
mas também, a percepção das especificidades do ofício diante de diferentes
demandas sociais e políticas.
3.3 TERCEIRO ANO DE FORMAÇÃO
No terceiro ano do curso de formação docente, o problema
central será “condicionantes da infância e da família no Brasil e os fundamentos
da educação infantil”. Justifica-se essa problemática porque, para a formação do
educador infantil muito ainda há que se elaborar e refletir. Nessa fase do curso,
os professores terão que desenvolver atividades com esse foco. O resultado
esperado é a produção de pesquisas e observações em instituições levantando
as concepções de infância, de família e de educação em confronto na sociedade,
entre os educadores, nas famílias e até mesmo entre os docentes do curso que
realizam.
Outro elemento aglutinador será a “Artes, Brinquedos, crianças
e a educação nas diferentes instituições”. Inventariar o maior número possível de
artes e brinquedos utilizados nas creches e pré-escolas, com o intuito de pensar
seus fundamentos sóciopsicológicos e suas funções no desenvolvimento infantil.
Analisar e recuperar a história das brincadeiras, das artes, sobretudo das
332
músicas, das danças, do teatro e da literatura, dos contos e da arte de contar
histórias. O resultado deverá ser uma exposição de todo o material
confeccionado e/ou encontrado pronto para exemplificar.
3.4 QUARTO ANO DE FORMAÇÃO
No quarto ano do curso de formação docente, os alunos iniciam
suas experiências práticas de ensinar. Para isso contaremos com a parceria dos
professores do ensino fundamental.
Tendo como pressuposto que a realidade não é fragmentada,
mas que, na organização curricular, dividimos as disciplinas, nas diferentes
áreas do conhecimento, como recurso didático de formação, caberá aos
professores criar as condições nas modalidades Práticas Pedagógicas, para que
o aluno contextualize os conteúdos desenvolvidos nas aulas das disciplinas, ou
seja, o Estágio Supervisionado garante a possibilidade de o aluno vivenciar as
práticas pedagógicas nas escolas. É nesse espaço que o futuro professor
desenvolve de fato a práxis profissional, ou seja, elabora uma prática educativa,
a partir das teorias estudadas, transformando simultaneamente as práticas e as
teorias e, alcançando a ação política (práxis), entendida como a essência de
toda prática educativa (Paulo Freire).
Dessa forma, o estágio deverá possibilitar ao aluno a elaboração de
materiais didáticos, a seleção adequada deles e o desenvolvimento de técnicas
de ensino adequadas para as crianças.
Obrigatoriamente, os alunos deverão fazer primeiro o estágio
com crianças de 0 (zero) a 6 (seis) anos, na segunda fase com crianças de 7
(sete)
a
10
(dez) anos. Completando assim todo o ciclo dessa fase da
educação.
4 OBJETIVOS DO CURSO DE FORMAÇÃO
Este Estabelecimento de Ensino tem por finalidade promover a
educação profissional, na modalidade Normal com base numa visão educacional
333
em que o trabalho é o eixo do processo educativo, pelo qual modifica-se ao
modificar a natureza e ao mesmo tempo em que incorpora a própria história da
formação humana.
Partindo deste pressuposto, o curso delineia as seguintes metas:
- A compreensão e apreensão:
•
da natureza das relações que os homens estabelecem com o meio natural e
social;
•
das relações sociais nas tessituras institucionais;
•
da educação como manifestação histórica do estar e do fazer humanos;
•
do saber da produção social e dos modos de produzir a vida;
- Solidificar as bases científicas para a educação emancipatória
num processo de socialização que liberta os homens do reino da necessidade
para inaugurar o reino da liberdade no qual se desvela que o ato de estudar,
aprender e ensinar está condicionado pelo modo de produzir a vida no contexto
do capitalismo, mas que não poderá se encerrar na reprodução deste sistema
social, deverá sim, apontar para um devir, um futuro que todos teremos que
fazer nascer;
Caminhando nesta direção, através desta modalidade de ensino
estamos:
•
Educando, valorizando a ética e formando atitudes;
•
Instituindo um sistema de ensino em que
há interação e participação
democrática;
•
Integrando a profissionalização às diferentes formas de educação, ao
trabalho, à ciência e à tecnologia, conduzindo permanentemente o
desenvolvimento das aptidões para a vida produtiva.
A
maior
finalidade
desta
Instituição
Educativa
e
Profissionalizante é um constante crescer educacional com o envolvimento de
todas as dimensões humanas dos sujeitos e de suas relações individuais,
produtivas e sociais.
334
5 AVALIAÇÃO
Pensar a avaliação na proposta do Curso de Formação de
Docentes – Normal, em nível médio, cuja organização curricular toma como
princípios, o trabalho, a cultura, a ciência e a tecnologia, é um desafio. Ao
mesmo tempo apresenta-se como uma possibilidade de mudança dos processos
avaliativos norteados por teorias pedagógicas não críticas. É um desafio porque
exige fundamentalmente a compreensão teórica dos princípios curriculares que
embasam a proposta do curso, e, sobretudo, uma outra prática pedagógica.
Prática aqui entendida, não como ação cotidiana, mecânica e repetitiva, porém
como práxis.
Por outro lado, ter o trabalho como princípio educativo e como
princípio pedagógico na Proposta de Organização Curricular do Curso de
Formação de Docentes – Normal, em nível médio - significa assumir que o
trabalho, tanto na sua forma ontológica, quanto histórica, é produção humana e
elemento de mediação da relação homem-homem e homem-natureza. Além
disto, é o princípio do trabalho e da tecnologia, entendida como construção
histórico-social, integrados ao da ciência e da cultura, que nesta proposta,
contextualiza as ações metodológicas que perpassam a prática do professor, em
relação ao desenvolvimento do processo ensino e aprendizagem e, portanto do
processo de avaliação da aprendizagem dos alunos.
Nessa perspectiva, é importante assinalar que a avaliação da
aprendizagem se reveste de um outro sentido, quando integrada aos
pressupostos da proposta pedagógica, que considera o aluno como sujeito
histórico, capaz de estabelecer relações entre o conhecimento apreendido e o
mundo do trabalho, a qual se distancia de uma avaliação concebida numa matriz
teórica tradicional e positivista.
A partir desse conjunto de ideias, o pano de fundo para
rearticularmos as ações de caráter teórico-metodológicos válidas para a
avaliação escolar, é o de nos questionarmos: Que avaliação pratica a escola?
Que concepções norteiam esta prática? Que avaliação deve nortear as ações da
335
escola numa perspectiva histórico-social e dialética?
Para tanto, há que se situar inicialmente a sociedade na qual
está inserida a escola, para que possamos compreender e contextualizar melhor
as suas práticas avaliativas e, assim, estabelecer relações com estas mesmas
práticas. É fato que vivemos numa sociedade capitalista e, por assim ser, a
escola não é alheia a ela, haja vista que, as suas práticas pedagógicas e o
processo de avaliação da aprendizagem, se expressam pelas determinações de
adaptação à estrutura organizativa desta sociedade, considerando que
“capitalista é aquela sociedade, cujo objetivo fundamental é produzir para
acumular, concentrar e centralizar capital. Não são, portanto, as necessidades
humanas, individuais ou coletivas, a prioridade e nem as pessoas.” (FRIGOTTO,
1996).
Portanto, as ações que se revestem deste caráter se explicitam
quando o professor considera o aluno como “indivíduo” que pode e deve, com o
seu próprio esforço, buscar as suas alternativas de aprendizagem, de vida, de
empregabilidade, visando sempre ao mercado de trabalho.
No âmbito desta compreensão as ações pedagógicas orientadas
por esta concepção de mundo e de homem, e a prática da avaliação escolar, se
configuram numa dimensão marcadamente autoritária, de controle, tal como
exige esta sociedade. A avaliação vista neste enfoque passa a ser um
instrumento disciplinador, classificatório e discriminatório.
No entanto, se nos remetermos à perspectiva de ensino e
avaliação escolar já aqui assinalada anteriormente, ou seja, àquela que
considera o aluno, não como um indivíduo, mas como “sujeito histórico”, capaz
de estabelecer relações entre os modos como o homem produz a sua existência
e o mundo do trabalho através do conhecimento, certamente a prática do
professor será outra diversa e distante de ser utilizada como instrumento
disciplinador, classificatório, discriminatório e excludente.
Assumir essa postura diferenciada confere outro sentido ao
processo de avaliação escolar, com seus profissionais assumindo um
posicionamento pedagógico diferente, o qual orienta as suas ações a partir de
336
uma perspectiva crítica de educação, e assim desvelando para o aluno a sua
condição de sujeito histórico, capaz de atuar a favor da transformação da
sociedade capitalista, podendo-se afirmar que, “a escola que persegue uma
pedagogia com base nesses princípios não é somente uma escola ativa, é
também viva e criadora. A escola viva e criadora não pretende desenvolver
competências como mecanismos de adaptação à realidade dada”... (RAMOS,
2004).
Nesse sentido, a escola deve ser propositiva, em relação à
concepção assumida em seu Projeto Político-Pedagógico, incentivando nos
alunos a capacidade de pensar criticamente a realidade e a partir dela, construir
explicações possíveis, estabelecer relações que lhes dê a condição de atuar
política e produtivamente de modo a transformar a realidade.
É
possível
concluir,
reafirmando
que,
caminhar
nesta
perspectiva, significa abandonar ações e práticas avaliativas revestidas de
caráter autoritário e discriminatório ainda presentes no cotidiano da escola, para
assumir uma avaliação formativa, inclusiva, isto é, que não legitime o
autoritarismo e, integrada às práticas pedagógicas, priorize a especificidade dos
processos formativos dos alunos.
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PARTE II - PROPOSTA PEDAGÓGICA DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE
FORMAÇÃO DE DOCENTES
7 DISCIPLINAS DA BASE NACIONAL COMUM
7.1 LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA
7.1.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de língua portuguesa e
literatura no curso de formação docente é de 480 ( quatrocentos e oitenta) horasaula.
7.1.2 EMENTA
Concepções teóricas e práticas da língua portuguesa. O discurso
e as práticas de oralidade, a leitura e a escrita como princípios norteadores de
ensino de língua materna. Concepções teóricas e práticas da literatura.
7.1.2 REFERÊNCIAS
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ANDRADE, Mário de. Aspectos da literatura brasileira. 5. ed. São Paulo:
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LAPA M. Rodrigues. Estilística da língua portuguesa. São Paulo: Martins
Fontes, 1998.
ARROYO, Leonardo. Literatura infantil brasileira. São Paulo: Melhoramentos,
1968.
BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. Trad. de Michel Lahud
e Yara Frateschi. São Paulo: Hucitec, 1986.
BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito da leitura. São Paulo:
Cultrix; Brasília: INL, 1977.
BENJAMIN, Walter. Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação.
São Paulo: ed. 34, 2002.
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 3. ed. São Paulo:
Cultrix, 1980.
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 3. ed. São Paulo:
Cultrix, 1980.
BRAGGIO, Sílvia L. B. Leitura e alfabetização: da concepção mecanicista à
343
sociopsicolingüística. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1992.
BRITTO, Luiz Percival L. A sombra do caos: ensino de língua X tradição
gramatical. Campinas, São Paulo: Mercado das Letras, 1997, pp.97-127.
BUESCU, Maria Leonor Carvalhão. História da literatura. 2. ed. Lisboa:
Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1994.
BUESCU, Maria Leonor Carvalhão. História da literatura. 2. ed. Lisboa:
Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1994.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização sem o Bá-Bé-Bi-Bó-Bú. São Paulo:
Scipione, 1999.
FARACO, Carlos Alberto. Linguagem e diálogo: as idéias do círculo de Bakhtin.
São Paulo: Criar Edições.
GERALDI, João W. (org.). O texto na sala de aula. 2. ed. São Paulo: Ática,
1997.
GUIMARÃES, Elisa. A articulação do texto. 7. ed. São Paulo: Ática, 1999.
IRANDÉ, Antunes. Aula de português: encontro e interação. São Paulo:
Parábola editorial, 2003.
KAYSER, Wolfgang. Análise e interpretação da obra literária. 6. ed. Coimbra:
KLEIMAN, Angela; MORAES, S.E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo
redes nos projetos da escola. Campinas, São Paulo: Mercado de Letras, 1999.
KRAMER, Sônia. Alfabetização: leitura e escrita. São Paulo: Ática, 2004.
LAJOLO, Marisa. O que é literatura. São Paulo: Brasiliense, 1982.
PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo:
Parábola Editorial, 2004.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas literaturas. São Paulo: Companhia das
Letras, 2003.
344
POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola?. 4. ed.
Campinas, SP: Mercado das Letras, 1996.
TERRA, Ernani & NICOLA, José de. Práticas de linguagem - leitura e
produção de textos - ensaios. São Paulo: Scipione, 2001.
ZILBERMMAN, Regina. A literatura infantil na escola. 11 ed. São Paulo:
Global, 2003.
7.2 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA
7.2.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de língua estrangeira moderna
no curso de formação de docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
7.2.2 Ementa
Diferentes gêneros textuais. Conhecimentos linguísticos e
discursivos sociopragmáticos e culturais. Práticas de oralidade, de leitura e de
escrita trabalhadas simultaneamente. Articulação com as demais disciplinas do
currículo relacionando-as aos conteúdos das demais disciplinas do currículo.
7.2.3 Referências
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Estrangeira – 1998.
CELANI, M.A.A. Ensino de segunda língua: redescobrindo as origens. São
Paulo: EDUC, 1997.
CORACINI, M. J. (org.) O jogo discursivo na aula de leitura: língua materna e
língua estrangeira. Campinas: Pontes, 1995.
345
CORACINI, M. J. R. F. O caráter persuasivo da aula de leitura. Trabalhos em
linguística aplicada, Campinas. N.24, p. 65-78, 1994.
Eliana, Maria Clara, Neuza. Inglês para o ensino médio. Volume único. 2 ed.
São Paulo: Saraiva,2003.
MARQUES, Amadeu. Inglês série novo ensino médio. Editora Ática. 2004.
MOITA LOPES, L.P. da. Oficina de linguística aplicada. Campinas, Mercado
de Letras, 1996.
MORINO, Eliete C.; FARIA, Rita Brugin de. Start up. Editora Ática. 2003.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da
educação básica – língua estrangeira moderna para o ensino médio. Curitiba:
SEED/PR – 2008.
PRESCHER, Elisabeth; PASQUALIN, Ernesto e AMOS, Eduardo. Graded
English – volume único. 2 ed. São Paulo: Moderna, 2003.
SCARAMUCCI, M.V.R. O papel do léxico na compreensão em leitura em
língua estrangeira: o foco no produto e no processo. Tese de doutorado.
UNICAMP. Campinas, São Paulo.
VALE. D.R. do. Relações anafóricas em perguntas de compreensão em
leitura em língua estrangeira. Dissertação de Mestrado. UFU, Uberlândia –
MG.
7.3 ARTE
7.3.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de arte no curso de formação
de docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
7.3.2 Ementa de Arte por Eixo Temático
346
7.3.2.1 Ementa de teatro e dança
Conhecimento teórico-prático dos fundamentos do teatro, dança,
música e artes visuais como elementos essenciais para a formação dos sentidos
humanos e familiarização dos bens culturais produzidos na história da
humanidade. O conhecimento em arte constitui-se pelos seus elementos formais
e de composição, relacionados aos movimentos e períodos e a compreensão do
tempo e espaço nas obras de arte e no cotidiano.
7.3.2.2 Ementa de música e artes visuais
Conhecimento teórico prático dos elementos básicos da
linguagem musical e a utilização da música como instrumento para a educação
infantil e anos iniciais.
7.3.3 Referências
ALFAYA, M. & PAREJO, E. Musicalizar: uma proposta para vivência dos
elementos musicais. SP: Musimed, 1987.
ALMEIDA, T. M. M. Quem canta seus males espanta. São Paulo, Caramelo,
1998.
BARBOSA. A. M. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e novos tempos.
São Paulo: Perspectiva, 2a ed., 1996.
BERTHOLD, Margot. História mundial do teatro. São Paulo: Perspectiva, 2000.
BIASOLI, C. L. A. A formação do professor de arte: do ensaio... à encenação.
Campinas: Papirus, 1999.
BOAL, A. 200 exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de
dizer algo através do teatro. 10 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
347
BOUCIER, P. História da dança no ocidente. São Paulo. Blume, 1981.
BRANDÃO, J. Teatro grego: origem e evolução. São Paulo: Ars Poética, 1992.
BRIKMAN, L. Linguagem do movimento corporal. São Paulo, Summus, 1989.
BUORO, A. B. Olhos que pintam: a leitura da imagem e o ensino da arte. São
Paulo: Educ/Fapesp/Cortez, 2002.
CAMARGO, R. G. A sonoplastia no teatro. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de
Artes Cênicas, 1986.
CARVALHO. Ê. J. C. História e formação do ator. São Paulo: Ática, 1989.
CARVALHO. Ê. J. C. O que é ator. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1992.
COELHO, T. Dicionário crítico de política cultural: cultura e imaginário. São
Paulo: Iluminuras, 2a ed. 1999.
COURTNEY, R. Jogo, teatro & pensamento. 2 ed. São Paulo: Perspectiva,
1980.
FERRAZ, M.; FUSARI, M. R. H. 3 ed. Arte na educação escolar. São Paulo:
Cortez, 1993.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FUKS, R. O discurso do silêncio. Rio de Janeiro, Enelivros, 1991.
FUX, M. Dança, experiência de vida. São Paulo, Summus, 1983.
GAINZA, V. H. Fundamentos, materiales y técnicas de la educacion musical.
Ricord Americana, 1977.
GAINZA, V. H. La iniciación musical de los niños. Buenos Aires: Ricordi
Americana, 1964.
GARAUDY, R. Dançar a vida. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1979.
348
GASSNER, J. Mestres do teatro. 3 ed. São Paulo: Perspectiva/USP, 1974.
GELB, M. O aprendizado do corpo. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
GUINSBURG, J. et al. Semiologia do teatro. 2 ed. São Paulo: Perspectiva,
1988.
HASELBACH, B. Dança, improvisação e movimento: expressão corporal na
educação física. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1989.
HOWARD, W. A música e a criança. São Paulo: Summus, 1984.
JAPIASSU, R. Metodologia do ensino de teatro. São Paulo: Papirus, 2001.
JEANDOT, N. Explorando o universo da música. São Paulo: Scipione, 1990.
KATER, C. & LOBÃO, P. Musicalização através da canção popular brasileira:
propostas de atividades criativas para o uso na escola. Vol 1. São Paulo.
Atravez, Associação Artístico-Cultural, 2001.
KOUDELA, I. D. Jogos teatrais. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1998.
LABAN, R. V. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978.
MACHADO, N. J. Ensaios transversais: cidadania e educação. São Paulo:
Escrituras, 1997.
MAGALDI, S. Iniciação do teatro. São Paulo: Buriti, 1965.
MARSICO, L.O. A criança e a música. Rio de Janeiro: Globo, 1982.
MARTINS, M. C. et. al. Didática do ensino da arte: a língua do mundo: poetizar,
fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.
MARTINS, R. Educação musical: conceitos e preconceitos. Rio de Janeiro:
FUNARTE, 1985.
MENDES, M. G. A dança. São Paulo: Ática, 1985.
349
MOURA, I. M. C. Musicalizando crianças: teoria e prática da Educação
Musical. São Paulo: Ática, 1989.
OSSONA, P. A. A educação pela dança. São Paulo: Summus, 1988.
OSTROWER, F. A sensibilidade do intelecto. Rio de Janeiro: Campus, 1998.
PENNA, M. Reavaliações e buscas em musicalização. São Paulo: Loyola,
1990.
PILLAR, A. D. (org.) A educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre:
Mediação, 1999.
REVERBEL, O. Um caminho do teatro na escola. 2 ed. São Paulo: Scipione,
1997.
ROSENFELD, A. O teatro épico. São Paulo: Buriti, 1965.
ROUBINE, J-J. A linguagem da encenação teatral: 1880-1980. Rio de Janeiro:
Zahar, 1982.
SCHAFER, M. O ouvido pensante. São Paulo: UNESP, 1991.Periódicos:
SPEM: Anais do Simpósio Paranaense de Educação Musical. Cadernos de
educação musical. São Paulo: Através, 1991 a 1997.
SPOLIN, V. Improvisação para o teatro. 3 ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.
7.4 GEOGRAFIA
7.4.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de geografia no curso de
formação de docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
350
7.4.2 Ementa
Histórico da geografia como ciência. Objeto de estudo e de
ensino da geografia: o espaço geográfico. Conceitos básicos da geografia:
paisagem, região, lugar, território, natureza e sociedade. A interpretação do
objeto de estudo e dos conceitos básicos nas diferentes escalas geográficas, tais
como local, regional, nacional e global. Categorias de análise do espaço
geográfico: relações espaço-temporais e relações sociedade-natureza.
7.4.3 Referências
ADAS, M. Panorama geográfico do Brasil. São Paulo: Moderna, 2000.
ALMEIDA, R. Do Desenho ao mapa. São Paulo: Contexto, 2003.
ALMEIDA, R; PASSINI, E. - O espaço geográfico, ensino e representação.
São Paulo: Contexto, 1991.
ANDRADE, Licia et ali - Oficinas ecológicas. Petrópolis, Vozes, 1996.
ANDRADE, Manuel C. de. Uma geografia para o século XXI. Campinas:
Papirus, 1994.
ARCHELA, R. S. e GOMES, M. F. V. B. - Geografia para o ensino médio manual de mulas práticas. Londrina: Ed. UEL,1999.
CARLOS, Ana Fani A. (org.) - A geografia na sala de aula. São Paulo:
Contexto, 1999.
CARVALHO, Maria Inez. Fim de século: a escola e a Geografia. Ijuí –SC. Ed.
UNIJUÍ, 1998.
CASCINO, Fábio A. - Da educação ambiental à ecopedagogia. São Paulo,
CASTRO, Iná e outros (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1995.
351
CASTROGIOVANNI, Antônio C. (org.) - Geografia em sala de sula: práticas e
reflexões. Porto Alegre: Ed. UFRS, 1999.
CAVALCANTI, Lana S. Geografia, escola e construção do conhecimento.
Campinas: Papirus, 1998.
CHRISTOFOLETTI, Antônio (Org.). Perspectivas da geografia. São Paulo:
Difel, 1982.
CORNELL, Joseph. Brincar e aprender com a natureza. São Paulo,
CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zey. Introdução à geografia
cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
CUNHA, Maria Isabel da. O bom professor e sua prática. Campinas: Papirus,
1995.
DIAS, Genebaldo F. Atividades interdisciplinares de educação ambiental.
São Paulo, Global, 1994.
EDWARDS, V. Os sujeitos no universo da escola. São Paulo: Ática, 1997.
FORQUIN, J.C. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do
conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
FOUREZ, G. A construção das ciências: introdução à filosofia e à ética das
ciências. São Paulo: UNESP, 1995.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
FRIGOTTO, Gaudêncio. Trabalho - educação e tecnologia: treinamento
polivalente ou formação politécnica? In: Educação e Realidade. Porto Alegre, nº.
14, jan/jun 1989. P.17-28.
GADOTTI, Moacir - Pedagogia da terra. São Paulo, Petrópolis, 2000.
GIANSANTI, R. e OLIVA, J. Temas da geografia do Brasil. São Paulo: Atual,
1999.
352
GIANSANTI, Roberto - O desafio do desenvolvimento sustentável. São Paulo:
Atual, 1998.
GOMES, P. C. da C. Geografia e modernidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1997.
GONÇALVES, C. W. P. Os (des) Caminhos do meio ambiente. São Paulo:
Contexto, 1999.
GOODSON, Y. Currículo: teoria e história. Petrópolis: Vozes, 1995.
GUIMARÃES, R. (et al.) Geografia - pesquisa e ação. São Paulo: Moderna,
2000.
HAESBAERT, Rogério. Territórios alternativos. Niterói: EDUFF; São Paulo:
Contexto, 2002.
HUTCHISON, David. Educação ecológica. Porto Alegre, Artmed, 2000.
JACOBI,
Pedro.
Sustentabilidade
e
mudança
sociocultural.
Debates
socioambientais. São Paulo, v. 5, n. 12, p. 17-8, 1999.
KOZEL, S.; FILIZOLA, R. Didática da geografia: memórias da terra - o espaço
vivido. São Paulo: FTD, 1996.
LACOSTE, Yves.
A geografia - Isso serve, em primeiro lugar para fazer a
guerra. Campinas: Papirus, 1988.
MORAES, Antônio C. R. Geografia - Pequena história crítica. São Paulo:
Hucitec, 1987
MOREIRA, Antônio F.; SILVA, Tomás T. (Orgs.). Currículo, cultura e
sociedade. São Paulo: Cortez, 1994.
MOREIRA, Ruy. O Círculo e a espiral (a crise paradigmática do mundo
moderno). Rio de Janeiro: Cooautor, 1993.
NIDELCOFF, M. T. A escola e a compreensão da realidade: ensaios sobre a
353
metodologia das ciências sociais. São Paulo: Brasiliense, 1986.
OLIVEIRA, Ariovaldo U. Para onde vai o ensino da geografia? São Paulo:
Contexto, 1989.
PASSINI, Elza, Y - Alfabetização cartográfica e o livro didático. Belo
Horizonte: Lê, 1994.
PEREIRA, R. M. A. Da geografia que se ensina à gênese da geografia
moderna. Florianópolis: UFSC, 1993.
QUAINI, Máximo. A construção da geografia humana. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1983.
RAMONET, I. Geopolítica do caos. Petrópolis: Vozes, 1998.
RUA, J.; WASZKIAVICUS, F.A; TANNURI, M. R. P.; PÓVOA NETO, H. Para
ensinar geografia : contribuição para o trabalho com 1º e 2º graus. Rio de
Janeiro: Access, 1993.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2000.
SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. São Paulo: Cortez, 1986.
SILVA, Armando C. da. De quem é o pedaço? Espaço e cultura. São Paulo:
Hucitec, 1986.
VESENTINI, José W. Para uma geografia crítica na escola. São Paulo: Atica,
1992.
7.5 FILOSOFIA
7.5.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de filosofia no curso formação
de docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
354
7.5.2 Ementa
A diretriz curricular de filosofia do estado do Paraná (DCE – PR)
organiza seu ensino a partir de seis conteúdos estruturantes, conhecimentos de
maior amplitude e relevância que, desmembrados em um plano de ensino de
filosofia, deverão garantir conteúdos relevantes e significativos ao estudante.
Esses conteúdos estruturantes são: mito e filosofia; teoria do conhecimento;
ética; filosofia política; estética; filosofia da ciência.
7.5.3 Conteúdos Estruturantes e Específicos
7.5.3.1 Conteúdos estruturantes: mito e filosofia
Autores sugeridos: Jean – Pierre Vernant; Mircea Elíade; Moses
Finley; Vidal Naquet.
Proposta de conteúdos específicos:
•
O que é mito?
•
Funções do mito;
•
Mitologia grega;
•
Passagem do mito à filosofia;
•
O surgimento da filosofia;
•
O que é filosofia?;
•
Ironia e maiêutica;
•
Características do conhecimento filosófico;
•
Mitos contemporâneos.
7.5.3.2 Conteúdo estruturante: teoria do conhecimento
355
Entre os clássicos que trataram do problema do conhecimento
podemos citar: Aristóteles; Descartes, Hegel, Hume; Kant, Platão; Russell.
Proposta de conteúdos específicos:
•
O problema do conhecimento;
•
Fundamentos do conhecimento;
•
Filosofia e método;
•
Racionalismo;
•
Empirismo;
•
Ceticismo;
•
Criticismo;
•
Materialismo;
•
Positivismo;
•
Crise da razão;
•
Perspectivas do conhecimento na contemporaneidade.
7.5.3.3 Conteúdo estruturante: ética.
Alguns filósofos: Adorno; Aristóteles; Kierkegaard; Scheler,
Schopenhauer; Sêneca.
Proposta de conteúdos específicos:
•
Ética e moral;
•
Concepções éticas;
•
O que é liberdade?;
356
•
Liberdade e autonomia;
•
Liberdade e determinismo;
•
Sociabilidade e reconhecimento;
•
Autoridade e autoritarismo;
•
Responsabilidade e liberdade;
•
Questões de gênero;
•
Diversidade e sociedade;
7.5.3.4 Conteúdo estruturante: filosofia política
Alguns pensadores clássicos: Asitóteles, Arendt; Gramsci; Hegel,
Hobbes; J.S. Mill; Kant; Locke; Maquiavel; Marcuse; Marx; Montesquieu; Platão;
Rosseuau; Voltaire.
Proposta de conteúdos específicos:
•
Origens da política;
•
A essência da política;
•
Política e poder;
•
Política e liberdade subjetiva;
•
Política e sociabilidade;
•
Formas de governo;
•
Liberdade política;
•
Crise na política contemporânea;
•
A função do político na contemporaneidade;
357
7.5.3.5 Conteúdo estruturante: filosofia da ciência
Filósofos sugeridos: Bachelard; Feyerabend; Foucault; Granger;
Habermas; Kuhn; Popper; Ricouer.
Proposta de conteúdos específicos:
•
Senso comum e ciência;
•
Concepções de ciência;
•
Progresso e ciência;
•
Positivismo e ciência;
•
Positivismo científico;
•
Política e ciência;
•
Ética e ciência;
•
Bioética;
•
Saber científico e saber filosófico;
•
O Método científico;
•
Ciência empírica e ciência experimental.
7.5.3.6 Conteúdo estruturante: estética
Alguns
filósofos:
Baumgarten;
Hegel;
Hume;
Dufrenne;
Bachelard; Schiller; Eagleton; Kant; Benjamin; Adorno; Rancière; Merleau-Ponty,
Husserl; Paul Valéry.
Proposta de conteúdos específicos:
•
Pensar e beleza;
•
Estética ou Filosofia da Arte?;
358
•
Concepções de estética;
•
Concepções de Arte;
•
Arte como conhecimento;
•
Necessidade ou finalidade da Arte;
•
Arte e Política;
•
Crítica do gosto;
•
Arte e movimento: cinema, teatro e dança;
•
Perspectivas contemporâneas: arte conceitual e outras perspectivas.
7.6 SOCIOLOGIA
7.6.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de sociologia no curso
formação de docentes é de 80 (oitenta) horas.
7.6.2 Ementa, Conteúdos Estruturantes e Específicos
7.6.2.1 Conteúdos estruturantes: o surgimento da sociologia e das teorias
sociológicas.
Conteúdos específicos:
•
Modernidade;
•
Renascimento;
•
Reforma Protestante;
•
Iluminismo, Revolução Francesa e Revolução Industrial;
359
•
Desenvolvimento das ciências;
•
Senso comum e conhecimento científico;
•
Teóricos da sociologia: Comte, Durkeim, Weber, Engels e Marx;
•
Produção sociológica brasileira.
7.6.2.2 Conteúdos estruturantes: o processo de socialização e as instituições
sociais.
Conteúdos específicos:
•
Instituições familiares;
•
Instituições escolares;
•
Instituições religiosas;
•
Instituições políticas, dentre outras.
7.6.2.3 Conteúdos estruturantes: cultura e indústria cultural.
Conteúdos específicos:
•
Conceitos antropológicos de cultura;
•
Diversidade cultural;
•
Relativismo;
•
Etnocentrismo;
•
Identidade;
•
Escola de Frankfurt;
•
Cultura de massa, cultura erudita e cultura popular;
360
•
Sociedade de consumo;
•
Questões de gênero e minorias;
•
Cultura afro-brasileira e africana.
7.6.2.4 Conteúdos estruturantes: trabalho, produção e classes sociais.
Conteúdos específicos:
•
Salário e lucro;
•
Desemprego, desemprego conjuntural e desemprego estrutural;
•
Subemprego e informalidade;
•
Terceirização;
•
Voluntariado e cooperativismo;
•
Empreendedorismo;
•
Agronegócios;
•
Empregabilidade e produtividade;
•
Capital humano;
•
Reforma trabalhista e organização internacional do trabalho;
•
Economia solidária;
•
Flexibilização;
•
Neoliberalismo;
•
Reforma agrária;
•
Reforma sindical;
•
Toyotismo e Fordismo;
•
Estatização e privatização;
361
•
Parcerias público-privadas;
•
Relações de mercado, entre outras.
7.6.2.5 Conteúdos estruturantes: poder, política e ideologia.
Conteúdos específicos:
•
Conceito de Estado;
•
Estado Moderno;
•
Tipos de Estados;
•
Conceito de poder;
•
Conceito de dominação;
•
Conceito de política;
•
Conceito de ideologia e alienação.
7.6.2.6 Conteúdos estruturantes: direitos, cidadania e movimentos sociais.
Conteúdos específicos:
•
Conceito moderno de direito;
•
Conceito de movimento social;
•
Cidadania;
•
Movimentos sociais urbanos;
•
Movimentos sociais rurais;
•
Movimentos sociais conservadores.
7.7 MATEMÁTICA
362
7.7.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de matemática no curso de
formação de docentes é de 440 (quatrocentos e quarenta) horas-aula.
7.7.2 Ementa
Conjuntos
dos
números
reais.
Noções
sobre
números
complexos. Polinômios. Noções básicas de geometria não-Euclidiana. Analise
combinatória. Binômio de Newton. Estatística e matemática financeira. Funções.
Progressões. Matrizes. Determinantes. Sistemas lineares. Geometria Plana.
Trigonometria. Geometria espacial e de posição. Probabilidade.
7.7.3 Referências
BOYER, C. B. História da matemática. São Paulo: Edgard Blücher/Edusp,
1974.
CARAÇA, B. J. Conceitos fundamentais da matemática. Lisboa, s.c.p., 1970.
CENTURIÓN, M. Conteúdo e metodologia da matemática: números e
operações. São Paulo: Scipione, 1994.
DAVIS, P. J. A experiência matemática. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1985.
IEZZI, G. et alii. Coleção fundamentos de matemática elementar. São Paulo:
Atual, 1998.
MACHADO, N. J. et alii. Coleção vivendo a matemática. São Paulo: Scipione,
1999.
STRUIK, D. J. História concisa das matemáticas. Lisboa: Gradiva, 1989.
363
7.8 FÍSICA
7.8.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de física no curso de formação
de docentes é de 200 (duzentas) horas-aula.
7.8.2 Ementa
•
Movimentos: tempo, espaço, massa, leis de conservação (momentum e
energia) e movimento oscilatório;
•
Termodinâmica: leis da termodinâmica, entropia e calor;
•
Eletromagnetismo: conceito de carga elétrica, conceito de campo elétrico e
magnético, leis de Maxwell, onda eletromagnéticas;
•
Óptica.
7.8.3 Referências
DÉGURSE, A et all. Phisique: classe de premiéres. Paris: Hatier, 1988.
GONÇALVES FILHO, A; TOSCANO, C. Física para o ensino médio. São
Paulo: Scipione, 2002.
MÁXIMO, A; ALVARENGA, B. Física: volume único. São Paulo: Scipione, 1997.
SÃO PAULO. Grupo de reelaboração do ensino de física. 2 ed. 3 vol. São
Paulo: EDUSP, 1995.
7.9 QUÍMICA
7.9.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de química no curso de
364
formação de docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
7.9.2 Conteúdos
7.9.2.1 Conteúdo estruturante: matéria e sua natureza
Conteúdos específicos:
•
Estrutura da matéria;
•
Substância;
•
Mistura;
•
Métodos de separação;
•
Fenômenos físicos e químicos;
•
Estrutura atômica;
•
Distribuição eletrônica;
•
Tabela periódica;
•
Ligações químicas;
•
Radioatividade.
7.9.2.2 Conteúdo estruturante: biogeoquímica
Conteúdos específicos:
•
Soluções;
•
Termoquímica;
•
Cinética química;
•
Equilíbrio químico.
365
7.9.2.3 Conteúdo estruturante: química do carbono
Conteúdos específicos:
•
Funções oxigenadas;
•
Polímeros;
•
Funções nitrogenadas;
•
Isomeria.
7.9.3 Referências
BRANCO Samuel Murgel. Energia e meio ambiente. São Paulo: Moderna,
1990.
CHASSOT, Attico. A ciência através dos tempos. São Paulo: Moderna, 1994.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: Princípios e práticas. São Paulo:
Gaia, 2003.
DIAS, Genebaldo Freire. Iniciação à temática ambiental. São Paulo: Global,
2002.
FELTRE, Ricardo. Química geral. Ed. Moderna.
MORTIMER, Eduardo Fleury. Química para o ensino médio. São Paulo:
Scipione, 2002.
REIS, Marta. Química geral. Ed. Ática.
SARDELLA, Antônio. Química geral. São Paulo: Ática. 1997.
TITO & CANTO. Química na abordagem do cotidiano. Ed. Moderna.
USBERCO & SALVADOR. Química orgânica. Vol 3. Ed. Saraiva
USP. Grupo de pesquisa em educação química. Interações e transformações:
366
Química para o 2º Grau: Guia do professor. São Paulo: Editora da Universidade
de São Paulo, 1994
VANIN, José Atílio. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o futuro.
São Paulo: Moderna, 1994.
7.10 BIOLOGIA
7.10.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de biologia no curso de
formação de docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
7.10.2 Ementa
A ciência no decorrer da história da humanidade. Organização
dos seres vivos, classificação e distribuição dos seres vivos. Mecanismos
biológicos, funcionamento dos sistemas biológicos. Biodiversidade, relações
ecológicas, variabilidade genética, origem e evolução dos seres vivos.
Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida. Pesquisa cientifica,
avanços científicos e tecnológicos, ciência e transformação sociais, bioética.
Educação ambiental e desenvolvimento humano, social, políticos e econômico.
Saúde publica e escolar. Orientação sexual, embriologia, formação humana,
medidas preventivas.
7.10.3 Referências
BIZZO, N. Ciência: fácil ou difícil? São Paulo: Ática. 2002.
BIZZO, N. Manual de orientações curriculares do ensino médio. Brasília:
MEC, 2004.
367
DIAS. G. F. Educação ambiental: princípios e práticas. 8 ed. São Paulo:Gaia.
2003
FAVARETTO, J. A. & MERCADANTE, C. Componente curricular: biologia. São
Paulo: Moderna, 2005.
KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das ciências. São Paulo: Editora
da Universidade de São Paulo. 1987.
SANTOS. M. A. Biologia educacional. 17 ed. São Paulo: Ática. 2002.
SAVIANI,
D.
Pedagogia
histórico-crítica:
primeiras
aproximações.
Campinas/SP: Autores Associados, 1997.
SCLIAR, M. et all. Saúde pública: histórias, políticas e revoltas. São Paulo:
Scipione. 2002.
SUPLICY, M. Sexo para adolescentes: amor, puberdade, masturbação,
homossexualidade, anticoncepção, DST/AIDS, drogas. São Paulo: FTD, 1998.
TELAROLLI JR. R. Epidemias no Brasil: uma abordagem biológica e social.
São Paulo: Moderna, 1995.
7.11 HISTÓRIA
7.11.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de história no curso de
formação de docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
7.11.2 Ementa
Ações e relações humanas com objeto de estudo da história.
Categorias de analise: espaço e tempo como contextualizadoras do objeto do
estudo. A construção histórica das comunidades e sociedades e seus processos
de trabalho no espaço no espaço e no tempo. A configuração das relações de
368
poder nos espaços sócias no tempo. As experiências culturais dos sujeitos ao
longo do tempo e as permanências e mudanças nas diversas tradições e
costumes sociais. A história e cultura afro-brasileira e historia do Paraná. Análise
de fontes historicidade.
7.11.3 Referências
DAVIS, Natalie Zemon. Culturas do povo: sociedade e cultura no início da
França moderna. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
DUBY, Georges. O domingo de Bouvines: 27 de julho de 1214. São Paulo: Paz
e Terra, 1993.
FERRO, Marc. Cinema e história. São Paulo: Paz e Terra, 1992.
FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala. 30 ed. Rio de Janeiro / São Paulo:
Record, 2002.
GASPARI, Elio. A ditadura envergonhada. São Paulo: Companhia das Letras,
2002.
HOBSBAWN, Eric J. A era das revoluções. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
HOLLANDA, Sérgio Buarque de. As raízes do Brasil. São Paulo: Companhia as
Letras, 2000.
LE GOFF. Jacques. Tempo e memória. São Paulo: Companhia das Letras,
2000.
SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Castello a Tancredo (1964-1985). São Paulo:
Paz e Terra, 2000.
THOMPSON, E. P. A formação da classe operária. São Paulo: Paz e Terra,
1988, 1997, 2001. (3v.)
369
7.12 EDUCAÇÃO FÍSICA
7.12.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de educação física no curso de
formação de docentes é de 320 horas-aula.
7.12.2 Ementa
Aspectos históricos da disciplina da educação física. Elementos
lúdicos da cultura corporal (jogos, dança, luta, esporte, ginástica) levando em
consideração a práxis pedagógica. Reflexões críticas da educação psicomotora.
7.12.3 Referências
BARBOSA, Claudio R. Alvarenga. Educação física escolar - da alienação à
libertação. Porto Alegre: Sulina.
FREIRE, João Batista & Scaglia, Alcides José. Educação como prática
corporal . Scaglia Scipione.
FREIRE, João Batista. Educação física de corpo Inteiro – Scipione.
HUIZINGA,Johan.Homo Ludens.O jogo como elemento da cultura. Editora
Perspectiva.São Paulo.2001
KISHIMOTO, Tizuko Morchida(org.) Jogo, brinquedo, brincadeira e a
educação. Cortez.
LE BOULCH, Jean. A Educação psicomotora. A psicocinética na idade escolar.
2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.
LE BOULCH,Jean. Educação pelo movimento: a psicocinética na idade
escolar. Porto Alegre. Artes Médicas, 1983.
370
SANTOS, Edmilson (org.). Educação física escola. Porto Alegre: Sulina, 1998.
SÁNCHEZ, Pilar Arnaiz; MARTINEZ, Marta Rabadán; PEÑALVER, Iolanda
Vives. A psicomotricidade na educação infantil – uma prática preventiva e
educativa. São Paulo: Artmed, 2003.
8 DISCIPLINAS DA FORMAÇÃO ESPECÍFICA
8.1 FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO
8.1.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.1.2 Ementa
Conceitos de história e historiografia.
História da Educação:
recorte e metodologia. Educação Clássica: Grécia e Roma. Educação Medieval.
Renascimento e Educação Humanista. Aspectos Educacionais da Reforma e da
Contra-Reforma. Educação Brasileira no Período Colonial e Imperial: pedagogia
“tradicional”. Primeira República e Educação no Brasil (1889-1930): transição da
pedagogia tradicional à pedagogia “nova”.
Educação no período de 1930 a
1982: liberalismo econômico, escolanovismo e tecnicismo. Pedagogias nãoliberais
no
Brasil:
características
e
expoentes.
Educação
Brasileira
contemporânea: tendências neoliberais, pós-modernas versus materialismo
histórico.
8.1.3 Referências
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação. 2 ed. São Paulo:
Moderna, 1996.
371
BARROS, José D’Assunção Barros. O campo da história: especialidades e
abordagens. Petrópolis:Vozes, 2004.
BLOCH, Marc. Introdução à história. Revista, aumentada e criticada por
Étienne Bloch. s/l. Publicações Europa-América, 1997.
BUFFA, Ester. Contribuição da história para o enfrentamento dos problemas
educacionais contemporâneos. Em aberto. v. 9, n.º 47, p. 13-19, jul./set. 1990.
CAMBI, Franco. História da pedagogia. Trad. Álvaro Lorencini. São Paulo:
Editora UNESP, 1999.
CUNHA, Luiz Antônio. Educação e desenvolvimento social no Brasil. 5 ed.
Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves Editora, 1980. (p.15-63).
FALCON, Francisco José Calazans. Iluminismo. 4 ed. São Paulo:Ática, 1994.
FREITAG, Bárbara. Escola, estado e sociedade. São Paulo: Moraes, 1986.
GHIRALDELLI Jr., Paulo. O que é pedagogia. 6 ed. São Paulo:Editora
Brasiliense, 1991. (p.53-64).
______. História da educação. São Paulo: Cortez, 1990.
______. Educação e movimento operário. São Paulo: Cortez, 1987.
HAUBERT, Maxime. Índios e jesuítas no tempo das missões. Trad. Marina
Appenzeller. São Paulo: Companhia das Letras:Círculo do Livro, 1990.
LARROYO, Francisco. História geral da pedagogia. (Tomo I) 3 ed. Trad. Luiz
Aparecido Caruso. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1982. (p. 15-35).
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia
crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Edições Loyola, 1992.
LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. 12 ed. Trad. Luiz
Damasco Penna. São Paulo: Editora Nacional, 1980. (p.1-10)
PAIVA, José Maria de. Colonização e catequese: 1549-1600. São Paulo:
372
Autores Associados: Cortez, 1982.
PAULO NETTO, José. Relendo a teoria marxista da história. In: SAVIANI,
Dermeval et all (orgs.) História e história da educação: o debate teóricometodológico atual. Campinas: Editora Autores Associados: Histedbr, 1998.
PONCE, Aníbal. Educação e luta de classes. São Paulo: Cortez:Autores
Associados, 1981.
RIBEIRO, Maria Luisa Santos. História da educação brasileira: a organização
escolar. São Paulo: Cortez & Moraes, 1978.
______. Introdução à história da educação brasileira. São Paulo: Cortez &
Moraes, 1978. (p. 29-46).
SAVIANI, Dermeval et all (orgs.) História e História da Educação: o debate
teórico-metodológico atual. Campinas:Editora Autores Associados:Histedbr,
1998.
______. Escola e democracia. 33 ed. Revista. Campinas: Autores Associados,
2000.
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 8 ed.
revista ampliada. Campinas: Autores Associados, 2003.
XAVIER, Maria Elizabete Sampaio Prado. RIBEIRO, Maria Luisa Santos.
NORONHA, Maria Olinda. História da educação: a escola no Brasil. São Paulo:
FTD, 1994.
SILVA, Tomaz Tadeu da (org.). Teoria educacional crítica em tempos pósmodernos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
8.2 FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA EDUCAÇÃO
8.2.1 Carga horária
373
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.2.2 Ementa
Pensar filosoficamente (criticamente) o ser social, a produção do
conhecimento e a educação, fundados no princípio histórico-social. Introdução à
Filosofia da Educação norteada pela reflexão com base nas categorias de
totalidade, historicidade e dialética. Principais pensadores da Filosofia da
Educação moderna e contemporânea:
•
Locke (1632-1704) e o papel da experiência na produção do conhecimento;
•
Comenius (1592-1670) e Herbart ( 1776 - 1841): a expressão pedagógica de
uma visão essencialista do homem;
•
Rousseau (1712-1831): oposição à pedagogia da essência;
•
Pestalozzi (1749-1827) e Decroly (1871-1932): pedagogias centradas no
desenvolvimento da criança;
•
Dewey (1859-1952: o pragmatismo;
•
Marx e Gramsci: a concepção histórico-crítica da educação.
8.2.3 Referências
ALVES, G. L. A produção da escola pública contemporânea. Campo Grande,
MS: Ed. UFMS; Campinas, SP: Autores Associados, 2001.
Aristóteles: Política.
Bacon: Novo Organon.
Brecht: Galileu, Galilei.
CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 13 ed. São Paulo: Ática, 2003.
Comenius: Didática Magna.
Engels: A origem da família, da propriedade privada e do Estado.
374
KLEIN, L. R. Proposta político-pedagógica para o ensino fundamental.
Campo Grande, MS: Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul,
2000.
KLEIN, L. R., CAVAZOTTI, M.A. Considerações sobre elementos teóricometodológicos, a propósito de uma proposta de currículo básico. In: Cadernos
pedagógicos e culturais/ Centro Educacional de Niterói. Vol.1, n. 1 (Set./Dez.
1992)
LALANDE, A. Vocabulário técnico e crítico de filosofia. 2 ed. São Paulo, SP,
1996.
LUCHESI, C. C. Filosofia da educação. São Paulo: Cortez, 1994. Coleção
Magistério 2º grau. Série formação do professor.
______. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar. 5 ed. São Paulo: Cortez,
2004.
LURIA, A.R. O problema da linguagem e da consciência. In: Pensamento e
linguagem. As últimas conferências de Luria. Porto Alegre, RS.: Artes
Médicas, 2001.
MANACORDA, m. História da educação. SP: Cortez, 1989.
MANACORDA, M. Marx e a pedagogia moderna. SP: Cortez, 1991.
MAO Tsé-tung. Sobre a prática e sobre a contradição. São Paulo: Expressão
Popular, 1999.
MARX, K. ENGELS, F. A ideologia alemã. 10 ed., São Paulo: Hucitec, 1996.
MARX, K. Para a crítica da economia política (1857). Trad. Edgar Malagodi.
São Paulo: Abril Cultural, 1996. Col. Os Pensadores.
Marx: Manifesto do partido comunista.
Pico de la Mirandola: Discurso sobre a dignidade do homem.
Rousseau: Ensaio sobre a origem da desigualdade.
SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica. Primeiras aproximações. Campinas,
SP: Autores Associados, 2003.
375
______. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara,onze
teses sobre educação e política. 36. ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez,
2003.
SUCHODOLSKI, B.A Pedagogia e as grandes correntes filosóficas. Lisboa:
livros Horizontes, 1984.
Thomas Morus: A utopia.
VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente. 6 ed. São Paulo: Martins Fontes,
1998.
8.3 FUNDAMENTOS SOCIOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
8.3.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.3.2 Ementa
Conteúdo: O que é educação e o que é sociologia? A Educação
como um fenômeno estudado pelas ciências sociais, especialmente pela
sociologia. A Educação como um fenômeno estudado pelas ciências sociais,
especialmente pela sociologia. Os diferentes olhares sobre a educação. A
Educação e o funcionalismo de Emile Durkheim: a pedagogia e a vida moral. A
educação como fato social, com as características de coerção, exterioridade e
generalidade. Indivíduo e consciência coletiva.
A educação em diferentes
formações sociais. A educação republicana, laica e de acordo com o
desenvolvimento da divisão do trabalho social. Os sociólogos brasileiros que
desenvolveram estudos a partir dessa teoria, tais como Fernando de Azevedo e
Lourenço Filho. A educação como fator essencial e constitutivo do equilíbrio da
sociedade. A educação como técnica de planejamento social e desenvolvimento
da democracia. Críticas a essa visão teórica.
376
8.4 FUNDAMENTOS PSICOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO
8.4.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.4.2 Ementa
Introdução ao estudo da psicologia; Introdução à psicologia da
educação; Principais teorias psicológicas que influenciaram e influenciam a
psicologia contemporânea: Skinner e a psicologia comportamental; Psicanálise e
educação. O socioconstrutivismo: Piaget, Vygotsky, Wallon Psicologia do
desenvolvimento da criança e do adolescente. Desenvolvimento da criança e do
adolescente. Desenvolvimento humano e sua relação com aprendizagem. A
linguagem, os aspectos sociais, culturais e afetivos da criança e a cognição.
8.4.3 Referências
BOCK, A. M.; FURTADO, O. & TEIXEIRA, M. L. Psicologias: uma introdução ao
estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 1999.
SYLVA, K. & LUNT, I. Iniciação ao desenvolvimento da criança. São Paulo:
Martins Fontes, 1994.
BAQUERO, Ricardo. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1998.
BOCK, Ana M. et al. Psicologias - uma introdução ao estudo da psicologia.
São Paulo: Saraiva, 1998.
DAVIS, Cláudia; OLIVEIRA, Zilma.
Psicologia na educação. São Paulo:
Cortez, 1991.
DOLLE, Jean-Marie.
Para compreender Jean Piaget. Rio: Guanabara S.A.
377
1987.
LANE, Silvia. et al Psicologia social: o homem em movimento. São Paulo:
Brasiliense, 1989.
MACIEL, Ira Maria et al.
Psicologia e educação: novos caminhos para a
formação. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2001.
TANAMACHI, E. e ROCHA, M. et al. Psicologia e educação: desafios teóricopráticos. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.
8.5 FUNDAMENTOS HISTÓRICOS E POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
8.5.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.5.2 Ementa
Contexto sociopolítico e econômico, em que emerge e se
processa a EI e seus aspectos constitutivos (sociodemográficos, econômicos e
culturais).
Concepções de infância: contribuições das diferentes ciências -
antropologia, filosofia, história, psicologia, sociologia. Infância e família. Infância
e sociedade. Infância e cultura. História do atendimento à criança brasileira:
políticas assistenciais e educacionais para a criança de zero a seis anos. A
política de educação pré-escolar no Brasil. Perspectiva histórica do profissional
de EI no Brasil. As crianças e suas famílias: diversidade. Políticas atuais:
legislação e financiamento.
8.5.3 Referências
AFONSO,
Lúcia.
Gênero
e
processo
de
socialização
em
creches
378
comunitárias. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 93, p. 3-87, mai. 1995.
ARCE, Alessandra. A pedagogia na “era das revoluções”: uma análise do
pensamento de Pestalozzi e Froebel. Campinas, SP: Autores Associados, 2002.
ARIÉS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: Zahar
Ed., 1978.
BARRETO, Angela. A criança de zero a seis anos, suas condições de vida e seu
lugar nas políticas públicas: questões para a pesquisa. In: Anais do Seminário
Internacional da OMEP. Rio de Janeiro, 2000.
BERQUÓ, Elza. Arranjos familiares no Brasil: uma visão demográfica. In:
SCHWARCZ, L. M. (org.). História da vida privada no Brasil: contrastes da
intimidade contemporânea. Vol. 4, São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
BOMENY, Helena. Os intelectuais da educação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Ed., 2001.
BRASIL. (1990) Estatuto da criança e do adolescente. Lei no 8.069, de 13 de
julho de 1990, Constituição e Legislação relacionada. São Paulo: Cortez.
______. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Imprensa
Oficial do Estado, 1988.
______. IBGE. Censo Demográfico - 2000: resultados da amostra.
______. IBGE. Pesquisa sobre padrões de vida: primeira infância (1996-1997).
Rio de Janeiro, 2000.
______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n o 9394/96, de 20
de dezembro de 1996.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de
Educação. Câmara de Educação Básica. Parecer CEB n o 22, de 17 de dezembro
de 1998.
379
______. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de
Educação. Parecer CEB no 1, de 29 de janeiro de 1999.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de
Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CEB n o 1, de 7 de abril de
1999.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de
Educação. Resolução CEB no 2, de 19 de abril de 1999.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Conselho Nacional de
Educação. Parecer CEB no 4, de 16 de fevereiro de 2000.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Educação Infantil no Brasil:
situação atual. Brasília, MEC/SEF/DPE/COEDI, 1995.
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Departamento de Políticas Educacionais. Coordenação Geral de
Educação
Infantil.
Política
nacional
de
educação
infantil.
Brasília,
MEC/SEF/DPE/COEDI, 1993.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Departamento de Políticas Educacionais. Coordenação Geral de
Educação Infantil. Por uma política de formação do profissional de educação
infantil. Brasília, MEC/SEF/DPE/COEDI, 1994.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Departamento de Políticas Educacionais. Coordenação Geral de
Educação Infantil. Critérios para um atendimento em creches que respeite os
direitos fundamentais das crianças. Brasília, MEC/SEF/DPE/COEDI, 1995.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Departamento de Políticas Educacionais. Coordenação Geral de
Educação Infantil. Propostas pedagógicas e currículo em educação infantil: um
380
diagnóstico e a construção de uma metodologia de análise. Brasília,
MEC/SEF/DPE/COEDI, 1996.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Departamento de Políticas Educacionais. Coordenação Geral de
Educação Infantil. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.
Brasília, MEC/SEF/DPE/COEDI, v.1 Introdução; v.2 Formação Pessoal e Social;
v.3 Conhecimento de Mundo, 1998.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Departamento de Políticas Educacionais. Coordenação Geral de
Educação Infantil. Subsídios para credenciamento e funcionamento de
instituições de educação infantil. Brasília, MEC/SEF/DPE/COEDI, vol. I e II,
1998.
CAMPOS, Maria Malta. A formação de professores para crianças de 0 a 10
anos: modelos em debate. Educação & Sociedade, Campinas/SP, n. 68,
dezembro, 1999.
______. Educação infantil: o debate e a pesquisa. Cadernos de Pesquisa, São
Paulo, n. 101, p. 113-127, jul. 1997.
CAMPOS, Maria Malta; ROSEMBERG, Fúlvia; FERREIRA, I. Creches e Préescolas no Brasil. São Paulo: Cortez, 1992.
______. A Constituição de 1988 e a educação de crianças pequenas. São
Paulo: FDE, 1989
CASTRO, Jorge A. de. Financiamento da educação no Brasil. Em Aberto.
Brasília: INEP, v. 18, n. 74, dezembro, 2001.
CATANI, Denice B. Estudos de história da profissão docente. In: LOPES, E. M.;
FARIA Fº, L. M.; VEIGA, C. G. (orgs.) 500 anos de educação no Brasil. Belo
Horizonte: Autêntica, 2000.
381
CHAMBOREDOM, Jean C. & PREVOT, Jean. O “ofício de criança”: definição
social da primeira infância e funções diferenciais da escola maternal. Cadernos
de Pesquisa, São Paulo, n. 59, p. 32-56, nov. 1986.
CHERVEL, A. História das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo
de pesquisa. Teoria e Debate, Porto Alegre, n. 2, p. 177-229, 1990.
CURY, Carlos R. J. A educação básica no Brasil. Educação & Sociedade,
Campinas/SP, v. 23, n. 80, p.169-2001, set. 2002.
DIDONET, Vital. A LDB e a política de educação infantil. IN: MACHADO (org.)
Educação infantil em tempos de LDB. São Paulo: FCC/DPE, 2000. (Textos
FCC 19)
Fórum de Educação Infantil do Distrito Federal. A integração da educação
infantil no sistema de ensino. In: Movimento Interfóruns de Educação Infantil
do Brasil. Educação Infantil: Construindo o Presente. Campo Grande, MS: Ed.
UFMS, 2002.
Fórum Mineiro de Educação Infantil. A regulamentação da educação infantil. In:
Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil. Educação infantil:
construindo o presente. Campo Grande, MS: Ed. UFMS, 2002.
Fórum Paulista de Educação Infantil. A formação dos docentes e não docentes
da educação infantil. In: Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil.
Educação infantil: construindo o presente. Campo Grande, MS: Ed. UFMS,
2002.
FREITAS, Marcos C. (org.). História social da infância no Brasil. São Paulo:
Cortez/USF-IFAN, 1997.
GARCIA, Regina Leite; LEITE Fo., Aristeo. Em defesa da educação infantil.
Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
382
GUIMARÃES, J. L.; PINTO, J. M. R. A demanda por educação infantil e os
recursos disponíveis para o seu financiamento. Em Aberto. Brasília: INEP, v.
18, n. 74, dezembro, 2001.
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP/MEC - Censos
Escolares - 2002 e 2003; Mapa do Analfabetismo no Brasil; Geografia de
Educação Brasileira (www.inep.gov.br <http://www.inep.gov.br>).
JOBIM e SOUZA, S.; KRAMER, S. Educação ou tutela? A criança de 0 a 6
anos. São Paulo: Loyola, 1991.
KAPPEL, Maria Dolores B. As crianças de 0 a 6 anos nas estatísticas nacionais.
Anais do Seminário Internacional da OMEP. In: Infância - Educação infantil:
reflexões para o início do século. Rio de Janeiro, 2000. Anais... Rio de Janeiro:
OMEP, 2000.
KRAMER, Sônia. A democratização da escola pública. São Paulo: Loyola,
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8.6 TRABALHO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
8.6.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
8.6.2 Ementa
Os
processos
de
desenvolvimento,
aprendizagem
e
desenvolvimento integral da criança de 0 a 6 anos - afetividade, corporeidade,
sexualidade. Concepção de desenvolvimento humano como processo recíproco
e conjunto: o papel das interações (adulto/criança e criança/criança). Articulação
cuidado/educação. Concepções de tempo e espaço nas instituições de EI. O
jogo, o brinquedo e a brincadeira na EI. Linguagem, interações e constituição da
subjetividade da criança. Relações entre família e instituição de EI. A educação
inclusiva na EI. Especificidades em relação à organização e gestão do processo
educativo. O trabalho pedagógico na EI: concepção de educação, planejamento,
organização curricular, gestão,
avaliação. Relações entre público e privado.
385
Gestão
democrática,
autonomia,
descentralização.
Políticas
públicas
e
financiamento da EI e suas implicações para organização do trabalho
pedagógico. Propostas pedagógicas para a EI. Legislação, demais documentos
normativos e documentos de apoio, de âmbito federal (MEC e CNE), estadual
(SEED e CEE) e local (sistemas municipais), para a organização do trabalho na
EI: contexto de elaboração, interpretações e implicações para as instituições.
8.6.3 Referências
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8.7 CONCEPÇÕES NORTEADORAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
395
8.7.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.7.2 Ementa
Reflexão crítica de questões ético-políticas e educacionais na
ação do educador quanto à interação dos alunos com necessidades
educacionais especiais. A proposta de inclusão visando à qualidade de
aprendizagem e sociabilidade para todos, e principalmente, ao aluno com
necessidades educacionais especiais. Conceito, legislação, fundamentos
históricos, sociopolíticos e éticos. Formas de atendimento da Ed. Especial nos
sistemas de ensino. A ação do educador junto a comunidade escolar: inclusão ,
prevenção das deficiências; as especificidades de atendimento educacional aos
alunos com necessidades educacionais especiais e apoio
pedagógico
especializado nas áreas da educação especial. Avaliação no contexto escolar;
flexibilização curricular, serviços e apoios especializado. Áreas das deficiências:
mental, física neuromotor, visual da surdez área das condutas típicas e área da
superdotação e altas habilidades.
8.7.3 Referências
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8.8 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
8.8.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 160 (cento e sessenta0 horas-aula.
8.8.2 Ementa
Organização do sistema escolar brasileiro; Aspectos legais,
níveis e modalidades de ensino; elementos teóricos - metodológicos para análise
de políticas públicas: nacional, estadual e municipal; Políticas para a educação
básica; Políticas para a educação básica; Apresentação e análise das Diretrizes
Curriculares Nacionais de Educação. Apresentação e análise crítica dos
Parâmetros Curriculares e Temas Transversais, Financiamento educacional no
Brasil. Fundamentos teórico-metodológicos do trabalho docente na educação
básica; O trabalho pedagógico como princípio articulador da ação pedagógica; O
trabalho pedagógico na educação infantil e anos iniciais; Os paradigmas
educacionais e sua prática pedagógica; Planejamento da ação educativa:
concepções de currículo e ensino; O currículo e a organização do trabalho
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8.8.3 Referências
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Papirus, 1997.
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LEONTIEV, VIGOTSKY et al. Psicologia e pedagogia II - investigações
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PALANGANA, Isilda Campaner. Desenvolvimento e aprendizagem em Piaget
e Vygotsky - a relevância do social. São Paulo: Plexus, 1994.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Currículo básico para a escola
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SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 32 ed. São Paulo: Cortez/Autores
Associados. 1999.
SMOLKA, Ana Luisaa e GÓES, Maria Cecília Rafael de. A linguagem e o outro
no espaço escolar: Vygotsky e a construção do conhecimento. 5 ed. Campinas:
Papirus, 1996.
SNYDERS, Georges. A alegria na escola. São Paulo: Manole, 1988.
TEIXEIRA, Edival. Vygotsky e o pensamento dialético - uma introdução aos
fundamentos filosóficos da psicologia histórico-cultural. Pato Branco: FADEP,
2005.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Construção do conhecimento em sala de
aula. São Paulo: Libertad, 1993.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento - projeto de ensinoaprendizagem e projeto político-pedagógico. São Paulo: Libertad, 2002
VASCONCELLOS, Vera Maria Ramos de e Valsiner, Jaan. Perspectiva coconstrutivista na psicologia e na educação. Porto Alegre: Artes Médicas,
1995.
401
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. A construção da didática numa perspectiva
histórico-crítica de educação - estudo introdutório. In: Oliveria, Maria Rita Neto
Sales (org.). Didática: ruptura, compromisso e pesquisa. Campinas: Papirus,
1993.
VIGOTSKI, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo:
Martins Fontes, 2001 a.
VYGOTSKI, L. S. Obras escolhidas II. Madrid: Centro de Publicaciones del
MEC e Visor Distribuciones, 1993.
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
WACHOWICZ, Lílian Anna. O método dialético na didática. Campinas:
Papirus, 1989.
8.9 LITERATURA INFANTIL
8.9.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.9.2 Ementa
Contexto histórico da literatura infanto-juvenil. A primeira leitura.
Natureza: mito poética na infância da humanidade e na infância do homem.
Narrativa oral - o mundo simbólico dos contos de fadas. A importância do
contador de histórias; Universo da poesia para crianças: Cecília Meireles e
Sidónio Muralha e outros. Monteiro Lobato: realidade e imaginário. A formação
do conceito de infância no educador: Lygia Bojunga Nunes; Ana Maria Machado
e outros; Os clássicos reinventados e o panorama atual na narrativa e na poesia.
402
8.9.3 Referências
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil - Gostosuras e bobices. São Paulo:
Scipione, 2006.
BASARAB, Nicolescu.
O manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo:
Trioon, 1999.
CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras,
1991.
COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infanto-juvenil. São
Paulo: Ática.
HELD, Jacqueline O imaginário no poder. Summus
KHÉDE, Sonia Salomão. Literatura infanto-juvenil: um gênero polêmico.
Vozes.
KIRINUS, Gloria. Criança e poesia na pedagogia Freinet. Paulinas
LAJOLO, Marisa. Usos e abusos da literatura na escola. Globo
MAFFESOLI, Michel. A contemplação do mundo. Porto Alegre: artes e ofícios,
1995
MEIRELES, Cecília. Problemas da literatura infantil. RJ: Nova fronteira, 1984.
PHILIPE, Áries. História social da criança e da família. Rio de Janeiro;
Guanabara, 1978.
PONDÉ, Glória. A arte de fazer artes. Ed. Nórdica
RESENDE, Vânia Maria Literatura Infantil e Juvenil. Vivências de leitura e
expressão criadora. Saraiva.
RODARI, Gianni. Gramática da fantasia. Summus editorial
ROSELL, Joel Franz. La Literatura Infantil: um oficio de centauros y sirenas.
Buenos Aires: Lugar editorial, 2001
ZOTZ, Werner/ Sueli Cagneti. Livro que te quero livre. Florianópolis: Letras
403
8.10
METODOLOGIA
DO
ENSINO
DA
LÍNGUA
PORTUGUESA
E
ALFABETIZAÇÃO
8.10.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 160 (cento e sessenta) horas-aula.
8.10.2 Ementa
A leitura e a escrita como atividades sociais significativas. A
atuação do professor de língua e alfabetização: pressupostos teórico-práticos. As
contribuições das diferentes ciências (história, filosofia, psicologia, pedagogia,
linguística, psicolinguística, sociolinguistica) na formação do professor de língua
portuguesa e alfabetização. Estudo e análise crítica dos diferentes processos de
ensino da língua portuguesa, da alfabetização e do letramento. Considerações
teórico-metodológicas para a prática pedagógica de alfabetização e letramento.
8.10.3 Conteúdos Básicos
•
Linguagem e sociedade;
•
Concepção de linguagem, de linguagem escrita, de alfabetização e de
letramento;
•
Concepção de ensino e de aprendizagem;
•
Teorias sobre aquisição do conhecimento e sobre aquisição da leitura e
escrita;
•
Concepção de variação linguística;
•
Conceito de texto, de leitura e de escrita;
•
Padrões silábicos da língua;
•
Tipologia textual e funções da linguagem;
•
Processo de avaliação;
404
•
História da escrita;
•
Análise crítica dos processos de alfabetização;
•
Noções básicas e fonéticas;
•
Características do sistema gráfico da língua portuguesa;
•
Procedimentos metodológicos;
•
Leitura e interpretação;
•
Produção e reescrita de textos;
•
Análise linguística;
•
Atividades de sistematização para o domínio do código;
•
Análise critica dos PCNs w dos RCNEI;
•
Análise crítica dos diferentes programas de alfabetização desenvolvidos no
Brasil;
•
Análise crítica de materiais didáticos de alfabetização e ensino da língua
portuguesa;
•
O papel da escola como promotora de alfabetização e letramento: como
alfabetizar letrando.
8.10.4 Referências
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec,1988.
BASTOS, Lúcia Kopsehitz e Mattos, Maria Augusta de. A produção escrita e a
gramática. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
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BRAGGIO, Silva L. Bigonjal. Leitura e alfabetização: da concepção mecanicista
à sociopsicolinguística. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.
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Parâmetros Curriculares Nacionais- Língua Portuguesa, v.2.
MATO GROSSO DO SUL. Caderno da Escola Guaicuru. vol. 5 Proposta
405
metodológica de língua Portuguesa. Campo Grande, 2000.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e linguística. São Paulo: Scipione, 1995.
CHARTIER, Anne Marie. et al. Ler e escrever: entrando no mundo da escrita.
Porto Alegre: Artes Médicas: 1994.
CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo. Editora
Unesp. 1997.
COLOMER, T. e Camps, A. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Porto
Alegre. Artmed.2002.
COOK- Gumperrz, J. Alfabetização e escolarização: uma equação imutável? In
A construção social da alfabetização. Porto Alegre, Artes Médicas, 1991.
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre a alfabetização. São Paulo, Cortez, 1992.
FRANCHI, Eglê Pontes. Pedagogia da alfabetização: da oralidade à escrita.
Cortez Editora, São Paulo- 1995.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. São Paulo, Cortez, Autores
Associados. 1982.
DONALDO. E. Macedo. Alfabetização: leitura do mundo e leitura da palavra.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
GERALDI, João Wanderley. Linguagem e ensino: exercícios de militância e
divulgação. Campinas: Mercado das Letras, 1996.
GRAFF, Harvey J. Os labirintos da alfabetização: reflexões sobre o passado e
o presente na alfabetização. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
JOLIBERT, Josette e colaboradores. Formando crianças leitoras. Porto Alegre:
Artes Médicas: 1994.
KAUFMAN, Ana Mariae Rodrigues, Maria Helena. Escola, leitura e produção
406
de textos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
KLEIN, Lígia Regina. Alfabetização: quem tem medo de ensinar? São Paulo:
Cortez, 1996.
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
KLEIMAN, Angela B. e colaboradores. O ensino e a formação do professor:
alfabetização de jovens e adultos. Porto Alegre: ArtMed, 2000.
MORAES, S. F. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo redes nos projetos
das escolas. Campinas: Mercado das Letras, 2000.
KRAMER, S. Alfabetização, leitura e escrita: formação de professores em
curso. Rio de Janeiro: Escola de Professores, 1995.
LEMLE, M. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo, Editora Ática, 1994.
MASSINI, Cagliari, G. Cagliari, L.C. Diante das letras: a escrita na
alfabetização. São Paulo: Mercado das Letras. 2001.
MORAIS, J. A arte de ler. São Paulo: Unesp.1994.
MOLLICA, Maria Cecília. A influência da fala na alfabetização. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro, 1998.
MORTATTI, Maria do Rosário Longe. Os sentidos da alfabetização. São Paulo:
Unesp: Comped, 2000.
OLSON, David R. O mundo no papel: as implicações conceituais e cognitivas
da leitura e da escrita. São Paulo: Ática,1997.
POSSENTI, Sírio, Por que (não) ensinar gramática na escola. São Paulo:
Mercado das Letras, 1996.
ROJO, Roxane. Alfabetização e letramento. Campinas – SP: Mercado das
Letras, 1998.
SCLIAR, Cabral, L. Princípios do sistema alfabético do português do Brasil.
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São Paulo: Contexto, 2003.
SMOLKA, Ana Luíza Bustamante, A criança na fase inicial da escrita: a
alfabetização como processo discursivo. Campinas - S P: UNICAMP, 1988.
SOARES, M.B. Linguagem e escola. São Paulo. Ätica, 1988.
TFOUNI, L. V. Adultos não alfabetizados: o avesso do avesso. Campinas –SP:
Pontes, 1998.
VYGOTSKY, L. S. Formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes,
1991.
8.11 METODOLOGIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA
8.11.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.11.2 Ementa
Concepções de ciência e de conhecimento matemático das
Escolas Tradicional, Nova, Tecnicista. Construtivismo e pedagogia históricocrítica. Pressupostos teórico-metodológicos do ensino e aprendizagem de
matemática e/ou tendências em educação matemática. Conceitos matemáticos,
linguagem matemática e suas representações. Cálculos e/ou algoritmos.
Resolução
Alfabetização
de
problemas.
tecnológica.
Etnomatemática.
História
da
Modelagem
matemática.
Jogos
matemática.
e
desafios.
Pressupostos teórico-metodológicos da alfabetização matemática.
8.11.3 Referências
408
ALTHUSSER, L. Sobre a reprodução. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.
ALVES, G. A. A produção da escola pública contemporânea. 1998 (Tese de
Doutorado - Universidade Estadual de Campinas)
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concepções & perspectivas. São Paulo: UNESP, 1999.
BRANDÃO, C. R. LDB: passo a passo - lei de diretrizes e bases da educação
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Estudos Educação e Sociedade. Campinas: Papirus, n. 40.
CAMBI, F. História da pedagogia. São Paulo: UNESP, 1999 (Tradução de
Álvaro Lorencini).
409
CAMPOS, T.M.M., NUNES, T. Tendências atuais do ensino e aprendizagem
da matemática. Tendências na educação matemática. Brasília: UnB, 1994.
CANDAU, V. M. (org.) Didática, currículo e saberes escolares. Rio de Janeiro:
DP&A, 2001.
CANDAU, V. M. A Didática em questão. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
CARAÇA, B. J. Conceitos fundamentais da matemática. Lisboa: Livraria Sá da
Costa, 1984.
CARVALHO, D. L. de. Metodologia do ensino da matemática. Coleção
Magistério 2o Grau. Série Formação do professor. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1994.
CHEVALLARD, Y. Estudar matemáticas: o elo perdido entre o ensino e a
aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2001.
COMENIUS. Didática magna. São Paulo: Martins Fontes, 2002 (Coleção
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CONDORCET. Matemáticas y Sociedad. México: Fondo de Cultura Económica,
1990.
CONDORCET. Reformateurs Sociaux. Paris: Librairie Félix Alcan, 1929 (Texto
digitado. Tradução de Maria Auxiliadora Cavazotti)
D’AMBROSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade.
Belo Horizonte: Autêntica, 2001
______. A história da matemática: questões historiográficas e políticas e
reflexos na educação matemática. Pesquisa em educação matemática:
concepções & perspectivas. São Paulo: UNESP, 1999.
______. Educação para uma sociedade em transição. Campinas: Papirus,
1999.
______. A era da consciência. São Paulo: Petrópolis, 1997.
410
______. Educação matemática: da teoria à prática. Campinas, São Paulo:
Papirus, 1996 (Coleção Perspectivas em Educação Matemática).
______. História da Matemática e Educação. Caderno CEDES, Campinas,
1996 .
______. Da realidade à ação: reflexões sobre educação e matemática.
Campinas: Summus, 1986.
DAVIS, P. J., HERSH, R. A experiência matemática. Rio de Janeiro: Alves,
1989.
DUARTE, N. (org.). Sobre o construtivismo piagetiano: considerações críticas
à concepção de sujeito e objeto. Campinas: Autores Associados, 2000.
DUARTE, N. A individualidade para si - contribuições a uma teoria históricosocial da formação do indivíduo. Campinas, Autores Associados, 1999 .
DUARTE, N. Vigotski e o “aprender a aprender” - crítica às apropriações
neoliberais
e
pós-modernas
da
teoria
vigotskiana.
Campinas:
Autores
Associados, s.d..
FIORENTINI, D. Rumos da pesquisa brasileira em educação matemática: o
caso da produção científica em cursos de pós-graduação, 1994. (Tese de
Doutorado. Universidade Estadual de Campinas)
FIORENTINI, D.; MIORIN, M. A. Por trás da porta, que matemática acontece?.
Campinas, São Paulo: Graf. FE/Unicamp - Cempem, 2001.
FRANCHI, A. Considerações sobre a teoria dos campos conceituais.
Educação matemática: uma introdução. São Paulo: EDUC, 1999.
GENTILI, P. (org.). Pedagogia da Exclusão: crítica ao neoliberalismo em
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GIARDINETTO, J. R. B. Matemática escolar e matemática da vida cotidiana.
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Campinas, São Paulo: Autores Associados, 1999 (Coleção polêmicas do nosso
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Etnomatemática:
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conhecimentos humanos. 2 ed. Porto Alegre: Globo, 1970.
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KLINE, M. O fracasso da matemática moderna. São Paulo, Ibrasa, 1976.
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XXI. Campinas: Papirus/SBEM, 1997.
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LORENZATO, S., FIORENTINI, D. Iniciação à investigação em educação
matemática. Campinas: CEMPEM/COPEMA, 1999.
LUNGARZO, C. O que é matemática? São Paulo: Brasiliense, 1989.
LURIA, A. R. Curso de psicologia geral. São Paulo: Civilização Brasileira,
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MACHADO, N. J. Epistemologia e didática: as concepções de conhecimento e
inteligência e a prática docente. São Paulo: Cortez, 1999.
MACHADO, N. J. Matemática e realidade. São Paulo: Cortez, 1987.
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MARX, K. Cartas: Marx a P. V. Annenko. In: MARX, K. E ENGELS, F. Obras
Escolhidas. São Paulo: Alfa-Ômega, s/d, vol. 3.
MARX, K. e ENGELS, F. A ideologia alemã (Feuerbach). São Paulo: Hucitec,
1999. 11 ed. p. 36.
MICOTTI, M. C. de O. O ensino e as propostas pedagógicas. Pesquisa em
educação matemática: concepções & perspectivas, São Paulo: UNESP, 1999.
MIGUEL, A. Três estudos sobre história e educação matemática. Campinas:
Universidade Estadual de Campinas, 1993. (Tese de Doutorado).
MIORIN, M. A. Introdução à história da educação matemática. São Paulo:
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MOYSÉS, L. Aplicações de Vygotsky à educação matemática. Campinas:
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Papirus, 1997. (Coleção Magistério: formação e trabalho pedagógico).
NAGEL, L. H. Ciência e educação física. Palestra proferida na XI Semana
Científica do Curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá,
1997.
______. A educação que não conhecemos - revendo a história da educação,
Maringá: UEM, 1991.
OTTE, M. O formal, o social e o subjetivo: uma introdução à filosofia e à
didática da matemática. São Paulo: UNESP, 1999.
PAIS, L. C. Didática da matemática: uma análise da influência francesa.
Coleção Tendências em Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
PEREIRA, C.P. da. A matemática no Brasil: uma história do seu
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PEREIRA, O. O que é teoria. São Paulo: Brasiliense, 1994, 9 ed. (Coleção
Primeiros Passos).
PIAGET, J. Epistemologia genética. São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Coleção
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PILETTI, N. Psicologia educacional. São Paulo: Ática, 1997.
PIRES, C. M. C. Currículos de matemática: da organização linear à ideia de
rede. São Paulo: FTD, 2000.
POLYA, G. A arte de resolver problemas. Rio de Janeiro: Interciência, 1995.
POZO, J. I. (org.) A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para
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SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas:
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Sul, 1 (1): 11-15, jun. 1999
SCHLIEMANN, A.; CARRAHER, D. A compreensão de conceitos aritméticos:
ensino e pesquisa. Campinas, São Paulo: Papirus, 1998.
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São Leopoldo: UNISINOS, 1999, 2.ed.
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Campinas, São Paulo: Papirus, 2001.
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VASCONCELLOS, C. dos S. Disciplina, escola e contemporaneidade. São
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transformadora. São Paulo: Libertad, 1998.
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WACHOWICZ, L. A. O método dialético na didática. Campinas, São Paulo:
Papirus, 1995 (Coleção Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
8.12 METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA
8.12.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta0 horas-aula.
8.12.2 Ementa
História e memória social: as finalidades do ensino de história na
sociedade brasileira contemporânea. A transposição didática da história e a
construção da compreensão e explicação histórica. Relação entre a construção
da noção de tempo e espaço e leitura do mundo pela criança. O trabalho com as
fontes históricas. Objetivos e conteúdos programáticos de história nos anos
iniciais do ensino fundamental. Planejamento, seleção e avaliação em história.
Análise crítica do material didático.
8.12.3 Referências
BURKE, Peter. A escola dos anos 1929-1989: A revolução francesa da
historiografia. São Paulo: UNESP, 1997.
CAMARGO, D. M. P. de & ZAMBONI, Ernesta. A criança, novos tempos, novos
espaços: a história e a geografia na escola. In: Em Aberto, Brasília, 7(37): 2530, jan/mar, 1988.
CARDOSO, Ciro F. S. Uma introdução à história. São Paulo: Brasiliense, 1988.
416
CITRON, Suzanne. Ensinar a história hoje: a memória perdida e encontrada.
Lisboa: Livros Horizonte, 1990. P. 293-298.
GARCIA, Tânia F. B; SCHMIDT, Maria A. Projeto recriando a história de Pinhais.
In: Portugal-Brasil: memórias e imaginários. Congresso Lusobrasileiro, 1999,
Lisboa. Actas volume II. Lisboa: Grupo de trabalho do Ministério da Educação
para as comemorações dos descobrimentos portugueses, 2000.
HOBSBAWN, Eric. A história de baixo para cima. In: _____. Sobre história. São
Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 216-231.
HUNT, Lynn. Apresentação: história, cultura e texto. In: _____. A nova história
cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992. p. 1-29
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fundamentos da educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
NADAI, Elza. A escola pública contemporânea: os currículos oficiais de história e
o ensino temático. Revista Brasileira de História - ANPUH, São Paulo, v.6,
n.11, pp.99-116; set.1985/fev.1986.
NILDECOFF, Maria Tereza. A escola e a compreensão da realidade. São
Paulo, 1982.
PENTEADO, Heloísa Dupas. Metodologia de ensino de história e geografia.
São Paulo: Cortez, 1991.
SCHMIDT, Maria Auxiliadora. O uso escolar do documento histórico. Caderno
de história: ensino e metodologia. Curitiba: UFPR / PROGRAD, n. 2, 1997.
THOMPSON, E. P. A miséria da teoria. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
8.13 METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA
417
8.13.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.13.2 Ementa
Concepções de geografia – a Geografia como ciência.
Compreensão do espaço produzido pela sociedade (espaço relacional);
Aspectos teórico-metodológicos de ensino da geografia. Objetivos e finalidades
do ensino da geografia na proposta curricular do curso de formação de docentes
da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, atendendo às
especificidades do estado do Paraná (quilombolas, indígenas, campo e ilhas).
Relação entre conteúdos, método e avaliação. Os conteúdos básicos de
geografia na educação infantil e anos iniciais. Diferentes tendências da
geografia. Bibliografia e concepção de geografia como ciência. Análise crítica e
elaboração de recursos didáticos para educação infantil e anos Iniciais. Análise
crítica dos livros didáticos dos anos iniciais.
8.13.3 Referências
ALMEIDA, R. D. de. Do desenho ao mapa. São Paulo: Contexto, 2003.
ALMEIDA, R.; PASSINI, E. O espaço geográfico, ensino e representação.
São Paulo: Contexto, 1991.
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ARCHELA, R. S. e GOMES, M. F. V. B. Geografia para o ensino médio Manual de aulas práticas. Londrina: UEL,1999.
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418
Contexto, 1999.
CARVALHO, Maria Inez. Fim de século: a escola e a geografia. Ijuí: UNIJUÍ,
1998.
CASTRO, Iná e outros (Orgs.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro:
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reflexões. Porto Alegre: UFRS, 1999.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia:
Alternativa, 2002.
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cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
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1995.
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FORQUIN, J.C. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do
conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
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ciências. São Paulo: Unesp, 1995.
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Trabalho,
educação
e
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polivalente ou formação politécnica? In: Educação e realidade. Porto Alegre, no.
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14. jan/jun 1989. P.17-28.
GADOTTI, Moacir. Pedagogia da terra. São Paul: Petrópolis, 2000.
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2000.
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KOZEL, S.; FILIZOLA, R. Didática da geografia: memórias da terra - o espaço
vivido. São Paulo: FTD, 1996.
LACOSTE, Yves.
A geografia - isso serve, em primeiro lugar para fazer a
guerra. Campinas: Papirus, 1988.
MORAES, Antônio C. R. Geografia - Pequena História Crítica. São Paulo:
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MOREIRA, Antônio F. e SILVA, Tomás T. (Orgs.). Currículo, cultura e
sociedade. São Paulo: Cortez, 1994.
MOREIRA, Ruy. O círculo e a espiral (a crise paradigmática do mundo moderno
). Rio de Janeiro: Coautor, 1993.
NIDELCOFF, M. T. A escola e a compreensão da realidade: ensaios sobre a
420
metodologia das ciências sociais. São Paulo: Brasiliense, 1986.
OLIVEIRA, Ariovaldo U. Para onde vai o ensino da geografia? São Paulo:
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PASSINI, Elza, Y. Alfabetização cartográfica e o livro didático. Belo
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moderna. Florianópolis: UFSC, 1993.
PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de (Orgs.).
Geografia em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2002.
QUAINI, Máximo. A construção da geografia humana. Rio de Janeiro: Paz e
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ensinar geografia : contribuição para o trabalho com 1º e 2º graus. Rio de
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SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. São Paulo: Cortez, 1986.
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Hucitec, 1986.
SOUZA,
José
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de;
KATUTA,
Ângela
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Geografia:
conhecimentos cartográficos. São Paulo: UNESP, 2001
STRAFORINI, Rafael. Ensinar geografia: o desafio da totalidade-mundo nas
sérias iniciais. São Paulo: Annablume, 2004.
VESENTINI, José W. Para uma geografia crítica na escola. São Paulo: Ática,
1992.
VLACH, Vânia. Geografia em construção. Belo Horizonte: Lê, 1991.
421
8.14 METODOLOGIA DO ENSINO DE CIÊNCIAS
8.14.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.14.2 Ementa
O ensino de ciências e a construção de uma cultura científica
que possibilite ao cidadão comparar as diferentes explicações sobre o mundo. A
energia para a vida e a inserção do homem no contexto do universo.
Aprendizagem integrada de ciências como possibilidade para a compreensão
das relações ciências, sociedade, tecnologia e cidadania. A construção dos
conceitos científicos. O pensamento racional e o pensamento intuitivo na
aprendizagem de ciências. O papel dos professores, das famílias e das
comunidades na aprendizagem formal e informal de ciências.
8.14.3 Referências
ASTOLFI, Jean Pierre. A didática das ciências. Campinas: Papirus,1990.
BUSQUETS, Maria Dolores; CAINZOZ, Manoel; FERNANDES, Tereza; LEAL,
Aurora; MORENO, Monteserrat & SASTRE, Genoveva. Temas transversais em
educação: bases para a formação integral. São Paulo, Ática, 1998.
BRASIL. Parâmetros Currículares Nacionais para o Ensino Fundamental.
Brasília, MEC, 1997.
CAMPOS, M, C. da Cunha & NIGRO, Rogério Gonçalves. Didática de ciências:
o ensino-aprendizagem como investigação. São Paulo, FTD, 1999.
CARVALHO, A. M. Pessoa de. Ciências no ensino fundamental: o
422
conhecimento físico. São Paulo, Scipione, 1998.
COLL, Cesar et alii. construtivismo na sala de aula. São Paulo, Ática, 1996,
DELIZOICOV, Demétrio & ANGOTTI, José André. Metodologia do ensino de
ciências. São Paulo, Cortez, 1994.
DELIZOICOV, Demetrio. Metodologia do ensino de ciências. São Paulo:
Cortez,1990.
DIAS, L.
S.
Interdisciplinaridade
em
tempo
de
diálogo:
práticas
ínterdisciplinares na escola. São Paulo, Cortez, 1997.
DUARTE, Ruth de Gouveia. Lições da natureza (projeto ciência). São Paulo,
Atual, 1999.
FROTA PESSOA, et. alii. Como ensinar ciências. São Paulo: Nacional/ Edusp,
s/d.
GASPARIN, João luiz, Uma didática para a pedagogia histórico-crítica.
Campinas: Autores Associados, 2005.
HARLAN, Jean D.; RIVKIN, Mary S. Ciências na educação infantil: uma
abordagem integrada. Porto Alegre : ArtMed, 2002.
HERNANDEZ, F. & VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de
trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 1999.
KRAASILCHIK, Myriam. O professor e o currículo de ciências. São Paulo:
Edusp, 1990.
KUPTAS, Marcia. Ciência e tecnologia em debate. São Paulo: Moderna, 1998.
TRINDADE, Diamantino Fernandes; Trindade, Lais dos Santos Pinto. Educação
e ciências. São Paulo: Madras, 2004.
8.15 METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE
423
8.15.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.15.2 Ementa
O papel da arte na formação humana, como conhecimento,
como trabalho, como expressão; Estudos das diferentes concepções de arte;
Conhecimento, trabalho e expressão e sua relação com o ensino; Estudo das
tendências pedagógicas - Escola Tradicional, Nova e Tecnicista - com ênfase
nos marcos históricos e culturais do ensino da arte no Brasil. Conhecimento
teórico e prático dos elementos formais e de composição das artes visuais, da
música, da dança e do teatro e sua contribuição na formação dos sentidos
humanos desde a educação infantil e anos iniciais. Abordagens metodológicas
para o ensino de artes. A atividade artística na escola: fazer e apreciar a
produção artística. As atividades artísticas como instrumental para a Educação
Infantil e séries iniciais.
8.15.3 Referências
8.15.3.1 Artes visuais
ALMEIDA, A. Betâmio de. A educação estético-visual no ensino escolar. [s.l.]:
Livros Horizonte, 1980.
APARICI, Roberto e GARCÍA MATILLA, Agustín. Lectura de imágenes. Madrid:
Ediciones de la Torre, 1998.
424
ARNHEIN, Rudolf. Arte e percepção visual. São Paulo: Pioneira / USP, 1986.
ARRUDA, Jacqueline. Projeto educação para o séc.XXI – São Paulo: Moderna,
2002 - (Série link da obras em 4 volumes).
BARBOSA, A. M. T. Arte-educação no Brasil: das origens ao modernismo. São
Paulo: Perspectiva,
BERGER, John. Modos de ver. Lisboa: Edições 70, 1972.
BLIKISTEIN, Izidoro. Kaspar Hauser ou a fabricação da realidade. São Paulo:
Cultrix, 1991.
BOSI, A. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1985.
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Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da República Federativa do
Brasil, Brasília no 248, p.27833 - 27841, 23 dez. 1996.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares
Nacionais (1a a 4a Série) Volume 6 - Arte. Brasília, 1997.
CHEVALIER, Jean. Dicionário de símbolo, mitos, sonhos, costumes, gestos,
formas, figuras, cores, números. Tradução Vera da Costa e Silva. 16 ed. Rio
de Janeiro: José Olympio, 2001.
COLEÇÃO Mestres das Artes – São Paulo: Moderna, 1996 e 1997 - 11 volumes.
COLEÇÃO Mestres das artes no Brasil - S. Paulo: Moderna, 1999; 2000; 2002;
2003; 2004.
COSTA, Cristina. Questões de arte: o belo, a percepção estética e o fazer
artístico. 2 ed. reform. S. Paulo: Moderna, 2004.
COSTELLA, Antonio F. Para apreciar a arte. Roteiro Didático. São Paulo:
SENAC e Mantiqueira, 1997.
CUMMING, Robert. Para entender a arte. São Paulo: Ática S.A, 1996.
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CURITIBA.
Secretaria
Municipal
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DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho. São Paulo: Scipione, 1989.
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DONDIS, D. A. La Sintaxis de la imagem: Introducion al alfabeto visual.
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FEITOSA, CHARLES. Explicando a filosofia com a arte. Rio de Janeiro:
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FUSARI, Maria F. D. R. e; FERRAZ, Maria H. C. D. T. Arte na educação
escolar. São Paulo: Cortez, 1992.
GARCEZ, Lucília. Explicando a arte brasileira. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Trad. Álvaro Cabral, 16 ed. Rio de
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JUSTINO, Maria José. A admirável complexidade da arte. In: ARAÚJO, S. M. ;
BÓRIO, E.; CORDI, C. et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 1999.
KUENZER, Acacia Z. Ensino de 2º. Grau: O Trabalho como princípio educativo.
São Paulo: Cortez, 1985.
MICLETHWAIT, Lucy. Para a criança brincar com arte: o prazer de explorar
belas pinturas. São Paulo: Ática, 1997.
OLIVEIRA, JÔ. Explicando a arte: uma iniciação para entender e apreciar as
artes visuais. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
OSTROWER, Fayga. Universos da arte. Rio de Janeiro: Campus, 1987.
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PARANÁ. Secretaria de estado de Educação. Currículo Básico para a Escola
Pública do Paraná. Curitiba, 1990.
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PORCHER, Louis (org.). Educação artística: luxo ou necessidade. São Paulo:
Summus, 1982.
SCHLICHTA, Consuelo A. B. D.; TAVARES, Isis
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do ensino fundamental).
STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Rio de
Janeiro: Ediouro, 1999.
TAILOR, Joshua C. Aprender a mirar: una Introducion a las artes visuales.
Buenos Aires: Ediciones La Isla, 1985.
VIGOSTKI, L. S. La imaginación y el arte em la infancia. México: Ediciones
Hispanicas, 1987.
WOODFORD, Susan. A arte de ver a arte: introdução à história da arte da
Universidade de Cambridge. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
8.15.3.2 Música
ALFAYA, M. & PAREJO, E. Musicalizar: uma proposta para vivência dos
elementos musicais. São Paulo: Musimed, 1987.
BENNET, Roy. Uma breve história da música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
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CANDE, Roland de. História universal da música. São Paulo: Martins Fontes,
1994, v. 1 e 2.
CUNHA, Susana Rangel Vieira da. (Org.). Cor, som e movimento: a expressão
plástica, musical e dramática no cotidiano da criança. Porto Alegre: mediação,
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Secretaria
Municipal
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Currículo
Básico:
Uma
contribuição para a Escola Pública Brasileira. Curitiba, 1988.
FAZENDA RIO GRANDE. Secretaria Municipal de Educação. Proposta
curricular municipal: ensino fundamental, 1ª a 4ª Série e educação especial
(Versão preliminar), 2003.
FUCKS, R. O discurso do silêncio. Rio de Janeiro: Enelivros, 1991.
GAINZA, V. H. La iniciación de los niños. Buenos Aires: Ricordi Americana,
1964.
GAINZA, V. H. Fundamentos, materiales y técnicas de la educación musical.
Buenos Aires: Ricordi Americana, 1977.
HOWARD, W. A música e a criança. São Paulo: Summus, 1984.
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propostas de atividades criativas para o uso na escola. Vol. 1. São Paulo:
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PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Currículo Básico para a Escola
Pública do Paraná. Curitiba, 1990.
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PINHAIS. Secretaria Municipal de Educação. Proposta Curricular. Pinhais,
2000.
POGUE, David; SPECK, Scott. Música clássica. Série para Dummies. Rio de
Janeiro: Campus, 1998.
PORCHER, L. (Org.). Educação artística: luxo ou necessidade? São Paulo:
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Jorge Zahar, 1994.
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS. Secretaria Municipal de Educação. Currículo Básico
para a Escola Pública Municipal de São José dos Pinhais. São José dos
Pinhais, 1995.
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O
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maravilhoso
da
música.
São
Paulo:
Melhoramentos,1997.
SCHLICHTA, Consuelo A. B. D.; TAVARES, Isis. M.; TROJAN, Rose. M.
Educação Artística. (Coleção Livros Didáticos - Educação Infantil, 1ª a 4ª Séries
do Ensino Fundamental e Livro do Professor). Curitiba: Módulo, 1996.
SCHLICHTA, Consuelo A.B.D.; TAVARES, Isis. M.; TROJAN, Rose. Conteúdo,
metodologia e avaliação do ensino de artes. Curso de pedagogia: séries
iniciais do ensino fundamental na modalidade de educação a distância. Curitiba:
UFPR/ NEAD, 2002.
SHAFER, Murray. O ouvido pensante. São Paulo: Universidade Estadual
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YEHUDI, Menuhin e DAVIS, Curtis W. A música do homem. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 1990.
8.15.3.3 Teatro
AMARAL, Ana Maria. Teatro de formas animadas. São Paulo: USP, 1993.
_____. O ator e seus duplos, máscaras, bonecos, objetos. São Paulo:
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BERTHOL, Margot. História Mundial do Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2000.
BIASOLI, C. L. A. A formação do professor de arte: do ensaio à encenação.
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BOAL, Augusto. 200 exercícios e jogos para o ator e o não ator com vontade
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BORBA, Eugenio e SAVASSE, Nicolas. A arte secreta do ator: dicionário de
antropologia teatral. São Paulo: Unicamp, 1995.
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Nacionais: 1ª a 4ª Série, Vol. 6, Arte. Brasília, 1997.
BRANDÃO, J. Teatro grego: origem e evolução. São Paulo: Artes Poéticas,
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FAZENDA RIO GRANDE. Secretaria Municipal de Educação. Proposta
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JAPIASSU, R. Metodologia do ensino de teatro. São Paulo: Papirus, 2001.
KOUDELA, I. D. Jogos teatrais. 4.ed. São Paulo: Perspectiva, 1998.
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VIGOTSKI, Lev S. Psicologia da arte. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
8.15.3.4 Dança
BOUCIER, P. História da dança no ocidente. São Paulo: Blume, 1981.
BRIKMAN, L. Linguagem do movimento corporal. São Paulo: Summus, 1989.
CAMINADA, Eliana. História da dança: evolução cultural. Rio de janeiro: Sprit,
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CORTÊS, Gustavo Pereira. Dança Brasil: festas populares. Belo Horizonte:
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CUNHA, Susana Rangel Vieira da. (org.). Cor, som e movimento: a expressão
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FUX, M. Dança, experiência de vida. São Paulo: Summus, 1983.
GARAUDY, R. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1979.
GELB, M. O aprendizado do corpo. São Paulo: Martins Fontes, 1987.
HASELBACH, B. Dança, improvisação e movimento: expressão corporal na
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LABAN, R. V. Domínio do movimento. São Paulo: Summus, 1978.
LAIRD, Walter. As danças de salão. [Porto]: Civilização, 1994.
MENDES, M. G. A Dança. São Paulo: Ática, 1985.
OSSOMA, P. A. A Educação pela dança. São Paulo: Summus, 1988.
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS. Secretaria Municipal de Educação. Currículo básico
para a escola pública municipal de São José dos Pinhais. São José dos
Pinhais, 1995.
8.16 METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
8.16.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso de formação de
docentes é de 80 (oitenta) horas-aula.
8.16.2 Ementa
433
O movimento humano e sua relação com o desenvolvimento dos
domínios motor, cognitivo e afetivo-social do ser humano. Desenvolvimento
motor e aprendizagem motora. A Educação física como componente curricular. A
cultura corporal de movimentos: ação e reflexão. A criança e a cultura corporal
de movimentos: o resgate do lúdico e a expressão da criatividade.
8.16.3 Referências
ALMEIDA, Paulo N. de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São
Paulo: Loyola, 1987.
BORGES, Célio J. Educação física para a pré-escola. Rio de Janeiro: Sprint,
1987.
CIVITATE, Héctor. 505 jogos cooperativos e competitivos. Sprint: Rio de
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Coletivo de autores. Metodologia de ensino da educação física. São Paulo:
Cortez, 1992.
COSTA, Vera Lúcia M. Prática da educação física no primeiro grau: modelo
de reprodução ou perspectiva de transformação? São Paulo: IBRASA, 1987.
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física. São
Paulo, Cortez, 1992.
______. Visão didática da educação física: Análises críticas e exemplos
práticos de aulas. Grupo de Trabalho Pedagógico UFPE / UFSM. Rio de Janeiro:
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DARIDO, Suraya C.; RANGEL, Irene C.A. Educação física na escola:
implicações para a prática pedagógica. São Paulo: Guanabara Koogan, 2005.
DIEM, Liselott. Brincadeiras e esportes no jardim de infância. Rio de Janeiro:
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FREIRE, João B.; SCAGLIA, Alcides J. Educação como prática corporal. São
Paulo: Scipione, 2003. (Série Pensamento e Ação no Magistério).
GALLAHUE, David L.; OZMUN, John C. Compreendendo o desenvolvimento
motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte, 2001.
GONÇALVES, Maria Cristina. Aprendendo a educação física, da pré-escola à
8a série. Curitiba: Bolsa, 1996.
GUERRA, Marlene. Recreação e lazer. Porto Alegre: Sagra, 1982.
GUISELINI, Mauro A. Educação física na pré-escola. SEED/MEC, 1982.
MAGILL, Richard A. Aprendizagem motora: conceitos e aplicações. São Paulo:
Edgard Blücher, 1984.
MEDINA, João Paulo S. Educação física cuida do corpo e mente - bases para
a renovação e transformação da educação física. Campinas: Papirus, 1989.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca: sucata que vira brinquedo.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
SILVA, Lydio Roberto & Fontoura, Mara. Cancioneiro do folclore infantil.
Curitiba: Gramophone, 2002.
TANI, Go; MANOEL, Edison de J.; KOKUBUN, Eduardo; PROENÇA, José E. de.
Educação física escolar: fundamentos de uma abordagem desenvolvimentista.
São Paulo, 1988.
8.17 PRÁTICA DE FORMAÇÃO: ESTÁGIO SUPERVISIONADO
8.17.1 Carga Horária
A carga horária total do estágio supervisionado no curso de
435
formação de docentes é de 800 (oitocentos) horas-aula.
8.17.2 Ementa
Sentidos e significados do trabalho docente. Pluralidade cultural,
as diversidades, as desigualdades e a educação. Condicionantes da infância e
da família no Brasil e a organização da educação. A ação docente, as práticas
pedagógicas e a formulação da didática na educação infantil e nos anos iniciais
do ensino fundamental. Fundamentos teórico-metodológicos da pesquisa.
8.17.3 Referências
ALMEIDA. Jane Soares de. Prática de ensino e estágio supervisionado na
formação de professores. São Paulo: Cadernos de Pesquisa , nº 93, 1995
ALVES, N. Formação de professor: pensar e fazer, 2 ed. São Paulo: Cortez,
1993.
BRASIL, Ministério da Educação. Projeto escola viva: v. 5 e 6: Garantindo o
acesso e permanência de todos os alunos na escola – alunos com necessidades
educacionais especiais. Brasília: MEC, SEESP, 2000
______.
Ministério
da
Educação.
Parâmetros
curriculares
nacionais:
introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília. Secretaria de
educação fundamental.
MEC: Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p. Parâmetros
curriculares nacionais. 2. Ensino de primeira à quarta série. I. Título.
______. Ministério da Educação. Referencial curricular nacional para a
educação infantil. Brasília. Secretaria de Educação Fundamental.
MEC:
Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 1: Introdução.
CANDAU, Vera Maria. O bom professor e sua prática. Campinas, São Paulo:
436
Papirus, 1995.
CUNHA, Luis Antonio. Educação e desenvolvimento social no Brasil. Rio de
Janeiro: Francisco Alves, 1988.
DAVIS, Claudia e ESPÓSITO, Yara. L. Papel e função do erro na avaliação
escolar. São Paulo: Cadernos de Pesquisa, nº 74 a 71-75, agosto, 1991.
ENGUITA, Mariano.F. A ambigüidade da docência: entre o profissionalismo e a
proletarização. In: Revista Teoria e Educação. Nº 4, 1991.
FAZENDA, Ivani. Um desafio para a didática: experiências, vivências,
pesquisas. São Paulo: Loyla, 1991.
FREIRE, P. Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. 13 ed. São
Paulo: Olho d’água, 1993.
FREITAS, Helena Brzezinski, I. Formação de professores: um desafio.
Goiânia: UCG, 1996.
FREITAS, Helena C. L de. O trabalho como princípio articulador na prática
de ensino e nos estágios. Campinas, São Paulo: Papirus, 1996.
FRIGOTTO, Gaudêncio. Educação e crise no trabalho: perspectives de final de
século. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
FRIGOTTO, Gaudêncio. O enfoque da dialética materialista histórica na
pesquisa educacional. In: FAZENDA, I. Metodologia da pesquisa educacional.
7 ed. São Paulo: Cortez, 2001.
GARCIA, Carlos Marcelo. A formação de professores: novas expectativas
baseadas na investigação sobre o pensamento do professor. In: NÓVOA,
Antonio (coord.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992.
HOFFMANN,
Jussara.
Avaliação
mito
&
desafio:
uma
perspectiva
construtivista. 29 ed. Porto Alegre: Mediação, 2000.
437
______. Avaliação: mito e desafio - uma perspectiva construtivista. Porto Alegre:
Educação e Realidade, 1993.
______. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré- escola à
universidade. 14 ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.
KOSIK, Karel. Dialética do concreto. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1995.
KUENZER, A. Z. (2002) A escola desnuda: reflexões sobre a possibilidade de
construir o ensino médio para os que vivem do trabalho. In: ZIBAS, D. M. L.;
AGUIAR, M. A. de S.; BUENO, M. S. S. (orgs).O ensino médio e a reforma da
educação básica, Ed.Plano.
LIBÂNEO, J. C. Didática. Série formação do professor. São Paulo: Cortez,1994.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação educacional: para além do autoritarismo.
LUDKE e MEDIANO, Zélia (Coords). A avaliação na escola de 1º grau: uma
análise sociológica. Campinas: Papirus, 1992.
MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. 2 ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2001.
______. Contribuição à crítica da economia pPolítica. São Paulo: Martins
Fontes, 1980.
MEDIANO, Zélia. Avaliação da aprendizagem na escola de 1º grau. Educação
e Seleção. São Paulo.
NOVAES, M. E. Professora primária: mestra ou tia. São Paulo: Cortez,1991.
PARANÁ. Secretaria de estado da educação. Departamento do ensino de 2.º
grau. Setor de ensino. Proposta para o estágio supervisionado. Projeto de
avaliação da proposta curricular da habilitação magistério. Curitiba, 1989.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens entre duas lógicas. Porto Alegre: ArtMed, 1999.
438
PESSANHA, E. C. Ascensão e queda do professor. São Paulo: Cortez, 1994.
PICHONES, Stela C.B. A prática de ensino e o estágio supervisionado. São
Paulo: Papirus, 1991.
PICONEZ, Stela C. B. (Org.) A prática de ensino e o estágio supervisionado.
Campinas, São Paulo: Papirus, 1994.
PIMENTA, Selma Garrido. O estágio na formação do professor: unidade, teoria e
prática. São Paulo: Cortez, 1995.
SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica.
Campinas, SP: Ed: Autores Associados, 1980.
SOUZA, Sandra Maria Zákia Lian. Avaliação da aprendizagem: teoria, legislação
e prática no cotidiano da escola de 1º grau. In: CANHOLATO, Maria Conceição
(Org.) A construção do projeto de ensino e a avaliação. São Paulo: FTE,
1990 (Séries Idéias, nº 8) uma pesquisa. 3.ed. São Paulo: Atlas, 199.
VASCONCELOS, Celso dos J. Avaliação: concepção dialética - libertadora do
processo de avaliação escolar. São Paulo: Libertad, 1995.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1968.
VEIGA, Ilma Passos A. (Org.). Projeto político-pedagógico da escola.
Campinas: Papirus, 1995.
CAPÍTULO IV
TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO
I PARTE – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO INTEGRADO
1 APRESENTAÇÃO
439
Aborda a História e a cultura afro-brasileira e africana e a
educação das relações étnico-raciais, conforme a Deliberação 04/06 do CEE,
dizendo que todas as disciplinas da matriz curricular devem contemplar
obrigatoriamente ao longo do ano letivo, na perspectiva de proporcionar aos
alunos uma educação compatível com uma sociedade democrática, multicultural
e pluriétnica
2 AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua, cumulativa, cooperativa, diagnóstica e
somativa e será realizada de forma diversificada tais como: teste escrito; teste
oral; pesquisa; elaboração e participação de seminários e palestras, bem como
trabalhos em sala de aula.
Os instrumentos de avaliação contemplarão os diversos
momentos do processo ensino-aprendizagem, garantindo um total de 10,0 (dez
vírgula zero) pontos.
3 DISCIPLINAS
3.1 ARTE
3.1.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
440
3.1.2 Ementa
Articulação
entre
os
conhecimentos
estético,
artístico
e
contextualizado para a compreensão dos elementos formadores da arte e seus
conceitos.
3.1.3 Conteúdos
3.1.3.1 Artes visuais
•
Ponto;
•
Linha;
•
Texturas;
•
Volume;
•
Luz;
•
Cor;
•
Superfície;
•
Publicidade;
•
Propaganda;
•
Slogan;
•
Logotipo,
•
Anúncios: rádio, TV, out doors;
•
Imagem virtual;
•
Arte gráfica;
•
Tipos de letras, números;
•
Design.
441
3.1.3.2 Música
•
Altura;
•
Duração;
•
Timbre;
•
Intensidade;
•
Densidade;
•
Ritmo;
•
Jungle;
•
Melodia;
•
Improvisação;
•
Gêneros musicais.
3.1.3.3 Teatro
•
Personagem (expressões corporais, vocais, gestuais e faciais);
•
Ação;
•
Espaço Cênico;
•
Representação;
•
Jogos teatrais.
3.1.3.4 Dança
•
Movimento Corporal,
•
Coreografia;
•
Movimentos e períodos:
- Pop Art;
442
- História da propaganda;
- Correntes artísticas;
- Música eletrônica;
- Rap;
- Funk;
- Tecno;
- Vanguardas artísticas;
- Indústria cultural;
- Teatro do oprimido;
- Dança moderna.
3.1.4 Referências
BARBOSA, A. M. (org.) Inquietações e mudanças no ensino da arte. São
Paulo: Cortez, 2002.
BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1998.
MARQUES, L. Dançando na escola. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2005.
PARANÁ, Secretaria do Estado da Educação, Diretrizes Curriculares da Rede
Pública de Educação Básica: Arte. Curitiba: SEED-PR, 2006.
VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Psicologia da Arte. São Paulo: M. Fontes,
1999.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. São
Paulo: Companhia das Letras, 1989.
443
3.2 BIOLOGIA
3.2.1 Carga Horária
A carga horária da disciplina de biologia é de 240 (duzentos e
quarenta) horas-aula no curso.
3.2.2 Ementa
Relações dos seres vivos com o meio, seus mecanismos para
manutenção da vida, da biodiversidade, seus processos de modificação e suas
implicações.
Organização
dos
seres
vivos.
Mecanismos
biológicos.
Biodiversidade. Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida.
3.2.3 Conteúdos
•
Biologia como ciência;
•
Definições históricas do fenômeno vida;
•
Relações entre a ciência, a tecnologia e a sociedade;
•
Método científico;
•
Avanços Biológicos no contexto da vida;
•
Bioética;
•
Origem da vida na Terra;
•
Teorias sobre o surgimento dos primeiros seres vivos;
•
Biogênese e abiogênese;
•
Evolução e diversificação da vida;
•
A célula – das observações de Antonie van Leeuwenhoek ao uso do
microscópio eletrônico;
444
•
Teoria celular de Robert Hooke à atualidade;
•
Partes fundamentais da célula;
•
Biologia molecular;
•
Mecanismos celulares e bioquímica celular;
•
Permeabilidade seletiva;
•
Metabolismos celulares e produção de energia;
•
Reconhecimento do núcleo celular como componente fundamental das
délulas e do organismo – de Robert Bown à atualidade;
•
Cariótipo humano e outros;
•
Divisão celular e síntese proteica;
•
Genética humana e sistema ABO;
•
Leis de Mendel;
•
Herança do sexo;
•
Níveis de organização dos seres vivos;
•
Seres vivos e interdependência mútua com o ambiente;
•
Fisiologia animal comparada;
•
Estratégias de adaptação e sobrevivência dos seres vivos ao longo do
processo evolutivo;
•
Microorganismos e a saúde humana;
•
Relações entre os seres vivos e destes com o ambiente – fluxo de matéria e
energia;
•
Redes alimentares;
•
Desequilíbrios ambientais;
•
Papel do ambiente e transmissão de características hereditárias –
445
monohibridismo, polialelia;
•
Diversidade de seres vivos – mutações gênicas;
•
Evidências evolutivas;
•
Adaptação e teorias evolutivas.
3.2.4 Referências
CARSON, R. Primavera silenciosa. São Paulo: Melhoramentos, 1985.
FERRI, M. G. Ecologia: temas e problemas brasileiros. Belo Horizonte: Itatiaia,
1984.
JUNQUEIRA, L.C.V. & CARNEIRO, J. Histologia básica. 8 ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1995.
OPARIN, A.I. A origem da vida. Rio de Janeiro: Vitória, 1956.
3.3 EDUCAÇAO FÍSICA
3.3.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 320 (trezentos e
vinte) horas-aula.
3.3.2 Ementa
Expressão corporal em jogos, danças, lutas, ginásticas e
esportes, configurando a cultura corporal.
3.3.3 Conteúdos
446
3.3.3.1 Esportes
•
Futebol;
•
Futsal;
•
Handebol;
•
Voleibol;
•
Basquetebol;
•
Tênis de mesa;
•
Xadrez;
•
Entre outros.
3.3.3.2 Ginástica
•
Laboral, GRD (ginástica rítmica desportiva);
•
Geral;
•
Formativa;
•
Aeróbica: artística, de academia, relaxamento e outras;
3.3.3.3 Lutas
•
Capoeira;
•
Judô;
•
Karatê;
•
Taekwondo;
•
Kung Fu;
•
Sumô;
• Jiu-jitsu.
447
3.3.3.4 Dança
•
De Salão;
•
Criativa;
•
Erudita;
•
Folclórica;
•
Regional;
•
Expressão Corporal;
•
Internacional,
•
Entre outras.
3.3.3.5 Jogos
•
Jogos de Salão;
•
Brinquedos;
•
Brincadeiras de rua;
•
Pré-desportivos;
•
Cooperativos;
•
Dramático e de Interpretação;
•
De construção de brinquedos;
•
Jogos de Raquete e Peteca.
3.3.4 Referências
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino da Educação Física. São
Paulo: Cortez, 1992.
448
GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:
Autores Associados, 2002.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 2 ed. São Paulo:
Cortez,1995.
MARX, K. O capital: crítica da economia política. 18 ed. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2001.
PARANÁ, Secretaria do Estado da Educação, Diretrizes Curriculares da Rede
Pública de Educação Básica: Educação Física. Curitiba: SEED-PR, 2008.
SAVIANI, D. Escola e democracia. 32 ed. Campinas: Autores Associados,1999.
______. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo:
Cortez/Autores Associados, 1991.
3.4 FILOSOFIA
3.4.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
3.4.2 Ementa
Trabalho da mediação intelectual. O pensar. A busca da
profundidade dos conceitos e das suas relações históricas.
3.4.3 Conteúdos
449
3.4.3.1 Mito e filosofia
•
O Homem enquanto ser pensante e criativo;
•
Pensamento racional e pensamento conceitual;
•
Relação do pensamento mítico com o pensamento conceitual.
3.4.3.2 Teoria do conhecimento
•
Verdade e mentira como critério na educação humana;
•
Objetivos e fontes do conhecimento.
3.4.3.3 Ética
•
Valores;
•
Normas;
•
Autonomia;
•
Violência;
•
Injustiça;
•
Ética nas ações individuais e grupais;
•
Ética;
•
Religião; e
•
Política.
3.4.3.4 Filosofia política
•
Regimes políticos;
•
Repressão política;
•
Direitos humanos;
450
•
Relações de poder;
•
Conceitos de cidadania, democracia, igualdade, liberdade e justiça;
•
Estudo da LDB - Lei n. 9394/96.
3.4.3.5 Filosofia e ciência
•
Conhecimento vulgar e conhecimento científico;
•
Pesquisa e ciência;
•
Descobertas científicas;
•
Relações do homem com ele mesmo e com o mundo.
3.4.3.6 Estética
•
Arte e beleza;
•
Imaginação;
•
Intuição.
3.4.4 Referências
ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
ARIEL, M.; PORTA, G. A filosofia a partir de seus problemas. 2 ed.. São
Paulo: Loyola, 2004.
CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1998.
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. O que é a filosofia? Rio de Janeiro: edição 34,
1992.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Rede
Pública de Educação Básica: Filosofia. Curitiba: SEED-PR, 2008.
451
REALE, G.; ANTISERI , D. História da filosofia: do Romantismo até nossos
dias. São Paulo: Paulus, 1991 (Coleção Filosofia).
3.5 FÍSICA
3.5.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de física no curso é de 80
(oitenta) horas-aula.
3.5.2 Ementa
Compreensão e interpretação dos fenômenos naturais e dos
modelos de elaborações humanas do universo.
3.5.3 Conteúdos
•
Momentum e inércia;
•
Conservação da quantidade de movimento;
•
Variação da quantidade de movimento = impulso;
•
2.ª Lei de Newton;
•
3.ª Lei de Newton e condições de equilíbrio;
•
Gravidade;
•
Energia e o princípio da conservação de energia;
•
Variação de energia de parte de um sistema – trabalho e potência;
•
Fluidos;
•
Oscilações;
•
Lei Zero da Termodinâmica;
•
1.ª Lei da Termodinâmica;
452
•
Propriedades térmicas e dilatações dos materiais;
•
2.ª Lei da Termodinâmica;
•
3.ª Lei da Termodinâmica;
•
Carga elétrica;
•
Força magnética;
•
Equações de Maxwell;
•
Elementos de um circuito elétrico;
•
Luz.
3.5.4 Referências
PARANÁ, Secretaria de Estado de Educação. Diretrizes Curriculares de Física
para o Ensino Médio, 2008.
TIPLER, P. Física. Mecânica, ondas e termodinâmica. v. 1. 4 ed. Rio de
Janeiro: LTC. 2000.
______. Eletricidade, magnetismo e óptica. v. 2. 4 ed. Rio de Janeiro: LTC.
2000.
TIPLER, P. ; LIEWELLYN, R. Física moderna. 3 ed. Rio de Janeiro: LTC. 2001.
USP. Universidade do Estado de São Paulo/ Grupo de Reelaboração do Ensino
de Física. GREF, v. 1- Mecânica. São Paulo. Edusp. 1991.
______. Universidade do Estado de São Paulo/ Grupo de Reelaboração
do
Ensino de Física. GREF, v. 2 - Física térmica e óptica. São Paulo. Edusp. 1991.
______. Universidade do Estado de São Paulo/ Grupo de Reelaboração do
Ensino de Física. GREF, v. 3 - Eletromagnetismo. São Paulo. Edusp, 1991.
453
3. 6 GEOGRAFIA
3.6.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina de geografia no curso é de 240
(duzentas e quarenta) horas-aula.
3.6.2 Ementa
Espaço Geográfico produzido e apropriado pela sociedade nas
relações sócio-culturais, políticas e econômicas.
3.6.3 Conteúdos
•
A revolução tecnológica e o espaço geográfico;
•
O espaço urbano;
•
O espaço rural;
•
Regionalização do espaço mundial e brasileiro;
•
Nova ordem mundial;
•
Estado-Nação.
3.6.4 Referências
ANDRADE, M. C. de Geografia ciência da sociedade. São Paulo: Atlas, 1987.
CASTROGIOVANNI, A. C. (Org.) Geografia em sala de aula: práticas e
reflexões. Porto Alegre: UFRS, 1999.
FILHO J. B. Ciências humanas e suas tecnologias: história, geografia. São
Paulo: Ed. IBEP, 2005.
MENDES; JAMES. Geografia geral e do Brasil: Estudos para a compreensão
do espaço. São Paulo: Ed. FTD, 2004.
454
PARANÁ. Secretaria de estado da educação. Diretrizes curriculares da rede
pública de educação básica: diretrizes curriculares de geografia. Curitiba:
SEED, 2008.
VESENTINI, José W. Natureza e sociedade. São Paulo: Contexto, 1997.
______. Geografia, natureza e sociedade. São Paulo; Contexto, 1997.
3.7 HISTÓRIA
3.7.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 200 (duzentas)
horas-aula.
3.7.2 Ementa
História como ciência. Ações e relações humanas no espaço e
no tempo a partir das relações de trabalho, poder e cultura.
3.7.3 Conteúdos
•
Relações de trabalho;
•
Relações de poder;
• Relações de culturais:
- Das sociedades nômades à formação das cidades;
- As teocracias de regadio;
- Trabalho servil e escravo na antigüidade oriental;
- Sociedade estamental e suas relações de poder;
- Religiosidade.
• Da polis grega à pax romana:
455
- O trabalho escravo e livre no mundo greco-romano;
- O Estado e as relações de poder no mundo greco-romano;
- Relações de dominação e resistência cultural no mundo greco-romano.
• A hegemonia católica e as relações entre os diferentes sujeitos e movimentos
de resistência no período feudal:
- As relações de trabalho na sociedade feudal;
- Relações de poder na Europa Feudal;
- Consolidação e expansão do cristianismo.
• A formação dos estados nacionais, o poder absoluto dos reis às “luzes” da
razão:
- As relações capitalistas de trabalho na América Latina;
- Poder absolutista dos séculos XII ao XVIII;
- O questionamento do poder da Igreja e o Renascimento.
• Relações de poder no império napoleônico:
- Transição do sistema de manufaturas para o industrial;
- Ascensão da burguesia e o fim do Estado absolutista;
- Disciplinarização e resistência na Europa napoleônica.
- Urbanização, industrialização na Europa e a revolução industrial:
- A indústria moderna e o trabalho fabril;
- O Estado nacional e suas relações de poder;
- Razão e sensibilidade.
• Movimentos sociais no Século XIX:
- Formação das classes operárias;
- A formação dos Estados Nacionais no século XIX;
- A invenção das tradições – Europa e Brasil.
456
•
A formação dos estados nacionais latino-americanos:
- A transição do trabalho escravo para o trabalho livre;
- Conflitos de independência e revoltas federalistas no Brasil;
- A invenção das tradições: o caso da América Latina.
•
O Século XX: a era das incertezas:
- A reestruturação do mundo do trabalho;
- Entre guerras e revoluções;
- Revolução cultural.
3.7.4 Referências
SCLIAR, M. Saúde Pública: Histórias políticas e revoltas. São Paulo: Scipione,
2002.
KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.
SANTOS, M., SILVEIRA, M. Brasil Território e sociedade no início do século
XX. São. Paulo: Record, 2001.
ORTIZ, R. Cultura brasileira e identidade nacional. São Paulo: Brasiliense,
2003.
PARANÁ. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Diretrizes curriculares
na rede pública de educação básica do estado do Paraná – História.
Curitiba, 2008.
______. Coletivo de autores. História. Curitiba: SEED-PR, 2006.
3.8 LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA
3.8.1 Carga Horária
457
A carga horária total da disciplina no curso é de 400
(quatrocentas) horas-aula.
3.8.2 Ementa
Estudo e reflexões sobre a língua, enquanto prática social, por
meio dos diferentes gêneros discursivos, que se concretizam nas práticas de
oralidade, leitura, escrita e análise linguística. Estudo da literatura como fator que
permite a interação a partir do objeto estético.
3.8.3 Conteúdos
3.8.3.1 Conteúdo estruturante
•
Discurso como prática social.
3.8.3.2 Conteúdos específicos
•
Oralidade
- Aspectos contextuais do texto oral;
- Intencionalidade dos textos;
- A utilização pelo aluno da linguagem oral com eficácia, sabendo adequá-la a
intenções e situações comunicativas, conforme as instâncias de uso da
linguagem;
- Atendimento aos objetivos das atividades desenvolvidas;
- Adequação ao evento de fala: casual, espontâneo, profissional, institucional,
etc.;
- Reconhecimento das diferentes possibilidades de uso da língua dados os
ambientes discursivos;
- Diferenças lexicais, sintáticas e discursivas que caracterizam a fala formal e a
informal;
458
- Recursos linguísticos próprios da oralidade;
- As variedades linguísticas e a adequação da linguagem ao contexto de uso:
diferentes registros, grau de formalidade em relação à fala e à escrita.
- Papel do interlocutor na prática da oralidade;
- Aspectos formais e estruturais do texto oral;
- Atendimento à natureza da informação ou do conteúdo veiculado;
-Observância da relação entre os participantes (conhecidos, desconhecidos,
nível social, formação, etc.);
- Materialidade fônica dos textos poéticos (entonação, ritmo).
•
Leitura
- Os processos utilizados na construção do sentido do texto de forma
colaborativa: inferências, coerência de sentido, previsão, conhecimento prévio,
leitura de mundo, intertextualidade, expressão da subjetividade por meio do
diálogo e da interação;
- Compreensão do texto de maneira global e não fragmentada;
- Utilização de diferentes modalidades de leitura adequadas a diferentes
objetivos;
- Contato com gêneros das diversas esferas sociais, observando o conteúdo
veiculado, possíveis interlocutores, assunto, fonte, papéis sociais representados,
intencionalidade e valor estético;
- Entendimento do aluno sobre os elementos linguísticos do texto como pistas,
marcas, indícios da enunciação;
- Reconhecimento das diferentes vozes presentes no texto;
- Compreensão do aluno acerca do funcionamento das marcas linguísticas
presentes no texto;
- Reconhecimento e importância dos elementos coesivos e marcadores de
discurso para a progressão textual, encadeamento das idéias para a coerência
do texto.
459
•
Escrita
- A produção escrita como processo suscitada por uma real necessidade de
prática social;
- Trabalho com o texto visando provocar ações que possam intervir no mundo;
- Atendimento à natureza da informação ou do conteúdo veiculado;
- Adequação ao nível de linguagem e/ou à norma padrão;
- Coerência com o tipo de situação em que o gênero se situa (pública, privada,
corriqueira, solene, etc.);
- Observância à relação entre os participantes (conhecidos, desconhecidos, nível
social, formação, etc.);
- Relevância do interlocutor na produção de texto;
- Unidade temática;
- Clareza na exposição das idéias;
- Utilização dos recursos coesivos (fatores de coesão: referencial, recorrencial e
sequencial);
- Adequação do gênero proposto às estruturas relativamente estáveis;
- Refacção de textos com o objetivo de refletir sobre as possibilidades de
construção e não somente apontamentos de inadequações da gramática
normativa.
•
Análise linguística: oralidade, leitura e escrita
- Elementos de coesão e coerência na constituição textual, incluindo os
conteúdos relacionados aos aspectos semânticos e léxicos: sinônimos,
antônimos, polissemia, nominalizações, hiperonímia;
- Conteúdos relacionados à norma padrão em função do aprimoramento das
práticas discursivas, tendo em vista o uso e o princípio da regularidade:
concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, acentuação, crase,
460
ortografia, pontuação, tempos verbais, colocação pronominal, referenciação;
- Abranger outros recursos: informatividade, intertextualidade, situcionalidade,
intencionalidade, contextualização;
- Elementos composicionais, formais e estruturais dos diferentes gêneros;
- A importância e a função das conjunções no conjunto do texto e seus efeitos de
sentido;
- Expressividade dos nomes e função referencial no texto (substantivos,
adjetivos, advérbios) e efeitos de sentido;
- O uso do artigo como recurso referencial e expressivo em função da
intencionalidade do conteúdo textual;
- Relações semânticas que as preposições e os numerais estabelecem no texto;
- A pontuação como recurso sintático e estilístico em função dos efeitos de
sentido, entonação e ritmo, intenção, significação e objetivos do texto;
- Papel sintático e estilístico dos pronomes na organização, retomadas e
sequenciação do texto;
- Valor sintático e estilístico dos tempos verbais em função dos propósitos do
texto, estilo composicional e natureza do gênero discursivo.
•
Literatura
- Elaboração de mapas de leitura; conexão entre as cadeias semióticas de toda
natureza: cadeias biológicas, políticas, econômicas e outras;
- Associações e conexões a partir dos textos apresentados pelos alunos, da
autoria deles ou não;
- Relações entre textos trabalhados e o contexto presente;
- Multiplicidade de possibilidades de construção de significado;
- Proliferação do pensamento pela multiplicidade de relações possíveis;
- Planejamento aberto a um contágio intertextual;
461
- Invocação de outros temas, outros gêneros, hipertextos e virtualidades;
- Construção de consistência argumentativa na ordem do discurso – proliferação
do pensamento;
- Aprimoramento do pensar e aperfeiçoamento no manejo das habilidades do
falar, ler e escrever.
3.8.4 Referências
ANTUNES, I. Aula de Português: encontro e Interação. São Paulo: Parábola
Editorial, 2003.
BAGNO, M. A. Preconceito linguístico. São Paulo: Loyola, 2003.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
GERALDI, J. W. O texto na sala de aula. São Paulo: Atica, 1997.
______. Portos de passagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares estaduais
de língua portuguesa, 2008.
POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas:
Mercado das Letras, 1996.
SUASSUNA, L. Ensino de língua portuguesa: uUma abordagem pragmática.
Campinas: Papirus, 1995.
BUENO, WILSON DA COSTA Comunicação empresarial: teoria e pesquisa.
São Paulo: Manoele, 2002.
3.9 MATEMÁTICA
3.9.1 Carga Horária
462
A carga horária total da disciplina no curso é de 400
(quatrocentas) horas-aula.
3.9.2 Ementa
Apropriação e utilização de conceitos relacionados às formas
espaciais e quantidades e de procedimentos matemáticos na resolução de
problemas.
3.9.3 Conteúdos
3.9.3.1 Conteúdos estruturantes
•
Números e álgebra;
•
Geometrias;
•
Funções;
•
Tratamento de informação.
3.9.3.2 Conteúdos específicos
1) Número e álgebra
- Conjunto dos números reais;
- Conceitos e operações de união, intersecção e subtração;
- Conjuntos numéricos Intervalos.
2) Relações e funções
- Plano cartesiano;
463
- Par ordenado;
- Definição de função;
- Determinação do domínio, imagem e contra domínio;
- Função sobrejetora, injetora e bijetora;
- Função par e ímpar;
- Funções crescentes e decrescentes;
- Função composta;
- Função inversa.
•
Função polinominal do 1º grau:
- Conceito e gráfico;
- Raiz da função do 1.º grau.
- Sinal da função do 1.º grau;
- Inequação do 1.º grau;
- Sistema de inequações do 1.º grau;
- Inequações produto e inequações quociente.
•
Função polinominal do 2º grau (função quadrática):
- Conceito e gráfico;
- Raízes da função quadrática;
- Vértice da parábola (ponto de máximo e mínimo);
- Sinal da função quadrática;
- Sistema de inequações do 2.º grau;
- Inequações produto e inequações quociente.
464
•
Função exponencial
- Propriedades da potenciação;
- Equação exponencial;
- Conceito e gráfico da função exponencial;
- Inequação exponencial.
•
Função logarítmica
- Definição dos logaritmos;
- Condição de existência dos logaritmos;
- Sistemas de logaritmos;
- Equações logarítmicas;
- Propriedades operacionais;
- Gráfico da função logarítmica;
- Inequações logarítmicas;
- Logaritmos decimais.
3) Tratamento da informação
4) Matemática financeira
•
Porcentagem e regra de três;
•
Séries postecipadas e antecipadas;
•
Esquema padrão de uma calculadora financeira;
•
Capitalização simples: juros simples, descontos simples (por dentro e por fora
).
5) Funções
465
•
Progressão aritmética:
- Seqüências;
- Definição de progressão aritmética;
- Termo geral de uma progressão aritmética;
- Interpolação aritmética;
- Propriedades de uma progressão aritmética;
- Soma dos termos de uma progressão aritmética.
•
Progressão geométrica:
- Definição de progressão geométrica;
- Classificação de uma progressão geométrica;
- Termo geral de uma progressão geométrica;
- Propriedades de uma progressão geométrica;
- Interpolação geométrica;
- Soma dos termos de uma progressão geométrica finita;
- Soma dos termos de uma progressão geométrica infinita.
•
Funções trigonométricas:
- Trigonometria no triângulo retângulo: relações métricas, razões trigonométricas
(seno, cosseno e tangente);
- Trigonometria no círculo;
- Arcos e ângulos trigonométricos;
- Círculo trigonométrico;
- Função seno,
- Função cosseno,
466
- Função tangente;
- Relação fundamental;
- Relações derivadas;
- Expressões trigonométricas;
- Identidade trigonométrica;
- Equações trigonométricas;
- Resolução de triângulo qualquer.
6) Tratamento de informação
7) Matemática financeira
- Capitalização composta: juro composto, desconto composto (por dentro e por
fora);
- Cálculos de taxas;
- Amortização;
- Depreciação;
- Financiamento.
8) Estatística
- Conceito de estatística;
- Arredondamento de números;
- Propriedades da somatória;
- Variável discreta e continua;
- Populações e amostras;
- Técnicas de amostragem: amostragem causal simples, sistemática e
estratificada;
467
- Tendenciosidade da amostra;
- Séries estatísticas;
- Medidas de tendência central (ou de posição): média, mediana, moda, quartis;
- Medidas de dispersão: variância, desvio-padrão, coeficiente de variação;
- Distribuição de frequências: dados brutos, rol, tabela de freqüências, elementos
de uma distribuição de frequências, tipos de freqüências;
- Apresentação gráfica;
- Dados agrupados: histograma e outros gráficos;
- Noções de correlação e regressão;
- Aplicação da estatística a administração.
9) Números e álgebra
•
Matrizes
- Conceito geral;
- Tipos de matrizes;
- Igualdades de matrizes;
- Operações com matrizes;
- Inversão de matrizes.
•
Determinantes;
- Determinantes de ordem n.;
- Resolução de determinantes pela regra de Sarrus;
- Resolução de determinantes pelo teorema de Laplace;
- Propriedades dos determinantes.
468
•
Sistemas lineares
- Sistema linear;
- Sistema linear equivalente;
- Regra de Cramer;
- Resolução de sistema por escalonamento;
- Classificação dos sistemas lineares;
- Discussão de um sistema linear.
10) Funções
•
Função modular:
- Conceitos de função modular e função definida por mais de uma sentença;
- Módulo de um número, construção e abordagem gráfica, domínio e imagem;
- Função composta, funções compostas com a modular;
- Equações modulares e inequações modulares.
11) Tratamento de informação
12) Análise combinatória
- Cálculo fatorial;
- Princípio fundamental da contagem;
- Arranjos simples;
- Combinações simples;
- Permutação simples;
- Permutação com elementos repetidos.
469
•
Binômio de Newton
- Números binominais;
-Triângulo de Pascal;
- Fórmula do binômio de Newton;
- Fórmula do termo geral.
•
Probabilidade:
- Espaço amostral;
- Probabilidade de um evento;
- Probabilidade da união de dois eventos;
- Probabilidade de um evento complementar;
- Experimentos não equiprováveis;
- Multiplicação de probabilidades;
- Probabilidade condicional;
- Distribuição binominal.
13) Geometria
•
Geometria plana
- Teorema de Tales;
- Semelhança de triângulos;
- Teorema de Pitágoras;
- Polígonos regulares inscritos e circunscritos na circunferência;
- Circunferência;
- Área das figuras geométricas planas.
470
•
Geometria espacial
- Poliedros;
- Relações de Euler;
- Estudo do cubo;
- Estudo do paralelepípedo retângulo;
- Estudo do prisma;
- Estudo da pirâmide;
- Estudo do cilindro;
- Estudo do cone;
- Estudo da esfera.
•
Geometria analítica:
- Distância entre dois pontos;
- Ponto médio;
- Pontos colineares;
- Equações da reta;
- Equações da circunferência.
•
Noções básicas de geometria não euclidiana
- Introdução e conceitos básicos.
14) Números e álgebra
•
Números complexos:
- Forma algébrica;
Operações;
471
Potência de i;
Módulo e argumento.
•
Polinômios:
- Grau de um polinômio;
- Polinômios idênticos e identicamente nulos;
- Valor numérico;
- Operações;
- Teorema do resto;
- Teorema de D´Alembert.
3.9.4 Referências
BOYER, C.B. História da matemática. São Paulo: Edgard Blücher, 1996.
CARAÇA, B. J. Conceitos fundamentais da matemática. 4.ª edição. Lisboa:
Gradiva, 2000.
D’AMBRÓSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade.
Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
DANTE, L.R. Didática da resolução de problemas. São Paulo: Ática, 1989.
PARANÁ, Secretaria do Estado da educação. Diretrizes curriculares da rede
pública de educação básica: Matemática. Curitiba: SEED-PR, 2008.
3. 10 QUÍMICA
3.10.1 Carga Horária
472
A carga horária total da disciplina no curso é de 240 (duzentas e
quarenta) horas-aula.
3.10.2 Ementa
Estudo da matéria, propriedades, composição e transformações.
3.10.3 Conteúdos
3.10.3.1 Conteúdos estruturantes
•
Matéria e sua natureza;
•
Biogeoquímica;
•
Química sintética.
3.10.3.2 Conteúdos específicos
•
Estrutura da matéria;
•
Substância;
•
Misturas;
•
Métodos de separação;
•
Fenômenos físicos e químicos;
•
Estrutura atômica:
- Distribuição atômica;
- Tabela periódica;
- Ligações químicas;
- Funções químicas;
- Radioatividade;
473
•
Soluções;
•
Termoquímica;
•
Cinética química;
•
Equilíbrio químico.
•
Química do carbono;
•
Funções oxigenadas;
•
Polímeros;
•
Funções nitrogenadas;
•
Isomeria.
3.10.4 Referências
CAMPOS, Marcelo Moura. Fundamentos da química orgânica. São Paulo:
Edgard Bücher Ltda.
FELTRE, Ricardo. Fundamentos da química. 4 ed. São Paulo: Moderna, 2005
(volume único).
RUSSEL, John B. Química geral. McGraw-Hill.
TITO e CANTO. Química na abordagem do cotidiano. São Paulo: Moderna.
1996. (Volumes 1, 2 e 3).
USBERCO – SALVADOR. Química: v.1, 2, 3. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 1996,
PARANÁ. Diretrizes Curriculares da educação básica do estado do Paraná –
Química. Curitiba: SEED/PR, 2008.
3.11 SOCIOLOGIA
474
3.11.1 Ementa
Estudo da sociedade e das relações no âmbito político,
econômico e social, visto pelas principais teorias sociológicas.
3.11.2 Conteúdos
3.11.2.1 Conteúdos estruturantes
•
Processo de socialização e as instituições sociais;
•
Cultura e indústria cultural;
•
Trabalho, produção e classes sociais;
•
Poder, política e ideologia;
•
Direito, cidadania e movimentos sociais.
3.11.2.2 Conteúdos específicos
1) Processo de socialização e as instituições sociais:
- Socialização;
- Instituição familiar;
- Instituição escolar;
- Instituição religiosa.
2) Cultura e indústria cultural
•
Conceito de cultura na antropologia;
- Evolucionista;
- Funcionalista;
- Culturalista;
- Estruturalista;
475
- Interpretativista;
- Antropologia brasileira;
- Etnocentrismo;
- Relativismo;
- Cultura de massa;
- Cultura erudita e cultura popular;
- Indústria cultural;
- Cultura afro-brasileira e africana.
3) Trabalho, produção e classes sociais
•
Relações de trabalho na sociedade capitalista;
•
O trabalho nas diferentes sociedades;
•
Globalização;
•
Sindicalismo;
•
Capitalismo;
•
Produção.
4) Poder, política e ideologia
•
Conceitos de poder;
•
Conceitos política;
•
Conceitos de dominação;
•
Conceitos de ideologia;
•
Conceitos alienação;
•
Conceito de Estado;
476
•
Estado moderno;
•
Tipos de Estado;
•
Democracia;
•
Partidos políticos;
•
As expressões da violência na sociedade moderna.
5) Direito, cidadania e movimentos sociais
•
Conceito de Direito;
•
Conceito de movimento social;
•
Cidadania;
•
Movimentos sociais rurais;
•
Movimentos sociais urbanos;
•
Movimentos estudantis;
•
Movimentos sindicais.
3.11.2.3 Referências
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. 6 ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2003.
BOBBIO, N. Dicionário de política. Brasília: Universidade de Brasília, 1998.
COLETIVO DE AUTORES. Sociologia, Curitiba: SEED-PR, 2006.
GENTILE, P; FRIGOTO, G. Políticas de exclusão na educação e no trabalho.
3. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
GIDDENS, A. Sociologia. 6 ed. Porto Alegre:Artmed, 2005.
477
PARANÁ, Secretaria do estado da educação. Diretrizes curriculares da rede
pública de educação básica: Sociologia. Curitiba: SEED-PR, 2008.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência
universal. 12 ed. Rio de Janeiro: Record, 2005.
3.12 INFORMÁTICA
3.12.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 160 (cento e
sessenta) horas-aula.
3.12.2 Ementa
Aspectos teóricos e práticos para o uso de informação na
gestão empresarial. Aplicação de ferramentas informatizadas.
3.12.3 Conteúdos
• Hardware;
•
Editor de texto;
•
Planilhas eletrônicas;
• Apresentação de slides;
• Internet;
•
Editor gráfico;
•
Editor de áudio e vídeo.
3.12.4 Referências
478
CAPRON, H.L., JOHNSON, J.A.; Introdução à informática. São Paulo:
Pearson/Prentice Hall, 2004.
CATAPULT, Inc. Microsoft Excel 2000 passo a passo. São Paulo: Makron
Books, 2000.
CATAPULT, Inc. Microsoft Windows 98 passo a passo. São Paulo: Makron
Books, 1999.
MARILYN M.; ROBERTA B. & PFAFFENBERGER, B., Nosso futuro e o
computador. 3 ed. São Paulo: Bookman, 2000.
MINK, CARLOS. Microsoft Office 2000. São Paulo: Makron Books Ltda, 1999.
NORTON, PETER. Introdução à informática. São Paulo: Makron Books, 1997.
WHITE, R. Como funciona o computador. 8 ed.São Paulo: Quark, 1998.
3.13 LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS
3.13.1 Ementa
Inglês técnico, através do discurso, enquanto prática social, e
efetivado por meio da leitura, escrita e oralidade. Análise lingüística (Inserida em
textos) numa concepção crítica e reflexiva.
3.13.2 Conteúdos
3.13.2.1 Conteúdos estruturantes
•
Discurso;
•
Análise linguística;
•
Gênero discursivo;
479
•
Interdiscurso;
•
Diversidade cultural.
3.13.2.2 Conteúdos específicos
•
Greetings;
•
Dias da semana, meses, datas e estações;
•
Ocupações, nacionalidades;
•
Pronomes pessoais, interrogativos e demonstrativos;
•
Verbo to be no presente e passado;
•
Artigos;
•
Plural dos substantivos e adjetivos;
•
Diversidade cultural;
•
Vocabulário técnico e textos técnicos;
•
Preposições;
•
Pronomes relativos, reflexivos e possessivos;
•
Caso genitivo;
•
Condicional, imperativo, modais;
•
Comparativo e superlativo;
•
Verbos no presente, passado, futuro, contínuo (regular e irregular);
•
Vocabulário e textos técnicos;
•
Diversidade cultural.
3.13.2.3 Quadro com conteúdos estruturantes e específicos
480
Os conteúdos por série serão desdobrados a partir de textos
(verbais e não verbais) de diferentes gêneros. Os conhecimentos linguísticos
poderão ser retomados em qualquer série, mas terão um grau sequencial de
aprofundamento.
CONHECIMENTOS
Conhecimentos discursivos
CONTEÚDOS
Diferentes gêneros textuais: jornalísticos,
charges, cartas, cartoons, literários,
informativos, científicos, entre outros.
Interdiscurso: intertextualidade,
Conhecimentos culturais
intencionalidade e contextualização
Diversidade cultural: interna e externa, ou
seja, entre as comunidades de língua
estrangeira e/ou as de língua materna, e,
ainda, no âmbito de uma mesma comunidade.
Grupos sociais – como vivem e como
concebem a vida.
Conhecimentos sociopragmáticos Os valores ideológicos e sociais.
Conhecimentos linguísticos
Conteúdos relacionados à norma padrão:
concordância verbal e nominal, regência
verbal e nominal, tempos verbais,
vocabulário, ortografia, fonética, fonologia,
elementos de coesão e coerência, incluindo
os conteúdos relacionados aos aspectos
semânticos e léxicos.
3.13.3 Referências
KATO, Hideki. Business written communications. São Paulo: Ática, 2002.
MARINOTTO, Demostene. 1989. Reading on info tech – Inglês instrumental.
São Paulo: Novatec, 2003.
481
MUNHOZ, Rosangela. Inglês instrumental e estratégias de leitura. Curitiba:
UTFPR, 2004.
OXFORD
UNIVERSITY
PRESS.
Business
objective
teacher´s
book.
Disponível em: <http://www.amazon.co.uk.> Acesso em 05 jul. 2005.
PARANÁ, Secretaria de estado da educação. Diretrizes curriculares da rede
pública de educação básica – Língua inglesa. Curitiba: SEED-PR, 2008.
3.14 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL DO TRABALHO
3.14.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 120 (cento e
vinte) horas-aula.
3.14.2 Ementa
Ordenamento
jurídico:
Constituição
Federal
e
leis
Infraconstitucionais; aspectos históricos.
3.14.3 Conteúdos
3.14.3.1 Direito constitucional
•
Ordenamento jurídico;
•
Organização dos poderes;
•
Competência estatal.
3.14.3.2 Direito civil
•
Pessoas;
•
Capacidade;
482
•
Bens;
•
Espécies de contrato.
3.14.3.3 Direito comercial
•
Legislação;
•
Direito de empresa – Lei n. 10.406 de 22/01/2002.
3.14.3.4 Direito administrativo
•
Administração direta e indireta;
•
Lei de responsabilidade fiscal;
•
A Lei 4320/1964;
•
Orçamento e licitação.
3.14.3.5 Direito tributário
•
Código Tributário Nacional;
•
Responsabilidade civil e penal;
•
Sujeitos da relação tributária;
•
Tributos;
•
Lei 123 (Super Simples).
3.14.3.6 Direito do trabalho
•
Constituição Federal;
•
C.L.T.;
•
Legislação previdenciária;
483
•
Trabalho da mulher, do menor e das pessoas com deficiências.
3.14.3.7 Direitos difusos
•
Direito do consumidor;
•
Direto ambiental;
•
Direito da criança e adolescente;
•
Direito do idoso.
3.14.4 Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. SP: Saraiva: 2007.
______. Código Civil Brasileiro – CCB: lei 10.406/02. SP: Saraiva: 2007.
_______. Consolidação das Leis do Trabalho – CLT: lei 5452/43. SP: Saraiva:
2007.
_______. Código de Defesa do Consumidor – CDC. SP: Saraiva: 2007.
_______. Código Tributário Nacional – CTN. SP: Saraiva: 2007.
_______. Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. SP: Saraiva: 2007.
_______. Estatuto do Idoso. SP: Saraiva: 2007.
_______. Legislação Previdenciária. SP: Saraiva: 2007.
_______. Legislação Ambiental. SP: Saraiva: 2007
PALAIA, Nelson. Noções essenciais de direito. 3.ed.: Saraiva: SP: 2005.
NUNES, Luiz Antonio Rizzato. Manual de introdução ao estudo do direito. 4
ed. Saraiva: SP, 2002.
COTRIM, Euclides L. Direito básico. Curitiba: LBR: 2004.
484
MONTEIRO, Washington de B. Direito civil. São Paulo: Saraiva, 2003.
NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao direito do trabalho. São Paulo:
LTR: 2004.
REQUIÃO, Rubens. Curso de direito comercial. São Paulo: Saraiva, 2003.
GIAMBIAGI, Fabio. ALEM, Cláudia Ana. Finanças Públicas. Teoria e prática no
Brasil. Rio de Janeiro: Campus: 1999.
MORAES, Alexandre. Direito administrativo. São Paulo: Atlas, 2006.
______. Direito constitucional. São Paulo: Atlas, 2006.
DOWER, Nelson Godoy Bassil. Instituições de direito público e privado. 13
ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
3.15 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
3.15.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
3.15.2 Ementa
Administração
financeira
e
orçamentária.
Alavancagem
financeira. Capacidade de endividamento da empresa.
3.15.3 Conteúdos
•
Planejamento;
•
Orçamento de vendas;
•
Orçamento de produção;
485
•
Orçamento de mão de obra;
•
Orçamento de custos;
•
Receita: despesa.
3.15.4 Referências
AGUSTINI, C. A. Di. Capital de giro. São Paulo: Atlas, 1999.
ÂNGELO, C.F. de; SILVEIRA,
J.A.G. da. Finanças no varejo: gestão
operacional. São Paulo: Atlas, 1997.
BRAGA, R. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Paulo:
Atlas, 1998.
CASAROTTO
FILHO,
Nelson;
KIPITTKE,
Bruno
Hartmut.
Análise
de
investimentos. São Paulo: 2000.
HOJI, M. Administração financeira: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas,
2000.
WELSCHE, G. A. Orçamento empresarial: planejamento e controle do lucro.
São Paulo: USP, 1996.
3.16 ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E MATERIAIS
3.16.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 120 (cento e
vinte) horas-aula.
3.16.2 Ementa
Estudo logística e ênfase a todos os processos presentes nos
setores produtivos.
486
3.16.3 Conteúdos
•
Logística;
•
Abastecimento;
•
Distribuição;
•
Reversa;
•
Internacional;
•
Sistemas de produção;
•
Estruturas e roteiros;
•
Fluxo de produção;
•
Suprimentos;
•
Compras;
•
Estoques;
•
Armazenagem, movimentação e localização;
• Planejamento e controle de produção.
3.16.4 Referências
ARNOULD, J. R. Tony. Administração de materiais: uma introdução. São
Paulo: Atlas, 1999.
BALLOU, Ronald H. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, 1995.
MARTINS, Petrônio Garcia; LAUGENI, Fernando P. Administração da
produção. São Paulo: Saraiva, 1998.
MAYER, R. R. Administração de produção. São Paulo: Atlas, 1997.
487
SLACK, N.; et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1999.
VIANA, J. J.. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo:
Atlas, 2000.
3.17 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
3.17.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
3.17.2 Ementa
Estudo do comportamento organizacional, considerando a
comunicação interpessoal e organizacional nos grupos e equipes. Liderança e
tomada de decisão, cultura organizacional, inovação e motivação.
3.17.3 Conteúdos
3.17.3.1 Teorias do comportamento organizacional
•
Estrutura organizacional;
•
Organização formal e informal;
•
Características organizacionais;
•
Tipos de organização.
488
3.17.3.2 Comunicação
•
Estruturas comunicativas;
•
Bloqueios e conflitos;
•
Aspectos formais e informais.
3.17.3.3 Relações intergrupais
•
Grupos e equipes;
•
Relações industriais;
•
Medidas de atitudes.
3.17.3.4 Liderança
•
Abordagem de traço e de tipo;
•
Abordagem comportamental;
•
Teorias de liderança.
3.17.3.5 Motivação e atitudes
•
Teorias de motivação;
•
Satisfação e desempenho;
•
Clima organizacional.
3.17.4 Referências
AGUIAR, M. A. F. de. Psicologia aplicada à administração: teoria crítica e a
questão ética nas organizações. São Paulo: Excellus, 1992.
BERGAMINI, C.W. Psicologia aplicada à administração de empresas:
489
psicologia do comportamento organizacional. São Paulo: Atlas, 1996.
FIORELLI, J. O. Psicologia para administradores: integrando teoria e prática.
São Paulo: Atlas, 2000.
ROBBINS, S. Comportamento organizacional. São Paulo: Pearson Educatio,
2002.
SPECTOR, Paulo E. Psicologia nas organizações. São Paulo: Saraiva, 2002.
3.18 CONTABILIDADE
3.18.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 120 (cento e
vinte) horas-aula.
3.18.2 Ementa
Técnicas contábeis e análise das demonstrações contábeis.
3.18.3 Conteúdos
•
Noções básicas de contabilidade: funções, princípios e normas, campos de
atuação;
•
Métodos das partidas dobradas;
•
Mecanismos de escrituração contábil: plano de contas, funções das contas e
lançamentos;
•
Métodos de avaliação de estoque (PEPS, UEPS e custo médio);
•
Noções das demonstrações contábeis (DRE e BP);
•
Noções de folha de pagamento;
490
•
Noções de custos;
•
Capital de giro;
•
Fluxo de caixa;
•
Análise das demonstrações contábeis e financeiras (vertical e horizontal);
•
Índices econômicos e financeiros.
3.18.4 Referências
FRANCO, H.. Contabilidade gerencial. 13 ed. São Paulo: Atlas, 1989.
IUDÍCIBUS, S. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 1998.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 19 ed. São Paulo: Saraiva, 1995.
SÁ, A. L. Princípios fundamentais de contabilidade. São Paulo: Atlas, 2000.
3.19 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS
3.19.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
3.19.2 Ementa
Projeto desenvolvido nas modalidades de plano de negócio,
estudo de caso, perfil de consumidor entre outros.
3.19.3 Conteúdos
•
Roteiro de projeto;
491
•
Coleta de dados;
•
Redação do projeto;
•
Técnicas de apresentação.
3.19.4 Referências
VERGARA, Sylvia
Constant.
Projetos
e relatórios
de
pesquisa
em
administração. São Paulo: Atlas, 2000.
______. Projeto de pesquisa: Propostas metodológicas. Petrópolis: Vozes,
1991.
MALHOTRA. N. Pesquisa de mkt. Porto Alegre: Bookman, 2001.
RODRIGUES, Rui Martinho. Pesquisa acadêmica: como facilitar o processo de
preparação de suas etapas. São Paulo: Atlas, 2007.
3.20 GESTÃO DE PESSOAS
3.20.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 120 (cento e
vinte) horas-aula.
3.20.2 Ementa
Atividades relacionadas a todos os processos necessários a
gestão de pessoas nas organizações.
3.20.3 Conteúdos
492
3.20.3.1 Evolução da administração de pessoas
•
Evolução histórica da administração de R.H. no Brasil;
•
A administração de R.H. e os seus processos;
•
As principais tendências da gestão de pessoas na organização: função do
gestor de recursos humanos.
3.20.3.2 As organizações e a administração de pessoas
•
Interação organização/indivíduo;
•
Planejamento estratégico da gestão de pessoas;
•
Desenvolvendo objetivos, políticas, planejamento e desenvolvimento.
3.20.3.3 Recrutamento e seleção
•
Métodos de recrutamento;
•
Técnicas de seleção: entrevistas, dinâmicas, provas de conhecimento; testes
de personalidade;
•
Desenvolvimento e treinamento;
•
Diagnóstico;
•
Processo;
•
Avaliação;
•
Política de salários;
•
Remuneração;
•
Avaliação de desempenho: autoavaliação, avaliação 360º.
493
3.20.4 Referências
CHIAVENATO, I. Recursos humanos. São Paulo: Atlas, 2000.
DESSLER, G. Administração de recursos humanos. São Paulo: Prentice Hall,
2003.
GIL, A. de L. Administração de recursos humanos: um enfoque profissional.
São Paulo: Atlas, 1996.
PONTELO, J. Cruz, L. Gestão de pessoas. Manual de rotinas trabalhistas.
Brasília: SENAC. 2006.
RIBEIRO, A de L. Gestão de pessoas. São Paulo: Saraiva, 2006.
3.21 INTRODUÇÃO À ECONOMIA
3.21.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 120 (cento e
vinte) horas-aula.
3.21.2 Ementa
Conhecimentos gerais sobre os diversos aspectos que envolvem
a economia atual.
3.21.3 Conteúdos
•
Definição e objeto da economia;
•
Economia como ciência;
•
Os problemas de natureza econômica;
494
•
O sistema econômico: estrutura de mercado;
•
Consumo e poupança;
•
Determinação da renda e do nível de emprego;
•
A teoria monetária;
•
Inflação e deflação;
•
Teoria elementar da demanda;
•
Economia internacional;
•
Os desafios do mundo atual.
3.21.4 Referências
ARAÚJO, C.R.V. História do pensamento econômico: uma abordagem
introdutória. São Paulo: Atlas, 1996.
GIAMBIAGI, F; ALËM, C.A. Finanças públicas: teoria e prática no Brasil. Rio
de Janeiro: Campus, 1999.
LACERDA, A. C. de. O impacto da globalização na economia brasileira. São
Paulo: Contexto, 1998.
LANZANA, A. E. T.. Economia brasileira: fundamentos e atualidades. São
Paulo: Atlas, 2001.
ROSSETTI, J. P.. Introdução à economia. São Paulo: Atlas, 2000.
VASCONCELOS, M. A. S. et al. Economia brasileira contemporânea: para
cursos de economia e administração. São Paulo: Atlas, 1999.
3.22 MARKETING
3.22.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta) horas-aula.
495
3.22.2 Ementa
Conceitos de marketing, técnicas de vendas e comportamento do mercado e do
consumidor.
3.22.3 Conteúdos
3.22.3.1 Conceito de marketing
•
O que é marketing;
•
História do marketing;
•
Os 4 P´s: produto, preço, promoção, praça.
3.22.3.2 Ferramentas de marketig
•
Merchandising
• Marketing direto;
•
E-commerce;
•
Pós- vendas.
3.22.3.3 Análise de comportamento de mercado
•
Definição de consumidor;
•
Segmentação de mercado;
•
Processo de decisão de compra;
•
Definição de necessidades, desejos, satisfação.
3.22.3.4 Produtos, marcas e embalagens
496
•
Definição de produto;
•
Ciclo de vida dos produtos;
•
Conceito de marcas;
•
Conceito de embalagens.
3.22.3.5 Vendas
•
Análise de concorrência;
•
Atendimento;
•
Comunicação (saber usar uma linguagem com o consumidor).
3.22.3.6 Sistema integrado de marketing
•
Pesquisa de mercado;
•
Tabulação de dados;
•
Aplicação da pesquisa.
3.22.4 Referências
BENNETT, P. D. O comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas, 1995.
COBRA, M. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2000.
GRACIOSO, F. Marketing estratégico. São Paulo: Atlas, 2001.
GRACIOSO, F. Marketing: o sucesso em 5 movimentos. São Paulo: Atlas,
1998.
GRUENWALD, G. Como desenvolver e lançar um produto novo no
mMercado. São Paulo: Makron Books, 1994.
497
KOTLER, P. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2000.
LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing: conceito, exercícios, casos. 4 ed.
São Paulo: Atlas, 1997.
3.24 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS
3.24.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
3.24.2 Ementa
Organização empresarial e de seus componentes estruturais.
Distribuição, processamento e métodos de trabalho e implantação de projetos de
mudança organizacional.
3.24.3 Conteúdos
•
Sistemas administrativos;
•
Sistemas de informações gerenciais;
•
Departamentalização;
•
Arranjo físico;
•
Técnica de representação gráfica;
•
Manuais administrativos;
•
Desenvolvimento organizacional;
•
Empreendedorismo.
3.24.4 Referências
498
ARAÚJO, L. C. de. Organização, sistemas e métodos. São Paulo: Atlas, 2001.
CRUZ, T. Sistemas de informações gerenciais. São Paulo:Atlas, 2001.
CURY, A. Organização e métodos: uma visão holística. São Paulo: Atlas,
2001.
FILHO, J. C. O & M integrado à informática. Rio de Janeiro: LTC, 2000.
3.25 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
3.25.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 120 (cento e
vinte) horas-aula.
3.25.2 Ementa
História e as diferentes correntes da administração. Mudança
nas organizações empresariais e a integração da empresa com o mercado.
3.25.3 Conteúdos
3.25.3.1 Administração
•
Conceitos e Importância
3.25.3.2 As organizações
•
Objetivos;
•
Empresas e entidades;
•
Conceitos.
499
3.25.3.3 Níveis de administração
•
Processo administrativo;
•
Funções da administração;
•
Perfil do administrador;
•
Escolas da administração;
•
Administração contemporânea;
•
Terceiro setor.
3.25.4 Referências
CABRAL, E. H. S. Terceiro setor. São Paulo: Saraiva. 2006
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. São Paulo:
Campus, 2003.
MAXIMILIANO, A. C. Introdução à administração. São Paulo: Atlas, 2002.
______. Teoria geral da administração.São Paulo: Atlas 2001.
MOTTA, F. C. P.; VASCONCELOS, I. F. G. Teoria geral da administração. São
Paulo: Thomson, 2002.
4 AVALIAÇÃO
4.1 SISTEMA DE AVALIAÇÃO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS, COMPETÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES
4.1.1 Sistema de Avaliação
500
A avaliação será entendida como um dos aspectos do ensino
pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu
próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de
aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados, e o seu
desempenho, em diferentes situações de aprendizagem.
Preponderarão os aspectos qualitativos da aprendizagem,
considerada a interdisciplinariedade e a multidisciplinariedade dos conteúdos,
com relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração sobre
a memorização, num processo de avaliação contínua, permanente e cumulativa.
A avaliação será contínua, cumulativa, cooperativa, diagnóstica e
somativa, com instrumentos avaliativos diversificados, tais como teste escrito,
teste oral, pesquisa bibliografia, elaboração e participação de seminários e
palestras, bem como trabalhos em sala de aula. Os instrumentos de avaliação
contemplarão os diversos momentos do processo ensino-aprendizagem,
garantindo um total de 10,0 (dez vírgula zero) pontos.
A avaliação será expressa por notas, sendo a mínima para
aprovação a nota 6,0 (seis) e freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por
cento).
4.1.2 Recuperação de Estudos
O aluno cujo aproveitamento escolar for insuficiente será
submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao período letivo.
4.1.3 Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e Experiências Anteriores
no Curso Integrado
Não há aproveitamento de estudos, considerando que o aluno é
egresso do ensino fundamental.
4.1.4 Articulação com o Setor Produtivo
501
A articulação com o setor produtivo estabelecerá uma relação
entre o estabelecimento de ensino e instituições que tenham relação com o
curso técnico em administração, nas formas de entrevistas, visitas, palestras,
reuniões com temas específicos com profissionais das Instituições conveniadas.
Em anexo, seguem os termos de convênios firmados com as
empresas e outras instituições vinculadas ao curso, com ou sem estágio.
4.1.5 Plano de Avaliação do Curso
O curso será avaliado com instrumentos específicos, construídos
pelo apoio pedagógico do estabelecimento de ensino para serem respondidos
(amostragem de metade mais um) por alunos, professores, pais de alunos,
representante(s) da comunidade, conselho escolar, APMF.
Os resultados tabulados serão divulgados, com alternativas para
solução.
5 RECURSOS HUMANOS
5.1 PLANO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DO CORPO DOCENTE
A formação continuada dos professores e professoras do
estabelecimento do ensino se dá conforme as orientações da mantenedora
(SEED-PR) e dos planos nacionais de educação.
A secretaria de estado da educação oferece anualmente
formação continuada por meio de:
- Estudos nas semanas pedagógicas (fevereiro e julho);
- Atividades desenvolvidas no núcleo itinerante (NRE), em que
se encontram os professores e professoras da região, divididos por área de
conhecimento;
502
- Grupo de trabalho em rede (GTR): curso online, que é
orientado pelos professores do Programa de desenvolvimento educacional (PDE
) e oferecido a todos os professores da rede estadual pública de ensino;
- Programa de desenvolvimento educacional (PDE) oferecido
anualmente a mais de 2000 (dois mil) professores da rede, os quais são
afastados durante um ano para estudos, com 100% (cem por cento) da carga
horária e 25% (vinte e cinco) por cento no segundo ano do programa;
- Outros programas de formação oferecidos pelo governo
estadual ou federal em convênios com instituições públicas de ensino superior.
Exemplo desse ano é o Parfor (plano nacional de formação dos professores da
educação básica), que objetiva oferecer a formação acadêmica exigida pela LDB
aos professores da rede pública.
5.2 COORDENAÇÃO DO CURSO
Há duas coordenadoras do curso: a professora Elisama
Rodrigues Bazilio Broietti, com 16 (dezesseis) horas-aula, no período noturno e
Tereza Lima da Silva, com 13 (treze) horas-aula, no período da manhã.
5. 3 COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO
O curso não prevê estágio supervisionado.
5.4 RELAÇÃO DO CORPO DOCENTE
Segue, em anexo, a relação dos docentes que atuam no curso
de técnico em administração, neste ano letivo.
503
5.5 CERTIFICADOS E DIPLOMAS
Não haverá certificados no curso técnico em administração,
considerando que não há itinerários alternativos para qualificação.
O aluno, ao concluir com sucesso o curso técnico em
administração, conforme organização curricular aprovada, receberá o diploma de
técnico em administração.
PARTE II – TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO SUBSEQUENTE
6 DISCIPLINAS ESPECÍFICAS DO CURSO
504
6.1 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
6.1.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta)
horas-aula.
6.1.2 Ementa
Administração financeira e orçamentos. Alavancagem financeira.
Capacidade de endividamento da empresa.
6.1.3 Conteúdos
•
Mercado financeiro;
•
Bolsa de valores;
•
Mercado de capitais;
•
Planejamento;
•
Orçamento de vendas;
•
Orçamento de produção;
•
Orçamento de mão de obra;
•
Orçamento de custos;
•
Receita e despesa.
6.1.4 Referências
AGUSTINI, C. A. Di. Capital de giro. São Paulo: Atlas, 1999.
505
ÂNGELO, C.F. de; SILVEIRA,
J.A.G. da. Finanças no varejo: gestão
operacional. São Paulo: Atlas, 1997.
BRAGA, R. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Paulo:
Atlas, 1998.
CASAROTTO
FILHO,
Nelson;
KIPITTKE,
Bruno
Hartmut.
Análise
de
investimentos. São Paulo: 2000.
HOJI, M. Administração financeira: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas,
2000.
WELSCHE, G. A. Orçamento empresarial: planejamento e controle do lucro.
São Paulo: USP, 1996.
6.2 ADMINISTRAÇÃO DE PRODUÇÃO E MATERIAIS
6.2.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta)
horas-aula.
6.2.2 Ementa
Estudo da logística e ênfase a todos os processos presentes nos
setores produtivos.
6.2.3 Conteúdos
•
Logística;
•
Abastecimento;
•
Distribuição;
•
Reversa;
506
•
Internacional;
•
Sistemas de produção;
•
Estruturas e roteiros;
•
Fluxo de produção;
•
Suprimentos;
•
Compras;
•
Estoques;
•
Armazenagem, movimentação e localização;
•
Planejamento e controle de produção.
6.2.4 Referências
ARNOULD, J. R. Tony. Administração de materiais: uma introdução. São
Paulo: Atlas, 1999.
BALLOU, Ronald H. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, 1995.
MARTINS, Petrônio Garcia; LAUGENI, Fernando P. Administração da
produção. São Paulo: Saraiva, 1998.
MAYER, R. R. Administração de produção. São Paulo: Atlas, 1997.
SLACK, N.; et al. Administração da produção. São Paulo: Atlas, 1999.
VIANA, J. J. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo: Atlas,
2000.
6.3 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
507
6.3.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta)
horas-aula.
6.3.2 Ementa
Estudo do comportamento organizacional, considerando a
comunicação interpessoal e organizacional nos grupos e equipes. Liderança e
tomada de decisão, cultura organizacional, inovação e motivação.
6.3.3 Conteúdos
6.3.3.1 Teorias do comportamento organizacional
•
Estrutura organizacional;
•
Organização formal e informal;
•
Características organizacionais;
•
Tipos de organização.
6.3.3.2 Comunicação
•
Estruturas comunicativas
•
Bloqueios e conflitos;
•
Aspectos formais e informais.
6.3.3.3 Relações intergrupais
•
Grupos e equipes;
•
Relações industriais;
508
•
Medidas e atitudes.
6.3.3.4 Liderança
•
Abordagem de traço e de tipo;
•
Abordagem comportamental;
•
Teorias de liderança.
6.3.3.5 Motivações e atitudes
•
Teorias de motivação;
•
Satisfação e empenho;
•
Clima organizacional.
6.3.4 Referências
AGUIAR, M. A. F. de. Psicologia alicada à aministração: teoria crítica e a
qestão ética nas organizações. São Paulo: Excellus, 1992.
BERGAMINI, C.W. Psicologia aplicada à administração de empresas:
psicologia do comportamento organizacional. São Paulo: Atlas, 1996.
FIORELLI, J. O. Psicologia para administradores: integrando teoria e prática.
São Paulo: Atlas, 2000.
ROBBINS, S. Comportamento organizacional.São Paulo: Pearson Educatio,
2002.
SPECTOR, Paulo E. Psicologia nas organizações. São Paulo: Saraiva, 2002.
6.4 CONTABILIDADE
509
6.4.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
6.4.2 Ementa
Técnicas contábeis e análise das demonstrações contábeis.
6.4.3 Conteúdos
•
Noções básicas de contabilidade: funções, princípios e normas, campos de
atuação;
•
•
Métodos das partidas dobradas;
Mecanismos de escrituração contábil: plano de contas, funções das contas e
lançamentos;
•
Métodos de avaliação de estoque (PEPS, UEPS e custo médio);
•
Noções das demonstrações contábeis (DRE e BP);
•
Noções de folha de pagamento;
•
Noções de custos;
•
Capital de giro;
•
Fluxo de caixa;
•
Análise das demonstrações contábeis e financeiras (vertical e horizontal);
•
Índices econômicos e financeiros.
6.4.4 Referências
FRANCO, H. Contabilidade gerencial. 13 ed. São Paulo: Atlas, 1989.
510
IUDÍCIBUS, S. Contabilidade gerencial. São Paulo: Atlas, 1998.
RIBEIRO, O. M. Contabilidade básica. 19 ed. São Paulo: Saraiva, 1995.
SÁ, A. L. Princípios fundamentais de contabilidade. São Paulo: Atlas, 2000.
6.5 ELABORAÇÃO E ANÁLISE DE PROJETOS
6.5.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta)
horas-aula.
6.5.2 Ementa
Projeto desenvolvido nas modalidades de plano de negócio,
estudo de caso, perfil de consumidor entre outros.
6.5.3 Conteúdos
•
Roteiro de projeto;
•
Coleta de dados;
•
Redação do projeto;
•
Técnicas de apresentação.
6.5.4 Referências
MALHOTRA. N. Pesquisa de marketing. Porto Alegre: Bookman, 2001.
______. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis: Vozes,
1991.
511
RODRIGUES, R.M. Pesquisa acadêmica: como facilitar o processo de
preparação de suas etapas. São Paulo: Atlas, 2007.
VERGARA, S. C.. Projetos e relatórios de resquisa em administração. São
Paulo: Atlas, 2000.
6.6 ESTATÍSTICA APLICADA
6.6.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta)
horas-aula.
6.6.2 Ementa
Bases conceituais de estatística. Análise e interpretação de
dados.
6.6.3 Conteúdos
•
Conceitos de estatística;
•
Termos de uma pesquisa estatística;
•
População, amostra, tipos de variáveis, frequência absoluta, frequência
relativa;
•
Analise de gráficos estatísticos;
•
Representação gráfica;
•
Medidas de tendência central: moda, mediana, media aritmética;
•
Medidas de dispersão: variância, desvio padrão;
•
Probabilidade e estatística;
•
Experimento aleatório, espaço amostral, evento;
•
Função ou distribuição de probabilidade;
512
•
Probabilidade frequencista e lei dos grandes números;
•
Media aritmética e desvio padrão;
•
Curva de distribuição e distribuição normal.
6.6.4 Referências
CRESPO, A A. Estatística fácil. 17 ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
DANTE, L R. Matemática: contexto e aplicações - ensino médio. São Paulo:
Editora Ática. 2000 (volume único).
DOWNING, Douglas; CLARK, Jeffrey. Estatística aplicada. Tradução de Alfredo
Alves de Farias. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
MARTINS, G de. Estatística feral e aplicada. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2002.
PARANÁ. Secretaria do estado da educação. Diretrizes curriculares da rede
pública de educação básica - Matemática. Curitiba: SEED-PR, 2008.
6.7 FUNDAMENTOS DO TRABALHO
6.7.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta)
horas-aula.
6.7.2 Ementa
O trabalho humano nas perspectivas ontológica e histórica: o
trabalho como realização da humanidade, como produtor da sobrevivência e da
cultura. O trabalho como mercadoria no industrialismo e na dinâmica capitalista.
513
As transformações no mundo do trabalho: tecnologias, globalização, qualificação
do trabalho e do trabalhador.
6.7.3 Conteúdos
•
Dimensões do trabalho humano;
•
Perspectiva histórica das transformações do mundo do trabalho;
•
O trabalho como mercadoria: processo de alienação;
•
Emprego, desemprego e subemprego;
•
O processo de globalização e seu impacto sobre o mundo do trabalho;
•
O impacto das novas tecnologias produtivas e organizacionais no mundo do
trabalho;
•
Qualificação do trabalho e do trabalhador;
•
Perspectivas de inclusão do trabalhador na nova dinâmica do trabalho.
6.7.4 Referências
SANTOS, B. Reinventando a democracia. Entre o pré-contratualismo e o póscontratualismo. In: BELLER, Agnes et al. A crise dos paradigmas em ciências
sociais. Rio de Janeiro: Contraponto,1999.
6.8 GESTÃO DE PESSOAS
6.8.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
514
6.8.2 Ementa
Atividades relacionadas a todos os processos necessários a
gestão de pessoas nas organizações.
6.8.3 Conteúdos
6.8.3.1 Evolução da administração de pessoas
•
Evolução histórica da administração de R.H. no Brasil;
•
A administração de R.H. e os seus processos;
•
As principais tendências da gestão de pessoas na organização: função do
gestor de recursos humanos.
6.8.3.2 As organizações e a administração de pessoas
•
Interação organização/indivíduo;
•
Planejamento estratégico da gestão de pessoas;
•
Desenvolvendo objetivos, políticas, planejamento e desenvolvimento.
6.8.3.3 Recrutamento e seleção
•
Métodos de recrutamento;
•
Técnicas de seleção: entrevistas, dinâmicas, provas de conhecimento, testes
de personalidade;
•
Desenvolvimento e treinamento;
•
Diagnóstico;
•
Processo;
•
Avaliação;
•
Política de salários;
515
•
Remuneração.
6.8.4 Referências
CHIAVENATO, I. Recursos humanos. São Paulo: Atlas, 2000.
DESSLER, G. Administração de recursos humanos. São Paulo: Prentice Hall,
2003.
GIL, A. de L. Administração de recursos humanos: um enfoque profissional.
São Paulo: Atlas, 1996.
PONTELO, J. Cruz, L. Gestão de pessoas. Manual de rotinas trabalhistas.
Brasília: SENAC, 2006.
RIBEIRO, A de L. Gestão de pessoas. São Paulo: Saraiva, 2006.
6.9 INFORMÁTICA
6.9.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 100 (cem) horasaula.
6.9.2 Ementa
Aspectos teóricos e práticos para o uso de informação na gestão
empresarial. Aplicação de ferramentas informatizadas.
6.9.3 Conteúdos
•
Hardware;
516
•
Editor de texto;
•
Planilhas eletrônicas;
• Apresentação de slides;
• Internet;
•
Editor gráfico;
•
Editor de áudio e vídeo.
6.9.4 Referências
CAPRON, H.L., JOHNSON, J.A. Introdução à informática. São Paulo:
Pearson/Prentice Hall, 2004.
CATAPULT, Inc. Microsoft Excel 2000 passo a passo. São Paulo: Makron
Books, 2000.
CATAPULT, Inc. Microsoft Windows 98 passo a passo. São Paulo: Makron
Books, 1999.
MARILYN M.; ROBERTA B. & PFAFFENBERGER, B. Nosso futuro e o
computador. 3 ed. São Paulo: Bookman, 2000.
MINK, C., Microsoft Office 2000. São Paulo: Makron Books Ltda, 1999.
NORTON, P. Introdução à informática. São Paulo: Makron Books, 1997.
WHITE, R. Como funciona o computador. 8 ed. São Paulo: Quark, 1998.
6.10 INTRODUÇÃO À ECONOMIA
6.10.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
517
horas-aula.
6.10.2 Ementa
Conhecimentos gerais sobre os diversos aspectos que envolvem
a economia atual.
6.10.3 Conteúdos
•
Definição e objeto da economia;
•
Economia como ciência;
•
Os problemas de natureza econômica;
•
O sistema econômico: estrutura de mercado;
•
Consumo e poupança;
•
Determinação da renda e do nível de emprego;
•
A teoria monetária;
•
Inflação e deflação;
•
Teoria elementar da demanda;
•
Economia Internacional;
•
Os desafios do mundo atual.
6.10.4 Referências
ARAÚJO, C.R.V. História do pensamento econômico: uma abordagem
introdutória. São Paulo: Atlas, 1996.
GIAMBIAGI, F; ALËM, C.A.. Finanças públicas: teoria e prática no Brasil. Rio
de Janeiro: Campus, 1999.
LACERDA, A. C. de. O impacto da globalização na economia brasileira. São
518
Paulo: Contexto, 1998.
LANZANA, A. E. T.. Economia brasileira: fundamentos e atualidades. São
Paulo: Atlas, 2001.
ROSSETTI, J. P. Introdução à economia. São Paulo: Atlas, 2000.
VASCONCELOS, M. A. S. et al. Economia brasileira contemporânea: para
cursos de economia e administração. São Paulo: Atlas, 1999.
6.11 MARKETING
6.11.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 60 (sessenta)
horas-aula.
6.11.2 Ementa
Conceitos de marketing. Técnicas de vendas. Comportamento
do mercado e do consumidor.
6.11.3 Conteúdos
6.11.3.1 Conceito de marketing
•
O que é marketing;
•
História do marketing;
•
Os 4 P´s: produto, preço, promoção, praça.
6.11.3.2 Ferramentas do marketing
•
Merchandising;
519
• Marketing direto;
• E-commerce;
•
Pós- vendas.
6.11.3.3 Análise de comportamento de mercado
•
Definição de consumidor;
•
Segmentação de mercado;
•
Processo de decisão de compra;
•
Definição de necessidades, desejos, satisfação.
6.11.3.4 Produtos, marcas e embalagens
•
Definição de produto;
•
Ciclo de vida dos produtos;
•
Conceito de marcas;
•
Conceito de embalagens.
6.11.3.5 Vendas
•
Análise de concorrência;
•
Atendimento;
•
Comunicação: saber usar uma linguagem com o consumidor.
6.11.3.6 Sistema integrado de marketing
•
Pesquisa de mercado;
520
•
Tabulação de dados;
•
Aplicação da pesquisa.
6.11.4 Referências
BENNETT, P. D. O comportamento do consumidor. São Paulo: Atlas, 1995.
COBRA, M. Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2000.
GRACIOSO, F. Marketing estratégico. São Paulo: Atlas, 2001.
GRACIOSO, F. Marketing: o sucesso em 5 movimentos. São Paulo: Atlas,
1998.
GRUENWALD, G. Como desenvolver e lançar um produto novo no mercado.
São Paulo: Makron Books, 1994.
KOTLER, P.; Administração de marketing. São Paulo: Atlas, 2000;
LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing: conceito, exercícios, casos. 4 ed. São
Paulo: Atlas, 1997.
6.12. MATEMÁTICA FINANCEIRA
6.12.1 Carga horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 60 (sessenta)
horas-aula.
6.12.2 Ementa
Aplicações da matemática financeira nos diversos setores do
mercado.
521
6.12.3 Conteúdos
•
Razões e proporções;
•
Números proporcionais;
•
Regra de sociedade;
•
Grandezas proporcionais;
•
Regra de três simples;
•
Regra de três composta;
•
Porcentagem;
•
Operações comerciais;
•
Capitalização simples: juros simples, descontos simples, montante simples,
taxas equivalentes;
•
Capitalização composta: juro composto, desconto composto;
•
Cálculos de taxas;
•
Amortização;
•
Depreciação.
6.12.4 Referências
ARAÚJO, C. R. V. Matemática financeira. São Paulo: Atlas. 2000.
ASSAF NETO, A. Matemática financeira e suas aplicações. 8 ed. São Paulo:
Atlas, 2003.
CRESPO, A. A. Matemática comercial e financeira. 13 ed. São Paulo: Saraiva,
2002.
MENDONÇA, L. G. Matemática financeira. 3 ed.. Rio de Janeiro: FGV, 2004.
522
PARANÁ, Secretaria do estado da educação. Diretrizes curriculares da rede
pública de educação básica - Matemática. Curitiba: SEED-PR, 2008.
VIEIRA SOBRINHO, J. D.. Matemática financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2000.
6.13 NOÇÕES DE DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL DO TRABALHO
6.13.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
6.13.2 Ementa
Ordenamento
jurídico:
Constituição
Federal
e
leis
infraconstitucionais. Aspectos históricos.
6.13.3 Conteúdos
6.13.3.1 Direito constitucional
•
Ordenamento jurídico;
•
Organização dos poderes;
•
Competência estatal.
6.13.3.2 Direito civil
•
Pessoas;
•
Capacidade;
•
Bens;
•
Espécies de contrato.
523
6.13.3.3 Direito comercial
•
Legislação
•
Direito de Empresa – Lei n. 10.406 de 22/01/2002.
6.13.3.4 Direito administrativo
•
Administração direta e indireta;
•
Lei de responsabilidade fiscal;
•
A Lei 4320/1964;
•
Orçamento e licitação.
6.13.3.5 Direito tributário
•
C.T.N.;
•
Responsabilidade civil e penal;
•
Sujeitos da relação tributária;
•
Tributos.
•
Lei 123 (Super Simples);
6.13.3.6 Direito do trabalho
•
Constituição Federal;
•
C.L.T.;
•
Legislação previdenciária;
•
Trabalho da mulher, menor e portador de necessidades especiais.
6.13.3.7 Direitos difusos
•
Direito do consumidor;
524
•
Direto ambiental;
•
Direito da criança e adolescente;
•
Direito do idoso.
6.13.4 Referências
BRASIL. Código civil brasileiro – CCB: lei 10.406/02. São Paulo: Saraiva: 2012.
______. Código de defesa do consumidor – CDC. São Paulo: Saraiva: 2012.
______. Código tributário nacional – CTN. São Paulo: Saraiva: 2012.
______. Consolidação das leis do trabalho – CLT: lei 5452/43. São Paulo:
Saraiva: 2012.
______. Estatuto da criança e do adolescente – ECA. São Paulo: Saraiva:
2012.
______. Estatuto do idoso. São Paulo: Saraiva: 2012.
______. Legislação ambiental. São Paulo: Saraiva: 2012.
______. Legislação previdenciária. São Paulo: Saraiva: 2012.
______. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva:
2012.
______. Vade Mecum. Saraiva: São Paulo, 2012.
COTRIM, E. L. Direito básico. Curitiba: LBR: 2004.
DOWER, N. G. B. Instituições de direito público e privado. 13 ed. São Paulo:
Saraiva: 2012.
GIAMBIAGI, F.; ALEM, C. A.. Finanças públicas: teoria e prática no Brasil. Rio
de Janeiro: Campus: 1999.
525
MONTEIRO, W. de B. Direito civil. São Paulo: Saraiva: 2003.
MORAES, A.. Direito administrativo. São Paulo: Atlas: 2006.
NASCIMENTO, A. M.. Iniciação ao direito do trabalho. São Paulo: LTR: 2004.
NUNES, L. A. R.. Manual de introdução ao estudo do direito. 4 ed. São
Paulo: Saraiva, 2002.
PALAIA, N. Noções essenciais de direito. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
REQUIÃO, R. Curso de direito comercial. São Paulo: Saraiva: 2003.
6.14 ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS
6.14.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 60 (sessenta)
horas-aula.
6.14.2 Ementa
Organização empresarial e de seus componentes estruturais.
Distribuição, processamento e métodos de trabalho e implantação de projetos de
mudança organizacional.
6.14.3 Conteúdos
•
Sistemas administrativos;
•
Sistemas de informação gerenciais;
•
Departamentalização ;
•
Arranjo físico;
•
Técnica de representação gráfica;
526
•
Manuais administrativos;
•
Desenvolvimento organizacional;
•
Empreendedorismo.
6.14.4 Referências
ARAÚJO, L. C. de. Organização, sistemas e métodos. São Paulo: Atlas, 2001.
CRUZ, T. Sistemas de informações gerenciais. São Paulo: Atlas, 2001.
CURY, A. Organização e métodos: uma visão holística. São Paulo: Atlas, 2001.
FILHO, J. C. O & M integrado à informática. Rio de Janeiro: LTC, 2001.
6.15 PRÁTICA DISCURSIVA E LINGUAGEM
6.15.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 40 (quarenta0
horas-aula.
6.15.2 Ementa
Metodologia
de
produção
e
apresentação
de
trabalhos,
instrumentos de coletas de dados.
6.15.3 Conteúdos
•
Conceitos de metodologia científica;
•
Tipos de conhecimento - popular, científico, filosófico e teológico;
527
•
Tipos de pesquisa: documental, de campo, experimental e bibliográfica;
•
Leitura e interpretação de texto;
•
Resumos;
•
Resenhas;
•
Relatórios;
•
Coleta de dados: questionário, entrevista e formulário;
•
Normas da ABNT;
•
Etapas de um projeto de pesquisa.
6.15.4 Referências
BARROS, A.J; LEHFELD, N.A. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas.
Petrópolis: Vozes, 1991.
BASTOS, C. et al. Introdução à metodologia científica. Petrópolis: Vozes,
1993.
CANONICE, B. C.F. Manual para elaboração de trabalhos acadêmicos.
Maringá-PR: Unicorpore, 2006.
6.16 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
6.16.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula.
6.16.2 Ementa
História e as diferentes correntes da administração. Mudança
nas organizações empresariais e a integração da empresa com o mercado.
528
6.16.3 Conteúdos
6.16.3.1 Administração
•
Conceitos e importância.
6.16.3.2 As organizações
•
Objetivos;
•
Empresas e entidades;
•
Conceitos.
6.16.3.3 Níveis da administração
•
Processo administrativo;
•
Funções da administração;
•
Perfil do administrador;
•
Escolas da administração;
•
Administração contemporânea;
•
Terceiro setor.
6.16.4 Referências
CABRAL, E. H. S. Terceiro setor. São Paulo: Saraiva, 2006.
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração. São Paulo:
Campus, 2000.
MAXIMILIANO, A. C. Introdução à administração. São Paulo: Atlas, 2002.
529
MAXIMILIANO, A. C. Teoria geral da administração. São Paulo: Atlas 2001.
MOTTA, F. C. P.; VASCONCELOS, I. F. G. Teoria geral da administração. São
Paulo: Thomson, 2002.
7 AVALIAÇÃO
7.1 SISTEMA DE AVALIAÇAO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS, COMPETÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES
7.1.1 Sistema de Avaliação
A avaliação será entendida como um dos aspectos do ensino
pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu
próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de
aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados, e o seu
desempenho, em diferentes situações de aprendizagem.
Preponderarão os aspectos qualitativos da aprendizagem,
considerada a interdisciplinariedade e a multidisciplinariedade dos conteúdos,
com relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração sobre
a memorização, num processo de avaliação contínua, permanente e cumulativa.
530
A avaliação será expressa por notas, sendo a mínima para
aprovação a nota 6,0 (seis) e freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por
cento).
7.1.1.1 Recuperação de estudos
O aluno cujo aproveitamento escolar for insuficiente será
submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao período letivo.
7.1 SISTEMA DE AVALIAÇAO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS E DE EXPERIÊNCIAS ANTERIORES
7.1.1 Sistema de Avaliação
7.1.1.1 Subsequente
O estabelecimento de ensino procederá ao aproveitamento de
estudos, mediante avaliação, desde que os conhecimentos estejam relacionados
com o perfil profissional de conclusão do curso adquiridos.
7.1.1.2 Ensino médio
No ensino médio, o aproveitamento é possível em qualificações
profissionais, etapas ou módulos em nível médio concluídos em outros cursos
técnicos, desde que cursados nos últimos cinco anos.
531
7.1.1.3 Curso de formação inicial e continuada
Nos cursos de cursos de formação inicial e continuada de
trabalhadores, o aproveitamento é possível por meios formais de certificação.
7.1.2 Critérios de Avaliação para o Aproveitamento de Estudos
•
Requerimento
preenchido
pelo
aluno
solicitando
o
aproveitamento de estudos, considerando o perfil profissional do curso técnico e
a indicação dos cursos realizados anexando fotocópia de comprovação de todos
os cursos ou conhecimentos adquiridos;
•
Comissão de professores, do curso técnico, designada pela
direção para análise da documentação apresentada pelo aluno e decisão
pedagógica;
•
Indicação dos conteúdos (disciplinas) que deverão ser
estudadas pelo aluno a fim de realizar a avaliação, com data, hora marcada e
professores escalados para aplicação e correção.
•
Resultado final na respectiva ata, elaborada especificamente
para essa finalidade apontando os conteúdos aproveitados, na forma legal e
pedagógica.
7.2 ARTICULAÇÃO COM O SETOR PRODUTIVO
A articulação com o setor produtivo estabelecerá uma relação
entre o estabelecimento de ensino e instituições que tenham relação com o
curso técnico ofertado pela escola, nas formas de entrevistas, visitas, palestras,
reuniões com temas específicos com profissionais das instituições conveniadas.
7.3 PLANO DE AVALIAÇÃO DO CURSO
O curso será avaliado com instrumentos específicos, construídos
pelo apoio pedagógico do estabelecimento de ensino para serem respondidos
532
(amostragem de metade mais um) por alunos, professores, pais de alunos,
representante(s) da comunidade, conselho escolar, APMF.
Os resultados tabulados serão divulgados, com alternativas para
solução.
7.4 CERTIFICADOS E DIPLOMAS
Não haverá certificados no curso técnico em administração,
considerando que não há itinerários alternativos para qualificação.
O aluno, ao concluir, com sucesso, o curso técnico em
administração, conforme organização curricular aprovada, receberá o diploma de
técnico em administração.
CAPÍTULO V
PLANO DO CURSO DE TÉCNICO EM RECURSOS HUMANOS
SUBSEQUENTE
1 JUSTIFICATIVA
A reestruturação curricular do Curso Técnico em Recursos
Humanos visa ao aperfeiçoamento na concepção de uma formação técnica que
articule trabalho, cultura, ciência e tecnologia como princípios que sintetizem
todo o processo formativo. O plano ora apresentado teve como eixo orientador a
perspectiva de uma formação profissional como constituinte da integralidade do
processo educativo.
533
Assim, os componentes curriculares integram-se e articulam-se
garantindo que os saberes científicos e tecnológicos sejam a base da formação
técnica. Por outro lado introduziram-se disciplinas que ampliam as perspectivas
do “fazer técnico” para que ele se compreenda como sujeito histórico que produz
sua existência pela interação consciente com a realidade construindo valores,
conhecimentos e cultura.
A proposta de formação de técnicos para a área de gestão de
recursos humanos justifica-se pela crescente complexidade que a envolve.
Sendo ela, hoje, o ativo mais importante de qualquer organização, exige a
formação de profissionais competentes e habilitados com as principais
metodologias, técnicas e instrumentos de gestão. Além de corresponder com
postura adequada aos novos desafios trazidos pela sociedade da informação
onde a mudança é uma constante e incide de diferentes formas no processo de
inclusão,
desenvolvimento
e
adequação
dos
recursos
humanos
nas
organizações.
A escola pública é a mais importante porta de entrada para uma
parcela da população jovem que concluiu o ensino médio e que não escolheu ou
logrou continuar seus estudos a nível superior. Para os que pretendem ou
necessitam ingressar no mundo do trabalho com uma capacitação que lhe
amplie as possibilidades tem no curso técnico-subsequente a oportunidade de
fazê-lo em tempo reduzido. Para esta população, pelo menos provisoriamente, o
curso médio-subsequente qualifica o ponto de chegada do processo formativo,
ampliando-lhe as possibilidades. No entanto, esta formação não pode, sob
nenhuma justificativa, reduzir a qualidade da formação. Estes jovens
incorporados ao mercado do trabalho com sua formação fundada no
conhecimento científico e tecnológico, domínio da dinâmica cultural dos
diferentes setores da sociedade, compromisso ético e perspectiva cidadã
poderão garantir para si e para sua comunidade uma melhor participação nos
benefícios produzidos historicamente pela humanidade.
534
2 OBJETIVOS
a) Organizar experiências pedagógicas que levem à formação de
sujeitos críticos e conscientes, capazes de intervir de maneira responsável na
sociedade em que vivem;
b) Oferecer um processo formativo que assegure a integração
entre a formação geral e a de caráter profissional de forma a permitir a inserção
no mundo do trabalho;
c) Articular
conhecimentos
científicos
e
tecnológicos
estabelecendo uma abordagem integrada das experiências educativas;
d) Oferecer um conjunto de experiências teóricas e práticas na
área de recursos humanos com a finalidade de consolidar o “saber fazer”;
e) Propiciar conhecimentos teóricos e práticos amplos para o
desenvolvimento de capacidade de análise crítica, de orientação e execução de
trabalho na área de recursos humanos;
f) Formar profissionais críticos, reflexivos, éticos, capazes de
participar e promover transformação no seu campo de trabalho, na sua
comunidade e na sociedade na qual está inserido;
g) Formar Técnicos em Recursos Humanos capazes de atuar em
instituições
públicas
e
privadas
atendendo
as
especificidades
dessas
organizações na área de administração de pessoal.
3 DADOS GERAIS DO CURSO
Habilitação Profissional: Técnico em Recursos Humanos.
Eixo Tecnológico: Gestão e Negócios.
Modalidade de Oferta: Subsequente.
Carga Horária Total: 1000 horas/aula ou 833 horas-relógio.
Regime de Funcionamento: de 2ª a 6ª feira, períodos manhã e noite.
535
Regime de Matrícula: Semestral.
Número de Vagas: 40 alunos por turma.
Período de Integralização do Curso: Mínimo 1(um) ano e máximo de 5 (cinco)
anos.
Requisitos de Acesso: Alunos Egressos do Ensino Médio ou equivalente.
Modalidade de Oferta: Presencial.
4 PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO DO CURSO
O curso Técnico em Recursos Humanos domina conteúdos
e processos relevantes do conhecimento científico, tecnológico, social e cultural
utilizando suas diferentes linguagens, o que lhe confere autonomia intelectual e
moral para acompanhar as mudanças, de forma a intervir no mundo do trabalho.
Executa rotinas de departamento de pessoal (pesquisa, integração, treinamento,
folha de pagamento, tributos e benefícios). Descreve e classifica postos de
trabalho, aplicação de questionários e processamento de informações acerca
dos trabalhadores. Presta serviços de comunicação, liderança, motivação,
formação de equipes e desenvolvimento pessoal.
Atua em processos de
orientação sobre a importância da segurança no trabalho e da saúde
ocupacional.
5
ORGANIZAÇÃO
CURRICULAR
CONTENDO
AS
INFORMAÇÕES
RELATIVAS À ESTRUTURA DO CURSO
5.1 DIREITO E LEGISLAÇÃO SOCIAL E DO TRABALHO
5.1.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 100 (cem) horas-
536
aula ou 83 (oitenta e três) horas-relógio.
5.1.2 Ementa
Relações
trabalhistas.
Direito
dos
trabalhadores
e
dos
empregadores sobre a ótica da CF; OIT; CLT e Legislações específicas.
5.1.3 Conteúdos
•
História da legislação do trabalho e sua razão de ser;
•
Legislação trabalhista;
•
Sindicatos - acordos e convenções coletivas de trabalho;
•
Processos trabalhistas: características das demandas judiciais, partes e
substitutos;
•
Legislação previdenciária;
•
Reflexos legais, assédio moral e sexual (OIT);
•
Restrições legais às políticas de rh: a regulação do mercado de trabalho.
5.1.4 Referências
BITTAR, Carlos Alberto. A lei de software e seu regulamento. Rio de Janeiro:
Forense, 1988.
CHAVES, Antônio. Repressão penal às violações do direito do autor. In: Revista
da Faculdade de Direito da USP, São Paulo, v. LXXVII, 1982.
COSTA JUNIOR, Paulo José e GREGORI, Georgio. Comentários ao código
penal. São Paulo: Saraiva, 1987.
GOMES, Orlando. A proteção jurídica do software. Rio de janeiro: Forense,
1985.
537
LEITE, Manoel Carlos de Costa. Manual das contravenções penais. São
Paulo: Saraiva, 1962.
NASCIMENTO, Tupixabá M. C. do. Comentários ao código do consumidor.
Rio de Janeiro: Aide, 1991.
NOBRE, José Freitas. Comentários à lei de imprensa. São Paulo: Saraiva,
1989.
OLIVEIRA, Elias de. Crimes contra a economia popular e o juro tradicional.
Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1952.
PEDRAZZI, Cesare e COSTA JUNIOR, Paulo José da. Contravenções penais.
São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 1978.
______. Tratado de direito penal econômico: direito penal das sociedades
anônimas. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1973
______. Crime de sonegação fiscal. São Paulo: Ed. Revista dos Tribunais,
1973.
______. Crimes falimentares. IN: Legislação Penal Especial. São Paulo: Ed.
Revista dos Tribunais, 1972.
______. Legislação penal especial. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1972.
PIMENTEL, Manoel Pedro. Direito penal econômico. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1973.
5.2 FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL
5.2.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula e 67 (sessenta e sete) horas-relógio.
538
5.2.2 Ementa
Estratégias de capacitação e desenvolvimento de pessoas.
Gerenciamento de necessidades de capacitação e desenvolvimento. Elaboração,
execução e avaliação de programas de capacitação e desenvolvimento.
Avaliação de desempenho.
5.2.3 Conteúdos
•
Treinamento e desenvolvimento de pessoal;
•
Aspectos gerais, importância da capacitação, legislação e políticas
pertinentes;
•
Evolução do treinamento empresarial;
•
Atribuições e organização de um órgão de treinamento;
•
Legislação relativa ao treinamento;
•
Políticas de capacitação de recursos humanos;
•
Papel da capacitação na empresa e na sociedade;
•
Educação e treinamento;
•
Planejamento e desenvolvimento de programas de treinamento;
•
Levantamento de necessidades de treinamento;
•
Elaboração de programas de treinamento;
•
Desenvolvimento de planos de treinamento;
•
Programas de cursos: cronogramas;
•
Registro e controle de cursos;
•
Técnicas e recursos utilizados;
•
Tecnologia moderna e a capacitação;
•
Recursos complementares a capacitação;
539
•
Treinamento técnico e administrativo;
•
Treinamento de estagiário;
•
Treinamento introdutório;
•
Formação profissional;
•
Treinamento e desenvolvimento gerencial;
•
Formação e aperfeiçoamento de instrutores;
•
Sistema de avaliação do treinamento;
•
Conceito de avaliação do desempenho;
•
Avaliação do desempenho versus avaliação e gestão de competências.
•
Avaliação do desempenho como processo;
•
Objetivos da avaliação do desempenho;
•
Intervenientes e responsáveis pela avaliação;
•
Principais etapas de um processo de avaliação do desempenho;
•
Da avaliação de competências à gestão das competências: definição de
competência, atitudes, personalidade e competência;
•
Competência e desempenho;
•
Identificação e avaliação das competências;
•
Identificação das competências;
•
Fatores determinantes do desempenho humano;
•
Avaliação das competências individuais;
•
Métodos de avaliação do desempenho: métodos tradicionais, métodos
modernos e métodos mistos;
•
Conseqüências da avaliação do desempenho;
•
Conseqüências para as pessoas avaliadas;
540
•
Conseqüências para os avaliadores;
•
Conseqüências para a organização;
•
A cultura organizacional, a gestão e a avaliação das competências;
•
Concepção e elaboração de um plano de avaliação: definição das principais
etapas;
•
Instrumentos de diagnóstico;
•
Definição dos métodos (vantagens e limites de cada método);
•
Análise e avaliação do plano;
•
Avaliando e descobrindo a produtividade do trabalhador;
•
Incentivos: remuneração fixa ou variável;
•
Incentivos: remuneração relativa e torneios;
•
Benefícios, aposentadoria complementar e participação acionária;
•
Incentivos baseados em senioridade;
•
Competição pelos talentos: políticas em relação a ofertas externas;
•
Trabalho em grupo (team production);
•
Tarefas, autoridade e delegação (empowerment).
5.2.4 REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Fernando Neves. Avaliação de desempenho para gestores. Lisboa:
McGrawHill, 1996.
BRILMAN, Jean. As melhores práticas de gestão no centro do desempenho.
Lisboa: Silabo, 2000.
DRUCKER, Peter. Fator humano e desempenho. São Paulo: Pioneira, 1991.
541
LEURY & FISCHER. Processo e relações do trabalho no Brasil. São Paulo:
Atlas, 1998.
NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao direito do trabalho. 30 ed. São
Paulo: LTr, 2004.
WERTHER, Jr., WB & Davis, K. Administração de pessoal e recursos
humanos. São Paulo: McGraw-Hill, 1983.
ZANLUCA, Júlio César. Gestão de recursos humanos. Obra eletrônica
disponível em: <http://www.guiatrabalhista.com.br/obras/gestaorh.htm>.
5.3 FUNDAMENTOS DO TRABALHO
5.3.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula ou 67 (sessenta e sete) horas-relógio.
5.3.2 Ementa
O trabalho humano nas perspectivas ontológica e histórica: o
trabalho como realização da humanidade, como produtor da sobrevivência e da
cultura: o trabalho como mercadoria no industrialismo e na dinâmica capitalista.
As transformações no mundo do trabalho: tecnologias, globalização, qualificação
do trabalho e do trabalhador.
5.3.3 Conteúdos
•
Dimensões do trabalho humano;
•
Perspectiva histórica das transformações do mundo do trabalho;
•
trabalho como mercadoria: processo de alienação;
•
Emprego, desemprego e subemprego;
542
•
Processo de globalização e seu impacto sobre o mundo do trabalho;
•
Impacto das novas tecnologias produtivas e organizacionais no mundo do
trabalho;
•
Qualificação do trabalho e do trabalhador;
•
Perspectivas de inclusão do trabalhador na nova dinâmica do trabalho.
5.3.4 Referências
AGUIAR, Maria Aparecida Ferreira de. Psicologia aplicada à administração:
teoria crítica e a questão ética nas organizações. São Paulo: Excellus, 1992.
ARANHA, M. L.A. História da educação. São Paulo: Moderna, 1996.
DURKHEIM. E. Educação e sociologia. 6 ed. Trad. Lourenço Filho. São Paulo:
Melhoramentos, 1965.
FERNANDES, Florestam. Fundamentos da explicação sociológica – 3 ed. Rio
de Janeiro:
MAXIMIANO, Antônio C. A. Teoria geral da administração: da revolução
urbana à revolução digital. São Paulo: Atlas, 2002.
NUNES, Benedito. Introdução à filosofia da arte. 3. ed. Série Fundamentos.
N.38. São Paulo: Ática, 1991.
SPECTOR, Paulo E. Psicologia nas organizações. São Paulo: Saraiva, 2002.
5.4 FUNDAMENTOS SOCIOLOGICOS DAS ORGANIZAÇÕES
5.4.1 Carga Horária
A carga horária total é de 80 (oitenta) horas-aula e 67 (sessenta
e sete) horas-aula.
543
5.4.2 Ementa
Sociedades complexas, diferenciadas, desiguais, multirraciais e
pluriétnicas que se formaram a partir da modernidade. Classe social e
identidade; diversidade cultural e o multiculturalismo; movimentos sociais, grupos
minoritários e ampliação de direitos civis, sociais e políticos. Políticas de inclusão
e de exclusão (social, de raça, de gênero, etc). Efeitos da globalização para a
cidadania, a identidade cultural e as políticas públicas.
Dinâmica das
organizações. Práticas sociais nas organizações.
5.4.3 Conteúdos
•
Conceitos de sociedade complexa, diversificada, desigual, multirracial e
pluriétnica;
•
Descontinuidades da modernidade e tensões sociais, políticas e culturais
contemporâneas;
•
Liberdade e igualdade na formação da esfera pública. indivíduo, sociedade e
ação coletiva;
•
Importância da cultura e a questão das identidades;
•
Tradição, valores e ordem moral;
•
Diversidade cultural e multiculturalismo;
•
Globalização e cultura: conectividade, mediação e comunicação;
•
Cidadania, expansão dos direitos (civis, sociais e políticos), movimentos
sociais, ongs e grupos minoritários;
•
Política da diferença e as relações de raça, gênero, etnia, preferência sexual,
etc.;
•
Legislação e políticas de inclusão e de exclusão (preconceitos, segregações,
e discriminações);
•
Legitimidade dos movimentos sociais:
544
•
Conceito de organização;
•
Tipos de organizações;
•
Dinâmica das organizações;
•
Organização: pessoas, estratégia, estrutura e processo de trabalho;
•
Instituições e organizações;
•
Concepções de sociedade;
•
Produção e distribuição de bens em sociedade, a conotação moral e a ética;
•
Dominação, poder e racionalidade burocrática;
•
Novos formatos organizacionais;
•
Competitividade e sobrevivência no contexto atual;
•
Liderança;
•
Comunicação no trabalho;
•
Indivíduos e organizações;
•
Relações de poder;
•
Hábitos;
•
Relações interpessoais;
•
Dimensão intrapessoal no ambiente organizacional;
•
Capital social e cultural;
•
Cultura, identidade e estilo de vida;
•
Dinâmicas das organizações: continuidade e ruptura.
5.4.4 Referências
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. 2a ed. Brasília: EdUnb, 1992.
545
CARDOSO, Fernando H. e IANNI, Octávio. Homem e sociedade. São Paulo:
Cia. Nacional, 1961.
CHÂTELET, F. História da filosofia: idéias, doutrinas. 8 vols. Rio de Janeiro:
Zahar, 1973.
COHN, Gabriel. Sociologia – para ler os clássicos. Rio de Janeiro: Livros
técnicos e científicos, 1977.
DILTHEY, Wilhelm. Sistema da ética. São Paulo: Ícone, l994.
FICHTER, J. H. Sociologia. São Paulo: Herder, 1969.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora
da UNESP, 1991.
HARRINSON, L. E. e HUNTINGTON, S. P. A cultura importa. Rio de Janeiro:
Record, 2002.
KANT, Immanuel. Fundamentação da metafísica dos costumes. 2. ed. São
Paulo: Abril Cultural, l980.
LAZARSFELD, P. A sociologia. São Paulo: Liv. Bertrand, 1970.
LÉVI-STRAUSS, C., Raça e ciência. São Paulo: Perspectiva, 1970.
MANNHEIM, Karl. Ideologia e utopia. Rio de Janeiro: Zahar, 1968.
OLIVEIRA, Manfredo A. de. Correntes fundamentais da ética contemporânea.
Petrópolis: Vozes, 2000.
PLATÃO. Diálogos. Brasília: Unb, 1995.
QUEIROZ, Renato, S. Não vi e não gostei: o fenômeno do preconceito. São
Paulo: Moderna, 1995.
REX. J. Problemas Fundamentais da Teoria Sociológica. Rio de Janeiro:
Zahar, 1973.
546
ROUANET, Sérgio Paulo. Mal-estar na modernidade. São Paulo: Companhia
das letras, 1993.
SANCHEZ VASQUEZ, Adolfo. Ética. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970.
SCHWARCZ, Lilian M. e QUEIROZ, R. S. (Orgs.). Raça e diversidade. São
Paulo: Edusp/Estação Ciência, 1996.
5. 5 FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO
5.5.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 100 (cem) horasaula ou 83 (oitenta e três) horas-relógio.
5.5.2 Ementa
Fundamentos da administração. Principais abordagens teóricas.
Planejamento, organização, gestão, controle e avaliação. Administração de
Recursos Humanos. Conceitos básicos de Logística. Principais conceitos e
técnicas utilizados pelo Marketing.
5.5.3 Conteúdos
•
Os fundamentos da administração;
•
Contextualização;
•
Abordagens;
•
Visão sistêmica das organizações;
•
Conceitos;
•
As organizações e seu ambiente;
•
Os subsistemas de uma organização;
547
•
Administração como um processo;
•
Planejamento;
•
Organização;
•
Direção;
•
Controle;
•
Contexto histórico da administração de RH;
•
História da formação profissional no Brasil;
•
Administração de RH nas organizações;
•
Objetivos, políticas e estratégias;
•
Vínculo empregatício;
•
Conceitos básicos de logística;
•
Custo logístico;
•
Conceito e evolução do Marketing;
•
Mercado – conceito restrito e alargado;
•
Dimensão, estrutura e ciclo de vida de um mercado;
•
Fatores de evolução dos mercados;
•
Efeitos do meio envolvente;
•
Teorias e modelos explicativos do comportamento dos consumidores;
•
As variáveis psicológicas e sociológicas que influenciam o consumo;
•
Os meios de comunicação de marketing.
5.5.4 Referências
548
ALDERSON, Wroe e HALBERT, Michael. Homens, motivos e mercados. São
Paulo: Atlas, 1971.
BLISS, P. Administração de marketing e o comportamento no meio
ambiente. São Paulo: Atlas, 1971.
BOYD Jr., Harper, 1981 - Marketing: gerência e ação executiva - Coletânea –
McGraw-Hill do Brasil, 506 páginas.
COBRA, Marcos H. N. Marketing básico: uma perspectiva brasileira. São
Paulo: Atlas, 1985.
HOLLOWAY,
Robert
e
HANCOCK,
Robert.
Marketing
para
o
desenvolvimento. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1973.
KOTLER, Philip. Administração de marketing: análise, planejamento,
implementação e controle. 4ª Ed., São Paulo: Atlas, 1994.
KOTLER, P. e ARMSTRONG, G. Princípios de marketing. Rio de Janeiro:
Prentice Hall do Brasil (Koogan), 1993.
McCARTHY, E. Jerome. Marketing. Rio de Janeiro: Campus, 1982.
PORTER, Michael. Estratégia competitiva: técnicas para análise de
indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Campus, 1986.
PORTER, Michael. Vantagem competitiva: criando e sustentando um
desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
RIES, A. e TROUT, J. Posicionamento. 5 ed. São Paulo: Editora Pioneira, 1995.
SCHEWE, C. D. e SMITH, R. M. Marketing: conceitos, casos e aplicações.
São Paulo: McGraw-Hill do Brasil (Makron Books), 1982.
5.6 INFORMÁTICA
549
5.6.1 Carga Horária
A carga horária total é de 60 (sessenta) horas-aula ou 50
(cinquenta) horas-relógio.
5.6.2 Ementa
Uso
avançado
de
Planilhas
Eletrônicas;
Elaboração
de
Palestras, Seminários e Videoconferências utilizando Hipermídias; Noções de
Redes Locais e Remotas de Computadores; Internet, Acesso Remoto (WAP,
Wireless, etc.), Pesquisa Avançada, Downloads, Web Spaces e Ontologias de
Web; Acesso a Informações On Line (CMA, Broadcast); Conceitos Básicos,
Ferramentas de Apoio e Gerenciamento de Banco de Dados (SIG, GPS, etc);
Sistemas Informatizados de Inteligência Empresarial e Rastreabilidade (ERP,
MRP, Benchnarking, etc.).
5.6.3 Conteúdos
•
Evolução dos computadores;
•
Estrutura dos computadores;
•
Breve descrição do seu funcionamento;
•
Periféricos;
•
Representação da informação em computador;
•
Sistemas de numeração;
•
Utilização dos computadores;
•
Conceitos de hardware e de software;
•
Software de base;
•
Sistemas operacionais;
•
Aplicativos;
•
Sistemas operacionais;
550
•
Os elementos básicos de um GUI (Graphic User Interface);
•
As interfaces de sistemas;
•
Janelas – componentes principais e sua manipulação;
•
O Sistema de Armazenamento de Informação;
•
O painel de controle;
•
Os acessórios de sistemas;
•
Processador de texto;
•
Edição do texto;
•
Formatação do texto;
•
Definição dos parâmetros de impressão e impressão de documentos;
•
Construção e manipulação de tabelas;
•
Geração de índices e índices alfabéticos;
•
Correção de erros ortográficos;
•
Ferramentas de desenho;
•
Escrita de equações matemáticas;
•
Construção de gráficos;
•
Introdução aos efeitos artísticos de programas;
•
Navegação na janela, manipulação de ficheiros e criação de apresentações;
•
Formatação;
•
Inserção de objetos exteriores;
•
Ferramentas de animação;
•
Temporização de apresentações.
•
Evolução da Internet;
551
•
Tipos de conexão;
•
Serviços disponíveis;
•
E-mail: correio eletrônico;
•
Grupos de discussão;
•
Transferência de ficheiros (FTP);
•
Utilização remota de computadores (TELNET);
•
Pesquisa e acesso à informação;
•
Protocolos www (world wide web);
•
Aplicações de navegação na Internet (browsers);
•
Introdução ao HTML;
•
Estrutura das páginas;
•
Utilização de programas de texto para construção de páginas;
•
Criação de planilhas: folha de cálculo e entrada de informação;
•
Valores numéricos, fórmulas e texto;
•
Apagar, copiar e mover informação;
•
Formatação, apresentação e impressão de folhas de cálculo;
•
Gravação e leitura de folhas de cálculo;
•
Configuração e personalização;
•
Utilização de folhas de cálculo conjuntas;
•
Definição e utilização de fórmulas;
•
Utilização das funções;
•
Criação de gráficos;
•
Criação e manipulação de listas;
552
•
Formatação condicional;
•
Macros.
5.6.4 Referências
BATTISTI, Julio. Windows XP – Home & Professional. Rio de Janeiro: Axcel,
2006.
BRAGA, William.
Informática elementar - Windows XP, Word 2003. São
Paulo: Alta Books, 2004.
CAPRON, H. L. e JOHNSON, J. A. Introdução à informática. São Paulo:
Prentice Hall Brasil, 2004.
COOPER, Brian. Como pesquisar na Internet. São Paulo: Publifolha, 2002.
HADDAD, Renato e HADDAD, Paulo. Crie planilhas inteligentes com Office
Excel. São Paulo: Erica, 2003.
JELEN, Bill e SYRSTAD, Tracy. Macros e VBA Microsoft Excel. Rio de Janeiro:
Campus, 2004.
LACHAND-ROBERT, T. Informática do cotidiano. Lisboa: Gradina, 1993.
LAPPONI, Juan Carlos. Estatística usando Excel. Rio de Janeiro: Campus,
2005.
MCFEDRIES, Paul. Fórmulas e funções com Microsoft Excel. Porto Alegre:
Ciência Moderna, 2005.
SANTOS, Aldemar de Araújo. Informática na empresa. São Paulo: Atlas, 2007.
STANEK, William R. Microsoft Windows XP Professional. São Paulo:
Bookman Companhia Ed., 2005.
553
5.7 INTRODUÇÃO À ECONOMIA
5.7.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 60 (sessenta)
horas-aula e 50 (cinquenta) horas-relógio.
5.7.2 Ementa
Introdução à economia e ao pensamento econômico. Conceitos
básicos. Noções de Microeconomia: teoria elementar do funcionamento do
mercado. Estruturas de mercado. Macroeconomia básica: medidas de atividade
econômica, teoria da determinação da renda e do produto nacional. Conceitos e
instrumentos da ciência para analisar o comportamento de indivíduos e
atividades empresariais e sua relação com o ambiente econômico. Economia
Brasileira, impacto da globalização, o papel do Estado, desigualdades sociais e
ou de renda.
5.7.3 Conteúdos
•
Evolução do pensamento econômico;
•
Pensamento econômico na história;
•
Problemas econômicos;
•
Conceitos fundamentais da economia;
•
Valor;
•
Introdução às teorias econômicas;
554
•
Teoria monetária: conceito, evolução, tipo, funções, ofertas e demanda
de moeda;
•
Quantidade de moeda e nível de preços;
•
Moeda e valor;
•
Teoria bancária e financeira, conceito, evolução e instituições do
sistema bancário;
•
Atuação dos bancos comerciais e do Banco Central;
•
Intermediários financeiros não bancários;
•
O crédito e a evolução da economia;
•
Teorias da inflação, teoria monetária, teoria estruturalista e teoria da
inflação em economias oligopólicas;
•
Moeda e bancos no Brasil;
•
A moeda no Brasil;
•
O sistema bancário brasileiro;
•
O sistema financeiro no Brasil;
•
A inflação brasileira;
•
Noções de comércio internacional;
•
Os determinantes do comércio internacional;
•
Funções do setor público;
•
O papel do Estado;
•
Impostos em geral;
•
Papel dos tributos na sociedade;
•
Inflação – o fenômeno, causas e efeitos - índices econômicos;
•
Economia fechada;
555
•
Mensuração da atividade econômica;
•
Sistema econômico;
•
Crises econômicas.
5.7.4 Referências
ARAÚJO, Carlos Roberto Vieira (1995). História do pensamento econômico uma abordagem introdutória. São Paulo: Atlas.
BUCHHOLZ, Tood. Novas ideias de economistas mortos. São Paulo: Record,
2000.
BIANCHI, Ana Maria. Metodologia da economia. IPE-USP, 1998
______. Muitos métodos é o método. Revista de Economia Política, Vol 12, no.
2, Abril-Junho de 1992.
BRUE, S. História do pensamento econômico. São Paulo: Thomson Pioneira.
2004.
CARNEIRO, Ricardo (org.) (1997). Os clássicos da economia. São Paulo:
Ática. (Coleção Os Economistas). Abril Cultural, 1982 – 84.
DOBB, Maurice. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1981.
FEIJÓ, Ricardo. História do pensamento econômico. São Paulo: Atlas. 2001.
GALA, Paulo; REGO, José Márcio. A história do pensamento econômico
como teoria e retórica. São Paulo: Editora 34, 2003.
GALBRAITH, J.K. O Pensamento econômico em perspectiva - Uma História
Crítica. São Paulo: EDUSP e Pioneira, 1987.
______. O novo estado industrial. São Paulo: Abril Cultural (Os Economistas),
1982.
556
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: ZAHAR,
1969.
KALECKI, Michal. Crescimento e ciclo das economias capitalistas. Rio de
Janeiro: ZAHAR, 1980.
KEYNES, John Maynard. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São
Paulo: Atlas, 1973.
MARX, Karl. O capital. São Paulo: Abril Cultural, 1997.
5.8 MATEMÁTICA FINANCEIRA E ESTATÍSTICA
5.8.1 Carga Horária
A carga horária total é de 80 (oitenta) horas-aula ou 67 (sessenta
e sete) horas-relógio.
5.8.2 Ementa
Noções de Matemática financeira. Derivadas e Integrais usos
práticos. Capitalização Simples. Capitalização Composta. Equivalência de
Capitais. Operações de Desconto. Séries de Pagamentos. Sistemas de
Amortização. Análise de Investimentos. Produtos do Mercado Financeiro.
Levantamento, Leitura, Interpretação, Análise e Aplicação de Dados Estatísticos.
5.8.3 Conteúdos
•
Conceitos de matemática financeira;
•
Risco e análise financeira;
•
Informação contabilística;
•
Preparação de balanços e de demonstrações de resultado para análise;
557
•
Gráficos;
•
Modelos econômicos;
•
Representados por funções noções de limite;
•
Derivada;
•
Regras de derivação;
•
Derivação da função composta;
•
Derivadas sucessivas;
•
Noções de integração indefinida;
•
Técnicas de integração: integração definida;
•
Modelos de otimização com aplicação de limites;
•
Capitalização simples (juros, montante, valor presente);
•
Capitalização composta (juros, montante, valor presente);
•
Equivalência de alternativas de recebimentos e pagamentos;
•
Operações com taxas de juros (taxa equivalente, taxas nominal e efetiva,
taxa over);
•
Descontos (comercial e racional);
•
Efeitos da inflação;
•
Reciprocidades (saldo médio, operações "casadas");
•
Séries de pagamentos (postecipadas, antecipadas e diferidas);
•
Sistemas de amortização de empréstimos (francês, americano, amortização
constante e amortização mista);
•
Análise de investimentos (taxa interna de retorno, valor presente líquido,
payback);
•
Produtos do mercado financeiro;
558
•
Derivadas e integrais;
•
Introdução a estatística;
•
Objeto da estatística;
•
Natureza do método;
•
Conceitos estatísticos;
•
Conceitos matemáticos importantes para o estudo da estatística;
•
Arredondamento de dados;
•
Análise combinatória: permutação simples, arranjo e combinação;
•
Conceito de probabilidade;
•
Teoria elementar da probabilidade;
•
Fases do método estatístico;
•
Tabelas e gráficos: construções e análises;
•
Gráfico de linha, de colunas e de setores;
•
Distribuição de frequências: para dados não agrupados em classes e para
dados agrupados em classes;
•
Elementos para agrupamento de dados em classes: frequências absoluta,
relativa, acumulada, amplitude total, amplitude da classe;
•
Representação gráfica de uma distribuição de frequências;
•
Histograma;
•
Polígono de frequências;
•
Ogiva;
•
Medidas de tendência central;
•
Média aritmética e média ponderada;
•
Mediana;
559
•
Moda;
•
Medidas de dispersão;
•
Desvio absoluto médio;
•
Variância;
•
Desvio padrão.
5.8.4 Referências
ANDERSON, David R.; SWEENWY, Dennis J.; WILLIANS, Thomas A.
Estatística aplicada à administração e economia. São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2005.
ARVA, J & LARDNER, R. Mathematical analysis for business and
economics. London: Prentice Hall, 1985.
BUSSAB, Wilton de O.; MORETTIN, Pedro A. estatística básica, 5 ed., São
Paulo: Saraiva, 2004.
CHIANG, A. C. Matemática para economistas. São Paulo: USP, 1982.
FREUND, John E.; SIMON, Gary A. Estatística aplicada – economia,
administração e contabilidade. 9 ed., Porto Alegre: Bookman, 2000.
LEITHOLD, L. Matemática aplicada à gestão e administração. São Paulo:
Harbra, 1988.
MILLONE, Giuseppe. Estatística geral e aplicada. São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2004.
SILVA,
Sebastião
M.
Matemática
para
os
cursos
de
economia,
administração, ciências contábeis. São Paulo: Atlas, 1997.
STEVENSON, William J. Estatística aplicada à administração. São Paulo:
Editora Harbra Ltda, 2004.
560
TAN, S. T. Matemática aplicada à administração e economia. São Paulo:
Pioneira, 2001.
TRIOLA, Mário F. Introdução à estatística. 7 ed., Rio de Janeiro: LTC Editora,
1999.
VERAS, Lilia L. Matemática aplicada à gestão e economia: síntese da teoria.
São Paulo: Atlas, 1991.
WEBER, Jean E. Matemática para economia e administração. São Paulo:
Harbra, 1986.
5.9 PLANEJAMENTO E ANÁLISE DE FUNÇÕES
5.9.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 60 (sessenta)
horas-aula ou 50 (cinquenta) horas-relógio.
5.9.2 Ementa
Princípios, objetivos, métodos, função da análise de funções. O
planejamento na gestão dos Recursos Humanos: os objetivos e as estratégias
de curto médio e longo prazo, integração, reintegração, adaptação, etc.
5.9.3 Conteúdos
•
Políticas e práticas da gestão de pessoas nas empresas;
•
Planejamento na gestão de RH, objetivos, políticas e estratégias;
•
A gestão estratégica de RH;
•
A Gestão de pessoas por competências;
•
Etapas de um processo de análise e descrição de funções:
561
•
Métodos de recolha de dados;
•
Observação direta;
•
Questionários;
•
Entrevistas;
•
A importância da descrição de funções na gestão de recursos humanos;
•
A descrição de funções e a avaliação, formação e gestão;
•
A importância da clarificação de papéis;
•
Descrição de funções;
•
Princípios da análise e qualificação de funções;
•
Objetivos, estrutura e métodos de análise e descrição de funções;
•
As diferentes tipologias de descrição de funções;
•
Mapas e funções;
•
Conhecimento dos elementos-chave de uma descrição de funções;
•
A entrevista de análise de função;
•
Comportamentos a adotar e a evitar durante a entrevista;
•
Técnicas para a redação dos dossiers de análise;
•
Processos subsequentes relacionados com a análise e descrição de funções:
•
Qualificação de funções;
•
Definição;
•
Objetivo;
•
Motivos;
•
Métodos;
•
Vantagens e desvantagens.
562
5.9.4 Referências
CATELLI, Armando. Controladoria. São Paulo: Atlas, 2001.
CHIAVENATO, I. C. Recursos humanos. Edição compacta. São Paulo: Editora
Atlas, 2004.
DUTRA, J. S. Estudo sobre o processo de recrutamento e seleção. São
Paulo: Editora Atlas, 2006.
FLEURY, J. M.; FISCHER, João Paulo. Processo e relações do trabalho no
Brasil. São Paulo: Editora Atlas, 2005.
GUERREIRO, Reinaldo. A Meta da empresa: seu alcance sem mistérios. São
Paulo: Atlas, 1999.
GUERREIRO, Reinaldo. A teoria das restrições e o sistema de gestão
econômica: uma proposta de integração conceitual. São Paulo: Tese de
Livre Docência, FEA-USP. 1995.
______. Modelo conceitual de sistema de informação de gestão econômica:
uma contribuição à teoria da comunicação da contabilidade. São Paulo:
Tese de Doutoramento, FEA-USP. 1989.
OLIVEIRA, Antonio Benedito Silva. Aplicação dos Conceitos de Gestão
Econômica aos Eventos Econômicos de um Banco Comercial. São Paulo:
Dissertação de Mestrado, FEA-USP, 1994.
PELEIAS, Ivam Ricardo. Controladoria: Gestão Eficaz utilizando Padrões.
São Paulo: Saraiva, 2002.
______. Avaliação de Desempenho: um Enfoque de Gestão Econômica. São
Paulo: Dissertação de Mestrado, FEA-USP, 1992.
PEREIRA, Carlos Alberto. Estudo de um Modelo Conceitual de Avaliação de
Desempenhos para Gestão Econômica. São Paulo: Dissertação de Mestrado,
FEA-USP, 1993.
563
VASCONCELOS. Marco Tullio de Castro. O Processo de Gestão de Finanças
sob a Ótica da Gestão Econômica. São Paulo: Dissertação de Mestrado, FEAUSP, 1994.
WERTHER, Jr., W. B.; Davis, K. Administração de Pessoal e Recursos
Humanos. São Paulo: Ed. McGraw-Hill, 1983.
5.10 PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO EM RECURSOS
HUMANOS
5.10.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 80 (oitenta)
horas-aula ou 67 (sessenta e sete) horas-relógio.
5.10.2 Ementa
Processo de comunicação; Diferentes tipos de linguagem;
Codificação e decodificação de informações em diferentes meios; Linguagem
Verbal dos meios de Comunicação; Análise crítica da linguagem dos meios de
comunicação. Linguagem escrita e falada. Norma Culta. Teoria da Informação.
5.10.3 Conteúdos
•
Processo de comunicação: emissor, receptor e mensagem;
•
Tipos de comunicação: escrita, verbal e não verbal;
•
Normas e padrões da linguagem escrita e oral (ortografia, sintaxe,
concordância);
•
Linguagem: científica, técnicas, informal, matemática, artística, jornalística,
informacional (informática);
•
Leitura, análise, compreensão e interpretação de diferentes tipos de texto:
domínio das representações estatísticas, matemáticas, gráficas e textuais;
564
•
Levantamento bibliográfico;
•
Produção de textos: relatórios, anotações, descrição de procedimentos,
fichamento, resumo;
•
Educação versus informação;
•
Papel da linguagem verbal na comunicação;
•
Níveis de abstração: sistema, norma e fala;
•
A linguagem verbal nos meios de comunicação: construção de identidades;
•
As normas linguísticas: variedades geográficas e socioculturais;
•
A "norma culta" e o conceito de erro na língua portuguesa. critérios para a
conceituação de "erro" linguístico. o "purismo". adequação e inadequação;
•
A representação escrita das estruturas faladas.
5.10.4 Referências
ABDALA Jr., Benjamin (org.) Margens da Cultura. Mestiçagem & Outras
Misturas. São Paulo: Boitempo, 2004.
ALBINO, J.P. A Sociedade do Conhecimento e as Comunidades Virtuais. In:
JESUS, A. C. (org). Cadernos de Formação – Gestão da Informação (Pedagogia
Cidadã). São Paulo: Unesp/ Pró-reitoria de graduação, 2005.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. Normas para a
Referência Bibliográfica.
BACCEGA, Maria Aparecida. (org.) Gestão de Processos Comunicacionais.
São Paulo: Atlas, 2002.
BACCEGA, Maria Aparecida. Conhecimento, Informação e Tecnologia.
Comunicação & Educação n.11. São Paulo, CCA-ECA-USP; Moderna, jan/abr
de 1998.
BELLUZZO, R.C.B. Gestão da Informação, do Conhecimento e da
565
Documentação. In: JESUS, A. C. (org). Cadernos de Formação.
BLIKSTEIN, Izidoro. Kaspar Hauser ou a Fabricação da Realidade. São Paulo:
Cultrix, 1990.
CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. 6 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
COSTA, Maria Teresa P. da. O Programa Gil Gomes: a Justiça em Ondas
Médias. Campinas, EdUnicamp, 1992.
DA MATTA, Roberto. A Casa e a Rua. 4. ed. Guanabara Koogan (cidade e ano
não identificados). Mimeo.
FILHO, J. T. Gerenciando conhecimento. 2. ed. Rio de Janeiro: Senac, 2003.
MAINGUENEAU, Dominique. Análise de Textos de Comunicação. São Paulo:
Cortez, 2001.
MINAYO, M.C.S. (org); et al.; Pesquisa Social: Teoria, Método e Criatividade.
Petrópolis , Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2000.
MOTTER, Maria Lourdes. Ficção e História. Imprensa e Construção da
Realidade. São Paulo: Arte&Ciência-Villipress, 2001.
MULLER, M.S.; CORNELSEN, J.M.; Normas e Padrões para Teses,
Dissertações e Monografias. – 5 ed. Atual. – Londrina: Eduel, 2003.
NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE DOCUMETNOS CIENTÍFICOS. Teses,
Dissertações, Monografia e Trabalhos Acadêmicos. Curitiba: Universidade
Federal do Paraná. Sistema de Bibliotecas, 2002.
ORLANDI, Eni P. Terra à vista. Discurso do Confronto: Velho e Novo Mundo.
São Paulo: Cortez, 1990.
PAULIUKONIS, M. A. L.et alii. Jornal Televisivo: Estratégias Argumentativas
na Construção da Credibilidade. In CARNEIRO, Agostinho Dias. O discurso da
mídia. Rio, Oficina do Autor, 1996.
566
PRETI,
Dino.
Sociolinguística:
os
Níveis
de
Fala
(um
Estudo
Sociolinguístico do Diálogo na Literatura Brasileira). 8º ed. São Paulo:
Edusp, 1997.
SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix,
1973.
SCHAFF, A. Linguagem e Conhecimento. Coimbra: Almedina, 1974.
SILVERSTONE, Roger. Por que Estudar a Mídia? São Paulo: Loyola, 2002.
WOLFF, Francis. Dizer o Mundo. São Paulo: Discurso editorial, 1999.
5.11 PSICOLOGIA SOCIAL E DO TRABALHO
5.11.1 Carga Horária
A carga horária total é de 80 (oitenta) horas-aula ou 67 (sessenta
e sete) horas-relógio.
5.11.2 Ementa
Objeto e correntes da Psicologia. Campos de estudo da
Psicologia. Psicologia social e institucional. Comportamento humano nas
organizações formais e informais: motivação, relações interpessoais, dinâmica
dos grupos e da liderança. Formação da identidade e da auto-estima.
Consciência ecológica e comportamento ambiental das empresas.
5.11.3 Conteúdos
•
Objeto de estudo da psicologia;
•
Correntes
de
pensamento
em
psicologia:
comportamentalismo,
psicanálise e humanismo;
567
•
Campos da psicologia;
•
Organizações humanas: organizações formais e informais; características
das organizações e seu impacto sobre o comportamento humano:
•
Abordagem Sistêmica e as relações interpessoais;
•
Processos interpessoais nos relacionamentos;
•
Desenvolvimento de habilidades interpessoais;
•
Papel do contexto social e cultural na formação subjetiva do indivíduo;
•
Psicologia das relações interpessoais aplicada à relação de ajuda;
•
As questões da subjetividade no mundo moderno;
•
Alteridade e personalidade: o olhar sobre o outro;
•
Motivação humana: modelos explicativos, necessidades, desejos e
estímulos;
•
Relações interpessoais:
•
A forma apropriada para expressão de pedidos, conselhos, instruções e
ordens (formas de cortesia);
•
Comportamento e bem-estar;
•
Hábitos e qualidade de vida;
•
Fatores sensoriais e hormonais que influenciam o comportamento;
•
Dinâmica dos diferentes grupos: importância na modelagem do
comportamento;
•
Importância da liderança na modelagem e funcionamento dos grupos:
autonomia, heteronomia, competição, cooperação, tensão, estresse,
organizações e saúde mental.
5.11. 4 Referências
568
COSTA LIMA, L. O Controle do Imaginário. Razão e Imaginação no
Ocidente. São Paulo: Brasiliense. 1984.
ELLEMBERGER, H. El Descobrimento Del Inconsciente. Madrid: Gredos.
1976.
FIGUEIREDO, L.C. Sob o Signo da Multiplicidade. Cadernos de Subjetividade,
vol.1., 1993.
______. Matrizes do Pensamento Psicológico. Petrópolis: Vozes. Figueiredo,
L.C., 1991.
______. Psicologia: Uma Introdução. São Paulo: Educ, 1991.
FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. Petrópolis: Vozes. 1977
FREUD, Sigmund. Escritos sobre a Psicologia do Inconsciente. Rio de
Janeiro: Imago, 2004.
______ . O Mal Estar na Civilização. Rio de Janeiro: Imago, 1997.
HEIDBREDER, E. Psicologias do Século XX. São Paulo: Mestre Jou, 1969.
HERRSNSTEIN, R. J.; BORING, E. G. Textos Básicos da História da
Psicologia. São Paulo: Herder-USP.1971.
HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
MONTAIGNE, M. Ensaios. São Paulo: Abril Cultural, 1987.
PAVLOV, Ivan Petrovich. Textos Escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 2006.
(Coleção Os Pensadores).
POLITZER, G. Psicologia Concreta. Buenos Aires: Jorge Álvarez. 1965.
SCHULTZ, D. História da Psicologia Contemporânea. São Paulo: Cultrix,
2005.
569
5.12 ROTINAS TRABALHISTAS
5.12.1 Ementa
Rotinas de admissão e demissão. Dados para elaboração da
folha de pagamento. Incidência de impostos sobre o salário. Acidentes de
Trabalho. Condições Ambientais e as condições de trabalho. Como gerenciar
eficazmente, no meio ambiente laboral, a saúde e a segurança ocupacional.
Modalidades de contratos.
5.12. 2 Conteúdos
•
Recrutamento e seleção de pessoal;
•
A atuação do gestor de RH no processo de admissão;
•
Fases do recrutamento e seleção;
•
Definição do perfil do cargo a ser preenchido;
•
Iniciando o recrutamento;
•
Opções de recrutamento;
•
Recrutamento interno;
•
Recrutamento externo;
•
Seleção dos currículos;
•
Entrevista de seleção;
•
Seleção de candidatos;
•
O convite;
•
A ética na contratação;
•
Rotatividade de mão de obra;
•
Desligamento de pessoal;
•
Preparação de procedimentos;
•
A atuação do gestor de RH no processo de demissão;
570
•
Procedimentos burocráticos e legais na demissão;
•
Comunicação de aviso prévio;
•
Demissão por justa causa;
•
Homologação da rescisão;
•
Outros procedimentos;
•
Procedimentos para evitar reclamatórias trabalhistas;
•
Rotatividade de pessoal (Turn-Over);
•
Absenteísmo;
•
Procedimentos trabalhistas;
•
Férias individuais;
•
13º salário;
•
Atestado médico;
•
Conceitos de terceirização e saúde ocupacional;
•
Acordo de compensação de horas;
•
Aviso prévio;
•
Estágio profissional;
•
Férias coletivas;
•
Guarda de documentos – prazos;
•
Licença maternidade;
•
Salários – prazo de pagamento;
•
CIPA;
•
O conceito de problema;
•
Identificação e delimitação das condições de contorno de um problema;
•
Exemplares de problemas;
•
Coletividade e competitividade;
571
•
Conceito de sistema;
•
Abordagem sistêmica;
•
Otimização de sistemas;
•
Grafos, diagramas e mapas conceituais;
•
Definição de fluxo e fluxograma;
•
Heurísticas e meta-heurísticas;
•
Unidades gerenciais básicas;
•
Procedimentos operacionais;
•
Planejamento estratégico (curto, médio e longo prazo);
•
Resolução de problemas;
•
Reuniões relâmpagos, circuitos de controle;
•
Gestão da rotina;
•
MASP, brainstorning e multi-votação;
•
Conceito de negociação;
•
Contratação: terceirização, contrato por tarefa e pró-labore;
•
Participação no lucro e na produção;
•
•
Contrato coletivo de trabalho;
Relações com as entidades representativas de classe: sindicatos, conselhos
profissionais.
5.12.3 Referências
CARDOSO, Adelino Alves. Recrutamento e Seleção. 2ª Ed., S/L., Editora Lidel,
2005.
CHIAVENATO, I. Recursos Humanos. Edição compacta. São Paulo: Atlas,
2003.
______. Os Novos Paradigmas. São Paulo: Atlas, 1996.
572
______. Gestão de Pessoas: o Novo Papel dos Recursos Humanos nas
Organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1991.
______. Recursos Humanos na Empresa.Vol.3, São Paulo: Atlas, 1991.
______. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron
books, 1976.
5.13 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
5.13.1 Carga Horária
A carga horária total da disciplina no curso é de 60 (sessenta)
horas-aula ou 50 (cinquenta) horas-relógio.
5.13.2 Ementa
A tecnologia da informação e seu uso nas organizações. As
principais questões técnicas e gerenciais sobre a tecnologia da informação para
o desenvolvimento e implantação de sistema de informações em recursos
humanos.
5.13.3 Conteúdos
•
Informação: diferença entre dado, informação e conhecimento aplicado a
aspectos empresariais;
•
Características fundamentais da informação;
•
Processo de gestão (gerenciamento) da informação: definição, aplicações
nas empresas e estilos;
•
Importância da gestão do conhecimento no negócio da organização;
573
•
Tipos de conhecimento: tácito e explicito;
•
Processo de conversão do conhecimento;
•
Necessidade individual do investimento no aprendizado continuado;
•
Compartilhamento de conhecimento;
•
Sistemas de Informação Gerencial: conceitos e aplicações;
•
Banco de dados de RH;
•
Representação de dados e de conhecimento;
•
Aplicações;
•
Conceitos básicos de sistemas de informação;
•
Classificações de sistemas de informação;
•
Sistemas de informações gerenciais e de apoio à decisão;
•
Sistema de informações de RH;
•
Sistema de monitoração de RH;
•
Sistemas de informação interna;
•
Sistemas de informação externa;
•
Internet como fonte de informação;
•
Sistema de informação integrada;
•
Tecnologia da Informação como ferramenta de compartilhamento do
conhecimento.
5.13.4 Referências
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1997. 140 p.
574
COLEÇÃO PRIMEIROS PASSOS. Inteligência artificial- informática. 2 ed.
São Paulo: Brasiliense.
LOJKIN, Jean. A Revolução Informacional. 3 ed. Cortez: São Paulo. 2003.
TAKAHASHI, Tadao. Sociedade da Informação no Brasil-Livro Verde.
Brasília: Ministério da Ciência e das Tecnologias - Governo Federal, 2000. 153 p.
TURBAN, Efraim, RAINER, Kelly e POTTER, Richard. Administração de
Tecnologia da Informação – teoria e prática. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
6 SISTEMA DE AVALIAÇÃO E CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE
CONHECIMENTOS, COMPETÊNCIAS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES
6.1 SISTEMA DE AVALIAÇÃO
A avaliação será entendida como um dos aspectos do ensino
pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu
próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de
aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados , e o seu
desempenho , em diferentes situações de aprendizagem.
Preponderarão os aspectos qualitativos da aprendizagem,
considerada a interdisciplinariedade e a multidisciplinariedade dos conteúdos,
com relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração sobre
a memorização, num processo de avaliação contínua, permanente e cumulativa.
A avaliação será expressa por notas, sendo a mínima para
aprovação - 6,0 (seis vírgula zero).
6.1.1 Recuperação de Estudos
O aluno cujo aproveitamento escolar for insuficiente será
submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao período letivo.
575
6.1. 2 Critérios de Aproveitamento de Conhecimentos e Experiências Anteriores
Art. 68 da Deliberação 09/06 CEE/PR
O estabelecimento de ensino poderá aproveitar mediante
avaliação, competência, conhecimentos e experiências anteriores, desde que
diretamente relacionadas com o perfil profissional de conclusão da respectiva
qualificação ou habilitação profissional, adquiridas:
-
no Ensino Médio;
-
em qualificações profissionais, etapas ou módulos em nível
técnico concluídos em
outros cursos, desde que cursados nos últimos cinco
anos;
-
em
cursos
de
formação
inicial
e
continuada
de
trabalhadores, no trabalho ou por meios informais;
-
em processos formais de certificação;
-
no exterior.
6.1.3 Solicitação e Avaliação do Aproveitamento de Estudos
O aluno preencherá o requerimento solicitando o aproveitamento
de estudos, considerando o perfil profissional do curso técnico e a indicação dos
cursos realizados anexando fotocópia de comprovação de todos os cursos ou
conhecimentos adquiridos.
Uma comissão de professores, do curso técnico, designada pela
Direção fará a análise da documentação apresentada pelo aluno;
Mediante aprovação da comissão será indicado os conteúdos
(disciplinas) que deverão ser estudadas pelo aluno a fim de realizar a avaliação,
com data, hora marcada e professores escalados para aplicação e correção.
Para efetivação da legalidade do aproveitamento de estudos
será lavrado ata constando o resultado final da avaliação e os conteúdos
aproveitados, na forma legal e pedagógica.
576
Art. 69 da Deliberação 09/06 CEE/PR: a avaliação, para fins de
aproveitamento de estudos, será realizada conforme os critérios estabelecidos
no Plano de Curso e no Regimento Escolar.
6.2 PLANO DE AVALIAÇÃO DO CURSO
O Curso será avaliado com instrumentos específicos,
construídos pelo apoio pedagógico do estabelecimento de ensino para serem
respondidos (amostragem de metade mais um) por alunos, professores, pais de
alunos, representante(s) da comunidade, conselho escolar, APMF.
Os resultados tabulados serão divulgados, com alternativas
para solução.
7 ARTICULAÇÃO COM O SETOR PRODUTIVO
A articulação com o setor produtivo estabelecerá uma relação
entre o estabelecimento de ensino e instituições que tenham relação com o
Curso Técnico em Recursos Humanos, nas formas de entrevistas, visitas,
palestras, reuniões com temas específicos com profissionais das Instituições
conveniadas.
Anexar os termos de convênio de firmados com empresas e
outras instituições vinculadas ao curso.
8 CERTIFICADOS E DIPLOMAS
Não haverá certificados no Curso Técnico em Recursos
Humanos, considerando que não há itinerários alternativos para qualificação.
O aluno, ao concluir o Curso Técnico em Recursos Humanos,
conforme organização curricular aprovada, receberá o Diploma de Técnico em
Recursos Humanos.
577
CAPÍTULO VI
CELEM
CENTRO DE ENSINO DE LÍNGUASESTRANGEIRA MODERNA – ESPANHOL
1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Toda língua é uma construção histórica e cultural em constante
transformação. Como princípio social e dinâmico, a língua não se limita a uma
visão sistêmica e estrutural do código linguístico. Ela é heterogênea, ideológica e
opaca.
Segundo Bakhtin (1988), toda enunciação envolve a presença de
pelo menos duas vozes, a voz do eu e do outro. Para este filósofo, não há
discurso individual, no sentido de que todo discurso se constrói no processo de
interação e em função de outro. E é no espaço discursivo criado na relação entre
o eu e o outro que os sujeitos se constituem socialmente. É no engajamento
discursivo com o outro que damos forma ao que dizemos e ao que somos. Daí a
Língua Estrangeira apresentar-se como espaço para ampliar o contato com
578
outras formas de conhecer, com outros procedimentos interpretativos de
construção da realidade.
Em outras palavras, a língua concebida como discurso, não
como estrutura ou código a ser decifrado, constrói significados e não apenas os
transmite. O sentido da linguagem está no contexto de interação verbal e não no
sistema linguístico.
Na construção de sua teoria, Bakhtin exclui a perspectiva do
absoluto, rejeitando o estático e fechado, noções associadas à perspectiva
tradicional de cultura.
Nos
discursos
presentes
no
intertexto
das
sociedades
contemporâneas, as práticas de linguagem são diversas porque a língua envolve
variantes socioculturais. Logo, as formas da língua variam de acordo com os
usuários, o contexto em que são usadas e a finalidade da interação.
Para cada variante linguística e cada grupo cultural, os valores
sociais e culturais que lhes são atribuídos sofrem oscilações, de acordo com os
diferentes contextos socioculturais e históricos. Dessa forma, a língua e a cultura
são entendidas como variantes locais particularizadas em contextos específicos;
portanto, configuram-se de forma heterogênea, complexa e plural (BORTONIRICARDO, 2004).
As aulas de língua estrangeira se configuram como espaços de
interações entre professores e alunos e pelas representações e visões de mundo
que se revelam no dia-a-dia. Objetiva-se que os alunos analisem as questões
sociais, políticas e econômicas da nova ordem mundial, suas implicações e que
desenvolvam uma consciência crítica a respeito do papel das línguas na
sociedade.
2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVOS GERAIS
579
O ensino da língua estrangeira moderna tem por objetivo propor
que a aula estabeleça um espaço para que o aluno possa distinguir e
compreender a diversidade linguística e cultural, de modo que se envolva
discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em
relação ao seu próprio cotidiano.
Busca-se também superar a ideia de que o objetivo de ensinar
língua estrangeira na escola é apenas o linguístico ou, ainda, que o modelo de
ensino dos institutos de idiomas seja parâmetro para definir seus objetivos de
ensino na educação básica. Tal aproximação seria um equívoco, considerando
que o ensino de língua estrangeira nas escolas de língua não tem,
necessariamente, as mesmas preocupações educacionais da escola pública.
Um dos objetivos da disciplina de língua estrangeira moderna é
que os envolvidos no processo pedagógico façam uso da língua que estão
aprendendo em situações significativas, relevantes, isto é, que não se limitem ao
exercício de uma mera prática de formas linguísticas descontextualizadas. Tratase da inclusão social do aluno numa sociedade reconhecidamente diversa e
complexa através do comprometimento mútuo.
O aprendizado de uma língua estrangeira pode proporcionar
uma consciência sobre o que seja a potencialidade desse conhecimento na
interação humana. Ao ser exposto às diversas manifestações de uma língua
estrangeira e às suas implicações político-ideológicas, o aluno constrói recursos
para compará-la à língua materna, de maneira a alargar horizontes e expandir
sua capacidade interpretativa e cognitiva.
Ressalta-se, como requisito, a atenção para o modo como as
possibilidades linguísticas definem os significados construídos nas interações
sociais. Ainda, deve-se considerar que o aluno traz para a escola determinadas
leituras de mundo que constituem sua cultura e, como tal, devem ser respeitada.
Objetiva-se que os alunos analisem as questões sociais,
políticas e econômicas da nova ordem mundial, suas implicações e que
desenvolvam uma consciência crítica a respeito do papel das línguas na
sociedade.
580
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Espera-se que a aprendizagem da língua espanhola propicie
práticas de leitura de textos de diferentes gêneros, considerando os
conhecimentos
prévios
dos
alunos,
oportunizando
a
formulação
questionamentos que possibilitem inferências sobre o texto.
Encaminhando os alunos para significativas discussões e
reflexões
sobre:
tema,
intenções,
intertextualidade,
aceitabilidade,
informatividade, situacionalidade, temporalidade, vozes sociais e ideologia,
análises para estabelecer a referência textual, conduzindo leituras para a
compreensão das partículas conectivas.
2.2.1 Objetivos do Ensino da Leitura
Espera- se que o aluno:
•
Realização de leitura compreensiva do texto;
•
Localização de informações explícitas e implícitas no texto;
•
Posicionamento argumentativo;
•
Ampliação do horizonte de expectativas;
•
Ampliação do léxico;
•
Percepção do ambiente no qual circula o gênero;
•
Identificação da idéia principal do texto;
•
Análise das intenções do autor;
•
Identificação do tema;
•
Dedução dos sentidos de palavras e/ou expressões a partir do contexto;
581
•
Compreensão das diferenças decorridas do uso de palavras e/ou expressões
no sentido conotativo e denotativo;
•
Reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a referência
textual.
2.2.2 Objetivos do Ensino da Escrita
Espera-se do aluno:
•
Expressão de ideias com clareza;
•
Elaboração de textos atendendo:
- às situações de produção propostas (gênero, interlocutor, finalidade...);
- à continuidade temática;
•
Diferenciação do contexto de uso da linguagem formal e informal;
•
Uso de recursos textuais como: coesão e coerência, informatividade,
intertextualidade, etc;
•
Utilização adequada de recursos linguísticos como: pontuação, uso e função
do artigo, pronome, substantivo, etc.;
•
Emprego de palavras e/ ou expressões no sentido conotativo e denotativo,
bem como de expressões que indicam ironia e humor, em conformidade com o
gênero proposto.
3 CONTEÚDOS
3.1 CONTEÚDO ESTRUTURANTE: DISCURSO COMO PRÁTICA
SOCIAL
3.2 GÊNEROS DISCURSIVOS E SEUS ELEMENTOS COMPOSICIONAIS
582
3.2.1 Leitura
•
Identificação do tema;
•
Intertextualidade;
•
Intencionalidade;
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Marcadores do discurso;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Discurso direto e indireto;
•
Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
•
Recursos estilísticos (figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos gráficos
(como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística.
•
Acentuação gráfica.
3.2.2 Escrita
•
Tema do texto;
•
Interlocutor;
•
Finalidade do texto;
•
Intencionalidade do texto;
•
Intertextualidade;
583
•
Condições de produção;
•
Informatividade (informações necessárias para a coerência do texto);
•
Vozes sociais presentes no texto;
•
Vozes verbais;
•
Discurso direto e indireto;
•
Emprego do sentido denotativo e conotativo no texto;
•
Léxico;
•
Coesão e coerência;
•
Funções das classes gramaticais no texto;
•
Elementos semânticos;
•
Recursos estilísticos ( figuras de linguagem);
•
Marcas linguísticas: particularidades da língua, pontuação; recursos gráficos
(como aspas, travessão, negrito);
•
Variedade linguística;
•
Ortografia;
•
Acentuação gráfica
4 METODOLOGIA
No ensino de língua estrangeira, a língua, objeto de estudo
dessa disciplina, contempla as relações com a cultura, o sujeito e a identidade.
Torna-se fundamental que os professores compreendam o que se pretende com
o ensino da língua estrangeira na educação básica, ou seja: ensinar e aprender
línguas é também ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras de
atribuir sentidos, é formar subjetividades, é permitir que se reconheça no uso da
língua os diferentes propósitos comunicativos, independentemente do grau de
proficiência atingido.
584
As aulas de língua estrangeira se configuram como espaços de
interações entre professores e alunos e pelas representações e visões de mundo
que se revelam no dia a dia.
Observando esses preceitos, as aulas de língua espanhola serão
interativas, com apresentações, dramatizações, diálogos, discussões, dentre
outras técnicas que considerem a interação entre professor, aluno e texto.
5 AVALIAÇÃO
5.1 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
5.1.1 Critérios de Ensino da Leitura
•
Realização de leitura compreensiva do texto;
•
Localização de informações explícitas e implícitas no texto;
•
Posicionamento argumentativo;
•
Ampliação do horizonte de expectativas;
•
Ampliação do léxico;
•
Percepção do ambiente no qual circula o gênero;
•
Identificação da ideia principal do texto;
•
Análise das intenções do autor deduzindo dos sentidos de palavras e/ou
expressões a partir do contexto;
•
Compreensão das diferenças decorridas do uso de palavras e/ou expressões
no sentido conotativo e denotativo;
•
Reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a referência
textual.
585
5.1.2 Critérios de Ensino da Escrita
Espera-se do aluno:
•
Expressão de ideias com clareza;
•
Elaboração de textos atendendo:
- às situações de produção propostas (gênero, interlocutor, finalidade...);
- à continuidade temática;
•
Diferenciação do contexto de uso da linguagem formal e informal;
•
Uso de recursos textuais como: coesão e coerência, informatividade,
intertextualidade, etc.;
•
Utilização adequada de recursos linguísticos como: pontuação, uso e função
do artigo, pronome, substantivo, etc.;
•
Emprego de palavras e/ ou expressões no sentido conotativo e denotativo,
bem como de expressões que indicam ironia e humor, em conformidade com
o gênero proposto.
5.1.3 Critérios de Ensino da Oralidade
Espera-se do aluno:
•
Pertinência do uso dos elementos discursivos, textuais, estruturais e
normativos;
•
Reconhecimento de palavras e/ou expressões que estabelecem a referência
textual;
•
Utilização do discurso de acordo com a situação de produção (formal/informal
);
•
Apresentação de ideias com clareza;
•
Compreensão de argumentos no discurso do outro;
•
Exposição objetiva de argumentos;
586
•
Organização da sequência da fala;
•
Respeito aos turnos de fala;
•
Participação ativa em diálogos, relatos, discussões, quando necessário em
língua materna, etc.;
•
Utilização consciente de expressões faciais corporais e gestuais, de pausas e
entonação nas exposições orais, entre outros elementos extralinguísticos.
5.2 MEIOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação será contínua, cumulativa, processual e somatória,
por meio de testes orais e escritos, interpretação e produção de textos,
apresentações individuais e coletivas, seminários, exposições, discussões, entre
outras atividades interativas possíveis.
6 REFERÊNCIAS
ANTUNES, I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras
no caminho. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1988.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna: a sociolinguística
na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004.
MOITA LOPES, L. P.; ROJO, R. H. R. Linguagens, códigos e suas
tecnologias. In: Brasil/ DPEM Orientações curriculares do ensino médio.
Brasília: MEC, 2004, p. 14-59.
587
ORLANDI, E.P. Análise de discurso: princípios e procedimentos. 6 ed. São
Paulo: Ponte, 2005.
ORLANDI, E. P. A polissemia da noção de leitura. Linguagem e método: uma
questão da análise de discurso. In: Discurso e leitura. 5.ed. São Paulo:
Cortez,1999.
PARANÁ. Secretaria de estado da educação. Superintendência de educação.
Diretrizes curriculares para a educação básica do estado do Paraná – L.E.M
– Espanhol. Curitiba: SEED-PR, 2008.
______. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação.
Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo básico da escola pública
do Paraná. Curitiba, 1990.
ANEXOS
1 MATRIZES CURRICULARES
•
Ensino fundamental;
•
Ensino médio;
•
Formação de docentes;
•
Técnico em administração integrado;
•
Técnico em administração subsequente;
•
Técnico em recursos humanos.
588
2 DADOS EDUCACIONAIS
•
Aprovação;
•
Evasão;
•
Avaliações externas;
•
Relação idade / série.
3 DOCENTES
•
Relação das coordenadoras dos cursos técnicos;
•
Relação dos docentes dos cursos técnicos e seu respectivo nível de
formação.
4 CALENDÁRIO ESCOLAR
5 PLANO DE AÇÃO
•
Programa Defesa Civil na Escola - Brigada Escolar
6 ATAS
•
Ata das alterações feitas no Projeto Político-Pedagógico.
589
590
591

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