relatório anual de sustentabilidade

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relatório anual de sustentabilidade
RELATÓRIO
ANUAL DE
SUSTENTABILIDADE
NOTA SOBRE NOSSOS
RELATÓRIOS
O Relatório de Sustentabilidade de nosso Grupo é publicado anualmente, sendo
que o relatório anterior foi publicado em
abril de 2013. Este relatório deve ser lido
em conjunto com o nosso Relatório Integrado Anual de 2013 e o nosso Relatório
de Sustentabilidade On-Line para o ano
encerrado em 31 de dezembro de 2013.
Este último apresenta detalhamentos de
dados e informações referentes à sustentabilidade e pode ser encontrado em
www.aga-reports.com, conforme indicado neste documento.
Para facilitar a utilização, encontra-se, na contracapa
traseira deste relatório, um guia detalhado de como
usar os nossos relatórios, com uma aba que pode ser
aberta durante a leitura do relatório. Para informar-se
sobre a terminologia utilizada, consulte o glossário de
termos na página 75.
OBSERVAÇÕES:
Os seguintes parâmetros-chave devem ser observados em relação aos nossos relatórios:
• A produção é expressa em uma base tributável,
salvo indicação em contrário.
• O quadro médio de trabalhadores informado
neste relatório engloba os empregados próprios
e contratados da AngloGold Ashanti e de suas
subsidiárias e filiais, joint-ventures (JVs). As informações sobre as JVs são apresentadas em uma
base tributável.
• A menos que seja indicado o contrário, $ ou dólar
referem-se a dólares americanos em toda esta
série de relatórios.
• Os locais nos mapas são apenas indicativos.
• “Grupo”, “empresa” e “companhia” serão usados
como sinônimos.
• Quando aplicável, serão apontados os dados
históricos que foram retificados.
• Para melhorar a integração entre nossos relatórios,
a partir de 2014 o relatório de sustentabilidade
não será mais impresso separadamente. Todas
as informações financeiras e não financeiras serão
apresentadas em nosso Relatório Anual Integrado.
Nosso compromisso com a sustentabilidade
através de várias iniciativas externas continuará a
ser divulgado pela internet.
Declarações contendo previsões e projeções
À exceção daquelas relativas a fatos históricos, as afirmações sobre
o futuro da empresa contidas neste documento – que incluem,
dentre outras, declarações sobre perspectivas econômicas para
a indústria da mineração do ouro, expectativas em relação aos
preços e produção do ouro, custos caixa, economias de custos
e outros resultados operacionais, retorno sobre o patrimônio
líquido, melhorias de produtividade, perspectivas e projeções de
crescimento das operações da AngloGold Ashanti, individualmente
ou em conjunto, inclusive declarações sobre a concretização de
marcos de projetos, início e conclusão de operações comerciais
de alguns dos projetos de exploração e de produção da empresa e
sobre a conclusão de aquisições e venda de ativos da AngloGold
Ashanti, a liquidez e os recursos e gastos de capital da companhia,
bem como o resultado e a consequência, seja pendente ou
potencial, de qualquer litígio, processo regulatório ou questões de
meio ambiente, saúde e segurança – são declarações de previsões
e perspectivas em relação às operações, ao desempenho
econômico e à condição financeira da AngloGold Ashanti. Estas
declarações contendo previsões e projeções estão sujeitas a
riscos conhecidos e desconhecidos e a outros fatores que podem
fazer com que os resultados, o desempenho ou as conquistas
reais da AngloGold Ashanti sejam substancialmente diferentes
daqueles apresentados de forma expressa ou implícita nestas
previsões e projeções. Embora a AngloGold Ashanti acredite que
as expectativas refletidas nestas declarações sejam razoáveis,
não podemos garantir que elas de fato se concretizarão no futuro.
Dessa forma, os resultados podem diferir substancialmente
daqueles apresentados nestas previsões e projeções em razão,
dentre outros fatores, de mudanças econômicas, sociais e políticas
e nas condições do mercado, do êxito de iniciativas empresariais
e operacionais, de mudanças no ambiente regulatório e outras
ações governamentais, inclusive no que diz respeito a aprovações
e exigências ambientais, de flutuações dos preços do ouro e
das taxas de câmbio, do resultado de processos de litígio ainda
pendentes ou futuros e do gerenciamento de riscos do negócio e
de riscos operacionais.
Detalhes sobre esses fatores de risco podem ser encontrados
no suplemento do prospecto da AngloGold Ashanti, de 17 de
julho de 2012, que foi protocolado na Comissão de Valores
Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) em 26 de julho de 2013,
em nossos relatórios anuais apresentados no formulário Form
20-F e em qualquer suplemento ao prospecto protocolado na
SEC após a data deste relatório. Esses fatores não representam
necessariamente a totalidade dos fatores importantes que podem
fazer com que os resultados reais da AngloGold Ashanti difiram
substancialmente daqueles expressos em qualquer declaração
da empresa que contenha previsões e projeções. Outros fatores
desconhecidos e imprevisíveis podem também ter efeitos adversos
substanciais nos resultados futuros. Recomenda-se, portanto,
ao leitor que não deposite confiança excessiva nas declarações
sobre previsões, projeções e eventos futuros. A AngloGold Ashanti
não se compromete a atualizar ou revisar publicamente essas
declarações para que reflitam eventos ou circunstâncias ocorridos
posteriores à data deste Relatório Integrado ou para que reflitam
a ocorrência de eventos imprevistos, a não ser em casos previstos
em lei. Incluem-se nesta nota de advertência todas as declarações
subsequentes sobre previsões e projeções veiculadas por escrito
ou oralmente e que sejam atribuíveis à AngloGold Ashanti ou a
um representante autorizado da empresa. Este comunicado pode
conter certos indicadores de desempenho financeiro que não
seguem princípios contábeis geralmente aceitos (identificados
pela sigla inglesa “Non-GAAP”), pois a AngloGold Ashanti utiliza
alguns indicadores desse tipo no gerenciamento de seus negócios.
Os indicadores financeiros "Non-GAAP" devem ser vistos como
informações adicionais, e não como substitutos, no que diz respeito
aos resultados operacionais ou de fluxos de caixa das operações
e a qualquer outro indicador de desempenho preparado de acordo
com as IFRS (normas internacionais de relatórios financeiros).
Além disso, é possível que os indicadores apresentados não
sejam comparáveis com outros indicadores utilizados por outras
empresas, ainda que tenham nomes parecidos. A AngloGold
Ashanti publica, em inglês, informações que são importantes
para os investidores na página principal de seu website www.
anglogoldashanti.com e sob a aba “Investors & media” na página
principal. Essas informações são atualizadas regularmente.
Recomenda-se aos investidores que visitem esse website para
obterem informações importantes sobre a AngloGold Ashanti.
VISÃO, MISSÃO E VALORES
nossa VISÃO
SER A EMPRESA LÍDER EM MINERAÇÃO
nossa MISSÃO
Criar valor para nossos acionistas, nossos empregados e nossos parceiros sociais e nossos
parceiros de negócios através da exploração, lavra e comercialização de nossos produtos
com segurança e responsabilidade. Nosso foco principal é o ouro, mas exploraremos
oportunidades em outros minerais que possam fortalecer nossos ativos, competências e
experiências atuais e melhorar nossa capacidade de criar valor.
nossa
VALORES
A segurança é nosso primeiro valor.
Colocamos as pessoas em primeiro lugar e, por isso, práticas e sistemas de trabalho com
segurança e saúde são nossa prioridade máxima. Temos a responsabilidade de buscar
formas novas e inovadoras para assegurar que os nossos locais de trabalho sejam espaços
livres de acidentes e doenças ocupacionais. Vivemos cada dia um pelo outro e usamos
nosso compromisso coletivo, nossos talentos, nossos recursos e nossos sistemas para
cumprir nosso compromisso mais importante... cuidar das pessoas.
Tratamos uns aos outros com dignidade e respeito.
Acreditamos que as pessoas que são tratadas com respeito e encorajadas a assumir
responsabilidade reagem dando o melhor de si. Procuramos preservar a dignidade das
pessoas e o seu senso de valor próprio em todas as nossas interações, respeitando-as
pelo que são e valorizando cada contribuição que podem trazer para o sucesso da nossa
empresa. Somos honestos com nós mesmos e com os outros e tratamos com ética todos os
nossos parceiros sociais e de negócios.
Valorizamos a diversidade.
Temos a meta de nos tornar a empresa líder global com as pessoas certas nos trabalhos
certos. Promovemos a inclusão e o trabalho em equipe, tirando proveito da rica diversidade
de culturas, ideias, experiências e habilidades que cada empregado traz para a empresa.
Prestamos conta por nossas ações e nos
comprometemos a cumprir nossos compromissos.
Concentramos nossos esforços na entrega de resultados e sempre fazemos aquilo que nos
comprometemos a fazer. Assumimos responsabilidade e accountability por nosso trabalho,
nossos comportamentos, nossa ética e nossas ações. Nosso objetivo é gerar resultados de
alto nível de desempenho e dar o máximo que pudermos para cumprir nossos compromissos
para com nossos colegas, nossos parceiros sociais, nossos parceiros de negócios e nossos
investidores.
As comunidades e sociedades onde a AngloGold
Ashanti mantém suas operações devem se tornar
melhores em função da presença da empresa.
Defendemos e promovemos os direitos humanos fundamentais em todos os lugares em
que operamos. Contribuímos para a construção de parcerias produtivas, respeitosas e
mutuamente benéficas nas comunidades em que operamos. Nossa meta é deixar um futuro
sustentável para as comunidades que nos hospedam.
Respeitamos o meio ambiente.
Assumimos o compromisso de continuamente melhorar os nossos processos a fim de diminuir
a poluição, minimizar a produção de resíduos, aumentar nossa eficiência de carbono e fazer
uso eficiente dos recursos naturais. Desenvolveremos soluções inovadoras para mitigar os
riscos ambientais e climáticos.
NOSSA VISÃO, MISSÃO E VALORES
1
UMA DAS EMPRESAS DE
EXPLORAÇÃO, MINERAÇÃO E
COMERCIALIZAÇÃO de ouro MAIS
IMPORTANTES DO
MUNDO
SUMÁRIO
SEÇÃO UM
SEÇÃO DOIS
SEÇÃO DOIS CONT
SEÇÃO TRÊS
QUEM SOMOS E O QUE
FAZEMOS
Revisando nosso
desempenho e
objetivos
REVISANDO NOSSO
DESEMPENHO E
OBJETIVOS CONT
OUTRAS INFORMAÇÕES
5
Nossa abordagem para a elaboração de relatórios e asseguração
6
8
10
12
15
Perfil e estrutura da empresa
17
Alinhando nossos negócios e nossas estratégias de sustentabilidade
20
Nossa comissão de revisão da sustentabilidade
22
Nossa abordagem ao gerenciamento de riscos e identificação de
questões materiais
Processo de mineração de ouro
Visão geral do desempenho
Nossos públicos de interesse
Mensagem de nosso Chefe Executivo, Srinivasan Venkatakrishnan
26
Questão material 1: Garantir a segurança e a proteção das pessoas (empregados, contratadas e comunidades)
30
Questão material 2: Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e externos
44
Questão material 3: Competir por recursos e infraestrutura
56
Questão material 4: Questões socioambientais e de saúde
66
71
Questão material 5: Ouro Responsável
Questão material 6: Foco na sustentabilidade da empresa
75
77
IBC
Glossário resumido de termos
Guia para uso de nossos relatórios
Administração e contato
SEÇÃO UM
QUESTÃO MATERIAL 3
QUESTÃO MATERIAL 5
Garantir a segurança e a proteção das pessoas
(empregados, contratadas e comunidades)
Competir por recursos e infraestrutura
Ouro Responsável
44 Garantia de e acesso a energia
66 Iniciativas do Ouro Responsável
69 Cumprimento de nossa obrigação de
pessoas enquanto protegemos nossas
equipes e nossas instalações
economicamente viável, e mudança
climática
47 Garantia de e acesso a água a preço justo
49 Gerenciamento do solo, biodiversidade e
planejamento de fechamento de mina
QUESTÃO MATERIAL 2
Gerenciar e concretizar as expectativas
de nossos públicos de interesse internos
e externos
30 Para os empregados – salários,
benefícios e emprego (assegurar paz
e estabilidade em nossas relações
trabalhistas)
34 Para as comunidades – demonstração
dos valores que compartilhamos e
cumprimento de nossos compromissos
53 Atividades relacionadas à mineração
artesanal e de pequena escala
QUESTÃO MATERIAL 4
71 Desenvolvimento e implementação de
73 Qualificação da mão de obra global e local
56 Doença pulmonar ocupacional,
sobretudo na África do Sul
59 Considerações sociais e ambientais em
Obuasi, Gana
41 Para os fornecedores – compreender
62 Mão de obra migratória, habitação e
SUMÁRIO
Foco na sustentabilidade da empresa
Questões socioambientais e de
saúde
62 Contaminação de águas subterrâneas
e monitorar a conduta e o impacto
que eles têm em nossa cadeia de
suprimento
QUESTÃO MATERIAL 6
tecnologia e aumento da mecanização
39 Para os governos – utilização dos
ativos para a geração de benefícios
e compreensão do nacionalismo dos
recursos naturais
respeitar os direitos humanos
profundas e obrigações de
bombeamento da água na África do
Sul
moradia na África do Sul
64 Questões de reassentamento na
Tanzânia e em Gana
!Guia para uso de nossos relatórios
Veja o guia para uso de nossos
relatórios na contracapa e aba final.
SEÇÃO TRÊS
26 Eliminar os acidentes de trabalho
28 Não causar danos à integridade das
SEÇÃO DOIS
QUESTÃO MATERIAL 1
SEÇÃO UM
QUEM SOMOS E O QUE
FAZEMOS
Esta seção apresenta uma visão geral
da AngloGold Ashanti. Apresentamos
um panorama do nosso desempenho
em sustentabilidade durante 2013;
compartilhamos nossos processos
voltados para a participação de nossos
públicos de interesse; e discutimos
algumas questões que surgiram durante
o ano.
Esta seção inclui também uma análise
realizada por nosso Chefe Executivo,
Srinivasan Venkatakrishnan.
Para finalizar, descrevemos o nosso
modelo de negócios e explicamos
como alinhamos a nossa estratégia de
sustentabilidade com a nossa estratégia
de negócio.
O nosso Relatório de Sustentabilidade trata das questões mais significativas relacionadas à sustentabilidade do
nosso negócio e faz parte de um conjunto abrangente de relatórios anuais referentes ao ano de 2013 que fizemos
para os nossos públicos de interesse. Sugerimos, em particular, a leitura do Relatório Integrado Anual 2013, que
está disponível no site www.aga-reports.com.
Boa parte do relatório foi preparada de acordo com as diretrizes G4
da GRI, que publicou as suas diretrizes para elaboração de relatórios
de sustentabilidade em maio de 2013. O Conselho Internacional
de Mineração e Metais (ICMM), do qual a AngloGold Ashanti é
membro, informou que adotou as diretrizes G4 e, especificamente,
que até 2015 os relatórios de seus membros terão que ter um nível
“essencial” de conteúdo.
As diretrizes G4 enfatizam a importância da materialidade e
melhora o nível de harmonização com outras normas para
elaboração de relatórios. Nós reconhecemos que certos
elementos precisarão ser mais bem desenvolvidos nos próximos
anos. Em determinados casos, a empresa ainda não está em
condições de fazer os seus relatórios com base unicamente nos
indicadores G4 e, para as situações pertinentes, disponibilizamos
uma explicação no índice de tópicos da GRI que se encontra em
www.aga-reports.com/13/os.
Como membros ou signatários do ICMM, dos princípios do Pacto
Global das Nações Unidas (UNGC), da Iniciativa de Transparência
das Indústrias Extrativistas (EITI) e dos Princípios Voluntários
de Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), nós aderimos aos
princípios defendidos por esses organismos para a elaboração
de relatórios. Além disso, temos elaborado os nossos relatórios
de sustentabilidade de acordo com as recomendações do South
African King Code on Corporate Governance Code (Código King de
Governança Corporativa para Empresas da África do Sul) (King III) e
da Norma para Obtenção de Ouro de Áreas Livres de Conflitos, do
Conselho Mundial do Ouro.
Destacamos, ainda, as questões que acreditamos serem as mais
relevantes para a sustentabilidade do Grupo no futuro, identificadas
pelo nosso processo de gerenciamento de riscos e pelas opiniões
expressadas pelos públicos de interesse. A nossa abordagem é
discutida com mais detalhes na página 12 e orienta o escopo e os
limites deste relatório.
RELATÓRIO ON-LINE E INFORMAÇÕES
SUPLEMENTARES
Como este é um relatório que abrange o Grupo inteiro, o desempenho
e as metas operacionais são discutidos quanto ao nível regional em
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
A versão on-line deste relatório (disponível em formato pdf e HTML
em www.aga-reports.com) inclui informações suplementares.
Certos elementos deste relatório que não foram considerados
essenciais foram omitidos desta versão impressa e referenciadas
ao longo de todo o documento.
ABORDAGEM DA ASSEGURAÇÃO
Nós acreditamos em relatórios precisos e transparentes e apoiamos
a verificação de nossos sistemas e dados por terceiros.
Em 2013, continuamos a nossa abordagem tríplice da asseguração,
apoiando-nos em três processos de revisão complementares, quais
sejam: auditoria interna, auditoria externa e consultoria independente
dada pela nossa comissão de revisão da sustentabilidade.
SEÇÃO DOIS
Este relatório oferece uma visão geral da forma como abordamos
a sustentabilidade, destacando os objetivos, a estratégia e o
desempenho. Este relatório com informações consolidadas de todo
o Grupo enfoca aquelas questões materiais de sustentabilidade
que consideramos serem as mais importantes para nós e para
nossos públicos de interesse. Quando identificamos estas
questões materiais, levamos em consideração as orientações sobre
materialidade fornecidas pelo Conselho Internacional de Relatórios
Integrados, do qual a AngloGold Ashanti é um membro piloto, e
as diretrizes G4 da Global Reporting Initiative (GRI), bem como
as orientações da Norma AA1000 de Participação dos Públicos de
interesse.
detrimento das especificidades das unidades operacionais, embora
sejam fornecidos alguns detalhes operacionais conforme o caso.
Para mais detalhes sobre o desempenho operacional, sugerimos
que sejam consultados os Perfis Operacionais e de Projeto 2013,
previstos para disponibilização em nosso website no final de maio
de 2014.
Auditoria interna e aprovação do Conselho de Administração:
a Auditoria Interna do Grupo AngloGold Ashanti continuou com a
sua abordagem de asseguração que leva em conta os aspectos
financeiros e não financeiro da nossa empresa e desenvolveu
uma capacidade técnica específica na área de asseguração da
sustentabilidade. Os Auditores Internos do Grupo realizaram uma
auditoria da elaboração dos nossos relatórios de sustentabilidade
nos termos da Carta de Auditoria Interna do Grupo, aprovada pelo
Comitê de Governança Corporativa e de Auditoria da empresa. A
auditoria foi efetuada de acordo com as Normas do Instituto dos
Auditores Internos para a Prática Profissional de Auditoria Interna.
A revisão avaliou a validade, a precisão e a completude dos
indicadores GRI relevantes em nossos relatórios, juntamente com
diversas verificações da transferência e integridade dos dados. Este
Relatório de Sustentabilidade foi aprovado pela Diretoria no dia 18
de março de 2014.
Auditoria externa: a auditoria externa do nosso relatório de
sustentabilidade foi dada pela Ernst & Young Inc., cujos auditores
selecionaram os indicadores de dados para a asseguração
com base em sua avaliação das questões e indicadores mais
significativos para o desempenho da empresa em sustentabilidade
e para os principais riscos identificados pelo Grupo. Os dados
que foram assegurados externamente estão indicados no índice
de conteúdo GRI com ícones para identificação de asseguração
ou asseguração razoável
. A declaração de
limitada
asseguração de sustentabilidade da Ernst & Young Inc. encontrase em www.aga-reports.com/13/assurance.
Revisão independente: o papel da nossa comissão de revisão
independente da sustentabilidade é explicado na página 20, e o
parecer da comissão pode ser lido na página 21.
SEÇÃO TRÊS
COMPILAÇÃO DESTE RELATÓRIO
SEÇÃO UM
NOSSA ABORDAGEM PARA A ELABORAÇÃO DE
RELATÓRIOS E ASSEGURAÇÃO
PERFIL E ESTRUTURA DA EMPRESA
Com sede em Joanesburgo, África do Sul, a AngloGold Ashanti conta com 21 operações em 11 países. Duas
novas minas, Tropicana, na Austrália, e Kibali, na República Democrática do Congo (DRC), entraram em operação
no final de 2013.
Localização das operações da AngloGold Ashanti
ÁFRICA
AMÉRICAS
CONTINENTAL
AUSTRALÁSIA
ÁFRICA
DO SUL
4
5
1
2
3
Argentina
Cerro Vanguardia (92.5%)
Brasil
Serra Grande
AGA Mineração
Estados Unidos
Cripple Creek & Victor (CC&V)
Exploração
Temos programas de exploração de greenfields na Colômbia, Guiné e Austrália
6
7
8
9
Guiné
Siguiri (85%)
Mali
Morila (40%) (1)
Sadiola (41%)
Yatela (40%)
Gana
Iduapriem
Obuasi
RDC
Kibali (45%) (1)
Tanzânia
Geita
Namíbia
Navachab (2)
11
Austrália
Sunrise Dam
Tropicana (70%)
ÁFRICA
DO SUL
10
África do Sul
Vaal River
Great Noligwa
Kopanang
Moab Khotsong
West Wits
Mponeng
TauTona (3)
Operações de Superfície(4)
As porcentagens indicam a participação acionária da AngloGold Ashanti, direta ou indireta. Todas as operações e projetos são de propriedade integral da AngloGold Ashanti, salvo indicação
em contrário.
(1) Tanto Morila como Kibali são gerenciadas e operadas pela Randgold Resources Limited.
(2) No dia 10 de fevereiro de 2014, a AngloGold Ashanti anunciou a assinatura de um acordo vinculativo para vender a mina Navachab, desde que respeitadas certas condições.
(3) A partir do dia 1º de janeiro de 2013, TauTona e Savuka passaram a ser operadas e gerenciadas como uma só operação e consequentemente conjugadas sob a denominação TauTona.
(4) Inclui a First Uranium SA, que detém a Mina Waste Solutions (MWS), para efeitos deste relatório. Para efeitos contábeis, a MWS é operada e gerenciada como unidade independente
geradora de caixa.
SEÇÃO UM
NOSSAS OPERAÇÕES E PROJETOS
Em 2013, após uma revisão estratégica da nossa carteira de
ativos e especialmente dos nossos programas de exploração e
desenvolvimento de projetos, a AngloGold Ashanti iniciou uma
significativa reestruturação para tratar dos verdadeiros desafios
do setor de extração de ouro – dentre eles, o aumento dos
custos de produção e a prolongada baixa nos preços do ouro.
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
África do Sul, após a reestruturação da nossa carteira de ativos, Savuka
passou a ser incluída no relatório de TauTona e MWS agora faz parte do
relatório das Operações de Superfície.
SEÇÃO DOIS
Sandra Martinez, geóloga em Gramalote, Colômbia, inspeciona
uma amostra.
NOSSOS EMPREGADOS
As operações e joint ventures da AngloGold Ashanti empregaram, em
média, 66.434 pessoas (incluindo empresas contratadas) em 2013, um
aumento de 1% no número de empregados em relação a 2012 (2012:
65.822 pessoas), graças à entrada em operação de duas novas minas.
Contudo, essa média não reflete algumas reduções no número
de empregados em 2013. A título de ilustração, o número médio de
pessoas empregadas pelo Grupo (excluindo Kibali e Tropicana) em
dezembro de 2013 diminuiu em 6%: de 65.342 empregados, em
dezembro de 2012, passamos para 61.504 empregados na empresa
e em contratadas.
NOSSOS ACIONISTAS
A listagem primária das ações da AngloGold Ashanti está na Bolsa
de Valores de Joanesburgo (JSE). A companhia também está listada
nas bolsas de valores de Nova Iorque, Londres, Austrália e Gana.
O governo de Gana possui uma participação de 1.58% na empresa.
Os governos nacionais de Mali, Guiné e RDC possuem participação
direta em nossas filiais que operam nesses países e, na Argentina, a
província de Santa Cruz possui uma participação na nossa operação
em Cerro Vanguardia.
No final de dezembro de 2013, a empresa possuía 403,340,412 ações
ordinárias emitidas e uma capitalização de mercado na importância de
US$ 4.73 bilhões (2012: US$ 12.02 bilhões). Este número aumentou
para US$ 7.65 bilhões, segundo dados de 18 de março de 2013.
SEÇÃO TRÊS
O gerenciamento da AngloGold Ashanti está organizado
em quatro segmentos sob o comando de duas diretorias de
operações: África do Sul e Internacional (constituído pela África
Continental, Australásia e Américas) da seguinte forma:
• A África do Sul abrange as operações e os ativos nas
seguintes áreas sul-africanas:
• West Wits;
• Vaal River; e
• As operações de superfície, que incluem a First Uranium
SA, proprietária da Mine Waste Solutions (MWS), para
efeitos deste relatório. Para efeitos contábeis, a MWS
é operada e gerenciada como unidade independente
geradora de caixa.
• O segmento internacional inclui os ativos operacionais da
empresa fora da África do Sul, da seguinte forma:
• África Continental, com operações na República
Democrática do Congo, em Gana, na Guiné, em Mali, na
Namíbia e na Tanzânia;
• Australásia, com duas operações na Austrália e
• Américas, com operações na Argentina, no Brasil e nos
Estados Unidos.
As funções de suporte do Grupo incluem planejamento e
capacidade técnica, estratégia, sustentabilidade, finanças,
recursos humanos, aspectos legais e relações com os públicos
de interesse. O planejamento e as funções técnicas centram-se
na gestão de oportunidades e na manutenção das oportunidades
de investimento da empresa no longo prazo através de uma
série de atividades que incluem explorações de brownfields
e de greenfields, pesquisas em inovação, desenvolvimento
e asseguração técnica da tecnologia e foco contínuo em
excelência mineral.
Esta estrutura é abordada com mais detalhes na página
18 do Relatório Anual Integrado de 2013. A exploração e o
desenvolvimento dos projetos em La Colosa e Gramalote,
na Colômbia, continuam sendo realizados, mas o projeto
Mongbwalu na República Democrática do Congo foi interrompido
por razões econômicas decorrentes da queda no preço do ouro.
Além das nossas operações de mineração, temos, na África do
Sul, 42,43% de participação na Rand Refinery Ltd, o principal
complexo de fundição e refino de ouro na África, e temos
propriedade integral da refinaria do Queiroz, no Brasil. Por meio
do Oro Group (Pty) Ltd., temos 36% de participação acionária
na OroAfrica, uma das principais empresas sul-africanas de
fabricação de joias de ouro. Apesar das duas novas operações
de mineração, Kibali e Tropicana, o número de operações da
AngloGold Ashanti em 2013 manteve-se inalterado, em 21. Na
PROCESSO DE MINERAÇÃO DE OURO
INSUMOS
Para conduzir os nossos negócios e produzir ouro, são necessários certos insumos
como recursos minerais, pessoas e máquinas. Nós investimos em aprimoramento
de competências, em desenvolvimento e aplicação da tecnologia e em exploração e
desenvolvimento de nossos recursos minerais e reservas de minério, para garantir a
viabilidade econômica e a sustentabilidade da nossa empresa.
DESCOBERTA E AVALIAÇÃO DE
CORPO DE MINÉRIO
AVALIAÇÃO DO CORPO DE MINÉRIO
EXTRAÇÃO DO MINÉRIO
• Mina Subterrânea:
• Mina Subterrânea:
Exploração
Poços de transporte vertical e rampas são firmemente
construídos no solo para transportar pessoas e equipamentos
entre o exterior e os corpos de minério em profundidade
(muitos estão a mais de 1,000 m de profundidade); e para
trazer o minério lavrado até a superfície.
A rocha é perfurada e detonada, e
os fragmentos de minério e estéril
produzidos são trazidos para a
superfície.
As possíveis jazidas de ouro são
identificadas e a exploração é iniciada. Os
locais descobertos que valem a pena ser
explorados passam por intensa avaliação.
• Mina a Céu Aberto:
Os corpos de minério próximos da superfície são acessados
retirando as camadas que os sobrepõem.
O QUE PRODUZIMOS
O nosso produto principal é
o ouro, que gerou 96% de
nossas receitas em 2013.
Dentre os derivados estão
a prata, o urânio e o ácido
sulfúrico, dependendo da
geologia.
Ouro
Prata
Urânio
Ácido sulfúrico
4.11 Moz
3.3 Moz
1.38 Mlb
191 t
IMPACTOS
REABILITAÇÃO E FECHAMENTO
Esta é uma parte integrante do planejamento e
desenvolvimento da mina, desde o início da exploração até
o final das atividades de mineração. O plano do fechamento
da mina, que leva em conta as atividades de subsistência das
comunidades e a reabilitação do solo, continua durante toda
a vida útil de uma operação.
As atividades da AngloGold Ashanti
têm impacto no meio ambiente.
• Mina a Céu Aberto:
Realizam-se a perfuração e a detonação
antes de o minério ser escavado.
“Acima deste modelo de
negócio está a nossa estratégia
de sustentabilidade, que tem
como principal meta alcançar
a marca zero acidente no local
de trabalho e zero impacto no
meio ambiente. Envidamos
nossos melhores esforços para
assegurar que a sociedade e as
comunidades dos locais onde
estão nossas operações se
tornem melhores em função da
presença da empresa”.
Segurança – taxa de frequência de todas as
lesões por milhão de horas trabalhadas
7.33
Custo descontado de reabilitação futura
$728.4milhões
4.5Mt CO2e
Emissões de gases do efeito estufa
66.434
$60.4 milhões
$3.3 bilhões
TRANSPORTE DO MINÉRIO
PROCESSAMENTO
• Mina subterrânea:
O minério de ouro é processado e fundido
em doré (barras de ouro não refinado) nas
nossas operações e, depois, enviado para
várias refinarias de metais – dentre elas,
a nossa refinaria Queiroz, no Brasil, e a
Refinaria Rand, na África do Sul.
O minério é trazido para a superfície por
meio de sistemas de transporte horizontal e
vertical e, depois, transportado por via férrea,
caminhão ou transportador de correia até as
instalações de processamento.
SEÇÃO UM
Custos de exploração e avaliação
$255.1 milhões
Gastos de capital (inclui os investimentos contabilizados $2.0 bilhões
por equivalência patrimonial)
Água utilizada Energia utilizada 64.8 ML
32.7 PJ
RETRATAMENTO
Para extrair ouro e urânio
residual, as operações de
superfície na África do Sul
fazem o tratamento dos
rejeitos produzidos durante
o processamento.
• Mina a céu aberto e pilhas de minério na
superfície:
SEÇÃO DOIS
Pessoas Treinamento e desenvolvimento Custos operacionais de caixa
USO FINAL
REFINO
O ouro é vendido para bancos de ouro
internacionais ou para indústrias de
fabricação de joias.
O ouro é refinado a uma pureza de
pelo menos 99.5%, de acordo com os
padrões aceitos de “good delivery”.
RESULTADOS
Receita Perda atribuível a participação de acionistas
$5,71 bilhões
$2.23 bn(1)
Pago em salários e remunerações
$1.59 bilhões
Dividendos pagos $40 milhões
Pagamentos efetuados ao governo
$840 milhões
Perda por ação 568 US cents
Investimento nas comunidades
$23.0 milhões
Inclui deságio por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) após impostos; ativos tangíveis; investimentos e baixas de ativos imobilizados no valor de US$2.5 bilhões.
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
“Durante 2013, a AngloGold
Ashanti tratou 97.1 milhões
de toneladas de minério
tributável para obter 4.11
milhões de onças de ouro”.
SEÇÃO TRÊS
O minério é transportado em caminhões.
VISÃO GERAL DO DESEMPENHO
SEGURANÇA
PESSOAS:
66.434
Número médio de empregados (incluindo empresas contratadas)
Nosso objetivo é desenvolver e conservar um quadro de trabalhadores
estável e motivado. Devido a pressões econômicas significativas sobre
a empresa em 2013, foi efetuada a reestruturação principalmente no
nível corporativo.
Carlos Soares, técnico de segurança na Mina Cuiabá, Brasil, analisa as emissões de gás.
“Os acidentes fatais diminuíram em 56% em
relação ao ano passado. Este representa nosso
melhor desempenho em segurança até agora”.
Procuramos minimizar ao máximo demissões involuntárias, preferindo oferecer programas de demissão voluntária e de aposentadoria
antecipada sempre que possível.
Total de empregados por região 2013
África do Sul
África Continental
Australásia
Américas
Outros
Acidentes fatais ocupacionais
(acidentes fatais)
Taxa de frequência de todas as lesões
(por milhão de horas trabalhadas)
Estão incluídos 3.249 empregados diretos e
de empresas contratadas que trabalham em
projetos em Kibali.
Divisão do quadro de pessoal
Empregados
Empresas contratadas
DE REDUÇÃO
DE REDUÇÃO
Embora o nosso desejo seja eliminar todas as lesões durante o
trabalho, a nossa TFTL diminuiu em 43% nos últimos cinco anos.
Apenas em 2013, a empresa ganhou 4.700 dias de trabalho na
comparação com o ano anterior, em virtude da redução de lesões
ocupacionais.
Para mais informações:
PÁGINAS 26 a 27
“Em 2013, foram produzidas em média 8.14
onças de ouro com base no custo total por
empregado (2012:8.07)”.
Para mais informações:
PÁGINAS 30 a 33
COMUNIDADES:
Investimento nas comunidades
MEIO AMBIENTE:
Nosso objetivo é diminuir em 30% o número de acidentes ambientais
em nossas operações nos próximos cinco anos (em relação a
2010). Felizmente, o número de incidentes ambientais de notificação
obrigatória continuaram a diminuir, registrando-se uma redução de
63% no número de incidentes desde 2010. Isto pode ser atribuído à
atenção especial que dedicamos a várias melhorias de infraestrutura
e às melhorias em manutenção.
SEÇÃO UM
“Em 2013, mantivemos nossos investimentos
nas comunidades em $23 milhões”.
Embora tenhamos por objetivo reduzir o consumo de energia, água
e emissão de gases estufa, ainda assim este é um desafio no atual
ambiente de produção.
Incidentes UNGC
(Incidentes relacionados com os
direitos humanos em virtude de
intervenções de segurança)
DE AUMENTO DE INVESTIMENTO NAS COMUNIDADES
Os impactos que causamos nas comunidades – positivos e negativos –
nem sempre são claramente explicados em números. Com relação a
dois dos principais indicadores de desempenho (KPIs) mensuráveis,
pretendemos eliminar todos os incidentes que envolvem direitos
humanos (UNGC), e maximizar os resultados positivos que decorrem
de nosso investimento nas comunidades.
Apesar da queda significativa na receita (14%) e nos rendimentos
em 2013, equivalente a 3.1 bilhões de dólares, o investimento nas
comunidades foi mantido em $23 milhões.
Como o teor de ouro diminuiu, tornou-se necessário processar
maiores volumes de minério para produzir cada onça de ouro. Embora
informemos o nosso consumo real de energia e água, e também as
emissões de carbono, acreditamos que as medidas de intensidade, ou
seja, o uso de emissões por tonelada de minério tratado, fornece um
conjunto de medidas mais úteis. Desde 2009, o nosso consumo de
energia aumentou em 10% e a nossa intensidade energética diminuiu
em 19%. A utilização de água aumentou em 32%, enquanto que
a intensidade do consumo de água diminuiu 3% nos últimos cinco
anos. Semelhantemente, as nossas emissões de carbono nos últimos
cinco anos foram reduzidas em 6%, enquanto que a intensidade das
emissões de carbono foram reduzidas em 33%.
Número de incidentes
ambientais de notificação
obrigatória
Intensidade e consumo de
energia
Intensidade e consumo
energético
Intensidade e emissão de
gases de efeito estufa
SEÇÃO DOIS
“Em 2013, usamos, em média,
0,32 gigajoules (GJ) para tratar cada
tonelada de rocha”.
A Escola Secundária Adieyie Junction perto de Tarkwa, em Gana, é
Para mais informações:
PÁGINAS 34 a 38
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
Para mais informações:
PÁGINAS 44 a 52
SEÇÃO TRÊS
mantida pela AngloGold Ashanti.
NOSSOS PÚBLICOS DE INTERESSE
Nossos públicos de interesse são altamente diversificados e refletem a variedade de regiões
geográficas em que operamos, a vasta gama de grupos com os quais interagimos e o número de
questões que enfrentamos coletivamente e com os quais nos engajamos.
Nós reconhecemos que os stakeholders, ou públicos de interesse,
são aqueles que impactam direta ou indiretamente nossos negócios,
ou que direta ou indiretamente são afetados pela empresa. Nós
entendemos que os públicos de interesse têm a capacidade de
influenciar os resultados de nossos negócios, tanto positiva como
negativamente, e que precisamos estabelecer e construir relações
mutuamente vantajosas com nossos públicos de interesse para
chegarmos a um resultado positivo para todos.
Independentemente do envolvimento com esses públicos ser formal
ou informal, nós procuramos definir um plano formal de engajamento.
Procuramos ser proativos em nosso engajamento e atender às
questões e preocupações à medida que elas vão surgindo.
As relações da AngloGold Ashanti com os públicos de interesse são
efetuadas ao nível dos escritórios corporativo, regional e nacional e
de unidade operacional, com vista a garantir que:
• as nossas operações e projetos visam a construir relações
mutuamente vantajosas e bem sucedidas com os públicos de
interesse durante todo o ciclo de vida da mina (durante o projeto
de exploração, a abertura de operações, em operações já
estabelecidas, e durante e após o fechamento);
• são utilizados mecanismos e ferramentas adequados para
construir parcerias sociais para assegurar nossa licença social
para operar; e
• somos considerados o parceiro preferido nas regiões onde
atuamos.
Além disso, em 2013 a AngloGold Ashanti adotou formalmente
o Padrão AA1000 que orienta nosso engajamento com nossos
públicos de interesse. Atualmente, estamos elaborando uma
estratégia de engajamento corporativo com nossos públicos de
interesse, alinhada aos princípios do padrão de engajamento da
AngloGold Ashanti, e sua implementação está prevista para 2014.
Está sendo levada em consideração a possibilidade de incluir, no
futuro, nosso desempenho nesta área nos escopos de asseguração,
uma vez que nosso engajamento com os públicos de interesse tem
consideração prioritária na empresa.
dia
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Empregados e repres
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es dos empregados
PÚBLICOS DE INTERESSE com os quais interagimos:
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Sócio
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*ONGs e
* ONGs = Organizações Não Governamentais
OBCs = Organizações de Base Comunitária
es
dor
ece
n
For
OBCs
Resumo do engajamento dos públicos de interesse e das principais questões levantadas por eles em 2013
Público de interesse
Empregados e representantes dos
empregados
Canais de engajamento
• Resumos, reuniões, comunicação face
a face
• Negociações
Questões levantadas
• Salários e benefícios
• Acomodações e condições de vida
• Endividamento dos empregados
• Segurança do emprego
• Saúde do empregado
Nosso posicionamento
SEÇÃO UM
Os nossos estudos de caso podem ser
encontrados na internet, no endereço:
www.aga-reports.com/13/cs
• Na África do Sul, dado o clima desafiante das relações industriais, a companhia intensificou sua comunicação
direta com os empregados (sindicalizados e não sindicalizados). Isto é para possibilitar a transparência e melhorar
a comunicação. Ver as páginas 30 a 33.
• Temos dado mais atenção às condições de vida dos trabalhadores que vivem nas unidades operacionais e da
empresa. Quanto aos empregados que vivem fora das unidades operacionais da empresa, a companhia está
trabalhando com os municípios e os governos locais para colaborar em maior escala e providenciar serviços
alinhados com os regulamentos locais e o Framework Agreement for a Sustainable Mining Industry (Acordo
Estrutural para uma Indústria Mineral Sustentável) celebrado no dia 3 de julho de 2013 entre representantes das
organizações sindicais, sindicatos patronais e o Governo. Ver as páginas 62 e 63.
• Na África do Sul e em Geita, na Tanzânia, nós oferecemos aos empregados orientação financeira. Dadas as
dimensões do problema e seu impacto nos empregados, a companhia planeja oferecer treinamento preventivo e
assistência que permitam aos empregados entender os desdobramentos do endividamento excessivo.
ESTUDO DE CASO: Plano de participação dos empregados no capital da empresa
• Apesar de não podermos garantir os empregos, nós investimos no treinamento dos empregados. Sempre que
possível, os empregados são enviados para outras operações sustentáveis, com um tempo de vida mais longo.
Além do desenvolvimento de competências, nós investimos em encontrar novos corpos de minério, em projetos
com a finalidade de prolongar a vida das minas e em exploração. O futuro de algumas das operações mais
antigas está por conta de descobertas tecnológicas, as quais são desenvolvidas em colaboração com vários
ESTUDO DE CASO: Reestruturação conforme as melhores práticas globais
Comunidades
Canais de engajamento
• Reuniões, apresentações, mecanismo
de queixa
Questões levantadas
• Investimento nas comunidades
• Desenvolvimento da infraestrutura e
compartilhamento dos benefícios
• Impactos da reestruturação e
fechamento
• Impactos no meio ambiente e na saúde
• Reassentamento e indenização
• Concorrência pela utilização das
terras
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
• Devido à queda brusca do preço do ouro (que tem afetado a indústria minerária e criado também desafios
no desenvolvimento operacional e sustentável), revisamos a nossa estratégia para examinarmos a nossa
sustentabilidade no longo prazo. Esta estratégia se assenta em cinco pilares centrados na maximização do fluxo
de caixa livre sustentável e nos retornos:
• segurança, pessoas e sustentabilidade;
• otimizar os custos indiretos e os gastos de capital;
• melhorar a qualidade do portfólio;
• garantir a flexibilidade financeira;
• manter as oportunidades de investimento no longo prazo.
Ver a página 17.
ESTUDO DE CASO: Projeto ONE é um sucesso em Tropicana
• A sustentabilidade é um dos principais pilares da estratégia do nosso negócio, bem como a implementação
e apresentação de resultados em todas as áreas do desenvolvimento sustentável são prioridade. Todas as
áreas que afetam as comunidades são abordadas nas unidades operacionais e também por órgãos do setor,
em colaboração com parceiros de desenvolvimento e, em algumas regiões, de acordo com os planos de
desenvolvimento das prefeituras, para alcançar resultados mais sustentáveis. Ver as páginas 34 a 38.
ESTUDO DE CASO: Exploração Greenfields: engajamento com as comunidades na Colômbia
ESTUDO DE CASO: Ilhas Salomão: fechamento sem complicações
ESTUDO DE CASO: Programa de emprego para a população nativa na Austrália
ESTUDO DE CASO: Criação de uma solução sustentável para a malária na África Continental
SEÇÃO TRÊS
Investidores e a mídia
Canais de engajamento
• Reuniões individuais, apresentações,
respostas a perguntas
• Entrevistas
• Declarações
• Visitas às unidades operacionais
Questões levantadas
• Desempenho operacional e
sustentabilidade do negócio
• Relações com os sindicatos
• Desempenho em termos de
segurança
• Questões regulamentares
• Retornos para os acionistas
• Concessão de reabilitação
SEÇÃO DOIS
parceiros de diversos setores da economia. Ver as páginas 73 e 74
NOSSOS PÚBLICOS DE INTERESSE
continuação
Resumo do engajamento dos públicos de interesse e das principais questões levantadas por eles em 2013 (continuação)
Público de interesse
Governos, agências reguladoras e órgãos da
indústria
Canais de participação
• Reuniões, correspondência,
representação de órgãos da
indústria, apresentações
Questões levantadas
• Segurança e desempenho
ambiental
• Conformidade com a legislação
• Impostos
• Mandado de segurança
• Benefícios da mineração
• Relações trabalhistas
• Desenvolvimento local
• Moradia e condições de vida
Nossa resposta
• Temos participação ativa e permanente junto aos governos das jurisdições em que operamos e,
com isso, buscamos tratar de uma série de questões. Estamos melhorando nossa abordagem de
participação junto aos governos em todos os níveis.
• Quase todos os governos estão enfocados em fazer com que os benefícios da mineração sejam
estendidos para os governos centrais e também para as comunidades locais. Vários canais de
relacionamento estão sendo utilizados para explicar os benefícios da mineração às comunidades
dos locais em que atuamos. Dentre eles podemos destacar o relatório do Conselho Mundial
do Ouro (WGC), “Mineração responsável de ouro e distribuição de valor”, publicado em 2013.
A comunicação é coordenada com nossos pares e parceiros da indústria, através de câmaras
locais, para melhorar a comunicação com os governos e explicar o valor econômico criado pelas
mineradoras de ouro. Este valor econômico vai além dos impostos pagos para o desenvolvimento
local. Nós buscamos ir além da conformidade com as regulações e realmente empregar melhores
práticas, mesmo em áreas onde as regulações locais estejam aquém do que consideramos ser a
melhor prática. Também buscamos compartilhar o aprendizado em todas as nossas jurisdições.
Ver páginas 39-40.`
ESTUDO DE CASO Programa Embaixador dos Direitos Humanos em Geita
• Negociações salariais e posição
econômica da indústria
• Segurança ocupacional, segurança
patrimonial e estabilidade na África
do Sul
Clientes e fornecedores
Canais de participação
• Reuniões, compromissos
contratuais, discussões de
políticas
Questões levantadas
• Impacto de reestruturações e
fechamentos
Parceiros em joint-venture (JV)
Canais de participação
• Reuniões
Questões levantadas
Compromisso contínuo de apoio
financeiro
Organizações Não Governamentais (ONGs) e
Organizações de Base Comunitária (OBCs)
Canais de participação
• Reuniões, correspondências
Discussões sobre políticas
Questões levantadas
• Impactos socioambientais
• Devido à redução de margem das receitas e por querer ter conformidade e melhorias contínuas,
estamos revisando alguns de nossos contratos mais importantes, para que tenhamos resultados
sustentáveis. Ver páginas 41-43.
ESTUDO DE CASO Programa de aquisições no Brasil
• Existem discussões contínuas com os parceiros JV, sobre oportunidades e desafios em nossos
negócios
• Tivemos sucesso em nossas negociações com a Roxgold Inc. para uma saída mútua de uma
joint-venture de exploração nas Ilhas Salomão. Em Tropicana e Kibali (onde temos parceiros de JV),
tivemos sucesso na construção e o comissionamento de ambas as minas.
• Existe um trabalho contínuo em várias frentes nas diversas jurisdições, para abordar algumas
das questões levantadas por ONGs e OBCs. Na implementação de nossa estratégia de
sustentabilidade, pretendemos trabalhar com ONGs e CBOs para atingirmos nossa meta neste
assunto. Isso perpassa diferentes áreas, incluindo reassentamento, mineração artesanal e de
pequena escala, bem como mineração ilegal. Ver páginas 53-55.
• A concorrência pela água aumentou e continuamos a tornar públicos os programas que temos
em vigor para reduzir o nosso consumo de água. Ver páginas 47-48.
• Reassentamento
• Silicose
ESTUDO DE CASO: O valor da água – inestimável!
• Qualidade da água
ESTUDO DE CASO: Uso inovador de tecnologia para promover melhorias no controle da tuberculose
ESTUDO DE CASO: Relações com grupos religiosos: um mundo novo para a mineração
MENSAGEM DE NOSSO CHEFE EXECUTIVO,
Na AngloGold Ashanti, acreditamos que a mineradora líder no futuro será uma empresa de valores
com um espírito que sempre coloca a segurança em primeiro lugar e que respeita a humanidade e
o nosso planeta.
Srinivasan
Venkatakrishnan
Chefe Executivo
SEÇÃO UM
SRINIVASAN VENKATAKRISHNAN
Além disso, na África do Sul, a turbulência no setor mineral se
manifestou em toda a indústria, após as greves ilegais realizadas
no final de 2012. Nosso foco adicional, portanto, tem sido o
reestabelecimento de relações trabalhistas saudáveis em nossas
minas.
Dada a forte queda de 26% no preço do ouro, o ano de 2013
foi extremamente desafiador para o setor aurífero e a AngloGold
Ashanti não ficou incólume.
No início do ano, tivemos que reorientar nossa estratégia para
nos adaptar a essa mudança repentina no mercado. Fizemos
isso em cinco fundamentos essenciais:
1. Reafirmando os princípios basilares da empresa: segurança,
pessoas e sustentabilidade.
2. Garantindo, de maneira proativa, que teremos flexibilidade
financeira em tempos de instabilidade.
3. Abordado duramente todos os aspectos de nossa base de custos.
4. Melhorando a qualidade do portfólio da empresa por meio da
incorporação de minas de qualidade e a eliminação de nosso
mix negócios de produção marginal.
5. Mantendo intactas, a um preço justo, nossas opções de
investimento de longo prazo.
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
Para vencer nossos desafios de sustentabilidade, sabemos que
precisamos manter nosso foco em:
• proteger nossa equipe de quaisquer danos e operar em locais
seguros para se trabalhar;
• nutrir e fortalecer nossas relações com as comunidades e com os
públicos de interesse;
• gerir nossos impactos ambientais, especialmente no que diz
respeito à prevenção de impactos relativos ao abastecimento de
água nas comunidades;
• demonstrar que não contribuímos para o conflito armado e
assegurar a aplicação das práticas dos direitos humanos em tudo
o que fazemos;
• lidar de forma construtiva com a invasão da mineração artesanal
e ilegal em nossas concessões, reconhecendo a necessidade de
apoiar as oportunidades econômicas nas regiões circunvizinhas
às nossas operações;
• lidar satisfatoriamente com uma série de questões legadas,
demonstrando nosso compromisso com práticas sustentáveis;
SEÇÃO TRÊS
Na AngloGold Ashanti, acreditamos que a mineradora líder do
futuro será uma empresa guiada por valores, com um espírito
que sempre coloca a segurança em primeiro lugar e que respeita
a humanidade e o nosso planeta. Nós reconhecemos que a
sustentabilidade e a prosperidade de nosso empreendimento devem
estar intrinsecamente relacionados para se obter sucesso nessa
abordagem de negócio. Somos uma empresa que demonstra,
com expressividade, que vivemos nossos valores voltados para
o benefício mútuo, hoje e no futuro, em todas as dimensões:
segurança, desenvolvimento econômico, comunidades e sociedade
em geral, bem como meio ambiente. É isso o que é sustentabilidade,
e é isso o que almejamos alcançar como empresa. Através de nossa
contribuição baseada na parceria e colaboração, envidamos todos
os esforços para sermos bem-vindos nos países e nas comunidades
e para que nos permitam conduzir nosso negócio. Vamos atrair os
melhores talentos, e os investidores ficarão confiantes no sucesso
de nosso empreendimento e em sua sustentabilidade.
Durante todo o processo de redesenho e reestruturação
do negócio, procuramos manter os nossos compromissos
com programas comunitários e investimentos sociais. Nós
entendemos que a sustentabilidade deve ser o âmago de nosso
negócio, sendo a força-motriz de nossa eficácia e competitividade
em longo prazo no mercado e ajudando-nos a conseguir e até
ampliar a nossa licença social para operar. Vamos manter esse
foco, independentemente das restrições orçamentárias que
temos no curto prazo. Embora este ano possa vir a ser menos
turbulento do que o ano que se passou, ele ainda assim exigirá
que nos mantenhamos vigilantes, prudentes e focados. É um
desafio que nós acreditamos estar vencendo até agora, e vamos
continuar vencendo, otimizando nossa sustentabilidade a um
custo adequado.
SEÇÃO DOIS
Com relação à nossa base de custos, adentramos em um
processo de redesenho organizacional e reestruturação interna
sem precedentes, com o objetivo de eliminar a duplicidade, ou
seja, trabalhos que não agregam valor e níveis redundantes
ou supérfluos dentro de nossa organização. Embora sejam
absolutamente necessários, tais processos são sempre difíceis
e nos levaram a um processo de redução de gastos no qual
tivemos que abrir mão de alguns de nossos colegas que
estiveram em nossa empresa por longos períodos.
MENSAGEM DE NOSSO CHEFE EXECUTIVO,
SRINIVASAN VENKATAKRISHNAN
• garantir uma busca contínua pela consolidação de uma cultura
organizacional na qual a sustentabilidade esteja incorporada a
ponto de ser parte integrante de nossas práticas e estratégia
de execução dos negócios, tornando-se um marco de como
atuamos; e
• garantir que continuemos a melhorar nosso desempenho geral
à medida que vencemos condições socioeconômicas difíceis e
sem precedentes.
Lamentamos profundamente a perda de oito de nossos colegas
em nossas operações. Não descansaremos até eliminarmos
completamente os acidentes fatais em nossas operações. Dito
isto, e reconhecendo que um único acidente fatal que seja já é
demais, temos ainda o estímulo de termos reduzido o número de
acidentes fatais em 49% em relação à média dos quatro anos
anteriores. Sabemos que não há espaço para condescendência
ou transigência quando se trata de segurança e que nosso último
incidente vai determinar quão bons ou ruins somos em segurança
ocupacional. No entanto, é encorajador saber que demos mais um
passo em direção à nossa meta de zero acidente fatal, com 80%
de nossas operações estabelecendo novos recordes de melhoria
em segurança no ano de 2013, que assim fica registrado como o
melhor ano da história da empresa nesse quesito. Pessoalmente,
a segurança é um tema que fala ao meu coração, e trabalharei
com a equipe executiva para garantir que cada um de nossos
empregados possa estar seguro de que completará seu dia de
trabalho sem sofrer acidentes ou lesões.
Na África do Sul, questões relacionadas à silicose permanecem
um desafio. Embora continuemos a enfrentar ações legais contra
a nossa empresa e contra empresas parceiras, continuaremos
empenhados em cooperar com parceiros da indústria e com o
governo para encontrar uma solução holística e sustentável
para essa questão. Continuamos a trabalhar arduamente para
gerenciar o ambiente de trabalho nas minas sul-africanas e
estamos satisfeitos com nossas constantes reduções nos níveis
de poeira nos locais de trabalho dessas minas, onde conseguimos
atingir com tranquilidade os marcos estabelecidos pelo Conselho
de Saúde e Segurança em Mineração (Mine Health and Safety
Council) da África do Sul.
O desempenho de nossos programas ambientais também tem
sido muito animador, com uma redução contínua dos incidentes
nos últimos cinco anos. Em 2013, tivemos uma redução de 37%
no número de incidentes ambientais de notificação obrigatória.
No setor mineral, as relações entre as mineradoras, os
trabalhadores, os governos e as comunidades sempre foram muito
delicadas. Em muitas jurisdições, essas relações foram moldadas
por uma visão de que, nas décadas passadas, nem os países
nem as comunidades locais se beneficiaram o suficiente com a
mineração. Enfrentamos crescentes demandas por um maior
controle e distribuição dos benefícios dos recursos extraídos
nos países em que operamos – eis o complexo fenômeno da
nacionalização dos recursos. Nesse contexto, acreditamos que
um futuro sustentável será baseado no respeito mútuo e em
interações racionais entre a nossa empresa, os governos que
nos acolhem e as comunidades locais, estabelecendo, assim,
um equilíbrio entre dar incentivos adequados para o investimento
em operações de mineração e garantir um acordo justo para
benefício de todos os públicos de interesse no que diz respeito
à riqueza mineral. Cientes disso, lutamos, nesse ano que se
passou, por uma mudança significativa em nosso entendimento
continuação
dos nossos públicos de interesse e em nosso relacionamento com
eles. Obtivemos um progresso notável nos reassentamentos e nas
relações com as comunidades da Tanzânia, nas relações com os
empregados e com as comunidades da África do Sul e, no geral,
nas relações com os governos nacionais, as organizações do setor
mineral e com a sociedade civil no que diz respeito aos problemas
relacionados ao setor.
Esses avanços continuarão sendo nossa prioridade em 2014.
À medida que buscamos melhorar nosso desempenho em
sustentabilidade e a colocamos como o principal direcionador
de nossa estratégia de negócio, viemos intensificando a função
da sustentabilidade dentro da empresa. Em meados de 2012,
David Noko se uniu a nós como Vice-Presidente Executivo de
Desenvolvimento Sustentável.
Como membro do nosso comitê executivo, David responde por
todas as questões relativas à sustentabilidade do Grupo. Durante o
ano em análise, o controle da sustentabilidade foi dinamizado pela
autonomia que David possui para intervir e gerir os desafios da
sustentabilidade em nossas operações. Assim fizemos nos locais
onde era preciso estabelecer prioridades de ação. David e dois de
nossos diretores de operações têm uma compreensão muito clara
de suas accountabilities no que diz respeito à sustentabilidade e
continuam mantendo excelentes relações de trabalho. Além disso,
o Conselho de Ética, Transformação e Relações Sociais, criado
em 2012, sob a liderança de Nozipho Janeiro-Bardill, uma diretora
não executiva, atuou durante todo o ano fiscal de 2012. Durante
o referido ano, ela promoveu um papel de supervisão muito mais
intenso. Nós também continuamos com nossa participação na
Comissão Independente de Revisão da Sustentabilidade em 2013.
Ver páginas 20-21.
Esses desenvolvimentos me deixam confiante de que existe um
foco adequado nas desafiadoras questões de sustentabilidade que
enfrentamos e garantem aos nossos públicos de interesse que a
preocupação com a sustentabilidade continuará sendo o centro de
nosso negócio e de nossas operações.
Seriamos negligentes se não prestássemos, neste relatório, a
devida homenagem a Nelson Mandela, que faleceu no dia 5 de
dezembro de 2013. Nelson Mandela viveu sua vida de acordo
com seus valores. Ele ensinou a todos nós que: "O que conta na
vida não é o simples fato de que termos vivido. É a diferença que
fazemos na vida dos outros que determinará o valor da vida que
levamos."
Nós, da AngloGold Ashanti, reafirmaremos nossos próprios valores
e o nosso compromisso de melhorar a qualidade de vida das
comunidades e das sociedades dos locais onde operamos.
Nossas políticas públicas e a relação mais ampla com os públicos
de interesse são essenciais para manter nossa licença social
para operar. Apoiamos ativamente os objetivos de órgãos como
o Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), o Pacto
Global das Nações Unidas (UNGC), a Iniciativa de Transparência
das Indústrias Extrativistas (EITI) e os Princípios Voluntários sobre
Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), dentre outros que nos
ajudam a melhorar o nosso desempenho e a buscar áreas de
interesse e cooperação mútua para encontrar soluções conjuntas.
Srinivasan Venkatakrishnan
Chefe Executivo
18 de março de 2014
O último ano fiscal apresentou desafios e oportunidades para a AngloGold Ashanti, e a liderança
da empresa respondeu a eles com diligência e proatividade.
SEÇÃO UM
ALINHANDO NOSSOS NEGÓCIOS E NOSSAS ESTRATÉGIAS
DE SUSTENTABILIDADE
OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS DA EMPRESA
Nosso objetivo em longo prazo é agregar valor para os acionistas,
empregados, empresas e parceiros sociais, através da forma
segura e responsável de explorar e comercializar nossos produtos,
principalmente o ouro. Nosso objetivo é conseguir uma melhoria
sustentável no fluxo de caixa e retornos para todos os nossos públicos
de interesse.
Alcançaremos esses objetivos através da maximização sustentável do
fluxo de caixa livre de nossa carteira e, ao mesmo tempo, através
da manutenção da integridade de nossa empresa e enfocando na
entrega de resultados.
Descrevemos a seguir nossas cinco áreas de foco estratégico – ou
fundamentos essenciais – que possibilitam que atinjamos nossas
metas de entrega a curto, médio e longo prazos.
Abordamos nossa estratégia em detalhes no Relatório Anual Integrado
e incentivamos os leitores a acessá-lo no site www.aga-reports.com.
O que deve ser enfatizado é que o pilar fundamental de toda nossa
estratégia é a tríade: pessoas, segurança e sustentabilidade.
SEÇÃO DOIS
NOSSOS CINCO
COMPONENTES
ESTRATÉGICOS
PRINCIPAIS
se
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de melhorias e retornos
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Manter nosso foco em pessoas,
segurança e sustentabilidade
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
SEÇÃO TRÊS
anti
Gar
sustentável
Man
inve ter as
op
stim
ento ortun
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long es de
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azo
fluxo de caixa
ALINHANDO NOSSOS NEGÓCIOS E NOSSAS ESTRATÉGIAS DE
SUSTENTABILIDADE continuação
A sustentabilidade contribui para a competitividade empresarial da AngloGold Ashanti e garante a manutenção de nossa licença social para operar.
Compartilhando valor do ouro
1 Nossas ações baseadas na sustentabilidade melhoram o desempenho dos negócios.
2 Entregamos resultados positivos no longo prazo para nossos empregados, públicos de interesse, comunidades locais e para o meio
ambiente.
3 Os governos e a sociedade em geral, nos países e regiões em que operamos nos veem como agregadores de valor em longo prazo.
Questões Legados
Riscos atuais e futuros gerenciados e antecipados
Oportunidades aproveitadas
Viabilidade
Pré-exploração
Exploração
Projeto
Operações
Fechamento
Pós-fechamento
Construção
Teoria e fundamentos da disciplina sustentabilidade são integrados ao nosso negócio
Na AngloGold Ashanti, as pessoas são o nosso negócio especialmente os empregados e as comunidades. Comprometemonos a:
• focar na contratação, utilização e desenvolvimento das pessoas
certas e a oferecer empregos dignos e oportunidades de
crescimento na carreira;
• estruturar a organização de forma adequada, para dar suporte à
excelência operacional;
• considerar a segurança nossa primeira prioridade, focando na
eliminação de acidentes fatais e lesões;
• ganhar nossa licença social para operar, tratando e mitigando os
impactos sociais, econômicos e ambientais de nossas operações
e criando um legado sustentável positivo e
• atentar à necessidade de conciliar os objetivos financeiros de curto
prazo com os resultados de sustentabilidade em longo prazo.
NOSSA CONJUNTURA EXTERNA
A complexa e desafiadora conjuntura externa continuou a evoluir
durante o ano e a indústria do ouro enfrentou uma turbulência
extraordinária. As causas subjacentes permanecem inalteradas
e continuamos a observar uma redução no preço de mercado do
ouro, custos de produção relativamente altos e instabilidade política
em algumas jurisdições. O alto consumo e competição por recursos
naturais e as crescentes preocupações ambientais também são
questões importantes, assim como o aumento das expectativas
dos empregados, das comunidades e dos governos.
NOSSA PROPOSTA DE VALOR SUSTENTÁVEL
A estratégia de sustentabilidade do Grupo foi desenvolvida ao
final de 2012. Apesar da conjuntura externa difícil, continuamos
comprometidos com essa estratégia e com nossa proposição de
valor em sustentabilidade. Isso se reflete em nosso investimento na
comunidade, que será mantido.
Procuramos incorporar a sustentabilidade em todos os aspectos
de nosso negócio e de nossa cadeia de valor, desde o início das
atividades de exploração até o pós-fechamento das minas. Com
essa postura, estaremos mais bem preparados para lidar com
nossos problemas legados, antecipar e gerir riscos atuais e futuros,
bem como aproveitar as oportunidades.
A realização dessas metas e a concretização de nossa proposição
de valor contribuem para a competitividade empresarial da
AngloGold Ashanti e garantem que mantenhamos nossa licença
social para operar.
SEÇÃO UM
nossas metas, principalmente nas áreas delimitadas como prioritárias e no que tange às dez áreas de foco estratégico, a saber:
• desenvolver a capacidade de cumprir os compromissos;
• gerenciar o banco de talentos dentro da própria organização com
vistas à sustentabilidade global;
•fortalecer a integração da sustentabilidade nos processos e
atividades da empresa;
• fortalecer os sistemas e as estruturas certas que dão suporte à
execução, à avaliação do desempenho e à melhoria contínua;
•Aprimorar a gestão de conhecimento e a aprendizagem
colaborativa;
• abrir novas frentes de inovação, envolvendo parceiros externos;
• gerenciar riscos de sustentabilidade atuais e futuros, bem como
aproveitar as oportunidades;
• tratar de desafios legados de operações passadas;
•
estabelecer parcerias e modelos sociais – gerenciar as
expectativas e buscar soluções conjuntas; e
• defender e encorajar o desenvolvimento de políticas sustentáveis.
EXECUÇÃO DA ESTRATÉGIA DE
SUSTENTABILIDADE
MATERIALIDADE, METAS E ÁREAS DE FOCO
ESTRATÉGICO
Prevê-se que a implementação da estratégia acima, baseada em
dez áreas de foco, terá uma duração de cinco anos, mas nosso
progresso até o momento já mostra resultados satisfatórios.
A identificação, priorização e análise das questões de maior
relevância continuam a nortear o desenvolvimento de nossa
estratégia de sustentabilidade. Isso possibilita a identificação de
questões emergentes e permite que subsidiem e integrem metas
estratégicas e direcionem as nossas áreas de foco.
Foi alcançado progresso significativo na implementação de aspectos
fundamentais da nossa estratégica, inclusive o estabelecimento da
estrutura de sustentabilidade requerida, que já teve a maioria de
seus marcos concluída. Também houve progresso significativo na
dinamização dos métodos necessários para gerenciar e reportar
no que diz respeito à sustentabilidade enquanto uma disciplina.
Além disso, também já está encaminhada a identificação dos
principais indicadores, metas e marcos referentes ao desempenho
em sustentabilidade.
Metas ambiciosas são importantes. Atingir zero acidente fatal é
uma delas. Alcançar tais metas requer grande esforço, inovação
e criatividade.
Essas metas estão intrinsecamente relacionadas com o nosso
produto – o ouro, um depósito de valor que resiste ao tempo –
e com o nosso desejo de criar um mundo melhor, caracterizado
pelo benefício mútuo para as pessoas de agora e para as gerações
futuras.
Sabemos que ainda temos muito trabalho a fazer. A transformação
dessas metas em marcos tangíveis e expressivos que mostrem
nosso progresso será uma tarefa a ser concluída em 2014.
Durante o ano passado, focamos na execução de nossa estratégia
de sustentabilidade e batalharemos continuamente para alcançar
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
Outros aspectos do progresso relativo à nossa estratégia e
desempenho em sustentabilidade são destaque na seção sobre
questões materiais deste relatório – ver página 22.
COMPROMISSOS PARA 2014
Em 2014, esperamos concluir a revisão dos indicadores de
sustentabilidade da empresa e divulgar um conjunto integrado de
indicadores, metas e marcos de desempenho em sustentabilidade,
utilizando a abordagem do mapeamento de estratégia e do
Balanced Scorecard, uma vez que continuamos envidando
esforços na melhoria do monitoramento e da avaliação de nosso
desempenho.
SEÇÃO TRÊS
Considerações sobre problemas nas áreas social, ambiental e de
saúde, por exemplo, configuram uma área específica de foco estratégico, enquanto a necessidade de gerir e atender às expectativas
externas e internas molda nosso trabalho nessa área de foco no
que diz respeito a parcerias e relações com os públicos de interesse.
SEÇÃO DOIS
Nossos sistemas para assegurar o cumprimento de todas as
nossas normas e compromissos ainda precisam melhorar, assim
como nossos processos para garantir a otimização da aquisição de
suprimentos locais para nossas minas.
NOSSA COMISSÃO DE REVISÃO DA SUSTENTABILIDADE
Enquanto nós da AngloGold Ashanti estamos empenhados em melhorar continuamente o desempenho do
Grupo em sustentabilidade, reconhecemos que, fora da empresa, a consultoria independente é extremamente
valorizada no processo de identificação e definição de prioridades no âmbito da sustentabilidade.
Sheila Khama
(Membro de Gana)
Ruth Mompati
(Ex-membro da África
do Sul)
Simon Zadek
(Facilitador da
comissão)
“O papel da comissão de revisão é fazer
observações e dar, em termos de estratégia
e prática, orientações sobre como a
empresa trata a sustentabilidade.”
Desde a sua criação em 2010, a comissão conviveu com a
empresa por um período significativo, participando de uma série
de discussões com executivos e com a gerência sênior e visitando
nossas operações no Brasil, em Gana, na África do Sul e, mais
recentemente, na Tanzânia. As interações entre a comissão de
revisão e a empresa são abertas e francas. Os resultados desse
diálogo são passados para avaliação da gerência executiva e,
conforme cada caso, implementados na empresa.
As avaliações regionais podem assumir diferentes formas. Em
Gana e no Brasil, os membros da comissão visitaram muitas
comunidades e mantiveram discussões com diversos tipos de
públicos de interesse, a fim de entender como a AngloGold Ashanti
é vista pelos olhos da comunidade.
Nisia Werneck
(Membro do Brasil)
Anita Roper
(Membro da Austrália)
A comissão de revisão visita a Mina Cuiabá no Brasil em 2012.
Desde novembro de 2010, temos nos beneficiado das diversas
e multidisciplinares contribuições da comissão de revisão da
sustentabilidade – um grupo de consultores cujos pareceres
complementam nosso entendimento da nossa própria empresa e
das demandas dos acionistas.
A comissão congrega um grupo de especialistas independentes,
facilitado por um consultor externo. Juntos, eles fornecem
uma perspectiva independente sobre nosso desempenho
em sustentabilidade. Muitos dos participantes da comissão
têm uma vasta experiência em mineração, mas esse não é o
principal critério de seleção. Os membros da comissão refletem a
diversidade geográfica de nossa empresa e a experiência deles em
sustentabilidade nos ajuda a lidar com a vasta gama de questões
sobre o assunto que a empresa enfrenta.
Na África do Sul, a comissão focou na compreensão dos desafios
enfrentados por essa região, devido ao declínio na produção do
ouro e ao uso intensivo de mão de obra. Na Tanzânia, a comissão
avaliou diversos aspectos das operações em Geita, especialmente
questões relacionadas com a mineração artesanal, as aquisições e
a participação da comunidade.
O papel da comissão é fazer observações e dar, em termos de
estratégia e prática, orientações sobre a abordagem da empresa
em relação à sustentabilidade. A decisão sobre o que fazer em
resposta a essas observações é exclusivamente da gerência da
empresa. A comissão também analisa e faz as devidas recomendações sobre o conteúdo e a qualidade de nossos relatórios
de sustentabilidade, sinalando questões emergentes que podem
demandar maior atenção. Assim como nos anos anteriores, a
comissão avaliou este Relatório de Sustentabilidade do Grupo e
deu seu parecer com diversos comentários. Salientamos que a
comissão de revisão não realizou nenhuma auditoria no relatório
de atividades da empresa e, por isso, não fornece quaisquer tipos
de informação sobre a exatidão do relatório ou da integridade de
elementos específicos.
O Relatório Anual de Sustentabilidade de 2013 da AngloGold
Ashanti é uma forma de divulgação da empresa sobre seu impacto
e seus resultados relativos à sustentabilidade, considerando
seu histórico, contexto atual, valores, aspirações, estratégia e
desempenho. Nosso papel, como uma comissão independente
de revisão, é fruto de um compromisso voluntário da AngloGold
Ashanti em melhorar o conteúdo e a credibilidade deste relatório. É
digno de reconhecimento esse compromisso, juntamente com uma
abordagem contínua, extensa e sistemática adotada há muitos anos
pela AngloGold Ashanti no que diz respeito à sua comunicação
sobre a sustentabilidade. O ano de 2013 foi extremamente difícil
para a empresa, com um declínio enorme nos preços do ouro,
somado às difíceis condições econômicas já evidentes em 2012
e aos trágicos acontecimentos daquele ano para a África do Sul,
juntamente com suas consequências socioeconômicas. Apesar de
toda essa pressão, a AngloGold Ashanti manteve seu compromisso
global de sustentabilidade, sinalizado através de uma declaração
enfática feita pelo novo presidente executivo no relatório. Os
desenvolvimentos em Geita na Tanzânia, por exemplo, foram
acelerados após a visita da comissão em 2013, a quarta desde que
foi criada, sendo que alguns desses progressos se deram em áreas
complicadas, como a gestão da mineração artesanal no terreno da
empresa. No âmbito internacional, o investimento da empresa na
comunidade foi mantido.
No entanto, não fica tão evidente se as mudanças no contexto
econômico podem levar a mudanças mais profundas nos negócios
da empresa, o que, por sua vez, poderá ter consequências em
longo prazo na sustentabilidade, como a implantação de novas
tecnologias ou uma mudança nas aspirações internacionais da
empresa e em sua abordagem. Além disso, quase não existe voz
ativa dos públicos de interesse no relatório, visto que os impactos
sobre eles são reportados pela própria empresa. Essa lacuna já foi
destacada pela comissão de revisão em anos anteriores e preenchêla é de particular relevância em tempos difíceis para os públicos de
interesse mais vulneráveis, incluindo aqui os empregados.
O relatório é bem organizado e bem apresentado. Oferece ao
leitor, através das muitas áreas de impacto, informações sobre
as metas e desempenho da empresa, bem como exemplos de
casos. O relatório, assim como a empresa, se beneficiaria de um
conjunto mais abrangente de metas estratégicas e quantitativas
que se inspirassem naquelas já estabelecidas, como a meta de zero
acidente fatal, e que mostrassem claramente seu empenho e seus
avanços para atingir a sua ambiciosa meta de ser a mineradora líder
no mundo.
Em suma, a comissão de revisão tem ciência dos desafios que
a AngloGold Ashanti tem enfrentado e reconhece seus esforços
na elaboração do Relatório Anual de Sustentabilidade de 2013.
O relatório sinaliza o compromisso contínuo da empresa com a
sustentabilidade, em princípio e na prática, testado ao máximo
em tempos difíceis. Além disso, a comissão destaca as melhorias
contínuas no desempenho e na comunicação da empresa em
diversas áreas e, concomitantemente, sinaliza outras áreas em que
ainda se fazem necessários maiores esclarecimentos quanto aos
objetivos e o progresso da empresa.
A comissão em visita à mina de Geita, na Tanzânia, em 2013.
SEÇÃO TRÊS
Os Relatórios de Sustentabilidade da AngloGold Ashanti são
organizados em torno de seis núcleos temáticos. Essa abordagem
é bem vista pela comissão, que concorda com a centralidade
dos temas selecionados. De particular interesse é o tratamento
integral dos problemas de saúde dos empregados, principalmente
os relativos à silicose. É também de grande importância que se dê
um tratamento mais amplo à questão da mão de obra imigrante,
uma questão crítica na África do Sul e, ao mesmo tempo, uma
questão legado e uma prática corrente que é preocupante. Os
relatórios futuros poderiam se beneficiar de uma abordagem
mais detalhada do modo como a empresa lida com a corrupção
endêmica existente em alguns países em que opera e como a
empresa faz aquisições que visem a estimular o desenvolvimento
de outras empresas nas comunidades dos locais onde opera. Esta
questão foi levantada durante as visitas da comissão de revisão e
em pareceres anteriores.
Francis Petersen
Muzong Kodi
Anita Roper
(Membro da África do Sul) (Membro do Congo – RDC) (Membro da Austrália)
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
SEÇÃO UM
“O relatório sinaliza o compromisso contínuo
da empresa com a sustentabilidade, em
princípio e na prática, compromisso esse
testado ao máximo em tempos difíceis.”
SEÇÃO DOIS
CARTA DA COMISSÃO INDEPENDENTE DE
REVISÃO
NOSSA ABORDAGEM PARA GERENCIAMENTO DE RISCOS
E IDENTIFICAÇÃO DE QUESTÕES MATERIAIS
A identificação e busca de oportunidades, bem como a identificação e mitigação de riscos, são
componentes fundamentais no desenvolvimento e execução de nossa estratégia de negócio,
inclusive de nossa estratégia de sustentabilidade.
O nosso processo de gerenciamento de riscos, assim como os
nossos principais riscos e oportunidades, é apresentado em nosso
Relatório Anual Integrado de 2013 e abordado de forma detalhada
em nosso site1. Esse processo leva em consideração as percepções,
reações e comportamentos dos públicos de interesse e, aliado ao
nosso processo de relacionamento com os eles, contribui para a
identificação de questões materiais.
(1)
"Nossa abordagem de gerenciamento de riscos
e nossa consideração pelas preocupações dos
públicos de interesse nos ajuda a identificar
nossas questões materiais”.
www.anglogoldashanti.co.za/investors+and+media/financial+reports/
form+20-f.htm
Identificação de questões materiais,
delimitação do escopo e de limites e seleção
de aspectos
PASSO 1:
Relevância
Identificar questões
que têm efeito passado,
presente e possivelmente
futuro em nossa
capacidade de criar
valores ao longo do
tempo
PASSO 2:
Importância
Avaliar a magnitude
dos efeitos
Avaliar a probabilidade
de ocorrência
PASSO 3:
Prioridades
Considerações internas
Considerações externas
Revisão
PASSO 1:
• Registro de riscos
• Questões identificadas através de benchmarking.
• Questões levantadas pelos públicos de interesse.
PASSO 2:
• Identificar a extensão do impacto (qualitativo e quantitativo), bem como
as áreas de impacto e o período de tempo.
• Identificar problemas com grande probabilidade de ocorrência.
PASSO 3:
• Identificar limites e priorizar
2
3
4
Garantir a segurança Gerenciar e atender às
e proteção das
expectativas de nossos
pessoas (empregados, públicos de interesse
contratadas e
internos e externos
comunidades)
Competir por
recursos e
infraestrutura
Para nossos
empregados
– benefícios e
Eliminar incidentes de empregos (assegurar
segurança no trabalho paz e estabilidade
em nossas relações
trabalhistas)
Acesso à
segurança
de energia
economicamente
viável e de
mudança climática
Não causar danos à
integridade física das
pessoas enquanto
protegemos nossos
empregados e nossas
instalações
Para os
investidores,
retornos a custo e
risco aceitáveis*
Questões
sociambientais
e de saúde
Doença pulmonar
ocupacional,
especialmente na
África do Sul
Considerações
socioambientais em
Obuasi, Gana
Segurança e
acesso a água a
preços justos
5
6
Ouro Responsável
Iniciativas
de Ouro
Responsável
Cumprimento de
nossa obrigação de
respeito aos direitos
humanos
Foco na
sustentabilidade da
empresa
Desenvolvimento e
implementação de
tecnologias e aumento
da mecanização
Consideração das
capacitações locais
e globais
SEÇÃO DOIS
1
SEÇÃO UM
NOSSAS QUESTÕES MATERIAIS EM 2013
Para as comunidades
Obrigações de
Gerenciamento
– demonstração
bombeamento de
dos valores que
da terra e da
compartilhamos e
água subterrânea
biodiversidade, bem
cumprimento de
de nível profundo na
como
planejamento
do
nossos compromissos
África do Sul
fechamento de minas
assumidos
Para os governos –
Atividades
utilização dos ativos
relacionadas à
para a geração de
mineração artesanal
benefícios e compreensão e de pequena escala
do nacionalismo dos
recursos naturais
Mão de obra
migratória, bem
como moradia
e alojamento na
África do Sul
Questões de
reassentamento
na Tanzânia e em
Gana.
SEÇÃO TRÊS
Para fornecedores –
Compreender e monitorar
a conduta e o impacto
que eles têm em nossa
cadeia de suprimentos
* O seguinte aspecto pode ser encontrado em nosso Relatório de Sustentabilidade On-Line
• Para os investidores – retornos a custo e risco aceitáveis
QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS
SEÇÃO DOIS
REVISANDO
NOSSO
DESEMPENHO
E OBJETIVOS
Nesta seção, revisamos nosso
desempenho em sustentabilidade
durante o ano de 2013 e definimos
nossos compromissos para o ano
seguinte.
SEÇÃO
SEÇÃOUMUM
SEÇÃO
SEÇÃO DOIS
DOIS
Identificamos seis questões materiais.
Elas não estão classificadas em ordem
de prioridade, pois todas são comprovadamente áreas prioritárias.
P26 - QUESTÃO MATERIAL 1
Garantir a segurança e a proteção das pessoas (empregados,
contratadas e comunidades)
P 30 - QUESTÃO MATERIAL 2
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de
interesse internos e externos
P 44 - QUESTÃO MATERIAL 3
Gerenciar e atender às expectativas de nossos públicos de
interesse internos e externos
P 56 - QUESTÃO MATERIAL 4
Competir por recursos e infraestrutura
P 66 - QUESTÃO MATERIAL 5
Questões socioambientais e de saúde
P 71 - QUESTÃO MATERIAL 6
Claramente, existem muitos aspectos em comum entre as
questões identificadas. Como forma de dar sustentação a
esta divulgação, apresentamos estudos de casos em nosso
Relatório On-Line. Informações adicionais também podem ser
encontradas em nosso Relatório On-Line no site
www.aga-reports.com/13/os.
O viveiro de mudas do vilarejo de Nykabale é um projeto patrocinado
pela AngloGold Ashanti para fornecer árvores para a comunidade e
para a mina de Geita, na Tanzânia.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
SEÇÃO TRÊS
Alcançar a sustentabilidade da empresa
QUESTÃO MATERIAL 1:
Garantir a segurança e a proteção das pessoas (empregados,
contratadas e comunidades)
A Segurança é o nosso primeiro valor. Colocamos as pessoas em primeiro lugar. A segurança
das pessoas que se relacionam com a nossa empresa, seja de forma direta ou indireta, é
uma prioridade da qual não abrimos mão. Embora nossa responsabilidade seja proteger
nosso pessoal e nossos ativos, procuraremos não causar danos à integridade física das
pessoas, minimizando conflitos e confrontos.
GARANTIR
A SEGURANÇA E
A PROTEÇÃO DAS PESSOAS
(empregados, contratadas e comunidades)
Eliminar
acidentes de trabalho
PÚBLICOS DE INTERESSE: empregados, comunidades, governo e investidores.
Eliminação de incidentes de risco
à segurança no trabalho
Contexto
Veja nosso Relatório On-Line para maiores detalhes sobre a
nossa abordagem de gestão quanto aos seguintes aspectos:
segurança e saúde ocupacional.
A mineração, especialmente aquela convencional realizada em
minas muito profundas, assim como o processamento de minérios,
envolve perigos inerentes que devem ser compreendidos,
respeitados e gerenciados de forma efetiva a fim de eliminar ou
minimizar o risco de lesões ou danos à integridade física dos
empregados da empresa. Lesão traumática e exposição crônica
a perigos de saúde ocupacional ainda continuam sendo áreas
de foco significativas em toda a indústria. Entre as causas mais
comuns de acidente fatal estão as quedas de rochas, acidentes
com veículos, acidentes envolvendo equipamentos e maquinário
pesados, quedas de grandes alturas e eletrocussão. Entre as
causas menos comuns de acidente fatal, mas que também são
conhecidas, estão os incêndios subterrâneos, aprisionamento
em mina, manuseio de materiais perigosos, como explosivos,
afogamento e acidentes em poço de mina.
Entre os riscos mais comuns à saúde ocupacional estão a perda
auditiva induzida por ruído, doenças respiratórias, estresse
térmico e lesões musculoesqueléticas relacionadas à ergonomia.
A aplicação sistemática de técnicas de gerenciamento de riscos,
em conjunto com o foco tático em áreas específicas, tem
contribuído para um declínio substancial nas taxas de lesões e
doenças ocupacionais em toda a indústria. No entanto, outras
melhorias nos locais de trabalho ainda são necessárias, para
que possamos eliminar as doenças e os acidentes e atingir a
meta de zero acidente.
Não causar danos
à integridade física
das pessoas, enquanto
protegemos nosso pessoal
e nossas instalações
Progresso
Indicadores GRI (Global Reporting Initiative) que utilizamos:
• G4-LA5: percentual da mão de obra total representada em comitês
formais de saúde e de segurança constituídos conjuntamente
por gestores e trabalhadores, que ajudam no monitoramento e
consultoria sobre programas de saúde ocupacional e segurança.
• G4-LA6: tipos e taxas de lesões, doenças ocupacionais, dias de
afastamento por atestado médico, absenteísmo e total de óbitos
relacionados ao trabalho, classificados por região e sexo.
• G4-SO8: multas altas e número total de sanções não monetárias
resultantes da não conformidade com a legislação e as
regulações.
Normas, diretrizes e procedimentos específicos e abrangentes
da AngloGold Ashanti tratando da notificação de incidentes,
manutenção de registros e gerenciamento garantem que os
incidentes sejam notificados e investigados de forma aberta
e transparente e que sejam tomadas medidas preventivas
contra a reincidência. A notificação, classificação e registro
das lesões e doenças ocupacionais são realizados de acordo
com as disposições legais locais e em conformidade com as
disposições da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
encontradas no código de prática "Registros de notificação
de acidentes e doenças ocupacionais" (1996).
Nossas mais profundas e sinceras condolências às famílias
e amigos dos oito colegas lamentavelmente vitimados, cujas
perdas notificamos durante o ano de 2013 (2012: 18). Embora
esta seja uma redução significativa em relação ao ano
anterior e represente uma melhora em nosso desempenho,
estamos cientes de que a perda de uma única vida que seja
já é demais e que muito trabalho ainda precisa ser feito.
Em memória
SEÇÃO UM
QUE
S
1
Taxa de frequência de acidentes fatais
(Acidentes por milhão de horas trabalhadas)
AL
Acidentes fatais
no trabalho
O MATER
TÃ
I
• 2013/12/25: Richard Aidoo, ferido fatalmente em um
acidente de escavação em Obuasi, Gana.
Taxa de frequência de todos
os acidentes
(Acidentes por milhão de horas trabalhadas)
43%
de redução
em 5 anos
Taxa de frequência de acidentes
com afastamento
(Por milhão de horas trabalhadas)
No reconhecido Modelo de Acidentes Organizacionais do
Professor James Reason, que é considerado por muitos a melhor
prática e que tem sido a base do procedimento de investigação
de incidentes da AngloGold Ashanti, cada incidente fatal é
minuciosamente investigado por uma equipe de especialistas
capacitados e competentes, com o objetivo de identificar os
controles que falharam ou estiveram ausentes, bem como os
fatores individuais, organizacionais e do local de trabalho, tanto os
imediatos quanto os subjacentes, que possam ter contribuído para
o incidente. Após cada investigação, são definidas e instauradas
ações corretivas para prevenir a recorrência de incidentes.
Mantivemos uma melhora significativa (44%) na nossa taxa de
frequência de acidentes fatais (FIFR) dos últimos cinco anos e,
mais do que isso, conseguimos uma melhoria de 50% nos últimos
12 meses.
Essa melhora é atribuída ao posicionamento ativo da gerência
com relação à segurança como nosso primeiro valor, aliada
a uma abordagem sistemática da gestão de riscos críticos, ao
desenvolvimento da capacidade organizacional e à mudança
institucional promovida até agora.
Usando uma estratégia de duas frentes com foco em pessoas e
processos, não só nossa FIFR (taxa de frequência de acidentes
fatais) melhorou, mas também a nossa taxa de frequência de todas
as lesões (AIFR – taxa de frequência de incidentes e acidentes)
melhorou, atingindo um recorde de 7,33 incidentes por milhão de
horas trabalhadas. Pelo segundo ano consecutivo, nossa taxa de
frequência de todos os acidentes (AIFR) permaneceu em níveis
abaixo de nossa meta estratégica para o ano de 2015, de < 9.0
incidentes por milhão de horas trabalhadas.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
• 2013/05/29: Mabhedane Abedinigo Mahlalela, ferido
fatalmente em um incidente de queda de choco em
TauTona, África do Sul.
• 2013/04/23: Mandisile Weduwedu, ferido fatalmente em
um incidente de carregamento em Mponeng, África do
Sul.
• 2013/03/27: Mashalane Abram Chaole, ferido fatalmente
em um incidente de queda de choco em Mponeng, África
do Sul.
• 2013/02/22: Palmer Nyathi, ferido fatalmente em uma
queda de altura na região de West Wits, África do Sul.
• 2013/01/13: Zithulele Makhayakuda, não resistiu às
condições do ambiente subterrâneo quando se perdeu
em Mponeng na África do Sul.
SEÇÃO DOIS
Taxa de acidentes graves
(Por milhão de horas trabalhadas)
• 2013/08/14: Kwame Mensah, ferido fatalmente em um
acidente com um equipamento pesado móvel, em
Iduapriem, Gana.
Apesar de nossa taxa de frequência de acidentes com
afastamento (LTIFR) vir melhorando pouco a pouco a cada
ano, a gravidade das lesões, medida pelo número de dias de
afastamento por milhão de horas trabalhadas, reduziu em 7,5%
– de 267 dias por milhão de horas trabalhadas para 247 dias por
milhão de horas trabalhadas. Isso contribui de forma positiva
para a produtividade e se traduz em um ganho superior a 4.700
dias a menos de afastamento do trabalho por atestado médico
em uma comparação do ano calendário de 2013 em relação ao
ano anterior. As iniciativas de prevenção a lesões e melhoria de
gestão de casos de lesão são em grande parte responsáveis por
essa melhoria.
Enquanto estejamos entusiasmados com nosso desempenho,
entendemos que muito mais ainda é exigido e esperado de nós
à medida que continuamos nossa jornada rumo ao nível de zero
acidente.
Metas
Nossa meta de longo prazo continua sendo conduzir uma
empresa que esteja livre de acidentes de trabalho. Em 2010, o
Grupo se comprometeu a reduzir o nosso AIFR para menos de
nove por milhão de horas trabalhadas até 2015.
Vamos continuar mantendo o nosso foco em:
• gestão de riscos críticos, incluindo a análise sistemática dos
riscos, identificação de controles críticos e implementação de
monitoramento de rotina;
• desenvolvimento de sistemas de gestão mais resilientes;
• adoção de tecnologias para proteger as pessoas de lesões; e
• difusão de atributos de liderança e segurança, bem como uma
cultura de preocupação e cuidado pelos colegas de trabalho.
SEÇÃO TRÊS
de redução
em 5 anos
• 2013/12/11: Edwin Khoele Makhari, ferido fatalmente
em um acidente com um guincho de limpeza, em Moab
Khotsong, África do Sul.
QUESTÃO MATERIAL 1: continuação
Garantir a segurança e a proteção das pessoas (empregados, contratadas e comunidades)
Não causar danos à integridade das pessoas
enquanto protegemos nosso pessoal e nossas
instalações
Contexto
Veja nosso Relatório On-Line sobre nossa abordagem de
gestão relacionada aos seguintes aspectos: saúde ocupacional
e segurança.
Nossa missão para a segurança na AngloGold Ashanti é proteger
nosso pessoal e nossos ativos e, ao mesmo tempo, preservar a
reputação da empresa. Reconhecemos que, pelo fato de nosso
trabalho se dar em ambientes muito variados, enfrentamos
diferentes perfis de risco, desde riscos elevados ou extremos a
riscos bastante baixos, e que é imperativo que nós antecipemos,
interpretemos e mitiguemos adequadamente os riscos à segurança.
Nossos maiores desafios à segurança patrimonial estão nas
regiões em que atuamos onde a pobreza é endêmica, com altos
níveis de desemprego e poucas oportunidades para obtenção de
meios de subsistência alternativos. A presença de mineradores
artesanais e de pequena escala (ASM) pode levar à realização de
atividades ilegais e criminosas de terceiros em nossas operações
ou em torno de dela e, muitas vezes, traz grandes desafios para
a segurança patrimonial – veja a discussão sobre a mineração
artesanal e de pequena escala na página 53.
Cesar Colmenares, um controlador de risco, interage com um
policial em San Roque
Os riscos também estão presentes nos locais onde nossas operações
são afetadas por conflitos políticos e amargas estruturas de relações
trabalhistas, como no caso dos golpes de Estado em Mali em
2011/2012 e a rivalidade intersindical na África do Sul em 2012/2013.
Reconhecemos que uma boa relação com a comunidade - construída
através da confiança - terá um impacto mais profundo e positivo
sobre nosso desempenho em segurança patrimonial. O aumento da
mineração ilegal e, em particular, o aumento do nível de organização
e financiamento das atividades criminosas ao redor de nossas
operações têm o potencial de aumentar o número e a gravidade dos
incidentes relativos à segurança patrimonial. Estratégias efetivas para
a participação da comunidade e o desenvolvimento econômico local
para criar meios de subsistência alternativos são essenciais para
tratar as questões de direitos humanos e de segurança patrimonial,
bem como suas causas. Essa discussão é detalhada na página 53.
A aplicação dos Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos
Humanos (PVSDH) é parte integrante de nossa estrutura global de
segurança patrimonial e um dos principais direcionadores de nossas
práticas de gestão da segurança patrimonial. Os PVSDH englobam
um conjunto de princípios que orientam empresas, governos e
sociedade civil sobre como atender às necessidades de segurança
patrimonial e, ao mesmo tempo, manter o respeito aos direitos
humanos e às liberdades fundamentais.
Progresso
Indicadores GRI (Global Reporting Initiative) que utilizamos:
• G4-HR7: Percentual do pessoal de segurança patrimonial
submetido a treinamento em políticas ou procedimentos
voltados para os direitos humanos
• G4-HR9: Número total e percentual de operações que
tenham sido objeto de revisões ou avaliações sobre os
impactos aos direitos humanos.
Nós continuamos a melhorar as nossas práticas de gestão da
segurança patrimonial em todas as nossas operações, por meio
da implementação de nossa estrutura global de segurança
patrimonial e da versão revisada da nossa estratégia de
segurança patrimonial, que abrange cinco eixos principais, a
saber:
• proteger as pessoas dos riscos, reduzindo assim o potencial
de conflito;
• definir o papel da empresa e da atuação em parceria com as
comunidades a fim de complementar as iniciativas de segurança;
• manter um relacionamento mais efetivo com aqueles que
cuidam da segurança pública;
• melhorar a aplicação da tecnologia e reduzir a mão de obra; e
• servir-se de uma equipe de reação rápida que seja altamente
treinada, especializada e equipada para complementar as
tecnologias aplicadas.
Após o aumento de incidentes envolvendo a segurança
patrimonial e relacionados com os PVSDH em 2012, em grande
parte devido aos desafios da mineração ilegal e de pequena
escala (MPE) que se tornaram maiores e mais complexos na
Tanzânia e Gana, foi dada muita atenção a essa temática em
2013.
Acidentes fatais
AGA
Acidentes fatais comunidades
Acidentes
Fatalidades/acidentes:
Mortes de terceiros
não decorrentes de intervenção de nossa
segurança patrimonial
Acidentes
fatais
Acidentes
Nosso foco contínuo está na implementação do plano de
segurança patrimonial, especialmente no que diz respeito
à remoção das pessoas das áreas de risco e à redução do
potencial de conflito. Houve uma redução considerável no
número de invasões relatadas em Geita e em Obuasi, mesmo
com os desafios que ainda existem em relação à prevenção
desses incidentes. Isso também contribuiu para uma redução no
número de lesões e mortes entre os membros da comunidade
ocasionadas por intervenções na área de segurança patrimonial.
Infelizmente, contudo, os ataques à nossa equipe de segurança
aumentaram, evidenciando os desafios a serem enfrentados
e a necessidade de treinamento contínuo no tocante ao uso
adequado da força e às regras de envolvimento quando se lida
com multidões ou grupos de pessoas.
No final de 2013, 96% da equipe de segurança patrimonial da
AngloGold Ashanti e outras equipes de segurança pública
e privada receberam treinamento embasado nos PVSDH Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos (em
2012, foram 99%). A queda do número percentual de treinados
se deu principalmente devido à rotatividade do pessoal e dos
requisitos adicionais para a designação de pessoal. A maior parte
dos treinamentos é realizada internamente, mas são contratados
prestadores externos de serviços especializados dependendo
das necessidades de treinamento e habilidades especializadas
(por exemplo, controle de multidões e medidas de emergência).
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
O relacionamento de Geita com a ONG "Search for Common
Ground" (SFCG) continuou em 2013, complementando os nossos
esforços de treinamento de nosso pessoal, da equipe de segurança
pública e privada e da comunidade na prevenção/resolução de
conflitos, inclusive no que diz respeito ao assédio sexual. O projeto
será acelerado em 2014, após um início lento em 2013. No entanto,
após as interações e discussões com a SFCG e o trabalho realizado
com a Universidade de Stellenbosch em 2012, já tratamos as
lacunas e problemas identificados em nossos processos internos.
SEÇÃO UM
A implementação da Investigação Avançada de Incidentes em 2012
contribuiu para a melhoria da segurança patrimonial e de nosso
desempenho em direitos humanos em 2013, tendo a identificação
das causas-raiz por meio de uma série significativa de investigações
resultado na implementação adequada das medidas de mitigação
necessárias
Na África do Sul, a inquietação dos trabalhados que vivenciamos
em nossas operações no início do ano foi bem administrada pela
nossa equipe de segurança patrimonial, com o apoio dos Serviços
de Polícia Sul-Africano (SAPS). Não foram notificados incidentes
significativos, embora tenha havido certa volatilidade esporádica.
O roubo de cabos de cobre, que é um problema em todo o país
e também internacionalmente, está se tornando mais comum em
nossas operações sul-africanas e tem exigido uma mudança tática
de nossa equipe de segurança patrimonial, que por vezes se depara
com criminosos fortemente armados quando está no cumprimento
de seu dever, tentando evitar perdas.
Metas
Nossas metas continuam sendo eliminar as mortes e lesões de
terceiros e de nossa própria equipe, assim como proteger nosso
pessoal, nossos produtos e nossas instalações. A implementação
da estratégia de segurança e dos planos a ela associados é
fundamental para a manutenção do progresso que temos feito a
esse respeito.
SEÇÃO TRÊS
Acidentes Comunidades
Também foi realizada uma revisão de nosso material de treinamento
PVSDH, para que fique alinhado com nossos mais atuais padrões e
políticas de direitos humanos; e está sendo testada em Geita como
um programa Embaixador dos Direitos Humanos. O programa
é centrado no conceito de direitos humanos, no seu papel na
AngloGold Ashanti e em sua relação com a disciplina de segurança
patrimonial através dos PVSDH (Princípios Voluntários sobre
Segurança e Direitos Humanos). Nossa política de direitos humanos
pode ser encontrada em nosso site(1). Ela intenta desenvolver uma
melhor compreensão dos direitos humanos, expressando como as
questões de segurança patrimonial estão relacionadas com esses
direitos, e desenvolver as habilidades necessárias para integrar
respeito aos direitos humanos e cumprimento do dever de manter
a segurança patrimonial. Obtivemos um excelente progresso
em Geita, tendo todos os empregados da segurança patrimonial
recebido o devido treinamento e tendo uma grande parcela dos
empregados em geral e das contratadas sido treinada durante 2013.
A implementação desse treinamento em todas as outras operações
está prevista para o início de 2014.
SEÇÃO DOIS
QUE
S
Alegações
Acidentes AGA
1
Alegações das comunidades e
incidentes violando os PVSDH
AL
Fatalidades/acidentes: Comunidade /
AngloGold Ashanti devido à intervenção
de nossa segurança patrimonial
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 2:
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e
externos
As expectativas das comunidades dos locais onde operamos são muitas e estão interligadas. As comunidades
desejam a geração de empregos que possibilitem uma melhoria permanente nos meios de subsistência e melhor
acesso à infraestrutura de qualidade. Os governos procuram obter benefícios a partir dos recursos minerais de
seus países por meio de impostos, de royalties e, em alguns casos, de participação direta como acionistas. Os
investidores esperam que a administração da empresa execute e cumpra as metas comerciais, que podem incluir
a produção, o gerenciamento de custos e a geração de lucros e de fluxo de caixa. Trabalhamos bastante para
entender, alinhar e gerenciar as expectativas e equilibrá-las com nossas habilidades e capacidade de entrega.
GERENCIAR E CONCRETIZAR AS
EXPECTATIVAS
DE NOSSOS PÚBLICOS DE INTERESSE
INTERNOS E
EXTERNOS
PÚBLICOS DE INTERESSE:
empregados, investidores,
comunidades, governos,
fornecedores, clientes
Para os empregados
- salários, benefícios e
emprego (assegurar paz
e estabilidade em nossas
relações trabalhistas)
Para as
comunidades
demonstrar os valores que
compartilhamos e cumprir
nossos compromissos
Para os investidores
- retornos a custo e risco
aceitáveis (1)
Para os governos
- utilizar nossos ativos
para a geração de
benefícios e compreensão
da nacionalização dos
recursos naturais
Para os fornecedores
- compreender e monitorar
a conduta e o impacto que
eles têm em nossa cadeia de
suprimentos(1)
Esta seção está disponível no endereço eletrônico
www.aga-reports.com/13/os
(1)
PARA OS EMPREGADOS - SALÁRIOS, BENEFÍCIOS
E EMPREGO (ASSEGURANDO PAZ E ESTABILIDADE
EM NOSSAS RELAÇÕES TRABALHISTAS)
Contexto
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa abordagem
de gestão dos seguintes aspectos: desempenho econômico,
presença no mercado, emprego, práticas trabalhistas, mecanismos de
atendimento a queixas e reclamações, não discriminação e relações
gerência-empregado.
Nossos empregados são os públicos de interesse mais
importantes da empresa. Reconhecemos que a sustentabilidade
de nossos negócios depende do pagamento de bons salários e
oferta de benefícios, condições de trabalho e oportunidades de
desenvolvimento que sirvam tanto para a atração como para a
retenção das pessoas certas com as habilidades certas.
É um dos nossos valores fundamentais tratar uns aos outros com
dignidade e respeito, acreditando que as pessoas tratadas dessa
forma respondem dando o melhor de si, o que por sua vez cria
vantagens para as próprias pessoas e para a organização. Para
conseguir isso, procuramos garantir que os empregados sejam
alocados nos cargos adequados e sejam dotados das habilidades
certas e dos meios para alcançar as metas estabelecidas. Ver
página 73.
Nós respeitamos os direitos trabalhistas, inclusive o direito de
organização e negociação coletiva. Com exceção da Austrália
e dos Estados Unidos, onde a negociação coletiva não é comum
no setor de recursos naturais, existem estruturas de negociação
coletiva em todas as operações. Na África do Sul em especial, a
negociação coletiva é uma característica marcante de nosso cenário
socioeconômico, e as iniciativas para sustentar e fortalecer nossas
estruturas de negociação coletiva foram uma prioridade durante
todo o ano.
Quadro médio total de empregados
Grupo
2013201220112010 2009
Empregados
48,15947,82946,06648,854 49,908
Contratadas
18,27517,99315,17613,192 13,456
Total
66,43465,82261,24262,046 63,364
SEÇÃO UM
2
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Veja discussão sobre o número médio de empregados na página 7.
nossa empresa no curto e no médio prazo, diminuindo a ênfase
no crescimento durante esse período, uma vez que as duas
novas minas Tropicana e Kibali trarão mais de 500 mil onças
em produção de ouro em 2014. Isso exigiu uma reorientação no
negócio e nos custos centrais, bem como uma reestruturação
nas funções das operações.
Iniciamos um processo de melhoria nos custos em todos os
níveis da nossa empresa. Nesta restruturação, começamos,
começamos pelo topo da organização, racionalizando as
estruturas de gestão e cortando os intermediários (como alguns
consultores) e outros níveis desnecessários. O maior impacto foi
nos escritórios corporativos em todo o mundo e nas regiões da
África do Sul e África Continental.
Progresso
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
• G4-EC3: Cobertura das obrigações definidas no plano
de benefícios
• G4-LA4: Porcentagem de empregados cobertos por
acordos coletivos
• G4-LA16: Número de queixas sobre práticas
trabalhistas registradas, tratadas e resolvidas através
de mecanismos formais de atendimento a queixas
• G4-HR3: Número total de incidentes de discriminação e
ações corretivas tomadas
• MM4: Número de greves e piquetes superiores a uma
semana, por país
Emprego sustentável
Ao implantarmos o nosso Sistema de Pessoas (SP) e, com ele,
darmos liderança e apoiarmos processos de gerenciamento,
conseguimos garantir que esses empregados estão alocados
nos cargos certos, com responsabilidades definidas de forma
clara e fazendo o trabalho certo para atingir nossas metas.
A queda drástica do preço do ouro levou a uma mudança na
nossa abordagem de negócio, passando a nossa estratégia
de negócio a ter como objetivo garantir a sustentabilidade da
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
ESTUDO DE CASO: Reestruturação alinhada às
melhores práticas globais
www.aga-reports.com/13/cs
Os salários e os benefícios pagos aos empregados são uma
parte significativa da nossa base de custos*: 39% em 2013 (38%
em 2012). Em 2013, os pagamentos dos salários e benefícios
totalizaram US$ 1,593 bilhões (em 2012: US$ 1,565 bilhões).
* A base de custos é composta pelas despesas operacionais mais salários, proventos
e outros benefícios dos empregados, conforme o demonstrativo de valor agregado.
Tratamento das queixas dos empregados
Trabalhamos no intuito de resolver de forma efetiva as preocupações
levantadas por nossos empregados – reconhecendo que eles têm
a capacidade de influenciar o sucesso da nossa empresa no longo
prazo. Está em vigor uma política de tratamento de queixas que visa
a munir os empregados de meios para registrar suas queixas ou
reclamações contra colegas e gerentes. Os gerentes de linha e os
profissionais do RH foram treinados para conduzir essa política e os
processos formais a serem seguidos. Durante o ano, tivemos um relato
de queixa registrada por meio do processo de denúncia anônima.
Todas as queixas sobre as práticas trabalhistas movidas contra nós são
levadas a sério e ações corretivas são tomadas imediatamente. Está
em vigor uma política de denúncia que garante aos seus empregados
meios de denunciar, desde que com boa-fé, quaisquer violações ou
suspeitas de violação aos nossos valores, ao Código de Princípios e
Ética da Empresa, às políticas, às normas, aos procedimentos, às leis,
às regulações e quaisquer outras obrigações legais. Esta política foi
implementada para dar aos empregados uma plataforma para registrar
denúncias anônimas contra certas pessoas e práticas da empresa.
SEÇÃO TRÊS
Nossos empregados são o público de interesse mais importante para o nosso negócio.
SEÇÃO DOIS
ESTUDO DE CASO: Plano de participação nas
ações para os empregados
www.aga-reports.com/13/cs
QUESTÃO MATERIAL 2: continuação
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e
externos
Tudo é investigado pela Auditoria Interna do Grupo, e um relatório
completo é encaminhado trimestralmente para o presidente
executivo e para o conselho diretor. Nas situações em que as
queixas nos levaram a descobertas de incidentes inaceitáveis,
as devidas providências foram tomadas, incluindo a demissão
dos culpados.
“Vamos continuar a nos relacionar da maneira
mais construtiva possível com nossos
empregados, para assegurar relações de trabalho
de respeito mútuo e de confiança”.
Negociação Coletiva
Após as relações trabalhistas turbulentas de 2012, particularmente na África do Sul, o clima das relações em 2013 ficou relativamente mais estável, apesar de ainda imprevisível.
Não houve greves ou piquetes com duração acima de uma semana em 2013.
Metas
Vamos continuar a nos relacionar da maneira mais construtiva
possível com nossos empregados, para assegurar relações
de trabalho de respeito mútuo e de confiança. Oferecendo uma
remuneração justa, dando melhores condições de trabalho e
criando um ambiente de trabalho no qual as queixas sejam
atendidas de forma rápida e efetiva, acreditamos que vamos
atender às expectativas de nossos empregados.
Buscamos minimizar os movimentos grevistas. Sempre que
ocorrem, trabalhamos para minimizar a sua duração e o seu
impacto em nossas operações e empregados.
As relações trabalhistas na África do Sul
A participação dos sindicatos e das negociações coletivas
na África do Sul, país onde o Grupo tem o maior número de
empregados, é de 93%. A maioria dos produtores de ouro
negocia de forma centralizada, sob os auspícios da Câmara de
Minas, em uma prática que foi estabelecida há mais de 30 anos.
A negociação centralizada tem muitos benefícios, incluindo a
otimização do uso de recursos especializados tanto para os
empregadores quanto para os sindicatos, o estabelecimento
de padrões e práticas mínimos em todo o Grupo, bem como
a capacidade de lidar com oportunidades e desafios de forma
colaborativa e coordenada.
Durante o ano, fechamos um acordo salarial de dois anos, que
abrange nossos empregados sindicalizados na África do Sul.
Esse acordo se deu após as negociações salariais bianuais
realizadas entre os produtores de ouro na África do Sul, a
Câmara de Minas, a NUM, a AMCU (Sindicato dos Mineiros
e da Construção), o sindicato Solidariedade e a UASA (United
Association of South Africa). Sob o acordo alcançado com a
NUM, a UASA e o Solidariedade (representando coletivamente
63% dos empregados da unidade de negociação no setor), os
níveis salariais subiram entre 7,5% e 8,0% (a partir de 1º julho
de 2013) e os empregados receberão aumento pelo índice de
preços ao consumidor no segundo ano (a partir de 1º de julho
de 2014).
Acreditamos que este resultado tenha sido do interesse de
nossos acionistas e empregados.
Vamos continuar a nos relacionar da maneira mais construtiva
possível com nossos empregados, para assegurar relações
trabalhistas de respeito mútuo e de confiança”.
Este acordo aconteceu depois de uma greve de 48 horas
em nossas Operações de Vaal River, em setembro de 2013.
Embora a AMCU (Sindicato dos Mineiros e da Construção)
não tenha participado do acordo final, os benefícios foram
estendidos a todos os empregados da unidade de negociação,
independentemente de filiação sindical.
Como empresa, trabalhamos sempre no sentido de prevenir
e, quando necessário, resolver as greves de mineiros o mais
rapidamente possível. Dessa forma, buscamos minimizar
o impacto negativo sobre a confiança entre empregados e
empregadores.
As negociações salariais, a greve e o acordo ocorreram em
um contexto de dinâmica e mudança no clima das relações
trabalhistas na África do Sul. Atualmente, a AMCU é o sindicato
da maioria de nossos empregados em nossas operações em
West Wits, e a NUM é a maior representação sindical em nossas
operações em Vaal River. Embora isso possa gerar alguns
desafios a um nível centralizado, a AngloGold Ashanti possui
uma estratégia inclusiva. Procuramos interagir com os sindicatos
que representam os interesses dos empregados e geralmente
não insistimos em níveis específicos de representação para
conceder acesso ou direitos organizacionais.
SEÇÃO UM
2
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Representação sindical e acordos coletivos de trabalho
(Percentagem de empregados)
Argentina
Austrália
2013
99
-
Brasil
100
DRC
29
Gana
97
Guiné
100
Mali
97
Namíbia
64
África do Sul
93
Tanzânia
82
EUA
Ações do Grupo
Taxa de rotatividade
94
África do Sul: Empregados sindicalizados (inclusive das contratadas) em 2013 (%)
UASA
Sindicato Solidariedade
Sindicato dos Mineiros e da Construção (AMCU)
Patrimônio da Associação Sul Africana dos Trabalhadores
Nenhum sindicato
Total
Diálogo Diário de Segurança na Mina Moab Khotsong, África do Sul.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
Núm.
%
14.154
50,55
18.542
60,09
2.798
9,99
3.040
9,85
789
2,82
841
2,73
8.191
29,25
4.903
15,89
19
0,07
31
0,10
2.051
7,32
3.499
11,34
28.002
100,00
30.856
100,00
SEÇÃO DOIS
Sindicato Nacional dos Mineiros (NUM)
2012
%
SEÇÃO TRÊS
2013
Núm.
QUESTÃO MATERIAL 2: continuação
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e
externos
PARA AS COMUNIDADES – DEMONSTRAÇÃO
DOS VALORES QUE COMPARTILHAMOS E
CUMPRIMENTO DE NOSSOS COMPROMISSOS
Contexto:
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: impactos
econômicos indiretos, mecanismos de atendimento a
queixas e reclamações, comunidades locais, mecanismos de
reclamação contra impactos na sociedade e direitos indígenas.
Nosso objetivo é criar e compartilhar valores com as comunidades
dos locais onde operamos. O conceito de valor compartilhado
vai além da simples redistribuição da riqueza econômica; nós
o vemos como uma maneira de criar valor para a sociedade,
cuidando de suas necessidades e desafios, ampliando assim,
sempre que possível, um banco de valor socioeconômico. Os
benefícios para a empresa e para a sociedade são concomitantes,
sendo que danos sociais podem resultar em custos internos para
AngloGold Ashanti.
Sempre que possível, implementamos, em nossas operações,
programas de desenvolvimento da comunidade em parceria
com as próprias comunidades e com entidades externas.
Desenvolvemos, com base nas melhores práticas internacionais,
um conjunto de padrões de interação com a comunidade e as
implementamos em todo o grupo. Essa implementação também
incluiu as explorações de greenfields e brownfields, onde
esses padrões foram adaptados para atender às necessidades
específicas dessa parte dos negócios. O trabalho para avaliar
o grau de cumprimento desses padrões em cada operação terá
início em 2014 e sua conclusão está prevista para 2015.
Um desafio com o qual muitas vezes nos deparamos é a
capacidade limitada dos governos locais e nacionais com
relação à prestação de serviços às comunidades. Isso resulta em
governos que não atendem às expectativas das comunidades
e dificulta a distinção entre as expectativas da população em
relação às mineradoras com as expectativas que competem
aos governos. Como empresa, nós apoiamos os governos,
incentivando o desenvolvimento sustentável nas áreas em que
operamos e assegurando a continuidade dos serviços quando
a mina for fechada. Isso destaca a importância da formação de
parcerias com governos, outras empresas e outros públicos de
interesse, como ONGs e entidades filantrópicas.
A título de exemplo, o Projeto de Abastecimento de Água em
Geita, que fornecerá 200 m3 de água encanada por hora à
cidade de Geita, é uma parceria de US$ 10,3 milhões celebrada
entre o Governo da Tanzânia e a Mina Geita. Um memorando
de entendimento assinado em dezembro de 2012 estabeleceu
as responsabilidades de cada parte. A Mina Geita fornecerá
água tratada para um reservatório na cidade, enquanto o
governo financiará a rede de abastecimento e distribuição para
as residência e pontos de acesso público. Embora já esteja
Na África Continental, para entender melhor as questões que
de fato importam para os públicos de interesse da AngloGold
Ashanti e aprimorar nossas estratégias de interação com eles a
fim de melhor satisfazer as suas necessidades, foi lançada uma
iniciativa para analisar e mapear as preocupações dos nossos
públicos de interesse locais, regionais e nacionais, assim como
as relações entre eles. Esse processo, conhecido como iniciativa
de mapeamento de nossos públicos de interesse, envolveu o
comissionamento de especialistas para produzir um quadro de
interação com os públicos de interesse que fosse consistente em
todas as operações.
Interagir com as comunidades em todo o ciclo de vida de nossas
operações é o primeiro passo na criação de valor compartilhado
e contribui para a nossa capacidade de criar um legado positivo
e duradouro. Para realmente gerar benefícios no longo prazo
para as comunidades, trabalhamos em parceria com elas, com
os governos e com as ONGs locais.
A maneira como nós criamos valor compartilhado varia de
acordo com as necessidades específicas de cada comunidade.
Investimos no seu desenvolvimento por meio de contribuições
diretas (investimento e em infraestrutura social) e indiretas
(aquisição de produtos locais e oferta de emprego para a
população local). A criação de oportunidades de emprego é outra
forma de termos um impacto positivo - ver página 31.
A AngloGold Ashanti apoia projetos sociais na cidade de Raposos,
Minas Gerais, Brasil
Medir o progresso dos compromissos do Grupo para com a
comunidade é um exercício complexo. Já foram desenvolvidas
e estão sendo implantadas métricas de desempenho global para
medir o impacto geral de nossos programas e investimentos
para desenvolvimento das comunidades que estão sendo
realizados no âmbito de cada uma de nossas unidades.
Embora apresentemos, neste relatório, informações sobre os
investimentos nas comunidades (página 37), reconhecemos
que se trata apenas de uma medida do que foi investido, e não
dos resultados obtidos. Os resultados geralmente precisam ser
identificados em nível nacional ou operacional, e devem ser
consideradas as contribuições dos próprios públicos de interesse.
No entanto, a empresa já está buscando desenvolver métricas
mais adequadas.
Uma das maneiras em que a estratégia de asseguração conjunta
(ver página 5) tem sido usada para proveito prático é a realização
de uma avaliação (incluindo a autoavaliação) das lacunas
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
“Para realmente trazer benefícios para as
comunidades no longo prazo, trabalhamos,
sempre que possível, em parceria com as
próprias comunidades, com os governos e
com as ONGs locais”.
Sunrise Dam sediou o primeiro programa de estágio em técnico
de processo para trabalhar desde o start-up da mina Tropicana.
Outro novo programa de treinamento voltado para a mina, o “Get
on Track”, também foi concluído com êxito, com dez pessoas
selecionadas das comunidades indígenas. O curso é realizado pela
Carey Training, empresa indígena local apoiada pela AngloGold
Ashanti. Nove dos 10 aprendizes começaram a trabalhar com a
contratada McMahon em Tropicana. Essas iniciativas são uma
parte importante do nosso compromisso de oferecer educação
e competência técnica para membros das comunidades locais,
o que foi reforçado pela nossa abordagem "Pense Localmente",
adotada para a interação com as comunidades. Essa abordagem
resultou em um aumento significativo no emprego da mão de
obra local, com os habitantes nativos compondo 8% das novas
contratações em 2013. Considerando-se que a maior parte de
nossa mão de obra australiana tem operado em uma base de
trabalho temporário, este foi um feito considerável.
SEÇÃO DOIS
Preenchimento de lacunas na Austrália
Outro grande passo foi a contratação de seis novas contratadas
indígenas em 2013. Nosso suporte contínuo às contratadas
aborígenes garante que eles sejam capazes de manter e ampliar
os contratos, apoiando ainda mais o emprego e a melhoria das
qualificações dos povos indígenas. Veja nas páginas 73-74 uma
discussão sobre outras formas de lidarmos com a escassez
de mão de obra qualificada tanto no nível local quanto no nível
global.
Em apoio à arte e cultura indígena, o Projeto Punu (um programa
de educação e intercâmbio para várias gerações) recomeçou
durante o ano para a comunidade Tjuntjuntjara, próxima de
Tropicana. Um artista veio morar na comunidade para ensinar
técnicas de escultura em madeira e também buscar aproximar
os idosos e os jovens da comunidade. Devido ao sucesso obtido,
o projeto será expandido para outra comunidade na área de
influência de Sunrise Dam.
SEÇÃO TRÊS
• G4-EC1: Valor econômico direto gerado e distribuído
• G4-EC6: Proporção da gerência sênior formada por profissionais da
comunidade local em importantes unidades operacionais
• E4-EC8: Impactos econômicos indiretos significativos, incluindo a
extensão desses impactos
• G4-LA8: Questões de saúde e segurança cobertos por acordos
formais com os sindicatos
• G4-SO1: Percentagem de operações com programas implantados
com vistas a fomentar o desenvolvimento, a participação das
comunidades locais e avaliações dos impactos das operações
• G4-SO2: Operações com significativos impactos negativos reais e
potenciais para as comunidades locais
• G4-SO3: Número total e percentual de operações avaliadas
quanto a riscos relacionados à corrupção e ao número dos riscos
significativos que foram identificados
• G4-SO4: Comunicação e treinamento em políticas e procedimentos
anticorrupção
• G4-SO11: Número de queixas registradas sobre impactos na
sociedade que foram tratadas e resolvidas através de mecanismos
formais de atendimento a queixas e reclamações
• G4-EN34: Número de queixas registradas sobre impactos
ambientais que foram tratadas e resolvidas através de mecanismos
formais de atendimento de queixas e reclamações
• G4-HR8: Número total de casos de incidentes de violação dos
direitos dos povos indígenas e medidas que foram tomadas
• G4-HR12: Número de queixas registradas sobre os impactos
ambientais que foram tratadas e resolvidas através de mecanismos
formais de atendimento a queixas e reclamações
• G4-MM6: Número e descrição de disputas significativas
relacionadas ao uso da terra e aos direitos consuetudinários das
comunidades locais e dos povos indígenas
• G4-MM7: Em que medida e com que resultados os mecanismos
de atendimento a queixas e reclamações foram usados para
resolver disputas relacionadas ao uso da terra e aos direitos
consuetudinários das comunidades locais e dos povos indígenas
enfrentadas pelas unidades durante a implementação desses
padrões. Cada unidade tem desenvolvido e implementado
planos para superar suas próprias lacunas.
SEÇÃO UM
QUE
S
Indicadores GRI adotados pela AngloGold Ashanti:
2
Progresso
AL
pronto o reservatório do sistema de tratamento da água, a rede
de distribuição ainda precisa ser construída devido a restrições
financeiras enfrentadas pelo Governo. A fim de avançar o projeto
até que o Governo obtenha outras fontes de financiamento para
concluir a rede de distribuição, foi acordada uma abordagem
gradual para a conclusão desse projeto.
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 2: continuação
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e
externos
Planos sociais e trabalhistas (SLPs) como
mecanismo de envolvimento e contribuição social.
Na África do Sul, criamos fóruns de interação com as
comunidades que são liderados pelo Diretor-Chefe de
Operações para levantar os progressos e desafios na
implementação de nossos SLPs. Nós realizamos três
sessões de discussão com a comunidade em 2013, nos
municípios de Merafong, Matlosana e OR Tambo. Além disso,
estabelecemos e participamos de reuniões estruturadas
do comitê de implementação SLP, que inclui o pessoal
da AngloGold Ashanti e representantes de todos os três
municípios. O Comitê de Mandato se reúne trimestralmente
para acompanhar e assegurar o progresso obtido com a
implementação dos projetos SLP. Entre os participantes
de cada município estão os prefeitos, que se juntam à
gerência sênior e aos gestores de sustentabilidade da
AngloGold Ashanti que estão à frente das carteiras de
Desenvolvimento Empresarial, Desenvolvimento Econômico
Local, Comunidade, Recursos Humanos, Habitação e Saúde.
Através do nosso programa de recursos humanos voltado
para a comunidade, concedemos bolsas de estudo a vários
membros da comunidade e damos treinamento em técnicas
de manutenção a jovens das comunidades, treinamentos
para mineiros novatos e aprendizes, além de capacitação
em áreas como finanças e enfermagem. Continuamos a
indicar estagiários para o emprego formal, tendo nove dos
30 estagiários inscritos obtido emprego formal, seja fora ou
dentro da AngloGold Ashanti.
Além disso, estamos investindo cerca de US$ 4,7 milhões em Desenvolvimento Social e Institucional. Por ano,
US$1,6 milhão por ano é distribuído entre Merafong, Matiosana e outras áreas de captação de trabalho. Essa última
iniciativa faz parte da nossa estratégia de ir além da conformidade. Não se trata de uma obrigação legal; estamos, na
verdade, indo além do cumprimento dos requisitos legais.
O último fundo de financiamento realizado faz parte de projetos alinhados às Metas de Desenvolvimento do Milênio,
direcionados a reduzir a pobreza, fortalecer os sistemas
de saúde e educação, promover o empoderamento de gênero e desenvolvimento da juventude, bem como reduzir
o impacto do HIV/AIDS nas comunidades dos locais onde
operamos ou de onde captamos mão de obra. No total, 174
projetos se beneficiaram desse fundo em 2013.
Nosso fundo de desenvolvimento econômico local apoia
projetos de geração de renda, como o Uribrant Designz
em Merafong. Um jovem empresário criou uma empresa
especializada em design, desenvolvimento de marca e
impressão, chamada Uribrandt Designz, que agora presta
serviços para a AngloGold Ashanti, para o município, para
obras públicas e ONGs locais, entre outros.
Apoiamos um abatedouro em processo de falência,
trazendo-o de volta aos negócios através do nosso Fundo de
Desenvolvimento Empresarial.
Em 2013, finalizamos a construção de uma nova escola na aldeia de Libode na
Província do Cabo Oriental, África do Sul.
O Dynamic Butchery foi incorporado ao nosso sistema de
aquisições internas para garantir que ele cresça e se torne um
negócio sustentável. Depois da nossa ajuda, a empresa abriu
recentemente um segundo abatedouro.
O desenvolvimento através da educação está no centro dos
nossos projetos de desenvolvimento socioeconómico na África
do Sul. Este ano, entregamos a escola primária Windows of
Hope Primary School para a comunidade Viljoenskloof, na
região de Vaal River. Também contribuímos para a ampliação
da escola primária Klerksdorp Methodist Primary School, em
Klerksdorp.
Como parte de um programa de capacitação dos professores
e das escolas, entregamos um laboratório de ciências na
escola técnica Vaal Reefs Technical School e um laboratório
de informática e ciências para a escola técnica Wedela
Technical High School. Também entregamos, no lugar da
suja e dilapidada Sonata Junior Primary School, uma escola
primária com novas instalações sanitárias e um novo escritório
administrativo, na remota vila de Libode, no leste da Província
do Cabo. Também construímos um novo laboratório de ciências
para a escola secundária Goso Forest Junior Secondary
School, na comunidade de Goso Floresta. Todos esses
projetos foram lançados em parceria com o Departamento de
Recursos Minerais (DMR) e do Departamento de Educação
Básica.
Na busca por fortalecer e apoiar o sistema de saúde, nós
entregamos à comunidade de Merafong o Carletonville
Medical Step-Down Facility, que é uma unidade de cuidados
paliativos. Além disso, construímos uma ala pediátrica nesse
mesmo hospital.
Como parte de nossa contribuição para favorecer uma vida
saudável e promover o uso de equipamentos de recreação,
entregamos para a comunidade de Khutsong, em Merafong,
o Parque Comunitário Khutsong, que possui um ginásio ao ar
livre totalmente equipado, um campo de futebol e uma área
equipada para recreação infantil.
SEÇÃO UM
2
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Investimento nas comunidades
(US$000)
2013
2012
2011
2010
2009
África do Sul
* 8.391
7.700
3.670
3.242
2.962
África Continental
13.279
13.341
13.502
8.047
5.525
463
464
276
456
133
5.761
5.148
4.939
5.480
2.804
Menos: invest. contab. por método de equiv. patrimonial
(5.358)
(1.746)
(1.775)
(1.145)
(543)
Total
22.536
24.907
20.611
16.080
10.881
Australásia
Américas
Na África do Sul, honramos os compromissos assumidos em nossos planos de desenvolvimento social e de trabalho (SLPs), no valor
de US$ 43,4 milhões. Os SLPs são um componente fundamental
do novo direito mineral na África do Sul e temos desenvolvido SLPs
para ajudar a mitigar os impactos sociais e econômicos causados
por nossas atividades de mineração nas comunidades vizinhas.
A AngloGold Ashanti desenvolveu SLPs para o período de 2010 a
2014, consultando os municípios de Merafong e Matlosana, o distrito
OR Tambo e os sindicatos reconhecidos. Os SLPs das operações em
West Wits foram aprovados pelo Departamento de Recursos Minerais
(DMR) em outubro de 2012, enquanto que os SLPs das operações
em Vaal River foram aprovados pelo DMR em outubro de 2013. O
atraso na aprovação dos SLPs resultou no atraso da implementação de determinados projetos; por esse motivo, a empresa já
apresentou ao DMR pedidos para prorrogar o prazo de implementação desses projetos e para fazer mudanças em alguns projetos
identificados como não mais viáveis, conforme acordos firmados
com os municípios anteriormente mencionados.
Na região África Continental, tivemos atrasos na implementação
de diversos projetos comunitários em consequência de dificuldades financeiras enfrentadas pelo Grupo durante o ano. Em Gana,
estão em andamento algumas iniciativas de venda de ativos ou
de transferência a terceiros. O objetivo é promover renda sustentável e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades.
Demonstrativo Financeiro de Valor Adicionado para o ano fiscal encerrado em 31 de dezembro
(US$ milhões)
%
2013
%
(1)
SEÇÃO DOIS
*O investimento nas comunidades aumentou na região África do Sul depois de uma elevação das atividades de projetos devido à aprovação de planos sociais e trabalhistas.
2012
Valor econômico gerado
Receita com vendas de ouro e subprodutos(2)
99
5.646
98
6.559
Juros recebidos
1
39
1
43
Royalties recebidas
-
18
-
23
Lucro com a venda de ativos(3)
-
2
-
14
Receita com investimentos
-
7
1
34
100
5.712
100
6.673
Custos operacionais
43
2.484
38
2.551
Salários, remuneração e outros benefícios para os empregados
Valor econômico total gerado
Valor econômico distribuído
28
1.593
23
1.566
Pagamentos a fornecedores de capital
6
336
7
446
Custos financeiros e encerramento de obrigações
5
296
4
231
Dividendos
1
40
3
215
Tributação atual
2
134
6
414
Investimentos sociais e nas comunidades(4)
1
27
1
19
Valor econômico total distribuído
80
4.574
75
4.996
Valor econômico retido(5)
20
1.138
25
1.677
Os comparativos de 2012 foram redefinidos em função da adoção do IFRIC 20 referente a Custos de Remoção de Estéril na Fase de Produção de
uma Mina de Superfície. Além disso, os Benefícios a Empregados IAS 19 foram aplicados retroativamente a partir de 1º de janeiro de 2011. Para mais
detalhes, consulte a nota 39 das Demonstrações Financeiras do Grupo do ano de 2013. Acrescenta-se ainda que os comparativos foram ajustados de
modo a excluir recuperações de valor e reversões de recuperação de valor.
(2)
As receitas com vendas de ouro e subprodutos foram menores devido ao recebimento por um preço 16% mais baixo, parcialmente compensado por um
aumento de 4% na quantidade de onças vendidas.
(3)
A alienação parcial da participação na Rand Refinery Limited resultou em um lucro de US$ 14 milhões em 2012.
(4)
Os investimentos sociais e em comunidades excluem os casos de joint ventures contabilizadas por método de equivalência patrimonial.
(5)
O valor econômico retido exclui recuperações de valor e reversões de recuperação de valor.
(1)
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
SEÇÃO TRÊS
Tributação Corporativa
QUESTÃO MATERIAL 2: continuação
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e
externos
A comunicação com os públicos de interesse através de uma
interação regular, formal e planejada é uma das maneiras de dar
feedback para as comunidades dos locais onde operamos e, ao
mesmo tempo, medir a aceitação dos nossos projetos sociais.
Sermos proativos em nossa interação com as comunidades também
é particularmente importante em nossas operações na Colômbia,
onde, em algumas ocasiões, temos enfrentado uma oposição da
comunidade com relação às nossas atividades de mineração.
Uma discussão detalhada, por operação, sobre os nossos
programas de desenvolvimento das comunidades e a interação
com elas pode ser encontrada no site www.aga-reports.com-2013.
ESTUDO DE CASO: Exploração de Áreas Novas
(Greenfields)
Interação com as comunidades na Colômbia
www.aga-reports.com/13/cs
Procedimentos transparentes para a resolução de conflitos entre
a nossa empresa e as comunidades dos locais onde operamos
são essenciais para mantermos bons relacionamentos, pois
mesmo os menores dos problemas podem se transformar em
disputas de grande escala se deixados de lado. Devemos,
no entanto, também ter em conta as particularidades das
circunstâncias de cada um dos nossos projetos e operações, o
que requer uma compreensão muito clara do contexto local.
Todas as nossas operações nas Américas já estão com esses
procedimentos em vigor há muito tempo. Eles foram adaptados,
conforme o caso, para se alinharem à norma do Grupo da
AngloGold Ashanti relativa aos mecanismos para atendimento a
queixas e reclamações. Nosso objetivo é facilitar a comunicação
direta com os membros das comunidades de uma forma que
seja apropriada e relevante para a realidade local.
A título de exemplo, a CC&V, nos Estados Unidos, disponibiliza,
por meio de tecnologia de comunicações, um mecanismo de
atendimento on-line a queixas e reclamações que é bastante
viável. Na Colômbia, onde o acesso à internet é limitado em
algumas comunidades, um mecanismo desse tipo, baseado
exclusivamente na internet, seria inapropriado. Em vez disso,
fazemos uso de uma série de procedimentos, incluindo uma
política de portas abertas, caixas de comentários que facilitam
a comunicação anônima e quiosques onde os membros da
comunidade podem falar com um empregado ou representante
da AngloGold Ashanti. A disponibilidade de mecanismos de
atendimento a queixas e reclamações é comunicada de forma
ampla e transparente (ou, em alguns casos, ainda será dessa
forma, assim que novas modificações forem realizadas), e o
mesmo se aplica ao feedback, sempre que ele é necessário.
Sabemos da importância de respeitar os pontos de vista
de nossas comunidades e trabalhar para diminuir suas
preocupações é parte fundamental da maneira como conduzimos
nossos negócios. Acreditamos que temos progredido no
restabelecimento da confiança entre a nossa empresa e as
comunidades, por meio da comunicação proativa e contínua que
desenvolvemos. Buscamos constantemente oportunidades de
interagir de forma melhor e mais robusta com esse público.
Nosso objetivo é assegurar que os membros das comunidades
se sintam à vontade em dividir suas preocupações conosco
e demonstrar que somos capazes de respondê-los de forma
rápida e adequada.
Em 2013, houve 26 incidentes nas comunidades (contra 58 em
2012); desses, dois eram de notificação obrigatória, ou seja, o
incidente poderia afetar a reputação da empresa ou resultar em
algum custo para a AngloGold Ashanti. Os incidentes envolvendo
as comunidades são classificados em cinco níveis de gravidade,
que variam de leves a gravíssimos e incluem:
• oposição ativa da comunidade;
• degradação de patrimônio cultural indígena ou tradicional/ violação de direitos;
• questões de direitos humanos;
• dano estrutural à propriedade pública ou privada;
• ruído e vibração do solo; e
• questões de abalo à reputação.
Incidentes envolvendo comunidades*
2013
2012
2011
África do Sul
-
3
-
-
África Continental
7
53
61
7
Australásia
-
1
-
-
Américas (incluindo a Colômbia)
19
1
-
-
Total
26
58
61
7
*Inclui de todos os níveis de gravidade. Do total registrado em 2013, apenas dois foram incidentes de notificação obrigatória.
É compreensível que os governos queiram obter o máximo de
benefícios da extração de recursos minerais finitos de seu país. A
mineração é um negócio de capital intensivo e de longo prazo que
exige ambientes de políticas estáveis e níveis de risco toleráveis.
Mudanças abruptas na política podem levar à destruição do valor
de uma empresa de mineração (e, em última análise, do próprio
país), pois os projetos acabam sendo atrasados e os investimentos
retirados devido aos altos custos e riscos percebidos.
A nacionalização dos recursos é um dos nossos principais riscos
e, de fato, um risco global, que atualmente assombra a indústria
da mineração como um todo. O risco foi exacerbado por um
longo ciclo de alta nos preços de commodities, o que rendeu
lucros significativos e culminou no aumento da concorrência pelo
acesso a recursos escassos, inclusive o ouro. Isso, somado às
pressões socioeconômicas, como o aumento do desemprego
e das expectativas da comunidade geradas pelos altos níveis
de pobreza, levou os governos a buscarem mais do que os
benefícios recebidos por meio da tributação. A nova legislação
vigente em regiões de todo mundo inclui o aumento dos direitos
de arrecadação com a exportação e os limites da empresa
estrangeira, bem como o mandato de beneficiamento local.
A título de exemplo, o ônus público imposto ao setor de mineração
sul-africano é significativo e tem aumentado progressivamente:
• Historicamente, a indústria da mineração contribui com um
quinto das receitas de impostos corporativos do país. Esses
impostos são essenciais para financiar os serviços públicos e
ampliar o bem-estar social.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
• Para promover o crescimento econômico, o desenvolvimento
e a transformação socioeconômica, foi implementado,
em 2004, o Mining Charter, que definiu certos requisitos
a serem atendidos pelas mineradoras como condição
parcial para adquirirem os seus novos direitos de
exercer a atividade minerária. Os requisitos incluem o
empoderamento econômico da população negra (BEE),
principalmente em relação ao acesso à propriedade, à
igualdade de emprego, ao desenvolvimento dos recursos
humanos, às condições de moradia e subsistência, ao
desenvolvimento econômico local e à aquisição de produtos.
Temos enfrentado a pressão de uma série de outras jurisdições
da mineração que têm implementado ou planejam implementar
impostos abusivos sobre o lucro auferido. Em um ambiente
oscilante em relação aos preços do ouro no mercado, isso pode
impactar diretamente em nossos custos de produção nesses
países. Globalmente, os impostos e as royalties têm aumentado,
e acreditamos que continuarão aumentando. É nosso papel
incentivar e favorecer uma compreensão mais ampla das
operações de mineração, dos custos de produção envolvidos
e dos longos prazos que antecedem o retorno do investimento,
bem como evidenciar os benefícios palpáveis da mineração para
as comunidades e para os governos, em todas as áreas em que
operamos.
SEÇÃO DOIS
Apoiamos a geração de valor mutuamente benéfico no longo
prazo para a nossa empresa, para os nossos empregados, para
as comunidades e para os governos das regiões em que atuamos.
Para tornar isso uma realidade, é necessário um relacionamento
transparente e construtivo com os governos de modo a promover
a compreensão de alguns dos muitos benefícios sustentáveis e
de longo alcance que a mineração do ouro pode trazer para um
país, para o seu povo e para o seu governo.
• A Lei de Desenvolvimento dos Recursos Minerais e do Petróleo
(MPRDA), que entrou em vigor em 1º de maio de 2004, prevê
a soberania do Estado sobre todos os recursos minerais e de
petróleo no país. Em 1º de março de 2010, entrou em vigor uma
royalty calculada por fórmula específica sobre a indústria do ouro.
Progresso
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
• G4-EC4: Ajuda financeira significativa recebida do
governo
• G4-SO5: Incidentes de corrupção confirmados e
medidas adotadas.
• G4-SO6: Valor total da contribuição política por país
e destinatário/beneficiário
• G4-EC7: Desenvolvimento e impacto de investimentos
em infraestrutura e dos serviços apoiados
A criação de empregos - diretos e indiretos - é uma forma de
agregar valor às comunidades e aos países onde operamos. Em
2013, pagamos US$ 1,593 milhões em salários e benefícios para
nossos empregados. Apoiamos o emprego local e estimulamos o
seu desenvolvimento econômico através de nossas políticas de
aquisição de produtos e de gestão de cadeia de suprimento - ver
páginas 41-43.
SEÇÃO TRÊS
Nós fazemos pagamentos aos governos, incluindo as várias
formas de impostos diretos e indiretos, taxas de licenciamento e
royalties. Entendemos e reconhecemos os direitos dos governos
locais e nacionais nesse aspecto e agimos com integridade
pagando o que é devido, em conformidade com as normas
internacionais e com as tarifas e legislação locais.
• Os preços da energia elétrica (estabelecidos por uma companhia paraestatal, a Eskom) subiram 120,2% nos últimos cinco
anos, e, nesse mesmo período, o abastecimento diminuiu e se
tornou menos confiável.
SEÇÃO UM
QUE
S
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: desempenho
econômico e políticas públicas.
2
Contexto:
AL
PARA OS GOVERNOS - UTILIZAÇÃO DOS ATIVOS
PARA A GERAÇÃO DE BENEFÍCIOS E COMPREENSÃO
DO NACIONALISMO DOS RECURSOS NATURAIS
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 2: continuação
Gerenciar e concretizar as expectativas de nossos públicos de interesse internos e
externos
Pagamentos a governos por país (US$ milhões)
2013
2012
2011
2010
2009
Argentina
122,4
147,7
133,7
62,6
36,6
Austrália
49,2
88,2
122,2
28,1
54,4
140,9
143,8
138,2
122,5
78,4
22,1
23,3
10,9
14,6
9,6
Brasil
Colômbia
República Democrática do Congo
23,1
15,9
11,1
10,5
2,2
Gana
68,5
*77,8
97,9
61,6
55,4
Guiné
93,3
101,4
98,5
96,3
63,6
Mali
57,6
132,3
164,1
170,3
153,3
7,4
10,9
9,2
14,0
6,8
157,0
250,8
313,3
199,5
117,7
Tanzânia
69,8
213,8
101,1
45,0
59,7
EUA
28,5
41,3
19,8
19,4
6,6
Total
839,8
1.247,2
1.220,0
844,4
644,3
Namíbia
África do Sul
* O pagamento para o governo de Gana em 2012 foi redefinido em razão do pagamento de dividendo adicional.
Gastamos US$ 9,9 milhões no desenvolvimento de
infraestrutura nos países onde operamos - em muitos casos,
esse investimento foi de valor inestimável para a região, e
precisamos garantir que o acesso e os benefícios sejam
compartilhados com as comunidades dos locais onde operamos.
Continuamos a desenvolver e implementar os nossos projetos de
desenvolvimento comunitário - ver página 37
Acreditamos que a transparência leva à accountability e revela
na íntegra todos os pagamentos feitos aos governos (incluindo
royalties e impostos), em conformidade com a Iniciativa de
Transparência das Indústrias Extrativistas (EITI). A EITI é uma
coalizão global de governos, empresas e sociedade civil que
trabalham em conjunto para melhorar a transparência e a gestão
com accountability das receitas derivadas de recursos naturais.
METAS
Vamos continuar colaborando com os governos no intuito de
desenvolver uma melhor compreensão do valor que nossas
operações podem trazer para as regiões onde operamos e para
os próprios governos. Através desse compromisso, temos em
vista alinhar os planos de longo prazo dos governos com os da
nossa empresa e, sempre que possível, trabalhar em parceria
com outras mineradoras ou parceiros da indústria para alcançar
resultados mais sustentáveis.
Acreditamos que devemos ter disciplina no que diz respeito às
interações com nossos públicos de interesse. No relacionamento com
os governos, deve haver rigor e transparência no trato das questões
pertinentes que têm impacto direto ou indireto nas comunidades dos
locais onde operamos. Tornou-se norma alinhar nossa atuação com
os planos e metas de desenvolvimento mais amplo estabelecidos
pelos governos nos níveis nacional, estadual / regional e local. Isso vai
além do pagamento de impostos para resolver alguns dos problemas
mais complexos da prestação de serviços às comunidades isoladas
e carentes, seja no presente ou no passado; trata-se de também
desenvolver uma melhor compreensão das prioridades e planos
locais nos casos em que os nossos interesses se encontram.
“Acreditamos que a transparência leva à
accountability”.
Progresso
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
• G4-EC9: Proporção de gastos com fornecedores
locais feitos por unidades operacionais importantes
• G4-HR1: Número total e percentual de acordos e
contratos de investimento significativo que incluam
cláusulas referentes a direitos humanos ou que
foram submetidos a avaliação dos direitos humanos.
• G4-HR4: Operações e fornecedores nos quais os
direitos de livre associação e de negociação coletiva
possa ter sido violado ou esteja correndo risco
significativo, bem como as medidas tomadas para
apoiar esses direitos.
• G4-HR5: Operações e fornecedores identificados
como tendo risco significativo de ocorrência de
incidentes de trabalho infantil e as medidas tomadas
para a abolição efetiva do trabalho infantil.
• G4-HR6: Operações e fornecedores identificados
como tendo risco significativo de ocorrência de
incidentes de trabalho forçado ou escravo e as
medidas tomadas para a eliminação do trabalho
forçado e do trabalho escravo.
• G4-SO10: impactos negativos reais e potenciais para
a sociedade ao longo da cadeia de suprimento e as
medidas adotadas.
SEÇÃO TRÊS
A gestão de cadeia de suprimento é mais do que apenas a
aquisição do produto certo, na hora certa e na quantidade certa.
Se realizada com integridade e de acordo com os valores da
empresa, pode agregar valor ao nosso negócio, melhorando
a eficiência, os relacionamentos, a reputação e, em última
instância, a sustentabilidade da AngloGold Ashanti no longo
prazo. Somos uma empresa global que opera na maior parte dos
continentes do mundo e, para nós, uma gestão responsável de
nossa cadeia de suprimento é uma questão de ética e direitos
humanos cada vez mais importante. As agências externas de
classificação e nossos clientes estão cada vez mais conscientes
das implicações e da importância da conduta ética em nossa
cadeia de suprimento. Alinhado ao nosso compromisso com os
Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos,
Muitas de nossas operações estão localizadas em países em
desenvolvimento, e uma gestão responsável de nossa cadeia
de suprimento tem o potencial de agregar valor às comunidades
desses países, aos governos locais e à sociedade como um
todo. Em algumas de nossas operações, em particular na
África do Sul, a aquisição de produtos nacionais e locais é parte
integrante do programa de transformação da indústria. Isso faz
com que esse aspecto da gestão da cadeia de suprimentos na
África do Sul seja ainda mais importante.
SEÇÃO DOIS
A cadeia de suprimento do ouro é complexa, principalmente
em função dos desafios encontrados quando se tenta
monitorar o ouro desde a produção até a sua utilização como
produto final (por exemplo, em joias, eletrônicos e outras
aplicações tecnológicas). O ouro é fundível e, por isso, é
facilmente derretido e reciclado, o que torna difícil rastrear a
sua fonte de origem. Em 2011, assumimos o compromisso de
desenvolver uma investigação do comportamento ético dos
nossos fornecedores e divulgar detalhadamente os resultados
encontrados no que diz respeito às suas práticas de direitos
humanos. Durante 2012, desenvolvemos a Ferramenta “Ética
na Cadeia de Suprimentos” com o objetivo de utilizá-la em
um estudo piloto na região da África do Sul, antes de sua
implementação em todo o Grupo. Devido à implantação do
sistema SAP em 2013, este trabalho foi adiado e sua revisão e
aprovação estão previstas para 2014.
os Princípios Orientadores das Nações Unidas e o nosso
Código de Princípios e Ética da Empresa, implementamos a
preocupação com a ética e os direitos humanos em todo o
processo de nossa cadeia de suprimentos. Também tivemos
um papel ativo em várias iniciativas do Ouro Responsável para
fortalecê-la. Ver páginas 66-68
SEÇÃO UM
QUE
S
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: avaliação de
fornecedores quanto às práticas trabalhistas, práticas de aquisição
de produtos, investimentos, liberdade de associação e negociação
coletiva, trabalho infantil, trabalho forçado ou escravo, avaliação
das práticas de direitos humanos nos fornecedores, avaliação
dos fornecedores quanto a questões ambientais e avaliação de
fornecedores quanto ao impacto na sociedade.
2
Contexto:
AL
PARA OS FORNECEDORES - COMPREENDER E
MONITORAR A CONDUTA E O IMPACTO QUE ELES
TÊM EM NOSSA CADEIA DE SUPRIMENTO
O MATER
TÃ
I
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
QUESTÃO MATERIAL 2: continuação
Gerenciamento e cumprimento das expectativas de nossos públicos de interesse
internos e externos
Adotamos uma abordagem multifuncional para a gestão da
cadeia de suprimento e procuramos cumprir os direitos humanos
internacionais e as normas internacionais de trabalho, bem
como assegurar a participação econômica de nossos públicos
de interesse locais. A AngloGold Ashanti aprovou uma estrutura
para a sua política de direitos humanos que está alinhada aos
protocolos internacionais.
Temos como objetivo desenvolver e manter a confiança entre
todas as partes de nossa cadeia de suprimentos, através da
colaboração e do estabelecimento de parcerias. Consideramos
importante reforçar que atuamos de forma responsável e que,
pelo menos, todos os fornecedores diretos em nossa cadeia
de valor têm os mesmos valores e assumem as mesmas
responsabilidades que o Grupo. Todos os nossos fornecedores
devem aderir ao nosso Código de Ética e Princípios de Negócios.
A Iniciativa de Suprimento Responsável integra um projeto maior
de fazer com que o respeito aos direitos humanos, as normas
trabalhistas, as normas de saúde e as normas ambientais que
adotamos sejam conjugados com os adotados pelos nossos
fornecedores “de primeira linha” (isto é, aqueles fornecedores
que têm relações contratuais diretas com a AngloGold Ashanti).
Estamos trabalhando atualmente no desenvolvimento e na
implantação de um processo simplificado englobando o Código
de Conduta do Fornecedor, o Questionário do Fornecedor e
a Certificação Anual de Fornecedores – processo esse a ser
implementado em 2014.
Na África do Sul, os nossos SLPs são uma das formas de
definirmos as nossas metas de aquisição de produtos locais no
país. As mineradoras na África do Sul são obrigadas a se submeter
e trabalhar de acordo com SLPs que foram desenvolvidas
como parte da Lei de Desenvolvimento de Recursos Minerais
e Petrolíferos (MPRDA) e do Charter de Empoderamento
Socioeconômico de Amplo Alcance na região da África do Sul.
Um relatório detalhado sobre nossos SLPs estará disponível em
www.anglogoldashanti.com a partir de maio de 2014.
Em 2013, a Região África do Sul gastou US$ 488 milhões com
entidades com qualificação BEE (em 2012, foram US$ 359
milhões). Essa importância representa 55% da nossa despesa total
com aquisição de produtos na região, ou seja, US$ 893 milhões.
Atingimos 78% do scorecard de aderência do Departamento de
Recursos Minerais (DMR).
Produtos - desempenho em relação às metas do SLP
Outra forma pela qual o gerenciamento de nossa cadeia de
suprimentos tem o potencial de agregar valor para as comunidades
dos locais onde atuamos é através do apoio às micro, pequenas
e médias empresas.
Despesas com entidades com
qualificação BEE
Produtos - desempenho em
relação às metas do SLP
Aquisição de Capital
Serviços
Consumíveis
Real
Meta
“Insistimos que temos de atuar de forma
responsável e que todos os fornecedores em
nossa cadeia de valores tenham os mesmos
valores e assumam as mesmas responsabilidades
com as quais nos comprometemos”.
Por exemplo, em Mthatha, no Cabo Oriental, África do
Sul, estamos em processo de criação de um Centro de
Desenvolvimento Empresarial. O objetivo do centro é proporcionar
aos empreendedores e empresas já estabelecidos o acesso
a mercados sustentáveis formais, fornecendo treinamento e
desenvolvimento em empreendedorismo e habilidades básicas
de gestão empresarial. Esta iniciativa foi adiada e está pendente;
foi submetida uma proposta ao Fundo de Trabalho para
financiamento conjunto, a fim de aumentar a escala do projeto. A
proposta foi aprovada em dezembro de 2013.
Em 2012, comissionamos um projeto de pesquisa de localização
nas comunidades dos locais onde operamos e de regiões vizinhas
na África do Sul para alinhar a nossa abordagem de aquisição de
produtos com a nossa estratégia de desenvolvimento empresarial.
A partir disso, fomos capazes de desenvolver uma base de dados
com as empresas que estão dentro das comunidades locais e,
ao mesmo tempo, compreender e definir melhor as necessidades
socioeconômicas dessas comunidades. Para dar melhor
tratamento aos dados obtidos, desenvolvemos um portal on-line
de registro de empresas da comunidade local, onde carregamos
o banco de dados.
A gestão da nossa logística de transporte é fundamental para nossas práticas de aquisição.
Em abril de 2013, o portal foi lançado para as comunidades
locais; e os fornecedores locais agora podem preencher
diretamente os seus dados para que a empresa acesse as
informações facilmente sempre que necessário.
O desenvolvimento de pequenas empresas tem obtido êxito
na Austrália, onde estabelecemos uma equipe de interação
com as comunidades para desenvolver competências entre
os fornecedores locais e gerar mais iniciativas de emprego.
Progredimos também na revisão do processo da cadeia de
suprimentos e as SMMEs estão recebendo a orientação
sobre o que é necessário para conseguirem se estabelecer
no mercado.
Objetivos
Nossa divisão responsável pela cadeia de suprimento no nível
global tem uma visão holística de nossa cadeiade nossa cadeia.
Ela reconhece que a gestão adequada desse processo tem um
impacto positivo sobre os nossos custos operacionais, que auxilia
na geração na geração de lucro e que também temos potencial
para gerar riqueza para as comunidades dos locais em que
atuamos. Planejamos dar início ao monitoramento da gestão
da nossa cadeia de suprimento através de auditorias internas e
externas a partir de 2014, tomando imediatamente as medidas
necessárias para quaisquer ações corretivas que se fizerem
necessárias. Nosso compromisso de compreender o nível de
comportamento ético de nossos fornecedores é contínuo e
planejamos para 2016 a apresentação de um relatório completo
sobre os resultados obtidos.
SEÇÃO TRÊS
Estudo de caso: Programa de aquisição de produtos
no Brasil
www.aga-reports.com/13/cs
Estudo de caso: Programa de contratação de mão de
obra indígena na Austrália
www.aga-reports.com/13/cs
SEÇÃO DOIS
SEÇÃO UM
2
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
QUESTÃO MATERIAL 3:
Competir por recursos e infraestrutura
Garantir os recursos e a infraestrutura necessários para as nossas operações atuais e futuras é de fundamental
importância para a empresa. Se falharmos nesse aspecto, prejudicaremos as nossas operações no longo
prazo e poderemos sofrer substanciais impactos socioeconômicos no nosso ambiente, com consequências
negativas na capacidade de as comunidades manterem seus meios de subsistência, saúde e bem-estar.
CompetiR
Por Recursos E
Infraestrutura
Acesso a e garantia
de energia
economicamente
viável, e mudança
climática
PÚBLICOS DE INTERESSE: empregados, comunidades e governos
Gerenciamento
do solo,
biodiversidade, uso de
recursos e planejamento
de fechamento
de mina
ACESSO A E GARANTIA DE ENERGIA
ECONOMICAMENTE VIÁVEL, E MUDANÇA CLIMÁTICA
Contexto:
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa abordagem
de gestão dos seguintes aspectos: energia a emissões
A mineração é um setor que faz uso intensivo da energia e nosso
desempenho energético caminha lado a lado com os nossos
processos de planejamento dos negócios. Precisamos de um
abastecimento constante de energia que tenha boa relação custobenefício para as operações já existentes, bem como garantir o
acesso à energia para nossos projetos futuros.
Nosso consumo de energia está intimamente ligado às nossas
emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, portanto, à nossa
Acesso e garantia de
água a preço
justo
Atividades relativas à
mineração artesanal
e de pequena
escala
estratégia de controle da mudança climática. Existe uma
probabilidade crescente de regulamentação do controle da
mudança climática nos diversos países em que operamos. Foi
adiada para 2016 a validação de um imposto sobre o carbono na
África do Sul. Esse imposto, quando implementado, pode resultar
em custos operacionais mais elevados e afetar negativamente
nossa capacidade de manter a produção. Também enfrentamos
os impactos potenciais das mudanças climáticas, que são físicos
e financeiros. Entre esses impactos, há riscos operacionais que
podem afetar, por exemplo, a continuidade do negócio e as
nossas comunidades, ameaçando a garantia de abastecimento
de água, energia e alimento.
A redução do nosso consumo de energia tem uma série de
benefícios importantes para a empresa, incluindo a redução de
custos e das nossas emissões de gases de efeito estufa. Eles se
estendem para além da nossa empresa, sendo a redução das
emissões um desafio de toda a indústria.
SEÇÃO UM
3
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Progresso
Indicadores GRI utilizados em nosso relatório:
· G4-EC2: Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades
decorrentes de mudança climática
· G4-EN3: Consumo direto de energia
· G4-EN5: Intensidade de consumo energético
· G4-EN15: Emissões diretas de GEE (escopo 1)
· G4-EN16: Emissões indiretas de GEE (escopo 2)
· G4-EN18: Intensidade das emissões de GEE
· G4-EN20: Emissões de substâncias depletivas de ozônio
• estabelecer um processo sistemático para garantir a melhoria
contínua;
Gelo na Mina Mponeng, África do Sul. O gelo é bombeado para dentro da mina
para garantir um ambiente agradável, ventilado e seguro para o trabalho.
“Nosso modelo energético integrado
ganhou o Prêmio de Inovação Eskom eta
2013”.
SEÇÃO DOIS
Em 2011, desenvolvemos uma estratégia global para dar
garantias de continuidade ao abastecimento energético em
nossa empresa no longo prazo. Durante 2013, aprimoramos essa
estratégia para alinhá-la com as mudanças organizacionais e
incorporar os resultados de um estudo de benchmarking feito em
toda a indústria. O resultado foi o desenvolvimento do Sistema
AngloGold Ashanti de Gestão de Energia (EnMS), que utiliza como
base a Norma para Sistema de Gestão de Energia ISO 50001 e
incorpora as melhores práticas de uma série de indústrias. Nosso
EnMS baseia-se em quatro princípios fundamentais:
• gerenciar proativamente os custos de geração de energia e os
contratos de abastecimento de água e luz;
• atingir melhorias sustentáveis em eficiência energética; e
Para conduzir essa estratégia em todas as operações, nós criamos
um novo cargo de Vice-Presidente Global de Energia. Esse
cargo dá suporte a todas as unidades através da implementação
e condução de práticas padronizadas de trabalho, identificação
e implementação de novas tecnologias, bem como tratamento
devido a todas as facetas da gestão do consumo, da geração e
dos custos no que diz respeito à energia.
Consumo e intensidade do
consumo energético
Emissão e intensidade da emissão
de gases de efeito estufa
Esse posicionamento é apoiado por consultores em energia,
focados nas necessidades específicas das operações regionais,
e por promotores de sustentabilidade energética nas unidades,
que implementam projetos, identificam oportunidades e
direcionam o desempenho energético tendo em vista os KPIs
relacionados a essa área.
Nosso consumo de energia total do ano foi de 32,68 PJ (em
2012: 31,74 PJ), o que representou 18,7% dos nossos custos
operacionais (em 2012: 20%). A nossa intensidade energética
foi de 0,32 GJ por tonelada de rocha tratada em 2013 (em 2012:
0,38 GJ). Nossas emissões totais de GEE no ano foram da ordem
de 4.505 t CO2e (em 2012: 4.474 t CO2e). Mais informações
sobre as nossas emissões de gases de efeito estufa e sobre os
riscos da mudança climática podem ser encontradas em nossos
relatórios do Carbon Disclosure Project (CDP).
A nossa intensidade de GEE totalizou 0,044 t CO2e durante o ano
(em 2012: 0,053t CO2e), o correspondente a 1.11Mt CO2e por
tonelada de rocha tratada. Devido à dependência que as nossas
operações sul-africanas têm em relação à energia elétrica, que
é fornecida a partir de estações de energia à base de carvão, a
região contribuiu com 64% do nosso total de emissões de GEE
(em 2012: 63%).
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
SEÇÃO TRÊS
• garantir que as operações tenham segurança energética
durante a vida útil estimada para a mina.
QUESTÃO MATERIAL 3: continuação
Competir por recursos e infraestrutura
Escopo 1 de emissões de GEE por região
Escopo 2 emissões de GEE por região
Australásia
Américas
África Continental
África do Sul
Na África do Sul, muitas de nossas operações de mineração
são realizadas em minas subterrâneas profundas, tornandoas particularmente dependentes do uso intensivo de energia,
sobretudo do uso de eletricidade a partir de fontes de combustíveis
fósseis. Nossas operações sul-africanas foram responsáveis
por 37% do nosso consumo total de energia e 90% de nossas
emissões de Escopo 2 de CO2.
Reduzir o consumo de energia e sua intensidade nessa região
é um de nossos focos principais na área na área e a adoção
de tecnologias inovadoras constitui-se como importante
estratégia importante para ajudar a alcançar nossas metas
de consumo de energia. Essa demanda é agravada por
preocupações relacionadas à segurança energética no médio
e no longo prazos, dadas as contínuas restrições da empresa
de abastecimento energético do país, a Eskom. Trabalhamos
em estreita colaboração com essa organização, no sentido de
reduzir nosso consumo de energia, principalmente durante os
períodos de pico de demanda. A AngloGold Ashanti estabeleceu
o Consórcio de Inovação Tecnológica (ATIC) para desenvolver
soluções para os desafios técnicos enfrentados na mineração
subterrânea profunda, especificamente na região da África do
Sul, sendo aqueles relacionados à energia um componentechave das atividades desse consórcio.
Como parte desse esforço, foi desenvolvido um modelo de
simulação integrado que capta todas as interações entre os
processos que gerenciam o condicionamento ambiental no
subsolo, ou seja, qualquer modificação do ambiente por qualquer
uma de nossas atividades de mineração. Durante a fase de
construção, o modelo indicou problemas operacionais em um
dissipador de turbina, o que economizou instantaneamente 2,5
MW na mina. Como um único modelo agora capta todos os
processos que contribuem atualmente com 80% do consumo de
energia em uma mina de profundidade típica, os usuários agora
podem otimizar os processos e eliminar erros nos processos
de operação e de controle. Esse modelo energético integrado
ganhou o prestigiado Prêmio de Inovação Eskom eta 2013, em
reconhecimento aos esforços excepcionais para a obtenção do
uso eficiente da energia.
Américas
Continental África
África do Sul
Além dos esforços mencionados anteriormente, as nossas operações continuam a registrar o aumento dos custos e do consumo
de energia em função de uma série de investimentos de capital
e de ações de conscientização sobre o consumo de energia. Entre esses investimentos estão melhorias na infraestrutura (como
ventilação, iluminação, geração de ar comprimido e sistemas de
refrigeração em ambientes subterrâneos), sistemas de mineração (como atualizações de guincho de transporte, redução do
consumo de água e ar comprimido, bem como modernização dos
sistemas de bombeamento) e sistemas das plantas de processamento (como aumento da utilização da produção, novos processos hidrometalúrgicos e melhoria na eficiência de fragmentação).
A instalação e a atualização dos sistemas de controle supervisionado e de controle de aquisição de dados, e dos sistemas de
medição de energia estão permitindo que a nossa equipe possa
medir e analisar com precisão a eficiência energética, controlar a
demanda por energia elétrica e automatizar os processos.
Continuamos a analisar as oportunidades de aumentar o uso
de fontes energéticas que fazem baixo uso de carbono, como
a energia hidrelétrica, as energias renováveis e os sistemas
de recuperação de energia. Além disso, novos incentivo fiscais
e fontes de financiamento suplementar, como o da Agência de
Energia Renovável Australiana (ARENA), nos dão oportunidade
de revisar a aplicação de tecnologias de baixo uso de carbono em
nossas operações.
Objetivos
Garantir a segurança energética é fundamental para o nosso
sucesso no longo prazo. Com a implementação de novas formas
de reduzir nosso consumo e com a descoberta de oturas fontes
de energia que façam uso menos intensivo do carbono, nós
também reduzimos as nossas emissões de gases de efeito estufa
e, assim, diminuímos a nossa contribuição para as alterações
climáticas. Continuamos a desenvolver estratégias específicas
para cada uma de nossas unidades como forma de aumentar
nossas chances de atingir as nossas metas e comprometo-nos
a fazer tudo o que pudermos para avançar em nossa estratégia
global de desenvolver uma segurança energética. Atualmente
estamos desenvolvendo metas para o Grupo como um todo.
SEÇÃO UM
3
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Contexto:
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: água, efluentes e
estéril.
A gestão responsável da água é um assunto crítico em todas
as áreas em que atuamos. A água é um recurso essencial para
nossas atividades de mineração e de processamento e precisa
ser usada da forma mais eficiente possível, levando sempre
em consideração as necessidades de água das comunidades
circunvizinhas às nossas operações. Além disso, a água que
liberamos de volta para o meio ambiente também costuma ser
utilizada pelas comunidades à jusante. Se não garantirmos o
acesso a esse recurso e a sua proteção, poderemos prejudicar
as nossas operações presentes e futuras e afetar negativamente
a capacidade das comunidades de manter seus meios de
subsistência, saúde e bem-estar.
Operações localizadas em áreas onde existe escassez de água
podem vir a competir por esse recurso com as comunidades,
a agricultura e outras indústrias locais. A escassez de água é
agravada por baixa pluviosidade, por mudanças nos padrões das
chuvas, por degradação e uso excessivo de águas subterrâneas
e de superfície e por fatores climáticos e demográficos. Em
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
contrapartida, existem áreas em que há excesso de oferta de
água, as quais também desafios para as nossas operações em
razão dos riscos de inundação e de descargas acidentais de água
de processo para o meio ambiente.
Em 2011, a AngloGold Ashanti desenvolveu uma estratégia global
para aumentar a segurança hídrica. Embora a nossa estratégia
para a gestão da água varie de acordo com a localização e a
operação, o foco primordial dessa estratégia é:
• minimizar o consumo de água limpa;
• adotar uma estratégia integrada de gestão da água;
• Cuidar da qualidade de descarga de água – especialmente no
que diz respeito aos problemas legados nessa matéria - ver
página 60; e
• aumentar a frequência e o escopo do monitoramento e das
notificações a esse respeito.
Progresso
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
• G4-EN8: Total de retirada de água por fonte
• G4-EN22: Descarga total de água de acordo com a
qualidade e o destino
SEÇÃO TRÊS
ACESSO E GARANTIA DE ÁGUA A PREÇOS
JUSTOS
SEÇÃO DOIS
A Mina de Ouro Geita, na Tanzânia, bombeia água do Lago Vitória para suprir a mina e a comunidade por meio de pontos de captação ao longo da tubulação.
QUESTÃO MATERIAL 3: continuação
Competir por recursos e infraestrutura
Melhorar a eficiência da água significa maximizar a quantidade de
água que reciclamos e reutilizamos, eliminar o seu desperdício e
reduzir a demanda sempre que for tecnicamente viável, inclusive
por meio da adoção de novas tecnologias.
Para termos sucesso na redução do nosso consumo de água
limpa, precisamos compreender o nosso posicionamento no que
diz respeito as recursos hídricos, incluindo o tipo de água que
usamos, de onde ela vem e como é a água que liberamos de
volta no meio ambiente. Nossas principais fontes hídricas são as
águas subterrâneas (24%), as águas de superfície (40%) e as
águas oriundas do abastecimento dos serviços públicos e / ou
fornecedores externos (36%).
Progredimos na implementação da estratégia global nos níveis
locais e das unidades. Na África do Sul, continuamos com a
implementação dos diversos componentes da nossa estratégia
de gestão integrada da água, incluindo:
• Manutenção de balanços hídricos regionais, tanto em West
Wits quanto em Vaal River, para assegurar a utilização
otimizada da água de acordo com a nossa hierarquia de uso
da água (por exemplo, a utilização prioritária de água reciclada
e de água subterrânea proveniente de poço de mina Margaret).
Durante o ano, as atividades da Mine Waste Solutions (MWS)
para a recuperação de resíduos foram totalmente integradas
ao balanço hídrico regional de Vaal River.
• Aperfeiçoamento contínuo da infraestrutura de contenção de
água de processo para reduzir potenciais descargas para o
meio ambiente, o que ficou evidente na redução no número de
incidentes de notificação obrigatória registrados em 2013.
• Ampliação dos mecanismos de interceptação de infiltração
no entorno das instalações de armazenamento de resíduos.
Comissionamos perfurações adicionais na área do poço de
Vaal River e nas instalações de armazenamento de resíduos
MWS Kareerand.
• Reabilitação de áreas historicamente contaminadas, como
Varkenslaagte, em West Wits, e recuperação contínua de
instalações de armazenamento de resíduos nas operações de
MWS e de Vaal River.
Sempre que viável, operamos um sistema fechado em que toda a
água utilizada em nossas operações é reciclada, o que dispensa
seu lançamento no meio ambiente. Essa medida tem várias
vantagens, incluindo a redução do nosso consumo global de água,
a redução da necessidade de bombeamento e a minimização do
risco de contaminação potencial. Nas operações em que essa
medida não é possível devido aos altos níveis de pluviosidade,
como em Gana e no Brasil, instalamos sistemas de tratamento
de água para gerir os efluentes de forma a atender à legislação
vigente. É fundamental que nos certifiquemos de que toda a água
que retorna para o meio ambiente natural seja tratada com a
qualidade desejada, utilizando os parâmetros estabelecidos nos
requisitos regulatórios.
A segurança hídrica é fundamental para a maioria das operações, especialmente aquelas com poucas opções de fornecimento de água, como é o caso da
Mina Sunrise Dam, na Austrália.
Consumo e intensidade
do consumo de água
0,66 49,2
0,66 49,4
0,67 0,64
0,64
49,8
53,5
64,8
Em Cerro Vanguardia, na Argentina, a reintrodução de água
subterrânea e do excedente de água da mina a céu aberto em
aquíferos próximos está sendo avaliada como um meio de reduzir
perdas por evaporação do sistema de águas subterrâneas, de
forma a limitar o rebaixamento dos aquíferos regionais.
O gerenciamento dos legados remanescentes de práticas de
mineração anteriores continua sendo um assunto de prioridade
para a empresa. Para uma discussão sobre a gestão da água
em Obuasi, incluindo as idem anteriores referentes à água nas
redondezas, veja as páginas 59-61.
ESTUDO DE CASO: O valor da água – inestimável!
www.aga-reports.com/13/cs
Objetivos
É sempre a nossa intenção minimizar o nosso impacto no meio
ambiente e, sempre que possível, garantir resultados positivos.
Isso significa que evitá-los ou mitigá-los faz parte da nossa
estratégia global de seguridade hídrica e continuará direcionando
todas as nossas iniciativas empreendidas no nível das unidades.
A AngloGold Ashanti assume o compromisso de reabilitar o
solo que usa durante a vida útil da mina e deixar um legado
positivo após o encerramento das suas atividades de mineração.
Contribuir para a biodiversidade é um fator-chave dos nossos
programas de reabilitação.
O planejamento para o fechamento da mina começa já no
início de cada projeto. O planejamento do fechamento requer
a participação ativa de todas as disciplinas, desde a engenharia
até o setor financeiro, para garantir que seja integrado com
o planejamento da lavra e as operações da mina. É inevitável
que acabaremos esgotando todos os recursos das minas e as
operações terão de ser interrompidas. Da mesma forma, a gestão
das expectativas da comunidade também é um componente
fundamental da nossa estratégia de fechamento das minas.
“A mineração, quando estrategicamente
planejada e cuidadosamente implementada,
não precisa ter impactos negativos na
biodiversidade”.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
ambientais.
Gestão do solo e da biodiversidade
Durante o ano, foi desenvolvida uma nova Norma de Gestão da
Biodiversidade, a qual está programada para ser aprovada pelo
Comitê Executivo no início de 2014. Ela estabelece os requisitos
que todos as unidades deverão cumprir em termos de avaliação e
gestão da biodiversidade. Ela foi elaborada em reconhecimento
aos impactos crescentes sobre a biodiversidade resultantes do
crescimento populacional e econômico e da mudança climática
e com a finalidade de esclarecer os requisitos mínimos de
desempenho das operações nessa matéria.
A nossa abordagem de gestão responsável do solo e da
biodiversidade tem um claro exemplo em La Colosa, que está em
um terreno íngreme na região central da Cordilheira dos Andes na
Colômbia, em uma das regiões de maior biodiversidade do mundo.
Foi desenvolvido um plano ambiental rigoroso para minimizar a
pegada da empresa no que diz respeito à degradação do solo
para exploração e aos impactos nocivos à biodiversidade local.
Para garantir que o nosso plano ambiental atinja os objetivos
estabelecidos, concluímos, em 2013, um estudo de delimitação
do ecossistema meridional local (um ecossistema típico de altas
montanhas Páramo tropicais). Legalmente, não é permitida a
realização de mineração ou exploração nessas áreas, que têm
sido pouco estudadas em com outros ecossistemas tropicais.
O objetivo do estudo foi delimitar e caracterizar o terreno para
fins de proteção ambiental e definição de estrutura ecológica.
Os resultados desse estudo serão discutidos agora com as
autoridades regionais e nacionais e serão utilizados para uma
melhor configuração do nosso planejamento ambiental.
SEÇÃO DOIS
A mineração, quando estrategicamente planejada e
cuidadosamente implementada, não precisa ter impactos
negativos para a biodiversidade. A gestão da biodiversidade é,
portanto, uma parte importante da nossa abordagem de gestão
do solo e, ao estabelecer nossa infraestrutura, buscamos evitar
as áreas sensíveis.
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
• MM1: Quantidade de terras (próprias ou arrendadas e
gerenciadas para as atividades de produção ou uso extrativista)
degradadas ou reabilitadas
• MM3: As quantidades totais de camada de estéril, rochas,
resíduos, lamas e seus riscos associados
• MM10: Número absoluto e percentual de operações com planos
de fechamento
• G4-EN1: Materiais usados por peso ou volume
• G4-EN11: Unidades operacionais próprias, arrendadas e administradas no local ou nas adjacências de áreas protegidas e de áreas
de alto valor de biodiversidade externas às áreas protegidas.
• G4-EN12: Descrição dos impactos significativos das atividades,
dos produtos e dos serviços sobre a biodiversidade de áreas
protegidas e de áreas de alto valor de biodiversidade externas
às áreas protegidas.
• G4-EN23: Total de resíduos por tipo e método de descarte
• G4-EN24: Número e volume total de derramamentos significativos
• G4-EN29: Multas significativas e número de sanções não
monetárias resultantes de inconformidade com leis e regulações
SEÇÃO TRÊS
Precisamos de acesso ao solo para a exploração e, em casos de
êxito, garantir o acesso ao corpo de minério a atividade de lavra.
Para tal, geralmente precisamos cumprir rigorosos processos
de licenciamento e de interação com as comunidades. Como
já estavam presentes antes da nossa chegada e permanecerão
após nossa saída, as comunidades e os reguladores estão
sempre muito preocupados com nossa administração do solo,
inclusive da sua biodiversidade. O acesso e o compartilhamento
dos recursos hídricos são de suma importância nessa matéria.
Progresso
SEÇÃO UM
QUE
S
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: biodiversidade,
comunidades locais, plano de fechamento de mina, materiais,
efluentes e estéril.
3
Contexto
AL
GERENCIAMENTO DO SOLO, BIODIVERSIDADE E
PLANEJAMENTO DE FECHAMENTO DE MINA
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 3: continuação
Competir por recursos e infraestrutura
Nós também interagimos com as comunidades e as Organizações
Não Governamentais locais da Colômbia para definição da nossa
abordagem de gestão ambiental na área e firmamos parcerias
com diversas ONGs para ajudar a conduzir nossa estratégia.
ESTUDO DE CASO: Biodiversidade em Tropicana:
Uma espécie de planta pouco conhecida causa grande
agitação.
www.aga-reports.com/13/cs
Unidades operacionais próprias, arrendadas e administradas no local ou nas adjacências de áreas protegidas e de áreas de alto valor de
biodiversidade externas às áreas protegidas.
País e operação
África Continental
Gana
Iduapriem
Obuasi
A Reserva Florestal Neung North está localizada em uma área imediatamente adjacente à fronteira sul da
unidade operacional de Iduapriem. A área total sob gestão da AngloGold Ashanti em Iduapriem é de 16.000
ha. As áreas revegetadas de dois depósitos de estéril da mina formam um corredor de acesso à reserva. Não
é permitida a agricultura ou desmatamento na reserva.
Dos 476.000 ha da área de concessão da mina Obuasi, 347 ha estão dentro da Reserva Florestal Dampia. Os
42 ha da Reserva Florestal na Área de Influência de Obuasi encontra-se dentro da concessão.
Tanzânia
Geita
A Licença Especial de Lavra (SML) da operação abrange uma área de 196 km2, dos quais 151 km2 ficam
dentro da reserva florestal Geita. As licenças de prospecção da mina fora da área da SML abrangem 101
km2 da reserva florestal Geita. Essa reserva sofreu desmatamento significativo principalmente em razão de
atividades não autorizadas, como extração de madeira, fabricação de carvão vegetal e mineração ilegais, que
não estão relacionados com as operações da AngloGold Ashanti.
Américas
Brasil
AGA Mineração
A RPPN AngloGold Cuiabá, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, pertence à AngloGold Ashanti, que
também a gerencia. A área total sob gestão da Mina Cuiabá é de 3.867 ha, dos quais 742 ha compreendem a
reserva. A RPPN está no bioma da Mata Atlântica e é oficialmente protegida pela legislação nacional.
AGA Mineração
A RPPN Mata Samuel de Paula, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, é pertencente à AngloGold
Ashanti, que também a gerencia. A área total sob gestão em Nova Lima é de 6.449 ha, dos quais 147 ha
correspondem à reserva. A RPPN está no bioma da Mata Atlântica e é oficialmente protegida pela legislação
nacional.
A Mina Córrego do Sítio tem uma área de 3.039 ha e está a 1 km da Reserva Nacional do Caraça. A RPPN
está no bioma da Mata Atlântica e é oficialmente protegida pela legislação nacional.
AGA Mineração
Serra Grande
Colômbia
Projeto La Colosa
A mina está 5 km após os limites de uma reserva nacional do bioma Cerrado oficialmente protegida pela
legislação nacional. O total da área adjacente sob gestão em Serra Grande é de 2.608 ha.
A área de exploração (6,4 ha) está localizada dentro da Reserva Florestal Central, uma zona de 15 km a
oeste e de 15 km a leste da Cordilheira dos Andes Central. A área de exploração era antigamente usada para
pastagem. A lei permite atividades de mineração, mediante a autorização do Ministério do Ambiente, que
priorizem o desenvolvimento de áreas anteriormente degradadas e que promovam a recuperação de habitats
e a manutenção da biodiversidade.
Australásia
Exploração Austrália
As áreas de exploração Tropicana cobrem uma área de 10.560 km2 e estão situados nas proximidades da
Mina de Ouro Tropicana (TGM). A região tem alto valor de biodiversidade para diversas espécies da flora e
da fauna protegidas por legislação estadual e federal. Alguns das áreas de exploração do grupo Tropicana
são adjacentes à Reserva Natural Queen Victoria Springs, localizada 127 km a sudoeste da mina Tropicana,
e algumas dessas áreas são adjacentes à Reserva Natural Plumridge Lakes, localizada 17 km a sudeste da
mina Tropicana; contudo, nenhum trabalho é realizado dentro dessas reservas naturais. As áreas dos Grupos
Tropicana 2 e 3, localizados ao sul da mina Tropicana, estão sujeitos a aprovação de acordo com a Lei de
Conservação da Biodiversidade e Proteção do Meio Ambiente, de 1999. A exploração nessa área é feita de
acordo com as condições de aprovação e com um Plano de Gestão da Conservação para garantir a proteção
da fauna ameaçada.
Gerenciamento de Outros Rejeitos
Há a produção de rejeitos durante todas as atividades comerciais,
industriais e domésticas da empresa. Como as nossas minas
geralmente se encontram em áreas rurais ou periurbanas, onde
não há serviços de tratamento de resíduos e esgoto, as próprias
minas, muitas vezes, operam suas instalações de aterro sanitário
e de tratamento de esgoto. A empresa tem uma norma de gestão
de resíduos que trata da gestão dos riscos decorrentes do uso
de materiais perigosos, incluindo a hierarquia de mitigação
que estabelece como evitar, reduzir, reutilizar, reciclar, tratar e
eliminar os resíduos.
Cianeto
Buscamos otimizar o uso dos nossos recursos, sejam eles renováveis
ou não. Como outras empresas de mineração de ouro, um dos
materiais que consumimos em grandes quantidades e que tem um
grande potencial de impacto sobre o meio ambiente é o cianeto.
uso de Cianeto
Número total de incidentes
ambientais reportáveis
Uso de cianeto em 2012 foi recalculado
após a publicação do Relatório de
Sustentabilidade 2012.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
O grupo usou 31.000 t de cianeto em 2013 (em 2012, foram 27.000 t).
Plano de fechamento das minas
O fechamento de qualquer mina é inevitável, e muitas vezes
ocorre quando se conta com receita limitada, com recursos
limitados e, em geral, com grande fragilidade e preocupação entre
as comunidades e os trabalhadores. A equipe de planejamento de
fechamento de mina da AngloGold Ashanti trabalha em estreita
colaboração com todos os níveis da empresa para melhorar a
integração do planejamento do fechamento das minhas com a
implementação das atividades diárias da empresa, a começar
pela etapa de planejamento das operações e dos projetos. A
integração inclui aspectos como a inserção viável de aterro
(backfill) nas cavas exauridas nos planos das minas a céu aberto,
o desenho e a construção de depósitos de estéril para maximizar
a oportunidade de reabilitação progressiva da área da mina e
a incorporação do desenvolvimento sustentável de meios de
subsistência nos programas de investimento nas comunidades.
SEÇÃO DOIS
O impacto de uma falha em uma barragem de rejeitos pode ser
significativo. Nós monitoramos cuidadosamente essas instalações
para garantir que sua gestão esteja de acordo com nossas licenças, com as regulações nacionais, com as normas da empresa e
com os acordos que tenhamos firmado com as comunidades.
Continuamos com o compromisso de alcançar e manter a
certificação pelo Código Cianeto em todas as nossas operações.
Até o final de 2013, 15 de nossas operações estavam com
certificação plena, quatro das quais obtiveram renovação da
certificação durante o ano (Siguiri, Sadiola, Yatela e Navachab).
Obuasi, em Gana, foi submetida a uma auditoria de certificação e
está aguardando os resultados. A construção das instalações de
manuseio de cianeto em Obuasi foi concluída no final de 2012,
com comissionamento em 2013. A Planta East Gold, em Vaal River,
cessou sua produção em junho de 2013 e foi descomissionada.
Geita, na Tanzânia, e Iduapriem, em Gana, ainda precisam realizar
algumas alterações para cumprir com os requisitos do Código
Cianeto, e duas operações, Tropicana e Mine Waste Solutions
(que faz parte das operações de superfície na África do Sul), estão
se preparando para o processo de certificação.
Através de uma melhor integração das considerações relativas
ao fechamento das minas com as práticas diárias das operações,
podemos garantir que haja efetividade e eficiência no fechamento
das minas, em conformidade com os valores da nossa empresa,
proporcionando, assim, o cumprimento dos nossos compromissos
assumidos junto aos públicos de interesse e ajudando as
comunidades a estabelecer as bases de um futuro sustentável.
Para esse fim, a nossa Norma de Gestão do Planejamento de
Fechamento de Mina (antes chamada de Norma de Gestão
do Fechamento e do Reabilitação das Minas), foi submetida a
uma revisão completa em 2012/2013 com base na experiência
adquirida com sua implementação desde a sua introdução em
2009. A versão revisada da norma, que mantém os requisitos
para o planejamento integrado do fechamento das minas, desde
a exploração e desenho do projeto, esclarece o que se espera
da gestão de cada unidade para assegurar que as minas sejam
fechadas de acordo com os valores da empresa. A norma foi
aprovada pelo Comitê Executivo do Grupo em setembro de 2013.
Espera-se que até o início de 2014 seja concluída a elaboração de
SEÇÃO TRÊS
As estruturas internas de gerenciamento de rejeitos e de lixiviação
definem a norma e as diretrizes para a construção e operação
das instalações de armazenamento de rejeitos e lixiviação.
Engenheiros geotécnicos da empresa são responsáveis por
garantir a estabilidade estrutural dos rejeitos, das instalações de
lixiviação e dos depósitos de estéril.
A gestão responsável do cianeto é parte integrante de nossa
licença social para operar. Nossa aderência contínua ao Código
Internacional de Gestão de Cianeto (Código Cianeto), juntamente
com um rigoroso processo de notificação, é fundamental nesse
sentido. O Código Cianeto é uma iniciativa voluntária que trata
da produção, transporte, armazenamento e uso de cianeto e do
descomissionamento das instalações de cianeto.
SEÇÃO UM
QUE
S
* Os rejeitos são os efluentes finos do processo que são depositados na forma de lama em instalações de armazenamento de
rejeitos (TSF), as quais foram projetadas especificamente para
essa finalidade.
3
Como qualquer outra mineradora, geramos estéril e rejeitos* como
resultado das operações de lavra e de processamento de minerais.
Durante a lavra, são produzidos resíduos de solo e estéril para
expor o corpo do minério. A camada de solo e o estéril geralmente
contêm níveis subeconômicos de ouro e são depositados em
grandes pilhas de estéril. Alguns depósitos de baixo teor são
processados em pilhas de lixiviação. Nesse processo, o minério
é britado e empilhado sobre uma superfície impermeável ou
revestida. Uma solução de cianeto de baixa resistência é irrigada
sobre a superfície por um período de até três meses.
AL
Gerenciamento de resíduos
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 3: continuação
Competir por recursos e infraestrutura
um documento de orientação para ajudar o pessoal das unidades
na aplicação da norma, de uma ferramenta de autoavaliação para
auxiliar as operações a identificar onde devem se concentrar
seus esforços de planejamento do fechamento da mina e de um
protocolo de auditoria para assegurar uma avaliação consistente
do progresso da implementação da norma.
Reconhecemos que temos uma obrigação de longo prazo para
que possamos fechar as nossas unidades de forma responsável,
integrando o planejamento e o fechamento das minas com as
operações ao longo de toda a vida útil da mina e levando em
especial consideração o meio ambiente, os trabalhadores e as
comunidades.
Em 2013, foi tomada a decisão de cessar a lavra em nossa
operação Yatela, em Mali. A decisão foi tomada com base em
preocupações crescentes relacionadas à segurança em minas
a céu aberto e ao declínio dos preços do ouro. As atividades
de desenvolvimento da comunidade de Yatela ainda não foram
afetadas negativamente pelo cessar das atividades de lavra. Em
consulta com os públicos de interesse envolvidos, foi elaborada
uma versão revisada do plano de desenvolvimento social da
mina, enfocando na expansão e melhoria do desenvolvimento da
comunidade e dos atuais projetos socioeconômicos.
Contabilização das obrigações de
descomissionamento e reabilitação
É digna de nota a nossa estratégia de saída e de reabilitação
nas Ilhas Salomão, onde estávamos envolvidos em atividades de
exploração de greenfields.
(US$ milhões)
reabilitação
descomissionamento
A barragem Borokoni, construída pela AngloGold Ashanti, fornece água para a Vila Borokoni
perto Yatela em Mali, um exemplo de criação de benefícios duradouros e positivos a longo prazo.
ESTUDO DE CASO: Ilhas Salomão Fechamento da
mina sem complicação
www.aga-reports.com/13/cs
Para uma lista completa das provisões feitas para contabilização
das obrigações de restauração e descomissionamento, ver a
página 34 do Relatório Integrado de 2013.
Objetivos
O cumprimento de nossas obrigações de gerenciamento responsável do uso da terra e da biodiversidade é um compromisso
contínuo para o qual alocamos os recursos necessários desde
o planejamento até o fechamento da mina. A recente norma de
biodiversidade e a versão revisada da norma de fechamento das
minas definem as expectativas da empresa e serão implementadas no início de 2014.
Contabilização das obrigações de descomissionamento e restauração das áreas das minas (U$ milhões)
Grupo
África do Sul
África Continental
2013 201320132012
Restauração
Descomissionamento
Total
Total
10,0
68,1
78,1
148,8
273,3
137,7
411,0
427,5
21,9
31,2
53,1
61,5
Américas
194,3
42,3
236,6
249,5
MenosInvestimentos por equivalência patrimonial
(27,4)
(23,0)
(50,4)
(46,2)
Total
472,1
256,3
728,4
841,1
Australásia
Sabemos distinguir entre a ASM legal e a ASM ilegal. As
circunstâncias que tornam uma ASM legal ou ilegal variam de
acordo com legislação específica de cada país. A ASM legal é
realizada em conformidade com as leis do país, o que significa
que tem licença para operar em áreas designadas pelos governos
ou em áreas não cobertas pelos direitos exclusivos de terceiros. A
ASM ilegal ocorre quando mineradores artesanais ou de pequena
escala operam fora das disposições legais, inclusive quando
operam em concessões onde outros já possuem direitos exclusivos,
podendo, nessa sentido, envolver roubo de propriedade. O ouro
extraído dessa forma se furta do pagamento de impostos e das
regulações de exportação, possivelmente financiando conflitos
e outras atividades financeiras ilegais. Em algumas áreas em
que atuamos, principalmente em Gana e na Tanzânia, a tensão
com os mineradores ilegais levou a conflitos com nossos
empregados, e nossos negócios sofreram impactos negativos
com a mineração ilegal dentro de nossas áreas de concessão.
A natureza informal e os baixos níveis de conformidade no setor
de ASM também afetam a segurança do trabalhador e, de fato,
a ASM pode ser bastante perigosa. As comunidades também
podem ser afetadas pela degradação ambiental, visto que o
cumprimento dos regulamentos ambientais é dificultado pela
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
Definição de ASM em todo o mundo
Mineradores artesanais são conhecidos por vários nomes
diferentes em todo o mundo. Alguns desses nomes são:
•Galamsey (Gana)
•Orpailleurs (DCR)
•Garimpeiros (Brasil)
•Zama Zamas (África do Sul)
•Barequeros (Colômbia)
Progresso
• MM8: Número absoluto (e percentual) de unidades da
empresa onde ocorre mineração artesanal e de pequena
escala no local ou nas adjacências; os riscos associados
e as medidas adotadas para gerir e mitigar esses riscos
A ASM, tanto a legal quanto a ilegal, está se tornando cada
vez mais mecanizada, o que leva a um aumento da perda de
ouro, à degradação ambiental em terrenos pelos quais somos
responsáveis, a sérios impactos na saúde da comunidade e
a confrontos cada vez mais violentos com as comunidades
locais. A incidência de mineradores ilegais que entram em
escavações ativas e inativas potencialmente atrapalha as
nossas atividades de mineração e representa uma ameaça
significativa à segurança de nossos empregados, de nossa
equipe de segurança patrimonial e dos próprios mineradores
artesanais, trazendo riscos à reputação da nossa empresa.
SEÇÃO DOIS
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
Para proteger os nossos ativos, nossos empregados, o meio
ambiente e as comunidades locais, agimos contra a atividade
ASM ilegal em nossas unidades. Procuramos lidar com as
atividades de ASM ilegal através de intervenções estratégicas e de
segurança patrimonial que visam a acabar com a atividade ilegal
em nossa concessão. Damos suporte a medidas apropriadas
tomadas dentro dos limites legais e de acordo com os princípios
internacionais de direitos humanos, incluindo os Princípios
Voluntários de Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), regras
de interação com a comunidade e os Princípios Orientadores das
Nações Unidas para as Empresas e os Direitos Humanos. Para
mais informações sobre a nossa empresa e os direitos humanos,
veja as páginas 69-70.
Ao mesmo tempo, apoiamos as medidas que buscam desenvolver
normas para um setor de ASM legal, formal e responsável e,
quando pertinente, incluímos em nossas unidades operacionais
considerações sobre a ASM em suas avaliações de referência
SEÇÃO TRÊS
A mineração artesanal e de pequena escala (ASM) é uma característica
típica de regiões de mineração de ouro em todo o mundo. A prática,
muitas vezes, envolve o trabalho infantil, que nós não aceitamos nem
toleramos. A ASM é uma atividade que faz uso intensivo da mão de
obra semiqualificada ou não qualificada, que apresenta baixos níveis
de mecanização, de produção, de produtividade, de retorno e de
eficiência e que, geralmente, é caracterizada por práticas inseguras
e entendimento inadequado dos requisitos mínimos de segurança.
Os mineradores artesanais geralmente dependem de financiadores
informais, os quais costumam controlar a venda desse ouro de
uma forma organizada e sofisticada. Trata-se de uma atividade
que tem sido realizada em muitas comunidades há muitos séculos.
No entanto, dados os baixos níveis de emprego formal quando se
trata de operações de grande escala, têm-se tornado crescentes
os riscos de as comunidades invadirem as áreas de mineração das
empresas de grande porte para realizarem atividades de mineração
ilegal em suas terras. Estima-se que mais de 100 milhões de pessoas
dependam deste setor para a renda, seja direta ou indiretamente.
Reconhecemos que ASM legal está prevista no quadro legislativo da
maioria dos países onde há mineração e tem o potencial de garantir
meios de subsistência para pessoas que, muitas vezes, pertencem a
comunidades pobres e marginalizadas.
informalidade. A ASM pode poluir as bacias hidrográficas com o
uso de mercúrio, construção de barragens, assoreamento, falta
de saneamento e descarte indevido dos efluentes.
SEÇÃO UM
QUE
S
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: mineração artesanal
e de pequena escala.
3
Contexto
AL
ATIVIDADES RELACIONADAS À MINERAÇÃO
ARTESANAL (garimpo) E DE PEQUENA ESCALA
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 3: continuação
Competir por recursos e infraestrutura
do meio ambiente, da saúde e das questões sociais. Essas
avaliações continuam por toda a vida útil da mina, para ajudar a
monitorar e controlar as atividades de mineração ilegal.
o processo de criação de parcerias em Gana, tiveram que ser
suspensos devido a recentes restrições orçamentárias. Existem
planos para retomá-los em um futuro próximo.
A interação e a colaboração com os governos locais, os
mineradores artesanais e as comunidades locais desempenham
um papel importante em todas as nossas estratégias de
ASM, assim como as considerações sobre questões legais
e de segurança. As parcerias envolvendo diversos públicos
de interesse liderados pelos governos ajudam a melhorar as
intervenções de segurança patrimonial e a mitigar os impactos
sociais, ambientais e na área da saúde.
Em Gana, o lançamento dos fundos fiduciários comunitários
em Obuasi e Iduapriem terá um impacto positivo para o
desenvolvimento socioeconômico das áreas no entorno dessas
minas e é provável que tenha um impacto positivo para a geração
de meios de subsistência alternativos.
Durante o ano, foi constituído um grupo de trabalho sobre ASM
liderado no nível corporativo para coordenar todas as atividades
e intervenções ASM internamente. Tomamos uma série de
iniciativas importantes, como:
• desenvolvimento de uma estrutura de orientação sobre como
as questões relativas à ASM devem ser gerenciadas durante a
implementação dos principais projetos de capital; e
• identificação dos riscos genéricos da ASM e as medidas de
controle adotadas em cada região como informação básica
para o registro de riscos da região e do Grupo.
Para melhorar a segurança patrimonial em todas as nossas
operações, nós:
• firmamos um Memorando de Entendimento (MOU) com a polícia
regional da Tanzânia para orientar na forma como lidamos com
as incursões dos mineradores ilegais, no monitoramento de
prisões e processos de acusação, bem como na demarcação
da área de concessão;
• fechamos uma cooperação com uma iniciativa nacional para
conter a mineração ilegal em Gana; e
• participamos de um Comitê de Gestão de ASM que foi
estabelecido por autoridades locais na República Democrática
do Congo, para facilitar a criação e gerenciamento de zonas
de exclusão no entorno das áreas onde temos atividades
operacionais.
Um dos principais desafios vividos durante o ano foi o limitado
progresso no desenvolvimento de parcerias envolvendo diversos
públicos de interesse em outras partes da África, como em
Gana. Essas parcerias são importantes para a criação conjunta
de soluções para os desafios criados pela ASM. Infelizmente,
estudos preliminares sobre a ASM, que poderiam ter apoiado
Em Antioquia, na Colômbia, a ASM tem sido parte integrante
da economia e cultura local desde o início do século XIX. Em
2012, começamos a discutir com a comunidade sobre meios de
vida alternativos para os mineradores artesanais da região de
nosso Projeto Gramalote. Essas discussões não só abordaram o
valor monetário, mas também focaram em maneiras de criar um
futuro sustentável para os mineradores. Em 2013, foi realizado
um treinamento em colaboração com o Instituto Nacional de
Formação Profissional e 69 dos ex-mineradores artesanais estão
agora empregados pela AngloGold Ashanti em Gramalote. O
governo colombiano trabalha em parceria conosco e, através do
Instituto Nacional de Formação Profissional, busca preparar os
mineradores para um futuro emprego.
Também ajudamos os mineradores que desejavam abrir seu
próprio negócio, oferecendo treinamento em empreendedorismo
rural. Embora muitas ideias de negócios tenham sido concebidas
ao longo de 2013, a implementação do programa tem sido mais
desafiadora, dadas as condições do mercado externo do ouro. O
Projeto Gramalote em si tem se desenvolvido mais lentamente
do que o inicialmente previsto e, por isso, há um esforço para
gerar demanda suficiente capaz de dar suporte às atividades
empresariais. No entanto, o nosso apoio aos ex-mineradores
artesanais continua e, em 2014, ambos os grupos continuarão a
procurar alternativas viáveis de emprego.
Objetivos
Na nossa avaliação, os desafios da ASM e da mineração ilegal
podem ser melhor resolvidos pela adoção de uma abordagem
envolvendo múltiplos públicos de interesse, trabalhando com
governos, com os mineradores artesanais, com ONGs e agências
de desenvolvimento para enfrentar a questão. Buscamos melhorar
a vida das pessoas afetadas por nossas atividades de mineração,
bem como cuidar do meio ambiente local. Tendo em vista o sucesso
da criação da Tanzânia ASM MSPI, estamos desenvolvendo um
processo semelhante em Gana, e também consideraremos a
possibilidade de aplicar modelos comparáveis em Guiné e em Mali. SEÇÃO UM
3
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Busca pela coexistência na Tanzânia
Na Tanzânia, a AngloGold Ashanti assinou um Acordo de
Estrutura para Iniciativa de Parceria Multi-Stakeholder
(MSPI) em 28 de junho de 2013. Essa iniciativa, liderada
pelo Governo da Tanzânia e facilitada pelo Banco Mundial,
também inclui o African Barrick Gold e a Federação dos
Mineradores Associados da Tanzânia (FEMATA). O objetivo
primordial do MSPI é apoiar a formalização da ASM e
promover a coexistência entre esse tipo de mineração e a
mineração em grande escala na Tanzânia.
Como parte desse processo, está sendo testado, em Geita,
na Tanzânia, um projeto de dois anos para formalização
da ASM. Esse projeto, da ordem de US$ 1,6 milhão, está
sendo financiado em grande parte pelo Banco Mundial e pelo
Governo da Tanzânia para:
• aumentar a renda dos mineradores;
• capacitar os mineradores em métodos mais seguros e
mais eficientes de mineração e processamento;
Geita será beneficiada com o projeto através de uma
melhor interação com os públicos de interesse, facilitando
a mitigação dos riscos relacionados à ASM, apoiando
nossa licença social para operar e reduzindo os incidentes
de segurança patrimonial relacionados com a ASM ilegal,
a perda de material aurífero e os impactos ambientais
e de segurança causados pela ASM em nossa área de
concessão.
Após uma avaliação inicial do impacto realizada como parte
do censo de ASM em 2012, está sendo planejada uma série
de projetos de mitigação e remediação ambiental.
A AngloGold Ashanti interagiu com vários públicos de
interesse em Gana, incluindo o Banco Mundial, a Câmara de
Minas e Mineração de Gana e outras mineradoras do país,
em busca de uma intervenção semelhante.
SEÇÃO TRÊS
• dar acesso a financiamento, equipamentos e mercados; e
• reduzir os impactos negativos nas áreas sociais, ambientais
e de saúde que frequentemente são associados à ASM,
como a exposição ao mercúrio, a degradação da terra, o
trabalho infantil, a desigualdade de gênero e as condições
de trabalho inseguras e exploratórias.
SEÇÃO DOIS
Julius Mlunga é um supervisor de mina em Geita Gold Mine, na Tanzânia.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
QUESTÃO MATERIAL 4:
Questões legados de saúde e socioambientais
Muitos problemas que enfrentamos hoje, relacionados com o nosso desempenho social, ambiental e na área
da saúde, chegaram até nós por causa de administrações passadas e são o resultado de questões sociais,
regulamentares e sistêmicas mais amplas ou o resultado de novos conhecimentos e/ou pesquisas que têm
influenciado as melhores práticas. Nós reconhecemos a necessidade de tratar essas questões, tanto pelos nossos
empregados quanto pelas nossas comunidades.
QUESTÕES
LEGADOS
DE SAÚDE E
SOCIOAMBIENTAIS
Públicos de interesse:
empregados,
comunidades,
governo,
investidores
Doença pulmonar
ocupacional,
sobretudo na
África do Sul
Mão de obra migratória,
moradia e
acomodação,
na África do Sul
DOENÇA PULMONAR OCUPACIONAL, SOBRETUDO
NA ÁFRICA DO SUL
Contexto
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: saúde ocupacional
e segurança no trabalho.
A doença pulmonar ocupacional (DPO) é um risco inerente
a muitas minas de ouro subterrâneas onde está presente o
pó de sílica. As formas mais significativas de DPO dentro da
empresa são a silicose e a tuberculose pulmonar (TB). A DPO
Considerações
sociais e
ambientais
em Obuasi, Gana
Questões de
Reassentamento
na Tanzânia e em Gana
Contaminação de
Águas
Subterrâneas
profundas e obriga-
ções de bombeamento
de água na África do Sul
foi praticamente erradicada no Brasil com a mecanização da
mineração, melhoria da ventilação, supressão de poeira, medidas
de proteção pessoal e limitações estatutárias sobre o tempo de
serviço dos trabalhadores que operam em locais subterrâneos.
Se inalado, o pó de sílica pode causar inflamação e cicatrizes
nos pulmões, levando a um mau funcionamento dos pulmões.
A silicose normalmente tem um longo período de latência e, às
vezes, é detectada apenas anos após a exposição. Na África do
Sul, a silicose é uma questão legado, cujo enfrentamento vem
sendo levado a cabo com enorme esforço não só pela AngloGold
Ashanti, mas pela indústria de mineração do ouro como um todo,
assim como o governo, sindicatos e profissionais da saúde. A TB pulmonar, especialmente quando é associada à exposição ao pó de sílica, é motivo de grande preocupação. Nosso
compromisso imediato é reduzir a incidência de TB ocupacional
para menos de 2,25% entre os empregados da África do Sul
e curar 85% dos novos casos – uma meta estabelecida pela
Organização Mundial de Saúde (OMS). O desafio maior é que
a combinação entre a infecção pelo HIV e a exposição a pó de
sílica tem um efeito multiplicador sobre o risco de desenvolver
a tuberculose.
Teste de função pulmonar na clínica de saúde ocupacional em Obuasi, Gana.
SEÇÃO DOIS
As ações levantam várias questões legais e factuais
complexas, e a AngloGold Ashanti planeja usar os
procedimentos judiciais cabíveis para responder às
ações e defender os casos em seus méritos.
Nossa estratégia de saúde ocupacional engloba minimizar riscos
atuais, principalmente pela redução da exposição ocupacional
dentro da indústria. Em 2008, comprometemo-nos a eliminar
novos casos de silicose entre os trabalhadores que não haviam
sido expostos anteriormente em nossas operações na África do
Sul.
SEÇÃO UM
QUE
S
Em 2013, o escritório de advocacia Abrahams e Spoor
entrou com um pedido de consolidação das ações
coletivas anteriores contra a AngloGold Ashanti. Esse
caso foi relatado em nosso Relatório de Sustentabilidade
2012. Como a AngloGold Ashanti havia recebido 31
reclamações individuais no final de dezembro de 2013,
a empresa notificou a sua intenção de se opor às ações.
4
Resposta da AngloGold Ashanti em relação aos litígios
envolvendo doenças pulmonares ocupacionais
AL
“A silicose é uma questão que desafia não
só a indústria da mineração, mas a África
do Sul como um todo. Uma abordagem de
cooperação mútua é fundamental – quanto
mais rápido nos unirmos, melhor”.
O MATER
TÃ
I
A AngloGold Ashanti trabalha para prevenir futuros
incidentes de DPO promovendo melhorias contínuas na
gestão de poeira nas minas subterrâneas e reduzindo a
exposição de nossos empregados ao pó.
A silicose é uma questão que não só desafia a indústria
da mineração, mas a África do Sul como um todo.
Embora tenhamos tido progresso, nós reconhecemos
que o sistema de indenizações legais para doenças
relacionadas à silicose deve ser revisto, para que possa
ultrapassar as insuficiências identificadas pelo Tribunal
Constitucional. Estamos comprometidos a trabalhar
ativamente por meio da Câmara de Minas e com o
governo e o sindicato para melhorar, de forma rápida e
sustentável, a estrutura de indenização legal da indústria.
Esta abordagem de cooperação mútua é fundamental
para o sucesso desta intervenção e, quanto mais rápido
nos unirmos, melhor.
SEÇÃO TRÊS
Para obter mais informações sobre os processos judiciais,
veja a divulgação 20F1.
www.anglogoldashanti.co.za/investors+and+media/financial+reports/
form+20-f.htm
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
4
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 4: continuação
Questões legados de saúde e socioambientais
Taxa de novos casos
de TB ocupacional
Novos casos de TB
ocupacional
Novos casos de silicose
Progresso
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
G4-LA7: Trabalhadores com alta incidência ou alto risco
de desenvolver doenças relacionadas à sua ocupação
A estratégia de saúde global do Grupo foi aprovada para implementação em meados de 2012. Os principais componentes da
estratégia são otimizar os sistemas e processos de saúde organizacional para tratar dos riscos à saúde; integrar sistemas e
atividades ligadas ou não à saúde com vistas a ampliar o valor
agregado; e manter o foco sobre iniciativas adequadas baseadas
na sustentabilidade para promover benefício mútuo. Todas as
regiões têm desenvolvido estratégias alinhadas, e a implementação começou a solucionar desafios específicos e localizados.
Através de uma combinação de controles de engenharia e
administrativos, os nossos níveis de exposição ocupacional
ao pó na África do Sul têm ficado consistentemente abaixo da
marca estabelecida pelo Conselho de Saúde e Segurança de
Minas (MHSC) de menos de 5% das amostras acima do limite
de 0,1mg/m3 a partir de 2008. (O MHSC é uma entidade pública
nacional encarregada de assessorar o Ministro dos Recursos
Minerais em matéria de legislação da saúde e da segurança
no trabalho; os resultados de suas pesquisas são usados para
melhoria e promoção da saúde e segurança ocupacional nas
minas sul-africanas). As principais intervenções, tanto em West
Wits como em Vaal River, incluem o aumento da amostragem,
detonação centralizada, lavagem de poço e tratamento de parede
de mina, bem como o uso de nebulizadores e filtros multiestágio.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
“Operar nossos negócio sem que nossos
empregados fiquem expostos a riscos
potenciais ou sofram lesões ocupacionais e que
permaneçam livres de doenças ocupacionais”.
Essas iniciativas continuam a mostrar progressos na redução dos
níveis de poeira. Após amostragem de poeira em todas essas
operações, os resultados mostraram que, em 2013, apenas
1% das amostras excedeu a exposição ocupacional limitada de
0,1mg/m3 (em 2012: 0.94%).
Em 2013, foram identificados 293 casos de silicose (em 2012:
168), os quais foram submetidos ao Conselho de Medicina
para Doenças Ocupacionais da África do Sul (MBOD). Estamos
analisando de perto esse aumento a curto prazo. Dados os longos
períodos de latência envolvidos com a doença, é muito cedo para
avaliar se estamos no caminho certo para conseguirmos cumprir
nossa meta de longo prazo de eliminar novos casos de silicose.
Durante o ano em análise, 447 novos casos de TB ocupacional
foram identificados e submetidos à indenização (2012: 446). Nossa taxa de cura foi de 92% (em 2012: 94%), o que supera a meta
da OMS. Acreditamos que o declínio progressivo da incidência
de tuberculose nos últimos sete anos é prova do sucesso de nossos programas de monitoramento e tratamento precoce da TB,
que incluem a introdução de novas tecnologias à medida que vão
surgindo (como o teste Gene Xpert de rotina para fins de diagnóstico rápido), ações contínuas de controle de poeira, nossos
programas de testes e aconselhamento em relação ao vírus HIV
e terapia antirretroviral. Dado o sucesso contínuo dos programas,
nossas metas serão revistas em 2014.
ESTUDO DE CASO: O uso inovador da tecnologia
para impulsionar melhorias no controle da TB
www.aga-reports.com/13/cs
Objetivos
Continua sendo um objetivo crucial operar um negócio que não
cause qualquer dano a nossos empregados e que não os exponha
a riscos potenciais para que permaneçam livres de doenças
ocupacionais. Isso significa que estamos comprometidos com
a eliminação de novos casos de silicose entre os trabalhadores
não expostos anteriormente (pós-2008) em nossas operações na
África do Sul e que estamos nos esforçando para atingir uma
taxa de incidência de TB ocupacional de 1,5% até o final de 2029. AL
O MATER
TÃ
I
4
SEÇÃO UM
4
QUE QUE
S
S
AL
O MATER
TÃ
I
A proximidade das operações Obuasi para a cidade de Obuasi e as suas aldeias resultou em uma relação de interdependência.
Obuasi é uma cidade localizada na região de Ashanti, em Gana,
uma área com uma história de mais de 110 anos de mineração de
grande escala. Práticas e abordagens anteriores de mineração e
processamento resultaram em liberação de poluentes na água,
no ar e no solo.
A falta de demarcação ativa e planejamento do uso da terra
também resultou em um grande número de mineradores
artesanais e de pequena escala operando em terras de
propriedade da empresa, o que representa um dos desafios mais
importantes e multifacetados enfrentados pela AngloGold Ashanti
– muitas vezes envolvendo considerações sobre segurança e
direitos humanos – ver páginas 28-29.
A maioria desses desafios é resultado de práticas históricas e,
desde a fusão da AngloGold Ashanti em 2004, temos investido um
capital considerável para redesenhar a mina de Obuasi. Corrigir
desenhos operacionais e práticas históricas leva tempo, mas
estamos confiantes de que os nossos esforços estão ajudando
a compreender esses desafios e a lidar com eles; continuamos
a aprender com os erros do passado e estamos comprometidos
com a mitigação dos impactos desses fatores de forma aberta,
consultiva, acessível e sustentável.
Obuasi emprega cerca de 5.200 pessoas. Uma grande proporção
da população local depende da AngloGold Ashanti para a
sua subsistência, seja direta ou indiretamente. No entanto,
essa relação de interdependência deu origem a tensões no
passado e continuamos a interagir com a comunidade para
desenvolver maneiras de mitigar os problemas. Nossos planos
de desenvolvimento, inclusive no que diz respeito à participação
da comunidade e à entrega de serviços para ela, são específicos
de cada unidade, adaptados para implementar nossa estratégia
global de promoção do desenvolvimento sustentável nas
comunidades dos locais onde operamos.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
Indicadores GRI utilizados pela AngloGold Ashanti:
• G4-SO2: Operações com significativos impactos negativos –
reais ou potenciais – sobre as comunidades locais
• G4-SO11: Número de queixas e reclamações sobre impactos
na sociedade apresentadas, analisadas e resolvidas através de
mecanismos formais de atendimento a queixas e reclamações
Relacionamento com as comunidades
Em alguns países, existe uma relação complexa e mutuamente
dependente entre a AngloGold Ashanti e os moradores de
comunidades vizinhas. Nas operações de Obuasi, essa relação é
ainda mais complicada, pois as comunidades estão localizadas não
só na cidade de Obuasi, mas também nas adjacências da cidade
e em vilarejos próximos. Como em muitas sociedades mineiras na
África, a infraestrutura é limitada e o planejamento e financiamento
inadequado levaram a tensões entre a mina e a população.
SEÇÃO DOIS
Contexto
Progresso
Nós continuamos desenvolvendo nosso relacionamento com vários públicos de interesse, como os empregados, as comunidades, o governo e as organizações não governamentais.
Nós fazemos contribuições significativas para os moradores que
vivem próximos de nossas operações, oferecendo empregos
diretos e indiretos. Outros benefícios incluem o desenvolvimento
de infraestrutura e apoio ao desenvolvimento econômico local,
como projetos de saneamento básico e de infraestrutura para a
educação e os fundos Ghana Trust Funds.
ESTUDO DE CASO: Comunidades em Gana
beneficiam-se de fundos fiduciários comunitários
www.aga-reports.com/13/cs
A presença da mineração artesanal e de pequena escala, bem
como a mineração ilegal, é um verdadeiro e complexo desafio
para a nossa empresa, visto que tentamos encontrar um equilíbrio
entre a nossa obrigação de proteger nossos ativos e a nossa
obrigação de não infringir os direitos humanos.
59
SEÇÃO TRÊS
CONSIDERAÇÕES SOCIAIS E AMBIENTAIS EM
OBUASI, GANA
QUESTÃO MATERIAL 4: continuação
Questões legados de saúde e socioambientais
Para conseguir isso, alinhamos a nossa política de direitos
humanos com os Princípios Orientadores das Nações Unidas
sobre Empresas e Direitos Humanos.
Tratamento das questões ambientais
Em reconhecimento à dimensão e à complexidade das questões
ambientais em Obuasi, a estratégia de gestão ambiental da mina
concentra-se em duas áreas principais:
• não causar danos; e
• gerenciar questões legados, como a poluição e seus impactos.
Essa estratégia é detalhada no Plano de Gestão Ambiental da
mina para 2014-2017. Esse plano foi submetido à apreciação da
Agência de Proteção Ambiental de Gana (EPA) e espera-se que
constitua a base para a próxima certificação ambiental da mina,
referente ao período de abril de 2014 a março de 2017. O plano
inclui gestão de resíduos e produtos químicos, gestão da água,
gestão da qualidade do ar, bem como a reabilitação e fechamento
da unidade.
Gestão da água
Seguindo a nossa filosofia de melhoria contínua, submetemos à
EPA, em novembro de 2013, um plano de gestão da água que
propõe uma maneira de otimizar o uso dos recursos hídricos em
Obuasi. Especificamente, o desenvolvimento e a manutenção de
um balanço hídrico preditivo em toda a mina vão nos ajudar a
gerir a água de forma mais eficiente. Uma versão preliminar do
balanço hídrico para a mina foi submetida à EPA em setembro de
2012 e atualizada em maio e novembro de 2013.
O resultado desse trabalho tem sido uma abordagem muito mais
holística no que diz respeito à gestão da água, o que irá garantir
a conformidade e reduzir os custos operacionais à medida que
for sendo concluída cada fase do projeto. Os desenvolvimentos
mais recentes são:
• Instalações de tratamento da água: Houve um investimento
significativo em instalações de tratamento da água em Obuasi.
Duas estações tratam toda água processada antes de liberála para o meio ambiente. Uma instalação adicional, com 500
m3/h de capacidade, está em construção e espera-se que seja
comissionada em abril de 2014. Nuru Mahana é um amostrador de água na planta de Reciclagem de
Água Pompora, em Obuasi, Gana.
Solicitamos uma extensão do prazo da diretiva, pois foi constatado
que a instalação de armazenamento de rejeitos existente tem
capacidade de deposição para até 2017. Em outubro de 2013, a EPA
concedeu à mina de Obuasi uma extensão de um ano no prazo para
o descomissionamento da TSF Sul, que poderá ser realizado até
dezembro de 2015. A avaliação dos riscos geoquímicos começou,
e o plano de fechamento da TSF existente será feito com base nos
resultados dessa avaliação.
Reabilitação
Existem várias cavas e depósitos de estéril decorrentes da anterior
mineração de superfície em Obuasi que devem ser reabilitados para
que ofereçam condições seguras, estáveis e sustentáveis. Está
sendo implementado um plano de reabilitação contínua aprovado
pela EPA. Duas cavas e os depósitos de estéril a eles associados
foram reabilitados em 2011 e 2012. O aterro (backfill) da cava T2 foi
concluído em 2013, e a revegetação começará no início de 2014.
Além disso, os poços e depósitos de resíduos – que apresentam
grandes dimensões – estão sendo integrados a um novo projeto de
mineração de superfície na mina.
Projetos de limpeza de poluição incluem o desenvolvimento de
uma solução permanente para o descarte do arsénio estocado,
remineração de antigas instalações de rejeitos não revestidas
(quando economicamente viável) e desassoreamento de sedimentos
dos cursos d’água.
Objetivos
Apesar da contribuição que a AngloGold Ashanti faz para a
comunidade de Obuasi, reconhecemos que ainda há várias e
importantes questões sociais e ambientais a serem resolvidas e
manteremos nossa atenção a essas áreas.
SEÇÃO TRÊS
O local de disposição de resíduos gerais domésticos na cidade
de Obuasi tem sido tradicionalmente gerido pelo município. No
entanto, a unidade municipal de eliminação de resíduos não foi
gerida de modo adequado e teve um impacto ambiental negativo.
Em conformidade com uma diretiva da EPA estabelecida no
certificado ambiental da mina de 2011 a 2014, a mina Obuasi parou
de usar as instalações de lixo municipal em 2012. A mina agora
usa um aterro aprovado temporariamente, mas já projeta uma
instalação de aterro devidamente planejada. O aterro temporário,
aprovado pela EPA, está em uma das cavas da mina. O projeto e a
declaração de impacto ambiental para o aterro projetado (solução
permanente) foram desenvolvidos em 2013 e serão submetidos à
EPA para obtenção de licença no início de 2014.
O certificado ambiental em Obuasi (2011) está condicionado ao
descomissionamento da atual instalação de armazenamento de
rejeitos (TSF) e ao comissionamento de uma nova unidade em
dezembro de 2014. Está sendo desenvolvida em Obuasi uma nova
estratégia de gerenciamento de rejeitos, a qual prevê a introdução de
dois fluxos de rejeitos separados.
SEÇÃO DOIS
Gerenciamento de estéril
Gerenciamento de rejeitos
SEÇÃO UM
QUE
S
• Armazenamento de Água de Processo: Há necessidade de um
tanque adicional para armazenamento e reutilização da água
tratada. Apesar da conclusão de um desenho para uma nova
barragem de água de processo e da obtenção de uma licença
ambiental, o descomissionamento de alguns tanques de água
de processo apresenta uma oportunidade de usá-los para
armazenamento de água.
4
• Água subterrânea: Em Obuasi, a água subterrânea utilizada
foi redirecionada para tratamento e descarga pela Estação
de Tratamento Pompora ou para reutilização como água de
processo na Estação de Tratamento Sul. O sistema de água
subterrânea foi integrado ao equilíbrio hídrico em toda a
unidade. Também deve ser implementado um processo de
otimização da coleta de água, do uso da água e dos requisitos
de bombeamento.
AL
“Adotamos uma abordagem holística no que
diz respeito à gestão da água para garantir a
conformidade e reduzir os custos operacionais”.
O MATER
TÃ
I
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
QUESTÃO MATERIAL 4: continuação
Questões legados de saúde e socioambientais
CONTAMINAÇÃO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
PROFUNDAS E OBRIGAÇÕES DE BOMBEAMENTO
DA ÁGUA NA ÁFRICA DO SUL
Contexto
A Bacia de Witwatersrand, na África do Sul, é composta por
rocha porosa de matriz dolomítica – muito parecida com uma
esponja – e, naturalmente, contém grandes quantidades de água.
A região tem uma história de 120 anos de mineração, período
durante o qual as minas tiveram que bombear grandes volumes
de água para a superfície a fim de operar de forma segura. O
processamento de minério requer água para o transporte de finas
partículas de rocha britada e para o auxílio às reações químicas
necessárias para extrair o ouro da rocha. A maior parte da água
que é usada no transporte das lamas dos processos até as
instalações de armazenamento de rejeitos (TSF) (ver página 51) é
drenada para as barragens de água, onde serão então recicladas
e retornadas ao circuito hídrico; no entanto, existe nesse processo
certa evasão de água, que infiltra em aquíferos subterrâneos. A
água da chuva que cai sobre depósitos de estéril também pode
dissolver sais à medida que penetra o depósito, levando-os até
o subsolo. Quando essa água e a que naturalmente infiltra no
subsolo a partir de outras fontes entram em contato com os
minerais contendo sulfeto (piritas), possivelmente oriundos da
mineração, a água pode tornar-se ácida, fenômeno conhecido
como drenagem ácida. A água ácida pode lixiviar metais de
rochas e dissolver as dolomitas alcalinas.
A drenagem ácida é hoje notória na superfície da região da
Bacia Ocidental e continua sendo um problema significativo
em partes das antigas áreas de mineração de ouro da Bacia de
Witwatersrand.
Na África do Sul, as operações de Vaal River e West Wits
estão expostas ao risco de inundação, resultante de falhas de
bombeamento de algumas minas de ouro adjacentes que ainda
estão em funcionamento ou que já fechadas, mas que não
fazem parte das operações da AngloGold Ashanti. Nstas minas a
remoção de água é continuamente realizada por bombeamento. A
instalação e a operação de sistemas de bombeamento adicionais
para essas operações trariam um significativo custo operacional
e de capital para a empresa.
Progresso
A contaminação das atuais escavações da mina está sendo
prevenida por meio do bombeamento contínuo da água das
operações subterrâneas que deixaram de funcionar. No entanto, o
custo do bombeamento é significativo e assumido por um número
cada vez menor de minas em operação. Se o bombeamento for
interrompido e houver permissão para o aterro das minas, o pH
da água acabará por diminuir (e tornar-se ácido), mas isso pode
levar décadas. Na realidade, a gestão em longo prazo da acidez
da água das minas e seu impacto, terá que continuar por muitos
anos e exigirá o empenho de todos os públicos de interesse.
Fizemos um trabalho de mapeamento extensivo das escavações subterrâneas adjacentes que existem nas regiões de Vaal
River e West Wits. Estão sendo desenvolvidos projetos para
gerenciar a água excedente e melhorar a infraestrutura de bombeamento.
O potencial de inundação entre minas, tanto em Vaal River como
em West Wits, continua a ser um risco e tema de grande preocupação, agravada pela incapacidade das minas vizinhas de
contribuírem com os custos de bombeamento. Atualmente, a
AngloGold Ashanti está bombeando água de operações subterrâneas que não lhe pertencem, a fim de impedir a inundação das
escavações em nossas minas em operação. O custo anual desse
bombeamento é de aproximadamente US$ 4,7 milhões
Metas
São necessárias soluções financeiramente sustentáveis em longo prazo para lidar com a contaminação de águas subterrâneas
profundas. Estas soluções não podem ser responsabilidade de
apenas uma empresa; devem ser tratadas em parceria com o
governo, agências reguladoras, a indústria da mineração e as
comunidades. A AngloGold Ashanti assume o compromisso de
trabalhar em colaboração com os públicos de interesse e desenvolver essas parcerias.
MÃO DE OBRA MIGRATÓRIA, HABITAÇÃO E
MORADIA NA ÁFRICA DO SUL
Contexto
A África do Sul tem uma longa história de trabalho migratório. Antes
da década de 1980, os mineiros imigrantes assinavam contratos
anuais, para complementar a renda em comunidades que eram
basicamente sustentadas pela agricultura de subsistência. À
medida que a mão de obra tornou-se mais qualificada e estável,
os empregados imigrantes tendiam a retornar anualmente para
trabalhar nas minas. De fato, gerações de famílias procuraram
emprego nos mesmos lugares.
A consequência foi o aumento da formação de famílias extraconjugais, áreas dependentes de mão de obra externa e condições
semipermanentes de convivência apenas com pessoas do mesmo sexo. A AngloGold Ashanti fez um esforço significativo para
treinar e recrutar trabalhadores locais, literalmente “à sombra da
torre do poço de mina”. Porém, isso também trouxe consequências, incluindo a falta de qualificação da mão de obra local e uma
falta de vontade da população local em trabalhar na indústria.
Além disso, sabe-se que, se a indústria da mineração se voltar
unicamente para o emprego local, haveria um significativo impacto negativo sobre os empregados dessas áreas rurais, bem como
para as famílias e comunidades nessas áreas.
Progresso
No final de 2013, 96% de nossas moradias foram convertidas
em acomodações individuais e 100% de nossas moradias,
anteriormente classificadas como supérfluas, foram convertidas
em unidades familiares. Ao todo, 59% dos empregados que
trabalham na África do Sul foram alojados em moradias fornecidas
pela empresa (2012: 58%).
As metas da Carta de Mineração para melhoraria dos padrões de
habitação e condições de vida dos mineradores são as seguintes:
• converter ou atualizar dormitórios em unidades familiares até
2014;
• atingir a taxa de ocupação de uma pessoa por quarto até 2014; e
• facilitar opções de aquisição da casa própria para todos os
empregados da mina, em consulta com o sindicato em 2014.
Nosso programa de aprimoramento das moradias continuou
durante o ano, enfocando principalmente na redução do
número de pessoas por quarto, inclusive transformando quartos
comunitários em acomodações individuais.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
O plano de implementação para melhorar o nível de privacidade
dos moradores dos dormitórios da empresa já está sendo
executado para atingir a meta de um quarto por pessoa até 2014.
A capacidade dos cômodos tem sido um desafio, haja vista que
todos os empregados afetados têm de receber acomodação
também durante o processo de reversão dos espaços em quartos
individuais. Durante esse processo, alguns empregados foram
acomodados de forma a dividir quartos com os seus colegas
de trabalho. O restante dos empregados foi transferido para
acomodações alternativas em dormitórios com espaço disponível.
Desde 2005, foram criados 9.462 quartos individuais.
SEÇÃO DOIS
Durante o ano, 2.366 unidades foram convertidas e o número
médio de pessoas por quarto foi reduzido de oito em 2005 para
dois em 2013. Espera-se que esse processo seja concluído
em 2014 na região de West Wits e de Vaal River, a um custo
total para a empresa de US$ 37,8 milhões, dos quais US$ 26,3
milhões foram gastos até o momento.
Para os empregados que optam por não viver no alojamento fornecido pela empresa, é concedido um auxílio-moradia de US$
187 por mês. Esse subsídio destina-se a ajudar os empregados a encontrar alojamentos alternativos adequados. Durante os
nossos programas de integração, informamos aos nossos empregados sobre as opções de hospedagem disponíveis e qual a
finalidade do auxílio-moradia.
Metas
É nossa intenção contribuir para o desenvolvimento de comunidades que sejam mais sustentáveis no longo prazo, fornecendo tudo o que pudermos para melhorar as condições em que os
nossos empregados vivem e também lidando com problemas
socioeconômicos mais amplos. Reconhecemos que isso requer
um investimento significativo tanto de tempo quanto de recursos
do governo, da indústria da mineração, dos sindicatos e das comunidades. SEÇÃO TRÊS
Reconhecemos que remediar as questões legados decorrentes
do sistema de mão de obra migratória exige mais do que
apenas lidar com habitação e moradia; exige abordar questões
sociais subjacentes mais profundas e, concomitantemente, o
desenvolvimento, em parceria com o governo, de comunidades
no entorno de nossas operações de mineração.
“No final de 2013, 96% de nossas moradias
foram convertidas em acomodações
individuais e 100% de nossas moradias,
anteriormente classificadas como supérfluas,
foram convertidas em unidades familiares”.
SEÇÃO UM
QUE
S
Nós também incentivamos os trabalhadores a procurar o seu
próprio alojamento, fornecendo uma ajuda de custo para moradia
– um auxílio mensal que pode ser usado para pagar o aluguel de
uma acomodação à escolha do empregado. Embora essa tenha
se mostrado uma escolha popular entre os nossos empregados,
em muitos casos esse auxílio é destinado a fins que não são de
habitação (complementação de renda), aumentando a pressão
financeira sobre muitos dos nossos empregados. A distribuição
desses auxílios para moradia também contribuiu para o rápido
crescimento de assentamentos informais adjacentes às nossas
operações de mineração. Os assentamentos informais são um
motivo de grande preocupação e demandam uma extensão não
programada dos serviços sociais prestados pelas autoridades
locais, tais como abastecimento de água, saneamento, estradas
e infraestrutura.
4
Como tentativa de remediar o problema, a AngloGold Ashanti tem
adotado como prioridade, há anos, o abandono o abandono do
sistema de dormitórios separados por sexo e a melhoria dos abrigos existentes. Dedicamo-nos consideravelmente à conversão
desses espaços de moradia em modernas acomodações individuais e familiares que ofereçam maior privacidade e uma melhor
qualidade de vida para seus moradores.
AL
No entanto, as consequências legados e sociais do sistema de
trabalho migratório continua a ser um grande desafio para as
mineradoras e para o governo.
O MATER
TÃ
I
QUESTÃO MATERIAL 4: continuação
Questões legados de saúde e socioambientais
QUESTÕES DE REASSENTAMENTO NA TANZÂNIA
E EM GANA
Contexto
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: as comunidades
locais e reassentamento.
O estabelecimento de operações de mineração de superfície
de grande escala, como é o nosso caso, por vezes envolve
o deslocamento inevitável e o reassentamento de pessoas.
Potenciais impactos de reassentamento podem incluir perda de
terra produtiva, perda de acesso a recursos comuns e serviços
públicos, perda de emprego, perda de renda e moradia, bem
como fragmentação social.
Antes das mineradoras globais chegarem a países como a
Tanzânia e Gana, a atividade era, em grande parte, exercida
pela mineração em pequena escala. É nossa política adquirir
e usar a terra de forma mutuamente benéfica e aceitável para
todos os públicos de interesse afetados. Nosso objetivo é evitar
reassentamentos involuntários; porém, como nossas operações
têm expandido ao longo do tempo, os reassentamentos
involuntários foram inevitáveis.
Quando é esse o caso, nós nos esforçamos para cumprir as
nossas normas internas, as Normas de Desempenho 1 a 8 da
International Finance Corporation (IFC), a legislação nacional
e internacional, bem como os pactos internacionais, como o
de reassentamento do Conselho Internacional de Mineração
e Metais (ICMM). Além disso, procuramos trabalhar com as
comunidades locais para minimizar ou mitigar os impactos sociais
e econômicos adversos. O principal objetivo é ajudar todas as
pessoas deslocadas, para melhorar ou, no mínimo, restaurar
seus rendimentos e padrões de vida após o reassentamento.
Progresso
Indicadores GRI que utilizamos:
• MM9: Locais onde houve reassentamento, o número
de famílias reassentadas em cada um e como os seus
meios de subsistência foram afetados no processo.
O reassentamento involuntário refere-se tanto ao deslocamento
físico (acesso à terra onde as pessoas vivem) quanto ao
deslocamento econômico (acesso à terra onde as pessoas não
vivem, mas onde ganham a vida por meio da agricultura ou de
outras atividades econômicas). No passado, o nosso acesso à
terra e práticas de reassentamento variaram de local para local
e foi influenciado por práticas históricas, pelos assentamentos
previamente negociados e pelas normas e regulamentos da
região. Nossa prática geralmente incluía o pagamento em
dinheiro como forma de compensação pelas terras, estruturas
e plantações nas terras agrícolas a que queríamos ter acesso
e a construção de casas alternativas para as aldeias a serem
realocadas. Essa prática mudou substancialmente ao longo dos
Novas casas foram construídas para auxiliar o reassentamento físico da comunidade Dokyiwa em Gana.
“Durante todo o processo de reassentamento,
nós interagimos com a comunidade afetada
de forma transparente e inclusiva”.
SEÇÃO UM
4
QUE
S
AL
últimos anos e as nossas normas e compromissos de 2009 foram
revisadas em 2011 para refletir uma mudança de paradigma, que
passou de uma simples compensação para um reassentamento
econômico e social abrangente, devidamente documentado e
aplicado de forma consistente em todo o Grupo.
O MATER
TÃ
I
Essas normas exigem que seja elaborado o Sistema de Política
de Reassentamento (RPF) para todas as unidades cabíveis. O
RPF foi introduzido durante o ano e, uma vez aprovado pelo
Excom, será implementado nos locais aplicáveis durante 2014.
• compensação salarial pelas plantações;
• pagamentos de apoio para o período de transição;
• substituição terra-por-terra;
• garantia de que os meios de subsistência sejam restaurados
pelo menos no mesmo nível que existia antes da operação; e
• compensação e apoio para o reassentamento (incluindo a
construção de novas habitações e apoio ao movimento físico e
social).
Para o reassentamento físico, estão previstos:
• envolvimento com as comunidades afetadas para negociar
acordos; e
• documentação sistemática das condições da comunidade por
um período de um a três anos para garantir que elas sejam, no
mínimo, análogas à que estavam antes do deslocamento.
Durante todo o processo de reassentamento, nós interagimos
com a comunidade afetada de uma forma transparente e
inclusiva, tendo sempre em conta as circunstâncias únicas de
cada comunidade.
No passado, Geita, na Tanzânia, requereu uma série de exercícios
de compensação em dinheiro e enfrentou diversas pessoas
que se recusaram a aceitar a compensação. Com base em
nossa versão revisada da norma de acesso à terra, em nossos
compromissos assumidos e também na nossa RPF, estamos
interagindo com os membros afetados da comunidade e com o
governo da Tanzânia, para resolver com êxito todas as questões.
A título de exemplo, em Gana, iniciamos o reassentamento da
comunidade de Dokyiwa em 2009. Esse processo envolveu
o reassentamento de 106 famílias para novas moradias
(reassentamento físico), bem como a concessão de terras
agrícolas substitutivas e de um lote para uma fazenda
comunitária (reassentamento econômico). Os procedimentos
que seguimos incluíram a formação de um grupo de trabalho
de reassentamento, uma pesquisa de linha de base sobre a
posse de terra agrícola e sobre os tamanhos dessas terras,
negociação dos termos de reassentamento, alocação de
novas terras agrícolas, construção de novas casas e auxílio ao
reassentamento físico.
A mudança de prática para começar a realizar reassentamentos
sociais e econômicos bem documentados apresenta desafios,
mas também proporciona grandes benefícios, como a melhoria
das relações com as comunidades e a redução da pressão
dos públicos de interesse. Para superar alguns dos desafios,
mantemos o nosso compromisso de garantir que as atividades
de acesso à terra sejam realizadas de uma forma compatível com
o sistema jurídico do país em que estão ou serão localizadas as
nossas operações e com a nossa Norma e nosso Procedimento
de Acesso à Terra e Reassentamento. Também mantemos o
nosso compromisso de obter o apoio necessário no caso de
regiões onde o reassentamento involuntário não pode ser evitado.
Metas
SEÇÃO TRÊS
O reassentamento de qualquer comunidade é um processo
complexo e altamente sensível, que requer a consideração
de questões econômicas, sociais e culturais. Para ser bem
sucedido e sem conflito, o processo de reassentamento deve
ser construído com base nas necessidades e prioridades das
próprias comunidades. Reconhecemos a importância de nos
envolvermos com os públicos afetados durante todo o processo
e vamos trabalhar no sentido de melhorar nossa prática nesse
aspecto.
SEÇÃO DOIS
Basicamente, o RPF fornece as ferramentas de que precisamos
para garantir que o reassentamento físico e econômico envolva
uma coleta de dados-base de qualidade para nos certificar
de que as condições de vida e subsistência das pessoas
afetadas permaneceram a mesma ou serão melhoradas. Para
reassentamento econômico, estão previstos:
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
QUESTÃO MATERIAL 5:
Ouro Responsável
Continuamos a explorar e comercializar nosso ouro de forma responsável, cientes de que podemos ter um
impacto benéfico sobre as áreas em que atuamos. Para uma discussão completa sobre a nossa visão de longo
prazo do mercado, consulte nosso Relatório Anual Integrado 2013.
OURO
RESPONSÁVEL
Iniciativas do Ouro
responsável
Cumprimento de nossa
obrigação de respeitar
os direitos
humanos
PÚBLICOS DE INTERESSE: empregados, comunidades,
governos, investidores, fornecedores, clientes, ONGs e
OBCs.
INICIATIVAS DO OURO RESPONSÁVEL
Contexto
A mineração de ouro pode ter um impacto benéfico nas áreas onde
é realizada. Se lavrado e comercializado de forma responsável,
o ouro pode ajudar a reduzir a pobreza dos indivíduos, contribuir
para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades e
aumentar a riqueza dos países. Reconhecemos que esse ouro
também pode ser extraído e comercializado de forma a fomentar
conflitos e contribuir para as violações dos direitos humanos. Na
AngloGold Ashanti, nós nos comprometemos a nos certificar de
que todas as nossas práticas de negócios sejam conduzidas de
forma responsável e tenham um impacto positivo nas comunidades
em que atuamos. Assumimos um compromisso público de apoio
a iniciativas que buscam impedir o financiamento involuntário de
conflitos e tivemos um papel de liderança no desenvolvimento do
Padrão Ouro Livre de Conflito (CFGS) do Conselho Mundial do
Ouro (WGC).
Além disso, colocamos em prática procedimentos e controles
adequados para garantir que nossas operações não contribuam para
conflitos, e para monitorar e notificar esses aspectos. A legitimidade
e a transparência da nossa cadeia de suprimentos são fundamentais
para isso (veja uma discussão detalhada dessa questão nas páginas
34-43), assim também a defesa dos direitos humanos em todos os
aspectos do nosso negócio – ver páginas 69-70.
“Assumimos um compromisso público de apoio a
iniciativas que buscam impedir o financiamento
involuntário de conflitos e tivemos um papel de
liderança no desenvolvimento do Padrão Ouro Livre de
Conflito (CFGS) do Conselho Mundial do Ouro (WGC)”.
Progresso
Em 2013, tivemos um papel ativo em três normas voluntárias que
nos permitem demonstrar que atuamos de forma responsável. A
AngloGold Ashanti é a única mineradora que adota todos essas
três normas. São elas:
• Padrão Ouro Livre do Conflito do Conselho Mundial do Ouro.
Esta é uma estratégia liderada pela indústria para combater o
potencial mau uso do ouro para financiar conflitos armados ilegais
e os abusos relacionados aos direitos humanos. A norma está
alinhada ao Guia e Suplemento de Diligência Prévia do Ouro da
Organização de Desenvolvimento e Cooperação Econômica
(OCDE). A conformidade está sujeita à asseguração externa, que é
combinada com os nossos processos já existentes de asseguração
interna e externa. O Relatório do Ouro Livre de Conflito da Anglo
Gold Ashanti, que contou com uma asseguração independente,
pode ser encontrado em www.aga-reports.com/13/cfgr. SEÇÃO UM
5
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
• O Código de Práticas do Conselho de Joalheria Responsável.
Em 2013, a Sunrise Dam, na Austrália, e a CC&V, nos Estados
Unidos, ambas da AngloGold Ashanti, receberam certificação nessa
norma, que também havia sido recebida pela mina Córrego do Sítio
no Brasil em 2012.
• O Guia do Ouro Responsável da London Bullion Market
Association (LBMA). A associação representa os interesses
dos participantes no mercado atacadista de ouro e seu guia
inclui normas de refino, boas práticas de comercialização e
documentação padrão. A refinaria brasileira de Queiroz, de
propriedade integral da AngloGold Ashanti, foi uma das primeiras
três refinarias do mundo a ser certificada de acordo com a nova
norma, em junho de 2013.
A AngloGold Ashanti assumiu um compromisso público e
desempenhou um papel de liderança no desenvolvimento da
CFGS do Conselho Mundial do Ouro – não só porque está
comprometida em adotar práticas empresariais responsáveis
e fazer contribuições positivas para as sociedades dos locais
onde atua, mas também porque busca cumprir suas obrigações
para com os públicos de interesse a fim de garantir que o ouro
em sua cadeia de suprimentos não alimente conflitos nem
contribua para abusos contra os direitos humanos ou violação
do direito internacional humanitário. Além disso, a AngloGold
Ashanti está ativamente envolvida em iniciativas de redução
do tráfico ilícito de metais preciosos em níveis nacionais e
internacionais.
A CFGS compreende cinco partes (veja a seguir). Foi
desenvolvido um kit de ferramentas para auxiliar as empresas
no seu cumprimento.
Esse kit inclui informações de
contextualização, conselhos sobre compilação de provas e
listas de verificação. Também foi elaborado um documento de
orientação para fins de asseguração externa.
A AngloGold Ashanti nomeou uma equipe de projeto com um
coordenador geral e pessoas incumbidas de cada uma das cinco
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
A avaliação da parte A indicou que a AngloGold Ashanti
não está operando em país em que está sujeita a sanções
internacionais ou embargos relacionados com a exportação
e comércio do ouro. Mali e DCR foram identificados como
países de “alto risco”, de acordo com o barômetro de conflito.
Por conseguinte, as operações em joint-venture em Sadiola
e Yatela, no Mali, e Kibali, na DCR, são atualmente o foco
principal de uma avaliação mais profunda e da elaboração de
relatórios mais detalhados (Morila no Mali não se encontra em
uma área identificada como “afetada por conflitos”). Como a
AngloGold Ashanti não é parceira operacional na joint-venture
com a Randgold Resources Ltd, em Kibali, nós somos apenas
responsáveis por informar e incentivar a conformidade de
nossos parceiros desse modelo com a CFGS. SEÇÃO DOIS
A Parte A envolve uma avaliação dos conflitos e das sanções de
todos os locais de mineração da AngloGold Ashanti e usa fontes
oficiais sobre as sanções internacionais e reconhecimento de
conflitos, como: União Europeia (UE), Nações Unidas (ONU),
Conselho de Segurança e sanções governamentais e listas
de embargo do Reino Unido. Conforme especificado na
CFGS, fontes externas também foram utilizadas para avaliar
a presença de conflitos ou de alto risco nos países onde a
AngloGold Ashanti opera ou transporta o seu produto. Foi
utilizado o Barômetro de Conflito do Instituto Heidelberg para
avaliar a localização e a intensidade dos conflitos; e estes
dados, por sua vez, informaram sobre quais países deveriam
ser elaborados relatórios.
UAÇÃO
IN
SEÇÃO TRÊS
Cada vez mais, os clientes e os consumidores querem a
garantia de que o ouro que estão comprando não contribuiu
para conflitos ou abusos aos direitos humanos. Essa exigência
resultou em uma série de medidas que estão sendo introduzidas
por organizações relacionadas com a indústria, a fim de evitar
que o ouro e outras commodities sejam usados para financiar
conflitos e outras violações dos direitos humanos.
partes. O foco do trabalho da equipe foram as operações da
AngloGold Ashanti na região da África Continental, porque é
onde ocorre a maior parte da exposição ao ouro de conflito.
Uma equipe avaliou, em cada região, a Parte A (veja abaixo)
para todas as operações da AngloGold Ashanti.
C ON
T
A AngloGold Ashanti está em conformidade com o Padrão Ouro
Livre de Conflito. garantindo que o ouro seja utilizado da forma
planejada.
QUESTÃO MATERIAL 5: continuação
Ouro Responsável
A avaliação da Parte B examina as evidências em cinco áreas
para determinar a conformidade da empresa com a CFGS:
• compromisso público - se existe uma política de direitos
humanos implantada;
• atividades - encontrados ou não encontrados os culpados
por abusos, uso de influência para evitar abusos por outros;
• segurança - a devida diligencia ao prover segurança;
• pagamentos e benefícios em espécie - divulgação dos pagamentos aos governos e se o financiamento foi fornecido
por grupos privados acusados de abusos contra os direitos
humanos; e
• envolvimento dos públicos de interesse - grupos vulneráveis,
sistemas para atendimento a queixas e reclamações.
A AngloGold Ashanti realizou um extenso trabalho para avaliar
a sua conformidade com a CFGS, incluindo as operações não
identificadas como afetadas por conflito ou em alto risco de
conflitos na avaliação da Parte A. Embora a AngloGold Ashanti
acredite que a conformidade esteja em nível adequado, em
algumas áreas foram identificados alguns pontos que exigem
maior atenção para garantir a conformidade máxima, a saber:
• procedimentos para regular pagamentos ou provisões em
espécie para governos e terceiros;
• existência de processos de diligência prévia no que diz
respeito aos direitos humanos;
• procedimentos de gestão da cadeia de suprimentos; e
• evidência de treinamentos voltados para os Princípios
Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos (VPSHR)
e memorandos de entendimento a esse respeito.
A avaliação da Parte C refere-se ao manuseio do ouro e de
materiais que contêm ouro no local da mina e após a saída do
metal da mina. Essa avaliação foca na natureza da produção e
no controle do ouro na operação e no transporte entre a mina e
a refinaria. A AngloGold Ashanti usou uma estratégia baseada
no nível de risco para implementar esta parte da norma, o que
incluiu o mapeamento: da cadeia de suprimento do local da
mina, a partir do poço ou da cava até o local de expedição e
entrega a uma empresa de segurança para o transporte até
uma refinaria; dos pontos de riscos de vazamento do ouro;
e das ineficiências na cadeia de suprimento. Outros pontos
de risco comuns incluem o carregamento dos caminhões e
o trajeto até a planta, o manuseio dos materiais nos vários
circuitos dentro da planta e casa de fundição, bem como o
envio do ouro a partir desse ponto.
Os resultados mostraram que, a despeito da implantação de
processos robustos para controlar a cadeia de suprimentos,
ainda havia algumas lacunas em determinados pontos. Os
problemas identificados estão sendo tratados através dos
Planos de Ação Corretiva (PAR)
As duas partes finais da CFGS referem-se a uma declaração
da empresa, assegurando que não tem fontes externas de
ouro, e uma declaração de conformidade da gerência, que
depende do trabalho envolvido nas outras quatro partes.
A equipe corporativa da AngloGold Ashanti conduziu os
processos referentes a essas partes. Foram realizados
processos de asseguração interna e independente a fim
de analisar a conformidade da AngloGold Ashanti com a
CFGS. O processo de asseguração interna foi realizado
por um Grupo de Auditoria Interna no final de 2013 e isso
incluiu o monitoramento do processo de implementação,
a identificação e análise da prontidão da conformidade,
com base nas orientações de implementação da CFGs. A
asseguração externa foi feita pela Ernst & Young Inc., como
parte do processo de auditoria anual, e foi concluída em
fevereiro de 2014.
Metas
Além dessas normas, continuamos a desenvolver parcerias e
fomentar diálogos com os públicos de interesse em um nível
global, a fim de demonstrar que a mineração é um agente de
mudança socioeconômica positiva.
Nossa conformidade com as normas voluntárias de ouro responsável, verificadas externamente, permite-nos demonstrar que
atuamos com comprometimento e que temos mecanismos rigorosos de autorregulação e transparência. Comprometemo-nos a
manter este elevado padrão de governança para que os nossos
públicos de interesse possam ter a certeza de que operamos com
responsabilidade e, em especial, que todo o nosso ouro é extraído e produzido sem alimentar conflitos e sem contribuir para
violações dos direitos humanos.
“Nossa conformidade com as normas voluntárias
de ouro responsável, verificadas externamente,
permite-nos demonstrar que atuamos com
comprometimento e criamos mecanismos
rigorosos de autorregulação e transparência.”
Progresso
SEÇÃO UM
QUE
S
Indicadores GRI que utilizamos:
• G4-HR1: Número total e percentual de acordos e contratos de
investimento significativo que incluam cláusulas referentes
aos direitos humanos ou que foram submetidos a triagem
voltada para o respeito aos direitos humanos.
• G4-HR8: Número total de incidentes de violação dos direitos
dos povos indígenas e as medidas tomadas.
Veja a página 41 para informações sobre os indicadores da
cadeia de suprimentos.
Durante 2013, o conselho da empresa aprovou uma política de
direitos humanos que nos obriga a respeitar todos os direitos
humanos internacionalmente reconhecidos, conforme expresso
na Declaração Internacional de Direitos e na Declaração da OIT
sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho. A
política reafirma nosso compromisso de relacionamento efetivo
com os públicos de interesse e de identificação e cumprimento
de todas as normas dos direitos humanos em nossa empresa,
incluindo as que dizem respeito ao trabalho, acesso à terra,
SEÇÃO TRÊS
SEÇÃO DOIS
A AngloGold Ashanti escolheu a implementação dos Princípios
Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos
Humanos como a sua estratégia definitiva para cumprir as
suas obrigações de respeitar os direitos humanos em todas as
suas atividades e em suas relações comerciais. Junto com
esse compromisso, a empresa comprometeu-se a implementar
os três principais requisitos estabelecidos nos Princípios
Orientadores, quais sejam: o desenvolvimento de um sistema
robusto de defesa dos direitos humanos, ancorado em torno
de uma política de direitos humanos; estabelecimento de um
processo de diligência prévia no que diz respeito aos direitos
humanos que seja incorporado nos processos empresariais e no
sistema de gerenciamento de riscos da empresa; e, por último,
o estabelecimento de mecanismos operacionais de atendimento
a queixas e reclamações das comunidades para tratá-las e
gerenciá-las com eficácia. Progredimos em vários níveis em
cada uma dessas frentes em 2013.
5
Contexto
AL
CUMPRIMENTO DE NOSSA OBRIGAÇÃO DE
RESPEITAR OS DIREITOS HUMANOS
O MATER
TÃ
I
Capacitar as mulheres através de projetos comunitários reafirma o nosso compromisso com os direitos humanos.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
QUESTÃO MATERIAL 5: continuação
Ouro Responsável
segurança patrimonial, meio ambiente, meios de subsistência,
pessoas vulneráveis, povos indígenas e seus valores, tradições e
culturas das comunidades locais.
Atualmente, estamos desenvolvendo e revendo políticas,
normas e orientações de apoio no que diz respeito a essas
questões importantes, a fim de alcançar o nosso propósito
de consolidar na empresa um sistema amplo e adequado de
direitos humanos. Parte desse processo envolveu, dentre
outros: a revisão de nosso currículo e treinamento em Princípios
Voluntários para melhorar o conteúdo e desempenho em
direitos humanos no âmbito de nossos serviços de segurança
patrimonial; o desenvolvimento de um Código de Conduta
com os requisitos de direitos humanos a serem cumpridos
pelos nossos fornecedores; a revisão das estratégias de
relacionamento com os públicos de interesse para integrar
uma perspectiva dos direitos humanos que prioriza as pessoas
vulneráveis; e a inclusão de considerações sobre os direitos
humanos nos nossos esforços para lidar com a mineração ilegal
em nossas concessões.
A formação é uma parte integrante do processo de incorporação
dos direitos humanos em nossa empresa, e a implantação da
política de direitos humanos é apoiada por um programa de
conscientização no escritório corporativo e pela introdução do
Programa Embaixadores dos Direitos Humanos nas unidades.
Atualmente, esse programa está em fase piloto em Geita, e a
AngloGold Ashanti tem a intenção de implantá-lo em outras
unidades em 2014.
ESTUDO DE CASO: Programa Embaixadores dos
Direitos Humanos em Geita
www.aga-reports.com/13/cs
Em 2012, assumimos o compromisso de realizar revisões de
nossas atividades no que diz respeito à diligência prévia em
matéria de direitos humanos, a fim de evitar impactos adversos na nossa mão de obra e nas comunidades dos locais onde
atuamos. No entanto, devido às sérias restrições orçamentárias e às racionalizações resultantes do último ano, houve o
cancelamento dos estudos pilotos que estava planejada para
Iduapriem e Mongbwalu. No entanto, foi realizada a revisão
de avaliação inicial prevista para Gramalote, e está em andamento a integração dos resultados desse trabalho. Através das
avaliações das lacunas em nosso desempenho em direitos humanos, identificamos como desafio a representação inadequada das questões de direitos humanos no âmbito dos sistemas
de gestão de risco da empresa. Começamos, então, a envidar
esforços para dirimir essa lacuna, através da integração dos
direitos humanos no AuRisk e do processo combinado de asseguração, bem como através dos nossos principais sistemas
de gestão de riscos.
“Priorizamos o desenvolvimento de
mecanismos de atendimento a queixas e
reclamação que criamos em conjunto com as
comunidades”.
Em cumprimento ao compromisso de oferecer acesso efetivo a
formas de mitigação de impactos, tal qual prescrito pelos Princípios
Orientadores, priorizamos, durante o ano, o desenvolvimento de
mecanismos de atendimento a queixas e reclamações em nossas
operações que ainda não dispunham de tal serviço; nas que já
o possuíam, verificamos se eles estavam de fato alinhados aos
padrões internacionais. Em cada unidade, houve uma significativa
interação com a comunidade durante o processo, o que resultou
na criação, em conjunto, de mecanismos que eram específicos
para o contexto de cada comunidade. Eles já estão disponíveis
em cada uma de nossas operações na Austrália, Colômbia, Brasil
e África Continental, com exceção de Siguiri, onde o processo de
desenvolvimento está em andamento e previsto para ser concluído
em 2014. Semelhantemente, espera-se que as operações na
Região África do Sul desenvolvam e adotem mecanismos formais
de atendimento a queixas e reclamação em 2014.
Uma de nossas maiores prioridades para o próximo ano é o
desenvolvimento de um sistema de elaboração de relatórios
próprio para os direitos humanos em toda a empresa, e uma das
principais fontes de informações sobre o nosso desempenho em
direitos humanos serão nossos mecanismos de atendimento a
queixas e reclamações.
Povos Indígenas
Nossas atividades empresariais têm uma interface limitada com
os povos indígenas, mas, nos casos em que existe essa interface,
ela é guiada por nosso compromisso de respeitar os recursos,
valores, tradições e culturas das comunidades indígenas, tal
como está estabelecido em nossa política de direitos humanos e
em nossa norma de gestão de povos indígenas.
No decorrer do ano, a AngloGold Ashanti participou de uma
consulta pública do Conselho Internacional de Mineração e
Metais (ICMM) acerca dos Direitos Humanos e Povos Indígenas,
e é membro do grupo de trabalho encarregado de revisar o Guia
de Boas Práticas sobre Povos Indígenas e Mineração.
Metas
Nossa meta continua sendo a criação de um sistema robusto
de defesa dos direitos humanos dentro da empresa, o que
garantirá que todas as nossas atividades empresariais e nossos
relacionamentos respeitem integralmente os direitos humanos
e nos permitirá viver os nossos valores, não causar danos e
oferecer benefícios que sejam adequados às necessidades das
comunidades dos locais onde atuamos.
Embora as pressões sobre as margens, resultantes do declínio das receitas e do aumento dos custos,
continuam a impor desafios à nossa sustentabilidade, podemos superá-los e maximizar nossas oportunidades
através do desenvolvimento e implementação de novas tecnologias e da melhoria da nossa qualificação
profissional.
SEÇÃO UM
QUE
S
6
Alcançar a sustentabilidade da empresa
O MATER
TÃ
I
AL
QUESTÃO MATERIAL 6:
ALCANÇANDO
A SUSTENTABILIDADE
EMPRESARIAL
PÚBLICOS DE INTERESSE: empregados, comunidades, governo,
investidores, fornecedores, clientes
Desenvolvimento
e implementação
de tecnologia e aumento
da mecanização
Qualificação da mão
de obra global e
local
SEÇÃO DOIS
Esta seção deve ser lida em conjunto com o nosso Anual Integrado
Anual de 2013.
Contexto
As profundas minas de ouro sul-africanas enfrentam uma série de
desafios à sustentabilidade técnica e financeira – desafios esses
que são amplificados pelo processo de mineração convencional
e descontínuo baseado em perfuração e detonação. Esse
método de mineração expõe as pessoas a riscos que estão se
tornando cada vez mais difíceis de mitigar, visto que as áreas
de escavação tornam-se cada vez mais profundas e difíceis de
trabalhar.
Embora tenha havido muitas melhorias nas tecnologias
utilizadas, as metodologias básicas utilizadas nas minas de ouro
sul-africanas profundas mantiveram-se praticamente inalteradas
por mais de um século. No método de perfuração e detonação
utilizado na mineração de rochas duras contendo ouro, apenas
a perfuração e a limpeza são mecânicas, enquanto a detonação
faz uso de explosivos. Isso leva a atrasos significativos, visto
que a mina tem que ser evacuada até sair a fumaça da explosão.
Além disso, a detonação em profundidades de cerca de 4.000 m
aumenta significativamente o risco de abalos sísmicos e, portanto,
incidentes acometendo a segurança no local de trabalho.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
Foram detectadas jazidas viáveis a uma profundidade de 5.000m
ou mais, mas elas não podem ser acessadas com segurança
e eficiência usando os métodos de mineração atualmente
empregados. Além disso, cerca de 40% do minério de ouro
permanecem em pilares de suporte não lavrados que são
deixados para garantir a segurança. Além disso, o método de
perfuração e detonação não permite uma operação contínua de
24 horas, comprometendo ainda mais a eficiência.
Os finos veios auríferos são extraídos juntamente com o
estéril para criar uma escavação grande o suficiente para
acomodar os equipamentos e as pessoas, à medida que a face
de escavação avança e a rocha vai sendo extraída. Embora
necessária, essa escavação ampliada provoca uma significativa
diluição do gradiente. Os finos veios auríferos misturados ao
estéril são transportados pela ampla infraestrutura da mina em
profundidade, através de grandes distâncias horizontais e, em
seguida, até a superfície, criando significativas ineficiências ao
longo de toda a cadeia de produção, incluindo o aumento do
consumo e da intensidade energética (ver páginas 44 - 46 para
uma discussão sobre energia). Essas ineficiências muitas vezes
resultam em perdas de ouro à medida que partículas finas de
ouro desaparecem nas microfraturas criadas pelas atividades
de detonação. Também há perda dessas partículas ao longo do
processo de transporte do minério.
SEÇÃO TRÊS
Desenvolvimento e implementação de
tecnologia e aumento da mecanização
QUESTÃO MATERIAL 6: continuação
Alcançar a sustentabilidade da empresa
Tecnologia para perfuração de Corais está sendo testada em TauTona Mina na África do Sul.
Progresso
Em 2010, a AngloGold Ashanti estabeleceu o Consórcio de Inovação Tecnológica (ATIC) para buscar novos métodos de mineração a fim de solucionar essas questões. O ATIC tem como
objetivo desenvolver uma tecnologia que nos permita lavrar de
forma segura, o tempo todo, e em profundidades maiores do que
aquelas em que temos operado atualmente. Isso tem sido possível graças à criação de tecnologias seguras. Nosso objetivo é
extrair ouro nos estreitos veios que se estendem a profundidades
que estão além nossas atuais frentes de mineração e em solos
previamente deixados como pilares que não podem ser extraídos
com segurança usando métodos tradicionais. Fazendo isso, teremos o potencial de melhorar drasticamente a utilização dos ativos
e a eficiência da infraestrutura de capital. Em última análise, a
intenção é melhorar a sustentabilidade da prática de mineração
em níveis profundos, dadas as limitações técnicas e econômicas
das práticas de mineração convencionais atuais.
Em particular, o ATIC considerava a viabilizar o processo como
uma solução possível. A tecnologia para perfuração de veios
está sendo desenvolvida por meio de perfuração mecânica, com
o objetivo de criar uma operação de mineração livre de explosivos
e, portanto, contínua. O benefício adicional pretendido é o de
apenas atingir o veio aurífero, minimizando assim a diluição.
Foi estabelecida uma unidade de teste na mina TauTona, na África
do Sul, onde o desenvolvimento da aplicação para perfuração
de veio e a inclusão do Backfill de Ultra-Alta Resistência (UHSB)
estão sendo testados para transformar o método de mineração
mecânica em um sistema bem planejado de ponta a ponta. Até
o final de 2013, 18 furos de veios foram perfurados e aterrados
com UHSB.
Alguns dos resultados notáveis desse período foram: o desenvolvimento de um sistema de entrega e de um produto de backfill
que produz as forças desejadas para aplicações em pequena escala; e a confirmação de que a perfuração de veio é tecnicamente
viável com o desenvolvimento de uma perfuratriz adequada para
os locais de produção iniciais. O sucesso no desenvolvimento
deste UHSB, juntamente com a tecnologia para perfuração de
veio, cria o potencial de mudar o método de mineração convencional para um método mecânico para a extração dos nossos
veios auríferos. Esses desenvolvimentos iniciais nos permitirão
iniciar a implantação de unidades de produção em capacidades
limitadas, começando com oportunidades de mineração que não
estão atualmente disponíveis nas práticas convencionais.
Nesta fase do trabalho nossos esforços estão concentrados em
aumentar as taxas de perfuração, fazer furos cada vez mais
próximos uns dos outros e continuar a desenvolver o sistema
UHSB para aplicações em maior escala.
QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA GLOBAL E LOCAL
Contudo, apesar desse mercado de trabalho difícil, continuamos
sofrendo com falta de mão de obra qualificada.
Contexto
A localização remota das operações de mineração as torna pouco atraentes para os recém-graduados, muitos dos quais encontram empregos nas comunidades urbanas mais tentadoras.
O Sistema para Pessoas (SP) da AngloGold Ashanti foi projetado
para proporcionar uma estrutura organizacional efetiva e uma
hierarquia de accountability que facilita o engajamento e o
envolvimento nos níveis certos da organização, bem como
a execução eficiente do trabalho. A implantação do SP em
toda a organização continuou durante o ano e continua a ser
implementada em todas as unidades da empresa.
Globalmente, a indústria de mineração tem sofrido com uma
redução do setor. Além disso, as condições econômicas globais,
a queda do preço do ouro e o aumento do desemprego têm tido
um impacto direto sobre as funções dos recursos humanos,
incluindo um congelamento nos recrutamentos, crescimentos
baixos ou nulos e o aumento de medidas mais rigorosas dos
governos para favorecer o emprego dos cidadãos nacionais.
Progresso
Indicadores GRI que utilizamos:
• G4-LA1: Número total e taxas de novas contratações de empregados e rotatividade de empregados por faixa etária, gênero e
região.
• G4-LA12: Composição dos órgãos de governança e discriminação dos empregados por categoria, de acordo com gênero, faixa
etária, minorias e outros indicadores de diversidade .
Mantemos o nosso empenho em promover a capacitação interna, reter a mão de obra qualificada, desenvolver talentos
diversos e ter planos de sucessão detalhados, enquanto incorporamos uma cultura de accountability, independentemente das
condições econômicas globais e locais, como a queda no preço
do ouro e pressões contínuas nos custos. A AngloGold Ashanti
respondeu prontamente a esses desafios através da imposição
de um congelamento na contratação de novos empregados, limitando-se a admissões estritamente necessárias. Nós também
iniciamos projetos para otimizar as despesas indiretas e reduzir
os custos e gastos de capital. Essas iniciativas levaram a um
redesenho organizacional que resultou na redução de folha de
pagamento por meio de demissões.
SEÇÃO DOIS
Veja nosso Relatório On-Line para se informar sobre nossa
abordagem de gestão dos seguintes aspectos: emprego, treinamento
e formação, diversidade e oportunidade para todos.
SEÇÃO UM
6
QUE
S
AL
O MATER
TÃ
I
Como consequência das pressões financeiras, a gerência executiva iniciou uma revisão da atual composição e qualificação da
mão de obra em todas as operações, o que incluiu uma análise
detalhada das qualificações e dos números necessários para
desempenhar as principais funções. Esse processo se apoiou
nos princípios do SP, buscando compreender o nível de trabalho e os recursos necessários. O trabalho de cada disciplina foi
classificado em “transacional” ou “baseado em conhecimento”,
levando em conta onde a função era necessária, quer no nível
corporativo, regional ou local. O extenso trabalho nesse sentido permitiu uma reestruturação organizacional que resultou em
uma redução no quadro de empregados.
Nós encorajamos as mulheres na mineração, como parte de nossa
estratégia para desenvolver talentos diversos.
REVISANDO NOSSO DESEMPENHO E OBJETIVOS
Isso tudo aconteceu no contexto de crescentes pressões nos
custos em todas as nossas unidades, embora algumas regiões
tenham sido mais afetadas do que outras. Esse acontecimento
foi composto por circunstâncias operacionais únicas, como
a região de atuação, com a qual nos comprometemos com o
emprego de mão de obra qualificada local, levando à imposição
de limites para o emprego de estrangeiros. Temos planos
detalhados de localização para nossas minas para garantir o
cumprimento de nossas metas de localização.
SEÇÃO TRÊS
ESTUDO DE CASO: ONE faz milagres em Tropicana
www.aga-reports.com/13/cs
QUESTÃO MATERIAL 6: continuação
Alcançar a sustentabilidade da empresa
Na África do Sul, vamos continuar trabalhando a fim de alcançar
as metas de igualdade de emprego e garantir uma participação
representativa dos diversos grupos, principalmente em níveis de
gestão.
Outro tema importante foi a rotatividade de empregados em
cargos essenciais e o tempo necessário para preencher as vagas
de média e alta gerência (aquelas voltadas para profissionais
com oito a dez anos de experiência). Devido à escassez de
mão de obra qualificada e à localização de nossas operações,
descobrimos que muitos jovens graduados em mineração não
permanecem no setor por mais de dois ou três anos, optando
por empregos em serviços financeiros, serviços de consultoria ou
na indústria petroquímica. Nossa experiência mostra que esses
profissionais raramente voltam para a indústria da mineração e,
consequentemente, nós continuamos a sofrer com a escassez
de profissionais qualificados na média gerência e nos níveis
técnicos. Os cargos que são difíceis de preencher em todas
as nossas operações são os específicos da mineração, como
gerentes gerais, gerentes de minas e gerentes de produção. Na
disciplina da engenharia, continua problemático preencher vagas
para cargos como gerente de engenharia, engenheiro de seção
e líderes do processo de engenharia. Na área geotécnica, o
problema está nos cargos de gerentes de engenharia de rochas
e sismólogos de minas. Todos esses cargos são de natureza
especializada e requerem muitos anos de experiência para se
chegar à proficiência.
Lidar com a escassez de mão de obra especializada é um desafio
que a nossa empresa enfrenta de frente. Por exemplo, na África
do Sul, adotamos um sistema de mão de obra qualificada que
se estende para além dos limites de nossa organização. Temos
iniciativas que começam no nível da escola, em que contribuímos
para os programas de alfabetização.
No ensino médio,
incentivamos intervenções que ampliem o ensino da matemática,
de ciências e de inglês na comunidade local, complementando
o currículo escolar, uma vez que essas disciplinas constituem
uma base sólida para uma carreira na mineração. No nível
universitário, concedemos bolsas para estudantes estudantes,
individualmente, e para e para um fundo geral de mineração que
complementa os níveis salariais de professores nas disciplinas
de mineração ou afins, através do Minerals Education Trust Fund.
Após a graduação dos estudantes, apoiamos a sua inserção em
programas de pós-graduação, estágios e trainees, entre outros.
Em todas as regiões em que atuamos, investimos de amplo
alcance e continuaremos a expandi-las globalmente, de forma
alinhada, para atender não só às nossas necessidades globais,
mas também aos requisitos específicos de cada país.
A mudança no ambiente socioeconômico em que se encontra
a mineração demanda um novo tipo de pessoal de gestão,
com novos conjuntos de habilidades adicionais: profissionais
que tenham não apenas bons conhecimentos técnicooperacionais, mas também habilidades interpessoais, bem como
comprometimento com o desenvolvimento sustentável, incluindo
os direitos humanos, a ética e a responsabilidade ambiental.
Através de nosso processo de gestão de talentos, continuamos a
identificar líderes que naturalmente apresentam essas qualidades
gerenciais mais amplas.
“Em 2013, a região da África do Sul
(incluindo o escritório corporativo) empregou
sul-africanos historicamente desfavorecidos
em 45.7% de seus cargos gerenciais”.
Um programa gerencial e de liderança global, do qual participamos
há 10 anos, inclui o Programa de Desenvolvimento de Gerência
Intermediária e o Programa de Desenvolvimento Gerencial,
em parceria com a Escola de Pós-Graduação em Negócios da
Universidade da Cidade do Cabo. O programa é destinado ao
desenvolvimento de habilidades de pensamento sistêmico e
qualidades liderança e rendeu excelentes resultados para os mais
de 900 empregados que participaram ao nesse período. Este ano,
mais uma vez oferecemos essa iniciativa aos empregados de todo
o mundo. Um resultado importante é o estabelecimento de projeto
organizacionalmente relevante que oferece recomendações
concretas. Embora esse projeto tenha sido muito bem sucedido
na última década, a empresa está estudando alternativas para
remodelar o programa a fim de ajustá-lo melhor às necessidades e
aos recursos atuais de que dispõe.
Metas
Em 2014, continuaremos com a reestruturação e o realinhamento
de nossos esforços relativos às pessoas, com o objetivo de
garantir que as nossas operações continuem a ser compostas de
pessoas capacitadas. Nossa filosofia e estratégias relacionadas
às pessoas em todos os pontos do ciclo de vida do emprego
serão revistas e adaptadas no início de 2014, para tornar a
nossa proposta de valor para os empregados mais atraente.
Buscaremos uma maior integração entre as diversas áreas do
sistema SP para garantir sinergias. Embora continue a redução
operacional (downscaling), a região da África do Sul manterá
seu foco nos compromissos para com a empresa, o governo e a
comunidade do desenvolvimento da qualificação dos empregados
e da comunidade e em termos de igualdade de emprego. Além
disso, continuará buscando formas inovadoras de melhorar os
bancos de talentos a partir dos quais a empresa pode preencher
vagas.
As análises operacionais em profundidade de nossas ofertas de
aprendizagem e desenvolvimento serão finalizadas com os objetivos
de maximização do potencial das pessoas e da otimização do uso
de recursos. Trabalharemos em estreita colaboração com a nossa
equipe de tecnologia para entender as qualificações que as pessoas
precisam ter na indústria da mineração no futuro e começar a alinhar
a elas as nossas estratégias, processos e sistemas de recrutamento,
seleção, treinamento, desenvolvimento e remuneração.
Concentração: a quantidade de ouro contido em uma unidade
de peso de material aurífero, geralmente expressa em onças por
tonelada de minério (oz/t) ou gramas por tonelada (g/t).
Precipitado: o produto sólido de uma reação química por fluidos –
por exemplo, a precipitação de zinco, mencionada a seguir.
Produtividade: uma expressão da produtividade da mão de obra
com base na razão entre as onças de ouro produzidas por mês
e o número total de empregados em operações de mineração.
Recuperação: no contexto sul-africano, descreve o processo de
recuperação de lamas (rejeitos) usando canhões de água de alta
pressão para formar uma lama que é bombeada de volta para as
usinas siderúrgicas para processamento.
Região: define as divisões de gestão operacional dentro da
AngloGold Ashanti Limited, a saber: África do Sul, África
Continental (República Democrática do Congo, Gana, Guiné,
Mali, Namíbia e Tanzânia), Australásia e Américas (Argentina,
Brasil e Estados Unidos da América).
Reabilitação: processo de recuperação de terras degradas pela
mineração para permitir um uso pós-mineração apropriado. As
normas de reabilitação são definidas pelas leis específicas de
cada país (incluindo, dentre outras, aquelas determinadas pelo
Departamento Sul-Africano de Recursos Minerais, pelo Agência
de Ad dos Estados Unidos, pelo Serviço Florestal dos EUA e
pelas devidas autoridades da mineração da Austrália). Tratam,
dentre outras questões, da água de superfície e de subsolo,
camada superficial do solo, declividade final, manejo de resíduos
e revegetação.
Poço: a escavação vertical ou subvertical usada para acessar
uma mina subterrânea; transportar pessoal, equipamentos e
suprimentos; içar minérios e resíduos; proporcionar ventilação e
utilidades (água, energia,etc.); e/ou servir de saída auxiliar.
dólares americanos
ASM
Mineração Artesanal e em Pequena Escala
ATIC
Consórcio de Inovação Tecnológica da AngloGold
Ashanti
BEE
Empoderamento Econômico da População Negra
BnBilhão
CBOs
Organizações de Base Comunitária
CC&V
Cripple Creek & Victor
Norma do Ouro de Origem Livre de Conflito
DMR
Departamento de Recursos Minerais
DRC
República Democrática do Congo
EITI
Iniciativa de Transparência da Indústria Extrativista
EU
União Europeia
EnMS
Sistemas de Gerenciamento de Energia da AngloGold
Ashanti
FIFR
Taxa de Frequência de Acidentes Fatais
ICMM
Conselho Internacional de Mineração e Metais
King III
Código
King
Sul-Africano
Corporativa, 2009 (King III)
Taxa de Frequência de Lesões com Afastamento do
Trabalho
M ou m
Metro ou milhão, dependendo do contexto
MWS
Soluções em Rejeitos de Minas
Moz
Milhões de onças
Mt
Milhões de toneladas
ONG
Organização Não Governamental
Oz
Onças (troy)
para
Governança
PJPetajoule
RAPs
Planos de Ação Corretiva
RPF
Sistema de Política de Reassentamento
SFCG
Busca por Objetivos Comuns
SLPs
Planos Sociais e Trabalhistas
SP
Sistema para Pessoas
SMMEs
Micro, Pequenas e Médias Empresas
SML
Licença Especial para Mineração
Fundição: uma operação piro-metalúrgica para separar o ouro de
outras impurezas.
T/tToneladas
TSFs
Instalações de Armazenamento de Estéril
Rejeitos: rocha bem triturada de baixo valor residual da qual
foram extraídos minerais de valor.
ONU
Organização das Nações Unidades
Tonelada: usado em medidas estatísticas.
quilogramas.
UNGC
Pacto Global das Nações Unidas
VPSHR
Princípios Voluntários sobre Segurança Pública e
Direitos Humanos
WGC
Conselho Mundial do Ouro
Equivale a 1.000
Estéril: material que contém mineralização insuficiente para ser
considerado para tratamento futuro e, como tal, é descartado.
OUTRAS INFORMAÇÕES
SEÇÃO DOIS
Número médio de empregados: o número médio mensal de
profissionais de produção e de não produção, próprios e de
contratadas, empregados durante o ano, considerando-se
profissionais de contratadas aqueles que têm um contrato de
trabalho temporário junto a uma empresa do grupo ou subsidiária.
O número de empregados das joint-ventures faz parte da parcela
atribuível ao Grupo.
US$
SEÇÃO TRÊS
Taxa de frequência de todos os acidentes com lesão: o número
total de incidentes com lesões e acidentes fatais por milhão de
horas trabalhadas.
SEÇÃO UM
Glossário resumido de termos
OBSERVAÇÕES
GUIA PARA USO DO CONJUNTO DE RELATÓRIOS 2013
O conjunto completo dos Relatórios Anuais de 2013 da AngloGold Ashanti está disponível no website da empresa:
www.aga-reports.com
O CONJUNTO DE
RELATÓRIOS 2013
INCLUI:
RELATÓRIO ANUAL INTEGRADO 2013
O principal documento do conjunto é um relatório do Grupo, destinado principalmente aos fornecedores de capital e produzido
de acordo com o King III e os requisitos de listagem da bolsa
de valores de Johanesburgo (JSE). As recomendações locais
e internacionais em matéria de relatórios integrados foram consideradas no desenvolvimento do conteúdo desse relatório.
Esse relatório apresenta uma visão holística da empresa, incluindo informações financeiras, operacionais e não financeiras.
RELATÓRIO ANUAL DE SUSTENTABILIDADE 2013
Enfoca nas questões relevantes que foram determinadas como
as mais importantes para a AngloGold Ashanti e seus stakeholders. Destina-se a um grupo mais amplo de stakeholders da empresa. Esse relatório fornece uma visão geral da abordagem da
empresa com relação à sustentabilidade e aos objetivos objetivos, à estratégia e ao desempenho a ela relacionados.
RELATÓRIO DE RECURSOS MINERAIS E DE
RESERVA DE MINÉRIO 2013
Documenta e fornece informações detalhadas dos recursos minerais e das reservas de minério do Grupo de acordo com os
códigos SAMREC e JORC. Esse relatório é compilado ou preparado sob supervisão de profissionais competentes, conforme
definido por esses códigos, que também o revisam e o assinam.
CONVOCAÇÃO PARA REUNIÃO GERAL E RESUMO
DAS INFORMAÇÕES FINANCEIRAS 2013
Esse documento é produzido para apresentar aos acionistas
as informações necessárias para que possam tomar decisões
bem fundamentadas sobre as resoluções a serem votadas
na assembleia geral anual da empresa com os acionistas.
Também são fornecidas informações detalhadas a respeito das
deliberações a serem votadas e da reunião geral dos acionistas.
Em conformidade com as regras que regem a sua listagem na
NYSE, a AngloGold Ashanti elabora um relatório no formato do
Formulário 20-F, que é submetido anualmente à Comissão de
Valores Mobiliários. O conjunto completo de relatórios 2013 também
é entregue à Comissão de Valores Mobiliários em Formulário 6-K.
Além disso, o Relatório Anual Integrado 2013 e o Relatório Anual
de Sustentabilidade 2013 estão disponíveis como relatórios online em www.aga-reports.com. Todos os relatórios restantes estão
disponíveis eletronicamente como pdfs no mesmo endereço. Cópias
impressas dos relatórios são disponibilizadas mediante pedido.
FICHAS TÉCNICAS DOS PAÍSES 2013
Enfoca nos principais desempenhos operacionais e de sustentabilidade de cada país onde a AngloGold Ashanti opera.
DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS ANUAIS 2013
Apresenta informações estatutárias e regulatórias que devem
ser divulgadas para fins de listagem da empresa na bolsa de
valores. As demonstrações financeiras são elaboradas de acordo com: as Normas Internacionais de Elaboração de Relatórios
Financeiros (IFRS); a Lei das Sociedades Sul-africanas, nº 71 de
2008, e suas alterações; e os requisitos de listagem da bolsa de
valores de Johanesburgo (JSE). Esse relatório é submetido às
várias bolsas em que a AngloGold Ashanti está listada.
PERFIS OPERACIONAIS 2013
Fornecem informações detalhadas sobre os aspectos operacionais, financeiros e de sustentabilidade de cada uma das operações da AngloGold Ashanti. Estarão disponíveis eletronicamente
como pdfs.
OUTRAS INFORMAÇÕES
Florestamento sustentável, com fibra de cana de açúcar, sem cloro
As páginas internas deste relatório foram impressas em Triple Green
Silk 135gsm. Capa duplamente revestida em papel branco produzido
sem madeira pela Sappi Stanger Mill, África do Sul. Certificação 9001
e ISO 14001. Compatível com as normas da PEFC, Iniciativa Florestal
Sustentável, FSC e CoC. A Sappi Stanger Mill é uma das únicas fábricas
no mundo que utiliza o bagaço da cana de açúcar como fonte principal de
polpa para papel. A polpa é um subproduto da produção do açúcar, sendo
o material fibroso restante após o açúcar bruto ser extraído da cana-deaçúcar. Este papel não contém ácido e cloro e é reciclável.
INFORMAÇÕES
ADMINISTRATIVAS
Escritório corporativo e registrado
76 Jeppe Street, Newtown Joanesburgo,
Gauteng, 2001 África do Sul
Caixa Postal 62115,
Marshalltown Gauteng, 2107 – África do Sul
Telefone: +27 / 11 / 637 / 6000
Fax:
+27 11 637 6624
www.anglogoldashanti.com
Pessoa para contato para assuntos referentes a este
relatório
Robby Coccioni
Telefone: +27 / 11 / 637 / 7133
Fax:
+27 86 242 8528
E-mail: [email protected]
Informações e dúvidas sobre sustentabilidade:
E-mail: [email protected]
RELATÓRIO INTEGRADO
ANUAL
• Revisão do CEO
• Desempenho e perspectivas financeiras e operacionais
• Liderança e governança
• Compreensão e mitigação dos riscos
• Carta do CEO
• Questões importantes de sustentabilidade
• Abordagem de risco
• Desempenho em sustentabilidade
• Feedback da comissão de especialistas
DEMONSTRATIVOS
FINANCEIROS ANUAIS
• Governança corporativa
• Relatório de gestão
• Relatório de remuneração
• Demonstrações financeiras - grupo e empresa
RELATÓRIO DE RECURSOS
MINERAIS E DE RESERVA
DE MINÉRIO
• Recursos Minerais medidos, indicados e inferidos *
• Reservas de minério comprovadas e prováveis *
*Por grupo, região, país e operação *
CONVOCAÇÃO PARA
REUNIÃO GERAL
ANUAL E RESUMO
DAS INFORMAÇÕES
FINANCEIRAS
• Convocação para assembleia
geral ordinária - prazos e
resoluções a serem votadas
• Informações financeiras resumidas
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RELATÓRIO ANUAL DE
SUSTENTABILIDADE

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