Arautos do Evangelho - Heraldos del Evangelio

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Arautos do Evangelho - Heraldos del Evangelio
SURGE UM NOVO CARISMA NA IGREJA
P
ara esta sublime missão de fazer
florir uma nova idade de evangelização, são necessários arautos do Evangelho, experimentados em humanidade,
que conheçam a fundo o coração do
homem de hoje e, ao mesmo tempo, sejam contemplativos e apaixonados por
Deus.
João Paulo II
(Discurso no Sexto Simpósio do Concílio das Conferências Episcopais da
Europa: “Secularização e Evangelização Hoje na Europa”, de 1985.)
umário
S
Introdução
6
Reconhecimento Pontifício
8
Na Basílica de São Pedro
19
Em Santa Maria Maior
27
Homenagem aos novos Cardeais
30
Arautos do Evangelho em Portugal
38
Celebrações na Espanha
46
Novo carisma surge na Igreja
55
Evangelização da Juventude
70
A família, uma igreja doméstica
87
Animação da vida eclesial
100
Sacralização do mundo
112
ARAUTOS DO EVANGELHO
Na capa: Os
“Arautos do
Evangelho”
em frente à
Basílica de
São Pedro
Rua Dom Domingos de Sillos, 238 - 02526-030 São Paulo - SP
Tel: (11) 6236-4343 - E-mail: [email protected]
Julho de 2001 - Edição comemorativa de sua ereção pontifícia
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não destinado
a venda
Introdução
O
s Arautos do Evangelho são constituídos em associação privada internacional de fiéis de direito pontifício,
a primeira a ser erigida pela Santa Sé
no terceiro milênio.
6
Jovens na sua grande maioria, estão
presentes em 29 países. Praticam o celibato e dedicam-se integralmente ao
apostolado, vivendo em casas destinadas
especificamente para rapazes ou para
moças. Alternam a vida de recolhimento, estudo e oração com atividades de
evangelização nas dioceses e paróquias,
dando especial ênfase à formação da
juventude. Sua espiritualidade está
alicerçada em três pontos essenciais: a
Eucaristia, Maria e o Papa.
Seu carisma os leva a procurar agir
com perfeição, em busca da pulcritude,
em todos os atos da vida diária, mesmo
estando na intimidade.
Por verem na cultura e na arte eficazes instrumentos de evangelização,
contam com diversos conjuntos musicais, o mais conhecido dos quais se
denomina Os Cavaleiros do Novo
Milênio, composto por coro e banda
sinfônica, sob a regência de João
Scognamiglio Clá Dias, Conselheiro
Geral dos Arautos do Evangelho.
Querendo fazer chegar sua mensagem
de fé, incentivo e confiança à
humanidade atual, já percorreram
numerosos países dos continentes
americano e europeu, apresentando-se
em catedrais, igrejas, auditórios e
estádios repletos. Para os mais necessitados reservam sempre um especial carinho.
De modo preponderante, os Arautos
do Evangelho surgiram de dentro das
Associações Nossa Senhora de Fátima,
entidades que eles continuam a animar.
Presentes no Brasil, Uruguai, Argentina,
Paraguai, Chile, Bolívia, Equador, Peru,
Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa
Rica, Nicarágua, Guatemala,
El Salvador, Honduras, República
Dominicana, México, Estados Unidos,
Canadá, Portugal, Espanha, Itália,
Inglaterra, Moçambique, África do Sul,
Índia, Filipinas, Japão, essas associações
aglutinam mais de meio milhão de
católicos em todo o mundo. Entre estes
há desde simples aderentes, até os
“Apóstolos” e “Mensageiros de Fátima”,
homens e mulheres, casados e solteiros,
que assumem o compromisso de
difundir a piedade e as práticas de devoção marianas como o melhor meio de
chegar a Cristo Jesus.
Em 22 de fevereiro de 2001, os Arautos do Evangelho viram satisfeito seu
acalentado anelo de se tornarem uma
associação internacional de fiéis de
direito pontifício. O primeiro passo de
uma ardorosa caminhada no serviço da
Igreja.
Para celebrar este inestimável dom
recebido do Santo Padre, mais de mil
Arautos do Evangelho — entre os quais
Os Cavaleiros do Novo Milênio — e integrantes das Associações Nossa Senhora de
Fátima se deslocaram até Roma. Ali
tiveram a graça de estar com o Papa
João Paulo II, receber o decreto de
aprovação das mãos do Cardeal James
Stafford — presidente do Pontifício
Conselho para os Leigos —, e participar
de diversas celebrações de ação de
graças, tanto em Roma (uma das quais
na Basílica de São Pedro e outra na
célebre Basílica de Santa Maria Maior),
como nas principais catedrais da
Espanha e de Portugal.
Ao oferecermos aqui alguns flashes
desses inesquecíveis dias, desejamos
também dirigir uma palavra de gratidão aos Cardeais, Bispos, Sacerdotes e
religiosos de todo o mundo que, com
seu apoio, contribuíram para a
realização do nosso almejado sonho.
7
Arautos do Evangelho
são elevados à categoria de
Associação Internacional
de Fiéis de Direito Pontifício
8
Audiência pública na qual o Papa João Paulo II dirigiu
especial saudação aos “Arautos do Evangelho”.
Audiência Pontifícia
M
anhã de 28 de fevereiro de 2001, em Roma. Momento que ficará gravado para sempre nas almas dos mais de mil Arautos do Evangelho e membros da
Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima que se encontravam no Vaticano, pois nele puderam ouvir dos próprios lábios do sucessor de Pedro — que se expressou
em língua portuguesa — estas palavras de estímulo:
9
“Saúdo .... de modo especial o numeroso grupo da
Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício,
Arautos do Evangelho, para que sendo fiéis à Igreja, ao
seu Magistério, permaneçam unidos aos seus pastores e
anunciem corajosamente, pelo mundo inteiro, a Cristo
Nosso Senhor.
“Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do
Coração Imaculado de Maria. A todos faço votos de que
a Quaresma seja portadora de um espírito novo diante de
Deus.
“A minha bênção apostólica.
“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”
Ao final da audiência pública, o Papa João Paulo II
recebeu os cumprimentos do Conselheiro Geral e do
Representante Geral em Roma da recém-aprovada
Associação de Direito Pontifício, João Scognamiglio
Clá Dias e José Francisco Hernández Medina.
Em seguida, Sua Santidade coroou a bela imagem
de Nossa Senhora de Fátima e abençoou o Oratório
que será usado em peregrinações por lares de todo o
mundo, sob os auspícios da campanha “Maria, Rainha
do Terceiro Milênio”.
Nessa oportunidade foram entregues ao Papa vários
presentes, entre os quais os emblemas dos Arautos do
Evangelho, de Os Cavaleiros do Novo Milênio e da Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima.
S.S. João Paulo II recebe em audiência o Conselheiro Geral dos
“Arautos do Evangelho”, João S. Clá Dias
10
À esquerda e abaixo: o Papa abençoa a imagem
de Nossa Senhora de Fátima a qual, durante a
campanha “Maria, Rainha do Terceiro Milênio”,
deverá peregrinar pelo mundo. A Virgem é representada apontando para seu Coração Imaculado
e oferecendo seu Rosário aos fiéis.
À direita: “Os
Cavaleiros do Novo
Milênio”, representados por seu regente
João S. Clá Dias,
recebem do Santo
Padre um afetuoso
incentivo para continuar sua eficaz
obra evangelizadora
através das artes,
especialmente da
música.
11
O Cardeal Stafford (ao centro) sustenta um artístico busto policromado de Nossa Senhora de
Fátima, oferecido pelos “Arautos do Evangelho”.
À esquerda do Purpurado, D. Stanislaw Rylko;
à direita, João Clá Dias e o Pe. Giovanni D’Ercoli.
Cerimônia de
entrega do Decreto
de Reconhecimento
Pontifício dos
Arautos do Evangelho
12
N
o início de janeiro de 2001 uma jubilosa
notícia chegava aos Arautos do Evangelho: seus Estatutos haviam recebido a
anelada aprovação da Santa Sé. Faltava
só oficializar o reconhecimento. A comunicação era
feita por uma carta de D. Stanislaw Rylko, Secretário
do Pontifício Conselho para os Leigos. O prelado convidava os Arautos do Evangelho a estarem em Roma, e
perguntava que data sugeriam para o ato.
Entre surpresos pela rapidez do processo de reconhecimento, e transbordantes de gratidão a Jesus e
Maria pelo precioso dom que recebiam, escolheram o
dia 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro. Podiam assim dar uma particular demonstração de seu
desejo de fidelidade e serviço ao Papa. Mal a novidade correu pelas centenas de casas mantidas
pelos Arautos do Evangelho e pelas Associações
Nossa Senhora de Fátima nos cinco continentes,
começaram a chegar à casa-mãe, em São Paulo, enfáticas mensagens de felicitação.
Seguiu-se um período de intensos preparativos para a viagem à Cidade Eterna, que per-
mitiu a presença ali de mais de mil membros das referidas Associações.
Finalmente, às 10h30, do dia marcado, vários Arautos
do Evangelho adentraram a sede do Pontifício Conselho
para os Leigos (Pontificium Consilium pro Laici), no
Vaticano. Iam participar de uma solene cerimônia, presidida pelo Cardeal James Francis Stafford, na qual seria entregue o decreto que erigia a entidade em Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício.
Em seu substancioso discurso o Cardeal Stafford incentiva os membros da nova Associação a prosseguirem
sua obra de evangelização. Após as palavras do eminente Purpurado, o coro dos “Arautos do Evangelho” (no alto)
interpretou composições de Palestrina, Schubert e Handel, em sua homenagem.
13
À esquerda: o Subsecretário
do Pontifício Conselho para os
Leigos, Prof. Guzmán
Carriquiry, lê o decreto de
reconhecimento pontifício dos
“Arautos do Evangelho”.
Abaixo: discurso do
Presidente Geral dos “Arautos
do Evangelho”, Carlos
Alberto Soares Corrêa.
No salão daquele Dicastério Vaticano vários representantes dos Arautos do Evangelho, precedidos por Carlos Alberto
Soares Corrêa, Presidente Geral, João S. Clá Dias, Conselheiro Geral, e o Pe. Giovanni D’Ercole, Conselheiro Espiritual, tiveram a alegria de congrassar-se com personalidades
às quais são penhorados da mais profunda afeição e gratidão,
como o Cardeal James Francis Stafford, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, D. Stanislaw Rylko, Secretário, o Prof. Guzmán Carriquiry, Subsecretário, o Pe. Miguel Delgado e a Dra. Lucienne Salle.
Transcorrendo num ambiente acolhedor e solene, próprio
às cerimônias da Santa Igreja, o ato foi abrilhantado pelo
coro de Os Cavaleiros do Novo Milênio com diversas peças
musicais de Palestrina, Schubert e Handel. O canto do
Evangelho de São Marcos (16, 15-20) e do Tu es Petrus, foram coroados pelas palavras do
Cardeal Stafford. Em seguida, o Presidente Geral da Associação dirigiu
ao eminente Purpurado breves palavras de agradecimento.
Ao final, o Conselheiro
Geral dos Arautos do
Evangelho, João S.
Clá Dias, fez uma
saudação ao Cardeal
Stafford pelo aniversário de sua sagração episcopal, que
ocorria nessa data,
oferecendo-lhe um
busto da imagem de
O Cardeal James Francis Stafford
Nossa Senhora de
assina o decreto de aprovação.
Fátima.
14
PONTIFICIO
CONSILII PRO LAICIS
DECRETO
V
ista a solicitação de reconhecimento e
aprovação dos estatutos dos Arautos do
Evangelho como associação privada internacional de fiéis de direito pontifício, apresentada pelo Sr. Carlos Alberto Soares Corrêa,
Presidente Geral;
Considerando que Arautos do Evangelho nasceu e se desenvolveu com a vontade de ser caminho de santidade na vida da Igreja, favorecendo que seus membros correspondam com generosidade à vocação à plenitude da vida cristã e à
perfeição da caridade, a que estão chamados, em
virtude da vida nova de filhos de Deus recebida
no sacramento do Batismo (cfr. Const. Apostólica Lumen gentium, n. 40; Exort. Apostólica Christifideles laici, nn. 10-13);
A associação tem como finalidade “que seus
membros participem ativa, consciente e responsavelmente na missão salvífica da Igreja mediante o apostolado” (Estatutos, n. 3). Realizam
esta missão vivendo a consagração a Jesus Cristo
por meio de Maria, segundo a espiritualidade de
São Luís Maria Grignion de Montfort, e em
união afetiva e efetiva com o sucessor de Pedro
e os Bispos em comunhão com ele.
Considerando a firme vontade da associação
de aderir fielmente ao Magistério da Igreja e,
em particular, aos ensinamentos do Concílio
Ecumênico Vaticano II.
Considerando o número
de membros, a extensão e o labor que os membros da associação
realizam a serviço da Igreja;
Considerando as cartas comendatícias
procedentes de diversas dioceses do mundo,
nas quais se reflete o apreço dos ordinários
locais pela presença dos membros da associação,
e pelas atividades que desenvolvem enquanto
fiéis leigos a serviço da nova evangelização para
a qual o Santo Padre convoca constantemente
toda a Igreja (cfr. João Paulo II, Carta Apostólica Novo Millennio ineunte, n. 40);
Vistos os estatutos apresentados e a aceitação
das modificações propostas por este Dicastério,
e considerando a oportunidade do reconhecimento internacional da associação;
Vistos os artigos 131-134 da Constituição
Apostólica Pastor bonus, sobre a Cúria Romana,
e o cânon 312, § 1, 1º do Código de Direito Canônico, o Pontifício Conselho para os Leigos
,-+4-6)
1. O reconhecimento dos Arautos do Evangelho
como associação privada internacional de fiéis
de direito pontifício, com personalidade jurídica.
2. A aprovação dos estatutos gerais e dos estatutos administrativos ad experimentum, por um
período de cinco anos, segundo os cânones 298311 e 321-329 do Código de Direito Canônico.
3. A confirmação do Revmo. Pe. Giovanni
D’Ercole, como conselheiro espiritual da associação.
O texto original dos estatutos, devidamente
autenticado, encontra-se depositado nos arquivos do dicastério.
Dado na Cidade do Vaticano, aos vinte e dois
de fevereiro de dois mil e um, Festa da Cátedra
de São Pedro, Apóstolo.
Stanislaw Rylko
James Francis Card. Stafford
Secretário
Presidente
Celebração Eucarística
com D. Gil Moreira
O
Bispo Auxiliar de São Paulo, D. Gil Antonio Moreira (no destaque), presidiu a primeira das Eucaristias de ação de graças,
promovidas pelos Arautos do Evangelho em Roma.
Ali se encontrava acompanhando o Arcebispo de
São Paulo, D. Cláudio Hummes, elevado ao sólio
cardinalício em 21 de fevereiro de 2001. A Missa foi
celebrada em Domus Mariae, local onde algumas
delegações dos Arautos do Evangelho, provenientes
de mais de 30 países, hospedavam-se. Após a cele-
bração, D. Gil foi cumprimentado pelos presentes
— e eram várias centenas — num ambiente de
muita alegria.
Primeiras Eucaristias em
Ação de Graças pela
Aprovação Pontifícia
Celebração
Eucarística com
Pe. Giovanni
D’Ercole
N
o dia seguinte, no mesmo local, o Pe. Giovanni D’Ercole (no destaque), Conselheiro Espiritual dos
Arautos do Evangelho, concelebrou com dois outros sacerdotes
uma Missa solene, dando graças
ao Senhor pelo inestimável dom
concedido à Associação, de poder, agora, por mandato do Sumo Pontífice, percorrer o mundo
e proclamar a todos os homens a
boa nova de Cristo ressuscitado.
17
Na magnificência da Basílica de São Pedro se procurou simbolizar materialmente a pedra
viva sobre a qual está contruída a Igreja: o Papado. E por isso os “Arautos do Evangelho”
quiseram celebrar sua aprovação pontifícia no Altar da Cátedra de São Pedro. É que seus
corações pulsam em sintonia com o do Papa, pela adesão ardorosa ao Magistério da Igreja.
18
Ante a
Cátedra
de São Pedro
19
N
o altar da venerável Cátedra de São Pedro
— símbolo do poder espiritual do Papa sobre todos os batizados —, na Basílica central da Cristandade, realizou-se a magnífica Missa solene do dia 27 de fevereiro de 2001, concelebrada
por dois prelados recentemente elevados pelo Papa às honras cardinalícias, Jorge María Mejía, Arquivista da Santa
Igreja Romana e Presidente da Biblioteca Vaticana, e Bernard Agrée, de Costa do Marfim. Quinze sacerdotes participaram da celebração.
Milhares de fiéis estiveram presentes, muitos dos quais
“Mensageiros” e “Apóstolos de Fátima” residentes em Roma. Só do Brasil havia mais de 500 pessoas.
A música litúrgica esteve a cargo do já consagrado coro de
Os Cavaleiros do Novo Milênio, regido por João S. Clá Dias, e
acompanhado ao orgão pelo renomado Prof. José Luiz de
Aquino.
Como se não bastasse o privilégio de poderem participar
daquela celebração num local tão emblemático — o que deixou emocionados a todos —, os Arautos do Evangelho puderam ouvir a encorajante e sábia homilia do Cardeal Mejía,
que procurou enfatizar a importância da nova situação eclesial da Associação. Transcrevemos, em seguida, palavras do
purpurado, acompanhadas de subtítulos :
Uma relação especial
com a Cátedra de Pedro
“Que significa uma aprovação pontifícia de uma associação
de fiéis, sendo que é a primeira que recebe esta aprovação depois do Jubileu? Significa que esta associação que são os senhores, e muitos outros que não estão aqui, adquire com a Cátedra
de Pedro, com o centro da Igreja Católica, uma relação especial.
Da aprovação do Papa decorre
uma bênção especial para a nova
instituição
O que os senhores quiseram fazer, o que está expresso nos
estatutos dos senhores e nas tradições dos senhores — parece
que há um ‘Ordo Habitudinis’, como se diz em latim, um Ordo
de coisas a fazer entre os senhores — isto recebe agora, a partir
daqui, uma bênção especial. Isto é incluído no grande número
de instituições de religiosos, de religiosas, mas também de associações leigas que o Papa, por seus órgãos especiais, neste caso
o Conselho para os Leigos, aprova e envia...
20
Momento augusto da Consagração, na solene Missa
concelebrada pelos Cardeais Jorge Mejía e Bernard Agrée. As harmonias
do canto sacro emudecem, todos os olhares convergem para a Hóstia
branca. No interior dos corações, um jubiloso hino de ação de graças se
elevou até o trono de São Pedro, diante do qual os “Arautos do
Evangelho” foram oferecer seu preito de homenagem e fidelidade.
21
A aprovação pontifícia constitui
um mandato da Santa Sé
A aprovação não é uma coisa estática, é preciso sublinhar, é uma coisa dinâmica, é um mandato. Sabendo o que
os senhores querem fazer, o que os senhores se propuseram
fazer, depois de um atento exame, a Santa Sé, pelo
Conselho dos Leigos, o Santo Padre, por meio deste
Conselho, considera oportuno, importante e atual. Isso, os
senhores, a partir de agora, a partir desta aprovaçãoereção pontifícia, o fazem com esta orientação, decisão,
mandato especial. O que implica que a comunidade dos
senhores estendida pelo mundo, adquire com a Cátedra de
Pedro uma relação própria. E o ponto de referência dos
senhores, que até agora era o bispo tal ou qual, o bispo da
diocese em que os senhores já haviam sido previamente
aprovados, agora, o ponto de referência é o que está representado aqui acima de mim, ou seja, a Sé, a Cátedra de
Pedro.”
O gênio artístico que concebeu o belo traçado da Praça de São Pedro tinha certeza de
estar edificando o palco de acontecimentos centrais da História. As pedras deste lugar
bendito suportam sobre si os passos de multidões de fiéis, cobrem a sepultura do primeiro
Papa, presenciaram a eleição de centenas de Pontífices, rejubilaram com as canonizações
de legiões de santos que ocupam os tronos celestiais. No centro do recinto uma Cruz sin-
24
gela e altaneira desafia os ventos da História e alenta a Fé dos Cristãos. E assim como as
colunas de Bernini parecem constituir uma guarda de honra da Basílica, também os
“Arautos do Evangelho”, após a Missa de ação de graças celebrada no Altar da Cátedra
de São Pedro, se perfilam diante da Cruz como seus ardorosos proclamadores e defensores, alegres de a portarem sobre si em testemunho de sua fé.
25
Junto às relíquias
do Presépio na
Basílica de Santa
Maria Maior
27
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Evangelho”.
A liturgia é um
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Dela particip
28
asílica de Santa Maria Maior — ou Maggiore,
na cantante e agradável língua italiana — é
um nome que soa como um bimbalhar de sinos. Mais do que isto, transporta nossa imaginação aos primeiros tempos do Cristianismo. Basílica, aliás, onde se encontra uma das mais preciosas relíquias de todas as épocas: as tábuas da manjedoura
onde repousou o Menino Jesus, em Belém.
Esse templo de tão gloriosa história, e tão galardoado, também foi solicitamente aberto para os
Arautos do Evangelho, no dia 1º de março, para a celebração de uma solene Eucaristia de ação de graças. A
Basílica encontrava-se repleta. É digno de nota a presença ali de visitantes de diversos países — coincidência ou não, muitos deles irmãos separados da Es-
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risto na
Eucaristi
a.
candinávia, Alemanha, Inglaterra e Holanda —
que foram surpreendidos pela esplendorosa cerimônia, acompanhando-a com respeito, e até
veneração, do início ao fim. Terminada
a celebração — que incluiu um ato de
homenagem à venerável imagem de
Nossa Senhora Salus Populi Romanii —, quiseram esses visitantes,
entre alegres e enlevados, e sem o
menor traço de preconceito, conversar com os Arautos do Evangelho.
Pequena amostra do vasto campo
apostólico que se vai abrindo para a
recém-aprovada Associação...
No cortejo de
encerramento, as harmonias
do canto da Ladainha Lauretana combinavam com os esplendores da Basílica de
Santa Maria Maior, onde também esteve
ao órgão o Prof. José Luiz de Aquino.
29
Arautos do Evangelho
homenageiam
os novos Cardeais
D. Pedro Rubiano Sáenz
(Colômbia)
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N
ão poderia ser mais auspiciosa para os
Arautos do Evangelho a coincidência de
datas. Precisamente quando começavam a
chegar a Roma, divididos em vários grupos, ocorria o primeiro consistório do milênio: no
dia 21 de fevereiro de 2001, na Praça de São Pedro,
diante de uma multidão de 40 mil pessoas, o Papa
João Paulo II impunha o barrete cardinalício aos
mais novos membros do Sacro Colégio.
Entre os neo-purpurados, vários eram antigos
amigos de Os Cavaleiros do Novo Milênio, das
Associações Nossa Senhora de Fátima e dos Arautos do
Evangelho, que tiveram a alegria de poder se dirigir
aos salões do Vaticano, no momento dos cumprimentos oficiais, para prestar a Suas Eminências
calorosas homenagens.
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D. Geraldo
Majella Agnelo
(Brasil)
V
Homenagem aos novos
Cardeais brasileiros
amos mostrar aos italianos o que é o Brasil.
Parabéns a vocês! Assim um sacerdote brasileiro, encantado com as músicas que ouvira,
manifestava seu contentamento pela aprovação
pontifícia dos Arautos do Evangelho. Isto se passou no
Colégio Pio-Brasileiro, em Roma, logo após a Missa
concelebrada por 60 sacerdotes,
para homenagear os novos purpurados do Brasil.
Haviam sido eles honrados com
um convite para participarem da
celebração.
Os dois novos Cardeais são
prelados dos mais estreitamente
ligados à já densa história dos
Arautos do Evangelho: D. Geraldo
Majella Agnello, Arcebispo de São
Salvador da Bahia e Primaz do
Brasil, incentivador e verdadeiro
pai desde a primeira hora; e D.
Cláudio Hummes, Arcebispo de
São Paulo, em cuja extensa diocese
pôde nascer, desenvolver-se e man-
ter sua atual casa-mãe a nova Associação de direito
pontifício.
No fim da cerimônia, o embaixador brasileiro junto
à Santa Sé comentava com muita simpatia: “A julgar
pelas vozes, os Arautos do Evangelho devem ser uma
associação muito boa!”
Em Missa
presidida por
D. Geraldo Majella
e D. Cláudio
Hummes, na capela
do Colégio
Pio-Brasileiro, em
Roma, os “Arautos
do Evangelho” homenageiam os recémnomeados Cardeais
brasileiros
33
Agradecendo à Mãe
do Bom Conselho
de Genazzano...
34
O
Santuário de Nossa Senhora do Bom
Conselho, em Genazzano — pequeno
burgo, a uns 50 quilômetros ao sul de
Roma, que preserva sua encantadora
arquitetura medieval —, abriga o célebre e milagroso afresco da Virgem com o Menino, devoção
que estimula a uma confiança sem limites na maternal assistência de Maria. Devoção, também, das
mais difundidas e arraigadas entre os Arautos do
Evangelho, acostumados a serem atendidos por tão
boa Mãe.
Eles não poderiam deixar, pois, de ir até ali para
agradecer à Rainha do Céu a insigne graça do reconhecimento pontifício. Cerca de 800 foram recebidos de coração aberto pelos frades agostinianos,
responsáveis pelo Santuário, podendo participar de
uma Missa solene, ter longos colóquios espirituais
com sua Protetora e ainda terminar a jornada com
uma procissão-desfile, encabeçada pela banda sinfônica de Os Cavaleiros do Novo Milênio, pelas tor-
tuosas e pitorescas vias da cidadezinha, granjeando
admiração e aplauso da simpática população local.
Missa solene no Santuário da Mãe do Bom Conselho de Genazzano (no alto),
e o cortejo pelas pitorescas ruas da cidade
35
... e a
Nossa Senhora
de Lourdes
F
rança, filha primogênita da
Igreja, quantos tesouros não
encerras! E entre as pedras preciosas de seu magnífico diadema,
qual pode cintilar mais do que Lourdes?
Lugar onde, há 150 anos, a Rainha do Céu
escolheu a humilde e virginal Bernadete
para sua confidente, e desde então envolto
em atmosfera sobrenatural. Ali se produzem milagres estupendos, mais ainda do
espírito do que do corpo, atraindo para
gelho”
do Evan rdes
s
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Via-Sacr
a
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z
fa
36
Na foto do centro,
os “Arautos do
Evangelho” diante
da gruta onde a
Imaculada
Conceição apareceu a Santa
Bernadete.
No destaque,
imagem de Nossa
Senhora que se
encontra no exato
local da visão.
Abaixo, um aspecto
da Celebração Eucarística
na Basílica de Lourdes.
aquelas escarpas dos Pireneus
multidões de peregrinos do mundo inteiro. Nesse lugar, onde se
diria que uma linha direta liga o
Céu à Terra, os Arautos do Evangelho estiveram nos dias 5 e 6 de
março para agradecer a Sua Mãe
e Protetora a dádiva do reconhecimento papal. Além de participarem de uma Missa em ação de
graças, renovaram solenemente
a consagração como escravos de
amor a Nossa Senhora, segundo
o recomendado método de São
Luís Maria Grignion de Montfort.
37
Arautos
do Evangelho
em terras
lusitanas
P
ortugal. Palavra cuja sonoridade traz ecos a
um tempo poéticos e épicos aos ouvidos brasileiros, e lhes toca as cordas de seu coração, seja
qual for sua raça, corra ou não nas suas veias o
sangue luso. Todos carregam na alma um tesouro maior, herdado de Portugal: a língua, a cultura, os costumes, a psicologia — com destaque para a proverbial bondade e benquerença — e, sobretudo, uma religião que não é só lusa, mas
com a qual a alma portuguesa é tão conatural: a fé Católica
Apostólica Romana.
Não é de admirar que, oriundos do Brasil, os Arautos do
Evangelho tenham em terras lusitanas uma das mais firmes,
pujantes e prometedoras implantações. Foi, portanto, nessa
ponta da Europa que fende o Atlântico que eles deram continuidade às comemorações do reconhecimento pontifício de
sua Associação.
Sé Patriarcal de Lisboa
O
primeiro evento do périplo em Portugal
foi uma Solene Eucaristia, concelebrada
por quatro sacerdotes, na multissecular
Sé Patriarcal de Lisboa.
Este histórico templo guarda ainda recordações
de Santo Antônio de Pádua, que na infância ali iniciou seus estudos.
A catedral encontrava-se repleta de um público
que se mostrou vivamente compenetrado da significação do ato. Muitos dos presentes pertenciam à “família” espiritual dos Arautos do Evangelho, por serem
40
“Apóstolos” e “Mensageiros de Fátima”, da região de
Lisboa. Nessa ocasião, Os Cavaleiros do Novo Milênio
puderam manifestar todo o brilho cerimonioso que
envolve suas apresentações.
Na homilia, o Pe. Luís Arruda Marques, com uma
rara agudeza de vistas, ressaltou o carisma fundacional da nova Associação de direito pontifício, afirmando sua convicção da oportunidade dessa obra
para a Igreja: “Como não ver o dedo de Deus em
tudo o que possibilitou esta aprovação pontifícia dos
Arautos do Evangelho?”
Na vetusta Sé de Lisboa, dois contrastes se harmonizaram:
a riqueza dos paramentos, da liturgia, o esplendor dos símbolos; e a
austeridade magnífica da pedra nua e dos arcos quase sem adornos
41
Igreja de São João de Deus
A
Igreja Paroquial de São
João de Deus (foto ao lado) abriu-se de par em
par, a fim de que os Arautos do
Evangelho pudessem compartilhar
com seus amigos daquela comunidade eclesial o júbilo pelo reconhecimento pontifício de sua Associação. O evento constou de um
concerto de Os Cavaleiros do Novo
Milênio. Melhor do que tudo foram
as palavras do Pe. Luís Arruda
Marques, Pároco Coadjutor, expressando sua adesão à obra dos
Arautos do Evangelho. A cada um
dos presentes foi ofertado um
exemplar de uma Via Sacra recentemente editada, de autoria de
João S. Clá Dias.
Capela do Seminário de Bragança
D
om Antônio Rafael, Bispo de Bragança
(foto ao lado), é um amigo fiel da Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima, e
foi um dos primeiros prelados em todo o mundo a
conceder status canônico aos Arautos do Evangelho.
Era natural que estes quisessem reservar uma data
para estar com seu querido Bispo.
Antes de iniciar-se o concerto dado por Os Cavaleiros do
Novo Milênio, que se realizou
na capela do seminário, o regente João S. Clá Dias quis
agradecer de público a D. Antônio: “Nada houve que Vossa
Excelência pudesse fazer para
nos ajudar que não tenha feito;
não houve ocasião em que pudesse nos orientar, e não nos
tenha orientado”.
Na capela do Seminário de
Bragança, a imagem da
Virgem de Fátima é apresentada à veneração dos fiéis.
42
Missa na Capela
das Aparições em Fátima
N
ão há dúvida de que, depois de Roma,
Fátima era o local mais altamente simbólico para acolher as comemorações dos
Arautos do Evangelho. Nesse lugar, onde Maria profetizou aos três pastorinhos tantos acontecimentos
que envolvem nossa época, pode-se dizer que está a
semente de onde brotou este novo carisma para a
Igreja. Com efeito, não foi sobretudo nas Associações Culturais Nossa Senhora de Fátima, esparsas pelo mundo, que se formaram os núcleos de jovens leigos dos Arautos do Evangelho? E não é, precisamente, a divulgação da devoção à Virgem de Fátima um
de seus mais eficazes instrumentos de evangelização?
Por isso, os Arautos do Evangelho estiveram em
Fátima, para participar de uma Eucaristia em agradecimento pelo reconhecimento pontifício. Papel
especial tiveram na celebração Os Cavaleiros do Novo Milênio, que, com seus cantos, atuaram belamente na cerimônia litúrgica. A Missa foi presidida pelo
Bispo de Leiria-Fátima, D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, e concelebrada por numerosos sacerdotes. Durante a comunhão, cantou-se “A treze de
maio”, acompanhado por milhares de peregrinos.
Terminada a celebração, D. Serafim entreteve-se
longamente com o regente e alguns componentes
de Os Cavaleiros do Novo Milênio, incentivando-os a
prosseguirem em sua ação evangelizadora.
O coral de “Os Cavaleiros do Novo Milênio”
(acima) cantou durante a Missa celebrada pelo
Bispo de Leiria-Fátima, na Capela das Aparições, no
exato local onde Nossa Senhora revelou sua mensagem de esperança aos três pastorinhos.
43
Mosteiro da Batalha
A
altura desmesurada dos arcos góticos do Mosteiro da Batalha dá
impressão de que seus edificadores
queriam chegar ao céu, não por orgulho,
mas por desejo de perfeição, querendo fazer
algo que se assemelhasse ao Paraíso.
É esse o ideal de perfeição dos Arautos do
Evangelho, que a realização inacabada de
seus antepassados estimula a levar ao auge
no presente.
Passado e futuro se osculam no histórico
mosteiro sob as refulgências dos vitrais,
vibrando com os acordes jubilosos de Os
Cavaleiros do Novo Milênio.
“Arautos do Evangelho”
e “Os Cavaleiros do Novo
Milênio” se apresentam na
magnífica capela
do Mosteiro da Batalha
44
Sé Catedral do Porto
O
edifício, embora combine vários estilos arquitetônicos, é marcadamente
gótico. Pelo exterior é uma fortaleza,
com espessos muros coroados de ameias. À
noite, a soberba iluminação externa faz ressaltar os dois aspectos da Catedral: castelo e igreja.
Foi nesse local, repleto de público, que se
realizou mais uma solene Eucaristia em agradecimento pelo reconhecimento pontifício dos
Arautos do Evangelho. A Missa começou com o
tradicional toque de trompetes e cortejo, iniciado pelos Cavaleiros do Novo Milênio, seguidos pelos cinco sacerdotes concelebrantes e o
Bispo Auxiliar do Porto, D. Antônio Taipa.
Em sua homilia, D. Antônio elogiou o gênero de apostolado dos Arautos do Evangelho,
sublinhando a importância da utilização da
cultura, e da música em particular, para incrementar a devoção eucarística, a mariana e a fidelidade ao Papa, exortando-os a tomarem a
Jesus como modelo.
Igreja da Santíssima
Trindade
N
o coração da cidade do Porto,
uma austera fachada de granito oculta o rico e esplendoroso
templo dedicado à Santíssima Trindade.
Muito antes do início do concerto, já os
cautos portuenses lotavam completamente a igreja. Muitos ficaram de pé, não
por serem incautos, ou porque a igreja
fosse pequena, mas porque o público numeroso não queria perder aquele evento
único. Aqueles que no ano anterior haviam
assistido à apresentação dos “Cavaleiros”
queriam agora associar-se à sua alegria
pela aprovação pontifícia.
O “Alleluia” de Handel foi oferecido
aos portugueses como agradecimento do
precioso legado da Fé Católica.
45
Celebrações na Espanha
46
E
spanha e Arautos do Evangelho
são termos que se atraem
mutuamente. Nação que
sempre colocou o melhor de seus
anseios em divulgar a boa nova de
Cristo, há séculos tem enviado seus
missionários por todo o mundo —
bastando lembrar a glória de haver
conquistado para a Igreja um território
tão vasto como o que vai do México à
Patagônia.
Um país com tais predicados só pode
constituir para os Arautos do Evangelho
uma “opção preferencial”. Com efeito,
a par de estarem presentes ali em
múltiplas Dioceses, eles encontraram
nesse povo um verdadeiro celeiro de
vocações. Na Espanha contam com
atuantes núcleos de jovens de vida
consagrada, bem como de
“Mensageiros de Fátima”, os quais,
fiéis ao espírito evangelizador de sua
gente, generosamente cedem seus
denodados apóstolos para abrir e
conduzir casas da nova Associação nas
mais diversas regiões do mundo.
Claro está que as comemorações
realizadas pelos Arautos do Evangelho
através da Europa, a se fecharem
com chave de ouro, deveriam
terminar na gloriosa Espanha. Assim
aconteceu.
47
Basílica de São Lourenço
do Escorial
U
ma choupana para o
rei e um palácio para Deus! Assim declarou Felipe II suas intenções ao construir o mosteiropalácio do Escorial. Este rei
que levava vida de monge,
quis enriquecer o mosteiro
com obras dos mais famosos
artistas da época, que podem
ser contempladas em sua monumental Basílica.
O público que lotou o templo para se associar às comemorações dos Arautos do Evangelho procurou sentir os reflexos da grandeza do ambiente
nas composições musicais de
outros tempos, acompanhadas ao órgão pelo Prof. José
Luís de Aquino, e de tal modo
se encantou que, terminada a celebração, não se retirou, ficando à espera de mais números musicais. E foi
recompensado...
Paróquia castrense de
Santa Maria de la Dehesa
N
essa Paróquia Castrense, situada em Madri, o
Arcebispo Castrense da Espanha, D. José Manuel Estepa, e outros cinco sacerdotes conce-
lebraram uma Missa solene
de ação de graças pelo reconhecimento pontifício dos
Arautos do Evangelho. Ao ato
litúrgico seguiu-se um concerto de Os Cavaleiros do Novo Milênio, findo o qual o regente, João S. Clá Dias, ofertou a D. José Manuel o emblema dos Arautos do Evangelho (no destaque).
48
Na imperial
cidade de Toledo
A
pós a Celebração
Eucarística na Catedral de Toledo,
Os Cavaleiros do Novo Milênio
fizeram subir ao céu seus cânticos diante da Virgem Branca.
Esta imagem, uma das mais expressivas e maternais que a piedade católica tenha engendrado, foi oferecida por um Santo rei, S. Luis IX de França, a seu parente S. Fernado, rei de Castela. Também na
Igreja de San Julián (acima) o vigário episcopal concelebrou com onze sacerdotes uma Missa de ação de graças.
No coro da Catedral de Toledo, “Os Cavaleiros do Novo Milênio”
oferecem à Virgem Branca seus cânticos-oração
49
Basílica de Nuestra
Señora de la Merced
N
este grande santuário de
Madri, mantido pelos frades mercedários, a solenidade consistiu num concerto que alternou peças corais e instrumentais.
O ato reuniu mais de mil pessoas,
entre as quais sete sacerdotes e diversas personalidades civis.
Estando presente o dominicano,
Frei José Mateo y García de Paredes
(no destaque), conhecido canonista e
um dos redatores dos estatutos dos
Arautos do Evangelho, o regente João
S. Clá Dias quis dirigir-lhe de público algumas palavras de agradecimento por seu labor e apoio, e lhe ofertou um emblema dos Arautos do
Evangelho.
Catedral de Santa María la Real
de la Almudena
A
Catedral de Santa María la Real de la Almudena, de Madri, acolheu os Arautos do
Evangelho para uma das mais esplêndidas
celebrações Eucarísticas animadas por eles durante
a estada na Europa.
Nesse edifício inaugurado há apenas vinte anos,
de estilo neogótico, a Missa foi presidida pelo Núncio Apostólico na Espanha, D. Manuel Monteiro de
Castro, e concelebrada por mais de uma dezena de
sacerdotes.
A homilia de D. Manuel (ao lado), foi um dos melhores presentes recebidos pelos Arautos do Evangelho na Europa:
“Hoje, vós, Arautos do Evangelho, quereis celebrar
com gratidão a misericórdia do Senhor, pelo dom de
haver sido reconhecido vosso Instituto como Associação
privada internacional de fiéis de direito Pontifício.
“Agradeço o convite que me fizestes para presidir esta
celebração, saudando-vos com todo o afeto em nome do
Santo Padre João Paulo II a quem tenho a honra de representar na Espanha. É fonte de alegria para mim
saber que a fidelidade aos mandatos e desejos do Santo
Padre é parte importante de vossa espiritualidade.
“Compraz-me dirigir um cumprimento particular
ao Sr. João Clá Dias, Coordenador Geral de vossa
Associação.”
50
Catedral de Burgos
A
caminho do Santuário de Lourdes, os Arautos do Evangelho foram acolhidos com paternal carinho pelo Pároco da famosa Catedral
de Burgos. A silenciosa sinfonia de cores
e formas, que ornam o interior do templo se associou aos cânticos de Os Cavaleiros do Novo Milênio na Eucaristia ali
celebrada, para agradecer a Deus o dom
recebido.
6ambém sob os esplendores
góticos da Catedral de
Burgos ecoaram as preces
e os cânticos dos
“Arautos do Evangelho”
51
Catedral de Palência
N
as planícies da Espanha, quase só se
encontra um elemento capaz de lhes
quebrar a monotonia: as altas torres
das igrejas e catedrais. Palência é uma dessas
cidades nas quais o povo ergueu para a posteridade esse magnífico testemunho de sua Fé, sólida como os arcos de sua catedral. A notícia da
passagem de Os Cavaleiros do Novo Milênio pela
cidade bastou para lotar as vastas naves do templo onde o bispo diocesano, D. Rafael Palmero,
concelebrou a Eucaristia com sete sacertotes.
Há cerca de um ano, os Arautos do Evangelho
abriram uma casa nessa Diocese, com muitos
frutos nas atividades de evangelização.
Durante a Missa, D. Rafael agradeceu a Deus
o novo carisma que acaba de brotar na Igreja,
destacando a responsabilidade que doravante
cabe aos Arautos do Evangelho no desempenho
da missão que o Santo Padre lhes confiou.
Acima:
D. Rafael
Palmero, Bispo
de Palência
recebe do
regente João S.
Clá Dias o
emblema dos
“Arautos do
Evangelho”.
No alto e ao
lado: aspectos
da Santa Missa
celebrada
na histórica
Catedral.
52
Basílica de
Jesus
de Medinaceli
S
ituada em Madri,
nesta igreja se venera
uma bela imagem do
“Ecce Homo” (no destaque), que
mostra Jesus Cristo em toda a sua grandeza
durante a Paixão.
Os frades capuchinhos quiseram se unir
às comemorações dos Arautos do Evangelho,
na Eucaristia ali celebrada.
San Jerónimo el Real
O
último ato dessas comemorações foi uma Missa celebrada
em San Jerónimo el Real — famosa igreja madrilena, de estilo gótico,
na qual são realizadas muitas cerimônias
da monarquia espanhola. Ali Os Cavaleiros do Novo Milênio já haviam estado
quando de sua primeira tournée pela Europa. Todo o evento transcorreu com o
brilho majestoso e ordem impecável de
que habitualmente as solenidades se revestem na Espanha.
A homilia, pervadida de sabedoria e
expressa com a rica oratória dos antigos
tempos, foi pronunciada por um dos teólogos dominicanos mais célebres da atualidade, Frei Carlos Lledó (no detalhe),
que destacou a relação entre o carisma
dos Arautos do Evangelho e as novas normas da recente Carta Apostólica “Novo Millennio Ineunte”, do Papa João
Paulo II.
Assim falou o eminente orador:
Meus queridos “Arautos do Evangelho”, que a vossa vida, antes de tudo, seja
um canto eterno de glória e louvor ao Senhor, porque seu amor e misericórdia foram grandes convosco. Não duvidamos
de que sabereis estar à altura das circunstâncias, com a ajuda da graça.
53
Por tudo isto dizemos: “Bendito sejais para sempre, ó
Senhor!” ....
É isto que o Papa vos pede expressamente: fidelidade à
Igreja e a seu Magistério, união com seus Pastores e anúncio valente de Cristo Nosso Senhor pelo mundo inteiro:
“Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do
Imaculado Coração de Maria”.
É assim que procurais viver. Por isso sois “Arautos do
Evangelho”, dispostos a percorrer o caminho da evangelização no novo milênio que estamos começando. Por isso desejais realizar vossa vocação e missão pelo compasso das batidas do coração do Papa, que procura abarcar
54
o mundo com o abraço redentor de Cristo. Sois “Arautos
do Evangelho” do novo milênio e para o novo milênio.
O caminho a ser percorrido foi traçado pelo Papa na
Carta Apostólica “Novo Millennio Ineunte”. Vossos Estatutos, aprovados pela Igreja, estão em plena sintonia e comunhão com os desejos do Santo Padre.
O ponto de referência é Cristo, que está conosco “todos
os dias até o fim do mundo” (Mt. 28, 20). .... “Arautos do
Evangelho”! Cavaleiros do Novo Milênio! Jovens! Estais
comprometidos numa tarefa apaixonante: Cristo em vós,
e vós em Cristo, para serdes os apóstolos do terceiro
milênio!
Novo
carisma
surge
na
Igreja
O
Origem dos
Arautos do Evangelho
estágio atual desta instituição é resultado de
de
uma longa caminhada. Olhando para trás,
retrocedendo através dos anos e das décadas,
pode-se constatar quase passo a passo a providenprovidencialidade das vias trilhadas. Sem que se dessem conta,
era a mão da Providência que os guiava ao longo da trajetória que culminou na recente aprovação pontifícia.
Os desígnios de Deus são insondáveis. A uns converte
Ele de forma eficaz, com a rapidez do raio, como a São
Paulo. A outros espera pacientemente demorados anos,
deixando que caminhem pelas estradas tortuosas da vida,
para lhes fazer em determinado momento o convite irresistível à santidade. Tal foi o caso de Santo Agostinho.
Também para os Arautos do Evangelho teve a Providência seus desígnios misteriosos. Sua origem remonta,
em meados do século passado, a um grupo de jovens que
se aglutinou em São Paulo, para admirar a harmonia e
cultivar a espiritualidade que se evola do canto gregoriano, em meio ao estudo da Doutrina Católica.
Por essa via estava a Providência convidando-os para
se entregarem por inteiro ao verdadeiro Autor de todas
as pulcritudes. Ao mesmo tempo, o Espírito Santo suscitou em suas almas o anseio de formarem uma instituição de cunho religioso com a finalidade de promover a
santificação pessoal, enquanto utilizariam a música e a
cultura em geral como meio de evangelização.
Em determinado momento, a leitura do “Tratado da
verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís
M. Grignion de Montfort, e a consagração à Mãe de Deus
que todos fizeram, conferiu uma nota acentuadamente
mariana à espiritualidade do grupo que aos poucos ia
formando e explicitando a própria fisionomia.
Por fim surge a associação privada de fiéis Arautos do
Evangelho, cujos estatutos foram aprovados a 21 de setembro de 1999 por D. Emílio Pignoli, bispo diocesano
Encorajados por mais de mil
cartas de apoio que lhes foram
enviadas por prelados, sacerdotes e
religiosos de todo o mundo, os
“Arautos do Evangelho” tiveram
seus estatutos aprovados por
D. Emilio Pignoli, bispo diocesano
de Campo Limpo (São Paulo)
57
de Campo Limpo, diocese que abarca uma importante região da cidade de São Paulo. Foi o início de nova etapa
de intensificação da comunhão eclesial.
Os Arautos do Evangelho, a partir desse momento,
passavam a ser instrumentos vivos da Sagrada Hierarquia a serviço da Nova Evangelização.
Nos meses seguintes, os Arautos do Evangelho foram
erigidos canonicamente em 25 dioceses de diversos paí-
ses das Américas e da Europa. Estavam postas as condições para que fosse solicitada à Santa Sé o reconhecimento deles como associação privada internacional de
fiéis de direito pontifício.
Por seu simbolismo, a festa da Cátedra de São Pedro
(celebrada em 22 de fevereiro) foi a data escolhida para
A doração ao
Santíssimo
Sacramento, recitação
diária do Rosário,
meditação e canto do
Pequeno Ofício da
Bem-aventurada
Virgem Maria são os
principais atos da
vida de piedade
dos “Arautos
do Evangelho”
59
vocando toda a sobrenatural riqueza do
E
carisma civilizador de seu Fundador, o prédio de
uma antiga residência abacial, construído pelos
beneditinos em São Paulo, é na atualidade a casa
central dos “Arautos do Evangelho”
De certo modo, a
adesão filial e
entusiasmada ao Papa é
o ponto mais sensível da
vocação do Arauto do
Evangelho, e para o
sucessor de Pedro volta
ele sua dedicação e
desejo de serviço,
inteiramente persuadido
de que ubi Petrus ibi
Ecclesia.
Abaixo: canto do Pequeno
Ofício na casa-mãe,
em São Paulo.
a assinatura do decreto de aprovação, posto ser a devoção ao Papa
um dos pilares da espiritualidade
dos Arautos do Evangelho.
No momento de sua ereção pontifícia, já estavam presentes em 29
países das três América, Europa,
África e Ásia, em lugares como Índia, África do Sul, Moçambique,
Filipinas e Japão.
Uma característica
saliente
“Nunca imaginei que no mundo de hoje pudesse existir algo
assim!”
“A partir da leitura do livro
Fátima, Aurora do Terceiro Milênio recebi uma grande graça
interior. Encontrei coragem para enfrentar a vida.”
“O terço está mudando minha vida.”
“Suas palavras me ajudaram
a voltar firme para a Igreja Católica”
“Já estou rezando o terço todos os dias, e tenho recebido
muitas graças. Nossa família freqüentava um centro espírita.
Graças a Deus não vamos mais
lá. Eu fui a primeira a ser resgatada.”
61
T
estemunhos como estes, freqüentes em todo o gênero de atuação dos Arautos do Evangelho, suscitam na mente de muitos dos que têm contato com
esta instituição numerosas interrogações: “Como vocês fazem
para atrair tantos jovens?” — perguntam alguns. Outros, mais
inseridos na vida eclesial, formulam a questão em termos diversos: “Qual é o vosso carisma?”
No fundo de tais inquirições está a constatação, mais ou menos consciente, da desproporção entre os reduzidos meios de
ação dos Arautos do Evangelho e os copiosos frutos de evangelização obtidos.
A resposta a estas questões facilmente a encontramos nas
obras de São Luís Maria Grignion de Montfort, cuja espiritualidade cristocêntrica com nota marcadamente mariana os Arau-
“Com espírito de caridade
e de simplicidade,
vivei em vossas
comunidades ....
observando os conselhos
evangélicos” (D. Manuel
Monteiro de Castro,
homilia em 18/3/2001).
Acima e ao lado, outros
aspectos da casa
central, em São Paulo
tos do Evangelho seguem, a exemplo de
S.S. João Paulo II.
“Quando Maria lança suas raízes em
uma alma — afirma São Luís de Montfort — maravilhas da graça se produzem.
Quando o Espírito Santo, seu Esposo, A
encontra numa alma, Ele se apodera dessa alma, penetra-a com toda a plenitude,
comunicando-Se-lhe abundantemente”.
Não é sem razão, pois, que o Santo
Padre afirme ser “Maria a estrela da nova evangelização”.
Se os Arautos do Evangelho comovem
os fiéis com sua música, os levam à conversão interior com a palavra, ou atraem
para a Igreja com o exemplo os que an-
62
U
ma das horas mais fecundas do dia é a da meditação. Temos uma
premente necessidade de nos encontrar a sós com o Senhor.
É no silêncio, no recolhimento .... que a alma tem esta verdadeira
experiência de Deus .... e encontra o caminho para a ação no mundo
(D. Manuel Monteiro de Castro, Núncio Apostólico na Espanha,
homilia na Missa de Ação de Graças, em 18/3/2001)
63
Os leigos .... em todas as suas
obras, preces e projetos apostólicos,
.... obrando santamente,
consagram a Deus o mundo
inteiro (Lumen Gentium, 34)
Segundo o carisma da
Associação, o Arauto
do Evangelho é
estimulado a um
verdadeiro exercício do
pulchrum, o qual é, ao
mesmo tempo, uma
alavanca de formação
da vontade e domínio
das paixões. Com o
auxílio imprescindível da
graça divina, operar-seão as transformações...
... necessárias,
decorrendo daí um
reflexo quase instintivo
de sempre agir com
perfeição, que deverá
render frutos
na atividade
evangelizadora. Para
atingir tal fim, desde
seu período de
aspirantado, o Arauto
do Evangelho procura
revestir de
cerimonial todos os seus
atos cotidianos,
interiores e exteriores.
dam transviados, é porque todas as suas ações são realizadas “por Maria, com Maria, em Maria e para Maria,
a fim de fazê-las mais perfeitamente por Jesus, com
Jesus, em Jesus e para Jesus”, tal como aconselha São
Luís de Montfort.
É este o segredo de sua eficácia evangelizadora, o
eixo de sua vida de piedade, e o meio que o Espírito
Santo pôs no seu caminho para alcançar a perfeição.
Espiritualidade — Os três pilares
N
os primeiros artigos de seus Estatutos encontra-se delineada a vocação dos Arautos do
Evangelho: “Esta Associação .... nasceu com a
finalidade de ser instrumento de santidade na Igreja, aju-
dando seus membros a responderem generosamente ao
chamamento à plenitude da vida cristã e à perfeição da
caridade, favorecendo e alentando a mais íntima unidade
entre a vida prática e a fé. .... Além disso, a Associação
tem como fim a participação ativa, consciente e responsável de seus membros na missão salvífica da Igreja
através do apostolado, ao qual estão destinados pelo
Senhor, em virtude do Batismo e da Confirmação.
Devem, assim, atuar em prol da evangelização, da santificação e da animação cristã das realidades temporais.”
Há, pois, duas dimensões na vocação dos Arautos do
Evangelho: uma vertical, que diz respeito ao relacionamento da alma com Deus; outra, horizontal, ou seja, o
compromisso com os irmãos que se traduz no empenho
evangelizador. Esta última é conseqüência de uma ínti-
65
ma união com Cristo, como bem
nos recorda o Santo Padre em sua
luminosa Carta Apostólica Novo
Millennio Ineunte: “Sem Mim,
nada podeis fazer” (Jo 15,5).
A primeira dimensão é expressa no emblema da Associação: a
Eucaristia, Maria e a Sé de Pedro.
São estes os três pilares da espiritualidade do Arauto do Evangelho.
Carisma
O
carisma dos Arautos do
Evangelho está expresso
no sublime mandamento
de Jesus Cristo: “Sede perfeitos
como vosso Pai Celeste é perfeito” (Mt 5, 48).
Para o Arauto do Evangelho,
este chamamento à perfeição não
deve ficar restrito aos atos interiores, mas exteriorizar-se em suas atividades, de modo que melhor reflitam a Deus. Isto quer dizer que
ele deve revestir de cerimonial as
suas ações cotidianas, seja na intimidade de sua vida particular,
seja em público, na obra evangelizadora, no relacionamento com
os irmãos, na participação da Liturgia, nas apresentações musicais
e teatrais, ou em qualquer outra
circunstância.
2ara ser um daqueles
que levará aos
homens a “beleza que
salvará o mundo”
(João Paulo II,
Carta aos artistas),
cumpre que o Arauto
do Evangelho revista
de cerimonial seus
atos cotidianos, pois
só inundando-se do
“pulchrum” poderá,
depois, transbordá-lo
para a Terra
66
À direita: A
participação na
Eucaristia é o
ápice da vida
espiritual
do Arauto do
Evangelho.
Esta procura da perfeição significa não só
abraçar a verdade, praticar a virtude, mas
também fazê-lo com pulcritude, com beleza, a qual pode ser importante elemento de
santificação. Com razão lembra o Santo Padre, na Carta aos Artistas, o oportuno ensinamento do Concílio Vaticano II:
“O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero.
A beleza, como a verdade, é a que traz alegria ao coração dos homens, é este fruto
precioso que resiste ao passar do tempo,
que une as gerações e as faz comungar na
admiração”.
Acima: Além das artes, a
formação cultural do Arauto
do Evangelho inclui, entre
outros, o estudo de temas
teológicos, filosóficos,
psicológicos e sociológicos,
bem como o de línguas.
Ao lado:
O estudo amoroso
e admirativo do Evangelho
é essencial para quem
deseja ser seu arauto.
67
A o modo cerimonioso
que preside a todos os seus
atos (página anterior,
jantar na casa-mãe), os
“Arautos do Evangelho”
aliam a dedicação e a alegria
com que se empenham nos
diversos trabalhos rotineiros.
Nestes, como nas horas de
oração e de recreio, reina o
espírito de comunhão e
fraternidade
Vida fraterna
E
mbora não professem votos e conservem-se no estado leigo, os Arautos do
Evangelho procuram praticar em toda a
sua pureza fascinante os conselhos evangélicos.
Guardando o celibato, vivem normalmente
em comunidades (masculinas ou femininas),
num ambiente de caridade fraterna e disciplina. Em suas casas fomenta-se uma intensa vida
de oração e estudo, seguindo-se a sapiencial diretriz do Papa João Paulo II: “A formação dos fiéis
leigos tem como objetivo fundamental a descoberta cada vez mais clara da própria vocação e
a disponibilidade cada vez maior para vivê-la no
cumprimento da própria missão” (Christifidelis
Laici, 58).
Esta vida comunitária é disciplinada por um
“Ordo de Costumes”, uma compilação de regras
que com o passar do tempo foram se estabelecendo voluntariamente entre os Arautos do
Evangelho. Regulamenta ela, segundo o carisma da instituição, todos os atos de vida quotidiana de seus membros, desde o modo de
proceder consigo mesmo na intimidade, no
relacionamento com os irmãos, em público e,
sobretudo, nos atos mais solenes do dia em
que todos se reúnem para rezar, cantar o
Ofício ou participar da Liturgia.
69
Excursão dos
“Arautos do
Evangelho” às
Cataratas do
Iguaçú, no Brasil.
Evangelização
da Juventude
A
trair a juventude para Cristo é um dos
grandes desafios da Igreja no início do terceiro milênio.
Mas se os jovens se lançam à procura da
felicidade ilusória que a sociedade moderna tão facilmente lhes oferece, como fazê-los aderir a um cristianismo
com as exigências e os sacrifícios que lhe são inerentes?
Tentar esconder a face sofredora de Cristo, julgando
assim poder ganhar a simpatia do homem contemporâneo
é ilusão que só poderá produzir esterilidade no campo
do apostolado.
A resposta a este problema crucial para quem
se dedica à evangelização, em nossos dias, a
encontramos no ensinamento do Sucessor
de Pedro: “Se Cristo lhes for apresentado
com o seu verdadeiro rosto, os jovens
reconhecem-No como resposta convincente e conseguem acolher a sua
mensagem, mesmo se exigente e marcada pela Cruz” (Novo Millennio
Ineunte, 9).
Descortinar a verdade em toda
a sua totalidade deslumbrante é o
segredo de uma autêntica evangelização, método que os Arautos do Evangelho seguem em qualquer campo de
apostolado, e sobretudo com os jovens, nas
Casas de Convívio e Formação.
72
Nas casas dos “Arautos do Evangelho”
(acima e abaixo), o jovem recebe
formação religiosa e cultural de modo
a lhe abrir os horizontes do espírito
para os grandes panoramas da Fé,
sem perder de vista os reais problemas
de nosso tempo
“Os jovens devem tornar-se os
apóstolos primeiros e imediatos dos jovens, realizando o
apostolado no meio deles e
através deles, levando em
conta o ambiente em que
vivem (Apostolicam
Actuositatem, 12) - Ao lado,
reunião de formação para
moças e senhoras, na
Colômbia; abaixo, apostolado
com Custódias de Maria,
na Guatemala.
Um momento importante
na vida do jovem: sua
admissão como Custódio
de Maria. Acima:
recepção do distintivo,
na Índia. Ao lado:
um pujante e alegre
grupo de Custódios
colombianos.
Pa r a g u a i
Ali, têm os jovens a vivência de
que a verdadeira alegria só é proporcionada por uma vida autenticamente cristã. Ali aprendem a resistir aos males do mundo, que os
cerca e tenta continuamente escravizá-los. Ali podem ouvir com todo
o seu vigor o apelo do Santo Padre: “A vós, jovens, peço-vos: defendei vossa liberdade interior! Que
uma falsa vergonha não vos impeça
de cultivar a castidade!” (Homilia
na canonização de Santa Kinga,
16/6/1999). Ali podem comprovar
toda a verdade contida na famosa
sentença de Paul Claudel: “A juventude não foi feita para o prazer, mas
para o heroísmo”.
a
emal
Guat
Um traço comum sobressai nos
diversos grupos de aspirantes dos
“Arautos do Evangelho”, seja qual
for o seu país de origem, raça...
Espanha
Moçambique
... ou condição social:
a alegria de seguir
a Jesus Cristo e
dedicar ao serviço da
Igreja todas as
energias
da juventude
74
Os “Arautos do Evangelho”
realizam periodicamente
congressos de Custódios de
Maria que incluem
conferências, peças de teatro,
audiovisuais, palestras feitas
por convidados como
sacerdotes e educadores, além
de círculos de estudo, jogos e
muito convívio para a permuta
de experiências, ...
... expansão dos corações e
consolidação da amizade. Acima: o conjunto
dos participantes do último Congresso para Custódios de
Maria no Brasil. Ao lado e abaixo: o Conselheiro Geral
dos “Arautos do Evangelho”, João S. Clá Dias,
pronuncia uma conferência para as
centenas de jovens que lotaram o
auditório do evento.
75
A arte cênica (ao lado) é um
meio de desenvolver as
aptidões intelectuais dos jovens
e despertar neles o interesse
pelas grandes questões da Fé e
da existência, a serem
debatidas posteriormente em
círculos de estudo (abaixo),
nos congressos dos “Arautos
do Evangelho”.
O melhor dos esforços dos
“Arautos do Evangelho” está
posto em “restabelecer os laços
que foram debilitados,
e por vezes...
... se quebraram, entre os
valores culturais do nosso
tempo e o seu fundamento
cristão permanente”
(João Paulo II, Discurso,
10/1/1992)
Acima e ao lado: Num
congresso de Custódias de
Maria, os temas abordados
nas conferências são
discutidos nos círculos de
estudo, onde todas são
convidadas a opinar e pôr
em comum suas
experiências pessoais.
76
A formação religiosa inclui, antes
de tudo, o aprendizado da
importância da vida litúrgica e
sacramental. No alto: D. Bruno
Gamberini, Bispo de
Bragança Paulista (SP),
junto com um grupo de
jovens que fizeram a
Primeira Comunhão e
aos quais ministrou o
sacramento da
Confirmação. Ao lado:
das águas batismais
renasce para a vida da
graça um novo cristão
Formação Religiosa
O interesse crescente que as novas gerações têm manifestado pela Religião vem confirmar a acertada constatação do Papa da existência de “uma juventude que,
não obstante possíveis ambigüidades, sente um anseio pro-
fundo daqueles valores autênticos que têm em Cristo a
sua plenitude” (Novo Millennio Ineunte, 9).
É pois indispensável, para atender o profundo anseio
de Absoluto que se torna uma constante inquietação
para o jovem, oferecer-lhe uma formação religiosa completa, que inclua não só o estudo da Doutrina Católica,
77
À direita:
Primeira
Comunhão de
aspirantes,
em São Paulo;
à esquerda:
Custódias
de Maria junto
a Nossa
Senhora do
Bom Sucesso,
no Equador.
D
epois das práticas
essenciais da espiritualidade
cristã, a devoção à Mãe de
Deus tem a primazia na
vida espiritual dos
“Arautos do Evangelho”.
O uso do Escapulário de
Nossa Senhora do Carmo
é muito recomendável...
Acima: Custódios de Maria, no Paraguai, após o
ato de imposição do escapulário; ao lado: grupo
de retirantes da Guatemala e da Nicarágua.
e da Sagrada Escritura; mas também, através da freqüência aos sacramentos, pela oração e pela prática da virtude, os faça reencontrar a Cristo.
Se os séculos vindouros devem ser cristãos, é
preciso apresentar desde já aos jovens “uma opção radical de fé e de vida, apontando-lhes uma missão estupenda: fazerem-se ‘sentinelas da manh㒠(cf. Is
21,11-12) nesta aurora do novo milênio” (Novo Millennio
Ineunte, 9).
Procura-se apelar à generosidade comum aos corações
juvenis, para despertar neles uma consciência cristã, que
os leve a ter gosto por um comportamento ético, responsável e solidário em face da Igreja e dos homens, e os
comprometa nos esforços da nova evangelização.
78
Não se deve ter receio de lhes propor o alto objetivo
que o Papa almeja para todo católico: “É urgente, hoje
mais do que nunca, que todos os cristãos voltem a empreender o caminho da renovação evangélica, acolhendo generosamente o convite do apóstolo para serem ‘santos em
... seguindo o exemplo do Papa
como ele mesmo recentemente
testemunhou: “Também
eu levo sobre o meu coração,
há muito tempo,
o escapulário do Carmo”.
Os retiros espirituais são
um momento de intenso
relacionamento
da alma com Deus.
toda a conduta’ (1 Ped 1, 15)” (Christifidelis Laici, 16).
Formação Cultural
Contudo, uma boa formação religiosa
nunca deve estar divorciada da cultura para que os jovens sejam mais bem preparados para enfrentaros múltiplos obstáculos
hodiernos: “Os jovens entram em contato
com as mass-media desde os primeiros anos
de vida. Ouvem opiniões de todo gênero. São
informados precocemente sobre tudo. .... Não
têm ainda, ou nem sempre, a capacidade moral e crítica para distinguir o que é bom do
que não o é, nem sempre dispõem de pontos de referência religiosa e moral, para
No alto, à direita:
Primeira Comunhão de jovens
moçambicanos; acima: curso de catecismo, em São
Paulo (Brasil); acima, à esquerda: na sede dos “Arautos do Evangelho”,
em Belém do Pará (Brasil), o Pe. Gonçalo ministra formação religiosa.
79
Chile
sil
Bra
D
iversos são os métodos
para chegar até o
jovem. As peregrinações
com a imagem de Nossa
Senhora de Fátima são
um dos meios de levar a
mensagem do Evangelho
aos ambientes escolares,
pois é lá, entre a sala
de aulas...
Pe r u
80
África
do Su
l
Colômbia
... e as quadras de
jogos que os
adolescentes
decidem os rumos
da própria
existência, optam
por Cristo ou se
afastam d’Ele.
Para evangelizar é
necessário servir-se
dos mais variados
recursos: música,
teatro, conferências,
audiovisuais, enquetes, etc.
Brasil
(uma enquete)
Inglaterra
s
Estados Unido
Índia
stes leigos consagrados à
E
evangelização dedicam especial
empenho à formação catequética
e cultural dos jovens e
adolescentes, seja nos colégios e
paróquias, seja em encontros
juvenis, simpósios,
acampamentos ou excursões
recreativas
Ao lado:
excursão de
Custódios
de Maria na
Bolívia; e
um acampamento de
“Arautos do
Evangelho”
no Brasil
82
Acima:
No Chile, Custódias de
Maria aos pés das cordilheiras andinas
assumir uma posição independente e justa diante das mentalidades
e costumes dominantes.
O perfil do verdadeiro, do bem e do belo se tornou tão ofuscado
que os jovens não sabem para que direção se voltar; e se também acreditam em alguns valores, são todavia incapazes de dar a eles uma sistematização, e com freqüência estão inclinados a seguir sua própria
filosofia, segundo o gosto dominante” (Congregação para a Educação
Católica, Dimensão religiosa da educação na escola católica, 8-9).
Seguindo estas judiciosas diretrizes é dado especial
empenho ao reto desenvolvimento do senso moral
do jovem, favorecendo o discernimento entre o
bem e o mal, para que nele não se ofusque o perfil
do bem, do belo e do verdadeiro.
É neste sentido que a cultura iluminada pela Fé
é um complemento da formação religiosa. Por isso,
atento aos problemas de alma do homem hodierno
o Santo Padre solicitamente adverte: “O vazio espiritual que mina a sociedade é, sobretudo, um vazio cultural. [É preciso] restabelecer os laços que foram debilitados e, às vezes rompidos, entre os valores culturais
de nosso tempo e seu fundamento cristão permanente”
(João Paulo II, Discurso de 10/1/1992).
Deste modo, todas as atividades culturais postas à
disposição dos jovens pelos Arautos do Evangelho —
incluindo-se as recreativas — visam a “promover o homem na sua integridade, consciente de que todos os valores humanos encontram a sua realização plena e portanto a sua unidade em Cristo” (Congregação para a Educação Católica, A escola católica, 35).
83
A
s
atividades
recreativas
que tonificam o corpo
e o espírito
são animadores
complemen-
84
tos da formação cultural.
Abaixo:
aula de
teoria musical, esquete
educativa
e lição de
desenho
85
Integração Familiar
Na formação do jovem, tem papel de especial
importância sua integração familiar. Muitos rapazes de hoje vivem num ambiente pobre em
relações familiares, sofrendo solidão, falta de
afeto, e não raro mergulhados em situações de
conflito. Tais ambientes, por vezes adversos aos
valores cristãos, podem exercer sobre o jovem
uma influência negativa. Para obviar tais dificuldades os Arautos do Evangelho procuram promover a integração dos jovens em suas famílias,
favorecendo momentos de ameno convívio entre pais e filhos, nas programações realizadas
nas Casas de Convívio e Formação.
Tais iniciativas têm levado não poucos pais,
sensibilizados pelo bom exemplo de seus filhos,
a voltarem à prática da Religião e a tornarem-se
por sua vez apóstolos junto a outras famílias.
Nada melhor do que
harmonizar as famílias, a
fim de que constituam um
ambiente sadio para o jovem.
Pais e parentes são convidados
a freqüentar também as casas
de convívio e formação, e
acabam por reencontrar, eles
mesmos, a vida cristã em sua
integridade. Muitos se
tornam evangelizadores, como
Mensageiros de Fátima
(No alto: afetuoso
cumprimento pelo Dia das
Mães, comemorado numa das
casas dos “Arautos do
Evangelho”, em São Paulo;
acima: animada
confraternização entre as
famílias ao final de uma
programação para os jovens;
ao lado: peregrinação com
familiares de aspirantes, ao
Santuário de Nossa Senhora
Aparecida, Padroeira do Brasil).
86
Junto ao lendário e evocativo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, onde as águas de dois oceanos se chocam, um
grupo de famílias venera a imagem de Nossa Senhora de Fátima, em peregrinação organizada pelos “Arautos do Evangelho”
A família,
uma igreja
doméstica
P
or que as ruínas imponentes do Coliseu
atraem tanto a admiração das multidões de turistas e peregrinos que circulam pelas penumbras de
suas galerias de pedra gasta pelos séculos?
Mais do que a grandeza daquela construção, é a gesta heróica das legiões de mártires dos primeiros tempos
do cristianismo, que naquela arena semidestruída desafiaram corajosamente o paganismo, desprezaram os prazeres da Roma dos Césares, e assinaram o testemunho
da sua Fé com o próprio sangue.
E até hoje, quem cruza aqueles evocativos arcos acaba prestando uma homenagem muda àqueles heróis da
Fé.
Contudo, a voracidade das feras não pôde consumir
entre suas fauces o dinamismo da verdadeira Religião
que conquistou pacificamente todo o Império Romano,
e transformou os perseguidores em defensores de Cristo.
Mas, ao lhes ser concedida liberdade de culto, aqueles cristãos, que antes estavam dispostos a entregar a vi-
88
da por Jesus, tiveram de enfrentar um inimigo mais terrível que as garras das feras: o ambiente ainda profundamente paganizado da sociedade romana. E as seduções
e delícias do mundo civilizado fizeram, talvez, mais dano entre os fiéis, diminuindo o zelo e o fervor primitivo,
do que a crueldade dos perseguidores.
Por isso, muitos dos que desejavam trilhar as vias da
perfeição, abandonaram o convívio dos homens para se
isolarem nos desertos, temendo não conseguir resistir
às seduções do mundo.
Mas outros, por suas obrigações pastorais, ou familiares, não podiam abandonar a sociedade para se recolher
na solidão de um ermo.
Era-lhes então vedada a ascensão pelas vias sublimes
da santidade?
O problema talvez seja ainda mais vivo hoje em dia.
Como formar bons cristãos, no ambiente materialista da
civilização ocidental? Terão eles também que fugir para
o deserto, para não serem seduzidos pelo mundo?
Papel da família na evangelização
O verdadeiro ponto de equilíbrio, tão difícil por vezes
de achar, o encontramos no magistério pontifício, o qual
sobretudo a partir do Concílio Vaticano II se voltou
com particular solicitude para os problemas do apostolado de nossos dias.
“Deve-se reservar a essa comunidade [a família] uma solicitude privilegiada .... Como a experiência ensina, a civilização e a solidez dos povos dependem sobretudo da qualidade humana das próprias famílias. Assim, a ação apostólica em favor da família adquire um valor social incomparável. A Igreja, por sua parte, está profundamente convencida disso, bem sabendo que ‘o futuro da humanidade
passa através da família’” (Christifideles laici, 35, 36).
Se de um lado, a nova evangelização deve voltar-se
com especial empenho para a família, de outro lado, é
da célula mater da sociedade que sairão bons operários
para cuidar da messe. É na família que se inicia a formação do futuro sacerdote, religioso ou religiosa, ou mesmo
do missionário leigo.
O regaço das mães católicas é o primeiro banco da escola de Jesus, onde as crianças aprendem a soletrar esse
nome dulcíssimo. É o carinho materno que primeiro grava nos corações inocentes os rudimentos da Fé. Não há
melhor escola de santidade que a das mães verdadeiramente cristãs, que ao longo da história esculpiram com
o cinzel de suas virtudes heróicas legiões de santos
cujas imagens ornam os nichos das igrejas.
“A Virgem Maria
acompanha cada um
de seus filhos e filhas
com sua presença
materna. A Ela peço ....
que anime e proteja o
trabalho da nova
evangelização, para
que os cristãos vivam
sua fé com coerência e
ardor, e voltem a ela os
que a abandonaram”
(João Paulo II)
Na página anterior:
visita da imagem
de Maria a uma
casa na Argentina;
acima: num lar da
África do Sul; ao
lado: Nossa
Senhora abençoa
com sua maternal
presença a
uma família da
República
Dominicana.
89
Como luminosa
Pe re g r i n a d a F é , a
Imagem de Nossa
Senhora é alegremente
recebida por outra
família platina
N
unca a Rainha
dos Céus deixa de
abrir os corações, em
qualquer ambiente em
que sua imagem é
introduzida. Nos
lares, sobretudo, esse
“ministério dos
portadores da Virgem
de Fátima” — como o
qualificou o CardealArcebispo de Salvador
e Primaz do Brasil,
Dom Geraldo Majella
— tem obtido
numerosas conversões
Com razão observa criteriosamente o Santo Padre: “para evangelizar o mundo são necessários, antes de mais, os
evangelizadores. Por isso, todos, a começar pelas famílias
cristãs, devem sentir a responsabilidade de favorecer o
despertar e o amadurecer de vocações especificamente
missionárias, tanto sacerdotais e religiosas como laicais”
(Christifideles laici, 35).
Evangelização no lar
Em virtude destas sábias diretrizes do Sumo
Pontífice, os Arautos do Evangelho dedicam boa parte
de seu empenho para fazer chegar a mensagem do
Evangelho às famílias, sobretudo àquelas que estão
afastadas da vida eclesial, fazendo com que voltem a se
aproximar dos sacramentos.
Mas, surge então a dificuldade: como chegar até aos
que não freqüentam a Igreja? A resposta é lapidarmente simples: indo até junto deles. É esse o papel do
evangelizador.
As visitas aos lares com a imagem de
Nossa de Nossa Senhora (ao lado, no
México; abaixo, no Paraguai), a
divulgação da mensagem de Fátima e da
devoção do Terço constituem importantes
modalidades da atuação dos “Arautos do
Evangelho” junto às famílias.
92
Os Arautos do Evangelho, em colaboração com as Associações Nossa Senhora de Fátima, promovem em todos
os países onde atuam, vários tipos de iniciativas com
essa mesma finalidade.
A primeira delas é a divulgação da Mensagem de Fátima, e da devoção do terço, a que os Papas chamam de
compêndio do Evangelho, por meio de livros e de folhetos de propaganda distribuídos em larga escala nas vias
públicas e por correio.
Só no Brasil, onde os Arautos do Evangelho têm sua
casa-mãe e são portanto mais atuantes e numerosos,
mais de 600.000 famílias solicitaram publicações religiosas através da Campanha Salvai-me Rainha de Fátima.
Dessas, cabe destacar que cerca de 260.000 pediram
que lhes fosse enviado o terço, pois manifestaram dese-
jo de começar a rezá-lo para atender os pedidos de
Nossa Senhora. São inúmeros os testemunhos de pessoas que, tendo começado a rezar o terço todos os dias
sentem uma sensível mudança na sua vida, e voltam a
reconciliar-se com Deus.
Uma outra modalidade de ação evangelizadora é a
realização de peregrinações aos lares com a imagem de
Nossa Senhora de Fátima. É este um momento privilegiado em que a família, vizinhos e conhecidos se reúnem para receber Maria em seu lar, e no qual as almas
estão mais inclinadas a ouvir o convite da graça à conversão. É a oportunidade de lembrar verdades esquecidas e despertar as consciências adormecidas. É também
a ocasião de unir a família, numa comunhão mais estreita, e de lhes fazer sentir a beleza e doçura da oração.
Os “Arautos do
Evangelho” desejam
ser instrumentos de
santidade na Igreja:
favorecendo a mais
íntima unidade entre
a vida prática e a fé;
participando na
missão salvífica da
Igreja, através do
apostolado ao qual
estão destinados
todos os fiéis
Acima e
ao lado:
evangelizando
famílias
brasileiras.
93
Em sua insondável misericórdia, Maria Santíssima
derrama graças abundantes nessas ocasiões sendo incontável o número de conversões.
Conhecedor da eficácia desta atuação evangelizadora, o Cardeal D. Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo Primaz do Brasil, a qualificou de “ministério de portadores
da Virgem de Fátima, .... tão necessário à nossa época,
descrente e cheia de atribulações, mas sedenta de Deus”.
No ano 2000 a imagem de Nossa Senhora de Fátima
foi levada em peregrinação a mais de 6.000 lares e paróquias, no Brasil.
Concomitante a estas peregrinações, é levada a efeito outra iniciativa: a formação de grupos ou núcleos de
oração nos lares. “É necessário aprender a rezar, voltando sempre de novo a conhecer esta arte dos próprios lá-
bios do divino Mestre” (Novo Millennio Ineunte, 32). Só
assim é possível propor “com convicção, esta ‘medida alta’da vida cristã ordinária” (idem, 31), que é o caminho
da santidade, a prática da perfeição. Se “é claro também
que os percursos da santidade são pessoais e exigem uma
verdadeira e própria pedagogia da santidade”, afirma o
Papa, “para esta pedagogia da santidade, há necessidade de
um cristianismo que se destaque principalmente pela arte
da oração. .... como os primeiros discípulos: ‘Senhor, ensina-nos a orar’ (Lc 11,1)” (Novo Millennio Ineunte, 31-32).
A oração preferida pelas famílias é o terço. Assim é
que, incentivando seus diocesanos a se engajarem no
trabalho metódico, realizado pelos Arautos do Evangelho
através da Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima,
em Nova Friburgo, RJ, Dom Alano Maria Pena O.P.
escrevia, em junho de 2000:
“Que bom seria se em todas as famílias cristãs de
nossa querida Diocese se rezasse o Terço diariamente,
como pediu a Mãe de Deus nas aparições de Fátima!
No intuito de revigorar o quanto possível
a Fé cristã no seio das famílias, os
“Arautos do Evangelho” procuram atraílas para exercícios de piedade (como
a Via-Sacra, ao lado) e a indispensável
participação na Eucaristia (abaixo)
94
No alvorecer de uma
nova era para a
humanidade, os “Arautos
do Evangelho” deram
início à campanha
“Maria, Rainha do
Terceiro Milênio”, com a
finalidade de promover
a oração em família,
para que esta se torne
efetivamente uma
“igreja doméstica”,
segundo o desejo do
Santo Padre. Ao lado,
bênção e entrega de
oratórios que irão
peregrinar pelos lares
95
D
edicados
colaboradores na obra dos
“Arautos do Evangelho”, os
“Mensageiros de Fátima” se
comprometem a divulgar em
seus ambientes os apelos da
Mãe de Deus, revelados em Fátima.
Periodicamente se reúnem para
trocar experiências num clima de
alegria e caridade fraterna
(Nesta página: aspectos de algumas
dessas concentrações, em São Paulo)
Quando isso acontecer, presenciaremos transformações maravilhosas nas almas, e em toda a sociedade. É com grande empenho que peço a todos que se
unam à Associação Cultural Nossa Senhora de Fátima, nesta feliz iniciativa evangelizadora de divulgação do Terço, e concedo minha bênção a todos os
participantes da campanha ‘Salvai-me Rainha de
Fátima, pela graça de Jesus’.”
No ano 2001, os Arautos do Evangelho deram início a uma nova atividade para promover a oração
nos lares, denominada campanha “Maria, Rainha
do Terceiro Milênio”. Consiste ela em fazer peregrinar pelos lares dos participantes um oratório
de Nossa Senhora de Fátima. Durante o período
que permanece na família, deverá ela reunir-se
para um momento de oração conjunta. A leitura
96
do Evangelho, seguido de alguns minutos de
reflexão, a recitação de um terço, e o ato
de consagração da família a Nossa Senhora,
são os atos de piedade que se recomenda
praticar.
Convívio fraterno
Encontrar um ambiente acolhedor, um
clima de solidariedade, “escola da comunhão” (Christifideles laici, 43); ampliar a
formação religiosa de modo que permita aprofundar a Fé e o conhecimento da
Verdade, são alguns fatores que atraem os
freqüentadores das Casas de Convívio e
Formação dos Arautos do Evangelho. Ali
podem aprender a enfrentar os elementos
deletérios que na sociedade de hoje atentam contra a vivência da Religião Católica,
contra a família e seu papel educador (cf.
Christifideles laici, 36).
São promovidos também retiros espirituais — excelente ocasião de aprofundamento da fé — muito recomendáveis sobretudo para aqueles que desejam dedicar-se a uma intensa atividade evangelizadora. Não é raro, pois, que futuros Mensageiros de Fátima, antes de assumir o seu
compromisso evangelizador queiram passar por um período de reflexão.
Uma nova experiência de evangelização
digna de nota foi neste ano, em muitas das
Casas dos Arautos do Evangelho, a apresentação ao público do Presépio. Por meio de
um engenhoso jogo de luz e som era contada a história do nascimento de Jesus Cristo, e da Redenção do gênero humano. A
afluência de pessoas foi grande, alcançando
largos milhares de assistentes.
Em Monte Alegre, pequena cidade montanhesa incrustada numa região turística,
a pouco mais de 100 km de São Paulo,
também o Presépio montado na Casa dos
Arautos do Evangelho atraiu numeroso público da região. A pedido de muitos simpatizantes, o Presépio permanece montado no ano inteiro, havendo se tornado uma verdadeira atração para todas as
redondezas, quase um centro de peregrinação, sendo visitado diariamente
por grupos de pessoas, às vezes liderados
pelos párocos de cidades vizinhas, que ali
vão rezar, e conversar com os Arautos do
Evangelho. Aos fins de semana, a média de
visitantes é de 350 por dia, e até mesmo
O acolhedor convívio
que as famílias encontram nas Casas dos “Arautos
do Evangelho” é um meio de fortalecer os vínculos da caridade.
97
aderentes de outras religiões, como protestantes, e até
muçulmanos, não resistem ao atrativo de ouvir contar
a comovedora história do nascimento de um Menino,
numa gruta de Belém, há dois mil anos.
Há centenas de relatos destes originais peregrinos,
que acompanhados o mais das vezes de suas famílias,
foram reavivar sua Fé junto a um humilde Presépio.
Revitalizando a comunidade eclesial
“Os católicos não-praticantes constituem o maior desafio missionário que a Igreja no Brasil enfrenta, ao menos do
ponto de vista quantitativo”. Esta preocupação expressa
pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nas
“Diretrizes gerais 1999-2002” reflete a situação geral da
Igreja na maior parte dos países do Ocidente. Com
efeito, a grande maioria das famílias junto às quais os
Arautos do Evangelho, os “Mensageiros de Fátima e Apóstolos de Fátima” atuam, ou nunca freqüentaram a igreja com regularidade, ou deixaram de freqüentá-la. Uma
de suas metas é, portanto, conquistá-las para a vida
eclesial, incentivando-as a inserir-se na comunidade
paroquial, não apenas por meio da freqüência regular,
mas pela participação ativa.
A ssim como em Monte Alegre do Sul (SP), em
diversas cidades do Brasil e do exterior, artísticos presépios
com som, luz e movimento têm atraído numeroso
público às casas dos “Arautos do Evangelho”
Milhares de pessoas, de todas as idades, visitam o Presépio permanente da Casa
dos “Arautos do Evangelho”, em Monte Alegre do Sul (SP). Aí, por meio de uma
artística montagem de som e luz é contada a história da Redenção do gênero humano. Muitas das reações dos assistentes revelam a profunda e salvífica mudança
que esta ação evangelizadora pode operar nos espíritos.
“Eu e minha esposa ficamos encantados! Parabéns
a esta comunidade por essa idéia maravilhosa, capaz
de atrair grande número de pessoas e firmá-las ainda
mais na fé!”, testemunhou um industrial de 58 anos.
“As palavras são incapazes de expressar o que senti,
mas as mensagens foram um bálsamo para meu coração”, disse um jovem estudante. “Saí deste lugar com
vontade de amar a todos, coisa de que meu coração era
incapaz. Obrigado por ter mudado meu coração que
era de pedra e hoje voltou a praticar o maior mandamento que Jesus deixou: Amai a Deus de todo coração
e amai o irmão como a ti mesmo...” — acrescentou.
Para uma dentista de 45 anos, a visita “foi o início de uma nova caminhada”. E, emocionada, completou: “Obrigada pela oportunidade da convivência com
Jesus, e parabéns pelo belo trabalho não só
visual como também espiritual. Que Deus
os abençoe.”
“Muito bom! É uma necessidade para
que o mundo siga um rumo certo. Sugiro
e rezo para que esse movimento se espalhe
e aumente no mundo inteiro, pois acredito que a única salvação para a humanidade será através de Deus. Parabéns!”
— foi o comentário de um médico de 50
anos.
Por sua vez, um professor de 53 anos
assim externou seus sentimentos: “Fiquei
tão emocionado com a apresentação que
não tenho palavras ou sugestões para ampliar ou melhorar o presépio. A apresentação me trouxe mensagens de muita paz e alegria. Uma espécie de renovação
espiritual. Agradeço a oportunidade... em um bom
momento.”
E uma dona de casa resumiu o que ia na alma da
maioria dos visitantes:
“Um presente de Deus e de Maria para mim. Nunca senti uma paz tão grande. Agradeço a Deus por tanta bondade e misericórdia para com cada um de nós.
Que Ele abençoe hoje e sempre a inspiração desse presépio e a cada um desta comunidade. Amém.”
99
Animação da
Vida Eclesial
A
maior alegria dos “Arautos do
Evangelho” consiste em servirem
de extensão à voz e aos braços
sacerdotais, para estimular à santificação
os homens e mulheres de nosso tempo.
(Ao lado, acolitando missa na Catedral
do Porto)
C
omo é grande, hoje — afirmou o Papa em 1998 — a necessidade de personalidades cristãs amadurecidas,
conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! Como é grande a necessidade de comunidades
cristãs vivas! E eis, então, os movimentos e as novas
comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada
pelo Espírito Santo, a este dramático desafio do final de milênio. Vós sois esta resposta providencial.”
(Discurso no Encontro com os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades, 30/5/1998).
Para os Arautos do Evangelho — novo movimento eclesial — estas proféticas palavras do Santo
Padre soam como convocação para um redobrar
de esforços na nova evangelização. A campanha
“Maria, Rainha do Terceiro Milênio” foi idealizada com o intuito de ser despretenciosa resposta ao apelo do Papa, feito naquele discurso:
“Re-afervorar os católicos que deixaram esfriar
sua fé, esperança e amor, e fazer com que eles participem efetivamente da vida eclesial em suas respectivas paróquias. Atuar sobretudo nas famílias, levando-as a se inserirem ativamente na comunhão eclesial, mediante a participação freqüente no culto e
Na página
anterior e nesta:
Alguns aspectos
da animação da
vida eclesial
levada a cabo
pelos “Arautos do
Evangelho”, em
espírito de
unidade e de
comunhão com
os bispos e
párocos locais.
Ao lado: em
Miami, nos
Estados Unidos;
abaixo: em
Toronto, Canadá.
“A finalidade de vosso
Instituto é, precisamente,
ajudar a Igreja na
necessária e ingente tarefa
da nova evangelização, à
qual em tantas e em tão
repetidas ocasiões tem se
referido o Santo Padre João
Paulo II, convidando-nos
sempre à sua realização.
Estais comprometidos nisto,
com o esforço de uma vida
que busca a perfeição
evangélica, com um
apostolado intenso dirigido,
sobretudo, à promoção da
cultura cristã, à catequese e
à animação litúrgica.”
(D. Manuel Monteiro de Castro,
homilia em 18/3/2001)
na celebração eucarística e nas demais atividades comunitárias.”
Está sendo posta, portanto, a serviço da comunidade
eclesial, uma força nova, constituída por leigos que recebem uma formação sólida e profunda, conforme o desejo de João Paulo II, expresso no citado encontro com os
movimentos eclesiais e novas comunidades: “No nosso
mundo com freqüência dominado por uma cultura secularizada, que fomenta e difunde modelos de vida sem
Deus, a fé de muitos é posta à dura prova e, não raramente, é sufocada e extinta. Percebe-se, então, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e
aprofundada formação cristã”.
103
Já o Concílio Vaticano II advertia para a necessidade da formação de um “laicato propriamente dito”
(Decreto “Ad Gentes”, 21), sem o qual “o Evangelho
não pode penetrar profundamente na mentalidade, na
vida e no trabalho de um povo” (idem).
Revigoramento paroquial
A inserção ativa na vida paroquial dos “Apóstolos de
Fátima”, “Mensageiros de Fátima” pretende contribuir
para a constituição desse laicato. Tal inserção se dá por
meio de uma multiplicidade de atividades e serviços,
entre os quais convém ressaltar:
Levando os católicos à igreja: Um dos esforços realizados tem em vista estabelecer uma vinculação duradoura entre o povo e a instituição eclesial, no sentido da
adesão ao Magistério eclesiástico e no da valorização
da vida litúrgica e sacramental, como meios de santificação. Segundo o célebre teólogo dominicano, Frei Carlos Lledó, essa é uma das “prioridades pastorais” que o
Papa pede aos Arautos do Evangelho: “A Eucaristia Sacrifício-Comunhão-Tabernáculo é a fonte de toda evan-
Ao lado: A prática da
comunhão reparadora
dos Cinco Primeiros
Sábados, para
desagravar o Imaculado
Coração de Maria, tem
sido organizada por
“Apóstolos” e
“Mensageiros de Fátima”
em diversas igrejas
paroquiais, onde reúnem
os fiéis para rezar o
terço, meditar os
mistérios do Rosário,
confessar-se e participar
da celebração
eucarística. Para
muitos, esta devoção
é o reinício da vida
eclesial, há tempo
abandonada.
Ao lado:
A campanha
“Maria Rainha
do Terceiro
Milênio” foi
concebida com o
desejo de revigorar
as comunidades
paroquiais,
atendendo aos
paternais apelos
do Sumo Pontífice.
104
O
s “Arautos do Evangelho” procuram “servir com fidelidade e
laboriosidade, segundo o modo que é próprio à sua vocação e com um
método particular, ao incremento de toda a comunidade cristã, aos
projetos pastorais e à animação evangélica de todos os âmbitos da vida”
(Christifideles laici, 31)
Nas mais variadas
latitudes onde atuam, os
“Arautos do Evangelho”
se destacam por sua
inserção na comunidade
eclesial, seja
abrilhantando as
celebrações eucarísticas e
as festas religiosas, ou
ainda prestando serviços
administrativos
às paróquias
gelização. Sereis autênticos ‘Arautos do Evangelho’ na
medida em que o fordes a partir da Eucaristia, na Eucaristia e para a Eucaristia. O Papa vos pede que sejais
apóstolos da Eucaristia, recordando pelo mundo afora o
valor da Missa dominical como chave de uma profunda
renovação cristã e inclusive social”
“Ao mesmo tempo, o Papa vos pede que formeis autênticas escolas de oração” (Homilia em San Jerónimo el
Real,19/3/2001).
A prática da devoção dos “Cinco Primeiros Sábados”, pedida por Nossa Senhora à
Irmã Lúcia, é também um excelente modo de iniciar os
fiéis na “escola da oração”. Por isso, os Arautos do Evangelho promovem tal devoção num número crescente de
paróquias. O terço, a meditação de 15 minutos sobre os
mistérios do Rosário, a confissão e a comunhão reparadora realizados num ato comunitário têm como efeito,
também, a aproximação de muitos fiéis das paróquias,
e sua inserção na vida eclesial.
Secretariado Paroquial Voluntário: Sob a orientação
dos respectivos párocos, equipes de
jovens voluntários assumem trabalhos administrativos; colaboram na
restauração dos templos sagrados; mantêm as igrejas abertas
ao público o maior tempo possível; atendem os fiéis; exercem
o ministério extraordinário da
Eucaristia; promovem a catequese, bem como outros serviços onde sua atuação seja
solicitada.
No alto: Missa solene na Catedral de Quito, Equador;
acima: numa Celebração Eucarística, com D. Fernando
Figueiredo e Pe. Marcelo Rossi; ao lado: Pe. Romano com os
“Arautos do Evangelho” na secretaria da paróquia de Nossa
Senhora da Consolação, em São Paulo, Brasil.
106
Assumindo tais responsabilidades, permitem aos sacerdotes a dedicação mais intensa ao ministério que lhes
é próprio.
Animação das celebrações litúrgicas
O Concílio Vaticano II chamava a atenção para o
papel fundamental das artes na vida eclesial:
“A literatura e as artes são também, segundo a maneira
que lhes é própria, de grande importância para a vida da
Igreja. [...] Conseguem assim elevar a vida humana, que se
expressa de formas diferentes, segundo os tempos e lugares.
Deste modo, o conhecimento de Deus é mais perfeitamente manifestado; a pregação evangélica torna-se mais compreensível ao espírito dos homens e aparece como que in-
Ter vocação
evangelizadora
implica também
numa intensa
participação na vida
eclesial. Acima: no
Chile, a presença
dos “Arautos do
Evangelho” na
festa de Nossa
Senhora do Carmo,
Padroeira da nação
andina; ao lado:
durante uma
procissão na Índia
107
A
Eucaristia é o centro
da vida do cristão.
Toda a evangelização
deve ter como meta
reconduzir os fiéis
para junto de Jesus
Eucarístico.
Por diversas vezes
foram os “Arautos
do Evangelho”
tegrada nas suas condições normais de vida”
(Gaudium et Spes, 62).
Igualmente o Santo Padre, em numerosas ocasiões, não tem poupado incentivos
ao emprego das artes para fins religiosos, como quando se dirigiu aos “Pueri Cantores”:
“A linguagem da beleza chega aos corações e
contribui para o encontro com Deus. A alegria que transmitis ao cantar deve irradiar-se
em torno de vós, e suscitar um entusiasmo
contagioso” (31/12/1999).
Seguindo as sapienciais orientações do
Sumo Pontífice, os Arautos do Evangelho vêm
108
e “Os Cavaleiros do
Novo Milênio”
convidados a animar
e organizar Congressos
Eucarísticos regionais,
no Brasil e no exterior.
Nestas páginas,
alguns aspectos de sua
fervorosa participação
em ditas celebrações
largamente utilizando a música para a animação das celebrações litúrgicas.
Especialmente dedicados a esse gênero
de apostolado são Os Cavaleiros do Novo
Milênio e outros grupos musicais afins, formados por Arautos do Evangelho em todo o
mundo.
Contudo, se um de seus principais instrumentos de evangelização é a música, Os
Cavaleiros do Novo Milênio (grupo musical
composto por coro de vozes mistas e conjunto instrumental) se valem de outros recursos que ajudam também a “traduzir a
109
verdade do mistério que se celebra na liturgia” (S.S. João
Paulo II, Discurso no Congresso Internacional de Música Sacra, 12/1/2001), especialmente aquilo que contribui
para o esplendor do culto divino, como os hábitos ou
uniformes dos Arautos do Evangelho, estandartes com
a insígnia da instituição, e a coreografia por eles criada.
Os Cavaleiros do Novo Milênio, Arautos do Evangelho
e as Associações Nossa Senhora de Fátima, têm participado, também, em celebrações de grande porte, já não apenas paroquiais, mas diocesanas ou interdiocesanas, como os congressos eucarísticos regionais ou nacionais,
C
om seu modo
de ser e sua
ação evangelizadora
através da música,
querem “Os
Cavaleiros do Novo
que no Brasil muitos bispos vêm promovendo, de acordo com diretrizes da CNBB, com notório proveito para os fiéis: “É urgente vivificar e atualizar as diversas formas de celebração litúrgica” .... “Nas celebrações litúrgicas, articulem-se melhor a tradição da Igreja e a experiência atual dos fiéis, valorizando as pessoas e sua vivência. É preciso redescobrir o aspecto simbólico da Liturgia, enfatizar o sentido do mistério e recuperar as dimensões de festa, alegria e esperança e a riqueza da espiritualidade do Ano Litúrgico” (CNBB, Diretrizes Gerais
da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 22/5/95).
Milênio” secundar
os esforços do Papa,
convidando os
homens de hoje a
voltarem seu olhar
para Jesus Cristo
“Arautos do
Evangelho” e “Os
Cavaleiros do Novo
Milênio” desfilam junto ao Monumento do
Ipiranga, em São
Paulo, Brasil, nas
comemorações do Dia
da Independência.
“Sacralização
do mundo”
Catedral de Salvador
(Brasil)
I
mpregnar de Cristianismo” a ordem temporal, segundo a expressão de João XXIII (Mater et Magistra, 135) — eis a tarefa que a Igreja, hoje mais
do que nunca, atribui aos leigos como sua missão específica. Trata-se da consecratio mundi — a sacralização do
mundo — à qual o Papa se refere, ao dizer que a “tarefa prioritária da nova evangelização, que compete a todo
o povo de Deus”, descortina aos olhos do leigo cristão
“imensos horizontes — alguns dos quais ainda por serem
explorados — do compromisso no século, no mundo da
cultura, da arte e do espetáculo, da investigação científica,
do trabalho, dos meios de comunicação, da política, da economia, etc., e pede-lhes criatividade na busca de modalidades cada vez mais eficazes para que estes ambientes encontrem em Jesus Cristo a plenitude do seu significado” (Instrução acerca de algumas questões sobre a colaboração dos
fiéis leigos no sagrado ministério dos sacerdotes, 13/8/1997).
E o que é essa “sacralização do mundo” senão tornar
realidade aquilo que Jesus nos ensinou a pedir ao Pai:
114
“Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu”?
Por isso, o Concílio Vaticano II exorta os leigos, dizendo: “A expectativa de uma terra nova, longe de atenuar,
deve impulsionar em vós a solicitude pelo aprimoramento desta terra” (Gaudium et spes, 39).
Em diversos documentos, o Concílio sublinhou com
veemência a relação íntima e profunda entre a ordem espiritual e a temporal, indicando ao mesmo tempo o modo de o cristão agir em vista desta importante realidade. O Decreto Apostolicam actuositatem é especialmente
rico a esse respeito:
“A obra da redenção de Cristo, que, por sua natureza,
é voltada para a salvação dos homens, compreende também a restauração de toda a ordem temporal. Portanto, a
missão da Igreja não consiste apenas em anunciar a mensagem de Cristo e sua graça aos homens, mas também em impregnar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito evangélico. Por conseguinte, os leigos, realizando essa missão,
A
beleza que transmitireis
às gerações futuras, seja tal que
avive nelas o assombro. Diante da
sacralidade da vida e do ser
humano, diante das maravilhas
do universo, o assombro é a única
atitude condigna. De tal
assombro poderá brotar aquele
entusiasmo de que .... os homens de
hoje e de amanhã têm necessidade
para enfrentar e vencer os desafios
cruciais que se prefiguram no
horizonte. (João Paulo II)
Mosteiro da
Batalha (Portugal)
exercem seu apostolado tanto na Igreja
como no mundo, na ordem espiritual e
na temporal” (nº 5).
Assim, a ordem espiritual e a temporal, “por mais que sejam distintas, se
unem de tal modo no único desígnio de
Deus, que Ele próprio pretende reassumir, em Cristo, todo o mundo para formar uma nova criação, inicialmente na
terra, e plenamente no último dia. Em
ambas as ordens, o leigo, ao mesmo tempo membro do povo de Deus e da cidade
dos homens, deve sempre comportar-se
com uma mesma consciência cristã”
(Idem).
Ainda segundo a Apostolicam actuositatem, os leigos podem realizar seu
apostolado de várias maneiras, por
exemplo, tendo uma parte específica
no ministério da palavra e dos Sacramentos, e dando testemunho da vida
cristã e das boas obras realizadas com
espírito sobrenatural (cfr. nº 6). Mas
— advertem os padres conciliares —
não se reduz a isto o vasto campo de
evangelização aberto aos leigos. Pelo
contrário, “o verdadeiro apóstolo procura as ocasiões para anunciar a Cristo”
(Idem). Mais ainda: “Como em nosso
tempo surgem novos problemas, e se multiplicam erros gravíssimos que preten-
8
isando atingir
com sua forma
específica de
evangelização
a todos os ambientes
e camadas sociais,
os “Arautos do
Evangelho” procuram
se fazer presentes
nos mais variados
lugares, desde
palácios presidenciais
(acima, concerto para
o Corpo Diplomático
na Bolívia), até
ginásios poliesportivos
(ao lado, em
Bogotá, Colômbia)
116
dem destruir desde os fundamentos a
religião, a ordem moral e a própria
sociedade humana, este Sagrado
Concílio exorta vivamente os leigos a
que cada um, segundo seus talentos e
seu saber, e conformando-se com o
pensamento da Igreja, cumpram com
diligência a parte que lhes compete,
para esclarecer os princípios cristãos,
defendê-los e aplicá-los convenientemente aos problemas atuais” (nº 6).
O “pulchrum” divino,
do qual os “Arautos do
Evangelho” e “Os
Cavaleiros do Novo
Milênio” procuram ser
um reflexo, permite
“dar ao mundo .... um
esplêndido testemunho e
exemplo da santidade”
(Lumen Gentium, 39)
Acima e ao lado:
secretarias,
repartições públicas
e parques
municipais são
outros tantos
ambientes aonde os
“Arautos do
Evangelho”
procuram levar
a Boa-Nova e a
sua ação
evangelizadora
através da arte
e da beleza.
117
D
iante do imenso campo de
evangelização a ser atingido,
povoado pelas massas
descristianizadas de hoje, os
“Arautos do Evangelho” e as
“Associações Nossa Senhora
de Fátima” utilizam
os mais variados
métodos de
propaganda...
118
À esquerda:
entrevistas em
Miami e num
estúdio em
Guayaquil;
abaixo:
programa na
Rádio Maria, em
Moçambique
... como: distribuição de obras nas
ruas, difusão postal de artigos
religiosos, manuais de oração,
calendários, terços, medalhas, CDs
de música sacra, etc. Valendo-se dos
avançados recursos da mídia e da
tecnologia modernas, promovem
igualmente sua evangelização através
das rádios e televisões, bem como
pela Internet.
119
Entre as obras de apostolado recomendadas, “sobressai a ação social dos cristãos, que o Santo Concílio
deseja ver estendida hoje a todo o âmbito da ordem
temporal, inclusive ao da cultura” (nº 7).
Atuando, pois, especialmente no campo da cultura, os Arautos do Evangelho, Os Cavaleiros do Novo Milênio e as Associações Culturais Nossa Senhora de Fátima desejam dar sua contribuição para“impregnar e
aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito evangélico” (AA, 5), desenvolvendo com ardor uma ampla
obra evangelizadora pelos quatro cantos da Terra, a
fim de atingir todas as classes sociais, profissões e
condições de vida.
Portanto, além do apostolado no círculo paroquial, familiar e juvenil, eles vão à “procura das ocasiões para evangelizar” nos mais diversos ambientes:
nas ruas das grandes, médias e pequenas cidades, nos
bairros centrais como nos periféricos, nas empresas,
fábricas, repartições governamentais, asilos, hospitais, orfanatos, presídios, aeroportos, shopping centers, hotéis, estádios, quartéis, teatros, etc.
Os meios de difusão são os mais variados, destacando-se a participação em eventos de caráter cultural-religioso, especialmente através de apresentações musicais.
Outros recursos de penetração
pela cultura são, por exemplo,
as realizações de peças teatrais
em espaços públicos, para veicular a mensagem do Evangelho.
Além disso, em vista do
enorme campo de evangelização que deve ser atingido, constituído pelas massas descristianizadas de hoje, lançam mão
de métodos tendentes a multiplicar sua presença e atingir o
maior número possível de pessoas: ademais da utilização dos
grandes sistemas de comunicação como televisão, rádio e internet, é feita divulgação nas
ruas, em larga escala, de folhetos de propaganda religiosa (até
o momento, mais de 35 milhões
de exemplares, só no Brasil),
livros, autocolantes, etc., acrescentando-se ainda a difusão postal de publicações e artigos religiosos como estampas, manuais
de oração, calendários hagiográficos, CDs de música sacra, terços, medalhas, etc.
120
“Os bens culturais, em suas
múltiplas expressões,
constituem um instrumento
que não pode ser descuidado
na missão evangelizadora e
de promoção humana
própria da Igreja” (João
Paulo II, Discurso em
31/3/2000)
Cônscios de que a Igreja
sempre deu grande
importância ao cultivo
das artes como meio de
enriquecer e santificar
as almas, os “Arautos
do Evangelho” se
utilizam de diferentes
expressões artísticas na
sua atuação junto à
sociedade. Abaixo:
Representação teatral
na comemoração da
Independência do
Brasil. Ao lado e na
página anterior:
atelier de iconografia
religiosa
121
6
ive fome e
destes-me de
comer; estava
enfermo e
visitastes-me;
estava no cárcere
e viestes me ver...
(Mt 25, 35-36)
Méxic
o
A tendendo a um dos mais sagrados preceitos da
caridade cristã, os “Arautos do Evangelho” têm
especial empenho nas visitas a hospitais, creches, asilos e
cárceres, levando a todos uma palavra de fé e de
esperança, o conforto da presença maternal da Imagem
de Nossa Senhora de Fátima, ou o auxílio material
que amenize em algo os infortúnios do próximo
122
Nestas páginas e
na seguinte,
flashes da atuação
dos “Arautos do
Evangelho” em
hospitais, creches,
asilos e prisões,
no Brasil e no
exterior
Abaixo: Muitas vezes os
“Arautos do Evangelho”
têm testemunhado
conversões tocantes e
profundas, e cenas de
arrependimento entre
aqueles que pagam atrás
das grades por suas
quedas passadas...
ai
Pa r a g u
S
Nicarágua
uscitados pelo Espírito Santo, os
“Arautos do Evangelho” têm um carisma especial para
tratar com todo tipo de fiéis, pois são capazes de elevar os pobres,
tranqüilizar os aflitos e enfermos, assim como de abrir os corações dos mais ricos. São
verdadeiros harmonizadores sociais e exímios apóstolos (Dom Luis Reynoso Cervantes,
Bispo de Cuernavaca, México)
“Todas as vezes que vós
fizestes isto a um destes
meus irmãos mais
pequeninos, a mim o
fizestes” (Mt 25, 40)
124
A rg e n t
ina
Ao lado: “Os Cavaleiros
do Novo Milênio” se
apresentam no Ministério da
Cultura, em Brasília. Ao final do
ato receberam calorosas felicitações do
Ministro Francisco Weffort (acima).
“Duc in altum!” — lembrando estas palavras do Divino Mestre aos apóstolos, o Papa João Paulo II exorta
todos os cristãos a “fazer-se ao largo”, no amplo oceano
das almas que estão à espera da mensagem cristã (Novo Millennio Ineunte, 1).
“Praesto sumus” — “eis-nos aqui” prontos (I Sa, 3, 16)
— respondem-lhe com entusiasmo os Arautos do Evangelho, desejosos de refletir a luz de Cristo. Cônscios, no
entanto, de sua fraqueza que em decorrência da herança de Adão facilmente os poderá tornar “opacos e cheios
de sombra” (NMI, 54), põem eles toda a sua confiança na
proteção maternal de Maria — “aurora luminosa e guia
segura do nosso caminho” (NMI, 58) — por cuja intercessão receberão as graças necessárias para se tornarem
homens novos (cfr. NMI, 54).
Apresentam-se assim, humilde e submissamente, ao
Santo Padre e à Hierarquia Sagrada para, em união com
eles, buscarem sem descanso a “sacralização da ordem
temporal”, a fim de que a luz de Cristo brilhe sobre o
novo século e o novo milênio.
Também na
capital brasileira,
“Arautos do
Evangelho” e
“Os Cavaleiros do
Novo Milênio” se
apresentaram
para oficiais e
soldados na Base
Aérea do Distrito
Federal, em mais
um exemplo de
sua atuação
evangelizadora
por todos os
ambientes sociais.
125
E
specialmente
por meio
de apresentações musicais e
do “pulchrum” com que as revestem, prestam “Os Cavaleiros do Novo
Milênio” imprescindível contributo na obra apostólica dos “Arautos do
Evangelho” em todo o mundo. Empenhando-se nessa colaboração,
gravaram eles mais de 10 CDs de música religiosa — gregoriana,
polifônica, e popular — além de composições clássicas e modernas.
R
ogando o infalível socorro
da Auxiliadora
dos Cristãos — na
qual depositam
toda a sua confiança — procuram
os “Arautos do
Evangelho” revigorar a religiosidade
dos leigos, onde
quer que se encontrem, mostrandolhes que o dom da
santidade é
oferecido a cada
batizado.
A última
Assembléia Geral
acaba de eleger
como Presidente
dos “Arautos do
Evangelho” a
João S. Clá Dias
ARAUTOS DO EVANGELHO
Associação internacional de fiéis
de direito pontifício
Casa-mãe: Rua Dom Domingos de Sillos, 238
02526-030 - São Paulo - SP (Brasil)
Tel: (11) 6236-4343 Fax: (11) 6236-0442
www.arautos.org.br
E-mail: [email protected]
Viale Vaticano, 84 - Sc. A. Int. 5
00165 - Roma (Itália)
Tel/Fax: (39) 06390 30517
E-mail: [email protected]
Cinca, 17
28002 - Madrid (Espanha)
Tel: (34) 915 637 632 / 915 637 874
E-mail: [email protected]
R. António Cândido, 16
1050-076 - Lisboa (Portugal)
Tel: (351) 213 536 940
E-mail: [email protected]
P. O. Box 431950
Miami, FL 33243 (Estados Unidos)
E-mail: [email protected]
M o s t e i r o d o s J e r ô n i m o s , Po r t u g a l
A rautos do Evangelho!
Cavaleiros do Novo Milênio!
Jovens! Estais comprometidos
numa tarefa apaixonante:
Cristo em vós, e vós em Cristo,
para serdes os apóstolos do
terceiro milênio!
(Frei Carlos Lledó, homilia
em San Jerónimo el Real)
“Saúdo os Arautos do Evangelho, para que sendo
fiéis à Igreja, ao seu Magistério, permaneçam unidos
aos seus pastores e anunciem corajosamente, pelo
mundo inteiro, a Cristo Nosso Senhor.
Sede mensageiros do Evangelho pela intercessão do
Coração Imaculado de Maria.”
João Paulo II

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