Ipsis Litteris

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Ipsis Litteris
Boletim Mensal da Associação dos Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais do Estado de São Paulo
Maio 2005 • Número 72
Índice
Editorial
Presidência
Diretoria Social
Artigo
Cidadania
Dicas
Programe-se
Aniversariantes do mês
Para refletir
Expediente
As novidades de maio
Para contatos imediatos
Vários eventos programados
O nome do pato
Aja localmente, pense globalmente
Dicionários e sites curiosos
Verifique a programação!
Parabéns para você!
Palcos azuis
Entre em contato conosco
Editorial
Mais um mês já se passou em 2005! O tempo anda muito depressa. Como sempre,
enfrentamos muito trabalho e correria. Mas, precisamos criar um tempo especial para
poder nos renovar e recarregar as baterias. Esperamos que a leitura do Ipsis Litteris
possa ajudar. Leitura interessante no artigo escrito por Max Gehringer, dicas para
atualização profissional e diversos materiais de referência completam o cardápio.
Divirtam-se. Abraço,
Fernanda Navarro, Cynthia Berriel e Rachel Rosemblum
Anote: hot line para o boletim: [email protected]
Presidência
Quer fazer alguma sugestão? Que expor a sua opinião? Tem alguma crítica? Por favor,
anote os endereços eletrônicos para contato com a diretoria.
Antecipadamente agradecemos o seu contato,
Adriana Tommasini
DIRETORIA 2005-2007
NOME
CARGO
E-MAIL
Adriana Tommasini
Presidente
[email protected]
Sonia Regina Opice
Vice-presidente
[email protected]
Ana Rocha
1ª Secretária
[email protected]
Maria Sicilia Damiano
2ª Secretária
Helena Euthymios Sazalis 1ª Tesoureira
[email protected]
Marcos da Silva Oliveira
2º Tesoureiro
[email protected]
Célia Polacow Korn
Diretora Social
[email protected]
Eliana M. S. Paula Lima
Vice-diretora Social
Diretoria Social
Anote em sua agenda a nossa programação para o bimestre:
- Dia 21 de maio – Curso “Legal English in a Nutshell: Um panorama dos principais
âmbitos do direito norte-americano”, a ser ministrado pelo Professor Anthony James
Rosenberg
- Dia 4 de junho – Palestra “O Tesouro Artístico de Moscou e São Petersburgo - história,
arquitetura e artes russas durante a dinastia Romanov”, com a Professora Ana Maria
Correa de Novaes, seguida por visita guiada à exposição “Herança dos Czares – Obras
dos Museus do Kremblin de Moscou”
- Dia 17 de junho – Palestra “L’Assetto Istituzionale Italiano”. O Professor Francesco
D’Ippolito discorrerá sobre os principais aspectos do sistema constitucional italiano
Participe, enviando suas sugestões de cursos de capacitação e atividades culturais.
Célia Korn e Eliana Paula Lima
Artigo
O nome do pato*
Lição de globalização com os personagens de Walt Disney Por Max Gehringer**
Eu queria ter contado esta história há tempos, e só não o fiz antes porque me faltavam
alguns dados históricos -- que consegui agora graças a uma mãozinha de meu prezado
tio Fábio, um colecionador de preciosidades. O assunto é sério -- aquela eterna disputa,
tão comum em multinacionais, entre os brasileiros com mania de mudar tudo e os
globalizadores em geral (ou seja, qualquer executivo instalado acima da linha do
Equador), que acreditam que um entendimento é sempre possível, desde que seja em
inglês.
Onde está a verdade? Naquela mistura de bom senso e criatividade, duas coisas que
vivem se atropelando quando o assunto é "o Brasil contra o mundo ou vice-versa". Eu
vivi uma situação dessas há dez anos, quando estávamos implantando um novo
processo no Brasil e trombei de frente com um Boeing lotado de americanos e
mexicanos. Eles se bandearam para cá só para ter a certeza de que nenhuma alteração
seria feita, por mínima que fosse, e eu estava convencido de que, sem o jeitinho
tupiniquim, nada daquilo iria funcionar. Após muitas e muitas horas de árduas e
infrutíferas discussões, finalmente consegui encontrar um exemplo que eles
entenderam: Walt Disney.
A história que eu contei para eles foi a seguinte: em 1950, quando os personagens de
Disney chegaram ao Brasil, havia uma importante decisão a tomar -- como eles se
chamariam por aqui? Quase ninguém sabia falar inglês direito no país naquela época,
especialmente as crianças, que eram o público-alvo das publicações. Num tempo em que
nomes de artistas como John Wayne e Jerry Lewis eram pronunciados jon vâine e jérri
lévis, seria prudente manter os nomes originais de personagens como Gyro Gearloose e
Scrooge McDuck?
Outros países haviam tido essa mesma dificuldade antes do Brasil, e nem sempre as
soluções haviam agradado às duas partes. Por isso, era preciso tomar cuidado para
evitar o que ocorrera com personagens de outras editoras -- como na Argentina, onde
pruridos idiomáticos haviam feito com que o marinheiro Popeye fosse rebatizado de
"Spaghetti" e Batman se tornasse "El Murciélago". Podiam até ser nomes sugestivos,
mas, como ponderavam os executivos da matriz -- e muitos continuam ponderando com
todo furor --, não adianta nada ganhar em apelo regional se, com isso, perde-se em algo
muito mais importante: a força mundial de uma marca.
O primeiro time de tradutores e redatores da então recém-criada Editora Abril adotou o
que hoje seria chamado de "estratégia global regionalizada". O passo inicial dos
brasileiros foi garantir a benevolência da turma da Disney, e isso foi conseguido com a
promessa de manter o nome original dos dois principais personagens. Assim, Mickey
ficaria sendo Mickey e Donald ficaria sendo Donald (parece óbvio, mas, na Itália, Mickey
já era Topolino e Donald era Paperino -- e na Suécia Mickey havia virado Musse Pigg!).
E aí veio a aplicação prática das três regrinhas elementares da boa globalização:
1. Não mudar o que não precisa ser mudado Pluto seria Pluto, porque já era um nome
bom, pronunciável e sonoro.
2. Mudar o que obviamente precisa ser mudado Gyro Gearloose se tornaria o Professor
Pardal. Uncle Scrooge McDuck viraria Tio Patinhas e The Beagle Boys seriam os Irmãos
Metralha. Mais do que caracterizar personagens, nos anos seguintes esses três nomes se
tornariam sinônimos populares de gente que inventa o que não é preciso (Professor
Pardal), de pão-duro (Tio Patinhas) e de gangues das mais variadas espécies (Irmãos
Metralha).
Nacionalizar nomes é algo bem mais complexo do que aparenta ser. Gladstone Gander,
o nosso "Gastão", é Narciso Bello na Espanha, Panfilo Ganso no México e Gontrand
Bonheur na França. Ou seja, "Gastão", mais que uma tradução ou uma adaptação, é
uma aula de simplicidade. O mesmo ocorre com o Tio Patinhas, que na França se chama
Oncle Balthazar Picsou, na Alemanha, Onkel Dagobert Duck, na Suécia, Farbror Joakim
von Anka, e na Itália, Zio Paperon De Paperoni.
3. Mudar parcialmente o que pode ser sutilmente melhorado Aí começam as sutilezas.
Mickey Mouse não precisaria do "Mouse" no Brasil, onde "rato" é meio pejorativo e
"camundongo" é muito longo, e por isso ficou só Mickey. Mas Donald Duck ficava melhor
com o "Pato" antes do nome. E sua eterna namorada, Daisy Duck -- Pata Margarida, em
tradução literal --, soava melhor sem a "pata" e ficou só Margarida. Nada mais que a
aplicação do bom senso.
Nas empresas, não é raro que os pioneiros que contribuíram com grandes idéias no
passado sejam esquecidos depois de algum tempo. Felizmente, a história do
desembarque bem-sucedido dos personagens da Disney no Brasil ficou documentada.
Jerônimo Monteiro, o primeiro tradutor e redator da Editora Abril, batizou o Tio Patinhas
e os sobrinhos de Donald, Huguinho, Zezinho e Luisinho -- no original eles eram Huey,
Dewey e Louie (e a filha pré-adolescente de Jerônimo Monteiro, Terezinha, foi quem
sugeriu o nome "Irmãos Metralha"). Depois de Jerônimo, viriam Alberto Maduar, criador
dos nomes do Professor Pardal, do Lampadinha, do Gastão e da Maga Patalógika (que
era Maga De Spell em inglês), e Álvaro de Moya -- desde sempre, a pessoa que mais
entende de história em quadrinhos no Brasil.
A tradição de acertar nomes de personagens teve seu último grande momento na
década de 70, quando chegou ao Brasil o primeiro livro de Calvin & Hobbes, e o nome do
tigre foi abrasileirado para "Haroldo". É só olhar para ver que ele tem mesmo cara de
Haroldo, e não de Hobbes. Mas os personagens mais recentes -- Beavis & Butthead, os
Simpsons, a turma sádica de South Park e Dilbert -- mantiveram os nomes originais.
Seria interessante saber como aquela gente talentosa, de achados antológicos como
"Recruta Zero" e "Brucutu", encontraria uma definição bem brasileira -- e bem marota -para "Butthead"... coisa que jamais saberemos porque, ultimamente, a globalização
virou rua de mão única. E isso só leplime a cliatividade, como ponderaria Hortelino
Trocaletra. Digo, Elmer Fudd.
*
Artigo publicado na Revista EXAME, da Editora Abril - 02.03.2004.
**
Max Gehringer ([email protected]) é autor do livro Máximas e Mínimas da Comédia Corporativa.
Cidadania
Um clique por dia pode fazer uma diferença no meio ambiente e no plantea. Clique e doe
uma árvore: http://www.clickarvore.com.br
Dicas
Dicionário
•
Weird and Wonderful Words. Autores: Winchester, Simon; Chast, Roz e Mckean,
Erin. Editora: Oxford Usa Trade. Onde comprar e mais informações:
www.livrariacultura.com.br.
•
Nova Lei de Falências. Autor: Revista dos Tribunais. Editora: Revista dos Tribunais.
Onde comprar e mais informações: www.livrariacultura.com.br.
Sites
•
Expressões latinas? Visite o site:
http://www.portaljuridicoempresarial.com.br/latinas.html
•
Procurando provérbios e gírias em inglês? Acesse o link abaixo:
http://home.t-online.de/home/toni.goeller/idiom_wm/
Programe-se
•
Iniciação à Tradução Jurídica Inglês-Português - INSTITUTO GLOBAL LINEA
A. Turma A: 09, 16, 23 e 30.05.05; Turma B: 10, 17, 24 e 31.05.05. - Av. Pedroso
de Moraes 240, conj. 62 – São Paulo. Informações: Tel/fax 3813-8295 3815-5610;
e-mail: [email protected]
•
XVII World Congress of the International Federation of Translators. Data: 4
a 7 de Agosto de 2005. Local: Tampere, Finlândia. Mais informações:
www.fit2005.org.
•
IV Congresso Internacional de Lingüística Contrastiva - ICCL4. Data: 20 a 23
de setembro de 2005. Local: Santiago de Compostela (Espanha). Mais informações:
Departamento de Filoloxia Inglesa da Universidade de Santiago de Compostela http://www.usc.es/iclc4/contact-def.htm.
•
Translating and Understanding. Plurality of languages and cultures - XII
National Congress - Italian Society for the Philosophy of Language. Data e local:
29/09 a 01/10/05, Piano di Sorrento (Napoli), Villa Fondi. Mais informações:
Francesca Piazza ([email protected]). Inscrições no
site:http://ww2.unime.it/scef/filling/napoli/index.html
•
XIII Susanne Hübner Seminar: Translation and Cultural Identity – Data e
local: 23-26 de novembro de 2005, Zaragoza (Espanha). The Department of English
and German Philology at the University of Zaragoza (Spain) is organizing the XIII
Susanne Hübner Seminar. Organizing Committee: Micaela Muñoz Calvo (coordinator)
e-mail: [email protected]
Aniversariantes do mês
Aos nascidos entre os dias 10 de Maio e 10 de Junho, um carinhoso abraço do Ipsis
Litteris.
Nome
Aniversário
Lia Faleck
10/05
Maria Alice Quartim Barbosa Araújo
10/05
Miliam Naomi Toshimitsu
12/05
Xavier Alzueta Bartaburu
12/05
Christine Ilg di Pietro
13/05
Maria Irene Montezzo
15/05
Célia Regina dos Anjos
16/05
Claudia Sibylle Dornbusch
16/05
Myriam Gerber
16/05
Rosa María García Segovia Gálvez
17/05
Norma Wolffowitz Sanchez
19/05
Luigi Oriente
20/05
Marcelle Marie Magnoni
20/05
Maria Eugenia A. T. Mello
20/05
Claudia Amélia Fleith
22/05
Leda Ribeiro Moreira
22/05
Paulo Fernandes Zanotto
22/05
Tereza Maria Souza de Castro
22/05
Paulo Victor Deakins
23/05
Flavia de Souza Armando
24/05
Maria Alexandra Cowie
24/05
Kerstin Elisabeth Rorbaek Jensen
25/05
Elaine C. R. D. D. Angelo
27/05
Sergio Humberto Tiago Moura
27/05
Celisa Angrimani S G Laporte
28/05
Clara Azank
28/05
Fernando Ota
28/05
Marcos da Silva Oliveira
28/05
Wilma Rodrigues Alves
28/05
Carla Garcia Carrion
30/05
George Bernard Sperber
30/05
Alexandre Salles Canton
31/05
Guiomar Therezinha Gimenez Boscov
31/05
Myriam Khalil
31/05
Lúcia Lima Polachini
02/06
Sonia Jecov Schallenmüller
02/06
Renato José Citti
03/06
Adriana Caccuri
04/06
Annegret Schellenberg
04/06
Mariana Conrado dos Reis
04/06
Ana Maria Moreira Cesar Fernandes
05/06
Marcia Cossa Motta Teixeira
05/06
Eleana Maria de Oliveira César
06/06
Marilena Perale Cherniauskas
06/06
Maria Angélica Cândido Price
07/06
Maria Elisa C. R. Bittencourt
07/06
Kazuko Kimura
08/06
Simone Barreto
09/06
Alix Manning Sheppard Berkes
10/06
Ana Ruth Kleinberger Strum
10/06
Elizabeth Agata Fenyvesi Bester
10/06
Anna Maria Szasz de Franco
11/06
Lívio Mário Fornazieri
11/06
Ana Maria Mayer-Singule
12/06
Eloísa Lemos Fochi
12/06
Michael Bradford Penfield
12/06
Patricia Maria Brighenti
12/06
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Junte-se à nossa campanha pela valorização do tradutor público. Respeite a
tabela. Participe da associação. Faça cursos de atualização. Dê sua opinião –
http://www.atpiesp.org.br.
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Para refletir
“Sei que além das cortinas são palcos azuis e infinitas cortinas com palcos atrás.”
Chico Buarque
Expediente
Associação Profissional dos Tradutores Públicos e Intérpretes Comerciais do Estado de São Paulo - ATPIESP
2003/2005 – Presidente: Adriana Tommasini • Vice-presidente: Sonia Regina Opice • 1ª Secretária: Ana Rocha • 2ª
Secretária: Maria Sicília Damiano • 1ª Tesoureira: Helena Euthymios Sazalis • 2a Tesoureira: Marcos da Silva Oliveira •
Diretora Social: Célia Polacow Korn • Vice-Diretora Social: Eliana Maria S. Paula Lima
Rua Pará 76 - conj. 33 – 01243-020 - Higienópolis - SP • Tel.: (011) 3159-3636
E-mail: [email protected] / [email protected] / [email protected]
Ipsis Litteris On-line: [email protected]