Univale, Unirio e PUC-SP exigem melhores condições - cress-mg

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Univale, Unirio e PUC-SP exigem melhores condições - cress-mg
Univale, Unirio e PUC-SP exigem melhores
condições de trabalho e ensino
Assistentes sociais em todo o Brasil já sabem que a luta por uma educação pública, presencial,
de qualidade, laica e gratuita está incorporada à agenda política do Serviço Social brasileiro.
Como exemplos recentes desse compromisso estão as campanhas “Educação não é fast-food” e
“10% do PIB na Educação” e as comemorações do Dia do/a Assistente Social de 2012, com o
tema “Serviço Social de olhos abertos para a Educação”. Por isso, quando fatos de repercussão
nacional sobre a mercantilizada e discriminatória Política de Educação vêm à tona, as entidades
representativas da profissão, como o Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO fazem
questão de se manifestar.E neste mês, universidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São
Paulo viraram notícia por acontecimentos que mostram que a luta pela Universidade pública,
presencial, laica e de qualidade é árdua.Na capital fluminense, a comunidade acadêmica do curso
de Serviço Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) decidiu
interromper as atividades por falta de condições de trabalho e depois que a reitoria anunciou que
vai encerrar, de forma arbitrária e unilateral, os contratos com professores/as temporários/as até
fevereiro de 2012. A demissão ocorrerá no meio do próximo semestre do curso, que termina em 8
de abril, o que inviabiliza a realização do mesmo.Em nota divulgada à imprensa, a comunidade
acadêmica fez diversas denúncias, como a necessidade de mais professores/as, a falta de
infraestrutura básica (como salas próprias, já que o curso é realizado na Escola de Enfermagem)
e a ausência de condições gerais de trabalho. Para se ter uma ideia, foram mais de dois anos
sem uma equipe técnica-administrativa para dar suporte ao curso e só em meados de 2012 é que
duas pessoas foram contratadas para essa função.No dia 14/11, a comunidade acadêmica se
reuniu com a reitoria da Universidade para tentar acabar com o impasse. Representantes de
docentes e estudantes argumentaram que somente a Unirio tomou a decisão de encerrar os
contratos temporários antes do semestre letivo. E por mais que a interrupção esteja
fundamentada na portaria do MEC nº22/2011, em outras universidades na mesma situação, o
rompimento dos contratos de docentes só acontecerá após a conclusão do calendário
acadêmico. Também na reunião, a comunidade acadêmica reivindicou a contratação de mais
professores/as por meio de concurso, afirmando que são necessários 14 profissionais efetivos/as
para cumprir o projeto político pedagógico da Escola. A direção da Escola de Serviço Social se
comprometeu a encaminhar os procedimentos administrativos que faltam para instalar as bancas
de dois concursos. Entretanto, há um concurso vigente, mas até o momento, a primeira colocada
não foi convocada. Embora alegue questões judiciais, a Unirio convocou três professores que,
como a primeira colocada, também acessaram a justiça para garantir sua posse. A reitoria
anunciou que, depois que esta situação for solucionada, há a possibilidade de convocação
imediata da primeira e segunda colocadas do mesmo concurso, totalizando, nesta hipótese,
quatro docentes efetivos/as, número pequeno comparado ao necessário. O CFESS, o CRESSRJ, a ABEPSS, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN)
e diversas outras entidades estiveram presentes na concentração que ocorreu no dia reunião da
comunidade acadêmica com a reitoria. Uma petição pública está no ar para quem quiser
manifestar apoio ao movimento e o Conselho Federal já é um dos signatários. Nesse mesmo dia
as entidades protocolaram uma solicitação de reunião com o reitor.Univale demite docentes
Na Universidade Vale do Rio Doce (Univale), em Governador Valadares, após sucessivos
embates por melhores condições de trabalho e pela valorização do Curso de Serviço Social na
instituição, parte do corpo docente foi demitido, inclusive responsáveis pela coordenação do
curso. Segundo o Núcleo de Assistentes Sociais da cidade (Nasgv), vinculado ao CRESS-MG, há
quase um mês estudantes encontram-se sem aulas das disciplinas que pertenciam às
professoras demitidas e sem coordenação.O assunto repercutiu durante o 13º Encontro Nacional
de Pesquisadores em Serviço Social (Enpess), realizado no início deste mês, e a ABEPSS se
manifestou. “Somamo-nos aos esforços dos colegas no sentido de reivindicar dos dirigentes da
Univale e do MEC a implementação de medidas que estejam em seu âmbito de atuação para
dialogar, negociar e resolver, efetivamente, os problemas levantados”, afirmou em nota a
Associação. Já o CRESS-MG afirmou quer irá averiguar toda a situação e combater e denunciar
qualquer forma de opressão e desvalorização profissional.Cadê a democracia na PUC-SP?
Na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) a denúncia é sobre o autoritarismo
da Universidade. De que adianta ter infraestrutura se não tem democracia? O fato é que a
decisão autoritária de Dom Odilo Scherer, grão-chanceler da PUC, de entregar a direção da
universidade para a última colocada na eleição, professora Anna Cintra, causou a revolta de
estudantes, docentes e funcionários/as, que paralisaram suas atividades logo após a divulgação
da escolha, no dia 13/11. Desde então, uma série de mobilizações vem ocorrendo na
Universidade, exigindo a revogação imediata da reitora escolhida. A luta pela democracia na
PUC-SP ganhou apoiadores do Brasil e da América Latina, como informou a última edição do
jornal PUC Viva, que está acompanhando de perto as manifestações da comunidade acadêmica
contra o autoritarismo. O CFESS já manifestou seu apoio ao movimento, encaminhando uma
moção de apoio pela democracia na PUC-SP. Além disso, uma petição pública online pode ser
assinada.Na próxima quinta e sexta-feira, 29 e 30 de novembro, toda a comunidade acadêmica
vai se vestir de preto como forma de protesto. Para acompanhar as mobilizações do movimento
grevista, veja a página especial criada no Facebook.
Mobilizações da comunidade acadêmica da PUC-SP tomaram as ruas de São Paulo (foto: divulgação/Democracia na
PUC-SP)Plano
de lutas em defesa do trabalho e da formação“O CFESS se soma a estes
movimentos na luta pela educação superior de qualidade e, com isso, reafirma o seu
compromisso já expresso no Plano de Lutas em Defesa do Trabalho e da Formação e Contra a
Precarização do Ensino Superior”, afirmou a coordenadora da Comissão de Formação do
CFESS, Juliana Melim. Segundo ela, a resistência organizada de estudantes e trabalhadores/as é
fundamental para a luta pela materialização da formação profissional de qualidade, além de
contribuir para a denúncia da precarização e de práticas anti-democráticas no espaço acadêmico.
“Todo esse movimento nos remete à indissociabilidade entre formação e exercício profissional e,
portanto, exige o envolvimento e apoio das entidades organizativas do Serviço Social brasileiro",
concluiu.Não se esqueça!
Assine a petição pública contra as péssimas condições do curso de Serviço Social da Unirio Seja
também signatário/a do abaixo-assinado em defesa da democracia na PUC-SPFonte: Site do CFESS
CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL DE MINAS GERAIS – CRESS 6ª Região
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