Paródia

Сomentários

Transcrição

Paródia
Proposta de trabalho de Inglês
Devem ser formados (em cada classe) três (03) grupos, e cada
grupo deve ser dividido em compositores, revisores, “DJ digital”
(a pessoa que vai baixar da internet a parte instrumental da
canção) e cantores. Faz-se necessária também a presença de um
monitor/líder que supervisione o ensaio de cada grupo, pois os
trabalhos serão apresentados em sala de aula e na Feira Cultural.
Reescrever uma letra de música com base em paráfrase ou
paródia, usando todos os tempos verbais estudados em INGLÊS.
A parte instrumental, ou seja, a música deve ser baixada da
internet (em forma de Karaokê, por exemplo).
Não serão aceitas letras com conteúdo sexista, racista e/ou
preconceituoso, muito menos palavras de baixo calão
(palavrões).
Os trabalhos deverão ser entregues por e-mail até dia 10/10 e
apresentados em sala de aula nas seguintes datas:
2º A – 15/10
2ºB – 16/10
2º E – 15/10
3º A – 15/10
3º B – 15/10
3º E – 16/10
NOTAS: de 0,0 a 4,0 na Avaliação Contínua. Porém não isenta o
aluno de “perder” nota caso haja atos de indisciplina e/ou a não
entrega/apresentação de outras atividades.
Logo após as apresentações, será feita uma votação e, caso seja
possível, uma canção de cada sala será apresentada na Feira
Cultural.
CANÇÃO DO EXÍLIO (Gonçalves Dias)
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
CANÇÃO DO EXÍLIO (Sandra Miguel da Silva)
Minha terra tem palmeiras?
Onde está o sabiá?
A Amazônia está no mapa,
Ainda há brasileiro que more lá?
E o gringo cismou dia e noite,
Que a Amazônia é pulmão do mundo.
Minha terra tem palmeiras?
Ou do Tio Sam é já?
Minha terra tem dólares,
Mcdonalds, Windows.
Mas os dólares que lá enriquecem,
Não enriquecem como os de cá.
Nosso céu, cinza chumbo!
Córregos em flores!
Favelas! Isso é vida?
Nossa vida tem mais dores.
Deus, antes que eu diga “goodbye!”,
Quero ser americana,
Qu’inda sul-americana.
Sem “green card”,
Mas com “american dream” “brasilis”.
QUANDO EU MORRER (Mário de Andrade)
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.
Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.
No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.
Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.
O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...
Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...
As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.
QUANDO EU MORRER (Sandra Miguel da Silva)
Quando eu morrer,
Apregoem aos quatro ventos,
Morro cosmopolita em glória,
São Paulo.
Corpo em pedaços
É o meu legado:
Meu coração no altar,
São João.
Minha cabeça nas poesias
Do centro Cultural Vergueiro,
Minha língua, mantenham-na indomável no Instituto
Butantã.
Fixem meu olhar na menina Paulista,
Avenida dos meus olhos,
Meus braços abracem uma árvore do Parque
Ibirapuera.
Minha boca mineira beije
A garoa paulistana no Anhangabaú,
Meu nariz esteja no Jardim
Botânico.
Minhas pernas deixem
Uma nos “shoppings” – qualquer um,
Outra na liquidação,
Brás.
Meus ouvidos,
Podem enterrar em qualquer lugar.
Já ouvi demais.
A Paródia é a recriação de um texto, geralmente
célebre, conhecido, uma reescritura de caráter
contestador, irônico, zombeteiro, crítico, satírico,
humorístico.
A paródia constrói, assim, um percurso de desvio em
relação ao texto parodiado, numa espécie de
insubordinação crítica, cômica.
A Paráfrase é um texto que procura tornar mais claro e
objetivo aquilo que se disse em outro texto. Portanto, é
sempre a reescritura de um texto já existente, uma
espécie de ‘tradução’ dentro da própria língua.
LINKS COM EXEMPLO DE PARÓDIA:
http://charges.uol.com.br/2012/09/06/ze-dirceu-cantafixacao/?modo=baloes
http://charges.uol.com.br/2003/06/13/urubu-do-flamengonada-sei/
http://charges.uol.com.br/2005/08/02/lula-cantaguantanemera/
http://youtu.be/notKtAgfwDA
http://letras.mus.br/weird-al-yankovic/42581/
http://youtu.be/t2mU6USTBRE
http://letras.mus.br/weird-al-yankovic/392866/

Documentos relacionados

Canção do exílio Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras, Onde

Canção do exílio Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras, Onde Canção do exílio Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos ...

Leia mais