discurso de formatura da turma de 2010/2011 do curso de bacharel

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discurso de formatura da turma de 2010/2011 do curso de bacharel
DISCURSO DE FORMATURA DA TURMA DE 2010/2011 DO CURSO DE
BACHAREL EM TEOLOGIA E MÚSICA SACRA DA FACULDADE TEOLÓGICA
BATISTA DE SÃO PAULO APRESENTADO NA COLAÇÃO DE GRAU REALIZADA
EM 31 DE MARÇO DE 2012 ÀS 17:00 HORAS NA IGREJA EVANGÉLICA
BATISTA DA LIBERDADE.
1. AGRADECIMENTOS
 Magnífico Senhor Diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo,
Doutor Lourenço Stelio Rega;
 Ilustríssimo Senhor Presidente do Conselho de Educação Teológica e
Ministerial da Convenção Batista do Estado de São Paulo;
 Ilustríssimo Presidente da Convenção Batista do Estado de São Paulo
 Caros colegas docentes
 Senhores participantes dessa solenidade
 Amados alunos
Agradeço do fundo de meu coração pela honra a mim concedida em trazer-lhes
essa mensagem em vossa formatura. Reconheço a bondade de vocês em terem
escolhido este professor e transfiro a vocês toda a dignidade desse convite. Me
sinto imensamente feliz em estar aqui e mais ainda em poder dizer que vocês
todos são especiais em minha carreira acadêmica pois aprendi mais do que
ensinei e fui aperfeiçoado através das aulas de quinta-feira, primeiro e segundo
período.
2 . TEMA
Em solenidades como essa muito falamos sobre o início da carreira.
Falamos sobre como ser bem sucedido nos primeiros meses ou anos e como
começar bem o ministério. Quero partir de outra visão. Em vez falar sobre
começar bem gostaria de falar-lhes sobre terminar bem. Para isso, vos convido a
refletir durante alguns minutos sobre UM OLHAR DO FIM PARA O COMEÇO. Meu
propósito será desafiar cada um de vocês a entender não apenas a importância
de um bom começo, mas também de um bom final. Para tanto usarei um
incentivo Bíblico encontrado em 2 Timóteo 4:5-7:
“Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de
um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. Eu já estou sendo
derramado como uma oferta de bebida. Está próximo o tempo da minha
partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
3. SITUAÇÃO HISTÓRICA
É já bem divulgada a informação de que as Epístolas Pastorais foram
escritas no final do ministério de Paulo. O texto lido foi escrito da prisão quando
Paulo aguardava sua execução. Podemos imaginar que na iminência da morte
muitas coisas vieram à sua mente. Uma avaliação séria da vida foi feita e, como
conclusão de tantos pensamentos, surge o texto lido como um resumo de
algumas décadas de ministério. Esse resumo traz lições preciosas sobre o fim,
sobre o desfecho, sobre as grandes lições aprendidas no decorrer do ministério.
Essas lições se transformam em desafio ao leitor inicial, Timóteo. E, pela
instrumentalidade do Espírito Santo, se tornam lições para todos nós hoje.
UM OLHAR DO FIM PARA O COMEÇO...
I – NOS ESCLARECE A DIMENSÃO DO NOSSO TRABALHO
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
Olhando para trás o apóstolo Paulo chegou a conclusão de que o
ministério pode ser comparado a um combate e a uma corrida. A palavra grega
AGON (combate) traz realmente a ideia de uma briga, uma luta ou, como bem
sugeriu o Dicionário do Grego Mickelson’s, “uma batalha árdua.” A palavra grega
DROMOS (corrida) traz a idéia de uma corrida, que pode ser tanto atlética como
uma corrida espontânea, de quem está atrasado para um compromisso, por
exemplo, ou de quem tem aula às 19:30 horas e sabe que o professor fará a
chamada no começo da aula. Paulo admitiu nessas duas comparações que o
ministério é uma batalha árdua, uma corrida desgastante, mas que apesar disso,
ele não perdeu a fé. Esse detalhe final nos dá a impressão de que ele até poderia
ter perdido a fé, ou se a perdesse não seria uma coisa tão incomum dado a
dimensão do trabalho.
Ministério é trabalho. E trabalho árduo. É luta, é cansaço sobre cansaço, é
corrida constante. É bom ter isso em mente para que você, à semelhança de
Paulo, guarde a sua fé.
Há muitos ex-alunos que estavam super equivocados quanto à dimensão
do trabalho ministerial. Fantasiavam o ministério como se esse fosse uma
mistura de poesia e romance. O ministério é muito mais pratico e traz consigo
uma série de cansaços, de combates, de tarefas penosas. Tenha uma visão clara
do trabalho a ser exercido.
Talvez pela falta desse esclarecimento é que muitos rapidamente
perderam a fé. Ou outros encerraram o ministério depois de alguns anos em
profunda amargura e arrependimento. Olhando para o final da carreira de vocês
eu espero vê-los homens e mulheres que guardaram a fé e que lutaram,
combateram, correram e chegaram ao fim motivados pela dimensão do
ministério pastoral.
UM OLHAR DO FIM PARA O COMEÇO...
II. MOSTRA AS EXIGÊNCIAS DO MINISTÉRIO
“Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de
um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.”
Paulo inicia as recomendações a Timóteo dizendo: “seja sóbrio em tudo.”
A palavra grega aqui é NEPHO que traz a idéia de ser sóbrio em relação ao vinho
mas também ser sensível ou estar vigilante. Se fôssemos utilizar uma expressão
bem contemporânea diríamos: “fique ligado.”
Vocês entendem bem essa expressão. Fiquem ligados. Atentos. Do começo
ao final do ministério sejam sóbrios porque o ministério exige de nós imensa
atenção. Estaremos lidando com vidas mas também com as forças espirituais. E
nessa atitude de vigilância, deveremos desenvolver:
A) Resiliência – “Suporte os sofrimentos”
Resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar
obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. Paulo passara por muitos
sofrimentos, de incompreensão à tentativas de homicídio. Mas não desistiu.
Ainda que guardasse tristezas continuava firme. É bom que você já entenda que
terá que lidar com os sofrimentos próprios não apenas do ministério mas da
vida.
Nessa atitude de vigilância, deveremos desenvolver:
B) Comprometimento com o evangelho – “Faça a obra de um
evangelista”
Paulo entendeu desde o início de seu ministério que sua tarefa estava
relacionada com o evangelho de Cristo. Ele foi um evangelista não apenas no
aspecto metodológico da pregação, mas sim na sua missão de lidar com o
evangelho, fosse pregando, aconselhando, disciplinando ou simplesmente agindo
de uma maneira coerente com a fé.
Precisamos de obreiros que façam a obra de evangelista. Que estejam
conscientes de que seu papel está relacionado à cruz de Cristo, ao evangelho vivo
do Reino de Deus.
Nessa atitude de vigilância, deveremos desenvolver:
C) Excelência – “cumpra plenamente o seu ministério”
PLEROPHOREO é a palavra grega que traduz a expressão “cumpra
plenamente.” A idéia é realmente de plenitude, de fazer não o mínimo, mas sim o
máximo. Eu diria que Paulo tinha em mente a excelência. Hoje os ministros
querem um salario excelente, mas não uma vida excelente. Cumprir plenamente
é fazer do ministério mais do que um ganha-pão. Ele se torna nossa vida,
respiramos o ministério e vivemos para ele com toda a dignidade.
UM OLHAR DO FIM PARA O COMEÇO
“Eu já estou sendo derramado como uma oferta de bebida. Está próximo o
tempo da minha partida.”
Ficamos ainda diante de uma frase até nostálgica ou melancólica. A frase
aqui diz respeito à libação, que era o derramar do vinho sobre o sacrifício. Era o
desfecho. Paulo sabe que escrever aquelas linhas faziam parte do fim. E, ao
pensar que esse fim estava relacionado com o sacrifício, entendemos bem que
Paulo considerou o ministério muito mais do que uma profissão. Para ele foi sim
um culto a Deus. Uma celebração ao Senhor.
Será muito abençoador você terminar seu ministério dizendo que tudo
que fez, falou, sofreu, viveu foi um culto ao Senhor. Foi uma entrega ao Senhor.
Isso sem dúvida será bênção para você.
Olhando para o fim eu te pergunto: COMO VOCÊ QUER ENCERRAR O SEU
MINISTÉRIO? A resposta a isso vai te conduzir desde o início.
CONCLUSÃO
Espero que cada um de vocês olhem agora para o fim e se vejam lá,
realizados, felizes e certos de terem atendido ao chamado divino para a excelente
obra do ministério. Que Deus abençoe ricamente cada um de vocês nessa tarefa.

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