outubro de 2012 - Jornal A Razão

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outubro de 2012 - Jornal A Razão
A RAZÃO
Publicação do Racionalismo Cristão
Fun da do em 19/12/1916 por LUIZ DE MAT TOS e LUIZ THOMAZ
ANO XCVI – N0 2592 – OUTUBRO / 2012 – PREÇO: R$ 1,50
COOPERAÇÃO
IDOSOS
SUPERAÇÃO
Para que uma atividade chegue a bom termo é
preciso haver cooperação; nada pode andar bem
se não houver colaboração sincera por parte dos
seres envolvidos nela. Nota, Pág. 2
Há indivíduos que só pensam na velhice quando
ela bate à porta. Importante é preparar-se e preparar
o seu ambiente, adaptando-se a todas as fases da vida, até chegar a idades mais avançadas. Pág. 4
O ser humano é o que quer ser. Por que, então,
não querer ser útil a si mesmo? Por que não lutar
contra as próprias imperfeições? Por que não buscar o
progresso espiritual e material? Lições de vida, Pág. 2
Como vencer o medo
O medo é de origem
psicológica e de caráter espiritual. De origem psicológica por ser criado na
esfera psicológica, e não
física, por se instalar no
subconsciente e pairar na
órbita dos pensamentos,
no plano das ideias, da
psiqué humana; de caráter
espiritual por achar espaço
e condições favoráveis na
mente dos seres que o alimentam, a ponto de se de-
senvolver progressivamente pelo mau uso das faculdades e dos atributos nobres do espírito, como o
raciocínio, o livre-arbítrio,
a consciência esclarecida,
a compreensão, a lógica, a
ponderação, a moderação
e a vontade fortalecida para o bem. Esses atributos
nobres o ser humano deve
pôr em ação para evitar o
medo.
Caso este se instale em
seu subconsciente e permaneça ativo, vivo em
seus pensamentos, será
com esses mesmos atributos que o você poderá desenergizá-lo definitivamente. Pág. 10
O verdadeiro
sentido da vida
Redirecione a sua vida,
use seu livre-arbítrio para o
seu próprio bem, controle
seus pensamentos e realize
o que for melhor para sua
evolução espiritual, sem se
deixar avassalar por espíritos obsessores. Antes de sair
de casa, fortaleça-se, irradiando pensamentos de valor e coragem, mantendo-se
resoluto em suas pretensões, porque assim você estará bem assistido pelas
Forças Superiores.
Acostume-se a olhar
sempre o lado positivo da
vida, entenda que você optou por encarnar para
vencer todas essas dificuldades, e isto somente será
possível se você tiver total
confiança em si e a certeza
de que irá cumprir o seu
dever na Terra.
Todos podem ser felizes,
basta querer, basta que despertem para a realidade da
vida espiritual e tenham
disciplina nos pensamentos
e nas ações.
São essas práticas que
constituem o verdadeiro
sentido da vida.
Esta orientação foi oferecida a um leitor de A Razão que, através da seção
Fale Conosco, pediu: “Ajudem-me a encontrar o verdadeiro sentido da vida, me
esclareçam como posso adquirir força, paciência e resignação para lutar contra as
decepções da vida.” Pág. 4.
Maria
Thomazia
Jovens com liberdade
O 1º Encontro de Jovens do Estado de São Paulo, promovido pela Filial Sorocaba
(SP) do Racionalismo Cristão, sob o tema Liberdade de consciência, liberdade com
consciência, reuniu durante três dias dezenas de participantes. Além de atrativos esportes radicais, piscina, teatro e balada, eles assistiram a palestras e discutiram temas da
Doutrina. Mais informações na página 5. Na foto, integrantes do grupo.
A RAZÃO CRIANÇA
O soldadinho de chumbo
Gilberto Silva, ao lado de Lucy Gonçalves da Costa, preside reunião pública comemorativa na Filial Niteroi
Por que
os dedos
murcham
quando
tomamos
banho?
Viva
o Dia das
Crianças
Adivinhações
Filiais promovem
reuniões festivas
A reunião cívico-espiritualista comemorativa dos 74
anos de fundação da Filial
Niteroi do Racionalismo
Cristão desenvolveu-se num
clima especial criado pelo
discurso do presidente da
Casa, Amilcar Muniz Guedes, que enfatizou o amor à
Doutrina e à humanidade
como a marca que define o
racionalista cristão. Pág. 6
Em discurso na reunião
que comemorou o 36º aniversário da Filial Palmeira
das Missões, o presidente
da Filial Santa Maria, Gilnei Castro Müller, referiuse à importância do trabalho voluntário, mas lamentou que poucas pessoas estejam dispostas a realizálo. Pág. 6
Na comemoração do 60º
aniversário de fundação da
Filial Nova Iguaçu, sua
presidente, Terezinha R. da
Silva Miranda, destacou as
dificuldades que precisam
ser superadas para a implantação de uma casa racionalista Crista. Pág. 5
Pág. 12
Convite
O Bazar da Érica, em benefício
do Solar Luiz de Mattos, será realizado nos dias 22, 23 e 24 de novembro de 2012, das 14h30min às
17h30min.
Participe! Sua presença será para
todos motivo de grande satisfação.
Rua General Zenóbio da Costa, nº 2-A,
2012
Vila Isabel, Rio de Janeiro (RJ)
(fundos da Casa-Chefe do Racionalismo Cristão)
Maria Thomazia
(foto), segunda esposa
de Luiz de Mattos e mãe
de Maria Cottas, nasceu
em 12 de outubro de
1861 e faleceu, aos 64
anos, em 23 de novembro
de 1925. Ela veio de
Portugal para o Brasil
para ser professora de
Catulo e Leonor, filhos
do primeiro casamento
de Luiz de Mattos. Teve
grande atuação na lida
doutrinária do
Racionalismo Cristão.
Todos os anos, em
outubro, A Razão
homenageia Maria
Thomazia, contando um
pouquinho da história de
sua vida, destacando a
importância que teve
para a Doutrina. Pág. 8
Astral
Superior,
astral inferior
e fluido astral
Pág. 8
DEDICAÇÃO
AOS FILHOS
Em doutrinação dada
na Casa-Chefe, Maria
Cottas recomenda que os
seres humanos deveriam
viver com o propósito de
melhorar a vida material,
mas engrandecendo a
espiritual. E lamenta
que, infelizmente, nem
todos seguem esse
caminho e se perdem
por falta de orientação.
Maria Cottas, que em
vida física foi professora e
escritora, afirma que é
preciso que os pais cuidem
da educação dos filhos,
porém, alguns, sob a
alegação de falta de
tempo, não o fazem e as
crianças, por não
receberem princípios
educativos e ficarem muito
soltas, acabam desviandose do bom caminho.
Sábias palavras, Pág. 2
Racionalismo Cristão aponta o caminho da espiritualidade
A r A z ã o
PÁGINA 2
OUTUBRO / 2012
Doutrinações
Nota
Sábias palavras
LUIZ DE MATTOS
Cooperação, marco inicial
P
ara que uma atividade chegue a bom retos, pela honestidade. Os eternos insatisfeitos
termo é preciso haver cooperação. Nada não se impõem por nada disso, querem apenas
pode andar bem se não houver colabo- aparecer e, assim, só servem para atrapalhar a
ração sincera, desprendimento e boa boa marcha dos trabalhos.
Contudo, a normalidade virá a seu tempo,
vontade por parte dos seres envolvidos num empois não há mal que sempre dure nem bem que
preendimento.
Se há muito a fazer, mas existem discórdias, nunca se acabe. As pessoas irão concluir que
é preciso que pensem e raciocinem, para que estão erradas, que não devem agir como agem.
tudo possa ser colocado nos devidos lugares, Se procederem corretamente, fazendo o que
separando o que está errado do que está certo. a cons ciência lhes ditar como certo, darão
um grande passo
Não é sozi nha que
para alcançar o
uma pessoa pode
que almejam.
fazer o que deOs comentários destrutivos e as
O Racionalismo
pende de muitas.
Cristão é uma douPoderá ser a res críticas injustas causam muitos
trina espiritualista
ponsável, mas ela
transtornos, muita decepção e revolta.
esclarecedora. Pre precisa de colabopa ra os seres huradores leais, que
manos para a luta
tenham cons ci ên cia, saibam dar o real apoio com sua maneira cotidiana, aconse lhando-os a racio cinar, a ser
moderados e ponderados. Não procedendo dessa
correta de agir.
Sabemos o que é ter responsabilidade por al- maneira, nunca poderão ser justos, nunca irão
go na vida. Quase sempre há pessoas descon- agir com acerto, porque, no íntimo, são pretententes em volta. Uns fazem comentários, outros siosos e egoístas. Pessoas assim não podem ser
criticam, mas as críticas e os comentários nem tomadas em consideração.
Esclareçam-se, trabalhem, colaborem de fasempre são construtivos e justos. Os comentários destrutivos e as críticas injustas causam to. É o que queremos dos bem-intencionados.
muitos transtornos, muita decepção e revolta.
Os seres humanos, para merecerem conside ração e respeito, devem impor-se pelos atos cor- Luiz de Mattos, codificador do Racionalismo Cristão
Lições de vida
ANTONIO COTTAS
Vença suas imperfeições
Sempre repetimos que o ser humano é o que educativos, porque preocupa o que se observa na
quer ser. Assim sendo, por que não querer ser útil a sociedade. Seja nas altas camadas sociais, seja
si mesmo? Por que não lutar contra as próprias im- nas menos favorecidas, a situação é a mesma.
perfeições? Por que não caminhar em frente, em Mas, como se diz e é verdade, nem tudo neste
prol do seu progresso espiritual e material, usando o mundo está perdido. Há sempre meios para o ser
meio-termo, onde se destacam as boas qualidades de boa vontade se esclarecer, mesmo um tanto
evolutivas, para não chegar aos extremos, onde se desgastado pela vida irregular que teve até então. Por vezes foi mal orientado na infância, mas,
retarda a evolução?
São felizes os seres que param para pensar e na fase adulta, quer acertar, progredir, ser uma
analisar os fatos, na sequência em que eles aconte- pessoa útil a si e ao semelhante. Mesmo sendo
cem. Se todos assim fizessem, saberiam o porquê difícil, não é impossível, sobretudo se frequendos altos e baixos em suas vidas. Pensem com ele- tar uma casa racionalista cristã e ouvir as orientações que são
vação, sempre em
transmitidas aos asbusca do que que sistentes nas rerem, pois sabendo
Há
sempre
meios
para
o
ser
se
uniões
públicas.
querer a pessoa conesclarecer, mesmo um tanto desgastado
Lendo e estudando
segue a longo prazo,
pela vida irregular que teve até então.
as obras doutriná se não for possível
rias publicadas, é
em me nos tempo,
mais fácil mudar o
alguma coisa do
rumo dos acontecimuito que deseja.
Quando reencarnam neste mundo, os espíritos mentos, começar vida nova.
Portanto, mantenham o pensamento elevado
vêm em busca do aperfeiçoamento, precisando
muito de orientação. Os seres que nascem no meio voltado para o bem-querer, usando o raciocínio e o
de pessoas esclarecidas encontram mais facilidade poder da vontade. Caminhem pela estrada da espara desenvolver a inteligência e pôr em prática piritualidade com passos curtos, mas firmes, para
seus ideais. Outros, crescendo em ambiente de encontrar paulatinamente o que procuram. Com o
pouco esclarecimento espiritual, encontram maior passar do tempo tudo se iluminará com as lições
dificuldade. Só depois de adultos vão aprender a aprendidas e praticadas.
separar o joio do trigo, ou seja, escolher o caminho que os levará à meta desejada.
Atualmente, é difícil transmitir princípios Antonio Cottas, consolidador do Racionalismo Cristão
a
RACIONALISMO CRISTÃO
Presidente
Gilberto Silva
ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau
Tomé Cipriano Barreto Monteiro
Representante Regional na Região Norte do Brasil
Ediel Oliveira de Matos
Representante Regional no Estado de Minas Gerais
Lília Rodrigues da Silva Paiva
Representante Regional na Região Nordeste do Brasil
Joaquim Alves Neto
Representante Regional nos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo
Lucy Gonçalves da Costa
Representante Regional na Região Sul do Brasil
Vilson Vieira
Representante Regional no Estado de São Paulo
Herval Tavares de Campos
Representante Regional na Região Centro-Oeste do Brasil
Maurílio Penna Groba
Representante Regional em Portugal
José Rabaça Carmezim
Representante Regional nas Ilhas de São Vicente, Santo Antão e São
Nicolau, em Cabo Verde
Representante Regional no Norte da Europa
Vitorino Chantre
Antero Filipe dos Santos
Representante Regional em Cabo Verde, exceto nas
Representante Regional nos Estados Unidos
Emmanuel Santiago
MARIA COTTAS
Dedicação
aos filhos
Os seres humanos deveriam viver com o propósito de melhorar a vida
material, mas engrandecendo a espiritual. Infelizmente, nem todos seguem
esse caminho e se perdem
por falta de orientação.
É preciso que os pais
cuidem da educação dos
filhos. Muitos negam às
crianças princípios educativos, alegando falta de
tempo. Então, elas acabam
desviando-se do bom caminho, por estarem muito
soltas. Mais tarde, não adiantará os pais reclamarem,
pois terão perdido o controle sobre os filhos, que já
não obedecem às orientações que lhes dão. Cresceram e têm outras ideias,
assimiladas fora do lar.
É preciso que haja
mais coragem e empenho
em cuidar das crianças,
para dar-lhes o que é devido, porque não estão neste
mundo para se desviar da
boa conduta. Todas têm
valores positivos na mesma
quantidade e qualidade
para progredir na vida,
bastando apenas aprimorálos. Tanto é assim que se
observa muitos jovens bem
orientados e se ouve pais
que perguntam por que
certos filhos são exemplares e os próprios não são.
A resposta é que houve
falta de orientação na
época certa.
Infelizmente, não há
muita oportunidade para
os seres humanos desenvolverem o lado espiritual
da vida. Os espíritos têm
necessidade de conhecimentos que os ajudem a
formar à sua volta uma
barreira fluídica, para impedir que ações indevidas
praticadas por terceiros os
atinjam. Sendo assim, são
privilegiadas as pessoas
que têm o ensejo de conhecer uma casa racionalista cristã, porque
aprendem, nem sempre
com pouca idade, muitas
vezes já com ela avançada,
mas aprendem como devem agir, e ainda há tempo
para melhorarem espiritualmente. As que frequentam nossas Casas
aproveitam muito, têm os
pensamentos
elevados,
para não deixarem que nada de mal lhes aconteça. O
espírito confiante em sua
força interior só vai progredir na vida.
Esperamos que os pais
tenham mais paciência
com os filhos, compreendam que a vida não é só
aproveitar seus momentos
agradáveis. Para o bom
êxito da educação, é necessário impor limites às
crianças e aos jovens.
Todos podem conquistar a felicidade. Basta entenderem a vida da maneira como ela deve ser
vivida, para que pais e filhos sejam felizes.
Maria Cottas, escritora
Reflexões
A covardia, o medo, o remorso são sentimentos
inferiores que atrapalham o progresso da vida humana. É preciso combatê-los sempre. Façam a limpeza
psíquica diariamente nos horários determinados, preparem-se para uma vida mais feliz, mais tranquila,
para que haja paz nos lares.
Luiz de Mattos
A vida terrena é bem diferente da vida espiritual.
Não é por prestar serviços à doutrina racionalista
cristã que se evitam sofrimentos. Estes surgem como
consequência das contingências da vida terrena. O
que é preciso é a criatura revestir-se de ânimo forte
para enfrentá-los.
Pureza de Morais
Se você estivesse levando a sério as minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido muitas verdades que insisto em dizer brincando.
Charles Chaplin
O melhor profeta do futuro é o passado.
Lord Byron
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A RAZÃO
OUTUBRO / 2012
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Opinião
Editorial
Olá, caro leitor
GILBERTO SILVA
Sorrisos
congelados
Dizia-se no tempo de nossos avós que “muito riso
é falta de siso”, referência aos últimos dentes a
aflorarem, em muitos casos depois dos 20 anos, e
por isso chamados de dentes do juízo. Daí se
compreender bem o sentido da sentença popular.
Os tempos são outros, e o riso abundante e
desproposital já não indica apenas a falta de juízo,
mas em certas circunstâncias também falta de
respeito.
O sorriso, flexão involuntária de músculos
faciais, é uma reação natural a estímulos físicos ou
psicológicos, mas pode ser voluntário, e é deste que
vamos tratar.
O incauto que visite as principais cidades
brasileiras em período pré-eleitoral e se depare com
tantas imagens sorridentes espalhadas em fachadas,
postes, tripés e cavaletes há de imaginar que a
alegria mora no Brasil, cuja população é forte
postulante ao título de campeã mundial de cáries e
oclusões dentárias.
São as fotos dos candidatos a cargos eletivos o
que se vê. Alguns arreganham a boca, mostrando até
os molares; outros, sem exibir os dentes, bancam
monalisas, escondendo o verdadeiro sentido do quase
sorriso e levando à suposição de que sua atitude é de
zombaria. Teme-se, então, que o riso enrustido
camufle as intenções desses debochados.
Nos sorrisos congelados, os dentes trincados ao
menos servem para impedir a fuga de baboseiras,
mentiras e promessas vãs. Seus exibidores tornam-se
hilários e, se assim procedem, é porque deve ter-se
esgotado na praça um remedinho de que necessitam
muito, o Semancol, em gotas ou em comprimidos.
Desce o pano e, ao mudar o cenário, lá estão no
vídeo da TV os mesmos rostos, não os mesmos semblantes, porém. Alguns dos candidatos desfazem a
imagem alegre e as substituem por quase carrancas
que cospem acusações e anunciam que, se eleitos,
distribuirão a fortuna e a felicidade, pão e circo para
todos. Em alguns momentos, há quem note umas
gotinhas de baba escorrendo pelo canto das bocas em
que os dóceis e polidos incisivos transmutam-se em
ameaçadores e múltiplos caninos.
Alguns se equivocam ao tratar, na aparição
durante o horário político obrigatório, de questões
religiosas, como se as câmaras de vereadores fossem
templos ecumênicos, e não casas para a discussão e
aprovação de leis que busquem corrigir as mazelas
físicas – e não espirituais – dos municípios, de
modo a proporcionar melhor qualidade de vida a
seus habitantes e a seus visitantes.
E vem o golpe de misericórdia na paciência do
contribuinte eleitor. Calçadas e pistas de rolamento
são tomadas por hordas de assalariados ou aspirantes
a mamar um pouquinho nas tetas fartas da
municipalidade, com estandartes e bandeiras
identificando seus patrocinadores, que não aparecem,
e emporcalhando as vias com santinhos que nada
dizem além de um nome e um número. Esses
episódios, que deveriam glorificar a democracia, na
verdade a humilham e a massacram, porque ultrajam
o direito das pessoas transitarem livremente, além de
porem em risco suas células auditivas com
mensagens sonoras de elevadíssimos decibéis em
compasso binário frenético, lançados de carros de
som enfeitados como coretos, levando a confundir-se
a prévia de um evento cívico com um carnaval fora
de época. A Justiça Eleitoral impõe limites, mas
quem os respeita?
Outros se fazem de apatetados, imagem serena,
exalando tranquilidade e aguardando que um recurso
photoshopiano lhes acrescente uma auréola diáfana
para que, definitivamente, se assemelhem a uma
pintura ou uma escultura da lavra de Michelangelo.
O que dizer do espetáculo? Ridículo ou deprimente?
Sofre o eleitor com esta e outras dúvidas, de
maior ou menor importância, que levará para o
reservado onde se postará diante da urna eletrônica.
Ali, com os dedos nas teclas e a mão na consciência,
dará sua contribuição para um futuro melhor de sua
cidade. Se errar na avaliação, se se deixar iludir
pelos sorrisos, estará decretando quatro anos de
retrocesso e de sofrimento para os munícipes.
O 7 de outubro é um dia de muita reflexão para
que o povo não reviva, em plano municipal, a
traiçoeira roubalheira que sofreu na esfera federal,
agora exemplarmente punida pelo Supremo Tribunal
Federal.
Se alguns dos sorrisos com que deparamos nos
galhardetes e placas dos milhares de candidatos
apresentados e defendidos pelas múltiplas legendas
partidárias são falsos ou, no mínimo, enigmáticos, é
puro e verdadeiro o sorriso com que os cidadãos de
bem deste país lavam a alma ao acompanhar o
andamento do julgamento dos envolvidos no
Mensalão. A felicidade que os acompanha não
precisa ser exposta pelas arcadas dentárias, porque
resplandece na cútis e se materializa nas atitudes que
revelam confiança na moralidade, probidade e,
principalmente, na Justiça.
Cresce o interesse pelo
exercício da militância
T
em chamado bastante nossa atenção o nú- por ele com o título Ser racionalista cristão, que, demero crescente de pessoas que se inscrevem pois, foi publicado em seu livro Saber Viver. Despara ser militantes do Racionalismo Cristão. tacamos aqui uma das frases do excelente texto, que
Quase que diariamente recebemos novas estamos sempre relembrando: "Ser racionalista cristão
fichas de inscrição de pessoas que se filiam para tra- é assumir a responsabilidade de cumprir fielmente os
balhar voluntariamente em nossas Casas.
princípios e a disciplina do Racionalismo Cristão, não
Costumamos dizer que o Racionalismo Cristão é faltando às suas reuniões sem motivo justificável, inuma poderosa ferramenta para que possamos externar clusive às do segundo sábado de cada mês".
o nosso amor à humanidade porque, através de seus
Muitas pessoas nos perguntam quais são os requiensinamentos, divulgados pela palavra, falada ou escrita, sitos para se tornar um militante do Racionalismo
e principalmente pelos exemplos dos militantes, muito Cristão e nós sempre respondemos que o principal é
se pode contribuir para minorar os sofrimentos das pes- a força de vontade, pois os demais dependerão deste
soas, desde que elas queiram modificar-se, mudar anti- para serem alcançados. Mas, em resumo, são: ter mais
gos hábitos e costumes e disciplinar seus pensamentos de 18 anos (para ser militante) ou entre 16 e 18 anos
e suas condutas, como recomenda a Doutrina.
(para ser militante em treinamento); frequentar com
Portanto, o papel do militante em nossas Casas é assiduidade as reuniões públicas de uma casa racionafundamental, não só
lista cristã por mais
para receber o públide um ano; ter lido
co, mas principalos livros essenciais:
Racionalismo Cristão
mente para formar
O
principal
requisito
para
tornar-se
(44ª edição), A vida
corrente de pensamilitante é a força de vontade; os demais
fora da matéria (23ª
mentos positivos, eleedição) e Prática do
vados, a fim de condependerão deste para serem alcançados.
Racionalismo Cristão
tribuir com a atração
(13ª edição); não ter
das Forças Superivícios de qualquer esores, que superintenpécie; e manifestar
dem nossos trabalhos
sua intenção ao presidente da Casa, verbalmente ou
espiritualistas.
Sabemos que a renovação nos quadros da militância por escrito.
Dando as boas-vindas aos novos e parabenizando
da Doutrina é fundamental para a sua perenidade e,
por esta razão, é muito importante que os militantes todos os militantes do Racionalismo Cristão pela demais experientes preparem aqueles que estão chegando, dicação à Causa e o esforço que desprendem com o
dando-lhes oportunidade de exercerem todas as ativi- objetivo de estar sempre se aperfeiçoando, encerramos
dades funcionais em nossos trabalhos, à medida que com as incentivadoras palavras do mestre Antonio
vão desenvolvendo-se e demonstrando suas habilidades. Cottas, extraídas de uma de suas doutrinações: "Uma
Sobre isso, afirmou Felino Alves de Jesus numa de casa racionalista cristã abre suas portas porque tem à
suas doutrinações: "O preparo de novos militantes frente militantes preparados, amadurecidos, convictos
causa grande alegria aos antigos, por terem pessoas do que fazem".
aptas a assumir posições futuras em nossas Casas".
Boa leitura!
Há exatos 24 anos, Pompeu Cantarelli, então secretário da Filial São Paulo, para saudar novos militantes que participavam pela primeira vez de uma reunião mensal disciplinar, leu um pequeno texto escrito Gilberto Silva é presidente do Racionalismo Cristão
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RJ
A RAZÃO
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OUTUBRO / 2012
Aconselhamento
Fale conosco
EQUIPE DE MILITANTES
O sentido da vida
A
judem-me a encontrar o verda deiro
sentido da vida,
me esclareçam como posso adquirir força, paciência e resignação para lutar contra as decepções da
vida. Acon tece um fato es tranho comigo, sempre que
sinto vontade de parti cipar
de uma reunião de lim peza
psíquica, na casa racionalista
cristã da cidade onde moro.
Eu me preparo, mas não
consigo sair de casa, me dá
uma espécie de falta de coragem, desânimo, fico indeciso, me ocorrem pensamentos negativos e ideias suicidas, mas sei que estas são
contra as leis na turais e
imutáves. Moro so zinho e
me sinto muito deprimido
ao olhar o atual estágio da
humanidade.
Sou dotado de mediunidade, mas nunca a desenvolvi. Será que sofro por
causa disso? Será que vale a
pena ainda viver neste mundo
cão? Não sou religioso.
Quando conheci a doutrina
racionalista cristã, percebi que
ela contém verdades imutáveis, principalmente a lei de
causa e efeito. Aguardo sua
valiosa orientação.
R.: Prezado, realmente a
dou trina racionalista cristã
não engana ninguém. Ao
contrário, divulga verdades
in ques tio náveis, como a lei
de causa e efeito, citada por
você.
Luiz de Souza, hoje espírito da plêiade do Astral Su-
perior, assim se refere à lei do
retorno ou de causa e efeito,
em seu livro A morte não interrompe a vida:
"Todos os atos praticados,
nocivos ou benéficos, e as
palavras emitidas, construtivas
ou destrutivas, atingem o objetivo e produzem ação reflexa, volvendo ao ponto de
partida."
Ora, se uma pessoa tem
pensamentos negativos de desânimo, de medo, de indecisão, se deixa a depressão instalar-se em seu interior, o que
estará atraindo para si? Mais
depressão, mais medo, mais
pensamentos negativos, mais
ideias suicidas.
Escreve ainda Luiz de
Souza:
"Quem tiver a convicção
de que a lei de causa e efeito,
ou de retorno, é um fato indiscutível por certo não irá
cometer a leviandade de praticar um ato que lhe traga, depois, dores e sofrimentos."
Quem não tem forças para reagir e enfrentar a luta
do dia a dia com coragem e
decisão já está sofrendo os
efeitos dessa lei, e aquele que
a conhece, e conhece também a disciplina racionalista
cristã sofre apenas se assim
o desejar, sofre se não tiver
força de vontade para modificar a sua maneira de pensar e comportar-se dentro
dos princípios divulgados por
esta Doutrina.
Portanto, cabe única e exclusivamente a você redirecionar a sua vida, usando o
seu livre-arbítrio para o seu
próprio bem. Cabe a você controlar os seus pensamentos e
realizar aquilo que é melhor
para a sua evolução espiritual,
sem deixar-se avassalar por espíritos obsessores que não permitem que você vá a uma casa racionalista cristã limpar-se
psiquicamente.
Pense com firmeza e decisão, e diga para você mesmo: "Hoje eu vou à reunião
pública, aconteça o que acontecer!" E vá!
Prepare-se com entusiasmo e alegria, a alegria de
quem sabe que irá buscar
mais esclarecimento espiritual,
de quem sabe que uma casa
racionalista cristã é um oásis
de pureza espiritual, onde os
Espíritos Superiores podem espargir eflúvios benéficos sobre
todos os presentes, e onde todos terão a oportunidade de
receber orientações de grande
valor moral e espiritual.
Antes de sair de casa,
você pode fortalecer-se irradiando pensamentos de valor
e coragem, mantendo-se resoluto em suas pretensões, e assim você estará bem assistido
pelas Forças Superiores e não
pensará em desistir.
Acostume-se a olhar sempre o lado positivo da vida,
entenda que você optou por
encarnar para vencer todas
essas dificuldades, e isto somente será possível se você
tiver total confiança em si e
a certeza de que irá cumprir
o seu dever na Terra. Quanto
à mediunidade, todos os seres humanos têm mediunidade intuitiva.
Todos podem ser felizes,
basta querer, basta que despertem para a realidade da vida espiritual e tenham disciplina nos pensamentos e nas
ações. Luiz de Souza assim se
pronuncia em seu livro A felicidade existe:
"A felicidade é um estado
emocional de alegria e conforto moral, que vibra com a
consecução do bem; é produto de condições inatas, que
se apuram, sempre, com o
exercício dos preceitos da espiritualidade."
"A serenidade, a confiança em si, o equilíbrio na
palavra e na ação, a compostura, a generosidade, o respeito à dignidade humana,
a disciplina educativa, o comedimento, a discrição, a
consciência do dever, a probidade, a atenção no trato,
a prática do bom humor, são
atributos cultiváveis, atri butos inatos do espírito,
que, sendo revelados, atestam felicidade."
"Quem possuir, despertas,
tais faculdades entra, realmente, no caminho da felicidade, e dele não se afastará
jamais."
"Que a felicidade existe é
do domínio comum. Tudo depende da adaptação a ela, já
que não é privilégio de ninguém. Como um tesouro oculto, precisa ser descoberta no
interior de cada um."
Estaremos esperando por
você em nossa próxima reunião pública, com todo o carinho e atenção que todos recebem em nossas Casas.
Encaminhe sua dúvida para [email protected] e receba esclarecimento e orientação
Preparo
para a vida
Thereza Freire Vieira
Há indivíduos que pensam
na velhice apenas quando ela
bate à porta, isso se não acontece aos 80 anos e eles desconfiam de que estão envelhecendo. Importante para os indivíduos é preparar-se para a
velhice e para os que vivem ao
seu redor, preparar o seu ambiente, adaptando-se a todas
as fases da vida.
Ninguém aceita que o
aprendizado para a velhice
começa quando nascemos,
com processo educativo que
deve ir até o fim da vida,
aprendendo-se a respeitar
horários, o direito dos
outros, os mais velhos...
Os pais têm o primeiro aprendizado com
os filhos, sendo seus
companheiros e amigos,
e acompanhando passo a
passo o seu desenvolvimento, não para pôr obstáculos, mas para conhecer as variações que
vão surgindo. Não existe
coisa mais bonita do que
acompanhar o desenvolvimento físico e mental
de um filho desde seus primeiros dias.
E, no interesse apresentado pelos pais, o filho vai
aprendendo a amar e respeitar o próximo, e mais tarde
procurará fazer o mesmo com
os seus filhos. Um hábito sadio é os pais estudarem com
os filhos, ajudando-os a resolver os problemas que surjam na escola; ao mesmo tempo estarão aprendendo muito
com os filhos.
É preciso capacidade de
adaptação para todas as fases
da existência. As crianças entram na escola cada vez mais
cedo, porque os pais, em sua
maioria trabalhando fora,
sempre põem os filhos em
uma creche ou, quando têm
recursos, numa escola especializada, onde as crianças
possam ser cuidadas enquanto
eles trabalham.
É preciso o idoso estar
atualizado, saber o que se passa em sua casa, em sua cidade, em seu mundo, com os
seus parentes. É apenas assim
que ele poderá ser ouvido e
respeitado pelos mais jovens,
porque, além do conhecimento
Pais devem ter
o hábito sadio de
estudar com os
filhos, ajudando-os
e aprendendo
com eles.
cultural, tem a vivência, e a
vida ensina inúmeras coisas
que não são encontradas nos
livros.
O idoso tem que se fazer
amado, admirado e respeitado
na coletividade em que vive e,
para que isso aconteça, tem
que se atualizar, saber o que
está acontecendo fora do seu
mundo particular.
Thereza Freire Vieira é médica geriatra.
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A RAZÃO
OUTUBRO/ 2012
PÁGINA 5
Reportagem
Jovens em liberdade com
consciência em Sorocaba
Tharsila Prates
Q
O grupo aproveitou bastante, aprendeu e se divertiu
Grupo visita o Centro
Cultural da Marinha
O Grupo Jovem Olga
Brandão, da Filial Vicente de
Carvalho (Rio de Janeiro) do
Racionalismo Cristão, no seu
tradicional passeio do meio do
ano, visitou o Centro Cultural
da Marinha e a Ilha Fiscal, na
Baía da Guanabara. Foi uma
tarde agradável de união, confraternização e harmonia entre os participantes.
Os jovens disseram ter sido um passeio instrutivo,
porque aprenderam muito sobre a história do Brasil de for-
ma lúdica e atrativa, e receberam explicações do guia.
O passeio incluiu visita ao
Museu da Marinha e passeio
de saveiro. Ao final foi apresentada uma peça teatral que
prendeu a atenção dos jovens.
O grupo reúne-se na Filial
todo primeiro sábado dos meses pares. O próximo encontro
será em dia 6 de outubro, às
16h. Está programada uma
Tarde de Talentos, em que os
jovens mostrarão o que sabem
fazer. Todos estão convidados.
Lucy Gonçalves da Costa (ao centro), a presidente da
Filial, Terezinha Miranda, e Gilberto Silva
Filial Nova Iguaçu
comemora 60 anos
Racionalistas cristãos comemoraram com reunião cívico-espiritualista dirigida
pelo presidente da Doutrina,
Gilberto Silva, o 60º aniversário de fundação e ascensão
da Filial Nova Iguaçu (RJ).
A presidente da casa aniversariante, Terezinha R. da
Silva Miranda, saudou os
presentes à solenidade, em
especial Gilberto Silva e a
esposa, Iraci, a representante
regional, Lucy Gonçalves da
Costa, e demais presidentes
e representantes de casas racionalistas cristãs.
A presidente lembrou que
o Racionalismo Cristão em
Nova Iguaçu teve início com
o núcleo criado em 6 de janeiro de 1942; em 1950 passou a correspondente, e em
1º de junho a filial, sob a
presidência de José Antonio,
a quem prestou significativa
homenagem.
“Hoje, aqui estamos para
comemorar os 60 anos de
trabalho, de lutas de um
homem, o mestre José Antonio. Sabemos que não se implanta uma casa racionalista
cristã de uma hora para outra e que tudo começa em
plano astral. E teria que haver alguém à frente para esse feito. E quem melhor
que aquele que seguiu os
passos dos grandes mestres
Luiz de Mattos, Luiz Tho maz e Antonio Cottas. Como
eles, José Antonio chegou de
Portugal ao Brasil ainda com
pouca idade, sendo acolhido
por esta pátria”, afirmou a
presidente.
“Querido José Antonio,
sabemos que o Astral Supe rior não precisa de homenagens, mas é preciso mos trar aos que já estão e os
que estão chegando tudo
que foi feito, o magnifico
trabalho realizado para ser vir de exem plo de dedica ção a uma causa, de renúncia e de verdadeiro amor
pela Dou trina”, concluiu a
presidente.
Atendimento personalizado
A Casa-Chefe do Racionalismo Cristão mantém um serviço
de atendimento pessoal ao público, às quartas e sextas-feiras,
das 16h30min. às 17h30 min., e aos sábados, das 9 às 10 horas,
com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre a Doutrina
e orientações para problemas existenciais.
Casa-Chefe: Rua Jorge Rudge, 119, Vila Isabel, Rio
de Janeiro, Brasil. CEP: 20.550-220 - Telefone: (21)
2117-2100
uando somos jovens,
achamos que podemos tudo. A desvantagem de todo esse
“poder”, porém, é não termos
a experiência dos adultos.
Esse e outros conflitos do
cotidiano de um adolescente
foram retratados, com muito
bom-humor pelo Gru po In cômodo de Teatro, de Rio
Claro (SP), que se apresentou
durante o 1º Encontro de Jovens do Estado de São Paulo,
promovido pela Filial Sorocaba do Racionalismo Cristão, sob o tema Liberdade de
consciência, liberdade com
consciência.
Os atores Michelle Dayane, 23 anos, Bruno Berger, 29,
e Aline Negra Silva, 27, arrancaram gargalhadas e prenderam a atenção dos 70 jovens
que participaram do encontro,
que ocorreu de 7 a 9 de setembro, no Sítio Capuavinha.
A peça abordou ainda temas
como o relacionamento com a
família, com os amigos, as
“tentações” próprias da idade,
os medos, as inseguranças e o
modo de encarar a vida.
Após a apresentação, as
atenções se prenderam às explicações de Wilson Carnevalli
Filho, diretor de Ação Doutrinária da Casa-Chefe. Ele
contou que, nos tempos dele
de colégio, tinha dificuldade
para explicar o que era ser um
racionalista cristão. “A maioria
das pessoas era católica, e eu
era diferente. Todo mundo
queria entender o que era a
Doutrina. E tinha a pressão
para ser igual aos outros”,
disse, relembrando das aulas
de religião.
A turma de Sorocaba estava curiosa para saber mais
sobre o Racionalismo Cristão,
para que servem as irradiações, o sacudimento durante
as reuniões públicas e sobre
como agir para alcançar sucesso na vida.
Wilson disse aos jovens
que o objetivo de todos é
aprender e que, para isso, precisam ser fortes. “O Racionalismo Cristão nos dá liber-
De dia, passeio, piscina e esportes radicais; à noite, balada até o “toque de recolher”
“Ser livre é ampliar a órbita da vida, é ser responsável, é
finalmente conquistar a vitória luminosa do espírito.”
Olga Brandão de Almeida
dade, nos ensina a ser fortes,
a não ter medo da morte e a
não esperar salvação. Somos
todos responsáveis por nossos
atos”, resumiu. Ele disse ainda
que o sacudimento durante as
reuniões públicas serve justamente para o espírito renovar
a energia e encontrar a força
de que precisa no dia a dia.
A estudante Bianca Aguilar Hatala, 17 anos, da Filial
Butantã (São Paulo), quis
saber como devemos agir diante de situações que não dão
certo, mesmo quando nos esforçamos para que deem. Para
explicar, Wilson Carnevalli
Filho citou o “choque de realidade” com o qual todos se
deparam na vida. “É quando
chegamos ao nosso limite.
Muitos alimentam expectativas
que não condizem com a realidade e, quando essas expectativas não se concretizam, se
frustram. É preciso, então, reconhecer quando é hora de
mudar o foco. Não é desistir
dos sonhos, mas simplesmente
ajustar as expectativas; saber
o que é possível realizar.”
Um dos mais desinibidos,
Pedro Felipe Lopes Martins,
20 anos, estudante de Publicidade e Propaganda e também frequentador da Filial
Butantã, disse que vem aprendendo com a Doutrina a ter
determinação. “Vejo que é importante fazer o que se gosta,
para fazer bem feito”, afirmou
Guilherme Zacarias Monteiro, 16 anos, se mostrou satisfeito por estar em contato
com normas que chamou de
éticas e puras. De família
católica, o jovem vibrou com
o “proibido proibir” dentro do
Racionalismo Cristão e afirmou estar consciente das responsabilidades que todos assumem com os seus atos.
Os militantes da Filial Sorocaba que puseram a mão na
massa para recepcionar os jovens também se sentiram bastante recompensados. Os par-
ticipantes eram das casas racionalistas cristãs de Fernandópolis, Ribeirão Preto, São
José do Rio Preto, Mirassol,
Santo André, Butantã, Rio Claro, Santos, Tatuí e Sorocaba.
“Conseguimos integrar os
jovens, passar algumas mensagens importantes na linguagem deles e permitir que
criassem vínculos e ficassem
com vontade de participar dos
próximos encontros”, afirmou
Nemecio Rogerio Moro Peres,
militante de Sorocaba e um
dos agitadores da turma.
Além da peça e da discussão em torno da Doutrina,
os participantes fizeram trilhas, caminhadas, esportes
radicais, tiveram balada, com
direito a DJ, jogaram bola,
aproveitaram o sol na piscina… Ano que vem tem mais.
Tharsila Prates, jornalista, é
frequentadora da Filial São Paulo
(SP).
Maria Cottas fala aos jovens
Para a alegria das mais
de 100 pessoas presentes à
Filial Sorocaba (São Paulo)
no feriado de 7 de setembro,
a doutrinação da reunião
pública foi feita pela grande
racionalista cristã Maria Cottas. A data já era muito especial, porque marcava o início do 1º Encontro de Jovens
do Estado de São Paulo.
Maria Cottas escreveu
muita coisa direcionada aos
jovens, registrada nos livros
editados pela Doutrina. Não
vivíamos ainda os anos 70
do século passado, e ela já
identificava uma nova geração, com “mentalidade mais
evoluída e, por isso mesmo,
mais difícil de ser guiada”,
como escreveu em Páginas
Soltas, cujos originais datam
de 1966. Se já estava assim
naquele tempo, imagine-se
agora, com a evolução na tural do mundo e os recursos disponíveis a todos, especialmente aos mais novos.
“Estímulo e orientação é
o que vem faltando a essa
rapaziada alegre e folgazã,
mas também inteligente”,
afirmou Maria Cottas em seu
livro. Foi mais ou menos isso
que os militantes da Filial
Sorocaba buscaram oferecer
aos participantes nos três
dias que durou o encontro. E
para que servem esse estímulo e essa orientação? Para
que os jovens “não se aproveitem do descaso de muitos
pais e, infelizmente, enveredem por maus caminhos, tornando-se infelizes e prejudiciais à sociedade”.
RESPOSTAS. O escla recimento, portanto, é essencial. Eles precisam entender
de onde vie ram, para onde
vão, por que têm os pais e
irmãos que têm, o que vieram fazer neste mundo, o
que é um mundo-escola, por
que uns têm mais “privilégios” do que outros e tantas
outras questões ditas filosóficas. Somente sabendo das
respostas a essas perguntas é
que as famílias evitarão, pelo
menos em parte, as revoltas
tão típicas dessa idade.
No dizer de Maria Cot tas, os jovens devem estar
em alerta para “os frutos
que colherão amanhã” e
para o empenho dos pais
“em lhes dar oportunidade,
proporcionando-lhes tudo
para que se instruam”.
É principalmente nessa
fase da vida que os mais experientes pedem que os mais
novos tenham cuidado com
as amizades e com as companhias. Isso porque “nas escolas ou fora delas há sempre um mau elemento que se
empenha em destruir todo o
trabalho dos pais, aconse lhando mal e até alegando
atraso, exagero e intransigência absurda para a época”,
como escreveu Maria Cottas.
Quem nunca ouviu algum
amigo dizer coisas do tipo:
“Como a sua família pega
no seu pé”; “Há coisas que
seus pais não precisam
saber”; Como os seus velhos
são retrógrados!”? Maria Cottas lembra logo de um ditado: “Dize-me com quem andas e eu te direi quem és”.
Ainda segundo Maria
Cottas, os únicos interessados no futuro e na felicidade
dos jovens são os seus pais.
Tudo o que eles fazem é por
amor aos pequenos, que,
quando crescem, dão até
mais trabalho do que quando
eram crianças. Mas ela
acredita que os jovens, com
a inteligência que possuem,
devem respeitar os pais na
presença deles, “ouvindo-os
atentamente”, e também na
ausência deles, “para não
desgostá-los, praticando atos
que eles condenam pela experiência que têm”.
RESPEITO. “Imitem o
que é bom e o que é direito
e respeitem os mais velhos”
é conselho precioso de quem
soube vi ver a vida como
ninguém.
Liberdade de consciência,
liberdade com consciência –
esse foi o tema que marcou o
encontro realizado em Sorocaba. “Quisemos orientá-los
para que possam raciocinar
acertadamente e, com isso,
tomar as melhores decisões”,
disse o presidente da Filial,
José Nanni. Ele conheceu o
Racionalismo Cristão por
meio de amigos, aos 22 anos.
Todos eles jovens também.
Nanni disse que sonha
com o intercâmbio cada vez
maior entre a moçada que
frequenta a Doutrina. “Eles
se comportaram de forma excepcional. O que aconteceu
na reunião pública compensa
todo o esforço de meses
preparando esse evento. Valeu
a pena”, afirmou. (T.P.)
A RAZÃO
PÁGINA 6
OUTUBRO / 2012
Reportagem
Amor é destaque no aniversário
da atual sede de Filial Niteroi
O
amor à Doutrina e
à humanidade é
que define o verdadeiro racionalista
cris tão – este o resumo do
discurso que o presidente da
Filial Niteroi (Rio de Janeiro)
do Racionalismo Cris tão,
Amilcar Muniz Guedes, na
solenidade comemorativa do
74º aniversário de inauguração da sede do Filiado.
A reunião cívico-espiritualista comemorativa, realizada
em 24 de agosto, foi dirigida
pelo presidente do Racionalismo Cristão, Gilberto Silva,
e teve a presença do vice-presidente da Doutrina, João
Gomes, da representante regional, Lucy Gonçalves da
Costa, e das esposas de Gilberto Silva e João Gomes,
respectivamente Iraci Silva e
Maria Tereza Gomes.
SACRIFÍCIO. O presidente da Casa aniversariante
discorreu demoradamente sobre o que o amor leva um
verdadeiro racionalista cristão
a fazer. Ele enfatizou que,
“por amor, o racionalista
cristão faz qualquer sacrifício;
por amor à Causa, vence todas as barreiras, todas as dificuldades, e se engaja na luta
pelo bem-estar do seu semelhante; por amor ao semelhante, comparece às reuniões
espiritualistas e a todas as
atividades em que possa estar
– feliz, entusiasmado, convicto
da sua importância na conjuntura espiritual”.
Disse, ainda, que por
amor o racionalista cristão
“muitas vezes abdica do conforto do seu lar, do carinho e
aconchego da família, para
cumprir o seu dever; suporta
eventuais injustiças, eventuais
mal-entendidos, esquece tudo
lismo; são espaços de civismo,
onde se propagam a ordem, a
disciplina e o respeito aos
poderes constituídos da Nação; e são também escolas de
moral, porque a sua expla nação doutrinária constitui
verdadeiro apelo ao trabalho,
ao estudo e à paz, indicando
o caminho para os seres humanos combaterem os vícios,
a indolência, os maus costumes e a desordem.”
Lucy Gonçalves da Costa, Iraci Silva, Gilberto Silva, Amilcar Guedes, João Gomes e Maria
Júlia da Silva, após a solenidade, quando foram servidos doces e bolo de aniversário
e continua na luta, consciente
de que um dos principais
atributos a ser trabalhado é o
do desprendimento; reco nhece, humildemente, que
ainda precisa fazer muito
mais do que já realizou em
prol do progresso desta Doutrina, por saber o valor incomensurável que ela representa
para todo o planeta Terra”.
E concluiu: “Por amor, o
racionalista cristão aprende a
renunciar, por ser esclarecido
o suficiente para entender que
a renúncia, como um dos últimos obstáculos a serem
transpostos neste mundo físico, encaixa-se perfeitamente
nos objetivos dos vitoriosos, e
todo racionalista cristão é um
vitorioso.”
A representante regional,
Lucy Gonçalves da Costa, externou votos de muitas felici-
dades e progresso contínuo
para a Filial Niteroi e para toda a sua militância. Fez alusão
aos mestres Luiz de Mattos,
Luiz Thomaz e Antonio Cottas, este último que, em 21 de
agosto de 1938, inaugurou o
portentoso prédio que abriga
atualmente o Filiado.
A Sra. Lucy citou, também, os baluartes da Doutrina
em Niteroi àquela época, e os
amigos “que nos dei xaram
mais recentemente e que trabalham por esta Cau sa em
Plano Astral Superior.
Neste momento em que
estamos comemorando mais
um ano de existência da sede
própria desta Filial, sou portadora de uma mensagem
com votos de muitas felicidades, acompanhada de progresso contínuo para o presidente Amilcar Muniz Guedes,
diretores e toda a militância
desta honrada casa racionalista cristã”, disse a representante regional.
“A doutrina racionalista
cristã em Niteroi conta mais
um ano de trabalho realizado,
beneficiando a todos que
chegam a este ambiente, em
busca da cultura espiritualista.
Ao completar o seu 74º aniversário de inauguração, os
seus militantes e todos os presentes se alegram em compartilhar deste evento cívico-espiritualista, quando todos se
irmanam pela fraternidade”,
afirmou ainda.
E indagou: “Por que os
racionalistas cristãos sentem
um significado especial no
aniversário de suas casas?”
E ela mesma respondeu:
“Porque estas casas se destinam à prática do espiritua -
CONSELHEIRA. Gilberto
Silva fez uma referência especial a Marluce de Oliveira
Rodrigues, “mulher valente,
corajosa, uma grande conselheira não só de Humberto
Machado Rodrigues, como tem
sido também para nós. E
muito nos tem ajudado no trabalho da Doutrina, pois experiência não lhe falta. O amor
pela Causa, aqui muitas vezes
brilhantemente citado pelo
Amilcar, também não lhe falta. Ela é uma mulher fabulosa,
tem prestado colaboração inestimável a esta presidência.
O presidente internacional
do Racionalismo Cristão lembrou as dificuldades por que
passou Dr. Humberto, no período em que esteve à frente
da Doutrina, enfatizando as
ofensas e as injustiças que
sofreu, e recomendando a todos que nunca sejam maledicentes, porque a maledicência corrói as amizades, causa
desuniões, atrai correntes negativas e prejudica o ambiente, dificultando a ação das
Forças Superiores. E reco mendou que todos se acautelem contra a maledicência.
Colaboração
Muniz Guedes
de
Amilcar
Pirâmide Moldes Plásticos Ltda.
Valdemir Bressan
Diretor Industrial
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Filial
gaúcha
festeja
36 anos
Reunião cívico-espiritualista marcou a comemoração do 36º aniversário da
Filial Palmeira das Missões
(Rio Grande do Sul) do
Racionalismo Cristão. Entre
os convidados, comparece ram os presidentes das filiais Santa Maria (RS), Gilnei
Castro Müller, e da Filial de
Porto Alegre (RS), Roberto
Cunha.
Após leitura de mensa gem da Casa-Chefe e referência às casas racionalistas
cristãs que enviaram congratulações, Gilnei Castro
Müller enfatizou a impor tância do trabalho voluntário, mas lamentou que
poucas pessoas estejam dispostas a realizá-lo. Lembrou
que na militância de uma
casa racionalista cristãs esse
trabalho não tem qualquer
publicidade, e parabenizou
todos os companheiros que a
isso se dedicam.
Arsenio De Boni, presidente em exercício, manifestou seu contentamento
com os visitantes e a assistência, presente em grande
número para comemorar
junto com a militância, a importante data. Saudou a todos os presentes, e em especial, a Orides Marques de
Oliveira, presidente da Filial
Palmeira das Missões, o pilar da Doutrina desde a fundação da Casa. Com sua
determinação,
trabalho,
energia e luz astral, motivou
outros companheiros para
que a sede fosse erguida,
permanecendo até hoje,
fazendo o trabalho neces sário para o crescimento espiritual da humanidade.
O sr. Orides Marques de
Oliveira, de 94 anos, disse
que, sempre que tiver con dições físicas, irá comparecer às reuniões.
Discursaram também:
Roberto Cunha, que lembrou
os tempos que morou em
Palmeira das Missões e frequentava como assistente a
Filial, período que, afirmou,
lhe traz boas recordações.
Celso De Boni, que sa lientou a alegria com que a
Casa recebia a todos e convidou-os para que sempre que
possível voltem a ela. Agradeceu em especial aos visitantes que se deslocaram de
suas cidades para o evento.
João Odacir Fruet, secretário do Filiado, que citou
o exemplo de Orides Mar ques de Oliveira, presente à
reunião, apesar da idade
avançada.
VALE A PENA OUVIR O QUE É BOM NO RÁDIO
SAUDADE, TEU NOME É MÚSICA
(DOMINGO - 9H DA MANHÃ)
CRIAÇÃO E
APRESENTAÇÂO
DE
ZAIR CANÇADO
RELEMBRANDO OS IMORTAIS
CANCIONEIROS
E INSTRUMENTISTAS
DE VÁRIAS DÉCADAS
DISTINGUIDO
COM
CONDECORAÇÕES
DAS
FORÇAS ARMADAS
E ENTIDADES CIVIS
VAMOS OUVIR A BANDA
(DOMINGO AO MEIO-DIA)
UM VETERANO COMUNICADOR
COM TODAS AS BANDAS DE
AUDIÊNCIA LÍDER
MÚSICA CIVIS E MILITARES,
EM MAGNÍFICAS INTERPRETAÇÕES.
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A RAZÃO
OUTUBRO / 2012
PÁGINA 7
Artigo
Nossa razão de ser
Eventos
Nova sociedade
Comemorações e solenidades em casas
racionalistas cristãs em outubro de 2012
Dia 1
Publicado em 8 de dezembro de 1953
Filial Saturnino Braga – 70 aniversário da fundação
Sede – Rodovia Deputado Alair Ferreira, 1210, Saturnino Braga
Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil
Presidente – Deonice Cruz Damasceno
Filial Taubaté – 280 aniversário da fundação
Sede – Avenida Santa Luiza de Marillac, 1521, Vila São José
Taubaté, São Paulo, Brasil
Presidente – Jadir José da Silva
Dia 3
Filial Ipiranga (antiga Vila Mariana) – 20 aniversário da nova sede
Sede – Rua do Manifesto, 1653, bairro Ipiranga
São Paulo, SP, Brasil
Presidente – Rubens Vasconcellos de Donno
Dia 4
Filial Campos – 790 aniversário da fundação e ascensão a filial
Sede – Avenida 7 de Setembro, 303, Centro
Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil
Presidente – Ricardo Barros Monteiro
Dia 6
Filial São Gonçalo – 780 aniversário da fundação; ascensão a filial em 7/10/1957
Sede – Rua Salvatori, 48
São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil
Presidente – Lucy Gonçalves da Costa
Dia 9
Filial Madeiralzinho – 14 0 aniversário da ascensão a filial
Sede – Sítio do Madeiralzinho, Mindelo
Ilha de São Vicente, Cabo Verde
Presidente – António Almeida Forte
Dia 14
Filial Cachoeiras de Macacu – 760 aniversário da fundação
Sede – Rua Escritora Maria Cottas, 340, Parque Santa Luzia
Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, Brasil
Presidente – Héber Sardinha da Costa
Dia 15
Filial Porto Alegre – 40 0 aniversário da ascensão a filial e da nova sede
Sede – Avenida Professor Oscar Pereira, 2301, Glória
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Presidente – Odyr da Rosa
Dia 16
Emir Nunes de Oliveira
Q
uando todos os homens chegarem à
conclusão de que a
riqueza, o prazer, o
poder e a fama são vazios,
efêmeros, e não podem constituir os únicos objetivos da vida, teremos terreno propício à
organização de uma nova sociedade. Essas quatro coisas,
procuradas com intensidade
diversa por uns e por outros,
geraram a feroz competição
contemporânea.
Claro que não está
em nosso pensamento
proscrever como condenáveis esses elementos,
porém não há dúvida
que todos os desajustamentos sociais do presente resultam do desequilíbrio causado pela luta do homem no afã de
os conseguir, em grau
sempre crescente.
A busca feroz da riqueza
motivou o impiedoso industrialismo atual como gerara o
mercantilismo do Estado, lá
pelos fins do século XVII.
Fator principal de disputas e
guerras, tomando por vezes
feição heróica no arrostar mares desconhecidos, ínvios desertos ou agressivas florestas,
parece ser a preocupação principal do presente, mesmo
porque o prazer e o poder lhe
andam acorrentados.
A fama, não a simples boa
Filial Leopoldina – 630 aniversário da ascensão a Filial
Sede – Rua Professor Joaquim Guedes Machado, 265, Mina de Ouro
Leopoldina, Minas Gerais, Brasil
Presidente em exercício – Job dos Santos Vitral
Casa-Chefe do Racionalismo Cristão – 560 aniversário da nova sede
Sede – Rua Jorge Rudge, 119, Vila Isabel
Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, Brasil
Presidente – Gilberto Silva
Dia 25
Falece militante
de filial paulistana
Dia 20
Filial Várzea Grande – 310 aniversário da fundação
Sede – Rua Manoel Francisco de Paula, 400, Centro
Várzea Grande, Mato Grosso, Brasil
Presidente – Narli Maria Ribeiro Lisboa
Dia 26
Filial Santa Maria – 70 aniversário da fundação e 60 de nova sede e de ascensão a
Filial
Sede – Santa Maria, Ilha do Sal, Cabo Verde
Presidente – José Júlio da Luz
Dia 27
Filial Porto – 800 aniversário da nova sede
Sede – Campo 24 de Agosto, 174/A
Porto, Portugal
Presidente – José Rabaça Carmezim
Eduquemos a mocidade sob regime sóbrio,
apontando-lhe como escopo na vida a
prática das virtudes verdadeiramente cristãs.
sajustamento. Esclareçamos.
Há prazeres e prazeres.
Evidentemente os prazeres
simples, beber um bom vinho,
assistir a um espetáculo teatral
ou circense, ver um filho prosperar nos estudos, possuir
uma chácara etc. etc., são
prazeres que estimulam a vida e predispõem o espírito
para o bem. O que temos em
mente é o abuso do prazer,
sob todos os aspectos, principalmente no que tange ao
orgulho e ao sensualismo gerador do vício e de todos os
uma educação mo ral mais
rígida e uma legislação correlata, capazes de corrigir a
tendência aos excessos.
Principalmente a educação
de jovens e adultos merece
cuidados especiais. Quando for
ato repulsivo vender com lucro
de cem por cento, cobrar juros
de 20%, frequentar tavolagens,
e desprezível e indigno forçar
a fome, com desmedido encarecimento de preços das utilidades, ridículo e insensato cobrir paredes recomendando indivíduos vis para a direção
política, e a lei ao invés de se
mostrar complacente, considerar tais atos como criminosos, poder-se-á admitir que
estaremos criando uma nova
sociedade, em bases verdadeiramente cristãs e dignas.
Pouco importam, porém,
as sanções legais, se com atitude complacente admitirmos
tubarões e especuladores, politicóides à cata de negociatas,
gozadores viciados et caterva
como pessoas estimáveis, dignas de ser apontadas como
vencedoras. O sucesso dessa
natureza, condenado,
proscrito como resultante
de indignidades passadas,
deverá pesar, assinalar
como ferrete o quidam.
No presente, essa
classe de indivíduos é festejada, goza do conceito
das altas rodas e até alguns ocupam altos cargos
de Governo, como se a
imoralidade fosse virtude.
Voltemos à modéstia,
eduquemos a mocidade sob
regime sóbrio, apontando-lhe
como escopo na vida a prática
das virtudes verdadeiramente
cristãs, mostremos a ela que
são incompatíveis com o conceito de honra certas transigências, formemos o caráter
para que resista à tentação da
vida fácil, e teremos aberto
caminho para uma nova sociedade que, todavia, é a velha
sociedade preconizada por
Cristo.
A morte não interrompe a vida
Dia 19
Filial Cuiabá – 430 aniversário da nova sede
Sede – Rua Major Gama 1237, Centro
Cuiabá, Mato Grosso, Brasil
Presidente – Antonio João Correa Ribeiro
desregramentos, inclusive o
econômico.
Uma sociedade que possa
prosperar, eliminando a intranquilidade que paira em todos os espíritos e elimine tanto quanto possível o sofrimento resultante das desigualdades sociais e humanas,
deve ter base em princípios
éticos que limitem a feroz
competição atual. Não estamos preconizando a intervenção do Estado, porque o
Estado apenas traduz a vontade de quem o dirige, porém
Obituário
Correspondente Várzea das Moças – 15 0 aniversário da nova sede
Sede – Rua Hungria, 271, Várzea das Moças
São Gonçalo, Rio de Janeiro, Brasil
Presidente – Miguel Rosa da Silveira
fama, conceito zeloso do homem de bem, porém a fama
da glória, que por vezes sacrifica tudo, tem à sua conta
morticínios e crueldades incríveis. Os déspotas, os conquistadores, os políticos com
o poder querem a fama e também riqueza e prazer.
O prazer que afinal está
no fundo de quase todos os
objetivos humanos, como elemento mais acessível, embora
enganoso, na sociedade atual,
tem na respectiva procura a
pedra angular de todo o de-
Faleceu em 25 de agosto
de 2012 Pedro Márcio Pas coal (Foto), que nasceu em
13 de outubro de 1943 e militou na Filial São Miguel
Paulista (SP) do Ra cio na lismo Cris tão, desde 19 de
maio de 2009 até o momento em que a doença o impediu de exercer suas funções
na Casa.
Viúvo, com duas filhas e
três netos, deixou saudades
entre os companheiros, pa rentes e todos que foram recebidos por ele na entrada do
salão dessa filial. Colaborou
tanto na parte material como
na espiritual. Em 31 de agosto deu sua comunicação em
reunião pública da filial.
Já se passaram quase quatro meses e a saudade que sinto, surpreendentemente, me
traz paz. Minha avó, Benvinda
Fernandes da Silva, Vó Vinda,
teve uma vida de disciplina,
aprendizagem e luz e faleceu
no dia 12 de junho, às 20 horas, dia em que completava 80
anos, ouvindo as irradiações
proferidas pela minha mãe.
Vó Vinda teve duas filhas, minha mãe e a tia Deise.
Comparecia assiduamente às
três reuniões públicas semanais na casa ra cio nalista
cristã de São João de Meriti
(RJ), que frequentava desde a
fundação.
Vó Vinda conheceu o Racionalismo Cristão com mais
ou menos dez anos, quando
seu pai adoeceu e foi desenganado pelos médicos. Uma
cliente da feira em que ele
comercializava deu pela sua
falta e perguntou o motivo de
sua ausência. Um colega de
feira contou o que ocorria com
ele, a senhora pediu o endereço de meu bisavô e foi,
com a família, até a residencia
dele, e o convidou a passar
por uma desobsessão. Meu bisavô aceitou o convite e, após
Benvinda Fernandes da Silva
curto período indo à CasaChefe, agradeceu à cliente e
passou a ir sozinho, graças a
sua melhora física e espiritual.
Após o ocorrido, meu bisavô se desfez de imagens de
santos que possuía e pedia
que minha avó lesse para ele
as obras do RC. Ele demonstrava grande desejo de ser militante da Doutrina, mas, como era analfabeto, acreditava
não ser possível.
Vó Vinda nos transmitiu
os conhecimentos da Doutrina
não com palavras, mas com
exemplos. Ela tinha o Racionalismo Cristão como o seu
maior bem e nos deixou esta,
a nossa maior herança.
Seus livros da Doutrina
ainda estão lá, com seu cheiro
e as lembranças da leitura
diária. Além das palavras dos
autores, ficaram para nós os
comentários tecidos por ela.
Ao entrar em sua casa,
onde morei até me casar, sinto
um vazio do tamanho de seu
espírito: grandioso, iluminado,
humilde, sábio. Para nós, a
certeza que conforta: a morte
não interrompe a vida.
Ao saber de seu falecimento, eu quase via a cena de seu
caminhar para seu mundo de
luz, envolvida em luzes e em
névoa para seguir, eufórica e
com leveza na consciência, a
sua jornada evolutiva. Sinto
imenso orgulho de ter convivido com ela, de estar convivendo com a família linda que ela
nos deixou, e sinto responsabilidade ainda maior de honrar tudo o que ela ensinou
minha mãe a me ensinar. Espero cultivar em meu filho a
semente que minha avó cultivou em todos nós.
Colaboração de Fabiana Fernandes.
Dia 28
Filial São Miguel Paulista – 100 aniversário da fundação
Sede – Avenida Águia de Haia, 268, Distrito
São Miguel Paulista, São Paulo, Brasil
Presidente – Clarice Francisca da Costa Vieira
Razão para viver
Dia 29
Filial Mirassol – 60 0 aniversário da nova sede
Sede – Rua 2048, Osvaldo Cruz, Centro
Mirassol, São Paulo, Brasil
Presidente – Sérgio Aparecido Bilachi
Dia 30
Filial Ilha de São Nicolau – 27 aniversário da fundação
Sede – Vila Ribeira Brava
Ilha de São Nicolau, Cabo Verde
Presidente – José Francisco Martins
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A RAZÃO
PÁGINA 8
OUTUBRO / 2012
Artigo
Astral Superior, astral
inferior e fluido astral
Caruso Samel
A
qui e ali ainda encontramos muita
celeuma sobre o
uso das expressões
Astral Superior e astral inferior entre muitos militantes e
até entre presidentes do Racionalismo Cristão. Este artigo pretende lançar alguma
luz sobre esta questão.
Ao mesmo tempo, é uma
tentativa de explicar por que
o autor não é a favor de se
misturar os conceitos refe rentes às classes dos mundos
espirituais com terminologias
assemelhadas, aplicadas à
classe dos mundos-escolas. Ao
mesmo tempo, também, o autor pretende explicar por que
prefere adotar, especificamente, a expressão Astral Su perior como coletivo de espíritos do Astral Superior, e a
expressão astral inferior (que
o autor prefere grafar com letras minúsculas), como coletivo de espíritos do astral inferior. Estes, segundo o
nosso mestre Luiz de
Mattos, são, com raríssimas exceções, espíritos
dos Mundos Densos,
Opacos e Intermediários
que, no seu conjunto, se
acham quedados temporariamente na atmosfera
da Terra.
Para isso, vamos
examinar cientificamente duas questões, a saber:
1. O que é a atmosfera da
Terra e
2. O que é e como se
comporta o fluido astral.
A ATMOSFERA DA
TERRA. Uma consulta a diversos sites da Internet vai
nos revelar o que se segue. A
atmosfera terrestre, em função de vários fatores (densidade dos gases componentes,
altitude e até latitude), é
composta de cinco camadas,
cujas alturas ou espessuras
são aproximadamente as que
se indica com seus respectivos nomes, a seguir:
1. Troposfera – até 17 km
de altura –, onde se formam
os fenômenos meteorológicos;
2. estratosfera – de 17 km
até 50 km –, onde se situam
as camadas de ozônio;
3. mesosfera – de 50 km
a 85 km –, que, além da
parte gasosa, contém finíssima poeira de meteoritos que
se des truíram na camada
seguinte;
4. ionosfera ou termosfera
– de 85 km a 500 km –, responsável pela destruição dos
meteoritos que alcançam a atmosfera da Terra; e, finalmente:
5. exosfera – a partir de
500 km –, na qual a pressão
atmosférica é próxima de zero, ou seja, praticamente inexiste. Aqui se formam as auroras boreais e austrais. Daí
em diante, além dos 500 km,
os gases rarefeitos (praticamente o hidrogênio e traços
de hélio) se dispersam e se
perdem no espaço interpla netário, interestelar e intergalático.
Toda essa disposição é devida à lei de ação das massas
de Newton, que afirma que
“a matéria atrai a matéria na
proporção direta das massas
dos corpos e na razão inversa do quadrado das distâncias”. Aqui no caso, a gravidade da Terra e a densidade
é praticamente nula a partir
de 500 km, final da última
camada – a ionosfera.
Observe-se, ainda, que o
Hidrogênio, o primeiro elemento da Tabela Periódica
dos Elementos, cujo átomo
tem massa 1 e cuja molécula
tem massa 2, nem sequer
aparece na análise dos gases
da atmosfera ao nível do mar,
por ser ele o mais leve de todos os gases, só estando presente nas altas camadas, assim mesmo, em quantidades
reduzidíssimas. É este elemento, o Hidrogênio, acompanhado de traços de Hélio,
que preenche todo o espaço
interplanetário, interestelar e
intergalático. Observe-se que
destaquei as palavras molecular e densidade, que vão representar papel importante no
item seguinte.
Até 1928, prevalecia entre
os cientistas a existência do
éter, como matéria sutil que
preenchia todo o espaço superior, formando um oceano
A matéria cósmica pode comportar-se
como se fosse um fluido cósmico,
trabalhável pela Força Inteligente.
dos elementos que compõem
a sua atmosfera são responsáveis por esta distribuição.
Isto é o que a ciência nos
ensina.
A composição molecular
aproximada do ar atmosférico junto à superfície da
Terra, ao nível do mar e 0º
C, é de aproximadamente:
Oxigê nio (21%), Nitrogênio
(78%),
Gás
Carbônico
(0,03%) e mais seis gases nobres (0,97%) constituídos por
Hélio, Argônio, Neônio,
Crip tônio, Xenônio e Ra dônio. As composições (misturas de gases) são diferentes
para cada camada da atmosfera, e sua densidade decresce à medida que a distância (altura) da Terra aumenta, tornando-se essas camadas gradualmente mais rarefeitas. Do mesmo modo, a
pressão, que é de 1 atmosfera na superfície da Terra e
ao nível do mar e 0 º Celsius
(Condições Normais de Temperatura e Pressão – CNTP).
etéreo de matéria quintessenciada. Essa ideia (teoria da
existência do éter) foi
abando nada quando do advento da Teoria da Re latividade, de Einstein, depois
de muitas e acaloradas discussões científicas entre seus
pares. Einstein mostrou que a
sua Teoria da Rela tividade
Geral não precisava do éter
para ser explicada. Também,
as ondas hertzianas dispensavam a teoria da existência
do éter, já que se propagam
no vácuo, diferentemente do
que acontece com as ondas
sonoras.
Hoje, a ciência sabe que
existe no espaço superior Hidrogênio e Hélio super ra refeitos (com densidade média de 0,01 átomo por cm³),
em condições de super-vácuo
e em temperaturas próximas
a – 273º C, quase zero absoluto. Sabe-se, também, que
existe a matéria escura e a
energia escura, estas ainda
pouco estudadas.
FLUIDO ASTRAL OU
MATÉRIA CÓSMICA. É do
conhecimento recente dos estudiosos da Cosmologia e da
Física Quântica que a massa
total da matéria visível que
constitui todos os corpos celestes do Universo constitui
apenas 4% da totalidade da
matéria nele contida. Os outros 96%, que se compõem de
26% de matéria escura (dark
matter) e 70% de energia escura (dark energy) encontram-se dispersos entre as
galáxias, estrelas, planetas e
demais corpos celestes. Tanto
a matéria escura como a
energia escura não emitem
radiação magnética e são detectadas somente através de
seus efeitos gravitacionais. O
que elas são e que papel desempenham ainda é um
grande mistério para a ciência. Quem desejar aprofundar-se deve consultar o link:
http://public.web.cern.ch/public/en/Science/Recipe-en.html.
Como dissemos acima, a
densidade é muito importante para calcular a
massa de um corpo.
Toda a matéria interestelar de que estamos falando acha-se altamente
dispersa (extremamente
dividida ou altamente
rarefeita) no Universo, e
sua densidade nunca foi
medida. Todos os valores
indicados na literatura científica são teóricos, e estes levam a uma faixa de 0,0001 a
1 átomo/centímetro cúbico,
tendo valor médio provável
de 0,01 átomo/centímetro
cúbico equivalente a um supervácuo calculado como
sendo da ordem de 2,8 x 10
elevado a menos 15. Nestas
condições, a matéria cósmica
se comporta como se fosse
um fluido cósmico, facilmente
trabalhável pela Força Inteligente. É o que os filósofos
antigos chamavam e os espíritas/espiritualistas chamam
de matéria quintessenciada.
Esta matéria não está organizada em estruturas atômicas
ou moleculares, mas sim num
estado particular (composto
de partículas) e se comporta
como se fosse um fluido – o
fluido astral universal.
Caruso Samel é escritor e
militante da Filial Butantã (SP).
Homenagem a
Maria Thomazia
Com a dissolução de seu
primeiro casamento, Luiz de
Mattos, codificador do Racionalismo Cristão, ficou com a
guarda dos dois filhos dessa
união, Leonor e Catulo. Em
Bragança, Portugal, conheceu
a jovem professora Maria
Thomazia de Abreu Machado
Antas, e a convidou para ensinar seus filhos quando regressassem ao Brasil. Maria
Thomazia aceitou o convite,
adaptou-se bem ao Brasil e
continuou repassando seu vasto conhecimento, aos dois
meninos.
Em pouco tempo, Maria
Thomazia e Luiz de Mattos
casaram-se e, dessa união,
nasceu Maria Júlia de Mattos,
que mais tarde se casou com
Antonio Cottas, que, ao lado
dela, dirigiu a Doutrina por
57 anos.
Os restos mortais de
Maria Thomazia foram sepultados no Cemitério de São
Francisco Xavier, no Rio de
Janeiro.
Maria Thomazia foi atuante na implantação da doutrina racionalista cristã, com
elevada participação na lida
doutrinária, contribuindo com
elevado grau de mediunidade,
transmitindo mensagens de
fortalecimento espiritual àqueles que recorriam à Casa-Chefe do Racionalismo Cristão
em busca de energia espiritual
para superar suas dores físicas
e psíquicas.
O Racionalismo Cristão
tem nas figuras de Maria Thomazia e Maria Cottas exemplos de tenacidade, valor e elevado espírito desenvolvido ao
longo dos anos nas correntes
do Racionalismo Cristão.
A arte da
espiritualidade
Francisco Branco
A arte é a capacidade espiritual de moldar a matéria,
dando a ela a forma da ideia a
que se refere.
Assim é a música, em que
o espírito molda ondas sonoras, dando sentido à melodia;
assim é a pintura, em que o
espírito molda e dá sentido às
cores; assim é a dança, em
que o espírito embala a matéria do corpo físico, dando sentido ao ritmo.
Assim também a medicina, a arquitetura, a astronomia..., que tambem são artes
em que espírito molda seus
conhecimentos para externálos, respectivamente, na arte
de curar, de construir, de conhecer o Universo.
Tudo na vida é arte nós
somos os artífices, e nenhum
artífice domina sua arte sem,
primeiro, conhecê-la na teoria.
Depois é que a aperfeiçoa na
prática.
Nenhum músico consegue
compor uma bela obra sem
antes conhecer as notas e os
tempos musicais: nenhum pintor cria um belo quadro sem
conhecer as tintas, as telas e
os pincéis: nenhuma dançarina
executa uma bela dança sem
conhecer os ritmos, os passos,
os tempos.
Também o médico não
conseguirá fazer cura se não
conhecer os órgãos, os instrumentos, as ações medicamentosas, os sintomas das doenças;
nenhum arquiteto executa uma
obra sem conhecer os materiais, os cálculos, os solos.
Em todas as artes, primeiro o saber, depois o uso.
Pode-se saber uma arte sem
estudá-la? Pode-se viver uma
arte sem praticá-la? Alguém
só deixa de ser aprendiz para
tornar-se mestre (embora, talvez, nunca venha a sê-lo) melhorando a cada dia a prática
com os novos conhecimentos.
Assim também a vida.
Sim, a vida, porque viver também é uma arte. A maior de
todas. E é na vida que o espírito molda a sua ideia maior,
sua expressão maior, sua realização maior: sua evolução.
Aqui está o grande defeito
da humanidade; vive-se sem
saber o que é a vida, sem
saber por que se vive, e não
se põem em prática nossas virtudes, porque não se percebe
que elas são instrumentos da
nossa espiritualidade, da nossa
evolução.
Francisco Branco é presidente
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A RAZÃO
OUTUBRO / 2012
PÁGINA 9
Artigo
Educação,
ensino e
sociedade
Thiago Monfredini
E
ste artigo é uma breve introdução histórica ao tema, que
será fechado na próxima edição com título “Educação e sociedade de consumo”, quando serão mais
bem discutidos os problemas
da sociedade de consumo e
a necessária mudança de
paradigma.
Comecemos com a pergunta: o que é Educação?
Há dois conceitos-chave a
respeito dessa questão, que
separamos já no título. O
Ensino, que chamaremos
aqui de educação formal, está relacionado à instrução e
aprendizagem de habilidades
específicas e ocorre na escola, no trabalho, entre outros
espaços. O outro conceitochave é o de Educação como
um processo mais amplo pelo qual nos tornamos e
nos reconhecemos como
humanos. A Educação
envolve o constante
aprender daquela sabedoria que evolui ao longo da vida inteira através de suas diversas esferas – família, traba lho, escola, religiões, sociedade etc.
Em termos sociais, se dá
muito valor à educação formal e é assim porque através
dela o indivíduo aprende
uma profissão e se posiciona
no mundo, servindo de base
econômica a si mesmo, à
família e à sociedade. Ela é
tão valorizada que o Ensino
Superior, na estrutura da
edu cação formal brasileira,
geralmente confere algum
status social ao diplomado,
frequentemente até em detrimento daquele conceito de
Educação mais amplo. Tanto
que a educação formal, principalmente quando reduzida
a um pequeno agrupamento
social, pode ser usada para
manter privilégios em prejuízo do restante da sociedade.
Foi então que, por um
esforço civilizatório histórico, muitos países viram a necessidade de a educação formal atingir a população co-
mo um todo. Nos Estados
Unidos, por exemplo, no início do século XX, o avanço
da luta contra a escravidão
(inclusive de crianças) em
fábricas era protagonizado
pelos próprios trabalhadores
e parentes organizados. Nessa época de grande agitação
social, as classes sociais menos favorecidas, principalmente as componentes mu -
tanciais no Brasil, compro metendo ora a quantidade,
ora a qualidade).
Através da educação formal, os países procuram promover não só conhecimentos
para a cidadania, ligada aos
direitos e deveres, como
também ao desenvolvimento
científico e tecnológico, bases importantes para o desenvolvimento econômico.
A espiritualidade está ao alcance
de todos e basta, para isso, buscar
compreender os próprios sentimentos.
lheres e mães, combinaram
esforços para estabelecer
acordos e leis que proibiam
a exploração do trabalho infantil e tornavam compulsória a educação para todas
as crianças. Dessa forma, ao
mesmo tempo em que conquistavam direitos trabalhistas, a educação passou a ser
vista como um direito de todos e não mais apenas de
uma “casta” privilegiada. Na
Europa, esse processo se deu
há cerca de 140 anos. No
Brasil, a educação pública
obrigatória para todas as crianças e adolescentes até 14
anos de idade é um direito
fundamental, sendo dever do
Estado fornecê-la aos cida dãos. Entretanto, essa é uma
conquista muito recente, alcançada somente com a
Cons tituição Federal de
1988. (Os investimentos nessa área nunca foram subs -
Hugo de Góes, Advogados
A essa altura da história,
portanto, deveria estar claro
que o desenvolvimento econômico e técnico-científico,
precisa caminhar paralelamente com a promoção da
cidadania, mas não é o que
se verifica na maior parte do
mundo. A causa disso envolve outros aspectos que infelizmente fazem parte da
sociedade em que vivemos.
São aqueles utilizados para a
manutenção de um ambiente
que valoriza exacerbadamente a competição e o consu mo, calcada, ainda, no pri vilégio, na valorização do
“ter”, ao invés do “ser”. Aí,
por exemplo, o preço caro
de um produto nem sempre
equivale ao seu verdadeiro
valor, já que algumas indústrias ainda se aproveitam do
trabalho escravo em determinados segmentos da sua
linha de produção. É a so-
ciedade de consumo e das
aparências.
Voltemos, então, ao conceito mais amplo de Edu cação e, em particular, aos
aspectos espirituais desse
conceito. Aprendemos no Racionalismo Cristão o verdadeiro valor da vida espiritual, relativamente à vida material. Aprendemos sobre os
benefícios de um viver disciplinado; que os atributos espirituais (o raciocínio, a sensibilidade, a percepção etc)
devem ser usados para aprimorar nossos valores internos, distanciando-nos da futilidade, causa e consequência da vaidade em suas mais
diversas formas. O constante
estudo de si mesmo, pelo
Racionalismo Cris tão, permite que os seres te nham
consciência das diversas “armadilhas” do subconsciente,
com origem em vidas passadas e que são, também, estimuladas por
correntes de pensamento de mesma vibração
deste mundo de ilusões
em que vivemos. Aprende-se, acima de tudo, sobre o valor de bem pensar e cultivar bons sentimentos. Essa consciência torna possível desarmar essas armadilhas internas e enfrentar os problemas
da vida de maneira mais realista e espiritualizada, alcançando, assim, maior (e
mais duradoura) felicidade.
Logo se nota a enorme
distância entre o valor da espiritualidade e os valores
cultivados na sociedade em
geral, e o pouco que isso se
relaciona com a educação
formal. A espiritualidade está ao alcance de todos e basta, para isso, olhar para si
verdadeiramente, buscando
compreender os próprios
sentimentos. A mudança
que, em geral, se deseja para
o mundo começa e só é possível com a aquela que se
faz interiormente.
Thiago Monfredini é militante da Casa-Chefe.
Matos e Daixum Advogados
Limpeza psíquica
A disciplina do Racionalismo Cristão recomenda a limpeza psíquica como forma primordial de limpar psiquicamente o ambiente em que nos encontramos, afastando influências negativas que possam prejudicar nosso humor,
nossas atividades, nossa vida, enfim.
A limpeza psíquica se dá por meio de irradiações, que
devem ser feitas em horários determinados, pela manhã e à
noite. A Irradiação A deve ser feita uma vez e a Irradiação
B deve ser repetida por cinco minutos; ao final, uma
Irradiação B ao Astral Superior e outra ao presidente astral
do Racionalismo Cristão, Antonio Cottas.
Irradiação A
Ao Astral Superior
Grande Foco! Força Criadora!
Nós sabemos que as leis que regem o Universo são naturais e imutáveis, e a elas tudo está sujeito.
Sabemos também que é pelo estudo, raciocínio e crescimento, derivado da luta contra os maus hábitos e as imperfeições, que o espírito se esclarece e alcança maior evolução.
Certos do que nos cabe fazer, e pondo em ação o nosso livre-arbítrio para o bem, irradiamos pensamentos aos Espíritos
Superiores para que eles nos envolvam na sua luz e fluidos,
fortificando-nos para o cumprimento dos nossos deveres.
Irradiação B
Grande Foco! Vida do Universo!
Aqui estamos a irradiar pensamentos às Forças
Superiores para que a luz se faça em nosso espírito, e tenhamos cons ciência de nossos erros, a fim de evitá-los e
nos fortalecer para praticar o bem.
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PÁGINA 10
A RAZÃO
OUTUBRO / 2012
Artigo
Como vencer o medo
Marclei Barbosa Santiago
O
que nos leva a ter
tantos medos? Há
muitos medos que
nos são incutidos,
implementados de uma forma
absolutamente desnecessária
e desproporcional. Eles estão
relacionados à nossa história
de vida, especialmente à nossa infância. Muitos pais ou
responsáveis educam as crianças usando mecanismos repressivos do medo. Ameaçam-nas dizendo-lhes “olhe,
se você não fizer isso ou aquilo, dessa ou daquela forma,
vai lhe acontecer algo ruim”,
e a criança passa a fazer exatamente o que e como mandam, simplesmente, por estar
com medo.
Nossa abordagem educativa, de maneira geral, é recheada de implementos de
medo, quando deveria ser
encorajadora. Esses medos
que são colocados na infância vão ficando dentro do
ser, desenvolvendo-se e tomando proporções maiores
sem ser resolvidos, e com isto o ser vai crescendo e modelando uma personalidade
insegura.
Crianças que vivem, por
exemplo, em casa de uma
pessoa viciada em álcool ou
em outro tipo de droga; filhos de pais que não se respeitam e que se agridem;
crianças violentadas no seu
direito de ser crianças e que
são agredidas com castigos
desproporcionais, cruéis, às
vezes com pancadas, são
mais propensas a sentir medo. São manifestações agressivas com elas ou que são
obrigadas a presenciar, criando toda uma estrutura de
insegurança do espírito que
encarnou e que não vai conseguir estruturar um ego para enfrentar as dificuldades
mais tarde.
Crianças criadas em sistema de abandono ficam inseguras, medrosas e passam
a precisar de um sistema de
proteção mínima para poderem sentir-se confortáveis.
Crianças que são abandonadas ou desprezadas vão
estruturando um conteúdo
de estima precário. Mais tarde a baixa autoestima será a
matéria prima para modelar
o adolescente, naturalmente
inseguro, às vezes manifestando essa insegurança por
meio de revoltas, e vai modelar um homem medroso,
covarde. Quando alguém
pergunta por que ele é portador de um medo, de uma
fobia, nem sabe responder.
O medo pode estar estruturado dentro da sua história
infantil ou em outras fases
da vida.
Há medos, porém, que
são estabelecidos além desta emocional, social, físico e es- inclusive na fase em que a
vida, e o espiritualismo nos piritual. Para essas áreas do parcela conquista a condição
abre um campo amplo de conhecimento, o medo, nu- de espírito.
observação espetacular. São ma certa medida, é um meA doutrina racionalista
medos originados em outras canismo de autoproteção do cristã nos esclarece que há
existências,
experiências ego, pois, ao sentirmos me- várias teorias para o medo.
traumáticas que vivemos em do, contrabalançamos pelo Algumas delas dizem que o
vidas passadas e que hoje instinto de conservação o medo é necessário para a socomparecem como medos desejo e a vontade de fazer brevivência humana, mas esabsurdos, insegurança, fobias alguma coisa que às vezes tão fundamentadas em insociais, como o medo de en- colide com o razoável, com terpretações distorcidas da
frentar o público e de con- o lógico, com o racional. realidade. A realidade é que
viver em sociedade. Há me- Nesta visão, o medo é o o medo é de origem psicolódos cujas origens estão nesta contraponto da vontade e do gica e de caráter espiritual.
vida e há os que se reportam desejo. Então, ao ponderar- É de origem psicológica por
a situações pregressas, de vi- mos medo e desejo, buscan- ser criado na esfera psicolódas anteriores.
do a melhor relação entre gica, e não física, por se insA fobia é um progressi- ambos, chegaremos a uma talar no subconsciente e paivo e exagerado medo em ní- equação que nos possibilita rar na órbita dos pensamenvel não naturalmente espe- a solução satisfatória, que é tos, no plano das ideias, da
rado. As fobias simples são o equilíbrio entre ambos.
psiqué humana. É de caráter
caracterizadas quando a criespiritual por achar espaço e
atura tem um objeto fóbico
VISÃO RACIONALIS- condições favoráveis na menpara o qual a sua manifes- TA CRISTÃ. As ideias sobre te dos seres que o alimentação de agressão está pos- o medo defendidas por es- tam, a ponto de se desenvolta, como a fobia a gato, a sas áreas do conhecimento e ver progressivamente pelo
anfíbios, a avião, a altura, a linhas filosóficas represen- mau uso das faculdades e
lugares fechados, ou a fobia tam uma visão distorcida da dos atributos nobres do esque é mais complexa, que realidade, pois consideram o pírito, como o raciocínio, o
vem dentro de uma manifes- medo um contraponto do livre-arbítrio, a consciência
tação mais abrangente co- desejo, enquanto a doutrina esclarecida, a compreensão,
mo, por exemplo, o trans- racionalista cristã afirma a lógica, a ponderação, a
torno do pânico, em que a que são os atributos positi- moderação e a vontade formanifestação fóbica compa- vos do espírito e a vontade talecida para o bem. É de
rece junto
caráter espicom outros
ritual, portantos sintoque o ser nemas negaticessita desses
O medo surge das experiências
vamente
atributos nocolhidas na atual encarnação ou
postos, porbres como retanto, paralicursos postos
aflora do âmago do ser; em ambas
sando, enem ação para
as situações é produto de ilusões,
gessando, fievitar o memisticismo, incompreensões.
xando o hodo, e caso esmem numa
te se instale
determinada
em seu subposição
e
consciente e
impedindo que ele viva har- fortalecida e direcionada pa- permaneça ativo, vivo em
moniosamente consigo mes- ra o bem o contraponto do seus pensamentos, poder demo e com o ambiente.
desejo, e não o medo. É a senergizá-lo definitivamente.
A fobia é uma manifes- vontade inquebrantável que
Todos os espíritos, antes
tação exagerada da ansieda- se opõe ao desejo, que é o de virem ao mundo físico,
de, que alcança níveis estra- ímpeto irrefreável de fazer o preparam-se espiritualmente
tosféricos que efetivamente irracional, o ilógico.
no mundo de estágio, totalnos congela. O processo fóAinda segundo essas mente desprovidos do sentibico é uma doença, uma dis- áreas do conhecimento, o mento do medo, e encarnam
função, é uma patologia que medo é uma circunstância conscientes e corajosos dos
precisa ser tratada, cuidada, instintiva que faz parte da deveres a cumprir, não imeliminada. A fobia, efetiva- nossa história evolutiva. porta em que condições. Se
mente, decorre de um trau- Afirmam que o medo vem os espíritos encarnam prema, do qual o ser não con- de nossas origens enquanto parados para vencer a si
segue libertar-se facilmente seres que emergem num pro- mesmos, então, por quais
e que o faz reagir com um cesso evolutivo, saindo de motivos afloram os medos e
medo excessivo, exagerado.
uma caminhada evolutiva de outras tendências ruins
estado ainda pouco desen- quando o espírito está neste
VISÃO DISTORCIDA. volvido de vida para um es- mundo Terra? É porque o
Alguns segmentos da psi- tado de maior expressão, ser humano é a mais pura
quiatria e da psicologia mo- maior racionalidade, maior expressão do seu subconsdernas e de outras áreas contexto no campo da inte- ciente. No subconsciente esafins como, também, algu- lectualidade, maior expressão tão gravadas as mais variamas linhas filosóficas defen- da emocionalidade.
das experiências psíquicas e
dem a ideia de que o medo
Esta é também uma in- físicas, positivas e negativas,
que todos nós trazemos nos terpretação distorcida sobre que o espírito vivenciou nesdias atuais são, em certa o medo, demonstrando essas ta e em outras encarnações.
medida, uma expressão de linhas filosóficas, outra vez, Portanto, o medo surge das
autoproteção, de segurança, uma visão incoerente com a experiências colhidas na
porque, se não tivéssemos realidade, pois confundem o atual encarnação ou aflora
medo, poríamos em risco a medo com o instinto, que é do âmago do ser, do seu
nossa integridade física e da a natural necessidade de so- subconsciente, sendo que em
nossa vida familiar, já que brevivência presente na par- ambas as situações ele é
nos exporíamos inadequada- cela da Força em evolução produto de ilusões, misticismente a perigos que desin- em todas as suas diferentes mo, incompreensões, expetegrariam o nosso equilíbrio fases do processo evolutivo, riências e conceitos distorci-
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dos da realidade. No caso de
o medo ser oriundo de encarnações passadas, ele vem
à tona naturalmente, no momento oportuno, como uma
tendência, uma inclinação
negativa, que brota do subconsciente justamente para
que o ser possa vivenciá-lo
novamente e aprender a
identificá-lo, estudá-lo e desenergizá-lo definitivamente
dos seus pensamentos e do
seu subconsciente.
O Racionalismo Cristão
nos ensina que nada pode
ser apagado do subconsciente, mas pode ser reeditado, dando lugar a uma
nova história positiva que
pode ser escrita em cima
da negativa. Para que isso
aconteça é necessária uma
mudança de postura do ser
e uma forte força de vontade daquele que quer melhorar as suas condições
psíquicas.
A precaução, a cautela, o
bom senso, a lógica, o raciocínio, o conhecimento dos limites próprios e a percepção
deles são disposições e maneiras que fazem o ser humano caminhar firme e sempre em frente, sem precisar
escorar-se no sentimento do
medo que não passa de uma
fraqueza humana e de uma
muleta espiritual.
O medo, de qualquer
natureza, é de origem psicológica e está balizado por
uma construção distorcida
de pensamentos a respeito
de algo e de tudo de que se
tem medo. O medo, a fobia,
a insegurança e as indecisões estão sempre diante dos
seres fracos, e as fraquezas
são perigosas no caminho
do aperfeiçoamento da inteligência e do caráter.
É preciso vencer a barreira do medo, que trava
muitas pessoas. Dentre os
antídotos eficazes contra o
medo estão a autorreflexão e
a busca constante do autoconhecimento, a coragem para
enfrentá-lo, a autoconfiança
e o maior aliado destes que
é o pensamento elevado, pois
este é pura vibração que vitaliza as faculdades e todos
os atributos espirituais para
que se desenvolvam plenamente e tem força superior
a tudo que existe nesse mundo-escola. Portanto, varra o
medo da mente. Muito cuidado, pois os descontentamentos, os sofrimentos, as
síndromes e os atrasos no
aprimoramento intelectual e
na evolução espiritual muitas
vezes têm origem no medo.
Marclei Barbosa Santiago
é professor universitário, em Belo
Horizonte (MG).
Recordar
com olhos
no futuro
Luiz Hamilton Menossi
O Primeiro Congresso
Mundial do Racionalismo
Cristão, em 2010, foi concluído com sucesso, mas seus
efeitos ainda vão perdurar
muito além daqueles seis dias
de novembro – de 22 a 27.
São sementes que vingarão no decorrer dos anos do
século XXI. Quem andou pelos corredores do histórico
evento de comemoração e reflexão dos 100 anos da Doutrina e assistiu às palestras e
debates pode dimensionar o
significado desse marcante
acontecimento para os racionalistas cristãos, para não dizer para a humanidade.
Os salões de ideias e debates conseguiram transformar em realidade algo que,
na boca dos diretores da
Doutrina, até pudesse parecer
não passar de mera retórica:
a divulgação para o mundo
de uma moderna filosofia espiritualista de vocação planetária. Com meios físicos e di-
O RC é patrimônio
racional e científico
da humanidade,
perene razão para
para ser seguido
como uma bússola.
gitais o Racionalismo Cristão
é um ato concreto do Astral
Superior e de seus instrumentos terrenos para romper
os grilhões do desconhecimento e falta de informação
espiritualista racional e científica da Verdade universal.
Para ver tudo isso acontecendo basta ter um pouco de
percepção. Ano a ano, a consolidação e a expansão desse
novo conceito da vida e do
Universo, codificado por Luiz
de Mattos, traz benefícios para a humanidade e o planeta
que ultrapassam a dimensão
da participação em eventos
públicos e particulares da
Doutrina.
O Racionalismo Cristão
é patrimônio racional e científico da humanidade, perene razão para ser – além de
praticado – estudado, refletido, aperfeiçoado e atualizado. Seguido como bússola
norteadora do espírito.
Luiz Hamilton Menossi, da
Filial Ribeirão Preto (SP).
Pensamento
e suas correntes
Volume 2 da coleção
As aventuras da Família Mattos
Os autores do livro,
Wilson Carnevalli Filho –
membro da Diretoria de Ação
Doutrinária da Casa-Chefe – e
Marcos Rocha – músico, ilustrador e frequentador da Doutrina – apresentam um trabalho que objetiva transmitir
às crianças ensinamentos
espiritualistas em doses apropriadas.
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A RAZÃO
OUTUBRO / 2012
PÁGINA 11
Artigos
Bom apetite
Comentário internacional
CLECY RIBEIRO
Forno e Fogão
MARIA TEREZA GOMES
Coxa de frango
com ervas (light)
INGREDIENTES
6 coxas de frango sem pele
Duas xícaras (chá) de fari nha de rosca
Duas colheres (sopa) de ervas secas de sua preferência
Uma colher (chá) de pimenta-do-reino amassada grosseiramente
3 gemas
sal grosso
MODO DE PREPARO
Misture a farinha de
rosca com as ervas secas, a
pimenta e o sal grosso. Passe
as coxas nas gemas batidas e
envolva-as com a mistura de
farinha. Pressione com as
mãos para grudar e formar
uma crosta.
Asse em forno médio
preaquecido por aproximadamente 30 minutos ou até
dourar.
Para ficar mais picante,
junte pimenta-calabresa em
flocos na farinha de rosca.
Canudinho
de goiabada
INGREDIENTES:
200g de goiabada em peda ços
Duas xícaras (chá) de água
Uma colher (sopa) de casca
de limão ralada
Um quarto de xícara (chá)
de cachaça
Duas fatias grossas de queijo
canastra picadas em cubi nhos
8 canudinhos de massa fo lhada
Folhas de hortelã para de corar
Óleo para untar
MODO DE PREPARO
Ponha a goiabada numa
panela, junte a água e leve
ao fogo baixo, mexendo até
ficar pastosa. Acrescente a
casca de limão e a cachaça.
Mexa e retire do fogo.
Deixe esfriar completamente. Quando estiver fria,
acrescente os cubos de queijo e misture delicadamente.
Recheie então os canudinhos
e enfeite com uma folha de
hortelã.
Na hora de servir, coloque dois canudinhos em cada prato. Se desejar, sirva
com creme de leite ou sor vete de creme.
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Da campanha militar
à guerra comercial
A
briga Apple-Samsung soa mais como ponta de iceberg do que vem
por aí, em prazo ainda indefinido: disputa comercial de
dimensões inimaginadas. Do
controle às rotas marítimas do
Pacífico e Índico (garantia de
tráfego) à guerra declarada –
com ênfase na tecnologia (sobretudo espacial) e propriedade intelectual –, a trilha
parece já traçada. Afinal, o
processo caminha gradativamente, que Roma não se fez
num dia. O mundo de negócios fecha-se mais e mais a
vacilações e escancara-se à especulação. Faz dois anos,
quando do Fórum Regional da
Asean, a secretária de Estado
Hillary Clinton pediu textualmente: internacionalização do
status das rotas comerciais estabelecidas.
Aqui um parênteses
para lembrar a decisão de
Hillary de deixar o cargo
no próximo mandato,
qualquer que seja o resultado das eleições de 6 de
novembro.
A importância do
mar do Sul da China cresce
como arena de tensão internacional e conflito potencial.
Alguns incidentes começam a
perturbar, entre aviões-patrulha
chineses e navios de vigilância
norte-americanos. Sedimentar
um tratado de livre comércio,
a Parceria Transpacífica (já são
nove os participantes), hoje
obceca mais os Estados Unidos
do que as lamentáveis campanhas militares no Iraque e
Afeganistão. Washington descarrega o peso da recuperação
econômica na dependência das
exportações e penetração do
empresariado americano na
base consumidora “vasta e
crescente da Ásia”.
Em concorrência, acena a
China também com sua zona
de livre comércio: a Parceria
Econômica Regional Abrangente (só países asiáticos).
Seriam pactos semelhantes em
seus objetivos, no dizer dos
analistas: assegurar todas as
vantagens aos exportadores,
criar um ambiente favorável a
investimentos, proteger a propriedade intelectual. Mais prónegócios que pró-comércio.
Nos Estados Unidos o anteprojeto segue ao sabor e cunho
dos lobistas, com muito de sigilo nas complexas negociações.
Parece que o país ressente-se da política de austeridade de Obama, aplicada com
zelo desde inícios de 2011.
Mesmo se imputa as más notícias à obstrução parlamentar
republicana. Que, de resto,
tende a crescer em novembro,
com ampliação da maioria
assemelhariam se, em 6 de novembro, os eleitores cederem à
tentação do pior”. Palavras de
Serge Halimi em Le Monde
Diplomatique (setembro 2012),
evocando 2007 que, por sua
vez, lembramos, tem suas origens em 1997, quando da quebra financeira na Ásia. A partir de então, os “tigres” passaram a amealhar reservas como simples precaução, e a
desvalorização de suas moedas
levou ao aumento de suas exportações, enquanto a supervalorização do dólar contribuía para explodir o déficit
comercial.
No projeto orçamentário
da chapa republicana para os
decênios próximos (aliás, de
Paul Ryan), detalhado em abril
de 2011, há limites para as
despesas públicas até 2050,
Os EUA parecem querer afirmar sua
tendência belicosa, de qualquer forma.
conservadora.
“A gangrena financeira
norte-americana provocou uma
crise econômica mundial da
qual bem conhecemos os resultados: hemorragia de empregos, falência de milhões de
proprietários de imóveis, recuo
da assistência social. Cinco
anos depois, graças a um paradoxo singular, ninguém pode
absolutamente excluir a chegada à Casa Branca de Willard
Mitt Romney, que deve sua
imensa fortuna à especulação
financeira, deslocamento de
empregos e aos charmes (fiscais) das ilhas Caïmans. A escolha de Paul Ryan como candidato republicano à vicepresidência permite vislumbrar
a que os Estados Unidos se
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bem como para a taxa de impostos, preservando os nichos
fiscais de quem pode, pode.
Aumentam as despesas militares. E o setor privado deve
contribuir, temporariamente,
para os gastos. Quanto à cobertura médica voltada aos
cidadãos de menor renda,
sofreria redução drástica. Do
lado democrata, Obama aceita
reduzir o déficit orçamentário:
amputar gastos sociais sem elevar os impostos das rendas
maiores, considerados “anormalmente baixos”. Venceram
as pressões. Eis aí uns poucos
elementos, relevantes embora,
na extensão do crescendo
deficitário norte-americano.
Quem é Ryan? Membro
do Congresso (Wisconsin),
presidente da Comissão Orçamentária da Câmara, os
analistas o consideram um
proponente da Escola Austríaca de Economia. Em duas
palavras: o laissez-faire na
economia, aplicadado ao contexto político dos Estados
Unidos. Apresenta, assim, uma
visão alternativa dos rumos a
seguir, se o sistema político
porventura romper o que muitos consideram uma camisa de
força. Seus críticos não são
poucos – e a seu projeto de
orçamento –, inclusive o
Prêmio Nobel de Economia
Paul Krugman. Ryan também
desafia abertamente o status
quo, com um dedo ameaçador
para os “gastos contraprodutivos” constantes do projeto
(proposto por Barack Obama)
de assistência universal à saúde.Os adeptos situam-no
junto aos iconoclastas da
Casa Branca.
Em artigo sob título
bastante conotativo, “Presidente Ryan”, o analista
Chan Akya [spengler.ati
mes.net] lamenta a política vaga do governo atual,
os temores do mercado
investidor quanto ao futuro
próximo e o fato de não ser
Ryan o candidato à presidência, agora. E banca sua
aposta, convicto de que isso
tardará mais quatro ou oito
anos, mas não falhará: “A escolha de Ryan expõe a cisão
entre a base de núcleo do
Partido Democrata em confronto com o funcionalismo
público e o apelo dos republicanos aos contribuintes de
classe média. Se isso é o que
conta nas eleições, a aritmética
nos diz que Romney pode
vencer”.
Clecy Ribeiro é jornalista,
professora das Facul dades In tegradas Hélio Alonso, RJ.
ESTILISTA
THEREZA
(21) 2542-1872
ENDEREÇO: Av. Princesa Isabel,
186, ap. 1012
Leme - Rio de Janeiro
A RAZÃO
PÁGINA 12
Criança
OUTUBRO / 2012
Espaço infantil
O soldadinho de chumbo
E
ra uma vez 25
soldadinhos nascidos de uma
mesma colher de
chumbo. Eles eram de um
menino que os tinha ga nhado no seu aniversário.
Os soldadinhos eram
iguais uns aos outros,
menos um, que só tinha
uma perninha.
Perto dos soldados
havia um castelo de cartolina e, na porta, uma
linda menina, também feita de cartolina. Ela vivia
de braços abertos, porque
era dançarina, e uma perna levantada a tal altura
que o soldadinho de
chumbo pensou que ela
tivesse, como ele, somente
uma perna.
“Ali está a mulher que
me convém”, pensou o soldadinho, “mas é uma grande fidalga. Mora num palácio e eu, em uma caixa, em
companhia de 24 camaradas. E aqui não haveria
lugar para ela. No entanto,
preciso conhecê-la”.
A coragem, porém, não
vinha e ele vivia a espiá-la,
atrás de uma caixa de charutos. Num dia de baile entre os brinquedos, saiu dessa caixinha um feiticeiro,
enciumado porque viu o
soldadinho olhando para a
dançarina, embevecido, boquiaberto e distraído.
“Soldadinho de chumbo”, disse o feiticeiro,
“tra ta de olhar pa ra o
outro lado”.
Como o soldadinho
fingiu que não era com
ele, o feiticeiro gritou:
“Espera amanhã para ver
o que te acontece!”
No dia seguinte, colocaram o soldadinho na
janela, mas, ou por influência do feiticeiro ou
do vento, o nosso amiguinho acabou caindo e ficou de cabeça para baixo.
Aflito, o menino desceu
as escadas correndo, e
nada. Se o soldadinho
tivesse gritado, talvez o
garoto o escutasse, mas o
soldado achou que isso
poderia desonrar a sua
farda.
Após inspecionar a escola,
a diretora concluiu: a sala de
aula parece um mar, onde
os professores navegam, os alunos
boiam e as notas afundam.
Por que...
...os dedos murcham
quando nos banhamos?
Os médicos que cui dam da nossa pele, os
chamados dermatologistas,
explicam que os nossos
pés e mãos, por estarem
nas extremidades, são mais
úmidos que as ou tras
partes do corpo. Quando
ficamos muito tempo no
banho, na piscina, na banheira, no mar ou no chuveiro, a nossa pele precisa
absorver toda essa água.
Só que as células responsáveis por isso têm um
limite. Se molharmos uma
esponja com mais água do
que ela suporta, a água vai
acabar pingando, porque a
esponja não vai conseguir
“beber” todo o líquido.
É isso que ocorre com
a nossa pele. Ela acaba inchando e ficando enrugada
para dar conta do volume
de água absorvido. O efeito é aquela aparência de
pele murcha, porque precisou enrugar para absorver toda a água.
Isso não faz mal algum. Depois que nos enxugamos, a água que estava sobrando na pele evapora, e as células voltam
ao seu tamanho normal.
Esta é uma adaptação do conto O soldadinho de
chumbo, de Hans Christian Andersen, autor dinamarquês de inúmeras histórias infantis, entre elas O patinho feio, A roupa nova do Imperador, A pequena sereia
e A menina dos fósforos.
Filho de sapateiro, Hans Christian nasceu em 1805.
A infância pobre lhe deu a chance de conhecer os
contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante
as histórias que viria a escrever. Perdeu o pai com
apenas 11 anos e precisou abandonar a escola, mas já
demons trava aptidão para o teatro e a literatura.
Faleceu em 1875.
Como sempre acontece, caiu uma chuva da quelas e, quando dois garotos viram o soldadinho
de chumbo caído, pensaram: “Vamos fazê-lo
navegar!” Construíram um
barco com papel de jornal
e sacolejaram o soldadi nho de chumbo até não
poderem mais.
Com a correnteza, porém, o barco entrou por
um cano, onde uma ratazana se virou para o soldadinho e perguntou:
“Onde está o seu pas saporte?” Mais uma vez, o
soldadinho de chumbo fingiu que não era com ele e,
com a sua espingarda, foi
remando, remando, até se
deparar com uma queda
d’água, como se fosse para
nós uma cachoeira. Mes mo à vista do perigo, o
valente soldado nem fechou os olhos de medo.
O barco caiu e foi se
enchendo de água cada
vez mais. O soldadinho já
tinha água pelo pescoço.
Quando o barco se desfez,
o soldadinho de chumbo
pensou na dançarina, mas
foi engolido por um peixe.
Lá dentro era escuro,
muito escuro. O bonequinho arrumou-se do jeito
que pôde e, de repente,
viu a luz do dia. Alguém
gritou: “Olha, um solda dinho de chumbo!”. É que
o peixe havia sido pescado, exposto e vendido na
feira e foi parar nas mãos
de uma cozinheira bonachona. Ela pegou o sol-
dadinho e o levou para a
sala. Qual não foi a surpresa! O soldadinho de
chumbo viu-se na mesma
sala onde já havia estado
antes, com as mesmas crianças e os mesmos brinquedos. Viu o castelo e a
dançarina à sua porta. De
tão comovido, choraria lágrimas de chumbo, fácil,
fácil.
O soldadinho e a
bailarina se olharam e...
adivinha? Foram felizes
para sempre.
Viva o Dia das Crianças
O Dia das Crianças,
comemorado no Brasil em
12 de outubro, é feriado
por conta de um motivo
religioso. Neste ano, cai
em uma sexta-feira, o que
significa que a semana só
terá quatro dias úteis (segunda, terça, quarta e
quinta-feira) e três dias
de folga (sexta, sábado e
domingo).
Vai para a praia? Quer
passear no parquinho? Vai
a alguma festinha de aniversário? Vamos programar coisas bem legais pa-
ra fazer? Seguem algumas
dicas nossas. Divirta-se!
Podemos fazer como em um costume francês: piquenique no parque. Será preciso levar
toalha xadrez, comidinhas,
bebidinhas e se estirar na
grama. Dá para correr,
jogar bola, brincar de roda e muito mais.
Conhece algum museu legal em sua cidade?
Por exemplo, uma instituição que conte a história
do transporte, dos animais, da astronomia (ci ência que estuda o movimento dos planetas) ou de
outros assuntos interessantes.
Tem também: zoo lógicos, parques aquáticos,
clubes, parques de diver-
Cabeça
de papel
Você sabe...
1. Por que algumas
crianças colocam açúcar
debaixo do travesseiro?
No quartel, o general fazia perguntas aos
soldados.
– Soldado Alves, o que
é a pátria para você?
– A pátria é minha
mãe, general.
– E para você, soldado
Silva, o que é a Pátria?
– é a mãe do soldado
Alves, general.
2. Qual o cúmulo da
força?
3. Como se chama elevador lá no Japão?
são, aquários, passeios de
bonde ou trem, peças infantis, cineminha, casa
dos avós... Não vai ter dia
para tanta coisa!
4. Qual é a melhor maneira de calar o mundo?
5. Qual é o cão mais
vitorioso?
chamam colmeias e são
muito organizadas. As que
vemos voando por aí são
as operárias, encarregadas
de produzir o mel que vai
alimentar os filhotes da
rainha. O mel é produzido
pelas abelhas a partir do
néctar que colhem das
flores. A função da rainha
é pôr ovinhos de onde
nascerão novas abelhas.
6. O que o número 2
disse para o 1.000.000?
7. Qual é a parte do
corpo que mais coça?
PA R A C O L O R I R
8. Qual a diferença entre um carpinteiro e um
bebê?
Antes de aplicar cores
a este lindo desenho, responda algumas perguntinhas sobre ele:
Quem é este menino
todo simpático? De que
turma ele faz parte? Co mo se chama o seu melhor amigo? Quem é a sua
maior “inimiga” (de brincadeirinha!)? O que ele
mais gosta de fazer? De
que cor é o cãozinho que
ele cria? Qual é a principal marca deste personagem, ou seja, o que nele
chama a atenção das outras pessoas?
Respostas
A jornalista Tharsila
Prates, responsável pelas
colaborações publicadas
em A Razão Criança, ao
copiar o desenho da abelha transportando seu mel
(em inglês, se fala honey),
estava muito cansada e
cometeu sete erri nhos.
Vamos encontrá-los?
As abelhas vivem em
comunidades
que
se
Voce sabe...: 1. Para ter
doces sonhos. 2. Fazer tricô
com linha do trem. 3. É só
apertar o botão. 4. Tirando a
letra N; aí ele fica mudo. 5. O
cão peão. 6. Você é grande,
mas não é dois! 7. A unha. 8. O
carpinteiro quer boa madeira, e
o bebê quer má-madeira.
Os 7 erros: Um pinguinho
de mel em cima da letra H, de
honey; o risquinho da asa; as
pontas das antenas; o risquinho
embaixo da boca; o risquinho
na sobrancelha, que não se prolonga; o ferrão; o risco no corpo, perto da asa.
Os 7 erros

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