21 de Junho.pmd - Diocese de Beja

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21 de Junho.pmd - Diocese de Beja
21 de Junho de 2012
21
Junho
2012
SEMANÁRIO REGIONALISTA DE INSPIRAÇÃO CRISTÃ
Diretor: ALBERTO GERALDES BATISTA
Ano LXXXIV – N.º 4160
D. Albino Mamede Cleto
Gratidão e Bondade
António Vitalino, Bispo de Beja
A Igreja em Portugal acaba de
perder mais um bispo, que,
embora já emérito de Coimbra
desde há cerca de um ano, foi
um luzeiro de bondade e amor à
Igreja e ao povo. Como bispo
de Beja quero nesta breve nota
manifestar a minha gratidão a
este irmão bispo, que me acompanhou nos meus primeiros anos
de episcopado, como bispo
auxiliar do Patriarcado de
Lisboa, tendo ido depois para
Coimbra e eu, poucos meses
mais tarde, para Beja, mas que
sempre manifestou grande
proximidade à minha pessoa e
ao Alentejo. Diz-se mesmo que
era um dos bispos sugeridos
para suceder a D. Manuel
Falcão à frente da diocese, até
porque tinha sido seu aluno no
seminário dos Olivais e colega
de muitos padres da nossa
diocese, que, ao tempo, faziam
o curso de teologia em Lisboa.
Quis Deus e a Igreja que ele
fosse para Coimbra, em 1998,
como bispo coadjutor de D. João
Alves, assumindo a diocese
como bispo residencial em 2001,
até à resignação por limite de
idade canónica em 2011.
Entregando o pastoreio da
diocese ao seu sucessor, D.
Virgílio, retirou-se para a sua
terra natal, Manteigas, na serra
da Estrela, que ele amava, mas
onde pouco parava, dado que
era muito solicitado para ajudar
os seus colegas em muitos
serviços pastorais, quer na
diocese da Guarda, quer em
Coimbra, entre os emigrantes e
em Beja. Nunca se negava a
ajudar os colegas e as pessoas
mais simples e humildes. Era um
bispo muito humano e próximo
das pessoas.
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Dados biográficos
Natural da freguesia de São Pedro
em Manteigas, na Diocese da
Guarda, onde nasceu a 3 de março
de 1935, D. Albino Cleto frequentou o seminário do Patriarcado de Lisboa, diocese onde foi
ordenado presbítero a 15 de
agosto de 1959.
Frequentou a Universidade Clássica de Lisboa, onde obteve, na
faculdade de Letras, a licenciatura em Românicas e foi professor ocasional, na Universidade
Católica de Lisboa, de Línguas e
Literatura.
No exercício do seu ministério
presbiteral, na diocese de Lisboa,
fez parte da equipa formadora do
Seminário de Almada como perfeito de estudos e Vice-Reitor;
presidiu à comissão administrativa do Santuário de Cristo Rei;
Um
caminho
novo com
fronteiras
alargadas
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foi pároco da Estrela e membro da
Comissão Diocesana de Arte Sacra
do Patriarcado.
A 6 de dezembro de 1982 foi nomeado bispo auxiliar do Patriarcado
de Lisboa, com o título de Elvira,
pelo Papa João Paulo II, tendo sido
ordenado a 22 de janeiro de 1983,
no Mosteiro dos Jerónimos.
A Santa Sé nomeou-o Bispo Coadjutor de Coimbra no dia 29 de
Outubro de 1997, tendo tomado
posse no dia 11 de Janeiro de 1998.
D. Albino Cleto foi também presidente da Comissão Episcopal dos
Bens Culturais da Igreja e vogal da
Comissão Episcopal da Cultura,
Bens Culturais e Comunicações
Sociais.
O prelado desempenhou vários
cargos na Conferência Episcopal
Portuguesa, onde foi secretário e
Seis mil
euros/
anuais...
por
estudante
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porta-voz, presidente das Comissões Episcopais de Liturgia e
Educação Cristã e coordenador
das Comemorações dos Cinco
Séculos e Encontro de Culturas.
Actualmente fazia parte da Comissão Episcopal para a Liturgia e a
Espiritualidade.
D. Albino faleceu no dia 16, no
Hospital Universitário de Coimbra. O seu corpo esteve em
câmara ardente, no dia 17, na Sé
Nova, onde o actual bispo, D.
Virgílio Antunes, presidiu a uma
concelebração eucarística com a
presença de algumas dezenas de
bispos e sacerdotes e uma grande
multidão de fiéis.
O funeral realizou-se no dia 18
para Manteigas, tendo presidido
às cerimónias fúnebres o bispo
da Guarda, D. Manuel Felício.
Sábado, 23 de Junho
Ópera na
Basílica
Real de
Castro
Verde
Página 4
Autorizado pelos C.T.T.
a circular em invólucro
de plástico fechado.
Autorização
N.º D.E.
DE00192009SNC/GSCCS
PUBLICAÇÕES
PERIÓDICAS
2350-999 TORRES NOVAS
TAXA PAGA
Preço 0,50 € c/ IVA
In memoriam
A nossa homenagem a um
grande bispo, apóstolo
infatigável da Igreja
em Portugal
A morte inesperada de D. Albino foi particularmente sentida pela
comunidade cristã de Beja que teve o singular privilégio de o ver e
ouvir, de 4 a 7 de Junho, no Tríduo e na Festa do Corpo de Deus, na
igreja de Santa Maria.
D. Albino deixou em todos uma imagem inolvidável de homem de
Deus, que, nas suas palavras simples, profundas e esclarecedoras,
transmitia a fé sincera e profunda e a vasta cultura que eram timbre da
sua rica personalidade. Jamais esqueceremos o que de bom e belo nos
disse sobre Deus, a Igreja, os Sacramentos, a Eternidade, a comunhão
com Cristo e com os outros, bem como o seu estilo coloquial de expôr
as verdades do Evangelho, que se escutavam com prazer e iam direitas
ao coração.
A mensagem cristã que nos explicitou, como Mestre da Palavra, e o
seu testemunho de vida, de Sacerdote e de Bispo, de acção missionária
profícua e de profunda espiritualidade, são, para todos nós, um precioso
legado e um incentivo forte a vivermos a sério a nossa vocação cristã.
Por tudo o que disse e fez na sua vida, pela sua pregação apostólica e
pelo seu exemplo edificante de fé, nos dias em que esteve connosco,
em Beja, muito obrigado, Senhor D. Albino. Até um dia, até ao Céu,
onde já está certamente a interceder pela Igreja em Portugal e por
todos nós.
D. Albino era amigo de longa data do director do nosso “Notícias de
Beja”, jornal que lia sempre com muito interesse e de que fazia grande
publicidade.
Foi essa amizade e o grande apreço que tínhamos pela sua pessoa,
pela sua cultura, pelo seu infatigável labor pastoral e missionário que
nos levou a bater-lhe à porta, em Setembro de 2011, num encontro, em
Fátima, para que viesse pregar em Beja, na Festa do Corpo de Deus,
promovida pela nossa paróquia de Santa Maria. Misteriosos os
desígnios de Deus. Foi a última intervenção pastoral, em público, de
D. Albino.
Com profunda saudade, aqui lhe deixamos uma palavra muito sentida
de louvor e gratidão, por tudo o que nos ensinou com o seu exemplo
de vida e com a sua doutrinação, nos dias 4, 5, 6 e 7 de Junho, na
cidade de Beja e na igreja de Santa Maria.
Em derradeiro preito de homenagem, registamos algumas frases
emocionadas, repassadas de fé, que nos dirigiu, no termo da Procissão
do Corpo de Deus, na janela da igreja do Salvador: “Senhor, não
pretendo fazer agora um discurso longo e bonito sobre Ti, mas apenas
falar-Te, com muita fé, com muito amor, a Ti, presente nesta Hóstia
branca, no Santíssimo Sacramento e dizer-Te, em meu nome e em nome
desta comunidade cristã de Beja, que acreditamos que estais connosco
nos caminhos da vida, todos os dias, até ao fim dos tempos, que estais
vivo, à nossa espera, nos sacrários das nossas igrejas.
Cristãos de Beja, ide à igreja visitar o Senhor, desabafar com Ele, pedirlhe ajuda para os vossos problemas dar-lhe graças por todos os bens
que Ele vos concede. Que esta extraordinária manifestação pública de
fé tenha consequências nas vossas vidas. Que o Senhor vos
acompanhe sempre e vos conduza até à Pátria Eterna”.
Padre Alberto Batista,
Pároco de Santa Maria e director do “Notícias de Beja”
RELIGIÃO
2 – Notícias de Beja
21 de Junho de 2012
Presidente da República condecora
religiosa dominicana que apoia
mulheres deficientes
A Irmã Ana Maria de Sousa Vieira,
que foi condecorada no dia 10 de
Junho pelo presidente da República, espera que a distinção contribua para divulgar o trabalho da
instituição de apoio a mulheres
deficientes que dirige há 39 anos.
A religiosa dominicana pretende
que a Ordem do Mérito, no grau de
Comendador, traga «visibilidade e
credibilidade» à Associação Nossa
Senhora Consoladora dos Aflitos,
instalada no Convento dos Cardais, em Lisboa.
A instituição, que remonta a 1843,
começou por ser um asilo para
invisuais mas há três décadas
alargou a assistência a pessoas
com deficiências motoras e mentais
não profundas, acolhendo atualmente 38 mulheres, tendo a mais
idosa quase 90 anos.
«Se não estivessem aqui, estariam
Registado
É sempre interessante escrever sobre
temas malditos, ocultados pela nossa
imprensa, alegadamente aberta e
plural. Este é o maldito dos malditos.
Em tempos tão diversos e heterodoxos, é estranho constatar a total
ausência de alguém central na
cultura ocidental há milénios. A nossa
época, que multiplica as personagens
e faz regressar velhas lendas e figuras
clássicas, nunca fala do diabo.
Ao longo da história não houve
dúvidas sobre a existência e influência
do pai da mentira (Jo 8, 44), tentador
(Mt 4, 3), inimigo de toda a justiça (Act
13, 10), ameaçando-nos com as suas
malícias e aquele seu lugar maldito - a
Geena de fogo (Mt 4, 22), o inferno (Lc
10, 15) - onde podíamos cair. Hoje
esses assuntos são totalmente omissos, meras figuras de retórica ou cenas
de pantomima.
A razão não pode vir de vivermos
em tempos secularizados, pela
simples razão que não vivemos
nesses tempos. Não só os crentes
permanecem a esmagadora maioria
da população, mas o actual pluralismo fez renascer múltiplas formas
de culto e espiritualidade. Além
disso, a falta de referências a Satanás
não se verifica apenas entre os ateus,
mas também nos devotos. Homilias,
orações, livros e discussões teológicas desenvolvem-se quase sem
referências às forças do mal e seu
poder, antes tão populares. No meio
de enorme diversidade de temas e
abordagens de uma época turbulenta, Lúcifer parece ausente até das
igrejas. O secularismo actual signi-
na rua», assinala a responsável, que
define a associação como uma
«casa de fim de linha» onde se
procura «criar um conceito e prática
de família» que privilegia o «desenvolvimento psíquico», a «integração na sociedade» e, em síntese, a «qualidade de vida».
A comparticipação da Segurança
Social é insuficiente, mas a instituição conta com donativos de
empresas e particulares, além de
atividades extraordinárias de recolha de fundos, como é o caso de
um jantar solidário que vai realizarse a 24 de junho, estando também
prevista a criação de uma associação de amigos.
Além da comunidade religiosa
composta por mais quatro Irmãs, a
religiosa dirige 17 colaboradores
pagos que asseguram a assistência
ininterrupta a mulheres com defi-
ciência a partir dos 18 anos e, em
casos excecionais, menores de
idade.
A condecoração no Dia de Portugal,
de Camões e das Comunidades
Portuguesas foi inesperada porque,
segundo a responsável, a associação «não trabalha para ser recompensada»: «O que fazemos é porque
o coração manda e porque as pessoas precisam».
Por isso, acrescentou, «a comunidade religiosa continuará a fazer
exatamente o que tem feito até
agora, com o mesmo espírito,
devoção e entrega».
A responsável lembra o testemunho de uma das 38 mulheres,
redigido dias antes de se saber da
distinção presidencial: «Esta casa
devia ser condecorada porque
chegamos aqui sem nada e dão-nos
tudo».
A Ordem do Mérito destina-se a
«galardoar atos ou serviços meritórios praticados no exercício de
quaisquer funções, públicas ou
privadas, que revelem abnegação
em favor da coletividade», explica
o site da Presidência da República.
Entre as personalidades condecoradas pelo presidente da República incluiram-se a pintora Emília
Nadal, o historiador José Hermano
Saraiva e o sociólogo António
Barreto.
Coisas do demo
fica, afinal, crença firme em Deus com
recusa de Satanás.
É curioso perceber porquê. A razão
liga-se ao axioma mais central e
indiscutível da nossa cultura. Somos
o tempo da liberdade, humanismo,
técnica e poder sobre a natureza. Ora
nada destrói mais esses valores que
saber-nos sujeitos a influências
maléficas, que turvam as nossas
escolhas, distorcem a nossa humanidade, pervertem as nossas obras e
podem dominar a nossa vida. Se
existem tentações demoníacas, lá se
vão os sonhos de tolerância, humanismo, liberdade. Caímos no real. O
ser humano, que se acha radicalmente autónomo e soberano, ainda
tolera com diplomacia um deus
longínquo, mas nunca se considerará sujeito ao demónio.
Paradoxalmente é também o tempo
actual que mais manifesta a evidência
do diabo e onde a presença palpável
do inferno se tornou mais visível e
patente. Os telejornais trazem às
nossas salas mais cenas de horror e
maldade que alguma vez a humanidade assistiu, e a cada passo
vemos personalidades descritas
como encarnação do mal absoluto.
Mas é na ficção que essa presença
surge esmagadora.
Argumentistas de cinema e televisão
espremem os miolos para criar os
vilões mais funestos, com especial
predilecção pela malícia em estado
puro. Só assim se explica a obsessão
cinematográfica pelos psicopatas,
vampiros, extraterrestres, fanáticos
e outros seres irredutivelmente
cruéis sem elemento redentor. Numa
palavra, demónios. Por outro lado a
contínua descrição romanceada de
estados desesperados e irrecuperáveis, da droga à escravatura e à
demência, só pode ser tomada como
nostalgia do inferno. Nenhuma
criança das eras bárbaras viu tanta
mortandade, violação e desumanidade como as nossas nos media.
Assim o demónio, nunca sob o
próprio nome, está hoje mais presente que em tempos antigos. Por
todo o lado, menos na nossa consciência, onde persiste a ilusão da
independência. Isso dá-lhe mais
poder. "Há dois erros, iguais e
opostos, em que a nossa raça pode
incorrer quando de demónios se
trata. Um é descrer da sua existência.
O outro é crer nela e sentir por eles um
interesse excessivo e doentio. A eles,
ambos os erros lhes são agradáveis e
acolhem com idêntico prazer o materialista e o mago" (C. S. Lewis, 1942,
The Screwtape Letters, prefácio).
A evidência que esta aparente
ausência é coisa do demo não custa
a compreender, pois ela tem terríveis
efeitos morais. De facto, não havendo Belzebu, os horrores indizíveis
que vemos só podem ser culpa do
próximo, a quem portanto agredimos
justificadamente. Se o diabo não
existe, "o inferno são os outros" (J.
P. Sartre, 1944, Huis-clos).
João César das Neves,
Professor universitário
“Diário de Notícias”, 18.06.2012
Solenidade do
Nascimento de
S. João Batista
Ano B
24 de Junho de 2012
I Leitura
Is 49, 1-6
Na Missa da Vigília,lê-se a vocação de Jeremias para melhor entendermos
a de João Baptista. Hoje, é Isaías que recorda a sua própria vocação, em
linguagem cheia de grandeza, que mostra como são grandes os destinos
para que Deus orienta aqueles que escolhe e envia, como o foram, de
maneira única, os de João Baptista. As palavras desta leitura realizamse depois plenamente no Messias, mas podem também definir, na devida
proporção, a missão do percursor, daquele que veio precisamente abrir
o caminho aso Messias no meio dos homens.
Leitura do Livro de Isaías
Terras de Além-Mar, escutai-me; povos de longe, prestai atenção. O Senhor
chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de
minha mãe. Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da
sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua
aljava. E disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a
minha glória”. E eu dizia: “cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei
as minhas forças”. Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa
está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o
seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos
de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento
aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. Ele disse-me então: “Não
basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e
reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para
que a minha salvação chegue até aos confins da terra”.
Salmo Responsarial
Salmo 138 (139)
Refrão: Eu Vos dou graças, Senhor, porque maravilhosamente me criastes
II Leitura
Actos 13, 22-26
Esta leitura, tirada de um discurso de São Paulo aos judeus, vai apresentar
João Baptista em determinado momento da história da salvação.Ele é mais
um elo, o último, de uma longa cadeia onde se tem vindo a realizar o desígnio
de Deus de salvar os homens através da sua própria história, a história dos
homens onde Deus esteve sempre presente.
Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, Paulo falou desde modo: “Deus concedeu aos filhos de
Israel David como rei, de quem deu este testemunho: “Encontrei David,
filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha
vontade”. Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus,
o Salvador de Israel. João tinha proclamado, antes da sua vinda, um
baptismo de penitência a todo o povo de Israel. Prestes a terminar a sua
carreira, João dizia “Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai
chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos
seus pés”. Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a
Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação.
Evangelho
Lc 1, 57-66.80
O nascimento de São João Baptista foi um grande momento da história da
salvação, que só alguns, a princípio, souberam reconhecer. Daí a surpresa
diante do nome que os pais lhe iam pôr: “João” que significa: “o Senhor
concede graça”. Mas, uma vez reconhecida essa graça, solta-se a língua de
Zacarias, seu pai, que estava mudo desde o anúncio do nascimento daquele
filho que o Anjo lhe trouxe e de que ele duvidara. Os vizinhos iam-se enchendo
de temor diante do que reconheciam ser acção sobrenatural; e todos se
interrogavam sobre o futuro daquele menino! Assim se iam abrindo os
caminhos à fé, que vê onde o olhar não chega.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. Os
seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande
benefício e congratularam-se com ela. Oito dias depois, vieram circuncidar
o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. Mas a mãe interveio
e disse: “Não, Ele vai chamar-se João”. Disseram-lhe: “Não há ninguém da
tua família que tenha esse nome”. Perguntaram então ao pai, por meio de
sinais, como queria que o menino o chamasse. O pai pediu uma tábua e
escreveu: “O seu nome é João”. Todos ficaram admirados. Imediatamente
se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo
a Deus. Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região
montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. Quantos os ouviam
contar guardavam-nos em seu coração e diziam: “Quem virá a ser este
menino?”. Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. O menino ia
crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia
em que se manifestou a Israel.
OPINIÃO
21 de Junho de 2012
Notícias de Beja – 3
Um caminho novo com fronteiras alargadas
No mesmo dia (21-11-1964), Paulo
VI promulgou a Constituição sobre
a Igreja e os decretos sobre o
Ecumenismo e as Igrejas Orientais
Católicas.
O problema do ecumenismo vinha
de longe e acompanhou as preocupações do Concílio, desde a sua
preparação. João XXIII declarara
que o Concílio tinha também como
finalidade descobrir e abrir caminhos de unidade entre as diversas confissões cristãs.
O Cisma do Oriente (séc. XI) marca
a primeira rutura com a Igreja de
Roma. Depois foi a Reforma com a
cisão dos luteranos (séc. XVI) e dos
anglicanos (séc. XVI). Tudo isto
eram como que espinhos dolorosos
no corpo eclesial. As preocupações
de unidade, volvidos séculos,
passaram a viver-se, inicialmente,
por iniciativa dos anglicanos,
traduzida em oração pela unidade,
a que outras Igreja se associaram
no Oitavário de Oração pela Unidade dos cristãos, de 18 a 25 de
janeiro. Com o Concílio deu-se a
possibilidade de um diálogo teológico, nem sempre fácil, mas
sereno. Teólogos de grande prestígio, como o padre Congar, vinham-se já dedicando, à data do
Concílio, a esta difícil mas urgente
tarefa de se procurarem caminhos
aptos e de entendimento para a
união dos crentes em Jesus Cristo.
João XXIII, numa decisão ao seu
jeito, convidou, inesperadamente,
observadores para as sessões
conciliares, membros de diversas
confissões cristãs. O facto não
agradou a alguns setores da Igreja
Católica, como, já antes, não agradaram iniciativas de outras tradições religiosas. Esta inovação
continuou nos sínodos episcopais
que se seguiram ao Concílio, com
uma evolução significativa: os que
começaram por ser “Observadores”, pouco mais tarde já foram
ditos “Irmãos”.
O progresso feito de há cinquenta
anos para cá era impensável para
muita gente. De facto, vários
caminhos se abriram e se enfrentaram, corajosamente, muitos problemas difíceis.
O decreto conciliar, então promulgado, foi, em muitos aspetos,
inovador. Nele estão marcados
pontos de partida, como a acei-
tação mútua de que há uma única
Igreja de Jesus Cristo, e esta deve
expressar a sua comunhão na
unidade. Não se trata de uma
conversão à Igreja Católica, mas de
uma conversão de todos, de modo
a chegar-se, mutuamente, ao respeito, ao diálogo, à aceitação de
tradições válidas, a um esforço de
purificação e de aproximação. O
Concílio sublinha ainda o valor da
oração. Só o Espírito é verdadeiro
obreiro da unidade e da formação
ecuménica que leva ao conhecimento das diferenças pela vontade de escutar, aprender e receber,
como dom de Deus, o que de cada
lado pode enriquecer a fé comum.
O tema do Ecumenismo, a partir de
então, nunca mais deixou de merecer a atenção especial dos Papas.
Paulo VI criou um dicastério romano
dedicado à união dos cristãos, a fim
de fomentar a unidade nas suas
diversas vertentes; constituíram-se
grupos de teólogos das diferentes
tradições para aprofundar temas
doutrinários e clarificar problemas
históricos; realizam-se, agora, ações
em comum, como publicação da
Bíblia Ecuménica e encontros
europeus sobre variados temas;
publicou-se o Diretório Ecuménico… João Paulo II, num gesto
corajoso e profético, pediu que se
aprofundasse o sentido do Primado
do Papa, Bispo de Roma, pois não
queria que uma interpretação histó-
rica parcelar deste Primado pudesse
dificultar a unidade desejada.
O caminho continua com escolhos,
mas a relação fraterna é crescente.
Recordo, com emoção, como o
arcebispo de Upsala, na Suécia,
primeira figura da hierarquia religiosa luterana no país, recebeu, em
sua casa e na sua catedral, os bispos
do Conselho das Conferências
Episcopais da Europa, de cujo
grupo fiz parte. Conviveu, rezou,
partilhou connosco a preocupação
das suas comunidades, tocadas
pela secularização e acomodadas,
no seu bem-estar, a um cristianismo
fácil e sem horizontes. O encontro
decorreu numa casa da Igreja
luterana, onde não faltou uma sala
apta para a celebração eucarística.
O Concílio, no decreto referido,
exorta, por fim, os fiéis a que,
reconhecendo os sinais dos tempos, participem com solicitude do
trabalho ecuménico. Sabemos bem,
que nas comunidades católicas,
debeladas que foram as desconfianças e juízos negativos, resta
muito caminho para andar, a que
não é estranha a pouca cultura que
confunde Igreja e seitas, estas que
nada querem com o ecumenismo a
sério, que luta pelo encontro de
todos os batizados na única Igreja
de Cristo.
António Marcelino,
Bispo emérito de Aveiro
Seis mil euros/anuais... por estudante
Em 2010/11, cada estudante do
ensino superior custou, anualmente, cerca de seis mil euros.
Atendendo aos dados revelados
por um estudo universitário,
divulgado, por estes dias, podemos inferir que cada estudante
do ensino superior (universitário
ou de outro grau académico com
idênticas exigências... ao nível
teórico) custou ao Estado três
mil e seiscentos euros... num
universo de mais de trinta mil
utentes/clientes desta fase de
instrução... comparticipando, por
seu truno, o setor privado (estudantes e famílias) com mais de
sessenta por cento dos custos.
Diante destes números como que
temos refletir sobre vários aspetos subjacentes à questão e de
nos perguntarmos sem receio
sobre outros problemas mais
profundos:
= Ao vermos o esforço e o sacrifício de tantas famílias para que
os seus filhos e outros parentes
possam usufruir de maior capacidade de instrução, perguntamos:
- Os nossos estudantes sabem
aproveitar, devidamente, este
esforço das suas famílias e mesmo dos contribuintes em geral?
= Quando vemos muitos dos
nossos estudantes a gastarem
muitas das suas energias mais em
festas e em divertimentos do que
nos estudos, perguntamos:
- Com certos forrobodós – semanas académicas e queimas das
fitas, recepções ao caloiro e
rituais de final de curso – poderemos levar a sério quem prepara
o seu futuro com tais
comportamentos?
= Quando vemos uma maior
promoção de atividades extracurriculares do que a atenção
dada aos estudos, como que
inquirimos:
- Certos adereços (pretensamente) estudantis – como tunas
e até torneios desportivos, seja
qual for a modalidade – servem
de cobertura ou de distração para
quem estuda?
= Perscrutando mais ou menos
como funcionam certos mecanismos estudantis, temos de ser
minimamente sérios no trato dos
gastos de cada estudante e, por
isso, perguntamos:
- Quando vemos crescer mais a
copofonia entre os mais novos
do que a propensão para o estudo, qual será a futuro das
gerações agora cambaleando sob
efeitos etílicos?
= Com tantos interesses em jogo
à volta da classe estudantil,
sobretudo, no âmbito de ensino
superior, como que ousamos
perguntar:
- Quem faz a gestão – órgãos
diretivos e projetos de valorização em classe, categoria e
formação – destes ingredientes
não estará a explorar as fragilidades dos ‘estudantes’ em
vez de os concentrar na sua
valorização mínima e suficiente?
***
Precisamos de ter ideias claras,
distintas e razoáveis para que não
nos andemos a enganar uns aos
outros, fazendo de conta que
tudo está bem, mesmo que clamando pela tendência para a
gratuidade do ensino superior.
Diz o povo e com razão que aquilo
que é gratuito pode não ser de
boa qualidade. Deste modo não
podemos valorizar aquilo que
valor não tem nem endeusar quem
pouco ou nada vale. Precisamos
de fazer reverter em favor comum
o esforço de que os nossos
jovens tenham qualidade na sua
formação e na capacitação em
serem ainda melhores no exercício das suas profisssões. Não
podemos é continuar a pactuar
com incompetências nem com
gente que pouco mais não sabe
do que prolongar, por tempo
indeterminado, a adolescência à
custa dos sacrifícios alheios.
Urge, por isso varrer das escolas
de ensino superior quem não
estuda e ajudar quem, por seu
turno, quer crescer na sua valorização cultural, servindo os
outros. Com efeito, mais do que
um custo o estudo é um investimento, seja qual for o curso ou
a escola. Assim consigamos criar
condições para promover os
melhores e relegar para a berma
quem não presta, porque explora
os familiares e até os contribuintes!... Faça-se a seleção, já e
depressa!
António Sílvio Couto
Uma recordação
elucidativa
Ainda estudante, regressava de
Roma a Portugal. Fiz caminho
pela Suíça. A paragem em Genebra permitia-me visitar a catedral de S. Francisco de Sales.
Cheguei e vi que era agora uma
igreja protestante. A lei canónica impedia-me de entrar; a
vontade de conhecer empurrava-me para dentro. E ali estava
eu, como o tolo na ponte,
perplexo sobre o que fazer.
Decidi entrar. Mas só fiquei
tranquilo quando me confessei
da minha desobediência…
Estávamos em 1957. Não se
sonhava ainda, com o concílio
ecuménico, anunciado, inesperadamente, em 1959…
Era assim. Os protestantes eram
inimigos. A história tinha-os
conspurcado. Nada de relações
que pudessem contagiar… Em
casos como aquele em que me vi
envolvido, se podia perceber o
garrote interior, e como não era o
Evangelho e “a liberdade com
que Cristo nos libertou” que
comandavam a vida. Nem das
pessoas, nem das instituições.
Do lado dos não católicos
também não faltavam ataques
frequentes. Em todos os lados
mandavam os preconceitos e os
sentimentos desvirtuados…Em
nome da mesma fé e com a Bíblia
na mão…
A. M.
Parcerias
Público-Privadas
À medida que o tempo passa os
prejuizos com as parecerias públicoprivadas (PPP) continuam a aumentar. Este instrumento, se bem
utilizado, é, naturalmente, um bom
modelo de investimento. O diabo
está, como costuma dizer-se, nos
detalhes. E estes não são de somenos. Hoje já sabemos que o custo
com as PPP rodoviárias deverá
chegar aos 530 milhões de euros no
final do ano, mais 10% do que se
previa. Uma derrapagem que deverá
disparar para os mil milhões de euros
em 2014, com o início do pagamento
das sete subconcessões lançadas
em 2010. A questão que se coloca é,
tendo havido já uma auditoria do
Tribunal de Contas com os resultados que se conhecem, estando em
curso mais duas cujas conclusões,
elas não hãode divergir muito da
primeira, isto é, que a forma como o
Estado negociou com os privados
estes investimentos foi, no minímo,
duvidosa do ponto de vista da
salvaguarda dos seus interesses - o
que é que falta para que o Governo
desencadeie o inevitável processo
de renegociação? Por outro lado,
não é compreensível que um Estado
se posicione face aos privados, num
patamar em que, com a negociação
das PPP, se hipoteca não só o
presente como o futuro, uma vez
que, de acordo com todos os estudos
conhecidos, só em 2029 é que as
parcerias rodoviárias deixarão de dar
prejuízo.
PATRIMÓNIO
4 – Notícias de Beja
PEDRA ANGULAR
21 de Junho de 2012
PÁGINA DO DEPARTAMENTO
DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO E
ARTÍSTICO DA DIOCESE DE BEJA
Ópera na Basílica Real de Castro Verde
Oratória dedicada a D. Maria I
com estreia mundial no Alentejo
No dia 23 de Junho, pelas 21h30, o
Festival Terras Sem Sombra encerra
o seu ciclo de seis concertos na
Basílica Real de Castro Verde, belo
monumento do tempo de D. João V,
famoso pelas excelentes condições
acústicas. A estreia moderna, a nível
mundial, de “La Betulia Liberata”,
escrita ao redor de 1773 pelo grande
compositor e violinista italiano
Gaetano Pugnani, será interpretada
pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direcção do maestro
Donato Renzetti, considerado um
dos principais directores de orquestra da actualidade.
A partitura da oratória, em dois
actos, para solista, coro e orquestra,
até agora adormecida na Biblioteca
do Palácio Nacional da Ajuda, foi
recuperada por iniciativa do Departamento do Património Histórico e
Artístico da Diocese de Beja,
entidade organizadora do Festival
Terras Sem Sombra. José António
Falcão, director-geral do projecto,
sublinha que “esta estreia põe em
evidência o esforço feito pelo
Festival para recuperar o nosso
património musicológico, neste
caso um manuscrito precioso do
antigo Palácio Real; está em causa
o resgate de uma parte muito
significativa da nossa história e da
própria cultura europeia.”
O último concerto do Terras sem
Sombra em 2012 reveste-se de
elevadas expectativas, já que esta
estreia mundial leva a palco algumas das melhores figuras no
panorama vocal não só ibérico, mas
também europeu: Raquel Alão
(soprano), Carmen Romeu (soprano), Mikeldi Atxalandabaso
(tenor), Marifé Nogales (mezzosoprano), Mário João Alves (tenor) e
Luís Rodrigues (barítono). Um
elevado nível artístico concebido
por Paolo Pinamonti, director artístico do Festival, que escolheu o
reputado maestro Donatto Renzitti
para um concerto de excepcional
virtuosismo, seguido já com atenção pela crítica internacional. A
Castro Verde virão, de resto, alguns
dos especialistas mundiais no
campo operático, interessados em
conhecer esta “première”.
Compositor da corte de Turim,
Gaetano Pugnani (1731-1798) cedo
começou a demonstrar os seus
dotes artísticos, quando logo aos
10 anos de idade, era já segundo
violino da orquestra do Teatro
Régio de Turim. Desenvolveu uma
carreira muito assinalável como
Soprano Carmen Romeu
compositor e intérprete solista
internacional, interpretando os
seus próprios concertos; foi ainda
director de orquestra no King’s
Theatre, em Londres, onde estreou
a sua primeira ópera. Contemporâneo de Mozart, embora um
pouco mais velho, gozou da estima
deste e de outros grandes compositores da época, sendo muito
conhecido e muito apreciado nos
meios musicais. Esta fama perdurou
intacta até aos nossos dias, o que
faz dele uma referência da ópera
barroca.
A oratória “La Betulia liberata” é
dedicada à rainha D. Maria I. Para
escrevê-la, Pugnani recorreu a um
célebre libretto de Pietro Metastasio, encomendado pelo imperador Carlos VI e inspirado na história
de Judite, a heroína de Betúlia, que
consta do Livro de Judite, um dos
livros históricos do Antigo Testamento, escrito no séc. II a. C. Tratase de um argumento que, ao longo
dos séculos, devido ao dramatismo
da sua narrativa, inspirou inúmeros
artistas, tanto na vertente musical
e dramática como no domínio da
escultura e da pintura, tecendo uma
crítica à tirania das grandes sobre
as pequenas potências e enaltecendo a coragem dos patriotas que
se mantêm fiéis aos valores do
humanismo.
Será em ambiente de estreia festiva,
pois, que Castro Verde fecha, com
chave de ouro, a oitava edição do
Terras Sem Sombra. Uma iniciativa
que, como assinala José António
Falcão, em jeito de balanço, “foi
acolhida com um entusiasmo transbordante por parte da comunidade,
que se estende às actividades
direccionadas para o conhecimento
do património histórico-cultural, da
paisagem e dos recursos locais,
sem esquecer a conservação da
biodiversidade. O triângulo músicapatrimónio-biodiversidade revelouse uma aposta em cheio no alvo
pretendido: a dinamização do mundo rural e dos centros históricos
no Alentejo.” Paolo Pinamonti,
entretanto, já está a ultimar o
programa de mais uma edição do
Festival, que terá como novidade,
entre outras, um reajuste da sua
geografia, de modo a poder contemplar novas localidades do nosso
território.
Donato Renzetti: um maestro de
renome internacional
Natural de Torino di Sangro (centro
de Itália), é um dos mais importantes maestros da actualidade, a
nível mundial. Já ganhou inúmeros
prémios em importantes concursos
internacionais, com realce para o
“Diapason d’Argento”, em 1975, o
Premio G. Marinuzzi, de San Remo,
em 1976, o Premio Ottorino Respighi, da Academia Chigiana de
Siena, em 1976, a Medalha de
Bronzen no 1.º Concurso E. Ansermet, de Genève, em 1978; e em 1980
foi eleito, por unanimidade, vencedor do X Concurso Guido Cantelli, no Teatro alla Scala, de Milão.
Dirigiu algumas das orquestras
mais importantes da cena musical:
London Sinfonietta, London Philharmonic, Philharmonia de Londres, English Chamber Orchestra,
Deutsches Symphonie-Orchester
Berlin, Orquestra Nacional Hún-
Maestro Donato Renzetti
gara, Orquestra Filarmónica de
Tóquio, Filarmónica de Buenos
Aires, Orchestra della Scala di
Milano, Orchestra dell’Accademia
di Santa Cecilia di Roma, Dallas
Symphony, BRT Philharmonic
Orchestra de Bruxelas, Orchestre
National du Capitole de Toulouse,
Orchestre National du Capitol de
Toulouse, Orchestre National de
Lille, Orchestre National de Lyon,
Zeeland Symphony, Orchestra della
RAI (Milão, Turim, Roma), Orchestra Scarlatti di Napoli e Orchestra
Sinfonica de Bilbau.
Tem sido convidado a actuar nos
principais teatros líricos do mundo:
Opéra de Paris, Covent Garden de
Londres, Grand Théâtre de Genève,
Staatsoper de Munique, Capitol de
Toulouse, Carnegie Hall e Metropolitan de Nova Iorque, Lyric Opera
de Chicago, Opera de Dallas, San
Francisco Opera, Teatro Colón de
Buenos Aires, Teatro Bunka de
Tóquio, Teatro Megaron de Atenas, Teatro alla Scala de Milão e
todos os grandes teatros italianos.
É presença assídua, como maestro
convidado, nos festivais de Glyndebourne, e Spoleto, e Pesaro e
Verdi, de Parma. Em 1987, dirigiu a
prima assoluta da ópera Aida, de
Verdi, em Luxor, com o Coro e a
Orquestra da Arena de Verona.
De 1982 a 1987, foi Maestro Principal da Opera dell’Orchestra
Internazionale Italiana; de 1987 a
1992, Maestro Principal da Orquestra Regionale Toscana; de
1993 a 2001, Maestro Principal da
Orchestra Stabile di Bergamo; de
2004 a 2007, Maestro Convidado
Principal da Orquestra Sinfónica
Portuguesa. Em 2007, foi nomeado
Director Artístico e Maestro Principal da Orchestra Filarmonica
Marchigiana.
Gravou para a Philips, Frequenz,
Fonit Cetra, Nova Era e Dynamic
CD obras de Mozart, Tchaikovsky,
Simone Mayer e Ouverture raras e
inéditas de Schubert e Cherubini;
no campo operátic, são famosas as
suas gravações de Attila, de Verdi,
Il Signor Bruschino e La Cambiale
di Matrimonio, de Rossini, e La
Favorite, de Donizetti; os DVD de
La fille du régiment, de Donizetti,
no Teatro alla Scala, La Cenerentola, de Rossini, no Festival di
Glyndebourne; La Gioconda, do
mesmo autor, na Arena di Verona,
L’Italiana in Algeri no Festival di
Pesaro. Manfred, de Schumann,
gravado com a Orquestra e o Coro
do Teatro alla Scala, recebeu o XIX
Premio della Critica Discografica
Italiana.
Desde 1987, é professor da disciplina de Direcção de Orquestra no
Curso de Alta Especialização da
Accademia Musicale Pescarese,
descobrindo novas gerações de
talentos, como Massimo Zanetti,
Gianandrea Noseda, Daniele Agiman, Pietro Mianiti, Stefano Miceli,
Michele Mariotti, Denise Fedeli,
Dario Lucantoni, Massimiliano
Caldi ou AntoninoManuli. O Collegio dei Ragionieri de Lanciano in
Abruzzo outorgou-lhe o Premio
Frentano d’Oro pelos méritos
artísticos em Itália e no estrangeiro
em 2002. A prestigiada Associazione Amici della Lirica dell’Opera
Festival di Pesaro fez-lhe entrega
do Premio Rossini d’Oro 2006. Em
2009, recebeu o XXVI Premio Luigi
Illica e o Premio Carloni de Barattelli
dell’Aquila.
DIOCESE
21 de Junho de 2012
Notícias de Beja – 5
D. Albino Mamede Cleto
Gratidão e Bondade
1. Gratidão a D. Albino
A Igreja em Portugal acaba de
perder mais um bispo, que, embora
já emérito de Coimbra desde há
cerca de um ano, foi um luzeiro de
bondade e amor à Igreja e ao povo.
Como bispo de Beja quero nesta
breve nota manifestar a minha
gratidão a este irmão bispo, que me
acompanhou nos meus primeiros
anos de episcopado, como bispo
auxiliar do Patriarcado de Lisboa,
tendo ido depois para Coimbra e
eu, poucos meses mais tarde, para
Beja, mas que sempre manifestou
grande proximidade à minha pessoa
e ao Alentejo. Diz-se mesmo que era
um dos bispos sugeridos para
suceder a D. Manuel Falcão à frente
da diocese, até porque tinha sido seu
aluno no seminário dos Olivais e
colega de muitos padres da nossa
diocese, que, ao tempo, faziam o
curso de teologia em Lisboa. Quis
Deus e a Igreja que ele fosse para
Coimbra, em 1998, como bispo
coadjutor de D. João Alves, assumindo a diocese como bispo residencial em 2001, até à resignação por
limite de idade canónica em 2011.
Entregando o pastoreio da diocese
ao seu sucessor, D. Virgílio, retirouse para a sua terra natal, Manteigas,
na serra da Estrela, que ele amava,
mas onde pouco parava, dado que
era muito solicitado para ajudar os
seus colegas em muitos serviços
pastorais, quer na diocese da
Guarda, quer em Coimbra, entre os
emigrantes e em Beja. Nunca se
negava a ajudar os colegas e as
pessoas mais simples e humildes.
Era um bispo muito humano e
próximo das pessoas.
casa episcopal e percorreu as ruas
de Beja, rezou, pregou, confessou
e até melhorou um pouco da tosse.
Nas pregações despertou-nos para
o dom da fé e cativou-nos pelo
modo dialogante como expunha e
propunha a Palavra de Deus. Foi
uma testemunha fecunda de diálogo com a presença real de Jesus na
Eucaristia e com os seus ouvintes.
Frequentemente reafirmava o quanto devia a D. Manuel Falcão e como
nutria uma profunda admiração pela
sua pessoa. Isto mesmo eu referi
no agradecimento final, depois da
procissão do Corpo de Deus, em
que aludi à santidade de D. Manuel.
D. Albino confirmou isso mesmo e
disse-me que poderia atestá-lo.
Quis Deus juntá-los no mesmo ano
na eternidade. Em ambos perdi dois
grandes amigos e mestres. Que
Deus os recompense no gozo e na
alegria do seu Senhor, a quem
serviram e se entregaram durante a
vida na terra.
Neste ano a diocese de Beja beneficiou imenso dos seus dons de
pastor e guia. Primeiro, orientando
o retiro do clero, em Março, na
Quinta da Beira, conseguindo
captar a atenção de todos os
participantes. Por último, poucos
Bênção do Lar D. José do Patrocínio
Dias, em Beja
No passado dia 15 de Junho procedeuse à bênção do Lar D. José do
Patrocínio Dias, no Patronato de Santo
António.
Foi com muita alegria que depois do
Pontificial da Solenidade do Sagrado
Coração de Jesus, o Bispo de Beja, D.
António Vitalino, fez uma caminhada
até ao Patronato onde presidiu à
bênção.
Estiveram presentes as Irmãs Oblatas,
os colaboradores da Instituição e o
conselho fiscal. O Patronato conta
agora com mais uma valência, estrutura
residencial para idosos. Este equipamento dispõe de 30 quartos com
WC, 20 individuais e 10 duplos com
capacidade para 40 utentes, área de
serviços e lazer, um ótimo espaço de
jardinagem e uma bela vista para a
torre de menagem e para Nossa
Senhora da Guadalupe, no altinho
de Serpa.
Esta obra teve como Arquiteto e coordenador do projeto, Bartolomeu Costa
Cabral, homem altamente experiente e
longo currículo em arquitetura.
A construtora foi a Vidal Pereira &
Gomes que teve como Diretor de obra
o Eng.º Nelson Saramago, que com
muita responsabilidade, profissionalismo e inteligência ergueu o bonito
edifício que nasceu na cerca do antigo
Convento de Santo António.
A HPengenharia foi a empresa que
assumiu a fiscalização da construção,
com os Eng.ºs Henrique Abreu e Rui
Santos, demonstrando grande sentido
de responsabilidade e competência.
As Irmãs Oblatas agradecem a toda
esta equipa pelo excelente trabalho.
Irmã Maria do Céu, Superiora Geral
dias antes de morrer, esteve em Beja,
orientando o tríduo e a festa do
Corpo de Deus. Apesar de estar um
pouco apanhado dos brônquios e
ter sido aconselhado a repousar e
a cuidar-se, não quis faltar ao seu
compromisso com Beja. Ficou na
2. A suma doação da bondade
D. Virgílio, bispo de Coimbra,
afirmou de D. Albino que deixou um
rasto de bondade e de proximidade,
sobretudo junto dos mais pequenos. O seu lema episcopal,
adotado quando foi nomeado bispo
auxiliar de Lisboa, em 6 de Dezembro de 1982, dizia isso mesmo:
“há mais alegria em dar que em
receber”, citando uma expressão
que S. Paulo atribui a Jesus (Act
20, 35). Esta maneira de encarar a
vida toca o cerne da mensagem
evangélica e da vida de Jesus. Este
ideal cristão fazia parte do modo de
educar dos nossos pais. Em tempos
de pobreza os nossos pais ensinaram-nos a partilhar. Muitas vezes
davam aos filhos pequenos a
esmola para entregar ao pobre que
batia à porta e convidavam quem
chegava ou passava para comer do
que havia. É servido? Era uma
pergunta frequente de quem merendava à sombra de uma árvore,
durante os trabalhos dos campos,
a quem passava no caminho. E
muitas vezes se insistia, para que a
pessoa não tivesse vergonha de
aceitar. Este testemunho passou
para os mais novos.
De D. Manuel Falcão ouvi muitas
vezes histórias parecidas dos seus
pais e familiares, embora a casa de
família fosse abastada e no centro
urbano de Lisboa. Isso impregnou
a sua personalidade e por isso
afirmava que preferia ajudar a quem
pedisse, embora por vezes enganado, do que recusar ajuda por
duvidar da necessidade. Nesta
mesma escola aprendeu D. Albino.
É destas testemunhas e destas
atitudes que o nosso mundo precisa, para se criar um novo tipo de
sociedade, porque feita de homens
e mulheres próximas, solidárias,
amigas de partilhar e atentas aos
mais pobres. A estas se aplica o dito
do juiz evangélico: vem, bendito do
meu Pai, gozar para sempre da
felicidade que te estava preparada,
porque eu tive fome, sede, estava
nu ou preso, era forasteiro ou
peregrino e me ajudaste...
Estes dois bispos eram desta têmpera
e as dioceses que eles serviram
devem-lhes eterna gratidão.
† António Vitalino, Bispo de Beja
Peregrinação Diocesena do Movimento da Mensagem de Fátima
Uma peregrinação Diocesana do
M.M.F. foi realizada no passado
sábado, dia 16, cumprindo assim o
que estava programado como
actividade para o presente ano
pastoral.
Com um ritmo trienal, foi desta vez
o Santuário de Nossa Senhora do
Carmo em Moura o escolhido para
os mensageiros viverem o espírito
e o sentido da “peregrinação”como
caminhada para o Santuário por
excelência que é o próprio Deus.
Uma concentração na Igreja de S.
João Baptista foi o ponto de partida
para pôr em marcha mais de 150
mensageiros vindos de vários
Secretariados Paroquiais da nossa
Diocese que, em cortejo e acompanhados pelo Assistente Diocesano, exibindo os muito estandartes num efeito estético surpreendente e cantando com entusiasmo , fizeram um percurso no centro
da cidade em direcção à Igreja do
Carmo.
O emblemático cântico “Nossa
Senhora do Carmo” ecoou no
Santuário e foi o primeiro sinal do
encontro com a “Mãe Santíssima”,
Ela própria Santuário de seu Filho
Jesus a acolher os seus filhos. O
assistente proferiu uma saudação
a Nossa Senhora e a seguir cele-
brou a Eucaristia com uma assembleia numerosa. Por feliz coincidência, fazia-se memória do Imaculado Coração da Virgem Santa
Maria, núcleo e devoção central
na Mensagem de Fátima. Gerou-se
assim uma verdadeira simbiose
entre as duas realidades – Fátima e
Carmo - que estão aliás presentes
na última aparição de N Srª na Cova
da Iria. Ocasião propícia para o
historiador José Chaparro falar da
história do Convento do Carmo de
Moura e da sua importância religiosa sublinhando a figura de S.
Nuno que ali esteve e onde se
inspirou para a sua decisão de se
fazer frade carmelita. O assistente
falou do Escapulário de Nª Srª do
Carmo e do seu significado e de
seguida procedeu à imposição
deste símbolo e meio de devoção e
consagração a Nª Srª a 150 men-
sageiros que assim ficaram agregados ao espírito carmelita.
Um almoço partilhado no Centro
Paroquial de Moura permitiu um
convívio alegre de todos os participantes. Após a refeição a Igreja
Matriz de S. João recebeu de novo
os mensageiros para a reza do
Rosário que culminou este dia de
peregrinação. Da responsabilidade
do Secretariado Diocesano, esta
acção pastoral foi prontamente
assumida na sua parte logística
pelo Secretariado Paroquial de
Moura e o apoio do Pároco, tornando possível a sua realização.
Reinou a devoção e a alegria nesta
peregrinação do M .M.F. que proporcionou aos mensageiros o
enriquecimento do espírito da
Mensagem da Senhora de Fátima.
Padre Mário Capa
DIOCESE
6 – Notícias de Beja
Animação Missionária
Ser Visitador é viver
a Missão
Na Missão Popular há vários
agentes: O pároco, a equipa responsável, os animadores das comunidades, os donos das casas, a
equipa missionária e um sem número de pessoas que, dia a dia, vai
pondo em prática o mandamento
do Mestre: “Como Eu vos fiz, fazei
vós também” (Jo 13, 14). Entre as
muitas acções da Missão, há a
destacar a visita aos doentes,
sozinhos e fragilizados. Nesta tarefa,
além dos missionários, há pessoas
que os acompanham neste serviço.
Após a Missão, com outras pessoas, propõem-se continuar este
trabalho, importante e necessário,
nas comunidades, formando um
grupo de visitadores de doentes. É
uma riqueza e um desafio, é ir ao
encontro e ser próximo daqueles
que esperam uma palavra, um sorriso, uma presença amiga.
Ser visitador é viver, no concreto, a
Missão, pois a caridade é um dever
para quem procura pôr em prática o
mandamento novo: “Amai-vos uns
aos outros como Eu vos amei”, com
todas as suas consequências,
aceitando os outros como irmãos e
vendo naqueles que sofrem a
imagem do próprio Cristo. É que
“não há maior prova de amor do
que dar a vida”, ou seja, estar ao
serviço gratuito e desinteressado
dos outros.
Tende confiança
O plano pastoral para 2012-2013
para a nossa Diocese, e que está a
ser estudado pelos Conselhos
Pastoral e Presbiteral, tem como
lema: “Tende confiança!”
Entre as várias linhas de acção
podemos encontrar estas: “Criar e
formar grupos sócio caritativos em
todas as Paróquias, atentos aos
pobres, doentes, sozinhos e fragilizados, seguindo a dinâmica
evangélica e missionária”; “Intensificar a ligação da Palavra de Deus
e das comunidades celebrantes
com os pobres, os doentes, os
idosos, os sozinhos e fragilizados,
tornando-os presentes na oração
comunitária e enviando a partir dela
os serviços que deles se ocupam:
ministros extraordinários da comunhão, grupos sócio caritativos,
grupos de visitadores de doentes
e movimentos”. Além de outras
formas de viver e testemunhar a fé,
estas linhas de acção são um
autêntico desafio e um caminho a
percorrer.
Quem se dedica ao próximo, sem
exigir quaisquer contrapartidas,
procura ainda ser fermento de uma
acção social e caritativa que se
compromete com a justiça e as suas
mediações, no sentido da não
resignação com o ‘status quo’, mas
investindo nas alterações estruturais positivas, sem deixar de
apelar à compaixão, à generosidade
e à gratuitidade, tendo o amor como
alicerce seguro. O visitador vive e
alimenta-se numa comunidade
paroquial. Dedicar-se ao próximo,
procurar a realização pessoal passa,
essencialmente, pela partilha de
gestos de fé.
Ser Visitador, uma Missão
Ir ao encontro, ser próximo, estar
disponível e ter alma de voluntário
é, pois, indispensável à vida, porque
possibilita a interiorização das
contingências humanas; contribui
para evitar maiores desigualdades;
dá sentido à vida e co-responsabiliza. Pode ser ainda, um meio
eficaz para a transformação da
sociedade, na medida em que
derruba barreiras de estatutos
sociais e outros; humaniza relações; tem como referência um
modelo diferente de sociedade e
esforça-se por tomar iniciativas
pioneiras.
Esta acção missionária, no espírito
da caridade cristã, pertence à
natureza e exprime irrenunciavelmente a própria essência da
Igreja (Deus Caritas est, nº 22). “Os
cristãos estão conscientes de que
o serviço fraterno constitui, ao lado
do anúncio do Evangelho e da
celebração da fé, uma dimensão
fundamental da vivência em Cristo.
Por isso, as dimensões para este
serviço são: Proximidade: o cristão
assume um ‘coração que vê’ e
aproxima-se de cada pessoa necessitada; Universalidade: vive-se na
catolicidade da Igreja a atenção
global às situações que não conhecem fronteiras; Radicalidade: o
modo de actuar do cristão passa
por ir às raízes, ou seja, às causas
das diversas situações; Gradualidade: saber usar as capacidades
para adequar as excelentes soluções às possibilidades existentes,
sem renunciar às etapas que abram
caminho a novo futuro” (Pastoral
da Saúde).
A criatividade do amor aplicará, em
cada circunstância, os apelos de
Jesus: “Como Eu vos fiz, fazei vós
também” (Jo 13, 14). Quebrar
rotinas, afastar obstáculos, envolver novos elementos, convocar à
volta de vias simples e eficazes do
bem será serviço à cultura da
dádiva.
Envio de Grupo de Visitadores
Desde Setembro passado que um
Grupo de pessoas de Santiago do
Cacém, se congregou, com um
objectivo: visitar os doentes,
fragilizados e sozinhos. Durante os
últimos meses fizeram uma preparação cuidada para esta missão. No
passado sábado, na Eucaristia
vespertina, os 28 Visitadores de
Doentes, foram enviados em missão. Após o encontro com a Palavra
e o Pão da Vida, partiram ao encontro de Cristo, presente nos
irmãos: “Tudo aquilo que fizestes
ao mais pequeno dos meus irmãos,
a mim o fizestes!” (Mt 25, 40)
Até Outubro, os visitadores, no
terreno, farão o porta a porta, irão
ao encontro, procurarão tornar
presente e visível a acção da
Comunidade. Passado esse tempo,
fazendo um balanço do trabalho
realizado, continuarão a formação
específica, com a colaboração e
presença da Cáritas, para melhor
poderem servir.
P. Agostinho Sousa
21 de Junho de 2012
Conhecendo a
Milícia de Cristo
No último dia 15 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de
Jesus, em Solene Concelebração
Eucarística na Sé de Beja, presidida
pelo Exmo Revmo Dom António
Vitalino, os Religiosos Milicianos
renovaram a profissão de viver os
Conselhos Evangélicos, de pobreza, obediência e castidade segundo
a Constituição do Instituto Milícia
de Cristo. Pe. Reuber, já tem seis
anos de profissão dos Votos e o
Frei Adriano, como ainda é juniorista, renovou por mais um ano os
Compromissos de viver os mesmos
conselhos.
O Capítulo IV de sua Constituição
diz: “Por causa do compromisso
com a causa do Reino do Pai, Jesus,
na força do seu Espírito, fez a seus
discípulos duras exigências: corte
de todas as ligações humanas – o
discípulo deve deixar pai, mãe,
mulher, filhos e irmãos (cf. Mt 19,
27-29; Lc 9, 59-62; 14,26)... no
Instituto da Milícia de Cristo, a
consagração a Deus se faz por meio
de Votos (Cf. Código de Direito
Canónico 731, § 2), renovados
anualmente na Festividade do
Sagrado Coração de Jesus; e a vida
fraterna se vive em comunidade (cf.
Código de Direito Canónico 598, §2
e 607, §2)... Pela força da Constituição, é competente para receber
os Votos o Superior Geral ou o seu
delegado. Pelo menos dois profes-
sos sirvam de testemunhas. E se
redija a Ata da Profissão, assinada
pelo professo, pelo Superior Geral
ou o seu delegado e pelas testemunhas” Constituição artigos 27 –
30. No caso, a profissão definitiva
(Votos) é precedida de um período
de profissão dos Compromissos de
viverem os mesmos Conselhos
Evangélicos.
Esta renovação simboliza também
a renovação do compromisso dos
Milicianos de Cristo com a Diocese
de Beja, de servir esta Igreja local,
“vivendo o Carisma do Acolhimento, expressando nosso serviço
prioritariamente: a) Assumindo
Paróquias, tendo a mesma atitude
de Monsenhor Alonso... b) Mantendo centros de espiritualidade
para acolher sacerdotes e religiosos... c) Acolhendo, numa atitude fraterna, sacerdotes diocesanos doentes e idosos... d) Colocando-se disponível aos sacerdotes diocesanos , principalmente
aos que exercem ministério em
áreas rurais, substituindo-os em
período de estudo ou férias e e)
Erigindo obras afins ao Carisma do
Instituto (Cf. Diretório, art. 4).
Que seja o Sagrado Coração de
Jesus seja para todos nós, fonte de
vida, santidade e misericórdia!
Pe. Reuber Côgo Daltio, MC
Festa Joanina nas
Paróquias Milicianas
O mês de junho é caracterizado pela
realização de várias festas populares na região do Alentejo. Mastros e feiras, bailes e exposições,
alcôncoras e sardinhas animam os
festejos que circulam religiosamente em torno de Santo António,
São João e São Pedro.
Nas Fornalhas-Velhas, cujo padroeiro é Santo António, celebrouse um tríduo festivo, com missas,
adoração, terço, sob orientação
dos Religiosos Milicianos e do Pe.
Dariuzs Jan Pestka, da Paróquia de
Alvalade. Em Colos, o Lar Santo
António celebrou seu padroeiro
com missa e almoço festivo com os
idosos.
A Freguesia de Colos celebra o São
João (22 a 24 de junho) com a
tradicional Feira de Exposição de
Artesanato e produtos regionais.
No domingo, a missa solene da
Natividade de São João Batista será
na Igreja Paroquial às 11h30. Venha
participar conosco!
Padre Reuber
SOCIEDADE
21 de Junho de 2012
Promovida pela Paróquia de
Santiago Maior
Mastro de S. João,
no recinto do
Castelo de Beja
a favor das obras de
restauro da Sé.
Sábado, 23 de Junho,
às 21 horas
Contamos consigo!
Cartas ao Diretor
Recordando os
tempos do Seminário
Já sou octogenário. Quando ingressei no Seminário, em Outubro de
1947, apenas com a idade de 11 anos,
éramos, no primeiro ano, apenas 27
alunos. Destes, apenas chegaram ao
sacerdócio, os Padres Afonso Prata,
o Padrte Alcides Rocha Ferreira e o
cónego Gaudêncio, ambos já falecidos. Já não fazem parte dos
viventes, o Abílio Vilaça Delgado e
o Joaquim Guerra Campos. Se a
memória não me atraiçoa, apenas, o
José Travassos, que foi professor
no Instituto Polítécnico da Covilhã,
ainda se mantém com boa saúde, no
Fundão.
O Vice-reitor era, nessa altura, o
austero Monsenhor Francisco Torrão, que teve a bondade de me
passar o certificado de habilitações,
para efeitos de cargos públicos,
equivalente ao antigo 7.º ano do
Curso Geral dos Liceus.
Tive, há dias, conhecimento da morte
do padre Joaquim Fatela, um bom
amigo, cuja obra é de todos conhecida. Ainda há dois anos, juntamente
com o antigo colega Manuel Ferreira
de Almeida, o visitei no Lar de Ferreira
do Alentejo. Paz à sua boa alma.
Que Deus se lembre de mim quando
chegar a hora de ser chamado à Casa
do Pai.
Reinaldo Amador,
Laranjeiro, Junho 2012
Milagres de Deus e Mistérios do
Homem à Luz da Ciência
Este livro de 512 páginas oferece
uma abordagem geral, científica
(Ciências de Observação, Filosofia
e Teologia), sobre o conjunto dos
fenómenos misteriosos, envolvendo tanto aquelas coisas que
acontecem na pessoa quanto as
que acontecem ao seu redor, no
ambiente em que vive.
São fenómenos pouco frequentes;
alguns deles, assombrosos. Estamos a referir-nos a realidades como:
“casas assombradas”, objectos
que se movem, luzes que aparecem,
vozes e pisadas no meio da noite,
vidros que se quebram, imagens
que choram, visões de almas
fantasmas, feitiços, curandeiros,
pessoas que são operadas por
espíritos, astrologia, horóscopos,
psicografia, hipnose, viagem astral;
pessoas que adivinham o pensamento, que se comunicam com
outras à distância, que falam línguas desconhecidas, que se levantam e se movem no ar, que sonham
coisas e elas acontecem...
Além disso, o livro tenta desmistificar questões sumamente importantes, sobre as quais carregamos
imensas dúvidas, tais como: morte,
ressurreição, reencarnação, purgatório, inferno, juízo final, tentações
Notícias de Beja – 7
SERAFIM DA SILVA JERÓNIMO
& FILHOS, LDA
Sinos
Órgãos Clássicos Viscount | Rodgers | Roland
Relógios de Torre
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do demónio, salvação eterna,
milagres, aparições de Nossa Senhora e outras diversas realidades
profundamente interessantes.
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“Notícias de Beja”
o jornal da Diocese
A paróquia de S. João Baptista convida todas as
crianças e adolescentes, seus pais e familiares para o
encerramento das actividades do Ano Catequético,
integrado nas festas do padroeiro.
Dr. Rui Miguel Conduto
CARDIOLOGISTA
CONSULTAS:
Sábados
Rua Heróis Dadra, 5 - Beja – Telef. 284 327 175
Marcações das 17 às 19.30 h., pelo Telef. 284 322 973/914 874 486
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21
Junho
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2012
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Editado em
Portugal
Tiragem
3.000
ÚLTIMA PÁGINA
21 de Junho de 2012
Morte de D. Albino Cleto,
bispo emérito de Coimbra,
aos 77 anos, surpreendeu
Igreja
Deste
Mundo
e do
Outro
A sua última actividade pastoral foi em Beja na
Festa do Corpo de Deus
Vale a pena lutar
Nunca lhe tremeram as pernas,
senão no dia em que foi chamado
pelo cardeal D. António Ribeiro e
informado de que seria nomeado
bispo auxiliar de Lisboa. D. Albino
Cleto tinha então 47 anos e já era
padre havia 23. Quase duas décadas depois assumiu a diocese de
Coimbra, com a resignação de D.
João Alves, e nela ficou até à sua
própria resignação, no ano passado. No dia 15 sentiu-se mal “acometido de doença súbita”,
informa a diocese - e deu entrada
nos Hospitais da Universidade de
Coimbra, onde acabou por morrer.
Tinha 77 anos e o seu desaparecimento apanhou quase todos de
surpresa.
“Ainda entrou pelo próprio pé” no
hospital, conta o padre António
Jesus Ramos, diretor do jornal da
diocese de Coimbra e amigo do
prelado. Embora já se encontrasse
“um pouco doente”, diz Jesus
Ramos, a notícia surpreendeu
colegas e amigos. “Estive com ele
há um mês e pareceia-me de perfeita
saúde”, conta o padre Manuel
Morujão, porta-voz da Conferência
Episcopal, cargo que D. Albino
Cleto também ocupou. E recorda o
bispo emérito como “notável pároco da Basílica da Estrela, em Lisboa,
uma pessoa de mente aberta e muito
próximo das pessoas, muito convivial”. O bispo de Coimbra, D.
Virgílio Antunes, sublinha também
a “proximidade” e “disponibili-
dade” do seu antecessor para
leigos e sacerdotes.
“A morte inesperada de D. Albino
Mamede Cleto é uma perda significativa para a Igreja portuguesa”,
lamenta Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de
Contas, que conhecia o antigo
bispo desde os anos 60 do século
passado. “Era um homem de serviço, de horizontes abertos e fiel
ao espírito do Concílio Vaticano II.
A sua inteligência, humanismo e
cultura ficam na memória de todos”,
escreveu numa nota enviada à
agência Lusa a título pessoal.
D. Albino Cleto nasceu a 3 de março
de 1935 na freguesia de São Pedro
em Manteigas. Desde pequeno que
queria ser padre e foi ordenado aos
24 anos. Em entrevista à Agência
Ecclesia, quando preparava a sua
despedida da diocese de Coimbra,
contou que já existia “boateira” de
que iria ser nomeado bispo, quando
foi chamado por D. António Ribeiro. “Nunca me tremeram as
pernas, senão naquele dia que me
sentei junto do cardeal Ribeiro.
Pôs-se a rir e disse-me: “Você está
a tremer. Tenho a dizer-lhe: está
escolhido para ser bispo auxiliar de
Lisboa.”
Em 1998 transitou para Coimbra,
onde começou a exercer funções de
bispo coadjutor, sucedendo depois
a D. João Alves. Há cerca de um
ano, depois de completar os 75, foi
substituído por D. Virgílio Antunes.
A BBC deu a conhecer a sua
história. E resumo-a aqui pois pode
ajudar outras pessoas neste tempo
de crise.
A vida de Kalpana Saroj, uma
executiva bem-sucedida e premiada, tem elementos que parecem
saídos de um filme de Hollywood,
com a superação de obstáculos até
chegar a um final feliz.
Nascida numa baixa casta da Índia,
Saroj foi vítima de bullying na
escola, forçada a se casar aos 12
anos, maltratada no casamento e
viu-se e desejou-se para conseguir
deixar o marido que não escolhera.
O retorno de Saroj à sua aldeia natal
foi visto como um fracasso pelos
vizinhos. Para escapar da pressão
social, ela focou suas energias em
tentar obter um emprego e aprender
a costurar.
Isso foi um ponto de viragem na
sua vida. "Decidi que ia viver a
minha vida e fazer algo grandioso."
Aos 16 anos, ela mudou-se para
Mumbai e foi morar na casa de um
tio, para trabalhar como alfaiate.
Começou recebendo um dólar por
mês para operar máquinas de costura industriais. Foi recebendo seu
salário aos poucos, mas, quando
ela percebeu que o dinheiro seria
insuficiente para pagar um tratamento de saúde para sua irmã
doente, descobriu que precisava de
se lançar noutras coisas.
Tomou um empréstimo do governo
e abriu um empreendimento no
sector de móveis. Fazendo jornadas
de trabalho de 16 horas diárias –
hábito que mantém até hoje –,
acabou conquistando admiração
no mundo empresarial.
Mais tarde foi convidada a assumir
o comando de uma empresa de
produção de metais, Kamani Tubes,
que estava fortemente endividada.
Reestruturou-a e a Kamani Tubes
é hoje uma empresa multimilionária,
que emprega pessoas de diferentes
castas.
E a pobre menina é agora uma
senhora respeitada e invejada por
muitos, graças à sua capacidade de
dar a volta por cima.
verifica no ensino secundário. Mas,
contas feitas, apenas 12% da
população possui o ensino superior completo, 13% o secundário, o
que contrasta com os 19% da
população sem qualquer nível de
ensino.
Esta é a geração mais preparada
intelectualmente para colocar Portugal entre as nações mais prósperas. Infelizmente o seu futuro é
ainda uma grande incógnita pois o
país não pode sequer dar emprego
a uma parte substancial destes
jovens.
As condições de habitabilidade
também melhoraram substancialmente na última década, mas ainda
há quase dois por cento de alojamentos sem casa de banho.
Depois vêm os dados mais negativos. Em 30 anos Portugal perdeu
um milhão de crianças (até aos 14
anos). Os mais jovens, até aos 14
anos de idade, são apenas 15% da
população residente em Portugal.
A redução dos filhos é assustadora
e bem visível na diminuição das
famílias com quatro e com cinco ou
mais pessoas: passaram de 15,4%
em 1991 para 6,5% este ano.
De acordo com o INE, há "um duplo
envelhecimento dos portugueses",
por um lado pelo aumento da
população idosa, e por outro pela
redução da população jovem,
especialmente nas regiões do
Alentejo e Centro. Na última década
houve um agravamento do índice
de dependência total, que passou
de 48 para 52, o que significa que
por cada 100 pessoas em idade
activa existem 52 dependentes.
Hoje, 19% dos portugueses têm 65
ou mais anos de idade. Qualquer
dia não há gente suficiente para
descontar para pagar as suas
pensões.
E a crise vai ainda agravar mais
estes dados negativos.
...sobre a ambição
Um homem não é infeliz porque tem
ambições, mas porque elas o
devoram.
Montesquieu
Ventura Pinho
Censos 2011
Os dados que já se conhecem do
recenseamento dos portugueses
em 2011 não nos trazem apenas
notícias tristes. Entre 2001 e 2011
quase duplicou o número de pessoas que passou a ter curso superior – são agora cerca de 1,2
milhões. Esta tendência também se
Nunca é tarde demais para ser
aquilo que sempre se desejou ser.
George Eliot
Quem não sente a ânsia de ser mais,
não chegará a ser nada.
Miguel Unamuno
Lei de Murphy
“Se há duas ou mais formas de fazer
alguma coisa e uma das formas
resultar em catástrofe, então alguém a fará.”
Variantes:
1. Um atalho é sempre a distância
mais longa entre dois pontos.
2. Não é tão fácil quanto parece,
nem tão difícil quanto a explicação
do manual.
3. Quando um trabalho é mal feito,
qualquer tentativa de melhorá-lo
piora.
4. Se você deita fora alguma coisa
que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.
5. A única falta que o juiz de futebol
apita com absoluta certeza é aquela
em que ele está absolutamente
errado.
6. Assim que tiver esgotado todas
as suas possibilidades e confessado o seu fracasso, haverá uma
solução simples e óbvia, claramente
visível a qualquer outro idiota.
7. A ferramenta que cai no chão
sempre rola para o canto mais
inacessível do aposento.
8. Ninguém nunca está ouvindo,
até você cometer um erro.
9. Oitenta por cento do exame final
será baseado na única aula que
você perdeu ou no único livro que
você não leu.
10. As porcas que sobram de um
trabalho nunca se encaixam nos
parafusos que também sobraram.
Bom humor
No aeroporto
O avião está para levantar voo e a
hospedeira recomenda:
- Senhores passageiros, é favor
apertarem os cintos.
Ouve-se uma voz ao fundo:
- Como é que eu faço? Trago
suspensórios...
*
Nas limpezas
A empregada põe-se em cima de
uma cadeira para limpar o relógio
da sala. Diz-lhe a patroa:
- Podia pôr um jornal em cima da
cadeira.
- Não é preciso. Eu chego lá assim.
*
Nas férias
Um turista vagabundo visita a serra
da Estrela. Dirige-se a uma estalagem típica chamada S. Jorge e o
Dragão. Toca à campainha e atende-o uma mulher de mau génio, feia
e rude:
- Que quer você daqui? Não
recebemos mendigos.
- Perdão... A senhora é a dona da
casa?...
- Sim, e depois?
- É que eu queria falar com São
Jorge.
A.B.

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