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International Herald Tribune
Valor Econômico
27 de abril de 2009
Chávez quer negociar com sócios
Interessado em facilitar a aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul, a ser votada pelo Senado, o presidente
venezuelano Hugo Chávez decidiu, em audiência ao ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, enviar, em
maio, uma equipe de negociadores para definir os principais pontos pendentes na negociação comercial. Chávez
vem ao Brasil no dia 26 de maio, e disse que fará "todos os esforços" para concluir, antes disso, pontos ainda em
aberto na discussão, como o cronograma de adesão da Venezuela à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul.Os
técnicos venezuelanos deverão reunir-se com os dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) nos
dias 19 e 20 de maio, e há a intenção de que a reunião só termine após um acordo. (Sergio Leo)
Lula marca data para o real sul-americano
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já marcou data para anunciar seus planos ambiciosos para o uso do real nas
transações da América do Sul. Esses planos avançam além da campanha feita por ele para estender aos sócios sulamericanos o mecanismo de comércio em moeda local, já lançado com a Argentina - embora sem muito sucesso até
agora, como noticiaram Raquel Landim e Janes Rocha, em reportagem do Valor, na semana passada. Na próxima
reunião da Unasul, que agrega os países da região, ainda neste semestre, Lula quer apresentar aos parceiros uma
proposta que pode ampliar o uso do real nas relações entre os vizinhos.O mecanismo ainda não está pronto, e passa
por discussões na equipe econômica, onde, jura-se no Palácio do Planalto, já existe concordância do reticente Banco
Central. (Sergio Leo)
Califórnia dá aval ao etanol feito de cana
O governo da Califórnia aprovou, na quinta-feira à noite, a regulamentação de um Padrão de Combustível de Baixa
Emissão de Carbono (ou LCFS), que reconhece a redução nas emissões de carbono proporcionadas pelo etanol à
base de cana. A decisão do Conselho de Qualidade do Ar do Estado da Califórnia (CARB) deverá beneficiar
diretamente o etanol brasileiro.O anúncio foi comemorado pelas usinas de álcool do país, uma vez que deverá
favorecer o acesso do etanol brasileiro nos EUA, os maiores produtores de álcool à base de milho, de acordo com a
Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar). Os EUA são os maiores importadores do combustível brasileiro. No
ano passado, o país exportou cerca de 5 bilhões de litros, dos quais dois terços tiveram como destino o mercado
americano.
Preservação também visa florestas e mananciais
A luta pela preservação de áreas consideradas estratégicas nos EUA não se restringe à propriedade rural. Florestas,
regiões de alta biodiversidade, mananciais, patrimônios culturais e arqueológicos também são contemplados nos
chamados "conservation easements".De acordo com dados da Land Trust Alliance, o total de terras colocadas sob
proteção dentro deste mecanismo somou 6,2 milhões de acres - 2,5 milhões de hectares - entre 2000 e 2005.Eles
funcionam da mesma forma que a conservação agrícola: as áreas são doadas ou vendidas a autoridades locais,
estaduais ou federais. Muitas vezes, quem faz a intermediação das terras são "land trusts", organizações sem fins
lucrativos aptas para o negócio. Os "trusts" são majoritariamente financiados por doações. (Bettina Barros)
Países divergem sobre a melhor forma de liberar recursos ao FMI
Países ricos e em desenvolvimento exibiram no fim de semana divergências sobre a melhor maneira de providenciar
os recursos necessários para fortalecer o Fundo Monetário Internacional (FMI) e ajudá-lo a socorrer os mercados
emergentes mais afetados pela crise global.Os sócios da instituição reafirmaram compromissos assumidos no início
do mês pelos líderes do G-20, que prometeram mobilizar US$ 750 bilhões para novos empréstimos do Fundo, mas
as diferenças que vieram à tona nos últimos dias indicam que vai demorar para que boa parte desses recursos
apareça. (Ricardo Balthazar)
Hank Paulson e Bernanke estão sob investigação
Hank Paulson, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve
(Fed), estavam sob investigação na sexta-feira, depois da informação de que eles supostamente teriam pressionado o
Bank of America a concluir a aquisição do banco de investimento Merrill Lynch.Segundo Andrew Cuomo,
procurador-geral do Estado de Nova York, Ken Lewis, o presidente do Bank of America, disse a investigadores, sob
juramento, que sua decisão de não contar aos acionistas sobre a deterioração dos ativos do Merrill Lynch antes do
"takeover" foi resultado das pressões de Paulson e Bernanke. "Fui instruído que: não queremos uma revelação
pública", teria dito ele. (Krishna Guha)
Cresce temor de pandemia de gripe suína
Os temores de que os casos de gripe suína que surgiram no México se transformem numa pandemia mundial
cresceram ontem por conta de registros de novos contaminações nos Estados Unidos e no Canadá. Outros possíveis
casos foram detectados na Europa, em Israel e até na Nova Zelândia. O governo americano declarou estado de
emergência de saúda pública. Nos EUA, há 20 casos de contaminação; no Canadá, 6. Até ontem, somente no
México essa cepa de vírus havia causado mortes - que chegam a até 81. O número de casos de suspeitas de
contaminação chegam a 1.300 no país.
Procuradoria da Fazenda acredita que pacto pode gerar problemas com a OMC
As perpectivas de um acordo entre exportadores e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no caso do
crédito-prêmio IPI não são animadoras, pelo menos no que se refere à Fazenda. Segundo o procurador-geral da
Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, não é possível fazer um acordo em nenhuma das propostas apresentadas
pelos empresários e, até o momento, a melhor solução seria a via judicial, por meio do Supremo Tribunal Federal
(STF). Segundo Adams, não é possível para a procuradoria obter uma estimativa precisa em relação à contaminação
desse litígio no setor exportador, pois nas compensações realizadas envolvendo o IPI, não se discrimina a origem do
crédito - se ele seria referente, por exemplo, a um crédito presumido, à alíquota zero ou ao crédito-prêmio IPI.
"Nossa preocupação é que a tese defendida pelas empresas na Justiça, de que o crédito IPI nunca foi revogado,
criaria um passivo permanente para a União", diz. (Luiza de Carvalho)
Aberta a temporada para os 'caçadores de terra' nos EUA
A guerra por áreas disponíveis nos Estados Unidos tem criado um exército de "caçadores" de terras que tentam se
antecipar à especulação imobiliária que ronda os bolsões agrícolas do país. Agrupados em organizações sem fins
lucrativos, que por vezes funcionam como um braço invisível do governo, esses economistas, advogados, biólogos e
agrônomos mapeiam as fazendas em perigo potencial para fazer o que sabem de melhor: ofertas hostis.Eles fazem
parte dos chamados "land trusts" americanos, e estão no centro do combate para a preservação de áreas rurais
consideradas estratégicas para o país. A corrida contra o tempo desses profissionais é identificar e chegar às
propriedades antes de outros compradores. A maior concorrente são as construtoras. (Bettina Barros)
Pelo menos 105 empresas buscam benefício na Justiça
Pelo menos 35% das 300 maiores empresas exportadoras do país possuem processos judiciais em curso contra a
União envolvendo a discussão sobre o crédito-prêmio IPI. A pedido da Federação das Indústria do Estado de São
Paulo (Fiesp), a LCA Consultores e a Beluzzo e Associados realizaram uma pesquisa no ano passado com os 300
maiores exportadores brasileiros, dos quais 275 responderam. O estudo analisou as exportações realizadas entre os
anos 1991 e 2002. Dentre as 105 grandes exportadoras brasileiras que possuem ações judiciais pleiteando o direito
ao benefício, 60 já compensaram todo ou parte do crédito, 22 não compensaram nada ou quase nada - menos de 5%
do valor credor estimado - e o restante não soube responder. Outras 130 empresas do grupo analisado preferiram não
ingressar na Justiça e 40 delas não quis responder à questão. (Sergio Leo e Luiza de Carvalho)