Avaliação de Variedades de Mandioca na Comunidade Princesa do

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Avaliação de Variedades de Mandioca na Comunidade Princesa do
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA
FACULDADE DE ENGENHARIA AGRONÔMICA
CURSO DE AGRONOMIA
AVALIAÇÃO DE VARIEDADES DE MANDIOCA NA COMUNIDADE
PRINCESA DO XINGU, ALTAMIRA – PA
Cássio Polla
Altamira – Pará – Brasil
2010
i
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE ALTAMIRA
FACULDADE DE ENGENHARIA AGRONÔMICA
CURSO DE AGRONOMIA
Cássio Polla
AVALIAÇÃO DE VARIEDADES DE MANDIOCA NA COMUNIDADE
PRINCESA DO XINGU, ALTAMIRA – PA
Trabalho de Conclusão de Cu rso apresentado à
Faculdade de Engenharia Agronômica da
Universidade Federal do Pará, Campus
Universitário de Altamira, como requisito
obrigatório para a conclusão do curso de
Agronomia.
Prof. Dr. Sebastião Geraldo Augusto
Orientador
Altamira – Pará
Maio – 2010
ii
Dados Internacionais de Catalogação -na-Publicação (CIP)
UFPA – Campus de Altamira - Biblioteca
Polla, Cássio
Avaliação de Variedades de Mandioca na comunidade Princesa do
Xingu, Altamira,PA/Cássio Polla; orientador, Profº Dr. Sebastião Geraldo
Augusto.— Altamira: [s.n.], 2010.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Federal
do Pará, Campus Universitário de Altamira, 2010 .
1.Mandioca - Avaliação. I. Augusto, Sebastião Geraldo. II. Título.
CDD: 633.682
iii
EPÍGRAFE
“Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se
subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade.”
(Abraham Lincoln)
iv
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho, em especial aos meus pais Plínio Polla e
Jane Elizabeth Polla e ao meu irmão Cristiano Polla pela confiança,
apoio e paciência que tiveram durante toda a minha vida e por estarem
dividindo comigo a realização deste sonho .
v
AGRADECIMENTOS
A Deus pelo fortalecimento de minha coragem, fé e sabedoria durante o tempo de
graduação e desenvolvimento deste trabalho.
Agradeço em especial aos meus Pais Plínio Polla e Jane Elizabeth Polla que
contribuíram de forma decisiva para a concretização desse sonho.
Ao meu irmão Cristiano Polla e minha filha Ana Beatriz Gomes Polla , que mesmo de
forma indireta contribuíram significativamente para a realização do presente trabalho.
Ao meu Orientador Prof. Dr. Sebastião Geraldo Augusto, pela orientação, dedicação ao
presente trabalho.
A Universidade Federal do Pará pelo o esforço em trazer o curso de engenharia
agronômica para o município de Altamira
Aos professores da Faculdade de Engenharia Agronômica e aos demais professores e
funcionários do Campus Universitário de A ltamira que de forma direta ou indiretamente
contribuíram para realização deste trabalho.
Ao Sr. Miguel Calvi e Srª Julita F. Calvi e seus filhos Miquéias, Bruno e Lucas por
permitirem a implantação do experimento em sua propriedade e pela ajuda e dedicaçã o na
condução das atividades.
Ao Sr. José Roberto “Zezinho” por disponibilizar sua propriedade para a fabricação da
farinha e a família residente na propriedade pelo apoio prestado no processo.
Ao pesquisador M.Sc. Pedro Celestino Filho e a todos os técnicos, operários rurais e
funcionários que integram o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Transferência de Tecnologia da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – NAPT Transamazônica/EMBRAPA Amazônia Oriental, na Cidade de Altamira, PA.
Aos amigos da turma de agronomia 2005 e colegas de curso, em especial ao Eder Alves
Felizardo (Feroz), Gleidson Costa Santos (Santarém) e Diorc elio Ribeiro de Souza e ainda a
Gládson, Jairo, Mário, Ronicharles, Amanda, Mariete, Gilsilene, Milton, Leandro, Hugo e
Edna.
A todos aqueles que acreditaram em mim e que deforma direta ou indireta me
apoiaram.
vi
SUMÁRIO
1 – INTRODUÇÃO...........................................................................................................
01
2 – REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................................
03
2.1 – CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA E ASPECTOS ECOFISIOLÓGICOS........ .........
03
2.2 – IMPORTÂNCIA ECONÔMICA.................................. ............................................
03
2.3 – IMPORTÂNCIA NUTRICIONAL................. ..........................................................
05
2.4 – TOXIDEZ................................................. .................................................................
06
2.5 – SISTEMA DE CULTIVO.................... .....................................................................
07
2.6 – AVALIAÇÃO DE VARIEDADES...... ....................................................................
08
2.7 – PRODUÇÃO DE FARINHA...... ..............................................................................
09
3 – MATERIAL E MÉTODOS........................................................................................
12
3.1 – LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA EXPERIMENTAL.. .........
12
3.2 – SELEÇÃO E PREPARO DAS MANIVAS............................. .................................
12
3.3 – INSTALAÇÃO E COLHEITA DO EXPERIMENTO.................... .........................
13
3.4 – ANÁLISE ESTATÍSTICA........................................................................................
14
4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................
15
4.1 - ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE RAÍZES.............................. .................................
15
4.2 - ANÁLISE DO RENDIMENTO DE FARINHA ......................................................
17
5 – CONCLUSÕES............................................................................................................
19
6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. ..........
20
vii
LISTA DE FIGURAS
Pág.
Figura 01 – Produtividades médias de raízes de mandioca das variedades
estudadas............................................................................................................. .................
16
LISTA DE QUADROS
Pág.
Quadro 01 – Identificação dos tratamentos e das variedades de mandioca utilizadas na
pesquisa................................................................................................................................
14
LISTA DE TABELAS
Pág.
-1
Tabela 01 – Análise de Variância das médias de produtividades de raízes (t.ha ) das 13
variedades avaliadas.............................................................................................................
Tabela 02 – Resultado do teste de Scott – Knott para as médias* de produtividade de
15
16
raízes (t.ha -1) obtidas com as variedades avaliadas ..............................................................
Tabela 03 – Valores de produtividade de mandioca (t.ha -1), de rendimento de farinha
(%) e produtividade de farinha (t.ha -1) das variedades estudadas........................................
18
viii
AVALIAÇÃO DE VARIEDADES DE MANDIOCA NA COMUNIDADE
PRINCESA DO XINGU, ALTAMIRA – PA
RESUMO: A introdução de cultivares de mandioca em um determ inado ecossistema e a
seleção das mais adaptada s é um procedimento simples e de baixo custo que deve ser
realizado devido à alta interação entre genótipo e ambiente, pois dificilmente uma variedade
se comportará de maneira semelhante em todas as regiões ecológicas. Assim, este trabalho foi
conduzido com o objetivo de avaliar 13 variedades de mandioca na comunidade Princesa do
Xingu, município de Altamira-PA. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente
casualizado, com 13 tratamentos (variedades) e três repetições. O es paçamento utilizado foi
1,0 x 1,0 m, com 25 plantas úteis por parcela , sem calagem e adubação. A produtividade de
raízes foi submetida à análise de variância e, as médias foram agrupadas pelo teste Scott Knott, a 5% de probabilidade. Os dados de rendimento e produtividade de farinha foram
comparados com recomendações técnicas para indústrias farinheiras e resultados obtidos em
pesquisas similares. A produtividade de raízes das va riedades Cearense, Chico Vara, Inha,
Pau Velho, Inajazão, foram significativamente superiores às demais e iguais entre si, com
destaque para a Cearense e Chico Vara, que ultrapassaram 40,0 t.ha-1. As variedades
Cearense, Pau Velho e Inha proporcionaram os maiores rendimentos percentuais de farinha,
com 29,7; 29,6; 29,3 %, respectivamente. As maiores produtividades de farinha foram obtidas
com as variedades Cearense e Inha alcançando 12,2 e 11,6 t.ha-1, respectivamente. Pelos
resultados proporcionados, a s variedades Cearense, Chico Vara, Inha, Pau Velho e Inajazão
podem ser recomendadas para a indústria farinh eira no município de Altamira, PA.
Palavras-chave: Manihot esculenta, Produtividade, Raiz, Farinha.
1
1-INTRODUÇÃO
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é originária da América do Sul,
provavelmente do Brasil, onde se têm os primeiros registros deste cultivo , o qual era feito por
índios. Atualmente seu cultivo é difundido em i númeras regiões do planeta, pois apresenta
ampla tolerância às condições adversas de clima e solo. É cultivada em regiões de clima
tropical e subtropical, com precipitação anual variável de 600 a 1.200 mm (CEPLAC, 2007),
bem como em regiões de clima equato rial, com precipitação anual superior a 2.500 mm, como
ocorre na Amazônia brasileira .
O cultivo da mandioca exerce importante papel no cenário agrícola do Brasil e do
Estado do Pará, tanto como fonte de energia para a alimentação humana e animal, quanto
geradora de emprego e de renda. Segundo Treche (1995), a mandioca é considerada a quarta
cultura mais importante no mundo, depois do arroz, do trigo e do milho , por sua contribuição
na alimentação humana, além de ter grande valor econômico agregado devido às diversas
formas de aproveitamento. Da planta da mandioca tudo pode ser aproveitado , porém o
consumo das raízes em âmbito mundial é muito mais expressivo, sendo que dentre os
principais subprodutos destacam -se a fécula e a farinha.
No município de Altamira , no Sudoeste do Estado do Pará , o cultivo de mandioca é
realizado basicamente por agricultores familiares , que, em seus sistemas de cultivo ,
normalmente praticam a derruba e queima para o preparo das áreas além, de usarem as
mesmas variedades ao longo do tempo. O baixo nível tecnológico aplicado contribui para a
baixa produtividade que é da ordem de 20,0 t.ha-1 (IBGE, 2009).
Produzir mandioca deixa de ser apenas a manutenção de uma cultura centenária para
se transformar em um excelente negócio capaz de at ender não apenas as demandas locais do
produto, mas, também, proporcionar a melhoria da qualidade de vida das pessoas que se
envolvem com esta atividade, criar alternativas de mercado e de trabalho e fortalecer o
desenvolvimento sócio-econômico da região.
A introdução de cultivares de mandioca em um determ inado ecossistema e a seleção
das mais adaptadas é um procedimento simples e de baixo custo, comumente utilizado nas
diferentes regiões do Brasil. De acordo com Fukuda & Silva (2003), devido à alta interaç ão
entre genótipo e ambiente, dificilmente uma variedade se comportará de maneira semelhante
em todas as regiões ecológicas. Portanto, torna -se necessária a avaliação cont inuada de
variedades introduzidas em comparação às locais, visando selecionar aquel as que melhor se
adaptam as condições edafoclimáticas de cada região e possibilitem melhores rendimentos.
2
Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a produtividade de raízes o
rendimento percentual e a produtividade de farinha do tipo “puba” de 13 variedades de
mandioca na comunidade Princesa do Xingu, Município de Altamira, PA.
Em virtude do grande potencial econômico da mandioca e da demanda regional, este
trabalho também teve a finalidade de selecionar e indicar novas variedades, mais produtivas e
de maior rendimento de farinha . Assim, as cinco variedades que apresentaram os melhores
resultados foram selecionadas e estão plantadas em um campo de matrizes para serem
multiplicadas e distribuídas aos agricultores que se dedicam a esta atividade no município.
3
2-REVISÃO DE LITERATURA
2.1 – CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA E ASPECTOS ECOFISIOLÓGICOS
A mandioca é planta dicotiledônea, pertencente à família Euphorbiaceae e gênero
Manihot. O gênero compreende várias espécies, das quais se des taca do ponto de vista
econômico a Manihot esculenta Crantz a qual apresenta elevada rusticidade, se adapta a
diversos tipos de solo e clima (ALMEIDA et al. 1993).
Trata-se de um arbusto perene, monóico, lactescente, ereto, alcançando cerca de 3m de
altura, com coloração que varia do verde até tons avermelhados ou violáceos. A raiz é
fasciculada, tuberosa, amilácea, revestida de súber mais ou menos espesso; a porção
parenquimática que acumula reserva amilácea é atravessada na parte central por uma linha
fibrovascular. Caule quebradiço com medula espessa e cicatrizes salientes, deixadas pela
queda das folhas e raramente é simples, apresentando ramificações dicotômicas ou
tricotômicas que, geralmente, aparecem na porção superior da planta. As folhas alternas,
caducas, longo-pecioladas, membranosas, profundamente divididas em cinco a sete
segmentos palmados, lanceolados, acuminados, com bordo liso e estípulas caducas deixando
cicatrizes. Possui flores de sexos separados, bifurcação de ramos; as flores masculina s são
menores e mais numerosas e as femininas, em número de duas ou mais, encontram -se na base
da inflorescência (FITOTERAPIA, 2009).
A propagação através da semente é utilizada apenas em cultivos para fins
experimentais e de melhoramento genético. Para cu ltivos comerciais é utilizado como
propágulo vegetativo o caule da própria planta, obtido do terço médio da parte aérea. O caule
é cortado em pequenos seguimentos de 15 a 20 cm de comprimento com cinco a sete gemas,
denominados “maniva” (MATOS & CARDOSO, 2003).
2.2 – IMPORTÂNCIA ECONÔMIC A
Em relação a outros cultivos, a mandiocultura apresenta uma série de vantagens,
destacando-se a fácil propagação, elevada tolerância a longos períodos de estiagem,
rendimento satisfatório mesmo em solos de baixa fertil idade, pouca exigência em insumos
agrícolas, boa resistência ou tolerância a pragas e doenças, elevado teor de amido nas raízes
4
além do aproveitamento desde a raiz até a folha (CEREDA, 2005). De acordo com essa
autora, a mandioca além de ser utilizada na elaboração de produtos alimentícios humanos,
também é empregada na alimentação animal , sendo fornecida aos animais cruas, na forma de
fatias, trituradas ou de farelos desidratados, como componente de ração na criação de suínos,
aves e bovinos.
Segundo Cardoso & Silva (2002), na década de 90 o cultivo da mandioca ocupou
cerca de 16,5 milhões de hectares em todo o mundo. Dos dez países principais produtores de
mandioca, seis são africanos (Zaire, Nigéria, Tanzânia, Moçambique, Gana, Uganda) três são
asiáticos (Indonésia, Índia e Vietnã) e um sul -americano (Brasil).
Atualmente a América Latina ocupa a terceira posição no ranking dos continentes
produtores de mandioca, com participação de menos de 20% da produção mundial de raízes
cabendo ao Brasil a maior par cela de contribuição com aproximadamente 70% do total
produzido no continente no ano 2000, atingindo aproximadamente 23 milhões de toneladas
(FAO, 2001). Juntamente com o Brasil, o Paraguai, Colômbia, Peru e Bolívia responderam
por quase 95% da produção la tino americana neste mesmo ano.
Apesar de o Brasil ser o maior produtor da América Latina, o rendimento da cultura
não se configura como o maior do continente, de forma que a produtividade brasileira é
inferior à produtividade obtida no Paraguai. Segundo Cock (1979), a mandiocultura pode
apresentar um potencial produtivo de 90 t.ha -1, porém, a média brasileira é de apenas 14 t.ha -1
(FAO, 2007).
Na distribuição da produção pelas diferentes regiões fisiográficas do Brasil, as Regiões
Nordeste e Norte se sobressaem em relação às demais, com participação de 46 % e 25%
respectivamente. A Região Sul participa com 17%, o Sudeste com 7% e o Centro-Oeste com
4% (IBRE/FGV, 2005 citado por FURLANETO, 2006).
As Regiões Norte e Nordeste, com produtividades médias de 16 e 10,7 t.ha-1,
respectivamente, se destacaram como as principais produtoras, sendo que a produção nessas
regiões é essencialmente utilizada na dieta alimentar, na forma de farinha. O Estado do Pará
se destacou como o principal produtor brasileiro de mandioca, com produção de 4.445 mil
toneladas em uma área plantada de 298.400 hectares, o equivalente à produtividade de 14,8
t.ha-1 (IBGE, 2006 ). A produção paraense de mandioca é utilizada principalmente para a
produção de farinha.
Nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil, em que os rendimentos médios de raízes de
mandioca são de 18,8 t.ha-1 e 17,1 t.ha -1, respectivamente, a maior parte da produção é
orientada para a indústria, principalmente nos Estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
5
Se comparadas essas produtividades com as das regiões Norte e Nordeste, constata-se que as
regiões Norte e Nordeste detêm menor produtividade . De acordo com os estudos de Mattos &
Cardoso (2003), isto pode ser justificado pelo baixo nível de tecnologia empregado no cultivo
dessas regiões, pois eles verificaram que, devido à maior parte da produção nas regiões Sul e
Sudeste serem destinadas à indústria, elas geram grandes demanda, agregando valor
econômico ao produto, proporcionando aos agricultores maior renda, fator pelo qual a
mandiocultura nessas regiões encontra -se bastante intensificada com sistemas de produção
mecanizados e com significativo índice tecnológico .
Conforme Mattos & Cardoso (2003) , a farinha, com seus diversos tipos regionais , têm
uso essencialmente alimentar. A fécula e seus produtos derivados têm competitividade cada
vez mais crescente no mercado de produtos amiláceos para a alimentação humana e nos
diversos ramos industriais tais como na fabricação de embalagens, colas, mineração, têxtil e
farmacêutica.
Segundo Diniz et al. (2004), a atividade mandioqueira proporciona receita bruta anual
equivalente a 2,5 bilhões de dólares a economia mundial, e uma contribuição tributária de 150
milhões de reais ao Brasil. A produção destinada à fabricação de farinha e fécul a gera,
respectivamente, uma receita anual bruta equivalente a 600 milhões e 150 milhões de reais ao
país, demonstrando que a cultura apresenta contribuição significativa para o Produto Interno
Bruto (PIB) Brasileiro.
2.3 – IMPORTÂNCIA NUTRICIONAL
De acordo com Mattos & Cardoso (2003) , as raízes são fontes de carboidratos e a
parte aérea além de carboidratos também fornece proteínas, sendo que da parte aérea as folhas
são a principal fonte. Para a alimentação animal o teor de ácido cianídrico deve ser b aixo,
tanto nas folhas como nas raízes, para evitar intoxicação. Quando forem usadas variedades
“bravas” na alimentação animal, essas devem ser ministradas em forma de raspas desidratadas
ou silagem.
Segundo Cereda (2005), a mandioca possui de 30% a 40% d e matéria seca, o que pode
variar de acordo com a variedade, idade da planta, solo, condições climáticas e condições
fitosanitárias, sendo que o carboidrato é o componente predominante, representando cerca de
90% da matéria seca. Ainda segundo a autora, cada 1.000 g de raízes contêm cerca de 1.460
6
kcal, 625 g de água, 347 g de carboidratos, 12 g de proteínas, 3 g de gordura, 330 mg de
cálcio, 7 mg de ferro e significativa quantidade de vitamina C (360 mg).
Além das raízes, as folhas também apresentam teore s significativos de nutrientes.
Franco (1996) relata que as folhas da mandioca apresentam quantidades interessantes de ferro,
zinco, manganês, magnésio, cálcio, e fósforo, sendo seus teores mais elevados quando
comparados com hortaliças folhosas convencion ais. No entanto o autor destaca que , o tipo de
processamento pode levar a perda de alguns nutrientes.
2.4 – TOXIDEZ
De acordo com Cereda (2005), costuma -se utilizar diferentes classificações para as
cultivares de mandioca. A mandioca de mesa destinad a ao consumo humano e animal in
natura é conhecida como “macaxeira, aipim, mandioca mansa ou doce”. Já a mandioca
conhecida como “mandioca brava ou amarga”, é destinada aos mais diversos segmento da
indústria e devem ser consumidas sempre após serem processadas. Esta classificação se dá de
acordo com o índice de toxidez que , por sua vez, é determinado pela quantidade de Ácido
Cianídrico (HCN) presente na variedade, quantidade esta que é influenciada diretamente pela
cultivar utilizada, pelas condições de solo e de clima.
As variedades de mandioca para serem classificadas como “Mansas” devem conter
teores abaixo de 100 mg de HCN por quilograma de raiz, o que possibilita o consumo in
natura; já as variedades consideradas “Bravas” ou tóxicas possuem quantidade de HCN
superior a 100 mg.kg-1, o que impossibilita o consumo de raízes in natura destas variedades
(CEREDA, 2005).
De acordo com Mattos & Cardoso (2003), a presença do HCN é constatada em todas
as partes do vegetal. As folhas detêm as maiores porcentagen s. Na raiz, o córtex ou casca
grossa, encerra teores mais elevados que a polpa, podendo o córtex das raízes de variedades
“mansas” possuírem dose porcentual mais elevada que a polpa das raízes de variedades
"bravas".
As variedades de mandioca com elevados teores de HCN podem ser utilizadas para
fins industriais, devido o teor de HCN nas raízes ser liberado durante o processamento, porém
a cocção pode não eliminar todo o acido, razão pela qual a mandioca "brava", ainda que
cozida, pode ocasionar acidentes, o que não acontece com os produtos da indústria que são
7
submetidos a temperaturas mais elevadas e por mais tempo. A secagem (pelo calor do sol ou
de secadores) elimina o ácido por volatilização (MATTOS & CARDOSO, 2003) .
De acordo com Cagnon et al. (2002) é possível identificar se a mandioca é tóxica ou
não, somente com a determinação do teor de HCN presente na variedade através de análise
em laboratório, pois não existem características morfológicas ou mesmo fenot ípica que se
correlacionem com a toxidez.
2.5 – SISTEMA DE CULTIVO
Para implantação da cultura da mandioca a primeira atividade a ser realizada é o
preparo da área de plantio. Em pequenos estabelecimentos agrícolas, caracterizados pela mão de-obra familiar, o preparo é feito geralmente no sistema tradicional de corte e queima, em
áreas de floresta primária ou capoeira . Geralmente é um cultivo de sucessão onde a mandioca
é a segunda cultura a ser implantada na área comumente precedida de culturas anuais
(TONTINI, 2009; SANTOS, 2007).
O plantio é feito normalmente no início da estação chuvosa, quando a umidade e o
calor tornam-se elementos essenciais para a brotação e enraizamento . Porém, segundo Matos
e Cardoso (2003), na maioria das áreas de produção do Estado do Pará, o plantio da mandioca
ocorre em dois períodos climáticos distintos: no início d o período chuvoso, realizado no final
do mês de dezembro ou início de janeiro, conhecido como “plantio de inverno”; e o “plantio
de verão” no final dos meses de maio e junho, quando as chuvas diminuem de intensidade e
frequência.
A principal forma de propagação da mandioca é através de pequenos pedaços da haste
da parte aérea conhecidos como estacas ou manivas. A qualidade da maniva influencia
diretamente na instalação e na condução de uma lavoura mandioqu eira. O vigor da maniva é
um dos atributos que influi no processo de brotação e emergência e consequentemente no
estabelecimento de plantas no campo. A utilização de boas manivas tem influência direta no
aumento da produtividade, tendo -se constatado aumentos de 20 a 30% sem alteração de outras
praticas culturais ou utilização de insumos modernos (SILVA et al., 2001).
Para se obter manivas com todas as características desejáveis, Matos & Cardoso
(2003) recomendam que se devem escolher ramos maduros, provenientes de plantas com 10 a
12 meses de idade e utilizar apenas o terço médio, eliminando -se a parte herbácea superior
que possui poucas reservas e a parte basal que é muito lenhosa e com gemas geralmente
8
inviáveis. As manivas devem possuir diâmetro em torno de 2,5 cm, com a medula ocupando
50% ou menos do diâmetro. É importante verificar o teor de umidade da haste, o que pode ser
comprovado se ocorrer o fluxo de látex imediatamente após o corte. As manivas devem ser
cortadas de modo que o corte forme um ângul o reto, no qual a distribuição das raízes é mais
uniforme do que no corte em bisel.
Para uma boa formação da lavoura, facilidade na colheita e obtenção de melhores
produtividades recomenda -se que o plantio das manivas seja realizado a 10 cm de
profundidade (SILVA et al., 2001). De acordo com esses autores , a determinação do
espaçamento vai depender da fertilidade do solo e do clima da região, do tipo de cultivar a ser
utilizada e da finalidade a que se destina a cultura. No Brasil predomina o plantio em fil eiras
simples, sendo que, ultimamente, para determinadas regiões preconiza -se a utilização de
fileiras duplas. De maneira geral, recomenda -se os espaçamentos de 1,00 x 1,00 m, em fileiras
simples, e 2,00 x 0,60 x 0,60 m, em fileiras duplas. Em solos mais f érteis deve-se aumentar a
distância entre fileiras simples para 1,20 m.
Em plantios destinados à produção de ramas para ração animal recomenda -se um
espaçamento mais estreito, com 0,80 m entre linhas e 0,50 m entre plantas. Quando a colheita
for mecanizada, a distância entre as linhas deve ser de 1,20 m, para facilitar o movimento da
colheitadeira. Se o mandiocal for capinado com equipamento motomecanizado, deve -se
adotar espaçamento mais largo entre as linhas para facilitar a circulação das máquinas. Para
permitir a realização de capinas mecanizadas, a distância entre fileiras duplas deve ser de 2,00
m no caso do uso de microtratores, ou de 3,00 m, para uso de tratores maiores. Nos pequenos
cultivos, capinados à enxada, deve -se usar espaçamento mais estreit o, para que a cultura cubra
mais rapidamente o solo e dificulte o desenvolvim ento das ervas daninhas (MATOS &
CARDOSO, 2003).
A colheita ou arranquio das raízes, segundo Mattos & Cardoso (2003) e Silva et al.
(2001), deve ser realizada quando as plantas di minuírem o número e o tamanho das folhas,
condição em que atinge o máximo de produção de raízes com elevado teor de amido. A
colheita é primordialmente manual e/ou com auxílio de implementos, tendo duas etapas: a
poda das ramas, efetuada a cerca de 30 cm a cima do nível do solo; seguido do arranquio das
raízes, com a ajuda de ferramentas a depender das condições e características do solo.
9
2.6 – AVALIAÇÃO DE VARIEDADES
A mandioca é cultivada em toda a extensão nacional brasileira e apresenta alta
interação entre genótipo e ambiente. Este é um dos motivos de às vezes uma mesma variedade
se comportar de forma diferente em função das condições edafoclimáticas presentes, e até
mesmo em função do manejo do cultivo aplicado na área do agricultor. Dentre as cau sas que
contribuem para a baixa produtividade da mandioca no Brasil, pode -se citar a falta de
variedades adaptadas às diferentes condições de cultivo (FUKUDA & CALDAS, 1985).
Com o objetivo de avaliar a produtividade de raízes e o rendimento de farinha de 15
variedades regionais de mandioca, Guimarães et al. (2009) conduziram um trabalho na área
experimental da Universidade Estadual do Sudoeste da B ahia, em Vitória da Conquista . Para
simular as condições normais de cultivo da região o solo foi arado e grad eado, porém sem
calagem e adubação e utilizaram o espaçamento de 1,0 x 0,6 m . Nesta pesquisa foram
verificadas produtividades de raízes variando de 5, 7 a 18,7 t.ha-¹, rendimento de farinha de
18,9 a 25,0% e produtividade de farinha variando de 1,2 a 3,9 t.ha-¹. Verificaram ainda que
das variedades mais produtivas em t.ha -¹ de raízes apenas a Platinão permaneceu entre as de
maiores rendimentos de farinha (%) . Mesmo assim, aquelas com maiores produtividades de
raiz foram as que proporcionaram maiores produtiv idades de farinha, em t.ha -¹. Por outro
lado, as variedades com menor produtividade (t.ha -¹) de raízes também foram as de menor
produtividade (t.ha -¹) de farinha. Destaca-se nessa pesquisa a variedade Platinão,
significativamente superior nos três quesitos avaliados.
Rodrigues et al. (2007) avaliaram a produtividade de raízes de 10 variedades de
mandioca em Latossolo Amarelo Distrófico de textura arenosa, no município de Salva terra,
PA. A área foi preparada com grade aradora. Foi utilizado o espaçamento de 1,0 x 1,0 m, com
a aplicação de 2,0 kg.cova -1 de composto orgânico no plantio e uma adubação de cobertura
com o equivalente a 600 kg.ha -1 de NPK, formulação de 10:28:20, 30 dias após. A
produtividade de raízes variou de 17,2 a 54,1 t.ha-¹ com as variedades Pai Mane e Roxinha,
respectivamente.
2.7 – PRODUÇÃO DE FARINHA
Os tipos de farinha e as técnicas de produção variam de região para região , no Brasil, e
têm a ver com as influências culturais na composição de sua população (CARDOSO, 2005).
10
A farinha constitui um dos principais produtos da mandioca, e seu uso é muito difundido em
todo o país, fazendo parte da refeição diária de muitos brasileiros. É um alimento rico em
carboidratos e fibras.
A tecnologia de fabricação da farinha é simples, mas exige algu ns cuidados no seu
desenvolvimento. A seleção da matéria -prima adequada, a higiene e os cuidados durante todo
o processo de fabricação, são fatores fundamentais para garantir um produto de qualidade.
Entre 10 e 14 meses de idade a maioria das cultivares de mandioca está pronta para a colheita.
De acordo com Engetecno (2009 ) o rendimento médio de farinha é de 25 a 30% do peso total
de raízes colhidas, dependendo da variedade de mandioca e da eficiência dos equipamentos
utilizados.
Para Araújo & Lopes (2008), controlar a entrada da matéria-prima é fundamental para
que os custos do processo sejam otimizados e bem aproveitados, assim como seu adequado
armazenamento evita perdas por apodrecimento ou umidade em excesso . Porém o
armazenamento das raízes ocorre apen as em grandes indústrias farinheiras. Nas pequenas
“casas de farinha” onde a mão-de-obra geralmente é familiar e a produção é em pequena
escala, não há necessidade de armazenagem das raízes.
Para a produção de “farinha d’água ” ou “puba” as raízes são submetidas ao processo
de pubagem 1 que pode ser realizado sem a retirada da casca ou com as raízes descascadas. Na
pubagem as raízes são imersas em água, em locais denominados pubeiro (tanques, caixas ou
igarapés) por um período de um a seis dias. Segundo Folegatti et al. (2005), esse período pode
variar, dependendo das características da matéria prima, da composição e concentração inicial
da microbiota 2 contaminante natural, da temperatura da água e da intensidade da fermentação
desejada. Os autores indicam que a pubagem das raízes sem casca parece ocasionar perdas
menores, quando o processo ocorre em tanques ou caixas (sistema fechado), enquanto que,
quando o processo ocorre em igarapés ou rios, ocorrem menor perda com raízes com cascas.
No processo mecânico a lavagem e descascamento são realizados em sequência e no
mesmo equipamento (lavador /descascador). O início da operação é processado sem água, para
que ocorra o descascamento; no final, a água é aberta e ocorre a lavagem das raízes
descascadas (MATSUURA et al., 2003).
1
Fermentação anaeróbica na qual predomina o grupo de bactérias lactobacilli, contribuído para o amolecimento
celular e degradação (FOLEGATTI et al, 2005).
2
Conjunto dos microorganismos que habitam num ecossistema, principalmente bactér ias, mas também alguns
protozoários, que geralmente têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica (WIKIPEDIA,
2010).
11
Durante o processo de ralação as raízes são transformadas em massa úmida. As raízes
são levadas até o ralador que deve estar bem regulado para a obtenção de uma massa com
granulometria adequada e com partículas uniformes (El -DASH et al., 1994).
A prensagem da massa de mandioca ralada é extremamente necessária tendo em vista
que as raízes tuberosas acumulam grande quantidade de água, e aliado a imersão das raízes
em água para a pubagem aumenta ainda mais esta concentração. Folegatti et al. (2005)
relatam que a massa ralada é extremamente úmida e o excesso de água deve ser eliminado
antes da torração, para facilitar o processo de secagem e evitar a “geleificação” do amido.
A massa esfarelada deve ser levada ao forno até ficar bastante seca, apr esentando
aspecto crocante. Na maioria das casas de farinha essa operação é realizada em 30 minutos,
com o forneiro mexendo a massa com o auxílio de um rodo de madeira , até a secagem final,
em torno de 13% de umidade (ARAUJO & LOPES, 2008).
A torração é uma operação importante no processo de produção de farinha e a que
mais influencia sua qualidade, particularmente no que se refere às suas características
sensoriais, como cor, sabor e textura, e à sua conservação. Além disso, a torração também
promove a eliminação do ácido cianídrico por volatilização ( FOLEGATTI et al., 2005).
Para Matsuura et al. (2003), durante a torração alguns fatores determinantes podem
influenciar a qualidade da farinha . Se a massa apresentar umidade muito elevada o amido nela
contido pode geleificar com o aquecimento, alterando a textura da farinha. Cargas de massa
maiores e alta temperatura no inicio da operação produzem farinha com granulometria mais
grossa. A temperatura e o sistema de agitação dos fornos influenciam grandemente a cor e o
sabor da farinha.
De acordo com Araujo & Lopes (2008), durante o resfriamento da farinha pode
ocorrer a formação de grumos devido à gomagem da fécula , sendo necessária uma nova
peneiragem com a finalidade adicional de dar uniformidade à granulome tria e ainda realizar a
separação de fibras e algumas impurezas . A malha da peneira será determinada pelo tamanho
dos grãos que se quer obter. Ao final do peneiramento, a produção é dividida em diferentes
tipos, como farinhas grossas e finas . As partículas mais grossas retidas nas peneiras e
impróprias para o consumo são chamadas de “crueira” e são utilizados geralmente para o
consumo animal.
12
3 – MATERIAL E MÉTODOS
3.1 – LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA EXPERIMENTAL
Para a condução do experimento foi estabelecida área experimental na propriedade
rural do senhor Miguel Cavalini Calvi, localizada na comunidade Princesa do Xingu, na
Vicinal 6 (seis), distante 28 km da sede do município de Altamira, PA. A área escolhida para
implantação da lavoura possui como característica o relevo plano, sendo a vegetação anterior
constituída de pastagem com capim Braquiarão (Brachiaria brizantha).
Silva et al. (2009), avaliaram dados meteorológicos da cidade de Altamira-PA,
relativos ao período de 1990 a 2002 . Os resultados indicaram que a precipitação média anual
é de 2.123 mm, caracterizado por um período chuvoso entre os meses de janeiro a maio, com
74% das chuvas, sendo março o mês com maior precipitação pluvial, com média de 379,2
mm. Apenas 14% das chuvas ocorr em de julho a novembro, sendo agosto o mês mais seco,
com média de 22,5 mm. A temperatura média diária anual do período foi de 27,3°C, com
média das máximas e das mínimas de 32,4°C e 22,1°C, respectivamente. A umidade relativa
do ar média mensal foi de 80, 4%. No mês de julho acontece o período de maior insolação,
com 7,4 horas de brilho solar médio diário.
A lavoura foi implantada em um Latossolo Amarelo Distrófico, textura arenosa, que
segundo o Centro Nacional de Pesquisa de Solos da EMBRAPA (1999) , compreende solos
minerais em avançado estád io de intemperização, possuem baixa capacidade de troca de
cátions, são em geral fortemente ácidos, com baixa saturação por bases.
Este trabalho contou com a participação do Núcleo de Apoio à Pesquisa e
Transferência de Tecnologia – NAPT Transamazônica, da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária – EMBRAPA Amazônia Oriental, localizado na Cidade de Altamira, PA.
3.2 – SELEÇÃO E PREPARO DAS MANIVAS
Foram avaliadas 13 variedades de mandioca, sendo 11 fornecidas pe la EMBRAPA,
oriundas da Estação Experimental localizada no km 23 da Rodovia Transamazônica, sentido
Altamira/Brasil Novo; uma variedade foi coletada com agricultores da comunidade Princesa
13
do Xingu e mais uma na localidade vizinha denominada Capembas. As m anivas foram
obtidas de plantas sadias com idade variando entre 12 e 16 meses.
Foram selecionadas para o experimento apenas as manivas localizadas no terço médio
das plantas, cortadas em tamanhos iguais a 20 cm e utilizadas as que possuíam diâmetro de
aproximadamente 2,0 cm, com cinco a sete gemas vegetativas (CORREA & ROCHA, 1979).
3.3 – INSTALAÇÃO E COLHEITA DO EXPERIMENTO
O experimento foi implantado no delineamento Inteiramente Casualizado com 13
tratamentos (13 variedades) e três repetições, totalizando 39 parcelas experimentais. Cada
parcela foi estabelecida em área de 5 m x 5 m, com as covas espaçadas de 1,0 m x 1,0 m,
somando 25 plantas por parcela. Foi plantada uma linha de mandioca em toda a periferia da
área experimental, com a finalidade de atuar como bordadura e atenuar os efeitos externos. A
área total utilizada para a pesquisa foi de 60,0 m x 40,0 m . Os tratamentos aplicados com a
identificação das respectivas variedades de mandioca estão relacionados no Quadro 01.
O preparo da área experime ntal foi realizado nos meses de abril e maio de 2008,
utilizando-se inicialmente o Glifosato, na dose de 5,0 mL por litro de água, para a dessecação
do Brachiarão. Após a dessecação, foi realizada a gradagem para incorporação dos restos
vegetais e nivelamento do solo. Finalmente foi realizado o balizamento das parcelas
experimentais, culminando com o plantio no dia 21 de maio de 2008. Não foi utilizado
nenhum tipo de correção ou adubação do solo.
A limpeza da área foi realizada com duas capinas manuais no t erceiro e sétimo mês
após a germinação e mais um roço conduzido na véspera da colheita. O controle de pragas foi
realizado sistematicamente, reportando -se somente o ataque de formigas cortadeiras. Não foi
verificado ataque significativo de doenças que just ificasse o controle.
A colheita das variedades foi realizada aos 12 meses da data do plantio, sendo
realizada em três etapas, entre os dias 15 e 30 de maio de 2009, para possibilitar o
processamento da farinha a partir d as raízes colhidas de cada variedade . Após a colheita as
raízes foram ensacadas e identificadas por tratamento e posteriormente pesadas.
14
Quadro 01 – Identificação dos tratamentos e das variedades de mandioca utilizadas na
pesquisa.
TRATAMENTOS
VARIEDADES
ORIGEM
T -01
T -02
T -03
T -04
T -05
T -06
T -07
T -08
T -09
T -10
T -11
T -12
T -13
Cearense
Saracura
Pacajás
Olho Verde
Jurara
Inha
Chico Vara
Maranhense
Pau Velho
Surubim I
Surubim II
Inajazão
Capembas
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
EMBRAPA
UFPA – Regional
UFPA – Regional
Após a pesagem das raízes de cada variedade, devidamente identificadas, foram
levadas para o processamento da farinha do tipo puba, em farinheira artesanal, típica da
região. A produção de farinha de cada variedade foi obtida separadamente, sendo ensacada,
identificada e pesada. O rendimento de farinha de cada variedade, em percentagem, foi obtido
dividindo-se o peso total de farinha pelo peso total de raízes produzidas, multiplicando -se o
resultado por 100.
3.4 – ANÁLISE ESTATÍSTICA
Foi realizada a análise de variância para verificar a existência de diferenças
significativas entre as médias de produtividade de raízes dos tratamentos (variedades)
avaliados. As médias de produtividades foram submetida s ao teste de Scott-Knott a 5% de
significância.
Para a realização das análises estatísticas foi utilizado o Software “ SAEG - Sistema
para Análises Estatísticas”, Versão 9.1 (2007).
15
4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 - ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE RAÍZES
Os resultados das produtividades médias de raízes em kg.ha -1 das 13 variedades de
mandioca colhidas aos 12 meses de idade foram submetidos à análise de variância, cujos
resultados indicaram a existência de diferença s altamente significativa (P < 0,01) entre as
médias das variedades, conforme consta na Tabela 01. O Coeficiente de Variação foi de
19,92%.
Tabela 01 – Análise de Variância das médias de produtividades de raízes (t.ha -1) das 13
variedades avaliadas.
Fontes de
Graus de
Soma de
Quadrado
Teste
Variação
Liberdade
Quadrados
Médio
F
Tratamentos (Variedades)
12
1571,9820
130,9985
3,49 **
Resíduo
26
975,5773
37,5222
Total
38
2547,5593
Os valores das produtividades médias de raízes das variedades foram agrupados pelo
teste de Scott-Knott a 5% de significância e os resultados encontram -se na Tabela 02. As
produtividades médias variaram de 22,8 a 41,1 t.ha -1, com as variedades Cearense, Chico
Vara, Inha e Pau Velho, de origem da EMBRAPA, e Inajazão, de origem regional, foram
iguais entre si e significativamente superiores às demais.
Comparando os resultados da Tabela 02 com os da produtividade média do Estado do
Pará, que é da ordem e 14,8 t.ha -1 (IBGE, 2006), verifica-se que todas as variedades estudadas
superaram esse valor, destacando -se as variedades Cearense, Chico Vara, Inha, Pau Velho e
Inajazão que foram 178, 172, 166, 137 e 121% mais produtivas . Ressalta-se que esses
resultados foram obtidos sem correção e adubação do solo. A variação das produtividades
médias entre as variedades estudadas está ilustrada na Figura 01.
16
Tabela 02 – Resultado do teste de Scott – Knott para as médias* de produtividade de raízes
(t.ha-1) obtidas com as variedades avaliadas.
Tratamentos
Produtividades médias (t.ha-1)
T -01 T -07 T -06 T -09 T -12 T -05 T -03 T -04 T -02 T -08 T -10 T -11 T -13 -
Cearense
Chico Vara
Inha
Pau Velho
Inajazão
Jurara
Pacajás
Olho Verde
Saracura
Maranhense
Surubim I
Surubim II
Capembas
41,1
40,3
39,4
35,1
32,7
31,3
30,2
28,6
26,7
24,8
24,0
22,9
22,8
A
A
A
A
A
B
B
B
B
B
B
B
B
*Médias seguidas pelas mesmas letras não diferem entre si pelo teste de Scott - Knott a 5% de significância.
45,0
A
40,0
A
A
A
-1
PRODUTIVIDADE (t.ha
)
35,0
30,0
A
B
B
B
B
B
25,0
B
B
B
20,0
15,0
10,0
5,0
0,0
T-01 T-07 T-06 T-09 T-12 T-05 T-03 T-04 T-02 T-08 T-11 T-10 T-13
TRATAM ENTOS (VARIEDADES)
Figura 01 – Produtividades médias de raízes de mandioca das variedades estudadas
Guimarães et al. (2007), avaliando 15 variedades de mandioca em Vitória da
Conquista, no Sudoeste da Bahia, obtiveram produtiv idades de raízes variando de 5, 7 a 18,7
t.ha-1, bem abaixo dos resultados encontrados nesse trabalho. Embora se trate de variedades e
17
condições edafoclimáticas bem distintas, os resultados ressaltam o potencial do município de
Altamira em relação a outras regiões tradicionais nesse cultivo, bem como a importância de se
avaliar regionalmente as variedades disponíveis e o intercâmbio de material genético
interinstitucional, pois devido à relação genótipo x ambiente, o material genético que não
responde bem a um agrossistema, pode ser interessante para outro.
Rodrigues et al. (2007) avali aram 10 variedades de mandioca no município de
Salvaterra, agrossistema da Ilha de Marajó, no Estado do Pará. Esses pesquisadores obtiveram
resultados variando entre 17,2 a 54,1 t.ha -1, ou seja, algumas variedades tiveram
produtividade de raízes superiores e outras inferiores aos desse trabalho. Contudo os autores
além de trabalharem com outras variedades e em local ecologicamente diferente, utilizaram
adubação orgânica e química . Isto demonstra que os resultados de produtividades alcançados
com as variedades utilizadas nesse trabalho também poderão ser incrementad os com a
utilização de correção do solo e adubação, pois nos dois casos tratam -se de Latossolos
Amarelos Distróficos de textura arenosa. Além disso, como não foi utilizada a adubação nesse
trabalho, as variedades Cearense, Inha, Chico Vara, Pau Velho e Ina jazão, comparativamente,
apresentam excelente potencial de produção de raízes.
4.2 - ANÁLISE DO RENDIMENTO DE FARINHA
A quantidade total de raízes produzidas (kg) nas três repetições de cada variedade de
mandioca estudada foi utilizada para a produção de farinha do tipo “puba”, utilizando -se
estrutura de farinheira artesanal típica da região. Com o peso da farinha obtida e o peso total
de raízes de cada variedade, foi obtido o rendimento de farinha em percentagem, cujos
resultados estão apresentados na Tabela 03.
Para a característica rendimento de farinha, contatou -se pelos resultados da Tabela 03
que os valores percentuais variaram entre 20,8 a 29,7%. Segundo Engetecno (2009), o
rendimento médio de farinha é de aproximadamente 25 a 30%, o que depende, segundo o
autor, da variedade e da eficiência dos equipamentos utilizados. Pelos dados da Tabela 03
verifica-se que oito das 13 variedades estudadas apresentaram resultados entre esses valores,
demonstrando seu potencial entre as demais. As variedades Cea rense, Pau Velho, Inha,
Inajazão, Capembas e Chico Vara apresentaram os melhores r esultados percentuais, com
29,7; 29,6; 29,3; 28,1; 28,0 e 26,1%, respectivamente.
18
Tabela 03 – Valores de produtividade de mandioca (t.ha -1), de rendimento de farinha (%) e
produtividade de farinha (t.ha -1) das variedades estudada.
Produtividade de
Rendimento de
Produtividade de
Variedades
raízes (t.ha -1)
farinha (%)
farinha (t.ha -1)
T -01-Cearense
41,1
29,7
12,2
T -07-Chico Vara
40,3
26,1
10,5
T -06-Inha
39,4
29,3
11,6
T -09-Pau Velho
35,1
29,6
10,4
T -12-Inajazão
32,7
28,1
9,2
T -05-Jurara
31,3
25,6
8,0
T -03-Pacajás
30,2
22,4
6,8
T -04-Olho Verde
28,6
21,7
6,2
T -02-Saracura
26,7
20,8
5,5
T -08-Maranhense
24,8
24,7
6,1
T -11-Surubim I
24,0
25,2
6,0
T -10-Surubim II
22,9
21,3
4,9
T -13-Capembas
22,8
28,0
6,4
Ramos (2007) obteve rendimento médio de farinha em Vitória da Conquista, BA, para
as variedades Sergipe, Platinão e Pacaré de 27,9, 26,6 e 25,3%, respectivamente . Esses
resultados foram percentualmente men ores que das variedades Cearense, Pau Velho, Inha,
Inajazão e Capembas. Embora as variedades e a região sejam diferentes nos dois trabalhos, os
resultados dessa pesquisa demonstram o alto potencial dessas variedades para a produção de
farinha no município de Altamira, PA.
Os resultados da Tabela 03 destacam o rendimento percentual de farinh a da variedade
Capembas, com 28%, embora tenha proporcionado a menor produtividade média de raízes,
com 22,8 t.ha -1.
Na Tabela 03 consta-se ainda a produtividade média de farinha baseada na
produtividade média de raízes e no rendimento percentual de farinha. Verifica -se que as cinco
variedades que proporcionaram maiores produtividades médias de raízes também
proporcionaram maiores produtividades de farinha. Esses resultados permitem recomendá-las
para o uso na indústria de farinha.
A produtividade de farinha máxima obtida na pesquisa de Guimarães et al. (2009), em
Vitória da Conquista foi de 3,9 t.ha -1, valor bem inferior às cinco variedades mais produtivas
desse trabalho. Estes resultados indicam a alta potencialidade das variedades estudadas nessa
pesquisa para a produção de farinha n a comunidade Princesa do Xingu, município de
Altamira, PA.
19
5-CONCLUSÕES
As variedades Cearense, Chico Vara, Inha, Pau Velho e Inajazão proporcionaram as
maiores produtividades de raízes e de farinha aos 12 meses.
As variedades Cearense, Pau Velho, Inha, Inajazão, Capembas e Chico Vara foram as
de maiores rendimentos de farinha, com 29,7; 29,6; 29,3; 28,1; 28,0 e 26,1%,
respectivamente.
A variedade Capembas, com a menor produtividade de raízes aos 12 meses,
proporcionou 28% de rendimento de farinha , o que a credencia para ser utiliz ada em outros
experimentos e em trabalhos de melhoramento genético .
Com o elevado potencial proporcionado pelas variedades Cearense, Chico Vara, Inha,
Pau Velho e Inajazão, referentes à produtividade de raízes e de farinha, estas são
recomendadas para a indústria de farinh eira no município de Altamira, PA.
20
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