Conflitos - Colégio Santa Rosa

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Conflitos - Colégio Santa Rosa
COLEGIO SANTA ROSA PROFESSOR: CARLOS FERREIRA. SÉRIE: 9º ANO ASSUNTO: CONFLITOS DA CHECHÊNIA. DOS HUTUS E TUTSIS. PALESTINOS E ISRAELENSES E ÍNDIA E PAQUISTÃO. CONFLITO NA CHECHÊNIA A região do Cáucaso e a dos Bálcãs – ambas localizadas no Leste Europeu –, desde a formação da Europa na Idade Média, sempre se caracterizaram por uma grande frequência de conflitos étnicos e religiosos. Essa região (Cáucaso) sofreu ocupação de germânicos, eslavos, muçulmanos e cristãos, sendo, à época da Primeira Guerra Mundial, o centro de interesses do Império Austro‐Húngaro, do Império Turco‐Otomano e do Império Russo. Desde então, a fragmentação desses impérios, a origem da URSS, a Segunda Guerra, a Guerra Fria e a dissolução da URSS transformaram‐na radicalmente. A situação da Chechênia após a queda do império soviético em 1989 foi uma das mais delicadas. Com uma população majoritariamente muçulmana, a Chechênia continuou sendo uma província da Rússia. Entretanto, em 1991, tentou tornar‐se independente. Nos três anos seguintes, o então presidente russo, Boris Yeltsin, articulou‐se com os militares para traçar ofensivas contra a Chechênia e reincorporá‐la aos seus domínios. Em 1994, começou o conflito na Chechênia. Em 1996, a Rússia foi derrotada pela resistência chechena, liderada por Maskhadov, que, além da independência, queria implantar um Estado orientado pela lei islâmica. Em 1999, o então Primeiro‐Ministro russo, Vladimir Putin (e posterior presidente), decidiu articular uma ofensiva ainda maior contra os chechenos. Putin enviou um contingente de 100.000 soldados àquela região, além de armamento pesado. Desde então, o conflito na Chechênia assumiu proporções enormes, com milhares de mortes e cidades arruinadas. Ao mesmo tempo, vários militantes separatistas chechenos valiam‐se de táticas terroristas contra a Rússia, como sequestros e atentados a bomba. Em outubro de 2002, um grupo de chechenos armados invadiu um teatro no sul de Moscou e fez cerca de 800 reféns, reivindicando a retirada das tropas russas da Chechênia. Há vários indícios de que esse e outros acontecimentos semelhantes foram fruto de articulações dos rebeldes chechenos com grupos terroristas islâmicos, como a Al‐Qaeda, que planejou o ataque aos Estados Unidos ocorrido em 11 de setembro de 2001. CURTIDAS HUTUS E TUTSIS Entenda o genocídio de Ruanda de 1994: 800 mil mortes em cem dias 7 abril 2014 Compartilhar Image captionHá muitos memoriais às centenas de milhares de vítmas do genocídio espalhados por Ruanda Em apenas cem dias em 1994, cerca de 800 mil pessoas foram massacradas em Ruanda por extremistas étnicos hutus. Eles vitimaram membros da comunidade minoritária tutsi, assim como seus adversários políticos, independentemente da sua origem étnica. Por que as milícias hutus quiseram matar os tutsis? Cerca de 85% dos ruandeses são hutus, mas a minoria tutsi dominou por muito tempo o país. Em 1959, os hutus derrubaram a monarquia tutsi e dezenas de milhares de tutsis fugiram para países vizinhos, incluindo a Uganda. Um grupo de exilados tutsis formou um grupo rebelde, a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), que invadiu Ruanda em 1990 e lutou continuamente até que um acordo de paz foi estabelecido em 1993. Na noite de 6 de abril de 1994, um avião que transportava os então presidentes de Ruanda, Juvenal Habyarimana, e do Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hutus, foi derrubado. Extremistas hutus culparam a RPF e imediatamente começaram uma campanha bem organizada de assassinato. A RPF disse que o avião tinha sido abatido por Hutus para fornecer uma desculpa para o genocídio. Como o genocídio foi realizado? Com organização meticulosa. As listas de opositores do governo foram entregues às milícias, juntamente com os nomes de todos os seus familiares. Vizinhos mataram vizinhos, e alguns maridos até mataram suas mulheres tutsis, dizendo que seriam mortos caso se recusassem. Na ocasião, carteiras de identidade apresentavam o grupo étnico das pessoas, então milícias montaram bloqueios nas estradas onde abateram os Tutsis, muitas vezes com facões que a maioria dos ruandeses têm em casa. Milhares de mulheres tutsi foram levadas e mantidas como escravas sexuais. Image captionAs forças francesas foram acusadas de não fazer o suficiente para parar a matança Alguém tentou pará‐lo? ONU e Bélgica tinham forças de segurança em Ruanda, mas não foi dado à missão da ONU um mandato para parar a matança. Um ano depois que soldados norte‐americanos foram mortos na Somália, os Estados Unidos estavam determinados a não se envolver em outro conflito africano. Os belgas e a maioria da força de paz da ONU se retiraram depois que 10 soldados belgas foram mortos. Os franceses, que eram aliados do governo hutu, enviaram militares para criar uma zona supostamente segura, mas foram acusados de não fazer o suficiente para parar a chacina nessa área. O atual governo de Ruanda acusa a França de "ligações diretas" com o massacre ‐ uma acusação negada por Paris. Image captionRoupas de pessoas mortas na Igreja Nyamata, que virou um memorial Por que era tão cruel? Ruanda é uma sociedade rigidamente controlada e organizada. O então partido governante, MRND, tinha uma ala jovem chamada Interahamwe, que foi transformada em uma milícia para realizar o genocídio. Armas e listas de alvos foram entregues a grupos locais, que sabiam exatamente onde encontrar suas vítimas. Os extremistas hutus tinham estações de rádio e jornais que transmitiam propaganda de ódio, exortando as pessoas a "eliminar as baratas", o que significava matar os tutsis. Os nomes das pessoas a serem mortas foram lidos na rádio. Até mesmo padres e freiras foram condenados por matar pessoas, incluindo alguns que buscaram abrigo em igrejas. Image captionFacões domésticos viraram armas de eliminação em massa durante o genocídio Como terminou? A bem organizada RPF, apoiada pelo exército de Uganda, gradualmente conquistou mais território, até 4 de julho, quando as suas forças marcharam para a capital, Kigali. Cerca de dois milhões de hutus ‐ civis e alguns dos envolvidos no genocídio ‐ fugiram em seguida pela fronteira com a República Democrática do Congo, na época chamado Zaire, temendo ataques de vingança. Grupos de direitos humanos dizem que a RPF matou milhares de civis hutus quando eles tomaram o poder ‐ e mais depois que eles entraram na República Democrática do Congo para perseguir a Interahamwe. A RPF nega. Na República Democrática do Congo, milhares de pessoas morreram de cólera, enquanto grupos de ajuda humanitária foram acusados de deixar muito da sua estrutura de assistência cair nas mãos das milícias hutus. Cerca fugiram para a República Democrática do Congo (então de dois milhões CONFLITO NA CAXEMIRA GEOGRAFIA O conflito na Caxemira ocorre em virtude da população de origem islâmica buscar a integração com o Paquistão, à revelia do governo da Índia. A Caxemira representa um dos mais importantes conflitos da atualidade que envolve diferenças étnicas e disputas pela divisão de fronteiras nacionais. Até 1947, no período anterior à independência da Índia e da fragmentação do território indiano, seus 220 mil km2(aproximadamente a área do estado brasileiro do Piauí) estiveram sob o domínio do Marajá Hari Singh Bahadur, sendo composta dos territórios de Jammu, Caxemira, Ladakh, Aksai Chin, Gilgit, e Baltisan Partition. No entanto, com as transformações que ocorreram após a 2ª Guerra Mundial, esse território foi dividido entre Índia, Paquistão e China. A Índia ganhou o controle de Jammu, Caxemira e Ladakh. O Paquistão tomou o controle de Gilgit, Baltisan, e a parte ocidental da Caxemira. Atualmente, o estado indiano formado por Jammu, Caxemira e Ladakh é oficialmente chamado Jammu e Caxemira, equivalendo a 141.338 km2 da área total. O Paquistão detém 85.846 km2 e a China possui uma área relativamente menor, com 37.555 km2. O termo Caxemira geralmente é empregado para se referir a toda a região, contendo todas as três áreas. Após a independência, Índia e Paquistão foram à guerra em três ocasiões. Durante a primeira guerra indo‐paquistanesa (1947), o Paquistão obteve sucesso, conquistando grandes áreas do antigo reino da Caxemira, mas estas foram as regiões menos desejáveis e menos populosas. Os chineses, que por muito tempo contestaram os seus limites territoriais com a Índia, assumiram o controle da Aksai Chin em 1950. O governo da Índia tentou, mas não conseguiu recuperar esse território em 1962, quando ocorreu um conflito de fronteira entre os dois países. Na segunda e na terceira guerra indo‐paquistanesa (1965 e 1971), a Índia tomou os locais mais populosos e as áreas mais produtivas da Caxemira que eram controladas pelo Paquistão. Os limites territoriais foram definidos em 1972, com a realização do Acordo de Simla, com o aval da ONU, quando foi delimitada a Linha de Controle, em substituição da linha de cessar‐fogo criada em 1948. A Caxemira tem vital importância para a soberania em relação aos recursos hídricos, abrangendo a localização das nascentes dos rios Ganges e Indo, os principais rios da Índia e do Paquistão, respectivamente. O Vale da Caxemira, moldado pelo rio Jhelum, possui aproximadamente 85 quilômetros de comprimento por 40 quilômetros de largura e está localizado a uma altitude de mais de 1500 metros. O vale contém Srinagar, a capital do estado de Jammu e Caxemira, uma cidade de mais de 500.000 habitantes. O estado é separado da área de Jammu por uma cadeia de montanhas chamada Panjal Pir. Jammu é a cidade principal da metade sul do estado. Uma vez que grande parte da Caxemira está localizada nas montanhas do Himalaia, apenas cerca de 20% das terras podem ser cultivadas, mas os agricultores representam 80% da população. A maioria dos solos é bastante seca durante a maior parte do ano, mas a terra no vale dos rios tem sido capaz de produzir uma grande variedade de árvores e flores, com grandes colheitas de arroz, frutas e legumes. Segundo os dados do último recenseamento, a parte paquistanesa da Caxemira conta com uma população de 4,5 milhões, enquanto a Caxemira indiana detém cerca de 12,5 milhões de habitantes. Na porção localizada na Índia, os muçulmanos totalizam 95% da população, distribuídos em 48% na região de Ladakh e quase 40% em Jammu. As etnias hindu e sikh estão concentradas em Jammu, os cristãos estão dispersos por todo o estado e os budistas estão localizados principalmente nas áreas pouco povoadas de Ladakh. Por esta razão, a população muçulmana deseja a integração com o Paquistão, desligando‐se do controle do governo da Índia, muitos paquistaneses gostariam de ver esta área se tornar parte do Paquistão. Desde 1989, a área indiana da Caxemira vem sofrendo atentados terroristas por parte dos militantes muçulmanos e políticas de segurança opressivas do exército indiano. Por vezes, militantes islâmicos paquistaneses têm atravessado a fronteira para lutar contra o controle indiano na região. Estima‐se que cerca de 600.000 soldados indianos operam na região da Caxemira para reprimir as insurgências. O governo do Paquistão afirma que os rebeldes são nativos da Caxemira e que são forçados à rebelião por conta de políticas repressivas da Índia e da corrupção do sistema indiano. A economia instável da Caxemira, com altos níveis de desemprego, contribui para tornar a região ainda mais vulnerável às crises sociais. Os paquistaneses também acusam o exército indiano de recorrer à tortura, estupro e assassinato, no intuito de suprimir o direito do povo da Caxemira para determinar o seu próprio futuro político, como através de um plebiscito. Em resposta, o governo da Índia afirma que o Paquistão é a fonte do problema por ter criado campos de treinamento terroristas no início de 1980 para ajudar os afegãos a resistir a invasão da União Soviética no Afeganistão. Também afirma que ocorre tráfico de armas que saem da Caxemira paquistanesa em direção à da Índia, o que auxiliaria os grupos extremistas que promovem atentados na região. A finalidade desses atos é alarmar os hindus que vivem na Caxemira e tentar radicalizar a população muçulmana para convencê‐los de que a região deveria se tornar parte do Paquistão. O governo da Índia também acusa os chineses de oferecer suporte no treinamento de soldados paquistaneses, pois é muito comum a prática de exercícios de guerra de soldados chineses na fronteira entre os três países. Atualmente, o Paquistão ainda parece determinado a ganhar o controle do estado indiano de Caxemira. O país utiliza como principal argumento a questão de que a maioria da população da Caxemira é muçulmana e que é seu desejo participar do Paquistão, mas são impedidos de fazê‐lo por um governo indiano opressor. A Índia parece igualmente determinada a manter o controle do estado da Caxemira. Após 60 anos de disputa, ambos os lados ainda afirmam que apoiam a ideia de realizar um plebiscito para determinar a vontade do povo da Caxemira. Mas nenhum plebiscito foi realizado durante todo esse período e nem a Índia nem o Paquistão parecem estar dispostos ou capazes de manter tal compromisso para fazer algumas concessões. A ameaça de guerra sempre pareceu iminente, pois ambos os países são altamente militarizados. A Índia realizou cinco testes nucleares subterrâneos no deserto da província do Rajasthan, oeste da Índia, em 11 e 13 de maio de 1998. O Paquistão respondeu com sua própria série de testes nucleares em 28 e 30 de maio desse mesmo ano. Nessa época, os países haviam testado sistemas de mísseis que poderiam carregar bombas nucleares. Os testes foram muito populares na Índia e no Paquistão, e os defensores dos testes sublinharam que os países estavam agindo defensivamente e que tinham receios de segurança legítimos. A Índia possui aviões e mísseis capazes de alcançar todas as grandes cidades do Paquistão, que ainda não possui a mesma capacidade. Os dois países não são signatários do TNP (Tratado de Proliferação Nuclear) em vigor desde 1970. Com o desenvolvimento desses testes, os chefes de Estado de diferentes nações temem que as armas nucleares nas mãos dos líderes dos dois países possam aumentar consideravelmente a possibilidade de uma guerra nuclear. Em resposta a esse receio, os Estados Unidos denunciaram vigorosamente os testes indianos quando ocorreram e exortaram os paquistaneses a não responder. Quando os paquistaneses responderam, os Estados Unidos imediatamente impuseram sanções econômicas a ambos os países, o Japão teve a mesma reação. Após as transformações na geopolítica internacional devido aos atentados de 11 de setembro de 2001, os norte‐americanos flexibilizaram sua política na região, principalmente porque necessitavam do apoio paquistanês no combate à Al Qaeda e na busca pelo líder terrorista Osama bin Laden. Outras nações importantes, como China, França e Rússia, condenaram os testes, mas eles se recusaram a impor sanções. É evidente que o Ocidente não deseja o surgimento de novas potências nucleares, mas analisando sob uma olhar crítico, os testes foram muito mais uma demonstração de força, ou seja, um país capaz de desenvolver armas nucleares e mísseis de longo alcance não pode ser invadido e dominado facilmente. *Crédito da imagem: Asianet‐Pakistan e Shutterstock.com PALESTINOS E JUDEUS m mês após o início da guerra na Faixa de Gaza, israelenses e palestinos vivem período de trégua Israel anunciou a retomada dos ataques aéreos a Gaza, após militantes palestinos terem disparados foguetes contra o território israelense após o final de um período de 72 horas de cessar‐fogo, encerrado na manhã desta sexta‐feira. O Exército israelense classificou os ataques como "inaceitáveis, intoleráveis e míopes". O grupo militante palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, havia rejeitado a extensão do cessar‐fogo, alegando que Israel não atendeu suas demandas. O atual conflito na Faixa de Gaza já dura um mês, sem perspectivas de um acordo de longo prazo que coloque fim à violência que já matou mais de 1.900 pessoas, a maioria civis. As cicatrizes do confronto são visíveis, principalmente na Faixa de Gaza. De acordo com a ONU, cerca de 373 mil crianças irão necessitar de apoio psicossocial. Aproximadamente 485 mil pessoas foram deslocadas para abrigos de emergência ou casas de outras famílias palestinas. Além disso, 1,5 milhão de pessoas que não vivem em abrigos estão sem acesso a água potável. Mas para compreender o conflito israelense‐palestino é preciso olhar além dos números. A BBC responde a dez perguntas básicas para entender por que esse antigo conflito entre israelenses e palestinos é tão complexo e polarizado. 1. Como o conflito começou? O movimento sionista, que procurava criar um Estado para os judeus, ganhou força no início do século 20, incentivado pelo antissemitismo sofrido por judeus na Europa. A região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, considerada sagrada para muçulmanos, judeus e católicos, pertencia ao Império Otomano naquele tempo e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. Mas uma forte imigração judaica, alimentada por aspirações sionistas, começou a gerar resistência entre as comunidades locais. Após a desintegração do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar o território da Palestina. Mas, antes e durante a guerra, os britânicos fizeram várias promessas para os árabes e os judeus que não se cumpririam, entre outras razões, porque eles já tinham dividido o Oriente Médio com a França. Isso provocou um clima de tensão entre árabes e nacionalistas sionistas que acabou em confrontos entre grupos paramilitares judeus e árabes. Após a Segunda Guerra Mundial e depois do Holocausto, aumentou a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território controlado pelos britânicos entre judeus e palestinos. Após a fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, a tensão deixou de ser local para se tornar questão regional. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram o território. Foi a primeira guerra árabe‐israelense, também conhecida pelos judeus como a guerra de independência ou de libertação. Depois da guerra, o território originalmente planejado pela Organização das Nações Unidas para um Estado árabe foi reduzido pela metade. Leia também: 'Chorava escondido para os pacientes não verem', diz médica brasileira em Gaza Para os palestinos, começava ali a nakba, palavra em árabe para "destruição" ou "catástrofe": 750 mil palestinos fugiram para países vizinhos ou foram expulsos pelas tropas israelenses. Mas 1948 não seria o último ano de confronto entre os dois povos. Em 1956, Israel enfrentou o Egito em uma crise motivada pelo Canal de Suez, mas o conflito foi definido fora do campo de batalha, com a confirmação pela ONU da soberania do Egito sobre o canal, após forte pressão internacional sobre Israel, França e Grã‐Bretanha. Em 1967, veio a batalha que mudaria definitivamente o cenário na região ‐ a Guerra dos Seis Dias. Foi uma vitória esmagadora para Israel contra uma coalizão árabe. Após o conflito, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia; e as Colinas de Golã, da Síria. Meio milhão de palestinos fugiram. Israel e seus vizinhos voltaram a se enfrentar em 1973. A Guerra do Yom Kippur colocou Egito e Síria contra Israel numa tentativa dos árabes de recuperar os territórios ocupados em 1967. Em 1979, o Egito se tornou o primeiro país árabe a chegar à paz com Israel, que desocupou a Península do Sinai. A Jordânia chegaria a um acordo de paz em 1994. Leia também: Por que a idade média em Gaza é de 17 anos? 2. Por que Israel foi fundado no Oriente Médio? A religião judaica diz que a área em que Israel foi fundado é a terra prometida por Deus ao primeiro patriarca, Abraão, e seus descendentes. A região foi invadida pelos antigos assírios, babilônios, persas, macedônios e romanos. Roma foi o império que nomeou a região como Palestina e, sete décadas depois de Cristo, expulsou os judeus de suas terras depois de lutar contra os movimentos nacionalistas que buscavam independência. Com o surgimento do Islã, no século 7 d.C., a Palestina foi ocupada pelos árabes e depois conquistada pelas cruzadas europeias. Em 1516, estabeleceu‐se o domínio turco, que durou até a Primeira Guerra Mundial, quando o mandato britânico foi imposto. A Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina disse em seu relatório à Assembleia Geral em 3 de setembro de 1947 que as razões para estabelecer um Estado judeu no Oriente Médio eram baseados em "argumentos com base em fontes bíblicas e históricas", na Declaração de Balfour de 1917 ‐ em que o governo britânico se pôs favorável a um "lar nacional" para os judeus na Palestina ‐ e no mandato britânico na Palestina. Reconheceu‐se a ligação histórica do povo judeu com a Palestina e as bases para a constituição de um Estado judeu na região. Leia também: Israel e Hamas aceitam trégua de longa duração em Gaza Após o Holocausto nazista contra milhões de judeus na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, cresceu a pressão internacional para o reconhecimento de um Estado judeu. Sem conseguir resolver a polarização entre o nacionalismo árabe e o sionismo, o governo britânico levou a questão à ONU. Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral aprovou um plano de partilha da Palestina, que recomendou a criação de um Estado árabe independente e um Estado judeu e um regime especial para Jerusalém. O plano foi aceito pelos israelenses mas não pelos árabes, que o viam como uma perda de seu território. Por isso, nunca foi implementado. Um dia antes do fim do mandato britânico da Palestina, em 14 de maio de 1948, a Agência Judaica para Israel, representante dos judeus durante o mandato, declarou a independência do Estado de Israel. No dia seguinte, Israel solicitou a adesão à ONU, condição que alcançou um ano depois. Hoje, 83% dos membros da ONU reconhecem Israel (160 de 192). Leia também: Por que os EUA e a Europa relutam em criticar Israel? 3. Por que há dois territórios palestinos? Relatório da Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina à Assembleia Geral, em 1947, recomendou que o Estado árabe incluiria a área oeste da região da Galileia, a região montanhosa de Samaria e Judeia com a exclusão da cidade de Jerusalém e a planície costeira de Isdud até a fronteira com o Egito. Mas a divisão do território foi definida pela linha de armistício de 1949, estabelecida após a primeira guerra árabe‐israelense. Os dois territórios palestinos são a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e a Faixa de Gaza. A distância entre eles é de cerca de 45 km de distância. A área é de 5.970 km2 e 365 km2, respectivamente. Originalmente ocupada por Israel, que ainda mantém o controle de sua fronteira, Gaza foi ocupada pelo Exército israelense na guerra de 1967 e foi desocupada apenas em 2005. O país, no entanto, mantém um bloqueio por ar, mar e terra que restringe a circulação de mercadorias, serviços e pessoas. Gaza é atualmente controlada pelo Hamas, o principal grupo islâmico palestino que nunca reconheceu os acordos assinados entre Israel e outras facções palestinas. A Cisjordânia é governada pela Autoridade Nacional Palestina, governo palestino reconhecido internacionalmente, cujo principal grupo, o Fatah, é laico. 4. Israelenses e palestinos nunca se aproximaram da paz? Após a criação do Estado de Israel e o deslocamento de milhares de pessoas que perderam suas casas, o movimento nacionalista palestino começou a se reagrupar na Cisjordânia e em Gaza, controlados pela Jordânia e Egito, respectivamente, e nos campos de refugiados criados em outros países árabes. Pouco antes da guerra de 1967, organizações palestinas como o Fatah, liderado por Yasser Arafat, formaram a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e lançaram operações contra Israel, primeiro a partir da Jordânia e, depois, do Líbano. Os ataques também incluíram alvos israelenses em solo europeu. Em 1987, teve‐se início o primeiro levante palestino contra a ocupação israelense. A violência se arrastou por anos e deixou centenas de mortos. Um dos efeitos da intifada foi a assinatura, entre a OLP e Israel em 1993, dos acordos de paz de Oslo, nos quais a organização palestina renunciou à "violência e ao terrorismo" e reconheceu o "direito" de Israel "de existir em paz e segurança", um reconhecimento que o Hamas nunca aceitou. Após os acordos assinados em Oslo, foi criada a Autoridade Nacional Palestina, que representa os palestinos nos fóruns internacionais. O presidente é eleito por voto direto. Ele, por sua vez, escolhe um primeiro‐ministro e os membros de seu gabinete. Suas autoridades civis e de segurança controlam áreas urbanas (zona A, segundo Oslo). Somente representantes civis ‐ e não militares ‐ governam áreas rurais (área B). Jerusalém Oriental, considerada a capital histórica de palestinos, não está incluída neste acordo e é uma das questões mais polêmicas entre as partes. Mas, em 2000, a violência voltou a se intensificar na região, e teve início a segunda intifada palestina. Desde então, israelenses e palestinos vivem num estado de tensão e conflito permanentes. 5. Quais são os principais pontos de conflito? A demora na criação de um Estado palestino independente, a construção de assentamentos israelenses na Cisjordânia e a barreira construída por Israel ‐ condenada pelo Tribunal Internacional de Haia ‐ complicam o andamento de um processo paz. Mas estes não são os únicos obstáculos, como ficou claro no fracasso das últimas negociações de paz sérias, em Camp David, nos Estados Unidos, em 2000, quando o então presidente Bill Clinton não conseguiu chegar a um acordo entre Arafat e o primeiro‐
ministro de Israel, Ehud Barak. As diferenças que parecem irreconciliáveis são: Jerusalém: Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira (sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos) e afirma que a cidade é sua capital “eterna e indivisivel”, após ocupar Jerusalém Oriental em 1967. A reivindicação não é reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital. Fronteiras: os palestinos exigem que seu futuro Estado seja delimitado pelas fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias, o que incluiria Jerusalém Oriental, o que Israel rejeita. Assentamentos: ilegais sob a lei internacional, construídos pelo governo israelense nos territórios ocupados após a guerra de 1967. Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental há mais de meio milhão de colonos judeus. Refugiados palestinos: os palestinos dizem que os refugiados (10,6 milhões, de acordo com a OLP, dos quais cerca de metade são registrados na ONU) têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. Mas, para Israel, permitir o retorno destruiria sua identidade como um Estado judeu. 6. A Palestina é um país? A ONU reconheceu a Palestina como um "Estado observador não membro" no final de 2012, deixando de ser apenas uma "entidade” observadora. A mudança permitiu aos palestinos participar de debates da Assembleia Geral e melhorar as chances de filiação a agências da ONU e outros organismos. Mas o voto não criou um Estado palestino. Um ano antes, os palestinos tentaram, mas não conseguiram, apoio suficiente no Conselho de Segurança. Quase 70% dos membros da Assembleia Geral da ONU (134 de 192) reconhecem a Palestina como um Estado. 7. Por que os EUA são o principal parceiro de Israel? Quem apoia os palestinos? A existência de um importante e poderoso lobby pró‐Israel nos Estados Unidos e o fato da opinião pública ser frequentemente favorável a Israel faz ser praticamente impossível a um presidente americano retirar apoio a Israel. De acordo com uma pesquisa encomendada pela BBC no ano passado em 22 países, os EUA foram o único país ocidental com opinião favorável a Israel, e o único país na pesquisa com uma maioria de avaliações positivas (51%). Além disso, ambos os países são aliados militares: Israel é um dos maiores receptores de ajuda americana, grande parte destinada a subsídios para a compra de armas. Palestinos não têm apoio aberto de nenhuma potência. Na região, o Egito deixou de apoiar o Hamas, após a deposição pelo Exército do presidente islamita Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana ‐ historicamente associada ao Hamas. Hoje em dia o Catar é o principal país que apoia o Hamas. 8. Por que estão se enfrentando agora? Após o colapso das negociações de paz patrocinadas pelos Estados Unidos e o anúncio, no início de junho, de um governo de união nacional entre as facções palestinas Fatah e Hamas, considerado inaceitável por Israel, iniciou‐se uma nova onda de violência. No dia 12 de junho, três jovens israelenses foram sequestrados na Cisjordânia e, dias depois, encontrados mortos. Israel culpou o Hamas e prendeu centenas de membros do grupo. Israel reconheceu posteriormente que não poderia garantir se os responsáveis teriam sido o Hamas ou um grupo independente. Após as prisões, o Hamas disparou foguetes contra território israelense. Israel lançou ataques aéreos em Gaza. Em 2 de julho, um dia após o funeral dos jovens israelenses, um palestino de 16 anos foi sequestrado em Jerusalém Oriental e assassinado. Três israelenses foram acusados de queimá‐lo vivo e, em Gaza, houve um aumento do disparo de foguetes contra Israel. No dia 8 de julho, o Exército de Israel lançou uma operação contra militantes do Hamas na Faixa de Gaza. 9. Como israelenses e palestinos justificam a violência? A decisão de iniciar uma incursão terrestre em Gaza tem, segundo Israel, um objetivo: desarmar os militantes palestinos e destruir os túneis construídos pelo Hamas e outros grupos a fim de se infiltrar em Israel para realizar ataques. Israel quer o fim do lançamento de foguetes do Hamas contra território israelense. A maioria dos foguetes não tem nenhum impacto, já que o país conta com um sistema antimísseis avançado, o Domo de Ferro. Israel diz ter o direito de defender‐se e acusa o Hamas de usar escudos humanos e realizar ataques a partir de áreas civis em Gaza. O grupo palestino nega. O Hamas diz que lança foguetes contra Israel em legítima defesa, em retaliação à morte de partidários do grupo por Israel e dentro de seu direito de resistir à ocupação e ao bloqueio. 10. O que falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura? Israelenses teriam de aceitar a criação de um Estado soberano para os palestinos, o fim do bloqueio à Faixa de Gaza e o término das restrições à circulação de pessoas e mercadorias nas três áreas que formariam o Estado palestino: Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza. Grupos palestinos deveriam renunciar à violência e reconhecer o Estado de Israel. Além disso, eles teriam que chegar a acordos razoáveis sobre fronteiras, assentamentos e o retorno de refugiados. No entanto, desde 1948, ano da criação do Estado de Israel, muitas coisas mudaram, especialmente a configuração dos territórios disputados após as guerras entre árabes e israelenses. Para Israel, estes são fatos consumados, mas os palestinos insistem que as fronteiras a serem negociadas devem ser aquelas existentes antes da guerra de 1967. Além disso, enquanto no campo militar as coisas estão cada vez mais incontroláveis na Faixa de Gaza, há uma espécie de guerra silenciosa na Cisjordânia, com a construção de assentamentos israelenses, o que reduz, de fato, o território palestino nestas áreas. Mas talvez a questão mais complicada pelo seu simbolismo seja Jerusalém, a capital tanto para palestinos e israelenses. Tanto a Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, quanto o grupo Hamas, em Gaza, reinvindicam a parte oriental como a capital de um futuro Estado palestino, apesar de Israel tê‐la ocupado em 1967. Um pacto definitivo nunca será possível sem resolver este ponto. EXERCÍCIO DE REVISÃO 1‐ (Uerj 2014) A Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) conta hoje com a adesão da maioria dos estados‐nacionais. O conteúdo desse documento, no entanto, permanece como um ideal a ser alcançado. Observe o que está disposto em seu artigo XV: 1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade. Desde a década de 1960, em virtude de conflitos, o direito expresso nesse artigo vem sendo sonegado à maior parte da população pertencente ao seguinte povo e respectivo recorte espacial: a) árabe – regiões ocupadas pela Índia b) esloveno – distritos anexados pela Sérvia c) palestino – territórios controlados por Israel d) afegão – províncias dominadas pelo Paquistão 2‐ (UEPA/2015) UM MOMENTO DE DESORDEM MUNDIAL “Neste começo de século, assistimos a uma reformulação de fronteiras e influências político‐econômicas no mundo. Essa nova forma de organização mundial, baseada na existência de redes, fluxos e conexões, exige mudanças no método [...] de agrupar e separar territórios. [...] Essa nova era é marcada pelo advento da globalização e da internet, que permitiu maior integração internacional e criou um novo espaço [...], o “território‐mundo”, composto de uma sociedade mundial que compartilha os mesmos valores. A integração cada vez maior dos Estados e a soberania de um país através de um grupo [...] são demonstradas pela força dos blocos econômicos, que estabelecem uma concorrência acirrada entre si para manter a influência sobre seus parceiros comerciais. [...] Identifica‐se um novo movimento de regionalização do espaço contemporâneo a partir de redes integradas ilegais de poder, como o tráfico de drogas e o terrorismo globalizado [...] e a reconfiguração dos territórios devido a mudanças nas relações de poder e ao hibridismo cultural”. (Adaptado de Ciência Hoje On‐line. In: http://cienciahoje.uol.com.br/resenhas/um‐
momento‐de‐desordem‐mundial. Acesso em: 23/08/14.) O trecho: "neste começo de século, assistimos a uma reformulação de fronteiras e influências políticoeconômicas no mundo", nos remete a pensar os conflitos e contradições no Oriente Médio. Sobre o assunto, assinale a alternativa que explica essa situação conflituosa. a) A criação do Estado de Israel, numa região onde as reservas de petróleo estão praticamente esgotadas, explica o conflito entre árabes e libaneses. b) Os grandes lucros provenientes do petróleo beneficiam a sociedade como um todo nos países árabes, justificam o conflito entre árabes e israelenses. c) A disputa de terras favoráveis ao cultivo, como as encontradas na planície da Mesopotâmia, na área desértica da Síria e da Cisjordânia justifica o conflito entre esses países. d) O emaranhado de culturas, religiões e interesses estrangeiros pelo controle das reservas petrolíferas, explicam os conflitos por disputas territoriais entre árabes e israelenses. e) A criação do Estado Palestino desencadeou o conflito entre árabes e israelenses, devido a concentração de gás natural nessa região, riqueza essa que era controlada por Israel. 3‐ (IFGO/2015/) Analise a figura a seguir. Disponível em: <http://www.polyp.org.uk/>. Acesso em 28 Mai. 2015. O texto contido no interior da figura faz referência à maneira de denominação dos países hoje conhecidos como “subdesenvolvidos”. “Não existem países pobres. Existem países saqueados, explorados, escravizados, porém, não pobres”. A figura e o texto discutem o modo de relacionamento entre os países ao longo da história da sociedade capitalista. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta o fenômeno que esteve na origem deste relacionamento entre os países. a) Globalização b) Revolução industrial c) Revolução francesa d) Imperialismo e) Colonialismo 4‐(IFGO/2015/) “O mundo pós‐guerra distingue‐se radicalmente de todos os períodos anteriores por dois traços que lhe são peculiares. O sistema internacional de Estados tornou‐se um sistema universal no sentido estrito e preciso da expressão. Esse sistema universal funda sua lógica na bipolaridade de poder planetário que atravessa e contamina toda a política interestatal” MAGNOLI, D. Da Guerra Fria à Detente. São Paulo: Papirus, 1988, p.37. Este sistema universal de relações mundiais entre os Estados caracterizou a geopolítica mundial do fim da Segunda Guerra Mundial até início da década de 1990. A essa bipolaridade dá‐se o nome de Guerra Fria, que se caracterizou por uma disputa política, ideológica e bélica entre a) países ricos e países pobres. b) Estados Unidos e Iraque. c) países Aliados e países do Eixo. d) Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. e) países orientais e países ocidentais. 5‐(IFGO/2015/) QUINO, J. L. Toda Mafalda. São Paulo: Martins fontes, 2003. p. 32. [Adaptado] Assinale a situação geopolítica mundial a que a charge se refere. a) Primeira Guerra Mundial b) Guerra Fria c) Queda do Muro de Berlim d) Segunda Guerra Mundial e) Fim da União Soviética 6‐(UFT/2015) Sobre a globalização e a migração internacional é CORRETO afirmar. a) A reestruturação produtiva, também conhecida como produção flexível, trouxe aos países pobres oportunidades de inserção na economia mundial e espaço nas decisões econômicas. b) O processo de globalização tende a beneficiar a maior circulação de produtos do que a de pessoas uma vez que as fronteiras se tornaram flexíveis para os produtos, mas não para a população. c) A contemporaneidade é marcada pela cooperação entre as nações e a planificação da integração mundial com a abertura das fronteiras entre os países e a melhoria das condições de vida da população. d) A globalização é sinônimo de inclusão para os grupos sociais que, não conseguindo inserir‐se no mercado de trabalho de seus países de origem, buscam oportunidades nos centros hegemônicos. e) O capitalismo no século XXI é caracterizado pela expansão mundial e a busca pela globalização de produtos, serviços e população. O trânsito de pessoas entre os países já é realidade na sociedade global. 7‐(FAMECA SP/2014) A nova ordem mundial, conjunto de características econômicas, políticas e sociais, consolidou‐se com o fim da Guerra Fria. Sobre essa nova configuração, é correto afirmar que a) a organização de fóruns de debates internacionais passou a se constituir elemento chave para o novo cenário, resgatando o respeito pelos líderes mundiais. b) as superpotências passaram a ser definidas pela elevada produtividade baseada no domínio técnico, científico e militar, conferindo maior competitividade. c) as lideranças se construíram de modo natural e as novas potências assumiram seu papel de orientação, criando um cenário positivo para debates democráticos. d) a capacidade militar se manteve preponderante nas definições das áreas de influência dos países, elegendo novos líderes mundiais. e) os grandes países de influência global foram escolhidos a partir de instâncias políticas capitaneadas por órgãos internacionais, avaliando suas potencialidades. 8‐ (Unicastelo SP/2014) Analise o mapa. (www.geografiaparatodos.com.br. Adaptado.) Sobre esse conjunto de países, é correto afirmar que: a) é uma região de intensos conflitos religiosos, como o que opõe o governo cristão do Paquistão aos muçulmanos do Afeganistão. b) concentra algumas das maiores áreas protegidas de florestas tropicais do mundo, especialmente no norte da Índia, Nepal e Butão. c) apresenta algumas das maiores concentrações populacionais do mundo, especialmente na Índia e em Bangladesh. d) é o berço dos Tigres Asiáticos, inicialmente representados pela Índia e Paquistão, mas que engloba atualmente países emergentes como a China. e) com exceção da China, a religião muçulmana é predominante em todos os países, com destaque para o conflito entre xiitas indianos e sunitas paquistaneses. 9‐(UFU MG/2014/) Genocídio que deixou 800 mil mortos em Ruanda completa 20 anos Ruanda inicia nesta segunda‐feira (7 de abril) as cerimônias em memória do 20º aniversário do genocídio de 1994, que, em apenas cem dias, deixou 800 mil mortos. Disponível em: <http://noticias.r7.com/internacional/genocidio‐que‐deixou‐800‐mil‐
mortosem‐ ruanda‐completa‐20‐anos‐07042014> Acesso em: abril de 2014. O texto acima expõe o que foi considerado o maior genocídio do planeta desde a II Guerra Mundial. Esse genocídio esteve relacionado a um conflito a) territorial, gerado pela necessidade de ampliação das fronteiras e acesso à água. b) religioso, provocado pela expansão conflituosa do Islamismo no continente africano. c) étnico racial, motivado por questões econômicas e políticas. d) ideológico, desencadeado por milícias armadas que tentavam derrubar um governo eleito por meio de eleições fraudulentas. 10‐ (UFRR/2015) Observe o mapa: Fonte: www.luventicus.orgAcessado em 07/09/2014 A região indicada com a seta representa a Caxemira, que ocupa um extenso vale fértil habitada, principalmente, por população muçulmana. Desde 1947, quando esses dois países conquistaram a independência da Inglaterra, já ocorreram duas guerras envolvendo a disputa por essa região. Os países que brigam pela dominação da Caxemira são: a) China e Japão; b) Irã e Afeganistão; c) Índia e Paquistão; d) Tailândia e Indonésia; e) Rússia e Sri Lanka. 11-(Uece 2015) A relação entre os processos políticos e sua consequente
espacialização determinam muitas vezes as relações internacionais e
intranacionais. Os principais conflitos geopolíticos que ocorrem no mundo
expressam, quase sempre, as disputas por territórios, como é o caso das minorias
etnorreligiosas que vivem no Paquistão e estão em conflitos constantes com a
a) China. b) Indonésia. c) Índia. d) Síria. 12‐ (Upf 2014) Observe a tira a seguir. Supondo que a “dor na Ásia”, como informou a personagem Mafalda, seja causada por conflitos de ordem diversa que marcaram os povos do continente asiático, analise as afirmativas a seguir e marque a alternativa que apresenta informações corretas sobre ocorrências recentes desse continente. a) Invasão do Kuwait pelo Iraque com o objetivo de controlar a produção de petróleo, o que promoveu a projeção militar, política e econômica do país invasor. b) Disputa entre o Paquistão, com maioria muçulmana, e a Índia, com maioria hindu, pela área fronteiriça da Caxemira, que, por sua vez, busca sua independência ou anexação ao Paquistão. c) Ocorrência de um suposto ataque de armas químicas na Síria, país localizado às margens do Golfo Pérsico, o que desencadeou um conflito entre rebeldes e governo, o qual estava aliado a importantes potências, como a Rússia e os Estados Unidos. d) Divisão da Coreia em Coreia do Norte, aliada aos Estados Unidos, e Coreia do Sul, aliada à União Soviética, como resultado da bipolaridade da Guerra Fria. e) Construção de um muro de segurança, por iniciativa da Autoridade Palestina, entre Israel e a Faixa de Gaza, com finalidade de isolar as comunidades judaicas e palestinas. 13‐ (Uerj 2014) A Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) conta hoje com a adesão da maioria dos estados‐nacionais. O conteúdo desse documento, no entanto, permanece como um ideal a ser alcançado. Observe o que está disposto em seu artigo XV: 1. Toda pessoa tem direito a uma nacionalidade. 2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade. portal.mj.gov.br Desde a década de 1960, em virtude de conflitos, o direito expresso nesse artigo vem sendo sonegado à maior parte da população pertencente ao seguinte povo e respectivo recorte espacial: a) árabe – regiões ocupadas pela Índia b) esloveno – distritos anexados pela Sérvia c) afegão – províncias dominadas pelo Paquistão d) palestino – territórios controlados por Israel 14‐ (Unifesp 2009) Observe o mapa. Conflitos políticos, de matriz religiosa, geram contestações fronteiriças entre os países I e II, que são, respectivamente: a) Paquistão e Índia. b) China e Índia. c) Afeganistão e Paquistão. d) Bangladesh e China. e) Bangladesh e Afeganistão. 15‐ O problema da Guerra Fria era que o mundo vivia constantemente sob a ameaça de uma catástrofe fatal, um conflito nuclear mundial. Enquanto a Guerra Fria durou, e foi um longo período, a probabilidade de tal catástrofe era bastante elevada por este ou aquele motivo, talvez mesmo por acidente. O historiador Eric Hobsbawm refere‐se à situação política que emergiu da Segunda Guerra Mundial e que pode ser caracterizada como a) Uma disputa pelo predomínio internacional entre duas grandes potências líderes, que contavam com o apoio de blocos de países aliados. b) Uma união de nações economicamente desenvolvidas, cuja finalidade era explorar os países subdesenvolvidos do terceiro mundo. c) Um domínio de uma potência portadora de armas de destruição em escala internacional, que impunha seus princípios políticos ao mundo. d) Um conflito armado direto entre potências industrializadas, que procuravam dominar os mercados econômicos mundiais. e) Uma série de acordos econômicos, políticos e militares entre um grupo restrito de países, que dividiam o globo em áreas de influência. 16‐ Acabaram a União Soviética e a Guerra Fria e todos suspiramos aliviados. Mas em vez de espíritos desarmados proliferaram novos fantasmas nucleares. O mundo não é governada apenas por um país e sim por vários, a atual ordem que o mundo enfrenta, chamamos de: a) Mundo multipolar. b) Corrida espacial. c) Corrida armamentista. d) Mundo bipolar. e) Conquista do espaço. GABARITO: 1‐ C 2‐ D 3‐ E 4‐ D 5‐ B 6‐ B 7‐ B 8‐ C 9‐ C 10‐ C 11‐ C 12‐ B 13‐ D 14‐ A 15‐ A 16‐ A 

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