Eletrosul Agora nº 129

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Eletrosul Agora nº 129
Maio 2014 | Ano XX | Nº129
Um jornal para novos tempos
Complexo Eólico
Campos Neutrais
Investimentos somam R$ 3,5 bilhões
Págs. 6 e 7
Págs. 6 e 7
ENGENHARIA
INCLUSÃO
SUSTENTABILIDADE
CULTURA
Desafio das
obras de
infraestrutura
RS terá
cinco novos
telecentros
Cresce
mercado de
renováveis
Teatro ocupa
ruas de
Porto Alegre
Pág. 3
Pág. 8
Pág. 11
Pág. 9
2 editorial
EXPEDIENTE
Crescer investindo
Com investimentos de R$ 3,5 bilhões, a
Eletrosul, em conjunto com empresas
parceiras, está erguendo no Rio Grande
do Sul o maior complexo eólico da América Latina e construindo o sistema de
transmissão que irá escoar essa energia
para abastecer cerca de 3,3 milhões de
habitantes. São obras grandiosas que
envolvem muitos desafios para a enge-
nharia e números que impressionam.
A presente edição destaca, na matéria
principal, os empreendimentos no extremo Sul, que colocam a empresa na
liderança dos investimentos eólicos e
mostra também um pouco das dificuldades das obras de infraestrutura energética, que são superadas com capacidade técnica e criatividade. Boa leitura!
Diretoria Executiva
Diretor-Presidente
Eurides Luiz Mescolotto
Diretor de Engenharia e Operação
Ronaldo dos Santos Custódio
Diretor Financeiro
Antonio Waldir Vittori
Diretor Administrativo
Paulo Afonso Evangelista Vieira
Conselho Editorial
Cleiton Luis Rezende Cabral
Laércio Faria
Luiz Ricardo Machado
Ronaldo Bauer Lessa
Rubem Abrahão Gonçalves Filho
Gerente ACS
Sandra da Silva Peres
[email protected]
Coordenação
Jonatas Andrade
[email protected]
Edição
Andréa Lombardo
[email protected]
Jonatas Andrade
[email protected]
Textos
Anahi Gurgel
Andréa Lombardo
Cleusa Frese
Gilberto Del Pozzo
Doze anos após o lançamento
do primeiro Atlas Eólico do Rio
Grande do Sul, a Eletrosul, em
conjunto com o Governo do
Estado, deu início à atualização
do mapeamento. As medições
serão mais detalhadas e irão
aferir, também, o regime dos
ventos que sopram sobre o
oceano – offshore – a uma
altura de até 100 metros.
Edição de Fotografia
Hermínio Nunes
Fotos
Elaborado entre 2000
e 2002, o primeiro
Atlas Eólico gaúcho
foi coordenado pelo
engenheiro Ronaldo
Custódio, atual Diretor
de Engenharia e
Operação da Eletrosul.
Com informações
coletadas a 50 metros
de altura, na época os
estudos apontaram um
potencial de 15.840
megawatts (MW),
resultado que serviu de
base para a expansão
do aproveitamento
eólico no Estado.
Anselmo Cunha
Arquivo DDOM/DGI
Arquivo CHTP
Arquivo Construtora Integração
Arquivo Costa Oeste Transmissora
Arquivo Eólicas do Sul
Arquivo ESBR
Arquivo Marumbi Transmissora
Arquivo TSBE
Arquivo TSLE
Cauê Mendonça
Divulgação Prefeitura de Porto Alegre
Eduardo Granda
Hermínio Nunes
Joel Vargas
Luciano Lanes
Nelio Catharina Pinto
Roberto Samper
Projeto Gráfico
Agenciamob
Conteúdo e Projeto Editorial
Giusti Comunicação Integrada
Tiragem
6.000 exemplares
Periódico editado pela ACS – Assessoria
de Comunicação Social e Marketing
Rua Dep. Antônio Edu Vieira, 999, Pantanal
Florianópolis/SC
CEP 88040901
Fone (48) 3231.7269 / 3231.7075
www.eletrosul.gov.br
DESTAQUE 3
Eletrosul agora - Maio 2014
OBRAS NO TAIM
Desafios da
engenharia
Por trás de grandes obras de infraestrutura,
há desafios que a engenharia busca superar
com soluções que muitas vezes envolvem,
além da técnica, uma boa dose de criatividade e ousadia. Um exemplo claro disso são as
obras do linhão de quase 500 quilômetros,
que irá escoar a energia do Complexo Eólico
Campos Neutrais, no extremo Sul do País, e
integrar a região ao sistema elétrico nacional.
Aproximadamente 15 quilômetros do trecho
Sul da linha de transmissão – que vai da Subestação Povo Novo (RS) à Subestação Santa
Vitória do Palmar (RS), em uma extensão total de 200 quilômetros – passam pela Estação
Ecológica do Taim. Dez quilômetros estão
dentro da Lagoa Mirim, condição que exigiu
alternativas construtivas até então inéditas
em obras da Eletrosul.
Uma das exigências do órgão ambiental
para a obra dentro da reserva foi que o traçado seguisse em paralelo a uma linha de 138
kV já existente, pertencente à CEEE Distribuição. Por essa razão, foi necessário projetar a
rede na parte alagada. No entanto, quando
o traçado foi definido, apenas seis torres ficavam dentro d’água. Quando a obra começou
de fato, esse número subiu para dezoito, em
função das peculiaridades da hidrologia da
região. Como a Lagoa Mirim sofre forte influência do mar, da pressão atmosférica e dos
ventos, as variações no nível e extensão da
lâmina d’água são constantes.
“Essas torres que estão dentro da Estação
Ecológica do Taim são de circuito duplo, isto é,
mais reforçadas e ficarão com os cabos para-raios e condutores lançados, prontos, antecipando a passagem de um segundo circuito
e evitando, dessa forma, outra intervenção
ambiental nessa área tão adversa”, explicou o
engenheiro Eduardo Cabane, da Transmissora Sul Brasileira de Energia (TSLE) – empresa
constituída pela Eletrosul (51%) e Companhia Estadual de Geração e Transmissão de
Energia Elétrica - CEEE-GT (49%), responsável
pela obra.
Desafios
As condições ambientais adversas impuseram uma série de adaptações para a instalação das torres. As principais dificuldades para
fazer as fundações têm sido a profundidade da
lagoa – 60 centímetros em média – e o tipo de
solo, que é bastante arenoso. “Não há calado suficiente para as balsas que carregam os materiais, o concreto, e são usadas como bases de trabalho”, relatou o engenheiro. O jeito foi apelar
Condições ambientais
adversas exigem soluções
técnicas inéditas no sistema de
transmissão da Eletrosul
para a criatividade. Uma escavadeira hidráulica
em cada balsa faz a movimentação e abertura
de calado onde é necessário. Para garantir sustentação adequada, as fundações foram projetadas com estacas tubulares de 60 centímetros
de diâmetro, que são cravadas com bate estacas,
atingindo profundidades de 12 a 38 metros. Em
cada um dos quatro pés da torre são instaladas
pelo menos cinco estacas que, depois de cravadas, são preenchidas com concreto e “coroadas”
por blocos do mesmo material. O volume de
concreto usado nas fundações de cada torre varia de 80 m³ até 180 m³.
A concretagem foi outro desafio. Para as torres mais próximas à margem, foi usado um
caminhão-bomba de concreto com tubulação
modulada instalada a partir da margem até as
fundações mais próximas. Para as mais afastadas da margem, a saída foi transportar, em uma
balsa maior, dois pequenos caminhões betoneiras com capacidade de 4 m³ de concreto cada.
Segundo Cabane, considerando as dificuldades encontradas, as obras estão caminhando
em bom ritmo, com o trabalho em série e um
contingente maior de trabalhadores envolvidos. A conclusão da implantação da linha de
transmissão em toda sua extensão está prevista para o segundo semestre deste ano.
4 canteiro de obras
MAIO de 2014
lt sul LITORÂNEA
525
kV
RS
Extensão:
468 km
N
Subestação Marmeleiro: vista da entrada da linha de transmissão vinda da Subestação Santa Vitória do Palmar.
LT SUL BRASILEIRA
Com 100% dos equipamentos dos pátios de
230 kV e 69 kV montados, está sendo iniciado
o comissionamento na
SE Camaquã 3.
AMPLIAÇÃO DO COMPLEXO EÓLICO CERRO CHATO
525
230
78
MW
kV
kV
781 km de extensão:
RS
N
494 km em 525kV
287 km em 230 kV
Segue a montagem mecânica dos aerogeradores. Na foto, as três
primeiras unidades montadas da Usina Cerro Chato VI.
RS
N
Capacidade de
atendimento:
447.000
habitantes
uhe teles pires
se curitiba leste
1.820
MW
Canaleta de passagem
de cabos da casa de
comando para equipamentos.
PA
MT
Capacidade de
atendimento:
6.500.000
habitantes
N
Curitiba
672
MVA
+LT
525 kV
Extensão: 29,4km
N
Capacidade de
atendimento:
900.000 habitantes
Vista de montante da montagem
da
cobertura
metálica e fechamento lateral da
casa de força.
canteiro de obras 5
Eletrosul agora - Maio 2014
canteiro de obras
megawatt solar
Obras nos estacionamentos
da Eletrosul em fase final
para início da operação
em teste já autorizada pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
PARQUE EÓLICO GERIBATU
1
258
MW
MW
Capacidade de
atendimento:
540 residências
SC
N
LINHÃO DO MADEIRA - CIRCUITO 2
Pórticos de entrada e saída, e barras de proteção sendo montadas no pátio da Subestação Geribatu. À direita, a casa de comando em construção.
Capacidade de
atendimento:
1.600.000
habitantes
RS
N
INTERLIGAÇÃO BRASIL – URUGUAI
600
kV
N
Maior LT de 600
kV do mundo,
com 2.412 Km de
extensão
Obras de barramento aéreo da
SE Candiota.
Torre número
2142/2, tipo
estaiada, sendo
montada
com guindaste
e localizada no
município de
Itarumã (GO).
525
230
kV
kV
60 km em 525 kV
3 km em 230 kV
SE Candiota:
525/230 kV
672 MVA
UHE JIRAU
PARQUE EÓLICO CHUÍ
144
MW
Chuí
Obras de drenagem no
acesso principal Norte.
Capacidade de
atendimento:
900.000
habitantes
RS
N
SISTEMA DE TRANSMISSÃO COSTA OESTE
À jusante da casa de força da margem direita, estão sendo executadas obras civis em 14 unidades geradoras.
Das outras 14 turbinas que compõem essa estrutura,
três já estão em operação comercial, uma em comissionamento e dez em montagem eletromecânica. Até meados de maio, a usina tinha oito unidades geradoras em
operação comercial, totalizando 600 MW.
3.750
SE Umuarama
MW
RO
N
Capacidade de
atendimento:
34.100.000
habitantes
300
(230 kV)
Cabos já lançados no município de Iracema do Oeste
(PR), entre a SE Umuarama
e SE Cascavel Norte.
LT Cascavel Oeste Umuarama (230 kV)
MVA
SE Cascavel
Oeste (230 kV)
+LT
230 kV
Extensão: 142 km
N
Capacidade de
atendimento:
400.000 habitantes
6 ESPECIAL
campos neutrais
Maior complexo eólico
Empreendimento
receberá R$ 3,5 bilhões
em investimentos
O Rio Grande do Sul, que tem despontado no cenário nacional como um dos
estados que mais contribuem com o
crescimento da energia eólica na matriz elétrica brasileira, será também o
detentor do maior empreendimento
da América Latina no segmento. O lançamento do Complexo Eólico Campos
Neutrais pela Diretoria da Eletrosul
aconteceu no início de maio em Santa
Vitória do Palmar que, junto do município vizinho de Chuí, abrigará os parques
eólicos. Serão investidos 2,7 bilhões
em geração e mais R$ 800 milhões no
sistema de transmissão. Diante da importância desses investimentos para o
Estado, o governador Tarso Genro esteve presente na cerimônia, assim como
várias outras autoridades e moradores
da região.
O Complexo Eólico Campos Neutrais
reúne três grandes parques: Geribatu,
Chuí e Hermenegildo – que somam
583 megawatts (MW) de capacidade
instalada, o suficiente para atender ao
consumo de 3,3 milhões de habitantes. “Com esse gigantesco complexo, a
Eletrosul consolida sua presença como
maior empreendedora em energia eólica no Sul do País”, afirmou o presidente da estatal, Eurides Mescolotto.
Quase metade da potência instalada
de geração eólica no Rio Grande do Sul,
contratada nos leilões desde 2009, é de
empreendimentos da Eletrosul e parceiros, que somam aproximadamente
800 MW.
O Parque Eólico Geribatu, com 258
MW divididos em dez usinas, está em
implantação. No Parque Eólico Chuí,
que terá 144 MW de potência instalada
em seis usinas, as obras estão em fase
inicial (a ordem de serviço foi assinada
na mesma solenidade). Para a mobilização do canteiro de obras do Parque Eólico Hermenegildo, que terá 13 usinas
com 181 MW de capacidade, a expectativa é que a licença de instalação seja
emitida ainda neste semestre.
Parque Eólico Geribatu
Capacidade Instalada: 258 MW
Capacidade de Atendimento:
Área: 4,7 mil hectares
Investimento: R$ 1 bilhão
Empregos: 1,7 mil diretos e ind
Empreendedores: Eletrosul e R
Parque Eólico Hermen
Capacidade Instalada: 181 MW
Capacidade de Atendimento:
Área: 2,5 mil hectares
Investimento: R$ 900 milhões
Empregos: 1,6 mil diretos e ind
Empreendedores: Eletrosul e R
Parque Eólico Chuí
Capacidade Instalada: 144 MW
Capacidade de Atendimento:
Área: 3,2 mil hectares
Investimento: R$ 800 milhões
Empregos: 1,5 mil diretos e ind
Empreendedores: Eletrosul e
Rio Bravo Energia I - FIP
especial 7
Eletrosul agora - Maio 2014
o da América Latina
u
W – 129 aerogeradores
1,5 milhão de habitantes
diretos
Rio Bravo Energia I - FIP
negildo
W – 101 aerogeradores
1 milhão de habitantes
diretos
Renobrax
W – 72 aerogeradores
800 mil habitantes
diretos
Valorizando a região
A denominação do complexo eólico remete ao período da colonização. A área
compreendida entre os banhados do Taim
e o Arroio do Chuí, onde foram posteriormente instalados os municípios de Santa
Vitória do Palmar e Chuí, foi palco de várias disputas entre tropas portuguesas e
espanholas. Para evitar mais conflitos, com
a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso,
em 1777, a região ficou sendo um território
neutro e, portanto, conhecida como Campos Neutrais. “Temos procurado valorizar a
cultura e história das regiões ao nominar
nossos empreendimentos. Por isso, a escolha por Campos Neutrais. É dessa forma
que as populações de Santa Vitória do Palmar e Chuí, e muitos outros gaúchos, como
eu, conhecem a região”, lembrou o diretor
de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio.
Para o executivo, a geração de energia
eólica é perfeitamente compatível com
o perfil econômico dos municípios, uma
vez que não interfere na atividade predominante na região, que é o cultivo agrícola, principalmente, de arroz. “Empreendimentos como os que estamos trazendo
para a região acabam impactando de
forma muito positiva na economia dos
municípios, pois geram empregos, movimentam o comércio local e reforçam a
renda dos proprietários das terras onde
os aerogeradores são instalados”, acrescentou Custódio.
Outro efeito da implantação de parques
eólicos em Santa Vitória do Palmar e Chuí
é a movimentação do turismo. Os aerogeradores, que chegam à altura de um prédio de aproximadamente 25 andares, têm
atraído centenas de visitantes, tanto brasileiros como uruguaios. Fomentando o turismo regional, a Eletrosul implantou um
Centro de Visitantes que, de fevereiro até
agora, recebeu mais de 1,6 mil pessoas.
8 GEral
Implantação das unidades
é resultado de parceria
entre Eletrosul e Procergs
INCLUSÃO DIGITAL
Novos telecentros no RS
O planejamento para instalação de cinco novos telecentros para uso gratuito, no Rio Grande do Sul, foi apresentado pela Eletrosul e Companhia de Processamento de Dados do Estado
(Procergs), durante audiências públicas realizadas, em maio, em Santa Rosa e Santo Ângelo.
A implantação das unidades, que deve ocorrer
ainda este ano, é resultado da parceria entre as
duas instituições para compartilhamento de
infraestrutura de telecomunicação, que tem
permitido ampliar a oferta de internet de banda larga no Sul do País.
As unidades serão instaladas nos municípios
de Santa Rosa, Santo Ângelo, Ijuí, São Luiz Gonzaga e São Borja. Utilizando o sistema de comunicação óptica de alta capacidade da Eletrosul,
que tem 80 gigabits por segundo (Gbps), cada
unidade deverá ser atendida com links de até
150 megabits por segundo (Mbps) fornecidos
pela Eletrosul. Dois pré-contratos de fornecimento de internet já foram assinados com provedores locais, totalizando 1 gigabit.
A Procergs ficará responsável por toda a
infraestrutura física, de computadores e controle de acesso, utilizando links de comunicações da Eletrosul nessas regiões para ofe-
recer, com qualidade e menor custo, internet
de banda larga a órgãos públicos e a pequenos provedores locais.
A parceria entre Eletrosul e Procergs viabilizou o primeiro Telecentro Binacional da América Latina, inaugurado em junho de 2013, em
Sant’Ana do Livramento (RS), divisa com Rivera,
no Uruguai. O espaço dispõe de 20 computadores conectados à internet de alta velocidade (300 Mbps), com configuração especial nos
dois idiomas e para acesso por portadores de
deficiência visual. Por mês, cerca de 20 mil usuários passam pelo telecentro.
Energia do lixo: em busca de parceiros
Está em andamento o processo de seleção de empresas que se cadastraram para
participar dos estudos de aproveitamento
energético de resíduos sólidos urbanos coordenados pela Eletrosul, que tem como
fim a implantação de uma Pequena Central Termelétrica, de 1 megawatt (MW) de
capacidade instalada, em Seberi, no Rio
Grande do Sul. O projeto conceitual já foi
elaborado, em parceria com a Fundação de
Ciência e Tecnologia (Cientec), e a Univer-
sidade Federal do Paraná (UFPR), por meio
do Laboratório de Análises de Combustíveis Automotivos (LACAUTets).
A Eletrosul abriu a possibilidade de inserção da indústria nesses estudos para
o desenvolvimento de uma solução nacional em termos de equipamento para o
tratamento térmico de resíduos. A planta deverá usar o processo de gaseificação, desenvolvido pela UFPR/LACAUTets.
Esse método evita a formação de gases
tóxicos e poluentes, e permite melhor
aproveitamento térmico para geração de
energia elétrica.
A região de Seberi foi escolhida por dispor de uma estrutura de reciclagem bastante consolidada. Cinquenta e dois municípios formaram três consórcios para
a gestão dos resíduos sólidos urbanos. Os
rejeitos provenientes do processamento
realizado pelos consórcios abastecerão a
Pequena Central Termelétrica.
CULTURA 9
Eletrosul agora - Maio 2014
INCENTIVO AO TEATRO
A arte nas ruas
de Porto Alegre
A arte dos palcos tomou conta das ruas,
parques e praças de Porto Alegre. A capital gaúcha sediou, entre os dias 20 e 27 de
abril, o 6º Festival Internacional de Teatro
de Rua, considerado um dos maiores do
gênero no País, que este ano teve apoio
da Eletrosul. Contemplado com patrocínio no edital do Programa Cultural das
Empresas Eletrobras 2014, o evento tem o
intuito de aproximar o público das artes
cênicas, oferecendo espetáculos gratuitos
e atividades de formação em espaços não
convencionais. No total, 24 companhias
nacionais e internacionais apresentaram
61 performances interativas em 28 bairros da cidade.
Entre as atrações do festival, que contou
com 27 espetáculos, estava o grupo francês
Generik Vampeur, com a peça Bivoac – uma
procissão de atores pintados de azul juntamente com um trio elétrico – e também
Roger Bernat, da Espanha, com a montagem A Sagração da Primavera, que convida
a plateia a assistir à peça com fones de ouvido em três canais de som, onde diferen-
No Festival Internacional de Teatro
de Rua, 61 performances são
levadas a 28 bairros da Capital
tes vozes se misturam. Companhias do Rio
de Janeiro, Goiânia, Brasília, Itajaí, Porto
Alegre, Caxias do Sul e Canoas marcaram
presença. Além da programação teatral, o
festival ofereceu oficinas formativas, uma
rodada de negócios e um seminário. Foram
300 inscrições de 22 estados e 11 países.
Nas seis edições do evento, foram realizadas 180 apresentações por 68 grupos de
artes cênicas de rua. O festival é uma realização do Centro de Pesquisa Teatral do Ator
e da Associação Rede do Circo das Artes, do
Rio Grande do Sul, com financiamento da
Lei de Incentivo à Cultura.
10 ESPORTE
JOGOS DO SESI 2014
Destaque nas ondas
Representando a Eletrosul,
empregado conquista 4º
lugar em campeonato de surf
O administrador Daniel Flores Caldas é o empregado da Eletrosul que obteve a melhor colocação nas etapas
local e estadual do Sesi Surf 2014,
realizado no final de abril, na Praia do
Santinho, em Florianópolis. Ao vencer três
baterias, o surfista acumulou 656 pontos pela
Federação Catarinense de Surf, conquistando o
quarto lugar na regional. A disputa contou com
44 participantes, representando 16 empresas
de nove municípios.
“O resultado me surpreendeu porque o nível dos competidores estava muito elevado.
Foi uma injeção de ânimo para eu me
preparar para outros desafios, especialmente pelo excelente suporte que a Eletrosul oferece aos
atletas. Espero que nos próximos campeonatos cada
vez mais empregados
surfistas participem”,
afirmou Caldas, destacando o apoio lo-
gístico dado pelo Departamento de Gestão de
Pessoas e pela Associação dos Empregados da
Eletrosul (Elase).
Daniel Caldas começou a pegar onda aos 15
anos e, um ano depois, já dava aulas em uma
escola de Florianópolis. O “manezinho da ilha”,
hoje com 30 anos, já surfou nos lugares mais
tradicionais para o esporte, como o Peru, Havaí,
Uruguai e Califórnia. A última aventura foi em
abril do ano passado, quando retornou ao Peru
para surfar em Lobitos, cidade famosa pelas
grandes ondas. Um mês depois, teve problemas
na coluna e ficou sem praticar atividade física
até outubro. Foi somente durante as férias, em
março deste ano, que Daniel pôde se dedicar ao
treino, poucas semanas antes da competição.
Com a conquista, a Eletrosul acrescentou 80
pontos para a somatória final dos Jogos do Sesi
2014, que acontecem até o mês de setembro. No
Sesi Surf deste ano, a empresa foi representada, ainda, pelos empregados Rodrigo Galvão e
Wellington Pendrak, que obtiveram a 13ª e 15ª
colocação, respectivamente. Na Grande Florianópolis, a Eletrosul é tetracampeã consecutiva
dos Jogos do Sesi. Além de Santa Catarina, os
empregados do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato
Grosso do Sul e Rondônia têm ativa participação no campeonato.
SUSTENTABILIDADE 11
Eletrosul agora - Maio 2014
MERCADO VERDE
Compartilhando
experiências
Participação em evento de energias
renováveis mostra que profissionais
estão atentos ao crescimento do setor
Mais de 200 acadêmicos, profissionais e especialistas do Brasil e do exterior participaram da 5ª edição do
Seminário Energia + Limpa, realizado
pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América
Latina (Ideal) nos dias 13 e 14 de maio,
em Florianópolis. O evento, que contou
com apoio da Eletrosul, teve o objetivo
de apresentar soluções inovadoras ao
setor de energias renováveis e promover
o diálogo no meio empresarial, que vem
adotando postura cada vez mais sustentável para se adequar às exigências do
chamado “mercado verde”.
O recente estudo Energias Renováveis
e Empregos, elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena na
sigla em inglês), reflete essa nova realidade nacional. O relatório aponta que o Brasil é o segundo país que mais emprega na
indústria de energia renovável, com aproximadamente 894 mil postos de trabalho:
a maioria ligada à bioenergia. O número
representa 13,75% de 6,5 milhões de empregos diretos e indiretos do setor em
todo o mundo. Na pesquisa, a China aparece em primeiro lugar, com 2,6 milhões
de empregos relacionados a fontes verdes,
sendo a energia solar a área que mais emprega na indústria renovável mundial.
“A demanda faz com que o setor exija mão de obra qualificada e, felizmente, os profissionais estão atentos a isso,
participando de seminários, treinamentos e capacitações para preencherem
vagas específicas. As oportunidades de
trabalho só tendem a aumentar”, afirma
o empresário Hewerton Martins, diretor
executivo da Solar Energy, indústria especializada em projetos de energia fotovoltaica, que participou de uma mesa
redonda sobre geração distribuída, durante o Energia +Limpa.
No seminário, a Eletrosul foi representada pelo assistente da Diretoria Financeira, Tomé Gregório, moderador da
mesa redonda “Financiamento de Renováveis”. Também fez parte da programação do evento uma visita à Usina Megawatt Solar, na sede da Eletrosul, com a
presença de mais de 60 pessoas.
Fonte: Irena
ESPAÇO DA GESTÃO AMBIENTAL
Ações positivas
O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é o principal veículo
das Nações Unidas para estimular a conscientização ambiental, que passa por diversos segmentos da sociedade, dentre os quais
o ambiente de trabalho. A data tem crescido
e se tornado uma importante oportunidade
para fazer as pessoas perceberem que o meio
ambiente pertence a todos e por todos deve
ser cuidado.
A Eletrosul, ciente de que o conhecimento contribui para a mudança de comportamento, programou atividades, que buscam
proporcionar aos seus empregados um momento de reflexão, visando estimular a percepção das responsabilidades individuais
e coletivas em prol de iniciativas positivas
para preservação do meio ambiente.
Mostrar boas ações e bons exemplos
sustentáveis é um desafio que se impõe de
forma constante a todos os cidadãos. No dia
5 de junho, empregados e seus familiares
terão oportunidade de participar de ativida-
des, com foco principalmente nas crianças,
que são consideradas os principais agentes
no processo de transformação.
Neste ano, além da programação interna,
que incluirá palestra, teatro de sensibilização, oficina de educação ambiental, entre outras ações alinhadas às questões de sustentabilidade ambiental, a empresa também
participará da programação da Fundação de
Meio Ambiente de Florianópolis (Floram),
que cedeu a sua coleção de animais nativos
da Mata Atlântica para exposição durante o
Dia Mundial do Meio Ambiente na Eletrosul.
12 RESPONSABILIDADE SOCIAL
campeões da vida
Esporte como
inclusão
Instalações da Eletrosul são usadas por programa
do Instituto Guga Kuerten, que visa o estímulo ao
esporte e reforço no aprendizado
Inspirados na trajetória de sucesso do tenista catarinense Gustavo Kuerten, o Guga,
cerca de 100 crianças e adolescentes da
Grande Florianópolis com idade entre 7 e 15
anos estão se dedicando à prática do tênis no
contraturno escolar. As aulas, que acontecem
duas vezes por semana, na sede social da Eletrosul no Sertão do Maruim, em São José (SC),
fazem parte do Programa Campeões da Vida,
promovido pelo Instituto Guga Kuerten.
Além do estímulo ao esporte, o programa
oferece atividades culturais e educacionais,
que servem como reforço no aprendizado.
Outros 200 estudantes já passaram pelo programa nos sete anos em que é realizado nas
instalações da Eletrosul.
Segundo a coordenadora social do projeto, Suelen Virgilino, o trabalho é interdisciplinar e envolve profissionais de Pedagogia,
Psicologia, Serviço Social, Informática, Biblio-
teconomia e de Educação Física. “O esporte é
uma estratégia educacional, mas o objetivo é
integrar várias atividades que assegurem o
desenvolvimento integral dessas crianças e
adolescentes”, revelou.
“Embora o trabalho seja muito mais
abrangente, o tênis, sem dúvida, é um fator
preponderante na atração dos estudantes”,
completou o professor de Educação Física,
Renato Faphael Paupitz Dranka, que ministra as aulas de tênis. Alguns alunos, segundo
o educador, pensam, inclusive, em seguir no
esporte e se tornar atletas profissionais. Adelcio Koester, 10 anos, é um dos que sonham
em ser um tenista. “É o que eu mais gosto”,
diz o garoto, que não perde as aulas por nada.
Já a aluna Vitória Laís Pereira, 13 anos, apesar
de assídua às aulas, não tem a mesma aspiração. Ela afirma gostar muito de jogar tênis,
mas apenas como passatempo.
Integração
As crianças e adolescentes que participam do Programa Campeões da Vida, no
Sertão do Maruim, são alunos da Escola
Estadual José Matias Zimmer, que fica no
mesmo bairro. A seleção dos estudantes
é feita com base em critérios socioeconômicos, com o apoio da escola e de uma
equipe multidisciplinar. A maioria dos
estudantes permanece no projeto até o
término da educação básica, por volta dos
15 anos.
O Instituto Guga Kuerten mantém outros seis núcleos do programa em Santa
Catarina com apoio de empresas e instituições parceiras: três em Florianópolis e
os demais em Palhoça, Biguaçu, na Região
Metropolitana, e Campos Novos, no Meio-Oeste do Estado. Cada núcleo atende
aproximadamente 50 crianças no período
da manhã e outras 50 à tarde. Uma vez por
ano, os familiares são convidados a participar das aulas e conhecer o ambiente, o
que possibilita uma melhor integração.

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