Revista Guia da NFL 2015

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Revista Guia da NFL 2015
2015
Análise das 32 franquias
Destaques das equipes
Quem sai e quem chega
Os jogos imperdíveis
As primeiras escolhas no Draft
Chances de Super Bowl
PALAVRA DO EDITOR
Seis meses ou 180 dias. Esse foi o tempo que evamos para
pensar, p anejar, escrever e revisar - várias vezes - essa
revista. Para nós, da Liga dos 32, é muito mais que um guia
virtua , consideramos e e um projeto ambicioso com o fim
de trazer um conteúdo nunca antes disponibi izado para o
púb ico brasi eiro que acompanha a NFL e que merece uma
cobertura em português à a tura. Nesse guia virtua , você
terá em suas mãos todos os 32 times da NFL dissecados. O
que esperar de cada um? Quem são os reforços? Quem
deixou o time? A ém disso, fa amos dos jogadores que se
destacaram na ú tima temporada, ista dos principais jogos
e aná ise da primeira esco ha no Draft de cada uma das
franquias. Para te trazer a primeira revista virtua guia da
temporada da NFL do País, nada me hor que a equipe do
mais comp eto site sobre a NFL no Brasi em termos de
conteúdo diário. Aproveite o materia que você vai er agora,
se prepare para a temporada 2015 e conheça seu time
ainda mais à fundo. Depois conheça me hor os rivais e
todos os outros. Para er antes e durante a temporada.
Cuidado! Assim como a NFL, essa revista está viciante.
Liga dos 32 - Seu site sobre a NFL no Brasi .
Tiago Araruna
Editor-Chefe
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EDITORIAL
REDATORES
Alexandre Batista
André Oliveira
Bruno Gouvêa
Carlos Samôr
Marcos Filho
Marcos Garcia
Murilo Faitanini
Paulo César Jr.
Rafael Dunaiski
Rodrigo Perrotta
Tiago Araruna
Victor H. de Souza
REVISÃO
Caio Miari
Marcos Garcia
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DESIGN
Eduardo Araujo
Rodrigo Amorim
COORDENAÇÃO GERAL
Eduardo Araujo
EDITOR - CHEFE
Tiago Araruna
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A revista virtual Guia da NFL 2015 foi
produzida e idealizada pela Liga dos 32.
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COM
ÍNDICE
Guia da NFL 2015
merican Football Conference
Baltimore Ravens
O que esperar
Quem saiu e quem chegou
Melhores jogadores de 2014
Jogos Imperdíveis
A primeira escolha no Draft
5
6
7
8
9
10
10
Buffalo Bills
12
Cincinnati Bengals
17
Cleveland Browns
23
Denver Broncos
28
Houston Texans
34
Indianapolis Colts
40
Jacksonville Jaguars
46
Kansas City Chiefs
52
Miami Dolphins
57
63
ational Football Conference
Arizona Cardinals
O que esperar
Quem saiu e quem chegou
Melhores jogadores de 2014
Jogos Imperdivéis
A primeira escolha no Draft
95
96
97
98
99
100
101
New York Jets
69
Atlanta Falcons
102
Oakland Raiders
74
Carolina Panthers
107
Pittsburgh Steelers
79
Chicago Bears
112
San Diego Chargers
85
Dallas Cowboys
117
Tennessee Titans
90
Detroit Lions
122
Green Bay Packers
127
Minnesota Vikings
132
New Orleans Saints
137
New York Giants
143
Philadelphia Eagles
149
San Francisco 49ers
154
Seattle Seahawks
159
St. Louis Rams
164
Tampa Bay Buccaneers
169
Washington Redskins
174
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AFC DIVISÕES
American Football Conference
AFC Leste
AFC Norte
Baltimore Ravens
Buffalo Bills
Cincinnati Bengals
Miami Dolphins
Cleveland Browns
New England Patriots
Pittsburgh Steelers
New York Jets
AFC Oeste
LIGADOS32
AFC Sul
Denver Broncos
Kansas City Chiefs
San Diego Chargers
Oakland Raiders
.
DESTAQUES INDIVIDUAIS
COM
AFC POWER RANKING
2015
1
New England Patriots
2
Denver Broncos
3
Indianapolis Colts
4
Pittsburgh Steelers
5
Miami Dolphins
6
Cincinnati Bengals
7
Kansas City Chiefs
8
Baltimore Ravens
9
Houston Texans
10
San Diego Chargers
11
Buffalo Bills
12
New York Jets
13
Cleveland Browns
14
Oakland Raiders
15
Jacksonville Jaguars
16
Tennessee Titans
Houston Texans
Indianapolis Colts
Jacksonville Jaguars
Tennessee Titans
J.J. Watt
Darrelle Revis
Justin Houston
Peyton Manning
Andrew Luck
Ben Roethlisberger
Tom Brady
Cairo Santos
Cairo Santos promete fazer bonito em 2015. Ano passado,
pelo Kansas City Chiefs, ele se tornou o primeiro brasileiro
da história a atuar na NFL, mas acabou sofrendo com a
adaptação. No entanto, em vários momentos mostrou seu
talento e tudo que ainda pode render na equipe. Na
temporada passada, acertou 25 de 30 Field Goals
tentados (83,3% de aproveitamento), sendo o mais longo
de 53 jardas. Cairo, agora com mais confiança, tem tudo
para evoluir ainda mais e se tornar uma das peças de
segurança no elenco do Chiefs.
O QUE ESPERAR
Campeão do Super Bowl na temporada 2012, o Baltimore
Ravens falhou ao tentar o bicampeonato no ano seguinte,
ficando fora dos playoffs pela primeira vez desde 2007. A
Offseason melancólica da franquia se tornou ainda mais
caótica após as acusações de violência doméstica contra
o RB Ray Rice, uma das grandes estrelas do elenco. Sem
o atleta e com a pressão de ter fracassado no ano anterior,
Baltimore precisou dar a resposta dentro de campo e
batalhou até a última semana da temporada regular para
garantir a sua vaga nos playoffs. A classificação na sexta
posição da conferência colocou a equipe no Wild Card,
cara a cara contra o seu principal rival, o Pittsburgh
Steelers. Mesmo atuando fora de casa, a equipe bateu o
rival por treze pontos de diferença e ganhou a chance de
enfrentar o New England Patriots na rodada seguinte.
Após um bom primeiro tempo, o Ravens não conseguiu
segurar a virada dos donos da casa e se despediu da
temporada. Em uma visão geral, o ano de 2014 acabou
sendo satisfatório para da franquia de AFC Norte, que
deve voltar ainda mais fortalecida agora em 2015.
O recorde positivo e a vaga na pós-temporada só foram
possíveis graças às performances individuais acima da
média. Visivelmente incomodado com o seu desempenho
em 2013, ano em que lançou mais interceptações do que
touchdowns pela primeira vez na carreira, Joe Flacco deu
a volta por cima na última temporada e mostrou porque é
considerado um dos melhores Quarterbacks da NFL na
atualidade. Com 3986 jardas e 27 touchdowns em 16
jogos, Flacco chegou a sua melhor marca como
profissional nos dois quesitos e foi o grande líder ofensivo
do Ravens durante o ano.
O número de sacks e fumbles sofridos foram os menores
de toda a carreira do camisa 5 e o ataque do Ravens
fechou 2014 como um dos que menos sofreu turnovers.
Com mais mobilidade no pocket e entrosado com sua
linha ofensiva, Flacco tem tudo para manter o mesmo
nível neste ano.
A ausência de Ray Rice, cortado definitivamente pela
equipe logo após o início da temporada, gerou
desconfiança por parte da torcida. A possibilidade de
Baltimore se transformar em um time unidimensional e
previsível não se tornou realidade graças ao "Breakout
Year" de Justin Forsett, que tomou conta da posição de
Running Back durante a temporada e foi peça chave para
o bom desempenho do ataque. Veterano de 7 anos na
liga, Forsett teve a primeira oportunidade como titular
apenas em 2014 e não desperdiçou a chance. Com 1529
jardas da linha de scrimmage, o RB se mostrou uma arma
confiável tanto no jogo terrestre como na opção para o
passe e ganhou uma justa renovação de contrato para
2015. Com o jogo corrido funcionando, Flacco conseguiu
os matchups que queria e usou o braço para encontrar
seus recebedores em profundidade. A dupla de "Smiths" Steve e Torrey - combinou para mais de 1800 jardas
aéreas e 17 touchdowns, muito bem entrosados com o
Quarterback durante toda a temporada.
Com o ataque mostrando regularidade, a defesa do
Ravens mais uma vez respondeu bem às armas ofensivas
dos rivais e fechou o ano com números satisfatórios.
Sexta melhor da NFL em pontos sofridos, a retaguarda do
time teve como seu ponto mais forte a proteção contra a
corrida.
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Jogando na formação 3-4 e com Linebackers velozes e
agressivos, o setor foi o quarto melhor da liga em jardas
cedidas e o quinto em touchdowns sofridos, com apenas
8. Os destaques individuais passaram por nomes
conhecidos, como os veteranos Terrell Suggs e Elvis
Dumervil, até atletas que já estão se tornando realidade,
como C.J. Mosley e Jimmy Smith. O único setor em que a
equipe teve dificuldades foi na secundária. Ao todo, 14
jogadores atuaram nesta área do campo e a falta de
entrosamento e experiência tornou o Ravens a nona pior
equipe em jardas aéreas cedidas. Para 2015, alguns
jogadores das posições de Safety e Cornerback foram
cortados durante a Offseason e a franquia deve passar
por uma pequena reformulação. Após retornar aos
playoffs no último ano e superar o rival fora de casa no
Wild Card, Baltimore quer agora dominar a sua divisão
para ter a chance de ser o mandante na pós-temporada.
O ataque não tem mais à sua disposição nomes
importantes como Torrey Smith, Owen Daniels e Bernard
Pierce, então John Harbaugh precisará encontrar os
substitutos durante os treinamentos. Na posição de Wide
Receiver, a primeira escolha do draft, Breshad Perrimann,
deve ganhar a vaga de Torrey com facilidade e garantir o
futuro do setor por muito tempo. Assim como ele, outro
rookie, o TE Maxx Williams, deve atuar em vários snaps
em 2015, substituindo Owen Daniels. Se as novas peças
encaixarem bem no esquema ofensivo do coordenador
Marc Trestman, novidade da comissão técnica nesta
nesta temporada, Flacco deve ter ao seu redor um ataque
promissor e com talento para chegar longe.
A defesa não contará com a liderança de Haloti Ngata,
negociado com o Detroit Lions nesta Offseason, assim, as
novas promessas selecionadas no Draft, DT Carl Davis e
DE Za'Darius Smith, devem ganhar espaço na rotação da
linha defensiva. O Corpo de Linebackers, considerado um
dos melhores da NFL, não perdeu nenhum de seus
titulares e será responsável pelas principais jogadas do
setor em 2015. As novidades da secundária são os
rodados Kyle Arrington e Kendrick Lewis, mas a grande
chave para o Ravens é a saúde de seus atletas. A dupla de
Cornerbacks, Jimmy Smith e Lardarius Webb, tem talento
para ser uma das mais eficientes da liga, mas não
consegue ficar saudável por uma temporada completa.
Caso isso aconteça, a defesa de Baltimore terá condições
de dar o suporte necessário para o ataque vencer os jogos
decisivos. Com peças novas, um coordenador ofensivo
estreante e uma tabela complicada, o Baltimore Ravens
de 2015 precisa ser regular e lutar pela primeira posição
de sua divisão, o que pode tornar a caminhada da equipe
nos playoffs muito mais acessível. A tarefa dos principais
destaques individuais do ano passado não será fácil, mas
todos eles precisam reiniciar do ponto onde pararam em
2014 e produzirem os mesmos números. Será uma
temporada desafiadora para a franquia, mas a equipe
conta com atletas vencedores em seu elenco e está
pronta para outro ano competitivo.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
DT Haloti Ngata (Lions)
Depois de cinco Pro Bowls e um título do Super Bowl com a
equipe, Ngata foi trocado para o Detroit Lions em 2015 e não
atuará no meio da defesa do Ravens nesta temporada. A
proteção contra o jogo corrido deve sofrer um forte impacto
graças à ausência do veterano.
WR Torrey Smith ( 49ers)
Foram quatro anos sólidos para Torrey Smith em Baltimore e o
recebedor se tornou a principal arma em profundidade do QB
Joe Flacco desde então. Agora na Califórnia, Smith deve ser
substituído pelo Rookie Breshad Perrimann já nessa
temporada.
QB Tyrod Taylor (Bills)
TE Owen Daniels (Broncos)
LB Pernell McPhee (Bears)
OG Will Rackley (Free Agent)
RB Bernard Pierce (Jaguars)
S Darian Stewart (Broncos)
CB Antione Cason (Free Agent)
CB Danny Gorrer (Free Agent)
TE Kevin McDermott (Vikings)
NT Terrence Cody (Free Agent)
WR Jacoby Jones (Chargers)
CHEGARAM
QB Matt Schaub (Raiders)
Tyrod Taylor foi para Buffalo lutar pela posição de titular e
Baltimore ficou carente de um backup mais experiente.
Schaub, mesmo após um ano decepcionante em Oakland,
representa segurança no banco de reservas.
S Kendrick Lewis (Texans)
O Ravens dispensou vários nomes de sua secundária e foi
atrás de um jogador com talento para ser titular. Lewis é físico,
tem bastante tempo de jogo e chega para lutar pela posição.
CB Kyle Arrington (Patriots)
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MELHORES JODADORES DE 2014
QB Joe Flacco
Depois de não participar dos playoffs pela primeira vez em
sua carreira em 2013, Joe Flacco voltou a levar Baltimore
à pós-temporada no último ano, mas acabou caindo para
o campeão Patriots. Mesmo com a decepção ao fim do
campeonato, o camisa 5 do Ravens teve muitos motivos
para celebrar o seu desempenho em 2014. A marca de
3986 jardas lançadas na temporada foi a melhor da
carreira do Quarterback, assim como os 27 passes para
touchdowns.
RB Justin Forsett
Contratado para ser um dos reservas de Ray Rice, o
camisa 29 ganhou a posição após a suspensão do
companheiro e não olhou para atrás. Em seu primeiro ano
na AFC Norte, Forsett correu para 1266 jardas e anotou
oito touchdowns. O ano pode ser considerado ainda mais
espetacular para o jogador se o compararmos com o resto
de sua carreira. Até 2014, ele havia anotado oito
touchdowns em 87 jogos e passado das 1000 jardas
apenas uma vez, atuando em mais de 50 jogos pelo
Seahawks.
LB C.J. Mosley Selecionado na primeira rodada em 2014, Mosley
rapidamente ganhou a posição e atuou com muita
eficiência, principalmente parando o jogo corrido
adversário. Na derrota do Ravens para o Colts na
temporada regular, ele liderou a equipe com 14 tackles e
ainda anotou a sua primeira interceptação da carreira em
um passe desviado de Andrew Luck. Mosley se despediu
de seu primeiro ano na liga com 99 tackles, duas
interceptações, três sacks e uma vaga no Pro Bowl. O
futuro é bastante promissor para o camisa 57.
OLB Elvis Dumervil
Especialista no Pass Rush, o camisa 58 é utilizado em
situações específicas de passe e aparece em campo
geralmente em terceiras descidas para pressionar o QB
rival. A tática adotada em Baltimore para o veterano
defensor deu muito certo em 2014 e Dumervil terminou a
temporada com 17 sacks anotados, o terceiro melhor
número entre os defensores no ano. A ótima performance
rendeu ao atleta o seu quarto Pro Bowl na carreira e o
transformou em uma peça indispensável para a
retaguarda do Ravens.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Broncos (Fora) - Semana 1
A última vez que o Baltimore visitou Denver, Peyton
Manning lançou para sete touchdowns e decretou a
primeira derrota do Ravens em 2013, ano em que a
equipe ficou fora dos playoffs pela primeira vez desde a
escolha de Joe Flacco. No ínício do mesmo ano, em jogo
válido pela pós-temporada de 2012, a franquia da AFC
Norte conquistou uma incrível vitória na prorrogação
sobre o rival e iniciou em Denver a sua campanha rumo ao
Super Bowl. Para voltar a triunfar em Mile High, Baltimore
precisará pressionar Peyton do início ao fim e aproveitar
todas as oportunidades de anotar pontos.
Seahawks (Casa) - Semana 14
Ao lado de sua torcida, o Ravens jogará contra uma das
equipes favoritas ao título, em um momento em que
qualquer vacilo pode significar a eliminação dos playoffs.
A oportunidade ter um jogo em nível de pós-temporada é
muito interessante e deve deixar os torcedores de
Baltimore mais realistas sobre as chances da equipe em
2015. Um duelo a ser acompanhado de perto é a batalha
entre Marshawn Lynch e o front seven do Ravens,
desfalcado de Haloti Ngata.
Steelers (Casa) - Semana 16
A já tradicional partida de fim de ano contra um dos rivais
da divisão acontecerá em Baltimore nesta temporada e
deve decidir quais das duas equipes entra nos playoffs
sem precisar esperar pelo Wild Card. O grande trunfo do
Ravens neste ano será enfrentar Pittsburgh em seus
domínios, onde a equipe não perde para o rival há dois
anos. Jogando em casa e enfrentando uma defesa
reformulada, Baltimore tem a chance de se firmar na póstemporada e tornar a vida do Steelers muito mais
complicada.
Cardinals (Fora) - Semana 7
Próximo de um momento bastante importante da
temporada, o Ravens viaja até um ambiente hostil para
enfrentar um renovado Arizona Cardinals, que deve estar
ainda melhor em 2015. A defesa rápida e que adora
mandar blitz contra os Quarterbacks será um bom desafio
para Joe Flacco, e a secundária física e que rouba muitas
bolas fará com que Steve Smith e Breshad Perriman
precisem estar no topo de suas performances.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
WR Breshad Perriman (Central Florida)
Altura: 1,88m
Peso: 96 kg Com a ida de Torrey Smith para o San Francisco 49ers
durante a Free Agency, Baltimore se viu carente na
posição de Wide Receiver e optou por procurar o
substituto do camisa 81 no Draft. A classe de 2015 era
bastante talentosa e com atletas de características
diferentes, o que levou a franquia a apostar
em Perriman na primeira rodada. O jogador, produto de
Central Florida, só passou a ser considerado
um talento de primeira rodada após seu desempenho no
combine e no Pro-Day, chamando a atenção de algumas
franquias da NFL e recebendo convites para visitas no
período pré-draft.
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A opção pelo receiver da AAC é um sinal de que
o Ravens continuará apostando no braço de Joe Flacco e
na habilidade do Quarterback em lançar bolas em
profundidade. Durante a carreira na Florida, o atleta
somou 16 touchdowns e 2243 jardas em três anos,
mostrando um bom nível de produção. Falando mais especificamente sobre os atributos
de Perriman, o que se destaca em um primeiro momento é
a sua incrível força física e velocidade. Com
facilidade para conseguir se desvencilhar de seu
marcador, ele se torna um alvo seguro para o QB e
garante grandes jogadas com sua agilidade. O atleta
também conta com mãos muito confiáveis e completa
recepções consideradas mais complicadas e que
necessitam de uma maior habilidade física, o que fará
com que ele seja utilizado em todas as jogadas de ataque.
Com bastante talento a ser desenvolvido dentro da
liga, Perriman precisa se concentrar em melhorar as suas
rotas e usar melhor o seu corpo em coberturas mais
apertadas, o que às vezes acaba atrapalhando o jogador. A intenção é que o WR já ganhe a posição de titular
durante os treinamentos e atue do lado oposto de Steve
Smith em 2015. Como a carreira do veterano já está perto
do fim, Perriman deve ser o recebedor número 1 da
franquia daqui a algumas temporadas e precisa
responder imediatamente ao investimento que Baltimore
decidiu fazer em seu jogo. CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
O Buffalo Bills da temporada de 2014 foi uma equipe
mediana, não muito diferente do que a maioria esperava.
A franquia terminou o ano com a segunda melhor
campanha da AFC East, logo atrás do New England
Patriots, com o recorde final de 9 vitórias e 7 derrotas.
Único time a ter batido o campeão do Super Bowl em seus
domínios no ano passado, em partida disputada na última
semana da temporada e com alguns titulares do Patriots
poupados, o Bills novamente falhou ao tentar alcançar os
playoffs.
A defesa foi o melhor setor da equipe, mesmo com a lesão
do LB Kiko Alonso antes do início da temporada. O ótimo
desempenho do DE Mario Williams e de seus
companheiros fizeram a unidade alcançar excelentes
números em 2014, fechando o ano como a quarta melhor
da liga e permitindo uma média de 312 jardas totais por
partida. Contra o jogo aéreo, o Bills contou com a terceira
melhor defesa da NFL, atrás apenas de Seahawks e
Chiefs. O desempenho positivo foi impulsionado pela
pressão constante da linha defensiva, que não dava
tempo para o ataque rival se posicionar. Com 54 sacks, a
franquia de Buffalo foi a que mais derrubou o QB
adversário e também a que mais interceptou bolas, com
19.
O LB Kiko Alonso é a perda mais significativa do setor
para 2015, mas como o atleta já não pôde atuar na
temporada passada, os ótimos números da defesa não
devem ser afetados. O desafio do novo coordenador
defensivo, o ex-New York Jets Dennis Thurman, é manter
o forte esquema criado por Jim Schwartz, seu antecessor
na função. Caso Thurman tenha sucesso, a retaguarda do
Bills deve voltar a figurar entre as melhores da liga
Se o setor defensivo foi merecedor de elogios ao fim da
temporada, com a parte ofensiva da equipe não se pôde
fazer o mesmo. O ataque do Bills foi o sétimo pior da NFL,
com uma média de 318 jardas totais por jogo. Escolhido
para ser o titular antes da primeira semana, E.J. Manuel
atuou nas quatro primeiras partidas do ano, mas após
lançar apenas um touchdown e quatro interceptações
neste período, ele perdeu a posição para o veterano Kyle
Orton. O novo titular conseguiu produzir mais para o
ataque aéreo da equipe de Buffalo e terminou a
temporada com 18 touchdowns e 10 interceptações.
Outro fator que dificultou a vida dos QBs da franquia em
2014 foi o fraco desempenho da linha ofensiva, que não
conseguiu dar tempo suficiente para as jogadas se
desenvolverem e nem proteger o pocket.
Mesmo sem contar com o apoio de seus QBs, o WR
calouro Sammy Watkins merece elogios pelo seu
desempenho logo em sua primeira temporada como
profissional na NFL. Watkins chegou muito perto das 1000
jardas recebidas, o que representa um terço das jardas
aéreas produzidas pela franquia de Buffalo no ano. Agora,
em seu segundo ano na liga, ele tem tudo para fazer uma
temporada ainda melhor caso o seu QB o ajude, é claro.
O ataque terrestre teve ainda mais dificuldades do que o
aéreo. O jogo corrido do Bills foi o oitavo pior da liga,
somando um total de 1482 jardas, quase 400 jardas a
menos do que DeMarco Murray conquistou sozinho pelo
Cowboys. Principais responsáveis pela função, C.J.
Spiller e Fred Jackson conviveram com lesões durante
todo o ano e não conseguiram se manter 100%. Com os
desfalques de Spiller e Jackson, outros dois jogadores
ganharam chances, mas nem Bryce Brown ou Anthony
Dixon fizeram o jogo corrido fluir com regularidade. A
melhor marca entre os dois atletas foi de Dixon, com uma
média de 4,1 jardas por carregada.
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Em 2015, o jogo terrestre do Bills não contará com a
presença de Spiller, que se transferiu para o New Orleans
Saints. Antes da temporada decepcionante em 2014, o
jogador conduziu muito bem a função nos anos em que
atuou por lá e a equipe se viu com a obrigação de trazer
um jogador para substituí-lo. Apostando alto, a franquia
fez uma das negociações mais comentadas da Offseason
e anunciou LeSean McCoy (ex-Philadelphia Eagles). O
atleta vem de uma temporada produtiva em que fechou o
ano como terceiro melhor da NFL em jardas terrestres,
com 1319. A missão do novo RB é transformar o jogo
corrido do Bills em um dos mais efetivos da liga, deixando
para trás o fraco desempenho de 2014.
Outro problema a ser resolvido antes do início da
temporada é na posição de Quarterback, que já não tinha
uma boa perspectiva antes da aposentadoria de Kyle
Orton. Para a disputa na posição, o Bills conta com E.J.
Manuel, Matt Cassell e Tyrod Taylor, três QBS de nível
questionável e que não surpreenderam nos treinos. Rex
Ryan pretende testar todos e decidir por um deles na
semana um. Até pela falta de talento desses jogadores, o
treinador já declarou que o foco será o jogo por terra.
Para ajudar no jogo aéreo, o Bills aposta no WR Percy
Harvin. O jogador, que não vem obtendo sucesso em suas
últimas equipes, precisa voltar ao estilo de jogo que o
transformou em um dos recebedores mais dinâmicos da
NFL quando ainda atuava no Vikings. O ex-coordenador
ofensivo do 49ers, Greg Roman, foi escolhido pela
franquia para comandar o setor nesta temporada e terá à
sua disposição peças novas e importantes.
Fora dos playoffs desde 1999, a tarefa do Bills na AFC
Leste é bastante complicada. Enfrentar o Patriots por
duas vezes no ano não é nada agradável e a tabela de
2015 ainda reserva encontros contra Colts, Steelers,
Chiefs, Lions e Cowboys. Se a opção de chegar à póstemporada como campeão da divisão parece improvável,
a equipe entra para brigar pela vaga no Wild Card.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
LB Kiko Alonso (Eagles)
Maior perda do Bills para 2015, Alonso foi envolvido em uma
troca com o Eagles pelo RB LeSean McCoy. O defensor teve
uma ótima temporada em 2013, sua primeira na NFL, mas
acabou se machucando em 2014 e não atuou. Mesmo com a
defesa indo muito bem sem ele em 2014, o atleta seria muito
importante caso não fosse trocado.
LB Keith Rivers (Cowboys)
RB C.J. Spiller (Saints)
Spiller foi vítima de muitas lesões na última temporada,
participou de apenas nove partidas, somou 300 jardas
terrestres e um touchdown recebendo a bola.
OT Erik Pears (49ers)
LB Brandon Spikes (Patriots)
TE Scott Chandler (Patriots)
RB Fred Jackson (Dispensado)
CHEGARAM
RB LeSean McCoy (Eagles)
O Buffalo Bills apostou alto em LeSean McCoy, trocando um
de seus melhores jogadores pelo RB. Todos sabem da
qualidade do atleta e ele chega para tomar conta da posição e
fazer o jogo terrestre evoluir.
TE Charles Clay (Dolphins)
OG Richie Incognito (Dolphins)
QB Matt Cassel (Vikings)
WR Percy Harvin (Jets)
Nas últimas três temporadas, Harvin atuou em três equipes
diferentes - Vikings, Seahawks e Jets - e teve que lutar contra
as lesões, jogando um total de 23 partidas neste período. Se
mantendo saudável e longe de problemas, pode ajudar
bastante sua nova equipe.
FB Jerome Felton (Vikings)
QB Tyrod Taylor (Ravens)
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MELHORES JODADORES DE 2014
DE Mario Williams
Em sua nona temporada na NFL, o defensor teve um de
seus melhores anos e foi fundamental para o grande
desempenho da defesa do Bills. Williams forçou 2
fumbles, teve 42 tackles e, com 14,5 sacks, foi o quarto
jogador que mais derrubou os QBs adversários em 2014.
Além disso, juntou-se à lenda da franquia, Bruce Smith,
anotando 13 ou mais sacks em uma mesma temporada. O
ótimo desempenho do atleta rendeu uma ida ao seu
terceiro Pro Bowl consecutivo e o quarto na carreira.
DT Marcell Dareus
Dareus foi o segundo jogador que mais conseguiu sacks
pelo Bills, com 10. O defensor teve uma ótima temporada
pressionando os QBs adversários e ajudando os seus
companheiros a produzirem excelentes números. Por
conta de seu desempenho, ele foi selecionado para o seu
segundo Pro Bowl em quatro anos na NFL. Para o início
da próxima temporada o DT está suspenso do primeiro
jogo do Bills,(contra o Colts) por ter violado a política de
substâncias da liga.
WR Sammy Watkins
Mesmo com o fraco desempenho do sistema ofensivo, um
jogador conseguiu se destacar positivamente ano
passado. Primeira escolha da franquia no Draft de 2014,
Watkins foi mais um dos WRs da classe de 2014 que teve
sucesso na sua temporada de estreia na NFL. O Camisa
14 conseguiu 65 recepções para 982 jardas e 6
touchdowns, projetando um segundo ano ainda melhor.
DT Kyle Williams
Em sua nona temporada na NFL, o DT conseguiu 5,5
sacks, 41 tackles e uma interceptação, números que o
levaram para o quarto Pro Bowl da carreira. O jogador de
31 anos é a alma dessa defesa e já confirmou não cogitar
a aposentadoria, o que é uma excelente notícia para os
torcedores do Bills. Caminhando para o seu décimo ano
na liga, todos esperam mais um grande desempenho de
Kyle Williams na temporada de 2015.
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15
JOGOS IMPERDÍVEIS
Patriots (casa) - Semana 2
Já não é uma boa coisa ter o atual vencedor do último
Super Bowl em sua divisão, imagina enfrentá-lo logo na
segunda semana? Essa é a tarefa do Buffalo Bills, mas a
equipe conta com uma vantagem; devido ao episódio do
"Deflategate", Tom Brady foi punido pela liga e o Patriots
estará desfalcado de seu principal jogador.
Dolphins (casa) - Semana 9
Enfrentar um adversário direto na divisão logo depois da
semana de folga é sempre uma boa oportunidade. Rex
Ryan vai ter tempo de corrigir os defeitos da equipe
durante a semana livre para encarar o Dolphins. Ano
passado, o Bills venceu em casa e foi derrotado como
visitante.
Chiefs (fora) - Semana 12
A partida da semana 12 será a repetição de um confronto
muito equilibrado na temporada passada, quando o
Chiefs levou a melhor e venceu por 17 a 13 em Buffalo. Em
2015, o Bills visitará o adversário no Arrowhead Stadium,
onde a atmosfera é bem desfavorável para as equipes
visitantes. Se quiser chegar longe na temporada, o time
precisa vencer esse jogo.
Cowboys (casa) - Semana 16
Na semana 16, o Bills receberá a equipe mais tradicional e
com mais torcedores na NFL, o Dallas Cowboys. Quem
não gosta de vencer o Cowboys? A tarefa, porém, não
será nada fácil, já que a equipe da NFC conta com um
elenco bastante qualificado.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
CB Ronald Darby (Florida State)
Altura: 1,80 m
Peso: 87,5 Kg
O Buffalo Bills não pôde selecionar ninguém na primeira
rodada do Draft 2015, pois subiu de posição no Draft do
ano passado e deu ao Cleveland Browns a sua primeira
escolha deste ano. A primeira seleção do Bills ocorreu só
na segunda rodada; a franquia se decidiu pelo CB Ronald
Darby, atleta de Florida State. O defensor é considerado
baixo para a posição, mas compensa essa deficiência
com sua grande velocidade. Darby também apresenta
facilidade para mudar de direção e, em seu último ano no
College, permitiu que apenas 41,9% dos passes em sua
direção fossem concluídos. No entanto, sua principal
dificuldade é criar turnovers. Em seus três anos na
universidade, o defensor somou apenas duas
interceptações, nenhuma delas em 2014. Darby não
chega para ganhar as posições de Nickell Robey e
Stephon Gilmore, mas será importante para dar
profundidade ao setor e ser trabalhado para o futuro. De
início, deverá ser utilizado na posição de nickel, podendo
explorar sua principal característica, a velocidade.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
A temporada 2014, mais uma vez, chegou a empolgar os
torcedores do Cincinnati Bengals, mas acabou os
frustrando no mês de janeiro novamente. Com um
recorde 10-5-1, o time alcançou a pós-temporada para
logo ser derrotado novamente no Wild Card, dessa vez
pelo Colts de Andrew Luck. Esta foi a quarta vez que, sob
o comando de Andy Dalton, o Bengals chega nos playoffs
mas é eliminado logo na primeira partida. O que acontece
com o time que não consegue traduzir o sucesso na
temporada regular para os playoffs? A resposta cai,
principalmente, no colo do Quarterback titular, Dalton.
Em 2015, para o time ir mais longe, será indispensável
uma atuação mais regular do Quarterback. Na primeira
temporada, após assinar uma extensão de seis anos e
115 milhões de dólares, Dalton teve uma temporada
regular mediana onde lançou apenas 19 TDs e sofreu 17
INTs, alcançando 3.553 jardas. Na pós-temporada,
estendeu seu histórico para três derrotas de playoffs com
seis interceptações e apenas um Touchdown marcado.
Nessa temporada, Dalton entrará no segundo ano do seu
“gordo” contrato e tem as armas de ataque necessárias
para levar o time mais longe.
Quando está saudável, o grupo de recebedores do
Bengals é muito bom. A.J. Green é um recebedor top 5 da
NFL e, mesmo perdendo vários jogos em 2014 por lesões,
passou das 1.000 jardas recebidas. Mohammed Sanu
também teve uma boa temporada, sendo um dos alvos
mais confiáveis de Andy Dalton. Marvin Jones, saudável,
pode ser muito bem aproveitado.
A dupla de Running Backs do time é uma das melhores da
liga. A nova estrela do jogo corrido de Cincy, Jeremy Hill, e
Giovani Bernard combinaram para quase 2.500 jardas
terrestres e aéreas. Em 2015, a produtividade do setor
deve aumentar com Hill recebendo mais tentativas de
corrida e Bernard sendo utilizado mais no jogo aéreo, seu
ponto forte.
Com a saída de Jermaine Gresham, a posição de Tight
End da franquia passa a ser um pouco questionada.
Entretanto, tudo indica que Marvin Lewis vai apostar suas
fichas no jovem Tyler Eifert como Tight End nº1 para essa
temporada. Eifert, que foi uma escolha de primeira rodada
do time em 2013 e produziu bem naquele ano, só jogou
oito snaps em 2014 devido à uma lesão no cotovelo. Ryan
Hewitt foi e deverá ser uma peça muito importante para o
jogo corrido com seus bloqueios. O calouro Tyler Kroft
ainda complementa o grupo com habilidades tanto de
recepções como de bloqueios para o jogo corrido.
Uma das maiores fraquezas do Bengals na temporada
passada foi a linha ofensiva. Por isso, as duas primeiras
escolhas no draft 2015 foram feitas para fortalecer esse
setor. A escolha de dois OTs (Cedric Ogbuehi e Jake
Fisher), entretanto, não pode ser vista apenas como uma
aposta a longo prazo, mas sim como uma necessidade
imediata de boas performances. Andrew Whitworth e
Andre Smith tiveram ótimas temporadas e devem
começar o ano nas posições de LT e RT, respectivamente.
A posição de Center, que conta com segundo anista
Russell Bodine, decepcionou em 2014, mas a comissão
técnica apostará em Bodine mais uma vez. Se as
contusões não atrapalharem, a linha ofensiva do Bengals
pode evoluir muito esse ano e ser um incremento ainda
maior no jogo de Andy Dalton.
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Em relação à defesa, o corpo de Defensive Ends conta
com a volta de Michael Johnson, que fará dupla
novamente com Carlos Dunlap, melhor jogador de linha
defensiva da equipe na temporada passada. Os outros
jogadores desse setor, Wallace Gilberry, Margus Hunt e
Will Clark, por exemplo, esperam melhorar em 2015, já
que deixaram muito a desejar no ano anterior. Esses
fracassos fizeram com que a defesa fosse a que menos
conseguiu sacks sobre os Quarterbacks adversários em
2014. A volta da produtividade do elenco será importante
para o sucesso, não só defensivo, mas sim em âmbitos
gerais do Bengals. Outro setor que foi desmantelado por
contusões e precisará de jogadores “inteiros” em 2015 é o
de Defensive Tackles. O principal jogador, Geno Atkins,
não teve boas atuações. Muitos acreditam que Atkins
ainda estava voltando à forma ideal após séria lesão em
2013. Desse modo, 2015 pode ser um ótimo ano para ele.
Domata Peko teve uma temporada regular e deve manter
a regularidade de sempre, sem brilho, mas com
consistência.
Brandon Thomas, sólido em algumas oportunidades,
perdeu jogos com uma lesão no joelho e atrai incertezas
quanto sua integridade física. Vale à pena ficar de olho no
calouro Marcus Hardison. Por mais que ele ainda precise
de mais anos na NFL para experiência, mostrou ter
grande potencial em alguns momentos. O setor de
Linebackers contou com um ponto negativo e outro
positivo em 2014, que fazem com que os torcedores do
Bengals tenham certo otimismo para a próxima
temporada. Rey Maualuga teve o melhor ano da carreira e
foi um dos principais jogadores do elenco – o Bengals
cedeu, em média, 3,6 jardas por jogada quando Maualuga
esteve em campo; sem ele, foram 4,9 jardas.
Ao que tudo indica, o LB deve dar continuidade ao
trabalho de 2014 e ter uma bela temporada novamente
em 2015. O ponto negativo fica por conta do OLB Vontaze
Burfict. Após um ótimo 2013, Burfict sofreu com contusões
desde o ínicio temporada e perdeu oito jogos em
recuperação. Como todos sabem, saudável, Burfict é um
dos melhores em sua posição. Sendo assim, a primeira
impressão do jogador para a nova temporada é que estará
saudável 100% novamente, como há dois anos. Seu
companheiro, Emmanuel Lamur, deve evoluir também.
Apesar de ter feito bons trabalhos em jogadas corridas,
sofreu na marcação de Tight Ends.
Com um ano a mais de experiência, contudo, Lamur tem
tudo para fazer bonito na temporada. Para esse ano, as
principais adições são o veterano AJ Hawk, que ainda
pode ser bastante útil, e o calouro LB Paul Dawson, que
tem reais possibilidades de virar titular durante a
temporada e sua agressividade será bem vinda para o
setor.
A unidade de Defensive Backs talvez seja a mais forte do
time. A dupla de Cornerbacks titular, Dre Kirkpatrick e
Adam Jones, teve um ótimo ano e incomodaram bastante
os recebedores adversários. Para a próxima temporada,
Kirkpatrick e Jones devem manter o nível das atuações
anteriores. Leon Hall, por sua vez, não jogou à altura,
principalmente porque voltava de uma cirurgia. Em 2015,
entretanto, se estiver saudável, deverá ser um dos
destaques desse setor defensivo. Com a saída de
Terence Newman, Darqueze Dennard poderá contribuir
mais na próxima temporada. Newman surpreendeu no
ano passado e produziu além das expectativas, mas
mesmo com sua saída o time não deve perder tanto, já
que Dennard tem mostrado grande evolução desde que
entrou na Liga. Uma adição aguardada pelo grupo de CBs
do time para 2015 é a do calouro Josh Shaw, escolhido na
quarta rodada do último draft. Shaw pode contribuir de
imediato, especialmente no slot devido à sua habilidade
atlética.
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A dupla titular de Safeties do Bengals, Reggie Nelson e
George Iloka, teve um ano com pouquíssimas falhas.
Nelson foi bastante produtivo, enquanto Iloka se
demonstrou bastante confiável na proteção da
secundária. Ambos têm tudo para manter o mesmo nível
em 2015 e até mesmo crescer ainda mais, já que Shawn
Williams, muito importante para o time de especialistas,
deve participar de mais snaps nesse ano. A posição
precisava de mais profundidade no elenco para essa
temporada e Derron Smith chega para essa função. Smith
sofreu com lesão no início do ano e acabou caindo
posições do Draft; mesmo assim, tem bom potencial.O K
Mike Nugent e o Pro Bowler P Kevin Huber são
especialistas confiáveis e ambos vêm das melhores
temporadas da carreira. O responsável pelos retornos da
equipe, CB Adam Jones, foi eleito All-Pro na função e
torna esse setor do Bengals uma ameaça para os
adversários.
O Bengals possui talento o suficiente para atingir a póstemporada mais uma vez e alcançar algo além de uma
vaga no Wild Card, tudo vai depender do desempenho
ofensivo, principalmente de Andy Dalton.
Se as lesões, que tanto atrapalharam o time na
temporada passada, não se tornarem tão frequentes, este
bom time de futebol americano ganha força.
Analisando a tabela da franquia, Cincinnati enfrenta,
como de costume, os fortes adversários da AFC Norte,
que conta com Baltimore Ravens, Pittsburgh Steelers e o
Cleveland Browns, que vem passando por uma
reformulação. Além desses três rivais, as equipes da AFC
Oeste e a NFC Oeste, duas divisões competitivas,
também estarão no caminho do Bengals. Buffalo Bills e
Houston Texans, dois times com defesas formidáveis,
completam a tabela. Todavia, uma temporada 10-6 é um
recorde bastante viável para o time e deve ser suficiente
para garantir mais uma vez a vaga nos playoffs. Daí para
frente, Dalton precisa aparecer.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
WR Greg Little
DE Robert Geathers (Free Agent)
O veterano já foi um grande jogador; a idade avançada e baixa
produtividade em 2014 forçaram o time a cortá-lo.
CB Terence Newman (Vikings)
Começando bem a temporada, mas caindo de produção
durante o ano, o veteraníssimo de 37 anos não renovou com o
time, que já conta com opções mais jovens para substituí-lo.
TE Alex Smith (Free Agent)
OT Marshall Newhouse (Giants)
Demonstrou um jogo bastante limitado durante seu tempo em
Cincy.
TE Jermaine Gresham (Cardinals)
Muito bom TE, mas questões contratuais e lesões fizeram com
que ele não estivesse mais nos planos da equipe.
CHEGARAM
LB AJ Hawk (Packers)
Os melhores anos de Hawk já se passaram, no entanto, o
jogador ainda pode ser útil se conseguir se manter saudável.
DE Michael Johnson (Buccaneers)
Foi bastante produtivo durante seu tempo com o Bengals, de
2009 até 2013. Assinou um contrato longo com o Bucs, mas foi
cortado logo no primeiro ano. Volta agora tentando recuperar
sua boa forma.
CB Brandon Ghee (Titans)
QB Josh Johnson (49ers)
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MELHORES JOGADORES DE 2014
WR A.J. Green
Não são todos os jogadores que conseguem causar um
impacto imediato quando voltam a campo, mas,
felizmente para os torcedores do Bengals, A.J. Green é
um deles. Mesmo jogando apenas 13 jogos em 2014 - e
na maioria deles recebendo snaps limitados - Green
compilou 69 recepções, 1.041 jardas e 6 Touchdowns.
Durante a temporada, o jogador conseguiu passar das
100 jardas em cinco jogos, valendo destacar uma
atuação de 11 recepções, 224 jardas e um TD contra o
Steelers. Desempenhos como esse o fizeram terminar
em 4º na lista de recebedores com mais jardas por rotas:
2.59 jardas. Mesmo tento o pior ano da carreira.
LT Andrew Whitworth
Falar dos melhores do Bengals e não citar Whitworth não
faz sentido. O jogador teve outro ótimo ano e conseguiu
jogar em alto nível mesmo quando atuou improvisado
contra o Chargers. Ele conseguiu terminar a temporada
com uma nota +20.2 como Left Tackle e +16.5 como
Guard – dados do PFF-, cedendo apenas um hit e nenhum
sack no Quarterback Andy Dalton. Em 2015, deve
continuar liderando a linha mesmo com dois novos
“concorrentes” para a posição, Cedric Ogbuehi e Jake
Fisher.
DT Geno Atkins
Na volta de uma séria lesão no joelho, Geno Atkins não
podia ser deixado de fora dessa lista. Os números dele
não foram dos mais impressionantes, no entanto, vê-lo
terminar o ano jogando todos os jogos foi um bom e
importante sinal para a torcida. O jogador finalizou 2015
com 36 tackles (22 sozinhos e 14 assistidos) - oito para
perda de jardas -, 3.5 sacks, um fumble forçado e um
passe desviado. Números regulares, mas que foram
importantes para quem voltou de cirurgia.
DE Carlos Dunlap
O grupo de Defensive Ends do time não teve um ótimo
ano, no entanto, Carlos Dunlap fez o seu papel e foi muito
produtivo em 2014. Liderando a equipe em sacks com
oito, Dunlap ainda conseguiu 68 tackles (41 sozinhos e 27
assistidos) - sendo 16 para perda de jardas-, dois fumbles
forçados e quatro passes desviados.
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Jogos Imperdíveis
Seahawks (Casa) - Semana 5
O confronto contra o atual vice-campeão é apontado
como um dos jogos mais difíceis para o Bengals na
temporada. Apesar de jogar em casa, enfrentar a defesa
do Seahawks nunca é fácil e será outro teste
importantíssimo para Dalton e companhia.
Broncos (Fora) - Semana 16
Esse é mais um bom teste para a secundária. Além de
Peyton Manning, Emmanuel Sanders e Demaryius
Thomas devem vir fortes e darão trabalho a Kirkpatrick e
Hall. Nesse jogo, é extremamente necessário que Geno
Atkins e Carlos Dunlap estejam saudáveis e produtivos,
caso contrário, Denver não terá problemas em pontuar. O
trabalho dos OTs será importante também já que
confrontarão dois pass rushers de alto nível em Von Miller
e DeMarcus Ware.
Steelers (Fora) - Semana 8
O time virá descansado da Bye Week e enfrentará o
Steelers em Pittsburgh. Partida duríssima para o Bengals,
por jogar fora de casa e ser um adversário de divisão.
Para almejar a pós-temporada, derrotar um dos favoritos
da AFC Norte é fundamental e, em se tratando de vitória
fora de casa, melhor ainda.
Ravens (Casa) - Semana 17
Se tudo acontecer como o esperado, esse jogo será muito
importante. Enfrentar o forte time do Ravens na última
partida da temporada regular não será nada fácil. A
previsão é que este duelo de divisão seja crucial para as
pretensões de ambas as equipes, não só pela
classificação à pós-temporada, mas também pela posição
de cada um na conferência. O Bengals, melhor que
qualquer outro time, sabe que é importante passar da
primeira rodada dos playoffs, sendo por folga ou não.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
OT Cedric Ogbuehi (Texas A&M)
Peso: 138 kg
Altura: 1,96 m
Na 21ª escolha do Draft, o OT Cedric Ogbuehi foi
selecionado. O jogador era visto pelo time como um dos
melhores talentos do Draft e o desejo se tornou realidade.
Ogbuehi chega para ser o OT do futuro no Bengals. A sua
questionada durabilidade ao longo da carreira,
juntamente com uma séria lesão no joelho durante seu
último bowl, reduziram suas chances de ser escolhido na
primeira rodada. No entanto, Cincinnati se sentiu
confiante com os resultados dos seus exames e não
hesitou em selecionar o jogador. Quando está em campo,
Cedric é um atleta com rapidez nos pés e habilidade para
se mover facilmente em poucos espaços. Ao contrário de
grande parte dos outros jovens Offensive Tackles, o
jogador não possui uma grande dificuldade contra os
defensores mais rápidos. Seu maior questionamento é
em relação à resistência a lesões que já o fizeram perder
muitos jogos durante a carreira. Outro problema é a
limitação técnica, o que poderá atrapalhá-lo contra bons
defensores. É muito bom identificando os alvos a serem
bloqueados e, mesmo não sendo um dos OTs mais fortes
da classe, consegue sustentar tempo o suficiente para o
termino da jogada.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
O Browns selecionou o QB Johnny Manziel no Draft de
2014 para acabar com o grande problema na posição desde 1999, a franquia já teve 22 titulares diferentes.
Porém, o que aconteceu em Cleveland ano passado foi o
mesmo já visto em anos anteriores; mudanças constantes
na principal posição do ataque e, como resultado disso,
mais uma temporada longe dos playoffs. A equipe
contratou o experiente QB Josh McCown parar ser o novo
titular, ao que parece a paciência com Manziel está no fim
e o jogador precisa mostrar que mudou o seu
comportamento fora de campo para ser um atleta de nível
profissional.
Durante a Offseason, o jovem QB se envolveu com
drogas, chegou a ir para uma clínica de reabilitação, mas
disse estar recuperado e afirmou que 2015 será o seu
ano. Em compensação, a franquia teve muita sorte com
os seus RBs na ultima temporada e repetirá a estratégia
em 2015. Terrance West e Isaiah Crowell foram grandes
surpresas, mostraram ser muito competentes e dividiram
a maioria das jogadas de ataque ao longo do ano. West
somou 171 corridas para 673 jardas e 4 touchdowns;
Crowell correu 148 vezes para 607 jardas e 8
touchdowns. Vale lembrar que ano passado foi o primeiro
da dupla na NFL, para essa temporada os dois estarão um
pouco mais experientes e podem proporcionar bons
momentos à torcida. West e Crowell terão a companhia
de Duke Johnson, calouro escolhido na terceira rodada do
Draft deste ano; o atleta se destacou nos treinos da
equipe e vai brigar pela titularidade. A antiga carência na
posição parece ter se resolvido com esses três nomes.
O grupo de recebedores não inspira muita confiança. Josh
"Flash" Gordon, o principal nome do ataque, foi o líder da
NFL em jardas recebidas no ano de 2013, mas ano
passado enfrentou uma suspensão de 10 jogos por usar
substâncias proibidas pela liga, problema que ele
enfrentava desde os tempos de faculdade. Após participar
de apenas 5 jogos em 2014, Gordon foi suspenso pelo
mesmo motivo e por ser reincidente no caso ficará sem
jogar por um ano inteiro. Com apenas 24 anos, ele está
jdesperdiçando sua carreira e todo o seu talento. Com
isso, os principais nomes da posição são: Taylor Gabriel,
Andrew Hawkins, Brian Hartline e Dwayne Bowe; os dois
primeiros participaram de todos os jogos da úlltima
temporada, com destaque maior para Hawkins, líder da
equipe em jardas recebidas, com 824. Hartline e Bowe
foram contratados nesta offseason; são dois atletas que já
tiveram ótimas temporadas na liga, estão numa fase ruim
da carreira, mas podem reencontrar as boas atuações no
Cleveland Browns em 2015.
Para piorar, o Browns perdeu o TE Jordan Cameron, um
dos melhores da liga recebendo passes; para o seu lugar
contratou Rob Housler que atuou por quatro anos sem
muito sucesso no Arizona Cardinals e deve ajudar mais
nos bloqueios.
Se a franquia não possui grandes QBs e WRs, não pode
reclamar de sua linha ofensiva. Alex Mack é,
possivelmente, o melhor Center da NFL, mas perdeu
grande parte da última temporada por lesão. O OT Joe
Thomas é presença garantida no Pro Bowl e no All-Pro
Team em todos os anos; desde que entrou para a liga em
2007 não perdeu nenhum jogo e foi titular em todos eles.
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Ano passado, o Browns escolheu o OG Joel Bitonio na
segunda rodada do Draft, o atleta foi uma das grandes
supresas da equipe em 2014, sendo titular em todos os
jogos, e daqui a pouco tempo será um dos melhores em
sua posição. Para reforçar ainda mais esse gupo, o
franquia usou uma de suas duas escolhas de primeira
rodada no Draft de 2015 para selecionar o OG Cameron
Erving, o grande destaque de Florida State será titular
logo em seu primeiro ano na NFL e vai ajudar ainda mais
essa excelente linha ofensiva. Na defesa 3-4 do Browns, a
linha defensiva precisava ser melhorada e esse foi um dos
focos na offseason. O DE Desmond Bryant, responsável
por 5 sacks em 2014, ganhou a companhia de Randy
Starks, experiente DT que jogou por Miami Dolphins e
Tennessee Titans. Ahtyba Rubin, titular da linha, trocou
Cleveland por Seattle; para o seu lugar, o Browns apostou
em Danny Shelton com a 12ª escolha geral no Draft desse
ano. Os três atletas devem ser os titulares e tem a missão
de complementar o trabalho feito pelo grupo de LBs e pela
ótima secundária. Os LBs do Cleveland Browns são uma
dúvida para essa temporada. A defesa foi a pior da liga
contra o jogo corrido, mas mesmo assim podemos
destacar Karlos Dansby com 93 tackles, 3 sacks e uma
interceptação. Com 33 anos, ele não é mais nenhum
garoto e o seu rendimento vai depender muito de sua
forma física. Paul Kruger, outro destaque, foi quem mais
conseguiu sacks do elenco em 2014, foram 11; além
disso, forçou 4 fumbles ao longo do ano e com 29 anos
pode ter mais uma grande temporada. Os outros dois
titulares são Barkevious Mingo e Chris Kirksey; o primeiro
foi uma escolha de primeira rodada em 2013, mas que
ainda não correspondeu as expectativas, já o segundo foi
selecionado na terceira rodada no Draft de 2014 e foi uma
grata supresa com 81 tackles, 2 sacks e um fumble.
O ponto forte da defesa é a secundária. Liderada pelo CB
Joe Haden, o grupo pode ser considerado um dos cinco
melhores da liga. Haden foi responsável por 3
interceptações e 20 passes desviados, números que o
colocam como um dos grandes em sua posição. Do outro
lado, a franquia contratou o experiente CB Tramon
Williams, jogador que fez carreira no Green Bay Packers e
foi, durante muitos anos, a referência da defesa de sua exfranquia. A dupla de Safeties foi um verdadeiro sucesso
em 2014 e tem tudo para repetir o feito em 2015; o SS
Donte Whitner, em seu primeiro ano com o Browns,
chegou ao Pro Bowl graças aos seus 106 tackles, 2
fumbles forçados e uma interceptação. O FS titular,
Tashaun Gipson, um dos atletas mais subestimados da
NFL, conseguiu 6 interceptações, forçou um fumble, deu
52 tackles e, atualmente, pode ser considerado um dos
três melhores de sua posição. O quarteto forma um grupo
de jogadores muito forte e ainda tem como reserva o CB
Justin Gilbert, escolha de primeira rodada no ano passado
que não foi muito bem em sua temporada de calouro e
precisa mostrar serviço quando entrar em campo. A AFC
Norte, hoje em dia, é a divisão mais forte da NFL. A
rivalidade entre as quatro equipes é histórica e aumenta a
cada ano. No último ano, apenas o Browns não teve uma
campanha positiva e as outras três franquias se
classificaram para os playoffs. A temporada de 2015 será,
mais uma vez, complicada para a equipe de Cleveland;
Steelers, Ravens e Bengals estão num nível acima e vão
brigar por vaga nos playoffs até a última rodada. Salvo
alguma grande supresa, o time deve terminar em útlimo
na divisão pelo quinto ano seguido. Se não fossem os
problemas com os WRs e o baixo nível dos QBs, o
Cleveland Browns poderia aspirar coisas maiores.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
CHEGARAM
CB Buster Skrine (Jets)
Bom atleta da secundária que vinha de duas ótimas temporadas e
estava em seu último ano de contrato. Devido às contratações do
Browns para a posição, foi reforçar a defesa do Jets.
DT Ahtyba Rubin (Seahawks)
QB Brian Hoyer (Texans)
DE Jabaal Sheard (Patriots)
TE Jordan Cameron (Dolphins)
Foi uma ótima opção de passe no ataque, mas vinha de uma
temporada bem abaixo do esperado.
QB Josh McCown ( Buccaneers)
Com 36 anos, chega para ser o titular da posição. Devido à falta de
comprometimento de Johnny Manziel, o atleta foi contratado para ser a
solução imediata.
WR Brian Hartline (Dolphins)
CB Tramon Williams (Packers)
Mesmo com 32 anos, o CB será titular na equipe e ainda pode render
por mais alguns anos.
DT Randy Starks (Dolphins)
WR Dwayne Bowe (Chiefs)
Coleciona algumas boas temporadas quando defendia o Kansas City
Chiefs, mas vem de três temporadas fracas.
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MELHORES JOGADORES DE 2014
CB Joe Haden
Haden pode - e deve - ser colocado entre os cinco
melhores CBs da NFL. Desde que entrou para a liga em
2010, ele sempre foi um atleta completo em todos os
quesitos; ano passado, fez mais uma grande temporada
quando somou 73 tackles (provando estar sempre perto
do recebedor para derrubá-lo), 3 interceptações, 20
passes desviados e ainda por cima conseguiu forçar um
fumble. O jogador tem tudo para ser o líder e a grande
referência da defesa do Browns por muitos anos. Tem um
balanço perfeito entra velocidade, agilidade, força e
altura.
S Tashaun Gipson
O jogador que não foi selecionado por nenhuma franquia
no Draft de 2012, hoje em dia se coloca como um dos
melhores da liga em sua posição. Tashaun Gipson é um
grande exemplo de atleta subestimado. Em 2014, ele
perdeu os cinco últimos jogos por lesão, mas mesmo
assim conseguiu 52 tackles, desviou 8 passes, forçou um
fumble e, com as suas 6 interceptações, poderia ter
liderado a NFL no quesito se participasse de todos os
jogos. O excelente FS tem um grande futuro pela frente e
o Cleveland Browns precisa valorizar o seu atleta.
LB Karlos Dansby
Mesmo perdendo quatro jogos durante a temporada, o LB
Karlos Dansby foi um dos destaques da equipe de
Cleveland em 2014. Com 33 anos, o atleta está numa
ótima forma física, algo que é determinante para um
jogador da sua idade, e consegue facilmente perseguir
seus adversários de uma linha lateral a outra. Em 2014,
Dansby foi responsável por 93 tackles, três sacks e uma
interceptação; se participasse de todos os jogos da
temporada, o LB poderia ter números ainda mais
expressivos.
OT Joe Thomas
Outro jogador que também pode ser considerado um dos
melhores, se não o melhor, em sua posição é o OT Joe
Thomas. Desde que o atleta foi selecionado no Draft de
2007, ele participou de todos os jogos possíveis com a
franquia. Além de sempre estar em campo, Thomas
oferece, com a ajuda dos seus companheiros de linha
ofensiva, uma segurança para o QB trabalhar e ainda
consegue bloquear e abrir espaços para as corridas dos
RBs.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Jets (Fora) - Semana 1
Iniciar bem a temporada é sempre bom e enfrentar logo de
cara um time que passa por reformulação é melhor ainda.
Após trocar de técnico e contratar vários jogadores, o Jets
é uma incógnita para o primeiro jogo do ano; o Cleveland
Browns precisa aproveitar e surpreender fora de casa.
Uma vitória no primeiro jogo da temporada regular será
muito importante para a moral da equipe.
Rams (Fora) - Semana 7
O St. Louis Rams promete ser uma das surpresas da NFL
para a temporada de 2015. Para o Browns, nada melhor
do que enfrentar uma equipe dessas na metade da
temporada. O duelo promete ser um divisor de águas para
as pretensões das duas franquias no ano; o time de
Cleveland pode surpreender mesmo jogando fora de
casa.
Ravens (Casa) - Semana 12
Um confronto de divisão é sempre interessante de se
assistir. Com o Ravens, possivelmente, brigando por vaga
nos playoffs, o Browns tem a oportunidade de ser a pedra
no sapato e dificultar a classificação do grande rival para a
pós-temporada. O ataque vai precisar funcionar e o fator
casa pode ajudar a equipe de Cleveland a sair com a
vitória.
49ers (Casa) - Semana 14
Mesmo sendo improvável uma classificação aos playoffs,
o duelo do Browns contra o San Franciso 49ers tem um
valor especial. A partida marca o encontro entre duas
franquias de muita história e que não se enfrentam desde
2011, quando o 49ers venceu, em casa, por 20 a 10. A
partida será uma oportunidade de revanche para o
Browns, dessa vez jogando no FirstEnergy Stadium.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DT/NT Danny Shelton (Washington)
Peso: 154 kg
Altura:1,85 m
Dono de 93 tackles, 5 fumbles forçados e 9 sacks em seu
último ano na universidade de Washington, o DT Danny
Shelton foi selecionado pelo Cleveland Browns na 12ª
escolha geral no Draft de 2015. A defesa da franquia foi a
pior da NFL contra o jogo corrido, mas a escolha do
jogador promete mudar isso. Mesmo pesando 154 kg,
Shelton é um atleta rápido, com bom movimento de pés e
ótimo contra o jogo terrestre adversário; devido ao seu
tamanho, ele pode ser considerado uma grande ameaça
ao QB oponete, fazendo com que a linha ofensiva fique
sempre atenta aos seus movimentos. O ótimo jogador
chega para ser titular logo de cara na linha defensiva da
equipe e promete mudar o comportamento da defesa
durante a temporada. Danny Shelton tem todas as
características necessárias para ser um sucesso no
futebol americano profissional; o Cleveland Browns
acertou em cheio ao selecionar o atleta e, se ele confirmar
todo o seu talento, a franquia vai ter um grande nome em
sua defesa por muitos anos.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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27
O QUE ESPERAR
O Denver Broncos, atual tetracampeão da divisão AFC
Oeste, não terá vida fácil em 2015 e se quiser chegar aos
playoffs precisa mostrar isso dentro de campo. A franquia
tem um calendário difícil na temporada e passou por
algumas mudanças em relação ao ano passado, com a
principal delas sendo a troca de comando da equipe. O
técnico John Fox foi para o Chicago Bears, mesmo após
quatro anos de sucesso em Denver; para o seu lugar,
Gary Kubiak (ex-coordenador de ataque do Baltimore
Ravens) foi contratado. Ele já teve uma experiência de 8
anos com o Houston Texans na mesma função e
conseguiu levar a franquia para os playoffs em duas
oportunidades. O coordenador ofensivo Adam Gase e o
coordenador defensivo Jack Del Rio também foram
embora, ou seja, mudança total fora das quatro linhas.
Dentro de campo, o comandante da equipe é um velho
conhecido de todos os fãs de futebol americano. Peyton
Manning chega em 2015 para a sua quarta temporada
defendendo o Broncos e até a sua aposentadoria
podemos sempre considerar a franquia como uma
candidata ao título. Após declarar que jogou o fim da
temporada passada com uma lesão na coxa, o QB usou
os treinamentos para mostrar que está recuperado e
pronto para ter mais um ano atuando no mais alto nível.
Após se tornar, em 2014, o atleta com mais touchdowns
lançados na história da NFL, Manning precisa de 2148
jardas para ser o novo líder da liga em jardas aéreas. Se
não sofrer nenhum grande problema, 2015 será mais um
ano inesquecível ele.
Para tirar a pressão de cima da grande estrela da
franquia, os RBs precisam ter boas atuações. A surpresa
da equipe no ano passado, C.J. Anderson, será o titular e
já mostrou ser uma ótima arma no ataque. Porém, ele não
será o único a correr em Denver; Montee Ball parece ter
se livrado das lesões e, finalmente, vai poder mostrar a
sua qualidade. Além das corridas, a dupla deve ser
bastante acionada por Manning em passes curtos e
jogadas de desafogo.
O grupo de recebedores não é o mesmo de dois anos
atrás, mas ainda assim pode ser considerado confiável.
Demaryius Thomas, Emmanuel Sanders e Cody Latimer
serão os três principais alvos e tem condições de levar a
equipe aos playoffs. Thomas é um dos melhores em sua
posição, está em sua melhor fase da carreira e tem um
entrosamento perfeito com Manning. Sanders está em
seu segundo ano com a equipe e vem de uma temporada
excelente, onde se tornou uma arma perigosa para contra
os adversários. Já Latimer, não teve boas atuações em
2014. Como calouro ele pouco entrou em campo, mas
deve ganhar mais oportunidades de usar os seus 1,91m
de altura para receber passes nas laterais do campo.
A principal perda do ataque para 2015 foi o TE Julius
Thomas, alvo favorito de Manning na end zone. Após duas
temporadas seguidas com 12 touchdowns recebidos, o
atleta foi para o Jacksonville Jaguars e deixa um grande
vazio na posição. Para substituí-lo, o Broncos trouxe o TE
Owen Daniels, que trabalhou com o técnico Gary Kubiak
no Texans e no Ravens, mas há duas temporadas não
vem atuando em alto nível. A diferença entre os dois é
muito grande e, por mais que Daniels tenha um bom ano,
o novo TE de Denver não representa o mesmo perigo que
Thomas representava.
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29
Um dos pilares da franquia de Denver nos últimos anos é
a linha ofensiva. Considerada uma das melhores da liga,
ela teve algumas baixas significativas para 2015 mas a
franquia se movimentou para trazer substitutos. O OG
Manny Ramirez, titular absoluto da linha, foi envolvido em
uma troca durante o Draft e acabou indo para o Detroit
Lions. O outro OG, Orlando Franklin, foi titular em todas as
partidas desde que chegou à Denver em 2011 mas, após
o seu contrato chegar ao fim, acertou a sua ida para o rival
de divisão, San Diego Chargers. Como se já não
bastasse, o OT Ryan Clady rompeu o ligamento cruzado
anterior do joelho nos primeiros treinos do ano e está fora
da temporada. Com a lesão de Clark, o novo titular deve
ser Ty Sambrailo, OT selecionado na segunda rodada do
Draft de 2015. O OG Evan Mathis, um dos melhores da
NFL, foi contratado e chega para ser titular. O C Bruce
Gradkowski e o OG Shelley Smith são outros reforços
trazidos nesta Offseason e devem brigar pela titularidade.
Os remanescentes de 2014, Louis Vasquez e Chris Clark,
completam a nova linha ofensiva. Com as as perdas no
setor, o novo técnico da franquia usará bastante as
formações com o FB em campo, não só para melhorar a
proteção ao QB, mas principalmente para aumentar a
eficiência do jogo corrido, que é o grande foco do
playbook de Kubiak. O corpo de DEs e DTs já não
colocava muito medo nos adversários no que diz respeito
a pressão ao QB e a saída do DT Terrance Knighton só
piora essa situação. Em compensação, na defesa 3-4 do
Broncos, os jogadores da linha atuam com o objetivo de
abrir espaços para a pressão dos LBs e fazem isso muito
bem. Von Miller, DeMarcus Ware, Brandon Marshall e
Danny Trevathan formam um dos melhores, se não o
melhor, grupo de LBs da NFL; os dois primeiros foram os
grandes destaques da defesa ano passado: Ware
conseguiu 10 sacks e Miller teve 14. Além do quarteto, a
equipe de Denver ainda conta com Shane Ray, talentoso
atleta selecionado na primeira rodada do Draft desse ano.
Outro setor da defesa que merece elogios é a secundária.
Contando com um ótimo balanço entre juventude e
experiência, o grupo de jogadores promete ser um dos
melhores da liga daqui a alguns anos. Aos 26 anos, o CB
Chris Harris Jr. é o grande destaque do setor e pode ser
considerado um dos melhores em sua posição.
Do outro lado do campo, o Broncos tem o CB Aqib Talib, de
29 anos, atleta que qualquer franquia da NFL gostaria de
ter no elenco. Mesmo em seu segundo ano entre os
profissionais, o CB Bradley Roby, de apenas 23 anos, já
mostrou ter capacidade para ser titular e deve entrar na
rotação principal.
O SS T.J. Ward também é um dos melhores em sua
posição e é muito respeitado pelo grupo e pelos
adversários; o recém chegado Darian Stewart é o menos
talentoso de todos os citados, mas vem para substituir o
FS Rahim Moore que foi para o Texans. Além de garantir a
segurança da equipe na defesa contra os passes em
2015, a secundária do Broncos será o ponto forte da
franquia por mais alguns anos. Buscando o quinto título de
divisão seguido e chegar ao no Super Bowl, o Denver
Broncos não deverá ter maiores problemas na AFC
Oeste. Por mais que o San Diego Chargers e o Kansas
City Chiefs sejam duas equipes bem organizadas, ainda
não estão no nível de competição da franquia laranja e
branco. O Oakland Raiders passa por uma reformulação
de elenco e também não representa uma ameaça ao
domínio do Broncos. A maior dificuldade do time de
Denver é a tabela. Ao longo do ano a equipe vai enfrentar
Baltimore Ravens, Green Bay Packers, Indianapolis
Colts, New England Patriots e Pittsburgh Steelers, cinco
times que sempre são candidatos ao título. Uma boa
apresentação contra esses adversários significa um time
pronto para chegar longe na temporada de 2015.
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
TE Julius Thomas (Jaguars)
O alvo favorito de Peyton Manning na end zone estava no fim de
seu contrato e não teve seu acordo renovado. Possivelmente a
maior perda da equipe.
LB Nate Irving (Colts)
C Will Montgomery (Bears)
OG Manny Ramirez (Lions)
DT Terrance Knighton (Redskins)
OG Orlando Franklin (Chargers)
O jogador mais consistente da linha ofensiva vai jogar pelo
Chargers na próxima temporada. Outra grande baixa no elenco
do Broncos.
WR Wes Welker (Free Agent)
FS Rahim Moore (Texans)
Um dos bons nomes em sua posição, Moore é ótimo
defendendo passes. A secundária perde uma peça importante,
mas substituível.
CHEGARAM
TE Owen Daniels (Ravens)
Chega para substituir Julius Thomas e ser o titular na posição.
Já teve ótimas temporadas na NFL, mas nos últimos anos não é
o mesmo.
DE Vance Walker (Chiefs)
OG Shelley Smith (Dolphins)
FS Darian Stewart (Ravens)
Depois de uma temporada com o Ravens, o jogador chega para
substituir Rahim Moore. Atuando ao lado dos ótimos atletas da
secundária pode ter um bom ano.
TE James Casey (Eagles)
C Gino Gradkowski (Ravens)
Com as baixas da linha ofensiva, Gradkowski será titular na
posição e tem a responsabilidade de manter o bom nível do
setor.
LB Reggie Walker (Chargers)
OG Evan Mathis (Eagles)
Melhores Jogadores de 2014
QB Peyton Manning
É um grande privilégio assistir Peyton Manning jogando
futebol americano. Mesmo com 39 anos e 17 temporadas
na NFL, o atleta ainda é um dos melhores em sua posição
e parece saudável para atuar em alto nível novamente por
mais alguns anos. O ano de 2014 foi “normal” para os
padrões Peyton Manning, mas excelente se comparado
com os outros QBs da liga. Foram 4727 jardas aéreas, 39
touchdowns e 15 interceptações. Na semana 7, contra o
San Francisco 49ers, ele passou Brett Favre e se tornou o
líder da NFL em passes para touchdown (509);
atualmente com 530 touchdowns e mais algumas
temporadas pela frente, Manning caminha para construir
uma marca inquebrável.
WR Demaryius Thomas
Demaryius Thomas mostrou um entrosamento perfeito
com Peyton Manning desde o primeiro jogo dos dois
juntos, em 2012. A temporada passada foi excelente para
o WR; com 111 recepções, 1619 jardas recebidas e 11
touchdowns, Thomas teve o melhor ano de sua carreira e
mostrou estar na melhor forma possível. O atleta é muito
bom conseguindo avanços após a recepção, tem uma
ótima combinação de altura, força, velocidade, agilidade
e briga ano a ano para ser considerado o melhor
recebedor da liga. Agora de contrato renovado, ele é um
grande perigo para as defesas adversárias a cada jogada
e, com 27 anos, é garantia de sucesso por muitos anos
com o Broncos.
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OLB Von Miller
Segunda escolha geral do Draft de 2011, Von Miller faz a
franquia do Colorado se orgulhar a cada jogada. Eleito o
“Defensive Rookie of the Year” em seu primeiro ano na
NFL, o atleta se tornou um dos melhores pass rushers e é
o pesadelo de muitos QBs. Com 59 tackles, 14 sacks e um
fumble forçado, ele foi o grande destaque da defesa do
Broncos. Junto de seu companheiro DeMarcus Ware, a
dupla é uma ameaça constante de pressão aos
adversários.
CB Chris Harris Jr.
O jogador, que não foi selecionado por nenhuma franquia
no Draft de 2011, chegou à Denver no mesmo ano, e
desde então, com a sua experiência na liga, vem se
tornando uma das peças mais confiáveis da secundária
da equipe. Foram 54 tackles, um sack, um fumble forçado,
3 interceptações e 17 passes desviados em 2014,
resultando em uma merecida escolha para o All-Pro Team
(a “seleção” da NFL).
JOGOS IMPERDÍVEIS
Ravens (Casa) – Semana 1
Nos playoffs da temporada de 2012, o Baltimore Ravens
venceu por 38 a 35 e eliminou o Broncos; a revanche veio
no primeiro jogo de 2013, quando Manning lançou para 7
touchdowns e deu a vitória para a equipe. A partida é
importante, pois pode dificultar o ano do Ravens e evitar
um possível duelo nos playoffs.
Packers (Casa) – Semana 8
Broncos e Packers será o encontro de Aaron Rodgers (o
MVP da última temporada) com Peyton Manning (5 vezes
eleito o MVP da NFL) mas além disso, as defesas das
duas franquias são boas e prometem não dar descanso
para as estrelas do jogo.
Colts (Fora) – Semana 9
Pelo 3° ano consecutivo, Colts e Broncos se enfrentarão
na temporada regular. Com uma vitória para cada lado,
essa será a chance do desempate. O jogo pode servir
como “revanche” para o Broncos após a derrota no “AFC
Divisional Game” da temporada passada. Como se já não
bastasse, a partida marca mais um reencontro de
Manning com a sua ex-franquia em Indianapolis.
Patriots (Casa) – Semana 12
A cada ano vivemos a expectativa de ver o último Manning
x Brady; o duelo entre dois dos melhores QBs da história
da NFL sempre é um jogo imperdível. Mesmo se não for o
derradeiro encontro entre os dois, a partida já merece
muita atenção, pois será importante na corrida para
chegar aos playoffs. Uma vitória aqui seria o grande
“empurrão” que o Broncos precisaria para buscar o título.
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A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DE/OLB Shane Ray (Missouri)
Altura: 1,91m
Peso: 111 kg
Cotado para ser um dos cinco primeiros escolhidos no
evento, Shane Ray se envolveu com drogas e fez com que
as franquias ficassem com um pé atrás. O Denver
Broncos subiu até a 23ª posição e teve coragem para
selecionar um dos melhores atletas do Draft de 2015. O
talentoso jogador é muito rápido, ágil, tem uma ótima
explosão e é melhor ainda na defesa contra o jogo corrido.
Com ótimos números durante a sua carreira universitária,
ele já mostrou estar preparado para atuar no nível
profissional. Ray não deverá ser titular logo de cara, pois
seus concorrentes na posição são “apenas” Von Miller e
DeMarcus Ware. Todavia, o seu primeiro ano na NFL será
de extremo aprendizado; com a ajuda da dupla já citada,
ele vai evoluir bastante e se tornará um jogador ainda
melhor. O atleta deve ganhar oportunidades na rotação da
equipe e pode ser uma surpresa em 2015. Se ficar longe
dos problemas fora de campo, Shane Ray será um dos
grandes nomes de sua posição e da NFL num futuro bem
próximo.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
As últimas duas temporadas retiraram o Houston Texans
da posição de equipe mais emergente da liga e
ascenderam o sinal de alerta na franquia. Em 2014,
porém, os playoffs ficaram mais perto do que o esperado e
algumas mudanças que começaram a ser feitas no fim de
2013 já mostraram resultados. A campanha desastrosa
daquele ano fez com que o Texans terminasse a
temporada com um recorde 2-14 e os dirigentes da equipe
não pensaram duas vezes antes de realizarem uma
modificação geral, dentro e fora de campo. Para 2014,
Houston se desfez do técnico Gary Kubiak e do QB Matt
Schaub, que havia sido o titular da posição nas sete
temporadas anteriores. Toda a comissão técnica,
responsável por levar o time ao título da divisão e a
vitórias nos playoffs nos dois últimos anos, também foi
mandada embora e um novo coordenador defensivo
chegou, modificando todo o planejamento do Texans para
a nova temporada.
A nova forma de se fazer futebol americano em Houston
também pôde ser observada no Draft de 2014, ano em
que a equipe contava com a primeira escolha geral.
Mesmo depois de receber ofertas pela posição e analisar
nomes para o ataque, especialmente para a posição de
Quarterback, o novo treinador Bill O'Brien seguiu a opção
da franquia e selecionou o melhor atleta disponível. A
aposta em Jadeveon Clowney deixou claro que a ideia do
Texans para a temporada era usar a sua defesa para
ganhar os jogos e depois se preocupar em fazer o ataque
funcionar. Além do DE/OLB, a equipe escolheu outros
quatro atletas do setor para tornar o elenco mais
qualificado e melhorar a rotação defensiva. Clowney não
teve o impacto esperado - longe disso - e deixou a
temporada prematuramente na quarta semana.
Os outros calouros também não apresentaram números
dignos de impressionar e o experiente Romeo Crenell, em
sua primeira temporada como coordenador defensivo da
equipe, precisou tirar o melhor de seus atletas mais
experientes. O resultado do primeiro ano sob nova
direção foi mais do que satisfatório para a defesa de
Houston. A franquia liderou a NFL em turnovers
produzidos por jogadores do setor, foi a terceira melhor da
liga interceptando passes e a sétima em média de pontos
cedidos aos adversários. Em termos individuais, o grande
destaque da equipe foi J.J Watt, que teve um ano de MVP.
Em 2014, o DE se tornou o primeiro atleta da história a
terminar o ano com 20 sacks ou mais em duas
temporadas na liga e anotou cinco touchdowns, sendo
três deles atuando como recebedor. O corpo de
Linebackers também teve um ano sólido e foi responsável
por tornar a defesa do texans a segunda melhor da NFL
em touchdowns terrestres cedidos. O trio formado por
Brooks Reed, Brian Cushing e Whitney Mercilus somou
95 tackles e nove sacks, mostrando muita velocidade e
intensidade no setor. A grande fraqueza da defesa do
Texans em 2014 foi a secundária, bastante explorada
pelos rivais, já que o jogo terrestre não dava resultados. A
franquia terminou o ano como a segunda pior da liga em
tentativas de passe dos adversários e a décima em
touchdowns aéreos sofridos. O maior problema individual
foi detectado na posição de Safety, em que o segundo
anista D.J. Swearinger terminou o ano com muitas faltas e
bastante queimado pelos recebedores. O desempenho
ruim rendeu ao jovem defensor a sua dispensa do elenco
em 2015.
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35
Mesmo com os problemas defensivos citados, o setor que
tirou as chances de playoff das mãos da equipe na última
temporada foi o ataque. No jogo terrestre, Arian Foster
correu novamente para mais de 1000 jardas no ano e
anotou 13 touchdowns, levando Houston à primeira
posição da liga em tentativas de corridas e ao quinto lugar
em jardas conquistadas. O camisa 23 esteve fora de ação
por três partidas durante o ano e o seu reserva imediato, o
rookie Alfred Blue, teve uma boa participação. Em 2015,
Blue deverá ser ainda mais acionado nas formações
ofensivas, tendo a missão de substituir o titular nas oito
primeiras semanas do ano, após Foster lesionar a virilha
durante o Training Camp. O cenário foi bem diferente para
o ataque aéreo do Texans, o terceiro pior da NFL em
tentativas e o oitavo em jardas totais. O principal
recebedor do time, o veterano Andre Johnson, somou
apenas três touchdowns ao longo da temporada - a
mesma quantidade de J.J. Watt - e a média de 1.69 pontos
por campanha em 2014 não foi suficiente para superar
outros times que também brigavam pelos playoffs nos
confrontos diretos. A posição que mais sofreu com a
irregularidade do ataque foi a de Quarterback. Ao todo,
quatro QBs estiveram em campo pelo Texans durante a
temporada e o que mais atuou entre eles, o veterano Ryan
Fitzpatrick, fechou sua participação com seis vitórias e
seis derrotas. Considerado a aposta do futuro, Ryan
Malett se machucou em seu terceiro jogo no ano e não
conseguiu mostrar seu talento. A falta de um líder
chamando as jogadas fez diferença nas partidas
decisivas e Houston não conseguiu superar essa
dificuldade, ficando fora da pós-temporada pelo segundo
ano seguido. Pensando em tornar o elenco mais
qualificado, o Texans foi pontual em suas contratações até
agora em 2015. Anunciado como o titular da equipe para
o início da temporada, Hoyer tem a experiência
necessária para comandar o ataque e não cometer os
mesmos erros que prejudicaram o time no ano
passado.Com a dispensa de Andre Johnson, a franquia
adicionou juventude e velocidade ao draftar Jaelen Strong
e assinar com Cecil Shorts III na Free Agency, além de
apostar na experiência do veterano Nate Washington, exTennessee Titans. O trio briga pela posição para atuar do
lado oposto a DeAndre Hopkins, que será o recebedor
número 1 da equipe em 2015.
A defesa de Houston, que já teve um ano acima da média
em 2014, deve melhorar ainda mais. As chegadas de
Vince Wilfork para a linha defensiva e de Rahim Moore
para a secundária, trazem experiência e segurança aos
dois setores. Ao lado de J.J. Watt e Jadeveon Clowney,
que retorna de lesão para ser uma das peças
fundamentais do Texans em 2015, eles formarão a
espinha dorsal de uma defesa que deve novamente
figurar entre as melhores da NFL. Com mais estabilidade
na posição de Quarterback, uma defesa mais encorpada
e adaptado ao estilo de jogo do técnico Bill O'Brien,
Houston tem chances de ser ligeiramente mais efetivo do
que em 2014, terminando o ano com um recorde superior.
Não dá para saber se ele será o suficiente para fazer a
equipe retornar aos playoffs, ainda mais depois de uma
boa Free Agency e um Draft sólido realizado pelas outras
três equipes da AFC Sul, mas o Texans entra para brigar
alto em 2015 e é um dos candidatos à pós-temporada em
sua conferência.
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
WR Andre Johnson (Colts)
Em 2014, Johnson teve uma queda nos números e deixou de
ser a principal arma ofensiva do Texans, que decidiu cortar o
jogador na Offseason. Sem histórico de lesões e com muita
experiência, ele deverá ser muito útil para o Colts e precisa ser
rapidamente substituindo em Houston.
LB Brooks Reed (Falcons)
Reed atuou por quatro anos na defesa de Houston e sempre foi
um defensor promissor e regular. Sem o Linebacker no elenco
em 2015, a equipe precisará de Jadeveon Clowney mais do que
nunca e selecionou Bernardrick McKninney como precaução.
C Chris Myers (Free Agent)
QB Thad Lewis (Bills)
S Kendrick Lewis (Ravens)
NT Jerrell Powe (Free Agent)
NT Ryan Pickett (Free Agent)
S Danieal Manning (Free Agent)
DE Tim Jamison (Free Agent)
CHEGARAM
QB Brian Hoyer (Browns)
Hoyer teve um ano difícil e seus números são melhores do que o
seu desempenho, mas ele terá uma linha entrosada e menos
pressão em Houston para fazer um bom trabalho.
S Rahim Moore (Broncos)
Moore foi sólido em todos os anos em que atuou na secundária
do Broncos e representa um upgrade no setor após a saída de
DJ Swearinger. Deve ser o titular durante a temporada.
WR Cecil Shorts III (Jaguars)
DT Vince Wilfork (Patriots)
WR Nate Washington (Titans)
RB Chris Polk (Eagles)
MELHORES JOGADORES DE 2014
WR DeAndre Hopkins
Selecionado em 2013 para aprender ao lado de Johnson
e substituir o companheiro no futuro, o camisa 10 segue
evoluindo na liga e deve ter uma temporada ainda mais
produtiva agora que atua como o número 1 no ataque do
Texans. Acionado 127 vezes pelos Quarterbacks de
Houston, ele somou 76 recepções completas, oito
touchdowns e teve uma média de 15,9 jardas por jogada,
demonstrando o seu talento natural para Big Plays.
LT Duane Brown
Draftado na primeira rodada do Draft de 2008, Brown foi
selecionado para atuar como titular por muitos anos no
lado esquerdo da linha ofensiva do Texans e vem
cumprindo a sua função com muita eficiência desde
então. Protegendo o lado cego dos Quarterbacks, ele tem
o tamanho e a agilidade necessários para dominar os
Pass Rushers e permitir que a jogada seja completada.
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MELHORES JOGADORES DE 2014
RB Arian Foster
Um dos Running Backs mais respeitados da NFL, Foster
perdeu 11 jogos por lesões nas últimas duas temporadas
e já aparenta não ter a mesma resistência física de seus
primeiros anos. Os seus números, porém, continuam
satisfatórios e o atleta segue sendo a grande referência
ofensiva da franquia para o próximo ano. Em 2014, Arian
voltou a correr para mais de 1000 jardas na temporada,
somando oito touchdowns terrestres e cinco aéreos. A
média de 4,8 jardas por tentativa é a segunda melhor da
carreira do atleta como jogador do Houston e ele ainda é o
dono de inúmeros recordes da posição pela franquia
desde que foi selecionado em 2009. A batalha de Foster
durante os próximos anos será contra a sua condição
física e o avanço da idade, situação bastante delicada
para Running Backs da NFL. Caso consiga se manter em
campo por mais tempo, o camisa 23 tem condições de se
consolidar como um dos corredores mais prolíficos da
última década na liga. A péssima notícia para Houston,
porém, é que o jogador novamente terá que se ausentar
de um número significativo de jogos em 2015 com uma
lesão na virilha sofrida durante o training camp; mesmo
podendo voltar durante o campeonato, Foster não estará
no mesmo ritmo dos seus adversários.
DE J.J. Watt
Soberano na linha defensiva do Texans em 2014, Watt
não foi só o melhor jogador da franquia durante o ano
como também um dos melhores de toda a liga - em
qualquer posição - na última temporada, e muitos
acreditavam que o defensor poderia ter sido o MVP. Além
de registrar o seu segundo ano como profissional
anotando mais de 20 sacks, se tornando o único da
história a realizar o feito, ele conseguiu suprir a ausência
de Jadeveon Clowney, draftado para dividir as tarefas no
Pass Rush com o camisa 99, mas que quase não pisou
em campo em 2014. Os números apresentados ao fim da
temporada e a liderança em campo já fariam de Watt o
jogador mais impressionante da franquia, mas ele
conseguiu brilhar ainda mais.Nas últimas cinco semanas
do campeonato, o defensor fez o caminho contrário da
maioria dos jogadores e melhorou o seu desempenho.
Com 11 sacks e 20 Hits anotados contra os Quarterbacks
rivais, J.J. terminou o ano em sua melhor forma e deve
voltar com tudo em 2015. Se todo esse currículo não for o
suficiente, ainda podemos lembrar que Watt liderou a liga
em fumbles e em touchdowns anotados por jogadores de
defesa, com cinco no total. Em uma temporada para ficar
na história, ele se tornou o primeiro jogador da história a
anotar pontos recebendo, retornando fumbles, forçando o
safety e interceptando o passe. Espetacular.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Falcons (Fora) - Semana 4
O duelo com o Falcons colocará frente a frente duas
equipes que falharam em seus objetivos em 2014 e
ficaram fora dos playoffs. O encontro da semana 4 já pode
ser decisivo, dependendo da forma como os dois times
irão atuar em seus três primeiros jogos, e representa um
bom teste para a renovada secundária de Houston,
enfrentando um ataque aéreo explosivo.
Jets (Casa) - Semana 11
O Texans receberá em casa um Jets que pode brigar por
uma vaga no Wild Card contra o próprio Houston. As
novas armas ofensivas da franquia também ajudarão na
evolução da secundária da equipe e o front seven
poderoso que New York vem ensaiando montar nesta
Offseason pode ser a prova perfeita para esse ataque se
provar na NFL.
Patriots (Casa) - Semana 14
Jogo de extrema importância contra um rival de
conferência e possivelmente também pensando em vaga
nos playoffs. A nova linha defensiva de Houston precisará
jogar a sua melhor partida do ano para pressionar Tom
Brady constantemente e garantir a vitória forçando
turnovers. O reencontro entre Wilfork e sua antiga
franquia é um ingrediente a mais neste confronto da AFC.
Colts (Fora) - Semana 15
Uma semana após enfrentar o Patriots em casa, Houston
Viaja até o Lucas Oil para bater de frente contra o rival de
divisão Indianapolis Colts. A partida pode representar a
quebra de um tabu que dura 13 anos. Desde que foi
criada, a franquia nunca venceu o Colts fora de casa e terá
uma nova oportunidade para mudar a história no fim de
dezembro.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
CB Kevin Johnson (Wake Forest)
Altura: 1,82m
Peso: 85kg
Com J.J. Watt acompanhado de Vince Wilfork e Jadeveon
Clowney em 2015 e com Brian Cushing liderando o corpo
de Linebackers, Houston usou o Draft para garantir o
futuro da posição de CB e selecionou Kevin Johnson. O
atleta, cotado como um talento para o fim da primeira
rodada, subiu no board e ganhou a confiança de Houston,
que decidiu passar o indisciplinado Marcus Peters para
selecioná-lo antes. A chegada do jogador não só tem a
intenção de fortalecer o elenco da equipe, mas adicionar
versatilidade e juventude a secundária. Em 2013, o CB
anotou três interceptações e teve 15 passes defendidos, o
segundo da posição no quesito entre os atletas da ACC.
Já em 2014, em sua última temporada no college, ele
permitiu apenas 24 passes completos em sua direção e
somou 44 tackles, incluindo 3,5 com perdas de jardas. As
principais qualidades de Johnson passam por sua ótima
condição física. Muito veloz, ele tem a capacidade de
antecipar aos passes, se recuperar depois de ser
superado na linha de scrimmage e de perseguir os
recebedores mais rápidos das equipes rivais.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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39
O QUE ESPERAR
Em 2014, o Indianapolis Colts chegou mais longe do que
seu torcedor mais racional poderia esperar. Contando
com um ataque dominante, a equipe avançou com
tranquilidade aos playoffs e venceu dois jogos – o último
deles contra o Broncos, de forma surpreendente. Na
disputa da final da AFC, o time se mostrou ainda muito
frágil na defesa, especialmente contra o jogo corrido, e vai
precisar evoluir no quesito se quiser se tornar mais
consistente esse ano. Mas a pergunta que todo aquele
que veste azul faz nesse momento é: Conseguirá?
Tentaremos responder na análise que segue.
Ofensivamente, o Colts promete estar ainda mais forte
que na última temporada, isso porque a equipe evoluiu
seu corpo de recebedores através do Draft e da Free
Agency, bem como a posição de Running Back com a
contratação de Frank Gore, ex-49ers. Em relação aos
Wide Receivers, sai Reggie Wayne, que está envelhecido
e sofreu múltiplas lesões nas duas últimas temporadas, e
vem Andre Johnson, que é tão competente quanto
Wayne, também é experiente, mas está muito mais inteiro
e pronto para ser o WR1 do time, já que tem o porte físico
para ser o cara do first down pro Colts, aquele que faz
rotas curtas e intermediárias e deve ser o homem de
confiança de Andrew Luck. TY Hilton segue fazendo o que
faz de melhor usando sua velocidade, Donte Moncrief
jogará seu segundo ano na NFL e tende a crescer cada
vez mais – já mostrou boa capacidade como calouro -,
além deles, o time de Indianapolis ainda usou a primeira
escolha no Draft em Phillip Dorsett, um WR que possui
características similares às de TY Hilton.
Um quinteto – Duron Carter merece ser lembrado - de
recebedores para ninguém colocar defeito e que ainda
conta com uma boa dupla de Tight Ends em Coby Fleener
e Dwayne Allen – Coby se destaca mais recebendo,
enquanto Allen é usado mais para bloquear e como alvo
na red zone. O RB titular será o experiente, mas
extremamente eficiente, Frank Gore. O ídolo do 49ers
reforça o Colts em uma posição muito carente da equipe e
que era de Trent Richardson na maior parte da temporada
de 2014. Uma clara evolução no setor que ainda conta
com os regulares Daniel Herron, Josh Robinson e Vick
Ballard. Excelente grupo de recebedores, Quarterback
entre os melhores da NFL, bom grupo de corredores, mas
e a questionável linha ofensiva? Também foi reforçada
com a contratação do OG Todd Herremans (ex-Eagles),
no entanto, apesar de ser um bom nome diante do que o
Colts tinha na posição, ele caiu muito na última
temporada. A formação titular que a comissão técnica
planeja é (da esquerda para a direita): Castonzo, Louis,
Holmes, Herremans e Mewhort. É uma linha ofensiva
aceitável e que deve dar conta do recado, mas
provavelmente não será digna de destaque. Gosder
Cherilus, que jogaria na posição de Right Tackle, vinha de
lesão e acabou sendo dispensado, uma clara
demonstração de que a comissão técnica confia no
segundo anista Jack Mewhort. Khaled Holmes precisa se
provar como Center na NFL, mas foi elogiado nos treinos.
O ponto que preocupa mais é o Left Guard Lance Louis,
pois caso jogue abaixo do razoável, pode prejudicar o
nível de atuação do Left Tackle Antonhy Castonzo e de
toda a linha por consequência.
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41
Na defesa, o Colts deve ser melhor na pressão ao
Quarterback com a volta de Robert Mathis, a contratação
de Trent Cole e com Jonathan Newsome, que
surpreendeu positivamente em sua temporada de calouro
ao conseguir 7.5 sacks mesmo atuando em snaps
limitados. Mathis será importantíssimo para que a
unidade possa evoluir em relação ao ano passado e tudo
vai depender de como ele se recupera da lesão sofrida. A
linha defensiva foi reformulada na expectativa de que o
calcanhar de aquiles do time deixe de ficar tão exposto. O
Indianapolis Colts não consegue parar o jogo corrido nos
playoffs por mais que essa seja uma das diretrizes do
trabalho de Chuck Pagano, treinador da equipe. Esse
será o quarto ano dele no comando e vai precisar mostrar
que consegue fazer a linha defensiva trabalhar em alto
nível, para isso Kendall Langford (ex-Rams) foi
contratado e tem como ponto forte a capacidade de parar
as corridas. O recém contratado deve começar jogando
ao lado de Josh Chapman e Arthur Jones, jogadores que
precisam facilitar o trabalho dos ILBs titulares Jerrell
Freeman e D'Qwell Jackson. Pagano treinou com o rookie
SS Clayton Geathers no lugar de Jackson em situações
claras de passe. Ele seria um híbrido de LB e Safety (Três
deles em campo na formação Dime) ara combater o Tight
End do oponente. A secundária foi bastante elogiada
durante a temporada regular e o ápice de seu
desempenho aconteceu contra o Broncos nos playoffs.
Liderada por Vontae Davis, considerado um dos cinco
melhores Cornerbacks da liga, ainda contará com Greg
Toler, Mike Adams e Dwight Lowery - vem para substituir
LaRon Landry e não vai ser difícil jogar melhor que seu
antecessor.
São quatro jogadores que, em conjunto, formam uma boa
secundária e que não deverá ser alvo de maiores
preocupações porque o grande problema do time com o
jogo aéreo se deve à cobertura ruim de seus Linebackers
e não de seus Conerbacks ou Safeties (exceto o Landry
que não está mais no time). Jerrell Freeman é
provavelmente o único LB do elenco que consegue cobrir
um passe de forma mais aceitável, já que Jackson e Bjorn
Werner sofrem demais nessas situações. O Colts
selecionou o talentoso D'Joun Smith na terceira rodada do
Draft para ser o CB3 do time. Todos que acompanham a
NFL sabem que o Colts vai aos playoffs novamente – já
que domina a divisão - e tem time para vencer o primeiro
jogo da pós-temporada em casa. O que é mais incerto são
os outros duelos nos playoffs, como tem sido desde 2013.
Para vencer em janeiro (época dos playoffs), a parte física
do jogo conta muito, as trincheiras – linhas ofensivas e
defensivas duelando – decidem jogos, é essencial correr
bem e parar a corrida para que se tenha um time mais
sólido e mais efetivo no mata-mata. Em todos esses
pontos, o Colts apresentou deficiências nos últimos anos;
linha ofensiva e defensiva frágeis, jogo terrestre ruim e
defesa contra o jogo corrido inexistente. A linha ofensiva
da franquia deve melhorar levemente e será mais
eficiente no jogo terrestre, mas a linha defensiva não deve
evoluir tanto assim, pelo menos não no aspecto de parar a
corrida adversária. Até Chuck Pagano ajustar seus
Linebackers e a linha taticamente de forma a maximizar o
grupo que ele tem à disposição, continuará sendo um
ponto a se questionar nesse elenco. Jogar em uma
divisão frágil e ter um Quarterback acima da média
garante o Colts nos playoffs com o provável recorde de 10
vitórias e 6 derrotas.
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
FS Sergio Brown (Jaguars)
DE Cory Redding (Cardinals)
Foi o melhor jogador da linha defensiva do Colts nos três anos
que jogou por lá e sua ausência será sentida.
RB Trent Richardson (Raiders)
DE Ricky Jean Francois (Redskins)
WR Hakeem Nicks (Titans)
C A.Q. Shipley (Cardinals)
WR Reggie Wayne (Free Agent)
Ídolo eterno da torcida do Colts, Wayne só não foi procurado
para renovar por estar lidando com muitas lesões nas duas
últimas temporadas.
SS LaRon Landry (Free Agent)
RB Ahmad Bradshaw (Free Agent)
OT Gosder Cherilus (Buccaneers)
CHEGARAM
DE Earl Okine (AFL)
ILB Nate Irving (Broncos)
WR Andre Johnson (Texans)
Chega para ser o WR1 do time e o cara de confiança de Andrew
Luck quando estiver em uma terceira descida chave. Supre,
portanto, o papel que era de Reggie Wayne.
DE Kendall Langford (Rams)
OLB Trent Cole (Eagles)
RB Frank Gore (49ers)
Sair de Trent Richardson para Frank Gore será sempre uma
evolução considerável, independente da idade do veterano.
OG Todd Herremans (Eagles)
FS Dwight Lowery (Falcons)
MELHORES JOGADORES DE 2014
FS Mike Adams
O veterano chegou apenas para compor o elenco e foi
recebido com desconfiança pela torcida mas, devido à
suspensão de LaRon Landry, ele jogou, surpreendeu,
virou titular absoluto e chegou ao seu primeiro Pro Bowl
na carreira. Junto com Vontae Davis, liderou a elogiada
secundária do time e era a voz que orientava os
companheiros dentro de campo. Sem pensar duas vezes,
o Colts renovou seu contrato por mais um ano e se ele
mantiver o nível de jogo, a franquia de Indianapolis estará
muito bem servida na posição de Free Safety.
CB Vontae Davis
Um dos três melhores Cornerbacks da NFL em 2014,
Davis foi completamente dominante nos jogos a ponto de
anular grandes recebedores por toda uma partida e fazer
com que os Quarterbacks evitassem lançar em sua
direção. Extremamente físico, também teve um excelente
desempenho nos tackles auxiliando os Linebackers e
Safeties quando alguém escapava deles. Desde que foi
trocado do Dolphins para o Colts, Vontae Davis é um
jogador em constante evolução e desenvolvimento,
portanto é claro que a expectativa da comissão técnica é
que ele volte ainda melhor nessa temporada e lidere o
setor da equipe.
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43
QB Andrew Luck
O que falar de Andrew Luck? Um dos QBs mais dinâmicos
da NFL, Luck vai jogar seu quarto ano na liga e tem tudo
para melhorar seus números ainda mais – coisa que ele
vem fazendo ano a ano. Com 40 touchdowns aéreos na
última temporada, caso ele consiga mais ainda em 2015,
a torcida do Colts pode esperar um ano bem interessante
desse ataque que tem tudo para brigar pelo topo no
ranking dos melhores do ano.
WR T.Y. Hilton
Selecionado no mesmo ano que Andrew Luck, os dois
crescem juntos e a cada temporada que passa a química
entre eles parece ainda melhor. Diferente do ano
passado, quando Reggie Wayne jogou machucado e
Hilton precisou ser o WR1 do time – o que pelo seu porte
físico e características não é o ideal -, esse ano Andre
Johnson chega para o papel, liberando T.Y. para fazer o
que mais gosta: atacar os adversários em profundidade.
Jogos Imperdíveis
Bills (fora) – semana 1
Esse jogo merece entrar nessa lista por dois motivos:
Quem discorda que a estreia do seu time na temporada da
NFL depois de sete meses de espera é um dos melhores
jogos do ano? A defesa do Bills promete ser espetacular e
o ataque do Colts deve ser matador, você vai mesmo
deixar de ver isso?
Patriots (casa) – semana 6
Vingança. É esse o tempero desse duelo válido pela sexta
semana da temporada regular. O Colts virá com tudo,
jogando em casa, para bater o Patriots pela primeira vez
com Luck no comando. Esse jogo pode ter maiores
implicações até na posição de classificação para os
playoffs dentro da conferência.
Broncos (casa) – semana 9
Depois do Patriots em casa, o time de Indianapolis recebe
outro adversário direto na briga pelas primeiras posições
da conferência. Caso o Colts vença ambos - Patriots e
Broncos - nesses confrontos importantíssimos para a
equipe, pode se colocar na disputa direta pela melhor
campanha da AFC.
Steelers (fora) – semana 13
Em 2014, jogando fora de casa contra o Steelers, o Colts
levou uma surra. Nessa temporada, esse duelo também
acontece em Pittsburgh; hora da defesa do time mostrar
se evoluiu mesmo e parar Le'Veon Bell, um dos melhores
Running Backs da NFL, em pleno Heinz Field.
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A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
WR Phillip Dorsett (Miami)
Altura: 1,77 m
Peso: 83kg
Os principais analistas especializados em NFL e NCAA
especulavam o Colts usando a primeira escolha em um
jogador de linha ofensiva ou defensiva, talvez um safety,
mas o General Manager Ryan Grigson disse chega! Usou
a mais alta escolha do time no Draft 2015 em um
recebedor, posição nada carente no Colts, claramente
seguindo a filosofia de pegar o melhor talento disponível
independente da posição. O WR Phillip Dorsett se
destaca por sua velocidade, aceleração e rápida resposta
ao sair da linha de scrimmage, possui um bom trabalho de
pés e mãos confiáveis. Ele consegue separação do
marcador com facilidade, liderou o Miami Hurricanes em
jardas recebidas por duas temporadas e sabe correr bem
suas rotas. O seu ponto negativo é o fato de ser baixo e
sofrer mais quando enfrenta um Cornerback alto e físico.
O atleta chega como WR4 do elenco e deverá disputar
posição e tempo de jogo com Donte Moncrief – que vai
para seu segundo ano. Com boas chances de ser o
retornador titular e muito tempo para evoluir, Dorsett pode
ser um bom valor para o Colts no futuro.
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O QUE ESPERAR
A temporada de 2014 do Jaguars foi simplesmente
pavorosa, e para mostrar como o time não foi bem tanto
no ataque quanto na defesa, seguem as estatísticas da
equipe no último ano. O setor defensivo foi o sétimo pior
no geral, o sexto contra o jogo aéreo e o décimo primeiro
contra o jogo corrido. Se os números da defesa já
assustam, os do ataque são ainda piores. O Jaguars foi o
segundo pior ataque da NFL no geral, penúltimo no total
de passes e apenas o 21º no jogo corrido. Devido a essas
estatísticas horríveis , o time foi um dos que mais se
movimentou na Offseason, trazendo bons jogadores na
Free agency e realizando um Draft interessante. A
franquia se reforçou em todos os setores. Se no ataque
faltavam alvos para Bortles, o Jaguars trouxe o TE Julius
Thomas, um dos melhores da posição nos últimos anos,
além dos WRs Arrelious Benn e Bryan Walters, todos via
Free Agency. A dupla Jermey Parnell (ex-Cowboys) e A.J
Cann, um dos melhores Guards do último Draft, chegou
para reforçar a linha ofensiva e proteger o QB. Na defesa,
o time buscou nomes que possam significar liderança em
campo. O CB Davon House chega para ser titular na
secundária, o LB Dan Skuta costumava conseguir bons
tackles em San Francisco e a grande escolha da equipe
no Draft, o DE Dante Fowler Jr, será um reforço para a
linha defensiva no futuro.
Especificamente sobre este setor, o Jaguars conseguiu
reforçar todas as posições da defesa via Free Agency e
Draft. James Sample e Sergio Brown podem formar uma
dupla interessante de safeties e brigarão por espaço com
Josh Evans, que foi bem em 2014 com a franquia. Chris
Clemons é um excelente LB e com Skuta podendo jogar
ao seu lado, o números de tackles e a pressão ao QB rival
devem aumentar em Jacksonville. Falando em pressão, o
DE Jared Odrick é uma excelente opção para a linha
defensiva, com força e agilidade necessárias para
fortalecer o Pass Rush. Apesar de bons atletas terem
chegado à Flórida, a equipe perdeu o seu principal
jogador defensivo para a próxima temporada. Em um de
seus primeiros treinos, o recém draftado Dante Fowler Jr
sofreu uma grave contusão no joelho direito que o deixará
fora de ação em 2015. A notícia desmotivou grande parte
da torcida do Jaguars, que contava com uma boa
produção do calouro já neste ano. O ataque era o setor
que mais precisava de mudanças e nada melhor do que
começar por um novo coordenador ofensivo. Greg Olson
assumiu o cargo para mudar e gerenciar o ataque do
Jaguars esse ano. Para que isso seja possível, boas
peças serão mais do que necessárias e Jacksonville
parece tê-las em seu elenco.
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47
A franquia traz como opção de WRs os segundo anistas
Allen Robinson, Marqise Lee, Allen Hurns e o novato
Rashaad Greene, principal alvo de Jameis Winston no
College. Versátil, Greene poderá ser um dos principais
recebedores da equipe já na próxima temporada. Bortles
também contará em seu ataque com o TE Julius Thomas,
que tem tudo para ser um dos melhores de sua posição,
mesmo com uma provável queda de rendimento em
relação aos anos em Denver. Thomas vem de uma
temporada em que somou 487 jardas e 12 touchdowns,
números expressivos para um TE. A linha ofensiva se
reforçou com excelentes nomes e deve ser o melhor setor
da equipe para a próxima temporada. As chegadas do OT
Jermey Parnell, que fez parte da linha ofensiva do
Cowboys em 2014 e exigiu um alto investimento por parte
do Jags, e do OG A.J Cann, para muitos um dos melhores
Guards desse Draft, representam liderança e força física
para uma linha que precisa evoluir nos bloqueios e
impulsionar o jogo terrestre. O Jaguars também trouxe
bons RBs para explorar os buracos nas trincheiras da
defesa adversária. No Draft, a franquia apostou em T.J.
Yeldon, atleta de Alabama que não foi tão badalado
quanto Todd Gurley e Melvin Gordon, mas pode acabar
sendo tão eficiente quanto a dupla graças à sua
capacidade de ler muito bem a defesa adversária, além de
ser muito forte e veloz.
Para revezar em alguns snaps, o time trouxe o RB
Bernard Pierce – útil também recebendo passes - que foi
dispensado pelo Ravens durante a Offseason . Pierce é
um RB razoável e que terá mais tempo de jogo em
Jacksonville.
Para 2015, o Jaguars montou um time mais competitivo
do que os das temporadas anteriores, mas alguns setores
ainda precisam evoluir para que a equipe pense em
playoffs, especialmente na posição de Quarterback e na
reformulada linha ofensiva. O elenco é cheio atletas
novos e eles talvez possam dar mais trabalho no futuro,
conforme vão ganhando mais experiência na NFL. Sem
Fowler Jr, uma temporada 5-11 deve ser o máximo que o
Jaguars pode esperar.
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
DE Will Blackmon (Seahawks)
FB Bradie Ewing (Free Agent)
TE Marcel Jensen (Broncos)
S Jeremy Deering (Free Agent)
K Derek Dimke (Free Agent)
WR Tommy Streeter (Free Agent)
CHEGARAM
WR Arrelious Benn (Buccaneers)
TE Julius Thomas (Broncos)
Duas temporadas como titular ao lado de Peyton Manning e 24
Touchdowns. Julius Thomas foi uma máquina de pontuar e alvo
confiável do QB na Red Zone. Em Jacksonville, tem tudo para
ser a principal arma ofensiva do jovem Blake Bortles.
DE Jared Odrick (Dolphins)
Odrick chega à Jacksonville com um contrato longo. Em campo,
ajudará muito a equipe a pressionar os Quarterbacks
adversários pelo interior da linha, adicionando força e explosão
ao setor.
OT Jermey Parnell (Cowboys)
LB Dan Skuta (49ers)
FS Sergio Brown (Colts)
RB Bernard Pierce (Ravens)
Melhores jogadores de 2014
QB Blake Bortles
A vida de Bortles não foi nada fácil em sua primeira
temporada na NFL. Sem grandes recebedores ou um
bom RB, ele se viu pressionado por muitas vezes e
forçado a fazer jogadas imprevisíveis; em muitas destas
situações, o QB acabou sofrendo a interceptação,
principal quesito em que precisa evoluir para 2015.
Mesmo assim, com todas as deficiências citadas, o
jogador mostrou talento quando conseguiu ter tempo para
finalizar seus lançamentos e terminou a sua temporada
de calouro com 11 passes para touchdowns e 2.908
jardas totais, tendo bastante destaque também no jogo
corrido.
WR Allen Hurns
O recebedor, que é jovem e ainda deve evoluir muito na
NFL, fez uma boa temporada e foi o WR mais eficiente de
Bortles, anotando 677 jardas, 51 recepções e seis TDs.
Hurns quer repetir o desempenho em 2015 e tem tudo
para conseguir, já que o Jaguars se reforçou e conta com
melhores opções para o setor. O camisa 88 é um WR
rápido e de bom aproveitamento na Red Zone.
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LB Chris Clemons
Veterano na NFL, o defensor sempre jogou em alto nível.
Em 2014, foi líder em sacks do Jaguars na temporada
regular com 8, além de anotar outros 27 tackles ;
especialista na proteção contra o jogo corrido, ele dificulta
a vida dos RBs que correm em sua direção. Rápido,
inteligente e com boa leitura, Clemons foi o principal
destaque da fraca defesa do Jaguars.
S Josh Evans
A secundária da equipe foi uma bagunça total durante a
temporada 2014, mas se existiu um jogador que parecia
saber o que fazer dentro de campo era o Safety Josh
Evans. Com um estilo agressivo, ele foi o líder em tackles
da equipe com 62 no total. Apesar da pouca idade, Evans
já mostra muita segurança em suas decisões e deve
continuar contribuindo para uma melhora na defesa de
Jacksonville.
JOGOS IMPERDÍVEIS
Buccaneers (fora) - semana 5
Uma visita a um rival do mesmo estado. Tampa e
Jacksonville são duas equipes parecidas e ambas
tiveram uma campanha fraca em 2014. Tampa vem com
seu QB escolha número um do Draft, Jameis Winston,
que terá que mostrar serviço em jogos equilibrados como
este. Já o Jaguars, que enfrentará uma defesa que está
longe de ser confiável, pode conseguir um bom
aproveitamento no jogo aéreo se Bortles e seus alvos
estiverem em sintonia.
Bills (casa) - semana 7
Apesar de ser mandante na partida, o Jaguars irá
enfrentar o Bills em Londres, onde já atuou na última
temporada contra o Cowboys. E apesar das duas equipes
não serem consideradas Tops da liga, os cidadãos
londrinos poderão acompanhar um bom jogo, já que o
Bills vem com uma forte defesa para 2015 e o o Jaguars
melhorou seu ataque.
Titans (casa) - semana 11
O TNF da semana 11 será uma partida entre rivais da AFC
Sul. Titans e Jaguars vêm de uma péssima temporada e
de um Draft interessante. Será um jogo em que as duas
franquias poderão confirmar quem fez uma offseason
mais segura e inteligente. Entre os rivais de divisão, o
Titans é o único que está em um nível de evolução
parecido com o de Jacksonville.
Saints (fora) - semana 16
Drew Brees perdeu seu principal alvo para essa
temporada, o TE Jimmy Graham; já Bortles ganhou um
ótimo TE para conseguir efetuar seus passes na figura de
Julius Thomas. Além do duelo de dois ataques
interessantes, destaque para o confronto de QBs; o já
consagrado Drew Brees batendo de frente com o
talentoso, mas ainda em desenvolvimento, Blake Bortles
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A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DE Dante Fowler Jr (Florida)
Altura: 2,00 m
Peso: 119 Kg
Considerado por muitos o melhor jogador defensivo do
Draft de 2015 - alguns até o colocavam como o melhor
talento entre todas as posições - Dante Fowler Jr é
simplesmente espetacular e pode atuar de DE na defesa
4-3 ou de OLB na defesa 3-4, mostrando toda a sua
versatilidade. Rápido, agressivo e feroz, é capaz de
destruir tudo que passa pela sua frente. Ótimo em parar
corridas e surreal pressionando o Quarterback, o
defensor se consolidou no top 5 do Draft em sua última
temporada pelo Gators, anotando 14,5 sacks, uma marca
impressionante e que talvez o coloca como o melhor atleta
do Jaguars entre todas as posições do elenco. Luck,
Mariota e Mallett terão sérios problemas com o atleta
atuando pelo rival de divisão e sedento por derrubá-los.
Extremamente físico e atlético, com um bom trabalho de
pernas, leituras rápidas e inteligência nas jogadas, ele é
um Pass Rusher nato e deve liderar a linha defensiva de
Jacksonville nos próximos anos.
Infelizmente para os torcedores da franquia, ele sofreu
uma lesão no joelho direito e não estará a disposição do
Jaguars durante toda a temporada.
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O QUE ESPERAR
A surpresa dos últimos anos pode se repetir mais uma vez
em 2015. Depois de ser a pior equipe da NFL em 2012, o
Chiefs se reestruturou, contratou um novo técnico e já
começa a colher os frutos dessa “nova era”. Com 9
vitórias no ano passado, a franquia não conseguiu se
classificar para os playoffs, mas se levarmos em
consideração que o grupo de recebedores foi o pior da
liga, o saldo final é satisfatório. O problema com os WRs
continua sendo a maior dificuldade do de Kansas City;
Jeremy Maclin – jogou a carreira toda no Eagles e teve a
temporada de sua vida em 2014 – chegou para ser o
principal alvo de Alex Smith. Além dele, os outros nomes
da posição são Albert Wilson, Jason Avant e Junior
Hemingway; os três, somados, conseguiram apenas 517
jardas e não anotaram nenhum touchdown no último ano.
O desespero é tão grande que fez o RB De'Anthony
Thomas trocar sua posição para WR em 2015 e ainda
forçou a franquia a buscar um atleta do setor no Draft.
Chris Conley, calouro de Georgia e selecionado na
terceira rodada, será outra opção. Um dos fatores para a
fraca atuação dos recebedores do Chiefs em 2014 é o
estilo de jogo do QB Alex Smith. O atleta nunca foi de
arriscar jogadas longas e prefere avançar no campo com
paciência, trabalhando nos passes curtos com seus TEs e
RBs, e dificilmente passa da marca de 300 jardas aéreas
em um jogo. Por conta disso, quem teve uma grande
temporada foi Travis Kelce, responsável por 67
recepções, 862 jardas e 5 touchdowns. Em 2015, a
história não deve mudar; Alex Smith vai continuar
abusando dos passes curtos e usando suas armas já
conhecidas.
Porém, a contratação de Maclin pode significar um novo
tipo de sistema ofensivo, até porque o técnico Andy Reid
já trabalhou com o jogador no Eagles e conhece muito
bem todas as qualidades e opções que ele oferece ao
ataque. Enquanto a franquia tem problemas com seus
WRs, ela pode se orgulhar de seus Running Backs.
Jamaal Charles se tornou um dos melhores da posição
desde que foi selecionado no Draft de 2008 e é o grande
nome do ataque do Chiefs nos últimos anos. O jogador só
não passou da marca de 1000 jardas terrestres em sua
temporada de calouro e no ano de 2011, quando se
machucou logo na segunda semana e não pôde mais
atuar. O reserva de Charles é o jovem Knile Davis, muito
útil quando entra em campo e responsável por 6
touchdowns em 2014. O RB vem ganhando cada vez
mais espaço no elenco e já mostrou que pode substituir
Charles à altura, um exemplo disso foi o jogo contra o
Miami Dolphins na semana 3 da última temporada,
quando correu para 132 jardas e anotou um touchdown.
Os dois principais corredores do Chiefs também são
ótimos recebendo passes, característica importantíssima
no sistema de ofensivo da equipe.
O sucesso (ou não) do setor nessa temporada passa
também pelo desempenho da linha ofensiva. Enquanto
realiza um ótimo trabalho abrindo espaço para as
corridas, ela peca na proteção ao QB; foram 49 sacks
cedidos em 2014, a 7ª pior marca entre as equipes da liga.
A primeira escolha geral de 2013, o LT Eric Fisher, ainda
não mostrou resultado dentro de campo para justifcar o
investimento feito pela franquia e terá um ano de 2015
determinante para confirmar se valeu a aposta ou é
apenas mais um “bust”.
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Com a saída de Rodney Hudson, o novo titular na posição
de Center deve ser o calouro Mitch Morse, selecionado na
segunda rodada do Draft. A contratação do veterano Ben
Grubbs foi importante para dar segurança e experiência à
linha; ele perdeu poucos jogos desde que entrou na NFL e
assumirá a titularidade logo de cara. Se Alex Smith tiver
mais tempo para lançar a bola e os RBs continuarem
tendo espaços para correr, poderemos ver um ataque
bem melhor que o do ano passado.
O front seven do Chiefs deve continuar sendo um dos
melhores de toda a liga. Sempre prometendo muita
pressão, a defesa conta com grandes nomes para se
manter no topo. O líder da NFL em número de sacks na
última temporada, Justin Houston, tem a companhia de
Tamba Hali, Dontari Poe, Allen Bailey e Derrick Johnson –
que não atuou em 2014 por causa de uma lesão no tendão
de Aquiles – e juntos eles formam um quinteto de respeito
que, além de derrubar o QB adversário, é capaz de forçar
fumbles, interceptar passes e parar as corridas pelo meio.
Contando com atletas bastante atléticos e rápidos,.o setor
é o grande pilar da franquia e pode ser a chave para uma
campanha positiva e um avanço nos playoffs. É sempre
bom lembrar também que o ataque precisará funcionar,
assim como a secundária. O setor defensivo mais frágil do
Chiefs, aliás, também possui bons valores, mas nenhum
deles consegue forçar turnovers; em 2014 foram apenas
6, a pior marca entre as equipes da NFL. Em
compensação, os atletas da secundária se destacam
desviando muitos passes e evitando algumas recepções
decisivas.
Com o líder Eric Berry voltando aos poucos após se
recuperar de um câncer, os titulares devem ser Sean
Smith e o calouro Marcus Peters na posição de CB, com
Ron Parker de SS e Husain Abdullah como FS.
O Kansas City Cheifs tem algo que nenhuma das outras
31 equipes da NFL tem: um brasileiro no elenco(!). O
nome dele é Cairo Santos, entrou para a liga no ano
passado e logo de cara virou o titular na posição de Kicker.
O primeiro atleta com sangue 100% brasileiro foi uma
grande surpresa; anotou 25 dos 30 Field Goals tentados,
uma ótima média para um calouro, e acertou todos os 38
extra-points que chutou.
Na semana 7, contra o rival de divisão San Diego
Chargers, Cairo foi o responsável por dar a vitória à sua
equipe em um chute de 48 jardas nos minutos finais,
virando o grande herói do Chiefs. Atuando pela AFC
Oeste, Kansas City fez parte de uma das divisões mais
equilibradas dos dois últimos anos.
O Denver Broncos, atual tetracampeão da divisão, inicia o
ano de 2015 como favorito para levar o título e a briga do
Chiefs será contra San Diego Chargers e Oakland
Raiders para ficar em segundo. Olhando para a tabela, a
franquia tem totais condições de repetir as 9 vitórias de
2014 ou até conseguir mais triunfos. Mesmo em uma
conferência que vem mais forte nesta temporada, o time
vermelho e branco pode beliscar uma vaga nos playoffs e,
quem sabe, vencer um jogo no mata-mata. O que pode
impedir o Chiefs de ir mais longe é o seu próprio ataque
que, mesmo reforçado com Maclin, ainda não inspira
confiança.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
WR Dwayne Bowe (Browns)
Depois de três temporadas sem conseguir passar das 1000
jardas recebidas e não anotar nenhum touchdown em 2014, o
Chiefs decidiu não contar mais com Bowe e ele foi dispensado.
DT Vance Walker (Broncos)
C Rodney Hudson (Raiders)
Apesar de ser o titular da posição na linha ofensiva, Hudson
estava em seu último ano de contrato; Considerado uma peça
dispensável, ele não teve seu acordo renovado.
DT Kevin Vickerson (Jets)
TE Anthony Fasano (Titans)
FS Kurt Coleman (Panthers)
Mesmo não sendo titular, o defensor atuou muito bem na
temporada passada, a última antes de se tornar Free Agent.
Merecia um novo contrato, o que acabou não acontecendo.
CHEGARAM
WR Jeremy Maclin (Eagles)
O principal reforço da equipe para a temporada que se
aproxima. Referência do Eagles por muitos anos, Maclin está
na melhor fase de sua carreira e chega para ser a mais nova e
favorita arma ofensiva de Alex Smith.
OG Paul Fanaika (Cardinals)
SS Tyvon Branch (Raiders)
Pouco atuou nos dois últimos anos por conta de lesões, mas é
um atleta muito físico e que vai ajudar a secundária. Branch era
um dos principais jogadores da posição no mercado e foi uma
grande contratação para a defesa de Kansas.
OG Ben Grubbs (Saints)
Atleta experiente e que promete dar segurança ao QB do
Chiefs. Grubss perdeu poucos jogos desde que entrou para a
NFL e pode ser uma surpresa da equipe em 2015.
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MELHORES JOGADORES DE 2014
RB Jamaal Charles
Desde que entrou para a NFL em 2008, Jamaal Charles
se tornou o principal nome do ataque do Kansas City
Chiefs. O líder em jardas terrestres na história da franquia
teve mais uma boa temporada ano passado; foram 1033
jardas corridas, 291 jardas recebidas e 14 touchdowns
totais. A idade é fator determinante para a vida útil de um
RB da NFL, porém, mesmo aos 28 anos, Charles ainda
tem muita gasolina no tanque e deve seguir sendo o
pesadelo das defesas adversárias por mais alguns anos.
OLB Tamba Hali
Um dos companheiros de defesa de Justin Houston é o
LB Tamba Hali. Titular em todos os jogos desde que foi
selecionado pela franquia em 2006, o jogador é uma das
referências do Chiefs; muito bom na pressão ao QB, Hali
conseguiu 6 sacks, forçou 3 fumbles e somou 59 tackles
em 2014. Desde que entrou na NFL, apenas um jogador
tem mais fumbles forçados do que ele, o que confirma
toda a sua explosão, velocidade e força.
TE Travis Kelce
A grande surpresa da equipe na última temporada. Na
falta de grandes recebedores, quem se destacou foi
Travis Kelce; selecionado no Draft de 2013, ele não
participou de nenhum jogo em seu ano de calouro e
começou a última temporada como reserva. Ao longo das
partidas foi se destacando positivamente enquanto os
WRs da equipe não conseguiam anotar pontos. Kelce foi
responsável por 5 dos 18 TDs lançados por Alex Smith,
além dos 5 touchdowns, ele recebeu 67 passes para 862
jardas (uma ótima média de 12,9 jardas por recepção
OLB Justin Houston
O Kansas City Chiefs tem, possivelmente, o melhor grupo
de LBs Pass Rushers da NFL e o grande responsável por
isso é Justin Houston. O atleta foi simplesmente
sensacional ano passado e se não fosse a temporada
absurda de J.J. Watt, Houston seria o favorito a levar o
prêmio de melhor defensor da liga. O camisa 50 Liderou a
NFL em sacks com 22 – ficando apenas a 0,5 sack de
empatar a marca histórica de Michael Strahan em 2001 –
conseguiu 69 tackles e ainda forçou 4 fumbles, um
verdadeiro líder da defesa
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55
JOGOS IMPERDÍVEIS
Packers (Fora) - Semana 3
Enfrentar o Packers logo no início da temporada pode ter
suas vantagens. Com as duas equipes ainda
engrenando, esta pode ser a oportunidade da defesa do
Chiefs se sobressair e parar o forte ataque comandado
por Aaron Rodgers.
Steelers (Casa) - Semana 7
Encarar o ataque dinâmico do Steelers não é tarefa fácil.
Porém, a defesa do Chiefs se reforçou e pode ter sucesso
parando as corridas de Le'Veon Bell. Além disso, o jogo
será no Arrowhead Stadium, o estádio mais barulhento da
NFL.
Broncos (Fora) - Semana 10
Um jogo entre dois candidatos ao título da divisão. Ver
Peyton Manning do outro lado é sempre uma situação
desagradável, mas o jogo deve ser bem acirrado; o Chiefs
não quer deixar escapar a chance de uma vitória fora de
casa em um importante duelo direto por vaga nos playoffs.
Talvez o jogo chave para as pretensões da franquia nesta
temporada.
Chargers (Casa) - Semana 14
Duelo de divisão na reta final da temporada é sempre
promessa de jogo disputado. As duas equipes devem
brigar pela vaga do wildcard.Se o Chiefs vencer aqui,
estará mais perto da pós-temporada.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
CB Marcus Peters (Washington)
Altura: 1,83 m
Peso: 90 kg
Com a 18ª escolha geral no Draft, muitos esperavam um
WR para o Chiefs mas a franquia acabou olhando para
outra posição que precisava de reforço. O CB Sean Smith,
que teve uma boa temporada em 2014, necessitava de
uma companhia talentosa no outro lado do campo e agora
conta com Marcus Peters. O calouro ainda sofre com
alguns problemas de falta de concentração e foco durante
o jogo, algo que é imperdoável no nível profissional, e tem
dificuldades marcando recebedores maiores ou mais
fortes que ele. Apesar disso, Peters é um jogador ágil,
rápido e com bom movimento de pés. Outra qualidade do
CB é que ele não foge do contato em jogadas de corrida
do adversário e sempre vai atrás de quem está com a bola
para tentar derrubar o rival. O defensor ainda se destaca
fisicamente, com o corpo ideal para a posição: boa altura e
braços longos; Peters será titular logo em sua primeira
temporada e podemos esperar algumas boas partidas de
um atleta dedicado, mas ainda “cru” para a NFL.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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56
O QUE ESPERAR
O Miami Dolphins teve mais uma temporada frustrante em
2014. Desde 2008 sem participar da pós-temporada, a
franquia do Sul da Flórida segue fazendo campanhas de
retrospecto mediano, mas apesar da pouca evolução no
número de vitórias, pode-se notar um crescimento
positivo em alguns setores da equipe. No último ano, após
a chegada do novo coordenador ofensivo, Bill Lazor,
Miami passou de uma média de 19,8 pontos por jogo para
24,3, se tornando a 11ª melhor franquia da NFL no
quesito. Outra estatística que chama atenção pela
evolução é o número de posses na Red Zone; Em 2013, o
Dolphins tinha uma média de 2,9 dentro das últimas 20
jardas adversárias, número que subiu para 4,2 no ano
passado. A equipe só ficou atrás do rival de divisão New
England Patriots nesse aspecto.
Como tem sido tradicional em Miami, o Dolphins se
movimentou bastante na offseason para voltar a atuar em
janeiro nos playoffs. O ataque foi drasticamente
modificado e o WR Mike Wallace, que havia assinado um
contrato gigante em 2013, foi trocado para o Minnesota
Vikings depois de uma temporada abaixo do esperado
Brian Hartline, que sempre foi um alvo de confiança de
Tannehill, foi cortado pela franquia e se tornou outra perda
considerável no corpo de recebedores ao lado do TE
Charles Clay, negociado com o rival Buffalo Bills na Free
Agency. Com a saída desses jogadores, novos talentos
chegaram para ajudar no progresso do Quarterback de
Miami. O principal deles é Kenny Stills, WR explosivo que
terá a função de abrir o campo em rotas profundas; O
rocebedor é jovem, tem mãos mais confiáveis e um
salário bem mais baixo que o de Wallace.
Outro reforço para 2015 é o TE Jordan Cameron - o atleta
chegou a ser um Pro Bowler no Cleveland Browns –,
jogador alto e que pode aumentar a eficiência do Dolphins
na Red Zone. Cameron representa uma evolução técnica
em relação a Clay, mas tem tido problemas para se
manter saudável; caso consiga permanecer em campo, é
um grande talento e uma boa opção. Outra arma
interessante adquirida para o setor foi o WR DeVante
Parker. O calouro chega para ser o alvo número um do
novo ataque e representa o tipo de jogador que os
torcedores estavam esperando para tornar o time mais
temido. Parker é um atleta grande, com boas mãos e boa
velocidade, podendo impactar significativamente o
ataque já em sua primeira temporada.
Outro setor que deve melhorar é a linha ofensiva,
lembrando que em 2013 a equipe cedeu 58 sacks, pior
marca da liga naquele ano e recorde negativo em toda a
história da franquia. No ano passado, o número caiu para
46, mesmo depois de
perder o LT Branden Albert,
contratado para solucionar os problemas do setor e que
ficou de fora da metade final da última temporada. Com a
nítida evolução do setor, o Dolphins teve um melhor
desempenho de 2013 para 2014 e o RB Lamar Miller
conseguiu chegar pela primeira vez em sua carreira à
marca de 1000 jardas terrestres, com média de 68,7 por
jogo e oito touchdowns, o mais espetacular deles contra o
rival New York Jets, em uma sensacional corrida de 97
jardas. A reconstrução do setor deve continuar em 2015 e
o time aposta muito na recuperação plena do Left Tackle
Branden Albert, que quando esteve em campo foi muito
bem.
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58
Outra volta bastante esperada é a do Center Pro Bowler
Mike Pouncey, que não conseguiu atuar durante toda a
última temporada. O desenvolvimento do Right Tackle
Já'wuan James e do Right Guard Billy Turner, que terá
sua oportunidade como titular em 2015 depois de passar
a última temporada no banco, também é algo para se
prestar atenção. Com uma linha ofensiva sólida, todo o
ataque se beneficia e o jogo corrido pode evoluir cada vez
mais com Lamar Miller e Jay Ajayi (Miller vem ganhando
força no braço e no peito para tentar quebrar mais tackles
esse ano). Tannehill também está ansioso pela evolução
da unidade e quer ganhar mais tempo para lançar bolas
em profundidade, fundamento em que o jogador ainda
apresenta algumas deficiências.
A defesa do Dolphins também passou por uma
reconstrução. O time investiu pesado para superar a
concorrência e assinar com o DT Ndamukong Suh, o
jogador mais caro dessa Free Agency. O contrato do
defensor com a franquia é de mais de U$ 100 milhões. Em
2014, o setor foi bem durante a primeira metade da
temporada, com estatísticas que o colocavaentre os 5
melhores da liga, mas acabou caindo muito de
rendimento no fim do ano e cedeu inúmeras jardas
terrestres contra times que não tinham talento para correr
com a bola, comprometendo qualquer esperança de vaga
nos playoffs. Durante a offseason, Miami se livrou de
jogadores como o Linebacker Phillip Wheeler, trocou
Dannell Ellerbe com o New Orleans Saints e viu o
Cornerback Cortland Finnegan se aposentar.
Essas mudanças serviram para limpar o teto salarial da
equipe, dispensando atletas de baixo rendimento e com
salários bem elevados. Outra ausência para 2015 é o DE
Dion Jordan, 3ª escolha geral do draft há dois anos, que foi
suspenso de toda a temporada pelo uso de substâncias
ilegais, se transformando em um dos maiores busts da
história do Dolphins. O contestado coordenador defensivo
Kevin Coyle terá mais uma oportunidade de comandar
uma defesa atlética, que conta com jogadores veteranos
como Cameron Wake e Brent Grimes, e jovens com
potencial a ser desenvolvido como a dupla Jelani Jenkins
e Jamar - o futuro da defesa de Miami. Coyle adora usar
formações de blitz e pode fazer muito barulho com sua
linha defensiva potente. Suh é o tipo de jogador que
aumenta o nível de atletas não tão bons ao seu lado e as
deficiências que a defesa possui, como na proteção
contra o passe no lado oposto de Grimes, podem ser
disfarçadas. Além de um forte front seven, o Dolphins teria
a sua disposição uma dupla de safeties bastante física
com Rashad Jones e Louis Delmas. Delmas, que se
recuperava de lesão no joelho, acabou rompendo os
ligamentos novamente em um espaço de 9 meses. Para
assumir o lugar de um dos líderes da equipe, Michael
Thomas e Walt Aikens são as opções.
O Miami Dolphins tem time para ser o segundo colocado
nessa divisão e lutar por playoffs. Seu grande diferencial
em relação a Bills e Jets é o fato de possuir um bom
Quarterback, mas para beliscar a vaga no Wild Card
precisa muito que sua defesa garanta um bom
desempenho ao longo do ano todo.
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
CHEGARAM
WR Brian Hartline (Browns)
WR Mike Wallace (Vikings)
Dono de um contrato enorme, Wallace não correspondeu às
expectativas depositadas em seu jogo. Mesmo marcando 10
touchdowns durante o ano, ele teve enormes dificuldades para agarrar
a bola.
TE Charles Clay (Bills)
Clay era um dos jogadores mais entrosados com o QB Ryan Tannehill.
O Dolphins até tentou renovar com o atleta, mas o Buffalo Bills cobriu a
proposta e ofereceu um salário melhor.
WR Brandon Gibson (Patriots)
DT Jared Odrick (Jaguars)
Com a chegada de Suh, renovar o contrato de Odrick se tornou menos
importante para o Dolphins, apesar do jogador ter tido uma boa
temporada em 2014.
DT Randy Stark (Browns)
OL Shelly Smith (Broncos)
CB Jimmy Wilson (Chargers)
RB Knowshon Moreno (Free Agent)
DT Ndamukong Suh (Lions)
Vem para comandar a defesa. Dono de um grande contrato, Suh tem a
reponsabilidade de elevar o setor a um novo patamar.
CB Zack Bowman (Giants)
CB Brice McCain (Steelers)
QB Josh Freeman (Giants)
WR Greg Jennings (Vikings)
WR Kenny Stills (Saints)
Stills chega ao Dolphins para ser a ameaça em profundidade que
Tannehill precisava. Ele tem mais qualidade que Wallace para receber
os passes e representa um desafogo para as finanças da equipe com
seu contrato de calouro.
LB Spencer Paysinger (Giants)
C JD Walton (Giants)
TE Jordan Cameron (Browns)
Com a saída de Clay, Cameron foi escolhido como substituto. Com
boa altura, ele será mais uma opção para Tannehill na Red zone.
MELHORES JOGADORES DE 2014
QB Ryan Tannehill
Estreando sob o comando do coordenador ofensivo Bill
Lazor, Tannehill evoluiu bastante em sua terceira
temporada na NFL. Com um ataque móvel, onde o camisa
17 corria e lançava fora do pocket, seus números
cresceram; Pela primeira vez na carreira, o QB alcançou a
marca de 4000 jardas aéreas, anotou 27 touchdowns e
sofreu 12 interceptações, números bem sólidos e que
ainda podem melhorar. A prova da total confiança da
franquia em um futuro promissor do atleta foi a extensão
de contrato oferecida ao jogador nesta Offseason,
fazendo de Tannehill o primeiro franchise Quarterback do
Dolphins desde Dan Marino.
CB Brent Grimes
O Cornerback veterano continua brilhando com a camisa
21 do Dolphins. Depois de passar por uma lesão grave,
Grimes se recuperou em 2013 e voltou muito bem aos
gramados. Dono de cinco interceptações em 2014, o
jogador é o grande comandante da secundária de Miami e
já foi escolhido por dois anos consecutivos para o Pro
Bowl.
Revista Guia da NFL 2015
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60
DE Cameron Wake
Chamado pela torcida de “Wakezzila”, a ex-estrela da CFL
continua sendo o melhor jogador do Miami Dolphins.
Wake, aos 33 anos, segue dominante na linha defensiva e
é sempre um pesadelo para os quarterbacks adversários.
Com 11,5 sacks na temporada, o camisa 91 foi o líder da
estatísitica entre os atletas do setor, forçando ainda três
fumbles.
RB Lamar Miller
Na última temporada, o RB Lamar Miller era tido como um
backup do então titular Knowshon Moreno, que vinha de
boas temporadas em Denver. Com as lesões do
companheiro, Miller ganhou a vaga, correspondeu à
altura e, com a ajuda de uma linha ofensiva melhor que a
do seu primeiro ano como titular em Miami, chegou a
marca de mais de 1000 jardas terrestres e 8 touchdowns
anotados.
JOGOS IMPERDÍVEIS
Jets (Londres) – semana 4
Enfrentar o Jets em Miami tem sido um desastre para o
Dolphins e, para a sorte da franquia em 2015, a NFL
decidiu enviar o time pelo segundo ano consecutivo à
capital da Inglaterra para realizar o primeiro jogo entre
equipes da mesma divisão fora dos EUA. Perder um
mando de casa nunca é bom, mas neste caso específico
pode significar uma vantagem para Miami, que conta com
um bom número de torcedores em Londres, o que será
essencial para espantar o fantasma e superar o Jets
dentro de “casa”
Ravens (casa) – semana 13
Jogar contra o Baltimore Ravens não tem sido um bom
negócio para o Dolphins. Pelo terceiro ano consecutivo as
equipes se enfrentarão durante a temporada regular e,
como nos duelos anteriores, o confronto deve valer uma
vaga nos playoffs. Mais um jogo de vida ou morte no
calendário de Miami, que quer voltar a pós-temporada
pela primeira vez desde 2008. O fato curioso do duelo é
que o último jogo da franquia no mata-mata foi uma
derrota para o próprio Ravens.
Giants (casa) – semana 14
O Dolphins receberá o Giants em um Monday Night
Football, uma boa chance para a equipe mostrar em
horário nobre a sua relevância. Miami só terá duas
aparições nacionais na tv em 2015, o que mostra como a
importância da franquia já não é mais tão grande para a
NFL atualmente.
Patritots (casa) – semana 17
Última partida da temporada regular, rival de divisão, jogo
em casa e valendo uma vaga nos playoffs. Estes são os
ingredientes para o confronto do dia 3 de Janeiro.
Normalmente, a semana 17 não é tão importante para o
Patriots, que quase sempre sempre está classificado
com antecedência para os playoffs. Em 2015, porém, com
a suspensão de Tom Brady para o início do campeonato, o
jogo pode se tornar de vida ou morte para as duas
equipes.
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A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
WR DeVante Parker (Louisville)
Altura: 1,92 m
Peso: 94 kg
Com a 14ª escolha geral no draft de 2015, Miami
selecionou o WR DeVante Parker. Apesar de vários
boatos sobre a escolha do Dolphins, Parker sempre foi o
jogador favorito dos diretores. Em sua última temporada
no College, o jogador perdeu os primeiros sete jogos com
uma lesão no pé. Depois do retorno, Parker recebeu 43
passes para 855 jardas e 5 touchdowns. Durante sua
carreira na faculdade, ele empatou o recorde de
touchdowns feitos por um mesmo jogador, com 33 no
total, o que o ajudou a se tornar um dos talentos mais
desejados do Draft.
O recebedor, que se destaca pelo seu tamanho, também
é dono de um bom controle corporal e de mãos que
recebem a bola com facilidade, o que ajuda a diminuir a
possibilidade de drops. Mesmo sem uma velocidade de
elite, ele produz jardas depois da recepção, um ponto
positivo para o ataque de Lazor. Entre as fraquezas do
novo camisa 11 de Miami estão a inconstância em
percorrer as rotas, a falta de força - o que é normal para
alguém que acabou de sair da faculdade - e um aumento
na lentidão após uma lesão em 2014, o que fez com que o
jogador sofresse com alguns Cornerbacks mais rápidos
no College.
Parker é deve ajudar a impulsionar o ataque do Dolphins
representa o alvo de boa estatura que todos queriam
desde a saída de Brandon Marshall. Após uma cirurgia
para reparar o pé, Parker pode perder um pouco de tempo
para estar 100% para a temporada regular quando vai
brigar para ser o WR3 da equipe.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
Antes do início da temporada 2014, o New England
Patriots dividia o favoritismo pelo título da AFC com o
Denver Broncos, e a expectativa era que a briga entre as
duas equipes se estendesse até a final da conferência.
Durante a offseason, o rival se reforçou em posições
chaves do elenco, trazendo nomes como Demarcus
Ware, Emmanuel Sanders e Aqib Talib, o último vindo
exatamente de New England. Optando por não escolher
um Wide Receiver no Draft e apostando na recuperação
de Rob Gronkowski e em um "Breakout Year" de Julian
Edelman, a franquia usou a Free Agency para reforçar sua
secundária e trouxe nomes importantes como Brandon
Browner e Darrelle Revis. Com novidades nos dois lados
da bola, o Patriots demorou mais do que o esperado para
encaixar todas as peças durante a temporada. O recorde
2-2 nas quatro primeiras semanas e uma derrota
embaraçosa no Monday Night Football para o Chiefs por
41-14 criaram uma rara atmosfera de crise em Foxboro.
Depois do técnico Bill Belichick deixar claro que a franquia
já estava pensando no confronto de Cincinnati uma
semana após o vexame no Arrowhead, jogadores e
comissão técnica passaram a responder as críticas
dentro de campo e levaram a equipe a um recorde 10-2
nas últimas 12 partidas do ano. A reação do Patriots pode
ser explicada por vários motivos, dentre eles um visível
crescimento técnico e de desempenho dentro de campo.
Até a quarta semana da temporada, New England já havia
somado cinco turnovers ofensivos, número que diminuiu
para quatro nas oito rodadas seguintes. Tom Brady voltou
a cuidar bem da bola, a defesa conseguiu o ajuste
necessário para diminuir as jardas terrestres rivais e Rob
Gronkowski parecia 100% recuperado de todos os
problemas físicos que insistiam em acompanhá-lo.
Com triunfos decisivos sobre dois adversários diretos da
AFC, Indianapolis Colts e Denver Broncos, a equipe
garantiu a melhor campanha da conferência e o direito de
atuar em casa até o Super Bowl.
Bastante confiante e no auge de sua performance, o
Patriots não teve muitas dificuldades para superar
Ravens e Colts durante os Playoffs, somando mais de 900
jardas ofensivas e forçando os rivais a cometerem cinco
erros decisivos, que se transformaram em jogadas
positivas a favor da equipe. O passaporte carimbado para
a final e a vitória emocionante sobre o Seahawks no Super
Bowl coroaram o quarto melhor ataque da liga em pontos
anotados, o primeiro evitando turnovers e a oitava melhor
defesa da NFL em jardas totais cedidas. Para repetir o
feito e defender a posição de campeão, New England
enfrentará um ano de 2015 bastante desafiador. A
reformulada secundária, que funcionou muito bem sob o
comando de Revis e Browner no ano passado, já não
conta mais com os serviços dos dois atletas. Possíveis
substitutos da posição como Alfonzo Dennard e Kyle
Arrington também foram negociados pela franquia, que
trouxe apostas para disputar a vaga durante a Offseason.
Bradley Fletcher, Ex-Philadelphia Eagles, e Robert
McClain ex-Atlanta Falcons, são os nomes mais
conhecidos. A boa notícia para o setor é que o FS Devin
McCourty, um dos defensores mais requisitados da Free
Agency, renovou o seu contrato com a equipe e deve
exercer a função de líder da secundária nesta temporada.
O Front Seven do Patriots é outro setor que terá alguns
desfalques esse ano.
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O principal deles é o veterano Vince Wilfork, que já não
era mais considerado uma peça tão decisiva na linha
defensiva. Para a posição, Bill Belichick deverá usar uma
rotação que inclui Alan Branch, Chris Jones, Sealver
Siliga e uma escolha de draft recente, Malcom Brown
(2015).
O objetivo é manter a unidade como uma das melhores
da liga impedindo touchdowns terrestres e uma média
alta de pontos por partida. O ataque, que não teve
modificações significativas durante a Offseason, sofrerá
com algumas suspensões na primeira parte da
temporada. Tom Brady e LeGarrette Blount estão fora da
partida de estreia contra o Steelers, e o Quarterback
ainda terá que se ausentar de outros três jogos, punido
pelo caso do DeflateGate.
Jimmy Garoppolo, draftado pelo Patriots em 2014, deve
ser o escolhido para liderar o ataque nas quatro partidas
em que o camisa 12 estará suspenso. Como a falta de
experiência do segundo anista ainda assusta à comissão
técnica, New England assinou com o ex-Cardinals Ryan
Lindley durante a Offseason, mas a expectativa é que ele
não dispute a vaga de titular com o jovem QB. As armas
ofensivas na posição de recebedor ganharam o reforço
do veterano Reggie Wayne, ex-Indianapolis Colts.
Depois de 14 anos atuando na AFC Sul, o atleta deverá
desempenhar um papel secundário no ataque do
Patriots, mas deve ser importante em situações de
pontuação e terceiras descidas. A chegada do experiente
TE Scott Chandler também é positiva e pode ajudar a
manter o ótimo Rob Gronkowski com a saúde em dia.
A classe draftada pela franquia em 2015 impressiona pela
quantidade de atletas, foram onze no total. Entre os
destaques estão o DT Malcom Brown, possível substituto
de Wilfork no futuro, e o OG Tre Jackson que, com as
modificações que tiveram que ser feitas na linha ofensiva
após a saída de Mankins, assumirá o papel de RG titular.
O setor, aliás, também vai receber o reforço de outro
rookie, o OL Shaq Mason, produto de Georgia Tech. Com
titulares quase certos nas vagas de LT, RT, RG e C - Nate
Solder, Sebastian Volmmer, Tre Jackson e Bryan Stork,
respectivamente - a vaga de LG segue indefinida. Entre os
favoritos está Ryan Wendell, que em 2014 foi utilizado
como Center, mas desempenhou um papel mais regular
atuando no lado direito da linha. Ele deve lutar com o
versátil Mason pela posição. Independente de quem for o
escolhido, a unidade terá um papel decisivo no
funcionamento do jogo corrido em 2015. Com as saídas
de Shane Vereen e Stevan Ridley, especialistas em
passes curtos, o trio James White, Brandon Bolden e Dion
Lewis deve ser utilizada para o mesmo tipo de jogada.
Pelo meio, LeGarrette Blount será o principal corredor da
equipe nesta temporada, dividindo algumas jogadas com
o promissor Jonas Gray.
Novamente cheio de peças novas em seu elenco e
prejudicado pela suspensão imposta pela liga, o Patriots
deve encontrar um pouco dificuldade na primeira parte da
temporada. Se a equipe conseguir se sair bem neste
momento mais conturbado, não podemos descarta-los da
briga pelo título, principalmente sendo comandado por um
Tom Brady empolgado e pronto para superar as críticas.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
DT Vince Wilfork (Texans)
Veterano de doze anos na liga, Wilfork foi cortado pelo Patriots
na Offseason e já achou uma nova franquia para atuar em 2015,
o Houston Texans. Sem a presença do NT, New England espera
algum tipo de resultado positivo da sua primeira escolha geral,
Malcom Brown, já nesta temporada.
CB Darrelle Revis (Jets)
Revis se transferiu para New England em 2014 com a intenção
de ganhar um campeonato e cumpriu a sua função. Após a
franquia decidir por não renovar o seu acordo, o jogador
retornou para o time que o draftou e deixou uma vaga em aberto
na secundária do Patriots para 2015. Substituir a liderança e o
talento do defensor não será uma tarefa fácil.
CHEGARAM
RB Tarvaris Cadet (Saints)
LB Dekoda Watson (Buccaneers)
CB Robert McClain (Falcons)
CB Bradley Fletcher (Eagles)
TE Scott Chandler (Bills)
Chega para ser bastante utilizado, lembrando a formação
usada por Belichick com dois Tight Ends. Deverá fazer uma
grande dupla com Rob Gronkowski.
DE Jabaal Sheard (Browns)
LB Jonathan Freeny (Dolphins)
WR Brandon Gibson (Dolphins)
WR Reggie Wayne
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CB Kyle Arrington (Ravens)
CB Alfonzo Dennard (Cardinals)
LB Jonathan Casillas (Giants)
OG Dan Connoly (Aposentado)
RB Shane Vereen (Giants)
LB Akeem Ayers (Rams)
RB Stevan Ridley (Jets)
CB Brandon Browner (Saints)
Titular em nove oportunidades em 2014, Browner atuou muito
bem no lado oposto de Revis durante a temporada, somando
uma interceptação, sete passes defendidos e 26 Tackles. A
ausência do Cornerback também deve ser sentida com muita
intensidade na secundária do Patriots.
MELHORES JOGADORES DE 2014
CB Darrelle Revis
A passagem de Revis por New England foi breve e o
defensor já está de volta ao rival do Patriots, o New York
Jets, para 2015. O impacto do camisa 24, porém, levará
um bom tempo para ser esquecido em Foxboro. Titular em
todos os jogos da equipe, incluindo os playoffs, Revis foi o
grande líder da secundária durante a temporada e, apesar
de ter apresentado números semelhantes um ano antes
jogando pelo Bucs, atuou muito mais motivado em 2014
na AFC. As duas interceptações, somadas aos 16 passes
defendidos, um fumble forçado e 44 tackles produzidos
por Revis na última temporada, foram essenciais para o
sucesso da defesa da equipe, oitava melhor da liga em
pontos sofridos, com 19.6 por partida. A experiência e a
liderança do defensor serão muito sentidas na secundária
em 2015 e Revis tem todas as condições de repetir o bom
ano e até melhorar os seus números na próxima
temporada, retornando a equipe que o draftou em 2007.
TE Rob Gronkowski
Depois de um 2013 arruinado pelas seguidas lesões no
joelho, Gronkowski voltou a ser de grande importância
para o ataque do Patriots na temporada passada e foi um
dos grandes responsáveis pela campanha vitoriosa da
equipe. Com 1124 jardas em passes recebidos, o TE
chegou a sua segunda melhor marca na carreira e liderou
a franquia em touchdowns, com 12 no total. Gronk
continuou dominante nos playoffs, anotando mais três
TDs e somando 204 jardas em recepções para fechar a
pós-temporada com 68.0% de aproveitamento. Os
números do camisa 87 poderiam ter sido ainda melhores
se ele não tivesse perdido seis jogos durante a temporada
regular e a torcida espera que ele esteja em campo em
todas as partidas de 2015, principalmente agora que a
suspensão de Brady foi anunciada. Físico, inteligente e
quase impossível de marcar individualmente, Gronkowski
é considerado - com razão – o melhor TE da NFL e está
preparado para mais um ano espetacular em New
England.
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66
QB Tom Brady
O quarto título do Patriots nos últimos 15 anos teve muito
a ver com mais um desempenho espetacular do QB Tom
Brady dentro de campo. Com 64.1% dos passes
completos, ele alcançou uma das melhores marcas de
sua carreira em 2014 e fechou a temporada com 33
touchdowns lançados e nove interceptações, o que
representa uma melhora significativa em relação ao ano
de 2013, em que o camisa 12 lançou 11 interceptações e
25 TDs. Após um começo abaixo das expectativas, Brady
conduziu sua equipe a 10 vitórias nas últimas 12 partidas
do ano e dominou os adversários nos playoffs, anotando
10 touchdowns em apenas três jogos. A porcentagem de
68.9% em passes completos na pós-temporada de 2014
foi a melhor de toda a carreira do atleta, que continua
sendo um dos Quarterbacks mais produtivos da NFL e
que melhor sabe utilizar as peças que tem à disposição.
LB Dont'a Hightower
Em sua terceira temporada na NFL, Hightower foi
novamente uma das peças mais produtivas e importantes
da defesa do Patriots. Titular em 12 partidas durante o
ano, ele teve o seu melhor desempenho da carreira,
sacando os Quarterbacks rivais por seis vezes, e ainda foi
responsável por dois passes desviados, um fumble
forçado e 61 tackles. Físico, ágil e versátil, ele atua com a
mesma intensidade tanto no meio do corpo de
Linebackers quanto alinhado do lado esquerdo da linha
defensiva, o que o torna uma arma contra o jogo corrido e
permite que o atleta também possa pressionar o passe.
Com bastante tempo de jogo em seus três primeiros anos
na liga e com a possibilidade de evoluir ainda mais,
Hightower já pode ser considerado um dos atletas mais
essenciais do elenco do Patriots.
JOGOS IMPERDÍVEIS
Steelers (Casa) – Semana 1
A partida de abertura da temporada 2015- da NFL não terá
a presença de duas das grandes estrelas de Steelers e
Patriots. Com Le'Veon Bell e Tom Brady suspensos, as
duas equipes perdem ofensivamente e as defesas devem
ser um fator muito importante no resultado final do
confronto.
Colts (Fora) – Semana 5
São tantos os fatores que transformam este jogo em um
dos mais esperados da temporada que o espaço será
pequeno para falar sobre todos eles. Entre os principais
está a volta de Tom Brady, após cumprir a suspensão
imposta pela liga, exatamente contra a equipe que
estrelou ao lado do Patriots o episódio das bolas
esvaziadas na final da AFC. O renovado e explosivo
ataque do Colts será um ótimo teste para a nova
secundária do Patriots, e os atuais campeões podem
esperar um jogo muito mais difícil do que os últimos
encontros entre as duas equipes.
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67
Broncos (Fora) – Semana 12
O encontro da semana 12 pode ser o último da rivalidade
Brady x Manning na NFL e só por isso já vale uma atenção
especial. As duas equipes brigaram lado a lado nos
últimos três anos pela melhor campanha da AFC e uma
vitória no confronto direto pode significar um passo
importantíssimo rumo à pós-temporada. Desde 2011 as
duas franquias se encontraram em seis oportunidades,
com o Patriots levando vantagem em cinco delas.
Dolphins (Fora) – Semana 17
O tradicional encontro entre Patriots e Dolphins na última
semana da temporada regular terá mais importância em
2015. Após se reforçar muito bem na Free Agency e no
Draft, Miami deve lutar até o último jogo do ano por uma
vaga nos playoffs e precisará superar o rival de divisão
para chegar lá. A nova linha defensiva do Dolphins,
comandada agora por Ndamukong Suh, terá a função de
incomodar Tom Brady durante toda a partida e New
England não pode se dar ao luxo de desperdiçar suas
oportunidades ou atuar abaixo das expectativas.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DT Malcom Brown (Texans Longhorns)
Altura: 1.88m
Peso: 144kg
A escolha de Brown no fim da primeira rodada foi
totalmente influenciada pela ausência do veterano Vince
Wilfork nesta temporada, e o jovem DT deve exercer um
papel semelhante no esquema defensivo da equipe.
Fisicamente muito parecido com Wilfork, ele preenche a
função de Nose Tackle e Interior Linemen com a mesma
qualidade e já mostrou ser versátil durante os três anos
em que atuou pelo Longhorns. Brown se tornou um
talento cotado para sair alto no Draft após um ano de 2014
dominante em que liderou sua equipe em Tackles para
perdas de jardas e Sacks. Além disso, o jovem defensor
esteve entre os melhores da posição no País parando o
jogo corrido e mostrou eficiência no Pass Rush,
principalmente para um atleta do seu tamanho.
Sua habilidade de se manter firme após o primeiro contato
com o Guard e de não tirar os olhos da bola em todas as
jogadas, o tornam um defensor capaz de estar presente
em quase todos os lances e que nunca desiste antes de
finalizar a sua caça. Ainda muito jovem e um pouco
despreparado para o nível profissional, ele precisará ser
moldado com paciência para se tornar um jogador de
linha defensiva temido na NFL. Depois de ser selecionado
por New England, Brown declarou ter sido a melhor
escolha de Draft da história da franquia. A afirmação, um
tanto quanto ousada, precisa ser confirmada dentro de
campo, e o atleta já deve ter um ano de 2015 cheio de
oportunidades para comprovar a sua opinião.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
O New York Jets foi muito mal na temporada passada.
Quase nada funcionou e a única parte positiva foi a
consolidação da linha defensiva, que tem como
destaques o DT Sheldon Richardson e o DE Muhammad
Wilkerson. Antes mesmo da temporada começar, os
torcedores já não esperavam muita coisa de uma equipe
que contava com um elenco desgastado, um técnico
desmotivado e um GM que fazia escolhas que ninguém
entendia. Das quatro vitórias do Jets no ano, a única
conquistada sobre um time com um recorde decente foi
contra o Pittsburgh Steelers. Por conta do desgaste no
comando, a direção anunciou Mike MacCagan como o
novo GM e trocou Rex Ryan por Todd Bowles, excoordenador defensivo do Arizona Cardinals, que fez um
grande trabalho por lá e terá a missão de dirigir a equipe
em 2015.
Para reforçar ainda mais a linha defensiva, a franquia
selecionou o DE Leonard Williams, considerado por
muitos o melhor e mais preparado talento da classe
desse ano, o que já começou a causar dor de cabeça nos
QBs adversários para a temporada que se aproxima. O
Jets não vai poder contar com o DE Sheldon Richardson,
pois ele foi suspenso pela NFL por quatro jogos. Um
problema que parece ter se resolvido graças a Free
Agency foi o da secundária; New York investiu pesado no
setor e trouxe de volta os CBs Darrelle Revis e Antonio
Cromartie, que devem formar uma dupla bastante
competente. Além deles, a franquia assinou também com
os DB'S Marcus Gilchrist e Buster Skrine, outras boas
opções para o elenco.
Os novos contratados se juntarão ao terceiro anista Dee
Milliner - que já se machucou no training camp e deve
perder o começo da temporadaregular - e ao S Calvin
Pryor, escolha de primeira rodada do Draft de 2014 e
atleta em que o time ainda deposita muita confiança. As
eventuais perdas que aconteceram no período não
deverão ter tanto impacto. Deixaram a equipe o DT
Kenrick Ellis, que jogou mal na temporada passada, e o
CB Kyle Wilson, que não está no mesmo nível dos
jogadores contratados na Free Agency. Isso mostra que o
setor só deve evoluir em 2015, mantendo a intensidade no
Pass Rush e na proteção contra o jogo corrido, e
melhorando de forma significativa na secundária.
Já no setor ofensivo, o time teve muitos problemas na
temporada passada. Na posição mais importante do
esporte, a de Quarterback, reside a principal deficiência
do Jets nos últimos anos. Geno Smith e Michael Vick
revezaram na função em 2014, mas nenhum dos dois
conseguiu corresponder, deixando de ganhar algumas
partidas por conta de turnovers e fumbles em que ambos
foram os culpados. A necessidade de novas opções se fez
necessária e Smith foi o único que se manteve no elenco
para 2015, graças à sua juventude. Para disputar a
posição com Geno, o Jets contratou o ex-QB do Houston
Texans, Ryan Fitzpatrick, que tem a seu favor a qualidade
de cuidar muito melhor da bola do que o companheiro,
além de ser bem mais experiente. No começo da
temporada não vai haver disputa de posição porque Smith
levou um murro do LB IK Enemkpali – que foi dispensado
– e acabou quebrando a mandíbula.
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70
Está fora de 6-10 semanas e se Fitzpatrick conseguir
jogar bem, deve continuar como titular o resto da
temporada. O Jets saiu prejudicado dessa confusão,já
que Geno vinha se saindo muito bem no training camp.
O Jets conta com uma uma boa linha ofensiva e, caso
não ocorra nenhuma lesão mais séria, a formação titular
deve ter (da esquerda para a direita): LT D'Brichashaw
Fergunson, LG James Carpenter, C Nick Mangold, RG
Willie Colon e RT Breno Giacomini. Para reforçar o
elenco, a franquia ainda trouxe o OT James Brewer e
selecionou o G Jarvis Harrison, jogador promissor, mas
que não pode ter a responsabilidade de iniciar neste
momento em um setor tão crucial. Uma posição que
parece não ter preocupado os dirigentes da equipe foi a
de TE, mesmo que o atleta mais efetivo dela no último ano
tenha sido o rookie Jace Amaro, que pouco participou de
poucas ações ofensivas e ainda dropou bolas fáceis. .
O grupo de RBs para 2015 é bem interessante,
principalmente após as chegadas de Stevan Ridley e Zac
Stacy. A única baixa do setor foi a saída do RB Chris
Johnson, dono de uma grande carreira na NFL, mas que
não fez muita coisa pela franquia de Nova York e mereceu
ser dispensado.
Chris Ivory continuará sendo o titular da posição com sua
já conhecida característica de correr com muita força no
meio da linha de scrimmage e quebrar vários tackles. As
novas opções do elenco devem brigar pela posição de
RB2 e ambos devem participar de vários snaps ofensivos.
O Jets teve como seus principais WRs em 2014 o trio Eric
Decker, Percy Harvin e Jeremy Kerley. Um bom grupo, é
verdade, mas nada espetacular e que não conseguiu
superar a falta de um QB talentoso para se destacar. Para
a nova temporada, a equipe investiu alto e assinou com o
veterano Brandon Marshall, um alvo grande e
acostumado a decidir jogos. O Draft também trouxe uma
nova opção, o WR Devin Smith,mas ele se machucou e
está fora do início da temporada, ficando para trás na
disputa pela posição, a priori. O novo grupo de
recebedores é qualificado e conta com atletas rápidos e
fortes, muito úteis para faltou espaço o QB titular, seja ele
qual for. Mesmo atuando em uma divisão forte, o Jets tem
tudo para melhorar em 2015. Bills e Dolphins retornam
melhores, com o Patriots sendo a maior força da divisão. A
equipe deve brigar pela segunda posição da AFC Leste
caso o ataque consiga produzir com Fitzpatrick, mas não
devem voltar aos playoffs nessa temporas.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
WR Percy Harvin (Bills)
Harvin não terá sua ausência sentida em NY. Recebedores
mais talentosos chegaram e o seu custo-benefício não valeu a
pena ao analisar a sua produção em campo.
RB Chris Johnson (Free Agent)
FB John Conner (Bills)
WR Greg Salas (Lions)
TE Chris Pantale (Bears)
CB Kyle Wilson (Saints)
A posição de CB melhorou muito em relação à temporada
passada com os reforços da Free Agency.
DT Kenrick Ellis (Giants)
ILB Nick Bellore (49ers)
HC Rex Ryan (Bills)
Rex fez um belo trabalho nos anos em que comandou o Jets,
mas com os recentes problemas no vestiário, o desgaste
acabou sendo inevitável.
CHEGARAM
CB Darrelle Revis (Patriots)
Espetacular contratação da Free Agency e que deve valer cada
centavo que o Jets investiu nele.
CB Antonio Cromartie (Arizona)
Não fez a melhor temporada da carreira em 2014, mas deve
melhorar atuando no Jets e em uma secundária renovada .
CB Buster Skrine (Browns)
S Marcus Gilchrist (Chargers)
G James Carpenter (Seahawks)
RB Stevan Ridley (Patriots)
ILB Joe Mays (Chiefs)
TE Kellen Davis (Lions)
RT Corey Hilliard (Lions)
DE Stephen Bowen (Redskins)
DT Kevin Vickerson (Chiefs)
ILB Jamari Lattimore (Packers)
G James Brewer (Giants)
HC Todd Bowles (Cardinals)
Muito boa contratação para comandar a equipe em 2014.
Bowles fez uma temporada espetacular como coordenador
defensivo do Cardinals e deve montar uma das melhores
defesas da liga com os talentosos atletas do Jets.
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MELHORES JOGADORES DE 2014
C Nick Mangold
Nick Mangold representa segurança e regularidade na
posição de Center e é um dos melhores da NFL na função.
Atleta muito experiente, ele vem mantendo o alto nível a
cada temporada, o que dá um grande equilíbrio na
proteção ao QB e na abertura de espaços para os RBs da
equipe. Considerado o melhor jogador de linha ofensiva
da temporada pelo site Pro Football Focus, Mangold só
cedeu um sack ao longo do ano.
RB Chris Ivory
O principal RB do time na temporada passada com
sobras. O Jets não teve muitos destaques ofensivos, mas
se um jogador merece ser lembrado, esse é Chris Ivory.
Atleta forte, que corre bem entre as linhas e sabe
identificar a pressão para proteger o QB em situações de
passe. Em 2014, Ivory compilou bons números, somando
821 jardas, seis TDs e uma média de 4,1 jardas por
corrida,
DE Muhammad Wilkerson
Desde que entrou na liga em 2011, Wilkerson vem
fazendo estrago. Defensor completo, ele vai muito bem
contra o jogo corrido, fechando os espaços na linha de
scrimmage e ainda pressiona o QB adversário com muita
intensidade. A temporada passada não foi a melhor da
sua carreira por culpa de algumas lesões, mas o jogador
ainda conseguiu anotar seis sacks, 18 pressões no QB e
um fumble forçado em apenas 13 partidas. Esses são
números de um jogador que faz a diferença e que pode
ser considerado um dos melhores da liga na posição, com
idade suficiente para evoluir ainda mais.
DT Sheldon Richardson
Assim como o companheiro de setor, Richardson é outro
jogador espetacular da linha defensiva do Jets. Juntos,
eles formam uma das melhores duplas DT/DE da NFL
atualmente. O camisa 91 ainda fez uma temporada
superior a Wilkerson, atuando em todas as partidas no
ano. Jogador completo, ele sabe colocar muita pressão no
QB e forma uma parede quase impossível de ser
superada pelos RBs, que não conseguem achar espaço
na linha de scrimmage. 2014 foi o melhor ano da curta
carreira de Richardson na NFL, contabilizan
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Colts (fora) – Semana 2
O segundo jogo da temporada é um compromisso
bastante difícil em Indianápolis. Teremos uma das
melhores defesas da NFL, com uma linha defensiva que
causa medo e uma secundária poderosa, enfrentando um
dos melhores QBs da liga. Vai ser interessante ver como a
defesa do Jets vai se portar contra um grande talento
como Andrew Luck, que terá à sua disposição dois WRs
de qualidade em Andre Johnson e T.Y. Hilton
Dolphins (casa) – Semana 12
Outro duelo de divisão, dessa vez no Metlife Stadium.
Miami foi um dos times que conseguiu perder para o Jets
em 2014, mesmo com a péssima campanha da equipe da
Big Apple na temporada. A expectativa agora é diferente e
as duas franquias devem vir mais fortes neste ano. O
duelo servirá também para saber quem - ou se algum dos
dois - pode desafiar a hegemonia do Patriots na divisão.
Patriots (fora) – Semana 7
Confronto de divisão em New England e que marca a volta
do CB Darrelle Revis à casa do time em que ganhou o
Super Bowl na temporada passada; essa é uma partida
que ninguém vai querer perder. O detalhe do confronto é
observar como a linha ofensiva do Patriots se comportará
contra o forte Pass Rush do Jets e como o QB Tom Brady
vai lidar com a boa cobertura do seu ex-companheiro
Revis e de seu novo parceiro de secundária, Antonio
Cromartie.
Giants (fora) – Semana 13
O clássico confronto de New York. Jets e Giants vêm
cheios de esperança para a nova temporada, ambos
querendo garantir uma vaga nos playoffs. O ano de 2014
não foi bom para nenhuma das equipes, mas agora tudo
pode ser diferente e nada melhor do que um confronto
direto para testar forças. Destaque para o duelo entre
Odell Beckham Jr. e Darrelle Revis; o CB do Jets deve ser
o responsável por marcar o recebedor, como sempre faz
quando atua contra os melhores da posição.
a primeira escolha no draft
DT Leonard Williams (USC)
Altura: 1,96 m
Peso: 132 kg
O melhor e mais preparado jogador do Draft; esse é o DT
Leonard Williams. O Jets já conta com uma grande linha
defensiva e ganha muito mais força com a chegada desse
grande talento. Williams tem grande capacidade atlética,
muita força física, pode alinhar em qualquer posição do
setor e dá profundidade ao elenco do time Com mãos
poderosas, ele tem um talento que tende a crescer cada
vez mais nos próximos anos e que pode torná-lo um dos
atletas mais dominantes da NFL. Talento, aliás, que caiu
no colo da franquia na sexta posição do Draft e New York
fez o correto em não deixar o jogador escapar. Apesar de
todos os elogios, Williams tem o que melhorar. Um pouco
cru para o nível profissional e com alguns problemas de
inconsistência, precisará ouvir e aprender muito com o DT
Sheldon Richardson e o DE Muhammad Wilkerson, dupla
que, assim como ele, foi selecionada para tornar a defesa
do Jets uma das mais dominantes e temidas da liga.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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73
O QUE ESPERAR
Para uma equipe que não vai aos playoffs e sequer tem
uma campanha positiva desde 2002, a palavra da moda
continua sendo reconstrução e esta será a missão do
Raiders nesta temporada. A diferença deste ano em
comparação aos treze últimos em que o time vem
colecionando decepções é que para 2015, a franquia
parece ter encontrado a peça certa na posição de QB,
setor crucial em que o Raiders não contava com um nome
de confiança há muito tempo. O QB Derek Carr foi
selecionado na segunda rodada do Draft de 2014,
assumiu a posição de titular e deu motivos para os
torcedores acreditarem que a equipe finalmente
encontrou o Franchise Quarterback que pode levar o
Raiders novamente aos dias de glória.
Fora de campo, a expectativa também é animadora. Jack
Del Rio chega para assumir o time após um bom trabalho
como coordenador defensivo do Denver Broncos e tem
como objetivo transformar o estádio do Raiders em um
dos lugares mais temidos pelos rivais, principalmente
pela força de sua defesa. Material humano para fazer isso
acontecer não falta e o trabalho de Del Rio com atletas
mais jovens será determinante para o sucesso do setor.
Alguns bons nomes saltam aos olhos em uma primeira
análise do elenco, principalmente na parte defensiva.
Jogadores como Khalil Mack, Mario Edwards Jr., Sio
Moore, D.J. Hayden, Malcolm Smith e T.J. Carrie devem
estar ansiosos para mostrar trabalho para o novo
treinador, irá mesclar a juventude destes atletas com a
experiência de Justin Tuck, Curtis Lofton, Dan Williams,
Nate Allen e Charles Woodson.
Sob novo comando, a defesa terá que melhorar os
números ruins que apresentou em 2015. Ken Norton Jr.
(ex-técnico de LBs do Seattle Seahawks), responsável
pela evolução de nomes importantes como Bruce Irvin,
Bobby Wagner e Malcolm Smith, chega para assumir a
vaga de coordenador defensivo deixada por Jason Tarver.
O novo coordenador prefere o esquema 4-3, mas o
técnico apostava na formação 3-4 em Denver; com a
carência de um NT dominante em seu elenco, o esquema
de Norton Jr. deve prevalecer nesta temporada.
As mudanças no comando não param por aí. No ataque,
Bill Musgrave (ex-técnico de QBs do Eagles) assume o
cargo de coordenador ofensivo em 2015. Com vasta
experiência na liga, ele exerceu a função pela última vez
no Minnesota Vikings, entre 2011 e 2013. As atuações
espetaculares de Adrian Peterson e o desempenho
razoável de Christian Ponder neste período têm muito a
ver com o trabalho de Musgrave, que terá a missão de
fazer com o que setor evolua ainda mais ao lado do QB
Derek Carr. Nas mãos do novo coordenador ofensivo,
algumas novas peças chegam ao Raiders nesta
temporada. Rodney Hudson (ex-Chiefs) foi contratado
para ser o Center titular da franquia por vários anos e um
dos líderes do setor. Na posição de LT, Donald Penn foi
uma grata surpresa em 2014 e é a aposta segura para ser
um dos melhores atletas da unidade. Diferente de Penn,
Austin Howard entra pressionado em 2015 e terá que
render mais na função de RT para fazer valer o contrato
milionário que o Raiders lhe deu em 2014, no entanto,
está treinando com o segundo time, em favor do jovem
Menelik Watson. Na posição de Guard, Gabe Jackson
deverá ser o LG titular enquanto o veterano J'Marcus
Webb preencherá a vaga de RG.
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John Feliciano (ex-Miami Hurricanes) terá que superar a
desconfiança da torcida e dos críticos que não colocavam
o jogador como confiável nesta classe. Com um físico que
ainda precisa ser trabalhado para atuar na posição de OG
na NFL, o atleta corre por fora. O grupo de recebedores foi
reforçado em relação ao ultimo. Amari Cooper foi
selecionado no Draft para ser o principal alvo de Derek
Carr e o veterano Michael Crabtree é uma aposta
relativamente barata para a franquia e, caso volte a ter
boas atuações, representa uma opção melhor do que
James Jones (veterano que se aposentou em 2015).
Kenbrell Tompkins, Kris Durham, Andre Holmes e Seth
Roberts completam as opções da posição; Roberts e
Durham devem ganhar bastante espaço na função de
Slot Receiver. Outra aposta selecionada no Draft, Clive
Walford dividirá espaço com Mychal Rivera na posição de
TE e a tendência é que a dupla se complemente durante a
temporada. Walford vem se destacando pelo trabalho de
bloqueios nos treinamentos e é considerado pelo técnico
Del Rio como um atleta completo. Já Rivera, mostrou
talento para receber a bola em 2014 e deve ser utilizado
novamente como gosta. Além dos dois, contam ainda
com o veterano Lee Smith, que chegou nessa temporada,
e até por sua maior experiência frente a Rivera e Walford
vem treinando mais snaps com o time titular.
O novo RB titular deverá ser Latavius Murray, ele teve
bons momentos ano passado, mesmo atuando em um
número menor de partidas, e ajudou a livrar o jogo
terrestre do Raiders de um desempenho patético. Roy
Helu (ex-Redskins) foi contratado para ser usado como
arma aérea; Trent Richardson (ex-Colts), assim como
Oakland, não tem nada a perder com esta nova - e
possível última - oportunidade. O calendário da franquia
não parece favorável. Além de enfrentar Broncos,
Chargers e Chiefs duas vezes no ano, o Raiders tem
confrontos marcados com as divisões norte da AFC
(Ravens, Steelers, Browns e Bengals) e da NFC (Bears,
Packers, Lions e Vikings), além de Jets e Titans. A boa
notícia para os torcedores é que a franquia não enfrentará
uma sequência de jogos seguidos contra equipes
favoritas e os duelos considerados mais difíceis serão
disputados no O.co Coliseum, local em que a força da
torcida pode fazer a diferença. Se Jack Del Rio conseguir
implantar uma filosofia agressiva com sua nova defesa e
Derek Carr continuar evoluindo, o Raiders pode até
pensar em surpreender no fim do ano. A expectativa de
todos, porém, é que o time siga criando um padrão aos
poucos, mesmo sem uma vaga na pós-temporada, e seja
uma das equipes mais interessantes de se ver em campo
em 2015, principalmente pelo seu QB e pelo novo WR
Amari Cooper.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
OLB Lamarr Woodley (Cardinals)
Com problemas de lesão e um desempenho abaixo do
esperado, o jogador encerrou a sua passagem em Oakland
após uma temporada e não deixará saudades.
RB Maurice Jones-Drew (Aposentado)
WR James Jones (Aposentado)
SS Tyvon Branch (Chiefs)
Branch não conseguiu se livrar das lesões e disputou apenas
cinco jogos nas duas últimas temporadas. Seu último problema
físico, uma fratura na perna, o tirou da temporada de 2014 e,
posteriormente, dos planos do Raiders.
RB Darren McFadden (Cowboys)
QB Matt Schaub (Ravens)
Adquirido por meio de uma troca com o Houston Texans,
Schaub não foi capaz de superar o calouro Carr pela titularidade
e será reserva em Baltimore.
CHEGARAM
C Rodney Hudson (Chiefs)
Melhor jogador da linha ofensiva do Chiefs em 2014, Hudson
fez uma ótima temporada e pode evoluir ainda mais. A intenção
é que jogador seja o parceiro de Derek Carr por vários anos, já
que a relação entre Center e QB é muito importante.
FS Nate Allen (Eagles)
RB Roy Helu (Redskins)
DT Dan Willians (Cardinals)
Escolha de primeira rodada do Cardinals em 2010, Williams
mostrou apenas em 2014 um desempenho aceitável para a
posição. Em Oakland, deve oferecer uma boa habilidade em
parar o jogo corrido, crucial para as pretensões do time na
temporada.
WR Michael Crabtree (49ers)
LB Curtis Lofton (Saints)
LB Malcolm Smith (Seahawks)
MVP do Super Bowl XLVIII com o Seahawks, Smith chega para
ser uma das referências da defesa e ajudar na reconstrução da
franquia.
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MELHORES JOGADORES DE 2014
FS Charles Woodson
Mesmo aos 38 anos de idade, o veterano participou de
praticamente todas as jogadas de defesa em 2014 (1143
de 1156). Líder inquestionável do setor e voz forte dentro
dos vestiários, a idade parece não ser um problema para
Woodson; ele liderou o time em número de tackles (114) e
interceptações (4). O FS ainda pode ser considerado um
dos melhores em sua posição e, após já ter vencido quase
tudo em sua carreira, o Hall da Fama o espera.
OT Donald Penn
Após uma temporada desastrosa em Tampa Bay, o
jogador se transferiu para Oakland em 2015 e voltou a
viver um bom momento na carreira ao se destacar no
meio de uma linha ofensiva cheia de defeitos. Penn foi um
dos responsáveis por dar o mínimo de tempo para o QB
Derek Carr e ajudou no desenvolvimento do jovem em
seu primeiro ano. O veterano não ficou fora de nenhuma
das 1048 jogadas ofensivas da equipe na temporada e em
apenas 36 cedeu algum tipo de pressão.
QB Derek Carr
Carr venceu a disputa pela titularidade durante a prétemporada e o calouro selecionado da universidade de
Fresno State teve um desempenho animador em seu
primeiro ano na NFL, mesmo iniciando o ano com 10
derrotas seguidas e perdendo o técnico no meio do
processo. Mesmo com um elenco limitado, o jovem QB
provou ser capaz de conduzir um ataque profissional e
superou as chamadas questionáveis do coordenador
ofensivo Seth Olson. Carr fechou o seu primeiro ano na
liga com 3270 jardas aéreas, 21 touchdowns e apenas 12
interceptações durante toda a temporada.
LB Khalil Mack
O jogador brigou até o fim das votações pelo prêmio de
“Defensive Rookie of the Year” e acabou ficando em 3º,
isso se explica pelo desempenho do defensor em seu
primeiro ano na liga. Selecionado para melhorar o Pass
Rush da equipe de Oakland, o LB não foi responsável
apenas por conseguir sacks (foram 4.5 no total), mas
também teve que lidar com marcações duplas durante
toda a temporada e se transformou em um dos atletas
mais temidos pelos adversários na batalha contra o jogo
corrido. Seus 16 tackles para perdas de jardas ressaltam
a combinação de rapidez na identificação e na leitura da
jogada.
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jogos imperdíveis
Bears (fora) – Semana 4
Após um tour pela AFC Norte para começar a temporada,
o jogo contra o Bears fora de casa ganha um peso crucial.
Uma derrota no Soldier Field, somada a um revés frente
ao Broncos na semana seguinte, pode levar o Raiders à
sua semana de folga com uma campanha 1-4 ou até
mesmo 0-5.
Vikings (casa) – Semana 10
O duelo Carr contra Bridgewater coloca frente a frente os
dois melhores QBs da classe de 2014 e será interessante
ver qual deles vai se sair melhor em um confronto direto.
Chargers (fora) – Semana 7
A visita anual à San Diego toma contornos cruciais para
qualquer pretensão do time na temporada, já que o duelo
contra o rival de divisão é o primeiro do Raiders logo após
a sua semana de folga.
Chargers (casa) – Semana 16
O único jogo em horário nobre do time na temporada. No
cenário mais otimista possível, o Raiders pode chegar na
semana 16 brigando por uma vaga de Wild Card,
exatamente contra o Chargers.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
WR Amari Cooper (Alabama)
Altura: 1,85 m
Peso: 96 kg
Precisando urgentemente oferecer armas ofensivas para
Derek Carr continuar evoluindo em 2015, a franquia
passou a considerar a dupla Amari Cooper e Kevin White
(West Virginia) para sua primeira escolha no Draft e optou
pelo ex-jogador de Alabama; a mágica temporada de
Cooper em 2014 foi fator determinante para a escolha.
Suas 124 recepções durante o ano fizeram com que o
atleta liderasse toda a NCAA, culminando em 1727 jardas
e 16 touchdowns. Com 1,85m e 96 kg, ele não tem
exatamente o tamanho ideal de um WR1 na NFL, mas
compensa isso com muita velocidade, explosão e
conseguindo jardas após a recepção, característica que
deve ser muito bem aproveitada por Derek Carr e Bill
Musgrave (coordenador ofensivo). Cooper traz consigo a
habilidade de alinhar em diversas posições, dando o
dinamismo que o QB da equipe precisará ver em seu
ataque neste ano. O recebedor é capaz de fazer passes
curtos se transformarem em grandes avanços e também
pode ser usado em profundidade. Em seu primeiro ano na
liga, ele precisará trabalhar mais a sua leitura de jogo, já
que foi detectado que desiste da rota planejada, bem
como melhorar seus bloqueios.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
Fora dos Playoffs desde 2011 e sem ganhar o título da
AFC Norte desde 2010, ano em que chegou até o Super
Bowl, o Pittsburgh Steelers precisava dar a sua fanática
torcida uma resposta positiva em 2014. O ano começou
de forma irregular para a franquia, ganhando três de seus
seis primeiros jogos. As coisas começaram a melhorar na
segunda parte da tabela quando o Steelers triunfou em
cinco oportunidades e chegou à sua semana de folga com
um recorde de oito vitórias e três derrotas, liderando a
divisão. Com uma média de 11.5 pontos de diferença no
placar, Pittsburgh terminou a temporada regular com
quatro resultados postivos seguidos e confirmou o
primeiro lugar da AFC Norte. O duelo em casa contra um
time que havia se classificado via Wild Card poderia ter
colocado a franquia como favorita para o confronto, mas a
lesão do RB Le'Veon Bell no último jogo antes dos playoffs
deixou uma das principais estrelas da equipe fora da póstemporada. Contra um Baltimore Ravens pronto para
frustrar os planos do rival, o Steelers não conseguiu
superar o desafio e deixou a temporada com uma derrota
no Heinz Field. Mesmo com o ano acabando de forma
precoce, Pittsburgh mostrou que tem um dos melhores
ataques da NFL e que pode chegar mais longe caso
consiga manter todos os atletas saudáveis.
Conhecida pela força e pelo talento de sua defesa, a
franquia se destacou em 2014 graças ao seu ataque
explosivo, o segundo melhor da liga em jardas totais e
aéreas no ano. Grande líder da unidade ofensiva do
Steelers, o Quarterback Ben Roetlhisberger teve a melhor
performance de sua carreira lançando a bola, anotando
touchdowns e completando passes.
A tarefa foi facilitada graças ao bom trabalho de sua linha
ofensiva, que conseguiu diminuir o número de sacks
cedidos em comparação a 2013 e foi mais efetiva abrindo
espaço para o jogo corrido. Falando neste quesito, a
temporada de 2014 serviu para colocar o novo RB titular
do Steelers, o segundo anista Le'Veon Bell, entre os
melhores da NFL. Com mais de 2100 jardas totais, 11 TDs
e 83 recepções, o camisa 26 foi uma verdadeira máquina
de jogadas positivas e pontos. Se já não bastassem os
ótimos números de Bell e Ben, outro jogador também
ajudou a transformar o ataque de Pittsburgh em um dos
mais temidos da liga. Em um ano espetacular, o recebedor
Antonio Brown bateu recordes da franquia e liderou a NFL
em recepções e jardas. O jogador ainda deu um passe
para Touchdown e teve uma média de 106.1 jardas por
jogo. Considerada a arma ofensiva mais perigosa e
versátil de 2014, ele está pronto para voltar a brilhar no
próximo ano, formando ao lado de Big Ben e Le'Veon Bell
um dos trios de ataque mais efetivos do futebol
americano.
Com o ataque brilhando e ganhando alguns jogos por uma
grande margem de pontos, a defesa não teve uma
performance tão imponente em 2014. Foi a terceira que
menos sofreu tentativas de corridas e a sexta evitando as
jardas terrestres, o setor foi muito bem
protegendo
contra os Running Backs rivais, contando com um ótimo
trabalho de um Front Seven bastante físico e entrosado,
que foi melhorando ao longo do ano. A secundária,
bastante envelhecida, acabou não sendo tão competente
e terminou como a quinta pior cedendo jardas e a sexta
pior em pontos cedidos, além de não ter conseguido criar
tantos turnovers quanto gostaria.
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O desempenho abaixo da média fez com que a equipe
fosse derrotada por franquias que passaram longe dos
playoffs, como New York Jets, New Orleans Saints, e
Tampa Bay Buccaneers, e ajudou na desclassificação
contra o rival Baltimore, partida em que a defesa não
conseguiu pressionar o QB Joe Flacco.
Para 2015, Pittsburgh começa a sua temporada de forma
atípica. A defesa terá que ser reformulada, começando
pela secundária, setor em que a franquia viu os veteranos
Troy Polamalu e Ike taylor atuarem pela última vez na
NFL. Brice McCain, Cornerback que susbtituiu Taylor em
alguns jogos em 2014, foi para o Miami Dolphins,
deixando Mike Tomlin com uma opção a menos para a
função. As baixas também aconteceram no Front Seven
da defesa , unidade em que Brett Keisel e Jason Worilds já
não fazem mais parte da rotação. O Linebacker foi o
principal Pass Rusher do time ao lado de Cameron
Heyward e terminou o ano empatado com o companheiro
em número de sacks, com 7.5. Para a função de Worilds, a
equipe apostou alto em Alvin "Bud Dupree", um dos
Linebackers mais talentosos do Draft de 2015 e que já
deve atuar como titular nesta temporada. O veterano
James Harrison, que voltou no ano passado para ajudar
na rotação, continuará fazendo parte do elenco e deve dar
a sua contribuição. Na função de Keisel, a dupla Steve
McLendon e Stephon Tuitt ganhará mais tempo de jogo e
precisa ter um ano regular para levar a equipe à póstemporada. Com poucas opções no momento para a
secundária, o técnico Mike Tomlin e o novo coordenador
defensivo, Keith Butler, devem apostar em nomes como
Mike Mitchell e Cortez Allen, que juntos somaram 23 jogos
em 2014.
Na posição de SS, Will Allen e Shamarko Thomas brigam
pela titularidade na vaga deixada por Troy Polamalu. A
franquia também espera que nomes escolhidos em
rounds posteriores do Draft, como os Cornerbacks
Senquez Golson, Doran Grant e o FS Gerod Holliman
possam ser úteis para a rotação defensiva já em 2015.
O ataque, que não perdeu nenhum grande nome para
2015, terá que lidar com alguns desfalques logo no início
da temporada e ganhou o reforço do veterano DeAngelo
Williams no Backfield. Com a suspensão de dois jogos do
titular Le'Veon Bell, ele terá a oportunidade de comandar o
jogo terrestre do Steelers nessas duas partidas. A missão
de Williams se tornou um pouco mais difícil graças à lesão
do C Maurkice Pouncey, que machucou o tornozelo na
segunda semana da pré-temporada e terá que passar por
uma cirurgia. O atleta retorna a equipe titular ainda neste
ano, mas a sua ausência durante a primeira metade do
campeonato pode afetar o jogo corrido de Pittsburgh. O
WR novato Sammie Coates, produto de Auburn, ainda
não deve ganhar o espaço de Markus Wheaton como
WR3, mas surge como uma boa opção para ausência do
segundo anista Martavis Bryant, suspenso por 4 jogos
após utilizar substâncias proibidas pela liga. Já o TE Jesse
James deve ter a oportunidade de aprender o jogo
profissional ao lado de Heath Miller e pode substituir o
camisa 83 em um futuro próximo. A única mudança de
peças forçada por lesão até o momento foi a chegada do
Kicker Garrett Hartley, que substituirá Shaun Suisham na
função durante a temporada. O ex-titular do Steelers
lesionou o joelho na primeira partida de exibição da
equipe contra o Minnesota Vikings durante o final de
semana do Hall da Fama e terá que passar por uma
cirurgia. Uma perda significativa para a franquia, que
espera que o veterano Hartley, há oito anos na NFL e
campeão do Super Bowl com o New Orleans Saints,
possa suprir com eficiência.
Com um ataque poderoso e reforçado, mas com o
desfalque de Bell nos três primeiros jogos e uma defesa
reformulada, Pittsburgh precisa de resultados positivos
logo no início da temporada para não precisar emplacar
uma nova série de vitórias no fim do ano, assim como em
2014. A torcida espera que ofensivamente o time
mantenha o mesmo ritmo, e que esse desempenho seja
suficiente para garantir o título da AFC Norte, que mais
uma vez se apresenta como uma das divisões mais
equilibradas da NFL..
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
LB Jason Worilds (Aposentado)
Worilds foi o jogador mais regular da defesa do Steelers em
2014 e a sua aposentadoria durante a Offseason representa
uma queda de qualidade no setor
S Troy Polamalu (Aposentado)
Após 11 anos na liga, duas conquistas de Super Bowl e oito
escolhas para o Pro Bowl, Polamalu disse adeus ao futebol
americano nesta Offseason. Será difícil substituir a liderança e a
intensidade do camisa 43 na secundária de Pittsburgh.
DT Brett Keisel (Free Agent)
Keisel é outro líder da defesa do Steelers que não estará
presente em 2015. Após 12 anos atuando pela franquia, o
camisa 99 foi cortado e dará espaço para jogadores mais
jovens.
CB Ike Taylor (Aposentado)
CB Brice MCcain (Dolphins)
TE Michael Palmer (Free Agent)
RB Ben Tate (Free Agent)
CHEGARAM
RB DeAngelo Williams (Panthers)
Williams foi a principal contratação do Steelers na Free Agency
e terá a função de ser o Backup de luxo do talentoso Le'Veon
Bell em 2015. Como o RB titular está suspenso nas duas
primeiras semanas do ano, o ex-Jogador do Panthers deve
participar de alguns snaps extras já no início da temporada.
QB Tahj Boyd (Jets)
K Garrett Hartley (Browns)
LB Shayon Green (não-draftado)
MELHORES JOGADORES DE 2014
QB Ben Roethlisberger Big Ben não foi só um dos melhores jogadores de
Pittsburgh em 2014 como também consolidou a sua
melhor temporada da carreira desde que chegou à liga,
em 2004. Há 10 anos como titular absoluto, o QB foi
decisivo durante todo o ano e jogou como um verdadeiro
MVP. O aproveitamento de 67,1% nos passes, somado às
4952 jardas aéreas e os 32 touchdowns, representam as
melhores marcas do atleta em sua trajetória na NFL e
ajudam a mostrar que ele ainda tem muito a oferecer à
franquia nos próximos anos. Com o contrato renovado até
2019, o jogador tem muito talento ao seu redor e pode
levar Pittsburgh a outro Super Bowl em um futuro
próximo. Roethlisberger também diminuiu sensivelmente
a sua porcentagem de sacks e interceptações em 2014 e
se apresentou como um Quarterback mais cauteloso e
que toma decisões mais inteligentes.
RB Le'Veon Bell Em 2014, Le'Veon Bell se tornou um dos melhores
jogadores jovens da liga e o RB mais promissor da NFL.
Após um ano de calouro em 2013 prejudicado por
algumas lesões, ele voltou com fome para a temporada
seguinte e superou as expectativas. Com 1321 jardas
totais, 11 touchdowns anotados e uma média de 4.69 por
tentativa, ele é uma das grandes forças do ataque
do Steelers e ainda tem muito a evoluir dentro da liga. Os
números de Bell foram tão impressionantes em 2014 que
o tornaram o primeiro jogador da história da franquia a
começar uma temporada correndo para 100 jardas ou
mais nos sete primeiros jogos do ano. O seu talento
também pôde ser observado no jogo aéreo, função em
que o camisa 26 anotou 3 touchdowns e somou 854
jardas durante a temporada, mostrando toda a sua
versatilidade.
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WR Antonio Brown Há muito o que comentar sobre o ano de 2014
de Antonio Brown no ataque do Steelers. Podemos
começar citando que o atleta liderou a posição em jardas
recebidas e recepções, e ficou empatado na segunda
posição em touchdowns anotados. Brown também
completou um passe para TD e entrou para a história da
franquia ao somar 129 recepções no ano, a maior marca
já registrada por um atleta de Pittsburgh e a segunda
maior da NFL em toda a sua história. Versátil, ele ainda
retorna chutes e alinha em formações de corrida, o que o
torna uma ameaça a cada snap. Após a melhor
temporada de sua carreira e as 1698 jardas aéreas em
2014, o camisa 84 se consolidou como o jogador mais
perigoso de sua posição e deve continuar causando dor
de cabeça às defesas rivais no próximo ano. OLB Jason Worilds Selecionado por Pittsburgh em 2010, Worilds começou a
ter oportunidades reais em 2013, atuando no lado direto
do corpo de LBs. Com oito sacks e dois fumbles forçados
em apenas 11 partidas como titular, ele fez muito bem a
sua propaganda para 2014 e iniciou a temporada como
titular, posicionado agora no lado esquerdo e mostrando
toda a sua versatilidade. O desempenho em 2014
explicou a opção do técnico Mike Tomlin pelo atleta, que
fechou a temporada com 7.5 sacks, 1 fumble forçado
e dois recuperados, e uma interceptação, liderando a
equipe em todos os quesitos. Adaptado ao esquema de
Pittsburgh, o defensor teria lugar cativo na equipe titular
em 2015, mas acabou surpreendendo a todos ao anunciar
sua precoce aposentadoria em março, alegando
questões pessoais.
jogos imperdíveis
Patriots (Fora) - Semana 1
Na partida que abre a temporada 2015-2016 da NFL,
Pittsburgh viaja até New England para enfrentar o atual
campeão. A boa notícia para os visitantes é que Tom
Brady e LeGarrette Blount não poderão atuar pelo
Patriots, assim como Le'Veon Bell pelo Steelers. No
papel, as duas ausências de New England devem fazer
uma diferença maior no confronto, e a defesa de
Pittsburgh precisa usar o Pass Rush com efetividade para
chegar até Jimmy Garopollo.
Seahawks (Fora) - Semana 12
A partida da semana 12 coloca frente a frente duas
equipes favoritas ao título nesta temporada. Atuando em
Seattle, o Steelers precisará contar com a força máxima
de seu elenco para derrotar o rival da NFC e encaminhar a
sua situação em termos de playoffs. O forte ataque
terrestre do Hawks deve representar um dos desafios
mais complicados da temporada para o Front Seven de
Pittsburgh e o Rookie Bud Dupree deve ter um impacto
importante na proteção contra o jogo corrido e nas
eventuais escapadas de Russell Wilson.
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Colts (Casa) - Semana 13
Como na temporada regular da NFL não existe jogo fácil,
Pittsburgh recebe o Colts uma semana depois de Seattle,
em uma partida que pode modificar a classificação da
AFC. As duas equipes se enfrentaram no Heinz Field em
2014 e os donos da casa passaram por cima dos
visitantes com uma imponente vitória por 51 a 34. Ben
Roethlisberger foi o grande nome da partida, lançando
para 522 jardas e anotando 6 touchdowns, em uma de
suas melhores performances na carreira. A defesa, que
forçou turnovers e pressionou Andrew Luck durante os 60
minutos de jogo, precisa aparecer mais uma vez.
Ravens (Fora) - Semana 16
A penúltima semana da temporada está reservada para o
encontro de dois rivais que sempre estão lutando lado a
lado pela vaga nos playoffs e a partida marcada para o
At&T Stadium deve ter uma atmosfera de pós-temporada.
Pittsburgh não conseguiu segurar o rival jogando em seus
domínios no Wild Card de 2014, mas terá a volta de
Le'Veon Bell para tentar surpreender a defesa adversária.
Como acontece sempre neste confronto, quem vencer a
batalha dos turnovers e aproveitar para pontuar, deve sair
de campo vencedor.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
OLB Alvin "BUD" Dupree (Kentucky)
Altura: 1,93cm Peso: 122 kg Dupree era cotado para sair antes no Draft, mas um
desempenho sem brilho no Combine tirou o jogador do
Top 20. O azar do atleta se tornou a grande sorte
do Steelers, que não pensou duas vezes antes de
escolher o capitão da equipe de Kentucky em 2014 e dono
do maior número de sacks feitos por um defensor da SEC
ativo: 23,5. A presença de Bud no Front Seven de
Pittsburgh deve melhorar tanto o Pass Rush quanto a
cobertura dos RBs e Receivers adversários em jogadas
de screen pass. Velocidade, bons instintos e versatilidade
são as principais qualidades do jogador. Ao mesmo tempo
em que pode compor a linha defensiva e ajudar
no Pass Rush, ele também tem a facilidade de
marcar TEs no mano a mano ou fazer a cobertura em
zona, dificultando os passes curtos e diminuindo o
número de jardas conquistadas pelo ataque. Dupree terá
a função de atuar como Outside Linebacker na defesa de
Pittsburgh e aumentar o cerco aos jogadores que
tentarem vazar a retaguarda da equipe pelos lados do
campo. Em relação aos pontos em que ainda precisa
evoluir, Bud deve melhorar o uso das mãos para superar
os bloqueadores da NFL e necessita crescer fisicamente
para ser mais efetivo na pressão ao QB rival. Líder natural
e com um futuro promissor, o defensor é uma escolha que
precisa ser muito bem lapidada pelos novos comandantes
da defesa de Pittsburgh e que tem tudo para ser uma das
mais produtivas da história recente da franquia. Em
2015, o LB já deve ser fundamental para a rotação
defensiva e ter impacto imediato durante a temporada. CHANCES DE SUPER BOWL:
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O QUE ESPERAR
O San Diego Chargers parece ser um time pronto para
fazer barulho em 2015. As duas últimas temporadas
foram de certa forma boas, já que o time venceu 18 jogos
no período e conseguiu uma classificação para à pós
temporada (Wild Card) 2013, quando não resistiu ao
Denver Broncos nos Playoffs de Divisão.
A análise otimista se baseia muito no que o ataque pode
fazer em 2015, mesmo com um trabalho mediano do
coordenador ofensivo Frank Reich. Philip Rivers ainda é
um dos bons Quarterbacks da liga e deve novamente
lançar para mais de 4000 jardas e 30 passes para TD. A
linha ofensiva, mesmo com seus problemas, recebeu um
espetacular reforço em Orlando Franklin, que chega
como Left Guard titular imediatamente. As posições de LT
e RG , com King Dunlap e DJ Fluker, respectivamente,
não devem ser maiores problemas para Rivers, mas as
boas notícias do setor acabam aí. O rendimento do
Center e do Right tackle é uma verdadeira icógnita, é daí
que devem vir os maiores problemas na proteção ao
Quarterback. Ao que tudo indica, Chris Watt deve ser o C
titular e o recém-chegado Joe Barksdale deve assumir os
trabalhos como RT, o que de fato é preocupante, já que
ambos os veteranos não fizeram muita coisa na carreira.
No corpo de recebedores, a perspectiva não é de grandes
novidades. Keenan Allen tentará retornar à forma que o
creditou a ser um dos melhores calouros em 2013 e é o
principal WR do time. Outro nome é Stevie Johnson, que
se destaca desde que chegou após a curta estadia no San
Francisco 49ers. Correndo por fora há Malcom Floyd e
Jacoby Jones, porém Floyd jogou 16 jogos pela primeira
vez em cinco anos na temporada passada e completará
34 anos em setembro.
Já Jones é muito irregular para se confiar por todo o ano
e falhou em assumir papel de destaque no ataque
aéreo de seu antigo time, o Baltimore Ravens. Não há
grandes nomes além dos quatro jogadores, uma vez que
caras como Austin Pettis, Torrence Allen e Dontrelle
Inman não devem conseguir nenhum impacto. A posição
de Tight End, mesmo fragilizada com a suspensão do
veterano Antonio Gates nas primeiras quatro partidas,
deve ter sucesso recebendo passes, já que Reich
declarou que irá usar mais formações ofensivas com seus
dois principais TEs, Antonio Gates e Ladarius Green. Isso
porque ambos os jogadores são bons em chamadas de
passe, mas também executando bloqueios em jogadas
corridas. Falando em jogadas terrestres, o Backfield
californiano tem tudo para brilhar na temporada. Melvin
Gordon, Danny Woodhead, Branden Oliver e Donald
Brown, se saudável é, no papel, um dos mais completos
da liga, onde cada jogador combina uma habilidade
diferente e traz um completo dinamismo para o ataque. O
coordenador ofensivo poderá aproveitar cada uma
dessas características de maneira diferente, já que a
variedade de formações e jogadas pode tornar o jogo
corrido imprevisível e muito difícil de ser marcado.
Defensivamente, John Pagano terá trabalho para
pressionar o QB adversário. O DE Corey Liuget foi o
melhor do time nesse quesito com 4.5 sacks, número
muito baixo para liderar a estatística de uma franquia.
Completando a linha defensiva, Kendall Reyes e Sean
Lissemore não se notabilizam por conseguir sacks e são
boas opções apenas contra o jogo corrido. Ricardo
Matthews e Mitch Unrein, que chegam de Indianapolis
Colts e Denver Broncos, respectivamente, ainda brigarão
por espaço entre os titulares.
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O grupo de LBs é um pouco mais talentoso. O time gastou
uma escolha de segunda rodada do último Draft no ILB
Denzel Perryman. Devido à falta de experiência e
adaptação ao jogo, o calouro não deverá jogar as três
descidas logo no início da temporada. Na mesma
posição, Manti Te'o e Donald Butler seguem como nomes
principais, mas o histórico de lesões dos jogadores
deixam a titularidade de Perryman apenas como uma
questão de tempo. Tourek Willians, cotado para ser o
LOLB titular - já que Dwight Freeney não teve seu
contrato renovado - quebrou uma perna no primeiro
jogo da pré-temporada e dificilmente jogará em 2015.
Assim, o segundo anista Jeremiah Attaochu é o próximo
na lista se não recorrerem à contratação de algum
veterano. Já na posição de ROLB, Melvin Ingram deverá
ter mais uma chance como titular.
A secundária deverá ser a melhor unidade do setor de
defesa. Brandon Flowers vem de uma boa temporada na
posição de Cornerback e é o grande nome do setor.
Deverá ter como companheiro o veterano Patrick
Robinson, já que Pagano planeja usar o talentoso
segundo anista Jason Verrett como Nickel. Steve Willians
e Chris Davis aparecem na sequencia para jogar em
situações óbvias de passe. No lado do ótimo Free Safety
Eric Weddle, a disputa entre Jahleel Addae, Jimmy Wilson
e Darrell Stuckey pela titularidade na posição de SS tem
tudo para se arrastar até o início da temporada regular,
mesmo com Addae tendo a preferência de Pagano para a
posição. O San Diego Chargers entra em 2015 com
objetivo de ao menos repetir a campanha conseguida em
2014. Enfrentando duas vezes os rivais da AFC Oeste,
além da AFC Norte, NFC Norte, Miami Dolphins e
Jacksonville Jaguars, o time espera melhor sorte do que
teve na temporada passada quando as lesões na linha
ofensiva e em peças chave da defesa dificultaram o
objetivo da equipe de ir aos playoffs. Um grande exemplo
disso é o fato de que cinco jogadores diferentes atuaram
na posição de Center do Chargers no último ano. O
recorde de 10-6 é algo plausível para um time como San
Diego, culminando em uma classificação para os Playoffs
via Wild Card. É bom lembrar que se Manning não tiver um
bom desempenho com o Broncos e o time do Colorado
fracassar dentro da divisão, o Chargers surge com
grandes chances de vencer a AFC Oeste.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
S Marcus Gilchrist (Jets)
Titular ao lado de Eric Weddle, não chegou a um acordo sobre
uma renovação de contrato e assinou com o New York Jets para
a temporada de 2015. Formava uma boa dupla com o veterano
e fará falta à secundária do Chargers.
WR Eddie Royal (Bears)
Após vários anos pelo Chargers, acertou transferência para
defender o Chicago Bears. Foi muito útil tanto jogando no Slot
quanto conseguindo bons retornos pelos times especiais.
RB Ryan Matthews (Eagles)
Selecionado no draft de 2010 para substituir o espetacular
Ladainian Tomlinson, suas recorrentes lesões o impediram de
ter uma sequência de jogos e, com um Backfield recheado de
boas opções, tornou-se dispensável.
CB Shareece Wright (49ers)
CHEGARAM
OG Orlando Franklin (Broncos)
Essa promete ser a melhor novidade da equipe na temporada!
Franklin foi o melhor OL protegendo Peyton Manning em 2014 e
agora estará a serviço de Philip Rivers.
WR Stevie Johnson (49ers)
Trocado no meio do ano passado para o 49ers, sofreu com o
mau desempenho de Kaepernick. Com Rivers, tem tudo para
ser o titular imediato do ataque, fazendo dupla com o bom
Keenan Allen.
WR Jacoby Jones (Ravens)
CB Patrick Robinson (Saints)
OC Mitch Unrein (Broncos)
RT Joe Barksdale (Rams)
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MELHORES JOGADORES DE 2014
QB Philip Rivers
O ano de 2014 foi mais uma temporada prolífica do
camisa #17. lançou 4.286 jardas aéreas e 31 passes para
touchdown, além de um ótimo aproveitamento de passes
durante o ano (66,5%). Mesmo com a ausência de um
jogo corrido de qualidade para equiparar as ações no
ataque, esteve nas conversas de MVP durante o primeiro
terço da temporada, quando o Chargers estava com uma
campanha 5-1. Lesões prejudicaram o desempenho do
QB na reta final, mas não o suficiente para tirar o título de
MVP do time em 2014.
LT King Dunlap
Se a linha ofensiva foi o principal fator que impediu o time
de ir aos playoffs, a chance de jogar em janeiro passou
pelo desempenho do Left Tackle. Começou todos os jogos
com a incumbência de proteger o lado cego de Philip
Rivers e, numa linha ofensiva dizimada por lesões, foi o
único jogador confiável mesmo voltando de uma
temporada abreviada por conta de uma grave contusão.
Tal desempenho foi recompensado com uma lucrativa
extensão contratual durante a temporada.
S Eric Weddle
Único jogador do Chargers selecionado para o Pro Bowl.
Te v e n a v o t a ç ã o p a r a o j o g o d a s e s t r e l a s o
reconhecimento de mais uma boa temporada. Ele e
Rivers são os pilares do time e, adorados pela torcida, é
difícil imaginar que vistam outro uniforme, mesmo
sabendo do atrito entre o jogador e diretoria na busca por
um novo contrato. Tornou-se capitão desta defesa na
ausência do LB Donald Butler e totalizou 114 tackles
durante a temporada, melhor marca da franquia.
TE Antonio Gates
Mesmo dando os (naturais) primeiros sinais de
decadência na carreira, foi de fato o recebedor mais
confiável, ofuscando as pretensões do TE Ladarius
Green. Seus números na temporada foram ótimos: 69
recepções para 821 jardas e 12 TDs, incluindo três na
vitória contra o então campeão Seattle Seahawks. Um
fato interessante é que, durante a temporada, o jogador
alcançou a marca de 10014 jardas aéreas, ultrapassando
Lance Alworth e se tornando o recebedor mais prolífico da
história da franquia.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Steelers (casa) – Semana 5
A partida toma contornos de que pode ser crucial na
disputa para as vagas nos playoffs de Wild Card, onde
ambas as equipes são postulantes e um dos critérios de
desempate é o confronto direto.
Chiefs (casa) – Semana 11
Voltando da semana de folga, derrubar um grande rival de
divisão no Sunday Night Football deve dar todo o ânimo
necessário para a parte final da temporada.
Packers (fora) – Semana 6
Após uma tabela difícil para abrir a temporada, a viagem
até o Wisconsin define um dos duelos mais complicados
da franquia em 2015. O duelo Rodgers x Rivers tem tudo
para ser muito bom.
Broncos (fora) – Semana 17
Pode ser o jogo mais decisivo do ano para ambos os
times. Além da rivalidade divisional, as duas equipes têm
chances de chegar na última semana da temporada
brigando pelo título da AFC Oeste.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
RB Melvin Gordon (Wisconsin)
Altura: 1,85 m
Peso: 94 kg
Elétrico. Essa é a melhor palavra para descrever o exastro da universidade de Wisconsin Melvin Gordon .
Ameaça de touchdown a cada toque na bola, conseguiu
2.587 jardas terrestres durante a última temporada no
College, aproximando-se do recorde histórico imposto
por Barry Sanders em 1988. Sua média de 7.8 jardas por
carregada é um número estrondoso e, mesmo que por
apenas uma semana, teve o recorde de jardas em uma
partida na FBS, com suas 408 conseguidas contra
Nebraska. É difícil vermos em um RB características
como agilidade, força, balanço e uma maneira física de
jogar coexistirem, mas é o que pode ser visto em Gordon.
Alto e forte, é capaz de mudar bruscamente a direção da
corrida sem perder nenhuma velocidade no processo.
Será bem interessante vê-lo correndo contra as defesas
da NFL. Especialista em quebrar tackles, a característica
que o torna especial em relação aos outros corredores é
a capacidade de criar espaços mesmo estando em uma
área reduzida. Apesar de tudo, ainda hesita em atacar os
buracos criados pela linha ofensiva visto que, em sua
carreira, quase 20% das corridas terminaram com um
ganho nulo ou mesmo com perda de jardas. Mesmo
melhorando sua habilidade como recebedor, é
estatisticamente um dos piores RBs recebendo passes
no College e ainda sofre com fumbles (foram 6 nos
últimos 5 jogos por Wisconsin).
CHANCES DE SUPER BOWL:
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89
O QUE ESPERAR
O Tennessee Titans foi o pior time da temporada, ao lado
do Tampa Bay Buccaneers, com uma campanha 2-14.
Com poucas opções de qualidade, o ano terminou sendo
um desastre para o Titans. Mas para toda equipe com
esse tipo de recorde, a esperança está sempre no Draft e
na Free Agency, e Tennessee fez boas aquisições para
tentar uma temporada melhor em 2015. Continuaram
acreditando no trabalho do técnico Ken Whisenhunt, mas
trouxeram Dick LeBeau, um dos melhores quando se trata
de defesa, para ajudar o coordenador defensivo Ray
Horton a melhorar a unidade que joga no esquema 3-4. A
equipe manteve o resto da comissão técnica e o General
Manager Ruston Webster, acreditando no trabalho a
longo prazo. Além disso, tivemos uma mudança muito
importante na franquia: O presidente Tommy Smith se
aposentou e abriu espaço para a chegada de Steve
Underwood, que já foi vice-presidente sênior por seis
temporadas.
Por ter feito uma campanha tão ruim, o Titans ficou com a
segunda escolha geral do Draft e, apesar de algumas
propostas de troca, acabou escolhendo o badalado QB
Marcus Mariota, considerado por muitos como o jogador
mais talentoso de sua posição do Draft, acima até de
Jameis Winston, primeira escolha geral – espera-se que
ele seja o Franchise Quarterback tão desejado. Essa
escolha era clara, apesar de uma demonstração de
talento do QB Zach Mettenberger. Outro QB no elenco,
Jake Locker, depois de temporadas sofrendo com lesões,
acabou anunciando sua aposentadoria. A realidade é que
a posição mais importante do esporte, em tese, está mais
confiável em relação ao ano passado, mesmo com os
bons lampejos de Mattenberger.
O que os torcedores não podem esperar para a próxima
temporada é que tudo se resolverá com a chegada de
Mariota; o time tinha muitas fragilidades ao final de 2014 e
deverá contar com uma grande ajuda de todos para
prosperar esse ano. Na posição de WR, o Titans
selecionou Dorial Green-Beckham (segunda rodada),
além disso, trouxe os WRs Hakeem Nicks e Harry
Douglas. São opções decentes que, combinadas com
Kendall Wright, podemos considerar um grupo razoável
de recebedores. Green-Beckham precisa colocar a
cabeça no lugar e fugir dos problemas extracampo, caso
consiga, é um ótimo jogador que combina velocidade,
altura e força. Nicks e Douglas vêm para dar experiência a
esses jovens atletas, já que não são mais os mesmos
jogadores de anos atrás, enquanto Wright é um bom Wide
Receiver, vai ser a referência para os outros recebedores
do time, apesar de não ter rendido tão bem no ano
passado como em 2013. Ainda teve a perda do WR Nate
Washington para o Houston Texans, mas por mais que
Washington tenha bons números na carreira, o
desempenho ruim em 2014 justifica sua saída. Para o
grupo de RBs, o Tennessee Titans conseguiu selecionar,
na quinta rodada, o bom RB David Cobb, que vai poder
dividir as corridas com Bishop Sankey – titular da posição e Dexter McCluster. Em um bom esquema ofensivo e
combinados com a habilidade atlética de Mariota, esses
corredores podem surpreender em 2015.
Para que Mariota e o jogo corrido funcionem, a linha
ofensiva vai ter que jogar bem esse ano, o que não
aconteceu na temporada passada. O OT Michael Oher,
que acabou sendo cortado nesta Offseason, fez uma
temporada ruim e não contribuiu muito.
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91
Para o seu lugar, o recém-draftado Jeremiah Poutasi
(terceira rodada) tentará diminuir a pressão sobre seu
Quarterback. Ainda no último draft, o Titans foi atrás do
Center Andy Gallik, que deve ser um bom reserva para
qualquer eventualidade. Na Free Agency, conseguiram
contratar o LT Byron Bell, que deve ser o titular da posição
após a aposentadoria de Michael Roos. A linha ofensiva,
dessa vez, contará com jogadores jovens e não
apresenta grandes sinais de evolução imediata,
principalmente em jogadas de passe. Na posição de Tight
End, o Titans conta com Delanie Walker, que fez uma
temporada excelente em 2014 e tem tudo para evoluir
ainda mais - junto com o WR Kendall Wright, Walker foi
um dos principais alvos da equipe. No mais, Anthony
Fasano ainda foi contratado para ser o reserva da
posição. Na Offseason, a defesa ganhou mais
profundidade, juventude e atleticismo. Parece melhor, o
que não seria muito difícil perante à defesa terrível que
teve o Titans na temporada passada. No Draft, a equipe
selecionou o DL Angelo Blackson, que deve ser um dos
pass rushers mais importante do elenco e contará com a
companhia do DE Jurrell Casey, o qual vem de um ótimo
ano. O time conseguiu renovar com o OLB Derrick
Morgan, um dos melhores da posição na temporada
passada e que pode ser um diferencial em jogadas
aéreas. O veterano OLB Brian Orakpo, ex-Redskins,
também se juntou ao elenco do Tennessee após a Free
Agency. É um bom jogador marcando o jogo corrido do
adversário, que foi uma das carências dessa defesa ano
passado.
Outro LB selecionado no Draft foi Deiontrez Mount, na
sexta rodada, que deverá aparecer pouco dentro de
campo, mas deve aprender muito com Morgan e Orakpo
durante a temporada. Agora nos concentramos na
secundária, que também não foi nada bem. Para
começar, o CB Brandon Harris sofreu uma lesão no
ligamento cruzado anterior e está fora da temporada. Foi
reserva no último ano, mas é um jogador que seria
importante na rotação dos Cornerbacks. A equipe trouxe,
na Free Agency, o CB Perrish Cox, um cara experiente e
que deve compor bem essa secundária dentro do que
pode fazer - junto com o S Da'Norris Searcy, Cox é um dos
principais reforços do Titans. Searcy que, por sua vez,
vem de uma grande temporada pelo Buffalo Bills, é um
ótimo jogador, principalmente marcando o jogo terrestre
do adversário. Já o Safety Bernard Pollard perdeu vários
jogos por lesão em 2014 e acabou sendo cortado do
elenco. Os atuais jogadores desse setor defensivo
deverão ter o comando de Dick LeBeau, um assistente
muito experiente e que há muitos anos vinha montando
algumas das melhores defesas em Pittsburgh. Como já foi
falado, o Titans mudou sua defesa para 3-4 com a
chegada do coordenador defensivo Ray Horton e agora,
após a contratação de LeBeau, especialista nesse tipo de
formação, deve apresentar alguma evolução .
O Titans tem muito a melhorar nos dois lados do campo.
Com boas aquisições na Free Agency e escolhas
interessantes no Draft, o elenco passa a ter o talento e a
profundidade necessários para fazer uma temporada
melhor e continuar evoluindo nos próximos anos.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
S Bernard Pollard (Free Agent)
Perdeu grande parte da temporada e não deve fazer grande
falta ao time.
LB Kamerion Wimbley (aposentado)
QB Jake Locker (aposentado)
Por questões extracampo acabou se aposentando. Com base
nas temporadas ruins que vinha fazendo, deve ser substituído
facilmente.
OT Michael Oher (Panthers)
Desde o final de seus anos com o Ravens, Oher já vinha
oscilando bastante. Ano passado, pouco fez e se mostrou mal
fisicamente.
WR Nate Washington (Texans)
CHEGARAM
OLB Brian Orakpo (Redskins)
Experiente e atlético, deve melhorar a defesa contra o jogo
corrido e dar mais dinamismo ao elenco defensivo.
S Da'Norris Searcy (Bills)
CB Perrish Cox (49ers)
Chega para ser um dos principais jogadores do elenco em sua
posição. Pelo que fez em temporadas anteriores, atrai certas
expectativas.
WR Harry Douglas (Falcons)
TE Anthony Fasano (Chiefs)
WR Hakeem Nicks (Colts)
Assistente Dick LeBeau (Steelers)
É um dos maiores de todos os tempos. Ao que tudo indica, deve
dar uma cara nova à defesa do Titans e ajudar muito o
coordenador defensivo Ray Horton.
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MELHORES JOGADORES DE 2014
OLB Derrick Morgan
Outro pass rusher dessa defesa, fez uma temporada
muito boa. É um cara grande e jovem, que ainda tem o que
evoluir na Liga. Ficou entre os melhores na sua posição,
principalmente pela sua grande capacidade de pressionar
o QB. Foi bem também contra os passes curtos. Em
números, foi o melhor jogador da defesa com sete sacks,
41 tackles e dois fumbles forçados. Ao que tudo indica,
terá estatísticas ainda melhores em 2015 e deve ser o
principal líder desse sistema defensivo.
WR Kendall Wright
É o melhor recebedor da franquia atualmente. No ano
passado, sofreu com lesões e com a falta de um
Quarterback produtivo no sistema ofensivo. Jogou 11
partidas na temporada e teve 57 recepções para 715
jardas e seis TDs (média de 12,5 jardas por recepção). Foi
um dos poucos atletas da equipe que se salvou no
péssimo ano do time. Entretanto, Wright ainda busca jogar
uma temporada completa, já que tem um histórico
recheado de contusões recentes.
TE Delanie Walker
MVP do Titans na temporada passada. É um dos
principais jogadores do time desde que chegou em 2013.
Foi uma das referências no ataque por ser um grande
alvo, passar confiança para o QB, além de demonstrar
facilidade em fazer bloqueios. Em 2014, foi um dos
melhores da NFL em sua posição e terminou o ano com 63
recepções para 890 jardas e quatro TDs. Além disso, teve
média de 14,1 jardas por recepção.
DE Jurrell Casey
Um dos dois melhores jogadores dessa defesa. Foi muito
bem, evoluindo de forma impressionante da temporada
2013 para 2014. É um pass rusher nato, só ficando atrás
de J.J. Watt (HOU) e Sheldon Richardson (NYJ) na sua
posição, de acordo com o PFF (Pro Football Focus). Foi
bem contra o jogo corrido e deve receber mais ajuda com
os reforços nessa próxima temporada. Os números de
Casey foram cinco sacks e 54 tackles, sendo que
apressou o Quarterback adversário em 31 ocasiões.
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93
JOGOS IMPERDÍVEIS
Buccaneers (fora) – Semana 1
O primeiro jogo da temporada já coloca frente a frente as
duas primeiras escolhas do Draft, Marcus Mariota e
Jameis Winston. Será espetacular assistir Mariota e
Winston estreando oficialmente na NFL e se enfrentando
logo de cara.
Jets (fora) – Semana 14
A partida em que Mariota vai ter que enfrentar um dos
melhores pass rush da NFL, talvez o melhor. Vamos ver
como se sai o QB do Titans com toda essa pressão da
linha defensiva do Jets.
Colts (casa) – Semana 3
O primeiro jogo de Mariota em Nashville, diante de sua
torcida. Será também o primeiro confronto de divisão da
temporada para o Titans e contra o time mais forte da AFC
Sul atualmente. Um duelo do melhor QB jovem da NFL,
Andrew Luck, contra um rookie talentoso que busca seu
espaço na Liga. Se Tennessee pretende ter uma
temporada realmente vitoriosa, são jogos como esse que
fazem a diferença.
Texans (casa) – Semana 16
Mariota vs. Watt. Um jogo de divisão que pode animar
tudo no final da temporada. Ninguém sabe como estarão
os times nessa altura do campeonato, mas certamente
ninguém quer sair derrotado aqui.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
QB Marcus Mariota (Oregon)
Altura: 1,93 m
Peso: 101 kg
Jogador tranquilo, dentro e fora de campo, que apresenta
personalidade de liderança aos companheiros. Tem
estatura, velocidade e habilidade, bem como capacidade
muito grande fora do pocket, executando jogadas em
movimento, correndo ou passando. Em sua carreira
universitária, disputou 41 partidas, totalizando 15 TDs
corridos, 105 aéreos e apenas 14 interceptações. Todos
esses números lhe renderam o Troféu Heisman, prêmio
dado ao melhor jogador universitário do ano. Uma das
incertezas acerca de Mariota na NFL é quanto ao seu
estilo de jogo, já que ele não é um pocket passer. Todos
sabem que para ter sucesso absoluto na NFL é preciso ter
uma boa presença no pocket. Mesmo assim, se o técnico
Ken Whisenhunt souber enquadrar o ataque do Titans às
tendências do jovem Quarterback, bons resultados
podem surgir. A preocupação com a quantidade de vezes
que Mariota sai do pocket não é apenas com as lesões,
mas também com os fumbles; ele sofreu 26 enquanto
esteve no College. De forma geral, é um talento
espetacular, tem um braço forte e uma inteligência acima
da média. Foi uma boa escolha para a franquia de
Nashville.
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94
NFC DIVISÕES
National Football Conference
NFC Leste
NFC Norte
Chicago Bears
Dallas Cowboys
Detroit Lions
New York Giants
Green Bay Packers
Philadelphia Eagles
Minnesota Vikings
Washington Redskins
NFC Oeste
LIGADOS32
.
COM
Arizona Cardinals
San Francisco 49ers
Seattle Seahawks
St. Louis Rams
DESTAQUES INDIVIDUAIS
NFC POWER RANKING
2015
1
Seattle Seahawks
2
Green Bay Packers
3
Dallas Cowboys
4
Philadelphia Eagles
5
Arizona Cardinals
6
Minnesota Vikings
7
St. Louis Rams
8
Carolina Panthers
9
New York Giants
10
Detroit Lions
11
Atlanta Falcons
12
New Orleans Saints
13
San Francisco 49ers
14
Whasington Redskins
15
Tampa Bay Buccaneers
16
Chicago Bears
NFC Sul
Atlanta Falcons
Carolina Panthers
New Orleans Saints
Tampa Bay Buccaneers
Calvin Johnson
Richard Sherman
Odell Beckham Jr
Dez Bryant
Luke Kuechly
Drew Brees
Aaron Rodgers
Adrian Peterson
Após perder praticamente todos os jogos de 2014 devido
a uma suspensão, Adrian Peterson está de volta para a
temporada 2015. Agora com 30 anos, o Running Back do
Minnesota Vikings espera recuperar a boa forma e voltar
a brilhar como em anos anteriores. Peterson já esteve em
seis Pro Bowls, por muito pouco não quebrou o recorde
de jardas corridas em um ano e foi o MVP da temporada
2012. Segundo o atleta, ele está totalmente focado no
jogo e preparado para voltar a ser não apenas o melhor
corredor do Vikings, mas de toda a NFL.
O que ESPERAR
O Arizona Cardinals foi uma equipe que surpreendeu
muita gente em 2014. Com uma defesa muito bem
acertada por um coordenador defensivo que sabe
trabalhar – Todd Bowles – e um ataque que fazia o mínimo
necessário para vencer jogos, o time de Arizona começou
embalado e parecia que ia ser o líder da divisão e forte
candidato nos playoffs. Mas aí seus QBs – sim, plural resolveram se machucar e a temporada foi para o espaço.
Além das lesões aos seus quarterbacks, a franquia teve
problemas com sua linha ofensiva e com a falta de um
jogo corrido dominante. Para corrigir esse defeito,
selecionou no Draft o OT D.J. Humphries e o RB Davis
Johnson – escolha favorita de muitos fãs e a nossa
também. Johnson tem talento e pode se confirmar um
achado na terceira rodada; sabe receber muito bem e,
para esse ataque, essa é uma característica essencial.
Todavia, não deve tomar o lugar de Andre Ellington, mas
vai receber a bola com frequência seja em passe ou
corrida, dividindo as jogadas com o corredor titular. Outro
que chegou para complementar o grupo foi o veterano
Chris Johnson. No ataque, o TE John Carlson se
aposentou e era o titular da posição. O segundo Tight End
que mais jogou foi Rob Housler, mas agora ele está no
elenco do Browns, sendo assim, deve jogar Darren Fells
que, na verdade, foi o melhor TE do time na temporada
em desempenho. O grupo ofensivo da equipe é
basicamente o mesmo, com adições de Humphries, A.Q.
Shipley e Mike Iupati, além do RB Davis Johnson.
Deve ser um ataque mais eficiente, evoluindo
principalmente na proteção ao quarterback e no
desempenho de seus RBs. Já em relação à posição de
QB, Carson Palmer estará de volta e tem condições de
jogar bem novamente, caso volte 100% da lesão – se isso
acontecer, o Cardinals estará em uma boa posição para
brigar na divisão. D.J. Humphries, primeira escolha da
equipe no Draft, disputa a posição de Right Tackle com
Bobby Massie e deve vencer a briga. A defesa é um setor
que tem problemas. Além de perder seu coordenador
defensivo -Todd Bowles foi treinar o Jets -, o DT Dan
Williams e o CB Antonio Cromartie também poderia
contribuir bem esse ano. NT Corey Peters chegou para
substituir Williams e vinha se adaptando bem ao esquema
3-4 utilizado pela equipe, mas rompeu o tendão de aquiles
no treino e está fora da temporada. O rookie Rodney
Gunter, escolhido na quarta rodada do Draft, será o
substituto e isso preocupa. Dan Williams é uma ausência
considerável e foi um dos melhores jogadores do time na
última temporada como veremos na seção “Melhores
jogadores de 2014”. Perderam também o OLB Sam Acho,
que fez uma boa temporada ao lado de Alex Okafor
sustentando o pass rush da boa defesa de Todd Bowles,
mas em compensação veio mais um reforço para a linha
defensiva do Arizona com a contratação do veterano Cory
Redding, que foi muito bem nos últimos anos pelo Colts,
se destacando com tackles importantes atrás da linha de
scrimmage e também na pressão ao quarterback.
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Uma linha com Redding, Gunter e Campbell é
consistente nas pontas, mas no interior onde o rookie joga
há uma grande interrogação. Na posição de Linebacker o
time tem problemas seja com o Outside LB – apenas
Okafor é absoluto – para pressionar o QB do oponente ou
com o Inside Linebacker que falamos na sequência. O
Arizona Cardinals teve problemas com o jogo corrido
adversário na segunda metade da temporada e
simplesmente sofreu o dobro de jardas terrestres por jogo
comparando com a primeira metade, em média. ILB foi
uma posição que trouxe preocupações. Kevin Minter,
Kenny Demens e Sean Weatherspoon são os caras que
vão tentar resolver e trazer a estabilidade que existia na
defesa durante a primeira metade de 2014.
Weatherspoon não jogou a última temporada e perdeu a
maior parte dos jogos em 2013 pelo Falcons, portanto é
um jogador que sofre com lesões e não é garantia nem
sequer de durar todo o ano. Daryl Washington é mais um
ILB no elenco, mas ele está suspenso por tempo
indeterminado e mesmo que possa voltar a jogar esse
ano, certamente deve enfrentar nova suspensão por
agredir a namorada no ano passado, o que deve lhe
custar mais 6 jogos de suspensão.
A preocupação do técnico Bruce Arians com a posição é
tão grande que o veterano Larry Foote, que integra a
comissão técnica do time, considerou voltar e jogar mais
um ano – não que fosse a solução. Minter e
Weatherspoon não são uma grande dupla de ILB para
quem aposta em uma defesa dominante para vencer.
Sobre a secundária, ela teve grandes momentos na última
temporada e quando o time jogou contra o Seahawks,
surgiram várias matérias questionando se seriam as duas
melhores da liga. O problema é que o Cardinals perdeu
Antonio Cromartie que, se não teve a temporada da vida
em 2014, ajudou muito a solidificar o trabalho do setor, por
isso não devemos esperar da unidade o mesmo nível de
qualidade que apresentaram ano passado. Alfonzo
Dennard veio do Patriots via waivers, mas jogou pouco e
mal no último ano; é um cara que não funciona no slot e
deve disputar posição de CB2. Por lá, Jerraud Powers tem
tudo para assumir o lugar que foi do Cromartie, mas isso
afetaria o desempenho da secundária que teve como
grande diferencial dois cornerbacks físicos e um Powers
muito técnico no slot. Ao colocar ele aberto, o Cardinals
perde qualidade no slot e também na posição de CB2, já
que Cromartie é mais jogador. No entanto, se o
desempenho geral da secundária cair, não vai ser algo
determinante e a maior preocupação deve ser mesmo
com o front seven que vai mudar muito, mas que se
mantiver o bom nível, lá atrás a equipe consegue se virar.
O Arizona Cardinals está em uma divisão encardida que
conta com Seahawks, 49ers e Rams, ressaltando que
esse último deve evoluir consideravelmente. Ademais,
vale perceber que o calendário não é dos mais fáceis e o
time vai enfrentar Steelers, Ravens, Lions e Packers,
além das já citadas franquias da NFC Oeste. De forma
geral, o Cardinals teve, em tese, evolução em seu ataque
ao mesmo tempo que sua defesa regrediu um pouco. A
equipe deve fazer uma boa campanha, mas não tão boa
quanto a do ano passado; 9-7 seria um recorde bem
plausível para o que Arizona tem hoje. Caso esse recorde
seja suficiente para ir aos playoffs, com Carson Palmer de
titular e um ataque mais robusto, teria mais chances que
no ano passado – o que não é tão difícil.
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QUEM saiu E QUEM chegou
SAÍRAM
WR/KR/PR Ted Ginn Jr (Panthers)
G Paul Fanaika (Chiefs)
Não fará falta ao time. Foi muito mal em 2014.
CB Antonio Cromartie (Jets)
Não foi sua melhor temporada, mas era o cara necessário pro
esquema que o Cardinals usou e foi importante nisso.
DT Dan Williams (Raiders)
Fez uma excelente temporada e foi um dos grandes nomes da
defesa de Todd Bowles.
DE Darnell Dockett (49ers)
Não jogou em 2014 devido à lesão, mas seria muito útil esse
ano. É bom jogador e, caso se mantenha saudável, será útil
para o 49ers.
OLB Sam Acho (Bears)
DC Todd Bowles (Jets)
CHEGARAM
C/G A.Q. Shipley (Colts)
DE Cory Redding (Colts)
DT Corey Peters (Falcons)
Excelente contratação para repor a perda importante de Dan
Williams. Estava se adaptando ao esquema da defesa do
Cardinals que é diferente da que ele fazia parte no Falcons, mas
sofreu grave lesão e não entrará em campo.
LB LaMarr Woodley (Raiders)
OG Mike Iupati (49ers)
Peça importantíssima para trazer mais talento à uma linha que
teve muitos problemas na última temporada. Vai melhorar
bastante a qualidade dos bloqueios para a corrida.
ILB Sean Weatherspoon (Falcons)
TE Jermaine Gresham (Bengals)
RB Chris Johnson (Jets)
melhores jogadores de 2014
DE Calais Campbell
Se tivesse que escolher um cara para representar toda a
força que a defesa do Arizona Cardinals teve em 2014,
esse cara seria Calais Campbell, sem sombra de dúvidas.
Um playmaker absoluto, essa é a principal qualidade do
Defensive End do Cardinals – um jogador que é
espetacular colocando pressão e conseguindo sacks no
quarterback, mas igualmente competente quando precisa
segurar o RB adversário e parar o jogo corrido. Sete
sacks, 9 pressões no QB, 9 tackles para zero ou perda de
jardas, uma interceptação e um fumble forçado. Que
números são esses? Temporada absolutamente
magnífica da alma da defesa da franquia do Arizona.
WR Larry Fitzgerald
O que falar de Larry Fitzgerald? Ele é a cara da franquia e
um dos grandes ídolos da história do Arizona Cardinals.
Mesmo jogando com QBs medianos nos últimos anos,
Fitz consegue fazer o seu papel tão bem feito quanto
possível. Foram 784 jardas e dois TDs em 2014,
recebendo bolas – ou não recebendo - até de Ryan
Lindley. É um recebedor tão talentoso que mesmo
jogando em uma equipe que não tem grande força pelo ar,
consegue números bons e ainda ajuda a abrir caminho
para os outros recebedores do time, já que normalmente
atrai marcação dobrada. Vem jogando toda a sua carreira
pelo Cardinals e deve se aposentar por lá mesmo. Irá para
a sua décima segunda temporada e já recebeu para mais
de 12 mil jardas e 89 TDs.
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DT Dan Williams
Dentre os quatro que trazemos nesta seção como os
melhores jogadores do Cardinals no último ano, Dan
Williams é o único que não segue com a equipe em 2015.
Junto com Campbell, ajudou a fazer da linha defensiva do
time uma das melhores da NFL na temporada e
certamente vai fazer falta. Foram 17 pressões no
quarterback e 32 tackles Williams assinou com o Oakland
Raiders na última Free Agency e defenderá o time da
Califórnia.
OL Jared Veldheer
A linha ofensiva do Cardinals fez uma temporada abaixo
da média e essa revista traz um OL como destaque do
ano? Exatamente. Ao lado de uma linha que foi mal,
Veldheer se sobressaiu jogando com segurança e
firmeza. Cedeu apenas um sack em toda a temporada e
era o jogador de confiança do quarterback – seja quem
fosse, já que o Cardinals sofreu com lesões na posição -,
se destacando especialmente na sua proteção.
JOGOS IMPERDÍVEIS
Saints (casa) – Semana 1
O Cardinals certamente vai gostar de receber na abertura
da temporada o Saints sem Jimmy Graham, ainda mais
porque TE é uma posição que a equipe teve dificuldades
de marcar. Para o time de Arizona, esse será o único
benefício de não ver Graham mais em New Orleans, isso
porque o Tight End está no Seahawks, rival de divisão, e
irão enfrentá-lo duas vezes ao ano.
Steelers (fora) – Semana 6
O Steelers é um time tradicional e em casa é muito forte.
Desafio grande para mostrar força na estrada. Outro
ponto relevante nesse jogo é a volta de Bruce Arians à
Pittsburgh, onde foi coordenador ofensivo por anos.
Lions (fora) – Semana 5
O Lions é um freguês recente do Cardinals, pois perdeu
os últimos cinco jogos entre as equipes. Para o Arizona
vencer esse jogo, deverá ir bem pelo ar porque a defesa
do Detroit é excelente contra a corrida – ou era, já que Suh
não joga mais por lá e isso deve causar certos problemas
à linha.
Seahawks (fora) – Semana 10
Que tal jogar fora de casa contra um dos melhores times
da NFL e rival de divisão? Típico jogo grande que a equipe
precisa mostrar força de quem briga por playoffs
novamente. O Cardinals virá de bye week e com mais
tempo para se preparar para o confronto, além disso, é
importante demais para ver como se comporta essa nova
linha defensiva da franquia contra a besta Marshawn
Lynch.
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A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
OT D.J. Humphries (Florida)
Altura: 1,95 m
Peso: 139 kg
Proteger Carson Palmer, o QB da equipe que já está com
seus 35 anos e vem de lesão. Não é difícil entender o
porquê da primeira escolha do Cardinals ter sido o OT D.J.
Humphries, que vem para acrescentar qualidade a uma
linha ofensiva ruim. Um dos melhores OT do Draft,
Humphries é um jogador de muita força, bom trabalho de
pés e que consegue bloquear bem em campo aberto para
a corrida, sendo um cara que sabe chegar bem no
segundo nível da defesa para abrir espaço diante dos
Linebackers. Tem bastante agilidade, inclusive lateral,
para estar em posição imediatamente após o snap,
normalmente se posiciona bem e consegue o ângulo ideal
para manter o defensor sob controle.
Não é perfeito, claro. Tem problemas com a colocação
das mãos, pois não são poucas as vezes que não
consegue posicioná-las da melhor forma para ter
vantagem no bloqueio. Ainda tem dificuldade em realizar
bloqueios quando há muita movimentação à sua frente, já
que perde o equilíbrio ideal. Perdeu sete jogos nas duas
últimas temporadas por lesões na perna e irá brigar pela
posição de RT com Bobby Massie.
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o que esperar
O Atlanta Falcons já tinha acostumado sua torcida a estar
sempre entre os melhores times da NFC, porém em 2013
e 2014 as coisas mudaram e a equipe vem de duas
temporadas muito ruins. A última campanha, de 5 vitórias
e 11 derrotas, derrubou o treinador Mike Smith, que dirigia
a equipe desde 2008. O pobre desempenho da franquia
de Atlanta na divisão mais fraca da NFL se deu,
principalmente, pelo inoperante jogo terrestre (24º melhor
da liga com 93,6 jardas por jogo) e por sua defesa, que foi
a pior da liga em jardas totais por jogo (398,2), em jardas
aéreas (4478), em touchdowns terrestres permitidos (21)
e a segunda pior em número de sacks (22).
Com esses péssimos números, o Falcons passou por
uma reformulação, já iniciada em 2013, no jogo corrido e
na defesa. Steven Jackson, Jacquizz Rodgers, Osi
Umenyiora, Dwight Lowery, Corey Peters e Sean
Weatherspoon foram embora, além do técnico Mike
Smith, que tinha seu trabalho criticado por não conseguir
fazer a equipe ser “durona” em campo. Para tentar mudar
essa fama, o General Manager Thomas Dimitroff
contratou Dan Quinn, ex-coordenador defensivo do
Seattle Seahawks, para ser o novo treinador da equipe.
Quinn era o comandante da melhor defesa da liga e chega
com uma mentalidade totalmente defensiva. Com a
oitava escolha geral no Draft, a equipe de Atlanta
selecionou Vic Beasley (Clemson) para ser um dos pilares
da nova defesa e ser o Defensive End ''LEO'' que Quinn
tanto gosta e usava em Seattle. O ''LEO'' é um jogador
que se posiciona mais aberto que os outros jogadores de
linha defensiva para aumentar a pressão ao QB
adversário e parar as corridas mais abertas.
Além de Beasley na primeira rodada, o Falcons escolheu
mais seis jogadores no Draft e buscou suprir as
necessidades de seu elenco. As escolhas do CB Jalen
Collins (2ª rodada), do RB Tevin Coleman (3ª rodada), do
WR Justin Hardy (4ª rodada) e do DT Grady Jarrett (5ª
rodada) foram muito boas e todos eles serão titulares ou
vão participar da rotação principal logo em seus anos de
calouros. Com a chegada de alguns veteranos (Jacob
Tamme, Brooks Reed e Justin Durant) através do
mercado, a franquia buscou encorpar seu elenco e
mesclar juventude com a experiência.
Em 2015, muitas posições ainda estão em aberto na
equipe titular do Falcons e a briga por elas promete ser
intensa. Não há dúvidas de que Matt Ryan será o QB
titular. Entre os RBs, a vaga ainda está indefinida e
Devonta Freeman briga com o calouro Tevin Coleman
pela posição, enquanto o FB deverá ser Patrick DiMarco.
Os principais recebedores da franquia são Julio Jones e
Roddy White; Justin Hardy, Devin Hester e Eric Weems
brigam pela vaga de WR3, enquanto Jacob Tamme e
Levine Toilolo disputam quem será o TE titular. A linha
ofensiva tem algumas mudanças e deve ser formada por
Jake Matthews, Sam Baker, Joe Hawley, Jon Asamoah e
Ryan Schraeder. O OG Chris Chester também briga por
uma vaga.
A defesa 4-3 do Falcons deverá ser composta por Tyson
Jackson, Ra'Shede Hageman, Paul Soliai e Vic Beasley e
pelos LBs Brooks Reed, Paul Worrilow e Justin Durant. Na
secundária Desmond Trufant e Jalen Collins devem
formar a dupla de CBs titulares, enquanto William Moore e
Charles Godfrey serão os Safeties.
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103
Analisando o elenco do Falcons podemos notar que não é
um dos melhores da liga e ainda existem lacunas a serem
preenchidas. O ano de 2015 será muito importante para a
reformulação do time e a implantação de uma nova
filosofia para, a partir de 2016, a franquia voltar a ter
sucesso.
Mesmo passando por mudanças, o Falcons pode sonhar
com playoffs nesta temporada graças à fraca divisão que
faz parte e um calendário não tão difícil. Dos 16
adversários que enfrenta na temporada, 12 são equipes
que não tiveram uma campanha positiva em 2014. Ao
longo do ano o time encara: Panthers (duas vezes), Saints
(duas vezes), Buccaneers (duas vezes), Giants,
Redskins, 49ers, Vikings, Titans, Jaguars, Eagles,
Cowboys, Texans e Colts. Analisando jogo a jogo, é bem
possível que a equipe de Atlanta consiga pelo menos oito
vitórias e oito derrotas, o que em uma divisão não tão forte
como a NFC Sul pode ser o suficiente para uma vaga na
pós-temporada.
QUEM saiu E QUEM chegou
SAÍRAM
WR Harry Douglas (Titans)
Douglas era um recebedor importante no elenco do Falcons,
suas recepções farão falta em 2015.
SS Dwight Lowery (Colts)
CB Robert McClain (Patriots)
DE Osi Umenyiora (Free Agent)
Umenyiora não participou tanto dos jogos em 2014 e pelo seu
desempenho não fará muita falta. Porém, sua experiência e
mentalidade vencedora é incomparável.
RB Jacquizz Rodgers (Bears)
LB Sean Weatherspoon (Cardinals)
RB Steven Jackson (Free Agent)
O veterno RB já está no final de sua carreira e seus números
vêm caindo ano após ano. Em 2014 seu desempenho não foi
bom, mas a linha ofensiva também tem uma parcela de culpa
nisso.
OG Justin Blalock (Free Agent)
CHEGARAM
DE Adrian Clayborn (Buccaneers)
LB Justin Durant (Cowboys)
Durant teve uma temporada de altos e baixos com o Cowboys e
sofreu lesões que o fizeram perder tempo. Ele precisa ficar
saudável para ser útil ao Falcons.
LB Brooks Reed (Texans)
Reed é um bom jogador que deve ser titular, mas sozinho não
vai resolver os problemas do Falcons na defesa.
WR Leonard Hankerson (Redskins)
OG Chris Chester (Redskins)
TE Jacob Tamme (Broncos)
Desde a aposentadoria de Tony Gonzalez, o Falcons procura
um TE confiável para ser titular. Tamme não chegará nem perto
de Gonzalez, mas pode ser um bom alvo para Matt Ryan.
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104
melhores jogadores de 2014
QB Matt Ryan
Matt Ryan é o grande jogador da franquia. Apesar de
apenas cinco vitórias em 2014, o QB teve uma ótima
temporada (4694 jardas aéreas, 28 touchdowns e 14
interceptações) e foi um dos poucos que se salvou no time
de Atlanta. Com um jogo corrido sem eficiência, muitas
vezes o QB do Falcons ficava em situações claras de
passe, o que contribuiu para os 31 sacks sofridos
(segunda pior marca da carreira). Em 2015, Ryan
provavelmente terá os mesmos problemas de 2014, já
que o foco da franquia no Draft foi na defesa e o ataque
perdeu algumas peças importantes.
K Matt Bryant
A escolha de Matt Bryant entre os melhores jogadores do
time na última temporada serve para representar todos
que fazem parte do setor, desde os retornadores até o
Punter Matt Bosher. Com 22 FGs certos em 22 tentados
na distância de até 49 jardas, é difícil encontrar um
jogador da posição mais consistente do que ele na NFL.
Em 2015, com a nova regra do extra point, muitos times
podem sofrer para marcar o ponto de bonificação após os
touchdowns e a importância dos Kickers aumentará ainda
mais. Atletas consistentes como Bryant serão
fundamentais.
WR Julio Jones
Em 2014, Julio Jones consolidou sua posição de WR1 da
franquia. Mesmo não participando de uma partida, o
atleta foi um dos melhores recebedores da temporada
com 104 recepções, 1593 jardas e 6 touchdowns,
números que o levaram ao seu segundo Pro Bowl em
quatro anos na liga. A cada ano, Jones mostra que pode
ser considerado um dos melhores em sua posição e em
2015 a pressão sobre ele será ainda maior.
CB Desmond Trufant
Em seu segundo ano na liga, o CB conseguiu 3
interceptações e 16 passes desviados, dificultando a vida
dos recebedores e fazendo com que os QBs adversários
evitassem lançar no lado em que ele se encontrava. Em
2015, a defesa da franquia de Atlanta passará por uma
reformulação e uma mudança no estilo de jogo, mas
Trufant será um das peças fundamentais que será
mantida. Apesar da pouca idade, o atleta já pode ser
considerado o melhor jogador da defesa do Falcons.
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105
JOGOS IMPERDÍVEIS
Eagles (Casa) – Semana 1
Começar com vitória é muito importante para um time
com um novo técnico, mas do outro lado estará um Eagles
também cheio de mudanças e que todos estão querendo
ver como vai atuar. Para o azar do Falcons, a equipe da
Philadelphia estará com os seus melhores jogadores em
campo e um resultado positivo não será nada fácil.
Buccaneers (Fora) – Semana 13
Nesse jogo, o Falcons tem a obrigação de vencer mesmo
atuando fora de casa. Quem deseja ir para os playoffs não
pode perder para rivais de divisão, principalmente quando
o duelo é contra o mais fraco deles. Esse é o tipo de jogo
que uma derrota pode acabar com as chances do time ir à
pós-temporada.
Cowboys (Fora) – Semana 3
Provavelmente, o jogo mais difícil da temporada para o
Falcons é contra o Cowboys fora de casa. Uma vitória
nessa partida pode colocar a equipe na briga pelos
playoffs e elevar a moral dos jogadores. Será interessante
ver o duelo entre Ryan e Romo, dois dos QBs que mais
tem viradas nos últimos dois minutos de jogo.
Saints (Casa) – Semana 17
O último jogo da temporada pode definir o campeão da
NFC Sul. Bom para o Falcons que a equipe joga em
Atlanta e que o Saints de Drew Brees costuma ter
números muito melhores em casa do que fora.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DE Vic Beasley (Clemson)
Altura: 1,90m
Peso: 112 kg
Com a chegada de Dan Quinn, o Atlanta Falcons deixou
bem claro que o foco da equipe é arrumar a defesa. A
escolha de Vic Beasley no Draft segue essa filosofia e dá
ao novo Head Coach uma excelente opção para a defesa.
Podendo atuar como ''LEO'' (jogador que fica mais aberto
na linha defensiva para pressionar os QBs e conter as
corridas mais abertas), Beasley é o jogador perfeito para
exercer a função, pois é muito ágil e tem uma excelente
explosão. Se ele se adaptar bem ao novo esquema
defensivo do Falcons, poderá ter um impacto parecido
com o que ele tinha na universidade de Clemson, onde
acumulou 33 sacks, 52,5 tackles para perda, 7 fumbles
forçados e 9 interceptações. Alguns analistas afirmam
que Beasley não consegue atuar em todas as descidas e
só tem sucesso quando entra em campo em situações
óbvias de passe. Com um grande desempenho no
Combine, o atleta mostrou toda a sua força e afirmou que
pode ficar em campo perfeitamente durante todas as
descidas. Vic Beasley tem tudo para se tornar um dos
melhores DE da liga em alguns anos e pode ser
considerado um dos candidatos a calouro defensivo do
ano.
CHANCES DE SUPER BOWL:
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106
o que esperar
Por conta do baixo nível da NFC Sul, a equipe do Carolina
Panthers chegou aos playoffs com uma campanha
negativa (7-8-1), mas não teve uma boa temporada em
2014. Com um ataque inconsistente, o técnico Ron Rivera
precisou contar com a sua forte defesa, comandada pelo
coordenador defensivo Sean McDermott, para chegar à
pós-temporada. Após uma arrancada de quatro vitórias
nas últimas rodadas, a franquia chegou até o “NFC
Divisional Game”, mas acabou sendo derrotada pelo
Seattle Seahawks.
Ano passado, a defesa de Sean McDermott (há quatro
anos no cargo) ficou entre as dez melhores da NFL pela
terceira vez seguida, mesmo com a perda do grande DE
Greg Hardy, suspenso pela liga por violência domiciliar.
Liderada por Luke Kuechly, Thomas Davis e Roman
Harper, conseguiu parar os ataques adversários muitas
vezes, mesmo com os CBs não tendo uma boa
temporada. Muitos esperavam que a franquia buscasse
no Draft um reforço para a secundária, mas a contratação
do veterano Charles Tillman e Teddy Williams durante a
offseason trouxe qualidade e experiência para o setor. Já
o ataque foi o ponto mais crítico da última temporada. A
maior deficiência foi, com toda certeza, a linha ofensiva. O
setor sofreu com várias lesões, muitos novatos tiveram
que jogar e a presença do C Ryan Kalil, um dos melhores
da NFL, não foi o bastante para proteger o QB. Esse
queijo suíço, também conhecido como linha ofensiva do
Carolina Panthers, complicou demais a vida de Cam
Newton que, mesmo sendo um QB bastante móvel e
atlético, acabou o ano entre os dez mais derrubados da
liga e perdeu dois jogos por contusão.
Com isso, ele terminou a temporada com 3127 jardas,
58,5% em passes certos, 18 touchdowns e 12
interceptações, não só por suas falhas, mas também pela
ausência de proteção. Para mudar essa situação, a
franquia de Carolina buscou no mercado os OTs Michael
Oher e Jonathan Martin e usou o Draft para selecionar, na
terceira rodada, o OG Daryl Williams da universidade de
Oklahoma. Os RBs DeAngelo Williams, Jonathan
Stewart, Fozzy Whittaker e o FB Mike Tolbert fizeram os
seus papéis, compensando a ausência um do outro por
conta de lesões, dividindo carregadas e fazendo o jogo
terrestre evoluir, sendo o sétimo melhor da NFL com 473
tentativas para 2036 jardas e 10 touchdowns. Para a
próxima temporada a equipe sentirá a falta de DeAngelo
Williams, que após nove temporadas deixou o Panthers e
foi para o Pittsburgh Steelers. O RB é o líder na história da
franquia em jardas terrestres. Cameron Artis-Payne foi
escolhido na quinta rodada do Draft para, quem sabe,
assumir esse espaço deixado.
No corpo de recebedores, o TE Greg Olsen teve uma
temporada com números espetaculares, ficando a frente
de muitos WRs e na sua posição atrás apenas do melhor
TE da liga, Rob Gronkowski. Foi o alvo de confiança de
Cam Newton e tem tudo para continuar sendo. Os
principais WRs foram o novato Kelvin Benjamin e o
veterano Jerricho Cotchery. Benjamin teve uma
temporada respeitável, ultrapassando as 1000 jardas
recebidas, porém boa parte dessas recepções veio
quando o jogo já estava perdido (momento do jogo que os
americanos chamam de “garbage time”). Ele desfalcará o
Panthers por toda a temporada por conta de uma lesão no
joelho e precisará passar por uma cirurgia.
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108
Sentindo a falta de mais nomes no ataque, a franquia
selecionou Devin Funchess na segunda rodada do Draft.
O atleta atuou como TE na universidade de Michigan,
mas jogará como WR em sua primeira temporada na
NFL. Com 1,96 de altura e 107 Kg, ele deverá ser uma
grande dor de cabeça para os adversários e uma boa
arma para Cam Newton. Outro recém-chegado é Jarrett
Boykin (ex-Green Bay Packers). O recebedor chega para
buscar um espaço na rotação titular desse carente
ataque. O coordenador ofensivo Mike Shula precisa fazer
o ataque encaixar e melhorar seus números para a
equipe de Ron Rivera não ficar tão dependente do
sistema defensivo. A divisão do Carolina Panthers foi
muito mal na temporada passada, com as quatro
franquias terminando com campanhas negativas. Para
2015, o New Orleans Saints perdeu Jimmy Graham e está
mudando a forma de jogar – tentará estabelecer o jogo
terrestre. Já o Tampa Bay Buccaneers (pior equipe de
2014) usou a primeira escolha geral do Draft para
escolher o QB Jameis Winston. Completando a briga na
NFC Sul, o Atlanta Falcons vai precisar melhorar o
desempenho defensivo, já que foi uma das piores da liga
no ano passado. A divisão não é uma das mais difíceis,
porém o Panthers enfrentará, além de seus rivais,
Seahawks, Colts, Packers e Cowboys, quatro equipes
que foram aos playoffs ano passado.
Para a temporada que se aproxima, o Carolina Panthers
buscou reforçar sua linha ofensiva, entretanto sem
reforços de peso. Também trouxe mais opções para Cam
Newton e não só manteve como também reforçou sua
forte defesa. Ron Rivera e seus comandados devem
brigar pelo título da NFC Sul novamente em 2015, mas
dificilmente devem conseguir chegar mais longe do que
um eventual “NFC Divisional Game”.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
RB DeAngelo Williams (Steelers)
O veterano já ajudou bastante a equipe e é o líder de jardas
terrestres na história da franquia, mas conviveu com lesões na
última temporada. Fará falta ao ataque do Panthers.
DE Greg Hardy (Cowboys)
Jogou apenas o primeiro jogo da temporada passada e depois
foi suspenso por conta de uma agressão domiciliar. Seria um
grande reforço para a defesa se tivesse continuado.
OT Byron Bell (Titans)
Depois de uma temporada fraca, Byron Bell acabou saindo da
equipe e não deixará saudades.
FS Thomas DeCoud (Free Agent)
CHEGARAM
OT Michael Oher (Titans)
Chega para substituir Byron Bell, reencontrar suas boas
atuações da época de Baltimore Ravens e ajudar na proteção
de Cam Newton.
WR Ted Ginn Jr. (Cardinals)
OT Jonathan Martin (49ers)
FS Kurt Coleman (Chiefs)
CB Charles Tillman (Bears)
Participou de apenas 10 jogos nas duas últimas temporadas
somadas, mas se conseguir ficar longe das lesões pode dar
mais qualidade à secundária da equipe.
CB Teddy Williams (Jaguars)
WR Jarrett Boykin (Packers)
O WR teve um papel importante no Green Bay Packers em
2013, quando começou oito partidas como titular e somou 49
recepções para 681 jardas e 3 touchdowns. Após perder
espaço no último ano, Boykin chega ao Carolina Panthers para
ser um dos alvos de Cam Newton.
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melhores jogadores de 2014
LB Luke Kuechly
Kuechly foi selecionado pela franquia na primeira rodada
do Draft de 2012 e provou ter sido uma bela escolha,
colecionando números incríveis desde então. Em sua
temporada de calouro, o LB foi eleito o “Defensive Rookie
of the Year” e no ano seguinte o “Defensive Player of the
Year”, tornando-se o jogador mais jovem a receber o
prêmio. Com 153 tackles em 2014, ele liderou a NFL no
quesito pela segunda vez na carreira; desde a sua
escolha, a defesa do Panthers está sempre entre as dez
melhores da NFL.
LB Thomas Davis
A última temporada foi a terceira seguida em que o
veterano LB conseguiu ficar distante das lesões e quando
ele consegue estar em campo ajuda demais a sua equipe.
Thomas Davis conseguiu 114 tackles na última
temporada, formou uma bela dupla ao lado de Luke
Kuechly e contribui bastante para essa defesa ter ficado
novamente entre as dez melhores da NFL. Atualmente
Davis ocupa o segundo lugar na história da franquia com
728 tackles e tem mais alguns anos para tentar quebrar o
recorde e se tornar o primeiro na lista.
SS Roman Harper
Roman Harper é mais um veterano dessa forte defesa do
Panthers que teve um ótimo ano. O Safety foi o melhor
jogador dessa secundária. Com 62 tackles, um sack, 10
passes desviados e 4 interceptações, Harper mostrou
estar em boa forma para cuidar do jogo aéreo adversário,
mesmo com 32 anos. Na próxima temporada, com a
chegada do CB Charles Tillman na secundária, o SS tem
tudo para fazer mais uma boa temporada e ajudar a
equipe a chegar mais longe.
TE Greg Olsen
Com números de WR, o TE Greg Olsen teve a melhor
temporada de sua carreira. Foram 84 recepções, 1008
jardas recebidas e 6 touchdowns. O ataque do Carolina
Panthers foi muito dependente do atleta na última
temporada, ele foi e continuará sendo o alvo de
segurança para Cam Newton ao longo do ano. Em 2015,
Olsen entrará em sua nona temporada na NFL.
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jogos imperdíveis
Saints (casa) – Semana 3
Logo na terceira rodada, o Carolina Panthers recebe em
sua casa um rival de divisão que passa por uma
reformulação, o New Orleans Saints. Será um ótimo jogo
para a equipe mostrar a sua força e sair na frente de seus
adversários da NFC Sul.
Seahawks (fora) – Semana 6
Na sexta semana a tarefa é bem complicada. Será a
oportunidade de revanche contra o Seahawks, equipe
que eliminou o Panthers nos playoffs em 2014. Para
dificultar, a partida será em Seattle, onde a atmosfera é
extremamente desfavorável para os visitantes. Será um
bom jogo para quem gosta de defesas; o Panthers virá de
uma semana de descanso e poderá se preparar bem para
a partida.
Eagles (casa) – Semana 7
O confronto com o Eagles foi um dos piores para a equipe
de Carolina na última temporada (derrota por 45-21 na
Philadelphia). Agora o Panthers receberá o Eagles no
Bank of America Stadium para vingar o resultado do ano
passado. O time de Chip Kelly vem com mudanças
interessantes, então será uma parada dura para o time da
casa.
Falcons (fora) – Semana 16
O penúltimo jogo da temporada regular será contra o
Atlanta Falcons, outro rival de divisão. Poderá ser um jogo
muito importante para decidir o campeão da NFC Sul e a
ida aos playoffs. Ao longo da história o confronto é
favorável ao Carolina Panthers (24 vitórias e 15 derrotas) e
deverá ser mais uma boa disputa entre os QBs Cam
Newton e Matt Ryan.
a primeiras escolha no draft
LB Shaq Thompson (Washington)
Altura: 1,83m
Peso: 103 Kg
A proteção ao QB Cam Newton na última temporada foi
um problema, portanto todos imaginavam que a primeira
escolha da equipe seria alguém para reforçar a linha
ofensiva. Porém, a franquia surpreendeu e com a 25ª
escolha geral do Draft selecionou o LB Shaq Thompson.
Com a chegada do jovem jogador, o Carolina Panthers
passa a contar com um dos melhores trios de LBs da liga
(Luke Kuechly, Thomas Davis e Shaq Thompson). Em sua
última temporada na NCAA, o atleta foi o vencedor do
“Paul Hornung Award” (prêmio dado ao jogador
universitário mais versátil). Ele usa toda a sua velocidade
para buscar os RBs e QBs adversários, porém não tem
muita altura e força para enfrentar a linha ofensiva. Com a
sua agilidade e boa leitura do jogo, Shaq Thompson pode
ser um jogador importante na defesa contra o jogo corrido
e também pode acompanhar um TE ou slot receiver numa
possível jogada aérea. O novato fará parte de uma defesa
muito boa e vai usar esse primeiro ano para evoluir e
aprender o esquema defensivo do Panthers.
chances de super bowl:
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111
o que esperar
A última temporada para o Chicago Bears foi um completo
desastre. Dono de uma secundária péssima e um ataque
que produzia muitos turnovers, a franquia da cidade dos
ventos teve uma campanha de apenas 5 vitórias e 11
derrotas. Com o fraco desempenho, mudanças foram
feitas para elevar o nível da equipe. Do New Orleans
Saints, veio o novo General Manager, Ryan Pace. O Head
Coach Marc Trestman deixou o cargo e John Fox, vicecampeão do Super Bowl com o Broncos em 2013,
assumiu o posto de técnico da equipe.
Além da mudança no front office e no comando da equipe,
o Bears mudará o seu esquema da sua defesa de 4-3 para
3-4, com o objetivo de ser uma defesa mais sólida do que
a da última temporada, quando foi a terceira pior da liga
cedendo jardas aéreas. Um dos fatores que levou a
secundária a ser o setor mais fraco da equipe foram as
lesões de jogadores importantes, como Charles Tillman. A
vinda de Fox para Chicago é uma demonstração da busca
por evolução, já que o treinador tem uma mentalidade
defensiva que o Bears sempre valorizou na sua história
de defesas lendárias. Aproveitando a mudança de
esquema defensivo, a franquia reforçou bastante essa
unidade. A chegada dos LBs Mason Foster e Pernell
McPhee, dos DBs Antrel Rolle (ex-Giants) e Allan Ball (exJaguars), e a seleção de segunda rodada do NT Eddie
Goldman, devem ajudar a equipe a dar um salto de
qualidade em relação ao último ano. Além disso, a troca
de posicionamento para Outside Linebacker do DE Jared
Allen - que teve a pior marca de sua carreira em sacks em
2014 com 5,5 - deve ser benéfica.
No ataque, o Chicago Bears também não foi bem. Jay
Cutler falhou na missão de comandar a equipe às vitórias.
No entanto, armas não lhe faltaram. Jogadores como os
WRs Brandon Marshall e Alshon Jeffery, o TE Martellus
Bennett e o RB Matt Forte deveriam formar um ataque
bem explosivo. Porém, cometendo muitos erros e
jogando mal, Jay Cutler deixou até de ser o titular do time
no fim da temporada de 2014. Para 2015, o ataque do
Bears também sofreu mudanças, principalmente com a
saída de Brandon Marshall via troca para o New York Jets.
No draft realizado no fim de abril, a franquia selecionou o
WR Kevin White, de West Virginia, para preencher a vaga
que Marshall deixou. Além de White, o WR Eddie Royal
também desembarcou na cidade para dar mais opções ao
jogo aéreo do questionado QB Jay Cutler. Apesar de ter
passado das 1000 jardas terrestres e de 100 recepções
aéreas, Matt Forte terá mais apoio no jogo terrestre com a
vinda de Jacquizz Rodgers, ex-Falcons. A linha ofensiva,
com a missão de manter Cutler em pé e abrir espaço para
as corridas, também recebeu jogadores novos, como o G
Vladimir Ducasse (ex vikings), que a princípio seria
reserva do Pro-Bowler Kyle Long, um dos melhores
jogadores do time no último ano.
Em 2015, existe bastante equilíbrio dentro da divisão
norte da NFC. O Green Bay Packers é o time a ser batido.
Mais sólido, está acostumado a jogar a pós temporada e
conta com um Quarterback de elite, Aaron Rodgers. O
Detroit Lions também é uma equipe forte. Apesar da perda
de Ndamukong Suh, detém um ataque potente que tem
em Calvin Johnson, o Megatron, seu principal jogador e
se torna a segunda força dessa divisão.
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113
O Minnesota Vikings é um time jovem, que teve vários
movimentos na intertemporada. Com a volta de Adrian
Peterson e a chegada de Mike Wallace, torna-se uma
equipe que pode surpreender, brigando diretamente com
o Lions pela segunda colocação. Já o Chicago Bears,
após uma temporada frustrante, a princípio é a equipe
com menos qualidade dentro de sua divisão. Uma ida à
pós-temporada é uma missão bem complicada.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
FS Chris Conte (Buccaneers)
DE Stephen Paea (Redskins)
Um dos poucos jogadores que se salvaram da temporada
desastrosa do Bears. Dono da marca de 6 sacks, Paea
será um bom reforço para o Washington Redskins.
LB Lance Briggs (Free Agent)
CB Charles Tillman (Panthers)
LB D.J. Williams (Free Agent)
WR Brandon Marshall (Jets)
Apesar de ter sido um dos líderes do ataque, Marshall é dono
de um temperamento difícil e o Bears preferiu seguir sem ele.
C Roberto Garza (Free Agent)
CHEGARAM
RB Jacquizz Rodgers (Falcons)
CB Alan Ball (Jaguars)
LB Mason Foster (Buccaneers)
DE Jarvis Jenkins (Redskins)
LS Thomas Gafford (Chiefs)
OG Vladimir Ducasse (Vikings)
OLB Pernell McPhee (Ravens)
Saindo de sua temporada com maior números de
sacks, McPhee chega para melhorar o Pass Rush do
time, que perdeu o Paea na Free Agency.
FS Antrel Rolle (Giants)
WR Eddie Royal (Chargers)
LB Sam Acho (Cardinals)
melhores jogadores de 2014
WR Alshon Jeffery
Apesar de uma péssima temporada do Chicago Bears,
alguns jogadores se saíram bem. Um exemplo é o WR
Alshon Jeffery. Jeffery teve uma temporada com mais de
1000 jardas recebidas e anotou 10 touchdowns. Além
disso, o jogador se mostrou explosivo, com a sua
recepção mais longa de 74 jardas e tendo feito mais de 17
jogadas para mais de 20 jardas.
TE Martellus Bennett
O Tight End Martellus Bennett foi um grande alvo para o
ataque do Bears em 2014. Apesar da inconstância na
posição de Quarterback da equipe, isso não fez o
rendimento de Bennett cair e ele se manteve sólido.
Beirando a marca de 1000 jardas recebidas, ele teve 90
recepções para 916 jardas, anotando 6 TDs na última
temporada.
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114
RB Matt Forte
O time foi realmente mal em 2014, mas o RB Matt Forte
teve números impressionantes. Se alcançar 1000 jardas
corridas é uma boa estatística, Forte foi além. Anotou
ainda 102 recepções e 808 jardas recebidas, números
que deixam muitos recebedores para trás. Além do
enorme número de jardas, Forte marcou 10 TDs entre
recebidos e corridos.
OG Kyle Long
Jay Cutler não foi bem na última temporada, porém não foi
pela má proteção do Guard Kyle Long. Sólido e saudável,
Long foi um dos poucos que se salvaram na linha ofensiva
do Bears em 2014. Em seu segundo ano na liga, chegou
novamente ao Pro Bowl, demonstrando seu enorme
potencial para ser uma das pecas fundamentais da linha
de ataque.
jogos imperdíveis
Vikings (casa) – semana 8
Confronto de divisão. Após passar pela sua semana de
“bye”, o Bears vai encarar mais um jogo de muita
rivalidade. O Vikings, com seus movimentos nessa
offseason vai se tornar um grande adversário, além de ser
um confronto direto para uma possível vaga para os
playoffs.
Packers (fora) – semana 12
Se só enfrentar o seu maior rival já torna um jogo especial,
enfrentá-lo em uma partida em horário nobre torna as
coisas ainda mais interessantes. A temporada vai se
encaminhando para o período onde as vagas para a póstemporada são definidas e cada jogo dentro da divisão se
torna muito importante.
Chargers (fora) – semana 9
Apesar de serem rivais de conferências diferentes, o jogo
contra o Chargers é importante por se tratar de um jogo de
horário nobre. Diante de muitos telespectadores, é hora
de mostrar a evolução em relação à última temporada.
Lions (casa) – semana 17
Despedida do Bears na temporada regular é um jogo
contra o Detroit Lions no Soldier Field. Esse jogo pode
valer uma vaga para a pós-temporada se o desempenho
do time tiver sido bom. Caso o contrário, pode ser apenas
um jogo para cumprir tabela.
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A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
Kevin White WR (West Virginia)
Altura: 1,92
Peso: 97 kg
Com a sétima escolha geral no Draft, o Chicago Bears
tinha necessidade em várias posições, mas decidiu
escolher o WR Kevin White, de West Virginia.
Após a troca de Brandon Marshall para o New York Jets,
White se torna um grande complemento ao ataque do
time, que ainda conta com Alshon Jeffery, e Martellus
Bennett, dando muitas opções ao QB Jay Cutler.
Em 2014, White teve grandes números em West Virginia.
Ele começou a temporada com sete jogos consecutivos
recebendo para 100 ou mais jardas e terminou com 109
recepções e 1.447 jardas recebidas, marcando 10 TDs.
Além de grandes estatísticas, o jogador foi um dos três
finalistas para o prêmio Biletnikoff (de melhor recebedor
da temporada).
Seus pontos fortes são boas mãos para as recepções, a
habilidade de percorrer rotas, capacidade de conseguir
separação da cobertura, velocidade e brigar bem pela
bola no alto. White tem dificuldade em se desmarcar na
linha de scrimmage e não é um grande bloqueador, algo
que tem que ser melhorado na NFL. Ele vinha para ser
titular, mas com uma fratura por estresse o novato ficará
de fora pelo menos até a semana 6.
chances de super bowl:
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o que esperar
Existe vida sem DeMarco Murray em Dallas? Essa é a
grande pergunta a ser respondida pelo Cowboys em
2015. Na última temporada, a franquia contou com a
melhor linha ofensiva da NFL e isso ajudou Tony Romo e
DeMarco Murray a terem a grande temporada de suas
carreiras. O jogo terrestre, para qualquer time de futebol
americano, é algo importantíssimo; com boas corridas
existe a possibilidade de usar o play action mais vezes e
balancear as jogadas de ataque junto com os passes para
confundir as defesas. Em 2014, o Cowboys usou e
abusou das corridas de Murray - líder da NFL em jardas
terrestres, líder em tentativas de corrida e vencedor do
prêmio de “Offensive Player of the Year”. Com o jogo
terrestre funcionando, Romo conseguiu castigar os
adversários com seus passes, já que as defesas, sempre
esperando uma corrida de Murray, muitas vezes se
concentravam em fechar o meio do campo e deixavam o
fundo sem a proteção necessária, assim aproveitava para
acionar seus ótimos recebedores e pontuar. Esse balanço
entre jogo terrestre e jogo aéreo foi o grande mérito da
franquia no ano passado e a principal razão para a ótima
campanha (12 vitórias e 4 derrotas), sendo uma das
equipes mais divertidas de se assistir.
O grande problema para esta temporada é, justamente, a
saída de um dos principais jogadores da franquia. Com
Murray trocando Dallas por Philadelphia, o Cowboys
pode ter problemas. Os RBs atuais são Lance Dunbar,
Joseph Randle e Darren McFadden (ex-Raiders que já
sofreu inúmeras lesões e conseguiu apenas uma
temporada com mais de 1000 jardas).
No papel, a linha ofensiva será ainda melhor do que a de
2014; Tyron Smith, Doug Free, Travis Frederick e Zack
Martin serão os titulares e La'el Collins – calouro que se
envolveu em polêmicas durante o Draft e foi contratado
após o evento – chega para dar mais qualidade e proteção
para o ataque. “Com uma linha ofensiva dessas qualquer
um pode correr bem” é um pensamento errado. DeMarco
Murray é um atleta muito paciente com a proteção, ele
espera até o último momento para decidir em qual direção
seguir, algo que é muito valorizado nos RBs, mas nem
todos possuem tal qualidade. É claro que Dunbar, Randle
ou McFadden podem ter sucesso em 2015, mas é bem
difícil afirmar que o Cowboys terá um jogo terrestre tão
eficiente quanto em 2014.
Quem agradece, e muito, por ter a melhor linha ofensiva
da NFL é Tony Romo. Se o jogador tiver tempo no pocket
ele pode facilmente castigar as defesas com seus alvos
dentro de campo (Dez Bryant, Terrance Williams, Cole
Beasley e Jason Witten). Aliás, o simples fato de ter uma
proteção melhor ajudou o QB a ter a melhor temporada da
carreira no ano passado, gerando até discussão se ele
merecia o prêmio de MVP da liga. Romo sofreu uma séria
lesão nas costas em 2013 e em 2014 voltou a sentir dores
no local, porém sem gravidade - tanto que atuou sem
problemas nos playoffs. Uma linha ofensiva capaz de
oferecer segurança e proteção será ótimo para o
Cowboys e o seu QB, pois é garantia de ter Tony Romo
saudável e atuando em alto nível nessa temporada.
Em 2014, o Cowboys foi a 5ª pior defesa em número de
sacks, conseguiu apenas 28.
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Se não quiser ter problemas, o front seven principalmente a linha defensiva - precisa ser mais efetivo
na pressão ao ataque adversário. Porém, o setor deverá
ser melhor do que o do ano passado.
Seus grandes nome são os dos LBs Sean Lee e Rolando
McClain, sendo que Lee teve uma lesão e ficou fora da
temporada passada; ele é um jogador completo, capaz de
interceptar e desviar muitos passes - foram 11
interceptações e 18 passes desviados em 4 temporadas características que o transformam no grande diferencial
da equipe. Para o sucesso da unidade, basta que ele fique
inteiro para, ao lado de McClain, formar uma grande dupla
no “miolo” da defesa. A franquia conseguiu selecionar o
LB Randy Gregory no Draft, jogador de muito potencial,
velocidade e força - um baita reforço. Talvez Gregory não
seja titular logo de cara, mas com certeza vai ajudar a
equipe comandada pelo técnico Jason Garrett. Outro
jogador para se observar é o DE Greg Hardy. Contratado
nesta offseason, o defensor foi um dos melhores na
temporada de 2013, porém uma acusação de violência
doméstica o suspendeu de praticamente todos os jogos
no ano passado. O atleta só volta a atuar na semana 5 e
será interessante acompanhar como ele retornará aos
campos depois de quase um ano e meio afastado; se for o
Hardy de 2013, a defesa do Cowboys ganhará um ótimo
reforço o final da temporada, onde possivelmente estará
brigando por vaga nos playoffs. A secundária é mais uma
parte da defesa a ser observada em 2015. Orlando
Scandrick, principal peça do setor, machucou o joelho
e está fora da temporada.
Brandon Carr, J.J. Wilcox e Barry Church agora têm a
companhia de Byron Jones, primeira escolha do Cowboys
no Draft e que vai ganhar a oportunidade de jogar entre os
titulares. Responsáveis por 7 das 18 interceptações da
equipe em 2014, toda atenção é pouca quando se
enfrenta DeSean Jackson, Odell Beckham Jr. e o veloz
calouro do Eagles, Nelson Agholor, cada um duas vezes
por ano. Um grupo de jogadores entrosados é a chave
para essa secundária; o novato Byron Jones
acrescentará um pouco mais de qualidade para a defesa
contra os passes. Na falta de pressão do front seven ao
QB, as interceptações e atuações dos jogadores da
secundária podem ser a grande arma da franquia para ir
mais além durante a temporada.
É sempre bom lembrar que o Dallas Cowboys faz parte da
NFC Leste, divisão que promete ser uma das mais
acirradas em 2015. Com o Philadelphia Eagles
reformulado, o New York Giants bastante reforçado e o
Washinghton Redskins se reestruturando, espera-se
muito equilíbrio entre os quatro; com o título da divisão e a
vaga nos playoffs sendo decididos apenas na última
rodada. Mesmo com as movimentações de seus
adversários, o Cowboys ainda é favorito; será difícil
repetir a campanha do ano passado, mas a equipe tem
totais condições de vencer pelo menos 10 partidas e se
classificar para os playoffs. O técnico Jason Garrett
conhece muito bem as suas peças e vai trabalhar para
manter o nível de atuação da temporada passada.
Podemos esperar grandes temporadas de Dez Bryant e
de toda a linha ofensiva, candidata a melhor da NFL.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
RB DeMarco Murray (Eagles)
A grande perda do Cowboys em 2015. O melhor jogador de
ataque da última temporada enfrentou um impasse salarial e
acabou trocando Dallas por Philadelphia.
WR Dwayne Harris (Giants)
DT Henry Melton (Buccaneers)
LB Bruce Carter (Buccaneers)
DE George Selvie (Giants)
DE Anthony Spencer (Saints)
Depois de ser selecionado para o Pro Bowl em 2012 e ficar de
fora da temporada de 2013, Spencer voltou a jogar em 2014,
mas não repetiu as boas atuações, sendo liberado.
OT Jermey Parnell (Jaguars)
LB Justin Durant (Falcons)
CB Sterling Moore (Buccaneers)
CHEGARAM
DE Greg Hardy (Panthers)
Hardy foi um dos melhores defensores de 2013, mas ano
passado participou de apenas um jogo devido a uma
suspensão após praticar violência doméstica. Com um contrato
de apenas um ano, ele só estará disponível para atuar a partir
da semana 5.
LB Andrew Gachkar (Chargers)
LB Jasper Brinkley (Vikings)
RB Darren McFadden (Raiders)
O jogador chega para ser o substituto de DeMarco Murray. Com
uma linha ofensiva de talento à sua frente, ele terá totais
condições de somar bons números e ajudar o ataque.
CB Corey White (Saints)
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MELHORES JOGADORES DE
2014
RB DeMarco Murray
Murray foi simplesmente arrasador na temporada
passada; com a melhor linha ofensiva da NFL, o RB
aproveitou para ter o ano de sua vida. Logo nos 8
primeiros jogos da temporada bateu o recorde de mais
partidas consecutivas passando da marca de 100 jardas.
Murray somou 1845 jardas terrestres e acabou sendo
escolhido o “Offensive Player of the Year”. O jogador
estava em seu último ano de contrato, mas a franquia de
Dallas não conseguiu chegar a um acordo, obrigando-o a
buscar novos ares.
QB Tony Romo
Muito questionado por sempre “amarelar” no último mês
da temporada regular (dezembro), com suas atuações
ano passado o atleta calou todos aqueles que o
criticavam. Contando com uma ótima proteção, ele
conseguiu ter tempo no pocket para analisar as melhores
opções e decidir o seu alvo; Romo teve atuações
excelentes ao longo do ano, mostrando estar na melhor
forma da carreira, mesmo aos 35 anos. Lançou para 3705
jardas, 34 touchdowns, apenas 9 interceptações e foi
escolhido para participar do Pro Bowl.
LB Rolando McClain
Enfrentar LeSean McCoy e Alfred Morris duas vezes por
ano não é fácil, pior ainda se a sua defesa também não
consegue pressionar o QB adversário. Depois de não
atuar em 2013, McClain voltou para a temporada de 2014
disposto a ser o “xerife”; com 81 tackles, 2 interceptações
e um sack. Sem Sean Lee para ajudá-lo no meio do
campo, ele atuou praticamente sozinho na contenção das
corridas e avanços pelo meio da defesa. Além dos
números, o atleta foi muito bem na marcação dos TEs
adversários.
WR Dez Bryant
O principal recebedor do Cowboys herda a camisa 88 do
lendário Michael Irvin. Bryant se coloca, ano após ano,
como um dos melhores WRs da liga e prova isso dentro de
campo. Em 2014, foram 1320 jardas recebidas, 16
touchdowns e lugar assegurado no Pro Bowl e no All-Pro
Team. O atleta é o único WR em atividade com três
temporadas consecutivas com pelo menos 12
touchdowns - o último a alcançar essa marca foi Marvin
Harrison (ex-jogador do Indinapolis Colts).
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Patriots (casa) – Semana 5
Duas das melhores equipes de 2014 se enfrentam logo no
início da temporada. Os atuais campeões da NFL irão até
Dallas para tentar segurar o ataque comandado por Tony
Romo. Tom Brady não vai estar em campo por estar
cumprindo o último jogo de sua suspensão e, levando em
consideração que os 4 times da NFC Leste enfrentam o
Patriots, uma vitória nesse jogo ganha um valor mais do
que especial.
Eagles (casa) – Semana 9
A partida marcará o primeiro encontro entre Murray e sua
antiga franquia, em Dallas. Muitas vaias são prometidas
ao jogador, mas, além disso, trata-se de um interessante
duelo de divisão que pode fazer diferença ao fim da
temporada regular e definir posições na equilibrada NFC
Leste.
Seahawks (casa) – Semana 8
As duas equipes protagonizaram, em 2014, um dos
melhores jogos da temporada. Jogando na casa do
Seahawks, a equipe de Dallas venceu por 30 a 23 e
ganhou fôlego para avançar aos playoffs. O jogo da
temporada de 2015 será em Dallas e a equipe de Seattle
virá com sangue nos olhos para devolver a derrota;
promessa de um jogo disputado e bem aberto.
Packers (fora) – Semana 14
A partida entre Cowboys e Packers, na semana 14, será a
reedição do polêmico “NFC Divisional Game” de 2014. A
grande questão daquela partida foi a não-recepção de
Dez Bryant no fim do jogo. Em 2015, Cowboys e Bryant
terão a oportunidade de, no mesmo local, tentar mostrar
se deveriam ter realmente se classificado em 2014.
Promessa de jogo acirrado, com muita provocação e
disputado a cada jogada.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
CB Byron Jones (Connecticut)
Altura: 1,85m
Peso: 90 kg
A posição de CB era um dos problemas no Dallas
Cowboys. Sem sucesso com escolha de Morris Claiborne
em 2012, a franquia precisava de um jogador jovem e
talentoso para reforçar a secundária, então, com a 27ª
escolha geral do Draft selecionou Byron Jones. O jogador
não era muito falado até o Combine acontecer em
fevereiro, mas depois do sucesso absoluto no evento
(bateu o recorde do salto vertical), Jones começou a subir
nos rankings dos principais analistas norte-americanos.
Inteligente e rápido, o CB pode atuar em todas as
posições da secundária; até 2013 jogava como Safety na
universidade de Connecticut e sempre teve bons
números. Jones tem a capacidade de antecipar rotas,
podendo anular o recebedor adversário ou conseguir uma
interceptação. Com a lesão do CB Orlando Scandrick, o
jovem vai ter uma oportunidade de jogar como titular na
defesa do Cowboys, mas ainda tem muito a evoluir.
chances de super bowl:
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O QUE ESPERAR
O Detroit Lions é um time que vem melhorando
gradativamente desde a desastrosa campanha com
nenhuma vitória em 2008, culminando na campanha de
11 vitórias e cinco derrotas do ano passado. A vinda do
técnico Jim Caldwell funcionou, e a equipe conquistou
uma vaga nos playoffs pela segunda vez no século. Os fãs
da equipe estão mais confiantes do que nunca em uma
boa campanha da franquia de Detroit. Em 2014, mesmo
com Calvin Johnson perdendo três jogos por lesão, o
Lions disputou uma de suas melhores temporadas na
liga. Isso demonstra que o elenco do time é sólido, e a
equipe não é dependente de apenas um jogador para
atingir sucesso. Entretanto, existem muitas questões que
tem que ser respondidas caso o time queira jogar
novamente em janeiro. O maior problema do Lions em
2014 foi sua linha ofensiva, a quinta mais porosa da liga,
permitindo que seu QB sofresse absurdos 45 sacks. Para
tentar resolver o problema, Detroit investiu sua primeira
escolha do draft no G Laken Tomlinson, vindo da
Universidade de Duke. O calouro deve iniciar
imediatamente protegendo o lado cego de Matthew
Stafford, e proverá uma melhora imediata ao grupo.
Uma melhora na linha ofensiva beneficiará também o
grupo de recebedores da equipe. Se Stafford conseguir
mais tempo para lançar, os números de Golden Tate e
Calvin Johnson podem melhorar significativamente em
relação às já boas estatísticas apresentadas em 2014.
Tate foi uma surpresa positiva no ano passado; após
alguns anos em Seattle sem ser realmente considerado
um bom WR, provou que quando acionado pode ser
bastante efetivo na produção de jardas.
Mesmo com Megatron no elenco, Tate liderou a equipe
com mais de 1300 jardas recebidas. A primeira escolha do
draft do ano passado, o TE Eric Ebron, deve ter um ano
melhor que o seu de calouro. Com apenas 248 jardas
recebidas em 25 recepções, o TE não trouxe a produção
esperada quando Detroit fez o seu investimento. Porém,
com um ano de experiência e mais tempo para se adaptar
o sistema profissional, Ebron pode mostrar todo seu
potencial e ajudar a equipe a ter um jogo aéreo ainda mais
explosivo.
O jogo terrestre deverá ser comandado por Joique Bell.
Reggie Bush e Bell não comandaram o ataque por terra
mais inspirador da liga no ano passado. Após um ano
simplesmente decepcionante, Bush rumou para San
Francisco e deixou Bell, que conquistou 860 jardas e 7
TDs em 2014. Joique Bell, apesar de ter demonstrado
talento e ser um bom corredor pelo meio, tem limitações
demais para ser um RB que jogue em qualquer situação.
Por isso, o Lions investiu sua escolha de segunda rodada
no draft em Ameer Abdullah, RB que jogou futebol
universitário em Nebraska. Bell deve iniciar o ano como
titular da posição, porém o calouro deve competir pelo
posto, e tirar bastante tempo de jogo do veterano.
No lado defensivo, ocorreram as maiores mudanças da
equipe de 2014 para 2015. Na linha defensiva
especialmente. Ndamukong Suh, um dos defensores
mais temidos da liga, deixou a equipe rumo à Miami. Para
repor a perda, o Lions realizou uma troca pelo All Pro NT
Haloti Ngata, ex-Baltimore Ravens.
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Ngata é um jogador extremamente sólido e uma ótima
reposição, entretanto deve pressionar menos o QB
adversário do que Suh. Nick Fairley também deixou a
equipe, e a reposição deve ser feita com o DT Tyrunn
Walker, ex-Saints. Walker, apesar de ter estatísticas
discretas ao longo de sua carreira, apresenta o nível de
habilidade necessária para ser um bom titular.
O DE Ziggy Ansah deve ser a principal arma do Lions no
pass rush, e tem que se superar para tentar suprir a perda
de Suh. O grupo de LBs da equipe é bom, contando com o
retorno de Sam Tulloch, que jogou apenas três jogos em
2014. Na secundária, a equipe conta com os sólidos
James Ihedigbo e Glover Quinn, que liderou a liga e
interceptações, com sete, no ano passado.
Complementando a cobertura, estão os CBs Darius Slay
e Rashean Mathis, que jogaram na última temporada. De
forma geral, a defesa da equipe é sólida. Deve ser
confiável o suficiente para fornecer ao ataque de Detroit a
chance de vencer os jogos. O desafio na NFC Norte é
imenso. Detroit inicia o ano de olho no titulo da divisão,
mas será uma tarefa incrivelmente difícil derrotar o Green
Bay Packers, uma equipe mais bem equipada para ir à
pós-temporada. Entretanto, o Lions tem uma chance real
de conseguir uma vaga via Wild Card, e o foco da equipe
na temporada está em chegar aos playoffs. O time tem,
em 2015, a melhor chance dos últimos anos para fazer
barulho no mata-mata, mas jogadores de diversas
posições devem se superar de maneira incrível para dar a
eles qualquer chance de vencer o Super Bowl. Ao
torcedor, resta sonhar.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
DE George Johnson (Buccaneers)
Johnson volta ao seu primeiro time na liga após três anos. Teve
um bom ano em 2015, quando conquistou os seis sacks
registrados na carreira. Deixou a equipe em uma troca,
retornando uma escolha de 5ª rodada que acabou na seleção
do FB Michael Button. Mais um desfalque pra defesa.
RB Reggie Bush (49ers)
Após duas temporadas em Detroit, Bush deixou o Lions e
rumou para San Francisco. Após um bom 2013, quando pela
segunda vez na carreira bateu a marca das 1000 jardas
terrestres, Bush teve uma temporada decepcionante, marcada
por lesões (assim como sua carreira). Foram apenas 297 jardas
terrestres, 253 recebidas e 2 TDs em 11 jogos no ano passado,
a pior temporada da carreira.
TE Kellen Davis (Jets)
C Dominic Raiola (Free Agent)
DT Ndamukong Suh (Dolphins)
O Free Agent mais desejado da temporada foi para o Dolphins
por cifras astronômicas, as quais a equipe de Detroit não seria
capaz de pagar. Um dos jogadores defensivos mais temidos da
liga com certeza faria falta a qualquer defesa, e com o Lions não
será diferente. A equipe vai ter que aprender a seguir em frente
com a vida pós Suh.
CHEGARAM
CB Chris Owens (Chiefs)
WR Greg Salas (Jets)
TE David Ausberry (Raiders)
DE Corey Wootton (Vikings)
WR Lance Moore (Steelers)
G Manuel Ramirez (Broncos)
CB Josh Wilson (Falcons)
LB Brandon Copeland (Free Agent)
DT Tyrunn Walker (Saints)
Vem para ajudar a compor a posição com mais saídas na Inter
temporada para a equipe do Lions. Apesar de estatísticas
modestas na sua carreira com o Saints, o ainda jovem defensor
pode vir a ter um papel de protagonista na defesa de Detroit.
DT Haloti Ngata (Ravens)
Substituto de Suh, o cinco vezes Pro-Bowler e cinco vezes AllPro Nose Tackle chega a equipe com uma grande
responsabilidade. O Lions abriu mão de uma escolha de 4ª e
uma de 5ª rodada no draft de 2015 para conseguir a liberação
do jogador junto ao Ravens. Resta ao veterano mostrar à
torcida de Detroit que o investimento foi válido.
DT Nick Fairley (Rams)
DT C.J. Mosley (Dolphins)
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MELHORES JOGADORES DE 2014
DT Ndamukong Suh
Ndamukong Suh tem sido tão dominante na NFL quanto
polêmico em toda sua carreira. Em 2014, o defensor teve
seu segundo melhor ano da carreira em números: foram
53 tackles e 8,5 sacks. Suas quatro seleções ao Pro Bowl
em cinco anos como profissional deixam bem claro que
ele é um dos melhores DTs da liga. Deixou a equipe na
Offseason para se juntar ao Miami Dolphins, que pode
chegar a pagar a quantia absurda de 124 milhões de
dólares por seis anos de seus serviços.
WR Golden Tate
Após um início de carreira lento no Seahawks, Tate
mostrou todo seu potencial no primeiro ano em Detroit.
Com as lesões de Megatron, acabou tendo um papel de
maior destaque na equipe e não decepcionou: foram 1331
jardas e 4 TDs na temporada. Assumindo novamente o
papel de segundo WR na próxima temporada, deve ter um
grande ano, e seu papel de aliviar a marcação de Calvin
Johnson será fundamental para um bom desempenho do
ataque do Lions em 2015.
LB DeAndre Levy
Uma máquina de tackles, DeAndre Levy conseguiu a
segunda melhor marca da liga na categoria, com 151.
Levy teve, estatisticamente, a melhor temporada da
carreira em 2014 e, com a saída de Suh, pode assumir o
cargo de melhor jogador defensivo da equipe. Apesar de
não ter tido ainda nenhuma aparição no Pro Bowl, o LB
merecia uma vaga no jogo das estrelas nos últimos dois
anos e, se continuar como vem jogando, é só uma
questão de tempo para seu talento ser reconhecido e ele
deixar de ser um dos jogadores mais subestimados do
futebol americano.
QB Matthew Stafford
Pelo quarto ano consecutivo o QB ultrapassou a marca
das 4000 jardas e conseguiu 22 TDs contra 12
interceptações. Stafford, que tem um dos melhores
braços da liga, conta com dois ótimos recebedores em
profundidade, e com isso sua produção deve se manter
ou aumentar. Obviamente, um bom desempenho de
Stafford será fundamental para o retorno do Lions à póstemporada em 2015.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Seahawks (fora) – Semana 4
Existe um teste melhor para qualquer ataque aéreo do
que enfrentar a Legion of Boom em Seattle? Matthew
Stafford, Golden Tate, Megatron e companhia devem dar
um belo trabalho à secundária do Seahawks, ao mesmo
tempo que poderão medir sua confiança e habilidade
contra a melhor unidade defensiva da liga.
Packers (casa) – Semana 10
Os jogos entre as equipes da NFC Norte são sempre
clássicos, com muita rivalidade entre as equipes. Nos
últimos anos, Green Bay tem dominado o duelo, levando
vantagem em 15 dos últimos 18 encontros entre as
equipes. Porém, nos últimos dois anos, Detroit tem
equilibrado o combate, tendo vencido ambas as partidas
em seus domínios. Se o Lions tem qualquer pretensão de
vencer a divisão, esse é o jogo da temporada.
Saints (fora) – Semana 15
Em 2014, em um jogo emocionante, o Lions venceu o
Saints em casa por um ponto apenas de vantagem. O
jogo de 2015 promete ser mais um de tirar o folego, e
dessa vez, no Superdome, a defesa de Detroit enfrentará
um desafio ainda maior. As duas equipes podem estar na
luta por suas divisões, ou mesmo na luta direta por uma
vaga de Wild Card na NFC.
Bears (fora) – Semana 17
Uma das rivalidades mais antigas da NFL é a de Bears e
Lions, que se enfrentaram pela primeira vez em 1930
quando o Lions ainda era o Portsmouth Spartans (a
equipe se mudou para Detroit em 1934). Desde então, os
times já se enfrentaram 170 vezes, com 96 vitórias de
Chicago, 69 de Detroit e cinco empates. Apesar da
vantagem do Bears, nos últimos quatro encontros a vitória
foi do Lions. Um belo encontro divisional, com muita
rivalidade e história envolvida para fechar a temporada.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
OG Laken Tomlinson (Duke)
Altura: 1,90 m
Peso: 145 kg
Matthew Stafford sofreu absurdos 45 sacks em 2014, a
quarta pior marca da liga. Reforçar a linha ofensiva era
tarefa obrigatória para a equipe do Lions, que tratou de
selecionar um dos melhores homens de linha disponíveis
no draft de 2015. Tomlinson foi titular em todos os jogos
que disputou pela Universidade de Duke desde sua
estreia em 2011, e foi All-American em 2014. O jogador
não cedeu nenhum sack nos últimos dois anos na
universidade. Tomlinson no lado oposto do bom RG Larry
Warford e, já em seu primeiro ano, deverá ter a difícil
missão de proteger o lado cego de Stafford. Ele é um
jogador inteligente, que sabe se posicionar bem para
bloqueios e apresenta uma técnica excelente. Tem bom
balanço corporal e jogo de pés, e deve encarar bem os
pass rushers mais ferozes da NFL. Existe alguma dúvida
com relação à sua habilidade atlética e preocupação que
ele talvez não tenha força o suficiente para conter
jogadores defensivos por tempo suficiente.
chances de super bowl:
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O QUE ESPERAR
No ano passado, o Green Bay Packers cumpriu o que se
esperava de um elenco com tamanha qualidade e talento.
A equipe perdeu a final da NFC em um jogo emocionante
contra o Seattle Seahawks, mas teve o Quarterback
Aaron Rodgers eleito o MVP da temporada regular, além
de alguns dos melhores jogadores do ano no ataque,
como os WRs Jordy Nelson e Randall Cobb. Em 2015, a
franquia mais uma vez está na lista de favoritos ao título
da NFL. Com um QB de elite, boa equipe técnica e elenco
equilibrado, fica muito difícil não apontar o time de
Winsconsin como um dos melhores da liga. Ainda assim,
a pressão já começa a dar as caras no Lambeau Field.
Apesar de entrar como favorito todos os anos, o Packers
só conquistou um título com Aaron Rodgers no comando,
e mesmo com o QB contando ainda com alguns bons
anos pela frente, cada temporada sem vencer começa a
pesar um pouco mais nos ombros da equipe.
Na próxima temporada, os cabeças de queijo não devem
ter dificuldades em conquistar a NFC Norte pela quinta
vez consecutiva. Vikings, Bears e Lions não tem talento
suficiente para superar o Packers e Green Bay só perde a
divisão se algo sair terrivelmente errado durante o
campeonato. Dessa forma, a equipe deve focar em
garantir o mando de campo para os playoffs. Levar os
adversários para jogar na Frozen Tundra e fugir do
temível CenturyLink Field, do Seattle Seahawks, são
objetivos chave para garantir um caminho mais simples
em direção ao Super Bowl 50. No papel, o elenco do
Packers é bem equilibrado. Porém, uma baixa séria pode
afetar o desempenho da equipe. A lesão do principal
recebedor da equipe, o WR Jordy Nelson, tira de Rodgers
um dos alvos mais dinâmicos da NFL.
Em 2014, foram mais de 1500 jardas e 13 TDs, sendo que,
nos últimos quatro anos, o rating médio do QB do Packers
quando lançando para Nelson foi de 130. O WR Davante
Adams deve receber o desafio de substituir um dos
melhores da liga. Adams foi escolha de segunda rodada
de Green Bay em 2014 e tem se destacado nos treinos
de pré-temporada do time, com velocidade e
atleticismo suficientes para brilhar. Mesmo com a perda, o
ataque será confiável, pois o melhor QB da NFL é bem
complementado por Randall Cobb para receber seus
passes e por Eddie Lacy para carregar a bola. A linha
ofensiva é bastante confiável e cedeu apenas 28 sacks
em 2014, o suficiente para colocar a equipe no top 10 do
setor. Na posição de TE, Andrew Quarless deve ser o
titular pelo segundo ano consecutivo; ano passado, ele
recebeu metade dos seus 6 TDs da carreira e deve
continuar melhorando. Essa unidade ofensiva, que não
sofreu nenhuma grande perda durante a offseason, foi a
sexta melhor da liga na última temporada em jardas por
jogo e a melhor da NFL marcando pontos, com média de
30,4 por partida.
A defesa, apesar de não se destacar como uma das mais
assustadoras da liga, é sim bastante eficiente; Cedeu
apenas 21,6 pontos por jogo em 2014 e faz o suficiente
para proporcionar ao seu ataque a possibilidade de
vencer qualquer jogo. Mesmo não contando com as
maiores estrelas defensivas da NFL, a unidade do
Packers é repleta de excelentes valores.
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O grupo de LBs é comandado por Clay Matthews e Julius
Peppers, que apesar da idade ainda é capaz de dar conta
do recado. Na linha defensiva, Mike Daniels inspira
confiança e a cobertura da equipe deve ser ótima com
Casey Hayward, Morgan Burnett, Ha Ha Clinton-Dix e
Sam Shields compondo a secundária. Porém, algumas
posições ainda criam um ponto de interrogação para
2015. Será que B.J Raji conseguirá uma boa temporada
após ter seu contrato renovado por um ano? E Sam
Barrington? Será ele o linebacker capaz de oferecer o
apoio necessário para o já provado Clay Matthews? São
questões que só a temporada responderá.
Entretanto, as maiores dúvidas estão direcionadas aos
reservas da equipe. Green Bay não apresenta grandes
substitutos para seus principais titulares e a falta de
profundidade pode ser vista em praticamente todas as
posições do elenco, com jogadores que tiveram
experiências limitadíssimas jogando na NFL ou são
calouros. Isso pode acabar refletindo na temporada caso
algumas contusões (que certamente ocorrerão)
aconteçam em posições como, linha ofensiva, LB ou linha
defensiva.
Esse problema, porém, não é exclusivo de Green Bay
quase nenhuma equipe da NFL está preparada para lidar
com muitas lesões em posições importantes. Mas de
forma geral, poucas lesões não deverão causar
problema, pois outros setores da equipe irão render o
suficiente para mascarar a situação.
O Packers está tão preparado quanto um time pode e
deve estar para a temporada da NFL. Em uma equipe
acostumada a vencer, é natural que a pressão seja mais
elevada e não se espera nada além do título para Green
Bay em 2015. A equipe terá que derrotar adversários de
peso na NFC, inclusive o seu nêmesis recente, o Seattle
Seahawks. Uma campanha forte na temporada regular
será fundamental para a conquista do mando de campo
na pós-temporada. Em Green Bay, no frio de janeiro, o
Packers é praticamente imbatível, e é lá que a equipe
espera derrotar os adversários da NFC antes de viajar
para um destino mais agradável para disputar o Super
Bowl 50: San Francisco.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
DE Luther Robinson (Chargers)
OT Aaron Adams (Texans)
LB Brad Jones (Eagles)
LB AJ Hawk (Bengals)
TE Brandon Bostick (Vikings)
WR Kevin Dorsey (Free Agent)
QB Matt Flynn (Jets)
Famoso pelo jogo de 6 TDs contra o Lions na temporada 2011,
Flynn deixou a equipe após sua segunda passagem e irá
disputar um lugar no elenco do New York Jets.
WR Jarrett Boykin (Panthers)
Sem espaço no talentoso corpo de WRs do Packers, Boykin
deixou a equipe em busca de um time com menos competição
no setor.
LB Jamari Lattimore (Jets)
CB Jarrett Bush (Free Agent)
CB Devon House (Jaguars)
CB Tramon Williams (Browns)
Williams construiu uma história de nove temporadas em Green
Bay, nas quais foi titular em cinco. Era um dos líderes
defensivos da equipe e fará falta.
CHEGARAM
S Kyle Sebetic (Giants)
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129
MELHORES JOGADORES DE 2014
QB Aaron Rodgers
Rodgers não foi só o melhor jogador do Packers, mas sim
de toda a NFL, recebendo pela segunda vez na carreira o
título de MVP da temporada regular. Foram 4381 jardas,
38 TDs e apenas 5 interceptações em 2014. Um jogador
desse nível conseguiria carregar um time praticamente
sozinho, mas Rodgers tem o suporte de uma grande
equipe de ataque. O camisa 12 está no auge da carreira e
conta com uma equipe talentosa e em plena forma ao seu
redor para conquistar o seu segundo anel.
WR Jordy Nelson
Os principais beneficiados pela temporada espetacular
de Aaron Rodgers foram seus recebedores, mas
obviamente eles também tem seu crédito. Jordy Nelson
vem sendo um dos melhores WRs da liga nos últimos
anos e teve um excelente desempenho em 2014. Foram
1519 jardas e 13 TDs anotados pelo atleta que, sozinho,
foi responsável por mais de um terço das jardas aéreas
conquistadas pela equipe.
WR Randall Cobb
Na posição de slot, outro WR do Packers se destacou
como um dos melhores do ano na NFL. Randall Cobb tem
uma das mãos mais confiáveis da liga, e aliando sua
velocidade, agilidade e capacidade de ir atrás da bola
com os passes precisos de Aaron Rodgers, faz da dupla
com o QB uma das conexões mais prolíficas e perigosas
da NFL. Em 2014, foram 1287 jardas e 12 TDs somados
por ele. Cobb ainda é jovem e iniciará a temporada de
2015 com 25 anos apenas, tendo uma longa e
possivelmente brilhante carreira pela frente.
LB Clay Matthews
Clay Matthews é o jogador símbolo da defesa do Packers.
Jogando com uma intensidade impressionante, o LB
conquistou a torcida de Green Bay e se estabeleceu como
um dos melhores da liga. São cinco seleções pro Pro Bowl
na carreira, incluindo uma no ano passado. Matthews
conquistou 11 sacks em 2014 e é essencial para um bom
desempenho da defesa do Packers
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130
JOGOS IMPERDÍVEIS
Seahawks (casa) – Semana 2
Packers e Seahawks, como duas potências da NFC,
protagonizaram jogos marcantes nos últimos anos.
Desde a Fail Mary até a virada emocionante de Seattle na
final da conferência do ano passado, uma rivalidade tem
sido construída entre as equipes. Esse duelo logo no
começo da temporada promete ser um dos melhores da
liga em 2015.
Bears (casa) – Semana 12
No dia de Ação de Graças, o Green Bay Packers recebe o
Chicago Bears no Lambeau Field para um novo capítulo
da rivalidade mais antiga da liga. O primeiro jogo entre as
equipes aconteceu em 1921 e o confronto também é o
que mais se repetiu na história da NFL, sendo disputado
em 190 oportunidades. Apesar do domínio recente do
Packers, o equilíbrio marca o histórico do duelo, com 93
vitórias para Chicago, 91 para Green Bay e seis empates.
Um jogo com essa história, no dia de Ação de Graças e
talvez com neve é simplesmente imperdível.
Broncos (fora) – Semana 8
Qualquer jogo que envolva dois dos melhores QBs da
história da NFL deve ser assistido. É um privilégio poder
testemunhar um confronto entre Peyton Manning e Aaron
Rodgers, e o encontro de estrelas deve render um
espetáculo à parte no lado ofensivo da bola. Não pode-se
esperar nada menos que um tiroteio, e muitos pontos de
ambas as equipes.
Lions (fora) – Semana 13
Duelo de divisão bastante importante para Green Bay já
na parte final da temporada. O Packers tem dominado o
confronto, com 15 vitórias nos últimos 18 encontros entre
as equipes. Porém, nos últimos dois anos, o Lions venceu
os dois jogos no Ford Field e deve ser um adversário à
altura para a equipe de Green Bay.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
FS Damarious Randall (Arizona State)
Altura: 1,80 m
Peso: 90 kg
Pelo segundo ano consecutivo o Packers aposta em um
safety com a primeira escolha do draft. Entretanto, o
calouro Damarious Randall não deve fazer dupla com Ha
Ha Clinton Dix. Ao invés disso, Randall deverá brigar com
Micah Hyde por uma vaga de nickelback, cobrindo
principalmente o recebedor de slot da equipe adversária.
Segundo especialistas, seu nível de habilidade se
assimila ao de um CB, o que combinado com sua boa
velocidade e alta eficácia de tackles, encorajou a equipe
técnica do Packers a testá-lo na posição. O jogador
também pode ser bastante útil no suporte a corrida e deve
ser uma arma interessante em formações de blitz. O
jogador ainda tem mãos firmes (tanto que chegou a atuar
como WR no universitário), o que aumenta as suas
chances de conseguir interceptações; No lado negativo,
muitos scouters acreditam que ele seja pequeno para
jogar na sua posição de origem.
chances de super bowl:
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131
O QUE ESPERAR
Buscando mudanças imediatas, o Vikings iniciou a
temporada de 2014 com uma nova comissão técnica. A
franquia trouxe o técnico Mike Zimmer, o coordenador
defensivo George Edwards e o coordenador ofensivo
Norv Turner, alterando toda a estrutura de comando. A
modificada defesa teve uma grande evolução,
terminando como a 13º em pontos cedidos depois de ser a
pior da liga em 2013; em relação aos passes defendidos,
o setor saiu da penúltima posição para a sétima. Os
destaques individuais ficaram por conta do excelente
trabalho realizado por jogadores como o LB Anthony Barr,
o DE Everson Griffen, o S Harrison Smith e o CB Josh
Robinson. Por outro lado, o ataque não teve a mesma
evolução. Norv Turner encontrou grandes dificuldades
com seus recebedores e a linha ofensiva foi pouco efetiva
durante toda a temporada, o que dificultou o trabalho do
promissor QB Teddy Bridgewater, o grande destaque
ofensivo de Minnesota no ano. O calouro foi muito bem e
quebrou vários recordes de QBs novatos atuando pelo
Vikings.
O Vikings usou a Offseason para buscar reforços em
todas as posições, adicionando jogadores interessantes
ao elenco como o LB Casey Matthews – que se lesionou e
está fora da temporada - o WR Mike Wallace, recebedor
que tem tudo para render mais em um ataque mais
vertical que o do Dolphins. Mas não foi só na Free Agency
que o Vikings se destacou; a franquia fez um Draft
interessantíssimo, selecionando atletas que podem
entrar como titular em um futuro próximo, como os OTs
T.J. Clemmings e Tyrus Thompson, LB Eric Kendricks e o
CB Trae Waynes.
Todas as escolhas supriram necessidades claras da
equipe e os nomes são considerados promissores no
nível profissional.
A defesa deverá ser um pesadelo para os coordenadores
ofensivos adversários nessa temporada. O setor, que já
estava forte, manteve seus jogadores mais importantes e
se reforçou muito bem. O coordenador defensivo George
Edward conta, neste ano, com boas opções no elenco e
terá aquela chamada “dor de cabeça boa” para escolher
os titulares da unidade. A linha defensiva, liderada por
Everson Griffen, ganha ainda mais força com as
chegadas Caesar Rayford e Danielle Hunter, verdadeiros
Pass Rushers, função que a equipe precisava de
jogadores. Quem também pode ajudar a aumentar o
número de sacks é Eric Kendricks, ILB calouro, dono de
um bom trabalho de pernas e muito inteligente. Para
trabalhar ao seu lado, Minnesota usou a Free Agency e
contratou o veterano Casey Matthews, jogador que fez
uma boa temporada pelo Eagles em 2014. A dupla só não
poderá ser vista em campo já nesta temporada porque
Matthews sofreu uma lesão no quadril em Julho e só
voltará em 2016. A secundária é o ponto mais forte dessa
defesa, contando novamente com os serviços do CB Josh
Robinson e do SS Harrison Smith e reforçada agora com
um dos melhores CBs do último Draft, Trae Waynes. O
experiente Terence Newman também deve brigar por
posição e pode jogar alguns snaps durante as partidas.
O ataque também se reforçou. A frágil linha ofensiva
ganha muito com as chegadas de Clemmings e
Thompson, mas só os dois como opção pode não ser o
suficiente nos bloqueios para o Peterson e na proteção
a Bridgewater.
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133
Já no caso do OT T.J Clemmings, selecionado na 4ª
rodada do Draft, a pressão deve ser ainda maior agora
que o veterano Phil Loadholt está fora da temporada
após romper o tendão de aquiles. O jovem tem
versatilidade suficiente para ser escalado na posição de
RT e precisará superar a inexperiência para substituir o
titular com eficiência. O corpo de recebedores conta com
Mike Wallace, Cordarrelle Patterson, Charles Johnson e
Jarius Wright. Embora não seja considerado um dos
melhores da liga, o trio pode trabalhar bem nas rotas e ser
útil em um playbook adaptado aos pontos fortes de
Bridgewater. Wallace foi a grande contratação da Free
Agency do Vikings - o WR vem de uma temporada de 862
jardas e 10 touchdowns junto ao Dolphins - e deve ser o
principal recebedor do time, que ainda conta com o TE
Kyle Rudolph, um dos melhores da posição na NFL.
O jogador, que ainda vem evoluindo nas recepções, terá
um papel importante nos bloqueios para Peterson e os
outros Rbs da equipe. O camisa 28, de volta à equipe em
2015, tem tudo para ser o principal jogador desse ataque.
Contando com uma linha ofensiva que não é forte,
Peterson precisará ser inteligente para achar os buracos
e quebrar tackles, o que ele sabe fazer muito bem. A
presença do jogador será importante também para
Bridgewater, sacado várias vezes na última temporada
também por não ter ao seu lado um RB de confiança e que
chamasse a atenção da defesa rival como Adrian
Peterson. Para fazer dupla com o RB ao longo das
partidas e atuar em alguns snaps, o Vikings também conta
com Matt Asiata, que substituiu Adrian em 2014 e teve
boas atuações. Em relação a Bridgewater, o segundo
anista deve continuar evoluindo nessa temporada, fator
natural na carreira de jogadores mais novos.
Minnesota faz parte de uma divisão que tem como grande
rival e favorito o Green Bay Packers, novamente em
posição de dominar a NFC Norte. Bears e Lions
completam a lista, mas são adversários que o Vikings tem
condições de superar. A equipe tem boas chances de
fazer uma temporada acima da média e um recorde 10-6,
com uma vaga para os playoffs, é uma situação bem
possível de se imaginar.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
OG Jesse Somsel (Free Agent)
WR Kain Colter (Free Agent)
S Ahmad Dixon (Free Agent)
RB Henry Josey (Free Agent)
TE Ryan Otten (Free Agent)
T Antonio Richardson (Free Agent)
WR Greg Jennings (Dolphins)
QB Matt Cassel (Bills)
OG Charlie Johnson (Free Agent)
QB Pat Devlin (Bears)
LB Justin Anderson (Saints)
OG Jordan McCray (Panthers)
CHEGARAM
TE Kevin McDermott (49ers)
QB Mike Kafka (Buccaneers)
DE Ceasar Rayford (Cowboys)
CB Terence Newman (Bengals)
LB Casey Matthews (Eagles)
RB DuJuan Harris (Packers)
WR Mike Wallace (Dolphins)
Principal alvo de Ryan Tannehill na última temporada, Wallace
deverá ser bastante acionado também por Bridgewater em
2015.
QB Shaun Hill (Rams)
LB Brian Peters (CFL)
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134
MELHORES JOGADORES DE 2014
DE Everson Griffen
Griffen foi um verdadeiro caçador de QBs na última
temporada. Jogador de maior. destaque da linha
defensiva do Vikings em 2014, ele pressionou muito bem
o Quarterback adversário e não deu descanso; foram 12
sacks durante o ano, a melhor melhor marca de sua
carreira na NFL. Griffen é titular absoluto na linha
defensiva e tem tudo para repetir a boa temporada.
LB Anthony Barr
A nona escolha do Draft de 2014 teve um ano de calouro
bem interessante na NFL. Barr foi excelente parando os
corredores adversários e se tornou mais um destaque da
defesa de Minnesota. O atleta foi o líder em tackles da
equipe, com 20, sendo que 11 deles aconteceram atrás da
linha de scrimmage. O defensor se adaptou bem ao nível
profissional e tem potencial para produzir mais,
especialmente se melhorar a sua cobertura de passes,
que ainda não é tão eficiente.
QB Teddy Bridgewater
Após a contusão de Matt Cassel na semana 3, o Vikings
teve que apostar suas fichas no QB recém draftado; ao
fim da temporada, a franquia não iria se arrepender da
decisão. Cassel acabou indo para o Bills durante a
Offseason, já que a vaga de QB titular estava mais do que
assegurada com Bridgewater. O atleta bateu vários
recordes da franquia como QB calouro, sinalizando que
pode ser o futuro do Vikings na posição. Com 14
touchdowns e 12 interceptações, o camisa 5 se mostrou
seguro nos passes, mas teve que lidar com um número
alto de sacks e com um corpo de recebedores pouco
qualificado.
S Harrison Smith
Smith foi, com toda a certeza, o grande líder da defesa de
Minnesota em 2014. O safety fez uma temporada de
altíssimo nível; com explosão, agilidade e inteligência, o
atleta parecia estar em todos os lados do campo. Ele foi
uma verdadeira “pedra no sapato” de qualquer ataque,
anotando cinco interceptações e um touchdown de
retorno, números que o estabelecem como titular
absoluto da franquia para a próxima temporada.
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135
JOGOS IMPERDÍVEIS
Broncos (fora) - semana 4
Seahawks (casa) - semana 13
Esta será a primeira vez que Bridgewater jogará sob
efeito da altitude do Colorado, oportunidade para
descobrir como ele funcionará em uma situação de jogo
diferente. O ataque do Broncos, liderado por Peyton
Manning e com os recebedores Demaryius Thomas e
Emmanuel Sanders em ótima fase, será um desafio
interessante para a defesa do Vikings, que vem muito
forte nessa temporada. Teddy deverá ser o principal alvo
da pressão defensiva adversária e precisará acionar
Adrian Peterson com mais frequência.
Giants (casa) - semana 16
Não dá pra pedir um desafio melhor do que enfrentar o
atual campeão da NFC em casa, certo? Vikings x
Seahawks será um jogo de boas defesas. As duas
franquias reforçaram o ataque nessa Free Agency;
Seattle trouxe o TE Jimmy Graham e Minnesota o WR
Mike Wallace, jogadores que podem desequilibrar a
partida e furar os bloqueios rivais. Com Adrian Peterson
de um lado e Marshawn Lynch do outro, as linhas
defensivas vão sofrer bastante com a difícil missão de
pará-los.
Packers (fora) - semana 17
Vikings e Giants são equipes que terminaram com um
recorde parecido na última temporada. As duas franquias
tiveram problemas e ambas fizeram um bom Draft nesse
ano para tentar se recuperar. O resultado final do
confronto deve dizer qual das equipes irá crescer mais ao
fim da temporada e a partida pode ganhar contornos de
decisão, com os dois times protagonizado uma disputa
pela vaga de Wild Card.
No último jogo da temporada regular, Minnesota visita o
seu principal rival de divisão, equipe que tem sido um
algoz do Vikings nos últimos anos. Packers e Vikings são
as franquias mais fortes dessa divisão e a facilidade que
Aaron Rodgers e seus companheiros têm encontrado nos
últimos anos não existirá no confronto de 2015. Minnesota
não vence o rival no Lambeau Field desde 2009 e é bom
lembrar que Green Bay terminou a última temporada sem
perder nenhuma partida em seus domínios.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
CB Trae Waynes (Michigan State)
Altura: 1,85 m
Peso: 84 Kg
Considerado por muitos o melhor CB do Draft, Waynes é
rápido, inteligente e gosta de marcar individualmente o
recebedor, o que faz dele um defensor perfeito para seguir
o WR em todas as partes do campo. Alto e atlético, ele lê
muito bem as jogadas ofensivas, tornando sempre muito
difícil para o Quarterback rival completar um passe em
sua direção. Essas características devem render ao atleta
a vaga de titular na secundária de Minnesota.
Comparado pelos especialistas com Antonio Cromartie,
atual CB do Jets, Waynes era a peça que faltava para uma
secundária que já conta com o recém contratado Terence
Newman. O calouro ainda tem uma pequena dificuldade
na transição de rotas curtas para rotas médias, o que pode
ser resolvido ao longo dos treinamentos. Com muito
espaço para evoluir e crescer na NFL, ele chega para ter
um impacto imediato.
chances de super bowl:
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136
O QUE ESPERAR
O New Orleans Saints foi uma das maiores decepções da
última temporada. De 2012 para 2013, a defesa, que era a
maior vulnerabilidade da equipe, deu a volta por cima.
Após um dos piores anos da história por uma unidade
defensiva em 2012, a chegada de Rob Ryan transformou
o setor e a equipe conseguiu ter a quarta melhor defesa
da temporada no ano seguinte. Na offseason de 2014, a
secundária era o setor mais deficitário da equipe.
Surpreendendo a todos, o GM Mickey Loomis fez sua
mágica habitual e, mesmo com um salary cap
apertadíssimo, conseguiu trazer o Free Agent defensivo
mais desejado do ano: o S Jairus Byrd. Parecia que era a
peça que faltava para a equipe decolar.
Com um dos melhores QBs da liga e uma unidade
defensiva de elite, o time de New Orleans chegou à
temporada com status de favorito. Porém, quando a bola
começou a voar, o que se viu em campo foi tudo menos
um candidato à título. Defesa extremamente bagunçada,
secundária perdida, linha defensiva que não pressionava,
formações ofensivas confusas, linha ofensiva porosa,
drops absurdos de recebedores confiáveis e até mesmo
Drew Brees parecia não saber o que estava fazendo em
campo. O resultado foi uma campanha de sete vitórias e
nove derrotas, o pior ano da equipe sob o comando do
técnico Sean Payton, no cargo desde 2006.
Muito se especulou sobre os motivos que levaram ao
fracasso na temporada. Poucas explicações foram
extraídas da equipe técnica e do grupo de jogadores. No
papel a equipe era muito melhor que a do ano anterior, o
talento era superior ao de 2013, porém o resultado não
era visto em campo.
O que poderia estar errado? A dispensa de veteranos e
trocas repentinas no ano anterior teriam piorado muito o
clima no vestiário, principalmente no lado defensivo da
bola.
Após a tragédia de 2014, Payton e Loomis prometeram
mudanças e cumpriram. Sabendo que um bom
relacionamento entre técnicos e jogadores é essencial, a
diretoria da equipe decidiu agir esse ano e Rob Ryan
recebeu um voto de confiança, sendo mantido no cargo.
Os principais nomes da equipe técnica também
permaneceram. As maiores mudanças ocorreram no
plantel do time, já que a equipe se envolveu em diversas
trocas e dispensas de jogadores, culminando na troca de
uma das maiores estrelas da liga, o TE Jimmy Graham.
Outra surpresa foi a dispensa do LB Junior Galette. Um
dos melhores nomes defensivos da equipe nos últimos
anos, e que recebeu uma boa extensão contratual em
2014, acabou sendo dispensado pelos diversos
escândalos fora de campo que acabou se envolvendo.
Em nome da paz no vestiário, poucas distrações e bons
relacionamentos, a diretoria da equipe não se importou
em carregar bastante dead money para os próximos anos
e cortou o jogador no início do training camp.
Além das mudanças de ambiente, as trocas, dispensas e
contratações também tiveram uma razão técnica.
Portanto, pode-se esperar em 2015 uma equipe bem
diferente daquela vista em campo na última temporada.
Na verdade, a equipe deve ser bem diferente das que já
entraram em campo em qualquer época da parceria entre
Sean Payton e Drew Brees. O ataque comandado por
Brees tem sido um dos mais explosivos da história da
NFL.
Revista Guia da NFL 2015
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138
Tanto que o QB lidera de forma disparada a liga em
temporadas de 5000 ou mais jardas: das oito temporadas
do tipo já registradas na história, quatro são de Brees. O
foco no jogo aéreo é imenso e frequentemente New
Orleans lidera a liga em estatísticas relacionadas ao
passe. Mas como tem ficado claro nos últimos anos,
apesar da tendência de toda a liga em favorecer o passe,
um equilíbrio entre jogo aéreo e terrestre é o segredo do
sucesso. E é nisso que o Saints aposta para a temporada
2015.
A troca de Jimmy Graham trouxe Max Unger para o
Saints, um dos melhores centers da NFL. New Orleans
ainda enviou para Miami um dos seus jovens e talentosos
recebedores, Kenny Stills, arma perigosíssima em
profundidade. A dispensa de dois de seus principais alvos
no jogo aéreo, combinado com um reforço de peso para
linha ofensiva mostra o comprometimento com o jogo
terrestre. A franquia ainda gastou a 13ª escolha geral no
Draft 2015 no OT Andrus Peat, para reforçar ainda mais o
setor. Com isso o QB ganha tempo para passes e o jogo
corrido ganha espaço para conseguir mais jardas,
equilíbrio essencial especialmente quando chegam os
playoffs. A ideia é que Drew Brees está pressionado,
idade está apertando e o QB não tem mais a mesma
velocidade de raciocínio e disparo para acertar janelas
pequenas a grandes distâncias constantemente (por isso
o alto número de interceptações em 2014). A válvula de
escape e contrapeso para o jogo aéreo são as corridas.
Mark Ingram finalmente parece o jogador que o Saints
selecionou em 2011 vindo de Alabama. O ex-vencedor do
prêmio Heismann parecia um bust até 2014, porém
quando teve tempo de jogo para adquirir um ritmo,
mostrou potencial para ser um dos melhores RBs da liga.
O Saints decidiu então que vai diminuir o rodízio de RBs e
dar a bola mais constantemente para Ingram.
Desde a troca de Darren Sproles para o Eagles em 2014,
a equipe sentiu falta de um RB que corra bem, mas
também seja bom em receber passes. Para suprir essa
necessidade, trouxe o ótimo C.J. Spiller e, ainda no seu
backfield, o time conta com o jovem talento de Khiry
Robinson. Com isso, o foco no jogo aéreo deve diminuir.
Jimmy Graham com certeza fará falta, mas o fato é que
não houve relação entre o TE jogar bem em 2014 e
vitórias da equipe na temporada. Nos melhores jogos de
Graham no último ano, o Saints perdeu e enquanto o TE
passou um tempo lesionado, o time venceu a maior parte
dos jogos. Além disso, os técnicos confiam bastante no
jovem TE Josh Hill que, silenciosamente, à sombra de
Graham, mostrou que pode ser um alvo perigoso na end
zone, com 5 TDs na última temporada, mesmo com um
número de snaps bastante reduzido.
O lado defensivo recebeu o maior destaque no Draft de
2015, com seis das nove escolhas da equipe. Os LBs
Stephone Anthony e Hau'oli Kikaha devem ser titulares
imediatos da equipe e prontamente ajudar um dos setores
mais deficientes do time: a defesa contra o jogo corrido.
Espera-se também que Cameron Jordan volte à forma de
2013 quando conquistou 12,5 sacks. Se ele cumprir com
sua função de pressionar o QB, a secundária terá sua
carga de trabalho aliviada (apaga o que vinha depois
daqui, reinicia em “dando a oportunidade...”), dando a
oportunidade necessária para Kenny Vaccaro florescer
como fez em sua temporada de calouro. Caso Jairus Byrd
consiga ficar saudável e Vaccaro jogue bem, o Saints
pode ter a cobertura dos sonhos que esperava em 2014,
desta vez complementada com os bons CBs Keenan
Lewis e Brandon Browner. A secundária ainda terá na
rotação jovens escolhidos nos últimos dois Drafts de
quem se espera muito como os CBs Stanley JeanBaptiste e PJ Williams.
A NFC Sul foi fraquíssima em 2014, com o Panthers
levando o título mesmo tendo uma campanha negativa.
Nenhum dos times se reforçou de maneira extremamente
significativa. As maiores mudanças foram vistas no Saints
com sua reestruturação geral e em Tampa Bay com seu
novo QB. A reformulação deve ou dar muito certo - e se
for o caso o Saints pode ir longe nos playoffs - ou muito
errado, e uma temporada como a de 2014 será vista
novamente. Só o tempo dirá se o plano ousado de Loomis
e Payton trará resultado.
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QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
K Shayne Graham (Free Agent)
WR Kenny Stills (Dolphins)
Deixou o Saints na troca pelo LB Darnell Ellerbe. Boa arma em
profundidade e muito ágil, era um dos alvos favoritos de Drew
Brees
CB Corey White (Cowboys)
G Ben Grubbs (Chiefs)
Dominante na linha ofensiva em 2012 e 2013, mostrou sinais
que a idade está começando a pesar em 2014. foi trocado por
uma escolha de 5ª rodada com o Chiefs.
TE Jimmy Graham (Seahawks)
Principal alvo de Brees na end zone e um dos melhores
recebedores da liga, deixa um vazio que dificilmente será
preenchido.
LB Curtis Lofton (Raiders)
RB Pierre Thomas (Free Agent)
O RB fez carreira no Saints, mas perdeu explosão com a idade
e, com a chegada de C.J. Spiller, se tornou dispensável.
LB Junior Galette (Redskins)
Muitos problemas fora de campo levaram o Saints a dispensálo. Para a diretoria da equipe, a distração que Galette causava
não valia a sua contribuição.
CHEGARAM
C Mike McGlynn (Chiefs)
WR Josh Morgan (Bears)
DE Anthony Spencer (Cowboys)
CB Kyle Wilson (Jets)
RB C.J. Spiller (Bills)
Chega para complementar o papel de Mark Ingram no jogo
terrestre e ser o recebedor principal em screen passes no
ataque do Saints.
CB Brandon Browner (Patriots)
Após um bom ano no Patriots, espera-se que seja o
complemento necessário no lado oposto a Keenan Lewis na
secundária.
C Max Unger (Seahawks)
Vindo na troca de Jimmy Graham, deve ajudar a pavimentar o
caminho para o sucesso do jogo corrido da equipe
LB Darnell Ellerbe (Dolphins)
MELHORES JOGADORES DE 2014
LB Junior Galette
Em uma linha defensiva que falhou na tarefa de
pressionar o QB, ficando na 25ª posição da liga em
número de sacks, Galette foi um dos poucos jogadores a
brilhar. Mantendo suas estatísticas próximas ao ótimo
ano de 2013, o LB conseguiu 10 sacks e 45 tackles totais.
Galette deixou o Saints na offseason.
RB Mark Ingram
Como as coisas mudam em pouco tempo na NFL! Ao fim
da temporada 2013, o RB ainda era considerado por
muitos torcedores um bust. Nem a diretoria do time
acreditava no jogador, tanto que o Saints preferiu não
prolongar o seu contrato por um ano como poderia ter
feito. Após um grande 2014, que lhe rendeu 964 jardas e
29 TDs em 13 jogos, a percepção mudou e na offseason
de 2015 ele foi um dos Running Backs mais assediados,
mas decidiu ficar na Louisiana.
Revista Guia da NFL 2015
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140
QB Drew Brees
Apesar de ter sido um dos piores anos desde que assumiu
o comando do Saints em 2006, não foi exatamente o que
se possa chamar de uma temporada fraca de Drew Brees.
Tanto que o QB foi selecionado para seu nono Pro Bowl da
carreira em 2014. Foram 4952 jardas, 33 TDs, rating de
97.0 e 69,2% de passes completos, o melhor percentual
desde a temporada do título de New Orleans em 2011.
Números problemáticos foram as 17 interceptações e o
número de sacks sofridos pelo QB (29), a segunda maior
marca de sua trajetória com o Saints. Ambos os números
são reflexo de uma linha ofensiva que jogou mal e permitiu
muita pressão sobre o seu QB.
CB Keenan Lewis
Se houve algum destaque defensivo na fraca secundária
do Saints na última temporada, esse foi Keenan Lewis.
Praticamente isolado em um mar de lesões e péssimas
atuações, Lewis foi completamente sobrecarregado na
temporada, mas mesmo assim mostrou que pode dar
conta do recado. Seus críticos o acusam de cometer
muitas faltas, mas é o que geralmente ocorre quando não
há confiança da cobertura de seus companheiros. Lewis é
parte fundamental da defesa contra o passe no Saints e
com uma boa temporada da linha defensiva e de seus
parceiros de secundária, deve ser um dos bons CBs da
liga em 2015.
JOGOS IMPERDÍVEIS
Cowboys (casa) – Semana 4
No ano passado o Saints apanhou feio do Cowboys, no
Texas, em pleno Sunday Night Football, com uma
atuação que mostrou o que seria a temporada 2014 da
equipe de New Orleans. Em 2013, também no horário
nobre, foi a vez do Saints humilhar o rival em rede
nacional, vencendo por 49 a 17 em uma atuação de gala
de Drew Brees no Superdome. Pelo terceiro ano
consecutivo as equipes se enfrentam. Em casa, o Saints
tentará devolver a derrota e, com certeza, as humilhações
sofridas de ambos os lados ainda não foram esquecidas.
Colts (fora) – Semana 6
Os confrontos entre QBs da velha e da nova geração
sempre são esperados. Este entre Brees e Luck deve ser
um tiroteio, com muitas jardas para cada lado e diversas
jogadas explosivas. Jogando em casa e vindo de um ano
melhor, o Colts será favorito e terá a difícil missão de
tentar parar Drew Brees. Será também um excelente teste
para a defesa do Saints, que enfrentará poucos ataques
explosivos no começo da temporada.
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141
Panthers (casa) – Semana 13
O confronto divisional em casa pode ajudar a definir os
rumos da temporada de ambas as equipes. Além da
rivalidade já tradicional entre as franquias, o Saints está
com o orgulho ferido, já que perdeu ambas as partidas em
2014 para o Panthers, incluindo a derrota mais dolorosa
da temporada: 41 a 10 em casa, quando o time ainda tinha
plenas chances de chegar aos playoffs.
Falcons (fora) – Semana 17
Uma lista das melhores partidas da temporada do Saints
não poderia deixar de incluir um confronto contra seu
maior rival. O time fecha a temporada, já em 2016,
enfrentando o Falcons no Georgia Dome. Pode ser a
partida que definirá o vencedor da divisão e será uma
derrota dolorosa para qualquer uma das equipes.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
OT Andrus Peat (Stanford)
Altura: 2,01 m
Peso: 143 kg
Levando a sério a reformulação do ataque, o Saints usou
sua primeira escolha no Draft para reforçar a linha
ofensiva. Proteger Drew Brees com mais eficiência e
facilitar as penetrações do jogo terrestre são as
prioridades da equipe para 2015, e Peat tem a missão de
solidificar uma linha ofensiva que jogou de maneira
extremamente duvidosa no ano passado.
Para muitos, o Saints selecionou Peat em uma posição
muito alta no draft (a 13ª escolha geral). É verdade que
jogadores com potencial mais elevado estavam
disponíveis, mas ele representa exatamente o que o
Saints deseja com sua reformulação. Nenhum jogador
considerado “de risco” foi selecionado. Comportamento
exemplar foi exigido para a escolha e Peat, apesar de não
ser a mais empolgante, tem um risco muito baixo de
acabar sendo um bust.
O produto de Stanford tem grande capacidade para
proteger o QB, porém muitos analistas afirmam que
precisa de mais desenvolvimento de suas técnicas. Com
mais de 2 metros de altura e 143 kg, porte físico não será
um problema e com um bom trabalho do técnico da
posição, o jogador pode se tornar um dos bons homens de
linha ofensiva da liga. Peat foi selecionado como Tackle e
deve jogar como tal. O problema é que o Saints está bem
servido na posição, tendo uma vaga de Guard disponível
com a saída de Ben Grubbs. A dúvida é se algum dos
atuais Ots, Zach Strief e Terron Armstead, será deslocado
de posição ou se uma competição pela posição aguarda
Andrus Peat.
chances de super bowl:
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142
O QUE ESPERAR
Com um frustrante recorde de 6 vitórias e 10 derrotas ao
fim da temporada de 2014, o New York Giants ficou fora
dos playoffs pela terceira vez seguida. A sequência
negativa certamente não agradou os torcedores da
franquia, mas o futuro parece mais promissor do que os
recentes resultados mostram. O início da última
temporada foi marcado de incertezas; Eli Manning vinha
de seu pior ano como QB na NFL, muitas mudanças
haviam sido feitas durante a Free Agency e o time
estreava o seu novo coordenador ofensivo, Ben McAdoo.
Mesmo sem conseguir levar a equipe aos playoffs, Eli
terminou o ano com um saldo bem positivo. Atuando no
esquema “West Coast Offense”, o jogador teve um
desempenho sólido, lançando para 4410 jardas, 30
touchdowns e 14 interceptações. O camisa 10 ainda
completou 63,1% de seus passes, números que devem
melhorar mais ainda quando o QB estiver mais
familiarizado com o novo estilo do ataque.
Além da volta por cima do principal comandante do
ataque, a ascensão meteórica de Odell Beckham Jr.
trouxe um novo ar de esperança para o lado azul de Nova
York. Com números semelhantes ao ano de calouro da
lenda Randy Moss e com quatro jogos a menos
disputados, o “Offensive Rookie of the Year” de 2014 foi
selecionado para o Pro Bowl e quebrou alguns recordes
da liga. Beckham Jr. teve ótimas atuações mesmo
quando teve que enfrentar dois dos melhores CBs da
NFL, Richard Sherman (SEA) e Vontae Davis (IND). O
rápido entrosamento entre o WR e o seu QB foi
fundamental para Manning, que perdeu o WR Victor Cruz,
principal alvo das últimas temporadas, logo no sexto jogo
do ano passado. Para 2015, espera-se que o grupo de
recebedores do Giants tenha a volta do camisa 80 para
formar uma das melhores duplas da NFL ao lado de
Beckham Jr.
Outras boas opções na posição serão Rueben Randle,
que achou seu ritmo no decorrer da temporada, e o
calouro Geremy Davis, que foi muito bem na Offseason.
Para o jogo terrestre, a chegada de Shane Vereen (exPatriots) deve cair como uma luva no esquema do
coordenador Ben McAdoo. O RB é um dos mais
produtivos da liga recebendo passes e será importante
nas jogadas de terceira descida, tirando um pouco da
pressão de cima de Eli Manning. Vereen chega para
complementar o grupo de corredores que já conta com
Rashad Jennings e Andre Williams. Na posição de TE,
Larry Donnell, visto com desconfiança antes do início da
última temporada, mostrou que pode seguir como titular
em 2015. O jogador ainda precisa evoluir nos bloqueios,
diminuir os fumbles e terá o veterano Daniel Fells ao seu
lado para dividir a função.
Um dos pontos fracos da franquia, a linha ofensiva
melhorou na proteção ao QB em 2014, mas não foi tão
efetiva abrindo espaços para o jogo corrido. O resultado
foi um baixo número de jardas conquistadas pelos RBs da
equipe e a busca por um atleta da posição na primeira
rodada do Draft. O OT Ereck Flowers era considerado um
dos melhores em sua posição e já deve ser titular logo na
primeira semana. Com a lesão do OT Will Beaty nesta
offseason, as únicas certezas no setor até o momento são
Weston Richburg voltando a atuar como Center e Justin
Pugh ocupando uma das vagas de Guard.
A defesa do Giants voltou a ser um dos grandes
problemas da equipe nos últimos anos. O setor precisava
de mudanças e a principal delas foi a contratação de
Steve Spagnuolo como coordenador defensivo.
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144
Responsável pela defesa que parou o invicto Patriots no
Super Bowl XLII, Spagnuolo volta ao Giants em 2015,
mas o seu retorno deve ser encarado com cautela; as
passagens por Rams e Saints não foram nada boas e a
franquia também já não conta mais com nomes do nível
de Michael Straham, Justin Tuck e Osi Umenyiora em seu
corpo defensivo.
Conhecido por ter uma defesa com mentalidade
agressiva, Spanguolo sabe o papel da linha defensiva no
sucesso da franquia e o setor foi bastante reforçado na
Offseason. O grupo de Defensive Ends foi o que mais
mudou desde a temporada passada, com a saída do
veterano Mathias Kiwanuka e a chegada do também
veterano Georgie Selvie e do calouro Owamagbe
Odighizuwa. O planejamento não era exigir muito do
Odighizuwa nessa temporada, já que o time conta com
nomes mais experientes na posição como Jason PierrePaul, Robert Ayers, DaMontre Moore, Kerry Wynn e o
próprio Selvie. Entretanto, o acidente ocorrido com JPP
(que ainda não tem prazo para voltar) fará com que o
jogador participe mais na rotação da posição. Será
necessário também que Robert Ayers repita sua
produção do ano anterior e que Moore e o segundo anista
Kerry Wynn continuem sua evolução para suprir a
ausência de Pierre-Paul. Na parte interior da linha,
Johnatan Hankins, estrela solitária do grupo de DTs, terá
a companhia do experiente Cullen Jenkins, Jay Bromley,
de quem o Giants espera uma evolução esse ano, e
Kenrick Ellis (ex-Jets), conhecido pela habilidade contra o
jogo corrido.
O corpo de LBs deve continuar sofrendo graças à falta de
talento. Tirando Devon Kennard, escolha de quinta
rodada em 2014, nenhum outro atleta da posição pode
ser considerado confiável.
O veterano Jon Beason já foi um bom jogador, mas vem
passando mais tempo se recuperando de lesões do que
em campo; Jameel McClain atuou fora de sua posição em
boa parte da temporada e não conseguiu ter o
desempenho esperado. Jonathan Casillas e J.T. Thomas
foram contratados nesta Free Agency, mas ainda não
afastam a necessidade de um “playmaker” na posição.
Na secundária, a dupla de CBs titular não enfrenta
nenhum tipo de desconfiança. Dominique RodgersCromartie superou problemas físicos e foi sólido na
posição jogando do lado oposto de Prince Amukamara,
selecionado há quatro anos para tomar conta do setor, e
que finalmente cumpriu as expectativas.
A principal dificuldade do Giants está nas peças de
reposição para a função; em 2014, Amukamara teve sua
temporada encurtada logo cedo por uma lesão no bíceps
e apenas os CBs Trumaine McBride, que atuou no slot em
jogadas defensivas, e Zack Bowman, que foi para o
Dolphins, foram sólidos ao substituí-lo.
Na posição de Safety, a franquia perdeu dois nomes
importantes com as saídas de Antrel Rolle e Stevie Brown,
e precisou apelar ao Draft para suprir as carências. O
Giants decidiu subir de posição na segunda rodada para
escolher o SS Landon Collins, considerado o melhor da
classe na posição. Além de Collins, o General Manager
Jerry Reese também apostou no CB/FS Mykkele
Thompson na quinta rodada, mas uma lesão o impedirá
de jogar esse ano. Dentro do elenco, o técnico Tom
Coughlin ainda conta com o segundo anista Nat Berhe e o
veterano Jeromy Miles - este último chegou ao elenco
para ser a presença veterana em um grupo reduzido.
O Giants é um dos times mais difíceis de prever da liga. A
equipe é capaz de começar desacreditada e chegar até o
Super Bowl, como em 2007, ou se afundar após partidas
inconsistentes e uma série de lesões. Julgando pela
tabela, a NFC Leste tem o Eagles e o Cowboys como
favoritos, mas o Giants tem totais condições de derrotar a
dupla e o azarão Redskins. A franquia azul de New York
ainda enfrenta a NFC Sul (Saints, Panthers, Falcons e
Buccaneers), pior divisão da NFL no ano passado, a
reforçada NFC Leste (Patriots, Bills, Jets e Dolphins),
Vikings e 49ers. O time precisa manter boa parte dos seus
titulares saudáveis e longe de contusões para brigar pelos
playoffs. Caso consiga, um recorde realista de 10 vitórias
e 6 derrotas na temporada regular pode ser o suficiente
para cumprir o objetivo.
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145
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
FS Antrel Rolle (Bears)
O veterano era um dos líderes do time, mas não foi muito bem
em 2014. Apesar dos 32 anos de idade, ainda tem gás para
mais algumas temporadas e, com a sua experiência, seria
importante para a secundária do Giants.
DE Mathias Kiwanuka (Free Agent)
FS Stevie Brown (Texans)
CB Zack Bowman (Dolphins)
Jogador bastante sólido quando esteve em campo e seria uma
boa opção para a função de CB.
OG Adam Snyder (Free Agent)
CB Walter Thurmond III (Eagles)
Um nome que poderia ter continuado no Giants. O jogador
pouco atuou pelo time, mas antes de se lesionar era um dos
melhores Slot CB da liga.
CHEGARAM
C Brett Jones (Calgary Stampenders)
Foi eleito o calouro do ano e o melhor OL da CFL (liga
canadense) nos últimos dois anos.
RB Shane Vereen (Patriots)
A melhor contratação do Giants em 2014, Vereen terá um
impacto imediato à West Coast Offense de Ben McAdoo.
WR/KR Dwayne Harris (Cowboys)
DT Kenrick Ellis (Jets)
O jogador chega com a fama de ser eficiente contra o jogo
corrido e não terá tanta concorrência quanto em sua equipe
anterior.
LB J.T. Thomas (Jaguars)
LB Jonathan Casillas (Patriots)
CB Josh Gordy (Colts)
OT Marshall Newhouse (Bengals)
WR James Jones (Raiders)
S Brandon Meriweather (Redskins)
MELHORES JOGADORES DE 2014
WR Odell Beckham Jr.
É difícil encontrar uma palavra para definir o que foi o ano
de 2014 para OBJ. Com um repertório que conta com
recepções acrobáticas, defensores perdidos e
marcações duplas ignoradas, Beckham Jr. parecia um
veterano jogando entre garotos e quebrou vários
recordes em sua temporada de calouro. Não foi
necessário acompanhar o Giants de perto para saber que
o ano do jogador não se resumiu apenas à recepção
antológica contra o Cowboys; os números do atleta
apenas refletem o quão terrível ele foi para as defesas
adversárias. Suas 91 recepções para 1305 jardas e 12
touchdows já são ótimos números para um recebedor e
se tornam ainda mais impressionantes quando
acumulados em apenas 12 jogos, já que Beckham Jr.
perdeu toda a pré-temporada e os quatro primeiros jogos
para se recuperar de uma lesão. O desempenho em 2014
garantiu ao jogador o prêmio de “Offensive Rookie of the
Year” e o convite para o primeiro Pro Bowl de sua carreira.
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QB Eli Manning
O ano de 2013 foi o pior da carreira de Eli e o jogador
iniciou 2014 muito pressionado. Além de vir de uma
péssima temporada, o QB perdeu parte da offseason se
recuperando de uma cirurgia no calcanhar e, pela
primeira vez na carreira, teve que aprender um playbook
de ataque que não fosse de Kevin Gilbride (excoordenador ofensivo do Giants). O Quarterback fechou o
ano de 2014 com 4.410 jardas aéreas, 30 touchdowns e
14 interceptações, um número muito menor comparado
ao da temporada anterior. Com todas as armas do ataque
do Giants a disposição e uma melhora da linha ofensiva
na proteção, ele pode ter números ainda melhores em
2015.
DE Jason Pierre-Paul
Depois de ser eleito All-Pro em 2011, Pierre-Paul fez duas
temporadas abaixo da média e várias lesões acabaram
limitando seu desempenho dentro de campo. No entanto,
em 2014, o jogador declarou que estava finalmente 100%
e pronto para voltar a ser uma força na linha defensiva do
Giants. Apesar do começo inconsistente, o DE foi
recuperando sua forma ao longo da temporada e terminou
o ano com ótimos números: em 16 jogos, todos como
titular, teve 77 tackles, 12.5 sacks, três fumbles forçados e
seis passes desviados. Free Agent no começo da
offseason, rapidamente, a equipe azul de New York
colocou a Franchise Tag no jogador para garantir os
serviços do atleta por, no mínimo, mais um ano, na
esperança que o jogador de apenas 26 anos evolua cada
vez mais.
DT Johnathan Hankins
Durante a offseason de 2014, Linval Joseph, na época o
melhor DT Giants, foi negociado com o Vikings e deixou
um grande espaço no setor. Em seu segundo ano na NFL,
Hankins apareceu para tomar conta da posição e se
tornar uma referência na defesa. O DT foi titular em todas
as 16 partidas da equipe no ano e acumulou 51 tackles (11
deles para perdas de jardas), 7 sacks, um fumble forçado
e três passes desviados. O atleta pode ser considerado
um dos melhores em sua posição no último ano e vai
continuar evoluindo em 2015.
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147
JOGOS IMPERDÍVEIS
Cowboys (Fora) – Semana 1
O primeiro jogo não definirá a temporada do Giants, mas a
estreia é sempre essencial para saber em qual nível a
equipe começará o campeonato, ainda mais atuando fora
de casa contra um rival de divisão. O Cowboys vem de
uma ótima campanha e o jogo será um ótimo teste para
todos os setores da defesa.
Dolphins (Fora) – Semana 14
O Dolphins foi uma equipe que se reforçou bastante na
offseason e conta com o seu QB, Ryan Tannehill, em
plena evolução. Enfrentar jogadores como Ndamukong
Suh e Cameron Wake, certamente, será um desafio e
tanto para a linha ofensiva do Giants. A defesa também
não terá vida fácil e precisará parar Tannehill, Kenny Stills
e Jarvis Landry.
Patriots (Casa) – Semana 10
Esse talvez seja o jogo mais difícil da tabela, mas a parte
boa é que o Giants recebe o atual campeão do Super
Bowl, Patriots, em pleno Metlife Stadium. Sempre que
estas duas equipes se encontram, existe a expectativa de
um grande espetáculo devido a rivalidade criada nos
Super Bowls XLII e XLVI. O jogo será muito importante
para a franquia chegar forte na reta final.
Eagles (Casa) – Semana 17
O jogo que fecha a temporada pode ser extremamente
importante para um time que deseja atingir a póstemporada, ainda mais se for contra um rival de divisão.
Conter DeMarco Murray será um bom desafio para o front
seven do Giants e a linha ofensiva terá que proteger Eli
contra o poderoso pass rush de Philadelphia.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
OT Ereck Flowers (Miami)
Altura: 1,98m
Peso: 143 kg
O desempenho da linha ofensiva do Giants foi um dos
principais motivos para outra temporada longe dos
playoffs. Apesar da proteção ao QB ter melhorado, o
bloqueio para o jogo corrido foi um dos piores da liga. Com
isso em mente, a franquia selecionou o OT Ereck Flowers
com a 9ª escolha geral no Draft de 2015. Flowers é um
jogador extremamente alto e forte, o que provou durante o
Combine com 37 repetições no supino. O OT sabe usar
muito bem o seu porte físico para abrir espaço para o jogo
corrido e era considerado um dos melhores da classe no
quesito. Apesar de não ter cedido nenhum sack em 2013,
sua técnica na proteção ao QB é muito criticada, o que
gerou reclamações direcionadas ao General Manager do
Giants, que para alguns acabou selecionando o atleta
muito cedo. Apesar das críticas, a escolha do jogador é
justificável; as habilidades físicas que Flowers possui são
difíceis de encontrar e entre todos os OTs considerados
de primeira rodada. O seu jogo de pernas precisa ser
melhorado e o mau uso das mãos para sustentar os
bloqueios são problemas que podem ser corrigidos com
facilidade.
chances de super bowl:
Revista Guia da NFL 2015
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148
O QUE ESPERAR
O Philadelphia Eagles, após fracassar miseravelmente
com seu “Dream Team”, decidiu que uma estratégia
completamente diferente seria necessária se quisesse
voltar a voar. Ousando com a contratação de um dos
técnicos mais audaciosos da NCAA, o resultado foi
positivo, e o time tem chegado como um dos favoritos a
vencer a NFC Leste nos últimos anos. Desde que Chip
Kelly chegou para comandar o Eagles, a equipe tem tido
um dos ataques mais divertidos de se ver jogar na NFL. O
comandante trouxe o estilo frenético do ataque do Oregon
Ducks para a liga profissional, que com as devidas
adaptações mostrou-se extremamente eficaz.
Com os resultados positivos observados na “era Kelly”, o
treinador venceu a queda de braço com o General
Manager Howie Roseman e recebeu carta branca para
comandar uma reformulação de elenco. Chip Kelly, nada
tímido, não teve medo de inovar. Por conta disso, a torcida
viu alguns dos maiores talentos do time, principalmente
no lado ofensivo da bola, deixar a equipe de maneira
surpreendente. Em 2014 foi a vez de DeSean Jackson, o
ex-principal WR do Eagles, vindo de sua melhor
temporada da carreira e do terceiro Pro Bowl consecutivo,
ser dispensado da equipe, para mais tarde assinar com o
rival de divisão Washington Redskins. Nesse ano,
LeSean McCoy, um dos melhores RBs da liga, foi trocado
para o Buffalo Bills pelo LB Kiko Alonso que, apesar de
muito talentoso, jogou apenas uma temporada completa
e perdeu o ano passado inteiro devido a uma lesão no
joelho.
O que pesou na troca foi o fato de Alonso já ter sido
comandado por Kelly em Oregon, o que facilitaria a
entrada do atleta no esquema do técnico. Nick Foles, o
QB que era visto como futuro da equipe após um ano
excepcional em 2013, foi trocado pelo QB Sam Bradford,
escolha número um do Draft de 2010 que possui um
histórico absurdo de lesões. A equipe ainda perdeu o LB
Trent Cole, o WR Jeremy Maclin e o OG Evan Mathis, um
dos melhores da posição, após não conseguir chegar a
um valor de contrato razoável com o jogador.
Apesar de algumas dispensas duvidosas, a franquia tem
se reforçado bem. Para repor a perda de LeSean McCoy,
a equipe contratou dois jogadores que prometem formar
uma das melhores duplas de RBs da liga: DeMarco
Murray e Ryan Matthews que, sendo complementados
por Darren Sproles, formam possivelmente o melhor
backfield da NFL. O time também tratou de reforçar a sua
defesa com a contratação do CB Byron Maxwell, exintegrante da temida Legion of Boom do Seahawks, além
da já citada vinda de Kiko Alonso. Contratações pontuais
também foram importantes, como a do CB Walter
Thurmond.
Porém, mesmo com reforços relevantes, o comandante
do Eagles entra em seu terceiro ano no posto com o seu
time sendo um dos maiores pontos de interrogação da
temporada. Após não fazer questão absoluta de renovar
com o WR Jeremy Maclin, seu grupo de recebedores não
apresenta nenhum jogador de referência, apesar de
contar com jovens talentos como Jordan Matthews e o
calouro Nelson Agholor. Pelo menos a franquia conta com
uma dupla de TEs confiáveis com Brent Celek e Zach Ertz.
Revista Guia da NFL 2015
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150
A questão mais importante é sobre quem vai lançar as
bolas para esse grupo de recebedores. Após fracassar na
missão de conseguir selecionar seu ex-pupilo Marcus
Mariota no Draft, Chip Kelly terá que se contentar com
Sam Bradford, se o mesmo permanecer saudável. No
banco, Mark Sanchez espera a primeira oportunidade
para mostrar seu valor, enquanto o jovem Matt Barkley e o
polêmico Tim Tebow lutam por um lugar no elenco
definitivo da equipe. O estilo de jogo do Eagles será
focado em ganhar jardas terrestres para aliviar o QB; com
o grupo de RBs que o time apresenta, realmente não se
faz necessário um Peyton Manning ou Tom Brady no
comando do ataque para garantir uma temporada de
sucesso para o Eagles. Porém, o grupo de passadores
que Kelly tem nas mãos não inspira muita confiança.
A defesa apresenta menos pontos de interrogação que o
ataque, mas precisa mostrar muito mais serviço do que
em 2014 quando foi a quinta pior da liga em jardas por
jogo e a segunda pior quando o assunto foi parar o ataque
aéreo adversário. Pensando nisso, o Eagles investiu um
caminhão de dinheiro na contratação do CB Byron
Maxwell e a secundária ainda foi reforçada com a vinda do
CB Walter Thurmond.
Boas temporadas do DT Fletcher Cox e do FS Malcolm
Jenkins ainda serão necessárias se a equipe quiser dar
uma virada no seu desempenho defensivo.
Muitas mudanças foram vistas desde que Chip Kelly
assumiu o posto de treinador principal, mas os resultados
até agora foram positivos. Temporadas de 10 vitórias
foram extraídas de times liderados por QBs relativamente
fracos. O esquema de Kelly, inclusive, rendeu uma
temporada de 27 touchdowns e apenas 2 interceptações
para o agora ex-Eagles Nick Foles. Além disso, jogadores
importantes não foram perdidos por nada e a equipe
tratou de trazer reforços de peso. Os torcedores do
Eagles têm motivos para estarem otimistas para 2015; a
franquia da Philadelphia tentará desbancar o Cowboys, e
tem talento e liderança suficientes para superar qualquer
adversário na disputa por sua divisão desde que caras
como Kiko Alonso, DeMarco Murray e Sam Brandford
permaneçam saudáveis.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
QB Nick Foles (Rams)
Visto como futuro da equipe após uma grande temporada em
2013, acabou por não repetir em 2014 as grandes atuações do
ano anterior. Contundido, perdeu metade da temporada e
acabou trocado por Sam Bradford para o St. Louis Rams.
RB LeSean McCoy (Bills)
O maior astro da equipe foi trocado na Offseason pelo talento
defensivo de Kiko Alonso. McCoy estava perdendo tempo de
jogo e sendo substituído em algumas jogadas de passe por
Darren Sproles.
LB Trent Cole (Colts)
CB Cary Williams (Seahawks)
OG Todd Herremans (Colts)
OG Evan Mathis (Broncos)
Otime não conseguiu chegar a um acordo com um dos
melhores jogadores de linha ofensiva da liga. O jogo corrido,
ponto focal do ataque do Eagles em 2015, sentirá falta de
Mathis.
WR Jeremy Maclin (Chiefs)
LB Casey Matthews (Vikings)
CB Bradley Fletcher (Patriots)
FS Nate Allen (Raiders)
CHEGARAM
QB Tim Tebow (Free Agent)
CB E.J. Biggers (Redskins)
RB DeMarco Murray (Cowboys)
O RB mais visado da temporada trocou de time dentro da
divisão e com o esquema de Chip Kelly deve ter mais um ano
espetacular.
RB Ryan Matthews (Chargers)
Chega para complementar o jogo terrestre. Mantendo-se
saudável, deve compor um dos backfields mais temidos da
NFL.
CB Walter Thurmond (Giants)
QB Sam Bradford (Rams)
CB Byron Maxwell (Seahawks)
O CB foi contratado pela enorme quantia de 63 milhões de
dólares por seis anos de seus serviços. É um reforço
fundamental para o Eagles não repetir o péssimo desempenho
defensivo de 2014.
LB Brad Jones (Packers)
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MELHORES JOGADORES DE 2014
DE Fletcher Cox
Cox floresceu na temporada de 2014, mostrando todo seu
potencial como um dos melhores jogadores de linha
defensiva da liga. Foram 61 tackles, 4 sacks e 1 fumble
forçado, números que o credenciaram a ter sua opção de
quinto ano no contrato exercida pelo Eagles. É parte
fundamental da unidade defensiva comandada por Bill
Davis, sendo que o sucesso de sua missão de pressionar
o QB é fundamental para que a defesa contra o passe da
equipe deixe a desconfortável posição de uma das piores
da NFL.
LT Jason Peters
Peters tem sido uma rocha no lado esquerdo da linha
ofensiva protegendo o lado cego de seus QBs. O jogador
de 33 anos teve seu contrato renovado por cinco anos no
começo do ano passado e teve uma temporada que
rendeu sua sétima indicação ao Pro Bowl nos últimos oito
anos. Com a dispensa de Evan Mathis, ele passa a ser
ainda mais essencial para a linha e terá um papel
importantíssimo em 2015 tanto na proteção de Sam
Bradford, quanto no bloqueio para as corridas de Murray,
Sproles e Matthews.
ILB Mychal Kendricks
OLB Connor Barwin
Em 2015, o jogador deve formar uma dupla espetacular
com o recém contratado Kiko Alonso. Kendricks possui
uma agilidade impressionante para um jogador de 109 kg
e ajudar a formar um miolo defensivo de alta velocidade.
Sua versatilidade em parar corridas, trabalhar na
cobertura e ainda ajudar na pressão contra o QB
adversário tem marcado sua importância para a defesa
da equipe. Em 2014, os números refletiram bem a
qualidade do jogador que registrou 84 tackles, 4 sacks e 3
fumbles forçados na temporada regular.
Connor Barwin foi a principal arma do Eagles
pressionando o QB do oponente no ano passado. O LB
alcançou a ótima marca da 14,5 sacks na temporada,
garantindo sua primeira seleção ao Pro Bowl. Vindo do
melhor ano de sua carreira, se repetir o desempenho de
2014, Barwin fará uma grande diferença para a defesa do
Eagles na próxima temporada.
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152
JOGOS IMPERDÍVEIS
Giants (casa) – Semana 6
O Giants quer vingança após ter sido humilhado na
Philadelphia em uma derrota por 27 a 0 na temporada
passada. O Eagles vai procurar repetir seu desempenho
em um confronto de Monday Night Football dentro da
divisão mais charmosa da NFL.
Cowboys (fora) – Semana 9
Confronto divisional que pode dar o tom do ano de 2015
para qualquer uma das duas equipes. Em 2014, o Eagles
conseguiu vencer seu rival fora de casa, mas duas
semanas mais tarde levou o troco em Philly, uma derrota
que praticamente entregou o título da divisão. O clima de
rivalidade certamente estará ainda mais acirrado por
conta do retorno de DeMarco Murray à Arlington, dessa
vez vestindo o uniforme do Eagles.
Patriots (fora) – Semana 13
A reedição do Super Bowl XXXIX acontecerá em New
England. Ambas as equipes devem estar na luta pelo
título de suas divisões e dois dos ataques mais dinâmicos
da liga estarão em campo. Deverá ser um confronto bem
interessante.
Bills (casa) – Semana 14
Em mais um reencontro muito esperado, a franquia de
Philadelphia receberá pela primeira vez o RB LeSean
McCoy vestindo as cores de outra equipe. Durante a
Offseason, uma das discussões foi sobre quem se deu
melhor na troca Alonso-McCoy. O que melhor do que um
confronto direto entre as equipes para responder a
questão?
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
WR Nelson Agholor (USC)
Altura: 1,83 m
Peso: 90 kg
O jovem nigeriano foi selecionando pelo Eagles para
ajudar o WR Jordan Matthews a compor o combalido
grupo de recebedores da equipe. Primariamente um slot
receiver, o Eagles pode querer manter Jordan Matthews
na posição e tentar usar Agholor em campo aberto; o
jogador é um bom corredor de rotas e sai bem da linha de
scrimmage. Com um alto nível de agilidade, ele consegue
se livrar bem da marcação inicial, encaixando bem no
esquema de ataque do Eagles. Quando o QB precisar
improvisar, a agilidade do atleta pode ser essencial para
um ganho de jardas da equipe. Algumas questões que
cercam a escolha de Agholor são relativas à sua
velocidade final. Jeremy Maclin, antigo titular da equipe,
apresentava uma alta velocidade, ideal para ser uma boa
arma no jogo em profundidade. Se Nelson Agholor
assumir a posição, muitos duvidam que sua velocidade
final seja suficiente para que ele possa ter sucesso na liga.
O jogador é inteligente e ágil, características bastante
importantes para se adaptar ao esquema de Chip Kelly.
Ele deverá contribuir imediatamente com a equipe e, se
encontrar seu lugar no ataque do Eagles, pode se tornar
um WR extremamente eficiente e confiável.
chances de super bowl:
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153
O QUE ESPERAR
Não é nada fácil falar do San Francisco 49ers. O time é um
dos que mais se modificou nessa offseason até em pontos
que nem a sua direção esperava mudanças – como no
caso da aposentadoria do LB Chris Borland. Não foi só em
campo que a franquia sofreu alterações, mas também em
sua comissão técnica que foi inteiramente modificada
com a saída do técnico Jim Harbaugh. Durante a
offseason, não faltaram notícias indicando que a atual
comissão do time está trabalhando intensamente na
elaboração de um novo playbook (livro de jogadas). Sim,
o 49ers zerou tudo, está tentando se reconstruir e o ano
de 2015 deverá ser de adaptação.
A Free Agency (mercado de contratações da NFL) foi
movimentada para os lados de San Francisco. O RB
Frank Gore, o OG Mike Iupati e o WR Michael Crabtree
foram as principais perdas do setor ofensivo da equipe,
porém o 49ers acredita ter substitutos à altura para eles.
Carlos Hyde, um jogador que já estava no elenco, deverá
ser o titular no lugar de Gore e terá a companhia de
Reggie Bush; no caso do Iupati, ele será substituído por
Brandon Thomas, jogador escolhido no Draft de 2014 e
que não atuou em nenhuma partida da temporada
passada devido a uma lesão no joelho; por último, a
contratação do WR Torrey Smith representa uma clara
evolução em relação ao que Crabtree apresentou no ano
passado. Carlos Hyde não deve decepcionar como titular,
mas a perda de Mike Iupati pode trazer danos à linha
ofensiva da franquia, especialmente porque vão substituir
um dos melhores Guards da liga por um atleta que ainda
não pisou em campo na NFL e vem de grave lesão.
Não é possível falar em ataque sem falar em Quarterback,
então vamos abordar brevemente a questão da
regressão do desempenho do QB Colin Kaepernick em
2014.
O ano foi péssimo para o jogador por vários motivos,
sendo o principal deles a falta de habilidade em lançar de
dentro do pocket, especialmente porque os adversários
vinham preparados para a Read Option e, sem ter a
jogada como ameaça, o Quarterback se perdia. Além
disso, Kaepernick sofreu mais de 50 sacks e não contou
com a importante ajuda do Tight End Vernon Davis, que
passou pela pior temporada da carreira, muitas vezes
transparecendo displicência e até falta de vontade de
jogar.
A linha ofensiva do 49ers deve ter um desempenho
regular, em partes está mais fraca com a saída de Iupati,
mas em compensação tem a volta de boa parte de seus
titulares que sofreram com lesões. Na posição de
Running Back, o time perdeu um grande nome em Frank
Gore, mas Carlos Hyde deve dar conta do recado. Os
recebedores titulares serão Anquan Boldin e Torrey Smith,
uma dupla que promete e se completam muito bem,
portanto uma evolução na posição de Wide Receiver. A
adição de Smith ajuda demais o próprio Boldin, que era
focado pelas defesas nas terceiras descidas por ser o
cara que Kaepernick procurava; como Smith é sempre
uma preocupação para os adversários nessas situações,
esses tipos de conversões importantes podem ser
facilitadas. Na verdade, podem ser mais facilitadas ainda
se Vernon Davis voltar a jogar o que sabe e é muito
improvável que ele tenha dois anos seguidos jogando
abaixo da média. Quanto ao QB Colin Kaepernick, não se
deve esperar tanta evolução, tendo em vista que ele vai
ter que aprender todo o novo playbook em função das
mudanças na comissão técnica e se ajustar ao desafio
que as defesas da NFL estão trazendo para ele.
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155
Mesmo após a regressão de Kaepernick e o pedido do
atleta para treinar com o lendário QB Kurt Warner, Geep
Chryst, ex-técnico de QBs da franquia, foi promovido a
coordenador ofensivo; uma decisão sem muito sentido.
Um dos grandes orgulhos do torcedor do 49ers é a sua
poderosa defesa, no entanto, esse ano ela não deverá ser
tão poderosa assim. Comecemos com os jogadores que
não estão mais no elenco da franquia de San Francisco:
Chris Borland e Patrick Willis, os dois ILBs titulares; o pass
rusher Aldon Smith, um dos melhores da NFL; Perrish Cox
e Chris Culliver, dupla de Cornerbacks titular; e os DEs
Ray McDonald e Justin Smith. Como se já não bastasse,
Vic Fangio, coordenador defensivo e elogiado na
montagem das últimas defesas da equipe, também não
está mais por lá. O Front Seven do San Francisco 49ers
perdeu dois grandes ILBs, um pass rusher de primeiro e
dois DEs, todos já mencionados, mas temos notícias boas
para o torcedor, já que NaVorro Bowman está de volta
após lesão e ocupará muito bem uma das posições de
Linebacker pelo meio. Michael Wilhoite deve ser o outro
ILB e ponto fraco do setor. Como OLB, Ahmad Brooks e
Aaron Lynch devem fazer as suas partes e vão perseguir
os QBs adversários, mas certamente a ausência de Aldon
Smith será muito sentida. A linha defensiva perdeu Justin
Smith e Ray McDonald, mas o General Manager da
equipe contratatou o bom DE Darnell Dockett que, junto
com Ian Williams e Quinton, deve formar uma unidade
razoável.
A primeira escolha do time no draft, Arik Armstead,
passará por um ano de aprendizado antes de contribuir
mais efetivamente em muitos snaps.
Será sentida uma queda em relação ao ano passado,
especialmente na posição de Inside Linebacker, pois
além de não ter um bom companheiro para o Bowman,
não tem peça de reposição. O treinador do time, Jim
Tomsula, declarou que há possibilidade do SS Jaquiski
Tartt – segunda escolha do 49ers no Draft – ajudar na
rotação como ILB. A secundária preocupa demais. A dupla
de Cornerbacks titulares, Cox e Culliver, deixou o time e o
49ers deverá ir de Shareece Wright (ex-Chargers) e
Tramaine Brock, que formam uma dupla mediana para
baixo. Fechando o setor, Antoine Bethea é um Strong
Safety de qualidade e Eric Reid um Free Safety ainda em
crescimento. A franquia de San Francisco vai sofrer contra
times que tenham qualidade no jogo aéreo.
Diante de um calendário que não está fácil e em uma
divisão encardida, é difícil acreditar que o 49ers avance
para os playoffs em um ano de tantas mudanças, inclusive
na comissão técnica – um recorde 6-10 ou 7-9 faz sentido.
Está sendo construído um novo playbook e deverá ser
uma temporada de ajustes sobre o que funciona ou não
para que o time possa voltar a ser dominante e incomodar
os melhores novamente.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
RB Frank Gore (Colts)
Ídolo do San Francisco 49ers e jogador responsável por boa
parte do jogo corrido do time nos últimos anos. Carlos Hyde tem
o desafio de substituir esse grande nome.
LB Patrick Willis (Aposentado)
Jogador que atuou em alto nível por anos e vai deixar um vazio
na posição de ILB, uma das carências do atual elenco da
equipe.
OG Mike Iupati (Cardinals)
OLB Dan Skuta (Jaguars)
WR Stevie Johnson (Chargers)
LB Chris Borland (Aposentado)
O promissor ILB se aposentou após o excelente ano de calouro
que teve por temor às concussões. Pena para a NFL, que perde
um talento, e para o 49ers que perdeu um possível grande
nome.
DE Ray McDonald (Free Agent)
LB Aldon Smith (Free Agent)
Um dos melhores pass rushers da NFL, mas extremamente
problemático fora de campo. Fará falta, mas a atitude do 49ers
foi a correta.
CB Perrish Cox (Titans)
Principal Cornerback do time na última temporada, Culliver
deixa o 49ers em uma situação complicada e com uma
secundária questionável.
CHEGARAM
WR Torrey Smith (Ravens)
Excelente reforço que chega para assumir a posição de titular.
Seu estilo combina bem com o de Anquan Boldin e o 49ers
agora tem uma boa dupla na posição.
DE Darnell Dockett (Cardinals)
Com a aposentadoria de Justin Smith, chega para ser titular e é
um Defensive End de qualidade.
CB Shareece Wright (Chargers)
RB Reggie Bush (Lions)
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156
MELHORES JOGADORES DE 2014
OT Joe Staley
Um dos melhores Left Tackles da NFL tinha que ser
destacado entre os melhores jogadores do San Francisco
49ers na última temporada. Staley tem muita qualidade
tanto na proteção do Quarterback para o passe quanto
abrindo espaços para o Running Back. Ano passado,
cedeu apenas quatro sacks e três hits em Kaepernick ao
longo da temporada. Seguirá no elenco da equipe e será
peça importante da linha ofensiva para 2015.
WR Anquan Boldin
Ele é o recebedor de confiança de Kaepernick. O QB do
49ers sempre procura Boldin em situações de pressão,
notadamente em terceiras descidas. Mesmo com todas
as dificuldades que o ataque da franquia teve em 2014, o
WR recebeu para 1.062 jardas e 5 touchdowns. Ele
permanece no time para a temporada que se aproxima e
fará uma ótima dupla com o seu velho companheiro de
Baltimore Ravens, Torrey Smith.
LB Chris Borland
Borland foi titular em apenas oito jogos em sua temporada
de calouro, o suficiente para mostrar seu valor e causar
um grande impacto. Foram 84 tackles totais. Uma
verdadeira máquina de derrubar. Além disso, conseguiu
um sack, 5 passes desviados e recuperou um fumble.
Quando o 49ers estava feliz e tranquilo por Borland ter se
confirmado um ILB muito bom, ele anunciou sua
aposentadoria esse ano por receio de sofrer traumas com
novas concussões e não jogará mais na NFL.
DE Justin Smith
O veterano vinha sendo uma das grandes forças das
poderosas defesas do San Francisco 49ers nos últimos
anos. Smith tem como principal qualidade a capacidade
de parar o jogo corrido do oponente, mas tem muita força
no pass rush também; ele consegue romper linhas
ofensivas e chegar ao QB. Na última temporada, o
Defensive End conseguiu 5 sacks, 29 pressões no
Quarterback e 2 fumbles forçados. Hoje está aposentado
e não jogará mais na NFL.
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157
JOGOS IMPERDÍVEIS
Steelers (fora) – semana 2
O Steelers estará sem o seu RB Le'Veon Bell (suspenso
após ser flagrado no antidoping), mas ainda terá Antonio
Brown, o qual a defesa do 49ers simplesmente não
consegue cobrir. A ausência de Bell pode fazer esse jogo
ser mais disputado do que normalmente seria.
Seahawks (casa) – semana 7
Por mais que seja difícil apostar nas chances do 49ers
nesse jogo, o torcedor sabe da rivalidade e que a maior
chance de vencer o Seahawks é jogando em casa, ainda
mais em uma semana curta (jogo na quinta-feira).
Marshawn Lynch precisa ser parado, mas é difícil
acreditar no atual front seven desse time para isso. Um
jogo que pede raça e superação.
Packers (casa) – semana 4
Outro jogo bom para marcar na agenda, mas outra
pedreira para o time de San Francisco. A defesa do
Packers vai tentar fazer Kaepernick se manter no pocket e
é aí que ele precisa mostrar evolução em relação à última
temporada; Clay Matthews deve ficar como spy. A defesa
do 49ers vai precisar mostrar força diante de um trio
ofensivo poderoso: Aaron Rodgers, Eddie Lacy e Jordy
Nelson.
Cardinals (casa) – semana 12
Dos quatro melhores jogos para se assistir do 49ers na
temporada, esse é aquele que a equipe tem mais chance
de sair vitoriosa. Um rival de divisão que sofreu mudanças
na sua forte defesa e que precisa provar que vai conseguir
correr com a bola. A dupla de ILBs do Cardinals também
está mais fraca e, em casa, a equipe de San Francisco
precisa fazer o seu dever.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DT Arik Armstead (Oregon)
Altura: 2,00 m
Peso: 132 kg
Há uma boa possibilidade de ele começar no banco e
Quinton Dial ser o titular, isso porque Jim Tomsula, técnico
da equipe, declarou que Armstead não precisa chegar e
jogar imediatamente. Disse ainda que ele deveria ganhar
peso e trabalhar mais o físico nessa primeira temporada.
O atleta é extremamente forte, alto e tem um grande
alcance; sabe usar muito bem as mãos e se livrar dos
bloqueios com rapidez, além disso, é muito bom contra o
jogo corrido, tem agilidade e bons movimentos com os
pés para um cara desse tamanho e muito espaço para
evoluir ainda. Arik precisa ser bem treinado para
conseguir amadurecer, ainda é um jogador “verde”. Falta
nele explosão após o snap, há uma lentidão nesse
aspecto de seu jogo e sua capacidade de pressionar o QB
ainda é limitada.
chances de super bowl:
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158
O QUE ESPERAR
O Seattle Seahawks foi o dono da melhor defesa da NFL
nos últimos anos e entra em 2015 com uma grande
possibilidade de seguir no topo da liga nesse quesito. A
franquia começou mal em 2014, mas conseguiu se
reerguer a tempo, vencendo nove dos últimos 10 jogos da
temporada regular e liderando a divisão rumo aos
playoffs. Seattle contou com o talento dos seus jogadores
e uma dose de sorte para chegar ao Super Bowl, onde
teve o jogo na mão e viu o bicampeonato escapar depois
da fatídica chamada em que o Quarterback Russell
Wilson passou a bola e acabou interceptado. Mas tudo
isso já faz parte do passado e agora é hora de analisar
quais peças do elenco vão mudar e o quão forte esse
Seahawks vem para a temporada de 2015.
No setor ofensivo, a equipe segue sendo liderada pelo QB
Russell Wilson e pelo RB Marshawn Lynch, mas tem
problemas na linha ofensiva após as saídas do bom Left
Guard James Carpenter - foi para o Jets - e do Center Max
Unger – um dos melhores na posição – que foi trocado
para o Saints pelo TE Jimmy Graham. Mesmo com a
presença da dupla, esta foi uma unidade que sofreu com
sua irregularidade no ano passado e fez Russell Wilson
sair do pocket mais do que o necessário para escapar da
pressão adversária. Na posição de Center, quem deve
assumir a função é Patrick Lewis e como Left Guard
titular, devemos ver Alvin Bailey atuando, jogadores que
já estavam no elenco do Seahawks no ano passado. Com
total confiança nos dois atletas, a franquia não contratou
ninguém na Free Agency para essas posições e nem
usou uma das primeiras escolhas no Draft para suprir as
baixas.
A nova estrutura do setor deve resultar não só em uma
uma linha mais fraca na proteção ao QB, mas também
bloqueando para o jogo corrido; o TE Luke Wilson, que
ajudava muito nos bloqueios para Marshawn Lynch, deve
perder espaço para Jimmy Graham. Ainda sobre a
unidade, Tom Cable, o técnico da linha ofensiva e
assistente de Pete Carroll, gosta de fazer experiências
com jogadores da linha defensiva não draftados ou até
mesmo draftados, os testando na função de ataque. Ele já
conseguiu, com sucesso, transformar o então Defensive
Tackle J.R. Sweezy no Right Guard titular do Seahawks,
por exemplo. Para a nova temporada, Cable disse estar
animado com os calouros que chegaram e deve fazer
novos testes com jogadores que são, a priori, de defesa.
Na posição de Wide Receiver, Doug Baldwin e Jermaine
Kearse seguem como os dois principais recebedores da
equipe, mas o jogo aéreo terá o importante e necessário
reforço de Jimmy Graham, um dos melhores TEs da NFL.
O ataque de Seattle sempre se baseou nas corridas de
Lynch e no Read Option de Wilson, deixando a desejar no
jogo aéreo, que não é o ponto mais forte do QB e também
não conta com nomes de expressão. Nesta temporada, a
torcida espera ver um ataque mais balanceado, evoluindo
ainda mais caso a nova linha ofensiva consiga se
solidificar.
Na Free Agency e no Draft, além da troca por Graham,
nenhum outro grande nome foi contratado ou selecionado
para reforçar o ataque imediatamente. Vale mencionar,
todavia, o WR Tyler Lockett (Kansas St.), que deve
disputar a posição de retornador e tem boas chances de
assumi-la; Como recebedor, porém, ele não deve ter uma
contribuição muito grande.
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160
Já a defesa, que usa a formação 4-3, poderá sofrer
apenas três modificações que não devem alterar seu
status de a melhor da liga – a disputa será boa com o Jets.
A linha defensiva segue liderada pelo seu grande nome
da última temporada, Michael Bennett, juntamente com
Cliff Avril na outra ponta. No interior, a dupla titular deverá
ser formada por Jordan Hill e Brandon Mebane – aqui as
primeiras alterações na defesa, tendo em vista que
Mebane não foi titular em 2014 devido à sua lesão, mas
deve reassumir a posição que foi de Kevin Williams, após
o atleta deixar o time. Jordan Hill substitui Tony McDaniel.
Completando esse sólido front seven, o Seahawks vai
manter seus três linebackers titulares: K.J. Wright, Bobby
Wagner e Bruce Irvin. São três excelentes jogadores e
que conseguem realizar bem suas duas funções
primordiais no campo que são parar o jogo corrido – onde
Wagner é incrivelmente bom – e ajudar na cobertura em
jogadas de passe. O único porém é que os reservas não
estão à altura do trio e, em caso de lesão, a diferença será
sentida, mas para a rotação é um grupo que consegue ser
forte e confiável. A famosa Legion of Boom, que nada
mais é que a secundária da equipe, vai passar por uma
alteração – sai Byron Maxwell e entra Cary Williams.
Maxwell foi para o Eagles e Williams veio da Philadelphia
para reforçar o Seahawks. O novo CB não deve
comprometer e é um defensor mediano para bom que,
jogando no forte esquema montado por Pete Carroll, irá
render o suficiente para fazer com que o setor siga
recebendo elogios e admiração
Williams fará companhia a Linebackers que sabem
ajudar na cobertura e terá como dupla na posição de
cornerback um dos melhores da função na NFL – Richard
Sherman – , além de contar com a ajuda de dois dos
melhores safeties da liga: Kam Chancellor e Earl Thomas.
No Draft, a franquia selecionou apenas um jogador de
defesa nas primeiras quatro rodadas e o DE Frank Clark
foi o escolhido (segunda rodada), um jogador que teve
problemas com a polícia por casos de roubo e violência
doméstica e é certamente uma aposta de risco. Para esse
ano, Clark deve contribuir na rotação, sem chances de
começar como titular. O Seattle Seahawks foi bastante
criticado por suas escolhas no evento pois, além de ter
escolhido o problemático DE, esperava-se um Center ou
um Guard com a segunda ou terceira escolha, uma
necessidade visível da equipe. O que aconteceu na
terceira rodada, porém, foi uma troca onde o time cedeu
três escolhas para subir no Draft e selecionar o WR Tyler
Lockett. O Seahawks deverá vir tão ou mais forte para
esse ano. Uma defesa que não sofreu perdas
consideráveis e que deve seguir sendo monstruosa,
somada a um ataque que tem problemas na linha
ofensiva, mas que conta com uma besta como Running
Back, um QB que sabe se livrar da pressão e agora com
um excelente alvo no TE Jimmy Graham. A equipe é
favorita para vencer a NFC Oeste, divisão onde
enfrentará um 49ers em reconstrução, um Cardinals que
sofreu perdas em sua boa defesa e um Rams em
evolução, mas ainda incapaz de desafiar a franquia de
Seattle.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
CB Byron Maxwell (Eagles)
Era o CB2 do Seahawks jogando no lado oposto a Richard
Sherman. Um jogador que, se não é um dos grandes
Cornerbacks da liga, encaixava bem no esquema de Pete
Carroll e não comprometia. Representa o desfalque de um
titular para 2015.
OG James Carpenter (Jets)
Se a linha do Seahawks teve problemas na última temporada,
certamente não foi culpa de Carpenter. O Guard teve um bom
ano e passou segurança aos seus companheiros na proteção
ao QB Russell Wilson. Fará falta.
C Max Unger (Saints)
Mesmo tendo perdido 13 jogos em dois anos devido a lesões,
Unger é um dos melhores Centers da liga e não há um
substituto á altura no elenco do Seahawks.
LB Malcolm Smith (Raiders)
DE O'Brien Schofield (Falcons)
CHEGARAM
TE Jimmy Graham (Saints)
Um dos melhores TEs da NFL ao lado de Rob Gronkowski. Peca
na falta de habilidade para bloquear, mas como recebedor será
um excelente alvo para ajudar o time a evoluir seu jogo aéreo.
CB Cary Williams (Eagles)
Junto com Graham, chega para ser titular e substituir o CB
Byron Maxwell. Assim como o ex-Seahawks, Williams não é um
dos melhores de sua posição na NFL, mas jogando em um
esquema que favorece os CBs e com a ajuda de uma grande
defesa, ele não será o responsável por enfraquecer o setor mais
forte do Seahawks.
DT Ahtya Rubin (Browns)
CB Will Blackmon (Jaguars)
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MELHORES JOGADORES DE 2014
DE Michael Bennett
Bennett foi simplesmente fantástico em 2014 e pode ser
considerado o atleta de maior destaque da melhor defesa
da NFL. O defensor teve um ano brilhante não só
produzindo números e compilando estatísticas positivas,
mas também sendo o responsável por atrair marcações
duplas, abrindo espaço para seus companheiros. Ao
longo da temporada, ele forçou um fumble, somou sete
sacks e 38 tackles, sendo 11 deles para zero ou perda de
jardas.
LB Bobby Wagner
Um jogador extremamente explosivo, que para o jogo
corrido adversário como ninguém e ainda tem muita
habilidade na cobertura do passe. Wagner perdeu cinco
jogos da temporada regular por conta de uma lesão, mas
ainda assim trabalhou forte para anotar quatro passes
defendidos, dois sacks e incríveis 104 tackles, nove deles
com avanço zero ou perda de jardas.
CB Richard Sherman
Ele fala demais, mas dentro de campo é um dos melhores
Cornerbacks da NFL, tanto que os Quarterbacks rivais
evitam lançar em sua direção. Na secundária do
Seahawks, Sherman costuma fechar o lado esquerdo
com o apoio o FS Earl Thomas e é o responsável, ao lado
também de Kam Chancellor, por dar fama e grandes
números à Legion of Boom. No último ano, mesmo
passando boa parte dos jogos sem ver a bola, Sherman
ainda foi capaz de realizar seis interceptações, defender
onze passes, forçar um fumble e somar 67 tackles.
RB Marshawn Lynch
Conhecido como a “Besta”, Lynch é o grande nome do
ataque do Seahawks, setor que não tem tanto poderio
aéreo, mas que por terra resolve o problema através do
camisa 24. A presença de Lynch fez com que a equipe
fosse capaz de realizar, com sucesso, inúmeras jogadas
de Read Option, onde não se sabe se quem vai correr com
a bola é o RB ou o QB. Em 2014, a Besta anotou 1306
jardas terrestres e 13 TDs; pelo ar, o jogador recebeu 37
passes e somou 367 jardas e quatro TDs.
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162
JOGOS IMPERDÍVEIS
Packers (fora) – Semana 2
Um jogo que promete ser um dos melhores da temporada
e já acontece na segunda semana. O Packers terá a
chance de se vingar da amarga derrota de virada sofrida
na final da NFC; duelo imperdível entre dois times
candidatos a chegar ao Super Bowl, se enfrentando em
um Lambeau Field lotado.
Cardinals (casa) – Semana 10
Esse duelo é chave para as pretensões do Cardinals na
divisão. Arizona é, muito provavelmente, a equipe mais
capaz de desafiar o Seahawks na busca pelo título da
NFC Oeste e uma vitória em casa é essencial para abalar
as expectativas do rival. Seattle é o favorito, ainda mais
jogando com o apoio de seus torcedores.
Cowboys (fora) – Semana 8
O Cowboys foi uma grande surpresa para muitos no ano
passado e pode muito bem fazer outra boa temporada
mesmo sem DeMarco Murray. Este é um encontro em que
o Seahawks vem se dando mal – são três derrotas
seguidas para o Cowboys em Dallas – e vai fazer de tudo
para quebrar a sequência negativa no Texas. O detalhe a
ser levado em conta é que a equipe de Seattle terá 10 dias
para se preparar para a partida.
Ravens (fora) – Semana 14
Jogo duplamente complicado para o Seahawks na
semana 14. São dois confrontos seguidos fora de casa –
na semana 13 a equipe enfrenta o Steelers em Pittsburgh
– e contra dois adversários duros, especialmente quando
atuam em seus domínios. A curiosidade reside no fato de
que Seattle nunca venceu em Baltimore e tentará quebrar
o tabu nesta temporada.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
DE Frank Clark (Michigan)
Altura: 1,91m
Peso: 123 kg
O Seahawks não teve direito de selecionar na primeira
rodada, pois usou sua escolha para a troca com o New
Orleans Saints pelo TE Jimmy Graham. Assim, o primeiro
atleta selecionado pela franquia de Seattle foi o DE Frank
Clark, da universidade de Michigan, no fim da segunda
rodada. O nome do atleta foi uma surpresa quando foi
anunciado; Frank estava cotado para ser escolhido entre
a terceira e quarta rodada e alguns analistas não
acreditam que ele está pronto para a NFL. O DE tem uma
boa explosão para atacar a linha ofensiva adversária e em
seu último ano na faculdade somou 4,5 sacks e 13,5
tackles para perda de jardas. O jogador é criticado,
principalmente, pela sua conduta fora de campo; ele já
acumula acusações de violência doméstica, agressão e
roubo. Além disso, tem alguns problemas com
movimentos de pés e precisa ser um pouco mais veloz
para sair da marcação da linha ofensiva. Levando em
consideração o talento do técnico do Seahawks, Pete
Carroll, em transformar atletas desacreditados em
estrelas da liga, Clark deve aparecer em algumas
rotações da equipe principal, mas num primeiro momento
não será titular da posição.
chances de super bowl:
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O QUE ESPERAR
O St. Louis Rams está prometendo se juntar às equipes
de elite da NFL há alguns anos. Na temporada passada, o
time conseguiu mostrar uma defesa poderosa, capaz de
silenciar os mais barulhentos adversários. Porém, a lesão
de Sam Bradford antes do início da temporada deixou a
equipe nos braços do veterano Shaun Hill, que viria
posteriormente a deixar a titularidade para Austin Davis
por alguns jogos. Com esse grupo nada excepcional de
Quarterbacks, as esperanças de St. Louis se apagaram
rapidamente.
O maior problema da franquia foi, sem sombra de dúvida,
o ataque. Sam Bradford acabou com os planos do Rams
de alcançar os playoffs logo na pré-temporada. O dueto
de QBs que dividiu o papel de titular em 2014 não ajudou
em nada, pois nem Shaun Hill nem Austin Davis estavam
preparados para liderar o ataque da equipe de St. Louis. A
direção do time, então, decidiu começar a competição de
Quarterbacks da estaca zero. O Rams se apressou em
trocar Sam Bradford para o Eagles por Nick Foles,
conseguindo assim um Quarterback de qualidade para
comandar o ataque. Como prevenção e projeto futuro, o
time escolheu o QB Sean Mannion na terceira rodada do
Draft de 2015 e ainda recontratou o ex-Texans Case
Keenum, que já teve uma passagem como reserva do
Rams.
No jogo corrido, a equipe contará com um reforço colossal
chamado Todd Gurley, que é tido por muitos como o
melhor RB da classe de 2015. Gurley deve trazer toda a
força e velocidade que o Rams precisa no backfield,
fazendo dupla com o velocíssimo e ágil Tre Mason, que
venceu a disputa pela titularidade contra Zac Stacy. Stacy,
por sua vez, ao saber da seleção de Todd Gurley pediu
para ser trocado e foi enviado para o New York Jets.
Na posição de Wide Receiver, o Rams contará com os
mesmos rostos do ano anterior. Kenny Britt, Tavon Austin,
Brian Quick e Stedman Bailey serão os principais alvos de
Nick Foles em sua primeira temporada. É importante que
Britt se mantenha saudável para que Foles tenha um
grande e forte alvo à disposição, além do Tight End Jared
Cook. Se isso acontecer, as expectativas do Rams para a
temporada podem ser bem mais altas do que o esperado.
Se algo der errado com Britt, o ataque do time perderá
muito em força e explosão e continuará com seus
pequenos WRs como única opção.
A linha ofensiva de St. Louis também virá reformulada e
com força máxima para a temporada de 2015. O treinador
Jeff Fisher e o GM Les Snead trouxeram um total de cinco
homens de linha ofensiva – quatro via Draft – para garantir
a proteção das mais novas faces da franquia: Nick Foles e
Todd Gurley. A OL do Rams sofreu muito para manter as
defesas rivais longe do seu QB, cedendo 47 sacks e 93
pressões no ano passado. Com uma nova OL, a equipe
do Edward Jones Dome terá mais facilidade e
tranquilidade em suas jogadas de ataque.
A linha defensiva se apresenta como o ponto mais forte do
Rams. No ano passado, a trupe de Robert Quinn, Aaron
Donald e Cia. fez as linhas ofensivas rivais sofrerem para
manterem seus QBs “vivos”. Durante a offseason, a
equipe trouxe mais uma peça para fazer de sua DL uma
das melhores da NFL: Nick Fairley, ex-Lions. Com uma
rotação sólida e titulares excelentes, a DL de St. Louis
está mais do que pronta para fazer dessa defesa um
monstro a ser temido. Na posição de Linebacker, o
panorama não muda.
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O único reforço foi Akeem Ayers, mas não deve ter um
grande impacto na linha intermediária da defesa que
conta com Jo-Lonn Dunbar, Alec Ogletree e James
Laurinaitis. Não há deficiências grandes neste setor da
equipe, garantindo a solidez do front seven do time azul e
dourado. A secundária é uma unidade muito jovem e
talentosa. Apesar da crítica perda de E.J. Gaines, Janoris
Jenkins e Trumaine Johnson continuam como CBs que
cobrem muito bem os recebedores rivais, sendo
constantes e habilidosos, além de terem potencial
inexplorado entre eles. Porém, os Safeties se apresentam
como o elo mais fraco da defesa do Rams.
Os titulares são Mark Barron e Rodney McLeod, que são
muito agressivos na cobertura e em blitzes (até mesmo
mais agressivos que os pass rushers e os Cbs), o que
acaba causando numerosas queimadas em play actions e
jogadas reversas, por exemplo. É provável que Barron
ainda venha a perder sua titularidade como SS para T.J.
McDonald que, apesar de não estar em um nível muito
superior, ainda tem chances de se provar como titular na
NFL, ao contrário de Barron que já passou por Tampa Bay
e não alcançou as expectativas.
A NFC Oeste é uma das divisões mais “casca-grossa” da
NFL, com Cardinals, Seahawks e 49ers, além do próprio
Rams. Se um elenco enfraquecido venceu dois dos seis
jogos divisionais no ano passado, sendo um contra o
Seahawks, o time poderá encarar em situação de
igualdade seus rivais divisionais. Ainda enfrentam a forte
NFC norte e a AFC norte, também com bons times
presentes. Se tudo correr como o planejado, isto é, se
Nick Foles tiver o mesmo sucesso que teve na
Philadelphia, Kenny Britt e Brian Quick se mantiverem
saudáveis, Todd Gurley produzir como o esperado e não
houver nenhuma grande perda importante na defesa, o
Rams poderá ir longe, tendo chances reais de chegar aos
playoffs.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
QB Shaun Hill (Vikings)
Bom QB reserva, mas dispensável com Austin Davis, Sean
Mannion e Case Keenum no elenco.
DT Kendall Langford (Colts)
OG Davin Joseph (Free Agent)
OT Joe Barksdale (Free Agent)
Bust, demorou muito tempo para sair de St. Louis.
OT Jake Long (Free Agent)
Passou mais tempo no IR do que jogando, não valia a pena
ter um atleta frágil assim.
C Scott Wells (Free Agent)
Jogador velho que já deixou os bons tempos no passado.
Deve se aposentar.
RB Zac Stacy (Jets)
Jogou bem há alguns anos mas perdeu espaço para Tre
Mason e Todd Gurley. Tanto Rams quanto Stacy saíram
ganhando.
QB Sam Bradford (Eagles)
Se lesiona fácil e levou muito dinheiro de St. Louis. Bom
negócio para o Rams.
CHEGARAM
QB Nick Foles (Philadelphia)
Deverá ser o franchise QB do St. Louis Rams, melhor
negócio da equipe nesta offseason.
DT Nick Fairley (Detroit)
Reforço importante para tornar a DL do Rams mais forte
ainda.
QB Case Keenum (Houston)
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166
melhores jogadores de 2014
DE Robert Quinn
Com uma equipe baseada na defesa, nada mais justo que
a cara da franquia seja um dos melhores defensores da
NFL. Robert Quinn consegue anotar sacks com uma
facilidade impressionante, fazendo parecer a coisa mais
simples do universo. Capitão da defesa, Quinn teve uma
temporada ótima em 2014, após assinar sua extensão de
seis anos: 46 tackles, 10,5 sacks, cinco fumbles forçados
e seis passes desviados. Não se compara aos números
estelares da temporada de 2013, mas ainda assim não
são números fáceis de serem alcançados e valem ser
destacados.
OLB Alec Ogletree
Ogletree provou que veio para construir uma sólida
carreira na NFL. O OLB repetiu o feito de 2013,
alcançando outra grande temporada em 2014. Seus
números tiveram um impacto positivo na defesa de St.
Louis, mesmo sendo um jogador que não chama tanto a
atenção. Com 111 tackles, doze passes desviados, duas
interceptações e quatro fumbles forçados, Alec Ogletree
deve ser reconhecido como a nova defesa de St. Louis:
uma força que não aparece nos holofotes, mas ainda é
eficaz no que se propõe a fazer.
CB E.J. Gaines
Outro novato que surpreendeu, a escolha de sexta
rodada E.J. Gaines foi sem dúvidas o maior steal do time
nos últimos anos. O CB já ganhou a titularidade em sua
primeira temporada e contabilizou números
impressionantes que passaram despercebidos devido ao
outro novato de impacto: Aaron Donald. Gaines fez sua
parte na equipe ao somar 70 tackles, 14 passes
desviados e ainda duas interceptações.
DT Aaron Donald
Poucos poderiam prever que Aaron Donald, escolha de
primeira rodada do Rams em 2014 teria tanto impacto na
NFL. Donald despontou rapidamente como titular na DL
de St. Louis. As coisas só melhoraram com Donald na DL,
que acabou recebendo, ao final da temporada, o prêmio
de calouro defensivo do ano. O DT alcançou 48 tackles,
nove sacks, um passe desviado e dois fumbles forçados.
Uma máquina que já pode ser considerado um dos
melhores da NFL na posição.
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167
jogos imperdíveis
Seahawks (casa) – Semana 1
No ano passado, Austin Davis e a defesa do Rams foi o
suficiente para derrotar os atuais campeões e a Legion of
Boom. Além do Seahawks estar ansioso para se vingar da
derrota no Edward Jones Dome, o Rams está sedento
para vencer seu primeiro jogo do ano, um clássico
divisional.
Vikings (fora) – Semana 9
O que poderia ser mais divertido de se assistir do que dois
times que estão se reerguendo e prometem evoluir? No
último ano o Vikings não tomou conhecimento do Rams e
venceu por 34-6, com direito a Cordarrelle Patterson
correndo mais que AP. Pensando muito adiante, este
pode ser um confronto crucial na disputa por uma vaga no
Wild Card.
Packers (fora) – Semana 5
Se a defesa do time quer realmente se afirmar como uma
das melhores na NFL tem que passar por uma prova de
fogo: o ataque de Aaron Rodgers e Cia., um dos mais
poderosos da NFL, responsável por inúmeros atropelos
no ano passado. A vitória neste jogo pode ser a prova que
St. Louis e sua falange defensiva é pra valer.
Cardinals (casa) – Semana 13
Se o Rams realmente estiver na disputa pelos playoffs,
este jogo será crucial. Um jogo divisional entre duas
equipes encardidas, com apenas cinco jogos restando
pela frente trará um cenário de decisão ao jogo. De
qualquer maneira, será decisivo no contexto da NFC
Oeste, podendo colocar o título divisional mais próximo ou
mais distante de qualquer um dos times da divisão.
a primeira escolha no draft
RB Todd Gurley (Georgia)
Altura: 1,85 m
Peso: 101 Kg
Um corredor ao melhor estilo ladeira abaixo. Todd Gurley
é uma combinação excepcional de força, velocidade e
agilidade. Com essas ferramentas é de se imaginar que é
muito difícil trazer Gurley ao chão, ele acumula jardas
após contato de uma forma similar a de Marshawn Lynch.
Em sua carreira por Georgia, carregou a bola 510 vezes,
mas só registrou três (isso mesmo, três) fumbles.
Porém, Gurley tem alguns problemas em sincronizar-se
com a OL, errando a rota da corrida por essa falta de
sincronia, sem contar as preocupações em relação à sua
lesão do ligamento, semelhante à lesão que tirou Sam
Bradford dos campos.
Se Gurley conseguir se manter saudável em St. Louis,
será um dos dez melhores RBs da NFL, com toda a
certeza. A parceria entre ele e Tre Mason dará arrepios em
todas as defesas da liga, em breve.
chances de super bowl:
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168
o que esperar
Em 2014, o Tampa Bay Buccaneers teve uma temporada
para se esquecer e acabou sendo o pior time da NFL ao
lado do Tennessee Titans. A campanha de 2 vitórias e 14
derrotas garantiu ao time a primeira escolha geral no Draft
de 2015 e o selecionado para ser a nova cara da franquia
foi o QB Jameis Winston. O treinador Lovie Smith foi
mantido no cargo, mas alguns jogadores não tiveram a
mesma sorte. O DE Michael Johnson e o OT Anthony
Collins foram cortados uma temporada depois de terem
assinado grandes e longos contratos.
O Draft do Buccaneers foi voltado para remontar o ataque
da equipe e os números da última temporada justificam
esta opção. A franquia teve somente o 29º melhor ataque
da NFL em pontos (17,3 por jogo) e ficou em 30º em jardas
totais (292 por jogo). Das sete escolhas do time, seis
foram jogadores de ataque e somente um para a defesa, o
LB Kwon Alexander. A estratégia foi toda montada em
torno de Winston. Depois de selecionar o QB de Florida
State, a equipe de Tampa investiu suas duas escolhas de
segunda rodada em jogadores de linha ofensiva: o OT
Donovan Smith e o OG Ali Marpet.
O ano de 2015 não começa com uma promessa de
grande temporada para o Buccaneers. A equipe ainda tem
algumas lacunas para serem preenchidas e falta um
pouco de experiência em posições cruciais. No ataque, o
QB Jameis Winston é a grande esperança e será o titular.
Na posição de RB, as incertezas começam. Escolha de
primeira rodada da franquia no Draft de 2012, Doug Martin
não transmite a mesma confiança de anos atrás e pode
perder a titularidade para Charles Sims, Bobby Rainey ou
Mike James.
Os FBs Jorvorskie Lane e o calouro Joey Iosefa também
disputarão a posição durante a pré-temporada. Os
recebedores de Tampa são as únicas certezas da equipe.
Mike Evans e Vincent Jackson formam uma das melhores
duplas da liga, o calouro Kenny Bell chega para ser uma
nova opção no ataque e Austin Seferian-Jenkins é um
bom TE que deve ganhar mais espaço. Na linha ofensiva,
a franquia conta com um novo grupo. Donovan Smith e Ali
Marpet devem ser titulares mesmo estando em suas
temporadas de calouros e Evan Dietrich-Smith e Demar
Dotson completam o setor ao lado do experiente Logan
Mankins.
Na defesa 4-3 do Buccaneers, o DT Henry Melton foi
contratado e ao lado de Gerald McCoy pode formar a
melhor dupla de DTs pass rushers da liga. Na parte
externa da linha defensiva, o recém chegado George
Johnson (ex-Detroit Lions) briga com Jacquies Smith,
William Gholston e Larry English por duas vagas.
Completando o front seven, a franquia trouxe o LB Bruce
Carter (ex-Dallas Cowboys) para se juntar ao excelente
Lavonte David e a Danny Lansanah. Na secundária,
Alterraun Verner e Jonathan Banks formam a dupla de
CBs titulares; Chris Conte, Major Wright e o recém
chegado D.J. Swearinger disputam as duas vagas de
Safety.
Analisando o provável time titular do Buccaneers em
2015, podemos notar que em algumas posições a equipe
melhorou, em outras manteve os mesmos jogadores e em
algumas até piorou com a saída de algumas peças
importantes. Na posição de QB é onde aparece a maior
transformação da equipe.
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170
Mike Glennon e Josh McCown agora dão lugar ao novato
Jameis Winston. Os grupos de corredores e recebedores
pouco mudaram, portanto estão em um nível semelhante
ao do ano passado. Jogadores importantes da linha
ofensiva deixaram a equipe para serem substituídos por
jovens promessas e com isso o desempenho do setor
deve ser melhor no futuro, mas não é esperado que ela se
destaque logo nesta temporada.
A linha defensiva perdeu Michael Johnson, mas o seu
desempenho na última temporada não deixará muitas
saudades. Com a chegada de Henry Melton e contando
com um Gerald McCoy saudável, a linha pode ter uma
atuação melhor que a do ano passado. Na posição de LB
também há uma pequena evolução com a chegada de
Bruce Carter. A dupla de CBs continua a mesma e a
chegada de Chris Conte e D.J. Swearinger pode significar
melhores atuações da secundária ao longo de 2015.
Com este grupo de jogadores, o técnico Lovie Smith terá
que se superar e contar muito com o talento de Jameis
Winston para o Buccaneers apresentar uma melhora
significativa e iniciar um caminho de evolução de seu
jogo. Em caso de um novo ano ruim, muito provavelmente
o treinador deverá deixar a equipe de Tampa, até porque o
seu cargo está sob pressão desde o fim de 2014.
Dois fatores podem ajudar a franquia da Flórida a ter uma
boa campanha em 2015: o calendário mais fraco e uma
divisão não tão forte. Desde a estreia até o último jogo, a
equipe enfrentará somente quatro times que tiveram
campanhas positivas em 2014 (Texans, Cowboys, Eagles
e Colts).
O restante dos jogos será contra o Panthers (duas vezes),
Falcons (duas vezes), Saints (duas vezes), Giants,
Redskins, Titans, Jaguars, Bears e Rams.
Em 2014, nenhum dos rivais do Buccaneers na NFC Sul
(Saints, Panthers e Falcons) teve mais do que sete
vitórias na temporada regular e somaram apenas 8
vitórias, 21 derrotas e um empate em 30 jogos contra
equipes de outras divisões. Será mais um ano complicado
para a equipe de Tampa, porém a franquia deverá ser um
pouco mais competitiva do que foi no ano passado.
QUEM SAIU E QUEM CHEGOU
SAÍRAM
DE Michael Johnson (Bengals)
Não fez uma boa temporada em 2014 e não fará muita falta se
continuar jogando no mesmo nível.
LB Mason Foster (Bears)
OT Anthony Collins (Free Agent)
Apesar de não ter ido bem na proteção ao QB, fez um trabalho
decente abrindo espaços para as corridas. Porém, um jogador
com um contrato alto como o dele não pode ser mediano.
DE Adrian Clayborn (Falcons)
QB Josh McCown (Browns)
Uma temporada bem fraca para o QB em fim de carreira. Daqui
a cinco anos, dificilmente alguém lembrará de Josh McCown lá
em Cleveland.
LB Dane Fletcher (Patriots)
CHEGARAM
LB Bruce Carter (Cowboys)
A chegada de Carter será importante para o “miolo” da defesa
de Tampa, mas o ex-atleta do Cowboys não será a solução.
CB Sterling Moore (Cowboys)
DT Henry Melton (Cowboys)
Melton é um dos melhores DTs pass rushers da liga e ajudará
muito a defesa em situações de passes do adversário.
TE Emmanuel Ogbuehi (Ravens)
OT Gosder Cherilus (Colts)
FS Chris Conte (Bears)
Conte é um jogador que chega para ser titular e é um bom valor,
apesar de ser inconsistente em alguns momentos.
LB Larry Dean (Bills)
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MELHORES JOGADORES DE 2014
WR Mike Evans
Sem dúvida nenhuma, o Buccaneers não se arrepende
de sua primeira escolha no Draft do ano passado. Mike
Evans teve uma temporada de calouro fantástica e já
pode ser considerado o melhor jogador de ataque do time.
Em 15 jogos, o ex-atleta da universidade de Texas A&M
teve 68 recepções para 1051 jardas e 12 touchdowns.
Evans ainda teve uma sequência de 21 recepções, 458
jardas e 5 touchdowns em apenas 3 jogos.
LB Lavonte David
O LB da franquia de Tampa ficou fora de dois jogos e jogou
abaixo dos 100% em alguns outros. Mesmo com essa
limitação, David teve números muito bons. Foram 146
tackles, um sack e 4 fumbles forçados. O atleta é uma
máquina de tackles, sendo o jogador que acaba com a
maioria das jogadas adversárias e, mesmo com apenas
três anos na NFL, é considerado um dos melhores em sua
posição.
DT Gerald McCoy
Considerado por muitos o melhor DT da liga, McCoy teve
problemas com contusões ano passado que fizeram com
que ele perdesse três partidas e jogasse no sacrifício em
outras. Mesmo assim, o camisa 93 do Buccaneers ainda
conseguiu 8,5 sacks e pressionou os QBs adversários 27
vezes, liderando o time em ambos os quesitos. Se estiver
saudável em 2015, o atleta tem tudo para ser aquele
jogador que os outros times mudam o plano de jogo para
enfrentá-lo.
WR Vincent Jackson
Em 2014, o veterano WR liderou o time em recepções
(70), somou 1002 jardas recebidas e anotou 2
touchdowns. Os números de Jackson são excelentes
levando em consideração a carência de um bom QB no
time e o fato de ter outro grande recebedor para dividir os
passes. Esse ano, o atleta deve assumir de vez a posição
de WR2, mas sua experiência será fundamental em um
ataque com muitos calouros e jogadores com pouca
experiência na liga.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Titans (Casa) – Semana 1
O jogo colocará frente a frente a primeira e a segunda
escolha geral do Draft de 2015. Jameis Winston
enfrentará Marcus Mariota e uma vitória logo na primeira
partida do ano será importante para diminuir um pouco a
pressão colocada sobre os ombros do QB. O jogo será
mais uma oportunidade para saber qual dos dois é o
melhor.
Redskins (Fora) – Semana 7
Em 2014, uma das duas vitórias do Buccaneers foi
justamente sobre o Redskins. Mesmo fora de casa, a
esperança é que a situação se repita. O jogo acontece na
metade da temporada e será importante para as
pretensões da franquia.
Jaguars (Casa) – Semana 5
Um duelo onde a vitória é fundamental para o Buccaneers
mostrar se tem chances ou não de brigar por algo nesta
temporada. Se a equipe perder para o Jaguars em casa
na semana 5 será complicado ter um bom ano.
Colts (Fora) – Semana 12
O jogo contra o Colts fora de casa será o mais difícil do
Buccaneers em toda a temporada. Mesmo que seja
improvável, um bom resultado nessa partida mudaria o
patamar da equipe e aumentaria a confiança dos
jogadores do elenco.
A PRIMEIRA ESCOLHA NO DRAFT
QB Jameis Winston (Florida State)
Altura: 1,93m
Peso: 104 kg
Jameis Winston teve uma carreira muito boa na
universidade de Florida State, principalmente em 2013,
quando recebeu o Heisman Trophy e levou sua equipe ao
título universitário. Winston terminou a sua carreira na
NCAA com 26 vitórias, apenas uma derrota, 72
touchdowns lançados, 28 interceptações e quase 8.000
jardas aéreas em duas temporadas. Na NFL, o novato terá
alguns desafios importantes pela frente, como ficar longe
de problemas fora de campo e melhorar a sua leitura de
defesas adversárias. O QB foi interceptado muitas vezes
em sua última temporada em Florida State, devido a uma
má leitura da defesa do oponente. Na NFL, erros como
esses não são perdoáveis e a paciência da torcida não é
grande. Fora esses problemas, Winston tem todas as
ferramentas para ser um bom QB na liga e ser o titular do
Buccaneers pela próxima década ou até mais. Com
ótimos alvos na equipe, a grande dificuldade para Winston
nessa temporada pode ser a inexperiente linha ofensiva e
o não tão eficiente jogo terrestre.
chances de super bowl:
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173
O QUE ESPERAR
O Washington Redskins sabia que teria um ano difícil pela
frente. Na primeira temporada sob o comando de Jay
Gruden, a equipe não conseguiu resultados expressivos,
alcançando quatro vitórias somente; porém o número foi
uma melhora em relação às três vitórias do ano anterior.
Com uma das piores secundárias da NFL e QBs
inconsistentes, Washington desistiu de qualquer
possibilidade de repetir a façanha de 2012, quando
chegaram aos playoffs após começarem com um recorde
de 3-6 e vencerem os sete jogos restantes da temporada.
Um dos maiores problemas da equipe na temporada
passada foram os QBs. Pela segunda temporada
seguida, Robert Griffin III desapontou. No entanto, a
equipe pretende dar uma nova chance ao jogador, o que
não significa que Jay Gruden não o colocará no banco no
lugar de Colt McCoy ou de Kirk Cousins. McCoy, que fez
uma temporada razoável – e melhor que a de Griffin em
2014 –, fará RGIII suar a camisa para conseguir sua
titularidade. Kirk Cousins, agora como terceiro QB,
também fará grande esforço para voltar a ser pelo menos
o QB reserva imediato do Redskins novamente. Há ainda
o jovem não-draftado Hutson Mason, que buscará um
espaço no carrossel de QBs, apesar de ter poucas
chances de alcançar o elenco final.
O ponto mais forte do ataque de Washington continuará
sendo o jogo terrestre, porém de uma nova maneira. Jay
Gruden e Cia. planejam usar um estilo baseado em força
ao invés de velocidade. Alfred Morris alcançou 1000
jardas no esquema novo (que não o favorece tanto) e, por
isso, deve continuar como o RB principal de Washington,
mas agora dividindo a carga com o jovem Matt Jones.
A escolha de terceira rodada do Redskins corre baseado
em sua força, sendo ideal na conversão de descidas de
curta distância, além de ser eficiente em conquistar jardas
após contato. Outro jogador que deve despontar neste
novo esquema é o FB Darrel Young que, apesar da pouca
atenção, é um dos melhores da NFL na posição.
Os Wide Receivers titulares em D.C. devem ser os
mesmos do ano anterior: Pierre Garçon e DeSean
Jackson. Apesar da temporada fraca de Garçon, o
Redskins não tem ninguém que ameace sua posição.
DJax, por sua vez, alcançou 1000 jardas e deve manter
sua posição sem questionamentos. As disputas estarão
pela vaga de Slot Receiver (entre Andre Roberts e o
rookie Jamison Crowder) e na posição de TE, a
expectativa era que o veterano Niles Paul fosse atuar pela
primeira vez nas 16 partidas do time, mas uma lesão no
tornozelo durante o primeiro jogo da pré-temporada
impedirá o retorno do TE em 2015 e o transforma em um
dos grandes desfalques do Redskins; Cabe a Jordan
Reed voltar a atuar na posição e se manter saudável.
Sem dúvidas, uma das maiores novidades em
Washington será sua nova e reformulada linha ofensiva. A
equipe sofreu com sacks e pressões ao QB como poucos
clubes sofreram na útlima temporada. Chris Chester pesa
na folha salarial e não corresponde ao rendimento. Já na
ponta da direita da linha, não haviam titulares de
qualidade. Contudo, com a chegada de Brandon Scherff e
uma disputa entre Spencer Long e Arie Kouandjio, um
titular de bom nível deve aparecer neste setor. O estilo de
força bruta da nova OL, sob o comando de Bill Callahan –
ex-coordenador da área no Cowboys – vai fazer com que
essa unidade do Redskins abra caminho para o ataque .
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A DL do time pele-vermelha também virá renovada com
veteranos de talento. O GM Scot McCloughan trouxe
Stephen Paea, Terrance Knighton e Ricky Jean-François ,
juntando-os a Jason Hatcher e Chris Baker, para garantir
que a equipe continue segurando a corrida, tarefa que
cumpriu bem em 2014.
A tropa de Linebackers em Washington conta com dois
jogadores ótimos: Ryan Kerrigan e Keenan Robinson,
melhores membros desta defesa, com toda certeza. Com
a saída de Brian Orakpo e Junior Galette fora da
temporada por lesão, o segundo anista Trent Murphy e o
calouro Preston Smith lutarão pela titularidade Já o quarto
LB do conjunto – Perry Riley – deve ficar atento para não
perder seu espaço na equipe. Tom Compton e Martrell
Spaight estão de olho na vaga no centro da linha de LBs.
A secundária da equipe burgúndia e ouro foi terrível na
última temporada. Somente a do Bears se comparou ao
nível dos CBs e Ss do Redskins. Com a lesão de
DeAngelo Hall no começo da temporada, David Amerson
e Bashaud Breeland acabaram dividindo a titularidade e
decidindo a posição de ambos no futuro.
Amerson foi o pior CB titular na NFLno ano passado; já
Breeland conseguiu silenciar Dez Bryant em um MNF em
Dallas. Com a chegada de Chris Culliver, a equipe terá,
pelo menos, três CBs decentes em 2015. Os Safeties
titulares foram dispensados imediatamente após o fim da
temporada, sendo substituídos pelos Free Agents Jeron
Johnson e Dashon Goldson, os quais podem causar uma
leve melhora nesse setor de Washington.
O calendário do time é intermediário. Enfrentar a AFC
Leste será complicado, pois todos os membros desta
divisão estão prontos para campanhas vitoriosas nesse
ano. Já a NFC Sul não demonstra grandes indícios de
melhora, tendo grande probabilidade de ter outra
temporada com seu campeão possuindo uma campanha
negativa em termos de vitórias. Os rivais de histórico
serão oponentes fortes para Washington, pois tanto Rams
quanto Bears estão preparados para alcançar progresso
e evolução em relação ao que apresentaram em 2014.
Finalmente, a NFC Leste deve vir mais equilibrada, com
Eagles perdendo força e Giants e Redskins evoluindo,
mas o Cowboys segue como favorito. O Redskins é o
azarão da divisão e corre por fora, mas não deve brigar
por playoffs.
quem saiu e quem chegou
SAÍRAM
FS Ryan Clark
Jogador em fim de carreira, jogou sua pior temporada na NFL.
Aposentou-se.
DE Stephen Bowen (Jets)
RB Roy Helu Jr. (Raiders)
Rápido e habilidoso em jogadas de passe, não estava nos
planos do novo jogo corrido.
WR Leonard Hankerson (Falcons)
OT Tyler Polumbus (Falcons)
DE Jarvis Jenkins (Bears)
OLB Brian Orakpo (Titans)
Jogador brilhante. Forte, atlético e inteligente, mas não
conseguia se manter inteiro nos últimos anos e pesaria muito na
folha salarial do Redskins para 2015.
SS Brandon Meriweather (Free Agent)
Forte nos tackles, muitas vezes maldoso. Tinha problemas
graves na cobertura e com sua conduta extremamente
agressiva dentro de campo.
CHEGARAM
DE Ricky Jean-François (Colts)
DE Stephen Paea (Bears)
OLB Junior Galette (Saints)
DT Terrance Knighton (Broncos)
Um dos melhores Free Agents na posição, será o núcleo da
linha defensiva. Bom negócio.
CB Chris Culliver (49ers)
Ótimo jogador, necessidade primária da equipe. Recebeu um
pouco mais do que vale, mas ainda foi um bom negócio.
SS Jeron Johnson (Seahawks)
FS Dashon Goldson (Buccaneers)
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Melhores jogadores de 2014
RB Alfred Morris
Alfred Morris foi um dos maiores achados do Draft de
2012, talvez até o maior. O RB alcançou a marca das 1000
jardas em suas três temporadas na NFL, incluindo em
2014, quando foi convidado para participar do Pro Bowl.
Apesar das mudanças de Jay Gruden no estilo do jogo
terrestre, Alf ainda conseguiu anotar 1074 jardas e oito
TDs, além de receber 155 jardas pelo ar, registrando
apenas dois fumbles. O rendimento caiu, mas ainda foi
uma temporada ótima para o jogador.
LB Ryan Kerrigan
Na fraca defesa de Washington surgiu o grande destaque
da equipe na temporada passada: Ryan Kerrigan. O LB
dominou o pass rush da equipe de D.C., conseguindo
quatro sacks só na semana 2, contra o Jaguars. O aluno
de Purdue acabaria somando um total de 64 tackles, 13,5
sacks, cinco fumbles forçados e um passe desviado. Com
uma produção dessas, parece que o Redskins acertou ao
assinar a extensão contratual com ele logo no início da
temporada de 2014.
WR DeSean Jackson
Quando DeSean Jackson foi cortado por Chip Kelly e o
Eagles ao fim da temporada de 2013 e ao receber a
chance de enfrentar seu antigo time duas vezes ao ano,
DeSean assinou com o Redskins, onde se destacaria na
temporada de 2014. DJax arrancou de três QBs
diferentes um total de 1169 jardas – com uma média
altíssima de 20,9 jardas por recepção – e seis
touchdowns, além de ter conseguido a marca de ser o
terceiro jogador da história da NFL a conseguir um TD de
mais de 80 jardas a favor e contra um mesmo time na
carreira (semana 3, contra Philadelphia Eagles).
LB Keenan Robinson
Após a desoladora temporada de 2013, o ídolo do time e
comandante da defesa London Fletcher se aposentou,
deixando um vazio no meio dos LBs. Com a nomeação de
Keenan Robinson – que até então pouco havia jogado por
causa de lesões – muitos torcedores ficaram receosos.
Mas quando Robinson mostrou do que era capaz, todo
receio possível foi embora. Ele foi um dos líderes
defensivos, mostrando-se um jogador inteligente, forte,
atlético e principalmente esforçado. Todo seu esforço
rendeu um total de 109 tackles, 1,5 sack, três passes
desviados e uma interceptação.
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JOGOS IMPERDÍVEIS
Rams (casa) – Semana 2
Em 2014, Rams e Redskins se enfrentaram no FedEx
Field. O resultado foi um jogo estelar de St. Louis do caraou-coroa até o fim do quarto período. Washington saiu de
campo sem pontuar em frente à sua torcida, Colt McCoy
sofreu uma lesão no pescoço ao sofrer seu sexto sack na
partida e o Rams exibiu os seis jogadores resultantes da
troca entre os times por RGIII. O clube da capital
certamente está sedento por essa revanche.
Eagles (casa) – Semana 4
Uma das rivalidades mais acirradas de toda a NFL. No
ano passado, ambos os duelos foram equilibrados, tanto
que resultaram em uma vitória para cada lado. Para essa
temporada, ambos os times voltarão com várias
novidades em todos os setores, fazendo com que a
disputa seja ainda mais aguardada.
Cowboys (casa) – Semana 13
Mais uma das grandes rivalidades da Liga acontecerá na
semana 13 quando o Cowboys viaja até Washington para
enfrentar o Redskins. O jogo se dará na reta final da
temporada regular em um momento sempre decisivo, em
especial por se tratar de dois rivais de divisão. Caso
Washington não tenha chances de playoffs, certamente a
equipe terá prazer em complicar a vida do Dallas.
Bears (fora) – Semana 14
Dois times que foram terríveis em 2014 e devem
apresentar uma melhora pelo menos sutil em 2015. Nem
Washington nem Chicago devem alcançar os playoffs
neste ano, mas será um jogo interessante para ver onde
as equipes melhoraram e o que pode se esperar delas em
um futuro não muito distante.
a primeira escolha no draft
OT Brandon Scherff
Altura: 1,96 m
Peso: 147 Kg
Quando Brandon Scherff foi chamado pelo comissário
Roger Goodell como o quinto jogador escolhido no Draft,
muitos ficaram surpresos, pois Leonard Williams ainda
estava disponível para o Redskins. Porém, Scherff era
exatamente o que a equipe procurava. Jogador enorme e
extremamente físico que é um perito em bloquear para a
corrida. Assumindo a posição de tackle no lado direito da
linha ofensiva, trará a inteligência para deter os pass
rushers e a agilidade para evitar que o defensor escape
em direção ao backfield.
No entanto, Scherff apresenta algumas deficiências em
seu jogo. O gigante de Iowa nem sempre consegue
proteger o QB por tempo suficiente, deixando o defensor
rival atravessar para o outro lado da linha ofensiva.
Também tem problemas em continuar a jogada,
desistindo de bloquear o adversário antes que o lance
seja concretizado.
Scherff está preparado para ser peça-chave do plano A de
ataque do Redskins, que envolve bloqueadores fortes,
que possam abrir caminho para o explosivo jogo corrido
de Alfred Morris e Cia.
chances de super bowl:
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178
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