Revista Abrapneus - Ano XVII - nº101 março

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Revista Abrapneus - Ano XVII - nº101 março
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Eleições 2010
O destino do Estado e de seu papel na
economia poderão ser determinados, nas
urnas, pelos interesses da nova classe média
Sociedade e poder público
debatem o Simples Nacional
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Claudio Weber Abramo avalia
as novas regras eleitorais
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A Revista Abrapneus é uma publicação da Associação Brasileira dos Revendedores de Pneus e do SICOP - Sindicato
Intermunicipal do Comércio Varejista de Pneumáticos, distribuida gratuitamente aos revendedores, distribuidores e fabricantes de pneus, entidades de classe, orgãos governamentais, empresas fornecedoras de produtos e serviços às
revendas e orgãos de imprensa.
EDITORIAl
Revista Abrapneus é uma publicação da Associação Brasileira dos Revendedores de Pneus e do Sicop - Sindicato
Para a matéria de capa desta edição, a Revista Abrapneus entrevistou o sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier. Em seu depoimento, ele analisou algumas características do atual governo e os elementos que estarão em
jogo nas próximas eleições. Dentro disso, ele comenta o
papel que poderá ser desempenhado nesse processo pela
classe C, a chamada ‘nova classe média’, que foi objeto
do estudo publicado em seu mais recente livro.
Claudio Weber Abramo, diretor da Transparência
Brasil, organização dedicada ao combate à corrupção,
também fala sobre as eleições de 2010, mas seu enfoque
recai sobre as novas regras adotadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na seção Fórum, o leitor poderá acompanhar a cobertura das discussões ocorridas durante O Simples Nacional e o Sistema Tributário – O que precisa mudar?,
debate organizado pelo Codecon, em São Paulo (SP), no
final de março. Já na página de Legislação a revista divulga as novas regras do PPI do ICM/ICMS, que entraram
em vigor no estado de São Paulo.
Também a Anip participa desta edição, divulgando o balanço do setor em 2009. Seu presidente,
Eugênio Deliberato, aproveita para mostrar que as tendências em 2010 se revelam bastante positivas,
com perspectivas de aumento nas atividades de produção e de comercialização de pneus.
Esse cenário já é, de certa forma, reforçado pelas novidades anunciadas pela indústria. Além do lançamento de diversos produtos e serviços ocorridos nos últimos meses, as empresas – Goodyear, Michelin,
Pirelli e Bridgestone – continuam com forte atuação em feiras, eventos competitivos e até mesmo junto ao
Terceiro Setor. Na Bridgestone, a grande novidade foi a aposentadoria de Mark A. Emkes, chairman da
companhia, CEO e presidente, que gerou significativa reformulação na estrutura da empresa.
Por fim, a edição também procura contribuir para o desenvolvimento de novas culturas gerenciais
no setor. Em Atualidades os leitores poderão conhecer o que gera as resistências e as necessidades de
mudanças, seja na vida pessoal seja na empresa. A autora do livro Atreva-se a mudar! Como praticar a
melhor gestão de pessoas e processos, Alessandra Assad, revela, de forma clara e didática, as técnicas
para superar os obstáculos às transformações, sem traumas.
Boa leitura!
Márcio O. Fernandes da Costa
Presidente
Índice
4 – Entrevista: O cientista político Bolívar Lamounier aborda os fatores que propiciaram a formação da “nova classe média” e sua influência nas eleições deste ano.
7 – Legislação: As novas regras do PPI do ICM/ICMS já vigoram em São Paulo.
8 – Fórum: Codecon realiza debate sobre o Simples Nacional.
10 – ANIP: Entidade prevê tendência de crescimento para o setor.
12 – Atualidades: A coragem necessária para realizar mudanças tanto na vida
pessoal quanto nas empresas.
18 – Bridgestone/Firestone
Intermunicipal do Comércio Varejista de Pneumáticos distribuída gratuitamente a revendedores, distribuidores
e fabricantes de pneus, entidades de classe, órgãos
governamentais, empresas fornecedoras de produtos e
serviços às revendas e órgãos de imprensa
ABRAPNEUS
Presidente: Márcio Olívio Fernandes da Costa
Vice-presidentes: Walter Paschoal, Dirceu Delamuta,
Isac Moyses Sitnik, João Faria da Silva e Itamar Laércio
Grotti.
Secretário: Rodrigo F. Araújo Carneiro
Tesoureiro: Airton Scarpa
Diretores: Francisco F. Amaral Filho, Alexandre Quadrado, Geraldo Gusmão Bastos Filho, José Manuel
Pedroso da Silva, Sérgio Carlos Ferreira, Gláucio Telles
Salgado, Horácio Franco Zacharias, Henrique Koroth,
Carlos Alberto D. P. Costa, João Ibrahim Jabur, Antônio
Augusto, Célio Gazire, Ivo Giunti Yoshioka.
SICOP
Presidente: Márcio Olívio Fernandes da Costa
1° e 2º Vice-presidentes: Walter Paschoal e Horácio
Zacharias
Secretário: Carlos Alberto D. P. Costa
Tesoureiro: Dirceu Delamuta
Diretoria: Paulo Sérgio Paschoal, Fábio Grotti e Vicente
Goduto Filho
Conselho Fiscal: Aírton Scarpa, José Linhares, Ivo Giunti
Yoshioka, Itamar Grotti e André Linhares
Delegação junto à Fecomercio-SP: Márcio Olívio Fernandes da Costa, Rodrigo Fernandes da Costa, Walter
Paschoal e Dirceu Delamuta
Revista Abrapneus
Conselho Editorial: Márcio Olívio Fernandes da Costa,
Dirceu Delamuta, Walter Paschoal e Silvana Coelho
Edição: Cristiane Collich Sampaio (Mtb 14 225)
Textos: Assessoria de Imprensa Abrapneus, Firestone,
Goodyear, Michelin e Pirelli
Atualização de endereço, solicitação de remessa da
revista ou envio de material de informações à redação,
escreva para Revista Abrapneus: Av. Paulista, 1499 –
21 – Pirelli
5º Andar, cj. 506, São Paulo, Capital, CEP: 01311-928
25 – Michelin
[email protected],
27 – Goodyear
Site: www.abrapneus.com.br
30 – Opinião: Claudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, analisa aspectos do sistema eleitoral brasileiro.
Telefax: 3284-9266 ou mande um e-mail para:
[email protected]
É permitida a reprodução de matérias e artigos, desde que citada a fonte. As matérias e os artigos não
refletem, necessariamente, a opinião e o pensamento
da entidade.
Março/Abril 2010
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entrevista
A ‘nova classe média’ e as eleições
de 2010
Foto: Divulgação
Essa nova classe, embora ampla, pode ser caracterizada pelo desejo de ter acesso a bens e
serviços, que antes lhe eram inacessíveis. Porém não se pode imaginar comportamento
homogêneo nas eleições deste ano
Bolívar Lamounier, cientista político e sociólogo
4
Razões internas e externas criaram condições para que uma considerável parcela da população brasileira deixasse a linha de pobreza e
passasse a ser consumidora de ampla
gama de bens e serviços aos quais
anteriormente não tinha acesso. Esse
fenômeno e suas decorrências políticas e econômicas são detalhadamente analisados no livro A Classe Média Brasileira - Ambições, Valores e
Projetos de Sociedade, lançado no
início deste ano.
O cientista político e sociólogo
Bolívar Lamounier, que divide a autoria da obra com o também sociólogo
Amaury de Souza, é o entrevistado
desta edição. Ele fundou o Instituto
de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos de São Paulo (Idesp), considerado como um dos principais órgãos
de pesquisa sociopolítica do Brasil,
do qual continua sendo pesquisador.
O entrevistado vem tendo trajetória
bastante diversificada: atuou na última revisão constitucional e no Conselho de Orientação Política e Social
da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cops-Fiesp), entre
outros, além de ser autor de inúmeros artigos e livros sobre política,
partidos e sociedade.
Aqui Lamounier – que, pelas posições defendidas, já foi criticado
tanto pela direta quanto pela esquerda – aborda alguns aspectos dessa
transformação e os elementos que
podem determinar a sustentabilidade
do processo de ascensão socioeco-
nômica desta que se convencionou
chamar ‘nova classe média’. Ao falar
dos rumos da democracia brasileira
e das eleições deste ano, o comportamento do presidente Lula diante de
flagrantes de corrupção e a apresentação de propostas com traços, no
mínimo autoritários, não são poupados em suas críticas.
Abrapneus – O que distingue a
classe média tradicional da classe
C, também chamada ‘nova classe
média’?
Bolivar Lamounier – Desde logo,
o tamanho. A classe média tradicional representava uma parcela muito
pequena da população total. Compunha-se principalmente de servidores públicos e profissionais liberais,
setores à época caracterizados por
um nível relativamente alto de escolaridade. Outro componente importante eram os empresários médios e
pequenos, sobretudo no comércio.
Essa classe tinha um patrimônio razoável, notadamente a casa própria
– residências de boa qualidade, em
bairros bem característicos, sobretudo nas capitais dos estados.
A ‘nova’ classe média (denominada classe C pelos institutos de pesquisa
de mercado) é um fenômeno totalmente diferente. O economista Marcelo
Neri sugere que ela tem como piso
uma renda familiar mensal bem modesta, de cerca de R$ 1,2 mil, e como
teto algo como R$ 5 mil. Isto equivale
Abrapneus
“A sustentabilidade
é uma questão
extremamente complexa;
é preciso
ter muita cautela
em qualquer
projeção que
se faça.”
a 90 milhões de pessoas, metade da
população do Brasil. Obviamente, um
agrupamento desse tamanho é bastante heterogêneo. Mas tem um traço
comum importante: o desejo de consumir, de se integrar no Brasil moderno, de ter acesso a uma ampla gama
de bens e serviços da qual ela antes
se achava excluída.
Abrapneus – Quais fatores promoveram e continuam fomentando
a ascensão dessa classe e de outras, menos favorecidas, na estrutura socioeconômica brasileira?
Lamounier – Trata-se de uma
combinação de fatores externos e
internos. No plano internacional, a
abertura das principais economias
nacionais e o forte crescimento do
comércio internacional, nas últimas
décadas do século 20. No cenário
interno brasileiro, a estabilização da
economia e o controle da inflação,
em si já muito importantes, desencadearam diversos outros processos,
entre os quais um aumento sem precedentes do crédito ao consumidor. A
abertura da nossa economia e o aumento das importações, por seu lado,
Março/Abril 2010
colocaram numerosos produtos novos
à disposição do consumidor brasileiro; e as empresas brasileiras, por sua
vez, ficaram mais ‘espertas’, melhorando seus produtos, aumentando a
produtividade, aperfeiçoando o design etc.
Abrapneus – Qual o peso de
políticas públicas de caráter assistencialista, como o Programa Bolsa
Família, nesse contexto?
Lamounier – As referidas políticas públicas dirigem-se a segmentos
de renda abaixo da classe C. Seu
peso, se existe, é, portanto, indireto,
de difícil avaliação.
Abrapneus – Em seu último livro
o senhor trata da sustentabilidade dos padrões de consumo dessa
nova classe. Acredita que a retomada do crescimento econômico
brasileiro, em patamares próximos
aos de 2008, será suficiente para
garantir sua estabilidade e expansão?
Lamounier – A sustentabilidade
é uma questão extremamente complexa; é preciso ter muita cautela em
qualquer projeção que se faça. Primeiro, precisaríamos estar seguros
da sustentabilidade da própria retomada do crescimento. Nas condições
atuais, com as contas públicas em
deterioração, o balanço externo tendendo ao desequilíbrio e a infraestrutura em petição de miséria, é fácil
ver que ainda estamos longe da sustentabilidade macroeconômica. No
nível micro-social, faltam certas condições essenciais, a mais importante
talvez sendo um ambiente favorável
ao empreendedorismo. Não há como
pensar numa classe média numerosa e sustentável onde não exista um
empresariado médio e pequeno consolidado. No Brasil, potenciais empreendedores esbarram numa terrível
série de obstáculos, a começar pela
própria carga tributária, que deses-
timula muitos deles até de buscar a
formalização.
Abrapneus – Que outros elementos podem contribuir para isso
ou minar essa sustentabilidade?
Lamounier – A educação. Sem
educação universalizada e de boa
qualidade, aqueles que tentam obter
uma posição melhor na escala social
encontram barreiras tanto pelo lado
do emprego como pelo lado do negócio próprio.
“Com a
polarização PSDB-PT,
eu creio que
toda a questão do Estado
e de seu papel na
economia
estarão em jogo.
Talvez
venham a ser
o foco principal
da disputa.”
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entrevista
Abrapneus – É possível antever o
papel desse novo grupo social nas
próximas eleições? Ele pode ser
visto como formador de opinião?
Sua tendência pode ser caracterizada como mais conservadora? A
seu ver, o que estará em jogo nas
próximas eleições, com a polarização do embate concentrada no PT
e no PSDB?
Lamounier – É importante lembrar que estamos falando de quase
metade da população brasileira, com
um contingente de eleitores por volta
de 60 milhões. Um grupo desse tamanho nunca se comporta de forma
homogênea. Se formos julgar pelos
índices de popularidade do presidente Lula, concluiremos que a metade
ou até mesmo a maioria da classe
C apoiará a candidata do governo.
Mas se pensarmos na necessidade da
reforma tributária, ou na necessidade de recuperar a indústria nacional,
sem a qual não teremos empregos suficientes no país, ou na necessidade
de limitar e reorientar o gasto públi-
“Um líder popular
como Lula
não tomar posições firmes
em relação
à corrupção
em seu partido
e em seu governo
é obviamente
uma questão
muito grave.”
co, o resultado poderá ser o oposto. Recorde-se que, nas eleições de
2006, mesmo perdendo feio, o candidato do PSDB foi muito bem votado nas regiões Sudeste e Sul, que é
onde se encontra o grosso da classe
média brasileira. Com a polarização
PSDB-PT, eu creio que as questões
acima – ou, mais amplamente, toda
a questão do Estado e de seu papel
na economia – estarão em jogo. Talvez venham a ser o foco principal da
disputa. Se isso acontecer, haverá um
estímulo muito grande para a classe
C se posicionar em função de seus
interesses de médio e longo prazo,
e não só em função da situação imediata ou das personalidades em confronto.
Abrapneus – Como vê a democracia brasileira hoje? Os sucessivos escândalos que marcaram
especialmente as gestões do PT
na Presidência da República, bem
como as recentes tentativas do Governo em restringir a liberdade de
imprensa podem comprometer o
amadurecimento dessa democracia?
Lamounier – Podem comprometer,
sem dúvida; já estão comprometendo. Um líder popular como Lula não
tomar posições firmes em relação à
corrupção em seu partido e em seu
governo é obviamente uma questão
muito grave. No mínimo, está dando um mau exemplo, influenciando
de maneira negativa a cultura política do país. Como se não bastasse,
surgiu esse estranho episódio do III
Plano Nacional de Direitos Humanos,
com várias propostas de teor francamente autoritário e inconstitucional.
Eu creio que a democracia brasileira
se robusteceu bastante nos últimos
tempos, mas estas questões – corrupção, propostas autoritárias etc. – são
preocupantes.
Abrapneus – É possível afirmar
que, em certos aspectos, o Gover-
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“Aquele tipo virulento
de populismo
que o Chávez
personifica
tem muito menos chances
de ocorrer aqui.”
no Lula é semelhante aos da Venezuela e Bolívia, por exemplo?
Lamounier – Como o Brasil é
um país mais avançado em termos
econômicos e institucionais, aquele tipo virulento de populismo que o
Chávez personifica, demagógico e
autoritário, tem muito menos chances de ocorrer aqui. Mas Lula tem,
infelizmente, vários traços clássicos
do populista latino-americano: certa
inclinação para o empreguismo e a
gastança, uma tendência a chantagear as instituições por meio dos chamados ‘movimentos sociais’ e, talvez,
principalmente, um viés ideológico
meio anti-capitalista, anti-mercado,
anti-empresário e por aí afora.
Abrapneus – Em caso afirmativo,
caso o desejo de continuidade política seja o vencedor nas próximas
eleições, vê risco de o Brasil vivenciar retrocesso político no campo
das liberdades democráticas?
Lamounier – Vejo sim. O objetivo
da proposta de controlar os meios de
comunicação não está esclarecido,
longe disso. Até agora não sabemos
o que Lula e a ministra Dilma Roussef
pretendem com o tal plano – para ficarmos só neste exemplo.
Abrapneus
legislação
Permitida repactuação do PPI
DO ICM/ICMS
Decreto estadual permitiu repactuação do pagamento para quem aderiu ao Programa
de Parcelamento Incentivado do ICM/ICMS
No dia 5 de março, foi publicado
o Decreto Estadual nº 55 534, que
regulamentou o art. 10 da Lei nº 13
723/2009, determinando a manutenção dos acordos firmados pelos
contribuintes que aderiram ao Programa de Parcelamento Incentivado
(PPI) do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias
(ICM) e do ICMS.
De acordo com o documento,
não serão considerados rompidos os
acordos de parcelamento, firmados
no âmbito do PPI ICM/ICMS no estado de São Paulo, para a liquidação
de débitos fiscais relacionados com o
ICM e com o ICMS, desde que as par-
celas vencidas e não pagas até 30
de setembro de 2009 fossem repactuadas até 31 de março deste ano,
nos termos e condições previstos em
regulamento.
Dessa forma, o contribuinte que
não efetuou o recolhimento de uma
ou mais parcelas, teve a oportunidade de repactuar seu pagamento,
sem o risco de ser excluído do parcelamento, que ofereceu reduções de
multas e juros.
As exigências para que as empresas fizessem a repactuação do recolhimento das parcelas vencidas e não
pagas foram: celebrar o acordo de
parcelamento até dia 31 de março
último; ter pelo menos uma parcela
vencida até 30 de setembro de 2009
e não paga no prazo de 90 dias a
partir do seu vencimento.
Novas regras
Após o acordo, o recolhimento poderá ser efetuado de modos distintos, de acordo com a data de vencimento da
última parcela, seguindo os procedimentos relacionados a seguir:
Parcelamento em que o vencimento da última parcela estivesse previsto para até 31 de março de
2010:
a) quando houver apenas uma parcela vencida até 30 de setembro de 2009, seu vencimento será postergado para o mês de abril de 2010;
b) quando houver mais de uma parcela vencida, terão seus vencimentos fixados para abril de 2010 e meses
subseqüentes.
Parcelamento em que o vencimento da última parcela esteja previsto para depois de 31 de março de
2010:
a) quando houver apenas uma parcela vencida até 30 de setembro de 2009, terá seu vencimento postergado para o mês subseqüente ao do vencimento da última parcela;
b) quando houver mais de uma parcela vencida, terão seus vencimentos para os meses subseqüentes ao do
vencimento da última parcela.
Outras informações podem ser obtidas no endereço: www.ppidoicms.sp.gov.br.
Março/Abril 2010
7
Fórum
Empresários debatem a necessidade
de mudanças no Simples Nacional
Fotos: Cristiane Collich Sampaio
O evento organizado pelo Codecon forneceu subsídios para o aperfeiçoamento desse sistema
especial de arrecadação fiscal, voltado às empresas de menor porte
Márcio da Costa: “o empreendedorismo é essencial para o desenvolvimento do país.”
No dia 31 de março, o Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte (Codecon)
promoveu, na sede da Fecomercio-SP, em
São Paulo (SP), o debate O Simples Nacional e o Sistema Tributário – O que
precisa mudar? Contando com um público de cerca de 200 pessoas e a presença de técnicos da esfera pública e de
especialistas do setor privado, o evento
teve como objetivo analisar o Simples Nacional e propor mudanças para torná-lo
mais eficiente e atrativo para as empresas
de menor porte.
Márcio Olívio Fernandes da Costa,
presidente do Codecon e vice-presidente
da Fecomercio-SP, abriu os trabalhos,
ressaltando que “o empreendedorismo é
essencial para o desenvolvimento do país,
gerando emprego e renda e que as micro
e pequenas empresas são a mola propulsora da economia nacional”. Entretanto,
Marcio da Costa, que também preside a
Abrapneus e o Sicop, ponderou que hoje
os encargos sociais e tributários são empecilhos para o crescimento e sobrevivência das MPEs. “Por isso a necessidade de
se discutir mudanças e o aperfeiçoamento
na legislação brasileira”, complementou.
8
Marcos Leite: “não vejo justificativa para impedir o parcelamento de débitos.”
Marcos Tavares Leite, coordenador
do Fórum da Micro e Pequena Empresa da OAB/SP abriu o debate, abordando o tema Lei geral das Micro e
Pequenas Empresas: aprimoramento indispensável. Segundo ele, “o
Simples Nacional apresenta pontos
positivos, como a desburocratização,
facilidade de abertura e legalização
das empresas e a simplificação tributária”. Porém, acredita que deveria
haver fiscalização orientadora, ou
seja, que os fiscais pudessem atuar,
num primeiro momento como orientadores junto aos empresários. Em
relação aos pontos negativos, Marcos
Leite acrescentou que a proibição do
parcelamento de dívidas deveria ser
revisto, pois, da forma como é hoje,
caso tenham eventual descontrole de
caixa, que inviabilize a quitação dos
débitos dentro do prazo, as empresas
podem ser sumariamente excluídas
do Simples Nacional: “não vejo justificativa para impedir o parcelamento
de débitos por empresa optante do
Simples Nacional; a exclusão do programa reconduz a empresa à informalidade.”
Em sua apresentação, o representante da OAB/SP também sugeriu
que o Simples se torne mais abrangente, passando a contemplar o Imposto de Importação, o PIS e a Cofins,
assim como o Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) na importação
e, ainda, o ICMS e o Imposto sobre
Serviços (ISS).
Cerca de 200 pessoas participaram dos debates.
Abrapneus
Chapina: “os empresários devem redobrar sua
preocupação com a fiscalização.”
Já o presidente do Sindicato das
Empresas de Serviços Contábeis e
das Empresas de Assessoramento,
Perícias, Informações e Pesquisas
no Estado de São Paulo (Sescon)
e da Associação das Empresas de
Serviços Contábeis do Estado de
São Paulo (Aescon), José Maria
Chapina Alcazar, falou sobre a
Evolução do Simples Nacional na
visão contábil. Ele argumentou que
“o custo Brasil deveria ser reduzido, a forma de controle simplificada e a carga tributária reduzida,
pois onera as empresas, impedindo seu crescimento e o cumprimento de todas as obrigações impostas
pelo Governo”. Ao complementar
sua explanação, Chapina propôs a
eliminação das diferenças nas alíquotas, menos fórmulas de cálculo
para os tributos, fim dos tributos
regionais e menos atos normativos, de forma a simplificar o cálculo e o recolhimento do Simples.
Na ocasião ele mostrou o manual
do Simples Nacional, um volume
com mais de 700 páginas, dizendo que “diante desse cenário nada
‘simples’, os empresários devem
redobrar sua preocupação com a
fiscalização”.
Março/Abril 2010
Para Alfredo Maranca, o diálogo do Fisco
com os contribuintes é fundamental.
Silas Santiago: “ficará cada vez mais difícil
uma empresa conseguir sobreviver.”
Já Alfredo Portinari Maranca,
agente fiscal de rendas e representante dos estados na Secretaria Executiva do Comitê Gestor do
Simples Nacional, entende “que é
importante o diálogo entre o Fisco
e os contribuintes, buscando soluções eficazes e criando alternativas que não penalizem tanto as
empresas”. Ele deu como exemplo
o custo de implantação do Sistema Público de Escrituração Digital
(Sped), o qual está em torno de
R$ 1,5 mil, um valor relativamente
alto quando se trata de uma microempresa.
Por sua vez, o secretário executivo do Comitê Gestor do Simples
Nacional, Silas Santiago, ressaltou
“que a legislação tributária brasileira é muito complexa e que seria
ideal que se praticasse uma alíquota única. Porém, isso é difícil,
pois cada setor tem suas peculiaridades”. Para ele, um dos ganhos
obtidos com o Simples Nacional foi
a maior integração com estados e
municípios: “aos poucos, construímos uma relação de confiança”.
Ele ainda defendeu a revisão do
arcabouço fiscal, afirmando que
“se não houver reforma tributária
ficará cada vez mais difícil uma
empresa continuar trabalhando e
conseguir sobreviver”.
Lupatini: “é preciso uma ação conjunta para
que se obtenha resultados satisfatórios.”
Para finalizar os debates sobre
o tema, o secretário de Comércio
e Serviços do Ministério do De-
senvolvimento, Edson Lupatini Junior, destacou a necessidade de
se melhorar o sistema tributário,
também por meio da desburocratização, mas ponderou que “a sanha burocrática vem de todos os
lados, inclusive da sociedade organizada”. Ao finalizar sua apresentação, Lupatini enfatizou a
participação ampla no aperfeiçoamento da estrutura tributária: “é
preciso uma ação conjunta com os
estados e municípios para que se
obtenha resultados satisfatórios.”
9
ANIP
Cenário promissor para a indústria
de pneus
Foto: Sonia Mele
Setor espera recuperar o mercado perdido para os pneus chineses nos últimos anos e deverá
ampliar investimentos para a coleta e destinação de pneus inservíveis
Eugênio Deliberato, presidente da Anip
“Estamos prevendo um bom ano
tanto para o mercado de pneus
para veículos zero quilômetro
quanto para os pneus novos
para reposição.”
10
A retomada da economia no segundo semestre
de 2009, os bons números da indústria automobilística brasileira, as perspectivas de melhoria e
crescimento de infraestrutura e as medidas antidumping contra pneus chineses obtidas no ano passado
formam um cenário promissor para a indústria de
pneumáticos em 2010. “Estamos prevendo um bom
ano tanto para o mercado de pneus para veículos
zero quilômetro quanto para os pneus novos para
reposição. Além disso, o futuro do Brasil nos indica um bom caminho, com dois grandes eventos
esportivos que exigirão obras e investimentos que
movimentarão a economia e isso é muito bom também para o setor de pneumáticos”, analisa Eugênio
Deliberato, presidente da Associação Nacional da
Indústria de Pneumáticos (Anip).
Dentre os principais fatos que devem influenciar
o mercado este ano, destacam-se os efeitos das medidas antidumping, obtidas contra pneus chineses
em 2009. O setor estima que poderá recuperar 20%
do mercado perdido nos últimos anos para esses
importados. Há quatro anos, a participação dos
chineses no mercado de reposição era zero, mas
cresceu rapidamente por conta dos preços dumpings. A verificação de dumping e o direito de aplicar
medidas de proteção contra as vendas de importados da China foram requeridos pela Anip no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no início de 2008. Em junho de 2009, depois
de consistente investigação, a Câmara de Comércio
Exterior (Camex) resolveu pela aplicação do direito antidumping definitivo e, por prazo de até cinco
anos, para pneus de caminhão e ônibus. No início
de setembro de 2009, foi a vez dos pneus para
veículos de passeio.
“No entendimento do setor de pneumáticos, a concorrência externa é bem-vinda, mas ela tem de ser
justa. O trabalho de investigação da Camex foi minucioso e mostrou que os pneus chineses estavam chegando com preços dumpings”, explica Deliberato.
Abrapneus
Meio ambiente em 2010
O ano também será importante para a indústria de pneus
em questões ligadas ao meio ambiente. O setor tem uma das
maiores iniciativas já implementadas pela indústria de pósconsumo, tendo investido até agora mais de US$ 90 milhões em
seu programa de coleta e destinação de pneus inservíveis.
Mais de 200 milhões de pneus já foram recolhidos e destinados adequadamente pela Reciclanip, entidade formada pelas
indústrias para se dedicar ao programa e que já implantou 437
postos de coleta pelo país. Em 2009, o Conselho Nacional de
Meio Ambiente (Conama) publicou resolução com novo marco
regulatório para a atividade, fato que vai fortalecer e ampliar
a iniciativa do setor.
“Em 2010, as empresas devem investir 20% a mais para a
coleta e destinação de pneus inservíveis, com previsão de US$
25 milhões para as ações da Reciclanip”, afirma Deliberato.
Balanço do setor em 2009
O ano de 2009 foi extremamente desafiador para a
economia e para as empresas, com períodos de
instabilidade e intensa
flutuação dos indicadores financeiros. Para os
produtores de pneus,
o período também foi
marcado por grandes e
importantes conquistas.
A restrição da importação de pneus usados, a
adoção de medidas antidumping contra pneus
importados da China
e as novas regras para
destinação de pneus inservíveis são exemplos
dos bons frutos colhidos
no ano passado.
Os principais indicadores mostram que, de fato, os desafios foram grandes
em 2009. A indústria de pneumáticos encerrou o ano
Março/Abril 2010
registrando queda de 10% na produção dos associados
da Anip. O segmento mais afetado foi o de pneus para
tratores agrícolas, com retração de 24%.
No que se refere à balança comercial do setor,
a queda nas exportações
foi de 18% e a das importações 4%. Em valores, a
balança ficou superavitária em US$ 378 milhões
e, em unidades, ela foi
deficitária em 3,5 milhões
de unidades no acumulado de janeiro a dezembro
de 2009. Foi registrada
queda de 36% nas exportações das principais categorias de pneumáticos
para a Argentina, principal parceiro comercial do
Brasil. “Estamos otimistas
com o cenário para 2010
e vamos recuperar os indicadores do ano passado que sofreram por consequência da crise”, analisa Deliberato.
11
Atualidades
Gestão de pessoas e processos:
superando o medo da mudança
Foto: Divulgação
O livro Atreva-se a mudar! chama a atenção para uma situação bastante comum na vida das
pessoas: a necessidade de mudança
Alessandra Assad
12
Muitas vezes as pessoas querem mudar algo em suas vidas, mas
não têm a coragem necessária para
fazê-lo, mantendo-se numa situação
de conforto e conformismo que acaba deixando-as insatisfeitas. O livro
Atreva-se a mudar! Como praticar
a melhor gestão de pessoas e processos, escrito por Alessandra Assad
e publicado pela Editora Resultado,
trata do assunto com bastante propriedade, com dicas que podem ser
aplicadas não apenas nas empresas
(de todos os portes), mas também na
vida pessoal de cada um.
Nos últimos anos, especialmente
pela influência da globalização e da
Internet, em que tudo acontece instantaneamente, foi possível acompanhar
inúmeras transformações em todas
as áreas e em todos os lugares. Com
isso, as empresas também foram obrigadas a passar por mudanças para
manterem-se firmes num mercado
cada vez mais competitivo, o que nem
sempre é fácil.
Toda mudança requer envolvimento
de todos, sejam líderes ou liderados.
Segundo a autora, “não adianta impor
novos processos para as pessoas sem
antes envolvê-las com a importância e
o comprometimento necessários para
que as mudanças aconteçam de forma positiva”. Os trabalhadores das
bases operacionais geralmente são
mais arredios às transformações, mas
para isso é preciso treiná-los para
que entendam e as aceitem. Quanto
mais confiança eles tiveram no aspecto positivo da mudança, mais rápido
estas acontecerão.
“Não adianta impor novos
processos para as pessoas
sem antes envolvê-las
com a importância e
o comprometimento
necessários para que as
mudanças aconteçam de
forma positiva.”
Alessandra chama a atenção para
as ocorridas com o advento da Internet. Passamos de uma geração analógica para uma digital, foram surgindo
novas tecnologias que permitiram evoluções, como, por exemplo, na forma
de as pessoas interagirem, na gestão
de negócios e de informações. Para
acompanhar tudo isso as pessoas tiveram de mudar também, adaptando-se
às novas tecnologias.
Segundo a autora, o medo do
desconhecido faz com que as pessoas permaneçam onde estão e não
se aventurem a alterar uma situação.
Muitas empresas acabaram sendo
prejudicadas por esse medo de dar
um passo adiante em busca de inovação. Um dos casos mais conhecidos
é o da Olivetti, líder em máquinas de
escrever num passado não tão distante, que não percebeu os passos em direção aos computadores. Muitas delas
demoram, mas acabam se rendendo
Abrapneus
às novidades e mudam a tempo, como
a Kodak, que soube entrar na era das
câmeras digitais.
Toda mudança tem seus riscos. O
livro alerta os empresários para o fato
de que é preciso fazer um planejamento que inclua a inovação, um item
presente em todo o mercado, independentemente do setor e do tamanho da
organização. Se a empresa demora
para acompanhar a evolução natural,
fatalmente, em algum momento, ela
terá de mudar de forma repentina; aí
sim é que os riscos virão à tona, gerando algum desequilíbrio na gestão
e afetando os envolvidos.
Aprendizado contínuo
A obra destaca a necessidade de
sairmos da zona de conforto, buscando reciclagem profissional. A volta
aos estudos pode contribuir para isso,
melhorando o desenvolvimento intelectual e o capital humano das empresas. “Hoje, não existe mais espaço
para líderes autoritários e detentores
de todo o conhecimento”, ressalta
Alessandra. Porém, ainda existem líderes que não descem do pedestal e
acreditam que são mais importantes
do que o grupo.
Ela cita o exemplo de um executivo da Hewlett-Packard que, em 1997,
já afirmava que “a resistência às mudanças quase sempre cria situações
de conflito e que a cada cinco anos as
pessoas precisão adquirir novas apti-
“Hoje, não existe mais
espaço para líderes
autoritários e detentores
de todo o conhecimento.”
Março/Abril 2010
dões”. Diante disso, o melhor é parar
e analisar como anda sua vida e se
não é o momento de uma mudança.
Afinal, “na velocidade em que as coisas acontecem, estar parado, ainda
que involuntariamente, é sinônimo de
andar para trás”, relata a autora.
Tomar medidas diretas e rápidas
muitas vezes pode ser a solução para
os problemas de uma empresa. Alessandra Assad relata o exemplo da IBM
que, em 1993, registrava prejuízos líquidos de US$ 5 bilhões e que o novo
presidente tinha a tarefa de reverter
essa situação. Ele tomou medidas urgentes, embora uma das estratégias
fosse manter a unidade da empresa,
como mudar seu modelo econômico e
promover a reengenharia de processos. A IBM, maior fabricante de computadores, concentrou-se em serviços
de tecnologia da informação e modelos de computadores e rede. Após o
processo transformador, o ambiente
tornou-se mais flexível.
Outro bom exemplo refere-se ao
lançamento do primeiro carro bicombustível do Brasil, em 2003, pela
Volkswagen, e que trouxe grandes
mudanças para o setor automobilístico brasileiro. Podemos até acrescentar o desenvolvimento de tecnologia
que criou o carro a álcool brasileiro,
na década de 70. São mudanças que
acabam trazendo diversos benefícios
para a economia e o meio ambiente,
inclusive.
O futuro é agora
Muitas vezes as pessoas não estão
preparadas para as inovações e acabam sendo atropeladas pelas mudanças. Por isso, C. K. Prahalad, um dos
maiores especialistas em estratégia
empresarial da atualidade, que já foi
consultor de empresas como a Oracle
e a Philips, entre outras, alerta para
que os empresários acompanhem de
perto as mudanças que estão ocorrendo. Segundo ele, “os ingredientes sugeridos para os empreendedores que
desejam desenvolver um processo de
transformação estratégica são: imaginação, paixão, coragem, humildade,
humanidade e intelecto”.
A empresa precisa estar consciente
de sua posição no mercado e de suas
reais possibilidades para liderar o setor. “Muitos não tomam atitude inovadora justamente porque desconhecem
seu papel no mercado, acreditam que
simplesmente ‘atuam’ em um nicho
imutável de comércio”. Como tudo
muda a passos largos, é preciso se
perguntar sempre se o que estamos
fazendo hoje nos permitirá atualização futura.
Com base no livro O coração da
mudança, de John Kotter, a autora
destaca oito dicas que podem transformar uma empresa:
• Criar um senso de urgência: as
pessoas devem perceber que as mudanças não podem ficar para depois.
• Formar um time que lidere a mudança: deve ser coeso e saber quais
são as tarefas.
• Estabelecer a nova visão e estratégia: fundamental para saber os objetivos da mudança e como alcançálos.
• Comunicar sempre e de forma
simples: as pessoas precisam entender por que as mudanças são necessárias.
13
Atualidades
“Os ingredientes
sugeridos para os
empreendedores que
desejam desenvolver
um processo de
transformação
estratégica são:
imaginação, paixão,
coragem, humildade,
humanidade e
intelecto.”
• Remover as barreiras: nada mais
complicado do que chefes autoritários, hierarquia rígida e salários não
compatíveis.
• Criar vitórias de curto prazo:
como as mudanças levam tempo, é
preciso adotar metas para que os funcionários continuem motivados.
• Acelerar sempre: a tendência é
diminuir o ritmo após o surgimento
dos primeiros resultados positivos.
• Fazer a mudança permanecer:
os novos procedimentos devem ser incorporados á cultura da empresa.
A importância da comunicação
Para que as mudanças sejam bem
aceitas dentro de uma empresa é preciso que o líder transmita as informações necessárias de maneira objetiva
e clara, de forma que possa comunicar
para o coração e a mente dos empregados. Mas a autora afirma que isso
não deve ocorrer somente por meio
de e-mails, cartazes ou memorandos.
Para anunciar uma mudança na estratégia é necessário olhar nos olhos de
cada pessoa envolvida, fazendo-a entender a importância daquela atitude.
O líder deve ser transparente, acessível e lembrar que as pessoas também
gostam de atenção. Fale a verdade
sobre o que vai acontecer, contagie
sua equipe para que ela possa se
comprometer com suas idéias.
Dicas que um líder pode aplicar
com suas equipes:
• Estimule a autoconfiança
• Satisfaça necessidades, e não
vontades
• Forneça aos liderados o que eles
necessitam, e não o que eles querem
• Sirva-os, em vez de querer que
eles o sirvam
• Certifique-se de as razões das
mudanças são transparentes a todos
• Brigue muito mais por eles, para
precisar lutar bem menos com eles
Gerenciar x liderar
Segundo o professor de Liderança da Harvard Business Scholl, John
Kotter, “gerenciar a mudança é, basicamente, mantê-la sob controle”. Ou
seja, assegurar-se que os processos
ocorram dentro dos prazos. Para ele,
liderar a mudança significa “impulsionar o processo de transformação
por meio de algum tipo de resultado
interno que todos compreendam”. “A
maioria das mudanças é produto de
80% de liderança e 20% de gerenciamento”, ressalta Alessandra Assad.
Para entender como os gestores
podem projetar e implementar inicia-
14
tivas que possam gerar uma mudança
duradoura na organização foi realizado um estudo pela Harvard Business
Scholl, que sugere que os processos de
mudança de desdobram em três fases:
descongelar, mudar e congelar.
Como isso acontece? Primeiro, o líder deve criar um sentido de urgência,
desafiando a maneira de se fazerem
as coisas, ou seja, descongelar uma
situação. Em seguida, o líder deve introduzir novos processos e sistemas.
Por último, congelar, por meio da institucionalização das mudanças.
“A maioria das
mudanças é
produto de 80% de
liderança e 20% de
gerenciamento.”
Resistência
Toda mudança sempre acarretará um pouco de resistência por parte
dos colaboradores, podendo gerar
problemas para a empresa. Como
muitas pessoas se sentirão perdidas
no processo, é preciso que a liderança saiba lidar com esses conflitos. As
resistências e a desorientação devem
ser solucionadas pela liderança com
o aumento na segurança do emprego,
melhores salários ou oportunidades
de crescimento.
A autora destaca que a resistência
à mudança pode ser consequência de
três fatores:
• Aspectos lógicos: decorrem do
tempo e esforço requeridos para ajustar-se à mudança.
• Aspectos psicológicos: ocorrem
em termos de atitudes e sentimentos
das pessoas em relação à mudança.
• Aspectos sociológicos: decorrem
Abrapneus
dos interesses de grupo e valores sociais envolvidos.
Todos os processos de mudança
devem ser vistos como oportunidades
de crescimento e aprendizado. Os
líderes precisam ser fortes para não
fraquejar diante de suas equipes durante esses processos.
Lembre-se sempre que são as atitudes que servem de exemplo para tirar
as pessoas de sua zona de conforto.
Não importa o porte da empresa, tenha em mente que qualquer transformação deve ser apresentada de maneira clara, para que os subordinados
comprem a idéia e participem dela.
Fontes da resistência
De acordo com a autora, que se
baseou numa pesquisa dos estudiosos
norte-americanos Robert Galford e
Anne Seibold-Drapeau, a resistência
a novas idéias pode vir de quatro fontes distintas:
• Ceticismo: nem sempre os funcionários confiam totalmente no
chefe. Para que os subordinados se
envolvam no novo projeto é preciso
conquistá-los ao longo do tempo.
• Medo: a maioria tem medo das
consequências negativas que possam
surgir. Nesse caso, o melhor é envolver
os profissionais de maneira que eles
passem a confiar totalmente no processo que está em desenvolvimento.
• Frustração: a sensação de estar
sendo subutilizado na empresa pode
causar grande frustração, levando à
desmotivação. Por isso, o melhor é
gerenciar adequadamente o pessoal
para que os colaboradores não se
sintam perdidos ou sufocados.
• Individualismo: hoje não é mais
possível aceitar o individualismo dentro das corporações; ao contrário, o
cooperativismo é essencial para que
qualquer projeto tenha sucesso.
Ela ainda aponta alguns fatores
negativos que prejudicam qualquer
tentativa de mudança. Entre eles, a
autora destaca a acomodação das
pessoas ao cotidiano rotineiro; a atitude de defesa diante do novo; e a
obstrução, em que as pessoas lutam
contra as mudanças.
Já os fatores positivos são: próação, quando as pessoas, por iniciativa própria, decidem mudar;
aceitação, quando mudam graças a
argumentos da empresa; e reação,
em que elas mudam porque são estimuladas.
Entretanto, para que o líder consiga superar as resistências e impulsio-
nar posturas positivas será necessário
criar ações eficazes e de longo prazo.
“As empresas devem assegurar-se de
que os agentes de mudança possam
se comunicar adequadamente, evitando um clima de medo e insegurança e
transmitindo um sentimento de esperança”, destaca a autora.
“A mudança não
assegura necessariamente
progresso, mas
o progresso
implacavelmente requer
mudança.”
Henry S. Commager
O melhor momento para mudar
Para saber se é hora de mudar, a autora sugere um exercício, cujas respostas servirão de bússola para qualquer
atitude.
1- Identifique e constate a necessidade de mudança.
2- Defina uma mudança que satisfaça a necessidade e esteja alinhada claramente com a missão da empresa.
3- Identifique os impactos que a mudança causará.
4- Planeje ações e como serão efetuadas.
5- Implante e consolide as mudanças.
Março/Abril 2010
15
bridgestone/firestone
Ecopia combina segurança
e ecologia
Fotos: Divulgação/Bridgestone
Com a nova tecnologia empregada no Ecopia espera-se redução significativa no consumo de
combustível e na emissão de poluentes na atmosfera
2009. A empresa expôs o novo conceito de pneu verde em dois veículos:
um mais antigo (VW 3-L Lupo) e
um novo (VW Polo com pacote de
tecnologia BlueMotion), além de
apresentar a extensão da família
de pneus econômicos da marca.
Próximo aos carros, uma parede deu aos visitantes uma visão
geral dos equipamentos Ecopia
dos últimos 15 anos, bem como
explicação sobre alguns atributos
da ‘tecnologia verde’.
Também no Brasil
A exclusiva tecnologia NanoProTech™ é responsável por diminuir a
resistência ao rolamento e proporcionar desempenho superior em pistas
molhadas. A resistência ao rolamento
de um pneu tem uma grande representatividade no consumo de combustível de um veículo, pois, dependendo
do tipo de pista e estilo de direção,
ela exerce uma influência que pode
variar entre 18% e 26% da energia
consumida por um veículo. Ou seja,
com a nova tecnologia Bridgestone
empregada no Ecopia espera-se uma
redução significativa no consumo de
combustível e na emissão de poluentes na atmosfera. Por estas características, o novo pneu foi um dos grandes destaques da 63ª edição do IAA
International Motor Show, realizado
em Frankfurt (Alemanha), no final de
18
Mas não são apenas os consumidores estrangeiros que terão acesso
a um pneu ecológico produzido pela
Bridgestone. No Brasil, a empresa
desenvolveu com exclusividade para
o Mille Fire Economy da Fiat um produto com as mesmas características.
O Bridgestone B250 (165/70 R 13)
contribui com redução de cerca de 3%
no consumo de combustível e, como
consequência, com a diminuição da
emissão de poluentes. Isso porque a
banda de rodagem foi projetada para
também reduzir a resistência ao rolamento, que, em trânsito lento, é o item
de maior impacto no consumo.
Esse resultado foi alcançado graças a polímeros de última geração
aliados à redução de 5% no peso
do pneu. Se comparado a um pneu
normal, o B250 oferece redução de
30% na resistência ao rolamento. Este
projeto foi desenvolvido no campo de
provas da Bridgestone, em São Pedro
(SP), em conjunto com a Fiat.
Terceira geração do Run Flat
Outro destaque da Bridgestone em
sua participação no Salão de Frankfurt foi a apresentação da terceira
geração da tecnologia Run Flat. Esta
nova etapa da história dos pneus Run
Flat permitirá que a maioria dos carros
seja equipada com pneus do modelo
no futuro – incluindo os pequenos populares e outros carros que hoje não
podem dispor dessa inovação. Essa
tecnologia revolucionária permite que
um veículo percorra, mesmo com o
pneu furado, mais de 80 quilômetros
a uma velocidade de 80 km/hora,
sem necessidade de troca do pneu e
sem o risco de avarias à roda ou à
suspensão.
Abrapneus
Duravis, em nova medida,
contempla utilitários
Com a inclusão da nova medida 185R14C, a Kombi poderá utilizar esse modelo
no mercado de reposição
manutenção, o veículo continua a fazer sucesso no Brasil, principalmente
nos grandes centros urbanos, onde é
cada vez maior a restrição à circulação de caminhões.
Com a nova medida do Duravis, os
proprietários de Kombi poderão utilizar um pneu que atingiu, em testes
realizados durante um ano em São
Paulo (SP), um índice de durabilidade 16% superior ao de seu principal
concorrente do segmento. A linha
atende também outros utilitários como
o Sprinter (Mercedes-Benz), Besta
Grand (Kia) e Ducato (Iveco), entre
outros, e possui outras sete medidas
disponíveis: 195/ 70R15C, 195/
75R16C, 195R14C, 205/ 70R15C,
205/ 75R16C, 225/ 70R15C e 225/
75R16C.
Durabilidade e conforto
Os diferenciais construtivos e dos
compostos, juntamente com o desenho
da banda de rodagem e da tecnologia da lateral do pneu, são responsáveis pela excelente durabilidade
da linha Duravis. E eles possibilitam,
além do menor desgaste, também
maior conforto. O produto conta ainda com a Uni-t (Tecnologia Única em
Pneus), que consiste em um conjunto
de tecnologias inteligentes exclusivas
da Bridgestone para pneus de última
geração, que oferecem mais conforto
e controle para quem está ao volante
e proporcionam manobras mais precisas, redução do consumo de combustível e do nível de ruído, bem como
alto desempenho e durabilidade.
Desenvolvida para atender veículos comerciais ou de cargas leves – um
segmento que cresce de forma sólida,
principalmente nos grandes centros
urbanos –, a linha Duravis acaba de
ganhar mais uma nova medida: a
185R14C, lançada para equipar a
Kombi no mercado de reposição.
A Kombi, produzida pela Volkswagen, é um clássico no Brasil e no mundo. Criada na Alemanha durante a
Segunda Guerra Mundial e fabricada
no país a 53 anos de forma ininterrupta, o carro é utilizado em diversas
situações de transporte de cargas e
também de passageiros. Com seu binômio de qualidade e baixo custo de
Março/Abril 2010
19
bridgestone/firestone
Mark Emkes: aposentadoria após
33 anos na Bridgestone
Chairman, CEO e presidente da Bridgestone Américas contribuiu significativamente para
consolidar a posição da empresa como a maior fabricante mundial de pneus
Mark Emkes
20
Em 12 de fevereiro a Bridgestone Américas anunciou que Mark A.
Emkes, chairman da companhia, CEO
e presidente, decidiu se aposentar a
partir do dia 28 daquele mês, depois
de mais de três décadas na família de
empresas Bridgestone.
Nessa data, Emkes também se aposentou como membro dos Conselhos
de Administração da BSAM e Bridgestone Corporation, matriz da BSAM.
O dirigente da empresa é um velho
conhecido dos brasileiros, uma vez
que foi presidente da Bridgestone do
Brasil durante sete anos, entre 1990 e
1997, quando desenvolveu um trabalho fundamental para o fortalecimento
da companhia e de sua rede oficial de
revendedores no país.
Emkes anunciou sua aposentadoria
em uma carta aberta aos funcionários
da Bridgestone Américas. “Não há
palavras para expressar meu agradecimento a esta empresa e a todos
vocês que ajudaram a transformá-la
no melhor local para passar estes últimos 33 anos. Nunca poderão imaginar o respeito que tenho para com os
integrantes da Bridgestone Américas
e a empresa que representam. Vocês
foram enormemente bem-sucedidos –
inclusive durante o clima econômico
mais grave desde a grande recessão
– e lhes agradeço por me permitir ser
parte de seu sucesso”, escreveu.
Com a saída de Mark Emkes, a
companhia decidiu separar os cargos
de chairman do Conselho e CEO, a
fim de melhorar a estrutura de governo corporativo da empresa e diferenciar claramente as responsabilidades
e seu relatório aos departamentos da
administração superior da Bridgestone Américas. Assim, em 1° de março
de 2010, por decisão da companhia,
foram nomeados Asahiko “Duke”
Nishiyama, como chairman, e Gary
A. Garfield, como CEO e presidente.
Reportando-se a Garfield estão Eduardo Minardi, nomeado presidente de
Operações de Bridgestone Américas,
bem como Ken Weaver, atual chairman, presidente e CEO da Firestone
Diversified Products, LLC, filial da
BSAM.
Para Minardi se reportam Larry
Magee, chairman, CEO e presidente
de Bridgestone Retail Operations, LLC.
Por sua vez, Minardi também assumiu
os cargos de chairman, CEO e presidente da Bridgestone Américas Tire
Operations, a unidade de negócio
que abrange as operações de pneumáticos na América Latina, bem como
a divisão comercial e de consumo nos
EUA e Canadá.
“Estamos muito agradecidos a
Mark por seus muitos anos de liderança e pela energia e a paixão com que
serviu à família de empresas Bridgestone”, disse Shoshi Arakawa, chairman, CEO e presidente da Corporação Bridgestone. “Desejamos-lhe tudo
de melhor em sua aposentadoria,”
concluiu Arakawa.
Abrapneus
pirelli
PZero Corsa System equipa novo
modelo da Lamborghini
Fotos: Divulgação/Pirelli
O novo sistema combina, de forma assimétrica, o desenho direcional das bandas de rodagem
dianteiras e traseiras, reduzindo risco de aquaplanagem
A Pirelli mostrou ao mundo sua
parceria tecnológica com a Lamborghini no 80º Salão Internacional do
Automóvel de Genebra (Suiça). Na
ocasião, apresentou o novo PZero
Corsa System, uma linha desenvolvida para o novo supercarro da casa
de Sant’Agata Bolognese, o Gallardo
LP 570-4 Superleggera. A fabricante de pneus reforçou as características do mais novo membro da família
Lamborghini, desenvolvendo pneus
que contribuem para a redução do
impacto ambiental, com compostos e
soluções que diminuem a resistência
ao rolamento, ao mesmo tempo em
que oferecem máximo desempenho
quanto à segurança e dirigibilidade.
O Gallardo LP 570-4 Superleggera usará o novo pneu nas medidas
235/35ZR19 e 295/30ZR19.
Março/Abril 2010
O novo sistema combina o desenho direcional da banda de rodagem
do pneu dianteiro com o desenho do
pneu traseiro de forma assimétrica, o
que reduz a suscetibilidade à aquaplanagem.
O PZero Corsa Direcional (eixo
dianteiro) mantém o desenho consagrado da versão anterior, porém, traz
materiais inovadores e outras tecnologias para aumentar a esportividade
da nova assimetria dos pneus traseiros. O PZero Corsa Asymmetric (eixo
traseiro) apresenta blocos robustos
e ombro com nova construção, para
maximizar o desempenho em piso
seco, até mesmo sob as condições
mais difíceis de direção.
A inclusão de sulcos longitudinais
também permite a drenagem de água
e diminui a possibilidade de aquaplanagem. A nova combinação de
desenhos e o uso de materiais desenvolvidos a partir das experiências em
pistas de competição, permite que o
pneu tenha alto desempenho tanto em
pisos secos quanto em molhados.
O PZero Corsa System é a linha
que melhor reage aos comandos do
piloto em toda a família PZero – que
contempla produtos ultra high performance (UHP) desenvolvidos pela
Pirelli para os veículos mais exclusivos
e de altíssimo desempenho. O produto representa uma revolução para a
indústria pneumática porque oferece
aos motoristas qualidade e versatilidade sem precedentes em todos os
aspectos: dirigibilidade, conforto e
segurança. Seu coração competitivo
é garantido pelos compostos da ban-
da de rodagem e por nanocompostos,
que garantem direção confortável
combinada com o desempenho esportivo. Além disso, o pneu é produzido
com compostos que são livres de óleos
aromáticos.
Neste ponto, a Pirelli está três anos
à frente da norma européia, cuja lei
que proíbe o uso deste material entrou
em vigor em janeiro deste ano.
A conhecida parceria entre Pirelli e
Lamborghini não está limitada ao desenvolvimento de pneus para as ruas,
estende-se também às competições e
aos principais eventos da montadora.
A Pirelli é fornecedora exclusiva do
Lamborghini Blancpain Super Trofeo e
do Lamborghini Track Academy.
21
pirelli
Novidades para o
setor agrícola
A nova linha traz como diferencial desenho da banda de rodagem mais moderno, que contribui
para aumentar a produtividade na propriedade agrícola
A nova linha TM85 da Pirelli é
destinada a eixos livres de máquinas
agrícolas, implementos de transbordo
de grãos e rolos compactadores. Trata-se de um pneu do segmento agrí-
22
cola R3, com medida voltada principalmente para o mercado argentino.
Por este motivo, a marca escolheu a
Feira Expo Agro, que aconteceu entre
os dias 3 e 6 de março, em Buenos
Aires (Argentina), para a apresentação ao mercado. O produto também
será comercializado no Brasil, onde
sua principal aplicação é em rolos
compactadores, porém, em medida
diferente.
A linha traz como diferencial o
desenho da banda de rodagem mais
moderno, que proporciona maior área
de contato. Essa característica ajuda
a distribuir melhor o peso da máquina
e reduzir a compactação do solo, o
que contribui para aumentar a produtividade da propriedade agrícola.
Foi necessário menos de um ano
entre a identificação da demanda do
mercado e o lançamento do produto.
A utilização de modernos programas
de computador acelerou o processo de
desenvolvimento do TM85, atendendo
de forma muito ágil às necessidades
desse nicho de consumo.
“Este pneu será o melhor desse
segmento porque traz as mais recentes tecnologias desenvolvidas no centro de pesquisa e desenvolvimento de
Santo André (SP)”, diz Flávio Bettiol
Junior, diretor da unidade de negócios Caminhão e Agro da Pirelli. A
primeira medida lançada é a 23.1-30
12PR. Ao longo de 2010, a Pirelli lançará novas medidas do TM85.
O mercado agrícola argentino é,
atualmente, o segundo maior mercado da Pirelli na América Latina, perdendo em importância apenas para o
brasileiro. Conforme anunciado pelo
presidente mundial do Grupo Pirelli,
Marco Tronchetti Provera, a meta da
companhia é manter a liderança na
região.
Pneus especializados
Entre 2008 e 2011, a Pirelli irá
investir US$ 400 milhões na região.
Deste montante, US$ 100 milhões
serão direcionados para o setor de
pneus para veículos agrícolas, de
construção civil, de minas e mineração e para a construção de um novo
pólo tecnológico voltado aos pneus
especializados. O novo pólo irá ampliar o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Santo André e terá como
foco as mais avançadas tecnologias
para pneus radiais.
O objetivo é aumentar em 40%
a produção de pneus voltados para
os segmentos de veículos pesados
dos ramos citados e contribuir para
consolidar a liderança da Pirelli na
América Latina. O incremento da demanda nesses mercados será suprido
com produtos inovadores, desenvolvidos em conjunto com as montadoras.
Mundialmente, espera-se crescimento
total do setor de pneus especializados
de aproximadamente 7,5% nos próximos três anos.
Especificamente no segmento agrícola, o Brasil e toda a América Latina
representam os mercados mais promissores do mundo, com previsão de
aumento total da demanda, no período entre 2010-2013, de 20% e 15%,
respectivamente.
Abrapneus
Leo Burnett Brasil
pirelli.com.br
NOSSOS CLIENTES LEVAM A PIRELLI
A TODOS OS LUGARES. INCLUSIVE À LIDERANÇA.
Pirelli, ganhadora do prêmio Os Eleitos da revista 4 Rodas, 7 vezes Top of Mind
da Folha de S.Paulo e a marca mais lembrada pelos homens brasileiros.
No último ano, a Pirelli ganhou o prêmio Os Eleitos e, pela 7ª- vez, o Top of Mind da Folha de S.Paulo, sendo,
inclusive, a marca mais lembrada pelos homens. É a líder em pneus no Brasil, escolhida para equipar um em
cada dois carros que saem de fábrica e também é a preferida pelos consumidores na hora da reposição. Afinal,
a Pirelli tem a linha mais completa de pneus, todos produzidos com alta tecnologia, em cinco fábricas no país.
Por isso, quando for trocar pneus, escolha Pirelli. Você vai entender que ninguém é o Nº- 1 por acaso.
O Nº- 1 corresponde à posição da Pirelli no setor de pneus e é atestada por informações constantes nos sites da ANIP e ANFAVEA, conforme critério comparativo com dados do setor – dezembro/2008, pela pesquisa Top of Mind do instituto Datafolha
(2000 a 2009),
pesquisa Autopofmind da revista Autodata, pesquisa Job 200802301 – setembro/2008, realizada pelo instituto IPSOS/Marplan, e estudo Advertising Tracking Trace, realizado pelo instituto Research International – maio/2008.
Março/Abril
2010
23
pirelli
Pirelli patrocina o campeonato SBK
e oferece novos prêmios
Foto: Arquivo
A iniciativa contribui não só para incentivar novos talentos, mas também para o constante
aprimoramento dos produtos
O compromisso da Pirelli para
o crescimento do Superbike World
Championship (SBK) tem sido constante
desde que a marca se tornou a fornecedora exclusiva de pneus em 2004.
Com o objetivo de estreitar ainda
mais esta parceria, a empresa anuncia novos prêmios de desempenho que
servem de incentivo tanto para a corrida quanto para o ambiente das provas. Essa premiação adicional amplia
a quantidade de recompensa nos pódios e nas classificações finais de temporada. Além desta, outras três novas
premiações foram incluídas: Pirelli Best
Lap, Pirelli Best Jump Forward e Best
Lap Winner 2010: Fastest Rider of the
Year.
Os prêmios Best Lap são oferecidos
após cada corrida de Superbike e Supersport aos pilotos que registraram a
24
volta mais rápida. Para as categorias
de Superstock, a recompensa por desempenho adquiriu uma abordagem
diferente: a Pirelli vai oferecer o Best
Jump Forward para cada corrida da
Superstock FIM Cup 1000 e European
Superstock 600, a fim de promover e
desenvolver novos talentos nas duas
categorias. O prêmio The Best Jump
Forward se refere ao número de posições recuperadas, da posição inicial
de um piloto no grid até sua posição
final na corrida.
Giorgio Barbier, diretor de competições para a unidade de motos da
Pirelli comenta: “Esse investimento ajuda a realçar o que é importante para
os espectadores, assim como para o
futuro das séries: corridas rápidas e
emocionantes realizadas em cima de
um pneu de qualidade. O constante
aprimoramento dos novos produtos
acontecem com base no feedback dos
pilotos. Justamente com o objetivo de
incentivar novos talentos a alcançar o
topo, oferecemos esses prêmios de desempenho.“
A cerimônia de premiação será realizada durante a coletiva de imprensa, no Paddock Show, depois do pódio
de cada disputa, com a presença de
um representante da Pirelli. Além disso, uma classificação para o Fastest
Rider of the Year será atualizada e
exibida na TV e no site oficial do campeonato: www.worldsbk.com. Durante
a cerimônia de premiação, no final de
cada temporada, o prêmio Best Lap
Winner: Fastest Rider of the Year será
concedido aos pilotos do Superbike e
Supersport que conquistaram mais Best
Laps ao longo do ano.
Abrapneus
Empresa domina o pódio no Rali
Dakar com o pneu Michelin Desert
Pneus com alto nível de desempenho e resistência garantem vitórias na maioria
das etapas do rali
Deserto de Atacama, a mais longa e difícil etapa do trajeto.
Os pneus Michelin Desert e o sistema Bib-Mousse Michelin conquistaram
os três primeiros lugares na categoria
moto do Rali Dakar 2010 com os pilotos Cyril Despres, Pal Ullevalsseter e
“Caleco” Lopez.
O francês Cyril Despres obteve sua
terceira vitória no Rali Dakar e não
teve pneus furados nenhuma vez durante o percurso, devido à alta resistência do Michelin Desert. “É a vitória
de toda a equipe e de um pneu. Gostaria de agradecer a Michelin por ter
fornecido pneus com alto nível de desempenho e resistência para este rali,
tão longo e tão difícil. Com o pneu,
consegui vencer três etapas, uma das
quais a mais longa do rali, os 600
quilômetros no deserto de Atacama,
Março/Abril 2010
que liderei do início ao fim”, conta
Cyril Despres, vencedor do Rali com
KTM e Michelin.
O pneu Michelin Desert é conhecido pelo desempenho excepcional
em todas as condições de uso, maior
durabilidade e máximo desempenho.
Desde 1983, o pneu Michelin Desert já
conquistou 25 vitórias consecutivas. O
sistema Bib-Mousse substitui a câmara
de ar dos pneus para uso em competições off-road, pois pesa menos que
uma câmara reforçada e simula uma
pressão de 13 psi. Esse sistema, desenvolvido pela Michelin, permite que
o pneu, mesmo perfurado, mantenha o
desempenho durante a competição.
Os pneus Michelin Desert e o sistema Bib-Mousse Michelin venceram
Michelin também no pódio.
Foto: Divulgação/Michelin
Foto: Arquivo
Michelin
10 das 14 etapas do rali, com cinco montadoras parceiras, a KTM,
a Sherco, a Aprilia, a Yamaha e a
BMW, e dois tipos de motos diferentes, 690 cc e 450 cc.
A 32ª edição do Rali Dakar percorreu nove mil quilômetros entre a
Argentina e o Chile, dos quais 4 713
cronometrados em terrenos como
pistas escorregadias, terrenos rochosos e nas dunas de areia gigantes do
Deserto de Atacama, o mais árido do
mundo.
25
Michelin
BFGoodrich conquista a 10ª vitória
no Rali Dakar
A BFGoodrich, marca pertencente
à Michelin e referência em pneus nos
ralis, conquistou sua 10ª vitória no
Rali Dakar. O piloto Carlos Sainz, da
equipe Volkswagen, alcançou o título
com os pneus All Terrain +. Com a geração anterior deste pneu, o All Terrain, a BFGoodrich venceu em 2009,
com Giniel de Villiers, também da
equipe Volkswagen.
Este ano, a marca propôs um novo
pneu, o All Terrain +, a seus parceiros: Volkswagen, BMW e JMBStradale Mitsubishi. Esse pneu, evolução do
All Terrain, é resultado de um intenso
trabalho de pesquisa e testes em mais
de 12 mil quilômetros, inclusive com
temperaturas extremas – até 45° C no
ar e 65° C no solo.
O aumento na resistência chega
até 30%, se comparado ao pneu Rock,
vencedor do Rali Dakar no início de
2000. Para atingir tal resultado, foram modificadas a borracha utilizada
e a estrutura do pneu, de modo que as
novas esculturas pudessem diminuir o
desgaste e permitir melhor evacuação
do cascalho, pedregulhos em forma
de bolas encontrados com frequência
nas pistas argentinas. A ampliação da
largura também tornou o pneu mais
confortável para os pilotos.
“O pneu BFGoodrich All Terrain +
é resultado da experiência adquirida
com o antecessor All Terrain, criado
há três anos em conjunto com nossos
parceiros”, afirma Michel Maraval,
designer da BFGoodrich.
O perfil pontiagudo do pneu All
Terrain + se modifica em função das
condições enfrentadas como resultado da força centrífuga, já que em um
rali, as equipes utilizam o mesmo tipo
de pneu durante toda a prova. A arquitetura do reforço do pneu também
foi otimizada, o que contribui para
ampliar a sua eficácia.
Inscrito em competições há apenas
seis meses, o pneu BFGoodrich All
Terrain +, com a dimensão 245/8016, já mostrou para que veio: vitória
na Baja Espanhola, com Nani Roma
(BMW); no Silkway Rali, com Carlos Sainz (Volkswagen); e no Rali do
Marrocos, com Stéphane Peterhansel
(BMW).
Desafios na América do Sul
O Dakar é uma herança do famoso Rali Paris-Dakar, que teve
início em 1977. No transcorrer
dos anos, o percurso, que era feito
pelo norte da África, foi modificado
diversas vezes devido aos problemas políticos e ambientais, especialmente na Mauritânia. Como os
problemas se agravaram na região
em 2008, a organização do evento
achou por bem cancelar a edição.
Posteriormente, surgiu a idéia de se
fazer o Rali Dakar na América do
Sul, versão que já está em sua segunda edição.
O roteiro da 32ª edição do Rali Dakar Argentina Chile teve 4,810 mil quilômetros para carros e caminhões e
4,713 mil quilômetros para motos e quadriciclos. A largada foi realizada em Buenos Aires e várias cidades serviram de base para as equipes competidoras: Colón, Córdoba, La Rioja, Fiambala, San Juan, San Rafael e Santa
Rosa, na Argentina, e Copiacó, Antofagasta, Iquique, La Serena e Santiago, no Chile.
26
Abrapneus
goodyear
Empresa consolida parceria sobre
sustentabilidade e liderança
Para selar o acordo, a empresa realizou oficina para membros de organização internacional no
Brasil, destacando a importância dos temas nas estratégias de negócios
No dia 4 de março, o gerente sênior de Sustentabilidade e Assuntos
Corporativos da Goodyear, Miguel
Dantas, realizou uma oficina para os
presidentes da AIESEC no Brasil com
o tema Sustentabilidade e Liderança.
O encontro teve como principais objetivos discutir a importância do tema
no cotidiano do mundo atual e nas
estratégias de negócios, além de compartilhar a visão da companhia em
relação à importância da educação,
sensibilização e conscientização das
pessoas no dia-a-dia. Além disso, a
iniciativa visou auxiliar a AIESEC na
adoção de práticas de sustentabilidade mais eficazes.
A AIESEC é uma organização global que está presente em 110 países e
tem como objetivo ativar a liderança
e desenvolver competências em jovens
universitários e recém-formados, por
meio da gestão de liderança nos escritórios, pelo intercâmbio profissional e pelo ambiente global de aprendizado. Além de estimular os jovens
para explorar e desenvolver seu potencial e criar um impacto positivo na
sociedade.
“A nossa parceria com a Goodyear consiste em trabalhar em conjunto
para sensibilizar os membros da AIESEC e a partir daí, desenvolver modelos e indicadores de gestão sustentável
na organização, tanto em nível local
quanto nacional”, afirma Rebeca Rocha, diretora de Relações Externas da
AIESEC no Brasil.
“Para a Goodyear é gratificante
poder demonstrar o trabalho e a experiência com sustentabilidade que estamos desenvolvendo nos últimos anos
com profissionais que estão envolvidos
e preocupados com o futuro da nossa
sociedade, para que esta se desenvolva cada vez mais de forma consciente
e sustentável”, explica Miguel Dantas,
gerente sênior de Sustentabilidade e
Assuntos Corporativos da Goodyear.
Sobre a AIESEC
A AIESEC surgiu em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, por iniciativa de um grupo de estudantes de sete
países europeus com o propósito de promover o intercâmbio de técnicas administrativas e de recursos humanos.
Na verdade, esse intercâmbio foi apenas o instrumento utilizado para o alcance de um objetivo maior: o de
contribuir para a integração de diferentes culturas, promovendo o entendimento e a cooperação entre os países
membros, fortalecendo, desta forma as relações de amizade entre as várias nações.
A partir de então, a entidade vem promovendo diversos programas com o objetivo de complementar a formação acadêmica, por meio de experiências práticas de abrangência internacional, de forma a promover maior
interação entre estudantes, empresas e governos.
No Brasil desde 1970, a AIESEC se expandiu primeiramente a partir de unidades instaladas em universidades
do Sul e do Sudeste do país. Consolidada nos estados dessas regiões, chegou posteriormente ao Centro-Oeste e
ao Nordeste e, por fim, em 2008, ao Amazonas.
Hoje a AIESEC no Brasil é constituída por mais de 1,5 mil membros e tem quase 20 parceiros nacionais, distribuídos entre atividades de intercâmbio, capacitação, consultoria, networking e em projetos voltados a sustentabilidade, empreendedorismo social e empreendedorismo de negócios.
Março/Abril 2010
27
goodyear
Inovações são apresentadas no
Expodireto Cotrijal 2010
Fotos: Divulgação/Goodyear
Durante a feira, a companhia expôs os pneus G677 MSD, G686MS, para uso misto, e o G677OTR,
para uso fora de estrada, além da Banda Pré-Curada G600EL
Mais uma vez a Goodyear esteve
presente na Expodireto Cotrijal 2010,
que aconteceu de 15 a 19 de março,
em Não-Me-Toque (RS). Nesta 11ª edição do evento, a companhia realizou o
lançamento do G677 MSD (Mixed-Service Drive Aplication), para aplicação
no serviço misto em eixos de tração,
e o G686 MSS (Mixed-Service Steer
Aplication), para aplicação no serviço
misto em eixos direcionais e livres e que
também pode ser utilizado nos eixos de
tração moderada.
No estande da Goodyear ainda estiveram expostos outros produtos. Entre
eles, o G677 OTR (Off the Road Service Drive Aplication), que é um pneu de
tração robusto, exclusivo para o serviço
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fora de estrada, e a Banda Pré-Curada
G600EL, desenvolvida para aplicação
no serviço regional e rodoviário. Este
último é considerado o produto ideal
para uso em carretas, rodotrens, treminhões e em demais aplicações em eixos
livres.
A melhora na construção da carcaça e que consequentemente torna mais
longa a vida útil e recapabilidade do
pneu, são características da Tecnologia
Duralife, presentes em todos os pneus
de caminhão e ônibus fabricados pela
Goodyear. E, no caso dos pneus de uso
misto, além dessa tecnologia, os produtos também contam com a aplicação
do processo chamado High Elongation
Wire na cinta de topo da carcaça, ca-
paz de oferecer melhor adesão da borracha com o aço da cinta e aumentar
a resistência contra a corrosão, porque
reforça o invólucro dos fios de aço.
“Este ano temos lançamentos
na linha de pneus para
caminhões e ônibus de uso
misto (asfalto e terra) e a já
reconhecida linha de produtos
agrícolas e fora de estrada,
que tem como objetivo
aumentar a produtividade para
o agricultor.”
Abrapneus
“A Cotrijal é um importante espaço para a Goodyear apresentar e demonstrar o funcionamento de produtos
que foram desenvolvidos pensando
no homem do campo. Este ano temos
lançamentos na linha de pneus para
caminhões e ônibus de uso misto (asfalto e terra) e a já reconhecida linha
de produtos agrícolas e fora de estrada, que têm como objetivo aumentar
a produtividade para o agricultor”,
explica Eduardo Gualberto, gerente
de Marketing Pneus Comerciais da
Goodyear.
Em sua 11ª edição, a Expodireto
Cotrijal é uma das principais feiras
do setor de agronegócios do país,
com estimativa de público anual superior a 120 mil pessoas, composto
especialmente por pequenos, médios
e grandes produtores rurais. O evento
é organizado pela Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial e tem
como principal objetivo o desenvolvimento da produção agropecuária, colaborando com a exposição de novas
tecnologias e a expansão de conhecimento para os produtores rurais.
Tire IQ
Além de todos os produtos, os visitantes também puderam acompanhar no
estande a demonstração do Goodyear
Tire IQ, sistema de alta tecnologia que
possibilita maior eficácia no controle
dos pneus por meio da aplicação de um
chip eletrônico em cada pneu.
Este sistema tem como principal objetivo reduzir o custo operacional com
a manutenção e reposição dos pneus e,
com isso, contribui também com a preservação do patrimônio investido na frota.
Pneus da marca equipam
calhambeques da promoção Nestlé
O Eagle F1 apresenta uma combinação de design com maior resposta direcional
e resistência a impactos
Até o dia
17 de abril, a
Nestlé
continua
com a promoção Em Ritmo de Prêmios, em que sorteia e premia os consumidores com uma réplica exclusiva
Março/Abril 2010
do calhambeque do cantor Roberto
Carlos, equipado com pneus Goodyear Eagle F1. Ao enviar um código
promocional via SMS para o número
7000 que está presente nas embalagens dos produtos Nestlé, o consumidor já estará concorrendo a 50
modelos exclusivos.
O Chevy 1933, denominado
‘calhambeque’, é equipado com
um conjunto de pneus Goodyear Eagle F1 nas medidas
215/40ZR17 e 245/40ZR18.
Projetado para suportar
altas velocidades, o Eagle F1
combina design, estilo e esportividade para equipar veículos modernos e esportivos de alto desempenho, além de oferecer maior resposta
direcional, estabilidade, resistência a
impactos, e, ao mesmo tempo, rodar
macio, com drenagem eficaz, devido
ao seu desenho unidirecional, com
canais de escoamento em ‘V’.
A empresa faz um convite à participação de todos.
29
opinião
Medida salutar
Foto: Divulgação
A medida proposta pelo Tribunal Superior Eleitoral para o financiamento das campanhas
dos candidatos beneficia o eleitor
Claudio Weber Abramo*
Nas democracias representativas de
matriz liberal, como é o caso do Brasil,
os mecanismos de financiamento eleitoral operam sob a tensão da disparidade
entre o poder econômico de empresas
privadas e o de eleitores individuais.
Uma vez que existam empresas privadas, é inevitável que elas procurem influenciar a política. O grau com que se
permite isso é aspecto central das legislações eleitorais.
A legislação brasileira é muito mais
adiantada do que a de diversos países
desenvolvidos. Enquanto no Brasil as
contas eleitorais são tornadas públicas
logo após cada eleição, não são incomuns situações em que a contabilidade
só aparece anos depois.
Na Espanha, por exemplo (onde isso
é feito pelo Tribunal de Contas), ainda
não se conhecem as contas do pleito de
2006, embora alguns de seus detalhes
tenham ‘vazado’ poucos meses atrás (‘El
País’, de 25 de janeiro). Tais notícias dão
conta de que o Partido Popular, no poder, recebeu 3 milhões de euros de doações anônimas naquelas eleições – as
últimas em que se permitiram doações
eleitorais sem identificação do doador,
algo proibido no Brasil há muito tempo.
De um lado, é fundamental que o
poder econômico empresarial seja limitado. De outro, é crucial que os financiamentos sejam conhecidos pela opinião pública, para que se torne possível
verificar se os atos dos agentes políticos
eleitos são influenciados pelas doações
que receberam.
Políticos e empresas não gostam
disso e usam artifícios diversos para escamotear a informação. Há artifícios legais e ilegais. Um aspecto da legislação
brasileira que estimula artifícios legais
é o desvinculamento entre as finanças
dos partidos e as finanças de comitês e
candidatos em eleições.
Desde 2001, a Transparência Brasil
tem apontado para presidentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o fato de que
tal desvinculamento permite que empresas façam doações a partidos, os quais
repassam o dinheiro a candidatos sem
que seja explicitado o nexo entre origem
e destino. A lacuna foi finalmente reconhecida pelo TSE, que submeteu a audiência pública proposta de normas para
a regulamentação do pleito deste ano.
A regulamentação estabelece que,
ao realizarem doações a candidatos, os
partidos precisarão alocar (completamente ou por rateio) cada montante a
créditos identificados. Por exemplo: “R$
100 mil ao candidato A, dos quais R$
20 mil são provenientes de doação da
empresa X e R$ 80 mil da empresa Y.”
A medida é salutar para reduzir os
espaços legais para o exercício oculto do
poder econômico em eleições. Quanto
aos artifícios ilegais, configuram o chamado caixa dois eleitoral (dinheiro originado de sonegação fiscal que é usado
por empresas para financiar candidatos
por baixo do pano). Alguns imaginam
que o caixa dois eleitoral possa ser coibido pela proibição do financiamento
privado, fazendo com que as eleições
sejam financiadas exclusivamente com
recursos públicos. A proposição de financiamento público exclusivo é afetada por
uma deficiência lógica intransponível, a
saber, não faz sentido procurar evitar o
caixa dois pela proibição do caixa um.
Uma vez que o interesse de empresas
de influenciar as eleições e o interesse
de candidatos de obter financiamentos
persistem independentemente de normas legais, o que se conseguiria com a
medida seria induzir a migração de parte do financiamento eleitoral do caixa
um para o caixa dois.
Na verdade, caixa dois eleitoral só
pode existir porque empresas mantêm
caixa dois, e isso é um problema de natureza fiscal, não eleitoral. Coíbe-se a
contabilidade paralela apertando-se a
fiscalização tributária, muito deficiente na maioria dos estados e na virtual
totalidade dos municípios. (Há ainda
caixa dois em refúgios fiscais situados
no exterior, a respeito dos quais não há
nada a fazer senão tornar mais visíveis
as transações financeiras internacionais
– algo que horroriza bancos, empresas
transnacionais e muitos governos.) Por
fim, ao se examinarem regras eleitorais,
há um, e um só, fator ao qual se deve
prestar atenção: em que medida aquilo
que se propõe beneficia ou prejudica o
eleitor.
* Claudio Weber Abramo, matemático, mestre em lógica e filosofia da ciência pela Unicamp, é diretor-executivo da Transparência Brasil, organização dedicada ao combate à
corrupção.
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Abrapneus
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