í - Dadun

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D uq ue que fo y antes de Gandía.
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VOUTOR lO S E P H D A PU RIFTC AC .A M
Conego SectíU r da Congrega^xm de S , loam E vá n g e*
Ítfid M e fire cm a Sagrada T héologU y^ L e n tt
í(e Vrima em o Collegio da. m efm a R elh
giao, néi V niyerfidade de Coimbra^
no K y ín m de i^ / a
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jfcg; C O I M B R A ,
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Com todas as licm cas m eefarias, ^
N a Irapreílám da Víuva de M anoel d e C arvalho ImprcíTora da
V niveríldáde A n n o d e 1673 «
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E í Vof/imiles hominihus expeSim llus Dominumfhum^
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M jJie ) itim Ftdeu ExVerh. E c c l.V cre iîï.Jcz n td s 6,
Anîbem alguiri dia (Scnhor certo filava eu nos nam
havicis faltar com voila p rezen çajdia em quef;>cclebra a Canonizaçani de huni S an to , que nos havia
o cco rrer,fcnam hum m yilerio de Fee : Mysier'mn
^^^fiàei \ tem p o, cm que ie fàz Icm b ran ça^e prorentos
mais que hum anes,que ha víamos encontrar,(cnarii memorias de af
fom b/os à\v\r\o%:mtmQit4m fecitimrAbiliu/hothwj Fique S cnhor,Frâcifco cm Tudo grande em eterna m em oria,ià q voflàfumm a verdad i o ha C anonizado por jufto:«« memomáttrnjterttjuífus.') T am bé
algum diajdizìa eu,nam haviáo ballar letras divinas para defcrever
íu g áito sp o fto q no fer foíT^m homanois^canibem algum a hora nam
haviáo f r fu-ficiericís paUvrus altam ente proferidas, pera rellatkt
a sp e rfeiç o esd eh û Varam verdadcirarocnte ApodoRco^Tam bcm
f- havla dar l'eculo, em que retratos,aínda fuprem am ente delinea«
dos,náo pudeíTám cabalm ente rep rezcn tar as eximias calidades de
hum fugeito em tu d o grande.
A finí de fo rm ara idea m a ísp erreítad eb u m A poílolo d a C o p anh ia de lefiis: pm$pue ad eos loqmtur (já íÍTq hum D o u to ) C hriílo S.
NolFo no prezen te É vágeiho abre caratheres, m ultiplica palavras,
lançarafcunhos, & finalm enrevay fo rm an d o h u m T ctrato , ]á Ihc
lança as linhas nos apéreos,que m andaj ja o poem de m ortecor ñas
n
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m
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l à p a ra q u e o
tnortificaçoens,que i
re trato GíailFe bem à vifta de todos deulhe fuá claridade n o m ultipl¡C idodasIiizes,com que o o rn a : luferm Ardentes invumibusveílñsy
& para que íe alcanfairem o num ero de perteiçoens,q d¿vem con­
correr em hum Varam A ppoftolico, pos em o retrato a femelhan^a
daqueiles íugeitos,qtieforam de m ayor expe^laçam em o m undo:
& vosfim'íleshomimbus expeilantibus j E finalm ente para que em tudo
foir« pert'eira a obra,diulhe vitaes alentos ñas Tigias,q manda: ùeait
í^^hquos cum veneritDominus invenertt vigUSteSyCÓmunicoalhe levan­
tados brio5 nos cuidados,que inculca ; &vostfote paraiu
Soberano Senhor,& ruprerooartífice,daym e licença,qoe parece
nam íáh lo h o jeo retrato por dim in u to conform e ao original por
exccíTi v o ‘j O original, ou a origem deíles apÍauzos he hum Santo
■•fn tu d o grande,graadc ao divino>& grande aohum ano^para g rá A i
-
X
SemàtH Ja Canorí¡:^acao de
d e ao d iv in o baílava^foíT cfilho do grande Patriarcha S.ÌgnaciOj
de tal pay tal filho Ìc cipcrava: he obje¿to defta ceïebridade o
»rande S. Francifco de Borja valerozo M arte da milicia cfpìritiial,
u lh o z o fol do O ccidente,pois fez nafceret» os rayos divinos aon­
d e fe fípultam o^ hum anos, dous Soês nam couberam em to d o o
m undo: totm oriwíííw non capït foles'^com tudo entre admiraçoes foy
d e dons Sois ¿iferacap«z o ceo da C om paohiadeleiuS jS .F ranci^
c o d e X av ier daC om panbia de lefus Soi do O riente» S. Francifco
de B jrja ta m b e m d j C on'panhia de lefus Sol do O ccidente, o X a­
vier no O rien te foni efpanro v niverial do m undo to d o en controu
tc ü tf.i. o fsu m eridiano: Solren^fiens ghat permeridiemiOBotjznoOccidcte en tre paimos de to d o o v ni ver lo fubio ao feu Z enit
afctnd'rt
TÎalm^iT*
ficando a efte, por prtncepe^o nom e de Senhor;Dí»(inus nomen tili.
Qj^al m ayor (pregtintarâ aTguem) o Borja n o O ccidente, ou o
X avier no Oriente^ N am rcfolvoaqueftam ,poisnam he brilhar ao
d iv in o dem inuir luzesaihcyas para augm éto de refplandorespro­
pros,sô digo q o Sol d iv in o aparecendo na terra pera luzir foberanam ente com feus rayos, bufcou oO G cidem e^& ainda quando n»
C rus pofto Ihô levou os olhos o O ccazo ; bafta pera iâbcrmos a f
grandezas de S.Franciico de Borja que o m enor da C om panhia d e
a
lefus 3i\Ti^zhtom 2yot:quimmor éjlimermnesvost hUmamefif con»
D. Thom, os Apoftotos (diiÎe o D outor A ngelico) nam ha com paraçaniîPorfup iiatb
>9^® aos R eligiozos da C om panhia d e le lu s d e u o n o m e d e
câi> Í " AportoTos, nelles conheceu fundam entos pera eftas vcn tag en î.
G rande tambero toy ao hum ano S. Francifco d e Borja (ie grande
f o y ao d iv ino p o r(e rd e ta lR e lig ia m ) jà p o r D uque de Gandia,Sc
M arquez de L o m b a y , com o por Valido da M ageftade C xíatea d©
Carlos Q nitito, & A thalante de hum Imperio,Be Vice R ey de C ala lu n » , cujofangoe aínda corre pelas Teyas das Prozapias mais illu fh esd e to d aa fcuropa, tom ando com efte dia as Aguias do
perio novas azas, com que voem a húa eterna fama >os Lcóes d e
C aftellanovos tim bres,com q u e g e n e r o z a m c n t e l e adoinem , os
L y iio sd e Franca vitaesfpiritos, com que pcrafen:)prenorcçam ,a5
< ¿ÍT iasd eP ortD galiuzidosrefplandores,coro qm ais feillultrem ÿ
& iens Cañellos l e v a n t a d o s fundanientoi>cona que mais alto fe re­
m onte rn.
M ayor parece (affirmava e u ) era o original,ou a origcm d«fle*
obfcqàìos d o qu« o retrato d o Evangelho,cm que o pertendem o*
S. Grtf. reprézehtar, cote jemos húa couza com outra. D e ix a y o fupeiflo*
jUtfíéUjS' m anda C hril^o S ín h o r NoíTo a fcuí D ifcipuloi cm aç^uçiU pala-
Sam Vrúncifco de !Borja^
|
yT2s:Jint lumhìvejlripr£cinéit : excedeu feni duvidaS .F rancIico de
fiorja,po¡$ nam sò deixou o fuperHuo,ma$ ainda cortou pelo n ec ef
iario,afIim o ceilemunham fuas penitencias ìncrìvcjs, tratandone
tam afperam ente com auReras n)ortifìc8^oenS}& continuos jejun;,
que íua propria pelle Ihe veyo a iisrvir de apertado cclicio, c6 q u e
fe cingiaj T o m ay luzes em ambas as m áo s, ( continua o S enhor)
p o rq m ovido de hú ciume (he fentim entode hum m o d ern o )n am
^
quero fíqueis com algíía deHas dcfoccupada pera íervirdes a o u cii;
- *
iMcertíd ardeMes tn manibus te^ñy.k\\ Senhor que agora ha xezáo pe«
fa que nam oífendam zelios a eííe fol d iv in o ,pois Francifco^como
em tu d o grande,pode iutlent;ir c6 ambas as máos o im perio de húa
tnonarchja,com o valido de C a rlo s Q ^ in to ^ juntam ente fervirvot
com amba5,como voílo lexvo. Sede lemelhantes a homens^q eípc*
lam (proíegue o H vangelho) pera que a eíperan^a de cófeguir vos
siente a generozam entc obrar : í i vosfmties Lomml/us exfeüantibns:
mais briozo íoy íem du vida o grande S.Fr^incifco de Boj ja, pois à
vifta de prem ios,que Déos ihc »ílegurava «m húa rtvela^aó^q tev«
antes de en trar na C onipanbia de lcrus,reroIutan<ctc dizia a O e o 5>
que o nam h av ia d e íe tT ire n i a fuá C ó p an h iafe o h o u v eife d c pre­
miar.
N am he m ulto q com as luzes d o Evangelho nam pudefTemos
bem ver a grandeza das virtudes,em queS . Franciíco de Boriareí^
pinndeceu, que em molerlas iníeriores nam Te podem bem conhe«
cerfugeitos levantados : ntfles C eoí,foiToera hu m liv ro ,abrindo
feus caraiheres,neiles }um inozosaílrcs,& brilhantes cArelias quiz
o A utor da natureza dar a ronhecer ao m undo to d o íua grande» , .
za: Cdlt emrrámgloúm í)«:C rcoü Déos pera imagem fuá ao homé: J * '
Creavit Deushomtnem ad imagtremfuani ; deu aos líraelitas antigua*
m ente o M anna para figura drqueJie Sacramento: t o ' f
P4- *
trtbns',cotü tu d o nero ñas íbmbras do M anna fealcan^aram bem os
aübm bros d o Sacramento: naiJìiut manducAVetunt Paires vt^ i mam4¡
á*
nem em o d ilatad o dos Ceos^na m ukldam dos afíros,em o innum em e l das eftrellas/e vcm fcnara em parte as divinas perfei^oes; tx /•
pme f«izwfi3'^«í»/ciw«íjnem ohcm era he imagem de Déos tam cabal, tmb.
que totalm ente nolo de a conheccr : eípeiho he o homem,eB) que
V*
Déos Te q u iz d eix ar na reprezenc^qam , mas o pó,de que fe com poem ,o torna tam o b íc u ro , que de todo o nam pode reprezcntar^
C reou Déos pera tmagem fuá aobomem jm as o c e rto h e q u e o o ^ ro
fcy 'ptúcjuureAVit Deus bominem Adimagmem ^MWjcouzasIcmita-.
das nam podcm c x a d a m e iitc ie p re z e n u ra q u c ffig o z a d e p c ite idivinam ente Tábidas.
Se poli
jf.
Sem am ¿la Cafio?ii\acm de
Sepoisnasfsm ^lhan^as do E vangelhojpor inferiores em tu d o ,
n am p o Jein a s c o n h jc e t as exccU incias d« S. F rancifcode Borja
poc fabidaì com exceQTo,cdQtenca;no$1iemos co difcurfartooi paru d i Tua vida ^ 6c p o rq u e a melhoc de coda ella he converfam do
m tin Jo para D sos/erà c(laa«iat«riadoS crm arojficandolhe p o rtitulojhùacoafferfam divina feica m y lU rio d e F e c c m q u an to cano­
n izada,S cifto p o rfe rco n v e riam de hum g ra n d e , S cpor fc rh u m a
g ra n d s coaveriani^ g ra n d e p o rc a u z a d o principio do n d e nafceo^
gran d e p o r razam do fug3Ìco,que a fezjgrande pello Ter da mefma
converfam,5c grande finalm ente era os eiFeitos,q della f^feguiram}
ÍC aifiai veremos a grandeza com a v irtu d e,& a virtude c5 a gran­
d eza,a ha» C o ro i yircuoza,8c a hum a vìrtude coroada,cujas flores
hitem os dìfpondo aos rayos d aq u elled ív in o Sol pera q afim fiqué
mais crecidas,cujas pedras preciozas hitem os cngaftàdo cm aquel­
la eterna memoria pera q^oaiìm iìquem mais viÌtozas,cujas exceU
lencias canonizará aquelle Sam m o Pontífice C hrifto Sacramenta­
d o ,para q uefjtisfafim os ao dia q he da Canonìza^am do.G rande
S. Franciico de Borja, & à prezen^a daquelle m yfterio Soberano,q
HQS aififteineceisicamos de gra^a/eja da Virgem Màya-interccira®.
A V E MARI A.
M hum m undo, aonde as flores das virtudes fom ente ic
encontram nos valles da hum ildade,verm os a hú m onte
da m ayor grandeza coroado de virtudes,he efpantofN a
C orte,aonde as honras mais eíclarecidas , & os lugares
mais levantados tra z im coníigohum letargo,q im pede as opera­
to c i do cntendim ento parafe nam atinar com o cam inho mais im .
portante,que he o daSalva^am : hmocum mhonoreejiet nonintellexa,
’ S-* • h aver quem gozado do potentado Iivre de húa M onarchiaiattendeíTí com to Jaaconfidera^am aos negocios de fuá A lma,hecnle<.
yo? N sfta esfera fublunar, fendo a fásdifficulcozi húaconveríaín
d o e tla d o d a c u lp a , que h e nada,para oeftado da
he tudo,
darfe quem por m -yo de húa converíam deixafle bum citado, em
^ g'^zava tu d o do m undo,SÒ a fim de lograr nada da terra, he prod ig io l E m hum feculo,em o q u a l aindaos mais hum ildes tem p o r
m uí arduo rom per p sio s deleites da terra,encontrarm oshojc, ero
hum fangue real húa converfam tam divina, flax^uai o fer mais illu
rre de to d o fe dezapegou de calidades d a terra,fugio a toda a gran­
daza do m undo fazendo hum novo m odo de ceñam ento, em que
reprezeii;
Sr,m Francifco de 'Borja*
j
reprezentandoiTe n 'o n o em vida deixaÎTè a outrem tud o,quanio
tin h a,& finalm ente meteiÎ'e leu C orpo nos m ayores ¿peños, q po­
d e ha verghe efía cóverfam tam divina,he (fia acçam t:.n) p io d ig io za,he efta obra tam heroyca^^que nam bafía e en tendìm cnioccm o
lum e d a rezam pera aconheeec jTenam que tan bcm he neceOaria
a ius da fee pera fé perTuadir.
C an o n ize aquelle Senhor efte aiTumpto por verdadciro, tere fji;
n o S acram ento d a Euchariilia ao C aiix do Sangue de C hrilto deram as fagradas letras o titulo de ir yfìerio d a l<e por anibonom azia: myiìerium fideiySi poique,m ai¿ cíie qiae outro m ) fieno fe ha de
cham ar royilerio da fee ? D irei fundándom e nas hom anaSj& dìvinas letras:em o C alix d o Sangue de C hiifìoeÙ à o ier
£ditcc,
pAcUrum Calüem ,. o Sangue mais reai p o r fer paticipade do Lado'
eie hum fuprem o R ey: de laure Chriiìt exierunt Sairnmenta'ySi pondojuaufi.
Í6 p o r m eyo d e h ú aco n v eríam C hnfto naq u ellem y iletio defunidodas eipecìes Sacramencaes, qu&todos labcm Ìam calidades d aterra,
m eteu ie a C o rp e ,fe n d o n a f e r agiganrado'v exultapuutgigans^,nos ^
aperto s d aq u c lle b rev c circu lo : fíUumptnem ^ aiuda-reduzindoie
hum ponto, em o qua),dizéos pbiiofophos,nem Ha,- nero pode feav e r g ra n d e z a , & ultim am ente fez o SenboF naquelle m yfterio hù
n o v o m odo;de ttfiam éto,£m oqual,eftado realm ente vìv o ,d eix av a rudo,o que tinha-àqueHes,aquem fazia p artioipantesdc ftü íán-*
gue: tiovutn tejìamentum efiinmeo Sanguinef para efie fim re p re se n ta - a
CodoC: m otto: morjem Domini arnumabuis 5 defie pois o nom e de myfi- lìiìtìj. (np,
te rio da-iee aquelle Sacramento.
pois- h e tam extra- //.
o rd in ario encontraife no m undo húa obra tam generezaj hfia cô- Itidem,
verlara tam divina,por m eyo doqual hura real fangucjhurtî fer Üluf
tr c /e dezapegue das calidades da terra,& m etcndofe nos mayores
apertos tuja a toda a grandeza do m undo ,cdando tra ç a i a q .ainda
cm vida d eix e t u d o ^ que tem ao u tretn com o fc fera iticrto , he,
€ o m o d Ì 2 Ìa,tam p ro d ig icz a efta converfam ,tam levantada eíla 0bra,q u e nam bafta a lus da rezam pera fe p e ríu a d ir, he necefíaria a
lus da-fee peta-fe cicr-.rujíicmmjidei.D em lus a eñ e p e n ia m e n to a siu z e sd o E v a n g e llio : C o d u a s lu zes nas máos m áda C hrifto Senhor N .e íla r a feus D iícipulos;/«fi»'*
naátdcntes inmanibus veíltisy 6c ifto a q fím M á 'o S e n lio ro tin h a dito
antes;: Vt videatiteppAV(íiralot¡4, com o fe di[ftra, Difcipulos meus
te n d e dua& U zes f)asmáos p eraq o m údoconhefl'avoflasobraíj E
pois n a o bt fiará h ú » só lu s per»ifìo,fètiam q ham de ícrricCeíTarias
duas? Lutfív^tidtnus: duaslüzes n o s deu D eos,c5ó vivem os nefm uJido,hüa natural, outra fobienaturali a natural he o lume da
rezam ;
6
Sermao da Canoni^açdm Je
rezam ; a fobrenatural he a lus da fee: lucern4 eiijides, agora m ayor
D. Atnhr. a d jv id 4 ,& pois pera q Ce vcjam aiheroycas obras dos Apoftofos
d c C îr if to h e n e c e ir ir u , fobre o Iu m e d a rc z a m ,a Iu s d a fe c ? Sim,
lMC.ca!> i l porque C á n fto Senhor K oT o tin h a feito a feus Diicipulos P rinp/al.
P-s eoi o m iiado; Conslaues eos Pri«cíp#í,tinhaos feico homes de quaidadâ}8c eifa a mais nobre,que ningusm ignora o he alus: Vos efiss
/«x,8c agora disihs que ham de m eter feus corpos nos mais a(peros
apcrtos d eh ü a mortifîcaçam: Jtntlimbt i'í/ín/v/cíflíí/, & q jum am ct«
h am d e f a a ïr huicoiiverfam , por m e y o d a quai d e ix a n d o a re a lidadc d i hodjens fiqucm sò com a femelhança dclles : Et tosfimiles
bomintùus: o homem cera dous confticucivoSytem o ier da rcahdade^
& te m o fo rm a td a fe m e lh a n ç a , D eoî p e r a fa zero h o m e m valeufc
das rhâos,8c d o entendim ento^ com as máos comou o barro,5c co
•lias deu ao hom ^tn o fer da realidade,ficando o homem n o fer da
Girti/, j . realidade terra: palvifes, c5 o cntendim enco pos Deos os oihos em
(!,& ailîm ihe deu o Formai d j femelhança,ficandQ o hom em no ier
Genef. /.
lem eihança divino; Creivit Deus hominem adimagÌHmfi4m, m an­
d a t pois C hriilo a feus Oiicipulos que p o r m eyo de hua converiâôf
dcixem as realidades de hom ens ficando iom înce com afemelha*
ç a d e lle s jfo y o propio,que d izerlh isjd eix airâm tudo. o q tin h a r a
da terra,6csò ficaíl’c m com hum fer divino,o u do C eoj G rande fudam enco pois te m o Senhor para m andar a feus O ifdpulos, q pera
o m undo ver as fuas obras,fobre a lus da rezam fe valham do lume
d a (eciltícerna Alientes'. Q j e obra tam prodigioza,con verfam táo di­
vina,em aqual aquelles,q eílavam teicos Princepes na terra,os que
e ram d em aisillu ttreq u a Ííd ad s era o m undo,haviam deixartudo»
qiianto cinham da te rr a , & ficarem metidos em os mais afperos apercos,nam era baftance a lus da rezam para fe perfuadir,he neceíl
fariotam bem o lu m i da fee pera fecrer, 6c aífim dcvem íer mulciplicadas as luzes:
O h com q u in ta re zim (apliquem os oaíTumpto aoS anto,de que
fam os aplauzos; fe em penha hoje a fumma authoridadcidivina daquelle Senhor Sacram entado por m eyo d o lume da fec: mj^er'wm
C anonizando p o r verdadeira: reree/l. A húa converfam tam
divina,com o foy a d o G rande S.Franciíco de Borja,em aqual hum
Varam da mais üluftre & real quaüdade , Princepe d o Im perio,
d cix a n d o tu d o ,q u a n to tin h a d a tc rra ,h o n ra s, qualidades, & bens,
m ortificando afperiim am ente feu C o rp o , fendo de m ayor gran­
d eza fe m eteu em a Sagrada RcJig^iam da C om panhia de Je íu s , era
o qual por cezam do eílado fugio a codaa grandeza da terra,deixád o fcr içoïelhantc às divlndâdcs do m undo,quaes faô os Princepes
dcf.
Sam Fraucifco de 'Sorja»
7
deile,a firn de ficar iem cihante àquclles Varocs A pofloIicosdaC ópanhia de Iefus,o G ran d e Santo Ignacio,& o s mais com panheiros:
EivosJimilfS Imnimùus j porque nam era iufficiente o lum e d o d ifcurfo naturai pera que tanto fcalcanfslJe, foy ncceflario quc Cam- ^
bem a lus da fee o perfuadifie.
Oifcurram os pellas circunftancìas defta convcriàm j & prxmciro
que tu d o /aib am o s qua! foy a cauza della 5 ja todos fabcm q foy ver
o grande S.Francifto d i Borja,qiic o priraeiro de M ayo, que dà vi­
da as mais flores, tirara a vida à mais gigantadaflor do im p erio ; o
confìderarque a Prima v era; que tecc as coroas, disfìzcra a ma­
y o r coroa,que he a im p erialo difcurrcr que tftan d o n id o fugeiro a
búa Imperacris, atnda eAa obedicia ao im perio da m orte ^o imagi­
nar raii fombras de fealdade era mil aiTombros de ferm ozurájo ver
em poucos d ia so s rid a m uiros eftragos da m orte, foy finalm ente
a cauza da converfam do grande S.Francifco de Borja, o a th a rfe a o
lado da Jm peratris I zabcl m olher d o E m perador Carlos Q uinto,
quando defundlajpoìs os Udos dos Princepes, 6c Rcys n ào faó pel­
lo com um geral im pedim ento pera a rirtude?N am fazero os lados
dos Princepes ago 2,em a qual iem pre vive em fium perigo,o q ì eiJes fe entrega? Com o logo encontra S, Francifco de Borja em o la­
do de húa Im peratris húa converfam rao divina, & por m cyo del­
la,húa vida,que ferà eterna? Dirci; a C oroa,acujo lado 0 grande S.
Francifco de Borja fe achava,era de húa im peratris jà defunéta, &
pofto que o e ftid o da vida, que fe encontra em 0 lado de hú Princepe viv o ,po r ie Fundar em húa gra^a.que com qualquer tem po,ou
tem poral acaba,nam feja perm anente no exiftìr,contudo a vida, q
feacha etn o lado de hum R ey jà d e fu n g o , por ie fundar cm huma
converiàtn nafcida de hum dezengano,que nos dà, he feto duvida
eterna no durar.
N o la d o d o P fin c e p e Adam achou Eva afua v ìd a , & com ella
nós todos,com ò m ày vniverfal,qucera: Camejfetmaiercun^mm rivenmm: no L ad o de C hrifto feito Rey na Crus encótram os aquelie Sacram ento,q he húa d ivina converfam , Sc p e r m eyo della ou^^^'vi^x.par.isemmefyqutde O th defceiiìu, & àat vitam muudo-^ porem
houve ella dirtercn^ 3,que a vida,que encontrairos com Eva em o
lado de Adam,foy vida fem firmezajpois andados poucos dias (oito
contara os q u - mais dizem ) entrou a culpa,& acabou a gra^a,5c fi­
nalm ente cxpirou aquelle eilsdo d e vidaj^i peccttumm«rs‘,?i \iàÈ^
q u eco n iig u im o sp o rm ey o d o sac ram en to jftn d ad a em aq u e llad in
^ jn j converfam ,he eterna : qui manducat havcpanem vìvet in aternumt
qual a rezara,pregunto agora, defla dififeicnja ¿ nam era Adam
B
Princc*.
^ .
Í*
6>
-■
g
Gent[. u
Jar.
l& í& m ,
^erm avtja Canont:^ciçam<k
Princepe,rcG hriil;o era R cy’ A(fim o diz o TaxtoiDominmini-, nâo'
foy o lado de A>dàfn hüa viva repr<:zôntaç.am do Lado de Cm.ito?N a m ha q duvidar-, Com o logo elU diveriidade de fuccellos ■ Di*
rei; o lado dfe A dam era la d o d e h u m P rrn c e p c ^ u ; e lh v a vivo j. <y
L ado ¿» C h rifto era L a d o d e hum lV y ,o u M onarcha,que jà cftava
RK^o^enconcreife pois em o lado de Afdam hû i vida tcm
& no de C hrifto húavida,quefeja-6teína,quefc os lados dos Ptin-f
c ep îs,quando v iv o i^ o is nos cng^nam ,.nos coBcedcm q u ád o m iiito hûa vida^ou hum eftado d e vtda fem perm anencias no durarlos
lados dos R eys,quando m ortos,pois nos dezenganam ^ com unicaao6 húa> vida com mil firm e z a n o e x iftirj.O e fta d o d é v id a , ou a
vriJa,qiie E v ag o z o u em aquelies-primeiros dÍas^fundavalTc na g ra ça dependente do lad o d e hum P rincepe v iv o jô i com o a graça db‘
P rin cep e v iv o dure pouco, por eiTa cauza a vida de Eva nam duîo u m uitoj o eftad o d e vida^ou a vida,que logram os n o Sacramen­
to , ftindafeem hùa*6onverfem divina nafcidi d o L ado de h a R ey
jà*mûrtOj5c como-aquella graça,que os R eyi com fua m orte nos côcedfemáezenganaíKÍonos,feja eterna noe:¿iftir, por iflo a vida do
Sacram ento fera eterna no durar: pivetitPÂttrmm*
Oou&ladroens fe acharara ao lado de C hrifto feito R e y ,q u á d o
€rucificadoi (que quando os Princepes tem os lados tam mal ocu­
pados logo ficam pofttos^em húa C ru a ) deftes dous ladcocnsj o do
fadb>dtfeico encontrou por m eyo dehum a^divina converfam hura
etern o Paraizo:
mecum ms in ParadtfOf fendó’aííinijquc o do la--^ e í q u e r d o n a m confîguiofuaS alvaçam , poft’o q u e a p e rte n d e u ;
S a i ^ m f u c tem ct ipfum û ^ n o ifE qual ferà a rczani de differenza? Refp o n d o eftar a diverndade,em que o L adram d o lado direico pè&os
olhos de fu»eonfideraç 3in cm C hrifto R e y jà‘m orto deicendo do
íratrty^níundo'a-'efte: D o n m e m em ento m ti^íu m venìrU in R egnum m m -,
o L adram do ladoefquerdo pofe à im aginar em C hrifto R ey ain'd a vivo : S a lv a m fa c te m e tip fa m & ì» $ t & a in d a q o s lados dos P rin «cpes coofiiierados vlvos nani fejam principio de hûa falvaçam,
com udo'os ladbs-íJos R'eys im aginados m orto«'por m eyo de uuiîï»'
díviria-converíám nos ailêguram P ir*izos eternos: bodie t/iecum tris
imparAàìjfi,
Papece pois»<Jirà'alguem,nâm foy grande a coiïverfam de Sam
E r a iic if c o ^
por quanto fe encontrou no lado de búa InK
pctaffi 5 ja m orta,-que odezenganava: horaaffirm o 1er grande por
sodò« o»tÍTul(Wji®y grande por rezam dò' principio,dóde nafcco,
pois com o jà virnos, o la<ío de húa Im peratn» m orta acauzouy foy
p.of rc sa m d o fu g ç ito d«flà coRTcrfam ^oy eli« o
Sam Francifco ie l^orjfér
*>9
Oui^ue de G a n n i i , M árquez de L n m b a y , Valido d o E m perador
Cario« Q ftttito, Vice Wcy de C atalu ñ a,P rin cep e d o Im perio, & finaim éte o gfáde S .F ru ncifcodeB orjajfoy gràde em o fe rd a n a tu >
reza, & grande em o icr p c litito jfo m e c c n os pelo prim eiro.
T e v c p o r Paes Sam Fjancifco de Borja a D om )oam de Bocja,
¿ ¿ a O .Io a n n a de Ar3gani>ram¿liujftfes no Ter ,c o n ,o n asv iiiu d es,
-pioccdeu da Caza de Borja dos "Duques xic G a n d ía , a cujo (angue
real andava vinculada a pcrfei^ào do Ipirkoj n o iio m e d o s Pacs, q
■teve, jà/e dava a encender q haviafer o ^ iád e S .F íá cifco de Borja,
hum en>|>enhoda gra^a,6¿ hij d c 2 em p e« h o d a natureza^ & n a i* ;za,do(xde procedía, J à m oftrava que faavia de ier mais ncM ea-virtude herdada,do que parece a d q u irid a, mais propenfam da natu­
rerà,d o que inclina^am da v-ontade j O h que grande nafceo Ioga
S. Francifco de Borja? S em duvidaappareceo cm o m undo exccd en d o a todos os mais, pois h e certo fe aventaja a todos a q u e ile ,^
te ve por principio.de iieu nafcim entoo illu'ftxe-do‘fer,'6£aSa«tida<le do obrar.
A Sabedorìa n otional de Deo«, que he o feu eterno V erbo,affirm a d e iì que naiceo da boca de Deos com ventagens a tudo,quàto
ha : E¿o €xoxe aJjifsimtf>ro àmpìmogenita Atneomum creatarAtfi; E^juaÌ
a rezam porque a Sabedorìa D ivina defde feu nafcim ento fahio lo­
go com cftes cxccflos ? T re s veecs fahio a Sabedoria D ivina da
boca'de Deos 5 fahio <jaboca de Deos logo ncfTa e te rn id a ^ e , «m
•quanto etern o Verbo fem piternam ente gcTado ^ fahio tatnbem da
boca de Deos 9 quan d o cncariiou cm tem po por m cyo
»yi/«
S p irito , o qtjal h e eípira^áo da boca de D eos :
fahio
finalm éte da boca de D eos a Sabedoria D ivina cm quàtoS acracictada naquelle m yfterio, pois p o rm c y o de divinas palavras foy re­
alm ente poOa debaixo da-queiks candidos ac<identes^-& pois qual
{età areza m porque a D ivina Sabedoria ^ e todi>s cfìas tres vezcs
iahio com tanta g ran d c 2 a,que logo excedeu a tudo mais?
D irei: A Sabedorìa D iv in a , cm quanto V « ito 4 e D eos gerado
neflà etciJiidade,teve p o r fundam ento de feuferam ayoc foberania
cxem piarizada na alteza dos m o n t e s ^ a Santídadc tan ta, que foy p r j
^o % T i\o m is'.fa n d < w ien tA m s 'tnm onùbusSa*U i'tf
*
*
'
em tem po fo rio feus P rincipios o i l l u f t r c ^ reai fangue de D avid:
JFi/i
8c juntam ciiic a virtude n o m ayor auge: it virw altifsmi Math. u
«íaw íráíí/; E quando Sacramécada deulhe d fet C hrifto S c n h o rN .
jà dandofe a con h ecer com aquella nobreza,que gozará n a c te rn idade; mnc cUrtficatas ejìfims hominisjSc tambcRi a Santidade de fuas itatm.
^i>s\4C(ffi(f4Ummfán{lASfaci^mrábtUsni4ttuffm} fo y lo g o e m £f(Ar/.
Bz
’
ftu
*
10
Scrm m da Canom:^icaú de
feti nafclm ento de todas tres vezcs produzida a Sabedoria d eD io s
com grande 2 a,robretudoquanto ha^que a tudo o mais exccde f^ni
duvidaaquellc, que t i ve por fundam ento de ieu nafciméto om aìs
illuftrc d ofer, 6c a faiitidadi no obrarla nobreza do fàngue, &c a p tr
fei^am da virtudc p o r principios dà principios aquem fobre todos
hade tera s vencagésd« prim eiro em o icr : prim ogenita Ani e e m n m
treaiuraìtt,
E fé © grande S.Francifco de Borja nafceologo com eftesexccA
fos em o íer da nacureza,pois ceve iius Paes tam iiluftrcs em o iang u e, 6c tam refplandecentes em as virtudes ^ nam to y m enor em o
icr politica quàdo aííiílio em a C o rr: do Em perador Carlos Q uin­
to ,d e quera lendo de poucos annos valido,valia m uito juntam erite pera com Deos pm* cauaa daa vircudes^m que aom eím o tem po
iè exercitava, ur>indo as politicasda terra coro a s d o C e o .^ n d o jijtam ente politico ao humano^Sc politico ao d iv in o ;
ilto o m o^
tra tam p ro d ig io zo , que parece foy iiúaadm ira^am e m o m u n d o ,
pois acharls nelle quem fobindo pera com o Geo, nani deHja j'cfa
com a terra,quem contente à homés, & nam deirtgradea D eos, que
igualm ente creída no valiraem o burnano/rorao na gra^a divina,h<
ixm d iv id a elian to ,h e cert^uiience prodigio.
Admiravamie os m eradores de H ierutalera de C h r ì f i o Senhor
Nollo,airid;ino« prim eiros annos d e lu a ciea^am: Videntes adm iran
f a n t ; E qu« viom elles eui C lir ifto pera que ìhe tributailèra e ÌU s
adm ira^oins? CtKìfidwm oso T exrc, & nelle facilmente e n c ó tr ^
jem os a cauza deites c fp a n to s: J t f u s ia te m fìo jìite b a i /tta ie jO ’ fapien^
g ra iia apad D eu m i& ^ p u À Im m neSi C onta S. Luc.'is : qiier dizcr,
que v u m w m oradores de H itrulalem a C hrilio Seniioi* N . creiear juntam ente em a gra^a tU DeoSjSc na gra^j dc5 hom ens 5 pois
m uita rczam tem pera ie adm irarem , que p r o d ig o he iem duvida
em o m undo,admira^am em serra haver quem p u d elìè u n irtìx irsmos tdm oppoftos,coaioiam contentar a hom«s,& agradara Deo*,
f;o) deicaliirdagra^ade Deos darie quem cahific cui
h^
mens, he couza tam e x tra o rd in aria , qu« t o d o s , «»^ucovircm ,!«
devema«kntr-ar: Vtdent&s a dm irati funi»
Q je bum Sam Paulo iobindo pera cam o Ctìo: RAptum Imjüfmos. a d c^
c<6/«w, d«lceirc pera com a te rra : c*densmieiram,
tmth. 12 ^ parece nani (ex t4in-grande prodigio^ pois ordinario he eni e mui>*
do'defccrcra pera comos^homens aquell«j,que lobem pera cofn
Añ JÍ,
X)2os,c3hirem em gra^a a Deos aqucl/w , que defeacm da gra^a dos
homsn«: que hum S. P edrojpor co n tem p o rizar coni os homés em
o PdUcig do Pontiíiccypürdelle 0 yalimcnio pera com D e o s , fobre
ier
Sam F ra n c ifc o de ^ o rja *
il
f e r d e f a c e r t o , iiitm f o y m a r a v i l h a ^ f o y d e f a c e r t o j p o i s n a m q u i z fa-»
z e r f e d'* h ú a c o m p a n h i a d i v i n a , s ò p o r n a m p e r d e r h ú a h u m a n a j
n a m f o y n i a r a v i ì h 3 , p o i s a c o n ‘) p a n h ì a d o s h c m e n s g c i a l n : c n t e d e f
iTOQ^sniìz^àe àe Deos i amiiuta huius mufidì mimica efiDei; qi.e hu lACol,4 ,
lü í e p h d o £ g y p c c ,& q u e hu nj D a n ie l d e B ab ilcn ia, p o r a g ia d t r c
a D e o s , d e i x a l i e m o v a l i m e n i o ^ a q u e l l e d e Tua b e n h o r a , & c l t o u i r o
d e feu Rey,i"e f o y v a l o r , n a m i o y a m a y o r c o u z a ^ f o y v a l o r , p o i s n é
d e iiip re m o s b en eficio s,n e m d e a m e a ^ o s r e a e s le d e i x a r a m t e n d e r j
n a m f o y o m a y o r p r o d i g i o j p o is in’ p o ii ìv e s s ò fe v e n c e m l e t v i n A:>'àòc\is(zT\\iQXty.nemf9tefiluobusDmmisjemiei q u e h u m S a m
F r a n c i f c o d e B o r j a fo lle t a l , q u e unilì'e e x t r e m o s r a m o p p o t l o « , c 6 t r a r i o s cam r e p u g n a n t e s , c o m o íam c o n t e n t a r a P i i n e e p e s d a t e r r a
C o m o v a l j d o , & v a l e r t i ì u i t o p e r a c o n i D e o s , c o r n o le u m ^ y o r fer«
v o , i g u a l m e n t e f o y v a l e n t i a , q u e i. f l o n j b r o j v a l e n t Ì 3 j p o i s f u i f e n t a v a j u n t a m e n t e o p e z o d e d o u s ta m g ra n d e s a fF eò to s,ad o m b ro ,p o is
v e n c e n d o ^ s m a y o r e s d ifH culdades p a re c e q u e c h e g o u a o s im p o f-
iJves.
C er:efiq u ecfted ircu rro :f'fí/íy ?,a prezé^a daquelle Senhor Sa,er;nr.cntado: My^eì'tumf.deì.um m itìerioza toy a c b ra do Sacramc^
toj que OS lúdeos a tiv tram por impefiivel ; quowcdo poieiihtcmlfis , , ' '
(uìnm fuam dure ad war.diicandum, & os D iicipulos a julgai am por * ’
diificuitoza: durus ejl htcJermOj & qual ierà a cauza,porque oencendim cnto h u m -n o encontra tantos embarazos nefte my fteriofVem
a (er,q u e cm aquelle Sacrantento d< Itiu id aa iubf^ancia de pam fi**
cam fo m én teo s accidenies delle, realm ente elU C hiifìo Senhor
K o lìò F üho do E terno P^y^entre csaccidétes fica o í¿bor, o qualh e n b jc f ìo c o gollo h u in a n o , 6¿ narealid ad etftàC h iil'to ) quc lie
todo o i-grjLio ¿0 querer di vi 00 }i« (juo mihi lene con,pUcui¡um o S a ^
(.füffier.to Fedo o goiÌQ:crnmdelectaiheH:um,]A o hun?ano,peiÌoqua
teni nas appaiencitìS.jà 0 divii. 0 ,peli 0 que inclue na realidade j be
pois o m yfterio de Deos Sacram entado táo d iíü cu lto z o d c petit a-»
óìf,duiustSbtc [ermy que paiece patÌa o p o iiiv e lh a v er de le cxecucar: (¡mmcdofoieü^ dalle obra enj quc fe io n te n te ao hum ano, 8c
fe agrade ao (Jivino [ arece impoílivel de ie ía z e r,
(obie tu d o
ardua de fe dar.
H tle f o y o g r a n d e S. F r a n c i f c o d e B o r j a an ees, q u e fe fÍzeíTe fe m e i h a n t e á q u c i l t i V a r o é s A p o Ü o l i c o s d.* C o m p a n l n a d e i e f u s : I t
po/JÍMtles komniúuSi&i q u a l f e n i c í k r o u a o t e m p o , e m q u c í e f e z f e m e ih a n te a d íe s p o r n jíy c d e h L m a d iv in a c o r » v a r U m ? 1 a n .b e m
n e l l a fe d e u a c o n h e c e r p e r g r a n d e j p o is à v i ü a d e n a m p e r d o a r a
« o r c e ao s p o u c o s a i i n g i d e b ú a ÍQ i¿ .tri,trÍ 5 , le u C c l y e o a d e i x a r os^
n iay o rcj
m ayores governos ü o muado>cam alentado ao cÌivino,q dieia con^
figo,que n u n q u ì mais havia fervir fenam a hum Princepc^que nào
h o u v eifà em atg'im tem po de acabar ^ refoluçam he efla cam gene>
ro 2 i, q só hum Sané^ro muí gigancado em a v irtu d sj & m ulto ea>
tra d o pellas couzas do C :o a podía U ztr.
S :n d o a Aguia do meu divino Evaag^lifla S .toam rem ontada
cm rp irito a e H e sC e o U h e d iirî hu Anjo (corno elle affirma em feu
A pocalypfe) que voalfe tnais ì\to: 4fcfnde hucy^ d e n tro no mais reApocal.4. co n d ito de(Tis G ìos abrindothe húa p o rta : Et ei^eoJìiU'ttaj^rtum.e^
inCxlo , Ihe m o(lrou aquslles v in te éc quatro Ânciâos em ijnal de
ferem OS mais infignes na S antidide , com o quer o em in io n ilìm o
Ì«f. ad C atdeal H ugo: Et ecce vidimi
Seniores'^ & qué fez a eftes vinte
■une loc. & q u atto Anciâos ferem tam grandes na Sanél¡d;ide,& os intro.duzio canto pellas couzas d o C -O jq eílav a o m etidos pello mais inte*
rior delle? Direi, elles vinte & quatro A n c ià o sà viièa de náo per.
/
do^r a m otte ao te n tro dos annos de hum C ordeiro: Agnum fìarn.em
^
i4nquAm9cctfum,ì v ifti de nam p erdoar a m orte a elfe C ordeiro, q
citava gozando da m ageftade de hu T h ro n o : fupir Thronumyk vifta
d e nam guardar a m orte algum refpeito a hum C o rd e iro , a quem
to d o o iDUtjdo rendía adoraçoens: cecidewmt infacieSf lancavam de
j(ì eiTes Anclaos o fummo g overno lìgnificado nas c o ro a s^ deixayam: JSUtebantcorsnMSfuiSi refolvendofe a nunca mais corte|drera fenam a hum Senhor,que Tempre houveiTe de viver; adoraÙAUt vt¥en~
teminfACuU ftcul9rum:&c he cam g ran d e eftarefoluçam ,qsô Santos
ÎÇi^itpiníÍgnes na v irtu d e , rauito levantados na fandidade a podíam Coniar: afcende huc^ he efta acçam tam heroyca que sò íugeitos
lOuito entrados pelas couzas d o Ceo a podiam hizer : íttcceoñium
^em m
in Cab,
Parece que contradlzem os ao afflimpco, que tomamos; Te o gra­
d e S. Francifco de Borja era tam iníígne em Tandidade, tam g ran ­
d e era a virtud«,tam entrado pellas couzas d o C eo ja ao tem po,era
¿^uefeíez fem elhante àquelies Varoes A p o f t o l i c o s da S a c a d a Copanhia de leTus: Et pos fimUes bominibus, pois deixou o 1er P rincepe
do Im perio,com refoluçam de nunqua mais fervir Tenam a hú M onarcha,q nunqua houveíTe de acabar,com o podía Ter que houveíTe
nelle o io rm al de húa con vef fam? H íía converfam he húa m u d ala
d o eftado da culpa pera o ellado da gra^a. Te S. FrancKco de Borja
fem pre v iveo em eraça,com o pois ,fe converteo,com o b g o fe roudou?H ora d ig o q fe m udou,5cfoy Tuam udançacam g ra n d e q foy
di vÍQ%ahi ha m ud^r ao hum ano,& ha m udar ao divino,eu me ex -
PU|P9ÍmudaraoOrnanohe
apefoanoferrooialpafsádo
do
Sam PraiìcI¡c ó de “È ù rfà.
d o e í i a d o '^ culpa-pera o cHíicÍo da gt3ça,-niiidai so d iv iro h e m u »
darle lomence no habiio,& nam no kr^ou no mora! da pefoa.
M udoufe o ApofiolD S .P ed ro ,quando íe co n v erteo ^ o E terno
V erbo parece ()ue tam bcoi fe {fiudou fazendoíe hottictn , pots cóm eçava afei o que antes nam era: ÿeihni(aiofaéit<mefl;?oté\:ioU’ ¡tíaüH. g,
ve cita differeça,q S .P edro ffiüdoule no íer lïioral da peíoa, pafan*
d o d o e íla d o da culpa peía o eñado da graça : CoiverfusPtírusy
D iv in o Verbo nartl teve efta m udan^ajpoiqile fe depois de Encarnado o cbamaram Ssti£to:San¿lum i9iduta\ S an d d era tam bcm an- liic- /.
tes em todas as fuas obras: SatM us in oum bus opeiihus fu is ^
que
por íe fazei verdadeiram ente hcm em íicou lem eihanteaos inais:m
fimtluudmetft'Smmm i co n tu d o a m udança foy fom ente com o fe
fthpl»
folie no habito: i t hdiiu mitAm ut úmo,á. nam na realidade do fei
moral da pefoa, aquella he m udanza ao hum ano, & eñ a he muda«
ça ao divino.
C o n tirm e o Sacram ento a verdade d o que dlzem cs: Vere efi,mü*
daüe Chrinò^Senhor
deícendo do Geó à terra,q u an d o fe poeni'
debaxo daquellas efpecies Sacramcntaef^íugeit^S n c a íe n d o d e h u a
converfam ,& de húa m udança em actuelle profundo myfterio^po-*
rem n»m m uda a verdade do 1er,porque em húa & outra parte rem
o mefrno ferrea!,nam m uda o moral da pe0oa, porq íe là nosC eos
os Sera fins o venerani repetidam ente por S a n á o : Serajitn C/iíWít*
haut, Sanffus¡ SüticiuSi SanáuSi em aquelle-Sacram ento d iv in o o reconhecem os Santiílim o, M udaííe íim quanto ao lugar, 6c lambctnq u an to a gallájm udaíe quanto 2 0 lu g a r, pois ocupando rio C c(í‘
m ayor íito p e rc a n z a d a p rc z c n ç a circum lcriptiva,que là logra,tê^
enj o-Sacrafnen-to m enof lugar por rczáo da breve eíphera, q,aqui
fwupa j m udáis qtjartto a galla neiie m yíícrio, porque no C etíV c^“
te purpura de Magel^ade,quando em o Sacram ento huns acciden­
tes pobres cá da ierra ihe fcrvem de a d o rn o , & aíTim haviade fcr
fom ente pera que a m udanza foirecom efpicialidade divina.
G ran d e foy fem duvida S.Francifco de Borja em fua convcríSrri,*
laudado elU nam aobum anojrhas a o d iv in c 3 náoaohurfiano,pois
rtam paíTou do eílado da culpa pera o efìado da graçQ,pois antes d e
fuad iv in aco m v erfam ja eráS an to em todas lúasac^oens: Sanüus’
inomnthus
Saritìo foy tam bem depois della, p o rq u e
D u q u e S a n ^ o o nom eavam : Sandum voídiiur ; nam fe m udou no
fer moral da peíba, p arq u e fempre foy ju fto , m udoufe ao divinO|
porque m udou de lugar, pois fe am es occupava a dilatada eíphera
de húa M onarchia,com o P rincepe que fora,depois fe cílreitou aos'
abiertos dc^ÍJúal>rc^c,.& poM e celia; coffio R cligÍ 020 q ersi m u-
dQU
don de g i l l j , porq ie aiitescom o P fìncepe, veftia purpura deM ageftade, agor.i,rom o R sligiozo mais p o b re,vede da cor d.i terra,
pois he feu viftidohùa roupeca p a rd i da Com panhìa^mudoufe pois
ao d iv in o jp o rq u efo n en ce n o h ab ìco c iv e a m udanza: EthaùuumVentus^ut homi. Ficatido de novo femslhance nelle aos mais Varoes
A poftolicosda C om panhia de lefus: Et vosJtmiUsòmimÙHs,pois em
o jufliifìcado dis obras jà m ulto anees o era.
N am so Foy o grande S.Francifco d e Borja femelhatite aquelle
Senhor no formai d i Tua m u d a n ti, mjs cambsm o foy nas c:rci.n(^
Í
rancias della : o Verbo E terno defcendo do Geo à terra rom ou o
nom e dos Anjos: Voubitur nomen ej'tsnì^gniconftltj Angelus^ fendo q
o Ìer do habito recsbeu o dos ho'nhy.EthÁbitu ìnventus,ut homo, iictn d o nifto realm ente fsm tlhante aos mais homtns: infimilitudinem hominum-y & iazendo aos A poilolos,que por fcrem de fua C ópanhia,
era da C om panhia de Iefas,enrregi de Tua psfon, quando refumida
aos apertos daquella breve efphcra: accipitt, quiz com eiìes A poftoH it b .it . Ics de fila C om pjnhiaafrulir pera Tempre: E i ecce ego vobìfcutn fum
omnibus diebus ufque ad confmutmem feculiío grande D uque de G an­
día S.Francifco de Borja do fetaffn) Francifco tom ou o nom e,Fran­
cifco fe nom eou Tempre, & Tendo Angelico no nom e pedio aos
Apoftolos da C om panhia de lefus o recebeiTem , & com elles q u iz
pera Tempre v iv e r, ficandolem elhanteaeftes Varóes Apoftoiicos
cm o habito: Et vosfimìles 'homìmbus,& hAbitu mentus ut hamo.
P ondom e a !er aquella C arta do Apoftolo S.Paulo, em que vay
«leudam ente defcrevedo aquella admira vel defcida, q fe z o Verbo
E tern o d o C eo à terra,pareceum eq com grande femelhan^a fe poAd Felip.
applicar ao grande S Francifcode Borja em fua co n v erfam , &
d iz aífim : Hoc entrn fentite in vobis dizìa o grande A poíloloem o
principio de fuá C irta aos m oradores da Cidade de Pbilippo, & a gora o digo Eu t.)mbem aos da Cidade de Lisboa/fíflc enim ¡emite in
rcíií, day todos voíTo parecer, Scfentim ento ncfta materia (equi­
voquem os a p alav ra)^W ff in Chrijio íí/«,& vede fe cení grande fe­
mé Ihan^a a defcida,q fez o Verbo D ivino d o C eo à cerra,com a qus
fez o grahde S. Francifco de Borja do cftado de Princepe ao da
Religiofo: (jtácum i»forma Deiejfett o qual gozando de húa forma de
vida,em que reprezentaya húa divindade,q eílesfam os Princepes
f film. ti. cm o m u n d o , (aíTim odifle P lutharco aoG sntilico , & David ao
C íth o lico: Ego áixiDijeflis', wnrapmam arbitrAíus eji ejfe fe ¡etjualein
Deo,) Se logrando tanta grandeza com todo o direito, meteu deb ix o dos pés o q u e d iria o m undo, vendo que de tam levantadoj«
tornará tam hum ilde : fedfemetípfum exmmpit ÑrmAm fervi acci^iest
mü
Sâm Fráiíd/co de Horjii:
15
mas antes deÍ3Cando honras,tkulos}& giandc2a$<loniûdo, & si»d a desfazendofeu p ro p io fcrabraçou totalm ente o eftado de h u ­
m ilde fcc ve; inJtmilttuÀwcm bsm'wüiufuóiusy & habuiitwiuuisyui hom»,
ii^oàfem clhançados mais fer vos de Deos,o gioriozo Sanato igna­
c io ,8c mais Varoes ÀpoÌlolico!>,pcÌmeiraspedras do levantando edi­
ficio da Sagrada Religiaiu da C onipanhia de Icfus, Se deOe m odo
ioy\\Qi.<itmtoàii&E[itQp2}bumilìa\>itfem€t'tpfumfaciusobtdtet}$ ufytt
admertemiìnortem autitn Qrucis^ & nelle ellado de vida fo y hum re­
tra to da mefma hum ildâde.ôcexerapiaf .d a propia obediencia,athe
q u e acaboua vidaabraçadd com a Crus de Tua Religiam v ptopter
^iod Deus exaltavit illum » pella qual rezam O eos o ievantou m uito
na ellimaçâm ,que delle faziam os Sum m osPonciàces, o sË m p eradores,osR eys,S cgrandes d o m undo^venerandoom uito mais de­
pois de cer entrado em a C om panhia d e leius : £t doa^yti iUi.nomcn,
^uodeiifupermnenomea, Se tam bsm Ihscòm unicou Deos hum fob re nom e,que he iobre to d o o nom e,que antes gozara, o qual he o
nom e de {efus,de cuja com panhia o fez: u t i» nomine le f u omne genaf i e á 4tu r ,u le n i u m ¡ t m e ( lm m ,& in f e r n ú r u m t^ allim com elle nonie,ou
n ¿íle nom e,todo o m undo oreipeicou: Refpejcou o o Inferno, a*
fugcQtado m ilagrozam éts os Demonios^ refpeitou>o a terra toda,
v eneran d o o jà entam feus habitadores por D uque S a n d o ¡ veneram no ho jeo sC eo s todos,porque fé eiîesfaôoito em mui boa opi*
niam ,oito Ceos deoico Religioés o elláo reverenciando nelle O u tavario,com eçàdo là do Im pirio 3 T rin d a d e por prim eira,leguindofe logo dos mais Ceos fere Planetas,lu(ìrozos allros,fìcando pe­
ra mim eluiw nnYe n ù m s , nam me reliando das azas dam inha Aguia
Koam divino,m ais q as pennas de nao poder hoje rem ôtarm e cô os
voos aonde o g ra n d e S. Francifco de .Borja íobio com fuas.gran^ezas.
E fe cfte foy,quando afiiftencc aínda no M undo , qual feria depois que tom ando a habito R cligiozo ficou totalm ente femclhante aos mais Varoes Apoílolicos da C om panhia de Icfus; EtifosfuniUs homimbus; a planta que oa terra efteril allim fru áificav a no fpirito , claro era q tranfplatadá em m lihor terrenoJiavia fer oíais fe­
cundabas flores das virtudes,q na mata brava do m undo a(firo entre
fuavidades fe confcrvaram , oh com ocrefceriam no jardim da R eligiam fagrada da C om panhia d íJefus ? O o u ro d e tantos- quilates
deprefeiço cn sjq u eain d ad ero iftu ra com a rerra aíÍim refplandecia,oh com o havia d e lu z ir fe lançalle deli todaeíía cerca? Q nem afÍÍm navegavafem perígo algum pellas Sciíla, & Caribdes de huma
C ortejoh com o tomaffc porto^Sí fe valccc d o íágrsdo da KeÜgiáo
C
viviría
i6
*
JM n fré,
lc4fín
Maldon.
ìbidem,
S e y m a m Ja C n n o m :^ â Ç (ïfn Je
v iviría fcguro ? O tronco,que entre as verduras Ha m ocidade, &
folhas das pompas do mundo^aiiim fâ ateâva em clvainas d o divino
am or, oh? qnando de tudo jíío voíuntariatnente fe delpojafe, que
Bthnas de Inrendios,& Vutcanos de Fogo no d iv in o am or r á o c ó ctbetia? Si w9fíidtltgnoÍ:ácfacmt,martd9^uiJfeiÍ H e argum ento
d iv in o ,p cr 1er de O iiifto ; le o fo g o de íobtranos affcítcs e n m já
tam intcníos em quem occD pava o dilatado de hnaM on^rchia^oh^
que mayores haviam de
quando cctrahidos aos apertos de hua
vida Reiigioza^íem duvida ferram em tu d o mais intertfos.
R ecorram os ao Sacram ento pera que nos dé verdade a eíie di&
tu rfo ; Veit eji, & fa^a digno de fee a erte penfam ento: MyíieiiumJ?Em eres pontos considero eu o fogo do d iv in o a«nor pera com
o homem*, deufecm Déos pera com ohcKnem am or da Criâçam ,am o rd a R edem pçam ,& am ordeSufkentaçam > o am er da criaçam
m o íÍio ti-o D e o s e m a fa b rtc a d o hom em ,lanzando mam d o b a rra
pera o Foimar; o am or da Redem pçam publrcou-o na defcida, q u e
fez d o Ceo à cerra^ (im de m orrer pelio gen eio hum ano,& o ref.
g¿ftar; o am or de íuíiétaqáo dao D ees a conhecer «m aquelle m yf.
térro foberano,pois alli he DoSòttìintimtntotCarotMavereelldhs^
o am or da R edem pçam nam ha dnvida foy m ayor,que o da C reaçâo,porq,(obre cahir ja febre aggraves feitos a Deos,{oy fem d u v i­
da m ayor o benefìcio, que deiJe nos nafceo ; o am or da Creaçam
fom ente p¿s no fér hum ano húa Imagem im perfeitade D eo-squádo o am er da R edem pçam fez com que D eoídeH e aos homens *
iba perfeita,& Real Ím agem ,que he ofeu E tern o V erbo: Sic Deur
dilkxit mundum) utpium fuum Vfiigenitum daret , a q u e lle /r denota
bem o ex c ellb d eR e am or ao p iim eiio; oan<or daSuiiem iiçâo foyr
m ayor que o da R edem p^am , pois o am or da R edem pçam obrigou o a darfe húa &Ò vc 2 ,potcm o am or daSuftentaçdm faz con­
tin u ar por m ultas vezes efta datado am or dn R edem pçam fez com
q D ;o s íe uniffe fom ente a hum individuo d o íer hum ano, qu an ­
d o o am o r da Suftentaçam o d e ix a u n id e a todos n és: inmemâtietf
itío’j o a m o rd a Redem pçam chegou p e r a D éos n o fim,*ma»
o am or da Suftentaçam f^z com q u e excedctíeyainda parece,o fim
áo 3rr.oTiinJinmdílexfttideJífüffraJin*m. L e M aldonado.
E qtial ftfja a cauza,porque clic am or tetceÍro,& de fuftentaçâo,,
havia lerem Déos,a nolìò m odo de en ten d er,mais intenlo,8c obri-*
gafo a mayores exccfìo&^ H e a ie z a m ,q u e o leg o d o am or,com q
D eo screou ohom em ,rinha húa im m enëd«de,aonde efpaciava o$
ardorc:s de feus incendios,© am or da redem pçam , com o D éos eitava là rcalm cn w fcitah o m em ^ tin h aco n trah id o s aquclles rayos ao
b te v »
Sam Fran ò fco de Boyjä»
J7
breve do Ter hum ano,& o am or de fuíléca^am eiìà m etido em m a«
yores apertos:,que íam os daquelle breve circuloj he poisfobre to dos mais intenío o fogo do d iv in o am or era o S acram en to , & h i
rezam pera nos conceder ahí mayo; es tavores,repetindo o beneti*
cio^enriqiieccfldonos a todos com aqu¿Iia iuprem a daca,porque o
fogo ñas mayores eiireítezas arrebenca cotn m¡nas,8c dà cm excef»
íos^quanto m aisfecontrabem os rayosyfjm m aísintenlos os incen*
dios.ascham as,quea hum ponto fe rediizlfam , raais incenfo fogo
fiseram ; mas que m ayor prova d¿ftaverdade, que a vida do gran­
de S.Frácifco de Borja,o qual fe antes, com o va ido do Em perador
Carlos Q uinto,extendendoC e ao dilatado d e hum Im p erio , com o
Vice R.ey,ao eipa^ozo de hua M onarchia, com o Príncepe,á gran­
deza de húa R epública ,to d o (e abraza va interiorm encä em rayos
de am or divino, depois,quando refum ido ao breve de húa eílceita
celia,nam po d endofà reciralos,por mais intenfos, foy vitto m ultas
vezes convercido em húa viva chjcua de m cendios foberanos.
EíFeito foy eíle de fuá conver(am,&: nao he m ulto folTe eíle cao
exceíiivo,quan d o todos ellesforam grandes com exceíTo:Comecemos pello prim eiro:foy o prlm eiro efFeiro de fuá con verram,& o rírem de codos os mais o eñado R eíigiozo,pello qiial fe fe z íe m e hante aos Varóes A poftolicosdettafagrada C om panhia : Etvosß^
miles bomimhusi Foy em o g ra n d e S.Francifco de Borja a virtude da
R eiigiam períeita no m ayor a u g e , pois a mortiöcagam vniverfal S. fíim n,
de tu d o q u an to ha,aquaC com o d iz S. Hieronym o,heeíTenciaI do de reguL
eftado R eíigiozo,foy nelle de tal quaüdade, que parece paíTou ro- MotiAch,
d o o ex trem o . A dous generös de mortifica^oens fe redus to d o o CAp. ¡é»
padecer pella dotitrina de C hriílo,ao to rm en to de hú fogo : ignem
reni mttfere i» terram, 8c ao rig o r de hutn ferro: nonPenipacem mtttere,
¡2.
fedgludium. R ecorram os agora à vida d o grande S. Francifco de
S o rja,& verem os que a húa, & a outra morcifíca^am excedeuj cm
m ultas occazioens foy vlfto eíle adm iravel S a n ^ o em divinos excalis arrebatado, to d o feic o h ú v iv o incendio, Scim m aglnádofe
(com o era) Ihe foíTe prejudicial eíTe r i g o r , com que fe tratava, Ihe
deram em o co rp o profundos golpes pera que aíGm celfaíTe dos ra,em os quais,com canco perigo de fuá faude,fe ellevava, & ainda à vifta d ecanta pena pedia o deixaíTem continuar ; argum ento
he efte <ie nam sò ter chegado o grande S. Francifco de Borja ao
ulcimo damorciíica^am,mas aínda o ter excedido.
T orm enco he eíle de q u alid ad e, que sò hum hom em D éos pa­
rece podía d c lh m aneira padecer^pois sò hum D eos homem poAo
a f e r r o , ì fogo pòde mais penas dezejar. D e C h tiñ o Senhor
Cz
q u an d o
lg
S e m m da CaMn\:^xcao de
quan d o cm o C alvario affirraou T ertuliano que raoftrara ao m trnTírí«/. à-2 d o to d o er» Deos em o p ad ecer: mlins hom talU fußmerei ( d i z o
pa j[.cap.¿ grande P adre,) E qual he o ftin d am en to efefte juizo tam lcvantad « ? D ire i,C hrifto S en h o rn oiT ocm aqo«llcn:,ontcdefuas pennas
tinha padecido diverfes generös de torm ento.so ferro d o jc ra v o s,
Ihe cinlia-ralgado o c o rp o e n )o C alvario, o am or o tinhafeico hua^
. braza viva de incenóioi no S ic n m c n to D ä h ei eaUuktucanäidumy
c o n tu d o eftava a paciencia do Senhor tam lo rg e de rcceat to rmerrros, que ainda de^ejava mais padecer : Sitie, ie ousra letra ßti9 mAÏoïA tormenta^ diga pois T ertu lian o ,q u e a paciencia, com que
Clwiíto Scnbor nolio-le hoíive no C alv ario ,’foy argum ento cer­
to dtìfua di-viîidade, que sò hum Deos hom cm pofto a fe rro , & a
fogo pòde ainda ter dezejosde mais penar, nenhum puro bcmemy
p o r mais p uro qac iej3,parcee pòde ta n to fofrei: nuHui hmìnum tAIÏ 4 fiißineret-yO grande S. Franciico de Borja noexceiTo ,co m q u e f t
mortiiìcou^.pois en tre os torm entos d e hum incendio ^encre os ri-^
gores d 4 hum ferro y eÌVà anciozo d e mais p e n a r, tem dos hom ens o ie rd a Íémelh3n^a,qne he divino: Bt vts fimìtei hom’mihtis, 6c
nartvo fet da reaUdade,que he hum ano j pois fe aiemelha u n t o co*
D eos ht>mem nas ancias de padecep.
Sendo aeftinraçam o b tm ^ d e q u e roaîsfaztm cazo os grandes
d o m undo',.por mais grande tenho eu aS.Francifco de Borja em a
morsificaçam recuzandotìtulos-honrtòzos,com q u eain d a» q u an d a
e n tra d o na R digiam ,© pretendiam acrediiarjíiem h tifto jo q m a is
me-admira nefte D uque S a n d o , pois jufto era ciraffcos títulos de
fua grandeza quem a D éos por m eyo de hum v o to fe tin h a confa-r
grado.- H ua pedra levantou k c o b em gratificaçam dos beneficios,
que Déos Ihe tinha feito, à q u a l deu (èu t itu lo , emfim fella titular:Ctnef.jx- erexit-hfdemint'utilumfic\o^o fobre o m e fm o titu lo (c o m e q u e rA Jbuleitj. b u lenfe) lan^.eu eleo,oa oucra fcm elhantc couza a m o d o d ó ptaca».
Ibiätm,
dç
derretido , com o rapÜ ca L y ra as palavras do fagrado
T e x ro í Irextt titulum lapideum lihans fuper eam
Uwn dr fuper y fic-pats pera que apaga Jacob com cíla brevidadc
quella, pedra o-tìtulojque p a u to ha Ihe tm ha dado j' Sera por ven*
tu ra pera m oßcar a pouca duraçam ,quc ncfte m undo prom cíem Oi
titu lo s aínda de m ayor grandeza? Boa rezam,mas ao in ten to djgo:J a c o b tio h a confagrado a Déos aquella pedra por m eyo de hum
v o to , com© po n d eta o C ardeai C aeta n o , & o que a Déos fe tinha
officrccido poT m eyode hum voto,era rezam apagafle q u a lq u e rtitu lo d c gT3;idez:i,queantci tivelTe alcanfadojpois nam dizem bemíitulosdi:Íbbcíania-frin qu em a D íos fe-há confagrado;quc fe caenv
'■
bera-
S m T fû n ctjco de (È ò rja .
ìp
bem o sp o b re j, & hum ildes b ib iío s d a R e lig iím tm o s titn lo sh ô rozos do m undo, quando cíUs le d c ix a m , contiido nam he aííiin,
guando juntam ente com d lcs fe confervam.
D e ix a r o grande S.Francifco de Borja as eíclarecidas ho n ras,c5
que o m undo o tinha tanto Icvanradoínam he o que mais me a d .
mira^pois© eftado R cligiozo,que tanto dczcjava, nam dizia bem
com efias altivezas,mas o que mais me íufpcnde,heyq depois de ter
em rado em a íagrada G ó p anhiade lefus ciH um i)^ d izer quádo ef^
tava emfermo^que m ah em ferm ava m ortalm ente dos títulos hon'rozos,com que aigüs ainda o tratavím j do que das Ifriíeimidades
tnortacs,que padecia^acçam he efta de tanta perfeiçam, q só íe p e ­
dia dar em ham fugeito m uito d iv in e , defpedido de todas as co u ­
zas do m undo,deíapegódo de tu d o da tetta,& que tlvefl'e feu íplri«
t a de to d o entregue nas máos de Deos<
Sobre a cabera de C h riñ o ,quando cruclfícado, foy polla a can«
za dcíuam orte,com odiz© fagradoTcxto:Pc/«ír««/,/«^erírf/>«uy«í
,
(aufimipjttis feriptanti Ic o S y ru co : aecajionem mm'is 5 im sglnava cu
q u e a t a t z a principal du m oitc de noHc R edem ptor tivenem fido
«odas in k rn ;id a d e s , que febrc fi lom ou: Voe iar.gmts «ofres ipft
tullí; a faudcy que ihe falcava: m j trat m €o Jarifas ^ & nam
outra alguma couza ? O h , que fobrc a cabcça d t C h îiito G íücilicado foy pofio hi¡m titulo ho n rro zo , & de W agefíadcí
Strtpít mtcm utulum V'iUtus, é pojuit [tipra Cimem^ & Ghrifto Jo am .tfl
S enhor nollo era hura fugeito tam d jv in o , que era D eos, o
qual d o m u n d o le tin h a jà delpcdido^da terra cfìara dcfapcgado:
St exdtAíus fueto à ierrafie tinha tc d o íeu ípirito entregue nas máos
de lyccy.inmanusiuas comeKàojphiium weiitn.^ E a h ú íu g e ito divino, 2 *,^
*
d eíap tg a d o d a terra,¿espedido totalmeRte d o m u n d o , & q u c te m
*
rcfígnado fcu ípirito era ssm ács de D c o s , n a m o m a t^ m tan to
as tm fcrm jdadcs, que tem j com o estit-uloslionrrczos^ que Jhc
dam 'y nam íam tan to eauza de fuá m orte as pena?, que padece, cew o os títulos m sgeftozos, com que o lionram v es levantados titu*
lo«, porquera os outros m o rrç m ,cfles íam ,os que a elle princi­
palm ente tir&Ri a vidaj-os cutres em tcrmam de m o tte , porque o»
faonreni na v id a ; a elle dslhe a iro rte quem nella o acrtditaj;
nos outros o lérem fenhores he m otivo peía vivercm j.nos Varoes
de mais aiios fpiritos ísm es titules de W ageftadc a c a u z a
mais principal pera acabaren) ; Tofununt juper caput tjtts (att^
Um ipjius f»iftam ¡ & devtfe n erar dizer o fagrado T e x to ,
que o t;tulo de h o n ra cíiava ícbre a C r u z : sctipjtt autm
fto í;, &
pttfun fuptA C m c m '^ ít n d o a í I Í D i q u e e t n q u a r t o
eau24
cauza dafnorte^diz que citava fobre a cabeça de Chriflo: roftieraitt
fuper C4pmfj:ts C4ufam fpfiusfcrtpam j era quanto titulo honrrozo efC3va fobre a Cruz^ perqué aínda /obre o torm ento da C ru z m orti­
ficava a C hrifto o titulo d sM ag cftjd c,q u e lhedavam ',em qnaiuo
cau za da m orte eñava fobre a cab;çs de Chrifto; que tan to amava
D eos aos ho m en s, que as cauzas de p ^ e c c r por tiles as quería ter
fobre a cabeça: fupercaput ejus.
N am SÒ no enferm ar de m orte com os títulos da m ayor honrra,
& em outras acçoens jà repetidas m oítrou o grande S.Francifco de
Borja ao m undo to d o que era d iv in o no fofrim entoj& q na niortificaçam tinha dos Varóes Apoftolicos o fer da remeihan^Sjque he à
ifnitaçam de Deos: Et vosfimiles hommbHS¡m3^% aínda em outras m uitas:C hrifto noíTo R edem ptor à hora,que pera elle havia fer de pei# na,deu o nom e de fuá: fctensqui* venitlma ejuSj»o tem po,que havia
P jttlm .é i»
tem peftade desfeita: tempeftas demerfit me, chamou
ÌAMO.20. tem po tam bera feu pello gofto,que nelle achava :
pe efi O grande S. Francifco de Borja,por parecer tam bem divino,
q u an d o cam lnhava com defabrido tem po cuftum ava dlzer, com o
nos favorece o am igo,eíle he o mcu tem po; C hrifto Senhor noflb
dava o n o m e de amigo a ludas,queoaggravava:4m kr. C om eçou
p or elle ot favores na n o ite d a C ea,íundando n ao ife n ç a o m o tlv o
pera o beneficio; S. Francifco de Borja aos contrarios quería com
mais tetn ô affedo fazendoihe favores ; nobreza foy ella betn con h ecid a d eíeu a n im o tfid alg u ia d efeu p eito , lu ftred e fuaperfei^am,que a nam pode haver m a y o r, que tom ar por m otivo pera o
bencfício o que foy inftrum ento do aggravo.
Em nenhúa couza (dilTeoSabio) refplandece mais a M agcftr»
Icclef-fS' d e d e D eos,rom o no arco,que poz ñas navcsáoCcoiVide arcum,&
num. i 2 . beneákeumiqmfecaillumiYAlde fpeciafusejiin jplendore
íerá
a rezjm ;porque na circum ferencia delíe arco fe ha de ver o Sol di­
v in o com tam os refplandores ? Direi, eftà eflTe arco com as pontas
formadas na terra, com o feos hom ens o tivelTem a r m a d o contra o
p '‘alm. //.
ofi'endcrem a D c o i: peccames mtenderunt arcum imm^ K
^
D eos pello contrario uza deíTe mefmo arco pera Favorecer aos hoTx metis: arcmn meumponam innHbtbus^ó'eruJignuruj^ederis ínter tfíf,Ó' inGerel 6.
no arcóle publica o hom em por ininiigo de Decs^ & no
ttum. / / .
moftra Deos am igo do hom em j affirme pois com bom fun­
dam ento a divina Sabedoria , que em nenhúa outra couza brilha
mais o fer Deos,com o he ncíTe írc o ; q nam ha realce aínda de maror foberania com o he tom ar por m otivo pera o patrocinio aquil0 raefíno,quc foy i n f t r u ^ m o pera o aggravo ; fundar as rczocns
l
Stim Pycincifcocle liorja»
ii
á o atrior nos fundam entos do aborrecer, he o auge áa m ilhof v r tüdcjh;- o iiiftrc d j m ayor pcrfeiçam. Bcméc eutHiVuHefpichjus e¡i.
H um arco armado confia de hum trian g u lo , duas poncas f a z o
arco,6¿ húa a feta^hum arco armou o m undo peía ofirender a Déos»
& hum arco tam bcm armoii efle Senhor pera favorecer aom undo;
porque aíími o m o n d o , com o Déos fe valeram de hum triangulo^
ou de tres couzas^aqueíle pera o a g g ra v o ,^ eñ o u tro pera o patro­
cinici Valeufe o m undo d e tres couzas pera ofl^cnder a D e e s } vaieufe de hum hom em ,de húa m olher,& de hum bocado,o hom em
foy A d am ^ m oíher Eva,5c o bocado o fructo da arvore da Sciencia; Valeule Déos de tres couzas tam bem pera rem edio d o mun>
do>vaieu(é d e hum hom em ,de dúa m oiher, 8c de hum bocado , c
hom em fc y Chrifto,a moFher a Virgem M áy,& o bocado he o Sa­
cram en to ; p o refia cauza no ponto,cm q o Verbo D fvino encara
n c u nas puriffimas entranhas da Virgem M á y /e vio D éos levan
tado ao po n to m ayor de fua efphera; Et vhtus diûfstmi^bïumbaùit ti
bii por efte principio em o Sacram ento encontra Déos os credito
m ayores de fua nohxtzx. nurtc(h f 't^Cíttus cñ^ttüs bominí?"^ por efta re
*a<n à fombra daqueíTealtifíimo n^yíterio: MjHermm fidei, S .tra ii
cifcode Borja ficahoje C anonizado por grande: Vete eji. .
P e r gran d e nam só na m m tilicaçam dos a ffe á o s , mas aínda n
dezenterefado d o re rv ir; (ren am co n ru ite m o sa iu a h ifto tia): pet
tendía o gram leS. F ra n c ik o d e B orjafervira Dcos na fagrada Ce.
panhia de Iefus>& m oftrandolhe o Senhor,que ainda cemporaiñii
re o h a v ía prem iar na Re)igiam,Tecuzou o favor,dizendo que ná
h av ia entrar na C om panhia de Jtfiis,nem nella havia ferviraD ec_
feoliouveredeprem iar^nam ha duvida foy ifto fcr grande e m íc rv ir a Déos, íer nobre em o bufcar. Aos Menar« has do m undo defereve D avid bufcando a Déos eomo-Rcys: aáorabwu eum emnes r^p s terrai aos rufticos de BethIecr>,quandabu(cavaiTi a lc h ¡s& *
Pjdw . / / .
C om panhia, dà o EvangeliftaS. Lucas o nom e de hum iides Paftot«s: Pajiores loquebafííurtnvicem ¡ m oílravam fe eftes hum ildes em
bufcara le íu ,& a fua com panhia,pois levados d o im e re ííe o buf- lu t, 2 .
*avaro: videamus hoe Verbum ^odfa¿tun» e ñ , (¡ucdDvmir.tisojlendit nobisy
qperiania com panhia de lefus pera o verem ; 'XideAmushoc Veriíuntf
mas nos pa(ros,com que fe m oviarr,a Caza por fer Bechlem,que h e
de pao,os levava : tiAnfe*mus ufqtte Bethlettr’^ publicavamfe aqueiles
por Reys em bufcar a Je íu ,& a lúa com panhia; pois nam inicrelÍes
proprio5,mas alheas conveniencias osobrigava a fem overem : ^aia .
^beravitpMperem Apotentef porque havia liv rarao pobre da mam do
podcrozo; O h, que animo real o d o g ra n d c S. Francifco de Borja
era
22
Sem am Ja Camnl^ac¿im de
«m todas fuas ac^^oens.
C untendiam diance do E ^ n p iriJo r C arlos Q u in to , Dom Carlos
d a Borja filhad« S.Francifco de Borji,6c D om Alo rifo deCardenas
A iaisiraiKs d¿ A ragim fobrc o dom inio d¿ húas térras; ¿cquerédo
c Em perador fjv o re c :r a Dom Carlos de íiorja levado das obras,
& férvidos do grande S.Francifco de Borja,Ihe d iíle o San<ao> <}uo
n ao SÀfizelis juliiga a Dom Alonfo d e Cardenas^aias que ainda Ihe
éizelH: rodo o favor, por quanto íeu fìlho Carlos de Borja era po>
d ero zo ,& o Almeirauce era pobríjcáo grande ,4 com o Rey,fe moftro u S.Francifco de Borja em fuas ar^oen5,pois em eUas tra 2 Ía d ia­
te dos oihos fom ente livrar o pobre das máos do poderozo : /¡ut*
tÜ>erAvUpau^erem apote»ie, feraiíhiantc foy o grande S. tran cifco de
Borja aos hom sns de efpsran^as em o g sn ero zo do obrar ; t í vos
fimiUs hommlfus, mas Tiimi'oy homem que efperafe; pois nenhum a
eíperan^a o m oviaa fsrvir^ fer vía a Deos, com o nobre, 6c nam co­
m o Ter vojpois era fuasac^oensfcnam levava de algum p rem io, q
D io s Ihe houvelfe de dar àquelies niefmos Varoes Apoftolicos, q
n o prezente E vangelho fe reprezencam divinos p o r terem dos
hom ens o fer da Ícmelhan 5a ,q u e h sa Imíca^am ds Dcos: Et vosfimiles ¿«wi»ií>M/, logo abaxo ihe dà o proprio T e x to o nome de fervos: Se4ti fervi,zWi fe intitulam divinosj porque pera ísrvirem nan>
punham dian te dos olhos mais que o mefmo Senhor# que os man­
dava: Spe^Anúbus Dommumfuum, aqut fe nom eam fervos, porque )á
fe deixam levar do prem io: Super bou*fuAion^ituet eum. Em tudo di­
v in o S.Francifco de B orja,divino em íervir,po« nenhum intcrclT«
o chegou a m over.
N am menos foy divino em os milagres^jaem a generalidade de
p ro digios, queexecutava,já cm o m odo admiravel,coni que os fazia;em ageneraÜ dadedosm ilagrcs foy grande j pois m ilagrozaraence p oderozo fe extendia ao ar fsrenando ventos, ao mar paci­
ficando as ondas, ao fogo parando os incendios, & à terra Tarado
<mfermos,8c rtfucitando morros: cm o m odo,com qucfazia os milagres,era tam prodigiozo,que com fpiciaÜdade parccia divino , af-ugentava aoi D em onios, 8c querendo os circunftances atiribuJ.o
a mÜagrCjO San¿io Ihe rcfpendia qtic tal nam era, ícnam de fcr elle
tam grande peccador^ue ainda o D em onio fugia de fuá cópanhia,•
& por outra parte era cerca occaziam aparccendolfae o D em onio,
dizia eíl« ao San¿io , que íe confundife de cftarcm fua prezen^a,
ao que o grande S.Franciíco de B orji refpondcu , lim ine confun­
d o , pois ainda tu fendo hum D em onio es m ilhor d o q u c e tífo u ;
ÍJira m oítrara c t e acjocns a grandeza de S.Francifco de Borja em
osm iia-
Sam Francifco de !Borja>
2^
os milagres,qu£ fazia,> argum ento he de hum fer divinó cóm íp&>
cialidade puM icar m aldadesiingláac}fiateim poQas,6c occultar o>
milagres ver4adeiram enteJeitos.
ChriíloS&iaihor noíío em.o Calvario ^ b r e fe r cohhficído póf
hom e jufto: 0 i í homo jujius erotto conitñon o C entutiaea xom
partlcularidade.por filh o d c D e o s í Vere filius'Det.er4t homo.iñe, £c
q u ais^oram as premlíTas, que vio,pera Infeur huma-confequencM ^
tam ieÿaotada ? B irc i C b á ílo Senhor üofTo cm o C alvario execucou milagres vefdadeiros,TcfucitaDdo tnortos^ & fa z e n d o ou­
tras pjrodigiozas achocas ^ a C iu'iñocm o C alvario foram lhe im *
ipoftasfalçamente mulcasmaldades: Etcuminiquisreputatuse]l.f p o ­
rem com eÎladliFerença, que os prodigios Foram f^eitos em hum
inlU nte,em que o S en h o r m orreu, que ,Foy pouco antes .da hora
da ooa>
as maldades Coram lheím pofias antes d a íiora da fexra,
q u c f o r elfa^aiiza a:íErma Sancho A u g o á in h o o crucifícaram à
h o ra da cerça ; os m lla^rescom o execucados antes d a hora da noa
fizcramje enere treva« , en tre obfcuridades : £t hora, fexu uf.que .aá boram nonm tenebrafa íia fm t fupervmverfam terram, as m aldades,com o ímj^ofias an tesd a h o ra d aiex ta , di0*eramfe enere luzes
d o So!} conclue pois o C enturlam , que C hrifto nam sò h e S a n á o ,
'^ a s e fp e c ia lid a d e iilh o d e O e o s , que publicar maldades fingidas
im poftas, & occultar prodigios verdadeiram ente fcitos, desTuzit
milagres verdadeiros , 8c nam obfcurecer.maldades ü n g id a s , Ihe
argum ento de h utn fer co m íp ec la iid a d ed iv in o :!';/^ ^ /» ^ iVi etAt
'íñe. Áfpira t a n t o o Ter h u m an o a fe dar aco n tecer p o r g ran d e em
fuas ac^oens, que h av er quem faça p ro d ig io s, 8c juntacnente os
occulte, heibbre;todos o m ayor milagre. O o Sacram ento da Euchariftia afì^rma o D outor Angélico fet o prodigio mais ex tra o r­
dinario , que Deos fez : Miracaímm db ipfo fañorum maximum , .& d . T/íww?
^ u ala ^ au za d eftee x ceíT o ? E m aquelle m y fte rio foberano eftam opufc.í/,
d iv erfo sp ro d ig io s, jà em o m odo,com que<os accidentes eftam
indep en d en tes d e íeu fu g eito, já..em o m odo defínitivo,com que
C h rifto ^ e n h a r noifo eftà em aquella jCÍrcumíerencia,eüando todo
cm ro d a día,6ccodo.em qualquer p a rte ,
íTendoeftesosprodigios.quc o S en h o r obrava em aquelie Sacram ento,quiz que fícaíTe
o m y fterie fea d o de fee:
jStó,de cuja rezara he a obfcucidade,lançoulhc alfom bras daquellas efpecies Sacfarasntaes pera
que ficaíTem eííes prodigios obícurecidos ; he pois fem d u v id a o
Sacramento a mais fuprema maravUha d e todas, que C hrifto fez,
xoilagre he n o m undo o m ayor d e iodos o que íe eftà cxecurando,
D
U junta«
2^
Se í'm a c'Jj
de
8c juncam snte obícurecendo. Só de Sam P edro, que era P rincepe
én tre o s Apoftoloíjiemos que,tizeíifl milagros com a foiub'.*;; tr
niente PeiYQ faitem umbu ïllïus oúumbrareí (juemífaum tHovín, &¿t^
berAtentur ab unfirmtiÁnbm fuis , fcrve a íombra de obfcurecer, Pe­
d ro ,q u e he P rincepe entre os Apoltolos,faça milagres com a íbrab rj, poís he fsr P rincepe entre os ApoUolos em tazerm il.ig res, q
ex¿curalos,& juncam ente obfcurecelios.
P íin cepe foy Sam Francifco de Borja entre os Apoílolós da
C om panhia de lefus, poisdisluziaos mihigres,que ex ecu tav a, &
fe ifto o íez grande em as prodigios de í«as acçocns^gtialmci te o
foy em a fciencia: eaíínava publicam ente o g ra n d e Sam Francifco d i Borja em as V niveriidades de V alkdúiid,8c Alcaiáj
a to ­
dos (iliza íua lu fto ria)d cix av a fuípenfoscom a lúa dcétrina , pcis
ainda o que n u n q u a tm ha aprendido com notavelerudiçam o cníin av a. D e C hrilioS enhornoíT o affirma o figrado T e x to q u e o s
3¿*th 7- m oradores de N azareth í i cdm iravam de fuá doctrina : admiraban7» tur fuperdoUrmejus, 6 £ c ia a c a u z a o v e ie n > q u c C h rillo en lin av a o
qi>enunqua a p re m h ra : qnmodo b'tc htWAsfúty cum nondráifcerit^
Hnfínar com ventagens o q u e n u n q u áfe ha íprendido.M oftrajquc
a (ciencia nam he hum anam ente alcanfada, mas divinam ente *dq u iiid a : DoíirlnA non efi m u i fed ejusquintifiime, o mtÇmo
gum a m aneira podia-dizero grands Sam Fxanciícode'B or)3','crta
d o ctrin a,ou fcíen’cía naai hem inha,/nas de mcu Pay o grande Pairiafch âS an d o ïg n acio jO qual n:am andou p re g ar,& eniínac ;^ínfluencia he efta do A ítr,oqne dom ina no C eo d a íagrada C om pa­
nhia de IcfujeftcoC U m a d e fh fagrada R eiigiatn;oqual tcttí ta n ­
ta influencia,q mal pode íer alguem da CoíDpaohia de Jeruj,& M r
c m o ju iz o a lg ú a ignoraiicia^ou faltailhc n o eh ten d im cn to algum
a¿lo de fciencia^
Quizeram d izer em ccrtaocazíam aSam P e d ro , que elíc-cra
íi» t . t4. daC om panhia dcrltfus: £í/h
er*sy ncgou d iantc
^iÁth.26. de codos fer tal
corám tmmbus ^ & p e r a q u e dcííe pro va
a fuanfgaçara affirmou nam íábcr o q u e Ib c d eziam : tiefcis ^uii
dtcis, affirmou que Ihe faltava hum 2Óto de fciencia de Oeos hoincrn no cntendim ento: ncnnovi h«mwem; Pois valhatte Oeos, Sáo
Pedropeca provar que nam era da com panhia de leíus fundafe cm
que tero huma ignorancia no ju iz o ,e m q u c lh e falta hum a á o d e
fciencia naencendim ento? O ra andou Sam P edro, lenam grande
am ante, muixo difcurlívo n o que dizia , pois mal p o d ia c ile fe í
d a com panhia de Icfu>> U falcarlbe algum a¿to de ícicncia n o en*
«nd>
Sam Vràm ìfco.iìe 'Ëorjâ,
t c n d i m e n t O j o u t e r a î g u m a i g n o r a n c i a n o j u i z o : Q ^ i z S am P e ­
d r o p r o v a r a fua n e g a t a m i c o m h i i m a q u a t t a d a . q u c t e z , c o r n o fa
d i l l e r a ao s c ì r c u n f t a n ì e s , m a l p o H b e u e f t a r n o p r e d i c a m e n t o d a q u e ! i c s , q u c f a m d a C o m p a n l i ì a d c I e r u s , fc c u e f t o u n a c la ilc do $
q u a ceni a l g u m a i g n o r a n c i a n o e n c c n d i m e n t o , c u I h e falta a l g u m
a<fto d e fc i é n c ia n o j u i z o , p o is c o a c r a d i z h u o ì a c o u z a c o m a o u ­
t r a , & fe f o u d a claífe d o s f e g i i n J o s : n e fá i q u id d icu , ntn novi btm inem-j M a l poíTo fcr d o p r e d i c a m e n t o d o s p r i m c i r o s j & a ílim fica
p r o v a d o , q u e ç u n a m f o u d a c o m p a n h i a d e )efu s: negavit curum ont'
mbus, S a m P e d r o f e c o n f ç H b u p o r n e f c í o , h u m a v e z q u e fe p u n h a
f o r a d a c o m p a n h i a d e Jcfu s ; non f u t a , p o i s q u c m fe p o e m f o r a d a
c o m p a n h i a d e lc - fy s h e n c f c i o , & t o d o o q u e n e ll a c i ì à h e fab io .
D os Pitagóricos íe conta, que pera argum ento evidente de ferem
fugeiros de grande íabedoria, nam era neceííario mais teñcm nnho
qije íerem da com panhia de Pitagora5, d o mefmo m odo pera pro­
v a de grandes letras cm hum fügcito ballalhe íer da com panhia de
lefus,
.Efcreve o A poílolo Sam Pauio aos C orinthios,& dalhe os perabciw d e que nara havia graça, que D éos a outrenj fizeíTe , que
tam bem à elles nam communicafTi, aflìm na (ciencia,como em tu ­
d o mais: tit omyti^us divttes facíi tíiis j in emití vaba ,
in omni fcicn■
tÍÁ¡ ítMt fúhü vobii dejit \n uUa grmÍA. E q u aí fera a cauza ero os Co.
rinthios de ranta fortuna? Qua! o principio de tanta ditta ? Q u a l *
a o rig e m d e tan to faber? D aá logo o meímo A p o fto lo :F itó Z )m ,
perquem vocatieíHíinfocieníaiem p iij ejus iefu^ íabcis ó C o rin th io s
(d iz o grande A portolo) donde vos vem eíte com pendio de per-,
teiçoens, e ftí cxceiTb nas (ciencias ? Vcravos de feres da com panliia de jefus, pois os que fam defta com panhia tem toda a perfeíçam,polluera toda a fcien cia , Se finalm ente logram toda a ditta:
onde eu co níídeio quando vi que havia Reiigiam algum a,que fahifle com Santfios canonizado.',!ogo encsndi que à com panhia de
lefus íu m havia faltar eíla graça Pontilicia: as Religioensfagradas
tcm da mam do Summo Pontífice privilegio de cômunicaçam per
ordem a muitas graças, que Ihe f a z , mas a Com panhia de Jefus
tcm hum privilegio da mam d iv in a , que ncnhum a graça Déos a
outreni conceda,que tam bcm a C om panhia de .lefus nam conííga,
í i i C om panhia de kfus t«da a perfeiçam fe encontra : in omnibus
divtics /xciiejlis , nada Ihe falca ; itáut nibú vqUs defn tntüUgrátu .
i odas elUs fe viíam juntas era o grande S a n F íancifcod«
D 2
Borja
z6
Sennm Ja CanonÍ:^¿icao de
Borja, fe attenderei à fciencia,&: confuitares bem os livTD.^quecfte Sandio co m p o s, acharéis nelles oí excrcicios Ipirituais, & zcllo
da^almas do grande P attiarcha Sanólo Ignacio, & taaibcm os
principios d ad o u trjíiiC a c h o Jic a .d a o u tro M<ftre Ig n o cio ^ ípiri*
to d o s Rodrigucs>.Sc:dos Eüiebios, as Efcripcuras dosS;ilm eiroens,
asControYcrüas.d«yB£ÍUrm inos,as M oralidades dos S anches, as
Specuia^oens dos Soares, Se. ido fobre a Sao^4dade,5c Peregrina^o cn id o s X avieres,o D ezapego do m undodos Gonzagas,as M ortifíi:a^pens dos Stanislaos, fendo por»cda-cauza Ssm Francifco de
Bor)a hum-Varam Á poílolico fem eihante a todos,os que o foram
da Cortípanhia de leíus: Et vosJimiles homimbuSf.Sc fícando S. Francifco de Borja, fe n d a huma- C om panhia de lefiis in te ira , ou va­
lendo por toda ella, pois p o r toda ellafabia,- 5c as periei^oens de
toda-eíla-Ioetava. Aqucile divino Sacraméco nosaféguraede noffojuizo^ dcU caífirm ou o P ropheta R ey,D avid que-crakum com­
pendio de todas as obras prodigiozas de C hrifto : Mmoriam feta:
Tfd i m : i l i u m [uorum efcAm-deditiSí^hc a cauza^porque de todos-oj myfterios tcm aperfeii^am, de tu d o tem o fabor: omne.deíeííamemum inf
yr.A<íw/em; 8c quera por tu d o fabe,,val por tu d a ta m b e m , val
tim o o grande. Sam Ecancifcade Borja com o todos os Varoens;
Apoftolico$ da.C om panhia dc lefusjpois íoube por todos elles, 8c.
tcvt.aiperíei^pens:dé todos..
Vejamos e á e diícurfo ja m ulto a n te s ^ e m fí^ ra re p re z e n ta d o r
tquellás p«días,quc lacob Patriarcha a tra n c o u d a terra.pcra as fa-^
zer fugeitas áíua.cabe^^j-qperem muitos- ExpoGtores fagrados fe:
tornalfero em hum a, a q u a !fo y ,a q u c a o rom per dà aurorale vanGi r tí tou lacobj 8c. pos o.titulo: Erexitlapiáém itititulum j , fe crani muirás
as-pedras,quc o PatriarfUa laco b fez a fi fugjcitas : TuUt delápidtúus^,
qui^|((t:e¿ifn^-como'.todiis'ellas íe rezum iram em hum a sò ; TuittUpidemiquemfuppofaerat cdpitifHoV Cóm o fen do'húa sóvalia porcodas?
O h q u c cfta pedra cra hum a pedra titulan-£«3cif. Upidem in titulum,.
a qualj-.comO'diiTc o.Cardeal C aetano,fetinha.conlagtadoaD *os,.
fie h um a pedra titular,que por m eyo de hum voto ft^tem confagrad o a D e o s, he hum uqucvalpor-todasiqM antas-hum Patriarch»:
p o d e ter aíifu g eitai,6 c ciradO'da cerra: D em uitas pedras preciozasífc-com poem olevantado^edifficio dà C ópanhia de léfus,todas:
ellas fugtitas ao gran d e-P atriatch aS án d o Ignacio íiguradocm la»*
cobi pois à.fua>imìta^afn comcn'aram fuas fclicidàdes pella ferida^
de huma pernada pedra titular deílc cdcfìcìo he o grande S:Fran>
^ c a d« Borjaj.cñá htja qu« fcndò huma,ral por tedas,4uaneas poi
mcyo»
5ííW
3Traìi(>[iO de 'Boìjd,
iy
«leyo ùe inrpìrai^ocns divinas le rem arrancado da terra, & cftam
ftj^ciws ao-grarìde Pacriarcha S an d o Ignacio. Nafcc Sam F ran cìico dc'B orja em dia de Sam S im am , & Sam lu d ai, m orre
em dia de S. H iero n y m o ; m orrc cm dia d e S. H iero n y m o ,
porque com a m orte de Sam Francifco de Borja faltava ao m un­
do hum D o u to r W aximo, nafcc cm di« de dous A poftolos,porquc
em S'jm , Francifco de Borja g o ztv a a cetra dfrhXim A poftolo,que
valia p or muicos.
P o r efta rczam yenho a iffirm arq u e sà c o m Sam Franciíco d e
Bbrja tem ogratidfe Patriarcha San<fto Ignacio facisfcito cabalm étt à prom tira,qu5 fèz a D cos, Sc à fua lg re ja , de Ifae diar hum a
com panhia toda em u tilìdadeda propia Ig rejai& gloria do mefmo
Dcos. C om o nafcim cnto de Ifaac’ co n ia oTagrado‘T « x to ', q u e
Dcos perfciram inte fatisfizcra à promeiTa , qun tinha fcito à A braham : Vifitavtt atitcnt'Domimi farAmfuutpomfetàt, & tmfltVtí ^quA
kmus esi j fe Deos tem prom cttido ao Patriarcha Abraham pera
fuadefcen d cn ci^h u m C èo deeftrcIlàs:- mUmerd fteU dsfiftttfiy fic
eri: femen tmm , c«m o tWn’;à D eos cabalm ente fatìsftiro à' prom eflà sòcom o naicim entode Ifaac? oh quecm iTaaceftavam - jà re fu - m id a s a s p c r fe i^ e n s d o s d o z e T rib o s , figura q u ecram dos d o z r
Apoftolos : in ìfaacerAnt omnium btnedUtioneSy(Jii^t C hryÌoftom o,)' Cèryfofi,
& hum V aram jqueem fi tem as perfci^oens d e fo d o so s A poftoios,
*•.
he hum ,q vai por todos cHei^jftmdb h u m ,h eh u m 'C co cheyo de ef- iU tb,
trcilas, &'aiTmi com -elleTcfatijfaz-plenariam ente àprom eifa de
hum a O rdem de Apoftolos , de- hum a Religiam d e M cftrcf
exem plarizados naseftrellas ,.huma O rd em de Apoftoior^ou h u n f
Geo dè e f t r e l l a s que eftas Ìam oj Mcftrcs nas divini» leerás : Qui ^
,
ad'jujTitiaìnerudiunt mulios quAjìfìelU inp'erpetU4s'dternitates¡ tin h a 'p rò mccido a Deos o grande Patriarcha San¿t<>Ignacio,<mulciplicidos
fìihos- pera- feu* fervido >. m arcom Ih rd a r hum Sam Francifco d e
B orjat€m cabalm ente fatisfeitb a promeiTajpois Sam Franciíco d t
Bbrja he h u m ,q u e ra I p or todó$,.a codòs he Ìim eihantc : Et pcsj?.nùlts h$fniniùasi,
.
,
Pera q u e concorde oSèrtnam com o E ra n g elh o athc n o f i r n ;
n o '^m daquelle rros havemos de valer das palavras ultimas defte:
Ei vis fictepuYáti; querem dizcr; que todos nbs difponharoos pera o
ultim o d iad a vida, pois o Geo sò fe ha de dar ao rq u e'v iv em nefte
Tnnvìàb'cottìcìxiàiào'.B'utifemquoscumyenerttDiìmmus invenerit ri^Untés-y mas ah, qüe poucos reram,os'que fe ham de ialvar, pois fam
“»üicos^nefte m undo «s dcfcuidadoi « i t a m i n t i q u » nam pode■
noi
28
Sermam da Ca}iOíi¡:^acnm de
m as ter d : f ijji eni diante alg tm a dilculpa à v iib de hum defcngano tara granJ* , 5c d i hum cxem plo tam n o tjv c l; de p,rande
d c z 2n g aiio ao s d e r s fervir a co ro a, que vemos nas máos do g ra­
d i Sam Francifco de B o rja , cm final d e q u e as coroas,alada Im periais cambím acabam. A v iftad o S u d ario , Scm orralha,que eftcvc
fobre a cabeça de C hrifto,aonde cftevc a corca de K sy, foy baftan te peca que os Difcipalos tornaíTem h u m a , Scmuicas vczes fo­
b re íi : Abierum ergo Hifcipali iterum adfemeñpfos, 5c acrjcenta H ugo
ioann.io. C ard cal; quijídefperatt ^ qucr d iz e r , que tornaram fem alguma
tfp eran ça , que à vifta da mort* nani perdoar,ainda à corea dos
Imgm,
M onarchas fuprem os,tcdos devem to rn ar íobre ÍÍ,nimgusm tem ja
n cfte m undo,que cfperai: quajt defperati.
D e cxem plo notavcl pera roudarmos de vida nos efta fervind o a converfam , q ac hoje encontram os em S.t^rancifco de Borja,
fendo defanguc re a l, que hum» converfam em hum real fanguc
d ev e fer o meyo efficaz pera nos ch eg írm osaD eos.E ffeltohe efte
de aquelle Senhor Sacram entado : in me minets eísahi o hom em
chegado pera D é o s: Etegointllo, eis ahi Dcos apertadam ente
‘unido com o hom cm j ferve de húa,6c outra couza o Sacram ento,
porque nelle fe encontra hum a converfam divina em hiim
re a lfa n g u e : Prdclarum Cahcem'y deve pois ho¡c a converfam de
h um P rin cep s feryirnos de cxem plo pera bufcarmos mais a
D éos.
T en ham os mais algum cuidado em noíTa Salvaçam, ja que
hoj* vemos a hura Princepe,que vi veo tam cuidadozo della,faga­
mos algum a couza por nos (a lv a r, ;a que hoje encontram os ao
g ran d e Sam Francifco de Borja, q je fez tanto por fe nam perder,
razen dohum aconverfam cam d iv in a , que por difïiculcozaem fe
crer,nam ballava a rezam pera fe perfuadir, foy n^ccífario, que a
fee a canonizafe por fínguUrj fendo a(fim converfam de hum gra­
d e ,& hum a grande convcrfam jC onverfam de huma grande,quan­
to ao p rin cip io ,d o n d e nafceo, que foy a m orte de hum a Im peratrix ,q u e a ín d a que os lados dos Princepes vivos nam fej^am p rin ­
cipio de h u m i vida eterna em o c x if tir , C o n tu d o os lados dos
R eys mortosjComo n o s defenganam faó cauza de hua vida perpe­
tua em o darar* C onvírfan> tam bem de hum grande, quav^to ao
fu^eico, grande em o fcr d i n a c u re z j, pois foy o grande S.Fraiicilco d e B jrja , n i vi la nafciJo de Pays nani menos illuftrcs no
fangue, que refpUQdecentes nas virtudes; grande em o fer politi­
co, pois vni3 exccemos taoi diftaiicss, corao fam agradar a Deof
com
Si:m Fi-ûndfco de (Borja,
2p
com v en t.ig e m j& cc n tcn tû rio s h cn c n s c c n ie x c e flo ; grande na
convcifam quanto 50 fe r, pois |-c rn ;e y o della d tix o u tudo do
n-undo con> rczo îu iam de niinqua mais fervir,ien;m a huni Se­
nhor,que nun q u a houveilc de acabar, Tendo fua m udanza divina,
pois o foy fomente na galla, ou no habiicj grande nos effeitosdeífaco n v íifam , jà nan-oitificaçam d o s ifFctìos,jà no piodigiozodfl
fcus m ilsgres, jà no adm iravel de iua íabedoria , fìcando por todos
OS tirulos S.Francifco de Borja grande diante dcD eos: Sede pois
agora S an ilo tariìbem grande cm intercederes por nòs diante do
racimo Senhor,pera que nos de huns auxilios Hìiiito efficazcs*
OS qnais tenham p or eiFcito húa perfeita converiam jda
qual Vòs foftes o mais vivo excm plo,pera q aflim
p or m eyo della conijgam os nefta vida muita g ra ça, & afîeguremos na outra
as felicidades da Gloria:
Ji4 quam nos perduc/ft¡
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