Inflamáveis - Propriedades

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Inflamáveis - Propriedades
INFLAMÁVEIS: CARACTERÍSTICAS,
PROPRIEDADES, PERIGOS E RISCOS
Fernando V. Sobrinho
Uberlândia 28.06.2014
TERMINOLOGIA
RISCO X PERIGO
INGLÊS
PORTUGUÊS
SIGNIFICADO
HAZARD
PERIGO
PROPRIEDADE INTRÍNSECA
(POSSIBILIDADE DE DANO)
DANGER
PERIGO
CONDIÇÃO POTENCIAL,
(POSSIBILIDADE DE DANO)
IMINÊNCIA , ALERTA
HAZARD
PERIGO
ABNT 14.725
FONTE POTENCIAL DE DANO
E CARACTERÍSTICA
INTRÍNSECA DE UM PRODUTO
RISK
RISCO
FATOR INDESEJADO
(PROBABILIDADE DE DANO)
(de que, para quem,
para o que)
EXEMPLO: GASOLINA
INGLÊS
PORTUGUÊS
SENTIDO
HAZARD
PERIGO
PROPRIEDADE INTRÍNSECA
(POSSIBILIDADE DE DANO)
DANGER
PERIGO
CONDIÇÃO POTENCIAL, (POSSIBILIDADE)
IMINENTE (ALERTA)
RISK
RISCO
INDESEJADO, DE QUE?, PARA QUEM/OQUE?
(PROBABILIDADE)
INGLÊS
PORTUGUÊS
SENTIDO
HAZARD
PERIGO
POTENCIAL, INTRÍNSECA
(POSSIBILIDADE)
DANGER
PERIGO
- CONDIÇÃO POTENCIAL (POSSIBILIDADE)
- IMINENTE (ALERTA)
RISK
RISCO
INDESEJADO, DE QUE?, PARA QUEM/OQUE?
(PROBABILIDADE)
INCIDENTE (NEAR HIT)
FATO NÃO CONSUMADO PARA O RISCO CONSIDERADO
FATO CONSUMADO PARA O RISCO CONSIDERADO
ACIDENTE
Risco 1
(reduzido)
Risco 2
(potencial)
Risco 3 > Risco 2 > Risco 1
Risco 3
(iminente)
Conforme adotado pela OIT, PNUMA, GHS:
Hazard:
Perigo / possibilidade / propriedade intrínseca
Danger:
Condição de perigo / alerta / possibilidade
Risk:
Risco / probabilidade / fator indesejado
De um perigo ou condição de perigo pode haver um ou
mais riscos, com probabilidade de ocorrência variável,
dependendo do tempo, das medidas preventivas e de
controle ou da falta das mesmas
Risco = perigo x tempo
medidas de controle
Segurança = risco aceitável ou ausência
de riscos inaceitáveis
PERIGO X RISCO
Exemplo: incêndio x queimadura
Risco 2
Risco 1
Risco 1 > Risco 2
PRODUTO PERIGOSO
Produto Perigoso:
É todo o produto cujas propriedades possam
resultar em risco para a saúde das pessoas,
para a segurança pública ou para
o meio ambiente.
EXEMPLO: ESPAÇO CONFINADO
Qual é o produto perigoso?
Qual é o perigo ( hazard )?
Qual é o perigo ( danger )?
Qual é o risco?
Risco de que e para quem?
Risco grande ou pequeno?
Potencial
Venenol
EXEMPLO: ESPAÇO CONFINADO
Qual é o perigo hazard?(produto perigoso)
Qual é o perigo danger?
Qual é o risco?
Risco de que e para quem?
Potencial
Risco grande ou pequeno?
Venenol
EXEMPLO: FOGÃO DOMÉSTICO
Qual é o perigo hazard?(produto perigoso)
Qual é o perigo danger?
Qual é o risco?
Risco de que e para quem?
Risco grande ou pequeno?
RISCO GRANDE (grande probalidade)
RISCO GRAVE (efeito, gravidade)
EVAPORAÇÃO
DE ÁGUA
VAPOR H2SO4
EXAUSTÃO
O risco de inalação de
vapores é grande, mas
o efeito não é grave
O risco de inalação de
vapores é mínimo,mas
o efeito é grave
Adicional de periculosidade
NR 16 Portaria 3214, MTE, 1978.
“Risco acentuado”, situação
que dá direito ao adicional de
periculosidade
(Conforme definições utilizadas na época da
elaboração de NR`s da Portaria 3214 em 1978)
Risco = intrínseco ; Perigo = variável
PERIGO X RISCO
Perigo:
Variável, depende das medidas de segurança, controle ou
falta das mesmas
Risco:
intrínseco, propriedade da substância
Perigo 1
Perigo 2
Perigo 2 > Perigo 1
INGLÊS
HAZARD
DANGER
RISK
PORTUGUÊS
SENTIDO
RISCO
PROPRIEDADE INTRÍNSECA
(POSSIBILIDADE)
“RISCO
ACENTUADO”
CONDIÇÃO POTENCIAL,
(POSSIBILIDADE)
SITUAÇÕES PREVISTAS
NA NR 16
PERIGO
FATOR INDESEJADO
(PROBABILIDADE)
CONCLUSÃO
RISCO ACENTUADO ~ DANGER (potencial)
Legalmente falando:
Nas situações previstas nas tabelas
da Norma Regulamentadora 16,
da Portaria 3214 do MTE
FUNDAMENTOS DE SEGURANÇA QUÍMICA
1 - Propriedades de segurança
2 - Deficiência de oxigenio
3 - Bola de fogo
4 - Bleve
5 - Explosões confinadas e não confinadas
6 - Boilover
7 - Pool fire / jet fire / flash fire
8 - Backdraft / flashover
9 - Explosão de poeiras
10 - Substâncias oxidantes
11 - Peróxidos orgânicos
FUNDAMENTOS DE SEGURANÇA QUÍMICA
12 - Produtos peroxidáveis
13 - Compostos pirofóricos
14 - Produtos que reagem com a água
15 - Combustão espontânea
16 - Líquidos criogênicos
17 - Incompatibilidade química
18 - Referências / fontes de informações
19 – Áreas classificadas – princípios básicos
1 - PROPRIEDADES DE SEGURANÇA
DENSIDADE DO LÍQUIDO / VISCOSIDADE
DO LÍQUIDO/PONTO DE FLUIDEZ
DENSIDADE DO VAPORPONTO DE
FULGOR / PONTO DE COMBUSTÃO
TEMPERATURA DE AUTO IGNIÇÃO
FAIXA DE INFLAMABILIDADE
ENERGIA MÍNIMA DE IGNIÇÃO
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
IDLH (IPVS)
TOXICIDADE
LIMITE DE PERCEPÇÃO AO OLFATO
PROPRIEDADES DE SEGURANÇA
INFORMAÇÃO
Muitos acidentes são evitados ou
atenuados quando as características
dos produtos químicos utilizados são
prontamente reconhecidas e tomadas
as medidas de prevenção contra os
riscos de incêndio, explosão,
liberações tóxicas e suas
conseqüências para trabalhadores,
população e meio ambiente.
DENSIDADE DOS LÍQUIDOS
(densidade em relação à água)
A densidade da fase líquida em relação à
água é muito importante no caso do produto
ser insolúvel em água.
Os hidrocarbonetos são insolúveis e menos
denso que a água e no caso de vazamento,
o produto se espalha por uma superfície
muito grande.
DENSIDADE DOS LÍQUIDOS
(densidade em relação à água)
Gasolina = 0,8
Água = 1,0
Água = 1,0
Tricloroetileno
1,40
DENSIDADE DO LÍQUIDOS
Já o Dissulfeto de Carbono, é
insolúvel e mais denso que a água,
ficando restrito preferencialmente
nas irregularidades do piso e isolado
do ar atmosférico.
Selo D´Água
Dissulfeto de
carbono
DENSIDADE DOS LÍQUIDOS
DENSIDADE DOS LÍQUIDOS
O FENÔMENO BOILOVER
Fogo
Óleo
Água
EXEMPLOS
PRODUTO
DENSIDADE
Gasolina
nDecano
Ciclohexano
Tolueno
Benzeno
Óleos
0,72 - 0,77
0,73
0,78
0,86
0,88
0,96
Água
1,00
Clorobenzeno
Naftaleno
Dissulfeto de Carbono
Tricloroetileno
Anidrido Ftálico
1,11
1,13
1,26
1,40
1,53
DENSIDADE DO VAPOR / GÁS
(em relação ao ar)
Apenas o hidrogênio, metano, acetileno e
etileno tem densidade de vapor menor
que o ar.
Os vapores são geralmente mais pesados
que o ar, tendo os hidrocarbonetos
densidade entre 3 e 4, ficando nas partes
baixas.
DENSIDADE DO VAPOR / GÁS
(em relação ao ar)
No caso de vazamento de gasolina, os
vapores ficarão nas partes mais
baixas, enquanto que num vazamento
de hidrogênio, o gás ficará nas partes
mais altas, devido à sua baixa
densidade relativa (0,07)
DENSIDADE DO VAPOR / GÁS
DENSIDADE DO VAPOR
A chama desloca-se na direção
da fonte emissora
PRESSÃO DE VAPOR
Pressão máxima de vapor de um líquido é a pressão que
seu vapor exerce, num recipiente fechado, quando está em
equilíbrio com o líquido, a uma certa temperatura.
Líquidos mais voláteis têm maior pressão de vapor e
liberam mais vapores tóxicos ou explosivos no ambiente
P1
P2
P3
VAPOR
VAPOR
VAPOR
LÍQUIDO
LÍQUIDO
LÍQUIDO
T ambiente
água
T ambiente
alcool
T ambiente
éter etílico
P3 > P2 > P1
VISCOSIDADE / PONTO DE FLUIDEZ
É a propriedade referente à resistência
de um fluido ao escoamento, a uma dada
temperatura.
(viscosidade cinemática)
Quanto menor a velocidade de escoamento,
maior a viscosidade,
A viscosidade diminui com o aumento
da temperatura, ou seja conforme aquecido
o líquido tende a “escorrer” mais
As unidades de medida mais usuais são:
mm2/s ; poise (P) centipoise (cP); Stoke (St)
APLICAÇÕES
Em caso de vazamento / acidentes com embalagens,
os mais viscosos se espalharão menos.
Em caso de incêndio, os mais viscosos tornar-se-ão
menos viscosos por aquecimento e escorrerão mais,
alastrando o fogo e propagando o incêndio
EXEMPLOS:
• Itens 4.1 e 4.2 da NR 16, Quadro I4 – substâncias
com viscosidade maior que 200 mm2/seg.;
• Óleo combustível
• Piche
PONTO DE GOTA
Um sólido de baixo ponto de gota, não inflamável à
temperatura ambiente, em caso de incêndio e/ou
aumento de temperatura pode derreter e espalhar-se
alimentando e propagando o fogo (Ex. materiais
betuminosos, ceras, parafinas, graxas, resinas)
PONTO DE FULGOR
É a menor temperatura na qual uma
substância libera vapores em quantidades
suficientes para que a mistura de vapor e
ar logo acima de sua superfície propague
uma chama, a partir do contato com uma
fonte de ignição.
25 ºC
Considerando a temperatura
ambiente numa região de 25º C
e um produto com ponto de
fulgor de 15º C
Pf = 15ºC
se o ponto de fulgor do
produto for de 30º C,
significa que este não estará
liberando vapores
suficientes para se inflamar
Pf = 30ºC
-15 ºC
p.f. 15 ºC
25 ºC
p.f. 15 ºC
PONTO DE FULGOR
O ponto de fulgor é determinado
aquecendo-se lentamente o líquido em
um vaso e passando-se periodicamente
uma chama sobre o vaso até que ocorra o
fulgor. Como a essa temperatura (PF) a
geração de vapores é insuficiente para
manter a chama, só há um “flash”,
consumindo os vapores acumulados.
PONTO DE FULGOR
Métodos clássicos para a determinação
do Ponto de Fulgor:
VASO ABERTO (Cleveland)
VASO FECHADO (Pensky Martens)
Vide ABNT 17505
VASO ABERTO (Cleveland)
MB 50
ASTM D 92
VASO FECHADO
ASTM D 93
NBR 14598
EXEMPLOS
PRODUTO
P.F.(°c)
Cloreto de vinila................... - 78
Éter Etílico............................ - 45
Gasolina................................ -38 a -45
Acetona................................. - 20
Acetato de Metila.................. - 10
Tolueno................................. 4
Alcool Etílico.......................... 13
Terebentina........................... 35
Anidrido Acético.................... 49
Etileno Glicol......................... 111
Estearato de Amila................ 185
PONTO DE COMBUSTÃO
O Ponto de Combustão já é alguns graus
acima do ponto de fulgor e consegue
manter a combustão.
Enquanto no ponto de fulgor a chama dura
pouco tempo devido à insuficiência de
vapores, no ponto de combustão a chama
permanece de forma contínua.
TEMPERATURA DE AUTO-IGNIÇÃO
(Ponto de ignição)
Temperatura de Auto-ignição ou
Temperatura de Ignição, é a mínima
temperatura na qual o produto ao entrar
em contato com o ar ambiente, se
inflama espontaneamente.
Tign
T1
TEMPERATURA DE AUTO-IGNIÇÃO
(Ponto de ignição)
Normalmente as temperaturas de autoignição apresentam valores em torno de
400 a 500 C, no entanto existem
produtos com baixas Temperaturas de
Ignição, podendo entrar em ignição ao
entrar em contato com linhas de vapor
ou equipamentos aquecidos.
EXEMPLOS
SUBSTÂNCIA
Pentaborano
Diborano
Dissulfeto de Carbono
Éter Etílico
Acroleína
Gás Sulfídrico
Formaldeído
Hidrogênio
Óxido de Etileno
Cloreto de Vinila
Tolueno
Gás Natural
TAI(°c)
35
40-50
90
160
235
260
300
585
429
472
480
537
25 ºC
ponto de
combustão
temperatura de
auto ignição
25 ºC
200 ºC
600 ºC
Pf = 66 ºC
Pc = 200 ºC
Ti = 600 ºC
ponto de fulgor
PONTO DE FULGOR
FAIXA DE INFLAMABILIDADE
Os produtos químicos inflamáveis ou
combustíveis, só queimam dentro de
uma determinada faixa de concentração
no ar, chamada de FAIXA DE
INFLAMABILIDADE, que é
compreendida pelos Limites Inferior e
Superior de Explosividade.
FAIXA DE INFLAMABILIDADE
LIE = Limite inferior de explosividade
LSE = Limite superior de explosividade
pobre
0%
LIE
ideal
mistura rica
LSE
100%
Para qualquer gás, 1% em volume é igual a
10.000 ppm (partes por milhão)
EXEMPLOS DE LIE / LSE
gasolina: 1,4 a 7,6 %
metanol: 6,0 a 36,0
hidrogênio: 4,0 a 75%
dissulfeto de carbono: 1 a 50%
monóxido de carbono: 12,5 a 74%
butano: 1,5 a 8,5 %
propano: 2,0 a 9,5
alcool etílico: 3,3 a 19,0%
Amônia: 15,0 a 28,0 %
Exemplo de mistura explosiva
de GLP + ar
Exemplo de mistura explosiva
de GLP + ar
LIE ~ 2%
BUJÃO DE 13 KG ~ 16 LITROS(em uso)
1 LITRO DE GLP ~ 250 LITROS DE GÁS
16 LITROS DE GLP = 4.000 LITROS DE GÁS
4.000 LITROS DE GÁS CORRESPONDE A 2% DE
200.000 litros DE MISTURA EXPLOSIVA AR + GÁS
FAIXA DE INFLAMABILIDADE
EXPLOSÍMETRO
Aparelho de campo que mede a
porcentagem da concentração em
relação ao limite inferior de
explosividade
0%
LIE
LSE
100%
APLICAÇÕES
MONITORAMENTO COM
EXPLOSÍMETRO EM
CARRETA-TANQUE
ENTRADA EM ESPAÇOS
CONFINADOS
O uso do explosímetro requer treinamento, pois
as condições ambientais podem variar com o
tempo, assim como pode existir mistura de
substâncias diferentes no local avaliado
Faixa de inflamabilidade de misturas
de gases e vapores
Lei de Chatelier
P = fração de uma mistura / concentração
do gás ou vapor presente no local
Para identificar cada concentração é preciso
conhecer as substâncias presentes no local e
ter à disposição um analisador de gás portátil.
O uso do explosímetro requer também que se
leve em conta o gás de calibração e as tabelas
de conversão.
ENERGIA MÍNIMA DE IGNIÇÃO
É a energia mínima em forma de
descarga capacitiva necessária para
causar ignição de uma mistura
explosiva sob condições normais de
pressão e temperatura.

É
medida em milijoules (mJ) e tem
importância em áreas onde possa
ocorrer geração de eletricidade
estática e descargas eletrostáticas.
Uma descarga capacitiva ocorre entre duas
superfícies cuja diferença de potencial seja
suficiente para romper o meio dielétrico.
Se o meio dielétrico for uma mistura explosiva
a mesma entrará em ignição
Faísca
Explosão
+
+
+
+
+
ar
+
+
+
+
+
-
mistura
inflamável
ENERGIA MÍNIMA DE IGNIÇÃO
F
O
N
T
E
ignition
:
I
S
S
A
no ignition
ENERGIA DE IGNIÇÃO
+
+
+
+
+
-
mistura
inflamável
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
A matéria é composta por átomos que por sua vez
são compostos por prótons, elétrons e nêutrons.
+
Prótons possuem carga positiva, elétrons carga
negativa e os nêutrons não possuem carga.
Num corpo em equilíbrio o número de prótons
é igual ao número de elétrons = carga zero
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Na matéria, a única partícula que possui mobilidade
é o elétron (excluindo processos nucleares)
Quando um corpo perde elétrons o equilíbrio elétrico
é afetado e ele fica eletrizado positivamente
Quando um corpo ganha elétrons o equilíbrio elétrico
é afetado e ele fica eletrizado negativamente
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Fonte: ISSA
Ao fluir pela tubulação o líquido arrasta elétrons da
superfície metálica, fazendo com que o tubo adquira
carga eletrostática positiva. O líquido, por sua vez,
fica negativamente carregado.
ESTÁTICA EM FLUXO
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Um corpo eletrizado em contato com a terra será
neutralizado, pois se ele tiver falta de elétrons,
estes serão doados pela terra e se tiver excesso
de elétrons, estes serão descarregados na terra.
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
A isto dá se o nome de ATERRAMENTO.
CONDUTORES E ISOLANTES
Um material condutor é aquele que permite o
movimento de elétrons enquanto os não condutores
ou isolantes são aqueles que não permitem
ou dificultam a mobilidade
Fonte: ISSA
Deduz-se, pois, que um material não condutor ou
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
O perigo da eletricidade estática está no seu acúmulo
e permanência no corpo, sem ser descarregada / ou
aterrada e essa descarga ocorrer atingindo a energia
mínima de ignição de uma mistura inflamável
Sem aterramento
Fonte: ISSA
Fonte: ISSA
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Quando duas superfícies com cargas elétricas
diferentes se aproximam é gerada uma diferença de
potencial (voltagem) entre ambas.
Explosão
+
+
+
-
mistura
inflamável
As duas cargas tendem a se neutralizar mutuamente
e o processo de neutralização pode ocorrer por meio
de descarga condutiva, por contato direto entre as
duas superfícies ou por descarga capacitiva,
rompendo o meio isolante entre as mesmas.
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Para que se evite uma decarga eletrostática
indesejada todos os elementos da operação devem
estar no mesmo potencial elétrico, mesmo que um
deles esteja conectado à terra
Ambientes secos, com baixa umidade, favorecem a
descarga eletrostática.
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
Descarga
em chuveiro
Recipientes
plásticos
Vestimentas
condutoras
Fonte: ISSA
Fonte: ISSA
NOÇÕES DE ELETRICIDADE ESTÁTICA
SÉRIE TRIBOELÉTRICA
A série triboelétrica é uma classificação dos materiais que se
eletrizam por atrito, conforme a facilidade de trocarem cargas
elétricas. É uma lista de materiais, em ordem crescente,
quanto à possibilidade de perder elétrons. Quanto maior a
facilidade em adquirir cargas positivas, mais alta é a posição
que ocupa na tabela.
FLUIDOS INFLAMÁVEIS
Gases inflamáveis: (ANTT)
Gás inflamável é um gás com uma faixa de 13% ou menos
de inflamabilidade com o ar a 20ºC a uma pressão padrão
de 101,3 kPa (1 atm)
(NR 20 – MTE 2012)
Líquido inflamável: Ponto de fulgor ≤ 60ºC
Gás inflamável: Inflamam com o ar a 20 ºC a 101,3kPa
Líquido Combustível: Ponto de fulgor > 60ºC e ≤ 93ºC
Líquidos inflamáveis: (GHS)
Líquido inflamável é aquele com um ponto de fulgor de não
mais de 93 ºC
Líquidos inflamáveis: (ABNT)
Qualquer líquido que tenha ponto de fulgor, em vaso
fechado, abaixo de 37,8 ºC
CETESB-SP
Manual de orientação para
Estudos de Análises de Riscos
COMBUSTÍVEIS x INFLAMÁVEIS
LEGAL:
Para fins de adicional de periculosidade, apenas
inflamáveis geram adicional (vale a NR 20)
TÉCNICA:
Inflamável: Propriedade intrínseca (hazard)
Combustível: Uso para geração de calor/energia
Exemplo:
Benzeno / Eter Etílico: Inflamáveis
Óleo Combustível: Combustível
Gasolina / Etanol: Inflamáveis e combustíveis
Para fins de SEGURANÇA, qualquer líquido
aquecido acima de seu ponto de fulgor deve ser
considerado inflamável (ex. óleos combustíveis)
IDLH(Immediately Dangerous to Life or
Health - IPVS(Imediatamente Perigoso
à Vida ou à Saúde)
É a concentração imediatamente
perigosa à vida ou à saúde, da qual um
trabalhador pode escapar em 30
minutos sem sintomas ou efeitos
irreversíveis à saúde (NIOSH/OSHA
Standards Completion Program)
EXEMPLOS
PRODUTO QUÍMICO
IDLH(PPM)
Pentafluoreto de Enxofre
Fosgênio
Acrilonitrila
Acroleína
Tolueno Diisocianato
Cloro
Dióxido de Enxofre
Fosfina
Tetracloreto de Carbono
Dissulfeto de Carbono
Acrilato de Metila
1
2
4
5
10
25
100
200
300
500
1000
EXEMPLOS
PRODUTO QUÍMICO
Monóxido de Carbono
Benzeno
Piridina
Estireno
n-hexano
Cumeno
Clorometano
Tetrahidrofurano
Acetona
Dióxido de Carbono
IDLH(ppm)
1500
2000
3600
5000
5000
8000
10000
20000
20000
50000
TOXICIDADE
Capacidade inerente a uma substância química de
produzir efeito adverso ou nocivo sobre um
organismo vivo
CL50 – Concentração Letal cinqüenta:
É a concentração de um agente num meio que causa
mortalidade em cinqüenta por cento (50%) da população
exposta, durante um determinado período de tempo, por
inalação
DL50 - Dose letal 50%
Geralmente é o primeiro experimento com uma nova substância
química
DL50 é a dose calculada de um agente num meio que causa
mortalidade em cinqüenta por cento (50%) da população
animal em condições bem definidas, por qualquer via de
administração, exceto por inalação.
CL50, via respiratória para rato ou camundongo.
DL50, via oral para rato ou camundongo.
LIMITE DE PERÇEPÇÃO AO OLFATO
L.P.O.
Limite de Percepção ao Olfato é a menor concentração
de uma substância
no meio ambiente na qual a média das pessoas
percebe o odor de algum produto.
É um valor sujeito a restrições pois varia de pessoa
para pessoa.
Quando o limite de percepção é menor que o limite de
exposição, o olfato pode até ser um indicador
da presença do produto no ambiente.
Já quando o limite de percepção é maior que o limite de
exposição, o olfato não pode ser usado para indicar a
presença do produto.
2 - DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO
Ocorre quando uma atmosfera tem uma porcentagem
de oxigênio inferior ao normal. Que é
aproximadamente 21% ao nível do mar.
Quando a concentração de oxigênio é de
aproximadamente 16%, muitos indivíduos sentem
náuseas, zumbidos nos ouvidos e uma aceleração dos
batimentos cardíacos.
~ 14% dificuldade em respirar
~12% confusões mentais
~10% há perda de consciência
~ 8% ocorre a morte
As normas da OSHA determinam um mínimo de 19,5% de
oxigênio no ar. Na Europa, esse teor é 19%.
No Brasil tem norma que aceita 18%.
OCORRÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE
OXIGÊNIO (locais fechados)
Quando ocorre a vaporização de gases
liquefeitos, como argônio, GLP,CO2
Trabalhos de solda, corte a quente, motores de
combustão
Decomposição de material orgânico.
Muitos dos processos de decomposição acontecem por
micro-organismos aeróbicos, que consomem oxigênio
Oxidação de metais
Ligas de ferro e de aço carbono se oxidam em
condições normais de temperatura e pressão,
consumindo quantidades importantes de oxigênio.
3 - BOLA DE FOGO
BOLA DE FOGO
FORMULA DE MARSHALL
D = 55 x M 1/3(ton) (m)
diâmetro
Válida para alcanos
Cn H(2n+2)
C-C-C-C-C
BOLA DE FOGO
FÓRMULA DE GAYLE E BRANSFORD
1965- NASA
D = 9,56 x W
0,325
(ft)
D = Diâm. da bola de fogo em pés
W = Massa em libras
t = 0,196 x W 0,349(s)
t = Duração em segundos
BOLA DE FOGO
FÓRMULA DE HIGH (1968)
D = 3,9 x W 0,33(m)
D = Diâmetro em m
W = Massa em kg
t = 0,3 x W 0,33(s)
t = Duração em segundos
CORRELAÇÃO DE BRASIE
(Grau de queimadura em função da distância da bola de fogo)
2D
1D
D
Queimaduras de
3° grau
Queimaduras de
1° e de 2° graus
4 - BLEVE
(Boiling Liquid Expanding
Vapor Explosion)
É a explosão de um
gás na forma liquefeita
pressurizada, por
ruptura das paredes do
vaso.
Geralmente ocorre com
gases liquefeitos de petróleo
que são armazenados na
forma líquida pressurizada,
que sofre o efeito de um
incêndio aumentando muito
a temperatura e pressão
internas e fragilizando as
paredes do vaso.
Como o líquido está
numa temperatura muito
acima de seu ponto de
ebulição, há uma
vaporização e uma
expansão violenta,
formando-se uma bola de
fogo no caso de
inflamáveis
BLEVE
Bola de fogo
BLEVE
Em 1966 na refinaria de Feyzin na França e
em 1972 na refinaria da Petrobrás, a REDUC,
incêndios seguidos de BLEVE destruiram os
parques de tancagem de GLP.
O ACIDENTE DA REDUC
O operador drenava o fundo
da esfera com mangueira
flexível e não estava no local
para fechar a válvula quando
acabou a água.
Vazou muito GLP que
água
vaporizou e acabou
congelando a válvula,
que não pode ser fechada.
Formou-se uma poça de
GLP embaixo da esfera
BLEVE
O ACIDENTE DA REDUC
Formou-se uma núvem de
gás que em algum momento
se inflamou e iniciou-se o
incêndio.
BLEVE
O sistema de refrigeração
era por canhão monitor, que
foi insuficiente.
Nuvem de gás
O ACIDENTE DA REDUC
A válvula de segurança
abriu, porém ela é
dimensionada para
condições normais de
operação e não de
incêndio.
A temperatura e a
pressão aumentaram
muito e com a
fragilização das paredes,
a esfera se rompeu.
BLEVE
fase vapor
fase líquido
CASOS HISTÓRICOS DE BLEVES
ANO
1966
1970
1971
1972
1978
1984
LOCAL
Feyzin
PRODUTO
Propano
Cresc.City
GLP
Houston
MCV
REDUC
GLP
Waverly
Propano
San Juanico
GLP
MORTOS FERIDOS
18
81
0
66
1
50
38
?
12
50
560
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
Vitor Flavio Peres
REFAP
Piso cônico de concreto com canaletas de
drenagem;
Pernas das esferas com revestimento de
concreto a prova de fogo;
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
Vitor Flavio Peres
REFAP
Bacias de contenção
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
Vitor Flavio Peres
REFAP
flare
Sistemas de alívio de pressão
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
Vitor Flavio Peres
REFAP
Sistemas de resfriamento com água de
combate a incêndio;
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
Vitor Flavio Peres
REFAP
Alarmes de nível alto e pressão alta;
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
Vitor Flavio Peres
REFAP
Injeção de água nas esferas;
MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA
ESFERAS – NORMA PETROBRÁS
N-1645
-Válvulas Fire Safe;
-Duplo bloqueio de válvulas
-Muro de proteção;
-Tomadas de vapor;
-Detecção de vazamentos e alarmes;
-Casa de Controle resistente à explosão e pressurizada;
-Válvulas de retenção com desarme remoto;
-Canhões de combate à incêndio;
-Drenagem dos amostradores para sistema fechado;
-Centralização dos alarmes e dispositivos de comando;
- Monitoramento de gasodutos;
5 - EXPLOSÕES CONFINADAS
(Confined Vapor Cloud Explosion - VCE)
É a explosão de uma
mistura inflamável
num ambiente
fechado, com aumento
na temperatura e na
pressão internas,
gerando uma
explosão. Esse tipo de
explosão pode ocorrer
com gases, vapores e
pós. Neste caso,
grande parte da
energia manifesta- se
na forma de ondas de
choque e quase nada
na forma de energia
térmica.
5 - EXPLOSÕES NÃO CONFINADAS
(Unconfined Vapor Cloud Explosion - UVCE)
É a explosão de uma nuvem de vapor inflamável ao ar
livre, gerada a partir de uma fonte de ignição.
Neste caso, somente uma parte da energia total irá se
desenvolver sobre a forma de ondas de pressão e a maior
parte na forma de radiação térmica.
CASOS HISTÓRICOS DE UVCE´s:
ANO
1967
1968
1970
1974
LOCAL
Lake Charles
Pernis
Port Hudson
Flixborough
PROD.
Isobutano
Mist. Hc
Propano
Ciclohexano
MORT.
FER.
CAUSA
7
2
9
28
46
140
29
25
Abert. de valv.
Slopover
Rupt. de linha
Rupt. de linha
Explosão não confinada
6 - INCÊNDIO COM BOILOVER
1
2
3
O fogo é apagado
com espuma
A espuma mais densa
desce para o fundo do
tanque
O calor flui
para o fundo e
provoca ebulição
instantânea
Incêndio num tanque de petróleo
INCÊNDIO COM BOILOVER
BOILOVER (Slopover, Foamover)
O boilover ocorre quando um tanque
contendo um produto pesado e viscoso
pega fogo que permanece por longo
tempo, criando uma onda de calor de
aproximadamente 180 a 200°C,
formada por produtos mais pesados
em contra-corrente com os produtos
mais leves que alimentam as chamas.
BOILOVER (Slopover,
Foamover)
Mesmo que o fogo seja extinto,
a onda de calor ainda progride,
devido à sua grande inércia,
Essa “onda de calor” desce
com uma certa velocidade em
direção ao fundo do tanque,
podendo atingir a água,
dependendo da velocidade e
da distância ao fundo.
Ao atingir a camada de água no
fundo do tanque, há uma
vaporização violenta da água,
que se mistura ao óleo,
provocando um espumamento
grande, fazendo com que essa
mistura aumente de volume.
BOILOVER(Slopover, Foamover)
Forma-se uma bola de fogo que
sobe e a seguir desce queimando,
provocando grandes danos.
A água na forma de vapor aumenta
o seu volume em até 2.000 vezes.
Todo tanque com hidrocarboneto
possui sempre água no fundo
seja por condensação de vapores
ou no caso de incêndio quando
um grande volume de água entra
no tanque.
BOILOVER
Jato de água
Uma forma de monitorar a onda
térmica é jogar água nas paredes
do tanque, com jatos de longa
distância. Nos pontos onde a
temperatura é maior que 100° C,
a água ferve.
Visores térmicos ou de
infravermelho direcionados para
As chapas do tanque permitem
visualizar a movimentação da
onda de calor em direção ao
fundo do tanque
INCÊNDIO COM BOILOVER
USINA TERMOELÉTRICA- TACOA
CARACAS - VENEZUELA 19/12/82
DANOS
70 residências
60 carros
total de 150 mortos, sendo:
17 empregados
40 bombeiros
INCÊNDIO COM BOILOVER
Estima-se que a bola de fogo subiu
cerca de 180 metros e desceu
queimando. Muitas pessoas tentaram
correr para o mar e acabaram
morrendo afogadas.
Algumas pessoas foram atingidas a
mais de 300 metros de distância do
tanque.
7 - POOL FIRE / JET FIRE / FLASH FIRE
POOL FIRE
Fonte: Petrobrás
Fonte: Petrobrás
Ocorre após derramamento formação de poça
de um produto inflamável, liberando grande
quantidade de energia térmica que acaba por
acelerar a evaporação, realimentando o fogo e
aumentando a dimensão das chamas
JET FIRE
Fonte: Petrobrás
Fonte: Petrobrás
Acontece quando um gás inflamável
pressurizado escoa em alta velocidade a
partir de um ponto de vazamento.
Nesse caso o fogo só deve ser apagado se houver
certeza da contenção do vazamento, pois a
continuidade do escape e espalhamento pode causar
um novo incêndio ainda maior.
FLASH FIRE
Incêndio de uma nuvem de vapor onde a massa
envolvida não é suficiente para atingir o estado de
explosão. É um fogo extremamente rápido onde todas
as pessoas que se encontram dentro da nuvem
recebem queimaduras letais.
6-7 mortos
8 – BACKDRAFT / FLASHOVER
BACKDRAFT:
Se ocorre um acúmulo de gases não queimados
num local fechado onde há liberação de calor e os
gases como o CO (monóxido de Carbono),
encontram-se próximos da temperatura de ignição,
não queimando, por falta de O2.
A súbita entrada de ar no recinto fornece o oxigênio
necessário para combustão, que ocorre de forma
repentina
BACKDRAFT
Fonte:
Corpo de Bombeiros
Brasília-DF
FLASHOVER:
Quando um compartimento isolado contendo
material combustível sofre aquecimento decorrente
de incêndio em compartimentos adjacentes.
Se a temperatura no compartimento atingir o ponto
de ignição dos materiais ali contidos, ocorre o
flashover
9 - EXPLOSÕES DE POEIRAS
Os materiais finamente divididos e
dispersos no ar formam misturas
explosivas cujo comportamento
depende de diversos fatores como:
EXPLOSÕES DE POEIRAS
Composição química do pó.
Umidade do ar interior
Forma, tamanho e superfícies das partículas
Uniformidade das partículas suspensas.
Composição química do meio de suspensão
Quantidade de energia requerida para iniciar a
explosão.
Temperatura e pressão iniciais.
Presença de uma nuvem de pó, com concentração
acima do Limite Inferior de Explosividade
Confinamento
EXPLOSÕES DE POEIRAS
Limite Inferior de Explosividade
(LIE), é a concentração mínima
de pó em suspensão, que
propagará uma combustão.
O LIE médio é de
aproximadamente 0,065 onças
por pé cúbico de ar, ou 0,059
gramas por litro.
EXPLOSÕES DE POEIRAS

Os grandes danos são geralmente provocados
por explosões múltiplas.

A primeira explosão geralmente é fraca, porém
provoca distúrbio suficiente para dispersar
mais pó no ambiente e a explosão repete-se
com maior intensidade.
Além das chamas e ondas de choque, a
deficiência de oxigênio e a formação de gases
tóxicos (geralmente CO) agravam os riscos.

EXPLOSÕES DE POEIRAS
OCORRÊNCIAS DE EXPLOSÕES

40%
MOAGEM E PULVERIZAÇÃO

35%
MISTURAS. TRANSP. E OUTRAS

15%
SIST. DE COLETA E ESTOCAGEM

10%
SECADORES
CASO DE EXPLOSÃO DE POEIRA DE MILHO
•Local:
Porto de Paranaguá
•Data:
17/11/2001
•Hora:
12:20hs
•Feridos:
21 sendo três com gravidade
•Controle do incêndio:
17hs
•Equipamento:
Silo de milho de 10.000 m3
•Operadora do silo
Coinbra(Louis Dreyfus)
•Prejuízo
4 a 5 milhões de Reais(estimado)
•Tempo fora de operação 4 meses(estimado)
•Fotos: gentileza da COCAMAR
ATIVIDADES COM PERIGO
DE EXPLOSÕES DE POEIRAS
• Indústrias de beneficiamento de produtos
agrícolas;
• Indústrias fabricantes de rações animais;
• Indústrias alimentícias;
• Indústrias metalúrgicas;
• Indústrias farmacêuticas;
• Indústrias plásticas;
• Indústrias de beneficiamento de madeira;
• Indústrias do carvão;
TIPOS DE POEIRAS SUJEITAS
A EXPLOSÕES
Uma explosão é uma reação violenta de
combustão (oxidação).
Assim, materiais que possam reagir com
oxigênio (queimar ou oxidar), quando
finamente divididos podem formar
poeiras explosivas.
EXEMPLOS: madeira, plásticos, poeiras
orgânicas, de grãos, bagaço de cana,
carvão vegetal e mineral, ferro.
TIPOS DE POEIRAS SUJEITAS
A EXPLOSÕES
Poeiras minerais como sílica, silicatos,
argilas, cimento, etc..não apresentam risco
de explosão.
Exemplos de reações com o oxigênio:
Fe + O2 = FeO ou Fe2O3
C + O2 = CO ou CO2
SiO2 + O2 = não reage
CaSiO4 + O2 = não reage
PENTÁGONO DE EXPLOSÃO DE POEIRAS
Pó
Fuel
combustível
Ignição
Ignition
Dispersão
Dispersion
Confinamento
Confinement
Oxygen
Oxigênio
EXPLOSÕES DE POEIRAS
MEDIDAS PREVENTIVAS


1) ARRUMAÇÃO (Ordem e Limpeza)
Deve-se evitar o acúmulo de pó, através da
limpeza freqüente
Eliminar as superfícies rugosas para minimizar
a quantidade de pó acumulada.
EXPLOSÕES DE POEIRAS
MEDIDAS PREVENTIVAS
1) ARRUMAÇÃO (Ordem e Limpeza)
 Remover o pó através de aspiração.

Não soprar o pó com ar comprimido

Instalar sistema de ventil. exaustora

Umidificação do ar
EXPLOSÕES DE POEIRAS
2) CONTROLE DAS FONTES
DE IGNIÇÃO.
Utilizar equipamento a prova de explosão.
 Proibir o fumo e chamas abertas
 Não permitir o corte e a soldagem nas
proximidades.
 Providenciar separadores magnéticos para
prevenir a entrada de objetos estranhos num
moinho.

EXPLOSÕES DE POEIRAS
2) CONTROLE DAS FONTES
DE IGNIÇÃO.

Aterrar os equipamentos para prevenir
descargas eletrostáticas.

Selecionar os sopradores e exaustores
adequados e manter uma manutenção
constante, para evitar o contato entre as
pás e a carcaça.
EXPLOSÕES DE POEIRAS
2) CONTROLE DAS FONTES
DE IGNIÇÃO.
 A proibição do fumo deve ser feita,
reservando-se áreas definidas para
fumantes, em locais sinalizados e de
preferência com acendedores,
habituando-se o trabalhador a não
portar isqueiros e fósforos.
EXPLOSÕES DE POEIRAS
2) CONTROLE DAS FONTES
DE IGNIÇÃO.
Nessas áreas, o corte e soldagem e
qualquer operação com envolvimento de
chamas e faíscas deve ser realizada
somente através de um procedimento
para liberação de serviço a quente.

EXPLOSÕES DE POEIRAS
3) CRIAÇÃO DE ATMOSFERAS
INERTES

Manter uma atmosfera inerte através da
adição de gases como: Nitrogênio,
Dióxido de Carbono, Argônio, Xenônio,
etc. em uma determinada concentração.
EXPLOSÃO DE POEIRA
10 - SUBSTÂNCIAS OXIDANTES
Substâncias oxidantes, embora não sendo
necessariamente combustíveis, podem, em
geral por liberação de oxigênio, causar a
combustão de outros materiais ou
contribuir para isso.
Exemplos:
ácido nítrico – HNO3
Peróxido de hidrogênio – H2O2
OXIDANTES
11 - PERÓXIDOS ORGÂNICOS
Peróxidos orgânicos são
substâncias termicamente instáveis
que podem
sofrer decomposição exotérmica e
podem explodir com aquecimento,
choque ou atrito.
12 - SUBSTÂNCIAS PEROXIDÁVEIS
São produtos com potencial
de formação de peróxidos
Exemplos:
Peróxido de Acetilo, Furano, Ácido Acrílico,
Isopropilbenzeno
Butadieno, Metilacetileno, Cloropreno, Ciclo-hexano
Potássio (metálico), p-Dioxano, Amideto de sódio
Éter etílico, Tetra-hidrofurano, Éter Dimetílico,
Cloreto de Vinilideno, (1,1-dicloroeteno), Éter
Diisopropílico,
Éter Vinílico, Divinilacetileno, ciclohexano, estireno
SUBSTÂNCIAS PEROXIDÁVEIS
CUIDADOS NECESSÁRIOS
Armazenar em recipientes
hermeticamente fechados, em local seco,
fresco e escuro
Rotular com datas de:
Fabricação
Recebimento
Abertura do frasco
Prazo de validade
Data prevista de formação de peróxidos
Datas do próximo e do último teste
realizado sobre a presença de peróxidos.
SUBSTÂNCIAS PEROXIDÁVEIS
A presença de peróxidos é
detectada por meio de de:
Presença de camada
viscosa no fundo do fraco.
 Presença de sólidos
No caso de suspeita da
presença de peróxidos,
proceder da seguinte
forma:
 Não abra o frasco
 Não agite o frasco
 Comunique seu
supervisor
SUBSTÂNCIAS PEROXIDÁVEIS
Um material instável é aquele que no estado puro
ou comercial, irá polimerizar, decompor ou
condensar vigorosamente, tornando-se auto-reativo
ou de outra maneira reage violentamente sob
condições de choque, pressão ou temperatura.
. Para a obtenção de informações mais específicas
a respeito dos perigos
quanto à instabilidade dos peróxidos orgânicos,
consultar o NFPA 43B, Code for the Storage of
Organic Peroxide Formulations
SUBSTÂNCIA PEROXIDÁVEL
13 - COMPOSTOS PIROFÓRICOS
São produtos que reagem facilmente com o ar, em
até 5 minutos, após entrar em contato.
Como materiais pirofóricos podemos citar:
Metais finamente divididos (Cálcio e Titânio)
Hidretos metálicos alquilados(Dietil e Trietilalumínio,
Trietilbismuto)
Hidretos metálicos não alquilados(Hidreto de
potássio)
Os compostos pirofóricos devem ser
armazenados e manuseados em atmosfera
inerte (Nitrogênio, Dióxido de Carbono, Argônio,
etc.)
PIROFÓRICOS
14 - PRODUTOS QUE REAGEM
COM A ÁGUA
Alguns produtos químicos reagem
violentamente com a água liberando
calor, gases tóxicos ou explosivos.
Como exemplos temos: Sódio e Potássio
metálicos, Óxido de Fósforo(V),
compostos de Grignard, Carbeto de
Cálcio, Haletos de ácidos inorgânicos tais
como: POCl3, SOCl2, SO2Cl2, haletos de
não metais tais como: BCl3, BF3, PCl3,
PCl5, etc.
PRODUTOS QUE REAGEM
COM A ÁGUA
O armazenamento desses produtos deve
obedecer às seguintes regras:
– Armazenar os sólidos (Na, K, Li) imersos
em líquido inerte como querosene.
– Eliminar todas as fonte de água do local
– Nunca armazenar produtos facilmente
combustíveis na mesma área
– Os sistemas automáticos de prevenção e
combate a incêndio por aspersão de água,
não devem ser utilizados em locais que
contenham esses produtos.
PRODUTOS QUE REAGEM
COM A ÁGUA
15 - COMBUSTÃO EXPONTÂNEA
São materiais que podem entrar em combustão,
em contato com o ar, por auto-geração de calor
Exemplos:
• algodão não processado (calor produzido pela
fermentação bacteriana)
• pilha de carvão exposta a oxigênio sem
ventilação
• óleo de linhaça (panos encharcados)
• pilhas de compostagem
• nitrato de celulose
16 - LÍQUIDOS CRIOGÊNICOS
Esse tipo de gás para ser liquefeito deve ser
refrigerado a temperatura inferior a -150º C.
Exemplos de gases criogênicos e suas
respectivas temperaturas de ebulição
Substância
Temperatura de ebulição (ºC)
Hidrogênio
- 253,0
Oxigênio
-183,0
Nitrogênio
-193,0
LÍQUIDOS CRIOGÊNICOS
Devido a sua natureza "fria",os gases criogênicos
apresentam quatro características perigosas
conforme segue:
Riscos à saúde
Os gases criogênicos, devido a baixa
temperatura, poderão provocar severas
queimaduras ao tecido, conhecidas por
enregelamento, quando do contato com líquido
ou mesmo com o vapor.
LÍQUIDOS CRIOGÊNICOS
Efeitos sobre outros materiais
Os gases criogênicos podem solidificar ou
condensar outros gases.
A temperatura de solidificação da água é de 0º C
à pressão atmosférica. Isso quer dizer que a
água presente na umidade atmosférica poderá
congelar no caso de vazamento de uma
substância criogênica, e se isso ocorrer próximo
a, por exemplo, uma válvula (que pode ser a do
próprio tanque com vazamento), esta
apresentará dificuldade para a operação
LÍQUIDOS CRIOGÊNICOS
Não se deve jamais jogar água diretamente sobre
um sistema de alívio ou válvulas de um tanque
criogênico.
Também não se deve jogar água no interior de um
tanque criogênico pois a água atuará como um
objeto superaquecido (ela está entre 15 e 20º C)
acarretando na formação de vapores e portanto
aumento da pressão interna do tanque, podendo
romper-se.
LÍQUIDOS CRIOGÊNICOS
Intensificação dos perigos do estado gasoso
O vazamento de oxigênio liquefeito acarretará no
aumento da concentração deste produto no ambiente
o que poderá causar a ignição espontânea de certos
materiais orgânicos.
Por tal razão, não devem ser utilizadas roupas de
material sintético (náilon) e sim roupas de algodão.
Um aumento de 3% na concentração de oxigênio
provocará um aumento de 100% na taxa de
combustão de um produto.
LÍQUIDOS CRIOGÊNICOS
Alta taxa de expansão na evaporação
Os gases criogênicos expostos à temperatura ambiente
tendem a se expandir gerando volumes gasosos muito
superiores ao volume de líquido inicial. Para o
nitrogênio, um litro de produto líquido gera 697 litros de
gás. Para o oxigênio a proporção é de 863 vezes.
Os recipientes contendo gases criogênicos jamais
poderão ser aquecidos ou terem seu sistema de
refrigeração danificados sob risco de ocorrer a
superpressurização do tanque, sendo que os
sistemas de alívio poderão não suportar a
demanda de vapores acarretando na ruptura do
tanque.
O HIDROGÊNIO
O hidrogênio é um gás extremamente inflamável no ar,
com faixa de inflamabilidade entre entre 4% e 75% por
volume de ar.
A energia necessária para inflamá-lo é muito pequena
(0,04 mJ)
Em alguns casos, pode ocorrer auto-inflamação
Sua despressurização rápida é perigosa, já que
diferentemente dos outros gases, a sua expansão acima
de -40°C ocorre com aquecimento, podendo inflamar-se.
A chama de queima no ar muito quente e quase
invisível. Emite pouco calor radiante e por isso sua
presença não é percebida.
OXIGÊNIO LÍQUIDO
17 - TABELA DE INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA
PRODUTO
INCOMPATÍVEIS
Acetileno
Fluor, cloro, bromo, cobre, prata e mercúrio
Ácido Acético
Ácido crômico, ácido nítrico, etilenoglicol,
ácido perclórico, peróxidos, permanganatos
Ácido cianídrico
Ácido nítrico e alcalinos
Ácido crômico
Ácido acético, naftalina, cânfora, glicerina,
terebentina, álcool, inflamáveis em geral
Ácido fluorídrico
anidro
Amônia anidra ou solução
Ácido nítrico
concentrado
Ácido acético, anilina, ácido crômico, ácido
cianídrico, gas sulfídrico, inflamáveis
Ácido Oxálico
Prata e mercúrio
Ácido perclórico
Anidrido acético, bismuto e suas ligas, álcool,
papel e madeira
TABELA DE INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA
PRODUTO
Ácido sulfúrico
Amônia anidra
INCOMPATÍVEIS
Clorato Potássio, perclorato de potássio, permanganato de
potássio(ou compostos com metais leves similares, como
sódio, lítio)
Mercúrio, cloro, hipoclorito de cálcio, iodo, bromo, ácido
fluorídrico.
Anilina
Ácido nítrico e peróxido de hidrogênio
Carvão ativado
Hipoclorito de cálcio e todos os oxidantes
Bromo
Vide cloro
Clor.de potássio
Sulfúrico e outros ácidos
Cloratos
Sais de amônia, ácidos, pós metálicos, enxofre, materiais
combustíveis ou orgânicos finamente divididos.
cloro
Amônia, acetileno, butadieno, butano, metano, propano(ou
outros gases de petróleo), hidrogênio, carbeto de sódio,
terebentina, benzeno, metais finamente divididos.
TABELA DE INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA
PRODUTO
INCOMPATÍVEIS
Cobre
Acetileno, peróxido de hidrogênio
Dióxido de cloro
Amônia, metano, fosfina, gás sulfídrico
Fluor
Isolado de todos os outros produtos
Gás sulfídrico
Ácido nitrico fumeg., gases oxidantes
Hidrocarbonetos(b
utano, propano,
benzeno, gasolina,
etc.)
Flúor, cloro, bromo, ácido crômico, peróxido de sódio
Hidroperóxido de
cumeno
Ácidos orgânicos e inorgânicos
Iodo
Acetileno, amônia(anidr/sol.) e hidrogênio
Líquidos
inflamáveis
Nitrato de amônia, ácido crômico, peróxido de
hidrogênio, ácido nítrico, peróxido de sódio e
halogênios
TABELA DE INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA
PRODUTO
Mercúrio
INCOMPATÍVEIS
Acetileno, ácido fulmínico, amônia
Metais alcalinos
Água, tetracloreto de carbono ou outros hidroc.,
como pó(Al,Mn,K) dióxido de carbono e halogênios.
Ácidos, pós metálicos, líquidos inflamáveis,
Nitrato de amônia cloratos, nitritos, enxofre, materiais combustíveis
ou orgânicos finamente divididos
Oxigênio
Sólidos, gases ou líquidos inflamáveis, óleos,
gorduras e hidrogênio.
Perclorato de
potássio
Ácido sulfúrico e outros e todos os incompatíveis
com os cloratos .
Permanganato de Glicerina, etileno glicol, benzaldeído e ácido
potássio
sulfúrico.
TABELA DE INCOMPATIBILIDADE QUÍMICA
PRODUTO
Peróxido de
hidrogênio
Peróxido de sódio
INCOMPATÍVEIS
Cobre, cromo, ferro, a maior parte dos metais e seus sais,
álcoois, acetona, materiais orgânicos, anilina, nitrometano,
líquidos inflamáveis e materiais combustíveis
Álcool metílico ou etílico, ácido acético glacial, anidrido
acético, benzaldeído, dissulfeto de carbono, glicerina,
etileno glicol, acetato de etila, acetato de metila e furfural
Prata
Acetileno, ácido oxálico, ácido tartárico e compostos de
amônia.
Sódio
Água, dióxido de carbono e tetracloreto de carbono
Solução
sulfocrômica
Acetona, alcool, pano, serragem, inflamáveis
Metanol
brometos, hipoclorito de sódio, zinco dietílico, soluções de
aquilaluminatos, trióxido de fósforo, ácido nítrico, peróxido
de hidrogénio, clorofórmio, e perclorato de chumbo.
NBR 14619
18 – REFERÊNCIAS / FONTES DE
INFORMAÇÕES
• GHS – Sistema Globalmente Harmonizado de Rotulagem
de Produtos Químicos
• CAS
• MSDS – Material Safety Data Sheet
• FISPQ – Ficha de informações sobre Produtos Químicos
Manual de Emergências da ABIQUIM
• HAZMAT – Hazardous Materials
• Perry Handbook
• http://www.antt.gov.br/legislacao/PPerigosos/Nacional/index.asp
• Cheminfo
• NFPA 30 Flammable and Combustible Liquids Code
NORMAS ABNT
EXEMPLOS:
NBR 14.725 – FISPQ
NBR 17.505 – Armazenamento de Líquidos
Inflamáveis e Combustívies
NBR 11.564 – Embalagens de Produtos
Perigosos
DIAMANTE DE HOMMEL
Risco de Fogo
(temperatura de inflamação)
Risco de Vida
4 Mortal
3 Extremamente Perigoso
2 Perigoso
1 Pequeno Risco
0 Material Normal
Risco
Específico
Oxidante
Ácido
Álcalis
Corrosivo
Não use água
Radioativo
OXY
ACID
ALK
COR
W
2
0
4 Abaixo de 22º C
3 Abaixo de 38º C
2 Abaixo de 94º C
1 Acima de 94º C
0 Não Inflamável
2
ACID
Reação
4 Pode explodir
3 Choque e calor
podem detonar
2 Reação química
violenta
1 Instável com
caloria
0 Estável
C
L
A
S
S
E
S
D
E
R
I
S
C
O
NÚMERO DE RISCO/ONU
ALGUNS ACIDENTES NO BRASIL
GASOLINA e ÁLCOOL - acontecido no Município de
Pojuca/BA - um trem descarrilou, tombando vários
vagões com Gasolina e Álcool. A população residente
nas imediações aproveitou para encher baldes e latas
com combustíveis derramando, para venda a terceiros
até que, de repente, uma faísca incendiou os
combustíveis vazados e os vagões carregados, enfim,
toda a composição ferroviária. Resultado: mais de
cem mortos, especialmente, crianças.
Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina
ALGUNS ACIDENTES NO BRASIL
VAZAMENTO EM DUTO aconteceu na Vila Socó,
Município de Cubatão/SP - nesta área a Petrobrás
enterrou uma rede de dutos para deslocamento de
sua gasolina, diesel, etc. Sobre os dutos, a população
de Vila Socó construiu uma favela. Certa noite, um
dos dutos vazou e o combustível derramado pegou
fogo, talvez em contato com algum fogão doméstico
aceso... O grande incêndio que lavrou matou mais de
500 pessoas.
Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina
ALGUNS ACIDENTES NO BRASIL
VAZAMENTO DE GLP - SHOPPING CENTER de
OSASCO - Osasco/SP - a instalação fixa subterrânea
destinada a conduzir o GLP ( gás de cozinha ) para
diferentes pontos do prédio vazou e, de repente, o gás
acumulado, numa parte inferior da construção,
explodiu - certamente em contato com chama ou
faísca - provocando destruição parcial do shopping e
morte de mais de 40 pessoas, além de inúmeros
feridos.
Fonte: Defesa Civil de Santa Catarina
19 – ÁREAS CLASSIFICADAS
PRINCÍPIOS BÁSICOS
Área classificada:
Local aberto ou fechado, onde existe a possibilidade
de formação de uma atmosfera explosiva, podendo ser
dividido em zonas de diferentes riscos,
A identificação das áreas de risco das instalações
industriais é uma tarefa geralmente executada por
engenheiros de processos ou químicos, altamente
especializados na área.
CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
A classificação das áreas de risco visa identificar as
diversas áreas que possuem grau de risco semelhante,
tornando possível utilizar equipamentos elétricos
projetados especialmente para cada área.
A classificação baseia-se no grau de periculosidade da
substância combustível manipulada e na freqüência de
formação da atmosfera potencialmente explosiva
ASPECTOS IMPORTANTES PARA ESTUDOS
DE CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
Pressão de vapor
Desidade de vapor
Ponto de fulgor
Limites de inflamabilidade
Temperatura de auto ignição
FONTES DE RISCO:
DEFINIÇÃO
ponto ou local no qual um gás,vapor,névoa,líquido, poeira,
fibra possam ser liberados para a atmosfera de modo que
um atmosfera explosiva possa ser formada.
De grau contínuo:
liberação que é contínua ou é esperada para ocorrer
frequentemente ou por longos períodos;
De grau primário:
liberação que pode ser esperada para ocorrer
periodicamente ou ocasionalmente durante operação
normal;
De grau secundário:
liberação não é esperada para ocorrer em operação normal
e, se ocorrer, é somente de forma pouco frequente e por
curtos períodos
CLASSIFICAÇÃO EM ZONAS
PARA POEIRAS
ABNT-NBR-IEC 61241
PARA GASES E VAPORES
ABNT-NBR-IEC 60079
EXEMPLOS
Fontes de risco gases e vapores:
Grau contínuo:
interior de um tanque de armazenamento de
inflamáveis do tipo atmosférico;
Grau primário:
o respiro do tanque, tomadas de amostra
Grau secundário:
flanges
Estatísticas de freqüência de presença
de mistura explosiva para
classificação de zonas. (API RP 505)
CLASSIFICAÇÃO EM GRUPOS
International Electrotechnical Commission
CLASSIFICAÇÃO POR TEMPERATURA
DE SUPERFÍCIE
GRAUS DE VENTILAÇÃO
Ventilação alta (VA):
pode reduzir a concentração no local da fonte de risco
instantaneamente, resultando em uma concentração
abaixo do LIE;
Ventilação média (VM):
pode controlar a concentração , resultando em uma
situação estável de extensão da zona, enquanto estiver
ocorrendo a liberação, e onde a atmosfera explosiva de
não persiste desnecessariamente após ter cessado o
vazamento;
Ventilação baixa (VB):
não pode controlar a concentração enquanto ocorre o
vazamento e/ou não pode evitar a permanência indevida
de uma atmosfera explosiva de gás, após ter cessado o
vazamento.
DISPONIBILIDADE DA VENTILAÇÃO
- Boa: ventilação está presente de modo contínuo;
-
Satisfatória: espera-se que ventilação esteja presente
sob condições normais de operação. Descontinuidades
são
admitidas
desde
que
estas
ocorram
esporadicamente e por curtos períodos;
- Pobre: ventilação que não atende ao padrão de
ventilação satisfatória ou boa, mas não se espera que
continuidades ocorram por longos períodos.
NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - EPL
(Gases - Grupo II)
EPL
Ga
TIPO DE PROTEÇÃO
Intrinsecamente seguro
Encapsulado
À prova de explosão
Pressurizado
Gb
Imerso em areia
Imerso em óleo
Segurança aumentada
Intrinsecamente seguro
Encapsulado
Pressurizado
Gc
Tipo de proteção “n”
Intrinsecamente seguro
Encapsulado
NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - EPL
EPL = equipament protection level
Ma, Mb, Mc, Ga, Gb, Gc, Da, Db, Dc
NÍVEL DE PROTEÇÃO DE EQUIPAMENTOS - EPL
EPL Ga, Da, Ma:
Equipamento para atmosferas explosivas, possuindo nível de proteção
MUITO ALTO, o qual não seja uma fonte de ignição em operação normal,
falhas esperadas ou quando sujeitas a falhas raras;
-
-
EPL Gb, Db, Mb:
Equipamento para atmosferas explosivas, possuindo nível de proteção
ALTO, o qual não seja uma fonte de ignição em operação normal ou quando
sujeitas a falhas que podem ser esperadas, embora não necessariamente
em bases regulares;
EPL Gc, Dc:
Equipamento para atmosferas explosivas, possuindo nível de proteção
ELEVADO, o qual não seja uma fonte de ignição em operação normal e que
possua alguma proteção adicional para assegurar que este permaneça
inativo como uma fonte de ignição, no caso de ocorrências normais
esperadas.
A prova de explosão – Ex d
Equipamento elétrico construído de tal
modo que seja capaz de suportar uma
pressão de explosão interna sem se
romper e não permite que essa explosão
se propague para o meio externo.
De segurança aumentada – Ex e
Técnica de proteção aplicável a equipamentos
elétricos que em condição normal de
operação não produzem centelhamento ou
alta temperatura e em que são aplicadas
medidas construtivas adicionais de modo a
aumentar a segurança.
Segurança intrínseca – Ex i
Um circuito, dispositivo ou sistema é considerado
como segurança intrínseca quando o mesmo não
é capaz de liberar energia suficiente para
inflamar uma atmosfera explosiva quer seja em
condições normais ou anormais de operação.
Categoria “ia” (ZONA 0): mantém-se como
segurança intrínseca mesmo que ocorram
duas falhas consecutivas;
Categoria “ib” (ZONA 1): mantém-se como
segurança intrínseca após uma falha;
Categoria “ic” (ZONA 2): para uso em Zona 2.
Pressurizado – Ex p
Técnica de proteção em que o interior do
invólucro é provido com um gás de
proteção (ar ou gás inerte) de modo que a
pressão esteja superior à pressão externa,
impedindo a penetração de algum produto
inflamável na forma de gás ou vapor.
px - transforma Zona 1 em área não
classificada;
py - transforma Zona 1 em Zona 2;
pz - transforma Zona 2 em área não
classificada.
Imerso em óleo – Ex o
Equipamento elétrico construído de tal
modo que as partes que podem liberar
energia suficiente para inflamar uma
atmosfera explosiva estão submersas
num meio isolante de óleo.
Imerso em areia – Ex q
Equipamento elétrico construído de tal
modo que as partes que podem liberar
energia suficiente para inflamar uma
atmosfera explosiva estão submersas
num meio isolante de quartzo ou vidro.
Imerso em resina – Ex m
Equipamento elétrico construído de tal
modo que as partes que podem liberar
energia suficiente para inflamar uma
atmosfera explosiva estão submersas
num meio isolante de resina.
O equipamento Ex m não é capaz de causar uma ignição em
nenhuma das seguintes condições:
• Categoria ma
1. Em condições normais de operação e instalação;
2. Em nenhuma das condições anormais especificadas;
3. Em condições de falha definidas.
• Categoria mb
1. Em condições normais de operação e instalação;
2. Em condições de falha definidas.
• Categoria mc
1.Em condições normais de operação
2.Tanto as condições anormais especificadas quanto as condições
de falha definidas são considerações que estão explicadas no corpo da norma.

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