Cidades fantasmas são registradas

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Cidades fantasmas são registradas
Informações à imprensa
Janeiro de 2015
CIDADESCIDADES- FANTASMA SÃO REGISTRADAS
POR DIMITRI LEE PARA EXPOSIÇÃO NA
GALERIA DE BABEL
Fotografias em preto e branco captam
captam o que sobrou
sobrou
das cidades salitreiras, espalhadas pelo deserto ao
norte do Chile
No dia 10 de fevereiro, terça-feira, a Galeria de
Babel abre a exposição “Salitreiras”, de Dimitri
Lee, nas quais o fotógrafo exibe 16 trabalhos
produzidos nas cidades salitreiras, espalhadas
pelo deserto na região norte do Chile – redutos
industriais que tiveram seu auge na primeira
metade do século XX e que são agora cidadesfantasma. A exposição fica em cartaz na galeria
até o dia 28 de março.
Em uma viagem ao deserto do Atacama para
testar uma nova máquina panorâmica, Dimitri
p 2 de 6
Lee tomou conhecimento sobre a história das
cidades salitreiras e decidiu averiguar. Encantado
pelo que encontrou por lá e atormentado pela
falta de registros fotográficos da região, deu
início a uma série de viagens, munido de uma
câmera 8 x 10 polegadas.
“Há poucos registros fotográficos das salitreiras, e
existem centenas delas. Algumas estão em bom
estado de conservação, outras semi-conservadas
e algumas são quase sítios arqueológicos, com
apenas algumas ruínas restantes”, detalha o
fotógrafo. “Há na exposição uma fotografia dos
resquícios de uma torre, que é tudo o que resta
de uma dessas salitreiras”, conta ainda.
Essas cidades industriais de exploração do salitre
começaram atividade no final do século XIX na
região, com capital inglês e tecnologia alemã. “O
salitre serve para a produção de fertilizante e de
pólvora. Rendeu muito dinheiro em tempos de
paz e mais ainda em guerra”, explica Dimitri.
Com
o
advento
possibilitando
a
da
amônia
produção
de
sintética,
fertilizante
industrial, as salitreiras entraram em colapso. Foi
após essa crise que a Bolívia acabou perdendo
para o Chile sua saída para o Oceano Pacífico.
Entre 2005 e 2011, Dimitri Lee fez incontáveis
viagens à região. A opção pela máquina 8 x10
tornou
o
processo
mais
lento.
“Eu
ficava
hospedado nos hotéis mais próximos, que ficam
pelo
menos
200
km
distantes
da
região,
p 3 de 6
acordava de manhã e ia pra lá fotografar. Há
quem diga que a qualidade das 8 x 10 continuam
superiores às câmeras digitais ainda hoje, mas eu
optei por essa técnica por gosto pessoal. Eu só
conseguia carregar dez chapas de filme por vez
na mochila, então só tinha dez cliques a cada ida
às salitreiras. Quando você está com uma câmera
digital, você vai registrando direto. Com uma 8 x
10, é necessário observar muito atentamente,
pois cada clique envolve muito custo”, conta
Dimitri.
As fotografias foram impressas no MR Estúdio
Digital em jato de tinta piezográfica sobre papel
de algodão. O estúdio é um dos pouquíssimos
proprietários no mundo de uma impressora de
160 cm para tinta piezográfica, à base de carvão
– apenas pigmento, sem corante. Essa técnica
confere às impressões maior riqueza de tons de
cinza e também muito mais durabilidade.
Embora Dimitri Lee tenha feito esses registros
imagéticos da região, não enxerga seu trabalho
como um documento histórico. “Eu fui pra lá
como turista. Não pertenço àquele local, não
tenho conexão com essa história. O meu registro
é artístico”, diz. “Mas essa história ainda vai
precisar ser contada”, conclui.
A galeria – Fundada em 1999 por Jully
Fernandes, a Galeria de Babel consolidou seu
papel no cenário brasileiro de artes plásticas,
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sendo a primeira a trabalhar exclusivamente com
fotografia. A convite da Magnum Photos de Nova
York, na
época
dirigida
por Mark Lubell,
atualmente diretor do ICP – International Center
of Photography, de 2009 a 2011, a galeria
trabalhou em parceria na América Latina para
venda de fine art prints e projetos culturais.
A Galeria de Babel inaugurou no final de 2014
seu novo espaço, instalado na esquina da
Alameda Lorena com a Rua Ministro Rocha
Azevedo,
na
charmosa
Vila
Modernista,
construída pelo arquiteto Flávio de Carvalho.
Com adaptações feitas pelo arquiteto Stephan
Steyer, a Babel se apresenta como um cubo
branco que integra seu entorno de maneira
harmônica, como uma galeria de vila. Os pisos
originais, de cerâmica e de taco, foram mantidos,
bem como a escada de madeira.
A Galeria de Babel participa de feiras de arte,
como a SP-Arte, SP-Arte Brasília, SP Arte/Foto e
P/ARTE. Entre seus artistas representados estão
Araquém Alcântara, Steve McCurry, Elliott Erwitt,
Ara Güler, Thomas Hoepker, Luiz González
Palma, Zoe Zapot, Dimitri Lee e Paolo Ventura.
Além de galeria, a Babel atua como agência e
realiza inúmeras exposições em parcerias com
museus, galerias, institutos culturais, festivais,
feiras de arte e grandes leilões, onde os artistas
são
promovidos
em
âmbito
nacional
e
internacional, trabalhando ainda em projetos em
p 5 de 6
parceria com os maiores nomes da arquitetura e
decoração.
O artista – Nascido em São Paulo, em 1961,
Dimitri Lee, autodidata, começou a carreira
trabalhando como assistente nos estúdios da
Editora Abril em 1978, onde atuou até 1980. Em
1981 montou estúdio próprio e começou a
trabalhar
com
publicidade,
atendendo
as
principais agências do Brasil. Em 2000 começou
a utilizar o formato panorâmico em projetos de
expressão
pessoal.
Embora
tenha
muita
experiência em informática, tem resistência no seu
uso em fotografia, preferindo usar filme de
grande
formato.
Entre
suas
exposições
de
destaque estão “Templos Politeístas” (Cinemateca
Brasileira, São Paulo, 2006), exposição do acervo
da MEP – Maison Européenne de la Photographie,
que possui cinco obras da série “Salitreiras”
(Paris, 2013), e “Exerianas” (Espaço Cultural Porto
Seguro, São Paulo, 2014).
Exposição “Salitreiras
“Salitreiras”,
Salitreiras”, de Dimitri Lee,
Lee, na
na Galeria
de Babel
Abertura da exposição: 10 de fevereiro, às 19h30
Visita guiada às 18h30
Visitação: de 11 de fevereiro a 28 de março
De terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das
11h às 17h
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Vila Modernista (Alameda Lorena, 1257), Casa 2,
Jardim Paulista – São Paulo
Telefone: (11) 3825.0507
Informações para
para a imprensa:
A4 Comunicação
+5511 38973897-4122
Bruno Palma – [email protected]
Neila Carvalho – [email protected]

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