A minha maior obrigação é a da proximidade às

Сomentários

Transcrição

A minha maior obrigação é a da proximidade às
PUB
Edição 1846
1,20 Euro
12 de fevereiro de 2016
a 18 de fevereiro de 2016
www.mundoportugues.pt
Diretor: Maria da Conceição Granado de Almeida
[email protected]
REGIONAL
JOSÉ LUÍS CARNEIRO
SECRETÁRIO DE ESTADO DAS
COMUNIDADES PORTUGUESAS
EM ENTREVISTA
P. 7
Carnaval
encheu o país
de folia
De norte a sul e
ilhas, a palavra de
ordem foi a alegria
dos foliões e como
não podia deixar de
ser os políticos foram
as grandes vítimas
“A minha maior
obrigação é a
da proximidade
às comunidades
portuguesas”
História de um jornal
que dava (e dá) voz a
quem não a tinha
Ao celebrar os 46 anos de
exis tência continuamos a
contar a história do nosso
jornal, que “deu voz a quem
não a tinha” e por isso mesmo
foi especialmente visado e
perseguido pela censura... P. 8
P. 2, 3 e 4
NEGÓCIOS
FREDERICO FALCÃO, PRESIDENTE DO IVV EM ENTREVISTA
Governo vai pagar 1,9 milhões para ficar
com metade da TAP
“Área de plantação de vinha nova
P. 20 e 21
vai crescer 1% ao ano”
CASA ERMELINDA FREITAS
PELO MUNDO
P. 12, 13, 14 e 40
I LIGA
FC Porto vai à Luz a 6 pontos de
Canadá: Comunidade em Brampton
distância do Benfica...
angaria mais de um milhão de dólares
para hospital
Estados Unidos: Programa ajuda
imigrantes lusófonos a encontrar emprego
Inovação: Lusodescendentes desenvolvem
aplicação voltada para o universo latino
Música:AF_EDP_LBANDS_MP_250x50.pdf
Lusodescendente Shawn
Mendes
1
12:27
esgota concerto em Lisboa
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
P. 16
Inaugura adega nova a
pensar na modernização e
competitividade
Frederico Falcão é um homem do sector do vinho. Está há quatro anos no
Instituto do Vinho e da Vinha. Confessa que foi um grande desafio que abraçou.
C
P. 10
O trabalho dos últimos anos na
criação do “mito Casa Ermelinda”
tem sido a prova da excelência do
trabalho desenvolvido.
P. 26
INOVAÇÃO
P. 37
Portugueses criam a primeira toalha
repelente de mosquitos
SEGUNDO ESTUDO DA UNIV. AVEIRO
P. 38
Indústria da cortiça ajuda a atenuar as
alterações climáticas
p.2
DESTAQUE
12 DE FEVEREIRO DE 2016
JOSÉ LUÍS CARNEIRO - SECRETÁRIO DE ESTADO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS EM ENTREVISTA
“A minha maior obrigação é a
da proximidade às comunidades
portuguesas”
Para o novo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, é fundamental o
compromisso com uma política e um rosto de proximidade aos portugueses que vivem no
estrangeiro. Nesta entrevista ao «Mundo Português», José Luís Carneiro abordou os principais
dossiers da pasta que recentemente assumiu. Rede consular, ensino do português no
estrangeiro, participação política, Conselho das Comunidades Portuguesas, meio associativo,
foram temas de que falou abertamente um governante que quer estar “muito próximo das
comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”. Ana Grácio Pinto e José Manuel Duarte
O que o fez aceitar a pasta da Secretaria
de Estado das Comunidades Portuguesas?
Há três dimensões que contribuíram para
este convite a sua aceitação. Estou convencido que foi decisivo, em primeiro lugar, a
minha experiência académica ter-se iniciado
por estas áreas do conhecimento, áreas que
têm que ver com as relações internacionais
nas suas múltiplas dimensões: institucional,
económica, das organizações e do conhecimento da vida diplomática e da vida consular. Essa é a minha área de partida, do ponto
de vista dos estudos académicos e científicos, e que desenvolvi nos primórdios da minha vida profissional.
Depois, a minha experiência autárquica
também contribuiu para poder dar uma visão
concreta a um mundo de conceitos. A vida
das relações internacionais é sempre muito associada aos conceitos, e um autarca é
aquele que concretiza os conceitos. E a dimensão da proximidade é uma das marcas
de qualquer secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
“(…) estes quatro últimos anos também foram de uma ‘drenagem’ imensa de pessoas para o exterior. Eu vivi,
como outros autarcas, o drama de
não ter instrumentos, mecanismos ao
nosso dispor para poder segurar essas
pessoas no nosso país, proporcionando-lhes condições de vida que evitassem a sua partida. Muitos partiriam
na mesma, porque vão por outras razões, mas uma grande maioria parte
por falta de condições de vida (…)”
Mas essa proximidade, que é a marca do
autarca, não corre o risco de poder desvanecer-se, porque passa agora a ser um dirigente político que está longe…
Mas muito próximo das comunidades
portuguesas espalhadas pelo mundo. Essa
é aliás a minha maior obrigação: a da proximidade com essas comunidades. Depois, há
uma terceira dimensão e que tem a ver com
o facto de ter desempenhado, durante dez
anos, funções no Comité das Regiões, onde
estão mais de 350 representantes dos municípios e das regiões da Europa. Costuma-se dizer que o Comité das Regiões é a voz
das comunidades locais e regionais na política europeia.
Portanto, julgo que estas três dimensões
foram factores que contribuíram para o convite que me foi feito e que muito me honrou:
a experiência académica na área das relações internacionais; a experiência no Comité
das Regiões; a experiência autárquica feita a
trabalhar em territórios que têm muita emigração, como são os do interior do distrito do
Porto. São territórios que, infelizmente, pela
força das dificuldades que se viviam naqueles
concelhos há 40, 50 anos atrás, conheceram
muita emigração - numa primeira grande fase
para o Brasil e numa segunda fase para França, Suíça, Bélgica, Luxemburgo. O que me
habilitou a um contato e um conhecimento
dessa realidade e ao mesmo tempo a um sentimento comprometido com a necessidade de
uma política e de um rosto de proximidade.
Foi autarca num concelho onde a questão da
emigração esteve sempre presente…
Infelizmente, toda a região do baixo Tâmega tem níveis de emigração muito elevados e os últimos quatro anos foram anos
de nova intensidade. Já tinha sido outrora.
Aliás, fiquei há dias surpreendido com os números da emigração para França entre 1954
e 1974. Não tinha a noção do que significou essa ‘massa’ migratória: em França, passamos de 25 mil pessoas em 1954, para
750 mil pessoas. E estes quatro últimos anos
também foram de uma ‘drenagem’ imensa
de pessoas para o exterior. Eu vivi, como outros autarcas, o drama de não ter instrumentos, mecanismos ao nosso dispor para poder
segurar essas pessoas no nosso país, proporcionando-lhes condições de vida que evitassem a sua partida. Muitos partiriam na
mesma, porque vão por outras razões, mas
uma grande maioria parte por falta de condições de vida.
A pasta das Comunidades Portuguesas tem
uma série de dossiers e um deles é o Conselho das Comunidades Portuguesas. O CCP é
um conselho cuja competência está bem, ou
mal aproveitada?
O Conselho das Comunidades Portuguesas vai ter a sua reunião plenária, como queremos que aconteça, em abril. O que quero
que seja o Conselho das Comunidades não
resulta de uma interpretação pessoal. Resulta, em primeiro lugar, do cumprimento do que
está estabelecido em termos legislativos.
O CCP tem funções consultivas e, no meu
entender, essas funções são importantes se
cada conselheiro fizer da sua representação,
uma interpretação plena dessa faculdade de
ser ouvido, de ser considerado no processo
político relativo às comunidades portuguesas. E, depois, se nos seus territórios de trabalho social, cívico e político, fizer um trabalho aprofundado com as comunidades, de
forma a que aquilo que nos transmita, na relação com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, corresponda efetivamente ao entendimento da comunidade que vai
representar. Eu tenho uma expectativa positiva sobre o trabalho que cada conselheira e
cada conselheiro irão desenvolver no diálogo
de construção das melhores soluções de políticas públicas destinadas às nossas comunidades espalhadas pelo mundo.
Não há então perspetiva de mudança no modelo deste órgão consultivo?
Um dos problemas que se colocam muitas vezes às políticas públicas, é que não se
dá a necessária estabilidade à legislação que
se produz. Julgo que o pior que poderia fazer,
tendo (os conselheiros) sido eleitos em setembro passado e aguardando tomar posse, seria
estar a equacionar a alteração legislativa do
quadro que deu origem ao Conselho das Comunidades e deu legitimidade à eleição que
muito recentemente ocorreu. Não faria qualquer sentido estar agora a produzir alterações
na legislação que ainda não testamos do ponto de vista do seu funcionamento e do alcance
que visa ter. Portanto, o que quero transmitir
aos conselheiros, é uma palavra de confiança
no seu trabalho e na capacidade para representarem os interesses das comunidades que
os elegeram e em nome das quais vão dialogar com a Secretaria de Estado.
Por falar em modelos, que futuro para o Ensino do Português no Estrangeiro (EPE)? Ser
basicamente ensinado como primeira língua
ou língua de herança, ou ‘crescer’ para o
ensino como língua curricular estrangeira?
Uma realidade não deve excluir a outra, são realidades que se complementam.
Nós devemos trabalhar em dois sentidos que
são complementares. Devemos manter o ensino complementar, tal e qual como existe
hoje, com uma oferta diversificada, onde,
por exemplo, as associações têm um papel
decisivo.
Mas devemos também trabalhar para que
DESTAQUE
12 DE FEVEREIRO DE 2016
“(…)Há uma dimensão que me
preocupa e vai merecer da nossa parte uma atenção especial: garantir um envolvimento das associações no recenseamento e na
participação eleitoral. Há 4,5 a 5
milhões de portugueses espalhados
pelo mundo mas temos cerca de
300 mil que se recenseiam e desses, cinco por cento que vão votar.
Há problemas que é preciso ultrapassar e quero contar com o movimento associativo para me auxiliar
no recenseamento dos portugueses
e também no seu processo de participação eleitoral. Porque só assim
é que as comunidades portuguesas
passarão a ter força política”
a língua portuguesa ganhe mais espaço na
estrutura curricular do sistema de ensino dos
países de acolhimento.
Aliás, vi com bons olhos a notícia da resolução do Parlamento luxemburguês que
vai criar um instituto internacional da língua,
dando uma dimensão estratégica ao ensino
do português no Luxemburgo. Porque a Língua Portuguesa é a quinta língua mais falada
no mundo, é a terceira língua mais falada fora
da União Europeia e a primeira língua falada
no hemisfério sul.
Se olharmos para o mundo, vemos que o
Brasil é um país que tem uma relação preferencial com o Mercosul, com a América Latina e com toda a realidade da Ibero-América.
Se olharmos para o continente africano, vemos que a Guiné-Bissau integra a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que é uma comunidade francófona;
que Cabo Verde é também parceiro dessa
Comunidade Económica; que Angola é um
país proeminente na África Austral e na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral; que Moçambique, sendo também
membro dessa Comunidade, é simultaneamente membro da Comunidade islâmica e
da Commonwealth, de expressão inglesa.
Também Timor-Leste está numa relação especialmente estratégica em tudo o tem que
ver com a Ásia.
Portanto, estes países que têm como expressão oficial a Língua Portuguesa, e também a têm como língua do quotidiano, são
países que interagem e são influentes em todos estes espaços sub-regionais. Significa
que o Português não é apenas útil, estratégico, para Portugal, mas tem que ser visto pelos outros países, como estratégico para esses
mesmos países: para a França, a Inglaterra, a
Alemanha, a Espanha… Nós temos que sensibilizar as autoridades regionais e nacionais
desses países, onde temos comunidades portuguesas, para a importância da Língua Portuguesa e para a necessidade dela ser considerada uma língua estratégica.
Foi isso que transmiti às autoridades francesas, porque na definição das línguas estratégicas, o Português não foi considerado uma
língua estratégica para a França, e nós entendemos que ela o é, para os interesses políticos
franceses. Por isso, procuramos sensibilizar
os autarcas, os poderes regionais e também
o meu homólogo no governo francês para a
importância de ganharmos mais espaço no
ensino da Língua Portuguesa no sistema de
ensino francês.
Mas não é suficiente integrar o Português
na estrutura curricular e pedagógica das escolas francesas. É também necessário que haja
contratação de professores de português, porque se legislarmos no sentido de integrar o
Português na estrutura curricular e depois não
houver o respectivo acompanhamento com
a contratação de professores, diria que dificilmente poderá haver resultados concretos
para a expansão da língua. Isto não significa
que não devamos continuar a valorizar tudo o
que tem a ver com o ensino da língua e cultura de origem. Esta é uma dimensão, mas não
é concorrente da outra dimensão de abertura
da língua ao mundo e a outras comunidades
que a queiram aprender. Temos que trabalhar
nestes dois planos.
Como vê, esta Secretaria de Estado, o relacionamento com o movimento associativo
português no estrangeiro?
Um autarca tem uma noção muito clara
do que é o movimento associativo, que tem
várias dimensões. Primeiro, é o resultado da
expressão voluntária de cidadãos que se entregam a essa dimensão de cidadania, de construírem, em solidariedade, respostas de desenvolvimento desportivo, cultural, recreativo
da sociedade. Desde logo, tem que ser valorizado por esse facto. Segunda dimensão muito
importante é que as associações são um espaço de inclusão dos mais jovens, de inclusão na
comunidade. Porque é ali que, muitas vezes,
pessoas de recursos económicos, culturais e
sociais diferentes, se integram e interagem,
se protegem também, e muitas vezes conseguem depois encontrar canais de relação exteriores. Em terceiro lugar, são, em princípio,
instituições que prosseguem fins de fraternidade, solidariedade e cidadania. E para nós,
o associativismo tem um papel determinante
a desempenhar na relação com as comunidades portuguesas. Mas há prioridades. Uma
delas tem a ver com o movimento associativo vocacionado para as jovens gerações, porque temos que garantir que continuam o esforço de organização social, trabalho colectivo
e trabalho fraternal, que foi desenvolvido pelas
gerações anteriores. E, quem tem experiência,
como o «Mundo Português», sabe bem que
muitas das novas gerações estão afastadas do
movimento associativo, por força dos seus interesses que são hoje muito diversos dos seus
pais e avós. Mas há também movimentos a
emergir das jovens gerações - estudantes, investigadores, profissionais - que se estão a organizar. E a Secretaria de Estado está muito
atenta a esse movimento de jovens que queremos apoiar e ajudar a dinamizar. Há também
o movimento vocacionado para a igualdade de
oportunidades, onde os movimentos da mulher emigrante também têm que ter uma atenção especial. Aí há um trabalho já conhecido
da antiga secretária de Estado das Comunidades, Manuela Aguiar, muito vocacionado para
a mulher migrante e que deve ser desenvolvido. Sei que a Secretaria de Estado para a
Igualdade também tem esta preocupação e
vamos trabalhar em conjunto para desenvolver um projeto voltado para a igualdade nas
comunidades portuguesas.
Depois há todas as outras manifestações
desenvolvidas pelo associativismo, desde logo
o ensino da língua e a promoção da cultura
portuguesa. Enfim, são expressões da dinâmica diversa e multifacetada das comunidades portuguesas que queremos acompanhar,
dinamizar e aprofundar, procurando efectivamente avaliar os impactos que essas iniciativas têm na vida das comunidades. Temos
que ter um conjunto de critérios claros, transparentes, conhecidos de todos, para que todos se possam habilitar aos apoios da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.
Há uma dimensão que me preocupa e vai
merecer da nossa parte uma atenção especial:
garantir um envolvimento das associações no
recenseamento eleitoral e na participação eleitoral. Há 4,5 a 5 milhões de portugueses espalhados pelo mundo mas temos cerca de
300 mil que se recenseiam e desses, cinco
por cento que vão votar. Há aqui problemas
p.3
“(…) o Português não é apenas
estratégico, para Portugal, mas
tem que ser visto pelos outros
países, como estratégico: para a
França, a Inglaterra, a Alemanha,
a Espanha… Nós temos que
sensibilizar as autoridades regionais
e nacionais desses países, onde
temos comunidades portuguesas,
para a importância da Língua
Portuguesa e para a necessidade
dela ser considerada uma língua
estratégica (…)”
que é preciso ultrapassar e quero contar muito
com o movimento associativo para me auxiliar
no recenseamento dos portugueses espalhados pelo mundo e também no seu processo
de participação eleitoral. Porque só assim é
que as comunidades portuguesas passarão a
ter força política.
Falou no recenseamento eleitoral. Será este
o maior responsável por se votar tão pouco
nas comunidades? Ou falta ainda a visão, por
parte de quem vive no estrangeiro, da importância de expressar o seu voto? A forma de
votar não poderá ser também um entrave a
uma maior participação?
Todos os factores estão interligados, embora assumindo o objectivo político do governo de avançar com o voto electrónico, que faz
parte do programa de governo. Mas até lá
chegar há muitas coisas que podem ser feitas. Por que é que as pessoas votam pouco?
Uma parte porque quando saíram de Portugal, não se votava no país, e não podemos
esquecer que há muitos que nunca votaram,
nem cá nem lá. E já tive a experiência, cá
em Portugal, de pessoas que nunca tendo ido
votar, tinham receio de o fazer pela primeira
vez, porque não sabiam como se votava. Portanto há uma percentagem de pessoas que
não vão votar porque nunca criaram hábitos
de participação política, porque nasceram e
cresceram durante o antigo regime.
Mas os cortes que foram empreendidos
na rede consular, também afastaram os serviços consulares dos cidadãos. quando abrimos as mesas de voto nos serviços consulares, e se cortamos os serviços consulares
próximos das comunidades, colocamos essas mesas de voto muitas vezes a centenas
de quilómetros dos cidadãos. Não podemos
querer maior participação eleitoral, se afastamos as mesas de voto e os locais eleitorais, das comunidades. Por isso, há aqui um
esforço de aproximação do recenseamento e
dos atos eleitorais, às comunidades. Há um
conjunto de obstáculos que estão a ser identificados, em diálogo com o nosso representante na Comissão Nacional de Eleições. Vamos determinar quais são essas causas que
dificultam o recenseamento e a participação
eleitoral, para, no quadro das nossas possibilidades imediatas, tentarmos trabalhar com
os partidos políticos com assento parlamentar, para remover alguns desses obstáculos.
Haverá outras alterações que carecem da mudança da lei eleitoral, mas aí já é preciso haver condições para que isso possa acontecer
no quadro parlamentar.
p.4
DESTAQUE
12 DE FEVEREIRO DE 2016
José Luís Carneiro nasceu a 4 de Outubro
de 1971. É licenciado em Relações
Internacionais. Mestre em Estudos
Africanos, é doutorando em Ciência
Política e Administração.
Entre 1998 e 2005 foi vereador sem
pelouro na Câmara Municipal de Baião.
Foi Presidente da Câmara Municipal de
Baião entre 2005 e 2015.
Foi Deputado à Assembleia da República
entre Fevereiro e Novembro de 2005,
e, nesse período, integrou a Comissão
dos Negócios Estrangeiros. Foi eleito
membro da Assembleia Parlamentar
Euro-Mediterrânica.
Integrou ainda o Comité das Regiões da
União Europeia, entre 2006 e 2015,
as Comissões de Educação, Juventude,
Ciência e Cultura (Educ) e a comissão de
Coesão Territorial (Coter), tendo presidido
à Comissão de Recursos Naturais (Nat).
Foi membro do Conselho Geral da
Associação Nacional dos Municípios
Portugueses e do Conselho Económico
e Social, entre 2013 e 2015.
Desempenhou as funções de Chefe
de Gabinete do Grupo Parlamentar do
Partido Socialista entre 2000 e 2002.
Eleito deputado para a XIII
Legislatura, integrou as Comissão de
Ambiente, Ordenamento do Território,
Descentralização, Poder Local e
Habitação; e, como suplente, integrou
as comissões de Assuntos Europeus
e Agricultura e Mar. Foi, ainda, eleito
vice-Presidente da Direção da Bancada
Parlamentar do PS.
É presidente da Federação Distrital do
Partido Socialista do Porto desde 2012.
É docente universitário, com funções
suspensas, na Universidade Lusíada
e no Instituto de Ciências da Informação
Administração (Aveiro). Tem trabalhos
publicados nas áreas da ciência política
e relações internacionais, e no âmbito
dos poderes locais e regionais.
Mas estou convencido que haverá pequenas alterações que se poderão fazer e traduzir-se-ão numa maior facilidade para garantir
a participação dos nossos cidadãos nos atos
eleitorais. Porque a primeira grande questão,
é a da qualidade da democracia e a qualidade da participação dos nossos cidadãos, que
não tem sido devidamente acautelada. E julgo que todos temos responsabilidade e todos
temos também o dever de contribuir para que
os nossos cidadãos possam ter outras condições de participar na vida democrática do seu
país, Portugal, mas também na vida democrática dos países de acolhimento.
Não é importante apenas votarem nos
atos eleitorais de Portugal. É importante votarem também nos atos eleitorais em França,
Luxemburgo, Bélgica, Suíça, Estados Unidos,
Canadá… Ou seja, por todo o mundo.
Porque se os nossos portugueses não participarem nos atos eleitorais, os autarcas, os
governos regionais e os governos desses países não terão bem a noção da importância
política das nossas comunidades.
Esta questão da proximidade, reporta também à área consular. Qual é a sua visão dos
serviços consulares?
Há experiências desenvolvidas num passado recente que procuraram minorar os impactos dos cortes na rede consular, nomeadamente as permanências consulares e as
antenas consulares. São experiências que
queremos consolidar e desenvolver. Essa é
uma das dimensões em que estamos a trabalhar. Mas há uma segunda dimensão que
tem a ver com a modernização dos serviços
consulares.
Está em curso um programa que vai proceder à sua modernização, criando um sistema de gestão integrado desses serviços,
desmaterializando alguns dos procedimentos de funcionamento dos serviços consulares. Com isso, esperamos nós, seremos capazes de libertar um pouco mais os serviços
para o atendimento e para a qualificação desse atendimento.
Claro que, de uma forma paulatina e progressiva e tanto quanto as condições orçamentais do país o possibilitem, gostaríamos
de ir reforçando alguns recursos em áreas de
urgências, em situações de emergência.
Isso significa a reabertura de postos consulares, ou o reforço nas permanências
consulares?
Diria que, nesta fase, aquilo que está ao
nosso alcance fazer, é o de reforçar as permanências consulares.
REDAÇÃO
Email: [email protected]
tel. (00351) 21 795 76 70
AMIGO N.º1 DO CONSELHO DAS
COMUNIDADES PORTUGUESAS EM 1994
MEDALHA DE MÉRITO DAS
COMUNIDADES PORTUGUESAS EM 2000
FUNDADORES
Valentim Morais e
Padre Vítor Melícias Lopes
ADMINISTRAÇÃO
Chefe de Redação
José Manuel Duarte (CP 3414)
[email protected]
Redatores Principais
Ana Grácio Pinto (CP 2857)
[email protected]
António Freitas (CP 1920)
Carlos Morais
[email protected]
DIRETOR
Ana Rita Almeida (CP 6092)
[email protected]
Maria da Conceição Granado de Almeida
(TE 402)
[email protected]
COLABORADORES E CORRESPONDENTES
PORTUGAL
Manuela Aguiar, Carlos Luís, Eduardo Moreira,
Vasco Callixto, Manuel Pinto Coelho,
Nélson Simas, Paulo Geraldo, Joaquim Vitorino,
José António Barreiros
ESTRANGEIRO
África do Sul: Carlos Silva Alemanha: João
Marques, Manuel Campos
Argentina:
Martin Fabian d’Oliveira Bélgica: António
Fernandes Brasil: Ramos André, António
Gomes da Costa, José António Marcelino,
Linda Gonçalves, Dagmar Lourenço
Canadá: Carlos Morgadinho Espanha: Luís
Longueira Estados Unidos: Adalino Cabral,
Edmundo Macedo, Glória de Melo, José
Martins, Nelson Tereso França: Duarte
Silva, António Cravo
Holanda: José
Camacho Suíça: Manuel Beja, António
Santos Venezuela: Rui Carloto Inglaterra:
Rogério Fragoso Dinamarca: Susana Louro
O sistema de gestão integrado dos serviços,
de que falou, o que irá alterar?
Essa gestão integrada permitirá a partilha
e a libertação de recursos para garantir um
atendimento mais qualificado e de maior proximidade. Se libertarmos recursos, no âmbito
dos serviços consulares, esses estarão mais
disponíveis para garantir o atendimento. Hoje
já muitos cidadãos acedem aos consulados,
por via da internet, pedindo informações, solicitando esclarecimentos. Mas, muitas vezes,
fazem esses pedidos e os nossos serviços consulares não têm condições para corresponder
ao aumento da procura.
Por exemplo, só no Consulado-Geral de
Portugal em Paris, estamos a fazer cerca de
600 atendimentos por dia, são mais de 15
mil por mês. Conseguem perceber o que se
passou nos serviços consulares e as dificuldades com que se deparam os nossos profissionais... Gostaria de deixar aqui uma palavra
de reconhecimento público aos nossos cônsules, vice-cônsules, cônsules honorários e aos
nossos funcionários dos serviços consulares,
que com todas as dificuldades, com a exiguidade de recursos, foram conseguindo corresponder a um aumento da procura. Procuraremos, no quadro das nossas possibilidades, ir
ao encontro das comunidades, explicar-lhes o
esforço que estamos a fazer e também envolver as autarquias dos países de acolhimento,
como procurei fazer em França, para que nos
auxiliem neste objectivo, porque têm comunidades portuguesas ativas nos seus territórios.
É expectável um aumento de funcionários?
Temos que acautelar duas questões.
Uma, garantir a substituição daqueles que
previsivelmente vão solicitar a aposentação.
Há um conjunto vasto de funcionários que alcançaram o tempo e a idade para se aposentarem, e temos que garantir condições para a
sua substituição, na medida em que nalguns
casos estamos em situações de rotura eminente. Para esses casos, temos que encontrar soluções, é um dever.
“(...) Está em curso um programa
que vai proceder à sua modernização, criando um sistema de gestão
integrado desses serviços, desmaterializando alguns dos procedimentos de funcionamento dos serviços
consulares. Com isso, esperamos
nós, seremos capazes de libertar um
pouco mais os serviços para o atendimento e para a qualificação desse
atendimento”
Não perca
o video com
destaques
desta
entrevista
Mas pedindo ao mesmo tempo aos cidadãos que nos lêem, nos vêem e nos ouvem
por todo o mundo, o ser compreensivos com
as necessidades especiais que o Estado português no momento está a viver. E sermos
muito responsáveis nas opções que tomamos
em relação ao futuro de todos nós.
Esteve recentemente com a comunidade
portuguesa em França. Essa proximidade
é apara se manter? Quais são os critérios
de escolha das comunidades para as suas
viagens?
O critério da visita a França teve que ver
com o facto de ser a nossa maior comunidade - estamos a falar de 1,2 milhões de portugueses - e de ser uma das mais antigas. Irei
agora visitar Londres e Manchester pelo facto de ser a comunidade que mais cresceu nos
últimos anos: estamos a falar de meio milhão
de portugueses na Grã-Bretanha. Depois, irei
procurar percorrer o conjunto dos países europeus que têm as maiores comunidades, de
forma a que, entre março e abril, possamos
também deslocar-nos para outras regiões, nomeadamente para a América do Norte, América Central e do Sul e depois para África e a
Ásia, onde temos importantes comunidades
e interesses.
O resultado da visita a França foi muito
positivo, porque me permitiu contatar com o
movimento associativo, cultural, desportivo,
humanitário e social. E ao mesmo tempo, encontrar-me com representantes do poder político francês, desde logo com o meu homólogo francês, e com autarcas em Paris, Lyon
e Bordéus. Pude também contatar com cidadãos que desenvolvem diversas actividades, e
perceber a dinâmica económica e empresarial
dos portugueses. Aquilo que posso dizer é que
esta visita foi muito positiva. Fui acolhido com
muito afeto pelos nossos portugueses. Jamais
esquecerei essa primeira receção oficial, e espero que assim continue, nomeadamente na
visita que vou fazer a Londres e Manchester,
entre 12 e 15 de fevereiro e depois a Bruxelas (Bélgica), dia 17, e Luxemburgo, dia 18.
Morada: Av. Elias Garcia, 57 - 7.º • 1049-017 Lisboa - Portugal
Fax: (00351) 21 795 76 65
Publicidade
Assinaturas
[email protected]
Alípio Pereira (Coordenador)
[email protected]
[email protected]
tlm. (00351) 91 983 77 76
Paulo Ferreira (Coordenador)
tel. (00351) 21 795 76 71
tel. (00351) 21 795 76 68
Departamento de Eventos
[email protected]
Tânia Diniz
[email protected]
tel. (00351) 21 795 76 69
[email protected]
Ana Lourenço (Coordenadora)
[email protected]
tlm. (00351) 91 983 77 75
tel. (00351) 21 795 76 73
Nádia Duarte
Capital Social: 200.000 Euros
SÓCIOS COM MAIS DE 5%
DO CAPITAL NA EMPRESA:
Carlos Manuel Cordeiro Baião Morais
EDITOR e PROPRIETÁRIO
MUNDO PORTUGUÊS
Sociedade Jornalística S.A.
Depósito Legal: 1971/83
Registo: Ministério da Justiça/107468
O Emigrante/Mundo Português: 107468
Estatuto Editorial:
Ler em www.mundoportugues.pt
[email protected]
tel. (00351) 21 795 76 74
Serviços Administrativos
Graça Vieira [email protected] tel. (00351) 21 795 76 66 /7
PORTE PAGO
TIRAGEM
No mês de JANEIRO 28.000 ex.
AF_ANUNCIO_QUIOSQUE DIGITAL_MUNDOPORTUGUES_2016.pdf 1 03-02-2016 17:23:56
QUIOSQUE DIGITAL:
UMA OUTRA FORMA DE LER A BORDO
Através do Quiosque Digital, a leitura de bordo está disponível no ecrã do seu dispositivo móvel.
Os jornais e revistas deverão ser descarregados depois do check-in efetuado , podendo ler os títulos
em modo offline no seu smartphone ou tablet. Para ver que títulos estão disponíveis, insira o código
da sua reserva na opção "Adicionar Reserva": o código é constituído por 6 dígitos alfa-numéricos
e está indicado no seu bilhete de embarque e nas notificações de e-mail ou SMS.
Este serviço é gratuito e está disponível através da aplicação móvel da TAP (válido para Clientes TAP
a viajar em voos operados pela TAP). Esta funcionalidade já está disponível em dispositivos Android e iOS.
Brevemente estará implementada nos dispositivos Windows. Esteja atento! Consulte também o Guia
de Entretenimento Digital que resume os conteúdos existentes no sistema de entretenimento dos
nossos aviões: esta publicação pode ser descarregada através do Quiosque Digital, mesmo
sem adicionar uma reserva.
C
M
Para saber mais sobre esta funcionalidade, utilize este QR Code e consulte
toda a informação disponível em flytap.com.
Y
CM
Desejamos-lhe boas leituras!
MY
CY
CMY
K
DE BRAÇOS ABERTOS
udo
h á lu g a r p a r a t
flytap.com
p.6
CLUBE DOS LEITORES
12 DE FEVEREIRO DE 2016
DANIEL BASTOS - PORTUGAL
Venha a noite que vier
os olhos dos gatos
círios de liberdade
brilharão no escuro.
Misteriosas criaturas
veneram o silêncio,
os encantos e agruras
dos seus antepassados.
Caudatos errantes
saltam vedações
percorrem os caminhos velados
deixam pegadas nos corações.
Quem me dera ser como
os gatos
reconhecer os ratos,
brincar com as borboletas,
possuir sete vidas!
Desenho de Orlando Pompeo
Os gatos
E quando a dúvida e o medo
de mim tomarem conta
levando-me acaso a cair,
saber eu prosseguir
com a felina dignidade
de cair de pé.
“A velha armadura de Dom
Quixote de La Mancha”, in ‘Terra’
JOÃO FERNANDES - CANADÁ
No Canadá desde 1957 sempre com
saudades de Portugal...
Espero que estas duas linhas
os vão encontrar a todos de boa
disposição, são os votos deste emigrante que veio para este país em
1957, e ainda hoje sente muitas
saudades de Portugal. Mas, enfim,
é a vida. Quero dar os meus para-
béns pelo vosso bom trabalho ao
longo destes 45 anos, pois aprecio mesmo as vossas notícias e
todo o conteúdo do jornal. Parabéns por isso.
Os meus cumprimentos para
toda a vossa equipa.
As mensagens dos nossos amigos e leitores também nos chegam através da página do
Mundo Português na rede social ‘Facebook’. Através dela, mantemos um contato diário
com quem integra esta imensa comunidade, nos quatro cantos do mundo.
A todos, o nosso Muito Obrigado por fazerem parte da Família do Mundo Português...
Quanto mais se falar de Portugal,
maior atração haverá na zona turística Precisamos de incrementar essa divulgação. Felicidades à
equipa.
Luís Milhano - Portugal
Excelente página como janela para
o «Mundo Português»!
Acácio Costa - Portugal
É muito lindo. Recebi o convite da
minha prima e irei em breve visitá-lo (Portugal).
É bom que, através do «Mundo Português , fico informada de
tudo. Vejo esta cidade linda aconchegante. Se eu tivesse que sair
do Brasil, escolheria Portugal. Me
aguarde.
Adilva Silva - Brasil
O meu cantinho português...
Eugénia de Oliveira - França
Com o frio que temos por aqui,
só o «Mundo Português» para nos
aquecer o coração. Obrigado por
todos os dias colocarem coisas
novas nesta página (no Facebook).
Anabela Espirituoso - Estados
Unidos
Adoro o caldo verde, tenho saudades. Mas é em Portugal que sabe
melhor. Com outro sabor de Paris.
Maria Gomes - França
Bom dia para a Suíça e a todos
os Portugueses espalhados pelo
mundo!
Dina Gomes Alves - Suíça
Portugal sempre nos nossos
corações...
Dalva Nunes dos Santos - Brasil
Um abraço para toda a equipa do
jornal. Todas as semanas leio as
vossas notícias.
Ricardo Fernandes - Alemanha
Adorei este bocado da nossa História! Bem haja «Mundo Português»!
Parabéns pelo vosso trabalho, que
é fazer chegar aos nossos emigrantes, espalhados pelos quatro cantos do Mundo, notícias do nosso
Portugal! Muito sucesso para toda
a equipa e ao seu diretor!
Margarida Lamego - Portugal
Es mucho interesante eso de Portugal que descubrió y muchas terras más.
Juan Baptista - Venezuela
Abraços a todos os portugueses espalhados pelo mundo.
Marcos Andrés Zuasnabar
- Argentina
Que bom ler sobre as terras portuguesas. Dá para matar as saudades. Abraço para todos os portugueses que estão longe.
REGIONAL
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.7
BOM TEMPO AJUDOU AOS FESTEJOS DE CARNAVAL
Folia de norte a sul de Portugal e lhas
Nas ruas, desde meados dos
anos 50 do século passado, o desfile de Carnaval de Ovar contou com
grupos com ritmos importados do
Brasil. A região já conta mesmo
com escolas de samba, que concentram os esforços de um ano de
trabalho naqueles três dias de festa. Longe vai o chamado ‘Carnaval Porco’, assim apelidado porque
os participantes atiravam um pouco de tudo. Uma batalha de ovos,
tomates, farinha, que arrancava e
terminava com a sirene dos bombeiros. Os estudantes brasileiros
da Universidade de Coimbra levaram o samba para o Carnaval da
Mealhada, ainda antes do 25 de
abril. O primeiro rei do Carnaval
da Mealhada foi o ator Jaime Barcelos, da telenovela brasileira “Gabriela”. Este ano, o rei foi o ex-candidato à Presidência da República
“Tino de Rans”. O Carnaval de Torres Vedras arroga-se de ser o mais
português dos carnavais. Matrafonas, Zés Pereiras e cabeçudos desfilaram pelas ruas. As referências à
existência do Carnaval vêm do tempo de D. Sebastião, numa alusão a
uns jovens que pregavam partidas
com um galo. O Carnaval de Loulé tem mais de um século de história e começou por ser feito em
prol dos mais necessitados. A ideia
de criar um Carnaval organizado,
cujas receitas revertessem para os
pobres, data de 1906. Vinte anos
depois, as receitas passaram a ser
destinadas ao hospital.
O Carnaval de Sines comemorou 90 anos. O desfile arrancou
em 1926 com o rei e a rainha de
Maduralândia, anunciados no jornal local. Começou por ser organizado por grupos de populares.
O carnaval são três dias, mas não
na festa da vila alentejana. A festa,
este ano, começou logo em janeiro.
Em Podence, Macedo de Cavaleiros, Carnaval é sinónimo de caretos
nas ruas. A origem desta tradição
perde-se no tempo. Homens com
trajes de cores fortes, feitos a partir
de colchas, máscara na cara e chocalhos à cintura. As mulheres solteiras são as visadas. Batem-lhes
com os chocalhos e dançam em redor, sempre com a identidade salvaguardada pela máscara.
O Carnaval da Madeira de
2015. Vestidos com roupas velhas
e com a cara suja de fuligem, os foliões divertiam-se antigamente na
rua principal do Funchal. Hoje, o
Carnaval da Madeira é um produto turístico. Uma das atrações da
festa madeirense é sempre o anti-
go presidente do Governo Regional,
Alberto João Jardim. CERCA DE 30 MIL PESSOAS
NO CORTEJO CARNAVAL DE
SESIMBRA
Cerca de 30 mil pessoas assistiram, segundo a autarquia, ao
desfile de Carnaval na marginal da
vila de Sesimbra, com seis escolas de samba e dois grupos de axé,
que surgiu na década de 1980, no
Brasil. “Com este tempo fantástico, com esta marginal, com o mar,
com o ritmo e o colorido, com toda
animação das escolas de samba,
é um dos melhores carnavais de
sempre”, disse à Lusa a vereadora da Cultura na Câmara Municipal
de Sesimbra, Felícia Costa. Felícia
Costa lembrou que, além do samba, Sesimbra vai ter também uma
concentração de palhaços na segunda-feira, bem como as tradicionais cegadas, uma reposição das
cantigas de escárnio e maldizer da
Idade Média, com muita crítica social e política, e muita diversão durante as noites de Carnaval.
Certo é que o Carnaval de Sesimbra atrai gente de muitos pontos do país, uns porque já se habituaram a marcar presença todos os
anos, outros porque ainda não tinham tido oportunidade de conhecer, como Inês Mendes, que veio do
Ribatejo com a família para assistir
ao Carnaval sesimbrense.
CARNAVAL DE OVAR COM
PINÓQUIOS QUE MISTURAM
MALÍCIA E CRÍTICA POLÍTICA
O grande corso do Carnaval de
Ovar arrancou com dezenas de pinóquios, aos quais as mentiras faziam crescer o nariz e a verdade aumentava o órgão sexual, no que o
grupo ‘Vampiros’ combinou malícia
e crítica política.
“Sempre gostámos de desfilar
com temas brejeiros e escolhemos
o Pinóquio por duas razões”, explicou à Lusa o diretor do grupo, conhecido como ‘Zé’ Maia.
“Quando ele diz mentiras, cresce-lhe o nariz; quando ele se porta
bem, cresce-lhe outra coisa mais
abaixo”, descreveu. As marionetas mecânicas criadas pelos 40
elementos do grupo têm essa dupla funcionalidade e passam ainda uma outra mensagem. “São
uma criticazinha também aos nossos políticos, esses grandes mentirosos que nós gostávamos de lixar
sexualmente, como eles merecem”,
explicou. Entre os 2.000 figurantes que desfilaram pela Avenida Sá
Carneiro, outra mensagem de duplo sentido foi “#aimarchavasmarchavas”, que serviu de tema ao grupo “Pindéricus”, constituído por 61
homens e, este ano, alargado a 21
músicos da banda filarmónica Boa
União, que atuou ao vivo no carro
alegórico.
ALBERTO JOÃO JARDIM VOLTA
À FOLIA DO CARNAVAL
O cortejo alegórico de sábado do Carnaval da Madeira voltou
a ter a participação do ex-presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, que integrou a ala
dos percussionistas da trupe Turma do Funil.
“O doutor Alberto João Jardim
integra a banda de percussão com
uma pandeireta e trajando um fato
azul e amarelo, as cores da região,
e com um chapéu igualmente azul
e amarelo com plumas”, referiu o
professor do Conservatório Esco-
Carro alegórico do Carnaval de Loulé
la das Artes e fundador do grupo
José Nunes Atanázio. Nas folias de
Carnaval, Alberto João Jardim começou na trupe Froufrou, de Ângela Morna, mas com a sua extinção
passou a integrar a Turma do Funil,
pela qual desfilou durante 27 anos
consecutivos. A sua participação
foi interrompida a partir de 2011,
por questões de saúde, com exceção do ano de 2013, em que esteve presente.
PUB
p.8
História de 40 anos de vida de O EMIGRANTE/MUNDO PORTUGUES - 12
MUNDO PORTUGUES - 46 ANOS
12 DE FEVEREIRO DE 2016
HISTÓRIA DE UM JORNAL DIFERENTE FEITO PARA GENTE IGUAL
censura implacável não nos dava tréguas e nem
Um jornal Aas
que
dava
voz
a
quem
não
a
tinha
foi
cartas dos nossos leitores escapavam...
especialmente visado pela censura - II
no anocontato
de 1973 pela
chega-nos
umavez
carta
de França
Ao emigrar, muitos portuguesesAinda
tomavam
primeira
com
outrasdo
formas
nosso
leitor FMS,Por
Algarvio
gema comentusiasmadamente
uma profunda reflexão
de organização social e outras
realidades.
isso,dequeriam
sobre que
a situação
da agricultura
nosso
e a sua
imaginá-las no seu país. A carta
publicamos
hojenoveio
depaís,
França
em 1973
importância
para
o
desenvolvimento
do
país.
e nela o nosso leitor abordava o que devia ser a forma de revolucionar a nossa
carta
dizia então
que se
devia e retrógrada.
agricultura, que na época era Na
uma
atividade
ainda
pobre
“Obrigar os donos das terras a semeá-las, ou não
Estávamosdeviam
no ano arrendá-las
de 1973 e constrói
querendo
a quemsociedades
assim o livres
quisesse
e esclarechegou-nos
fazer” de França uma carta à cidas, capazes de resistir aos múlredação, do nosso leitor FMS, um tiplos ataques da desinformação.
e logo a seguir considerava que:
algarvio de gema e que nos enviaNascido sob o lema AGIR SERà administração
agrícola,
assim como os
va“os
umacandidatos
profunda reflexão
sobre a VINDO,
este foi talvez um dos
Presidentes
das Câmaras
deviam
ser
escolhidos
porserviços
situação
da agricultura
em Portumaiores e inestimáveis
gal
e a sua
importãncia aos
para habitantes
o de- que O
votos
distribuidos
que
tivessem mais dePOR19
EMIGRANTE/MUNDO
senvolvimento
TUGUÊS
prestou
comunidades
anos e quedo
ospaís.
funcionários assim
eleitos
nãoàsdeveriam
carta dizia então que se de- portuguesas e aos cidadãos portuterNaoutro
trabalho durante a permanência nesse cargo”.
via “obrigar os donos das terras a gueses que partiam para o estranNoutro
ponto
do mesmo
artigo
leitor achava que os
semeá-las, ou não
querendo
de- este
geiro. Dar-lhes (quando a censura
“capitalistas
não
deviam
ter
passaporte
deinformação
turismo com
viam arrendá-las a quem assim o deixava) uma
isenta,
quisesse
fazer”
validade
superior a um mês por
ano”
séria e que promovesse a reflexão
(...) A censura significava
a morte da inteligência e
do senso comum, mas tal
como os nossos
fundadores nunca se
vergaram também hoje
permanecemos fiéis a
este desígnio de informar
os nossos leitores com
isenção e rigor. Que a
censura continua a existir
não temos qualquer
dúvida. O grande drama
dos jornalistas de hoje é
ter a capacidade de
reconhecer as diversas
formas com que ela se
enfeita para enganar,
persuadir e influenciar (...)
E logo a seguir considerava que: nos seus leitores. Por isso os leito“os candidatos à administração res do nosso jornal foram sempre
Ora as ideias deste nosso leitor até podem ser discutíveis e
agrícola, assim como os Presiden- tão participativos, revelando semmuitos
podem
mesmo
não estar pre
de um
acordo
com elas, mas não
tes
de Câmara
deviam
ser escolhigrande interesse pelas coihá
dúvida
nenhuma
que
poder
publicá-las
é
um
direito
dos por votos distribuidos aos ha- sas que aconteciam
em Portugal e
bitantes
que
tivessem
mais
de
19
absoluto. Neste caso porém a censura
vez mais decidia
em todouma
o mundo.
anos
os funcionários
assim
vezes,
purae eque
simplesmente
cortar
o que lheMuitas
“parecia”
nãoquando
ser enfreneleitos não deveriam ter outro tra- tavam crises sociais e económicas
admissível,
decidindo
assim
pelo
“senso
comum”
dos
balho durante a permanência nes- nos próprios países de acolhimensecidadãos.
cargo”. Noutro ponto da mes- to, era para o noso jornal que se viCuriosamente
este
é um ainda
fenómeno
comum
a “tantas
censuras”
ma
carta, este leitor
achava
ravam
em busca
de uma
palavra e
que
“capitalistas
noos
mundo
inteironão
quedeviam
nuncater
permitem
cidadão
o permitisse tode um ao
sinal
que lhes
passaportes
de turismo
com valimarcom
as suas
e procurar
conhecimento
da verdade,
fazendo
quedecisões
eles fossem
cada o
dade superior a um mês por ano”.
seude
rumo.
vez
mais
vuneráveisl
a
outros
tipos
“intoxicação
informativa”.
Ora as ideias deste nosso leitor
Grande responsabilidade que
até podiam ser discutíveis e muitos sempre tivémos no cumprimento
Só a verdade
e aestar
reflexão
pessoal
sériapapel
e honesta
dos no saber
podem
mesmo não
de acordo
deste
e sobretudo
com
elas, mas
não hásociedades
dúvida ne- livres
cidadãos,
constrói
e esclarecidas,
capazes
informar
sem influenciar,
ajudando
nhuma
que poder
publicá-las
é um da
a decidir
sem obrigar, em suma, a
de resisitir
ao multiplos
ataques
desinformação.
direito absoluto. Neste caso, po- ser um permanente amigo à disporém, a censura uma vez mais de- sição de todos e de cada um.
Nascido
o lema decortar
AGIRoSERVINDO,
talvez
cidia
pura esob
simplesmente
Esta é este
uma foi
missão
queum
ainda
doslhe
maiores
e inestimáveis
serviços
que
O
EMIGRANTE
que
“parecia”
não ser admishoje, apesar da mudança dos temsível,
decidindo
assim pelo “senso
pos,
nos anima eportuguesas
por isso semaMUNDO
PORTUGUÊS
prestou às
comunidades
e
comum”
dos
cidadãos.
nalmente
cá
estamos
a
ser
aqueaos cidadãos portugueses que partiam para o estrangeiro. DarCuriosamente este é um fenóamigo que informa, que diverte,
lhes (quando a censura deixava) leuma
informação isenta, séria
meno a “tantas censuras” no mun- que ajuda a refletir, e que sobretudo
e
que
promovesse
a
reflexão
nos
seus
leitores.
Por isso
do inteiro, que nunca permitem ao está sempre
disponível
paraos
ajudar
leitores
do
nosso
jornal
foram
sempre
tão
participativos
cidadão o conhecimento da verda- os seus leitores em todos e
os momde,
fazendo com
que um
elestão
fossem
da vida,
da sua
família
revelaram
sempre
grandenentos
interesse
pelas
coisas
quee dos
cada
vez
mais
vulneráveis
a
seuso amigos.
aconteciam em Portugaloutros
e em todo
mundo.Por isso dizemos com
tipos de “intoxicação informativa”. orgulho sempre renovado que o que
Muitas
vezes quando
enfrentavam
crises sociais e económicas
Só a verdade
e a reflexão
pes- outrora
foi uma lema, hoje é razão
nos
próprios
países
de
acolhimento
era para
esteEjornal
que se
soal, séria e honesta dos cidadãos, de vida:
AGIMOS
SERVIMOS...
viravam em busca de uma palavra e de um sinal que lhes
permirtisse tomar as suas decisões e procurar o seu rumo.
Grande responsabilidade que sempre tivémos no cumprimento
deste papel e sobretudo no saber informar sem influenciar,
ajudar a decidir sem obrigar, em suma a ser um permanente
amigo à disposição de todos e de cada um.
Esta é uma missão que ainda hoje, apesar da mudança dos
tempos, nos anima e dentro das nossas possibilidades cá
estamos semanalmente a ser aquele amigo que informa, que
diverte, que ajuda a reflectir, e que sobretudo está sempre
para
os nossos
emgrande
todospreocupação
os
O disponível
apoio à difusão
da ajudar
língua portuguesa
foi leitores
sempre uma
do
jornal
O EMIGRANTE
momentos
da sua vida, da sua família e dos seus amigos. Por
isso dizemos com orgulho sempre renovado que o que outrora
foi um lema, hoje é razão de vida: AGIMOS E SERVIMOS...
Continua
12 DE FEVEREIRO DE 2016
PENAMACOR
Vila vai ter novas termas
O Ministério da Economia aprovou a concessão e exploração de águas minerais na
vila de Penamacor, medida que resultará na
criação das Termas de S. Tiago e que dotará aquele concelho de duas estâncias termais. A concessão, que vigora por 50 anos,
foi atribuída à Malcatur, sociedade hoteleira
que detém um hotel e um spa naquela vila e
que foi a promotora deste processo que culminou com a assinatura do respetivo contrato co o Governo.
Durante a cerimónia, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, que
coincidentemente é natural desta vila do distrito de Castelo Branco, ressalvou a importância de colocar os recursos naturais ao serviço da economia e do desenvolvimento do
território. “São projetos que, em conjunto
com a iniciativa privada, ajudam a criar emprego e são um estímulo para a economia”,
afirmou. A falar naquele que é um dos concelhos mais desertificados do país, o governante também lembrou os benefícios deste
tipo de aposta para o desenvolvimento dos
territórios, nomeadamente através da dinamização do turismo. “São recursos que fazem parte do que pode ser o futuro desta região”, afirmou.
O potencial turístico que se ganha foi
também uma das ideias transmitidas pelo
presidente da Câmara Municipal de Penama-
cor, António Luís Beites, que se mostrou convicto de que esta concessão contribuirá “para
o desenvolvimento do concelho”.
O autarca destacou ainda o facto de este
passar a ser um dos poucos concelhos do
país a ter duas estâncias com águas termais, já que a freguesia de Águas também
tem uma concessão atribuída e um balneário termal a funcionar. “Acreditamos que isto
contribuirá fortemente para aumentar o potencial turístico de Penamacor e não temos
dúvida nenhuma de que é uma mais-valia a
vários níveis”, disse. O contrato de concessão prevê que a sociedade hoteleira proceda,
no prazo de dois anos, à execução de uma
nova captação de água. Além disso, no prazo em 36 meses, deverá realizar um estudo
médico-hidrológico que apresente as indicações terapêuticas da água mineral natural,
cujas análises iniciais já indicaram que águas
com propriedades termais e ricas em ferro e
magnésio.
A Malcatur fica ainda obrigada a pagar
à Direção Geral de Energia e Geologia uma
compensação anual - calculada com base na
água mineral extraída das captações autorizadas -, pagamento do qual ficará isenta
nos primeiros três anos de exploração, “tendo em consideração os elevados investimentos realizados nas infraestruturas termais e
hoteleiras”.
ESTRADA VINHAIS/BRAGANÇA
Obras vão estar concluídas
em março
O ministro do Planeamento e Infraestruturas anunciou que o projeto da retificação
da estrada que liga Bragança a Vinhais, reclamado há vários anos, vai avançar, para
encurtar para metade o tempo de viagem.
O governante apontou a conclusão do projeto para “final de março”, deixando para uma
fase posterior o financiamento, que o autarca local, Américo Pereira, calcula em 10 milhões de euros. As curvas dos pouco mais
de 30 quilómetros que separam as duas localidades não desmotivaram, mas tornaram
mais vagarosa a peregrinação de automóveis
à Feira do Fumeiro, que hoje terminou, em Vi-
nhais, e onde o ministro fez o anúncio. Numa
zona onde, nesta época do ano, o gelo e a
neve agravam os constrangimentos de mobilidade, o projeto pretende “cortar” as curvas
mais perigosas, nomeadamente na zona de
Soeiro, e encurtar em 10 quilómetros a ligação, o que significaria que seria possível fazer a viagem de Bragança a Vinhais em cerca
de 20 minutos. “A obra tem de se fazer, é de
justiça que se possa acelerar essa ligação”,
afirmou o ministro Pedro Marques, indicando que, embora Bruxelas tenha deixado de
financiar estradas, este projeto deverá contar
com apoios do fundo de coesão.
REGIONAL
p.9
p.10
NACIONAL
12 DE FEVEREIRO DE 2016
TAP
Governo de António Costa vai pagar 1,9 milhões
de euros para o Estado ficar com 50% da TAP!
O Governo de António Costa vai pagar 1,9 milhões de euros para o Estado ficar com
50% da TAP, resultado das negociações com o consórcio Atlantic Gateway, que detinha 61% do capital do grupo dono da transportadora aérea. A Atlantic Gateway
fica agora com 45%, podendo chegar aos 50% com a aquisição do capital à disposição dos trabalhadores. Na cerimónia, que firmou o novo acordo, o empresário Humberto Pedrosa, que lidera o consórcio privado que venceu a privatização da
TAP em 2015, afirmou estar confortável com a nova solução encontrada. “A boa
vontade de ambas as partes permitiu que terminasse em casamento”, referiu.
“O que aconteceu foi baralhar
e dar de novo. O importante é que
está assegurada a continuação
da gestão privada da TAP e
assegurado
o
nosso
plano
estratégico”, sublinhou Humberto
Pedrosa. O Governo já chegou a
acordo com o consórcio Atlantic
Gateway, dos empresários David
Neeleman e Humberto Pedrosa,
nas negociações para reverter o
processo de privatização da TAP.
O Estado vai pagar 1,9 milhões
de euros para ficar com 50% das
acções da companhia de aviação
e Fernando Pinto deverá manter-se
na presidência da empresa.
Além dos 50% que o Estado
passará a deter, 5% do capital
da TAP está reservado aos
trabalhadores, como prevê a leiquadro das privatizações. Caso
haja adesão total à venda dessa
tranche, que ainda terá de ser
concretizada, o consórcio privado
ficará limitado a uma participação
de 45% na transportadora aérea.
Ainda assim, a intenção é que a
gestão da TAP permaneça privada.
“O Estado passa a ter 50% das
acções da TAP e o conselho de
administração será paritário (seis
elementos nomeados pelo Estado
e seis pelo consórcio).
A gestão da TAP tem sido
de natureza privada e está bem
entregue”, disse o ministro do
Planeamento e das Infra-estruturas,
Pedro Marques.
O Estado terá voto de qualidade
nas decisões estratégicas e direito
a nomear o presidente, que
continuará a ser o gestor brasileiro
Fernando Pinto. Este acordo dá
por terminadas as negociações
que começaram no ano passado,
depois de o PS ter formado Governo.
A venda da TAP foi concluída em
meados de Novembro, poucos dias
antes da queda do executivo de
Passos Coelho, que já em 2012
tinha tentado alienar 100% da
transportadora aérea.
O Governo de António Costa tinha a reversão da privatização inscrita no seu programa. Mas o objectivo era voltar a deter a maioria
do capital. No final do ano passado, o primeiro-ministro garantiu,
em conferência de imprensa, que
o Estado iria “retomar 51% do capital” da TAP.
“A execução do programa do
Governo não está sujeita à vontade de particulares que resolveram
assinar um contrato com o Estado
português, numa situação no mínimo precária, visto que estavam a
assinar com um Governo que tinha
O consórcio Atlantic Gateway, dos empresários David Neeleman e
Humberto Pedrosa, com o ministro Mário Centeno e ministro Pedro
Marques
sido demitido na véspera”, afirmou
na altura.
“BOA VONTADE E DIÁLOGO
PERMITIRAM CASAMENTO”
O
empresário
Humberto
Pedrosa, que lidera o consórcio
Gateway, afirmou que está
confortável com o acordo assinado
com o Governo, que devolve ao
Estado 50% da TAP, referindo que a
“boa vontade e diálogo permitiram
o casamento”.
“Inicialmente disse que o nosso
projeto e o do Governo não casavam,
mas a boa vontade de ambas as
partes e o diálogo permitiram
que terminasse em casamento,
como não podia deixar de ser
entre pessoas de boa-fé”, afirmou
Humberto Pedrosa, na cerimónia
de assinatura do memorando de
entendimento, no Ministério do
Planeamento e Infraestruturas, em
Lisboa.
O líder do consórcio Gateway
resumia assim a mudança de
opinião em relação à titularidade do
capital, que esteve a ser negociado
com o Governo de António Costa,
desde que este tomou posse.
“Chegámos a um acordo de
50%-50% de participação social,
pelo que a empresa será privada”,
declarou.
O Governo de António Costa vai
pagar 1,9 milhões de euros para o
Estado ficar com 50% da TAP.
EM PENELA
Visita do ministro adjunto ao centro de refugiados
“Salaam aleikum” (que a
paz esteja convosco), foram as
primeiras palavras do ministro
adjunto, Eduardo Cabrita, aos 20
refugiados que estão em Penela há
três meses, numa manhã repleta de
“obrigados”, ditos em três línguas:
português, inglês e árabe. Durante
a visita de Eduardo Cabrita, houve
tempo para um menino moldavo
declamar poesia que fala da fuga
à guerra, escutar fado de que o
refugiado sírio Samir tanto gosta,
ouvir as crianças sírias e sudanesas
a mostrar o que têm aprendido e
vários agradecimentos: “shukran”,
“thank you”, “obrigado”. Numa
pequena sala do Centro de
Acolhimento Paz, em Penela,
que acolhe desde há três meses
20 refugiados sírios e sudaneses,
Eduardo Cabrita deu as boas vindas
aos refugiados em árabe, mas logo
a seguir passou para o português
- “eles percebem”, frisou Nataliya
Bekh. “É importante que se sintam
em casa, em paz e em liberdade
nesta terra que queremos que seja
a vossa terra”, afirmou o ministroadjunto, enquanto os refugiados,
numa sala apinhada de jornalistas
e representantes de instituições,
tentavam perceber o representante
do Governo. Depois de umas
breves considerações, Eduardo
Cabrita passou a palavra para os
refugiados. “É um prazer”, disse
em português Fouad Nadeem,
sírio de Alepo, passando logo
de seguida para o inglês, para
agradecer por “tudo o que fizeram
por nós”. O futebol, bem como
algumas palavras baseadas no
árabe, como “oxalá”, ajudaram a
quebrar a timidez inicial. “Perceber
é fácil, mas falar é difícil”, contava
ao ministro o engenheiro químico
Samir, de Homs. Nestes três meses
de vida no pequeno concelho de
Penela, com pouco mais de 3.000
habitantes, “já há uma história
de integração”, com “muitos
momentos felizes”, afirmou a
diretora do centro, apontando
para um mural de fotos de vários
momentos, em que um dos mais
marcantes foi protagonizado pela
bebé Retal, que chegou com dez
meses e que nesta vila “começou
a dar os seus primeiros passos”.
Depois da introdução no Centro
de Acolhimento, ministro, comitiva
e refugiados seguiram para a
escola de Penela, onde estavam
as crianças, tendo sido recebidos
por um grupo de cordas a tocar
a Balada de Despedida. “Fado,
certo?”, perguntou Samir, dizendo
logo de seguida: “é muito bom”.
Numa das salas de aula, e
confrontado por Eduardo Cabrita,
o jovem Waseem disse, em
português, que gosta de física e de
matemática e que já fez amigos,
e, apesar da língua ser “o mais
difícil”, aventurou-se a ler algumas
frases, enquanto Fouad se juntou
às câmaras para o filmar: “sou
um pai orgulhoso”. “As crianças
estão completamente adaptadas”,
disse o diretor do agrupamento de
escolas, Avelino Santos.
Exemplo da capacidade que
Penela tem em integrar é Nikita,
moldavo de 12 anos, que está há
dois anos a viver na vila e que já
pertence ao quadro de mérito da
escola.
Perante a comitiva, Nikita leu,
em moldavo, um poema de Gregorio
Viero, um dos seus poetas favoritos,
que fala de um jovem que “foi para
a guerra e nunca mais voltou, e a
mãe ficou com as camisas dele e
vai todos os sábados lavá-las ao rio,
porque pensa que um dia ele pode
voltar e vesti-las novamente”.
Escolheu o poema a pensar
“nas crianças” que hoje fogem da
guerra.
“Espero que sejam felizes em
Portugal”, afirmou o ministro,
nas despedidas. “Muito prazer”,
respondeu em português outro dos
refugiados sírios, Mahmoud.
p.12 PELO MUNDO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
CONSELLERÍA DE EDUCACIÓN DA JUNTA DA GALIZA DIZ QUE NÚMERO DE DOCENTES É SUFICIENTE
Professores de Português acusam Junta da Galiza de
não ter aberto vagas em 2016
A Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) acusa a Junta da Galiza de “falta de vontade política” no ensino da língua
portuguesa ao nível básico e secundário, por não ter aberto vagas em 2016. Mas a Consellería de Educación da Junta da Galiza
explica que “ o número de docentes de português contratados é suficiente para cobrir as necessidades do sistema educativo, razão
pela qual não foram abertas vagas”.
Num comunicado enviado à
agência Lusa, a DPG criticou a Consellaría de Educación de “nada ter
feito pela integração da língua portuguesa no sistema público de ensino espanhol”.
“Além do ensino do português
não ter sido promovido houve até
obstáculos, por parte de algumas
direções de centros e inspeções
educativas”, sustentam.
A introdução do ensino da língua e cultura portuguesa no sistema educativo espanhol consta da
lei 1/2014 aprovada em abril desse ano pelo parlamento daquela região de Espanha. O diploma nasceu
de uma iniciativa popular, conhecida como Iniciativa Legislativa Popular Valentín Paz-Andrade. A petição a exigir o ensino do português
nas escolas da Galiza teve mais de
17 mil assinaturas.
Para a DPG, a Consellería de
Educación da Junta da Galiza “não
tem cumprido” o disposto na lei,
que pretende estreitar os laços com
os países da lusofonia, defendendo que “deveria ter sido feita uma
aposta clara neste ano académico
para a introdução da língua portuguesa no sistema de ensino formal
galego, nos seus níveis de primária
e secundária”.
NÚMERO DE DOCENTES
CONTRATADOS “É SUFICIENTE”
Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela
agência Lusa, fonte da Consellería de Educación da Junta da Galiza explicou que, “neste momento,
o número de docentes de português contratados é suficiente para
cobrir as necessidades do sistema
educativo, razão pela qual não foram abertas vagas”.
“No momento em que se registar maior procura por parte dos alunos será avaliada a possibilidade
de abertura de novas vagas para a
contratação de professores”, disse.
PUB
A fonte da Consellaría de Educacíon adiantou à Lusa que a lei Paz-Andrade “estabelece que a introdução do português como segunda
língua estrangeira seja progressiva.
“O nosso objetivo é impulsionar o
ensino do português e, nesse sentido, já se deram passos muito importantes com um aumento considerável de alunos, o que fortalece
o sistema educativo galego”, defendeu. Já a associação de docentes
de português na Galiza acusou o
Governo daquela região espanhola de “discriminar o português em
relação à língua francesa que viu
recentemente serem abertas as
vagas para o ensino secundário”,
referindo-se a um anúncio aberto,
dia 21 de janeiro passado, pela Direção Geral de Centros e Recursos
Humanos.
Para a DPG, aquelas vagas foram abertas “em detrimento da
língua portuguesa, tal como aconteceu com a língua italiana, com
abertura de vagas realizada no passado dezembro de 2014”. “Consideramos que a língua portuguesa
está a ser prejudicada em comparação com as restantes línguas no
atual sistema educativo”, argumentou a associação, “exigindo” que
seja “acelerado o processo de introdução da língua portuguesa no
secundário”.
A fonte do governo galego explicou que adiantou a introdução progressiva do português nas escolas
galegas como consta também de
um acordo assinado entre a Junta da Galiza e o Camões - Instituto
da Cooperação e da Língua. “Trata-se de um processo progressivo, no
qual estamos a trabalhar e que aumentou de 800 alunos no ano letivo 2014/2015 para os 1.800 em
2015/2016”, adiantou.
A Junta da Galiza adiantou que,
no âmbito daquele acordo, teve início em 2015, em colaboração com
Camões - Instituto da Cooperação e
da Língua - a formação de professores galegos para lecionarem noções básicas de língua portuguesa
no ensino primário e para a introduzir como segunda língua estrangeira no ensino secundário.
ESTADOS UNIDOS
Programa vai ajudar emigrantes
lusófonos a encontrar emprego
A Aliança de Falantes de Português de Massachusetts (MAPS, na
sigla em inglês) está a desenvolver
um programa para ajudar os imigrantes de língua portuguesa a encontrar trabalho, disse à Lusa fonte
da organização. “É muito importante que tenhamos um entendimento
claro das necessidades das nossas
comunidades para que as possamos servir da melhor forma”, explicou em nota enviada à Lusa a
diretora dos Serviços de Integração de Imigrantes da MAPS, Dulce Ferreira.
O novo programa chama-se
‘MAPS Step-Up’ e, durante esta fase
inicial, vai procurar averiguar as necessidades da comunidade em termos de formação profissional e emprego e criar uma série de soluções.
“Esperamos que, ao contribuirmos
para a eliminação de barreiras linguísticas e culturais, conectando os
nossos clientes com empregadores
e oportunidades de formação, lhes
possamos dar as condições para
avançarem nas suas carreiras e arranjarem melhores empregos, com
melhores remunerações”, explicou
Dulce Ferreira.
A MAPS, que auxilia mais de
10 mil falantes de português todos
os anos, garante que o programa já
ajudou vários associados a conseguir emprego. A organização já estabeleceu parcerias com instituições de formação profissional, bem
como com entidades empregadoras. O programa também vai financiar aulas de Inglês e formação profissional em Inglês. Nesta primeira
fase, está disponível para falantes
de português residentes em Boston,
através dos escritórios da organização de serviços sociais e de saúde
em Dorchester e Brighton.
O programa será financiado
com uma bolsa da cidade de Boston, a Community Development
Block Grant, que nos últimos sete
anos apoiou 321 projetos, atribuindo uma média de 741 mil dólares
(cerca de 678 mil euros) a cada um.
PELO MUNDO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
CANDIDATURAS ATÉ
15 DE ABRIL
FLAD lança prémio
para escritores dos
PALOP
A Fundação Luso-Americana
para o Desenvolvimento (FLAD) e
as Edições Esgotadas querem distinguir escritores emergentes dos
Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa (PALOP). Dessa forma,
escritores oriundos de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné e São
Tomé e Príncipe poderão concorrer,
através do ‘site’ da FLAD, até ao dia
15 de abril deste ano ao Prémio Literário Eduardo Costley-White.
O galardão garante a primeira
edição da obra premiada, através
das Edições Esgotadas, e recebe
o nome do escritor moçambicano que faleceu, aos 50 anos, em
2014. “A iniciativa celebra os 800
anos da língua portuguesa, homenageando um dos expoentes máximos da poesia moçambicana, que
dá nome ao prémio literário a ser
atribuído”, explicou a FLAD em comunicado enviado à agência Lusa.
Costley-White nasceu em Quelimane, na província de Zambezia,
filho de mãe portuguesa e de pai
inglês, e começou a publicar em
1984, com a obra «Amar Sobre o
Índico». Pertenceu à geração literária fundadora da Revista Charrua, da Associação dos Escritores
Moçambicanos (AEM), da qual foi
um membro destacado, e publicou
mais de uma dezena de títulos.
A Associação de Imprensa
Moçambicana considerou-o, em
2001, a figura literária do ano e
a antologia da sua obra poética “O
Libreto da Miséria” foi, em 2012,
Prémio BCI de Literatura.
O prémio com o seu nome surge meses depois de a FLAD ter lançado o programa FLAD África, uma
iniciativa de quatro anos que tem
por objetivo retomar a presença da
fundação no continente. “O papel
da FLAD não se limita a aprofundar a relação entre Portugal e EUA,
uma vez que o reforço das relações
de Portugal com África, através das
comunidades portuguesas e africanas, constitui um importante pilar da nossa atuação”, explicou,
em nota enviada à agência Lusa,
o presidente da FLAD, Vasco Rato.
O mesmo responsável explicou
que, “neste caso, difundir a língua
portuguesa e exaltar os autores que
escrevem em português foi um dos
grandes objetivos que pautaram
o lançamento do Prémio Literário
Eduardo Costley-White.”
Além da celebração dos oito
séculos da língua portuguesa, com
este prémio, a FLAD pretende assinalar também a comemoração dos
seus 30 anos e os 20 anos de existência da Comunidade de Países de
Língua Portuguesa (CPLP).
p.13
CANADÁ
Comunidade em Brampton angaria mais de
um milhão de dólares para hospital
Um grupo de portugueses no Canadá angariou mais de um milhão de
dólares para ajudar na reconstrução
de um hospital em Brampton, no sul
do país. “O objetivo de um milhão de
dólares canadianos (631 mil euros)
foi alcançado logo ao fim de quatro anos, após a criação do grupo de
trabalho de voluntários. Depois, propusemo-nos a continuar com a angariação de fundos até passarem os
cinco anos”, contou à agência Lusa,
Manuel Alexandre, de 63 anos, presidente dos Amigos Portugueses do
Peel Memorial Hospital.
O emigrante português, natural
de Unhais da Serra (distrito de Castelo Branco), está no Canadá há 38
anos e explicou que os promotores
receberam o apoio de uma empresa local, que se comprometeu em
fazer uma doação com um valor semelhante aos recolhido pelos voluntários. Por isso, já foram depositados
1,6 milhões de dólares canadianos
(um milhão de euros) na conta para
o hospital. Este objetivo de superar
um milhão de dólares foi almejado
em estreita parceria com os sindicatos Liuna Local 183 e Local 506,
organizando os Amigos do Peel Memorial diversos eventos de cariz
solidário.
O Peel Memorial Hospital deve
entrar em funcionamento em fevereiro de 2017, permitindo aos uten-
tes um serviço especializado de cuidados de ambulatório, incluindo
atendimento nas urgências, intervenções cirúrgicas durante o dia e
terá clínicas para ajudar os utentes
a gerirem melhor as condições crónicas como a asma, diabetes e doenças renais. “Muitos dos portugueses
que residem nesta área nunca fizeram nada por este hospital. Metemos uma marca portuguesa naquele hospital. Achamos que esta seria
a altura de fazer alguma coisa gratificante e de reconhecimento para a
comunidade portuguesa”, afirmou o
emigrante à Lusa.
O hospital, com seis pisos, tem
capacidade para 500 utentes, crian-
do diversos postos de trabalho “quer
a tempo inteiro, quer em períodos
mais curtos”. “Estamos numa situação de solidariedade. Se dermos um
pouco de nós, no futuro, serão as
nossas comunidades, os nossos filhos e netos, os principais beneficiários de tudo isto”, frisou Manuel
Alexandre.
Brampton é a nona cidade mais
populosa do Canadá com 524 mil
habitantes (dados de 2011), está localizada a sul do Ontário, a 50 km
do noroeste de Toronto, sendo a comunidade portuguesa a quarta com
maior expressão no município, onde
residem cerca de 60 a 70 mil portugueses e luso-descendentes.
ESTADOS UNIDOS
Portugueses do Havai e Porto Rico abrem centro recreativo
A Associação de Portugueses do
Maui, no Havai, em conjunto com
a Associação de Porto Rico, inauguram em maio uma sede na cidade
de Paia, que custou 4,5 milhões de
euros e vai acolher um salão recreativo e escritórios. “O centro é para
o uso da comunidade. Paia só tem
um centro comunitário e está a crescer”, explicou uma responsável da
associação, Rocha Reed, à imprensa local. O projeto recebeu em janeiro uma doação de 250 mil dólares
(230 mil euros) do concessionário
da Toyota na ilha, o luso-descenden-
te Damien Farias, que permitirá terminar a obra em março, a tempo de
obter a licença de uso em abril e abrir
em maio.
Desde 2011, as duas associações já tinham angariado 4,86 milhões de dólares (cerca de 4,5 milhões de euros). A nova sede terá
dois salões separados, que poderão ser alugados para casamentos e
eventos e espaço comercial no rés-do-chão que será alugado a organizações que prestem apoio à população. Os primeiros portugueses
a instalar-se neste arquipélago fo-
ram baleeiros açorianos, que chegaram aos EUA através dos estados da Nova Inglaterra. Entre 1878
e 1888, 17 navios transportaram
11.057 emigrantes dos arquipélagos dos Açores e da Madeira para
estas ilhas, que foram trabalhar essencialmente na cultura da cana-de-açúcar. Entre esses imigrantes,
estava a avó de Rocha Reed, que
chegou em 1886.
Apesar de hoje praticamente não
se falar português nas ilhas, existem
muitos nomes de família como Rebelo, Perestrelo, Vieira, Câmara,
Bettencourt, Silva, Soares, Cardoso e Freitas. Entre as contribuições
da comunidade estão, por exemplo,
a introdução do cavaquinho, ukulele na designação local, a massa sovada, conhecida como ‘sweet bread’
e as tradições do Espírito Santo, que
continuam vivas. No novo centro, vai
estar em exposição uma ‘carrinha da
avó’, com produtos e objetos ilustrativos da herança portuguesa, como
um ferro de passar roupa a carvão
do século XIX ou um cavaquinho. No
Havai, existem atualmente cerca de
onze associações portuguesas.
PUB
p.14 PORTUGUESES NO MUNDO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
A REFLEX LATINO QUER PERMITIR ÀS VÁRIAS COMUNIDADES LATINAS EM FRANÇA, ENCONTRAREM TUDO O QUE COMPÕE O UNIVERSO LATINO
Lusodescendentes desenvolvem aplicação voltada
para o universo latino
É uma aplicação móvel e nasceu da ideia de um jovem lusodescendente em França. A Reflex Latino dirige-se a todas as
comunidades latinas e quer permitir aos inúmeros utilizadores, encontrarem perto de si, tudo o que compõe o universo latino.
Lançada numa primeira fase em França, a aplicação deverá alargar o seu universo a outros países
Ana Grácio Pinto
A Reflex Latino é uma aplicação
móvel que quer permitir às várias
comunidades latinas em França,
encontrarem perto da sua área
de residência, tudo o que compõe o universo latino. A ideia foi
do lusodescendente Bruno António,
presidente da empresa Grupo
Internacional 2903, que será responsável pela comercialização. O
projeto foi apresentado a 15 de janeiro a profissionais e a partir de 7
de março estará disponível, gratuitamente, na App Store e no Google
Play. Será lançada numa primeira
fase, para o público - utilizadores e
parceiros empresariais – da região
da grande Paris. Mas Bruno António
prevê desenvolver a aplicação a outras cidades, como Lyon, ClermondFerrand, Bordéus, Marselha, e num
futuro próximo a outros países,
como explicou a este jornal.
Como surgiu a ideia da aplicação
Reflex Latino?
A ideia partiu da verificação de
que há no estrangeiro um mercado latino com grande potencial. É o
caso de França, onde há grandes co-
munidades de origem latina: portuguesa, espanhola, italiana, brasileira, peruana, colombiana, etc. Além
disso, a palavra ‘latino’ engloba um
público muito vasto, sendo ao mesmo tempo, um termo comunitário.
Notei que se havia consumidores e empresas, havia então qualquer coisa a fazer. A partir daí coloquei-me uma questão: o que falta a
essas comunidades? Encontrei duas
lacunas. A primeira é a valorização no caso dos portugueses há um défice de imagem. E a segunda é a estruturação - as comunidades latinas,
em geral, não têm, a nível comunitário, uma rede global.
A partir daí, pensei que seria importante encontrar algo que preenchesse essas duas lacunas e liguei
isso a outra ideia: quando uma pessoa tem vontade de encontrar qualquer coisa que a ‘toque’ a nível do
mercado afetivo, não tem facilidade em encontrar. Ou seja, não havia
uma ferramenta que permitisse, por
exemplo, encontrar um determinado
comércio, restaurante, produto, etc.
Daí ter surgido a ideia de criar este
aplicativo.
O Reflex Latino é uma aplicação
muito vasta?
Em termos de funcionalidades,
é uma aplicação que se dirige principalmente às empresas e aos utentes
da aplicação. A ideia é haver uma
aplicação que permite, a um latino
ou a qualquer pessoa que se interessa por esta vasta cultura, encontrar
tudo o que se relaciona com a latinidade, através da funcionalidade
‘Pesquisa’. Terá ainda a funcionalidade ‘Promoções’, pois este aplicativo vai permitir aceder a descontos
A equipa em Portugal é constituída por Ana Lisboa, Bruno Januário, Jonatan
Pedrosa, Gonçalo Dias, António Lopes e Sofia Ferreira
sobre os produtos e a ‘vendas flash’
- um cronómetro ira funcionar durante o tempo que o parceiro comercial definir e vai permitir ao utilizador da aplicação obter um alto
desconto com um tempo limitado.
Haverá também uma funcionalidade de ‘Mensagem’, que permitirá
uma comunicação entre os parceiros comerciais da aplicação e destes com os utilizadores.
Este é um produto moderno e
feito com base em muito trabalho.
Foram oito meses a elaborar esta
aplicação, por uma equipa de 15
pessoas. Temos dez pessoa que trabalham na concepção e desenvolvimento do aplicativo, a cargo da
empresa Mediatree, estando agora
a ser implementadas as diferentes
informações, e temos cinco comerciais a trabalhar com o Grupo Internacional 2903, responsável pela
comercialização da aplicação.
Uma das promoções que vão disponibilizar é o recibo pago pelo aplicativo. Do que se trata?
Esta é uma das ideias que nos
permite ter uma estratégia em termos de volume de utilizadores. A
aplicação terá uma funcionalidade
intitulada ‘Scan Latino’ que permite
fazer o ‘flash’ do recibo de uma compra que o utilizador gostaria que lhe
fosse paga. A partir daí, pode enviar
a imagem desse recibo e participar
num sorteio que irá pagar o recibo
‘vencedor’. A escolha do recibo a ser
pago é aleatória, feita pelo instrumento informático da aplicação. Ao
vencedor, a aplicação irá pagar o valor desse recibo. Para além das promoções diárias, esse será um dos
nossos principais atrativos, até porque vai fidelizar utilizadores à nossa aplicação, e também vai permitir as empresas fidelizar a clientela.
Já há parcerias estabelecidas com
um leque variado de empresas?
No lançamento, a 7 de março,
teremos como base, várias empresas sobretudo radicadas na região
de Paris. A partir do lançamento, vamos desenvolver a aplicação
para outras cidades, como Lyon,
Clermond-Ferrand, Bordéus, Marselha. Mas vamos já começar com
uma base latina, voltada para por-
A equipa em França é formada por Philippe Mendes, Arnaud Monne, Timothée
Souillac, Daniel de Sousa e Bruno António
tugueses, espanhóis, italianos e naturais de países da América do Sul.
Os parceiros que estão mais envolvidos no projeto são empresas.
Numa primeira fase, selecionamos
ainda algumas associações, que nos
vão permitir atrair mais público utilizador e também mais parceiros. A
ideia é que a aplicação seja reveladora e valorizadora do empreendedorismo, tanto a nível empresarial
como do associativismo.
panhol. A vantagem e a diferença
que o ‘Reflex Latino’ apresenta em
relação a outros produtos congéneres, é que se dirige a todos latinos,
inclusive os que não falam a língua
original dos países e origem latina.
Por exemplo, há lusodescendentes
da nova geração que não falam português, e o mesmo acontece com
pessoas de origem italiana ou espanhola. Daí o facto da aplicação ser
inicialmente em francês.
De entre o leque de empresas e associações, há muitas ligadas a Portugal ou há um ‘mix’ de várias comunidades latinas?
A comunidade portuguesa tem
um espaço importante, porém igual
ao das outras nacionalidades latinas. Mas tem sido extremamente
positiva o reação da comunidade
portuguesa. Porque esta é uma comunidade que se está a renovar, há
mais jovens e que tem aberto negócios em áreas diferentes das que são
tradicionais da comunidade lusa em
França. Estão interessados, porque
esta será uma ferramenta ao mesmo
tempo local e global: às pequenas
empresas, permite comunicarem no
seu bairro, na sua cidade, na sua
região; às grandes empresas permite comunicarem para além dessas
fronteiras geográficas.
A expansão a outros países passará
numa primeira fase já por Portugal?
Antes de Portugal temos outros
países definidos. Vamos primeiro
trabalhar na Bélgica e no Luxemburgo, países de grande imigração. Mas
chegará o momento de trabalharmos cá e lá (em Portugal). No final
do primeiro semestre iremos começar também a trabalhar com Portugal para propor esta oferta também
àqueles que regressam.
A aplicação, no início, destina-se principalmente ao universo das
comunidades latinas imigrantes,
mas se para além dessas comunidades, os países latinos, como Portugal, ‘reagirem’ bem, poderemos
seguir também essa vertente e alargar mais o mercado da aplicação.
A partir do dia 16 de fevereiro,
as empresas, pontos de interesse ligados ao lazer e ao prazer, poderão
benefeciar de um referenciamento natural gratuito e entrar na rede
Reflex Latino. Isto em qualquer parte do mundo. Esse referenciamento
faz-se através do site www.reflexlatino.com
Em que línguas poderá ser acedida
a aplicação?
A aplicação terá como primeira língua o francês, mas depois do
lançamento poderá ser consultada
também em inglês, português e es-
NACIONAL
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.15
ORÇAMENTO DE ESTADO DE 2016
Aumenta o IMI para prédios comerciais de 2,25%
Os proprietários consideraram “absolutamente assimilável” o aumento de 2,25% no valor de IMI para prédios comerciais, proposto no Orçamento de Estado para 2016, enquanto os inquilinos defendem que não se justifica para pequenos e médios comerciantes.
Os proprietários consideraram
“absolutamente assimilável” o
aumento de 2,25% no valor de IMI
para prédios comerciais, proposto
no Orçamento de Estado para 2016,
enquanto os inquilinos defendem
que não se justifica para pequenos
e médios comerciantes. Segundo o
presidente da Associação Nacional
de Proprietários (ANP), António
Frias Marques, o aumento do
Imposto Municipal sobre Imóveis
(IMI) para os prédios urbanos
comerciais, industriais ou para
serviços “é um valor ‘gerível’ e
absolutamente assimilável”.
Já “em relação aos pequenos e
médios proprietários, em princípio,
não vejo que tenha um grande
impacto”, afirmou Frias Marques,
frisando que o grande impacto
será para as grandes superfícies
comerciais, devido aos “milhares e
milhares de metros quadrados de
superfície” que ocupam.
Já o presidente da Associação
dos Inquilinos Lisbonenses (AIL),
Romão Lavadinho, considerou que
a subida do IMI só devia ser aplicada
a prédios de luxo, sublinhando que
esta medida terá impacto para os
pequenos e médios comerciantes.
“Se se estiver a falar [de
aumento do IMI] para os centros
comerciais é outra questão, agora
se estamos a falar em prédios que
tenham habitação e que tenham
lojas no rés-do-chão não há
nenhuma justificação”, afirmou o
representante dos inquilinos.
De acordo com a proposta de
Orçamento do Estado para 2016,
hoje entregue pelo Governo na
Assembleia da República, os prédios
urbanos comerciais, industriais
ou para serviços vão sofrer um
aumento de 2,25% no valor de
IMI em 2017, devido à correção
monetária extraordinária do valor
patrimonial tributário, em que serão
“atualizados extraordinariamente,
a 31 de dezembro de 2016, com
base no fator 1,0225” sobre o IMI.
Já os prédios urbanos de
habitação própria e permanente
vão estar inseridos num regime de
ORÇAMENTO DE ESTADO DE 2016
Reposição do direito
dos trabalhadores
dos transportes
Os trabalhadores das empresas de
transportes públicos e das gestoras de
infraestruturas vão voltar a ter viagens
de graça, um direito que em 2013
tinha sido restringido às deslocações
de e para o trabalho pelo Governo de
Passos Coelho. Segundo a proposta
do Orçamento do Estado para 2016
(OE2016) “os trabalhadores das
empresas transportadoras, das
gestoras da infraestrutura respetiva
ou das suas participadas, que já
beneficiem do transporte gratuito,
quando no exercício das respetivas
funções, incluindo a deslocação de e
para o local de trabalho” passam a
utilizar gratuitamente os transportes
públicos. O Orçamento do Estado
para 2013 (OE2013) tinha limitado
a utilização gratuita dos transportes
públicos rodoviários, fluviais e
ferroviários aos agentes da PSP ou
da GNR - mas apenas se estiverem
em patrulha - e aos trabalhadores das
empresas apenas nas deslocações
entre casa e o emprego. Agora, o
Governo liderado por António Costa
reverte a medida, através de um artigo
com “natureza imperativa”, isto é, que
prevalece “sobre quaisquer outras
normas, especiais ou excecionais,
em contrário, com exceção dos
instrumentos de regulamentação
coletiva de trabalho”. As empresas
transportadoras, as gestoras da
infraestrutura respetiva ou suas
participadas também “podem atribuir
aos familiares dos seus trabalhadores
ou trabalhadores reformados que
beneficiavam de desconto nas tarifas
de transportes a 31 de dezembro de
2012 descontos comerciais em linha
com as políticas comerciais em vigor
na empresa”.
salvaguarda do IMI, condicionando
os aumentos ao cobrado valor deste
imposto.
“A coleta do IMI respeitante
a cada ano não pode exceder
a coleta do IMI devida no ano
imediatamente anterior adicionada,
em cada um desses anos, do maior
dos seguintes valores: 75 euros ou
um terço da diferença entre o IMI
resultante do valor patrimonial
tributário fixado na avaliação atual
e o que resultaria da avaliação
anterior, independentemente de
eventuais isenções aplicáveis”, lêse na proposta do OE para 2016.
Em relação ao regime de
salvaguarda do IMI para os prédios
urbanos de habitação própria
e permanente, os proprietários
defendem que “não é exequível”,
acrescentando que “aparentemente
é uma medida para agradar, para
fazer passar o Orçamento e para
agradar ao eleitorado”.
“Setenta por cento dos
portugueses habitam em casa
própria e apenas cerca de 20% é
que habitam em casa arrendada
e os restantes 10% habitam em
habitação social”, referiu Frias
Marques, explicando que, apesar
de a maioria dos portugueses
ter habitação própria, o regime
de salvaguarda de IMI não trará
benefícios.
O representante dos inquilinos
afirmou que “é uma solução que
não resolve o problema, mas que
ameniza”, acrescentado que facilita
o pagamento em caso de aumento
do IMI.
PUB
p.16
EMPRESAS & MERCADOS
12 DE FEVEREIRO DE 2016
CASA ERMELINDA INAUGURA ADEGA LEONOR FREITAS
“Uma adega a pensar na
modernização e competitividade”
A vida de Leonor Freitas confunde-se, desde a primeira hora, com a terra
e as propriedades da família. No ano de 1952, em plena noite de natal,
nascia Leonor em Fernando Pó, que mais tarde cresceria em Setúbal onde
fez o secundário e completou os estudos superiores no Instituto Superior de
Serviço Social. Apesar de uma carreira bem sucedida na saúde sempre
acompanhou as atividades da terra desenvolvidas pela família.
o final da década de 0, impunha se uma modificação estratégica
na empresa e por isso Leonor Freitas lança-se no engarrafamento com
marca pr pria e decide abraçar totalmente esta atividade em 200 quando
sai em definitivo do Ministério da aúde O objetivo era colocar no mercado
excelentes vinhos com a melhor relação Qualidade-Preço. O trabalho dos
últimos anos na criação do “mito Casa Ermelinda” tem sido a prova da
excelência do trabalho desenvolvido.
Leonor Freitas representa a quarta geração de mulheres à frente da empresa. Pode
dizer-se que há verdadeiramente uma tradição feminina na Casa Ermelinda Freitas?
A tradição existe, mas foi de uma forma
natural devido à fatalidade de os homens da
família terem morrido todos muito novos e as
suas mulheres conseguiram ter a capacidade
de dar continuidade a uma casa agrícola que
hoje na quarta geração se transformou numa
prestigiada casa vinícola.
Há quantos hectares de vinha plantada
e com quantas castas trabalham?
Quando assumi a gestão da empresa, eonor de Freitas tinha herdado 60 ha
de vinhas de apenas duas castas, Castelão
e Fernão Pires, situadas em Fernando Pó,
zona privilegiada da região de Palmela. Com
o seu espírito empreendedor e inovador, a
atual proprietária introduziu uma diversidade de castas como a Trincadeira, Touriga Nacional, Aragonês, Syrah e Alicante Bouschet,
entre outras.
Passados 16 anos, a Casa Ermelinda
Freitas detém já 0 ha de vinha, das quais
1 0 ha são de Castelão, e o restante de outras castas como Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet,
Touriga Franca, Merlot e Petit Verdot, Fernão
Pires, Chardonnay, Arinto, Verdelho, Sauvignon Blanc e Moscatel de Setúbal, etc…. Contabilizando um total de 29 castas.
Qual é o segredo para os inúmeros prémios já recebidos pelos vinhos da Casa Ermelinda Freitas?
As três gerações que trabalharam a terra
antes de mim, o apoio da minha atual família, a equipa que comigo trabalha, a região,
pois estamos numa região de grande qualidade e o mais importante os consumidores
que têm preferido os vinhos da Casa Ermelinda Freitas. Eu resumo que aquilo que se
fa é com amor a pensar na qualidade e na
melhor relação qualidade preço.
Em Portugal há a tendência de associar
os vinhos de ‘qualidade’ às regiões do Douro e de Alentejo, mas a Casa Ermelinda Freitas catapultou Palmela para esse ‘ranking’,
digamos assim, de qualidade. Essa é uma
região que poderá ainda surpreender mais?
Sem dúvida que poderá surpreender muito mais. É uma região com um microclima,
pois estamos perto do mar beneficiamos das
brisas marítimas o que torna um clima mais
ameno assim como beneficiamos de um lençol freático elevado que proporciona grande riqueza de água, originando vinhos muito equilibrados ambém somos uma região
de planície que proporciona um trabalho fácil podendo assim fazermos vinhos competitivos. É uma região que neste momento está
a afirmar se e não tenho dúvidas que muito
nos vai surpreender pela positiva.
A inovação é uma das ‘palavras-chave’
da empresa - de que é exemplo o facto de
terem lançado o primeiro champanhe ‘doc’
e ‘doc reserva’ da Península de Setúbal. O
‘segredo’ do negócio está também em não
haver ‘medo’ de arriscar?
O neg cio é por ele pr prio um risco, mas
é na luta deste risco que se constr i, se inova
e que se faz de cada dia uma luta diferente
para termos resultados diferentes, mas positivos uem não inovar fica na estagnação,
será esquecido e isso é o que não queremos
para a Casa Ermelinda Freitas. Queremo-la
sim, moderna respeitando a sua tradição.
Por falar em inovação, há algum novo
produto a lançar proximamente?
Iremos ter produtos novos, mas para muito breve posso realçar o lançamento do Moscatel Roxo da Casa Ermelinda Freitas, que
será mais um ícone da região, e mais um
contributo para afirmar um produto único da
região que é o Moscatel
A adega Leonor Freitas, inaugurada em
dezembro último pelo presidente da República, é uma aposta a pensar na crescente
internacionalização?
É sobretudo uma Adega a pensar na
modernização e competitividade de modo
a podermos oferecer bons produtos em
Portugal, e proporcionar um crescimento
na internacionalização da Casa Ermelinda
Freitas.
projeto e o que pretende?
Este projeto surgiu do aproveitamento da
primeira Adega da família, e pretendemos
que seja um espaço din mico onde quem nos
visita poderá constatar a evolução das várias
gerações, e partilhar dos afetos da família.
Assim será um espaço que vem complementar o atual, e estará aberto para poder
ser visitado em conjunto ou separado com
a nova Adega.
A nova adega vem reforçar a capacidade
de produção? Que aspectos a diferenciam da
adega tradicional existente?
Ela respeita os princípios da Adega Tradicional, mas com uma grande aposta na tecnologia moderna, de modo a estar ao nível
do que existe de mais atual a nível internacional nossa aposta em todo o investimento é
sempre a pensar na qualidade. Este espaço
vem proporcionar quantidade, qualidade, espaço para poder receber melhor e mostrar o
que se faz de melhor em Portugal e na Casa
Ermelinda Freitas de uma forma de aproximação ao consumidor.
Que projectos tem ainda por concretizar
e que gostaria de ver realizados?
Os projetos por concreti ar são muitos
não os irei especificar, eles iram aparecendo à medida que o tempo decorra e que sejamos capa es de os dinami ar e dar vida
Estamos satisfeitos com o que tem acontecido, mas não conformados, e nesta perspetiva queremos que a Casa Ermelinda Freitas
seja uma referencia na região, e em ortugal
ajudando a que o mundo rural seja cada ve
mais participativo e reconhecido como um
parceiro ativo dos outros setores da sociedade. Prometemos aos nossos consumidores pressentia-los com novos produtos sempre com a melhore relação qualidade preço
e ir ao encontro do seu gosto.
Com a presença do Chefe de Estado foi
ainda aberto um museu. Como surgiu esse
12 DE FEVEREIRO DE 2016
EMPRESAS & MERCADOS
vidade foi continuada por Germana de Freitas e, mais tarde,
por Ermelinda de Freitas, com
a colaboração da sua filha única, Leonor, que, embora com
formação fora da área vitivinícola, assumiu a liderança da
empresa, continuando assim a
presença feminina nos negócios
da família.
Seria já com a atual gestão que se daria a decisiva mudança no negócio com a criação de marcas próprias. Assim,
em 1997, iniciou-se um novo ciclo da vida
da empresa com o lançamento do “Terras do
Pó” tinto, primeiro vinho produzido e engarrafado da Casa Ermelinda Freitas.
Quatro gerações a produzir
vinhos de qualidade
Situada em Fernando Pó, concelho de
Palmela, a Casa Ermelinda Freitas foi fundada em 1920 por Leonilde da Assunção, sendo hoje uma das mais prestigiadas empresas
vitivinícolas portuguesas.
Com um forte cunho familiar, a empresa
vive, atualmente, um dos seus períodos de
maior expansão bem evidenciado nos vários
investimentos realizados nas vinhas, na adega e na equipa técnica, sempre com o grande
objetivo de atingir o máximo de qualidade.
Fruto de toda esta dinâmica, a Casa Ermelinda Freitas tem alcançado uma elevada notoriedade, nomeadamente através da conquista de numerosos prémios. 218 de Ouro, 273
de Prata e 161 de Bronze a nível nacional e
internacional com as suas marcas mais relevantes: Terras do Pó, Dona Ermelinda e Quinta da Mimosa.
2008 ANO DO MELHOR VINHO TINTO
DO MUNDO
Em 2008, deu-se um dos pontos altos
da vida da empresa: o vinho Casa Ermelinda Freitas Syrah 2005 foi distinguido com o
troféu de melhor vinho tinto do Mundo, no
prestigiado concurso “Vinalies Internationales” em Paris, França. Este prémio foi ganho
em prova cega entre mais de três mil vinhos
provenientes de 36 países de todo o mundo.
Consolidar a reputação alcançada e aumentar a produção de vinhos de qualidade
são os objetivos imediatos a concretizar através da aposta nas castas portuguesas mais
diferenciadoras. Uma aposta que permita o
crescimento das quotas de mercado a nível
nacional e, principalmente, a nível internacional, com especial incidência em grandes
mercados como os Estados Unidos da América e Inglaterra. Além disso, a Casa Ermelinda Freitas pretende continuar a ser uma
referência da região de Palmela pela qualidade dos seus vinhos e pela valorização de
toda a cultura da vinha e do vinho.
A HISTÓRIA DA FAMÍLIA
EMPRESA CASA ERMELINDA FREITAS
A Casa Ermelinda Freitas é uma empresa familiar que se dedica à produção de vinho há quatro gerações, tendo sempre apostado na qualidade das vinhas e dos vinhos,
mesmo quando estes, nos primeiros tempos,
eram produzidos e vendidos a granel, sem
marca própria.
Iniciada por Leonilde da Assunção no início dos anos 20 do século passado, a ati-
APOSTA NO ENOTURISMO
A empresa aposta também no desenvolvimento do enoturismo, transmitindo a quem
visita a Casa Ermelinda Freitas, ensinamentos sobre o fantástico mundo dos vinhos que
promovem o culto da vinha e do vinho, nomeadamente através de uma vinha pedagógica, onde as crianças, jovens e adultos podem observar e aprender sobre as diferentes
castas cultivadas.
Esta vertente do enoturismo é particularmente incentivada por Leonor Freitas que
pretende fazer da Casa Ermelinda Freitas
“um símbolo pedagógico da região, levando
às escolas a cultura e a história da vinha e
do vinho, que é uma arte secular”, e contribuindo assim para a promoção do turismo e
economia do concelho de almela qui fica
pois o desafio para uma visita a um local fantástico onde muito se aprende sobre o vinho.
p.17
p.18
EMPRESAS & MERCADOS
12 DE FEVEREIRO DE 2016
QUEIJOS SANTIAGO - JOÃO SANTIAGO- DIRETOR GERAL
Com quase 100 anos de história e de saber fazer
Com quatro unidades de produção em Portugal - Montemuro
(Mafra), Monforte (Portalegre), Maia (Porto) e Palmela
(Setúbal), a Queijos Santiago detém a responsabilidade pela
recolha, produção, embalamento e distribuição de todos os
seus produtos, o que permite garantir a máxima qualidade
dos queijos que chegam à mesa de todos os Portugueses.
Com quatro unidades de produção em
Portugal - Montemuro (Mafra), Monforte
(Portalegre), Maia (Porto) e Palmela (Setúbal), a Queijos Santiago detém a responsabilidade pela recolha, produção, embalamento e distribuição de todos os seus produtos,
o que permite garantir a máxima qualidade
dos queijos que chegam à mesa de todos os
Portugueses.
A história começou em 1918, em Castelo Branco, quando o casal Santiago se dedicou a criar 300 ovelhas que produziam cerca
de 50 litros de leite por dia. João Santiago,
CEO da Queijos Santiago e neto dos fundadores recebe-nos em plena Serra do Montemuro, a “dois passos” de Lisboa e na zona saloia da Malveira. Recorda-nos que o avô era
da Soalheira e a avó da Póvoa, enquanto os
pais são naturais de Alcains, ou seja da mais
que conhecida e afamada zona dos Queijos
da Soalheira aos pés da Serra da Gardunha.
“Os meus avós e os meus pais em 1969 vieram para Lisboa e criaram a primeira fábrica
de queijo em Sacavém, depois em Algés abrimos a segunda fábrica e em 1995 viemos
para a Serra de Montemuro. Fizemos uma
unidade de produção nova que ficou pronta em 1992. No ano 2000 adquirimos uma
empresa na Maia”.
A produção da Queijos Santiago está dividida em três segmentos: queijos frescos & requeijões, queijos regionais/curados e queijos
ralados & fatiados. No total, apresenta mais
de 70 produtos no mercado, orgulhando-se
de, no segmento de queijos frescos, ser líder
incontestável de mercado, sendo também referência no segmento dos queijos curados,
designadamente com produtos regionais.
Hoje em dia, estamos perante um dos
maiores players do mercado, a Queijos Santiago conta com mais de 250 colaboradores diretos, sem contar com os indiretos que
trabalham nas produções de leite. A Queijos Santiago tem unidades de produção nas
principais regiões Portuguesas, em zonas de
Denominação de Origem Protegida – os reconhecidos DOP. No portfolio da Queijos Santiago podemos encontrar o queijo NISA DOP
ou mesmo o queijo de Azeitão DOP.
O saber, a qualidade e a tradição são as
palavras que mais surgem quando falamos
sobre a Queijos Santiago. “A tradição aliada
à qualidade exige que o processo de produção seja cuidado desde a recolha do leite à
sua comercialização. Para tal, a Queijos Santiago conta com um vasto conjunto de produtores de leite regionais exclusivos, apoiados por técnicos especializados” afirma João
Santiago, CEO da Queijos Santiago. “A relação de confiança e fidelização que temos com
os nossos produtores exclusivos garante-nos
uma média de 80 000 litros de leite por dia
- entre vaca, leite e cabra” acrescenta. No
segmento de queijos frescos, a Queijos Santiago produz mais de 150 mil queijos por dia,
que se distinguem pela qualidade do leite. É
(...) 2015 foi o ano de viragem e aposta
forte na internacionalização, foi criado
um departamento específico para
desenvolvimento do negócio internacional,
tendo como meta conquistar o gosto dos
consumidores internacionais. “Queremos
alcançar uma quota de venda de 15%
nos mercados internacionais nos próximos
três anos” refere João Santiago, CEO da
Queijos Santiago. (...)
João Santiago diretor geral da Queijos Santiago
12 DE FEVEREIRO DE 2016
EMPRESAS & MERCADOS
p.19
queijos à conquista dos mercados internacionais
a qualidade da matéria-prima associada ao
processo de produção inspirado nas vantagens artesanais que permitem um resultado
final com um perfil nutricional equilibrado e
sabor inconfundível. “Somos líderes de mercado com uma distribuição massificada dos
nossos produtos. Podemos encontrar queijo
fresco e requeijão Santiago em todos os supermercados” refere João Santiago.
No entanto, a posição da Queijos Santiago é também de relevo na área dos queijos curados ou regionais. Os curados Queijos
Santiago destacam-se pelo processo de cura
prolongada selecionados pelos melhores leite
de vaca, cabra e ovelha. O cuidado máximo
no processo de produção garante um paladar
intenso aos queijos curados puros, enquanto os queijos de mistura apresentam características mais suaves. A utilização de 100%
de leite português faz com que os Queijos
Santiago sejam verdadeiramente nacionais,
em que várias referências são inclusivamente DOP – Denominação de Origem Protegida. Entre a gama da Queijos Santiago podemos encontrar as submarcas Cerrado do Vale,
Quinta do Olival, Convento, entre outras.
Além-fronteiras, a Queijos Santiago já
está presente em alguns mercados europeus,
como Espanha e França.
2015 foi o ano de viragem e aposta forte na internacionalização, foi criado um departamento específico para desenvolvimento
do negócio internacional, tendo como meta
conquistar o gosto dos consumidores internacionais. “Queremos alcançar uma quota
de venda de 15% nos mercados internacionais nos próximos três anos” refere João Santiago, CEO da Queijos Santiago. A empresa
apresenta uma vasta gama de produtos, associada à qualidade e história no mercado
nacional.
Queijos Santiago, Saber que Sabe Bem!
(...) Os curados Queijos Santiago destacam-se pelo processo de cura prolongada selecionados pelos
melhores leite de vaca, cabra e ovelha. O cuidado máximo no processo de produção garante um
paladar intenso aos queijos curados puros, enquanto os queijos de mistura apresentam características
mais suaves. A utilização de 100% de leite português faz com que os Queijos Santiago sejam
verdadeiramente nacionais, em que várias referências são inclusivamente DOP – Denominação de
Origem Protegida. Entre a gama da Queijos Santiago podemos encontrar as submarcas Cerrado do Vale,
Quinta do Olival, Convento, entre outras (...)
PUB
p.20
ENTREVISTA
12 DE FEVEREIRO DE 2016
FREDERICO FALCÃO - PRESIDENTE DO IVV (INSTITUTO DA VINHA E DO VINHO
Àrea de plantação de
vinha nova vai crescer
1% ao ano
Frederico Falcão é um homem do sector do vinho a que está ligado desde que
saíu da universidade em 1995.
Passou por diversas empresas e recentemente estava na “Companhia das Lezírias”
quando foi convidado para o Instituto do Vinho e da Vinha.
onfessa que foi um grande desafio que l e lançaram á quatro anos atrás
Entrevista de JOSE MANUEL DUARTE
O que é o IVV no panorama
dos vinhos? O que é que o IVV faz?
Quais são as suas atribuições?
O IVV tem como função coordenar todo o sector vitivinícola. É
também o interlocutor do Estado
Português nas reuniões em Bruxelas junto da Comissão Europeia sobre os assuntos relativos ao setor
vitivinícola. É também o representante de Portugal nas reuniões com
a OIV (Organização Internacional da
Vinha e do Vinho) promovendo resoluções internacionais onde estão
vários países do mundo, onde depois, em termos europeus, essas
resoluções são adotadas. Internamente, o IVV tem ainda toda a parte relativa à gestão do cadastro de
vinha.
Para além dos direitos de plantação que são também geridos pelo
IVV, compete ainda a promoção…
A vinha tem atualmente um sistema de autorizações de plantação,
ou seja, a plantação não é livre e
todo o registo das parcelas está no
IVV. O desenho das parcelas e todos
os atributos – as castas, o ano de
plantação, os compassos de plantação, enfim, uma série de dados
– estão no Instituto que gere todo
esse cadastro.
Em termos de promoção, nos
dias de hoje já não é o IVV que define as estratégias e as ações de promoção. É o próprio setor que se organiza e decide para onde e como
quer promover. Essa promoção é
hoje feita através da ViniPortugal,
através das associações, das comissões vitivinícolas regionais, mas é
sobretudo através da ViniPortugal que essa promoção genérica se
faz. Através destas organizações o
setor escolhe para onde quer ir, o
que fa er. uando pretende co-financiamento das ações de promoção apresenta candidaturas ao IVV,
que as analisa e decide sobre apoio.
Quando são ações de promoção no
mercado interno, as verbas utilizadas são do próprio instituto e, portanto, não saem do orçamento de
estado. Em mercados de países terceiros o setor tem disponíveis verbas europeias, sendo que Portugal
tem o e um envelope financeiro
para o nosso setor de 65 milhões
de euros anuais. Dentro deste pacote de apoio, uma das medidas que
é financiada é a promoção em mercados de países terceiros. Portanto, é o instituto da vinha e do vinho
que gere também esse orçamento,
recebe as candidaturas dos agentes
económicos ou das associações do
setor, analisa os projectos, e decide
sobre o co-financiamento. epois,
obviamente, tem que haver algum
controlo, já que não podem ser passados “cheques em branco”, pelo
que é feito um controlo sobre o uso
das verbas que são disponibilizadas
ao setor. Temos portanto estas duas
grandes vertentes, a parte da vinha
e de gestão de todo o cadastro, e a
parte da promoção. Depois há todo
o trabalho legislativo em relação ao
setor vitivinícola que é também o
IVV que prepara.
Quer dizer as próprias taxas
servem para os privados fazerem
a sua própria promoção..
O IVV não tem um cêntimo do
Orçamento de Estado, apenas tem
receitas próprias sendo que o grosso
das receitas vem de uma taxa que é
aplicada sobre os vinhos e que está
inalterada à muitos anos e que diria que é simbólica, mas que toda
junta acaba por ser uma verba interessante que depois reverte para
o setor. ma parte da taxa fica para
os custos do próprio instituto, mas
a maioria da taxa reverte para o setor, para apoio em acções de promoção. É o próprio setor que se subsidia, que se apoia a si próprio, com
a coordenação do IVV.
(...) Em matéria de
vinho não produzimos
o suficiente para aquilo
que consumimos e que
exportamos. Portugal
produziu em 2015
cerca de 7 milhões de
hectolitros, consome
quatro, e exporta três.
Repare que apesar de
Portugal ter produzido
este ano cerca de 7
milhões de hectolitros,
andámos durante vários
anos a produzir apenas
seis. Ou seja, aquilo que
produzíamos não era
suficiente para as nossas
necessidades (...)
Já que estamos a falar de promoção, estamos num momento em
que realmente os vinhos portugueses têm um reconhecimento extraordinário e internacional. O que
é que aconteceu? O que foi feito?
Nós estamos a viver de facto
um tempo extraordinário para os vinhos, e eu tive sorte nesse aspeto,
porque foi durante o meu tempo no
Instituto que o setor cresceu brutalmente, mas não tem a ver comigo,
tem a ver com uma série de acontecimentos. Creio que o que se investiu nas vinhas em Portugal foi importante. Houve muita reconversão,
reestruturação de vinha com a plantação de castas mais adaptadas ao
gosto do consumidor atual. Eu creio
que essa reestruturação de vinhas
foi fundamental para termos vinhos
melhores. Claro que todos os países
europeus aplicaram também essas
medidas e no entanto não evoluíram da mesma maneira que nós.
Temos hoje um grupo de técnicos
no setor, quer da viticultura, quer
da enologia, muito capacitados e fizeram uma revolução na enologia
nacional, que foi muito importante para melhorar a qualidade dos
nossos vinhos mas, mais uma vez,
aqui também todos os europeus tiveram, ou seja, foi importante, mas
não foi por aqui que marcámos a
diferença. Onde eu acho que claramente nós nos diferenciámos foi
com a promoção e a forma de prever. Portugal criou em 2009, a pedido do setor, uma marca “Wines
of Portugal” e esta marca tem sido
usada em todas as acções de promoção externas portuguesas de vinhos nacionais. O facto de termos
uma marca Portugal associada em
várias acções, ajudou a puxar muito o nome de Portugal lá fora, e isto
obviamente, aliado ao sucesso das
marcas individuais dos agentes económicos, que atingiram lugares cimeiros em revistas internacionais
de provas. Portugal, hoje em dia, é
um dos países com maior rácio de
medalhas conquistadas em concursos em relação ao número de amostras enviadas, nós temos sempre
muito mais medalhas que os outros. Portanto, qualidade nós temos e muita. Conseguimos ganhar
algum reconhecimento na imprensa
especializada pelo facto de termos
vin os de altíssima qualidade e ficarem muito bem pontuados pelos
jornalistas. Depois, com todas estas
ações que se vão fazendo na Europa
e em países terceiros, associando a
marca país aos vinhos que vão ganhando esta distinção, começamos
a ganhar o reconhecimento lá fora,
que há algum tempo atrás não tínhamos e que não pensávamos que
fosse tão rápido. Portugal tem sido
nestes últimos meses capa de revistas internacionais e, portanto, estamos a viver um grande momento
no que diz respeito aos vinhos portugueses. Por tudo isto, estamos na
altura certa para elevar ainda mais
o esforço na promoção, em promover Portugal, promovendo os vinhos
portugueses.
Quem quiser implantar uma
nova vinha terá de perguntar ao
IVV se pode e que tipo de casta
vai aplicar? E ainda há espaço para
crescer mais em termos de mais
plantações?
É uma questão um pouco mais
técnica. Nós tínhamos um sistema de direitos de plantação, e neste sistema as quotas eram estáticas
por país, ou seja, nenhum país podia crescer mais do que a área que
já tinha, portanto se algum agente
económico, se algum viticultor quisesse plantar uma vinha, teria de
comprar a sua quota a outro viticultor. Portugal tinha uma quota estática de cerca de 244.000 hectares.
Esse sistema terminou em Dezem-
bro de 2015 e começou um novo
sistema de autorizações de plantação. Estas autorizações são um pouco diferentes porque cada país vai
poder crescer, anualmente, até 1%
da área plantada no ano anterior.
Ou seja, o IVV irá poder disponibilizar aos viticultores cerca de 2.100
hectares para plantar em 2016,
em 2017, em 2018 e por aí fora
até 2030, ano em que termina este
novo regime. Serão assim cerca de
2.000 a 2.100 hectares de novas
vinhas por ano.
E há margem para esse crescimento anual?
Creio que há. Toda a Europa, incluindo Portugal, tem vindo a perder área de vinha nos últimos anos.
Aquilo que nós vemos acontecer no
novo mundo com crescimento da vinha, vemos precisamente o contrário na Europa, que é uma regressão na área da vinha. No entanto,
os vinhos europeus (e Portugal aqui
tem tido um papel importante) estão a crescer em termos de vendas,
em termos de consumo, dentro e
fora de portas e por isso acreditamos que há margem para crescer.
Reitero que 1% não é uma percentagem que nos preocupe muito, até
porque ela pode não ser efetivamente plantada - vamos disponibilizar
esta área para os agentes económicos, que estejam no mercado ou
que sejam novos no setor. Vamos
criar condições para as pessoas que
queiram investir na vinha, disponibilizando áreas para crescer e para
expandir. Acreditamos claramente
que este crescimento que nós estamos a presenciar dos vinhos portugueses se vai manter nos próximos anos.
ENTREVISTA
12 DE FEVEREIRO DE 2016
2030. Havia o risco de liberalização total da plantação de vinhas que poderia desequilibrar
o mercado europeu de vinhos.
O vinho em Portugal é excedentário relativamente ao consumo?
ão n s não produzimos o suficiente para aquilo que consumimos
e que exportamos. Portugal produziu em 2015 cerca de 7 milhões
de hectolitros, consome quatro, e
exporta três. Repare que apesar de
Portugal ter produzido este ano cerca de 7 milhões de hectolitros, nós
andámos durante vários anos a produzir apenas seis. Ou seja, aquilo
que produzíamos não era suficiente
para as nossas necessidades portanto Portugal tem sempre que importar vinho. Ou seja, não somos
excedentários, temos alguma falta de vinho e portanto temos que
o importar. É verdade que muita da
importação é depois reexportada e
acrescenta valor mas a verdade é
que a média da nossa produção nos
últimos anos não chega para as nossas necessidades e portanto até por
aí acreditamos que há margem para
Portugal crescer.
Esta medida interessa sobretudo a Portugal…
Esta medida interessa a Portugal, interessava-nos um crescimento que não fosse muito grande
e repentino. Ou seja, crescer 10%
era um crescimento muito grande,
crescer 0,1% ou 0,2% não era suficiente para as nossas necessidades, portanto acreditamos que 1
por cento é um valor aceitável que
ser suficiente para compensar as
nossas necessidades sem desequilibrar o mercado. E foi o instituto quem esteve muito envolvido
nessas negociações em termos europeus com a comissão e com os
outros países europeus, a negociar
este novo sistema que irá vigorar até
E há ideia de como isto será
feito?
A legislação saiu toda no
ano passado, tendo o decreto-lei sido publicado em agosto e a
portaria, que regulamenta mais
especificamente o novo sistema
saiu em Outubro de 2015. Nós
neste momento estamos a trabalhar no sistema informático
que irá receber todas essas candidaturas às novas áreas, sendo o IVV quem lidera o processo
em termos nacionais. Quanto às
condições de elegibilidade das
candidaturas, eu diria que são
mínimas, sendo duas ou três. A
principal será ter terreno ou ter
um titulo de arrendamento da
terra, e pouco mais. Depois, estão definidas condiç es de prioridade, para o caso das intenções de plantação ultrapassarem
a área que iremos disponibilizar e,
aí sim, há que aplicar as condições
de prioridade. Estas prioridades são
várias e estamos precisamente agora a trabalhar nessa hierarquização.
Temos as regras de prioridade pensadas que terão que estar definidas e publicadas até 1 de Março
de 2016. Portanto, o IVV irá receber as candidaturas, irá analisá-las
de acordo com as prioridades e depois fazer a distribuição.
As atribuições não podem ser
cumulativas?
O que não for consumido nestes
2.100 hectares que iremos disponibilizar anualmente, ou seja aquilo que os viticultores não quiserem
usufruir, não acumula para o ano
seguinte – perde-se, em termos nacionais. Deixa de existir aquilo que
existia antigamente que eram as reservas de direitos, e portanto a quota que não for utilizada extingue-se.
Isto implica uma certa promoção da parte do IVV
Da parte do IVV implica muita informação aos agentes económicos. Temos feito um esforço muito
grande, mas há ainda, claramente,
uma lacuna que nós temos e que
est identificada para conse uir azer chegar informação aos viticultores. Nós divulgamos muita informação através da comunicação social,
diretamente às direções regionais
de agricultura, às associações do
setor, mas depois nem sempre chega aos viticultores. Uma das formas
de ultrapassar o problema é encontrar forma de comunicar mais rapidamente com os agentes económicos. Uma das formas que temos
prevista, já para este ano, é a co-
municação por sms - não em demasia, porque senão pode-se tornar
cansativo e deixa de surtir o efeito desejado, mas é muito importante que consigamos fazer chegar a
mensagem a todos e, a melhor forma, é claramente o sms, porque os
e-mails não resultam, as cartas não
resultam e o sms, por ser mais prático e mais simples as pessoas leem
e pelo menos ficam alertas para
a mensagem e depois se quiserem
procuram mais informação nos canais habituais.
Não vê aqui a possibilidade de
haver algum risco de perda de qualidade através da inserção de mais
vinha?
Como já referi, acreditamos
que há potencial para crescimento. A reestruturação foi muito importante em Portugal, fez-se muita
reestruturação e foi essencial para
a melhoria da qualidade de vinhos.
No entanto, e não deixa de ser uma
verdade, perdeu-se algum potencial
vitícola nas vinhas mais velhas. Não
se perderam totalmente as castas
porque há alguma recuperação e
alguma preservação do nosso património genético e Portugal está
muito à frente dos outros parceiros
europeus nessa linha de atuação,
mas em termos de área plantada
no país nós estamos a afunilar claramente em termos de número de
castas. Ao arrancar vinhas velhas,
estamos a perder, em alguns casos,
muito potencial qualitativo e muita
diversidade.
Claro que corremos algum risco
de estar a perder alguma qualidade.
É um alerta que eu também vou fazendo, mas essa decisão é do agente económico, não cabe ao estado
definir se a vin a tem qualidade ou
não para produzir, terão de ser os
próprios agentes económicos a ter
essa sensibilidade, mas é importante que as pessoas analisem bem antes de tomar iniciativa na reestruturação - que percebam o que é que
têm na vinha e pesarem tudo na balança, porque há vinhas novas muito produtivas mas que não têm qualidade suficiente e que aca am por
ter de ser substituídas. E o contrário – vinhas velhas pouco produtivas, mas com um potencial qualitativo muito grande e que, por isso,
podem ser muito rentáveis economicamente para os seus proprietários. Nas novas plantações, o IVV
não vai definir castas estarão aptas as 343 que existem na portaria respetiva. O IVV deu abertura às
associaç es interprofissionais portanto às comissões vitivinícolas regionais, ao Instituto dos Vinhos do
Douro e do Porto e ao Instituto do
Vinho da Madeira para que estas entidades possam definir prioridades
nas castas nas suas regiões. Posso-
-lhe adiantar que apenas uma região
irá usar essa prorrogativa, que foi a
região da Madeira. Nenhuma outra
re ião definiu prioridade para castas. E lembro que as comissões vitivinícolas são formadas pelos agentes económicos, pelas associações
do sector.
(...) O vinho português
está na moda. Há quem
no setor não goste da
palavra “moda”, isto
porque as “modas”
passam. Eu confesso que
uso muitas vezes a palavra
moda. É verdade que
todas as modas passam,
mas há modas que duram
um ano ou dois e há
modas que podem durar
100 anos ou 200 anos.
Se Portugal está na moda
eu espero que seja uma
daquelas modas que dura
muitos anos (...)
Onde é que está o ponto de
equilíbrio? Até onde é que o IVV
deve balancear qualidade versus
quantidade?
A grande diferença de Portugal,
nós não somos melhores nem piores que os outros, é que nós somos
diferentes. A nossa diferença são
as 343 castas, a nossa diferença
é que Portugal é o terceiro país do
mundo com maior diversidade genética, e o segundo país do mundo com maior diversidade genético
por km quadrado. Nós temos uma
diversidade genética muito grande
nas nossas vinhas, o que faz com
que os nossos vinhos sejam diferentes de todos os outros. No entanto,
como já referi, há uma certa preocupação com o afunilamento de castas, fruto da reestruturação e das novas plantações. Nós sentimos essa
preocupação, o próprio setor sente
essa preocupação. Posso-lhe dizer
que a Viniportugal está a preparar
um evento em Londres para jornalistas especializados, precisamente para focar em castas que fogem
destas castas principais, em castas
que a maior parte dos consumidores nunca ouviu falar mas são castas
que hoje em dia estão a dar cartas,
estão a mostrar que têm um potencial qualitativo muito grande, e Portugal tem de passar esta mensagem
ao mundo, mostrar também ao setor que não deve só apostar em 20
ou 30 castas e que há muito material genético e há muitas outras castas que merecem que se aposte nelas. Eu dou-lhe o exemplo: o Douro
tem castas que estavam quase desaparecidas, castas que hoje em dia
começam a ter muita plantação e
p.21
produzem uma qualidade fantástica. E quem diz estas diz muitas outras - existem castas que as pessoas
nunca ouviram falar e que são castas fantásticas com um grande potencial qualitativo e que felizmente alguns agentes económicos mais
atentos, mais preocupados, vão estudando, vão plantando e começam
a lançar os vinhos e a despertar a
atenção de tudo e todos.
Será que estamos só a atravessar um momento de moda, ou não?
Há quem no setor não goste da
palavra “moda”, isto porque as “modas” passam. Eu confesso que uso
muitas vezes a palavra moda. É verdade que todas as modas passam,
mas há modas que duram um ano
ou dois e há modas que podem durar 100 anos ou 200 anos. Se Portugal está na moda eu espero que
seja uma daquelas modas que dura
muitos anos. Nós temos todas as
condições para nos mantermos nos
próximos anos no foco internacional, sobretudo pela nossa diversidade genética. Nós mostrámo-nos
pela diferença e pela nossa qualidade e no entanto, se formos analisar,
os vinhos mais pontuados que nós
tivemos assentam todos em 20 ou
30 castas. Portanto temos todo um
background de património genético
com potencial qualitativo impressionante que ainda está por explorar. Eu acho que os próximos anos
vão ser os anos que vamos começar a divulgar novas castas, e por aí
acredito que temos condições para
andar durante muitos anos a manter a atenção dos jornalistas internacionais, das revistas internacionais,
dos consumidores internacionais. É
um facto que os consumidores de vinho, quer a nível interno, quer a nível externo se vão fartando daqueles
vinhos que são sempre iguais. Repare que os consumidores referem
muitas vezes que os vinhos do chamado “Novo Mundo” sabem todos
ao mesmo, são todos iguais, são todos das mesmas castas, todos no
mesmo perfil e aca am por ser cansativos. Portanto os próprios consumidores querem vinhos diferentes, e
Portugal tem castas incrível e vai seguramente continuar a marcar, por
muitos anos, esta diferença. O IVV
publicou dois catálogos das castas
portuguesas. Portugal tem hoje em
dia, todas as castas estudadas, referenciadas, com estudos genéticos.
O IVV fez o lançamento desses dois
catálogos com provas de vinhos de
castas que ninguém conhecia e portanto é uma preocupação nossa tentar chamar a atenção para as novas
castas, e principalmente chamar a
atenção dos agentes económicos
para o grande potencial que temos
e para o grande caminho que temos
pela frente.
EMPRESAS & MERCADOS
QUINTA DO GRADIL
Conquista três selos “Best Buy”
com três referências
“Uma marca mais democrática, mais fácil de beber, mais leve”, assim se apresenta Castelo do Sulco da Quinta do Gradil, a
marca de Lisboa mais premiada na última edição da revista americana Wine Enthusiast.
Para além de ver três dos seus
vinhos distinguidos com o selo
Best Buy, nomeadamente o Reserva Tinto, os Colheitas Branco e Tinto, Castelo do Sulco
também acaba de ser distinguida em Portugal pelo Enólogo Aníbal Coutinho, nos Prémios W’15.
Com “intensos aromas de
flor de laranjeira e lima e notas
de fruta tropical”, o Castelo do Sulco Branco
2014 foi reconhecido a nível nacional como
Melhor Vinho Branco Diário nos Prémios
W’15, de Aníbal Coutinho. Desde 2008, os
Prémios W revelam o trabalho de excelência
da fileira do vinho que, sendo crescente em
Portugal, é também cada vez mais difícil de
selecionar e premiar.
Nos Estados Unidos da América, a equipa de provas da reputada revista americana
Wine Enthusiast, atribuiu três selos Best Buy
a três das quatro referências que compõem a
gama Castelo do Sulco – Branco, Tinto e Re-
serva Tinto 2014. Para ser um Best Buy, um
vinho tem que conseguir uma boa pontuação
e ter um preço económico, que, nos Estados
Unidos, normalmente não supera os 15 dólares.
“Este reconhecimento a
Castelo do Sulco é muito importante nesta altura de vida
da marca. Com dois anos de
vida no nosso país e em mercados extremamente exigentes, continuamos a missão de
demonstrar a qualidade dos vinhos da região de Lisboa. ”, refere Luís Vieira, administrador
da Parras Vinhos e proprietário
da Quinta do Gradil.
Com dois anos de presença no mercado nacional e internacional, Castelo do Sulco
tem tido muita aceitação e reconhecimento
no seu segmento. Esta marca surge como resposta a uma tendência cada vez maior para o
consumo de vinhos de qualidade por consumidores cada vez mais informados e em busca de propostas com a melhor relação qualidade-preço. A marca aposta na afirmação
dos vinhos de Lisboa como selo de qualidade, e reforça uma tendência “cool” que a capital tem vindo a registar internacionalmente.
NOVO COMPAL CLÁSSICO
Chega ao mercado com sabor de
Cereja do Fundão
Um novo néctar de sabor intenso e inigualável, feito a partir da cereja congelada
descaroçada. Uma inovação que resulta de
uma parceria entre a marca Compal e a Câmara Municipal do Fundão.
Trata-se de uma edição limitada no mercado nacional, o novo Compal Clássico Cereja do Fundão, uma proposta única e inovadora no mercado que
resulta de uma parceria
com a Câmara Municipal
do Fundão.
Este novo néctar foi
produzido a partir da polpa
das cerejas descaroçadas,
e por isso tem um aroma
muito próximo do fruto, um
sabor mais natural e uma
doçura muito equilibrada,
que só as melhores Cerejas do Fundão podem dar.
A imagem da embalagem
remete para as cerejeiras
em flor, tão típicas desta
região da Beira Interior.
A estratégia da Câmara Municipal do
Fundão centra-se, essencialmente, na criação de parcerias, neste caso com a marca
Compal, para promover os produtos da região. “Esta é mais uma parceria que se insere na estratégia de apoio, desenvolvimento
e promoção dos produtos da nossa região.
Consideramos que a parceria com uma das
marcas mais conceituadas a nível nacional,
na área dos néctares de fruta, é um enorme
reconhecimento do enorme valor da Cereja
do Fundão. Este novo néctar permite saborear este fruto fora do seu período habitual
de consumo, de uma forma fresca e natural”, salienta Paulo Fernandes, Presidente da
Câmara Municipal do Fundão.
Por seu turno, João Nuno Pinto, Diretor
Marketing da Sumol+Compal, destaca que
“esta parceria demonstra, mais uma vez, a
continuidade na aposta levada a cabo pela
Compal nas frutas portuguesas de maior
qualidade e em estabelecer ligações com entidades, como a Câmara Municipal do Fundão, que promovam o desenvolvimento de
produtos da região de elevado valor, como
é o caso da tão famosa Cereja do Fundão”.
12 DE FEVEREIRO DE 2016
PUB
p.22
O QUE OS
PARTICIPANTES
PENSAM DO
SISAB PORTUGAL
LÍDIA TARRÉ
GELPEIXE
RESPONSÁVEL DE EXPORTAÇÃO
NUNO MARQUES
EMPRESA CERVEJAS DA MADEIRA
DIR. EXPORTAÇÃO
RUI MOREIRA
CASA ANGOLA
O SISAB PORTUGAL é muito importante, é das feiras mais importantes que nós faemos. á estamos presentes no SIS P TUGAL há mais de 10 anos. É uma feira com
muita visibilidade, que traz muitos dos nossos
clientes atuais, e que fez com que nós abríssemos alguns dos mercados que já temos hoje.
A GelPeixe começou a exportar há 10 anos e
ficámos, desde logo, presentes no SIS P TUGAL. É uma feira que nos tem acompanhado, tanto para entrar em novos mercados,
como para fideli ar os clientes á existentes.
“A evolução do SISAB
PORTUGAL é a evolução do
nosso próprio negócio”
“Aqui mostra-se Portugal
como um todo e não apenas
como uma parte”
A evolução do SISAB PORTUGAL, para
nós, é a evolução do nosso próprio negócio
enquanto exportação, ou seja é uma plataforma crítica para o nosso crescimento fora
de Portugal, dado a situação em que está o
mercado doméstico, a exportação para nós
é um mercado estratégico e, por aí, o SISAB
PORTUGAL é um parceiro muito importante para continuarmos nesta plataforma de
crescimento.
Conseguimos, com a ajuda do SISAB
PORTUGAL, fazer alguns contactos que normalmente conseguem dar em alguns negócios que, de outra forma, não viriam.
Sem dúvida que o SISAB PORTUGAL é
importante para Portugal. Mais uma vez,
a questão da plataforma de exportação,
ou seja, exatamente a mesma razão que
faz com que nós estejamos aqui. Acredito,
igualmente, que para a economia portuguesa, que são milhares de pequenas empresas que andam à procura de aumentar as
suas vendas, o SISAB PORTUGAL pode dar
exatamente o mesmo contributo, ajudando
a vender lá para fora aquilo que não conseguimos vender aqui.
O SISAB PORTUGAL, neste momento,
em Portugal, é a única plataforma que existe de contato com importadores. Portanto, é uma feira profissional. á participamos
no SISAB PORTUGAL há sete anos. Somos
presença assídua no SISAB PORTUGAL e faz
sempre parte da nossa estratégia de marketing de internacionalização.
É importante estar presente no SISAB
PORTUGAL, devido à facilidade de contato
com o importador. Aqui, cada contato é um
contato profissional. Essa é a grande vantagem e a essência do SISAB PORTUGAL.
O SISAB Portugal não é apenas uma feira como as outras - é uma feira, é um evento, porque à parte comercial, junta também a parte cultural e, portanto, é algo que
complementa. Temos aqui a nossa cultura,
a nossa identidade e os nossos produtos. É
fundamental, em Portugal, haver um evento como este. Exatamente por essa questão:
mostra a nossa cultura, a nossa identidade e
não apenas aquilo que produzimos. Nós temos que mostrar Portugal como um todo e
não apenas como uma parte. E não há nenhuma feira que consiga isto desta maneira, apenas o SISAB PORTUGAL o consegue.
O SISAB PORTUGAL teve uma evolução
muito positiva, tanto a nível de participantes,
como a nível de compradores de vários países.
Desejamos muitas felicidades à organização
e que a feira se mantenha, porque, realmente, é importante que tragam os clientes até
nós. É um trabalho que é de grande mérito e
também cabe às empresas saberem que são
elas que fazem a diferença a nível de entrada,
nos clientes, porque exportar não é só estar
presente nas feiras. É antes da feira, planeá-la
muito bem e, depois da feira, trabalhar os contatos muito bem. Não é ter muitos papelinhos
no final da feira, muito bem preenc idos, que
faz a diferença, mas é toda a parte pós feira
que tem que ser trabalhada muito bem.
O que distingue esta feira das demais é o
estarmos em casa - acaba por ser muito importante. E, também, porque conseguimos
ver e reunir com os clientes que sabemos que
cá vêm sempre e apresentarmos o nosso produto, porque, mesmo fazendo muitas feiras
internacionais, aqui é mais fácil apresentarmos as nossas novidades e estarmos em contato com os nossos clientes que já sabemos
que vêm sempre.
ARLINDO CUNHA
CVR DO DÃO
PEDRO MONTEZ
ADEGA COOPERATIVA DE ALMEIRIM
O SISAB PORTUGAL acho que já é uma instituição. É uma feira, um salão que nasceu com
o conceito, que eu acho que é muito sábio, de
acompanhar os grandes mercados que, potencialmente, estão mais sintonizados com os
produtos portugueses. E esses mercados que
estão mais sintonizados com os produtos portugueses são os mercados da diáspora, da lusofonia! Hoje em dia, o SISAB PORTUGAL é muito
mais do que isso, mas os seus grandes pontos de apoio são esses e isso acompanha, sem
sombra de dúvida. Sabemos que há mercados
emergentes muito importantes mas, o grosso do nosso mercado, seja para o vinho, seja
para produtos transformados, seja para o azeite, continuam a ser aqueles onde estão portugueses e seus descendentes e, nisso o SISAB
PORTUGAL teve, e continua a ter, um papel
muito importante.
Vimos a esta feira, SISAB PORTUGAL, pela
primeira vez, mas as nossas expetativas são
enormes depois do que nos disseram. Estamos aqui, obviamente, para exportar, uma vez
que a adega, até hoje, não conseguiu manter
grandes contatos internacionais e, portanto,
o motivo da nossa presença é estar cá, hoje,
para angariar contatos que nos permitam começar a exportar os nossos vinhos. É o sítio
certo, porque é uma feira extremamente importante e porque temos bons produtos - temos os melhores produtos do mundo, provavelmente, e temos que os exportar.
Logo no primeiro dia, á se fi eram contatos com chineses, com a Rússia e com a Suíça. As nossas expectativas são fortes., vamos
ver como vai acabar. o final espero ter uma
carteira de encomendas enorme, para ajudar
a adega e para ajudar o país.
PROJETO ÚNICO
NO MUNDO
LUÍS CAPOULAS, Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento
Rural, reconhecendo a importância do evento para o desenvolvimento das
exportações do setor, confirmou a sua presença na próxima edição do SISAB
PORTUGAL no dia 2 de MARÇO pelas 11H30, estando também no almoço de
comemoração dos 21 anos do SISAB PORTUGAL
PREPAR O FUTURO CONSOLIDANDO A EXPORTAÇÃO
Portugal um país de excelência com um evento único, visionário e pioneiro que congrega os responsáveis
do tecido económico Mundial
É fundamental que a sua
empresa confirme já a sua
inscrição na próxima edição
do SISAB PORTUGAL® 2016
até ao próximo dia 22 de
fevereiro para garantir todas
as vantagens de pertencer
ao universo de expositores
deste certame que tem vindo
a garantir anualmente mais
negócios a todos os
expositores e a presença
cada vez mais numerosa de
compradores internacionais...
A atividade comercial das empresas em Portugal tem estado centrada no mercado nacional nos últimos
vinte ou trinta anos, por isso não será de estranhar que cada vez que se fale de exportação, esta seja
encarada como mais um “cliente”, relativamente marginal para onde se dirige mais ou menos 6% da
facturação e sem se ter em conta que se trata de uma área muito específica que requer uma grande
atenção ds empresas.
Ultimamente porém, com a crise instalada e uma retoma que teima em não acontecer, começou-se a
pensar a exportação a sério. No entanto só “pensar” não chega. Há que estar preparado e sobretudo saber
COMO, ONDE e QUANDO agir…
A grande questão é que nos próximos 10 anos a fatia que as empresas terão de fazer com a exportação terá
de chegar aos 70 por cento da facturação, o que vai obrigar a uma mudança profunda nos departamentos
de marketing, comercial e até de produção.
A presença anual no SISAB PORTUGAL deverá vir a constituir o “grande exame” do mercado, onde se
poderá avaliar o que foi feito, de bem e de menos bem, mas principalmente o que deixou de ser feito,
porque nestes próximos dez anos as empresas terão de “aprender” a afetar ao mercado internacional, tudo
o que já fizerem nos últimos anos para conquistar a posição que têm no mercado nacional.
O SISAB PORTUGAL nas suas múltiplas valências é uma potente ferramenta de comunicação com o
mercado e como tal deve ser usado para comunicar a estratégia própria das empresas. O SISAB PORTUGAL
é o meio que cria para as empresas portuguesas a proximidade através do marketing desenvolvido à
medida das suas próprias necessidades.
Em 2016 o maior evento de sempre
In 2016 the biggest event ever
p.26
DESPORTO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
LIGA PORTUGUESA
FC Porto vai à Luz a 6 pontos do Benfica
Um ‘bis’ do avançado paraguaio Walter
Gonzalez permitiu ao Arouca arrancar uma histórica vitória em casa do FC Porto (2-1), na
21.ª jornada da I Liga, atrasando ainda mais
os ‘dragões’ na luta pelo título. Com este desaire, o primeiro em casa este campeonato, a
equipa de José Peseiro, que na próxima jornada se desloca ao terreno do Benfica, passa
ter uma desvantagem de seis pontos para os
‘encarnados’
Um erro de Maicon custou a
primeira derrota em casa do FC
Porto, que, ao perder 2-1 com o
Arouca, está mais longe do topo da
classificação da I Liga portuguesa
de futebol.
Nem a mudança de treinador colocou os ‘dragões’ no caminho certo do título, com o primeiro lugar do Benfica a estar já a seis
pontos de distância, uma diferença
que pode ser ainda maior se o Sporting ganhar na segunda-feira ao Rio
Ave, em jogo da 21.ª jornada.
O ‘carrasco’ dos portistas foi
o paraguaio Walter González, que
marcou os dois golos dos arouquen21ª JORNADA
BELENENSES – BENFICA, 0-5
V. SETÚBAL – MARÍTIMO, 1-1
TONDELA - V. GUIMARÃES, 1-1
P. DE FERREIRA - BOAVISTA, 0-1
U. MADEIRA – MOREIRENSE, 0-1
ACADÉMICA – NACIONAL, 2-2
FC PORTO – AROUCA, 1-2
SPORTING - RIO AVE
SP. BRAGA - ESTORIL-PRAIA
22ª JORNADA
SEXTA-FEIRA, 12 FEVEREIRO
BENFICA – FC PORTO, 20:30 (BTV)
SÁBADO, 13 FEVEREIRO
MOREIRENSE - BELENENSES,
16:15 (SPORT TV)
NACIONAL - SPORTING,
18:30 (SPORT TV)
V.GUIMARÃES – V. SETÚBAL,
20:45 (SPORT TV)
DOMINGO, 14 FEVEREIRO
AROUCA – UNIÃO DA MADEIRA,
16:00
ESTORIL-PRAIA – TONDELA, 16:00
BOAVISTA – ACADÉMICA, 17:00
(SPORT TV)
MARÍTIMO – SPORTING DE BRAGA,
19:15 (SPORT TV)
SEGUNDA-FEIRA, 15 FEVEREIRO
RIO AVE – PAÇOS DE FERREIRA,
20:00 (SPORT TV)
ses: o primeiro quando estavam decorridos pouco mais de 10 segundos - e este correu mais rápido que
José Ángel - e o segundo aos 66
minutos, graças a uma fífia de Maicon, que não conseguiu controlar
a bola.
Pelo meio, aos 14 minutos, o
camaronês Vincent Aboubakar atenuou o desaire ‘azul e branco’, marcando o golo que levantou o estádio do Dragão.
Com este resultado, o FC Porto segue no terceiro lugar, com 46
pontos, e está a seis pontos do Benfica e a cinco do Sporting, que tem
um jogo em atraso, enquanto o
Arouca, que interrompeu uma série de quatro jogos sem vencer, subiu ao sétimo lugar, com 28.
O Benfica isolou-se provisoriamente na liderança da I Liga portuguesa - à hora de fecho desta
edição tem mais um jogo que o
Sporting - ao impor uma goleada
ao Belenenses, por 5-0, em jogo
da 21.ª jornada, no qual brilhou a
dupla atacante benfiquista Jonas e
Mitroglou.
Os bicampeões saíram para o
intervalo com uma vantagem mínima, graças ao tento de Mitroglou,
Com a derrota com o Arouca a equipa de José Peseiro, que na próxima
jornada se desloca ao terreno do Benfica, passa ter uma desvantagem
de seis pontos para os ‘encarnados’
aos 41 minutos, mas, no segundo
tempo, sentenciaram a goleada,
por Jonas, aos 53 e 87 minutos,
e novamente pelo avançado grego, que completou o primeiro ‘hat-trick’ com a camisola das ‘águias’,
aos 58 e 76.
Em vésperas de receber o FC
Porto, na próxima jornada, e o Zenit, para os ‘oitavos’ da Liga dos
Campeões, o Benfica vai passar o
fim de semana instalado na liderança do campeonato, agora com
mais um ponto do que o Sporting,
que apenas joga na segunda-feira,
com receção ao Rio Ave.
A jogar em casa, o Paços de
Ferreira deixou-se surpreender pelo
Boavista, que ganhou por 1-0 e soP
J
V
E
D
GOLOS
1º
BENFICA
52
21
17
1
3
59-14
2º
3º
SPORTING
FC PORTO
51
46
20
21
16
14
3
4
1
3
43-14
41-14
4º
SP. BRAGA
36
20
10
6
4
33-14
5º
VITÓRIA
31
21
8
7
6
30-31
6º
P. FERREIRA
30
21
8
6
7
29-25
7º
AROUCA
28
21
6
10
5
28-27
8º
RIO AVE
28
20
8
4
8
30-32
9º
VITÓRIA FC
26
21
6
8
7
32-38
10º
11º
12º
BELENENSES
ESTORIL-PRAIA
MOREIRENSE
25
23
23
21
20
21
6
6
6
7
5
5
8
9
10
27-46
19-25
24-35
13º
14º
U. MADEIRA
23
22
21
6
6
5
4
10
11
15-26
28-40
21
21
21
21
21
5
6
10
24-32
5
4
5
6
11
11
16-28
22-39
2
4
15
15-35
15º
MARÍTIMO
NACIONAL
16º
17º
BOAVISTA
ACADÉMICA
20
18
18º
TONDELA
10
21
mou o quarto jogo consecutivo sem
perder.
O espanhol Mário Martínez, aos
62 minutos, deu novo folego aos
‘axadrezados’ na fuga aos lugares
de despromoção, com os homens
orientados por Erwin Sánchez a
permanecerem no 16.º e antepenúltimo lugar, mas agora dois pontos acima da ‘linha de água’.
Em sentido descendente está o
Paços de Ferreira, que não vence
há quatro encontros e está na sexta posição, com 30 pontos, a um
do Vitória de Guimarães, que ocupa
o último lugar de qualificação para
a Liga Europa.
No campeonato dos ‘aflitos’,
Académica e Nacional empataram
2-2, em Coimbra, num jogo em que
os anfitriões empataram nos últimos minutos, depois de terem marcado dois golos na própria baliza.
Os ‘estudantes’ marcaram primeiro, aos 45 minutos, por Nii
Plange, mas, na segunda parte e
em cinco minutos, os madeirenses
viraram o resultado, com dois autogolos de Christopher Oualembo
(46) e Ricardo Nascimento (50).
A distribuição de pontos foi assegurada por João Real, aos 90+1,
mas não foi suficiente para tirar a
sua equipa dos lugares de despromoção. A Académica é penúltima,
com 18 pontos, menos três do que
o Nacional, que é 15.º
Também o Moreirense venceu
o União da Madeira, por 1-0, com
um golo de Rafael Martins.
O avançado brasileiro fez o seu
décimo golo no campeonato, aos
10 minutos, permitindo aos minhotos interromper uma série de
duas derrotas consecutivas e subir
ao 12.º posto, com 23 pontos.
O União da Madeira está uma
posição abaixo na classificação e
com os mesmos pontos do Moreirense, tendo interrompido uma série de cinco encontros sem sofrer
golos.
O Tondela e Vitória de Guimarães empataram 1-1.
Licá deu vantagem aos vimaranenses, aos dois minutos, e Nathan Júnior empatou para os anfitriões, aos 24.
O Vitória de Setúbal e Marítimo
também empataram a uma bola,
em jogo disputado em Setúbal.
André Claro, aos 42 minutos,
deu vantagem aos setubalenses,
mas o brasileiro Fransérgio, aos 71,
na conversão de uma grande penalidade, assegurou o empate para os
madeirenses.
Mitroglou e Jonas ‘castigaram’ o Belenenses na vitória encarnada por 5-0
DESPORTO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.27
II LIGA
Chaves e Feirense ganham vantagem na corrida à subida
O Desportivo de Chaves e o Feirense estão em vantagem na corrida pela subida à I Liga, depois de terem vencido os respetivos jogos da 28ª jornada da II Liga, beneficiando também da derrota do rival Freamunde. O FC Porto venceu fora o
Freamunde por 2-1.
O Desportivo de Chaves e o
Feirense ganharam vantagem na
corrida pela subida ao escalão
principal do futebol português,
ao vencerem os respetivos jogos
da 28ª jornada da II Liga, beneficiando também da derrota do rival Freamunde.
Frente a adversários que necessitam desesperadamente de
pontos para se manterem na divisão secundária, o Chaves impôs-se por 2-1 no estádio do Leixões,
16.º classificado, enquanto o Feirense venceu por 2-0 no reduto do
Sporting da Covilhã, 19.º e primeira equipa acima da ‘linha de água’.
Os flavienses consolidaram o
segundo lugar, libertando-se da
companhia do Freamunde, que
também foi ultrapassado pelo Feirense, depois de ter perdido por
2-1 na receção ao líder FC Porto
B, o qual, no entanto, só poderá
subir à I Liga em caso de despromoção da representação principal.
O Freamunde até inaugurou
cedo o marcador, aos 11 minutos,
por intermédio de Robson, e resistiu ao ataque do FC Porto B durante uma hora, mas o líder da prova
deu a volta ao resultado em apenas
oito minutos, com golos de Ismael,
aos 72, e André Silva, aos 80.
Além de ter saído da zona de
promoção, o Freamunde detém
agora apenas um ponto de vantagem sobre o Portimonense, vencedor na receção ao Sporting B (20), e dois sobre o Desportivo das
Aves e o Gil Vicente, que bateu o
Santa Clara (2-1) e empatou com o
Famalicão (2-2), respetivamente.
A Oliveirense manteve-se no
último lugar da competição, apesar de ter empatado 2-2 no recinto
do Sporting de Braga B, resultado
idêntico aos dos restantes ‘companheiros de infortúnio’ - Benfica
B, Mafra e Oriental -, que também
apenas conseguiram conquistar
um ponto.
O Vitória de Guimarães B, a
quinta equipa situada na zona de
despromoção, fez ainda pior, ao
perder por 3-1 no estádio do Olhanense, enquanto Penafiel e Atléti-
co registaram a sexta igualdade da
ronda, em 12 partidas.
28ª JORNADA
29ª JORNADA
PORTIMONENSE - SPORTING B, 2-0
FAMALICÃO - GIL VICENTE, 2-2
SANTA CLARA - DESP. AVES, 1-2
PENAFIEL – ATLÉTICO, 1-1
LEIXÕES - DESP. CHAVES, 1-2
OLHANENSE - V. GUIMARÃES B, 3-1
SP. BRAGA B - OLIVEIRENSE, 2-2
SP. COVILHÃ – FEIRENSE, 0-2
FARENSE - MAFRA, 0-0
ORIENTAL - A. VISEU, 1-1
BENFICA B - VARZIM, 1-1
FREAMUNDE - FC PORTO B, 1-2
VARZIM - ATLÉTICO
A.VISEU - BENFICA B
MAFRA - SP.BRAGA B
FARENSE - SP. COVILHÃ
FC PORTO B - FAMALICÃO
SPORTING B - ORIENTAL
DESP. AVES - OLHANENSE
DESP. CHAVES - FREAMUNDE
GIL VICENTE - SANTA CLARA
OLIVEIRENSE - PENAFIEL
FEIRENSE - PORTIMONENSE
V. GUIMARÃES B - LEIXÕES
PUB
Novidade
Zona Industrial de Tábua, Lote1
3420-316 Tábua
235 412 090/1
[email protected]
p.28
DESPORTO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
FUTEBOL
Fugiu à guerra na Síria e veste a camisola do
Desp. Aves
Anas Alaji fugiu às bombas na Síria e tornou-se o primeiro futebolista desse país a alinhar
num clube português, o Desportivo das Aves,
da II Liga. “Desde criança que tenho o sonho
de jogar na Europa. Estou aqui para dar o meu
melhor e honrar o meu país, a Síria” confessa.
Aos 18 anos de idade, Anas
Alaji fugiu às bombas na Síria e
tornou-se o primeiro futebolista
desse país a alinhar num clube
português, o Desportivo das Aves,
da II Liga.
Admira Cristiano Ronaldo,
mas o seu ídolo é mesmo o futebolista argentino Angel Di Maria.
Provindo de Damasco, a capital da Síria, e chegado a Istambul
após cumprir escala em Beirute,
o jogador ficou duas semanas em
casa de familiares à espera do visto da embaixada de Portugal na
Turquia, período em que aproveitou para treinar no Besiktas, ao
lado do internacional português
Ricardo Quaresma.
Elogiado pelas qualidades
futebolísticas ao serviço do Al-
-Wadha, o jogador impressionou
também pelo seu “caráter”, com
Roman Leobovets, administrador
da SAD do Aves, a elogiar à agência Lusa a forma como Alaji “resistiu à pressão dos familiares na
Turquia para que ficasse no Besiktas” que entretanto já o abordara para que encurtasse a viagem.
Numa conversa com a Lusa,
o jovem sírio que não se vê como
um refugiado, mas tão só como
futebolista, explicou a razão que
o trouxe para cá: “desde criança
que tenho o sonho de jogar na Europa. Estou aqui para dar o meu
melhor e honrar o meu país, a
Síria”.
Ser futebolista “num país em
guerra e onde estão sempre a
cair bombas”, reconheceu, “não
foi fácil”. Mas, ainda assim, contou que, apesar de todos os condicionalismos, conseguiu “ajudar
a seleção a alcançar bons resultados”, tendo representado aquele país em Sub-17 no Campeonato do Mundo do escalão.
A partilhar casa na Vila das
Aves com outros jogadores estrangeiros do plantel do clube local, Alaji ultrapassa o desconhecimento do português e do inglês,
com o recurso a um “site” de traduções online, sendo também o
computador a forma que tem de
comunicar com a família no Médio Oriente. “É difícil para mim,
mas tenho de me adaptar ao meio
em que agora estou”, confessou
o extremo sírio, explicando que
tem conseguido contactar com
a família na Síria “porque eles
vivem numa zona onde não há
problemas”.
Confessando-se um admirador de Cristiano Ronaldo – facto bem patente nas chuteiras que
usa para treinar - é, contudo, o fu-
tebolista argentino Angel Di Maria
o seu ídolo.
Falando à Lusa, o treinador
do Aves, Ulisses Morais confessou admiração pelo “caráter” de
alguém que “se percebe que na
sua vida teve momentos extremamente difíceis”, “crescendo com
as dificuldades”. “Este é o lado
bom que vai encontrar depois do
que um país, em cenário de guerra, não lhe pôde oferecer”, frisou
o treinador, para quem Alaji é “jogador extraordinário, com um talento enorme”.
E sobre a comparação com Di
Maria, o técnico foi mais longe:
“tem essa fantasia e é um jogador explosivo mas acresce a isso
o facto de recuperar rapidamente quando perde a bola, algo que
o Di Maria só adquiriu na fase
adulta”.
Alaji assinou pelo Aves o seu
primeiro contrato profissional algo inexistente no futebol sírio,
segundo Leobovets - e começa
agora a dar os primeiros passos
para cumprir o sonho que o fez
atravessar a Europa do Leste a
Oeste.
BENFICA
Luisão vai ser de novo operado ao antebraço
esquerdo
O Benfica anunciou que o capitão Luisão vai ser de novo operado ao antebraço esquerdo, depois
de sofrer uma nova fratura na zona
que foi recentemente sujeita a uma
intervenção cirúrgica.
“Luisão sofreu uma refratura de
um dos focos, pós-queda, do cúbito esquerdo. O atleta será submetido a intervenção cirúrgica”, refere o
boletim clinico divulgado pelo clube bicampeão nacional de futebol.
O defesa central, de 34 anos,
sofreu a primeira fratura a 21 de
novembro, no jogo da quarta eliminatória da Taça de Portugal – derrota em com o Sporting em Alvalade, por 2-1, após prolongamento
- e tem estado afastado da competição desde então.
Estava previsto que o capitão do Benfica pudesse regressar
em breve à competição, mas esta
nova lesão vai mantê-lo afastado da
equipa e o clube não indicou uma
estimativa do tempo de paragem.
Lisandro López, que tem alinhado no centro da defesa ao lado
de Jardel, também está a contas
com um estiramento da face posterior da coxa direita, contraído no
último jogo frente ao Moreirense.
BRUNO DE CARVALHO DESEJA
MELHORAS
O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, desejou que o futebolista Luisão, capitão do Benfica, tenha uma rápida recuperação
da segunda operação a que vai ser
submetido ao braço esquerdo.
“Luisão é um jogador que sempre respeitou a sua camisola e
com quem já me cruzei várias ve-
zes, onde foi sempre de uma correção e educação exemplar. As rivalidades são para ser vividas, mas
o respeito por quem é verdadeiramente profissional deve sempre
existir. Ao Luisão o desejo de recuperação rápida”, escreveu Bruno
de Carvalho, na sua página pessoal
no Facebook.
O central brasileiro lesionou-se
no dérbi com o Sporting
para a Taça de Portugal, a
21 de novembro, e a sua
recuperação estava agora
a chegar ao fim, com a
reintegração iminente para os
próximos desafios.
Porém, uma refratura do
braço deitou o processo por
terra e adiou o regresso do
defesa aos relvados.
DESPORTO
LIGA EUROPA
Reforços de inverno
FC Porto, Sporting e Sporting de Braga aproveitaram para
inscrever o máximo de três futebolistas para os 16 avos de
final da prova, na maioria ‘reforços de inverno’.
Suk foi um dos jogadores inscritos pelo FC Porto
As equipas portuguesas em competição
na Liga Europa - FC Porto, Sporting e Sporting
de Braga – aproveitaram para inscrever o máximo de três futebolistas para os 16 avos de final da prova, na maioria ‘reforços de inverno’.
O FC Porto, que foi relegado da Liga dos
Campeões, inscreveu os avançados Marega e
Suk, contratados em janeiro, mas também o
defesa José Ángel, que já integrava o plantel,
retirando da lista de inscritos Cissokho, Tello,
Imbula e Pablo Osvaldo.
O avançado Hernan Barcos, o defesa Sebastián Coates e o médio Bruno César foram
as apostas do Sporting para a fase a eliminar
da Liga Europa, tendo o líder da I Liga portuguesa deixado ‘cair’ Marcelo, Montero, Jonathan Silva e Tanaka.
O guarda-redes Marafona e o médio Josué, que foram contratados na reabertura
do mercado de transferências, e o avançado
Stoiljković foram inscritos pelo Braga, que retirou da lista Joan Roman, Crislan, Kritciuk e
Luís Silva.
O médio português conquistou mais uma
oportunidade no Liverpool, tendo sido inscrito pelo clube inglês para a fase decisiva da
prova, tal como aconteceu com o defesa luso
Diogo Figueiras nos espanhóis do Sevilha.
LIGA DOS CAMPEÕES
Benfica inscreve Grimaldo,
Jovic e Sálvio
Reforços de inverno para a Liga dos Campeões.
O Benfica inscreveu o espanhol Alejandro
Grimaldo e o sérvio Luka Jovic, contratações
de inverno, na lista de jogadores para a Liga
dos Campeões de futebol, assim como o argentino Salvio.
De acordo com o site oficial do organismo, o extremo argentino faz parte das opções do técnico Rui Vitória na ‘Champions’,
depois de ter falhado a fase de grupos devido a grave lesão.
Grimaldo e Jovic também estão registados e podem defrontar o Zenit São Petersburgo, nos oitavos de final da mais importante
competição europeia de clubes, enquanto Br-
yan Cristante e Victor Andrade, jogadores que
foram emprestados ao Palermo e Vitória de
Guimarães, respetivamente, foram excluídos.
Por seu lado, a formação russa, comanda
pelo português André Villas-Boas, inscreveu
Yuri Zhirkov, Aleksandr Kokorin e Maurício, jogadores contratados durante a reabertura do
mercado de transferências.
Destaque ainda para o FC Barcelona, detentor da Liga dos Campeões, que já pode
contar o turco Arda Turan e Aleix Vidal, depois dos catalães terem cumprido castigo da
FIFA em que não podiam inscrever novos
jogadores.
PUB
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.29
p.30
DESPORTO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
SELEÇÕES
Três ‘grandes’ dominam seleções sub-20 e sub21 de futebol mas estão a perder ‘peso’
Sporting, Benfica e FC Porto foram os clubes com mais futebolistas convocados nas seleções de sub-20 e sub-21
mas estão a perder influencia nas camadas mais jovens. É o resultado de um estudo elaborado pelo adjunto na
seleção de sub-21 Alexandre Silva, cuja segunda parte foi divulgada pela Federação Portuguesa de Futebol.
Sporting, Benfica e FC Porto
foram os clubes com mais futebolistas convocados nas seleções
de sub-20 e sub-21 entre julho
de 2005 e dezembro de 2015,
cedendo neste período 24% dos
jogadores chamados.
De acordo com um estudo elaborado pelo adjunto da seleção
de sub-21 Alexandre Silva, cuja
segunda parte foi divulgada quarta-feira pela Federação Portuguesa de Futebol, os três ‘grandes’
mantêm o domínio na transição
para os seniores, mas perdem a
influência manifestada nos escalões de formação (sub-15 a sub19), aos quais forneceram 63%
dos jogadores naqueles 10 anos
e meio.
Com 9,2%, o Sporting foi o
clube que mais jogadores deu aos
sub-20 e sub-21, seguido pelo
Benfica (7,8%) e pelo FC Porto
(7,1%). Numa lista de 175 clubes, Belenenses (4,5%), Sporting de Braga (3,7%), Vitória de
Plantel que representou Portugal na fase final do Campeonato da Europa de Futebol, que se disputou em
junho passado na República Checa
Guimarães (3,1%), Vitória de Setúbal (2,7%), Marítimo (2,4%),
Olhanense (2,3%) e Paços de
Ferreira (2%) fecham o ‘top’-10’,
mas 40,5% dos jogadores para
estas seleções foram cedidos por
outros clubes portugueses.
Nestes escalões nota-se uma
maior dispersão dos jogadores
chamados, uma vez que, na passagem para os seniores, muitos
dos futebolistas formados nas es-
ESPANHA
Ricardo Costa vai jogar no Granada
Ricardo Costa vai vestir a camisola do Granada e mostrou-se satisfeito por poder voltar a Espanha,
depois de ter atuado na última época no futebol grego, que definiu como “menos competitivo”.
“Venho para ajudar a equipa a alcançar os seus objetivos, que são jogar bem, ganhar partidas e
dar alegrias aos adeptos” disse.
O defesa-central português
Ricardo Costa disse que chegou
ao Granada, da liga espanhola
de futebol, para o defender “até
à morte”.
Ricardo Costa, que foi apresentado pelo Granada, mostrou-se satisfeito por poder voltar a
Espanha, depois de ter atuado
na última época no futebol grego, que definiu como “menos
competitivo”.
O defesa-central, de 34 anos,
comprometeu-se com o Granada
para o que resta desta temporada e para a próxima, depois de
se desvincular do PAOK Salónica.
“Quando me chamaram do
Granada, decidi logo que queria
vir e foi tudo muito rápido”, disse o internacional luso, que traçou como meta “trabalhar ao máximo para competir bem todos os
dias”.
Ricardo Costa adiantou que
pretende transmitir toda a sua
experiência e visão do futebol
à equipa: “Venho para ajudar a
equipa a alcançar os seus objetivos, que são jogar bem, ganhar partidas e dar alegrias aos
adeptos.”
O jogador diz sentir-se fisicamente bem, depois de ter dispu-
tado três jogos na semana passada, e não afasta a possibilidade
de se tornar no líder do Granada,
referindo ser parte da sua “pesonalidade” e porque “no futebol há
que dar a cara”.
“Todos sabem como sou, estive quatro anos no Valência e fui
um dos capitães, porque o principal é defender o meu emblema.
Vim para defender o Granada até
à morte”, sublinhou ainda o jogador português.
O central diz sentir-se “preparado” para jogar no domingo
contra o Real Madrid, salientando que seria “fabuloso” poder es-
trear-se contra os ‘merengues’,
numa partida que “todos querem
jogar”.
O presidente do Granada,
Quique Pina, referiu que a equipa precisava de “experiência e liderança” e que a contratação de
Ricardo Costa “é a ideal para conseguir essas coisas”.
“Nenhum dos jogadores que
contratámos vem em plano de estrela, porque sabem que este é
um clube humilde e modesto, e
que a humildade é a única coisa
que faz com que cheguem a cumprir os seus objetivos”, frisou Ricardo Costa.
colas de Sporting, Benfica e FC
Porto são emprestados ou transferem-se para outros clubes, nomeadamente estrangeiros, cujo
peso sobe ligeiramente, para
14,6%.
Ao longo deste período, foram 93 os clubes estrangeiros
aos quais as seleções recorreram,
contra os 82 emblemas portugueses que tiveram representantes nas 144 convocatórias analisadas (71 dos sub-21 e 73 dos
sub-20).
No escalão etário mais alto
houve jogadores de 126 clubes, no mais baixo foram 123 os
fornecedores.
Entre os 18 países estrangeiros que ‘alimentaram’ estas duas
equipas, Espanha aparece no
topo, com 19 clubes, à frente de
Itália e Reino Unido, ambos com
15, e de França, com 14. De fora
da Europa, Angola e Estados Unidos, com um clube cada, foram
os únicos representados.
DESPORTO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.31
TAÇA DE PORTUGAL
Lei do mais forte ‘põe’ FC Porto
com um pé na final
O FC Porto deixou praticamente assegurada a presença na final da Taça
de Portugal, ao vencer no terreno do Gil Vicente, por 3-0, em jogo da
primeira mão das meias-finais, disputado em Barcelos. O Sp. Braga
venceu o Rio Ave e também está em vantagem para a final do Jamor.
O FC Porto já tem ‘pé e meio’ na
final da Taça de Portugal de futebol
após vencer, em Barcelos, o Gil Vicente por 3-0, na primeira mão das
meias-finais.
O resultado começou a ser construído pouco antes do intervalo, com
um remate de fora da área de Rúben
Neves (45+1), foi dilatado por Suk
(59) e consolidado por Sérgio Oliveira (70), este na conversão perfeita
de um livre direto na primeira vez
que tocou na bola.
O triunfo, esperado dada a diferença de qualidade e andamento entre o terceiro classificado da I Liga
e o quinto da II, ajusta-se perfeitamente e até podia ter sido mais dilatado, mas o Gil Vicente, a espaços, deu boa réplica, sobretudo na
primeira parte, período em que enviou mesmo uma bola à barra com
o resultado em 0-0.
A segunda mão, no Dragão, dentro de cerca de um mês, será, dado
o resultado obtido hoje, uma formalidade para o FC Porto confirmar o
acesso ao Jamor, onde já não marca presença desde 2010/11, época
em que conquistou o troféu diante
do Vitória de Guimarães.
Ainda assim, foi uma turma de
Barcelos atrevida e a pressionar o
FC Porto que se apresentou nos primeiros minutos, como foi exemplo
um remate de muito longe de Simy
a tentar aproveitar o adiantamento
de Helton (7).
Com Brahimi a jogar em apoio
a Suk, o FC Porto só ‘acordou’ da
letargia com que iniciou a partida
aos 15 minutos, com um cabeceamento de Suk ao lado, após um excelente cruzamento de Maxi Pereira da direita.
O Gil Vicente, que esta época
ainda não tinha perdido em casa
em todas as competições, respondeu dez minutos depois com um
remate de Vítor Gonçalves à barra, de novo perante um Helton mal
colocado.
No lance imediato, Marega, de
cabeça, após centro de Varela da
esquerda, podia ter feito bem melhor e, pouco depois, foi novamente
Varela pela esquerda a criar muito
perigo, mas Bruno Silva evitou males maiores (31). Na sequência do
canto, Danilo cabeceou com ‘selo de
golo’, mas Serginho estava atento.
A pressão do FC Porto acentuava-se e, aos 37 minutos, Marega só
não se estreou a marcar com a camisola ‘azul e branca’ porque Renan o impediu quase em cima da
linha de golo.
O Gil Vicente já não conseguia
pressionar como nos primeiros minutos e, pouco antes do apito para o
intervalo, Ruben Neves experimentou um pontapé de ressaca após um
canto da esquerda e fez o primeiro
golo da partida.
A segunda parte começou praticamente com um falhanço incrível
de Renan - sem oposição na pequena área portista, levou a bola à barra (48).
Mas seria o FC Porto a voltar a
marcar, com Suk, de cabeça, a corresponder da melhor maneira a um
centro ‘açucarado’ de Layún, com a
defesa gilista parada a pedir fora-de-jogo (59), e a fazer o primeiro golo
de dragão ao peito.
Aos 67 minutos, Bruno Silva
foi expulso (cartão vermelho direto) por derrubar Layún, que se isolava perante Serginho, e Sérgio Oliveira, entrado segundos antes, fez
um grande golo (70) na conversão
do respetivo livre direto na primeira
vez em que tocou na bola.
mão das meias-finais, num jogo em
que imperou a tática.
O único golo do encontro surgiu bem cedo, logo aos 7 minutos,
por Pedro Santos, que converteu de
forma exemplar uma grande penalidade marcada a punir mão na bola
dentro da grande área de Marcelo
após centro de Hassan.
O Sporting de Braga parte para
a segunda mão em vantagem, ainda
que magra, mas conseguiu os dois
objetivos principais de Paulo Fonseca enunciados na véspera: ganhar e
não sofrer golos.
O Rio Ave, avisado pela goleada sofrida em Braga para o campeonato (5-1), adotou uma postura
mais defensiva e não criou uma situação clara de golo em todo o jogo,
mas pareceu satisfeito no final da
partida.
SP. BRAGA COM VANTAGEM
Um golo de Pedro Santos deu
ao Sporting de Braga um triunfo por
1-0 sobre o Rio Ave, na primeira
PUB
p.32
DESPORTO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
ANDEBOL
MARTA ONOFRE
FC Porto termina campeonato de andebol
só com vitórias
Recorde nacional
do salto com
vara em pista
coberta
O heptacampeão nacional de
andebol FC Porto alcançou o pleno de vitórias na fase regular do
campeonato ao vencer em casa do
Passos Manuel, por 35-25, e vai
disputar os quartos de final dos
‘play-offs’ com o Avanca (8.º).
Orientado pelo antigo ponta-direita Ricardo Costa, de 39
anos, o FC Porto continua dominador a nível interno e a somar recordes, já que obteve o feito inédito no andebol nacional de ser o
primeiro clube a terminar só com
vitórias a fase regular.
A este novo feito, ao que se
soma o de melhor arranque de
um campeonato, que os portistas já detinham e bateram à pas-
sagem da 16.ª jornada, a equipa
de Ricardo Costa igualou ainda o
máximo de 22 triunfos consecutivos, alcançado pelo seu antecessor Ljubomir Obradovic, em
2012/13.
A 22.ª e derradeira jornada
da fase regular encerrou definitivamente algumas contas ainda
em aberto, no que toca apenas
às classificações, uma vez que os
oito clubes apurados para os quartos de final dos ‘play-offs’ já eram
conhecidos.
O ABC sofreu para vencer em
casa do Fafe, por 31-30, e assegurar o segundo lugar da fase regular, que lhe permite disputar os
quartos de final, a realizar à me-
FOTOGRAFIA DE ARQUIVO
O heptacampeão nacional de andebol FC
Porto alcançou o pleno de vitórias na fase
regular do campeonato ao vencer em casa
do Passos Manuel.
lhor de três jogos, com o Passos
Manuel.
No dérbi da capital, uma vez
que na Maia houve outro, entre
o ISMAI e o Águas Santas (2629), o Sporting impôs-se no terreno do Benfica, pela margem
mínima de um golo (32-31), e assegurou o terceiro lugar, ganhando ligeira vantagem sobre o rival
‘encarnado’.
O Sporting vai assim defron-
ANDEBOL
TÉNIS
Oliveirense-FC Porto e Vendrell-Benfica
nos ‘quartos’ da Liga Europeia
O FC Porto vai defrontar a Oliveirense nos quartos de final a Liga
Europeia de hóquei em patins, concluída a fase de grupos, enquanto
o Benfica terá pela frente a formação espanhola do Vendrell.
FOTOGRAFIA DE ARQUIVO
O FC Porto vai defrontar a Oliveirense nos quartos de final a
Liga Europeia de hóquei em patins, concluída a fase de grupos,
enquanto o Benfica terá pela frente
a formação espanhola do Vendrell.
O duelo entre FC Porto e Oliveirense não será o único entre
equipas do mesmo país, uma vez
que também o bicampeão em título FC Barcelona e o Liceo da
Corunha se vão defrontar nos
‘quartos’.
O outro confronto dos ‘quartos’
da Liga Europeia opõe os espanhóis do Vic, segundos do Grupo
B, aos italianos do Forte dei Marmi, primeiros do agrupamento C.
FC Porto, que entrou para a
derradeira jornada já com o primeiro lugar do grupo garantido,
e Benfica asseguraram as primeiras posições dos grupos, respetivamente A e B, enquanto a Oliveirense, no D, cedeu a liderança
para o Liceo, embora em igualda-
tar nos quartos de final dos ‘play-offs’, que têm o primeiro jogo
a 20 de fevereiro, o Águas Santas (6.º classificado), enquanto o
Benfica (4.º) vai medir forças com
o Madeira SAD (5.º).
ISMAI (9.º), AD Fafe (10.º),
Belenenses (11.º) e Sporting da
Horta (12.º) vão integrar o grupo B, a disputar em seis jornadas,
que irá decidir a permanência e a
descida de divisão.
de pontual.
Do quarteto luso persente na
fase de grupos, só a equipa da
AD Valongo, terceira classificada
do grupo C, atrás dos italianos
do Forte dei Marmi e dos espanhóis do Vendrell, ficou pela primeira fase.
O FC Porto obteve um triunfo di-
latado sobre os italianos do Breganze, por 13-4, o Benfica ‘esmagou’
os franceses do Merignac, por 8-0,
e a Oliveirense venceu a formação
italiana do Viareggio, por 5-3.
A AD Valongo despediu-se da
presente edição da Liga Europeia
com um triunfo frente ao Vendrell, por 5-2.
João Sousa
afastado na
primeira ronda
do torneio de
Montpellier
O tenista português João Sousa, sexto cabeça de série, foi eliminado na primeira ronda do torneio
de Montpellier, em França, ao perder com o belga Ruben Bemelmans.
Após ter chegado à terceira ronda do Open da Austrália, primeiro
torneio do ‘Grand Slam’ da temporada, o vimaranense, 33.º do mundo, foi batido pelo belga, 107.º, por
6-4, 3-6 e 6-4, em uma hora e 54
minutos.
Depois de perder o primeiro parcial, João Sousa recuperou e venceu
o segundo, obrigando a uma ‘negra’.
Contudo, cedeu também o seu serviço no jogo seguinte, acabando por
ser eliminado pelo belga, que vai defrontar o alemão Jan-Lennard Struff
na próxima ronda.
Em três torneios esta temporada, João Sousa foi eliminado pela
segunda vez na ronda inaugural, depois de já ter caído na estreia em
Auckland, na Nova Zelândia, só tendo passado a primeira eliminatória
no Open da Austrália.
A atleta do Sporting Marta Onofre bateu o recorde nacional de pista
coberta no salto com vara, ao transpor a fasquia a 4,45 metros, na fase
de apuramento do Nacional de Clubes, em Pombal.
A atleta do Sporting, que tinha
como melhor registo 4,40 metros,
bateu por um centímetro o anterior
recorde nacional de pista coberta,
que pertencia a Eleonor Tavares,
desde 2014.
A marca de Marta Onofre confirma o mínimo para o Europeu de
Amesterdão, em julho, que ela já
possuía, e fica a cinco centímetros
do mínimo para os Jogos Olímpicos
do Rio2016.
O recorde nacional ao ar livre
pertence a Eleonor Tavares, com
5,50 metros, uma marca obtida
em 2011.
AUTOMOBILISMO
António Félix da
Costa continua
no Campeonato
Alemão de
Turismos
“Já é oficial que vou
continuar com a equipa Schitzer no DTM
este ano”.
O piloto português António Félix
da Costa anunciou que vai continuar
a competir no Campeonato Alemão
de Carros de Turismo (DTM), mantendo-se ao volante de um BMW.
“Já é oficial que vou continuar com
a equipa Schitzer no DTM este ano”,
escreveu o piloto luso na sua página
oficial na rede social Twitter.
Esta será a terceira temporada
de Félix da Costa no DTM, depois
de ter terminado na 21.ª posição em
2014 e em 11.º em 2015, quando venceu a sua única corrida no
campeonato, na segunda ‘manga’
da etapa de Zandvoort, na Holanda.
O piloto português está também
a competir na Fórmula E, campeonato destinado a carros elétricos,
disputando no sábado, em Buenos
Aires, a quarta corrida da época,
numa altura em que é nono da geral, com uma desistência e dois oitavos lugares.
p.34 EMPRESAS & MERCADOS
12 DE FEVEREIRO DE 2016
QUEQUES&QUEIJADAS - FABRICO DE BOLOS TRADICIONAIS
Uma ideia inovadora e com sabores da doçaria
conventual para os palatos de bons apreciadores
A Q&Q - Queques&Queijadas - dedica-se, desde 2011, à produção destes pequenos doces, adaptando algumas das receitas aos dias de hoje, introduzindo novos sabores e respeitando o legado de um negócio familiar com 16 anos de
existência.
Mantendo o fabrico artesanal,
investiram em 2012 num processo de ultracongelação para poderem levar as suas queijadas
além-fronteiras.
Criando novos produtos, aumentando a capacidade de produção, melhorando o processo de embalamento, hoje, tem uma marca
símbolo de qualidade.
Carlos Silva, natural do Porto, chegou a este ramo de negócio
recentemente.
“Um negócio familiar” é como
define a Q&Q que quer desenvolver
o negócio além-fronteiras, ou seja,
um projeto internacional inovador.
No entanto, este projeto inovador no ramo da pastelaria, com fábrica em Rio Tinto, já tem 20 anos.
Salienta: “…Um amigo de infância
tinha com o pai um negócio artesanal e local no fabrico de queijadas
que naquela altura se encontrava
em dificuldades. Solicitou a ajuda
ao atual grupo de sócios…”. Acreditando na potencialidade dos produtos, mantiveram o negócio como
um ‘hobbie’ nos primeiros tempos,
mas movidos pela paixão por estes produtos, hoje, é um negócio
estruturado.
DOZE VARIEDADES
Assim, em 12 variedades e sa-
bores de pastelaria, que vão desde
a amêndoa, tangerina, laranja, cenoura, maracujá, chocolate e coco,
salienta: “…Sem perda de qualidade alguma, com facilidade de reposição e manuseamento, que evita
espaço de armazenamento no ponto de venda, permite que este produto ultracongelado preste um bom
serviço e faça uma montra lindíssi-
ma e cheia de cor.
A pastelaria ou café só tem que
deixar o produto descongelar para
estar pronto a colocar na montra,
sendo que pode estar dois a três
dias exposto sem perder qualidades algumas.
O
consumidor
final
vai
agradecer!
Elaborado e fabricado seguindo
receitas de base da doçaria conventual, de excelente aspeto e muito
bom sabor, estas queijadas inovadoras já chegaram a países estrangeiros, como por exemplo Canadá,
EUA, Suíça, Espanha, Holanda e
Ilhas Jersey.
Refere Carlos Silva:“…Acreditando no bom sabor e na qualidade, através do mercado dos portu-
gueses no estrangeiro e atendendo
que as queijadas ultracongeladas
têm validade longa, acreditamos e
queremos ser a referência alternativa ao pastel de nata. O pastel de
nata viaja muito bem como as nossas queijadas e vice-versa.
As provas nalgumas feiras internacionais tem ajudado, já que o
consumidor vai-se conquistar pela
experiência na prova, diz e refere
Carlos Silva, “ se for bem trabalhado pelo lojista, acaba por vender-se
mais que o pastel de nata e dá uma
qualidade à montra muito grande.
A marcação de sabores, dentro destas variedades é muito forte e patente. O consumidor fica rendido.
Lá fora, tal como o pastel de nata,
a queijada sabe a Portugal.”
A Q&Q - Queques&Queijadas
vai estar no SISAB PORTUGAL com
novos lançamentos. Com as variedades que já produz, a produção
cifra-se atualmente em 7 a 8 mil
unidades por dia e, por via da exportação e de encontrar parceiros
internacionais, vai aumentar exponencialmente a venda.
A equipa que produz a doçaria
refere-a como:“…Reduzida, mas
muito apaixonada pelo que faz”.
Registe-se que pode consultar
a página desta empresa em www.
qeq.pt
PORTUGAL
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.35
PORTUGAL ESTÁ NA MODA
Forte potencial para conquistar eventos internacionais
Várias empresas do setor dos eventos encontraram-se na primeira edição de [email protected], no pavilhão Meo Arena,
com o objetivo de discutir a evolução e o possível futuro da área. Contou também com a presença do CEO, Colja Dams,
da agência alemã VOK DAMS.
Trata-se da primeira conferência do [email protected], iniciativa promovida pelo Meo Arena Corporate Events e pela revista Event
Point, para falar sobre o que se ainda pode fazer para promover ainda
mais Portugal como local de eleição para eventos internacionais. As
boas vindas e a abertura da sessão ficaram a cargo da Secretária
de Estado do Turismo – Ana Mendes Godinho. A conferência começou então com Colja Dams, CEO
da agência de eventos alemã VOK
DAMS, orador habitualmente convidado para falar sobre eventos
especiais.
SOCIAL MEDIA: VONTADE DE
AS PESSOAS SE JUNTAREM
O lema do orador alemão é que
os eventos sejam internacionais e
a sua campanha de eleição são as
“Tendências de Eventos – Campanhas ao Vivo”. Realçou que nos
tempos em que vivemos é importante que um evento possa ser partilhado para o mundo inteiro, de
modo a chegar ao máximo número de pessoas e, talvez fazer o mais
difícil, mudar a visão de cada um.
Recorda que os organizadores de
eventos não se podem esquecer que
“um evento são pessoas juntas! Isto
é que é um evento…” e que é essa
mesma vontade de as pessoas se
juntarem num local para discutirem
assuntos de interesse comum que
tem de ser explorada e não pode
ser esquecida em momento algum.
Colja Dams tocou então no ponto fundamental da questão – o que
ainda falta fazer para que seja uma
tendência escolher Portugal para
eventos? O empresário alemão não
se poupa nos elogios e realça que
Portugal já é um dos destinos de
eleição para muitas empresas europeias. “É um país amigável, com
bom tempo, fácil de viajar, tem as
infraestruturas certas e acima de
tudo, são um povo que se esforça
bastante”, são estes os principais
motivos que o orador alemão diz
que atraem as marcas que trazem
os grandes eventos para Portugal.
E PORTUGAL? ESTÁ NA MODA?
A conferência contou ainda com
um debate em torno do tema “Portugal está na moda? Como trazer
mais grandes eventos para o nosso
país?”, onde se abordou a evolução
e as principais tendências no sector
dos eventos e do turismo em Portugal, a indústria dos grandes eventos
e o potencial do nosso país para os
atrair. Contou com a presença de vários oradores ligados ao setor como
o ex-Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, que exerce agora a função de Project Director para Portugal e Europa no grupo
hoteleiro Porto Bay; o representante da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal
(AICEP), José Vital Morgado; João
Paulo Oliveira da agência Leading;
Jorge Vinha da Silva, administrador
executivo do Meo Arena (antigo Pavilhão Atlântico) e Pedro Rodrigues
da agência de eventos corporativos
Desafio Global Ativism.
“É necessário haver uma colaboração de vários sectores da economia para promover cada vez mais
eventos em Portugal”, afirmou José
Vital Morgado, representante da AICEP, no debate. Reforça a ideia que
o segredo do negócio é haver colaboração entre as entidades privadas
e as públicas e que Portugal já tem a
confiança e a credibilidade para trazer cada vez mais eventos internacionais. Relembra o caso do evento da Web Summit, que é o maior
evento de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa e vai
acontecer em Lisboa durante os
próximos três anos. É a primeira vez
que o evento sai da casa-mãe, em
Dublin, Irlanda, e decorre noutra cidade europeia. E Lisboa é o porto de
destino. “Isto só foi possível porque
tivemos o governo de perto. O embaixador de Portugal em Dublin teve
um papel fundamental para conseguirmos organizar o evento tecnológico em Lisboa.”. Também João
Paulo Oliveira, da agência Leading,
concorda com a ideia de que as empresas portuguesas de eventos têm
vindo a evoluir bastante e que tudo
mudou a partir da Expo 98. “Criamos infraestruturas na altura que
ainda hoje são bastante importantes para atrairmos marcas e criarem cá os seus eventos.”. Lamenta
só que muitas vezes as empresas
de eventos têm o contacto com as
pessoas certas mas que “depois falta o fazer! Já com o Web Summit
conseguimos conquistá-los e trazê-los. Também ajudou termos a AICEP do nosso lado desta vez.”. Já
Pedro Rodrigues, da empresa de
eventos mais corporativos Desafio
Global Ativismo levanta a preocupação de que a “Web Summit ainda é
só 50% da vitória! Falta ainda realizar o evento. Acredito que temos
todo um mundo de oportunidades
que não podemos deixar escapar”.
Falou também da falta de espaços
para eventos que há em Lisboa e a
“necessidade de construir um novo
centro de congressos para a cidade”
e que se pode até requalificar um
edifico já construído, mas que algo
tem que ser feito para criar melhores condições na capital para eventos. Jorge Vinha da Silva, adminis-
trador executivo do Meo Arena, faz
uma chamada de atenção que que
ninguém se esqueça da importância de captar eventos internacionais
e o impacto gigante que isso tem
para o turismo nacional: “quando
promovemos uma cidade como Lisboa, estamos também a promover
Portugal”. É então necessário entender o retorno que um país pode
ter ao organizar e promover eventos como congressos internacionais
que reúnem convidados do mundo
inteiro, e para isso mesmos estes
eventos servem também para “colocar Portugal como destino principal
para turismo nos nossos convidados. Para conhecerem o nosso país
durante o evento e quererem cá voltar ou até recomendar a outros parceiros”. Bernardo Trindade, da Porto Bay, partilha da mesma opinião
e que eventos como o Web Summit
vão “revolucionar Portugal! Estima-
-se que venham 40 mil dos maiores protagonistas da tecnologia e ao
vir aqui estas mesmas pessoas vão
colocar o nosso país no topo da lista para visitarem mais tarde!”. Todos estes investimentos têm então
de serem vistos como uma mais-valia, pois garantidamente irá haver um grande retorno para o país.
Bernardo Trintate mostra-se ainda
bastante confiante nas capacidades das empresas de eventos portuguesas e sabe o quanto o nosso
povo consegue ser pessimista mas
diz ainda que “o que é trendy é ser
pessimista mas eu estou otimista”.
Ficou ainda o convite, feito por Jorge Vinha da Silva, de reunir mais
vezes este sector para se discutir o
que pode ser feito e como se podem
ajudar uns aos outros.
“Fica aqui o compromisso de
nos encontrarmos umas duas vezes por ano”.
PUB
p.36 INVESTIGAÇÃO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
MEDICAMENTO QUE DEU NOBEL DA MEDICINA É PRODUZIDO EM PORTUGAL
Portugal na vanguarda da produção de medicamentos
Portugal é o produtor do medicamento contra os parasitas que, este
ano, deu o prémio Nobel da Medicina a dois investigadores. Este medicamento é exportado para todo o mundo e irá erradicar duas doenças
que atacam milhões em África.
William Campbel (norte-americano) e Satoshi Omura (japonês)
receberam, no dia 10 de dezembro
de 2015, o prémio Nobel da Medicina pelas descobertas relacionadas com um novo meio para combater infeções parasitárias.
O nome deste medicamento é ‘Ivermectina’, é produzido
nos arredores de Lisboa e irá baixar drasticamente duas doenças
parasitárias.
O presidente da empresa Hovione Farmaciencia, produtora
deste medicamento, refere que é
um orgulho fabricar este produto. Todos os anos é fabricado entre uma a duas toneladas de ‘Ivermectina’ que vão dar para 300 a
600 milhões de comprimidos.
Este medicamento é distribuí-
do gratuitamente para a África subsaariana e América do Sul. Nestes
países, existem milhões de pessoas
que sofrem de “cegueira dos rios” e
filaríase linfática , as duas doenças causadas por estes parasitas.
Este parasita é transmitido pela picada de uma mosca.
Estes medicamentos estão integrados na lista dos medicamentos
essenciais da Organização Mundial
de Saúde, sendo por isso medicamentos de distribuição gratuita.
Embora seja possível erradicar
estas doenças, ainda não o foi devido s guerras e conflitos internos
existentes nestes países. Em certos países como a Colômbia, Togo,
Equador e Iémen, estas doenças parasitárias estão quase erradicadas.
Estes medicamentos podem ser
William Campbel
tomados de forma preventiva, mas
também como cura para pessoas
afetadas, mas em casos onde o indivíduo esteja cego não é possível
recuperar a cegueira.
Mais de 20 milhões
de pessoas são afetadas
pela cegueira do rio.
Em
, mura identificou a
substância que permitiu o medicamento, mas foi o norte-americano,
ampbel que a purificou. Posteriormente, em 1987, a Merck passou
a distribuir o medicamento gratuitamente e, dez anos depois, foi a
empresa portuguesa Hovione que
o começou a produzir. Esta empresa especializou-se na área da saú-
de e, sozinha, detém mais de 400
patentes.
A empresa Hovione Farmaciencia tem mais de 1.300 trabalhadores e está envolvida em cerca
de 50 projetos de novos medicamentos, sendo que mais de 10%
são aprovados pelas autoridades
norte-americanas.
Em África, mais de 20 milhões
de pessoas são afetadas pela cegueira do rio e mais de 100 milhões
por elefantíase.
Satoshi Omura
Prepare-se para o frio
Estão a chegar os meses frios
e, para lhes fazer face, vamos rever que cuidados devemos ter com
as temperaturas. Neste período de
mais frio e humidade, as principais
preocupações são as gripes, pneumonias, otites, faringites, sendo por
isso necessário ter um maior cuidado com os indivíduos que sejam
mais suscetíveis a este tipo de doenças, tais como crianças, idosos e
pessoas com doenças crónicas, particularmente, as respiratórias.
FATORES DE RISCO
Os grupos que têm um risco
mais elevado de contrair este tipo
de doenças são as crianças, idosos,
pessoas com doenças crónicas ou
imunodeprimidas, grávidas, trabalhadores em serviços de saúde e trabalhadores em creches ou escolas.
SINAIS E SINTOMAS
Os principais sinais e sintomas
são dores musculares, tosse e espirros, febre, cansaço, dor de cabeça e
congestão nasal.
TRATAMENTO
O tratamento das doenças virais
é realizado, geralmente, através da
gestão e alívio dos sintomas, através da administração de antipirético, analgésicos e anti-inflamat rios.
A antibioterapia - medicação com
antibi ticos - é inefica contra estas doenças virais, mas em certos
casos, quando há uma infeção bacteriana associada à infeção viral, é
necessário a toma de antibióticos.
PREVENÇÃO
De forma a evitar estas doenças, cada um de nós deve ter cuidados acrescidos durante estes meses
frios. Evitar o contato com pessoas
infetadas e adotar medidas de higiene, como a lavagem das mãos, são
cuidados de primeira linha. Manter
a habitação e o espaço de trabalho
arejado, com luz solar e livre de poluição (tabaco) são também meios
efica es de prevenção.
O aquecimento é algo prioritário, tanto dentro como fora de casa.
Deve optar por roupas por camadas
e quanto mais confortável se sentir,
melhor se está a prevenir.
VACINAÇÃO GRIPE
A vacina da gripe é utilizada
para prevenir a doença sazonal que
mais afeta a população portuguesa, a gripe. Este meio de prevenção é aconselhado às pessoas com
mais suscetibilidade de contraírem
a doença, tais como pessoas com
mais de 65 anos, pessoas com
doenças crónicas pulmonares, diabetes, imunodeprimidas há mais de
6 meses e pertencentes a instituições. Para estes grupos, as vacinas
são gratuitas, sendo por isso uma
mais-valia para a promoção da sua
saúde.
INOVAÇÃO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
p.37
UMA TOALHA PORTUGUESA NA LUTA CONTRA AS EPIDEMIAS
Portugueses criam a primeira toalha repelente de
mosquitos
A Enamorata é uma empresa que rapidamente começa
a ganhar nome no mercado têxtil nacional. Depois de
um grande sucesso na produção e venda de swimwear,
a marca aposta agora nos mercados da inovação
tecnológica e da saúde pública, através do aproveitamento
de uma simples toalha de praia à qual - em parceria com
a também portuguesa Smart Inovation - deu o potencial
de combater a propagação de vírus, como a malária ou
o dengue.
Nos últimos anos, o mundo tem sido abalado com uma série de epidemias, desde a
gripe A, passando pelo ébola e, mais recentemente, o vírus Zika. A Organização Mundial da Saúde tem alertado para os riscos que
estes surtos acarretam e, cada vez mais, pedem-se apoios para combater estas ameaças. No entanto, não são apenas as agências
humanitárias que estão nessa luta. Várias
empresas pelo mundo têm procurado inovar
e agir em prol da saúde pública. É, neste âmbito, que surge referenciado o nome ‘Enamorata’, uma empresa têxtil portuguesa que
criou a primeira toalha de praia repelente de
mosquitos, um dos principais transportadores das doenças anteriormente mencionadas.
Criada em janeiro de 2012, em Vila Verde, distrito do Minho, a Enamorata é uma das
marcas que tem conseguido uma grande visibilidade nos últimos anos, captando a atenção do público nacional e estrangeiro pelos
mais diversos motivos. A empresa, que na
sua génese se sentiu inspirada pelos “lenços
de namorados”, uma antiga tradição da vila,
começou por investir no mercado têxtil através da criação de bikinis e fatos de banho de
grande qualidade.
A primeira coleção de têxtil balnear da
Enamorata foi apresentada a 10 de fevereiro
de 2012, num evento inserido nas celebrações do “Mês do Romance”, uma iniciativa
do “Namorar Portugal”, um projeto local que
visa a divulgação e promoção do artesanato
da região de Vila Verde. Fátima Costa, fundadora da empresa, explicou em entrevista
ao «Mundo Português» todo o processo que a
levou à criação desta marca. Economista de
profissão e com anos de experi ncia na área
financeira de grupos e organi aç es t xteis,
a empresária viu com agrado a hipótese de
se aventurar no empreendedorismo e investir numa área que conhece bem.
Para as peças criadas pela Enamorata,
cuja produção é “100% made in Portugal”,
Fátima Costa revela que “a inovação e a irreverência são dois grandes vetores”, sendo que a empresa privilegia o uso de materiais novos e/ou alternativos, assim como a
incorporação de elementos que ajudem a diferenciar as peças. Um bom exemplo, conseguido através de uma parceria com a empresa bracarense Ouro Ave, é o uso de peças
de filigrana como complemento de um bi ini usado num concurso de beleza internacional, realizado no Panamá, onde a representante de Portugal conseguiu o prémio de
‘runner-up’.”Eu diria que inovação, design,
criatividade, funcionalidade e portugalidade
são os valores que pautam a nossa criação”,
acrescentou.
Em termos de marketing, a estratégia da
Enamorata, segundo Fátima Costa, assenta na divulgação através da participação em
eventos e concursos de beleza, sendo que a
marca procura também um local na imprensa nacional e estrangeira e o apoio de bloggers de moda. O objetivo da empresa é que
se valorize tanto a inovação que procura “introduzir nas peças de modo a responder às
expectativas dos clientes”, como a tecnologia
que incorpora como, por exemplo, o desenvolvimento da toalha repelente de mosquitos,
que combate os vírus da malária, dengue ou
a febre-amarela, entre outros.
A criação desta “toalha anti mosquitos”
tem sido um ponto de viragem para a empresa, tendo em conta a visibilidade que deu à
marca na imprensa nacional e internacional.
Criada em colaboração com a
empresa lusa Smart Inovation,
esta toalha tem potencial
para salvar milhares de
vidas, servindo uma missão
de solidariedade não muito
comum em empresas de
têxteis.
A ideia inicial seria a de criar bikinis ou
fatos de banho - os principais produtos da
empresa - com essa nanotecnologia incorpo-
rada, algo que não se mostrou funcional devido ao tamanho reduzido das peças. Com
esta hipótese impossibilitada, as duas empresas viraram-se para as toalhas de praia,
o que “alavancou a marca, tendo despertado
a atenção de vários meios de comunicação”.
Fátima Costa revela ainda que, graças a
este produto, recebeu propostas de potenciais parceiros comerciais em vários países
espalhados pelo mundo, particularmente nas
zonas que mais têm sofrido com a propagação das epidemias.
Entre estes encontram-se países como o
Brasil, Colômbia, Angola, Moçambique, Caraíbas, Filipinas ou Singapura. Neste último, a Enamorata encontra se na fase final
do processo de certificação necessário para
que a toalha possa ser comercializada nas
farmácias do país asiático. Esta nanotecnologia começa também a dar cartas em Angola, de onde a empresa recebeu inclusive
pedidos para que se desenvolvam novos produtos, sendo que neste momento se está a
desenvolver um pareo de praia com as mesmas caraterísticas.
A incorporação de repelente em artigos
de vestuário não é recente, mas só agora consegue tamanha eficácia e segurança “O repelente não é tóxico, pode ser usado a partir dos seis meses de idade”, garante Fátima
Costa, assegurando que esta nanotecnologia se mantém efica por um per odo de até
100 lavagens e acrescentando que se trata
de uma tecnologia certificada pelo nstituto
Higiene e Medicina Tropical (IHMT).
A preocupação com a saúde pública é
evidente, como confirma a fundadora da empresa. No entanto, por muito valor que atribua à missão solidária que tem em mãos,
Fátima Costa admite que “a parceria com a
Smart Inovation poderá levar a Enamorata a
alargar o seu leque de artigos, mas sempre
dentro do segmento do beach/leisure wear,
tal como previsto na sua estratégia”, afirmando que não abdicará do seu mercado inicial.
Esta toalha de praia, um aliado valioso
no combate às epidemias mundiais, tem um
preço de venda ao público de 50 euros e
pode ser encomendada através do site oficial da Enamorata.
p.38
CIÊNCIA
12 DE FEVEREIRO DE 2016
ATÉ 4 DE MARÇO
ESTUDO DA UNIVERSIDADE DE AVEIRO REVELA QUE CORTIÇA AJUDA A REMOVER GASES COM EFEITO ESTUFA
Politécnico de Viseu
abre vagas de acesso
a maiores de 23 anos
Indústria da cortiça ajuda a atenuar as
alterações climáticas
Está a decorrer até ao próximo dia
4 de março o período de candidaturas para a realização de provas
de acesso ao Ensino Superior para
‘Maiores de 23 anos’ aos diversos
cursos de licenciatura que o Instituto Politécnico de Viseu disponibiliza.Esta forma de ingresso permite o
acesso ao ensino superior a muitos
cidadãos e profissionais que almejam melhorar os seus conhecimentos e habilitações numa perspetiva
de formação contínua, prosseguindo ou retomando os seus estudos.
Informação mais detalhada sobre
todo o processo de candidaturas e
inscrições pode ser consultada nos
editais das escolas superiores do
IPV, na página web www.ipv.pt.
Estudo português
sobre cirurgia
de ambulatório
distinguido em Paris
Um estudo desenvolvido por investigadores da Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
(CHUC) foi distinguido, com o primeiro prémio, no Congresso Europeu de Cirurgia de Ambulatório, que
decorreu em Paris. “Este trabalho
quis conhecer a taxa e compreender as razões do adiamento e da
exclusão dos doentes para cirurgia
de ambulatório, na Unidade de Cirurgia de Ambulatório do CHUC, e
estabelecer estratégias para a sua
diminuição. Para isso, foi realizado
um estudo prospetivo e descritivo,
a partir do registo das consultas de
anestesia entre julho de 2012 a junho de 2013”, explica Inês Mesquita, Interna de Formação Específica
de Anestesiologia e primeira autora
do trabalho vencedor. A investigadora destaca que “a realização do
estudo só foi possível com o apoio
incondicional e orientação de Maria Lurdes Bela, Assistente Hospitalar Graduada em Anestesiologia,
assim como pelo contributo dos outros coautores”. A distinção vai permitir a Inês Mesquita um estágio,
com a duração de dois dias, numa
Unidade de Cirurgia de Ambulatório
na Europa, acreditada pela Associação Internacional de Cirurgia Ambulatório (IAAS).
Usar produtos feitos de cortiça ajuda
a remover da atmosfera os gases com
efeito estufa. Além de ser um dos grandes
contributos da economia portuguesa, a
cortiça é “um reservatório de carbono”, o que
contribui para que este elemento seja retirado
da atmosfera, conclui um estudo desenvolvido
na Universidade de Aveiro, pela investigadora
Ana Cláudia Dias. Ana Grácio Pinto
“O setor de cortiça é um sumidouro efetivo de gases com efeito de
estufa, uma vez que o sequestro de
dióxido de carbono da atmosfera é
bastante superior às emissões desses gases emitidos ao longo do setor, desde a floresta até ao destino
final dos produtos de cortiça”, explica Ana Cláudia Dias, investigadora
do Departamento de Ambiente e Ordenamento e do Centro de Estudos
do Ambiente e do Mar (CESAM) da
Universidade de Aveiro (UA) e coordenadora do estudo que pretendeu
avaliar a pegada de carbono do setor da cortiça em Portugal.
A investigação da (UA) foi a primeira em Portugal a quantificar a
pegada de carbono do setor da cortiça e confirma o contributo ecológico
do sobreiro e do ecossistema que o
envolve. “Por cada tonelada de cortiça produzida, o montado sequestra
mais de 73 toneladas de dióxido de
carbono, o equivalente às emissões
daquele gás libertadas para percorrer cerca de 450 mil quilómetros de
automóvel”, revela uma nota divugada pela UA.
EXPERIÊNCIA EM CORUCHE
Na Herdade da Machuqueira do
Grou, em Coruche, o Instituto Superior de Agronomia (ISA), parceiro
da UA neste estudo, realizou uma
experiência ao longo dos últimos
sete anos, que registou a quantidade de dióxido de carbono retirada
da atmosfera por um ecossistema
de montado (formado por sobreiros,
solo e toda a restante vegetação característica dos montados) com uma
média de 177 árvores por hectare.
Os investigadores avaliaram ainda a quantidade de gases com efeito
de estufa emitida pelo setor nacional da cortiça, “desde a floresta até
ao destino final dos produtos feitos à
base de cortiça, incluindo o respetivo processamento industrial”, informa a UA, revelando que “o saldo é
extremamente positivo para o meio
ambiente”.
CORTIÇA: UM RESERVATÓRIO
DE CARBONO
Como a cortiça tem a capacidade de reter o carbono absorvido
durante o crescimento do sobreiro,
permite que esta árvore seja “um reservatório de carbono ao longo do
seu ciclo de vida, garantindo que
por cada tonelada de cortiça duas
de dióxido de carbono sejam sequestradas da atmosfera”.
Sendo assim, “os produtos produzidos a partir de cortiça nacional
constituem reservatórios crescentes
de carbono, quer durante a sua utilização, quer quando são depositados
A investigadora Ana Cláudia Dias com uma pen revestida de cortiça
em aterro, tendo acumulado entre
150 e 250 mil toneladas de dióxido
de carbono por ano nos últimos 15
anos”, sublinha Ana Cláudia Dias.
Os resultados da investigação indicam que “a utilização de produtos
de cortiça contribui para a mitigação
das alterações climáticas, quer pela
sua capacidade de acumular carbono, quer pelo facto de substituírem
produtos alternativos mais intensivos do ponto de vista energético”,
acrescenta a cientista.
Financiado por fundos nacionais
através da Fundação para a Ciência
e a Tecnologia e pelo Fundo Europeu
de Desenvolvimento Regional, através do Compete, o projeto desenvolveu um modelo de cálculo que
permite que os produtos de cortiça
passem a ser incluídos nos inventários nacionais de gases com efeito
de estufa, tal como já sucede com
os produtos de madeira.
Ana Cláudia Dias não tem dúvidas em afirmar que o estudo dotou
o setor da cortiça de informação e
ferramentas que ajudam à tomada
de decisão “no que respeita a práticas que possam otimizar a pegada
de carbono do setor” e reforçam o
papel do setor “como elemento importante na mitigação das alterações climáticas”.
O montado é um ecossistema
criado pelo homem e característico da região do Alentejo. São, na
verdade, florestas de sobreiros que
subsistem apenas no Mediterrâneo
- sobretudo nas regiões a sul da Península Ibérica, Argélia e Marrocos.
Portugal, onde o montado é legalmente protegido, tem a maior extensão de sobreiros do mundo e lidera
as exportações, com uma quota que
ronda os 65%.
Segundo a Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), Portugal concentra 34 por cento da área
mundial de montado, o correspondente a uma área de 736 mil hectares e 23 por cento da floresta nacional. A APCOR cita um estudo do ISA
que refere que o montado pode fixar
cerca de seis toneladas de carbono
por hectare e ano, o que corresponde, no caso de Portugal, a mais de
quatro milhões de toneladas de carbono por ano. Um sobreiro vive em
média 200 anos.
Criada rede social para partilha de experiências entre doentes oncológicos
FalarSobreCancro.org é o nome
da rede social que nasceu para troca de informações e experiências
entre doentes oncológicos. O site é
público, livre e gratuito e pretende ser um meio de interação com
a comunidade oncológica, entre
doentes, familiares, amigos, profissionais de saúde, investigadores
e voluntários.
“Com o FalarSobreCancro.org o
que queremos é, por um lado, criar
uma rede de contacto entre pessoas
que enfrentam a mesma luta e dar
acesso aos pacientes a profissionais de saúde que dissipem algumas dúvidas e esclareçam a veracidade de algumas matérias”, explica
Rui Oliveira, administrador do Instituto de Engenharia de Sistemas e
Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e docente da Universidade do Minho que, com Nuno
Martins, docente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), é
responsável pelo desenvolvimento
da plataforma.
O projeto nasceu no âmbi-
to da tese de doutoramento de
Nuno Martins que estudou o trabalho de comunicação de cidadãos e
instituições na luta contra o cancro, através dos media participativos online. O trabalho atingiu uma
nova fase de investigação com o FalarSobreCancro.org, que passou a
estar centrado no estudo de uma
solução prática que ajude a comunidade oncológica na luta contra
a doença. A rede social apresenta ainda o ‘Boletim Clínico’ gerido
apenas pelo IPO-Porto e que inte-
gra conteúdos clínicos e científicos
que só podem ser publicados por
profissionais de saúde devidamente habilitados, cujo objetivo é exclusivamente informativo e educativo.
Para aceder à rede basta fazer
um registo. O utilizador pode, depois, verificar todos os membros
que fazem parte da comunidade,
aceder à atividade de cada utilizador, interagir em grupos temáticos
(medicinas alternativas, cancro da
mama, entre outros) e ainda escolher quem pretendem ou não seguir.
AF_AnuncioMundoPT_250x320.pdf
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
2
05/02/16
18:43
p.40
MÚSICA
12 DE FEVEREIRO DE 2016
MÚSICA
BERLIM
Lusodescendente Shawn Mendes esgota concerto
em Lisboa em duas horas
DJ aveirense lança
disco de música
‘house’
Filho de pai português e mãe inglesa, Shawn
Mendes nasceu em 1998, no Canadá, e deu
nas vistas em 2013, na Internet, ao colocar
vídeos com versões de canções, através da
aplicação Vine.
O concerto de estreia do cantor canadiano Shawn Mendes, de
ascendência portuguesa, marcado para 8 de maio em Lisboa já
está esgotado, revelou a editora
Universal Music.
Os bilhetes para o concerto
na Sala Tejo - adjancente ao Meo
Arena - foram colocados hoje à
venda, tendo esgotado em menos
de duas horas.
O concerto em Lisboa fechará uma digressão europeia que
tem início em meados de abril,
na Alemanha.
Filho de pai português e mãe
inglesa, Shawn Mendes nasceu
em 1998, no Canadá, e deu nas
vistas em 2013, na Internet, ao
colocar vídeos com versões de
canções, através da aplicação
Vine.
Um ano depois assinou contrato com a editora Island Records e lançou o tema “Life of the
Party”. Tinha 15 anos e tornou-se
no artista mais novo a entrar no
tabela da Billboard, dos 25 mú-
sicos que mais venderam um single de estreia.
O tema acabou por ser incluído num EP, editado no verão de
2014, antecedendo a edição do
primeiro álbum, “Handwritten”,
em 2015, e que o colocou entre
os artistas adolescentes de música pop.
É com este álbum, que inclui
os temas “Stitches” e “Something
big”, que Shawn Mendes está
nomeado para os Juno, os prémios da indústria discográfica do
Canadá.
Shawn Mendes, natural de
Pickering, no Ontário, está nomeado para “Álbum do Ano”, “Álbum pop do ano”, “Artista do Ano”
e “Prémio Escolha dos Fãs”.
MÚSICA
Palco Rock Street do rock in Rio Lisboa é dedicado
ao Brasil
Os músicos Wilson Simoninha, Toni Garrido e Mart’nália vão
atuar em maio, no festival Rock in
Rio Lisboa, no Parque da Bela Vista, anunciou a organização.
Estes artistas vão atuar na
Rock Street, um dos espaços do
festival - que inclui um palco, comércio e restauração - que este
ano será dedicado à cultura do
Brasil.
O
cartaz
contará
com
Mart’nália, que vai cantar músicas do pai, Martinho da Vila,
Wilson Simoninha, filho de Wilson Simonal, que recuperará canções de Jorge Ben Jor, Toni Garrido, que vai interpretar canções
de Tim Maia.
Serjão Loroza, Ciro Cruz e Léo
Gandelman também estarão na
Rock Street.
O festival Rock in Rio Lisboa
decorrerá nos dias 19, 20, 26, 27
e 28 de maio, estando já confirmada a presença de nomes como
Bruce Springsteen, Maroon 5 e
Queen + Adam Lambert.
PUB
Antigo disc jockey (DJ) da discoteca Estação da Luz em Aveiro,
Jepe lançou no início deste mês
em Berlim o segundo vinil de músicas originais, três anos depois de
se ter mudado para a capital alemã
à “aventura”.
João Pedro da Silva, ou Jepe
como é conhecido no mundo da
música eletrónica, decidiu mudar-se
para Berlim há três anos em busca
do sonho de trabalhar como DJ a nível internacional.
“Vim para Berlim sem nada.
Foi uma aventura, estive três meses
para conseguir alugar um quarto e
fui partilhar casa com uma alemã.
Foram seis meses de descoberta”,
relembrou o DJ, em entrevista à
agência Lusa.
Apesar de recém-chegado a Berlim, Jepe tocou no Watergate, um
dos principais clubes da cidade, e
tem trabalhado em países como
Áustria, China, França, Itália e República Checa. “Quando vim para
Berlim tive logo as primeiras oportunidades porque era um nome novo
na cidade. Com a edição do disco,
sente-se o impulso, o interesse das
pessoas, porque têm sede de coisas
novas”, disse.
O disco KTMN, apresentado na
capital alemã e com pré-venda exclusiva para Berlim, conta com quatro temas de “música house pura”,
incluindo um original, um remix e
dois temas experimentais. “São
quatro temas diferentes de propósito, para mostrar que não sou um
artista de um estilo só. Gosto de explorar vários domínios apesar disso trazer coisas menos boas porque
não estar ligado a um estilo faz com
que não pertenças muito a uma certa onda, a um certo tipo de fãs. Tal
como no futebol, os fãs segmentam
e são fundamentalistas”, explicou o
DJ em declarações à agência Lusa
em Berlim.
O disco é editado pela Blossom
Kollektiv, um projeto que Jepe partilha com Miguel Morgado, um músico português sediado em Innsbruck
na Áustria, e que desde 2013 tem
vindo a editar nomes como Mathias
Vogt, Art of Tones e Felkon.
Em Portugal, Jepe trabalhou
como corretor da bolsa e, antes de
se mudar para a Alemanha, era DJ
residente da Estação da Luz em
Aveiro, mantendo também o projeto
Johnwaynes em parceria com o músico António Bastos. “Estou em fase
de re-branding pós-Johnwaynes e a
transição desse projeto, que atingiu
um certo status em 10 anos, demora tempo”, referiu o DJ.
Além do lançamento do disco
na Alemanha, o músico tem uma
apresentação oficial em Innsbruck
na Áustria a 12 de fevereiro.
CULTURA
12 DE FEVEREIRODE 2016
p.41
ALGUMAS SÃO RARAS E NUNCA FORAM EXPOSTAS
Museu Nacional de Arqueologia conta a história da
Lusitânia Romana em 200 peças
A província romana da Lusitânia, foi uma entidade administrativa criada entre 16 e 13 a.C. O território que os romanos
unificaram, acabou repartido entre Portugal e Espanha e mais de dois mil anos depois, uma grande exposição parte de uma
seleção de bens arqueológicos de imensa importância, para dar a conhecer aquela província do império romano. «Lusitânia
Romana. Origem de dois povos/Lusitania Romana. Origen de dos pueblos», esteve patente em Mérida, Espanha, no ano
passado e chega agora a Portugal. Está patente no Museu Nacional de Arqueologia, onde pode ser visitada até 30 de junho.
A província romana da Lusitânia ocupava grande parte de Portugal, entre o Douro e
o Algarve, a atual Extremadura espanhola e
uma pequena área da Andaluzia.
O território que os romanos unificaram,
acabou repartido por dois países: Portugal
e Espanha e mais de dois mil anos depois,
esta grande exposição reúne 210 bens culturais de grande interesse arqueológico, histórico e artístico, pertencentes a 14 museus
e instituições culturais de Portugal e cinco
de Espanha.
Os organizadores destacam uma inscrição em pedra em carateres latinos, segundo
a fonética lusitana, originária de Arronches,
que abre a exposição, e a Tábua de Vipasca,
de Aljustrel, um dos dois únicos regulamentos de extração mineira, do mundo romano,
conhecidos (o outro encontra-se no Museu
Geológico, em Lisboa).
A exposição é o resultado de uma organização conjunta entre o Museu Nacional de
Arte Romano (MNAR) de Mérida, Espanha,
e o Museu Nacional de Arqueologia (MNA)
e com a colaboração científica da Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL).
No ano passado, a exposição esteve patente
no Museo Nacional de Arte Romano (MNAR)
de Mérida, tendo sido visitada por quase 121
mil pessoas.
Dividida em dez núcleos temáticos, dá a
conhecer a Lusitânia romana, “não olhando
aos territórios separados pela fronteira política”, mas recuperando “as fronteiras históricas romanas que, ao longo das últimas
décadas, historiadores e arqueólogos da Antiguidade Clássica, espanhóis e portugueses,
mas também de muitas outras nacionalidades, têm afincadamente valorizado no seu
trabalho, realizando uma investigação que
trata a Lusitânia como um todo”, refere uma
nota divulgada pelo MNA. A exposição termina com a projeção de um audiovisual sobre
«O Legado Romano» no território português
e da Extremadura espanhola.
A Lusitânia romana “é talvez uma das
menos conhecidas pela historiografia, apesar de ser uma das mais interessantes, devido à sua localização geográfica no Império
Romano, como ‘finis terrarum’ (terras do fim
do mundo), pela diversidade de povos que
a habitavam e recursos endógenos existentes, bem como ao significado político da sua
criação”, informa o MNA. Teve como capital
a colónia Augusta Emerita, a atual cidade
espanhola de Mérida. Foi mandada fundar
em 25 a.C., pelo próprio imperador Augusto, que incumbiu o seu genro Marcos Agripa
de a criar e ali distribuir terras aos veteranos
(eméritos) de duas legiões, essencialmente
«Lusitânia Romana. Origem de dois povos»
Até 30 de Junho de 2016
Museu Nacional de Arqueologia
Praça do Império – Belém
(Na ala ocidental do Mosteiro dos Jerónimos
Horário: De 3ª feira a domingo das 10h às 18h.
As últimas admissões são às 17h45 na entrada
principal e às 17h30 na entrada oriental. Está
fechada às 2as, Domingo de Páscoa e 1 de maio
Preçário: 5 euros. A entrada é gratuita no primeiro
domingo de cada mês para visitas individuais ou
grupos de até 12 pessoas. É ainda gratuita para
crianças até aos 12 anos
Como chegar:
Autocarros: 714, 727, 728, 751,729
Autocarros da linha de Sintra: 113, 149
Elétrico: 15
Comboio da linha de Cascais: saída em Belém
Barco: Saída no cais de Belém
itálicos, que integraram os contingentes militares envolvidos nas guerras de pacificação
do noroeste da Península Ibérica, realizadas
nos anos 20 do século I a.C. contra os povos
Ástures e Cântabros.
Augusta Emerita, ao contrário das outras
duas capitais da Hispânia romana (Tarraco,
atual Tarragona e Carthago Nova, hoje Cartagena) não tinha uma saída direta para o
mar, e daí que principalmente Olisipo, atual
Lisboa, mas também a restante rede de importantes cidades implantadas junto aos
rios Tejo e Sado – Scalabis (Santarém), Salacia (Alcácer-do-Sal) e Cetobriga (Setúbal)
– constituíssem um complexo de “portas” de
entrada e saída para o oceano.
Os vestígios arqueológicos que se mostram agora no Museu Nacional de Arqueologia vêm contar a história da antiga ocupação humana do território da Lusitânia hoje a
maior parte de Portugal e parte de Espanha.
p.42
BOA MESA
12 DE JANEIRO DE 2016
Culinária
CARNE
Bife com molho de pimenta
PORQUE SABE SEMPRE BEM...
Cooktail de Amêndoa
INGREDIENTES
¼ de Campari; ¼ de vermute seco; ¼ de Amaretto di Saronno;
¼ de água tónica; Limão (raspa); 1 amêndoa;
PREPARAÇÃO
Num copo de misturas para cocktail adicione o Campari, o
vermute e o Amaretto. Sirva num copo de cocktail, cubra com
água tónica e junte a amêndoa e o limão.
PEIXE
Bacalhau com Gambas
INGREDIENTES
2 bifes de vaca do lombo com aproximadamente 180g cada
Flor de sal q.b.
50g de manteiga
100 ml de caldo de carne natural
(meio cubo de caldo natural)
2 colheres de sopa bem cheias de
mistura de pimentas em grão
PREPARAÇÃO
Num almofariz esmague um
pouco as pimentas.
Quando mais esmgadas tiverem, mais forte fica o molho.
Tempere os bifes de ambos os
lados com um pouco de flor de sal,
tendo em conta que o caldo de carne já é salgado.
Numa frigideira, leve ao lume
a manteiga e deixe aquecer bem.
Frite os bifes de ambos os lados a gosto.
Depois dos bifes fritos coloque-os num prato.
1 colher de chá de molho inglês
200 ml de natas
Arroz branco (opcional)
2 cebolas picadas
2 folhas de louro
200 ml de azeite
600g de tomate pelado cortado
em cubinhos
400g de cenoura cortada em
rodelas finas
À gordura que ficou, misture a
pimenta, o molho inglês e o caldo
de carne.
Deixe ferver alguns minutos até
que o molho reduza para metade.
Bata as natas com uma vara de
arames até que ganhem um pouco
de consistência e volume.
Junte as natas ao molho e misture bem.
Deixe cozinhar alguns segundos até que o molho fique cremoso.
Sirva o bife com o molho por
cima, e delicie-se com esta receita pensada especialmente para si.
SOBREMESA
Suspiros de Namorados
INGREDIENTES
6 claras
500g de açúcar branco
1 pitada de sal
Para o recheio:
1 iogurte grego
2 colheres de sopa de topping de morango Vahiné + algum para servir
frutos vermelhos em pedaços
PREPARAÇÃO
Aqueça o forno a 120º.
Bata as claras com a pitada de
sal em castelo bem firme. Sem deixar de bater, adicione o açúcar aos
poucos, continue a bater por mais 2
minutos quando terminar o açúcar.
Coloque 2 colheradas em cada
forma de papel de queque e leve ao
forno durante cerca de 1h. Deixe
arrefecer completamente.
Para servir, tire com cuidado a
parte de cima do suspiro, deite um
pouco do iogurte batido com as 2
colheres de topping de morango, a
seguir, coloque alguns pedaços defrutos vrmelhos. Volte a colocar a
parte de cima do supiro e termine com um pouco de topping por
cima.
Nota: a receita faz cerca de 12
suspiros, eu só usei 2.
Os restantes pode deixar simples, que são deliciosos ou conge-
INGREDIENTES
900 g de bacalhau demolhado
Molho bechamel q.b.
500 g de gambas descascadas
1 pacote de batata palha
5 ovos
Queijo mozzarella q.b.
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
Salsa picada q.b.
Azeite q.b.
Caldo de peixe q.b.
Sal e pimenta preta q.b.
PREPARAÇÃO
Faça um refogado numa panela
juntando a cebola e os olhos sobre
um pouco de azeite. De seguida,
tempere com pimenta o bacalhau,
devidamente desfiado, e coloque-o
na panela juntamente com o refogado, deixando-o cozinhar durante
alguns minutos.
Enquanto a comida coze adicione o caldo de peixe e a salsa, mexendo um pouco até que os ingredientes se misturem.
De seguida, junte as gambas
e deixe cozer durante mais alguns
minutos. Por fim, adicione a batata
palha e os ovos, previamente mexidos e temperados com uma pitada de sal.
Coloque o preparado num recipiente próprio para ir ao forno e
vá adicionando, de forma alternada, as camadas de bacalhau e o
bechamel, de modo a que o sabor
doce do molho envolva todos os
restantes ingredientes.
Para finalizar, polvilhe o topo
com queijo mozzarella ralado e, se
desejar, acrescente mais uma camada fina de molho bechamel.
Leve ao forno para dourar, retirando quando considerar que a camada superior já se encontrada suficientemente tostada.
Retire com cautela, deixe arrefecer e delicie-se.
p.43
SAÚDE
12 DE FEVEREIRO DE 2016
SAIBA COMO DEVE DE ANDAR DE AVIÃO
Síndrome da classe turística: a doença do viajante
Uma nova doença tem dado que falar, a Síndrome da Classe
ur stica. sta é uma doen a que muitos via antes podem
vir a ter, principalmente aqueles que viajam muito de avião.
Seja em trabalho ou por lazer, as viagens
de longo curso são cada vez mais uma realidade. Dantes pensava-se que a única preocupação do viajante era o desconforto da viagem, mas começou a contatar-se que o fato
da pessoa ficar sentada e im vel durante v rias horas num lugar apertado pode levar à
formação de trombos nos membros inferiores, que poder ter consequ ncias sérias.
sta situa o é chamada de S ndrome da
Classe Turística.
sta s ndrome é causado pela dificuldade
do retorno venoso o sangue fica estagnado
nos membros inferiores), o que pode levar à
forma o de trombos co gulos . s pessoas
que s o mais afetadas s o as que via am v rias horas na posição de sentado, indivíduos
com varizes, doenças cardíacas, idosos e/ou
gr vidas. ambém ser-se fumador, obesos e
sofrer diabetes mellitus são fatores de risco.
s situa es respons veis por esta s ndrome são a compressão que existe na região
dos m sculos gémeos e da curva do oelho, a
diminuição da pressão dentro do avião (leva
a uma dificuldade do retorno venoso e a reduzida humidade atmosférica que pode causar desidratação.
Existem alguns cuidados que podem ajudar a prevenir estas situações, tais como, não
colocar a bagagem debaixo do assento (permite uma maior mobilidade das pernas), usar
meias el sticas de compress o facilitam o
retorno venoso , usar roupa confort vel e
que não seja apertada, beber muitos líquidos (contraria a pouca humidade existente
nos aviões) e não permanecer sentado com
as pernas cruzadas durante muito tempo.
CURIOSIDADE
Dentro dos aviões a temperatura costuma estar um pouco mais baixa, isto porque
é necess rio controlar a energia gasta para
compensar a amplitude térmica decorrente
das temperaturas negativas que se sentem
fora do avião a grande altura. Para colmatar
esta situação podem ser usadas algumas es-
tratégias, tais como, levar consigo um casaco mais quente, pedir aos assistentes de bordo uma manta ou reservar um lugar na parte
detr s do avi o, lugar onde o frio do ar condicionado não chega tanto.
As viagens de avião podem ser desconfort veis mas podemos contrariar este des-
conforto. lém das estratégias disponibilizadas no artigo (gerir o espaço à volta do
nosso acento, utilizar roupa confort vel e
beber l quidos , também podemos pedir s
hospedeiras de bordo alguma almofada ou
algum conselho de como poder ficar mais
confort vel.
p.44
HORÓSCOPO
SIGNO DA ÉPOCA
AQUÁRIO
12 DE FEVEREIRO DE 2016
Os aquarianos são inovadores e têm uma boa relação com as pessoas em geral. Têm um espírito irrequieto e defendem a liberdade e a espontaneidade. Gostam de trabalhar em
grupo e acreditam no potencial de cada individuo mas não são pessoas muito emotivas. São racionais mas ao mesmo tempo são visionários e estão quase sempre focados no futuro, debochando do passado e ignorando o presente. Na mitologia, o signo é representado ora por um jovem, ora por um velho. Ambos trazem uma ânfora cheia d’água, que derramam ao solo. O inconsciente flui através de suas mãos, tornando-o instrumento para a busca de soluções originais e descobertas transformadoras.
21 jan a 19 fev.
CARNEIRO
21 mar. a 20 abr.
Rui Vitória
(16.04.1970)
TOURO
Leonor Poeiras
(06.05.1980)
GÉMEOS
Ana Bola
(02.06.1952)
CARANGUEJO
Amália Rodrigues
(23.07.1920)
LEÃO
Ana Malhoa
(06.08.1979)
VIRGEM
André André
(26.08.1989)
21 abr. a 21
22 mai. a 21 jun.
21 jun. a 23 jul.
24 jul. a 23 ago.
24 ago. a 23 set.
Trata-se de um momento emocionalmente muito intenso em
termos interiores e a nível da
relação a dois. Uma mudança profissional poderá ocorrer
nesta altura que poderá trazer
resultados frutuosos no futuro.
Aproveite resolver situações.
Se mostrar, nesta semana, uma
maior tolerância para com os
outros, verá que eles usarão
de uma maior franqueza para
consigo, o que lhe proporcionará momentos de grande satisfação. Os seus conhecimentos
poderão ser alargados.
Nesta fase poderá sentir a sua
saúde um pouco debilitada podendo ocorrer estados febris devido a pequenas inflamações no
aparelho respiratório. O sistema
nervoso também poderá estar
mais tenso e ter mudanças repentinas de humor.
Ao longo deste período as suas
relações com os outros tornar-se-ão mais claras, transparentes e harmoniosas, beneficiando
de uma maior compreensão por
parte dos familiares, amigos ou
colegas de trabalho. A sua imagem sairá reforçada.
Atravessa agora um período um
pouco mais difícil a nível profissional, o que poderá radicar na
sua presunção de que tem sempre as melhores ideias, e também numa certa incapacidade
de diálogo. É melhor deixar que
a maioria decida e aceitar.
Ao longo desta semana sentirá
uma forte necessidade de enriquecimento mental mesmo
durante actividades totalmente
lúdicas como sejam os jogos
que exijam agilidade de raciocínio. Não considere que está a
perder tempo.
BALANÇA
ESCORPIÃO
SAGITÁRIO
CAPRICÓRNIO
AQUÁRIO
PEIXES
Rita Guerra
(22.10.1967)
Rogério Samora
(28.11.1958)
Sara Matos
(20.12.1989)
Jorge Mendes
(07.01.1966)
Carlos Lopes
(18.02.1947)
Sónia Tavares
(11.03.1977)
24 set. a 23 out.
24 out. a 22 nov.
23 nov. a 21 dez.
22 dez. a 20 jan.
21 jan. a 19
20 fev. a 20 mar.
Poderá sentir um desejo incontrolado de adquirir bens
materiais, mais por motivos de
ostentação do que necessidade. A razão tende a ser dominada pelo impulso, o que pode
levá-lo a fazer gastos avultados.
Procure travar os seus ímpetos.
Este é um momento de reflexão
e prudência no que diz respeito
a decisões que tenha de tomar.
A sua atenção será solicitada para vários assuntos a que
terá de dar resposta adequada,
provocando-lhe uma certa desorientação.
Poderá estar desanimado, insatisfeito e frágil sem saber
porquê. Deve evitar o convívio
com pessoas depressivas nesta
altura. Possivelmente irá sentir
necessidade de se refugiar no
seu mundo interior mais secreto
ou na intimidade do seu lar.
Período de grande actividade
intelectual e capacidade de expressão. Aproveite para se organizar e pôr em dia aquelas tarefas que tem vindo a adiar. A sua
enorme curiosidade e impaciência vão fazê-lo movimentar-se
por vários focos de interesse.
Está numa fase em que vai poder realizar todos os projectos
que tem em mãos. Vai estar
num momento cheio de iniciativas e de ideias, conseguindo
que os outros lhe dêem apoio
para as concretizar. Cuidado
para evitar conflitos.
Analise o passado e verifique
se as suas expectativas de vida
e objectivos foram atingidos.
Interrogue-se se agiu correctamente segundo as suas opiniões
ou por influência de terceiros.
Este é um momento em que se
sentirá impelido a comunicar.
Sudoku
Dependendo do nível de dificuldade, o objetivo é completar os quadrados em falta com números de 1
a 9. Há, no entanto, três regras a
respeitar: o mesmo número não se
pode repetir nem na linha horizontal, nem na linha vertical, nem no
mesmo quadrado.
À Descoberta De Portugal
Pego das Pias, Odemira
SOLUÇÕES
Isolado entre rochas altas e um verde luxuriante, existe um lugar único de uma beleza ímpar, tornando este espaço
mágico.
O seu nome tem origem nas
cas deixadas na rocha. A força
do caudal das águas associada ao declive da zona deverá ter
provocado os redemoinhos que
perfuraram a rocha criando as
chamadas “pias” .
Miradouros
Palavras Cruzadas
Miradouro da Senhora do Monte, Graça
Horizontais:
1. Repousar; 9. Elo; 10. Vento
brando e aprazível; 11. Nome da
letra grega correspondente ao X;
12. Centésima parte do hectare;
13. Autores (abrev.) 14. Fazer tocar a proa na terra ou cais; 16.
Relativo a coroa; 18. Melancia;
19. Tribunal constitucional; 21.
Dueto; 22. Ente;
SOLUÇÕES
Horizontais:
1. DESCANSAR; 9. ANEL; 10. AURA; 11. CSI; 12. ARE; 13. AA; 14. ABICAR; 16. CORONAL; 18. SANDIA; 19. TC; 21. DUO; 22. SER; 23. LIAM; 25. DOUZE; 26. ASSEVERAR
Verticais:
1. DACA; 2. ENSACA; 3. SEI; 4. CL; 5. NARINA; 6. SUECA; 7. AR; 8. RAER; 12. ABOIO;
14. ARDUME; 15. ALTEZA: 17. ONDAS; 18. SALA; 20. CRER; 22. SOR; 24. I; 25. DE
Verticais:
1. Capital do Bangladesh; 2.
Mete em caso ou saco; 3. Estou
informado; 4. Centilitro (abrev.);
5. Venta; 6. Espécie de bisca em
que cada parceiro joga com dez
cartas e obriga a naipe; 7. Atmosfera; 8. Vassourar o forno;
12. Canto plagente com os vaqueiros guiam as boiadas; 14.
Ardor; 15. Tratamento dado hoje
aos príncipes e infantes e outrora
aos reis; 17. Vagas; 18. Compartimento; 20. Acreditar; 22. Redução de senhor (popular);
diversas cavidades circulares
na rocha, provocadas aparentemente por redemoinhos numa
altura em que o nível das águas
no local era superior ao actual,
pelo menos a avaliar pelas mar-
Junto ao Santuário da Senhora do Monte, este miradouro é um dos menos frequentados e de maior beleza da Capital
Portuguesa.
Delimitado pelo bonito Lar-
go do Monte, este miradouro é
sombreado por frondosas árvores que o circundam e conta com
um painel de azulejos indicativos dos locais que ali se conseguem avistar.
A partir dele pode observar-se, o Castelo de São Jorge, parte
da Baixa de Lisboa e o estuário
do rio Tejo, bem como, do Bairro Alto até ao Parque Florestal
de Monsanto.
PARABÉNS
12 DE FEVEREIRO DE 2016
Parabéns a você
FEV
10
Quarta-feira de cinzas
Ana Ferreira
Andorra
Andorra La Vella
Antonio Camilo
Sotteville Les Rouen
França
Antonio Coelho
Remscheid
Alemanha
Antonio Maia
St. Etienne Du Rouvray
França
Antonio Mestre
Bramsche
Alemanha
Antonio Paulos
Sao Paulo
Brasil
Armenio Grilo
Saint Orens De Gameville
França
Carlos Martins
Teresopolis
Brasil
Carminda Guimaraes
Paris
França
Celso Almeida
Rio De Janeiro
Brasil
David Chaves
Seckach
Alemanha
Estela Rezende
Rio De Janeiro
Fatima Soares
Arnsberg
Florinda Pereira
Rio De Janeiro
Francisco Viriato
Arbon
Gomes Ernesto
Fontaine Les Dijon
Guerreiro Marcelino
Comodoro Rivadavia
Henrique Proenca
Sao Paulo
Joao Freitas
Sao Roque
Joaquim Serra
Rio De Janeiro
Jose Aguiar
Rio De Janeiro
Brasil
Alemanha
Brasil
Suíça
França
Argentina
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Jose Luz
Comodoro Rivadavia
Argentina
Luis Brito
Corbeil-essonnes
França
Manuel Oliveira
Germiston South
África Do Sul
Manuel Trigo
Venissieux
França
Maria Marques
Boulogne-billancourt
França
Maria Ramalho
Rio De Janeiro
Brasil
Miguel Moreira
Rio De Janeiro
Brasil
Oscar Brito
Comodoro Rivadavia
Argentina
Parcidio Peixoto
Viroflay
França
Pinheiro Antonio
Niderhaslach
França
Pires Julia
Escaldaes-engordany
Andorra
Santos Alberto
Bischheim
Sidonio Silus
Rio De Janeiro
Valdemar Caetano
Els Cortals
FEV
11
França
Brasil
Andorra
Dia Mundial do Doente
Adriano Pinto
Paris
Almeida Joaquim
Argenteuil
Amadeu Goncalves
Bischheim
Antonio Costa
Vancouver
Antonio Fernandes
Etterbeek
Armindo Marques
Montreal
Artur Santos
London
Augusto Rygon
Rio De Janeiro
Baltazar Jacinto
Bezons
Diamantino Pinheiro
Rio De Janeiro
Eduardo Gregorio
Labarthe Sur Leze
Fernando Ferreira
Puteaux
Gabriel Capelo
Bischheim
Goncalves Maria
Paris
Graciano Oliveira
Rio De Janeiro
Grilo Joaquim
Merignac
Isabel Rolo
Maintal
Joaquim Goncalves
Noisy Le Sec
Jose Costa
Tingalpa
Jose Galvao
Sao Paulo
Jose Graca
Kummerfeld
Jose Leite
Garges Les Gonesse
Jose Lopes
Houilles
Jose Quadros
Praia Da Barra
Juliana Martins
Lucerna
Lucilia Oliveira
Rio De Janeiro
Luis Machado
Nilopolis
Luiz Vinagre
Olaria - Rj
Manuel Joaquim
Andorra La Vella
França
p.45
A EMIGRAÇÃO VISTA PELO CARTOON DO ZÉ MANEL(publicado originalmente em 1970)
O desejo de emigrar por parte dos jovens não é recente. Já em 1970 se encontravam
alguns jovens a procurar a emigração e, algumas vezes, até crianças...
Martoccia Dominique
Beauchamp
Nilton Barbosa
Rio De Janeiro
Pedro Simao
Gien
Silvino Russo
Rio De Janeiro
Velez Manuel
Paris
Vitor Nochieri
Sao Paulo
Wagner Pinheiro
Sao Paulo
França
Brasil
França
Brasil
França
Brasil
Brasil
França
França
Canadá
Bélgica
FEV
12
Dia da mão vermelha
Brasil
Afonso Bastos
França
Le Perreux Sur Marne
Alemao Gualter
Arnsberg
Alemanha
Almeida Edgar
Marseille
França
Alves Jose
Amorbach
Alemanha
Antonio Dias
Rio De Janeiro
Brasil
Antonio Lino
Sulz
Alemanha
Avelino Ferreira
Soisy Sous Montmorency
França
Correia Jose
St. Clement
Jersey C.I
Da Steven
Gagny
França
Domingos Lopes
Echirolles
França
França
França
Canadá
Inglaterra
Brasil
França
Brasil
França
França
França
França
Alemanha
França
Austrália
Brasil
Alemanha
França
França
Portugal
Suíça
Brasil
Brasil
Brasil
Andorra
Duarte Belmira
Bourges
Francisco Pita
Sampaio - Rj
Gilberto Morgado
Rio De Janeiro
Joao Dias
Villeurbanne
Joao Silva
Dolembreux
Joao Souza
Rio De Janeiro
Jose Bernardo
Backnang
Jose Teixeira
Lingolsheim
Manuel Torres
Romainville
Maria Oliveira
Sao Paulo
Miguel Silveira
San Jose
Ribeiro Francisco
Anyos
Sampaio Gloria
Andorra La Vella
Walter Giorgini
Rio De Janeiro
Brasil
Brasil
França
Bélgica
Brasil
Alemanha
França
França
Brasil
U.S.A.
Andorra
Andorra
Brasil
JAN
FEV
13
Dia Mundial da Rádio
Aida Fernandes
Oeiras
Alfredo Correia
Rio De Janeiro
Alonso Carrasco
Dusseldorf
Antonio Lopes
Aubervilliers
Antonio Peixoto
Belem
Antonio Teixeira
Limours
Antonio Teixeira
Fafe
Antonio Viegas
Sao Paulo
Arnaldo Salta
Rio De Janeiro
Casimiro Oliveira
Zurich
Constanca Moreira
Rio De Janeiro
Cristina Correia
Petropolis
Da Conceicao
Encamp
Delfim Ribeiro
Champigny Sur Marne
Portugal
Brasil
Alemanha
França
Brasil
França
Portugal
Brasil
Brasil
Suíça
Brasil
Brasil
Andorra
França
Eduardo Silva
Brasil
Barra Mansa
Fernando Mendes
Argenteuil
França
Ferreira Antonio
Clermont Ferrand
França
Francisco Oliveira
Santos
Brasil
Goncalves Alberto
Wiltz
Luxemburgo
Graca Hilario
Goussainville
França
Henrique Godinho
Rio De Janeiro
Brasil
Joao Trindade
Rio De Janeiro
Brasil
Joaquim Goncalves
Saint Orens De Gameville
França
Jose Gomes
Sault Ste. Marie
Canadá
Jose Granado
Vila Velha
Brasil
Jose Vilela
Niteroi
Brasil
Leal Luis
Troyes
França
Manuel Moreira
St. Etienne Du Rouvray
França
Manuel Pereira
Saverne
França
Maria Graca
Rio De Janeiro
Brasil
p.46
PARABÉNS
12 DE FEVEREIRO DE 2016
Parabéns a você
Maria Lopes
Comodoro Rivadavia
Padre Finatto
Pierrelaye
Pinto Joao
Munster
Raul Oliveira
Rio De Janeiro
Silva Hernani
Clermont-ferrand
Silvia Madeira
Offenbach
Tiago Duarte
Bressonnaz
Tobias Cruz
Rio De Janeiro
FEV
14
Argentina
França
França
Brasil
França
Alemanha
Suíça
Brasil
Dia dos Namorados
Afonso Manuel
Andorra La Vella
Americo Simoes
Fontenay
Antonio Ferreira
Buchs
Andorra
França
Suíça
Antonio Freitas
Pretoria
África Do Sul
Antonio Martins
La Roquettes S/liagre
França
Antonio Resende
Rio De Janeiro
Brasil
Augusto Silva
Bamberg
Alemanha
Cidalia Silva
Bollion
Suíça
Fatima Silva
Hagen
Alemanha
Humberto Marques
Colombes
França
Joaquim Azevedo
Wizernes
França
Joaquim Branco
Vila Das Aves
Portugal
Jose Oliveira
La Varenne
França
Jose Pereira
Toulouse
França
Jose Ventura
Epernay
França
Manuel Cruz
Salvador
Manuel Lage
Eglisau
Manuel Rodrigues
Levallois Perret
Maria Deerszteler
Niederkassel
Maria Fontes
Rio De Janeiro
Oliveira Maria
Versailles
Paulo Moreira
Rio De Janeiro
Pereira Jose
Villeneuve
Salomao Viegas
Hamburg
Vera Faria
Rio De Janeiro
FEV
15
Brasil
Suíça
França
Alemanha
Brasil
França
Brasil
Suíça
Alemanha
Brasil
Portugal reconhece
a independência dos
EUA
Alves Manuel
Andorra La Vella
Alves Manuel
Andorra La Vella
Andorra
Andorra
Alves Manuel
Andorra La Vella
Andorra
Angelo Rosado
Rio De Janeiro
Brasil
Antero Oliveira
Le Havre
França
Manuel Laje
Stuttgart
Alemanha
Antonio Nunes
Belo Horizonte
Brasil
Antonio Oliveira
Lure
França
Antonio Palma
Thunder Bay
Canadá
Armando Damiao
Saint Jean
França
Belmiro Pereira
Colombes
França
Brito Fernando
Sant Julia De Loria
Andorra
Camilo Costa
Rio De Janeiro
Brasil
Carlos Pereira
Saint Didier
França
Da Filipe
Encamp
Andorra
Guilherme Silva
Brasilia
Brasil
Ilidio Francisco
Sidney
Austrália
Joaquim Alves
Menden
Alemanha
Jorge Soares
Rio De Janeiro
Brasil
Jose Ferreira
Champigny Sur Marne
França
Jose Matoso
Montpellier
França
Jose Pereira
Tewksbury
U.S.A.
Jose Rodrigues
La Massana-andorra
Andorra
Julia Schutte
Hamburg
Alemanha
Manuel Almeida
Santos
Brasil
Manuel Baptista
Olinda
Brasil
Manuel Fernandes
Luxembourg
Luxemburgo
Manuel Remus
Rio De Janeiro
Brasil
Maria Alves
Freiburg
Alemanha
Maria Alves
Freiburg
Alemanha
Maria Mota
Helmsange
Luxemburgo
Natali Cetrangolo
Suíça
Payerne
Paulo Pais
Arcueil
França
Paulo Silva
Hamburg
Alemanha
Pereira Carlos
Le Chambon Feugerolles
França
Pereira Carlos
Firminy
França
Pereira Manuel
St. Fons
França
Rodrigues Maria
La Massana
Andorra
Victor Alves
Rosny Sur Bois
França
Laurentino Catarino
Rio De Janeiro
Brasil
FEV
16
Dia do Repórter
“O Emigrante/ Mundo Português” dá os parabéns a todos os seus leitores que festejam nesta data o seu aniversário. Para que fique para a história e para que esta continue a ser a página de sucesso que tem sido até aqui, envie-nos
a sua data de nascimento e passará a fazer parte desta grande família que é “O Emigrante/Mundo Português”.
Abilio Miguel
Limeil-brevannes
Abilio Silva
Biaufond
Albino Silva
Rio De Janeiro
Aline Nogueira
Rio De Janeiro
Antonio Antunes
Villejuis
Antonio Lanita
Agasul
Antonio Pinto
Paris
Araujo Antonio
Els Cortals
Arlindo Gomes
Richmond
Armindo Martins
Vanderbijlpark
Carlos Soares
Elizabeth
David Oliveira
St. Seine L Abbaye
David Santos
Luxembourg
Ferreira Luz
Encamp
Garcia Silvio
Paris
Godinho Alberto
Ste.Croix En Plaine
Gracinda Pereira
Rio De Janeiro
Jose Almeida
La Neuveville
Jose Fraga
Chaville
Luis Machado
Roquettes
Luiz Matos
Rio De Janeiro
Manuel Neto
Rottweil
Manuel Varela
Saint Gaudens
Marcilio Viegas
Rio De Janeiro
Marcolino Patatas
Sao Paulo
Maria Pereira
Rio De Janeiro
Maria Teixeira
Rio De Janeiro
Prof Oliveira
Limoges
Ruben Fernandes
St. Brelade
Valter Duarte
Rio De Janeiro
FEV
17
França
Suíça
Brasil
Brasil
França
Suíça
França
Andorra
Canadá
África Do Sul
U.S.A.
França
Luxemburgo
Andorra
França
França
Brasil
Suíça
França
França
Brasil
Alemanha
França
Brasil
Brasil
Brasil
FEV
18
Dia de S.Teotónio
Brasil
França
Jersey C.I
Brasil
Dia que se celebra o nascimento de Almirante Gago
Coutinho
Alvaro Guedes
Sao Paulo
Ana Almeida
Rio De Janeiro
Antonio Cruz
Bossiere
Armando Gonzaga
Rio De Janeiro
Armando Torres
Asperg
Augusto Ruas
Rio De Janeiro
Euda Peixoto
Rio De Janeiro
Gilberto Serpa
Rio De Janeiro
Brasil
Horacio Goncalves
Montmorency
França
Inacia Cavaco
Comodoro Rivadavia
Argentina
Jaime Pinto
Clichy Sous Bois
França
Joaquim Pereira
Criciuma
Brasil
Joaquim Pinho
Rio De Janeiro
Brasil
Jorge Rodrigues
Zurich
Suíça
Jose Carreira
Geneve
Suíça
Jose Ferreira
Niort
França
Jose Gomes
Minusio
Suíça
Jose Goncalves
Tremembe
Brasil
Julio Lagoa
La Massana
Andorra
Leiria Luiz
Granges
Suíça
Lino Vasconcelos
Rio De Janeiro
Brasil
Luis Carvalho
Sao Vicente
Brasil
Luis Pinto
Rio De Janeiro
Brasil
Manuel Sousa
Rio De Janeiro
Brasil
Marcio Matos
Liestal
Suíça
Miguel Rodrigues
Geuensee
Suíça
Morais Jose
Wolpertswende
Alemanha
Nunes Fatima
Escaldaes-engordany
Andorra
Obert Celine
Selestat
França
Sofio Neves
Campos Dos Goytacazes, Rj Brasil
Verissimo Miguel
Gennevilliers
França
Brasil
Brasil
Suíça
Brasil
Alemanha
Brasil
Brasil
Abilio Oliveira
Fontenay
Adelino Antunes
Ormesson S/marne
Agostinho Pocas
Fleury Les Aubrais
Alvaro Pereira
Rio De Janeiro
Americo Santos
London
Anabela Lopes
Andorra La Vella
Andiaria Teixeira
Rio De Janeiro
Angelo Soares
Carmel Ca
Antonio Santos
Maisons Alfort
Antonio Silva
Rio De Janeiro
Aquilino Antunes
Bry Sur Marne
Artur Neto
Recife
Augusto Dias
Meudon
França
França
França
Brasil
Inglaterra
Andorra
Brasil
U.S.A.
França
Brasil
França
Brasil
França
Cabral Fernando
Renens
Suíça
Carreira Prudencio
Vancouver
Canadá
Costa Silva
Rosny Sur Bois
França
Daniel Cruz
Paris
França
Fernanda Cabeta
Dudelange
Luxemburgo
Jean Figueiredo
St. Andre Le Gal
França
Joao Silva
Sao Paulo
Brasil
Joaquim Costa
Rio De Janeiro
Brasil
Jose Francisco
Santo Andre
Brasil
Manoel Maia
Rio De Janeiro
Brasil
Manuel Martins
Clery-st-andre
França
Manuel Oliveira
Neuchatel
Suíça
Maria Salgueirinho
Rio De Janeiro
Brasil
Norberto Almeida
Visconde Do Rio Branco
Brasil
Nuno Lopes
Kassel
Alemanha
Oliveira Deolinda
Geneve
Suíça
Paulo Dias
Geneve
Suíça
Renato Rasquinho
Sint-lambrechts-woluwe Bélgica
Ricardo Sousa
Comodoro Rivadavia
Argentina
Waldemar Goncalves
Vinhedo
Brasil
FEV
19
Dia do Desporto
Adelino Pedro
Oensingen
Agostinho Ribeiro
Rio Tinto
Americo Ribeiro
Soissons
Antonio Carvalho
Oberglatt
Antonio Costa
Florencio VarelaBuenos Aires
Antonio Manuel
Ville D'avray
Antonio Rodrigues
Ville D'avray
Antonio Rodrigues
St. Pierre Des Corps
Antonio Saraiva
Rottweil
Armenio Martins
Sao Paulo
Carlos Bastos
Rio De Janeiro
Constantino Tavares
Maisons Alfort
Dina Costa
Ramos
Ermelinda Azevedo
Niteroi
Gustavo Cifuentes
Comodoro Rivadavia
Isaura Moura
Magdeburg
Joao Barroqueiro
Niederbruck
Suíça
Portugal
França
Suíça
Argentina
França
França
França
Alemanha
Brasil
Brasil
França
Brasil
Brasil
Argentina
Alemanha
França
BOM FIM DE SEMANA
12 DE FEVEREIRO DE 2016
Cartoon da semana
(...) Da quase vintena de países que compõem o grupo da moeda
única, é em Portugal que está assente o “olho gordo” da Comissão
Europeia e onde se espera o maior défice orçamental para 2017 (...)
Uma mão amiga ajuda o primeiro-ministro António Costa
a colocar o “quadro” orçamental para 2016
MUNDO PORTUGUÊS
JOSÉ MANUEL DUARTE
Orçamento português na ementa de
almoço de Costa com Merkel
SEX, 12 FEV
O Conselho de Ministros aprovou finalmente o Orçamento de Estado para 2016.
Mas não se pense que este ciclo está terminado. Em bom rigor os problemas só agora
começam para se poder “gerir um país”. O
Fundo Monetário Internacional já alertou para
os riscos de derrapagem das contas públicas
portuguesas e a própria Comissão Europeia
assume que Portugal é o país com mais riscos de derrapagem da União.
As previsões económicas reveladas esta
semana pela Comissão Europeia trazem más
notícias para Portugal sobretudo pela falta de
margem para o presente orçamento.
Da quase vintena de países que compõem
o grupo da moeda única, é em Portugal que
está assente o “olho gordo” da Comissão Europeia e onde se espera o maior défice orçamental para 2017.
Claro que todo este quadro significa mais
perda de capacidade de decisão nacional.
Foi nestas alturas que José Sócrates e Passos Coelho se avistaram sistematicamente
com Ângela Merkel, e por isso não é de estranhar que na passada sexta-feira enquanto
esta crónica era escrita, António Costa estivesse sentado à mesa com a senhora Merkel
para um almoço onde a ementa começava
inevitavelmente pelo orçamento português
sem dúvida nenhuma...
O TEMPO QUE VAI FAZER EM PORTUGAL
A chuva vai ser rainha em todo o país. Sol só mais para o meio da semana...
DOM 14 FEV
NOVIDADES NO ORÇAMENTO...
Função pública - Subsídio fica em duodécimos
O subsídio de Natal vai continuar a ser pago
por duodécimos em 2016, ao ritmo da reversão do corte salarial que vigorar em cada mês
Horas extraordinárias pagas pela metade
O pagamento das horas extraordinárias na função pública vai continuar a ser feito por metade
do valor previsto na lei.
Andar de carro vai custar mais 1,4% por ano
O governo prepara-se também para aumentar em cerca de 1,4% o imposto de circulação
(IUC), o antigo selo do carro, pago anualmente pelos donos dos automóveis.
Estado dá garantias ao Fundo de Resolução
Os contribuintes são convidados a dar um aval
de até dois mil milhões de euros ao Fundo de
Resolução (FR) dos bancos em vez de emprestarem diretamente sempre que há resgates e ajudas à banca, lê-se na proposta preliminar.
Bancos - Taxa normal sobe, mas não os
derivados
TER 16 FEV
AÇORES
TER 14 FEV
MADEIRA
TER 14 FEV
Sumos e água com gás mantêm taxa a 23%
A descida do IVA da restauração de 23% para
13% vai deixar de fora, além das bebidas alcoólicas, os refrigerantes, os sumos, os néctares, as águas com gás e as águas "adicionadas
de gás carbónico ou outras substâncias".
Casais mantêm majoração de 10% no
subsídio
António Costa vai manter a majoração de 10%
no subsídio de desemprego atribuído aos casais desempregados, como acontecia até aqui.
CIRCULAR PELA VIA DA DIREITA
Uma campanha do
Uma campanha sempre em movimento e que cada vez mais vai registando novas adesões para a causa do “CIRCULAR
PELA DIREITA”.
Desta vez foram mais três empresas de
transportes que passam a circular com os
seus camiões devidamente assinalados com
o autocolante que reproduzimos à esquerda
a divulgar a acção.
A TRANSMAIA e os transportes HARPA
DOURADA na Maia, assim como a MENDES E SANDRA de Guimarães, passam a
partir de agora a inscrever os seus profissionais numa campanha que é já um sucesso
nas estradas de Portugal.
Recorde-se que também a A PSP - Polícia de Segurança Pública aderiu à campanha do Mundo Português de “Circular Pela
Deixam de estar isentas de imposto do selo
As garantias e comissões cobradas pelas operações realizadas entre instituições financeiras, excetuando-se apenas as que se destinem
à concessão de crédito. O limite máximo da taxa
sobre os bancos (contribuição sobre o setor bancário) será de 0,105% sobre o valor dos passivos, mais cinco milésimas em relação aos 0,1%
referidos nos últimos dias. Já a taxa mínima
mantém-se em 0,01%.
Uma campanha
imparável
Via da Direita”, juntamente com a Autoridade
Nacional de Segurança Rodoviária, Guarda
Nacional Republicana, Prevenção Rodoviária
Portuguesa, a Infraestruturas de Portugal, a
BRISA, a ANTRAM, e o entusiasmo continua
a ser contagiante, com muitas outras entidades a pretender aderir também.
Muitos camiões já rodam nas estradas
portuguesas com o dístico “Eu circulo pela
direita”, como forma de testemunhar a sua
adesão a uma campanha que os profissionais
elogiam e que já esperavam há muito tempo.
Mais do que multar ou impor, importa esclarecer e sensibilizar os automobilistas porque
afinal é segurança para todos.
Para mais informações sobre a campanha
[email protected]
www.mundoportugues.pt
Tel. (+351) 21 795 76 68 /9
Av. Elias Garcia, 57 - 7º · 1049-017 · Lisboa - Portugal
CONHEÇA OS NOSSOS EVENTOS, AÇÕES E MARCAS
Clique nos links!
www.mundoportugues.org
A MAIOR MOSTRA MUNDIAL DE EMPRESAS, MARCAS
E PRODUTOS PORTUGUESES PARA EXPORTAÇÃO
29 FEVEREIRO - 1 - 2 MARÇO 2016
MEO ARENA. LISBOA. PORTUGAL
loja.mundoportugues.pt
www.encontromundialdejovens.com
www.sisab.org
www.empresarioslusofonos.pt
www.eit.pt
www.encontrodelusoeleitos.com