Capital Europeia da Juventude 2

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Capital Europeia da Juventude 2
Capital Europeia da Juventude 2-3
Campeões Mundiais de RoboCup 11
Lígia Santos, a MasterChef 18-19
abertura
editorial
Uma ideia de
mudança
“O que é, exatamente por ser tal
como é, não vai ficar tal como está”,
apregoava sabiamente o dramaturgo e
encenador Bertold Brecht.
Falar de mudança é hoje um lugar-comum. Tanto
nos discursos públicos do poder político e económico,
como nas prosas de café, as referências à inevitabilidade da mudança são uma constante. Vivemos um período de tal agitação e
desassossego em que a mudança é, de facto, indiscutível.
Mas porque reclamar a mudança apenas nos momentos de turbulência?
Talvez faça sentido pensar que a mudança, mais do que um fim
incontornável, possa ser um propósito, uma procura sistemática,
focada na melhoria, no crescimento, na evolução.
Um breve retorno à história da humanidade torna evidente que
mudar sempre foi a tónica da civilização. O mundo, tal como o
conhecemos hoje, é fruto de muitas experiências, bem e mal sucedidas, de diferentes formas, revistas no tempo, de agir e interagir com o meio, de alterações de conceções ideológicas, crenças
e aspirações, de mudança nos modos de pensar e agir.
No mundo corporativo não é diferente. A escola, como espaço
nobre de conhecimento e de criação, cresce e evoluiu pelo labor
daqueles que, diante das possibilidades, atuam como agentes de
transformação. Analisam, refletem e concebem soluções inovadoras para os mais variados problemas, mas também fazem.
Sabemos que a mudança traz a ameaça do novo, do medo, do
desconhecido. Mas vem sobretudo acompanhada da oportunidade de renovação e inovação, da melhoria e do crescimento, do
desafio de gerar o novo a partir do passado, numa continuidade
que engloba rupturas e contradições, progressos e aperfeiçoamentos.
E, diante da mudança, o que faz a diferença é a escolha que fazemos: ameaça ou oportunidade.
Lançamos esta interrogação aos nossos alunos: diante da mudança de escola, de curso, de ano, que escolha fazer?
Queremos acreditar que todos irão decidir viver a escola como
um espaço para crescerem enquanto pessoas e cidadãos, desenvolvendo a autonomia e o sentido de responsabilidade, a capacidade de pensar sobre as coisas e de as questionar, cultivando
uma atitude de curiosidade em relação ao saber e de abertura ao
novo e à diferença.
Queremos que as vontades, projetos, sonhos, desejos, sejam
substantivos que se transformem em verbos de ação, conjugados no presente. Quero. Projeto. Sonho. Desejo.
O protagonista está definido. Basta a vontade individual, o foco
no objetivo e um forte sentido de realização.
Ana Cláudia Rodrigues
Direção Pedagógica
A partir deste número a epb Revista segue o Acordo Ortográfico
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Destaque: Braga, Capital Europeia da Juventude
Atividades diversificadas animam a cidade
dos arcebispos em 2012.
Cursos
Técnico Auxiliar de Saúde arrancou na escola.
Mas outros continuam com energia.
Fora de portas
Alunos testemunham o seu ingresso no mercado de trabalho.
Opinião
Professores, funcionários e empresários transmitem um olhar
crítico sobre temas da atualidade.
À Conversa com...
Lígia Santos, a 1ª MasterChef Portuguesa,
conversa com Eugénia Coutinho.
Iniciativas
Comunidade escolar dinamiza atividades
em vários domínios do saber.
Em rede
Integração de alunos
de países de expressão oficial portuguesa.
Escola
Mais EPB: uma associação aberta e plural.
A fechar
Evocar Manuel da Fonseca (1911-1993).
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destaque
Capital Europeia da Juventude
Quase 50% da
população bracarense
com
menos de 35
anos foi uma das
preponderantes razões para
a apresentação
da candidatura
da cidade a Capital
Europeia
da Juventude, uma iniciativa do Fórum
Europeu da Juventude, que teve como
primeira nomeada Roterdão, em 2009,
a que se seguiu Turim, em 2010.
Braga recebe agora o testemunho de
Antuérpia (CEJ 2011), e inaugura oficialmente o programa num evento que
ocorrerá a 14 de janeiro.
A programação da CEJ, cujos contornos exatos serão revelados ao longo do
ano, divide-se em 12 grandes áreas de
ação, com as quais se pretende um alargado envolvimento dos jovens bracarenses, e também do país.
yWORLD – Braga virada para o mundo,
com cimeiras internacionais, festivais de
música e gastronomia, e um concurso,
Word by youth eyes, são os destaques
desta área.
ATCAMPUS – tendo como alvo os universitários, inclui bolsas internacionais,
estratégias para o emprego, apoio aos
empreendedores (YAngels), mas também eventos culturais e desportivos,
como um festival de curtas-metragens e
o Campeonato Mundial de Futsal Universitário.
BRACARA FROM AUGUSTUS – a designação da ação não deixa margem para
dúvidas, é a Bracara Augusta revisitada,
com dois grandes eventos, Braga PréRomana e Braga Romana.
YOUTH THINK TANK – tempo para pensar o futuro, incluindo um Repositório
Digital e o Orçamento Participativo, que
se quer participado pela juventude bracarense.
JOGOS DA JUVENTUDE – jovens das 62
freguesias bracarenses disputarão uns,
garantidamente animados, jogos concelhios com provas eliminatórias.
Y. HELP – é o espaço da solidariedade,
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com ações de voluntariado social e o assinalar do Dia Internacional das Histórias
de Vida.
PARLAMENTO JOVEM EUROPEU – sensibilizar os jovens para a importância
da participação política é o objectivo da
ação, que incluirá, além de uma reprodução do Parlamento Europeu, encontros
com decisores políticos.
YOUTH CITY MAKERS – elaborar uma
agenda política europeia e um Concurso
internacional de ideias são ambiciosos
objectivos, numa área que integra uma
parceria extraeuropeia, com a cidade do
Rio de Janeiro, incluindo o
Congresso Mundial da Juventude.
CREATE YOUR FUTURE –
trabalho e emprego são o
alvo da área de ação que
envolverá um Gabinete do
Empreendedor, estágios internacionais, uma feira tecnológica e outra das indústrias criativas.
URBAN ART – artes à solta,
com dois festivais de música, nacional e internacional,
festivais de teatro e da juventude, uma Bienal de Arte
Jovem, torneios de desportos urbanos e
um cortejo irreverente.
BREATHE THE FUTURE – olhar um futuro
sustentável, passando por uma Orquestra Reciclada e atividades ao ar livre.
STUDENTS ACT – estágios internacionais para os estudantes em Associações
Juvenis, Festival de Artes Performativas,
Torneio Nacional de Futebol de Rua, Celebração do Dia do Músico, Festival do
Conto e Festival de Música, são algumas
das iniciativas programadas para 2012.
Além dos grandes eventos que enumerámos, as 12 áreas de ação incluem
diversificadas atividades abertas ao público, designadamente workshops e seminários temáticos.
Para mais informações, e para conhecer em detalhe a programação da CEJ, é
só visitar a página da Câmara de Braga
www.cm-braga.pt, ou o facebook www.
facebook.com/BragaCEJ2012.
Redação
UMA MARCA para o futuro será sem
dúvida a reconversão do antigo quartel da GNR, no Campo da Vinha, com o
nome de código GeNeRATION.
O projeto de arquitetura é de José
Carvalho Araújo, que no vídeo de
apresentação começa por colocar a
questão – e se todos os criativos dispersos partilhassem a mesma casa?
O edifício merecerá uma intervenção
radical, com a relocalização da entrada, num corte assumidamente provocatório da esquina, permitindo, assim,
a apresentação de duas frentes e um
convidativo acesso pedonal.
Na rua lateral será eliminado o estacionamento e desaparecerá o atual
muro, criando-se uma praça urbana
delimitada por um muro-cortina garantindo a permeabilidade visual.
Uma marcante escadaria exterior dará
acesso aos diferentes pisos do edifício,
onde será instalado um restaurante,
bar, auditório, salas de trabalho criativo comum, espaços para exposições,
enfim, todas as infraestruturas consideradas pertinentes para cumprir o
objetivo enunciado no final do vídeo:
Vamos colocar Braga no panorama
cultural internacional.
À data do fecho desta edição apenas
se sabe que os trabalhos serão adjudicados em breve, o que indica um sensível atraso no que respeita à fruição
do edifício durante 2012. Mas é, sem
dúvida, grande a expectativa para
esta intervenção, que se espera venha
a ter grande e consolidado impacto na
vida cultural bracarense.
Vale a pena espreitar o vídeo em
http://municipiobraga.blogspot.
com/2011/09/generation.html
destaque
Bracarenses tomam a palavra
Na peugada da Braga Capital Europeia da Juventude 2012 (CEJ), fomos para
a rua, bem no coração de
Braga, ouvir os bracarenses
acerca deste evento histórico.
As respostas obtidas apontam no sentido de que a
maioria das pessoas tem uma
ideia do que vai acontecer
no próximo ano, mas sabem
muito pouco da forma como
se vai passar, em concreto. O
que terá a ver com o facto de
o programa definitivo ainda não ser conhecido, o que
acontecerá antes do Natal.
Seja como for, há bastantes expectativas em relação
ao ano que vem, sabendose que Braga tem potencial
para dinamizar a CEJ, podendo atrair milhares de pessoas
sobretudo jovens.
1ª – Diga-nos, por favor,
a sua idade e ocupação.
2ª – Sabe que Braga é a
Capital Europeia da Juventude em 2012?
3ª – Conhece alguns aspetos do programa?
4ª – Acha que Braga tem
potencial ou capacidades
para organizar um evento
deste género?
5ª – Que espera de Braga,
como CEJ 2012?
• 17 anos, estudante.
• Sim, sei que Braga é a CEJ,
porque é visível em outdoors.
• Não conheço nenhum aspeto do programa.
• Penso que não, penso que
Braga, em comparação
com outras cidades europeias, não tem potencial
nem capacidades para ser
CEJ.
• Espero que este evento sir-
va para Braga crescer e ganhar projeção na Europa.
• 20 anos / estudante universitário.
• Sim.
• Sim, tais como: atividades
ligadas ao associativismo,
debates sobre a sustentabilidade dos jovens, atividades lúdicas (arte, multimédia, etc.).
• Não, devido à falta de infraestruturas, tais como pousadas para alojar os jovens.
• Acho que Braga não vai
estar à altura das expectativas.
• 42 anos, oculista.
• Sim, através do jornal local.
• Sim, tais como divulgar as
potencialidades dos jovens
e da cidade e fazer com
que os jovens se dediquem
mais à cultura e história locais.
• Não sei qual vai ser a massa humana, mas sim, penso
que tem meios para alojar
os jovens de forma cómoda e barata.
• Espero que seja bom como
forma de divulgar a cidade
e o que esta tem de bom.
Por exemplo: Museus, beleza natural. E espero também que traga inovação ao
programa do Theatro Circo.
• 25 anos, estudante universitário.
• Sim, através da universidade. Vamos dar alguns
concertos e apresentamos
algumas propostas à CMB.
• Sim, sei que vai haver um
guia multimédia da cidade.
• Sim, a cidade tem capacidade.
• Espero que o facto de Braga ser a CEJ traga conhecimento a nível europeu e
que contribua para o país
em geral de forma positiva
e que dê oportunidades a
pessoas artísticas.
• 31 anos, arqueólogo.
• Sim, tenho.
• Sim, conheço alguns pontos do que tenho tido
oportunidade de ler na
comunicação social. Destaco, por exemplo, o Bracara
From Augustus, o Breathe
the Future, o Youth City
Makers, e outros dedicados
ao empreendedorismo.
• Uma vez que este tipo de
eventos é, sobretudo, dirigido para um setor jovem
da sociedade e que a região continua a ser uma
das zonas mais jovens da
Europa, acredito que Braga
tem potencial para receber um evento deste tipo.
Contudo, a capacidade
organizativa vai requerer
que a entidade gestora
do evento trace objetivos,
constitua uma equipa forte e motivada e que saiba
auscultar os jovens e as associações juvenis, porque
o sucesso da CEJ dependerá do envolvimento das
forças vivas que trabalhem
e mobilizem a juventude.
• Espero, sobretudo, um
evento que estabeleça objetivos reais, que vão de
encontro às necessidades
dos jovens. Creio que, hoje
em dia, é mais necessário
dotar os jovens de ferramentas para se inserirem
e competirem no mercado
de trabalho, do que propriamente concertos musicais. É certo que a parte
lúdica é importante, mas,
no contexto atual de grave
crise financeira e de difícil
inserção no mercado laboral, é pertinente os jovens
adquirirem aprendizagens
que lhes facilitem o ingresso numa profissão. Isso
pode ser conseguido se se
aproveitar a CEJ para fazer
intercâmbios culturais com
representantes de outros
países, praticar outras línguas, saber como se trabalha noutros países, enfim,
conhecer outras realidades. Acredito que é, ainda, uma oportunidade de
promover a nossa cultura
e a nossa cidade, e isso só
se fará com um bom acolhimento e um bom roteiro turístico que passe por
sítios de elevado interesse
patrimonial e histórico.
Recolha realizada por
António Peixoto e Juliana Fernandes
1º ano de Gestão
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cursos
Gestão, curso aberto à inovação
O Curso Técnico de Gestão está, na atualidade, perfeitamente formatado para responder às solicitações dos mercados, porque prepara os formandos para o seu enquadramento nas organizações e, sobretudo, lhes transmite o
espírito empreendedor que os encoraja a criar o
próprio negócio.
Esta última vertente é prioritária, considerando o facto de as instituições públicas e privadas
se encontrarem num processo de flexibilização
das suas estruturas, optando por subcontratar
serviços em detrimento da efetivação de recursos
humanos.
Na Escola Profissional de Braga, a formação em
Gestão engloba uma matriz sociocultural semelhante a todos os cursos e uma componente científica que incide na Matemática e na Economia. Assim, é na
componente técnica que se encontra o catalisador de diferenciação. Com efeito, optámos, desde 2008, por introduzir,
na disciplina de Contabilidade e Fiscalidade, o novo Sistema
de Normalização Contabilística, antecipando-nos à entrada
em vigor desse Plano de Contas. Na mesma disciplina, utilizámos, há vários anos, aplicações informáticas permanente-
mente atualizadas que permitem o domínio de ferramentas
capazes de proporcionar valor acrescentado aos nossos alunos. Na disciplina de Direito das Organizações, a grande preocupação é atualizar, de forma constante, os normativos que
regulam o funcionamento das atividades económicas. Em Cálculo Financeiro e Estatística Aplicada, é realizada uma aproximação à atividade
bancária. No entanto, é na amplitude da disciplina de Gestão que são obtidas aprendizagens
diversificadas, nomeadamente ao nível da gestão de recursos humanos, da produção, dos stocks da análise económico-financeira e da gestão
comercial, bem como em termos da comunicação
empresarial, marketing, estudos de mercado, inovação e empreendedorismo.
O Curso Técnico de Gestão nunca poderá considerar-se como fechado. Está permanentemente aberto à
evolução das atividades empresariais, adaptando-se a novas
exigências mantendo, todavia, um firme compromisso com a
criatividade e a inovação.
Paulo Leitão
Coordenador de Curso
Secretariado, para que te quero?
Numa época de profunda
instabilidade e precaridade
profissional, escolher a EPB
revelou-se a opção adequada. Que nos motivou a escolher a área de secretariado?
Será por sermos mulheres?
Se, em tempos, o secretariado estava marcadamente
vocacionado para o público
feminino, hoje em dia, este
preconceito já não se aplica.
Somos secretárias por termos optado abraçar uma
atividade transversal a qualquer área de negócio. Teremos mais oportunidades de
emprego? Acreditamos que
sim!
A componente prática do
curso assenta na panóplia de
tarefas que compõem o quotidiano de um profissional de
secretariado. E, com alguma
vaidade, parafraseamos a
nossa colega Rita Ferreira,
“por detrás de um grande
executivo, está sempre um
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grande profissional de secretariado”. A nossa articulação
com o mundo empresarial
pessoais, a EPB prepara-nos
para a interiorização de atributos que irão constituir um
local passa pela participação
ativa em situações de rececionismo que nos dotam de
um know-how essencial para
a nossa futura inserção no
mundo do trabalho.
Porque ao profissional de
secretariado são exigidas
determinadas
qualidades
fator de preferência por parte das entidades patronais.
“Hoje, adormeci” deixou de
ser argumento. Entre outros
fatores, tornamo-nos britânicas na pontualidade e na
assiduidade, imprescindíveis
para o cumprimento da nossa função.
Cultivar o relacionamento
interpessoal é outro dos nossos desafios, porque temos a
consciência de que favorece
as relações profissionais e
pessoais. E a nossa capacidade de iniciativa? Se não a
desenvolvermos, candidatamo-nos a um lugar numa
prateleira sem qualquer
oportunidade de evidenciarmos o nosso potencial
e reforçarmos que o nosso
posicionamento é fulcral na
estrutura empresarial.
Se voltássemos atrás, continuaríamos a contemplar o
curso de secretariado da EPB
como trampolim para o mercado de trabalho. Agora, já
estamos quase a voar com a
convicção de que o faremos
com segurança!
3º ano do Curso Técnico de Secretariado
Natália Rebelo
Coordenadora de Curso
cursos
Novo curso de Técnico Auxiliar de Saúde
A importância da Comunicação em Saúde
É de extrema importância a adoção de um perfil assertivo,
por parte do profissional de saúde. Muitas das vezes, o simples facto de escutarmos ou mesmo de nos mostrarmos disponíveis na interação com o utente faz com que consigamos
criar laços de empatia e, assim, numa fase posterior, alcançarmos a confiança da Pessoa.
Em suma, o processo de comunicação em saúde tem importância crítica e mesmo estratégica, pois pode influenciar
significativamente a avaliação que os utentes fazem da qualidade dos cuidados de saúde e influenciar os resultados da
atividade dos profissionais, em termos de ganhos em saúde.
Logo, está “nas nossas mãos” marcar pela diferença no contacto direto com o utente, comunicando assertivamente ao
encontro das necessidades de cada Pessoa.
O Técnico Auxiliar de Saúde tem um papel crucial, no que
diz respeito à comunicação em Saúde. Não podemos esquecer que nós, técnicos de saúde, somos a “porta de entrada” de qualquer Instituição de Saúde.
Assim, a forma como acolhemos e comunicamos com o
utente influencia o seu comportamento no contacto com
toda a equipa multidisciplinar e serviço de saúde. O modo
como interagimos com a Pessoa determina a forma de agir,
pois comportamento gera comportamento!
Tudo é comunicação, desde as simples palavras que utilizamos aos gestos que representamos. É de todo impossível
não comunicar, até estando em silêncio estamos a comunicar.
Então, é fundamental que o profissional de saúde conheça
e identifique as barreiras comunicacionais, de modo a encontrar estratégias para as combater ou mesmo eliminar. A distância física entre as pessoas é um espaço que nós, enquanto
técnicos auxiliares de saúde, podemos eliminar, sendo uma
estratégia fácil e que poderá fazer a diferença no processo comunicacional.
1º ano do Curso Técnico de Auxiliar de Saúde
Disciplina de Comunicação e Relações Interpessoais
O TÉCNICO Auxiliar de Saúde é o profissional que, sob a
orientação de profissionais de saúde com formação superior, auxilia na prestação de cuidados de saúde aos utentes,
na recolha e transporte de amostras biológicas, na limpeza,
higienização e transporte de roupas, materiais e equipamentos, na limpeza e higienização dos espaços e no apoio
logístico e administrativo das diferentes unidades e serviços
de saúde.
Como saídas profissionais, poderá desempenhar funções
em unidades clínicas, unidades hospitalares, IPSS, centros de
análises clínicas, gabinetes médicos e áreas afins da Saúde e
Higiene, Segurança e Saúde do Trabalho, no setor da Saúde.
A palavra dos alunos
SE TIVESSE de dizer o significado deste curso, se calhar dizia
que foi a necessidade de ajudar as pessoas que me trouxe
aqui. A cada dia que passa, orgulho-me mais de andar nesta escola. Eu adoro o curso. Sabem a peça principal de um
quebra-cabeças? Neste quebra-cabeças que é a minha vida, a
peça que falta é o futuro, e sei que com este curso e esta escola
só tenho uma opção: ganhar o jogo!
Marisa Fernandes AS11
CONFESSO, no início não me entusiasmava entrar na EPB. Até
que me informaram do curso que há tanto ansiava. Pesquisei, procurei mais informação e decidi: “Sim, é isto que quero”.
Inscrevi-me, fui selecionada. Logo no 1º dia, percebi com toda
a certeza que não me ia arrepender da minha opção. Estou a
gostar do curso, do ambiente, das amizades novas e dos professores. Considero todos estes fatores importantes para a integração de um aluno. E a EPB tem um pouco de cada.
Sara Sousa AS11
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cursos
Visita à CONCRETA 2011
Os cursos da Escola Profissional de Braga
têm as suas especificidades e tradições.
Ora, para o Curso Técnico de Construção
Civil, é já um hábito a visita à Concreta,
uma Feira de Materiais de Construção
que se realiza em outubro, na Exponor,
em Matosinhos.
Dantes, dias após o início do ano letivo,
lá se deslocavam todos os alunos, sendo
um dia diferente, principalmente para os
mais novos. Mais recentemente, a feira
passou a realizar-se de dois em dois anos.
Assim, no passado dia 20 de outubro, a
exposição era uma novidade para duas
turmas, apenas os estudantes mais velhos
sabiam do que se tratava. E às turmas de
Construção Civil juntaram-se os alunos do
CEF CAD, o que constituía, à partida, um
grande grupo.
E o que viram? Que terá a feira de especial para deixar uma impressão tão positiva nos estudantes?
A feira é uma enorme exposição de ma-
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teriais de construção, com produtos tão
diversos e variados que sempre surpreendem os alunos. Um local onde podem
entrar nos stands, ver, contactar, mesmo
manusear e pedir amostras.
A visita é de estudo e, por isso, a cada
aluno é atribuída uma tarefa determinada:
recolher informação técnica, catálogos e
amostras, relativas ao tema (elemento de
construção) que lhe foi destinado, podendo os estudantes ainda receber pequenos
brindes que as empresas oferecem. Então,
no fim, para além de um dia bem passado, ainda há que comparar o que cada um
trouxe sobre o que lhe fora solicitado e,
às vezes, as muito interessantes ofertas,
como sacos, porta-chaves, canetas.
A novidade marcante de 2011 foi a pre-
sença de tijolos de nova geração, com encaixes para facilitar a construção, reduzir
a mão de obra e melhorar a resistência
mecânica das alvenarias. Uma empresa,
numa clara estratégia de marketing, montou no seu stand uma prova de esforço de
uma viga padieira, constituída apenas por
tijolos com estas características, tornando-se a experiência mais apelativa, um
sucesso para atrair os visitantes.
A atividade só termina um ou dois dias
depois, nas aulas das disciplinas técnicas,
quando são analisados os elementos recolhidos por cada aluno, explicados em
pormenor a toda a turma pelo professor, e
observados e manuseados por todos. Desta forma, pretende-se que todos possam
aumentar os seus conhecimentos sobre a
vasta gama de materiais de construção e
proporcionar-lhes o desenvolvimento de
competências sociais e pessoais.
Maria Cândida Lacerda
Professora
cursos
O mercado de trabalho no setor do frio
Como todos sabemos, existem várias
opiniões acerca dos cursos profissionais e da sua empregabilidade. Mas
uma questão ocorre: até que ponto
os jovens técnicos estarão ou não preparados para preencher as lacunas do
mercado de trabalho no setor do frio?
Todas estas dúvidas surgem devido
ao facto de as carências em matéria de
formação no setor do frio serem evidentes e o mercado apresentar índices de
qualificação baixos, o que preocupa as
empresas, pois torna-se um entrave ao
crescimento e à competitividade.
É sabido que os cursos profissionais
apresentam um papel fundamental na
formação, uma vez que preenchem o
fosso que existe entre quem opta por
terminar o ensino secundário normal e
queira ingressar no mercado de trabalho ou quem opte pelo ensino superior.
Aqui, as escolas profissionais desempenham um papel importante, pois os
contactos privilegiados existentes com
as empresas permitem a frequência
de estágios aos formandos, ao mesmo
tempo que colocam as escolas a par das
necessidades das empresas, aspeto importante para a elaboração de um perfil
adequado a um técnico profissional.
Porém, a aquisição de um perfil base
para estes técnicos deve iniciar-se durante a sua formação, sensibilizando os
formandos para as necessidades que as
empresas e o mercado enfrentam nas
várias especialidades existentes, sendo
certo que os mesmos poderão optar
dentro da sua área de formação e as
respetivas necessidades de formação
contínua.
No caso do setor do frio, o leque de
especialidades é extenso, em que se
destacam como principais vertentes
a AVAC (Aquecimento Ventilação e Ar
Condicionado) e a Refrigeração. Para
além da possibilidade de estes técnicos
optarem por uma destas vertentes em
empresas de prestação de serviços, po-
derão também ingressar num ambiente
industrial, sobretudo nas indústrias de
conceção e produção de equipamentos
de frio.
Em suma, estou certo que, dentro das
dificuldades existentes na procura e
oferta de trabalho, o mercado no setor
do frio tem capacidade para absorver
uma elevada percentagem destes técnicos. Para isso, é estritamente fundamental que as empresas e escolas caminhem
de mãos dadas na formação de novos
técnicos, mantendo relações de parceria, pois só assim as escolas profissionais
poderão dar resposta às necessidades
do mercado.
Aos futuros técnicos, compete responder às necessidades do mercado,
tendo sempre em mente a sua formação contínua, bem como a evolução das
suas competências.
Com o objetivo de assinalar a época
natalícia em que nos encontramos, no
átrio de entrada da EPB, está exposta uma Árvore de Natal “gelada”. Este
trabalho foi realizado pelos alunos do
3º ano do Curso Técnico de Frio e Climatização, com acompanhamento do
formador Vítor Silva, permitindo dar a
conhecer a toda a comunidade escolar
a aplicação prática de um tema fulcral
da componente técnica do curso, o ciclo frigorífico.
João Cunha
Professor
Construção Civil: um curso com futuro
A área de Construção Civil proporciona a criatividade e a inovação. Os
alunos, futuros técnicos, concebem
maquetas que se poderão transformar
em projetos criativos para enriquecer
a arquitetura paisagística das nossas
cidades, vilas e aldeias. Apresentam-se
alguns desses trabalhos que os alunos
desta escola realizaram no âmbito do
seu projeto final de curso.
Jorge Franqueira
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fora de portas
Perdidos & Achados
FREQUENTEI o Curso Técnico de
Construção Civil entre 1999 e 2002,
tendo optado pelo ensino profissional por conselho de um professor do
ensino básico e pretender prepararme para o mercado de trabalho. A
escolha do curso teve a ver com o desenho, área que não encontrava no
ensino regular. Concluído o terceiro
ano de curso, fiz o estágio curricular
na empresa Escala Reduzida, vocacionada para o fabrico e montagem
de maquetas de arquitetura. No final,
acabei por ser convidado para trabalhar aí, primeiro, durante um ano e,
depois, até 2010 em part-time, enquanto prosseguia os estudos em arquitetura. Atualmente, encontro-me
a trabalhar em Angola, na Conduril,
uma empresa de construção civil e
obras públicas, colaborando junto do
departamento de estudos, orçamentos e projetos, como arquiteto.
A formação recebida na EPB foi determinante para a pessoa que sou
hoje. Foi nesta instituição que tive o
primeiro contacto com a arquitetura,
ramo de construção civil, e foram os
professores e a escola que me deram
as ferramentas necessárias para a
vida profissional e incentivo para lutar pelos meus objetivos.
O gosto pelas matérias e a possibilidade de exercer uma profissão na
área reforçaram a minha motivação
para continuar os estudos.
Exorto todos os alunos a lutar com
coragem pelos seus sonhos.
Jaymar Delgado
Curso de Construção Civil (1999-2002)
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CONCLUÍ o curso de Eletrónica/Comando no ano letivo de 2004/2005.
A decisão em vir para esta escola
e curso tornou-se uma boa opção,
porque foi aqui que fiz a minha formação profissional, desenvolvendo
as minhas competências técnicas e
pessoais e, assim, preparar-me para o
exigente mercado de trabalho.
Para isso, muito contribuíram os bons
professores da escola e o coordenador do curso, que souberam exigir
dos alunos responsabilidade e aplicação no estudo e desenvolver conhecimentos necessários a uma formação segura, abrindo-lhes a cada
momento novos horizontes.
Neste momento, exerço funções de
Técnico de Telecomunicações na
Nextbracom, empresa onde estive
em estágio no final do curso através
da EPB, e onde continuo desde 2005.
Os projetos realizados na Nextbracom são na área de sistemas de fibra
ótima, soluções de redes estruturadas, sistemas de vídeovigilância e
prestação de serviços a operadores
de telecomunicações, no âmbito das
infraestruturas técnicas.
A EPB e o curso de Eletrónica/Comando foram essenciais para a minha
integração no mercado de trabalho,
onde me tenho saído bem. E espero
continuar assim, ao longo da minha
vida profissional e pessoal.
Aconselho vivamente o ingresso na
EPB, pois é uma escola de futuro.
Miguel Castro
Curso de Eletrónica/Comando (2002-2005)
TERMINEI o Curso Técnico de Secretariado na EPB, em 2009. Tive a oportunidade de realizar um estágio na
bela cidade de Granada que foi muito gratificante porque permitiu conhecer novas culturas, nova língua, e
colaborar numa empresa de Organização de Eventos, ficando com uma
proposta de emprego em aberto.
Concuído o curso, passei a colaborar
no Centro Novas Oportunidades da
EPB, desempenhando funções administrativas, e apoiando as chefias,
técnicos, formadores e adultos.
O CNO é uma mais-valia para todos
os adultos que não tiveram a oportunidade de completar a escolaridade
obrigatória e agora podem fazê-lo.
Comecei por realizar um estágio profissional de um ano e, depois, fiquei a
exercer funções até hoje. Inicialmente, o meu objetivo era o mercado de
trabalho; mas, o tempo despertoume interesse para prosseguir os estudos, estando neste momento a frequentar um Curso de Apoio à Gestão,
nível IV, e, logo que possível, ingressar na licenciatura de Contabilidade.
Agradeço à EPB, instituição de referência na formação profissional, e
aos seus profissionais por me terem
dado a formação necessária a um
acesso fácil ao mercado de trabalho
e tornar-me capaz de enfrentar com
sucesso qualquer desafio.
Aconselho todos os alunos a investirem na sua formação, aproveitando
as mais-valias, pois não se sabe onde
poderá estar a nossa oportunidade.
Daniela Filipa Sá
Curso de Secretariado (2006-2009)
fora de portas
Reforçar competências laborais
Através do projeto “Reinforcing Labour Skills”, a instituição promotora e
coordenadora e os formandos da Escola Profissional de Braga terão a oportunidade de contactar com uma nova
realidade cultural, social, económica e
laboral de alguns países da UE e, consequentemente, reforçar competências técnicas e laborais.
Este projeto terá lugar em julho de
2012, durante quatro semanas. Os dezassete formandos da EPB farão um
estágio na Europa e serão distribuídos
pelo seguinte quadro de cooperação:
cinco formandos (entre os cursos de
Contabilidade, Serviços Jurídicos e de
Gestão) a efetuarem o seu estágio em
Espanha (Granada), orientado pelo Instituto Europeo de Lenguas Modernas,
S.L.; seis formandos (entre os cursos de
Design Gráfico, Gestão e Programação
de Sistemas Informáticos, Marketing e
de Secretariado) a efetuarem o seu estágio em Malta (Mosta), orientado pela
Paragon Europe; seis formandos (entre
os cursos de Eletrónica, Automação e
Comando, Instalações Elétricas, Frio
e Climatização, Energias Renováveis,
Construção Civil e de Multimédia) a realizarem o seu estágio na Alemanha (Leipzig), orientado pela Vitalis, uma nova
parceria.
As atividades planeadas deste projeto serão diversificadas, designadamente experiências em contexto de
trabalho, cursos de língua, programa
turístico-cultural especialmente aos fins
de semana, auto e heteroavaliação da
experiência e seu impacto. Todas estas
atividades irão enriquecer os curricula
dos formandos e, assim, promover a sua
inserção no mercado de trabalho.
Os estágios transnacionais assumem
um papel fundamental na preparação
“Os estágios transnacionais
assumem um papel
fundamental na preparação
dos nossos alunos para um
mercado globalizado”
dos nossos alunos para um mercado
globalizado, que exige dos profissionais
boas capacidades de adaptação, decisão e iniciativa. O projeto de mobilidade
“Reinforcing Labour Skills” contribuirá
para promover o conhecimento técnico,
www.europarl.europa.eu
Uma oportunidade única para os jovens no mercado europeu
humano e cultural necessários para potenciar a integração profissional destes
jovens.
Neste contexto, o projeto assume,
como os anteriores projetos de mobilidade em que a EPB participou, um
papel inovador na modernização dos
modelos profissionais da região, aproximando-os dos mercados europeus mais
competitivos. Estas experiências vividas
dão maior mobilidade, visão transnacional e oportunidades de negócio que os
formandos poderão, no futuro, disseminar no mercado profissional da região
em que se vão integrar.
Alexandra Corunha
Experiência de Estágio
NO 2º ANO do curso, realizei estágio
na ACG-Assessoria, Contabilidade e
Gestão, Lda., empresa onde fui muito
bem recebida, fiz novas amizades e
me integrei sem problemas. O estágio sempre foi uma parte da minha
formação pela qual sentia curiosidade e certa ansiedade, pois seria o momento de trabalhar, principalmente
na área de Contabilidade. Mas agora,
vivendo a minha primeira experiência de estágio, sinto que estou mais
bem preparada para enfrentar outros
desafios. O estágio permitiu-me uma
melhor visão do que se faz nas empresas.
O estágio foi uma excelente oportunidade não só de aplicar os conhecimentos apreendidos na escola como
10
também de adquirir novos conhecimentos e amizades. Conhecimentos
que reforçaram as minhas
aprendizagens
adquiridas e as relações pessoais como fator muito
importante no contexto
profissional. A ótima relação entre os funcionários
permitiu-me estar mais
à vontade e integrar-me
com facilidade nas atividades a desempenhar. Fiquei mais ciente da forma
como devemos estar no
mercado de trabalho e, agora, sintome preparada para enfrentar os problemas do dia a dia profissional. Gostei imenso da empresa, das pessoas e
das tarefas que realizei.
Deixo um apelo a todos: nunca devemos deixar de lutar pelos
nossos objetivos, tentando vencer todas as dificuldades que tivermos e
saber ultrapassá-las de
cabeça erguida para os
alcançar. Com persistência, responsabilidade e
coragem todos os sonhos
são realizáveis. Basta o
homem querer e, assim,
daremos razão ao Poeta:
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”.
Hauria Olívia Teixeira
3º ano de Contabilidade
fora de portas
Alunos de Eletrónica vencem
Campeonato Mundial de RoboCup
Foram, trabalharam e venceram… Em julho, quatro
alunos do 2.º ano eletrónica
participaram, em Istambul,
Turquia, no Campeonato
Mundial RoboCup 2011 e
saíram vencedores.
Aqui registam o testemunho de dias marcantes, deixando os olhos em bico….
Participámos na Prova de
Busca e Salvamento A, no
escalão etário 15-19 anos,
que consiste na realização de
um robô programado para
seguir uma pista, efetuar o
salvamento de uma vítima,
contornar obstáculos, detetar uma vítima e transportála até um local seguro designado pelos árbitros.
Sem mapa nem guia, aproveitámos para visitar a famosa Mesquita azul, construída
no século XVII, única em Istambul, e que oferece seis
minaretes, de onde se anunciam as chamadas à oração.
No nosso caso, a chamada
graça passou por tirarmos
os sapatos para entrar e inalar as variadas fragrâncias
que perfumavam tamanha
grandiosidade. Curiosidade
interior que observámos rapidamente foi o facto de não
haver figuras, pois os muçul-
manos não adoram imagens.
Entrámos na competição
com humildade e fomos
avançando nas provas diárias, conseguindo o apuramento para a final, no último
lugar. Mas, como os últimos
são os primeiros, decidimos
trabalhar para o melhor lugar possível. E, sobrevivendo
à base de pepinos e com um
Inglês básico (mil desculpas
às professoras de Inglês que
tanto apregoam a importância desta língua!), a nossa
equipa, já em rebuliço, adicionou uns noodles, a equipa
Chinesa denominada “Dalian
No.8 Senior Middle School”,
que vieram melhorar a receita, pois estavam classificados
em sexto lugar.
Para não entrar em desânimo, tivemos sempre um despertador citadino peculiar
que ecoava cânticos alheios
à nossa vontade, e que nos
fazia acordar de algumas
horas de sono para a labuta robótica. Na última noite,
já a hora ia bem avançada
quando decidimos fazer uma
roboparty turca com o robô
concebido na EPB, em constante afinação na pista real.
Logo que nasceu o sol e os
cânticos ressoaram no pavilhão, a nossa equipa parceira
chegou e o nosso Inglês ainda serviu para aclarar uma
estratégia conjunta.
E chegou a final! Então,
de olhos semicerrados na
primeira manga, ficámos
classificados no primeiro
lugar e os olhos abriram-se
imediatamente. Na segunda,
assegurámos a classificação
máxima, com a prova concluída em menos de metade do
tempo disponível. E, assim,
vencemos o Mundial!
Esta foi sem dúvida a melhor experiência que tivemos
durante todo o curso, por isso
gostaríamos de agradecer às
entidades que nos apoiaram:
Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica
e Tecnológica; CCDAT - Centro de Cultura e Desporto de
Alunos e Trabalhadores da
EPB; Bosch Car Multimédia
Portugal, S.A; ITEC - Iberiana
Technical, Lda.
“Esta foi sem dúvida a
melhor experiência que
tivemos durante todo o
curso”
E, por último, um agradecimento especial aos colegas
da turma e do curso e um
muito obrigado ao professor
João Garcia, responsável pelo
projeto, pela sua dedicação e
apoio ao longo do ano.
Parabéns, professor! Parabéns, epbianos!
José Rodrigues, Rui Palha Ribeiro,
Ricardo Rodrigues, Fábio Faria
3º ano de Eletrónica, Automação
e Comando
11
opinião
A importância da língua estrangeira no mundo do trabalho
Hoje em dia, é mais do que obrigatória
a aprendizagem de uma língua estrangeira, quer seja no ensino regular quer
no recorrente. Desta forma, a aprendizagem da língua estrangeira é uma
possibilidade de aumentar a autoperceção do aluno como ser humano e
como cidadão.
De facto, para além da aprendizagem
formal, aquela que é ensinada na escola,
também é muito importante que o aluno tenha acesso à aprendizagem informal. Aqui, entram todos os meios tecnológicos a que os jovens têm acesso na
atualidade, tais como o computador, a
Internet, o cinema, a televisão, podendo
assim existir uma imersão total no mundo da língua estrangeira (mesmo que
não haja reflexão sobre a obtenção do
conhecimento).
“ser capaz de falar uma ou
outra língua estrangeira é
um passo importante para a
obtenção de um lugar numa
empresa”
Devido à chamada “globalização”, saber inglês no mercado de trabalho, por
Valorizar
o espaço
Biblioteca
Escolar
DE ENTRE os suportes disponíveis
para a realização de uma literacia ativa
e partilhada, emerge a Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos,
como instrumento maior da centralidade educativa na escola. Não pelo
monopólio de o ser, mas outrossim
porque para ela convergem públicos
ávidos de aprofundar competências
técnicas, cientificas, sociais e huma-
12
exemplo, é tão básico como saber ler
e escrever ou utilizar o software básico
num computador do escritório. Assim,
como em todos os outros pré-requisitos, o domínio do inglês deve ser
adquirido desde cedo.
De preferência, deve
começar-se na infância,
tal como se começa a
verificar, hoje, no ensino
português. Desta forma,
ao chegar à idade de
encarar a procura do primeiro emprego, o jovem
já poderá ter o domínio completo e será
capaz de “sentir” o inglês como se fosse a sua língua materna. Contudo, isto
não será fácil para todos e a dificuldade
estará na capacidade da expressão oral
correta, visto que a escrita e a leitura poderão ser mais simples de interiorizar.
Por isso, a aquisição de vocabulário tem
de ser levada em consideração como
um elemento chave na aprendizagem
da língua estrangeira.
O mundo de trabalho está, então,
cada vez mais exigente e competitivo. Por isso, ser capaz de falar uma ou
outra língua estrangeira é um passo
nas, indo à procura de saberes de experiências feitos, ao longos dos tempos, por quantos tiveram a ousadia e
a oportunidade de investigar, pintar,
escrever, copiar, fotografar, cantar,
compor e dizer.
De facto, a BE/CRE surge como uma
mais-valia no processo educativo e
formativo. Por um lado, é um centro
de trabalho, de estudo, de reflexão,
de consulta, de prazer e de lazer, de
convívio e de saberes. Por outro, surge
como polo aglutinador de apoio e realização de atividades, nas diferentes
áreas do saber, que contribuem para
a concretização do projeto educativo
e, como consequência, para o cumprimento das metas da aprendizagem
escolar. Os alunos têm acesso a uma
gama de recursos documentais, incluindo digitais e informáticos, que de
outra forma não disporiam. Além do
mais, o trabalho aí realizado permite a
importante para a obtenção de um lugar numa empresa. Há que ter em conta que muitas empresas têm filiais ou
mesmo clientes noutros
países, pelo que poderá
haver necessidade de
reuniões, contactos ou
deslocações, que farão
com que o conhecimento de uma língua estrangeira se torne uma maisvalia para o currículo do
jovem. Apesar de termos
a nossa língua materna
(e da qual devemos ter
muito orgulho), na sociedade global, é
a língua estrangeira que lidera – podendo-se destacar, aqui, a língua inglesa
como a mais utilizada na comunicação
comercial em todo o mundo.
Porém, para aprender uma língua estrangeira é necessário muito mais do
que um curso de línguas. É, sim, primordial a vontade, o empenho e a consciência de que a aprendizagem de uma língua estrangeira será a preparação para
um futuro de sucesso.
Tatiana Lima
Professora
individualização do ensino, facto que
ultrapassa e enriquece as práticas em
contexto aula. Por fim, emerge como
um espaço ideal para a promoção
da igualdade de oportunidades, seja
qual for a raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional
ou social dos seus utilizadores.
Enfim, a BE/CRE deve ser utilizada com
paixão pela comunidade escolar. Com
definição de atividades motivadoras,
a aquisição de recursos diversificados,
o apoio aos seus frequentadores. Porque é nela que os alunos desenvolvem
competências para a aprendizagem
ao longo da vida, estimulam a imaginação, descobrem a magia, praticam a
aventura, aprofundam o conhecimento, desenvolvem a discussão, a reflexão e o diálogo. Conetam o passado e
o presente, com esperança no futuro.
Redação
opinião
Um olhar sobre...
Trabalho cooperativo
Para uma formação de qualidade
Todos sabemos que o jovem vai ouvindo desde criança que
tem de estudar para ser alguém na vida. O que é dito por
pais, professores e até amigos, argumentos de peso para o
segurar nos trilhos da caminhada. Uma ideia que sustenta
dever de um trabalho responsável, mas que reenvia, também, para a escola e a família.
É certo que o jovem passa muitos anos na escola, mas isso
pouco lhe adiantará se não souber aproveitar essa fase única
no seu crescimento, o que conseguirá com estudo, empenho,
participação, entrega, iniciativa, persistência, cooperação e
um envolvimento permanente nas atividades formativas. O
principal sinal terá de vir de si mesmo, centro da educação e
principal beneficiário dela.
Mas também terá de contar com um apoio forte e sustentado da família, sobretudo na criação de condições de estuOra, bem sabemos que não podemos confundir a árvodo e no acompanhamento das atividades escolares, e com re com a floresta, pois há milhares de pessoas na educação
uma escola que lhe garanta uma formação global de quali- - alunos, professores, funcionários e responsáveis - que fadade, que passa tanto pela gestão da transmissão de conhe- zem muito bem o que lhes compete. Mas também é certo
cimentos científicos e técnicos como
que muitos dos atores aqui referidos
por uma carta de valores e atitudes que “formação de atitudes e valores poderão fazer mais e melhor, com uma
lhe permitam adquirir um conjunto de como suporte de uma formação atitude mais positiva, que passa pelo
competências que o levem a integrarenvolvimento na escola, pela definição
de qualidade”
se, segura e facilmente, na sociedade e
de práticas letivas inovadoras, pela coonas empresas. Porque é sabido que vai
peração, pela assunção de mais responencontrar uma sociedade fortemente competitiva, em que sabilidade e sentido ético – numa palavra, todos devem puxar
apenas os mais bem preparados terão reais oportunidades. para o mesmo lado.
A não ser que…
Neste sentido, é necessária uma maior responsabilização
dos principais atores da educação. A vida faz-se primeiramenPorém, sabemos que ainda existem muitas instituições e te com pessoas e ignorar a dimensão humana conduzirá à
famílias que não funcionam de acordo com o seu grau de formação de seres robotizados, podendo ficar toda uma geraresponsabilidade e então, quando as coisas não correm bem, ção irremediavelmente comprometida. E, como estamos num
assistimos a uma espécie de pingue-pongue, tentando cada tempo em que já não basta ser um bom técnico, é preciso
qual atirar a responsabilidade para a outra, o que apenas adia também ser um bom cidadão, julgamos que a educação deo problema, ao invés de o resolver. A verdade é que, como verá privilegiar a formação de atitudes e valores como suporo tempo da formação não espera pelos entendimentos de- te de uma formação de qualidade, numa estratégia verdadeisavindos, é frequente ver-se muitos jovens entregues à sua ramente concertada que envolva todos os atores da escola.
sorte e, ao primeiro sinal de desmotivação ou indisciplina que
nem a escola nem a família são capazes de resolver, correr o
Por isso, há que aproveitar os bons exemplos que vêm de
risco de cair no abandono, quantas vezes até na procura de inúmeras escolas de todo o país e acompanhar o sentido da
caminhos ínvios.
mudança. Há que convocar pais, professores, alunos a unirem
E que dizer da pouca atenção dada ao esforço da pessoa esforços no sentido de repensarem a articulação da família
humana na sua valorização pessoal e profissional? Basta ver com a escola e esta com as empresas, numa atitude que vise
o que se passou com o Prémio de Mérito Escolar prometido e uma verdadeira formação global nas dimensões técnica, cienretirado a poucos dias da sua entrega. Há ações que pelo seu tífica, social e humana.
simbolismo deveriam ser tratadas de outra forma. O mesmo
Se assim for, estaremos a dar um importante contributo
se diga da formação dos adultos (alguns ainda bem jovens) para transformar as incertezas do presente num tempo de
que praticamente está paralisada há meses, sem uma indica- boas oportunidades no futuro. As gerações vindouras agração clara a quem faz um esforço para, no fim de um dia de decem.
trabalho, poder ir à escola e melhorar as suas competências
e habilitações.
Fernando Silva
13
opinião
O papel da Escola na Educação e na Formação
Dimensão social numa formação de qualidade
A Educação do indivíduo como futuro cidadão deve registar-se na família, imediatamente à nascença, baseada em
valores, normas e modelos de conduta, que serão inculcados no sentido de formar a personalidade.
No entanto, com as constantes transformações da sociedade, a família, como núcleo primordial de educação, tem vindo
dissimuladamente a delegar esse papel na escola, dado que é
no contexto educativo que os jovens passam a maior parte do
dia. Sem querer substituir a família, para além da sua função
de ensinar os conteúdos programáticos exigidos pelo Ministério da Educação, passou a pertencer-lhe, também, a função
educativa. Esta passou a colaborar nesse desenvolvimento de
valores tão necessários para o normal desenvolvimento do jovem, tais como: a democracia, as regras para a sã convivência,
o respeito pelo outro, a solidariedade, a tolerância, o esforço
pessoal, etc.
contribuir significativamente para colmatar essa ameaça.
Assim, é necessário que toda a comunidade educativa esteja atenta e colaborante. Os jovens devem sentir-se, como
todo o cidadão, com direitos, mas também com deveres de
que não podem alhear-se. O seu comportamento e forma de
“escolas e professores não podem ‘fechar os
olhos’ à exclusão social que tanto tem contribuído
para as diferenças sociais”
A escola não é uma instituição isolada da sociedade. A primeira característica do processo educativo e seus contextos, a
sala e a escola, é a sua dimensão social. A escola como contexto organizacional, logo, socialmente construído, desenvolve
estruturas, cria regras e normas relativas à vivência nessa sociedade organizada, uma vez que os jovens interagem neste
contexto e fazem-no em interdependência com essas estruturas, regras e normas.
Com a multiculturalidade cada vez mais presente na sociedade e na escola, sabemos que os jovens transportam dos
seus contextos sociais de origem os seus próprios valores e
princípios que podem ser distantes daqueles que o contexto
educativo desenvolve.
É aqui que a escola tem o papel importante de orientar e
gerir todas as situações daí implícitas. É importante que trabalhe a cidadania na prática, para que os alunos compreendam que cada um, independentemente da classe social, crença religiosa, raça ou cor, tem nela o seu lugar garantido, assim
como na sociedade da qual faz parte. Do seu comportamento
e da sua postura como cidadão, participativa e transformadora, resultará uma sociedade mais equilibrada e equitativa que
todos queremos cada vez mais justa e melhor.
Neste sentido, escolas e professores não podem “fechar os
olhos” à exclusão social que tanto tem contribuído para as diferenças sociais e que, muitas vezes, as ameaça. Não podem
ignorar que os conflitos e problemas sociais existem. Meios
onde proliferam os maus tratos físicos e psicológicos, em que
as privações, a baixa escolarização e a pobreza andam de
mãos dadas.
Nós somos responsáveis pelas consequências educativas
das nossas ações. Está nas nossas mãos poder evitar que os
nossos jovens se transformem em futuros inadaptados ou futuros marginais, só porque não tiveram referências positivas
na infância. O papel de toda a comunidade escolar é poder
14
estar devem ser a imagem da sua Escola, aquela que os forma
e educa. Porque é à comunidade escolar que cabe a tarefa de
acompanhar o ensino/aprendizagem dos alunos, é dever dos
professores, funcionários e famílias estarem presentes sempre e quando necessário, intervindo para a correção de atitudes menos apropriadas.
Por sua vez, o educador deve proporcionar competências
relacionadas com todas as dimensões do saber: aprender a
ser-estar, aprender a conhecer, aprender a fazer e aprender
a viver. Dimensões que, sendo pilares da educação, deverão
ser apreendidas no seu conjunto, para, assim, ganharem significado.
Se assim for, os jovens adquirirão competências que os tornarão cidadãos ativos e participativos na sociedade, e com
uma postura positiva para enfrentar o mercado de trabalho.
Terão atingido e concretizado os seus objetivos, sonhos pessoais e profissionais.
Albertina Abrantes
Mediateca
opinião
Crise, sinónimo de desafio
Numa altura em que chegamos ao final do ano num ambiente pessimista
de contração económica e de consumo, a grande pergunta é: O que esperam as marcas, as empresas e os consumidores de 2012?
Numa resposta rápida, diria que esperam uma nova oportunidade, na qual as
regras do jogo mudaram, mas onde os
objetivos continuam a ser os mesmos.
A situação económica atual trouxe alterações substanciais nos consumidores
e nas empresas. Nos consumidores, porque os seus hábitos de consumo mudaram e a sua visão das marcas também.
Hoje, o fator preço é cada vez mais determinante na maioria das relações dos
consumidores com o produto ou serviço e este refugia-se em quem lhe dá a
melhor relação qualidade/preço. As em-
“as empresas devem apostar
na comunicação e na
criatividade como forma de se
diferenciarem da concorrência”
presas, porque não estão dispostas a tolerar erros para atingir os seus objetivos,
trabalham com orçamentos apertados
e margens de erro muito pequenas. Se
é verdade que os consumidores olham
cada vez mais para a relação preço/qualidade, as empresas também avaliam ao
pormenor o retorno de cada euro investido em comunicação.
Neste momento, a maioria das marcas
está à defesa e arrisca pouco, quando
os manuais dizem que deveria ser ao
contrário: quando estamos em crise,
devemos arriscar mais. Por isso é que as
empresas devem apostar na comunicação e na criatividade como forma de se
diferenciarem da concorrência e potenciarem o seu negócio.
Ora, o mundo está em constante mudança. E o marketing e as marcas fazemse para a realidade circundante, logo,
quando ela se altera, há que corrigir as
variáveis da equação. As empresas têm
de ir ao encontro da realidade e adaptar as suas estratégias de comunicação.
E, neste momento, a realidade é que
temos um consumidor mais racional,
ou melhor, emocionalmente mais maduro e mais bem preparado. Assim, ou
a marca consegue manter uma relação
de cumplicidade e fidelidade muito forte com o consumidor, ou este, na hora
de escolher, vai optar pela marca mais
barata ou pela marca branca.
É aqui que entram as agências de comunicação, pois, claramente, as coisas
mudaram e já não voltarão a ser como
antes. A crise internacional voltou a colocar sobre a mesa a reformulação das
grandes variáveis do marketing e, consequentemente, das políticas de comunicação.
Por isso é que este ano que agora termina foi também um ano de aprendiza-
Empreendedorismo
A UM TEMPO de dificuldades segue, por certo, um outro
de boas oportunidades. E, muitas vezes, bem mais cedo do
que se espera. Ora, o melhor mesmo será cada um aproveitar este tempo e preparar-se o melhor possível para, quando isso acontecer, estar na linha da frente.
Uma das vias possíveis poderá estar na formação para o
empreendedorismo: de pessoas capazes de aprenderem a
gem para todos nós.
A crise exige mais das agências de
comunicação para conseguir chegar ao
consumidor e surpreendê-lo. Exige mais
criatividade, mais imaginação, mais trabalho. E nós tivemos de nos ajustar e fazer mais com menos. Foi e será assim na
nossa vida pessoal, e deve ser assim na
nossa vida empresarial.
“A crise exige mais das
agências de comunicação
para conseguir chegar ao
consumidor e surpreendê-lo.”
Para nós, o significado da crise não é o
mesmo da maioria da sociedade. Para a
h2com, crise é sinónimo de desafio, de
uma oportunidade para nos reinventarmos, para trabalharmos mais, para
fazermos coisas diferentes, inovadoras
e melhores.
Olhando nesta perspetiva, a nossa
empresa desconhece a crise no seu
estado atual. Será sorte? Talvez, mas,
como diz José Mourinho, “Ter sorte dá
muito trabalho”!
Isabel Castro
Gestora da H2Com
www.h2com.pt
pensar e a buscar soluções; de pessoas criativas que gostem de arriscar, de ousar; de pessoas positivas que não
pensem apenas que vai tudo correr mal; de pessoas que
pensem de forma sistémica, para compreenderem os fenómenos como um todo, percebendo os pormenores e as
partes. E, sobretudo, de pessoas que acreditem nelas próprias e que sejam ousadas, inconformadas, persistentes,
imaginativas e divertidas.
Redação
15
opinião
Dia Nacional da Cultura Científica
No passado dia 24 de novembro comemorou-se o Dia Nacional da Cultura
Científica. Um dia instituído em 1997
para comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho e divulgar o seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência.
Nascido em Lisboa em 1906, Rómulo
de Carvalho licenciou-se pela Faculdade
de Ciências da Universidade do Porto.
Foi professor de Ciências Físico-Químicas, poeta, investigador, historiador, escritor, fotógrafo, pintor e ilustrador.
Organizado e metódico, cultivou sempre a simplicidade e a beleza na poesia,
na ciência e na vida, para responder às
suas prováveis interrogações, sempre
do modo mais simples.
Era um comunicador por excelência
que ensinava com paixão. Para ele, ser
professor tem de ser uma paixão - pode
ser uma paixão fria mas tem de ser uma
paixão, uma verdadeira dedicação. Con-
centrava os seus esforços no ensino,
sem deixar de viajar por outros domínios: foi codirector da Gazeta de Física a
partir de 1946, ao mesmo tempo que se
dedicava à elaboração de compêndios
escolares, na época inovadores tanto
pelo grafismo como pela forma de abordar matérias tão complexas como a física e a química.
A partir de 1952, dedicou-se à difusão
científica por puro prazer, com a coleção Ciência Para Gente Nova e muitos
outros títulos, entre os quais Física para
o Povo, cujas edições acompanham sobretudo os leigos pela ciência.
A sua obra poética só aparece aos 50
anos, após ter participado num concurso de poesia com o livro de poemas Movimento Perpétuo, sob o pseudónimo
de António Gedeão, permanecendo o
cientista no anonimato. Seguiram-se
Teatro do Mundo, Máquina de Fogo e
Linhas de Força, obras reunidas em Poesias Completas.
Eduardo Gageiro
Na comemoração de Rómulo de Carvalho
vendo nos temas e valores defendidos
pelo poeta uma forma de acreditar que
pelo sonho é que vamos, pois é através
dele que poderemos encontrar o caminho da liberdade. O poema “Pedra Filosofal”, musicado por Manuel Freire, passou na rádio mais de 30 000 vezes (só
em 1975!), emergindo como um hino à
liberdade e ao sonho.
Autoretratos e capas de livros de Rómulo de Carvalho / António Gedeão
Lágrima de preta
Encontrei uma preta
Que estava a chorar,
Pedi-lhe uma lágrima
Para analisar.
Recolhi a lágrima
Com todo o cuidado
Num tubo de ensaio
Bem esterilizado.
Olhei-a de um lado
Do outro e de frente:
Tinha um ar de gota
Muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
As bases e os sais,
As drogas usadas
Em casos que tais.
Ensaiei a frio,
Experimentei ao lume,
De todas as vezes
Deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
Nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
E cloreto de sódio.
António Gedeão
A sua obra é um
enigma para os
críticos, pois não
se enquadra em
qualquer movimento literário. É
uma poesia original numa simbiose perfeita entre
ciência e poesia,
vida e sonho, lucidez e esperança.
A geração que
usufruiu da sua
obra encontravase
manietada
pelo regime ditatorial e pela
guerra colonial,
Aos 90 anos, Rómulo de Carvalho recebeu uma justíssima homenagem pública, realizada por personalidades de
diferentes áreas da sociedade. Partiu em
19 de fevereiro de 1997.
Em memória deste grande professor,
poeta e investigador, deixo aqui um dos
seus poemas mais bonitos. O autor consegue fazer um poema relacionando
termos comuns de conteúdos programáticos da disciplina de Física e Química e, ao mesmo tempo, chamar a atenção do leitor para causas humanitárias.
Rosa Martins
Professora
17
à conversa com
Lígia Santos
Culinária, arte ou técnica?
É arte, na medida em que
exige criação, emotividade,
libertação. Para além disso,
reflete aspetos da cultura,
“A candidatura ao
concurso foi realizada
pelo meu marido, que
teve de responder a
cerca de 60 questões”
pois como sabemos há países onde não se come carne de porco e outros como
a carne de vaca. Agora, na
arte de cozinhar precisamos
da técnica para trabalhar,
18
Vê proximidade entre a engenharia e a cozinha?
A engenharia tem relações de semelhança com a
cozinha na medida em que
exige liderança, postura adequada, raciocínio e rotinas.
E é importante saber lidar
com atrasos e cumprimento
de prazos, sermos rápidos a
decidir. Em direção de obra
é preciso liderar, orientar,
dar ordens e fazê-las cumprir. Como chefs de cozinha,
temos que liderar, saber comandar uma equipa, para
que toda a gente saiba qual
o seu papel. O raciocínio exigido em engenharia também
é necessário na cozinha, pois
é importante sermos rápidos
nos cálculos, na lógica dos
ingredientes, no número de
ingredientes no prato, em
suma, na agilidade com que
fazemos um prato. É preciso
sabermos movimentar-nos
bem na cozinha, lidar com
pressas. Para isso, é preciso
hábito, rotina e eu sou uma
Pedro Lorena
De onde lhe vem a mestria
com que realiza as receitas?
Gosto de estar na cozinha.
Aliás, lá em casa sou sempre
eu que cozinho, a não ser em
épocas festivas, em que a cozinha é partilhada! O facto de
chegar a casa depois de um
dia de trabalho e ter que cozinhar, decidir o que fazer, levou-me à prática e à melhoria diária. Na cozinha, nunca
sigo uma receita à risca, gosto de criar sempre algo novo,
inovador.
Pedro Lorena
Como surgiu a ideia de concorrer ao programa?
A candidatura ao concurso
foi realizada pelo meu marido, que teve de responder a
cerca de 60 questões. Só depois dessa etapa passada e
de ter sido selecionada é que
ele me disse. A partir daí, vi
que era um desafio interessante para mim e que deveria investir. Fui, lutei e venci.
Houve momentos difíceis,
mas considero que perder
faz parte do nosso percurso
pessoal, agora desistir nunca, é preciso lutar pelos nossos sonhos, é preciso sermos
persistentes e acreditar que
podemos vencer.
pois o prato pode estar bem
apresentado, mas precisa
também de estar bem cozinhado e isto exige técnica. E
há várias técnicas consoante
o país e/ou a região.
Ramon Melo
A 1.ª MasterChef portuguesa nasceu na Póvoa de
Varzim, é licenciada em engenheira civil, trabalha na
Câmara Municipal de Famalicão e, aos quatros anos, já
dava os primeiros passos na
cozinha; mas foi certamente a sua ligação duradoura
com a matemática que a
levou a cozinhar com engenho e arte.
pessoa que gosta de hábitos,
logo foi fácil, acrescentando que aqui, ao contrário da
engenharia, posso pôr um
toque de inovação e criatividade.
A engenharia deu-me
competências que eu preciso para trabalhar na cozinha,
mas não era aquilo que queria fazer para o resto da mi-
nha vida; por isso, este programa foi o clique que faltava
para eu mudar.
O programa MasterChef recuperou o valor tradicional de
saber cozinhar?
Penso que está a crescer a
vontade de saber cozinhar,
até porque está na moda,
atendendo ao número de
à conversa com
programas e livros que abarcam esta área. A cozinha, hoje em
dia, também é diferente, tem um valor mais estético, pois dáse importância à apresentação, ao requinte do prato. É mas
fácil, porque há mais meios, acessórios e máquinas. Deixou de
ser segundo plano, passou a ser mais falada, mais importante,
portanto, há um renascimento da cozinha.
Ao longo do concurso foi imbatível em pratos tradicionais portugueses. Falamos em identidade nacional?
Gosto de promover o que é nosso, os produtos da terra,
sempre que possível biológicos, aquilo que temos, que valorizamos. Temos muitos ingredientes bons espalhados pelo país
e é preciso mostrá-los e dar-lhes o papel principal. A gastronomia pode ajudar o país com o turismo.
Na final do programa queria usar algo nosso, algo que tivesse relação com o povo português, que todos conhecêssemos
e que fosse uma referência; por isso, fiz como sobremesa o
Pudim Abade de Priscos, tal qual a receita original, mas acrescentei a calda cítrica de toranja e gengibre que marcou a diferença.
Qual o prato mais elogiado pelos chefs?
O prato do chef Ljubomir Stanisic: Lombo de Pombo com
ras el hanout e arroz de miúdos. A avaliação foi muito boa e
os olhos do chef, ao dizer que o meu prato lhe parecia quase
melhor do que o dele, marcaram-me para sempre. Foi um momento para nunca esquecer!
“Devemos valorizar a saúde e a vida, por isso
é importante falar em hábitos alimentares nas
escolas.”
A hegemonia do fast-food incomoda-a?
A vida hoje acontece rapidamente e, por isso, é mais fácil
comer qualquer coisa ou ir ao hipermercado comprar uma
refeição pronta. Agora, é preciso saber comer rapidamente e
bem. Não precisamos de ter sempre à mesa um prato de sopa,
o prato principal, uma sobremesa, etc.. Temos é necessidade
de saber fazer a opção correta e ter bons hábitos. Eu trago
sempre comigo uma água e uma maçã. Em casa, as pessoas
podem ter vasos com ervas aromáticas que ajudam nos saboCompanhia – Filhos
Local – Gerês
Prato nacional – Rojões
Prato internacional – Créme brulée
Bebida – Água
Sobremesa – Leite-creme
Chef – Os três jurados do programa
Melhor amigo da cozinha – Azeite
Livro – Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain
Viagem – Brasil
Filme – A vida é bela
Personalidade nacional – José Saramago
Outra internacional – Gandhi
Tradição – Natal
res, são boas para a saúde e para as nossas finanças. Devemos
valorizar a saúde e a vida, por isso é importante falar em hábitos alimentares nas escolas.
Já encheu um restaurante em Famalicão em pouco tempo. Há
mais convites?
Enchi rapidamente o restaurante Massimo, perto da Casa
das Artes de Famalicão, e foi muito gratificante ver a alegria e
satisfação de todos. Aliás, correu tão bem que iremos repetir.
Entretanto, a Ordem dos Engenheiros contactou-me e irei fazer o jantar de Natal.
Um conselho de uma MasterChef para todos?
Vale a pena percorrer algo por um sonho. É preciso ponderar sempre, ter os pés assentes na terra, ver os prós e contras,
para mudar de rumo com segurança e confiança, pois só assim é possível haver sucesso.
É preciso lutar, nada se faz sem vontade, todos somos capazes de algo. É preciso autoconfiança, nunca esquecer os valores, pois somos pessoas. Nesse aspeto, a universidade prepara-nos para a vida. Nós somos o reflexo daquilo que fizemos
quando éramos mais jovens, não podemos ignorar o passado,
é a nossa bagagem para começar cada dia novamente.
O que acha dos jovens de hoje? E da EPB?
São magníficos, tenho a certeza que vamos ter no futuro
grandes personalidades. É preciso motivá-los para serem
empreendedores, bem-educados, terem regras e método de
trabalho. Os alunos têm de confiar nos professores, naquilo
que dizem e ensinam e os professores neles, para que haja
confiança mútua e motivação.
Não conhecia a EPB, mas foi com muito gosto que recebi o
convite e aqui estou para conhecer e voltar um dia…
Agora que ganhou 25 mil euros e a oportunidade de publicar
um livro de culinária, o que tenciona fazer?
Irei abrir uma escola de cozinha, com cursos de iniciação à
cozinha para crianças e um espaço gourmet, em Famalicão.
Depois, a longo prazo, um restaurante com base em turismo
rural, cozinha portuguesa e uma horta biológica.
Quanto ao livro, sairá brevemente.
Conversa conduzida por Eugénia Coutinho
19
iniciativas
II Troféu EPB leva escola à cidade
Pelo segundo ano consecutivo, o grupo curricular de
Ciências Humanas e Sociais
promove o Troféu EPB que,
tal como na 1.ª edição, comporta três provas: ambiente
e cidadania à prova, peddy
paper e prova de orientação.
A primeira prova terá lugar
no dia 10 de janeiro, o peddy
paper, nos finais de abril, e a
prova de orientação, em 10
de maio de 2012.
Nesta 2.ª edição do Troféu EPB, serão introduzidas
algumas novidades. Dado
que vamos contar com a colaboração prestimosa dos
professores das disciplinas
de Português, Língua Estrangeira e Matemática, é nossa
intenção inscrever nas provas do ambiente e cidadania
e do peddy paper perguntas e
exercícios que avaliem competências de leitura, de escrita, de cálculo e de línguas
estrangeiras. Assim sendo,
na primeira prova, os participantes, além de responderem a questões relativas ao
ambiente subordinado ao
tema Mar, realizarão ainda
desafios de Matemática e
exercícios de língua portuguesa e estrangeira sobre
cidadania. Também na prova final, os participantes no
peddy paper terão ainda de
responder a um questionário sobre a obra do jornalista
e escritor Mário Zambujal –
Crónica dos Bons Malandros,
editada em 1980.
Para poderem participar,
os alunos terão de se organizar em equipas constituídas com o mínimo de 5 e
o máximo de 8 elementos.
Estas equipas terão de ser
obrigatoriamente mistas. Em
cada prova, cada equipa só
poderá participar com 5 elementos, sendo obrigatoriamente 2 elementos do sexo
“iniciativa de carácter
essencialmente
formativo e educativo
pelos valores e atitudes
que ela encerra”
feminino. A classificação final
será elaborada à custa do somatório dos pontos obtidos
pelas equipas na totalidade
das provas, que integram o II
Troféu.
Obviamente que a parti-
cipação nesta iniciativa não
podia deixar de requerer a
atribuição de prémios. As-
se inscrevam em massa e que
participem de forma entusiástica e empenhada, nesta
sim, aos elementos da equipa vencedora será atribuída
uma menção honrosa; às três
equipas com melhor classificação no final de cada uma
das provas serão entregues
diplomas e a todos os participantes será entregue um
diploma de participação.
Se na 1.ª edição tivemos
a participação de 12 equipas (mais de 80 alunos inscritos), este ano estimamos
que o número de inscrições
ultrapasse a centena. Esperamos que os alunos da EPB
iniciativa de caráter essencialmente formativo e educativo pelos valores e atitudes
que ela encerra, que vão desde o companheirismo, a entreajuda, o gosto pela leitura
e pela história local, pelos
comportamentos saudáveis
e ainda pelos valores cívicos,
éticos e desportivos.
António Dias Pereira
Grupo Curricular de Ciências Humanas
e Sociais
A ESCOLA assinalou a passagem de mais
um ano da entrada em vigor da Declaração Universal dos Direitos Humanos, através de iniciativas que mobilizaram a comunidade escolar, no dia 9 de dezembro.
Alunos e professores, designadamente
nas disciplinas de Integração e de Português, entregaram-se à leitura, análise e
discussão dos trinta artigos que constituem a Carta, com a finalidade de levar a
pensamentos críticos e atitudes interventivas.
E foi o que aconteceu, com a apresentação de filmes temáticos, ilustrações, cartazes de intervenção, dramatização de
textos, publicação criativa de artigos e
22
José Carlos Rodrigues
Declaração Universal dos Direitos Humanos
outras ações de caráter formativo que
enriqueceram toda a comunidade escolar, com relevo para os alunos. Um dia
diferente e fortemente apelativo para os
valores humanos.
Esta foi uma iniciativa dos grupos curriculares de Línguas e de Ciências Humanas e Sociais, lembrando que os direitos
expressos na Carta só ganham sentido se
forem praticados por todos os cidadãos,
individual e coletivamente, numa atitude
que se mede mais por ações do que por
palavras. Quotidianamente.
Teresa Machado
Grupo Curricular de Línguas
iniciativas
EPB atribui prémios de Mérito Escolar
30 de Setembro foi um dia de festa na Escola Profissional de
Braga, com a entrega de galardões aos melhores alunos do
ano letivo 2010/2011, atribuídos em parceria pela EPB e a
FDO – Construções, S.A., uma das empresas do Grupo FDO,
e diplomas aos alunos finalistas, num ato solene marcado
pela presença de Mónica Cardoso e José Oliveira, membros
da direção da escola, e Paulo Vaz Ferreira, administrador do
Grupo FDO.
Uma plateia muito entusiástica e ansiosa, composta maioritariamente por alunos mas onde pontificavam também
familiares e professores, viu chegar Alexandra Corunha que,
abrindo a sessão, deu as boas-vindas a todos os presentes e
felicitou os alunos finalistas pela conclusão do seu curso e os
restantes premiados pela excelência do trabalho desenvolvido.
O trabalho compensa
De seguida, José Oliveira tomou a palavra para agradecer a
presença do eng. Paulo Ferreira, facto que atesta bem o valor
da parceria estabelecida com o grupo FDO, designadamente
ao nível dos estágios profissionais e do recrutamento de recém-formados. Depois, centrando o seu discurso nos alunos,
teceu largos elogios aos galardoados, salientando o esforço,
o empenho, a abnegação com que se entregaram a todas
as atividades escolares que os levou à aquisição de competências profissionais, humanas e sociais de grande elevação,
distinguindo-os dos demais, confirmando a máxima segun-
do a qual o trabalho compensa. A finalizar, desejou sucesso
pessoal e profissional a todos os finalistas e a continuação do
bom trabalho aos que continuam na escola.
Já Paulo Ferreira destacou a ideia de que não estamos em
tempo de perguntar o que é que Portugal poderá fazer pelos
jovens, mas, sim, o que é que os jovens poderão fazer por Portugal, trocadilho que levou a plateia a pensar no verdadeiro
papel dos jovens de hoje.
De facto, é de jovens bem preparados que Portugal precisa para melhorar os índices de competitividade e produção,
o que fundamenta a importância do protocolo estabelecido
entre o grupo FDO e a EPB há sete anos, na justa medida em
que tem contribuído para a formação de jovens que estão
aptos a fortalecer as empresas, num momento em que estas
direcionam a sua orientação estratégica para mercados emergentes. Porque a criatividade, o talento, a energia, enfim, o
saber dos jovens tornam-se determinantes para se enfrentar
este momento de maiores dificuldades.
Entrega de galardões
A seguir, Mónica Cardoso, José Oliveira e Paulo Ferreira entregaram os prémios e as menções honrosas aos alunos que
mais se distinguiram nas respetivas turmas, enquanto os coordenadores de curso entregaram os diplomas aos alunos finalistas do terceiro ano. Acima de todos esteve o aluno Celso
Nazaré, que recebeu o Prémio de Mérito Escolar, correspondente ao melhor aluno da EPB de 2010-2011.
As menções honrosas e o Prémio de Mérito foram oferecidos pela Associação Mais EPB, tendo o Ministério atribuído o
diploma de Mérito Escolar.
Com a atribuição de prémios de mérito escolar e de menções honrosas, a escola pretende motivar os formandos para
o sucesso escolar e profissional, e premiar o desempenho
como construtor do conhecimento. Uma tradição da escola,
que, este ano, foi ainda enriquecida com a entrega de certificados de reconhecimento internacional da academia CISCO a
cerca de duas dezenas de formandos, ficando estes capacitados com competências informáticas ao nível da administração de redes.
Já a finalizar, ainda ouvimos alguns dos galardoados, mas
foram mais os sorrisos que as palavras, bem reveladores da
emoção do momento. Com a felicidade estampada nos rostos, os alunos foram conversando com alguns professores,
destacando-se o Celso Nazaré que salientou os excelentes
momentos vividos nesta escola, concluindo com um sentimento de gratidão a toda a comunidade escolar.
A sessão foi apoiada pelas alunas do terceiro ano do curso
de Secretariado.
Fernando Silva
23
iniciativas
Redes Sociais: prevenir a segurança e a privacidade
O grupo curricular de Ciências Humanas e Sociais
convidou o Professor Henrique Dinis Santos, docente
e investigador do Centro
Algoritmi da Universidade
do Minho, para falar, no pretérito dia 25 de novembro,
sobre Segurança e Privacidade nas Redes Sociais.
E, perante um auditório sobrelotado de jovens curiosos
e de professores, o orador
começou por afirmar que as
redes sociais são um fenómeno recente de fácil utilização,
mas associadas a uma enorme dificuldade de perceção
dos riscos que lhe estão associados.
De seguida, colocou questões que se prendem com o
controlo das redes sociais,
quem suporta os custos destas redes, quais os riscos que
corremos ao usá-las ou como
mitigar esses riscos. Respostas que não poderão encontrar-se na ignorância, mas no
conhecimento.
Henrique Santos adiantou
que não se deve confundir
identidade real com identidade digital e que a Internet
não tem fronteiras, tornando-se muito difícil às entidades competentes atuar sobre
todas as formas de violação
da nossa identidade. Acresce
que as redes sociais são analisáveis matematicamente
pelas empresas para servir
os seus próprios interesses e
negócios. São hoje um dos
negócios mais lucrativos!
Foi então o momento de
alertar os presentes para
um conjunto de cuidados a
ter na utilização responsável
destas redes, como não fornecer dados pessoais desnecessários, atender à não
privacidade dos dados na
Internet, tomar cuidado com
fotografias e informações de
localização, não aceitar pedidos de amizade se os conteúdos causam desconforto, não
responder a comentários ou
conteúdos ofensivos e não
colocar informação sobre
terceiros.
Tais cuidados são necessários para combater os riscos
que as redes sociais apresentam aos seus utilizadores,
como facilidade de identificação dos pseudónimos,
por cruzamento de dados,
apropriação da identidade
e falsas identidades, ciberbullying, difamação e mesmo
chantagem, ausência de controlo efetivo da idade, quase
ausência de moderação, espaço excelente para phishing
por explorar relações de confiança e ausência de mecanismos de segurança.
Apesar de tudo, a finalizar
pediu a todos que desfrutem das novas tecnologias e
partilhem a informação, sob
pena de fazerem parte do
mundo dos infoexcluídos.
António Dias Pereira
Grupo Curricular de Ciências Humanas e
Sociais
Nativos digitais
A VIDA digital trouxe-nos a capacidade de contornar as barreiras
que a vida analógica nos impunha: origens sociais, geográficas,
restrições no nosso próprio conhecimento e interesses pessoais,
tudo isso desaparece online…
As famosas redes sociais tiveram origem nos chats e em fóruns
onde as pessoas contactavam há relativamente pouco tempo
(cerca de 10/15 anos). Provavelmente, a grande evolução deveuse à forma como a nossa atividade online girava à volta de gostos
e interesses, para agora ser cada vez mais à volta de quem somos
e do que queremos partilhar. É aqui que surge o Facebook, em
que cada um se representa como quer e além dessas barreiras.
Uma grande mudança está na utilização dos avatares e identidades anónimas um tanto fantasiosas que eram usadas para cativar
a atenção dos outros utilizadores. Hoje em dia, o que nos fascina e o que procuramos são identidades reais. Quem é que vai
confiar em alguém que apenas tem uma foto de uma criatura
mítica no seu perfil, sob um nome que parece ter sido retirado
de um filme, como o Senhor dos Anéis? O que nos interessa é
saber quem é essa pessoa, o que faz, as suas bandas favoritas,
filmes, músicas, o clube pelo qual o seu coração bate mais alto, os
sítios que frequenta, entre outros. O Facebook quer ser o registo
24
da nossa identidade, um verdadeiro livro de recortes digitais que
cruza toda a informação que partilhamos.
É um espaço de onde não temos de sair quando alguém nos incomoda, uma internet dentro da Internet onde podemos encontrar notícias, vídeos, jogos, fotos, blogs, tudo o que precisamos.
E, já lá mais para dentro, eles (pessoal do Facebook) sabem do
que precisamos e o que nos interessa, porque nós, sem sabermos, damos conta dos nossos gostos e interesses, tudo isto em
troca da organização da nossa vida digital até aos mais íntimos
detalhes, se o permitirmos e partilharmos, como é evidente.
Enquanto escrevia esta crónica, pesquisei o Facebook e depareime com uma boa ideia sobre o seu modelo de negócio: “O desejo
de privacidade é forte, a vaidade é mais forte ainda”.
Estamos fartos de redes sociais? Claro que sim. Estaremos cansados de nós mesmos? Ainda não. E é por isso que vamos ficando
onde existimos, imortais, populares e em tempo real. E melhores
do que somos lá fora. Nós somos nativos digitais! Viveremos sem
tecnologia? Talvez, mas não era a mesma coisa!
João Mota
2º ano de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos
iniciativas
Eletrónica visita Guimarães
Exposições da Semana Europeia da Robótica
Alunos de Eletrónica e de Instalações
Elétricas visitaram uma exposição de
robôs, na Semana Europeia de Robótica, em Guimarães.
Uma ação que decorreu em 17 países
europeus, entre 28 de novembro e 4 de
dezembro, com o objetivo de mostrar
ao público em geral a importância da
robótica e as várias aplicações. Em Portugal, à semelhança de outras instituições, a Escola de Engenharia da Universidade do Minho promoveu exposições
de robótica, um ciclo de cinema, palestras e visitas laboratoriais.
Ávidos por inspiração para o desenvolvimento de projetos futuros na escola, alunos e professores foram ver o que
acontece no mundo robótico. Passaram
pelo Museu Martins Sarmento, em que
observaram uma retrospetiva da evolução dos robôs e puderam regozijar-se
com a presença de dois robôs realizados
pela EPB junto de outros concebidos
pela Universidade do Minho.
Sob o olhar atento de todos, estiveram o robô “Maria”, uma espécie de
empregada doméstica apta a realizar
algumas tarefas de casa; o robô AIBO
da Sony e ainda os robôs “Nico” e “Lino”,
que se associam às Festas Nicolinas da
cidade.
Mudando o rumo para uma vertente
mais cultural, surgiu ainda a oportunidade de uma visita pedestre ao centro
histórico da cidade, não esquecendo o
Paço dos Duques e o Castelo de Guimarães.
“aprender um pouco mais sobre
robótica e verificar que esta é
uma área emergente”
Depois de conquistado o castelo, com
apoio da tecnologia GPS, andaram por
caminhos Afonsinos e foram até à Universidade do Minho, onde puderam ver
os robôs futebolistas que vão para as
competições e ainda os laboratórios de
investigação do departamento de Eletrónica Industrial.
Esta atividade foi gratificante para
alunos e professores, por se aprender
um pouco mais sobre robótica e verifi-
car que esta é uma área emergente que
está ao alcance das nossas mãos. Certamente uma conquista a não esquecer!
Eugenia Coutinho
Halloween - Pumpkins’ Contest
boras começavam a desfilar….
Os alunos tinham aceitado o
desafio!
Cada abóbora era única, singular, especiais… os alunos
não defraudaram as expectativas e a cada ano que passa surpreendem e aterrorizam, como
poucos…
Todos estavam de parabéns!
Cabia, agora, ao júri, escolher
2º de Design Gráfico, 3º de Secretariado e 3º de Eletrónica foram, respetivamente
as melhores (que tarefa mais
1º, 2º e 3º classificados do concurso de abóboras 2011
difícil…), aquelas que mais eficazmente espelharam o espíriA EPB assinalou, uma vez mais, o Halloween, o famoso “Dia to da tradição, num dia em que se acredita que os espíritos
das Bruxas”, no dia 31 de outubro, com o Pumpkins’ Contest voltam para suas casas…
3rd Edition, uma iniciativa que vem sido dinamizada pelo
Aos vencedores, os parabéns e bom proveito quando em
Grupo de Línguas e que muito tem agradado a alunos, pro- março tiverem a chance de conviver num lanche oferecido
fessores e demais colaboradores.
como prémio.
Uma teia gigante pairava sobre o átrio da escola e, ao som
dos “spooky sounds” que ecoavam pelos corredores, as abó-
Helena Sofia Barroso
Professora
25
iniciativas
CLÃ: projetos educativos a florescer
Alguns podem estranhar o nome, confundi-lo, quiçá com grupos de outras
artes, mas este, o da Escola Profissional de Braga, é também grupo, se bem
que formado nas notas de rodapé por
quem se ocupa e preocupa com a formação dos jovens alunos cá de casa.
O CLÃ - Clube de Leitores e Artistas foi
buscar sentido à vontade indomável de
um grupo, experiente nas lidas da psicologia educativa, aliada a uma experiência de teatro que marcou algumas
memórias epbianas, estávamos aí pelos
anos 90. O Departamento de Intervenção Psicoeducativa e o Grupo de Línguas teimaram pedagogicamente em
acreditar que eles, esses jovens, alguns
órfãos de sonhos e despidos de projetos, são capazes de fazer do mundo um
lugar melhor! E foi assim que aconteceu,
apesar de tão mau tempo!
E, se a escola ensina e forma e educa e
promove competências e prepara para
a vida, urge criar espaços para um crescimento fermentado com criatividade,
autoconhecimento e vontade de abrir
portas para além das da sala de aula. Eilos, agora alunos-atores-leitores-artistas, na descoberta incessante de outros
lados do aprender, de olhos espantados
e críticos para as cenas que a sociedade
traz a palco, inspirados na graça Vicentina que a rir se criticam os costumes.
E, porque refletir está um tanto out e
o pensamento crítico démodé, convém
insistir, ainda que de forma indelével,
que um clã constitui um grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem
e que é definido pela descendência de
um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de consanguinidade forem
desconhecidos, não obstante, os membros do clã reconhecem um membro
fundador ou ancestral maior. Como o
parentesco baseado em laços pode ser
de natureza meramente simbólica, alguns clãs compartilham um ancestral
comum “estipulado”, o qual é um símbolo da unidade do clã.
Teresa Machado
Grupo Curricular de Línguas
Festa de Natal no PEB
A Escola Profissional de Braga organizou, no dia 13 de
dezembro, no Parque de Exposições de Braga, a Festa de
Natal para toda a comunidade escolar.
O programa da Festa de Natal contemplou diversas atuações, das quais se destacaram: Orquestra de Percussão,
Grupo de Concertina, Banda EPB, Dança, Canto, Beatbox,
Teatro (por parte dos Clã e dos Transformers) e Poesia.
Como é tradicão, foram entregues os prémios do Concurso Postal de Natal, cuja temática, A Floresta, foi escolhida
devido ao facto de 2011 ser o Ano Internacional das Florestas.
Este ano, a Festa de Natal da EPB registou duas novidades: a apresentação foi conduzida por três alunas - Isa
Fernandes, Ana Ferreira e Bruna Pereira, do Curso Técnico
de Design Gráfico – que dinamizaram e trouxeram boa disposição a toda a plateia, composta também por pais/encarregados de educação e familiares dos alunos; e o concurso/desfile de pais e mães natais ecológicos (recurso a
materiais reutilizáveis). Foi ainda assegurado pela comissão
26
organizadora um prémio muito doce!
Segundo Darwin, “a criatividade é a manifestação da força criadora inerente à vida.”
A comunidade epbiana contou, como sempre, com uma
festa criativa e divertida! Oh, Oh, Oh!
Alexandra Corunha
iniciativas
EPB enterrou a pobreza e a discriminação
Na qualidade de finalista do
Curso Técnico de Marketing
e no âmbito da componente prática da minha Prova
de Aptidão Profissional, organizei uma atividade para
comemorar o Dia Mundial
para a Erradicação da Pobreza, no dia 17 de outubro
de 2011.
Idealizei um cenário macabro, que visou sensibilizar a
comunidade escolar para a
temática supracitada. Durante os intervalos ou os tempos
livres, os alunos atiravam um
punhado de areia para um
caixão, “enterrando” a pobreza e a discriminação.
Em termos de recursos
materiais, contei com a colaboração do meu primo que
ficou surpreendido com o
meu pedido sui generis de
confecionar um caixão. Optei por uma ação com forte
conotação ao sentido mais
negativo da nossa existência,
a morte.
Porque as formas convencionais de sensibilizar e captar a atenção do público já
não se mostram tão eficazes,
resolvi evidenciar que, cada
vez mais, as marcas devem
adotar formas alternativas
de captar o público. Quanto
mais marcante, melhor! Paralelamente ao cumprimento da sua responsabilidade
social, as empresas obtêm
benefícios com a implementação de ações de marketing
social, conseguindo criar
uma maior aproximação ao
seu público-alvo.
Com este projeto, preten-
“os alunos atiravam
um punhado de areia
para um caixão,
‘enterrando’ a pobreza
e a discriminação”
di, de uma forma simbólica,
testemunhar, por um lado,
que a comunidade escolar
da EPB não é indiferente a
esse flagelo, sendo sensível
a causas justas e, por outro,
reforçar que a realização de
atividades desta natureza
contribui para o desenvolvimento duma consciência social, ética, de cidadania e de
saber-ser.
Num mundo cada vez mais
desigual e cruel para com os
mais desfavorecidos, sintome realizada por ter dado
um contributo, ainda que
diminuto, em defesa de uma
causa nobre. Espero que a
EPB dê continuidade a este
projeto, iniciado há três anos,
pelo Curso Técnico de Marketing.
Joana Fernandes
3º ano de Marketing
Campanha de solidariedade
Mais uma vez, este ano,
Só têm sido possíveis
a nossa Campanha de So-
com a participação dos
lidariedade envolve alunos,
nossos alunos, que todos
professores e funcionários
os anos se empenham com
da EPB, que se juntam para
muito entusiasmo e contri-
enviar bens alimentares,
buem de uma forma muito
roupas e brinquedos para
positiva, num verdadeiro
uma instituição.
ambiente de solidariedade.
O envolvimento de toda
a comunidade educativa
Ana Margarida Vasconcelos
- alunos, professores e fun-
Comissão Organizadora
A ESCOLA Profissional de
famílias carenciadas de
cionários - faz com que es-
Braga, há alguns anos,
Braga, em conjunto com
tas iniciativas ganhem cada
realiza campanhas de so-
várias instituições de soli-
vez mais sentido e intensi-
lidariedade, para ajudar
dariedade social.
dade ano após ano.
27
em rede
Dinâmicas sem Fronteiras
Ao abrigo do protocolo celebrado em 2009 entre a
EPB e a Câmara Distrital de
Água Grande, a EPB acolhe
atualmente 39 alunos oriundos de S. Tomé e Príncipe.
A este grupo juntam-se 3
alunos de Moçambique, no
âmbito de outro protocolo
que envolve os Ministérios
da Educação e dos Negócios
Estrangeiros de Portugal,
o Ministério da Educação e
Cultura de Moçambique e
a Fundação Portugal-África.
São, assim, 42 alunos, que
percorrem os 3 ciclos de formação: 18 alunos pertencem
ao ciclo de formação 20092012; 16, ao ciclo de formação 2010-2013; e 8, ao ciclo
que se iniciou este ano letivo
e com término previsto para
2014. Ests alunos estão distribuídos por vários cursos: 6
alunos em Construção Civil, 4
em Contabilidade, 2 em Eletrónica, 2 em Enegias Rnováveis, 10 em Frio e Climatiza-
ção, 4 em Gestão, 3 em GPSI,
2 em Instalações Elétricas, 3
em Marketing, 2 em Multimédia, 2 em Secretariado e 2
em Serviços Jurídicos.
Reconhecemos a coragem
destes alunos em se lançarem neste desafio, que comporta importantes mudanças
e que exige um esforço de
adaptação significativo.
Assim, entendeu a escola,
através da associação Mais
EPB - Associação de Cooperação e Desenvolvimento
da EPB, criar mecanismos de
apoio e acompanhamento
a estes alunos, em algumas
áreas necessárias à garantia
da sua melhor integração na
cidade e na escola, e considerados fundamentais para o
cumprimento do objetivo individual, mas partilhado por
todos: o sucesso educativo.
Esse acompanhamento é
traduzido em várias dimensões de intervenção.
Na sua maioria, estes alunos encontram-se nas resi-
Integração na EPB
VIM DE S. Tomé e Príncipe para Portugal em 2009, tendo que
deixar a minha terra e família e rumar a Braga, uma cidade
muito linda e uma das melhores que conheço. Aprecio muito
a sua calma, logo boa para estudar e conviver.
Inicialmente, a minha integração na cidade foi difícil: por estar
longe dos meus familiares, principalmente da minha mãe, e
porque não conseguia adaptar-me bem aos costumes e, principalmente, ao clima frio, visto que o meu país é quente e húmido; mas, nunca deixei de lutar pelos meus objetivos, fui-me
habituando e consegui superar todos os obstáculos.
Estou no 3º ano do curso e com muita vontade de o concluir
com sucesso! O tempo passa tão depressa que nem damos
por isso! Sinto-me muito feliz por não ter desistido e por conseguir enfrentar todas as barreiras que me foram aparecendo.
Falando da escola, acho-a o máximo: é muito confortável, tem
excelentes professores, oferece aos alunos condições favoráveis ao trabalho, existe uma boa comunicação na comunidade escolar e é muito acolhedora. Estou muito satisfeita e hoje
digo que valeu a pena frequentar a EPB, porque soube colher
boas amizades, aprendizagens e sinto-me preparada para encarar o futuro.
Hauria Teixeira
3º ano de Contabilidade
28
dências que a Mais EPB aluga
e prepara para o alojamento
dos alunos integrados no
âmbito destas parcerias de
marcadas consultas de Saúde de Adultos e de Planeamento Familiar e exames. É
ainda efetuado acompanha-
cooperação. Neste domínio, é prestado apoio nas
respetivas residências após
o horário escolar, onde são
trabalhadas questões de
organização/gestão das casas, de responsabilização
individual e coletiva, gestão
de conflitos e outros temas
pertinentes, mediante as situações que vão surgindo e
potenciadoras de problemas
ou que exigem tomadas de
decisão. De uma forma geral,
a intervenção nas residências
é realizada em grupo e, sempre que possível, com todos
os elementos da casa.
Também é prestado apoio
em questões do foro administrativo e burocrático, no
tratamento de documentação, tais como atestados de
residência, pedidos de NIF, nº
de utente, abertura de contas e marcação de apresentações no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), para
obter o título de residência,
indispensável para a legalização no país durante o ciclo
de estudos.
Outra área fundamental
de apoio é a área da saúde.
Sempre que necessário são
mento às consultas, sempre
que solicitado pelos alunos
e avaliada a necessidade de
acompanhamento ou em situações de urgência.
É de salientar, ainda, que
no ano letivo transato tivemos 5 finalistas que, após a
conclusão do curso profissional, se lançaram em novos
desafios no ensino superior.
Esta trajetória de sucesso,
na escola e na universidade,
é o melhor retorno que podemos sentir do trabalho e
apoio que desenvolvemos.
Acreditamos ter dado um
contributo importante neste
percurso marcadamente positivo.
Esperamos que as histórias
de sucesso se multipliquem e
que os alunos que atualmente integram turmas da EPB
aproveitem ao máximo esta
excelente oportunidade, rica
do ponto de vista pessoal e,
acreditamos, também fundamental no que toca ao seu
futuro profissional.
Ângela Pereira
Departamento de Intervenção
Psico-Educativa
em rede
Academia Cisco EPB
O programa Cisco Networking Academy é atualmente um dos maiores
laboratórios de e-Learning Mundial e
é também um excelente exemplo das
vantagens das Tecnologias de Informação no processo de formação/educação.
ticos, e Gestão de Equipamentos Informáticos) integram no seu plano curricular a frequência na Academia Cisco
A possibilidade de os estudantes poderem aceder, em qualquer parte do
mundo, a magníficos conteúdos e ferramentas com a marca Cisco revelou-se
um excelente modelo de aprendizagem, permitindo, assim, adquirir competências e perícia para enfrentarem a
evolução das próximas décadas, nomeadamente as competências digitais.
“adquirir competências e perícia
para enfrentarem a evolução
das próximas décadas”
Na EPB, os cursos profissionais da área
dos sistemas de informação (Gestão e
Programação de Sistemas de Informá-
EPB. Acreditamos que uma certificação
de Nível IV complementada com uma
certificação Internacional Cisco - CCNA
constitui uma mais-valia nos currículos dos nossos alunos. Em simultâneo,
apetrechamo-los com competências
e experiências que correspondem às
necessidades do tecido empresarial da
região, em suma, oferecemos uma formação diferenciada.
A Academia EPB regista 72 alunos/
ex-alunos inscritos, distribuídos por 4
turmas e dois professores certificados
como formadores Cisco Academy, um
laboratório de redes com equipamentos Cisco (Routers, Switch e Access
Points) e cablagem estruturada para
apoio a ações de formação. A certificação que proporcionamos é o CCNA
Discover, dadas as idades dos alunos
inscritos (seguindo as recomendações
da Cisco); contudo, reunimos condições
e competências para certificações CCNA
Exploration e IT Essentials.
Para todos os interessados, mais informações disponíveis em http://www.
epb.pt/certificacoes ou [email protected]
Filipe Alves
Professor
EPB Futsal: um projeto vencedor
O projeto EPB Futsal para a
presente época assenta em
premissas muito similares
àquelas que conduziram
esta equipa até à 2ª Divisão Nacional de Futsal, nas
últimas três épocas, correspondentes aos seus quatro
curtos e profícuos anos de
existência.
Para a presente época, os
objetivos da EPB Futsal visam
essencialmente a manutenção da equipa na 2ª Divisão Nacional de Futsal, pois
queremos que este projeto
continue a crescer de forma
sustentada sem que nada
seja deixado ao acaso; outro
grande objetivo passa pela
formação de jovens atletas,
na sua grande maioria alunos
da EPB, e a sua futura integração na equipa sénior da EPB
Futsal.
No que concerne a resultados desportivos, a equipa
da EPB Futsal está a superar
algumas das expectativas
iniciais. Isto apesar de todas as dificuldades sentidas
no arranque e no decorrer
da época, uma vez que os
apoios dados às modalidades amadoras são escassos.
Desta forma, o lugar que a
equipa da EPB Futsal ocupa
neste momento na tabela
classificativa é sinónimo de
trabalho, esforço, dedicação
e de muitas horas de sacrifícios, em prol de um projeto
vencedor, feito à imagem de
homens capazes, ambiciosos
e vencedores.
Gostaria de deixar, em
nome de toda a equipa, um
agradecimento muito especial a todos aqueles que nunca nos deixaram de apoiar e
de acompanhar em todas as
deslocações, pois é para eles
que nos jogamos, é para eles
que em todos os jogos procuramos o sabor da vitória.
Aproveito também esta
oportunidade para aqui deixar, mais uma vez e em nome
de toda a equipa, um forte
agradecimento à nova direção da EPB, por não ter dei-
xado que este projeto vencedor tivesse acabado numas
breves linhas de uma qualquer folha de jornal. O nosso
muito obrigado!
Hugo Oliveira
Professor
29
escola
Mais EPB: uma associação aberta e plural
Contribuir para a construção e o desenvolvimento da personalidade dos
alunos, numa fase crítica e complexa,
é uma das coordenadas expressas na
missão da Escola Profissional de Braga.
Certo é que a Escola, enquanto instituição, não pode, não é, nem deve ser
o único espaço da aprendizagem e,
sobretudo, no respeitante a aprender
a tornar-se pessoa e cidadão, pois há
contributos que são granjeados numa
constelação de relações: de uma, fundamental, a família, e com amigos, grupos
organizados em torno de objetivos comuns: associações culturais, recreativas,
escutismo, clubes desportivos, voluntariado, etc.
E essa experiência de envolvimento
numa associação não está presente em
muitos alunos, tendo mesmo a noção
de quão importante isso é para o desenvolvimento pessoal e da cidadania.
Ora, ao entrar um aluno na EPB, passamos a considerar a diversidade dos interesses que, porventura, detenha, seja na
área das artes (música, teatro, literatura,
etc.), seja do desporto e outras. Isso permite-nos explorar ou desenvolver talentos e torná-los pilares da autoestima e
confiança, e lançar desafios que, através
do envolvimento em objetivos e atividades, incitem o espírito de autonomia
e o trabalho em equipa.
Temos, pois, dentro de portas, uma
associação aberta e plural.
Uma associação que integra alunos,
pessoal docente e não docente, disponível para fazer subir ao palco os talen-
tos individuais ou reuni-los em grupos
de música, desporto, teatro, lazer, solidariedade, ação social, tecnologia; uma
associação que comporta uma grande
cumplicidade, interação e compromisso
com o desenvolvimento pessoal e social
do propósito educativo da EPB.
Uma associação plural, que se estrutura em torno das áreas psicossocial,
cultura e lazer, desporto, inovação e
criatividade, cooperação e transnacionalidade.
O desenvolvimento de uma atmosfera cultural será irradiado por todos
quantos se pretendam envolver em
iniciativas pessoais ou de grupo, constituindo porventura grupos de teatro,
música, clubes tecnológicos e de outra
natureza, que decorram das qualidades
genéticas ou nascidas pelo contágio de
uma positiva interação ou aparecimento de novas motivações.
Uma associação com vocação humanista: preocupada, solícita, atenta,
vizinha, companheira e, porventura,
também confidente, capaz de ouvir...
de atender nos insucessos, nos dramas,
e também de rejubilar nos êxitos, mas
querendo a todos distribuir a vontade
de vencer. Uma associação que esteja
também presente nos momentos de
valorizar o mérito individual, coletivo
ou uma atividade ou iniciativa que se
imponha pela sua qualidade.
Uma associação também com uma
componente desportiva, considerando
sempre a sua relevância para o equilíbrio do corpo e da mente, a aquisição
de valores e comportamentos nobres,
seja ele ou não de natureza competitiva
e assente em modalidades diversificadas, todas elas com potencialidades de
promover o espírito de corpo, coesão,
identificação e pertença, e capaz de
contribuir para uma imagem rodeada
de dinamismo e civilidade.
Uma associação promotora da cooperação, nomeadamente com países da
lusofonia, veiculadora do espírito e da
ação solidária - sobretudo de uma solidariedade ativa - que construa ou se envolva em projetos transnacionais, que
permita aos nossos jovens enriquecerse em ambientes novos e suscitadores
de novas experiências.
Uma associação aberta a ideias simples ou ousadas, novas ou rejuvenescidas… que tente em cada um a imaginação e criatividade manifestadas, se faça
a essa ideia um teste e, depois, se transforme num projeto, se converta num
facto, num evento, numa exposição,
num colóquio, num cartaz e (por que
não?) numa iniciativa empreendedora.
Mais EPB. Uma associação aberta e
plural para quem o compromisso, a
cumplicidade e a interação com a intenção educativa nunca será demais.
José Oliveira
Vice-Presidente
Postais de Natal
O CONCURSO Postal de Natal 2011 contou com a apresentação de 45 postais e a participação de 39 formandos.
30
Os vencedores foram:
Alexandre Ribeiro (2º Design Gráfico) – 1º Prémio;
Sara Dias (2º Design Gráfico) – 2º Prémio;
Ana Maria Silva (2º Multimédia) – 3º Prémio.
escola
Um olhar sobre a hiperatividade
O que é?
A Hiperatividade, ou Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA), é uma das mais estudadas problemáticas da infância e da adolescência. Agitação, irrequietude,
desorganização, imaturidade, relacionamento social pobre,
inconveniência social, problemas de aprendizagem, irresponsabilidade, falta de persistência e preguiça são algumas das
características atribuídas a estas crianças/adolescentes.
No âmbito da sala de aula, a hiperatividade deve ser entendida como um problema que se prolonga no tempo, cuja
intervenção implica muita persistência da parte dos professores.
Fonte: www.apdch.net
Estratégias que podem ser utilizadas em contexto de sala de aula:
A escola, assim como a casa, são um pilar fundamental no
tratamento das crianças hiperativas. Aos professores compete captar a atenção destes alunos para a aprendizagem, que
não é tarefa fácil. É necessário ter a noção de que não se controla facilmente o aluno portador desta perturbação. É como
pedir a um pássaro que deixe de voar.
• Estabelecer práticas educativas consistentes e congruentes;
• Diversificar as atividades em sala de aula e recorrer a metodologias mais criativas;
• Apoiar o aluno na realização das atividades e perceber se
este as compreendeu;
• Manter o aluno ocupado, canalizando a sua energia para
atividades educativas. Por exemplo, distribuir materiais ou
qualquer outra tarefa que permita ao aluno deslocar-se
pela sala de aula ou pela escola;
• Recordar, discutir e exemplificar as regras de sala de aula
com o aluno e a turma;
• Manter o contacto visual, como forma de gestão comportamental;
• Fazer pequenas pausas durante a aula;
• O olhar do professor deverá centrar-se mais na resolução
do problema, na recolha de informação, do que se preocupar com as respostas certas ou erradas;
• Ignorar chamadas de atenção ou comportamentos irrequietos, a menos que perturbem em demasia o bom funcionamento da aula;
• Manter o aluno longe de estímulos distrativos (p. e., perto
da janela, das portas, das zonas de maior ruído na sala);
• Elogiar imediata e continuadamente sempre que o aluno
se comportar como o desejado;
• Dividir as tarefas de forma a que a criança faça uma parte
primeiro, e possa terminá-la mais tarde;
• Responsabilizar o aluno em sala de aula;
• Envolver o aluno no processo de tomada de decisão e nas
estratégias de intervenção;
• A reprimenda não deve ser evitada, mas deve ser específica e imediata, e, se possível, privada.
Alguns mitos associados
A hiperatividade desaparece
Os jovens hiperativos aprendem a gastar as suas energias de um modo mais discreto. No entanto, a criança
“hiperativa” torna-se um adulto “inquieto”.
A falta de atenção, conversas paralelas sistemáticas, levantar do
lugar sem permissão, atitude de indolência são sinónimo de alheamento ou de falta de educação do aluno
Muitas vezes, estes comportamentos são confundidos
com o chamado aluno “baldas”, mas devem-se antes à
necessidade de exteriorizar os seus traços de impulsividade, da agitação constante típica da hiperatividade.
Apesar das dificuldades inerentes aos alunos com PHDA, estes
são habitualmente pessoas originais, criativas e fascinantes.
São capazes de compor novas abordagens para os exercícios
que lhes são atribuídos e podem ser divertidos, inovadores,
talentosos, ousados, sensíveis e compreensivos, como qualquer aluno.
Filipa Rodrigues, Joana Costa
Departamento de Intervenção Psico-Educativa
32
escola
Campanha na Escola Profissional de Braga teve 80 dadores
Dador-salvador. Dê sangue. Salve uma vida.
Realizou-se na EPB a 4ª dádiva de sangue, aberta a toda a comunidade escolar e público em geral, numa iniciativa
promovida pelo Instituto Português de Sangue, que contou com a
colaboração do Departamento de Intervenção Psico-Educativa.
A escola, na sua missão educativa, tem o objetivo de implementar
dinâmicas e iniciativas
que concorram para o
desenvolvimento
de
competências
pessoais e sociais nos jovens,
para além da aquisição
e desenvolvimento dos conhecimentos
científicos e competências técnicas que
habilitem os alunos para o exercício de
uma profissão. Uma ambição de educar
para o exercício de uma cidadania ativa
e para a responsabilidade social.
E a comunidade respondeu muito
bem à chamada, como demonstram os
resultados francamente animadores,
com 80 dadores que, através de um ato
simples, rápido e seguro, contribuíram
para o suprimir as necessidades decorrentes das intervenções cirúrgicas e de
outros casos clínicos
que requeiram transfusões.
Como todos sabemos,
o sangue não se fabrica artificialmente e só
o ser humano o pode
doar. Por isso, o sangue
existente nos serviços
de sangue dos hospitais
depende diariamente
de todos os que decidem dar sangue, de forma benévola e regular,
partilhando um pouco
da sua saúde com quem
a perdeu.
Dar sangue é, pois, dar vida. É também um ato humanitário, um exercício
de solidariedade e um contributo fundamental para a qualidade e a preservação da vida humana.
Ana Cláudia Rodrigues
Departamento de Intervenção Psico-Educativa
Dar Sangue
O SANGUE recolhido em Portugal satisfaz as necessidades,
mas os dadores não podem baixar os braços. Com o envelhecimento da população, aumentam os pedidos de sangue para intervenções médicas e diminui a percentagem
dos que dão. A redução das listas de espera para cirurgias
e o número crescente de transplantes exigem também
maior disponibilidade deste líquido vital, mas muito perecível. Por isso, é preciso garantir a reposição das reservas,
com a generosidade dos dadores.
A descoberta do sistema AB0
Em 1900, K.Landsteiner identificou que os eritrócitos de
algumas pessoas ficavam aglutinados quando em contacto com o plasma ou o soro de outras. Foi a descoberta da
substância A e B do Sistema AB0. Três anos mais tarde classificou os grupos sanguíneos em A, B e 0 e só alguns anos
depois foram feitas as primeiras provas de compatibilidade
antes de uma transfusão.
Desde então, o avanço tecnológico e científico nesta área
tem conhecido novos e importantes desenvolvimentos, o
que tem permitido uma maior eficácia e rentabilização do
sangue, permitindo o tratamento dos doentes com componentes sanguíneos de acordo com a sua deficiência.
A generalização da transfusão
A generalização da prática de transfusão de sangue, em
Portugal e no Mundo, aconteceu verdadeiramente na
última metade do século XX. A transfusão de sangue adquiriu grande importância como método terapêutico no
tratamento de doentes e sinistrados, o que determinou a
criação de uma rede nacional mobilizadora da dádiva de
sangue na comunidade e orientadora dos diferentes intervenientes na transfusão, com respeito das exigências e
necessidades, então, sentidas.
http://ipsangue.org
33
a fechar
O carrinho feliz
22 anos de EPB!
34
que, muitas vezes, não viam, com o stresse do dia a dia como,
por exemplo, o sem-abrigo que dorme em frente ao seu local
de trabalho e que nunca tinha reparado que este ali se encontrava. Tudo isto terá, claro, um ponto a seu favor, pois estamos
perto do Natal e toda a gente fica com o coração mais mole
e delicado, estando assim mais disposto a dar sem receber.
Com tanta excitação, nem dei pelo tempo passar. Acabou
o dia, e estamos todos novamente reunidos. Uns contam
como foi o dia, outros, como
já está tarde, aproveitam
para descansar, pois o dia de
amanhã vai ser longo.
Aconchego-me no meu
canto e dou por mim a imaginar a felicidade de todas
as crianças que, depois de
o dia de amanhã, irão ver
entrar em sua casa as sacas
com a comida que mais gostam e até mesmo os brinquedos que nunca tiveram
oportunidade de receber. As
imagens de uma ceia de Natal perfeitas embelezam os
meus sonhos, e assim durmo, sossegado e tranquilo,
porque neste Natal mais uma familia poderá festejá-lo com
toda a dignidade possível e, acima de tudo, com muito amor
que tem para dar.
Noite Estrelada - Van Gogh
ESTOU num dia normal, para um carrinho de compras. Uns
levam-me e enchem-me cheio de comida e voltam a despejar-me para dentro dos seus veículos, deixando-me novamente vazio, para outro vir e voltar a levar-me a passear pelos corredores do supermecado!
Numa dessas voltas, parei ao lado de um amigo, o Rodinhas.
Sim, porque aqui, nós os carrinhos, somos todos amigos, tal
como uma verdadeira família, e ele disse-me que, pela manhã
seguinte, iria haver uma atividade diferente. Pergunteilhe que atividade seria e ele
disse que era qualquer coisa
como dar comida e encher
carrinhos para dar a famílias
carenciadas.
- No ano passado, tivemos
cá o Banco Alimentar! - Disselhe. E ele respondeu que seria
isso mesmo.
Fiquei tão contente e excitadíssimo! Pois são os dias
de que mais gosto, para não
falar que amanhã começa a
época natalícia e o supermercado irá ficar mais mágico,
estando presente este espírito em cada um de nós. É, no fim de semana dedicado ao
Banco Alimentar, que eu vejo que as pessoas são solidárias e
que, mesmo sendo difícil para elas conseguirem lidar com as
suas próprias dificuldades, ajudam e enchem-nos até não poder mais! Sinto que é nestes dias que as barreiras da pobreza
são ultrapassadas e todos olham em volta e deixam de pensar
apenas no próprio ego, por um pouquinho que seja, vendo o
Erica Guerra
3º ano de Contabilidade
Palavras Cruzadas
A Escola Profissional de Braga comemorou 22
anos de existência, no ano em que atingiu o seu
ponto mais alto, com 28 turmas só de cursos profissionais.
Estão, pois, de parabéns todos quantos a souberam construir e os que dão o máximo no dia a dia,
para a poderem consolidar rumo ao futuro.
1 - Perceção das vivências e do mundo do outro;
2 - Tipo de comunicação que utiliza a palavra;
3 - Elemento da comunicação; 4 - Quem recebe a mensagem;
5 - Processo de comunicação deficiente; pode
levar à ausência de comunicação; 6 - Perfil para manter uma comunicação eficaz;
7 - Pessoas assertivas defendem os seus…;
8 - A Pessoa assertiva olha o seu interlocutor
nos…;
9 - Comportamento gera…;
10 - “pôr em comum”; “entrar em relação com”;
“estabelecer laços”; 11 - Conjunto de estratégias utilizadas pela
Pessoa para se adaptar a circunstâncias adversas.
a fechar
Desconhecido
Livre
Invadiste-me, com um certo toque
Uma brisa, que me tocou
Ao de leve, desapareceste
Solidão conseguiste tornar no meu corpo
Um ser vazio, oco, ser morto
Eu sempre quis.
Eu sem medo percorro esse caminho sem cessar
À procura do que nunca encontrei
E naquele instante existencial
Tu encontraste-me, e levaste-me
Deixas-me de luto, num negro do céu
Neste dia percorre as minhas veias
Como um veneno, que mata por dentro
Acordei, abri o sobrolho
Vi que era um sonho
Marcou e deixou-me acordar
Neste dia de luz, ergo-me e penso
Que pode acontecer, vai acontecer
Mas no dia que eu morrer.
Quero personificar sentimentos, criar expressões, construir
peles estranhas e vesti-las.
Hoje vou ser livre!
Vou experimentar, vou perceber, vou emitir, vou guardar.
[não tenho razão específica para as minhas ideias;
não as escrevo apenas para gastar papel; eu percebo-as, tu és
o único que não consegue ver aquilo que eu vejo (…) ].
Isaura Marques
1º ano de Auxiliar de Saúde
Soluções
Tantos segundos passaram,
Minutos voaram, horas torturaram,
Ao fim de tantos relógios
Os ponteiros mataram, seta branca de luz se tornaram
Sobrou no ar, uma imensidão do nada
Quero depravar formas ao meu corpo.
Quero mexer-me, inventar ideias.
Quero vestir personagens, deixar que sejam elas a levar-me
daqui.
José Carvalho
2º ano de Multimédia
Evocar Manuel da Fonseca (1911-1993)
MANUEL LOPES DA FONSECA nasceu há cem anos,
em Santiago do Cacém, mas
deixou muito novo o Alentejo para prosseguir estudos
em Lisboa, onde chega a frequentar Belas-Artes.
Repartiu a sua vida profissional pelo comércio, indústria
e agências publicitárias, colaborando, ainda, nas revistas Afinidades, Altitude, Árvore, O Pensamento, Vértice,
Sol Nascente e Seara Nova, e
nos jornais O Diabo e Diário.
Integrou o grupo Novo
Cancioneiro, destacando-se
como poeta, contista e romancista, sendo considerado piononeiro do neorrealismo português.
Escreve de forma apaixonada, começando por dar
vida a aldeias e personagens
típicas e palpitantes dos
montados alentejanos, até
A sua obra narrativa dá-nos
uma visão das misérias, paixões e agonias do Homem:
povoar o seu universo literário com motivos urbanos,
sempre com pendor social a
que aliou militância política
e cultural.
homens
desafortunados
com os seus problemas de
amor, de honra ou de fome;
vilas e aldeias eivadas de
marasco que só a espaços
espreitam a civilização; horizontes angustiados a adivinharem a chegada de dias
melhores. E quase sempre
num registo de cunho regionalista, cheio de emoção,
que nos leva a presenciar as
situações, tal o pormenor
do traço descritivo da paisagem ou da psicologia da
personagem.
O escritor morreu em Lisboa, em março de 1993,
legando-nos títulos como
Poemas Completos, Rosa
dos Ventos, Cerromaior, O
Fogo e as Cinzas, Tempo de
Solidão, Crónicas Algarvias,
Seara de Vento ou Um Anjo
no Trapézio.
Fernando Silva
35
agenda
ACONTECIMENTO/ EVENTO
Campanha de Solidariedade anos
Dia Internacional dos Direitos Hum
XVII Olimpíadas do Ambiente
Festa de Natal EPB III Jornadas Administrativas Operação Portas Abertas
a
IV Encontros de Design Gráfico de Brag
Dia da Europa
LOCAL
EPB
EPB
EPB
PEB
EPB
EPB
EPB e Braga
EPB
MALTA É grande… Não falo dos 300 km2 de tamanho da
ilha, que mal se vê no mapa, mas, sim, da diversão, das
praias, da noite, da cultura, do mergulho, das paisagens naturais e de puro prazer. Um museu a céu aberto.
Malta é um arquipélago a Sul de Itália, no coração do Mar
Mediterrâneo. Graças a esta localização, tem um clima bem
quente e uma temperatura de água divinal. Imaginem o melhor dia de verão no Algarve, Malta
é assim todos os dias.
Ilha de Malta
Há para explorar 7000 anos de história e
um excelente fundo para as fotografias
com as paisagens naturais, a arquitetura peculiar e as cores vibrantes. A cidade de Mdina, com raízes medievais, é um exemplo de um passado
que vive lado a lado com o presente.
Um livro
O Amor nos Tempos de Cólera,
de Gabriel García Márquez
O AMOR nos tempos de cólera (o título original “El
amor en los tiempos del cólera”) é um romance marcante da
literatura mundial que narra uma história passada, no século XIX, na América Latina. É uma narrativa do eterno amor e
paixão do telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza por
Fermina Daza que ultrapassa os 53 anos quase sem nenhum
contacto. Um romance que nos encanta pela grandeza do
amor de Florentino. Uma grande história de perseverança.
Florentino dedica mais de 50 anos a converter-se num homem digno do amor de Fermina, a direcionar a sua paixão
para relações arrebatadoras e instáveis e a expressar o seu
louco amor por meio de cartas.
Para descobrir se Florentino consegue superar a resistência
de Fermina só mesmo lendo o livro.
Alexandra Corunha
36
DATA
outubro a dezembro
9 dezembro
janeiro a maio
13 dezembro
5 a 8 março
12 a 14 março
abril
9 maio
Mas a Natureza também deu uma ajuda para tornar Malta
um país a visitar: as arribas de Dingli e Blue Grotto são lindíssimas e a Azure Window e o The Inland Sea são locais a
visitar em Gozo. Há também parques aquáticos espalhados
pela ilha, vários locais de mergulho e praias, destacando-se
Golden Bay e Ramla Bay, a praia da areia vermelha. Vários
locais em Malta foram escolhidos para cenário de grandes filmes.
Para aqueles mais virados para a cultura
são várias as ruínas, templos e catacumbas espalhados pelas ilhas.
Por último, a capital La Valletta, com jardins e vistas fantásticos, ruas com muita
história e muitos locais para compras… E
Sliema e Rabat também elas para completar um excelente guia turístico. Eu voltava
lá todos os anos!
Eduardo Silva (Geiras)
Ex-aluno de DG (2008-11)
Muffins Natalícios
17 unidades - 320g farinha, 1 colher sobremesa de fermento, 1 colher sobremesa canela em pó, 2 ovos grandes, 120g açúcar, 1 iogurte de aroma de coco, 50 ml
óleo, 100g uvas passas, 50g nozes, 1 dl Vinho do Porto,
17 cerejas cristalizadas.
Açúcar em pó q.b., canela em pó q.b.
Misture os ovos, o óleo e o iogurte e bata. Pique as
nozes e misture-as com as passas e adicione o vinho
do Porto. Junte estes dois preparados.
Numa tigela grande, junte a farinha peneirada, o
fermento, o açúcar e a canela. Junte a esta tigela a
mistura anterior. Mexa bem com uma colher de pau.
Coloque as forminhas de papel plissado dentro de
forminhas de alumínio e encha-as até 2/3 com o
preparado obtido. No cimo de cada muffin, coloque
uma cereja cristalizada. Leve ao forno pré-aquecido
a 180ºC durante aproximadamente 20 minutos. Retire e polvilhe com canela e açúcar em pó.
Lígia Santos (MasterChef)
A direção da Escola Profissional de Braga deseja a todos os seus alunos,
professores, funcionários, pais e encarregados de educação, fornecedores e
colaboradores um Feliz Natal e um Ano Novo muito próspero.
Ficha Técnica
Coordenador: Fernando Silva
Redação: Alexandra Corunha, Eugénia Coutinho
Marketing e Publicidade: Alexandra Corunha
Conceito visual: Ana Gomes e Ricardo Coelho (ex-alunos de DG)
Fotografia: Alexandre Ribeiro (aluno de DG), arquivo EPB
Edição gráfica: João Delgado
Ano II nº 4
Dezembro de 2011
Tiragem: 3000 exemplares
[email protected]
Propriedade: EPB - Escola Profissional de Braga, Lda.
Morada: Rua Augusto Veloso N.º 140 - 4705-082 Braga
tel: +351 253 203 860
fax: +351 253 203 869
site: www.epb.pt
e-mail: [email protected]
Com um muito obrigado, apresentamos as empresas que acolheram os nossos alunos em estágio, no ano letivo de 2010-11.
• ACG ASSESSORIA CONTABILIDADE E
• CONSTRUÇÕES PHAECIS
• IDEIACINCO - MULTIMÉDIA
• REPRESENTAÇÕES ONLINE URBANO &
GESTÃO
• COOLSIS – SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
• IDT CONSULTING
OLIVEIRA
• A COR DO DIA – AGÊNCIA DE
• D CELEBRE ODISSEIA
• IMAGO
• RIBEIRO & MACHADO
COMUNICAÇÃO GLOBAL
• DELEGAÇÃO DE BRAGA DA CRUZ
• ÍNDICE PUBLICIDADE
• RITMOS E REFLEXOS
• ADVOGADO ARTUR MARQUES
VERMELHA PORTUGUESA
• INSTITUTO CIÊNCIAS SOCIAIS
• RIVAGLOBAL
• ADVOGADO FRANCISCO PEIXOTO
• DELPHI AUTOMOTIVE SYSTEMS –
UNIVERSIDADE DO MINHO
• RUM – RÁDIO UNIVERSITÁRIA DO MINHO
• ADVOGADO JOÃO GONÇALVES
PORTUGAL
• INSTITUTO DE LETRAS E CIÊNCIAS
• RUVICONTA – GABINETE DE
• ADVOGADO JOÃO GONÇALVES
• DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DA
HUMANAS – UNIVERSIDADE DO MINHO
CONTABILIDADE
• AGÊNCIA DE CONTRIBUINTES – CAMPO
UNIVERSIDADE DO MINHO
• INSTITUTO PORTUGUÊS DA JUVENTUDE
• SÁ MACHADO & FILHOS
DA VINHA
• DIRECÇÃO REGIONAL DO NORTE –
• ITEC – IBERIANA TECHNICAL
• SANTOS DA CUNHA 3 GÁS
• ARMANDO A. OLIVEIRA, ISABEL MIRANDA,
SERVIÇOS DE BRAGA
• J. CASTRO & FILHOS
• SCHMITT – ELEVADORES, LDA.
JÚLIO REIS, MARTA PINHEIRO – SOCIEDADE
• DIRENOR – COMUNICAÇÃO, ESTUDOS,
• JOÃO MIGUEL FERNANDES
• SEF – SERVIÇO DE ESTRANGEIROS E
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