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Manual do Professor
01
Manual do Professor
Introdução
Por muito tempo, a educação profissional foi desprezada e considerada de segunda classe.
Atualmente, a opção pela formação técnica é festejada, pois alia os conhecimentos do “saber
fazer” com a formação geral do “conhecer” e do “saber ser”; é a formação integral do estudante.
Este livro didático é uma ferramenta para a formação integral, pois alia o instrumental
para aplicação prática com as bases científicas e tecnológicas, ou seja, permite aplicar a ciência
em soluções do dia a dia.
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Além do livro, compõe esta formação do técnico o preparo do professor e de campo, o
estágio, a visita técnica e outras atividades inerentes a cada plano de curso. Dessa forma, o livro,
com sua estruturação pedagogicamente elaborada, é uma ferramenta altamente relevante, pois
é fio condutor dessas atividades formativas.
Ele está contextualizado com a realidade, as necessidades do mundo do trabalho, os
arranjos produtivos, o interesse da inclusão social e a aplicação cotidiana. Essa contextualização
elimina a dicotomia entre atividade intelectual e atividade manual, pois não só prepara o profissional para trabalhar em atividades produtivas, mas também com conhecimentos e atitudes,
com vistas à atuação política na sociedade. Afinal, é desejo de todo educador formar cidadãos
produtivos.
Outro valor pedagógico acompanha esta obra: o fortalecimento mútuo da formação
geral e da formação específica (técnica). O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) tem
demonstrado que os alunos que estudam em um curso técnico tiram melhores notas, pois ao
estudar para resolver um problema prático ele aprimora os conhecimentos da formação geral
(química, física, matemática, etc.); e ao contrário, quando estudam uma disciplina geral passam
a aprimorar possibilidades da parte técnica.
Pretendemos contribuir para resolver o problema do desemprego, preparando os alunos
para atuar na área científica, industrial, de transações e comercial, conforme seu interesse. Por
outro lado, preparamos os alunos para ser independentes no processo formativo, permitindo
que trabalhem durante parte do dia no comércio ou na indústria e prossigam em seus estudos
superiores no contraturno. Dessa forma, podem constituir seu itinerário formativo e, ao concluir um curso superior, serão robustamente formados em relação a outros, que não tiveram a
oportunidade de realizar um curso técnico.
Por fim, este livro pretende ser útil para a economia brasileira, aprimorando nossa força
produtiva ao mesmo tempo em que dispensa a importação de técnicos estrangeiros para atender
às demandas da nossa economia.
Por que a Formação Técnica de Nível Médio É Importante?
O técnico desempenha papel vital no desenvolvimento do país por meio da criação de
recursos humanos qualificados, aumento da produtividade industrial e melhoria da qualidade
de vida.
Alguns benefícios do ensino profissionalizante para o formando:
• Aumento dos salários em comparação com aqueles que têm apenas o Ensino Médio;
• Maior estabilidade no emprego;
• Maior rapidez para adentrar ao mercado de trabalho;
• Facilidade em conciliar trabalho e estudos;
• Mais de 72% ao se formarem estão empregados;
• Mais de 65% dos concluintes passam a trabalhar naquilo que gostam e em que se
formaram.
Esses dados são oriundos de pesquisas. Uma delas, intitulada “Educação profissional e
você no mercado de trabalho”, realizada pela Fundação Getúlio Vargas e o Instituto Votorantim,
comprova o acerto do Governo ao colocar, entre os quatro eixos do Plano de Desenvolvimento
da Educação (PDE), investimentos para a popularização da Educação Profissional. Para as
empresas, os cursos oferecidos pelas escolas profissionais atendem de forma mais eficiente às
diferentes necessidades dos negócios.
Outra pesquisa, feita em 2009 pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
(Setec), órgão do Ministério da Educação (MEC), chamada “Pesquisa nacional de egressos”,
revelou também que de cada dez alunos, seis recebem salário na média da categoria. O percentual dos que qualificaram a formação recebida como “boa” e “ótima” foi de 90%.
Ensino Profissionalizante no Brasil e
Necessidade do Livro Didático Técnico
O Decreto Federal nº 5.154/2004 estabelece inúmeras possibilidades de combinar a formação geral com a formação técnica específica. Os cursos técnicos podem ser ofertados da
seguinte forma:
a) Integrado – ao mesmo tempo em que estuda disciplinas de formação geral o aluno
também recebe conteúdos da parte técnica, na mesma escola e no mesmo turno.
b) Concomitante – num turno o aluno estuda numa escola que só oferece Ensino
Médio e num outro turno ou escola recebe a formação técnica.
c) Subsequente – o aluno só vai para as aulas técnicas, no caso de já ter concluído o
Ensino Médio.
3
Com o Decreto Federal nº 5.840/2006, foi criado o programa de profissionalização para a modalidade Jovens e Adultos (Proeja) em Nível Médio,
que é uma variante da forma integrada.
Em 2008, após ser aprovado pelo Conselho Nacional de Educação pelo
Parecer CNE/CEB nº 11/2008, foi lançado o Catálogo Nacional de Cursos
Técnicos, com o fim de orientar a oferta desses cursos em nível nacional.
O Catálogo consolidou diversas nomenclaturas em 185 denominações
de cursos. Estes estão organizados em 13 eixos tecnológicos, a saber:
1. Ambiente e Saúde
2. Desenvolvimento Educacional e Social
3. Controle e Processos Industriais
4. Gestão e Negócios
5. Turismo, Hospitalidade e Lazer
6. Informação e Comunicação
7.Infraestrutura
8.Militar
9. Produção Alimentícia
10. Produção Cultural e Design
11. Produção Industrial
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12. Recursos Naturais
13. Segurança.
Para cada curso, o Catálogo estabelece carga horária mínima para
a parte técnica (de 800 a 1 200 horas), perfil profissional, possibilidades
de temas a serem abordados na formação, possibilidades de atuação
e infraestrutura recomendada para realização do curso. Com isso, passa
a ser um mecanismo de organização e orientação da oferta nacional e tem
função indutora ao destacar novas ofertas em nichos tecnológicos, culturais,
ambientais e produtivos, para formação do técnico de Nível Médio.
Dessa forma, passamos a ter no Brasil uma nova estruturação legal para a
oferta destes cursos. Ao mesmo tempo, os governos federal e estaduais passaram a investir em novas escolas técnicas, aumentando a oferta de vagas. Dados
divulgados pelo Ministério da Educação apontaram que o número de alunos
matriculados em educação profissional passou de 993 mil em 2011 para 1,64
milhões em 2012 – um crescimento de 7,10%. Se considerarmos os cursos
técnicos integrados ao ensino médio, esse número sobe para 1,3 millhões.
A demanda por vagas em cursos técnicos tem tendência a aumentar, tanto
devido à nova importância social e legal dada a esses cursos, como também
pelo crescimento do Brasil.
Comparação de Matrículas Brasil
Comparação de Matrículas da Educação Básica por Etapa e Modalidade – Brasil, 2011 e 2012.
Matrículas / Ano
Etapas/Modalidades de
Educação Básica
2011
2012
Diferença 2011-2012
Variação 2011-2012
Educação Básica
62 557 263
62 278 216
–279 047
–0,45
Educação Infantil
6 980 052
7 295 512
315 460
4,52%
•Creche
2 298 707
2 540 791
242 084
10,53%
•Pré-escola
Ensino Fundamental
Ensino Médio
4 681 345
4 754 721
73 376
1,57%
30 358 640
29 702 498
–656 142
–2,16%
8 400 689
8 376 852
–23 837
–0,28%
993 187
1 063 655
70 468
7,10%
Educação Profissional
Educação Especial
EJA
752 305
820 433
68 128
9,06%
4 046 169
3 861 877
–184 292
–4,55%
• Ensino Fundamental
2 681 776
2 516 013
–165 763
–6,18%
• Ensino Médio
1 364 393
1 345 864
–18 529
–1,36%
Fonte: Adaptado de: MEC/Inep/Deed.
No aspecto econômico, há necessidade de expandir a oferta desse tipo
de curso, cujo principal objetivo é formar o aluno para atuar no mercado de
trabalho, já que falta trabalhador ou pessoa qualificada para assumir imediatamente as vagas disponíveis. Por conta disso, muitas empresas têm que arcar
com o treinamento de seus funcionários, treinamento esse que não dá ao funcionário um diploma, ou seja, não é formalmente reconhecido.
Para atender à demanda do setor produtivo e satisfazer a procura dos estudantes, seria necessário mais que triplicar as vagas técnicas existentes hoje.
Podemos observar o crescimento da educação profissional no gráfico a
seguir:
Educação Profissional
Nº de matrículas*
780 162
2007
927 978
2008
1 036 945
2009
1 140 388
1 250 900
2010
* Inclui matrículas de educação profissional integrada ao ensino médio.
2011
1 362 200
2012
Fonte: Adaptado de: MEC/Inep/Deed.
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As políticas e ações do MEC nos últimos anos visaram o fortalecimento, a expansão e a
melhoria da qualidade da educação profissional no Brasil, obtendo, nesse período, um crescimento de 74,6% no número de matrículas, embora esse número tenda a crescer ainda mais, visto
que a experiência internacional tem mostrado que 30% das matrículas da educação secundária
correspondem a cursos técnicos; este é o patamar idealizado pelo Ministério da Educação.
Se hoje há 1,64 milhões de estudantes matriculados, para atingir essa porcentagem devemos
matricular pelo menos 3 milhões de estudantes em cursos técnicos dentro de cinco anos.
Para cada situação pode ser adotada uma modalidade ou forma de Ensino Médio profissionalizante, de forma a atender a demanda crescente. Para os advindos do fluxo regular
do Ensino Fundamental, por exemplo, é recomendado o curso técnico integrado ao Ensino
Médio. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de cursar o Ensino Médio, a oferta do
Proeja estimularia sua volta ao ensino secundário, pois o programa está associado à formação profissional. Além disso, o Proeja considera os conhecimentos adquiridos na vida e no
trabalho, diminuindo a carga de formação geral e privilegiando a formação específica. Já para
aqueles que possuem o Ensino Médio ou Superior a modalidade recomendada é a subsequente:
somente a formação técnica específica.
Para todos eles, com ligeiras adaptações metodológicas e de abordagem do professor, é
extremamente útil o uso do livro didático técnico, para maior eficácia da hora/aula do curso, não
importando a modalidade do curso e como será ofertado.
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Além disso, o conteúdo deste livro didático técnico e a forma como foi concebido reforça a
formação geral, pois está contextualizado com a prática social do estudante e relaciona permanentemente os conhecimentos da ciência, implicando na melhoria da qualidade da formação geral e das
demais disciplinas do Ensino Médio.
Em resumo, há claramente uma nova perspectiva para a formação técnica com base em
sua crescente valorização social, na demanda da economia, no aprimoramento de sua regulação
e como opção para enfrentar a crise de qualidade e quantidade do Ensino Médio.
O Que É Educação Profissional?
O ensino profissional prepara os alunos para carreiras que estão baseadas em atividades
mais práticas. O ensino é menos acadêmico, contudo diretamente relacionado com a inovação
tecnológica e os novos modos de organização da produção, por isso a escolarização é imprescindível nesse processo.
Elaboração dos Livros Didáticos Técnicos
Devido ao fato do ensino técnico e profissionalizante ter sido renegado a segundo plano
por muitos anos, a bibliografia para diversas áreas é praticamente inexistente. Muitos docentes
se veem obrigados a utilizar e adaptar livros que foram escritos para a graduação. Estes compêndios, às vezes traduções de livros estrangeiros, são usados para vários cursos superiores.
Por serem inacessíveis à maioria dos alunos por conta de seu custo, é comum que professores
preparem apostilas a partir de alguns de seus capítulos.
Tal problema é agravado quando falamos do Ensino Técnico integrado ao Médio, cujos
alunos correspondem à faixa etária entre 14 e 19 anos, em média. Para esta faixa etária é preciso
de linguagem e abordagem diferenciadas, para que aprender deixe de ser um simples ato de
memorização e ensinar signifique mais do que repassar conteúdos prontos.
Outro público importante corresponde àqueles alunos que estão afastados das salas de
aula há muitos anos e veem no Ensino Técnico uma oportunidade de retomar os estudos e
ingressar no mercado profissional.
O Livro Didático Técnico e o Processo de
Avaliação
O termo avaliar tem sido constantemente associado a expressões como: realizar prova,
fazer exame, atribuir notas, repetir ou passar de ano. Nela a educação é concebida como mera
transmissão e memorização de informações prontas e o aluno é visto como um ser passivo e
receptivo.
Avaliação educacional é necessária para fins de documentação, geralmente para embasar
objetivamente a decisão do professor ou da escola, para fins de progressão do aluno.
O termo avaliação deriva da palavra valer, que vem do latim vãlêre, e refere-se a ter valor,
ser válido. Consequentemente, um processo de avaliação tem por objetivo averiguar o "valor"
de determinado indivíduo.
Mas precisamos ir além.
A avaliação deve ser aplicada como instrumento de compreensão do nível de aprendizagem dos alunos em relação aos conceitos estudados (conhecimento), em relação ao
desenvolvimento de criatividade, iniciativa, dedicação e princípios éticos (atitude) e ao
processo de ação prática com eficiência e eficácia (habilidades). Este livro didático ajuda,
sobretudo para o processo do conhecimento e também como guia para o desenvolvimento
de atitudes. As habilidades, em geral, estão associadas a práticas laboratoriais, atividades
complementares e estágios.
A avaliação é um ato que necessita ser contínuo, pois o processo de construção de
conhecimentos pode oferecer muitos subsídios ao educador para perceber os avanços e
dificuldades dos educandos e, assim, rever a sua prática e redirecionar as suas ações, se
necessário. Em cada etapa registros são feitos. São os registros feitos ao longo do processo
educativo, tendo em vista a compreensão e a descrição dos desempenhos das aprendizagens
dos estudantes, com possíveis demandas de intervenções, que caracterizam o processo avaliativo, formalizando, para efeito legal, os progressos obtidos.
Neste processo de aprendizagem deve-se manter a interação entre professor e aluno,
promovendo o conhecimento participativo, coletivo e construtivo. A avaliação deve ser
um processo natural que acontece para que o professor tenha uma noção dos conteúdos
assimilados pelos alunos, bem como saber se as metodologias de ensino adotadas por ele
estão surtindo efeito na aprendizagem dos alunos.
Avaliação deve ser um processo que ocorre dia após dia, visando à correção de erros e
encaminhando o aluno para aquisição dos objetivos previstos. A esta correção de rumos, nós
chamamos de avaliação formativa, pois serve para retomar o processo de ensino/aprendizagem, mas com novos enfoques, métodos e materiais. Ao usar diversos tipos de avaliações
combinadas para fim de retroalimentar o ensinar/aprender, de forma dinâmica, concluímos
que se trata de um “processo de avaliação”.
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O resultado da avaliação deve permitir que o professor e o aluno dialoguem, buscando
encontrar e corrigir possíveis erros, redirecionando o aluno e mantendo a motivação para o
progresso do educando, sugerindo a ele novas formas de estudo para melhor compreensão
dos assuntos abordados.
Se ao fizer avaliações contínuas, percebermos que um aluno tem dificuldade em assimilar conhecimentos, atitudes e habilidades, então devemos mudar o rumo das coisas.
Quem sabe fazer um reforço da aula, com uma nova abordagem ou com outro colega
professor, em um horário alternativo, podendo ser em grupo ou só, assim por diante. Pode
ser ainda que a aprendizagem daquele tema seja facilitada ao aluno fazendo práticas discursivas, escrever textos, uso de ensaios no laboratório, chegando a conclusão que este aluno
necessita de um processo de ensino/aprendizagem que envolva ouvir, escrever, falar e até
mesmo praticar o tema.
Se isso acontecer, a avaliação efetivamente é formativa.
Neste caso, a avaliação está integrada ao processo de ensino/aprendizagem, e esta, por
sua vez, deve envolver o aluno, ter um significado com o seu contexto, para que realmente
aconteça. Como a aprendizagem se faz em processo, ela precisa ser acompanhada de retornos avaliativos visando a fornecer os dados para eventuais correções.
Para o uso adequado deste livro recomendamos utilizar diversos tipos de avaliações,
cada qual com pesos e frequências de acordo com perfil de docência de cada professor.
Podem ser usadas as tradicionais provas e testes, mas, procurar fugir de sua soberania, mesclando com outras criativas formas.
Avaliação e Progressão
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Para efeito de progressão do aluno, o docente deve sempre considerar os avanços
alcançados ao longo do processo e perguntar-se: Este aluno progrediu em relação ao seu
patamar anterior? Este aluno progrediu em relação às primeiras avaliações? Respondidas
estas questões, volta a perguntar-se: Este aluno apresentou progresso suficiente para acompanhar a próxima etapa? Com isso o professor e a escola podem embasar o deferimento da
progressão do estudante.
Com isso, superamos a antiga avaliação conformadora em que eram exigidos padrões
iguais para todos os “formandos”.
Nossa proposta significa, conceitualmente, que ao estudante é dado o direito, pela
avaliação, de verificar se deu um passo a mais em relação as suas competências. Os diversos
estudantes terão desenvolvimentos diferenciados, medidos por um processo avaliativo que
incorpora esta possibilidade. Aqueles que acrescentaram progresso em seus conhecimentos, atitudes e habilidades estarão aptos a progredir.
A base para a progressão, neste caso, é o próprio aluno.
Todos têm o direito de dar um passo a mais. Pois um bom processo de avaliação oportuniza justiça, transparência e qualidade.
Tipos de Avaliação
Existem inúmeras técnicas avaliativas, não existe uma mais adequada, o importante
é que o docente conheça várias técnicas para poder ter um conjunto de ferramentas a seu
dispor e escolher a mais adequada dependendo da turma, faixa etária, perfil entre outros
fatores.
Avaliação se torna ainda mais relevante quando os alunos se envolvem na sua própria
avaliação.
A avaliação pode incluir:
1.Observação
2.Ensaios
3.Entrevistas
4. Desempenho nas tarefas
5. Exposições e demonstrações
6.Seminários
7. Portfólio: Conjunto organizado de trabalhos produzidos por um aluno ao longo de
um período de tempo.
8. Elaboração de jornais e revistas (físicos e digitais)
9. Elaboração de projetos
10.Simulações
11. O pré-teste
12. A avaliação objetiva
13. A avaliação subjetiva
14.Autoavaliação
15. Autoavaliação de dedicação e desempenho
16. Avaliações interativas
17. Prática de exames
18. Participação em sala de aula
19. Participação em atividades
20. Avaliação em conselho pedagógico – que inclui reunião para avaliação discente pelo
grupo de professores.
No livro didático as “atividades”, as “dicas” e outras informações destacadas poderão
resultar em avaliação de atitude, quando cobrado pelo professor em relação ao “desempenho nas
tarefas”. Poderão resultar em avaliações semanais de autoavaliação de desempenho se cobrado
oralmente pelo professor para o aluno perante a turma.
Enfim, o livro didático, possibilita ao professor extenuar sua criatividade em prol de um
processo avaliativo retroalimentador ao processo ensino/aprendizagem para o desenvolvimento
máximo das competências do aluno.
Objetivos da Obra
Além de atender às peculiaridades citadas anteriormente, este livro está de acordo com
o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos. Busca o desenvolvimento das habilidades por meio
da construção de atividades práticas, fugindo da abordagem tradicional de descontextualizado
acúmulo de informações. Está voltado para um ensino contextualizado, mais dinâmico e com
o suporte da interdisciplinaridade. Visa também à ressignificação do espaço escolar, tornando-o
vivo, repleto de interações práticas, aberto ao real e às suas múltiplas dimensões.
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Ele está organizado em capítulos, graduando as dificuldades, numa linha da lógica de
aprendizagem passo a passo. No final dos capítulos, há exercícios e atividades complementares,
úteis e necessárias para o aluno descobrir, fixar, e aprofundar os conhecimentos e as práticas
desenvolvidos no capítulo.
A obra apresenta diagramação colorida e diversas ilustrações, de forma a ser agradável e
instigante ao aluno. Afinal, livro técnico não precisa ser impresso num sisudo preto-e-branco
para ser bom. Ser difícil de manusear e pouco atraente é o mesmo que ter um professor dando
aula de cara feia permanentemente. Isso é antididático.
O livro servirá também para a vida profissional pós-escolar, pois o técnico sempre necessitará consultar detalhes, tabelas e outras informações para aplicar em situação real. Nesse
sentido, o livro didático técnico passa a ter função de manual operativo ao egresso.
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Neste manual do professor apresentamos:
• Respostas e alguns comentários sobre as atividades propostas;
• Considerações sobre a metodologia e o projeto didático;
• Sugestões para a gestão da sala de aula;
• Uso do livro;
• Atividades em grupo;
•Laboratório;
•Projetos.
A seguir, são feitas considerações sobre cada capítulo, com sugestões de atividades
suplementares e orientações didáticas. Com uma linguagem clara, o manual contribui para
a ampliação e exploração das atividades propostas no livro do aluno. Os comentários sobre as
atividades e seus objetivos trazem subsídios à atuação do professor. Além disso, apresentam-se
diversos instrumentos para uma avaliação coerente com as concepções da obra.
Referências Bibliográficas Gerais
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e
Terra, 1997.
FRIGOTTO, G. (Org.). Educação e trabalho: dilemas na educação do trabalhador. 5. ed. São
Paulo: Cortez, 2005.
BRASIL. LDB 9394/96. Disponível em: <http://www.mec.gov.br>. Acesso em: 23 maio 2009.
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas.
Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.
ÁLVAREZ MÉNDEZ, J. M. Avaliar para conhecer: examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed,
2002.
Shepard, L. A. The role of assessment in a learning culture. Paper presented at the Annual Meeting
of the American Educational Research Association. Available at: <http://www.aera.net/meeting/am2000/wrap/praddr01.htm>.
Orientações ao Professor
Anatomia Humana
01
Orientações aos Professores
A anatomia é a base para as profissões que trabalham o corpo humano.
O livro Anatomia Humana visa dar base ao estudo da Anatomia e
introduzir os conceitos básicos de cinesiologia e anatomia palpatória.
Para atender a este objetivo didático, o livro apresenta o conhecimento necessário para o domínio da Anatomia, o que o torna uma ferramenta
essencial para os estudantes, tratando da estratégia de ensino-aprendizagem
por meio da fundamentação teórico/prática da anatomia com características especiais, como fotografias de modelos anatômicos referenciados ao
modelo humano.
Anatomia Humana
12
Sugerimos que o estudo da Anatomia não seja como uma disciplina
isolada, mas sim trabalhada de forma sistêmica, integrando todos os conhecimentos relacionados à profissão.
Objetivo do Material Didático
•
Proporcionar o conhecimento dos conceitos básicos da anatomia dos
sistemas para aplicação na prática profissional.
•
Introduzir o estudo da cinesiologia.
•
Introduzir o estudo da anatomia palpatória.
•
Identificar as estruturas anatômicas no corpo humano.
Princípios Pedagógicos
O objetivo do livro é trabalhar de forma teórica e prática para que a
cada capítulo o aluno seja capaz de construir um conhecimento global sobre
a anatomia humana.
Os princípios pedagógicos que orientam o livro incluem atividades para
fixação do conteúdo, proporcionando, ao professor, estratégias de ensino e de
aprendizagem na sala de aula.
O livro é dividido pelos sistemas de funcionamento do corpo, proporcionando aos alunos o estudo gradual do corpo humano.
Articulação do Conteúdo
O docente pode articular diálogos com professores de outras áreas aplicadas ao técnico. Por exemplo: no Curso Técnico em Massoterapia, pode-se
referir a massagem a partir do conhecimento dos músculos e da posição dos
órgãos.
Atividades Complementares
É de fundamental importância a dinâmica prática ao final de todas as
aulas, práticas no laboratório de anatomia (podendo ser intercaladas duas aulas
teóricas com duas práticas), trabalhos em grupos, vídeos, visitas a centros de
saúde e ao IML.
Sugestões de Leituras
ABRAHAMS, P. H.; HUTCHINGS, R. T.; MARKS Jr., S. C. Atlas colorido de
anatomia humana de Mcminn. 4. ed. São Paulo: Manole, 2000.
DANGELO, J. G. Anatomia humana sistêmica e segmentar: para estudante de
medicina. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
GRAY, H. Anatomia. 29. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
KAHLE, W. Atlas de anatomia humana: com texto comentado e aplicações em
clínica médica e cirurgia. São Paulo: Atheneu, 1998.
KÖPF-MAIER, P. Wolf-Heidegger: Atlas de anatomia humana. 5. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara, 2000.
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
OWEN, W. Atlas of the human body. Sydney, Australia: Weldon Owen Pty Ltda,
[s.d.].
ROHEN, J. W.; YOKOCHI, C.; LÜTJEN-DRECOLL, E. Anatomia humana:
atlas fotográfico de anatomia sistêmica e regional. 4. ed. São Paulo: Manole,
1998.
SOBOTTA, J. Atlas de anatomia humana. 20. ed. Atual. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1995.
PENCE, A. P. Anatomia humana básica. 2. ed. São Paulo: Manole, 1991.
THOMPSON, C. W. Manual de cinesiologia estrutural. 12. ed. São Paulo:
Manole, 1997.
WATANABE, L. Erhart: elementos de anatomia humana. 9. ed. São Paulo:
Atheneu, 2000.
WIRHED, R. Atlas de anatomia do movimento. São Paulo: Manole, 1986.
Anatomia Humana
MCMINN, R. M. H.; HUTCHINGS, R. T.; LOGAN, B. M. Atlas colorido de
anatomia da cabeça e pescoço. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
13
Sugestão de Planejamento
Este livro foi elaborado para dar suporte ao professor e ao aluno e ser utilizado durante
80 horas em sala de aula. A sugestão de planejamento proposta segue neste diapasão, embora
possa ser adaptado para outras situações.
É altamente recomendado, entretanto, que o professor da disciplina incremente o
estudo com textos e atividades complementares em conformidade com o seu jeito de ministrar as aulas, aplicando sua criatividade em prol do incremento do processo educativo.
Semestre 1
Primeiro Bimestre
Capítulo 1 – Fundamentos da Anatomia
Capítulo 2 – Sistema Esquelético
Capítulo 3 – Sistema Articular
Capítulo 4 – Sistema Muscular
Objetivos
•
Apresentar os sistemas que compõe o corpo humano.
Anatomia Humana
14
•
Aprender a terminologia do estudo da Anatomia.
•
Conhecer o Sistema Esquelético.
•
Conhecer o Sistema Articular.
•
Apresentar os principais músculos axiais do corpo humano.
Segundo Bimestre
Capítulo 5 – Sistema Cardiovascular/Circulatório
Capítulo 6 – Sistema Respiratório
Objetivos
•
Conhecer o Sistema Cardiovascular.
•
Identificar a anatomia do coração.
•
Estudar os vasos associados ao coração.
•
Conhecer o Sistema Respiratório.
Semestre 2
Primeiro Bimestre
Capítulo 7 – Sistema Urinário e Genital
Capítulo 8 – Sistema Digestório
Capítulo 9 – Sistema Endócrino e Sistema Tegumentar
Objetivos
•
Proporcionar o conhecimento do Sistema Urinário e Genital.
•
Identificar as estruturas que compõem o Sistema Urinário e Genital.
•
Conhecer o Sistema Digestório.
•
Identificar as estruturas que compõem o Sistema Digestório.
•
Proporcionar o conhecimento do Sistema Endócrino.
Segundo Bimestre
Capítulo 9 – Sistema Endócrino e Sistema Tegumentar
Capítulo 10 – Sistema Nervoso
Objetivos
•
Conhecer o Sistema Tegumentar.
•
Conhecer o Sistema Nervoso.
Orientações Didáticas e Respostas das
Atividades
Capítulo 1
Orientações
Professor, para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem na prática sugerimos a
atividade a seguir.
• Nomear os sistemas que compõe o corpo humano.
• Demonstrar a divisão do corpo humano.
• Descrever e demonstrar a posição anatômica.
• Desenhar no quadro os planos e eixos.
• Demonstrar os principais movimentos do corpo humano.
Os grupos devem fazer a apresentação para os colegas como fixação do conteúdo.
Respostas – página 19
A prática é a melhor maneira para absorver o conhecimento.
1)
Anatomia é o estudo das formas e dos sistemas do corpo humano.
2)
É a posição padrão para facilitar os estudos do corpo humano. Para estudar a posição
anatômica fique em uma posição ereta, olhe para a frente com os braços ao lado do corpo,
com as mãos voltadas para a frente, os dedos estendidos e os pés semiafastados.
Anatomia Humana
Divida a turma em duplas ou trios, com as seguintes tarefas:
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3)
Sistema Esquelético
Sistema Articular
Sistema Muscular
Sistema Circulatório
Sistema Respiratório
Sistema Digestivo
Sistema Urinário
Sistema Genital Masculino e Feminino
Sistema Nervoso
Sistema Tegumentar
4)
• Plano Sagital
Divide o corpo em partes: lado direito e lado esquerdo.
• Plano Frontal
É o plano que passa através do corpo, dividindo-o nas partes anterior (ventral) e posterior (dorsal).
• Plano Transversal
Divide o corpo em parte superior (cranial) e inferior (caudal).
5)
Anatomia Humana
16
• Flexão − movimento no plano sagital, em que dois segmentos do
corpo (proximal e distal) aproximam-se um do outro. Diminuindo,
assim, o espaço articular.
• Extensão − movimento no plano sagital, em que dois segmentos
do corpo (proximal e distal) afastam-se um do outro. Quando esse
movimento passa da posição anatômica é chamado de hiperextensão.
• Abdução − movimento no plano frontal, quando o segmento
afasta para longe da linha média do corpo.
• Adução − movimento no plano frontal, a partir de uma posição
de abdução de volta à posição anatômica, podendo até ultrapassar a
linha média.
• Circundação − movimento circular de um membro que descreve
um cone, combinando os movimentos de flexão, extensão, abdução
e adução.
• Abdução Horizontal − movimento no plano horizontal afastando-se da linha mediana do corpo.
• Adução Horizontal − movimento no plano horizontal aproximando-se da linha média do corpo.
• Rotação Externa − movimento no plano horizontal, em que a
face anterior volta-se para o plano mediano do corpo.
• Rotação Interna − movimento no plano horizontal, em que a
face anterior volta-se para o plano lateral do corpo.
• Elevação − movimento no plano frontal no qual, por exemplo, a
escápula move-se no sentido cranial (sentido superior, para cima).
• Depressão − movimento no plano frontal no qual, por exemplo, a
escápula move-se no sentido caudal (sentido inferior, para baixo).
• Rotação externa − movimento no plano frontal no qual a escápula
gira superiormente, ao mesmo tempo que se afasta da linha mediana
e se eleva.
• Rotação interna − movimento no plano frontal no qual a escápula
gira inferiormente, ao mesmo tempo que se aproxima da linha
mediana e se deprime.
• Protusão − movimento no plano horizontal em que ombro é
direcionado para frente.
• Retração − movimento no plano horizontal em que o ombro é
direcionado para trás.
• Pronação − movimento no plano horizontal no qual o rádio gira
internamente sobre a ulna (palma da mão para baixo).
• Supinação − movimento no plano horizontal no qual o rádio gira
internamente sobre a ulna (palma da mão para cima).
• Desvio radial (abdução do punho) − movimento no plano
frontal no qual a mão se afasta da linha mediana do corpo.
• Desvio ulnar (adução do punho) − movimento no plano frontal
no qual a mão se aproxima da linha média do corpo.
• Oposição do polegar − movimento no plano horizontal em que
ocorre a aproximação das polpas digitais (polegar em relação os
demais dedos).
6)
17
O aluno deve fazer a divisão como está na página 11.
Orientações
Demonstrar no esqueleto as partes dos ossos do corpo humano, sua
formação, arquitetura e elementos descritivos.
Demonstrar no esqueleto e no aluno as divisões do esqueleto axial
e apendicular.
Pedir para cada aluno repetir e localizar em si cada estrutura dos ossos.
Sugestões de vídeos sobre o Sistema Esquelético:
•<http://www.youtube.com/watch?v=l1rMf-8sQ8A>
•<http://www.youtube.com/watch?v=h03tFvQNKT8&feature
=related>
•<http://videos.wittysparks.com/id/1579066946/>
•<http://videos.wittysparks.com/id/867508465/>
Anatomia Humana
Capítulo 2
Respostas – página 41
1)
A osteologia é importante para a ação dos ossos e do esqueleto na proteção, sustentação, locomoção, produção de células sanguíneas e por
ser depósito dos íons Ca e P.
Os ossos são unidos pelas articulações, nas quais articulam-se entre
si, com exceção do osso chamado hioide, que é preso por músculos e
ligamentos e está situado no pescoço.
2)
• Ossos longos − são ossos cujo comprimento predomina sobre a
largura e espessura e apresentam canal medular. Geralmente estão
nos membros. Dividem-se em:
– Diáfise − corpo do osso.
– Epífise proximal e distal − extremidades dos ossos.
– Metáfises proximal e distal − região entre as epífises e a
diáfise.
– Canal medular − cavidade na diáfise do osso para alojar a
medula óssea.
• Ossos alongados − são ossos cujo comprimento predomina sobre
a largura e espessura, e não apresentam um canal medular. Ex.: costelas e clavícula.
18
Anatomia Humana
• Ossos planos − são ossos cujo comprimento e a largura predominam sobre a espessura. Ex.: calota craniana e ossos das raízes dos
membros.
• Ossos curtos − são ossos cujo comprimento largura e espessura se
equivalem. Ex.: ossos do carpo e ossos do tarso.
• Ossos irregulares − são ossos que apresentam uma forma irregular. Ex.: ossos da coluna vertebral.
• Ossos pneumáticos − são ossos que apresentam uma cavidade
contendo ar. Ex.: frontal, maxilar etmoide e esfenoide.
• Ossos sesamoides − são ossos curtos que se desenvolvem no interior de tendões ou cartilagens e auxiliam no deslizamento desses
tendões. Ex.: patela, articulação metacarpo-falangiana e articulação
metatarso-falangiana.
3)
• Esqueleto axial − são os ossos que formam o eixo principal do
corpo: cabeça-pescoço-tronco.
• Esqueleto apendicular − são os ossos que formam os apêndices
do corpo: membros superiores-membros inferiores.
4)
Organizar os alunos em duplas e solicitar que diferenciem o esqueleto
axial e apendicular um do outro.
Esqueleto Humano Axial
•Cabeça:
Crânio – 8 ossos
Frontal
Occipital
Etmoide
Esfenoide
Temporais
Parientais
Face − 14 ossos
Vômer
Mandíbula
Concha nasal
Lacrimais
Palatinos
Maxilar
Zigomático
Nasais
Martelo
Bigorna
Estribo
Pescoço − 8 ossos
Hioide
Cervicais
• Coluna Vertebral
A coluna vertebral, em função de seus múltiplos segmentos e
numerosas articulações, tem um alto potencial para permitir a
manifestação de numerosas patologias.
A coluna é constituída pela superposição de 33 ossos divididos em
5 áreas, sendo ossos móveis.
Para cima ela se articula com o osso occipital da cabeça e para baixo
com o osso sacro, e este com o cóccix.
Anatomia Humana
Orelha – ossículo da orelha média 6 ossos
19
Coluna vertebral com as suas respectivas curvaturas:
Vista anterior
Vista lateral
Vista posterior
As áreas da coluna vertebral são:
7 vértebras cervicais que são móveis;
12 vértebras torácicas que são móveis;
5 vértebras lombares que são móveis;
4 vértebras sacral que são fundidas;
5 vértebras cóccix (varia de 3 a 5 vértebras) geralmente fundidas.
As vértebras podem ser estudadas quanto aos seus caracteres, que
podem ser: (1) gerais, (2) regionais ou (3) individuais.
Esqueleto Apendicular Superior
•Escápula
•Clavícula
•Úmero
• Rádio e ulna
20
• Ossos do carpo
Anatomia Humana
•Sesamoides
•Metacarpos
• Falanges (I a V)
Esqueleto Apendicular Inferior
• Osso coxal (do quadril):
–Ílio
–Ísquio
–Pube
•Fêmur
• Tíbia e fíbula
• Ossos do tarso
•Metatarsos
• Falanges (I a V)
•Sesamoides
5)
As áreas da coluna vertebral são:
• 7 vértebras cervicais que são móveis;
• 12 vértebras torácicas que são móveis;
• 5 vértebras lombares que são móveis;
• 4 vértebras sacral que são fundidas;
• 5 vértebras cóccix (varia de 3 a 5 vértebras) geralmente fundidas.
• As vértebras podem ser estudadas quanto aos seus caracteres, que
podem ser: (1) gerais, (2) regionais ou (3) individuais.
Evelise D. Antunes
Evelise D. Antunes
6)Vértebra lombarVértebra cervical
Evelise D. Antunes
Vértebra torácica
21
Evelise D. Antunes
Capítulo 3
Orientações
A medida em que os alunos forem aprendendo as articulações incentive-os a localizar as partes do Sistema Articular em um colega. Outras
atividades interessantes a serem feitas são: identificar cada articulação no
esqueleto por meio de desenho, diferenciando com cores as articulações
móveis, semimóveis e imóveis; trazer massinha colorida e fazer bonecos,
nos quais as massinhas amarelas representem as articulações.
Sugestão de vídeo sobre as articulações:
•<http://www.youtube.com/watch?v=qlGdgkRJJNE>
Anatomia Humana
Evelise D. Antunes
7)Vértebra áxisVértebra atlas
Respostas – página 59
1) É o meio de união entre os ossos na constituição do esqueleto.
2)
São as articulações por continuidade, nestas os ossos se unem por um
tecido conjuntivo fibroso.
• Suturas – planas, denteadas ou serrátil e escamosas.
• Sindesmoses – são articulações fibrosas que unem ossos à distância. Por exemplo, entre os corpos do rádio e ulna/tíbia e fíbula.
• Gonfoses – é o meio de fixação dos dentes nos alvéolos dentários
da maxila e mandíbula.
3)
Sincondroses – união entre o ossos por meio de uma cartilagem
hialina.
• intraósseas – ocorre dentro de um mesmo osso (metáfise dos ossos
longos).
• interósseas – ocorre entre ossos diferentes (osso occipital e osso
esfenoide).
Sínfises – união entre os ossos por meio de uma cartilagem fibrosa –
fibrocartilagem (entre os corpos das vértebras/entre os ossos púbis).
Elementos de uma articulação sinovial:
•Constantes:
a. superfícies ósseas articulares
b. cartilagens articulares
22
c. cápsula articular:
Anatomia Humana
c.1 – membrana fibrosa
c.2 – membrana sinovial:
– líquido sinovial
– cavidade articular (espaço)
•Elementos de uma articulação sinovial:
meniscos, orla e ligamentos.
inconstantes – discos,
4)
Solicitar aos alunos que se dividam em duplas. Orientar que marquem,
indicando com caneta um no outro, as articulações do corpo humano.
Articulações da cabeça (entre os ossos do crânio):
• Internasais − fibrosas suturas planas
• Parieto-temporal − fibrosa sutura escamosa
• Suturas denteadas ou serreadas
• Occipito-esfenoidal − cartilagínea sincondrose
•Fontanelas
• Temporo-mandibular − sinovial condilar (disco)
Articulações do pescoço:
• Atlanto-occipital − sinovial condilar
• Atlanto-axial − sinovial trocoide (mediana) e sinoviais planas
(laterais):
– Arcos/processos espinhosos/processos transversos − fibrosas
sindesmoses
– Intercorpovertebral − cartilagíneas sínfise
Articulações do tronco:
• Articulações da coluna vertebral:
– Arcos/processos espinhosos/processos transversos − fibrosas
sindesmoses
– Intercorpovertebral − cartilagíneas sinfise
– Processos articulares − sinoviais planas:
¤ Costo-vertebrais − sinoviais planas
¤ Costo-transversais − sinoviais planas
•Esternocondrais:
–1ª costela − fibrosa sindesmose
–2ª a 7ª costela − sinoviais planas:
¤ Intercondrais − sinoviais planas
¤ Articulações do esterno
– Xifoesternal − cartilagínea sincondrose
Articulações do membro superior:
• Articulações do ombro:
– Escapulo-umeral − sinovial esferoide (orla)
– Articulação esternoclavicular: sinovial plana (disco articular)
– Articulação acromio-clavicular: sinovial plana
• Articulações do cotovelo:
– Sinovial gínglimo
• Articulação do antebraço:
– Rádio-ulnar proximal − sinovial trocoide
– Rádio-ulnar média − fibrosa sindesmose
– Rádio ulnar distal − sinovial trocoide
Anatomia Humana
– Manubrio-esternal − cartilagínea sincondrose
23
• Articulações da mão:
– Articulação do punho (rádio-carpica) − sinovial condilar
– Articulações intercárpicas − sinoviais planas
– Articulações carpo-metacarpica − sinoviais planas
– Trapézio-metacarpo do polegar − sinovial selar
– Articulações metacarpo-falangianas − sinoviais condilares
– Articulações interfalangianas − sinoviais gínglimos
Articulações do membro inferior:
• Articulações sacro-ilíaca:
– Fibrosa sindesmose
– Sinovial plana
– Interpúbica − cartilaginosa sínfise
• Articulações do quadril:
– Coxo-femoral − sinovial esferoide (orla)
• Articulações do joelho:
– Sinovial condilar (meniscos)
• Articulações da perna:
– Tíbio-fibular proximal − sinovial plana
24
– Tíbio-fibular média − fibrosa sindesmose
Anatomia Humana
– Tíbio-fibular distal − fibrosa sindesmose
• Articulações do pé:
– Articulação do tornozelo (tíbio-társica) − sinovial gínglimo
– Articulações intertársicas − sinoviais planas
– Articulações tarso-metatársica − sinoviais planas
– Articulações metatarso-falangianas − sinoviais condilares
– Articulações interfalangianas − sinoviais gínglimos
5)
• Flexão − diminui o ângulo da articulação aproximando os ossos
articulados, movimento no plano antero-posterior.
• Extensão − aumenta o ângulo da articulação afastando os ossos
articulados, movimento no plano ântero-posterior.
• Adução − aproximação dos membros do plano mediano.
• Abdução − afastamento dos membros do plano mediano.
• Rotação − os ossos articulados giram em torno do seus próprios
eixos:
– supinação − rotação lateral
– pronação − rotação medial
• Circundução − realização de todos os movimentos ao mesmo
tempo, descrevendo um segmento de cone.
6)
1
3
2
4
25
Anatomia Humana
5
6
7
De cima para baixo:
1
Articulações da cabeça (entre os ossos do crânio): suturas
denteadas ou serreadas.
2
Articulações do tronco: articulações do esterno.
– Manubrio-esternal − cartilagínea sincondrose.
– Xifoesternal − cartilagínea sincondrose.
3
Articulações do ombro:
– Escapulo-umeral − sinovial esferoide (orla).
– Articulação esternoclavicular: sinovial plana (disco articular).
– Articulação acromio-clavicular: sinovial plana.
4
Articulações do cotovelo:
– Sinovial gínglimo.
5
Articulações da mão: articulação do punho (rádio-cárpica) − sinovial
condilar.
6
Articulações do joelho: sinovial condilar (meniscos).
7
Articulações do pé: articulação do tornozelo (tíbio-társica) − sinovial
gínglimo.
Capítulo 4
Anatomia Humana
26
Orientações
Pedir para os alunos trazerem linha ou novelo de lã, fita e canetinha.
Demonstrar em um aluno a localização de todos os músculos,
fixando um ponto fixo e um móvel, por exemplo, um fio na parte inicial, origem da cabeça longa do bíceps e da cabeça curta do bíceps, e
um na inserção tuberosidade do rádio. Solicitar ao aluno que realize o
movimento demonstrando o que acontece com o fio quando ocorre a
contração e o relaxamento (alongamento).
Pedir para os alunos montarem fichas de cada grupo muscular como
no exemplo a seguir:
Músculo
Origem (O)
Inserção (I)
Ação ou Função
(A ou F)
Reto femoral
espinha ilíaca
antero superior
tuberosidade da
tíbia
flexão do quadril e
extensão do joelho
Vasto medial
região anterior
medial do fêmur
tuberosidade da
tíbia
extensão do joelho
Vasto lateral
região anterior
lateral do fêmur
tuberosidade da
tíbia
extensão do joelho
Vasto intermédio
região anterior
intermédio do
fêmur
tuberosidade da
tíbia
extensão do joelho
Sugestões de vídeos sobre o Sistema Muscular:
•<http://www.youtube.com/watch?v=oKAXOZMuGpg&feature=
related>
•<http://www.youtube.com/watch?v=oUmL_lFJsKY&feature=
related>
•<http://www.youtube.com/watch?v=7eiarC-mICY&feature
=related>
•<http://www.youtube.com/watch?v=3but_0CYW3A&feature=rel
ated>
•<http://www.youtube.com/watch?v=4KBMdewqK1Y&feature=r
elated>
•<http://www.youtube.com/watch?v=HOODnhlokRg&feature=p
layer_embedded>
Respostas – página 80
1) Os músculos são órgãos, ou partes de órgãos, constituídos por células
(fibras musculares) com capacidade de contração e relaxamento.
2)
Quanto ao controle do Sistema Nervoso:
•Voluntários
•Involuntários
Quanto ao aspecto histológico:
• Lisos − movimentam a parede das vísceras.
• Cardíaco − compõem a camada média da parede do coração
(miocárdio).
• Estriado esquelético − movimentam os ossos, articulações e pele.
Os elementos constitutivos são:
• Ventre − porção central, avermelhada e contrátil do músculo.
• Tendão − partes ou extremidades dos músculos por onde estes
se fixam.
– tendão propriamente dito − em forma de fita, cilíndrico.
– aponeurose − tendão em forma de fita.
• Fáscias − membranas de tecido conjuntivo com as fibras em forma
de rede, são responsáveis pela conformação dos músculos.
• Anexos musculares − são estruturas em forma de bolsa contendo
líquido sinovial que permitem aos tendões o deslizamento sem
atrito durante o movimento das articulações.
– abainhas sinoviais − abraçam os tendões deixando um mesotendão.
– bolsas sinoviais − interpõem-se entre o tendão e o osso.
4)
Sugestão de resposta: músculos que fazem adução da escápula – músculo romboide maior e menor, trapézio, fibras média e inferiores.
5)
Orientar os alunos para que se dividam em duplas e localizem os
músculos do corpo humano.
Anatomia Humana
3)
27
Capítulo 5
Orientações
Dividir os alunos em grupos de 4 ou 5 componentes e pedir para
que desenhem e pintem o Sistema Circulatório.
Solicitar aos alunos que desenhem a pequena e a grande circulação,
com as principais artérias e veias do coração.
Sugestão sobre o Sistema Cardiovascular/Circulatório de sites:
•<http://www.labes.com.br/hemograma_completo.htm>
•<http://catalog.nucleusinc.com/nucleusindex.php?>
Vídeos:
•<http://www.youtube.com/watch?v=-W_I4UXwOoE&feature
=related>
•<http://www.youtube.com/watch?v=D_IkOh1Ghxk&feature
=related>
Respostas – página 91
1)
1. Distribuir oxigênio e nutrientes para todas as células do organismo.
2. Retirar escórias e dióxido de carbono das células.
3. Transportar água, eletrólitos, hormônios e enzimas.
4. Proteger contra doenças.
Anatomia Humana
28
5.Evitar sangramentos (hemorragias) pela formação de coágulos
sanguíneos.
6. Auxiliar a regulação da temperatura corporal.
2)
Veias
Levam ao coração
o sangue vindo do
corpo.
Paredes mais finas do
que as das artérias.
3)
Artérias
Levam sangue do
coração a todo o
corpo.
Suas paredes são
mais espessas e
dilatáveis.
Capilares
Levam sangue aos
tecidos para fornecer
oxigênio às células.
Ligam as artérias às
veias.
• Epicárdio (camada externa) – camada visceral do pericárdio
seroso, é uma fina lâmina de tecido seroso.
• Miocárdio (camada média) – é a camada mais grossa do coração, sendo sua maior porção, e é responsável pelo bombeamento
do sangue. Composto por músculo estriado cardíaco.
• Endocárdio (camada interna) – camada fina de endotélio que
reveste o interior do miocárdio e os vasos sanguíneos que saem do
coração.
4)
Região da aorta:
• Artérias coronárias direita e esquerda.
• Artéria femoral.
• Artéria tronco braquiocefálica.
• Artéria profunda da coxa.
• Artéria carótida comum esquerda.
• Artéria poplítea.
• Artéria subclávia esquerda.
• Artéria tibial anterior.
Cabeça e pescoço:
• Artéria tibial posterior.
• Artéria carótida comum direita.
• Artéria dorsal do pé.
• Artéria carótida comum esquerda.
• Artéria carótida interna.
5)
• Veia jugular externa
Membros superiores:
• Veia subclávia
• Artéria subclávia.
• Veia braquiocefálica
• Artéria axilar.
• Veia cava superior
• Artéria braquial.
• Artéria radial.
Membros superiores:
• Veia axilar
• Artérias do arco palmar profundo.
• Veia braquial
• Artérias do arco palmar superficial.
• Veia radial
• Artérias digitais.
• Veia ulnar
Região do tronco:
• Veia cefálica
• Parte torácica da aorta.
• Veia basílica
• Tronco celíaco.
• Veia intermédia do cotovelo
• Artéria gástrica esquerda (estômago
e parte do esôfago).
Região do tórax, abdome e pelve:
• Veia cava inferior
• Artéria esplênica (baço).
• Veias hepáticas
• Artéria renal (rim).
• Veia porta do fígado
• Artéria mesentérica superior (intestino delgado, colo ascendente e
transverso do intestino grosso).
• Veia esplênica
• Veia mesentérica superior
• Artéria mesentérica inferior (parte
do colo transverso, colo descendente e maior parte do reto).
• Veia mesentérica inferior
Região pélvica:
• Veia ilíaca comum direita e esquerda
• Artéria ilíaca comum
• Veia ilíaca interna
• Artéria ilíaca interna
• Veia sacral mediana
• Artéria ilíaca externa
• Veia renal
• Veia ovárica (testicular)
• Veia ilíaca externa
29
Anatomia Humana
• Artéria ulnar.
• Artéria hepática comum (fígado).
Cabeça e pescoço:
• Veia jugular interna
• Artéria carótida externa.
Membros inferiores:
Membros inferiores:
• Veia femoral profunda
• Veia femoral
• Veia safena magna
• Veia poplítea
• Veia safena parva
• Veia tibial anterior e posterior
• Veia fibular
• Arco venoso dorsal
• Digitais dorsais
6)
Em vermelho artérias, em azul veias.
Capítulo 6
Orientações
Pedir aos alunos que inspirem e expirem, com a mão sob o tórax
e depois sob o abdômen, sentindo o movimento da respiração. Contar
quantos movimentos realiza o tórax por minuto. Marcar quanto tempo
conseguem ficar sem respirar.
Sugestões de vídeos sobre o Sistema Respiratório:
Anatomia Humana
30
•<http://www.youtube.com/watch?v=sQU4LVJr7TI>
•<http://www.youtube.com/watch?v=rzd8UBIXJOk>
Repostas – página 98
1) • Sistema Respiratório são as cavidades nasais que recebem o ar
inalado.
• Faringe é o funil do ar inalado em direção à traqueia/comida em
direção ao esôfago.
• Laringe é o local onde são produzidos os sons da fala.
• Traqueia é dividida em parte superior, parte inferior e caminho
para os brônquios.
• Brônquios são dois principais, cada um dos quais transportam o
ar para dentro de um dos dois pulmões.
• Bronquíolos são pequenos ramos das vias aéreas nos pulmões.
• Alvéolos são sacos nos quais o oxigênio move-se para o sangue e
o gás carbônico sai.
• Pulmões são os órgãos nos quais o oxigênio e o gás carbônico
são trocados.
2)
Dois lóbulos − superior e inferior.
Mais curto e mais largo.
Tem profunda incisura cardíaca.
Fissuras oblíquas.
3)
Três lóbulos − superior, médio e inferior.
Maior e mais pesado.
Borda anterior retilínea.
Tem fissura horizontal e oblíqua.
Brônquio direito − mais calibroso, curto e vertical.
4)
Resposta a critério do aluno.
5)Na inspiração − músculo diafragma, intercostais externos, escalenos
e esternocleidomastoideos.
Na expiração − os músculos intercostais internos e os músculos da
parede abdominal – retos, oblíquos internos e externos, transverso.
Capítulo 7
Orientações
Oriente os alunos a montarem uma maquete com material reciclável
do Sistema Urinário e Genital Masculino e Feminino.
Sugestões de vídeos:
Sistema Genital Masculino e Feminino
•<http://www.youtube.com/watch?v=oyzwRzv2r5c>
•<http://www.youtube.com/watch?v=X_IyCmXytks>
Respostas – página 105
1) Constituição do Sistema Urinário:
Rins (2) um em cada lado;
Ureteres (2);
Bexiga (1);
Uretra (1).
2)
É o órgão responsável pela filtração do sangue e pela produção de
urina.
3)
Ilustração a critério do aluno.
Anatomia Humana
Sistema Urinário
•<http://www.youtube.com/watch?v=Br3tqodXRy0>
•<http://www.youtube.com/watch?v=HrduDslHVfM>
31
4)
É o conjunto de órgãos responsáveis pela produção de gametas e
hormônios sexuais secundários, tem como finalidade realizar a reprodução da espécie. Se divide em Sistema Genital Masculino e Sistema
Genital Feminino.
5)
Sistema Genital Masculino:
• Escroto ou bolsa testicular.
•Testículo.
•Epidídimo.
• Ducto deferente.
• Funículo espermático.
•Pênis.
• Glândulas anexas.
Sistema Genital Feminino:
•Ovários;
• Tubas uterinas;
•Útero;
•Vagina;
•Vulva.
Anatomia Humana
32
Capítulo 8
Orientações
Neste capítulo, antes de iniciá-lo, descrever junto aos alunos o caminho dos alimentos desde a entrada, na boca, até a saída, no ânus.
Respostas – página 113
1) O aparelho digestório abrange a parte da cavidade oral até o ânus.
É um conjunto de órgãos que vai desde a mastigação até a digestão
e a absorção. Os órgãos ocupam diversos segmentos do corpo:
cabeça, pescoço e tronco.
2)
São órgãos esbranquiçados, dispostos em arca no interior da cavidade
bucal e fixados nos alvéolos dentários da maxila e da mandíbula.
Partes do dente:
• coroa − parte visível do dente;
• colo − entre a coroa e a raiz;
• raiz − porção do dente inclusa nos alvéolos dentários.
3)
É um órgão tubular muscular revestido por mucosa, situado após a cavidade nasal e a cavidade bucal e funcionalmente pertence aos Sistemas
Digestivo e Respiratório.
Divisão:
• oro-faringe − região situada posteriormente à cavidade bucal;
• nasofaringe − região situada posteriormente à cavidade nasal, e que
tem comunicação com a orelha (ouvido) média por meio das tubas
auditivas;
• laringo-faringe − região situada posteriormente à laringe e inferiormente à orofaringe.
4)
O intestino delgado divide-se em:
• duodeno (papilas duodenais maior e menor) fixo;
• jejuno-íleo que se movimenta mudando de posição. Recebe esse
nome porque sempre que está aberto se apresenta vazio (em
jejum) enquanto o íleo geralmente contém substâncias alimentares sob a forma semilíquida.
5)
O fígado é a maior glândula do corpo. Ele está situado na região superior do abdômen, logo abaixo do diafragma, ficando mais à direita,
embora uma pequena porção ocupe também a metade esquerda do
abdômen.
6)
O aluno deverá indicar na imagem a boca, a faringe, o esôfago, o estômago, os intestinos (grosso e delgado) e o fígado.
Orientações
Explicar aos alunos sobre o Sistema Endócrino e suas glândulas,
enfatizando a importância de cada uma.
Apresentar o Sistema Tegumentar e suas divisões.
Sugestões de vídeos:
Sistema Endócrino
•<http://www.youtube.com/watch?v=G199G7YrUII>
•<http://www.youtube.com/watch?v=U_vuzQ56voY>
•<http://www.youtube.com/watch?v=SmOLqgh5V60>
Sistema Tegumentar
•<http://www.youtube.com/watch?v=cFGmslRl_sg>
•<http://www.youtube.com/watch?v=-1Mp9-jEdXY>
•<http://www.youtube.com/watch?v=6TxWGsqCZvU>
Anatomia Humana
Capítulo 9
33
Respostas – página 123
1) Conjunto de glândulas distribuídas no corpo com função de produzir
hormônios que serão lançados na circulação sanguínea para atingirem
os órgãos alvos.
Anatomia Humana
34
2)
Controla a produção de hormônio das outras glândulas controlada pelo
hipotálamo. Está alojada na fossa hipofisária da cela túrcica (tubérculo
da cela, fossa hipofisária, dorso da cela).
3)
Produz linfócitos T relacionados com o sistema imunológico (mecanismo de defesa). Tende a regredir com a idade.
4)
A placenta é uma glândula abdomino pélvica que nutre o feto, por
meio do cordão umbilical. Essa estrutura só existe no útero gravídico e
é eliminada após o nascimento do bebê.
5)
A tireoide, que está localizada na parte inferior da laringe e superior da
traqueia, e as paratireoides, que são quatro pequenas glândulas localizadas na parte posterior da tireoide.
6)
É o maior órgão do corpo humano, no adulto chega a medir 2 m, é um
importante meio de defesa do organismo. É um órgão que reveste o
corpo externamente e protege a sua superfície.
7)
Receptores de Krause – frio.
Receptores de Ruffini – calor.
Discos de Merkel – tato e pressão.
Receptores de Vater-Pacini – pressão.
Receptores de Meissner – tato.
Terminações nervosas livres – principalmente dor.
8)
Estrutura da pele:
• Epiderme – É a camada externa da pele formada por um epitélio,
por camadas ou estratos.
• Derme – É a camada interna da pele formada por tecido conjuntivo rico em fibras, no qual se concentram os vasos sanguíneos
e as terminações nervosas responsáveis pela sensação de tato,
pressão, dor e temperatura.
• Hipoderme – tela subcutânea. É a camada de tecido conjuntivo
frouxo (fibras de gordura) na qual a pele se apoia.
9)
Pelos são modificações da epiderme em forma de haste, que revestem
e protegem a superfície do corpo. Suas partes são:
•Raiz
•Haste
• Músculo eretor do pelo.
Unhas são modificações da epiderme constituídas por queratina dura.
Partes das unhas:
•Raiz
• Corpo − Lúnula (eponíquel-hiponíquel)
• Leito ungueal.
10) Glândulas sebáceas – Estão espalhadas pelo corpo, porém ausentes
nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Glândulas sudoríparas – Estão espalhadas em todo corpo, porém
são mais numerosas nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Glândulas mamárias − Localizadas na região torácica na altura dos
músculos peitorais obedecendo as linhas mamária.
• seio mamário – espaço entre as mamas.
• sulco inframamário – reserva de pele inferior a mama.
Capítulo 10
Orientações
Dividir os alunos em grupos de 5 pessoas para desenvolverem um
modelo do Sistema Nervoso Central e Periférico com cartolina e isopor.
Sugestões de vídeos sobre o Sistema Nervoso:
•<http://www.youtube.com/watch?v=0OpLBFiThu4>
35
•<http://www.youtube.com/watch?v=QABhvd6BMZY>
2)
A divisão do Sistema Nervoso Central:
• Encéfalo (dentro da caixa craniana):
– Cérebro (hemisférios cerebrais)
a.Telencéfalo
b.Diencéfalo
– Tronco cerebral:
a.Mesencéfalo
b.Ponte
cBulbo
–Cerebelo
• Medula espinhal (dentro do canal vertebral)
Anatomia Humana
Respostas – página 127
1) O Sistema Nervoso é um conjunto de órgãos responsáveis pela coordenação e integração dos demais sistemas orgânicos, relacionando o
organismo com as variações do meio externo e controlando o funcionamento visceral.
3)
Divisão do Sistema Nervoso Periférico:
•Nervos – Fibras nervosas mielínicas.
– Espinhais (31);
– Cranianos (12) com conexão com encéfalo.
•Gânglios – agrupamentos de corpos de neurônios.
– Sensitivos Motores (viscerais).
• Terminações Nervosas:
– Sensitivas (receptores).
– Motoras (efetores).
4)Tipos:
a. Dura-máter (mais externa e forma um saco fechado):
a1.espinhal (l folheto)
a2.encefálica (2 folhetos)
b. Aracnoide (média):
c. Pia-máter (mais interna e responsável pela forma do SNC)
Espaços:
a. epidural (entre dura-mater e o osso – contém veias)
b. subdural (entre a dura-mater e aracnoide-virtual)
c. subaracnoídeo: contém o líquido cefalorraquidiano (liquor).
Anatomia Humana
36
5)
Neurônios são células altamente excitáveis que comunicam-se entre
si ou com células efetuadoras, usando basicamente uma linguagem
elétrica (responsáveis pelos processamentos das informações).
Ilustração a critério do aluno.

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