LEITURAS SOBRE ORAÇÃO

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LEITURAS SOBRE ORAÇÃO
LEITURAS SOBRE ORAÇÃO
“UMA ORAÇÃO COM A DIMENSÃO DE DEUS” (Leonard Ravenhill)
O segredo da oração é a oração no lugar secreto. É bom ler livros sobre oração, mas isto só não
basta. Assim como um livro de culinária é altamente útil, mas torna-se inútil se não tivermos os
ingredientes para preparar os alimentos, assim também acontece com a oração. Alguém pode ler toda
uma biblioteca sobre oração e não adquirir nem uma gota de poder. Temos que aprender a orar, mas para
aprender é preciso orar. Se uma pessoa estiver sentada numa cadeira lendo o melhor livro que existe
sobre saúde, mas permanecer ali sentada, pode morrer. Assim também é possível um crente ler tudo
sobre oração, maravilhar-se com a perseverança de Moisés ou com o lamento de Jeremias, e mesmo
assim não aprender nem o abecê da intercessão. Assim como a bala que fica na arma não chega ao seu
alvo, assim também a oração que fica contida no coração sem ser elevada a Deus não obtém as bênçãos.
“SOLITUDE” (Henri Nouwen)
'Ouvir a voz de Deus' é um exercício. Precisamos aprender a ouvir, como aprendemos a distinguir
outros sons em nossa vida. É interessante, mas não nascemos reconhecendo o som de um trem, ou de
um avião, ou do carro do marido entrando pela garagem. Tudo foi aprendido pela repetição da
experiência, pelo 'exercício'. Ouvir a voz de Deus também é aprendida assim pois o pecado, o mundo, a
própria vida acabaram trazendo muitas outras 'vozes' para nosso dia-a-dia. Este 'processo' de
aprendizagem implica em tempo, 'solitude' (não 'solidão') e prática.
Um dos primeiros cristãos descreve o primeiro estágio da oração solitária como a experiência de
um homem que depois de anos abrindo portas, de repente decide fechá-las. Os visitantes que
costumavam vir e entrar em sua casa, começam batendo em sua porta, admirados quando eles não são
autorizadas a entrar. Somente quando eles compreendem que não são mais bem vindos é que eles
gradualmente param de vir. Esta é a experiência de alguém que decide entrar na solitude depois de uma
vida sem muita disciplina espiritual. No começo, as muitas distrações continuam a se apresentar. Depois,
conforme elas recebem menos atenção, elas lentamente se retiram."
APROFUNDANDO NOSSA CONVERSA COM DEUS
Entrevista com Henri Nouwen e Richard Foster
Como vocês enxergam a oração?
Henri Nouwen: A oração é primeiramente ouvir a Deus. É a abertura. Deus está sempre falando, está
sempre fazendo algo. Oração é adentrar nesta atividade. Pense nesta sala. Imagine que você nunca
esteve fora dela. Oração é como sair da sala, descobrir o que há lá fora. Oração, em sua forma mais
básica, é ter uma atitude e dizer: “Deus, o que você quer me dizer?”.
Richard Foster: O problema de descrever a oração como falar com Deus é que isto implica que ainda
estamos no controle. Mas em ouvir a Deus, nos entregamos. Pessoas estão cansadas de ouvir sobre os
“Dez passos que mudarão a sua vida”. A vida espiritual não é algo que somamos a uma vida já
demasiadamente ocupada. Estamos falando sobre impregnar, infiltrar e controlar o que já fazemos com
uma atitude de serviço a Deus. Para os pastores, isto pode significar oração silenciosa em suas reuniões.
Uma das maiores revelações para mim foi experimentar a comunhão com Deus nas reuniões. Aprendi que
nem sempre preciso falar e controlar e que posso orar pelas pessoas na sala que estão sofrendo e
enfrentando dificuldades. Também acho que é muito importante o que pensamos todas as noites antes
de dormir e pela manhã quando acordamos. Tantos de nós permitem que o noticiário da noite determine
o que está em nossos pensamentos antes de dormir.

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