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Veja neste Boletim:
O mês de Junho na nossa terra: A
Patum de Berga - pag. 1
Festas de Corpus em Solsona –pag.3
Alcatifas (alfombras) em Sitges (5) e
em La Garriga – pag.6
Notícias da “Associação Cultural
Catalonia” – pag. 7
Catalão na cozinha - 8
Outras notícias – pag. 9
Curiosidades – 11
Nº 45
Junho de 2009
O MES DE JUNHO NA NOSSA TERRA
O mês de junho é também prolífico em festas na nossa terra, e dado que neste ano se celebra,
durante este mês, a festividade do Corpus (dia 11) julgamos de interesse destacar as seguintes:
A Patum de Berga (Berguedà): A UNESCO declarou em 25/11/2005 a “festa da Patum de
Berga”, Obra Mestra do Patrimônio oral e imaterial da Humanidade. Esta celebração coincide,
todos os anos, com o dia de “Corpus Christi”
A Patum
A festa mais mítica de Catalunha
De Quarta -feira até Domingo de Corpus
Uma das festas de Corpus mais emblemáticas e míticas do calendário catalão. No
decorrer dos dias que o cristianismo consagra à plenitude, os “plens”, o “tabal”, e os
Gigantes, a “Àliga” (águia), a “Guita”, os “Nans” e todos os demais personagens,
junto com a população de Berga e os forasteiros, dançam ao ritmo frenético de toda
uma população.
O Baile da “Àliga”
Se bem que com toda probabilidade a Patum iniciou-se bem antes, os primeiros
indícios escritos da festa de Berga são da Idade Media e estão relacionados com a
procissão de Corpus, celebração do mistério do Corpo de Jesus Sacramentado,
instituída pelo Papa Urbano IV no ano 1264 e popularizada nos inícios do século
XIV por uma disposição do Papa Joan XX.
Com o passar do tempo, em Berga, a festa foi evoluindo e a participação popular a
transformou numa Festa Maior de primavera. O pessoal encontrou na celebração
um motivo para dar assas à imaginação e iniciou um recheio da procissão com
personagens e figuras com as quais pretendiam representar plàsticamente o triunfo
do Sacramento.
O ritual “patumaire” (dos participantes do ato), passo a passo
O Baile dos Gigantes
Atualmente, a Patum faz seu primeiro passo no dia da Ascensão com a “Ronda do
Tabal” que anuncia a festa e a nomeação dos administradores. Na vigília de Corpus,
quarta- feira ao meio dia, os sinos marcam o inicio da festa na rua. O “Tabal”
acompanhando os quatro gigantes sai para fazer a tradicional passeata,
convidando todos a participar da festa. Ao entardecer da mesma quarta-feira as
“Maces” e as “Guites” unem-se aos Gigantes Velhos e ao “Tabal” a fim de efetuar
os “Salts” correspondentes pelas ruas da vila e em frente dos domicílios das
autoridades locais.
A primeira Patum Completa
A “Guita”, cuspindo fogo
No dia de Corpus, quinta-feira, e após finalizar a Missa Maior faz-se a Patum de
Luzimento na Praça de São Pedro que tem o seu encerramento com o baile dos
“Nans Nous”. Finalizada a Patum de Luzimento são dançadas sardanas na Praça
Viladomat, com música de cobla.
1
As “Maces”
Acendendo um “ple”
Ao entardecer chega a primeira Patum completa que se inicia com o salto dos
“Turcs” e “Cavallets”, uma dança que representa a luta entre mouros e cristãos. O
grupo de dançarinos é formado por quatro cavaleiros cristãos que se enfrentam a
quatro cavaleiros turcos. Os turcos armados com cimitarras perseguem os
cavaleiros cristãos pela praça, contudo fracassam no seu intento e são vencidos.
Antigamente, a dança evoluía ao som do “Tabal”, mas hoje, é dançada com a
toada que o músico de Berga, Quim Serra, compôs a final do século XIX.
Logo após chega a hora da “Guita”, uma besta fantástica com um longo pescoço
que cospe fogo para todos os lados enquanto evolui pela Praça de São Pedro ao
ritmo do “Tabal”. Atualmente existem duas “guites”: a “Guita Grossa”, que é a mais
antiga, e a “Guita Xica”, que foi criada no século XIX.
Os “Plens” – nome que tem como origem a expressão “plens de foc” (cheios de
fogo) –. são uns personagens vestidos de demônios e com uma máscara rodeada
de grama que é acesa por cima. Antigamente o “salt de Plens” era integrado ao
das “Maces”, que é uma representação do confronto entre o Arcanjo e os
Demônios. Os “Plens” são a apoteose da festa, uma autêntica orgia de fogo e
fumaça onde os demônios saltam ao som do “Tabal” e misturam-se com a multidão
que avança frenética e em espiral ao ritmo da música, transformando a Praça de
São Pedro num autêntico inferno. A cada salto se acendem mais de 100 “plens”
que são convenientemente preparados pelos assessores de figurino a fim de
protegê-los do fogo. No salto de “plens”, o participante deixa de ser ele mesmo
para passar a formar parte de um todo que avança implacável em circulo.
Ao finalizar a Patum, jovens e mesmo não tão jovens dançam sardanas na praça
Viladomat, com música de cobla.
A Patum infantil
Um “ple” aceso
Na sexta-feira é celebrada a “Patum Infantil”. Iniciada,
no ano de 1956, tem crescido paulatinamente até se
transformar numa festa paralela muito completa que
serve para formar os futuros “patumaires”. De manhã
bem cedo, a rapaziada vai a procura dos
administradores de casa em casa, ao meio-dia é
celebrada a “Patum” de Luzimento e, na parte da
tarde, tanto a rapaziada como os adultos desfrutam
com a representação da sua “Patum infantil
Completa”.
O movimento circular
Segunda “Patum Completa”
No sábado de manhã, Missa Maior com distribuição de
cravos e “panellets” (doces especiais) e logo após
audição e baile de sardanas na Praça Viladomat. Ao
entardecer são repetidos os “Salts de Patum” em frente
as casas dos administradores da festa e nas praças da
cidade. Atualmente é este o dia em que se celebram os
“Tirabols”, a antiga rematada final da Patum. Anos
A Praça de São Pedro,
passados, os espectadores aguardavam o “Tirabol” para
durante o salto dos “plens”
misturar-se com os grupos da Patum para dançar todos
Os pequenos “patumaires”
juntos sem nenhuma ordem até bem entrada a madrugada.
No domingo, ao meio-dia, celebra-se a Missa Maior com a presença da corporação municipal, os e os grupos
da Patum. Após o oficio religioso é novamente executada na Praça de São Pedro a “Patum de Luzimento” e
logo após, são dançadas sardanas na Praça Viladomat. Finalmente, na noite do domingo, é executada
novamente a “Patum Completa”, nesta ocasião dedicada aos forasteiros e dançam-se novamente sardanas
para encerrar a festa.
Texto: Redacció festes.org
Fotografias: AFTDAO, Arxius Sobrevias i Juan Fernandez
Tardução: Miquel Serra Rosanas (Catalonia
2
Festa de Corpus Solsona (el Solsonès),
A cidade celebra uma de suas festas mais antigas e estimadas
De Quinta a Domingo de Corpus
O fogo e a pólvora de “trabucaires” (homens que disparam o trabuco)
e “tronades” (petardos de grande carga), juntamente com os
impropérios, a Custódia e outros componentes são o eixo da festa de
Corpus de Solsona, uma data que vem sendo celebrada no mínimo
desde o ano 1331 e que tem, nos conjuntos de dança de domingo de
Corpus e na Roda de Fogo os seus atos mais destacados.
La processó amb la Custòdia
El ball dels cavallets
História da festa
A primeira referência escrita da Festa de Corpus em Solsona é do ano
1331,
fato
que
situa
esta
festa
entre
as
celebrações
pioneiras na Catalunha e na Europa. Nesta data encontramos referencias
da Capela do Corpus Christi que se encontra dentro da Catedral (naquela
época Mosteiro de Santa Maria) onde já consta a organização da
procissão. Desta capela resta ainda um extraordinário painel gótico do
altar que representa a Santa Ceia, atribuído a Jaume Ferrer, formando
parte de um dos melhores retábulos da época.
Cem anos depois, em 1431, encontramos a primeira citação sobre os bailes
que se efetuavam ao finalizar a procissão de Corpus na Praça da Igreja e
que deram origem aos atos que hoje são a base da Festa Maior do Corpus
de Solsona. Estes "Jocs de Corpus" criaram uma grande rivalidade entre
diversas cidades da Catalunha tais como Berga, Solsona, Olot ou Cardona e
originaram uma grande profusão de bestiário extraordinário.
Em Solsona a procissão do Corpus estava formada por comparsas. No
século XV os primeiros comparsas eram a de São Martín com a capa e o
pobre, São Jorge, São Julian e o urso. Esta última chegou até nossos dias.
El gegant de Solsona
El ball dels gegants
El ball de la mulassa
Preparant la tronada
A festa hoje
A festa se inicia na quinta-feira de Corpus, quando às 13:00 horas os
“trabucaires” acendem a tronada bem no centro do Casco Antigo. Na
véspera, sábado ao meio-dia, os onze sinos da Catedral anunciam que a
festa está perto de seu início. A seguir, na Praça Maior, os “trabucaires”
acendem a segunda tronada das festas que anuncia o desfile dos gigantes e
os comparsas, que acompanham o pregoeiro para anunciar a festa para
toda Solsona. Há também o pregão, atuação da banda de música e todos
os elementos folclóricos, exceto o “Ball de Bastons”.
No domingo de Corpus cedo os “trabucaires”, eixo central das festas de
Solsona, saem para acordar a festa rodeando as antigas muralhas de
Solsona. As 10h30min, a corporação municipal acompanhada por todas as
comparsas desce da prefeitura para assistir ao Oficio de Corpus na
Catedral. O cortejo conta com a presença dos gigantes, os anões, o boi, a
“mulassa”, o dragão, os ursos, a “àliga” (águia), os “cavallets”, os
“trabucaires” e o “Ball de Bastons”. Ao finalizar o oficio religioso inicia-se a
procissão com a Custodia, os comparsas festivos e as autoridades que sai
pela porta de Santo Agostinho, sobe a Rua de São Miguel, Praça Maior e
Praça Palau. Lá, num grande tapete com um
altar tem lugar a benção do Corpus. Finalizado
este ato a custodia volta novamente para a
Catedral.
Com o consentimento dos clérigos, a comitiva
retoma rua acima para a Praça Maior. Lá é
realizado o ato mais esperado de toda a festa,
as séries de danças. A enorme emoção e a
vivacidade da música enchem todos os cantos
da Praça Maior. Com a dança dos gigantes
finaliza a série das danças que será seguida pela
La Roda de Foc
terceira “tronada” das festas. Enquanto na praça
3
são dançadas sardanas, a comitiva e os gigantes retornam para a
Prefeitura. Este ato, denominado “la Pujada” (a subida), é um dos mais
compridos e mais importantes da festa.
A Roda de Fogo
Contudo, se existe de fato um elemento que diferencie a Festa de Corpus
de Solsona das outras festas esse é a Roda de Fogo, um ato pirotécnico
que realiza-se à noite do Domingo de Corpus na Praça Maior. Tudo tem
início pouco antes das onze horas da noite com a “Baixada del Drac, a
L'encesa de la tronada
Mulassa e o Bou” um desfile com estes três elementos ao som de música
de orquestra, da “Casa de la Vila” (prefeitura) até a Praça Maior. Nas ruas do casco antigo da vila
é desligada a iluminação pública e acendem-se as “teieres” com incendiários. Ao chegar à Praça
Maior, a “Cobla Juvenil Ciutat de Solsona” toca o “Ball del Drac”, uma peça musical própria deste
elemento da imaginaria local que durante alguns momentos dança sozinho e de forma solene.
Finalizado o Baile, o Bou e a Mulassa começam a girar no seu entorno no sentido das agulhas do
relógio. Durante meia hora os três animais cospem fogo sem parar e o pessoal dança ao seu
entorno.
A Roda de Fogo foi realizada por primeira vez a princípios dos anos 1980, com o desejo de
incorporar o fogo à festa, um pouco à semelhança dos “salts de plens” da Patum de Berga. Como
é lógico os arquivos vinculados ao Corpus de Solsona não citam em lugar algum a presença deste
ato novo, a pesar de que ninguém preocupou-se até o momento em procurar o que falam os
arquivos das festas dos antigos rituais agrários do solstício de verão.
Texto: Redacció festes.org, en base a un text del Consell de la Festa Major de Solsona
Fotografias: Consell de la Festa Major de Solsona
Tardução: Miquel Serra Rosanas (Catalonia)
Podemos ainda indicar:
Sitges (el Garraf)
De sexta-feira a domingo de Corpus
Um estouro de flores
Estendidos no chão formando parte de um tapete, numa sacada
embelezando uma fachada ou cultivados dentro de vasos, os cravos
formam parte da idiossincrasia das Festas de Corpus de Sitges, uma
festa na qual os moradores de Sitges misturam o culto religioso com a
paixão que sentem por esta flor.
O cravo, o protagonista
De há já muitos anos, ao chegar as Festas de Corpus, a vila de Sitges
exterioriza o seu amor incondicional pelas flores e, de forma especial,
pelos cravos. Enquanto perdura a festa esta flor é a protagonista de
enfeites de todos os tipos e atos culturais bem diversos que colocam de
manifesto a paixão que os moradores da vila professam pelos cravos.
A celebração do Corpus, que é uma das festas de Sitges que registram
uma maior incidência de visitantes, foi declarada primeira Festa de
Interesse Artístico Nacional e posteriormente também Festa de Interesse
Turístico Nacional pelo Ministério de Indústria, Turismo e Comercio
espanhol.
A Exposição Nacional de Cravos
Os cravos de Sitges
A festividade do Corpus em Sitges se celebra
coincidindo sempre com a mesma semana da
Exposição Nacional de Cravos, uma amostra de
cravos não competitiva nascida no ano 1918
quando dois aficionados ao cultivo desta flor
decidiram expor suas coleções mais seletas no
oitocentista, mas já desaparecido “Pavelló del
Mar”.
A exposição de cravos
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A partir deste momento, a Exposição tem-se organizado sempre, exceto no longo período da
guerra civil e alguns anos do pós-guerra (foi retomada, de fato em 1950). Na atualidade, a
Exposição de Cravos pode ser visitada nos jardins “Hort de Can Falç”. La estão presentes os
melhores exemplares de cravos cultivados com paixão pelos artesões locais durante o ano inteiro.
Em 2006 houve um total de 36 expositores, que apresentaram mais de 3.500 vasos e mais de
200 variedades de cravos. A exposição é de caráter amador e somente são concedidos prêmios
honoríficos, sem qualquer dotação econômica. A partir de 1991, ao mesmo tempo em que se
celebra a Exposição Nacional de Cravos tem lugar também a Amostra de Bonsais, uma amostra
do tipo de plantas cultivadas pelos Amigos do Bonsai.
Entre os atos da Exposição que merecem destaque podemos citar o “Pregó del Clavell” que se
realiza na sexta-feira da inauguração e é feito sempre por uma personalidade relacionada com o
mundo das flores ou de Sitges, e a oferenda dos cravos expostos para a Verge del Vinyet, que é
celebrada após o ato de encerramento. Os proprietários dos cravos vão até o santuário que a
Virgem possui a um quilômetro da Vila e colocam aos pés da sua imagem os cravos que
produziram.
Os tapetes de flores
A tradição de fazer tapetes de flores em Sitges perdese no tempo. O impulso definitivo à festa começou,
contudo no ano 1952 quando o Fomento do Turismo
de Sitges organizou pela primeira vez o Concurso de
“Catifes de Flors”, no qual participavam os cidadãos
residentes no percurso realizado pela procissão de
Corpus, e de ruas próximas.
Para fazer os tapetes de flores são utilizados cerca de
360.000 cravos, nas cores: vermelho, amarelo,
branco e rosa, além de outras espécies de flores, que
descansam sobre uma base de grama e todo tipo de
outros materiais, tais como serragem de pinho,
Detalhe de uma rua
galhos de pinheiro, “ginesta”, casca de arroz, ou café.
enfeitada
O custo do tapete fica a cargo dos habitantes locais,
O tapete de “Cap de la
mas, a prefeitura concede ajudas às ruas participantes. O tapete da Praça
Vila”
“Cap de la Vila”, que cada ano é feito por uma entidade diferente, é uma
das mais esperadas do Corpus pela sua grandeza e pelo fato de ser o cenário central do ato
religioso, com um enorme conjunto artístico floral e um altar que por um momento acolhe o
Santíssimo Sacramento no seu passo com a procissão.
O Concurso de Ornamentação Floral de Fachadas e Sacadas
A partir de 1959, no transcurso dos mesmos
dias em que tem lugar a Exposição Nacional
de Cravos e o Concurso de Tapetes de
Flores de Corpus, é celebrado também um
concurso que consiste em enfeitar sacadas
e casas utilizando como base os cravos,
geranios e outras variedades de flores. O
certame é organizado pelo Fomento do
Turismo de Sitges e participam os
habitantes locais.
Passando por cima
das alfombras
Outro dos elementos mais característicos da
festividade de Corpus em Sitges é “l’ou com
balla”, (um ovo dançando num chafariz) que pode ser visto o domingo
de Corpus no Palau Maricel.
Também as sacadas
recebem enfeites
Texto: Manel Carrera i Escudé
Fotografias: Foment del Turisme de Sitges
Tardução: Miquel Serra Rosanas (Catalonia)
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Também na cidade de La Garriga (el Vallès Oriental)
O Domingo de Corpus
Foto antiga da
alfombra de rua
Cardedeu
Esta localidade do vallès oriental celebra a Festa de
Corpus confeccionando diversos tapetes de cravos
estendidos ao longo de suas ruas mais centrais,
fazendo uma procissão religiosa e uma grande
batalha festiva com os cravos que coloca o ponto final
às celebrações. A festa, contudo, tem início na
semana anterior com diversas atividades organizadas
pelas entidades culturais do município, assim como a
“Trobada de Gegants” (encontro de Gigantes).
Preparando as
alfombras
A festa do Corpus na La Garriga é uma das mais
especiais que se realizam na Catalunha pelo seu aspecto popular, já que na mesma participam
todos os habitantes locais, seja qual for a sua idade ou a condição social. A festa iniciou-se no
século XIV e é realizada ininterruptamente desde os anos 30 do século XX com a realização de
tapetes de flores para receber a procissão. É por isso que, os tapetes de la Garriga são
considerados uns dos mais antigos da Catalunha.
A festa passou por uma crise nos anos 80 e quase desapareceu, mas com a ajuda e participação
das escolas da vila, que iniciaram sua participação na confecção dos tapetes, voltou a tomar força
e hoje é a festa mais popular de la Garriga e muito querida por todos os habitantes da vila.
Tapetes naturais
Preparando os tapetes
A diferença de outros lugares, o pessoal de La Garriga
faz seus tapetes somente com elementos naturais. A
base é o cravo, que colocam inteiro, e complementam
com outras flores, tais com rosas, gérberas e giesta, e
outros elementos vegetais: casca de arroz, esteva,
grama, cipreste (que chamam de cuprer) e terra
(apodrecido de castanho ou terra de pinhão). Uma das
particularidades da arte da confecção de tapetes de La
Garriga é que seus desenhos variados são elaborados
com moldes previamente definidos, que servem para
marcar o chão que, a seguir, vai sendo recheado com
cravos e outras flores.
Ruas, entidades e escolas são os responsáveis pela construção dos
tapetes. Na atualidade, a festa está muito viva e conta com a
participação, de uma ou outra forma, de grande parte dos 15 mil
habitantes de La Garriga. Além dos tapetes é feito também um mural
vertical de flores, dois altares de flores e folhagens na Praça da Igreja,
onde a procissão dá uma parada no seu percurso.
Atualmente, os tapetes não fazem parte de uma competição. Em 1956 foi
convocado o primeiro concurso de tapetes, com prêmios em dinheiro, até
Um tapete concluído
que no ano 1961 foi substituído por uma placa comemorativa. Os
habitantes dedicavam muito esforço em organizar excursões para coletar giesta e verde, que era
armazenado para ser cortado durante diversas noites fazendo sarau ou indo até o Maresme para
recolher os cravos. Atualmente parou-se de sair à procura de cravos na comarca vizinha, pois
diminuiu muito a área cultivada. Como alternativa são usadas outras flores e a compra de cravos e
efetuada no sul do Estado Espanhol.
Pode-se encontrar ainda mais informação, na página internet:
http://www.festes.org/directori.php?id=156
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Notícias do “Casal” Associação Cultural Catalonia
Nossas atividades no decorrer do passado mês de Maio:
A “Penya Barcelonista de São Paulo”, fundada em agosto de 2004
na sede do Catalonia, viveu momentos de grande euforia com as
três copas conquistadas pelo Barça durante o mês de maio.
Vejam mais informações na página web:
http://www.penyabarcelonistasp.com.br
O “triplet” do Barça teve o seguinte desenvolvimento:
Os “culés” da “Penya
Barcelonista” no “Bar 90 minutos”
Iniciou-se no dia 2 com 6 x 2 sobre o Real Madrid no Santiago
Bernabéu, confirmando a conquista do campeonato espanhol.
No dia 13, na final da Copa do Rei, foram 4 X 2 sobre o Athletic
de Bilbao no Mestalla em Valencia.
Finalmente, no dia 27, foram 2 x 0 , na final da copa dos campeões
da Europa, em Roma, contra os ingleses do Manchester United.
O
Barça nos
encheu
de
felicidade e orgulho
com
este
feito
inédito
em
sua
história, a conquista
simultânea dos três
campeonatos.
Imortalizados com as três copas
Beguiristain, Guardiola, Laporta
e Puyol
O Canto Coral Catalonia também aderiu à festa barcelonista, fazendo uma apresentação para o canal de TV
ESPN Brasil, vejam os momentos antes da apresentação e das entrevistas
Entrevista a Ferran Royo,
membro do coral e presidente
da Penya, Barcelonista.
A nossa direita o presidente
da Associação Cultural
Catalonia, Màrius Vendrell,
observa os acontecimentos.
Ferran Royo,
conversando com a
Karin, maestrina do
Coral Catalonia
Alguns membros do Coral,
aguardando o momento da atuação.
Ao Barça, que realmente é mais que um clube, os nossos
parabéns mais sinceros assim como a todos seus torcedores.
7
8
Outras Noticias
Os acontecimentos de Maio nos conduzem a falar um pouco deste Senhor
Josep Guardiola i Sala, mais conhecido como Pep Guardiola
(Santpedor, Bages, 18 de janeiro de 1971), foi, como jogador, um
dos meio-campistas mais importantes do “Futbol Club Barcelona”,
onde atou de cérebro do dream team azul-grana. Dotado de uma
técnica sofisticada, Guardiola era o "4" (tinha este número na
camiseta) que organizava a equipe, que distribuía o jogo, que lhe
dava velocidade e, se necessário, o acalmava. Numa segunda etapa,
como treinador do time principal, obteve o tripleto histórico (copa,
liga e “champions”) no seu primeiro ano como responsável na
temporada 2008-2009. Jogou 47 vezes com a seleção espanhola e
tem sido também o capitão da seleção catalã durante muitos anos.
ESPETÁCULO "DA RAZÃO DAS COISAS"
Peça teatral baseada no livro "El Perquè de Tot Plegat" do escritor catalão Quim Monzó.
“Da razão das coisas" expõem, numa escrita contemporânea e vigorosa,
recortes de perfis de seres humanos muito próximos de nós, como se fosse uma
lâmina cortante em sentimentos que perpassam nossos organismos e mentes, mas que
raras vezes confessamos, nem a nós mesmos
DIREÇÃO: Antonio Januzelli
ELENCO: Eliana Teruel e José Dornellas
TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Eliana Teruel
PRODUÇÃO: Fabiane Camargo
ILUMINAÇÃO: José Dornellas
FIGURINO e ESPAÇO CÊNICO: Antonio Janezelli
SERVIÇO:
Sescc Pinheiros - Auditório/3o. andar
De 03 de julho a 01 de agosto (sexta-feira as 21h e sábado as 18h30)
Quem é Quim Monzó?
Nasceu em Barcelona em 1952.
Ganhou o premio Nacional de literatura, o de narrativa Cidade de
Barcelona, o de novela Prudenci Bertrana, o de novela El Temps, o
“Lletra d'Or”, o dos Escritores Catalães, o Maria Àngels Anglada, o
“Trajectòria” e, por quatro vezes, o premio da Crítica, que outorga
Foto: Pedro Madueño
Serra d'Or. Escreveu, com Cuca Canals, os diálogos de Jamón, jamón de Bigas Luna. Escreveu
também El tango de Don Joan, com Jérôme Savary. É colaborador habitual do diário La
Vanguardia.
Publicou livros em diversas línguas, daremos, aqui, destaque aos publicados em Catalão e em
Português:
Livros em catalão
Mil cretins | Barcelona: Quaderns Crema, 2007 (8a
impressió: 2008). Premi de Narrativa Maria Àngels
Anglada 2008.
Catorze ciutats comptant-hi Brooklyn |
Barcelona: Quaderns Crema, 2004 (2a impressió:
2004).
9
Tres Nadals | Barcelona: Quaderns Crema, 2003 | Inclou
"Nadal blanc", de Del tot indefens davant dels hostils imperis
alienígenes, "La venedora de mistos", d'El millor dels mons, i
"La comissió". Amb il—lustracions de Ramon Enrich.
El tema del tema | Barcelona: Quaderns Crema, 2003 (2a
impressió. 2003).
El millor dels mons | Barcelona: Quaderns Crema, 2001
(3a impressió: 2001).
Tot és mentida | Barcelona: Quaderns Crema, 2000 (2a
impressió: 2000).
Vuitanta-sis contes | (Uf, va dir ell, Olivetti, Moulinex,
Chaffoteaux et Maury, L'illa de Maians, El perquè de tot
plegat i Guadalajara). Barcelona: Quaderns Crema, 1999
(10a impressió: 2008). Premi Nacional de Literatura 2000,
Premi Lletra d'Or 2000.
Del tot indefens davant dels hostils imperis
alienígenes | Barcelona: Quaderns Crema, 1998 (5a
impressió: 1998).
Guadalajara | Barcelona: Quaderns Crema, 1996 (9 impressions) i 2000 (4a impressió: 2007).
Premi de la Crítica Serra d'Or 1997.
No plantaré cap arbre | Barcelona: Quaderns Crema, 1994 (6a impressió: 2002).
El perquè de tot plegat | Barcelona: Quaderns Crema, 1993 (25 impressions) i 1999 (10a
impressió: 2007). Premi Ciutat de Barcelona 1993, Premi de la Crítica Serra d'Or 1994.
Hotel Intercontinental | Barcelona: Quaderns Crema, 1991 (6a impressió: 1999).
La maleta turca | Barcelona: Quaderns Crema, 1990 (7a impressió: 1997).
La magnitud de la tragèdia | Barcelona: Quaderns Crema, 1989 (21 impressions) i 2005.
Premi de Novel—la El Temps 1989.
Zzzzzzzz | Barcelona: Quaderns Crema, 1987 (9a impressió: 2002).
L'illa de Maians | Barcelona: Quaderns Crema, 1985 (15 impressions) i
2000 (3a impressió: 2007). Premi de la Crítica Serra d'Or 1986.
El dia del senyor | Barcelona: Quaderns Crema, 1984 (7a impressió: 1995).
Benzina | Barcelona: Quaderns Crema, 1983 (9 impressions) i 2005.
Olivetti, Moulinex, Chaffoteaux et Maury | Barcelona: Quaderns Crema, 1980
(18 impressions) i 2001 (12a impressió: 2006). Premi de la Crítica Serra d'Or
1981.
Uf, va dir ell | Barcelona: Quaderns Crema, 1978 (21 impressions) i 1999
(6a impressió: 2008).
Self Service | Barcelona: Iniciativas Editoriales SA, 1977. En col—laboració amb Biel Mesquida
L'udol del griso al caire de les clavegueres | Barcelona: Edicions 62, 1976. Premi de
Novel—la Prudenci Bertrana 1976
Livros em Português
Gasolina
|
(Benzina). Lisboa: Editorial Teorema. Será publicado em 2010.
O porquê de todas as coisas
|
(El perquè de tot plegat). São Paulo: Editora Globo, 2004.
Traduzido por Ronald Polito.
Mais informação: http://www.monzo.info/index.htm
10
Curiosidades
ONOMATOPÉIAS
Há, em qualquer língua, muitas palavras que imitam os sons que nos rodeiam ou que produzimos.
Estas palavras são denominadas onomatopéias.
Muitas pessoas têm conhecimento de onomatopéias em inglês, tais como: “bang” (explosão),
“splash” (impacto na água), ou “ring” (campainha do telefone), que em catalão correspondem a
bum, pataplaf e ning-nang. Equivalentes ao pum, txibum e tring, do português. Para o som de
uma explosão temos também (no catalão) a palavra esclat (e o verbo esclatar), e esquitx para o
impacto de água (e o verbo esquitxar).
Onomatopéias habituais em qualquer língua são as que imitam animais. Em catalão temos, entre
outras: bup bup (do cachorro) em português (uau uau), mèu (do gato) em português (miau) e piu
piu (do pintinho ou passarinho), neste caso é igual em português.
As onomatopéias alem de imitar os sons, mostram quais são os sons naturais do ponto de vista
daqueles que falam uma língua. Aprender onomatopéias é uma maneira divertida de adquirir
vocabulário, ao mesmo tempo em que um se acostuma aos sons próprios de uma língua.
Vejamos alguns outros exemplos de onomatopéias catalãs e o seu uso em frases:
Hem de fixar l’armari, perquè està molt nyigui-nyogui.
Precisamos fixar o armário, porque está fazendo um nheco nheco.
Per a que ningú no ens senti, et faré xiu-xiu a cau d’orella.
Para que ninguém nos ouça, vou cochichar ao pé do ouvido.
Caminant xip-xap sota la pluja, vaig acabar tot xop.
Andando chapiscando sob a chuva, fiquei uma sopa.
Nen, si no et portes bé la mare et farà pam pam al cul.
Menino, se não te comportas a mamãe vai fazer pum pum no traseiro.
El menjar és a punt. És hora de nyam nyam.
A comida está pronta. É hora de papar.
La panxa em fa rau-rau perquè tinc gana.
A barriga esta fazendo rum rum porque estou com fome.
Va acabar la feina en un instant, en un tris-tras.
Finalizou a tarefa num instante, num vapti-vupti.
El nen cridava fent grans brams.
O menino gritava com fortes berros.
Va caminar a poc a poc, tot xino-xano.
Caminhou devagar, passo-a-passo
És un tiquis-miquis. A tot li troba defectes.
É um crica. Para ele tudo tem defeito
Existem muitas mais onomatopéias, e até poderíamos inventar outras. Você se atreve a inventar
alguma?
De Jordi Ferré
Pela tradução, Miquel Serra i Rosanas
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