Os Sete Anões do Crescimento Global

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Os Sete Anões do Crescimento Global
Press release
Outlook Económico 2016 Euler Hermes:
“Os Sete Anões do Crescimento Global”
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O crescimento global irá manter-se abaixo dos 3%, sem aceleração significativa;
Os sete principais pilares da atividade económica continuarão a limitar os impactos positivos para
as empresas e o crescimento das principais economias, mas as previsões para o comércio e
investimento privado são positivas;
Os mercados emergentes serão os mais vulneráveis;
As insolvências irão aumentar em cerca de 1% em todo o mundo este ano, o primeiro aumento
desde 2009.
Lisboa – 15 Fevereiro 2016 – O PIB global irá apenas crescer cerca de 2,8% em 2016 e não chegará
aos 3% em 2017, refere a Euler Hermes (EH), acionista da COSEC e líder mundial em Seguro de
Créditos. No seu último Outlook Económico, “Sete anões do Crescimento Global”, são analisadas
as tendências do comércio internacional, consumo, investimento e de outros indicadores que
influenciam o crescimento do PIB para 2016.
“A boa notícia é que o investimento privado está finalmente a despertar nas economias avançadas e
poderá apoiar o crescimento”, disse Ludovic Subran, economista chefe da Euler Hermes. Na
Europa, o crescimento do volume de negócios, o incremento da rentabilidade das empresas, o menor
custo do capital e a acumulação de liquidez, podem trazer surpresas positivas. Nos EUA, a queda
dos investimentos na indústria do petróleo e do gás, é dificilmente compensada pelo setor não
energético. Contudo, depois da queda de 5% em 2015, espera-se um aumento de 1% das
insolvências, este ano, o primeiro desde 2009.
A EH identificou sete fatores (os “Sete Anões”) que irão condicionar o desenvolvimento da economia
global nos próximos meses.
1. Comércio (Sonolento): A Euler Hermes prevê um crescimento do comércio mundial em 2016
de 0,9% em valor e de 3,7% em volume, comparado com 6% em cada ano entre 2000 e 2010.
Depois da primeira contração em valor desde 2009 (recorde-se que o comércio global contraiu
cerca de 9% em 2015 derivado à queda dos preços das matérias-primas e às guerras cambiais)
o comércio está a sofrer ajustes estruturais:
 As cadeias de valor estão a minguar enquanto a tecnologia e o aumento dos salários
corroem as vantagens comparativas dos países industrializados da Ásia e da Europa
Central;
 Na China, o redireccionamento da indústria para os serviços reduz as oportunidades para
os fornecedores e intermediários de bens primários.
2. Mercados emergentes (Zangado): 2015 foi um ano difícil para os mercados emergentes e
alguns países permanecem altamente vulneráveis aos choques económicos dos mercados em
2016. Os BRuNTS (Brasil, Rússia, Nigéria, Turquia e África do Sul) continuam a enfrentar uma
série de desafios, incluindo as condições financeiras externas rígidas, a desvalorização cambial
e a difícil formulação de políticas. As causas incluem baixos proveitos resultantes da persistente
queda dos preços das matérias-primas, o abrandamento da economia chinesa e a falta de
suporte da política monetária dos EUA. Estes países também sofrem com as pressões internas
de inflação, o escoamento da procura doméstica e as tensões sociopolíticas.
3. O preço das commodities (Tímido): O preço do petróleo continuará baixo por um período longo,
criando boas oportunidades para os países importadores de petróleo enquanto continuam a
causar danos aos exportadores de petróleo. Mesmo que o preço do Brent pare de cair, o
problema é a duração do choque petrolífero, que põe em causa o modelo de negócio dos países
cujas finanças e decisões monetárias são fortemente dependentes da evolução do preço do
barril.
4. Os mercados financeiros (Espirro): A volatilidade dos mercados financeiros continua em 2016
em resultado da pressão que o mercado das matérias-primas exerce na moeda dos países
exportadores. Contudo, a previsão da EH é de que os preços de algumas matérias, como o
níquel, a soja e o zinco possam estabilizar em 2016. Em contraste, as perspetivas para o carvão,
o cobre, o minério de ferro ou o aço são mais sombrios, e os preços podem cair novamente 10%.
As moedas podem sofrer uma segunda volta de depreciações (quedas entre 5% e 10%)
especialmente no Brasil, China, Rússia, África do Sul e Turquia.
5. Consumidores domésticos (Feliz): Face à turbulência e às mudanças estruturais globais no
comércio global, muitos países começam a ficar mais introspetivos, introduzindo medidas
protecionistas para estimular o crescimento do consumo interno contra as importações. Esta
tendência é marcante em países emergentes como a Índia, onde o consumo tem crescido em
cerca de 13,2% desde 2013, enquanto as importações crescem apenas 2%. Entretanto, nos
mercados em desenvolvimento, o estímulo positivo da queda do preço do petróleo será esbatido
pelo crescimento da inflação acima do crescimento dos salários, o que diminuirá o poder de
compra.
6. As políticas públicas (Sabichão): Apesar da queda dos mercados emergentes, a liquidez global
irá manter-se abundante em 2016 graças à compra de ativos pelo Banco do Japão, o ECB e o
PBOC. Entretanto, a política fiscal em algumas economias está a registar uma abertura
moderada. Na China, o forte aumento das despesas públicas está a ajudar a manter o
crescimento no caminho certo. Na Europa, as políticas de austeridade estão, em grande parte,
terminadas e muitos países já anunciaram medidas fiscais para as empresas ou pacotes de
estímulo para 2016.
7. A incerteza política (Mudo): O enquadramento político está novamente rodeado de incertezas
para 2016, privando as empresas de maior visibilidade. Desde o risco “Brexit” no Reino Unido, a
decisões sobre sanções contra a Rússia ou o Irão e passando por um calendário de eleições em
algumas das maiores economias - incluindo os EUA – as incertezas abundam.
O relatório aponta, assim, para o “crescimento das divergências” entre os mercados emergentes e
as economias avançadas. Nos próximos 12 meses a aceleração limitada das economias
avançadas (+2,1%) contrasta com o crescimento dos mercados emergentes que se situa nos 4%.
Os países em recessão, tais como a Rússia e o Brasil, irão continuar a contrair, mas com menos
intensidade. Outros mercados emergentes irão continuar a registar tendências de crescimento
baixas, especialmente os mais expostos à China, às taxas de juro do FED e ao preço das matériasprimas.
“A economia mundial sofreu um ano duro em 2015 quando se verificou que os consumidores
chineses não podiam salvar o mundo. A reação dos mercados acionistas, nas primeiras semanas
deste ano, demonstra que a confiança mantem-se frágil e sensível a mudanças políticas e às notícias
da segunda maior economia mundial. Contudo, olhemos para alguns pontos positivos: a zona Euro
está finalmente a traçar o seu caminho para o crescimento e alguns motores económicos, como a
Índia, Indonésia e México, estão a provar a sua resiliência à turbulência no mundo emergente. Cada
vez mais, em 2016, a diferenciação será a estratégia chave”, resume Subran.
Aceda à apresentação sobre o estudo: EH Economic Outlook “The 7 dwarfs of global growth” e à
Infografia Infographic “The 7 dwarfs of global growth”.
Disponibilizamos em anexo apresentação síntese do estudo.
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Sobre a COSEC
A COSEC é a seguradora líder em Portugal nos ramos do seguro de créditos e caução, oferecendo
as melhores soluções para apoio à gestão e controlo de créditos, bem como garantias de seguro
caução, sendo, ainda, responsável, por conta do Estado Português, pela cobertura e gestão dos
riscos de crédito, caução e investimento, para países de risco político. A COSEC é uma empresa de
capitais privados divididos equitativamente pelo Banco BPI (www.bpi.pt), o quarto maior Banco
Português, e pela Euler Hermes (www.eulerhermes.com), líder mundial em seguro de créditos.
Para saber mais informações consulte o site www.cosec.pt
Para mais informações:
LLORENTE & CUENCA | 21 923 97 00
Ana Gil | [email protected]
Sónia Batista | [email protected]

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