Memória das actividades da ONGD SOGUIBA no desenvolvimento

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Memória das actividades da ONGD SOGUIBA no desenvolvimento
Memória das actividades da
ONGD SOGUIBA
no desenvolvimento agrícola
na Guiné-Bissau
ONGD “SOGUIBA”
Solidariedade com Guiné-Bissau
INTRODUÇÃO
1. Dados da Entidade
Nome – SOGUIBA (“Solidariedade com Guiné-Bissau”)
1.1
Sede social:
Direcção: C/ San Antón nº 9, CP.: 10001
Província: Cáceres
Tfno: 0034 927243643
E-mail: [email protected]
[email protected]
2. Presidente:
ABELARDO MARTÍN CORDERO
3. Coordenadores dos projectos em Guiné-Bissau:
Antonio Martínez Vicente ;
Mail: [email protected]
Pilar Milanés Milanés;
Mail: [email protected]
Quem somos
SOGUIBA
é
uma
Organização
No
Governamental
de
Cooperação ao desenvolvimento (ONGD) que tem como principal
objectivo a luta para a erradicação da pobreza nos países menos
desenvolvidos. É um compromisso de múltiplas dimensões: trabalhar
pela justiça, a paz e a reconciliação mediante a no violência; lutar
contra todo tipo de descriminação por razão de religião, género, classe
social ou procedência étnica; enfrentar a crescente fome no mundo
quando a prosperidade material concentra-se cada vez mais em
poucas mãos; defender os Direitos Humanos y das populações, y
promover atitudes e políticas que nos levem a criar relações
responsáveis y justas com os países menos desenvolvidos y promover o
respeito ao entorno natural.
SOGUIBA tem a particularidade de ser uma das primeiras ONGDs
de Espanha na Guiné-Bissau. Começou os seus trabalhos no país no ano
2000 e ate a data mantém o seu compromisso e responsabilidade no
apoio do povo guineense.
Outra particularidade da ONGD é que os seus trabalhos, se bem
não estão realmente limitados dentro do país, som realizados na Regiao
de Cacheu e principalmente no sector de Begene.
Actividades na área da segurança alimentaria / Agricultura:
Devido às necessidades detectadas em Segurança Alimentaria
dentro do sector de Bigene, região de Cacheu, a ONGD “Solidariedade
com a Guiné-Bissau”, isto é, SOGUIBA, tomou a determinação de entrar
nesta área a partir do ano 2005.
Há diferentes “subáreas” que podem ser abarcadas dentro deste
âmbito. A ONGD SOGUIBA apostou principalmente por aquelas que
surgiram das próprias comunidades: o apoio à diversificação das dietas
das populações e a recuperação dos arrozais através da construção e
manutenção de diques anti-sal.
No primeiro caso, diversificação das dietas das populações,
SOGUIBA apostou por um tipo de projecto onde seu objectivo principal
derivaria na consecução de outros objectivos transversais. O resultado
foi a Construção de Hortas em boas condições para melhorar a
produção de vegetais. Se conseguiria aumentar a ingestão do
alimentos vegetais por parte das populações, na maioria dos casos
carente dos nutrientes necessários procedentes das diferentes hortaliças
e verduras (tomate, cenoura, pimento, alfas, etc.); se aumentaria a
formação e a capacitação dos horticultores; se aumentaria a
capacidade organizativa das diferentes associações locais e dos seus
comités de gestão e por último, se produzirá uma discriminação positiva
de género em termos de acessibilidade aos recursos sociais e
económicos das mulheres, devido a que os projectos de hortas estão
dirigidos a elas.
Os projectos de construção de hortas estão dirigidos às mulheres
pelas
seguintes
razões:
som
as
mulheres
quem
principalmente
trabalham nas hortas, quem solicitaram algum tipo de ajuda para
conseguir pagar o custo das escolas do seus filhos e som as mulheres
dentro da sociedade guineense quem tem maiores dificuldades para
aceder aos recursos sociais e económicos.
Por outro lado, também foram realizadas hortas em algumas
escolas comunitárias do sector onde o fruto dos trabalhos serve para
custear o pagamento das matrículas e as mensalidades dos alunos.
No segundo caso, recuperação dos arrozais, SOGUIBA apostou
por reforçar os investimentos em infra-estruturas rurais com a construção
dos diques que evitam a entrada da água salgada aos arrozais.
Foram
intervenções
destinadas
a
recuperar
algumas
das
bolanhas do sector onde as comunidades receberam apoio técnico na
construção dos diques, materiais e as dietas nos trabalhos.
Projectos por tabankas
Título do projecto: PROJECTO DE MELHORA DAS CONDIÇÕES PRODUTIVAS
PARA A AUTONOMIA ALIMENTARIA NA ZONA RURAL DA REGIÃO DE
CACHEU. (BIANUAL)
- Recuperação de arrozais através da reconstrução dos diques
deteriorados na tabanka de Barro:
- 7.298 Metros linhais de diques recuperados
- 22 canais de desagúe
- 14.500 Kg. de arroz distribuídos entre os 1.646 trabalhadores.
- 300 pás e 100 enxadas entregadas entre os 1.646 trabalhadores para
realização das obras.
- Hortas de trabalho comunitário das mulheres e formação na
horticultura e comercialização dos produtos, nas tabankas de Maka II,
Apilho, Candjandine, Barro Grande e Ingoré.
- 5 terrenos foram cedidos pela comunidade, depois a ONGD realizou a
vedação dos mesmos, foram construídos poços em cada um de eles e
preparados para ser utilizados como hortas.
- 487 mulheres formadas em técnicas de horticultura e comercialização
de produtos.
- Criados comités de gestão das hortas.
- Sementes de 9 variedades de frutos distribuídas entre a associação das
mulheres.
- Uma máquina para o descasque de arroz, guarita de protecção e
manutenção na secção de Barro.
- Uma guarita de blocos e cobertura de zinco.
- Uma máquina de descasque de arroz comprada e montada.
- Formação para a sua utilização.
PROJECTO VALORADO EM 437.468 €.
Subvenção recebida da AEXCID (Ag. de Extremadura de Cooperação
Internacional para o desenvolvimento) – 170.329 €.
Título do projecto: APOIO À RECUPERAÇÃO DOS ARROZAIS DAS
TABANKAS DE MAKA II, TAREROS, CANDJANDINE, CATEL E BARRACA.
- Recuperação de arrozais através da reconstrução dos diques
deteriorados:
- Recuperados 8.736 metros linhais de diques nas tabankas de Maka II,
Tareros, Candjandine, Catel e Barraca.
- 23 diques de desagúe
- 40.000 kgs de arroz distribuídos entre os 3.317 trabalhadores.
- 60 pás e 20 enxadas distribuídas entre os 967 trabalhadores.
Subvenção recebida: 120.567€
Título do projecto: MELHORAMENTO DA PRODUÇÃO DE HORTALIÇAS E
VERDURAS EM 6 DAS TABANKAS DA REGIÃO DE CACHEU.
- 6 hortas vedadas com poço e armazém para a recolhida de materiais.
- 617 mulheres participam no projecto e tem recebido um curso de
formação sobre horticultura e controlo de pragas.
- Sementes entregadas para o primeiro ano de funcionamento das
hortas.
- 772 ferramentas tem sido distribuídas para a sua utilização na horta.
Custe do projecto: 113.732€
Quantidade Subvencionada: 77.357€
Outras actividades realizadas
- Realização de três hortas escolares dentro dos projectos educativos
que SOGUIBA tem em Tareros, Tulum e Mankit.
- 3 hortas construídas e vedadas para o trabalho do alunado nas hortas
escolares.
- Dotação do material e sementes para o começo dos trabalhos
- Criação de uma horta experimental no centro de formação de
SOGUIBA em Ingoré, com múltiplas utilidades, especialmente
formativas.
Perspectivas futuras
- Criação de uma cooperativa de arroz no sector de São Domingos
Na procura de um fortalecimento da organização e o associativismo da
pequena e meia agricultura, a ONGD SOGUIBA pretende realizar um
projecto onde poderão melhorar o valor e a difusão dos sistemas de
produção e das técnicas adaptadas localmente.
Para tal efeito, dirigido a reforçar a produtividade mediante a
exploração sustentável dos recursos, se dotaria à cooperativa os
materiais necessários para os seus trabalhos: tractor, alfaias agrícolas,
máquina de descasque, pesado, envase, construção de sede e
armazéns e por último materiais de oficina; se levaria a cabo um banco
de sementes para assegurar a disponibilidade de sementes próprias e
evitar a dependência das sementes externas; e por último, se dotaria a
associação os recursos técnicos necessários para a capacitação de
todos os integrantes da rede cooperativa e para a melhora da
produção de arroz.
- Plantação de palmeiras arredor dos arrozais
A finalidade deste projecto é a protecção da composição química e a
estrutura física dos solos ao redor dos arrozais. O tipo de material
geológico que é originado protege os arrozais duma alteração
prejudicial dos solos através da erosão da água e o vento.
A experiencia de alguns projectos nos arrozais de Senegal motivou à
nossa organização a trabalhar estas técnicas em alguns dos arrozais
que foram apoiados pela nossa ONGD.