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26, 27 e 28 de Setembro de 2010
Campinas, 2010
Reitor
Prof. Dr. Herman Jacobus Cornelis Voorwald
Pró-Reitora de Extensão Universitária
Profa. Dra. Maria Amélia Máximo de Araújo
Reitor
Prof. Dr. João Grandino Rodas
Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária
Profa. Dra. Maria Arminda do Nascimento Arruda
Reitor
Prof. Dr. Helio Waldman
Pró-Reitor de Extensão
Prof. Dr. Plínio Zornoff Táboas
Reitor
Prof. Dr. Targino de Araújo Filho
Pró-Reitora de Extensão
Profa. Dra. Marina Silveira Palhares
Reitor
Prof. Dr. Walter Manna Albertoni
Pró-Reitora de Extensão
Profa. Dra. Eleonora Menicucci de Oliveira
Reitor
Prof. Dr. José Rui Camargo
Pró-Reitor de Extensão e Relações Comunitárias
Prof. Dr. José Felício Goussain Murade
Reitor
Prof. Dr. Fernando Ferreira Costa
Pró-Reitor de Extensão e Assuntos Comunitários
Prof. Dr. Mohamed Habib
ISSN: 2179-6599
Extensão Universitária
“É o processo educativo, cultural e científico que articula o
ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação
transformadora entre a universidade e a sociedade”
“As universidades gozam de autonomia didático-científica,
administrativa, de gestão financeira e patrimonial e obedecerão
ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão”
Artigo 207 da Constituição Brasileira
“A Extensão Universitária visa a difusão das conquistas e
benefícios resultantes da criação cultural e pesquisa científica e
tecnológica geradas na instituição”
Capítulo 4, artigo 43, parágrafo 7 da LDB
(Lei de Diretrizes e Bases - n. 9.394/96)
“A Extensão Universitária deve destinar 10% do total de
créditos exigidos para a graduação no ensino superior público à
atuação dos alunos em ações extensionistas, para os cursos que
assim o desejarem”
Programa de Desenvolvimento da Extensão Universitária
dentro do Plano Nacional de Educação
(Lei nº 10.172 de 09/01/2001)
Sumário
Apresentação......................................................................................................................................21
Comunicação
A Necessidade Emergente da Comunicação Empresarial nas
Empresas: um estudo efetuado na Estação Engenharia.................................................................. 23
Assessoria de Imprensa para programas de Divulgação Científica........................................................24
Biosferas - do Jornal On-line à Socialização do Conhecimento..............................................................25
Construção de um site para divulgação de informações sobre diterpenos de Lamiaceae........................... 26
Desenvolvimento de Portal de Trabalho para Rede de Centros e
Museus de Ciência do Estado de São Paulo................................................................................... 27
Psicocine: Ciclo de debates sobre a psicologia do cinema........................................................................28
Rádio e Televisão Mundo Digital........................................................................................................29
Revista Ciência em Extensão (RCE) - PROEX - UNESP e a
publicação das atividades de Extensão Universitária...................................................................... 30
UnB de Portas Abertas - Apresentação da Universidade de Brasília a
alunos de Ensino Médio do Distrito Federal................................................................................... 31
Universidade Aberta para a Terceira Idade - UNATI: Curso de
Língua Inglesa e de inclusão social.................................................................................................. 32
Cultura
1a. Mostra de Vídeo Popular de São Carlos .....................................................................................33
1a. Semana de Teatro de São Carlos .................................................................................................34
III Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação ........................................................................35
4º Contato - Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica....................................... 36
A preservação do patrimônio cultural aproximando a academia à sociedade......................................... 37
Aquarpa: a improvisação na prática musical e no ensino de música..................................................... 38
Ação Cultural na Biblioteca Comunitária da UFSCar (BCO)..........................................................39
Brinquedos, Jogos, Mukashis Banashis, Mangás e Haikus no Cotidiano Escolar Brasileiro................ 40
Cine UFSCar....................................................................................................................................41
Cine UFSCar Sorocaba.....................................................................................................................42
CineExtensão UNIFESP Diadema.................................................................................................43
Cinema 3D - Apoio ao Cine UFSCar e ao Cine São Roque ............................................................44
5
Circuito Científico Cultural: A Educação Através da Ciência e da Cultura ...................................... 45
Como Surge o Broto? E, depois dele, outro?........................................................................................46
Coordenadoria de Cultura da UFSCar: projetos e políticas culturais................................................... 47
Criação e Difusão de um acervo digital de documentários . ..................................................................48
Cultura Indígena em Escolas de Ensino Básico no Município de Cruzeiro do Sul, Acre...................... 49
CULTURARTE: Extensão em Mão Dupla...................................................................................50
Dança Contemporânea.......................................................................................................................51
Eventos Culturais no Campus de Araras...........................................................................................52
“Fontes Judiciárias: Organização do Arquivo do Fórum da Comarca de Assis”................................. 53
Formação de orquestras comunitárias na UFSCar..............................................................................54
Gerocine - Análise Compreensiva do Processo de
Envelhecimento Humano Sob o Espectro do Cinema” .................................................................. 55
Inteligência Coletiva - Clube dos Saberes.............................................................................................56
Luz, câmera... dança: um panorama sobre o cenário da dança de rua na
cidade de São Carlos, pela perspectiva de um coletivo de realização audiovisual................................ 57
Maquete, interativa, lúcida-pedagógica do espaço sócio comunitário rede escolar de Taubaté, SP - como subsídio ao plano diretor participativo....................................... 58
Música na Cidade 2010 - Sorocaba e Salto de Pirapora.....................................................................59
O Terreiro Lá de Casa.......................................................................................................................60
O Tratamento de acervo fotográfico para a preservação da
memória no projeto de extensão “Memorial Fotográfico da FFC”................................................... 61
Oficina de dublagem para áudio-visual ...............................................................................................62
Oficina Literária: Laboratório de Criação Poética .............................................................................63
Olhares de estranhamento: pensando a cidade como patrimônio público ............................................... 64
Painel de regência coral........................................................................................................................65
Patrimônio Musical............................................................................................................................66
Preservação, Organização e Acesso à Hemeroteca do CEDAP...........................................................67
Preservação, organização e diponibilização do acervo João Antônio......................................................68
Produção do Documentário “O Pensamento Industrial e a
Política Cinematográfica Brasileira (1990-2005)” ....................................................................... 69
Projeto Caminhos do Sol - Teatro e Vivências.....................................................................................70
Projeto Web Indígena: inclusão digital pró-ativa dos Kaingang.............................................................71
Recitais de Música Instrumental para Duo de Clarineta e Piano.........................................................72
Recitais Didáticos de Música Instrumental para Trio..........................................................................73
Roda de Samba: Cultura, Sociabilidade e Educação Musical não Formal........................................... 74
Talentos Juvenis do Gonzaga...............................................................................................................75
Teatro Ouroboros: ciência e cultura.....................................................................................................76
6
Urze Cia de Dança - UFSCar levando a dança para o interior de São Paulo . .................................. 77
Vivência na Área de Gestão no Projeto Estrela Menina - Ginástica Rítmica da Uefs-BA................. 78
Vivenciando a Poesia ........................................................................................................................79
X-9: A Velha Guarda e a Produção de Cuidados..............................................................................80
X-9: Memória, Território e Produção do Cuidado...............................................................................81
Direitos Humanos e Justiça
A Vivência dos Direitos Humanos e A Conquista da
Cidadania em Oficinas com Crianças de Projetos Sociais Municipais.............................................. 82
“Benefício de Prestação Continuada: Os desafios para a ampliação da cobertura social”....................... 83
Clínica e Pesquisa em Adoção.............................................................................................................84
Educação financeira nas escolas públicas da comunidade viçosense........................................................85
Estado do Paraná e Extensão Universitária em defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes......... 86
O projeto de extensão como intermediador para a promoção dos vínculos.............................................. 87
Projeto Laços de Amor: Adoção, gênero, cidadania e direitos...............................................................88
Projovem Adolescente ........................................................................................................................89
Reflexões sobre uma prática com jovens, realizada por alunos
extencionistas da psicologia, em uma unidade da assistência social................................................... 90
Educação
Acompanhamento pedagógico de alunos e professores no cotidiano escolar:
Uma ação de extensão no âmbito do projeto “Formação e trabalho de
professores junto aos alunos com deficiências no município de Guarulhos (SP)”............................... 91
Afetividade e formação continuada de professores ...............................................................................92
A Arte como recurso didático para o ensino de Matemática.................................................................93
A experimentação investigativa e a construção de conceitos: o experimento da combustão da vela........... 94
A Formação Docente e Uso dos Objetos Lúdicos na Realidade e na Virtualidade............................... 95
A Realidade Aumentada e Seu Uso em Sala de Aula........................................................................96
A Terceira Idade no Mundo Cibernético.............................................................................................97
A Universidade Aberta à Terceira Idade - UNATI do Campus de
Sorocaba da Universidade Estadual Paulista - UNESP............................................................... 98
A abordagem da Educação Ambiental na Educação de Jovens e Adultos (EJA) ............................... 99
A química e a história da calça jeans..................................................................................................100
A insatisfação da imagem corporal: Avaliação de participantes de um grupo de postura ...................... 101
A universidade pública tem cumprido seu papel?..................................................................................102
7
Aprendizagem de Língua Inglesa na Terceira Idade em Sessões Teletandem......................................... 103
“Atuação Interdisciplinar em Audição, Linguagem e Educação”.........................................................104
Avaliação Física nas Escolas de Ensino Médio de Taubaté.................................................................105
Alfabetização Solidária......................................................................................................................106
Alimentação saudável como forma de qualidade de vida e inclusão social.............................................. 107
Análise da aprendizagem dos conceitos de Cinética Química e
Equilíbrio utilizando a experimentação como ferramenta didática................................................... 108
Aprender inglês pela Internet: uma iniciativa voltada à democratização do acesso à língua inglesa......... 109
As Tertúlias Literárias Dialógicas: uma busca pela superação de exclusões.......................................... 110
Atendimentos individuais realizados no projeto de extensão
“Ações Interdisciplinares no Quiosque da Saúde”........................................................................... 111
Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e
Extensão (ACIEPE) Comunidades de Aprendizagem - articulação entre escola e comunidade...... 112
Atividade de vivência em comunidade rural e sua importância para a
formação extencionista do acadêmico de Agronomia - São Francisco do Itá - PA............................. 113
Atividades educativas na escola rural: oficinas, jogos e dinâmicas com
crianças provenientes de bairros rurais e assentamentos da região de Araras, SP............................. 114
Atividades extensionistas de alunos do Centro Universitário da
Fundação Santo André junto à Escola Parque do Conhecimento Sabina........................................ 115
Atletismo nas escolas: uma “missão” possível!.....................................................................................116
Aulas de Química Experimental aplicadas ao ensino médio público da cidade de Itapeva-SP............... 117
Avaliação da Qualidade de Vida de Participantes de um Programa Postural ..................................... 118
Avaliação do projeto Cursinho Pré-vestibular Cuca Fresca nos anos de 2008, 2009 e 2010............... 119
Ações Educativas na Extensão Universitária: desafios, metas e
estratégias no atendimento aos pacientes com câncer, familiares e cuidadores..................................... 120
Brincadeira É Coisa Séria - o Papel do Projeto “Informática para Crianças” no
Desenvolvimento Infantil................................................................................................................ 121
Brinquedoteca Científica: Espaço Não Formal para o Ensino de
Física em Diferentes Níveis e para A Formação Complementar do Licenciando............................. 122
“Biólogo por uma Noite”: Evento do PET Biologia que aproxima a rede pública da Universidade...... 123
Brincando e Aprendendo.....................................................................................................................124
Cartografia Tátil................................................................................................................................125
Capacitação de Agricultores Orgânicos................................................................................................126
Caso de Ensino da Geometria com Uso do Superlogo..........................................................................127
Ciência na Unesp: o Museu Cemaarq Como Agente Potencializador do
Conhecimento Cultural Indígena.................................................................................................... 128
Comunidade de Educação Infantil: Formação Continuada de Professores em Ambiente Virtual.......... 129
8
Capoeira na escola: uma experiência com a formação de alunos da Educação Infantil........................... 130
Cartilha para uso da Experimentoteca................................................................................................131
Colméia - Jovens construindo futuros...................................................................................................132
Comunidades de Aprendizagem: uma proposta de transformação social e
cultural da escola, com todos os agentes educativos........................................................................... 133
“Corpo de Mestre, Corpo de Aprendiz”: A luta por um espaço mútuo de colaboração......................... 134
Corpo e Gênero: diferenças no universo da Educação Física escolar......................................................135
Curso de Especialização em Educação de Pessoas Adultas:
Formação Continuada dos Profissionais da EJA na perspectiva da Aprendizagem Dialógica......... 136
CUCA – Curso Unificado do Campus de Araraquara.....................................................................137
Cursos de Informática Oferecidos na Universidade Aberta à
Terceira Idade - UNATI do Campus de Sorocaba da UNESP.................................................... 138
Decatlo: Ciências da Natureza, Matemática e Suas Tecnologias..........................................................139
Desenho: Uma Experiência Que Envolve Pensamento e Prática..........................................................140
Diadema Visita UNIFESP Diadema..............................................................................................141
“Direitos da Criança: o ECA na escola” - Projeto de Extensão Universitária................................... 142
Divulgação do Vestibular UNESP e Inclusão Social:
Parceria Secretaria Estadual da Educação/Vunesp/UNESP...................................................... 143
Drogas e Álcool na Adolescência.........................................................................................................144
Educação Física e Pluralidade Cultural na 4ª Série do Ensino Fundamental:
em Busca de Novas Práticas Pedagógicas........................................................................................ 145
Educação Física Escolar: Análise e Compreensão dos Aspectos Psicológicos da Criança .................... 146
Educação Permanente: Qualificação Profissional na Construção Civil................................................. 147
Extensão Universitária: Programa Melhorando a Vida no Campo.................................................... 148
Educação Ambiental e Interdisciplinaridade a partir do Sistema Aquaeduca PCJ............................... 149
Educação Ambiental e Práticas Agroecológicas em uma Escola Rural de Araras/SP......................... 150
Educação Popular: perspectivas emancipadoras dos sujeitos privados de liberdade................................. 151
Educação Popular - criando e recriando a realidade social....................................................................152
Educação Urbana: Construindo Cidadania e Sociabilidade em
Escolas Públicas em Minas Gerais................................................................................................. 153
Educação Urbana: Uma Proposta de Incentivo à Cidadania para
Alunos da Rede Pública de Ensino................................................................................................ 154
Empreendedorismo na Universidade: Uma Cultura necessária............................................................155
Ensino não-formal aplicado aos cursinhos pré-vestibulares: um estudo sobre o CAUR......................... 156
Escola Básica de Horsemanship..........................................................................................................157
9
Escola de Esportes - A experiência da FEF/UNICAMP...............................................................158
Espaço acadêmico e Espaço Comunitário. A convivência através de um
Planejamento Estratégico. O caso da Faculdade de Educação Física da Unicamp........................... 159
Esportes de Raquete para a Comunidade............................................................................................160
Estágio extramuros FOP/UNICAMP: experiência necessária para a formação em Odontologia....... 161
Experimentando a Ciência.................................................................................................................162
Extensão Universitária: espaço de protagonismo de graduando e comunidade ...................................... 163
Extensão Universitária na Floresta....................................................................................................164
Formação Continuada no Programa Brasil Alfabetizado no
Município de Garça: Foco na Aprendizagem Dialógica.................................................................. 165
Formação de Atitudes Durante a Capacitação do Estagiário em um
Programa de Educação Física Adaptada....................................................................................... 166
Formação de mudas de hortaliças........................................................................................................167
Formação e trabalho de professores junto aos alunos com deficiências no
município de Guarulhos (SP)......................................................................................................... 168
Física, Imagens e Cultura na Extensão Universitária da Unicamp..................................................... 169
Física para Crianças em Idade Pré-Escolar.........................................................................................170
Fórum - Comunidade de Educação Infantil: uma ferramenta de discussão,
interação e aprendizagem de professores.......................................................................................... 171
Gravidez na Adolescência...................................................................................................................172
Gravidez Precoce, Abuso Sexual e Homofobia Entre Os Estudantes do
Projovem Urbano de Presidente Prudente-SP................................................................................. 173
Histórias em Quadrinhos Como Recurso Pedagógico para
Interpretação Textual: Uma Abordagem Socio-Histórica............................................................... 174
Histórias Interativas e Cultura...........................................................................................................175
Inserção de Jovens no Mercado de Trabalho Através do
Laboratório de Práticas Organizacionais (LPO)............................................................................ 176
Interação Entre Universidade e Escolas: o Programa de
Avaliação Seriada da Unb e Os Fóruns de Extensão.................................................................... 177
Internet para Terceira Idade: Apresentação de um Projeto de Curso Presencial.................................... 178
Investigação Orientada e Formação Inicial de Professores de Química:
Um Estudo com Base em uma Proposta de Elaboração de Mini-Cursos Temáticos......................... 179
Identificação de cuidadoras de crianças menores de três anos de
idade em comunidades de São Carlos- SP....................................................................................... 180
Impactos do adensamento populacional na saúde e sustentabilidade......................................................181
Implementação de uma Agenda 21 Escolar: Dificuldades e Perspectivas da REAUSo....................... 182
10
Interação entre o conhecimento popular e o técnico-científico:
relato de experiência do projeto “Ações interdisciplinares Quiosque da Saúde” ............................... 183
Introdução ao Universo das Culturas Ítalo-luso-brasileiras..................................................................184
Jogo de Xadrez na Terceira Idade........................................................................................................185
Lazer, Dança e Educação .................................................................................................................186
Ludicidade, Desenvolvimento Humano e Educação ............................................................................187
Livros e leitores na universidade: construindo a I Feira de Livros UNIFESP - Diadema ................. 188
Línguas Estrangeiras para Todos: Experiências na Implantação do
Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores da Unesp de Assis......................................... 189
Museu escola da UNESP..................................................................................................................190
Museu-Escola: Dialogando com A Interdisciplinaridade......................................................................191
Motivando a Aprendizagem de Física Através de Atividades Lúdicas................................................ 192
Movimento e jogos dramáticos na educação infantil - Projeto “Arteiros em movimento”......................... 193
Museu-Escola do IB: o uso da internet para articular ensino-pesquisa-extensão................................... 194
Novas Experiências Pedagógicas da Educação Física para a
Educação Infantil: o Corpo em Movimento com a Dança Ritmo e Expressão................................. 195
Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão Sobre a Escola de Vigotsky - Neevy.................................... 196
O 2º Ano do Ensino Fundamental: As Relações Interpessoais e a Ludicidade em seu Contexto.......... 197
O Desenvolvimento de Atividades para Superação de Obstáculos no
Ensino Médio - Contribuições para o Ensino de Física Moderna................................................... 198
O Ensino de Eletricidade, Magnetismo e Eletromagnetismo e sua conexão com a tecnologia atual........ 199
O Ensino de Física no Ensino Fundamental......................................................................................200
O Futsal Como Meio de Intervenção Social Num Programa Pedagógico Não Formal.......................... 201
O Papel Educacional do Cemaarq: Desafios e Transformações Conceituais, Valorizando A Educação e Atraindo Mais Público...................................................................... 202
O Problema do Uso de Drogas Entre Os Estudantes do
Projovem Urbano de Presidente Prudente-SP................................................................................. 203
O Projeto PIBID em uma perspectiva de Extensão Universitária.......................................................204
O Saneamento Ambiental no Programa Ciência e Artes nas Férias.................................................... 205
O Significado da Extensão Universitária na Universidade Pública..................................................... 206
O jornalismo e a representação do outro: etnografia e arte na produção do discurso jornalístico.............. 207
O potencial do anonimato na identificação das curiosidades,
dúvidas e questionamentos de púberes sobre sexualidade.................................................................. 208
O que é adolescência?..........................................................................................................................209
Oficina Desafio em comunidades de risco social - itinerância do
Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP .......................................................................... 210
Oficinas interdisciplinares no “Quiosque da Saúde”: promovendo saúde e qualidade de vida................. 211
11
Olhar sobre a própria prática: reflexões de uma professora de espanhol/LE em formação.................... 212
Olimpíada Nacional de História: extensão e divulgação científica em Ciências Humanas..................... 213
Patrimônio, Memória e Preservação: o Uso Pedagógico de Fontes Primárias no Ensino de História...... 214
PET Biologia da UNESP de Rio Claro auxiliando em processos de
aprendizagem ao reforçar o conhecimento dos alunos de escolas públicas........................................... 215
Pet/Responsabilidade Social: o Envelhecimento na Terceira Idade.................................................... 216
Programa de Integração da Extensão Unifesp Diadema - PIEx Diadema.......................................... 217
Projeto Contando Contos e Amarrando Pontos...................................................................................218
Promovendo e Difundindo A Informação: Workshop Sobre Segurança Alimentar............................... 219
Proposta de Intervenção Educacional Desenvolvido Por Graduandos de
Educação Física para o Ensino Formal e Não Formal: o Circuito Ciência-Saúde.......................... 220
Política na Escola...............................................................................................................................221
Popularização e Ensino de Astronomia Através do Observatório Móvel da UNESP......................... 222
Posso eventuar? A constituição da docência entre o descaso e a
improvisação na rede estadual paulista........................................................................................... 223
Programa Química em Ação...............................................................................................................224
Programa Suplementar FOCO-Vestibular da PUCSP......................................................................225
Projeto Cheiro Verde..........................................................................................................................226
Projeto Conhecer, Analisar e Transformar (CAT): uma experiência da
extensão universitária na construção de políticas públicas para a Educação do Campo..................... 227
Projeto e eu com isso?..........................................................................................................................228
Proposta de ensino de Matemática através de áudios interdisciplinares.................................................. 229
Relação Universidade-Escola: uma experiência na EJA......................................................................230
Relação Universidade-Escola: uma experiência no Ensino Fundamental............................................. 231
SAP - Serviço de Apoio Pedagogico a alunos dos anos iniciais do
Ensino Fundamental: relato de uma experiência............................................................................. 232
Semana de Atividades Científico-Culturais no IB - Modalidade:
“As escolas vêm ao IB em Agosto”................................................................................................. 233
Sistema de Apoio à Secretaria Departamental....................................................................................234
Sistema de Gestão de Eventos Científicos............................................................................................235
Software GeoGebra para ensinar e aprender Matemática....................................................................236
Terapia Assistida por Animais: Importância do Zootecnista na
condição física do cavalo de equoterapia como potencializador no processo de reabilitação.................. 237
Trabalho de Orientação e Reequilíbrio Postural em Grupo..................................................................238
UATI (Universidade Aberta da Terceira Idade)................................................................................239
UNATI: A Inclusão Social Pela Arte...............................................................................................240
12
Meio ambiente
A Filosofia Ecológica: teoria e práticas na interação agente/ambiente.................................................. 241
Agricultura Modelo: Capacitação de jovens habitantes da zona rural da
APA de Botucatu em agricultura sustentável.................................................................................. 242
Agrofloresta: alternativa sustentável implantada pela comunidade escolar do
assentamento Jacaminho no município de Alta Floresta - MT......................................................... 243
Avaliação da qualidade das instalações de suínos em pequenas propriedades
rurais do Cinturão Verde - Ilha Solteira-SP.................................................................................. 244
Banco de dados espaciais e identificação de áreas prioritárias para o combate a
esquistossomose mansoni: uma transferência de tecnologia social . .................................................... 245
Biblioteca: Saúde, Educação e Cultura................................................................................................246
Caça-Vento, Vida-Sub e Bicho do Mato............................................................................................247
Caixa de Ferramentas: desenvolvimento de metodologia de concertação.................................................. 248
Combate ao Desperdício de Alimentos nos Restaurantes Universitários da USP................................. 249
Compreendendo as enchentes urbanas: o caso do Córrego da Servidão de Rio Claro (SP)..................... 250
Desenvolvimento de equipameneto para realização de compostagem.......................................................251
Desenvolvimento de metodologias para aplicação de educação ambiental:
as experiências da REAUSo......................................................................................................... 252
Desenvolvimento de metodológica para avaliação da viabilidade de
helmintos patogênicos em lodo de ETE desaguado em BAG. Um repasse de tecnologia social ........ 253
Educação Ambiental: um caminho para o desenvolvimento sustentável................................................. 254
Educação Ambiental: fazendo a nossa parte.......................................................................................255
Extensão como instrumento pedagógico na formação universitária de tecnólogos:
a parceria entre a Fatec de Indaiatuba e a Fundação SOS Mata Atlântica.................................... 256
Extensão, Comunicação e Meio Ambiente: uma prática em Educomunicação...................................... 257
Fumaças Respiradas no Jardim São Marcos, Campinas - Um Inventário Espaço-Temporal................ 258
Gestão de Resíduos Sólidos em Campus Universitários: experiência da UNESP-Sorocaba................. 259
Inativação de bactérias Heterotróficas e Escherichia coli na água para
consumo humano em comunidades rurais através da Pasteurização Solar......................................... 260
Legalizando áreas agrícolas no Vale do Ribeira..................................................................................261
Manejo agroecológico e o monitoramento participativo da qualidade de água no meio rural.................... 262
Monitoramento de projeto técnico de recuperação ambiental e plantio de
mudas arbóreas em área de empresa junto ao órgão ambiental licenciador estadual.......................... 263
Nos trilhos da extensão universitária com o projeto ArticuLAR.........................................................264
O Despertar para a Pesquisa em Saneamento através da extensão universitária:
Atividade com jovens que participaram do programa Ciência e Artes nas Férias............................. 265
13
O Plantio de Eucalipto e o Movimento Social em Defesa Dos
Pequenos Agricultores em São Luis do Paraitinga-Sp..................................................................... 266
O Projeto de Extensão “Natureza & Criança: Aprendendo com
Animais e Plantas”: Cinco Anos de Atividades Lúdicas............................................................... 267
“Passeando e Aprendendo no Cerrado”..............................................................................................268
Possibilidades do Serviço Social em Ações Sócio Educativas Ambientais:
estudo sobre reflorestamento............................................................................................................ 269
Percepção da (In) Segurança Alimentar e Ambiental por
Pescadores Artesanais em áreas de conflitos socioambientais no estado da Bahia.............................. 270
Pesquisa-participante na bacia-hidrográfica do córrego da
Água Comprida em Bauru (SP): conflitos e potencialidades na construção de uma outra cidade....... 271
Programa de Coleta Seletiva na FCA, UNESP, Botucatu:
educação ambiental e quantificação dos resíduos.............................................................................. 272
Projeto Coleta Seletiva no Campus Lageado - UNESP.....................................................................273
Projeto Reviva: aplicação de educação ambiental para melhoria da qualidade de vida............................ 274
Projeto “Análise de Solos, Plantas e Sementes” uma atividade extensionista
comprometida com o desenvolvimento sustentável do Vale do Paraíba.............................................. 275
Queimadas Urbanas em Órgãos Públicos: A Poluição Oficial a Dano de Todos................................. 276
Reciclagem de óleo de cozinha como uma atividade integralizadora.......................................................277
Recicle. Unesp: campanhas educacionais em prol do desenvolvimento
sustentável no município de Rosana-SP ......................................................................................... 278
Restauração da área degradada do Parque Municipal Natural Cachoeira da Marta,
município de Botucatu/SP............................................................................................................. 279
Reutilização de resíduos sólidos para organização do espaço de
convivência universitário: o Projeto Espaço Livre............................................................................ 280
Sistema Sustentável em SAF..............................................................................................................281
Tecnologia Social em Projeto de Extensão: avaliação processual e de
impacto pelos sujeitos protagonistas . .............................................................................................. 282
Uma Alternativa para o Saneamento Ambiental em Assentamentos Rurais....................................... 283
União Pró-Tietê - Observando o Rio Sorocaba - Monitoramento da
qualidade da água e educação ambiental voltada aos jovens............................................................. 284
“Virada Ambiental Jaú-2010: Cultura, Lazer e Educação Ambiental”........................................... 285
14
Saúde
A experiência de um estágio extensionista frente aos altos índices de
câncer de boca no município de Feira de Santana - BA................................................................... 286
A proposta de um programa de prevenção em saúde bucal implementado em uma
creche em Piracicaba,SP................................................................................................................. 287
A sexualidade no mundo que vivo: Perspectiva de crianças e
pré-adolescentes em uma escola pública de São Paulo participante de um projeto de extensão ........... 288
A utilização de um programa de atividades físicas adaptadas na paralisia cerebral.............................. 289
“Análise da Qualidade de Vida de Mulheres Mastectomizadas Inseridas em um
Programa de Fisioterapia Aquática”............................................................................................. 290
Atendimento Clínico A Cães e Gatos da Comunidade de Bom Jesus-PI.............................................. 291
Atendimento Laboratorial em Patologia Clinica Veterinária A Comunidade de
Bom JESUS-PI e Região ............................................................................................................. 292
Atendimento Psicológico no Hra: Quebrando o Silêncio na Clínica Médica do Hospital...................... 293
Atendimento Psicológico no Hra: uma experiência junto a gestantes de Risco no hospital...................... 294
Atividades de Extensão na Assistência de Enfermagem Ambulatorial: relato de caso......................... 295
Atividades Psicomotoras e a Criança Especial.....................................................................................296
Avaliação da Qualidade de Vida de Mulheres Mastectomizadas
Inseridas em um Programa de Fisioterapia Aquática..................................................................... 297
Avaliação de Parâmetros Relacionados à Síndrome Metabólica em
Homens Que Freqüentam a Orla de Santos-SP............................................................................. 298
Análise do perfil do uso de Medicamentos por pais e responsáveis de
crianças em escolas da UNICAMP............................................................................................... 299
Avaliação postural por fotogrametria em pacientes submetidos à
correção cirúrgica de escoliose idiopática........................................................................................... 300
Ações de extensão universitária na Faculdade de Saúde Pública da
USP no período de 2005-2009..................................................................................................... 301
“Baú de Histórias” Conhecendo o Comportamento Lúdico de
Crianças Através da Brincadeira de Contar e Construir Histórias Infantis.................................... 302
Bem Viver na Melhor Idade - BemViMI...........................................................................................303
Cartografias Femininas: A Constituição de um Grupo de Mulheres na Zona Noroeste-Santos............ 304
Compartilhando Linguagens: Fonoaudiologia e Educação....................................................................305
Construindo o espaço do psicólogo no hospital......................................................................................306
Cuidado Integral e Interdisciplinar Ao Paciente Oncológico:
experiência do projeto de extensão Acolhe-Onco, UNIFESP......................................................... 307
Desenvolvimento Corporal nas Etapas da Adolescência.......................................................................308
15
Desenvolvimento da Flexibilidade em Alunas do
Projeto Estrela Menina, Através de Atividades Lúdicas................................................................ 309
Doenças Sexualmente Transmissíveis na Adolescência.........................................................................310
Educação Física, Lazer, Saúde e Direitos Humanos na Terceira Idade............................................... 311
Efetividade da ferramenta SAPO na condição intra-avaliador na avaliação da postura corporal.......... 312
Epidemiologia, Acuidade Visual e Ametropia de Crianças com Conjuntivite Alérgica........................ 313
Envelhecer Saudável: Cuidados de saúde na promoção da qualidade de vida dos
idosos atendidos na unidade de Saúde da Família do bairro São José.............................................. 314
Estudo da efetividade da avaliação postural intra-observador por meio do método qualitativo................ 315
Estudo das alterações posturais em pacientes com escoliose idiopática do
adolescente e ângulo de Cobb de 25 a 45 graus............................................................................... 316
Extensão e pesquisa em Jaboticabal SP: esterilização canina e felina como
ferramenta no controle reprodutivo de animais errantes e indesejáveis............................................... 317
“Fisioterapia Aquática na Gestação”.................................................................................................318
Fonoaudiologia e Educação: uma Proposta Interdisciplinar..................................................................319
Fisioterapia no Programa Saúde da Família: proposta de atuação voltada para a
atenção básica em saúde................................................................................................................. 320
Hidroterapia no tratamento de mulheres portadoras da síndrome da fibromialgia................................. 321
Idade e o Peso Corporal Influem no Cuidado à Saúde e no Estilo Devida? Um Estudo de Caso......... 322
Impacto Universitário na Prevenção do Tabagismo em Idosos Fumantes.............................................. 323
Implantação de um serviço de Terapia Ocupacional: Treinamento de mães para estimulação do desenvolvimento infantil.....................................................................................................................................324
Implantação de um serviço de Terapia Ocupacional na pediatria da
Santa Casa de Santos: Projeto “Era uma vez...”........................................................................... 325
Interdisciplinaridade na Reeducação de Obesos....................................................................................326
Lazer e Recreação como ferramenta para o bem-estar na terceira idade................................................ 327
Levantamento diagnóstico da saúde materno-infantil em São Benedito do Rio Preto - Maranhão......... 328
Literatura e Clínica............................................................................................................................329
Memória e Envelhecimento Humano: Promoção da Saúde do Idoso Institucionalizado......................... 330
Na era da comunicação, uma nova forma de fazer extensão:
A construção do Observatório Santista do Trabalho e Saúde.......................................................... 331
Nível de qualidade de vida, pelo questionário SF36, dos participantes do
projeto de extensão “No Pique da PUC-Campinas”...................................................................... 332
O Impacto de diferentes estratégias de Ginástica Laboral sobre a
ansiedade em funcionários da Universidade de São Paulo................................................................ 333
O Lúdico e Ginástica Rítmica: Um Relato de Experiência no
Projeto Estrela Menina Feira de Santana-Bahia............................................................................ 334
16
O papel da agronomia na influência da melhoria da qualidade de vida da
população, em Marituba/PA......................................................................................................... 335
O Programa de Ginástica Laboral da Universidade de Sorocaba........................................................336
O valor da extensão para o aprimoramento de conhecimentos da graduação.......................................... 337
Os Desafios na Assistência de Enfermagem Aos Pacientes com
Câncer de Cabeça e Pescoço: experiência do projeto de extensão Acolhe-Onco.................................. 338
PED RISO< hospital é também lugar de alegria...............................................................................339
Perfil das Participantes do curso de ginastica localizadada escola de esportes da fef/unicamp................. 340
Periferia dos Sonhos: o conceito e o olhar do graduando em relação ao ser humano em situação de rua... 341
Primeiro atendimento no CPPA: triagem............................................................................................342
Programa Cananéia/Vale do Ribeira - Projeto Jacupira.....................................................................343
Programa de Atividade Física na Terceira Idade.................................................................................344
Programa de Reabilitação de Desvios Posturais...................................................................................345
Programa Pé Diabético.......................................................................................................................346
Projeto de Extensão Acolhe-Onco: bases ideativas e estrutura operacional............................................ 347
Projeto de Extensão Saber Cuidar: Educação com Cidadania............................................................348
Projeto Egbé - Educação em Saúde com Comunidades Quilombolas no Vale do Ribeira...................... 349
Projeto Periferia dos Sonhos: o Que Nos Leva A Ser Extensionista na Rua...................................... 350
Projeto Periferia dos Sonhos: Percepções Sobre A Vida de Travestis em
Albergue na Cidade de São Paulo.................................................................................................. 351
Projeto Periferia dos Sonhos: Relato da Experiência de Extensão em um
Albegue Destinado às Pessoas em Situação de Rua ....................................................................... 352
Projeto Periferia dos Sonhos: Trabalho de Extensão com Pessoas em
Situação de Rua na Cidade de São Paulo....................................................................................... 353
Projeto Saber Cuidar: Dez Anos Aprendendo e Ensinando A Fazer
Extensão Universitária com Movimentos Sociais............................................................................ 354
Projeto Saber Cuidar: Um Local Possível na Universidade para
Estimular o Pensamento Crítico, Ensinar e Aprender Cidadania.................................................. 355
Promovendo Saúde Por Meio de Práticas Intersetoriais........................................................................356
Parque de Equoterapia.......................................................................................................................357
Participação e Redes Sociais na Região Noroeste de Santos..................................................................358
Perfil dos Idosos do 3º Encontro do Programa de Assistência a
Saúde do Idoso - Programa de Extensão Universitária da Universidade Guarulhos....................... 359
Perfil dos pacientes atendido pela Clínica de Acupuntura da
Faculdade de Odontologia de Piracicaba ........................................................................................ 360
Princípio da indissociabilidade aplicado ao triathlon na
Faculdade de Educação Física - UNICAMP, uma experiência entre ensino, pesquisa e extensão... 361
17
Projeto PET Escola - Educação em Saúde: Construindo o
Conhecimento Através da Troca de Saberes.................................................................................... 362
Projeto: Saúde em Movimento.............................................................................................................363
Projeto corporalidade e promoção da saúde: Um relato de experiência.................................................. 364
Projeto de Extensão: Agita Unesp - “Promoção de atividade física na comunidade universitária”........ 365
Projeto de Extensão PET-Creche.......................................................................................................366
Projeto de Extensão Universitária “Comunidade Sorriso”..................................................................367
Projeto de Extensão em Saúde Integrada ...........................................................................................368
Discriminação: Projeto de Iniciação Científica - PIBIC/CNPq-PRP................................................. 369
Promoção de Saúde Bucal em Bebês....................................................................................................370
Pronto Atendimento Psicológico: A saúde mental dos estagiários..........................................................371
Rede de Cuidadores Informais: Capacitando para o Cuidado e Aliviando o Desgaste.......................... 372
Realização de exames radiográficos pelo Serviço de Radiologia da
Faculdade de Odontologia de Araçatuba-UNESP ....................................................................... 373
Relato de experiência de extensão inserida no currículo da
Graduação em Medicina: uma importante ferramenta de aprendizagem.......................................... 374
“Resgatando a Cidadania”: Ação Conjunta de Universitários da
Unesp e Comunidade na Busca da Qualidade em Saúde Integral e do Resgate da Cidadania.......... 375
SEXGAME: uma estratégia pedagógica do Projeto de
Extensão Universitária Corporalidade e Promoção da Saúde......................................................... 376
SIVAT - Sistema de Informação e Vigilância de Acidentes de Trabalho............................................ 377
Projeto: Saúde em Movimento.............................................................................................................378
Saúde no Centro.................................................................................................................................379
Serviço de Atendimento em Demência (SADe)...................................................................................380
Sistema Computacional para Gestão de Banco de Tumores..................................................................381
Sistema de Informação Georreferenciável: Banco de
Tumores do Hospital do Câncer de Barretos................................................................................... 382
Sistema de Informação Georreferenciável para auxílio na
análise de notificações de acidentes de trabalho................................................................................. 383
Terapia Ocupacional e Saúde do Trabalhador - uma experiência extensionista..................................... 384
Troca de Saberes do Uso Popular das Plantas Medicinais e
Aromáticas Pelo Grupo da Terceira Idade de Paulínia-SP............................................................. 385
UNATI – Universidade Aberta à Terceira idade..............................................................................386
Universidade Aberta à Terceira Idade - Unesp/Campus de Assis......................................................387
Urgências odontológicas de crianças e adolescentes: atendimento e educação para a prevenção................. 388
18
Tecnologia e Produção
A construção participativa do conhecimento sobre materiais não convencionais;
a conversa entre estudantes, agricultores e professores....................................................................... 389
Análise da Temperatura no Incubatório de Produção de Pintos de
Corte Relacionado às Perdas Produtivas na Fase da Incubadora..................................................... 390
Análise das Condições Ambientais Internas de Galpões de
Frango de Corte com Cama Nova e Cama Reutilizada.................................................................. 391
Análises Fisico-Mecânicas Comparativas Entre Polpa Kraft de
Eucalipto e Pasta Mecânica de Bagaço de Cana-De-Açucar........................................................... 392
Avaliação do Desempenho Quanto à Fissuração de Habitações de
Interesse Social Construídas em “Steel Framing”............................................................................ 393
Colheita Mecanizada de Cana-De-Açucar: Plataforma Atual e Perspectivas...................................... 394
Cooperativas Populares de Coleta e Seleção de Recicláveis como Cadeias de Suprimentos Reversas........ 395
Da conversa à ação; materiais não convencionais na construção civil como
alternativa para agricultores familiares........................................................................................... 396
Dimensionamento de pré-fabricados de concreto....................................................................................397
Educação, Empresa e Sociedade..........................................................................................................398
Estudo das Rotas de Coleta de Materiais Reciclados em uma
Cooperativas Populares de Coleta e Seleção de Recicláveis............................................................... 399
Gerenciamento e Liderança: Educação, Empresa e Sociedade..............................................................400
Mapeamento de Processos de Negócios de Venda Consolidada na Reciclamp........................................ 401
Mapeamento de Processos de Produção nas Cooperativas Populares de
Coleta e Seleção de Recicláveis Incubadas pelo Centro de Referência em
Cooperativismo e Associativismo.................................................................................................... 402
O Método de Rietveld da Difração de Raios-X na Caracterização de
Argamassas dos Edifícios Históricos.............................................................................................. 403
O Produto Logístico da Cadeia de Suprimentos Reversa:
o Caso das Cooperativas Populares de Coleta e Seleção de Recicláveis.............................................. 404
O Programa de Aquisição de Alimentos no Município de Araras (SP) - diagnóstico e ações................ 405
Parâmetros que Afetam A Eficiência de Semeadoras Adubadoras de Precisão.................................... 406
Programa de Educação em Software Livre (PESL)............................................................................407
Projeto IluminAção............................................................................................................................408
Prospecção de conhecimento em base de dados sobre notificação de acidentes do trabalho........................ 409
Prova de Eficiência Produtiva - PEP Guzerá UNESP.....................................................................410
Segurança das Estruturas em Situação de Incêndio..............................................................................411
19
Sistema Computacional Georreferenciável de Cadastro de
Usuários dos Recursos Hídricos da Sub-bacia Crítica do Avanhandava......................................... 412
Sistema computacional para avaliação e apoio à gestão de cursos, disciplinas e docentes - UNESP....... 413
Sistema on-line de Avaliação Institucional - AVINST......................................................................414
Sistemas de Preparo de Solos..............................................................................................................415
Uso da técnica de moiré de sombra como técnica fotoelástica..................................................................416
Viabilidade Econômica da Adoção do “Bem Estar” em Suínos ........................................................417
Trabalho
A Ação de uma Empresa Junior de Psicologia na Aproximação
entre Universidade e Comunidade.................................................................................................. 418
Construindo o Centro de Memória Sindical (CEMOSi) e a
Produção de Vídeos-Documentários sobre a Exclusão Social do
Trabalho no Pontal do Paranapanema........................................................................................... 419
Construção de políticas públicas de gestão de resíduos sólidos com
inclusão de catadores em Ourinhos-SP............................................................................................ 420
Equídeos Utilizados na Tração Animal em Transporte Urbano no
Município de Botucatu-SP: Aspectos Socioeconômicos e de Saúde Animal...................................... 421
Ética nas Relações de Trabalho...........................................................................................................422
Experiências com Grupos de Ger(a)ção de renda em contexto social desfavorável.................................. 423
Implantação de Políticas de Recursos Humanos:
um estudo dirigido à Micro e Pequena Empresas............................................................................ 424
Incop Unesp - Núcleo Ourinhos: Experiência em
Formação para Catadores de Materiais Recicláveis no Município de Ourinhos-SP.......................... 425
Opensamento Estratégico na Área Educacional: Um Estudo de Caso................................................. 426
Qualidade de Vida no Trabalho em Organizações da Cidade de Indaiatuba-SP................................. 427
Rotatividade de pessoal: em estudo do setor de produção da
Empresa Branyl Comércio e Indústria Têxtil Ltda. de Capivari-SP.............................................. 428
Unesp em Campo: iniciativas participativas da implantação do turismo em assentamentos rurais......... 429
20
Apresentação
Nos últimos dois anos, os Pró-Reitores de Extensão das universidades paulistas UFABC,
UFSCar, UNESP, UNICAMP, UNIFESP, UNITAU e USP vêm debatendo aspectos importantes que envolvem a construção de novos conceitos em Extensão Universitária e incentivando a troca de experiências entre as universidades irmãs neste campo de atividades. O
objetivo das interações é promover o desenvolvimento de atividades de Ensino e de Pesquisa
associadas às ações de Extensão, valendo-se da experiência e das competências institucionais, principalmente nas áreas de comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação,
meio ambiente, saúde, tecnologia e produção e trabalho, que são as áreas instituídas pelo
FORPROEX. Com tais iniciativas esperam, em médio e longo prazo, levar à sociedade suas
contribuições de forma mais direta e efetiva, visando a superação da exclusão e das desigualdades sociais ainda prevalentes no nosso próprio país.
No cenário acadêmico nacional as universidades paulistas desenvolvem relevantes atividades associadas à Extensão com qualidade e excelência acadêmica em todos os ramos do
conhecimento. É importante mencionar que as ações de extensão, além de promover a solução de problemas específicos de diversos setores da sociedade, trazem como retorno para a
universidade novos conhecimentos e informações, os quais propiciam revisões e atualizações
em seus cursos regulares de graduação ou de pós-graduação e nas atividades de pesquisa,
contribuindo, assim, para uma ainda melhor formação de seus estudantes. Estes, além de
complementar a sua formação profissional, podem vivenciar através da extensão universitária situações reais e aplicar os conhecimentos técnico-científicos adquiridos em seus cursos,
o que contribui para desenvolver a consciência social e política e para a formação de profissionais cidadãos, além é claro, de assegurar, pela praxis, a competência técnico-científica.
Sob essa orientação política as sete universidades públicas no Estado de São Paulo realizam
o 1o Congresso Paulista de Extensão Universitária, simultaneamente ao 3o Congresso de Extensão Universitária da UNICAMP. Com este grande evento pretendem, além da divulgação das
pesquisas científicas realizadas na interface com extensão universitária, fruto da competência, do
idealismo, da dedicação e da perseverança de docentes, alunos e funcionários, também, avaliar
seus programas, projetos e ações de extensão concluídos ou em execução, para favorecer a aglutinação e o compartilhamento de experiências bem sucedidas, além de incentivar a realização de
novas iniciativas conjuntas com excelência acadêmica e sempre voltadas às necessidades do país.
O número elevado de trabalhos recebidos levou-nos à decisão de privilegiar a sua divulgação durante o Congresso sob a forma de painéis, para assegurar maior tempo para palestras e debates de temas importantes.
Finalmente, agradecemos a todas as pessoas que com as suas valiosas participações e contribuições tornaram possível a realização do 1o Congresso Paulista de Extensão Universitária e do
3o Congresso de Extensão Universitária da UNICAMP. Também expressamos a nossa sincera
gratidão aos autores dos trabalhos apresentados, palestrantes, moderadores e debatedores, sem os
quais a realização dos dois Congressos tornar-se-ia impossível. Ao mesmo tempo, gostaríamos de
deixar aqui registrado o nosso agradecimento ao suporte recebido das reitorias das universidades
parceiras, assim como das equipes de apoio que trabalharam conosco na organização do conclave.
Lisandro Pavie Cardoso & Mohamed Habib - PREAC-UNICAMP (26/09/2010)
21
Comunicação
A Necessidade Emergente da Comunicação Empresarial nas
Empresas: um estudo efetuado na Estação Engenharia
Viviane Patrícia Perizzato, [email protected]
Profa. Sanete Irani de Andrade, Faculdade de Gestão e Negócios - UNIMEP,[email protected]
Toda a organização é única assim como todo ser humano. Cada empresa tem sua história, sua cultura, seus valores, sua missão. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. As empresas são compostas essencialmente de pessoas e como são
compostas de pessoas podem sofrer de vários males, como por exemplo, do mal da falta de
comunicação.
O presente estudo trata de uma pesquisa realizada em uma empresa de telefonia fixa e
móvel localizada na cidade de Piracicaba/SP. Foi observado alguns problemas com a comunicação interna que resultou na pesquisa que se segue. O trabalho foi dividido em duas etapas: inicialmente foram buscados mateirais e obras bibligráficos que tratam da comunicação
empresarial para dar sustentação à fundamentação teórica. Em seguida apresenta-sea metodologia utilizando-se da aplicação de questionários para a averiguação do problemas e objetivos propostos. O trabalho se encerra apontando as principais questões ligadas a percepção
dos funcionários no tocante a comunicação empresarial na empresa, objeto de estudo.
Palavras-chave: comunicação empresarial, instituição de ensino superior
23
Comunicação
Assessoria de Imprensa para programas de Divulgação Científica
Profa. Dra. Cristina Meneguello, Museu Exploratório de Ciências, Unicamp,
[email protected]
Camila Delmondes Dias, Museu Exploratório de Ciências, Unicamp,
[email protected]
As assessorias de imprensa ou de comunicação integrada aprimoram o diálogo entre
cliente, veículos de comunicação e público-alvo. Através das rotinas propostas pelos assessores é possível identificar fragilidades com perspectiva para transformarem-se em ameaças,
e qualidades com potencial para gerar novas oportunidades de negócios e de fortalecimento
da imagem institucional junto à sociedade.
O assessor de imprensa pode ainda, a partir da análise que identifica pontos fortes e
fracos de seus assessorados, desenvolver sistemas de comunicação interna, melhorando a
troca de informações entre diretores, funcionários, público-alvo final ou intermediário, tais
como: fornecedores, instituições parceiras e de fomento e etc. Além disso, a rotina prevê a
elaboração de plano de comunicação e de ação estratégica, gestão de crise, benchmarking,
mapeamento e monitoramento de stakeholders, entre outros.
Nesse contexto, considerando o importante papel desempenhado pelos meios de comunicação e, consequentemente, pelo jornalismo, no que diz respeito às informações veiculadas na
sociedade, divulgar a ciência implicará, por conseguinte, tornar público os projetos desenvolvidos
por seus disseminadores. É compreensível que tais programas independam da mídia para atingir
as metas a que se propõem. No entanto, na medida em que tais programas tornam-se familiar às
comunidades locais, regionais ou continentais, maior é a sua área de abrangência, o público atingido e o interesse das iniciativas, pública e privada, em patrocinar tais atividades.
O presente trabalho tem como proposta contribuir para tornar público os programas
de divulgação científica, desenvolvidos por instituições, órgãos, pesquisadores acadêmicos e
demais profissionais especializados em tornar o conhecimento científico e tecnológico tangível à sociedade. As rotinas propostas pretendem atender às demandas de comunicação da
divulgação científica, propondo ações alinhadas à missão, visão e valores dos projetos assessorados. Nesse sentido, a proposta elencará por meio de fluxograma, uma série de atividades
desempenhadas pelos assessores de imprensa, tais como: elaboração e manutenção de mailing list, clipping de notícias, desenvolvimento de press release, sugestão de pauta para órgãos
de imprensa, visitas estratégicas a redações de jornais e revistas, controle e monitoramento de
mídias sociais, media training entre outras. E os resultados obtidos a partir destas: inserção na
mídia; aumento de visitantes, fortalecimento da imagem institucional e etc. Como exemplo,
o estudo apresenta o trabalho de assessoria de imprensa desenvolvido para o Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas.
Palavras-chave: Assessoria de Imprensa, Divulgação Cientifica, Extensão à Comunidade.
24
Comunicação
Biosferas - do Jornal On-line à Socialização do Conhecimento
Abigail Savietto (Profª Drª Márcia Reami Pechula), Departamento de Educação-Instituto de Biociências UNESP - Rio Claro, [email protected]
André Luiz de Camargo Estevam, Departamento de Educação-Instituto de Biociências -UNESP - Rio Claro,
[email protected]
Mariana Gabriela Fonseca, Departamento de Educação-Instituto de Biociências - UNESP - Rio Claro,
[email protected]
A proposta do Jornal Biosferas visa à produção de um jornal on-line, com edição bimestral, destinado à divulgação dos estudos e reflexões produzidos, inicialmente, pelos alunos
do curso de Ciências Biológicas da UNESP - Rio Claro, contando com colaborações esporádicas de alunos de outras unidades de ensino superior. O jornal, atualmente instalado na
página (portal) da UNESP- Rio Claro, tem a finalidade de estender a produção desses alunos
a toda comunidade acadêmica (científica), às escolas de ensino médio e também aos usuários
(leitores) interessados. A divulgação científica dos temas relevantes e polêmicos das diversas
áreas da biologia, tais como biotecnologia, bioética, interação homem-natureza, bioquímica,
melhoramento genético de plantas, biofísica e a própria questão da divulgação científica.
Sendo uma das necessidades contemporâneas, coloca os agentes envolvidos - docentes e discentes, tanto da própria universidade, quanto da rede de ensino médio (e também a sociedade
em geral) - em sintonia e contribui para a “publicização” do grande desenvolvimento que
a biologia proporciona à sociedade humana, contribuindo para uma maior compreensão da
própria história da ciência. Na rede pública de ensino, o público-alvo são os alunos de ensino
médio, por meio da disciplina Biologia. O jornal de divulgação científica deve promover um
debate entre a comunidade acadêmica e as escolas, uma vez que o produto pode ser utilizado
como material paradidático. A divulgação científica, no escopo dessa experiência, significa
a socialização do conhecimento científico, no intuito de forjar o aprofundamento das reflexões sobre os conteúdos estudados que nem sempre são possíveis no espaço da produção e
aprendizagem. Nesse sentido, o termo divulgação científica significa a produção das leituras
elaboradas pelos alunos quanto à sua forma e circulação de conhecimento.
Palavras-chave: Jornal, On-Line, Comunicação.
25
Comunicação
Construção de um site para divulgação de informações sobre diterpenos de Lamiaceae
Sandra Aparecida Vestri Alvarenga (Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, UNESP, [email protected])
Ingrid Cordeiro Firme (Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, UNESP, [email protected])
Os diterpenos constituem uma importante classe de produtos naturais sendo encontrados
principalmente em espécies vegetais e em organismos marinhos como corais e algas. Em geral
têm 20 átomos de carbono e se apresentam em uma grande variedade de tipos estruturais, pois
podem sofrer degradações, rearranjos e formar cadeias abertas, monocíclicas e policíclicas.
Alguns diterpenos servem como marcadores taxonômicos e muitos apresentam atividade
biológica, como por exemplo, o taxol, um anticancerígeno. Por isso o interesse na detecção, isolamento, identificação e/ou determinação estrutural desses compostos tem se mantido alto.
Nos últimos anos um banco de dados contendo a descrição das estruturas dos diterpenos
e os nomes das espécies nas quais esses compostos foram encontrados tem sido construído
e atualmente contém as informações sobre cerca de 10.400 diterpenos diferentes encontrados em sua grande maioria em Angiospermae. Devido o grande número de compostos
considera-se que a divulgação dos resultados das análises desses dados é de interesse de
pesquisadores que atuam em trabalhos de determinação estrutural, taxonomia e prospecção
de compostos ativos.
Essa divulgação poderia ser feita por meio impresso, através de publicaçôes em periódicos ou em um livro, ou, como foi proposto neste projeto, através de um website construído
especificamente com a finalidade de divulgar os resultados das análises desse banco de dados. Essa forma de divulgação mostra-se mais interessante, pois permitirá a atualização dos
resultados periodicamente (anualmente) além de proporcionar a troca de informações entre
os usuários e a mantenedora do site.
Na construção do site foram utilizados 3 programas: ChewDrawR, para desenhar os tipos estruturais (esqueletos) dos diterpenos, o DreamweaverR para editar o site e o SciFinder
ScholarTM do Chemical Abstract Service, para busca das referências bibliográficas.
Atualmente o site mostra a distribuição de 4.394 ocorrências de 221 tipos estruturais de
diterpenos em 53 gêneros de plantas da família Lamiaceae.
Para consulta ao site acesse: www.feg.unesp.br\~vestri
Palavras-chave: Diterpenos, Lamiaceae, site
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Comunicação
Desenvolvimento de Portal de Trabalho para Rede de Centros e Museus de Ciência do Estado de São Paulo
Adriana Vitorino Rossi, Museu Exploratório de Ciências, Unicamp, [email protected]
André de Oliveira Garcia, Museu Exploratório de Ciências, Unicamp, [email protected]
A Rede de Centros e Museus de Ciência do Estado de São Paulo foi constituída a partir do I Encontro de Centros e Museus de Ciências do Estado de São Paulo, realizado em
11/05/2010, em São Paulo. Foi criada para articular diversas iniciativas para fomentar o crescimento e o desenvolvimento das instituições de divulgação científica, além de estabelecer estratégias e ações conjuntas para aperfeiçoar, qualificar e fortalecer as unidades museológicas.
Uma destas iniciativas foi a criação de um Portal de Trabalho na internet, como um
canal de troca de informações estratégicas entre os membros da Rede e um espaço remoto
para trabalho coletivo. Foi lançado oficialmente em 23/06/2010, no II Encontro Paulista de
Museus, em São Paulo.
Composto por uma série de módulos-ferramentas adaptadas ao interesse específico da
Rede, o Portal busca aproximar os membros da Rede e proporcionar oportunidades de intercâmbio de informações estratégicas. Permite compartilhar dados de eventos, editais, chamadas de trabalhos, exposições, fornecedores, notícias, além do espaço para debates num
fórum digital.
O sistema tem níveis diferenciados de acesso, sendo que apenas o módulo de notícias, de
interesse geral, é público. Para os demais é necessário cadastro, exclusivo para os membros
da Rede. O acesso por senha habilita os módulos, permitindo que usuário publique e visualize informações. Na área de fornecedores, há um sistema de avaliação e comentários, para a
troca de experiências com empresas. Todos os meses, o sistema gera automaticamente uma
newsletter com as últimas notícias, eventos e editais do portal, enviando as informações de
forma resumida para todos os cadastrados.
Para o desenvolvimento do Portal, foi utilizado um conjunto de ferramentas gratuitas
disponíveis na internet, conhecido como Open Source (Software livre).Houve uma cuidadosa pesquisa entre as centenas de módulos disponíveis, buscando-se os mais estáveis, além de
adaptações para a língua portuguesa e as particularidades da Rede.
O Portal opera há três meses e vem recebendo a adesão gradativa pelos membros da
Rede que vão se familiarizando com as ferramentas e as possibilidades, o que aumenta a
participação e o uso.Uma avaliação preliminar deste período operacional indica boa receptividade, mas não dispensa esforços de divulgação para expandir seu uso, já que sua otimização
decorre da adesão progressiva e uso sistemático pelos membros da Rede. Neste contexto,
pode-se prever que o Portal torne-se um considerável repositório de informações para as
unidades museológicas paulistas, o que é de grande valia para organização de trabalhos que
envolvem ações diretas de extensão junto ao público visitante.
Palavras-chave: Redes, software livre, museus de ciências
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Comunicação
Psicocine: Ciclo de debates sobre a psicologia do cinema
(Daniela Pereira dosReis deAlmeida), Departamento de Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista
- “ Júlio de Mesquita Filho” - Faculdade deFilosofia e Ciências, [email protected]
(Andresa Leia de Andrade) , Departamento de Ciência da Informação, Universidade Estadual Paulista - “ Júlio
de Mesquita Filho” - Faculdade deFilosofia e Ciências, [email protected]
O cinema “sétima arte”, não deve ser considerado somente como um meio de entretenimento e lazer, mas também como veículo de informação capaz de levar a reflexão da realidade social (como por exemplo, o filme “A professora de Piano” de Liv Ullmann) do irreal, do
imaginário, de transmitir valores, transmitir cultura ao público.
O projeto Psicocine é um ciclo de debates sobre a psicologia do cinema, promovida pelo
PET de Biblioteconomia desde o ano 2000, com abordagens e temáticas distintas, através
de quatro encontros anuais (período de março a novembro), sempre orientados pela ótica
da psicologia, filosofia e estética. Foi originado para atender o interesse em desenvolver
práticas de ação cultural, dos estudantes do curso de Biblioteconomia, demanda presente no
escopo da função do bibliotecário. Tem como objetivo oferecer à comunidade universitária
e, também a comunidade da cidade como um todo, cinema (exibição de filmes raros ou fora
do circuito comercial) da melhor qualidade artística, inovadora linguagem e inspirar reflexões
sobre questões humanas fundamentais.
Cada encontro inclui a exibição de um filme, dirigido por um dos grandes mestres do
cinema de todos os tempos (Ingmar Bergman, Glauber Rocha, Andrei Tarkovcky, dentre
outros) seguido por palestras, debates que demandavam 5 horas de atividades desenvolvidas.
O responsável técnico é um psicólogo (CRP: 06/45339-3), formado pela PUC-SP. A recomendação aos participantes é a leitura da bibliografia de apoio para fundamentar os debates
e discussões, além de textos produzidos pelo próprio psicólogo.
Desde o início do projeto, sempre houve a participação de um público diversificado
e crescente, abrangendo não só alunos da UNESP/Marília, mas também da comunidade
mariliense como um todo, constatada através das listas de presença de cada encontro.O Psicocine promove o acesso não só à cultura através do cinema, mas também resgata o hábito
da discussão e reflexão de questões éticas inerentes a chamada “sociedade da informação e
comunicação” típica da contemporaneidade, no qual ele mesmo (o cinema) tem papel fundamental.Tal discussão é essencial na formação não só dos estudantes da área de ciências humanas, mas de todas as áreas do conhecimento bem como de todo cidadão do mundo atual.
Palavras-chave: cinema, psicologia.
28
Comunicação
Rádio e Televisão Mundo Digital
Carolina Nishikubo Lopes da Silva, FAAC, UNESP, [email protected]
Prof. Dr. Antônio Francisco Magnoni, FAAC, UNESP, [email protected]
O Portal Multimídia Mundo Digital (http://www.mundodigital.unesp.br/) veicula a produção dos alunos e dos professores dos cursos de Jornalismo, Rádio e TV e Relações Públicas da FAAC-UNESP e engloba inicialmente, a Rádio Unesp Virtual (www.radiovirtual.
unesp.br), o Web-Jornal (http://www.mundodigital.unesp.br/webjornal/index.php ) e a Videoteca NO AR (http://www.mundodigital.unesp.br/webtv/index.php) . A finalidade do
projeto é atender extra-curricularmente aos alunos interessados pela pesquisa de linguagens
e tecnologia para produção de conteúdos para rádio, televisão, internet e outros suportes
derivados. O site veicula a produção dos alunos e dos professores dos cursos de comunicação social. Os alunos participantes do Portal desenvolvem atividades extra-curriculares de
extensão cultural e de aprendizagem profissional e conceitual, em várias especialidades do
Ensino e Extensão na Comunicação. Eles realizam experimentação e pesquisa de linguagens,
gêneros e formatos para produção de conteúdos noticiosos, de entretenimento e educativos.
O objetivo é o desenvolvimento de métodos e teorias para a criação de produtos adequados
para os diversos meios e suportes digitais. O Portal é, na verdade, um ambiente digital de testes para a construção de uma mídia diversificada, convergente e, principalmente, interativa.
Para assegurar a eficiência do Portal Multimídia Mundo Digital, a gestão do site programação
é feita por uma diretoria com alunos das três graduações, pelo jornalista Antônio Francisco
Magnoni e pelo radialista César Fernandes Casella, que são os coordenadores institucionais
do projeto. A iniciativa de criação e aperfeiçoamento do projeto Portal Mundo Digital fundamenta-se nas características conceituais da web, de acordo com Palácios (1999). O projeto
agrega multimediação e convergência, a hipertextualidade, a personalização de conteúdo e
a interatividade. Todas são ferramentas de muita importância atividades de Comunicação,
Educação e difusão de Ciência e Tecnologia, que no contexto de crescente informatização
das atividades culturais e produtivas, exigem direcionamento e atualização constante das informações, divulgação das mensagens em tempo real e com alcance mundial.
Palavras-chave: Comunicação Convergente e interativa, Web Rádio, Extensão.
29
Comunicação
Revista Ciência em Extensão (RCE) - PROEX - UNESP e a publicação das atividades de Extensão Universitária
Maria Candida Soares Del-Masso FFC, Marília - UNESP - [email protected]itoria.unesp.br
Eduardo Galhardo - FCL, Assis - UNESP - [email protected]
Angela Cristina Cilense Zuanon FO, Araraquara - UNESP - [email protected]
A Revista Ciência em Extensão - RCE, publicada pela Pró-Reitoria de Extensão Universitária - PROEX, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP, tem
como objetivo difundir os resultados das atividades de extensão universitária e a sua indissociabilidade com o ensino e a pesquisa. Criada em 2004, a RCE passou a utilizar, a partir de
2008, o SEER e todas as edições anteriores foram inclusas no sistema.
A Revista Ciência em Extensão é o veículo oficial de divulgação de trabalhos com resultados de projetos e pesquisas em atividades de extensão universitária, os quais são aceitos
nas respectivas seções da RCE: artigos inéditos; relatos de experiência e artigos de opinião;
resenhas de livros e revistas recentemente publicados; resumos de dissertações e teses; resumos de congresso de extensão universitária. A RCE está aberta às contribuições nacionais e
internacionais, de inteira responsabilidade dos autores, desde que se enquadrem nas normas
editoriais, após análise pelo corpo editorial. São publicados artigos resultantes de programas,
projetos ou ações de extensão universitária apresentando dados originais de investigação
relacionados às áreas temáticas: Comunicação, Cultura, Direitos Humanos, Educação, Meio
Ambiente, Saúde, Tecnologia, Trabalho, Ciências Agrárias e Veterinárias, Espaços Construídos e Política e Economia. Enfatizam-se a relevância da interdisciplinaridade, o envolvimento da comunidade e os aspectos sociais das atividades de extensão.
A RCE conta com o Selo Cultura Acadêmica da Fundação Editora da UNESP, está indexada no LATINDEX, e incluída nas buscas do Google Acadêmico.
Em 19 de abril de 2010 foi ativado o Plugin do Google Analytics que permite a análise
do trafego no portal. Até o dia 01/09, a RCE recebeu 7.403 visitas de 5.660 visitantes de 37
países, com análise de cobertura regional (Brasil - 7.207 visitas de 206 cidades). A principal
fonte de acesso é de sistemas de busca, 3.294 pesquisas utilizando 3.416 palavras-chave.
Revista Ciência em Extensão- http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/index
Pró-Reitoria de Extensão Universitária - PROEX
Rua Quirino de Andrade, 215 - 10º andar - São Paulo - SP- CEP: 01049-010
Editor Chefe: Eduardo Galhardo-, [email protected]
Palavras-chave: Extensão Universitária, SEER, divulgação científica.
30
Comunicação
UnB de Portas Abertas - Apresentação da Universidade de
Brasília a alunos de Ensino Médio do Distrito Federal
Áderson Luiz Costa Júnior (Docente), Instituto de Psicologia,Universidade de Brasília (UnB), [email protected]
Hugo Ala Yagi,Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, [email protected]
Lígia Carvalho Libâneo, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília (UnB),
[email protected]
Isabella Sousa Brandão, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, [email protected]
Caroline Valadão de Oliveira, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília,
[email protected]
O Programa de Educação Tutorial (PET) é uma modalidade de investimento acadêmico em cursos de graduação que tem compromissos epistemológicos, pedagógicos, éticos e
sociais. Assim, o PET de Psicologia da Universidade de Brasília (PET-Psi/UnB) desenvolve
atividades de pesquisa e extensão buscando articular universidade e comunidade. O projeto
“UnB de Portas Abertas” constituiu uma dessas atividades. O projeto foi idealizado para facilitar a escolha profissional de alunos de terceiro ano, do ensino médio, de escolas públicas
do Distrito Federal (DF). Nesse sentido, pretendeu-se: (a) fornecer informações sobre os
diferentes cursos da UnB e motivar os participantes para o ingresso no ensino superior; e (b)
criar um espaço de desconstrução de crenças de incapacidade de ingresso na UnB por serem
alunos egressos do ensino público. O projeto foi desenvolvido em dois dias e contou com a
participação de 99 alunos de Ensino Médio, 63 graduandos da UnB e 14 membros do PETPsi. O primeiro dia foi dividido em três momentos: (a) explanação do Decano de Extensão
da UnB sobre as políticas de extensão da universidade; (b) debate com ex-alunos de escolas
públicas, atuais estudantes da UnB, que descreveram suas experiências de preparação para
o vestibular, reação de familiares e amigos e percepção do ambiente universitário; e (c) feira
de profissões com a participação de 33 estandes de cursos da UnB. Nos estandes, graduandos apresentaram banners, materiais e conteúdos relacionados a disciplinas obrigatórias,
competências necessárias para ser um bom profissional e perfil de mercado de trabalho. No
segundo dia do projeto, os alunos de ensino médio participaram de uma visita guiada à UnB,
com o objetivo de conhecer histórico e curiosidades de Institutos, Faculdades, Restaurante
Universitário, Biblioteca Central, Reitoria.Os estudantes de ensino médio mostraram-se bastante interessados pelas atividades oferecidas e informações disponibilizadas, com grande
número de perguntas. Espera-se que a ampla aceitação e o sucesso da atividade permitam
que a administração da UnB torne o evento periódico e institucional. Esse apoio é importante para o PET-Psi que tem interesse em realizar esse projeto com mais escolas do DF,
permitindo, assim, que mais alunos tenham contato com a UnB e sintam-se motivados a
serem estudantes universitários.
Palavras-chave: Extensão, informação profissional, ensino médio.
31
Comunicação
Universidade Aberta para a Terceira Idade - UNATI: Curso de
Língua Inglesa e de inclusão social
OLIVEIRA, Sérgio Domingos de. Campus Experimental de Rosana, Universidade Estadual Paulista UNESP, [email protected]
SETE, Patrícia Karina. Campus Experimental de Rosana, Universidade Estadual Paulista - UNESP,
[email protected]
A Universidade Aberta para a Terceira Idade (UNATI) é um projeto de extensão oferecido por uma equipe de discentes da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Experimental de Rosana, para moradores da cidade onde se encontra a instituição, em específico,
para as pessoas com mais de 50 anos de idade. Financiado pela Pró-reitoria de Extensão Universitária (PROEX), o mesmo abrange uma gama variada de atividades voltadas a diversas
áreas e que procuram atender as necessidades e exigências que cercam nosso público-alvo, a
terceira idade, o que ressalta e valoriza a essencial integração entre comunidade local e acadêmica na disseminação de conhecimentos.
O Curso de Língua Inglesa, trabalho enfatizado neste momento, é uma das atividades
prestadas à população local através da UNATI, onde é exercida uma série de atividades lúdicas e ao mesmo tempo teóricas sobre a disciplina, fazendo com que os alunos assimilem
o conteúdo de maneira dinâmica e, ao mesmo tempo, se sintam incentivados a continuarem
participando das atividades oferecidas.
São desenvolvidas pelo curso diversas atividades, que se dividem em: aulas e reforços.
Durante as aulas são propostos os seguintes conteúdos: apresentação de filmes em inglês, letras e traduções de músicas, dinâmicas a partir da matéria lecionada (gramática), traduções de
textos, formulação de frases e expressões, entre outras. Ressalta-se que todas essas atividades
são oferecidas em nível básico, organizadas e executadas cuidadosamente, tendo sempre a
preocupação de transpor o conteúdo aos alunos de modo “não-traumático”, ou seja, respeitando as peculiaridades de assimilação da língua apresentadas pelos mesmos. Já nos reforços
é oferecido um espaço para esclarecimento de dúvidas do conteúdo passado em sala de aula.
Além ensinar uma nova língua aos alunos, ainda mais se tratando do Inglês, que hoje é
a lingua mais influente no mundo, o curso proporciona uma efetiva interação dos senhores,
senhoras e professores em cada aula ministrada, propiciando a troca de experiências vivenciadas por esses alunos e o mais importante, a valorização dos mesmos perante a sociedade.
A importância atribuída ao curso de Língua Inglesa da UNATI é significativa, pois a intenção deste trabalho é mostrar aos nossos alunos que não há idade certa para aprender algo
novo e que é preciso aproveitar todas as oportunidades que sugem em qualquer momento
de nossas vidas. Com isso, o curso constitui-se em uma demonstração de respeito, carinho
e afeto por essas pessoas que já tanto nos ensinaram e que ainda têm muito a nos ensinar.
Palavras-chave: Aprendizado, Inglês, Terceira Idade.
32
Cultura
1a. Mostra de Vídeo Popular de São Carlos
Djalma Ribeiro Junior - [email protected]
PEDRO DOLOSIC CORDEBELLO, VANESSA NASCIMENTO (bolsista de extensão)
Universidade Federal de São Carlos, DAC, Coordenadoria de Cultura - PROEx
A 1a. Mostra de Vídeo Popular de São Carlos pretende ser um espaco de divulgação das
experiências populares de realização audiovisual que vem acontecendo no Brasil. A programação da Mostra será construída por meio da inscrição gratuita de realizadores populares de
acordo com regulamento da Mostra. Além das exibições dos vídeos, previstas para acontecer
na UFSCar e em escolas públicas de Sao Carlos, serão promovidos debates sobre o cenário
do vídeo popular no Brasil. Nesse sentido, a Mostra se torna um espaço que permite realizar
um mapeamento da produção audiovisual popular, potencializando trabalhos de articulação
e ampliando o diálogo entre as produções audiovisuais populares e o conhecimento construído em âmbito acadêmico.A Mostra também permite divulgar as realizações audiovisuais
populares espalhadas pelo Brasil, colaborando para a promoção da diversidade cultural e
social. Realizar esta Mostra em São Carlos insere a cidade no panorama das mostras de vídeo
popular e aproxima a população sãocarlense de uma produção audiovisual pouco difundida.
Palavras-chave: Video, Popular, Comunicação
33
Cultura
1a. Semana de Teatro de São Carlos
Prof. Dr. WILSON ALVES BEZERRA, [email protected]
ANNA THERESA KÜHL, FELIPE STUCCHI DE SOUZA, BIANCA PULGROSSI
FERREIRA, MARCO DONIZETE PAULINO DA SILVA, ANITA RUEDA MARTINS
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O projeto surge da percepção de que a atividade teatral precisa ter um maior espaço na
universidade e na cidade, tanto no campo do pesquisa, ensino e extensão, quanto no processo de retomada e fortalecimento de grupos teatrais da cidade e da região. Assim, propõe a
criação da Semana de Teatro de São Carlos, na qual haja espaço para a reflexão teórica sobre
o teatro, conjugada à apresentação de espetáculos teatrais locais e de grupos convidados, e
palestra de diretores teatrais. Tais atividades são uma iniciativa para a criação de um Núcleo
de Estudos Teatrais na UFSCar, no qual a reflexão sobre a atividade teatral em suas múltiplas
dimensões tenha lugar e se consolide.
Palavras-chave: teatro, semana de teatro de são carlos, nelson rodrigues
34
Cultura
III Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação
PETRONILHA BEATRIZ GONCALVES E SILVA - [email protected], [email protected]
N’GHETER NAPAM SAMI, EDNALDO DOS SANTOS RODRIGUES, APARECIDO
ALMEIDA FERREIRA, SIMONE GIBRAN NOGUEIRA
Universidade Federal de São Carlos, DME, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O III Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação visa dar continuidade a iniciativa
histórica da UFSCar em 2008 que é resultado de uma parceira entre NEAB/UFSCar, Programa
de Ações Afirmativas, estudantes de grupos de cultura popular,estudantes africanos e indígenas,
estudantes do curso de Pedagogia da Terra e estudantes da Moradia. O projeto visa difundir a Memória Social e o Patrimônio Imaterial das culturas populares, dos povos indígenas, afro-brasileiros
e africanos por meio de ações culturais construídas pelos próprios estudantes pertencentes a estes
grupos e comunidades. Estas ações consistem em diferentes atividades que serão desenvolvidas
na UFSCar, em escolas públicas, centros culturais e outros espaços da cidade de São Carlos e região. Entre as atividades estão: Palestras e debates, grupo de estudo sobre cultura popular,oficinas
culturais, exposições, apresentações culturais, etc. O III Ciclo de Práticas Culturais Populares e
Educação visa dar continuidade a iniciativa histórica da UFSCar em 2008 que é resultado de uma
parceira entre NEAB/UFSCar, Programa de Ações Afirmativas, estudantes de grupos de cultura
popular,estudantes africanos e indígenas, estudantes do curso de Pedagogia da Terra e estudantes
da Moradia. O projeto visa difundir a Memória Social e o Patrimônio Imaterial das culturas populares, dos povos indígenas, afro-brasileiros e africanos por meio de ações culturais construídas
pelos próprios estudantes pertencentes a estes grupos e comunidades. Estas ações consistem em
diferentes atividades que serão desenvolvidas na UFSCar, em escolas públicas, centros culturais
e outros espaços da cidade de São Carlos e região. Entre as atividades estão: Palestras e debates,
grupo de estudo sobre cultura popular,oficinas culturais, exposições, apresentações culturais, etc.
Palavras-chave: Eventos, Comunicação, Cultura
35
Cultura
4º Contato - Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte
Eletrônica
Mariana Rodrigues Pezzo, [email protected]
Ricardo Rodrigues da Silva, [email protected]
TATIANA BIANCHINI PINHEIRO, SERGIO CARLOS FRAGALLI, RODRIGO
EDUARDO BOTELHO FRANCISCOUniversidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura PROEx
O CONTATO - Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica da UFSCar
é uma realização anual da Rádio UFSCar, CineUFSCar, Laboratório Aberto de Interatividade
para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) e Coordenadoria
de Comunicação Social da Universidade. Em 2010, o evento vai para sua quarta edição.
Seus principais objetivos são valorizar as produções artísticas locais, promover o intercâmbio cultural, oferecer atividades de aperfeiçoamento a profissionais e interessados nas áreas
abrangidas e integrar plataformas e circuitos de divulgação de movimentos culturais caracterizados pela produção colaborativa. O Festival oferece, a um público heterogêneo, shows
musicais, exibições cinematográficas, oficinas, debates, dentre outras atividades integradas.
Além dos cinco dias concentrados em outubro, há ações preparatórias ao longo de todo
o ano. O Festival é voltado a um público bastante heterogêneo em relação a faixas etárias,
características socioeconômicas e profissionais. Todos os eventos são gratuitos. A divulgação
abrange não apenas São Carlos e região, visando todo o público interessado em Arte e Cultura no País e, particularmente, no ambiente universitário nacional. Há atividades idealizadas
para públicos específicos e, também, eventos integradores.
Palavras-chave:Eventos, Comunicação, Cultura
36
Cultura
A preservação do patrimônio cultural aproximando a academia à sociedade
Mirdza Cristine Sichmann, CMU-UNICAMP, [email protected]
Prof. Dr. Marcos Tognon, CMU, IFCH-UNICAMP, [email protected]
O trabalho mostra que a Universidade está atendendo à busca da sociedade ansiosa em
fortalecer sua identidade cultural pela preservação de seu patrimônio histórico e cultural,
propiciando, assim, a aproximação da academia com a comunidade interna e externa.
O Centro de Memória da Unicamp (CMU) órgão de pesquisa e centro de documentação ligado à Coordenadoria de Centros e Núcleos da Unicamp (COCEN) atua na reconstrução da história sócio-cultural de Campinas e região. Para esse fim possui setores especializados como pesquisa,
publicação, biblioteca, arquivos histórico e fotográfico, história-oral e conservação-restauração de
documentos gráficos. Preocupado com a preservação do patrimônio histórico cultural de nossa
região e atento à crescente demanda de instituições responsáveis com a manutenção do patrimônio cultural, compartilha seu conhecimento firmando convênios e parcerias com órgãos públicos,
privados e da sociedade mais ampla. Com esse objetivo disponibiliza seus setores para participar
de atividades relacionadas à conservação de acervos em geral.
Valendo da formação profissional específica e experiência competente ao setor, o Laboratório de Conservação e Restauração vem ao longo de sua trajetória contribuindo na formação de multiplicadores de conhecimento. Nesse sentido, os últimos trabalhos realizados pelo
Laboratório foram dedicados ao atendimento à solicitação do treinamento ao responsável
do acervo referente ao patrimônio musical contemporâneo da Unicamp, CIDDIC/CDMC
(Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural/Centro de Documentação de Música Contemporânea); e segundo, a participação no projeto em andamento da Fapesp “Patrimônio Cultural Rural Paulista: espaço privilegiado para a pesquisa, educação e turismo”.
O primeiro enquanto trata do seu acervo, também objetiva orientar alunos do curso de
Música quanto à manipulação e guarda adequada á coleções especiais; e o outro já ofereceu
no âmbito do projeto a primeira oficina de preservação da memória impressa na Casa de Cultura de Mococa, SP, durante a semana universitária local voltada ao público de professores,
alunos, artistas plásticos, funcionários da área de cultura e proprietários rurais.
O trabalho envolve a aplicação prática da limpeza mecânica (higienização a seco), pequenos reparos no papel, acondicionamento, guarda e manuseio adequados ao acervo. São
estudadas e aplicadas técnicas de processamento adequadas e viáveis baseadas na realidade
institucional de cada um. É importante porque usa de recursos humanos do trabalho local e
regional também para tratar da documentação textual dando o seu valor dentro de um contexto significativo fortalecendo sua identidade cultural.
Palavras-chave: patrimônio histórico e preservação
37
Cultura
Aquarpa: a improvisação na prática musical e no ensino de
música
Prof. Dr. Eduardo Néspoli, [email protected]
THIAGO SALAS GOMES - bolsista de extensão
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Há a necessidade da formação de público para as diferentes formas contemporânea de
manifestação musical, tendo em vista a pluralidade cultural e o advento de novas tecnologias
que propõe novas formas de operação dos materiais sonoros. O objetivo desta atividade é
levar a um público diversificado a instalação sonora “ Aquarpa”, que integra instrumentos
musicais e sons ambientais em apresentações que envolvem a improvisação musical. Há também o objetivo de trazer profissionais da área de música e educação musical para a realização
das apresentações seguidas de oficinas, que serão oferecidas ao público da cidade de São Carlos. As apresentações deverão atingir um público variado, de diferentes idades e formação. O
presente projeto propõe a realização de apresentações e oficinas que utilizam uma instalação
sonora denominada “ Aquarpa” que é produto de pesquisa acedêmica com a construção de
instrumentos musicais, e que busca integrar diferentes tecnologias (acústica, elétrica e digital).
Utiliza instrumentos musicais construídos, captadores de contato e uma programação digital
realizada no ambiente de programação MAX MSP. MAX MSP permite a manipulação de
amostras sonoras em tempo real, que poderão ser executadas, manipuladas e processadas a
partir dos instrumentos acústicos ou através de dispositivos digitais específicos, como um
teclado MIDI. Com este sistema, torna-se possível a utilização musical de diversos materiais
sonoros extraídos de diferentes fontes. Do ponto de vista metodológico, o sistema permite
a investigação, o registro e a manipulação musical de sons ambientais, de modo que os registros realizados possam ser utilizados em composições e/ou improvisações musicais.
Palavras-chave: Educação musical, improvisação musical, tecnologia
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Cultura
Ação Cultural na Biblioteca Comunitária da UFSCar (BCO)
Ligia Maria Silva e Souza, [email protected]
LIGIA LEITE CASTELLI
Bolsistas de Extensão: ARIANE FLORIM, RAIANI CRISTINA CAVICHIA, GUILHERME
DERIGI AMBROZIO
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Oferecer uma opção de lazer para a comunidade universitária e, principalmente, para a cidade de São Carlos. A Ação Cultural da Biblioteca Comunitária da UFSCar compreende vários
projetos: Arte na Biblioteca, Dia Nacional do Livro Infantil, Cultura: Espaço BCo, Semana do
Livro e da Biblioteca da UFSCar. A BCo tem servido de laboratório para vários alunos de cursos
de graduação além de ser suporte primordial para o ensino em todos os níveis. Assim, através de
nossos serviços e atividades, contamos com a participação de bolsistas, estagiários e voluntários,
que muitas vezes são os responsáveis pela concretização de muitos eventos e realização de atividades de rotina. Essa oportunidade de trabalhar, aproveitando a disponibilidade dos alunos, permite
que eles adquiram experiência prática que os cursos de graduação, apenas com aulas teóricas,
acabam não oferecendo com frequência. Podemos enfatizar a participação de alunos do curso de
Biblioteconomia, Letras,Terapia Ocupacional, Pedagogia, Psicologia entre os que muito colaboram nessa troca de experiências, enriquecendo com idéias e sugestões nossas atividades e aprendendo, com muito estrutura e diversidade, na busca de referenciais para a vida profissional futura.
Procurando estender à toda comunidade a sua atuação como um centro de informação em todos
os níveis e para todos os fins, a BCo tem buscado desenvolver suas atividades também fora da
comunidade universitária, tentando atingir um público menos favorecido e portanto mais necessitado de informação, cultura e lazer. Tarefa essa muito difícil para um país que ainda não tem uma
cultura de leitura e de busca de informações como suporte para a conquista da cidadania. Palavras-chave: leitura, biblioteca, arte
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Cultura
Brinquedos, Jogos, Mukashis Banashis, Mangás e Haikus no
Cotidiano Escolar Brasileiro
Profa. Dra. Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, Faculdade de Ciências - Bauru, UNESP, [email protected]
fc.unesp.br
Claúdia Y. Tazaki; Faculdade de Ciências - Bauru, UNESP, [email protected]
Os preparos para as comemorações alusivas ao centenário da imigração japonesa no
Brasil nos mostraram um universo a ser estudado e que poderia ser temática na formação de
professores, sendo assim, em 2007, esse projeto de extensão foi elaborado para: desenvolver ações educativas que permitissem aos professores e alunos de educação infantil, ensino
fundamental, médio, universitário e a comunidade em geral a vivência conjunta do processo
ensino-aprendizado, com a temática decorrente da cultura japonesa no Brasil, a partir do
olhar do imigrante japonês sobre os fatos históricos e culturais (objetos lúdicos das crianças
japonesas brinquedos, jogos, doyo uta – músicas infantis, mukashi banashi – literatura infantil japonesa, raiku, mangá, festas Undo kai, Bon odori entre outras) no Brasil e no Japão.
Desde então, as ações decorrentes do projeto têm possibilitado o processo ensino-aprendizado nas diferentes áreas do conhecimento com foco na cultura nikei. No seu decorrer,
têm mostrado de diferentes formas, a vinda, instalação e as contribuições desse povo para
o nosso país; suas diferenças religiosas, fisionômicas, esportes, culinária entre outras, e que
com o tempo acabaram se tornando parte da vida brasileira. As ações educativas, formais e
informais, decorrentes do projeto permitem a articulação entre ensino, pesquisa e a extensão.
No que se refere ao ensino criou-se a possibilidade da realização dos Estágios e da Prática
de Ensino, do Curso de Educação Artística em situação escolar real por meio de projetos
exeqüíveis, nos quais os alunos ministram oficinas de haikus, contação de histórias (Mukashis
banashis) e mangas, essas por sinal com inúmeros pedidos de crianças e jovens, o que levou
a trabalhos de TCCs.
No que se refere à pesquisa está ligada ao projeto trienal, 2008-2010, da coordenadora
Asobi Mashou: Vamos brincar, os jogos e brincadeiras dos imigrantes japoneses no Brasil
e a TCCs de Pedagogia de Educação Artística. Ressaltamos que o projeto possibilita, ainda,
a interface pesquisa extensão junto à comunidade nipo-brasileira do Clube Cultural Nipo-brasileiro de Bauru, principalmente, junto ao Nihon Gakou (escola de língua japonesa com
as crianças), Fujin kai (grupo das senhoras) e Rodin kai (terceira idade), esse último grupo
como sujeitos da pesquisa trienal anteriormente citada.
As ações do projeto ganharam força em 2009, graças ao Convênio UNESP-Tenri University, em 2010 recebemos três alunos japoneses, que aqui permanecerão por um ano, o que
tem permitido a participação de alunos e professores para a troca de conhecimentos e de
intercâmbio entre as duas universidades.
Palavras-chave: Cultura. Educação. Multiculturalidade
40
Cultura
Cine UFSCar
ALEXANDRA LIMA GONCALVES PINTO, [email protected]
ELIANE COSTER, [email protected]
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O CineUFSCar é um projeto de extensão que já existe há 4 anos dentro da Universidade e
que tornou a UFSCar uma referência para projetos de exibição audiovisual/cinematográfica. Em seu quinto ano de atividade, um dos objetivos principais do projeto é a finalização do
seu Projeto Editorial, que está sendo elaborado através de um Grupo de Trabalho, formado pela equipe em parceria com representantes da comunidade acadêmica e da sociedade.
Este Projeto Editorial pretende fortalecer o CineUFSCar a fim de se multiplicar enfoques,
estratégias e pesquisas sobre exibição de cinema na universidade e na cidade de São Carlos.
Paralelamente a isso, pretendemos organizar o acervo do cinema, que se formou ao longo
desses 4 anos e que hoje necessita de um trabalho de catalogação para ser melhor utilizado.
E, principalmente, desenvolver novas parcerias e ações para estimular cada vez mais a participação da comunidade nas sessões do cinema e nos debates, o que envolverá um amplo
trabalho de divulgação nos bairros e na própria universidade.
Palavras-chave: cinema, cultura, educação
41
Cultura
Cine UFSCar Sorocaba
ANA LUCIA BRANDL - [email protected]
FABIANO DE OLIVEIRA SANTOS
Universidade Federal de São Carlos, Campus de Sorocaba, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O presente projeto visa dar continuidada a um cineclube na UFSCar/Sorocaba, com
exibições semanais de filmes em DVD. As exibições seguirão ciclos temáticos, onde o filme
principal será precedido de uma exibição de curta-metragens relacionados ao tema do ciclo
e seguida de uma discussão entre os participantes e um debatedor convidado. Por se tratar
de uma atividade nos moldes do CineUFSCar do Campus de São Carlos, propomos que o
nome da atividade seja CineUFSCar/Sorocaba. O CineUFSCar/Sorocaba tem como objetivo exibir gratuitamente filmes fora do circuito comercial, com ênfase nas produções nacionais, buscando integrar a comunidade universitária e a comunidade local. Um outro objetivo
importante é o de promover a diversidade de leituras audiovisuais, contribuindo para que a
Universidade tenha o papel de ser um espaço plural e democrático na formação cultural, política e social no meio onde ela está inserida. Nosso público-alvo são principalmente os alunos,
professores e funcionários da UFSCar/Sorocaba, para as exibições realizadas no campus.
Palavras-chave: Cinema,Cultura, Universidade
42
Cultura
CineExtensão UNIFESP Diadema
Carolina Vautier-Giongo (Docente), Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Juliana Castilho, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
O presente projeto tem como objetivo a apresentação de documentários, seguidos de
debates sobre temas ligados às áreas de atuação dos cursos de Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Engenharia Química, Farmácia-Bioquímica, Licenciatura Plena em Ciências,
Química e Química Industrial,oferecidos pelo Campus Diadema da Universidade Federal
de São Paulo. Os documentários abordam temas de caráter cultural, educacional, cientifico
ou ideológico, visando atuar na promoção da interdisciplinaridade e no desenvolvimento do
espírito crítico e da capacidade de construção de novos saberes nos graduandos. Também é
estimulada a criação, por parte dos graduandos, de documentários focados na a realidade da
comunidade acadêmica do campus e da comunidade onde a universidade encontra-se inserida, na cidade de Diadema. Já estão em discussão dois temas para elaboração de documentários: A Comunidade da Ong Beija-Flor e Leitores de Diadema e da UNIFESP Diadema.
Os estudantes que mais freqüentam as apresentações do CineExtensão são do curso de
Licenciatura Plena em Ciências (46 %), seguido dos estudantes de Ciências Biológicas (30 %),
Engenharia Química (7 %), Ciências Ambientais (7 %), Química (7 %), Farmácia-Bioquímica
(4,5 %) Química Industrial (4 %).
Palavras-chave: Extensão, Documentários, Interdisciplinaridade.
43
Cultura
Cinema 3D - Apoio ao Cine UFSCar e ao Cine São Roque
LEONARDO ANDRADE - [email protected]
PEDRO GARCIA ABILLEIRA DE CASTRO (bolsista de extensão)
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Através de pesquisa científica que vem sendo desenvolvida desde 2002, alguns filmes em versão digital 3D foram recuperados para serem exibidos com um computador e projetor digital convencional, desde que os espectadores possuam óculos de filtros coloridos. Através desta atividade,
pretende-se exibir filmes codificados dessa forma, trazendo a possibilidade do público conhecer
filmes em três dimensões.A atividade prevista visa apoiar duas outras atividades em andamento na
UFSCar, o Cine UFSCar e o Cine São Roque, com sessões especiais de cinema 3D. Metodologia:
Um curta-metragem (intitulado ‘Ciranda’), foi realizado por equipe do DAC (Depto. de Artes e
Comunicação), e poderá ser exibido antes das sessões propostas. Além desse curta, existe a possibilidade de exibição de curta-metragens da década de 50 e 60, que também podem ser exibidos
antes da sessão principal. Está em andamento a codificação dos filmes Coraline, 2009 e Expresso
Polar, 2008, além do proponente possuir em seu acervo uma grande gama de filmes que podem
ser exibidos, de acordo com o ciclo proposto.
Palavras-chave: cinema, estereoscopia, codificação de vídeo
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Cultura
Circuito Científico Cultural: A Educação Através da Ciência
e da Cultura
Ruth Künzli, Faculdade de Ciência e Tecnologia - FCT, UNESP, [email protected]
Caio Gabriel Marques Sousa, Faculdade de Ciência e Tecnologia - FCT, UNESP, [email protected]
Fernanda Regina Fuzzi, Faculdade de Ciência e Tecnologia - FCT, UNESP, [email protected]
Fernando Pereira Dias, Faculdade de Ciência e Tecnologia - FCT, UNESP, [email protected]
A Faculdade de Ciências e Tecnologia - UNESP Campus de Presidente Prudente oferece
à comunidade em geral e às Escolas Públicas e Particulares do município de Presidente Prudente e região a oportunidade de visitarem vários setores da Faculdade, dentre eles, podemos
citar o Centro de Museologia, Antropologia e Arqueologia- CEMAARQ, o Laboratório de
Sedimentologia e Análise de Solo, a Estação Meteorológica, a Sala de Leitura, o Centro de
Ciências a o Show de Química com a trupe Quimiatividade.
Para melhor atender os visitantes e também para ampliar o potencial de atendimento das
visitas estes setores se uniram e criaram o Projeto denominado Circuito Cientifico Cultural,
articulando assim todos estes Setores de Atendimento, com monitores treinados para conduzirem os alunos e professores visitantes, de modo a aproveitar melhor seu tempo disponível
para conhecerem os diferentes setores disponíveis a visitação.
O projeto proporciona um papel importantíssimo tanto para a formação dos monitores
quanto para o melhoramento das condições dos setores abertos e inclusos no Circuito Científico Cultural; busca o diálogo com a comunidade, mobilizando diferentes saberes, dentre
estes se destacam aqueles ligados à compreensão das relações entre a sociedade, a educação,
a cultura e a ciência, favorecendo a construção de processos coletivos e participativos, permitindo assim relacionar diferentes formas de conhecimento.
Até o momento o projeto apresenta resultados bastante positivos, pois os setores estão sincronizados, tendo havido uma melhora na qualidade das explicações e exposições devido ao fato
da boa qualificação dos monitores; com isto, o número e a qualidade das visitas vêm aumentando.
Palavras-chave: Educação, Ciência e Cultura
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Cultura
Como Surge o Broto? E, depois dele, outro?
Marlene A. Schiavinato (Docente), Instituto de Biologia, Unicamp, [email protected]; Ana Carolina
Pereira de Castro R. Bastos, Faculdade de Educação, Unicamp, [email protected]; Fernanda Salgado
Guassi, Faculdade de Educação, Unicamp, [email protected]; Marina Seneda, Faculdade de
Educação, Unicamp, [email protected]
O trabalho prático vem sendo desenvolvido no Espaço de Vivências Ambientais da Moradia Estudantil da Unicamp (Barão Geraldo, Campinas) desde outubro de 2009. Nosso
grupo - Sementes Crioulas - se prepara para imaginar este trabalho como um pequeno Teatro
da Memória de bambu e tecido: contar as estórias das sementes, das árvores e de ervas medicinais para crianças de todos os cantos. Nossa estória, uma aproximação aos mitos arcaicos,
especialmente a mitologia indígena brasileira, contos milenares, que foram transmitidos de
geração a geração, gravados na memória dos que contam e dos que ouvem.
A partir da atuação dos educadores durante o ano de 2010, com o apoio da Pró-Reitoria de
Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp (PREAC) foi construído o Viveiro para cultivo de espécies comestíveis de ciclo curto,de mudas de plantas arbóreas e de ervas medicinais.
Além disso, criamos o Peneirador de composto “Gira-gira” e o Esterilizador de composto avapor
“Maria Fumaça”. No presente momento, estamos plantando com as crianças da Sociedade Pró-Menor uma horta circular. Estruturamos também o Ateliê de pintura e argila.
Como recriar estórias de índios? Como partilhar as estórias das ervas, das árvores seus
usos e possibilidades com crianças de todos os cantos? As atividades práticas com as crianças,
professores, monitores e educadores são desenvolvidas como vivências ambientais semanais
com duração de 2 horas. A elaboração das atividades práticas de co-criação com professores,
educadores e monitores se dá semanalmente, com duração de 2 horas.
Sociedade Pró Menor, externa à instituição de ensino superior: as atividades com as
crianças já estão incorporadas ao calendário oficial da instituição, tendo a participação de
crianças de 6 a 9 anos desde 2009. Essas atividades correspondem às oficinas ministradas
pelos educadores em diversas áreas estruturadas conforme o processo de criação da cenografia: terra, semente, raiz, caule, copa, viveiro, horta, compostagem, ateliê, criação sustentável,
estandartes das estórias das árvores e ervas. Além das crianças e professores destas instituições, alunos atendidos pelo programa da Moradia Estudantil da Unicamp e os estudantes da
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) também são beneficiados com a proposta.
Palavras-chave: vivência ambiental, semear, cultivar e colher, educação.
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Cultura
Coordenadoria de Cultura da UFSCar: projetos e políticas
culturais
Ilza Zenker Leme Joly - [email protected]
Djalma Ribeiro Junior - [email protected]
Profa. Dra. Marina Silveira Palhares - Pró-Reitora de Extensão
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
A Coordenadoria de Cultura (CCult) está vinculada a Pró-Reitoria de Extensão da UFSCar e é
responsável pela articulação entre os projetos de extensão relacionados às artes e a cultura de uma
forma geral. A CCult desenvolve suas atividades baseada no processo de ensino-aprendizagem e
nas demandas da sociedade em geral, portanto, não se constitui como mero apêndice do processo
acadêmico, mas coloca-se como um agente articulador entre o ensino e a pesquisa e assegura a indissociabilidade das três áreas; por meio das atividades realizadas com temas ligados aos diversos
domínios culturais (Artes Cênicas; Artes Visuais; Audiovisual; Cultura; Dança; Literatura; Música
e etc.) e nos mais variados campos de apresentação e representação da cultura, constrói um espaço
permanente de reflexão para a construção da política cultural da Universidade, direcionando esforços para que a Universidade se comporte e assuma suas funções de criação e difusão de cultura
e arte em constante diálogo com as comunidades e grupos populares. Para esta construção na
UFSCar temos promovido seminários de reflexão, que tem por fio condutor eixos temáticos que
parecem contemplar as ações culturais do entorno. Estes Eixos Temáticos não são estanques, pelo
contrário, são abertos e estão constantemente em construção. São eles: AMÉRICA LATINA E
POVOS DO SUL, que visa pensar a cultura desde a América Latina e de nossas raízes africanas
permite nos ampliar as nossas visões de mundo e nos enraizarmos em um contexto histórico-cultural de resistência anti-hegemonica e de promoção da cultura popular. ARTE E CIÊNCIA
EM MOVIMENTO, que pretende valorizar as ações e os processos artísticos que vem sendo
desenvolvidos nas mais diversas áreas culturais e que caminhem em uma perspectiva de diálogo
com o saber e a arte popular. Denominar este eixo temático de Arte em Movimento é explicitar
o caráter dinâmico da arte em constante sintonia com o seu momento histórico. ECONOMIA
DA CULTURA, eixo que tem por foco contribuir com o debate acerca da economia da cultura e
os processos de estruturação de cooperativas relacionadas às mais diversas áreas culturais em uma
perspectiva humanizadora que valorize a criação e a expressão do indivíduo dentro de uma coletividade. CULTURA E SOCIEDADE, cujo objetivo principal é manter um constante diálogo
entre os saberes construídos em âmbito acadêmico, em relação a cultura e os saberes populares.
Este diálogo, acreditamos, é a base da construção de uma relação cada vez mais humana entre a
Universidade e a sociedade em geral. Neste sentido, este eixo temático prioriza ações e processos
que aproximem cada vez mais a Universidade da sociedade de forma dialógica e respeitosa, afirmando as diferenças culturais como possibilidade de desenvolvimento humano e se fortalecendo
nas diversidades culturais.
Palavras-chave: Cultura,Gestão cultural, Cultura e universidade
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Cultura
Criação e Difusão de um acervo digital de documentários
PATRICIA SALTORATO - [email protected], [email protected]
Universidade Federal de São Carlos, CAc-Sor - Coordenação Acadêmica de Sorocaba, Coordenadoria de
Cultura - PROEx
A relevância acadêmica da presente proposta de extensão justifica-se por fazer convergir
as áreas de pesquisa e ensino (Trabalho, Tecnologia e Organizações) da proponente, à medida que engloba documentários sobre temas como a financeirização da economia e da produção, inserida no contexto da adoção do projeto político neoliberal e os impactos desta sobre
a engenharia de produção e da sociedade em geral. Além desta classe de documentários, o
acervo ainda conta com uma vasta gama de programas de interesse de outras disciplinas e
cursos de todos os campi da UFSCAr, como química, física, engenharia de materiais, sociologia, administração, economia, estatística, geografia, biologia, agronomia, etc... A relevância
social está em difundir informações sobre a atuação de grandes organizações, muitas vezes,
restritas à comunidade acadêmica e que por meio dessa proposta poderia aumentar a conscientização dos cidadãos na suas tomadas de decisões e em seus posicionamentos frente a
organizações e as conseqüências destas sobre assuntos que lhes dizem respeito como consumo, meio ambiente, monopólios, alimentos geneticamente modificados, políticas públicas,
mídia corporativa, etc... O principal objetivo visa à sistematização e difusão de um acervo
digital de documentários relativos ao papel e à atuação das organizações em nossa sociedade.
No âmbito acadêmico, é de grande valia, a utilização de diversas formas de interação com os
alunos, tanto em salas de aula como através da promoção de ciclos interdisciplinares onde
a utilização de itens do acervo proposto facilitaria tais iniciativas. E, no âmbito social, como
exposto anteriormente, o objetivo é a difusão de informações importantes que envolvem as
organizações e os cidadãos que delas dependem.
Palavras-chave: documentário,mídia comunitária, educação
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Cultura
Cultura Indígena em Escolas de Ensino Básico no Município
de Cruzeiro do Sul, Acre
Heidi Soraia Berg, [email protected]
Manoel De Paula Sabóia
José Alessandro Cândido da Silva, [email protected]
Universidade Federal do Acre, Campus Floresta
O Projeto Cultura Indígena foi desenvolvido como parte integrante da disciplina Didática Intercultural (90H/A). O projeto contemplou, sob a forma de aulas de 04 horas, a
discussão e reflexão sobre temas do universo sócio-cultural e cosmológico indígena. Essas
aulas foram ministradas por discentes de graduação do curso de Formação Docente para Indígenas da Universidade Federal do Acre, Campus Floresta, e priorizou o enfoque de temas
relacionados à cultura indígena, medicina tradicional, manejo e aproveitamento dos recursos
naturais, linguagem, artes, entre outros. A execução do Projeto Cultura Indígena foi realizada
em escolas estaduais e municipais de ensino fundamental e médio do município de Cruzeiro
do Sul, Estado do Acre, no período de 31 de outubro a 28 de novembro de 2009. O objetivo
do projeto foi divulgar temas da Cultura Indígena entre crianças e jovens, ao atender a lei
11.645/08, que tornou obrigatória a inclusão da temática indígena e afro-brasileira na rede de
ensino. Deste modo, incentivou-se o intercâmbio de conhecimentos, saberes e práticas entre
os participantes, em temas indígenas relevantes, bem como o estabelecimento e registro de
conexões e diálogos pertinentes entre tais sistemas de conhecimento. A experiência de trabalho de orientação e planejamento das atividades de docência intercultural pode ser aproveitada para os preparativos dos estágios supervisionados do Núcleo de Estudos Aprofundados,
durante as fases presenciais e ter continuidade durante a realização dos estágios previstos
para as fases intermediárias de 2010 a 2012 do curso de Formação Docente para Indígenas.
Palavras-chave: cultura indígena, docência, interculturalidade.
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Cultura
CULTURARTE: Extensão em Mão Dupla
Águeda Aparecida da Cruz Borges; Maria Claudino Silva Brito, ICHS/Curso de Le-tras, “Campus”
Universitário do Araguaia-CUA/UFMT, [email protected]
Aproveitando a oportunidade do 1º Congresso Paulista de Extensão U-niversitária e 3º
Congresso de Extensão Universitária da Unicamp, propomos apresentar um Projeto de Extensão, o CULTURARTE, que se desenvolve des-de 2003, no “Campus” Universitário do
Araguaia, da Universidade Federal do Mato Grosso, em Barra do Garças-MT.
O objetivo do Projeto consistiu, num primeiro momento, em identificar artistas populares de
diversas naturezas, tanto dentre os alunos da Universidade quanto na população da cidade.
Com a contribuição de um bolsista, foi feito um catálogo identificatório e a partir daí um
cronograma de atividades a serem desenvolvidas.
A cada quarta-feira, após convite antecipado, um dos artistas ou grupo de artistas fazia
uma apresentação no Auditório da Universidade, as atividades eram intercaladas com apresentações de trabalhos dos alunos e exposição de resultados de outros Projetos dos vários
Cursos do Instituto, de modo a criar um espaço de sociabilidade e diálogo entre as diversas
áreas de conhecimen-to
O Projeto foi criando corpo e, atualmente, como estou afastada para mi-nha capacitação
em doutorado, está sob a coordenação da profª. Maria Clau-dino Brito e passou a fazer parte
de um Programa maior: O PBOL, “Projeto Bi-blioteca Oficina” que conta, além das atividades do CULTURARTE, com o A-BRACADABRA: CONTADORES DE HISTÓRIAS e o
VOZES DO CERRADO: DECLAMADORES DE POESIA.
No entremeio das programações, são oferecidos cursos, oficinas, mos-tras, exposições e
outros.
Esse tipo de extensão tem via de mão dupla, pois tanto a Universidade vai à sociedade
quanto a sociedade vem para a Universidade, num movimento de ensino e aprendizagem que
envolve as duas partes.
Outro ponto relevante é a valorização da arte/artistas da cidade, como: violeiros, grupos
de catira, grupos de dança: Hip Hop, Street Dance, por um lado e, por outro o encontro com
professores e alunos da rede pública e priva-das na leitura, ‘contação’ de histórias, declamação de poesias. Isso exige o trabalho de seleção, estudo das obras, conversa com autores.
Podemos afirmar que o Programa como um todo vem contribuindo para que a Universidade se reconheça, cada vez mais, não como parte, mas como a própria sociedade.
Palavras-chave: Extensão, Programa Biblioteca Oficina, Culturarte.
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Cultura
Dança Contemporânea
ANTONIO JOAQUIM DOS SANTOS –[email protected]
LIVIA DE LIMA REIS, HÉLIO MÁRCIO PAJEU (bolsistas de extensão)
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Inclusão Social através da dança. Multiplicidade e diversidade caracterizam o universo da
dança cênica na atualidade.Corpos híbridos nascidos da contaminação entre fontes culturais,
técnicas corporais e gêneros artísticos distintos.É raro observar hoje um corpo que dance
construído através de uma técnica específica.Em sua formação, os artistas têm acolhido elementos distintos e vezes díspares de práticas corporais que vão da dança às artes marciais, da
yoga a dança contemporânea.Os referenciais ainda nítidos que a dança moderna delineava deram lugar à noção de desterritorialização, ou seja, a perda de territórios permeando a relação
de dança com outras artes e áreas do conhecimento.Misturas estas que se apresentam “ilusórias na medida em que o corpo do bailarino não for tocado”. Muitos são as estéticas de corpo
possíveis na cena da dança. Há que se descobrir novos termos para designar as danças resultantes de tamanha contaminação entre áreas.No que se refere à dança contemporânea, não toda
dança que é coetânea, mas aquela que apresenta uma organização de movimentos com determinadas especialidades técnicas e estéticas, evidenciando-se presença de um caráter investigativo que leva a novos registros corporais.Reafirma-se hoje a figura do “criador interprete” nomenclatura que referencia um percurso de pesquisa do profissional em seu próprio corpo em busca de uma espécie de resolução investigativa.Este formula novas perguntas com o seu
corpo para que possam caminhar em algum tipo de procedimento técnico e metodológico.
Como se lhe tirassem as certezas, os resquícios de movimento de um tempo clássico, alguns criadores de dança contemporânea abrigam-se numa nova ciência.Não se contentam
em se utilizar somente de uma gramática corporal construída até então via dança clássica e
moderna.O corpo virtuoso coexiste com o que se permite dançar assumindo sua precariedade e transitoriedade. Mas estas “novas Hipóteses” precisam estar sempre presentes no corpo,
e não somente enquanto recurso temático ou veiculação de mídias (relações com artes plásticas, teatro, vídeo e outras tecnologias). Propaga-se uma dança contemporânea que assume
a fragmentação, a desconstrução e a simultaneidade como possibilidades de existência no
mundo.Os princípios são norteadores da modernidade como a ordem, a estrutura, o centro
e a linearidade, são substituídos por outros como a multiplicidade, a descentralidade e a nãolinearidade.A noção de simultaneidade dissolve a hierarquia no próprio corpo e a relação
deste com os outros corpos e o espaço na cena da dança.
Palavras-chave: dança,movimento, corporeidade
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Cultura
Eventos Culturais no Campus de Araras
NORBERTO ANTONIO LAVORENTI - [email protected]
MARIA LUCIA ZIANI DE CERQUEIRA LUZ, VANIA MARIA DE OLIVEIRA
Universidade Federal de São Carlos, Campus de Araras, Coordenadoria de Cultura - PROEx
As atividades dentro do projeto de Eventos Culturais no campus de Araras tiveram início
em 2006 quando o Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar), em comemoração dos seus 15 anos de existência, criado a partir da incorporação
pela Universidade das unidades paulistas do extinto Programa Nacional de Melhoramento
da Cana-de-açúcar (PLANALSUCAR), ligado ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA),
realizou uma programação de eventos e atividades culturais para promover a integração da
Universidade com a população local e ampliar a visibilidade da marca UFSCar e CCA não
só por meio da imprensa, como também por formas mais diretas com os ararenses. Com o
retorno positivo alcançado em 2006, o projeto de Eventos Culturais no campus de Araras
repetiu-se em 2007, abrangendo ainda mais a participação dos ararenses em movimentos
culturais promovidos pela Universidade e vice-versa. Em 2008 as atividades ficaram mais
focadas aos alunos do Centro com o objetivo de consolidar na comunidade acadêmica a
importância da participação de todos na elaboração das atividades. Para isso, além de implantarmos o projeto “Curta no Almoço” em Araras, que é uma extensão do CineUFSCar para
o campus, foi realizada a Jornada Cultural Estudantil e estimulada a participação de grupos
artísticos de alunos, professores e funcionários do CCA. Em 2009, aproveitando o momento de expansão do campus com a implantação dos novos cursos, as atividades foram mais
focadas ao público externo com o intuito de aproximar o CCA da comunidade, tornando-o
mais conhecido na cidade e região. Foram realizadas diversas atividades, como a “Jornada das
Estrelas”, evento em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia (que para atender
a demanda contou com duas edições, uma em junho e outra em outubro), o “Isso é UFSCar,
isso é Araras”, a apresentação da Orquestra Experimental da UFSCar no Teatro Estadual de
Araras, e também os eventos voltados à comunidade interna, como a “I Jornada Acadêmica
do CCA”, e a “Semana da Consciência Negra”. Além destes eventos, foram realizadas visitações ao campus, por meio de agendamento com escolas em datas alternadas e também recreações, envolvendo os alunos dos cursos de licenciaturas, entre outras atividades. Para 2010 a
proposta foi aumentar o número de atividades culturais, expandindo novamente os eventos
para a cidade, agregando parcerias locais que contribuam com a divulgação e expansão do
Centro. Com a chegada dos alunos dos novos cursos criados a partir do Reuni, o projeto de
Eventos Culturais no campus de Araras reforça a importância de se tornar uma ferramenta para a propagação cultural e integração entre alunos, calouros e servidores docentes e
técnico-administrativos, e também para com a comunidade local e regional.
Palavras-chave: Cultura, Música, Teatro
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Cultura
“Fontes Judiciárias: Organização do Arquivo do Fórum da
Comarca de Assis”
Profª Drª Célia Reis Camargo; [email protected] e [email protected]
Piter Bruno Martins, [email protected]
Faculdade de Ciências e Letras de Assis - Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Pelo Convênio firmado entre a Reitoria da Unesp e o Tribunal Superior do Estado de
São Paulo, em Março de 1991, o Arquivo do Fórum da Comarca de Assis se encontra sob
custódia do CEDAP - Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa – unidade auxiliar da
Unidade. Dentre os muitos objetivos do projeto de organização se destacam a preservação
da memória e do patrimônio histórico-cultural da região aliada à prática de pesquisa e ao manejo de fontes pelos bolsistas. Também inclui o desenvolvimento da análise e sistematização
de informações referentes ao conteúdo documental, dando suporte aos docentes, alunos e
comunidade para suas necessidades de pesquisa e consulta a documentos de valor histórico
e a conjuntos de informações de interesse científico e cultural.
O projeto está diretamente relacionado com a pesquisa, na medida em que organiza e
disponibiliza uma importante fonte de informação social, em diversas áreas do conhecimento como a História, Antropologia, Sociologia, Linguística, Direito, Psicologia entre outros,
ou seja, está em consonância com o objetivo maior do Centro de constituir bases sólidas de
informação indispensáveis ao desenvolvimento científico e cultural. Articula-se com o ensino porque complementa a formação dos alunos que atuam no projeto, tornando-os aptos
para as novas demandas do mundo do trabalho, especialmente em Centros de Memória,
Arquivos e instituições culturais que preservam a memória e o patrimônio histórico, literário
e científico do país.
A documentação jurídica representa valiosa fonte para pesquisa dada a riqueza de informações, conflitos e interpretações que nos oferece. O arquivo em questão traz à tona todos
os processos de diversos municípios da Comarca entre o período de 1875 a 1985. Sua organização e posterior disponibilização é imprescindível para o desenvolvimento da pesquisa
no âmbito regional e local. A organização e informatização do Arquivo só tem sentido na
medida que cumpra sua função primordial de informar e gerar conhecimento público.
Palavras-chave: Fontes Judiciárias, Comarca de Assis, Processos Cí-veis-Criminais.
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Cultura
Formação de orquestras comunitárias na UFSCar
Profa. Ms. Maria Carolina Leme Joly, [email protected]
Profa. Dra. Ilza Zenker Leme Joly, [email protected]
Juliane Raniro
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O projeto “Orquestra” aglutina as atividades de formação musical e de prática de conjunto
instrumental que recebe e dá continuidade aos alunos provenientes dos cursos de musicalização e
outros projetos musicais mantidos pelo mesmo programa. A estrutura metodológica do projeto
prevê direntes tipos de orquestra: 1) a que chamamos de Pequena Orquestra da UFSCar, orquestra
essa que introduz ao aluno à prática musical de conjunto e portanto desenvolve um repertório de
orquestra para músicos iniciantes. Já estamos em processo de formação do 4º núcleo desse tipo de
orquestra. Na “Pequena Orquestra” sempre buscamos priorizar um repertório de música brasileira, geralmente advindo de canções e danças da cultura popular. 2) A Camerata Vivace, composta
só por instrumento de cordas e que desenvolve um repertório baseado na tradição da música erudita. 3) um outro tipo de orquestra caracteriza-se como uma orquestra comunitária que se dedica
ao estudo, pesquisa e desenvolvimento de um repertório musical e prática de conjunto, voltados especialmente para a cultura brasileira. Esse núcleo de orquestra tem sido denominado de Orquestra
Experimental da UFSCar e aglutina músicos de todas as idades (desde 12 anos até 69 anos) oriundos de cursos de graduação e pós-graduação da UFSCar e de todos os segmentos da sociedade
de São Carlos. Essa orquestra acolhe também os alunos do curso de Licenciatura em Educação
Musical da UFSCar seja em disciplinas voltadas para prática de orquestra, seja em disciplinas voltadas para direção de conjuntos musicais. As orquestras têm acolhido um número significativo de
alunos de diversos cursos de graduação e pós-graduação da UFSCar e elas tem provado que são
núcleos propícios para o desenvolvimento da cultura geral dos alunos da universidade, além de
servir como núcleo acolhedor para desenvolvimento das habilidades humanas e sociais das pessoas envolvidas. O trabalho em grupo é sempre um meio importante para acolher alunos iniciantes
na universidade e conduzí-los a uma rotina de vida universitária saudável e construtiva no que diz
respeito aos hábitos sociais de respeito, sociabilidade, pontualidade e responsabilidade. Os núcleos
de orquestra são ainda importantes para a socialização e integração dos mais diferentes alunos dos
cursos da UFSCar, à medida que elas são projetos de formação continuada, com grupos definidos
e que realizam encontros, viagens e inúmeros ensaios coletivos no decorrer do ano. Ao longo de
seus 17 anos de atividade, o projeto de orquestra da UFSCar já acolheu alunos que entraram para
a orquestra ao ingressar em um dos cursos de graduação da UFSCar e permaneceram nela durante todo o curso de graduação, mestrado e doutorado. No ano de 2004, os núcleos de orquestra
começam a receber os alunos do Curso de Licenciatura em Música com habilitação em Educação
Musical. Além disso, a informação de participação em atividades de orquestra tem sido um diferencial em currículos de alunos que procuram estágios e/ou ingressam no mercado de trabalho.
Palavras-chave: orquestras comunitárias, música instrumental, educação e cultura
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Cultura
Gerocine - Análise Compreensiva do Processo de Envelhecimento Humano Sob o Espectro do Cinema”
WILSON JOSE ALVES PEDRO - [email protected]
SOFIA CRISTINA IOST PAVARINI, MARCIA REGINA COMINETTI, VANIA
APARECIDA GURIAN VAROTO, FABIANA DE SOUZA ORLANDI, MARISA SILVANA
ZAZZETTA DE MENDIONDO.
Universidade Federal de São Carlos, DEnf, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Esta atividade tem por objetivo promover a parceria e o intercâmbio de ações sócio-educativas sobre o processo de envelhecimento ativo e saudável no âmbito da promoção da saúde e da
cidadania através da exibição e debate de filmes que abordem a temática envelhecimento humano.
Poderá acontecer nas dependência da UFSCar e/ou em espaços culturais do município. A literatura do campo da Gerontologia aponta que “apesar da velhice não ocupar um espaço central na
temática cinematográfica, são inúmeros filmes que geram, em luz e sombra, múltiplas imagens do
envelhecimento humano, propiciando uma possibilidade a mais de se entender a velhice e compreender sua influência cultural na produção cinematográfica” (OLIVEIRA, MLC. O processo
de viver nos filmes: velhice, sexualidade e memória em Copacabana. In: Contexto Enfermagem,
Florianópolis, 2007 - Jan-Mar, 16(1):157-62). A proposta está sintonizada com o Projeto Político
Pedagógico do Curso de Graduação em Gerontologia e visa promover a análise e discussão,
compreensiva e crítica sobre o processo de envelhecimento humano sob o espectro do cinema.
Há uma grande produção nacional e internacional sobre o processo de envelhecimento, que pode
e deve ser objeto de diálogo e estudo, não apenas dos profissionais em formação, pois retratam
as representações sociais e o imaginário social da velhice, matéria-prima do futuro profissional;
mas da coletividade em geral. Além disto, o ensino, a pesquisa e a extensão, precisam ser perscrutados de modo integrado, propiciando canais de interlocução entre a comunidade acadêmica e a
comunidade local.
Palavras-chave: Gerontologia, Envelhecimento Ativo-Saudável, Ações Sócio-Educativas
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Cultura
Inteligência Coletiva - Clube dos Saberes
Sidnei José Casetto, Campus Baixada Santista, UNIFESP, [email protected]
Aurélio Keiji Miyaura, Campus Baixada Santista, UNIFESP, [email protected]
Bruna Mazzini da Silva, Campus Baixada Santista, UNIFESP, [email protected]
Fernanda Braz Tobias de Aguiar, Campus Baixada Santista, UNIFESP, [email protected]
De reuniões semanais em 2006 de um grupo de estudantes, técnicos e docentes da UNIFESP Baixada Santista, preocupados com o tema da universidade pública e a formação ampliada, surgiu a proposta da Inteligência Coletiva - Clube dos Saberes, como uma estratégia
de circulação de conhecimentos distribuídos indistintamente entre os seus componentes. A
idéia era, numa instituição de espaços e funções bastante demarcados em relação ao saber e
ao poder, como a universidade, criar outra ágora de intercâmbio de conhecimentos, reconhecendo as singularidades e favorecendo a desierarquização dos sujeitos. Pretendia-se também
abrir espaço para saberes não valorizados na academia, mas que sobrevivem pelo cultivo das
pessoas em territórios estrangeiros ao universitário.
Dentre esses, um destaque foi o do saber de Alessandro Cardoso, segurança da universidade, praticante de dança de rua por muitos anos, atualmente coreógrafo. Em abril de 2010,
três estudantes propuseram que fosse realizada uma oficina de dança de rua ministrada por
ele. A divulgação não precisou ser intensa e logo surgiram muitos interessados. Em meio a
essas oficinas que se tornaram aulas, emergiu um grupo com a idéia de montar uma coreografia para ser apresentada. A partir de então, o grupo transformou as aulas em ensaios. O
coleguismo foi se tornando amizade e não havia mais Alessandro Cardoso segurança, e sim
Sandro, coreógrafo, amigo.
A expressão da potência dessa experiência foi a apresentação da coreografia ensaiada, em
evento anual do campus, a UNIFESTA, que tem como proposta a apresentação de variadas
expressões artísticas, sendo espaço aberto a estudantes, docentes, pessoal técnico-administrativo e terceirizado.
O grupo de dança foi muito aplaudido, mostrando que um reconhecimento antes inexistente pôde ser conquistado. Foi no espaço disponibilizado por esse projeto de extensão
que o saber transmitido ganhou forma. A desieraquização se torna visível na fala do próprio
Alessandro, que ministrou as aulas: “aquele professor da universidade nunca me cumprimenta de manhã, mas hoje ele veio me dar os parabéns”. É nessa mudança de papel e nas
possíveis relações diferentes que apostamos: colocar em prática uma visão de conhecimento
caracterizada pela ampliação dos espaços de sua transmissão e reconhecer a diversidade do
conhecimento existente no coletivo e torná-la potente, valorizando as singularidades e identificando nelas o que pode ser posto em trânsito, favorecendo as trocas entre as pessoas.
Palavras-chave: Clube dos saberes, Inteligência coletiva, Dança de rua.
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Cultura
Luz, câmera... dança: um panorama sobre o cenário da dança de rua na cidade de São Carlos, pela perspectiva de um
coletivo de realização audiovisual
Djalma Ribeiro Junior e Leonardo de Andrade - [email protected]
Colaboradores da Comunidade: JOSUÉ FRANCISCO LAZARO, WILLIAN VANTUIL DA
COSTA VICENTE, ANDRÉIA CAROLINA VIVEIRO, ANA TAMIRES PICOLI
Universidade Federal de São Carlos, DAC, Coordenadoria de Cultura - PROEx
No ano de 2008, um grupo de dança de rua denominado Arte Urbana passou por uma
experiência de criação audiovisual coletiva que pode ser acompanhada de forma pormenorizada na dissertação denominada “Criação audiovisual na convivência dialógica em um
grupo de Dança de Rua como processo de educação humanizadora” que foi desenvolvida no
Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal de São Carlos. Frutos
desta experiência são o vídeo “Família Arte Urbana” que mostra a dança de rua como forma de valorização da vida dos jovens que fazem parte do grupo, além do sonho de se criar
um coletivo de vídeo no interior deste grupo. O projeto tem um cunho educacional, e trará
a comunidade envolvida conhecimentos técnicos acerca da realização audiovisual, além de
debater o conteúdo a ser explorado em um novo vídeo a ser realizado com apoio pedagógico constante. Esse vídeo terá como temática o panorama da dança de rua em São Carlos, e
buscará ampliar o diálogo entre os grupos de dança de rua além de consolidar o coletivo de
realização audiovisual.
Palavras-chave: video popular, dança de rua, realização audiovisual
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Cultura
Maquete, interativa, lúcida-pedagógica do espaço sócio comunitário - rede escolar de Taubaté, SP - como subsídio ao
plano diretor participativo
José Oswaldo Soares de Oliveira,[email protected]
Vinícius Barros Barbosa, [email protected]
Acácio de Toledo Netto, [email protected]
Arthur Brun, [email protected]
* Universidade de Taubaté - Departamento de Arquitetura - entidade executora; Universidade do Vale
do Paraíba - Programa de Mestrado em Planejamento Urbano e Regional e, Universidade de São Paulo Laboratório De Psicologia Sócio-Ambiental e Intervenção - entidades colaboradoras.
O presente trabalho se volta à necessidade premente no Brasil do desenvolvimento de metodologia experimental para a construção de Planos Diretores Participativos, conforme estabelece a
Constituição brasileira e em especial, o Estatuto das Cidades. Neste sentido, vem compreendendo
o desenvolvimento de estratégias e recursos, e metodologias participativas a partir de experiência
piloto na rede pública municipal, destacando a construção de maquete do processo histórico de
urbanização, de modo lúdico e interativo, junto à rede escolar na região do distrito de Quiririm,
município de Taubaté. Trata-se de trabalho extensionista em desenvolvimento na Universidade de
Taubaté em parceria com o Laboratório de Estudos e Estratégias de planejamento Participativo
da Universidade do Vale do Paraíba, trabalho decorrente dos desdobramentos da experiência
“Cunha,SP –Raízes Caipira: Observatório Regional de Gestão e Planejamento Participativo,Edital
60/2005 CNPq, projeto do LAPSI-IP-USP/IBECC/CNPq sob a coordenação da professoraEdaTassara, no qual se delinearam e implementaram essas estratégias participativas, destacando o
processo de formação de multiplicadores para atuação no território, mediante a criação de oficinas com os professores para gestarem ações visando a compreensão da realidade e a construção
compartilhada do futuro. Mais precisamente, o trabalho ora curso centra-se no desenvolvimento
de estratégias e recursos pedagógicos para apoiar as atividades docentes junto aos estudantes da
rede municipal. Destaca-se a modalidade de construção maquetes interativas junto aos escolares,
pressupondo a sua construção de modo didático, a partir dos dados oriundos da própria realidade
vivenciada pelos alunos, seja o da moradia, seja o da própria escola, seja de sua vida social. Estes
trabalhos foram apoiados na metodologia da experiência de Cunha. Primeiro, priorizou-se a realização de oficinas junto ao conjunto de professores para discutir e desenvolver atividades sobre
a compreensão da realidade vivenciada, compreendida a partir do território de suas inserções
de moradia, de trabalho (escola) e de vida social. Junto a essas atividades outras se somaram no
sentido de aventar as expectativas, anseios e necessidades quanto à construção intencional de um
futuro comum. A partir desta etapa, outra se iniciou envolvendo os universitários e os próprios
escolares, em geral, em atividade conjunta com os professores municipais, ressaltando as inúmeras potencialidades de expressão, porém ressaltando a espacialidade gráfica e volumétrica do
território vivenciado e almejado, favorecendo a troca de olhares, no sentido de aproximar visões
compartilhadas de futuro.
Palavras-chave: Plano diretor participativo, participação social, estratégias de planejamento participativo.
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Cultura
Música na Cidade 2010 - Sorocaba e Salto de Pirapora
ALISSANDRA NAZARETH DE CARVALHO - [email protected]
LENAYE VALVASSORI SILVA, GABRIELLA POLES
Universidade Federal de São Carlos, Campus de Sorocaba, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O Música na Cidade 2010 é uma atividade que tem como objetivo possibilitar o acesso à
formação musical, proporcionando a fruição artística e abrindo espaço para a manifestação
cultural, além de criar espaço para discussão da arte enquanto instrumento de enriquecimento social e cultural, onde serão apresentados trabalhos artísticos musicais de qualidade,
inovadores e que representem um trabalho de pesquisa na área musical. A atividade visa a
contribuir com o lado acadêmico, ao permitir que os alunos tenham contato com uma programação artística cultural que amplie suas perspectivas de ação que se enriquecem na interação social, uma vez que a sociedade sorocabana e de Salto de Pirapora terá a oportunidade de
usufruir nesse sentido suprindo uma lacuna na relação academia-sociedade. A atividade em
questão também tem o objetivo de dar continuidade às atividades realizadas no ano de 2009,
no que tange a cultura e difusão artística musical, cuja aderência da comunidade acadêmica e
de Sorocaba foi muito positiva. As apresentações do Música na Cidade 2010 serão realizadas
no Campus recém-construído da UFSCar Sorocaba, em locais armados e improvisados para
tal atividade, através da improvisação de espaços, aluguel de tendas e estrados para o palco,
quando necessário. Além disso, as apresentações podem ocorrer nos Teatros Municipais dos
municípios de Sorocaba, além de espaços tidos como parceiros, tais como o espaço CPFL e a
Oficina Grande Otelo, tentando seguir um cronograma em parceria com o CCult/PROEX/
UFSCar. Destaca-se também a importância dessas parcerias, no sentido de reforçar o trabalho em conjunto na Universidade.
Palavras-chave Música, Expressão Cultural, Interação Social
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Cultura
O Terreiro Lá de Casa
tem pequi, cuxá, pão de queijo e jambu...
tem congada, boi bumbá e maracatu
Maria Angélica T. de Medeiros ([email protected]),
Florianita C. Braga Campos ([email protected])
Rafaela C. Baldo ([email protected]),
Gabryell T. de Barbosa ([email protected]) ,
Jussan R. de Oliveira ([email protected]),
M. Inês B. Moreira, Lucia F. Paulo, Yara A. de Paula, Amanda C. P. de Souza, Amanda G. Galindo,
Crislaine G. de Oliveira, Débora Monsores, Estela Y. Takagui, Isabela C. T. Marques,Lílian R. C. Rocha,
Luana Cândido,Renata S. S. Pereira, Tafarel G. Pereira.
A cidade de Santos foi uma das vilas mais antigas na história do Brasil e a Universidade
Federal de São Paulo - Campus Baixada Santista (BS) é a mais recente Universidade pública
da cidade. Visando a formar profissionais para o Sistema Único de Saúde, seu Projeto Político Pedagógico se diferencia pela formação na perspectiva interdisciplinar, privilegiando o
trabalho em equipe e a atuação prática, desde o 1º ano, nos diferentes territórios de vida. Este
projeto de extensão objetiva promover o intercâmbio entre as culturas dos alunos migrantes
da UNIFESP BS e da comunidade do morro Monte Serrat, local de atuação da Universidade
em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Pretende-se revitalizar o patrimônio cultural
imaterial, envolvendo o resgate de hábitos alimentares e festas (brincadeiras, jogos, danças,
músicas). A metodologia se centra na realização de oficinas de culinária e de dança, culminando com a apresentação de evento na escola pública do morro. Compartilhando mundos
no encontro de sujeitos diversos, seja pela música, dança ou pela comida de cada lugar, serão
trabalhadas desde a divulgação do projeto até a concretização de festas típicas das comunidades envolvidas. As atividades serão realizadas nos espaços do Morro: terreiro de capoeira,
bares das escadarias e escola, visando também recuperar os espaços públicos de convivência.
Na etapa atual as oficinas se voltam à identificação das origens de cada integrante do projeto: estudantes, professores e técnicos, incluindo a composição com ritmos regionais para
apresentação e convite à participação dos moradores do Monte Serrat. Verificou-se que 70%
das 300 famílias moradoras são de origem cearense, o que reforça a iniciativa do intercâmbio
entre as culturas dos estudantes migrantes e desta comunidade. Isso porque, tomadas pelas
premências do cotidiano, as pessoas perdem seus espaços de convivência, dificultando a preservação de suas origens familiares e das tradições regionais. O resgate de valores culturais
possibilita trocas entre a cidade e as diferentes regiões do Brasil, preservando e registrando o
patrimônio cultural imaterial trazido por estas pessoas.
Palavras-chave: patrimônio cultural imaterial, convivência, festa popular
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Cultura
O Tratamento de acervo fotográfico para a preservação da memória no projeto de extensão “Memorial Fotográfico da FFC”
Mariângela Spotti Lopes Fujita (Docente), Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Marília, [email protected]
flash.com.br
Dilnei Fátima Fogolin (Bibliotecária), Coordenadoria Geral de Bibliotecas - UNESP - Marília, [email protected]
marília.unesp.br
Mychelly Rive de Souza (graduanda em biblioteconomia), Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Marília,
[email protected]
Rose Aparecida Leite (graduanda em biblioteconomia), Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Marília,
[email protected]
Desde sua criação em 1959, a antiga FAFI, hoje Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC
- Campus de Marília, integrada à Universidade Estadual Paulista - UNESP, tem sua história
da trajetória acadêmica registrada por meio de fotografias e recortes de jornais publicados
na época. Quando se trata de um acervo fotográfico de uma instituição, tarefas como a
organização, preservação e difusão de registros fotográficos são imprescindíveis para a sua
memória social e acadêmica, permitindo a disseminação da história dessa instituição, além de
possuir um valor informativo, essencial para o papel de difusão do conhecimento. O projeto
de extensão “Memorial Fotográfico da FFC” contém imagens de acontecimentos importantes
dessa trajetória acadêmica, com aproximadamente 1700 fotografias. Os alunos envolvidos com o
projeto contemplados com bolsa BAAE - Bolsa de Apoio Acadêmico e Extensão e bolsa PROEX - Pró Reitoria de Extensão, recebem orientação quanto à proposta, objetivos, metodologia,
procedimentos e etapas de desenvolvimento do projeto, de forma a assegurar a realização de suas
atividades. A supervisão é constante por parte do bibliotecário supervisor. Este projeto também
é marcado pela parceria com a Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da UNESP, responsável pelo funcionamento sistêmico da Rede de Bibliotecas da UNESP, também pela
disciplina de “Tratamento temático de fotografias” do grupo de pesquisa de “Análise Documentária” na linha de análise e síntese documentária.O Memorial Fotográfico da FFC tem
como objetivos organizar as fotografias por assuntos específicos, propiciar a recuperação
adequada para organização de exposições fotográficas a fim de divulgar e resgatar a memória
acadêmica da universidade pública estadual no interior paulista, e preservar de forma digital
a fotografias para melhor acesso e uso da imagem e conservação da fotografia original.
Com aspectos extremamente positivos, propicia o desenvolvimento investigativo da pesquisa
e organização dos materiais utilizados - fotografias e recortes de jornais - desenvolve a aprendizagem de técnicas para o tratamento de fotografias, vivência em instituição, trabalho em equipe,
prática na análise de conteúdo das fotografias, tratamento, digitalização e acondicionamento.
A demanda social desse projeto de extensão se justifica pelo ideal de resgate de uma memória acadêmica, importante para o patrimônio cultural de uma organização inserida em um
contexto regional, funcionando como instrumento de recuperação de documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à comunidade. Este é um projeto que resgata a
memória de uma instituição através do valor da fotografia para a sociedade acadêmica.
Palavras-chave: Fotografia, Memória e Extensão Universitária.
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Cultura
Oficina de dublagem para áudio-visual
LUCIANA ROÇA [email protected]
MAISA JOANN
Universidade Federal de São Carlos, DAC, Coordenadoria de Cultura - PROEx
A dublagem tem sido um campo de atuação no mercado de trabalho crescente no Brasil,
apresentando-se como uma área importante para fruição da obra audiovisual como um todo.
Além dos aspectos técnicos, há os aspectos de produção e direção de ator: o ator não está familiarizado com o estúdio de gravação e não possui o mesmo estímulo que uma cena dentro
do set de filmagem pode trazer.Uma dublagem mal realizada pode comprometer o resultado
final da obra, pois quebra a imersão do espectador denunciando o processo audiovisual ou
cinematográfico. Deste modo, é desejo dos discentes terem mais conhecimento sobre o processo de dublagem para utilização em seus trabalhos acadêmicos e formação profissional e
também há relevância para os membros da comunidade interessados em audiovisual conhecerem mais sobre o processo. Têm-se como objetivos que os participantes aprendam sobre
o processo de dublagem, enriquecendo seu conhecimento técnico e seu apuro estético para
obras audiovisuais que utilizem dublagem. Também é objetivo que os discentes conheçam
mais sobre o processo, familiarizando-se com técnicas que podem ser aplicadas ao seu cotidiano acadêmico e profissional e aumentando seu senso crítico. Além de falar sobre o que
vem a ser dublagem, sua história, suas regulamentações e alguns trabalhos realizados, desejase mostrar de boas à péssimas dublagens para comparação, sua evolução através do tempo
e dispor de material (filmes, desenhos, documentários) e viabilizar as gravações para que os
interessados experimentem o fazer.No primeiro dia será dada a parte teórica e no segundo
dia haverá uma complementação destes através de atividades práticas, abrangendo a direção
de dublagem, direção de ator, análise do som captado e do resultado final.
Palavras-chave: Audiovisual, Pós-produção de som, Dublagem
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Cultura
Oficina Literária: Laboratório de Criação Poética
WILSON ALVES BEZERRA - [email protected]
MARIANA DE OLIVEIRA CAMPOS
Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Letras, Coordenadoria de Cultura - PROEx
A finalidade desta oficina será estimular a criação literária e a capacidade de leitura. Interessará a poetas, e também a prosadores e aos leitores em geral, ao possibilitar um melhor
relacionamento com o texto literário e com a própria linguagem. A atividade contará com
a participação ativa do poeta Claudio Daniel, que ministrará a maior parte das atividades da
oficina. Nas últimas décadas, oficinas literárias ganharam prestígio e importância no Brasil.
Em várias ocasiões, tiveram continuidade e efeito multiplicador. Através delas, formaram-se
grupos literários; nelas originaram-se revistas e cooperativas editoriais. Em certa medida,
substituem o que antes ocorria informalmente, em tempos menos metropolitanos, quando a
vida literária era mais concentrada, oferecendo melhores possibilidades de diálogo e troca de
informações entre autores novos e pessoas interessadas em literatura. A finalidade desta oficina será estimular a criação literária e a capacidade de leitura. Interessará a poetas, e também
a prosadores e aos leitores em geral, ao possibilitar um melhor relacionamento com o texto
literário e com a própria linguagem. Em autores novos ou iniciantes, ampliará a consciência
de qualidades de seu trabalho, o senso crítico e a cultura literária; isso, sem prejudicar a espontaneidade e o entusiasmo pela criação.
Palavras-chave: oficina literária, poesia, escrita literária
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Cultura
Olhares de estranhamento: pensando a cidade como patrimônio público
ANTONIO SIMPLICIO DE ALMEIDA NETO - [email protected]
Alunos de graduação: RACHEL NOGUEIRA VICENTINI FALEIROS, ANGELINE LUCI
FAVALI, CAMILA LOURENCO MORGADO, MARCO RODOLFO FISCARELLI, DORIS
KOBAYASHI CALVO DE SANT ANA
Universidade Federal de São Carlos, DME, Coordenadoria de Cultura - PROEx
A educação patrimonial tornou-se temática frequente em debates culturais, ancorada na
premissa de que a escolarização seria momento propício para a conscientização sobre o patrimônio histórico e cultural. Nem sempre, contudo, é considerada a distância entre este bem
simbólico e os grupos sociais que não possuem as competências internalizadas - tornadas
habitus -, necessárias para a apreensão e valorização deste patrimônio, alijados que são da
mais elementar condição de cidadãos. Faz-se necessário promover deslocamentos e olhares
de estranhamento sobre a questão, a partir da fundamentação teórica (memória, história,
patrimônio) e atividades envolvendo fotografia da cidade, tomando-a por patrimônio público. Esta atividade insere-se no debate acerca da educação patrimonial, tema recorrente na
temática “patrimônio histórico cultural”, de relevância nacional. Tal proposta entende que
as referências a essa questão nem sempre consideram o aspecto das competências internalizadas - habitus - necessárias para a apreensão deste bem simbólico, o que acaba por excluir
parte da população, justamente aqueles que guardam maior distância destes bens. Entendo
que sejam necessários novos olhares de estranhamento sobre a cidade, desnaturalizando os
modos de perceber a relação entre indivíduos/grupos sociais e o patrimônio histórico-cultural, de modo a densificar a própria noção de patrimônio que via de regra se restringe aos
grandes monumentos, “pedra e cal”. Assim, este projeto pretende alargar este entendimento
de modo a tomar a própria cidade como patrimônio público, se valendo da discussão teórica
do campo em questão (memória, patrimônio, história) e de atividades envolvendo fotografia
- elemento de condução do olhar e suporte - da cidade, através de oficinas e estudos do meio.
Palavras-chave: memória, patrimônio, fotografia
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Cultura
Painel de regência coral
Profa. Dra. Jane Borges de Oliveira Santos, [email protected]
JOSE RENATO GONÇALVES (bolsista de extensão)
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O Painel de Regência Coral é um curso de uma semana, que visa possibilitar acesso aos
conhecimentos teóricos e às vivências práticas de Regência Coral e de Canto Coral. Este
projeto de extensão contará com o apoio da Funarte, que enviará dois professores de reconhecida competência na área, de um pianista para acompanhar as atividades e de um técnico
para auxiliar na execução das atividades da semana, além do material de propaganda. Este
evento contará também com o apoio da Coordenadoria de Artes e Cultura da Prefeitura Municipal de São Carlos que providenciará a hospedagem da equipe da Funarte, e com o apoio
da Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão, por meio de parceria com os projetos “Música na Cidade” e “Fórum de Debates”, auxiliando na alimentação dos painelistas.
Esta atividade pretende: ·estimular o desenvolvimento das atividades corais na cidade de
São Carlos e em cidades vizinhas; ·promover a integração e a troca de experiências entre regentes e coralistas; ·intensificar o aperfeiçoamento da qualidade dos coros brasileiros;
·oferecer um curso de capacitação para regentes corais e professores de música com uma
carga horária de 30 horas; ·realizar, em horário noturno, um Grande Coro formado pelos
regentes, professores de música e pessoas da comunidade, que, no encerramento do curso,
foi feita uma apresentação aberta ao público.
Palavras-chave: Educação Musical, Regência Coral, Canto Coral
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Cultura
Patrimônio Musical
Profa. Dra. Denise Hortência Lopes Garcia, CIDDIC, UNICAMP,[email protected]
Cecília Evangelina Stucchi, CIDDIC, UNICAMP,[email protected]
O Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp - CIDDIC,
possui um acervo de aproximadamente 6.500 partituras, 120 livros e 1.200 CDs de compositores contemporâneos reconhecidos nacional e internacionalmente disponibilizados na Coordenadoria de Documentação de Música Contemporânea - CDMC, constituindo-se em um
acervo documental e artístico, o qual contribui para divulgar e promover as artes e a pesquisa
interdisciplinar, em particular, da música contemporânea.
Com o objetivo de melhorar a disponibilidade dos documentos para os usuários e tratar
adequadamente esse importante patrimônio musical, foram aperfeiçoadas as atividades de
conservação. Deste modo, realizou-se um estudo do acervo bibliográfico, além do treinamento para o processo técnico de conservação adequando-o à nossa realidade estrutural e
nos levou a identificar a educação do usuário em relação ao manuseio das partituras como
um dos aspectos importantes da preservação.
O Centro propiciou o aperfeiçoamento de uma funcionária para servir como ponto multiplicador dos conhecimentos para tratamento técnico específico na área do patrimônio mundial.
O CIDDIC também oferece ao aluno um espaço, através do estágio, de conhecimento
técnico de como funciona um acervo, catalogação de obras, cadastro e atendimento ao usuário, guarda e manuseio adequados das obras e o aprendizado de alguns itens de preservação
de acervo. O aluno é vinculado ao Centro através do Programa Bolsa-Trabalho do Serviço
de Apoio ao Estudante - SAE, como bolsista.
Atualmente os bolsistas, graduandos da área da Música, estão sendo estimulados com o
aprendizado do tratamento e cuidados com o manuseio adequado das obras musicais, complementando seu conhecimento acadêmico.
A convivência do bolsista com o acervo, seus cuidados e todas as ações que envolvem
a utilização e preservação, contribui enormemente a sua conscientização da importância do
patrimônio cultural.
Palavras-chave: Acervo, Preservação e Patrimônio Musical.
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Cultura
Preservação, Organização e Acesso à Hemeroteca do CEDAP
Profª. Tânia Regina de Luca, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, UNESP, [email protected]
Luis Fernando Soares Pereira, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, UNESP, [email protected]
A reunião de publicações periódicas seja em suporte de microfilme, digi-tal ou papel, só
ganha pleno sentido quando constitui um acervo organizado, que permite ao pesquisador e
demais interessados, localizar as informações cientificas ou culturais que necessitam. Dentre
os títulos da hemeroteca do CEDAP, destaca-se o jornal literário Dom Casmurro, que circulou entre maio de 1937 e dezembro de 1946, ou seja, durante o Estado Novo, e que ainda
não foi estudado por pesquisadores da área de História e de Letras.
O projeto analisa sistematicamente o conteúdo interno do periódico - atentar para seus
principais colaboradores, identificar mudanças na direção e no projeto gráfico original, bem
como procurar por indícios de circulação – com vistas a descrever as principais seções do
impresso.
Os procedimentos utilizados para alcançar tal objetivo foram, primeira-mente, a confecção de tabelas com levantamentos gerais de todas as seções do periódico em questão, de
forma que se tornasse evidente o início e encer-ramento de cada uma delas.
As análises permitiram selecionar uma seção que desempenhou impor-tante papel no
periódico: “As Grandes Reportagens Exclusivas”. Esta seção está em fase de catalogação
e estudado crítico. Todo o material produzido fica-rá disponível para consulta por meio do
catálogo de periódicos no sítio do CE-DAP (www.unesp.assis.br/cedap).
Palavras-chave: História da Imprensa, Hemeroteca, Instrumento de Pesquisa
67
Cultura
Preservação, organização e diponibilização do acervo João
Antônio
Ana Maria Domingues, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista “Julio
Mesquita Filho”, [email protected]
Maria Paz Lencinas, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista “Julio Mesquita
Filho”, [email protected]
Mariana Saker de Castro Paiva, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista
“Julio Mesquita Filho”, [email protected]
Daniel Firakovski Luz, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Universidade Estadual Paulista “Julio
Mesquita Filho, [email protected]”
O projeto tem por objetivo a Preservação, organização e disponibilização do Acervo
JOÃO ANTÔNIO, constituído por correspondência (passiva e ativa), produção intelectual
(livros e artigos publicados e originais, além de várias versões da maioria dos textos), iconografia, discografia, biblioteca, hemeroteca, móveis e outros objetos escritor paulista João
Antônio (1937-1996). Forjando um estilo próprio e trazendo ao primeiro plano da literatura
brasileira heróis despossuídos (malandros, jogadores de sinuca, prostitutas, moradores dos
subúrbios e das favelas), João Antônio foi um trabalhador incansável da escrita. Sua produção possui uma grande ligação com a cultura brasileira produzida nos últimos trinta anos,
propiciando abordagens multidisciplinares das mais fecundas, podendo atender a pesquisadores de Literatura, História, Música e Sociologia, entre outros, abrindo-se para numerosas
pesquisas, que poderão vir a ser realizadas em diferentes níveis, como o de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado etc. Além da ficção, João Antônio dedicou-se também ao jornalismo e foi diretor de várias publicações alternativas. Atento a todas as manifestações da cultura
brasileira, foi um leitor dedicado, fazendo questão de preservar uma biblioteca com cerca de
10.000 volumes. Manteve um largo círculo de correspondentes: professores, estudantes, jornalistas, intelectuais e escritores do Brasil, do mundo de língua portuguesa e de vários países
europeus e da América Latina, onde é possível não apenas rastrear os mecanismos de seu
processo de criação como também todo o universo da rica cultura brasileira e suas manifestações, além de uma visão realista e algo desencantada com os rumos da política brasileira. João
Antônio colecionou praticamente todos os textos de sua autoria que foram publicados em
jornais e revistas, tornando-se esta coleção provavelmente a única que possibilite um quadro
completo de sua produção, já que congrega contos e entrevistas não reunidos sob forma de
livro. Colecionou, ainda, fotografias e discos em vinil dentre os quais encontramos raridades
fora de catálogo, incluídos aí muitos 78 rotações Tendo em vista a qualidade da escrita do
João Antônio, as personagens populares de seus textos, seu papel no jornalismo brasileiro,
além de suas reflexões sempre agudas sobre nossa cultura, é fundamental a preservação,
organização e disponibilização do arquivo. Através deste trabalho será possível não apenas
preservar a memória de um importante escritor brasileiro mas também tornar disponível um
rico acervo que permite a análise dos últimos trinta anos de nosso país.
Palavras-chave: arquivo pessoal, memória, cultura, literatura
68
Cultura
Produção do Documentário “O Pensamento Industrial e a
Política Cinematográfica Brasileira (1990-2005)”
ARTHUR AUTRAN FRANCO DE SA NETO - [email protected]
ADRIANO SORIANO BARBUTO, WANDA APARECIDA MACHADO HOFFMANN,
PEDRO DOLOSIC CORDEBELLO,
Universidade Federal de São Carlos, DAC, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O projeto de extensão “Produção do Documentário O Pensamento Industrial e a Política
Cinematográfica Brasileira (1990-2005)” é parte de um projeto de pesquisa financiado pela
FAPESP sobre as principais idéias desenvolvidas entre 1990 e 2005 acerca da industrialização da produção cinematográfica nacional. O projeto de extensão visa a realização de um
documentário intitulado O Pensamento Industrial e a Política Cinematográfica Brasileira
(1990-2005), de aproximadamente 53 minutos, no qual serão expostas as principais questões
levantadas na pesquisa. Seu objetivo é difundir em televisões públicas, universidades, cineclubes e fóruns de discussão questões relativas à política do cinema brasileiro. O documentário
se constitui num poderoso instrumento para a divulgação ampla - quando comparado ao
livro, ao artigo em revista científica ou à comunicação num congresso - de várias das questões desenvolvidas pela pesquisa.. O video se constitui em um poderoso instrumento para
a divulgação ampla - quando comparado ao livro, ao artigo em revista científica ou à comunicação num congresso - de várias das questões, problemáticas e análises desenvolvidas pela
pesquisa. Tal divulgação dar-se-á pelo oferecimento de exibição gratuita do documentário
a canais públicos, tais como TVs universitárias, TVs educativas, etc.; bem como pelo envio
de cópias em DVD a cineclubes, cinematecas, centros de pesquisa da área de comunicação,
universidades, bibliotecas, pesquisadores, etc. Destarte, acredito que um público ainda pouco afeito a esta discussão - tal como estudantes universitários, jornalistas da área cultural,
intelectuais ligados a outras atividades que não o cinema, etc. - poderá ter acesso a ela de
maneira abrangente. Esta pesquisa, e também o documentário, advêm de uma necessidade
de compreensão a partir de um ponto de vista crítico das idéias e políticas industrialistas relacionadas com o cinema brasileiro contemporâneo. Isto porque toda a política de fomento
colocada em marcha no período 1990-2005 logrou aumentar substancialmente a produção
de longas-metragens , mas a possibilidade de o produto ter qualquer retorno financeiro nas
salas de exibição ou mesmo em mercados como o de televisão - aberta ou fechada - e de
DVD, embora almejada, continua muito pequena. Sendo assim, um documentário sobre o
processo da política audiovisual dos últimos anos com destaque para as críticas a respeito do
mesmo,promoverá um acesso ainda maior aos resultados de tal pesquisa, fomentando uma
reflexão mais aprofundada sobre a política cinematográfica brasileira por parte do público-alvo do projeto.
Palavras-chave: Documentário, Política Cultural, Indústria Cinematográfica
69
Cultura
Projeto Caminhos do Sol - Teatro e Vivências
CUSTÓDIO, Vagner Sérgio, Campus Experimental de Rosana, Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho”, [email protected]
FERREIRA, Thalita Aranda, Campus Experimental de Rosana, Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho”, [email protected]
MERLOTI, Marco Aurélio, Campus Experimental de Rosana, Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho”, [email protected]
OLIVEIRA, Vanessa, Campus Experimental de Rosana, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita
Filho”, [email protected]
Atualmente, o teatro é um fator que pode ajudar na formação de cada cidadão, através
de atividades lúdicas e criativas, mas ao mesmo tempo educativas. O projeto teatral “Caminhos do Sol”, da Unesp de Rosana, trabalha com jovens provenientes de escolas públicas da
cidade de Rosana com faixa etária entre 10 e 17 anos, levando a arte do teatro à comunidade
carente com o objetivo de ajudar na formação de sua cidadania através de atividades com
caráter educativo.Também são realizadas apresentações para que os alunos possam colocar
em prática o que aprenderam na teoria, visto que este é o único projeto de teatro na cidade
que trabalha com o público infanto-juvenil.
São realizadas aulas de teatro com exercícios baseados no trabalho em grupo, promovendo a auto-confiança, a melhoria na dicção, a facilidade para falar em público, entre outros. Há
também o ensaio e a apresentação de peças teatrais onde os alunos participam não apenas
como atores, mas também como autores e diretores.
O projeto têm obtido sucesso em seus objetivos, já que os alunos demonstrammuito
interesse e compromisso responsável em todas as fases, desde a realização dos exercícios às
apresentações das peças. Também observamos seu crescimento, ao longo do tempo, devido
a uma notável desenvoltura e facilidades de relacionamento e trabalho em grupo, fatores
bastante deficitários verificados no início do projeto.
Como resultados, foram realizadas apresentações em eventos produzidos pela UNESP
(Semana Cultural de 2008 e 2009, Semana da Biblioteca de 2008 e 2009, Semana do Turismo
de 2008 e 2009, aula de boas vindas aos calouros de 2009 do curso de Turismo e a Festa
Junina de 2010) e, no ano de 2008 e 2009, foram realizadas apresentações de teatro e dança
em escolas do município no Dia da Consciência Negra, e um espetáculo, de final de ano em
2008, produzido pelo próprio grupo, com a peça Os Saltimbancos. Nesta foi cobrado um
quilo de alimento não perecível por pessoa como forma de ingresso, que foram doados para
a creche Joana De Angelis.
Palavras-chave: Educação, Teatro, Vivências.
70
Cultura
Projeto Web Indígena: inclusão digital pró-ativa dos Kaingang
Wilmar da Rocha D’Angelis, IEL, UNICAMP, [email protected]
Thiago Bulhões da Silva Costa, FEE, UNICAMP, [email protected]
O projeto “Web Indígena” promove a inclusão das línguas indígenas e respectivas comunidades no mundo digital, como uma ferramenta para a sobrevivência e o fortalecimento de línguas
minoritárias. Assume-se que alguma forma de inclusão no mundo digital alcançará, inexoravelmente, as comunidades indígenas (em grande parte delas, já nas próxima década e meia). O projeto busca adiantar-se a esse processo histórico, no sentido de promover e garantir, por um lado,
que tal inclusão aconteça de forma pró-ativa, e não passiva, e por outro lado, que tal inclusão não
signifique simplesmente a ampliação dos espaços sociais de prestígio da língua portuguesa. Ao
contrário, pretende-se que a inclusão no mundo digital venha a contribuir para a construção de
uma imagem positiva da língua indígena nas novas gerações e, além disso, para sua modernização
e fortalecimento. Basicamente o projeto desenvolve 5 tipos de ações:
• arrecada equipamentos de informática usados, recicla-os e os distribui a professores
indígenas, escolas indígenas e para instalação de telecentros indígenas.
• realiza oficinas de inclusão digital, especialmente para formar usuários indígenas dos
sites dos seus próprios povos, e para estimular a produção textual nas respectivas
línguas maternas.
• dá suporte ao desenvolvimento de sites de comunidades indígenas voltados ao desenvolvimento e fortalecimento da língua e da cultura indígenas.
• realiza formação de gestores indígenas para os respectivos sites, capacitando-os no
domínio do software livre em que os sites são criados (Drupal).
• garante a hospedagem e suporte técnico à manutenção das páginas das comunidades
indígenas na web.
O projeto é executado com participação efetiva de alunos dos cursos de graduação e
pós-graduação da Unicamp, numa efetiva ação de extensão comunitária, dirigida a etnias e
línguas minoritárias. Sua realização acontece em parceria com a ong KAMURI e com apoio
institucional e também financeiro da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários
(PREAC), da Unicamp.
Por um lado, o projeto pretende transformar as tecnologias envolvidas nesse processo
em ferramentas de fortalecimento da língua indígena, por sua “inclusão digital” através da
criação de páginas em línguas indígenas, na web, administradas por coletivos indígenas das
respectivas comunidades interessadas. Por outro lado, o projeto pretende ampliar as oportunidades de inclusão digital para os povos indígenas, criando um espaço na web para que ‘se
apresentem’ da forma como querem ser vistos pelos outros povos.
Palavras-chave: Inclusão digital, povos indígenas, kaingang.
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Cultura
Recitais de Música Instrumental para Duo de Clarineta e Piano
JOSE ALESSANDRO GONCALVES DA SILVA - [email protected]
JANE BORGES DE OLIVEIRA SANTOS, FELIPE VASCONCELOS FONTES ROCHA
CORTES (aluno bolsista de extensão)
Universidade Federal de São Carlos, DAC, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Este projeto justifica-se por tratar-se da concepção de recitais de música instrumental do
Duo de Clarineta e Piano da UFSCar, com o objetivo geral de preparar e apresentar obras
musicais em espaços públicos para difundir a cultura musical brasileira e estrangeira através
de peças do repertório tradicional, popular e erudito. O Duo conta com a participação de
dois docentes da UFSCar. O repertório a ser executado será preparado através de ensaios e
contará também com trabalhos musicais escritos ou arranjados pelos alunos das disciplinas
de criação musical do Curso de Licenciatura em Música da UFSCar. Estão implícitos os
aspectos relacionados com o ensino, pesquisa e extensão, através da elaboração das temáticas culturais associadas à música e sua difusão pelos recitais didáticos. Tendo em vista esta
perspectiva, o Duo de Clarineta e Piano pretende auxiliar tanto no desenvolvimento das
ações até então promovidas pela UFSCar na extensão como também sendo um difusor de
cultura musical instrumental, participando ativamente dos espaços públicos e proporcionando a apreciação da diversidade cultural que a música pode oferecer nos diferentes contextos
de onde historicamente ela surgiu. Para isso, o grupo tem como meta apresentar peças de
repertório que contemplem estéticas musicais oriundas das tendências sócio-culturais de diferentes povos, enfatizando a pesquisa da música do povo brasileiro com suas influências
estrangeiras. Sabidamente a cultura brasileira teve como raízes sua formação a partir da influência indígena, européia e africana. O folclore de nosso país apresenta inúmeras tendências
que combinam com a longa extensão territorial que nos caracteriza, e por isso a vastidão do
repertório musical suscita um campo de pesquisa bastante abrangente que o Duo de Clarineta e Piano pretende explorar e buscar traduzir.
Palavras-chave: Música Instrumental, Piano e Clarineta, Educação Musical
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Cultura
Recitais Didáticos de Música Instrumental para Trio
Prof. Dr. Glauber Lúcio Alves Santiago
José Alessandro Gonçalves Silva
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Trata-se de um conjunto de atividades em forma de recitais didáticos de música instrumental que pretende propiciar a apreciação de peça musicais do patrimônio históricocultural nacional que eram executadas ou faziam parte do repertório durante a época do
Canto orfeônico, em meados do século XX, mas especificamente nas décadas de 50 e 60.
As obras serão adaptadas e arranjadas para trio instrumental, incluindo Clarineta, Saxofone
soprano e violão. Objetiva-se realizar um breve resgate deste momento histórico musical
para apresentar à geração atual aspectos do que se fazia de música nas escolas no passado.
Uma vez que hoje em dia pretende-se reimplantar o conteúdo de música no currículo escolar
é urgente se pensar em como se dará este processo e relembrando o que se tinha pode ser
um passo muito útil para esta reflexão. Existe um repertório de centenas de peças musicais
que ficaram muito anos sem que pudesse ser apreciadas no ambiente escolar. Com este
projeto possibilitaremos ao público escolar atual o contato com a música e a escola do passado o que enriquecerá as experiências de vida de alunos, professores e gestores escolares.
A metodologia está baseada na pesquisa de repertório, confecção de arranjos, ensaio do repertório, preparação dos recitais, apresentações musicais e reflexão sobre o processo.
Palavras-chave: Recitais,música instrumental, educação musical
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Cultura
Roda de Samba: Cultura, Sociabilidade e Educação Musical
não Formal
EDUARDO CONEGUNDES DE SOUZA –[email protected]
Universidade Federal de São Carlos, DAC, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Esse projeto busca estabelecer uma parceria entre a UFSCar e o Núcleo de Samba Cupinzeiro, associação cultural sem fins lucrativos que atua desde 2001 em Campinas. A parceria
tem o objetivo principal de proporcionar a construção de saberes na inter-relação entre o
Grupo cultural - Universidade e Comunidade. Através de oficinas, rodas de samba e da
construção de um ambiente virtual de ensino-aprendizagem (Curso de Extensão via Moodlle
UFSCar) buscaremos integrar a formação dos licenciandos em Educação Musical à práticas
culturais, e em processos comunitários e interativos de sociabilidade. Além de proporcionar
uma alternativa viável de acesso a atividades culturais e formativas à população, o projeto
visa ainda gerar a reflexão acerca dos processos culturais vivenciados, entendendo-os como
ações que envolvem também processos não-formais de educação gerados em meio a prática cultural nos seus diversos níveis. Em função da roda de samba propiciar diversos níveis
de participação, haverá abertura de vagas nas oficinas para o público em geral de jovens e
adultos sem a exigência de conhecimentos prévios ou específicos. Nessa metodologia, os
integrantes do Núcleo de Samba Cupinzeiro estabelecem a base musical a partir da qual os
participantes poderão vivenciar a manifestação a partir de seus conhecimentos. A constituição da manifestação envolve o canto coletivo, o acompanhamento rítmico através de palmas
ou mesmo a performance instrumental para aqueles que trazem uma bagagem musical. Além
disso, outras funções e participações são possíveis desde a organização coletiva, debates que
se abrem para discutir temas de interesse coletivo, até a preparação de uma comida que pode
ser compartilhada pelos participantes durante o período da roda. Normalmente uma roda
de samba do Núcleo Cupinzeiro tem duração de 2 a 4 horas. Nessa perspectiva, a ampliação
e aquisição de novas habilidades e conhecimentos passa a estar vinculada ao surgimento
de necessidades individuais, geradas a partir do desejo de participação. Esse processo de
Identificação é o que gera a noção de pertencimento e de construção coletiva, podendo ser
capaz de mover os sujeitos para a busca de conhecimentos. Essa busca pode se dar através
da interação com os outros participantes, da pesquisa, ou mesmo do interesse de inserção em processos de formação que possibilitem essa participação efetiva na manifestação. Palavras-chave: Samba, Educação Não-formal, Cultura
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Cultura
Talentos Juvenis do Gonzaga
CARLA REGINA SILVA - [email protected]
ROSELI ESQUERDO LOPES
Universidade Federal de São Carlos, DTO, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Este projeto propõe fomentar, aprimorar e divulgar as obras e os produtos artísticoculturais de adolescentes e jovens produzidos e/ou fomentados pelas Oficinas de Atividades
realizadas semanalmente no Centro da Juventude “Elaine Viviane” e promovidas pela equipe
do Programa METUIA: Terapia Ocupacional no Campo Social. Trata-se da utilização da arte
e da cultura para promover espaços de criação e emancipação de adolescentes e jovens em
situação de vulnerabilidade social. Busca-se ampliar o desenvolvimento de habilidades e possibilidades, incorporar capital cultural da população alvo e, ainda, promover a divulgação do
trabalho por meio de Exposição Itinerante que se debruce sobre o significado e a relevância
das produções artístico-culturais. A Terapia Ocupacional, na contemporaneidade, produziu
uma gama de práticas que promoveram novas formas de constituição da própria profissão,
buscando novos campos de atuação e de compreensão da realidade que nos cerca. Neste
contexto, destaca-se a Terapia Ocupacional no campo Social e suas contribuições acerca das
concepções, práticas e produção de conhecimento em torno das atividades. O campo social
implica uma leitura da realidade e da problemática expressa pela pessoa que só se alcança
através de recorte metodológico específico. Neste campo, utiliza-se estratégias para a interpretação da realidade pessoal-social e, também, guias para a atuação pessoal e social num
universo complexo de interações e interconexões (Barros, Lopes e Galheigo, 2002). Esta prática concebe o papel social que as atividades podem propiciar e, ainda, propõe métodos de
abordagem que permitem trabalhar as atividades em terapia ocupacional como instrumento
de emancipação e de reconstituição de histórias e contextos. Além disso, problematiza o conceito de atividade, a partir de uma perspectiva que o inscreva num contexto sócio-cultural, o
qual atribui sentidos particulares e específicos à atividade (Barros, Lopes e Galheigo, 2002).
Compreende-se que os processos sociais imediatamente implicados na desfiliação, como no
sentido atribuído por Castel (1994), podem ser restabelecidos se forem construídas redes
sociais de suporte que garantam os processos de proteção e emancipação de indivíduos e
comunidades. É preciso destacar dois registros onde redes de sociabilidade e de solidariedade
têm sido tecidas, formando a dimensão denominada por Robert Castel (1994) de proteção
aproximada: família e cultura. A fragilização da família circunscreve uma zona de vulnerabilidade relacional: a da sociabilidade. A dimensão da cultura, enquanto maneira de habitar um
espaço e de partilhar dos valores comuns sobre a base de uma unidade de condição, representa outro elemento decisivo na constituição da proteção aproximada. É o húmus nutritivo
para a camada mais pobre da população, onde se partilham bens e serviços e constitui-se
num sistema de trocas que mantém ou cria o laço social e o sentido.
Palavras-chave: Produção Artístico-Cultural, Adolescentes e Jovens, Terapia Ocupacional Social
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Cultura
Teatro Ouroboros: ciência e cultura
ANDRE FARIAS DE MOURA –[email protected]
TIAGO MARTINS PEREIRA
Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Química, Coordenadoria de Cultura - PROEx
O grupo de teatro Ouroboros do Departamento de Química da UFSCar, desde 2005
realiza a montagem e apresentação de peças teatrais onde a ciência é uma temática constante.
Para 2010 a proposta é a montagem de um espatáculo que esteja relacionado com a Química,
uma vez que 2011 é o Ano Internacional dessa ciência que abriga o projeto desse seu início.
O envolvimento de alunos universitários da comunidade interna e externa possibilita o trabalho de formação dos mesmos enquanto protagonistas na preparação e difusão das temáticas
trabalhadas nos espetáculos que já somam mais de 12 nesses 5 anos de atividade. Ademais,
a comunidade-plateia sempre é considerada para que a linguagem seja acessível e entendida.
importância do estudo e da difusão da Química junto à sociedade pode ser facilmente apreendida se considerar o papel central de algumas de suas áreas de atuação para a sociedade
moderna, tais como a Química Verde, responsável pela substituição de processos poluentes
por outros de menor impacto sobre o meio ambiente, a Química farmacológica, responsável
pela obtenção e pelo estudo de novos fármacos, sintéticos ou não, e a Química de Materiais,
que tem contribuído para o desenho racional de novos materiais com propriedades úteis.) .
Hoje, questões como desenvolvimento sustentável, meio ambiente, saúde e emprego, entre
outras, estão muito presentes tanto na sociedade em geral como no meio científico. As diferentes áreas da Ciência e Tecnologia podem contribuir para a compreensão e a solução destas
questões através da educação científica dos demais segmentos da sociedade, apresentando
propostas de inovação conseqüente e mostrando as mudanças de paradigmas científicos).
Segundo Brecht : “O papel do autor dramático não se reduz a reproduzir, em sua obra, a
sociedade de seu tempo. O principal objetivo, quer pelo conteúdo, quer pela forma, é exercer
uma função transformadora, que atue revolucionariamente sobre o ambiente social.” Ou ainda nas palavras do educador Paulo Freire: “A pessoa conscientizada tem uma compreensão
diferente da história e de seu papel nela. Recusa acomodar-se, mobiliza-se, organiza-se para
mudar o mundo”. Assim, o Ouroboros pensa em atuar não só como entretenimento, mas
com o ideal de apresentar novas metodologias e ferramentas para ajudar o professor em seu
trabalho de ensinar, estimulando os alunos fora da sala de aula a desenvolver uma consciência
crítica do mundo ao seu redor.
Palavras-chave: teatro, divulgação científica, quimica
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Cultura
Urze Cia de Dança - UFSCar levando a dança para o interior
de São Paulo
Jose Francisco - [email protected]
Yara Aparecida Couto, Francisco Silva (técnico coreógrafo)
Universidade Federal de São Carlos, Núcleo UFSCar Município, DEFMH, Coordenadoria de Cultura - PROEx
A dança é uma expressão artística pouco divulgada e apoiada no Brasil, apesar de possuir
um enorme potencial de valorização humana, isto é, de colocar as pessoas envolvidas - tanto
os bailarinos quanto o público - em contato com inúmeras facetas do ser humano, tanto as
herdadas em seu percurso histórico quanto as desenvolvidas em suas manifestações contemporâneas. A Urze Cia de Dança/UFSCar é uma companhia de dança fundada a partir da
experiência do Grupo de Dança Contemporânea da UFSCar, projeto de extensão universitária existente desde 2003 na UFSCar. Desde então, realizou apresentações e promoveu mini-cursos gratuitos em São Carlos e em municípios da região, colaborando para a divulgação
desta forma de arte e para a formação humana e artística de seus componentes. O apoio da
Universidade, por meio deste Edital, permitirá a consolidação dessas atividades, ampliando
as possibilidades de alcance de um dos objetivos que motivaram sua criação: a divulgação da
dança na região como atividade de extensão universitária.
Palavras-chave: dança, apresentações artísticas, democratização da dança
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Cultura
Vivência na Área de Gestão no Projeto Estrela Menina - Ginástica Rítmica da Uefs-BA
Silvia Regina Seixas Sacramento (Docente), Bahia, UEFS, e-mail [email protected]
Viviane Castilho, Bahia, UEFS, e-mail [email protected]
Thaize Soares da Rocha, Bahia, UEFS, e-mail [email protected]
Francine Menezes de Jesus Silva, Bahia, UEFS, e-mail [email protected]
Alexsandra Juliana Batista da Silva, Bahia, UEFS, e-mail [email protected]
Caracteriza-se Ginástica Rítmica como uma modalidade esportiva onde desenvolve diversas capacidades físicas como: coordenação, ritmo, equilíbrio, resistência, agilidade e flexibilidade (LAFRANCHI, 2001). A Ginástica Rítmica combina música e movimentos corporais com ou sem aparelhos como bola, maças, fita, cordas e arco.
A Universidade Estadual de Feira de Santana desenvolve um programa de Ginástica
Rítmica para a comunidade. Este tem cunho sócio-educativo onde diversas atividades são
proporcionadas para meninas entre 06 e 14 anos. Neste programa são planejadas atividades
lúdicas, execução de movimentos específicos da Ginástica Rítmica, palestras sobre assuntos
sociais e apresentações em eventos na universidade e fora desta.
Relatar as experiências vivenciadas na área de Gestão do Projeto Estrela Menina - Ginástica Rítmica.
O trabalho é desenvolvido a partir da organização inicial que se dá no período de inscrições, organização dos horários. Durante o andamento das aulas é realizado o acompanhamento da freqüência das alunas e das monitoras participantes do projeto. Incluem ainda
informes e reuniões com os pais ou responsáveis.
A administração é responsável também pela solicitação de materiais necessários e espaços para as aulas. Em casos de convites para eventos é esta que organiza as apresentações
verificando locais e transportes para apresentações fora da universidade. Planejando ainda
festas nas datas comemorativas e encerramento do período.
Controle da quantidade de meninas inscritas e distribuição exata nas turmas para que
não prejudique o trabalho e as atividades propostas pelas professoras. Análise das listas de
freqüências para verificar a assiduidade das alunas e professoras entrando em contato com as
mesmas em casos de falta por longo tempo. Contato com as famílias, comunicação interna
com os setores da universidade e externas com entidades públicas e privadas.
Os resultados positivos do Projeto Estrela Menina - Ginástica Rítmica para a comunidade são a satisfação dos pais e familiares ao ver as apresentações das meninas; a alegria destas
nas aulas e ao expor os movimentos da GR aprendidos vendo a sua valorização.
Portanto esse reconhecimento da comunidade sobre a importância do projeto torna gratificante a experiência na administração e organização do mesmo.
Palavras-chave: Ginástica Rítmica; Gestão; Projeto.
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Cultura
Vivenciando a Poesia
ROSEMEIRE APARECIDA TREBI CURILLA, [email protected]
FRED SIQUEIRA CAVALCANTE
Bolsistas: ERIC TEIXEIRA CALADO, THALITA THAUANA BERNARDO, BEATRIZ
CASUSCELLI GROPPA
Universidade Federal de São Carlos, Coordenadoria de Cultura - PROEx
Este projeto tem por objetivo proporcionar às crianças da Educação Fundamental das
Escolas de São Carlos e Região um contato prazeroso com o universo poético, incentivando
o hábito da leitura e despertando o amor pelos livros.Com o objetivo de proporcionar a
expansão e expressão dos sentimentos, exercitar a imaginação e a criatividade, estimular a
percepção sensorial, favorecer o pensamento reflexivo e trabalhar a sensibilidade, a poesia
será trabalhada utilizando três recursos básicos: a música das palavras (a sonoridade e o ritmo), a visualidade (as imagens que as palavras sugerem na mente do leitor) e o jogo com o
significado (a pluralidade de significados que um poema pode conter).
Palavras-chave: literatura, poesia, poemas
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Cultura
X-9: A Velha Guarda e a Produção de Cuidados
Rosilda Mendes, UNIFESP (Baixada Santista), [email protected]
Emílio Nolasco de Carvalho, UNIFESP (Baixada Santista), [email protected]
Álvaro Carlos de Souza Mendes dos Santos, UNIFESP (Baixada Santista), á[email protected]
Elis Cristina Alquezar, UNIFESP (Baixada Santista), [email protected]
Como parte de um projeto maior intitulado X9: Memória, território e produção do cuidado, esta atividade extensionista reúne docentes e discentes de vários cursos da UNIFESP,
Campus Baixada Santista e pretende criar mais uma oportunidade de se relacionar organicamente com entidades da sociedade civil da cidade de Santos. Visa potencializar a participação
cotidiana dos cidadãos na gestão local e no controle das condições que podem interferir na
sua saúde e na coletividade onde vivem e trabalham. Para tanto, faz-se necessário que os
sujeitos se interessem pela construção de cuidados sobre eles mesmos, e que expressem as
demandas consideradas importantes para aquela comunidade. É, portanto, um espaço de
aprendizado, produção de cuidado e cidadania, onde ensinamos e aprendemos, fazendo com
que o conhecimento caminhe em uma via de mão dupla. É desenvolvido junto ao Grêmio
Recreativo e Cultural Escola de Samba X-9 - Santos, através de atividades semanais de produção de cuidados, como: relaxamentos, noções corporais, alongamentos, todas realizadas
junto a um grupo de tamanha importância dentro da Escola de Samba, a Velha Guarda.
Palavras-chave: saúde, cuidado, cidadania
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Cultura
X-9: Memória, Território e Produção do Cuidado
Maurício Lourenção Garcia, UNIFESP (Baixada Santista), [email protected]
Samira Lima da Costa, UNIFESP (Baixada Santista), [email protected]
Luiz Gustavo Amadei, UNIFESP (Baixada Santista), [email protected]
Agatha Aparecida Oliveira Ribeiro, UNIFESP, (Baixada Santista), [email protected]
Este projeto de extensão universitária que reúne docentes e discentes de vários cursos
da UNIFESP, campus Baixada Santista (psicologia, terapia ocupacional, nutrição e educação
física) pretende criar mais uma oportunidade de se relacionar organicamente com entidades
da sociedade civil da cidade de Santos. É desenvolvido junto ao Grêmio Recreativo e Cultural
Escola de Samba X9 - Santos (G. R. C. E. S. X9 - Santos), através de atividades de produção
do cuidado junto ao grupo de integrantes da Velha Guarda da Escola de Samba, levantamento de expectativas e mapeamento coletivo da rede, da memória e do território onde a Escola
de Samba está inserida.
Tem como metas mapear os movimentos e atores sociais no território no qual se localiza
o G. R. C. E. S. X9 - Santos, com vistas à construção da memória e a produção do cuidado.
Além de sugerir, em conjunto com os membros da Escola de Samba, propostas de produção
do cuidado no território da Bacia do Macuco; Analisar as redes sociais locais com suas interfaces e suas potencialidades em relação à participação da comunidade nos projetos locais;
Identificar representantes da memória da Escola de Samba e, por fim, produzir e registrar
momentos de narrativas destas memórias.
A cada terça-feira um aluno e um professor se encontram com algum membro da velha
guarda a fim de coletar as histórias da escola de samba X9, bem como a participação da pessoa
no decorrer dos anos como integrante da agremiação. Tais reuniões freqüentemente ocorrem no
barracão da X9, o que possibilita aproximação mais forte da universidade com a comunidade. As
informações coletadas formam a memória coletiva da velha guarda, a qual preconiza que cada
integrante é um ator social importante no processo de constituição da mesma.
As histórias contadas apontam a dinâmica do território, pois agremiação compõe-se com
a Bacia do Macuco de forma a ser uma das referências culturais da cidade de Santos. A partir
daí nos é possível mapear os programas, equipamentos e projetos de saúde do bairro.
O impacto acadêmico e social é responsabilidade da Universidade e compromisso deste projeto, despertar em seus alunos esse nível de comprometimento social. Quanto ao social, busca-se
criar uma relação cooperativa entre o G. R. C. E. S. X9 e os equipamentos territoriais envolvidos
com a produção do cuidado, além da ampliação dos projetos oferecidos pela Escola de Samba à
comunidade. Espera-se, também, contribuir para a construção e manutenção da memória social e
cultural, garantindo-se assim, a continuidade histórica dessas memórias.
Palavras-chave: Redes, território, memória coletiva.
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Direitos Humanos e Justiça
A Vivência dos Direitos Humanos e A Conquista da Cidadania em Oficinas com Crianças de Projetos Sociais Municipais
Heloisa Maria Heradão Rogone (docente), Faculdade de Ciências e Letras, UNESP-Assis,[email protected]
Igo Gabriel Santos Ribeiro, Faculdade de Ciências e Letras, UNESP-Assis,[email protected]
Juliana Roberta de Paulo Antoneli, Faculdade de Ciências e Letras, UNESP-Assis, [email protected]
Marina Perenciu Martirani, Faculdade de Ciências e Letras, UNESP-Assis,[email protected]
A Universidade nos programas sociais do município é um projeto de extensão que vem
sendo desenvolvido pelo Departamento de Psicologia Clínica da Unesp - Campus de Assis
desde 1998 e tem seu trabalho centralizado no apoio à infância em situação de risco e na promoção e defesa dos direitos humanos das crianças. Isto é feito em parceria com a Secretaria
da Assistência Social que coordena projetos de atenção integral a crianças e adolescentes,
visando a integração e a inclusão social deste segmento da população. Nossas ações são
norteadas pelos princípios estabelecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente buscando
efetivar condições concretas para o pleno desenvolvimento e contra a exclusão, a marginalização, a estigmatização e a opressão.
O objetivo específico deste Projeto é favorecer o direito da criança de expressar livremente os seus pontos de vistas, sentimentos, opiniões e necessidades, assim como o direito
de ser ouvida e respeitada em suas considerações sobre si mesma e sua relação com o outro.
Método: O trabalho é desenvolvido em pequenos grupos instituídos como oficinas terapêuticas, coordenadas por uma dupla de alunos-estagiários, que participam de supervisões teóricas e
práticas com docentes da Universidade. As atividades das oficinas são realizadas de forma lúdica
e abrangem pintura, circo, arte, contos, expressão corporal, sucata, construção do saber, entre
outras, promovendo reflexões sobre cidadania, afetividade, auto-estima, relacionamentos sociais,
uso de drogas, sexualidade, família, trabalho e preconceito. Este trabalho envolve dezesseis alunos
do 3º e 4º ano do Curso de Graduação em Psicologia, e uma psicóloga da prefeitura.
Resultados: Constatou-se uma significativa integração entre crianças e estagiários, melhora no
desenvolvimento e auto-estima, por meio da valorização das produções coletivas e relatos pessoais, maior expressividade emocional nas oficinas. A partir disso, foram observadas modificações
em relação à pré-conceitos, bem como estereótipos socialmente estabelecidos, possibilitando às
crianças a construção de um novo olhar. Os efeitos deste trabalho são registrados em artigos e
pesquisas apresentados em Congressos e outros eventos científicos, nacionais e internacionais.
Consideramos assim, que este Projeto integra o ensino e a pesquisa com as demandas da comunidade, e incentiva uma prática acadêmica que contribui para o desenvolvimento da consciência
social e política. Assim, ao promover a cidadania destas crianças, os alunos se envolvem em uma
atividade que favorece a formação de profissionais-cidadãos. Deste projeto surgiu uma disciplina
incluída na grade do novo currículo da psicologia.
Palavras-chave - Cidadania, Extensão universitária, Crianças.
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Direitos Humanos e Justiça
“Benefício de Prestação Continuada: Os desafios para a ampliação da cobertura social”
Tiago Gomes Cordeiro, Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social, Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo - PUC, SP, [email protected]
A presente pesquisa nasce da inquietação do autor a partir de seu estágio junto ao Juizado
Especial Federal da 3ª Região - São Paulo, ao constatar que, de fato, nem sempre os princípios contidos na Carta Magna são cumpridos. O objetivo da pesquisa consistiu, portanto,
em identificar os motivos para tantos indeferimentos - por parte do Instituto Nacional de
Seguridade Social - INSS, órgão concessor e pagador - de pedidos do Benefício de Prestação
Continuada, previsto na Constituição Federal de 1988, art. 203 e na Lei 8.742 de 7 de dezembro de 1993 - Lei Orgânica da Assistência Social.
Para isso, foram estudados os conceitos de pobreza, tutela antecipada, deficiência e família e a relação entre o BPC e o auxílio doença, bem como a legislação vigente. Observam-se
incoerências quanto aos conceitos utilizados pelo órgão responsável pela concessão do benefício e até mesmo nas próprias audiências, conforme análise do material empírico levantado
junto ao juizado, com base no qual foi possível constatar tais contradições, destacando-se as
dificuldades de acesso ao próprio serviço judiciário e a morosidade do processo.
Nas considerações finais, são apresentadas alternativas de possíveis soluções com vistas à
ampliação da cobertura social mediante a concessão do benefício em questão.
Palavras-chave: Seguridade Social, Assistência Social, Benefício de Prestação Continuada.
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Direitos Humanos e Justiça
Clínica e Pesquisa em Adoção
Maria Luísa Louro de Castro Valente, Faculdade de Ciências e Letras de Assis - UNESP - Assis., [email protected]
com.br
Loraine Seixas Ferreira, Faculdade de Ciências e Letras de Assis - UNESP - Assis., [email protected]
Tânia Regina Goia, Faculdade de Ciências e Letras de Assis - UNESP - Assis., [email protected]
Vinculado à PROEX, é desenvolvido um projeto de extensão universitária, com a temática de adoção e família, que acontece há 9 anos na Faculdade de Ciências e Letras da UNESP,
campus de Assis. Smith e Miroff (1987), num guia para pais (You’re our Child: The Adoption
Experience), definem como adoção uma invenção social que permite o estabelecimento de
relações do tipo pais-filhos entre pessoas que não estão ligadas biologicamente. Se não bem
trabalhada, a adoção pode ser um evento doloroso e potencialmente traumático, em especial
para as crianças, pois as sensações de abandono e rejeição estão geralmente internalizadas.
Por isso o acompanhamento das famílias antes e pós-adoção é fundamental, visando à orientação, a redefinição de possíveis mitos e preconceitos, e o esclarecimento entre o filho real e
o ideal, evitando, assim, interpretações equivocadas.
Pretende-se com este projeto colaborar com a formação acadêmica dos alunos do 4º e 5º ano
do curso de Psicologia assim como atender a comunidade. Busca-se discutir questões relativas à
adoção e seus aspectos psico-sociais e legais, além de oferecer espaço para reflexão, orientação e
atendimento clínico a famílias com indivíduos adotados e/ou pretendentes à adoção.
As formas de atuação prática se iniciam com a divulgação e conseqüente mobilização da
população para atividades de atendimento clínico individual, atendendo a casais e famílias
com membros adotados, ou sobre a forma de grupo de pais adotivos e postulantes a adoção,
realizados semanalmente no Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada - CPPA. Outra forma
de atuação se faz através de entrevistas para difusão nos vários meios de comunicação, buscando esclarecer a temática em questão, assim abrangendo amplas camadas da população.
Numa futura prática o projeto englobará também um curso preparatório direcionado a candidatos à adoção encaminhados pelos fóruns de alguns municípios da região.
A adoção é a formação de uma família através de laços de amor, e que estes são significativamente mais importantes que laços sanguíneos. É preciso romper com a cultura vigente
de que a adoção é apenas um ato de caridade. Acredita-se que, o desenvolvimento desse
trabalho possibilita à comunidade uma ressignificação sobre a cultura da adoção, ressaltando
que mais do que uma “boa ação”, a adoção é um direito garantido à criança e ao adolescente,
pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de possuir uma família. Através dessas
ações, é possível observar que o olhar do psicólogo pode contribuir na construção de novos
entendimentos sobre a adoção, tanto na visão da sociedade como das famílias.
Palavras-chave: Adoção, Pesquisa, Família
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Direitos Humanos e Justiça
Educação financeira nas escolas públicas da comunidade viçosense
Jeferson Boechat Soares, Departamento de Ciências Socias, Universidade Federal de Viçosa (UFV), [email protected]
hotmail.com
Sérgio Luiz Vasco Moretti, Departamento de Economia, UFV, [email protected]
Ter a oportunidade de aprender, saber, ter o conhecimento claro das coisas através das
informações vinculadas pelos meios de comunicação e pela educação, ou seja, por meio da
aquisição de entendimento esclarecido, o indivíduo pode apresentar seus interesses. As pessoas estariam dispostas a participarem do cenário político, em que os direitos sociais seriam
garantidos se a sociedade quisesse exerce-los, se esse conhecimento fosse passado pela educação, assim, realizar-se-ia a inclusão. Existem participantes no processo de educação: a escola, o Governo, as instituições financeiras, e outros, como as intituições não-governametais.
A Educação Financeira seria o processo pelo qual os indivíduos melhoram a compreensão sobre os produtos financeiros, seus conceitos e riscos, com a qual desenvolveriam habilidades e a confiança necessárias para tomarem decisões fundamentadas e com segurança.
Analisando os objetivos do projeto, o Projeto de Educação Financeira visa que o estagiário tenha o papel de estabelecer uma ponte entre o conhecimento formal apresentado pela
instituição (a escola) e a demanda social, de tal forma que o aprendizado se torne dinâmico
e interessante, pois passa a ser resposta para situações do cotidiano. O estagiário deve ter a
sensibilidade para perceber que este se trata de uma ação humanística e, por isso, ele será
estimulado a auxiliar na transformação da sociedade, a fim de estabelecer laços concretos
com a vida em detrimento de uma cultura influenciada pelo individualismo e a competição.
E ainda, estimular o espírito empreendedor em cada aluno possibilitando-o a atuar com mais
habilidade e responsabilidade como consumidor no mercado atual e futuro.
A metodologia de ensino utilizada e criada, busca desenvolver uma “alfabetização econômica” dos alunos juntamente com um estímulo a prática da leitura. De fato, orientam-se
os alunos para que repassem o material adquirido em sala de aula para toda a família, pois os
assuntos tratados na aula-oficina são situações específicas aleatoriamente debatidas e sociabilizadas de interesse da esfera familiar. Assim, uma vez que a família procura executar em
seu dia-dia ações coerentes com os pressupostos da Educação Financeira, a criança terá um
modelo perfeito a se espelhar em sua trajetória de amadurecimento.
Os resultados alcançados com essa ação social foram gratificantes. O projeto em si refletiu
uma grande satisfação das pessoas envolvidas, ou seja, tanto a organização das escolas, a equipe
gestora, quanto aos alunos atendidos acreditam que o projeto é de grande valia, seja em função de
uma satisfação pessoal, seja em termos de um futuro desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave: Extensão, Evento, Projetos.
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Direitos Humanos e Justiça
Estado do Paraná e Extensão Universitária em defesa dos
Direitos das Crianças e Adolescentes
Gabriella de Camargo Hizume, [email protected]
Adrielli Mozara Prunzel, [email protected]
Camila Regina Peternelli, [email protected]
Jean Carlo Nogueira Baron, [email protected]
Paola Andriguetti Zucchi, [email protected]
Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (NEDIJ), Universidade Estadual do Oeste
do Paraná (UNIOESTE)
Criados em 2005 por iniciativa do Governo do Estado do Paraná e do Ministério Público estadual, os Núcleos de Estudo e Defesa de Direitos da Infância e Juventude (NEDIJs)
foram instalados nas Universidades Públicas Estaduais do Paraná com o objetivo de tutelar
os direitos de crianças e adolescentes a partir do marco da Teoria da Proteção Integral. Em
2008, os NEDIJs passaram a integrar o Subprograma Incubadora de Direitos Sociais do Programa Universidade Sem Fronteiras, da Secretaria de Estado da Ciência,Tecnologia e Ensino
Superior do Paraná. Atualmente, os Núcleos são compostos por um professor coordenador/
orientador, quatro bolsistas graduandos da área do Direito, dois advogados bolsistas recémformados, um professor orientador, um recém-formado e um graduando das demais áreas.
As atividades desenvolvidas nos núcleos de prática jurídica centradas na prestação de assistência judicial viabilizam acesso à justiça aos indivíduos economicamente hipossuficientes
e o aperfeiçoamento profissional dos estudantes de Direito. Os NEDIJs articulam ensino e
são focados em estudos orientados no embasamento teórico do direito material e processual,
pesquisa e extensão voltadas para questões pertinentes ao direito infanto-juvenil, considerando que crianças e adolescentes encontram-se em posição de sujeitos em peculiar condição de
desenvolvimento físico, moral, social, espiritual e mental; a pesquisa está, geralmente, vinculada a grupos institucionalizados. Exemplificativamente, na Universidade Estadual do Oeste
do Paraná, as atividades de pesquisa do NEDIJ, campus de Francisco Beltrão, estão atreladas
ao Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos (GPDH). Assim os NEDIJs desenvolvem
projetos na comunidade com o intuito de apresentar o ECA e auxiliar no esclarecimento
de dúvidas relativas a questões jurídico-pedagógicas que envolvem crianças e adolescentes.
Em Francisco Beltrão, o Núcleo participa como ator da rede de proteção à criança e ao adolescente, juntamente com o Ministério Público, Poder Judiciário, Polícia Civil e Militar, Conselho
Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Conselho Tutelar, Centro de
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), Associação de Proteção à Maternidade
e à Infância (APMI), Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD),
Centros de Sócioeducação (CENSE), acompanhando os adolescentes internados.
Destarte, vale ressaltar que o Núcleo prima pela tentativa de acordo entre as partes, buscando
reduzir o número de processos ajuizados, acelerando, assim, a solução da controvérsia. Em face
da multiplicidade de atividades desenvolvidas, a metodologia utilizada varia caso a caso.
Palavras-chave: Eca, Nedij, Unioeste.
86
Direitos Humanos e Justiça
O projeto de extensão como intermediador para a promoção dos vínculos
Heidi Miriam Bertolucci Coelho, [email protected]
Cristiane Midori Takasu, [email protected]
Giovana Meinberg Garcia, [email protected]
Luiza Câmara Maretto, [email protected]
Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Ciências e Letras de Assis
O Projeto de Extensão Universitária Usina de Sonhos com Realidade surgiu da demanda de
ambos os lados, universitários e integrantes do Bairro e realiza uma intervenção social de universitários na comunidade da Vila Prudenciana, no município de Assis-SP. Participam deste projeto
alunos dos cinco cursos do campus da UNESP de Assis, possibilitando um espaço de interação
para todos os alunos de graduação, viabilizando uma antecipação da prática e aproximação da
universidade com esta comunidade. Os encontros se dão por meio de encontros quinzenais aos
sábados no Bairro no qual são desenvolvidas oficinas de esporte, jogos, fantoches, trabalhos manuais (massinha, construção de brinquedos e instrumentos musicais com “sucatas”, dobraduras,
etc.), pinturas e brincadeiras das mais diversas. Há também encontros externos ao Bairro como,
por exemplo, na UNESP e parques da cidade. Para a discussão e reflexão das atividades realizadas,
além do planejamento das próximas, realizam-se também reuniões semanais entre os estagiários e
com a coordenadora do grupo, e, plantões para a produção científica.
É possível pensar este trabalho por meio do vínculo estabelecido. Há vários autores,
Freud, Bion, Melanie Klein que de certa forma contribuíram em conceitos teóricos e mencionaram a relevância do vínculo analítico. No caso do projeto, há um vínculo presente,
mesmo que fora dos padrões do setting terapêutico, não menos importante. O termo surgiu
do latim e tem como um dos sentidos a ligação entre as partes, algo unido, algo relacionalemocional entre duas ou mais pessoas.
Neste sentido o projeto teve um papel primordial para a construção dos diversos vínculos: entre os estagiários, as crianças, os pais e o espaço construído. O vínculo é visivelmente
percebido nas atividades propostas em que a criança e o estagiário interagem de forma espontânea, fluindo o brincar; como quando, uma criança interpela um estagiário para que este
construa um avião com um pedaço de barbante e, a partir do que este cria, surge a capacidade
da criança de “voar” com um barbante esticado entre os braços; ou ainda, a invenção de
histórias com os fantoches, nas quais quem começa não é o mesmo que termina e aparece
algo novo e compartilhado.Isto tudo, sem quaisquer constrangimento ou limites impostos à
imaginação ou à criatividade de ambos.
Este projeto vem ganhando visibilidade tanto dentro do campus quanto da comunidade,
pois há a integração entre estes, com antecipação da prática na formação acadêmica e no resgate do lúdico no desenvolvimento infantil. O vínculo se torna essencial para continuidade
do trabalho no decorrer dos anos e para presença constante dos participantes nos encontros.
Palavras-chave: vínculo, projeto de extensão, Assis.
87
Direitos Humanos e Justiça
Projeto Laços de Amor: Adoção, gênero, cidadania e direitos
Prof. Dr. Fernando Silva TEIXEIRA FILHO, UNESP- Assis, [email protected]
Elaine Gasques RODRIGUES, UNESP- Assis, [email protected]
Manuela Aparecida M. CRISTÓVÃO, UNESP- Assis, [email protected]
Merilin Mirian VOLK, UNESP- Assis, [email protected]
Vivian Lazarini VALEO, UNESP- Assis,[email protected]
O Projeto Laços de Amor: adoção, gênero, cidadania e direitos é um grupo de estágio,
pesquisa e extensão, financiado pela PROEX (Pró-Reitoria de Extensão), ligado ao Departamento de Psicologia Clínica da UNESP-Assis, que oferece atendimento psicológico a pessoas cujo sofrimento esteja associado à adoção. Do mesmo modo, realizamos intervenções
clínico-sociais que envolvem cine-debates, escrita de textos opinativos para jornais, distribuição de materiais informativos com reflexões sobre adoção (tardia, especial, inter-racial, por
pessoas homossexuais).
Desde sua criação em 2006, o projeto já totalizou 46 atendimentos. Muitos deles são de
pessoas que estão em processo terapêutico por mais de 1 ano. Nem todos os casos são de
crianças. Também atendemos adultos, em geral, do sexo feminino. Na maioria das vezes, os
pais já contaram à criança que ela é adotada, mas isso não é regra. Também já recebemos
casos de adoção inter-racial e tardia, bem como guarda de crianças por parentes. De modo
geral, o que é comum a todos estes casos é a colocação da pergunta: “o que faz uma família?”.
Acreditamos que o processo terapêutico tem auxiliado a estas pessoas a encontrarem suas
próprias respostas.
Do ponto de vista social, acreditamos que a pergunta que interpela subjetivamente estas pessoas, advém, justamente, do contexto sócio-histórico e cultural no qual estão inseridas. É, a partir
desta contastação, que buscamos resignificar a cultura da adoção via procedimentos já elencados.
Durante todos esses anos de execução do projeto, fica-nos evidente a necessidade de
acolhimento e tratamento dos sofrimentos psíquicos de pessoas adotadas e seus familiares,
reafirmando, inclusive que, muito desses sofrimentos poderiam ser evitados se na nossa cultura os estigmas que envolvem a adoção fossem extintos.
Palavras-chave: Adoção, Gênero, Direitos
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Direitos Humanos e Justiça
Projovem Adolescente
Prof. Assistente Dra. Heloisa Maria Heradão Rogone, Departamento de Psicologia Clínica, FCL - Unesp Assis, SP, [email protected]
Marcela Pimentel Rocha, FCL - Unesp - Assis, SP, [email protected]
Stefanie Teixeira de Lima, FCL - Unesp - Assis, SP, [email protected]
O Projovem Adolescente - Serviço Sócio Educativo integra a Política Nacional de Assistência Social, políticas públicas de proteção social que se materializa pelo Sistema Único de
Assistência Social - SUAS, foi elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, toma como base o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e é composto
por uma rede articulada de serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais. Tem
como público alvo jovens de 15 a 17 anos, de famílias em condições de extrema pobreza,
expostos a vulnerabilidades sociais, recebendo o Bolsa Família e aqueles cumprindo medidas
socioeducativas. O projeto de extensão é realizado dentro do Programa Projovem Adolescente, coordenado por uma docente do Departamento de Psicologia Clínica e busca oferecer
uma atenção psicossocial aos jovens.
As atividades realizadas por graduandos de psicologia têm como objetivo colocar o aluno
estagiário em contato com o exercício da sua futura profissão promovendo uma reflexão e o
desenvolvimento de um pensamento crítico que acontece através da experiência do êxito ou
do fracasso do trabalho realizado em grupo além de ampliar a atuação do psicólogo. É importante destacar que os objetivos se moldam de acordo com as necessidades dos estagiários,
supervisores e adolescentes.
O projeto é composto por quatro alunos estagiários e 50 jovens de 15 a 17 anos divididos em
2 coletivos coordenados por uma dupla de alunos em oficinas semanais com 2 horas de duração.
As atividades desenvolvidas compreendem discussões, dinâmicas de grupo, exposições informativas, filmes, músicas e cartazes elaborados pelo coletivo abordando sempre os temas transversais
propostos pela apostila do projeto que são: Juventude e Meio Ambiente, Juventude e Trabalho,
Juventude e Cultura, Juventude Esporte e Lazer, Juventude e Saúde e Juventude e Direitos Humanos e Socioassistenciais. As atividades realizadas servem como disparadoras para as discussões
e reflexões, sendo os estagiários apenas mediadores e facilitadores destas. Semanalmente ocorre
a supervisão com a docente coordenadora para compartilhar experiências, incitar discussões e
esclarecer dúvidas, tendo como base um referencial psicanalítico.
Posturas e condutas foram aprimoradas na supervisão e na troca de experiências durante
os encontros com os jovens, mostrando que nem sempre o papel do psicólogo se restringe à
uma visão terapêutica. A vivência do projeto propicia o enriquecimento, a aprendizagem e a
compreensão de como prática e teoria se relacionam, proporcionando vivenciar a psicologia
fora do ambiente acadêmico.
Palavras-chave: Direitos Humanos, Adolescente.
89
Direitos Humanos e Justiça
Reflexões sobre uma prática com jovens, realizada por alunos extencionistas da psicologia, em uma unidade da assistência social
Dra. Heloisa Maria Heradão Rogone, [email protected]
*Ms Claudia Maria Rinhel Silva, [email protected]
** Fabiana Guimarães Duarte, [email protected]
** Giovana Meinberg Garcia, [email protected]
**Luiza Câmara Maretto, [email protected]
** Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Ciências e Letras de Assis (FCL)
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre uma prática desenvolvida em um Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), com jovens de 15 a 24 anos assistidos pelo programa social estadual denominado de Ação Jovem. Este programa oferece a estes jovens, ações
que complementam a escola e estimulam a conclusão do ensino médio, por meio de uma transferência de renda com a intenção de amenizar a situação de vulnerabilidade social em que se encontra este segmento da população. A Unesp-Assis, através do Projeto de Extensão Universitária
denominado “A Universidade nos Programas Sociais do Município”, realiza, em parceria com a
Assistência Social municipal, oficinas de cidadania com estes jovens, que são coordenadas por
alunos extencionistas do curso de psicologia. Os dez alunos envolvidos promovem encontros
semanais com os jovens, produzindo vivências de cidadania através de dinâmicas disparadoras
de temas da realidade em que vivem, e que são desenvolvidos de forma reflexiva e/ou mediada
por elementos como filmes, recurso audiovisual, revistas, jornais, desenhos entre outros. Esta
prática traz questionamentos sobre a atuação do psicólogo em uma unidade da assistência social,
mais especificamente em um CRAS, que vem sendo atualmente, amplamente debatido em várias
instâncias da categoria de psicólogos e de outros profissionais a fins. Também é tema recorrente
nas supervisões realizadas pela coordenadora do projeto de extensão e a coordenadora do “Ação
Jovem” com os alunos extencionistas nas quais pode-se perceber a grande importância desta
atuação na formação deste também jovem aluno. É uma ação implementada em um campo de
trabalho que recentemente se abriu ao psicólogo, com a implantação do SUAS e suas unidades
auxiliares, e, a participação do aluno neste momento histórico de construção deste campo novo
de conhecimento e saber, certamente contribuirá para a formação de um profissional cidadão.
Palavras-chave: extensão, psicologia e assistência social.
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Educação
Acompanhamento pedagógico de alunos e professores no
cotidiano escolar: Uma ação de extensão no âmbito do projeto “Formação e trabalho de professores junto aos alunos
com deficiências no município de Guarulhos (SP)”
Maria de Fátima Carvalho
Franciele Fernanda Malosti Santana, [email protected], Larissa Maria Prestia Dias, larissa.
[email protected], Leandro Gonçalves Oliveira, [email protected], Jessica Araújo, [email protected]
hotmail.com,Universidade Federal de São Paulo.
O projeto em andamento (agosto/2009 – junho 2010) objetiva o diálogo com a escola
pública e concentra-se no atendimento às demandas de formação continuada e trabalho de
professores no processo de inclusão escolar de crianças e jovens com deficiências na rede
pública estadual, em Guarulhos, SP. Desenvolvido numa escola de Ensino Fundamental II
e Médio, situada no bairro São João. No cotidiano escolar, o professor depara-se com as necessidades de atuação relativas às especificidades de desenvolvimento e educação dos alunos
que apresentam deficiências. Neste contexto, destaca-se a referência a falta de conhecimentos acerca das deficiências. Estas são entendidas e explicadas como condições que afetam,
e que a priori, definem os processos de ensino-aprendizagem. Os educadores falam da falta
de condições de construção destes conhecimentos no cotidiano escolar, no exercício do
trabalho docente caracterizado pelo acúmulo de atividades, pela falta de orientação e apoio
sistemático ao processo de inclusão, pelo excesso de alunos e outras exigências pedagógicas,
condições que, conforme seus argumentos, impedem à continuidade de sua formação. O
professor interroga-se sobre “como ensinar a quem não aprende, não ouve, não vê, não fala,
não se move, como enfrentar as demandas suscitadas pelas necessidades específicas desses
alunos em meio às precárias condições de atendimento escolar?” As dificulades alegadas e as
formas vigentes de significação de déficits, distúrbios e atrasos (psíquicos, linguísticos e motores) produz modos de intervenção que nem sempre concorrem para o desenvolvimento
escolar da população com deficiência incluída na escola. O projeto desenvolve entre outras
atividades, o trabalho de acompanhamento pedagógico realizado pelos graduandos, dirigido
aos alunos com deficiências, tendo como objetivo contribuir para a elaboração e discussão de
alternativas de ensino e aprendizagem vividas por alunos com deficiências e seus professores.
Compete aos graduandos auxiliar professores e alunos na realização das atividades, elaboração de materiais, registro e sistematização da atividade de campo em curso, a qual no âmbito
do projeto dinamiza a relação colaborativa entre a universidade e a escola pública, permitindo
a reflexão sobre a inclusão e contribuindo para o trabalho e a formação atual dos graduandos
e continuada dos professores do município.
91
Educação
Afetividade e formação continuada de professores
Profa. .Dra. Maria Teresa de Moura Ribeiro (Depto de Pedagogia - UNITAU - [email protected])
Profa. Dra. Myrian Boal Teixeira (Depto de Pedagogia - UNITAU - [email protected])
Os estudos sobre a docência têm mostrado a importância da dimensão afetiva e relacional em um trabalho que envolve, essencialmente, interações humanas. Este aspecto, no
entanto, tem sido freqüentemente desconsiderado nos currículos dos cursos de formação
de professores, mais voltados para conhecimentos técnicos e conceituais. Buscando conhecer e compreender melhor o papel da afetividade nos processos formativos, analisamos um
programa de formação continuada de professores, realizado no Brasil, através de parceria
entre uma Pró-reitoria de Extensão Universitária de uma universidade pública regional e
uma secretaria de educação estadual, focando nossa análise em uma das escolas envolvidas,
com o objetivo de investigar se as condições favoráveis que permitiram ao professor expressar manifestações afetivas contribuíram para levá-lo à reflexão sobre sua atuação docente
e conseqüente aprendizagem e mudança. Fundado em uma concepção de formação que
entende os professores como sujeitos cognitivos, afetivos e sociais, o projeto elegeu a escola
como lócus de formação, oportunizando momentos para reflexão coletiva sobre as questões
do cotidiano escolar, as trocas de experiências e a expressão dos sentimentos. A coleta de
dados valeu-se da análise documental de avaliações preenchidas pelos professores e formadores participantes do programa de formação ao longo de 12 encontros, durante um ano
letivo. Para complementação dos dados foram realizadas entrevistas com sete profissionais
da escola envolvida. A leitura e analise do material permitiu sua organização em categorias: a
escola na visão dos profissionais; o percurso de formação dos docentes; expectativas de formação. A base teórica do estudo pautou-se nas contribuições de Wallon e Rogers, o primeiro
enfatizando que afetividade e inteligência constituem processos que se integram e que se
modificam e que o meio em que a pessoa vive é importante para a formação de suas atitudes,
uma vez que é nele que se criam as condições para que as mudanças ocorram. Rogers afirma
que os educadores estão interessados em aprendizagens que provoquem modificações no
comportamento e, para que isso ocorra, o conhecimento precisa ser organizado na e pela
pessoa, pautando-se na aceitação, empatia e autenticidade. Com base nesses pressupostos,
concluímos que o processo de formação continuada de professores que almeja mudanças
significativas, deve priorizar as relações afetivas, respeitando e ouvindo o professor, de modo
que todos possam protagonizar sua própria formação.
Palavras-chave: formação continuada de professores; extensão universitária; afetividade.
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Educação
A Arte como recurso didático para o ensino de Matemática
MARQUES, E.M.R., FC, Bauru, UNESP, BR, [email protected]
SOUZA, A. R., FC, Bauru, UNESP, BR, [email protected]
BREDA, A.M.A., UA, PT, [email protected]
NEVES,A.J., UA, PT, [email protected]
et alli
A Análise Complexa tem sido apontada, pela literatura da área, como um tema central da
Matemática. Apesar disso, as pesquisas mostram que existe deficiência no processo de ensino
e aprendizagem desse tópico. O ensino usual dos números complexos é basicamente utilizando a abordagem algébrica, ficando isento de significado e/ou aplicações. Buscando um
ensino mais significativo, especialmente para graduandos na área das ciências exatas e tecnológicas, dever-se-ia utilizar, conforme afirmam muitos pesquisadores, o enfoque geométrico
dos números complexos e suas funções, uma vez que este proporciona melhor qualidade de
compreensão e utilidade prática dos mesmos. Neste contexto, propomos este Projeto de Extensão. O projeto será desenvolvido no saguão da Biblioteca do campus, através da exposição
de quadros produzidos através das funções complexas, utilizando o software F(C): Funções
Complexas, desenvolvido por Edvaldo de Lima Silva em 2003. Cada quadro será exposto
durante uma semana, acompanhados de panfletos explicativos. Em cada troca de quadros
haverá um período previamente divulgado, onde os autores do campus estarão à disposição
do público para conversas sobre o tema. O projeto se desenvolverá durante o período letivo
do ano de 2011, sendo então, a exposição, constituída de aproximadamente 34 quadros. No
2° semestre, já com uma quantidade adequada de quadros, pretende-se realizar exposições
itinerantes acompanhadas de palestras sobre o tema, em escolas de Ensino Médio da Rede
Oficial de Ensino de Bauru e região.
Este projeto de extensão objetiva apresentar os números complexos e suas funções num
novo contexto, associado à Computação Gráfica, onde revela excelentes resultados, incluindo àqueles obtidos a partir da utilização como recurso didático para o ensino desse conteúdo.
Objetiva também a divulgação de parte da produção científica do Grupo de Pesquisa: Ensino
de Ciências e Tecnologia Educacional da UNESP - campus de Bauru, que vem trabalhado
sobre o tema há vários anos, tendo inclusive produzido o software que possibilita esse projeto (wwwp.fc.unesp.br/~edvaldo/).
Como projeto de caráter cultural tem como beneficiários toda a comunidade acadêmica
do campus de Bauru, freqüentadores da Biblioteca e a comunidade das escolas por onde
passará a “Exposição Itinerante”.
Palavras-chave: Números e Funções Complexas, Computação Gráfica, Arte.
93
Educação
A experimentação investigativa e a construção de conceitos:
o experimento da combustão da vela
Silvia Regina Quijadas Aro Zuliani, Departamento de Educação, UNESP - Bauru,
[email protected]
Rodrigo José Cristiano Gazola, Faculdade de Ciências, UNESP - Bauru,
[email protected]
Este projeto, vinculado ao Núcleo de Ensino da Faculdade de Ciências, UNESP, Campus de Bauru, tem como objetivo auxiliar no desenvolvimento das práticas de ensino das
diferentes áreas das Licenciaturas em Química, Matemática, Física, Ciências Biológicas e
desenvolver oportunidades de formação inicial e continuada a professores de Educação Básica destas disciplinas. Tem como base de ação, a implantação da Metodologia Investigativa
Interdisciplinar, na busca de um Ensino de Ciências mais dinâmico e abrangente.
Para criação, articulação e avaliação das atividades deste projeto foram formados grupos
de trabalho que congregam docentes da universidade, professores da rede de educação básica
e estudantes de graduação das quatro áreas. O trabalho com as atividades criadas pelo grupo,
em uma primeira fase, foi aplicado a grupos de professores e alunos da rede pública de ensino e licenciandos em Química da universidade. A atividade experimental investigativa escolhida está ligada ao fenômeno da combustão da vela em um recipiente fechado. Trabalhou-se
com alunos de Ensino Médio, Professores de Educação Básica e Licenciandos em Química.
Com a experimentação investigativa foi possível uma imediata verificação dos conceitos prévios e das concepções dos sujeitos a respeito dos fenômenos observados. Percebe-se claramente
a dificuldade de todos os envolvidos em formular explicações. Em todos os níveis, estas concepções apresentam-se incompletas e inadequadas indicando que apesar de terem passado por
diferentes etapas na educação formal, há uma lacuna de aprendizagem, onde predominam explicações pouco elaboradas e na maioria das vezes distantes da cientificamente aceita.
Percebe-se, entretanto que a maneira como o experimento é conduzido pode ser a responsável por estas defasagens, mas o trabalho realizado com este grupo não nos parece
suficiente para diagnosticar onde estes conceitos são adquiridos e qual a influência do ensino
formal em sua construção. Assim acreditamos que esta possa ser uma investigação de interesse uma vez que permitirá obter dados capazes de indicar onde devemos atuar enquanto
formadores de professores. Entretanto, a análise dos resultados obtidos até o momento nos
permitiu a formulação de dois questionamentos principais: Em qual momento da vida acadêmica do aluno se dá a formação dos conceitos aqui discutidos? Qual é o papel do professor
na formação desses conceitos?
Palavras-chave: Experimentação Investigativa, Formação Inicial.
94
Educação
A Formação Docente e Uso dos Objetos Lúdicos na Realidade e na Virtualidade
Profa. Dra. Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, Faculdade de Ciências Bauru, UNESP, [email protected]
Ana Simon Bastos, Faculdade de Ciências - Bauru,
UNESP, [email protected] <[email protected]
O projeto Brincando no Centro de Psicologia Aplicada - CPA, criado em 2005, com o
objetivo de auxiliar na organização e manutenção do acervo de brinquedos e jogos usados
pelos professores e alunos do Curso de Psicologia, nos estágios curriculares e nos projetos
de extensão, em atendimento no CPA.
O projeto aumentou seu rol de atuação, e em 2006, outros objetivos foram incorporados:
criar um espaço de estudos para a utilização interventiva, educativa e recreativa na área da
ludicidade; disponibilizar um campo para docência, pesquisa e extensão a ser realizada pelos
envolvidos no projeto.
A partir dos estudos realizados no Quai des Ludes, em Lyon, França, em 2008, iniciou-se
junto ao CPA e ao LABRIMP - FE/USP, a implantação de um sistema de classificação do
acervo de brinquedos e jogos, na sua organização, baseado na sistemática conhecida como
C.O.L. - Classement des Objets Ludiques, em substituição a outros sistemas, anteriormente
utilizado nesses dois espaços. O C.O.L classifica os objetos lúdicos em 4 categorias, sendo
brinquedos e jogos: exercício, simbólico, acoplagem ou construção e regras. A organização
dos acervos e as informações sobre os objetos disponibilizados nas fichas do C.O.L. impulsionaram para outras ações e, atualmente, um novo objetivo passou a integrar as ações
propostas: criar e alimentar um site Web para registro, categorização, consulta de informações e orientações na escolha de objetos lúdicos (2010). Futuramente, este Web pretende
disponibilizar a funcionalidade de empréstimo on-line dos objetos do acervo do CPA, para
comunidade em geral (2011).
O site Web, denominado “Brinquedoteca na Web”, encontra-se em fase final de elaboração e pode ser acessado por alguns usuários, com informações sobre organização de materiais lúdicos, divulgação de trabalhos realizados com a temática da ludicidade, com palestras,
vídeos que mostram situações de jogos e brincadeiras, sobre cursos e atividades realizadas
pelos alunos e professores da universidade. O conteúdo do site será útil para a formação
continuada de professores da rede pública, bem como promover situações recreativas com
jogos e brincadeiras eletrônicas. Além disso, o site oferece um ambiente de colaboração e
troca de informações entre o público em geral e profissionais e pesquisadores da área da
educação e ludicidade.
Ressaltamos, ainda que, o projeto permite as interfaces entre pesquisas e extensão, com os
trabalhos desenvolvidos pela coordenadora, com alunos de graduação em TCCs, orientações em
escolas e instituições, a docência na disciplina de Organização de objetos lúdicos, com alunos de
diferentes cursos e os estudos realizados por alunos de Computação e de Designer.
Palavras-chave: Ludicidade, C.O.L., Educação.
95
Educação
A Realidade Aumentada e Seu Uso em Sala de Aula
Ana Lúcia Nogueira de Camargo Harris, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo,
UNICAMP, [email protected]
Clara Maria Ferreira Silva, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, UNICAMP,
[email protected]
A Realidade Virtual (RV) embora desenvolvida a década de 60 com ScketchPad por Ivan
Sutherland, teve maiores avanços tecnológicos somente na década de 90, quando foi possível
a interação em tempo real. Paralelamente a RV, nos anos 90 surge a Realidade Aumentada
(RA), que sobrepõe o ambiente virtual ao real, possibilitando uma interação direta e física
do operador com o meio virtual. A partir do século XXI, com a popularização de softwares
e técnicas de visão computacional, a RA tem encontrado seu espaço, principalmente por ser
uma tecnologia mais simples do que a RV e de fácil interação com outras mídias.
Do Ambiente Real ao Ambiente Virtual existe um percurso onde se sobressaem outras
Realidades, num campo denominado de Realidade Mista. Neste trabalho, considera-se a Realidade inserida numa região da Realidade Mista, que mescla a realidade virtual (não palpável)
com o ambiente real (mundo físico).
Dessa forma, a RA pode dar-se tanto no sentido ambiente real para o virtual, como o oposto, permitindo ao operador manusear objetos reais, com respostas em tempo real dos objetos
virtuais, tornando o virtual mais dinâmico e mais próximo do operador. Azuma (1997) aponta
três características principais de RA: combinação do real e do virtual, interações em tempo real
;registros tridimensionais (perfeita combinação do físico com o sintético).
A aplicação descrita a seguir, parte de uma Iniciação Científica, teve como objetivo aplicar a RA no contexto educacional, para que os alunos experimentassem-na como uma ferramenta disponível para a apresentação em sala de seus trabalhos individuais. Como base
para a aplicação foi utilizado o software BuildAR, versão free e um microcomputador com
câmera ligado ao projetor num dos laboratórios de informática disponíveis para aulas de
CAD na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP. Esta aplicação foi realizada dentro do programa de aula da disciplina AU302 - Informática Aplicada
II, ministrada no 2º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo de 2010. Para isso foram
desenvolvidos marcadores de 8 x 8 cm personalizados com os nomes dos alunos e, os seus
trabalhos, originariamente desenvolvidos com o uso do software free Sketch Up 7.0, foram
exportados para arquivos do tipo 3Ds.
Como resultado, obteve-se boas leituras dos marcadores a partir de uma distância média
de 60 cm e vários ângulos de leitura. Considerando-se que a computação gráfica e a interface
com o usuário vêm se aproximando cada vez mais dos sentidos humanos, conclui-se que a
RA já pode ser considerada como uma opção ferramental para ser incluída no conjunto de
TICs aplicáveis no campo educacional no cotidiano das salas de aula.
Palavras-chave: Realidade Aumentada, marcadores
96
Educação
A Terceira Idade no Mundo Cibernético
Profa. Dra. Denise Nicodemo, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
fosjc.unesp.br
Megg Aparecida Ribeiro, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
hotmail.com
Rosemary Soares de Santana, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP,
[email protected]
Elzio Antonio Sotero, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
yahoo.com.br
Talitha de Cássia Silva Sousa, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP,
[email protected]
Este trabalho é resultado do curso de Informática ministrado pelas alunas bolsistas da
UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) - Núcleo de São José dos Campos, no seu 5º
ano de existência na Faculdade de Odontologia, com supervisão do Pólo Computacional da
Unidade e com auxílio de um voluntário integrante do próprio grupo da 3ª idade. Compartilhando do ideário de ser a informática um veículo importante de comunicação favorecendo
inclusão social, aprendizado, satisfação pela aquisição de novos conhecimentos e interações,
resgate de relações e possibilidade de novas amizades, mantemos este curso na UNATI, sempre concorrido e prestigiado pelos alunos da 3ª idade. Acompanhando o desenvolvimento
do processo, a relação entre diferentes gerações, promove às partes: 3ª idade, jovens, adultos,
e até crianças (que hoje já fazem parte do mundo cibernético) maior proximidade, quebra
de barreiras além de muito aprendizado. Objetivou-se verificar qualitativamente, por meio
de relato pessoal e experiência, o impacto provocado pelo curso de informática oferecido
pela UNATI da FOSJC, na qualidade de vida e dia a dia dos alunos que estão participando
do processo. Aplicou-se, como forma de avaliar o projeto, um questionário com três perguntas a respeito do curso que foi entregue aos alunos da terceira idade, de modo a utilizar
suas respostas para verificar qualitativamente os impactos e resultados do projeto no dia a
dia dos participantes. Foram utilizadas as seguintes perguntas: 1. O que você acha do curso
de informática? Com o curso, algo mudou em sua vida? 2. Você está gostando do curso? 3.
Você recomenda as aulas a algum colega da terceira idade? Como resultados, verificou-se
que muitos deles relataram ter a auto-estima elevada ao perceberem que perderam o medo
do desconhecido e que podem, como qualquer outra pessoa, adquirir novos conhecimentos
que os tornam interados e atualizados. Verificou-se também a comunicação facilitada pelo
aprendizado, o qual diminui as distâncias e barreiras possibilitando a proximidade de um pai
a um filho, avós e netos, entre outros, tornando o lado afetivo parte importante do processo.
100% dos alunos responderam que o curso é maravilhoso ou bom e que indicariam para um
colega, já que gostam de participar das aulas. Para 75%, com as aulas se sentiram mais interados com o mundo atual; já para 15% trouxe conhecimento e opção de lazer e 10% agora
conseguem falar com pessoas distantes. Os relatos demonstraram satisfação e aumento da
comunicação como exemplo: “A informática para mim é um novo caminho, relacionamento,
conhecimento e lazer”.
Palavras-chave: Informática, Envelhecimento, Aprendizagem.
97
Educação
A Universidade Aberta à Terceira Idade - UNATI do Campus
de Sorocaba da Universidade Estadual Paulista - UNESP
Márcio A. Marques, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
Galdenoro Botura Jr, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
Amanda C. Diniz, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 19 milhões
de brasileiros são pessoas idosas e cerca de 30% desse total trabalha. A terceira idade é uma
etapa natural da vida e quando as pessoas estão dispostas a realizar mudanças e realizações
pessoais. Diante desta perspectiva, o Núcleo Local da Universidade Aberta à Terceira Idade UNATI do Campus de Sorocaba/UNESP vem desenvolvendo suas atividades desde março
de 2008 através de palestras e oficinas voltadas para a terceira idade da cidade de Sorocaba e
região, de eventos musicais e cursos de línguas e informática, todos organizados e ministrados por alunos voluntários e bolsistas.
A UNATI é um projeto institucional da Universidade Estadual Paulista - UNESP que
tem como objetivo possibilitar às pessoas que estão envelhecendo acesso à Universidade Pública, o que caracteriza a sua função social além de oferecer à elas a oportunidade de usufruir
do espaço educacional e cultural para a ampliação de seus conhecimentos. Vem permitindo
também uma educação continuada, convivência social, troca de experiências de vida e a integração entre gerações.
Os alunos voluntários e bolsistas vêm oferecendo oficinas, eventos e cursos ministrados
de forma expositiva e através de dinâmica de grupo. Os cursos de línguas com aulas de espanhol, alemão e inglês ensinam aos alunos um novo idioma, pois o domínio da linguagem
causa efeitos transformadores na mente humana. Já nas oficinas de artesanato eles aprendem
de forma prazerosa, e o conteúdo promove transformações pessoais como maior liberdade,
autonomia e confiança. Os cursos de informática, especificamente, Informática Básica e
Word, Word Avançado e Internet Básica servem para realizar a inclusão digital de alunos que
nunca tiveram acesso a um computador e também atender outros que já possuem conhecimentos básicos de informática.
Desde a sua implantação, o Núcleo Local da UNATI do Campus de Sorocaba tem trazido às salas de aula pessoas idosas e uma expectativa de vida mais ativa uma vez que algumas se encontravam ociosas. Através das oficinas, dos cursos e dos eventos oferecidos
promove-se o resgate da auto-estima, da vontade de viver, da capacidade de produzir, além
de mostrar à sociedade que o idoso pode interagir com as inovações tecnológicas e culturais.
Nos últimos 2 anos foram oferecidos 21 cursos, envolvendo 388 idosos, com participação
de 16 alunos de graduação. Assim, a universidade vem desempenhando o seu papel, não só
enquanto produtora de saber, mas também abrindo espaço para um trabalho de coeducação
e extensão, proporcionando a integração entre diferentes gerações e permitindo desta forma,
a troca de experiências.
Palavras-chave: UNATI, Terceira Idade, UNESP.
98
Educação
A abordagem da Educação Ambiental na Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Lidia Maria de Almeida Plicas, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, UNESP, [email protected]
unesp.br
Rita Beatriz de Seixas, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, UNESP, [email protected]
Nelise Cristiane da Silva Mendes, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, UNESP, [email protected]
hotmail.com
A relevância do tema educação ambiental nos meios educacionais é uma conseqüência
das políticas de impactos estimuladas no mundo todo e da sucessão de medidas ambientais
num contexto internacional. A Educação Ambiental está prevista nos PCNs como tema
transversal para todos os níveis de ensino, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA),
entretanto devido às características próprias deste, o tema é muito pouco abordado. O projeto visou despertar nos alunos do EJA da EMES. “Prof. Ademir Dib”, de São José do Rio
Preto, o senso crítico quanto às questões ambientais da sua cidade e região.
A consciência ecológica dos alunos foi avaliada por meio de atividades elaboradas e desenvolvidas in loco através do preenchimento de um questionário dissertativo abordando
temas ambientais cotidianos. Foi preparado material didático para exposição na forma de palestras e informativos, ocasionando debates e discussões a respeito das situações e problemas
causados pela relação não-harmônica entre o homem e o meio-ambiente.
Com base nos dados coletados foi possível fazer o levantamento do entendimento do
aluno sobre sua interferência ambiente, tomando-se como parâmetro de categorização a área
de atuação profissional de cada aluno e o nível de percepção ambiental de cada um em relação às suas atividades profissionais. O ciclo de palestras despertou nos alunos a necessidade
de questionar, junto aos órgãos públicos, as políticas para o meio ambiente implantadas na
cidade e região. A relevância social e política do projeto consistiram no desenvolvimento do
senso crítico dos alunos em relação à questão da avaliação das políticas públicas relacionadas
ao ambiente, bem como em diagnosticar o conhecimento dos alunos a respeito da Educação
Ambiental. Tendo em vista que os alunos do EJA, em sua maioria adulta, exercem atividades nos diversos setores da economia, estes devem ser capacitados para conhecerem o seu
ambiente de trabalho, as formas como se inter-relacionam com o meio através do exercício
da sua profissão e os métodos adequados para agirem em defesa do seu meio ambiente, as
palestras ministradas foram focadas no sentido de proporcionar aos alunos uma reflexão em
relação a seus hábitos diários e suas implicações no ecossistema.
Os conteúdos abordados buscaram interagir informações e conceitos teóricos com os conceitos da estrutura cognitiva do aluno, incluindo exemplos de fatos e fenômenos vividos pelos
alunos no cotidiano, uma vez que a educação ambiental só apresentará resultados coerentes se
incorporar em seu cotidiano a contextualização da complexidade ambiental. Ações desta natureza
corroboram na formação de cidadãos para atuarem de forma consciente na sociedade.
Palavras-chave: Extensão, EJA, Educação Ambiental.
99
Educação
A química e a história da calça jeans
Bruno Estevam Amantéa - Bacharelando em Química e bolsista PROEX - Projeto: História da Ciência com
Ênfase em Química, ID 6290, 200 - Instituto de Química de Araraquara, SP - Rua Prof. Francisco Degni s,
n°, Araraquara-SP CEP: 14.800 - 900 - [email protected]
Maria Aparecida Zaghete - Adquiriu o grau de Tecnologia de Química em 1979 pela UNESP - Instituto de
Química de Araraquara, mestrado e doutorado em Ciência e Engenheira de Materiais na Universidade Federal
de São Carlos, Brasil em 1985 e 1993, respectivamente. Trabalha em Cerâmica Eletrônica como um professora
livre docente ao Departamento de Bioquímica e Tecnologia de Química da UNESP - IQAr, Araraquara,
Brasil. Rua Prof. Francisco Degni s, n°, Araraquara-SP CEP: 14.800 - 900 - [email protected]
Leinig Perazolli - Possui graduação em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá (1986),
mestrado em Engenharia Química pela UNICAMP (1991) e doutorado em pela Universidade Federal de São
Carlos (1996). Professor Livre docente IQAr - UNESP e Coordenador do projeto PROEX: História da
Ciência com Ênfase em Química, ID 6290, 200 Instituto de Química de Araraquara, SP - Rua Prof. Francisco
Degni s, n°, Araraquara-SP - CEP: 14.800-900 - [email protected]
Este trabalho descreve a história e a química do Algodão e do Índigo, suas implicações
na Revolução Industrial, na política escravagista nos USA e na moda mundial. O desejo por
cores vivas e as pesquisas para a produção do índigo artificial levam ao Prêmio Nobel de
Química em 1905, ao desenvolvimento de grandes empresas químicas e a profunda crise na
Índia, no início do século XX. Também ilustra o processo de tingimento e confecção da calça
jeans. A primeira patente surge em 1873 quando Levi Strauss registrou a calça waist overalls
501, hoje conhecida como Levi´s 501, a qual mantém o mesmo modelo deste então. A calça
jeans representou uma revolução cultural nos anos 60 e tem sua confecção baseada em produtos como algodão natural e o corante índigo. Hoje é o vestuário mais utilizado pelos jovens
em todo o mundo. A produção e o comércio do algodão e dos corantes, principalmente o
índigo, foram determinantes para o desenvolvimento de nossa sociedade.
Palavras-chave: História, química e calça jeans
100
Educação
A insatisfação da imagem corporal: Avaliação de participantes de um grupo de postura
Nathalia Ulices Savian, Celia Aparecida Stellutti Pachionni, Vanessa Tiemi Haro, Aline Yoshie Aoyama,
Ariane Pavia [email protected], [email protected], [email protected] [email protected]
com, [email protected]
Introdução: A imagem corporal (IM) é a percepção que temos de nós próprios e o que
idealizamos ao pensarmos nos nossos corpos e aparência física. Imagens corporais são determinadas socialmente. A postura correta é na qual um mínimo estresse é aplicado em cada
articulação sendo necessária a mínima atividade muscular. A compreensão da postura aborda
o conceito de imagem corporal e estão intimamente ligadas. A IM determina as diferenças e
a plasticidade da organização postural. A prática de exercícios em grupo é uma opção de tratamento que envolve a consciência postural, a reeducação respiratória, a flexibilidade, o relaxamento, o equilíbrio, a coordenação, a propriocepção e pode facilitar a evolução do sujeito,
dar apoio social, melhorar relação pessoal e a descontração. Objetivo:Avaliar a insatisfação
com a imagem corporal de participantes de um grupo de postura. Metodologia:Participaram
do estudo 11 sujeitos de ambos os sexos, com idade entre 16 e 55 anos que fazem parte do
Projeto de Extensão intitulado: Programa de orientação e reequilíbrio postural em grupo.
Este projeto está em andamento desde 2007, no qual ocorrem 2 sessões semanais de 1 hora
cada. Os indivíduos se exercictam através de alongamentos e atividades que visam o reequilíbrio postural e a consciência corporal. Para avaliação da imagem corporal foi utilizado o
Body Shape Questionnaire-BSQ, o qual distingue dois aspectos específicos da imagem corporal: a exatidão da estimativa do tamanho corporal e os sentimentos em relação ao corpo
(insatisfação ou desvalorização da forma física). O instrumento consta de 34 questões de
autopreechimento, que mensura, nas últimas quatro semanas, a preocupação com a forma.
O questionário de auto-avaliação BSQ permite determinar o grau de insatisfação da imagem
do próprio corpo baseado nas pontuações cognitivas, afetivas e comportamentais. A classificação dos resultados é realizada pelo total de pontos obtidos e reflete os níveis de preocupação com a imagem corporal. A aplicação do questionário foi realizada individualmente
com cada participante do programa. Resultados:Dos 11 sujeitos avaliados, dois indivíduos
foram classificados como leves com pontuação variando entre 97 e 104, oito indivíduos
foram classificados como normais, variando sua pontuação 32 e 68 e apenas um indivíduo
foi classificado como moderado com pontuação de 118. Isso comprova a eficácia das atividades desenvolvidas no grupo, uma vez que elas enfocam exatamente a melhora da IM e da
boa postura. Conclusão:A maioria dos indivíduos apresentou ausência de distorção de IM,
podendo indicar que o tratamento da postura e da consciência corporal em grupo ajudam a
melhorar a imagem do próprio corpo.
101
Educação
A universidade pública tem cumprido seu papel?
Maria Salette Mayer de Aquino, CEL, UNICAMP, [email protected]
Jéssica K. M. Ferreira, IG, UNICAMP, [email protected]
Daniel Robson Pinto, FEEC, UNICAMP, [email protected]
A ‘Disciplina AM - Trabalhos Comunitários - Projeto Sonha Barão’ na UNICAMP, que é
oferecida desde o primeiro semestre de 2002, tem por objetivo voltar o olhar dos alunos para
realidades locais e nacionais pouco conhecidas do público que mais adentra a uma instituição
de ensino superior pública no Brasil: as classes mais favorecidas.
Como primeiro exercício da Disciplina, os alunos são chamados a fazer uma reflexão sobre o
papel da universidade. Via de regra emitem opiniões idealizadas sobre a função da mesma. Analisam os estatutos das universidades e constatam essa mesma idealização em suas formulações.
Confrontando, porém, suas opiniões, o que está descrito, com o que de fato ocorre, ou seja, com
o movimento que essas instituições têm feito para a superação dos problemas mais básicos da
sociedade, chegam à conclusão que há um longo caminho a ser percorrido.
Com base nas opiniões dos alunos matriculados esse semestre na Disciplina, bem como
nas experiências práticas e vivências que estão desenvolvendo atualmente, em Barão Geraldo
e no Bairro Campo Belo I, nas quais para além de ‘levarem’ o conhecimento, adquirem outros saberes, o presente congresso se apresenta como uma oportunidade de troca de conhecimento em relação a possíveis ampliações na interação universidade e sociedade.
Palavras-chave: Disciplina AM, Extensão, Papel da Universidade
102
Educação
Aprendizagem de Língua Inglesa na Terceira Idade em Sessões Teletandem
Karin Adriane Henschel Pobbe Ramos, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP
Assis, [email protected]
Paula de Melo Bacci, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP Assis, paulinha_
[email protected]
O uso do computador como forma de estudo é uma ferramenta muito útil na aprendizagem de língua inglesa, pois possibilita o trabalho com a língua em uma abordagem comunicativa. Esse novo contexto de aprendizagem de línguas tem sido bastante utilizado por
adolescentes e jovens, mas ainda representa uma barreira para aprendizes da terceira idade.
A intenção é unir dois projetos de extensão desenvolvidos na Faculdade de Ciências e Letras
de Assis - UNESP: o projeto Teletandem Brasil: línguas estrangeiras para todos e o projeto
Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), com o intuito de verificar como se dá a
aprendizagem de língua inglesa na terceira idade com a mediação do computador nas sessões
de Teletandem.
O projeto Teletandem Brasil: línguas estrangeiras para todos da Faculdade de Ciências
e Letras de Assis - UNESP oferece oportunidade para que aprendizes de línguas estrangeiras possam vivenciar os usos da língua, com a intermediação do computador. Um aluno
brasileiro, aprendiz da língua inglesa, entra em contato com um aluno americano através do
computador, aprendiz da língua portuguesa, da Universidade de Miami em sessões na qual
conversam uma hora em cada língua. O projeto Universidade Aberta à Terceira Idade surgiu
com a intenção de integrar o idoso no contexto do convívio que acontece dentro da Universidade, evitando que o idoso seja visto como um problema social, uma vez que essa faixa
etária da população tende a aumentar consideravelmente.
Nesse sentido, participantes do projeto da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI) dessa mesma instituição podem, também, participar das sessões de Teletandem com o
objetivo de auxiliar a aprendizagem da língua inglesa através da comunicação com nativos da
língua em estudo.
Palavras-chave: Idoso, Inglês, Computador.
103
Educação
“Atuação Interdisciplinar em Audição, Linguagem e Educação”
Profª Dra. Maria Aparecida Leite Soares, São Paulo ,UNIFESP,[email protected]
Ana Carolina Torreão Cavalcanti, São Paulo, UNIFESP, [email protected]
Tamires Santana da Silva , São Paulo , UNIFESP, [email protected]
O Departamento de Fonoaudiologia da UNIFESP, por meio das Disciplinas de Distúrbio da Audição e de Distúrbios da Comunicação Humana, tem dado sua contribuição para
o diagnóstico, distribuição, adaptação de próteses auditivas e atendimento terapêutico. Além
disso, a partir de 2004, propôs como atividade de extensão, a criação do NAIALE - Núcleo de Atuação Interdisciplinar em Audição, Linguagem e Educação. Objetivo: 1) oferecer
atendimento voltado às dificuldades específicas na leitura e na escrita de escolares surdos do
Ensino Fundamental da rede pública; 2) possibilitar ao aluno do curso de Fonoaudiologia
reconhecer, por meio da experiência, a complexidade da prática pedagógica para que possa:
a) realizar o trabalho de intervenção na escola com mais qualidade; b) compreender a importância e a necessidade, imposta pelos tempos atuais, de integrar uma equipe multidisciplinar
com atuação voltada aos escolares. Metodologia: Na tentativa de garantir a integração da
tríade, aluno, escola e família, considerada essencial para a completude do trabalho, as ações
realizadas no NAIALE estão organizadas da seguinte forma: a) atendimento aos escolares
em duas sessões semanais, com duração de uma hora cada e atendimento semanal de uma
sessão com duração de uma hora. b) contato semestral com as escolas daqueles que estão em
atendimento. c) Promoção do Encontro de Pais de Pacientes Surdos, realizado anualmente,
juntamente com os professores responsáveis pelo Ambulatório de Audiologia Educacional e
alunos envolvidos. Impacto Acadêmico e Social: a) complementação na formação do fonoaudiólogo em um trabalho multidisciplinar para a compreensão da necessidade de integração
do trabalho terapêutico de linguagem com a escola e com a família; b) oportunidade de troca
de experiência com os professores e coordenadores pedagógicos, nos encontros realizados
semestralmente nas escolas; c) possibilidade de produzir conhecimento a partir do real, da
vivência concreta dos pacientes e seus familiares, percebendo-os como sujeitos sociais. d)
Apresentação de palestras sobre: a política da saúde auditiva implantada pelo SUS; A relação
da saúde com a escolaridade do surdo.
Palavras-chave: NAIALE, surdo, escolares.
104
Educação
Avaliação Física nas Escolas de Ensino Médio de Taubaté
Renato Rocha, Departamento de Educação Física, Universidade de Taubaté; [email protected]
Arilson Gama Yukino, Departamento de Educação Física, Universidade de Taubaté; [email protected]
Sandra Mara Magalhães Ribeiro, Departamento de Educação Física, Universidade de Taubaté; [email protected]
hotmail.com
Eliane Stevanato, Departamento de Educação Física, Universidade de Taubaté; [email protected]
Luiz Antônio Alcântara Cembranelli Júnior, Departamento de Educação Física, Universidade de Taubaté;
[email protected]
Valeska Migotto Silva Carvalho, Departamento de Educação Física, Universidade de Taubaté; valeska.
[email protected]
O projeto de extensão “Avaliação Física nas Escolas de Ensino Médio de Taubaté” faz
parte do Programa de Atividade Física e Saúde (PAFS) alocado no departamento de Educação Física da UNITAU. O PAFS é constituído atualmente por quatro projetos que trabalham
em cooperação: “Idoso em Ação”, “Esportivo Unitau”, “Obesidade Infantil” e este. O programa assim como os projetos está vinculado e conta com o apoio da Pró-reitoria de Extensão e Relações Comunitárias (PREX). Em particular, o projeto “Avaliação Física” firmou
parceria com a Diretoria de Ensino da Região de Taubaté, sendo inserido no ano de 2010 no
quadro de atividades contínuas e permanentes das ações realizadas nas escolas pertencentes à
Diretoria de Ensino. A execução deste projeto nas escolas de ensino médio representa elevada significância social, contribuindo para a conscientização da importância de suas ações. O
objetivo do projeto é conscientizar e avaliar a composição corporal em alunos do ensino médio e esclarecer por meio de palestras quanto aos prejuízos advindos do uso de anabolizantes
e sobre os transtornos de imagem corporal tão comuns nesse período de vida do indivíduo.
Para isso são realizados testes antropométricos e de flexibilidade. Nesses três anos de ações
foram avaliados em torno de 2800 alunos de 31 escolas de 05 cidades. O projeto ainda presta
apoio a eventos de fluxo contínuo ou não na cidade de Taubaté e região, como: Unitau na
Praça, realizado toda primeira quarta-feira do mês; avaliação de caminhoneiros que transitam
pela Rodovia Presidente Dutra organizado pela Polícia Rodoviária Federal e SEST (Serviço
Social do Transporte), SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte); Acerte
o Passo - feira de profissões que acontece todo ano no final de setembro; Semana Pedagógica
do curso de Educação Física - o PAFS organiza nesse período a Mostra de Extensão dos
projetos desenvolvidos no departamento, entre outros.
Palavras chaves: avaliação física, adolescentes, anabolizantes.
105
Educação
Alfabetização Solidária
Natal Nerímio Regone,
Rafaelli Vieira de Oliveira Romera Navarro,
Fernanda Marcondes Machado, [email protected]
Nina Morena Gagliardi Quintana, [email protected]
UNESP
Um trabalho de Alfabetização é extremamente importante para a inclusão social das pessoas que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos fundamentais.
Este projeto consiste em alfabetizar jovens e adultos semi-alfabetizados. Para esse trabalho utilizou-se a cartilha “Caminho Suave” de Branca Alves de Lima; Inicialmente introduziu-se aos alunos o alfabeto (as vogais e consoantes), em seguida as sílabas; depois
disso aplicaram-se pequenos textos para que eles começassem a ter uma noção de leitura e
interpretação de texto. O projeto não tem custo algum para os alunos, o material utilizado é
fornecido pela UNESP; as aulas são ministradas três vezes por semana as segundas, quartas
e sextas das 19h00min as 20h00min. Busca-se procurar prender a atenção dos alunos durante
a aula, visto que alguns já estudam em outro período, e outros alunos trabalham. Também
incentiva-se esses alunos a estudar em casa, passa-se tarefas, algumas pesquisas, tentando
estimular o hábito da leitura e a prática da escrita.
Dadas às devidas proporções de idade e facilidade de aprendizado pode-se dizer que todos os alunos se desenvolveram com o projeto Alfabetização Solidária. Quando ingressaram,
alguns escreviam, mas não conseguiam ler o que haviam escrito, outros liam e escreviam
mal. No término do projeto, eles liam e escreviam melhor, ficavam mais atentos à aula e se
relacionavam melhor uns com os outros.
Este projeto é muito importante, pois quanto mais pessoas forem alfabetizadas, maior
será a inclusão social.
Palavras-chave: Alfabetização, Adultos.
106
Educação
Alimentação saudável como forma de qualidade de vida e
inclusão social
Sérgio Campos, Faculdade de ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Muriel Cicatti Emanoeli Soares, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Raquel Cavasini, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Fernanda Caetano Ferreira Santos, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Gabirel Rondina Pupo da Silveira, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
A alimentação saudável é uma forma de escolha dos alimentos que garanta uma saúde
plena, ou seja, composta de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, cálcio e outros minerais. Assim, é necessário considerar uma alimentação que tenha alimentos sem abusos e sem
exceções, ou seja, devemos variar o consumo de cereais, carnes, hortaliças, legumes e frutas,
alterando as cores dos alimentos, pois as vitaminas e os minerais dão colorações aos alimentos. O projeto visou a adequação do espaço físico e atenção das crianças, como proposta de
integrar e sensibilizar no trabalho escolar, ampliando as condições de saúde e melhorando a
qualidade de vida e alimentar, bem como oferecer oportunidades aos alunos da Agronomia
na aplicação dos conhecimentos técnicos adaptados no uso de agrotóxicos e fertilizantes
químicos, ao público atendido e ampliar seus conhecimentos técnicos adquiridos durante o
curso. O Projeto de Extensão foi desenvolvido com apoio da Prefeitura Municipal, Departamentos da Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA/UNESP/Botucatu, Supervisão das
Fazendas da FCA e Casa da Agricultura de Botucatu/SAAESP. A manutenção e ampliação
das áreas com hortaliças, com citrus e dos jardins vem envolvendo alunos de graduação, docentes da FCA e da Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil Prof. Luiz
Carlos Aranha Pacheco, bem como dos peteanos do Grupo PET (Programa de Educação
Tutorial) - Agronomia/FCA/UNESP/Botucatu, destacando-se a melhoria da qualidade de
vida, das áreas e segurança alimentar das crianças, bem como o embelezamento e sensação
de conforto para os seus usuários na ampliação e manutenção dos jardins. Os alunos da FCA
vêm reformulando constantemente o espaço físico para adequação das necessidades levantadas na horta, sempre procurando levar conhecimentos nutricionais e uso de plantas medicinais, indicadas por profissionais habilitados, pois as produções diárias de verduras, legumes,
plantas medicinais e condimentos, atendem parcialmente as necessidades da merenda escolar
fornecida pela Prefeitura Municipal de Botucatu. O projeto tem possibilitado o treinamento
de diversos estudantes com bolsa de extensão e de voluntários, ou seja, ao longo de 5 anos
mais de 50 alunos passaram por esse treinamento, sendo produzida uma média de 800 kg de
olerícolas por ano.
Palavras-chave: Extensão, Hortaliças, Projeto.
107
Educação
Análise da aprendizagem dos conceitos de Cinética Química
e Equilíbrio utilizando a experimentação como ferramenta
didática
Maysa Costa Alves, DQI, Universidade Federal de Lavras, [email protected]
Rita de Cássia Suart, DQI, Universidade Federal de Lavras, [email protected]
O ensino de química, muitas vezes, tem-se resumido a cálculos matemáticos e memorização de fórmulas e nomenclaturas de compostos, sem valorizar os aspectos conceituais.
Observa-se a ausência quase total de experimentos que, quando realizados, limitam-se a demonstrações que não envolvem a participação ativa do aluno, ou apenas os convidam a seguir
um roteiro, sem levar em consideração o caráter investigativo e a possibilidade de relação
entre o experimento e os conceitos.
A questão da experimentação tem sido amplamente discutida no âmbito educacional
das Ciências. Salienta-se hoje que é preciso formalizar a visão de ciência, de conhecimento
científico e de experimentos, de forma que haja superação da visão simplista e dogmática do
uso de experimentos que apenas confirmam teorias estabelecidas. Tais indicações enfatizam
que a construção do conhecimento científico dever ser parte de um processo que promova
a validação de argumentos construídos pelos alunos e mediados pelo diálogo crítico, pela
leitura e pela escrita e que as atividades desenvolvidas devem desmistificar a Ciência tirando
dela o rótulo de neutra e verdadeira. A ausência de atividades experimentais é apontada
tanto por professores quanto por alunos do ensino médio como um dos principais motivos
de deficiência no ensino, tanto de Química, quanto de Biologia ou de Física. Os motivos da
não realização de experimentos são os mais diversos, vão desde a não existência de um local
adequado até a excessiva carga horária enfrentada pelos professores que não raramente chega
a trinta horas semanais em sala de aula.
A experimentação no ensino de Química em especial, apresenta-se como um tema que
não esgota suas possibilidades haja vista, as constantes reformulações pelas quais o ensino
como um todo vem passando no decorrer de cada nova lei educacional vigente. Além disso,
existe o fato sempre presente e lembrado pela maioria dos professores e professoras de que a
experimentação possui o poder motivador intrínseco, algo relacionado ao lúdico e ao despertar da capacidade de aprendizagem. Professores e alunos concordam que a experimentação
“aumenta a capacidade de aprendizado, pois funciona como meio de envolver o aluno nos
temas em pauta”.
Neste sentido o presente trabalho tem como objetivo analisar a aprendizagem dos alunos
referente aos conceitos de Cinética Química e Equilíbrio através da utilização de experimentos.
Palavras-chave: Experimentação, Cinética química, Equilíbrio.
108
Educação
Aprender inglês pela Internet: uma iniciativa voltada à democratização do acesso à língua inglesa
Eloi Feitosa (Docente), IBILCE, UNESP, [email protected]
Paloma Vita Ferreira Gomes, IBILCE, UNESP, [email protected]
Rosemara P. Lopes, FCT, UNESP, [email protected]
Na Sociedade da Informação, o domínio da língua inglesa torna-se fundamental em várias áreas do conhecimento e campos de atuação. Nessa sociedade, a Internet, que supera
barreiras de tempo e espaço, oferece possibilidades ainda pouco exploradas na/pela Educação formal. Justino e Salomão (s/d) relatam uma experiência de uso da Internet como
ferramenta para a aprendizagem da língua inglesa, desenvolvida pelo Instituto de Estudos da
Linguagem (IEL), da Unicamp, que envolveu o uso da Plataforma Read in Web. A experiência relatada pelas autoras, de criar materiais auto-explicativos que permitam aprender inglês
de modo autônomo, pela Internet, inspirou a iniciativa apresentada neste trabalho.
Embasados nesse e em outros pressupostos, buscamos contribuir para democratizar o
acesso à língua inglesa e desenvolver material que permita aprender inglês pela Internet. Para
atingir tais objetivos, utilizamos a Internet e suas ferramentas de acesso gratuito.
Iniciada recentemente, esta iniciativa, que conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão Universitária da Universidade Estadual Paulista (UNESP), apresenta como resultados
concretos os módulos visualizados no blog <http://inglescomtic.blogspot.com>, que estão
em fase de aperfeiçoamento e ajustes. Esses módulos temáticos têm a função de auxiliar
aqueles que querem melhorar seu nível de leitura de textos escritos na língua inglesa, mas
não dispõem de recursos financeiros suficientes para pagar um curso de idioma ou de tempo
para frequentar um curso presencial. Destinados a aprendizes de nível pré-intermediário,
tais módulos são produzidos por alunos de graduação, do curso de Letras, sob orientação e
supervisão de docentes da área de Física e de Educação. Cada um deles contém, basicamente: figuras, texto, questões (e suas respectivas respostas), vocabulário, gramática, bem como
indicação de material complementar (vídeos e jogos virtuais).
Destacamos que a experiência de criar material didático a ser usado para a melhoria da capacidade de leitura da língua inglesa tem sido enriquecedora aos estudantes de graduação que
a vivenciam, na medida em que os estimula a refletir sobre fatores envolvidos no processo de
ensinar e aprender com (e por meio de) tecnologias, sendo esta uma formação ainda escassa
nas licenciaturas específicas em geral (LOPES, 2010).
Ao exposto, acrescentamos que a idéia de usar a Internet e seus recursos para “popularizar” o conhecimento da língua inglesa surgiu no interior de um projeto de inclusão das
novas tecnologias em escolas públicas de São José do Rio Preto (SP) e região, devolvido pelo
Grupo “Físicanimada” desde 2007.
Palavras-chave: Inglês, Tecnologias, Internet.
109
Educação
As Tertúlias Literárias Dialógicas: uma busca pela superação
de exclusões
Mello, Roseli. R., UFSCar, [email protected]
Bandeira, Viviane. A., UFSCar, [email protected]
Braga, Fabiana M., UFSCar, [email protected]
Correia, Rosimara S., UFSCar, [email protected]
Mioto, Amanda M., UFSCar, [email protected]
A Tertúlia Literária Dialógica é uma atividade cultural e educativa desenvolvida a partir da
leitura de livros da Literatura Clássica Universal, que vem sendo desenvolvida em diferentes
países e tipos de entidades. No Brasil, a atividade é desenvolvida e difundida pelo Núcleo de
Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE/UFSCar) na cidade de São Carlos que desenvolve ações de pesquisa, ensino e extensão na busca pela superação de exclusões sociais,
culturais e educacionais. Atualmente, são desenvolvidas cinco tertúlias com pessoas adultas
sendo que duas acontecem na Universidade Aberta para Terceira Idade (UATI), uma em
um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), outra em um assentamento rural
e a mais recente em uma Entidade de Apoio aos Portadores AIDS (EAPA). Os objetivos
principais desta atividade são a possibilidade de acesso à leitura de obras da literatura clássica, internacional ou nacional por meio de grupos compostos por diferentes pessoas que
por algum motivo social ou cultural não tem amplo acesso a ela; a promoção do diálogo e
a reflexão entre diferentes pessoas em torno das obras lidas ou escutadas e dos temas que
elas suscitam; e o estímulo ao conhecimento e ao desenvolvimento da habilidade de leitura
ou de audição compreensiva e crítica. Para que tais objetivos sejam alcançados são realizados
encontros semanais com duração de aproximadamente duas horas e a condução da atividade
é feita por um membro do NIASE. A metodologia utilizada tem como base a Aprendizagem
Dialógica, cujo referencial teórico está pautado na dialogicidade de Freire e na ação comunicativa de Habermas, a partir dos princípios da aprendizagem dialógica. Desta forma, todas
as pessoas têm garantido o igual direito a expor suas idéias e argumentar, sem a pretensão de
uma homogeneização de opiniões e pontos de vista, mas o conhecimento de diferentes perspectivas e a potencialização de processos reflexivos que promove a aprendizagem conjunta
entre todos e todas. Os resultados desta atividade são o acesso a literatura clássica universal
por pessoas que muitas vezes nunca leram um livro, superando a idéia de que este tipo de
leitura é de propriedade de determinado estrato social, profissional ou escolar; e através dos
princípios da Aprendizagem Dialógica promovem-se diversos conhecimentos: histórico, literário, sociológico, de diferentes culturas e explicita a existência da inteligência cultural em
cada um de nós com destaque para a capacidade de aprender e ensinar diferentes coisas ao
longo de toda a vida independente de idade, raça, sexo, grau de escolaridade, etc.
Palavras-chave: Literatura Clássica; Transformação; Aprendizagem Dialógica.
110
Educação
Atendimentos individuais realizados no projeto de extensão
“Ações Interdisciplinares no Quiosque da Saúde”
Docente responsável: Paula Andrea Martins - Universidade Federal de São Paulo - campus Baixada Santista
(UNIFESP) - [email protected]
Ana Caroline Cruvinel - Discente Nutrição - Universidade Federal de São Paulo - campus Baixada Santista
(UNIFESP)
Co–Camila Chaves Guanabara Discente Nutrição - Universidade Federal de São Paulo - campus Baixada
Santista (UNIFESP) - [email protected]
Camila Moreno - Discente Nutrição - Universidade Federal de São Paulo - campus Baixada Santista
(UNIFESP) - [email protected]
Leonardo Real Nania - Discente Educação Física - Universidade Federal de São Paulo - campus Baixada
Santista (UNIFESP) - [email protected]
Yasmim Alaby Ferreira - Discente Nutrição - Universidade Federal de São Paulo - campus Baixada Santista
(UNIFESP) - [email protected]
O Projeto de Extensão “Ações Interdisciplinares no Quiosque da Saúde”, realizado na cidade
de Santos, apresenta um público alvo de adultos e idosos praticantes de atividade física e esportistas da região. Tem por objetivo principal a promoção da alimentação saudável, a manutenção
do estado nutricional adequado e a prática segura de atividade física e esportiva da população, estando assim inserido no contexto da “Estratégia Global”. Para alcançar estas metas são realizados
atendimentos individuais conduzidos por equipes interdisciplinar envolvendo alunos dos cursos
de graduação da UNIFESP - Baixada Santista: Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia
e Terapia Ocupacional, junto com profissionais e professores responsáveis.
Este atendimento individual é realizado uma vez por semana, onde o usuário é atendido
pela equipe que preenche um prontuário. Este é composto com questionários de identificação; anamnese; histórico clínico; IPAQ; hábitos, práticas e frequência alimentar; recordatório
24 horas; questionário de hidratação; e avaliação antropométrica. Após este ser analisado é
elaborada uma devolutiva e entregue após quinze dias.
Como resultado observa-se uma grande procura e interesse das pessoas em participarem
dos atendimentos individuais; uma aproximação dos alunos das práticas profissionais, um
maior ganho de autonomia por parte destes, além do aumento do conhecimento; e foi possível o esclarecimento de dúvidas pela população, além de propiciar a esta um maior conhecimento sobre a prática de atividade física e de uma alimentação mais saudável.
Assim, pode-se concluir que o projeto mostra aos alunos a importância do trabalho interdisciplinar, além da aproximação da prática específica de cada profissão; e o impacto social
apoiando à comunidade para prática de atividades físicas seguras e orientação da alimentação
saudável, serviço este ainda inexistente nos serviços de saúde do município.
Palavras-chave: comunicação interdisciplinar, promoção da saúde, projeto de extensão
111
Educação
Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (ACIEPE) Comunidades de Aprendizagem - articulação
entre escola e comunidade
Mello, Roseli R. UFSCar, [email protected]
Mioto, Amanda M. UFSCar, [email protected]
Bandeira, Viviane A. UFSCar, [email protected]
Correia, Rosimara S. UFSCar, [email protected]
Marigo, Adriana F. C. UFSCar, [email protected]
A proposta de Comunidades de Aprendizagem (C.A.) foi elaborada pelo Centro Especial
em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdades (CREA- UB/Espanha), visando uma
educação de maior qualidade e a melhora da convivência para todos da escola e do bairro,
dentro dos novos paradigmas da sociedade da informação. No Brasil, o Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE/UFSCar) vem apoiando, desde 2003, três escolas de
educação básica que se transformaram em C.A. Em 2006, surgiu a necessidade de criar um
espaço para o estudo das teorias que embasam a proposta visando aumentar o conhecimento
sobre as mesmas. Por isso, foi criada uma Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (ACIEPE) para aproximar os profissionais das três escolas e estudantes e docentes da UFSCar, com os objetivos de divulgar e aprofundar a proposta de C.A.; conhecer
e atuar nas dinâmicas que estão envolvidas em processos de transformação e consolidação
de uma escola em C.A.; trocar experiências e estudar a metodologia crítico-comunicativa de
pesquisa. Esses objetivos são buscados por meio de encontros semanais na UFSCar para
leitura e discussão de textos referentes à base teórico metodológica de C.A. e da participação
semanal em atividades realizadas nas escolas que são C.A. Por se tratar de um grupo que está
consolidado há aproximadamente cinco anos, vêm sendo demandados outros estudos como:
educação infantil, relações étnico-raciais, educação especial, relações de gênero, gestão democrática, disciplina, dificuldade de aprendizagem, planejamento e avaliação, etc. Todos esses
estudos se relacionam ao conceito de aprendizagem dialógica, desenvolvido pelo CREA a
partir de referencial teórico pautado na dialogicidade de Freire e na ação comunicativa de
Habermas. Os principais resultados dessa atividade são a divulgação da proposta para estudantes da UFSCar e profissionais das escolas; o aprofundamento teórico dos profissionais;
as contribuições para a formação inicial dos estudantes da universidade; o desenvolvimento
de pesquisa financiada pela FAPESP e pelo CNPq envolvendo as três escolas e os estudantes
da ACIEPE; a escrita de um artigo por profissionais das três escolas para a revista espanhola
“Aula”; entre outros. Em suma, a cada semestre, esta ACIEPE vem possibilitando a participação de professores e gestores da rede municipal e estadual de ensino básico na comunidade
acadêmica e o contato dos estudantes de graduação e de pós-graduação com a realidade da
escola pública brasileira, abrindo espaço para a reflexão e a avaliação de ações educativas e
subsidiando a produção de conhecimento científico orientado para uma sociedade da informação para todos.
Palavras-chave: formação profissional, Comunidades de Aprendizagem
112
Educação
Atividade de vivência em comunidade rural e sua importância para a formação extencionista do acadêmico de Agronomia - São Francisco do Itá - PA
Ana Regina Martins de Araujo, [email protected]
Râmison Flávio, [email protected]
Rafael Sales Ohashi, [email protected]
Rodrigo de Lima Moura, [email protected]
Josias Nunes do nascimento, [email protected]
Universidade Federal Rural da Amazônia- UFRA
A Universidade Federal Rural da Amazônia no cumprimento de sua Missão, possibilita aos
seus estudantes de Agronomia a Vivência em Comunidades ligadas a Agricultura Familiar. Neste
contexto, as experiências vividas trazem a realidade do campo para vida extencionista dos futuros
agrônomos. Nesta experiência a comunidade de São Francisco do Itá, localizada no município de
Santa Izabel do Pará, encontra-se a uma latitude 01º17’55” sul e a uma longitude 48º09’38” oeste,
estando a uma altitude de 24 metros, distanciando-se 38 km da capital Belém. A comunidade é
composta na sua maioria por agricultores familiares, a qual desenvolve atividades ligadas à horticultura e cultivo em pequena escala de algumas espécies frutíferas, tendo destaque no cultivo, processamento e comercialização da mandioca (Manihot esculenta) e seus subprodutos, a exemplo
da farinha de mandioca, tucupi e goma. Este trabalho teve como objetivo, compartilhar com o
meio científico as potencialidades agropecuarias da comunidade de São Francisco do Itá e proporcionar aos graduandos do curso de Agronomia a oportunidade de conhecer e conviver com a
realidade agrícola da comunidade, bem como, as formas de trabalho, produção e sustentabilidade
desta. Para a execução da viagem de vivência, a articulação do grupo iniciou com três meses de
antecedencia, sendo criada uma coordenação responsável pela organização da atividade. O grupo
recebeu auxílio da Universidade Federal Universidade Rural da Amazônia, da EMATER/PA e da
Secretaria Municipal de Agricultura na articulação e logística durante o período da vivência. Neste
período o grupo compreendeu o perfil da agricultura familiar e assimilou informações e característica, tais como: facilidade de diálogo; receptividade; preocupação com aspectos ambientais;
utilização da produção manual e mecanizada da farinha de mandioca. A produção é voltada para
o abastecimento do comercio local, sendo o excedente utilizado para a própria subsistência. A
comunidade trabalha com diversas produções de: alface (Lactuca sativa L.), coentro (Coriandrum
sativum), couve (Brassica oleracea L.), pepino (Cucumis sativus L. ), mandioca (Manihot esculenta), laranja (Citrus sinenses), coco (Cocos nucifera), abacaxi (Ananas comosus) e banana (Musa
spp), além do criatório de: suinos (Sus domesticus ), avicolas (Gallus gallus domesticus) e bovinos
(Bos taurus). As famílias da comunidade reclamaram da dificuldade de escoamento da produção,
devido a distância do comércio e precariedade das estradas, sendo esta produção vendida à atravessadores a um custo baixo. A viagem de vivência foi importante no que concerne a aquisição de
experiência e conhecimento sobre o modo de vida dos agricultores familiares da região, além de
contribuir para a formação do perfil extencionista de futuros profissionais da área de Agronomia.
Palavras-chave: São Francisco do Ita, Vivência, Extencionista.
113
Educação
Atividades educativas na escola rural: oficinas, jogos e dinâmicas com crianças provenientes de bairros rurais e assentamentos da região de Araras, SP
Rodolfo Antônio de Figueiredo, CCA, UFSCar, [email protected]
Marilia Morelli, Bacharelado em Agroecologia, UFSCar, [email protected]
Marisa Pastre Michetti, Bach. Agroecologia, UFSCar, [email protected]
Isadora de Camargo Ribeiro, Bach. Agroecologia, UFSCar, [email protected]
Thais Borges de Oliveira, Bach. Agroecologia, UFSCar, [email protected]
A escola rural é um importante espaço de construção de conhecimentos e de práticas
críticas e emancipatórias visando o desvelamento da estrutura da sociedade atual. Portanto,
um espaço que estudantes e profissionais da área de ciências agrárias devem conhecer e atuar.
O objetivo deste projeto é elaborar, executar e avaliar oficinas, jogos e dinâmicas educativas
sobre o tema “resíduos sólidos” em uma escola rural que atende crianças provenientes de
bairros e assentamentos rurais do município de Araras (SP). A metodologia consiste de busca
na literatura de atividades pedagógicas que se coadunem com o tema e a perspectiva conceitual do projeto, sua aplicação e sua avaliação.
A atuação de graduandos da área de ciências agrárias em atividades pedagógicas junto
ao público infantil de meio rural é mais do que uma possibilidade, mas constitui-se em uma
necessidade da sociedade contar com este profissional face à urgência na promoção da sustentabilidade do meio rural do país. O presente projeto, portanto, tem relevância acadêmica
por estar contribuindo para a formação profissional das graduandas e a relevância social de
aproximar as crianças que estudam na escola rural, filhas e filhos de assentados, pequenos
agricultores e trabalhadores rurais, aos estudantes e profissionais da universidade, a fim de
que possam partilhar seus conhecimentos, angústias e sonhos.
O projeto iniciou-se em abril e será desenvolvido até dezembro de 2010. O local do projeto
é a EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita, localizada no município de Araras (SP), que tem em
média 300 estudantes, com idades variando de 3 a 14 anos, e aulas em período integral.
Até o momento, foram realizados dez encontros com estudantes de 6ª a 8ª séries. Estes
encontros foram planejados, com participação da Diretora, da Vice-Diretora e do Coordenador de projetos da escola, tendo por base as seguintes atividades: “verdadeiro ou falso
sobre reciclagem”; “quem sou eu?”; “a ilha; ratos e urubus”; “você é um consumidor responsável?”; “gincana do lixo”; “calcule a sua pegada ecológica”; “minha vida ambiental”; e
discussões sobre a palestra “aprendendo a reciclar” e sobre o vídeo “Ilha das Flores”.
Neste segundo semestre, as atividades estão sendo realizadas com estudantes de 1ª a 4ª
séries. A abordagem utilizada é a exibição de desenhos animados com temática ambiental,
seguida de jogos e brincadeiras.
Este projeto recebe apoio logístico da EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita e apoio
financeiro da ProEx/UFSCar (processo nº 23112.005145/2009-30).
Palavras-chave: Extensão, Projetos, Escola Rural.
114
Educação
Atividades extensionistas de alunos do Centro Universitário
da Fundação Santo André junto à Escola Parque do Conhecimento Sabina
Márcia Zorello Laporta, Professora Doutora, Pró-Reitoria de Pós Graduação Pesquisa e Extensão, marcia.
[email protected]
Ivete Pellegrino Rosa, Professora Doutora, Coordenadora de Projetos de Extensão, [email protected]
Fundação Santo André
A Fundação Santo André é mantenedora do Centro Universitário, que abriga as três
Faculdades, o Colégio e um Centro de Pós Graduação desde de 1990. Criada em 1962, por
meio da Lei Municipal 1840 e atualmente com cerca de 20 cursos de Graduação. Buscando
aperfeiçoar seu caráter identitário, a instituição tem desenvolvido uma série de ações extensionistas. Neste material apresentamos a experiência de uma parceria estabelecida entre
a FSA, com cerca de 150 alunos dos diversos cursos de graduação, e a Escola Parque do
Conhecimento Sabina - a Sabina da Secretaria de Educação do Município de Santo André. A
Sabina é dirigida prioritariamente a alunos e professores da rede de educação do município.
Atende visitas agendadas e é aberta à rede particular e ao público em geral.
Está construída em uma área de 24 mil m2, sendo 8,2 mil m2 ocupados por um complexo
arquitetônico, e vem se confirmando como um laboratório interativo abrangendo as mais
variadas áreas do saber.
O Projeto Sabina visa a democratização do conhecimento e à inclusão cultural de todo o
grupo com acesso aos saberes relacionados às Ciências, Artes e Tecnologia. O espaço interno
com equipamentos, exposições, laboratórios, biblioteca multimídia, auditório, salas de aula, em
um grande pavilhão de dois andares, possibilita a experimentação dos fenômenos da natureza, mesclando conhecimento e entretenimento. As atividades podem ser do tipo Exploratória ou
Focadas. Estas são atividades organizadas e direcionadas aos objetivos pretendidos pelo professor
e/ou escola. Todas atividades são acompanhadas por um Educador da Sabina.
Os alunos do Centro Universitário fazem parte dessa relação facilitando o encontro e
as possibilidades de aprendizagem dos visitantes. Têm como meta desenvolver um trabalho
como contribuição às atividades da Sabina que pode assumir diferentes características como:
mais um tipo de aula focada, uma contribuição à questão da inclusão, um jogo de facilitação
de aprendizagem, entre outros.
No momento estamos desenvolvendo um conjunto de cerca de 40 contribuições. Acreditamos que a relação que se estabeleceu está começando de modo muito positivo. Abaixo
apresentamos algumas das contribuições:
Exposição: Os cinco reinos Whittaker, Taxionomia e Biodiversidade.
O jogo eletrônico para exploração de temas da química.).
Jogo Sodoku por meio de cores.
Qualidade ambiental e habitat da moréia em uma comunidade de peixes em cativeiro.
Palavras-chave: Extensão, Formação docente, Projetos.
115
Educação
Atletismo nas escolas: uma “missão” possível!
Sara Quenzer Matthiesen, - Depto. Educação Física - Unesp, RC - GEPPA, s[email protected]
Giovanna Gracioli Genoves, - Depto. Educação Física - Unesp, RC - GEPPA -, [email protected]
Matheus Oliveira Machado - Depto. Educação Física - Unesp, RC - GEPPA - , [email protected]
Guy Ginciene Machado - Depto. Educação Física - Unesp, RC - GEPPA - ,
[email protected];
Não é difícil observar que são poucos os professores que ensinam o atletismo, contribuindo, inevitavelmente, para que se tornem cada vez mais escassos os espaços para a
difusão desse conteúdo da Educação Física. Visando motivar os professores a ensinarem o
atletismo, desenvolvemos o projeto “Atletismo para crianças e jovens”, em parceria com as
escolas de Ensino Fundamental de Rio Claro, o qual tem como objetivo difundir o atletismo
por meio de exposição de imagens e de visitas monitoradas. Com 20 imagens de provas do
atletismo olímpico e para-olímpico, a exposição de imagens “Movimentos Comoventes” tem
circulado por diferentes escolas da Rede de Ensino Pública e Particular de Rio Claro. Em
2009, por exemplo, foram 2074 alunos de diferentes escolas que usufruíram dessa exposição,
ampliando seus conhecimentos sobre o atletismo. Isso também tem ocorrido por meio das
visitas monitoradas à pista de atletismo da Unesp-RC. Em 2009, por exemplo, cerca de 160
alunos do Ensino Fundamental de escolas de Rio Claro tiveram a oportunidade de entrar em
contato com as provas do atletismo, por meio de um circuito com 5 estações (arremesso do
peso, lançamento do martelo, salto em distância, corrida de 50 metros e salto em altura). Os
resultados desse projeto de difusão do atletismo, desenvolvido entre a Universidade e as escolas de Rio Claro tem, nos últimos anos, conquistado resultados inestimáveis para o ensino
do atletismo na escola, em especial por: propiciar o conhecimento (teórico e prático) dessa
modalidade esportiva; motivar os professores a ensiná-lo e às crianças a praticá-lo; contribuir
para a formação profissional de estudantes de Educação Física; contribuindo, sobremaneira
para a formação de todos os envolvidos, demonstrando ser o ensino do atletismo nas escolas
uma “missão” plenamente possível.
Palavras-chave: Atletismo, Jovens, Crianças.
116
Educação
Aulas de Química Experimental aplicadas ao ensino médio
público da cidade de Itapeva-SP
Maria Angélica Martins Costa, Itapeva, UNESP, [email protected]
Ana Beatriz P. P. de Andrade, Itapeva, UNESP, [email protected]
Juscelino de Jesus Pereira Melo, Itapeva, UNESP, [email protected]
Francisco de Almeida Filho, Itapeva, UNESP, [email protected]
O projeto de extensão, chamado de “Laboratório de Química Ambulante”, é aplicado na
cidade de Itapeva-SP, onde as escolas apresentam certa carência de infra-estrutura (laboratórios) e dificuldade dos professores em se especializar, devido à distância da cidade de Itapeva
dos grandes centros tecnológicos.
O objetivo desse trabalho não é abordar os quesitos da política de ensino público, e sim,
sugerir melhorias dentro do método aplicado. De tal forma, uma das maneiras para amenizar
esse problema da educação, seria a aplicação de aulas experimentais no ensino básico. A experimentação é uma atividade fundamental no ensino de ciências. É consenso que atividades
que saiam da rotina das aulas teóricas com lousa, giz e livros chamam a atenção dos estudantes e fixam o conteúdo aprendido na teoria, além de estimular o interesse pelos estudos.
Segundo Caphapuz et al. (2005), é a partir de uma pergunta (problema), seguido da criação de hipóteses e experimentações que o conhecimento científico é gerado. Essa série de
ações se deve, entre outros fatores, ao rápido avanço tecnológico. Assim, é necessário preparar cidadãos de uma sociedade tecnologicamente avançada. As introduções científicas são
feitas no ensino básico, ou seja, nas escolas.
O projeto é composto de aulas experimentais de química ao ensino médio público e as
aulas podem ser aplicadas tanto na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
- UNESP - quanto nas próprias escolas através de kits contendo vidrarias e materiais levados
pelo bolsista do projeto. Em ambas as situações há uma breve uma aula teórica, utilizando
slides ou transparências para fixação do conteúdo apresentado antes pelos professores das
escolas, assim como as diretrizes de um bom comportamento numa aula de química. Após
toda a aula, um questionário é aplicado para avaliar a repercussão da aula dada e o nível de
aprendizado de cada aluno.
O início desse projeto ocorreu em 2005 e as aulas abordam assuntos que se encontram
no contexto teórico do ensino médio, além de serem temas atuais de vestibulares.
Pretende-se então, com esse projeto, atender as instituições de ensino carentes da cidade, que
não possuem laboratórios; fixar o conteúdo teórico de Química dado nas escolas pelos professores, com aulas experimentais; desenvolver o interesse dos estudantes tanto para a disciplina,
quanto para os estudos e desenvolver o interesse dos alunos a ingressar em uma faculdade.
Palavras-chave: Química experimental, Ensino em escolas públicas, Química ambulante.
117
Educação
Avaliação da Qualidade de Vida de Participantes de um Programa Postural
Nathalia Ulices Savian, Celia Aparecida Stellutti Pachionni, Vanessa Tiemi Haro, Aline Yoshie Aoyama,
Ariane Pavia [email protected], [email protected], [email protected] [email protected]
com, [email protected]
FCT-UNESP Campus de Presidente Prudente- PROEX
Introdução: A postura correta é a posição na qual um mínimo estresse é aplicado em
cada articulação sendo necessária a mínima atividade muscular. O trabalho em grupo para
a reeducação postural pode ser uma opção de tratamento que envolve a consciência postural, a reeducação respiratória, a flexibilidade, o relaxamento, o equilíbrio, a coordenação, a
propriocepção e a socialização. A prática de exercícios em grupo pode facilitar a evolução
do sujeito, pelo compromisso com os outros sujeitos do grupo, apoio social, relação pessoal
e descontração. Assim como a avaliação postural, a qualidade de vida das pessoas também
deve ser investigada e esta tem sido cada vez mais utilizada na área da saúde. Qualidade de
vida (QV) pressupõe a capacidade de efetuar uma síntese cultural de todos os elementos que
determinada sociedade considera como um padrão de conforto e bem estar; é uma noção
subjetiva própria do ser humano que está associada diretamente ao grau de satisfação encontrado nas relações sociais, ambientais, familiares e amorosas.Objetivo: Avaliar a QV dos
participantes de um programa postural em grupo.Metodologia: Participaram do estudo 11
sujeitos de ambos os generos, com idade entre 20 e 55 anos que participam do Projeto de
Extensão intitulado: Programa de orientação e reequilíbrio postural em grupo. Estes sujeitos
foram avaliados pelo questionário SF-36 (Medical Outcomes Study 36 – Item Short-Form
Health Survey) que é um questionário para avaliação de QV, formado por 36 itens, reunidos
em 8 dimensões: capacidade funcional (CF), limitações causadas por problemas da saúde
física (AF), limitações causadas por problemas da saúde emocional (AE), funcionamento
social (AS), saúde mental (SM), dor (D), vitalidade (V) (energia/fadiga); percepções da saúde
gerais (EG) e estadas de saúde atual comparado há um ano atrás, que é computado à parte.
Este questionário possui uma escala de 0 a 100, onde 0 é corresponde ao pior estado geral de
saúde e 100 o melhor. A aplicação do questionário foi feita individualmente com cada participante do programa.Resultados: De acordo com os resultados apresentados pelos sujeitos
podemos detectar que os domínios: D, SM e EG indicam a maior porcentagem (91%) de
pessoas acima da media calculada; em seguida estão os domínios CF, V, AE com 81.82%. As
piores porcentagens foram nos domínios AS e AF com 72,73% e 63,64%, respectivamente.
Conclusão: Conclui-se, portanto, que o grupo estudado apresenta um padrão de qualidade
de vida acima da media calculada. Os aspectos dos domínios com pior porcentagem são trabalhados nas sessões do grupo, assim podemos inferem que estes poderão ser modificados
ao longo do programa.
118
Educação
Avaliação do projeto Cursinho Pré-vestibular Cuca Fresca
nos anos de 2008, 2009 e 2010
Prof. Dr. Maria Angélica Martins Costa, CE de Itapeva, UNESP, [email protected]
Ana Maria de Macedo Lepinsk, CE de Itapeva, UNESP, [email protected]
Rafael Antônio Dellani Ribeiro, CE de Itapeva, UNESP, [email protected]
Saulo Pupo de Morais, CE de Itapeva, UNESP, [email protected]
Bruno de Araújo Lima, CE de Itapeva, UNESP, [email protected]
O cursinho pré vestibular “Cuca Fresca” do campus experimental da UNESP de Itapeva
deu início as suas atividades no segundo semestre do ano de 2005. A criação desse projeto,
partiu da sensibilização dos universitários do curso de Engenharia Industrial Madeireira que
perceberam a defasagem do ensino da rede pública, a dificuldade e desmotivação dos alunos
em ingressar em um ensino superior de qualidade e em concursos públicos. Por essa razão,
o objetivo principal é oferecer oportunidades as pessoas sócio-economicamente desfavorecidas, que não podem custear um ensino particular. Outro objetivo importante é de oferecer
experiência aos alunos de graduação do campus em exercer uma atividade extracurricular, especificamente no cargo de “professor-aluno”, servindo assim como experiência profissional
para os mesmos, e também contribuindo para melhorar a desenvoltura e oratória em público.
Esse projeto conta com o apoio de uma parceria firmada entre a PROEX e o governo
do Estado de São Paulo. Que disponibiliza equipamentos e apostilas, sendo as apostilas
identificadas como bens do cursinho, para o devido controle, e são emprestadas aos alunos,
a partir de um termo de compromisso que garanta sua devolução. Além de oferecer um total
de quinze bolsas de auxílio aos colaboradores do projeto.
No início das atividades o projeto era constituído por 15 alunos selecionados de escolas
públicas da cidade. Atualmente o cursinho oferece 70 vagas, as quais são preenchidas com
a realização de um processo seletivo. Sendo o mesmo dividido em duas fases, a primeira
constituída por uma prova de 50 questões objetivas e a segunda por um questionário sócioeconômico, que a partir desse processo são selecionados os 70 melhores colocados. Seu funcionamento é no período noturno, antigamente com turmas semestrais e a partir do início de
2010 passou a ter turmas anuais, e conta com 33 colaboradores entre bolsistas e voluntários.
O perfil dos alunos beneficiados com o projeto são alunos que residem em Itapeva e na
região vindos de escolas públicas e portadores de bolsas integrais em escolas particulares,
com a faixa etária entre 17 e 62 anos, sendo a maioria entre 17 a 26 anos. Em relação aos resultados é possível notar que o índice de aprovações vem aumentando a cada ano, atingindo
seu maior índice no ano de 2008, com 38 aprovações entre vestibulares e concursos públicos.
E através do empenho dos professores e alunos, esse projeto torna-se cada vez mais
importante para comunidade, colaborando com a educação e inclusão social de seus alunos.
Palavras-chave: Cursinho, Pré-vestibular, Comunitário.
119
Educação
Ações Educativas na Extensão Universitária: desafios, metas
e estratégias no atendimento aos pacientes com câncer, familiares e cuidadores
Edvane Birelo Lopes De Domenico, [email protected] (responsável)
Bruna Elisa Catin Sousa, [email protected]
Laís Lie Senda, laí[email protected]
Mariana Braga Shoji Barbosa, [email protected]
Evelyn Aparecida Nascimento, [email protected]
Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo-SP
O projeto de extensão universitária Acolhe-Onco: interdisciplinaridade no cuidado integral
ao paciente com câncer atende pacientes, familiares e cuidadores, em Ambulatórios de Oncologia
da Universidade Federal de São Paulo. Enquanto extensão universitária desenvolve atividades
direcionadas a sociedade, ao graduando e ao crescimento científico. As ações educativas em saúde
são foco de atenção, pois espera-se que estas proporcionem resultados positivos na população
alvo, como diminuição de incidência de doenças, diagnósticos precoces, prevenção de comorbidades, promoção da qualidade de vida, otimização do custo emocional e financeiro da doença.
No Acolhe-Onco, as atividades de educação são desenvolvidas nas consultas de enfermagem e
médicas integradas, nos atendimentos telefônicos realizados entre as consultas e, quando não há a
possibilidade de locomoção do paciente, na visita domiciliária. As referências que regem as atividades contemplam os pressupostos teóricos sócioconstrutivistas e da educação transformadora,
por irem além da transmissão da informação ou do treinamento que deverá ser reproduzido em
domicílio. Busca-se a relação participativa e inclusiva do educando (paciente/familiar/cuidador)
com o educador (profissional/estudante), a partir da valorização dos seus conhecimentos, experiências, e sentimentos, além da promoção da capacidade de autogerenciamento da condição de
saúde-doença, ou seja, de uma intervenção educativa capaz de gerar, no paciente, conhecimentos
e habilidades para o manejo consciente e seguro do processo saúde-doença. Nessa perspectiva,
estudantes e docentes dialogam com pacientes e familiares de forma a escolher intervenções
adaptadas às características socioculturais e econômicas de cada paciente, evitando a formação
de barreiras na relação ensino-aprendizagem. Materiais educativos, construídos pelos estudantes,
com base em evidências científicas, são usados nas consultas para facilitar a compreensão e esclarecer condutas a serem adotados, visando maior aderência às orientações e devolutiva do estado
dos pacientes à equipe. Considera-se que as ações educativas desenvolvidas, programadas para
contemplar o indivíduo nas suas potencialidades e contexto social, encontram barreiras para se
efetivarem e qualificar esta atuação, destacando-se a coexistência de tempo insuficiente para a consulta, problemas de ordem econômica, relações familiares disfuncionais ou hábitos sociais. Esses
desafios impulsionam os integrantes do Acolhe-Onco a discutirem e planejarem novas estratégias
que os ajudem a persistir na noção que educação e saúde estão interligadas e que, para o adulto,
poder participar das decisões é algo que o qualifica e agrada.
Palavras-chave: educação em saúde, autocuidado, acompanhamento dos cuidados de saúde.
120
Educação
Brincadeira É Coisa Séria - o Papel do Projeto “Informática
para Crianças” no Desenvolvimento Infantil
Edivani Aparecida Vicente Dotta (Docente), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
foar.unesp.br
Natália Fernandes Pollo (acadêmica), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
unesp.br
Maria Letícia de Almeida Lança (acadêmica), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP,
[email protected]
Polyana Belletatti Barbosa (acadêmica), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
foar.unesp.br
Lucas Miguel Candido (acadêmico), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
unesp.br
O curso “Informática para Crianças” é um projeto de extensão universitária da Faculdade de
Odontologia de Araraquara (FOAr)- UNESP. Desde 2006 o curso é oferecido com o objetivo
de propiciar às crianças um aprendizado via computador, além de desenvolver a parte motora e
o raciocínio lógico com brincadeiras educativas. Hoje o projeto atende 76 crianças na faixa etária
de 5 a 7 anos com aulas práticas. Essas crianças são oriundas do Centro de Convivência Infantil
(CCI) Casinha de Abelha pertencente ao Campus de Araraquara - UNESP e da Rede Municipal
de Ensino de Araraquara - Centros de Educação e Recreação (CERs). O curso tem o objetivo de
possibilitar, via computador, um aprendizado e um contato direto com novas tecnologias. Todas
as aulas iniciam-se com uma ginástica relaxante e uma brincadeira educativa, antes de desenvolverem as atividades no computador. Brincadeira é coisa séria e contribui para o processo de
socialização das crianças, além de trazer benefícios positivos na aprendizagem e de desenvolver a
capacidade de trabalhar em conjunto.Os jogos educativos utilizados no projeto têm a função de
auxiliar a criança a se familiarizar com o computador, exercitar a percepção visual e auditiva, a coordenação motora e a memorização, desenvolvendo habilidades essenciais ao processo de alfabetização como identificação de cores e reconhecimento de números e letras do alfabeto e participar
em vários jogos e atividades interativas cujo nível de dificuldade é adaptável ao desempenho da
criança. Para que as crianças tenham uma complementação em seu aprendizado de higiene bucal,
são utilizados sistemas informatizados que oferecem, também por meio de jogos educativos, uma
melhor assimilação de higiene. No término do curso será avaliado o aprendizado das crianças,
bem como o nível de dificuldade em utilizar a ferramenta computador. O Projeto de Extensão
“Informática para Crianças” conta com o apoio da PROEX - Pró-Reitoria de Extensão Universitária, da Faculdade de Odontologia de Araraquara e da Prefeitura Municipal de Araraquara.
Palavras-chave: Jogos Educativos, Informática na Educação, Informática para crianças.
121
Educação
Brinquedoteca Científica: Espaço Não Formal para o Ensino
de Física em Diferentes Níveis e para A Formação Complementar do Licenciando
Alzira C. M. Stein-Barana, IGCE, UNESP, [email protected]
Deisy P. Munhoz, IGCE, UNESP,[email protected]
Um dos grandes desafios do ensino formal no presente século é motivar o aluno ao
aprendizado de ciências exatas. Nos últimos cinquenta anos a sociedade experimentou um
salto tecnológico sem precedentes. Neste contexto cabem duas considerações: se por um
lado o uso da tecnologia atrai o interesse do jovem (celular, i-pod, internet, jogos) o mesmo
não ocorre quanto ao letramento científico, principalmente no que se refere ao ensino formal. Os conteúdos, métodos e processos de ensino/aprendizagem de ciências e também de
Física, empregados no espaço escolar formal não têm levado os estudantes a adquirirem um
conhecimento técnico e científico que lhes permita compreender situações e tomar decisões
quanto a aspectos de seu cotidiano. “A separação entre a tecnologia e o consumidor leva a
uma negação da ciência, a um esquecimento do conhecimento” (Marcelo Gleiser).Diante
deste quadro, os espaços de educação não-formal com material/atividades motivadoras, podem complementar o aprendizado escolar, despertando o interesse por temas científicos e
assim desempenhando um papel educativo. Considerando os benefícios que os espaços nãoformais trazem à educação e pensando em preparar educadores que invistam na motivação
de seus alunos, foi criado em 2005 o projeto Brinquedoteca Científica, junto ao Departamento de Física da UNESP de Rio Claro.
A Brinquedoteca Científica(BC) é um projeto de extensão universitária que ao longo
dos anos, com financiamento da PROEX, tem se firmado por meio da construção de seu
acervo de brinquedos de caráter científico. Brinquedos industrializados, artesanais e regionais
foram selecionados e outros foram desenvolvidos à partir de material de baixo custo pelos
alunos graduandos em Física e Matemática e que estagiam na Brinquedoteca (brinquedistas).
São objetivos da BC contribuir de maneira lúdica para o letramento científico de crianças
e jovens, por meio de associações entre o conhecimento e objetos do cotidiano. Procura
também fazer a transposição do conhecimento gerado na universidade em conteúdo científico e alternativas de ensino para as escolas de nível fundamental e médio. Em consonância
com estas propostas são realizadas oficinas com focos distintos: as dirigidas aos alunos do
ensino fundamental e médio; as específicas para professores e as direcionadas à formação
complementar de alunos de graduação em Física, cumprindo assim o seu papel extensionista.
A amplitude do projeto vai além das atividades extensionistas e de formação, desenvolvendo
também pesquisa na área de Ensino de Física com a divulgação dos resultados em congressos e revistas específicas da área.
Palavras-chave: BrinquedotecaCientífica, Ensino Não-Formal, Formação Complementar.
122
Educação
“Biólogo por uma Noite”: Evento do PET Biologia que aproxima a rede pública da Universidade
Luana Galvão Morão (Prof. Dr. Flávio Henrique Caetano), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho - UNESP- Rio Claro, [email protected]
Fábio Martins Labecca, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP- Rio Claro,
[email protected]
Tauana Campos, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP- Rio Claro,
[email protected]
Pedro Francisco de Mattos Moreno, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP- Rio
Claro, [email protected]
Atualmente as preocupações com a qualidade da aprendizagem dos alunos de escolas públicas têm sido objeto de preocupação das autoridades educacionais. Dentro deste esquema
o grupo PET Biologia da UNESP de Rio Claro têm buscado a melhoria desse conhecimento
auxiliando com atividades extracurriculares dessas escolas como reforços e visitas ao Campus, aprimorando a informação aos alunos e aproximando-os da Universidade. O evento
“Biólogo por uma noite” visou aproximar os estudantes do EJA (Educação para Jovens e
Adultos), da escola Heloisa Lemenhe Marasca, ao curso de Ciências Biológicas, esclarecendo
dúvidas e oferecendo informações que vão além daquelas que se ensina na escola.
Aos alunos visitantes foram apresentadas três das grandes áreas da Biologia, sendo essas
a Zoologia (animais peçonhentos e parasitas), Botânica (grupos vegetais - algas, briófitas e
anatomia de flores) e Biologia Celular (lâminas permanentes de sangue de peixes e humano
e lâminas a fresco de célula da mucosa bucal). Os petianos dividiram-se em grupos e cada
grupo se responsabilizou pela abordagem em uma dessas áreas citadas vinculando as informações com demonstrações e observações práticas.
Todos os alunos participaram intensamente, tendo todas suas dúvidas esclarecidas. Estes
alunos demonstraram interesse em aprender novos conceitos bem como propuseram uma
nova visita e outros tipos de eventos informais, desta mesma natureza como, por exemplo,
um bate-papo sobre Biologia e suas vertentes (desde imunologia até outros assuntos mais
polêmicos como as células tronco).
O evento foi bem sucedido, pois o objetivo primeiro do Pet que era transmitir novos
conceitos e reforçar as informações sobre temas de Biologia. Além deste objetivo primeiro
outro muito importante, foi o de mostrar a este grupo de cidadãos que a Universidade é mais
próxima do que eles costumam imaginar. O grupo PET Biologia ficou inteiramente grato
pelo interesse e respeito dos alunos para com tudo e com todos e o Grupo de alunos visitantes muito agradecido pela oportunidade única a eles oferecida.
123
Educação
Brincando e Aprendendo
Dr. Márcio Roberto Pereira - [email protected] (Docente FCLAssis, UNESP)
Rodrigo Cristiano Galindo [email protected] (Graduação FCLAssis, UNESP)
Patricia Mayumi Yamashita [email protected] (Graduação FCLAssis, UNESP)
O Centro Ítalo-Luso-Brasileiro de Estudos Linguísticos e Culturais (CILBELC) visa desenvolver pesquisas e realizações de atividades ligadas às línguas e às culturas italiana, portuguesa e brasileira e possui por finalidade disseminar esses aspectos culturais mediante a
efetuação de projetos e atividades ligadas ao ensino, à pesquisa e à extensão.
Desse modo, o projeto Brincando e Aprendendo desempenha o papel de difusor do pensamento e conhecimento científico, por meio de ações cooperativas junto às escolas públicas
e particulares, bem como junto à população. Seu principal alvo é promover atividades que
estimulem a relação e parceria entre a universidade e a comunidade. Trata-se ainda de um
projeto de extensão vinculado ao Departamento de Literatura, que conta com o apoio da
PROEX: pró-reitoria de extensão da Unesp.
Brincando e Aprendendo é um projeto que visa estimular o ensino das Línguas italiana e portuguesa e das Culturas ítalo-luso-brasileiras, e, mais amplamente, a formação cultural de alunos de
instituições públicas, por meio de um conjunto de atividades de divulgação e instrução.
Na área de língua e cultura italiana o objetivo maior é introduzir noções fonéticas e alguns
atos comunicativos do italiano. Este processo é realizado a partir de atividades lúdicas, que
estimulam a relação entre professor e aluno e, conseqüentemente, o ensino/aprendizagem.
O projeto ainda tem como objetivo a inclusão do estudante no mundo globalizado. Assim, a formação educacional e cultural é estimulada e incentivada pelo contato com a língua
e cultura nacionais e estrangeiras que se dá por meio de atividades criativas e lúdicas e de
reflexão, proporcionando a descoberta de outras realidades.
As aulas possuem o enfoque em leituras em sala de aula de obras literárias infantis ítalo-luso-brasileiras, estimulando os alunos, através de uma abordagem lúdica, a entrar no universo da palavra.
Enfim, o contato com outras culturas é um fator importante para o desenvolvimento do
indivíduo, levando-se em consideração que a criança de hoje sente a necessidade de incentivos e oportunidades. Acredita-se que a realização desse projeto seja uma ferramenta de apoio
para que o aluno possa buscar alternativas que o auxiliem na sua formação educacional.
Palavras-chave: ITALIANO, ENSINO, COMUNICAÇÃO.
124
Educação
Cartografia Tátil
Maria Isabel Castreghini de Freitas (Docente), IGCE, UNESP, [email protected]
Paula Cristiane Strina Juliasz, IGCE, UNESP, [email protected]
Bruno Zucherato, IGCE, UNESP, [email protected]
Marcela Barone, IGCE, UNESP, [email protected]
Atualmente, diversas são as políticas públicas adotadas para a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas regulares de ensino. Com isto, há demandas por
recursos, sejam relacionados à formação do docente ou materiais e instrumentos, que atendam e
possibilitam a participação efetiva destes alunos no processo de ensino-aprendizagem.
Com o intuito de promover a iniciação cartográfica de alunos cegos e de baixa acuidade
visual de escolas do ensino básico, o Grupo de Cartografia Tátil do CEAPLA - IGCE UNESP desenvolve, desde 2001, conjuntos didáticos táteis. O desenvolvimento deste material didático possibilita ao professor a oportunidade de trabalhar conceitos cartográficos
e geográficos, por meio de materiais que visam atender as necessidades educacionais destas
pessoas. Os procedimentos metodológicos desenvolvidos têm sido aprimorados continuamente por meio de projetos de iniciação científica, especialização, mestrado e doutorado
envolvendo professores pesquisadores e estagiários dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Geografia da UNESP, Campus de Rio Claro.
O material didático tátil desenvolvido corresponde a maquetes, mapas, gráficos e jogos
táteis, muitos deles providos de dispositivos sonoros do programa Mapavox, software criado
no projeto, através de parceria com o Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da UFRJ.
Os materiais desenvolvidos são avaliados por alunos que estudam desde o 2º ano do Ensino
Fundamental até o Nível Superior, num total de 22 participantes, em 3 escolas localizadas
respectivamente em Rio Claro, Araras e Espírito Santo do Pinhal, no estado de São Paulo.
Os avanços metodológicos e de produção de material didático do projeto são periodicamente divulgado por meio de cursos de extensão para professores do ensino básico, interessados em aperfeiçoarem suas práticas didáticas relativas à inclusão de alunos cegos e de
baixa visão nas escolas especiais e regulares. Os resultados alcançados pelas ações do projeto
indicam que o investimento em material didático tátil da área de Cartografia e na formação
continuada de professores do ensino básico possibilitam uma ampliação do conhecimento
dos alunos sobre o meio em que vivem, facilita o seu entendimento do espaço, da relação do
homem com o meio.
Palavras-chave: Extensão, Inclusão Escolar, Cartografia Tátil, Mapavox.
125
Educação
Capacitação de Agricultores Orgânicos
Rogério Lopes Vieites, FCA, UNESP, [email protected]
Joselma Francisca Castro Rizzo, FCA, UNESP, [email protected]
Este projeto teve como objetivo a capacitação das agricultoras orgânicas do grupo Cheiro Verde de Itatinga/SP sobre o processamento e as boas práticas de fabricação de alimentos
(hortaliças orgânicas). Foram realizados palestras e cursos práticos sobre as boas práticas de
fabricação e higiene e sobre o aproveitamento das partes convencionais e não convencionais
de hortaliças orgânicas para a produção de pão (cenoura e beterraba), macarrão (cenoura e
beterraba); pizzas de vegetais, pasteis de vegetais, bolo e torta salgada de partes não convencionais de vegetais e hortaliças minimamente processadas. Diretamente, foram beneficiadas
pelo menos 35 famílias (1 participante do curso – 1 família) se bem que, ao que se especifica
na literatura, a moradia de mais de uma família por residência constitua estratégia de preservação e sustentação.
Indiretamente, a avaliação dos beneficiários torna-se mais complexa, tendo-se que considerar, de modo geral, os benefícios trazidos pelo projeto de forma ampla: número e qualidade dos beneficiários pela ingestão de produtos saudáveis; grau de consciência sobre a questão
do aproveitamento, produção e da qualidade nutricional dos alimentos. Outro aspecto a ressaltar diz respeito à necessidade de melhoria da qualidade de vida das integrantes do Projeto
Cheiro Verde, por meio de Incremento de renda mensal, resultante da venda dos produtos;
Promoção da segurança alimentar das famílias envolvidas, mediante consumo dos alimentos
produzidos na horta e das cestas básicas subsidiadas pela Prefeitura Municipal e Incentivo ao
desenvolvimento da capacidade de trabalhar em equipe, pelas instituições parceiras e pelas
próprias integrantes do projeto.
Palavras-chave: Extensão, Alimentos, Processamento
126
Educação
Caso de Ensino da Geometria com Uso do Superlogo
OLIVEIRA, Celso Socorro ([email protected]); PERES, Gabriela Baptistela ([email protected]
com); Faculdade de Ciências - UNESP, Bauru (SP).
O ensino de Geometria no Fundamental é considerado fraco, porque professores dão
maior ênfase à Álgebra e a Aritmética. Os professores têm dificuldades de ensinar Geometria, alegam não ter aprendido na Licenciatura e/ou Magistério, ou não gostam de Geometria. O Superlogo é uma versão do Logo, permite explorar conceitos da Geometria,
foi adaptado no NIED da UNICAMP. O objetivo do trabalho é verificar se com o uso do
software Superlogo, o aluno vai desenvolver seu raciocínio e se a aprendizagem ficará mais
significativa. Na etapa piloto, participaram duas crianças, ambas do sexo masculino, de 12
anos, que cursam a 6° série do Ensino Fundamental. O trabalho foi na casa de uma delas. A
segunda etapa do trabalho foi dividida em duas fases. Na primeira foram levados 24 alunos
de uma 6° série do Ensino Fundamental de uma escola estadual do interior paulista à sala
de informática da escola, e em uma aula, explicado o software e sua utilização. E na segunda
fase, foi aplicado um teste com as quatro questões. Os resultados no piloto indicaram que
as crianças conseguiram construir um quadrado de lado 100, depois construir um triângulo
eqüilátero, um retângulo e um hexágono. A segunda etapa precisou de lgumas revisões da
parte de Geometria que estava sendo utilizada. Na aula da sala de informática, a sala foi dividida pela metade, por causa do tamanho da sala. No questionário, 22 alunos responderam
corretamente a primeira questão e um não fez. Na segunda questão (se gosta de geometria)
11 responderam que sim, 11 não, um mais ou menos e um não fez. Apenas oito alunos responderam corretamente o ângulo externo, indicando haver necessidade de mais revisão. Na
quarta questão, 23 acertaram e um não fez, onde no início da aula a maioria não sabia nem
o que era um retângulo. O experimento piloto, com os dois alunos, indicou que o uso do
Superlogo parece facilitar a aprendizagem com significado. Ao trabalhar isso em uma sala
observou-se que os alunos ficaram mais interessados na aula e que o software influenciou
na aprendizagem. Na etapa seguinte, a aula com o uso do software foi atrativa e chamou a
atenção dos alunos, mantendo a atenção na aula, participassem da aula, mas não houve 100%
de aprendizagem. Houve alguma aprendizagem, mas requer a participação do professor.
Esse estudo e o uso do Logo foi apresentado como mini-curso na semana da matemática.
Este projeto faz parte do projeto que estuda redução da aversão à matemática e formação de
professores, no LEIA - Laboratório de Ensino Informatizado e Aprendizagem do Departamento de Computação, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, SP.
127
Educação
Ciência na Unesp: o Museu Cemaarq Como Agente Potencializador do Conhecimento Cultural Indígena
Ruth Künzli, Faculdade de Ciência e Tecnologia Campus de Presidente Prudente - FCT, UNESP, [email protected]
unesp.br
Érika Akemi Shimabukuro, Faculdade de Ciência e Tecnologia Campus de Presidente Prudente - FCT,
UNESP, [email protected]
Suelen Daudt da Silva, Faculdade de Ciência e Tecnologia Campus de Presidente Prudente - FCT, UNESP,
[email protected]
O projeto “Ciência na UNESP” passou a ser desenvolvido em agosto de 2005, integrando outros dois projetos: “Museu-Escola: Dialogando com a Interdisciplinaridade” e “Circuito Cientifico Cultural”, já existentes no Centro de Museologia Antropologia e Arqueologia (CEMAARQ) da Faculdade de Ciência e Tecnologia de Presidente Prudente. Com este
acréscimo, tornou-se possível uma sensível melhora dos três Projetos, na medida em que
novas metodologias puderam ser aplicadas na recepção de alunos, interagindo a visita com
os elementos que compõem o museu.
A metodologia aplicada pelo Projeto engloba distintas técnicas, com a função de levar
ciência ao conhecimento da comunidade através da implantação de novas atividades: Teatro
de Fantoches, onde é narrada uma lenda e os visitantes entram em contado com a cultura
indígena, A Simulação de Escavação de um Sítio Arqueológico, feita com o intuito de mostrar às crianças o ofício do arqueólogo, a Hora da Música, onde uma música sobre a cultura
indígena é cantada, a pintura facial feita em semanas comemorativas, confecção de maquetes
e atividades recreativas para complementar a visita com brincadeiras indígenas.
Todas essas atividades estão vinculadas tanto à Arqueologia quanto à Antropologia possibilitando que o aluno aprenda culturalmente de uma forma mais divertida. Foram desenvolvidas também, metodologias teóricas como a leitura de textos que ensinam técnicas de como
contar histórias indígenas.
Temos então, uma tentativa bem sucedida da utilização de inovadoras ferramentas como
proposta de adequação de uma linguagem científica para uma linguagem pedagógica, onde o
aluno (da Pré-Escola ao Ensino Médio) pode aprender Ciência brincando.
As avaliações entregues ao final da visita pelos professores demonstram a aceitação, pois
através da leitura destas avaliações foi possível perceber que tanto professores quanto alunos
têm uma melhor compreensão da cultura indígena através da visita monitorada em conjunto
com as demais atividades realizadas de acordo com a idade do visitante, destacando o ”Teatro de Fantoches” como a atividade que mais aproxima o visitante do museu.
Sendo assim, os resultados demonstram um interesse maior dos visitantes para com o
museu, bem como uma melhora significativa na qualidade das visitas monitoradas e a certeza
de que o CEMAARQ está fazendo sua parte na sociedade ao divulgar a cultura indígena
como elemento de uma educação cultural capaz de inserir diferentes saberes.
Palavras-chave: Projeto, Ciência, Cultura Indígena
128
Educação
Comunidade de Educação Infantil: Formação Continuada
de Professores em Ambiente Virtual
Prof. Dr. Douglas Aparecido de Campos - DME, PROEX, UFSCar - [email protected]
Profª Drª Maria Aparecida Mello - DME, PROEX, UFSCar- [email protected]
Ana Paula Garcia Escovar - Pedagogia, PROEX, UFSCar - [email protected]
Natália Jordão Ferrari - Pedagogia, PROEX, UFSCar - [email protected]
Trata-se de ferramenta de aprendizagens individuais e/ou coletivas em ambiente educativo diferente, desenvolvido no ciberespaço. As ações propostas na Web abrangem diferentes
temas e áreas do conhecimento que possam responder às demandas da Educação Infantil,
apresentadas pelos usuários: professores, gestores, pais, alunos de graduação e pós-graduação. Concebido como um link dentro do site www.portaldosprofessores.ufscar.br contém
sete seções: Quem somos; Agenda; Compartilhe experiências; Saúde e qualidade de vida;
Pergunte para quem sabe; Fórum/enquete e fale conosco que, uma vez acessadas, possibilitam e despertam no leitor a busca de novas informações. O desafio constante é o de
estimular o usuário a visitar e interagir com esse ambiente, ainda desconhecido na Educação
Infantil. Este link tem como objetivos utilizar o ambiente Web para a ampliação da formação
inicial e continuada de professores de Educação Infantil e aprofundar os conhecimentos
sobre a complexidade dos processos de aprendizagens profissionais dos docentes. A metodologia é pautada na abordagem colaborativa, baseada na perspectiva Histórico-Cultural.
Envolve, constantemente, a interação com professores de escolas de Educação Infantil para
divulgação; suporte aos professores, tais como: filmagem e registro fotográfico de suas atividades com as crianças; orientação na produção escrita de suas atividades, alimentação das
seções do link; etc. Os participantes são alunos de graduação, de pós-graduação, professores
de Educação Infantil, voluntários com diferentes formações. Um dos resultados que identificamos no contato com os professores nas escolas para incentivo à publicação de suas experiências foi a grande dificuldade deles em transpor para linguagem escrita formal as atividades
que desenvolvem com as crianças. Essa dificuldade os impede de divulgarem experiências
interessantes que realizam no cotidiano com as crianças. Portanto, os próximos passos desta
pesquisa serão ir à busca de formas alternativas de superar essa barreira, utilizando as ferramentas do próprio site.
Palavras-chave: Ambiente virtual; Educação Infantil; Formação Continuada.
129
Educação
Capoeira na escola: uma experiência com a formação de
alunos da Educação Infantil
Prof. Dr. Ademir de Marco - FEF, UNICAMP - Professor Associado [email protected]
Lucas Contador Dourado da Silva - Professor de Educação Física - Aluno do Curso de Especialização em
Educação Física Escolar - FEF, UNICAMP - [email protected]
Danilo Lopes Losada - aluno de graduação da FEF, UNICAMP - [email protected]
Professor Antonio Rogério Batista do Prado - PRODECAD, UNICAMP
[email protected]unicamp.br
FEF, UNICAMP
O Projeto de Extensão Universitária “Infância e Adolescência” é desenvolvido em conjunto com o Núcleo de Estudos de Educação Física no Desenvolvimento Infantil - NEEFIDI/CNPq - Departamento de Educação Motora - Faculdade de Educação Física/UNICAMP. Este projeto foi elaborado com a finalidade de proporcionar experiências motoras
para aproximadamente 300 crianças da Educação Infantil - PRODECAD/UNICAMP, pois
de acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RECNEI/
MEC, na Dimensão “Conhecimento de Mundo” são propostos vários Eixos de ação, entre
os quais o “Movimento”. Neste contexto foi elaborado este plano de atividades tendo a Capoeira como tema central para colocar as crianças “em movimento”. Os projetos de Extensão Universitária também propiciam aos alunos de graduação, oportunidades de ações que
integram o ensino, com a pesquisa e com o exercício de sua futura profissão, neste projeto
participam alunos do curso de graduação da FEF e da Faculdade de Educação/UNICAMP.
A partir de procedimentos metodológicos que priorizam a problematização e entendendo o jogo
da Capoeira como um diálogo corporal, em que cada movimento individual do companheiro é
um problema a ser superado, exigindo sincronismo espaço-temporal entre ambos e por meio do
respeito mútuo, são encontradas as soluções para os movimentos conjuntos entre os jogadores.
Além da espontaneidade do jogo, com aulas dirigidas, pensa-se nas práticas educacionais que
estimulam a criatividade, o engajamento social e o desenvolvimento global da criança. A Capoeira
consiste numa modalidade de jogo que esta arraigada na cultura brasileira, além de explorar e
estimular o repertório motor, emocional e intelectual da criança.
As atividades estimulam as crianças com gestos motores, de acordo com as próprias possibilidades, de forma lúdica e prazerosa, ao mesmo tempo em que são consideradas as atitudes e as
questões conceituais, portanto, foi adotada a orientação pedagógica das dimensões; procedimental, atitudinal e conceitual, preconizada por Coll (1996), Coll et al (1998) e Zabala (2004).
O Plano de Atividades é feito a partir do “Movimento” visando a integração com os demais
Eixos (Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita e, Natureza e Sociedade) buscando explorar os componentes do desenvolvimento humano de forma integrada. As aulas estão estruturadas
em Rodas (Roda Inicial, Parte Principal e Roda Final). Após o primeiro semestre, as avaliações
preliminares, demonstram que a Capoeira teve grande aceitação pelas crianças, pois reúne movimentos com brincadeiras e sons, tornando as atividades lúdicas e estimuladoras.
Palavras-chave: Educação Infantil - Educação Física - Capoeira.
130
Educação
Cartilha para uso da Experimentoteca
MONTEBELLO,P.R.([email protected]); LAUDARI, L. E.; GONÇALVES,V.;
SPAZZIANI,M.L.([email protected]). Departamento de Educação-Universidade Estadual Paulista
Julio de Mesquita Filho-Instituto de Biociências de Botucatu-SP
O tempo todo, novas tecnologias são desenvolvidas, cada vez mais sofisticadas e, cada
vez mais promovem a interação virtual entre pessoas e objetos. No ensino de ciências tem-se
desenvolvido tecnologias a fim de aprimorar a forma de transmitir o conhecimento e/ou ajudar/facilitar a compreensão do conteúdo pelo aluno. Assim, torna-se indispensável capacitar
os profissionais da área a utilizarem estas tecnologias para que as mesmas sejam incorporadas ao cotidiano escolar cumprindo, desta forma, sua função. Portanto, atuar na formação
continuada de professores bem como desenvolver metodologias que viabilizem o uso destas
tecnologias surge como solução à realidade encontrada em algumas escolas do município de
Botucatu que já possuem equipamentos como a Experimentoteca, mas não fazem uso por
dificuldades de manipulação. Pretende-se, então, criar condições para a utilização da Experimentoteca atendendo as necessidades das escolas e dos professores. Assim, este projeto selecionou duas escolas da rede municipal de Botucatu: a EMEF “Dr. João Maria de Araújo
Jr.” e a EMEF “Prof. Luiz Tácito Virgínio dos Santos” para investigar e desenvolver
ações de formação continuada em atividades experimentais. Visando atender as necessidades dos professores estamos elaborando uma cartilha contendo orientações sobre como
utilizar e identificar o material da Experimentoteca, bem como relação dos experimentos
disponíveis e possibilidade de integração com o livro didático adotado pelo município. Os
textos da cartilha serão escritos de forma objetiva e de fácil entendimento para otimizar o
tempo de leitura e compreensão das atividades pelo docente. Concomitantemente realiza-se
a capacitação de grupos de alunos, mais experientes e motivados das referidas escolas, para
que exerçam a função de monitores durante as aulas práticas, auxiliando o trabalho docente
e melhorando a qualidade das mesmas. Para tanto, ministramos um mini-curso introdutório
abordando o tema organização e composição da sala de aula como um laboratório, com carga horária de 4 horas em período extracurricular formando dois alunos-monitores por sala.
Através da articulação destas ações pretende-se estimular os professores a utilizarem os recursos existentes na escola aumentando assim o uso da Experimentoteca bem como o número de aulas práticas, e criar, por meio dos alunos, agentes multiplicadores do conhecimento.
Apoio financeiro: PROEX
131
Educação
Colméia - Jovens construindo futuros
Nome: Josely Rimoli
[email protected]
Vínculo: Área de Saúde Coletiva, Faculdade de Ciências Aplicadas-Unicamp
O objetivo é analisar a implantação do Projeto Colméia: Grupos de estudos pré-vestibulares. O referido projeto deu continuidade ao PROJETO DE EXTENSÃO COMUNITÁRIA-O ENCONTRO DE VIZINHOS: A aproximação entre a comunidade da região do
Morro Azul e a UNICAMP.(Faculdade de Ciências Aplicadas- FCA e a Faculdade de Tecnologia- FT), no município de Limeira-SP. Estamos vivenciando o processo de implantação de
um campus universitário e avaliamos ser fundamental investir na construção de redes sócias.
Os Grupos de Estudos estão propiciando experiências de ensino e atividades de extensão,
com a comunidade vizinha ao campus universitário e responder às expectativas dos estudantes que participaram da disciplina de extensão: Conhecer e Construir com o outro, além dos
acadêmicos que já se mostraram interessados, dos cursos de graduação da FCA ( engenharias, ciências do esporte, nutrição e gestão) e os estudantes da FT. A proposta dos grupos de
estudos pré-vestibulares nasceu de um grupo de trabalho da Disciplina Ética e Cidadania,
realizada no primeiro semestre de 2009, na FCA, quando refletiu-se sobre o conceito de Direito, problemas sociais, políticas e intervenções para enfrentamento de problemas nacionais
e planetários. A observação que reforçou a necessidade da implantação de grupos de estudo
pré-vestibulares foi a constatação empírica, de que tem sido insignificante o número de ingressantes na FCA, de residentes em Limeira ou das cidades mais próximas.O Projeto Colméia está sendo realizado no Centro Comunitário do Morro Azul. Estão sendo oferecidas
40 vagas. Quatro monitores e cerca de cinquenta “professores voluntários” ( estudante da
FCA e FT) estão iniciando os grupos de estudos. O horário do Grupo de Estudo Vespertino
será das 14 às 17:30hs, para estimular a participação dos acadêmicos que estudam a noite e
facilitar o acesso de estudantes secundaristas, ao campus, em horário mais seguro. O grupo
noturno será oferecido das 18:30 às 21:30hs, para viabilizar a presença de secundaristas que
trabalhem e dos acadêmicos do período diurno. Pretendemos apresentar a análise do perfil
dos participantes e sobre o processo da experiência de vivenciar o papel de educador, que
estão vivenciando os graduandos.
132
Educação
Comunidades de Aprendizagem: uma proposta de transformação social e cultural da escola, com todos os agentes
educativos
Mello, Roseli. R., UFSCar, [email protected]
Bandeira, Viviane. A., UFSCar, [email protected]
Braga, Fabiana M., UFSCar, [email protected]
Correia, Rosimara S., UFSCar, [email protected]
Mioto, Amanda M., UFSCar, [email protected]
Comunidades de Aprendizagem (C.A.) é uma proposta de transformação social, política
e cultural da comunidade escolar e do entorno, foi criada e vem sendo desenvolvida pelo
Centro Especial de Investigação em Teorias e Práticas Superadoras de Desigualdade (CREA)
desde 1995-96. A partir de 2003, o Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE), em parceria com o CREA, difunde e desenvolve a proposta no Brasil e em outros
países da América Latina (Chile, Paraguai). Tal proposta caracteriza-se por ser uma resposta
educativa igualitária para se conseguir uma sociedade da informação para todas as pessoas,
na qual cada vez mais são exigidos conhecimentos para seleção de informações que são
disponibilizadas. Nela, há a articulação de todos/as agentes educativos (familiares, pessoas
da comunidade de entorno e profissionais da educação) na busca pela garantia de máxima
aprendizagem para todos os estudantes, bem como para desenvolvimento de convivência
respeitosa, tendo a diversidade como eixo de riqueza humana.
Uma escola que é C.A. escolhe praticar diariamente os fundamentos da Aprendizagem
Dialógica. Tais fundamentos foram desenvolvidos pelo CREA, com base nas teorias de Jürgen Habermas e Paulo Freire. Os/as estudantes precisam ter garantido os máximos níveis
de aprendizagem, avançando e transformando seus conhecimentos, sempre interagindo com
todas as pessoas da comunidade, visto que a aprendizagem não acontece apenas com a professora na sala de aula, mas com todas as pessoas com as quais nos relacionamos. Deste
modo, há sete princípios que baseiam as interações nas C.A. e que são praticados diariamente
durante as interações, são eles: Diálogo Igualitário, Inteligência Cultural, Transformação, Dimensão Instrumental, Criação de Sentido, Solidariedade e Igualdade de Diferenças.
Na cidade de São Carlos, a Secretaria Municipal de Educação (SME) assumiu a coordenação do Programa Comunidades de Aprendizagem, entendendo-o como uma proposta política do município, trabalhando em parceria com o NIASE. Das três escolas que se
transformaram em C.A todas apresentam relatos de melhora do ensino e da convivência
na escola. A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) por sua vez apoia as escolas desenvolvendo: pesquisas acadêmicas, como por exemplo, “Comunidades de Aprendizagem:
aposta na qualidade da aprendizagem, na igualdade de diferenças e na democratização da
gestão da escola.” realizada durante os anos de 2007 a 2009; subsidiando formação das professoras e estudantes da universidade através da Atividade Curricular de Integração Ensino
Pesquisa e Extensão (ACIEPE) “Comunidades de Aprendizagem - Articulação entre escola
e comunidade” oferecida já há 3 anos.
Palavras-chave: Comunidades de Aprendizagem, Aprendizagem dialógica, Extensão.
133
Educação
“Corpo de Mestre, Corpo de Aprendiz”: A luta por um espaço mútuo de colaboração
Rogério Adolfo de Moura (Docente), Faculdade de Educação da UNICAMP, [email protected] ,
[email protected]
Cintia dos Santos Pereira da Silva, IFCH, Unicamp, [email protected]
Leonardo Pereira da Costa, IA, Unicamp, [email protected] ,
Daniel Santos Costa, IA, UNICAMP, [email protected] ,
Pamella Vilanova,[email protected], [email protected]
Este projeto com o financiamento da FAEPEX/PREAC foi um estudo sobre processos
de colaboração entre o professor em formação inicial (universidade) e formação continuada (Escola Pública), nas Escolas de Tempo Integral da Região Metropolitana de Campinas
(RMC), entre os anos de 2009 e 2010. O conceito de corpo foi central para o desenvolvimento do trabalho. Pensado a partir da idéia de experiência, vivido e pensado ao mesmo tempo,
o corpo desempenha um papel múltiplo e complexo nas práticas humanas, podendo implicar
que o mestre (professor) torne-se aprendiz do processo de ensino que conduz.
Os pesquisadores neste projeto, advindos das áreas da dança, teatro, pedagogia e antropologia atuaram da seguinte forma: 1. Encontros teóricos e práticos realizados na Universidade sobre a questão do corpo na contemporaneidade; 2. Coleta de dados em campo (no
formato de áudio e/ou vídeo, através de entrevistas com professores, coordenadores, diretores e alunos das escolas), assim como análise dos dados por meio de ferramentas de pesquisa
qualitativa; 3. Realização de oficinas práticas na universidade e na escola pública com uso
de diversos materiais e com foco na idéia de jogo, por sua vez enriquecidas com atividades
como fóruns e encontros nos quais buscou-se reduzir as distâncias de toda ordem entre a
universidade e a escola pública.
A partir das atividades de pesquisa e das práticas culturais realizadas concluiu-se que a construção deste espaço de colaboração entre a universidade e a escola, encontra-se num estágio que
pode ser traduzido pelo conceito de luta: institucional, política, estética e pedagógica.
Palavras-chave: Corpo, educação e arte.
134
Educação
Corpo e Gênero: diferenças no universo da Educação Física
escolar
Maria Amélia Telles Baracho1
1.Professora de Educação Física, Especialista em Educação Especial e Inclusiva - Metrocamp,
Campinas,[email protected]
Quando algo nos parece igual em todos os homens, julgamos que se trata de algo inato,
mas pouco notamos as diferenças e, praticamente tudo é diferente, principalmente na motricidade, que é a manifestação da corporeidade.
A Educação Física, por ser uma área de conhecimento que se diferencia dos outros componentes curriculares, por trabalhar de forma essencialmente prática, deve utilizar-se disso
para conscientizar os alunos em relação à corporeidade. A escola tem como objetivo preparar
o aluno para vida de forma integral, fazendo que estes respeitem e valorizem as diferenças. O
objetivo deste trabalho foi desenvolver uma reflexão sobre a consciência corporal e as relações de gênero nas aulas de Educação Física, entendendo que cada um é diferente do outro e
todos tem suas particularidades, independente de sexo. Uma constante observação durante
o estágio realizado e um diário de campo, forneceu pistas sobre as incoerentes atitudes dos
professores de ensino médio durante as aulas.
Foram observadas atitudes incoerentes pelos professores em suas aulas como exclusão,
culto exacerbado ao corpo, e até maior freqüência masculina nas aulas de Educação Física
escolar. Apesar de afirmarem que não reforçavam essas atitudes em suas aulas, suas intervenções tendiam a manter as diferenças como uma barreira.
Essa análise mostra que os educadores do Ensino Médio, muitas vezes, reforçam atitudes
excludentes com os alunos em vez de incluí-los, ou seja, esquecem que qualquer aluno, independente de gênero é capaz de aprender a realizar as mesmas atividades que outros e, acaba
fornecendo os conteúdos prontos, dando as respostas para os alunos finalizarem as atividades, contribuindo assim para o preconceito e o estigma. Deve-se ressaltar que a exclusão nas
escolas reflete o descontentamento e a discriminação que existe na sociedade como um todo.
Considerando a diversidade encontrada na escola, devemos ficar atentos sobre o pensamento dos educadores sobre a mesma, se estes compreendem e valorizam-na em suas aulas. A
exclusão e a negação não são caminhos para a escola proporcionar o ensino-aprendizagem,
pois esta é responsável pela educação. A inclusão não é um processo fácil, mas nós sabemos
que é possível. O corpo docente da escola deve estar preparado para acolher todos os alunos em sua diversidade. A escola é o lugar mais importante para compreender a diversidade
humana. Entre as pistas que podem favorecer o processo de inclusão está o educar para a
autonomia, dando ao aluno oportunidade de aprender e se sentir capaz de fazer, independente de gênero. Basta aos educadores terem consciência e transformar o discurso em atitude.
Palavras-chave: Corpo, Gênero, Educação.
135
Educação
Curso de Especialização em Educação de Pessoas Adultas:
Formação Continuada dos Profissionais da EJA na perspectiva da Aprendizagem Dialógica
Roseli Rodrigues de Mello, UFSCar, [email protected]
Aline Vanessa Gavioli, [email protected]
Kelci Anne Pereira, [email protected]
Adriana Fernandes Coimbra Marigo, [email protected]
Raquel Moreira, [email protected]
O curso de especialização em educação de pessoas jovens e adultas encontra-se inserido
em um âmbito de políticas nacionais para EJA atuais, nas quais se tem em vista superar uma
dívida histórica e social com esta modalidade de educação, que foi por muito tempo, marginalizada no sistema de ensino brasileiro. O quadro histórico da EJA no Brasil aponta para o
descaso com esta modalidade de educação, o argumento remete ao número expressivo que
se tem de campanhas emergenciais, a despreocupação com o oferecimento desta modalidade
de ensino pelo governo e aos indícios de que ela seja marcada por uma concepção compensatória de educação, ou seja, entende-se a EJA como um espaço no qual os jovens e adultos
devam apenas recuperar o que não foi apreendido ao longo de sua infância. Ainda hoje, as
ofertas formativas para os sujeitos da EJA continuam infantilizadoras e incompatíveis com
suas demandas da vida e do trabalho, além de incompatíveis com o paradigma da educação
ao longo da vida. Na tentativa de reverter tal quadro, a SECAD/MEC lança em 2009 um
edital para que as universidades ofertassem cursos de especialização voltados para a formação continuada de educadores/as de EJA. Aproveitando esta oportunidade, bem como
o histórico de atuação em prol superação das desigualdades culturais e educativas, o Niase
(Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa) passou a oferecer, desde novembro de
2009, em parceria com a Prefeitura Municipal de São Carlos, o Curso de Especialização em
EJA. A carga horária do curso é de 360 horas, distribuída durante o período de dois anos.
As temáticas trabalhadas estão organizadas em cinco módulos, a serem desenvolvidos sob a
orientação teórico metodológica da aprendizagem dialógica, que se orienta pelas elaborações
de Paulo Freire e Habermas. Assim, o diálogo e a comunicação (práxis), constituem as bases
que trazem para o seu projeto político-pedagógico as perspectivas da intersubjetividade e
transformação, bem como os princípios diálogo igualitário, inteligência cultural, dimensão
instrumental, igualdade de diferenças, transformação, solidariedade e criação de sentido. O
curso deve estender-se até julho de 2011 e os resultados alcançados até o momento descrevem um expressivo crescimento intelectual dos cursistas rumo a uma compreensão ampliada
da EJA, com impactos diretos e positivos nas suas formas de trabalho na EJA. Nesse sentido,
destaca-se a incorporação gradativa que fazem da aprendizagem dialógica, enquanto orientação para uma pedagogia de máximas expectativas de aprendizagem.
Palavras - Chaves: Educação de Jovens e Adultos, Especialização.
136
Educação
CUCA – Curso Unificado do Campus de Araraquara
PEREIRA, Tatiane de Lima (discente), FCL/Araraquara, UNESP, [email protected]
O CUCA (Curso Unificado do Campus de Araraquara) iniciou suas atividades no ano de
1993 pela iniciativa de um grupo de alunos das quatro unidades da UNESP de Araraquara.
Com apoio da Pró-Reitoria de Extensão transformou-se em Projeto de Extensão Universitária em 1997.
Tem como objetivo complementar a educação em nível médio para orientar os jovens,
com carência sócio-econômica comprovada, para os exames vestibulares das universidades
públicas e privadas . Sediado no Instituto de Química, a partir de 2004, estabeleceu parcerias com prefeituras municipais, atualmente Araraquara, Boa Esperança do Sul (PM-BES) e
Américo Brasiliense (PM-AB), constituindo núcleos do projeto nestas cidades.
O trabalho dos graduandos-professores, inseridos nas atividades de ensino dos Componentes Curriculares, permite que tenham contato com a realidade de alunos das escolas de
ensino médio públicas com defasagem de desenvolvimento conceitual fazendo-os criar em
sala de aula mecanismos para a melhoria da qualidade do processo ensino-aprendizagem. Ao
todo o projeto conta com o envolvimento de 62 bolsistas (25 vinculados à PROEX), entre
Supervisor Pedagógico, Docentes, Coordenadores e Auxiliares.
O projeto atende, atualmente, 340 alunos (IQ – PROEX: 200, PM-Araraquara: 50, PM-BES: 50, PM-AB: 40) selecionados por meio de um processo composto por três instrumentos de análise: condição sócio-econômica, conhecimentos básicos do Ensino Médio e
visita comprobatória das informações fornecidas pelo candidato. Historicamente o CUCA
IQ – PROEX tem ampliado seu atendimento à demanda da região, abrangendo 13 municípios em 2010.
O projeto CUCA tem possibilitado tanto o ingresso dos alunos em Instituições de Ensino Superior Públicas ou Privadas, quanto viabilizado o ingresso no mercado de trabalho,
via concursos públicos. Seu apelo solidário alavanca o compromisso social dos alunos da
UNESP e motiva o associativismo e o cooperativismo para uma sociedade mais justa e comprometida com o desenvolvimento econômico e social sustentado na educação.
Palavras-chave: extensão; formação docente; conscientização.
137
Educação
Cursos de Informática Oferecidos na Universidade Aberta à
Terceira Idade - UNATI do Campus de Sorocaba da UNESP
Márcio A. Marques, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
Luíza A. P. Cantão, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
Diego L. Domingos, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
Em março de 2008, tiveram início as atividades da Universidade Aberta à Terceira Idade
- UNATI do Campus de Sorocaba da Universidade Estadual Paulista - UNESP propondo
inicialmente atender e possibilitar aos idosos de Sorocaba e região acesso à Universidade
Pública e proporcionar a eles, através de uma educação continuada, ampliação de seus conhecimentos, convívio social e principalmente troca de experiências. Desde então, vários cursos
de informática estão sendo oferecidos: Informática Básica e Word, Internet e Word Avançado. Eles são diversificados para que se possa realizar a inclusão digital de alunos que nunca
tiveram acesso a um computador e também atender a outros que já possuem conhecimentos
básicos de informática.
Os cursos oferecidos aos alunos da UNATI tem como objetivo desmistificar a informática e o computador para as pessoas que nunca tiveram acesso a recursos tecnológicos. Outros
são voltados para aqueles que já possuem alguns conhecimentos básicos de informática, ou
seja, que já tiveram acesso a um computador. Eles estão tendo a chance de aprender um software de navegação na internet, utilizar o correio eletrônico (e-mail) e aprender comandos
avançados do Word. Os cursos também proporcionam aos alunos a oportunidade de convivência em grupo, de inclusão digital, além de se atualizarem na área de informática.
Eles são elaborados da seguinte forma: primeiro os bolsistas preparam o material de
cada curso (apostilas). Posteriormente, eles elaboram os slides com imagens para facilitar a
compreensão e o conteúdo de cada aula, que são todas presenciais e apresentadas nos laboratórios de informática utilizando datashow. Estas etapas são realizadas sob a supervisão de um
professor orientador. Os cursos tem em média 10 semanas, com uma aula semanal de 2 horas
e aproximadamente 25 alunos em cada turma, e são ministrados por bolsistas pertencentes
aos cursos de graduação do Campus de Sorocaba da UNESP.
Todos os cursos de informática oferecidos na UNATI de Sorocaba/UNESP estão tendo
uma grande procura e com vários alunos em listas de espera. Os alunos são bastante participativos durante todas as aulas com um bom aproveitamento. Os bolsistas que ministram as
aulas são muito elogiados e os alunos geralmente ficam muito satisfeitos com a possibilidade
de participarem dos cursos, pois alguns estão tendo pela primeira vez a oportunidade de
acesso a um computador e outros, de se atualizarem através do conhecimento de novas ferramentas da área de informática. Além disso, os alunos tem a chance de ampliar seus conhecimentos, sua convivência e inclusão social e principalmente realizar troca de experiências
com seus colegas de classe ou mesmo com os bolsistas.
Palavras-chave: Informática, Terceira Idade, Cursos.
138
Educação
Decatlo: Ciências da Natureza, Matemática e Suas Tecnologias
James Rogado, Núcleo de Educação em Ciências, UNIMEP, [email protected]
Vinícius M. Pires, Núcleo de Educação em Ciências, UNIMEP, [email protected]
A partir do trabalho coletivo e de parcerias colaborativas entre professores e alunos universitários, juntamente com os professores das Escolas Básicas, que se torna possível propor
inovações didático-pedagógicas no âmbito do ensino-aprendizagem das Ciências da Natureza e Matemática em cursos de formação docente.
Este trabalho tem como objetivo central desenvolver experiências compartilhadas Universidade-Escolas de Educação Básica de Nível Médio de Piracicaba-SP. Mediante o estabelecimento de parceria colaborativa entre o Núcleo de Educação em Ciências/UNIMEP e a
Diretoria de Ensino de Piracicaba, foram desenvolvidas atividades junto às escolas públicas
de Educação Básica (Ensino Médio) que possibilitassem:
Estimular a melhoria da qualidade nas escolas públicas;
• Promover o aperfeiçoamento profissional aos docentes em atividade das disciplinas
envolvidas, oferecendo assessoria contínua e estimulando a reflexão na práxis;
• Verificar as principais deficiências dos estudantes;
• Despertar e estimular o interesse dos estudantes pela área de Ciências da Natureza,
Matemática e suas Tecnologias, proporcionando-lhes desafios;
• Identificar e estimular talentos/vocações latentes na área de conhecimento;
• Promover a autonomia dos alunos para que possam gerir sua própria aprendizagem,
ampliando oportunidades à (re)construção de conhecimentos aos estudantes do Ensino Médio.;
• Contato maior entre alunos e professores, possibilitando interações com qualidade
mais profícuas;
• Melhor formação aos licenciandos e maior qualidade aos cursos de formação de
professores.
A metodologia de intervenção pedagógica que se almeja é construída a partir do trabalho
coletivo e das parcerias colaborativas entre professores e estudantes universitários e professores do Ensino Médio, propondo inovações didático-pedagógicas e promovendo aprendizagens de cunho interativo e desafiador no âmbito do ensino-aprendizagem das Ciências
Exatas e da Natureza nas escolas de nível médio e em cursos de Licenciatura.
O trabalho tem gerado possibilidades de melhoria da formação dos futuros educadores,
o despertar do gosto do estudante de ensino médio pela escola e, em especial, pela área de
Ciências Exatas e da Natureza (Química), e a promoção do aperfeiçoamento profissional aos
docentes em atividade das disciplinas envolvidas, oferecendo assessoria contínua e estimulando a reflexão na práxis, além da criação de espaços de negociação, respeito e crescimento
mútuo entre os atores da Universidade e da Escola.
Palavras-chave: parceria colaborativa, educação química, formação docente e discente.
139
Educação
Desenho: Uma Experiência Que Envolve Pensamento e Prática
VALENTIM, Jailson dos Santos
CASTILHOS, Joelma Santos; SANTOS, Magda Giseli Cruz
Orientadora: Profa. Dra. Nádia Senna
Deptº de Artes e Design - IAD, UFPel [email protected]
O presente trabalho contempla as atividades desenvolvidas junto ao curso Experienciando o Desenho, projeto de extensão vinculado aos Programas Vizinhança e Projeto Arte na
Escola do Instituto de Artes e Design/Universidade Federal de Pelotas. O curso foi projetado para atender quarenta crianças de uma escola pública do entorno da Universidade, com
vistas a promover o conhecimento da arte e a valorização do indivíduo através do desenho.
As práticas em sala de aula, nos ateliês do IAD e nas imediações envolveram atividades
gráficas a partir de vivências instigadoras, voltadas para a apreciação e produção artística,
utilizando diferentes materiais. Esse projeto implicou em constante avaliação e replanejamento, aproveitando os acasos para garantir e oportunizar as crianças, a ressignificação de
seu mundo através das especificidades da linguagem da arte.
Palavra-chave: desenho, ensino de arte, valorização do sujeito.
140
Educação
Diadema Visita UNIFESP Diadema
Carolina Vautier-Giongo (Docente), Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Nathalia Helena A. Pereira, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Juliana Castilho, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Ísis Marques da Costa, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Nicole Lopes, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Bruna Leão, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected] e demais e não menos importantes
colaboradores
O Diadema visita UNIFESP Diadema é um projeto de abertura do novo Campus da
UNIFESP à visitação pela comunidade de Diadema, iniciado no final de 2007. O projeto é
fundamentado na valorização de metodologias que resultem na democratização do conhecimento acadêmico, promoção da interdisciplinaridade e no desenvolvimento de uma relação
transformadora entre Universidade e Sociedade. A UNIFESP Diadema é a primeira Instituição Pública de Ensino Superior de Diadema. O Campus, que se encontra em atividade há
menos de quatro anos, tem como meta a formação de profissionais competentes e críticos
em Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Engenharia Química, Farmácia e Bioquímica, Licenciatura Plena em Ciências, Química e Química Industrial, diferenciados por sua
habilidade em trabalhar de forma integrada com a sociedade. O Diadema visita UNIFESP
Diadema tem como objetivo geral introduzir a UNIFESP à e na Comunidade de Diadema,
além de (i) despertar o interesse pela vida universitária na comunidade de Diadema, (ii) estimular a busca do conhecimento científico tanto na comunidade quanto nos universitários;
(iii) contribuir para a formação cidadã de profissionais críticos, que possam atuar em prol
do desenvolvimento de uma concepção política do fazer científico. As visitas, monitoradas
pelos graduandos, são realizadas aos sábados, das 9:00 às 12:00 h, por um público de, no
máximo, sessenta pessoas. O roteiro das visitas consta de: (a) percurso pelas dependências
do Campus; (b) palestras curtas e explicativas sobre os cursos oferecidos e atividades de extensão realizadas no Campus; (c) contato com linhas de pesquisa desenvolvidas no Campus
e (d) demonstrações científicas em todas as áreas da ciência, elaboradas e executadas pelos
universitários. Desde o início de 2009, o Diadema visita UNIFESP Diadema também tem
feito o caminho inverso, isto é, o projeto tem visitado Espaços e Escolas Públicas de Diadema, apresentando o seu Show de Ciências. Fazem parte do Show de Ciências experimentos
simples, belos e ilustrativos de fenômenos científicos relacionados ao cotidiano, e que também tragam denúncias sociais, ambientais ou orientações à platéia. A elaboração de roteiros
teatrais para o Show de Ciências tem como objetivo tornar mais divertida a apresentação dos
conceitos científicos. Os graduandos têm autonomia para escolher as demonstrações mais
lhes despertam motivação e interesse, procurando encontrar meios de realizá-las e explicá-las
didática e democraticamente. As experiências e o roteiro teatral dos shows são passíveis de
alterações, de acordo com o perfil da platéia (idade, grau de instrução, etc.).
Palavras-chave: Educação, Ciências, Divulgação da Universidade
141
Educação
“Direitos da Criança: o ECA na escola” - Projeto de Extensão
Universitária
PEZEZ, M. C. A. (Docente), [email protected]
TEZANI, T. C. R. (Docente), [email protected]
Departamento de Educação, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” UNESP, Bauru (SP)
O projeto de extensão universitária “Direitos da criança: o Eca na escola” tem como objetivo
e dinâmica a realização de intervenções que possibilitem o processo de aprendizagem de uma Lei
por crianças, especificamente a Lei federal n.º 8.069 de 13/07/1990. O trabalho atende aproximadamente 160 crianças de 6 a 8 anos de duas escolas públicas de Ensino Fundamental e mais
60 alunos de 3 a 6 anos da Educação Infantil, na cidade de Bauru/SP. Ainda que algumas dificuldades tenham sido enfrentadas ao longo das atividades desenvolvidas, sobretudo na postura dos
profissionais da educação e no espaço físico para a realização atividades, avaliamos que o projeto
está sendo bem sucedido ao sensibilizar as crianças para a questão dos seus direitos e deveres. Os
procedimentos metodológicos foram oficinas temáticas que exploraram os direitos fundamentais
da criança, no caso da escola de Ensino Fundamental, temos como recurso, as atividades que podem ser desenvolvidas na sala de informática, pátio e sala de aula. Na escola de Educação infantil,
os espaços são as salas de aulas e um quiosque para atividades. Entretanto, já passamos por situações nas quais os espaços eram improvisados e sem planejamento prévio da instituição. Dentre
os resultados obtidos durante dois anos de projeto, temos: 1) as temáticas despertaram o interesse e
mobilização entre as crianças durante as atividades do projeto; 2) a postura da instituição foi essencial
para a concretização dos objetivos, uma vez que em uma das escolas o discurso e a prática dos direitos
da criança estavam presentes no ambiente escolar, no entanto, em outra instituição constatamos algumas contradições entre as ações do projeto e as práticas educativas da escola; 3) ações coordenadas e
organizadas entre as professoras responsáveis e as alunas bolsistas e voltarias; 4) organização, elaboração e execução de um livro temático com os alunos; 5) elaboração de atividades variadas que atendam
a temática proposta. Contamos com seis alunas bolsistas e duas alunas voluntárias que atuam diretamente com as crianças no ambiente escolar e participam do GEPIFE “Grupo de Estudos e
Pesquisas sobre infância, família e escolarização”. Concluímos que, mesmo depois de dois anos
de execução desse projeto de extensão universitária, são muitos os desafios evidenciados, que
exigiram equacionar novos desenhos metodológicos, teóricos e institucionais para a concretização
do mesmo, mas os resultados apontados pelos docentes e pela direção das unidades escolares
reforçam nossas ações e apontam a necessidade das crianças conhecerem seus direitos e deveres.
Palavras-chave: Educação escolar, Infância, Estatuto da Criança e do Adolescente.
142
Educação
Divulgação do Vestibular UNESP e Inclusão Social: Parceria
Secretaria Estadual da Educação/Vunesp/UNESP
Guaracy Tadeu Rocha, IBB, UNESP campus de Botucatu, [email protected]
Elias José Simon, FCA-Unesp-Botucatu, VUNESP, [email protected]
Tânia C. A. M. Azevedo, FE-Unesp-Guaratinguetá, VUNESP, [email protected]
Edwin Avolio, FEB-Unesp-Bauru, VUNESP, [email protected]
Johnny Rizzieri Olivieri, IBILCE-Unesp-SJRP, VUNESP, [email protected]
INTRODUÇÃO: Cobram-se das universidades públicas ações afirmativas que promovam a inclusão de alunos da rede pública na universidade. Nesse contexto, a Unesp se destaca. O Programa de Divulgação do Vestibular contribui para promover a inclusão, com a
vantagem desta se dar pelo mérito do candidato. Objetivos: Favorecer a interação Unesp/
SEE, interagir com o conjunto de Ações Afirmativas para Inclusão Social e auxiliar na consecução do Programa para a inclusão dos melhores alunos da escola pública na universidade.
MÉTODOS: Videoconferência, gerada a partir da SEE, orienta os dirigentes educacionais
quanto ao programa. Cerca de 70 professores e 70 graduandos da UNESP egressos da escola
pública se reúnem com os coordenadores de mais de 3.500 escolas e visitam as salas de aula
para contato com os alunos da rede. RESULTADOS: Desde 1996, mais de 2,5 milhões de
alunos da rede pública receberam a visita de um professor da UNESP em suas salas de aula.
Trata-se de uma das raras oportunidades que o aluno tem para ficar sabendo sobre a Unesp,
cursos, vestibular, programas de apoio ao graduando, etc. O Guia de Profissões, entregue
aos alunos, esclarece e ajuda a consolidar vocações. Os professores se fazem acompanhar
por aluno da Unesp egresso da rede pública, o que contribui para que os alunos da rede reconheçam seu perfil sócio-econômico nos alunos da Unesp. Os resultados obtidos demonstram que o programa não apenas traz candidatos para o vestibular UNESP, mas sobretudo
promove a inclusão. O total de inscritos decorrente de convênio com a SEE (desconto de
75% na taxa de inscrição) tem aumentado a cada ano e, mais importante, aumentou significativamente o percentual de candidatos/SEE presentes às provas: 37% no vestibular 2008,
59% em 2009 e 84% no vestibular 2010 (1ª fase). Os dados referentes aos matriculados/SEE
também mostram crescimento a cada ano. São alunos que saem diretamente do terceiro ano
do ensino médio para a universidade, ingressando via vestibular pelo seu desempenho nas
provas: no vestibular 2007, 219 matrículas; em 2008, 272; em 2009, 416; em 2010 são 580
alunos matriculados beneficiados pelo acordo SEE/VUNESP. Somam-se a esses todos os
outros matriculados egressos da rede pública, não participantes do acordo uma vez que concluíram o ensino médio em anos anteriores ao do vestibular. Também estes se beneficiaram
do programa pois receberam o professor UNESP em suas escolas em anos anteriores. Em
conseqüência, a UNESP é a universidade estadual paulista com maior proporção de alunos
egressos da rede pública sem que o ingresso desses tenha sido por um sistema de cotas (em
2010, 2.320 alunos dentre 6.428 matriculados). Financiamento VUNESP.
Palavras-chave: Vestibular, Ensino Médio, Ações Afirmativas.
143
Educação
Drogas e Álcool na Adolescência
André Wilham Rodrigues ([email protected]), Gabriel Felipe Kesslau ([email protected]),
Gustavo Mendes da Silva (gustavomendes94), Jonas Henrique da Silva Guedes ([email protected]),
Jonathas Lucas Oliveira ([email protected]), Lucas Damasceno Castro ([email protected]),
Rodrigo dos Santos Silva ([email protected]), Thiago Regis de Sousa ([email protected]),
Victor Gonçalves Marques ([email protected]), William Siqueira da Silva ([email protected]
com).
Orientadoras: Carla Magalhães de Souza, Josiane Zeferino de Oliveira e
Miriam Raquel Teodoro de Souza.
Conforme a formação no curso Patrulheiro e Guarda Mirim de Hortolândia, onde temos
palestras sobre Saúde na Adolescência, vimos que entre os principais problemas que atingem
os jovens hoje em dia, as drogas e o álcool são os mais graves. Percebemos que atualmente
o número de jovens dependentes do álcool e das drogas tem crescido drasticamente. Descobrimos que os principais fatores que levam os jovens a isso, são a convivência com outros
dependentes ou com o ambiente em que eles vivem problemas com a família, etc.
De acordo com uma pesquisa que fizemos hoje em dia 5,2% dos brasileiros entre 12 e 17
anos são dependentes de álcool, 2,2% de tabaco, 0,6% de maconha e 0,2% de tranqüilizantes.
Esses índices estão muito altos e aumentam diariamente, um jovem vai levando outro para
esse mundo e assim por diante. Para piorar no Brasil não existem centros de recuperação
gratuitos, o que só piora a situação.
Somente com isso poderemos amenizar a situação, com mais centros de recuperação,
escolas e mais atenção para quem precisa.
144
Educação
Educação Física e Pluralidade Cultural na 4ª Série do Ensino
Fundamental: em Busca de Novas Práticas Pedagógicas
Denise Ivana de Paula Albuquerque, FCT Unesp - Campus de Presidente Prudente - Docente do Depto de
Educação Física - [email protected]
Carolina Fernanda de Andrade, FCT Unesp - Campus de Presidente Prudente Discente do curso de Educação Física - [email protected]
Em um país como o Brasil, com uma cultura tão diversificada, pautada pela mistura
étnica e pessoas vindas de todas as partes do mundo, um dos maiores desafios para os educadores é mostrar aos seus alunos todas essas faces, raízes e proporções. Historicamente, o
ensino da Educação Física esteve estritamente ligado às instituições militares e médicas, restringindo sua prática e reflexão teórica para conceitos do corpo e movimentos sob uma ótica
de aspectos fisiológicos e técnicos. As diretrizes da Educação contemporânea apontam para
o desenvolvimento de práticas pedagógicas que possam contribuir de forma significativa na
formação dos educandos, para isso existem vários instrumentos que possibilitam esta prática e facilitam o trabalho do professor, um deles são os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCNs, 1997), que trazem uma discussão profunda sobre a área. Um dos pontos de destaque
fica por conta dos temas transversais, que abordam temáticas que emanam do contexto social e devem ser intensamente debatidas e refletidas no contexto educacional, são eles: Ética,
Saúde, Trabalho e Consumo, Orientação Sexual, Meio Ambiente e Pluralidade Cultural.
Para o desenvolvimento dessa pesquisa utilizamos como base os PCNs e o tema transversal pluralidade cultural, com intuito de propor ações e reflexões para uma transformação da
práxis pedagógica, especificadamente na disciplina de Educação Física no 2º ciclo do ensino
fundamental.
O presente estudo caracteriza-se como qualitativo de cunho descritivo-interpretativo e
encontra-se em andamento. Participam dessa pesquisa 35 alunos da 4ª série com idades entre
08 e 10 anos e 1 professora de uma escola municipal de Presidente Prudente. A coleta de
dados está sendo realizada através de observações e aplicações de questionários utilizando-se
do método Survey. Será utilizado de estatística para se evidenciar os resultados.
Até o momento através das observações, constatou-se a dificuldade da inserção da dança,
como elemento da cultura corporal de movimento, para se trabalhar com a temática da pluralidade cultural. Primeiramente, em razão dos alunos assimilarem de imediato os conteúdos
da Educação Física ao esporte ou a brincadeiras e também em virtude da concepção que os
alunos possuem sobre a dança, que para eles é uma atividade exclusivamente feminina. A
conscientização da importância de se conhecer outras culturas através de novas experiências
e a quebra de alguns paradigmas vem sendo até o momento os principais desafios.
Palavras-chave: Educação Física, Práticas Pedagógicas, Pluralidade Cultural
145
Educação
Educação Física Escolar: Análise e Compreensão dos Aspectos Psicológicos da Criança
Denise Ivana de Paula Albuquerque, Universidade Estadual Paulista - FCT - UNESP Presidente Prudente,
[email protected]
Pablo Barreto de Almeida, Universidade Estadual Paulista - FCT - UNESP Presidente Prudente, contato.
[email protected]
As necessidades psicológicas da criança são conseqüentemente determinadas pelo comportamento e também pelos traços de personalidade aprendidos primeiramente no seu
próprio lar. Algumas destas são motivadas pelo contexto social, outras pela necessidade de
sentir-se amada e protegida.
No processo de desenvolvimento da criança o universo infantil é permeado de sentimentos, emoções e descobertas que podem interferir nas relações que esta criança terá em
diferentes contextos. Neste contexto é importante que a criança tenha a oportunidade de
vivenciar situações diversas para que ela aprenda a lidar com os sentimentos.
O termo motivação derivado do verbo em latim “movere”, relaciona-se ao fato da motivação levar uma pessoa a realizar tarefas, atingir metas, superar seus limites, procurar apresentar seu melhor desempenho fazendo com que os outros venham a orgulhar-se de seu
talento (FLEURY 2008).
Gouveia (2007) relaciona aprendizagem, desempenho e atenção com a motivação, mostrando que ela influi com grande propriedade em todos os tipos de comportamento, permitindo assim um envolvimento maior ou uma simples participação em atividades.
Este estudo tem o objetivo de analisar os aspectos psicológicos que podem influenciar
no comportamento das crianças nas aulas de Educação Física e verificar como o professor
de Educação Física pode intervir em cada componente necessário para a constituição psicológica otimizada da criança nas aulas de Educação Física.
Dentre os aspectos psicológicos observados em 50 crianças que cursam o 3º e o 4º ano
do ensino fundamental com idades entre 9 e 11 anos, intolerância a frustrações, ausência do
conceito de diversão nas aulas e auto-estima comprometida são os principais motivos que
afastaram os alunos das aulas, principalmente, os menos habilidosos.
Partindo de este pressuposto, transmitir valores morais, sociais, educativos através de
atividades contextualizadas, tornar a relação Professor-aluno mais próxima criando uma confiança maior por parte da criança, e auxiliá-la na compreensão dos sentimentos, figuram
como as principais maneiras do professor influenciar de forma positiva os aspectos psicológicos da criança.
Nesta perspectiva é evidente que este professor necessita, além do conhecimento dos
conteúdos específicos, uma fundamentação e compreensão dos aspectos psicológicos da
criança para poder ajudá-la no processo de desenvolvimento.
Palavras-chave: Professor, motivação, Criança.
146
Educação
Educação Permanente: Qualificação Profissional na Construção Civil
Aparecido Fujimoto, [email protected]; [email protected]
Leandro Pansan, [email protected]
Caroline Monteiro, [email protected]
Cristiane Dollo, [email protected]
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Barão Geraldo, Campinas - SP
O projeto de Extensão Educação Permanente: Qualificação Profissional na Construção
Civil tem como premissa básica socializar os conhecimentos da área da construção civil
numa ação sinérgica entre as pessoas envolvidas dos Núcleos Territoriais de Extensão. Sendo
assim, o trabalho proposto, cuja área temática é a Educação, deverá contribuir com a conscientização, cidadania e socialização da comunidade. Este plano foi contextualizado em ações
de extensão, interdisciplinaridade e orientação no programa geral acadêmico à sociedade.
O trabalho é destinado a pessoas desempregadas e/ou empregadas, jovens e/ou adultos
da construção civil e demais pessoas que se interessem pelas atribuições expostas no projeto.
Destarte, tanto as pessoas quanto professores e alunos, integrados ao projeto, seu desenvolvimento ocorrerá por meio de ações transformadora, cujo embasamento se dará pela
forma técnica-científica simplificada a fim de se concretizar a aprendizagem com eficiência e
eficácia. Paralelamente a este estudo são dispostas aulas teóricas e práticas, disponibilizados
recursos áudios-visuais e computacionais e, também, realizadas visitas a canteiros de obras,
palestras e leituras de projetos estruturais, hidráulica, elétrico e arquitetônico.
Sob esta ordem de idéias, o projeto procura estabelecer novo conhecimento e aprendizado que deverão culminar na aplicação continuada para que sejam obtidos os resultados
esperados e satisfatórios. Espera-se, ainda, que os efeitos sejam duradouros para se tornar, ao
final, um agente modificador com vias de estabelecimento de uma linha de trabalho focada
na qualidade, não se olvidando da peça central que é o ser humano.
Palavras Chaves: Educação Permanente, Construção Civil, Qualificação Profissional.
147
Educação
Extensão Universitária: Programa Melhorando a Vida no
Campo
João Emmanuel Ribeiro Guimarães, Faculdade Dr. Francisco Maeda; [email protected]
Regina Eli de Almeida Pereira, Faculdade Dr. Francisco Maeda, [email protected]
Márcio Pereira, Faculdade Dr. Francisco Maeda, [email protected]
Margareti Aparecida Stachissini Nakano, Faculdade Dr. Francisco Maeda, [email protected]
A Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade.
A Faculdade Dr. Francisco Maeda, localizada no Município de Ituverava, interior de São
Paulo, desde 1999, vem demonstrando seu papel no processo educativo, cultural e cientifico, completando 11 anos de extensão universitária. As atividades sempre foram voltadas
para comunidade rural, buscando uma melhoria na qualidade de vida, do proprietário, do
trabalhador, da mulher rural, do jovem ou até mesmo da criança rural, fazendo com que
seus alunos tivessem uma vivência da realidade dessas famílias, proporcionando assim uma
aproximação entre a pesquisa e a sociedade.
As atividades tiveram inicio durante 1º Encontro de Professores Universitários promovido pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF/CETUS), onde através profª.
Regina Eli teve a idéia da criação de um projeto que levasse informações até o público alvo:
o homem do campo. Com o passar do tempo, o projeto se transformou em um programa,
dentro do qual, vários projetos foram desenvolvidos, sempre com a ajuda da ANDEF e
associadas, empresas privadas e intuições de fomento à pesquisa. Este programa já foi reconhecido pela Associação Latino americana, LACPA, através da publicação do nosso trabalho
no capítulo BRASIL, em 2000.
Uma das conseqüências do desenvolvimento deste programa foi a criação em 1999 da
Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos dentro do campus da FAFRAM, a única Central do Brasil gerenciada por uma faculdade.
O “Programa Melhorando a Vida no Campo” tem a missão de diminuir a distância entre a população rural e o conhecimento tecnológico. Para atingir este objetivo é necessário
conhecer os problemas da população rural, entender sua realidade, suas principais carências
sobre o assunto para então promover mudanças de atitude.
São 11 anos (1999 a 2010) de educação, treinamento e conscientização junto à população
rural e urbana, atingindo 32.238 pessoas. Proprietários, aplicadores, mulheres de agricultores,
crianças, jovens, estudantes universitários, extensionistas entre outros, alcançando 79 municípios dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, incluindo alguns distritos agrícolas
e assentamentos rurais.
Palavras-chave: Família rural, Conscientização; Qualidade de vida.
148
Educação
Educação Ambiental e Interdisciplinaridade a partir do Sistema Aquaeduca PCJ
Ms Andréa Quirino de Luca, Doutoranda em Ciência Ambiental pelo PROCAM, USP; Pesquisadora do
Laboratório de Educação e Política Ambiental do Departamento de Ciências Florestais ESALQ, USP;
Pesquisadora do Laboratório Fluxus FEC, UNICAMP, [email protected]
Semíramis Albuquerque Biasoli, Doutoranda em Ecologia Aplicada - ESALQ , USP; Pesquisadora do
Laboratório de Educação e Política Ambiental do Departamento de Ciências Florestais ESALQ, USP;
Pesquisadora do Laboratório Fluxus FEC, UNICAMP, [email protected]
Prof. Dr. Sandro Tonso, Professor Doutor da FT, UNICAMP, Educador Ambiental, Membro da RUPEA,
COEDUCA, Pesquisador do Laboratório Fluxus FEC, UNICAMP, [email protected]
Docente Responsável: Profa. Dra. Emília Wanda Rutkowski, Faculdade de Engenharia Civil e Arquitetura e
Urbanismo da UNICAMP, Membro do CT-EA do CBH-PCJ, Coordenadora do Laboratório Fluxus FEC,
UNICAMP e da Coordenadoria de Ação Comunitária PREAC, [email protected]
Este trabalho faz parte do conjunto de ações do Projeto Aquaeduca PCJ, desenvolvido pelo Laboratório Fluxus, da Faculdade de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, em
convênio com a Faculdade de Tecnologia FT/Unicamp, e financiado pela FEHIDRO, que pretende
construir um Sistema de Informações que possa auxiliar na tomada de decisão sobre Educação Ambiental nas Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (BHPCJ), a fim de responder
à demanda que a Câmara Técnica do Comitê PCJ possui de estabelecer uma proposta estratégica
para o processo de Educação Ambiental (EA) desta Bacia. Para a coleta destes dados foi necessária
a criação de uma equipe multidisciplinar: duas biólogas, quatro arquitetos; duas advogadas, um
programador de sistemas e 3 estagiários - tecnólogo de saneamento ambiental, engenharia civil
e arquitetuta e urbanismo. O desenvolvimento e aprofundamento do diálogo entre os membros
da equipe de trabalho foi fundamental para organizar e produzir o conhecimento a partir da integração de diferentes dimensões, preservando, ainda assim, os interesses próprios de cada área de
formação, num ambiente onde cada um contribui com suas habilidades e conhecimentos específicos. Muitas dificuldades houveram ao longo do trabalho. Os primeiros meses demonstraram que
aos indivíduos que tinham disponibilidade de trabalhar em conjunto, horizontalmente, apesar do efeito
de sentido de lentidão, o bojo dos encontros traziam novas maneiras de enxergar o mundo, o Outro,
novos valores, percebidos através da qualidade e evolução do diálogo nesta equipe. Uma equipe de
trabalho que se pretende interdisciplinar deve ter a visão de conjunto, para que cada área de saber deixe
de funcionar desconectada em sua própria ‘caixa’. A transparência das diferentes fases do processo de
trabalho e a participação integral na definição de objetivos, metas e métodos de trabalho, compõem o
cenário propício à prática da interdisciplinaridade. Foram gargalos deste processo, então, a não participação de toda equipe em momentos de reflexão e diálogo, interação frágil com a totalidade de
membros da equipe e a divisão em diferentes equipes, o que proporcionou um efeito de sentido
de fragmentação e desacelerou o andamento do processo de diálogo. O avanço buscado pode
ser fortalecido com encontros para o diálogo e abertura para o fortalecimento do grupo em si,
com exercícios de autoridade compartilhadada e horizontalidade das ações, o que pode permitir o
desenvolvimento de um olhar reflexivo, que procura alimentar a práxis educativa.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Interdisciplinaridade.
149
Educação
Educação Ambiental e Práticas Agroecológicas em uma Escola Rural de Araras/SP
Luiz Antonio Cabello Norder, CCA, UFSCar, [email protected]
Sirlei Dias Polizelli, EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita, [email protected]
Anastácia Fontanetti, CCA, UFSCar, [email protected]
Eber Mariano Teixeira, EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita , [email protected]
Rodolfo Antônio de Figueiredo, CCA, UFSCar, [email protected]
As transformações que estamos vivendo nos tempos atuais requerem mudanças nos
métodos de ensino que permitam formar cidadãos conscientes do seu papel social. O conhecimento é importante se puder ser transformador e gerador de novos ensinamentos,
provocando mudanças de atitudes em benefício de uma coletividade. Dentro da proposta de
formação de uma consciência favorável ao processo de educação ambiental nosso interesse
é de incentivar a busca do conhecimento através do estímulo da informação objetivando o
desenvolvimento de soluções ambientais. Assim, este projeto visa colaborar com a educação
ambiental, trabalhando os conceitos de forma interdisciplinar.
A E.M.E.I.E.F. (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Ivan
Inácio de Oliveira Zurita funciona há três anos na zora rural do município. A área da Escola
é bem arborizada, gramada e protegida com cerca viva, o que torna a paisagem bastante agradável. São atendidas atualmente 310 crianças do maternal até a 8ª série, provenientes de vários bairros rurais e assentamentos da região, atendendo famílias de moradores de chácaras,
sitiantes e trabalhadores de fazendas. As crianças permanecem na escola em período integral,
sendo que há um período com aulas regulares e outro dedicado à participação em oficinas
(teatro e informática; música e jogos; orientação de estudos; empreendedorismo rural; ecologia, meio ambiente, horta, jardinagem e estufa; língua portuguesa; matemática; orientação
de estudos; regras de convivência e socialização e expressão corporal).
Quatro atividades de extensão, construídas de forma participativa entre professores do
Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSCar e da EMEIEF Ivan Inácio de Oliveira Zurita,
atualmente estão em andamento na escola. Uma das atividades refere-se à montagem de um
viveiro de mudas com transplante de pequenas mudas em tubete para garrafas PET (método
“pomarizar”) e posterior plantio na escola e na região. Paralelamente, foi criado um pomar
e realizada a arborização do estacionamento. A segunda atividade de extensão está ligada ao
conhecimento e uso de plantas medicinais pelos estudantes de 5ª à 8ª séries e familiares, que
vivem em bairros rurais do município de Araras. A terceira atividade é o desenvolvimento
e a aplicação de jogos, dinâmicas e brincadeiras com as crianças, abordando a questão dos
resíduos sólidos. A quarta atividade consiste em dialogar sobre o acesso ao ensino superior e
as ações afirmativas. As atividades de extensão estão recebendo apoio logístico da EMEIEF
Ivan Inácio de Oliveira Zurita e apoio financeiro da Pró-Reitoria de Extensão e da PróReitoria de Pesquisa da UFSCar.
Palavras-chave: Extensão, Projetos, Escola Rural.
150
Educação
Educação Popular: perspectivas emancipadoras dos sujeitos
privados de liberdade
Raiane Patrícia Severino Assumpção, unidade III, Unifesp, [email protected] Lílian Rúbia da Costa Rocha,
unidade III, Unifesp, [email protected]
Marilia Marques Nunes, unidade III, Unifesp, [email protected]
Marilyn Satiko Konishi, unidade III, Unifesp, [email protected]
Elisa Vidal, unidade III, Unifesp, [email protected]
et alli: Thalita Vianna Miranda, unidade III, Unifesp, [email protected]
O Projeto de Extensão “Educação Popular - criando e recriando a realidade social” é uma
iniciativa dos alunos, técnicos e professores do curso de Serviço Social do campus Baixada
Santista da Universidade Federal de São Paulo e é apoiado no projeto politico-pedagógico
desta universidade, que articula atividades de ensino, pesquisa e extensão à ampla formação
educacional, cultural e científica de seus alunos.
Este projeto tem como perspectiva aproximar o aluno da realidade local e regional visando à construção de novos conhecimentos e geração de processos de transformação da
realidade dos sujeitos envolvidos. Além disso, também propõe a construção de um processo
formativo a partir do referencial teórico-metodológico de educação popular freiriana, entendendo a educação popular como uma ação educativa comprometida com as classes populares, na construção do conhecimento e da transformação social.
O projeto é composto por três frentes de ação. Uma delas propõe a realização de atividades pedagógicas em unidades prisionais femininas, com o objetivo de potencializar o sujeito
a partir de ações reflexivas, acerca de seus direitos.
Para aproximação do universo prisional definiu-se como a primeira atividade a análise de
mil redações do concurso literário “Escrevendo a Liberdade”, ocorrido em 2007 nas unidades prisionais brasileiras, tendo os internos como participantes. Para essa análise, empregaremos, sobretudo, a metodologia do discurso do sujeito coletivo, na intenção de dar legibilidade e clareza ao imaginário em que se sustentam as representações sociais dos detentos.
No segundo momento serão realizadas atividades de sensibilização nas unidades prisionais femininas, no intuito de humanizar as relações no cárcere. Para isso serão usadas diversas
linguagens como música, teatro, fotografia, etc. Através desse primeiro contato de aproximação e compreensão da realidade, elaboraremos oficinas com temáticas diversas a partir das
necessidades das internas.
Palavras-chave: Extensão, Educação Popular, Presídios.
151
Educação
Educação Popular - criando e recriando a realidade social
Fabrício Gobetti Leonardi, Unidade III, UNIFESP, [email protected]
Edileuza Shirley Cirino de Almeida, Unidade III, UNIFESP, [email protected]
Danilo Ribeiro, Unidade III, UNIFESP, [email protected]
Giovanna Teixeira Borri, Unidade III, UNIFESP, [email protected]
Natália Koto Alves, Unidade III, UNIFESP, [email protected]
Este projeto de extensão é uma iniciativa dos estudantes, técnicos e professores do curso
de Serviço Social da UNIFESP/Baixada Santista. Apoiado no projeto político pedagógico
da Universidade, em que entende-se a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão,
ele tem como objetivo proporcionar aos discentes um arcabouço teórico-metodológico da
educação popular freiriana, afim de atuarem junto à comunidade da Baixada Santista.
Para assegurar esses objetivos, tem-se por base três momentos pedagógicos: estudo da
realidade, aprofundamento teórico e estratégias de ação (que são transversais a todas as iniciativas do grupo). Pela relação ação- teoria-ação, em todo o desenvolvimento dos trabalhos,
a sistematização e o acompanhamento/avaliação, são inseridos como a forma de acompanhar o desenvolvimento do projeto e realizar as devidas adequações a partir dos resultados.
Pela concepção de Paulo Freire a educação é vista a partir do diálogo entre conhecimentos, partindo do saber popular, aprofundando o conhecimento até chegarmos ao entendimento da dinâmica social. Isso faz com que os sujeitos se percebam enquanto agentes
transformadores da realidade, que devem lutar por uma sociedade verdadeiramente justa.
Através de uma relação horizontal na prática educativa, a escuta se coloca como elemento
central para o processo de aprendizagem, somada a outras características como o respeito e
a sensibilidade no trato com o outro.
A vivência dos discentes de processos formativos com jovens e adultos, cria espaços
de relação entre a Universidade e a comunidade, aproxima os estudantes da realidade local,
rompendo com a hierarquização entre os saberes. Provocando a reflexão coletiva sobre as
questões impostas pela realidade e fomentando a articulação dos sujeitos envolvidos, para
que estes tenham possibilidade de pensar formas de intervenção na luta pelos direitos civis,
políticos e sociais.
O projeto, atualmente, conta com três frentes de ação: 1) Ações dirigidas à formação dos
jovens participantes do programa “Guardião Cidadão”; 2) Ações dirigidas a jovens do centro
de Santos; e 3) Atividades de acompanhamento pedagógico nas unidades prisionais e estudos
sobre o sistema carcerário.
Palavras-chave: Extensão; Educação Popular; Paulo Freire.
152
Educação
Educação Urbana: Construindo Cidadania e Sociabilidade
em Escolas Públicas em Minas Gerais
DEUS, Maria Alba Pereira de, Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
BROWNE FILHO, Geraldo Ribeiro, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de
Viçosa, [email protected]
BRAZ, Zoleni Lamim, Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
GOUVEIA, Débora Elisa, Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
br
FREITAS, Lorena Dias, Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
ROSADO, Patricia Angélica da Silva Lopes, Departamento de Educação, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
ROSA, Quételes Ariane Pimenta, bolsista BIC-JUNIOR, CNPq, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
MATIAS, Kamilla Teixeira, bolsista BIC-JUNIOR, CNPq, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
Este projeto visa contribuir para a implementação de processos educativos que operem
a construção coletiva de uma nova sociabilidade humana, cidadã, entre crianças e entre estas
e a comunidade escolar, com base na exploração de noções de cidade, urbano, campo, periferia, centro, bairro, rua, espaço público, espaço privado, patrimônio cultural, patrimônio
público, cidadão, direitos e deveres, etc. Para tanto, pretende-se estabelecer as interfaces entre
educação e urbanismo e elaborar metodologias que as potencializem e agreguem esses dois
campos de conhecimento, por meio de um trabalho educativo junto a estudantes de escolas
públicas, visando identificar percepções e desenvolver comportamentos sobre a cidade, com
o objetivo de levar às crianças noções de cidadania e democracia urbana, preparando alunoscidadãos para conhecerem e conviverem no espaço público, na condição de atores sociais
coletivos. Assim, o pedagogo exerce seu papel buscando métodos e técnicas de abordagem
sobre as questões urbanas, por meio da conscientização e percepção da cidade e do espaço
em que vive. O projeto atende aos “temas transversais”, por tratar de um conteúdo que não
consta no currículo escolar e por abordar este conteúdo por meio de atividades que envolvem noções de leitura, matemática, geografia, história e outras áreas do conhecimento, numa
perspectiva inter e transdisciplinar. A opção metodológica é pela pesquisa-ação, pela qual os
temas a serem discutidos com os alunos são abordados de forma crítica e, ao mesmo tempo
lúdica, auxiliando na construção de seus conhecimentos. As dinâmicas realizadas foram: jogos, brincadeiras, dramatizações, produção de textos, desenhos e outras manifestações artísticas das crianças. A equipe vem observando progressos em relação à diminuição de hábitos
inadequados e antes rotineiros dos alunos e manifestações de pensamentos voltados para a
sociedade e a consciência de fazerem parte dela, podendo e devendo atuar para a sua transformação. Os alunos relacionam o espaço à brincadeira, ao lazer, a e alguns acham que não
pertencem à cidade por serem oriundos da zona rural.
Palavras-chave: Educação, cidade, cidadania.
153
Educação
Educação Urbana: Uma Proposta de Incentivo à Cidadania
para Alunos da Rede Pública de Ensino
ALBRECHT, Clarissa Ferreira, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
SIOLARI, Maristela, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
ufv.br
SOUZA, Maressa Fonseca, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
DIAS, Fabiana Silva r, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa, fabiana.
[email protected]
PIERONI, Natalia Fernandes, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
FARIA, Jansen Lemos, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
Educação Urbana é um conjunto de programas e ações que busca reativar os papéis dos
cidadãos e do governo em suas responsabilidades com a cidade. Uma das formas de desenvolver
essa idéia na prática é inseri-la na área da educação, despertando tais noções durante a fase de
aprendizagem da criança. Nesse contexto, um grupo de alunos e professores vem desenvolvendo
projetos de pesquisa e extensão na área de Educação Urbana, numa parceria entre os departamentos de Educação e Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa. O objetivo
é preparar as crianças da rede pública de ensino para o exercício da cidadania, da convivência no
espaço público, do senso de coletividade, sensibilizando-as sobre a interferência das construções
na qualidade do espaço público e destacando a necessidade de se preservar o patrimônio cultural,
as áreas livres e o ambiente natural. Dessa forma, pretende-se formar cidadãos capazes de refletir
criticamente sobre as questões urbanas e disseminá-las na sociedade. São ministradas aulas semanalmente para turmas do 4º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas das cidades de
Viçosa (CASB - Escola Municipal Coronel Antônio da Silva Bernardes e Escola Estadual Madre
Santa Face) e Ervália (Escola Municipal Irany Silva Mattos). As aulas são construtivas, de caráter
lúdico e incluem desenhos, redações, outras atividades manuais, músicas, exposições de fotografias, filmes, percursos urbanos e são complementadas com debates coletivos acerca de temas
específicos. Os resultados observados até o momento revelam que os alunos têm desenvolvido a
percepção sobre o ambiente em que vivem, despertado o sentimento de coletividade, o senso de
pertencimento à cidade, e ao mesmo tempo se conscientizando de seus direitos e deveres na sociedade. Vemos portanto, a importância de se abordar as questões urbanas nas escolas juntamente
com outras disciplinas e, principalmente, reforçar o reconhecimento das crianças como jovens
cidadãos capazes de questionar sobre suas atitudes e de outros em relação à cidade.
Palavras-chave: Educação, cidadania, urbanismo, criança
154
Educação
Empreendedorismo na Universidade: Uma Cultura necessária
Profª Drª Inês A. Mascára Mandelli, Centro de Economia e Administração, PUC-Campinas, [email protected]
puc-campinas.edu.br
Kelly Cristina Rossi Torres Teixeira, Centro de Economia e Administração, PUC-Campinas, [email protected]
hotmail.com
Rafaela Negrini Quilici, Centro de Economia e Administração, PUC-Campinas, [email protected]
Veridiana Maria Mellilo, Centro de Linguagem e Comunicação, PUC-Campinas, [email protected]
O empreendedorismo está muito difundido no Brasil. Hoje, é uma cultura necessária em
qualquer ramo de trabalho, existindo uma tendência da valorização do “espírito empreendedor”, principalmente como um atributo da formação universitária.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, o empreendedor não é somente aquele
que abre o próprio negócio. As pessoas podem ser empreendedoras resolvendo os problemas de maneira criativa utilizando somente os recursos disponíveis em seu ambiente.
A importância do empreendedorismo para o desenvolvimento de uma sociedade e seu
crescimento econômico vem sendo ressaltada nos últimos anos, tendo em vista que pessoas
capazes de criar e aproveitar oportunidades, de desenvolver inovações e de melhorar processos produtivos já existentes geram lucros e riquezas, componentes essenciais para o desenvolvimento social e para a promoção de uma maior mobilidade social. (FARAH et al., 2005).
Na PUC-Campinas estão sendo estudados os assuntos de interesse junto aos grupos de
alunos empreendedores, com base nas seguintes temáticas gerais Empreendedorismo, Empresa Júnior e Plano de Negócios. Para isso está sendo utilizada a metodologia pesquisa-ação,
pois um dos objetivos é a capacitação dos alunos para atuarem junto à comunidade.
A taxa de mortalidade empresarial ainda é elevada, 27% no primeiro ano (SEBRAE, 2008).
A principal causa para este fato é o comportamento empreendedor ser pouco desenvolvido, fator que pode ser minimizado por meio de ações na Universidade buscando desenvolver o lado
empreendedor nos alunos. A segunda causa é a falta de planejamento prévio, que pode ser minimizada com o desenvolvimento de um plano de negócios que planeja e analisa a viabilidade da
abertura de um novo empreendimento. Uma das maneiras de se fomentar o empreendedorismo,
local e regional é por meio da Empresa Júnior, que se coloca em posição de destaque na Universidade, pois também desenvolve o lado pessoal, técnico e acadêmico do aluno, colocando-o em
contato com o mundo do trabalho. Nos últimos anos tem havido um crescimento das Empresas
Juniores, no contexto das universidades, sendo que uma das principais atividades desenvolvidas é
o incentivo ao empreendedorismo nas unidades de ensino, pesquisa e extensão. (GUIMARÃES
et al., 2003, citado por LEMOS et al., 2007).
Na verdade, há muitas formas de discutir, desenvolver e implantar idéias empreendedoras
em um ambiente universitário. Dentro do contexto da extensão um trabalho importante é
a capacitação e orientação dos alunos para que pensem criativamente em como poderiam
usar suas habilidades, interesses e conhecimentos para responder a uma necessidade, a um
problema ou a uma oportunidade da comunidade.
Palavras-chave: Empreendedorismo, Empresa Júnior, Plano de Negócios.
155
Educação
Ensino não-formal aplicado aos cursinhos pré-vestibulares:
um estudo sobre o CAUR
Fernando Protti Bueno, Curso de Turismo, UNESP, [email protected]
Mariana Tomazin, Curso de Turismo, UNESP, [email protected]
Nadja da Silva Cancian, Curso de Turismo, UNESP, [email protected]
Sheyla de Oliveira, Curso de Turismo, UNESP, [email protected]
O CAUR - Cursinho Alternativo da Unidade Rosana é um projeto de extensão universitária da UNESP - Universidade Estadual Paulista do Campus Experimental de Rosana,
composto por 24 colaboradores, organizados em coordenadores, assessores, professores e
voluntários que realizam reuniões semanais para a troca de experiências e demais decisões
referentes ao desenvolvimento das atividades do cursinho. O CAUR tem como missão levar
e aproximar diferentes culturas, oferecendo oportunidades para um futuro promissor e promovendo, por meio do ensino, a informação, o conhecimento e a integração comunitária,
articulando assim, as interfaces do ensino superior e da universidade - ensino, pesquisa e
extensão. Participam do CAUR alunos em fase de conclusão e egressos do ensino médio, em
sua maioria provenientes de escolas públicas do município de Rosana e região administrativa
do Pontal do Paranapanema. Com o objetivo de desenvolver o ensino pré-vestibular nos aspectos formal e não-formal o CAUR oferece aos alunos a oportunidade de aprender e vivenciar o estudo de modo diferenciado do convencional visto nas escolas, auxiliando na transformação da realidade socioeconômica dos alunos e de seu meio. Assim, por meio do ensino
formal são trabalhados os conteúdos programáticos do curso pré-vestibular. Além disso,
também são realizadas como atividades extraclasses (ensino não-formal) o Cine CAUR, o
Ciclo Literário, o Momento Ambiental e o Dia de Atualidades, que ocorrem durante o ano
letivo e que visam estimular a interação entre o aluno e o professor, bem como desenvolver
uma forma diferenciada de relação ensino-aprendizagem, pois abordam diferentes temáticas
de interesse dos alunos, como por exemplo, a literatura e os assuntos sobre os acontecimentos da atualidade, entre outros, utilizando-se para tanto, de dinâmicas e jogos recreativos,
exposições de filmes, discussões, entre outras estratégias que possibilitam uma maior e diferenciada aproximação dos alunos com os conteúdos programáticos do ensino pré-vestibular.
Apesar de lúdicas, estas atividades dispõem de uma proposta pedagógica quanto a sua forma
e conteúdo, que estimula o senso crítico, argumentativo e interpretativo. Os resultados obtidos por meio destas aulas extracurriculares não podem ser mensurados em dados estatísticos
como, por exemplo, as aprovações em processos vestibulares. Desta forma, considera-se
para efeito de resultados o conhecimento adquirido oriundo de um processo de ensino mais
amplo resultante da junção de um ensino formal e não-formal.
Palavras-chave: Cursinho Pré-Vestibular, Ensino não-formal, Ensino-aprendizagem.
156
Educação
Escola Básica de Horsemanship
José Nicolau Próspero Puoli Filho, [email protected]
Marina Pinheiro de Castro, [email protected]
Marina Fernandes
Ferreira Cervato, [email protected]
Ana Carolina Donofre, [email protected]
Adriana Cristina Saldanha de Aguiar, [email protected]
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP, Botucatu, São Paulo, Brasil
Horsemanship é um método natural de treinar cavalos baseado no respeito e na interação
entre homem e o animal a fim de estabelecer uma relação de confiança, na qual o homem não
se utiliza da força e nem do medo, facilitando assim a comunicação e o manejo. Desenvolve
a percepção sensorial e permite um maior contato com o cavalo, tornando-o um grande
parceiro para obstáculos diversos. Criado há milhares de anos, o Horsemanship se configura
como um processo de aprendizado do ser humano em decifrar o animal, sendo necessário
adotar estratégias para lidar com o seu comportamento, instintos e personalidade. Diante
desse conceito, aliado às práticas de zooterapia, surgiu a idéia de promover a convivência
harmoniosa de pessoas e cavalos, com a finalidade de estabelecer um sistema de parceria entre o homem e o animal, por meio de um relacionamento que respeite ambas as necessidades
e torne possível uma interferência positiva na realidade da comunidade externa, trazendo-a para dentro da Universidade. O projeto de extensão Escola Básica de Horsemanship é
realizado quinzenalmente na Fazenda Edgárdia da UNESP, campus Botucatu, utilizando-se
de ferramentas como técnicas de manejo, bem-estar e comportamento animal, linguagem
corporal e equitação, para promover uma interação positiva não somente interespecífica, mas
também visando o desenvolvimento das habilidades individuais, das relações interpessoais e
da autoconfiança, além da redução nos níveis de estresse de seus participantes.
Palavras-chave: cavalos, interação, seres humanos
157
Educação
Escola de Esportes - A experiência da FEF/UNICAMP
Prof. Dr. Ademir de Marco - FEF, UNICAMP - Professor Associado [email protected]
Jonas Vitor Zacariotto - [email protected]
Jonathan Antonio Alves da Silva - [email protected]
Ester Santana - [email protected]
Anaelly Linda Maria Rosa - [email protected]
A infância é reconhecida como um período relevante para o desenvolvimento humano,
sobretudo porque é nesta fase que ocorrem inúmeras aprendizagens de habilidades motoras
fundamentais que subsidiam, posteriormente, o desenvolvimento de habilidades específicas
e complexas permitindo as crianças a iniciação e a especialização em modalidades esportivas,
artísticas ou coreográficas. (FERRAZ, 2009). Sendo assim, diante da importância da infância
para o desenvolvimento motor e das possibilidades de intervenção do profissional de Educação Física, será buscado no âmbito dos esportes coletivos tradicionais, a maior vivência
motora utilizando estes esportes como “pano de fundo”.
A interação por meio desta iniciação esportiva objetiva o desenvolvimento das habilidades motoras básicas (correr, saltar, lançar, agarrar e chutar, rolar), que são consideradas movimentos fundamentais. Promover a prática generalizada do esporte, sem visar à especialização
precoce dos participantes é o objetivo principal neste projeto de extensão universitária. Serão
explorados aspectos inerentes ao grupo, como a socialização, cooperação, e um objetivo comum de todos, que é a integração pessoal entre os participantes, enfatizando o caráter lúdico
da aprendizagem de habilidades básicas.
Na fase de iniciação esportiva (6 a 10 anos), serão utilizadas formas básicas de movimentos e de jogos pré-desportivos, enquanto que na fase de aperfeiçoamento desportivo e introdução ao treinamento (10 e 14 anos), serão adotados jogos educativos e atividades esportivas
com regras, além de jogos.
Os programas terão orientação pedagógica distintas para cada grupo, a iniciação esportiva terá caráter lúdico e recreativo, aplicando-se o princípio da Multilateralidade Geral (quando ocorre a prática de várias modalidades esportivas), enquanto que para o grupo de 10 a 14
anos, será aplicada a Multilateralidade Específica (quando são praticadas todas as possibilidades oferecidas por um só esporte), de acordo com a proposta de Bompa (2002).
As sessões práticas serão de 60’ e realizadas nas quadras externas da Faculdade de Educação Física e eventualmente em outros espaços (ginásio, campo, quadra de tênis, “bosquinho”,
tatame, trampolim acrobático) de acordo com programação previamente elaborada.
Este projeto de Extensão Universitária deverá integrar os alunos de graduação da FEF com as
vivências da futura profissão de Educador Físico, a qual por meio de atividades físicas e esportivas
tem muito a contribuir com o desenvolvimento humano, destacadamente na infância.
Palavras-chave: Educação Física, Esporte Coletivo, Iniciação Esportiva.
158
Educação
Espaço acadêmico e Espaço Comunitário. A convivência
através de um Planejamento Estratégico. O caso da Faculdade de Educação Física da Unicamp
Prof. Dr. Sérgio Stucchi, Faculdade de Educação Física, Unicamp, [email protected]
Norair Alves de Arruda Jr., Faculdade de Educação Física, Unicamp, [email protected]
Gleicon de Oliveira Analha, Faculdade de Educação Física, Unicamp, [email protected]l.com
As instalações da Faculdade de Educação Física (FEF) estão alocadas para as atividades
curriculares entendidas como “Laboratórios Didáticos” de acordo com seu organograma.
Todos os programas didáticos planejados e oferecidos para a comunidade interna, acadêmica,
têm seus recursos previstos para este funcionamento (recursos físicos, materiais, humanos,
financeiros e programáticos). Desde antes de sua fundação, na compra da gleba para anexar
aos espaços do campus universitário, os espaços da FEF são utilizados pela comunidade externa de maneira espontânea. Esta dimensão de relações entre demanda e oferecimento, veio
acompanhando o crescimento da universidade que é influenciado pela urbanidade e seus desafios. É intenção acadêmica da unidade de ensino FEF, a continuidade deste oferecimento
como elemento de estudos e análises do fenômeno físico e esportivo na sua modernidade. É
coerente com o processo de educação para a autonomia, a manutenção do espaço específico
para este usufruto. Contudo, o espaço considerado comunitário, do Centro Esportivo da
unidade de ensino, deverá ser ajustado administrativamente às necessidades que apresenta.
Nos horários em que não estão sendo desenvolvidos programas curriculares e extracurriculares, as sujeitos que utilizam as instalações esportivas não estão sob nenhum controle. Para o
atendimento desta estrutura e respondendo o conceito de pós-modernidade dentro do atual
estado da arte pré suposto pelo Planejamento Estratégico para a Universidade, necessário se
faz sua gestão plena, tanto do acadêmico quanto do espontâneo. O número de sujeitos usuários dos espaços da FEF é composto por freqüentadores de programas, curriculares e extracurriculares (3.000 aproximadamente) e por usuários espontâneos. Esta segunda categoria
de usuário está sendo identificada através de trabalho de pesquisa com alunos bolsistas SAE.
O espaço está sendo observado e estão sendo aplicados questionários estruturados com
perguntas fechadas e abertas, a fim de traçar o perfil dos freqüentadores espontâneos dos
espaços da FEF. Este levantamento tem a finalidade de confirmar a presença dos usuários
como elementos fundamentais de uma “escola” (clube, academia, praça pública, escola) de
atividades física e esportivas. Todos os elementos aqui apresentados caracterizam ferramentas importantes para as experiências didáticas das práticas de ensino e do desenvolvimento
da visão gerencial na formação do professor para com a instituição que o receberá em sua
atuação profissional futura.
Palavras-chave: Educação Física, Lazer, Gestão do Espaço
159
Educação
Esportes de Raquete para a Comunidade
Prof. Dr. Sérgio Stucchi, Faculdade de Educação Física, Unicamp, [email protected]
Gustavo Henrique Zani, Faculdade de Educação Física, Unicamp, [email protected]
Viniciuis G. Brizante, Faculdade de Educação Física, Unicamp, [email protected]
Paulo Vitor Mattosinho, Faculdade de Educação Física, Unicamp,
[email protected]
A Faculdade de Educação Física da Unicamp está estruturada, no aspecto da extensão
universitária, nos olhares para a comunidade,
O gerenciamento dessas atividades é realizado pela Coordenadoria de Desenvolvimento
de Eventos e Esportes (CODESP), responsável pela análise, aprovação, controle e avaliação
dos Projetos de Extensão que são de iniciativa dos docentes da Faculdade de Educação Física da Unicamp. Oriundo de disciplina eletiva EF 450 Esportes de Raquete no curso de Educação Física que neste momento contempla três modalidades, Badminton, Tênis de Campo
e Tênis de Mesa, surge a proposta de oferecimento destas três modalidades para a comunidade. Como conteúdo da disciplina do curso de graduação, esta apresenta três unidades em seu
conteúdo programático. (1) o esporte no contexto didático pedagógico; (2) no âmbito da alta
competição; e (3) em seus aspectos sócio culturais. A fim de demonstrar coerência quanto
aos elementos obtidos das discussões realizadas na disciplina de graduação e as necessidades
da comunidade, as unidades (1) e (3) foram eleitas como prioritárias e a número dois com secundária, no processo de desenvolvimento destas modalidades de esporte na sociedade. Portanto, o Projeto Esporte de Raquete chega para a comunidade como oportunidade facilitada,
considerando o elemento primordial para seu acesso o tempo na organização das obrigações
sociais das quatro categorias de participantes. Alunos de graduação e de pós-graduação; funcionários da universidade; professores e; membros da comunidade externa da universidade.
Como proposta de análise na participação destas práticas, cada uma destas quatro categorias
serão observadas em suas particularidades de obrigações e tempo livre. Obrigações profissionais; obrigações escolares; obrigações familiares; religiosidade e ideologia política. Para de
cada uma dessas vertentes sócio culturais, os participantes demonstrarão como a modalidade
de raquete escolhida beneficiou relações de (1) no trabalho profissional e escolar, melhor
rendimento e produtividade; (2) nas relações familiares, maior proximidade e integração; (3)
na religião e política, mais consciência e clareza de princípios de cidadania e espiritualidade.
A cada semestre as turmas deverão responder questionário que procurará interpretar estas
possíveis alterações de contexto social e individual.
Palavras-chave: Educação, Tempo livre, Esporte de raquete
160
Educação
Estágio extramuros FOP/UNICAMP: experiência necessária
para a formação em Odontologia
Luísa Helena do Nascimento Tôrres, Aluna de Mestrado em Odontologia subárea Saúde Coletiva,
Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de
Campinas, [email protected]
Tôrres LHN et al. - OUTROS:
Cristina Gibilini, , Aluna de Doutorado em Odontologia subárea Saúde Coletiva, Departamento de Odontologia
Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Maria da Luz Rosário de Sousa (Docente responsável), Departamento de Odontologia Social, Faculdade de
Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Fábio Luiz Mialhe, Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba,
Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Antonio Carlos Pereira, Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba,
Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Marcelo de Castro Meneghim, Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba,
Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
O objetivo deste trabalho é apresentar o modelo de estágio extramuros da Faculdade de
Odontologia de Piracicaba (FOP/UNICAMP) e os resultados dessa experiência no ano de
2009. As disciplinas ligadas ao Departamento de Odontologia Social da FOP passaram por
significativas mudanças curriculares ao longo de 20 anos e hoje apresentam um estágio extramuros que representa uma grande conquista em relação à formação destes acadêmicos. Os
alunos do último ano de odontologia passam 64h por semestre no estágio extramuros, sendo
que 32h são em uma Unidade de Saúde da Família (USF), onde participam das atividades desenvolvidas no local, vivenciando o dia-a-dia dos profissionais e outras 32h no Prédio Central
onde desenvolvem sua habilidade clínica ao atenderem os escolares/estudantes das escolas
públicas do município e lúdica ao elaborarem e participarem de um teatro voltado para a educação em saúde. Em ambos os estágios, os acadêmicos trabalham em equipe multiprofissional e em atividades de promoção de saúde, porém cada local apresenta características distintas, embora complementares para a formação destes. No ano de 2009, os alunos fizeram no
Prédio Central 1849 exames clínicos, sendo que foram completados 1449 tratamentos. Nas
USFs, os alunos além de participarem do acolhimento, da reunião de equipe, de grupos, ainda realizaram 998 visitas domiciliares, 2505 exames clínico odontológico e 386 restaurações
atraumáticas (ART). Assim, o estágio extramuros da FOP apresenta um potencial formador
de recursos humanos capacitados para atuar em instituições públicas, respeitando o perfil
epidemiológico da população e as diretrizes do SUS e em instuições privadas.
Palavras-chave: Educação em odontologia, Recursos humanos, Estágios
161
Educação
Experimentando a Ciência
Carolina Vautier-Giongo (Docente), Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Paula Andy Fu, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Juliana Pedro Fontana, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Marghuel Silveira, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected]
Karen Hitomi Morimitsu, Campus Diadema, UNIFESP, [email protected] e demais e não menos
importantes colaboradores
Iniciado em 2008, o Experimentando a Ciência é voltado ao financiamento (PROEXT
2007 e 2009 - SESu/MEC) de projetos elaborados por professores e estudantes de Escolas
Públicas do Ensino Fundamental, Médio e EJA de Diadema e graduandos da UNIFESP
Diadema. Os projetos científicos inserem-se em áreas de importância no cenário mundial,
têm caráter interdisciplinar e proficuidade no que diz respeito à introdução e exemplificação
da aplicação de conteúdos científicos básicos. Em sua segunda edição, o Experimentando
a Ciência apóia 11 projetos: (1) Estufa Familiar Urbana: Alimentação e Cidadania, sobre
alimentação saudável, geração de recursos, uso e ocupação do solo (E.E. Dep. Gregório
Bezerra, Coordenação: Hélio R. Oliveira); (2) O Lixo Nosso de Cada Dia, da problemática
do lixo e o seu aproveitamento (E.E. O. L. Gomes Cardim; Coordenação: Marta Lago); (3)
Plantas Consciência, da orientação da população sobre uso das plantas no cotidiano (Coordenação: Julino Soares); (4) Horta Escolar e Qualidade de Vida, da implantação de uma horta
na Escola e sua utilização na introdução de conteúdos científicos (E.E. Profa. Antonieta B.
Alves; Coordenação: Kelly Cordoba); (5) Conceitos Ácido-Base e Produção de Biodiesel,
da relação entre a química e o cotidiano, abordando a produção de detergente e biodiesel
(E.E. Jornalista R. Soares Jr. e E.E. Origenes Lessa; Coordenação: Ilda G. Pereira); (6) A
Energia que Consumimos, da produção, consumo e destino de diversos tipos de energia e
suas relações com o ambiente e contexto histórico-cultural (E.E. O. L. Gomes Cardim; Coordenação: Paulo R. Silva); (7) O Luxo do Lixo, da conscientização de pais e alunos sobre a
problemática do lixo (E.E. Raul Saddi; Coordenação: Ana M. Valentim); (8) Física em Caixas
de Sapato, da produção de kits experimentais de física com material de baixo custo (E.E. Pe.
Anchieta; Coordenação: Carlos J. Santana); (9) Relógios Solares em Diadema, da instalação
e utilização de relógios solares como estímulo ao estudo de ciências, geografia e astronomia
(E.E. Diadema; Coordenação: Milton Barros); (10) Ambiente e Vida, da conscientização dos
estudantes com relação aos problemas ambientais através da criação de um Jardim na Escola
(E.E. Fábio E. R. Esquível; Coordenação: Eliana R. Pereira); (11) Classificando as Árvores
da minha Rua, sobre o plantio de árvores inadequadas nas calçadas de Diadema e os danos
que estas podem causar (IEMANO; Coordenação: Leôncio B. Souza). Estes projetos serão
apresentados na 2a Feira de Ciências do Experimentando a Ciência, aberta à comunidade,
a ser realizada na UNIFESP Diadema, em outubro de 2010, durante a Semana Nacional de
Ciência e Tecnologia.
Palavras-chave: Educação, Iniciação à Pesquisa, Divulgação de C&T
162
Educação
Extensão Universitária: espaço de protagonismo de graduando e comunidade
Maria Inês Gandolfo da Conceição (Docente), [email protected]
Lígia Carvalho Libâneo*, [email protected]
Diego Barbosa da Mota França*, [email protected]
Helena Barbosa de Carvalho*, [email protected]
Áderson Luiz Costa Junior** (Docente), [email protected]
* Membro do Programa de Educação Tutorial de Psicologia da Universidade de Brasília
**Tutor do Programa de Educação Tutorial de Psicologia da Universidade de Brasília
Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília (UnB)
É consenso entre teóricos contemporâneos da Educação que uma postura ativa do aluno no processo ensino-aprendizado favorece a eficácia da aprendizagem. No entanto, nem
todos os contextos da educação formal oportunizam a manifestação de postura ativa do
aluno em seu processo de apropriação do conhecimento. No ensino superior, por exemplo,
observam-se programas de disciplinas que pouco são discutidos entre professores e alunos e
nos espaços de pesquisa e extensão, os alunos convidados pelos professores a se integrarem a
um projeto, em geral, recebem modelos teóricos e delineamentos metodológicos previamente definidos. O presente trabalho apresenta o relato de um projeto de extensão universitária
como um espaço de protagonismo de graduandos. O projeto de extensão foi planejado e
executado por alunos de graduação, com professores convidados para a função de supervisão. O projeto criou um espaço lúdico-vivencial com adolescentes de ensino médio do Distrito Federal, convidados a refletir sobre aspectos do seu cotidiano e, desse modo, assumir
uma postura mais crítica diante de sua própria vida. O projeto surgiu da reflexão de alunos
de graduação em psicologia acerca da naturalização da adolescência como uma fase do ciclo
de vida associada a conflitos e rebeldia. Desse modo, procuraram-se diferentes fontes de
informação que caracterizassem esta fase a partir de uma cultura, sociedade e período histórico, e ainda, metodologias que fossem efetivas ao trabalho com grupos de adolescentes. O
contato com os adolescentes demandou trocas contínuas de experiências e reformulações de
temáticas, bem como exigiu um olhar atento e crítico dos graduandos de psicologia às especificidades e singularidades daquele contexto e seus alunos. As temáticas e assuntos surgidos
na extensão eram discutidos entre os integrantes do grupo e posteriormente com os professores na supervisão. Embora os professores tenham se colocado disponíveis para orientação,
respeitaram a autonomia dos graduandos, permitindo definições teóricas e metodológicas do
trabalho e a condução das escolhas temáticas das oficinas. Os resultados dessa atividade foram compartilhados com outros alunos de graduação e geraram a tarefa de elaboração de um
artigo a ser submetido à publicação, cujo tema também fora escolhido pelos graduandos, demonstrando uma postura ativa do aluno em seu processo de apropriação de conhecimento.
Palavras-chave: Extensão, formação acadêmica, protagonismo.
163
Educação
Extensão Universitária na Floresta
Erika Mesquita, IFAC, [email protected]
O IFAC – Instituto Federal de Educação do Acre – Campus Cruzeiro do Sul, vem promovendo uma extensão diferenciada, voltada também para os moradores da Floresta. O
Campus Cruzeiro do Sul atende a região do Vale do Juruá com uma população em sua
maioria composta por indígenas e popula-ções tradicionais. A extensão visa atender essas
populações in loco.
Nossos primeiros projetos, pois o IFAC iniciou-se a poucos meses já es-tão fazendo a
diferença na realidade de vida regional, promovendo vários cur-sos e capacitando agentes
ambientais e sociais importantes para a salvaguar-da da sócio-biodiversidade da região de
floresta mais preservada do país. Tra-balhamos com cursos de capacitação em Educação
Ambiental nos rios da bacia do Juruá, englobando moradores de Reservas Extrativistas, ribeirinhos e indígenas de várias etnias. É com esse espírito de promover a valorização e troca
de saberes que estamos começando nossa extensão universitária na floresta.
Palavras-chave: Extensão, IFAC, Educação Tecnológica, Conhecimen-tos Tradicionais.
164
Educação
Formação Continuada no Programa Brasil Alfabetizado no
Município de Garça: Foco na Aprendizagem Dialógica
Roseli Rodrigues de Mello, UFSCar, [email protected]
Aline Vanessa Gavioli, [email protected]
Raquel Moreira, [email protected]
Adriana Fernandes Coimbra Marigo, [email protected]
O Ministério da Educação realiza e financia desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado,
voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos. O programa, segundo dados oficiais,
funciona como porta de acesso à cidadania e para despertar o interesse pela elevação da
escolaridade. O programa está em funcionamento por todo o território nacional, e ainda
de acordo com dados do site do MEC, o atendimento é prioritário a 1.928 municípios que
apresentam taxa de analfabetismo igual ou superior a 25%. Por conta do histórico de já ter
trabalhado com formação de professores no Programa Brasil Alfabetizado, o NIASE (Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa) foi indicado pelo MEC como um possível
núcleo de formação inicial e continuada aos/as educadores/as que participam deste projeto
na cidade de Garça/São Paulo. A formação inicial na referida cidade ocorreu em janeiro de
2010, e a formação continuada se deu em julho desse mesmo ano. As formações realizadas
pelo NIASE estão embasadas na teoria da Aprendizagem Dialógica, que se constitui, principalmente, a partir de outras duas formulações: a teoria da Ação Comunicativa, elaborada
por Jürguen Habermas, e o conceito de Dialogicidade, desenvolvido por Paulo Freire. Destas
teorias resultam sete princípios que orientam a Aprendizagem Dialógica: diálogo igualitário,
inteligência cultural, transformação, dimensão instrumental, criação de sentido, solidariedade
e igualdade de diferenças. O NIASE buscou, na formação continuada de Brasil Alfabetizado
que realizou no município de Garça, retomar e aprofundar as questões discutidas na formação inicial. Além dos princípios da Aprendizagem Dialógica, a formação continuada reviu e
enfatizou questões de avaliação, planejamento e trabalho com os conteúdos de leitura e escrita e matemática sob a perspectiva da Aprendizagem Dialógica. Foram retomadas, também, as
atividades de Tertúlia Literária Dialógica e os Grupos Interativos, atividades que trazem em
seu cerne os princípios norteadores da teoria. Participaram das formações uma média de vinte educadoras, assim como a gestora e coordenadoras pedagógicas do programa. A formação
continuada buscou aprofundar a compreensão sobre os princípios Aprendizagem Dialógica,
e como esta se relaciona ao ensino e aprendizagem dos conteúdos junto aos educandos/as,
percebendo-os como sujeitos de conhecimentos, que precisam ser valorizados, sem perder
de foco a importância da máxima aprendizagem dos conteúdos, pois esta é entendida em tal
teoria como instrumento de proteção social de todos/as.
Palavras-chave: EJA; Brasil Alfabetizado.
165
Educação
Formação de Atitudes Durante a Capacitação do Estagiário
em um Programa de Educação Física Adaptada
Thayná Cristina Parsaneze Iasi, Rio Claro, UNESP, [email protected]
Tiago Dias Provenzano,Rio Claro, UNESP,[email protected]
Ana Carolina Panhan, Rio Claro, UNESP, [email protected]
Camila de Souza Lucena, Rio Claro, UNESP, [email protected]
Eliane Mauerberg-deCastro, Rio Claro, UNESP, [email protected]
Iniciativas para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade vêm ocorrendo há
anos. Na proposta de uma sociedade inclusiva cabe à mesma eliminar as barreiras físicas,
pragmáticas e atitudinais para que as pessoas com deficiência possam ter acesso aos serviços,
lugares, informações, e bens necessários para o seu desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional. Para que haja a implementação da proposta inclusiva no país deve haver
transformação nas atitudes e no empenho de todas as pessoas que envolvem o sistema educacional e comunidade. A partir da avaliação de atitudes é possível encontrar os fatores que
afetam e interferem na formação de atitudes favoráveis e/ou desfavoráveis de estagiários,
indicando como eles sentem-se em ministrar aulas para alunos com deficiência.
O presente estudo teve como objetivo avaliar as atitudes de professores e estudantes de
educação física em relação ao ensino de alunos com deficiência em contexto inclusivo.Ainda,
tivemos como objetivo verificar se aspectos como grau de instrução, experiência no ensino
de educação física (EF) e educação física adaptada (EFA). Participaram do estudo 10 estagiários de um programa de atividade física adaptada, denominado PROEFA. Os participantes
tinham de 17 a 37 anos, sendo duas alunas de pós-graduação e 8 graduando em educação
física pela UNESP de Rio Claro. Foi aplicado um questionário de atitudes e auto-conceito
(Palla, 2001) antes e após a participação semestral nas atividades do PROEFA.
Analisando os resultados foi possível perceber que as opiniões antes e após a participação não mudam e todas apontam para uma percepção favorável à inclusão. Um destaque
nas respostas dos estagiários é que, para eles, o apoio das pessoas próximas como amigos e
familiares é muito importante na decisão de ensinar grupos com deficiência inseridos num
contexto inclusivo. Interessantemente não valorizam tanto a questão de capacitação, pois,
neste caso, parecem espelhar as próprias experiências atuais com capacitação e, pelo fato de
não terem a experiência na escola, não reconhecem ainda o valor da educação continuada do
professor. O mesmo vale para opiniões relativas a equipes multi-disciplinares. O treinamento
destes estagiários inclui rever conceitos sobre diversidade e a desconstrução dos estereótipos,
inclusive o estereótipo de desempenho num sistema acadêmico tradicional. No PROEFA,
a meta social da inclusão é decidida e materializada não só em conjunto com os estagiários
participantes, mas fundamentalmente com os alunos tutores, a escola e a família, e, sempre
em sintonia com o que a pessoa com deficiência quer e pode fazer.
Palavras-chave: Inclusão, Educação Física Adaptada, Deficiente intelectual
166
Educação
Formação de mudas de hortaliças
Sérgio Campos, Faculdade de ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Muriel Cicatti Emanoeli Soares, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Raquel Cavasini, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Fernanda Caetano Ferreira Santos, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Gabirel Rondina Pupo da Silveira, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
A alimentação saudável é muito importante para uma vida mais longa e melhor. Atualmente, vivenciamos uma grande transição alimentar, onde se deixou de consumir alimentos
naturais para sermos bombardeados de alimentos industrializados, com conservantes, aromatizantes, agrotóxico e etc. A matéria-prima para o nosso organismo funcionar adequadamente são os nutrientes, que infelizmente estão sendo esquecidos na alimentação moderna,
sendo necessário uma reeducação alimentar da população. O projeto visou produzir mudas
de hortaliças pelos alunos em bandejas de isopor para serem distribuídas gratuitamente para
as entidades filantrópicas, Creches Municipais e outros. Esse projeto é desenvolvido na área
de Pesquisa do Departamento de Engenharia Rural, com apoio da Prefeitura Municipal,
Departamentos da Faculdade de ciências Agronômicas - CA/UNESP/Botucatu, Supervisão
das Fazendas da FCA e Casa da Agricultura de Botucatu/SAAESP, procurando-se desenvolver a criatividade na aplicação dos tratos e práticas culturais dos alunos adquiridas no curso,
bem como, proporcionar uma melhoria da relação entre a Universidade e a comunidade de
Botucatu através do trabalho extensionista, como é o caso da organização de palestras pelos
alunos para mostrar a importância de uma alimentação de qualidade e saudável e o contato
com outras entidades. Os alunos da FCA vêm mostrando constantemente as necessidades de
uma alimentação através de hortaliças e frutíferas, sempre procurando levar os conhecimentos nutricionais e o uso de plantas medicinais, indicadas por profissionais habilitados. Esta
atividade vem permitindo ao longo dos anos o desenvolvimento técnico-agronômico dos
alunos, principalmente com relação à educação e a qualidade alimentar, além de permitir o diálogo entre a Universidade, em trabalho extensionista com a comunidade botucatuense. Este
projeto vem proporcionando uma boa experiência muito gratificante para os alunos, pois
através deste, o aluno pode aplicar todos os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos
durante o curso de Agronomia, além de proporcionar o contato com outras camadas sociais.
O projeto tem possibilitado o treinamento de diversos estudantes com bolsa de extensão e de
voluntários ou seja, mais de 20 alunos passaram por esse treinamento, sendo produzida uma
média de 2500 mudas de olerícolas por mes. Os maiores desafios é reeducar a comunidade
no oferecimento de uma alimentação saudável.
Palavras-chave: Mudas, Hortaliças, Extensão.
167
Educação
Formação e trabalho de professores junto aos alunos com
deficiências no município de Guarulhos (SP)
Professora Doutora Maria de Fátima Carvalho, [email protected]
Fernanda Marcucci, [email protected]
Gabriela Floreano Centenaro, [email protected]
Maisa Souza Elias, [email protected]
Nathalia Almeida Ezídio
Universidade Federal de São Paulo
Na escola pública, no ensino fundamental, as dificuldades de atendimento aos alunos
com deficiência são mais referidas. A alegação de desconhecimento frente aos processos
de escolarização destes alunos, da legislação e modos de intervenção, colocam-se como um
empecilho para a ação educativa que contribua para a inclusão escolar. Surge a necessidade
de uma ação de extensão voltada para a discussão de políticas e práticas de inclusão e construção de conhecimentos e ações de formação que incidam sobre o trabalho dos educadores
concorrendo para a superação dessas dificuldades. Concomitantemente, essa ação de extensão propõe-se contribuir para a formação do graduando de Pedagogia, para a construção de
subsídios teórico-práticos, para a reflexão e estudo das questões concernentes ao desenvolvimento e educação escolar de alunos com deficiências. Dessa forma, a extensão oportuniza que universidade e escola construam juntas, alternativas de formação e intervenção que
objetivem a inclusão escolar e a melhoria do ensino.
O projeto (2009-2011) se caracteriza pela abordagem participante, é desenvolvido em
uma escola de Ensino Fundamental e Médio da rede Estadual de Ensino, localizada no bairro
São João, Guarulhos (SP), foi proposto a partir de demandas escolares e integra, atualmente,
uma série de atividades de ação colaborativa, como:
Criação para os professores de um espaço de discussão do trabalho pedagógico e da
temática da inclusão escolar (encontros presenciais de graduandos e professores da rede,
participantes do projeto, para discussão do trabalho, estudo e discussão de textos, de filmes).
Realização mensal de palestras sobre o tema: educação escolar de pessoas com deficiências: ensino, aprendizagem e desenvolvimento. Realizados no Campus Guarulhos e Escola.
Dirigido à comunidade e alunos do campus Guarulhos.
Elaboração, junto com os professores participantes, e disponibilização para a escola de
um banco de dados (artigos, documentários, links institucionais relacionados) sobre o tema:
educação escolar de pessoas com deficiências: ensino, aprendizagem e desenvolvimento.
Participação em reuniões de HTPC na escola.
Acompanhamento pedagógico semanal, 4 horas diárias, de alunos com deficiências (são
5 alunos, 20 professores e 5 turmas/180 alunos).
Com essas ações, o projeto contribui para a ampliação da relação escola-universidade, para a
problematização das condições de ensino e aprendizagem vividas pelos alunos com deficiências e
para a construção conjunta de alternativas de ação focadas no trabalho e formação continuada de
professores da escola e formação atual, dos graduandos envolvidos no projeto.
168
Educação
Física, Imagens e Cultura na Extensão Universitária da Unicamp
José Joaquín Lunazzi, Laboratório de Óptica, Instituto de Física Gleb Wataghin, Universidade Estadual de
Campinas, SP, Brasil, [email protected]
A UNICAMP realiza desde 1981 eventos onde a holografia é mostrada com hologramas
exclusivos e uma palestra com experimentos, onde os experimentos evoluíram para envolver
o contato direto com o público. Ela hoje chama de “Holografia e Imagens” e recebe a visita
de escolas públicas do ensino médio e fundamental, indo também até as escolas. O tema
técnico fica vinculado a aspectos históricos, arqueológicos, artísticos e religiosos, sem formalidade e estimulando com perguntas. Ajuda a entender a nova tecnologia de cinema 3D e
mostra pesquisas de avançada da UNICAMP na área. Junto a outro evento do mesmo tipo,
uma palestra e experimentos complementares às apresentações do Planetário Municipal de
Campinas, e aos alunos do evento de verão Ciência e Arte nas Férias, consegue atingir uns
dois mil alunos por ano. Possui apoio da PREAC, PRP e do SAE e apoia por sua vez com
experimentos a outros projetos da PREAC, como o Ação Ciência, e a atividades de divulgação do Instituto como o Física nas Férias, Universidade de Portas Abertas, etc.
Tem também ha mais de quinze anos um curso obrigatório de experimentos didáticos de
física com caraterísticas muito especiais: o trabalho é orientado por um professor pesquisador e a escolha do mesmo é feita entre o orientador e o aluno. Isto gera uma individualidade
que não raro envolve originalidade. O aluno toma lugar de professor porque o curso obriga
que ele pense na pessoa a quem vai aplicar o experimento, se coloque no nivel de conhecimento dele e evite de repetir conceitos que não foram devidamente entrosados em seu
raciocínio. Indo além da simples vistosidade. O material realizado passou a ficar preservado
e mantido, sendo disponibilizado para toda a comunidade. A partir de 2002 coloca-se na internet informações e alguns vídeos, tendo hoje mais de 500 relatórios finais disponibilizados,
e uma média de mais de cinco acessos diários.
O trabalho todo envolve bolsistas e alunos da Licenciatura, a sigla das disciplinas envolvidas é F 609 e F 709.
A atividade Exposição de Holografia cumpriu os objetivos propostos ao possibilitar conhecimento sobre a formação de imagens e suas aplicações aos estudantes, incremento considerável na motivação do estudo da Física e o desenvolvimento de atividades para o trabalho
em grupo mediante uma interação cooperativa.
Referências: www.tinyurl.com/f709escolas , www.tinyurl.com/expolografia
Palavras-chave: óptica, ensino de física, culturas antigas, arqueologia, imagens tridimensionais, holografia
169
Educação
Física para Crianças em Idade Pré-Escolar
Denise Fernandes de Mello, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
fc.unesp.br
Aline Agnelo Jango, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
hotmail.com
Kamila Ferreira Prado, Faculdade de Ciências- Depto de Química, UNESP - Campus de Bauru,
[email protected]
Pablo Venegas, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
Este projeto de extensão teve início em 2008 com o apoio da PROEX (Pró-Reitoria de
Extensão Universitária da UNESP) através da concessão de bolsas e auxílio financeiro para
materiais de consumo.
O objetivo central do projeto é contribuir com professores do Ensino Infantil para estimular a
curiosidade, a criatividade e o desenvolvimento do pensamento crítico de alunos com idade entre
3 e 6 anos através de atividades lúdicas que envolvem Física, num contexto interdisciplinar. Esta
proposta baseia-se no interesse que crianças a partir dos 3 anos apresentam em relação a entender
fenômenos da natureza e também o funcionamento de aparelhos, assim como nas dúvidas que
professores levantam em como abordar essas questões com as crianças.
Ao participar ativamente das atividades as crianças têm os primeiros contactos com a
ciência de forma prazerosa, e correta do ponto de vista científico; o que contribui para que
estas estabeleçam as primeiras conexões entre suas observações e as pré-concepções que
formarão até o Ensino Médio.
As atividades são desenvolvidas na própria sala de aula, (pois não são todas as escolas que
possuem laboratórios Didáticos). As crianças são divididas em grupos e são acompanhadas
pelo próprio professor da turma e por pelo menos 3 alunos (bolsistas e voluntários) participantes do projeto juntamente com o orientador. Para cada tema da física desenvolvemos pelo
menos 3 atividades distintas, com o objetivo de podermos avaliar qualitativamente ao final da
terceira atividade se houve uma aprendizagem significativa.
Nestes 3 anos de projeto já participaram 6 instituições de Ensino Infantil, aproximadamente 20 professores e 300 crianças. Alunos de diferentes cursos de graduação (Física,
Química, Pedagogia, Desenho Industrial) têm participado do projeto. Elaboramos 21 atividades envolvendo os temas: Flutuação, Geração e Transformação de Energia, Propriedades
Elétricas e Magnéticas da Matéria, Luz e Cores, Som.
Vários trabalhos têm sido apresentados em eventos científicos na área de Educação. O
projeto tem tido grande procura por escolas de Bauru e Região, e os professores de Educação Infantil tem relatado que esta tem sido uma oportunidade ímpar para complementarem
sua formação, e para que possam contribuir com a educação científica de seus alunos.
Palavras-chave: Conhecimento Científico, Crianças, Educação.
170
Educação
Fórum - Comunidade de Educação Infantil: uma ferramenta
de discussão, interação e aprendizagem de professores
Prof. Dr. Douglas Aparecido de Campos - DME, PROEX, UFSCar - [email protected]
Profª Drª Maria Aparecida Mello - DME, PROEX, UFSCar- [email protected]
Carla Maria Perceguim Rocco - Pedagogia, PROEXT, PROEX, UFSCar [email protected]
Dayse Kelly Barreiros - Pedagogia, PROEXT, PROEX, UFSCar [email protected]
Este trabalho tem como objetivo investigar a seção Fórum do link Comunidade de Educação Infantil do site www.portaldosprofessores.ufscar.br. É um projeto de extensão que se
propõe a desenvolver uma rede de informação, intercambio de experiências e saberes por
meio da internet entre a universidade, professores, diretores, coordenadores e demais interessados na melhoria da qualidade da Educação Infantil do país. O objetivo é disponibilizar
ferramentas de aprendizagens individuais e/ou coletivas em ambiente educativo diferente,
desenvolvido no ciberespaço. O link é organizado em diferentes seções, uma delas é o Fórum, objeto de análise deste trabalho, por ser a ferramenta em que as interações entre os
participantes ocorrem com maior intensidade. Nessa seção todos os usuários, cadastrados
no referido portal, podem criar o seu próprio tema de discussão; interagir com outras pessoas por meio de temas já existentes; postar perguntas, dúvidas, etc. As mensagens podem
ser direcionadas a uma pessoa (fórum restrito - apenas ela poderá ver a mensagem) ou a
todos os usuários. A análise dos resultados envolve o período de outubro de 2007 a abril de
2010, ou seja, desde sua origem até o momento. A coleta dos dados foi realizada por meio
dos relatórios gerados e registrados pelo próprio link. Para proceder à análise, inicialmente,
os dados coletados foram tabulados e, posteriormente separados nas seguintes diretrizes de
análise: assuntos levantados na seção; data de criação do tema; número de participações; gêneros participativos; horário e datas de participações; profissões dos participantes e destino
da mensagem. A partir dessas diretrizes iremos proceder à análise aprofundada do teor das
mensagens no que diz respeito à concepção de criança, às práticas cotidianas, às dificuldades dos professores, etc. Tais diretrizes nos auxiliarão a identificar importantes informações
sobre as necessidades de formação dos professores e alunos e, principalmente, avaliar se
essa ferramenta está funcionando como mediadora de aprendizagens aos usuários e quais
mudanças deverão ser realizadas no link para que esse objetivo possa abranger um número
cada vez maior de pessoas e aprendizagens. O processo de análise dessas categorias será realizado à luz do referencial teórico Histórico-Cultural, principalmente pela interpretação das
mensagens escritas postadas nessa seção. Os resultados parciais indicam que o Fórum tem
sido uma importante ferramenta na discussão de temas emergentes na educação de crianças
de 0 a 6 anos e vem sendo aperfeiçoado e transformado a partir das exigências da atividade
social, apontando o real significado da atividade do professor.
Palavras-chave: Fórum; Aprendizagem Mediada; Comunidade de Educação Infantil.
171
Educação
Gravidez na Adolescência
Aline da Cruz Neves ([email protected]),
Caroline Primo de Souza ([email protected]),
Jessica Cecília dos Santos ([email protected]),
Jessica Silva Sousa ([email protected]),
Raphaela Stephanie Mendes da Silva ([email protected]),
Talita Teixeira Pereira ([email protected]),
Tassia Amanda Vitor de Freitas ([email protected]),
Thais Cristina Maximiano ([email protected]),
Vanessa Maria da Silva Sobrinho ([email protected]),
Vivian Demov ([email protected]).
PROFESSORAS ORIENTADORAS: Carla Magalhães de Souza, Josiane Zeferino de Oliveira e Miriam
Raquel Teodoro de Sousa.
No trabalho realizado sobre gravidez na adolescência, concluímos que no decorrer dos anos
muitas adolescentes confrontam-se diariamente com a notícia de que estão grávidas. Para mulheres que sonham em ser mães, isso é motivo de muita alegria, mas para jovens que estão em
idade escolar, que não tem um emprego, nem mesmo uma casa própria ou o apoio dos pais e do
parceiro isso é motivo de tristeza, insegurança e principalmente arrependimento.
Atualmente apesar de algumas pesquisas mostrarem que o índice de adolescentes grávidas está diminuindo, a realidade que vemos em nossa região é outra.
Muitos desses casos de gravidez na adolescência acontecem por descuido do casal e raramente por falta de informação.
Constantemente campanhas, comerciais, banners, cartazes e até mesmo palestras nas
escolas mostram as conseqüências do não uso de métodos contraceptivos. Em postos de
saúde da família são distribuídos de graça camisinhas e outros itens de prevenção contra uma
gravidez indesejada.
Mas só isso não basta, é necessária a conscientização dessas jovens e de seus parceiros e
principalmente o diálogo aberto entre pais e filhos, esse tabu deve ser quebrado, adolescentes
bem instruídos fazem escolhas sábias e as conseqüências disso são ainda melhores.
172
Educação
Gravidez Precoce, Abuso Sexual e Homofobia Entre Os Estudantes do Projovem Urbano de Presidente Prudente-SP
Gelson Yoshio Guibu, FCT - UNESP, [email protected]
Este trabalho apresenta resultados da pesquisa realizada em parceria pela FCT - UNESP
e Secretaria Municipal de Educação, com estudantes do PROJOVEM URBANO de Presidente Prudente, e teve como objetivo levantar o perfil desses estudantes referente à sexualidade, através de questionário contendo principalmente questões de múltipla escolha,
sendo que a tabulação dos dados foi realizada com o auxílio do programa SPSS. O Projovem
Urbano é um projeto criado pelo Governo Federal, destinado aos jovens entre 18 e 29 anos
que não concluíram o ensino fundamental, e em Presidente Prudente ele funciona em sete
escolas municipais, com aproximadamente 1000 alunos.
A pesquisa revelou que a maioria (61,8%) é do sexo feminino, e, considerando-se os que
tem união estável, a maioria é também casada (51,2%); por sua vez, 59,6% dos estudantes
possuem filhos (72,26% deles tem entre um e dois filhos). Quanto à idade em que tiveram o
primeiro filho, ela situa-se na faixa de 11 a 30 anos, mas a maioria (52,78%) teve filhos com
idade inferior a 18 anos. Considerando-se a idade de 19 anos, tem-se que praticamente 8 em
cada 10 alunos tiveram o primeiro filho até esta idade (79,13% dos estudantes). Quanto à
idade da primeira relação sexual, ela situa-se entre 7 e 36 anos, mas a média é de 14,5 anos
(14 anos para os homens e 15 anos para as mulheres); em termos de informações recebidas
na infância sobre sexualidade, 28,4% responderam não se lembrar, 12,1% receberam alguma
informação do pai, 32,6% da mãe, 24,2% de amigos e/ou colegas, e apenas 17% foram informados pelos professores.
Em relação às DST’s, 89,2% disseram que nunca tiveram, 6,3% responderam não saber
e apenas 4,6% afirmaram já ter tido alguma; 59,6% dos estudantes já fizeram o teste de HIV,
e 6 deles (2%) responderam que o resultado foi positivo; no entanto, o que chamou mais a
atenção foi que praticamente 10% dos estudantes (9,8%) afirmaram já terem sido vítimas de
abuso sexual, e, em 88,8% dos casos, o abusador ou era alguém da própria família, ou algum
conhecido. Quando indagados sobre o que pensam ser a homossexualidade, 50,7% dos estudantes acham normal e um contingente significativo de 49,2% pensam ser uma doença ou
um desvio.
Após observar estes dados, conclui-se que ainda há muito a ser feito em termos de educação sexual, principalmente junto aos alunos dos segmentos mais pobres de Presidente
Prudente, uma vez que eles se encontram em situação bastante vulnerável, particularmente
em termos de gravidez precoce e de abuso sexual.
Palavras-chave: Projovem Urbano, Gravidez Precoce, Abuso Sexual.
173
Educação
Histórias em Quadrinhos Como Recurso Pedagógico para
Interpretação Textual: Uma Abordagem Socio-Histórica
OLIVEIRA, Celso Socorro ([email protected]); OLIVEIRA, Poliana Pereira ([email protected]
hotmail.com); Faculdade de Ciências - UNESP, Bauru (SP).
Um dos maiores entraves na aprendizagem dos alunos segundo os exames de avaliação
nacionais e internacionais consiste na grande dificuldade que estes têm em interpretação
textual. Ao propor atividades de interpretação textual, grande parte dos alunos não consegue abstrair além daquilo que está explícito, devido à defasagem que se encontram na
área de interpretação e também por estarem habituados a responder questionários que não
exigem reflexão sobre o texto. O presente trabalho usou das histórias em quadrinhos (HQs)
para o desenvolvimento da capacidade de interpretação de textos dos alunos. O projeto foi
embasado na Pedagogia histórico-crítica e as atividades foram planejadas nas cinco etapas
desta teoria: prática social inicial, problematização, instrumentalização, catarse e prática social
qualitativamente superior. Os objetivos foram: interpretar mensagens contidas na história e
produzir textos utilizando a simbologia da linguagem quadrinizada. O projeto foi aplicado
em sala de 3ª Série Fundamental de uma escola estadual de Bauru(SP). Os recursos utilizados
foram gibis, tiras de jornais, revistas e livros didáticos. Além disso, foram utilizadas a sala de
leitura e a de informática, onde os alunos trabalharam com o software da Turma da Monica.
Através de HQs previamente selecionadas de acordo com o tema Água, foram propostas
atividades que exigiram reflexão e interpretação da história lida: leituras realizadas em grupos
e/ou individualmente; observação das características das HQs; interpretação dos elementos explícitos e implícitos; socialização das interpretações feitas pelos alunos (oralmente) e
registro escrito através de questionários. Após essas atividades, os alunos elaboraram suas
próprias HQs, para verificar a interpretação que estes tiveram do tema e se compreenderam
o funcionamento da linguagem dos quadrinhos. O desempenho dos alunos foi avaliado a
partir da participação oral e dos registros escritos (questionário e elaboração de HQs). A realização de atividades de leitura, interpretação e produção de HQs proporcionou aos alunos,
o desenvolvimento das estratégias necessárias para a compreensão de texto, além da decodificação dos signos e símbolos, a seleção dos elementos e informações mais importantes, a
antecipação, ao imaginar o que aconteceria no próximo quadrinho, a inferência de elementos
explícitos e implícitos na mensagem. Este projeto faz parte dos estudos sobre Quadrinhos
como recurso pedagógico, conduzidos pelo LEIA - Laboratório de Ensino Informatizado
e Aprendizagem do Departamento de Computação, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru,
SP. HQs produzidos no projeto foi publicado pela GIBIO, publicada pela PROEX-UFSCar
174
Educação
Histórias Interativas e Cultura
Maria Aparecida Mello, DME, PROEX, UFSCar, [email protected]
Douglas Aparecido de Campos, DME, UFSCar, [email protected]
Carlos Eduardo de Souza, PPGE, UFSCar , [email protected]
Maria Rita Ferreira, Pedagogia, UFSCar, [email protected]
Este projeto de pesquisa envolveu a elaboração e implementação de uma proposta metodológica de interação cultural e educativa para crianças 2 a 6 anos de escolas públicas infantis
de classes populares. O objetivo principal foi desenvolver uma metodologia de aprendizagem
inovadora com foco no desenvolvimento cultural, por meio da criação de histórias com sonorização e movimento, a partir do trabalho com bens culturais desconhecidos pelas crianças
ou pouco vivenciados no cotidiano de suas vidas. A intenção foi elaboração e implementação
de uma metodologia de ensino e aprendizagem focalizada na participação efetiva da criança no desenvolvimento de sua aprendizagem, bem como a ampliação do acesso a diferentes
bens culturais às crianças. A pesquisa foi fundamentada no referencial teórico HistóricoCultural de Vigotsky, baseada no desenvolvimento das funções psíquicas superiores, a partir
das relações da criança com a cultura, por meio de bens culturais. Os procedimentos envolveram questionário às famílias com o intuito de identificar os bens culturais que as crianças
tinham acesso; intervenção nas escolas, junto às crianças para desenvolvimento de histórias
sonorizadas e com movimento, cujos temas envolveram bens culturais desconhecidos pelas
crianças; diário de campo e filmagem da história produzida pelas crianças. Essa metodologia
de aprendizagem consistiu em despertar nas crianças a pesquisa sobre diferentes sons em
diferentes materiais, a partir de um tema escolhido por elas. Os bens culturais foram trabalhados nos seguintes temas: neve; deserto; ilha e fazenda. Parte da análise dos resultados
dos questionários demonstra que as crianças brincam mais em casa do que na escola e em
outros espaços e que as famílias, em sua maioria, fica em casa no período de férias. Sugerindo
pouco acesso a diferentes bens culturais. Os resultados indicam que esta metodologia pode
se tornar uma ferramenta importante e imprescindível para o desenvolvimento de diferentes
aprendizagens nas crianças e conhecimentos que envolvem a cultura na qual estão inseridas,
contribuindo para sua inserção nos bens culturais produzidos pela sociedade. As aprendizagens revelaram-se uma forma alternativa de ensino de conhecimentos importantes para as
crianças pequenas, envolvendo: brincadeira, faz-de-conta, imaginação, criação de histórias,
pesquisa sobre os diferentes sons produzidos por vários materiais, ampliação de movimentos
com o corpo, promoção de vivências educativas e culturais. Por meio de atividades mediadoras de aprendizagens com sentido e com significado para as crianças ocorreu a compreensão
mais aprofundada dos processos de aprendizagem de crianças pequenas.
Palavras-chave: Histórias Interativas, Cultura, Educação Infantil
175
Educação
Inserção de Jovens no Mercado de Trabalho Através do Laboratório de Práticas Organizacionais (LPO)
Simone Martins, Departamento de Administração e Contabilidade (CCH), [email protected]
Diógenes Geraldo dos Santos, Departamento de Administração e Contabilidade (CCH), [email protected]
Jorge Alberto dos Santos, Departamento de Administração e Contabilidade (CCH), [email protected]
Silvia Mendes da Silva, Departamento de Administração e Contabilidade (CCH), [email protected]
Sergio Luiz Vasco Moretti, Departamento de Administração e Contabilidade (CCH), [email protected]
Universidade Federal de Viçosa
Os novos paradigmas do emprego, que vem intensificando a procura por mão-de-obra altamente qualificada, aliado as dificuldades dos jovens na inserção no mercado de trabalho, nos
levam a buscar soluções para diminuir o abismo existente entre a formação escolar e o primeiro
emprego. Diante deste panorama este projeto tem como objetivo promover a inserção de jovens
no mercado de trabalho através de Laboratórios de Praticas Organizacionais (LPO).
O LPO é um espaço interdisciplinar onde os alunos praticam as habilidades necessárias
para a criação e o desenvolvimento de organizações empresariais, estimulando o caráter empreendedor dos jovens, permitindo os mesmos adquirirem experiência em ambiente empresarial. A partir da criação de um país simulado, “Simulândia”, onde os alunos da graduação
criavam organizações com o intuito de gerar lucros através da venda de produtos ou serviços
vislumbrou-se a possibilidade de expandir o LPO para além da universidade, criando uma
maneira de adaptá-lo para um publico menos teorizado, trazendo para o jovem a experiência
que lhe é pedida no momento em que este procura o primeiro emprego.
Na Simulândia, é fornecida ao jovem toda a estrutura necessária para o desenvolvimento das
organizações com o objetivo básico de ensinar toda a parte teórica de criação de empresas bem
como, transmitir, de uma maneira lúdica todos os conhecimentos básicos relativos à constituição
de uma empresa, aos principais processos de criação e precificação de produtos, aos controles
gerenciais e por fim, relativo a prestação de contas. Há que ressaltar que em todos estes processos
o jovem trabalha com produtos reais, que ele próprio produz, ficando constantemente em contato com a legislação do país Simulândia, igual ou semelhante a legislação brasileira. Durante o
funcionamento das empresas os alunos se dividem trabalhando como sócios e funcionários onde
são expostos ao mundo do trabalho nas suas concepções sociais.
O projeto, que se encontra em fase de implementação, mas já apresenta resultados satisfatórios, considerando a expressiva aceitação da proposta, apresentada junta a Escola Estadual Effie
Rolfs. Seu caráter empreendedor e o seu potencial para estimular os jovens no aprendizado das
práticas organizacionais é relevante uma vez que os alunos passam a analisar criticamente os processos organizacionais e encontram um ambiente que lhe auxiliará na reflexão quanto ao seu futuro profissional. Acredita-se que os resultados do projeto poderão se expandir além do treinamento e inserção do jovem no mercado de trabalho, pois com os conhecimentos adquiridos os alunos
atuarão como gestores em suas famílias ou em empreendimento no qual estejam vinculados.
Palavras-chave: Simulação de Empresas, Inserção de jovens no mercado de trabalho,
Empreendedorismo.
176
Educação
Interação Entre Universidade e Escolas: o Programa de Avaliação Seriada da Unb e Os Fóruns de Extensão
Ormezinda Maria Ribeiro ([email protected])
Rogério Basali ([email protected])
Com a implantação do Programa de Avaliação Seriada-PAS/UnB desde 1996, o Cespe/
UnB por intermédio da Gerência de Interação Educacional, vinculada à Coordenadoria de
Pesquisa em Avaliação, promove os Fóruns Permanentes de Professores; Fórum Permanente de Pais e Fórum Permanente de Estudantes. Esses fóruns foram constituídos com o
objetivo de estimular o crescimento pessoal e profissional de professores e alunos dos ensinos fundamental e médio. O Fórum Permanente de Professores, criado em 1996, promove
cursos de formação continuada, voltados aos interesses dos professores, consolidando a concepção de trabalho conjunto e de apoio, pautado na troca de experiências, com implicações
mútuas para a melhoria da qualidade de ensino. O Fórum Permanente de Estudantes, criado
em setembro de 1999, promove cursos para estudantes do Ensino Médio com abordagens
prioritariamente interdisciplinares, o que propicia um aprendizado voltado para o dia-a-dia
dos estudantes e para o mundo que os cerca. Os cursos são ministrados por alunos de licenciatura da UnB, como parte de sua formação profissional docente, sob supervisão de um
professor. O Fórum Permanente de Pais, criado em 1998, promove palestras aos pais, em
escolas cadastradas junto ao PAS/UnB. Desde 1996, já foram oferecidos mais de 680 cursos
presenciais e em ambiente virtual de formação continuada para professores, além de eventos
voltados a estudantes da educação básica, contando com cerca de dezesseis mil participações
de professores, e sete mil e trezentos estudantes, predominantemente da rede pública e das
escolas particulares do DF e do Entorno. Todas essas ações têm como princípio as discussões pedagógicas suscitadas pelos diálogos entre os participantes do PAS/UnB, em todas as
suas etapas.
Palavras-chave: Interação; Programa de Avaliação Seriada; Extensão
177
Educação
Internet para Terceira Idade: Apresentação de um Projeto de
Curso Presencial
Edivani Aparecida Vicente Dotta (Docente), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
foar.unesp.br
Patrícia Petromilli Nordi Sasso Garcia (Docente), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP,
[email protected]
Juliana Alvares Duarte Bonini Campos (Docente), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP,
[email protected]
Ana Paula Macarini (Acadêmica), Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
unesp.br
A tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas, independentemente de seus
desejos. Se há alguns anos o uso da Internet era privilégio de alguns, hoje ela tem se tornado
uma necessidade trazendo inúmeros benefícios às pessoas. Na terceira idade a Internet tem
representado uma ferramenta de descoberta e reaproximação de parentes e amigos, além de
atuar como um excelente exercício para a memória. Desde 2003, o curso presencial de Internet para a terceira idade é oferecido com o objetivo de acolher e estimular o aprendizado
desses indivíduos buscando, ainda, despertá-los para as utilidades dessa ferramenta de comunicação. A população de estudo é composta por indivíduos, de ambos os sexos, com idade
igual ou superior a 50 anos, oriundos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UNATI) e
de uma lista de espera composta por indivíduos que buscam esse tipo de curso na Faculdade
de Odontologia de Araraquara - UNESP. As aulas estão sendo ministradas no Laboratório
Didático de Informática (LDI) alocado na Faculdade de Odontologia de Araraquara uma
vez por semana com duração de duas horas cada. Cada turma é composta por 20 alunos. O
conteúdo programático do curso abrange a utilização de e-mail e pesquisas em sites. Para
avaliação do aprendizado adquirido é aplicado um questionário no início e final do curso, o
qual possibilitará a observação da evolução do conhecimento dos indivíduos participantes.
Esse projeto conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão Universitária (PROEX) e da
Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP.
Palavras-chave: Internet, Informática em Educação, Informática aplicada à Terceira Idade
178
Educação
Investigação Orientada e Formação Inicial de Professores de
Química: Um Estudo com Base em uma Proposta de Elaboração de Mini-Cursos Temáticos
Ana Sílvia Carvalho Ribeiro Gomes, [email protected];
Silvia Regina Quijadas Aro Zuliani, [email protected]
UNESP, Campus de Bauru- Faculdade de Ciências- Departamento de Educação
A atual crise educacional motiva diversas linhas de pesquisas na tentativa de melhorar
a qualidade do processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, neste trabalho é proposto
a aplicação de mini-cursos com temas relacionados ao conteúdo de química cuja proposta
segue a linha da investigação orientada. Esses mini-cursos foram elaborados por alunos licenciandos do nono e décimo termos do curso de Licenciatura em Química e fazem parte da
proposta das atividades da disciplina de estágio supervisionado. A investigação orientada tem
sido apontada como útil no processo de formação de professores, pois promove a construção de conhecimentos a respeito dos problemas enfrentados no ensino (ZULIANI, 2006),
produzindo alternativas para solucionar esses problemas. Nessa perspectiva, se exige o reconhecimento e atenção aos problemas de ensino e a tomada de decisão sobre o que é ensinar,
como caracterizar as diferentes formas de ensinar. Os mini-cursos aplicados estavam ligados
ao cotidiano dos alunos abordando diferentes conceitos de forma mais atrativa, associando a
Química a fenômenos do dia a dia, e conectando a teoria à prática promovendo a curiosidade
do aluno e remetendo-os aos conceitos químicos. Nesta metodologia, o interesse do aluno é
estimulado através da elaboração e teste de hipóteses, participação ativa da autoconstrução
do conhecimento. Este trabalho teve o objetivo de avaliar a proposta investigativa utilizada
pelos licenciandos, assim como apresentar a eles e aos professores em exercício uma metodologia diferenciada de modo que o processo de ensinar e aprender possa ser significativo.
Através da aplicação desses mini-cursos pôde-se observar o grande interesse demonstrado pelos alunos na construção do conhecimento do conteúdo abordado. Ao observar o
interesse apresentado pelos alunos os professores da rede pública de ensino se interessaram
pela aplicação da metodologia. Os licenciandos puderam constatar através da aplicação dos
mini-cursos a possibilidade de aplicação da metodologia em questão, assumindo a responsabilidade pela própria formação de maneira reflexiva.
As ações desenvolvidas nesse projeto de extensão mostraram-se muito interessantes para
o processo de formação inicial dos licenciandos, pelo contato com a realidade e a prática pedagógica, a pesquisa de métodos eficazes e ao relacionar o conteúdo abordado com fenômenos do cotidiano, observando a aplicação da química de forma dinâmica. Para os professores
de ensino médio, houve a reflexão sobre o processo de ensino e aprendizagem e a avaliação
das práticas pedagógicas com possibilidade de reconstrução. Além disso, ofereceu aos estudantes de ensino médio, a oportunidade de vivenciar atividades de aprendizagem com base
na proposta investigava atendendo de maneira mais próxima seus interesses e necessidades.
Palavras- chaves: Investigação Orientada; Formação inicial de professores; Ensino de
Química
179
Educação
Identificação de cuidadoras de crianças menores de três
anos de idade em comunidades de São Carlos- SP
Aida Victoria Garcia Montrone, [email protected]
Renata Kazumi Takaesu, [email protected]
Cássia Irene Spinelli Arantes, [email protected]
Thaíne Cristina Romualdo dos Santos, [email protected]
Ellen Cristine Ramdohr Sobrinho, [email protected]
Universidade Federal de São Carlos
É consenso que os primeiros anos de vida são fundamentais no desenvolvimento
integral das crianças. Até os três anos, o cérebro da criança possui alta plasticidade, indicando que os estímulos a elas oferecidos são facilmente incorporados. Assim sendo, esta
etapa revela-se ótima para disponibilizar condições adequadas às crianças para que as mesmas tenham um desenvolvimento completo. Tais condições podem ser propiciadas por meio
do cuidado que lhes é ofertado, ou seja, a alimentação, a higiene, a educação escolar, entre
outros. O presente trabalho descreve a primeira etapa do trabalho “Mapeamento e atuação
de cuidadores comunitários de crianças menores de três anos no bairro Jardim Gonzaga e
Monte Carlo de São Carlos-SP” que se constitui em uma das metas do projeto PROEXT/
MEC/2009 “Ampliação e articulação de iniciativas de Economia Solidaria como estratégia para o desenvolvimento local. Nesta etapa, o objetivo foi mapear as cuidadoras
comunitárias de crianças menores de três anos de idade residentes nos bairros Jardim Gonzaga e Monte Carlo, no município de São Carlos-SP. A coleta dos dados ocorreu nos meses de
maio e junho de 2010, por meio de entrevistas realizadas com 68 pessoas das comunidades
que, entre outros dados, apontaram as cuidadoras comunitárias das quais tinham conhecimento. Os resultados evidenciaram que 36 entrevistados (53%) conheciam pelo menos uma
cuidadora de criança menor de três anos. Dentre os entrevistados, 13 (19%) possuíam filhos
com idade entre 0 e 3 anos, sendo que 4 (31%) se reconheceram ou se referiram como cuidadoras. No total, foram mapeadas 66 pessoas cuidadoras de criança, todas do sexo feminino.
Foram identificados alguns dados das cuidadoras, como telefone e endereço o que possibilitará o contato com as mesmas para convidá-las para rodas de conversa que integram as
próximas etapas do trabalho. Nas rodas de conversa, buscar-se-á promover o diálogo com as
cuidadoras sobre o cuidado que prestam às crianças e sua importância para o desenvolvimento infantil integral, de forma a identificar, compartilhar e analisar conhecimentos, percepções
e dúvidas referentes ao desenvolvimento e cuidado infantil.
Palavras-chave: cuidado infantil, educação popular, economia solidária
180
Educação
Impactos do adensamento populacional na saúde e sustentabilidade
Profa. Dra. Olga Rodrigues de Moraes von Simson Unidade: Faculdade de Educação, UNICAMP., [email protected]
superig.com.br Adriana do Amaral Unidade: Faculdade de Educação, UNICAMP.
Profa. Dra. Ana Maria Aparecida Guaraldo Unidade: Instituto de Biologia, UNICAMP., [email protected]
gmail.com
Et alli: André Pinheiro Unidade: CESET, UNICAMP, [email protected] André Rocha Unidade:
IMECC, UNICAMP, [email protected], Camila Zago Unidade: Instituto de Geografia, UNICAMP,
[email protected] e Fernanda Davi Unidade: Instituto de Biologia, [email protected]
O presente projeto de pesquisa-ação é uma estratégia para conhecer e envolver lideranças
e profissionais de uma comunidade de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),
constituída por moradores provenientes de áreas de risco de Campinas, sensibilizando-os
sobre questões sócio-ambientais e saúde através da metodologia de História Oral ao reconstruírem suas histórias e valores do passado, comparando-os com o presente e projetando
perspectivas para o futuro próximo.
O trabalho com a memória possibilita uma transformação da consciência das pessoas
nele envolvidas, direta ou indiretamente. Esse mergulhar conjunto e compartilhado no passado pode promover o empoderamento desses atores ao produzir conhecimentos que fortaleçam argumentos políticos e ações sustentáveis e promotores de saúde ao compreenderem
os processos histórico-sociais e ambientais.
Entendemos que a História Oral é uma metodologia que proporciona subsídios para
reconstruir a realidade. O depoente, sendo um fenômeno social, permite identificar aspectos
importantes do convívio em sociedade, que podem ser apanhados através de seus relatos de
vida. Desta forma, o objeto de estudo é compreender as relações sócio-ambientais e saúde
nas quais os depoentes se encontram imersos. O domínio da metodologia de pesquisa, somado à consciência que a História, sendo obra dos grupos que formam a sociedade, pode
ser utilizada como estratégia de ação sustentável e promotora de saúde ao compreender
os problemas do presente e permitir pensar possíveis soluções futuras que, dessa forma
serão desenvolvidas de maneira mais consciente e responsável no âmbito comunitário. Ressaltamos também que a memória compartilhada favorece na construção do sentimento de
pertencimento e na formação da identidade, encarada como possivelmente o caminho mais
seguro na elaboração de uma cidadania consciente e responsável.
Esse projeto de pesquisa sobre histórias e valores sócio-ambientais e saúde produzirá materiais e informações que viabilizarão o empoderamento dos grupos pesquisados, via
aquisição de conhecimentos novos, com auxílio de texto e de imagem contextualizados historicamente. Os resultados obtidos serão divulgados numa exposição em equipamentos públicos para difundir conhecimento e reflexão aos usuários locais.
Palavras-chave: História Oral, Saúde e Sustentabilidade.
181
Educação
Implementação de uma Agenda 21 Escolar: Dificuldades e
Perspectivas da REAUSo
Leonardo Fernandes Fraceto, Sorocaba, [email protected]
Rafael do Valle Melo, Sorocaba, [email protected]
CassiaZanetti Pimentel, Sorocaba, [email protected]
Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” - UNESP
A Rede de Educação Ambiental da Unesp de Sorocaba (REAUSo) busca, desde agosto
de 2009, formar uma Agenda 21 (A-21) Escolar na Escola Municipal Professor Flávio de
Souza Nogueira, no município de Sorocaba - SP, Brasil, através de uma metodologia apresentada pelos participantes da I Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (2003). Esta
metodologia visa formar uma Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida (Com-Vida)
através de um processo de planejamento participativo com ações sensibilizadoras que embasem as ações de uma A-21 Escolar.
A REAUSo é um grupo composto por estudantes de Engenharia Ambiental da Unesp
Sorocaba que desenvolve projetos em educação ambiental na bacia do Sorocaba Médio-Tietê
desde 2005, elaborando metodologias de mobilização social. Através destas metodologias,
visou-se despertar o interesse dos jovens do Ensino Fundamental II da Escola Municipal
anteriormente citada para a temática ambiental no intuito de formar uma Com-Vida.
Para o processo de efetivação da Com-Vida, quatro etapas foram determinadas: 1. diagnóstico socioambiental participativo na escola e na comunidade; 2. fortalecimento da ComVida e planejamento das ações internas; 3. implementação de projetos socioambientais; 4.
eventos comunitários e planejamento da A-21 Escolar.
Após um ano de atividades, o grupo da REAUSo enfrentou várias dificuldades, tais como
falta de apoio dos funcionários terceirizados da escola, falta de apoio por parte da diretoria e do
corpo docente e falta de incentivo dos alunos não-participantes do projeto. Assim sendo, atividades de sensibilização foram aplicadas para os diferentes públicos-alvos da comunidade escolar.
Apesar das dificuldades descritas, a persistência nas ações do projeto continuou e o apoio
de dez jovens integrantes fortaleceu o grupo. Deste modo, este pequeno grupo de jovens,
juntamente com a REAUSo, tentam vincular ações socioambientais com a realidade escolar
e, nessa perspectiva, a E.M. Flávio de Souza Nogueira desenvolveu a Coleta Seletiva e implementou a Horta Orgânica Escolar.
Assim sendo, a REAUSo vem reformulando as duas etapas iniciais, buscando um maior
apoio por parte de todos os funcionários da escola e visando um público-alvo mais responsável, aplicando essas atividades para o Ensino Médio. Atualmente o projeto tenta mobilizar
novos alunos e funcionários, regredindo nas ações tomadas. Contribuir para a multiplicação
do conhecimento e das ações socioambientais com o público jovem é o que torna um projeto
como este tão necessário. Ressalta-se a viabilidade do projeto pelo apoio financeiro fornecido
pela Pró-Reitoria de Extensão da Unesp (PROEX) e pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp).
Palavras-chave: Educação Ambiental, Agenda 21 Escolar, Ações Socioambientais.
182
Educação
Interação entre o conhecimento popular e o técnico-científico: relato de experiência do projeto “Ações interdisciplinares Quiosque da Saúde”
Docente responsável:
Paula Andrea Martins
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - campus Baixada Santista. [email protected]
Gabriela Milhassi Vedovato
Técnica administrativa em educação , nutricionista. UNIFESP - campus Baixada Santista. [email protected]
unifesp.br
Angélica Barbosa Neres Santana
Mestranda em Nutrição Interdiciplinar Ciência da Saúde. UNIFESP - campus Baixada Santista.
[email protected]
O projeto de extensão “Ações Interdisciplinares Quiosque da Saúde” da Universidade
Federal de São Paulo - campus Baixada Santista - desenvolve ações direcionadas à esportistas
e praticantes de atividade física na orla da praia da cidade de Santos. O eixo norteador do
projeto é a articulação do conhecimento interdisciplinar de áreas como Nutrição, Educação
Física, Fisioterapia, Psicologia, Terapia Ocupacional e Serviço Social - componentes dos
cursos de graduação da Universidade - com o objetivo principal de promover saúde e qualidade de vida na comunidade. O referencial teórico que rege as ações interdisciplinares com
os participantes, de caráter individual (atendimentos) e em grupo (oficinas), tem como base
o Projeto Político Pedagógico do campus. O modelo desenvolvido vem proporcionando um
rico espaço educativo que privilegia a troca de experiências e o diálogo entre a “ciência” e o
“saber popular”, no sentido primordial de incentivar hábitos e comportamentos saudáveis
relacionados principalmente à alimentação e à prática de atividade física. Esta experiência
vem proporcionando ao estudante e aos profissionais envolvidos o desenvolvimento de habilidades que não se apóiam equivocadamente num modelo de déficit de conhecimento leigo
e na extrema valorização do conhecimento acadêmico. A partir de dessas experiências os estudantes tem se deparado com as limitações da realidade e superado junto com as demandas
que existem. Assim, os trabalhos desenvolvidos com a comunidade seguiram a lógica de que
o público não pode ser considerado um simples receptor passivo de informações técnico-científicas, e que estratégias educativas efetivas de estímulo ao estilo de vida saudável não
devem ser unidirecionais.
Palavras-chave: educação em saúde, comunicação interdisciplinar, promoção da saúde
183
Educação
Introdução ao Universo das Culturas Ítalo-luso-brasileiras
Dr. Márcio Roberto Pereira - [email protected] (Docente FCLAssis, UNESP)
Patricia Mayumi Yamashita [email protected] (Graduação FCLAssis, UNESP)
Rodrigo Cristiano Galindo [email protected] (Graduação FCLAssis, UNESP)
Érika Nogueira Menegon [email protected] (Graduação FCLAssis, UNESP)
Este trabalho possui o intuito de difundir a cultura ítalo-luso-brasileira por meio do Centro Ítalo-Luso-Brasileiro de Estudos Lingüísticos e Culturais (CILBELC) junto à UNESP
de Assis, entre esses objetivos está a divulgação de aspectos culturais através de projetos de
extensão que visam ajudar o aluno na compreensão e interpretação de textos; atuando na
sociedade por meio de ações de instrução; a fim de contribuir na propagação de projetos
ligados ao ensino de literaturas ítalo-luso-brasileira pretendendo assim desempenhar o papel
de agente difusor do pensamento e conhecimento científico, por meio de ações cooperativas
junto às escolas públicas, bem como junto à população, propondo ao aluno da rede pública o
conhecimento de línguas e culturas diversas. Este projeto é de fundamental importância para
os programas e atividades que estimulam a relação entre a universidade e a comunidade. Os
alunos selecionados do Curso de Letras, que estagiam no CILBELC, passam, num primeiro
momento, por um período de orientação com o coordenador do projeto para, só então,
iniciarem as atividades práticas de extensão. Tais atividades consistem em aulas cujo enfoque
se encontra nas literaturas abordadas visando esta inserção dos alunos das escolas públicas.
. Este processo é realizado por meio de atividades interativas, planejadas, que estimulam
a relação entre professor e aluno e, conseqüentemente, o ensino/aprendizagem. Na área de
cultura, visa-se à introdução e discussão dos aspectos ítalo-luso-brasileiros. O material didático é montado pelo aluno do Curso de Letras, que fazem uso do acervo da biblioteca, e de
novas tecnologias.
O projeto Introdução ao Universo Cultural Ítalo-luso-brasileiro visa a inclusão do jovem
no mundo globalizado, oferecendo oportunidades como o aumento de possibilidades de
conhecimento de alunos da rede pública com a proposta de ensino das Línguas e Cultura
ítalo-luso-brasileiras. Tendo como principal ação didático-pedagógica as estruturas e funções
básicas das línguas, ampliando desta forma os horizontes do conhecimento humano.
Palavras-chave: ENSINO, LITERATURA, INCLUSÃO.
184
Educação
Jogo de Xadrez na Terceira Idade
Profa. Dra. Denise Nicodemo, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
fosjc.unesp.br
Rosemary Soares de Santana, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP,
[email protected]
Megg Aparecida Ribeiro, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
hotmail.com
Elzio Antonio Sotero, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
yahoo.com.br
José Luiz Achite, Faculdade de Odontologia Campus de São José dos Campos, UNESP, [email protected]
A UNATI (Universidade Aberta à Terceira Idade) - Núcleo de São José dos Campos/UNESP,
no seu 7º ano de existência na Faculdade de Odontologia, inseriu em sua grade o curso Jogo de
Xadrez. Este jogo não pode ser visto simplesmente como um jogo onde se ganha ou perde uma
partida, mas como instrumento que melhora as maneiras de pensar, de usar o raciocínio e adquirir
a força de argumentar uma idéia, contribuindo assim para maior qualidade de vida. Objetivou-se
proporcionar maior desenvolvimento da capacidade de raciocínio, de maneira lúdica e saudável,
além de favorecer a sociabilidade ampliando as relações interpessoais e intergeracionais. O curso
é ministrado nas dependências da Faculdade, com recursos áudio visuais. Estão participando
do curso 16 alunos sendo que cinco deles auxiliam no monitoramento das partidas por terem
conhecimento maior do jogo. São utilizadas pedagogias de ordem teórica e prática. Na teórica,
utilizam-se apostilas e projeção de partidas via data show para que os alunos conheçam este jogo
secular - considerado o jogo dos reis. Assim, tomem conhecimento do tabuleiro; das peças, de
seus nomes e dos seus valores, e de como estas se desenvolvem durante o jogo. Nas aulas práticas
é utilizado o quadro pedagógico (xadrez mural) com suas respectivas peças, com simulações de
jogadas, andamento das peças e movimentos executados. Para tanto, a UNATI fez a aquisição
de mesas desmontáveis, 15 tabuleiros com peças e quadro pedagógico que facilita visualização,
aprendizado e realização das partidas. A participação dos alunos é intensa, com discussão e estratégia das melhores jogadas. Nota-se que os alunos já conseguem desenvolver um raciocínio lógico
durante uma partida disputada entre eles, sendo então, visíveis habilidades exploradas e desenvolvidas a partir das exigências inerentes ao jogo. Os alunos que já possuíam maior prática do xadrez
conseguem desenvolver melhor seu jogo e também auxiliam no monitoramento daqueles que
sabem menos. Como fato, destaca-se que um dos alunos, já com algum conhecimento do jogo,
participou em 2009 de um torneio promovido pela Federação de Xadrez do Estado de São Paulo,
no SESC de São José dos Campos, na modalidade de partidas rápidas (7 partidas disputadas de 21
minutos) ficando em 7º lugar na modalidade “Veteranos”. Esse torneio contou com a presença
de mais de 100 participantes desde crianças a veteranos, comprovando que essa prática favorece
o desenvolvimento do processo intergeracional, além de fazer com que a sociabilidade seja colocada em prática. Em longo prazo, o resultado esperado é alcançar a criação de um “CLUBE DE
XADREZ”, no qual haja a interação entre jogadores juniores e masters.
Palavras-chave: Jogos, Envelhecimento, Lógica.
185
Educação
Lazer, Dança e Educação
Luciene Ferreira da Silva, Departamento de Educação, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” - UNESP, Bauru (SP), [email protected] e [email protected]
Marcela Gomez Alves da Silva; Departamento de Educação Física, Faculdade de Ciências, Universidade
Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP, Bauru (SP), [email protected]
Trata-se de um trabalho de pesquisa e extensão em Dança na perspectiva do Lazer para
crianças-alunas de uma Escola de Educação Infantil da rede Municipal de ensino de BauruSP, com idade entre 4 e 6 anos. O presente projeto propõe a inserção da dança criativa,
educativa e recreativa.
O objetivo, além da investigação da cultura corporal de movimento e do acesso dessas
crianças à Dança e ao Lazer, é verificar como a mesma pode contribuir para a Educação e
para o Lazer dos envolvidos, visto que tais crianças fazem parte de uma classe menos favorecida economicamente.
Utiliza-se de uma pesquisa de campo do tipo exploratória. As intervenções são realizadas
uma vez por semana. Cada aula tem duração entre 40 e 60 minutos. Atua-se como observador participante, e os dados da pesquisa são coletados por meio de observação das vivências,
verificando o repertório de dança que as crianças possuem e a ampliação desse repertório
de movimentos e da cultura da dança, das crianças. As aulas e as observações são anotadas e
analisadas a partir dos objetivos pretendidos e alcançados.
As atividades realizadas visam despertar a criatividade, a expressão, as sensações, resgatando a cultura de cada um, permitindo a participação ativa e espontânea dos alunos, o que
tem contribuído para o Lazer e para a Educação.
É possível notar que a cultura da dança do grupo investigado apresenta características
próprias, as quais criam uma forma única de expressão. Porém, nota-se também, a falta de
autoconhecimento, visto que as crianças raramente pensam em seus corpos como seres atuantes no mundo, produtores de cultura.
Tendo em vista a restrição ao acesso às atividades de lazer no dia-a-dia dessas crianças,
procura-se propiciar uma vivência que favoreça os indivíduos como um todo. Se tratando
de um estudo com crianças, a ludicidade é um aspecto predominantemente abordado, utilizando-se de jogos e brincadeiras que incentivem a comunicação não-verbal e a exploração
espontânea do movimento.
Entendemos que toda criança tem o direito de vivenciar a experiência da dança, não
devendo esta ser privilégio dos chamados bem dotados ou dos que podem freqüentar academias ou escolas de dança, portanto, pode e deve ser ministrada na educação formal.
O projeto é relevante justamente pelo fato de proporcionar uma vivência aos conteúdos
da Dança de forma lúdica, além, é claro de desenvolver muito mais do que apenas, e não
menos importante, a consciência corporal.
Palavras-chave: Lazer- educação, dança, infância.
186
Educação
Ludicidade, Desenvolvimento Humano e Educação
Luciene Ferreira da Silva, Depto. de Educação, Bauru (SP), [email protected]
Bárbara Pignataro Fumes, Depto. de Educação Física, Bauru (SP), [email protected]
Débora Pignataro Fumes, Depto. de Educação Física, Bauru (SP), [email protected]
Marcela Gomez Alves da Silva; Depto. de Educação Física, , Bauru (SP), [email protected];
Faculdade de Ciências - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP
Na atualidade, a formação de crianças, adolescentes e jovens tem se voltado prioritariamente para o mundo do trabalho. Tal enfoque tem deixado de lado o atendimento de necessidades humanas, que se não atendidas, podem proporcionar problemas que desvinculam
a Educação do processo de formação para a vida e para a satisfação em viver, tais como os
processos criativos, afetivos, cooperativos e intelectivos que caracterizam o ser humano e que
equilibram seus estados emocionais.
As atividades extensionistas do projeto incluem o estudo do componente lúdico da cultura e o estímulo do uso do tempo-livre para o lazer, visando o desenvolvimento humano.
O objetivo do projeto é o de aprofundar o entendimento sobre o lúdico enquanto componente da cultura que pode desempenhar significativo papel na Educação de crianças, adolescentes e jovens na escola, por meio da Educação Física escolar e fora dela, através do lazer
e do lazer- educação. Proporcionar aos participantes o contato com a cultura lúdica a partir
de proposições objetivadas para este e outros fins educativos.
As atividades extensionistas foram realizadas na Associação Comunitária Caná - no bairro Ferradura Mirim - Bauru - SP, em uma creche municipal da cidade de Bauru- SP e em uma
escola municipal da cidade de Bauru - SP.
O projeto é desenvolvido de forma indissociada entre a pesquisa e a extensão, conforme
preconiza a política acadêmica da UNESP. Os discentes têm encontros semanais de orientação
e sistematização de estudos bibliográficos, com a coordenadora do projeto, consultando bancos
de dados de dissertações, teses e de periódicos. Deslocam-se semanalmente para a Associação
Comunitária Caná e para as escolas e participam de eventos de caráter científico e extensionista.
O projeto resultou em pesquisas e publicações de artigos em eventos científicos da área.
Até o momento foi constatada a necessidade de intervenção lúdica com jogos e brincadeiras
tanto na Associação Comunitária Caná quanto na Creche e na Escola participantes, uma vez
que as crianças atendidas demonstram ser muito lúdicas e que só precisam de tempo e espaço
para a manifestação de sua ludicidade.
As intervenções alcançam resultados positivos, frente aos objetivos propostos, estimula o
brincar, o jogar, ajuda a trazer de volta a cultura lúdica da cidade de Bauru e região, além de
proporcionar estados prazerosos às crianças enquanto brincam, jogam e assumem uma postura solidária, cooperativa, integrativa e de comportamentos sociais adequados à faixa etária.
Além de contribuir de forma direta para a formação profissional dos discentes envolvidos
Palavras-chave: Ludicidade, desenvolvimento humano, lazer-educação.
187
Educação
Livros e leitores na universidade: construindo a I Feira de
Livros UNIFESP - Diadema
Profa. Dra. Marian Ávila de Lima e Dias, Campus Diadema, Universidade Federal de São Paulo,
[email protected]
Telma S. Santos, Técnica em Assuntos Educacionais, Campus Diadema, Universidade Federal de São Paulo,
[email protected]
Patrícia C. Jacob Vieira, Técnica em Assuntos Educacionais, Campus Diadema, Universidade Federal de São
Paulo, [email protected]
Beatriz de Paula Oliveira Traini, aluna do curso de Licenciatura Plena em Ciências, Campus Diadema,
Universidade Federal de São Paulo, [email protected]
Marcela Oliveira Garcia, aluna do curso de Licenciatura Plena em Ciências, Campus Diadema, Universidade
Federal de São Paulo, [email protected] , et alli.
Por meio da extensão universitária se concretizam de modo mais direto a interferência e
a mudança social na comunidade na qual se insere a Universidade. Tal ação, quando ligada à
leitura, exerce uma valiosa influência social. Sabemos que o hábito da leitura não nasce com
o indivíduo. Para tal, é necessário constantemente construir uma cultura voltada aos livros e à
leitura. Com base nesta convicção, construímos um projeto de extensão cujos objetivos são:
1) realização de levantamento de hábitos de leitura nos universitários; 2) levantamento junto
aos funcionários da biblioteca sobre o acervo existente; 3) realização da I Feira de Livros
UNIFESP- Diadema. Na primeira fase do projeto foi elaborado e aplicado um questionário
nos estudantes do Campus, buscando verificar seus hábitos de leitura, a freqüência e a finalidade da leitura, as relações entre a leitura e a formação universitária, o papel do livro na investigação científica e seus gêneros de preferência. O questionário também buscou identificar
as principais formas de acesso à leitura assim como as principais barreiras encontradas pelos
alunos. Os resultados preliminares apontam que os alunos consideram que leem pouco, que a
leitura não é uma de suas principais atividades durante o laser e que gostariam de ter mais títulos de literatura em gera na biblioteca da universidade. Numa segunda fase do projeto, será
realizado levantamento junto à bibliotecária do Campus acerca das principais necessidades
na aquisição de exemplares, sendo feita uma relação de editoras a serem contatadas. As editoras deverão doar livros à biblioteca da UNIFESP- Diadema como condição para participar
da Feira de Livros. A realização da Feira se dará de forma a contemplar tanto a comunidade
interna como a externa à Universidade. Tal ação visa consolidar o projeto de abertura do
Campus à Comunidade de Diadema, uma vez que a população terá a possibilidade de acesso
e interação com os livros acadêmicos, o que pode vir a despertar o interesse pela vida universitária, estimulando a busca pelo conhecimento científico. A participação da comunidade
dentro do Campus, o estreitamento da comunicação entre a universidade e comunidade local
são objetivos permanentes a serem atingidos pelas ações extensionistas deste Campus e este
evento configurar-se-á em mais uma destas oportunidades. Do ponto de vista da formação
do aluno buscamos favorecer o hábito da leitura e da freqüência à biblioteca buscando construir um acervo amplo com exemplares das mais variadas áreas do conhecimento.
Palavras-chave: feira de livros, leitura, biblioteca.
188
Educação
Línguas Estrangeiras para Todos: Experiências na Implantação do Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores
da Unesp de Assis
Dra. Karin Adriane Henschel Pobbe RAMOS - [email protected]
(Docente FCLAssis, UNESP)
Aline Rusisca Nunes da COSTA - [email protected]
(Estagiária FCLAssis, UNESP)
Isabel Briones CÁCERES - [email protected]
(Graduação FCLAssis, UNESP)
Juliana Batista BONIFÀCIO - julianabonifá[email protected]
(Graduação FCLAssis, UNESP)
Tatiana Nadja SILVA - [email protected]
(Graduação FCLAssis, UNESP)
Este trabalho tem como objetivo divulgar as experiências de supervisores, alunos-professores e monitores do Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores (CLDP) da Faculdade de Ciências e Letras de Assis - UNESP. Trata-se de um projeto de extensão colaborativo entre o Departamento de Letras Modernas e o Departamento de Educação desta
instituição, com o apoio da PROEX - Pró-Reitoria de Extensão e da AREX - Assessoria de Relações Externas da Universidade Estadual Paulista. O CLDP foi implantado no
início de 2010, oferecendo cursos de Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano, Francês, Japonês,
Mandarim e Português para Falantes de Outras Línguas. Os cursos atendem a cerca de 500
alunos, de faixas etárias diferentes, oriundos das comunidades interna e externa. As aulas são
ministradas pelos alunos do curso de Letras, sob a supervisão de professores de Língua e de
Prática de Ensino. O CLDP é um espaço que visa a utilizar novas tecnologias para o ensino
de línguas, por meio de ferramentas do Teletandem e da Plataforma do Teleduc. Além disso,
é também um contexto para desenvolvimento de pesquisa, no qual alunos de graduação,
de pós-graduação e professores podem refletir sobre as teorias de ensino-aprendizagem de
línguas e sobre práticas pedagógicas que envolvem o processo. As experiências relatadas são
baseadas em um banco de dados coletados no primeiro semestre de 2010 e se fundamentam
nas dificuldades que se apresentam aos envolvidos nesse primeiro estágio da implementação
do curso, tanto no que diz respeito aos aspectos formais e burocráticos quanto ao que se
refere às implicações teórico-metodológicas e pedagógicas.
Palavras-chave: Centro de Línguas; Ensino-Aprendizagem; Tecnologia.
189
Educação
Museu escola da UNESP
Ruth Künzli, [email protected], Leonice Bigoni, Faculdade de Ciências e Tecno-logia – FCT/UNESP,
Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquista Filho – [email protected]
Os museus são atualmente reconhecidos por sua missão cultural, que, além das funções
de preservar, conservar, pesquisar e expor, apresentam-se também como campo fértil para as
práticas educati-vas. O Centro de Museologia, Antropologia e Arqueologia/CEMAARQ da
FCT/UNESP de Presidente Prudente tem o compromisso de colo-car-se a serviço de uma
sociedade em constante transformação, orientando os trabalhos desenvolvidos a fim de sensibilizar os visitantes sobre o seu patrimônio cultural, empreendendo um diálogo constante
com os diferentes públicos que o freqüentam. Encantamento, curiosidade, descoberta, diversão, prazer, passeio, sociabilidade, debate, pesquisa, trabalho de campo e aprendizagem são
os objetivos do CEMAARQ, no qual são desenvolvidas pesquisas nas áreas de Arqueologia
Pré-histórica e Antropologia e divulgadas através dos três seguintes três projetos: o“Projeto
Museu-escola, dialogando com a interdisciplinaridade”; o“Projeto Circuito Científico Cultural” e o “Projeto Ciência na Unesp”, bem como através de apresentações em Congressos e
publicações. Esses projetos contam com bolsistas e docentes dos vários departamentos da
Unidade. A equipe de monitores está capacitada para atender os diferentes públicos, tanto
em função de várias idades, bem como com formações diversas, adequando os conteúdos e
as atividades de acordo com os objetivos e nível de compreensão e interesse de cada um (faixa etária, grau de escolaridade, objetivo da visita e portadores de deficiências), fazendo com
que as visitas sejam recebidas como atividades interativas para que aprendam e se interessem
pelas exposições. Os trabalhos, de caráter educativo e interativo têm feito crescer o público
no museu e nos demais setores que se incluem no Projeto chamado Circuito Científico Cultural, o mesmo ocorrendo também nas semanas comemorativas que são realizadas durante o
ano, tais como “Semana do Índio”, “Semana Nacional de Museus”, e “Semana do Folclore”,
realizadas dentro e fora do Campus. Hoje, o público anual do Museu ultrapassa os 14.000
visitantes e com um resultado muito satisfatório, o que pode ser constatado através das avaliações aplicadas ao final das visitas, quando os professores podem expressar a sua opinião
sobre o aprendizado de seus alunos e fazer sugestões, as quais servem de retro-alimentação
para as atividades do CEMAARQ.
Palavras-chave: museu escola, educação, antropologia, arqueologia.
190
Educação
Museu-Escola: Dialogando com A Interdisciplinaridade
Profª. Drª. Ruth Künzli - [email protected] - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente Prudente Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”
Adriano Quirino de Oliveira - [email protected] - Faculdade de Ciências e Tecnologia de Presidente
Prudente - Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”
O Projeto “Museu-Escola: Dialogando com a Interdisciplinaridade” iniciou suas atividades no ano de 1998, no CEMAARQ (Centro de Museologia Antropologia e Arqueologia),
localizado na FCT-UNESP- Presidente Prudente, como forma de aproximar o museu das
escolas e melhorar a recepção dos visitantes, em sua maioria estudantes do ensino fundamental e médio, facilitando a compreensão das explicações sobre os assuntos contidos no
acervo e integrando os conteúdos curriculares com o aprendizado cultural. Atualmente, o
Museu-escola funciona juntamente com outros projetos de extensão, tendo como coordenadora a Profª. Drª. Ruth Künzli. O Projeto Museu-Escola tem como objetivo principal a
interação e o aprimoramento dos conteúdos aprendidos em sala de aula através da visita ao
Museu, dinamizando a apresentação do acervo com a percepção visual e sensitiva pelo contato tátil e por brincadeiras e demais atividades pedagógicas, estimulando e atraindo a atenção
do visitante, de acordo com sua faixa etária, melhorando assim, a fixação das informações
apresentadas sobre o acervo. Os métodos aplicados ao Projeto Museu-Escola englobam
distintas técnicas em função da interdisciplinaridade que o CEMAARQ desenvolve. Para
que o aluno-visitante compreenda as mensagens propostas pela exposição do museu, foram
desenvolvidas diversas atividades que são aplicadas de acordo com a faixa etária dos visitantes, sendo as principais: um texto explicativo para os professores trabalharem na sala de aula
antes da visita; visita monitorada da exposição; e uma avaliação feita no final da visita pelo
professor responsável pela sala, onde é avaliado o desempenho dos monitores e feita sugestões para a melhora do atendimento. Além de um prévio treinamento dos monitores através
da leitura de bibliografias referentes ao acervo do museu. Pode-se afirmar que os resultados
obtidos pelo Projeto Museu-Escola estão sendo muito satisfatórios, sendo nítida a importância educacional, cultural, científica e social que o projeto alcança, já que é acessível a todos.
E com base em uma análise das avaliações feitas pelos professores visitantes, observamos
que a implementação das atividades pelo projeto “Museu-escola”, tornaram as explicações
bastante dinâmicas e melhoraram a assimilação pelos alunos das informações apresentadas
pelos monitores, e a maioria dos professores ficaram satisfeitos com a visita ao CEMAARQ,
atingindo assim os objetivos anteriormente propostos.
Palavras-chave: Museu, Interdisciplinaridade, Ensino.
191
Educação
Motivando a Aprendizagem de Física Através de Atividades
Lúdicas
Elso Drigo Filho, IBILCE, UNESP, [email protected]
Gabriel Piani Luna da Silva, IBILCE, UNESP, [email protected]
Josimar Fernando da Silva, IBILCE, UNESP, [email protected]
Laís Ozelin de Lima Pimentel, IBILCE, UNESP, [email protected]
Rafael Antonio Caface, IBILCE, UNESP, [email protected]
O interesse dos alunos no Ensino de Física tem esbarrado na abstração com que essa
ciência é apresentada. Essa questão tem levado a um desinteresse no seu aprendizado formal,
mantendo, em alguns casos, apenas um interesse superficial envolvendo relatos qualitativos.
Essa situação nos motivou a atuar diretamente na realidade social, através da realização de
experimentos interativos junto à população, em especial, junto às Escolas de Ensino Fundamental e Médio da região de São José do Rio Preto, SP (noroeste paulista).
A metodologia usada envolve identificação e desenvolvimento de experiências ilustrativas a
serem apresentadas à comunidade por meio de visitas programadas. As instituições ou escolas
interessadas realizam um pré-agendamento com o nosso grupo, entrando em contato telefônico,
e-mails, pessoal ou por correspondência, fornecendo o endereço e a melhor data e horário.
Depois de confirmada, a visita ocorre conforme programado. Usualmente, são dois alunos que
se deslocam até o local agendado levando cerca de dez experimentos para serem apresentados
e vivenciados pelo público. Os discentes da Unesp funcionam como monitores, demonstrando,
explicando e auxiliando os interessados. Dado o caráter dinâmico das atividades, esses monitores
devem estar preparados para interferir sempre que necessário, não apenas esclarecendo os conceitos físicos pertinentes às práticas, mas também evitando abusos e acidentes. Ao todo o grupo
conta com vinte e duas práticas disponíveis para essas atividades.
A procura da comunidade pelas apresentações do grupo é diversificada e espelham o interesse da sociedade por esse tipo de atividade. Em 2010, já foram atendidas 05 instituições,
sendo que 04 visitas foram feitas em Escolas de Ensino Básico e 01 apresentação foi realizada junto ao curso de Pedagogia da Unesp. O retorno obtido por parte dos responsáveis pelo
agendamento tem sido bastante positivo, especialmente nas Escolas. Em muitas ocasiões,
tem-se solicitando retorno do grupo em período complementar para atender ao restante da
comunidade escolar.
Considerando os resultados obtidos, tanto em termos da participação do público como
em termos da manifestação dos responsáveis pelo agendamento, pode-se concluir que as
atividades desenvolvidas obtêm grande aceitação por parte do público.
A busca por uma melhor aceitação do aprendizado de conceitos físicos por parte dos
alunos, tem se constituído em uma forte aceitação do projeto. Considerando os relatos feitos
após as atividades, percebe-se que esse ponto tem sido atingindo com sucesso.
Palavras-chave: Física, Aprendizado, Experimentos.
192
Educação
Movimento e jogos dramáticos na educação infantil - Projeto “Arteiros em movimento”
Prof. Dr. Ademir De Marco - Professor Associado - DEM, Faculdade de Educação Física
[email protected]
Franciane Martins da Costa - aluna de graduação da Faculdade de Educação, [email protected]
Joana Lourdes de Santana - aluna de graduação da Faculdade de Educação, [email protected]
UNICAMP
Este projeto acontece no Programa de Integração e Desenvolvimento da Criança e do
Adolescente - PRODECAD, espaço destinado à educação não-formal, existente a mais de 25
anos, mantido pela UNICAMP para atender, prioritariamente, os filhos de seus funcionários.
O Projeto de Extensão Universitária “Infância e Adolescência”, foi elaborado para proporcionar experiências motoras para as crianças da Educação Infantil, pois de acordo com
o - RECNEI/MEC, na Dimensão Conhecimento de Mundo são propostos vários Eixos de
Ação; Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita e, Natureza e Sociedade.
A idealização desta proposta com os jogos dramáticos tem os objetivos de desenvolver
os Eixos acima mencionados, proporcionando ação, ludicidade e prazer para as crianças da
Educação Infantil do Prodecad ao mesmo tempo em que busca integrar os alunos de graduação da UNICAMP dos cursos de Pedagogia e de Educação Física com as vivências de suas
futuras profissões. Os jogos dramáticos são realizados numa sessão semanal de 40’, possibilitando uma dinâmica com ações motoras que integram corpo e pensamento. Essa proposta
visa estimular a criatividade e a imaginação das crianças por meio de inúmeras vivências, com
diferentes formas de expressão corporal e com as manifestações de seus sentimentos, permitindo também observar e interagir com seus pares, processo este que amplia o repertório
social, cognitivo, motor e emocional dos participantes.
Durante as atividades de jogos dramáticos exploramos com as crianças suas várias possibilidades, tais como: consciência do corpo e suas variáveis, por meio dos planos alto, médio
e baixo e as combinações destes com movimentos espelhados e que integram o cotidiano,
massagens coletivas, estímulo da expressão vocal e facial, buscando facilitar e ampliar a expressão de sensações, percepções e sentimentos. Para que estas dinâmicas sejam motivantes
e divertidas, são feitos resgates de canções folclóricas, histórias infantis, dedoches, jogos e
brincadeiras que muitas vezes são adaptados aos jogos dramáticos realizados nesta proposta
de exercitação dos Eixos da Dimensão “Conhecimento do Mundo”, outros materiais, como
tecidos e papéis de diversas colorações também são utilizados.
Com o desenvolvimento das atividades pudemos verificar que as crianças passaram a
respeitar mais as diferenças entre elas e a desenvolverem a conscientização do próprio corpo
bem como de seus sentimentos. Demonstraram maior cuidado com as limitações apresentadas pelo “outro”, ocorrendo também diminuição das manifestações de comportamentos que
podem ser considerados agressivos.
Palavras-chave: Educação Infantil - Jogos Dramáticos - Estratégias Pedagógicas.
193
Educação
Museu-Escola do IB: o uso da internet para articular ensino-pesquisa-extensão
Sílvia Mitiko Nishida, Instituto de Biociências, UNESP, [email protected]
Virginia Sanches Uieda, Instituto de Biociências, UNESP, [email protected]
Maria Dalva Cesario, Instituto de Biociências, UNESP, [email protected]
As ferramentas de multimídia estão cada vez mais presentes nas salas de aula. A rede
mundial de computadores é uma ferramenta democratizadora que proporciona acessibilidade ao conhecimento, à comunicação e ao entretenimento, podendo ainda, nas salas de
aulas, facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Através do site “Museu-Escola do IB”,
on-line desde 2007 (http://www.ibb.unesp.br/Museu_Escola/index.php), tem sido gerado
e constantemente atualizados conteúdos de Ciências (Ensino Fundamental) e de Biologia
(Ensino Médio), promovidas visitas didáticas de escolas ao Instituto de Biociências, e viceversa, e mediado o empréstimo de materiais didáticos aos professores. Esta atividade tem
por compromisso articular as atividades de ensino, pesquisa e extensão, através de um espaço
virtual onde os professores e estudantes do Ensino Fundamental e Médio podem acessar
conteúdos facilitadores da aprendizagem. O corpo editorial do Museu-Escola busca uma interatividade constante (presencial e à distância) com os professores de modo que o conteúdo
disponibilizado esteja em constante processo de construção e reconstrução, garantindo-se a
atualização e o aperfeiçoamento permanentes. Os conteúdos apresentados estão amparados
pelos respectivos Parâmetros Curriculares Nacionais, cujos autores dos textos são especialistas das diferentes áreas do conhecimento. Antes de cada texto ser disponibilizado, o mesmo
é revisado pelo Corpo Editorial do Museu-Escola, composto pelas autoras deste resumo, auxiliado por um grupo de assessores, professores especialistas do Instituto de Biociências (IB)
de diferentes áreas do conhecimento. Além dos professores, há o envolvimento de alunos de
pós-graduação e de graduação na produção de textos digitais, bem como de material didático.
O projeto pretende estabelecer um vínculo permanente com as escolas de Educação Básica,
socializando e popularizando o conhecimento científico-acadêmico.
Para o site escolhemos telas que facilitam a leitura e a navegação pelo usuário, com um
padrão gráfico “limpo”, textos associados a arquivos de imagens e sons. A linguagem direcionada ao público-alvo é uma comunicação direta, dialogada, do tipo jornalístico, que procura
não pecar pelo “eruditismo científico” exagerado, já que pretendemos ser compreendidos.
Assim, o grupo gestor do Museu-Escola visa aproveitar as Tecnologias de Comunicação e
Informação (TICs) para criar e manter um ambiente virtual interativo entre as Escolas de
Educação Básica e a Universidade, além de facilitar a articulação entre ensino, pesquisa e
extensão universitária do Instituto de Biociências.
Palavras-chave: Biologia, Ciências, Internet.
194
Educação
Novas Experiências Pedagógicas da Educação Física para a
Educação Infantil: o Corpo em Movimento com a Dança Ritmo e Expressão
Prof. Dr. Ademir De Marco - Professor Associado - DEM, FEF, UNICAMP
[email protected]
Rosana Mancini Vieira - aluna de graduação da FEF, UNICAMP [email protected]
Professor Antonio Rogério Batista do Prado - PRODECAD, UNICAMP
[email protected]
Faculdade de Educação Física - UNICAMP
O Projeto de Extensão Universitária “Infância e Adolescência” consiste numa atividade
do Núcleo de Estudos de Educação Física no Desenvolvimento Infantil - NEEFIDI/CNPq
- Departamento de Educação Motora - Faculdade de Educação Física/UNICAMP. Este
projeto foi elaborado com a finalidade de proporcionar experiências motoras para aproximadamente 300 crianças da Educação Infantil - PRODECAD/UNICAMP, pois de acordo com
o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - RECNEI/MEC, na Dimensão
“Conhecimento de Mundo” são propostos vários Eixos de ação (Música, Artes Visuais,
Linguagem Oral e Escrita e, Natureza e Sociedade), entre os quais o “Movimento”. Os projetos de Extensão Universitária também propiciam aos alunos de graduação, oportunidades
de ações que integram o ensino, com a pesquisa e com o exercício de sua futura profissão.
As crianças participantes estão inseridas na faixa etária de três a seis anos. As intervenções
ocorrem nos espaços do Prodecad, uma sessão semanal, com duração de 40 minutos. As
14 turmas da Educação Infantil participam de dois momentos semanais para as atividades
componentes do Eixo “Movimento”. O objetivo principal visa criar atividades, que de forma
lúdica, propiciem às crianças terem contato com ritmos e expressões corporais diversificadas e
que representem novos desafios, diferentes das experiências diárias dos ambientes escolar e familiar em que vivem. Permitindo o desenvolvimento da percepção corporal, cinestésica, ritmica e a
coordenação global. A metodologia adotada considera as possibilidades corporais características
das crianças desta faixa etária. São atividades que estabelecem vínculos com o imaginário, pois
foi constatado que deste modo o entendimento das propostas por parte das crianças se faz de
maneira significativa. O projeto inclui a observação de comportamentos individuais destas, pois
alguns sentimentos como medo, vergonha e timidez para se expressar corporalmente de forma
livre e desinibida, podem interferir intensamente e impedir a participação da criança, desta forma
evitar-se-á qualquer possibilidade de exclusão destas das atividades desenvolvidas nas sessões.
Com este projeto espera-se contribuir significativamente com a área da Educação Infantil,
buscando estratégias pedagógicas e técnicas de integração com a Educação Física para com isto
atender os princípios do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Desta forma,
este projeto consiste numa proposta em construção, e os resultados esperados pretendem criar
espaços de convivência que estimulem o desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças.
Palavras-chave: Educação Física, ritmo e expressão, Educação Infantil.
195
Educação
Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão Sobre a Escola de
Vigotsky - Neevy
Profª Drª Maria Aparecida Mello - DME, PROEX, UFSCar - [email protected]
Prof. Dr. Douglas Aparecido de Campos, DME, PROEX, UFSCar - [email protected]
Maria Alice R.Camacho - Pedagogia, PROEX, UFSCar- [email protected]
As atividades do NEEVY tiveram início em 2003 e envolvem temas sobre a formação
de professores; desenvolvimento infantil; educação da criança de 0 a 10 anos e processos de
ensino e aprendizagem na escola. Os objetivos são: aprofundar conhecimentos sobre a abordagem Histórico-Cultural; desenvolver projetos de extensão e pesquisa em parceria com a
rede pública de ensino; produzir artigos para publicações sobre os resultados destes projetos;
proporcionar espaço de reflexão téorico-prática para os membros do grupo. A metodologia
é fundamentada na abordagem colaborativa da perspectiva Histórico-Cultural. Os encontros
são semanais e envolvem leitura e discussão de textos; seminários; elaboração de projetos de
extensão e pesquisa; escrita de artigos para revistas e participação em eventos; discussão dos
resultados das atividades à luz da fundamentação teórica. O número de participantes vem
aumentando a cada ano e são procedentes de vários lugares: alunos da UFSCar (graduação
e pós); professores da rede pública de ensino de São Carlos e região, psicólogos, filósofos,
supervisores de ensino e gestores. Durante o ano de 2008 desenvolvemos pesquisa e extensão junto a professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental; participamos de dois
eventos científicos: ENDIPE, em Porto Alegre, e o 1º Encontro de Grupos de Pesquisas
sobre Crianças e Infância - GRUPECI, em Juiz de Fora. Em ambos os eventos participamos
com apresentação de trabalhos na categoria de comunicação oral. No ENDIPE apresentamos três trabalhos e no GRUPECI quatro. E em 2009: Congresso de Leitura - COLE
- UNICAMP; em julho, Congresso Paulista de Educação Infantil - COPEDI; Congresso
de Extensão - EXTENSO 2009, no Uruguai e uma das integrantes participou do convênio
Portugal –Brasil, estudando um semestre em Coimbra. Alguns integrantes do grupo participam também das Atividades Curriculares Integradoras de Ensino Pesquisa e Extensão
- ACIEPEs - oferecidas pelos coordenadores. Os professores relatam a importância de participarem desses projetos, de refletirem sobre suas práticas à luz de fundamentação teórica,
de retornarem à universidade, de implementar formas alternativas de práticas pedagógicas.
Os alunos e bolsistas afirmam que o grupo tem lhes proporcionado importantes aprendizagens acadêmicas, como por exemplo, vencer seus limites ou dificuldades de auto-exposição
ao apresentarem os trabalhos em sessões de comunicação oral, produzir artigos em revistas
científicas, entrar em contato com questões da realidade escolar, bem como, aprendizagens
pessoais nos relacionamentos com pessoas, histórias e experiências diferentes, as quais modificaram suas concepções sobre a escola.
Palavras-chave: Teoria Histórico-Cultural; Educação Infantil; Formação de Professores.
196
Educação
O 2º Ano do Ensino Fundamental: As Relações Interpessoais
e a Ludicidade em seu Contexto
Carolina Biondo da Silva, Faculdade de Ciências-Campus de Bauru, UNESP, [email protected]
Profª Drª Márcia Cristina Argenti Perez, Faculdade de Ciências-Campus de Bauru, UNESP, [email protected]
fc.unesp.br
O primeiro contato com o ambiente escolar se dá por volta dos três anos na Educação
Infantil, onde o meio é apropriado e com características familiares. Já o mundo escolar para
as crianças no início do Ensino Fundamental geralmente não está adaptado, fazendo com
que muitas vezes aconteça certa negação com a escola, professor e colegas. A falta do lúdico
neste contexto pode contribuir ainda mais para a inadaptabilidade do aluno, e como outra
conseqüência uma barreira nas relações interpessoais das crianças, que é fato de muita importância para seu desenvolvimento, a construção social e intelectual através do contanto
com o meio, cultura, e diversidade que podem proporcionar novos esforços e habilidades,
auxiliando de um modo geral na aprendizagem.
O estudo tem como base as teorias do desenvolvimento e aprendizagem de Piaget (2003)
e seus estudos sobre o estágio operatório concreto, Wallon (1995) a importância da afetividade, Vygotsky (1984) as relações sociais e mediação.
O objetivo da pesquisa é compreender e analisar a ludicidade e relações interpessoais no
contexto escolar. Verificar na rotina escolar como a ludicidade é trabalhada com crianças que
entraram em um novo ambiente educativo e a importância das diversas relações interpessoais
na escola.
A metodologia do estudo foi uma investigação dividida em três fases. A primeira foi o
levantamento e análise de estudos no campo da infância, ludicidade e relações interpessoais,
por um referencial histórico-cultural. A segunda fase foi à realização de um estudo empírico
em uma sala do 2º ano do Ensino Fundamental, de uma Escola Estadual. Os procedimentos
metodológicos foram o uso de observação participante, entrevista semi-estruturada, respondida por seis alunos selecionados, além de coleta de registros escolares. A terceira e atual
fase tem como foco a análise dos dados, por uma perspectiva qualitativa de diálogos entre a
literatura e os dados.
A análise deste trabalho no presente momento concentra-se na análise dos dados da
entrevista. Até o momento um dos aspectos mais relevantes, é a quando questionados os
sujeitos falaram dos momentos de brincadeiras dentro da escola, enfatizando o lúdico no intervalo ou brincadeiras formuladas pelos mesmos. Já heterogeneidade dos grupos e a formação dos mesmos por interesse ou afetividade, mostram a diversidade e suas relações sociais.
Desse modo é possível notar que as relações interpessoais e ludicidade são importantes para
uma boa adaptação e estão presentes nas inúmeras ações das crianças no cotidiano escolar. Porém
é notável a escassez de recursos lúdicos que tem no ambiente por parte do professor.
Palavras-chave: relações interpessoais, ludicidade, escola.
197
Educação
O Desenvolvimento de Atividades para Superação de Obstáculos no Ensino Médio - Contribuições para o Ensino de
Física Moderna
Denise Fernandes de Mello¹ ([email protected]),
Gustavo Ferreira Prado¹ ([email protected]),
Bruna Carolina Costa¹ ([email protected])¹.
¹ Faculdade de Ciências–Departamento de Física–UNESP-Campus de Bauru
O trabalho desenvolvido pelo nosso grupo neste Projeto de Extensão tem por objetivo
principal contribuir para o processo de Ensino-Aprendizagem de Física no Ensino Médio. A
partir de 2008, foi introduzida pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo
uma nova proposta curricular, cujo objetivo é contribuir para melhoria do Ensino Básico,
tendo como base uma aprendizagem significativa e a conexão dos conteúdos teóricos com os
desenvolvimentos sociais atuais. Entretanto, através de levantamentos realizados pelo nosso
grupo, também desde 2008, e através dos principais indicadores da qualidade do ensino existentes podemos apontar que este objetivo está longe de ser atingido.
Através da análise dos dados anteriormente obtidos, podemos destacar que uma das
principais deficiências do Ensino de Física, no Ensino Médio, é a não realização de atividades
experimentais, sejam elas demonstrativas ou investigativas. Esta desencadeia outra deficiência notável nesta etapa, que é a dificuldade que os alunos encontram para estabelecer uma
ligação efetiva entre os conteúdos que aprendem em sala de aula com suas vivências cotidianas, o que está relacionado com o grau de aprendizagem significativa.
Apresentamos como resultados algumas atividades que desenvolvemos junto a alunos e
professores do Ensino Médio para contribuir na mudança deste quadro.
Durante o ano de 2009, nossa meta era a inserção de atividades investigativas no Ensino
Médio, portanto trabalhamos exaustivamente em cima da fixação de alguns conteúdos de
Eletromagnetismo, pois aprendizagem deste está intimamente ligada à compreensão de alguns temas relacionados à Física Moderna.
Desenvolvemos, desde então, atividades experimentais investigativas, direcionadas aos
alunos do 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio, relacionadas a fenômenos eletromagnéticos, ondas eletromagnéticas, telecomunicações, etc. Dentre estas, podemos destacar o Experimento
de Henrich Hertz, um experimento histórico desenvolvido para explicar a descoberta e a
interferência de ondas eletromagnéticas.
O desenvolvimento e aplicação destas atividades têm trazido resultados positivos na postura de alunos e professores, porém continuamos ainda elaborando atividades relacionadas,
pois este trabalho encontra-se em andamento.
Palavras-chave: Física, Moderna, Experimentação Investigativa.
198
Educação
O Ensino de Eletricidade, Magnetismo e Eletromagnetismo
e sua conexão com a tecnologia atual
Denise Fernandes de Mello, Faculdade de Ciências - Depto. de Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
fc.unesp.br
Bruna Carolina Costa, Faculdade de Ciências - Depto. de Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
fc.unesp.br
Gustavo Prado, Faculdade de Ciências - Depto. de Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
Índices de avaliação do desenvolvimento do Ensino Básico no Brasil, tanto nacionais
(SARESP, IDESP, IDEB) quanto internacionais (IOCP), evidenciam um nível de aprendizagem em ciências muito deficiente. Propostas como o novo currículo, implantado em
2008, pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, assim como reportagens na
mídia televisiva e impressa, evidenciam a necessidade de metodologias que privilegiem uma
aprendizagem significativa.
Este projeto teve início no ano de 2008 e tem recebido o apoio da PROEX (Pró-Reitoria
de Extensão Universitária da UNESP) através da concessão de bolsas e auxílio financeiro
para materiais de consumo. A proposta tem como objetivo contribuir em particular com o
Ensino de Eletricidade, Magnetismo e Eletromagnetismo, evidenciando toda a tecnologia
presente hoje que é fruto do desenvolvimento dessa área da Física. Este tema foi escolhido
baseado na dificuldade que os estudantes apresentam em relação ao tema e também à relevância no atual desenvolvimento tecnológico.
O diferencial em nossa proposta é a abordagem dos conceitos, temas da Física, através da
realização de atividades com materiais de fácil aquisição e baixo custo, usando como metodologia
a experimentação investigativa, inserida no contexto de desenvolvimento histórico social.
As atividades são elaboradas e desenvolvidas por alunos bolsistas e voluntários do Curso
de Licenciatura em Física e são levadas para as Escolas de Ensino Médio, onde são realizadas
em salas de aula com a participação do Professor de cada turma.
Os temas abordados até agora foram: eletricidade estática, magnetismo, propriedades
elétricas de materiais, condução elétrica, interação eletromagnética, transformação de energia, motores elétricos, propagação de ondas eletromagnéticas e aplicações. Temos também
proferido palestras, oferecido oficinas e levado as atividades para feiras de ciências, assim
como apresentado trabalhos em eventos científicos, evidenciando a interligação entre ensino-pesquisa-extensão do projeto.
Palavras-chave: Eletromagnetismo, Tecnologia, Ensino Médio, Experimentação Investigativa.
199
Educação
O Ensino de Física no Ensino Fundamental
Denise Fernandes de Mello, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
fc.unesp.br
Aline Agnelo Jango, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
hotmail.com
Bruna Carolina Costa, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
hotmail.com
Thiago de Almeida, Faculdade de Ciências - Depto. De Física, UNESP - Campus de Bauru, [email protected]
Com o apoio da PROEX (Pró-Reitoria de Extensão Universitária da UNESP) através da concessão
de bolsas e auxílio financeiro para materiais de consumo, desenvolvemos desde o ano de 2008, um projeto
que visa contribuir com a Educação Integral da Criança e do Jovem, através da inclusão de atividades de
conhecimento físico, que permitam à criança ter contacto com a ciência dentro de um contexto interdisciplinar, de forma lúdica. Os temas são abordados através de pequenos experimentos e/ou jogos que privilegiem
a dinâmica de grupo, a formulação de hipóteses e que evidenciem conceitos, fenômenos físicos, permitindo o
estabelecimento das primeiras pré-concepções de forma correta do ponto de vista científico.
A motivação para o desenvolvimento deste projeto é a constatação através de levantamentos realizados pelo
nosso grupo, que no Ensino Fundamental - primeiro ciclo, conteúdos de ciência são raramente e precariamente
abordados, desestimulando o interesse da criança/jovem pela ciência.
A escolha e elaboração das atividades são realizadas com o grupo de trabalho, hoje com 01 aluno bolsista,
alunos voluntários (06) de diferentes cursos de graduação (Física, Química, Pedagogia), e professores colaboradores dos cursos Pedagogia e Psicologia.
As atividades são discutidas com os professores do Ensino Fundamental e desenvolvidas em sala de aula.
As crianças são divididas em grupos e são acompanhados pelo próprio professor da turma e por pelo menos 3
alunos (bolsistas e voluntários) participantes do projeto juntamente com o orientador.
Participaram até o momento 8 Escolas de Ensino Fundamental, aproximadamente 20 professores e 400
alunos do primeiro ao quinto ano. Algumas escolas participam de forma contínua no projeto (atividades
realizadas a cada 2 semanas) e outras esporadicamente dependendo das possibilidades de atendimento do
nosso grupo.
As avaliações realizadas com os professores envolvidos e também pelos relatos expressos pelas crianças através de textos ou ilustrações, mostram que o projeto além de estimular o interesse pela ciência, tem contribuído
através dos jogos que desenvolvemos, com o processo de alfabetização e matemática. Os professores participantes relatam que esta tem sido uma oportunidade de complementarem sua formação, com uma metodologia
que eles não haviam utilizado anteriormente, e que visivelmente tem contribuído na sua prática pedagógica.
Palavras-chave: Atividades de Conhecimento Físico, Ensino Fundamental, Educação.
200
Educação
O Futsal Como Meio de Intervenção Social Num Programa
Pedagógico Não Formal
Prof. Dr. Ademir De Marco - Professor Associado - DEM, FEF, UNICAMP
[email protected]
Ingrid Ateniense - aluna de graduação da FEF, UNICAMP
[email protected]
Profª Lígia Maria Waki - Programa de Apoio à Escolaridade I - PRODECAD, UNICAMP
O programa de fustsal implantado no Prodecad visa o ensino dos fundamentos desta modalidade por
meio da elaboração de campeonatos com regras adaptadas, como também, a conscientização e assimilação de
valores humanos. Entretanto, ainda que o objeto adotado consista num esporte de competição, o programa
tem como principal característica proporcionar a ludicidade e criar um ambiente agradável e de cooperação,
desestimulando a competitividade. Esta proposta foi estruturada inicialmente para atender o Programa de
Apoio a Escolaridade I, destinado às crianças de 6 a 10 anos, do ensino não formal mantido pelo Prodecad/
UNICAMP, estes alunos realizam suas atividades diárias, de forma integrada com a Escola Estadual
Prof. Sérgio Porto. A idealização desta proposta partiu da observação do “futsal” praticado pelas crianças
durante as “Oficinas do Movimento” e nos períodos livres, em que a prática realizada possuía regras criadas
pelos próprios alunos e sempre com o comando dos alunos mais velhos, sendo que as regras sofriam alterações
a cada lance, resultando num ambiente de conflitos e proporcionando elevado nível de estresse em todos que
participavam deste tipo de “jogo”.
Após estas constatações e até mesmo participando dos jogos, surgiu a idéia de formular um campeonato
de futsal a fim de integrar as crianças, respeitando as individualidades e a fase de desenvolvimento em que
se encontram. Além de permitir aos participantes a melhor compreensão do esporte assim como suas regras,
sempre de forma lúdica e dinâmica, procurando exaltar a relevância do trabalho em equipe.
Numa análise preliminar dos resultados obtidos até o momento com o desenvolvimento deste programa,
foi verificado que os alunos participantes passaram a demonstrar comportamentos socialmente adequados,
agindo de forma mais respeitosa com os amigos, professores e inclusive com os familiares, como afirmado pelos
pais de alguns destes alunos. Podem ser citados também outros tipos de comportamentos e atitudes que estes
alunos passaram a adotar após iniciarem a participação neste programa, como é o caso típico da nutrição,
após reuniões em que este tema foi debatido, ocorreu por parte destes a conscientização e mudanças nos hábitos
alimentares, ficando explicito o grupo de nutrientes considerados saudáveis e os tipos de alimentos que não
possuem adequado valor nutricional.
Palavras-chave: Futsal - Ensino Fundamental - Educação Física.
201
Educação
O Papel Educacional do Cemaarq: Desafios e Transformações
Conceituais, Valorizando A Educação e Atraindo Mais Público
(Ruth Künzli), Faculdade de Ciências e Tecnologia - FCT, UNESP, Universidade Estadual Paulista Julio de
Mesquista Filho - [email protected]
Leonice Bigoni, Faculdade de Ciências e Tecnologia - FCT, UNESP, Universidade Estadual Paulista Julio de
Mesquista Filho - [email protected]
Os museus são atualmente reconhecidos por sua missão cultural, que, além das funções
de preservar, conservar, pesquisar e expor, apresentam-se também como campo fértil para as
práticas educativas. O Centro de Museologia, Antropologia e Arqueologia/CEMAARQ da
FCT/UNESP de Presidente Prudente tem o compromisso de colocar-se a serviço de uma
sociedade em constante transformação, orientando os trabalhos desenvolvidos a fim de sensibilizar os visitantes sobre o seu patrimônio cultural, empreendendo um diálogo constante
com os diferentes públicos que o freqüentam. Encantamento, curiosidade, descoberta, diversão, prazer, passeio, sociabilidade, debate, pesquisa, trabalho de campo e aprendizagem são
os objetivos do CEMAARQ, no qual são desenvolvidas pesquisas nas áreas de Arqueologia
Pré-histórica e Antropologia e divulgadas através dos três seguintes três projetos: o“Projeto
Museu-escola, dialogando com a interdisciplinaridade”; o“Projeto Circuito Científico Cultural” e o “Projeto Ciência na Unesp”, bem como através de apresentações em Congressos e
publicações. Esses projetos contam com bolsistas e docentes dos vários departamentos da
Unidade. A equipe de monitores está capacitada para atender os diferentes públicos, tanto
em função de várias idades, bem como com formações diversas, adequando os conteúdos e
as atividades de acordo com os objetivos e nível de compreensão e interesse de cada um (faixa etária, grau de escolaridade, objetivo da visita e portadores de deficiências), fazendo com
que as visitas sejam recebidas como atividades interativas para que aprendam e se interessem
pelas exposições. Os trabalhos, de caráter educativo e interativo têm feito crescer o público
no museu e nos demais setores que se incluem no Projeto chamado Circuito Científico Cultural, o mesmo ocorrendo também nas semanas comemorativas que são realizadas durante o
ano, tais como “Semana do Índio”, “Semana Nacional de Museus”, e “Semana do Folclore”,
realizadas dentro e fora do Campus. Hoje, o público anual do Museu ultrapassa os 14.000
visitantes e com um resultado muito satisfatório, o que pode ser constatado através das avaliações aplicadas ao final das visitas, quando os professores podem expressar a sua opinião
sobre o aprendizado de seus alunos e fazer sugestões, as quais servem de retro-alimentação
para as atividades do CEMAARQ.
Palavras-chave: museu escola, educação, antropologia, arqueologia.
202
Educação
O Problema do Uso de Drogas Entre Os Estudantes do Projovem Urbano de Presidente Prudente-SP
Gelson Yoshio Guibu, FCT - UNESP, [email protected]
Cleiton Aparecido Ferraz, FCT - UNESP, [email protected]
O trabalho aqui apresentado é resultado de pesquisa realizada com os estudantes do
PROJOVEM URBANO durante o mês de junho de 2010, em parceria entre Secretaria Municipal de Educação de Presidente Prudente e FCT - UNESP. Muitos destes jovens estão
sujeitos a inúmeras vulnerabilidades, e a presente pesquisa constatou que, no que se refere ao
uso de tabaco, de bebidas alcoólicas e de outras drogas ilícitas, o quadro é bastante grave, e
exige a adoção imediata de ações que visem transformar esta situação. Esta pesquisa é uma
das atividades que vem sendo desenvolvidas no Projeto “Educação Preventiva no PROJOVEM URBANO”, e tem como objetivo básico sensibilizar professores e alunos sobre
sexualidade e vulnerabilidades, buscando refletir, entre outros, sobre gravidez não-planejada,
DST’s/AIDS, uso de drogas e homofobia na escola.
Estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde, em 2006, apontou que o uso de
drogas lícitas e ilícitas está entre os 20 problemas de saúde mais graves no mundo, sendo que
9% dos casos de morte estão associados ao uso de tabaco, e 3,2% ao uso de álcool. Neste
sentido, as características da clientela do PROJOVEM URBANO de Presidente Prudente
(jovens entre 18 e 29 anos, oriundos dos segmentos mais desfavorecidos sócio-economicamente) indicam que estes estudantes se encontram em situação de grave vulnerabilidade no
que diz respeito ao uso tanto de drogas lícitas quanto ilícitas.
Este fato foi confirmado na presente pesquisa, que apontou 38,3% de dependentes do
tabaco (contra a média nacional de 10,1%). Por sua vez, em relação ao uso de bebidas alcoólicas, 61,2% dos estudantes do Projovem indicaram consumo diário e/ou ocasional. Em
relação ao uso de algum tipo de droga ilícita, os estudantes do Projovem Urbano também
se situam bem acima da média nacional (38% contra 22,8%). Dentre os estudantes que
responderam, 15,2% fazem uso atualmente de maconha, 7,8% de cocaína, e 3% de crack, e
observou-se que os homens são maioria entre os que ainda são usuários.
Conclui-se, assim, que é extremamente urgente, por parte não apenas dos profissionais
de educação, mas também de profissionais da saúde, a adoção imediata de ações que visem
transformar este quadro, que possam levar a uma significativa redução do uso de drogas lícitas e ilícitas entre os alunos do PROJOVEM URBANO de Presidente Prudente, de medidas
paliativas e de redução de danos, de práticas preventivas verdadeiramente eficazes entre os
estudantes que ainda não são usuários, e que possam ser estendidas aos segmentos populacionais aos quais estes estudantes pertencem, principalmente junto às crianças e adolescentes
que ainda estão no ensino regular.
Palavras-chave: PROJOVEM URBANO, drogas lícitas, drogas ilícitas.
203
Educação
O Projeto PIBID em uma perspectiva de Extensão Universitária
Miriam Godoy Penteado (docente), Unesp-RC, [email protected]
Heloisa da Silva (docente), Unesp-RC, [email protected]
Juliana Arruda Vieira, UNESP, RC - SP, [email protected]
Edmilson Rossini Junior, UNESP, RC - SP, [email protected]
outros
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) foi criado pela Capes com a finalidade de dar apoio aos alunos de licenciatura plena das instituições de ensino
superior, e com isso melhorar a formação docente, elevando o padrão de qualidade da educação básica.
O PIBID teve seu início no ano de 2008 e, em 2010, a UNESP integrou-se a ele com uma
proposta envolvendo a participação de 12 grupos dos diferentes campi universitários. Dentre
estes, o subprojeto de Matemática, do qual fazemos parte, integra os cursos de licenciatura
em Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) de Rio Claro e da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG) e duas escolas da rede estadual, uma situada
em Rio Claro e outra em Guaratinguetá.
Considerando que extensão universitária pode ser entendida como um processo educativo,
cultural e científico, que se articula ao ensino e à pesquisa de forma indissociável, e que viabiliza a
relação transformadora entre a universidade e a sociedade, entendemos que nosso sub-projeto se
enquadra nessa concepção. Envolve a parceria com escolas estaduais, cujo contato direto representa a relação almejada entre a universidade e a sociedade. Nessas atividades, temos por objetivo
auxiliar no processo de ensino e aprendizagem da Matemática. Tais atividades são elaboradas por
meio de observações feitas durante o horário de aula e baseadas em discussões e pesquisas desenvolvidas na universidade visando vincular teoria e prática.
Essa interação universidade-escola permite um aprendizado para ambas. As escolas parceiras têm a oportunidade de discutir aspectos do ensino e aprendizagem da matemática
considerados em pesquisas da área e, com isso, realizar reformulações em suas estratégias de
ensino e, a universidade, através do contato dos graduandos com a prática escolar, traz para
as pesquisas uma reflexão que só é possível com essas experiências da prática.
Destacamos que a participação no PIBID é um fator que contribui de forma valiosa
para o nosso aperfeiçoamento como graduandos, nos dando a oportunidade de conhecer o
sistema público de educação, as diferentes práticas adotadas pelos docentes, e as dificuldades
e experiências vivenciadas por eles.
Palavras-chave: Educação Matemática, parceria universidade-escola, PIBID.
204
Educação
O Saneamento Ambiental no Programa Ciência e Artes nas
Férias
Prof. Dra. Emília Wanda Rutkowski, FEC, UNICAMP, [email protected]
Juliana Chaves Fontes Lima, FEC, UNICAMP, [email protected]
Arkana Kelly Costa, FEC, UNICAMP, [email protected]
Sonia Hernandez Macedo, FEC, UNICAMP, [email protected]
Gilcélia Militina Siqueira, CESET, UNICAMP, [email protected]
O Programa Ciência e Artes nas Férias - CAF é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp, que visa proporcionar experiência da prática de pesquisa para alunos do
ensino médio. O Laboratório FLUXUS da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e
Urbanismo - FEC participa do CAF desde 2005, proporcionando a mais de 300 alunos o
desenvolvimento de atividades e pesquisas sobre a temática do saneamento ambiental.
Nas edições de 2005 a 2007 o FLUXUS realizou projetos coletivos recebendo grupos
de alunos para trabalhar a problemática do lixo e dos catadores na gestão dos resíduos. As
dinâmicas permitiram a reflexão sobre o sistema de coleta de resíduos e as políticas públicas.
Resultando em questionamentos sobre a responsabilidade e o comportamento individual, a
necessidade de campanhas de educação ambiental e reciclagem.
A partir de 2008 o FLUXUS participa com projetos individuais do CAF no qual recebe
alunos para estagiar no laboratório durante um mês. Nestes três anos os alunos foram envolvidos com as práticas e procedimentos de pesquisa e com os instrumentos da rede técnica de
resíduos. Priorizou-se como metodologia, a construção coletiva do conceito de rede técnica
de resíduos sólidos através de atividades de três tipos: aulas, visitas técnicas e dinâmicas.
O resultado em 2008 foi sistematizado com uma narração de uma partida de futebol “Saneamento Ambiental, o jogo mais esperado do ano representando os elementos da rede técnica de saneamento no qual as tecnologias do saneamento enfrentam os poluentes. Em 2009
as alunas desenvolveram um jogo didático chamado ‘‘O Mistério dos Resíduos Sólidos”,
utilizando a dinâmica de RPG, consolidando o conteúdo pesquisado. Em 2010, os alunos
identificaram que na rede técnica de resíduos deveriam ser aprimorados a comunicação e a
informação. Elaborando um jornal como trabalho final para expressar aos usuários da rede,
seu funcionamento e qual o papel de cada cidadão.
Como resultados positivos da participação dos alunos nestes projetos de estão a melhoria
da expressão oral e escrita, a sistematização dos conceitos em produtos como jogos didáticos, painéis, e jornal, bem como a mudanças de atitudes em relação ao uso dos recursos
naturais e conscientização ambiental. As atividades desenvolvidas pelo FLUXUS no CAF
buscaram abordagens construtivistas, de forma a considerar a experiência de vida dos aprendizes, a respeitar as diferentes formas de apreensão de conceitos e as diferentes percepções
do todo. Com esta abordagem obteve-se ampla participação dos alunos e os resultados revelam a apreensão do conhecimento técnico e da pesquisa acadêmica e o desenvolvimento
de reflexão critica.
Palavras-chave: Extensão, Educação Ambiental.
205
Educação
O Significado da Extensão Universitária na Universidade Pública
Dagmar Hunger, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, [email protected]
Na presente trabalho objetivou-se investigar, numa perspectiva histórica, o significado da Extensão Universitária na Universidade Pública. Para tanto, analisou-se a legislação
pertinente à problemática. Entendendo que para compreender tal significado é necessário
previamente conhecer a história dessa responsabilidade repassada à Universidade brasileira,
identificou-se inicialmente os determinantes que resultaram às concepções e práticas atuais.
Assim, constatou-se no Estatuto da Universidade Brasileira (Decreto n.º 19.851, 1931), do
governo Getúlio Vargas e Francisco Campos, a primeira menção formal à Extensão Universitária. Determinava que esta deveria ser desenvolvida por intermédio de cursos e conferências destinados “à difusão de conhecimentos úteis à vida individual ou coletiva, à solução
de problemas sociais ou à propagação de ideias e princípios que salvaguardassem os altos
interesses nacionais”. Após quase 30 anos, no Decreto Lei n. 252/1967, notou-se um novo
conceito de Extensão Universitária, em que se afirmava: “a universidade, em sua missão educativa, deveria estender, sob a forma de cursos e serviços, as atividades do ensino e pesquisa
que lhe seriam inerentes”. E, na Lei da Reforma Universitária (n. 5.540/68), enfatizava o envolvimento de alunos, especificando que as instituições de ensino superior, por meio de suas
atividades de extensão, “propiciariam aos corpos discentes oportunidade de participação em
programas de melhoria das condições de vida da comunidade e no processo geral de desenvolvimento do país”. Ao findar o período ditatorial, professores, dirigentes universitários e
governo, discutiam a Universidade Pública brasileira nos anos 80, entendendo que a Extensão Universitária, como instrumento acadêmico, deveria articular o Ensino e a Pesquisa de
forma indissociável e viabilizar transformações sociais. A Extensão Universitária foi defendida como uma função importante para a definição da Universidade no contexto da inserção
social. Acredito que somente a socialização do conhecimento científico pode construir um
novo saber e possível superação de determinadas condições sociais indesejáveis. Este, sim,
propiciará críticas e uma possível transformação da concepção de mundo hegemônica que
não mais satisfaz a maioria da população. A Extensão Universitária por si só não revela esta
dimensão ampliada. Concluo que o significado da Extensão Universitária evidenciar-se-á ao
se compreender que a Universidade é Sociedade, constituída por nós pesquisadores, professores, alunos, técnico-administrativos e pessoas da comunidade. Assim, de forma constante
e permanente, a Universidade Pública cumpre com sua responsabilidade científica e social!
Palavras-chave: História, Concepção, Extensão Universitária.
206
Educação
O jornalismo e a representação do outro: etnografia e arte
na produção do discurso jornalístico
(Daniela Pistorello), IFCH, UNICAMP, [email protected]
O presente trabalho se constitui no relato de uma experiência de caráter interdisciplinar
envolvendo as disciplinas do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina numa atividade que envolveu a comunidade de São José, SC. Levando em conta que a
produção do texto jornalístico é sempre um discurso acerca do outro propôs-se aos alunos
que problematizassem esta representação midiática e propusessem formas alternativas de
discursos sobre o outro.
Para as ciências humanas de forma geral, e em especial para os jornalistas é fundamental
que o exercício da alteridade seja uma prática cotidiana. Desta forma, os alunos desenvolveram pesquisas etnográficas com grupos sociais que de certa forma não são visibilizados pela
grande mídia e a partir destas pesquisas produziram representações dos mesmos através de
um trabalho de arte utilizando para isto as linguagens artísticas contemporâneas (instalações).
A turma foi dividida em grupos, selecionaram o tema a ser abordado; realizaram pesquisa
etnográfica; montaram as instalações e produziram uma matéria jornalística que abordou
o processo de elaboração da instalação. O acompanhamento deste trabalho foi feito pelos
professores e é o resultado desta atividade desenvolvida no último semestre de 2009 que
apresentamos aqui.
Palavras-chave: Jornalismo, educação,arte.
207
Educação
O potencial do anonimato na identificação das curiosidades,
dúvidas e questionamentos de púberes sobre sexualidade
Fraga-Silva, T. F. C., Dep. Ciências Biológicas, FC, UNESP - Bauru, SP, [email protected]
Arruda, M. S. P., Dep. Ciências Biológicas, FC, UNESP - Bauru, SP, [email protected]
Maia, A. C. B., Dep. Psicologia, FC, UNESP - Bauru, SP.
Marchetti, C. M., Dep. Ciências Biológicas, FC, UNESP - Bauru, SP.
Locachevic, G. A., Dep. Ciências Biológicas, FC, UNESP - Bauru, SP.
Apesar dos avanços na área da orientação sexual, o número de propostas efetivas nessa
área no âmbito escolar permanece ainda muito restrito; a maioria delas persiste priorizando aspectos preventivos, preocupando-se mais com a ausência de doenças e gravidez do
que com a saúde em geral. Esta realidade, associada ao desenvolvimento do corpo púbere,
aumentam as curiosidades dos alunos sobre sexualidade. Devido à complexidade dessa temática, alunos e professores, muitas vezes, não sabem ou estão preparados para abordá-la
e, assim, os púberes não encontram, na escola, um local de esclarecimento adequado sobre
suas curiosidades. Visando preencher esta lacuna, no presente estudo, utilizando como instrumento uma “Urna de Dúvidas”, buscamos identificar as curiosidades sobre sexualidade
de alunos entre 10-11 anos, matriculados na 4ª série do ensino fundamental de uma escola
pública do município de Bauru. Para tanto, a referida “urna” ficou à disposição dos alunos
durante uma semana. As 85 perguntas coletadas durante esse período foram categorizadas
e distribuídas nos seguintes temas: 1)orientação, 2)fisiologia, 3)prevenção/saúde. O maior
grupo de questões referiu-se ao tema Fisiologia (50), seguido por questões dobre “prevenção/saúde” (18). A partir destas questões, idealizamos uma palestra de 40 minutos, que foi
ministrada para 60 alunos, após autorização dos pais e/ou responsáveis. Durante a palestra,
os púberes, inicialmente tímidos, foram se mostrando mais à vontade, inclusive expressando
outras dúvidas, que foram discutidas pelo grupo. As questões identificadas através da urna
refletiram a intensa curiosidade dos alunos em relação à sexualidade e a importância de haver
um momento específico para orientá-los. Em entrevista particular, a maioria dos púberes
comentou que apenas havia ouvido falar sobre este assunto, principalmente em conversas
de parentes e amigos ou pela televisão. Relataram que, apesar de muita curiosidade, tinham
vergonha de perguntar a respeito para pais e professores. Revelaram ainda que a proposta
de orientação como conduzida nesse projeto foi esclarecedora, reforçando nossa percepção
de que a metodologia utilizada foi positiva. As novas propostas de nosso grupo incluem o
trabalho de formação dos professores da referida escola para que estes possam dar continuidade a essa tarefa.
Palavras-chave: orientação sexual; puberdade; sexualidade
208
Educação
O que é adolescência?
Caio Franson da Silva ([email protected]), Guilherme Ventura ([email protected]), Johly Kelvin
Ferreira da Silva ([email protected]), Lucas Augusto de Araujo ([email protected]), Lucas Oliveira
Ferreira ([email protected]), Queferson Nunes Alves ([email protected]), Rafael Felipe dos
Santos ([email protected]), Ravele Rodrigo de Almeida ([email protected]), Robson Castor Alves
([email protected]), William da Silva Soares([email protected])
Professoras Orientadoras: Carla Magalhães de Souza, Josiane Zeferino de Oliveira E Miriam Raquel Teodoro de Sousa
Com base em pesquisas concluímos que a adolescência é à fase do desenvolvimento humano que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Com isso essa fase caracteriza-se por alterações em diversos níveis - físico, mental e social - e representa para o indivíduo
um processo de distanciamento de formas de comportamento e privilégios típicos da infância e de aquisição de características e competências que o capacitem a assumir os deveres e
papéis sociais do adulto.
Os termos “adolescência” e “juventude” são por vezes usados como sinônimos, por
vezes como duas fases distintas mas que se sobrepõem: para Steinberg a adolescência se estende aproximadamente do 11 aos 21 anos de vida, enquanto a ONU define juventude como
a fase entre 15 e 24 anos de idade - sendo que ela deixa aberta a possibilidade de diferentes
nações definirem o termo de outra maneira; a Organização Mundial da Saúde define adolescente como o indivíduo que se encontra entre os dez e vinte anos de idade e, no Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece ainda outra faixa etária - dos onze aos dezoito
anos. Além disso Oerter e Montada decrevem uma “idade adulta inicial” que vai dos 18 aos
29 anos e que se sobrepõem às definições de “juventude” apresentadas. Como quer que seja,
é importante salientar que “adolescência” é um termo geralmente utilizado em um contexto
científico com relação ao processo de desenvolvimento bio-psico-social. Como mais adiante
se verá, o fim da adolescência não é marcado por mudanças de ordem fisiológica, mas sobretudo de ordem sócio-cultural; o presente artigo se dedica assim à adolescência em sentido
restrito, tomando a idade da maioridade civil - 18 anos - como fim.
As diferentes partes do corpo crescem com velocidades diferentes. De maneira geral os
membros superiores (braços) e inferiores (pernas) e a cabeça crescem mais rapidamente que
o resto do corpo, atingindo seu tamanho final mais cedo. Isso leva a uma desproporção visível com relação ao tronco, que cresce mais devagar. Essa desproporção é observável também
nos movimentos por vezes desajeitados, típicos da adolescência.
209
Educação
Oficina Desafio em comunidades de risco social - itinerância
do Museu Exploratório de Ciências - UNICAMP
Profa. Dra Adriana Vitorino Rossi, Gabinete do Reitor, Museu Exploratóriode Ciências - Unicamp, Instituto
de Química, UNICAMP, [email protected]
Fabiana dos Santos Toledo, Gabinete do Reitor, Museu Exploratório de Ciências - Unicamp, [email protected]
reitoria.unicamp.br
O Museu Exploratório de Ciências -Unicamp é um espaço que motiva a interação ativa
com as ciências, estimulando o pensamento crítico e a curiosidade, de forma lúdica e inteligente. Buscamos inserir os visitantes na perspectiva de educação científica para integrá-los
num contexto propício para apropriação do conhecimento científico-tecnológico. Um dos
programas é a Oficina Desafio, é uma oficina ambulante construída em um caminhão, que
vai até os visitantes para estimular a criatividade, o trabalho em equipe e a capacidade de
resolver problemas.
Pensando em expandir o alcance desse programa itinerante, optamos pelo atendimento
local de comunidades em risco social com a Oficina Desafio em iniciativa aprovada no edital
PREAC/Extensão Universitária/Unicamp 2009, para realizar seis sessões da oficina a partir
do 1º semestre de 2010.
As comunidades envolvidas são atendidas pelo PROGEN - Projeto Gente Feliz, que
desenvolve projetos de inclusão social de jovens através de diversas práticas educativas. Esta
organização não governamental tem 2 unidades em Campinas, uma no bairro Castelo Branco, que apresenta um dos mais altos índices de violência e drogadição da cidade e outra no
Jardim Satélite Iris, também com alto índice de violência, exploração sexual de menores e
falta de saneamento básico.
Inicialmente, apresentamos o projeto para os graduandos da equipe de mediadores do
Museu, que optaram aderir ao programa. Antes da ida às comunidades houve uma aproximação planejada entre os membros do PROGEN e a equipe do Museu em duas fases de encontros: primeiro na sede do Museu e depois nas sedes do PROGEN. Isto foi fundamental para
adequar a estratégia: da escolha do tema do desafio à abordagem dos mediadores.
Já foram realizadas quatro sessões: em um dia foram recebidos 180jovens no núcleo
Castelo Branco e em outro dia, no Satélite Íris, atendemos 160 jovens. Um grupo de 11
graduandos atuou no programa, tendo surgido atitudes que denotam maior envolvimento
afetivo na divulgação científica. Destacamos que os graduandos são de 7 cursos diferentes da
UNICAMP e consideraram a inserção nessa nova vertente de atendimento como inspiradora
e enriquecedora, independente da área do curso.
Instrumentos de avaliação regular dos programas do Museu indicaram excelente receptividade pelos jovens atendidos e a equipe do PROGEN. Houve várias manifestações de
encantamento e surpresa com as novidades apresentadas envolvendo ciências, com espanto e
pouca associação com atividades escolares. Isto reflete a carência de atividades diferenciadas
de divulgação científica para essas comunidades e aponta o acerto da proposta sem a qual
dificilmente esses jovens teriam acesso ao programa.
Palavras-chave: Ciências, Educação, comunidade carente.
210
Educação
Oficinas interdisciplinares no “Quiosque da Saúde”: promovendo saúde e qualidade de vida
Daniela Hummel de Almeida, Campus Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
[email protected]
Docente: Paula Andrea Martins, Campus Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
[email protected]
Camila Pia Delgado da Silva, Campus Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
[email protected]
Natália Spina, Campus Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), [email protected]
hotmail.com
Ricardo Badan Sanches, Campus Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
[email protected]
Gabriela Milhassi Vedovato, Campus Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
[email protected]
O projeto “Ações Interdisciplinares no Quiosque da Saúde” está inserido no Programa
de Extensão “Quiosque da Saúde Campus Baixada Santista” da Universidade Federal de São
Paulo e realiza atividades no município de Santos. Tem por finalidade a promoção da saúde
e da qualidade de vida de adultos e idosos que praticam atividades físicas ou esportivas na
orla da praia, por meio de atividades desenvolvidas pelas graduações de Nutrição e Educação
Física. Este trabalho tem por objetivo apresentar as oficinas educativas interdisciplinares que
já foram desenvolvidas desde a sua implementação (junho de 2010). As oficinas acontecem
semanalmente com estudantes da graduação, de pós-graduação, funcionários do campus e
supervisão docente. São conduzidas de forma dinâmica, visando a integração, a troca de
experiências e o desenvolvimento de conhecimentos e práticas sobre nutrição e atividade
física buscando despertar a autonomia da população atendida. Os temas abordados foram:
Alongamento, Princípios de Alimentação Saudável (Guia Alimentar de Harvard), Rotulagem
de Alimentos, Exercícios físicos que podem ser realizados em casa, Culinário ao consumo
de hortaliças (molho para saladas) e Avaliação de aptidão física. Todas as oficinas obtiveram
elevado nível de satisfação na avaliação dos participantes, contando com a presença frequente de alguns deles.
O planejamento (idealização dos temas), a realização das atividades com a comunidade e
a avaliação do processo educativo foram desenvolvidos de forma interdisciplinar, buscando
soluções que incorporassem os conhecimentos e práticas das diferentes áreas de atuação do
campus, criando possibilidades de uma formação crítica dos estudantes para compreender e
intervir nos processos de saúde-doença e cuidado.
Palavras-chave: oficina, interdisciplinar, saúde
211
Educação
Olhar sobre a própria prática: reflexões de uma professora
de espanhol/LE em formação
Rozana Aparecida Lopes Messias - UNESP, Assis - [email protected]
Jaqueline T. Carvalho - UNESP, Assis - [email protected]
Este trabalho refere-se a uma pesquisa, em andamento, desenvolvida no contexto de um
Centro de Línguas e Desenvolvimento de professores da UNESP-Assis (www.assis.unesp.
br/centrodelinguas), mais especificamente no desenvolvimento das aulas de espanhol ministradas para turmas de Espanhol I. O Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores
é um projeto de extensão colaborativo entre os departamentos de Educação e de Letras
Modernas da Faculdade de Ciências e Letras, com o apoio da PROEX - Pró-Reitoria de
Extensão e da AREX - Assessoria de Relações Externas da Universidade Estadual Paulista.
Sendo assim, os alunos do curso de Letras ministram aulas de línguas para a comunidade interna e externa ao campus, sob a orientação de docentes vinculados aos dois departamentos.
Nesse ínterim, os alunos participam de duas supervisões mensais, uma destinada às questões pedagógicas e didáticas da prática e outra referente a aspectos da estrutura linguística
específicos da língua ensinada no caso, deste trabalho, o espanhol. Nesse contexto, incentivamos os alunos a observar e refletir sobre a sua prática pedagógica, para poder repensar sua
atuação em sala e construir sua identidade profissional.
Para a realização deste intento filmamos as aulas e, posteriormente, assistimos - professora supervisora e aluno/professor - em sessões de visionamento compartilhado, momento em que gravamos em áudio os comentários e reflexões oriundas desse processo. A utilização desses aparatos
tecnológicos deve-se ao fato de nos possibilitarem assistir às aulas ministradas em um momento
posterior, com um distanciamento daquele que observa a aula consumada.
Deste modo os alunos podem buscar, a partir da reflexão, primeiramente sozinhos e, em
um segundo momento, em companhia do professor supervisor pedagógico, confrontar os
aspectos positivos e negativos elencados por eles mesmos e pelo orientador e buscar novas
formas de atuação. Essa forma de conceber a pesquisa enquadra-se nos moldes da pesquisa
qualitativa, pois o contexto e o processo gerador dos acontecimentos é fator essencial na
observação dos dados. Busca-se, com essa dinâmica, auxiliar os alunos em formação inicial a
construírem e refletirem acerca de suas histórias de formação inicial.
Palavras-chave: Formação inicial de professores de Línguas; ensino de espanhol; histórias da prática.
212
Educação
Olimpíada Nacional de História: extensão e divulgação científica em Ciências Humanas
Profa. Dra. Cristina Meneguello, DH, IFCH e Museu Exploratório de Ciências [email protected]
Camila Desmondes, Museu Exploratório de Ciências, [email protected]
Tradicionalmente, a divulgação científica atinge os campos das ciências da vida, exatas
e tecnológicas e está associada a centros e museus de ciências e de tecnologia. Já o campo
das ciências humanas, ainda que fundamental para a formação intelectual e cognitiva e para
a cultura científica entendida de forma mais ampla e global, é ainda tema pouco privilegiado
e as iniciativas em termos de acesso, divulgação e inclusão são poucas ou pouco conhecidas. Deque modos a divulgação científica pode estender-se a estes campos de competência
- a história, a literatura, as ciências humanas em geral - que ficam muitas vezes relevados a
“curiosidades menores” que adornam publicações científicas de cunho geral? Essas observações baseiam-se na experiência concreta e inédita da organização e execução da Primeira
Olimpíada Nacional em História do Brasil (2009) e da Segunda Olimpíada Nacional em História do Brasil (2010, em curso). Trata-se de um programa majoritariamente via internet, para
território nacional, sob a responsabilidade do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp,
simultaneamente uma Olimpíada Científica em Âmbito Nacional apoiada pelo CNPq. A
Olimpíada Nacional em História do Brasil, teve em sua primeira edição mais de 16.000 participantes e na sua segunda edição conta com 43.000 participantes, entre estudantes de ensino
fundamental e médio e seus professores de história de todo o país. Toda a parte conceitual
e metodológica da Olimpíada é desenvolvida por equipe de profissionais em história. Foram
também desenvolvidos uma plataforma e um sistema interativos que, além de proporcionar
a inclusão digital, possibilitaram atividades como a utilização de um acervo digitalizado de
documentos históricos, o que leva os participantes a terem contato direto com o arcabouço
metodológico do historiador. Atividades como a leitura e interpretação de documentos, a
análise de materiais iconográficos (mapas, gravuras, mídia em geral) e a interpretação de documentos controversos sobre o mesmo evento histórico são das atividades propostas.
Esta apresentação objetiva apresentar os princípios e os resultados mais importantes
obtidos até esse momento com este Programa de Extensão em âmbito nacional.
Palavras-chave: Educação, Divulgação Científica em Ciências Humanas, Extensão
213
Educação
Patrimônio, Memória e Preservação: o Uso Pedagógico de
Fontes Primárias no Ensino de História
Mauro Castilho Gonçalves, , [email protected]
Cláudia Borges Serra, [email protected]
Tiago Donizette da Cunha, [email protected]
Joana Jesus Silva, [email protected]
Centro de Documentação e Pesquisa Histórica, Universidade de Taubaté
O Centro de Documentação e Pesquisa Histórica da Universidade de Taubaté (CDPH)
foi selecionado para desenvolver o projeto “Patrimônio, memória e preservação: o uso de
fontes primárias no ensino de História” - Programa Pró-Extensão (PROEXT-CULTURA).
A ideia foi verificar a correlação entre a história de Taubaté e o conjunto documental
depositado e disponibilizado pelo CDPH, assim como suas possibilidades no ensino de História, com os seguintes objetivos: produzir conhecimentos históricos e arquivísticos; elaborar
um curso de formação continuada para professores e confeccionar material didático para
docentes do Ensino Fundamental I.
Um conjunto procedimentos foi sistematizado para o trabalho: organização, catalogação
e preservação da documentação primária relacionada aos trabalhadores da antiga fábrica
de tecelagem Companhia Taubaté Industrial; curso de extensão oferecido aos professores
de História da rede municipal de ensino de Taubaté; levantamento de dados, por meio de
observação direta e de entrevistas, de quatro escolas municipais selecionadas para a aplicação
do material didático-pedagógico e produção de uma cartilha para o Ensino Fundamental I.
Os resultados indicaram que, por intermédio do estudo e do uso de fontes documentais, professores e alunos podem, de forma mais consciente e cidadã, valorizar a história e
a memória de sua cidade. Além disso, o acervo documental pode ser disponibilizado para a
pesquisa acadêmica e produção de novos conhecimentos na área.
Palavras-chave: História, Patrimônio, Escola Pública
214
Educação
PET Biologia da UNESP de Rio Claro auxiliando em processos
de aprendizagem ao reforçar o conhecimento dos alunos de
escolas públicas
Bianca Fazio Rius (Prof. Dr. Flávio Henrique Caetano), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho - UNESP- Rio Claro, [email protected]
Paola Mandetta Tokumoto, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP- Rio Claro,
[email protected]
Fernando Kamimura Cocchi, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP- Rio Claro,
[email protected]
Rodrigo Vieira Guidelli (Prof. Dr. Flávio Henrique Caetano), Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho - UNESP- Rio Claro, [email protected]
A Educação de qualidade vista como base para a formação de qualquer cidadão, conjugada com o extravasamento do conhecimento adquirido dentro da Universidade leva a uma
aproximação da comunidade acadêmica com a comunidade civil e isto é uma questão almejada pelo grupo PET Biologia da UNESP de Rio Claro.
O presente trabalho teve como objetivo principal o auxílio ao professor e o reforço do
conhecimento passado pelos mesmos aos alunos do ensino fundamental da Escola Estadual
Carolina Seraphin.
O grupo PET foi primariamente dividido em grupos menores, no qual cada um se responsabilizou por ministrar aulas de reforço para uma determinada série do ensino fundamental, portanto de 5ª à 8ª série. Cada grupo teve como base o Caderno do Professor, que
é usado pelos docentes de escolas públicas do Estado de São Paulo e é específico para cada
série. A partir deste Caderno as aulas de reforço foram elaboradas, com exemplos distintos
daqueles do caderno, para que os alunos pudessem ter uma visão diferente do conteúdo
previamente aprendido. Com o intuito de melhorar a compreensão pelos alunos, foram utilizados jogos, cartazes, maquetes, entre outros, além da grande abertura para interação dos
alunos com os participantes do grupo PET por meio de perguntas que poderiam extravasar
o conteúdo programático.
Os alunos tiveram uma ótima participação no trabalho, mostrando interesse de aprendizagem e com alta capacidade de assimilação. Os objetivos do projeto foram alcançados,
sendo os resultados bastante satisfatórios, baseado no retorno positivo dos professores que
detectaram melhor rendimento nas provas do bimestre no qual ocorreu a intervenção. O
grupo PET, por outro lado teve a experiência no que concerne a ministrar aulas e o desenvolvimento de técnicas de aprendizagem.
Palavras-chave: Educação, Reforço, Aprendizagem
215
Educação
Pet/Responsabilidade Social: o Envelhecimento na Terceira
Idade
Inahiá Pinhel, Programa de Educação Tutorial, Faculdade de Enfermagem, Centro de Ciências da Vida, PUCCampinas, [email protected]
Fabiana Aparecida dos Santos, Programa de Educação Tutorial, Faculdade de Enfermagem, Centro de Ciências
da Vida, PUC- Campinas, [email protected]
Cindy Trancoso de Oliveira, Programa de Educação Tutorial, Faculdade de Enfermagem, Centro de Ciências da
Vida, PUC- Campinas, [email protected]
Edna Regiane de Souza, Programa de Educação Tutorial, Faculdade de Enfermagem, Centro de Ciências da
Vida, PUC- Campinas, [email protected]
O PET-Terceira Idade é uma atividade de extensão, desenvolvida pelos alunos do Programa de Educação Tutorial (PET) da Faculdade de Enfermagem da Pontifícia Universidade
Católica de Campinas (PUC-Campinas). Consiste em um projeto envolvendo ações educativas, visando à promoção da saúde, enfatizando o cuidado com as principais doenças crônicas
que acometem esta faixa etária, identificando as principais dúvidas pelos idosos sobre as
mudanças em seu estado de saúde e proporcionando intervenções que viabilizem melhoria
nas condições de saúde para o idoso.
A atividade é realizada por um período semestral, com encontros quinzenais e duração de
uma hora e 30 minutos. O público alvo abrange cerca de 40 idosos na faixa etária de 60 anos
e mais, de ambos os sexos, feminino ou masculino, sendo abordadas temáticas sobre cuidados corporais, higiene, alimentação, atividades físicas, risco de quedas, uso de medicamentos,
incontinência urinária, Diabetes Mellitus e Hipertensão nos quais são ministradas palestras
com o intuito de propiciar a informação e estimular o auto-cuidado do idoso considerando
tanto o aspecto biopsicossocial quanto o cultural.
O foco desta extensão é compartilhar conhecimento da universidade com a população
idosa, possibilitando melhor qualidade de vida, o bem estar e proporcionando momentos de
aprendizado por meio de trocas de experiências. As temáticas foram trabalhadas utilizando
apresentações de slides, com muitas figuras ilustrativas e encenação teatral de forma a tornar
a atividade atrativa e dinâmica. Há debates sobre os temas, no qual os idosos participaram
ativamente da atividade.
Esta extensão tem sido bem aceita tanto pelos idosos quanto pela direção do Lar dos
Velhinhos de Campinas e, com isto, desenvolvida há dois anos pelo Programa de Educação Tutorial, sendo que, a cada ano, espera-se atender as expectativas e necessidades dos
idosos, no que tange às orientações sobre temas relevantes para a saúde e qualidade de vida
dos mesmos. Assim, embasado na experiência que foi propiciada ao grupo PET, além do
trabalhar em melhoria da extensão, pode-se trazer para a comunidade acadêmica esta troca
de experiências.
Após avaliações do projeto, o grupo PET discute a possibilidade em ampliar esta extensão à outras instituições de idosos no município de Campinas.
Palavras-chave: Idosos, Extensão, Saúde.
216
Educação
Programa de Integração da Extensão Unifesp Diadema - PIEx
Diadema
Profa. Dra. Marian Ávila de Lima e Dias, Campus Diadema, Universidade Federal de São Paulo,
[email protected]
Profa. Dra.Nilana Barros, Campus Diadema, Universidade Federal de São Paulo, [email protected]
Janio Henrique Bernardes aluno do curso de Licenciatura Plena em Ciências, Campus Diadema, Universidade
Federal de São Paulo
Caroline Santana Gouveia, aluna do curso de Licenciatura Plena em Ciências, Campus Diadema, Universidade
Federal de São Paulo
Liz Caroline Alves de Souza, aluna do curso de Licenciatura Plena em Ciências, Campus Diadema,
Universidade Federal de São Paulo
Patrícia Regina Amaral, aluna do curso de Licenciatura Plena em Ciências, Campus Diadema, Universidade
Federal de São Paulo
O PIEx Diadema, a partir das experiências históricas da UNIFESP na área da extensão
ao longo da sua existência, visa agregar novas contribuições a partir das particularidades do
Campus Diadema, além de reconhecer questões pontuais demandadas pela comunidade intra
e extra muros. Por isso, considera que são necessários todos os esforços na troca de saberes
para realizar uma efetiva interação com as comunidades, priorizando ações voltadas à melhoria das condições de vida e bem-estar da população bem como uma formação mais humana e consciente do alunado. Concebemos indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão
como o reconhecimento de que o conhecimento produzido na academia deve ser apropriado
pela sociedade, assim como também pela comunidade interna da Universidade a fim de
aprimorar o desenvolvimento de suas condições estruturais, materiais e humanas, o que inclui o desafio da flexibilização curricular. Desde julho de 2010 estão sendo implementados
projetos e eventos de extensão divididos em quatro eixos principais, a saber: A- Formação:
Abarca cursos e ações que envolvam algum tipo de contato e troca de saberes e experiências
com a comunidade tanto interna quanto externa à Universidade; B- Parcerias com órgãos
públicos e/ou empresas e ONG’s: Compreende ações nas quais exista o apoio de uma ou
mais instituições juntamente com a Universidade; C- Eventos: Semanas e Palestras voltadas
à ampliação do repertório científico e cultural dos alunos, docentes e funcionários da UNIFESP; D- Campanhas solidárias: Compreende o eixo de ação em nível mais pontual voltado
à troca e circulação de informações. Espera-se com isso implementar cerca de 30 ações de
extensão, atingindo aproximadamente 1.000 pessoas entre alunos, funcionários, docentes e a
comunidade diademense.
Palavras-chave: educação, extensão, integração.
217
Educação
Projeto Contando Contos e Amarrando Pontos
Livia Prado Muniz (UNESP, Assis)
[email protected]
Pamela Tosta Soares (UNESP, Assis)
[email protected]
Professor responsável: João Luís Cardoso Tápias Ceccantini (UNESP, Assis)
O Projeto de Extensão Universitária Contando Contos e Amarrando Pontos teve início
em 2007, a partir de uma demanda por projetos de incentivo a leitura em um bairro periférico
da cidade de Assis. É coordenado pela psicóloga Lindomar F. C. S. Poletto, pela assistente
social Inez B. Felisardo, ambas do Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada “Dra. Betti
Katzenstein” (CPPA), e pelo professor Dr. João Luís C. T. Ceccantini, do Departamento de
Literatura da Faculdade de Ciências e Letras de Assis. Já atuou em diversas instituições da
cidade e atualmente realiza suas atividades na EMEIF “Maria Amélia de Castro Burali”, em
duas salas de terceiro ano e uma sala multisseriada com crianças entre 8 e 12 anos.
O objetivo do projeto é possibilitar às crianças o contato com o universo da leitura e da
literatura, e com isso contribuir para a formação de leitores ativos. Para isso, é necessário
reinventar o espaço da escola e transformá-lo em um ambiente que incite a imaginação,
valorize a fantasia e dê liberdade para as crianças expressarem seus pensamentos e emoções.
Hoje participam do projeto 13 contadores (11 voluntários e 2 bolsistas) graduandos de
Psicologia, Letras e História. São realizadas reuniões semanais com contadores e convidados
no CPPA, na qual são feitas discussões de textos sobre leitura, literatura, educação, além do
planejamento das atividades. Valoriza-se a troca de experiências entre os participantes que
possuem práticas, conhecimentos e vivências diversas. Nestes encontros realizamos também
a escolha do livro, que é essencial para a contação, pois acreditamos que tudo começa a partir
de uma boa história, sem finalidade pedagógica, sem moralismos e capaz de transportar os
leitores para outras realidades.
Nas contações, que duram uma hora, as crianças são divididas em grupos e acompanham
a história com o livro em mãos. Buscamos fazer atividades que introduzam o tema dos livros,
como brincadeiras, desenhos, construção de história em grupo, e para finalizar, realizam-se
discussões baseadas em questões sobre os níveis sensorial, emocional e racional de leitura,
identificadas por MARTINS (1982). Essas questões facilitam nossa reflexão sobre a compreensão do livro pelas crianças.
No início do trabalho, a proposta de leitura de um livro nem sempre é bem vista pelas
crianças, mas gradualmente este interesse aumenta. Além dos benefícios para os alunos da
escola, o projeto possibilita aos graduandos da universidade uma formação mais completa,
por oferecer a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos teóricos por meio da prática.
Palavras-chave: Leitura, Literatura infantil, Ambiente escolar.
218
Educação
Promovendo e Difundindo A Informação: Workshop Sobre
Segurança Alimentar
João Emmanuel Ribeiro Guimarães, Faculdade Dr. Francisco Maeda; [email protected]
Regina Eli de Almeida Pereira, Faculdade Dr. Francisco Maeda, [email protected]
Márcio Pereira, Faculdade Dr. Francisco Maeda, [email protected]
Margareti Aparecida Stachissini Nakano, Faculdade Dr. Francisco Maeda, [email protected]
A agricultura brasileira tem se destacado com números cada vez mais expressivos, na
produção, em área plantada, na exportação e na quantidade de tecnologias empregadas no
campo. Tal crescimento leva também à utilização de maiores quantidades de agrotóxicos na
produção agrícola, colocando o Brasil como segundo maior consumidor mundial. De forma
geral, a aplicação está presente na maior parte das culturas, mas as que mais trazem preocupação são aquelas consumidas em grande quantidade pela população na forma in natura.
A falta de orientação adequada além de trazer problemas para a saúde do trabalhador
rural, gera também reflexos na mesa do consumidor. A questão dos agrotóxicos nos dias
atuais é certamente uma discussão que desperta controversa necessitando de maiores estudos e esclarecimentos tanto para os que produzem como para os que consomem, sendo
assim o presente projeto teve por objetivo a realização de um workshop sobre “Segurança
Alimentar” na “Faculdade Dr. Francisco Maeda - FAFRAM”, com intuito de conscientizar
jovens universitários na área de segurança alimentar voltado para assuntos relacionados com
aplicação de agrotóxicos, afim que os mesmo difundam as boas práticas agrícolas visando à
produção de alimentos saudáveis.
O workshop foi realizado no dia 17 de Junho de 2010, nas dependências da Faculdade
Dr. Francisco Maeda/Fafram, em Ituverava-SP, tendo como público alvo estudantes e jovens
profissionais da área. Algumas estratégias foram definidas para a execução deste evento:
Convite dos palestrantes; Divulgação; Inscrições; Realização do evento; Avaliação do evento;
Apresentação dos resultados.
Estiveram presentes no workshop “Segurança Alimentar” 102 pessoas, sendo a maioria
(89%) jovens com idade entre 18 e 25 anos, estudantes (94%), principalmente do curso de
agronomia (93%). Os participantes foram questionados quanto à palestra que mais gostaram,
onde se verificou um maior índice de satisfação pela palestra “Modelos de gestão no controle e monitoramento da produção agrícola sustentável” (33,9%), e como segunda opção
as palestras “Ingestão de resíduos de pesticidas na dieta brasileira” e Boas práticas Agrícolas
no uso de defensivos” ambas com 24,2% da preferência. As médias atribuídas às palestras
variaram de 8,5 a 10, tendo uma média geral de 9,2, resultado bastante satisfatório. A organização do workshop, na concepção dos participantes, foi avaliada com nota máxima (10).
Conclui-se que o workshop foi bem sucedido e atingiu seu objetivo de conscientizar
jovens universitários na área de segurança alimentar, difundindo as boas práticas agrícolas,
visando à produção de alimentos saudáveis.
Palavras-chave: Conscientização, Produto Fitossanitários, Extensão universitária.
219
Educação
Proposta de Intervenção Educacional Desenvolvido Por Graduandos de Educação Física para o Ensino Formal e Não
Formal: o Circuito Ciência-Saúde
Prof. Dr. Ademir de Marco - FEF, UNICAMP - Professor Associado [email protected]p.br
Ana Lídia Pontin - [email protected]
Daniela Bento Soares - [email protected]
Gleicon de Oliveira Analha - [email protected]
Rosana Mancini Vieira - [email protected]
Simone Thiemi Kishimoto - [email protected]
Curso de Graduação FEF, UNICAMP
Este trabalho tem a intenção de divulgar um projeto de atividade educativa, proposto por
meio de intervenção em instituições de ensino formal e não formal oferecido de maneira
extraclasse e eventual, desenvolvido por estudantes do curso de graduação da Faculdade de
Educação Física da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
A necessidade de trabalhos desta natureza surgiu após a participação do grupo no projeto
Férias no Museu - proporcionado à comunidade da UNICAMP durante o período de férias
escolares pelo Museu Exploratório de Ciências da Unicamp - onde se constatou a eficácia da
utilização de atividades dinâmicas e com caráter lúdico no ensino-aprendizagem de assuntos
científicos pertinentes à formação de crianças de dez a quinze anos de idade.
A proposta consiste em um circuito de atividades denominado Circuito Ciência-Saúde, composto de quatro estações temáticas: Neurociência, Avaliação Física, Doenças e suas relações com
a Atividade Física e Mitos da Saúde. Em cada estação, uma introdução teórica e uma atividade
lúdica serão oferecidas para tratar dos temas de forma divertida e dinâmica, como por exemplo,
a montagem de uma pequena e adaptada planilha de avaliação física e um grande quadro de
palavras-cruzadas, nas quais as dicas são enigmas sobre o assunto da estação.
Os autores esperam com isso educar e informar crianças sobre assuntos relevantes à vida
cotidiana e escolar de modo diferente dos métodos de ensino tradicionais, além de trazer à
área da Educação Física um caráter informativo que extrapola os limites das quadras, ginásios, piscinas e tatames.
Palavras-chave: Educação; Educação Física; Saúde
220
Educação
Política na Escola
Terrie Ralph Groth, [email protected]
André Rizzardo Zanard, [email protected]
Cauê de Castro Dobbin, [email protected]
Dayse Conde de A. Sena, [email protected]
Nauê Bernardo Pinheiro, [email protected]
Campus Universitário Darcy Ribeiro, Universidade de Brasília
O Política na Escola é um projeto de extensão de ação contínua vinculado ao Instituto
de Ciência Política da Universidade de Brasília. Nesse projeto são desenvolvidas atividades
sobre política, participação, democracia, direitos etc. com crianças no ambiente escolar. Atualmente, trabalhamos em duas escolas públicas na Ceilândia e em uma ONG na Estrutural,
todas na periferia da Brasília.
As crianças têm, em geral, entre nove e doze anos. Esta faixa etária foi escolhida porque
se acredita que é quando são formados os conceitos morais do indivíduo e o intuito do projeto não é ensinar conteúdos, mas construir, junto com as crianças, uma nova postura diante
da política. Sabemos que aulas expositivas cansam facilmente estudantes nessa idade, por isso
procuramos sempre planejar encontros dinâmicos e participativos, com dinâmicas, histórias
em quadrinho e teatros.
Atualmente, são realizados doze encontros, ao longo de um ano letivo. Nos seis primeiros, a maioria das atividades é dentro de sala de aula e são teóricas. Já nos seis últimos, as
crianças propõem e realizam ações para melhorar sua escola. O objetivo dessa segunda parte
é motivar as crianças a se enxergarem como agentes políticos e transformadores capazes de
lutar pelos seus interesses e pelo bem da comunidade.
Uma de nossas maiores preocupações é não doutrinar as crianças segundo nossas crenças
políticas. Acreditamos que não existe uma única opinião correta e nossas atividades propõem aos
estudantes que eles reflitam e encontrem as próprias explicações para o mundo político que os
rodeia. Percebemos que, muitas vezes, as crianças apresentam soluções e visões de mundo que
nunca enxergaríamos, de modo que tanto educando quanto educador aprendem no processo.
Nesse sentido, para nós, a extensão se distingue totalmente do assistencialismo. Não nos
consideramos, enquanto membros da academia, como detentores da sabedoria definitiva que
saem da universidade para compartilhar o conhecimento com a comunidade. Ao contrário,
valorizamos toda forma de sabe e saber-fazer como igualmente válidas e vemos a extensão
como uma via de mão dupla na qual trocamos idéias e experiências.
Quanto ao enfoque temático, tentamos trabalhar tanto com o aspecto institucional quanto com o não-institucional da política. Isso significa que discutimos eleições, congresso e
divisão de poderes, por exemplo, mas também movimentos populares, organizações comunitárias e a política no dia-a-dia. Escolhemos essa abordagem para que cada um, tanto educador quanto educando, reflita sobre seu papel enquanto agente político e sobre o potencial
transformador de sua ação política.
Palavras-chave: Educação, política, extensão
221
Educação
Popularização e Ensino de Astronomia Através do Observatório Móvel da UNESP
Rosa M. Fernandes Scalvi, Faculdade de Ciências,UNESP,[email protected]
Sebastião Acácio Marques da Silva, IPMet,UNESP,[email protected]
Danilo Pecaro Monteiro, Faculdade de Ciências, UNESP,[email protected]
Stefany Paula Ribeiro, Faculdade de Ciências, UNESP, [email protected]
Anderson A. Andriatto, Faculdade de Ciências, UNESP, [email protected]
Marcelo G. Bacha, POSMAT, Faculdade de Ciências, UNESP, [email protected]
A Astronomia sempre provocou interesse e curiosidade na mente humana no decorrer
da História, tornando-a um tema extremamente atraente e interdisciplinar. O homem busca
o conhecimento fora da Terra, ao mesmo tempo em que a população deve ser conscientizada de sua responsabilidade enquanto seres humanos habitantes do planeta, usuários dos
seus recursos e da tecnologia desenvolvida. Atualmente, telescópios fazem descobertas astronômicas surpreendentes, enquanto sondas espaciais pousam em outros planetas e luas do
Sistema Solar. A sociedade humana ampliou sua noção de ambiente para além da Terra, e
com a tecnologia desenvolvida, perscruta o espaço numa busca incansável de respostas que
desvendem os enigmas do Universo, trazendo uma das mais importantes contribuições da
Astronomia: a conscientização quanto à importância da preservação do planeta Terra e do
ambiente como sustentação da vida. A divulgação e participação nestas atividades desperta
na pessoa a cultura científica, favorecendo sua curiosidade natural.
É neste contexto que o projeto desenvolvido faz uso de uma metodologia educacional
criando situações de ensino-aprendizagem e de motivação que podem levar principalmente
os jovens, a compreender a imensidão do Universo e a necessidade da comunidade terráquea
participar nos destinos do planeta, ampliando a dimensão apenas acadêmica do ensino e
levando os estudantes à construção da cidadania. Assim, a utilização de um Observatório
Astronômico Móvel, visa a divulgação e o ensino das ciências astronômicas nas cidades vizinhas na região de Bauru, procurando contribuir para a redução da carência de conhecimento
específicos e transmissão muitas vezes errôneas sobre os temas relacionados a formação,
evolução e características do nosso planeta e do Universo em que vivemos.
O Observatório Móvel busca promover a inserção de toda a comunidade que não possui
condições adequadas para participar das atividades promovidas no ambiente do Observatório Didático de Astronomia “Lionel José Andriatto”, instalado na Unesp, campus de Bauru.
A população participante das atividades do Observatório Móvel é beneficiada com conhecimentos gerados no ambiente universitário, promovendo a interação entre a Universidade e
comunidade, através da constante reflexão e discussão de temas de interesse comum, como
questões ambientais e sociedade. Com isto, é possível contribuir para a melhoria do ensino
público e a alfabetização científica da população, atendendo também as metas de indissociabilidade propostas pelo tripé Pesquisa-Ensino-Extensão, além das demandas sociais, conforme deve ser buscado pela Universidade..
Palavras-chave: Astronomia, Educação Científica, popularização.
222
Educação
Posso eventuar? A constituição da docência entre o descaso
e a improvisação na rede estadual paulista
Prof. Dr. Luiz Carlos Novaes, Departamento de Educação, Universidade Federal de São Paulo - Campus
Guarulhos, [email protected]
Carlos Alexandre das Neves, Graduando do Curso de História, Universidade Federal de São Paulo - Campus
Guarulhos, [email protected]
O presente trabalho é resultado do desenvolvimento do projeto de extensão “Eventual
ou Professor? Formação e trabalho de professores admitidos como eventuais na rede estadual paulista, no município de Guarulhos”. A realização do projeto foi estimulada pela investigação das condições de trabalho, bem como o envolvimento com o projeto pedagógico
da escola, de professores admitidos pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, em
caráter temporário, dadas as altas taxas de absenteísmo docente, bem como pela carência
de docentes em algumas áreas específicas do currículo da educação básica. Os professores
temporários denominados professores eventuais vão aprendendo a serem professores na
improvisação e na precariedade e, para agravar a situação, a maioria deles tem pouco tempo
de experiência no magistério; nessas condições, vão aprendendo a serem professores na
improvisação e na precariedade.O saber docente se constitui, em parte, pelo saber fazer, ou
seja, se é lecionando no dia a dia, exercendo a prática docente, que o professor completa sua
formação e se constitui como professor; é preciso, então, considerar a experiência do trabalho esporádico ao qual o professor eventual esta submetido com todas as suas dificuldades.
O projeto propiciou um mapeamento do perfil dos professores eventuais e das questões
apresentadas por eles como as mais significativas para a realização de seu trabalho. Para esse
mapeamento foi elaborado um questionário, com perguntas abertas e fechadas, e feito a 37
professores que atuam na condição de professores eventuais nas escolas estaduais vinculadas
a diretoria de ensino Sul do município de Guarulhos (SP) escolhida para essa investigação
a fim de identificar os sentidos e significados da docência diante da precariedade e improvisação. A partir da tabulação dos questionários foram identificadas as principais demandas
de formação dos professores admitidos como eventuais que subsidiaram processos de intervenção junto às unidades escolares, com envolvimento de docentes do Departamento de
Educação e alunos das licenciaturas, com a oferta de cursos, palestras, oficinas e acompanhamento de atividades realizadas nas escolas por esses profissionais, favorecendo o contato de
docentes e estudantes com questões urgentes do cotidiano escolar e propiciando a compreensão da realidade escolar, mais especificamente a difícil condição de trabalho do professor
temporário em virtude do frágil vínculo de contratação a que é submetido, interferindo nos
modos de ser e estar na profissão.
Palavras-chave: Trabalho docente, Professores eventuais, Escola pública.
223
Educação
Programa Química em Ação
Prof. Dr. Fernando Aparecido Sigoli, IQ, UNICAMP, [email protected]
Cláudia Martelli, IQ, UNICAMP, [email protected]
Acácia Adriana Salomão, IQ, UNICAMP, [email protected]
Roberto Canuto Paiva, IQ, UNICAMP, [email protected]
Thaís Ribeira de Paula, IQ, UNICAMP, [email protected]
Prof. Dr. Marcelo Ganzarolli de Oliveira, IQ, UNICAMP, [email protected]
O Química em Ação é um projeto das Coordenadorias de Extensão e de Graduação do
Instituto de Química da UNICAMP. O programa é promovido em parceria com as Diretorias de Ensino de Campinas Leste e Oeste, abrangendo 114 escolas das cidades de Campinas,
Jaguariúna, Valinhos e Vinhedo. O programa é subdividido em dois sub-programas: (i) o
Química em Ação na Universidade, promovido no mês de julho e (ii) o Química em Ação na
Escola, realizado durante todo o ano.
O sub-programa “Química em Ação na Universidade” é desenvolvido exclusivamente
para alunos do ensino médio das escolas públicas, e tem como objetivos: divulgar a Química
como parte do cotidiano e desmistificá-la enquanto ciência; promover a interação EscolaUniversidade; contribuir para que essa carreira seja mais lembrada por futuros vestibulandos;
dar a oportunidade aos estudantes de graduação do IQ-UNICAMP que atuando como monitores tem a oportunidade de desenvolver atividades pedagógicas junto aos alunos de ensino
médio, complementando a formação profissional. Neste sub-programa, cinqüenta alunos
selecionados com base em seu desempenho escolar e em uma redação tem a oportunidade
de vivenciar a Química sob uma nova perspectiva. Durante uma semana eles desenvolvem
práticas de laboratórios sobre diversos temas, visitam os laboratórios de pesquisa e assistem
a palestras com professores do Instituto de Química.Ao final do evento são distribuídos kits
para os participantes visando atingir um número ainda maior de alunos, pois espera-se que,
sob a supervisão de seus professores, os estudantes reproduzam alguns dos experimentos
realizados durante o evento e relatem suas impressões e experiências aos colegas.
O sub-programa “Química em Ação na Escola” oferece palestras temáticas que são ministradas por docentes e pós-graduandos do IQ-UNICAMP, entre os meses de março e
novembro, nas dependências das escolas de ensino médio da rede pública ou privada.Os
objetivos abrangem a complementação da educação em ciências dos alunos do ensino médio;
a popularização da Química como ciência e parte do cotidiano; a divulgação e a desmistificação da imagem da química entre os estudantes; e a participação de alunos de graduação e
pós-graduação nas atividades programadas complementando também a formação de mestrandos e de doutorandos em Química que futuramente poderão fazer parte do quadro de
professores do ensino médio.
Palavras-chave: Química, Educação, Escolas Públicas.
224
Educação
Programa Suplementar FOCO-Vestibular da PUCSP
Edélcio Ottaviani, Departamento de Teologia Fundamental, PUCSP, [email protected]
Silvana Tótora, Departamento de Política, PUCSP, [email protected]
O Programa Suplementar Foco Vestibular é dirigido para estudantes, jovens e adultos, oriundos das
escolas públicas da grande São Paulo (70 vagas no Campus Santana) e da cidade de Barueri (70 vagas
no Campus Barueri) reservando 55% de suas vagas para afrodescendentes e indígenas. Existe desde
agosto de 2005 e recebeu um prêmio como uma das três experiências mais bem sucedidas do Programa
Diversidade na Universidade MEC/UNESCO. Este programa tem como Objetivos: 1) Preparação
para o acesso e a permanência na universidade das populações de baixa renda, afrodescendentes e
indígenas. 2) Formação de professores da PUC/SP para o ensino médio. 3) Preparação para os exames
do vestibular e do ENEM que proporciona a possibilidade de concorrer às bolsas do ProUni. 4) Preparação dos indígenas para concorrerem a uma vaga no projeto Pindorama da PUC/SP. Os Resultados
esperados são: 1) Acesso e permanência dos estudantes de baixa renda, afrodescendentes e indígenas
à Universidade. 2) Contribuição para a produção de um espaço universitário que valoriza, pratica e
estimula o diálogo e a diferença intercultural. 3) Sensibilização das universidades para os programas
de ações afirmativas. 4) Acesso e permanência dos indígenas no projeto Pindorama (bolsas de estudos
da PUCSP para indígenas). 5) Realização de pesquisas e publicações que difundam o experimento de
educação, currículos e cursos inovadores na perspectiva intercultural e interdisciplinares. 6) Estimulo
à realização de pesquisas de Iniciação Científica pelos alunos na universidade a partir de temas e problemas gerados no Foco Vestibular. 7) Ampliar das possibilidades de extensão universitária para alunos
e professores. 8) Realização da vocação da Universidade nas suas três funções: ensino, pesquisa e extensão. 9) Formação de professores para a rede pública de ensino com estágios supervisionados pelos
professores responsáveis pelas áreas de conhecimento do Foco Vestibular. Neste sentido, o O Foco
Vestibular oferece aos alunos dos cursos de licenciaturas da PUC/SP a possibilidade de cumprirem o
seu estágio obrigatório; discussão dos conteúdos programáticos e instrumentos metodológicos inovadores para sua aplicação; garantia aos estagiários a participação em todas as etapas de formação de um
professor: discussão e preparação de material, prática docente, participação na elaboração e discussão
do projeto através de reuniões interdisciplinares, com a coordenação didático-pedagógica do projeto
e supervisores das áreas disciplinares; participação em atividades de formação referentes às temáticas
étnico-raciais; participação nas oficinas de experimentação de novas práticas pedagógicas e de gestão
do projeto; supervisão dos estágios dos alunos, promovendo reuniões para preparação e discussão dos
conteúdos das disciplinas com acompanhamento direto no local de seu exercício. O percurso metodológico compreende os aspectos formativos de aquisição e produção de conhecimentos e transcorre
por intermédio de diferentes perspectivas de construção de mundo, composto de múltiplas estratégias:
desenvolvimento de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) apropriando-se dos conteúdos programáticas do ensino médio através de uma seleção de temas que imprima nesses mesmos
conteúdos um movimento de atualização e novos sentidos que contemplem a multiplicidade da realidade, suas relações e conflitos. De cunho interdisciplinar, a aquisição e produção de conhecimentos têm
também por escopo provocar uma ressonância entre as áreas de conhecimentos – Linguagens, códigos
e suas tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências
Humanas e suas Tecnologias – por meio do tema abordado em cada um dos módulos que compreende
a grade curricular: Módulo I – Produção dos espaços; Módulo II -Dimensões do Tempo; Módulo III
– Culturas; Módulo IV – Produção das Subjetividades.
Palavras-chave: Pré-Vestibular, estágio, ações afirmativas.
225
Educação
Projeto Cheiro Verde
Rogério Lopes Vieites, FCA, UNESP, [email protected]
Érica Regina Daiuto, FCA, UNESP, [email protected]
Sergio Marques Costa, FCA, UNESP, [email protected]
Luciana Manoel, FC, UNESP, [email protected]
Este projeto iniciou-se com uma oficina de processamento mínimo por nós ministrada
para as agricultoras do projeto Cheiro Verde no município de Itatinga/SP, a convite do SEBRAE de Botucatu, e verificando a carência técnica, social e a necessidade de uma capacitação e a inclusão social de seus integrantes. Este projeto objetivou capacitar as agricultoras do
projeto Cheiro Verde as boas práticas agrícolas foram realizadas palestras teóricas e práticas
sobre administração de campo, cultivo orgânico de hortaliças, boas práticas agrícolas, colheita e pós-colheita de hortaliças orgânicas, técnicas de irrigação e compostagem. Diretamente,
foram beneficiadas pelo menos 35 famílias (1 participante do curso – 1 família) se bem que,
ao que se especifica na literatura, a moradia de mais de uma família por residência constitua
estratégia de preservação e sustentação. Indiretamente, a avaliação dos beneficiários torna-semais complexa, tendo-se que considerar, de modo geral, os benefícios trazidos pelo projeto
de forma ampla: número e qualidade dos beneficiários pela ingestão de produtos saudáveis;
grau de consciência sobre a questão da qualidade nutricional dos alimentos; etc. Com este
curso todas as agricultoras do programa cheiro verde foram capacitadas a trabalharem em
conjunto ou mesmo individuais com a produção de hortaliças orgânicas. Outro aspecto a ressaltar diz respeito à necessidade de melhoria da qualidade de vida das integrantes do Projeto
Cheiro Verde, por meio de Incremento de renda mensal, resultante da venda dos produtos.
Palavras-chave: Extensão, Capacitação, Hortaliças Orgânicas.
226
Educação
Projeto Conhecer, Analisar e Transformar (CAT): uma experiência da extensão universitária na construção de políticas
públicas para a Educação do Campo
Maria de Lourdes Albuquerque de Souza 1
Antonio de O. Costa Neto 2
Ludimila Maria Andrade dos Santos 3
Sara de Jesus Oliveira4
1. Mestre em Administração, Professora da UEFS, Coordenadora do Projeto CAT , [email protected]
2 Mestre em Agronomia, Professor da UEFS, Coordenador do Projeto [email protected]
3 Graduanda em Pedagogia pela UEFS, [email protected]
4 Graduanda em Ciências Biológicas pela UEFS, [email protected]
O projeto CAT- Conhecer, Analisar e Transformar a realidade do campo na busca por
um desenvolvimento territorial sustentável é um projeto de extensão que atua na formação
de professores e na construção de políticas públicas educacionais voltadas para o campo.
Este projeto acontece através de uma parceria entre a Universidade Estadual de Feira de
Santana (UEFS), Movimento de Organização Comunitária (MOC) e Prefeituras Municipais
do semiárido baiano. O objetivo principal do projeto é contribuir para a formulação e implementação de políticas públicas para as escolas do campo, colaborando para um desenvolvimento sustentável integral e integrado no território. Atendendo as exigências da nova LDB,
no que diz respeito à oferta da Educação Básica para a população rural, as ações do projeto
são realizadas em 22 (vinte) municípios do semiárido baiano, atingindo cerca de 30.000 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental 1; trabalha com cerca de 2.000 professores e 60
coordenadores pedagógicos. A sua proposta pedagógica baseia-se em princípios freirianos,
partindo da realidade onde o aluno vive e voltando-se para ela, a fim de melhorá-la. É o
princípio da Ação –Reflexão - Ação. O 1º passo da sua metodologia é Conhecer a realidade
em que os alunos estão inseridos, através de uma pesquisa, junto aos pais e aos familiares.
Em seguida, comparam-se as respostas da pesquisa, analisando-as, sintetizando-as em vários
tipos de linguagem, criando-se, um conhecimento novo localizado. A partir deste novo saber,
estudam-se os “conteúdos oficiais” das diferentes disciplinas comparando-os com aquele
novo construído pelos alunos. Devolve-se esta informação à comunidade, buscando-se, soluções coletivas, neste momento, ocorre o transformar nas ações dos sujeitos - discentes
e docentes - oriundos das escolas campesinas.No processo, utiliza-se um instrumento de
planejamento para o(a) professor(a) - a ficha pedagógica - uma espécie de roteiro de trabalho em sala de aula, elaborado a partir de um tema da realidade, fruto de uma construção
coletiva. Pais, alunos, professores, comunidade, coordenadores pedagógicos, estagiários e
assessores do projeto são produtores de conhecimento, são sujeitos da caminhada educativa.
Professores(as) da UEFS e técnicos(as) do MOC são coordenadores(as) das áreas de conhecimentos, auxiliados(as) por estagiários da UEFS. O CAT tem concretizado a extensão universitária nessa parceria entre sociedade civil e poder público na construção de políticas públicas para a educação, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento local sustentável.
Palavras-chave: Extensão Universitária; Política Pública para a Educação do Campo;
Desenvolvimento Sustentável.
227
Educação
Projeto e eu com isso?
Marilde Loiola de Menezes, Instituto de Ciência Política (IPOL), Universidade de Brasília (UnB), marilde.
[email protected]
Jéssica Maiara Rodrigues Martins, Instituto de Ciência Política (IPOL), Universidade de Brasília (UnB), jessy.
[email protected]
David Mercado Faustino, Instituto de Ciência Política (IPOL), Universidade de Brasília (UnB),
[email protected]
Salles Dimitri de Oliveira, Instituto de Ciência Política (IPOL), Universidade de Brasília (UnB), [email protected]
yahoo.com.br
Robert Lee Borges de Paula Vidigal, Instituto de Ciência Política (IPOL), Universidade de Brasília (UnB),
[email protected]
Projeto de extensão desenvolvido desde o começo desse ano, o projeto E eu com isso?
(EECI?) é uma iniciativa dos estudantes do curso de Ciência Política da Universidade Brasília
(UnB) no trabalho com alunos do ensino médio da rede pública na cidade-satélite de São
Sebastião.
O EECI? realiza uma programação de atividades dinâmicas, oficinas e debates em acampamentos com estudantes da escola. Como o próprio nome sugere, a proposta do projeto
é a discussão do cotidiano dos estudantes da escola e a relação deles com o mundo e com
questões reflexivas mais amplas que, muitas vezes, passam despercebidas na apreensão de
nossas experiências, sobre o que temos a ver com música, meio ambiente, cidadania, gênero,
desigualdade, violência, preconceito, ação política e diversidade.
Calcado na metodologia de educação de Paulo Freire e em uma perspectiva crítica das
abordagens de ensino das escolas tradicionais, o EECI? vem integrando uma ampla rede de
atuação em construção coletiva com a comunidade de São Sebastião e com a rede de extensionistas da própria comunidade universitária da UnB.
Mais que a proposição de uma determinada linha de atuação em trabalho e prestação de
serviço à comunidade, o EECI? vem se mostrando cada vez mais um convite a um processo
de mútua reflexão e aprendizagem coletiva para todos os envolvidos no projeto.
Palavras-chave: Emancipação, Reflexão, Dialogicidade.
228
Educação
Proposta de ensino de Matemática através de áudios interdisciplinares
Prof. Dr. Samuel Rocha de Oliveira - IMECC, UNICAMP, [email protected]
Carolina Ramalho Bonturi - IEL, UNICAMP, [email protected]
Leonardo Barichello - MAIS Educacional, [email protected]
O presente trabalho apresenta parte do Projeto M³ - Matemática Multimídia para o Ensino Médio, um convênio entre MEC e Unicamp com objetivo de produzir uma coleção
de recursos educacionais em mídias digitais (áudios, experimentos, softwares e vídeos) para
subsidiar o professor de Matemática na sua prática docente. Estes recursos serão disponibilizados para livre uso e distribuição na internet através do portal www.m3.mat.br.
O projeto dialoga com a extensão universitária por ter como objetivo o desenvolvimento
de recursos direcionados a professores da rede pública de ensino, ou seja, faz extrapolar os
limites de acesso à informação produzida na universidade. Além disso, a característica multimídia e interdisciplinar do projeto, que colocou em contato especialistas de diversas áreas
(Artes, Midialogia, Matemática, Educação e Letras), trouxe como subproduto dos trabalhos
desenvolvidos a formação de recursos humanos, especialmente estudantes de graduação e
pós-graduação, profissionais estes que são cada vez mais valorizados no mercado e que não
dispõem de cursos reguladores em instituições de Ensino Superior para promover sua formação inicial ou especialização.
Dentro do amplo conjunto de recursos educacionais desenvolvidos (mais de 350 itens
distribuídos nas 4 mídias supracitadas), foram eleitos para os fins deste congresso os áudios,
em especial três séries: Cultura, O que é? e Estimativas.
Esses recursos são inovadores em vários sentidos. Primeiro, pela própria mídia, praticamente nunca explorada para fins de ensino de Matemática. Segundo, pela possibilidade de
ser utilizada com alunos deficientes visuais e, terceiro, pela sua mobilidade, que permite a
distribuição e execução através da internet e celulares, por exemplo. Todos os recursos educacionais desenvolvidos dentro destas três séries prezam pela interdisciplinaridade.
A série Cultura tem como objetivo fundamental estabelecer relações entre Matemática
e Literatura (ou Cultura Geral), aproveitando o gancho literário não apenas como pretexto,
mas fomentando os aspectos teóricos de ambas disciplinas.
A série O que é? propõe a discussão de palavras “estranhas” que fazem parte do vocabulário
da Matemática, como hipérbole ou logaritmo. Os programas fazem referência a etimologia, aspectos históricos ou mesmo significados dessas palavras em outras áreas do conhecimento.
A série Estimativas mostra como fazer estimativas de maneira inteligente usando informações que podem ser inferidas a partir de dados acessíveis. Os assuntos escolhidos para as
discussões são sempre de interesse transversal, como lixo e consumo.
Palavras-chave: Extensão Universitária, Interdisciplinaridade, Educação Multimídia.
229
Educação
Relação Universidade-Escola: uma experiência na EJA
Ernandes R. de Oliveira, F.E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Zulind L. Freitas, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Joseane G. Gomes, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Fernanda S. Santos, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Guemael Rinaldi Lattanzi, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Durante o ano de 2010 um grupo de professores da Unesp de Ilha Solteira participou de
uma proposta que envolvia um processo de reflexão-ação conjunto entre professores, acadêmicos e estudantes, condicionados por sua ação em salas de aulas de EJA. O nosso objetivo
foi o de construir um espaço formativo e de relacionamento de mão dupla entre a Universidade e a Escola Pública de Ilha Solteira, trabalhando para a melhoria das condições de vida,
via processo educativo, no convencimento dos estudantes de EJA de que a Educação é uma
necessidade básica do cidadão e que é um direito que lhe é devido. As atividades desenvolvidas para alcançarmos os objetivos encontram-se resumidas abaixo: definição de temas de interesse comum de professores da Escola e alunos e professores da Universidade. A Literatura
escolhida foi números inteiros, frações e textos de Paulo Freire (Pedagogia da Autonomia e
Pedagogia da Esperança). Esses temas foram eleitos uma vez que os professores da Escola
apontaram as dificuldades dos alunos diante esses assuntos. Era responsabilidade dos alunos
da universidade alimentarem as reuniões. Algo que ficou muito evidente neste ano, refere-se a
importância do uso de analogias no ensino de Matemática, particularmente na construção de
dispositivos didáticos como jogos ou outros materiais concretos e que nem sempre professores estão atentos a diferenças estruturais entre os conceitos matemáticos a serem trabalhados
e a estrutura fornecida pelas regras de utilização e re-significação dos dispositivos. Também,
de uma maneira geral, através de alguns relatos coletados entre os bolsistas que atuam como
professores no programa, pudemos destacar a importância desse projeto no processo de
formação desses: 1.Percepção sobre a relação ensino-aprendizagem: oportunidade de refletir
sobre como o aluno aprende, e sobre as dificuldades do professor, em uma situação real. 2.
Sensibilidade a problemas de exclusão social, pela ausência da escolaridade e a percepção
desse problema no âmbito do município de Ilha Solteira. 3. Compreensão da dificuldade no
convencimento, da população alvo, de que a Educação é uma necessidade básica do cidadão
e que é um direito que lhe é devido. 4. Percepção da importância do trabalho em grupo.
Palavras-chave: EJA, Formação de Educadores, Ensino de Ciências e Matemática
230
Educação
Relação Universidade-Escola: uma experiência no Ensino
Fundamental
Zulind L. Freitas, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Ernandes R. de Oliveira, F.E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Joseane G. Gomes, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Fernanda S. Santos, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Ana C. V. Vieira, F. E. Ilha Solteira, UNESP, [email protected]
Segundo a literatura, a reflexão referente ao planejamento, gestão e avaliação em sala de
aula é de fundamental importância para (re)alimentar o trabalho do professor. Ainda, segundo a literatura, o planejamento escolar inclui tanto a previsão das atividades didáticas em
termos da organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão
e adequação no decorrer do processo de ensino. O desenvolvimento desse Projeto somente
foi possível, e somente foi obtido sucesso, graças à presença de alunos bolsistas, licenciandos
em Matemática, Física ou Biologia, sem os quais dificilmente consegue-se o nível de comprometimento e entrega que esse tipo de trabalho necessita. Acreditamos assim que a compreensão da realidade do planejamento de aula e gestão de sala de aula dos professores de uma
escola de ensino fundamental (primeiro ciclo) de alunos da UNESP também engajados em
planejamento de aula e gestão de sala de aula poderá significar aprofundamento da reflexão,
por parte dos bolsistas e, consequentemente, por parte dos professores das escolas sobre as
possibilidades de melhoria da qualidade de ensino. Para sustentar as atividades desenvolvidas junto às escolas de ensino fundamental estão sendo realizadas exposições sobre o livro
Sucesso e Fracasso Escolar (Bernad Lair) e ainda, o trabalho com os grupos de alunos foi
conduzido de forma a que os estudantes organizassem sequências didáticas sobre conteúdos
relacionados às Ciências e Matemática.
Algo que ficou muito evidente, refere-se a importância de alunos de diferentes licenciaturas (Biologia, Física e Matemática) participarem de discussões referentes a ensino de conteúdos que não fazem parte de sua área específica de formação e que alguns não considerariam
importante por conta desse fato. Dessa forma, quando cada estudante apresentava algo referente a um conteúdo específico de sua formação, era instado a relacioná-lo com as outras
áreas de conhecimento. Como parte da preparação para o estudo do texto escolhido, cada
bolsista foi convidado a relacionar, sempre que lhe parecesse conveniente, o tema com sua
vivência na escola, procurando casos semelhantes. A proposta é a de usar a literatura como
base para organização de sua reflexão sobre a prática, porém sempre de modo a submeter
essa reflexão a seus pares.
Palavras-chave: Educação, Formação de Educadores, Ensino de Ciências e Matemática.
231
Educação
SAP - Serviço de Apoio Pedagogico a alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental: relato de uma experiência
Profa. Dra. Myrian Boal Teixeira (Depto de Pedagogia - UNITAU - [email protected])
Profa. Dra. Maria Teresa de Moura Ribeiro (Depto de Pedagogia - UNITAU - [email protected])
Daniela
Glaucia
As redes públicas de ensino possuem uma demanda significativa de crianças que apresentam dificuldades para aprender. Por outro lado, o curso de Pedagogia, ao formar professores
para os anos iniciais do Ensino Fundamental, necessita oferecer subsídios para uma prática
pedagógica efetiva que atenda as especificidades da criança. As crianças que apresentam alguma dificuldade na alfabetização, possuirão melhores condições de aprendizagem se a elas
forem oferecidos recursos pedagógicos que lhes permitam ampliar seu repertório de vivências simbólicas e culturais, proporcionando práticas embasadas em atividades culturais que
se manifestam no dia-a-dia. Partindo destas premissas, este projeto objetivou oferecer a estas
crianças a oportunidade de vivenciarem práticas culturais que enriquecessem seu repertório
simbólico de forma a favorecer a construção de conhecimentos. O trabalho foi desenvolvido
em parceria entre o Departamento de Pedagogia da Universidade de Taubaté e uma escola
de ensino fundamental da rede municipal de Taubate. A escolha da escola teve como critério o alto índice de dificuldades de aprendizagem apresentado pelas crianças. Participaram
do projeto duas professora do Departamento de Pedagogia e alunas bolsistas e voluntárias
do mesmo Departamento. Os resultados apontam que a o trabalho desenvolvido resultou
em melhorias significativas na aprendizagem e auto estima das crianças e na qualidade do
trabalho pedagógico desenvolvido pelas professoras das turmas. Para as alunas do curso de
Pedagogia, que necessitam em sua formação, de experiências que lhes permitam estabelecer
pontes entre a teoria que estudam nas aulas e a prática que irão vivenciar nas escolas, poder
vivenciar esta relação sob a supervisão dos professores do curso foi uma oportunidade privilegiada possibilitando olhar para a realidade escolar sob a perspectiva da ação-reflexão-ação e
considerar a escola como um lugar de aplicação de saberes científicos e também de produção
de saberes oriundos da prática pedagógica. Cabe ainda considerar que a oportunidade de
vincular a ação extensionista com a escola pública cumpre uma das missões da universidade,
qual seja, reafirmar seu compromisso e seu papel frente aos problemas sociais, levando, por
meio da extensão, o ensino e a pesquisa à comunidade.
Palavras-chave: alfabetização; extensão universitária; ensino fundamental.
232
Educação
Semana de Atividades Científico-Culturais no IB - Modalidade: “As escolas vêm ao IB em Agosto”
Virginia Sanches Uieda, Instituto de Biociências, UNESP, [email protected]
Sílvia Mitiko Nishida, Instituto de Biociências, UNESP, [email protected]
A Atividade de Extensão “Visitas Didáticas ao IB - As escolas vêm ao IB em Agosto”
tem por objetivo contribuir para o intercâmbio entre a UNESP e a Escola Básica, envolvendo alunos e professores num processo dinâmico de ensino-aprendizagem. Trata-se de um
projeto voltado à difusão da ciência entre alunos do ensino Fundamental e Médio, criando
também com os professores um momento para troca de experiências e atualização dos conteúdos de Ciências/Biologia. Para os alunos, oferece a oportunidade para vivenciar o conteúdo ministrado nas aulas, aproximando o aluno da realidade e do conhecimento repassado
em sala de aula, pretendendo despertar o interesse pelo aprendizado e dar oportunidade de
manifestação de aptidões e desenvolvimento de habilidades específicas pela área de estudo.
Esta atividade foi iniciada em 2008, um ano após a criação do Museu-Escola do IB, um
site educativo disponibilizado on-line desde 2007, cujo objetivo é gerar e manter atualizados
os conteúdos de Ciências (Ensino Fundamental) e de Biologia (Ensino Médio), promover
visitas didáticas de escolas e mediar o empréstimo de materiais didáticos. Este site é mantido
por um Corpo Editorial, composto pela Vice-Diretoria do Instituto de Biociências (IB) e
pelas duas autoras deste resumo, estas últimas também encarregadas de gerenciar e organizar
esta semana científico-cultural, que têm ocorrido nos últimos três anos, recebendo escolas de
Botucatu e região durante uma semana do mês de Agosto.
A cada ano atividades são programadas e oferecidas por professores do Instituto de
Biociências (IB), envolvendo exposições, palestras, teatro, jogos, passeios externos. A programação se inicia em janeiro, com uma consulta aos professores do IB que terão interesse
em participar da atividade no ano corrente. A partir das manifestações, é montada no site do
Museu-Escola (http://www.ibb.unesp.br/Museu_Escola/visita_didatica/index.htm) a descrição das atividades com os objetivos e programa detalhados. Em abril é encaminhado às escolas a divulgação das atividades programadas para o ano. De maio a julho as escolas podem
acessar o site e realizar o agendamento on-line nas atividades de seu interesse, desenvolvidas
ao longo de cinco dias, no período matutino e vespertino. Em 2010 foram oferecidas cinco
atividades, recebendo no total nove escolas de Botucatu e região, com 414 alunos visitantes
distribuídos em 16 turmas. O projeto apresenta também articulação com a formação de
nossos alunos de graduação e pós-graduação, os quais podem participar na organização e/
ou monitoria durante sua execução. Estas atividades contam com o apoio financeiro e/ou
bolsas para os monitores (PROEX, Ciência na Unesp, PROGRAD).
Palavras-chave: Biologia, Ciências, Escola Básica.
233
Educação
Sistema de Apoio à Secretaria Departamental
Carlos Roberto Valêncio, IBILCE, UNESP, [email protected]
Toni Jardini, IBILCE, UNESP, [email protected]
Paulo Scarpelini, IBILCE, UNESP, [email protected]
Fernando Tochio Ichiba, IBILCE, UNESP, [email protected]
André Luiz Rodrigues dos Reis, IBILCE, UNESP, [email protected]
Os departamentos numa universidade são considerados centros da informação produtiva, uma vez que concentram toda informação do corpo docente e suas produções, pesquisas,
orientações, além dos processos, pareceres e relatórios dos pesquisadores. Além de dados
pertinentes à produção bibliográfica, técnica e outras, cada departamento é responsável pelo
gerenciamento de atividades como atribuição didática, ordem de serviços e geração de diversos relatórios estatísticos solicitados pela reitoria da universidade.
Para suportar toda a dimensão de atividades e informações circuladas diariamente nos
departamentos da universidade, foi desenvolvido um sistema computacional que gerencia
esses dados. Através de interface web, os usuários cadastrados podem inserir informações
relacionadas aos serviços, às disciplinas, aos cursos e aos docentes que serão armazenados
em base de dados do departamento. Os dados de produção acadêmica são importados automaticamente dos currículos lattes de cada pesquisador, mantendo todas as informações no
banco de dados de cada departamento pertinentes às produções de cada docente e, conseqüentemente, a produção dos respectivos departamentos, unidades e campus.
Com uma arquitetura de implantação do sistema distribuída, cada unidade fica responsável pelas informações armazenadas no banco de dados e tem acesso somente aos dados
pertinentes à unidade. Diariamente as informações de cada uma das unidades e campus são
enviadas à base central da reitoria, onde é possível extrair relatórios didáticos e de produção
de forma global, isto é, contemplando informações da universidade como um todo.
Os algoritmos desenvolvidos para importação dos currículos Lattes dos docentes e os relatórios de produção gerados contemplam maior veracidade nas informações, uma vez que são
tratados casos de duplicidade de produção, e para o caso de mais de um docente ou pesquisador
ter participado de um mesmo trabalho, a contabilização departamental considera apenas um trabalho, e não dois ou mais, pois o vínculo com cada docente não representa, em algumas vezes,
trabalhos distintos. O mesmo tratamento se estende a relatórios de produtividade de um instituto,
unidade, campus e de toda a universidade, além dos grupos de pesquisas.
O sistema também extrai informações sobre as bolsas produtividades dos docentes que
a teem e a quais grupos de pesquisas pertencem. Dessa forma, as possibilidades de relatórios
de gestão, análises quantitativas e qualitativas são infinitas, oferencendo à reitoria suporte
a uma melhor gestão estratégica e, com isso, definir de forma consistente planos de ações,
crescimento e investimentos.
.
Palavras-chave: Gestão Departamental, Sistema Computacional, Produção Bibliográfica.
234
Educação
Sistema de Gestão de Eventos Científicos
Carlos Roberto Valêncio, IBILCE, UNESP, [email protected]
Toni Jardini, IBILCE, UNESP, [email protected]
Paulo Scarpelini, IBILCE, UNESP, [email protected]
Fernando Tochio Ichiba, IBILCE, UNESP, [email protected]
Carlos Enumo, IBILCE, UNESP, [email protected]
As Universidades e Instituições que possuem projetos acadêmicos, pesquisas e orientações de forma intensa organizam eventos a fim de divulgar e reunir pesquisadores e comunidades envolvidas nas mais diversas áreas de pesquisas científicas. Todos os trabalhos
submetidos aos eventos precisam ser revisados e aprovados por pareceristas escolhidos pela
coordenação do evento e exigem certa sistemática e controle automático. Para eventos desse
porte, é essencial o uso de um sistema de informação que ofereça suporte à gestão e organização das informações, avaliações, pareceres, decisões e classificação dos trabalhos submetidos em cada uma das sessões.
Assim, dentro deste cenário foi desenvolvido um sistema de gestão de eventos científicos
que oferece total suporte às atividades que envolvem eventos desta natureza. Por meio deste
sistema é possível cadastrar um evento e todas as informações de interesse como: local, período, subconferências e sessões. Os autores dos trabalhos podem se cadastrar automaticamente para submissão e todos os trabalhos ficam armazenados na base de dados. No suporte
as atividades do coordenador estão atribuições para a as definições dos pareceristas de cada
trabalho submetido, assim como o formulário de avaliação e o peso de cada quesito avaliado.
O sistema sugere pareceristas ao coordenador de acordo com os tópicos de interesse de cada
usuário e os tópicos do trabalho submetido. Cada ação do fluxo das atividades de um evento
são controladas pelo sistema através de notificações disparadas automaticamente para cada
usuário, lembrando e situando cada envolvido no processo de submissão, avaliação e coordenação, além de prazos estabelecidos em cada evento ou subconferência.
O sistema online oferece interface inovadora com diversos recursos computacionais,
possibilitando ao usuário acesso fácil e rápido a todas as funcionalidades do sistema. Na tela
principal é exibido o painel do usuário onde tem acesso a todas as informações referente a
seus múltiplos possíveis papéis, como lista de eventos o qual é coodenador, o qual é parecerista, o qual é autor, percentual de projetos submetidos aprovados, estatísticas e relatórios
de gestão. Ao final do período de pareceres, os trabalhos são classificados de acordo com os
critérios e pesos definidos e exibidos numa lista em ordem de pontuação. O coordenador
do evento tem então, de forma prática, suporte para definir quais trabalhos serão aceitos no
evento e, uma vez aceitos, os autores recebem notificação automática do sistema informando
a aceitação. Os demais autores também recebem notificação informando-os que seus trabalhos não foram aceitos.
Palavras-chave: Evento científico, artigos, gestão.
235
Educação
Software GeoGebra para ensinar e aprender Matemática
Eloi Feitosa (Docente), IBILCE, UNESP, [email protected]
Miguel Rodrigues Lima Junior, IBILCE, UNESP, [email protected]
Rosemara Perpetua Lopes, FCT, UNESP, [email protected]
Pressupondo que aprender Matemática seja mais do que memorização ou repetição de
procedimentos e que para ensinar os conteúdos desta área é preciso lançar mão de instrumentos que tornem os conceitos significativos ao aluno e, ainda, buscando modos alternativos e atuais de facilitar a aprendizagem e promover a construção do conhecimento utilizando
tecnologias digitais, desenvolvemos um material explicativo para uso do GeoGebra, software
que admite a possibilidade de uso não somente em geometria, mas também em álgebra e em
cálculo integral.
Criado por Markus Hohenwarter, o GeoGebra é um software livre e está disponível na
Internet, em vários idiomas. Diferentemente dos demais programas de matemática dinâmica,
este software disponibiliza duas representações diferentes de um mesmo objeto, a representação geométrica e a representação algébrica. Permite realizar construções matemáticas,
utilizando pontos, vetores, segmentos, retas, secções cônicas, e trabalhar simultaneamente
com vetores e pontos, derivar e integrar funções, com possibilidade de usar comandos para
encontrar raízes e pontos extremos de uma função. Permite, ainda, programar e alterar todos
esses objetos após a construção estar finalizada. Auxilia o professor na construção de gráficos para serem inseridos em atividades pedagógicas em geral. Os recursos disponibilizados
no Geogebra facilitam a exploração algébrica e gráfica, o que ajuda o aluno a entender o
conceito de função e o significado geométrico de conjuntos.
O material explicativo para uso do GeoGebra está em fase de acabamento. Foi criado
pelo Físicanimada (<http://www.fisicanimada.net.br>) - grupo interdisciplinar que, desde
2007, busca integrar Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em escolas públicas
de São José do Rio Preto e região -, com o objetivo de permitir aos professores da educação
básica utilizar o software como ferramenta didática, adicionando um elemento a mais no
ensino dos conteúdos matemáticos.
Para a composição do trabalho foi realizada a leitura de artigos e produção de textos,
objetivando buscar informações sobre as origens e funcionalidades do software, bem como
sobre a inserção de novas tecnologias no ensino de conteúdos matemáticos. Na criação do
material foi realizado um estudo especifico de cada ferramenta disponível. Efetuou-se uma
divisão das ferramentas em áreas especificas, visando a organizar o espaço físico do software
de forma mais didática, facilitando, assim, a composição do texto explicativo.
Palavras-chave: GeoGebra, Software, Geometria.
236
Educação
Terapia Assistida por Animais: Importância do Zootecnista
na condição física do cavalo de equoterapia como potencializador no processo de reabilitação
Kátia de Oliveira 1 (Docente), Campus Experimental de Dracena, UNESP,
[email protected]
Paulo Alexandre Monteiro Figueiredo, Campus Experimental de Dracena, UNESP, [email protected]
unesp.br
Reges Heinrichs, Campus Experimental de Dracena, UNESP, [email protected]
Débora Scantamburlo, Campus Experimental de Dracena, UNESP, [email protected]
Janaína Carolina de Sá, Campus Experimental de Dracena, UNESP, [email protected]
O Núcleo de Extensão e de Estudos em Equinos - NEQUI da UNESP/Câmpus Experimental de Dracena participa ativamente das atividades equoterápicas desenvolvidas no município de Dracena/SP, tendo como público alvo crianças com Síndrome de Down e adultos
portadores de necessidades especiais. As informações apresentadas neste resumo são fruto
das experiências extensionistas aplicadas aos cavalos utilizados nas sessões de equoterapia,
bem como discutidas em seminários promovidos pelo NEQUI.
A fundamentação da equoterapia em promover a reabilitação dos praticantes, consiste no movimento tridimensional (para um lado/outro, cima/baixo e frente/trás) transmitido pelo cavalo
ao passo de maneira rítmica, simétrica e ampla, permitindo a todo instante entradas sensoriais em
forma de propriocepção. Contudo, é comum vermos cavalos destinados a equoterapia com laterização do passo, característica que influencia negativamente o aspecto simétrico deste andamento,
animais que caminham “chutando areia”, devido a deficiência de alçamento dos membros, perdendo em amplitude e cavalos com o passo encurtado e com menor engajamento dos membros
posteriores, prejudicando a elevação da garupa. Adicionam-se também as perdas de flexibilidade
e de massa muscular na região do lombo, pela falta de treinamentos físicos de fortalecimento e/
ou pela idade avançada do equino, que culminam, respectivamente, em perda de ritmo da passada
e dificuldade na realização de montaria dupla ou o acesso de praticantes obesos, por desmotivar
os cavalos em aceitá-los devido lombalgia.
Verificamos que a manutenção da condição física dos cavalos realizados por meio de
exercícios para correção do passo e fortalecimento do dorso (a guia e montado), alongamento dos membros e flexionamentos da cervical e lombar, auxilia no progresso da reabilitação
do praticante por proporcionar em maior magnitude e cadência as forças tridimensionais
recebidas sobre o cavalo durante a sessão. Ainda, o animal torna-se menos relutante em se
locomover, manifestando boa vontade, quando solicitado pelo condutor guia, em intensificar
ou modificar o andamento. Neste sentido, nota-se a importância do profissional com conhecimentos nas áreas de equitação e de anatomia/fisiologia equina, como o Zootecnista, completando a equipe multidisciplinar que caracteriza esta terapia. Desta forma, a interação do
praticante com o animal se desenvolverá de maneira prazerosa, acelerando sua recuperação,
ao mesmo tempo em que se preserva a integridade física e mental dos cavalos de equoterapia.
Palavras-chave: Alongamento, Equino, Flexionamento.
237
Educação
Trabalho de Orientação e Reequilíbrio Postural em Grupo
Vanessa Tiemi Haro Nathalia Ulices Savian, Celia Aparecida Stellutti Pachionni, , Aline Yoshie Aoyama,
Ariane Pavia [email protected] [email protected], [email protected], [email protected]
com, [email protected]
FCT-UNESP Campus de Presidente Prudente- PROEX
Introdução: Postura pode ser definida como “uma posição ou atitude do corpo, o arranjo
relativo das partes do corpo para uma atividade específica, ou uma maneira característica
de alguém sustentar seu corpo”. A avaliação postural se faz importante para que possamos
mensurar os desequilíbrios e adequarmos a melhor postura a cada indivíduo, possibilitando
a reestruturação completa de nossas cadeias musculares e seus posicionamentos no movimento e/ou na estática. Os principais objetivos do projeto são: diminuir as dores causadas
por tensões, reeducação postural, melhorar a flexibilidade, promoção da consciência corporal, equilíbrio e propriocepção. Objetivos: promover o reequilíbrio postural e a melhora da
consciência através da pratica de exercícios orientados. Metodologia: O projeto existe desde
o ano de 2007, no qual teve participação de 66 sujeitos, sendo 55 mulheres e 11 homens, com
idade entre 14 e 55 anos. Estes sujeitos foram avaliados por uma ficha de avaliação composta
pelos dados pessoais e exame físico. Questionário SF-36 (Medical Outcomes Study 36 – Item
Short-Form Health Survey) que é um questionário para avaliação de QV, de fácil aplicação
e compreensão. Questionário da imagem corporal (Body Shape Questionnaire -BSQ) que
mede o de grau de insatisfação com a imagem corporal. É fornecido orientação por meio
de atividades físicas e da cartilha para a conscientização e reequilíbrio postural. O grupo
intitulado “O Programa de orientação e reequilíbrio postural em grupo”ocorre2 vezes na
semana com duração de 1 hora cada, com exercícios orientados. Resultados: No ano de 2008
foram previstas 30 encontros, no ano de 2009 foram previstos 50. Já passaram pelo grupo 8
alunas de diferentes anos da graduação, e em torno de 50 pacientes por ano. O resultado do
programa tem repercutido na comunidade de forma expressiva, o que tem aumentado a procura pelo serviço prestado. A experiência de um trabalho em grupo pode mostrar que esta
forma de atuação pode ser tão eficaz quanto a atuação individual, tendo como diferencial
o estabelecimento das relações sociais, as trocas de experiências e integração entre os participantes. Os participantes podem perceber que suas dificuldades são comuns, e se auxiliam
e incentivam um ao outro. Conclusão: O trabalho em grupo vem atingindo seu objetivo, se
mostrando eficaz, atuando no alívio das tensões das principais cadeias musculares, melhorando a flexibilidade e mobilidade articular, a respiração, atuando em busca da recuperação do
alinhamento ósseo, na reeducação da postura, e assim melhorando da consciência dos gestos.
238
Educação
UATI (Universidade Aberta da Terceira Idade)
Líslei Rosa de Freitas, unidade Centro, UNG ( Universidade Guarulhos)
Margareth M. de Andrade, unidade Centro, UNG (Universidade Guarulhos)
As Universidades têm como objetivo o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, que através de
programas e projetos buscam atender as demandas da comunidade promovendo a interação
do aluno com a prática. Neste aspecto as instituições identificam mudanças e necessidades
da comunidade e iniciam a abrir suas portas.
Nosso foco neste trabalho é a educação permanente, a fim de acompanhar as mudanças
que surgem devido a inversão da pirâmide etária (a população está envelhecendo), ou seja,
a expectativa de vida aumentou bruscamente, e com ela os estudos sobre o idoso em todas
as áreas.
Segundo Kachar (2001), o país envelhece rapidamente e a expectativa média de vida se
amplia. O número de idosos passou de 3 mihões em 1960, para 7 milhões em 1975 e 20
milhões em 2009, um aumento de quase 700% em menos de 50 anos. Estima-se que o Brasil
alcançará 32 milhões de idosos em 2020.
Baseando-se na influência desta mudança demográfica e comportamental , foram planejados os cursos de Extensão Cultural destinados à Terceira Idade dentre as Instituições Brasileiras de Ensino Superior, seguindo o exemplo pioneiro lançado na França pelo professor
Pierre Vellas, na Universidade de Toulouse no início dos anos 70.
A aprendizagem na terceira idade deve ser facilitada por ações inovadoras, focando o
interesse do idoso e suas necessidades. Assim sendo, este processo se torna uma via de
mão dupla: idosos e educadores. Baseando-se nessa característica a UnG, não só oferece a
construção dos saberes para os alunos da terceira idade como promove também oficinas
permanentes para sensibilizar os professores sobre o perfil do idoso atual, fundamentando a
escolha de disciplinas e grau de satisfação dos alunos por meio de pesquisa de avaliação. Os
resultados dessas pesquisas apontam 92% de satisfação dos alunos da UATI-UnG e melhoria
na qualidade de vida promovida através da educação continuada.
Palavras-chave: Educação, Idoso, Universidade, Extensão universitária, qualidade de vida.
239
Educação
UNATI: A Inclusão Social Pela Arte
Profª Drª Solange Maria Leão Gonçalves, FAAC - UNESP, [email protected]
Anny Lemos Ferreira, FAAC - UNESP, [email protected]
Bruna Perim Stefanuto, FAAC - UNESP, [email protected]
Luciana Dionísio, FAAC - UNESP, [email protected]
A UNATI (Universidade Aberta da Terceira Idade), da UNESP/Bauru tem como finalidade
atender os objetivos regimentais constantes da portaria da Unesp nº. 191, de 17 de maio de 2001,
publicada no Diário Oficial de São Paulo em 08 de maio de 2001. Nesse sentido o núcleo local
congrega professores, pesquisadores e alunos para desenvolver atividades de ensino, pesquisa e
extensão ligadas às questões atinentes ao processo de envelhecimento saudável.
A atuação da UNATI/Bauru consiste em promover durante o ano, cursos de artes, palestras, visitas monitoradas e passeios que venham contribuir para proporcionar qualidade de
vida e inclusão social aos idosos participantes desse projeto.
O desenvolvimento do projeto ocorre durante o ano letivo e a articulação do ensino, pesquisa e extensão possibilita o treinamento e aprimoramento profissional e científico de alunos bolsistas do curso de graduação (licenciatura) em Educação Artística da FAAC/Unesp.
Os estudantes são preparados, com uma postura e instrumentais que compõe uma pedagogia
própria para o trabalho com os idosos. Essa integração proporciona o estreitamento das
relações entre a Unesp e a comunidade.
O objetivo principal é proporcionar melhor qualidade de vida aos idosos participantes da
UNATI, pela atualização e ampliação de conhecimentos voltados aos seus interesses e necessidades e a conscientização e ação sobre o envelhecimento saudável. Como exemplo cita-se
a experiência vivenciada nas aulas de artes, que segundo depoimentos dos freqüentadores,
resulta em melhora na percepção visual, na coordenação motora, na convivência em grupo,
na auto estima e, consequentemente, melhor qualidade de vida.
Na perspectiva do núcleo local, o envelhecimento é um processo em construção, motivo
que a freqüência é aberta a jovens e adultos, buscando a troca de experiências entre as gerações, prevenindo o risco de exclusão da convivência entre as faixas etárias.
Existe uma diversificação no oferecimento dos cursos e palestras, com exceção do curso
de informática que é oferecido todos os semestres. As palestras em História da Arte ocorrem em seis módulos e são ministradas por professor voluntário do curso de graduação em
Educação Artística. Os cursos de artes acontecem nos ateliês de pintura e modelagem da
FAAC, com duração de 4 horas semanais. Ao final dos cursos são realizadas exposições dos
trabalhos. Os alunos já apresentaram sua arte em Saraus da cidade, na biblioteca da UNESP e
em uma exposição itinerante que percorreu todos os campis da Unesp. Tais acontecimentos
valorizam a pessoa idosa e gratifica os participantes do projeto, além de oferecer a possibilidade de extensão da atividade para fins comerciais lucrativos.
Palavras-chave: UNATI, Arte, Inclusão Social.
240
Meio Ambiente
A Filosofia Ecológica: teoria e práticas na interação agente/
ambiente
Eduardo Soares Ribeiro; FFC-Marília, UNESP, [email protected]; Maria Eunice
Quilici Gonzalez; FFC-Marília, UNESP, [email protected]; Kátia Batista Camelo Pessoa;
FFC-Marília, UNESP; [email protected]; Rodrigo Beltrani dos Santos; FFC-Marília, UNESP,
[email protected]
O objetivo principal de nosso trabalho é relatar sobre a Horta Ecológica do Campus da
UNESP Marília, o qual por ser um projeto de extensão iniciado em 2008 tem por objetivo
ligar as práticas orgânicas com a terra à Filosofia Ecológica, não só no próprio espaço da
Horta na faculdade como também com o grupo de assentados da comunidade Argentina
Maria de Guarantã-SP. Com a finalidade de ampliar as possibilidades de interação entre os
estudantes do projeto e a comunidade mariliense, mantemos um vínculo com os assentados
de Guarantã, visando o entendimento da relevância da diversidade cultural para as práticas
auto-organizadas, com a troca de experiências e conhecimentos de ambos os lados.
Nosso objetivo geral será apresentar os subsídios teóricos que fundamentam a parte
prática de nossas atividades é baseado nos estudos da Filosofia Ecológica, que tem como
precursores Gibson (1979, 1986), Large (2007) e Bateson (1986), a qual, em sua abordagem
teórica, tem uma fundamentação sistêmica e não antropocêntrica da natureza. Tal abordagem parte de princípios não representacionistas, isto é, não há necessidade de uma mente
que represente as coisas do mundo, mas uma percepção imediata que leva os seres vivos
interagirem com o ambiente, modificando-o e sendo por ele modificado. Nesse sentido, os
organismos em geral, integram um nicho ecológico, participando e interagindo de maneira
recíproca com o meio em que estão inseridos. Assim, a Filosofia Ecológica propõe um estudo da percepção/ação dos organismos, buscando entender os vários “padrões que unem”
os seres vivos e quais são as relações existentes na interação organismo/ambiente, partindo
de uma perspectiva informacional. O padrão, embora tenha regularidade e ordem, não é
algo estático; ele surge num contexto historicamente construído, promovendo significado
e comunicação entre os seres vivos e o ambiente de forma que possibilite aos organismos
perceberem e avaliarem a dinâmica dos sistemas de relações existentes em seus nichos ecológicos. Nossa hipótese é que a interação entre agente e meio ambiente, que ocorre de maneira
auto-organizada, permite que um sistema seja considerado estável quando as relações entre
padrões informacionais que o constitui possibilitam o aprendizado e manutenção de sua
identidade.
Palavras-chave: Filosofia Ecológica, Auto-Organização, Padrão.
241
Meio Ambiente
Agricultura Modelo: Capacitação de jovens habitantes da
zona rural da APA de Botucatu em agricultura sustentável
Luiz César Ribas, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Marísia Cristina da Silva, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Izabel de Carvalho, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP. [email protected]
Luiza Amaral Gurgel, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Ana Clara Ferreira Baptista Araújo, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Corumbataí-Botucatu-Tejupá (perímetro Botucatu), a qual tem uma área aproximada de mais de 218.306,00 hectares e envolve 9
municípios, dentre as principais atividades econômicas estão o reflorestamento, a agricultura
e a pecuária. Em razão dos inegáveis atributos naturais e peculiaridades regionais naturais,
a preocupação com a sustentabilidade deve ser algo imperativo. Este projetou pretendeu
divulgar conhecimentos e proporcionar a apropriação de tecnologias apropriadas de forma
a criar alternativas para a fixação do jovem na área rural da APA de Botucatu. Pretendeu-se,
por intermédio da faculdade e demais parceiros do projeto, contribuir para a conscientização
ambiental dos jovens da área rural da APA de Botucatu. Objetivou-se, também aproximar o
meio rural do meio universitário, de maneira a possibilitar um maior intercâmbio de informações, identificação das problemáticas atuais do jovem no campo e a troca de experiências.
Para tanto, efetuou-se a capacitação de 23 jovens residentes na zona rural dos municípios
de Guareí, Torre de Pedra, Angatuba e Botucatu, com idades entre 15 a 18 anos. Foram
ministrados, durante os períodos de férias escolares (durante 02 anos), módulos de capacitação dos (Saúde e Nutrição; Tecnologia e Produção Agrícola; Produção Animal; Ecologia e
Utilização dos Recursos Naturais; e Empreendedorismo e Gestão da Propriedade Rural). Foi
organizado e distribuído um material didático com linguagem específica com respeito aos 05
módulos para o público-alvo. Com respeito ao desenvolvimento do presente projeto, verificou-se que o resultado final surpreendeu a todos os envolvidos, tanto em razão da mudança
de comportamento dos alunos envolvidos, quanto pela reação positiva acarretada junto aos
seus parentes, familiares, amigos e mesmo comunidades. O projeto surpreendeu, também, a
própria instituição realizadora e seus parceiros institucionais. Ficou patente para todos que o
êxito do projeto dependia do estabelecimento de uma abordagem de caráter multidisciplinar,
sistêmica, integrada e até mesmo holística. Um fato especialmente importante para o sucesso
do projeto foi o envolvimento, a participação, o engajamento e a determinação de diversos
atores públicos e privados locais. Por fim, o projeto ressaltou a importância de se buscar mecanismos e formas de fortalecimento institucional e financeiro tanto para a repetição, continuidade, aperfeiçoamento e desenvolvimento, de maneira sistêmica e multidisciplinar, tanto
do projeto quanto para a implantação de uma agricultura sustentável na APA de Botucatu,
visando, em particular, a fixação dos jovens no meio rural.
Palavras-chave: Agricultura sustentável, êxodo rural, APA de Botucatu.
242
Meio Ambiente
Agrofloresta: alternativa sustentável implantada pela comunidade escolar do assentamento Jacaminho no município de
Alta Floresta - MT
Delmonte Roboredo, Alta Floresta, Professor do Depto. de Agronomia, [email protected]
Mário Alexandre C. Toledo, Alta Floresta, Acadêmico de Engenharia Florestal, [email protected]
Carlos Victor Gallo, Alta Floresta, acadêmico de Engenharia Florestal, [email protected]
Marcos Leandro Garcia, Alta Floresta, Professor do Depto. de Engenharia Florestal, [email protected]
Carlos Eduardo de Oliveira Erne, Alta Floresta, Acadêmico de Engenharia Florestal
Universidade do Estado de Mato Grosso
A degradação ambiental tem ocorrido de forma acentuada no Território Portal da Amazônia no
extremo norte do Estado de Mato Grosso. O presente trabalho foi desenvolvido na Escola Estadual Rodrigues Alves na comunidade São Mateus, localizada no assentamento rural Jacaminho, Alta
Floresta-MT, tendo por objetivo promover a interação da Universidade do Estado de Mato Grosso
(UNEMAT), por intermédio dos acadêmicos da disciplina de Extensão Florestal do curso de Engenharia Florestal, com a comunidade rural implantando uma agrofloresta como unidade multidisciplinar
pedagógica de acordo com as perspectivas Freireana (dialógica e transformadora) estimulando o empoderamento dos atores sociais envolvidos. O trabalho é fruto da parceria entre UNEMAT, Secretaria
municipal de Educação, Instituto Ouro Verde (IOV) e professores da Escola. Inicialmente foi
levantado com a comunidade escolar qual era a atividade principal que eles tinham interesse que
fosse desenvolvida pela universidade naquela comunidade, sendo solicitada a implantação de uma
agrofloresta. As atividades foram realizadas in locu nos dias 02 e 28/10/2009. Para tanto foram
realizadas várias reuniões com acadêmicos, equipe do IOV e professor da disciplina de Extensão
Florestal, nas quais se utilizou o planejamento participativo empregando a ferramenta 5W2H
(what, who, where, when, why, how e how mach) para obtermos o melhor resultado possível.
O primeiro contato dos acadêmicos com a comunidade ocorreu no dia 02/10 por intermédio
de uma visita para conhecerem a realidade local e fazerem um levantamento das espécies nativas
como futuras matrizes para coleta de sementes disponíveis nas matas. No dia 29/10 foi realizada
a implantação da agrofloresta empregando o sistema de muvuca (coquetel de sementes) com a
participação dos professores, alunos da Escola, acadêmicos, alguns agricultores. Na implantação
da agrofloresta foi utilizado o método grupal “demonstração de métodos”, sob a orientação do
Engenheiro Agrônomo do IOV, Vinicius Teixeira Arante, com o intuito de que os alunos aprendessem fazendo, envolvendo-os como sujeitos da ação. No final das atividades foi solicitada aos
atores sociais envolvidos uma avaliação crítica, os quais concluíram que: i) a extensão universitária
dar visibilidade dos problemas dos agricultores e permite conciliar a teoria à prática; ii) a construção de uma agrofloresta consiste em importante etapa do processo de educação ambiental; iii)
professores, acadêmicos e alunos concluíram que é de grande importância a continuidade dos
trabalhos da UNEMAT no assentamento com maior freqüência, na busca do desenvolvimento
rural sustentável na práxis de uma educação inclusivista e transformadora.
Palavras-chave: Extensão Universitária, Educação Ambiental, Educação Transformadora.
243
Meio Ambiente
Avaliação da qualidade das instalações de suínos em pequenas propriedades rurais do Cinturão Verde - Ilha Solteira-SP
Maurício Augusto Leite, FEIS, UNESP, [email protected]
Adriana Okabe, Ilha Solteira, FEIS, UNESP, [email protected]
Daniela Araújo, Ilha Solteira, FEIS, UNESP, [email protected]
A suinocultura é reconhecidamente uma atividade de grande potencial poluidor por produzir grandes quantidades de resíduos que podem prejudicar o meio ambiente ocasionando a
contaminação dos rios e lençóis subterrâneos comprometendo a qualidade da água para seres
humanos e organismos aquáticos, do solo e do ar. A produção de suínos no Brasil ocorre
em grande parte em pequenas propriedades rurais, sendo que estas geralmente não possuem
estrutura adequada das instalações para que não ocorra a contaminação da água, solo e ar.
No município de Ilha Solteira essa é uma situação recorrente, com pequenas propriedades
com plantel de 1 até 20 suínos, com instalações precárias, geralmente sem nenhum sistema
de tratamento de rejeitos que poderá ocasionar, em longo prazo, problemas de poluição da
água e solo.
Com isso, o objetivo deste trabalho foi analisar a adequação das instalações de produção
dos suínos quanto ao sistema de manejo dos dejetos em pequenas propriedades localizadas
na região do Cinturão Verde, município de Ilha Solteira. Deve-se salientar que este estudo é
parte integrante do Projeto PROEX UNESP “Técnicas de Engenharia Rural em Pequenas
Propriedades” que tem por objetivo conscientizar e ajudar o produtor de suínos a adequar
suas instalações com vistas à sustentabilidade da produção nestas propriedades.
Os resultados apresentados referem-se a 13 proprietários entrevistados quanto ao tipo de
criação, instalação e sua qualidade e também quanto ao destino de seus rejeitos. Por meio de
questionários e visitas a campo pode-se verificar que 77% dos produtores apresentam uma
criação intensiva e 13% semi-intensiva. Quanto ao material utilizado na construção das paredes das baias, estes variaram entre alvenaria, grade metálica e madeira, sendo que em 85% dos
casos existe a presença de telhado. Em 77% das propriedades visitadas observou-se a presença de piso de concreto, mas em condições médias de conservação (buracos ou rachaduras).
Em 23% das instalações os rejeitos entravam em contato direto com o solo, dificultando
a limpeza das baias e com possibilidade de contaminação. Quanto ao destino dos dejetos
pode-se observar que apenas 15% dos produtores possuíam esterqueiras, sendo que os 85%
restantes lançavam os rejeitos diretamente no solo quando limpavam as baias. O principal
agravante observado nesse estudo foi a ausência de um tratamento prévio dos dejetos antes
de serem lançados ao solo, funcionando assim como uma potencial fonte poluidora, além
das condições das instalações se encontrarem de forma precária na maioria das propriedades,
contribuindo para o baixo rendimento da produção e na qualidade de vida dos animais.
Palavras-chave: Rejeitos, Agricultura Familiar, Contaminação.
244
Meio Ambiente
Banco de dados espaciais e identificação de áreas prioritárias para o combate a esquistossomose mansoni: uma transferência de tecnologia social
Francisco Anaruma Filho, Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura
e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Claudio Luiz Castagna, Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Campinas, [email protected]
Rozely Ferreira dos Santos, Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura
e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
A esquistossomose é a principal doença parasitária de veiculação hídrica provocada por
helmintos em todo o mundo. Nas cidades brasileiras essa endemia resiste às ações conduzidas pelos órgãos de Saúde Pública para o seu controle, em geral concentrada na atenção
básica aos doentes. É preciso desenvolver estratégias que trabalhem preventivamente e com
a preocupação nos elementos que facilitam o fluxo da doença. Para tanto, é necessário disponibilizar informações, em qualidade e quantidade que permita o controle e monitoramento.
Assim, o presente estudo abordou a esquistossomose sob o prisma de doença ambiental,
analisando os componentes do meio relacionados à manutenção da endemia e estruturando
um banco de dados sobre o tema para o município de Campinas. O banco de dados acoplados a um SIG (Sistema de Informação Georreferenciada) permite definir áreas de vulnerabilidade ao agravo. Por meio de um acordo entre LAPLA-FEC/UNICAMP e Secretaria
da Saúde de Campinas foram realizadas cinco oficinas com os representantes dos diferentes
níveis de gestão em saúde municipal no sentido de capacitá-los no manejo do banco de dados
a partir do SIG de domínio público Spring 5.04, desenvolvido pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE). Tanto o projeto do banco de dados como a estrutura conceitual
das oficinas foram desenvolvidos por alunos de pós-graduação e pesquisadores da área de
Concentração Recursos Hídricos, Energéticos e Ambientais da FEC, sob o fomento da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e CAPES (Coordenadoria
de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior). Os agentes de saúde, durante as oficinas, foram capazes de manipular o banco de dados, reformular informações, gerar mapas
e reconhecer áreas prioritárias para sua atuação no combate e prevenção a doença. Como
produto das oficinas, os próprios agentes foram capazes de levantar alternativas de manejo
ambiental que tinham o propósito de reduzir a vulnerabilidade à doença no município.
Palavras-chave: oficinas, planejamento ambiental, geoprocessamento, capacitação, saúde ambiental
245
Meio Ambiente
Biblioteca: Saúde, Educação e Cultura
Ângela Cristina Cilense Zuanon, Faculdade de Odontologia, UNESP, [email protected]
Ceres Maria Carvalho Galvão de Freitas, Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP, [email protected]
unesp.br
Embora a educação ambiental e a formação humana deva ocorrer dentro dos lares, empresas, repartições públicas entre outros, deve começar nas escolas e nas universidades, onde
comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos e desenvolvidos na prática,
no cotidiano da vida acadêmica. Deve fazer parte do contexto de todos os níveis educacionais, de forma interdisciplinar e envolver professores, formadores de opiniões, que possam
gerar conhecimentos, reflexões e discussões voltados para a preservação ambiental e uso
sustentável dos recursos naturais. A partir de trabalho conjunto entre Biblioteca e PET-ODONTO da Faculdade de Odontologia de Araraquara, Unesp - BIBLIOPET, realiza-se
um projeto de extensão universitária que tem como objetivo oferecer a toda a comunidade
acadêmica (alunos, professores e funcionários) atividades culturais e artesanais que possam
proporcionar aprendizado, cultura, lazer, integração, auxilie na formação humana, profissional e desenvolva consciência para a preservação do meio ambiente e garantia de qualidade
de vida. São oferecidas sessões culturais (conservação de livros, leitura de crônicas, poesias,
contos entre outras com discussão de seus conteúdos e autores) e oficinas artesanais com
reutilização de caixas de leite, latas de refrigerantes, papel de filtro usado, confecção de papel
reciclado, etc. Participaram a cada encontro uma média de 40 indivíduos entre funcionários,
professores e alunos de graduação e pós-graduação. O projeto conta também com uma estante com livros de ficção para estímulo da leitura à comunidade local. Trata-se de importante atividade desenvolvida pela área de saúde (odontologia), pois oferece atividades diferentes
daquelas desenvolvidas regularmente e complementam a saúde do indivíduo, considerando
sua saúde mental e bem estar social. Oferece ensino por meio do envolvimento dos alunos
do curso de graduação (grupo PET e voluntários), pesquisa diante da coleta de dados (nº
de participantes, relatos quanto a satisfação, sugestões e nível de aprendizado, participações
em congressos e eventos da área) e atende demanda social (comunidade unespiana local).
Após um ano de desenvolvimento, o projeto conta com grande participação e satisfação da
comunidade local, a qual freqüenta regularmente suas atividades, fazem sugestões, elogios e
participam ativamente. Levam para suas casas, igrejas e comunidades as atividades aprendidas atuando como multiplicadores de ações que visam a reutilização de materiais e da conservação do meio ambiente.
Palavras-chave: meio ambiente, saúde, educação.
246
Meio Ambiente
Caça-Vento, Vida-Sub e Bicho do Mato
Educação Ambiental e consciência sustentável
Marcos Chiquitelli Neto1,3 ;Sandro Garcia2,3 ; Fernando Puertas3,4
1 Professor do Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP de Ilha Solteira.
2 Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça-SP.
3 Colaborador do Núcleo de Manejo Racional (MANERA) - [email protected]
4 Aluno do curso de graduação de Ciências Biológicas - UNESP de Ilha Solteira
Os recursos naturais (água cristalina, lagos, baias, ilhotas, canais, matas ciliares, etc), bem
como, recifes artificiais (ruínas, naufrágios, aterros e outros materiais submersos), remodelados após a inundação de grandes áreas do alto rio Paraná durante a construção das usinas
hidrelétricas, acabaram se tornando um grande atrativo para a exploração do homem e também dos animais, no entanto, essa exploração ainda se dá de maneira desordenada, seja pela
fiscalização insuficiente, ou mesmo, pela falta de informações que possam ser utilizadas no
turismo sustentável e na melhoria desse ecossistema, fazendo com que grande parte da população não se preocupe em agir com consciência ecológica, desrespeitando rotineiramente
o meio ambiente. Nesse sentido, as atividades dos programas Caça-Vento, Vida-Sub e Bicho
do Mato têm como foco promover a aproximação da sociedade civil aos elementos ambientais, despertando a consciência da preservação e utilização sustentável dos nossos recursos
naturais e promovendo o bem-estar das pessoas e dos animais que convivem nessa região. Os
trabalhos foram desenvolvidos ao longo dos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010, concentrando
a maioria de suas atividades na praia Marina, município de Ilha Solteira (ISA), onde foram
desenvolvidos seis eventos. O público alvo se concentrava em crianças entre 4 e 16 anos,
bem como, seus pais. As atividades desenvolvidas nos eventos foram subdivididas em três
programas e 11 módulos: Atividades náuticas (Caça-Vento), Atividades subaquáticas (Vida-Sub) e Atividades em terra (Bicho-do-mato). Cada programa utilizava diferentes dinâmicas
de grupo que envolvia o participante numa questão ecológica específica, como por exemplo,
o lixo encontrado em cada local visitado. Cada dinâmica era coordenada por um monitor,
previamente treinado para a atividade específica. Houve uma participação crescente do público nos diferentes anos, destacando os dois últimos eventos com participação de mais de
500 pessoas em cada um. Tendo em vista o aumento de pessoas nos eventos, bem como, a
resposta positiva dos próprios participantes, por meio de aplicação de questionários e conversas informais, esse tipo de ação está demonstrando bons resultados, principalmente na
população jovem (entre 8 e 16 anos de idade) que reivindica uma maior freqüência de ocorrência dos programas Caça-Vento, Vida-Sub e Bicho do Mato na cidade. Apesar dos bons
resultados, essa iniciativa ainda é pouco estimulada pelos órgãos públicos e só está sendo
desenvolvida pela participação ativa dos colaboradores do projeto.
Palavras-chave: Sustentabilidade, Ecologia, Coleta de lixo
247
Meio Ambiente
Caixa de Ferramentas: desenvolvimento de metodologia de
concertação
Emilia Wanda Rutkowski, Faculdade de Engenharia Civil, UNICAMP, [email protected]
Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis, Faculdade de Educação, UNICAMP, [email protected]
Alessandro Sanches Pereira, Faculdade de Engenharia Civil, UNICAMP, [email protected]
Rafael Costa Freiria, Faculdade de Engenharia Civil, UNICAMP, [email protected]
Ernestina Gomes de Oliveira, Faculdade de Engenharia Civil, UNICAMP, [email protected]
Através de convênio firmado entre a Universidade Estadual de Campinas e o Ministério do Trabalho e Emprego em 2007, foi desenvolvido um projeto guarda-chuva intitulado
“Qualificação Social e Profissional, Certificação e Desenvolvimento de Caixa de Ferramentas
Metodológicas para o Sistema Público de Trabalho, Emprego e Renda (SPTER)”, que abarcou outros quatro subprojetos, cada um sob a responsabilidade de uma Faculdade.
O Laboratório de Sustentabilidade Socioambiental e Redes Técnicas - Fluxus, vinculado
à Faculdade de Engenharia Civil, ficou encarregado por desenvolver o subprojeto 2 “Desenvolvimento de Caixa de Ferramentas de Metodologias de Concertação para Qualificação
Profissional”, cuja proposta foi a de construir instrumentos que pudessem subsidiar a intervenção qualificada de agentes/grupos sociais em espaços e temas considerados essenciais
para um processo de desenvolvimento sustentável.
O trabalho parte do reconhecimento de que as metodologias de concertação existentes no
âmbito dos Projetos Especiais de Qualificação (ProEsQ) não incluem a dimensão ambiental e
apresentam dificuldade de reaplicação por serem desenvolvidas para atender objetivos específicos.
Sendo assim, três marcos analítico-conceituais foram estudados e elencados como fundamentos para o desenvolvimento das ferramentas a serem utilizadas na qualificação profissional, a saber: a bacia hidrográfica, unidade base para o planejamento ambiental no Brasil;
as premissas socioambientais; e o marco da Tecnologia Social. Todos entendidos como premissas da Educação Ambiental que estruturam e qualificam as ferramentas metodológicas.
Este estudo deu origem a três ferramentas, diretamente vinculadas a cada um dos marcos,
a saber: delimitação espacial, delimitação social e estruturação das informações. Tais ferramentas, universais e reaplicáveis com legitimidade em diversos ambientes e situações, precisam ser desenvolvidas através de processos metodológicos dinâmicos que permitam uma
retroalimentação e consolidem método e ferramenta como uma engrenagem interconectada.
A Caixa de Ferramentas agrega diferencial às metodologias já existentes, trazendo consigo, além de premissas de trabalho diferenciadas, a possibilidade de fortalecimento de diálogo
substantivo entre a sociedade civil, o Estado, o setor produtivo e os trabalhadores. Neste
sentido, a elaboração de uma política pública de qualificação profissional a partir destas premissas possibilita o fortalecimento da cidadania, permitindo aos agentes repensar “quem
sou”, “onde estou” e “o que posso fazer” dentro de uma dinâmica em que a realidade local é
privilegiada e os agentes participam ativamente do processo de tomada de decisão.
Palavras-chave: Sustentabilidade, Tecnologia Social e Meio Ambiente.
248
Meio Ambiente
Combate ao Desperdício de Alimentos nos Restaurantes
Universitários da USP
Sabrina Daniela Lopes Viana, Faculdade de Saúde Pública, Bolsista do Programa Aprender com Cultura e
Extensão, USP, [email protected]
Elizabeth Teixeira Lima, Agência USP de Inovação, USP, [email protected]
Oswaldo Massambani, Agência USP de Inovação, USP, [email protected]
O desperdício é definido como qualquer atividade que não agregue valor e que resulte
em gastos desnecessários. O Programa USP Recicla tem como missão, contribuir para a
construção de sociedades sustentáveis. Os campi do interior da USP, por intermédio do
Programa USP Recicla, já iniciaram ações visando ao combate ao desperdício de alimentos
nos restaurantes universitários.
O objetivo do projeto é diminuir o impacto ambiental gerado pelo descarte de restos
alimentares, estimular a revisão de hábitos e costumes e, conseqüentemente, proporcionar
economia à Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) da USP tendo como piloto o Restaurante Central do Campus Capital.
As etapas do projeto são: levantamento dos dados; pesquisa junto aos usuários do restaurante; campanha educativa, oficinas com os funcionários e avaliação da campanha.
O levantamento de dados ocorreu por meio da pesagem dos restos de alimentos e estimativa do desperdício de refeições no restaurante. Os valores obtidos na pesagem de alimentos pré-campanha foram: Peso total de refeições servidas (1029,17 kg), Peso total de
resto (145,1 kg), taxa de desperdício (14,10%), Refeições servidas (1705,5), Peso servido/
pessoa (604,2 g) e Desperdício/ pessoa (86,2 g). A partir desses valores, podemos estimar
que por dia sejam desperdiçados 353,42kg de comida, são 682 pratos jogados fora diariamente no Restaurante Central, que em dinheiro equivale a R$ 5115,00. Alguns fatores dificultaram o cumprimento integral do Projeto: o tempo para se adequar às orientações da Coseas,
o fechamento do Restaurante Central devido à greve de funcionários da Universidade de São
Paulo e à reforma do mesmo, e a resistência da própria Divisão de Alimentação em aceitar a
metodologia proposta.
De qualquer maneira os resultados iniciais da pesagem demonstraram a necessidade de
uma intervenção focada na revisão de alguns procedimentos operacionais e na incorporação
de alguns valores por meio de campanhas educativas como forma de minimizar o desperdício e proporcionar uma mudança na relação de geração de resíduos provenientes desse
restaurante.
Palavras-chave: Desperdício; Restaurante; USP Recicla
249
Meio Ambiente
Compreendendo as enchentes urbanas: o caso do Córrego
da Servidão de Rio Claro (SP)
Rodrigo Braga Moruzzi, Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento, UNESP Campus de
Rio Claro, [email protected]
Cenira Maria Lupinacci da Cunha, Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento, UNESP
Campus de Rio Claro, [email protected]
Fabiano Tomazini da Conceição, Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento, UNESP
Campus de Rio Claro, [email protected]
Em ambiente tropical, como o registrado em parte do território brasileiro, a distribuição
espacial da rede hidrográfica tende a ser densa visto que as características climáticas, vinculadas à abundância de água, propiciam condições de drenagem superficial e subsuperficial
que culminam com alta freqüência espacial dos cursos de água. Neste cenário, os espaços
urbanos estabelecem-se sobre terrenos que necessariamente englobam vales fluviais. Assim,
o crescimento comumente espontâneo desses espaços, sem planos de drenagem urbana,
pode gerar problemas sérios de enchentes. São estas condições que caracterizam boa parte
das cidades de porte médio do estado de São Paulo e são encontradas na bacia hidrográfica
do Córrego da Servidão, localizada na cidade de Rio Claro. As enchentes registradas na cidade de Rio Claro ocorrem tanto nos setores de ocupação recente, como de ocupação antiga
a qual caracteriza a referida bacia que, com o adensamento urbano, tem sido submetida a
vários eventos vinculados às enchentes.
Assim, o ponto norteador das atividades propostas no projeto de extensão aqui relatado
foi a transferência de informações e tecnologias para os funcionários da Defesa Civil do
município, visando avaliação das condições de drenagem deste setor de Rio Claro, SP. As
informações e transferência de tecnologia referem-se à ocupação urbana e as obras de drenagens, assim como levantamentos geomorfológicos e hidrológicos. Posteriormente, modelos
hidrológicos foram apresentados visando sensibilizar os participantes sobre o impacto da
ocupação urbana e de medidas corretivas. Para consecução da proposta delineada, o trabalho
foi executado por uma equipe multidisciplinar composta por docentes e discentes da área de
engenharia, geologia e geografia.
Por meio de cursos de extensão, foram beneficiados diretamente os funcionários da Defesa Civil do município, que receberam um conjunto de informações sobre a questão das
enchentes urbanas, referentes aos aspectos acima mencionados. Indiretamente, acredita-se
que toda a população residente na área da bacia também foi benecifiada com ações da Defesa Civil que demonstravam um maior entendimento da questão das águas pluviais e sua
dinâmica no espaço urbano. Assim, os benefícios decorrentes dos estudos científicos, anteriormente desenvolvidos pela equipe, puderam ser compartilhados e revertidos diretamente
à comunidade. Acredita-se que a população pôde usufruir diretamente dessa articulação por
meio da aplicação dos conhecimentos adquiridos na prática da gestão municipal.
Palavras-chave: Enchentes urbanas, bacia hidrográfica, modelos hidrológicos.
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Meio Ambiente
Desenvolvimento de equipameneto para realização de compostagem
Prof. Dr. Manoel Cléber de Sampaio Alves, Itapeva, Unesp, [email protected], Fabiane Salles Ferro,
Itapeva, Unesp, [email protected], Prof. Dr. Marcos Tadeu Tibúrcio Gonçalves,[email protected]
unesp.br, Itapeva, Unesp, Prof. Dr. Alexandre Jorge Duarte de Souza, Itapeva, Unesp, [email protected]
unesp.br.
A geração crescente e diversificada de resíduos sólidos nos meios urbanos e a disposição
final dos mesmos estão entre os mais sérios problemas ambientais enfrentados pelos países
industrializados e em desenvolvimento. Na maioria dos municípios brasileiros a administração dos resíduos sólidos se limita a depositá-los em locais como lixões ou aterrá-los sem
maiores cuidados sanitários. Como alternativa economicamente viável e ecologicamente sustentável, existe a compostagem que é um processo que pode ser utilizado para transformar
diferentes tipos de resíduos orgânicos em adubo que, quando adicionado ao solo, melhora as
suas características físicas, físico-químicas e biológicas.
Este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de um equipamento mecânico, capaz de realizar a compostagem sem produção de mau cheiro em prazos curtos, através da
utilização de restos de alimentos e restos industriais principalmente do setor madeireiro, de
forma a transformá-los em um composto equilibrado capaz de suprir as plantas com todos
os nutrientes necessários. As empresas NovaReciclagem Assessoria e Consultoria Empresarial e Linax Extração de Óleos Essenciais são parceiras neste projeto.
O equipamento desenvolvido consiste de três partes sendo um triturador de matéria
orgânica, um extrator de umidade e um reator. O triturador de matéria orgânica tem como
função a diminuição do tamanho da matéria orgânica, de modo a facilitar sua compactação e
conseqüentemente a remoção da umidade. O Extrator de umidade é composto por um sistema de compactação, a qual tem a função de compactar a matéria orgânica até que ocorra a
remoção de parte de sua água. A parte final do compostador é um reator o qual tem a função
de aerar a massa de resíduos orgânicos de forma automática dependendo da programação
prévia, através de inversor de freqüência e de temporizadores de relês.
Ensaios preliminares mostraram a boa eficiência do triturador e do extrator de umidade
sendo que a quantidade de água extraída depende das características dos resíduos utilizados.
Como exemplo desta eficiência conseguiu-se extrair aproximadamente 3 litros de água de 5
kg de resíduos de bananas, maçãs e folhas de couve, neste ensaio ainda foi adicionado serragem fina de madeira, obtendo-se um composto em um prazo de 20 dias.
O equipamento ainda está em desenvolvimento, no entanto os resultados até agora obtidos atenderam os objetivos desejados, já que foi possível a redução do tempo de compostagem, sem produção de mau cheiro. O composto produzido é equilibrado capaz de suprir as
plantas com todos os nutrientes necessários.
Palavras-chave: Compostagem, resíduos de alimentos, compostador.
251
Meio Ambiente
Desenvolvimento de metodologias para aplicação de educação ambiental: as experiências da REAUSo
Roberto Wagner Lourenço, Sorocaba, [email protected]
Cassia Zanetti Pimentel, Sorocaba, [email protected]
Rafael do Valle Melo, Sorocaba, [email protected]
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - UNESP
A educação ambiental pode ser definida como o processo de reconhecimento de valores
e elucidação dos conceitos que levam ao desenvolvimento de habilidades e atitudes necessárias para entender e apreciar interrelações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios
físicos1. Diante dos atuais problemas ambientais vividos, a educação ambiental constitui-se
como elemento promotor de mudanças comportamentais, conquistando espaço em diversos
segmentos da sociedade. Dessa forma os alunos de graduação do curso de Engenharia Ambiental criaram, em 2005, a Rede de Educação Ambiental da UNESP Sorocaba (REAUSo).
Segundo Paixão2, uma rede constitui uma forma de organização capaz de reunir pessoas
e instituições em torno de objetivos comuns, primando dinamismo, democracia e descentralização na tomada de decisões. Nesse contexto, a REAUSo surge como um projeto de
extensão a fim de contribuir para o surgimento de novas ações de melhorias socioambientais,
objetivando levar conceitos e metodologias para a formação de agentes multiplicadores a
nível local e regional. Para tanto, atualmente são desenvolvidos projetos caracterizados como
frentes de trabalho que atuam simultaneamente, sustentados pela parceria com ONG’s e escolas da rede pública de ensino. As atividades são aplicadas na comunidade escolar e ensino
superior visando o aprimoramento e ampliação das técnicas e metodologias utilizadas. As
principais temáticas desenvolvidas relacionam-se com manejo de resíduos sólidos gerados no
campus juntamente com a conscientização de alunos, funcionários e professores; aplicação
de atividades de cunho socioambiental e implementação de Agenda 21 escolar em escolas
da rede pública de ensino; aplicação de cursos de capacitação em educação ambiental para
graduandos da UNESP Sorocaba, bem como para professores da rede pública de ensino da
região, a fim de formar agentes multiplicadores e parceiros para a sustentabilidade do grupo.
Atualmente, a REAUSo é mantida por trinta membros, sendo vinte e cinco graduandos
de Engenharia Ambiental e cinco formados que oferecem apoio à distância. Deve-se ressaltar o apoio financeiro da Pró-Reitoria de Extensão da UNESP (PROEX) e da Fundação
de Amparo e Desenvolvimento da UNESP (Fundunesp), através da concessão de bolsas
de extensão e de subsídios para compra de diferentes tipos de materiais, os quais fornecem
maior qualidade aos trabalhos.
Palavras-chave: Extensão, Capacitação, Educação Ambiental.
1 REIGOTA, Marcos Antônio dos Santos. O que é Educação Ambiental. Coleção Primeiros Passos. São
Paulo: Editora Brasiliense, 2006.
2 PAIXÃO, F. Formulação e desenho da Rede Carajás de Educadores Ambientais e Desenvolvimento
Sustentável Local. Revista Brasileira de Educação Ambiental. Brasília. REBEA, 2007.
252
Meio Ambiente
Desenvolvimento de metodológica para avaliação da viabilidade de helmintos patogênicos em lodo de ETE desaguado
em BAG. Um repasse de tecnologia social
Francisco Anaruma Filho, Departamento de Recursos Hídricos da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura
e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Bruno Coraucci Filho Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura
e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas, [email protected]
Lucas Erickson Marinho Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil,
Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas
Segundo o IBGE (2007) uma parcela significativa das cidades brasileiras não apresentam rede
de coleta de esgotos e/ou estações de tratamento dos mesmos. Considerando-se apenas a população urbana ano de 2008, segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério
das Cidades, 94,7% da população urbana é servida por água tratada, 50,6% possui rede de esgotos,
e apenas 34,6% deste esgoto gerado foi tratado (Brasil 2010). O sistema de lagoa de estabilização
é o método mais utilizado na maioria dos municípios brasileiros para tratamento de seu esgoto.
Mesmo exigindo altos investimentos para sua instalação, este método apresenta relativamente
baixos custos para sua operação, bem como na maioria das vezes, excelentes resultados quanto à
remoção de matéria orgânica, óleos, graxas e gorduras, regulando satisfatoriamente os níveis de
DQO/DBO do esgoto doméstico, após passagem pelo sistema. Vários estudos apontam que
uma das maiores vantagens das lagoas de estabilização é a sua capacidade de remoção, por meio
de sedimentação, de organismos patogênicos como cistos de protozoários e ovos de helmintos.
Em que pese à grande experiência acumulada no Brasil na operação de lagoas, alguns refinamentos fazem-se necessários, principalmente no que tange ao reuso de águas residuárias em uma
matriz agrícola. Muitos são os métodos recomendados para o monitoramento da dinâmica do decaimento da viabilidade dos patógenos, alguns apresentam elevada porcentagem de recuperação,
mas demanda muito tempo de análise; outros não estão suficientemente descritos nas publicações
a ponto de permitir uma reprodução; outros utilizam reagentes caros elevando os custos do processamento; algumas técnicas utilizam reagentes responsáveis pela produção de grande passivo
químico, inviabilizando seu uso; outros poucos impactantes, possuem uma recuperação de ovos
limitada. Fica claro com isso, que o monitoramento de patógenos em esgoto passa por um dilema, tanto relacionado a eficiência quanto ao caráter econômico e ambiental. Portanto este estudo
defende que alem dos métodos recomendados pela legislação vigente de avaliação de helmintos
em esgoto e lodo, novas metodologias devem ser avaliadas visando maior eficiência, baixo custo
e menor impacto ao ambiente. O Labreuso ligado ao Departamento de Saneamento e Ambiente
da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da UNICAMP desenvolve pesquisa
neste sentido e oferece como extensão, serviços de pesquisa de viabilidade de helmintos patogênicos as operadores de ETE do estado de São Paulo para que estas se adéqüem a legislação vigente
relacionada ao uso deste importante insumo na agricultura.
Palavras-chave: Esgoto sanitário, lodo de ETE, uso agrícola
253
Meio Ambiente
Educação Ambiental: um caminho para o desenvolvimento
sustentável
Maria Angélica Martins Costa, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus
Experimental de Itapeva, [email protected]
Tatiane Matos Vieira, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus Experimental de
Itapeva, [email protected]
André Marcos Leme, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus Experimental de
Itapeva, [email protected]
Carlos Alberto de Oliveira Matos, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus
Experimental de Itapeva, [email protected]
O foco da Educação Ambiental é formar cidadãos conscientes quanto à preservação do
meio ambiente, cientes das conseqüências de seus atos e que se unam para buscar melhorias
locais e globais. Para tanto, torna-se necessário uma ação de conscientização e mobilização
principalmente das crianças, pois, segundo Silva (1995), a realização de Educação Ambiental
deve ter início na escola, para em seguida atingir os demais segmentos da sociedade. Este
projeto tem por objetivo delinear maneiras de promover o desenvolvimento da Educação
Ambiental nas escolas de Ensino Fundamental, com foco na mudança dos hábitos domésticos comuns visando a racionalização dos recursos. Como o público alvo são crianças, a
linguagem utilizada foi de fácil compreensão, para que tudo o que fosse ouvido, observado
e sentido por eles pudesse se transformar em um aprendizado permanente. Lay-ang et al.
(2004) considera que na educação os jogos didáticos desempenham um papel facilitador durante o processo de ensino e aprendizagem por ser altamente motivante, e para Souza e Nascimento Júnior (2005), quando possuem uma perspectiva ambiental, são importante subsídio
no ensino de ecologia e educação ambiental. Com essas estratégias foi desenvolvida uma aula
rica em desenhos e animações, além de atividades realizadas em grupos, como jogos, brincadeiras
e desenhos. Para fixação do conteúdo é proposto aos alunos um teste simples consistindo em
imagens de atitudes corretas e incorretas quanto à preservação do meio ambiente, tendo em vista
um aprendizado sadio e divertido.
Foram visitadas escolas carentes do município, incluindo a zona rural, buscando levar
este conhecimento a todos, e como resultado, de um total de 110 questionários aplicados,
98% dos alunos obtiveram 100% de aproveitamento, mostrando que quase a totalidade dos
alunos assimilou os conteúdos abordados.
Os resultados desta pesquisa mostraram que existem várias formas de ensinar uma criança, mas as brincadeiras, expressadas através de um conjunto de estratégias metodológicas
aplicadas de forma dinâmica, criativa e lúdica, demonstraram-se ser uma das melhores formas de aprendizado para esse público em particular. Percebeu-se, ainda, que não há uma
única estratégia para o desenvolvimento da Educação Ambiental no âmbito do Ensino Fundamental, assim, cada um pode descobrir uma maneira e fazer sua parte. Os resultados foram positivos e mostraram que as crianças estão dispostas a aprender e também a praticar a
Educação Ambiental, bastando que haja vontade pública para ensiná-las.
Palavras-chave: Meio ambiente, Educação.
254
Meio Ambiente
Educação Ambiental: fazendo a nossa parte
Elizete Beatriz Azambuja; Universidade Estadual de Goiás (Unidade Universitária de São Luís de Montes
Belos), [email protected]
O presente texto trata de um relato de experiência em um projeto de extensão desenvolvido por mim, professora, juntamente com alunos/as da Uni-versidade Estadual de Goiás
(UEG), na Unidade Universitária de São Luís de Montes Belos/GO.
O projeto denominado “Educação ambiental: fazendo a nossa parte” constituiu-se de
oficinas de reutilização de materiais, no Centro de Inserção Social desse município goiano.
As oficinas oportunizaram a interação entre re-educandos da unidade prisional, alunos/as e
pessoas da comunidade que se preocupam em desenvolver trabalhos socioambientalistas. Os
materiais reutili-zados eram garrafas peti, caixas de leite, caixas de papelão, palitos de fósforo,
latas e vidros, filtros de café, entre outros.
Concordamos com Stapp (1996) quando afirma que “a Educação Ambiental torna-se
chave na medida em que cada um desperte seu potencial de contribuir para um mundo
mais ético e sua responsabilidade de se engajar em processos que visem a um bem maior
que priorize o respeito à vida.” Assim, consideramos ser relevante a organização de espaços
para reflexão sobre questões ambientais, divulgando algumas possibilidades de transformar
“lixo” em arte, sobretudo numa unidade prisional, espaço estigmatizado, marginali-zado em
nossa sociedade.
Palavras-chave: Educação ambiental, reutilização, responsabilidade.
255
Meio Ambiente
Extensão como instrumento pedagógico na formação universitária de tecnólogos: a parceria entre a Fatec de Indaiatuba e a Fundação SOS Mata Atlântica
Gerson Araujo de Medeiros, Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba, Indaiatuba - SP, [email protected]
edu.br;
Luiz Antonio Daniel; Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba, Indaiatuba - SP, [email protected]
br;
João Cantarelli Junior, Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba, Indaiatuba - SP, [email protected]
br;
Um dos maiores reflexos da degradação ambiental de áreas urbanizadas e industrializadas
no Estado de São Paulo é a escassez dos recursos hídricos, tanto em quantidade como em
qualidade, provocada pelas crescentes demandas e poluição aquática. Várias são as alternativas de enfrentamento dessa questão, destacando-se a extensão e a educação ambiental. O
objetivo do presente trabalho é apresentar os resultados do projeto de extensão em recursos
hídricos, desenvolvido a partir de uma parceria entre a Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (FATECID) e a Fundação SOS Mata Atlântica, no período de março de 2009 a janeiro
de 2010. Esse projeto, denominado “Observando os rios”, integra o programa de educação
ambiental “Rede das Águas”, organizado e gerenciado pela Fundação SOS Mata Atlântica.
Tal programa utiliza o monitoramento da qualidade da água como instrumento de sensibilização e engajamento social para a gestão participativa de bacias hidrográficas. A metodologia
incluiu análises mensais de parâmetros físicos, químicos e biológicos das águas do Córrego
Barrinhas, afluente do rio Jundiaí, um dos mais importantes mananciais da Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O monitoramento teve a participação de alunos dos
cursos tecnológicos de Gesta Empresarial e de Informática da FATECID, e cujos resultados
são divulgados no sítio de internet da Fundação SOS Mata Atlântica. Os resultados demonstraram a importância das atividades de extensão na formação de tecnólogos, os quais puderam avaliar a variação da qualidade da água do Córrego Barrinhas, ao longo do ano. A melhor
qualidade foi verificada na época de seca, e a pior no período de chuvas. Contribui para esse
comportamento o fato da bacia hidrográfica do Córrego Barrinhas ser predominantemente
rural, e do provável baixo lançamento de esgoto doméstico no rio. Todavia, observou-se a
presença de lixo no local do monitoramento, além do despejo de entulho de construção civil,
dos próprios moradores do município. Portanto, conclui-se que a qualidade da água é mais
afetada pelo material carreado no escoamento superficial durante a época das águas, o que
ressalta a importância do reflorestamento na região. Além disso, aponta-se para a necessidade de maior fiscalização, por parte do poder público, e conscientização da população, com
relação ao despejo do lixo e entulho em áreas de mananciais.
Palavras-chave: extensão, recursos hídricos.
256
Meio Ambiente
Extensão, Comunicação e Meio Ambiente: uma prática em
Educomunicação
Drº. Sandro Tonso, Faculdade de Tecnologia - Unicamp ([email protected])
Kleiton Bueno Bezerra da Silva, Faculdade de Tecnologia - Unicamp ([email protected])
Jéssica Pedrina Lima da Silva, Faculdade de Tecnologia - Unicamp ([email protected])
Luciane de Oliveira Leite Santos, Faculdade de Tecnologia - Unicamp ([email protected])
Mariana Leme, Faculdade de Tecnologia - Unicamp ([email protected])
Este pôster apresenta um projeto do Grupo de Extensão “Busca Sorrisos”, que atualmente se reconhece como Coletivo jovem de Limeira. O trabalho trata de um processo de
Educomunicação, voltado para a construção de um vídeo denúncia, no qual serão expostos
e questionados os impactos socioambientais provenientes da falta de políticas públicas na
região do bairro Jardim Morro Azul em Limeira. O objetivo deste vídeo é sensibilizar, conscientizar e chamar a atenção do poder público e da sociedade civil para os problemas referentes à moradia, vizinhança e violência, além de servir como instrumento para a prática de
uma educação ambiental crítica e transformadora. Trata-se de um processo em andamento.
Palavras-chave: Educomunicação, Educação Ambiental
257
Meio Ambiente
Fumaças Respiradas no Jardim São Marcos, Campinas - Um
Inventário Espaço-Temporal
Edson Delattre, Instituto de Biologia, UNICAMP [email protected] e www.
queimadasurbanas.bmd.br
As queimadas urbanas em Campinas são endêmicas. Há cinco anos, durante ação voluntária antiqueimadas no Jardim São Marcos, periferia de Campinas, uma moradora perguntou-nos:
“queimada tem algo a haver com câncer?” Dizia ela que estariam ocorrendo muitos casos de
câncer em crianças desse bairro. Respondemos-lhe que, possivelmente, haveria tal relação. Embora sem confirmação do seu relato, passamos a observar e a registrar a ocorrência de múltiplos
tipos de queimadas nesse bairro e em suas cercanias, bem como a liberação de fumaças de outras
origens. MÉTODO: O Jardim São Marcos é um bairro da região norte de Campinas, tendo ao
sul o Jardim Santa Mônica e a Rodovia D. Pedro I e a sudoeste a Estrada do Amarais. É cortado
pelo ribeirão Quilombo e inclui área favelizada. Executamos a observação e o registro fotográfico
de queimadas e de outras fontes de fumaça nesse bairro e em áreas contíguas, no período de 2005
a 2010. RESULTADOS: Durante nossa ação voluntária, já identificamos as seguintes fontes de
fumaças respiradas pelos moradores desse bairro:
1) Queimadas:
• Em lixões, na Rua Felinto de Almeida, paralela à Rodovia D. Pedro I.
• Em lixão e capinzal, às margens da Estrada dos Amarais.
• De lixos e rejeitos, em propriedades particulares (residenciais e comerciais).
• De lixos e rejeitos, em áreas públicas (calçadas, ruas, canteiros etc).
• Sazonais (geralmente, no período da estiagem), na Fazenda Chapadão, Área Militar.
• Freqüentes, na Fazenda Santa Elisa-IAC, ao longo de todo o ano.
• Fortuitas, em canavial vizinho.
• De capim e rejeitos sintéticos, em encostas do ribeirão Quilombo.
• Executadas em áreas e bairros vizinhos, tais como o J. Santa Mônica, J. Campineiro
e J. Esperança.
• De capim, externamente aos acostamentos das duas pistas da Rodovia D Pedro I.
2) Trânsito veicular intenso e, freqüentemente, congestionado, na Rodovia D. Pedro I,
bem como o trânsito nas vias locais.
CONCLUSÕES: a) O Jardim São Marcos - Campinas é um modelo de região urbana
flagelada por intensa poluição atmosférica, gerada por fontes fixas intermitentes e fontes
móveis quase-permanentes. Além da geração local de poluentes, esse bairro recebe poluição
atmosférica externa. b) Cremos que o cenário ambiental degradado, constatado no J. São
Marcos, resulte de um abandono por parte dos gestores públicos, que omitem atenção às
necessidades básicas dessa comunidade e do seu entorno. c) Os poderes públicos têm o dever
de executar ações permanentes de prevenção e combate às queimadas urbanas em todos os
âmbitos e setores geográficos, para assegurar o direito constitucional de todos os habitantes
ao meio ambiente equilibrado, indispensável ao bem estar, à saúde e à vida.
Palavras-chave: Queimadas Urbanas, Fumaça, Doenças.
258
Meio Ambiente
Gestão de Resíduos Sólidos em Campus Universitários: experiência da UNESP-Sorocaba
Sandro D. Mancini, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
Cláudia H. Watanabe, Campus de Sorocaba, UNESP, [email protected]
O campus de Sorocaba pode ser considerado um gerador de resíduos em potencial por
contar com a circulação diária de cerca de 700 pessoas dentre discentes de graduação, pósgraduação, docentes e funcionários. Diante desta realidade, são gerados diversos tipos de
resíduos, como restos de comida, plásticos, metais, vidros e papéis além de alguns perigosos
como lâmpadas fluorescentes exauridas, pilhas e baterias.
Um sistema informal de gestão de resíduos dentro do campus teve início em 2004 e
ganhou apoio formal da Pró-Reitoria de Extensão da UNESP (PROEX) a partir de 2005
com a aprovação do Projeto “Gerenciamento dos Resíduos Sólidos Gerados no Campus
de Sorocaba”. Em 2009 foi apresentado à coordenação executiva do campus um projeto de
propostas para aprimoramento do gerenciamento dos resíduos, que aos poucos vem sendo
implementadas. Uma das primeiras ações neste sentido foi a formação, no ano de 2010, da
Comissão de Residuos do Campus, meio institucional por onde são discutidos os assuntos
referentes ao gerenciamento de resíduos da unidade.
O projeto vem de encontro à Política Nacional de Resíduos Sólidos, recentemente sancionada. Ainda, está de acordo com legislações estaduais pertinentes: lei 12.528/2007 que
tornou obrigatória a prática da coleta seletiva em repartições públicas e do Projeto de Lei
282/2007 que obriga a destinação dos resíduos recicláveis separados em instituições da administração pública estadual a uma cooperativa de catadores.
Desde seu início, o projeto viabilizou várias ações. O campus realiza a coleta e armazenamento de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes descartadas, cuja destinação adequada é
custeada pela empresa Flextronics International Tecnologia Ltda. Os resíduos da coleta seletiva de papéis, vidros, metais e plásticos que antes eram comercializados pela equipe de limpeza, são destinados semanalmente à Cooperativa de Reviver. Através do projeto instaurou-se também a coleta de óleo de fritura usado, atualmente também recolhido pela cooperativa
Reviver, que utiliza-o como matéria prima para a fabricação artesanal de sabão.
Para que a coleta seletiva se torne cada vez mais eficaz, são necessárias campanhas de
conscientização envolvendo a comunidade em questão. Neste contexto, o projeto conta com
o apoio de outros projetos de extensão existentes no campus, como a Rede de Educação
Ambiental e a Semana do Meio Ambiente. Ações como a construção de um local para armazenamento mais adequado de resíduos no campus, aquisição de mais coletores, palestras
de conscientização geral e capacitação de funcionários formam o quadro futuro de ações a
serem realizadas a fim de melhorar cada vez mais a gestão de resíduos no campus.
Palavras-chave: resíduos sólidos, materiais, coleta seletiva.
259
Meio Ambiente
Inativação de bactérias Heterotróficas e Escherichia coli na
água para consumo humano em comunidades rurais através da Pasteurização Solar
José Euclides Stipp Paterniani, FEAGRI, UNICAMP, [email protected]
Danielle Gonçalves Rodrigues, FEAGRI, [email protected]
Samuel Ricardo dos Santos, FEAGRI, UNICAMP, [email protected]
Franco Giuseppe Dedini, FEM, UNICAMP, [email protected]
A presença de bactérias heterotróficas e Escherichia coli é amplamente utilizada como
indicador da qualidade da água uma vez que estas ocasionam doenças diarréicas. Nas comunidades rurais e carentes, não há nenhuma forma de tratamento da água, o que ocasiona
diversas moléstias entéricas levando em alguns casos a morte principalmente de crianças e
idosos. Dessa forma, desenvolver métodos alternativos para tratamento de água tanto em
comunidades rurais como em carentes que promovam a inativação dessas bactérias se faz
necessário para promover a melhoria da qualidade de vida da população. Assim, esse trabalho visou a utilização de um aquecedor solar da água cujo volume do boiler era de 80 litros
para promover a inativação dessas bactérias. A água de estudo, era proveniente de um lago
onde, análises anteriores identificaram a presença dessas bactérias. O tratamento da água
era realizado num período de 8 horas diárias, das 8 horas da manhã as 16 horas da tarde. As
análises eram realizadas antes e após o tratamento e sua temperatura monitorada a cada hora.
Para a identificação das bactérias heterotróficas era utilizado o método de plaqueamento em
Plate Conter Agar e para Escherichia coli o método Colilert. Foram analisados os seguintes
parâmetros antes e após o tratamento da água de estudo: condutividade, pH, cor aparente
e turbidez. Os resultados demonstram que, o aquecedor solar é uma ótima alternativa a ser
aplicada nessas comunidades para tratamento da água uma vez que atinge a temperatura de
pasteurização ou seja temperatura em torno de 65 a 70 ºC inativando essas bactérias. Em
todas as análises realizadas, tanto as bactérias heterotróficas quanto a Escherichia coli foram
inativadas o que é um indicativo de que a utilização dessa tecnologia nesses lugares é viável.
Em relação aos testes com os parâmetros, a cor aparente após o tratamento teve uma sutil
diminuição o que pode ser justificada pela decantação ocorrente no processo. Os outros parâmetros tiveram uma leve elevação, o que pode estar associado a elevação da temperatura ou
erro na leitura dos equipamentos. Dessa forma, conclui-se que esta tecnologia é uma alternativa viável para promover a desinfecção de água para consumo humano em comunidades
rurais e carentes uma vez que seu custo tanto de manutenção como de operação é muito
baixo, e não necessita de mão de obra especializada sendo possível com isso promover a inativação das bactérias heterotróficas e Escherichia coli. Conclui-se também que, a eficiência de
remoção dessas bactérias está correlacionada ao aumento de temperatura, e, só foi possível
quando atingiu a temperatura mínima de 60ºC.
Palavras-chave: Desinfecção, água, energia solar
260
Meio Ambiente
Legalizando áreas agrícolas no Vale do Ribeira
Cristina Antunes Alves, aluna de Agronomia - UNESP - Campus Experimental de Registro - SP. crika_
[email protected]
Marcelo Domingos Chamma Lopes, Professor Doutor - UNESP - Campus Experimental de Registro - SP ,
[email protected]
De acordo com a lei, todas as propriedades rurais são obrigadas a manter uma parte de
sua área, preservando a mata nativa. Isto é claro, nem sempre acontece, o que além de ilegal,
pode trazer muitos inconvenientes para o proprietário. Um dos principais problemas que o
desmatamento pode trazer é a erosão. Em muitas propriedades rurais, o proprietário acaba
explorando áreas da mata nativa, cortando as árvores e as vendendo, sem que se faça um
reflorestamento. O maior problema enfrentado pelos produtores rurais, no entanto, é a falta
de informações de fácil acesso sobre como legalizar suas propriedades.
Desse modo, o objetivo desse trabalho é obter um material didático com a lei ambiental
traduzida na linguagem do agricultor da região do Vale do Ribeira, pois se percebe, através
de visitas técnicas às propriedades rurais, o desconhecimento e o descumprimento com a
legislação vigente, prejudicando o meio ambiente e, conseqüentemente, o próprio agricultor.
O trabalho foi realizado com base nos questionamentos mais comuns entre os agricultores nos municípios de Sete Barras, Juquiá, Miracatu e Registro, pertencentes ao Vale do Ribeira
Paulista. Esses agricultores, em sua maioria cultivam banana, pupunha e chá, eles procuram por
informações de como melhorar sua produção sem continuar a degradar a Mata Atlântica, agindo
de acordo com a lei ambiental e recuperando as áreas legalmente protegidas.
A criação de uma cartilha informativa foi a maneira viável encontrada de levar a legislação aos proprietários rurais do Vale Ribeira. Na primeira etapa o material foi elaborado na
forma de croquis e quadros animados, utilizando-se como ferramenta o Power Point.
A cartilha é apresentada na forma de uma estória em quadrinhos, com o dialogo entre
duas pessoas, representadas por um agricultor e uma amiga. A linguagem utilizada é coloquial e descontraída. Os personagens demonstram ao leitor formas de manter uma propriedade legal e lucrativa. Informa-se que uma propriedade que contraria a lei ambiental tem
como resultado grandes prejuízos e gastos com uma futura recuperação da área degradada.
A exemplo, respeitar o mínimo de 30 metros da mata ciliar de cada lado de um manancial
com largura igual ou inferior a 10 metros, para que sejam evitados o assoreamento de rios, e
futuramente a disponibilidade de captação de água para uma área agricultável.
Dessa forma, a sociedade rural da região estará mais informada para poder contribuir
com o crescimento econômico e com a recuperação ambiental da região.
Palavras-chave: Legislação ambiental; cartilha; propriedade rural legal.
261
Meio Ambiente
Manejo agroecológico e o monitoramento participativo da
qualidade de água no meio rural
Raphael B. A. Fernandes, Professor Adjunto do Departamento de Solos, Universidade Federal de Viçosa,
[email protected]
Adriellem Lidia Marta Soares da Silva, Graduanda em Engenharia Ambiental, Universidade Federal de
Viçosa, [email protected]
Joana Junqueira Carneiro, Graduanda em Agronomia, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
br
Lucas Ferrari, Monitor da Escola Família Agrícola Puris, [email protected]
Irene Cardoso, Professora Adjunta do Departamento de Solos, Universidade Federal de Viçosa, [email protected]
A partir de um trabalho de construção agroecológica de quase vinte anos, desenvolvido
em parceria, entre o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), a
Universidade Federal de Viçosa e produtores rurais familiares de Araponga - MG, esses agricultores começaram a reparar o incremento na quantidade de água produzida nos córregos
das propriedades. Tal fato constituiu o objeto do presente projeto, que visa, por meio de
metodologias participativas, buscar entender como diferentes práticas de manejo e uso do
solo interferem na quantidade e qualidade dos recursos hídricos. Para isso cinco propriedades consideradas agroecológicas, dentre elas a Escola Família Agrícola (EFA-Puriz) e cinco
consideradas convencionais foram selecionadas para estudo. De início foi realizada a sistematização das experiências dos agricultores quanto à preservação e conservação dos recursos
hídricos, por meio de entrevistas semi-estruturadas. Posteriormente, iniciaram-se análises de
parâmetros físicos, químicos e biológicos da água de nascentes e córregos, utilizando um
mini-laboratório portátil, o Ecokit® e medições de vazões. Os agricultores e membros da
família têm sido instruídos quanto ao uso do Ecokit e motivados para a discussão e interpretação dos resultados obtidos. Participam também das instalações e medições de vazão. Em
uma das propriedades, os relatos de incrementos expressivos na produção de água de uma
nascente associado à migração do olho d´água morro acima - motivo pelo qual a cerca de
isolamento já tenha sido mudada por seis vezes, são compatíveis com a adoção de práticas
como o cercamento da nascente, plantio de árvores nos topos do morro e nas entrelinhas
do cafezal. A água desta nascente que antes abastecia duas famílias, atualmente abastece sete.
Os dados analíticos obtidos foram também contrastados com a vivência dos agricultores
na área. Por exemplo, a cor amarelada comum nas roupas após a lavagem é coerente com o
excesso de Fe encontrado nas análises, o que também explica a certa rejeição da água para a
ingestão direta, por ela apresentar “gosto de ferrugem”. Nas intervenções realizadas na EFA,
os mesmos temas são discutidos com os estudantes, muitos deles filhos de agricultores. Eles
também têm a oportunidade de manusear e discorrer sobre o Ecokit®. O presente trabalho
vem proporcionando o avanço da construção do conhecimento em que as partes, técnicos
e agricultores, trocam suas experiências na busca da compreensão da dinâmica da água em
agroecossistemas mais ecológicos, o que em última análise visa permitir o reconhecimento e
a valorização dos serviços ambientais prestados pelos agricultores.
Palavras-chave: Qualidade da água, manejo agroecologico, metodologias participativas.
262
Meio Ambiente
Monitoramento de projeto técnico de recuperação ambiental e plantio de mudas arbóreas em área de empresa junto
ao órgão ambiental licenciador estadual
Luiz César Ribas, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Enzo Antônio Lecciolle Paganini, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Liz Miyo Sousa Ota, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Rodrigo Minici de Oliveira, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Para o cumprimento de notificações de órgãos públicos licenciadores e assegurar o status
de parceiros do meio ambiente, empresas nacionais e multinacionais têm buscado profissionais aptos a realizar serviços técnicos competentes. A fim de atender tal necessidade e de
enriquecer o conhecimento profissional e mercadológico dos universitários, firmou-se parceria entre uma empresa de licenciamento ambiental e uma equipe discente, orientada por um
responsável docente. O presente trabalho evidencia que, através da parceria entre empresa
e universidade, a transferência mútua do conhecimento torna-se importante ferramenta na
atuação extensionista universitária e na capacitação do futuro profissional. A exemplo, as
atividades técnicas realizadas com respeito à medida de compensação estabelecida pelo órgão
público. Isto porque, foi requerido de uma empresa consulente o plantio de 100 unidades
de espécies nativas nas dependências de empresa. O respectivo projeto técnico foi executado, estimando perdas, com 120% do determinado. A equipe discente participou apenas do
quarto e último monitoramento ambiental exigido no processo de regularização ambiental
da empresa demandante da assessoria técnica. Verificou-se, durante a visita técnica, que o
número de mudas encontrava-se abaixo do estabelecido. O relatório gerado foi encaminhado
ao órgão ambiental, com o diagnóstico da situação atual do plantio, taxa de perda e recomendações de manutenção. Em seqüência ao acatamento das recomendações técnicas por parte
da empresa, a equipe de alunos pôde, posteriormente, realizar o plantio de 8 mudas, totalizando as 100 mudas previstas. A título de precaução, a equipe discente optou pelo acréscimo
de 3 mudas ao plantio complementar, que passou a contar, prevendo possíveis perdas, com
103 mudas. Por conta da época de estiagem corrente, recomendou-se o reforço dos tratos
culturais, com adubação orgânica, cobertura das covas com palha seca e maior freqüência de
irrigação das mudas. O trabalho propiciou à equipe a aplicação, compreensão e interpretação,
na prática, dos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. Contribuiu ainda para a
formação profissional e aprendizagem da estrutura e funcionamento das ações de licenciamento ambiental. A experiência da interação empresa-universidade ressaltou a necessidade
de fundamentar, justificar e valorizar, junto à empresa, a importância da proteção ambiental
e da atuação dos profissionais da área.
Por fim, propiciou-se um melhor conhecimento e aproximação, abrindo espaço para
novas oportunidades, junto a profissionais de diversas áreas, dirigentes e funcionários da
empresa, outras empresas, comunidade e órgãos públicos ambientais licenciadores.
Palavras-chave: Monitoramento, licenciamento, compensação.
263
Meio Ambiente
Nos trilhos da extensão universitária com o projeto ArticuLAR
Prof. Dr. Sandro Tonso (FT, Unicamp) - [email protected]
Jorge Luiz da Paixão Filho (FT, Unicamp) - [email protected]
Thiago D’agosta Camargo (IFCH, Unicamp) - [email protected]
O grupo de extensão universitária “Busca Sorrisos” vinculado à Faculdade de Tecnologia
(FT) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) atua como um elo entre a universidade e a sociedade e, durante o ano de dois mil e oito realizou um novo projeto de Educação Ambiental chamado ArticuLAR. O referido projeto, como o nome tenta sugerir, tem
como missão articular pessoas, instituições e parceiros dentro de uma determinada região
(LAR), buscando trabalhar conceitos de Educação Ambiental junto à comunidade.
O projeto ArticuLAR visou à criação de um canal onde a comunidade no entorno do
campus da FT em Limeira-SP, possa tornar-se proponente de uma atividade em conjunto
com a universidade. Nesse sentido o projeto ArticuLAR buscou parcerias nas proximidades
do campus com o objetivo de fomentar processos de formação de educadores ambientais a
partir da problematização da noção de “qualidade de vida” e, considerando o potencial educador e transformador presentes nos moradores da região envolvidos no projeto.
Atuando sob tais princípios, o ArticuLAR visando a formação de educadores ambientais
populares procurou incluir todos os grupos e idéias, valorizando a diversidade sócio-cultural
de modo a favorecer a autonomia e potência de ação.
Partindo do pressuposto que o processo de globalização impõem certos valores culturais
que oprimem as diferenças regionais tornando-as estéreis e transformando-as numa “igualdade pasteurizada” e visando superar esta condição o grupo fundamentou-se no conceito
de biorregionalismo, que percebe o “local” com suas características geográficas e biológicas
inscritas numa história de vida.
O método desenvolvido para chegar à comunidade foi o “boca a boca”. Para entender
a dinâmica da comunidade os integrantes do grupo visitaram a comunidade em momentos
distintos, em reuniões da associação de moradores, palestra do centro de saúde, associação
dos aposentados, sempre observando os procedimentos de seus participantes, a linguagem
usada, as relações entre os moradores, etc.
Neste trabalho nos atentaremos à uma breve explanação sobre alguns encontros ocorridos destacando a dinâmica dos encontros e o envolvimento/participação dos moradores
da região.
As atividades do projeto ArticuLAR, ao longo de seus dez encontros realizados, demonstram que são possíveis aproximações da comunidade com a universidade para a realização de
projetos que despertam a autonomia, participação e o pertencimento.
Palavras-chave: Educação ambiental; extensão universitária; biorregionalismo.
264
Meio Ambiente
O Despertar para a Pesquisa em Saneamento através da extensão universitária: Atividade com jovens que participaram
do programa Ciência e Artes nas Férias
Jorge Luiz da Paixão Filho (FEC, Unicamp) [email protected]
Giuliano Gabrielli (FEC, Unicamp), Unicamp, [email protected]
Mateus Ferreira Chagas (FEQ, Unicamp), [email protected]
Prof. Dr. Bruno Coraucci Filho (FEC, Unicamp) [email protected]
Prof. Dra. Marta Siviero Guilherme Pires (FT, Unicamp) [email protected]
O conhecimento por parte da população sobre os aspectos do saneamento é importante
tanto do ponto de vista ambiental quanto do político. Ambiental por exemplo, quando o
cidadão não joga óleo na pia, sabendo dos problemas que isso acarreta. Político na hora da
cobrança pela universalidade do saneamento. Para fomentar diálogos e troca de saberes sobre
o tema, os estudantes do laboratório de reúso (Labreúso) elaboraram um projeto para o programa Ciência e Arte nas Férias (CAF) da Unicamp, que tem o objetivo de receber estudantes
do ensino médio para introduzi-los no mundo da pesquisa e conhecimento universitários.
O objetivo desse trabalho foi desenvolver conceitos do saneamento básico no Brasil com os
jovens do ensino médio da região de Campinas.
Como tema gerador foi utilizado as atividades desenvolvidas no Labreúso relacionadas
ao tratamento de esgoto sanitário e seu uso na agricultura e o uso agrícola de lodo de esgoto.
Nove estudantes ficaram o mês de janeiro acompanhando as atividades no laboratório. A
primeira atividade foi um “quebra de gelo”, ou seja, uma troca de informações entre monitores e
estudantes, de modo a transformar todos em protagonistas no programa, pois em um encontro
de saberes não há hierarquia de conhecimentos. Depois, os estudantes realizaram um “tour” pela
universidade, passeando com o circular interno, conhecendo a biblioteca central e o restaurante
universitário. Várias atividades foram realizadas, como teste de toxicidade, discussão sobre filmes,
e outras. Aqui será exposta somente a atividade de pesquisa da aceitação de rosas irrigadas com
esgoto tratado. O labreúso possui uma estação de tratamento de esgoto piloto que trata o esgoto
de uma região da universidade. Depois de tratado, esse esgoto é utilizado na irrigação de rosas.
Os jovens conheceram todo o sistema de tratamento do esgoto e o cultivo de rosas irrigadas com
esgoto. Surgiram discussões sobre economia de água na utilização de esgoto tratado, os riscos
associados a essa prática e a aceitação pública dos produtos irrigados com esgoto. Com o objetivo
de observar essa aceitação foi realizada uma pesquisa com o público do campus, sendo os jovens
responsáveis pela pesquisa, desde a concepção das perguntas até a discussão dos dados obtidos.
Como um modo de sensibilização no final da entrevista os jovens ofereciam uma rosa que foi
irrigada com esgoto para o entrevistado.
Concluiu-se que o diálogo sobre saneamento ampliou a percepção sobre esse tema, mostrando os benefícios da pesquisa científica em saneamento na qualidade de vida.
Palavras-chave: Saneamento, pesquisa, extensão.
265
Meio Ambiente
O Plantio de Eucalipto e o Movimento Social em Defesa Dos
Pequenos Agricultores em São Luis do Paraitinga-Sp
Profª Ms.Maria Lucia Firmino de Oliveira Carvalho- [email protected]
Profª Ms. Cristiane Moreira [email protected]
José Jorge de Souza Castro - [email protected]
Karina Aparecida de Faria - [email protected]
Thaíse Cristine de Oliveira - [email protected]om
Projeto de Extensão Observatório Sócio Ambiental Departamento de Serviço Social-Universidade de Taubaté - UNITAU
Esse trabalho é parte integrante das atividades do Projeto de Extensão Observatório Sócio Ambiental-UNITAU e propõe discutir a percepção de membros do Movimento em Defesa dos Pequenos Agricultores (MDPA) de São Luis do Paraitinga-SP em uma de suas ações
frente ao plantio indiscriminado do eucalipto e do desmatamento de mata nativa na região.
A metodologia foi a qualitativa aplicada, através de entrevista com roteiro pré-estruturado
focando os aspectos de conhecimento dos mesmos sobre movimentos sociais e objetivos do
MDPA, foram entrevistados 3 sujeitos participantes do movimento. Resultados preliminares
apontaram quanto ao movimento, que os membros estão bem esclarecidos e organizados,
tendo registrado ação civil pública (593/07) e percebem a relação exploratória das empresas no contexto do mercado, lucratividade e os impactos deixados ambiente e socialmente,
principalmente aos vinculados a doenças devido toxinas dos produtos utilizados. Conclui-se
que a degradação do meio ambiente, a redução do lençol freático, terras imprestáveis para a
agricultura e a contaminação das águas pelo uso intensivo de agrotóxicos, são partes apenas
do impacto vivenciado pelo avanço da monocultura e que, movimentos sociais, assim como
demais tipos de iniciativas que favoreçam a participação da sociedade nos debates são fundamentais para enfrentamento e superação de questões socioambientais.
Palavras-chave: Movimentos Sociais; Percepção; Eucalípto
266
Meio Ambiente
O Projeto de Extensão “Natureza & Criança: Aprendendo
com Animais e Plantas”: Cinco Anos de Atividades Lúdicas
Adriana Mascarette Labinas (Docente), Departamento de Ciências Agrárias, Universidade de Taubaté, [email protected]
Elisa Mitsuko Aoyama, pós-graduanda “Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente”, Instituto de Botânica de São
Paulo, [email protected]
Bárbara Helena Ramos, pós-graduanda “Ecologia de ecotonos”, Universidade Federal do Tocantins, [email protected]
Luciano Rodrigues Coelho, Departamento de Ciências Agrárias, Universidade de Taubaté, [email protected]
Tainara Vieira de Araújo, Departamento de Ciências Agrárias, Universidade de Taubaté, [email protected]
Maíra Trevisan, Departamento de Biologia, Universidade de Taubaté, [email protected]
Ana Maria Gimenes Corrêa Calil, Departamento de Pedagogia, Universidade de Taubaté, [email protected]
Pesquisas acerca do aprendizado de crianças sobre Ciências têm demonstrado que elas
formam suas idéias nas primeiras séries do Ensino Fundamental. Pensando nisso foi formulado o projeto “Natureza & Criança: aprendendo com animais e plantas” que desde 2005 é
realizado anualmente com a parceria da Universidade de Taubaté, através do Departamento
de Ciências Agrárias, da Prefeitura Municipal de Taubaté e de empresas da iniciativa privada
que dão suporte técnico científico e financeiro ao projeto. Ao longo desses 5 anos participaram cerca de 200 alunos de graduação dos cursos de Biologia, Agronomia e Pedagogia, que
atuaram como estagiários voluntários e 19 alunos bolsistas.
O objetivo deste trabalho foi aproximar o mundo das ciências, principalmente a botânica
e a entomologia dos ensinamentos teóricos, de alunos dos 2os. e 3 os. anos de escolas públicas e particulares do município de Taubaté, em 4 etapas.
A 1ª ou avaliação inicial, consistiu na observação de figuras que representassem paisagens (urbana e florestal) com anotação individual dos possíveis animais habitantes daquelas
paisagens; a 2ª, composta por atividades monitoradas nas salas de aula, com abordagem de
assuntos específicos (biodiversidade, interações inseto-planta como polinização e plantas insetívoras, além de informações sobre a morfologia e ciclo de vida das plantas e insetos); a 3ª
etapa foi o desenvolvimento de atividades lúdicas em estações, realizadas no departamento
de Ciências Agrárias e monitoradas por estudantes de graduação, e; a 4ª etapa ou avaliação final, na qual a atividade da 1ª etapa foi repetida a fim de se verificar o quanto de conhecimento
científico havia sido retido ou modificado.
Com um total de, aproximadamente, 1200 crianças atendidas, os resultados do projeto
mostraram que: a) as crianças que quase não faziam referência de presença de insetos nas
paisagens passam a considerá-los em quase todas as avaliações obtidas; b) os alunos da rede
pública parecem ter aproveitado mais do que da rede particular, talvez, devido à carência de
recursos no ensino-aprendizagem; c) muitos alimentos são obtidos da fecundação do óvulo
por grão de pólen as vezes transportado por insetos; d) a idéia exagerada da alimentação
suplementar de plantas insetívoras como a Dionea, é na maioria das vezes equivocada, ao
se depararem com, no máximo um pequeno inseto como complemento alimentar, no lugar
de grandes presas tal como ocorrem nas ilustrações da mídia digital ou impressa. Assim,
percebe-se que as intervenções claras e criteriosas formam ou mudam conceitos, desde os
primeiros anos do ensino fundamental.
Palavras-chave: atividades lúdicas, ensino fundamental, práticas pedagógicas
267
Meio Ambiente
“Passeando e Aprendendo no Cerrado”
Prof. Dr. Osmar Cavassan, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, [email protected]
Profª Drª Veridiana de Lara Weiser, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, [email protected]
Prof. Job Antonio Garcia Ribeiro, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, [email protected]
Profª. Mariana Ninno Rissi, Instituto de Biociências, UNESP, Botucatu, [email protected]
Flaviana Cristina Camargo, Faculdade de Ciências, UNESP, Bauru, [email protected]
Atividades desenvolvidas no ambiente natural, como em uma trilha, vão além de uma
simples aula prática. Dependendo de como esta é organizada, pode permitir que o aluno
elabore suas próprias interpretações dos conteúdos envolvidos e reflita sobre e através dos
fenômenos naturais com um diferencial, o de estar no ambiente a ser estudado. No presente
projeto de Extensão, busca-se contribuir com os professores dos três níveis de escolaridade do município de Bauru e demais cidades da região, propondo uma atividade de campo
na qual os alunos possam ter um contato direto com a biodiversidade do cerrado. Assim,
objetiva-se também sensibilizá-los quanto à preservação deste Bioma, além de contextualizar
conceitos botânicos e ecológicos vistos em sala de aula.
A atividade “Passeando e aprendendo no cerrado” em parceria com o Centro de Divulgação e Memória da Ciência e Tecnologia (CDMCT), vinculado ao curso de Pós-Graduação
em Educação para a Ciência, da UNESP de Bauru iniciou-se no ano de 2006. Para sua realização utiliza-se das seguintes estratégias: recepção dos alunos (apresentação dos monitoressocialização/levantamento de concepções prévias sobre o cerrado e suas plantas e animais/
abertura para discussão específica de diferentes temas de interesse do professor); percurso
pela trilha no cerrado (baseada na proposição de problemas pelos monitores aos alunos);
volta ao local de recepção (lanche/discussão dos problemas colocados pelos monitores no
campo/fechamento da atividade).
Até o presente momento o projeto contou com a participação de 52 turmas, somandose um total de 1107 alunos recebidos e o reconhecimento desta atividade dentro da própria
universidade e entre os professores da região, os quais o avaliaram positivamente.
A atividade permite a participação e integração de alunos do curso de licenciatura em
Ciências Biológicas, pós-graduandos em Ensino de Ciências e Botânica, como pesquisadores
no entendimento dos ecossistemas de cerrado, como monitores nas atividades didáticas e
como extensionistas quando colocam os conhecimentos adquiridos nas atividades de pesquisa no desenvolvimento das aulas práticas complementares às turmas visitantes.
Ensinar sobre Cerrado para alunos que vivem em regiões de presença desta vegetação
torna-se relevante, quando levamos em conta o desconhecimento destes acerca deste Bioma.
Considera-se, enfim, a importância de tal iniciativa, oferecendo aos professores opções de
trabalho fora da sala de aula de forma organizada e com acompanhamento de monitores
preparados, complementando ou iniciando seu trabalho sobre a biodiversidade do cerrado e
tornando-o mais motivador.
Palavras-chave: cerrado, ensino de botânica, aula de campo.
268
Meio Ambiente
Possibilidades do Serviço Social em Ações Sócio Educativas
Ambientais: estudo sobre reflorestamento
Profª Ms.Maria Lucia Firmino de Oliveira Carvalho- [email protected]
Joana Ferreira Ferraz da Silva- [email protected]
Adam Teodoro Silva Rodrigues- [email protected]
Lara Maria Maia Braga de Campos Reis - [email protected]
Rodolfo Santos Pereira - [email protected] - et alli
Projeto de Extensão Observatório Sócio Ambiental - Deptº Serviço SocialUniversidade de Taubaté-UNITAU
No debate atual mundial sobre meio ambiente, uma das pautas se refere ao reflorestamento, visto a urgência na recuperação de áreas degradadas que interferem nas condições
de vida e na sobrevivência dos seres vivos. Inerente às discussões e iniciativas, a educação
ambiental apresenta-se como importante instrumento frente a esta questão. O Serviço Social
está inserido na divisão sócio técnica do trabalho que tem entre suas dimensões, a sócioeducativa. O presente trabalho tem por objetivo analisar suas possibilidades frente à educação ambiental em processos de reflorestamento. Na metodologia optou-se pela pesquisa
bibliográfica e observação participante no trabalho realizado no Parque Estadual na Serra do
Mar-Núcleo Cunha-Indaiá-SP em visita monitorada (08/2010), focando os aspectos: profissionais (composição das equipes), técnicas desenvolvidas e conteúdos trabalhados. Resultados preliminares apontaram quanto à composição técnica atual das equipes envolvidas,
é principalmente da área de biociências (geógrafos e biólogos, etc.), que enfocam aspectos
práticos específicos não estabelecendo nexos ou aprofundando com questões sociais, geradoras ou resultantes, de impactos ambientais. Conclui-se que há necessidade da ampliação
de ações sócio-educativas interventivas no enfrentamento da questão e, as especificidades do
Serviço Social em muito podem contribuir no esclarecimento, que incentiva a participação, e
em movimentos de resistência a ações predatórias insustentáveis.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Serviço Social, Reflorestamento.
269
Meio Ambiente
Percepção da (In) Segurança Alimentar e Ambiental por Pescadores Artesanais em áreas de conflitos socioambientais no
estado da Bahia
Neuza Maria Miranda dos Santos, Escola de Nutrição, [email protected]
Leise Nascimento Moreira, Escola de Nutrição, [email protected]
Tatiane dos Santos Machado, Escola de Nutrição, [email protected]
Maria do Carmo Soares de Freitas, Escola de Nutrição, [email protected]
Universidade Federal da Bahia
Diversas comunidades de pescadores artesanais na região do Recôncavo baiano vêm sofrendo o impacto provocado pela gradativa destruição do meio ambiente, causada pela poluição dos
estuários e mangues associados, pela sobreexploração de recursos pesqueiros, pelo aterro de manguezais, o que tem ocasionado a redução de diversos produtos marinhos e estuarinos.
Este estudo é fruto de um projeto de extensão, com a temática envolvendo o meio ambiente e a saúde. Assim, o projeto Vigilância alimentar, nutricional e ambiental em Ilha de
Maré e Santo Amaro da Purificação investigou a percepção da (in) segurança alimentar e
ambiental por pescadores artesanais em duas comunidades de pescadores artesanais localizadas na região do Recôncavo baiano: uma em Ilha de Maré, na porção nordeste da Baía de
Todos os Santos (BTS) e a outra no município de Santo Amaro da Purificação, região do Recôncavo baiano. Foram aplicados 52 questionários semiestruturados; 21 em Santo Amaro da
Purificação e 31 em Ilha de Maré. Obtiveram-se informações sobre as condições de trabalho
dos pescadores artesanais, a caracterização dos produtos da pesca, destino empregado aos
produtos obtidos e a percepção da (in) segurança alimentar e ambiental.
Os pescadores artesanais da amostra distribuíram-se entre a comunidade de Ilha de Maré,
nos povoados de Bananeiras e Maracanã (59,6%) e na região de manguezais de Santo Amaro
da Purificação, nos bairros Trapiche de Baixo e Pitinga (40,4%). Em Ilha de Maré, 83,9%
do pescado tem como finalidade a venda e o consumo, ocorrendo o mesmo com 71,4%
nas comunidades pesqueiras de Santo Amaro da Purificação. Nesta última comunidade, os
pescadores entrevistados mencionaram a escassez de determinados tipos de pescado, tais
como: tainha (33,3%), robalo (42,9%) e caranguejo (42,9%); já os pescadores de Ilha de
Maré demonstraram uma maior preocupação quanto aos moluscos: 54,8% dos pescadores
referiram escassez de sarnambi, 32,3% para ostra, 32,3% para salpiro e 45,2% para siri. Em
relação à percepção da (in) segurança alimentar, os pescadores de Ilha de Maré atribuíram a
escassez do pescado à poluição das fábricas (51,6%), sendo este o mesmo motivo para 28,6%
dos pescadores em Santo Amaro da Purificação.
A principal preocupação para os trabalhadores da pesca artesanal nas regiões estudadas
foi a escassez de pescado, relacionada à presença de diversos contaminantes químicos provenientes de indústrias químicas, petroquímicas e petrolíferas, localizadas próximas à região de
Ilha de Maré, na região norte e nordeste da BTS e de uma fábrica de papel e uma fundição
desativada de chumbo em Santo Amaro da Purificação.
Palavras-chave: Segurança alimentar, Percepção do meio ambiente; Pescador artesanal
270
Meio Ambiente
Pesquisa-participante na bacia-hidrográfica do córrego da
Água Comprida em Bauru (SP): conflitos e potencialidades
na construção de uma outra cidade
Área temática: Meio Ambiente
Fernanda Nascimento Corghi (FEC, Unicamp)
Simone Narciso Lessa (FEC, Unicamp)
Antonio Carlos Vitte (DGEO, IG-Unicamp)
A partir da pesquisa participante na bacia-hidrográfica do Córrego da Água Comprida,
afluente do rio Bauru, situada no município de (SP) procuramos estabelecer vínculo com os
moradores desta área e colaborar com a institucionalização de uma mata urbana como Área
de relevante interesse ambiental (ARIE) nas diretrizes do Plano Diretor Participativo (PDP)
de 2008 e ao mesmo tempo observar o processo social de constituição de re-ligação homem-natureza, a partir de movimentos sociais questionadores do Plano Diretor de Bauru.
A implantação de empreendimentos em Bauru é comumente acompanhada de processos
erosivos devido ao solo arenoso procedente do arenito das formações Marília e Adamantina.
O mesmo verifica-se na bacia-hidrográfica estudada. A implantação de residenciais próximos
à cabeceira do córrego nas últimas décadas colaborou com a formação de bancos arenosos
e diminuição da calha fluvial. Na época do verão o extravasamento das águas fluviais para o
leito maior do rio é facilitado, o que provoca danos ambientais e sociais. As moradias existentes correram risco de serem destruídas e de terem sua estrutura, já frágil, comprometida. O
descontentamento da população local foi crescente e manifestou-se por meio de participação
em audiências públicas, abaixo assinado, passeatas e visitas aos órgãos públicos competentes.
O objetivo deste trabalho foi o de respaldar as ações dos moradores da bacia no intuito
de institucionalizar a área de mata. Esta pesquisa se fundamenta nos métodos de pesquisaparticipante e história oral para legitimar sua atuação em meio à população envolvida no
conflito, desde os moradores da bacia até os agentes públicos das instituições de ensino e
agências ambientais do município, por meio de respaldo em reuniões, palestras, intervenções
em órgãos públicos e manifestações internacionais para exigir o criterioso estudo da área em
relação à sua viabilidade em se tornar um empreendimento urbano.
Como resultado obteve-se a exigência de um RAP - Relatório Ambiental Preliminar para um empreendimento residencial urbano, fato inédito no município, e a legitimação da
mata como ARIE no PDP de 2008. Em 2009 a mata foi oficialmente assumida pelo poder
público e está em vias de se tornar um parque municipal. Quanto ao movimento social que
catalisou este processo e questionava a forma técnico-burocrática como o Plano Diretor foi
construído, infelizmente foi rapidamente esvaziado. Mas apesar de tudo, colocou em questão
que a natureza é um importante elemento na luta política para a construção de uma cidade
democrática e que o espaço geográfico pode ser um catalizador e potencializador das lutas
pela liberdade humana.
Palavras-chave: bacia-hidrográfica; natureza ; movimentos sociais
271
Meio Ambiente
Programa de Coleta Seletiva na FCA, UNESP, Botucatu: educação ambiental e quantificação dos resíduos
Waldemar Gastoni Venturini Filho, Faculdade de Ciências Agronômicas,
UNESP, Botucatu, [email protected]
Alexandre Rodrigues Mansano, Instituto de Biociências, UNESP, Botucatu,
[email protected]
Ana Marta Pereira Rodrigues Passetti, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Botucatu, ana.
[email protected]
Richardson Barbosa Gomes da Silva, Faculdade de Ciências Agronômicas,
UNESP, Botucatu, [email protected]
Eliel Antônio Nunes, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, Botucatu,
[email protected]
A entrada constante de produtos para o sustento das cidades muitas vezes supera a sua
capacidade de eliminar resíduos, trazendo como conseqüência o aumento da quantidade
de lixo, sendo a sua geração e destinação problemas a serem solucionados pela sociedade
contemporânea.
Os objetivos desse projeto foram quantificar e caracterizar os resíduos recicláveis gerados
no Campus Lageado, UNESP, Botucatu, para dar suporte técnico às tomadas de decisões no
gerenciamento desses resíduos.
A quantificação foi realizada nas quartas-feiras de manhã e à tarde, sendo que, quando
feita pela manhã, multiplicou-se a massa medida na balança pelo fator 2,5 e quando feita
à tarde, o fator de multiplicação foi 2,0, com o objetivo de estimar a quantidade gerada na
semana. Para estimar a quantidade de lixo reciclável gerado em um ano, multiplicou-se o resultado do primeiro produto por 52 (número de semanas em um ano). O material reciclável
produzido em maior quantidade no Campus é o papel (3763,3 kg), seguido pelo plástico
(1588,1 kg), vidro (397,3 kg) e metal (85,9 kg).
A quantidade de vidro gerada no Campus refere-se apenas ao vidro íntegro e que pode
ser descartado como lixo reciclável. A maioria das unidades de ensino/pesquisa/administração não gera esse tipo de material. Normalmente, o vidro é descartado na forma quebrada.
O descarte do vidro quebrado é feito separadamente pela Diretoria de Serviços da FCA, em
função dos riscos de acidentes que a coleta desse tipo de material acarreta. Estima-se que a
quantidade de vidro quebrado é superior à de vidro íntegro.
Foi observado durante a quantificação que um grande número de unidades tinha dificuldade em realizar a separação do seu lixo reciclável. Em muitas unidades, o lixo comum estava
misturado ao lixo reciclável, o que dificultou o trabalho de quantificação. Esse fato mostra
claramente que o trabalho de educação ambiental desenvolvido pela Comissão de Coletas
Seletiva não está atingindo todos os elementos da comunidade acadêmica.
Palavras-chave: Reciclagem, Lixo, Meio Ambiente
272
Meio Ambiente
Projeto Coleta Seletiva no Campus Lageado - UNESP
Implantação e acompanhamento da coleta seletiva no Campus Lageado - UNESP e o envolvimento da
comunidade universitária
Waldemar Gastoni Venturini Filho ([email protected]) - FCA, UNESP
Vanessa C. Nunes Biral ([email protected]) - FCA, UNESP
Fernanda Bertozzo ([email protected]) - FCA, UNESP
Vítor Gamba ([email protected]) - FCA, UNESP
Matheus Ferreira ([email protected]) - FCA, UNESP
O presente trabalho tem como objetivo geral a apresentação do projeto Coleta Seletiva
no Campus Lageado - UNESP, coordenado pelo Prof. Dr. Waldemar Gastoni Venturini
Filho e iniciado no ano de 2008 na Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA/UNESP/
Botucatu). O projeto teve como objetivo a implantação da coleta seletiva de resíduos sólidos
no campus universitário e o desenvolvimento de ações de educação ambiental, visando à
mobilização e à participação da comunidade universitária nas atividades e ações do projeto.
O projeto foi composto por três fases: na primeira foram criados materiais educativos
sobre educação ambiental e reciclagem (folders e cartazes) para a divulgação na comunidade
acadêmica; na fase seguinte foi instituída a coleta seletiva no campus universitário (colocação
de lixeiras e treinamento do setor de limpeza) e finalmente foi realizada uma pesquisa para
quantificação e determinação do material reciclado.
Para a realização da coleta dos materiais recicláveis foi estabelecida uma parceria entre a
FCA/UNESP e a Prefeitura Municipal de Botucatu. O material reciclável separado é encaminhado à usina de triagem de materiais, gerando renda aos trabalhadores da cooperativa de
reciclagem que funciona junto ao aterro sanitário da cidade.
O projeto de coleta seletiva estendeu-se à totalidade do Campus, exceto as colônias de
moradores e os dois departamentos (Produção Animal e Melhoramento Animal) pertencentes à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ).
Foram distribuídas lixeiras para coleta dos materiais recicláveis nas salas de aula, laboratórios
e copas do Campus. O material reciclável é separado com a participação individual e coletiva da
comunidade universitária e coletado uma vez por semana por funcionários da prefeitura.
No ano de 2010, a Comissão de Coleta Seletiva vem trabalhando a consolidação do projeto por meio de divulgação de informações e reforço através da intranet, Jornal da FCA,
cartazes e eventos de extensão, com o intuito de reverter o quadro de desinformação e falta
de colaboração observada em alguns bolsões do Campus. Outro foco é garantir a infraestrutura mínima para que o projeto possa ser ampliado como, por exemplo, a colocação de
lixeiras externas por toda a área do Campus. A Comissão ainda vem atuando na busca de uma
parceria para a correta destinação de pilhas e baterias geradas no Campus.
Palavras-chave: reciclagem; resíduos sólidos; educação ambiental.
273
Meio Ambiente
Projeto Reviva: aplicação de educação ambiental para melhoria da qualidade de vida
Profª. Drª. Maria Lúcia Pereira Antunes, Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
- UNESP, [email protected]
Ana Carolina do Amaral Burghi, Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” UNESP, [email protected]
Caio Guilerme Barbosa, Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” UNESP,
[email protected]
O quadro atual do meio ambiente no Brasil e no mundo demanda atenção especial devido a
práticas insustentáveis que visam benefícios má distribuidos, além de gerar escassez e dificultar o
acesso de comunidades aos recursos naturais. Tais práticas colocam em risco o equilíbrio ambiental e as condições de vida, sobretudo das populações em condições de vulnerabilidade social e
econômica. Para alterar essa situação, é necessária a participação de toda a sociedade.(1)
Motivada nessas questões, a Educação Ambiental teve sua origem no interior do movimento ambientalista e, no entanto, não foi incorporada oficialmente pelos sistemas de ensino
como política pública da mesma forma que ocorreu no âmbito do Sistema Nacional de Meio
Ambiente. Em consequência da necessidade da sustentabilidade e do desenvolvimento num
contexto de crescente dificuldade na promoção da inclusão social, os sistemas de ensino
absorveram a prática de Educação Ambiental em parceria com órgãos governamentais e não
governamentais dedicados ao meio ambiente, por meio de projetos pontuais e temáticos. (2)
Nesse contexto, o Projeto Reviva da Rede de Educação Ambiental da UNESP Sorocaba
(REAUSo) foi iniciado como projeto de extensão a fim de melhorar a qualidade de vida de jovens
e crianças de escolas públicas, estimulando o desenvolvimento de habilidades através de atividades
extracurriculares de enfoque na temática ambiental. Para tanto, são desenvolvidas atividades de
cunho socioambiental semanalmente na mesma escola. As principais temáticas desenvolvidas são
relacionadas a problemáticas ambientais, como poluição da água e ar, resíduos, energia e desperdício; juntamente com conceitos de ética, moral e cidadania. Essas atividades tem como objetivo
a motivação, sensibilização, ambientação, percepção, cooperação e transformação dos indivíduos
perante a situação atual do meio ambiente e do tratamento que essa recebe.
Atualmente, o projeto é mantido pelos membros da REAUSo, sendo vinte e cinco graduandos de Engenharia Ambiental e cinco formados, que continuam contribuindo à distância. Há
ainda o apoio financeiro da Pró-Reitoria de Extensão da UNESP (PROEX) e da Fundação de
Amparo e Desenvolvimento da UNESP (Fundunesp), que concedem bolsas de extensão e subsídios para compra de diferentes tipos de materiais para melhor desenvolvimento das atividades.
1 RODRIGUES, B. Carlos; Aqui é onde eu moro, aqui nós vivemos: escrito para conhecer, pensar e praticar o Município Educador Sustentável. 2ª edição. P. 7-9.
2 MMA. Secretaria de Educação Fundamental. Programa de Parâmetros em Ação: Meio
Ambiente na Escola, Caderno de Apresentação - PCNs. P.14
Palavras-chave: Extensão, Qualidade de Vida, Educação Ambiental.
274
Meio Ambiente
Projeto “Análise de Solos, Plantas e Sementes” uma atividade extensionista comprometida com o desenvolvimento
sustentável do Vale do Paraíba
Júlio Cesar Raposo de Almeida (Docente) Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté,
[email protected]
Carlos Moure Cicero (Docente) Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté
João Luis Gadioli (Docente) Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté
Julio Cesar Ribeiro (Discente) Agronomia, Universidade de Taubaté, bolsista PIBEX-UNITAU
Luana Thomas Jesus (Discente) Engenharia Ambiental, Universidade de Taubaté, bolsista PIBEX-UNITAU
Assim como os exames clínicos são fundamentais para o diagnóstico de problemas de
saúde, as análises dos solos, das plantas e das sementes são ferramentas essenciais para auxiliar e orientar os profissionais das ciências da Terra (agrárias e meio ambiente) em suas tomadas de decisão e recomendações técnicas. O projeto “análise de solos, plantas e sementes”,
desenvolvido no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté, ao longo
de mais de 20 anos de serviços prestados à comunidade, tem contribuído de forma efetiva
para elevar o nível tecnológico das atividades agropecuárias do Vale do Paraíba através da
qualidade dos resultados gerados e do seu compromisso com a extensão rural. Além disso,
por garantir a indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão aos alunos dos cursos de graduação, proporciona a formação de profissionais mais capacitados e sensíveis aos problemas
locais e, com condições de propor soluções técnicas, econômicas e socialmente adequadas
para a comunidade. Entre as mais de 27000 amostras analisadas no período, cerca de 70% são
oriundas de produtores rurais, 8% de empresas, 6% de órgãos públicos e 15% de atividades
de ensino e pesquisa da própria instituição. Deste montante, 80% são do cone leste paulista
(74% do Vale do Paraíba, 5% Serra da Mantiqueira e 1% do Litoral Norte Paulista) e 20% de
outras regiões do Estado de São Paulo e demais Estados do Brasil.
Palavras-chave: Extensão rural, prestação de serviços.
275
Meio Ambiente
Queimadas Urbanas em Órgãos Públicos: A Poluição Oficial
a Dano de Todos
Edson Delattre, Instituto de Biologia, UNICAMP, [email protected] e www.
queimadasurbanas.bmd.br
Há 13 anos, vimos executando a ação voluntária de prevenção e combate às queimadas
urbanas, em Campinas e Londrina. Atuamos em centenas de episódios de queimadas, executadas em áreas privadas e públicas, incluindo-se órgãos oficiais. Queimadas executadas nas
fazendas públicas urbanas de Campinas, além de crime, representam um enorme passivo
ambiental, tendo provocado agravos à saúde de munícipes, até com internação hospitalar,
prejuízos em atividades escolares, além de outros malefícios à comunidade.
OBJETIVO: Relatar as medidas e providências tomadas durante e após a execução de
queimadas em áreas e órgãos públicos, em Campinas (SP) e Londrina (PR), no período de
2000 a 2010.
MÉTODO: Locais de ação: Campinas: Instituições públicas de ensino, de 1°, 2° e 3° graus;
Administração Regional (AR); área de lazer; Instituto de Pesquisa; Fazenda Santa Elisa, administrada pelo Instituto Agronômico de Campinas e Fazenda Chapadão/Área Militar, administrada
pelo Exército Brasileiro. Londrina: órgão público federal (OPF); escolas estaduais.
Conforme cada caso, executaram-se fotos/filmagens. Contatamos diversos responsáveis
pela execução de queimadas ou pela direção dos órgãos. No caso das duas fazendas públicas
urbanas, também, acionamos o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Guarda Municipal.
Já registramos 36 e 14 BOs contra as queimadas executadas nas Fazendas Santa Elisa e
Chapadão, respectivamente. Denunciamos à Prefeitura, à Ouvidoria Pública de São Paulo
(Secretaria da Justiça) e a várias mídias. Em setembro de 2004, protocolamos, na Promotoria
do Meio Ambiente, dossiê referente às queimadas na Fazenda Santa Elisa. Este foi arquivado
e as queimadas continuam até o presente.
RESULTADOS: As queimadas executadas nas instituições de ensino, pesquisa, área de
lazer, AR, e no OPF de Londrina foram abolidas. Contudo, queimadas continuam a ser feitas
nas duas fazendas urbanas públicas de Campinas, inclusive durante os períodos de estiagem,
sem prevenção, controle e combate eficazes.
CONCLUSÕES: Em parte, as medidas executadas pela ação voluntária surtiram eficientes resultados. Contudo, é inaceitável a anomia reinante, em que determinados órgãos
públicos continuam a desrespeitar, impunemente, as leis antipoluição, o meio ambiente, a
comunidade e, principalmente, a colocar em risco a tranqüilidade, a segurança, o bem-estar,
a saúde e a vida de cidadãos, em especial, dos extratos mais vulneráveis. Não há dúvidas de
que os responsáveis pelas fazendas citadas, bem como autoridades locais estão em falta com
a população, que tem o direito constitucional (art. 225) ao meio ambiente equilibrado.
Palavras-chave: Queimadas Urbanas, Fumaça, Órgãos Públicos.
276
Meio Ambiente
Reciclagem de óleo de cozinha como uma atividade integralizadora
Larissa Braz Sousa (Prof. Dr. Flávio Henrique Caetano), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho, Campus de Rio Claro, [email protected]
Ana Paula Mendes Emygdio, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Rio Claro,
[email protected]
Cristiane Sueli Talhiaferro de Araújo, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Rio
Claro, [email protected]
Lívia Caroline César Dias, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Campus de Rio Claro,
[email protected]
O papel da Universidade pública é estabelecer contato e retribuir com conhecimentos à
Sociedade. O grupo PET Biologia da UNESP de Rio Claro, dentro desta vertente, decidiu
realizar uma atividade integradora, estendendo para a comunidade do município o conhecimento gerado dentro da instituição. Com base nesse objetivo, o grupo apresentou a duas
comunidades de bairro - Paróquia São José Operário na Capela Santo Antônio Maria Claret
e Paróquia Nossa Senhora da Saúde na Capela Santa Luzia - métodos de trabalhar com óleo
de cozinha usado na preparação de sabões para uso doméstico.
Para a realização desta atividade o grupo organizou e participou de um minicurso oferecido por uma docente da Universidade, para primeiramente aprender a reutilizar o óleo e transformar este produto que seria descartado e poderia causar inúmeros impactos ambientais,
em material de utilidade doméstica. Neste curso, a docente ensinou os processos químicos
envolvidos, a metodologia e o material necessário para a produção de sabão sólido e líquido,
utilizando o óleo como matéria prima.
Depois de aprendido os procedimentos corretos, o PET dividiu-se em dois grupos para
poder atender melhor às duas comunidades supracitadas, multiplicando, assim, o conhecimento. Todo o material necessário e a impressão de receitas individuais para serem distribuídas aos participantes do curso ficaram por conta dos petianos, que após explicação e
produção dos sabões sólido e líquido, também disponibilizaram embalagens para que os
participantes levassem o material produzido.
O resultado foi muito satisfatório, as comunidades das duas paróquias demonstraram
grande interesse e entusiasmo, propondo outras atividades similares que aproximem a Universidade da Sociedade. Os objetivos foram alcançados, pois além do ensino referente à manipulação e transformação de um produto contaminante em produto utilizável, o grupo PET
Biologia conseguiu também despertar o interesse dos envolvidos pela preservação ambiental.
Palavras-chave: reciclagem, óleo, preservação
277
Meio Ambiente
Recicle. Unesp: campanhas educacionais em prol do desenvolvimento sustentável no município de Rosana-SP
Patrícia Alves Ramiro, campus de Rosana, UNESP, [email protected]
Natália de Araújo Favinha Anselmo, campus de Rosana, UNESP, [email protected]
Lucas Sanches Palma, campus de Rosana, UNESP, [email protected]
A região do Pontal foi apontada, segundo a Coordenadoria de planejamento ambiental
vinculada à secretaria de meio ambiente, em 2010, como a região que dá a pior destinação
ao lixo do Estado de São Paulo. A cidade de Rosana, situada na divisa desta região com os
Estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, faz juz a esta afirmação. A disposição do lixo é
feita em lixões, sem nenhum preparo da área, causando poluição do ar, água e solo. A coleta
seletiva, na forma de separação do lixo para destiná-lo à reciclagem, não é feita na cidade. Em
decorrência desta constatação e devido aos aprendizados referentes à necessidade da formação de profissionais aptos para executarem projetos ambientalmente sustentáveis junto ao
Curso de Turismo, surgiu o projeto Recicle.Unesp, com o objetivo de organizar campanhas
educacionais visando a conscientização da população da cidade de Rosana e do Distrito de
Primavera sobre os problemas causados pelo lixo, a importância da coleta seletiva, as formas alternativas para colaborar com o meio ambiente. Para tanto, procuramos trabalhar em
parceria com o poder público local e incentivar a organização dos catadores de lixo atuantes
de maneira individualizada pelas ruas. Dentre as ações realizadas destacamos a realização de
palestras junto aos adolescentes atendidos pela Associação Pró-menor de Primavera e junto
aos estudantes do ensino médio da Escola Estadual Franco Montoro, localizada no assentamento Gleba XV de Novembro. Ainda neste ano, será realizada uma campanha de conscientização do lixo com a distribuição de sacolas de lona em substituição às sacolas plásticas.
Palavras-chave: Meio ambiente; Conscientização; Reciclagem
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Meio Ambiente
Restauração da área degradada do Parque Municipal Natural Cachoeira da Marta, município de Botucatu/SP
Renata Cristina Fonseca, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
Mariana Hashimoto Possari, Faculdade de Ciências Agronômicas, UNESP, [email protected]
A cidade de Botucatu está inserida dentro da APA Corumbataí e Tejupá, região das Cuestas Basálticas e da depressão periférica do Estado de São Paulo, possui rica biodiversidade em
suas áreas de transição, ecótone entre formações vegetais de Cerrado e da Floresta Estacional
Semidecidual. Está associada às bacias dos rios Piracicaba, Médio Tiête e Paranapanema.
Devido à alta declividade, a região constitui importantes áreas de drenagem no Estado. O
Parque Municipal Natural Cachoeira da Marta protege no seu interior o reverso e a frente da
Cuesta e abrange áreas de Preservação Permanente das matas ciliares do Córrego da Roseira
pertencente à Bacia do Rio capivara tributário ao Rio Tiête. Por uma enorme pressão antrópica
grande parte da vegetação do município foi suprimida pelo uso intensivo do solo na agricultura,
pastagem e reflorestamento com espécies exóticas, práticas comuns na região. Desta forma se
sucedeu a alteração da paisagem também na área de Parque, a cobertura florestal cedeu lugar às
pastagens que avançavam até as margens dos mananciais. Sendo assim identificou-se a possibilidade dos discentes poderem estender seus conhecimentos técnicos adquiridos durante o curso para a prestação de serviços dentro da comunidade e para preservação do Meio Ambiente,
a proposta de restauração das áreas degradadas do Parque condiz com as diretrizes do Plano
de Manejo da unidade e regulariza a unidade de conservação dentro das normas do SNUC.
Com o objetivo de manter a integridade biológica local, o projeto de restauração visa o plantio de mudas produzidas pelos alunos no viveiro da Faculdade de Ciências Agronômicas da
Unesp/Botucatu a partir de sementes coletadas pelos mesmos na área do Parque durante um
ano garantindo a floração de praticamente todas as espécies arbóreas. Essas espécies foram
identificadas a partir de um levantamento florístico para constituir um material de identificação das espécies existentes no Parque. A partir do levantamento foi realizada uma análise
das espécies potenciais ao processo de restauração e suas mudas serão utilizadas no plantio
na forma de nucleação, ou seja, ao invés de realizar um plantio convencional em área total,
com espaçamento 3X2, será testado o plantio em núcleos, técnica recente baseada em estudos da região Sul do Brasil. A vantagem é que desta forma podemos beneficiar a área com
o enriquecimento de mudas, com baixo custo de implantação e menor exigência de mão-de-obra. O maciço exerce uma maior proteção aos fatores externos degradantes, criando um
microclima mais propício para o desenvolvimento dos indivíduos, aumentando a composição florestal e, principalmente, acelerando o processo de regeneração natural. O complexo
de núcleos formará pequenos agregados que futuramente servirão de abrigo e repouso aos
animais, garantindo a dispersão de sementes nas regiões abertas, aumentando a quantidade
de vida do local ao longo do tempo. A equipe de discentes participante do projeto afirma que
o trabalho proporcionou grandes conhecimentos quanto ao desenvolvimento prático das
atividades e que desta maneira pode exercer as responsabilidades dos futuros profissionais.
Palavras-chave: Unidade de Conservação, Restauração, Núcleo.
279
Meio Ambiente
Reutilização de resíduos sólidos para organização do espaço
de convivência universitário: o Projeto Espaço Livre
Roberto Wagner Lourenço, Campus de Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”,
[email protected]
Jully Yumi Tanabe, Campus de Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”, jully.
[email protected]
Gabrielle Moura Silva, Campus de Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”,
[email protected]
Romulo Martins Carvalho, Campus de Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”,
[email protected]
Laís Muchatte Trento, Campus de Sorocaba, Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”,
[email protected]
A Rede de Educação Ambiental UNESP Sorocaba (REAUSO) surgiu, no ano de 2005,
como um grupo de discentes com atuação dentro e fora da universidade no ramo da Educação Ambiental. Apesar do caráter informal do trabalho, desde então, nota-se sua amplitude
em crescimento, uma vez que diversas instituições - públicas e privadas - de Sorocaba e região
a convidam para auxiliar ou mesmo implantar projetos. Mostrando assim, o poder que as
organizações universitárias e os jovens possuem. Atrelado ao projeto inicial da REAUSO,
foi criado o projeto “Espaço Livre”. O projeto apresenta como estratégia fundamental a
articulação da comunicação de forma dinâmica e organizada, através da criação de um “Espaço Livre de Convivência”. Este espaço contempla um complexo de murais (desenvolvido
pelos alunos) temáticos, bancos, cadeiras (técnica já existente) e demais utensílios, todos
confeccionados a partir da inovação e do design ecológico, reutilizando resíduos sólidos,
poupando recursos materiais e auxiliando a sensibilização quanto aos padrões de consumo
e à problemática do “lixo”. A iniciativa busca estimular todos os envolvidos, proponentes e
beneficiários, a participar das etapas descritas no projeto: captação de materiais, utilizados
e reutilizados (plásticos, embalagens de leite, Tetra-Pak, jornal, papelão, garrafas PET e outros), construção, trabalhada no formato de oficinas sensibilizadoras e cooperação, contextualização e incentivo, buscando adequação à realidade e apoio dos usuários, sustentabilidade e
extensão, estabelecendo a dinâmica de funcionamento por meio da construção participativa
de um manual orientador para convivência com o projeto, que busque atender as necessidades dos usuários, respeitando as possibilidades, além de envolver o projeto em atividades
que difundam o mesmo. O projeto busca também o bem-estar, o respeito, a articulação, o
incremento, o engajamento, a continuidade e principalmente convívio harmonioso entre os
alunos da UNESP- Campus Experimental de Sorocaba. Nesse contexto o projeto visa criar
um terreno fértil para o surgimento de iniciativas proveitosas, para abrir portas, com retorno
para os próprios campi e a sociedade em geral. Vale ressaltar o apoio da Pró Reitoria de Extensão da UNESP (PROEX) que viabiliza a continuidade do projeto através da concessão de
bolsas de apoio aos dicentes.
Palavras-chave: Reutilização, Comunicação, Resíduos Sólidos.
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Meio Ambiente
Sistema Sustentável em SAF
Valdemir Antônio Rodrigues, FCA, UNESP, [email protected]
Aline Stéfani Pereira, FCA, UNESP, [email protected]
Gabriela Trindade Pires, FCA, UNESP, [email protected]
Rodrigo Pereira da Silva, FCA, UNESP, [email protected]
Victória Spinardi Cabral Paiva, FCA, UNESP, [email protected]
O projeto tem como público-alvo pequenos agricultores e será implantado em uma
propriedade rural no município de Botucatu-SP, como modelo de um sistema agroflorestal
(SAF) com seringueira, palmito, frutíferas e culturas anuais como alternativa de resolução de
dois grandes problemas: reserva legal e aumento de renda, com benefícios ambientais.
Os objetivos do sistema proposto são: otimizar área agrícola, diversificar as fontes de
renda, assegurar alimentos em reserva legal sustentável com culturas anuais e perenes, obter
os serviços ambientais, com apicultura, aumento de biodiversidade, seqüestro de carbono e
belezas cênicas da paisagem rural.
A metodologia em 1 hectare planejado que permite o consórcio de várias culturas, quais
sejam: plantio de 10 f