Data de nascimento

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Data de nascimento
Palavra do Presidente
Prezado assinante,
Nós geralmente descobrimos o que fazer, percebendo aquilo
que não devemos fazer. Assim, é muito provável que aquele que
nunca cometeu um erro, nunca fez uma descoberta.
Não temos qualquer pretensão de sermos o dono da verdade,
mas a partir do momento em que nos colocamos em situação
de decisão, devemos tomá-la tendo sempre a certeza de que
estamos agindo pautados na verdade, mesmo que tal verdade
seja certa em nossa visão e errada na dos outros.
Digo isto porque como presidente de uma das mais fortes
associações da modalidade Três Tambores no País (no sentido de premiação em eventos), eu fui vidraça. Fui muito criticado. E olha que eu sempre estive
aberto às críticas.
Nunca compactuei com calúnias ou injúrias. Não sou nem nunca serei “Delgolpe” e àqueles que assim me chamaram deveriam mostrar mais a cara e dizer para que vieram, quais os benefícios trazem
à indústria do cavalo.
Levei o Quarto de Milha brasileiro às portas do mundo, para que todos soubessem o que se passa no
Brasil em termos de criação e competição. Por dois anos consecutivos, como Presidente do Conselho
Editorial da Editora HS, distribui o Anuário - Garanhões & Matrizes durante o Mundial de Tambor na
grandiosa Fieracavalli, na Itália, local – aliás, que foi palco da maior conquista do esporte brasileiro na
modalidade Três Tambores. Erguemos a taça de Campeões da Copa do Mundo, evento co-organizado
pela FEI (Federação Equestre Internacional). Lá, eu recebi a incumbência da NBHA (National Barrel Horse Association) e da FEI para realizar outro grandioso evento no País, prova esta que será determinante
para colocarmos o nosso esporte nos World Equestrian Games.
De volta ao Brasil, com a sensação de dever cumprido, para minha surpresa não tive qualquer e-mail
recebido dos que administram as associações que regulam as raças que praticam os Três Tambores no
País. Recebi, sim, um telefonema da assessoria de imprensa da CBH (Confederação Brasileira de Hipismo), parabenizando-me e já agendando um encontro para discutirmos o futuro da modalidade.
A vitória do Brasil na Copa do Mundo de Tambor tem magnitudes ímpares, uma vez que, definitivamente, o mundo está olhando para nós com outros olhos. Lá na Itália havia 14 países competindo. E
a nossa dupla de competidores, Ana Paula Zillo e André Coelho, mostraram a ciência de como competir, com atuações perfeitas, tanto em cavalos bons quanto em animais ruins, sabendo administrar
os tempos para nos sagrarmos legítimos Campeões.
Então, muito obrigado Ana Paula e André! Vocês me encheram de orgulho e ajudaram o Brasil a
dar mais um passo rumo à integração mundial, bandeira que levantamos desde o início dos nossos
trabalhos junto a APTB e, agora, à frente da NBHA Brazil.
Espero sinceramente que todos nos unamos para o desenvolvimento das modalidades Tambor
e Baliza no Brasil. Conto com você, prezado assinante (criador, competidor e empresário do meio
equestre). Cheguei onde deu com as minhas próprias pernas, agora, elas não estão tão fortes para
continuar a caminhada sozinho. Vamos juntos empunhar a bandeira do nosso querido País e mostrar ao mundo o que temos de melhor!
Quando à revista, ela está imperdível, trazendo matérias fantásticas. Nosso Editor captou
com muita sensibilidade os dias de ansiedade e alegria que passamos na Itália. O Especial
Fieracavalli está imperdível!
No mais, tenha uma ótima leitura, um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de planos e de realizações!
4
Marcelo Delchiaro
6
7
Seções
16
18
32
38
74
78
Fatos & Acontecimentos: Curiosidades
Entrevista: Herinaldo Menezes Costa
Cânter: Jockey Club de Sorocaba, novo tattersal
Coluna: Dr. Geraldo de Assis Fanti
Em foco: A vida é bela
Dica Profissional: A visão do treinador
86
90
102
108
110
112
Internet: Twitter, a nova ferramenta
Opinião: A grande festa
Mulher: Os benefícios da equitação
Reprodutora: Chokolatte Fame
Reprodutor: Smart Gray Pistol
Viagens & Lazer: Ribatejo, Portugal
@ [email protected] COM A REDAÇÃO
LINH
120
Caro leitor, encaminhe-nos suas dúvidas, críticas, sugestões e elogios.
Momento Kids: Mr. Horse e jogo da sombra
A seção “Linha Direta com a Redação” é o seu espaço exclusivo. Envie-nos cartas ou e-mails para:
Alameda Rio Negro, 1030 – Conjunto 1804 – Barueri – Alphaville/SP – CEP 06454-000 ou [email protected]
A sua opinião é muito importante para nós.
“Eu simplesmente adorei a capa da
última revista. Está linda! Parece àquelas dos Estados Unidos, que vejo nas
bancas dos aeroportos. Parabéns!”.
Camila Andreotti,
de Campinas/SP, via e-mail.
“Olá Pardini! Realmente gostei de suas
melhorias em meu texto. Ficou mais
claro e não alterou em nada o que
eu queria transmitir. Parabéns pelo
capricho e conhecimento”.
Bruno José Ribeiro, de Espírito
Santo do Pinhal/SP, via e-mail.
“Muito legal a seção Fatos & Acontecimentos. Fico esperando a revista com
muita ansiedade só para ver a cara do
pessoal caindo. Ainda bem que vocês
só publicam aqueles tombos que não
machucaram os cavaleiros. Continuem a
nos surpreender”.
“Gostaria de parabenizar toda a equipe
da revista Tambor & Baliza. Li a matéria
da seção História e a achei muito
interessante. Sem dúvida, é o melhor
texto que já li na publicação. Parabéns
pela inovação!”.
Jéssica Abimael, de Feira de
Santana/BA, via e-mail.
Abelardo Itamar Peixoto,
de Arujá/SP, via e-mail.
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“Recebi a revista, a matéria ficou
ótima. Parabéns! Entretanto, uma
correção: nossa clínica chama-se
Demaclínica. No texto há referência
como Dermoclínica, que é outro centro
dermatológico de São Paulo. Seria possível uma errata para que os pacientes
possam nos achar? ”.
Dr. Caio Roberto Shwafaty de
Siqueira, de São Paulo/SP,
via e-mail.
Errata:
O nome correto da clínica, utilizada
como fonte para a matéria “Use
filtro solar”, da seção Mulher, edição
19, é Dermaclínica, cujo telefone é
(11) 3662-4869.
“À equipe da revista Tambor & Baliza,
os meus sinceros cumprimentos.
Tenho procurado informações sobre
o mundo das provas de velocidade e
a melhor fonte que descobri é a
publicação de vocês. Parabéns!”.
Antônio Augusto Losi Paupério,
de São Paulo/SP, via e-mail.
Sumário
52 |
70 |
Internacional:
Equipe brasileira vence
a primeira competição
homologada pela FEI
82 |
Saúde Animal:
28 |
História:
Conheça sobre dermatite na quartela.
Saiba as causas, as consequências
e o tratamento recomendado
Internacional:
Aproprie-se das ações naturais do
cavalo. Você terá melhor convívio
com ele e obterá bons resultados
O treinador João Fernandes conta seus
causos vividos no mundo do cavalo.
Para ele, rir das próprias desgraças e
fazer bons amigos é o melhor remédio
9
C
Editorial
Caro leitor,
“Ando devagar porque já tive pressa. Levo esse sorriso porque já chorei demais”. Os versos da
canção Tocando em frente, de Almir Sater e Renato Teixeira, sintetizam a minha vida. “Só levo a
certeza de que muito pouco eu sei. Eu nada sei”. Por isso carrego comigo a curiosidade, talvez
a característica mais marcante dos bons jornalistas. Daí a vontade por querer evoluir, aprender,
questionar, reinventar.
Como “cada um de nós constrói a sua história” e “cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser
feliz”, as comemorações de Final de Ano são propícias para o crescimento interior. Época de renovação, com promessas de mudanças, tudo muito valoroso para a chegada de uma nova etapa... 2010.
Com muito entusiasmo e dedicação, a última revista Tambor & Baliza de 2009 foi concebida.
Em minha opinião, a mais completa de todos os tempos. Assim, nas páginas azuis trazemos as
ideias e as opiniões do criador Herinaldo Menezes Costa, da The Horses. E em Eventos, a 1ª Etapa
do VI Campeonato da APTB, devidamente oficializado pela NBHA Brazil.
A seção Distritos fala sobre o trabalho dos núcleos ligados a NBHA Brazil. Destaque para o Regional Oeste, em São Paulo, e para o Paraná, regiões que estão trabalhando destacadamente em
prol da disseminação das modalidades Tambor e Baliza no País.
Para Saúde Animal, um texto inédito sobre dermatite na quartela, mal que comumente acomete
cavalos de competição. Quem o escreve é o médico veterinário e treinador Ricardo Prianti. Já
o colunista desta edição é o Dr. Geraldo de Assis Fanti, responsável técnico pelos eventos da
NBHA Brazil. De forma didática, ele lista os exames sanitários exigidos para as provas.
Muitas matérias compõem a seção Internacional. Uma delas fala sobre a personalidade equina.
Lá, você poderá saber qual o perfil de seu cavalo. Para finalizar, as coberturas completas das participações brasileiras nos principais eventos internacionais. Nos Estados Unidos, Rose Tedesco,
que acompanhou a filha (Bruna) no Mundial da NBHA, fez um diário da viagem. Já na Itália, eu
relato os sete dias que passamos juntos em Verona, na Copa do Mundo. Na primeira competição
homologada pela FEI (Federação Equestre Internacional), fomos mais de 15 brasileiros torcendo
por nossa equipe. O texto, um dos mais prazerosos que já escrevi até hoje, está informativo e
emocionante. Aposto que você vai gostar!
Em Mulher, veja a opinião de especialistas sobre os benefícios da equitação. E Dica Profissional
fica por conta do jovem cavaleiro Bruno José Ribeiro. Ele fala sobre as mudanças no treinamento
de animais para Tambor e Baliza, ressaltando o papel do treinador na formação das crianças que
iniciam no esporte.
Em Viagens & Lazer, um roteiro com as cavalgadas no Ribatejo, em Portugal. A Reprodutora
em Destaque é Chokollate Fame, que chegou ao Brasil para coletar embrião e também para
competir. Vencedora nos Estados Unidos, com Lance Graves, ela é promessa de vitórias
também nas pistas brasileiras com o cavaleiro Petrus Peixoto. O Reprodutor em Destaque é
o norte-americano, Smart Gray Pistol, que está produzindo potros com futuro promissor
para as provas de velocidade.
O conteúdo informativa traz também fatos marcantes da vida do experiente treinador João
Fernandes. Ele relembra passagens memoráveis em História.
Enfim, “como um velho boiadeiro levando a boiada, eu vou tocando os dias pela longa estrada”.
Que o próximo ano seja muito positivo para o setor da equinocultura nacional.
Tenha um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
TAMBOR
&BALIZA
Revista Oficial da NBHA Brazil / APTB
Alameda Rio Negro, 1030 - conjunto 1804
CEP 06454-000 - Barueri-SP
Fone: (11) 4193-8744
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www.tamborebaliza.com
Diretores Executivos
Kriçula Botsaris Delchiaro
Marcelo Delchiaro
Jornalista Responsável
Marcelo Pardini
MTB 46933/SP
Repórter
Malu Guimarães
Produção Gráfica
F F Criação
Editor de Criação
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Designer Gráfico
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Fotógrafo
Beto Negrão
Diretora Comercial
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Contato de Publicidade
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Colaboradores
Bruno José Ribeiro, Dr. Geraldo de Assis Fanti,
Luciano Pires, João Fernandes, Ricardo Prianti,
Rose Tedesco, Samara Bedendo e TA Comunicação.
Impressão
Type Brasil
Tiragem
4.000 exemplares
Marcelo Pardini
Nossa Capa
Esta revista é uma publicação
da Editora HS
HOLLAND WARS
Um dos mais premiados garanhões em provas
de Tambor e Baliza na história do Quarto de Milha.
É filho de Holland Ease em mãe Mr. Three Wars e
imprime as qualidades de um Campeão em seus filhos.
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Reproduções totais ou parciais das matérias e fotos
aqui publicadas só serão permitidas através de
autorização expressa dos editores.
Contatos: Daniel (31) 9103-7043 / 9959-8576
Escritório (31) 2125-9500
As informações prestadas nas páginas de publicidade
são de inteira responsabilidade dos anunciantes.
Foto Gabriel Oliveira
Artigos assinados por colaboradores não expressam
necessariamente a opinião da revista.
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Prezado associado, confira abaixo as últimas notícias da NBHA Brazil:
Provas da NBHA Brazil
da revista Tambor & Baliza, publicação da Editora HS,
que tem parceira com a NBHA Brazil. Ligue para (11)
Em 2010, a National Barrel Horse Association reali-
4193-4786 e informe-se. Só quem é cadastrado e pa-
zará no Brasil três eventos seguindo o Regulamento
gou devidamente a assinatura da mesma, a recebe
oficial da entidade, inclusive, mantendo o tamanho
no conforte de sua casa.
reduzido da pista – como é praticado em provas nos
Estados Unidos e na Itália, por exemplo.
Parceria olímpica
Será a oportunidade de demonstrar as condições, de
forma igualitária, dos atletas brasileiros, tanto cava-
A parceria firmada entre a NBHA e a IBHF (Internatio-
los como cavaleiros. Isso será muito importante em
nal Barrel Horse Federation) com a Federação Eques-
termos comparativos do nosso nível competitivo em
tre Internacional (FEI) passou a vigorar a partir da
relação a competidores de outras partes do mundo.
Copa do Mundo de Tambor, na Fieracavalli, em no-
Segundo os profissionais que compuseram as delega-
vembro, na Itália.
ções brasileiras nos dois últimos eventos internacio-
Tendo como porta-voz a NBHA Brazil, na pessoa do
nais, a prova em pista reduzida irá movimentar o mer-
presidente Marcelo Delchiaro, uma das incumbên-
cado. Bom para quem mexe com cavalos de Corrida e
cias da associação no Brasil é inserir a modalidade
para quem lida com cavalos de linhagem de Trabalho.
Três Tambores como esporte exibição nas Olimpíadas de 2016, que será sediada no Rio de Janeiro.
Recadastramento
Com certeza se trata de mais uma ação que irá valorizar a indústria equestre nacional.
Aos associados, favor certificarem o cadastro como
filiados da NBHA Brazil na Secretaria da nossa associação. Em 10 de fevereiro de 2010, temos que enviar
para a matriz, a National Barrel Horse Association, nos
Estados Unidos, o Relatório Anual informando sobre
os dependentes da filial brasileira.
Verifique também se você consta como assinante
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Calendário NBHA Brazil
Provas:
28, 29 e 30 de maio de 2010
04, 05 e 06 de setembro de 2010
26, 27 e 28 de novembro de 2010
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FATO S & AC O N T E C I M E N TO S
Imagens que valem ouro
Mais lances exclusivos das
lentes do Beto Negrão. Veja:
Mini-pônei-guia
Mona Ramouni, 28 anos, é deficiente visual. Ela vive em Dearborn,
Michigan, nos Estados Unidos. Muçulmana, ela não poderia ter a
companhia de um cão-guia, uma vez que segundo os preceitos
islâmicos a saliva do cachorro, animal normalmente utilizado para
este tipo de serviço, é considera impura. Assim, ela adquiriu Cali,
um mini-pônei-guia. Isso mesmo! Você ainda duvida que os equinos
sejam os melhores amigos do homem?
Mona, que trabalha como revisora de textos em braile, é conduzida para
todos os cantos por Cali, inclusive nos transportes públicos exclusivos
para deficientes. Afinal, quem não tem cão, passeia a cavalo...
Fonte: www.g1.globo.com
Em Caminho das Índias…
Os temporais que atingem as cidades brasileiras assustam a
população, deixando regiões em estado de calamidade pública.
Entretanto, a solução para estes problemas vem direto de
Hyderabad, na Índia, pois segundo a cultura indiana é
auspicioso celebrar uma cerimônia de casamento entre
asininos com o objetivo de acalmar os deuses da chuva.
Veja que belezinha o novo casal “Raj e Maya”. Arebaba!
Fonte: www.g1.globo.com
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Perigo nas estradas
Três cavalos galopavam tranquilamente por uma estrada em Israel,
quando um carro surgiu em alta velocidade no sentido oposto da pista.
Dois deles conseguiram desviar, porém o terceiro (e maior),
na tentativa de fuga, acabou colidindo contra o veículo.
Deste episódio, cavalo e ocupantes do veículo sofreram apenas leves
escoriações. Mas nem sempre é assim. A TV Globo mostrou no último
mês de setembro, um acidente parecido. Um carro em alta velocidade
mandou um cavalo “para os ares” e acabou colidindo brutalmente com
um poste, na movimentada Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.
Portanto, ao ver animais na estrada tire o pé do acelerador e
ligue para as autoridades responsáveis.
Fonte: www.g1.globo.com
Koda, o pequenino
Decolagem equina
A Red Bull, tradicional marca de bebidas energéticas,
promoveu um evento “alucinante” em São Paulo, no último mês de agosto. A comemoração reuniu centenas
de pessoas criativas, que desenvolveram engenhocas
para a disputa do “Dia do Vôo”.
A inteligente ação de Marketing da empresa aconteceu
num dia ensolarado no Parque Ecológico do Tietê, na
Zona Leste da cidade. Os vencedores da disputa foram
uns inventores curitibanos, que construíram “o novo cavalo de Tróia”. A peça “cavalar” percorreu 14 metros no ar.
Ah, se esta moda pega... Com certeza os tamborzeiros
iriam colocar suas máquinas para voar, na busca pelo
tão sonhado “15 segundos”!
Fonte: www.g1.globo.com
Do tamanho de um cachorro de porte médio,
o equino Koda desfila charme e elegância em seus
59 centímetros de altura. O cavalinho é filhote
de mini-pônei, porém nasceu com nanismo.
Os problemas surgiram logo após o nascimento, mas
ele se manteve firme e segue com a saúde estável.
Hoje ele desfruta até de certos mimos, pois onde
passa chama a atenção. O brinquedinho vivo é
simpático e cultiva várias amizades, como a de um
gatinho que tem a sua altura.
Segundo o veterinário Andy Lynch,
Koda viverá por muito tempo,
pois os problemas
decorrentes do
nanismo não o
estão afetando
demasiadamente.
Fonte:
Blog da revista Época
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EN TRE V IS TA
Herinaldo Menezes Costa
O
O titular da The Horses conta da sua paixão por cavalos, fala sobre vínculo familiar
e aponta seus anseios como criador de animais de velocidade
O senhor de modos distintos recebeu a equipe da revista Tambor & Baliza na sala de reuniões da empresa a qual é diretor.
Formado em Economia e Ciências Contábeis pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com especialização em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, Herinaldo Menezes Costa nasceu na cidade de Barretos. “Apesar de viver no interior,
eu não tinha contato com fazenda, muito menos com cavalos”, revela o homem que se mudou para São Paulo aos 21 anos
de idade. “Vim para a capital para estudar e trabalhar”.
Herinaldo seguiu com garra e determinação seus objetivos. Quando o coração apertava, ele teve que encontrar subterfúgios para espantar a saudade da família e dos amigos. “Não é bom ficar longe das pessoas queridas, mas eu sabia que meu
esforço seria recompensado. Fazia tudo para um bem maior”.
Em 1975, ele se casou com Sandra Regina, companheira desde então. O casal teve dois filhos, Leandro (30) e Débora (27). O
simpático titular da empresa The Horses, localizada entre os municípios de Sorocaba e Alumínio, no interior de São Paulo,
falou com exclusividade à nossa reportagem sobre a importância do cavalo na aproximação familiar, apontou os objetivos
futuros de sua criação e, aproveitando o desfecho das Eleições Presidenciais da ABQM (Associação Brasileira de Criadores
de Cavalo Quarto de Milha), comentou um pouco sobre política. Leia:
Longe da vida rural, empenhado em outras atividades. Como o senhor iniciou a criação de cavalos?
Há vinte anos, eu e meu querido amigo José Ribeiro de Souza constituímos a
The Horses, na época localizada em sua propriedade rural, na cidade paulista
de Quadra. Foram cinco anos na sociedade até que o Zé decidiu abdicar da
atividade em prol de uma rotina mais tranquila, já que os cavalos exigem
atenção e tempo. Assim, mudamos a localização da The Horses para a divisa
entre os municípios de Sorocaba e Alumínio, onde estamos até hoje.
Por qual motivo o senhor quis começar a investir no novo empreendimento?
Percebi que sentia alívio e bem-estar quando estava perto dos cavalos. Só
tive dimensão da importância deles quando entrei definitivamente na criação. Antes, a diversão da família era passar os finais de semana em Peruíbe,
no litoral Sul de São Paulo. Na época, inclusive, a Sandra chegou a comentar
que não deixaria de lado os banhos de mar por causa dos cavalos. Hoje o
discurso dela é totalmente contrário.
“
Nas viagens para os Estados
Unidos, deixamos a Disney para trás e
demos preferência às visitas
aos ranchos do Texas e de Oklahoma.
Para mim, o cavalo é sinônimo de
união familiar
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Fotos Beto Negrão
E qual é o discurso dela atualmente?
A chegada da The Horses em minha família foi um divisor de águas. A Sandra acompanha diariamente as atividades da empresa. Ela costuma passar às terças-feiras
por lá, supervisionando tudo pessoalmente. Já os meus
filhos aguardam ansiosos os finais de semana para que
possamos pegar a estrada e rumarmos para o nosso canto favorito, a The Horses.
Isso é algo interessante, pois no mundo do cavalo muitas esposas não acompanham os maridos.
Como o senhor conseguiu mudar a ideia de “fim
de semana ideal” em Dona Sandra?
Na verdade, não fui eu quem conseguiu fazer isto. Quem
conseguiu foi o cavalo. Ela percebeu o benefício de viver
próximo a um animal imponente e com boa índole. Preciso comentar sobre a segurança que tive ao apresentar
meus filhos a este universo, um ambiente familiar, saudável, bom para a educação dos meninos.
cação da equipe para que o animal acostume com os
novos exercícios e com o tipo de treinamento. No caso
da Holland, por exemplo, demoramos meses e meses
até ela se tornar uma Campeã. Mas confesso que valeu
a pena esperar cada segundo deste minucioso trabalho.
O animal de linhagem de Corrida, que será destinado às
provas de velocidade, precisa ter boa índole. Se forem
ensinados desde novinhos e se tiverem preparação adequada, o sucesso acontece naturalmente.
“
Eles eram crianças quando o senhor constituiu a
The Horses.
E eu não sabia como seria a aceitação deles, mas tomei
a melhor escolha para preparar meus filhos para o mundo. O Leandro era uma criança hiperativa e desastrada,
estava em fase de crescimento e começou a organizar
festinhas no colégio. Quando começamos a fazer da
The Horses nosso segundo lar, ele tomou gosto e virou
competidor, treinando as mais variadas modalidades,
assim como a Débora. Ambos aprenderam inglês lendo
revistas norte-americanas do segmento. E foi através da
atividade com o cavalo que o Leandro melhorou a coordenação motora, passando, inclusive, a se apresentar
em público com desenvoltura.
Mesmo na adolescência, fase complexa entre pais
e filhos, eles continuaram a competir?
Sim. Costumo dizer que não tive em casa os famosos
“aborrescentes”, pois meus filhos preferiam viajar em
companhia dos pais para cuidar dos cavalos ao invés de
irem para as baladas. Nas viagens para os Estados Unidos, deixamos a Disney para trás e demos preferência às
visitas aos ranchos do Texas e de Oklahoma. Para mim, o
cavalo é sinônimo de união familiar.
Conte sobre seus primeiros passos como criador.
Era um novo mundo para mim, mas fui destrinchando
através de estudo e observação. Iniciamos a The Horses
com a tropa formada por animais Appaloosa, raça que
eu considero uma das mais belas, com exemplares bonitos e funcionais, como, por exemplo, o alazão nevado
Arapongas Top Flash (Top Vantage x Frollicking Miss),
que mora em meu coração. Há dez anos trabalho apenas
com o Quarto de Milha.
Qual o motivo desta mudança?
A raça Quarto de Milha é mais evoluída em genética.
Existe um desenvolvimento contínuo na busca por li-
Como a maioria escolheu
o Paulo Farha, valorizo e
respeito tal decisão. A democracia
é fundamental na sociedade.
A nova Diretoria terá
condições de criar projetos
inovadores, focando na melhora
do Quarto de Milha
”
nhagens específicas, seja para Rédeas, Apartação, Corrida ou Tambor. O cavalo Quarto de Milha tem padrão
racial, estrutura física proeminente, aprumos corretos,
vitalidade, habilidade e grande patrimônio genético.
Percebi que as provas de velocidade, como Três Tambores e Seis Balizas, possuem animais com boa índole
e isso me encanta. Foi nesta época que apostei em cavalos de Corrida para tais modalidades, porém a ideia foi
rejeitada por muitos profissionais que hoje, por acaso,
adotaram tal cruzamento.
Cite um exemplo de êxito que o senhor teve em
insistir em tal pensamento?
Comprei a Holland Shake EM (Holland Ease x Streakin
By EM) quando ela tinha apenas três anos de idade.
Ela teve bom desempenho nas corridas, sendo AAA-94.
Como falado anteriormente, eu passei a apostar em animais velocistas para o Tambor. E a Holland externa tudo
isto. Ela foi domada e começou a competir. Em pouco
tempo, tornou-se uma das melhores éguas da história
do esporte no País.
E não é difícil preparar um animal que correu no
Jockey Club para as provas de Tambor?
Sim. É um trabalho lento, que exige paciência e dedi-
Apresente-nos o plantel atual da The Horses?
Destaco dois garanhões: Only Dancer VM (Signed To Fly
x For Tears Only), AAAT-100, e Signed Bugs Fly (Signed
To Fly x Master Bugs Cutie), AAAT-109. Juntos, eles totalizam 09 vitórias no Jockey Club de Sorocaba. Bons
nas canchas, melhores na reprodução. Os filhos deles
certamente serão vencedores nas pistas de Tambor. Já
em relação às nossas matrizes, optamos por selecionar
éguas com alta qualidade genética, uma vez que tal
característica será determinante na produção de bons
potros. Focamos em fêmeas de linhagem de Corrida,
como a Holland Shake EM, a Cardinale Dash BR (Holland
Ease x Streakin By EM), a Breathless BR (Blazen Bryan x
Streakin By EM) e a Tulip Lights (Holland Ease x Heavenly
Smash. Temos ainda algumas matrizes de linhagem de
Trabalho, sendo a maioria absoluta oriunda da tradicional King Ranch.
Por qual motivo focar nesta produção específica?
São dois motivos principais: as reprodutoras de Corrida
transmitem velocidade, agilidade e prontidão aos produtos, características fundamentais num mercado tão
competitivo como as provas de Tambor e Baliza de hoje
em dia. Já as éguas King Ranch transferem aos filhos invejável porte físico, aptidão para o trabalho, rusticidade
e inteligência. São excelentes matrizes para o cruzamento com garanhões de Corrida, visando animais velozes, resistentes e habilidosos. Dentre elas, destaco Go
Flight KRB (Failas Ambasador x Flicka SKR), Sugar Flight
KRB (Go Sugar KRB x Go Flight KRB) e Graça Zorrero KRB
(El Zorrero x Oculta SKR).
No final de outubro, o candidato da oposição,
Paulo Farha, conquistou a vitória nas Eleições
Presidenciais da ABQM. Qual a sua opinião sobre
esta nova fase da associação?
Sou um criador de Quarto de Milha e preciso observar
esta mudança focando no benefício para o meu trabalho
no universo equestre. A entidade está num ótimo período para receber uma nova gestão, que deverá exercer
um bom trabalho. Isto porque, a Diretoria anterior fez o
seu papel, tendo na figura do amigo Ovídio Vieira Ferreira a marca das boas iniciativas. Como a maioria escolheu
o Paulo, valorizo e respeito tal decisão. A democracia é
fundamental na sociedade. A nova Diretoria terá condições de criar projetos inovadores, focando na melhora
da raça. Isso é o que importa.
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23
E VE N TO S
1ª Etapa do VI Campeonato
Nova Temporada de provas da NBHA Brazil/APTB é inaugurada, com competição
de alto nível técnico, reunindo os melhores cavaleiros do País
O
Os principais conjuntos do Brasil nas modalidades hípicas Três
Tambores e Seis Balizas tiveram quatro meses de descanso
entre uma Temporada e outra da NBHA Brazil/APTB. O VI Campeonato começou no primeiro final de semana de setembro,
no Haras Raphaela, em Porto Feliz, cidade do interior de São
Paulo. “Foi uma prova bem sucedida, que reuniu mais uma vez
os melhores competidores do País”, disse Marcelo Delchiaro,
presidente da entidade. A competição somou cerca de 600 inscrições, sem contabilizar as passadas do Tira-teima. “A agenda
de eventos do segundo semestre está bem apertada, por isso
não tivemos maior número de inscritos. Os organizadores dos
principais Torneios têm que se reunir para repensar o Calendário 2010”, ressaltou o organizador.
No final da tarde de sexta-feira, dia 04, houve a prova de Três
Tambores, categoria Jack Pot. Trata-se de uma avaliação do animal em pista, assim, não há premiação, já que é apenas um test
drive para “ajeitar” o cavalo para as disputas reais. A novidade do
VI Campeonato para essa classe foi a introdução do estilo norteamericano, adesão feita pela NBHA Brazil/
APTB após observar a boa aceitação dos competidores à
ideia lançada em prova da I Copa Amigos do Tambor, evento
projetado
pelos titulares
24
da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes e do CT Ronildo Morais.
“Valer-se de inovações inteligentes de colegas que atuam no
meio só traz benefícios ao esporte como um todo”, observou
Delchiaro. “É unindo as boas ações que evoluímos”. Crianças em primeiro lugar
Para aproveitar todos os momentos do sábado de Outono, a
NBHA Brazil/APTB iniciou as provas de Três Tambores às 08 horas, em ponto. Como criança costuma pular cedo da cama, a
primeira categoria foi a Kids. Os pequenos de 04 a 08 anos de
idade deram show e, logo pela manhã, acordaram a torcida.
Ben Cyrulin e Mid Max 2R (Midas Plaudit Sab x Miss Tala Sis 5
MP) cruzaram a linha de chegada em 19s467, vencendo o 1D.
O 2D ficou no chamado “vácuo”. E a vitória do 3D foi de Marcela
Fortunato, que fez 22s389 com o alazão Shady Hobby Leo (Hobby Top Cody x ST Fifth Blue).
Recinto cheio, público animado. Foi neste ambiente que se iniciou a disputadíssima categoria Aberta. Inspirado, o treinador
Marcos Monzinho concluiu a passada com o potente alazão
Victory Fly VM (Apollo VM X Signed To Liberty) em 17s134,
ficando em 1º lugar no 1D. “Entrei compenetrado, pronto pra
vencer”, disse o cavaleiro. Logo depois da passada, o treinador voltou a sentir uma antiga lesão na virilha, o que o impossibilitou de
tocar seus outros animais. Assim, ele confiou sua tropa ao colega
Cláudio Granja, que fez bonito com Home Run Seven (A Streak Of
Cash x Carazinho In Concert), marcando 17s840 e conquistando
o 1º lugar do 2D. Para finalizar a Aberta, o carioca Victor Amaury,
montando El Bueno (sem registro), venceu o 3D com 18s850.
A simpática competidora Gabriela Liuti Silva marcou 17s745
com o alazão Malindi da Kirongozi (Effort’s Flash KRB x Erótica
RAJ), faturando a 1ª colocação da Júnior 1D, superando 35 concorrentes. Fazendo dobradinha, a amazona Louise Escomparim
Rugolo foi a Campeã do 2D com o baio Lord Dun It (Oklahoma Dun It x Dara), 18s493, e também 2ª colocada da mesma
divisão com Kit Doc G (Dançarino Doc G x Carinhosa Blackout
G), 18s547. Concluindo seu desempenho em 19s683, o com-
Fotos Beto Negrão
petidor Rogério Lúcio Francisco Filho venceu o 3D com Eternal
Ligtner Doc (Shady Doc x Rialex Thay’s 71). Com essa marca, ele
deixou o irmão, Matheus Ricardo Francisco, em 1º lugar no 4D.
Matheuzinho, que por causa da idade subiu de categoria, fez
22s442 com Fidalgo Boy ZA (Heappy Boy HS x Lara 2A), alegrando a turma do Haras KRM, de Botucatu/SP.
Veio a categoria Jovem. E novamente entrou em cena a meiga
Caroline Escomparim Rugolo. Com o inseparável companheiro, o garanhão da raça Appaloosa, Cutter Exocet Lee (Exocet
Nez Perce x Miss Gay Cutter GG), ela faturou o 1º lugar do 1D.
“É importante vencer num Campeonato como o da NBHA Brazil/APTB. É o sonho de todos os grandes competidores”, disse a
garota. Parece que a moçada quer ficar registrada na história. A
amazona Luiza Cesca Piva não ficou satisfeita em ser Campeã
do 2D com o alazão Hickory Leo GR (Beaver San Badger x Docs
Hickory Shell), 18s413. Querendo mais, ela faturou o 2º lugar
da mesma divisão, agora com Landy Ferrari (Callme Ferrari HP x
Panalandya da GR), 18s508. Ana Paula Monteiro marcou 19s662
com o castanho Trouble Pocodo EM (Pocodo Andy x Julia’s
Cody FF), conquistando o topo do 3D.
“Estava num dia de muita inspiração”, revelou Valdir Figueiredo
ao comentar sobre suas conquistas na 1ª Etapa do VI Campeonato. A lista de vitórias foi extensa. Comecemos pela categoria
Amador, na qual Valdir ficou em 1º lugar no 1D com Dama Bar
Jay (San Gold Bar’s x Wanta Zorra RTJ), 17s601, e em 2º com Geraldos Bee Dee (Mr. Jay Bee Dee x Geraldos Louer), 17s875. A amazona Santa Salles e o castanho Just Objetivo G (Objetivo
SKR x Miss Parker San) conseguiram a vitória no 2D, marcando
18s323. Pelo 3D, o sempre animado Áureo Antonio Fiorita atingiu 19s337 com Jokasta Pivot VLO (Máster Pivot x Super Golden
Sound), levando o prêmio de 1º lugar.
Valdir Figueiredo não teve mais vitórias? Sim. A tal inspiração
seguiu forte na classe Sênior, quando ele adentrou em pista
com a alazã Espenda Doc G (Doc Fast x Miss Peppy Freckles),
vencendo com 18s070. Ele também se sagrou Vice-campeão
com Dama Bar Jay, chegando bem próximo do primeiro tempo,
18s091. “Foi um dia especial. Deu tudo certo para mim e para os
meus cavalos”, resumiu o sorridente cavaleiro.
O sempre solícito André Morganti mostrou que está em constante evolução. Com o baio Jay Bee Solano (Spirit Of Doc Gamay
x Librevile Kirongozi), ele marcou 19s136, assegurando a 1ª colocação do 2D da Sênior. E o “papa-prêmios” Wanderlei Justino
novamente venceu com o craque Xeque Par VP (Extra Solano
KRB x Like Par VP), ganhando o 3D com o tempo de 19s784.
Em excelente fase, a jovem Bruna Tedesco Cortelini arrancou
aplausos da torcida com sua impecável apresentação com Fishers Down Dash (Fishers Dash x I Feel Lucky Tonight), fazendo
17s420, marca que lhe conferiu o primeiro posto da Feminina
1D. “É só felicidade. Vencer qualquer Etapa do Campeonato
da NBHA Brazil/APTB é atingir um sonho como competidora,
significa superar meus próprios limites”, disse Bruninha, com o
habitual sorriso no rosto. O conjunto Santa Salles e Just Objetivo G
25
reinou de novo na 1ª colocação do 2D, marcando 18s187. Na
sequência, Maria Cecília Gomes de Oliveira fechou a categoria
com o Appaloosa, Easy Bonanza Lee (Pac-Man-Bonanza x Miss
Marileine CRC), conquistando a vitória no 3D, 19s343.
O sábado terminou com a realização do Tira-teima de Três Tambores. Até o V Campeonato, os participantes disputavam uma
moto zero quilômetro em cada divisão, mas a NBHA Brazil/
APTB remodelou as regras e o formato de disputa, oferecendo
o prêmio em dinheiro no valor de R$ 4 mil para cada D.
Reginaldo Cafalloni da Rosa Filho venceu o 3D. O competente
cavaleiro montou a égua Okie Jay Bee (Three Bee x Oldoak Doc
2F), marcando o tempo de 19s109. No 2D, a vitória foi de Cláudio Granja com a alazã Vivid Apollo (Apollo VM x Vivid Sounds),
18s125. E na primeiríssima posição do 1D, Hernani Azevedo Silva Neto arrasou com o castanho Hollands Best (Holland Ease x
A Merri Melody), registrando 17s403.
Potro do Futuro de Tambor
Mais uma novidade do VI Campeonato da NBHA Brazil/APTB, a categoria Potro do Futuro foi criada para atender a crescente demanda
por espaço exclusivo à estreia de jovens animais em pista. A competição reuniu no Haras Raphaela produtos das gerações 2005 e 2006.
O cavaleiro Cláudio Muniz Pereira conquistou o 1D com a alazã
tostada GF Lady Sugarman (Genuine Sugarman x ST Milk Shady)
ao fazer 17s811. No 2D, quem mandou bem foi Márcio Souza. Ele
conduziu com competência o alazão Major Failas Leo (Sucesso
SKR x Hebe Rebel), marcando 18s578. “Muitos competidores nos
procuraram para que abríssemos a categoria Potro do Futuro e assim o fizemos. Esta é a postura da Diretoria da NBHA Brazil/APTB:
oferecer aquilo que o associado almeja”, disse Marcelo Delchiaro.
Seis Balizas
Realizada no domingo, a modalidade Seis Balizas começou às
08 horas, seguindo o novo cronograma da entidade. Elogios
ao trabalho eficiente da equipe de prova, desde as secretárias,
Samara Bedendo e Karla Nóbrega; passando pelo responsável
pela montagem da pista, Domingos Napolitano; o competente
juiz, Jean Clanei Guimarães; os mesários, Paulo Bincelli e Janete
Souza Rocha, e o locutor, Diogo Calazans, que fez um bom serviço ao substituir o narrador oficial, Édson Antonio.
Os atletas puderam competir pelo Jack Pot e em seguida curtiram a
apresentação da criançada pela categoria Kids. A pequenina Marcela Fortunato ficou em 1º lugar no 1D com Shady Hobby Leo, 23s673.
O cavaleirinho Ben Cyrulin venceu o 2D com Mid Max 2R, 25s995.
26
Entre os profissionais, pela categoria Aberta, Sidney Pereira da Silva Júnior faturou a 1ª colocação do 1D com Clinton Jay ADW (Doc
Jay Bar’s x Polca SKR), 20s296. Revelação do esporte em 2009,
o rapaz afirmou estar satisfeito com a boa fase. “Vencer é bom.
Ganhar provas da NBHA Brazil/APTB, aqui no Haras Raphaela, é
melhor ainda”. Pelo 2D, o vencedor foi Izaías Ferreira, que montou
Shady Hayward FF (Shady Leo x Miss Hayward), fazendo 21s041.
Os competidores da categoria Júnior mostraram bom desempenho. Vitória Cardoso ficou em 1º lugar do 1D com Estrela (sem
registro), fazendo o percurso em 22s019. O conjunto Jorge Niyama e Smoking Vit (sem registro) marcou 22s980 e ganhou o 2D.
A moçada de 14 a 18 anos entrou em pista para disputar a categoria Jovem. Novamente o cavaleiro Sidney Pereira da Silva Júnior
brilhou com Clinton Jay ADW, finalizando a passada em 20s500, assegurando a vitória no 1D. A Campeã do 2D foi Brenda Niyama. Ela
montou Cadd To Keys TMR (Keys To The Moon x Caddari), 22s073.
Com mérito, ela também ficou em 2º lugar em tal divisão com o
tordilho Winner Bruby (Brubaker FF x Fancy Guanaz SA), 26s452.
Para concluir a prova de Seis Balizas aconteceu a classe Amador Sênior, que teve como vitorioso o cavaleiro Vamílson José
Costa. Ele montou o cavalo Shady Hayward FF, faturando o 1D
com 21s306. A amazona Maria Dirce Gomes de Oliveira foi a 1ª
colocada do 2D, marcando 22s200 com o castanho Smart Litle
Boy (Dancer Mae x Case Boy ATS).
Para a próxima...
Na 1ª Etapa do VI Campeonato da NBHA Brazil/APTB a questão mais comentada pelo público presente ao evento foi a
ausência da tradicional transmissão da prova pela internet. A
comissão organizadora, no entanto, promete voltar o uso de
tal ferramenta de divulgação já para a 2ª Etapa. “Sabemos da
importância da transmissão. Nunca a descartamos. Mas como
conseguimos pouco patrocínio, tivemos que cancelar. Estamos
revendo nossas ações de Marketing, procurando profissionalizá-las. Agora, o associado pode se tranquilizar, pois as passadas
e as entrevistas do nosso próximo evento já poderão ser vistas,
pois estamos em fase de fechamento de contrato com o pessoal da Lab3 TV, nossos parceiros nos negócios relacionados à
web”, assegurou Marcelo Delchiaro.
Os resultados completos da 1ª Etapa do VI Campeonato da
NBHA Brazil/APTB estão no website www.nbhabrazil.com.br.
Confira os Campeões da 1ª Etapa:
Três Tambores - Aberta
1D Marcos Monzinho Victory Fly VM 2D Cláudio Granja Home Run Seven 3D Victor Amaury El Bueno Três Tambores - Amador
1D Valdir Figueiredo Dama Bar Jay 2D Santa Salles Just Objetivo G 3D Áureo Antonio Fiorita Jokasta Pivot VLO Três Tambores - Sênior
1D Valdir Figueiredo Espenda Doc G 2D André Morganti Jay Bee Solano 3D Wanderlei J. de Araújo Xeque Par VP Três Tambores - Feminino
1D Bruna Tedesco Cortelini Fishers Down Dash 2D Santa Salles Just Objetivo G 3D Maria Cecília G. Oliveira Easy Bonanza Lee Três Tambores - Jovem
1D Caroline E. Rugolo Cutter Exocett Lee 2D Luiza Cesca Piva Hickory Lee GR 3D Ana Paula Monteiro Trouble Pocodo EM Três Tambores - Júnior
1D Gabriella Liuti Silva Malindi da Kirongozi 2D Louise E. Rugolo Lord Dun It 3D Rogério Lúcio F. Filho Eternal Ligtner Doc 4D Matheus R. Francisco Fidalgo Boy ZA Três Tambores - Kids
1D Ben Cyrulin Mid Max 2R 3D Marcela Fortunato Shady Hobby Leo Três Tambores - Tira-teima
1D Hernani A. Silva Neto Hollands Best 2D Cláudio Granja Vivid Apollo 3D Reginaldo C. Filho Okie Jay Bee Três Tambores - Potro do Futuro
1D Cláudio Muniz Pereira GF Lady Sugarman 2D Márcio de Souza Major Failas Leo Seis Balizas - Aberta
1D Sidney Pereira S. Júnior 2D Izaías Ferreira Seis Balizas - Amador Sênior
1D Vamílson José Costa 2D Maria Dirce G. Oliveira Seis Balizas - Jovem
1D Sidney Pereira S. Júnior 2D Brenda Niyama Seis Balizas - Júnior
1D Vitória Cardoso 2D Jorge Niyama Seis Balizas - Kids
1D Marcela Fortunato 2D Ben Cyrulin 17s134
17s840
18s850
17s601
18s323
19s337
18s070
19s136
19s784
17s420
18s187
19s343
17s699
18s413
19s662
17s745
18s493
19s683
22s442
19s467
22s389
17s403
18s125
19s109
17s811
18s578
Clinton Jay ADW Shady Hayward FF 20s296
21s041
Shady Hayward FF Smart Little Boy 21s306
22s200
Clinton Jay ADW Cadd To Keys TMR 20s500
22s073
Estrela Smoking Vit 22s019
22s980
Shady Hobby Leo Mid Max 2R 23s673
25s995
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HISTÓRIA
Fotos cedidas
Rezas & Venda
O treinador João Fernandes conta seus causos vividos no mundo do cavalo.
Para ele, rir das próprias desgraças e fazer bons amigos é o melhor remédio
S
São muitas as histórias que vivi no mundo do cavalo.
Gostaria de dividir algumas delas com você, leitor da
revista Tambor & Baliza. Desde já, agradeço a repórter Malu Guimarães por me auxiliar nesta missão.
Vamos em frente:
Peregrinação a cavalo
Em abril de 1987 fui convidado pelo amigo João Gonzalez
para participar da primeira Romaria de São Roque, no interior paulista, com destino à cidade de Pirapora do Bom
Jesus, também próxima à capital. Aceitei o convite e lá fui
eu com o meu companheiro da época, o Jasão SAB (Acknowledged x Fanny Quest SAB), animal da raça Appaloosa.
Eu nunca havia participado de uma peregrinação reli-
28
Por João Fernandes*
giosa, portanto, não sabia o que me esperava. Quando
nos reunimos, tive uma grata surpresa: eram cavalos
e charretes que não acabavam mais. Acredito que tinham uns mil animais e quinhentas charretinhas preparadas para a viagem. Fiquei admirado com o tamanho da Romaria!
E olha como é o tempo... Nesta época, os cavalos mais
usados eram os da raça Mangalarga. A maioria dos cavaleiros achava engraçado quem participasse de Romaria montado em cavalos Quarto de Milha ou Appaloosa, que hoje são os mais populares.
Este tempo me traz boas recordações. Em minha primeira participação, fiz amigos e guardo no coração e
em fotos este momento de alegria.
Apartando os briguentos
Gostei da andança de São Roque até Pirapora, então, quis participar novamente em 1988. Preparei meu cavalo de Apartação,
desta vez da raça Quarto de Milha, e lá fomos nós acompanhados de uma turma animada e religiosa.
Depois de rezas e agradecimentos, retornamos a São Roque
com paz no coração. Só não sabia que nem todos estavam neste clima. Em determinado momento, na estrada, começou uma
discussão entre dois cavaleiros “cabeçudos”. A conversa nada
amigável parecia não ter fim até que eles decidiram pular do
lombo dos cavalos para resolverem a rixa em terra firme.
A turma do “deixa disso” entrou em ação e lá estava eu, no meio
da confusão. Não precisei nem descer do meu cavalo para
apartar a briga, porque ele fez o serviço sozinho. Foi muito engraçado. Parecia que ele estava numa prova de Apartação. Foi
afastando os briguentos com a cabeça até perceber que o clima
tenso havia chegado ao fim. Agora se eu disser que não me recordo do nome deste herói equestre... Só não vale dizer que é
por causa da minha idade (risos).
Travessuras douradas
Antigamente, nós usávamos os cavalos de campo para participar de provas. Não existia esta distinção entre animal de
competição e de lida. Em 1980, eu morava na cidade de Dourados, no Mato Grosso do
Sul, e era costume local
reunirmos os peões das
fazendas próximas para
participar de pequenas
competições, só de farra
mesmo.
Lembro-me das risadas
que dava com os companheiros João Damacena
(i.m.), João Pires, Beto Bobeda e Lucinei Nunes “Tes-
ta” (i.m.). O que tínhamos de vontade, não tínhamos de técnica.
Mas era muito gostoso participar destas provinhas.
Negócio durante o churrasco
“Ela é muito brava. Só serve para pular em rodeios”. Foi com esses adjetivos que fui apresentado à égua Princesa JE, da raça
Appaloosa. Contrariando a todos, eu me apaixonei por ela e decidi comprá-la. Isso foi em 1992.
Treinei-a com muito carinho e entusiasmo, direcionando-a para
as provas de Laço de Bezerro, Três Tambores e Seis Balizas. Logo
ela se tornou um animal top e, assim, chamou a atenção de importantes criadores, principalmente de João César de Lucca, de
Porto Feliz/SP, que colocou na cabeça que tinha que comprá-la
de mim, mesmo eu afirmando que não queria vendê-la.
Continuamos vencendo várias provas. Lembro-me da minha última conquista com ela, no Campeonato Nacional da
ABCCAppaloosa, em 1993, em Ribeirão Preto/SP, quando
vencemos em Laço e na Baliza.
A comemoração começou
à tarde, com o tradicional
churrasco na beira do caminhão. A alegria rolava
solta. E o João César de
Lucca insistia em “tomar”
a Princesa de mim. Eu estava começando a vida
como treinador e ter uma égua como ela era sinônimo de segurança profissional. Mesmo levando a vida vendendo animais,
eu tinha me apegado a ela.
Bem, a prosa com o “de Lucca” seguiu churrasco adentro. E perto das duas horas da manhã, ele me fez uma proposta irrecusável. Vendi a minha Princesa. Quando fui entregá-la, tinha juntado um grupo de umas 20 pessoas para ver a nossa despedida.
Ninguém acreditou quando eu abri a boca dela e lasquei um
belo beijo. Despedi-me dela, de maneira acalorada, e em seguida vieram as lágrimas...
29
Casa itinerante
Na viagem para uma grande prova em Maringá, em 1993, eu e a
minha esposa, Eliana Regina Luis, queríamos conforto, então, colocamos atrás do caminhão colchões e um pequeno fogão para prepararmos uma comidinha caseira na estrada e tirarmos uma sesta.
O pessoal achou a ideia o máximo e tivemos muitos “hóspedes”
que curtiram a nossa mordomia naquela temporada. Fizemos
um ótimo grupo, formado desde tratadores até treinadores,
como Pedro Torres, Vanderlei Tersoni, Chicão “Trinta Conto”, Edgar Pires, “Dadinho”, Edvan Móia.
E nesta mesma ocasião aconteceu um fato engraçado. A Prefeitura
da cidade estava asfaltando algumas ruas próximas ao recinto, então, eu, o Tersoni, o “Dadinho”, o “Kintanilha”, o “Bodão” (i.m.) e o Chicão tivemos a ideia de subir na máquina de asfaltar para registrar
em fotos este nosso momento urbano. Mas o chefe dos maquinistas chegou e ficou bravo com a algazarra que estávamos fazendo.
No final das contas, nós “ajeitamos” o moço e seus funcionários convidando-os para irem participar de um churrasco conosco. Ficamos
tão amigos, que eles saíram de perto do caminhão só tarde da noite
e disseram que se no outro dia a gente quisesse tirar mais retratos,
que as máquinas estavam à nossa inteira disposição (risos).
Laço traiçoeiro
Era uma competição de Laço de Bezerro de mais uma Etapa do
Campeonato do extinto NUPA (Núcleo Paulista dos Criadores e
Proprietários de Cavalos Appaloosa). Isso por volta de 1995, em
Avaré, também no interior de São Paulo.
Eu entrei confiante em pista. Ajeitei meu cavalo no brete e mandei soltar. Uma, duas, três boleadas na corda e mandei ver. Lacei
o bezerro. Mas quando fui cerrar, a corda passou por entre as patas dele e acabou vindo parar no meu pé. Foi tudo muito rápido.
Quando me dei conta, o cavalo estava recuando, fazendo muito
bem o que havíamos treinado em casa. Fui arrastado por vários
metros e ainda recebendo cabeçadas do bezerro. Isso mesmo!
Para não ficar tão chato (como se fosse possível), eu peguei o
bixo à unha e não queria soltá-lo. Imagine a cena? Tudo isso com
a “peãozada” gritando e fazendo graça no fundo da querência!
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Quem avisa amigo é
Há uns quatro anos, eu estava disputando uma Etapa do Campeonato do Regional Oeste, no Rancho do Tropeiro, na cidade
paulista de Juquitiba. Sonha um dia que choveu? Parecia uma
cachoeira vinda do céu! A pista “afofou”, era aquele lamaçal. Depois das passadas da modalidade Seis Balizas ficou um desnível
no solo, que precisava ser desviado pelos competidores de Três
Tambores. Com receio de que alguém se machucasse, eu alertei
a todos os participantes. Pois bem. Adivinhe quem foi o único
que se esqueceu do “mardito” buraco?
Eu estava montando o Napolitano Proud JBF (Proud Impressive
x Baby Cowboy JBF) e rodopiei com ele no buraco umas três vezes antes de chegar ao chão. Foi feio mesmo! Daí, eu me levantei como se nada tivesse acontecido. Mas sentindo dores pelo
corpo todo, logo caí novamente.
Resultado: o Napolitano nada sofreu, mas eu fiquei com a cara
deformada. Meus olhos incharam, porque eu tinha batido a cabeça no chão. Fiquei estendido na pista aguardando o socorro.
Depois dos primeiros cuidados médicos, eu ia embora com a
ambulância. Mas a mesma atolou ao sair da pista. Precisou um
bando de marmanjo para empurrá-la.
Acho que a bruxa estava solta aquele dia. Eu estava no hospital,
já devidamente atendido, e em menos de uma hora chegou outro competidor, o Daniel Nogueira, que tinha machucado o pé...
Olha, é rir pra não chorar! Mas estas e muitas outras histórias fazem parte da minha vida e, agora, da vida daqueles que gostam
do universo equestre. Um grande abraço!
*João Fernandes treina cavalos há 20 anos
Contatos: (11) 9620-0108 / 9934-8101
31
CÂNTER
passos para a velocidade
Fotos Eduardo Custódio
Fechamento de 2009
Em 2009, o mercado do cavalo Quarto de Milha de Corrida teve
Joquinha Calfat e Caio Aidar acompanham as obras do tattersal
Novo tattersal
crescimento recorde e os leilões realizados no Jockey Club de
Sorocaba puderam registrar tal evolução, com pregões arrecadando milhões de reais nas vendas de alta genética animal, uma
O Projeto Tattersal teve início em janeiro de 2008, com a ter-
vez que o plantel nacional já é um dos melhores do mundo.
raplanagem e o escoamento de água do platô de 11.000 m²,
Importante destacar também o considerável crescimento das
base para a construção da área coberta de 3.300 m². O empre-
inscrições para os GP’s e para o Grand Prix 2010, consolidando
endimento contará com telhado termo-acústico, 70 baias de
definitivamente o setor. Hoje, a atividade não é vista no Brasil
alvenaria, alojamento para tratadores, estacionamento para
somente como hobby, mas como investimento seguro que,
carros e caminhões, escritórios, sala reservada à imprensa, sala
além do retorno financeiro, proporciona ao investidor emoções
de descanso, cozinha, bar, banheiros etc. Orçado em aproxi-
ímpares, que só quem suspira velocidade pode sentir.
madamente R$ 1 milhão, trata-se de um dos maiores investi-
O Jockey Club de Sorocaba, classificado pelo MAPA (Ministério
mentos do Jockey Club de Sorocaba.
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) como hipódromo
Será um recinto reservado a eventos e que trará receitas extras
Classe A, obedece a regras e especificações oficiais para as cor-
para o Jockey, além de trazer grande visibilidade perante a so-
ridas do Quarto de Milha no Brasil, servindo de parâmetro para
ciedade. O Tattersal simboliza mais um passo importante na
outros recintos que se dedicam ao segmento.
profissionalização de eventos na região de Sorocaba, cidade
No mês de março de 2010 terá início a nova Temporada. A agen-
privilegiadamente localizada à uma hora de São Paulo.
da seguirá até novembro com grandes eventos do agronegócio
O lançamento da pedra fundamental foi no dia 21 de novem-
e as maiores premiações do Turfe na América Latina.
bro e logo no início de 2010 o Tattersal começa efetivamente
as atividades
Para mais informações:
(15) 3293-1177 ou [email protected]
32
Encerramento da Temporada 2009
No dia 21 de novembro, o Jockey Club de Sorocaba encerrou com
grandes comemorações a Temporada de corridas. No mesmo dia
aconteceu a premiação dos Melhores da Estatística 2009.
No GP Campeão dos Campeões, com bolsa de R$ 25 mil, a égua
Fanfarra For Me (Corona For Me x Atacama Bryan SA), de propriedade do Stud DNA Racing e criação de Gianni Franco Samaja,
fez o tempo de 19s22 e venceu a prova dos 365 metros.
No GP Profissionais do Turfe, também com dotação de R$ 25 mil,
mais uma égua impressionou. Dawnny Henryetta (Holland Ease
x Dawny Ryon), criação do Haras Fazenda Bela e propriedade do
Stud DNA Racing, do investidor Marcos Cesnik de Souza, venceu a
prova dos 301 metros com o tempo de 16s52.
Para finalizar, no Páreo Especial GPACI (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil), realizado em homenagem à instituição
homônima, o melhor tempo foi de Fiancee For Me (Corona For Me
x Vitesse Bryan SA), fêmea de propriedade da Agropecuária Starland e criação de Gianni Franco Samaja, 16s58.
E por mais um ano foi realizada a feijoada beneficente em prol do
GPACI, cuja arrecadação com a venda dos convites, bem como com
o leilão das obras do projeto Pintura Solidária e das viagens oferecidas pela Nascimento Turismo, foi revertida à entidade. Repetindo
o sucesso de 2008, o evento pode contribuir para as reformas de
ampliação e compra de novos equipamentos para o centro.
A tarde de festa contou com DJ, dupla sertaneja e apresentação da
bateria da Gaviões da Fiel (incluindo a presença da Miss Fiel de São
Paulo).
Por fim, a Diretoria do Jockey Club de Sorocaba ainda realizou a
premiação aos melhores do Turfe nacional nas categorias Geral e
Estreantes. Foram premiados animais, proprietários, criadores, treinadores e jóqueis. A relação completa com os contemplados está
disponível no website www.jockeyclubdesorocaba.com.br.
33
34
35
C O L U NA
Os exames sanitários para
as provas
Médico veterinário, responsável pelos eventos da NBHA Brazil,
lista os documentos necessários para a participação dos animais
C
Foto Beto Negrão
Por Dr. Geraldo de Assis Fanti*
Como responsável técnico em eventos, sempre sou questionado com relação aos documentos necessários para participar das provas e a importância dos mesmos. Assim,
decidi elaborar uma breve lista com os exames sanitários obrigatórios para a liberação
da entrada dos animais nas competições. Veja:
1. Exame de Anemia Infecciosa Equina (AIE):
- com resultado negativo e dentro da validade até o último dia do evento;
- o sangue do animal deve ser coletado por profissional capacitado para preencher a
resenha gráfica e descritiva, onde deve conter no mínimo 70% das características do
animal, e
- a validade é de 60 dias, contando a partir da data de coleta.
“
Muitas vezes, nós
veterinários, somos taxados de
chatos, pois quando recebemos
os animais nos eventos procuramos ser corretos na conferência
dos documentos
38
”
2. Atestado de vacinação contra Influenza Equina (gripe):
- nome do animal;
- data da vacinação;
- nome da vacina e do laboratório fabricante;
- número da partida e a data de fabricação, e
- carimbo e assinatura do médico veterinário.
Observação: O atestado de vacinação para participação de eventos é Lei Federal. O ideal é
o animal possuir carteira de vacinação, constando o histórico vacinal (primeira vacinação,
reforço de 21 a 92 dias e demais vacinações semestrais ou anuais).
Alguns locais permitem que os animais participem do evento com atestado de sanidade
com, no máximo, 15 dias anteriores. Eu, particularmente, não acho correto, pois a maioria
dos animais que participa das provas é vacinada regularmente. Daí a importância para a
carteira de vacinação.
3. Guia de Transporte Animal (GTA):
- documento Federal, em acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) para controle eficaz de doenças de importância epidemiológica, que são carreadas pelos animais, sendo algumas delas contagiosas para os seres humanos (zoonoses);
- um primeiro esboço do referido documento foi Decreto Lei N° 24.548, de 03 de julho
de 1934, assinado pelo então presidente da república, Getúlio Vargas. Daí pra frente,
tivemos várias alterações;
- não é um documento de posse, pois o mesmo não tem valor
comercial ou tributário. Quando os animais vão para uma determinada prova e na GTA pede-se o nome do local e o CNPJ é tão
somente para que o serviço de Defesa Sanitária possa rastrear os
mesmos (ponto de origem, local da prova e o retorno);
- na falta da GTA, os animais ficam impossibilitados de desembarcar no recinto. Caso o transporte for parado pelo serviço oficial,
implica em multa para o condutor do veículo, pois o mesmo é o
responsável pelos animais que transporta, e
- pode-se emitir o boleto para pagar a GTA pela internet, acessando o website da Coordenadoria de Defesa Agropecuária
(www.cda.sp.gov.br). Feito isso. Deve-se levar o boleto quitado até
o serviço oficial com os demais documentos para a emissão da GTA.
Observação: Os três documentos descritos acima devem estar em
posse do condutor do veículo de transporte no momento do embarque dos animais em sua origem. Em alguns eventos, dependendo da
região, o escritório de Defesa Animal pode solicitar outros documentos ou vacinações. Informe-se antes de ir para as provas.
no final de 2008. Desta maneira, os documentos exigidos são para
a segurança sanitária dos animais e devem ser vistos com bons
olhos.
Falando em documentos obrigatórios, alguns esportes hípicos
exigem a apresentação do passaporte do animal, principalmente
em competições internacionais. Este é emitido pela Confederação
Brasileira de Hipismo (CBH) e constam as identificações gráficas e
descritivas do animal.
Atualmente, fala-se em “chipar” cavalos, tecnologia que certamente diminuirá o volume de papéis, mas que não reduzirá a responsabilidade de um controle de doenças eficaz. Enquanto tal prática
não é sistematizada, temos que nos conformar com o padrão atual, sempre tentando fazer o melhor trabalho possível.
Muitas vezes, nós veterinários, somos taxados de chatos, pois
quando recebemos os animais nos eventos procuramos ser corretos na conferência dos documentos. Quando detectamos erros
no preenchimento, orientamos para que o mesmo não venha a
ocorrer novamente. Pois, acima de tudo, trabalhamos para o bem
estar dos animais, que são os artistas principais das provas.
Nos grandes eventos equestres, com alta concentração de animais, os cavalos estão expostos a algumas doenças, como Influenza Equina (gripe), Anemia Infecciosa Equina (AIE), Raiva - para regiões endêmicas, e Mormo - que nos causou tanta dor de cabeça
*Dr. Geraldo de Assis Fanti, especializado em Odontologia
Equina. É também responsável pelos eventos da NBHA Brazil.
Contatos: (11) 9794-7514 / Nextel 55*11*55176
e [email protected]
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D I S T R I TO
M I NAS GER AI S
Pausa nos trabalhos
A NBHA Brazil/Minas Gerais visa se reestruturar para iniciar nova fase, em 2010,
contando com apoio de criadores e competidores mineiros
A
Aproveitando a proximidade do fim de ano, a Diretoria da NBHA Brazil/Minas Gerais decidiu paralisar as ações e
colocar a casa em ordem. “Não realizamos nenhuma prova no segundo semestre. Acreditamos não estar recebendo
o devido apoio por parte dos criadores e dos competidores mineiros. Nosso Estado é carente de boas competições
de Tambor e Baliza, por isso, precisamos nos unir”, observou Marcio William Furtado, presidente do Distrito.
O grande desafio da NBHA Brazil/Minas Gerais em 2010 será realizar provas adequadas aos competidores. “Em nossa região é difícil reunir tudo do bom e do melhor. Sofremos com a falta de patrocínio”.
Apaixonado por cavalos e por competições, o presidente do Distrito mineiro promoveu provas oferecendo premiação do próprio bolso - “mas existe o momento em que é preciso optar por gastar dinheiro com um projeto público
ou oferecer maior conforto à família”. Ele optou por dar mais atenção aos seus e deixou de lado a ânsia de promover
o esporte hípico na região. “Lutar sozinho não é impossível, mas é difícil. Por isso, estou abrindo espaço para que
novos interessados se associem a nós, visando valorizar os festivais equestres em nosso Estado”.
O presidente da associação aguarda com ansiedade a chegada do novo ano, pois acredita que encontrará portas
abertas para dar continuidade aos seus planos para o Tambor em Minas Gerais. “Iniciaremos um ciclo regado a boas
ideias. Conquistamos a credibilidade de competidores que estavam afastados das provas. Isso nos motiva a continuar trabalhando. Neste sentido, o apoio da matriz (NBHA Brazil) é vital para que continuemos as nossas atividades”.
Saiba mais em www.amtbmg.com.br.
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D I S T R I TO
R E G I O NAL SUL
Três Tambores com qualidade
Pistas concorridas, passadas empolgantes e agenda reformulada.
Assim segue o projeto do Distrito da NBHA Brazil no Rio Grande do Sul
A
A dedicação de Clóvis Burtet para com o Distrito da NBHA Brazil no Rio Grande do Sul é tamanha, que ele continua
trabalhando para conquistar a credibilidade dos competidores da região. “Com muita garra e esforço adquirimos a
admiração dos cavaleiros que participam de nossos eventos”, diz o presidente da entidade.
As provas do Distrito sulista são realizadas durante eventos que aglomeram grande público, disseminando o esporte para um maior número de pessoas. “Conseguimos emplacar o Tambor em exposições de renome”, fala Clóvis.
O gaúcho, que preside a associação desde seu surgimento - em 2007, está animado com a visibilidade da NBHA
Brazil/Regional Sul. “O povo daqui sempre teve ligação com o cavalo, principalmente o Crioulo. Agora, estamos
fortalecendo o Tambor e as raças que mais se adaptam à modalidade, como Quarto de Milha, Paint Horse, Puro
Sangue Árabe e Appaloosa”.
Clóvis Burtet explica que mais importante do que mostrar ao público a diversão de se praticar os Três Tambores é fundamental oferecer provas com qualidade. “Organização e conforto são quesitos básicos para
conquistarmos prestígio”.
A agenda hípica da NBHA Brazil/Regional Sul deu uma pausa no segundo semestre de 2009, retomando as atividades no ano que vem. “Estamos fazendo uma reunião atrás da outra. Pareço empresário de multinacional”, brinca o
presidente. “Em breve os nossos associados terão novidades”, garante.
Para mais informações: www.nbha-rstb.com.
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D I S T R I TO
PA R ANÁ
Mais duas boas provas
do paranaense
O III Campeonato da NBHA Brazil/Paraná começa com tempos
baixos e mais o jantar de premiação para os vitoriosos de 2008/2009
N
“Nada vale mais do que ver a felicidade nos olhos de cada competidor”. Assim Osmar
Dias Faria, presidente da NBHA Brazil/Paraná, define o trabalho da Diretoria do Distrito
que iniciou a terceira Temporada de eventos em 26 e 27 de setembro, no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá. “Nossa associação conseguiu fortalecer as
modalidades Tambor e Baliza na região Sul do País”.
Não há dúvida de que a NBHA Brazil/Paraná conquistou credibilidade junto aos competidores paranaenses. A 1ª Etapa do III Campeonato somou mais de 400 inscrições,
recebendo cerca de 120 animais em pista. “Cada evento da associação é uma alegria
para a nossa equipe, que trabalha unida pelo objetivo de engrandecer o esporte”, disse
Marli Aparecida Jacometto Faria, 1ª tesoureira da entidade. “Agradecemos o carinho dos
cavaleiros de nosso Estado, bem como daqueles vindos de Santa Catarina, Mato Grosso
e São Paulo, que sempre nos prestigiam”.
O evento teve premiação garantida de R$ 30 mil, sendo marcado por disputas acirradas.
O melhor tempo em Seis Balizas, 20s554, foi do cavaleiro Márcio Pereira com o alazão
Mágico Top Failas G (Hobby Top Cody x Gleaming Faila KRB). E no Tambor, com 17s982,
o cowboy Luiz Fernando Lima Nascimento e a égua Twisty Lena (Do Bar Lena x Girl Zero
Effort) olharam os demais concorrentes pelo retrovisor. Na tarde de sábado aconteceu o
Tira-teima, com 85 passadas. Fazendo 18s092, a amazona Evelyn Gabriele conquistou a
1ª colocação. Ela montou o alazão Paul Stars (San Francisco RC x Belle Three SL).
A noite de 26 de setembro foi de confraternização. O jantar de encerramento do II Campeonato da NBHA Brazil/Paraná reuniu os Campeões em traje de gala. “Foi um evento
alegre e descontraído, unindo os amigos do Tambor”, resumiu Marli. Os 130 convidados
aproveitaram os sorteios de brindes e curtiram boa música sertaneja.
Um mês depois, em 24 e 25 de outubro, estava agendada a 2ª Etapa do II Campeonato.
A competição aconteceria durante a 32ª EFAPI (Exposição e Feira Agropecuária de Ponta
Grossa). “Tinha tudo para ser um grande evento, mas a chuva atrapalhou nossos planos”,
lamentou Osmar. As provas do sábado correram normalmente, tendo como melhor
tempo, 20s782, do conjunto Alexandre Augusto Silvestre e Mister VJ CGL (Star Diver’s U
Be Two FLF x Stately Treasure CGL), em Seis Balizas Aberta.
“No domingo, decidimos adiar as provas de Três Tambores, pois a pista não dava condições para as passadas dos atletas”. A decisão foi tomada pela comissão organizadora
em conjunto com os competidores. “A 2ª Etapa será finalizada simultaneamente com a
execução da 3ª, na inauguração da arena do Rancho Faria, em Apucarana, entre os dias
13 e 14 de março de 2010”, confirmou Osmar.
Para mais informações: www.nbha-pr.com.br.
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D I S T R I TO
M A R ANHÃO
Apostas maranhenses
As atividades da NBHA Brazil/Maranhão, iniciadas no 1º semestre,
trazem novos rumos para os competidores do Estado nordestino
O
O Parque Independência, localizado em São Luís, capital maranhense, recebeu entre os
dias 07 e 12 de setembro a Exposição Agropecuária do Estado do Maranhão (EXPOEMA).
No evento aconteceu a última Etapa do I Campeonato da NBHA Brazil/Maranhão, com
provas de Seis Balizas e Três Tambores. “O público lotou as arquibancadas, sempre incentivando os competidores”, disse Luis Almeida, presidente do Distrito.
Com premiação garantida de R$ 40 mil, a prova reuniu os melhores cavalos e cavaleiros
do Nordeste. “Existe uma visível evolução nas modalidades Tambor e Baliza aqui no Maranhão. A melhor maneira de fomentar o esporte é dar bons prêmios aos competidores
e incentivar a entrada de novos participantes”, analisou o organizador.
O sucesso da prova de setembro refletiu no agradável evento ocorrido dois meses depois, quando o Distrito realizou a cerimônia de premiação aos vencedores do I Campeonato. A festa aconteceu no Haras 4 Irmãos, na cidade de Raposa. “Foi uma linda reunião”,
contou Almeida. Os Campeões receberam fivelas e troféus da NBHA Brazil/Maranhão.
“Ainda premiamos o haras mais pontuado e escolhemos as revelações do Circuito: José
Nilton e Alessandra Granjero”.
Após a solenidade de entrega de premiação foi servido o jantar para 300 convidados.
“Os competidores precisaram mostrar habilidade na pista de dança”, brincou o presidente da associação, também proprietário do Haras 03 Irmãos. Ele detalhou as mudanças que a região sofreu após a chegada da filial da NBHA Brazil. “Há um ano estávamos
pensando quais as maneiras de fomentar o esporte no Maranhão, já que vivemos num
território dominado pela Vaquejada. Por fim, conseguimos parcerias – inclusive com os
vaqueiros, e hoje o Tambor e a Baliza só crescem por aqui”.
Em janeiro de 2009, a Diretoria da associação ofereceu aos competidores locais um curso com o treinador André Coelho (atual Campeão Mundial de Tambor). Na ocasião, o
jovem cavaleiro transmitiu seus conhecimentos sobre doma, treinamento e regras do
esporte. Parece que os ensinamentos estão sendo colocados em prática. “Todas as iniciativas propostas pela NBHA Brazil/Maranhão surtiram efeito. Hoje nossas provas têm
alto nível técnico”.
Para mais informações sobre o I Campeonato da NBHA Brazil/Maranhão entre em contato via e-mail: [email protected]
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D I S T R I TO
R E G I O NAL O EST E
Novo Campeonato da
NBHA Brazil/Regional Oeste
O Distrito, conhecido pelas provas ocorridas em clima familiar,
abre a Temporada 09/10 com competição reunindo 400 passadas
Fotos Beto Negrão
O
O início do II Campeonato da NBHA Brazil/Regional Oeste aconteceu no Haras Raphaela,
na cidade paulista de Porto Feliz, em 26 de setembro, com a participação de 381 competidores. “Seguimos o formato tradicional de nossas competições, todavia, focamos na
melhoria para o público, oferecendo mais qualidade e conforto a cada Etapa”, falou Pedro Lara, membro da comissão organizadora.
Na 1ª Etapa, a mudança qualitativa notória foi o sistema de inscrições antecipadas, resultando em conforto aos participantes e agilidade à prova. “As listas de ordem de entrada
foram anexadas antecipadamente, assim, os atletas só tiveram a preocupação de fazer
uma boa apresentação”.
E a estrela da disputa foi o cavaleiro Valdir Figueiredo, que venceu em Três Tambores na
classe Aberta 1D com seu fiel companheiro, Geraldos Bee Dee (Mr. Jay Bee Dee x Geraldos Louer), 17s809, e na Amador Máster, com Dama Bar Jay (San Gold Bar’s x Wanta Zorra RTJ), 17s794. Nesta categoria, ele ainda foi Vice-campeão com Espenda Doc G (Doc
Fast x Miss Peppy Freckles), 17s880, e 3º lugar com o alazão Geraldos Bee Dee, 17s932.
O conjunto de destaque em Seis Balizas foi Abelino Rodrigues Filho e Sally Shady (Shady
Leo x Sally Trouble FF). A dupla atingiu o menor tempo no Test Horse, 20s343, e ganhou
a Aberta, com excelentes 19s959.
“Conseguimos oferecer aos nossos atletas novamente uma prova memorável com êxito
nos resultados em pista e nas questões primordiais para uma boa competição: segurança, organização, conforto e alegria”, disse Roberto Ulhôa Canto, também membro
da Diretoria. “Trabalhamos incansavelmente pensando no bem estar de nossos competidores, por isso hoje possuímos uma história de credibilidade e confiança para com
nossos participantes”.
2ª Etapa
A 2ª Etapa do Campeonato foi realizada no Haras GKF, em Quadra, no interior de São
Paulo, no dia 21 de novembro. “A chuva prejudicou nossos planos, mas não deixamos a
peteca cair”, disse Pedro Lara. “Foi um acontecimento previsível, visto que estamos numa
época de clima úmido”.
Mesmo com as condições ruins da pista, a amazona Caroline Rugolo fez o melhor tempo da prova nos Três Tambores. Pela Feminina 1D, ela e o Appaloosa Cutter Exocet Lee
(Exocet Nez Perce x Miss Gay Cutter GG) marcaram 17s982. Outro destaque foi a vitória
de Thiago Salício na classe Amador. Ele montou o alazão Tilly Peppy’s (Moon Peppy’s Lil
TMR x Chick Belly), fazendo 18s408. Já o cavaleiro Archeson Teixeira fez bonito em Seis
Balizas Aberta, conquistando o 1º lugar com Sharon Cody (Thunder Cody FF x Laikka’s
Skippy TH), 20s830.
Das já mencionadas mudanças, a premiação é algo que merece destaque. Para o novo
Campeonato, os ganhadores das categorias Aberta, Feminina e Amador recebem, cada
um, uma moto zero quilômetro. “Criamos também uma maneira de incentivar a Baliza”,
informou Ulhôa. “O cavaleiro que somar a maior pontuação no Campeonato também
levará para casa uma moto zerinho”.
Para mais informações: www.regionaloeste.com.br.
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I N TE RNAC I O NA L
A Barrel Racing World Cup 2009 terminou com a seguinte classificação:
1º - Brasil
2º - França
3º - Estados Unidos
4º - Espanha
5º - Austrália
6º - Panamá
7º - Polônia
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8º - China
9º - Uruguai
10º - Hungria
11º - Alemanha
12º - República Tcheca
13º - Holanda
14º - Itália
Brasil é
Campeão Mundial
Ana Paula Zillo e André Coelho
dão show na Itália e equipe
brasileira vence a primeira
competição homologada pela FEI
A
A primeira vez que uma equipe brasileira
foi participar de eventos internacionais na
modalidade Três Tambores foi em 2007, na
Itália e nos Estados Unidos. Tal fato marcante já faz parte da história do esporte no País,
cuja injeção de ânimo e abertura de fronteiras muito se deve ao trabalho empreendedor de Marcelo Delchiaro, presidente da
NBHA Brazil.
De subdesenvolvido (inclusive com apelidos pejorativos dados aos cavaleiros brasileiros - “jungle boys”!), o Brasil passou a ser
encarado como a potência em ascensão,
o tão comentado novo player global nos
esportes hípicos, em especial, na prova de
Três Tambores.
Em sua terceira participação na Barrel Racing World Cup, evento que acontece anualmente durante a Fieracavalli, em Verona, na
Itália, o País do futebol finalmente conquistou o topo do pódio no Hipismo, sagrandose Campeão Mundial de Tambor.
Confira a reportagem exclusiva feita por
nosso enviado especial:
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Uma das grandes da Europa
A bela cidade de Verona, entre outros atributos, é conhecida
por ser a sede da casa de Julieta, personagem célebre da obra
de William Shakespeare. Lá, também acontece uma das maiores
feiras equestres da Europa, a Fieracavalli.
O evento, que acontece há 111 anos, atualmente reúne mais de
200 mil visitantes, que se espalham pelos 11 pavilhões do amplo recinto destinado à feira. A diversidade do ambiente é que
pauta a festa, que conta com mais de 700 expositores (oriundos de 25 países) e mais de dois mil cavalos de diversas raças.
Palavras escritas não descrevem a magnitude do festival, cuja
pluralidade é a melhor característica para defini-lo. Tudo muito
moderno, lúdico e com visual para agradar aos mais exigentes.
A competição
Em 2009, recorde de equipes participantes – 14 nações (Alemanha, Austrália, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos, França,
Holanda, Hungria, Itália, Panamá, Polônia, República Tcheca e
Uruguai).
A Barrel Racing World Cup foi organizada pela IBHF (International Barrel Horse Federation), com apoio da NBHA (National Barrel Horse Association). O detalhe, que é extremamente valoroso
para toda a indústria do Tambor, é que a prova foi homologada
pela FEI (Federação Equestre Internacional), o que sugere que o
esporte integrará os World Equestrian Games (WEG), podendo
se tornar modalidade olímpica num futuro já não tão distante.
“A competição seguiu as normas da FEI, que são bem rígidas.
Assim como aconteceu com a modalidade Rédeas, o Tambor
ganhará força com o reconhecimento da entidade, o que é muito bom para o mercado do cavalo”, disse Marcelo Grilo, médico
veterinário brasileiro radicado na Itália e que foi o responsável
pela inspeção dos animais na Copa do Mundo.
Os mais importantes dirigentes das entidades que comandam
a modalidade Três Tambores no mundo estiveram presentes ao
evento na Itália. Ian Williams representou a FEI. Pela IBHF e pela
NBHA esteve presente a animada presidente Sherry Fulmer.
Também participando ativamente de todos os preparativos
esteve Mario Iavarone, vice-presidente da IBHF para a Europa
e presidente da NBHA Italy, além de Marcelo Delchiaro, vicepresidente da IBHF para a América do Sul e presidente da NBHA
Brazil.
Cada equipe contou com dois competidores. O Brasil foi representado por Ana Paula Zillo e André Coelho (vide box para conhecer os demais participantes). “Fiquei muito feliz em participar pelo segundo ano da Copa do Mundo de Tambor. Em
2007, junto com o experiente Ronildo Morais, ficamos em 2º
lugar. Agora, com a Ana Paula, a equipe se completou. Soubemos trabalhar unidos”, falou André. “Agradeço a oportunidade
especialmente ao Marcelo Delchiaro. Todo o suporte que ele
nos deu foi fundamental para que nós, atletas, preocupássemonos somente em ter bom desempenho. Saí do Brasil com pensamento positivo, sabendo que seríamos os vencedores”, completou a amazona brasileira.
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Ficha completa de todas as delegações:
Alemanha
Dirigente:
Manfred Thomas - vice-presidente da NBHA Germany.
Competidores:
Werner Lieb – Tri-campeão Europeu de Tambor.
Herbert Preisach – Campeão Alemão de Tambor.
Austrália
Dirigente:
Susan Penny Brooks - competidora e chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Susan Penny Brooks – Qualificada para a Copa do Mundo.
Lynda Anne Graham – Qualificada para a Copa do Mundo.
Brasil
Dirigente:
Marcelo Delchiaro - vice-presidente da IBHF para a América do Sul
e presidente da NBHA Brazil.
Competidores:
Ana Paula Zillo – Sete vezes Campeã Brasileira pela American Quarter Horse
Association (AQHA).
André Coelho – Quatro vezes Campeão Nacional pela NBHA Brazil.
China
Dirigente:
Meng Cai – membro da IBHF na Ásia e presidente da NBHA China.
Competidores:
Xin Hui – Campeão Chinês de Tambor.
Shi Jing Shan – Ganhador de diversas provas e Campeão Chinês de Tambor.
Espanha
Dirigente:
Ignácio Rubio - chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Patrícia Jarque – Campeã Catalã de Tambor na categoria Aberta.
Maria Moya – Campeã Catalã de Tambor na categoria Jovem.
Estados Unidos
Dirigente:
Sherry Fulmer - presidente da IBHF e presidente da NBHA.
Competidores:
Chad Crider – Tri-campeão Mundial de Tambor.
Scott Brown – Tri-campeão Mundial de Tambor.
França
Dirigente:
Laurent Elinguel - vice-presidente da NBHA France.
Competidores:
Xavier Lorenzon – Campeão Francês de Tambor.
Charles Berdon – Campeão Francês de Tambor.
Holanda
Dirigente:
Wendy Schrievers – competidora e chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Diana Grifhorst – Campeã Holandesa de Tambor.
Billy Jean van Dijk – Vencedora de rodeios e provas.
Hungria
Dirigente:
Kastély Attila – cavaleiro e chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Kastély Attila – Sete vezes Campeão Húngaro de Tambor.
József Dörnyei – Qualificado para a Copa do Mundo.
Itália
Dirigente:
Mario Iavarone - vice-presidente da IBHF para a Europa e presidente da NBHA Italy.
Competidores:
Domenico Martino – Qualificado para a Copa do Mundo.
André Coelho – Qualificado para a Copa do Mundo.
Panamá
Dirigente:
Maria Mireya de Alemán - presidente da NBHA Panama.
Competidores:
Jazmin de Troetsch - Qualificada para a Copa do Mundo.
Heriberto Navarro - Qualificado para a Copa do Mundo.
Torcida animada
Pra variar, a turma do Brasil era a mais empolgada. Mais de 10
pessoas torceram pela squadra brasiliana. Estiveram presentes,
além dos dois competidores e do dirigente da NBHA Brazil:
Adriane Passos (Diretora de Publicidade da revista Tambor & Baliza); Marcelo Pardini (Editor-chefe da revista Tambor & Baliza);
Raphael Simone Neto (Diretor de Arte da revista Tambor & Baliza e titular da FF Criação) e a esposa Carmen; Marcos Toledo Filho (competidor e esposo de Ana Paula Zillo); Rose Coelho (mãe
do cavaleiro André Coelho); Gilmar e José Milaré Garcia (proprietários da Agropecuária J. Garcia); Wilson Dosso Jr. (Diretor
da WV Leilões), acompanhado da irmã Lidiana e da namorada
Camila Shayeb (presidente do NBQM), e Paulo Zaparolli Dedemo (Haras ZD) com a esposa Isabel e a filha Eloizi.
“O ponto alto foi a força da união entre os brasileiros. A gente
formou uma grande família. Além dos inúmeros momentos de
descontração, quando a equipe precisou do apoio da torcida,
nós nos fizemos presentes”, disse Wilsinho Dosso. “Foi uma experiência muito agradável. O Marcelo (Delchiaro) é um sujeito
empreendedor. Parabenizo-o pela conquista. Foi bom conhecer
a feira na Itália e participar desta importante vitória do Brasil”,
falou Gilmar Garcia, tradicional na criação de cavalos para Apartação e que promete altos investimentos também no Tambor.
“Quem gosta de cavalo e tiver a oportunidade de conhecer a
Fieracavalli não pode perder a chance. O evento é grandioso
e muito bem estruturado”, disse Raphael Simone Neto. Para
Paulo Dedemo, a feira serviu como importante apoio para suas
ações de venda no exterior. “Já temos bom tráfego nos Estados
Unidos, agora estamos abrindo mercado para a comercialização de nossos animais na Europa. Além dos contatos, o mais
interessante foi ver a vitória da equipe brasileira. Na entrega de
premiação, quando tocou o hino nacional, confesso que fiquei
emocionado”, revelou o criador.
Polônia
Dirigente:
Ewa Skwarczynska - competidora e chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Jaroslw Bilski – Campeão Polonês de Tambor.
Anna Lagodzinska – Campeã Polonesa de Tambor.
República Tcheca
Dirigente:
Krystina Tesarova – competidora de Tambor e chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Zuzana Liskova – Tri-campeã Tcheca de Tambor Jovem e Campeã Tcheca
na categoria Aberta.
Petra Echová – Campeã Tcheca de Tambor Jovem.
Uruguai
Dirigente:
Herbert Delgado - chefe da equipe de seu País.
Competidores:
Federico Delgado – Campeão de Tambor Uruguaio pela American Quarter Horse
Association (AQHA) e pela Appaloosa Uruguay.
Martin Alvarez – Campeão Uruguai de Tambor pela American Quarter Horse
Association (AQHA).
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orientando-a. Sofri na arquibancada. Mas sabia que ela ia se
superar”, continuou.
Assim, os brasileiros terminaram o 1st go em 7º lugar, ficando
atrás de Polônia, Uruguai, Estados Unidos, China, Austrália e
Panamá.
*Nota da Redação: taxamos tal animal de “invicto”, pois nos
três dias de competição nenhum cavaleiro conseguiu virar o
primeiro tambor com ele. O Campeão Mundial Chad Crider, inclusive, foi carregado para a cerca.
Hora da verdade
No sorteio dos animais, o Brasil caiu no grupo 02, com outros
seis países. A equipe norte-americana, adversária a ser batida,
ficou na chave 01. Isto em nada modificou a estratégica brasileira. “Tal divisão serviu apenas para definir os cavalos que pegaríamos. No cômputo geral, o que contaria era a somatória entre
todos os resultados, com a possibilidade de um descarte de
cada cavaleiro, independentemente do agrupamento. Então, a
ideia era ir pra cima, fazer tempos baixos”, explicou Delchiaro.
Para a competição, foram utilizados cavalos de haras da Itália,
animais de 2D e 3D. “O sorteio foi justo, sem beneficiar ou prejudicar qualquer equipe, mesmo porque ninguém conhecia os
cavalos. Nós tínhamos que explorar ao máximo os bons animais
e tentar não fazer tempos altos com os mais fracos”, observou
Ana Paula Zillo.
Conforme o final da tarde ia chegando, a adrenalina de atletas
e torcedores aumentava. Horário marcado, arquibancadas lotadas, festa iniciada. Na bonita apresentação da Barrel Racing
World Cup, a dupla brasileira levou com orgulho para a arena a
bandeira nacional, agitando-a em direção à animada torcida.
Pista liberada e as primeiras passadas. Surpreendentemente, a
Polônia e a China fizeram tempos baixos, assumindo provisoriamente a liderança. Pelo Brasil, André Coelho foi o primeiro a
adentrar em pista, devido à experiência anterior de competir
fora do País. Com o cavalo “invicto”*, ele abriu o primeiro virador, culminando numa passada ruim. A preocupação tomou
conta de todos. Veio a segunda bateria e Ana Paula Zillo brilhou. Com um cavalo “do meio”, ela só não foi mais veloz que
a atleta Patrícia Jarque, da Espanha, que havia pego o melhor
animal da competição. “A Ana Paula gosta de pressão. Como
o André não tinha ido bem, ela sabia que a responsabilidade recairia sobre ela. Com determinação e muita garra, ela se
apresentou muito bem”, analisou Marquinho Toledo, marido e
técnico da competidora. “Como a área de aquecimento é limitada somente aos dois competidores e ao dirigente de cada
equipe, fiquei apreensivo por não poder estar ao lado dela,
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Segundo dia de prova. Os brasileiros pegaram dois bons animais. André fez uma passada firme e rápida. A alegria da torcida
verde-amarela na arquibancada contagiou a todos. Os gritos de
incentivo aos nossos cavaleiros só não foram mais fortes do que
os para os competidores italianos. Chegou a vez de Ana Paula.
Ela entrou calmamente. Seu semblante era de confiança. Ela alinhou o cavalo e disparou com tudo. Virou coladinho, seguiu em
alta velocidade, contornou bem o segundo e foi para o terceiro
virador. Passou bem e seguiu para a reta final, já sentindo que
tinha feito o melhor tempo do dia. Festa completa. A noite podia
ser regada a muito vinho, pois a liderança estava assegurada. “O
meu tempo nos deu segurança. E quando vi que a Ana tinha ‘espancado’, senti a esperança de a vitória virar realidade”, confessou
André Coelho.
Então, no 2st go, o Brasil deixou para trás, em sequência, França,
Holanda, Estados Unidos e Polônia.
“Após uma noite bem dormida, com a liderança assegurada, sabíamos que a Final seria difícil. A Ana Paula já tinha dois bons
tempos, então, era ir para o tudo ou nada, pois ela tinha direito a
um descarte”, falou Delchiaro. “Já o André estava numa situação
delicada, pois a primeira passada dele tinha sido ruim. Ele tinha
que fazer menos de 17 segundos para vencermos”.
A Grande Final causou ansiedade em toda a squadra brasiliana.
Nas arquibancadas, cobertos por bandeiras do Brasil e de mãos
dadas, os torcedores brasileiros estavam inquietos. Pouco falaram aos cavaleiros, com receio de pressioná-los. Todos desejaram
boa sorte e deixaram para André Coelho e Ana Paula Zillo decidirem por todo um País.
Ana Paula, que àquela altura já tinha conquistado o respeito e a
admiração dos demais concorrentes, sendo até então a mais ve-
e faz sinal de positivo. Os uruguaios também
cumprimentam André e Ana Paula. Mesmo
antes do anúncio oficial, sabíamos que o Brasil era o novo Campeão Mundial de Tambor.
Deixando os camarotes e correndo em direção ao filho, Dona Rose desabafou: “Este menino (André Coelho) vale ouro. Ele corre atrás
de tudo que quer e sempre alcança seus objetivos. Não é pelo fato de ser mãe dele, mas
ele merece todas as glórias do mundo”, desabafou, sem disfarçar o amor materno.
loz da Copa do Mundo, adentrou a arena com uma égua tordilha,
apelidada pelos brasileiros de “Brasitinha”, em menção à craque
Brasita Moon ZO (muito mais pela pelagem do que pela qualidade, sendo a mesma muito inferior à estrela nacional). Com
“sangue nos zóios”, a amazona de Lençóis Paulista/SP partiu com
tudo. Virou bem o primeiro, entrou bem para o segundo, mas na
saída raspou a perna no virador, derrubando-o. Na arquibancada, ninguém se preocupou, pois ela já havia assegurado estabilidade à equipe com os dois tempos anteriores. No entanto, o dirigente Marcelo Delchiaro, que estava assistindo a prova ao lado
do competidor André Coelho, esqueceu-se do descarte e foi ao
desespero. “Foi tudo embora, perdemos a chance de vencer”, ele
falou para André. Imagine a cabeça do jovem cavaleiro, tendo a
responsabilidade de não derrubar, fazer menos de 17 segundos
e ainda sendo “pilhado” pelo presidente da NBHA Brazil?
A equipe norte-americana foi mal e deu adeus à vitória. Isso, sem
hipocrisia, trouxe alívio e esperança aos brasileiros. No entanto,
os dois bons cavaleiros franceses novamente fizeram tempos
baixos, tornando-se a nossa “pedra no sapato”. Com todo o peso
nas costas, André Coelho seguiu para a sua última apresentação.
A pele morena já mostrava certa palidez, tamanha era a ansiedade do cavaleiro. Não deixando transparecer tal sentimento,
ele mostrou o percurso ao cavalo, tentando recuperar a calma
e a confiança - suas principais características. Fez um roll back e
partiu. A cada galão do galope do cavalo, uma nação inteira corria com ele. O batimento cardíaco de todos foi à milhão. Virou o
primeiro caprichosamente. Seguiu com determinação ao segundo e fez um giro rápido. O cavalo não era “dos mais andador”. O
terceiro virador ficou para trás. Ufa! Reta final em alta velocidade
e... 16s878 no placar.
A torcida brasileira se levantou, aplaudiu de pé. Os presentes
também se animaram e repetiram o gesto dos brasucas. Porém, o
grito de Campeão ainda não saía, pois a França estava coladinha.
Minutos de tensão, calculadoras trabalhando sem parar. De repente, Maria Mireya, do Panamá, olha em direção aos brasileiros
Topo do mundo
Em êxtase, o grupo de brasileiros se uniu na
entrada da arena. Beijos, abraços, apertos
de mão e muitos sorrisos. O bonito cerimonial de premiação seguia todas as normas,
premiando cada equipe. As três melhores
colocadas se perfilaram, ficando em primeiro
plano. Então, o locutor fez suspense e anunciou o 3º lugar: Estados Unidos. Música emotiva, som alto. E o segundo colocado...
França! Pronto. A alegria tomou conta dos brasucas, que antes
mesmo de ouvir “i primo postto: Brasile!” já comemoravam a vitória. Fivelas, troféu e certificados entregues aos brasileiros. Hino
nacional. Olhos marejados, muita emoção.
Após o último refrão do hino, a torcida invade a arena, contrariando as ordens dos cerimonialistas. Os cavaleiros são festejados.
Sem pensar, os homens erguem Marcelo Delchiaro, jogando-o
para cima, numa forma de agradecê-lo pelo importante trabalho
de fomento que o mesmo realiza em prol do esporte Três Tambores no Brasil e no mundo. Festa verde-amarela na Itália.
Parafraseando o velho-lobo Zagalo, “vão ter que nos engolir”! Brasil, o novo Nº 1 do Tambor mundial.
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I N TE RNAC I O NA L
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Quase Rei
na terra do Tio Sam
Equipe brasileira, formada por Bruna Tedesco, Valdir Figueiredo,
Caroline Rugolo e Evandro Guerra, por pouco não vence
Por Marcelo Delchiaro*
Fotos Kenneth Springer
C
Considero-me uma pessoa de muita sorte na vida, pois Deus tem me dado
oportunidades que não tenho desperdiçado. Aliás, dizia o velho sábio chinês:
“Sorte é a junção da oportunidade com a competência”.
Pois bem. Desde que criamos a Associação Paulista de Tambor e Baliza (APTB),
uma dissidência da Associação Nacional de Baliza e Tambor (ANBT), tivemos
sempre em mente e como horizonte a integração do competidor brasileiro
com o resto do mundo. Depois de cinco anos fazendo incursões nos Estados Unidos e na Itália - dois dos grandes centros praticantes deste esporte,
conseguimos no mesmo ano ser Reservado Campeão Mundial da NBHA, nos
Estados Unidos, e Campeão da Copa do Mundo da FEI (Federação Equestre
Internacional), na Itália.
61
Basicamente, chegamos até mais longe de onde projetamos, uma
vez que somos definitivamente reconhecidos pela pátria-mãe dos
Três Tambores, os Estados Unidos, como o novo player global do
esporte. Como foi bom vencer o mais importante Campeonato da
modalidade! Ainda não temos a exata dimensão de tal conquista,
mas certamente muitas portas irão se abrir a todos nós brasileiros.
Estou muito orgulhoso de ser brasileiro, pelo menos, no mundo do
esporte equestre. Antes de vencermos a Copa do Mundo, conquistamos honrosamente o Vice-campeonato no Mundial da NBHA,
nos Estados Unidos. Por pouco não desbancamos os donos da
casa. Nossa equipe, formada por Bruna Tedesco, Valdir Figueiredo,
Caroline Rugolo e Evandro Guerra, foi incrível e deu um show na
James Brow Arena, em Augusta, na Georgia.
A alegria da equipe brasileira foi contagiante! Depois da Final, fomos comemorar no estacionamento da Arena, ao som de músicas
brasileiras, deixando os norte-americanos estarrecidos e curiosos.
De aperitivo, a “rider” Louise Rugolo, irmã de Carol, apresentou-se
na prova aberta e mostrou seu cartão de visitas com um ótimo
tempo. Infelizmente ela ficou no chamado vácuo, não se classificando. De qualquer maneira, mostrou toda a ciência e a garra da
amazona brasileira em conduzir um animal de Tambor.
Depois foi a vez do Valdir Figueiredo. De forma avassaladora (já se
ouvia o estalar do reio no lombo do animal no corredor do partidor), ele fez uma bela apresentação, mas também ficou no vácuo
do 2D, fazendo um ótimo tempo.
62
Por último, nosso companheiro Evandro Guerra não “pipocou” e
mandou ver. Com muita gana, ele mostrou a que veio, fazendo no
Mundial aquele que seria o melhor tempo de todos os participantes, mas que por ironia do destino a queda do primeiro tambor
não permitiu que nos sagrássemos Campeões. Mesmo assim, a
passada do Evandro foi fantástica!
Gostaria de agradecer a todos que muito bem representaram o
Brasil e mostraram todo o nosso potencial, deixando as portas
abertas para futuras competições na terra do Tio Sam. Estou orgulhoso. Senti que todos, efetivamente, entenderam o espírito de
equipe.
Elegemos a música Poker Face, de Lady Gaga, como o hino da nossa trupe e até a van conduzida pelo amigo Cláudio Granja entrou
na festa, pois onde parávamos, em postos de gasolina, semáforos,
restaurantes, a música rolava em alto som e a festa era total.
Com certeza esse time brasileiro marcou sua passagem por Augusta, tanto dentro da pista quanto fora dela. Quero agradecer a
todos que estiveram lá conosco, nos prestigiando e torcendo juntos para o Brasil. Estou orgulhoso da solidariedade que se estabeleceu entre nós. Parabéns à equipe, que entendeu a importância
de estarmos lá representando o nosso glorioso País.
Muito obrigado a todos por tudo!
*Marcelo Delchiaro é presidente da NBHA Brazil e
vice-presidente da IBHF para a América do Sul.
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I N TE RNAC I O NA L
Diário de viagem
Veja o ponto de vista de uma mãe de competidora sobre a atuação da
equipe brasileira no Mundial da National Barrel Horse Association
O
Por Rose Tedesco*
Fotos Kenneth Springer
O amigo e Editor da revista, Marcelo Pardini, estava com o visto vencido e não
conseguiu renová-lo a tempo para poder ir ao Mundial da National Barrel Horse Association, em Augusta, na Geórgia, Estados Unidos. Assim, ele me deixou
com a incumbência de relatar os fatos ocorridos. Disse-me: “Rose, vamos surpreender o leitor. Escreva um diário da viagem, daí nós o publicaremos tendo a
visão de uma mãe de competidora, algo que será inédito e enriquecedor ao assinante da publicação”. Pois bem. Seguindo as orientações dele, eis que escrevi:
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Primeiro dia
Chegamos ao aeroporto internacional de
São Paulo. Estamos muito nervosas. Eu, a
Renata Lima, a Carmen (filha da Renata)
e a Bruna (minha menina) encontramos
o André Coelho, o Marcelo Delchiaro e o
Valdir Figueiredo na fila do check-in. Mais
tarde chegou a família Rugolo.
Oh! Agora são exatamente 01h40 da madrugada. Estamos quase saindo do Pará
e entrando no Suriname. Estou ouvindo
Alan Jackson! Todos estão dormindo. Seu
Evandro Guerra ronca bastante, dificultando o meu sono. Estou acordadíssima, parece que tomei uísque com energético!
Bom, estamos descendo em Atlanta. De
toda a equipe, a pessoa com mais medo
de avião é a Bruna. Quando embarcamos, ela suava frio, mas tudo bem...
Finalmente chegamos.
Passamos pela alfândega. O Valdir teve
problema. No Brasil, ele estava levando a
espora na bagagem de mão, o que é proibido. Já nos Estados Unidos, encrencaram
com a filmadora dele. Já o Delchiaro teve
que tirar o cinto, mas a calça estava larga!
Demos muita risada. Com as bagagens
tudo ok. Ops! Extraviaram a mala da Rose
Rugolo. Ela está muito chateada, afinal,
terá que ir às compras (risos).
Lembramos de um detalhe com a viagem
meio turbulenta. A Bruna, sentada na poltrona da janela, enxergava raios e mais
raios que caíam sempre no mesmo lugar.
Olha o que o medo não faz com a pessoa? Ela abria e fechava a janela diversas
vezes, observando atentamente os “raios”,
que insistiam em continuar. Só depois foi
que ela descobriu que os mesmos eram
as luzes externas do avião! Acho que foi o
maior “fora” da viagem até agora.
Alugamos duas vans, que foram dirigidas
pelo Cláudio Granja e pelo Dr. Marcelo.
Para a Rose Rugolo, o dia foi muito triste e
tenso, porque ela estava preocupada com
a mala que havia sumido. Mas no final deu
tudo certo. Deu tempo de chegarmos ao
hotel e em seguida a mala chegou. Ufa!
Dr. Marcelo se revelou uma pessoa muito
animada, a Louise Rugolo a piadista do dia
e o Claudinho um ótimo chofer. O Gustavo “Cremoso” e a Carol não se largam. Êita
casal romântico... O amor está no ar!
Almoçamos num lugar chamado Red Lobster. Tinha peixes e esses bichos que nadam (risos). Eu e a xará pedimos uma garrafa de vinho. A garçonete pediu nossas
identidades. Ficamos felizes demais!
26 de outubro
Tomamos um vitaminado, que é tão fraco
que quase não teve forças para sair da xícara. E lá fomos nós para o recinto. O Claudinho e sua turma ainda não chegaram,
disseram que a “Maria do GPS” estava sem
rumo. Louca! Dá pra acreditar? (risos).
Saímos para fazer compras. Eu, Bruna, Carol, Gustavo, Rose, Louise e Rafael (filho de
Seu Evandro). Tudo muito bonito, mas dá
pena de gastar os dólares. A Carol perdeu
o Nextel, mas a polícia achou e logo devolveu. E ela só nos contou que tinha perdido
depois que os policiais chegaram (risos).
Terminamos o dia jantando em um restaurante australiano e tomando um belo chopp.
27 de outubro
Amanheceu um dia muito chuvoso. O cara
que alugou os cavalos para a Rose é muito
enrolado! Dois dias para vermos os animais e ele não compareceu com os horses.
O Dr. Marcelo nos levou até Carolina do
Sul para fazermos compras em uma loja
country. A turma dele está confusa com
a “Josefina” (irmã da Maria do GPS). Achamos que elas têm problemas, pois se perdem demais (risos).
Long Horn! Esse é o nome do tal restaurante, o melhor até hoje. Tinha charme e
elegância! O Marcelo nos levou até lá e foi
muito bom (tirando o tanto de pimenta
que vem no “bifão”).
28 de outubro
Estamos na arena, aguardando o Dr. Marcelo ver a programação do dia para nós.
Enquanto isto, Seu Evandro dança com
as criancinhas de uma escola de música.
Lembrava a coreografia do “pintinho amarelinho”. Eu e a Rose estamos realizadas!
Compramos todos os eletrônicos que
queríamos!
A Rose Rugolo ficou estressada ao ver os
cavalos (medonhos) que a Carol, a Louise e
o Claudinho iriam correr. Quase desistiram,
mas após experimentá-los viram que não
eram tão ruins e ficaram com dois, porque
o Claudinho achou melhor não correr.
Agora faltam vinte cavalos para o Valdir
entrar em pista. Logo em seguida entram
a Carol e a Louise. Depois vai correr o Mundial e a Bruninha foi escolhida para iniciar
a competição representando o Brasil. O
Dr. Marcelo disse que a égua dela tem o
queixo de ferro, o pior dos animais da
competição. “No ano passado ela deu voltas olímpicas pela pista”, ele disse. Graças
a Deus isso não aconteceu com a Bruna!
Mas também não foi uma passada bonita
de se ver (risos). Fomos para um bar comemorar a linda (cof! cof!) passada.
29 de outubro
O que falar da noite de ontem? Levaramnos a um bar chamado Hooters, um lugar
muito “exótico”, como diria o nosso amigo Beto Negrão. Com garçonetes com
corpinhos esbeltos, shortinhos e regatas.
Ótima ideia para copiarmos no Brasil, mas
como vivemos num País justo, aqui deveria haver homens em trajes sensuais.
A surpresa da noite ficou por conta do
André e da Bruna, que animaram a equipe, dançando no meio do bar (e dançaram sem música!). Adorei! Claudinho
Granja era o mais sério. As moças passavam e ele colocava o cardápio no rosto
para não vê-las (risos).
Já a Carol tirou o time de campo e levou o
namorado para fora do recinto. Foi jantar
num bar ao lado. Adivinha por quê? “Ficou
com ciúme das meninas daqui”, disse a sábia Louise.
Voltando ao hotel quem pagou para cuidar do André foi o Rafael, que pulou na
piscina para ajudar o amigo. Afinal, companheiro é companheiro!
Ontem foi o dia mais divertido aqui na
arena. O Valdir “espancou”! Os gringos não
deixaram usar espora, mesmo assim ele
foi com tudo e deixou o Brasil em 1º lugar.
Só que antes disso, ele e a Louise quase
nos mataram do coração. (Mas um dia vai
ter troco!). Eu, a Bruna, o André, a Carol, o
Gustavo e o Dr. Marcelo fomos fazer compras. O Valdir ligou para nós avisando que
iria correr dentro de cinco minutos. Fomos
muito rápido para o estádio, só que um
bendito trem que corta a cidade estava
65
passando em nosso caminho justamente
naquele momento! O Dr. Marcelo ficou no
carro, o André queria ir montado no trem
porque seria mais rápido, mas o trem parou, então, corremos muito. Eram umas
dez quadras até o estádio. O coração saltando pela boca! A Carol passando mal,
o André correndo no gás, a Bruna logo
atrás... Enfim, chegamos lá. O Dr. Marcelo chegou logo depois com o carro... Era
tudo mentira! Pensamos até em fazer um
“vuduzinho” deles, mas não conhecemos
as leis norte-americanas, então, achamos
melhor relevarmos (por enquanto).
Saímos para comer novamente e perdoamos a pegadinha, afinal, como diz a Louise: equipe é equipe!
Depois veio a Austrália e derrubou também. Em seguida, o Canadá, que repetiu
o mesmo erro. Será que era o nosso dia?
Não. Os Estados Unidos conquistaram
o 1º lugar e nós ficamos como Vicecampeões. Uma ótima colocação e pra
variar... Fomos comemorar!
Brindamos e tomamos duas garrafas de
vinho de dois dólares cada uma, que compramos no Wallmart. Dançamos no estacionamento do estádio. As pessoas passavam e ficavam olhando, afinal, brasileiro é
brasileiro! Não tinha povo mais animado
que a gente. Lá dentro, o locutor pediu até
uma salva de palmas para a nossa equipe.
A gasolina estava acabando e fomos a
a Itália. Nós esperamos o embarque até as
21 horas, pois o vôo atrasou.
um posto. Estava demorando muito para
abastecer, então, saímos da van e começamos a dançar ali mesmo. O André deu um
show! E todos balançaram o esqueleto.
Minha barriga até doía de tanto rir. Fomos
ao Hooters e demos muitas risadas!
união foi tão enriquecedora, que culminou
num churrasco aqui na Fazenda Espelho
D’água, em Botucatu, no dia 28 de novembro. Vieram todos. Foi muito legal! Tiramos
várias fotos... A maioria impublicável! (risos). Só faltou o Dr. Marcelo, mas que foi
muito bem representado pelo Pardini.
03 de novembro
A Bruna foi ao banheiro e depois deu bom
dia às pessoas da equipe. Vejo-a voltando
chorando sem conseguir nem falar. Ela
ria muito! O Claudinho sentou ao lado de
uma mulher com uma criança de um ano
e três meses, e o bebê ficou a noite inteira chutando-o, pegando a comida dele...
Outro fato engraçado da viagem foi ele
dizendo: “saudade da minha mulher, das
minhas crianças”.
Deu tudo certo! Divertimo-nos demais
e estávamos muito unidos! Foi ótimo! A
30 de outubro
Hoje era o dia da Carol no Mundial. Ela tinha sido a única até o momento a conseguir tocar aquele cavalo sem derrubar. Só
que o Canadá foi melhor e liderou a prova,
então, o Brasil passou para a 3ª posição.
Agora é esperar o Seu Evandro amanhã. Ele
é muito confiante! Acreditamos que ele vá
bem. A Bruna disse que ele vai fazer 14 segundos (sendo que o melhor tempo até o
momento é de 15 segundos). Tomara.
Saímos para comemorar no Hooters, menos
o Seu Evandro. Ele tinha que estar concentrado para competir e aquele bar, definitivamente, atrapalha a concentração dos atletas.
31 de outubro
Estamos muito animados! Como em todos os dias, cantamos no carro. Balançamos a van! As pessoas ao lado olhavam
assustadas, vendo o automóvel mexendo
de um lado para o outro.
Chega a hora de Seu Evandro correr! O
dono do cavalo ficou com gracinha. Todos já estavam montando e ele não podia
montar. O Brasil tinha o melhor cavalo nas
mãos, com sangue nos olhos... E os gringos estavam morrendo de medo. Seu
Evandro foi o primeiro a entrar em pista.
Ele tocou o cavalo demais, então, o animal
voltou muito no primeiro, derrubando na
saída. Ele continuou tocando e fez uma
linda prova! O tempo de 14s800. Espancou! Pena que derrubou.
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1º de novembro
Não! Está quase na hora de ir embora. Em
nosso último dia fomos às compras. E depois comemoramos o sucesso da viagem.
02 de novembro
Entregamos as vans e fomos ao aeroporto. Dr. Marcelo e André embarcaram para
*Rose Tedesco é administradora da Fazenda Espelho D’água, em Botucatu/SP,
e mãe da competidora Bruna Tedesco
Cortelini.
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69
I N TE RNAC I O NA L
Análise da personalidade equina
Aproprie-se das ações naturais do cavalo.
Desta maneira, você terá melhor convívio com ele e irá obter bons resultados nas competições
Por Stacy Westfall* (America’s Horse - agosto de 2009) - Tradução: Sarita Pavia. Adaptação: Marcelo Pardini.
E
Entender seu cavalo é a chave para o bom treinamento. Ser capaz de ler a sua
linguagem corporal irá lhe permitir entendê-lo melhor. Mas antes de aprender como fazer isto, temos que analisar quem ele é: naturalmente preguiçoso? Agitado? Lerdo? Ou se ele é “Médico e Monstro”, ou seja, quieto num dia
e nervoso no outro? Temos que sempre fazer o balanço de nosso trabalho,
portanto, pergunte a si mesmo: qual é meu percentual em relação ao quanto
o animal evoluiu ou regrediu nos treinos e nas provas?
Cavalos são muito mais parecidos conosco do que podemos imaginar. Eles
nascem com determinadas personalidades e tendências e, embora algumas
possam ser alteradas através do treinamento, muitas compõem a personalidade dele. Podemos aprender muito sobre quem eles são apenas observando-os em suas atividades diárias normais. Agora, para que você descubra o
estágio de ligação que tem com seu cavalo, assinale as alternativas as quais
mais se identifica no box da página 72:
“
Cavalos são muito mais parecidos conosco do que
imaginamos. Podemos aprender muito sobre quem eles são
apenas observando-os em suas atividades diárias normais
70
71
Se o seu cavalo abrisse sozinho a
porta da baia, quando ninguém
estivesse por perto, ele:
A. ficaria parado como se
nada tivesse acontecido.
B. sairia, exploraria, viraria
tudo, puxaria os cabrestos pendurados nas portas.
C. correria em direção aos
piquetes.
Quando está solto junto com a
tropa, o seu cavalo:
A. geralmente não se intromete em nada.
B. agita os outros animais,
ergue a cabeça, tem dominância
sobre os outros.
C. frequentemente dá coices,
empina, corre, agita-se.
Isto não é para ser uma lista exaustiva ou
um diagnóstico completo de seu cavalo,
mas uma maneira de começar a pensar
mais sobre ele. Em ambos os exemplos, o
cavalo “A” tende a ser do tipo mais tranquilo, provavelmente o velho companheiro em quem você confia, indicado também para crianças e cavaleiros iniciantes.
O “B” é um pouco mais complexo. Ele é
ativo e parece constantemente estar pensando em alguma arte, algo para explorar
ou maneiras de se movimentar. Já o “C”
parece bastante agitado, podendo até
ser assustado ou fujão, uma vez que sua
primeira reação seria correr para fora do
pavilhão de baias.
Se você observar o cavalo em um dia normal, em circunstâncias em que ele está
acostumado, as respostas apontam para
as tendências naturais. Então, como podemos saber sobre a personalidade inata
dele e como ele se relaciona com o treinamento ao qual é submetido?
Vamos começar dizendo que todos os
cavalos criados como selvagens, uma vez
capturados, se parecem com o “C”, pois
72
“
O cavalo preguiçoso
também precisa de treinamento.
Por mais quieto que ele pareça, não
confie apenas em sua boa índole.
Treine-o para obter o máximo de
suas habilidades
estariam procurando um lugar para correr.
Isto significa que os animais capturados
têm a mentalidade do “C”? Claro que não.
Mesmo selvagens, se os observarmos em
grupo, você encontraria cavalos com traços variados, incluindo os mais tranquilos.
Uma vez juntos, eles aparentam ser agitados. Isso não é demonstração de traços
de personalidade, trata-se de um assunto
relacionado ao treinamento. Devido à falta de treinos (exposição a humanos, novo
ambiente etc), eles irão aparentar ter um
único comportamento: serem bravios.
Eu gosto de dar números às personalidades dos cavalos. Um cavalo +10 seria bastante agitado. Mesmo treinado, ele sempre terá muita energia. Um cavalo -10 já
é muito quieto, sendo até preguiçoso. Um
animal perfeitamente equilibrado é um 0,
que está bem no centro. Ele vai onde você
quer que ele vá e pára quando você quer
que o faça.
Infelizmente, eu nunca conheci um equino que nasceu 0. Já tive animais que chegaram perto, mas tendem a se inclinar
para um ou para outro lado da escala.
Aliás, para vocês que acham que tem um
“Médico e Monstro”, tenham fé! Quanto
mais próximo seu cavalo é do 0, mais ele
exibirá sinais de ambos os lados da escala.
O cavalo que é +10 geralmente exibe traços altamente enérgicos. Sem treinamento, ele tende a ser mais “quente”, às vezes,
assustado, sempre pronto para partir. Estes são recomendados para os cavaleiros
mais experientes, pois são explosivos, rápidos e com mais habilidades físicas.
O cavalo -10 geralmente exibe traços
quietos e preguiçosos. É aquele que nada
o incomoda. A primeira vez que a gente
o sela, ele é fácil de montar, porque nada
acontece. Cachorros podem latir, crianças
podem correr, motores podem roncar... E
nada parece incomodá-lo. Se muito, mo-
tivá-lo será o maior problema. Sem treinamento, este cavalo será excessivamente
preguiçoso. E, acredite se quiser, esses são
mais perigosos que os “quentes”, pois as
pessoas presumem que eles sempre serão
quietos e os deixam nas mãos dos novatos. Aí é que mora o perigo!
O cavalo próximo a 0 é quase sempre
um “Médico e Monstro”. É um animal que
pode variar dois ou três pontos, tanto para
cima quanto para baixo. Na segunda-feira
ele pode estar mais quieto (-2), mas na
terça já está +1.
Todos os cavalos precisam de treinamento para trazê-los mais próximos ao 0. Imagine que seja um treinamento mental.
Não estou sugerindo que você pegue um
+10 e o transforme em um grande animal
para iniciantes, mas você pode ensiná-lo a
controlar as emoções para que você canalize sua energia em direção às atividades
que você escolheu para ele, seja Corrida,
Tambor ou Apartação.
E o cavalo preguiçoso também precisa de
treinamento. Por mais quieto que ele pareça, se não for treinado, ele não irá para
onde você quer que ele vá. Quando exigilo, ele precisa corresponder prontamente.
Não confie apenas em sua boa índole.
Treine-o para obter o máximo de suas habilidades.
T&B
*Stacy Westfall é treinadora de Rédeas.
Ela reside em Mount Gilead, Ohio, Estados Unidos.
Visite www.westfallhorsemanship.com.
73
EM FOCO
A vida é bela
Muitas vezes nos esquecemos que a felicidade está nas pequenas
coisas: na simplicidade das atitudes, na pureza dos sentimentos
Por Kriçula Botsaris Delchiaro*
Foto Beto Negrão
* Kriçula Botsaris Delchiaro
é diretora do Conselho Editorial
da Editora HS.
74
O
O mundo moderno é caracterizado pela falta de substancialidade nas relações
sociais. Vivemos a era dos rápidos e descartáveis. Não temos tempo a perder. Estamos quase sempre estressados. Vivemos atônitos e desorientados. São tantos os
conflitos sociais e pessoais. O trânsito excessivo, a violência, a delinquência. E com
esse pano de fundo precisamos dar conta de tudo: trabalho, casa, filhos, amigos,
férias e, é claro, precisamos ser felizes.
É neste mundo, totalmente turbinado, que precisamos lembrar que “os homens
agem sobre o mundo e o transforma. E são, por sua vez, transformados pelas
consequências de suas ações”. O homem-criador transforma o mundo com suas
ideias e atitudes.
Muitas vezes nos esquecemos que a felicidade está nas pequenas coisas: na simplicidade das atitudes, na pureza dos sentimentos, nas verdades que dizemos, nos
abraços que damos e recebemos.
Devemos exercitar o hábito de olhar as pessoas como verdadeiramente elas são,
respeitando os diferentes pontos de vista e as divergências de opinião. Levando
em conta, obviamente, a personalidade e o caráter dessas pessoas.
Precisamos fazer com que virtudes como a paciência, o perdão, a compaixão e,
principalmente, o respeito e o amor ao próximo sejam premissas em nossas vidas.
O homem é o único ser que procura um sentido para a vida. O desejo de encontrar
um significado o leva à busca de valores que o empurra para tomada de decisões
livres e individuais.
Neste âmbito do comportamento ético humano, temos a obrigação moral de
construirmos um mundo melhor, lutando para que todas as crianças tenham comida, abrigo, educação e, principalmente, não sofram nenhum tido de violência
ou abusos. Vamos reivindicar que todas as mulheres sejam respeitadas e livres. E
que todos os homens reencontrem a dignidade e as oportunidades para uma vida
mais humana.
Vamos interceder para que haja um mundo sem divisas e que todos sejam considerados iguais com direito a viver em paz. Que tempos são estes que muitos entre
nós não pensavam viver? Vamos buscar a essência da vida dentro de nós e nos
deixar levar por aquilo que o nosso coração mandar.
Um brinde à esperança! Um brinde à vida! Que em 2010 nossos corações permaneçam
cheios de alegria. E, no mundo do cavalo, que o “Feliz Ano Novo” chegue a galope!
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77
DI CA PRO F IS SI O NA L
Com a palavra...
o treinador
Jovem cavaleiro, com mais de 10 anos de experiência,
analisa a evolução do mercado do cavalo no Brasil
Por Bruno José Ribeiro*
A
Aproveito este espaço para transferir a você, leitor,
um pouco do que aprendi nestes 10 anos de atuação no meio equestre, bem como analisar o que
pensam e sentem os profissionais que estão por
trás das cortinas do esporte Tambor e Baliza, os
treinadores.
Ficar citando problemas ou erros é tarefa
fácil, mas respeito muito aquilo que cada
um pensa e a forma como age. Assim,
quem define os bons e os maus profissionais é o mercado, “o grande
expert”. Mas o que quero dizer
com isto? É simples, o esporte
evolui porque os conceitos
evoluem e quem reluta em
não os acompanhar fica
para trás.
78
Foto ilustrativa
“
Foto Gerson Verga
O velho estigma de que só é bom quem fica em
primeiro lugar já não vale mais para os treinadores
de Tambor, pois existe grande leque de
profissionais gabaritados
Eu sou do tempo que o
A partir do momento em que você faz parte desta in-
Tambor e a Baliza eram as
dústria, novos conceitos são inseridos em sua forma
modalidades pelas quais
de agir e pensar. Hoje, trabalhamos com animais de
os quartistas aprendiam
alto valor agregado (grande capital investido), cuja
a montar. Dali, muitos
maior satisfação dos investidores (competidores e fa-
migraram para outras provas, como Rédeas, Apartação
miliares) é o lazer. Evidentemente que a relação custo
e Laço, por exemplo. Grandes nomes de outras áreas
x benefício não é deixada de lado, uma vez que a pro-
se destacaram primeiro no Tambor e na Baliza, poste-
fissionalização do segmento se torna fator essencial e
riormente fazendo sucesso em outras arenas.
é partindo desse ponto de vista que tudo começa a
Depois veio a disseminação das Festas do Peão de
mudar.
Boiadeiro, espalhadas por todo o País, cujo advento
Criatórios estão se profissionalizando e se tornando
do chamado “rodeio completo” (com inúmeras provas,
máquinas de produzir atletas, agregando as melhores
além das tradicionais montarias em touros e cavalos)
genéticas nacionais com as internacionais. Boas arenas
garantiu lugar cativo às meninas competidoras de
foram montadas, estruturas colossais que trouxeram
Tambor num esporte outrora taxado como de domi-
conforto, qualidade e glamour ao esporte. Técnicos de
nância masculina.
diversas áreas relacionadas à equinocultura trazem, a
Hoje nosso esporte é uma indústria poderosa e respei-
cada dia, novidades para os nossos atletas. Provas com
tada por todos, sendo acessível para qualquer tipo de
exame antidoping, transmissão ao vivo pela internet
cavaleiro, dos iniciantes aos mais experientes. O velho
e premiações milionárias contribuíram diretamente
estigma de que só é bom quem fica em primeiro lugar
para os passos largos rumo ao futuro que demos em
já não vale mais para os treinadores de Tambor, pois
curto espaço de tempo. Além, é lógico, dos leilões,
existe grande leque de profissionais gabaritados, que
cujas melhores médias de preço são dos animais de
estão se alternando nas melhores colocações. Hoje, os
Tambor e Baliza.
proprietários têm consigo que a brutalidade e os maus
Desta forma, lanço a seguinte questão: para onde os
tratos não são o melhor caminho para a obtenção de
treinadores têm que caminhar? Para a capacitação
resultados satisfatórios em pista. O esporte evoluiu
profissional, proporcionando satisfação aos clientes. O
de tal forma que há inúmeros cavaleiros conceituados
trabalho de base, com crianças e adolescentes, é vital,
que não ganham provas sistematicamente, mesmo as-
pois graças ao envolvimento de cavaleiros iniciantes é
sim, são ótimos em preparar animais para amadores.
que o mercado cresce de maneira sólida e bem estru-
Graças à vinda de técnicos e técnicas norte-america-
turada.
nas, tivemos avanço no setor. O mais incrível é que a
Em se tratando da relação proprietários x treinado-
prova de Três Tambores é respeitada e cobiçada pelo
res, a grande evolução está ocorrendo nos Centros
mundo inteiro. Neste sentido, quem tem feito um tra-
de Treinamento, onde há harmonia entre o ritmo de
balho diferenciado no País é NBHA Brazil, que fez com
treinamento do cavaleiro profissional, a capacidade
que os olhos do mundo se voltassem para os cavalos
evolutiva do animal e a expectativa de resultados por
e os cavaleiros brasileiros, valorizando toda a cadeia
parte do investidor. Em minha opinião, reside nesta
envolvida com a modalidade.
combinação de fatores o sucesso de um programa de
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condicionamento e preparação para o cavalo de Tam-
E, finalizando, deixo minha mensagem a todos que
bor e Baliza. São notórios nos dias de hoje os bons de-
amam este esporte, repetindo as palavras que um sá-
sempenhos obtidos quando tudo caminha de forma
bio cavaleiro certa vez me disse: “tenho orgulho de di-
harmônica.
zer que sou treinador de cavalos de Tambor e Baliza,
E que os proprietários não se enganem, pois nem sem-
pois trabalho para o desenvolvimento e a prática de
pre dos primeiros lugares vêm os melhores resultados.
um esporte maravilhoso e valorizado, que está cheio
Isso se dá pela busca do alcance do limite do conjunto,
de gente boa lutando pelo mesmo bem que eu”.
cavalo-cavaleiro, algo salutar desde que saibamos respeitar tais limitações.
Precisamos buscar sempre a evolução sustentada em
princípios, como honestidade, trabalho sério e companheirismo. Ninguém constrói nada derrubando o
vizinho. Temos que trabalhar juntos para a evolução
do esporte. Temos que nos orgulhar por termos a Associação Brasileira de Treinadores de Tambor e Baliza
(ABTB), que com certeza é um marco para a profissionalização do setor.
Fator crucial na evolução do esporte é a imparcialidade do resultado dos eventos, pois não existe juiz mais
justo e honesto que o relógio. Ele é o fator crucial para
o sucesso das modalidades Tambor e Baliza. Independentemente quem for, de onde for, ou como for, o
melhor tempo será o Campeão. Não há subjetividade,
nem trapaças. Isso não ocorre em provas de julgamento subjetivo, em que a falta de padronização das notas
e a qualidade dos julgadores muitas vezes suscitam
questionamentos por parte dos competidores.
Utilizando-me do exemplo acima, chego à conclusão
de que devemos ser justos não só dentro da pista,
como também precisamos trabalhar sempre para darmos os melhores rumos para o esporte, pois é muito
fácil administrar algo crescente e que está em alta,
sendo procurado por quem não é do meio. No entanto, decisões erradas, tomadas em épocas de bonança,
podem por tudo a perder.
Enfim, devemos como treinadores incentivar os pólos regionais do esporte, cada qual em sua localidade dentro deste imenso Brasil. Faz parte do papel do
profissional não só participar, mas incentivar e auxiliar na promoção dos eventos, o mesmo se aplicando
aos organizadores em buscar a opinião e o apoio dos
treinadores. A troca de informações manterá sempre o
esporte atualizado, pois é através dos cavaleiros que
partem a maioria dos anseios e as necessidades dos
competidores.
80
“
Precisamos buscar sempre
a evolução sustentada em
princípios como honestidade,
trabalho sério e companheirismo.
Ninguém constrói nada
derrubando o vizinho
”
*Bruno José Ribeiro participa das provas de Tambor e Baliza desde 1994. É engenheiro agrônomo e inspetor oficial
da ABQM. Ele atende em seu Centro de Treinamento em Espírito Santo do Pinhal/SP.
Contato: www.ctbrunoribeiro.com.br.
81
SAÚDE ANIMAL
Dermatite da quartela
Conheça mais sobre a enfermidade que acomete cavalos de competição.
Saiba as causas, as consequências e o tratamento recomendado
Por Ricardo Prianti*
D
Dentre tantos problemas aos quais os cavalos de compe-
e urina, pastagens barrentas com charcos e água parada
tição são suscetíveis, um que não é tão comentado pelos
são os principais fatores que predispõem ao desenca-
veículos de imprensa especializados no meio equestre é
deamento da afecção, preferencialmente nos membros
a dermatite da quartela. Pensando nisto, resolvi abordar
posteriores.
o assunto, uma vez que pude acompanhar uma série de
Uma das situações predisponentes mais frequentes é
animais com tal comprometimento.
quando se lava o animal com mangueira para retirar a
Dermatite da quartela é o nome comum dado à doen-
lama dos membros, deixando-os molhados para seca-
ça de pele que afeta a porção distal do referido mem-
rem naturalmente. Isto proporciona um ambiente de
bro, mais comumente localizada na parte posterior do
umidade, ideal para a bactéria se aproveitar e estabele-
mesmo. Trata-se de uma inflamação da pele causada por
cer a infecção.
uma bactéria denominada Dermatophilus congolensis.
A pele dos cavalos na parte posterior da quartela é muito
A doença, também conhecida como Dermatofilose, ma-
fina e extremamente sensível. A doença pode também
nifesta-se em animais que permanecem em precárias
ser transmitida de animal para animal através de fômites
condições de higiene. Baias sujas, com acúmulo de fezes
(equipamentos, utensílios de limpeza) contaminados.
“
Dermatite da quartela é o nome comum
dado à doença de pele que afeta a porção distal
do referido membro, mais comumente
localizada na parte posterior do mesmo
82
”
Inicialmente, é observada dermatite da região com irritação e
Nas fases iniciais, quando a dermatite seborréica é pronuncia-
vermelhidão da pele, desde a face caudal do boleto até a co-
da, o processo pode ser confundido com a sarna carióptica da
roa do casco, junto aos talões, desencadeando coronite. Ocorre
quartela, havendo, portanto, necessidade de diagnóstico dife-
excessiva produção de secreção seborréica conferindo aspecto
rencial, feito através de raspado de pele e exame microscópico.
grosseiro à pele e formação de crostas. Nesta fase, aparecem sul-
O tratamento vai depender da gravidade das lesões. O funda-
cos ou rachaduras, proporcionando invasão bacteriana secun-
mental é retirar os animais do meio predisponente para locais
dária. O animal geralmente apresenta manqueira, desde grau
limpos e secos, como baias amplas e arejadas, e piquetes pla-
I até grau III ou IV, chegando a ficar impossibilitado de apoiar
nos. A região afetada deve ser lavada com água e sabão para a
o membro no solo devido ao descolamento da coroa do casco
remoção das crostas. Após a lavagem é muito importante que
na região dos talões e ao comprometimento do coxim adiposo
a região afetada seja completamente seca com toalhas limpas.
do pé. Ocasionalmente, poderá ocorrer crescimento anormal do
As medicações devem ser prescritas por médico veterinário e,
casco com tendência à substituição do estojo córneo.
como dito anteriormente, dependerão da gravidade das lesões.
“
O tratamento vai depender da
gravidade das lesões. O fundamental é
retirar os animais do meio predisponente
para locais limpos e secos, como baias
amplas e arejadas, e piquetes planos
”
*Ricardo Prianti é médico veterinário e treinador
de cavalos para as provas de Tambor e Baliza.
Contatos: (11) 4652-6613 / 7103-5820.
Foto ilustrativa
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85
IN T E R N E T
Twitter - informações
constantes em segundos
Nova mania mundial conquista internautas brasileiros,
que utilizam a rede social para compartilhar afazeres pessoais
E
Em um tempo não tão distante, os treinadores de cavalos costumavam condicionar
os animais dentro de redondéis, tendo como fiscalização as próprias percepções.
Hoje já existem equipamentos eletrônicos que fornecem preparação mais eficiente
do que a dada pelos humanos, inclusive, seguindo programações de atividades
físicas embasadas em estudos científicos. Isso é fruto da modernidade, que sempre
caminha ao lado da evolução tecnológica.
Dentre as novas tecnologias, mais especificamente relacionadas à rede mundial de
computadores, o Twitter é a sensação do momento. Criado pelos norte-americanos
Christopher Isaac Stone “Biz”, Jack Dorsey e Evan Williams, a rede social já conta
com 50 milhões de usuários em todo o planeta. Isto em apenas dois anos de uso.
A ideia inicial era fornecer informações pelo computador através de mensagens
curtas, com até 140 caracteres, de maneira rápida e instantânea. “O modelo foi inspirado nas mensagens de texto dos celulares”, explicou Biz à revista Veja de 21 de
outubro. “O que desperta maior interesse são os assuntos relacionados à comunidade em que o usuário está inserido. Observamos que muita gente busca informações sobre seu microcosmo”.
Os criadores do Twitter perceberam que as pessoas queriam estar interligadas sobre notícias de seu universo particular, como tomar conhecimento instantâneo sobre a falta de água no bairro, por exemplo. “O conjunto de muitos posts sobre uma
enormidade de temas é o que movimenta o Twitter”, falou Biz a Veja.
Para os apaixonados em Três Tambores e Seis Balizas, o maior interesse é ficar antenado nas novidades sobre as duas modalidades, focando no microcosmo equestre.
Seguindo tal tendência global, no último mês de outubro, a revista Tambor & Baliza
lançou seu espaço no Twitter. “Nosso propósito é oferecer modernidade e facilidade aos nossos leitores através da nova ferramenta”, diz Marcelo Delchiaro, presidente da Editora HS.
Os leitores podem acessar a página twitter.com/revistateb para trocar ideias com
os profissionais da Redação da revista. “É uma forma eficaz de divulgação no meio”,
explica Danilo Bravo, responsável pelo fluxo de mídia da Lab3, empresa que programa as ações de web da Editora HS.
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Atualmente, o Twitter é a quarta rede social mais acessada no
Brasil, com 10 milhões de visitantes ao mês. Tamanho sucesso
não surpreendeu os criadores da ferramenta. “A vontade de se
conectar com outras pessoas é algo intrínseco à cultura brasileira. Além do mais é possível escolher as notícias recebidas e
questionar a fonte”, continuou Biz na entrevista dada à maior
publicação semanal impressa do País.
O criador de cavalos Thomas de Mello e Souza, da Fazenda
Nossa Senhora de Lourdes, aderiu à nova sensação global e
chegou à conclusão de que é preciso tempo para participar da
rede. “É uma ótima ideia, mas é preciso ter disponibilidade para
atualizar a página pessoal com a frequência que ela demanda”.
Compreendendo a fórmula do sucesso do Twitter, ele diz que o
mesmo é benéfico às empresas devido ser um meio gratuito de
investimento em divulgação da marca.
Sobre a utilização demasiada do Twitter em circunstâncias mais
polêmicas, como em campanhas políticas, por exemplo, o inventor Biz não faz rodeios. “A internet foi criada para dar a todos
a possibilidade de obter e publicar informações”. Não há quem
não possa fazer uso desta invenção tecnológica, mas a dica é
seguir a etiqueta da internet para não entrar em apuros.
Rafael Marques, do Haras Três Pinheiros, vive twittando. “É uma
maneira prática de passar e receber recados”, diz. Além de ser
criador de cavalos, Rafael tem uma banda chamada Vida. “Uso
o Twitter para dar notícias fresquinhas aos nossos fãs”. Na rede,
o jovem não segue muitas pessoas ligadas ao universo equestre - “poucos do meio estão no Twitter, mas já adicionei a revista
Tambor & Baliza”.
A nova mania mundial possui ferramentas curiosas como a
Trending Topics, que capta os termos mais utilizados pelos “twitteiros” e os transfere aos devidos interessados, ou seja, direcionando o assunto a quem interessa.
Em breve, o Twitter terá versões em alemão, francês e espanhol,
tornando-se ainda mais atrativo e, certamente, aumentando
sua popularidade. A simplicidade da rede social agrega constantemente novos usuários. “No Twitter não há necessidade de
resposta. Ele permite fugir desta obrigação”, explica Biz.
T&B
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H O M E NAG E M
A sina de uma Campeã
Mãe e filha, unidas pelos mesmos ideais. Como o amor materno pode
superar toda e qualquer dificuldade só para ver o sorriso do rebento
Fotos cedidas
B
Bruna Tedesco Cortelini, 18 anos, é competidora das provas de Hipismo
Rural desde os quatro anos de idade. Há cinco anos morando em Botucatu, no interior de São Paulo, a menina - natural de Chapecó/SC, deixou sua terra natal aos 13 em busca da realização de seu maior sonho,
tornar-se uma autêntica Campeã das modalidades Tambor e Baliza.
Desacreditada por muitos, que achavam loucura ela e a mãe saírem de
casa para se aventurar em outro Estado, sem certezas, nem garantias,
tampouco apoio, ela sempre acreditou em seus ideais, tendo em mente a seguinte frase: “quando você tem um sonho e luta por ele, o universo conspira a seu favor”. Foi acreditando nisso, que ela teve força para ir
superando as dificuldades, as dores, as decepções. Incontáveis foram as
lágrimas derramadas. Mas desistir nunca esteve em seus planos.
Perseverante, ela vez valer uma frase dita por Antonio Augusto do
Amaral, o Tuta, dono da Rádio Jovem Pan: “ninguém alcança o sucesso
sozinho”. Foi o que aconteceu com a Bruna, que teve no carinho de uma
família paulista a certeza de externar seu talento. Tal família recebeu
mãe e filha catarinenses como entes queridos, tornando-se a “Família
Espelho D’água” - Marcos, Renata, Lucca e Carmem, juntos com o treinador e amigo Itamar Marques da Silva.
Reconhecendo o talento da menina, renomados criadores a procuraram para que ela montasse seus animais. Hoje, além dos cavalos da
Fazenda Espelho D’água, de Botucatu, a jovem competidora monta os
animais da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, de Jaguariúna/SP, propriedade do casal Roberta Paes de Almeida e Thomas de Mello e Souza, bem como do Haras Horizonte, do Recife/PE, do titular Guy Peixoto
Júnior.
Em junho de 2009, na Final do V Campeonato da NBHA Brazil/APTB,
em Porto Feliz/SP, Bruna conseguiu se consagrar Campeã, montando
Victory Fly VM, garanhão recordista nacional. Um mês depois, durante
o Campeonato Nacional da raça Quarto de Milha, em Avaré/SP, ela foi
Reservada Campeã, novamente com Victory.
Caro leitor, este é mais um espaço exclusivo a você. Envie-nos fotos e textos para [email protected]
As homenagens são publicadas seguindo o critério de ordem de chegada.
88
Em setembro, na I Etapa do VI Campeonato da NBHA Brazil/
APTB, Bruna carimbou o passaporte para o Mundial da modalidade Três Tambores, pois conseguiu não só o primeiro
lugar, mas o segundo, o quarto e o sexto na Classificatória
para o evento da National Barrel Horse Association, competição que aconteceu na cidade de Augusta, no Estado da Geórgia, nos Estados Unidos, no final do mês de outubro.
Foi um momento único, inesquecível, que veio para coroar
estes 14 anos de muita luta e persistência. Passamos por todas as etapas e degraus, não pulamos nada e, hoje, tudo o
que conseguimos é verdadeiro e real.
Agradecemos a Deus e a todos que acreditaram em nós...
Muito obrigada!
Rosimeri Tedesco
Mãe, admiradora e amiga
89
OPINIÃO
A grande festa
“
Minha viagem
começou em 1963 e só vai
terminar quando eu morrer.
Tudo que aconteceu antes,
durante e depois é o que
realmente importa
A vida é uma sucessão de fatos e acontecimentos, um processo de
pesquisa, descobertas e preparação, portanto, tenha visão holística
”E
Por Luciano Pires*
Em minha palestra “O Meu Everest”, descrevo tudo que precisei fazer para realizar o
sonho da minha vida: chegar o mais próximo possível da maior montanha do mundo.
Começo a palestra falando de minha infância em Bauru/SP, em 1963, e dos sonhos de
uma criança com seis anos de idade. Depois vou caminhando pelo tempo, contando
da fascinação pelos aventureiros, do encontro com o Everest ao assistir um documentário e do processo de pesquisa, descobertas e preparação para a viagem da minha
vida.
É uma história divertida e repleta de lições, cujo ponto culminante é o momento em
que - depois de nove dias de caminhada, chego aos 5350 metros de altura do Campo
Base do Everest. Uma vitória.
Então, apresento uma série de fotos do acampamento e brinco com a platéia: “ao ver
estas fotos vocês provavelmente me farão perguntas”:
– É isso? O que é que tem lá?
– Pedras.
– O que mais?
– Gelo.
– Dá pra ver o Everest?
– Não.
– Como assim? Você saiu da sua casa, foi para o fim do mundo, correu risco de vida,
passou frio para ver uma pedreira? Você é maluco?
As pessoas não entendem... O Campo Base do Everest tinha muito pouco a oferecer.
Na verdade, ele serviu mesmo foi para apontar a direção, para ajudar a calcular quanto
tempo levaria a caminhada. Ele possibilitou que eu fizesse um plano.
O Campo Base era a materialização de meu sonho. Mas as pessoas pensam que fui
para lá por causa dele. Não fui. Minha viagem começou em 1963 e só vai terminar
quando eu morrer. Tudo que aconteceu antes, durante e depois é o que realmente
importa. “O meu Everest” é um processo de transformação, que me fez uma pessoa
diferente. O Campo Base era só um detalhe. Mas é só o que a maioria das pessoas
consegue ver...
Bem, conquistamos o direito de organizar a Olimpíada de 2016 no Brasil. Pessoalmen-
Foto divulgação
90
te acho que temos outras prioridades nas quais aplicar os milhões que o evento exigirá, mas o que está feito, está feito, e fiquei feliz. Agora é fazer direito.
Minha preocupação – à parte as questões da corrupção, incom-
Mas será que a turma do curto prazo tratará os Jogos como um
petência, intenções eleitoreiras e conchavos, é que os responsá-
fim, não como um processo? Focará na construção de obras sem
veis tratem a Olimpíada como as pessoas tratam a minha viagem:
planejar sua sustentabilidade? Usará os atletas, descartando-os
de olho apenas no objetivo tangível.
em seguida até a próxima Olimpíada?
Organizar a Olimpíada exigirá um grau de profissionalismo como
Será que no dia seguinte o Brasil tirará a fantasia e voltará ao que
raramente demonstramos antes, mas daremos um jeito. O im-
era antes? Se assim for, não teremos aprendido nada. Perdere-
portante é que os Jogos não podem ser vistos apenas como “os
mos a oportunidade de usar a Olimpíada para transformar o País.
Jogos”. Tudo que acontecerá até, durante e depois deles é o que
Como aconteceu no Pan do Rio, apenas mostraremos ao mundo
importa.
que somos bons de festa. Isso é muito pouco.
Os Jogos em si serão apenas um detalhe - se quisermos que a
Olimpíada seja realmente um ponto de inflexão na curva de
*Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista.
amadurecimento do Brasil.
Leia mais artigos do autor em www.lucianopires.com.br.
“
Será que após o término da Olimpíada de 2016, o Brasil tirará a fantasia
e voltará ao que era antes? Se assim for, não teremos aprendido nada.
Perderemos a oportunidade de usar os Jogos para transformar o País
”
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CARAS
do TAMBOR
Fotos Beto
Negrão
93
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Haras Modelo
Haras Bella Vista
Conheça a história de um dos mais belos
recintos de provas e eventos do interior paulista.
E entenda a bonita relação que os
proprietários do local têm com os cavalos
J
Jorge Luís da Silva e Elaine Peixoto Ferreira
da Silva estão casados há 27 anos. Empresários do agronegócio, eles são titulares do Haras Bella Vista, um dos mais belos centros de
eventos do interior de São Paulo.
A paixão por animais vem desde a infância.
Jorge, nascido e criado em São Pedro, desde
novinho aprendeu a amar e a admirar os cavalos. Já a paulistana Elaine praticava equitação
numa hípica em Interlagos, na capital. O encontro não poderia ter sido melhor. Eles se conheceram, apaixonaram-se e estabeleceram
Fotos Beto Negrão
a união, sempre pautada em carinho, amor,
companheirismo e, claro, paixão por cavalos.
Tal ligação envolvendo a natureza e os animais foi partilhada com os filhos, Bianca (26)
e Jorge Filho (21). Há três anos, a primogênita se casou com Fernando Mazzonetto, com
quem teve a pequena Liz. E, hoje, é essa criança quem impulsiona os caminhos dos empresários, que fizeram do Haras Bella Vista não
só o idílio rural da família, mas o espaço para
àqueles que sabem apreciar as belezas da
vida no campo.
97
História
O Haras Bella Vista foi projetado no final da década de 90. Sempre foi o local de descanso e lazer da família. “Tudo começou por hobby em razão do nosso filho pedir um cavalo de presente. Na época, por
coincidência, ganhamos um Anglo-árabe de um amigo”, conta Jorge. “Como gostávamos de fazer
cavalgadas, partimos para o Mangalarga. Mas quando conhecemos o Quarto de Milha, com toda
sua inteligência, beleza, força e habilidade, ficamos fascinados pela raça”.
Tão logo optaram pelo Quarto de Milha, eles passaram a ser conhecidos por fazerem aberturas
de festas do peão. “Fazíamos coreografias com 12 cavalos em rodeios em São Pedro e em
cidades circunvizinhas. Foram momentos marcantes, agradáveis e feitos com muita seriedade”, relembra Elaine.
“Em cada prova os momentos
são especiais e únicos.
A adrenalina aumenta
quando a sintonia
homem-cavalo se completa.
Parece que a pulsação é uma só
e tudo sai conforme o esperado”
Elaine Peixoto,
competidora
98
Equipe do Haras Bella Vista na entrada da propriedade. Lá, atender bem significa ser eficiente e distribuir sorrisos
Já tendo uma boa tropa, o Haras Bella Vista direcionou os trabalhos para as provas de Tambor e Baliza. Isso em 2006, quando Bianca se
interessou pelo esporte. “Por este motivo decidimos contratar um treinador que se adequasse ao nosso perfil e, em junho de 2007, o José
Eduardo Pereira passou a trabalhar conosco.
Ele é um profissional sério e dedicado, que lidera a equipe do Centro de Treinamento HBV.
Somos gratos a ele pelos resultados que vimos
alcançando”, fala Elaine.
Derrotas e vitórias
Perguntados sobre as dificuldades na trajetória do Haras Bella Vista, Jorge e Elaine são taxativos: “enfrentar a tristeza da perda de cavalos queridos”. Para superar as mazelas, só com
boas doses de alegria. E são muitas. “Há três
anos eu comecei a brincar de passar no tambor, mas nunca imaginei que um dia fosse participar de provas oficiais”, confessa Elaine. “Mas
a relação com os cavalos é tão incrível que hoje eu monto até o
nosso garanhão, o Safari Dun It”.
Tamanha garra e determinação fizeram com que a amazona
conquistasse importantes títulos, como o do Congresso Brasi-
leiro de 2008 - Amador Principiante. Ela foi também Reservada Campeã do NBQM de 2009 - Amador Máster, e Reservada
Campeã da Copa Campeão dos Campeões de 2009 – Amador
Máster. “Em cada prova os momentos são especiais e únicos. A
adrenalina aumenta quando a sintonia homem-cavalo se com99
Only Moon Dash LR
Cath Leo Trouble
Safari Dun It LN
“
Como gostávamos de fazer cavalgadas,
partimos para o Mangalarga.
Mas quando conhecemos o Quarto de Milha,
com toda a sua inteligência, beleza,
força e habilidade, ficamos
fascinados pela raça
”
Jorge Luís da Silva, proprietário
Inter Jay SZ
pleta. Parece que a pulsação é uma só e tudo sai conforme o
esperado. Mesmo não dando certo, ou seja, não atingindo o
objetivo, o que realmente vale é sempre a esperança e a vontade de melhorar cada vez mais”, diz Elaine, com brilho nos olhos
digno de quem conhece as verdadeiras belezas da vida.
Seleção genética
Quando partiram para as provas de Tambor e Baliza, os titulares
do Haras Bella Vista optaram por selecionar animais de linha-
gem de Trabalho. “No entanto, hoje em dia nós selecionamos
Just El Shady
100% genética de Corrida”, aponta Jorge.
Atualmente, o Haras Bella Vista e o Centro de Treinamento HBV
contam com cerca de 30 animais. São produtos que já estão em
competição ou em fase de preparação para as provas. Dentre
os craques das arenas, destaque para:
• Safari Dun It LN (Melodys Dun It x Falling Star HDN);
• Only Moon Dash LR (Only A Streaker x Bet Moon LR);
• Cath Leo Trouble (Mr. Trouble FF x Hirondele Leo HED);
• Inter Jay SZ (Jay Apolo Bars x City Girl RC);
• Just El Shady (El Shady Zorrero x Penéllope JZ);
• Frank Dancer (Lachat SKR x Sweety Dancer CY), e
• Bella Líder (Líder da SM x Orquídea Selvagem LS).
100
Estrutura completa
Localizado numa área de 20,15 hectares, o Haras Bella
Vista tem completa infra-estrutura, não só para receber
eventos hípicos, como também festas de aniversário,
formaturas e casamentos. As instalações são de alto nível e com beleza natural incomparável. Para o ano de
2010, inclusive, o “HBV Eventos” já conta com festividades agendadas para o segundo semestre.
A parte referente ao Centro de Treinamento é composta por 30 baias, 20 piquetes, pista oficial drenada
e iluminada, além de redondel e girador mecânico.
Compõem a equipe profissional os médicos veterinários Dr. Luciano Mazzonetto (Esporte) e Dr. Fernando
Bassan (Acupuntura). O treinador José Eduardo Pereira
é auxiliado por Daniel Ricardo Bexiga. E o trato dos animais fica a cargo de João Paulo e Ricardo Bexiga. Para
finalizar os bons cuidados dados à tropa, o ferrageador
Cristiano Braz, o Moreno, tem como assistente Cristian
de Souza, que deixam os animais “na ponta dos cascos”.
E importantes competidores vestem a camisa do Haras
Bella Vista nas principais provas do País. São clientes do
Centro de Treinamento HBV: Raquel Marques e João
Guilherme Gozetto, Luciana Risso Gianetti, Gustavo
Gazal Cattalini, Lígia Mesquita, Silvana e Sara Bertato,
Luiz Paulo Martins Filho, Paulo Henrique Verdi e Virgínio Brunelli.
“Estamos trabalhando com lotação máxima porque
o mercado reconhece a competência do Eduardo
Todo o conforto e o capricho nas instalações para receber diversos tipos de eventos
(José Eduardo Pereira). Há anos ele vem fazendo
na mesma sintonia, eles fizeram do idealismo a realidade, hoje
um excelente trabalho, transmitindo seus conhecimentos
firmemente concretizada nas instalações do Haras Bella Vista.
aos cavalos com muita técnica e sabedoria. Como incenti-
“Quando vejo a Elaine e a Bianca numa competição, fico imen-
vo, nós separamos nosso melhor potro de 2010 para que
samente feliz porque sei que o maior e melhor resultado não
ele próprio participe das provas no ano que vem”, diz Elai-
são as vitórias conquistadas e, sim, a superação delas em cada
ne, antecipando a informação que estava em segredo.
prova. Fazer o melhor de si e conquistar espaço especial diante
Sonho que se sonha só...
de Deus, que é quem nos proporciona toda essa vida, é fazer
de cada tempo baixo uma esperança na busca do impossível.
Parafraseando uma das canções célebres de Raul Seixas, “so-
Isso retrata a nossa vida. Amamos o mundo do cavalo porque
nho que se sonha só... É só um sonho. Mas sonho que se sonha
ele nos impulsiona para descobertas. Com força e vitalidade,
junto... É realidade”. Assim, o amor pelos cavalos fez com que o
o cavalo nos dá segurança nas ‘viradas’ da vida e na busca de
casal Jorge Luís e Elaine traçassem seus caminhos. Trabalhando
resultados”, encerra Jorge, sintetizando o espírito Bella Vista.
O Haras Bella Vista está localizado na Estrada do Limoeiro, s/nº,
em São Pedro, no interior de São Paulo.
Agende uma visita: (19) 3181-2263 / 9763-6647 / 9763-5861.
E-mail: [email protected]
101
MU L H E R
Em forma para montar
A equitação é um ótimo esporte para a manutenção do condicionamento físico.
Ao invés de horas na academia, dedique-se aos cavalos
M
Imagens ilustrativas
Montar não é apenas diversão ou ganhar novas habilidades. É também uma excelente maneira de se
exercitar. Para iniciantes ou intermediários, o esporte
oferece tanto exercício aeróbico quanto ganho de força. “É uma atividade prazerosa que faz gastar calorias”,
diz a médica e atleta de equitação, Simone Aoki. “Os
exercícios de trote e galope exigem contrações coordenadas de quase todos os grupos de músculos,
promovendo musculação isométrica dessas fibras
musculares”. É uma boa maneira de conquistar o corpo perfeito? “Existe uma melhora visível da força e do
tônus muscular, principalmente de áreas como abdômen, glúteos, períneos e tríceps”.
Ao ganhar mais habilidade como equitadora, o valor
do exercício diminui porque você não tem que usar
todo o peso do corpo, despendendo menos esforço.
Mas mesmo para os experts, montar ajuda a manter a
forma. E, cá entre nós, é muito mais divertido do que
andar na esteira. “É um esporte que exige mais do animal, mesmo assim, não impede que a amazona também se esforce”, fala Camila Mazza, atleta olímpica de
Salto e professora de equitação do Clube Hípico Santo
Amaro, na cidade de São Paulo. “É uma academia diária que faz mexer o esqueleto e os músculos”.
Ter corpo escultural é o sonho feminino. Sempre há algum “defeitinho” que a mulher deseja eliminar ou disfarçar. Algumas dessas imperfeições são evidenciadas
pela postura errada. Se você sofre deste mal, procure
agora mesmo uma escola de equitação. “É um esporte
que aprimora a postura do cavaleiro, pois fortalece a
musculatura responsável pela sustentação da coluna
vertebral”, explica Simone Aoki.
102
103
Entre outras recomendações, a médica salienta a importância do
cuidado com a exposição da pele ao sol. “É preciso formar o conjunto perfeito. Boa estrutura corporal e cútis saudável”. A revista Tambor & Baliza adverte com frequência aos leitores o valor de se utilizar
acessórios e protetores solares para manter a saúde em dia.
Experimente montar sem colocar os pés nos estribos. Isso a ajudará
a ter melhor equilíbrio e fará com que você trabalhe os músculos
abdominais e as coxas. Comece devagar e aumente para 10 a 15 minutos – ao trote e ao galope. Certifique-se de estar segura antes de
fazer o exercício. Uma alça no pescoço do cavalo onde você possa
se segurar, caso se desequilibre, é interessante.
Antes de montar, tire maior proveito de seu tempo, acrescentando
novos exercícios. Ao escovar o cavalo, use as duas mãos ao mesmo
tempo, tendo escovas idênticas em cada uma das mãos. Passe as escovas com vigor, desta maneira você estará trabalhando membros
superiores, fazendo exercícios aeróbicos e melhorando a coordenação bilateral (habilidade importante para quem monta). O cavalo
ganha o dobro de brilho enquanto os dois aquecem os músculos.
“Indico que os atletas façam alongamento antes de montar”, fala
Camila Mazza. “Caso contrário, os efeitos da equitação podem ser
prejudiciais”. A atleta olímpica afirma que os casos mais comuns
são desvios na coluna e hérnia de disco. “Para evitar estes traumas
é preciso, além de supervisão profissional, o uso de aparatos de
proteção”. Aos que pretendem iniciar na equitação é recomendável
vestir capacetes, luvas, botas e até, se possível, air-bags que aliviam
o impacto das inevitáveis quedas.
Não adianta ir com sede ao pote, pois não será da
noite para o dia que o corpo definido surgirá em
frente ao espelho. É indicado que os iniciantes
pratiquem equitação duas vezes por semana
com duração de uma hora cada aula. “A equitação é uma atividade competitiva, em que o
conjunto trabalha o limite”, explica o médico
ortopedista especializado em coluna, Alexandre Sadao Iutaka. O profissional que atende na
Clínica Vita, no bairro paulista de Higienópolis, afirma
que lesões são mais frequentes quando há ritmo intenso nos treinos. “No entanto, se houver correção de técnica e de ergonomia é
possível evitar os malefícios do esporte”.
Equitação diferente
Durante o inverno e nos períodos de chuva, quando você tem menos tempo para montar, mantenha a forma com a ajuda de uma
bola de exercícios, que trabalha a postura e o alinhamento da espinha dorsal. “Os exercícios alongam e fortalecem todo o corpo”,
diz a fisioterapeuta Maira Seincman. “O praticante é desafiado a
conseguir simetria enquanto se exercita”. Ao sentar na bola, você
pode esticar e alongar o tendão de Aquiles, ajudando a manter os
calcanhares bem posicionados na sela. Montando a bola, você poderá apertá-la com os joelhos em séries de 10 repetições, fortalecendo os músculos das coxas. Você também pode praticar abertura
e fechamento da pélvis e praticar o movimento de levantar e sentar
durante o trote elevado. “A coordenação e o equilíbrio são treinados
104
juntos com a força e a mobilidade”.
A bola de exercícios deve ser resistente e rígida. Não utilize as esponjosas e mais simples, porque as mesmas não imitam o dorso do
cavalo. As rígidas e de mais qualidade são melhores. Doutor Alexandre Sadao Iutaka ressalta a importância de os exercícios serem
acompanhados por fisioterapeuta ou educador físico. “Tendo correta orientação profissional, o atleta desenvolverá o controle motor
ideal no trabalho com a bola”. A lista de vantagens para quem utiliza
o material não termina por aqui. “É um treino com custo baixo, praticidade, versatilidade e permite trabalhar a musculatura necessária
e similar dos gestos praticados na equitação”.
Se você já está se rendendo aos encantos da equitação, o médico
ortopedista sentencia: “é possível realizar o esporte sem lesões, com
prazer e longevidade”. Então, tenha uma boa montaria!
Contatos:
Dra. Simone Aoki
(11) 3842-8734
Camila Mazza
(11) 7737-9852
Maira Seincman
(11) 9883-9576
Dr. Alexandre Sadao
(11) 3123-8482
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RE PRODU TO R A
E M D E STAQ UE
Chokolatte Fame
a estrela do momento
Acostumada com vitórias, égua chega ao Brasil para breve
Temporada na reprodução e para arrasar nas competições
F
Fotos Beto Negrão
“
Lance Graves construiu uma
base sólida para a Chokolatte
trilhar um belo caminho no
esporte, tornando-a
vencedora no Tambor
Guy Peixoto, proprietário
108
”
Foi nos pastos do criatório norte-americano, Champus Racing Club, que em 15 de abril de 2005 nasceu
a alazã Chokolatte Fame. Desde novinha, ela já carregava consigo o peso de ser filha do maior produtor de craques nos Três Tambores no mundo, Dash
Ta Fame (First Down Dash x Sudden Fame) - ganhador de US$ 290 mil e progenitor de US$ 12 milhões
em Corrida e US$ 1,6 milhão em Tambor. Na linha
baixa, ela traz o sangue não menos importante de
Chocolate Champus (Champus x Features Favorite).
Portanto, o destino lhe reservou apenas uma saída:
ser vencedora.
Assim que mostrou firmeza nas patas, Chokolatte
Fame seguiu para o Graves Ranch, localizado em
Oklahoma, também nos Estados Unidos, onde passou a ser treinada por Lance Graves. O respeitado
profissional, considerado o melhor do mundo na
arte de iniciar potros para a prova de Três Tambores,
logo gostou dela. “Chokolatte sempre foi dedicada
aos treinamentos. Ela trabalha com vontade. É um
animal muito inteligente”, diz o cavaleiro. “Gosto de
montar os filhos do Dash Ta Fame porque sei que
eles são bons. Não importa se serão vencedores ou
não. Trabalho-os tranquilo, porque sei que serão capazes de vencer”.
O brasileiro Guy Peixoto, atual proprietário da alazã,
é fã do treinador norte-americano. “Lance Graves
construiu uma base sólida para a Chokolatte trilhar
um belo caminho no esporte, tornando-a vencedora no Tambor”, aponta. O titular do Haras Horizonte,
com sede em Bezerros, no Pernambuco, e filial em
Jaguariúna, no interior de São Paulo, está otimista
quanto ao retorno de Chokolatte Fame às competições. “Ela chegou ao Brasil no 2º semestre de 2008.
Demos um tempo para ela se adaptar e, posteriormente, aproveitamos a nova Estação de Monta para
deixá-la aos cuidados da Central Internacional de Reprodução
Equina do Rancho das Américas, onde ela está em processo de
coleta de embrião”. A equipe da central está satisfeita com a chegada de Chokolatte, definida como um animal manso, de fácil
manejo e muita docilidade, segundo a Dra. Denise Florêncio de
Athaide, titular do local. “É fundamental a importação de animais
que contribuam para a genética nacional. A Chokolatte Fame
agora está no hall destas
históricas matrizes”, aponta a médica veterinária.
“Logo no início de 2010,
ela já retomará os treinamentos”, diz o entusiasmado Guy Peixoto, um
dos maiores investidores
no cavalo de Tambor no
Brasil. O criador aposta
que os filhos de Chokolatte Fame serão fantásticos.
“Mesclar animais brasileiros com o sangue do Nº 1
do Tambor, Dash Ta Fame,
é mágico. Os produtos serão de primeira linha”.
O plantel brasileiro está
repleto de garanhões de
boa qualidade, que possuem genéticas ideais
para acasalamentos com
matrizes de sangue Dash
Ta Fame. Guy aponta três
exemplares que, segundo
sua experiência, terão êxito nos cruzamentos com Chokolatte
Fame. São eles: os Campeões de Tambor - Victory Fly VM (Apollo
VM x Signed To Liberty) e Cash Fly Doc (Signed To Fly x Miss Cash
Bid), e o velocista - Streak Of Cash (A Streak Of Cash x Reseda LR).
“Quero muito ver a produção dela com tais reprodutores. Tenho
certeza que serão animais altos, fortes, inteligentes e velozes”.
Dentre as novidades do Haras Horizonte, Guy Peixoto informa
que está trazendo dos Estados Unidos um novo garanhão, que
certamente irá servir Chokolatte Fame no futuro. “Trata-se de
Corona Candy (Corona Czech x Sex N Candy), um animal excepcional”, fala o criador. Índice de Velocidade 95, o jovem reprodutor de 05 anos de idade ganhou mais US$ 30 mil em prêmios na
Corrida. Segundo um website norte-americano, especializado
em velocidade, ele é “grande, bonito e rápido”. É o Brasil cada vez
mais se especializando em genética específica para cada modalidade, por isso está tão na moda dizer (e não é redundância!) que
somos o novo player global do esporte.
Chokolatte Fame é a nova “menina dos olhos” do Haras Horizonte, da família Peixoto. Como tal, ela recebe tratamento
de princesa. “Não diria desta maneira”, sorri Guy. “Mas não
posso negar que ela é uma égua querida e que merece tudo
“
Se brigar com ela, você não chega a lugar
algum. É preciso compreendê-la, pois ela
foi domada nos Estados Unidos,
em estilo diferente ao nosso
Petrus Peixoto, competidor
”
do bom e do melhor”, continua.
O jovem Petrus Peixoto, filho de Guy, que atualmente mora nos
Estados Unidos, onde segue construindo uma carreira brilhante
como cavaleiro, diz que pretende montar Chokolatte Fame em
2010 no Brasil. “Acredito que no próximo ano ela já esteja em pista, mostrando todo o seu potencial”, vislumbra o rapaz, que conquistou importantes prêmios com a égua na terra do Tio Sam.
Petrus conhece o jeito de Chokolatte Fame. “Se brigar com ela,
você não chega a lugar algum. É preciso compreendê-la, pois ela
foi domada nos Estados Unidos, em estilo diferente ao nosso”,
ensina.
Chokolatte Fame está agitando na reprodução, despertando interesse dos mais renomados criadores brasileiros. Ela tem beleza, tem genética e tem desempenho. O que o público brasileiro
espera é que ela faça belas apresentações, assim como fez nos
Estados Unidos, tornando-se mais uma craque nas pistas do Brasil, o que só enriquecerá o esporte nacional. “Se mantiverem o
treinamento que eu iniciei aqui nos Estados Unidos e se tiverem
calma para que ela se adapte às condições de prova no Brasil,
tenho plena convicção de que em breve ela será mais um nome
forte nas arenas brasileiras”, prevê Lance Graves.
109
RE PRO D U TO R
E M D ESTAQ UE
Smart Gray Pistol,
o imponente
Saiba detalhes da história do tordilho, de Apartação,
que produz animais para as provas de Tambor e Baliza
A
“
A égua Chiquita Pistol (Smart Little Pistol x Miss Chiquita
Tari) ganhou fama nas pistas norte-americanas após conquistar a Tríplice Coroa da NCHA (National Cutting Horse
Association). Com as vitórias, ela elevou sua linhagem ao
sucesso. Desta forma, o criador Antônio Carbonari Netto, titular do Rancho Coyote, localizado em Itatiba, no
interior de São Paulo, viajou aos Estados Unidos com a
pretensão de obter um produto da mesma genética da
craque da Apartação.
Assim, no Verão de 2005 chegou ao plantel de Carbonari o então potro Smart Gray Pistol (Smart Little Pistol x Sassy Nu Flip), nascido em 1º de fevereiro de 2004. Já sob propriedade do criador brasileiro, Smart tinha futuro traçado. Certamente seria Campeão de Apartação.
Porém, ele sofreu uma lesão que o deixou de fora do Potro do Futuro da ABQM
(Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha).
Pelagem tordilha. Esta era a exigência fundamental do criador e treinador João
Duprat para adquirir um garanhão Quarto de Milha. “Encontrei muitos animais,
mas tive perseverança em aguardar o cavalo ideal, aquele que faria a diferença
em minha vida”, diz o cavaleiro. Certo dia, o proprietário do Rancho Mombuca
foi visitar o amigo Carbonari. Ao ver Smart solto no pasto, o jovem criador logo
se apaixonou pelo tordilho.
“Além de boa estrutura e pedigree fantástico, o Smart tem a pelagem que
eu considero a mais bonita. Quando o adquirimos, concretizei um sonho
antigo”, afirma Duprat, após fazer sociedade com Marcelo Guevara e
comprar 50% do animal. A compra se deu em 02 de março de 2008.
“Smart Gray Pistol possui o espírito da versatilidade que a raça Quarto
de Milha exige”.
Sem demora, o garanhão foi levado para o Rancho Mombuca, onde foi
“batizado”, como Duprat costuma dizer. “Fizemos a apresentação dele
para os amigos mais próximos”. Não satisfeitos em deter 50% do reprodutor, João e Marcelo aumentaram a proposta para Carbonari. “O queríamos por inteiro, só nosso”, conta Guevara, aos risos. Então, em dezembro
de 2008, a dupla se tornou proprietária integral do raçador. “Foi uma festa. Até parecia que o Brasil tinha ganhado a Copa”, conta Duprat. “Não, a
felicidade foi tamanha, que até me lembrou a Argentina Campeã”, retruca
o argentino Guevara, em tom de descontração. Seja como for, desta vez
hermanitos e brasileiros venceram juntos.
Além de boa estrutura e pedigree
fantástico, o Smart tem a pelagem que eu
considero a mais bonita. Quando o adquirimos,
concretizei um sonho antigo
”
João Duprat, sócio-proprietário
110
Desde a chegada ao Rancho Mombuca, Smart ficou
Fotos Gerson Verga
hospedado numa “suíte máster”, ou melhor, em uma
ampla baia com piquete particular anexo. As primeiras coberturas foram comercializadas no Leilão do
Rancho Coyote, realizado no Congresso da ABQM em
2008. “Superamos nossa expectativa e já tratamos de
congelar bastante sêmen dele”, conta Guevara. Para
dar andamento aos serviços de coleta, o condomínio
nomeou o Dr. Ricardo Pisciotta como responsável
pela saúde reprodutiva de Smart. “Tudo é feito no
próprio Rancho Mombuca. Não queríamos deixá-lo
longe de nós na estação de monta, pois é um privilégio conviver com Smart”, reforça João Duprat.
Os sócios explicam que o tordilho tem papel ideal
para àqueles que buscam animais de Tambor. “Smart
possui estrutura óssea forte e inteligência surpreendente. E tem explosão nas manobras”. Importado dos
Estados Unidos, o garanhão de linhagem de Apartação tem sangue interessante para cruzar com matrizes de Corrida.
A chegada de Smart Gray Pistol aguçou a alma publicitária de seus proprietários. A divulgação da venda
das coberturas, que custam R$ 2,5 mil, é inovadora.
Em 2008, eles apostaram na sexagem do embrião.
Este ano, eles dão a chance de os compradores adquirirem duas coberturas e ganharem a terceira.
Além disso, o imponente animal é “patrocinador” do
Smart Gray Pistol tem genética recomendada para produzir animais de Tambor e Baliza
Campeonato Regional Leste. “Ele empresta o nome
“Mesmo sem proteção, os pelos de Smart são macios e brilhanao evento”, explica Duprat.
Até o fim do ano, a estimativa é que nasçam 40 filhos de Smart. tes”, conta Guevara, que adora dar banho no cavalo. “Uso sham“Nosso objetivo é dobrar este número em 2010”. O condomínio poo de bebê para não arder os olhos dele”, revela o criador, que
possui alguns filhos do garanhão, como o alazão Bandido Pistol não esconde os mimos que faz. E os funcionários do Mombuca
(por Kriska Doc’s Peppy). “Todos os potros de Smart têm muscula- até brincam que só falta João dormir na baia com o tordilho. “Totura delineada, aprumos corretos e garupa avantajada”, conta João dos nós temos prazer em cuidar dele. Hoje Smart é um membro
Duprat, que contabilizou que 60% dos produtos nascem tordilhos. da nossa família”.
Smart passa às tardes se exercitando no piquete. “Ele brinca o
tempo todo. Vai até a cerca, relincha, chama a atenção dos outros
animais e se exibe com arranques e paradas bruscas”, conta o titular do Rancho Mombuca, que relembra uma situação engraçada,
quando um tratador levou um “baile” do garanhão. Precisou até a
namorada de João, a zootecnista Fernanda Manelli, intervir. Fala
a amazona: “eu estava almoçando e acompanhei toda a cena. O
Smart estava brincando com o menino. Eu estava de vestido e
sandália. Entrei no piquete, falei com ele, chamei sua atenção, e
tirei o cabresto sem dificuldade. Se você não mostra segurança,
ele assume o controle da situação”.
Esta não foi a única situação em que Smart mostrou sua personalidade forte. João confidencia que o amigo Marcelo Guevara é
perfeccionista ao extremo. Para a chegada do garanhão ao Rancho Mombuca, o argentino mandou confeccionar uma capa para
o animal, com o nome do raçador bordado a mão. “Ele ficou lindo
com a vestimenta”, lembra Guevara, com um olhar de desilusão.
Mas o que houve? “Só não imaginei que ele iria rasgá-la inteirinha”, conta o criador aos risos. Outras duas capas foram compradas, mas o destino foi único: viraram fiapos.
“
Smart está ao lado de pessoas que o
amam. E tal sentimento faz com que tudo dê certo.
A compra dele foi toda planejada, um trabalho
feito com os pés no chão
Marcelo Guevara, sócio-proprietário
”
Para encerrar, Marcelo Guevara diz que Smart está ao lado de pessoas que o amam. “E tal sentimento faz com que tudo dê certo. A
compra dele foi toda planejada, um trabalho feito com os pés no
chão”, diz. “O mais gostoso não é conquistar o sonho e, sim, mantê-lo. Não acho palavras para explicar como sou feliz por conviver
e cuidar do Smart todos os dias”, fala João Duprat, demonstrando
explicitamente seu carinho pelo reprodutor tordilho.
111
VI AGE N S & L A Z E R
Rota das
tradições
portuguesas
Acumule Cultura e muita
diversão. Como? Passeando a
cavalo pela terra de Camões e
José Saramago em roteiros de
até sete dias de viagem
A
Fotos divulgação
Atração turística portuguesa que conserva na bruma dos tempos as tradições tauromáquicas e o paraíso dos
cavalos na província do Ribatejo. Situada no coração de Portugal, ao longo
do Rio Tejo, a região possui diferentes
paisagens que podem ser desvendadas a cavalo pelos turistas através da
rota montada pela agência Cavalgadas
Brasil. “É uma opção de passeio escolhida principalmente por casais que são
apresentados a uma grande riqueza
cultural e gastronômica”, afirma Paulo
Junqueira Arantes, diretor da empresa.
O Ribatejo é um paraíso para os cavaleiros, tendo como a capital da raça Puro
Sangue Lusitano o distrito da Golegã.
“Foi um sonho vivido em quase dez
dias de andança”, resume Ângela
Schonburg, que em julho de 2009 saiu
de São Paulo para se aventurar com a
família neste passeio. Acompanhada
do marido, Eduard, e das filhas Carolina
(08) e Glória (10), ela percorreu quintas
históricas e degustou a saborosa culinária local. “Somos uma família equestre e minhas filhas estão acostumadas
a montar, por isso foi uma viagem
agradável e inesquecível”, conta. Esta
foi a primeira vez que o casal incluiu as
crianças no pacote. “É um programa belíssimo, só que é cansativo. Mas as meninas se comportaram bem”.
112
Fotos divulgação
a serviço do mercado equestre
Profissionais capacitados
Equipamentos de última geração
A melhor distribuição
O maior número de assinantes
Parceiros anunciantes fiéis
Incansável busca pela excelência
Editorial de qualidade
Diferenciais? Não.
Apenas nosso estilo de trabalho.
113
A família Schonburg ressaltou as belas
paisagens por onde passaram. O pacote
criado pela Cavalgadas Brasil englobou
uma região formidável. “As acomodações
foram bem escolhidas, fazendo com que
descansássemos bem durante a noite.
As refeições gostosas repuseram nossas
energias e as florestas de cortiça parecem
saídas de um quadro”.
Paisagens exuberantes
A natureza preservada nesta região portuguesa chama a atenção dos grupos que
lá estão a passeio. “Há diferentes paisagens para serem desvendadas no lombo
do cavalo”, diz Junqueira. “Cada metro andado significa colírio para os olhos”.
Ao longo das margens do Rio Tejo existe
terra de aluvião, lezírias que formam um
ondulado de colinas e vales, onde reinam
oliveiras e a vinha. Há também a charneca
que se desenha na paisagem, característica no coberto vegetal de sobreiro, nos
touros bravos que pastam em liberdade,
em arrozais que aproveitam os vales de
rios e ribeiras afluentes do Tejo.
Região do Ribatejo
É ideal para o turismo por causa da riqueza cultural, da beleza natural e dos elementos históricos que conservam a tradição portuguesa. Cidades encantadas,
pequenas aldeias, castelos, igrejas barrocas e quintas são visitadas durante o período da viagem. Como cavalo também é
Cultura... àqueles que participarem deste
fabuloso passeio conhecerão Constança,
cidade natal do maior poeta da língua
portuguesa, Luís Vaz de Camões.
Atravessar vinhedos plantados com flores
no jardim, margear o Tejo com curvas e
espelhos d’água fazem parte desta aventura realizada em grupos de, no máximo,
114
doze pessoas. “Os detalhes fazem a diferença e nesta escolha é preciso tempo
e tranquilidade para aproveitá-los, algo
que não seria possível com uma turma
grande”, explica o diretor da agência.
Montados em cavalos Lusitanos devidamente selados no estilo da equitação
portuguesa, as cavalgadas iniciam pela
manhã, ao passo, e após os integrantes
se acostumarem com a montaria, o ritmo
acelera para trote e galope. E qual a melhor época do ano para se fazer o passeio?
“Em qualquer mês do ano, já que se trata
de uma região de clima temperado. Não
neva e nem faz aquele calor insuportável”.
Programação especial
Na Quinta do Pilar acontece o jantar de
boas-vindas com repouso na Quinta da
Cerca, localizada na Mata Nacional das
Virtudes, que possui regime de proteção
especial. No café da manhã é apresentado o planejamento da viagem, onde o
guia mostra as zonas previstas de paradas e os destaques que terão no caminho.
Neste dia, o grupo conhece um pouco da
criação de cavalos Puro Sangue Lusitano,
passeia pela área florestal dominada por
sobreiros – as árvores que encantaram a
família Schonburg, e toma o famoso vinho português.
Campos com bois são atravessados até
chegar a Quinta do Gaio, propriedade dedicada à criação de touros bravos. Visita
a lezíria do Tejo, zona agrícola importante
na região e, por fim, a Quinta da Marchanta, trecho contrastante entre a charneca
e as lezírias do Ribatejo, onde o destaque
fica para a cavalgada na praia deserta do
rio, através de um vasto areal.
No quarto dia de passeio, as cavalgadas
são em zonas extensas de vinha e campos agrícolas. O almoço é no povoado de
Ribeira de Santarém, permitindo aproximação com os costumes locais. A chegada para o jantar na Quinta Boa Vista é
um momento especial já que a beleza e a
magnitude da propriedade causam grande impacto à primeira vista. O repouso é
na tradicional Casa da Azinhaga, na vila
da Azinhaga, terra do escritor José Saramago. A casa solarenga pertencente à família do Marquês de Rio Major mantém o
estilo acolhedor das grandes residências
ribatejanas.
O percurso realizado no 5º dia coincide
com o caminho tradicional da peregrinação a Fátima e segue entre zonas de vinha
e estradas de campo. O restaurante Pateo
dos Burgos é tradicional na região e ponto de reposição de energia do grupo no
almoço. Depois, ida ao Hotel Lusitanus na
Golegã, decorado com temas equestres.
Uma breve parada na Quinta da Cardiga,
um monumento tendo vários edifícios de
extrema importância econômica. O conjunto arquitetônico mistura estilos, tendo
até um portal manuelino.
O passeio por dentro de Azinhaga focado
nas zonas que destacam a cultura agregada aos cavalos e touros é realizado no sexto dia da viagem. Quinta de Mato Miranda é o destino para degustar um almoço
regado com vinho produzido pelas uvas
das vinhas percorridas a cavalo. Depois
do merecido descanso, hora de atravessar
a reserva natural chegando novamente a
Golegã, capital do cavalo em Portugal.
O sétimo dia é de visita ao Picadeiro Central de Golegã e à sede da Lusitanus Turismo Equestre, onde há aulas de equitação
em determinas épocas do ano. O retorno
a Lisboa é à tarde, porém existe a opção
de incluir um passeio pelas praias com
parada na Vila Nova da Continuação e a
possibilidade de cavalgar nas águas do
Tejo ao invés de retornar à capital portuguesa neste dia.
O valor estimado para conhecer o encanto
português a cavalo é de 162 euros por dia
(aproximadamente 450 reais diariamente).
Mais informações:
www.cavalgadasbrasil.com.br.
115
PE L O PA Í S
II Grand Prix Haras Raphaela
O
A mais moderna arena do País, localizada no interior de São Paulo, vai sediar
a prova particular de Tambor com maior premiação da história – R$ 340 mil
O primeiro grande evento de Três Tambores em 2010 no Brasil será
sistema 4D. “A palavra do evento é inovação. O II Grand Prix vai sur-
realizado entre os dias 05 e 07 de março, no Haras Raphaela, na ci-
preender a todos”, afirma Ulhôa.
dade paulista de Porto Feliz. No recinto da família Rugolo, conside-
A cidade de Porto Feliz terá aumento na procura por hospedagem
rado pelos profissionais do meio o melhor local para promoção de
e alimentação, sacudindo o giro econômico local. Responsável pelo
eventos da modalidade, acontecerá o II Grand Prix, com premiação
“show equestre”, Dirley Rugolo pretende fazer desta competição
garantida de R$ 340 mil.
um marco na história hípica da região. “A concretização do II Grand
“É provável que o valor total de prêmios ultrapasse a quantia anun-
Prix do Haras Raphaela será o ápice para nós, que já estamos apron-
ciada”, diz Roberto Ulhôa, titular da R4, empresa que assessora o
tando todos os detalhes, resolvendo tudo com antecedência”, diz
Haras Raphaela. Estima-se que serão distribuídos durante os três
o anfitrião.
dias de evento mais de R$ 360 mil, incluindo 15 motos e 05 carros.
Algumas inovações ainda não foram reveladas pela organização.
“Será a maior premiação garantida dos Três Tambores na história
Mas, dentre as novidades, a revista Tambor & Baliza confirma a rea-
para provas particulares no País”, reforça Ulhôa.
lização de um pregão exclusivo de animais de Tambor. “Na noite de
No final de semana abonado, os competidores poderão levar os
sexta-feira (05) acontecerá um ótimo leilão, com produtos de ponta
potros para participar do I Derby (geração 2005). “Acreditamos que
à venda”, afirma Dirley Rugolo.
haverá grande procura nesta categoria, já que as provas voltadas
A comissão organizadora pretende televisionar a prova, bem como
para jovens animais são restritas”. Aos interessados fica aqui a infor-
transmiti-la via internet, oferecendo àqueles que são apaixonados
mação crucial: o prêmio ao vencedor será um carro zerinho.
pelo esporte e que moram longe, a oportunidade de participar do
No II Grand Prix serão premiados até o 6º lugar de cada divisão,
maior evento particular da modalidade no Brasil.
somando 24 contemplados, uma vez que a competição será no
Mais informações: www.harasraphaela.com.br.
116
117
118
119
AC O N T E C E U
Fotos Chamorro
Três Tambores,
o sucesso do Oásis Horse Show
A modalidade embeleza a segunda edição do importante evento equestre,
reunindo a nata do esporte no Brasil, com um festival de boas passadas
O
O Rancho Oásis, localizado em Jaguariúna, no interior de São Paulo, realizou o II Oásis
Horse Show entre os dias 18 e 20 de setembro. A festividade - organizada pelo casal
de criadores de cavalos Quarto de Milha, Carlos e Tânia Gaspar, reuniu competidores
de Tambor, Rédeas e Team Penning. “Novamente o destaque ficou por conta da Turma dos Três Tambores. É um público bonito, alegre, cheio de energia”, disse a anfitriã.
Zelosos para oferecer aos “compadres” do Tambor um bom evento, Carlos e Tânia
Gaspar contaram com a colaboração da ABTB (Associação Brasileira dos Treinadores
de Tambor e Baliza) para a realização da prova. “Há cerca de 60 dias do evento, fomos
convidados para avaliar a pista de competição”, falou Abelardo Peixoto, presidente da entidade. A equipe da associação supervisionou a obra de remodelação da
arena, cujo resultado final agradou a maioria dos cavaleiros. “Os privilegiados deste
trabalho foram os participantes, que tiveram à disposição uma pista com alto nível
competitivo, tendo segurança total”.
A dedicação da comissão organizadora foi recompensada com a presença maciça
de competidores vindos das mais distantes regiões do País. No total, 820 inscrições,
o que revelou o prestígio do Oásis Horse Show. “Foi apenas a 2ª edição do evento.
Mesmo sendo um bebê perto dos grandes Campeonatos, a competição já se estabeleceu no calendário anual de provas”, observou Tânia. “Queremos sempre promover
uma festa bonita em nossa casa”, continuou Carlos Gaspar.
120
A prova seguiu os Regulamentos da NBHA Brazil e da ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha), entidades que homologaram o evento. Com reformas estruturais e novas construções, o Rancho Oásis se mostrou um
belo palco para a exibição dos mais importantes conjuntos do Brasil.
O Tambor teve início na tarde de sexta-feira. Para aquecer o público houve a categoria Exibição, sem premiação, depois foi a vez da Aberta, que teve como Campeão do 1D o conjunto Marco Antônio Bueno e Zip Fidash SA (Fishers Dash x My
Lovewest SA), 17s696.
Pela categoria Potro do Futuro, o cavaleiro Mauricio Quitério brilhou com a castanha
Erinia Dash (Nikko Dash SA x Tarada Dawn West), fazendo 17s964 e vencendo o 1D.
A pequenina Letícia Dollo adentrou em pista com o zaino Indian Líder (Executive Líder FV x Izabela Capc) e faturou o 1º lugar do 1D da classe Kids, 20s588.
Os tempos baixos prevaleceram na Júnior, que teve vitória no 1D da amazona Vanessa Calixto, com Miss Freckles Baldy (Freckles Baldy FM x Bella Doc Belle), 17s 552 – menor tempo de toda a prova. Já o conhecido conjunto Gabriela Ferro e Cashanova West
LR (Sir Cashanova x Kat Moon LR) foi o Campeão da Jovem 1D, com 17s734.
Na Amador, o vencedor do 1D foi Thiago Salício. Ele fez 17s841 com Tilly Peppy’s
(Moon Peppy’s Lil TMR x Chick Belly). Tal conjunto foi preparado pelo jovem treinador
Adeílton Alves Ribeiro, uma das mais gratas revelações do esporte nos últimos anos.
Como não poderia deixar de ser, Caroline Rugolo deixou sua marca no II Oásis Horse
Show. A habilidosa competidora conquistou o 1º lugar no 1D da categoria Feminino.
Ela conduziu o companheiro de todas as horas, o garanhão da raça Appaloosa, Cutter
Exocet Lee (Exocet Nez Perce x Miss Gay Cutter GG), e fez 17s633.
Colhendo os frutos da ótima fase, o veterano competidor Valdir Figueiredo venceu a Máster 1D ao marcar 17s894 com o alazão Failas Bee Dee (Remador SKR x
Little Girl Pink). E para terminar o evento em grande estilo, Hernani Kerber Aze-
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vedo Silva e o atual recordista nacional, Hollands Best (Holland Ease x A Merri
Melody), fizeram 17s573, papando o Tira-Teima.
Homenagem
Desde a 1ª edição, o Oásis Horse Show homenageia uma figura importante no universo equestre. “É uma maneira carinhosa de agradecer os grandes profissionais
brasileiros”, explicou Tânia. Em 2009, após pesquisa de campo, o nome escolhido foi Marcão Toledo, venerável treinador de Três Tambores. A homenagem
realizada na noite de sexta-feira emocionou os presentes, que acompanharam um
video sobre a carreira do vaqueiro. “Um coração foi pouco. Não aguentei assistir o
filme inteiro. Fiquei muito emocionado pelo carinho”, confessou o homenageado.
“Costumo dizer que tenho uma riqueza na vida que nem todos possuem: a amizade”.
A história do lendário cowboy fez brotar lágrimas até dos mais durões. “Nunca
pensei em receber uma homenagem. Fiquei maravilhado. É coisa de Deus”, disse
Marcão. “É sinal de que plantei coisas boas nesta vida”.
O II Oásis Horse Show teve ainda a promoção de um leilão homônimo, que movimentou quase R$ 1 milhão. “Nosso evento é completo. Conseguimos reunir no
mesmo espaço praticantes de três modalidades distintas. Isso é enriquecedor para
todos que amam o cavalo Quarto de Milha”, disse Carlos Gaspar. O empresário, que
investiu alto nas reformas e ampliações no recinto, programa receber vários festivais equestres em 2010. “Estamos de portas abertas aos promotores de provas.
Queremos sediar competições que contribuam para o desenvolvimento do setor”
Para ver o resultado completo e obter mais informações acesse:
www.ranchooasis.com.
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Foto cedida
AC O N T E C E U
H
Mairinque Rodeo Festival
Cidade que empresta o nome ao evento, localizada no interior de São Paulo,
promove festa do peão no feriado de Nossa Senhora Aparecida
Há oito anos não havia um grande evento rural em Mairinque, cidade próxima à capital paulista. Assim, a FOS Eventos
decidiu inovar. E com autorização da Prefeitura do município
realizou de 08 a 12 de outubro o Mairinque Rodeo Festival,
com montaria em cavalos e touros, além da prova dos Três
Tambores - tendo premiação garantida de R$ 39 mil.
Segundo a comissão organizadora, o evento atingiu as expectativas. As noites caipiras foram festejadas com música
sertaneja e grandes desafios entre homens e feras indomáveis. Tudo abençoado pela Padroeira dos peões brasileiros.
Em relação à prova de Tambor, as classificatórias aconteceram
de sexta a domingo, pela parte da manhã. O treinador João Fernandes, titular do Clube do Cavalo - local da competição, ficou
lisonjeado em receber as meninas em sua casa. “É um acontecimento importante para a cidade e para o esporte. As mulheres
vêm demonstrando empenho e profissionalismo, tornando o
espetáculo dos Três Tambores ainda mais bonito”, disse.
A final da competição foi realizada no Centro Hípico de Mairinque, em 12 de outubro, com a participação de quinze meninas que disputaram o 1º lugar. Com disciplina, regularidade
e bom rendimento, a amazona Simone Zamora, representante
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da cidade paulista de Presidente Prudente, atingiu a soma de
tempo de 42s368 com o alazão Sarambu Chicks RT (Eclipse
RAJ x Noz Beedee RT), conquistando a tão desejada primeira
colocação. “O tempo chuvoso tornou a prova uma luta desde
o primeiro dia, mas entrei com garra em pista, apostando no
potencial do Sarambu”, falou a competidora. Ela também ressaltou a boa organização do evento. “Para mim, o importante
é o antes, o durante e o depois. É frequente em alguns rodeios,
nós recebermos a premiação só dali alguns dias da prova, mas
aqui em Mairinque houve, acima de tudo, respeito para com
os competidores. Eu ganhei o prêmio assim que saí da arena”.
Vinda de São Lourenço do Turvo/SP, a Vice-campeã foi Melina Thomé, que somou 42s665. Ela montou Bango Moom FRL
(Reno FRL x Queenie da Semawi). Em terceiro lugar, completando o pódio, ficou a riopretense Daiane Sudário, atual Campeã do Rodeio de Barretos. Em Mairinque, com o alazão Pretty Jail 3L (Shady Leo x Pretty Jags ND), ela totalizou 43s012.
A comissão organizadora já planeja a 2ª edição do evento
para 08 a 11 de outubro de 2010. Programe-se.
Mais informações: www.mairinquerodeofestival.com.br.
125
AC O N T E C E U
Abertura do XIV Campeonato Bauruense
Sob o comando da nova presidente, Camila Shayeb, um dos mais atuantes
núcleos da raça Quarto de Milha no País inicia a Temporada 2009/2010
O
Fotos Chamorro
O final de semana de 04 a 06 de setembro teve céu nublado com temperatura baixa
na capital paulista. Já o clima em Bauru, no interior, esteve primoroso para iniciar a
Temporada 2009/2010 do NBQM (Núcleo Bauruense do Cavalo Quarto de Milha).
A 1ª Etapa do XIV Campeonato aconteceu no Recinto Mello Moraes e serviu para
apresentar ao público os novos membros da Diretoria da entidade. “Eu ficava nos
bastidores dos eventos, não aparecia muito. Agora serei mais presente. Defenderei
os interesses dos competidores da nossa região”, disse a nova presidente, Camila
Shayeb. Apesar de jovem, ela mostrou pulso firme à frente do primeiro desafio,
evento que somou mais de mil inscrições. “Não há segredo. O NBQM tem tradição e
credibilidade. A nova administração apenas seguirá as diretrizes dos comandantes
anteriores, reduzindo as falhas e introduzindo boas ideias”.
O amplo conhecimento em competições equestres confere à presidente a segurança necessária para promover eventos de qualidade. “O mercado do cavalo está
solidificado no Brasil, crescendo de forma sustentada. Por isso é que temos que profissionalizar todas as nossas ações”.
Para Vágner Simionato, um dos treinadores mais premiados do País, o NBQM promove o maior Campeonato regional de Tambor e Baliza do Brasil. “As provas daqui
são completas, por isso há cinco anos realizo a competição de meu Centro de Treinamento durante uma Etapa do núcleo”.
Simionato apóia a renovação da Diretoria. “A antiga comissão organizadora fez um
ótimo trabalho, que deve ser mantido e, se possível, melhorado pelos novos membros. Penso que toda associação deveria ser reestruturada a cada dois anos”.
Momento único
“É uma data especial para mim”, disse Lilian Almeida, vice-presidente do NBQM, que
celebrou o aniversário ao lado dos amigos, em 05 de setembro. “Estou lisonjeada
por ser membro desta entusiasmada equipe, cujo foco é beneficiar os competentes
atletas de Bauru e região”.
A nova Diretoria estava tão animada com a realização do primeiro evento, que nem
esquentou a cabeça quando São Pedro mandou uma forte chuva na noite de sextafeira, 04. “O clima da cidade estava muito seco, então, o toró d’água só ajudou a
amaciar a pista”, falou Lilian. Ela também comentou sobre a mudança da equipe de
funcionários que trabalharam durante a prova. “Colocamos novos pisteiros e ficamos atentos para que o solo da arena estivesse em perfeita condição da primeira
até a última passada”.
Deu até pra dizer que o evento saiu de um script de filme, graças à perfeição nos
detalhes cuidados pessoalmente pela nova Diretoria. “Foi tudo redondinho, sem
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grandes falhas”, comemorou Lilian. A vice-presidente aproveitou para elogiar o alto nível dos competidores presentes à 1ª
Etapa. “Os tempos foram baixos e tivemos passadas perfeitas”.
Cada virada, um flash
A prova de Três Tambores Potro do Futuro revelou algumas novas apostas no esporte. A castanha Katrina Question (PG Billy
Gray x Miss Question It FF) passou direitinho e venceu a competição 2009, marcando 17s811 sob o comando do experiente
cavaleiro José Benedito Marciano, o Ditinho. O treinador Vágner Simionato competiu com a potra Miss King Black EK (Shady
King Times EK x Inajá KRB). Ele soube tirar o melhor do animal,
marcando 17s711 e conquistando o 1º lugar do Potro 2010.
Como o gosto da vitória é doce, nada mais saboroso do que
prová-lo novamente. Então, o conjunto José Benedito Marciano e Katrina Question foi o Campeão da Aberta Júnior 1D, com
17s703. No 2D, vitória do tordilho Nitro Chico Lena (Nitro Dual
Doc x Chic Bar GLO), montado por Abelino Rodrigues de Araújo
Filho, o conhecido Fio, que venceu com 18s211.
Entre tantas categorias disputadas durante os três dias de evento, vale comentar o desempenho da amazona Vanessa Calixto
na classe Feminina. Disposta a deixar seu legado na história dos
Três Tambores, a competidora – que é presença constante nos
pódios das grandes provas nacionais, entrou em pista com o
castanho Juramento Dash HR (Tlaloc SA x Liz Country HR) e marcou 17s579, tempo muito baixo para a pesada pista de Bauru.
A vencedora do 1D deixou, assim, como 1º lugar do 2D a bauruense Nathália Lavado, que montou o “Harley-Davidson” Fendi
Peppy Lee RNN (Peppy Lee San x Flower Mac SLN), 18s195.
E quem foi o nome em Seis Balizas? Só pra variar... Fio venceu novamente. Fazendo 20s022, ele conquistou o 1º lugar
na Aberta Júnior com WCG Rambo Shady Blue (Shady Blue x
Rainha Pepper). Na Aberta Sênior, ele e a imbatível Sally Shady
(Shady Leo x Sally Trouble FF) marcaram 20s139, levando com
folga a 1D. O Campeão do 2D foi o cavaleiro Reginaldo de Lima,
que correu com a castanha Patsy King EK (Shady King Times EK
X Castanhola), completando o percurso em 20s681.
A classe Amador teve no 1D a vitória de Paola Daré Braga. A expresidente do NBQM deixou de lado só o comando da entidade, não o eficiente controle sobre os animais. Com Hot Baker SA
(Brubaker FF x Gona), ela fez 20s305. “Fiquei feliz com a vitória
e mais alegre ainda por passar a direção do núcleo a pessoas
competentes. Tenho certeza que a Camila fará um trabalho tão
bom ou melhor que o meu”, disse. Retornando às pistas, Wilson
Dosso Júnior venceu o 2D com Shady Baby Bars (Shady Two Times x Baby Ambassador ER), 21s217. Ele, que outrora foi um
dos mais vencedores competidores do País, mostrou que os
ensinamentos aprendidos no passado ainda são eficientes hoje
em dia. “Tenho dedicado muito tempo da minha vida à empresa da família (WV Leilões), então, voltar a montar é muito prazeroso. Além de desestressar da correria do dia a dia, ainda faço o
que gosto e encontro os amigos”, falou o cavaleiro.
As modalidades Três Tambores e Seis Balizas tiveram premiação
garantida através do sistema de divisões, oferecendo prêmios
até o 4º lugar de cada categoria, exceto nas classes Principiante
A, B e C - que laurearam os vitoriosos com rateio de 50% do
valor arrecadado com as inscrições nas mesmas.
Após as passadas, o clima de comemoração continuou fora da
arena. “Tivemos a festa de encerramento do Campeonato anterior.
Foi um evento amigável, onde reunimos os grandes nomes do esporte para celebrar suas conquistas”, disse Lilian Almeida. O jantar
oferecido a 350 convidados foi regado à boa música sertaneja.
5º VS Treinamentos
A 2ª Etapa do XIV Campeonato do NBQM acontecerá junto ao
5º VS Treinamentos Festival. Durante os dias 03 e 06 de dezembro, o Recinto Mello Moraes será palco para as feras do esporte.
“Se acharam que a prova de setembro estava cremosa, aguardem para a 2ª Etapa”, avisou Váguinho Simionato.
O evento, que encerrará a agenda hípica das modalidades Tambor e Baliza em 2009 no Estado de São Paulo, é considerado o
maior festival do cavalo no final do ano. “Além das provas, teremos dois pregões: o 1º Leilão Virtual Amigos do VS na noite
de quinta-feira, 03, e o 5º Leilão VS Treinamentos, no sábado, a
partir das 19 horas. Os animais à venda, ofertados por grandes
criadores, são exemplos de qualidade”, informou o anfitrião.
As competições de Três Tambores e Seis Balizas começarão na
manhã de 04 de dezembro. Haverá também competição em
ambas as modalidades do Potro do Futuro 2010. “Não há melhor maneira de treinar, sentir e preparar os animais para os
grandes Campeonatos do que ajeitá-lo em provas regionais”,
explicou Simionato.
O treinador ainda comentou sobre a alta premiação, incluindo a
distribuição de 11 motos. “Os ganhadores querem ser reconhecidos por seu esforço, então, nada melhor do que estimulá-los
com prêmios gordos”, disse o promotor. “Os pequenos cavaleiros da categoria Kids e as amazonas também terão premiação
diferenciada, com troféus até a 6ª colocação”.
Criando mecanismos para fomentar a modalidade Seis Balizas,
Váguinho premiará com uma moto o conjunto que fizer o melhor tempo da Etapa. A comissão organizadora espera receber
os apaixonados do esporte para mais um evento que marcará
a história do NBQM.
Para mais informações acesse www.nbqm.com.
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AC O N T E C E U
Fotos Beto Negrão
2ª Etapa da
I Copa Amigos do Tambor
A “pequena grande prova” agrada os competidores, que fazem boas passadas
na veloz arena coberta do Haras Jaguary, no interior paulista
U
Um final de semana após a III Copa Campeão dos Campeões e do XXX Potro do Futuro
da ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha) aconteceu a
2ª Etapa da I Copa Amigos do Tambor, organizada pelo treinador Ronildo Morais (Haras
Jaguary) e pelo casal Roberta Paes de Almeida e Thomas de Mello e Souza (Fazenda
Nossa Senhora de Lourdes).
A competição do dia 17 de outubro aconteceu no Haras Jaguary, em Jaguariúna/SP, e
contou com 275 inscrições, número esperado pela organização. “Se recebermos muitos
competidores, fugiremos do intuito da Copa, cujas Etapas se desenrolam num único
dia”, disse Thomas. “Queremos unir a Família do Tambor e fazer um evento gostoso,
oferecendo conforto e segurança”, reforçou Roberta.
Os competidores mostraram satisfação em participar da 2ª Etapa. “Aprovo o novo formato, pois posso estar em contato com os cavalos no sábado e curtir a minha família no
domingo. E, ainda, não fico exausto com longas viagens”, disse José Sintra Santana, que
mora em Arujá, próximo à capital. “A única ressalva que faço é que fica faltando uma
grande torcida na beira da pista para nos incentivar”, complementa. Para a amazona
Bruna Tedesco, de Botucatu/SP, a importância da I Copa Amigos do Tambor se dá, principalmente, no trabalho de iniciação de jovens animais. “Nos grandes eventos há a participação de cavalos bem preparados. Já neste tipo de prova, com menos participantes,
podemos trazer os potros para se acostumarem com o ambiente de competição”.
A jovem Júlia Gomes Moretti, de Campinas/SP, era uma das mais empolgadas, já que
estava participando de uma prova pela terceira vez. “Treino Tambor há um ano e meio.
Comecei a frequentar as competições somente agora. A Copa dos Amigos oferece a
oportunidade para quem está dando os primeiros passos no esporte. É um grande estímulo para mim”.
A I Copa dos Amigos segue os Regulamentos da ABQM e da NBHA Brazil, além de também ser oficializada pela ABC Paint (Associação Brasileira do Cavalo Paint). A prova,
aberta para todas as raças, teve na 2ª Etapa a premiação garantida de R$ 25 mil, além do
rateio de 70% das inscrições para as categorias Potro do Futuro e Máster.
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Pista liberada
No início do calorento sábado foi realizado o Jack Pot, em estilo
norte-americano, ou seja, tendo cada competidor uma senha e
escolhendo o horário que melhor lhe conviesse para correr – entre sete e meia até as onze horas da manhã. “Já utilizamos este
sistema na 1ª Etapa e tivemos boa aceitação. A ideia é que o aprimoremos a cada evento”, disse Roberta.
Em seguida foi a vez do Potro do Futuro, que somou dezoito
passadas e teve como Campeão do 1D o treinador Marco Antonio Bueno com a alazã Pamela Vista (Apollo VM x Best Empress),
17s818. No 2D, vitória de Ronildo Morais com Pocodo Chic Olena
SZ (Pocodo Andy x Smart Chics Tari), 18s577.
O treinador Cláudio Granja marcou 17s467 (o melhor tempo da
competição) com o garanhão da raça Appaloosa, Cutter Exocet
Lee (Exocet Nez Perce x Miss Gay Cutter GG), conquistando o 1º
Lugar da Aberta 1D. Com 18s005, o cavaleiro Abelino Araújo Filho
foi o ganhador do 2D. Ele montou Racy Melodys (Melodys Dun It
x Brink’s Royal Lady).
Ao som de vários aplausos, o pequenino Lucas Souza fez uma apresentação muito fofa com Double Face Zan PI (Zanador x Orca PI)
pela categoria Kids. O cavaleiro completou o percurso em 62s084.
“É bom participar de uma prova tão bem organizada. Melhor ainda é vencer. Estou muito feliz pela vitória”, falou a competidora
Keila Mendonça, que faturou o 1º lugar da Júnior 1D, fazendo
17s706 com a castanha Play Ruler JA (Makin A Play x Raise The
Ruler). E a tímida Larissa Mendonça, irmã de Keila, também teve
motivo para comemorar. Ela marcou 19s152 com Dark Moon Badger (Moon Badger TMR x Mary Star JB) e conquistou a 1ª colocação do 2D na mesma categoria.
O competidor Lucca Martin venceu a Jovem 1D com o Paint Horse,
QT Pocodo (Pocodo Andy x Lil Miss QT), fazendo 18s227. Na sequência, pelo 2D, a Campeã foi Grazielli Silva com a égua Appaloosa, HM
Magic Doc (That Dandy Doc x Magic Touch RFP), marcando 18s948.
Na categoria Amador, quem levou a 1D foi Valdir Figueiredo, que
fez uma bela apresentação com Geraldos Bee Dee (Mr. Jay Bee
Dee x Geraldos Louer), 17s808. “A pista estava um ‘creme’. Foi muito bom vencer”, falou o Campeão. A conquista do 2D ficou para
Tatiana Carvalho com Circle Skip MA (Spectacool Skip HQ x Doc’s
Diamond Doll), 18s311.
José Sintra Santana, o mesmo que a nossa reportagem ouviu acima, subiu ao pódio em dose dupla na categoria Máster. Ele ficou
em 1º e 2º na 1D, marcando 18s353 com Jive Casy (Chicks Bambino x Easy Hungry) e 19s136 com Shady Moon HSB (Moon Oak
TMR x Shady Superleo APF).
A pista coberta do Haras Jaguary foi um alívio para organizadores
e participantes da 2ª Etapa da I Copa Amigos do Tambor, pois o
tempo mudou no final da tarde e o céu acinzentado logo anunciou
a forte chuva, que veio sem dó. A categoria Feminina seguiu debaixo de um baita “pé d’água”. Marcando no placar 17s652, a amazona Marielle de Assis novamente reencontrou a vitória. Ela montou
Break Leo EK (One More Shady x Alligator’s Daybreak) e venceu a
primeira divisão da referida categoria. A mineirinha ficou eufórica.
Contente também ficou Bárbara Prata ao vencer a 2D, com Silk San
Badger (Smarvelous Lena x Spring San Badger), 18s185.
A 3ª Etapa da I Copa Amigos do Tambor será em 30 de janeiro de 2010,
na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, também em Jaguariúna.
Mais informações: www.lwagricola.com.br.
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AC O N T E C E U
6ª Prova dos Três Tambores
da Estância Ferradura
Tradicional prova em São José do Rio Preto, em São Paulo, distribui alta premiação
garantida e reúne os mais importantes competidores da região
Fot os Bet o Neg rão
130
A
A cidade de São José do Rio Preto/SP ficou pequena com a chegada de cavaleiros e
amazonas que disputaram a premiação garantida de R$ 58,4 mil na 6ª Prova dos Três
Tambores da Estância Ferradura, realizada entre os dias 21 e 22 de novembro.
O recinto, localizado na estrada de Talhados, recebeu um público de aproximadamente três mil pessoas, que prestigiaram o evento oficializado pela ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha). Dentre as inovações
deste ano, a categoria Aberta Livre - que distribuiu R$ 41,8 mil aos vencedores,
foi repartida em até seis divisões.
“Foi um ano de muito trabalho para realizar a prova, que superou todas as
expectativas, desde número de inscrições até a presença do público”, afirmou
Sidnei Batista, presidente da comissão organizadora. “Alcançamos nossos
objetivos, oferecendo um evento de qualidade aos competidores e conforto
aos visitantes. Queremos agradecer o prestígio daqueles que acreditaram e
engrandeceram a nossa prova”.
Agradecimentos à parte, vamos aos destaques da 6ª Prova dos Três Tambores da Estância Ferradura, que totalizou 649 inscrições. O novo recorde da
pista foi conquistado na categoria Aberta Júnior 1D pelo cowboy Vágner
Simionato com o tordilho Nordick Dash (Nordick Only VM x Fishing Compliment),
17s325. “Neste ano, eu competi em muitas provas pelo Brasil afora, mas foi difícil
encontrar um evento tão bem organizado como este”, afirmou o treinador Campeão.
A classe Feminina também abrilhantou a competição. No 1D, a vitória foi de Daiane
Sudário com o alazão Pretty Jail 3L (Shady Leo x Pretty Jags ND), 17s934. A competidora Silvia Simionato entrou em pista com o castanho Big Sur SMA (El Shady Zorrero
x Samaria SMA) e fez 18s515, conquistando o 1º lugar do 2D. Com 18s974, o conjunto
Carolina Batista e Marani Tonto 8 (Tonto SKR x Amanda da FB) levou a 1ª colocação
do 3D.
O Campeão da categoria Amador foi Ricardo Peetz com o tordilho El Shady Leo (El
Shady Zorrero x Hoping Fishers), 18s193. O cavaleiro Sidnei Batista Dias venceu a
Máster completando o percurso com o alazão Marani Tonto 8 em 19s046. Já o destaque na classe Mirim foi a pequena amazona Maria Fernanda Zolla Perez, que montando Snipper Bid Leo (Autumn Gold KRB x Java GK) fez uma bela apresentação,
atingindo 18s342.
Tendas para os espectadores, arquibancada coberta, espaço para o aquecimento
dos animais sem que os cavaleiros se preocupassem com chuva, ordens de entrada
em quadros, além de lojas de produtos western fizeram parte da elogiada estrutura
da prova.
“Convidamos a todos que prestigiaram esta edição e àqueles que não puderam comparecer que participem de nosso trabalho em 2010”, convidou Batista. A 7ª Prova dos
Três Tambores da Estância Ferradura será nos dias 20 e 21 de novembro. “Novamente
distribuiremos grande premiação”.
Mais informações: [email protected]
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AC O N T E C E U
I Copa Elite de Tambor e Baliza
Competição em Casimiro de Abreu, no Estado do Rio de Janeiro, marca os 150 anos
da cidade e reúne a nata dos cavaleiros da região
Foto s Mar celo Mac had o
N
Nem só de sol e praia vivem cariocas e fluminenses. O Estado do Rio de Janeiro é uma
das principais localidades onde se concentram grandes criadores e aficionados pelas
modalidades Três Tambores e Seis Balizas. Para fomentar ainda o esporte equestre na
região foi realizada a I Copa Elite, em Casimiro de Abreu, no Parque de Exposições do
município. O evento ofereceu mais de R$ 30 mil em prêmios. “Foi um verdadeiro sucesso”, afirmou Sandro Mastra, membro da comissão organizadora.
Comemorando 150 anos da cidade, o evento ocorrido entre 11 e 13 de setembro totalizou 231 inscrições e recebeu 123 animais. “Os números só revelam o crescimento do Rio
de Janeiro nas atividades hípicas”, reforçou Mastra. “Só escutamos comentários positivos
sobre o evento. Isso nos incentiva a trabalhar mais e melhor”.
A I Copa contou com a presença de Frederico e Fábio da Silva Mendonça, presidente e
diretor de esportes da RJQM (Associação de Criadores de Cavalo Quarto de Milha do Estado do Rio de Janeiro), respectivamente. Fábio ficou entusiasmo com a novidade apresentada no Tira-teima do Tambor, disputado em equipes de três cavaleiros. “Esta inovação
veio para ficar”, afirmou o dirigente. A estreia de tal formato animou os competidores. E
o trio que fez a menor média, 18026, foi formado por Edson Richer e Doc’s Negrita (Doc’s
Surprise x Fada da Cunha), Edson Carlos e Best Beaver 3D (Angolano Beaver CV x Laila VC)
e Caroline Frera e Tinky Good (Queemii’s Gold HP x Cheirosa Santa América).
O melhor tempo marcado em Três Tambores também foi o recorde da pista. A amazona
Thaisa Ribeiro arrasou ao marcar 17s201 com a incrível alazã Miss Squaw (Sr. Harlenes
Bar x Squaw’s 5) pela classe Júnior.
Já em Seis Balizas, o destaque ficou para a passada de Ordeli Gomes com Belle Sana Lince
(Freckles Sana Doc x Belle DP), 21s520, marca que lhes garantiu a vitória na categoria Aberta.
Mais informações: www.ranchomataruna.com.
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Cinco anos de Malta Cleyton
Empresa comemora aniversário de serviços prestados à equinocultura brasileira e
anuncia novos investimentos por aqui, bem como o lançamento de produtos
N
No último mês de outubro, a Malta Cleyton do Brasil S.A. comemorou cinco anos de
atividades no País. A trajetória de sucesso da empresa teve início em 1991, com a fusão
de duas marcas de grande prestígio e experiência nos mercados mexicano e brasileiro:
Anderson Clayton e Malta S.A.
Os produtos da Malta Cleyton foram introduzidos no Brasil em 2004, iniciando com a
linha de camarão, que consolidou a participação da empresa no mercado brasileiro e
possibilitou a inserção das linhas de peixe, cavalo, pet e profeed.
Durante estes cinco anos, a empresa disponibilizou não só produtos diferenciados e de
excelente performance, mas também uma equipe técnica qualificada e comprometida
com o desempenho dos clientes. Isso gerou um forte plano de novos investimentos
no Brasil, além da criação de uma estratégia para a introdução de futuros lançamentos
no mercado nacional. “Obtivemos resultados positivos no País graças ao nosso grande
empenho e também a confiança de nossos clientes, parceiros, distribuidores, lojistas e
colaboradores”, ressalta Gustavo Jiménez, presidente da multinacional.
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Fotos Beto Negrão
6ª Prova da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes
Duas mil pessoas acompanham os dois dias de evento em Jaguariúna, no
interior paulista, aplaudindo as passadas eletrizantes dos Três Tambores
R
Recorde de inscrições na história da prova da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes,
em Jaguariúna, no interior de São Paulo. “Contabilizamos 800 passadas durante
os dois dias de competição”, informou Roberta Paes de Almeida, organizadora do
evento que aconteceu entre 07 e 08 de novembro.
Apesar de começar oficialmente na manhã de sábado, a 6ª edição da prova da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes teve início no final da tarde de sexta-feira, dia 06.
“Fizemos um treino pago para àqueles que já estavam devidamente instalados e
queriam montar, corrigir os animais e se divertir”, disse Roberta, representante do
local que recebeu 600 competidores e 400 cavalos para o evento.
As provas realizadas na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes são marcadas por público constituído de famílias completas, oriundas dos quatro cantos do Brasil. A vibração da torcida a cada passada, o incentivo aos atletas que mostram (ou não) seu melhor desempenho em pista e a energia de companheirismo tomaram conta do local.
O início das atividades oficiais foi novamente com o treino pago, que registrou cerca
de 250 inscrições. “O formato que implantamos fez sucesso. Ficamos satisfeitos em
oferecer aos nossos convidados uma estrutura melhor a cada ano”, disse Thomas de
Mello e Souza, esposo da anfitriã.
Em seguida foi a vez da categoria Aberta. Em torno de 200 conjuntos se apresentaram
em pista. Entre uma passada e outra, um grande susto. A competidora Bruna Tedesco
Cortelini, que se apresentava com o garanhão Victory Fly VM (Apollo VM x Signed To
Liberty), foi ao chão na virada do terceiro tambor. O alazão, assustado, disparou pela
arena, deixando Bruninha estirada na areia, onde recebeu os primeiros socorros da
equipe médica. O diagnóstico da queda foi dado no hospital da cidade: uma costela
trincada. “Graças a Deus que não foi nada mais grave. Sabe que por um lado foi até
bom? Agora eu dedicarei mais tempo à faculdade”, disse a garota, em entrevista via
telefone, direto de sua casa, em Botucatu/SP, onde está em repouso. “Estou usando
proteção para a coluna e ficarei afastada dos treinos por duas semanas”.
Passado o susto, a categoria seguiu sua trajetória normalmente. O Campeão do 1D
foi Marco Antonio Bueno com Zip Fidash SA (Fishers Dash x My Lovewest SA), 17s524.
No 2D, a amazona Giovanna Balbo deu o galope da vitória com Dee Doc Lady (Doc
Streak Winnin x Lady Dee Made), 18s028. Retornando em grande estilo aos primeiros
lugares, o experiente treinador João Fernandes conquistou o 1ª lugar do 3D. Ele tocou
Fishers The Track (Fishers Dash x Signing The Track), marcando 18s532.
“Parabenizo os organizadores da prova. Trata-se de um evento que só tem a engrandecer o cenário do esporte equestre nacional”, falou a mineira Margarida da Cunha
Brenck, dona da égua Carawella Q Falcão (Rocky Mountain x EF Macarena Shady),
134
estreante em competições paulistas. “São Paulo é o ícone nos
Três Tambores. Ter um animal em uma competição tão bem organizada, como a da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, é a
melhor e mais excitante sensação que os proprietários podem
experimentar”.
Cerca de noventa competidores participaram da classe Amador,
que teve como vencedor do 1D o jovem Décio Talon com Mister
Red Wars (Castanho Red x Beiba Wars), 17s567. A amazona Ana
Paula Scanavachi venceu o 2D. Ela fez 18s210 com o castanho
Night Mistic Tivo (Negro Tivo KRB x Tina HD). Figura assídua nas
disputas (e nos pódios) das principais provas de Três Tambores do Brasil, o cavaleiro Wanderlei Justino marcou 18s587 com
Payacan Cutter (Tiny Cutter BS x SS River KRB), levando o 3D.
Na 1ª colocação da categoria Máster 1D quem brilhou foi Valdir
Figueiredo. Com a alazã Dama Bar Jay (San Gold Bar’s x Wanta
Zorra RTJ), o tocador fez 17s741. Ainda mais jovial, após perder alguns quilinhos, José Sintra Santana foi o Campeão do 2D
montando Jive Casy (Chicks Bambino x Easy Hungry), 18s321.
Não é costume informarmos os três primeiros colocados do 3D,
porém, a exceção se deve ao inusitado desempenho do mineiro
Wanderlei Justino, que conquistou vitória tripla, ficando em 1º,
2º e 3º lugares: 18s911 com Payacan Cutter, 19s067 com Xeque
Par VP (Extra Solano KRB x Like Par VP) e 19s123 com Frontier
Solano KRB (Víbora Solano x Frontier Lily KRB). “Fé e sorte são
os principais fatores para minhas vitórias, seguidas de esforço
para estar no hall dos vencedores e o prazer em entrar em pista”, contou Justino.
Fomentar a participação e o surgimento das jovens estrelas
equestres. Com este objetivo, a comissão organizadora da 6ª Prova de Tambor da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes realizou o
Futurity FNSL. Na noite de sábado foi realizado o primeiro round,
tendo em torno de 70 inscrições e premiação até o 10º colocado.
“O formato agradou aos competidores e aos treinadores. Esperamos que outros organizadores sigam nossa ideia”, disse Thomas.
Com o castanho Dragster Deck ZO (Apollo VM x Streakin Lady
HES), o craque Ronildo Morais conquistou o 1º lugar com 17s777.
A 2ª colocação foi para Décio Talon com Mister Red Wars, 18s013.
As disputas terminaram por volta das 20 horas. A noite foi brindada com chuva, mas como a Fazenda Nossa Senhora de Lourdes
possui pista coberta, o piso da arena ficou impecável para a continuidade do evento no domingão.
Nove 09 horas. Entrada da categoria Kids. A vitória do 1D foi da
pequena Patrícia Baldiceras com Dark Queen Gold (Ianque San
KRB x Marquesa RM 95), que completou a prova em 18s640. O
conjunto Letícia Dollo e Indian Líder (Executive Líder FV x Izabela
CAPC) marcou 20s209, ficando em 1º lugar no 2D.
Disputando o 1º lugar entre quase cinquenta competidores na
categoria Júnior, a carioquinha Thaisa Ribeiro agitou a torcida ao
completar o percurso com a sua inseparável égua, Miss Squaw
(Sr. Harlenes Bar x Squaw’s 5), em apenas 17s463, levando para
casa mais um título da primeira divisão para o currículo. Abel Barcelos venceu o 2D com Big Sur SMA (El Shady Zorrero x Samaria
SMA), 18s120. O 1º lugar do 3D ficou para Diogo Baságlia com o
alazão Mr. Veleiro ZD (Remador SKR x Miss Verona ZD), 18s503.
Em seguida foi a vez de o público assistir as belíssimas passadas
dos jovens cavaleiros. Quando o assunto é competição, Sidney
Pereira da Silva Júnior deixa a timidez de lado e mostra astúcia. Marcando 17s984 com a castanha Lolita Trouble HSC (Dust
Trouble FF x Cyrenaica Kirongozi), ele foi o Campeão do 1D. A
amazona Gabriela Simões levou a melhor no 2D com Sanja Lachat CY (Lachat SKR CY x Oferenda Jay CY), 18s501. E o cavaleiro
Victor Hugo Liuti Silva marcou 19s073 com o castanho Leo King
Fly ZD (Leo Cath Bid x Lady Skippy HED), vencendo o 3D.
A categoria Feminina contou com 70 inscrições. Famosas competidoras participaram da disputa. Os conjuntos foram passando, passando, até a chegada da carioquinha Thaisa Ribeiro.
Determinada, ela adentrou a arena com a sempre companheira Miss Squaw e marcou imbatíveis 17s401, melhor tempo da
categoria e de toda a prova. “Eu não acreditei quando olhei
no cronômetro. Fiz um tempo menor do que na júnior. Foi demais!”, comemorou a menina, sempre com a meiguice e a educação, que lhe são peculiares. “Competi com mulheres muito
mais experientes do que eu. Fico feliz por estar fazendo cada
vez mais apresentações marcantes”. E qual a importância de
ganhar no Estado de São Paulo? “Aqui as provas têm nível superior, são mais disputadas, o que me deixa ainda mais feliz”. Por
fim, a adolescente revelou: “sempre quando venço parece que
é a primeira vez. A sensação é única”.
135
Para não ficar apenas com a 1ª colocação, Thaisa fez bonito
também com Queluzita Failas (Duke Failas KRB x Jamaica Quick),
marcando 17s811 e ficando em 2º lugar do 1D. Já a Campeã do
2D foi Giovanna Balbo, que conduziu Dafne Little BW (Líder da
SM x Flashi Little ND), 17s903. E a competidora Roberta Donato
levou o 1º lugar do 3D com Big Ninja JBC (Ninja San EO x Bar
Dash Thing JBC), 18s406.
O encerramento da 6ª Prova da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes aconteceu com o 2º round do Futurity. O bauruense Vágner
Simionato mostrou o potencial do tordilho Nordick Dash (Nordick Only VM x Fishing Compliment), que cruzou a fotocélula
em 18s016. Com Bruno Ribeiro no comando, a potra My Sweet
Girl (My Boy Trouble x Sweet Little Girl) marcou 18s017, ficando
apenas um décimo de segundo atrás do vencedor.
A Final do Futurity foi definida com a média dos tempos das
duas apresentações. Assim, o Campeão foi o treinador Flávio
Barbieri com Olinda Doc G (Imbatível Objetivo G x Caldwell Doc
G), 18s099. Tal conjunto chamou bastante a atenção do público presente. O Vice-campeão foi Ronildo Morais com Dragster
Deck ZO, 18s115, dupla que havia vencido o first go.
“Esta foi a última prova oficial da qual participamos em 2009”, contou Odilon Diniz, proprietário do B2B Ranch, do Rio de Janeiro. “O
sucesso de uma competição está nos detalhes e a equipe da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes oferece o melhor para os participantes, por isso que fazemos questão de prestigiar este grande evento”.
136
Sílvia Simionato, esposa de Váguinho, sugeriu que em 2010
haja mais incentivos ao público infantil. “As crianças querem
ganhar bons prêmios, inclusive em dinheiro. É desta maneira
que fomentamos o esporte e conseguimos manter as pequenas estrelas em pista”. O conselho veio seguido de muitos elogios: “a prova da Fazenda Nossa Senhora de Lourdes melhora
a cada edição. Aqui encontramos competidores e profissionais
de todo o Brasil. A disputa é grande e o clima de amizade e
companheirismo são maiores ainda”.
Dentre as inovações, a organização apostou numa agressiva
campanha de Marketing, que culminou na venda de faixas dispostas na cerca da arena, mais anúncios via locução do evento
e comerciais via transmissão pela internet. Esta última, sempre
tendo retorno full-time através do Mural de Recados comandado pela equipe da Lab3 TV, empresa pioneira neste tipo de
ferramenta da web para o setor do agronegócio. “Este ano ainda tivemos a presença do canal de TV ‘BandSports’, que exibiu
nosso evento em sua programação”, informou Roberta Paes de
Almeida. “Tendo patrocínio, a divulgação é maciça e tendo divulgação maciça, o patrocínio chega. Por isso, vamos nos empenhar ainda mais em 2010”, disse a anfitriã. “Obrigada a todos
que colaboraram para o sucesso de mais uma prova da Fazenda
Nossa Senhora de Lourdes”, encerrou.
Para mais detalhes: www.lwagricola.com.br.
137
AC O N T E C E U
M ac ha do
Fo to s M ar ce lo
2ª Etapa da Copa dos Amigos – RJ
Prova termina debaixo de muita chuva, mesmo assim, ânimo dos
competidores cariocas não cai e evento segue com animação total
U
Um forte temporal castigou a cidade de Araruama, no Rio de Janeiro, entre os dias 31
de outubro e 1º de novembro, bem na data da 2ª Etapa da Copa dos Amigos. “O evento seria um sucesso, mas a natureza falou mais alto”, disse o bem humorado Sandro
Mastra, titular do Rancho Mataruna, um dos responsáveis pela organização da prova.
O local escolhido para reunir os amantes dos Três Tambores e das Seis Balizas
foi o Parque de Exposições de Araruama. As competições seguiram bem durante o sábado. Espetáculo à parte do treinador Miguel Dias, que montando
Queluzita Failas (Duke Failas KRB x Jamaica Quick) fez 17s674 no Tambor Aberta, quebrando o recorde da pista.
O evento recebeu cerca de 160 animais e somou 341 inscrições. Não foram apenas
competidores cariocas e fluminenses que prestigiaram a competição. A comissão
organizadora informou sobre a presença de conjuntos vindos de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
Com premiação garantida de R$ 33,4 mil, a festa seria perfeita - não fosse o presente de São Pedro. O pé d’água obrigou os responsáveis pelo evento a adiarem as
provas de Seis Balizas, que aconteceriam no domingo. A modalidade será disputada durante a 3ª Etapa da Copa dos Amigos, ainda sem data definida.
Mais informações: www.ranchomataruna.com.
138
139
AC O N T E C E U
Meninas de ouro
A delicadeza e a garra das atletas que disputam a premiação garantida
de R$ 17 mil na 2ª Etapa da Associação Nacional dos Três Tambores
A
A 20ª Festa do Peão de Cerquilho, realizada no Centro Municipal de Eventos Cidade
das Rosas, foi palco da 2ª Etapa do VII Campeonato da ANTT (Associação Nacional
dos Três Tambores). A prova aconteceu durante os dias 13 e 15 de novembro.
A premiação dividida entre as dez finalistas da Etapa somou R$ 17 mil. Ao todo, foram mais de quarenta inscrições, número considerado expressivo pela Diretoria da
entidade. “Novamente tivemos sucesso em nossa prova”, afirmou Fernanda Jurca,
vice-presidente da ANTT.
A amazona Gabriela Zampieri Ferro, representante da cidade de São Pedro, também
no interior paulista, entrou em pista decidida a deixar sua marca. Com a somatória
de 46s048, ela conquistou o 1º lugar. A montaria? O bom e velho parceiro Cashanova West LR (Sir Cashanova x Kat Moon LR). Gabi ainda fez o menor tempo da Etapa,
15s013. A Campeã levou para casa o prêmio de R$ 5 mil.
Na 2ª colocação e faturando R$ 3,5 mil, a dupla Caroline Rugolo e Cutter Exocet
Lee (Exocet Nez Perce x Miss Gay Cutter GG) somou 46s294. “Este é um Campeonato importante, por isso fiquei muito feliz em conquistar mais um bom resultado”, disse Carol.
E a vice-presidente da ANTT também terminou no pódio. Fernanda Jurca ficou em
3º lugar com Squawk (Anjin San x Squaw’s 5), somando 46s402, o que lhe conferiu
o prêmio de R$ 2,5 mil. “Esta nova Temporada tem como novidade a premiação
garantida, incentivando todas as participantes do Brasil. Nenhuma amazona vai
querer perder as Etapas, que ainda somam pontos no Ranking para a disputa da
Final em Barretos”, explicou Jurca. E o melhor: o valor das inscrições sofreu redução,
tornando o Campeonato ainda mais interessante no quesito custo x benefício.
140
Confira as cinco finalistas da 2ª Etapa do VII Campeonato:
1ª) 2ª) 3ª) 4ª) 5ª) Gabriela Ferro
Caroline Rugolo
Fernanda Jurca
Thaís Munique
Daiane Sudário
Cashanova West LR
Cutter Exocet Lee
Squawk
Miss Opponency VJS
Pretty Jail 2L
46s048
46s294
46s402
46s621
46s680
Quer saber o motivo do show feminino na arena da Festa de Peão de Cerquilho? “A pista estava muito boa, dando condições de um verdadeiro
espetáculo. O resultando só poderia ser uma grande prova”, disse
Graziella Agnes, também vice-presidente da associação. A Diretoria não se esqueceu de pedir desculpas ao público pelo imprevisto ocorrido na sexta-feira, 13. “Tivemos
falta de luz no recinto, o que resultou no atraso da Eliminatória”, justificou Agnes, que também agradeceu
o carinho e o respeito com que os organizadores do
evento as trataram. “Um abraço especial em nome
da ANTT ao Tito Polezer e ao Gustavo Gaioto”.
A próxima Etapa será na cidade paranaense de
Colorado, porém, a agenda oficial da Associação
Nacional dos Três Tambores só será divulgada no
final do ano. A Diretoria afirma que está colhendo os frutos das boas ações realizadas em 2009 e
promete que o próximo ano será de conquistas e
novidades para as competidoras.
Mais informações: www.antt.org.br.
141
AC ONT E C E U
Copa H3P
Provas de Tambor e Baliza agitam a Exposição Agropecuária do Maranhão,
tendo importante evento com mais de R$ 40 mil em prêmios
Fotos cedidas
142
O
O Estado do Maranhão tem sido um dos maiores responsáveis pelo fomento das modalidades Três Tambores e Seis Balizas no Nordeste do País. Nesta empolgação foi realizada a 3ª Copa H3P, no Parque de Exposição Independência, durante a 53ª Exposição
Agropecuária do Maranhão (EXPOEMA), em São Luís, na capital maranhense.
Organizada por Talib Naufel Neto, criador de cavalos Quarto de Milha, a Copa começou no dia 07 de setembro, com a modalidade Seis Balizas. Já entre os dias 11 e 12
foram realizadas as provas de Tambor.
Homologada pela NBHA Brazil e pela ABQM (Associação Brasileira de Criadores de
Cavalo Quarto de Milha), a competição agitou o público local, que marcou presença
em peso. Este ano, a EXPOEMA movimentou cerca de R$ 9 milhões em vendas de animais, máquinas e equipamentos. “Em torno de 150 mil pessoas passaram pelo recinto
e tiveram a oportunidade de assistir as passadas de Tambor e Baliza”, disse Talib.
A premiação garantida de mais de R$ 40 mil foi o chamariz para os competidores,
inclusive atraindo cavaleiros de outras regiões do Brasil. “Estou muito feliz com a repercussão da Copa H3P. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que nos
ajudaram”.
Em Três Tambores, o cavaleiro Thiago Santana Pereira venceu a categoria Aberta 1D
com The First Doc JAV (Doc Storm Pep JAV x Jane Fonda), 18s537. Pedro da Rocha Portela foi o Campeão da Amador 1D, marcando 19s089 com Special Easy Effort (Rambling Effort x Go Birdie Jet). Já na Feminina, a amazona Marise Miranda brilhou com o
zaino Zorro Charge JRL (Little Spook GR x Sparta JRL), fazendo 19s045 e conquistando
a 1ª colocação do 1D.
O Tira-teima do Tambor teve como grande vencedor do 1D o cowboy Divino Simões,
que montou Willa Ket (Ease Kat x Fiesta Pivot HC), marcando o menor tempo da modalidade: 18s377.
Em Seis Balizas, a Aberta foi dominada pelo conjunto André Lopes e Red Melodys
(Melodys Dusty x Red Flag JC), 21s 629. Pela categoria Jovem, o cavaleiro Petrus Peixoto levou o 1º lugar do 1D com o alazão Sanjaycario OA (Don Macário NNF x Miss
Leo San), 22s792. E quem venceu a classe Júnior foi Ricardo da Fonte, que fechou a
passada em 22s864, sendo o Campeão do 1D com o mesmo Sanjaycario OA.
“No ano que vem, esperamos competidores de todo o Brasil em nossas provas. É uma
felicidade fortalecer estas modalidades, pois é um estilo de vida, um grande amor”,
finalizou Talib.
Saiba mais: (98) 3235-7744/8401-0804.
143
Iniciando pela seta, siga o caminho e descubra
quais as cores que o Mr. Horse TB mais gosta.
Depois, escreva o nome das cores no espaço abaixo.
Aprendendo com…
Mr. Horse TB
E aí, garotada:
Vocês estão concentrados?
Seguem algumas dicas
sobre nós, equinos.
• Equinofobia e Hipofobia são os nomes dados ao sentimento de medo do cavalo.
• Em termos de sensibilidade, os lábios do cavalo correspondem
à ponta dos dedos dos seres humanos.
• Segundo historiadores, as estátuas equestres têm diferentes significados:
se o animal se apresenta com as patas dianteiras levantadas, o cavaleiro que o
monta foi morto em batalha; se somente uma está para cima, o personagem foi
ferido, e se as quatro estão pousadas no chão, a pessoa morreu de causas naturais.
Fo to B et o
PERFIL
COMPETIDOR KIDS
Nome: Lucas Paes de Almeida de Mello e Souza
Idade: 04 anos (05/7/05)
Pais: Roberta Paes de Almeida e Thomas de Mello e Souza
Animal: Double Face Zan PI (Zanador x Orca PI)
Local onde treina: Fazenda Nossa Senhora de Lourdes
Cidade: Jaguariúna/SP
N eg rã o
PERFIL
Foto Beto Negrão
Nome:
Santa Santana Sales
Natural de:
Conceição do Almeida/BA
Reside em:
São Paulo/SP
Data de nascimento:
02 de novembro de 1977
146
CRIADOR
A
A baiana Santa Santana Sales, nascida em Conceição do Almeida (a 160 quilômetros de Salvador), mudou-se para São Paulo aos 09 anos de
idade. Na juventude, a filha de Cosme Piton Sales
(i.m.) e Antônia Araújo Santana, formou-se no exterior como esteticista e cabeleireira. Mais tarde,
tornou-se empresária do ramo imobiliário.
Santa Sales conta que o pai foi um fazendeiro
bastante respeitado na Bahia. Através dos frutos do campo, ele criou os 17 filhos. “Vem daí a
minha forte ligação com os animais”, diz a sorridente loira.
Acostumada a passar os finais de semana em sua
chácara, em São Roque/SP, acompanhada do esposo, Paulo Niyama, e dos cinco filhos, Leo Rick,
Luiz, Kevin, Brenda e Jorge, a empresária tomou
conhecimento sobre algumas modalidades hípicas ao visitar o Haras Icaraí, próximo à sua propriedade rural. “Quando voltei a ter contato com
“
Santa Sales
evoluir. Há dois anos iniciamos as construções no
haras, que continuam em ritmo acelerado. E na
área de treinamento, estamos bem servidos, pois
contamos com os serviços dos capacitados treinadores Alex Fernandes e José Armando (novo
contratado)”.
O companheirismo do marido é ressaltado por
Santa Sales. “Paulo apóia todas as minhas decisões. Ele foi o responsável por me trazer de volta
ao contato com os animais. E tem me ajudado
bastante, tanto nas competições, como no desenvolvimento do haras”. E é no Rancho Santa
Sales que a criadora encontra paz e harmonia
para transpor as barreiras da vida. “Lá, eu consigo
renovar minhas energias”.
De personalidade guerreira, Santa Sales conta sobre seu novo projeto. “Quero ajudar a fortalecer a
Baliza, por isso pretendo reunir os participantes
da modalidade para fomentarmos a prova, que
”
Eu não monto por negócio e, sim, por prazer.
Nas provas, eu vibro, choro, torço e grito.
Praticar Tambor e Baliza me enche de alegria
cavalos, o amor da infância pelos animais ressurgiu com muita intensidade”. Assim, ela adquiriu
o Mangalarga Asterix. “Foi amor à primeira vista.
Fico até emocionada ao falar dele, porque ele é
meu xodó, minha paixão”.
Após um dia de passeio a cavalo, Santa Sales e
família assistiram um treino de Tambor e Baliza. Eles ficaram entusiasmados e começaram
a treinar. Em pouco tempo, a amazona já dava
os primeiros passos rumo à criação de cavalos,
principalmente após adquirir um terreno maior
em Alumínio, também no interior paulista, para
a construção do empreendimento que viria a ser
o Rancho Santa Sales. “Cometi alguns erros por
causa da inexperiência, mas logo me inteirei do
assunto e me dediquei à nossa seleção equestre”,
conta.
Buscando o aperfeiçoamento, ela foi à compra
de máquinas do Tambor. Hoje já é proprietária
de 70 animais. Dentre os prediletos, ela destaca
a alazã Beaver’s Verdade MA (Lil Verdad x Beaverlena) e o castanho Just Objetivo G (Objetivo SKR
x Miss Parker SAN). “Estamos sempre buscando
hoje está muito abaixo do Tambor, em termos de
número de concorrentes e de premiação”.
A criadora pretende abrir a porteira do Rancho
Santa Sales ao público assim que as construções
forem concluídas. “Em breve, iremos promover
provas que irão valorizar cavalos e cavaleiros.
Esta á a nossa meta”.
Antes de encerrar a entrevista, ela faz questão de
falar um pouco mais sobre o pai: “a paixão pela
vida e pelos animais, eu herdei dele. Se ele ainda
estivesse aqui, com certeza ficaria feliz em me
ver ligada ao meio rural”. Ela também demonstra gratidão aos amigos que fez no mercado do
cavalo: “não me vejo longe da Família do Tambor.
Já é a extensão da minha casa”.
Ao ser questionada sobre o significado das provas equestres em sua vida, a criadora falou sem
titubear: “eu não monto por negócio e, sim, por
prazer. Nas provas, eu vibro, choro, torço e grito.
Praticar Tambor e Baliza me enche de alegria”. Revivendo as origens e amando os animais, Santa
Santana Sales busca a plenitude.
147
PERFIL
Foto Beto Negrão
Nome:
Sidney Zilio Lima
Natural de:
Bauru/SP
Reside em:
Bauru/SP
Data de nascimento:
26 de abril de 1962
148
P R O P R I ET ÁR I O
O
Sidney Zilio
O bauruense Sidney Zilio Lima desde a infância
carrega consigo a paixão pelo cavalo. No entanto, quando garoto sua família não gozava de
condição financeira que lhe propiciasse o convívio com o meio equestre. “Mas sonhar não custa
nada, então, eu ficava imaginando o dia em que
conseguiria ter minha própria tropa”, diz o hoje
cavaleiro da categoria Máster. E, com persistência e muito trabalho, este dia chegou.
Estabelecido profissionalmente no ramo atacadista de eletrodomésticos, Sidney se dispôs
a ir atrás de sua fantasia de criança. Isso já em
Váguinho foi ao Haras Lagoa Real a fim de ensinar as técnicas do esporte a Sidney. Mas toda
a família Zílio Lima se apaixonou por Tambor e
Baliza. “Minha esposa, Cleide Costa, e os meus
filhos, Jéssica e Vinícius, ficaram encantados. Rolou paixão tamanho família”, brinca o cowboy.
Dedicando-se às competições, ele continuou a
comprar bons animais. Destaque para Top Fly
Agae (Charging Wrangler x Limelight Agae) que hoje dá show nas pistas com a jovem Gabriela Ferro, de São Pedro/SP, e EF Shady Flyer
(Shady Leo x Dri Lark Shining) – garanhão-chefe
2002. Assim, ele comprou a alazã Eternity Dream (Rambo Boy HDN x Yellow Mellow R4), égua
já desaparecida, que ficou hospedada na antiga
chácara de Sidney, em Bauru, cidade do interior
de São Paulo, onde ele nasceu e mora até hoje.
Em seguida, ele adquiriu Olivia Wange LS (Hamlet LS x Miss Wange Bid). Com as duas matrizes,
ele iniciou a criação de Quarto de Milha.
do Haras Lagoa Real.
Desde 2007 os animais do Haras Lagoa Real são
treinados por Paulo Henrique de Souza, o Lela, que
é assessorado pela equipe do VS Treinamentos.
Sidney pode ser considerado um milagre da
Medicina, pois em 1993 ele sofreu duas operações para retirada de quatro hérnias de disco
na coluna. “O médico disse que talvez eu não
“
”
Tive uma infância humilde. Mas como sonhar
não custa nada, eu ficava imaginando o dia em
que conseguiria ter minha própria tropa
Caprichoso, Sidney Zílio emprenhou suas duas
éguas com o garanhão Shady Blue (Shady Leo
x DS Blue Ribbon) e, em 2003, nasceram seus
primeiros produtos, ambos machos e baios
amarilhos, Shady Dream SZL (Eternity Dream) e
Dyamond Poise SZL (Olivia Wange LS).
A antiga chácara foi toda reformada, tornandose o Haras Lagoa Real. “Fiz tudo passo a passo,
sem pressa. Abrir a janela de casa e ver a minha
tropa no pasto é relembrar a minha vida”.
Da mesma forma como começou a criação,
gradativamente, ele iniciou no esporte Tambor e Baliza. O ano: 2004. “Não sei dizer o exato
momento em que decidi participar das provas.
Aconteceu naturalmente, como haveria de
andasse mais. E o mais fascinante é que hoje
o meu maior prazer é montar”, comemora. “As
dores ainda são intensas e só melhoram quando estou no lombo de um cavalo. Esta é minha
glória”. Ele afirma que quando cavalga tudo fica
bem, as dores somem. Apesar disso, não se arriscou a contar ao médico sobre sua atividade
esportiva. “Só falei que ando a cavalo de vez em
quando, mas não entrei muito no assunto”, diz
Sidney com jeito faceiro.
Corinthiano roxo, ele frequentou os estádios de
futebol durante quinze anos. “Eu ia todos os finais de semana ver o timão jogar”. Agora com
pouco tempo na agenda, devido à correria do
trabalho, o cavaleiro acompanha a equipe pela
ser”. Na ocasião, Sidney já possuía cerca de 30
animais. E o ponta pé inicial para praticar as referidas modalidades hípicas se deu no final de
2005, quando ele conheceu o treinador Vágner
Simionato. “O Váguinho se tornou um grande
amigo e me animou a competir”.
televisão. Entre outros hobbies, pratica duas
vezes por semana natação. “Além de ser recomendação médica, é uma atividade deliciosa
também”. E para brindar as vitórias da vida, ele
reúne os amigos com o tradicional churrasco
com cerveja. Isso que é viver!
PERFIL
C O M P ET I DO R AMADO R
A
Foto Beto Negrão
Nome:
Durval Fernandes de Souza Neto
Natural de:
Além Paraíba/MG
Reside em:
Sapucaia/RJ
Data de nascimento:
22 de outubro de 1986
Durval Fernandes
A família Souza sempre teve contato com a
natureza e afinidade para lidar com animais. E
quem continua tal tradição é o cavaleiro Durval Fernandes de Souza Neto, que começou
a montar com apenas quatro anos de idade,
sempre em companhia do avô paterno, Sr.
Durval de Souza (i.m.).
Mineiro de nascimento e fluminense de coração, o menino foi aprendendo a amar os
cavalos. Em 1992, ele foi convidado por um
amigo a participar de uma prova de Tambor
na Feira Agropecuária anual de Sapucaia/RJ.
“Recordo-me que competi com uns cavalos
de fazenda, que nunca haviam passado em
percurso algum”. Apesar de as condições não
serem as melhores, Neto levou para casa uma
medalha. “Não sei se foi por mérito ou somente pela participação”, brinca. “O importante é
que fiquei tão feliz que dormi abraçado a ela
durante uma semana”.
“
”
Quando ganhei minha primeira medalha
numa prova de Tambor, fiquei tão feliz que
dormi abraçado a ela durante uma semana
Após dois anos, o rebento do casal Durval Filho e Stella Maris de Souza recebeu novo convite para participar de tal provinha. “Desta vez
eu peguei emprestado um animal melhor”,
conta Neto, referindo-se a Vênus AF (Tiny’s
Over AF x Canela Comum), égua que lhe foi
presenteada pelo pai. “O início no esporte é
complicado para todos os atletas e comigo
não foi diferente. Meu pai não gostava muito de cavalos, por isso tive que convencê-lo a
comprar a Vênus”, recorda Neto. “Mas ao ver
que meu envolvimento com as provas equestres se acentuou, ele começou a me apoiar
incondicionalmente”.
Dali em diante, o cavaleiro passou a competir
em eventos da RJQM (Associação de Criadores de Cavalo Quarto de Milha do Estado do
Rio de Janeiro), sendo recompensado com
muitas alegrias e vitórias. Com o passar do
tempo, o jovem foi concretizando uma carreira vitoriosa, sagrando-se onze vezes Cam-
150
peão Estadual e Tri-campeão Nacional em
Seis Balizas pela ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha)
- 2001, 2002 e 2006. Este ano, ele venceu as
competições de Potro do Futuro de Tambor,
na categoria Amador, da NBHA Brazil e do
Ability. “Competir é prazeroso, mas vencer
é ainda mais empolgante. As modalidades
Tambor e Baliza me agradam pela adrenalina
que sinto ao competi-las”.
Qual a semelhança entre os treinadores André Coelho e Miguel Dias? É fácil. Ambos são
profissionais consagrados e com carreiras brilhantes, repletas de conquistas. Os dois são
exemplos para Durval Neto. “Eu os admiro.
André é diferenciado, destaca-se pelo profissionalismo. E o Miguel, em minha opinião, é o
melhor competidor do Brasil”.
Com formação acadêmica em Administração de Empresa, cursando MBA em Gestão
Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, o
mineiro procura treinar ao menos duas vezes por semana no Rancho 3D, propriedade
de sua família. Lá, ele recebe orientação do
treinador José Aparecido Pereira. Dentre as
feras que o rapaz de 23 anos monta, os mais
premiados são Angolano Beaver CV (Playboys
Goldust x Candy San Badger), Beaver Love 3D
(Angolano Beaver CV x Entry Love ATS), Breacking Times 3D (Angolano Beaver CV x Rope
Burner FM) e Guest Winner CV (Playboys Goldust x Candy San Badger).
“Meu caminho nas pistas de Tambor e Baliza
é abençoado por Deus. Sempre agradeço a
Ele pelas minhas vitórias”, diz o cavaleiro, que
também é grato aos pais: “eles sempre estão
presentes em minha vida, nos bons e nos
maus momentos”. Encerrando o bate-papo,
ele se recorda do avô, responsável por lhe
apresentar ao mundo do cavalo. “Ele não mediu esforços para realizar meus sonhos”.
PERFIL
Foto Beto Negrão
Nome:
Itamar Marques da Silva
Natural de:
Paranavaí/PR
Reside em:
Botucatu/SP
Data de nascimento:
15 de dezembro de 1977
152
C O M P ET I DO R AB ERTA
Itamar Marques da Silva
S
Serenidade nas palavras e tranquilidade
nas atitudes. O jeito pacato do treinador
da Fazenda Espelho D’Água (Botucatu/SP)
fica perceptível logo que começa a conversa com a equipe da revista Tambor & Baliza.
Nascido e criado em Paranavaí, cidade localizada na região Noroeste do Paraná, Itamar
Marques da Silva é o filho mais velho do casal Gildemar e Aparecida. Desde pequeno,
ele teve ligação com os animais, pois quando criança costumava montar a cavalo no
sítio do avô materno, Joaquim Pedro.
Em 1994, Itamar foi atrás de seu sonho, tornar-se treinador de cavalos. “Foi o ponta pé
para minha carreira”, afirma o cavaleiro, que
começou como enfermeiro no Haras Três
Fronteiras, situado em sua cidade natal. Depois, trabalhou na Fazenda Maravilha, na
cidade mineira de Bom Jesus do Amparo.
“
Em 2003, Itamar trabalhou durante seis meses com Ronildo Morais, no Haras Jaguary,
em Jaguariúna/SP. “Ronildo é um mestre.
Ele conhece tudo de Tambor e Baliza”. Tempos depois, o jovem cavaleiro iniciou como
auxiliar no Centro de Treinamento do Victor Amaury, então localizado em Sorocaba,
também no interior paulista.
No dia 05 de janeiro de 2007, Itamar Marques da Silva começou a trabalhar na Fazenda Espelho D’Água, onde estreou como
treinador. “Fazer cavalos para os outros é
recompensador. Exige habilidade e demanda tempo. Formar conjuntos sincronizados
é como vencer duas vezes”, fala o rapaz,
que foi indicado para tal função pelas amigas Bruna e Rose Tedesco.
Em suas recordações, ele tem na lembrança o alazão Filito 2F (Shady Leo x Bianca EB
”
Fazer cavalos para os outros é recompensador.
Exige habilidade e demanda tempo. Formar conjuntos
sincronizados é como vencer duas vezes
“Continuei na enfermagem, aproveitando
para aprender com todos os profissionais
com os quais trabalhei”.
Já havia passado três anos dessas experiências profissionais, quando Itamar se mudou
para Papucaia, no Rio de Janeiro, a fim de
se juntar à equipe da Clínica Veterinária do
Dr. Flávio Tavares. Bem em frente ao estabelecimento se localiza o Haras Terra Ramos,
onde trabalhava o treinador Paulo Giovani,
que acabou se tornando um grande amigo.
“Ele me apresentou o Tonhão (Antônio Barbosa) que, por sua vez, convidou-me para
ajudá-lo no Rancho Ubatã, na cidade carioca de Maricá”, recorda.
Durante cinco anos, Itamar seguiu os passos de Tonhão, treinador que até hoje admira e tem como exemplo. Com o amigo,
ele foi trabalhar também no Haras Floriano
Varejão, na cidade de Aimorés, divisa entre
os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
“Não desperdicei nenhuma oportunidade
que me foi oferecida. Com força de vontade, eu fui construindo minha carreira”.
33), animal que montava no Rancho Ubatã.
Agora, o treinador fala com amor de dois
pupilos: Cash Fly Doc (Signed To Fly x Miss
Cash Bid) - “meu trabalho ganhou destaque depois que o Cash começou a vencer
provas importantes”, e a potra Cool Baby
do EDA (Picasso Toll x HI Baby Bye) - “ela
está atrasada, mas aposto em seu potencial
para as competições do ano que vem”.
Itamar diz que não fica cansado com o serviço. “Gosto muito do que faço. E tudo que é
feito com paixão é gratificante”. Mesmo assim, quando há um tempinho livre, ele vai
pescar na lagoa da fazenda. Também gosta
de churrasco, de preferência, em companhia dos amigos e ouvindo uma moda de
viola. “Estou sempre querendo aprender. E
a busca por conhecimento nunca acaba”,
finaliza o rapaz de sorriso fácil, que agradece às pessoas queridas, que acreditaram
em sua competência, em especial à equipe
da Fazenda Espelho D’Água. “Lá, não somos
um simples time. Somos uma família”.
153
PERFIL
Foto Beto Negrão
Nome:
Juliana Almeida Theodoro
Natural de:
Adolfo/SP
Reside em:
São Paulo/SP
Data de nascimento:
12 de maio de 1990
154
C O M P ET I DO R FEMI NI NO
A
Juliana Theodoro
Aos 19 anos de idade, Juliana Almeida Theodoro é sinônimo de valentia. Determinada
a superar o antigo medo de andar a cavalo,
a paulista de Adolfo (a 468 quilômetros da
capital) viu a oportunidade de quebrar tal
cisma há quatro anos, quando teve coragem
de participar de uma cavalgada que aconteceu em sua cidade natal. “Sabe aquela frase:
é agora ou nunca? Pois então. Foi o que passou pela minha cabeça”, recorda Juliana, que
numa demonstração de força de vontade
montou pela primeira vez.
Nesta época, a menina conheceu Carina
Ayres, mãe dos competidores de Três Tambores e Seis Balizas, João Pedro e Mariana. A
partir desta amizade, Juliana começou a se
interessar pela equitação, passando a treinar em Mendonça, cidade próxima a Adolfo, onde a família Ayres reside e mantém o
“
Três anos após dar os primeiros passos na
modalidade, Juliana conquistou prêmios
importantes, como o 1º lugar no Rio Preto
Country Bulls e a vitória no rodeio de Monte
Aprazível. Em 2009, ela também foi 5º lugar
na Festa do Peão de Boiadeiro de Americana, e segunda colocada na Copa Campeão
dos Campeões da ABQM. Sobre este último
desempenho, ela comentou: “fiquei muito
feliz. Eu e a Vanity fizemos 18s096, um tempo muito bom para a pista”.
Atualmente, a competidora reside em São
Paulo, onde cursa Administração na ESPM
e só retorna a Adolfo aos finais de semana,
quando segue para a Estância Sobradinho
para ter aulas com os treinadores José Milton e Valter Novaes, o Japonês. “Em certos
períodos que a faculdade demanda mais
atenção e dedicação, eu costumo ir às pro-
”
Com o passar do tempo, eu fui pegando gosto
pela prova de Tambor e, sem perceber, entrei para o
time dos apaixonados pela modalidade
haras que prepara animais para as competições. “Eu não gostava de Tambor, comecei a
praticá-lo mais pelo incentivo dado por meu
pai, João Theodoro, do que por vontade própria”, revela a competidora. “Com o passar do
tempo, eu fui pegando gosto pela prova e,
sem perceber, entrei para o time dos apaixonados pela modalidade”.
Em 2006, Juliana participou de sua primeira
competição, na cidade de Promissão. “Como
não tinha experiência, não fiz boa apresentação”. Sempre dando apoio à filha, João e a
esposa, Fernanda Maria Theodoro, presentearam a garota com uma égua da raça Quarto
de Milha, Vanity Trouble ZD (Mr. Trouble FF x
It’s a Girl). “Tenho enorme carinho por ela. Vanity é linda”, derrete-se a jovem, que hoje também compete com a Paint Horse, Cherokee
Times ZD (Cherokee Indian x Sandy Time ZD).
Determinada, a amazona se esforçou nos
treinamentos e, ainda em 2006, conquistou
o primeiro lugar, no rodeio de Mendonça. “Foi
muito gostoso. Em pouco tempo de montaria, eu já experimentava o sabor da vitória”.
vas sem treinar. Acabo disputando na raça
mesmo”, confessa.
A garota de fibra não se incomoda com a
fase corrida que está vivendo. São muitas
viagens da capital paulista até a sua casa.
Mas vale a pena, porque é em seu lar que ela
encontra o carinho dos pais e do irmão, Gustavo. “Logo irei colher a recompensa de todo
meu esforço”, diz Juliana, com convicção de
mulher madura. Ao invés de competir, a futura administradora poderia aproveitar os
finais de semana para descansar, porém ela
nem cogita tal possibilidade. “Participar das
provas é um prazer para mim. E tudo fica
melhor quando consigo vencê-las”.
É para as pessoas queridas, que Juliana deixa o agradecimento final: “estou curtindo
demais esta nova fase da minha vida. Para
tanto, preciso manter atividades que me façam feliz, entre elas, curtir os amigos e a família”. Para encerrar, ela ainda fala: “competir
é bom, vencer é melhor, receber tanto amor
e carinho é melhor ainda. Obrigado àqueles
que sempre estão ao meu lado”.
155
PERFIL
Foto Beto Negrão
Nome:
Vitória Caroline Gohr
Natural de:
Joinville/SC
Reside em:
Joinville/SC
Data de nascimento:
10 de agosto de 1992
156
C O M P ET I DO R J OVEM
J
Vitória Gohr
Julho de 1998. De malas prontas, o casal
Club, nos Estados Unidos.
Edson Roberto Gohr e Andrea Muller (i.m.)
“É bom ter garra e coragem para seguir bata-
seguiu com as filhas Vitória e Fernanda
lhando e treinando, sempre visando melho-
para a Fazenda Parque Hotel, localizada
res resultados”. Incansável, a jovem é adepta
na cidade de Gaspar, em Santa Catarina.
a uma rotina com variados esportes: tênis,
“Sempre amei atividades radicais, então,
surfe, bike, futsal. “Eu também frequento a
logo topei fazer trilha a cavalo”, conta Vitó-
academia de ginástica”. Ufa, aja fôlego! Vitória
ria, relembrando o prazeroso passeio em
mostra seu estilo “camaleão”, revelando que
família. Durante os quatro dias de viagem,
adora tocar guitarra e violão, além de par-
Vi não saiu de perto dos animais. “Foi pai-
ticipar de competições de motocross. Toda
xão à primeira montada”, brinca.
essa agitação é benéfica para as competições
Assim, o pai de Vitória começou a incentivá-la.
equestres. “Em casa, nós mantemos o preparo
Aos oito anos de idade, Edson a levou ao Ha-
físico em qualquer época do ano, não apenas
ras Rancho da Serra, em Curitiba/PR, para que
em véspera de prova”.
ela conhecesse as modalidades Tambor e Ba-
Aluna do 3º colegial, a loira de 17 anos de ida-
liza. Mostrando habilidade acima do normal, a
de se dedica com afinco a tudo que se propõe
menina logo começou a competir.
a fazer. “Uma boa vida social é importante
“
”
É bom ter garra e coragem para seguir batalhando
e treinando, sempre visando melhores resultados
“Meu professor e meu grande amigo. Um cui-
para o bem-estar do atleta, cuja estabilidade
dava do outro em pista”, diz Vitória ao se re-
psicológica é indispensável para boa concen-
cordar do primeiro animal, Murilo Bill (sem re-
tração em pista”, fala a sábia Campeã.
gistro). “Com ele, ganhei mais de 120 troféus.
De espírito aventureiro, a amazona é fã do
Para muitos, ele era apenas um cavalo campei-
treinador Vágner Simionato. “Fui aluna dele
ro, mas para mim era um grande Campeão”. O
por um período e, mais do que títulos, ele
velho parceiro continua ensinando crianças
me proporcionou muitos aprendizados”. Sob
em provinhas regionais no Sul do País. “Ele é
orientação de Váguinho, ela venceu o Con-
meu amor terno”, diz a competidora.
gresso da Associação Brasileira de Criadores
Hoje em dia, a simpática catarinense monta
de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), em 2003,
no Centro de Treinamento Farol, em sua cida-
em Seis Balizas Jovem Principiante, com a ala-
de natal. Lá, ela recebe orientação de Edson da
zã Tammy Rose Times (Trouble Two Times x EF
Silva “Farol”, que a treina com os animais Bre-
Tammy Shady).
no Okie DC (Almost Dockie MS x Varsóvia PI) e
“Agradeço ao nosso criador Deus pelo que
Raio Streak MA (Huracan Streak x Candy Cat).
conquistei em minha vida”. Em seguida, Vitó-
A brilhante trajetória de Vitória, já proferida
ria faz questão de agradecer aos patrocínios
em seu nome, é comprovada pela vasta quan-
que recebe da Rede de Postos Veneza, do Co-
tidade de títulos conquistados. Ela ganhou
légio Positivo, do Tony Hair e da Casa da Sela.
Campeonatos Nacionais e Pan-americanos da
“Sou muito grata também ao Edson Farol”,
raça Appaloosa. Em 2005, foi Vice-campeã em
finaliza a catarinense, que hoje já não é mais
Seis Balizas no Mundial da Appaloosa Horse
menina. Tornou-se uma linda mulher.
PERFIL
Foto Beto Negrão
Nome:
Keila Suelen Aparecida de Mendonça
Natural de:
São José dos Campos/SP
Reside em:
São José dos Campos/SP
Data de nascimento:
17 de novembro de 1997
158
C O M P ET I DO R J ÚNI O R
F
Keila Mendonça
“Filha de peixe, peixinho é”. O dito popular é ideal para definir Keila Mendonça,
filha mais velha de Helena dos Santos e
do treinador Rogério Mendonça. Nascida no município paulista de São José
dos Campos, a garota de 12 anos de
idade foi acostumada a cavalgar desde
quando era bebê. “Minha mãe conta
que com alguns meses de nascida eu já
ficava no colo do meu pai em cima dos
cavalos”, relata.
Precoce, com quatro aninhos ela já montava sozinha. Sempre contando com o
incentivo do papai Rogério, Keila começou a treinar para as provas aos sete. “Foi
um interesse natural, afinal, eu cresci
observando e admirando o trabalho do
meu pai”.
Com o alazão Looking Par (Night Warrior
“
cou 17s568, com Play Ruler JA. O ano de
2009 tem sido brilhante para a competidora, que também foi Campeã em Seis
Balizas Júnior 1D pela NBHA Brazil/APTB.
A garota costuma ir às provas acompanhada da irmã caçula, Larissa, com
quem adora brincar. “Pegar estrada para
as competições fica mais divertido em
companhia dela, que além de irmã, é
uma grande amiga”.
Boa aluna, a menina cursa a 5ª série. “Durante a manhã, eu estudo normalmente,
mas ao chegar em casa, entro em outro
mundo, muito mais sertanejo”, brinca
Keila, que reside no Centro de Treinamento Rogério Mendonça, em São José
dos Campos. “Não posso ficar longe de
casa por muitas horas porque sinto saudade dos cavalos”. No período da tarde
”
Conhecer as modalidades Tambor e Baliza
foi o melhor presente que eu poderia
ter ganhado de Deus
HG x Beauty From Sanbento), a competidora fez suas primeiras apresentações em
pista. “Ele é um grande amigo, pois me
ensinou tudo que sei. Com benevolência,
Looking foi meu melhor professor”.
Atualmente, a amazona compete com
Dark Moon Badger (Moon Badger TMR
x Mary Star JB) e Play Ruler JA (Makin a
Play x Play Even JA). E foi no Campeonato
Nacional da ABQM (Associação Brasileira
de Criadores de Cavalo Quarto de Milha) deste ano que Keila diz ter feito sua
melhor prova, quando terminou em 3º
lugar em Três Tambores Jovem (11 anos
ou menos). “Montei a Play Ruler. Ela trabalhou bem demais. Ser recompensada,
a cada prova, com novas conquistas em
pista é uma grande felicidade para mim”.
O melhor tempo de Keila no Tambor
aconteceu meses depois, em agosto,
durante a 1ª Etapa da I Copa Amigos
do Tambor, na Fazenda Nossa Senhora
de Lourdes, em Jaguariúna/SP. Ela mar-
ela ajuda o pai no trato com os animais e
depois treina.
Keila vive o sonho de muitos competidores: ter uma pista de Tambor bem no
quintal de casa. “É gostoso, pois treino
todos os dias”. E com o apoio do pai, incentivos não lhe faltam. “Se estou preguiçosa, ele logo me anima. Meu pai é o
máximo. Sou a maior fã dele”.
O vínculo de Keila com os animais não
se resume aos equinos. Ela tem como
bicho de estimação uma gatinha chamada Meg. “Passo horas e horas ao lado
dela, que é dengosa e fofa demais”, fala
a menina.
Keila Mendonça agradece à família e aos
amigos que torcem por ela, bem como
à grande equipe que a acompanha nas
competições. Nestes doze anos de vida,
a competidora conta o que mais gostou
de vivenciar: “conhecer as modalidades
Tambor e Baliza foi o melhor presente
que eu poderia ter ganhado de Deus”.
L A N Ç A M E N TOS
Guabi no Nordeste
Com novo empreendimento, a tradicional empresa
visa crescimento na produção e no faturamento com inovações para os clientes
I
Investimento de R$ 50 milhões. Como parte do projeto de expansão da empresa, o Grupo Guabi anunciou
a aquisição da BRFISH Tilápia – indústria de ração para aquacultura. A área de 60 mil m² está localizada
em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, e possui capacidade de produção de 1,5 mil toneladas por mês.
Agora, o Grupo Guabi passa a ser composto por oito unidades fabris. Além da nova filial cearense, tem
atuação em Campinas/SP, Bastos/SP, Sales de Oliveira/SP, Pará de Minas/MG, Anápolis/GO, Goiana/PE e
Além Paraíba/MG.
A Guabi exporta para mais de trinta países. Com portfólio composto por 430 produtos é considerada
uma das maiores produtoras de rações do País, atuando em todos os segmentos.
A expectativa de fechamento anual em 2009 é de R$ 470 milhões, aumento de 7% em relação ao ano
passado. “Só não houve ascensão maior devido à crise financeira mundial, no primeiro semestre. Acreditamos no Brasil e visamos mais investimentos”, diz Francisco Olbrich, vice-presidente de Inovação e
Novos Projetos.
As inovações da Guabi seguem por todo o País. Em Anápolis/GO foi concluído, em setembro, a ampliação da fábrica local para aumentar a produção da linha de ração comercial. E no segundo semestre de
2010 haverá a inauguração da nova fábrica destinada para rações comerciais em Goiana/PE.
Para conferir as novidades da Guabi acesse www.guabi.com.br.
160
161
Prosas e
Causos
Papai e Mamãe
Atiraram tanta pedra em meu caminho
que com elas eu consegui o meu altar.
A Lei Divina manda só fazer o bem
para os inimigos no altar eu vou rezar.
Para aqueles que só sabem jogar pedra
como resposta, peço para Deus perdoar.
Quem tiver noventa e nove
mora na casa dos cem.
Aceite o que Deus lhe deu,
mas não tire nada de ninguém.
Não devemos ser importante
com a importância que não se tem.
O trabalho desonesto não merece parabéns.
No campo da liberdade
poucos vão passar no teste.
Quem achar que estou errado
eu aceito que me conteste.
No palanque de Aroeira
touro bravo não investe.
Ajudar o nosso irmão é Lei do Divino Mestre.
Quem tem papai e mamãe
nada lhe falta na vida.
Papai é um Deus na terra
e mamãe uma santa querida.
Eu, porém, já perdi nesta vida
os meus queridos pais.
Mesmo assim, não lastimo o destino
porque Deus sempre sabe o que faz.
E aqueles que também perderam
não lastime a sorte a sós.
Ofereça uma prece para Deus
que do céu Ele roga por nós.
*Marcão Toledo é um dos mais respeitados
treinadores de cavalos da história do
Quarto de Milha no Brasil.
Envie seus Causos, Versos e Poesias para o e-mail abaixo:
[email protected]
162
Foto ilustrativa
163
164
165
CALENDÁRIO
de Tambor e Baliza
M A R ÇO 2 0 1 0
FEVEIRO 2010
JANEIRO 2010
DEZ. 2009
Confira abaixo os principais eventos do País
166
Data
Evento
Local
Contato
12
Tambor & Baliza Natalino
Rancho do Cavalo
Mairinque/SP
João Fernandes
(11) 9620-0108
(11) 9934-8101 - (11) 9916-3484
15 a 17
1ª Clínica de Três Tambores
com Kenny Knowlton
Rancho Bonanza
Guararema/SP
Rafael Simões
(11) 7236-1986
(11) 8152-1570 - (44) 9982-7493
16 e 17
2ª Copa André Coelho de Tambor & Baliza
(1ª Etapa do II Campeonato da NBHA Brazil/Maranhão)
Haras 4 Irmãos
Raposa/MA
[email protected]
30
3ª Etapa da I Copa Amigos do Tambor
Fazenda Nossa Senhora de
Lourdes Jaguariúna/SP
www.lwagricola.com.br
05 a 07
3ª Etapa do XVI Campeonato do NBQM
Recinto Mello Morais
Bauru/SP
www.nbqm.com
27
3ª Etapa do II Campeonato da NBHA Brazil/
Regional Oeste
Haras Jaguary
Jaguariúna/SP
www.regionaloeste.com.br
05 a 07
2º Grand Prix Haras Raphaela
Haras Raphaela
Porto Feliz/SP
www.harasraphaela.com.br
06 e 07
2ª Etapa do II Campeonato da NBHA Brazil/
Maranhão
Haras Onorato
Paço do Lumiar/MA
[email protected]
13 e 14
3ª Etapa do III Campeonato da NBHA Brazil/
Paraná
Rancho Faria
Apucarana/PR
www.nbha-pr.com.br
20
4ª Etapa da I Copa Amigos do Tambor
Haras Jaguary
Jaguariúna/SP
www.lwagricola.com.br
26 a 28
4ª Etapa do XVI Campeonato do NBQM
Recinto Mello Morais
Bauru/SP
www.nbqm.com
26 a 28
3ª Etapa do VII Campeonato da ANTT
Pq. Benedito Hignácio Ribeiro
Colorado/PR
www.antt.org.br
MAIO 2010
ABRIL 2010
MAR. 2010
Data
Evento
Local
Contato
26 a 28
2ª Etapa do Campeonato Estadual 2009/2010
da RJQM
A definir
www.rjqm.com.br
03
3ª Etapa da II Copa União
de Tambor e Baliza
C.T. “L.F.” (Univap)
São José dos Campos/SP
(12) 3652-4117
[email protected]
03 e 04
3ª Etapa do II Campeonato da
NBHA Brazil/Maranhão
Haras 4 Irmãos
Raposa/MA
[email protected]
10
4ª Etapa do II Campeonato
da NBHA Brazil/Regional Oeste
A definir
www.regionaloeste.com.br
20 a 25
Congresso Brasileiro de Trabalho
e Conformação da ABQM
A definir
www.abqm.com.br
07 a 09
3ª Etapa do Campeonato Estadual 2009/2010
da RJQM
A definir
www.rjqm.com.br
15
5ª Etapa do II Campeonato da
NBHA Brazil/Regional Oeste
A definir
www.regionaloeste.com.br
22
4ª Etapa da II Copa União
de Tambor e Baliza
C.T. André Coelho
Caçapava/SP
(12) 3652-4117
[email protected]
22 e 23
4ª Etapa do III Campeonato da
NBHA Brazil/Paraná
A definir
www.nbha-pr.com.br
28 a 30
Prova da NBHA Brazil
A definir
www.nbhabrazil.com.br
28 a 30
4ª Etapa do Campeonato Estadual 2009/2010
da RJQM
A definir
www.rjqm.com.br
29 e 30
4ª Etapa do II Campeonato
da NBHA Brazil/Maranhão
CT Chácara Valente
Paço do Lumiar/MA
[email protected]
Atenção organizadores de prova: este é o Calendário de Tambor e Baliza. Divulgue seu evento gratuitamente.
Envie-nos e-mail com todas as informações para • [email protected]
*As informações contidas nesta seção são de responsabilidade dos organizadores. Datas e locais dos eventos estão sujeitos à alterações. Informe-se.
167
CLASSIFICADOS
168
Animais, Produtos e Serviços
169
170

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