Algumas observações sobre os provérbios meteorológicos

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Algumas observações sobre os provérbios meteorológicos
Algumas observações sobre os provérbios meteorológicos portugueses
Lucília Chacoto
(Universidade do Algarve)
[email protected]
Os provérbios meteorológicos são considerados por alguns paremiólogos como uma
classe à parte por apresentarem propriedades particulares, isto é, características próprias
que os demarcam das restantes parémias.
Efectivamente, estes enunciados têm, muitas vezes, um uso restrito a uma determinada
área geográfica, uma vez que o clima é um factor determinante para o seu uso.
A globalização, por um lado, ao facilitar a transmissão de saberes e ao generalizar o seu
uso, e, por outro, as mudanças climáticas que estão a atingir todo o globo terrestre, são
dois aspectos que não podem nem devem ser negligenciados no que concerne aos
provérbios meteorológicos.
Estarão os provérbios meteorológicos a sofrer adaptações para darem conta das
mudanças climáticas? Ou, dito de outra forma, a mudança climática é visível nos
provérbios meteorológicos?
Dado que fornecem conselhos úteis para o cultivo da terra, estarão os provérbios
meteorológicos em risco de desaparecimento com os movimentos migratórios das
populações para os grandes centros urbanos?
Amiudadas vezes se consideram os provérbios como enunciados marcados pela
misoginia. Estará o feminino marcadamente ausente dos provérbios meteorológicos,
uma vez que concernem as actividades quotidianas, nomeadamente a agrícola e a
piscatória? Ou reflectem estes enunciados a supremacia do masculino e a
desvalorização do papel feminino nas tarefas diárias?
O objectivo deste pequeno trabalho é, a partir da análise de um corpus de provérbios
meteorológicos portugueses, tentar responder a estas e outras questões.
Algunas observaciones sobre los refranes meteorológicos portugueses
Lucília Chacoto
(Universidade do Algarve)
[email protected]
Los refranes meteorológicos son considerados por algunos paremiólogos como una
clase aparte por presentar propiedades particulares, es decir, características propias que
los distinguen de las demás paremias.
Efectivamente, estos enunciados tienen, muchas veces, un uso restringido a una
determinada área geográfica, desde el momento en que el clima es un factor
determinante para su uso.
La globalización, por un lado, al facilitar la transmisión de conocimientos y al
generalizar su uso, y, por otro lado, los cambios climáticos que están alcanzando a todo
el globo terráqueo, son dos aspectos que no pueden ni deben descuidarse en el ámbito
de los refranes meteorológicos.
¿Estarán los refranes meteorológicos sufriendo adaptaciones para dar rendida cuenta de
los cambios climáticos? O, dicho de otra manera, ¿acaso el cambio climático es visible
en los refranes meteorológicos?
Puesto que nos ofrecen consejos útiles para el cultivo de la tierra, ¿Estarán los refranes
meteorológicos en peligro de extinción con los movimientos migratorios de los pueblos
hacia las grandes urbes?
A menudo, los refranes se consideran enunciados marcados por la misoginia. ¿Estará el
femenino marcadamente ausente de los refranes meteorológicos, teniendo en cuenta que
estos conciernen a las actividades cotidianas, particularmente la agrícola y la relativa a
la pesca? ¿O acaso reflejan estos anunciados la supremacía del masculino y la
desvalorización del papel femenino en las tareas diarias?
El objetivo de este pequeño trabajo es, a partir del análisis de un corpus de refranes
meteorológicos portugueses, intentar responder a estas y a otras cuestiones.