nem sempre é chatice, pode ser a síndrome do pânico

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nem sempre é chatice, pode ser a síndrome do pânico
NEM SEMPRE É CHATICE, PODE SER A SÍNDROME DO PÂNICO
SILVA, A. K. V.; SILVA, R. F. V.
RESUMO
O tema é Síndrome do Pânico, cujo problema pode levar a pessoa a pensar que
está louca. Justifica-se por ser importante para os profissionais da educação,
professores, gestores, psicopedagogos e pedagogos que atuam na escola e
precisam se manter informados para entender os diversos tipos de alunos que
frequentam seus bancos. Para que estes adquiram mais informações que
poderão somar aos seus conhecimentos no atendimento aos alunos com os
sintomas e diagnóstico de Síndrome do Pânico. É uma pesquisa bibliográfica,
fundamentada em livros, artigos e reportagens de autores consagrados e
estudiosos sobre o tema tais como: Kaplan (1999), Manfro (2002), Pessoa (2008),
Abreu (2011) e outros que ajudaram a concluir que Os ataques de pânico levam
os sujeitos ao sofrimento pela incapacitação aos gastos exagerados com
remédios e exames, por isso é muito importante o diagnóstico precoce dessa
doença.
Palavras – Chave: Desequilíbrio físico e emocional. Sintomatologia. Diagnóstico.
ABSTRACT
The theme is Panic Disorder, whose problem can cause a person to think you're
crazy.
Justified to be important for education professionals, teachers,
administrators, psychologists and educators working in school and need to stay
informed to understand the different types of students attending their banks. For
that they acquire more information that may add to their knowledge in serving
students with symptoms and diagnosis of Panic Disorder. It is a literature search,
based on books, articles and reports by renowned authors and scholars on the
subject such as Kaplan (1999), Manfro (2002), Person (2008), Abreu (2011) and
others who helped to conclude that The panic attacks lead to suffering for the
incapacity subject to overspending with medicines and tests, so it is very important
to the early diagnosis of this disease.
Keywords: Physical and emotional imbalance. Symptoms. Diagnosis.
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem por objetivo identificar as perdas pessoais e sociais do
sujeito com o desequilíbrio físico e emocional conhecido como Síndrome ou
Transtorno do Pânico. Consta de uma pesquisa bibliográfica realizada por meio
de leituras voltadas para a solução da questão escolhida, se caracteriza pela
busca nas obras de autores, nesse caso Kaplan (1999), Pessoa (2008), Abreu
(2011) e outros. A pesquisa bibliográfica ou revisão de literatura explicitada por
Mattos, Rosseto Júnior e Blecher, (2004) é aquela em que o pesquisador utiliza
livros, revistas, artigos, jornais e pesquisas virtuais para elaborar o trabalho
apresentado.
2.0
CONHECER PARA ENTENDER A SÍNDROME DO PÂNICO
2.1
Breve Histórico
A Síndrome ou o Transtorno do Pânico é uma doença grave, que causa
prejuízos sociais ao doente atrapalhando sensivelmente seu convívio com
familiares e no trabalho. Nos anos 80, essa síndrome foi perfilhada pela
psiquiatria e hoje segundo o DSM-IV, Manual diagnóstico e estatístico de
transtornos mentais (2002), a Síndrome do Pânico abrange cerca de 2% da
população do planeta.
Chama-se de distúrbios porque ela se instala no corpo e no psíquico de
quem sofre de ansiedade, não tem pessoa que tenha essa patologia que não seja
ansiosa. Sabe-se que é uma doença é uma doença incurável, mas que pode ser
controlada e o seu portador viver uma vida considerada normal dentro dos
padrões da sociedade (SAKABE, 2002).
2.2
Principais Sintomas
As crises de pânico geralmente incluem ansiedade pela situação em que é
difícil de enfrentar como escapar do meio de uma multidão ou sair rapidamente de
dentro de um ônibus. Por medo de estar sozinha e ter outro ataque, enfim, a
pessoa com Síndrome do Pânico vive constantemente com medo.
Pessoa (2008) explicita que, a síndrome do pânico é uma sensação tão
devastadora que a partir da primeira vez que o sujeito sente os sintomas ele
passa a ter medo de senti-los outra vez. Esse medo tão forte mina sua confiança
e enfraquece sua mente dando chance para que ocorram novos ataques.
2.3
Como Realizar Diagnóstico
O diagnóstico deve ser pautado nos critérios elaborados de acordo com o
Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais (DSM-IV) da Associação
Psiquiátrica Americana: nos itens para identificar ataques de pânico recorrentes e
inesperados.
É importante que se faça um diagnóstico diferencial, pois seus sintomas
coincidem com os de diversas moléstias orgânicas e/ ou psiquiátricas como
recomenda o manual (DSM IV, 1995). Esse tipo de diagnóstico pode ser feito por
meio de anamnese, análise clínica e laboratorial.
2.4 Comorbidades da Síndrome do Pânico
Rangé e Bernik (2001) apresentam estatísticas interessantes sobre as
moléstias em comorbidade com a síndrome do pânico. Como se observa no
quadro a seguir:
Quadro 01- Comorbidades da Síndrome do Pânico e a porcentagem de sujeitos
afetados.
Comorbidades
Porcentagem
Transtorno de Ansiedade Generalizada
25%
Fobias Específicas
30%
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)
10%
Transtorno Depressivo Maior
De 50 a 65%
Alcoolismo
De 20 a 30%
Agorafobia
90%
Fonte: Montagem segundo Rangé e Bernik (2001).
A depressão, a ansiedade, as fobias específicas e o alcoolismo ocorrem
em porcentagem mediana, apesar de ser significativa. Mas, a depressão ou
transtorno depressivo maior afeta mais da metade dos sujeitos acometidos de
síndrome do pânico. Entretanto, a preocupação maior é com a agorafobia que
acomete 90% dos portadores síndrome do pânico. Uma das características da
agorafobia é provocar nos sujeitos sindrômicos o medo de contado com lugares
abertos e pessoas deixando-os isolados e confinados em suas casas (RANGÉ e
BERNIK 2001; PESSOA, 2008).
2.5
As Perdas Causadas Pela Síndrome do Pânico
Uma das mais importantes perdas sociais de uma pessoa com síndrome
do pânico está na relação com o trabalho. Associada ao medo de novas crises a
agorafobia deixa o sujeito sindrômico inquieto, com tendência ao isolamento e
medo do contato cm muita gente (ABREU, 2011).
Outra questão importante a se discutir é a dificuldade de socialização e o
desgaste da convivência conjugal e familiar. A inconstância generalizada e as
reclamações do sujeito doente com síndrome do pânico deixam os cônjuges e os
parentes estressados e sem paciência induzindo às constantes discussões,
muitas vezes rompimento de relações familiares e até separações conjugais
(STOPPE JÚNIOR e CORDAS, 2001).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao terminar este trabalho pode-se afirmar que entre os problemas mais
frequentes dos distúrbios psiquiátricos, boa parte dos doentes são portadores da
Síndrome do Pânico. Os sujeitos atacados por esta síndrome apresentam
complicações e sequelas decorrentes dos ataques de pânico. Às vezes têm
despesas excessivas com profissionais da medicina, especialistas e exames
secundários que nem sempre são necessários.
Acredita-se que a maioria dos casos de síndrome do pânico não seja
reconhecida, diagnosticada ou tratada de modo correto. Devido esses fatos o
diagnóstico dessa doença não pode ser feito somente pelo médico ou pelo
psiquiatra; é necessária a sondagem por mais de um segmento profissional
inclusive pelos recursos laboratoriais.
REFERÊNCIAS
ABREU, M.: Atendimento Psicológico nas abordagens: Terapia CognitivoComportamental – Psicanálise. Gestalt. Terapia Centrada no Cliente – Adultos,
adolescentes, crianças, casais, grupos. Interlagos - S. Paulo, 2011
DSM-IV - Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5ª ed.
Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.
DSM-IV – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª ed.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
MATTOS, M. G.; ROSSETO JÚNIOR, J.; BLECHER, S.: Teoria e prática da
metodologia da pesquisa em educação física: construindo seu trabalho
acadêmico: monografia, artigo científico e projeto de ação. São Paulo: Phorte,
2004
NUNES, P.; BUENO, R.: Psiquiatria e saúde mental: conceitos clínicos e
terapêuticos fundamentais. São Paulo: Atheneu, 2000.
PESSOA, M. T. G. B.: A terapia transpessoal no tratamento da síndrome do
pânico. Salvador: Instituto Superior de Ciências da Saúde, 2008.
RANGÉ, B.; BERNIK, M. A.: Transtorno de Pânico e Agorafobia. In: Range, B.
(Org.) Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais – Um Diálogo com a Psiquiatria.
Porto Alegre: Artmed. 2001.
STOPPE JÚNIOR, A.; CORDAS, T. A.: Síndrome do pânico. Revista Brasileira
de Medicina, São Paulo, v.58, n.7, p.475-479, jul/2001.
TORRES, A. R.; CREPALDI, A. L.: Transtorno do pânico e a hipocondria.
Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v.24, n.3, p.145,146, set./ 2002.

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