Os trovadores levam poesia à Usina Cultural

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Os trovadores levam poesia à Usina Cultural
Os trovadores levam poesia à Usina Cultural
Linaldo Guedes
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A noite desta terça-feira, 15, será de poesia em João Pessoa. É que
Usina Cultural da Energisa receberá, a partir das 20 horas, o grupo
Frente Trovadora, de Alagoa Grande. O grupo compôs um
espetáculo com interpretações de catorze poemas de Felipe
D'Castro. A noite será aberta pelo violonista Jaelson Farias. A
entrada custa R$ 5,00. A organização é de Maria Hawley.
O grupo Frente Trovadora promove um diálogo entre a literatura e
outras linguagens artísticas, como forma de incentivar a leitura de
textos poéticos através de uma proposta que provoca no público
uma interação artístico-cultural imediata.
No formato sarau poético-artístico, o grupo trabalha com nomes
como Augusto dos Anjos, Zé da Luz, Vinicius de Moraes, Cora
Coralina, Fernando Pessoa, Viviane Mosé, entre outros.
Felipe D'Castro, o poeta homenageado da noite, nasceu em João
Pessoa, em 1990, mas mora em Bayeux. Ingressou em 2009 no
curso de Letras da Universidade Federal da Paraíba, com
habilitação em Língua Portuguesa. Em 2014 publicou “O
desordinário em Sérgio de Castro Pinto” (Editora Ideia), seu livro de
estreia na crítica literária que aborda a poesia do paraibano.
Também em 2014 iniciou mestrado na linha de pesquisa de
Literatura Comparada. É professor de Língua Portuguesa e deve
lançar seu primeiro livro de poemas pela Editora Patuá nos
próximos meses.
Felipe já publicou poemas em revistas como o Correio das Artes e a
Boca Escancarada, em coletâneas de circulação nacional, como o I
Concurso Nacional de Novos Poetas 2011. Teve o poema “Rito”
premiado com menção honrosa no I Concurso Internacional da
Academia de Letras Arte e Brasil. O mesmo poema participou da
finalíssima do festival de Poesia Encenada promovido pelo Serviço
Social do Comércio (Sesc), em João Pessoa, este ano.
O músico Jaelson Farias, que abrirá a noite, atuou como integrante
do Grupo de Cordas, Sopros e Percussão do Departamento de
Artes e acompanhou grupos de câmara, como o quarteto Falando
em Flauta. Em 1992 começou a fazer parte da Camerata
Laboramus junto a Edvaldo Cabral e outros ex-alunos do Cabral,
quando realizaram concertos por todo o Brasil. Na mesma época
fez um Duo de Violões com Edilson Eulálio (ex-integrante do
Quinteto Armorial). Com a sua saída do Laboramus, em 1999,
Jaelson teve a oportunidade de estudar com Albérgio Diniz, como
preparação para o Concurso Michelle Pitalluga, em Alessandria na
Itália.
Na ocasião realizou concertos no centro e norte da Itália e teve
aulas com o violonista Italiano, Giuseppe Luconi, ex-aluno de
Segóvia. Em 2006 iniciou a formação do Duo Laboramus,
juntamente com o violonista Chico Dantas, no intuito de prosseguir
o trabalho da Camerata e resgatar o repertório criado por Edvaldo
Cabral, tanto para violão solo, quanto para duo de violões.
Também em 2006 iniciou suas aulas com o Violonista-Musicólogo,
Napoleão Costa Lima, criador de uma nova Escola de técnica
violonística, já difundida na Europa e que vem impulsionando um
forte movimento violonístico em novas gerações.
Atualmente é um dos responsáveis tanto por difundir a técnica de
Napoleão Costa Lima no Brasil, bem como a obra do Edvaldo
Cabral.
(Matéria publicada no jornal A União, em 15 de setembro de
2015)

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