Worklover - Grupo DVA

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Worklover - Grupo DVA
DVA
Worklover
LONDON 2012
CHRYSLER 300C
Av. Atlântica 5014.
O Diamond Hill oferece tudo que há de melhor para você estar de
bem com a vida. Área de lazer com dois salões de festas e capacidade
para trezentos lugares, é o ambiente perfeito para recepcionar seus
convidados. Uma verdadeira obra de arte para você viver e apreciar.
Frente para o mar e pronto para morar.
3 Suítes sendo uma master com hidromassagem
Até 5 vagas de garagem
Visite o apartamento decorado.
Balneário Camboriú/SC | 47 3264.0008 | www.embraed.com.br
Hall do Edifício
EDITORIAL
Para Celebrar
Nesta edição, comemoramos o início do segundo ano da DVA Magazine. Em nome do
Grupo DVA, agradecemos a todos os envolvidos direta e indiretamente neste projeto,
além dos nossos parceiros das três edições anteriores. Criada para valorizar as pessoas
que fizeram e ainda fazem parte da construção do nosso estado, a revista celebra sua
quarta edição entrevistando um membro deste seleto grupo, Sr. Zefiro Giassi. Uma
figura querida por todos e fundador de uma das maiores redes de supermercados de
Santa Catarina. Sua história, estilo de gestão e simpatia são o grande destaque desta
publicação, além das paixões nacionais - carros, futebol e cerveja -, destinos incríveis,
moda, cinema, consumo, música e um projeto gráfico renovado.
Luxo, conforto e tecnologia definem o carro da edição: o Chrysler 300C, um autêntico
exemplo de sedan de luxo americano com todas as características de um muscle car.
Conheça também o “rei dos mares” da Benetti, o megaiate Crystal 140’, que leva as
evoluções tecnológicas de ponta para passear sobre as águas.
Falando em realeza, fizemos uma viagem ao Reino Unido para mostrar alguns dos
castelos mais utilizados no cinema e em séries de televisão. Ainda direto da terra
da Rainha, reunimos algumas dicas de lugares para passear, relaxar, comer e visitar
durante as Olimpíadas de Londres 2012.
De Nova York, apresentamos três ótimos restaurantes de culinária mediterrânea que
valem a visita. De lá, vamos para a Patagônia Chilena, mais especificamente para o
hotel Tierra Patagonia, um oásis imperdível de luxo e conforto em meio a geleiras,
montanhas e prados.
Para os apaixonados por cerveja, fizemos um apanhado das principais cervejarias artesanais brasileiras, um mercado em ascensão que ganha cada vez mais importância,
apoio e refinamento por parte dos nossos mestres cervejeiros. E para acompanhar,
selecionamos alguns filmes que tratam de assuntos e pessoas que moram no coração
de todo brasileiro: futebol, Ayrton Senna e, mais recentemente, o UFC.
A moda, consumo e música não ficaram de fora desta edição. Trouxemos duas grandes estilistas que fizeram história, novos talentos da soul music e dicas de compras
para todos os gostos.
Aproveite a leitura e entre para o nosso mundo!
Paulo Toniolo Junior
Diretor Grupo DVA
EDITORIAL
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HAND-CRAFTED BEER
Cervejarias artesanais brasileiras
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PAIXÃO NACIONAL
10
EXPEDIENTE
Esportes no cinema
CHARME E
AGRESSIVIDADE
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Novo Chrysler 300C
Ghana
Giancarlo Meneghini
Diretor de branding
WORKLOVER
Entrevista com Zefiro Giassi
Projeto Gráfico
Bernardo Presser
Colaboradores
Fernanda Burigo
Juliana Cesar
Maria Luiza Gil
Silvia Argenta
Ulysses Dutra
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58
LA DOLCE VITTA
DUELO DE TITÃS
Benetti Crystal 140’
Miuccia Prada e Elsa
Schiaparelli
Revisão
Silvia Argenta
Ulysses Dutra
68
Produção
Ghana
Departamento Comercial
(48) 3248 9003
I NEED IT
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Dicas de compras
LUZ, CASTELOS,
AÇÃO!
64
Tiragem: 5.000 unidades
Este é um produto
desenvolvido por Ghana
(48) 3248 9003
www.ghana.com.br
AS NOVAS CARAS
DA SOUL MUSIC
50
EAT, NEW
YORK CITY
Assessoria de Imprensa
Maristela Amorim
(48) 3224 6428
Dicas de restaurantes
em Nova York
DVA Automóveis
(48) 3381 1100
DVA Automóveis Blumenau
(47) 3334 4333
DVA Veículos
(48) 3381 2000
54
www.grupodva.com.br
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LONDON 2012
TIERRA
PATAGONIA
Relaxe em meio a
Patagônia Chilena
CHRYSLER 300C
materiais como metais cromados e polidos. O volante é de couro e madeira e
pode ser aquecido quando necessário.
Os bancos dianteiros possuem ajuste
elétrico na lombar, são revestidos em
couro e têm ventilação e aquecimento.
Entre outros confortos, há porta-copos
dianteiros com opção de refrigerar ou
aquecer bebidas, persiana traseira com
acionamento elétrico, pedais ajustáveis e
sistema de comunicação por comando de
voz Bluetooth Uconnect™. O 300C ganha
mais luminosidade em seu interior com
o teto solar panorâmico duplo.
A Chrysler pensou em todos os detalhes
na montagem do 300C para facilitar
e assegurar o conforto do motorista.
DIVULGAÇÃO
CHARME E
AGRESSIVIDADE
Para isso, o carro proporciona piloto
automático, sistema de navegação GPS
Garmin® com SD Card, computador de
bordo, controles do sistema de áudio no
volante, controle eletrônico de estabilidade, memória em relação ao banco do
motorista, rádio, retrovisores e entrada
auxiliar para equipamentos eletrônicos,
como USB remota. A coluna da direção
Refinamento, inovação e desempenho no mais
autêntico sedan de luxo americano.
O Chrysler 300C é um sedan arrojado e
rico em performance com um visual atraente que harmoniza traços retos e curvas
suaves. O design frontal é vigoroso e está
aliado a rodas de grandes dimensões.
Apesar da fúria dos 286 cavalos, o 300C
é silencioso com o câmbio E-Shift de oito
velocidades, melhorando a dirigibilidade.
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Os espelhos retrovisores possuem luzes
direcionais integradas, rebatíveis eletricamente e antiofuscantes. O automóvel também apresenta faróis bixenônio
adaptativos e faróis LED de segurança
diurna, freios a disco nas quatro rodas
com ABS, monitoramento da pressão
dos pneus e limpadores de para-brisa
com sensor de chuva. Para garantir a
segurança do motorista e dos passageiros, os airbags dianteiros são de múltiplos estágios e os laterais dianteiros
e traseiros, tipo cortina. Ainda possui
suplementares laterais montados nos
bancos dianteiros.
Apesar da potência de 286
cavalos, o 300C é silencioso com o
câmbio E-Shift de oito velocidades,
melhorando a dirigibilidade.
Na parte interna do 300C, o acabamento de luxo combina com diversos
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CHRYSLER 300C
tem regulagem elétrica de altura e profundidade.
O carro conta com auxílio de estacionamento
dianteiro e traseiro e ar-condicionado dual-zone
automático.
A sonorização é premium com nove alto-falantes, incluindo subwoofer e amplificador de 506
watts. O sistema de áudio Uconnect™ Touch
com tela de LCD de 8,4” é compatível com CD/
DVD/MP3 e navegador integrado. Há, ainda,
um sistema de conexão automática de áudio via
Bluetooth.
Vale destacar o sistema de entrada e partida sem
chaves Keyless Enter’N GO. Essa tecnologia desbloqueia as portas automaticamente quando se
puxa a maçaneta de uma das portas dianteiras.
A chave só precisa estar no bolso! Ao entrar no
carro, um toque no botão dá a partida. Para o
motorista, é a simplicidade na hora de usar a tecnologia, associada à elegância e ao conforto, que
faz do Chrysler 300C um carro tão charmoso.
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A tampa traseira do novo Chrysler
300C agora incorpora um aerofólio
com o novo logotipo da Chrysler. As
lanternas traseiras tipo LED oferecem
uma iluminação harmoniosa, ao mesmo
tempo em que iluminam a noite com
uma presença sedutora.
Especificações técnicas
Projetado para oferecer uma
atmosfera luxuosa, o sedan conta com
acabamentos de alta qualidade, como
no painel de instrumentos e paineis
das portas.
Motor
Cilindros – V6
Cilindrada (cm3) – 3.604
Potência máxima (cv/rpm) – 286 / 6.350
Torque (Nm) - 340 / 4.650
Câmbio - E-Shift 8 velocidades
Rodas - Alumínio de 18”
Volume máximo de bagagem (L) - 462
Dimensões
Comprimento / Largura / Altura (m)
5,066 / 1,902 / 1,488
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LIFESTYLE
La dolce vita
Sinta-se em casa no novo Benetti Crystal 140’, um
verdadeiro rei dos mares.
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DIVULGAÇÃO
LIFESTYLE
Imponente como um rei deve ser. Assim
é o Crystal 140’, megaiate da Benetti
indicado para pessoas que gostam de
aproveitar o mar sem pressa, em uma navegação suave e tranquila. Esse modelo
arranca suspiros com as diversas áreas
que oferece, tanto internas quanto externas. Todos os espaços são valorizados e
cuidadosamente pensados, e as grandes
janelas recebem a luz natural e proporcionam uma vista sensacional do mar.
No interior, a distribuição dos espaços
explora todo o volume do casco. São quatro pavimentos, totalmente habitáveis,
com grandes áreas de socialização e o
máximo de privacidade. Entre as inovações, destaque para a área de popa e sua
reorganização com garagem para jet skis
e outros equipamentos com a porta na
lateral. À frente, uma grande porta abre-se, permitindo que toda a área da popa
possa ser aproveitada como uma praia
livre de qualquer aparelho mecânico e
equipada com chuveiro, banheiro, geladeira, cozinha e poltronas.
No andar inferior, localizam-se as cabines dos hóspedes, quatro ao todo, sendo
duas com cama de casal e duas com camas individuais. No andar superior,
existe uma espaçosa sala de estar cercada por portas de vidro que abrem, formando um semicírculo com uma vista
impressionante do horizonte. Com as
portas fechadas, é possível isolar essa
zona e controlar o clima do ambiente.
O salão principal é limitado pela área de
jantar, e uma mesa elegante com capacidade para oito pessoas está à disposição
dos hóspedes. No hall, na meia-nau, escadas levam a outros níveis do barco. A
sala de controle fica ao lado da cabine do
comandante. Na parte externa, há uma
grande área com sofás.
O deck principal com bar, no andar superior, é o lugar ideal para relaxar no
grande sofá central ou nas poltronas.
O barco ainda oferece mais uma opção
para aproveitar o sol, o terraço, além
da capota rígida com tampa deslizante,
garantindo a iluminação natural em
vários pontos da embarcação. Uma das
referências ao passado que esse modelo
apresenta é a pilha de fumo, um símbolo
do mar e da navegação.
O iate tem 42 metros de comprimento
e nove de largura, em feixe completo.
Os motores são duplos Cat C32. A reserva de combustível é de 58 mil litros.
São quatro pavimentos,
totalmente habitáveis, com
grandes áreas de socialização com
o máximo de privacidade.
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LIFESTYLE
A velocidade máxima com meia carga é
de 15 nós, com 14 nós possíveis na potência 85%. A estabilidade lateral é assegurada por um casco bastante amplo
e pelas aletas no sistema de ancoragem
Estabilização Naiad, que também funciona quando o barco não está em movimento. O iate tem capacidade para
hospedar 17 pessoas entre hóspedes e
tripulação.
A decoração interna do Crystal 140’ pode
ser escolhida pelo proprietário, personalizando os ambientes. O primeiro foi inspirado nas ilhas caribenhas e decorado
com mogno finamente tratado para superfícies de madeira e acabamentos folheados a ouro.
A casa do leme conta com arquitetura
integrada e inovadora e monitores LCD
de última geração. A funcionalidade e a
ergonomia dos controladores possibilitam controlar todas as funções em um
único painel. Ideias eficientes e funcionais que facilitam o trabalho da equipe.
O sistema centralizado chamado “Best”Benetti’s Exclusive Sea Technology – é o
coração do iate e administra as principais características operacionais. Por ser
uma plataforma tecnológica exclusiva da
Benetti, integra todos os sistemas eletrônicos e os aparelhos de bordo (saiba mais
no box).
18
BEST:
Benetti’s
Exclusive Sea
Technology
• Cada função possui uma interface aberta
que permite a comunicação com os demais sistemas de bordo e o redirecionamento de todas as informações aos
respectivos dispositivos do barco;
• Acesso às câmeras de segurança e dados técnicos de bordo e navegação por
meio dos terminais de controle e televisão, telas touchscreen e telefones;
• Ajuste da iluminação, climatização e
cortinas através de controles remotos,
televisão e touchscreen;
• Acesso à agenda telefônica e a possibilidade de efetuar uma ligação através da
televisão; voicemail também acessível a
partir de terminais não telefônicos;
• Ações programadas: um toque para ativar a iluminação, o clima, as cortinas, o
áudio/vídeo, os desvios de chamadas
telefônicas e a ativação dos alarmes
emotiondetection.
19
VIAGEM
Stokesay Court
É na primeira parte do filme “Desejo e
Reparação” (2007), de Joe Wright, que
inicia o romance entre Robbie e Cecilia
(James McAvoy e Keira Knightley, respectivamente). Uma das cenas mais fortes é quando Robbie é preso, e ela fica
parada em estado de choque usando um
belíssimo vestido verde esmeralda. O
cenário foi a mansão inglesa Stokesay
Court, construída no início de 1889 pelo
fabricante de luvas John Derby-Allcroft.
A casa é uma propriedade privada e
está localizada em Shropshire, mas recebe visitantes e pode ser alugada para
a realização de eventos como festas de
casamento.
Nem todo cenário de filme é construído
em grandes estúdios de gravação ou feito
através do computador. Locações ao redor do mundo inspiram diretores e até
autores de roteiros e livros na hora de
ambientar uma história. Na Inglaterra,
diversas mansões e castelos já serviram
de cenário para filmes e seriados de tv.
A maioria deles, como Stokesay Court,
recebe a visitação de turistas e curiosos.
Luz,
castelos,
ação!
O livro “Orgulho e Preconceito”, da escritora Jane Austen, ganhou versões tanto
no cinema quanto na tv. O filme é estrelado pela atriz inglesa Keira Knightley
(coincidentemente, também é um filme
de Joe Wright) e se destaca por ser uma
das comédias românticas mais espertas
e divertidas sobre os antigos costumes
ingleses, em que as filhas eram criadas para conseguir um bom marido. A
casa onde mora a família de Elizabeth,
a protagonista rebelde, é retratada por
Groombridge Place, localizada perto de
Tunbridge Wells, Kent, e construída em
Nem todo cenário de filme é construído em
grandes estúdios de gravação ou feito através do
computador. Locações ao redor do mundo inspiram
diretores e até autores de roteiros e livros na hora
de ambientar uma história.
Castelo de Highclere
DIVULGAÇÃO
Produções para o cinema e a televisão com temáticas
históricas procuram cenários realistas em castelos,
palácios e mansões tradicionais inglesas.
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Groombridge Place
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VIAGEM
Pemberley
Chatsworth House
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Sudbury Hall
Os jardins de Chatsworth
são um dos mais
famosos da Inglaterra.
Alguns historiadores
acreditam que Jane
Austen inspirou-se nessa
mansão quando descreveu
Pemberley em sua obra.
1662 pelo arquiteto Philip Packer, dono
da propriedade.
Na história, outra casa importante é
Pemberley, residência do Sr. Darcy,
a paixão de Elizabeth. No filme de
Wright (2005), a locação escolhida foi
a Chatsworth House, um palácio rural
em Derbyshire, Inglaterra, construído
por Bess de Hardwick por volta do século XVI. O palácio foi completamente
reconstruído entre 1687 e 1696 sob as
ordens do 1º Duque de Chatsworth e direção do arquiteto William Talman. Na
mansão, encontra-se uma coleção única
de pinturas e mobílias, desenhos de pintores que trabalharam antes de 1800, esculturas neoclássicas, entre outros artefatos. Os jardins de Chatsworth são um
dos mais famosos da Inglaterra. Alguns
historiadores acreditam que Jane Austen
inspirou-se nessa mansão quando descreveu Pemberley em sua obra. No livro,
Elizabeth visita Chatsworth antes de visitar Pemberley. A Wilton House é usada
nesse mesmo filme em algumas cenas de
interior. Sua localização é em Wiltshire e
foi construída no século XVI.
Lyme Hall é um palácio inglês dentro do
Lyme Park, no Condado de Cheshire, e
foi usado como o exterior de Pemberley
na série “Orgulho e Preconceito”, da
BBC, em 1995. O palácio foi construído
no século XVI em estilo isabelino. As filmagens internas dessa produção foram
feitas em Sudbury Hall, casa construída
entre 1660 e 1680 por George Vernon,
em Derbyshire. O local abriga uma mistura de estilos arquitetônicos, belas esculturas, murais e trabalhos em gesso.
Apesar do livro ter ganhado diversas versões, várias mansões serviram de locação
para Pemberley. Renishaw Hall foi a residência do Sr. Darcy na série da BBC de
1980 e é uma das mais belas já escolhidas. Fica em Derbyshire e data do século
XVII. A casa foi construída em 1625 por
George Sitwell, que, em 1653, foi Sheriff
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VIAGEM
Wilton House
Dyrham Park
Blenheim Palace
Na década de 1960, Dyrham Park foi
usada em outra série da BBC. A mansão,
em Gloucestershire, tem estilo barroco
e foi projetada por William Talman,
mesmo arquiteto de Chatsworth.
Outra casa muito conhecida pelos ingleses é “Downton Abbey”, também título da série de sucesso que ganhou o
Globo de Ouro no início do ano. A história se passa na década de 1910, após
o naufrágio do Titanic, e concentra-se
na família Crawley e nos habitantes de
Downton Abbey. As filmagens ocorrem
há três anos no Castelo de Highclere,
em Hampshire, projetado em estilo
vitoriano pelo mesmo arquiteto do
Parlamento Inglês, Charles Barry, em
1838.
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O Disputado
Blenheim Palace, casa do duque de
Marlborough, já foi cenário de várias
produções. Para a BBC, foi o exterior
do castelo dinamarquês de Hamlet,
em 1996. Também apareceu em filmes
como “Harry Potter e a Ordem da Fênix”
(2007), “A Jovem Rainha Victoria”
(2009) e “Os Vingadores” (2012). Ainda
nos dias atuais, é uma das maiores casas
na Inglaterra e Patrimônio Mundial da
UNESCO.
O Palácio foi construído por ordem da
rainha Anne por John Churchill, primeiro duque de Marlborough, em reconhecimento pela sua vitória na Batalha
de Blenheim, em 1704, que salvou a
Europa do domínio francês. Foi nesta
casa que Sir Winston Churchill nasceu,
a apenas oito quilômetros de Oxford.
RACHEL BAKER
da região. A mansão tem sido o lar da
família Sitwell por mais de 350 anos.
Harewood House
Renishaw Hall
A melhor época do ano para conhecer
todos esses lugares é entre os meses
de março e novembro. A maioria não
abre segundas e/ou terças-feiras.
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LONDON
2012
Em época de Jogos Olímpicos, aproveite
tudo que Londres tem a oferecer.
Londres está na contagem regressiva para receber os melhores atletas do mundo,
vindos de diversos países para disputar os Jogos Olímpicos 2012, entre os dias 27
de julho e 12 de agosto. Mesmo com uma programação variada e a possibilidade de
acompanhar disputas no atletismo, natação, ginástica rítmica ou futebol, preparamos para você um roteiro diferente do que se costuma programar quando se visita
a capital inglesa.
Além das atrações obrigatórias como a Tower Bridge, o Palácio de Buckingham, a
London Eye, o Parlamento, a estátua de Eros no Picadilly Circus e os inúmeros museus, é possível explorar outras opções de lazer menos conhecidas, mas tão bacanas
quanto. Londres abriga diversos parques onde a população local se concentra nos
dias de verão, à beira de rios e lagos. Os dias são mais longos, pois anoitece por volta
das 21 horas, propiciando boas oportunidades para conhecer a cidade, caminhar
perto do Tâmisa, alugar bicicletas e aproveitar dias de férias com toda a intensidade.
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DIVULGAÇÃO
OLIMPÍADAS
PASSEAR
Um passeio
de barco entre
Little Venice e
Camden Town
O lugar perfeito para um passeio de barco em
Londres. O London Water Bus inicia essa viagem
na Paddington Basin, no Pool de Browning, em
Little Venice – a pequena Veneza inglesa. A partir
daí, conhece-se a arquitetura em Maida Vale, até a
parada final em Camden Town. Nessa região, vale
conhecer o mercado de Camden e brechós da redondeza. Você também pode fazer o trecho de volta e
jantar em algum restaurante ao ar livre em Little
Venice.
Remo no
Regents Park
O Regents Park é um dos mais bonitos
da cidade e está localizado próximo ao
Museu de Cera Madame Tussauds. No
local, o remo é uma tradição antiga, e
várias pessoas praticam a atividade por
lá. Para quem não tem intimidade com
esse esporte, pode fazer o passeio de pedalinho acompanhado de garças, patos
e cisnes que habitam o local. Caminhar
pelo Regents e tomar café ou sorvetes no
Boathouse finalizam a visita com aroma
e lembranças de volta à infância.
Acesse: londonwaterbus.com
27
OLIMPÍADAS
RELAXAR
The Berkeley Health
Club and Spa
Wilton Place, Knightsbridge / London, SW1X 7RL
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Aproveite as regalias de um club spa no centro de Londres. Alguns quartos são assinados por designers renomados, e três suítes oferecem jardins de inverno, espaçosos terraços, detalhes únicos e móveis assinados
por David Linley. Além dos passeios pela cidade, aproveite o fitness
center, as aulas de natação, os vários tratamentos de beleza, as saunas
relaxantes e a piscina com teto retrátil na cobertura do hotel. Antes do
jantar, experimente um Ginger Cosmopolitan no Blue Bar, do Berkeley.
Imperdível – o Prêt-à-Portea, chá da tarde fashionista servido todos
os dias no The Caramel Room, entre 13 e 18 horas. O local também
serve café da manhã, almoço e jantar. O Berkeley ainda conta com dois
renomados chefs, Pierre Koffmann e Marcus Wareing.
Blakes London Hotel
33 Roland Gardens / LONDON, SW7 3PF
Um dos primeiros hotéis butique de luxo do mundo, fundado
em 1978. É reconhecido pelo design, serviço e privacidade. A
fachada do prédio vitoriano é escura e sofisticada. No interior,
uma decoração elegante, dramática nos tons escuros, e eclética,
com referências, objetos e móveis da Índia, China, Indonésia,
Tailândia, Camboja, Egito, Itália e, claro, Inglaterra. O restaurante e o bar do Blakes são populares entre a elite londrina e
merecem uma visita. Lá, você pode esbarrar com celebridades
mundialmente conhecidas, como Madonna!
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OLIMPÍADAS
COMER
The Rookery Bar &
Restaurant
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Culinária contemporânea ao sul do rio Tâmisa. O The Rookery
tem um ambiente confortável e rústico. A iluminação é intimista, e a combinação de cores e texturas dá o tom aconchegante ao local. A especialidade são os cortes de carne cuidadosamente escolhidos, servidos com acompanhamentos como
legumes assados e purês, bem ao gosto dos ingleses. Ampla
carta de vinhos e cervejas, com destaque para a Little Creatures
Pale Ale, da Austrália, e a Anchor Steam, de São Francisco.
Entre os coquetéis, há os tradicionais Negroni, Aperol e Spritz.
Hawksmoor Spitalfields
157 Commercial Street / London, E1 6BJ
O local é todo decorado com materiais recuperados, como
uma parede de latão polido feita das portas dos elevadores Art
Deco do Edifício Unilever, construído nos anos 20, na região
de Embankment. No cardápio, há sanduíches selecionados para
acompanhar os coquetéis. E ainda Hot Dog & Chilli Cheese
Dog, rolinhos de lagosta, salsichas com ovos, muffins nos finais
de semana, hambúrguer, asas de frango e o favorito da casa,
Jalapeño Coleslaw & Poutine: batata frita, queijo e molho servido com frango assado ou rabada. Para beber, escolha entre o
Ginger Pete Shaky, Marmalale Cocktail ou o Nuclear Banana
Daiquiri.
31
OLIMPÍADAS
VER
Exposição: Damien Hirst
Acima
Damien Hirst
The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living
1991
© Damien Hirst and Science Ltd. All rights reserved. DACS 2011
Photo: Photographed by Prudence Cuming Associates
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Damien Hirst
Sympathy in White Major - Absolution II 2006
© Damien Hirst and Science Ltd. All rights reserved. DACS 2011.
Photo: Photographed by Prudence Cuming Associates
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O Tate Modern apresenta a primeira exposição substancial com
trabalhos de Damien Hirst, um dos mais proeminentes artistas
que surgiram a partir da cena artística britânica nos anos 90. Sua
arte é mais reconhecida pela exploração de imagens e notável por
suas fortes associações com a vida e a morte, além dos sistemas
de crenças e valores.
Nesta exposição, é possível fazer uma viagem por duas décadas da
mente criativa de Hirst. São mais de 70 obras do artista, entre elas
estão esculturas do início dos anos 90, como “A Impossibilidade
Física da Morte na Mente de Alguém que Vive” (The Physical
Impossibility of Death in the Mind of Someone Living), em que
um tubarão é suspenso em formol. Paralelamente às esculturas, há
armários exibindo fileiras de comprimidos, embalagens médicas
e instrumentos cirúrgicos, bem como pinturas feitas ao longo da
carreira de Hirst e a série da borboleta. Além disso, duas instalações principais estão em exibição: In and Out of Love, de 1991,
que inclui uma sala cheia de borboletas vivas e nunca foi mostrado
em sua totalidade, e Pharmacy, de 1992. Damien Hirst nasceu na
cidade de Bristol, Reino Unido, em 1965.
Damien Hirst – até 09 de setembro de 2012.
Local: Tate Modern – Bankside SE1 9TG
Valor: £15.50
Todos os dias, entre 10h e 18h. Sextas, sábados e domingos, fecha somente às 22h.
33
ENTREVISTA
worklover
Lá vem ele. Caminhando com passos firmes por um corredor de não
mais que cinco metros, cumprimenta os funcionários e nos conduz
para a sala à direita. Na parede ao lado da porta, um quadro do
artista plástico Luciano Martins estampa um senhor de terno e
óculos retangular segurando uma maçã. É o empresário Zefiro Giassi,
fundador da segunda maior rede de supermercados de Santa Catarina.
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35
ENTREVISTA
Zefiro Giassi nasceu em Ponta do Mato, Içara, no dia 29 de junho de 1933, contrariando a carteira de identidade que afirma
ter sido no dia 30. É o quarto dos oito filhos de Ângelo Giassi
e Lucia Rosso, agricultores filhos de italianos que vieram ao
Brasil em busca de terras férteis. O casal trabalhou a vida inteira na terra, em uma época em que se capinava com enxada,
em que tudo era artesanal, da preparação da terra à colheita.
Trabalho e simplicidade
Início
Na sala onde trabalha, ele conserva uma prateleira com inúmeros troféus e homenagens que a rede Giassi recebeu ao longo
de 52 anos de história. Na parede atrás da cadeira onde senta,
estão o brasão da família e uma foto com a esposa. Em cima do
sofá, uma pilha de revistas ainda ensacadas denunciam a falta
de tempo do empresário e uma foto logo ao lado representa o
carinho que os funcionários têm por ele.
O menino que só foi aprender português na escola, desde pequeno apresentava vocação para o comércio - era ele quem vendia parte do que era produzido pela família na agricultura - mas
com o apoio dos pais se tornou professor. Zefiro fez o Curso
Normal Regional em Criciúma e, por morar longe do centro da
cidade, hospedava-se em uma pensão. Por isso, durante todo
o curso, ele trabalhou para não onerar muito os pais. Fazia
trabalhos em oficina, agricultura, limpando terreno, criando
vacas, vendendo leite. Em 1951, começou a lecionar.
Educou crianças da primeira à 4ª série por nove anos. Nesse
período, organizou um sistema cooperativo para comprar materiais escolares a preços mais acessíveis.
Em 1955, casou-se com Ana Maria Zilli Giassi, com quem tem
cinco filhos. Não demorou muito para Zefiro deixar de dar aulas
para seguir a vocação de empresário. Com a família crescendo,
era preciso aumentar a renda e, mesmo contra a vontade dos
pais, abriu seu armazém de secos e molhados em 1960. Nunca
mais retornou ao magistério.
O armazém vendia ferragens e tecidos, e Zefiro exercia o máximo de funções possíveis, pois não tinha como pagar funcionários. Com o crescimento da cidade e da população, a loja foi
se diversificando e incorporou armarinhos, gêneros alimentícios e materiais de construção às vendas. Em 1964, foi registrada a razão social Giassi e Cia.
Zefiro logo percebeu um mercado emergente e decidiu ser o
pioneiro no ramo self-service da região. Até então a população
estava acostumada a pedir o que quisesse no balcão do armazém. Em 1970, com a inauguração do primeiro Supermercado
Giassi, os clientes aprenderam a escolher os produtos.
Atualmente, a Giassi & Cia Ltda é a segunda maior rede de supermercados de Santa Catarina, com lojas em Içara, Araranguá,
Blumenau, Criciúma, Joinville, Palhoça, São José, Sombrio e
Tubarão.
36
Com orgulho, Zefiro fala de quando comprou seu primeiro
caminhão, em 1963, e confessa que ainda hoje, em algumas
visitas às lojas, o faz de carona em caminhões da empresa.
“Os motoristas nos mostram uma visão diferente e com eles
aprendemos grandes lições de vida. Nossas viagens são sempre
enriquecedoras”.
“Certo dia um fotógrafo pediu que eu colocasse o terno para
fazer uma foto. Nem questionei e fiz. Passaram-se alguns dias
até que chegou meu aniversário de 45 anos. Na ocasião, colaboradores da empresa pediram para minha esposa me tirar de
casa, sem que eu soubesse da surpresa preparada. Por coincidência, decidi que naquele dia não iria trabalhar, algo raro, e
fiz todos os programas que minha esposa convidava. No fim
do dia, ao voltarmos para casa, minha esposa sugeriu para irmos ao Centro de Beneficiamento de Cereais da empresa, onde
estaria a família fazendo um churrasco. Chegamos ao local, as
luzes estavam apagadas e não havia movimentação de pessoas.
Mas, ao entrar acenderam as luzes e grande foi minha emoção
ao ver todos os colaboradores reunidos para comemorar meu
aniversário. Meu presente foi um quadro com uma foto, aquela
que havia sido tirada pelo fotógrafo, dias atrás. No verso do
quadro, estava a assinatura de cada um de meus colaboradores,
que até hoje guardo com muito carinho.”
A simplicidade é uma de suas características mais marcantes.
Zefiro não é dado a luxos e detesta desperdício. Diz que seu
maior desejo, quando parar de trabalhar, é voltar às origens,
mexer na terra e criar animais. Em casa, tem dois aracuãs e três
papagaios. Nenhum deles chama seu nome. “Já basta todos
que me chamam o dia inteiro no trabalho. Não preciso que o
papagaio também saiba meu nome”, conta sorrindo.
Há 52 anos no comando da empresa, o patriarca dos Giassi
centraliza todas as funções. Durante nossa conversa o telefone tocou três vezes e chamaram-no à porta uma vez. Era
o genro, Alenir Cabreira, diretor administrativo financeiro. O
dever estava chamando. E Zefiro não gosta de deixar ninguém
esperando por ele.
“Os motoristas nos mostram uma visão diferente e
com eles aprendemos grandes lições de vida. Nossas
viagens são sempre enriquecedoras”.
37
ENTREVISTA
Aos 18 anos o senhor se formou no Curso Normal Regional
e passou a ser professor primário. Por que escolheu o magistério como primeira profissão?
nenhuma dívida minha. Eu tinha a responsabilidade de
fazer certo o que eu me propusera a fazer. E foi o que aconteceu. Com muito esforço, muita garra, muitas noites sem
dormir, hoje, 52 anos depois, tenho a honra de dizer que
não atrasamos compromissos assumidos.
O magistério não foi propriamente uma escolha. Era a
única opção. Na época, morando no interior, não tinha
indústria ou comércio. Não tinha onde trabalhar sem que
fosse na agricultura. Mas em cada comunidade havia uma
escola que precisava de professor.
E o senhor começou o seu próprio negócio exercendo qual
função?
Fazendo tudo. Papel de advogado, de cobrador, de vendedor, de entregador, de comprador. Porque na época o
negócio era pequeno. Não podia ficar contratando pessoas
para esses trabalhos. Se pagasse alguém, acabava faltando
rendas para atender as despesas. Começamos devagar e
aos poucos, conforme cresciam os negócios, contratávamos pessoas.
Como professor, o senhor desenvolveu uma cooperativa
para que os pais de seus alunos pudessem comprar material com preço mais barato. Foi ali que lhe despertou o
espírito empreendedor?
Desde a infância, a cada 15 dias, eu era o escolhido para
vender na cidade os ovos e queijos produzidos pela família. Era um percurso de 15 quilômetros até Criciúma – cidade mais próxima – feito a cavalo, pois era o único meio
de transporte da época. Eu sempre tive uma vocação, um
gosto pelo negócio. Como professor, por ser responsável
pelos alunos, a quem os pais confiavam a educação das
crianças, eu cuidava também para que eles pudessem pagar
um preço melhor pelos materiais.
Foi baseado em que valores que o Giassi passou de um pequeno armazém à segunda maior rede de supermercados
de Santa Catarina?
O nosso princípio é fazer bem feito tudo a que nos propomos; não importando a velocidade do crescimento, mas
que seja um crescimento seguro, responsável.
O Giassi é uma empresa familiar. Quanto ao futuro dela,
o senhor se prepara para passar a sucessão a um de seus
filhos?
Como foi a transição do magistério para o comércio?
O magistério era uma profissão que eu adorava e da qual
até hoje sinto muitas saudades. Mas, a função de professor
sempre foi mal remunerada, e na época era ainda pior. Eu
era funcionário municipal da prefeitura de Criciúma e a
economia tinha que ser grande para poder atender as despesas. Veio a família e eu senti a necessidade de mudar. Na
época, além de lecionar, eu ainda complementava a renda
trabalhando na agricultura em horas de folga. Mesmo
contrariando o desejo dos meus pais, eu resolvi abrir meu
comércio no começo do ano de 1960.
Por que seus pais não queriam que você mudasse de
profissão?
Não é que não quisessem. Eles temiam, porque a grande
maioria das pessoas que se aventurava no comércio acabava se endividando e dando prejuízo à família e aos fornecedores. Essa era a preocupação dos meus pais.
Mas mesmo assim o senhor aceitou o desafio...
O que me fez aceitar o desafio era o desejo de fazer esse
trabalho e a confiança que eu tinha. Eu consegui então começar o negócio mesmo sem dinheiro. Foi totalmente baseado em empréstimos de amigos, inclusive dos meus pais,
que me ajudaram. Empréstimos, viu? Não era dinheiro
doado. Lembro que meu pai avisou que não avalizaria
38
O Giassi é 100% familiar. A empresa me pertence e meus
filhos têm uma parcela. E hoje estamos passando por um
processo de sucessão. Eu vou transferir o patrimônio para
os filhos, mas enquanto eu tiver energia e lucidez, pretendo permanecer na administração, no comando.
“O magistério era uma profissão
que eu adorava e da qual até hoje
sinto muitas saudades”.
“O nosso princípio é fazer bem
feito tudo aquilo que se faz. Não
importando a velocidade do
crescimento, mas que seja um
crescimento seguro, responsável”.
Então seu grau de envolvimento com a empresa é total. O
senhor comanda e supervisiona tudo?
Embora nós tenhamos o departamento jurídico, contábil,
de compras, de logística, de distribuição e outros, a coordenação geral ainda é feita por mim.
Uma empresa familiar carrega muitos prós e contras. De
um lado há a lealdade, mas, do outro, o excesso de liberdade. Como o senhor manteve, e ainda mantém, o equilíbrio que garante o sucesso do Giassi?
A dificuldade que existe é equilibrar razão e emoção. Eu
sempre fui muito emotivo, mas a emoção não pode sobressair a razão. Na família existe muita emoção. Por outro
lado,sabemos que tudo o que construímos é para a família
e nossos colaboradores. Talvez administrar com estranhos
possa ser mais fácil, porque estranhos cumprem ordens e
na família existe mais liberdade, mas para mim é gratificante trabalhar com a família e para a família.
39
ENTREVISTA
E a família inteira herdou esse espírito empreendedor?
Todos eles, embora tenham trabalhos paralelos, contribuem
com a empresa, fazem parte dela. A distribuição é igual para
todos, seja homem ou mulher, não importa a idade.
O Giassi valoriza a amizade no próprio slogan: “Pequenos preços. Grandes amigos”. Como é a sua relação com seus funcionários e clientes?
Se não houver uma amizade com os funcionários eles jamais
terão uma boa produção. Eu gosto de tratar meus funcionários como amigos. Todos os colaboradores são a grande causa
do crescimento da empresa e da empresa existir. E o cliente é
a nossa matéria-prima. Se não houver consumidores, não há
vendas. Por isso temos muito respeito pelos clientes que dão
preferência às nossas lojas.
No seu quadro de funcionários, qual é o mais antigo?
“Desejo continuar nossa
filosofia de trabalho, que é
valorizar o ser humano – seja
ele colaborador ou cliente – e
prezar pela qualidade – seja
em produtos ou serviços”.
O funcionário mais antigo está há 40 anos na empresa, é
Domingos Adílio de Souza. Hoje ele é gerente operacional, mas
começou como office boy. Sempre que abre uma nova oportunidade, nossos funcionários são contemplados com a promoção. Assim nós valorizamos aqueles que estão há mais tempo
colaborando conosco. Nem sempre há postos para promover
todos, mas buscamos, com o crescimento, abrir oportunidades
para nossos funcionários. Raramente contratamos pessoas de
fora da empresa para ocupar esses postos.
A marca Giassi já se expandiu não só na região Sul de Santa
Catarina, mas também na Grande Florianópolis, no Vale do
Itajaí e no Norte. As próximas unidades programadas devem
permanecer em Santa Catarina ou há planos de levar a marca
para outros estados?
O nosso planejamento estratégico é inaugurar uma loja por
ano. Mas, podemos levar mais tempo para abrirmos uma nova
loja, ou até inaugurar duas lojas no mesmo ano. Buscamos
trabalhar com capital próprio, para não nos endividarmos e
não comprometermos o dia de amanhã. Nós temos sempre
um plano para os próximos cinco anos e o nosso foco é Santa
Catarina. Não temos intenção de sair do Estado.
E a próxima loja está programada para ser inaugurada em que
região?
No dia 26 de abril deste ano inauguramos uma loja em São
José, a 12ª da rede. E já estamos com todo o projeto pronto, só
dependendo de alguns tramites burocráticos, para abrirmos a
segunda loja na cidade de Joinville.
Ao abrir seu próprio negócio, o armazém em 1960, o senhor
imaginou que fosse alcançar esse patamar?
Jamais podia imaginar que um dia pudesse ter quase cinco mil
colaboradores e expandir para praticamente todo o Estado. Foi
um crescimento gradativo e com muita firmeza; com programação a curto prazo, para ter segurança, sem pensar em aventuras, trabalhando muito e acreditando no que se faz.
40
No passado o senhor não previa onde estaria hoje. Mas agora,
o que espera para o futuro da marca Giassi?
de vez em quando passamos momentos alegres apreciando a
natureza e respirando ar puro.
Desejo continuar nossa filosofia de trabalho, que é valorizar
o ser humano - seja ele colaborador ou cliente - e prezar pela
qualidade - seja em produtos ou serviços. Por exemplo, se não
conseguirmos abrir uma loja por ano, que seja em dois ou três.
Nosso objetivo é crescer mantendo a qualidade. Mas crescer
sempre! Porque assim que você se satisfaz com o que tem, você
começa a declinar.
Quem faz as compras de supermercado na sua casa?
Nos momentos de lazer o que o senhor procura fazer?
Eu sou muito família. Gosto muito de sair com minha esposa
e, a pedido dela, evito visitas aos supermercados; pois acabamos falando de negócios com quem encontramos, atrasando
nosso passeio. Gosto também de participar de eventos do setor
e buscar novidades que o mercado apresenta. Confesso que
meu maior esporte é trabalho.
Mas até agora o senhor só citou trabalho...
A três quilômetros da central administrativa do Giassi, minha
esposa cuida de um sítio onde cultiva as hortaliças que consumimos, além de inúmeras plantas, frutas e flores, com destaque
especial às orquídeas. É um paraíso terrestre esse local, onde
As compras geralmente são feitas por telefone e recebemos
em casa. Nas visitas que faço ao supermercado, aproveito
para escolher frutas, pães e demais produtos de necessidade
emergencial.
O senhor não tira férias?
Com exceção das quatro viagens que fiz com minha esposa para
Jerusalém e outras que fiz a eventos ou a passeio, eu não costumo tirar férias. O máximo que fiquei afastado foi 36 dias em
uma das viagens à Terra Santa.
Desde que nasceu o senhor mora na região de Criciúma, antes
mesmo da cidade de Içara existir. Qual a sua relação com a
cidade?
Eu nunca saí daqui e não tenho nenhuma intenção de sair. Eu
nasci, cresci, me criei aqui. Conheço as pessoas e tenho um
verdadeiro amor por esta terra. Fui vereador por um mandato
e, diferente do que acontece hoje, não ganhei um centavo para
me candidatar e nem para exercer a função; na época o trabalho
não era remunerado. Ajudei a fundar a cooperativa de eletrificação - a Cooperaliança - que foi um meio de expandir a eletrificação para o município. Fui presidente por seis anos, também
trabalhando de graça; tudo pelo amor à causa pública, para
contribuir com o desenvolvimento da minha terra.
Em 52 anos de Giassi, quais são os pontos mais marcantes da
trajetória da empresa?
Houve momentos de muita dificuldade, quando passamos pela
época de inflações galopantes e das diversas mudanças de planos econômicos. O pior deles foi o de 1986, o Plano Cruzado.
Passamos humilhações por causa deste plano, com o congelamento de preços. Certa vez, em uma de nossas lojas, havia
cerca de 30 pacotes de farinha de mandioca; todos com preços
ajustados (as etiquetas eram trocadas constantemente) com
exceção de um pacote no meio dos outros que estava com o
preço mais baixo. Prenderam o gerente e eu tive que responder
processo por causa de um pacote de farinha de mandioca com
preço diferente dos demais. Mas foi superado. A vontade de
vencer foi maior do que as barreiras impostas. Não desistimos
porque tivemos muita garra. Penso que todos os obstáculos que
encontramos na vida são oportunidades.
41
CERVEJARIAS ARTESANAIS
H A N D - C R A F T E D
As cervejarias catarinenses fazem parte
da lista com as 12 melhores marcas artesanais do país criada pelo sommelier, especialista em cervejas e editor do MestreCervejeiro.com, Daniel Wolff. A relação
tem Bode Brown e Way, de Curitiba
(PR); Klein Bier, de Campo Largo (PR);
Eisenbahn, de Blumenau (SC); Bierbaum,
de Treze Tílias (SC); Falke Bier, de
Ribeirão das Neves (MG); Wäls, de Belo
Horizonte (MG); Colorado, de Ribeirão
Preto (SP); Baden Baden, de Campos
do Jordão (SP); Bamberg, de Votorantim
(SP); Dado Bier, de Porto Alegre (RS); e
Abadessa, de Pareci Novo (RS).
Forma diferenciada de fabricação de cervejas tem
ampliado número de adeptos no país.
As linhas de produção marcaram o modelo de consumo do século XX. Ainda
hoje, os bens industrializados continuam
sendo predominantes nas compras de
todo o mundo, no entanto muitas pessoas estão buscando produtos que tenham como valor agregado a exclusividade e o personalismo. O consumo não
se restringe apenas ao bem; ele também
tem um sentido ampliado que valoriza
a criatividade, o tempo e a dedicação do
produtor. A adesão à fabricação e à compra de materiais diferenciados é muito
frequente no mercado de cervejas artesanais, que vem aumentando no Brasil e
conquistando apreciadores.
O país conta com diversas cervejarias
artesanais, que privilegiam o feitio selecionado. Pode-se até dizer que cada etapa
do processo é “degustada” com tanto prazer que a bebida é produzida realmente
com uma atenção especial. Em termos
gerais, o cuidado começa na seleção dos
ingredientes, adotados conforme o tipo
de cerveja que se deseja produzir. Os básicos são a água, o lúpulo, a cevada e o
malte. Na sequência, vem a escolha da
42
receita mais adequada para prepará-la,
com diferentes tempos e temperaturas
de cozimento, fermentação e maturação,
e a adoção dos conservantes naturais.
Isso sem falar no maquinário necessário para a produção. Essas cervejarias
podem utilizar tanto equipamentos pequenos, com um rendimento limitado,
quanto modernos, que permitem a comercialização da cerveja. Nem mesmo o
engarrafamento da bebida descaracteriza a forma artesanal de produção.
De acordo com o Sindicato Nacional da
Indústria da Cerveja, há uma estimativa
de que existam mais de 20 mil tipos de
cervejas no mundo. O Brasil é o quarto
maior consumidor, em termos de volume, perdendo apenas para a China,
os Estados Unidos e a Alemanha. É um
grande mercado, já que são mais de 10
bilhões de litros de cerveja consumidos
pelos brasileiros por ano. Apesar disso,
as cervejarias artesanais representam
somente 1% do setor.
Mas elas estão expandindo. Diversas
associações dedicadas à cerveja estão se
43
CERVEJARIAS ARTESANAIS
Harmonizando
unindo para fortalecer o comércio do produto. Em junho, será realizado, em Piracicaba, no interior paulista,
o 7˚ Concurso Nacional de Cervejarias Artesanais. Na
programação, consta até uma competição direcionada à
confecção de rótulos. A expectativa é de reunir profissionais e apreciadores de todo o território nacional, já que o
concurso foi idealizado por entidades do Rio de Janeiro,
São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul,
Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco.
Os municípios catarinenses ganham destaque quando
o assunto é a cerveja. Blumenau sedia o maior encontro
cervejeiro do país, o Festival Brasileiro da Cerveja, e é
famosa por organizar uma das maiores festas alemãs do
Brasil, a Oktoberfest. Mas, além do circuito das bebidas
comerciais, o território barriga-verde tem ainda tradição na produção e no consumo de cervejas artesanais.
Dados da Associação de Cervejeiros Artesanais de Santa
Catarina apontam que há cerca de 140 sócios distribuídos por todas as regiões do estado.
Quando pretendemos fazer a harmonização entre
uma bebida e uma refeição, normalmente pensamos
no vinho mais adequado. No entanto, a combinação
entre os pratos e as cervejas também é possível.
Em alguns casos, pode-se inclusive fazer a relação entre as duas
bebidas. Os vinhos tintos, brancos e ácidos correspondem, em
geral, com as cervejas Ale escura, Lager clara e de alto amargor,
respectivamente.
As formas de harmonização das cervejas também podem ser relacionadas às regras do vinho. O contraste é utilizado nas ocasiões nas
quais há valorização tanto do prato quanto da bebida. E a semelhança,
mais comum, surge nas situações em que as sensações se agregam
com elementos parecidos. Aposte na cerveja conforme a intensidade
do sabor do prato. As cervejas leves combinam com os pratos leves,
e as encorpadas com os mais fortes. Evite as muito alcoólicas em refeições apimentadas, pois o álcool intensifica o sabor do condimento.
Comida
Cerveja
Ceviche (peixe marinado no limão)
Weizenbier
Saiba mais:
Camarão
Weizenbier ou Kölsch
Cerveja Falada (2010, 15 minutos) de Guto Lima,
Demétrio Panarotto e Luiz Henrique Cudo. O documentário aborda a vida do mais antigo mestre cervejeiro vivo
do Brasil, Rupprecht Loeffler, de 93 anos, e sua cervejaria,
a Canoinhense, em território catarinense. A produção foi
da Exato Segundo, que, em 2008, realizou um outro filme
sobre a bebida, intitulado “Histórias da Cerveja em Santa
Catarina”. Mais informações no site www.exatosegundo.
com.br.
Feijoada
Dunkel, Rauchbier e Weizenbock
Condimentada ou apimentada
Pale Ale
Pato com molhos adocidados
Doppelbock, Bock, Weizenbock e Cream Stouts
Costela
Dunkel
Pratos com molhos adocicados e molhos
agridoces, comuns na comida chinesa
Bock, Weizenbock, Barley Wine, Cream Stout
Comidas grelhadas e sobremesas de
chocolate
Schwarzbier, Dunkel, Stout
Chocolates meio amargos
Imperial Stouts
Sorvete de baunilha ou com cheesecake
Kriek belga
Cervejarias artesanais catarinenses - Entidade governamental que promove o turismo em Santa Catarina, a Santur
conta com um roteiro das cervejarias artesanais em diversas
cidades. Acesse www.santur.sc.gov.br.
Fonte: Eisenbahn - www.eisenbahn.com.br
7º Concurso Nacional de Cervejarias Artesanais - Nos dias
7, 8 e 9 de junho, o evento de Piracicaba terá uma competição de design de rótulos e palestras sobre a história da
bebida no país; questões técnicas de produção, como efeito
das proteínas e fermentação; e dicas de como montar uma
microcervejaria. Conheça mais no www.acervapaulista.com.
br/concursonacional2012/evento.html
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CINEMA
PAIXÃO
NACIONAL
DIVULGAÇÃO
Garrincha,
a Estrela
Solitária (2003)
Direção de Milton Alencar
Cinebiografia do jogador de futebol Mané
Garrincha. O filme foca mais a vida pessoal
do que a do atleta e seu conturbado casamento com a cantora Elza Soares. Baseado
na biografia escrita por Ruy Castro, conta
com os atores André Gonçalves e Taís Araújo
nos papéis centrais.
O futebol e os esportistas
brasileiros nas telas do cinema.
O futebol ainda é o esporte mais popular no país e o preferido pelas
produções cinematográficas nacionais. Seja em histórias ficcionais,
onde o futebol é pano de fundo para outros dramas e comédias, ou
inspiradas na vida de jogadores polêmicos, conhecidos pelo talento
com a bola e a vida pessoal conturbada. Mas atletas de outras
modalidades conquistaram os corações e a admiração dos brasileiros
e ganharam suas torcidas fiéis e o reconhecimento mundial,
como o piloto Ayrton Senna e o lutador Anderson Silva. Ambos,
recentemente, foram temas de documentários internacionais
elogiados pela crítica especializada e pelos fãs.
Heleno (2011)
Direção de José Henrique Fonseca
Nos anos 40, Heleno de Freitas era o príncipe da era de ouro do
Rio de Janeiro, quando a cidade era um cenário cheio de glamour
e promessas. Bonito, charmoso e refinado nos salões elegantes da
capital fluminense, ele era um gênio explosivo e apaixonado nos
campos de futebol. Tinha o sonho de que seria o maior jogador de
futebol de todos os tempos, mas a sífilis e as desventuras da vida
mudaram sua trajetória, que viveu dias de glória e terminou tragicamente. O astro Rodrigo Santoro interpreta Heleno.
A seguir, separamos uma lista com os melhores filmes sobre o tema
e os documentários internacionais que contam a vida dos nossos
ídolos brasileiros.
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CINEMA
Linha de
Passe (2008)
Direção de Walter Salles e Daniela Thomas
O conto de fadas dos jovens brasileiros é o tema central
do filme: a história de um garoto da periferia que sonha ser
jogador de futebol. Ele vive com a mãe, uma empregada
doméstica grávida que cria quatro filhos sozinha. A paixão
pelo futebol e a falta de uma figura paterna para os garotos
permeiam a história. No elenco, estão Vinícius de Oliveira (o
menino de Central do Brasil) e Sandra Corveloni, ganhadora
do prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por esse
papel. Uma curiosidade: o filme foi aplaudido durante nove
minutos após a exibição em Cannes.
Senna (2010)
Direção de Asif Capadia
Ayrton Senna disse a que veio no GP
de Mônaco de Fórmula 1, em junho de
1984. Nessa corrida, estavam seis nomes
importantes entre campeões da época e
futuros vencedores. O jovem Ayrton, em
sua sexta corrida, largou na 13ª posição
e ultrapassou um a um, alcançando seu
primeiro pódio. Não venceu, mas foi ali
que seu nome entrou para a história do
automobilismo. O tricampeão mundial
tem sua trajetória contada desde a ascensão até sua morte no GP de San Marino,
em 1994, sem esquecer a rivalidade com
Alain Proust e os problemas enfrentados
nos bastidores da Fórmula 1.
O Casamento
de Romeu e
Julieta (2005)
Direção de Bruno Barreto
Um corinthiano se apaixona por uma palmeirense, filha
de torcedor fanático do seu time. A comédia é divertida e
foi inspirada na obra de William Shakespeare. Com Luana
Piovani, Luiz Gustavo e Marco Ricca.
Anderson Silva Como Água (2011)
Direção de Pablo Croce
Se hoje as lutas de Artes Marciais Mistas (MMA) e o torneio
Ultimate Fighting Championship (UFC) são populares no
país, muito se deve ao talento de Anderson Silva, campeão
mundial na categoria peso médio do UFC. O documentário
Como Água acompanha o treinamento e a preparação do
lutador, entre as cidades de Miami e Los Angeles, para a
luta que pode lhe render o recorde mundial de 12 vitórias
consecutivas. Um retrato íntimo e surpreendente de um dos
grandes nomes do esporte. No documentário, há depoimentos de outros atletas como José Aldo, Lyoto Machida e
Júnior “Cigano” dos Santos.
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GASTRONOMIA
EAT,
NEW
YORK
EAT,
NEW
YORK
CITY
50
DIVULGAÇÃO
Na ilha onde a gastronomia de diversos países se encontra, é possível experimentar
sabores nunca antes imaginados a cada esquina da “big apple”. Exóticas, tradicionais,
modernas ou experimentais, as cozinhas e seus cheiros irresistíveis convidam turistas
e moradores a saborear receitas novas ou aquele seu prato favorito que abre o apetite!
Nesta edição, conheça três restaurantes especialistas em culinária mediterrânea que
merecem entrar no roteiro da sua próxima ida a Nova York.
Tertulia
6th Avenue, nº 359, no
Washington Place
Há um ano, o chef Seamus Mullen abriu o Tertulia. O local
captura o espírito dos chigres (casas de cidras), encontrados
na região de Astúrias. As experiências adquiridas na culinária espanhola são servidas através de um menu de tapas com
sabores autênticos, incluindo coca (grelhado flatbread com
sobrassada e cebola caramelizada), queijo mahón e ovo de codorna. Entre as entradas, fabada Asturiana (prato feito com
feijão, chorizo e porco). Experimente também a Sartenes e
Albóndigas de Cordero (almôndegas de cordeiro). Na lista de
vinhos espanhóis, opte pelo Txakoli, espumante seco branco,
da região basca. O local serve almoço, jantar e brunch nos
finais de semana. A decoração tem o equilíbrio entre o rústico e o sofisticado combinado com elementos espanhóis e
acabamento moderno. O teto alto é inspirado na região do
Ouviedo, Astúrias.
51
Ted Axelrod
GASTRONOMIA
Boulud Sud
Desde 2008, o restaurante Boulud Sud, do chef Daniel Boulud,
oferece sabores da Côte d’Azur, Espanha, Itália, Grécia, África
do Norte e Turquia. Destacam-se os peixes grelhados, o gaspacho, o cordeiro e os legumes frescos “De La Mer”, “Du Jardin”
e “De La Ferme”. O ratatouille é coberto com alho, migalhas
crocantes de pão e ovo orgânico cozido. Dentro do restaurante,
com decoração contemporânea em tons de amarelo girassol
e cinza, há painéis do artista Vik Muniz. A carta de vinhos
possui mais de 250 opções, com exemplares da Borgonha e o
tradicional Coteaux du Lyonnais.
52
West 64th Street, nº
20, entre a Broadway e
Central Park West.
The Setai Fifth Avenue,
nº 400, segundo andar.
Ai Fiori
Inaugurado em novembro de 2011, o Ai Fiori serve a cozinha
da Riviera com foco na costa mediterrânea da Itália e da Riviera
Francesa sob os cuidados do chef Michael White. Em menos de
um ano, o restaurante coleciona elogios, entre eles, uma estrela
Michelin, três do New York Times, 4-AAA Diamond Award,
além de ter sido eleito o melhor restaurante novo de NY em
2011. O estabelecimento oferece café da manhã, almoço e jantar diariamente. No menu, destaque para as antipasti, massas
brancas e pratos típicos da região da Riviera. O NY Post elogiou a receita Astice, uma lagosta cozida na manteiga, como “o
melhor prato do mundo”. Já a NY Magazine prefere o Agnello,
um cordeiro en crepinette. Entre as sobremesas, experimente
a Torta di Cioccolato com mousse de gianguja (chocolate da
cidade de Turin).
53
LUXO
DIVULGAÇÃO
Em um pedaço de terra circundado por dois oceanos é possível observar o verde das pradarias, a neve das cordilheiras
e animais simpáticos como os flamingos chilenos, condores andinos, ovelhas e guanacos. Esse lugar é a Patagônia
Chilena, espremida entre as águas oceânicas do Pacífico e
do Atlântico. O lugar abriga o Parque Nacional Torres del
Paine, considerado Reserva da Biosfera pela Unesco desde
1978, e o Lago Sarmiento, um ponto de observação privilegiado da Cordilheira Paine. A sedimentação do carbonato
de cálcio ao redor do Lago dá a sensação de que ele é flutuante. Nessa paisagem inebriante está o hotel boutique
Tierra Patagonia.
O hotel localizado entre
montanhas, geleiras e
prados da Patagônia
Chilena tem suas linhas e
formas cuidadosamente
integradas à natureza.
T ierr a
Patagoni a
A construção horizontal do prédio respeita as linhas da paisagem, integrando-se a ela. As janelas amplas dão acesso
à vista, tanto nos espaços públicos quanto nos quartos. O
Tierra Patagonia tem 40 apartamentos, sendo três suítes
com quarto e banheiro na parte inferior e sala de estar na
superior, e 37 habitações duplas superiores. Destas, cinco
podem se conectar para formar apartamentos familiares
para até seis pessoas. Além disso, há três suítes superiores
com mezanino. Todos os quartos contam com amenities
L’Occitane e vistas para o lago e as montanhas. A decoração
aconchegante remete à cultura local, levando os hóspedes a
uma imersão na história e na tradição patagônicas. O hotel
oferece ainda sala de estar, bar, área de jantar, biblioteca,
piscina interna e jacuzzi interna e externa. Além disso,
ainda tem o spa, que privilegia os elementos locais, como
pedras e águas, em tratamentos para o corpo e a mente.
A piscina interna aquecida é um convite ao relaxamento.
Banho a vapor, sauna, jacuzzis, tratamentos e massagens
são as demais atrações do spa.
A culinária preza pela excelência. Frutos do mar oriundos
do Estreito de Magalhães são o grande destaque do cardápio. Carnes de carneiro e de vaca das fazendas vizinhas
e frutas vermelhas de Calafate diversificam as opções. O
assado patagônico, churrasco de carneiro em que a carne
é cozida lentamente em forno a carvão, eram o destaque
culinário na vida dos colonizadores da região e se tornaram
uma tradição da cozinha local. Para acompanhar os pratos,
uma diversificada carta de vinhos chilenos, oriundos da
vinícola Matetic, drinques à base de whisky ou clássicos
pisco sours.
54
55
LUXO
Explore
as belezas
naturais
Saiba mais no site
www.tierrapatagonia.com
O hotel oferece aos seus hóspedes mais de 30 opções de
atividades locais, como caminhadas, trilhas, cavalgadas e
excursões às fazendas e aos pampas. Os passeios são divididos em três temas: Parque Nacional Torres del Paine (a apenas 15 minutos do hotel), Flora e Fauna e Vida Patagônica,
onde é possível observar a natureza e os animais que habitam a sensacional Patagônia Chilena. O hotel possui guias
especializados em fauna, flora, geologia, cultura e histórias
locais. Eles estão preparados para indicar os melhores passeios segundo o seu interesse e preparo físico.
Com nova proposta, o Tierra Patagonia fecha durante o
período de inverno mais rigoroso, entre os meses de maio
e agosto. O hotel, com serviço all include, está localizado a
uma hora de carro da cidade Puerto Natales, e o aeroporto
mais próximo é o de Punta Arenas, a quatro horas de carro.
Sobre a
Patagônia
Chilena
A história do local é de sobrevivência. Para se
proteger do frio intenso, os habitantes nativos
utilizavam gorduras e peles de animais para se
manter aquecidos. Os povos eram divididos entre
os Selkman, Yaganes, Tehuelches e Kaweshkar. A
área foi descoberta por exploradores, entre eles
Fernão de Magalhães, em 1520. Em 1800, uma
exploração britânica liderada por Robert FItzRoy,
trazia, em seu navio HMS Beagle, Charles Darwin.
As experiências e os estudos em relação às pessoas e espécies da região foram importantes para
sua teoria, A Origem das Espécies. A pecuária, o
comércio de lã, as peles e as penas são os principais negócios no desenvolvimento da Patagônia
Chilena, liderados por duas famílias influentes, os
Brauns e Menendez.
56
57
MODA
D U E L O
D E
T I T Ã S
Elsa Schiaparelli e Miuccia Prada ganham exposição em Nova York.
58
O Metropolitan Museum de Nova York recebe dois grandes nomes da moda italiana e mundial, Elsa Schiaparelli e Miuccia Prada.
Cada uma, a seu tempo, imprimiu estilo e renovação, ditou tendências e definiu rumos dentro da indústria da moda. Intitulada
“Conversas Impossíveis”, a exposição explora as afinidades das
designers através de vídeos e textos, sugerindo um diálogo entre
elas. A mostra é inspirada na série Entrevistas Impossíveis, de autoria de Miguel Covarrubias, para a revista Vanity Fair na década
PÁGINA ESQUERDA
ACIMA
George Hoyningen-Huené
(Russo, 1900–1968)
Portrait of Elsa Schiaparelli,
1932
Cortesia do The Metropolitan
Museum of Art, HoyningenHuené/Vogue; © Condé Nast
Guido Harari (Italiano, nascido no
Cairo, 1952)
Portrait of Miuccia Prada, 1999
Cortesia do The Metropolitan
Museum of Art, Guido Harari/
Contrasto/Redux
59
MODA
de 1930, onde ele promovia conversas
fictícias entre duas personalidades.
Na exposição, vídeos dirigidos por Baz
Lurhmann (Moulin Rouge, Australia)
simulam conversas entre as estilistas,
abordando a maneira como as mulheres
exploram temas similares em seu trabalho por meio de diferentes abordagens.
A organização e curadoria são de Harold
Koda e Andrew Bolton, que orquestraram conversas entre essas duas mulheres
icônicas e, assim, sugerem uma leitura
mais inovadora de suas obras.
As duas mulheres subverteram as noções contemporâneas em relação ao bom
gosto, beleza e glamour, buscando originalidade em suas criações. Admiradoras
dos movimentos artísticos, o surrealismo destaca-se nos designs tanto de
Schiaparelli quanto de Miuccia.
Schiaparelli identificava-se com o surrealismo e criou peças emblemáticas como o
vestido Lágrima e o colar bug. Suas roupas eram feitas para impressionar, para
destacar a mulher que as usava. Já a
Prada é uma marca que reflete a natureza
eclética do pós-modernismo. Seus óculos
butterfly conquistaram fashionistas em
2008, e a coleção de verão 2012 foi inspirada nas formas dos carros dos anos 50.
Diana Vreeland in Elsa Schiaparelli,
Harper’s Bazaar, April 1937
Cortesia do The Metropolitan Museum of
Art, Fotografia por Louise Dahl-Wolfe
Louise Dahl-Wolfe Archive / © 2012
Center for Creative Photography, Arizona
Board of Regents
60
Para o curador Harold Koda, justapor o
trabalho de Elsa Schiaparelli e Miuccia
Prada permite explorar como o passado
ilumina o presente e como o presente reanima o passado.
Além dos vídeos, roupas criadas pelas
estilistas poderão ser vistas de perto.
A exposição é realizada no primeiro andar do Metropolitan Museum e conta
com 90 modelos e 30 acessórios de Elsa
Schiaparelli (1890-1973), produzidas entre o final dos anos 20 e os anos 50. De
Miuccia Prada, há criações desde os anos
80 até hoje. As peças são da coleção do
Costume Institute e do arquivo da Prada,
assim como de outras instituições e acervos particulares.
Para retratar as correlações entre as duas
designers icônicas italianas que viveram
em épocas totalmente diferentes, a mostra vai se concentrar em sete temas específicos. Cada assunto é objeto de uma
“conversa” entre Elsa e Miuccia, desde
simples adornos até a influência das designers na estética feminina atual (leia
mais no box na próxima página).
A exposição, que ocorre até o dia 19
de agosto, é organizada pelo Costume
Institute do Metropolitan Museum of
Art e conta com o apoio da Amazon e da
Condé Nast.
Miuccia Prada, spring/summer 2011
Cortesia do The Metropolitan Museum of Art,
Fotografia © David Sims
61
MODA
Elsa Schiaparelli
Miuccia Prada
Elsa Schiaparelli nasceu em Roma, em 1890. Mudou-se para
a França, em 1922, quando já desenhava e vendia seus primeiros tricôs. Abriu sua primeira butique no final dos anos
20 encorajada pelo amigo e estilista renomado Paul Poiret.
Ela sempre esteve conectada com os artistas de seu tempo,
era amiga de Marcel Duchamp, Jean Cocteau, Christian
Bérard e Salvador Dalí. Para ela, a moda estava sempre vinculada com a evolução das artes plásticas contemporâneas,
especialmente a pintura.
Natural de Milão, nasceu em 10 de maio de 1949. Assumiu
a empresa da família, fundada pelo seu avô em 1913, no
final dos anos 70. Com doutorado em ciência política e ex-militante do Partido Comunista Italiano (vestindo Yves
Saint Laurent nas passeatas), Miuccia modernizou a marca
com a confecção de bolsas de náilon. A Prada, aliás, é uma
das marcas mundiais que mais investe em pesquisa têxtil. O
mix de estampas é outro diferencial que aparece nas coleções
de moda com bastante frequência.
O sucesso de suas criações surrealistas, fantasiosas e exóticas tornaram-na a maior rival de Coco Chanel, dona de
um estilo completamente oposto, funcional para a mulher
moderna. Com Dalí, Schiaparelli criou peças icônicas como
o chapéu em forma de sapato, a bolsa telefone, o vestido
decorado com uma lagosta e o tailleur-escrivaninha com
bolsos em forma de gaveta. Além de suas criações sempre
impactantes, ela inovou nos materiais utilizados em suas
roupas, como o zíper, o crepe de seda e o celofane. Todos
esses novos materiais, como a fibra sintética, possibilitaram
que Elsa executasse todos os seus sonhos surrealistas, através de cores vivas, não muito usadas na época.
Amante das artes plásticas e da arquitetura, Miuccia criou
em parceria com seu sócio e marido, Patrizio Bertelli, a
Fundação Prada. Desde 1995, a Fundação publica livros e
abriga exposições. Já suas lojas, batizadas de epicentros, relacionam a moda com a arte e a arquitetura. Os projetos são
assinados por arquitetos renomados, como o holandês Rem
Koolhaas, e lembram galerias de arte. A Prada é hoje uma
das principais marcas que ditam as tendências no mercado
consumidor de moda. O que a Prada mostra em seus desfiles,
vira febre de consumo, outras marcas copiam e suas ideias
acabam durando mais que uma temporada. Um forte exemplo é a renda, que andava esquecida.
O rosa “shocking” é uma de suas criações e foi usada em chapéus, capas bordadas, entre outras peças. Entre suas clientes, estrelas de cinema como Greta Garbo, Joan Crawford,
Mae West e Carole Lombard. Durante a Segunda Guerra
Mundial, Elsa fechou as portas de seu ateliê, e reabriu
em 1945. Pierre Cardin e Hubert Givenchy foram alguns
dos estilistas famosos que passaram pelo seu ateliê. Elsa
Schiaparelli morreu em 1973, aos 83 anos.
Miuccia criou uma coleção no início de 2008 e as rendas
ganharam força com novos materiais, recortes, mostrou-se
mais comportada ou transparente e ainda é um bom investimento fashion. A silhueta ladylike, com a cintura marcada,
é outra aposta da Prada que deu muito certo. A marca também gosta de buscar inspiração nas décadas passadas e em
peças vintage. Também em 2008, Miuccia foi capa da The
New York Times Magazine, sendo a primeira designer de
moda na capa da publicação. Um dos dons da Prada é a visão extraordinária em prever mudanças culturais através das
roupas e acessórios.
Amo a ironia do meu trabalho. Ele é sobre o que gosto e
também é a tentativa de decifrar o que o outro deseja.
Miuccia Prada
Galerias da Exposição
“Da cintura para cima / Da cintura para
baixo” - paralelo estético entre o uso
de detalhes decorativos das roupas de
Schiaparelli como uma resposta à maneira
como as mulheres se vestiam nos anos 30,
enquanto explora as peças da Prada abaixo
da cintura, numa expressão simbólica da
modernidade e feminilidade. Uma subseção de acessórios desta galeria, chamada
“pescoço para cima / joelhos para baixo”,
vai mostrar chapéus Schiaparelli e calçados
Prada.
“Ugly Chic” – subverte os ideais de beleza
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tradicionais, entre o mau e o bom gosto
através da cor, estampas e tecidos.
“Hard Chic” - explora a influência de uniformes e da moda masculina utilizada por
ambas para promover uma estética minimalista que se destina a negar e ao mesmo
tempo aumentar a feminilidade.
“Naif Chic” – aborda a sensibilidade feminina para subverter as expectativas de
idade apropriada na moda.
“O Corpo Clássico” - demonstra o
envolvimento das designers com estéticas
da antiguidade, através do olhar dos séculos XVIII e XIX.
“O Corpo Exótico” - mostra a influência
de culturas orientais através de tecidos e
silhuetas.
“O Corpo Surreal” – ilustra como elas influenciaram as imagens contemporâneas
do corpo feminino através de práticas
surrealistas, como o deslocamento, esbarrando nas fronteiras entre realidade, ilusão,
natural e artificial.
63
MÚSICA
Amy Winehouse pode ter morrido em 23 de julho de 2011, mas
seu estilo personalíssimo marcou a volta da soul music, que
vive nos dias de hoje um novo auge, após passar muitos anos
longe das rádios e ser deixada de lado pela indústria fonográfica. O estilo se renova, cresce e apresenta uma safra de ótimos
artistas que carregam a tradição de cantar com o sentimento
na ponta da língua, seja no som retrô de Sharon Jones & The
Dap Kings ou no eletro soul de Cee-lo Green.
O soul andou meio sumido desde meados da década de 1980,
quando se diluiu em pastiches e gerou uma leva de cantoras
e cantores que, para simular uma profundidade inexistente,
esticavam notas sem fim em exibicionismos vazios e vibratos
cansativos.
Com a chegada dos anos 2000, pouco a pouco uma nova geração sedenta e saudosa da sonoridade soul e da expressividade crua do estilo se formou, e começaram a surgir artistas e
bandas que colocaram a soul music em evidência novamente,
mostrando que ela veio pra ficar.
Quem é e como é a soul music hoje?
No século XXI a soul music tem diversas formas, do punk soul
dos Lefties Soul Connection aos grooves instrumentais da
Quantic Soul Orchestra. Outros artistas são fiéis aos sons clássicos e seguem fazendo as coisas como antigamente, gravando
com fitas e com a banda ao vivo no estúdio. Esses artistas mais
“tradicionais” fazem parte da vertente chamada de retro soul.
Alguns dos artistas que podem ser destacados são:
Cee-lo
SOUL MUSIC
DIVULGAÇÃO
AS NOVAS CARAS DA
Cee-lo Green, ou Thomas Decarlo Callaway, nasceu em Atlanta,
capital do estado norte-americano da Geórgia, de onde vieram
alguns dos maiores ícones da soul music, como Ray Charles,
Otis Redding e o criador do funk James Brown. O cantor começou como rapper no grupo Goodie Mob junto com mais três
amigos. Em 2006 lançou um disco em parceria com o produtor
Danger Mouse que trouxe o sucesso mundial. Os dois formaram o Gnarls Barkley e foram responsáveis por um dos maiores
hits dos anos 2000, Crazy.
Bandas e festivais do estilo se multiplicam pelo mundo. A onda
que veio com Amy Winehouse foi mais que uma marola.
Cee-lo é um dos
responsáveis por um dos
maiores hits dos anos 2000,
Crazy, que ganhou um
Grammy e prêmio de melhor
música da década.
64
A canção tem uma interpretação impecável que alia emoção
pura com uma letra inteligentemente pop sobre um tema obscuro: a loucura. Crazy se tornou o primeiro single a alcançar
o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido somente com a
venda de downloads. Ela ganhou também o Grammy de melhor
música alternativa em 2007 e foi eleita a melhor música da
primeira década do século pela revista Rolling Stone.
Em 2011 Cee-lo lançou o álbum Lady Killer, que teve enorme
sucesso com o single Fuck You. No dia 12 de maio, Cee-lo se
apresentou pela primeira vez no Brasil, em São Paulo, no Sónar
Festival.
65
MÚSICA
Sharon Jones & The Dap Kings
Michael Kiwanuka
FOTO: Laura Hanifin
Ela é rainha do soul do século XXI. Uma força da natureza.
Com mais de 50 anos, Sharon Jones estava trabalhando como
carcereira e quase a ponto de desistir da carreira de cantora.
Foi aí que conheceu um jovem baixista e produtor fanático pela
sonoridade vintage dos anos 60/70, Gabriel Roth. Assim surgiu
Sharon Jones & The Dap Kings.
Com mais de 50 anos, Sharon
Jones estava trabalhando como
carcereira e quase a ponto de
desistir da carreira de cantora.
Todos os discos do grupo são gravados analogicamente. A sonoridade vintage reproduzida com convicção traz à lembrança
os clássicos da Motown e Stax (gravadoras famosas do estilo).
Foi esse som que chamou a atenção de Amy Winehouse e de
seu produtor Mark Ronson, que rapidamente contrataram os
Dap Kings para tocar no disco Back to Black, responsável por
levar a cantora inglesa ao sucesso mundial.
Não pára por aí
Atualmente, a artista bebe bastante na fonte da soul music para
criar seus hits e interpretá-los com propriedade (e assim como
sua inspiração Amy, com uma precocidade surpreendente). A
britânica Adele, com apenas 23 anos, tem emplacado hit atrás
de hit: Someone Like You, Set Fire to The Rain e a onipresente
Rollin In The Deep são alguns deles. Atualmente ela é a maior
vendedora de discos e detentora de recordes que já ultrapassaram artistas como os Beatles, Queen e Pink Floyd.
66
Seu primeiro disco, Home
Again, entrou nas paradas de
mais de dez países
Em 2011 fizeram um show apoteótico e gratuito no Parque do
Ibirapuera em São Paulo.
Adele
Atualmente, Adele é a maior
vendedora de discos e detentora
de recordes que já ultrapassaram
artistas como os Beatles, Queen
e Pink Floyd.
O inglês Michael Kiwanuka, filho de pais refugiados do regime
de Idi Amin na Uganda, tem sido comparado a Bill Withers,
Otis Redding e Van Morrison por sua música emocional em
arranjos com fortes influências de Motown. No ano passado
ele foi guitarrista da banda que acompanhou Adele em sua Live
2011 Tour e também assinou contrato como artista solo com a
Polygram Records. Seu primeiro disco, Home Again, entrou nas
paradas de mais de dez países e em sua terra natal, a Inglaterra,
chegou ao quarto lugar.
Cantoras como ela e Amy Winehouse são como se tivessem seguido à risca o conselho do escritor Nelson Rodrigues: “Jovens:
envelheçam depressa!”. Elas sabem espremer o sentimento de
cada palavra cantada e dar às músicas uma verdade profunda e
direta que se conecta com quem ouve, independente da língua.
Existem ainda muitos outros nomes que valem ser conhecidos
como Aloe Blacc, Breakestra, John Legend, Mayer Hawthorne,
Janelle Monáe, The Poets of Rhythm e Eli “Paperboy” Reed.
Novos artistas da soul surgem ou também voltam. Vários músicos que tiveram carreiras modestas ou mais sólidas nos anos
70 , como Al Green, também engrossam essa nova cena que
está botando o mundo pra balançar.
Playlist da nova Soul Music
Cee-lo Green - Georgia
Aloe Blacc - Loving You Is Killing Me
Breakestra - Stand Up
Sharon Jones & The Dap Kings - New Shoes
Michael Kinawuka - I Need Your Company
Adele - Set Fire To The Rain
Kylie Auldlist - Made of Stone
The Poets of Rhythm - More Mess Of My Thing
Sharon Jones & The Dap Kings - Better Things To Do
Mayer Hawthorne - A Long Time
Amy Winehouse - Our Day Will Come
John Legend - Our Generation
Lefties Soul Connection - Have Love Will Travel
Quantic Soul Orchestra - Hold It Down
Raphael Saadiq - Heart Attack
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Martin’s Flower Liberty Print
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LomoKino Titular
Smart Phone
LomoKino &
LomoKinoScope
Uma câmera diferente. Para os mais jovens, é uma novidade. Para
os mais vividos, é o resgate de uma tecnologia revolucionária. A
LomoKino usa um rolo de filme 35 mm, o mesmo usado nas antigas máquinas fotográficas, para a gravação de curtas-metragens,
como se faziam os filmes quando o cinema foi inventado. Para
assistir às filmagens, basta carregar o filme no LomoKinoScope,
já revelado e inteiro (peça para o laboratório não cortar o rolo).
Ambos funcionam através de manivelas manuais.
LomoKino & LomoKinoScope
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Valor: R$ 279,00
74
Para digitalizar os filmes, a Lomo criou a
LomoKino Titular Smart Phone. Nessa peça,
que deve ser encaixada no LomoKinoScope, é
inserido um smart phone no modo filmagem.
Enquanto gira-se a manivela, o smart phone
grava e cria o arquivo digital com aparência
vintage. Na peça podem ser acoplados aparelhos dos modelos iPhone3GS, 4s e 4; Samsung
Galaxy Sll e Sony Ray.
LomoKino Titular Smart Phone
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