Análise Interativa dos Mercados

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Análise Interativa dos Mercados
Projeção para Nova Dimensão
Econômica e Integração Comercial
Rondônia – Bolívia – Peru
Volume II
Análise Interativa dos Mercados
PORTO VELHO / RO / BRASIL
Setembro 1999
Ficha Catalográfica
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE RONDÔNIA – FIERO
Projeção para Nova Dimensão Econômica e Integração Comercial:
Rondônia/Bolívia/Peru/ coordenado por William José Curi; colaboradores Antônio Rocha
Guedes . . . [et al]; revisão técnica por Márcio Fontes Nascimento. Porto Velho: SEBRAE,
1999.
3 v.
Conteúdo: v.1. Diagnósticos – v.2. Análise Interativa dos Mercados – v.3. Agenda de
Exportação
1. Rondônia – Comercialização de, 2. Comércio Externo – Rondônia, 3. Integração
Comercial I. Curi, William José II. Título
DIRETORIA DA FIERO
Presidente
Julio Augusto Miranda Filho
Vice-Presidente
Jurandir Gomes de Almeida
Antônio Carlos do Nascimento
Adélio Barofaldi
Paulo Jair Kreus
José Marcondes Cerrutti
Antônio Alfonso Erdtmann
Giuliano Domingos Borges
Aldo Josefovicz
Luiz Antônio Appi
Euzebio André Guareschi
Diretores
Avalone Sossai de Farias
Euvaldo Foroni
Ilse Popinhaki
Jaime Maximino Bagatolli
Roberto Luiz Passarini
Robson Guimarães
Vilson dos Santos
Alan Gurgel do Amaral
José Marques da Silva
José Jesus de Oliveira
Alfredo Maia Rodrigues
Mário Queiroz de Araujo
Adilson Popinhaki
Julio Augusto Miranda Filho
Miguel de Souza
Carlos Antônio Schumann
Evaldo Paulo Verzelatti
Irio de Bortolo
Luiz José Joner
Renato Antônio de Souza Lima
Valetin Luiz Turatti
Waldomiro Onofre
José Carlos de Moura Lopes
Helena Aparecida Riça Mourão
Conselheiros
Pedro Teixeira Chaves
Elderico Vasconcelos Rezende
Paulo Brasil Martins Porto
Delegados Confederativos
Mario Calixto Filho
Roberto Luiz Passarini
SUPERINTENDENTE
Nazareno Gomes Barbosa
DIRETORIA DO SEBRAE/RO
Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/RO
Luiz Malheiros Tourinho
Diretoria Executiva
DIRETOR SUPERINTENDENTE
Roberval Duamel de Zúniga Junior
Diretor Técnico
Silvio Rodrigues Persivo Cunha
Diretor Administrativo Financeiro
Carlos Alberto Machado de França
EQUIPE DE TRABALHO
Coordenador
William José Curi
Equipe Técnica FIERO
Antônio Rocha Guedes
Antônio Tadeu Nardoto Prado
Desóstenes Marcos do Nascimento
Giuliana Araújo Sales
Haidê de Mello Santini
Márcio Fontes Nascimento
Miguel Alfredo Bambach Fica
Nahim José Aguiar
Nazareno Gomes Barbosa
Equipe Técnica SEBRAE/RO
João Machado Neto
Roberta Cavalcanti Osório de Barros
Apoio
Cleveson Alexandre Amaral Teixeira
Maisa Leles Vieira
Marcelo Milhomem de Souza
Maria Batista da Silva
MENSAGEM DO PRESIDENTE DA FIERO
Este trabalho foi desenvolvido pela FIERO em parceria com o SEBRAE/RO e teve como principal
objetivo a realização de estudos sobre o potencial de comercialização de Rondônia com vistas
aos mercados dos países vizinhos Peru e Bolívia, como alternativa de oferecer novas
oportunidades de negócios e investimentos para a iniciativa privada de Rondônia.
A dificuldade na obtenção de dados e a reduzida confiabilidade das informações existentes
induziu a que se buscasse checar, diretamente junto aos empresários exportadores e
importadores do estado e dos países envolvidos, pesquisados em um universo representativo dos
segmentos mais importantes, notadamente madeira, carnes e frigorificados, os dados e
informações que se faziam necessários ao desenvolvimento do trabalho.
Aproveitamos para parabenizar o SEBRAE/RO, cumprimentando seus funcionários e também os
da FIERO que, com dedicação e competência, tornaram possível este trabalho.
Concluindo, afirmamos que se quisermos romper os atuais paradigmas, não podemos nos
abrigar num mundo imaginário, onde a história fique paralisada e não se alimente de mudanças.
Para um estado marcado pelo imobilismo é necessário descobrir a gigantesca força das
mudanças. Aquelas que nos conduzem ao rumo da história. Este trabalho, em nossa perspectiva
e esperança, é uma dessas forças gigantescas capazes de produzir mudanças, alavancando o
desenvolvimento.
JULIO AUGUSTO MIRANDA FILHO
Presidente do Sistema FIERO/SESI/SENAI/IEL
MENSAGEM DO PRESIDENTE DO SEBRAE/RO
A publicação do presente documento se insere no notável esforço de integração latinoamericana alimentado, principalmente pelo grande desenvolvimento das relações intracontinente trazidos pelo MERCOSUL e ampliados pela proposta de uma rápida implantação da
Área de Livre Comércio das Américas – ALCA que tem se revelado um frutífero campo para a
cooperação e o relacionamento entre as nações.
Em particular, no que tange à Rondônia, representa mais um passo decisivo no significativo e
gigantesco esforço de articular-se extranacionalmente aos nossos irmãos e vizinhos, Bolívia e
Peru, que apresentam características similares, em muitos pontos, e um mercado complementar,
em muitos outros, o que poderá, sem dúvida, gerar um futuro promissor para um intercâmbio
comercial e cultural visando alcançar o grande sonho de Bolivar de uma América Latina unida e
forte.
Vale salientar que a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia – FIERO, nas pessoas de
seus dirigentes e corpo técnico, estão de parabéns pela qualidade do trabalho realizado que,
doravante será uma fonte indispensável de consulta para todos os que desejarem tomar
conhecimento das possibilidades de aproximação entre os nossos países e um instrumento
facilitador para quem se inicia na difícil área das relações internacionais no Estado de Rondônia
e na Amazônia.
Como co-participante de um trabalho desta qualidade o SEBRAE/RO não somente cumpre o seu
papel de motor do desenvolvimento das micro e pequenas empresas bem como, dentro de seus
objetivos de universalização do saber e de fazer acontecer, orgulha-se do resultado de uma
parceria que projeta para o futuro uma melhoria significativa do Estado, do País e do
Continente. Rondônia, por meio de trabalhos técnicos semelhantes, caminha, de fato, para ser
um centro regional de suma importância do novo Brasil que veremos crescer no novo milênio
reforçando nossa crença no destino de um povo predestinado para a igualdade, participação e
bem-estar social.
LUIZ MALHEIROS TOURINHO
Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/RO
APRESENTAÇÃO
O comércio externo brasileiro vem experimentando, nestes últimos anos, inúmeras
transformações que estão lhe conferindo maior dinamismo e importância, onde se pode
ressaltar:
1º. A relativa estabilidade na economia que, como conseqüência, impulsiona um maior e
diversificado consumo de bens, inclusive importados, como resultado de uma abertura
comercial da economia que se encontrava atrelada a rígidas regras para a
comercialização de produtos de outros países;
2º. O aumento excessivo de importações acarretando um desequilíbrio na balança
comercial, o que vem impondo ao país a necessidade de acelerar o crescimento do seu
portfólio de exportações, já que existe uma correspondência necessária entre o
crescimento de importações e a elevação de exportações;
3º. A globalização que vem posicionando o Brasil como líder de um bloco econômico
que começa a preocupar as maiores potências mundiais.
Neste contexto é que se concebeu e elaborou este trabalho, já que o Estado de Rondônia
necessita consolidar os seus mercados e aproveitar o momento que vive o comércio exterior do
país, inscrito em políticas liberalizantes, que permitem a sensação de grande potencial e
liberdade para importar e exportar produtos.
Ao decidir pelas relações comerciais com o exterior o setor produtivo rondoniense encontrará
um significativo problema a ser enfrentado: fazer do comércio exterior, principalmente da
exportação, um procedimento integrado às suas atividades. Não haverá sucesso sem a
consciência de que exportar não se define como atividade isolada no desenvolvimento
empresarial. Não se trata de considerar o comércio exterior como empreitada eventual ou
casuística decorrente de retrações em que o mercado interno não se apresente promissor para
os produtos comercializados. Não se trata também de exportar somente excedentes, o que
certamente pode eqüivaler à falta de empenho para a sedimentação empresarial em seu sentido
mais amplo.
As relações comerciais externas se organizam concomitantemente aos demais fatos
representativos da vida econômica do setor produtivo significando o entrosamento perfeito de
novas perspectivas de negócios a se somarem aos negócios e operações já regular e
normalmente desenvolvidos em âmbito interno. Relegar, por conseguinte, as relações comerciais
com países vizinhos e tão próximos, a planos secundários no conjunto dos acontecimentos que
fazem a vida econômica de Rondônia, significaria admitir que não estaríamos tentando adequar
o ambiente empresarial rondoniense ao contexto da abertura comercial brasileira e ao perfeito
entrosamento das operações da busca de novos negócios, em consonância aos negócios já
existentes.
Nesse sentido é que o SEBRAE/RO e a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia – FIERO
firmaram o Convênio de Cooperação Técnica que viabilizou este trabalho: MERCADO
EMERGENTE: RONDÔNIA, BOLÍVIA E PERU. O primeiro e significativo passo para inserir o
Estado de Rondônia no contexto da competitividade internacional de suas empresas e da
amplitude global da comercialização de seus produtos.
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METODOLOGIA
Ao se olhar para o exterior do Estado de Rondônia percebe-se logo uma série de dificuldades:
distância dos demais centros do próprio país, idiomas diversos assim como diferentes hábitos e
cultura dos países próximos, modos de vida, consumo, legislação, sistemas políticos e outros.
O plano de ação estabelecido para a elaboração desse estudo considerou, pois, inicialmente,
ampla consulta às entidades ligadas às atividades de comércio exterior tais como: embaixadas,
câmaras de comércio, CNI, além de outros organismos federais e estaduais, com o objetivo de
fazer uma primeira sondagem sobre os assuntos e principais produtos que pudessem compor a
pauta de comercialização exterior do Estado de Rondônia.
Impunha-se portanto a utilização de informações adequadas que pudessem levar a delimitações
de áreas geográficas com os países que se apresentassem como mais viáveis à comercialização
imediata com Rondônia: Bolívia e Peru.
Uma vez conhecidos os hábitos de consumo, as bases econômicas, as relações institucionais
momentos de aumento e/ou diminuição de demandas, regimes políticos e legislações da Bolívia
e Peru foi possível começar o delineamento dos princípios que definem e sustentam
normalmente as operações comerciais:
1º- o que vender?
2º- como vender?
3º- onde e para quem vender?
A reflexão sobre estas perguntas envolveu amplo levantamento de campo não só em Rondônia
como na Bolívia e no Peru. A opção pelo estudo desses mercados teve razões na proximidade
geográfica desses países com Rondônia, a demanda externa existente no tocante a alimentos e
produtos industrializados, possuírem economias aparentemente complementares e, também,
disporem de legislação consolidadas e contendo facilidades para a realização de negociações.
A implementação dos trabalhos de campo, precedida do planejamento estratégico que toma por
base o levantamento dos dados disponíveis coletados junto às autoridades oficiais ligadas ao
comércio exterior, ensejou um minucioso trabalho de pesquisa junto aos empresários,
associações, cooperativas, sindicatos e entidades afins, para identificação dos principais produtos
e de que forma e quantidade são comercializados em cada um dos mercados estudados.
Alcançou-se ainda a identificação dos fatores intervenientes nas relações comerciais entre os
mercados analisados, com ênfase para o transporte, considerando-se os custos de frete e a
estrutura aeroportuária existente, a competitividade dos preços, a qualidade dos principais
produtos considerados e as facilidades oferecidas pelas diferentes legislações.
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Definidos, portanto, os mercados do Estado de Rondônia e dos países vizinhos da Bolívia e Peru,
elencados os principais produtos e variáveis intervenientes em sua comercialização, escolha
consagrada na pesquisa de campo que incluiu viagens de técnicos aos países vizinhos e aos dez
maiores municípios de Rondônia, que representam mais de 50% da produção primária e
secundária do Estado, realizou-se uma análise macroeconômica com o aprofundamento possível
que permitisse ao longo do estudo realizado , uma visualização mais detalhada e próxima das
necessidades e potencialidades de cada um dos mercados em estudo.
Dessa forma a metodologia de estruturação do trabalho procurou sempre apoiar-se na
afirmativa: quem compra procura sempre novos fornecedores e quem vende procura sempre
novos compradores – que considera a compra e a venda como atividades extremamente
dinâmicas e em constante evolução. Ela procurou de forma objetiva e com visão prospectiva:
a) Definir
as características gerais do Estado de Rondônia, da Bolívia e do Peru;
os principais aspectos e produtos dos setores produtivos de cada um desses mercados
com vistas à comercialização;
as principais variáveis intervenientes no processo de comercialização externa, com
ênfase para os meios de transportes, a legislação e preços praticados sobre os
produtos selecionados.
b) Oferecer
produtos essenciais, para que de posse deles, pela análise que conduzem sobre cada
produto, mercado e formas de comercialização, as empresas adquiram o
conhecimento que lhes permita as orientações e bases que nortearão sua política
externa e a programação de suas ações. São cinco partes que compõem o trabalho
Projeção para Nova Dimensão Econômica e Integração Comercial:
1ª. Parte: O mercado de Rondônia;
2ª. Parte: O mercado da Bolívia;
3ª. Parte: O mercado do Peru;
4ª. Parte: Análise interativa dos mercados: Rondônia, Bolívia e Peru;
5ª. Parte: Agenda de Exportação.
c) Procurar
acima de tudo, desenvolver a consciência de que o trabalho de comércio exterior
não se encerra quando se tenta definir os produtos passíveis de exportação e os
países que poderão adquiri-los. O trabalho só estará se completando quando, no
Estado de Rondônia, na Bolívia e no Peru, começarem a se definir as empresas que
poderão, em cada um desses mercados, apresentar interesse em importar os
produtos que se deseja exportar, dando vida, pela comercialização, à realidade deste
estudo.
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CAPÍTULO 1
O ESPAÇO GEOGRÁFICO
ANDINOANDINO-AMAZÔNICO
1.1 GLOBALIZAÇÃO
No limiar do ano 2000 renovam-se as realidades e os sistemas de relações que as presidem. O
próprio processo de internacionalização ganha, inclusive, outro nome: globalização. O fantástico
encurtamento do espaço e do tempo, trazido pela redução nos custos de transportes e pelas
tecnologias de informação e telecomunicações, faz possível operar-se em escala mundial. A
expansão e intensificação das comunicações são um indicador desse fenômeno. Com o uso do
fax, do telex, do correio eletrônico, enfim, de todos os recursos on line para se comunicar, fica
evidente a possibilidade de coordenação globalizada da atividade econômica. O alto custo de
desenvolvimento das novas tecnologias e a rápida superação dos produtos e processos exigem
que se trabalhe para mercados ampliados. A escala de comercialização mundial aparece, então,
como uma das formas mais eficazes de atingir maior dimensão dos mercados e enfrentar a
concorrência acirrada que se acentua. O processo produtivo, cada vez mais complexo, tem
influência marcante sobre as estratégias das empresas e a internacionalização passa a ocupar um
papel mais importante. A acelerada formação de joint-ventures e de outros tipos de associações
entre empresas, em todo o mundo, demonstra claramente esta busca de expansão. Por outro
lado, ao se tornarem as economias nacionais muito abertas, suas fronteiras se enfraquecem,
facilitando a mobilidade de bens, serviços e capitais. Assim, ao desaparecer esse obstáculo para
o comércio e os investimentos, estes intensificam-se e suas alianças ampliam-se enormemente.
Essa abertura do sistema econômico reforça a globalização, enquanto esta obriga a uma revisão
permanente das negociações e acordos entre os países e suas práticas institucionais.
O espaço geográfico de nossos tempos, portanto, vem se caracterizando pela transformação dos
territórios nacionais em espaços nacionais de economias internacionais, já que se criam
condições para que os fluxos de informações e financeiros ultrapassem as fronteiras dos países, o
mesmo acontecendo com o comércio e os investimentos diretos, por meio de acordos gerais ou
bilaterais, a partir de regulações políticas e econômicas que estimulam a abertura comercial e
financeira e privilegiam produção orientada para fora. Esse contexto oportuniza e faz surgir
propostas de criação de zonas de livre comércio,
uniões aduaneiras e mercados comuns a partir do agrupamento de países – ou regiões –
principalmente vizinhos, tais como a União Européia, a área de livre comércio entre Estados
Unidos, Canadá e México (NAFTA) e o MERCOSUL.
1.2 OS GRUPOS REGIONAIS
Esses novos conjuntos ou agrupamentos de países são arranjos políticos originados a partir do
estabelecimento de tratados. São tentativas de construção de novos grupos regionais,
fundamentadas em solidariedade organizacional alcançada a partir da circulação e do
intercâmbio das comunidades territoriais. As novas propostas de regionalização não resultam,
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portanto, de uma simples zona de países ou regiões próximas ou vizinhas já que os agentes
envolvidos precisam considerar, mais do que nunca, a dimensão internacional como parte de
suas estratégias e incluir novos elementos, como a intencionalidade comercial que, longe de ser
externa à região, passa a ser parte dela. A nova organização de espaço geográfico não depende
apenas de tendências, mas de tendências e vontade. Vontade política para construir um futuro,
no qual as regiões próximas e com semelhanças possam se unir horizontalmente, reconstruindo
bases de vida em comum, capazes de criar normas próprias em benefício do maior número de
pessoas. Este processo de regionalização, ao promover uma construção de espaço solidário,
facilita a existência das horizontalidades entre os lugares vizinhos reunidos por uma
continuidade territorial.
A iniciativa de associação entre os países da América do Sul acontece em um contexto histórico
particular para o continente latino-americano. O modelo de substituição de importações,
implementado em grande parte dos países da América Latina no período pós-guerra, acelerou
um processo de industrialização que estava destinado a satisfazer, quase exclusivamente, às
necessidades do mercado interno, modelo que se justificava a partir da emergência das classes
médias, voltadas a um consumo cada vez mais diversificado. O papel ativo do Estado tem uma
importância decisiva nesse processo, investindo em obras de infra-estrutura, expandindo os
serviços públicos e produzindo bens.
No final da década de 80 o modelo de substituição de importações favoreceu o surgimento de
um modelo de abertura econômica unilateral que combate todo tipo de proteção e promove o
livre movimento de bens e serviços, tentando uma adequação a uma nova realidade. Essa
abertura não se restringe, exclusivamente, ao âmbito comercial. Ela também busca eliminar as
restrições ao movimento de capitais, criando as condições econômicas e políticas para aumentar
o fluxo de investimentos estrangeiros diretos. Assim, o processo de elaboração de normas e de
sua aplicação transforma-se em um elemento central para criar uma atmosfera atraente aos
investidores mais dinâmicos. Um exemplo, nesse sentido, é o programa de privatizações das
empresas públicas que, com diferentes ritmos, se impôs em todos os países latino-americanos.
Não se trata de um Estado ausente, submetido às exigências do mercado. Trata-se de um
mercado aberto, sem fronteiras, que considera a inserção no contexto internacional como
principal forma de atingir o desenvolvimento econômico.
É com esse enfoque que aparecem na América Latina várias iniciativas de associação entre
países vizinhos. Destacam-se, além do Mercosul, o Pacto Andino e o Mercado Comum Centro
Americano – acordos preexistentes que recebem um novo impulso a partir de renovados
programas de negociação regional.
1.3 OS SETORES PRODUTIVOS
Na construção dos mercados ampliados torna-se fundamental a ação dos setores produtivos
porque as empresas precisam ser dotadas de grande capacidade de adaptação, de força de
transformação das estruturas, uma vez que têm poder da mudança tecnológica e da
transformação institucional. Apesar das dificuldades, constata-se na maior parte dos países um
aumento significativo no número de empresas que passam a atuar ou ampliam a sua atuação a
nível internacional, num leque bastante amplo de alternativas possíveis, desde a exportação
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direta até operações de investimento externo, passando por todas as formas intermediárias de
contratos. Cada uma dessas estratégias, com ou sem instalação física no exterior, pode ou não
implicar parcerias, alianças ou acordos nas mais variadas formas. Assim, a inserção em outro país
pode ser efetuada por meio de instalação de unidades de produção ou acabamento do produto,
escritórios comerciais, serviços de pós-venda, abertura de depósitos, práticas estas, todas elas,
feitas em forma individual pelas empresas. Pode-se, ainda, estabelecer um outro tipo de
comprometimento com o exterior baseado em uma associação que significa, em princípio,
reciprocidade de interesses. É o caso, por exemplo, dos acordos de licença, franquias, contratos
de gestão, joint-ventures e fusões. Não há um padrão comum, os caminhos nas práticas de
internacionalização apresentam uma variada gama de modalidades. Paralelamente, numerosas
instituições estão permanentemente promovendo seminários, feiras, rodadas de negócios,
missões empresariais, com o propósito de facilitar a aproximação entre agentes privados,
fundamentalmente aqueles vinculados às pequenas e médias empresas, destacando-se as
câmaras ou federações de indústria e comércio, bem como associações comerciais, industriais,
cooperativas, escritórios regionais e similares.
Exportar, para alguns, exportar mais, para outros, é o desafio. A elevação da competitividade é o
eixo central da agenda das empresas. E o aumento das exportações é o foco principal da agenda
da competitividade.
1.4 O GRUPO REGIONAL BOLÍVIA, PERU E RONDÔNIA
As perspectivas do desenvolvimento das relações entre a Bolívia, o Peru e o Brasil são as
melhores possíveis, inclusive a partir da associação crescente entre a Comunidade Andina e o
Mercosul, já que o potencial entre estes blocos é muito grande e novos acordos certamente
poderão facilitar ainda mais as relações comerciais entre eles. É importante destacar que essas
associações prosseguindo no trabalho de remoção de barreiras ao comércio, progressivamente
trabalhando na direção da criação de uma zona de livre comércio na América do Sul, definirão
uma grande regionalização. Existe ainda um grande interesse de estados brasileiros como Mato
Grosso, Amazonas, Acre e, em especial, Rondônia, nas relações com a Bolívia e o Peru. Os
esforços de integração dos países da América do Sul têm, portanto, uma dimensão
especialmente concreta de interesse para populações de regiões próximas, vizinhas, locais. É a
dimensão regional já referida: existe um mercado consumidor no Brasil, ênfase em Rondônia, à
espera da oferta andina da Bolívia e do Peru. Existe um mercado claramente definido nestes
dois países que facilmente se interligaria com a região Noroeste brasileira para escoamento de
diversos produtos. Este é o foco deste trabalho: o território comercial definido nas suas
horizontalidades por serem lugares vizinhos reunidos por continuidades territoriais com
destaque para as regiões andinas e amazônicas.
A evolução dos acordos de livre negociação entre o Mercosul e a Comunidade Andina terá uma
significação muito importante para complementar, reforçar e ampliar o comércio regional entre
a Bolívia, o Peru e o Noroeste brasileiro, particularmente Rondônia. O impacto sobre as
populações, sobre a qualidade de vida, sobre geração de emprego e renda é conseqüência
espontânea da ampliação das relações comerciais, não sendo necessário se enfatizar a
importância que este impacto representa para estas vizinhas regiões. É preciso, portanto, que
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sejam criadas condições, estabelecidas regras para o jogo das negociações, de curto, médio e
longo prazos, que permitam ao setor produtivo tomar as decisões empresariais necessárias.
A ampliação das relações comerciais entre a Bolívia, o Peru e o Brasil, aqui representado por
Rondônia, exige um esforço combinado dos governos e dos setores produtivos de todas as
regiões envolvidas. Se, por um lado, os governos precisam criar as condições externas
necessárias e indispensáveis como telecomunicação, energia, transportes, condições logísticas e
outras; por outro lado, os setores produtivos têm que trabalhar na área do detalhamento, das
operações concretas, identificação de dificuldades e, principalmente, na direção dos negócios.
Os mercados em estudo neste trabalho, Bolívia, Peru e Rondônia, que definem uma área
geográfica econômico-mercantil segundo modernos conceitos, são mercados em crescimento,
mercados a cada dia potencialmente mais atrativos e que se afiguram como promissoras fontes
de investimento. Longe, porém, de ser a intensificação das relações comerciais desses mercados
um processo exclusivamente econômico, pois, encerra um conteúdo também político e cultural
que lhe imprime uma multiplicidade infinita de perspectivas e possibilidades. A proposta de
ampliar as relações comerciais de Rondônia com os países vizinhos da Bolívia e do Peru
implica, por conseguinte, uma contiguidade e continuidade territorial que poderá permitir a
formação de um espaço maior, uma região, onde as horizontalidades presentes levem à
construção das bases de sociedades mais dignas e harmoniosas. O poder de barganha, que
significa o estar juntos, pode ser um ponto de partida para melhoria das condições de vida das
populações e o desenvolvimento sustentado das três regiões.
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CAPÍTULO 2 - BALANÇAS
BALANÇAS COMERCIAIS
2.1 BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA
O saldo da balança comercial brasileira ainda não é capaz de apresentar superavit. A oferta
insuficiente de linhas de financiamento, a reduzida expansão do comércio mundial e a queda
nos preços internacionais verificadas em quase todos os segmentos, podem ser apontadas como
as principais causas do fraco desempenho das exportações brasileiras até o momento.
As recentes mudanças na política cambial, apesar de favoráveis ao incremento das vendas
externas brasileiras, ainda não surtiram o efeito desejado, já que a instabilidade nas cotações
tem retardado, em alguns setores, o fechamento de negócios. Estas análises, segundo as opiniões
correntes, ainda apontam que o retorno gradual das linhas de financiamento ao comércio
externo, a prazos e custos adequados, aliado à estabilidade nas cotações do dólar americano,
deverá permitir melhor desempenho do comércio exterior brasileiro futuramente.
Como referência destacam-se os quadros abaixo que fornecem, para análise, a situação da
balança comercial brasileira em três diferentes aspectos: geral, com base no mês de maio e
variação anual; comparando as variações mensais dos desempenhos das exportações e das
importações globais e, por último, estes desempenhos em função de categorias de produtos
discriminados:
a) Balança comercial brasileira, em US$ milhões FOB
Exportação
Importação
Saldo
Corrente (Exp. + Imp.)
No mês de maio
No ano
1999 1998
%
1999
1998
4.386 4.609
-4,8 18.133 21.082
4.074 4.734 -13,9 18.612 23.108
312 -125
-479 -2.026
8.460 9.343
-9,5 36.745 44.190
%
-14,0
-19,5
-16,8
Em 12 meses até maio
1999
1998
%
48.171
54.128
-11,0
53.218
61.120
-12,9
-5.047
-6.992
101.389 115.248
-12,0
Fonte: MDIC/SECEX
b) Balança comercial brasileira, exportações e importações, em US$ milhões FOB
Período
No
mês
Exportação
No ano
Em 12
meses
No
mês
Importação
No ano
Em 12
meses
No mês
Saldo
No ano
Em 12
meses
1998
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
4.609
4.886
4.970
3.985
4.537
4.014
3.702
3.944
21.082
25.968
30.938
34.923
39.460
43.474
47.176
51.120
54.128
54.170
53.901
52.812
52.761
51.982
51.710
51.120
4.734
4.701
5.392
4.154
5.723
5.455
4.730
4.451
23.108
27.809
33.201
37.355
43.078
48.533
53.263
57.714
61.120
60.631
60.068
58.897
58.962
58.862
58.503
57.714
-125
185
-422
-169
-1.186
-1.441
-1.028
-507
-2.026
-1.841
-2.263
-2.432
-3.618
-5.059
-6.087
-6.594
-6.992
-6.461
-6.167
-6.085
-6.201
-6.880
-6.793
-6.594
2.946
3.267
3.829
3.705
4.386
2.946
6.213
10.042
13.747
18.133
50.152
49.704
49.260
48.394
48.171
3.646 3.646
3.164 6.810
4.053 10.863
3.675 14.538
4.074 18.612
56.719
55.947
54.832
53.878
53.218
-700
103
-224
30
312
-700
-597
-821
-791
-479
-6.567
-6.243
-5.572
-5.484
-5.047
1999
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Fonte: MDIC/SECEX
17
c) Balança Comercial Brasileira por Setores Discriminados, em US$ milhões FOB
Discriminação
Exportações
Básicos
Industrializados
Manufaturados
Semimanufaturados
Operações especiais
Jan – Abr/99
Valor (A)
Part. (%)
Jan – Abr/98
Valor (A)
Part. (%)
Var. (%)
A/B
13.747
100,0
16.473
100,00
-16,5
3.257
10.230
23,7
74,4
3.882
12.354
23,6
75,0
-16,1
-17,2
7.895
2.335
57,4
17,0
9.625
2.729
58,4
16,6
-18,0
-14,4
260
1,9
237
1,4
9,7
14.538
100,0
18.374
100,0
-20.9
Mat. Prima e Prod. Interm.
Comb. e Lubrificantes
Bens de Capital
Bens de Consumo
6.914
1.037
4.190
2.397
47.6
7,1
28,8
16,5
8.569
1.605
4.896
3.304
46,6
8,7
26,6
18,1
-19,3
-35,4
-14,4
-27,5
Não-Duráveis
Duráveis
Automóveis de passageiros
Saldo Comercial
1.347
1.050
461
-791
9,3
7,2
3,2
-
1.713
1.591
815
-1.901
9,4
8,8
4,4
-
-21,4
-34,0
-43,4
-
Importações
Fonte: MDIC/SECEX
Do primeiro quadro pode-se depreender, na variação das exportações em 1999 de US$ 18.133
milhões para US$ 21.082 milhões, em 1998, a queda de 14% e, nas importações, a variação de
US$ 23.108 milhões em 1998 para US$ 18.812 milhões em 1999, uma queda de 19,5%, no
período considerado. Medido no período de doze meses, até maio, o déficit comercial atingiu
US$ 5.047 milhões contra um déficit de US$ 6.992 milhões registrado em igual período do ano
anterior.
As estatísticas desagregadas do comércio exterior, em análise, referem-se ao período janeiroabril. Neste período, as exportações totalizaram US$ 13.747 milhões, e as importações, US$
14.538 milhões, registrando quedas de, respectivamente, 16,5% e 20,9%, em relação a igual
período do ano anterior. A queda no valor das exportações no primeiro quadrimestre do ano
parece ter resultado de um efeito conjunto de quedas de preço e de quantidade exportada.
2.1.1 VARIAÇÃO DE PREÇOS NA ECONOMIA
É importante se destacar que vem se acentuando o movimento de queda dos termos de troca da
economia o que se pode observar quando comparados os índices de preço e os “quantum”
importados ou exportados conforme se constata:
18
Importações Brasileiras por Categoria de Uso – Índices de Preços e Quantum
Importação
Totais
Período
Pço
Qt.
1998
100,4 107,6
Abr/98
101,2 106,7
Abr/99
107,2
75,9
Var. % Abr 99/Abr 98
5,9
-28,9
Acumulado no ano
5,6
-24,9
Bens de
BC não
Capital
Intermediários BC Duráveis
Duráveis
Combustíveis
Pço
Qt.
Pço
Qt.
Pço
Qt.
Pço
Qt.
Pço
Qt.
99,2 122,1 101,2
108,8 101,9 138,3 118,9 93,2 76,1
89,6
99,9 118,9 103,7
105,0 102,9 143,2 116,4 88,0 75,6 108,2
105,4 78,5 110,4
77,2 105,6 96,5 127,7 63,3 72,2
81,5
5,5 -34,0
6,5
-26,5
2,6 -32,6
9,7 -28,1
-4,5 -24,7
13,7 -24,5
6,1
-22,6
3,5 -45,1
8,2 -25,0 -22,9 -21,3
Fonte: FUNCEX
O crescimento do índice de preços das importações globais neste início do ano contrasta com o
movimento observado em 1998, ano em que este indicador mostrou queda de 5,6%.
Consideradas as importações por categoria de uso, observa-se que, à exceção de combustíveis,
que registraram queda de preços de 22,9%, todas as demais categorias acusaram aumentos de
preços na comparação entre os primeiros quadrimestres de 1998 e 1999, destacando-se o
expressivo acréscimo de 13,7% nos preços de bens de capital. Assim, com o recente aumento
nos preços do petróleo, esta tendência deverá se acentuar.
Complementando esta análise da balança comercial brasileira que se pretende possa sugerir
reflexões bastante amplas com a finalidade de subsidiar políticas e decisões relativamente ao
comércio exterior, é importante destacar os principais produtos exportados e importados, no
período em análise, janeiro e abril de 1998 e 1999, o que se verifica no quadro que se segue:
19
Comércio Exterior – Principais Produtos (Janeiro – Abril), em US$ milhões FOB
Discriminação
Exportação
Subtotal
Café cru, em grão
Minério de ferro e seus concentrados
Aviões
Calçados, partes e componentes
Soja, mesmo triturada
Patas químicas de madeira
Suco de laranja congelado
Partes e peças para veículos automotores e tratores
Semimanufaturados de ferro ou aços
Farelo e resíduos da extração do óleo de soja
Motores para veículos automóveis e suas partes
Alumínio em bruto
Carne e miúdos de frango congelados, frescos ou refrigerados
Laminados planos, de ferro ou aço
Automóveis de passageiros
Açúcar de cana em bruto
Açúcar refinado
Veículos de carga
Bombas, compressores, ventiladores etc. e suas partes
Papel e cartão, para escrita, impressão ou fins gráficos
Couros e peles, depilados, exceto em bruto
Óleo de soja em bruto
Aparelhos transmissores ou receptores e componentes
Pneumáticos
Ferro – ligas
Importação
Subtotal
1999
Valor
Part.
(A)
(%)
1998
Valor
Part.
(B)
(%)
13.747
7.900
815
795
479
430
418
366
353
333
326
315
280
278
262
260
254
247
225
225
216
197
192
172
170
152
140
14.538
6.198
16.473
9.455
680
1.198
282
460
549
377
360
468
484
411
356
315
230
383
624
323
242
348
231
226
242
120
211
180
155
18.374
7.634
100,0
57,5
6,0
5,9
3,5
3,1
3,0
2,7
2,6
2,4
2,4
2,3
2,0
2,0
1,9
1,9
1,8
1,8
1,6
1,6
1,6
1,4
1,4
1,3
1,2
1,1
1,0
100,0
42,6
100,00
57,4
4,1
7,3
1,7
2,8
3,3
2,3
2,2
2,8
2,9
2,5
2,2
1,9
1,4
2,3
3,8
2,0
1,5
2,1
1,4
1,4
1,5
0,7
1,3
1,1
0,9
100,0
41,5
(%)
A/B
-16,5
-16,4
19,9
-33,6
69,9
-6,5
-23,9
-2,9
-1,9
-28,8
-32,6
-23,4
-21,3
-11,7
13,9
-32,1
-59,3
-23,5
-7,0
-35,3
-6,5
-12,8
-20,7
43,3
-19,4
-15,6
-9,7
-20,9
-18,8
20
Aparelhos transmissores, receptores e componentes
Petróleo em bruto
Veículos automóveis de passageiros inclusive os CKD
Medicamentos para medicina humana e veterinária
Partes e peças para veículos automóveis e tratores
Motores, geradores, transformadores, etc. elétricos, partes
Compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas
Motores de pistão, suas partes e peças
Circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos
Trigo em grãos
Aparelhos Elétricos p/ telefonia, telegrafia, c/ fios e partes
Maqs. Automáticas p/ processamento de dados e suas unidades
Instrumentos e aparelhos de medida, de verificação, etc.
Naftas
Turborreatores e turbopropulsores e suas partes
Hulhas, mesmo em pó, mas não aglomeradas
Compostos de funções nitrogenadas
Óleos combustíveis
Partes e peças de aviões, helicópteros, outros. veíc. aéreos
Rolamentos e engrenagens, partes e peças
Bombas, compressores e suas partes
Arroz em grãos, incl. arroz quebrado
Algodão em bruto
Aparelhos para interrupção e proteção de energia
Barras, perfis, fios, chapas e tiras de alumínio
590
474
461
426
398
311
269
267
255
248
234
230
229
214
177
156
154
152
152
151
146
131
130
122
121
4,1
3,3
3,2
2,9
2,7
2,1
1,9
1,8
1,8
1,7
1,6
1,6
1,6
1,5
1,2
1,1
1,1
1,0
1,0
1,0
1,0
0,9
0,9
0,8
0,8
651
828
815
276
500
224
342
396
270
269
235
271
273
378
129
197
196
223
132
234
181
110
201
154
149
3,5
4,5
4,4
1,5
2,7
1,2
1,9
2,1
1,5
1,5
1,3
1,5
1,5
2,0
0,7
1,1
1,1
1,2
0,7
1,3
1,0
0,6
1,1
0,8
0,8
-9,4
-42,8
-43,4
54,3
-20,4
38,8
-21,3
-32,6
-5,6
-7,8
-0,4
-15,1
-16,1
-43,4
37,2
-20,8
-21,4
-31,8
15,2
-35,5
-19,3
19,1
-35,3
-20,8
-18,8
Fonte: MDIC/SECEX
2.1.2 OS RESULTADOS DAS EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES BRASILEIRA
Os resultados das exportações e Importações brasileira dos principais blocos econômicos
envolvidos no comércio exterior do país, considerando-se três referenciais: 1993, 1996 e 1998,
constam dos quadros seguintes:
Exportação Brasileira – Blocos Econômicos, em US$ milhões FOB
Bloco
Valor
UE
ALCA
Mercosul
Demais
1993
Part. (%)
9.961.565
18.232.039
5.386.910
10.361.165
25,8
47,3
14,0
26,9
1996
Valor
Part. (%)
12.836.064
21.516.839
7.305.282
13.393.826
Total Exportado
43.941.679
100,0
47.746.728
Fonte: MDIC/SECEX – O valor do Mercosul está inserido no valor da ALCA
Valor
1998
Part. (%)
26,9
45,1
15,3
28,0
14.742.845
24.781.206
8.877.102
11.595.850
28,8
48,5
17,4
22,7
100,0
51.119.901
100,0
21
Importação Brasileira – Blocos Econômicos, em US$ milhões FOB
Bloco
Valor
UE
ALCA
Mercosul
Demais
1993
Part. (%)
5.542.651
10.792.414
3.378.254
8.916.307
21,9
42,8
13,4
35,3
1996
Valor
Part. (%)
13.948.927
24.690.576
8.207.908
14.044.441
Total Importado
25.251.372
100,0
52.683.944
Fonte: MDIC/SECEX - O valor do Mercosul está inserido no valor da ALCA
Valor
1998
Part. (%)
26,5
46,8
15,6
26,7
16.825.904
27.377.240
9.424.830
13.325.673
29,2
47.6
16,4
23,2
100,0
57.528.817
100,0
Depreende-se dos quadros:
1. O aumento das exportações brasileiras de 16,2% no período considerado;
2. O aumento significativamente superior das importações brasileiras de 127,8%;
3. A tendência de se ampliar os níveis de comercialização com blocos formalmente
constituídos:
• UE:
de 25,8% para 28,8%, quanto às exportações;
de 21,9% para 29,2%, quanto às importações.
• ALCA:
de 47,3% para 48,5%, quanto às exportações;
de 42,8% para 47,5%, quanto às importações.
• MERCOSUL: de 14% para 17,4%, quanto às exportações;
de 13% para 16,4%, quanto às importações.
Como em relação a bloco econômicos a relação comercial cresceu, consequentemente houve
diminuição em relação às demais: de 26,9% para 22,7%, quanto às exportações e de 35,3%
para 23,2%, quanto às importações.
Percebe-se claramente ser cada vez menor a influência de um conceito de comércio bilateral
como parâmetro para definir políticas. O comércio tende hoje a não ser mais bilateral e sim
focado em blocos ou regiões. O comércio regional entre o Brasil, com ênfase em Rondônia e os
países vizinhos Bolívia e Peru, pois, é o foco principal deste estudo.
2.1.3 BALANÇA COMERCIAL BOLIVIANA
No primeiro trimestre de 1999 a atividade comercial boliviana foi moderada devido à queda
registrada nos preços internacionais das matérias-primas em decorrência da crise financeira
internacional e dos problemas causados por fenômenos naturais que causaram baixas na
produção e deteriorização considerável nas infra-estruturas de transporte.
22
A balança comercial boliviana, em seu aspecto mais geral, apresentou as características:
US$ milhões FOB
1997
Importação
1998
Variação
1.909.358 2.386.791
25%
1997
Exportação
1998
Variação
1.272.099 1.282.967
0,85%
Saldo Comercial
1997
1998
Variação
-637.259
-1.103.824
-73,2%
Fonte: MDIC/SECEX
Como se observa pelo quadro a Balança Comercial Boliviana foi negativa em US$ 637.259
milhões, em 1997, e US$ 1.103.824 milhões, em 1998.
No que se refere às exportações feitas pela Bolívia, em 1998, pode-se registrar as observações
seguintes, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística:
•
As reexportações tiveram incremento de 1.135,99% já que cresceram de US$ 16.456
milhões em 1997 para US$ 203.400 milhões em 1998;
•
As exportações do setor de pesca cresceram 94,63%; infra-estrutura (gás, água e eletricidade)
cresceram 30,07% e em serviços variaram positivamente em 9,59%;
•
Contrastando, porém, a agricultura, pecuária e extrativismo vegetal caíram em 27,63% com
uma participação no percentual de exportação bolivianas de apenas 9,78% no ano de 1998;
•
As exportações de manufaturados e de minerais e combustíveis também apresentaram
quedas de 10,53% e 13,15% respectivamente.
No que se refere às importações o incremento maior se referiu a bens de capital com um
percentual de 37,67%, o que significa que se elevou de US$ 748.398 milhões em 1997, para
US$ 1.080.320 milhões em 1998 sendo sua participação no total das importações bolivianas
para este período 43,17%.
As importações de bens de consumo, em 1998, também registraram um crescimento
significativo de 22,88% em relação a 1997.
Destaque-se, dessa forma, o quadro que se segue explicitando esta análise:
Exportações e importações bolivianas por categorias de produtos, em US$ milhões FOB
Conceito
Valor
Exportações (valor oficial)
Agricultura, Pecuária, Extrativismo
Pesca
Extração de Minerais
Manufaturados
Gás, água, eletricidade
1997
Part. (%)
1.272.099
175.946
26
377.269
700.546
68
100,0
13.83
0,00
29,66
55,07
0,01
Valor
1998
Part. (%)
1.282.967
123.044
51
327.674
626.786
87
100,00
9,59
0,00
25,55
48,85
0,01
Var. (%)
A/B
0,85
-30,07
96,15
-13,15
-10,53
27,70
23
Reexportação
Serviços pessoais
16,456
1.788
Importação (valor CIF fronteira)
Bens de consumo
Matérias-primas e produtos intermediários
Bens de capital
Diversos
Saldo Comercial
1.909.358
386.650
730.069
748.308
44,222
-637.259
1,29
0,14
203,400
1.925
15,85
0,15
1.136,02
7,68
100,00 2.386.793
20,25
475.102
38,23
835.748
39,20 1.030.328
2,32
45,615
- -1.103.824
100,00
19,90
35,02
43,17
1,91
-
25,00
22,88
14,47
37,67
3,15
-
Fonte: MDIC/SECEX
Em complemento à análise da balança comercial boliviana serão destacados, em aberto, os
produtos que compõem a sua pauta de exportações:
a) Produtos referentes à agricultura, pecuária, pesca e extrativismo vegetal, em US$ milhões
FOB
Produto
Castanha
Café em grãos
Cacau em grãos
Sementes de soja
Feijão
Quinua
Flores
Algodão
Couro bruto
Gado vacum
Madeira sem serrar
Outros
Pesca
Diversos
1997
Valor
Part. (%)
31.092
26.040
377
61.588
8.687
2.186
572
39.263
142
666
925
4.409
28
44,222
2,44
2,05
0,03
4,84
0,68
0,17
0,04
3,09
0,01
0,05
0,07
0,35
0,00
2,32
1998
Valor
Part. (%)
30.768
14.952
329
47.288
4.259
1.883
796
15.182
11
676
110
6.540
51
45,615
2,40
1,17
0,03
3,69
0,35
0,15
0,06
1,18
0,00
0,05
0,01
0,51
0,00
1,91
Var. (%)
A/B
-1,04
-42,58
-12,67
-23,22
-50,97
-13,84
39,14
-61,33
-92,22
1,50
-88,11
48,33
82,14
3,15
Fonte: Instituto Nacional de Estatística
Pode-se constatar uma variação acentuadamente negativa na grande maioria dos produtos
perfazendo o decréscimo de 30,07% já apontado.
b) Produtos referentes ao extrativismo mineral, em US$ milhões FOB
1997
Produto
Gás natural
Combustíveis
Estanho
Zinco
Wolfram
Antimônio
Chumbo
Prata
Outros
Valor
69.882
28.181
10.954
200.039
2..738
1.580
10.961
47.960
4.953
Part. (%)
5,49
2,22
0,88
15,73
0,22
0,12
0,86
3,77
0,39
Valor
1998
Part. (%)
55.647
28.127
7.783
157.322
2.432
1.212
10.078
58.853
6.166
4,34
2,19
0,61
12,26
0,19
0,09
0,79
4,59
0,48
Var. (%)
A/B
-20,37
-0,19
-28,95
-21,35
-11,18
-23,29
-8,06
22,71
24,48
Fonte: Instituto Nacional de Estatística
24
Também na extração mineral, exceção feita à prata e aos diversos minerais classificados em
“outros”, a exportação caiu sensivelmente indicando uma variação de 13,15%negativos.
c) Produtos manufaturados, em US$ milhões FOB
Produto
Cacau
Açúcar
Bebidas
Café elaborado
Soja e produtos derivados
Produtos alimentícios
Produtos de fumo
Algodão
Produtos têxteis
Couros e manufaturas de couro
Vestimentas / adornos / tecidos de peles
Calçados
Madeiras e manufaturados de madeira
Papel e produtos de papel
Produtos de refino de petróleo
Substância e produtos químicos
Estanho metálico
Antimônio metálico e óxido
Barras de chumbo
Cromo metálico
Prata metálica
Fabricação de móveis
Joalheria
Joalheria com ouro importado
Outras manufaturas
Valor
1997
Part. (%)
471
22.054
6.889
6
180.902
29.569
3.587
1.488
14.416
14.640
16.825
2.434
86.655
352
8.923
191
70.624
7.322
111
110.543
772
4.700
19.956
54.253
11.867
Valor
1998
Part. (%)
0,04
495
1,73 22.871
0,54
9.271
0,00
4
14,22 182.664
2,32 40,732
0,28
3.007
0,12
1.372
1,13 23.261
1,15 11.359
1,32
9.387
0,19
586
0,81 67.974
0,63
19
0,70
8.488
0,02
339
5,55 58.214
0,58
5.277
0,01
222
8,69 113.255
0,06
952
0,37
8.745
1,57
3.364
4,26 39.807
0,93 20.320
0,44
1,78
0,72
0,00
12,66
3,17
0,23
0,11
1,81
0,89
0,73
0,05
5,30
0,00
0,66
0,03
4,54
0,41
0,02
8,83
0,07
0,88
0,26
3,10
1,58
Var. (%)
5,10
3,70
34,58
-33,33
0,97
37,75
-16,17
-7,80
61,36
-22,41
-44,21
-75,92
-21,56
-94,60
-4,88
77,49
-17,57
-27,93
100,0
2,45
23,32
86,06
-83,14
-26,63
71,31
Fonte: Instituto Nacional de Estatística
Já foi feita referência às exportações de gás, energia e água bem como às reexportações. O
quadro de exportação da Bolívia tem nos produtos manufaturados de soja, madeira, estanho e
cromo metálico seus maiores expoentes em 1998. Cabe registrar os incrementos positivos das
bebidas, produtos alimentícios, produtos têxteis, substâncias e produtos químicos, estanho e
prata metálicos, barras de chumbo e, como destaque principal, a fabricação de móveis com
variação de 86,66%.
A análise dos produtos importados segundo a classificação do uso ou destino econômico, em
US$ milhões FOB, oferece o seguinte registro:
25
Classificação
Valor
Bens de consumo não duradouro
Bens de consumo duradouro
Combustíveis e lubrificantes
Matérias-primas e prod. intermediários p/ agricultura
Matérias-primas e prod. intermediários p/ indústria
Material de construção
Partes e acessórios de transporte
Bens de capital para agricultura
Bens de capital para indústria
Equipamentos de transporte
Diversos
1997
Part. (%)
183.210
203.440
135.072
44.527
467.380
51.536
31.573
16.175
469.847
262.376
44.222
9,60
10,65
7,07
2,33
24,48
2,70
1,65
0,85
24,61
13,74
2,32
Valor
1998
Part. (%)
203.015
272.086
74.225
40.274
615.905
70.165
35.179
19.003
553.681
457.643
45.615
8,51
11,40
3,11
1,69
25,80
2,94
1,47
0,80
23,20
19,17
1,91
Var.
(%)
10,81
33,74
-45,05
-9,55
31,78
36,15
11,42
17,49
17,84
74,42
3,15
Nitidamente se evidencia o acréscimo nas importações que configurou a variação total de 25%,
em 1998, comparativamente a 1997. Destaque-se, neste particular, o incremento nas
importações dos equipamentos de transporte, materiais de construção, bens de consumo
duradouro, matérias-primas e produtos intermediários para a indústria.
2.2.1 BALANÇA COMERCIAL DA BOLÍVIA, EM RELAÇÃO AO BRASIL E PERU
Cumpre ainda registrar que neste período as relações comerciais cruzadas da Bolívia com o
Brasil e o Peru apresentaram os seguintes registros:
Saldo comercial da Bolívia com o Brasil e o Peru, em US$ milhões FOB
Países
Brasil
Peru
Exportações
1997
Importações
Saldo Comercial
Exportações
1998
Importações
37.404
158.454
227.611
97.492
-190.207
60.962
35.750
137.942
245.159
88.371
Saldo Comercial
-209.409
49.571
Verifica-se que a Bolívia apresenta um saldo comercial negativo em relação ao Brasil que se
acentuou de US$ 190.207 milhões em 1997, para US$ 209.409 milhões em 1998. Por outro
lado, em relação ao Peru, apresenta um saldo positivo de US$ 49.751 milhões mesmo
observando-se que caiu 22,98% em relação ao ano anterior.
De qualquer forma, pode-se constatar que estes valores somados são tímidos, já que poderiam
ser bastante ampliados. A Bolívia, o Peru e o Brasil, com ênfase ao Estado de Rondônia, podem
e devem estreitar relações comerciais de forma a ampliarem significativamente estes valores que,
em 1998, representaram a cifra de US$ 529.388 milhões.
Estima-se um crescimento do PIB da Bolívia em 1999 em torno de 4% (menor que os anos
anteriores). A estabilidade dos preços e a preservação do câmbio estável e competitivo
continuam sendo os objetivos principais da política governamental. A inflação acumulada foi de
0,1% menor que o 1º trimestre de 1998, onde se registrou 2.45%. A política cambial vem sendo
26
facilitada pela entrada de capital estrangeiro associada à capitalização das empresas públicas e
outros investimentos diretos. Sustenta-se que a economia boliviana deve continuar sendo
caracterizada pela continuidade essencial das tendências dominantes nos últimos anos, não se
afastando da disciplina fiscal e monetária como pilares fundamentais para a preservação da
estabilidade econômica no país.
2.3 BALANÇA COMERCIAL PERUANA
Deve-se ressaltar que uma relativa instabilidade na balança comercial peruana tem reflexo no
impacto do fenômeno “El Niño” que afetou muito a produção pesqueira, de extração mineral e
mesmo agrícola.
A melhora de desempenho obtido na passagem de 1996 para 1997 cujos dados serão
analisados, foi prejudicada em 1998 e apenas em 1999 começa a apresentar sinais de
recuperação. Apesar do efeito “El Niño” ter começado nos dois primeiros trimestres de 1999 sua
fase de declínio, seus impactos ainda existem no comércio exterior peruano, incluindo as
menores produções pesqueiras e agrícolas que, inclusive, causaram a necessidade de se recorrer
à importação de alimentos. Acrescente-se ainda o efeito da “Crise Asiática” que acarretou, entre
outras implicações, menores preços de exportação para os minérios e desaceleração no ritmo
de investimentos em projetos minerais.
Considerando os dados de 1996 e 1997, a Balança Comercial Peruana oferece os seguintes
indicadores, em US$ milhões FOB
1996
7.704,00
Importações
1997
Variação %
3.935,10
- 48,92%
1996
Exportações
1997
Variação %
5.825,06 3.422,30
- 41,25%
1996
Saldo Comercial
1997
Variação %
-1.938,94 -512,80
73,55%
Fonte: Superintendência Nacional de Aduanas
O volume total de negócios realizados em 1996 no valor de US$ 13.529,06 milhões teve
acentuada redução para 1997 quando totalizou apenas US$ 7.357,40 milhões. As exportações
se retraíram bem menos que as importações (41,25% para 48,92% respectivamente) e com isso
acarretaram violenta melhora no saldo comercial na ordem de 73,55%.
Apesar de vir se esforçando crescentemente para ampliar suas relações comerciais com o Brasil
e, principalmente, melhorar os resultados da sua balança comercial, ela ainda se mostra
amplamente favorável ao Brasil conforme evidenciado no quadro que se segue:
Balança comercial entre Peru e Brasil, em US$ milhões FOB
Importações Peruanas
1996
1997
1998
Exportações Peruanas
1996
1997
1998
297.969.121 361.790.001 293.686.984 258.456.306 285.347.031 153.692.269
1996
Saldo Comercial
1997
1998
-39.512.815
-76.442.970
-139.994.715
Fonte: Aduanas – Oficina de Sistemas y Estatísticas
27
Considerando-se o período entre 1994 e 1999 as negociações entre os dois países Peru e Brasil
têm envolvido principalmente os seguintes produtos:
•
O Peru exportou vários produtos dentre os quais se destacam: cobre, pó de cobre, minérios
de zinco e seus concentrados, prata em bruto, azeitonas, aspargos, conserva de pescado,
crustáceo rosa, óleo de peixe, arame de cobre refinado, chumbo refinado em lingotes,
sulfato de cobre e sal natural.
•
O Peru importou, principalmente, carregadeiras e pás de carregadeiras de carga frontal,
empilhadeiras, papéis e cartões para fotografias, niveladoras, chapas de alumínio para
impressão e tratores de esteiras, automóveis e caminhões.
Há que se considerar, entretanto, que é muito pequeno o volume de negócios entre os dois
países, principalmente, levando-se em conta a diversidade de produção e o potencial produtivo
de ambos. Em 1996 o total comercializado foi de US$ 556.425.427 para atingir US$
647.137.031 em 1997 e cair para US$ 447.379.253 em 1998. A queda de 24,37% de 1996
para 1998 e de 44,65% de 1997 para 1998 são significativas em momentos em que tudo indica
que as tendências deveriam ser para a ampliação dos negócios, já que as relações entre Brasil e
Peru sempre foram boas, apesar das dificuldades geográficas e de panoramas políticos internos
e os dois países vêm se empenhando para ampliar as possibilidades de integração comercial e
consequentemente aumentar o volume de negócios.
A relação dos principais produtos exportados pelo Peru no período de 1996 e 1997,
considerado para análise, evidencia claramente as maiores possibilidades de exportação peruana
e o prejuízo causado pelo fenômeno “El Niño”:
28
Produtos exportados pelo Peru no período de 1996 e 1997, em US$ milhões FOB
Produtos
Valor
1996
Part. (%)
Valor
1997
Part. (%)
Var. (%)
Farinha de pescado
834,45
14,33 633,33
18,51
-31,75
Cabos de cobre refinado
715,58
12,28 405,62
11,85
-76,41
Ouro (em bruto, platinado, etc)
579,29
9,94 249,67
7,30
-132,02
Minério de zinco e concentrados
271,08
4,65 188,81
5,52
-43,57
Azeites crus de petróleo ou betuminoso
236,59
4,06 136,65
3,99
-72,74
Café (sem descafeinar e sem tratar)
222,63
3,82 162,57
4,75
-36,94
Minério de chumbo e concentrados
179,58
3,08
68,59
2,00
-161,68
Cobre “blistu” sem refinar
169,47
2,91
40,58
1,19
-317,62
Minério de cobre e concentrados
135,15
2,32
93,42
2,73
-44,67
Zinco em bruto
128,31
2,20
63,31
1,85
-102,18
Prata (bruto, dourada, platinada)
119,55
2,05
52,60
1,54
-127,28
Artigos de joalheria e suas partes
97,66
1,68
28,36
0,83
-244,36
Aspargos em conserva
91,76
1,58
42,71
1,25
-114,84
Estanho e concentrados
87,79
1,51
33,35
0,97
-163,24
Camisas de punho masculinas
73,83
1,27
26,63
0,78
-177,21
Óleos e azeites de pescado
73,50
1,26
73,78
2,16
+ 0,38
Chumbo refinado
68,49
1,18
31,75
0,93
-115,71
“T-shirts” e camisetas de algodão
64,20
1,10
25,04
0,73
-156,39
Filé de merluza congelado
63,46
1,09
16,25
0,47
-290,52
Ferro e seus concentrados
63,30
1,09
13,56
0,40
-366,81
A estes 20 primeiros produtos por ordem decrescente de participação nas exportações somam-se: óleos,
açúcar, lagostas congeladas, moluscos, roupas diversas de algodão (masculinas e femininas), arame de cobre,
conservas diversas de pescado, minério de prata e concentrados, lacas, corantes, manteiga, (óleo e azeite) de
cacau, materiais acrílicos, e outros.
Fonte: Superintendência Nacional de Aduanas
Cabe destaque especial para as exportações de peixes, derivados e frutos do mar efetuadas pelo
Peru, cujos dados que se seguem clarificam a importância da indústria da pesca para a
economia peruana:
1. Exportações globais:
Ano
1997
1998
1999
US$ milhões FOB
Abril
Jan/Abril
93,47
523,22
23,71
145,12
62,87
260,40
Peso bruto
Abril
Jan/Abril
156.444,56
909.802,34
16.190,20
151.475,90
155.744,95
520.188,92
Fontes: Aduanas
Elaboração: Cid-Adex
Verifica-se que apesar do fenômeno “El-Niño”, que foi inclemente com a pesca peruana (notese a queda em 1998), os sinais de recuperação já estão presentes.
Apesar da grande diversificação de produtos serão fornecidos para análise aqueles de
exportação com mais de 1% de participação nas vendas globais, de conformidade com o quadro
que se segue, do mês de abril de 1999:
29
Colocação
99
98
1
2
2
41
3
1
4
30
5
6
%
Part.
71,30
5,79
3,13
2,95
19
1,55
-
1,38
7
17
1,37
8
37
1,30
9
3
0,99
Fontes: Aduanas
Elaboração: Cid-Adex
Produtos
Farinha de pescado, imprópria p/ alimento humano
Óleo azeites de pescado
Rabos, filé de lagosta congeladas, sem cozinhar
Jibias, globitos, calamares congelados, secos, salgado ou
em salmora (moluscos comestíveis)
Vieiras, concha de abanico, congelados, secos (moluscos
comestíveis)
Locos (concholepas) congelados, secos, salgados ou em
salmora (moluscos comestíveis)
Vieiras ou conchas de abanico, vivas, frescas
Conservas de pescado
Lagostins congelados
FOB
US$
44.827.661
3.643.126
1.965.467
P. Bruto kg
133.478.276
13.422.440
255.142
1.852.465
1.719.228
972.468
147.205
864.896
859.113
819.678
621.347
59.812
111.731
698.905
120.675
Conforme se depreende o destaque é para a farinha de pescado, para os óleos e azeites e
preparo de conservas de crustáceos e moluscos, o que se procura destacar abaixo:
•
Exportação de farinha de pescado
Ano
1997
1998
1999
Fontes: Aduanas
Elaboração: Cid-Adex
•
US$ FOB
Abril
Jan/Abril
63.693.402
389.849.930
5.073.970
65.643.094
44.827.662
168.394.619
Peso Bruto
Abril
123.815.636
7.773.253
133.478.281
Jan/Abril
742.681.205
103.828.677
412.001.604
Exportação de preparados e conservas de crustáceos e moluscos
Ano
1997
1998
1999
Fontes: Aduanas
Elaboração: Cid-Adex
US$ FOB
Abril
Jan/Abril
208.076
1.285.904
169.735
1.356.126
201.300
896.323
Peso Bruto
Abril
37.631
34.776
50.238
Jan/Abril
250.575
240.161
186.172
Vale destacar ainda que a indústria química peruana vem gradualmente aumentando suas
exportações, atingindo o valor FOB de US$ 19 milhões no mês de março de 1999, o que
correspondeu a 4,24% das exportações totais no mesmo mês. Entre os principais produtos
destacam-se: lacas corantes; ácido sulfúrico; tambores, garrafas, frascos e artigos similares;
carmim de cochonilla; hidróxido de sódio em disolução aquosa; medicamentos com penicilina
ou derivados; pneus para automóveis; ácido ortobórico, glutamato monossódico; óleos
essenciais de limão; fosfato bicálcico; fungicidas à base de compostos; shampoos; sulfato de
cobre e sulfato de chumbo.
De modo análogo estão identificados os 20 principais produtos importados pelo Peru, no
período de 1996/1997. Repare-se que a sensível queda nas importações teve efeito de
compensação em relação às perdas da exportação, com relação a balança comercial no período
considerado.
30
Produtos importados pelo Peru no período de 1996 e 1997, em US$ milhões FOB
Produtos
1996
Valor Part.
(%)
1997
Valor Part.
(%)
Var.
(%)
Óleo cru de petróleo ou betuminosos
426,7
5,50 240,5 6,11
-77,42
Trigo
243,7
3,14
96,3 2,45 -153,06
Gasolina diesel 2
227,6
2,93 120,8 3,07
-88,41
Arroz
139,6
1,80
47,9 1,22 -191,44
Veículos entre 1500 e 3000 cc
137,4
1,77
64,3 1,63 -113,68
Milho
137,3
1,77
58,9 1,50 -133,10
Açúcar de cana refinado
116,1
1,50
40,1 1,02 -189,53
Veículos entre 1000 e 1500 cc
99,4
1,28
34,6 0,88 -187,20
Partes de aparelhos elétricos, de telefonia e de telégrafo
97,7
1,26
47,4 1,20 -106,12
Computadores
75,9
0,98
44,3 1,13
-71,33
Receptores de TV colorido
65,1
0,84
19,4 0,49 -235,57
Unidades de entrada/saída para máquinas automáticas
65,1
0,84
33,4 0,85
-94,91
Aparelho de telecomunicação/corrente
62,9
0,31
34,0 0,87
-85,00
Emissores/receptores de rádio telefonia e rádio telegrafia
62,7
0,81
99,4 2,53 +58,53
Resíduos sólidos extraídos do azeite de soja
62,6
0,81
31,2 0,79 -100,64
Leite e nata com gordura > 1,5%
53,0
0,68
21,3 0,54 -148,83
Uréia para uso agrícola
52,9
0,68
23,4 0,59 -126,07
Medicamentos para uso humano
50,2
0,65
27,4 0,70
-83,21
Geradores de corrente alternada de potência superior a 750 KVA
49,5
0,64
39,6 1,01
-25,00
Papéis, cartões com máximo de 10% de fibras
44,7
0,58
13,5 0,34 -231,11
Destacam-se ainda veículos para transporte coletivo, bobinas de papel, carregadores, telefones, óleo de soja
em bruto, camionetas pick-up, motocicletas e bicicletas, “bulldozers” e “angledozers”, jogos de distração
ativados com moedas e fichas e outros.
Fontes: Superintendência Nacional de Aduanas, Oficina de Sistemas y Estatística
Existe uma clara tendência de aumento nas possibilidades do intercâmbio entre o Brasil e o Peru
assim como nítida complementariedade em suas produções. É importante colocar a grande
oportunidade que existe para que se diversifiquem e ampliem os negócios comerciais entre os
dois países.
31
32
CAPÍTULO 3
BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA
De forma análoga ao já analisado com relação ao Brasil, em geral, bem como relativamente à
Bolívia e ao Peru, serão enfocados os principais aspectos que evidenciam e caracterizam as
relações comerciais externas do Estado de Rondônia, estado que compõe com os países
vizinhos, Bolívia e Peru, a região territorial andino-amazônica cujas contigüidades e
continuidades alicerçam os fundamentos essenciais deste trabalho.
Balança Comercial do Estado de Rondônia no ano de 1998, em US$ milhões FOB
Importações
Exportações
15.476.297
Saldo Comercial
37.629.802
Variação (%)
22.153,505
143,14%
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e
Comércio
Verifica-se um superavit bastante significativo no Saldo Comercial
3.1 EXPORTAÇÕES RONDONIENSES
A análise do quadro que relaciona as exportações de Rondônia por categorias econômicas
permite conclusões muito significativas. O quadro apresenta um estudo por quinquênios a partir
de 1980, com destaque para os anos de 1997/ 1998, sendo os valores expressos em US$ 1000
FOB.
Ano
1980
1985
1990
1995
1997
1998
Básicos
1.907
7.553
1.582
10.841
7.147
7.184
Industrializados
(A+B)
7.008
24.443
7.872
26.920
30.218
30.445
Semimanufaturados
(A)
3.254
8.694
6.231
12.582
21.882
27.229
Manufaturados
(B)
3.754
15.749
1.641
14.338
8.336
3.216
Total
8.915
31.996
9.454
37.761
37.365
37.629
Variação
(%)
8.04
-33.16
3.38
34.62
0.72
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e
Comércio
Analisando-se a composição das exportações por categoria de valor agregado, conforme registros
do período considerado, conclui-se que houve significativos incrementos no 1º quinqüênio, não
se confirmando o mesmo ritmo de desenvolvimento a partir de 1985, sendo que os produtos
manufaturados, inclusive, apresentaram queda sensível e preocupante no percentual de
159,20% em relação a 1997 e 389,71%, relativamente a 1985. O total das exportações em
Rondônia no ano de 1998 alcançou o valor de US$ 37,63 milhões de dólares, ligeiramente
superior (0,71%) ao ano de 1997, valor este que, embora expressivo, não representa o potencial
da produção do estado para comercialização externa.
33
3.1.1 PRINCIPAIS PRODUTOS EXPORTADOS
Um estudo completo dos principais produtos exportados por Rondônia se encontra no quadro
que se segue. Ao se analisar o quadro não se poderá deixar de registar a grande importância dos
10 primeiros itens, todos com valores acima de US$ 300.000 perfazendo o total de US$
35.251.063 ou seja, 93,67% do total geral das exportações.
A análise das informações contidas no quadro confirma ainda um fato bem conhecido que é a
importância do setor madeireiro nas exportações de Rondônia. Como se pode observar, na
listagem de 41 itens exportados, a madeira e seus derivados aparecem em 21. Móveis e outros
produtos de carpintaria aparecem em mais 2 (dois) itens. Além da importância quantitativa, o
setor madeireiro também se destaca em valores exportados tendo alcançado o total de US$
29.811.261, correspondendo a 79% das exportações de 1998. Registre-se também, que o café
tem grande significado nas exportações, tendo ocupado o 2º lugar em escala de valores, com
um total de US$ 6.326.145, correspondente a 17% do total de exportações em 1998. Se
comparados os resultados alcançados em 1998 com os de 1997, observa-se um comportamento
mais ou menos uniforme na participação de cada produto, com pequenas variações, exceção
apenas de alguns itens de derivados de madeira.
34
Principais Produtos Exportados, em US$ milhões FOB
Descrição
Total da área
1998(jan/dez)
US$
%
FOB.
1997 (jan/dez)
US$
%
FOB.
37.629.802 100,00 37.362.218 100,00
01 OUTS MADEIRAS SERRADAS/CORTADAS EM FOLHAS, ETC. ESP>6mm
10.374.883
02 FOLHAS DE OUTS MADEIRAS ESPESSURA <=5mm
8.853.302
03 CAFÉ NÃO TORRADO, NÃO DESCAFEINADO EM GRÃO
6.326.145
04 MADEIRA DE IPÊ, SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ETC. ESP>6mm
3.876.368
05 MADEIRA DE CEDRO, SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ETC. ESP>6mm 3.438.404
06 MADEIRA COMPENSADAC/ FLS<=6mm. FACE DE MADEIRA N/CONIFER
1.006.554
07 PAINÉIS DE MADEIRA PARA SOALHOS
540.313
08 OUTS BOVINOS VIVOS
451.193
09 CALHAUS CASCALHOS E PEDRAS BRITADAS P/ CONCRETO ETC.
345.521
10 FOLHAS DE OUTS. MADEIRAS DE CONIFERAS ESPESSURA <=6mm
338.380
11 OUTS CONSTRUÇÕES PRÉ-FABRICADAS DE MADEIRA
293.565
12 MADEIRA COMPENSADA C/ FLS<=6mm FACE DE MADEIRA TROPICAL
162.489
13 SUCOS DE OUTS FRUTAS PRODS HORTICOLAS NÃO FERMENTADOS
135.432
14 MADEIRA DE CONIFERA ....................
122.475
15 OUTS CHAPAS E SEMELHS DE FIBROCIMENTO, CIMENTO-CELULOSE
121.729
16 GRANITO TALHADO OU FERRADO DE SUPERFICIE PLANA OU LISA
110.999
17 FOLHAS DE MADEIRA DE CEDRO ESPESSURA<=6mm
108.480
18 MADEIRA DE NÃO CONIFERAS PERFILADA
100.815
19 MADEIRA DENSIFICADA EM BLOCOS, PRANCHAS LAMINAS PERFIS
95.163
20 MADEIRA DE MAHOGAN SERRADA/CORTADA EM FLS. ETC. ESP>6mm
82.148
21 ARMAÇÕES E CABOS DE MADEIRA DE FERRAMENTAS, ESCOVAS ETC/
69.893
22 MADEIRA DE CONIFERA, SERRADA/CORTADA EM FLS ETC. ESP>6mm
58.023
23 CIMENTOS “PORTLAND” COMUNS
55.131
24 OUTS MADEIRAS COMPENSADAS COM FOLHAS DE ESPESSURA<=6m
52.084
25 OUTS MÓVEIS DE MADEIRA
44.258
26 OUTS BOVINOS REPRODUTORES DE RAÇA PURA
43.528
27 MADEIRA DE CABREUVA PARCA SERRADA/CORT FLS ETC. ESP>6mm
41.504
28 OUTS OBRAS DE MARCENARIA OU CARPINTARIA P/ CONSTRUÇÕES
35.886
29 TRATORES DE LAGARTAS
34.005
30 PALETES SIMPLES PALE ES-CAIXAS ETC. DE MADEIRA
32.850
31 MAQS FERRAM. P/ ARQUEAR/ REUNIR MADEIRA COF. TICA. OSSO ETC
32.000
32 OUTS LADRILHOS ETC. DE CERÂMICA VIDRADOS E ESMALTADOS
30.644
33 VELAS PAVIOS CIRIOS E ARTIGOS SEMELHANTES
27.005
34 OUTS PRCOS/PREPARS DE TO JCADOR EM BARRAS PEDAÇOS ETC.
24.063
35 AGUA MINERAL/GASEIF. NÃO COM AÇUCAR, AROMATIZADA ETC.
19.292
36 OUTS CONSTRUÇÕES PRÉ-FABRICADAS DE OUTS MATERIAS
15.600
37 BARRAS DE FERRO/AÇO/ ALUMIN QUENTE CENTADA ETC
15.040
38 MADEIRA DE LOURO, SERRADA, CORTADA EM FOLHAS ETC ESP>6mm
14.153
39 MADEIRA DE PEROBA SERRADA/ CORTADA EM FOLHAS ETC ESP>6m
13.713
40 OUTS COUROS, PELES DE BOVINO, EQUIDEO AFERGAMINS PREPARS
10.000
41 DEMAIS PRODUTOS
77.876
27.57
23.53
16.81
10.30
9.14
2.67
1.44
1.20
0.92
0.90
0.78
0.43
0.35
0.33
0.32
0.29
0.29
0.27
0.25
0.22
0.19
0.15
0.15
0.14
0.12
0.12
0.11
0.10
0.09
0.09
0.09
0.08
0.07
0.06
0.05
0.04
0.04
0.04
0.04
0.03
0.21
7.833.378
9.018.447
7.143.027
1.864.201
2.215.903
4.830.484
203.711
126.047
248.062
226.020
58.405
55.434
122.000
541.634
729.580
111.745
45.223
72.976
242.747
144.493
43.145
1.749
203.266
6.961
10.781
593
21.500
5.000
1.235.706
20.97
24.14
19.12
4.99
5.93
12.39
0.55
0.34
0.66
0.60
0.16
0.15
0.33
0.45
0.95
0.30
0.12
0.20
0.65
0.39
0.12
0.54
0.02
0.03
0.06
0.01
3.65
Var %
98/97
0,72
32.44
-1.83
-11.44
107.94
55.17
-78.26
165.24
168.48
19.31
-28.11
131.88
120.94
-0.47
-81.39
-86.96
-26.49
54.55
-23.23
-77.29
-63.95
-3.80
-83.84
287.95
123.20
-27.91
183.06
94.58
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e
Comércio
35
Principais Países e Blocos Econômicos de Destino das Exportações, em US$ milhões FOB
Descrição
1998 (jan/dez)
US$ FOB
Par %
1997 (jan/dez)
US$ FOB
Par %
Var %
98/97
Total da Área
37.629.802
100,00
37.362.218
100,00
0,72
01 ESTADOS UNIDOS
02 ARGENTINA
03 URUGUAI
04 ITÁLIA
05 JAPÃO
06 TAIWAN (FORMOSA)
07 ALEMANHA
08 BELGICA
09 BOLÍVIA
10 ESPANHA
11 PORTUGAL
12 PORTO RICO
13 REINO UNIDO
14 HONG KONG
15 FRANÇA
16 VENEZUELA
17 PAISES BAIXOS (HOLANDA)
18 CANADÁ
19 CHINA REPUBLICA POPULAR
20 EGITO
21 LUXEMBURGO
22 SIRIA, REPÚBLICA ÁRABE DA
23 ISRAEL
24 DINAMARCA
25 ÁFRICA DO SUL
26 SUIÇA
27 REPUBLICA DOMINICANA
28 SUÉCIA
29 LIBANO
30 AUSTRALIA
31 DEMAIS PAÍSES
10.648.979
4.393.567
4.150.805
3.210.389
2.296.578
2.116.465
1.340.410
1.226.206
1.212.641
947.450
756.036
709.676
607.648
559.130
514.915
458.135
391.658
320.744
271.602
236.532
203.005
151.547
122.381
96.270
74.581
73.657
64.858
61.903
58.391
57.593
286.050
28.30
11,58
11,03
8,53
6,10
5,62
3.56
3,26
3.22
2,52
2,01
1,89
1,61
1,49
1,37
1,24
1,04
0,85
0,72
0,53
0,54
0,43
0,33
0,26
0,20
0,20
0,17
0,16
0,16
0,15
0,73
6.696.556
4.814.973
3.810.589
2.355.514
509,915
2.223.004
1.419.500
1.059.423
409.411
481.782
421.245
1.147.488
929.574
259.664
1.455.754
422.914
806.796
981.528
25,762
372.792
311.027
39.806
11.717
806.284
72.561
162.621
180.063
68.439
5.095.314
17,92
12.89
10.20
6,30
1,36
5,95
3,80
2,84
1,10
1,29
1,13
3,07
2,49
0,69
3,90
1,13
2,16
2,63
0,07
1,00
0,83
0,11
0,03
2,16
0,19
0,44
0,48
0,18
13,68
59.02
-8.75
8,93
36,29
350,38
-4,79
-5,57
15,74
196,19
96,65
79,48
-38.,15
-34,63
115,33
-64,63
10,69
-51,46
-67,33
954,27
-38,55
-48,06
207,44
536,52
-90,86
-10,62
-61,93
-67,57
-15,85
-94,59
4.587.166
4.136.162
3.888.623
1.439.282
682.702
232.031
30,65
27,64
25,98
9,62
4,58
1,55
3.184.608
7.074.794
3.760.358
657.585
2.447.154
182.569
18.40
40.88
21,73
3,80
4,14
1.05
44.04
-41.54
3,41
118,87
72,10
27,09
PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS
01 Estados Unidos (inclusive Porto Rico)
02 Ásia (Excluindo o Oriente Médio)
03 Demais da ALADI
04 Mercado Comum do Sul - MERCOSUL
05 União Européia
06 DEMAIS BLOCOS
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e
Comércio
36
Conforme dados do quadro acima, observa-se que os principais países importadores dos
produtos de Rondônia são: Estados Unidos (28,30%), Argentina (11,58%), Uruguai (11,03%),
Itália (8,53%), Japão (6,10%) e Taiwan (Formosa) (5,62%). Estes dados são importantes
indicadores da efetiva potencialidade comercial de Rondônia com perspectivas de expansão na
medida em que sejam oportunizadas novas alternativas em melhores condições de acesso
recíproco aos mercados externos. Analisando-se as exportações de 1997, constata-se que outros
países também tiveram boa participação, como França (3,90%), Canadá (2.63%), Reino Unido
(2,49%) e Porto Rico ( 3,07%).
É indispensável destacar que a Bolívia está bem situada, em 9º lugar em 1998, tendo ampliado
significativamente a sua participação em relação a 1997. Sem dúvida alguma poderá haver
ainda maior ampliação nas relações entre os dois mercados: boliviano e rondoniense.
3.1.3 PRINCIPAIS EMPRESAS EXPORTADORAS DO ESTADO DE RONDÔNIA
Tomando-se como referência ainda os anos de 1998 e 1997 pode-se analisar a participação das
40 principais empresas rondoniense nas exportações realizadas, conforme quadro que se segue:
Descrição
1998 (jan/dez)
US$
Par
FOB
%
1997 (jan/dez)
US$
Par
FOB
%
Var %
98/97
Total Da Área
Total dos principais empresas
37.629.802
34.809.694
100,00
92,51
37.362.218
30.196.646
100,00
80,82
0,72
15,28
01 TUCUMA AGRICULTURAS E FLORESTAL
02 INDÚSTRIA DE MADEIRAS M NOA LTDA
03 V S MADEIRAS LTDA
04 MADEIREIRA URUPÁ LTDA
05 CONDOR FLORESTAS E INDÚSTRIA DE MADEIRA LTDA
06 CARGILL AGRÍCOLA S/A
07 INDÚSTRIA TRIÂNGULO DE RONDONIA LTDA
08 MADEZAPN IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA
09 LANIMAR INDUSTRIAL DE MADEIRAS LTDA
10 VANDERSON CLEITON MACIEL LOS SANTOS
11 MADEIREIRA BOTELHO LTDA
12 TRIEX-TRIANGULO COMERCIAL EXP. DE MADEIRA
13 DM 2000 MADEIRAS LTDA
14 MOACIR ELOY CROCETTA BATISTA LTDA
15 MADEMART INDUSTRIAL E COM. DE MADEIRAS LTDA
16 LAMMY INDUSTRIAL MADEIREIRA DA AMAZÔNIA LTDA
17 BRASTIMBER EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA
18 MADEIREIRA OESTE LTDA
19 WOODSY COMÉRCIO, IMP. E EXP. DE MADEIRA LTDA
20 WANDERLÉA LIMA
21 FAZ TIMBER – EXPORTAÇÃO LTDA
22 SEMADEX SECAGENS E EXPORÇÃO DE MADEIRAS LTDA
23 ASA NORTE INDUSTRIAL MADEIREIRA LTDA
24 MABRESA EXPORTAÇÃO DE MADEIRAS NOBRES LTDA
25 MADEXNORTE MADEIRAS E EXPORTAÇÃO DO NORTE LTDA
26 PEDREIRA E EXTRAÇÃO FORTALEZA LTDA
3.542.045
2.777.317
2.830.022
2.551.828
2.310.395
2.227.678
1..861.871
1.358.090
1.338.318
1.078.673
1.009.135
986.579
886.516
778.083
710.372
540.881
510.130
592.688
492.879
453.069
439.780
392.124
389.814
365.787
354.424
345.521
9,41
7,38
6,99
6,78
6,14
5,92
4,95
3,61
3,56
2.87
2,68
2,62
2.36
2.07
1,89
1,70
1,62
1,58
1,31
1,20
1,17
1,04
1,04
0,97
0,94
0,92
2.698.330
1.656.831
2.306.379
1.999.908
2.270.445
2.418.729
822.987
1.438.605
1.003.075
609.302
1.095.020
1.235.881
1.611.293
2.048.750
826.203
165.885
76.775
447.245
482.610
-
7,22
4,43
6,17
5,35
6,08
6,47
2,20
3,85
2,68
1,53
2.93
3,31
4,31
5,48
2.21
0,44
0,21
1,20
1,29
-
2,93
58,74
10,64
15,53
-1,88
-23,02
65,02
-6,97
7,58
65,62
-9,90
-28.27
-55,91
-64,72
-26.15
197,12
410,74
-12,84
-24,21
-
37
27 MADEIREIRA CABIXI LTDA
28 MADEIREIRA ERONA LTDA
29 IRMÃOS RIBEIRO EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA
30 FAZENDA VELHA MADEIRA LTDA
31 MADRON INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MADEIRAS LTDA
32 PEREIRA E FILHOS LTDA
33 LAMAL LAMINADOS ALVORADA LTDA
34 EXCELL INDÚSTRIA COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO LTDA
35 COMÉRCIO DE MADEIRAS EXPORT SUL LTDA
36 MAIOMBE COMÉRCIO, EXP. E IMP. DE MADEIRAS LTDA
37 JOHAN INDÚSTRIA MADEIREIRA LTDA – ME
38 EXPORTADORA E IMP. BRASILEIRA LTDA
39 M COMÉRCIO IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA
40 GM MADEIRAS LTDA
341.842
337.857
329.043
320.611
299.781
293.565
257.095
254.958
247.345
226.103
225.926
200.509
176.660
173.950
0,91
0,90
0,87
0,85
0,80
0,78
0,68
0,68
0,66
0,60
0,60
0,53
0,47
0,46
2.064.351
287,217
992.924
279.239
174.928
206.294
95.298
17.982
43.789
203.926
265.047
151.401
5,79
0,77
2,66
0,75
0,47
0,55
0,26
0,05
0,12
0,55
0,98
0,41
-84,21
17,63
-66,86
14,82
71,38
42,30
169,78
416,35
-1,68
-51,55
14,89
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e
Comércio
A capacidade produtiva de Rondônia se clarifica a partir da constatação de que 11 de suas
empresas já são capazes de exportar mais de um milhão de dólares. Juntas elas perfazem o total
de 60,29%. Isto significa que as praticamente 30 empresas restantes ainda são responsáveis pela
exportação de 40%, ou seja, US$ 14.944.430, o que é bastante expressivo.
3.2 IMPORTAÇÕES DE RONDÔNIA
A listagem abaixo apresenta os principais produtos importados por Rondônia provenientes de vários
países, nos exercícios de 1997 e 1998.
Principais Produtos Importados, em US$ milhões FOB
Ordem
Descrição
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
Palmitos Conservados de outros modos
Outros Apr. Rec. de Telev. Mems. Comb. c/ Outs. Cores
Outros Apr. Rec. Comb. Apr. Grv /Reprod. De Som
Farinhas de Trigo
Outras Câmaras
Apr. Repr. Som c/ Sist. Leit. Óptica por “Laser”
Máqs. Apar. Impressão Offset. Alim. Por Bobinas
Águas de Colônia
Fita em Cassete,Larg.Fita=12,65mm(1,2”)
Aparelhos Combinados c/ Toca-Fitas e Gravador
Aparelhos Telefônicos, não Comb. c/ Outs. Aparelhos
Outros Vent., c/ Motor Elét. Incopr., até 125W
Forno de Microondas
Apr. Rec. c/ Fonte Ext. Emrg. c/ Toca-Fitas, p/ Veículos
Outras Parte / Aces. p/ Bicicletas e Outros Ciclos
Mad. Ser. Cort. Folhas. Esp. Sup. 6mm,de Coníferas
Outros Pneum. De Borracha, p/ Ônibus, Caminhão
Alto-Falante Multipl. Mont. mesmo Receptáculo
Outras Cebolas Frescas ou Refrigeradas
Outras Lam. Pl. Ferr. Acro, Frio, C>=0,6%,N/Revest.
Refrigeradores de Compressão do Tipo Domes
Outras Máq-Ferr. p/ Trab. Pedra. Produtos Cermas. Etc.
Aparelho Comb. c/ Toca-Fitas, Grav. e Toca-Disco
Outros Apars. Eletrotérmicos, uso doméstico
Corrente de Transm. de Ferro Fund. ou Aço
US$ FOB
2.418.725
1.480.294
464.823
433.977
284.934
271.171
270.000
262.120
255.171
205.211
202.341
190.569
189.651
156.101
152.743
151.605
149.565
149.042
145.400
91.665
81.018
80.645
74.957
74.636
72.664
( %) - 1997
15,629
9,566
3,003
2,804
1,841
1,752
1,745
1.694
1,649
1,326
1,307
1,231
1,225
1,009
0,987
0,980
0,966
0,963
0,940
0,592
0,523
0,521
0,484
0,482
0,470
US$ FOB
( %) – 1998
3.677.476
1.627.877
157.993
863.949
257.556
206.495
120.000
461.668
59.859
86.872
189.048
66.440
92.541
114.388
151.288
138.957
701.224
123.108
80.705
64.903
11.509
1.438
16.862
43.539
51.760
24,572
10,878
1,056
5,773
1.721
1,380
0,802
3,086
0,400
0,580
1,263
0,444
0,619
0,764
1,011
0,928
4,685
0,824
0,539
0,434
0,077
0,010
0,113
0,292
0,346
38
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
Outros Apr. Comb. c/ Aparelhos de Grav. ou Rep. de Som
Videocassete sem sintonizador, com um tempo
Outras Máqs. Apr. Ar-Cond. Par/Jan, corpo único
Art. Equipamento p/ Cultura Física, Ginástica ou Atletismo
Outras Rec. c/ F.Ext. Comb. C/ Ap. Grav. Repr. p/ Veículo
Outros Freios e suas partes p/ bicics. / ciclos
Aparelhos Elétricos Amplificação de Som
Serviços de Mesa, Outros Utensílios de cozinha de Plástico
Pneum. de Borr. p/ Automóveis de Passageiro, novo
Jogos de Vídeo p/ Util. Em Apr. Recpts. de Televisão
Artigos para Festas de Natal
Outros Refrigeradores de uso doméstico
Bicicletas sem Motor
Outros Apr. Rec. Susc. Func. s/ Fonte Ext. de Energia
Outros Alto-Falante Mesmo Mont. Seus Receptáculos
Outros Artigos de uso doméstico para limpeza
Pneums. Novos de Borracha p/ Tratores etc.
Carrinhos, Veículos p/ Transporte de Crianças e Partes
Arroz Semibranq, ou Branq. n/ Parbol., Polido
Outros Toca-Discos sem Disp. Grav. Som
Outros Aparelhos Telefônicos, Inc. Videofones
Outros Art. c/ Sup. Ext. de Folhas. de Plast. Nat. Text.
Outros p/ Películas, Rolos, Larg. <35mm
Garrafas Térmicas e Outros Recipientes Isotérmicos
Aparelhos Combinados c/ Toca-Fitas
Outros Produtos
70.022
69.708
68.053
67.939
59.081
58.303
58.111
57.307
50.767
48.849
46.719
46.668
42.119
42.098
37.228
36.302
35.592
35.331
33.615
33.476
32.023
30.375
29.973
29.829
28.786
6.018.995
0,452
0,450
0,440
0,439
0,382
0,377
0,375
0,370
0,328
0,316
0,302
0,302
0,272
0,272
0,241
0,235
0,230
0,228
0,217
0,216
0,207
0,196
0,194
0,193
0,186
38,89
Total
15.476.297
100,00
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
115.769
36.008
57.813
48.460
70.540
13.478
8.287
17.621
119.984
81.529
69.570
84.893
10.324
13.053
37.482
8.857
32.144
37.427
48.222
22.553
123.909
12.449
14.583
3.692
210.780
4.299.084
0,774
0,241
0,386
0,324
0,472
0,090
0,055
0,118
0,802
0,545
0,465
0,567
0,069
0,087
0,250
0,059
0,215
0,250
0,322
0,151
0,828
0,083
0,097
0,025
1,408
28,72
14.965.966
100,00
Da lista de produtos importados por Rondônia em 1997 e 1998, que reúne mais de 500 itens,
isolados ou agrupados, foram selecionados os 50 mais importantes em escala de valores.
Considerando as importações realizadas, em 1998, verifica-se que aparecem como mais
representativos os seguintes produtos: palmito em conserva e outras modalidades (24,57%);
aparelhos receptores de TV(10,88%); farinha de trigo (5,77%); pneumáticos para autos, tratores
e caminhões (4,69%); artigos de perfumaria (3,08%) e veículos automotores (2,35%). Os demais
itens que constam da relação estão compostos por produtos diversos, em menor ou maior
quantidade, abrangendo: aparelhos eletrônicos, aparelhos eletrodomésticos, equipamentos e
ferramentas, autopeças, material esportivo, calçados e confecções, material elétrico, objetos de
uso pessoal e muitos outros.
O palmito tem uma importante participação na pauta de importações tendo em vista os
incentivos existentes na Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim, onde este produto é
importado da Bolívia e reexportado para outros países. Com raras exceções, a quase totalidade
das importações se compõe de produtos manufaturados, com alto nível de industrialização.
Complementando-se a análise sobre a balança comercial de Rondônia, considerando-se que em
1998 foi exportado um total de US$ 37.629.802 e importados apenas US$ 15.476.297,
constata-se um superávit de 143,14%, ou seja, o volume de importações é muito inferior às
exportações. Quando comparados os resultados obtidos, em 1997 e 1998, constata-se que o
montante das importações de 1998 foi inferior 3,29% em relação a 1997, enquanto as
exportações de 1998 foram superiores a 1997 em 0,72%. Avaliando-se estes dados, conclui-se
que as operações de comércio exterior vêm se mantendo praticamente estáveis, o que aliás
reflete, também, a situação das atividades econômicas do estado, apesar da crise imposta pela
atual conjuntura econômica nacional.
39
40
CAPÍTULO 4
RELAÇÕES COMERCIAIS
DE RONDÔNIA COM A BO
BOLÍVIA
LÍVIA
4.1 ASPECTOS GERAIS DO COMÉRCIO BOLIVIANO
Para o desenvolvimento das atividades de comercialização externa e de apoio à importação da
Bolívia, é necessária a participação com certo risco dos investidores estrangeiros e bolivianos. A
opinião externa sobre a economia boliviana é de um processo que se realiza por meio da
integração com os países vizinhos da América do Sul, para a constituição da Área de Livre
Comércio das Américas (ALCA). A Bolívia atualmente é o único pais latinoamericano com laços
formais de integração comercial com o NAFTA, realizado através de um tratado de livre
comércio com o México, em vigor desde 1995; na Comunidade Andina das Nações está como
membro fundador do Acordo de Cartagena de 1969 e, desde 1997, se encontra atuante no
Acordo de Complementação Econômica nº 36 firmado com o MERCOSUL. Um dos pontos
que se destaca nos acordos mais recentes é a incorporação de novos tópicos na integração
comercial. Entre outros temas, cabe destacar o comércio de serviços com o México, cooperação
com o MERCOSUL e as questões da integração física com o MERCOSUL, CANADÁ e Chile. O
grande desafio da Bolívia é poder traduzir suas potencialidades em oportunidades e suas
políticas comerciais e de integração em crescimento econômico sustentado.
As divisas necessárias para as importações de bens de consumo e de capital são geradas
predominantemente pelas empresas exportadoras industriais. A indústria participa com 53% das
exportações, cujo valor alcança uma média de US$ 600 milhões. Deste valor, 23%
correspondem à exportação de produtos agro-industriais, 13% às vendas externas de madeira e
móveis, 15% às indústrias de jóias, 42% às empresas de fundições de metais e 7%
correspondem a outras indústrias.
O maior importador de matéria prima e bens de capital para utilização em sua própria atividade
é a indústria. Em termos relativos, a indústria de transformação adquire 44% das importações
totais registradas. Isto corresponde, em termos absolutos, a US$ 815 milhões, dos quais,
aproximadamente, US$ 450 milhões são de bens de capital.
•
Investimentos
O crescimento significativo de investimento externo na Bolívia está comprovado através das
muitas vantagens que o próprio país concede, estabelecendo vantagens comparativas e
competitivas. Devido a este fato os investimentos externos acumulados entre 1992 e 1997
superaram 1,5 bilhão de dólares, significando um crescimento anual em torno de 37,6%. Os
setores com maior índice de investimento estão nas áreas de jazidas de petróleo, minérios,
comércios e serviços, destacando-se como principais investidores os U.S.A., Itália, Chile,
Canadá, Brasil e Argentina. Para os próximos anos é previsto um aumento de investimentos em
vários setores da economia, graças às condições de estabilidade política e econômica, com êxito
41
nos programas de privatizações, bem como em outras oportunidades para o investidor. A Bolívia
oferece ao investidor externo, de forma direta e institucional, uma variedade de oportunidades
nas atividades tradicionais de aproveitamento dos recursos naturais; porém, os interessados
estão sujeitos a critérios de conservação e transformação industrial de varias matérias primas,
assim como à produção e à prestação de vários serviços, especialmente aqueles para a conexão
interoceânica.
Destacam-se:
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Diversificação de recursos naturais;
Grande reserva de minérios, metais e pedras preciosas;
Abundância de recursos de matéria prima para fabricação de jóias;
Incentivos para a produção e exportação de ouro e prata;
Grande reserva de gás natural e de jazidas de petróleo;
Mão de obra abundante, competitiva e com baixa rotatividade;
Excelente habilidade manual com grande tradição na produção de jóias;
Força da PEA com 60% (sessenta por cento) da população de menores de 25 anos;
Regime de internação temporária para a exportação (RITEX);
Existência de Zonas Francas, comerciais e industriais;
Sistema de devolução de impostos para as exportações não tradicionais dentro do principio
de neutralidade legal;
Participação como membro da OMC, Comunidade Andina, Membro Associado ao
MERCOSUL;
Acesso preferencial aos mercados dos EEUU, Japão, Europa, México e Chile;
Garantia dos investimentos realizados em acordos assinados com o CIADI, MIGA, OPIC,
OMPI, ADPIC, abrangendo mais de vinte países;
Moderno sistema de telecomunicações com utilização de fibra ótica;
Acesso aos mercados externos através dos aeroportos internacionais, das rodovias, das
ferrovias e das vias pluviais;
Acesso direto aos portos do Uruguai e Argentina através da hidrovia Paraguai – Paraná;
Tarifas de transporte rodoviário e ferroviário menores do que as dos países vizinhos,
justificadas pelo baixo custo dos combustíveis;
Reconhecimento dos mesmos direitos, deveres e garantias tanto para o investidor externo
como para o interno sem qualquer limitação e autorização legal;
Estabelecimento de um regime de liberdade cambial e livre conversão da moeda corrente;
Autorização para a livre contratação de seguro de investimento em território nacional ou
internacional;
Permissão para a entrada e saída de capitais sem qualquer restrição;
Reconhecimento dos investimentos em parceria de risco comum na forma de “JointVenture”;
Concessão de liberdade total para contratação de profissionais;
Estabilidade política e econômica.
4.2 EXPORTAÇÕES RONDONIENSES
42
Apesar dos incentivos oferecidos pela Bolívia como fator de atração nos negócios percebe-se
que ainda podem ser ampliadas, de forma bastante expressivas, as relações comerciais
bolivianas com o Brasil, foco em Rondônia. Cumpre ressaltar que as relações comerciais na
fronteira Rondônia-Bolívia, através das cidades Guajará-Mirim e Guayaramerin,
respectivamente, vêm se consolidando há várias décadas. As necessidades de suprimento de
produtos básicos para atender a boa parte da região da província do Beni, na Bolívia e a
existência de livre comércio de produtos importados do lado boliviano, exercem forte atrativo
para usuários brasileiros e contribuem para a formação de importante parceria, embasada na
conveniente troca de produtos, do que resultou um considerável desenvolvimento da região,
especialmente para os dois municípios limítrofes.
Vale lembrar que, na situação atual e dos anos anteriores, existe predominância de produtos
destinados à Bolívia que são na sua maioria produzidos em outros estados brasileiros e apenas
comercializados por empresas rondonienses. Abrem-se, portanto, novas oportunidades para
viabilizar investimentos industriais que tenham mercado garantido no país vizinho, sobretudo se
forem considerados os incentivos existentes na Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim.
4.2.1 PRODUTOS EXPORTADOS PARA A BOLÍVIA
Os principais produtos que compõem a pauta das exportações para a Bolívia estão relacionados
no quadro, cuja referência é o ano de 1998:
43
Produtos Exportados para a Bolívia, em US$ milhões FOB
NCM
01021090
01029011
01029019
01029090
10063021
10063029
16010000
22011000
22021000
25171000
25232910
34011190
34060000
39173100
41043990
44072920
44079990
44121900
44219000
68101100
68101900
68112000
69051000
69089000
73021020
73090010
73090090
82058000
82077010
84021900
84072110
84233019
84269900
84283990
84368000
84378010
84615020
84669360
84818011
85015110
85015310
85030010
87013000
87112010
87120010
87168000
96039000
Descrição
OUTROS BOVINOS REPRODUTORES DE RACA PURA
OUTROS BOVINOS P/ REPROD., PRENHE, C/ CRIA AO PÉ
OUTROS BOVINOS PARA REPRODUÇÃO
OUTROS ANIMAIS DA ESPÉCIE BOVINA
ARROZ SEMIBRANQ. OU BRANQ. N/ PARBOL., PÓLIDO
OUTROS TIPOS D/ ARROZ, SEMIBRANQ. OU BRANQ., PARB
ENCHIDOS, PRODUTOS SEM. DE CARNE, MIUDEZAS, SANGUE
ÁGUAS MINERAIS E GASEIF. S/ AÇÚCAR E EDULC.
ÁGUAS INC. MINERAIS E GASEIF. C/ AC.EDULC.
CALHAUS, CASCAL. PED. BRIT. P/ CONC. SEIXOS SILEX
CIMENTOS "PORTLAND", COMUNS
OUTROS SABÕES E PRODUTOS TENSOATIVOS D/TOUC.
VELAS, PAVIOS, CÍRIOS E ARTIGOS SEMELHANTES
TUBOS FLEX. P/ SUPORTAR PRESS.MIN.D/27,6MPA
OUTROS COUROS PELES DE BOV. EQUIP. APERG., PREP.CUR
IPE, SERR. LONG. FOLHAS ESPESSURA>6MM
OUTROS MAD.SERR. LONG. FOLHAS ESPESS.>6MM
OUTRAS MAD. COMP. FOLHEADA, ESPESS. N/SUP.6MM
OUTRAS OBRAS DE MADEIRA
BLOCOS E TIJOLOS P/ CONSTRUÇÃO, DE CIM.,CONCR.
OUTRAS, TELHAS, LADR, ETC.DE CIM / CONCRET/ PED. ART.
OUTRAS CHAPAS, PAINES, LAD, PRODUTOS SEM, FIBROCIM, SEM
TELHAS DE CERÂMICA
OUTOS LAD / CUB / SEM. N/ CIT. ANTERIORMENTE
TRILHOS PES.LIN.=OU>67,5KG/M<OU=68,5KG/M
RESER, TON, SEM, FE/AC>300L ARMZ. GRÃO, MAT. SOLI
OUTOS RESER, TON, SEM, FE/AC>300L.
BIGORNAS;FORJAS-PORTAT;MOS C/ARM.MANUAIS/PE
FERRAMENTAS D/FRESAR D/TOPO,D/METAIS COMUNS
OUTRAS CALD. P/ PRODUTOS VAP., INCLUIDAS AS MISTAS
MOTORES P/ EMBARC. FIX. EXT. AO CASCO MONOCILI
OUTROS BASCULAS / BALANCAS DOSADORAS
OUTROS CABREAS, PONT.-GUIND.CARRROS-PORT.ETC.
OUTROS AP. ELEV / TRANSP. AÇÃO CONT.P/ MERCADORIA
OUTRAS MÁQUINAS APS. P/ AGRIC., HORTIC.,SILVIC.OU APIC
OUTRAS MÁQUINAS P/ TRITURAÇÃO OU MOAGEM DE GRÃOS
MÁQ. P/ SERRAR / SECCIONAR-CIRCULARES
PARTS / ACES. DE MÁQ. FERR. P/ APLAINAR, ETC.ENGREN.
VALVS. P/ ESCOAM. UTIL.EM BANHEIROS/COSINHAS
MOTORES TRIF.ROT.GAIOLA(INDUCAO)N.SUP.750W
MOTOR ELETR.CORR.ALTER.TRIF.75KW<POT<=7500KW
PARTES DE MOTORES/GERADORES D/POT<=75KVA
TRATORES DE LAGARTAS
MOTOCS.C/MOTOR PIST.ALTER.50CM3<CIL<=125CM3
BICICLETAS SEM MOTOR
OUTROS VEÍCULOS NAO AUTOPROPULSORES
OUTROS VASSOURAS,ESCOVAS,PINCEIS,RODOS,ETC.
Valor
Exportado
10.832
3.395
1.257
387.705
1.813
1.425
106
15.311
12.404
231.820
443.421
26.329
47.928
262
10.000
1.702
5.458
2.359
1.043
1.900
5.410
254.810
17.650
20.490
521
1.112
1.598
70
392
3.026
1.880
818
348
703
544
340
218
999
227
1.671
478
565
34.005
14.040
9.000
420
471
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
44
Como pode ser observado uma grande variedade de produtos compõe a pauta de exportação
de Rondônia para a Bolívia, que totalizou US$ 1.578.276,00, em 1998.
Do total exportado para a Bolívia, em 1998, 42,35% ou US$ 668.465 são de produtos
produzidos em Rondônia:
Produto
Valor em US$
Bovinos
Arroz
Cascalho, brita, seixos
Madeira
Tijolos
Telhas cerâmica
%
403.295
3.238
231.820
10.562
1.900
17.650
25,5
0,2
14,69
0,67
0,12
1,12
Dos produtos produzidos fora do estado se destacam o cimento Portland (28,09%) e as telhas e
chapas de fibrocimento (16,14%). Em menor proporção, produtos de limpeza, máquinas e
equipamentos.
Surpreendentemente não aparece na pauta a venda de açúcar para a Bolívia e até mesmo o
arroz tem valor insignificante, quando é conhecido o comércio praticado com estes dois itens na
fronteira, em Guajará-Mirim. Acredita-se que a falta desses registros se deva ao chamado
“comércio formiga”, onde pequenos comerciantes bolivianos compram seguidamente pequenas
quantidades, não sendo exigidos os procedimentos normais para exportação.
Mesmo considerando as dificuldades de acesso aos grandes centros consumidores da Bolívia,
bem como os resultados obtidos no comércio espontâneo, pode-se concluir que há realmente
um mercado em potencial a ser explorado, sobretudo na área de produtos industrializados.
No caso do açúcar, há uma particularidade, pois a legislação brasileira restringe e controla as
exportações desse produto. A concessão e o estabelecimento de cotas para exportação são
definidos pelo Ministério da Indústria e Comércio, diretamente com as usinas produtoras, de
modo que o açúcar já sai diretamente para exportação, não se processando o registro em
Rondônia, que representa apenas um entreposto de passagem do produto.
O confronto da pauta de exportação geral de Rondônia com a pauta específica que se refere à
Bolívia revela a possibilidade de se incluir outros produtos como o café, sucos de frutas, granitos
e alguns maquinários e equipamentos.
4.2.2 EMPRESAS EXPORTADORAS
A análise das exportações rondonienses se complementa com a apresentação das empresas do
estado que realizaram exportações para a Bolívia nos anos de 1997 e 1998. Totalizam 18
empresas, das quais a grande maioria (12) tem localização em Guajará-Mirim. O quadro que se
segue apresenta esta relação:
45
Empresas de Rondônia que exportaram para a Bolívia – 1997 – 1998
Empresa/ Endereço
3 M Comercio Imp. e Exp. Ltda.
Av. Constituição, 284 - Centro
Alacir José Borille Imp. e Exp.
Av. Doutor Lewerger, 211 - Triângulo
Armazem do Sul Industria e Com. Imp. e Exp. Ltda.
Av. Dr. Mendonça Lima, 127 - Centro
Calixto & Souza Importação E Exportação Ltda.
Av. Constituição, 369 - Centro
Canoas Ind. Com. Repr. Exp. e Imp. Ltda.
Rua Guanabara, 1542 - N. Sra. das Graças
Construtora Roberto Ltda.
Rua Venezuela, 25 - Habitasa
G C De Oliveira Eguez Imp. e Exp.
Av. Costa Marques, 498 - Centro
J. D. Gouveia Imp. e Exp.
Av. Constituição, 607 - Centro
L A De Souza Comércio Representação Imp. e Exp.
Av. Benjamin Constant, 598 - Centro
Madeireira Cruzado Com Imp. e Exp. Ltda.
Av. 15 de Novembro, S/n - Setor Industrial
Madeireira Muller & Muller Com. Imp. e Exp.
Av. Quintino Bocaiuva, 1901 - Tamandare
Mercantil Nova Era Ltda.
Rua Sol. Almandio Goering, 300 - Pq. Novo Mundo
Pedreira E Extração Fortaleza Ltda.
Rod Ramal Fortaleza Abuna, S/N Km 14 - Zona Rural
Rondônia Refrigerantes S/A
Estrada São Sebastião, S/N - Areia Branca
S. C. Arruda & Cia Ltda.
Av. São Luiz, 674 - Jardim São Luiz
Wanderlea Lima
Av. Leopoldo de Matos, 2487 - Caetano
Youssif Melhem Cia.
Av. Presidente Dutra, 189 - Centro
Yuri Comercio Importação e Exp. Ltda.
Av. Beira Rio, 528 Sala A – Centro
Cidade
CEP
Guajará-Mirim
78.957-000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
Porto Velho
78901000
Rio Branco
69900280
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
São Paulo
02146020
Porto Velho
78929000
Porto Velho
78913970
Cáceres
78200000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
Guajará-Mirim
78957000
4.3 IMPORTAÇÕES DA BOLÍVIA REALIZADAS POR RONDÔNIA
Dos produtos que compõem a pauta de importações da Bolívia, em 1998, destacam-se
produtos vegetais, principalmente, palmito com US$ 4.412.918 (60%) e madeira serrada com
US$ 283.763 (6,0%). O total das importações registradas em 1998, alcançou o montante de
US$ 4.731.961. Os demais produtos da lista de importações se compõem de flores, calçados e
confecção. A participação significativa das importações se deve, em sua quase totalidade, aos
incentivos da Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim, pela concessão de isenção do Imposto
de Importações – II e do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, nas mercadorias
46
destinadas à reexportação, sendo que nesse caso Rondônia serve apenas de entreposto para
exportações.
Produtos Importados da Bolívia , em US$ FOB
NCM
06031000
06039000
08111000
12129900
16021000
20089100
40169990
44012100
44071000
44072910
44079990
44209000
46029000
48201000
61034200
61034900
61044900
61045200
61051000
61071100
61172000
62121000
67029000
70109220
82059000
90049090
95049000
95059000
96091000
96110000
Descrição
FLORES E SEUS BOTÕES,CORT.P/BUQUES,ORN.FRES
OUTRAS FLORES E BOTOES, CORT.P/BUQUES, ORNAM.
MORANGOS,N/COZ.COZ.VAPOR,CONG.MESMO C/ACUCAR
OUTROS PROD.VEGETAIS,P/ALIM.HUM.N/CIT.OUTROS PO
PREPARACOES HOMOGENEIZADAS
PALMITOS CONSERVADOS D/OUTROS MODOS
OUTROS OBRAS DE BORR. VULC. N/END.
MADEIRA EM ESTILHAS OU PARTIC.DE CONIFERAS
MAD.SERR.CORT.FLS.ESP.SUP.6MM,D/CONIFERAS
CEDRO,SERR.LONG.FLS.ESPESSURA>6MM
OUTROS MAD.SERR.LONG.FLS.ESPESS.>6MM
OUTROS ARTIGOS P/JOALH.,OURIVESARIA,D/MADEIRA
OUTRAS OBRAS D/CESTARIA
LIVROS D/REG.CONTAB.BLOC.NOTAS,SEM.D/PAPEL
CALÇAS, JARD.BERM.SHORTS MALHA ALGODAO MASC.
CALÇAS, JARD.BERM.SHORT MALHA OT.MAT.TEX.MASC
VESTIDOS MALHA DE OUT.MATS.TEXTEIS
SAIAS E SAIAS-CALÇAS MALHA DE ALGODÃO
CAMISAS MALHA DE ALGODÃO USO MASCULINO
CUECAS E CEROULAS MALHA DE ALGODÃO
GRAVATAS, GRAVS.-BORBOLETAS PLASTRONS, DE MALHA
SUTIÃS E BUSTIERS,MESMO DE MALHA
FLORES,FOLHAGEM,FRUTOS PART.OUTROS MATERIAS
FRASCS/BOIOES/VASOS/ETC.D/VID.0.33L<CAP.<=1L
SORT.CONST.ARTEF.INC.PELO MENOS 2SUBPOS.ANT
QUAISQUER OUTS.OCULOS PARA COR.PROTECAO ETC
OUTROS ARTIGOS PARA JOGOS DE SALAO
OUTROS ARTS. P/ FESTAS,CARNAVAL,OUTROS DIVERTIM..
LÁPIS
CARIMBOS E ART.SEM.DISP.MANUAIS COMP.TIPOGR
TOTAL
Valor Importado
1.297
168
153
28.865
6
4.412.918
28
2.558
250.548
8.726
21.915
16
78
16
530
432
162
60
1.662
35
30
24
132
6
220
62
24
1.230
39
21
4.731.961
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
4.3.1 EMPRESAS IMPORTADORAS
No período 1997/1998 foram 28 (vinte e oito) as empresas rodonienses que importaram
produtos bolivianos. Cumpre registrar que dessas vinte e oito empresas apenas 05 (cinco)
também são exportadoras. As empresas rondonienses que importaram produtos da Bolívia, com
os seus endereços, encontram-se na relação que se segue. Registre-se ainda, a exemplo das
exportações, que 19(dezenove) das empresas importadoras, cerca de 52,64%, têm localização
em Guajará-Mirim. Evidencia-se, pois, que Guajará-Mirim é um centro de grande relevância
para a comercialização dos produtos bolivianos – com ênfase em Rondônia.
47
Empresas de Rondônia que importaram produtos da Bolívia – 1997 – 1998
Empresa/ Endereço
Cidade
A C Barbosa & Cia Ltda. Me
Av. Sete De Setembro, 2854 - Centro
Espigão D'Oeste
A O De Aquino Imp. e Exp.
Av. Boucinhas de Menezes, 864 - Centro
Guajará-Mirim
Afegan - Com. Imp. e Exp. de Prod. Aliment. Ltda.
Av. Leopoldo de Mattos, 451 - Centro
Guajará-Mirim
Agroprocessadora Vale do Juliana Ltda.
Av. Quintino Bocaiuva, 450 - Centro
Guajará-Mirim
Alacir José Borille Imp. e Exp.
Av. Doutor Lewerger, 211 - Triângulo
Guajará-Mirim
Arco de Luz Importados Ltda.
Av. Pinheiro Machado, 1199 – Olaria
Porto Velho
C de Souza Franco Importação e Exportação
Av. Dr. Lewerger c/ Constitui, 69, 1º Andar – Centro
Guajará-Mirim
C H D Bahia
Rua Marcos de Luz, 0000 – Riozinho
Cacoal
D. A. de Vasconcelos Industria Comércio Imp. Exp.
Av. 12 de Outubro, 35 – Centro
Guajará-Mirim
Eva Marlei de Mattos
Av. Leopoldo de Mattos, 451 – Centro
Guajará-Mirim
G C de Oliveira Eguez Importação e Exportação
Av. Costa Marques, 498 – Centro
Guajará-Mirim
Galla - Com. Imp. e Exp. de Produtos Aliment. Ltda.
Av. Leopoldo de Matos, 218, Sala A - Centro
Guajará-Mirim
H C Ribeiro Me
Trav Dos Navegantes, S/n, Box 34 – Centro
Guajará-Mirim
J. L. de Oliveira Rep Com Imp e Exp.
Av. Dr. Antônio C. da Costa, 4796 - 10 de Abril
Guajará-Mirim
São Miguel do
L Vieira Matos Me
Av. Capitão Silvio, 270 – Centro
Guaporé
Madeireira Cruzado Com Imp e Exp. Ltda.
Av. 15 de Novembro, Sn - Setor Industrial
Guajará-Mirim
Madeireira Muller & Muller Comércio Imp. e Exp.
Av. Quintino Bocaiuva, 1901 – Tamandare
Guajará-Mirim
Marlon Honorio Ind Comércio Importação e Exportação
Av. Pimenta Bueno, 161 – Tamandare
Guajará-Mirim
Nobel Comercio Importação e Exportação Ltda.
Av. Senador Queiroz, 667, Cj 64 - Centro
São Paulo
R T de Oliveira Importação e Exportação
Av. Madeira Mamoré, 1163 – Tamandare
Guajará-Mirim
R. S. do Carmo Importação e Exportação
Av. José Cardoso Alves, 4339 - N. S. de Fátima
Guajará-Mirim
Raimundo Ferreira Lima Sol Importação e Exportação
Av. Constituição, 362 - Centro
Guajará-Mirim
S Mochiatte de Oliveira
Av. Beira Rio, 528-A - Centro
Guajará-Mirim
Vila Nova do Mamoré
Sul Alimentos Ltda.
Av. Beira Rio, Sn, Quadra 5 Lote 2 - Vila Murtinho
Vila Nova do Mamoré
Sul Alimentos Ltda.
Av. Beira Rio, Sn, Quadra 5 Lote 2 - Vila Murtinho
V F Marques
Av. Dr. Mendonça Lima, 1446 – Tamandare
Guajará-Mirim
W M de Lima Imp e Exp.
Av. Boucinhas de Menezes, 874 – Centro
Guajará-Mirim
Wanderlea Lima - Av. Leopoldo de Matos, 2487 – Caetano
Guajará-Mirim
Yuri Comércio Importação e Exportação Ltda.
Av. Beira Rio, 528-A - Centro
Guajará-Mirim
Fonte: SECEX, Secretaria de Comércio Exterior – Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio
CEP
78983000
78957000
78957000
78957000
78957000
78900050
78957000
78975000
78957000
78957000
78957000
78957000
78957000
78957000
78970000
78957000
78957000
78957000
01026001
78957000
78957000
78957000
78957000
78939000
78939000
78957000
78957000
78957000
78957000
48
4.4 BALANÇA COMERCIAL ENTRE RONDÔNIA E BOLÍVIA
Considerando como base e marco referencial o ano de 1998 registre-se entre o comércio
rondoniense e boliviano os seguintes valores em US$ FOB:
Exportações
Rondonienses
1.578.276
Importações
Rondonienses
4.731.961
Saldo Comercial
de Rondônia
- 3.153.685
Variação (%)
- 199,82
O importante a considerar é que o valor de US$ 6.310.237 é muito pouco expressivo se
analisadas as complementariedades e as diversidades produtivas dos dois mercados. Sem
sombra de qualquer dúvida será possível incrementar em muito o intercâmbio entre a Bolívia e
Rondônia.
49
50
CAPÍTULO 5
RELAÇÕES COMERCIAIS DE RONDÔNIA COM O PERU
PERU
5.1 ASPECTOS GERAIS DO COMÉRCIO EXTERIOR PERUANO
Por paradoxal que seja, embora Brasil e Peru estejam buscando cada vez mais e melhores
formas de integração econômica, não foi possível levantar, apesar do intenso processo de busca
e consulta a todas as instâncias oficiais, nenhuma transação comercial direta entre o estado de
Rondônia e o Peru. O conceito de região, desenvolvido neste trabalho, em que territórios
próximos como Peru, Bolívia e o Estado de Rondônia apresentam contigüidades e continuidades
que configuram uma extensão geográfica favorecedora do intercâmbio sócio-culturaleconômico, não pode permitir processos que alijem mercados, sendo necessário, pelo contrário,
união de esforços, de vontades e de possibilidades de governos e de sistemas de iniciativa
privada para o encontro de caminhos de desenvolvimento economicamente sustentável para a
região.
Na América Latina o Peru é um dos países que reúne boas condições comerciais para os
produtos rondonienses, bem como em Rondônia existe espaço para os produtos peruanos. Tal
afirmativa baseia-se no tipo e nas características dos mercados dos dois centros, já que muitos
dos hábitos são semelhantes e a maioria dos produtos de ambos os mercados são
complementares e não concorrentes.
Os empresários peruanos entregaram recentemente aos governadores do seu País um
documento sugerindo a aceleração das negociações no âmbito do MERCOSUL e da
Comunidade Andina, a redução de tarifas alfandegárias e investimentos na criação de uma
ligação terrestre, bem como o aperfeiçoamento das hidrovias já existentes, facilitando o fluxo de
mercadorias. Também sugeriram a criação de linhas aéreas entre o noroeste brasileiro e o leste
peruano, ampliando o número de vôos entre os centros produtores, facilitando a integração
turística, cultural, comercial e econômica.
•
Incentivos
O Peru estabeleceu um novo marco legal liberalizando a economia, favorecendo as operações
empresariais, a competitividade e acolhimento ao investimento estrangeiro. A nova legislação
estabelece um livre fluxo de capitais, de modo que a repatriação de capital pode-se efetuar sem
qualquer tipo de restrição. A Legislação sobre o investimento estrangeiro inclui dispositivos
garantindo um acordo não discriminatório. Os investidores estrangeiros podem remeter ao
exterior lucro em moeda corrente, podendo também investir em qualquer atividade econômica.
Os novos investidores podem realizar contratos para garantir a estabilidade tributária, a
disponibilidade de moeda estrangeira e direitos da não existência de discriminação. Atualmente,
da mesma forma que ocorre no Brasil, a maior parcela do fluxo de capital estrangeiro tem sido
de natureza especulativa, sendo que no ano de 1998, os investidores estrangeiros representaram
cerca da metade do movimento da bolsa de valores da cidade de Lima. As multinacionais
mineiras, entretanto, estão empenhadas em demonstrar que confiam no futuro econômico do
Peru. E, como exemplo deste fato, pode-se citar a maior produtora de cobre, a Southern Peru
51
Copper Corporation, cuja principal acionista, norte americana Asarco, está investindo cerca de
U$$ 300 milhões para modernizar suas minas. Por outro lado, cada vez mais os estrangeiros
estão comprando participações em companhias estatais em processo de privatizações, como a
Shougang Corporation, da China.
5.1.1 ZONAS FRANCAS PERUANAS
As Zonas Francas são regidas por meio de normas legais específicas que se caracterizam por
serem bastante flexíveis e de baixa incidência nos custos dos bens e serviços que se produzem
ou se comercializem dentro de seus limites. No Peru existem as seguintes modalidades de Zonas
Francas: Industriais (Ilo e Matarani), de Turismo, de Desenvolvimento Especial e de Tratamento
Comercial Especial. Dentro do novo marco legal da economia peruana as empresas que vierem
a se estabelecer nas Zonas Francas Industriais gozarão por 15 anos de desoneração tributária,
tarifária e de uma regulamentação trabalhista especial. Os mesmos incentivos existem para as
Zonas Francas de Turismo e para as Zonas de Desenvolvimento Especial.
As Zonas de Tratamento Comercial Especial, localizadas em áreas de fronteiras e de selva,
gozam de um regime de benefício tarifário e de desoneração dos tributos que beneficiam a
comercialização.
5.2 ANÁLISE DA PAUTA DE PRODUTOS PERUANOS
Como se afirmou anteriormente, apesar da proximidade, não há nenhum registro de transação
comercial regular que resultasse em comercialização entre Rondônia e Peru. Mesmo as
negociações com o Brasil, como um todo, já se viu serem pouco representativas se comparadas
a tradicionais parceiros comerciais. Vislumbra-se, portanto, um mercado potencial e
complementar a ser explorado através da oferta de produtos já que se evidenciam fatos positivos
que indicam grandes oportunidades para que estas relações comerciais se desenvolvam
substantivamente.
Para consubstanciar estes fatos, em que pese já terem sido analisados os principais produtos
exportados e importados pelo Peru, considerando-se a primazia de máquinas e equipamentos
que totalizam valores elevados em dólares, serão aqui apresentados em quadro próprio, os
principais produtos agropecuários e manufaturados que, sem dúvida alguma, oportunizarão uma
visão mais profunda e diversificada da pauta de comercialização externa peruana, com vistas,
principalmente, às possibilidades de negócios a serem intercambiados com Rondônia.
52
5.2.1 PRINCIPAIS PRODUTOS AGROPECUÁRIOS DO PERU EXPORTADOS
Tomou-se como referência os valores exportados por produto de todo o ano de 1997 e o
período de janeiro a setembro de 1997 e 1998. Valores FOB em milhões de dólares.
Produtos
Total anual
de 1997
Jan. a Set.
1997
Algodão
Açúcar de cana
Café sem descafeinar
Azeite
Azeitonas preparadas
Amido de milho
Farinha de “flores de marigold”
Aspargos em conservas
Palmitos preparados
Tomates preparados
Geléias (manga, etc)
Suco de frutas
Cacau
Milho
Colorantes
Azeitonas
Coco
Limão
Manga
Melão
Nozes do Brasil
Uvas
Alho
Cebola
Aspargo fresco
Feijão
Pelos e fibras finas
Orégano
32.143,5
33.369,4
396.839,8
5.946,1
820,0
813,0
20.179,0
91.304,1
4.077,2
7.229,1
934,4
5.048,5
17.948,0
2.472,1
38.598,3
6.717,5
45,8
121,0
8.370,9
925,7
8.906,8
2.451,1
826,8
8.394,2
31.925,1
9.358,7
20.383,0
990,5
24.959,3
23.470,8
347.616,2
5.234,9
593,4
532,8
15.538,7
63.168,8
3.122,6
6.313,1
917,8
4.350,8
14.254,8
1.542,8
31.687,6
4.458,8
45,8
110,8
8.227,2
738,4
6.051,1
708,7
697,5
5.008,3
15.837,1
6.938,1
15.630,7
838,3
1998
3.646,8
17.290,2
241.144,2
2.517,2
489,5
505,3
3.790,7
44.604,1
2.559,0
696,0
2.692,51
14.972,8
2.644,9
15.499,0
4.193,8
12,8
1,0
573,2
510,6
2.830,0
2,2
4,5
3.684,3
13.893,9
4.580,7
17.929,0
1.291,8
Variação
(%)
-85,4
-26,3
-30,6
-51,9
-17,5
-5,2
-75,6
-29,4
-18,0
-89,0
-100,0
-38,1
+ 5,0
+ 71,4
-51,1
-5,9
-72,1
-99,1
-93,0
-30,9
-53,2
-99,7
-99,4
-26,4
-12,3
-34,0
+ 14,7
+ 54,1
Percebe-se, a partir dos dados, os momentos de dificuldades atravessados pela agropecuária
peruana que exigem grande esforço para recuperação dos patamares de crescimento que
vinham sendo apresentados, exceção feita a apenas quatro produtos que não apresentaram
queda no período considerado: cacau, milho, pelos e fibras finas e orégano.
53
5.2.2 PRINCIPAIS PRODUTOS AGROPECUÁRIOS IMPORTADOS PELO PERU
Tomou-se como referência os valores importados por produto do período de janeiro a setembro
de 1997 e 1998, em US$ milhões FOB.
Total anual
de 1997
Produtos
Arroz
Aveia
Cevada
Milho
Trigo
Frutas em geral (destaque para maçãs)
Condimentos (canela, pimenta, etc.)
Grãos de soja
Carne de ave
Carne de bovino
Carne de ovino
Estômago/intestino
Azeites (algodão, girassol, oliva e soja)
Algodão
Açúcar
Leites (todas as formas)
Manteigas
Queijos
Maltes
Pastas alimentícias preparadas
Torta-soja
Fertilizantes diversos
Borracha
Herbicidas
Jan. a Set.
1997
82.435,6
8.167,2
13.068,6
115.256,4
193.566,9
16.454,0
4.820,0
5.140,0
2.900,4
13.187,7
383,9
6.361,0
96.986,6
43.838,3
76.647,2
96.374,7
6.430,4
5.879,3
11.935,7
31.379,0
67.298,5
62.321,4
8.616,3
4.004,4
71.859,6
6.929,1
10.852,7
91.960,7
162.914,4
13.197,6
3.068,1
4.326,3
2.376,8
11.713,3
251,4
5.373,1
77.809,6
37.061,7
63.256,9
79.597,7
5.124,2
4.842,7
10.408,5
24.916,5
56.562,7
52.128,5
7.454,8
3.445,7
1998
81.145,6
6.249,2
9.507,5
104.754,8
151.336,8
22.544,6
3.144,4
5.323,7
2.156,5
6.868,8
297,9
5.103,3
99.398,9
70.944,7
125.559,7
66.521,7
7.563,7
4.956,1
8.241,2
18.380,1
63.044,2
47.660,2
8.544,3
3.864,2
Variação
(%)
+12,9
-9,8
-12,4
+13,9
-7,1
+70,8
+2,5
+23,1
-9,3
-41,4
+18,5
-4,9
+27,7
+91,4
+98,5
-16,4
+47,6
+2,3
-20,8
-26,2
+11,5
-8,6
+14,6
+12,1
É nitidamente observável a diferença existente entre a pauta de importação e a de exportação
sendo aquela crescente, em quase todos os itens elencados na relação. Há que se registrar ainda
a ênfase dada às importações dos produtos agroindustrializados com destaque para óleos (de
soja, inclusive), grãos (arroz, milho e trigo), produtos lácteos e outros, como as carnes,
evidentemente interessantes para as possíveis negociações comerciais com Rondônia.
Zona de Livre Comércio de Ilo
A globalização da economia e a internacionalização do comércio, no caso específico desse
trabalho, a regionalização andino-amazônica de negociações comerciais, demandam fortemente
a criação e o impulso ao desenvolvimento de Zonas Francas. A exemplo da Zona de Livre
Comércio de Guajará-Mirim, que tanta importância exerce para as relações comerciais de
Rondônia com a Bolívia, é muito importante que se tenham regimes similares para se conseguir
maiores facilidades na comercialização de produtos peruanos e rondonienses. Como exemplo
registre-se a ZOFRI-ILO (Zona Franca Industrial de Ilo) cuja localização é estratégica porque não
54
só facilita o acesso a outros portos do continente como também aos portos de grande fluxo
comercial do Japão, Hong Kong, Coréia, Taiwan e Austrália, bem como, oferece expressivos
benefícios nos regimes: cambial, aduaneiro, tributário, financeiro, relações do trabalho,
organização e ainda ótimos serviços de apoio ao usuário, como boa infra-estrutura de transporte
rodoviário, portuário e aeroviário e ainda de água, energia e sistema de telecomunicações.
55
56
CAPÍTULO 6
TENDÊNCIAS DOS MERCA
MERCADOS
DOS
E ALTERNATIVAS DE NE
NEGÓCIOS
GÓCIOS
6.1 COMERCIALIZAÇÃO EXTERNA
A cooperação entre territórios vizinhos é um elemento bastante importante para o
desenvolvimento global da região formada por estes mesmos territórios. A ampliação dos níveis
de integração com vistas ao incremento das negociações comerciais entre Bolívia, Peru e o
Brasil, neste trabalho com enfoque no Estado Rondônia, é talvez um dos maiores recursos
disponíveis à região, para seu desenvolvimento .
Exportar é um bom negócio e importar, também, nas condições adequadas. Estimular o
engajamento de novas empresas na comercialização externa aumentando a participação do seu
mercado nos outros mercados deve ser o objetivo dos governos e entidades associativas
empresariais de Bolívia, Peru e Rondônia.
Exportar exige a adaptação dos produtos aos novos consumidores, ou seja, toda uma tecnologia
de produção, marketing, comercialização, bem como de preços competitivos, mercados e
canais de distribuição bem selecionados e permanentes reflexões estratégicas de sorte que a
comercialização externa não seja vista apenas como a solução para eventuais problemas
circunstanciais. Por não ser fácil comercializar externamente, já que se exige bastante
complexidade e riscos, é que a exportação acaba se tornando mais onerosa do que operar no
mercado do próprio estado ou do país. Estes aspectos, entre outros, têm facilitado um certo
predomínio de grandes empresas ou de empresas multinacionais como aquelas que ocupam o
maior percentual na participação empresarial no comércio exterior. As médias, pequenas e
micro empresas receiam investir nesse campo ante o desafio de constante análise dos produtos
concorrentes ofertados pelos outros mercados e a necessidade de adequar-se ao mercado
importador. As características de produtos, design, preço, embalagem e forma de divulgação são
alguns pontos que podem servir de comparação para a identificação de possíveis alterações do
produto, o que promove – mas exige – constante aprimoramento técnico/tecnológico da
empresa. É absolutamente indispensável que os governos e os setores produtivos criem
incentivos, facilitem rodadas de negociação e estimulem a participação do maior número de
médias, pequenas e micro empresas, sem descurar da valorização a ser dada àquelas de maior
capital, para que possa existir êxito na abertura dos mercados, dentro de uma perspectiva
altamente viável da intensificação da comercialização regional formada pelos mercados da
Bolívia, Peru e Rondônia.
6.1.1 CONSÓRCIOS DE EMPRESAS PARA COMERCIALIZAÇÃO EXTERNA
Se, por um lado, a comercialização exterior não é o mistério que amedronta muitos
empresários, por outro pressupõe boa postura profissional, habilidade, versatilidade e segurança
57
diante da dinâmica do mercado internacional, desde a fabricação do produto até o recebimento
das divisas faturadas – o que não é muito fácil para empresas às vezes ainda jovens, com
focalizações restritas ao seu escopo geográfico. Por isso mesmo vem se configurando como uma
ótima estratégia potencializadora de maior número de empresas participantes do processo de
comercialização externa, a formação de “consórcios de exportações empresariais”.
A experiência de consórcios de comércio exterior já é comum e avaliada como positiva em
diversos países. Parecem ser a saída mais viável e inteligente para pequenas empresas atuarem
na área de comercialização externa já que permitem que mantenham sua própria
individualidade no mercado doméstico e exportem seus produtos para diferentes mercados,
enfrentando a concorrência de grandes fornecedores e beneficiando-se de sua eficiência
operacional e de seus normalmente mais baixos custos operacionais. Um dos fundamentais
princípios que regem os consórcios de exportação é o de prestação de serviços comuns a seus
associados: capacitação em seus diversos matizes, otimização de esforços de produção e
comercialização. O que os consórcios na verdade propiciam às empresas consorciadas é o
aumento da sua competitividade. O consórcio pode, ainda, responder à demanda de grande
porte, ao contrário das pequenas empresas isoladas e dispor de equipamentos de ponta que
seriam de uso coletivo. Dessa forma, o consórcio passa a ter condições de oferecer produtos de
qualidade para grandes cadeias de varejistas ou atacadistas de outros mercados.
Os consórcios podem ainda ser constituídos como de promoção à exportação, quando têm seu
foco de ação na promoção comercial dos produtos das empresas participantes, pois são elas que
realizarão diretamente a exportação. Essa forma de consórcio é mais recomendável quando as
empresas que desejam consorciar-se dispuserem de alguma capacidade autônoma de
exportação ou já exportem com certa regularidade. O outro tipo seria o consórcio de vendas
que, a par das atividades promocionais, realiza as exportações por meio de uma empresa
comercial exportadora que efetua as ações de comercialização para as empresas que formam o
consórcio. Essa forma de consórcio é mais recomendável quando as empresas consorciadas
tiverem pouca ou nenhuma experiência de exportação, ou ainda não estiverem estruturadas
para exportar.
Os consórcios de exportação podem ser organizados reunindo empresas de um mesmo setor
produtor; ou reunindo empresas fabricantes de produtos de diferentes segmentos da cadeia
produtiva e setores, que podem ser complementares ou heterogêneos, destinados ou não a um
mesmo cliente ou associando empresas que destinam seus produtos a uma única área ou país. A
composição pode, pois, ser bastante flexível e adaptada as necessidades dos associados.
Os resultados esperados têm dupla ótica: os que beneficiam diretamente as empresas, tais como
a concretização de negócios, a realização de acordos de colaboração técnico-industrial com
empresas do exterior, as melhorias do nível de design, de qualidade, embalagem, processos
produtivos, a redução de riscos e custos para cada uma das empresas e a incorporação de
tecnologia e aqueles resultados relacionados ao projeto maior de política econômica onde a
ação de exportar deve estar inserida no planejamento estratégico das empresas e na mudança
de atitude frente à internacionalização dos mercados.
58
6.2 DIFICULDADES INFRA-ESTRUTURAIS DIVERSAS À EXPANSÃO COMERCIAL
As dificuldades infra-estruturais diversas à expansão comercial do grande mercado regional
formado por Bolívia, Peru e Rondônia localizam-se, sobretudo, no processo de industrialização
e nas dificuldades para otimizar a circulação das mercadorias.
6.2.1 INDUSTRIALIZAÇÃO
Historicamente têm sido grandes as dificuldades enfrentadas por Bolívia, Peru e Rondônia na
promoção de desenvolvimento de seus parques industriais. Os apelos muito fortes em favor de
atividades extrativas minerais e vegetais e a exploração imediata e predatória dos recursos
naturais, aliados ao limitado potencial energético da região não favoreceram políticas que
conferissem à industrialização o caráter prioritário que precisaria ter. Nos três centros apenas
algumas cidades principais possuem alguma concentração industrial sendo recente a
conscientização dos governos, da classe empresarial e da sociedade em geral para a premência
da aplicação de adequadas políticas que promovam incrementos industriais. Tanto Bolívia
quanto o Peru e Rondônia estão empenhados em processos de ampliação de suas
potencialidades industriais já que perceberam ser fundamental agregar valor ao que produzem
ou ao que extraem. Obviamente, não são pequenas as dificuldades que estão enfrentando e
que vão desde o nível de qualificação técnico-profissional da mão-de-obra industrial, da
aquisição de moderna tecnologia, até a condição de aplicação dos recursos econômicofinanceiros necessários. Mesmo assim este diagnóstico evidencia progressos notáveis
apresentados pela indústria de têxteis, produtos químicos, pescados, turismo e artesanato no
Peru; pela indústria moveleira, de vestuário e de artefatos de couro, na Bolívia e de pecuária
(carne e laticínios), grãos e madeireiro-moveleira em Rondônia, apenas para citar alguns
segmentos dentre outros, dos mercados em análise.
A industrialização crescente, sobretudo no “agrobusiness”, característica complementar aos três
centros, é essencial para a perspectiva de intensificação nas negociações comerciais externas
entre os respectivos mercados.
O movimento no sentido da verticalização produtiva, da economia de escala, do controle de
qualidade e da engenharia de produção terá que ser acelerado para que os produtos sejam
competitivos e aceitos não só no intercâmbio direto entre os três centros da região, como
também, internacionalmente.
59
6.2.2 TRANSPORTE
A questão do transporte será analisada, ao longo do trabalho, de forma a se ter uma dimensão
concreta de possibilidades, rotas e custos de fretes, por se tratar de fator de maior importância
no relacionamento comercial intra-regional, objeto do estudo em pauta.
Bolívia, Peru e Rondônia, embora próximos e com amplas possibilidades de utilização de todos
os meios de transporte, enfrentam nas ligações ferro-rodo-hidroviários, devido às condições
adversas da região andino-amazônia, e aeroviárias, devido aos elevados custos, os maiores
entraves à ampliação das negociações comerciais. Apesar dos inegáveis avanços já conseguidos o
transporte de produtos entre os principais centros não é conseguido com facilidade. A ligação de
Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná, Ariquemes, Porto Velho até Cochabamba, Santa Cruz ou La Paz na
Bolívia já oferece obstaculização de tempo, tipo de transporte e custo de frete. O problema se
agrava muito quando se considera o alcance de Pucallpa, Cuzco, Lima, Arequipa, Matarani ou
Ilo no Peru.
Dados oficiais do Forum Empresarial Brasil-Peru realizado em Lima, em 13 e 14 de maio de
1999, registram para as modalidades de transportes usados atualmente entre os dois países para
o comércio:
Modalidade de transporte
Marítimo
Fluvial
Terrestre
Aéreo
Percentual
15,0%
2,5%
2,0%
0,5%
Estes dados, a título de exemplo, demonstram claramente que o estabelecimento de adequados
corredores para transporte de carga de Rondônia para o Peru, com passagem pela Bolívia, são
condição “sine qua non” para o sucesso de quaisquer perspectivas de ampliação na
comercialização externa entre os três centros que compõem a região territorial em estudo.
Existe forte empenho do Governo Federal de procurar oferecer maiores facilidades ao Brasil,
também a Rondônia, inclusive favorecendo a oportunidade de acesso aos portos peruanos de
Matarani e Ilo no Pacífico. O Peru tem projeto, com metas programadas, para ser um corredor
interoceânico, destacando-se a rodovia Ilo – Desaguadero com uma extensão total de 359 km e
Juliaca – Desaguadero, ao norte, com uma extensão de 192 km, sendo que as obras já estão
finalizadas em 83%.
Ainda com a finalidade de facilitar o comércio e potencializar o escoamento das cargas o
Governo Peruano está aperfeiçoando dois portos: 1) Matarani, próximo à cidade de Arequipa
com zona de influência para Arequipa, Bolívia e Brasil, com cais de 580 metros de largura e
armazém de carga de 35.525 metros cúbicos e silo de armazenamento para 20 milhões de
toneladas e; 2) Ilo – Moquegua, que tem zona de influência em Puno – Tacna – Moquegua e
projeção para a Bolívia e o Brasil. Seu cais é do tipo espigão de 302 metros e o armazenamento
de 15 mil toneladas, em 15 mil metros cúbicos. Estão sendo investidos US$ 8 milhões apenas na
60
1ª etapa de expansão, uma vez que a avaliação indica ser este o mais importante porto para o
comércio regional.
Em que pese representar o maior obstáculo, pela complexidade e pela distância, não é apenas a
ligação peruana – rondoniense, o entrave ao rápido e econômico transporte de mercadorias.
Também as ligações com a Bolívia se fazem difíceis.
RONDÔNIA – PERU
O custo de transporte é um fator decisivo na determinação dos produtos que possam compor a
pauta de comércio exterior entre Rondônia e Peru, sobretudo pelas peculiaridades dos
principais meios de transportes disponíveis. Estão relacionadas abaixo as principais opções de
rotas possíveis de serem utilizadas:
OPÇÃO N.º 01
Item
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
Itinerário
Porto Velho – Guajará-Mirim
Transbordo a Balsa e Travessia
Guayaramerin – Riberalta
Transbordo a Balsa
Riberalta – Puerto Maldonado
Transbordo a Caminhão
Puerto Maldonado – Cuzco
Cuzco – Arequipa
Arequipa – Lima
Puerto Maldonado – Lima
Sistema Intermodal
Distância
365 km
3 km
97 km
--580 km
--544 km
798 km
1.080 km
1.489 km
Tempo
Viagem
4h30 min
20 min
2h
--3 dias
--10 h
14 h
17 h
5-6 dias
Valor US$/ton
US$ 8,00-10,00 / ton.
US$ 55,00 / carga
US$ 100,00 / carga
US$ 3,00 / ton.
US$ 45,00 / ton.
US$ 3,00 / ton.
US$ 55,00 / ton.
US$ 65,00 / ton.
US$ 74,00 / ton.
US$ 112,00 / ton.
Observações:
−
Esta rota, via Porto Maldonado, não está ainda reconhecida para trânsito internacional em
função da estrutura deficiente do porto de Riberalta. Porém, através de negociações prévias
o Governo autoriza, eventualmente, sua utilização. Esforços estão sendo efetuados pela
Bolívia para regularizá-la, o que deverá ocorrer em curto prazo. Portanto, antes de qualquer
decisão de transporte por ela, há que haver consultas quanto a sua liberação.
−
Os itens 01, 03, 07, 08, 09 e 10 são relativos a transporte rodoviário; o item 05, transporte
fluvial; os itens 02, 04 e 06, transbordo.
OPÇÃO N.º 02
Item
01
Itinerário
Porto Velho – Iquitos (ida e volta)
Sistema Fluvial
Distância
3.200 Km
Tempo de Viagem
25 dias
Valor US$/ton
US$ 35,00
61
OPÇÃO N.º 03
Item
01
02
03
04
05
06
Itinerário
Puerto Maldonado – Lima
Cobija – Lima
La Paz – Lima
Porto Velho – Lima
Porto Velho – Puerto Maldonado
Porto Velho – Pucallpa
Sistema Aéreo
Tempo/Viagem
1h30 min
3h20 min
1h40 min
2h10 min
1h02 min
1h20 min
Capacidade/Ton
20 ton
4 ton
20 ton
40 ton
40 ton
40 ton
Valor US$/ton
US$ 250,00
US$ 500,00
US$ 500,00
US$ 490,00
US$ 220,00
US$ 280,00
Observações:
−
Quando se tratar de frete casado, Porto Velho – Lima, aeronave de 40 ton, o preço pode ser
reduzido para US$ 339,00/ton, quando considerado aeroporto nacional, ou US$ 375,
quando aeroporto internacional.
−
Se utilizada a rota Pucallpa, para se chegar a Lima, acresce-se de US$ 40 a US$ 45/ton, via
terrestre.
OPÇÃO N.º 04
Item
Itinerário
01 Porto Velho – Guajará Mirim
02 Guajará Mirim – La Paz
03 La Paz - Lima
Sistema Conexão Rodoviário
Distância
Tempo/Viagem
365 Km
4h30 min
1.097 Km
* 4 dias
1.498 km
3 dias
Valor US$/ton
US$ 8,00 a US$ 10,00
US$ 90,00
US$ 120,00
* período de junho a novembro
OPÇÃO N.º 05
Item
Itinerário
01
Porto Velho – Santos S.P.
02
Santos – Lima
03
Santos – Lima
Sistema Marítimo
Tempo/Viagem
Container
03 dias
Caminhão/Baú de 26 ton.
10 - 15 dias
20 Pes/ 17 ton-liq
10 - 15 dias
40 Pes/ 26 ton-liq
Valor US$
US$ 1.580,00
US$ 1.700,00
US$ 2.500,00
DETALHAMENTO DAS ROTAS
Considerando que o inicio do transporte seja feito desde Porto Velho até a cidade de GuajaráMirim, percorre-se um trecho de rodovia com 365 km de extensão, totalmente asfaltada, que
poderá ser percorrida em 4h30 min. Mesmo no período chuvoso, quando ocorrem danos
parciais, é assegurado o transporte regular ao longo da rodovia, com fretes que variam entre
US$ 8,00 e US$ 10,00 por tonelada.
Chegando-se em Guajará-Mirim com toda a documentação da exportação em ordem, esta será
previamente averbada pelo fiscal da Receita Federal, habilitando para continuar a viagem, seja
transferindo a carga para caminhões Bolivianos no lado Brasileiro ou lado Boliviano, os quais
62
também deverão obter uma licença de trânsito junto ao setor de aduanas do lado Boliviano. Esta
responsabilidade é do transportador, que deve apresentar a documentação de origem para a
comprovação legal da exportação. A travessia entre as duas fronteiras faz-se em balsas com
capacidade de 300 toneladas em média. O custo deste percurso é de US$ 55,00 por caminhão
de 20 ton.
De Guayaramerin, lado Boliviano, continua-se a viagem até a cidade de Riberalta, uma distância
de 97 km, em estrada de cascalho e terra que poderá ser percorrida em pouco mais de duas
horas, em condições de tráfego durante todo o ano. A média do custo do frete gira em torno de
US$ 100,00 por carga completa (20 Ton).
Em Riberalta faz-se o transbordo para as balsas localizadas nas encostas do rio Madre de Dios,
com um percurso de 580 km até a cidade de Puerto Maldonado (Peru). A carga é transportada
em balsas de madeira com capacidade de 100 a 300 toneladas. O tempo de viagem deverá ser
de aproximadamente 3 dias e o valor, em média, do frete por tonelada, é de US$ 45,00.
O Porto da cidade de Puerto Maldonado oferece condições razoáveis de embarque e
desembarque de mercadorias, podendo logo após a verificação da documentação e
desembaraço aduaneiro, deslocar-se a mercadoria para qualquer cidade do Peru. Por exemplo,
se for para transportar a mercadoria de Puerto Maldonado até Cuzco, terá que se percorrer uma
distância de 544 km, em estrada, parte de cascalho, parte de asfalto, com duração média de 10
horas, a qual é regularmente transitável todo o ano. O valor do frete gira em torno de US$
55,00 por tonelada. A interligação de Cuzco a Arequipa é feita por uma estrada que liga outras
cidades menores dentro do Peru. A distância entre estas duas cidades é de 798 km possuindo a
estrada as mesmas características da anterior, com um frete médio de US$ 65,00 por tonelada.
De Arequipa até a capital Lima tem-se um percurso de 1.080 km, em estrada totalmente
asfaltada, suportando o trânsito de caminhões de maior capacidade de carga. O tempo de
percurso deverá ser em torno de 17 h, isto porque existem várias barreiras de fiscalização que
verificam as mercadorias e documentações. O valor do transporte é de US$ 74,00/ton. Saindo
de Puerto Maldonado para Lima há uma via expressa (Direta), uma estrada de cascalho, terra e
asfalto não muito boa que a partir do km 830 tem melhores condições de trânsito. No geral é
transitável todo o ano. A distância a ser percorrida é de 1.489 km e o tempo de viagem em
torno de 5 a 6 dias, em média. O valor do frete, é próximo de US$ 112,00 por tonelada. Os
caminhões que fazem estes trajetos têm uma capacidade de carga de até 22 toneladas.
Várias alternativas de vôos possibilitam o transporte aéreo de mercadorias, destacando-se:
1) Porto Maldonado (Aeroporto Internacional)- Lima: aviões com carga de 20/40 ton diárias ao
custo de US$ 250,00/ton e tempo de viagem de 1h 30min. Acesso de Porto Maldonado a
outras cidades do Peru;
2) Cobija (Bolívia) – Lima: aviões com carga máxima de 4 toneladas, frete de US$ 500,00/ton e
duração de viagem de 3h 20min;
3) La Paz – Lima: aviões com carga de 20 toneladas, frete ao custo de US$ 500,00/ton e tempo
de viagem de 1h 40min;
4) Porto Velho – Pucallpa: aérea, com avião de carga até 40 toneladas com frete a US$ 280,00
e Pucallpa – Lima, terrestre, com frete entre US$40,00 e US$ 45,00 a tonelada;
63
5) Porto Velho – Lima: carga completa e pré-contratada em aviões da bandeira peruana com
carga de 40 toneladas (aero-charter) ficando o frete em torno de US$ 490,00/ton com
tempo de viagem de 2h 10min.
Vale a pena lembrar que todas as companhias aéreas, quando as cargas são somente volumosas,
estabelecem um frete de 1 a 3 vezes mais caro que o cobrado por peso (quilo / tonelada),
dependendo da negociação das partes interessadas e ainda, que o custo do frete pode cair até
para US$ 339/ton em viagens casadas, aeroportos nacionais e relativa freqüência de vôos.
Existem outras alternativas de frete rodoviário, chamados fretes de conexão, de La Paz direto a
Lima, distância de 1.498 Km, em rodovia asfaltada, com percurso de 3 dias em média e valor
do frete em torno de US$ 120,00 a tonelada.
Associados aos sistemas de fretes já apresentados com destino ao Peru, tem-se também a
seguinte alternativa: via marítima desde o Porto de Santos, Estado de São Paulo, até o Porto de
Callao, em Lima, Peru. Os custos que envolvem esta alternativa são: de Porto Velho até o Porto
de Santos, para caminhão de 26 toneladas, em média, de US$ 1.580,00 mais os custos de
cabotagem no porto, em torno de US$ 280,00 a carga. A partir daí, tem-se um frete para um
container de 20 pés, com capacidade de carga até 17 toneladas líquidas no valor de US$
1.700,00 e para um container de 40 pés, com capacidade de 26 toneladas líquidas, o valor de
US$ 2.500,00. O tempo da viagem em torno de 10 a 15 dias entre os dois portos, mais 3 dias
entre Porto Velho e Santos. Portanto, utilizando-se esta rota e admitindo-se uma carga de 25 ton
tem-se um custo de frete de Porto Velho a Lima da ordem de US$ 4.360,00, ou seja US$
174,4/ton (incluindo-se os serviços portuários de cabotagem).
Finalmente apresenta-se uma alternativa adicional às mencionadas anteriormente. Trata-se do
transporte fluvial na rota Porto Velho – Manaus – Iquitos (Peru) operando há pouco mais de dois
anos, com uma distância de 3.200 km, percorridos em 25 dias aproximadamente, considerando
o tempo de carregamento, navegação, descarga e retorno para Porto Velho. As empresas que
realizam estas operações de transporte são: HERMASA – ECUATORIAL – NAVEZON –
AMAZONAVE – W. PEREIRA.
Os produtos transportados hoje são: soja em grãos (principal produto), milho, farelo de soja,
açúcar, arroz, café, sal, refrigerantes, óleo de soja, etc. O custo atual de transporte fluvial por
esta via, oscila em torno de US$ 35,00 por tonelada, na modalidade de frete casado, com
retorno de produto peruano, como o fosfato de rocha. Observa-se que essa rota tem servido
prioritariamente para venda de soja ao Peru e compra de fosfato de rocha. Para ser econômica,
portanto, há que haver frete casado. A Hermasa opera essa rota com um conjunto de 1
empurrador e 9 balsas de 2.000 toneladas cada. Cada viagem, considerando a soja e fosfato de
rocha, leva 18.000 ton do primeiro e retorna com 18.000 ton do segundo, a um valor de ida e
volta, de US$ 35,00 ton. Esse valor é cobrado a partir da soja colocada no porto de Porto Velho
e do fosfato, no porto de Iquitos.
64
RONDÔNIA – BOLÍVIA
Os quadros abaixo mostram as opções de transportes entre Rondônia e Bolívia.
OPCÃO N.º 01
Item
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
Itinerário
Porto Velho – Guajará-Mirin
Transbordo-balsa e travessia
Guayaramerin – Puerto Villarroel
Transbordo a caminhão
Puerto Villarroel – La Paz
Puerto Villarroel – Cochabamba
Cochabamba – Arica
Puerto Viillarroel – Sta Cruz
Cochabamba – Arica
Guayaramerin – La Paz
Distância
365 km
3 km
1.430 km
--619 km
229 km
935 km
510 km
935 km
1.097 km
Tempo/
Viagem
4h30 min
20 min
15-20 dias
5h
12 h
3h50 min
2 dias
7h
15 h
3-4 dias
Valor US$ tonelada
US$
US$
US$
US$
US$
US$
US$
US$
US$
US$
8,00 – 10,00 ton.
55,00 por carga
69,00 por ton.
3,00 por ton.
35,00 por ton.
20,00 por ton.
60,00 por ton.
43,00 por ton.
22,00 por ton.
90,00 por ton
Obs.: o valor do frete Guayaramerin e Puerto Villarroel, US$ 69,00/ton, diz respeito ao que se
denomina carga seca. Carga de maior densidade pode ter seu valor de frete diminuído em até
45%.
Item 01 – Transporte Rodoviário.
Item 02 – Transporte Fluvial para travessia à Bolívia.
Item 03 – Transporte Fluvial Balsa.
Item 04 – Transbordo p/ caminhão.
Item 05 – Transporte Rodoviário.
Item 06 – Transporte Rodoviário.
Item 07 – Transporte Rodoviário.
Item 08 – Transporte Rodoviário.
Item 09 – Transporte de trem de carga.
Item 10 – Transporte Rodoviário.
TRANSPORTE AÉREO
OPÇÃO N.º 02
Item
Itinerário
01 Guayaramerin – La Paz
02 Guayaramerin – Sta Cruz
03 Guayaramerin – Cochabamba
Tempo de Vôo
2h40 min
2h20 min
2h10 min
Capacidade/carga
4 toneladas
4 toneladas
4 toneladas
Valor Tonelada
US$ 500,00
US$ 480,00
US$ 480,00
OBS.: Para este sistema de transporte se dispõe somente de aviões com propulsão à Hélice com
capacidade de carga até 6.000 quilos, isto por falta de estrutura do aeroporto de Guayaramerin,
que não comporta aviões de maior capacidade. Em vôos casados e carga fechada e
65
regularidade, esses preços podem cair em até 50%, dependendo das negociações, em aeronaves
com capacidade de 6 ton.
DETALHAMENTO DAS ROTAS
Considerando a mesma rota inicial de Porto Velho até Guajará-Mirim, com seus 365 km de
extensão, a faixa de preço de frete situa-se em torno dos US$ 8,00 a US$ 10,00 por tonelada.
No caso especifico do transporte direcionado a levar mercadorias para as diversas cidades da
Bolívia encontram-se algumas facilidades de conexão, porém, com algumas complicações no
que se refere às exigências das autoridades Aduaneiras Bolivianas, que aceitam o ingresso das
mercadorias transportadas que venham amparadas por um MICT DTA, que significa Manifesto
de Carga Internacional – Documento de Trânsito Aduaneiro, que deve ser devidamente
averbado pelo fiscal da Receita Federal no momento da mercadoria sair do país. Este
documento pode ser emitido somente para uma transportadora Internacional (no caso de
Rondônia a Expresso Araçatuba). Esta exigência é suprida quando a mercadoria é transportada
em caminhão de propriedade do fabricante exportador, registrado em nome da empresa, que
assim pode emitir o MICT-DTA que será aceito sem maiores problemas. Além deste
documento, faz-se necessária apresentação do aviso de conformidade da INPECTORATE do
Brasil, documento que é liberado a partir da apresentação da Fatura Proforma, para a
verificação da carga, embalagem, preços etc, no local da fábrica ou local de embarque.
No lado Boliviano, o importador tem duas opções para levar sua mercadoria até o destino final:
uma delas é realizar o desembaraço aduaneiro pagando todos os tributos de nacionalização logo
na chegada ao primeiro ponto fronteiriço, ou como segunda opção, deslocando a sua
mercadoria para um outro recinto aduaneiro Boliviano, momento em que se faz necessário o
acompanhamento do MIC-DTA, documento que será averbado pela aduana Boliviana para seu
trânsito até o local de alfândega.
Na época de inverno, de Dezembro a Junho, a primeira alternativa é o transporte fluvial em
balsas de madeira que carregam em média de 100 a 200 toneladas, entre as cidades de
Guayaramerin e Porto Villarroel, a uma distância de 1.380 km e 15 a 20 dias de viagem, através
dos Rios Mamoré e Ichilo. A partir de Villarroel interliga-se com as principais estradas e cidades,
como Cochabamba, Santa Cruz de la Sierra, Oruro e La Paz. O valor do frete entre
Guayaramerin e Puerto Villarroel custa, em média, US$ 69,00 por tonelada.
Para as mercadorias que saem de Porto Villarroel até La Paz utiliza-se uma rodovia de 619 km,
em sua totalidade asfaltada, que pode ser percorrida em 9 horas, sendo o custo de frete
adicional de US$ 35,00 por tonelada.
Na época de verão, de julho a novembro, em função da baixa dos rios, existe uma inversão de
valores nos fretes, motivada inclusive pela vantagem considerável do tempo de viagem entre
Guayaramerin e La Paz, em apenas 4 dias, em uma estrada mista, parte em cascalho, terra, e
asfalto. O frete é da ordem de US$ 90 dólares por tonelada e os caminhões que fazem o
transporte carregam geralmente 20.000 quilos.
As informações sobre os fretes consideraram valores médios pesquisados entre empresas
privadas, podendo haver alterações de acordo com o critério da negociação entre as partes
66
interessadas. A maioria dos transportadores bolivianos estão registrados e credenciados para
realizar o transporte dentro da Bolívia.
6.3 EXTRATIVISMO: TENDÊNCIAS E NEGÓCIOS POTENCIAIS
6.3.1 EXTRATIVISMO MINERAL
Um ano para ser esquecido, foi a síntese do Mining Journal em sua edição de 25 de dezembro
do ano passado sobre 1998. Apesar, porém, dos problemas da Ásia e da mudança no câmbio
brasileiro com conseqüente redução do consumo de metais básicos e minerais de ferro, a
América Latina continua à frente dos investimentos em exploração mineral com 29% do total
gasto no mundo, superando Austrália (17,5%) e Canadá (10,9%). Os números são do Mineral
Economics Group. Nesta reportagem o mesmo jornal publicou uma edição especial sobre os
países emergentes listando os 10 países preferidos na opinião de 100 altos executivos da
indústria mineral. Do 1º ao 5º lugar, pela ordem: Chile, Argentina, Peru, Brasil e México. A
Bolívia situa-se na 8ª posição. Encontro recente na Argentina indica que o Mercosul, mais Chile
e Bolívia concentram 43,5% do total investido em exploração mineral na América Latina.
Acrescentando-se a estes percentuais novos projetos em desenvolvimento no Peru e Brasil, com
absoluta segurança, pode-se afirmar que a extração mineral é uma fortíssima área econômica da
região territorial considerada neste trabalho, Bolívia, Peru e Brasil (Rondônia).
•
A Bolívia vem expandindo de forma notável sua atuação nessa área onde apresenta
incrementos expressivos na produção e comercialização do estanho, prata, zinco e ouro, de
maneira razoavelmente constante em sua progressão.
•
O Peru, a par de sua já importante produção e nível de comercialização, onde somente do
Brasil 58% das importações referem-se a minérios, conta ainda com dois novos projetos:
Antamina e Pierina, já referidos anteriormente. O primeiro tende a ser a maior mina do
mundo e permitirá ao Peru ser o sétimo produtor mundial de cobre e o terceiro de zinco. O
segundo, terá seus custos de produção de ouro entre os mais baixos do mundo.
•
O Brasil, no seu geral, conta com os projetos da Província Mineral da Serra dos Carajás com
investimentos que já ultrapassam os US$ 3,4 bilhões como também o projeto Trombetas,
para produção de bauxita e da Albrás para produção de alumínio, com investimentos de
grande porte, com respectivamente US$ 480 milhões e US$ 1,4 bilhão.
•
Particularmente em Rondônia destaca-se a produção de cassiterira em Bom Futuro. É
economicamente significativa a mineração de calcário dolomítico em Pimenta Bueno, com a
lavra a céu aberto e instalações para moagem de 50000 ton/ano. O calcário é importante
insumo agrícola que propicia correção da acidez do solo. Estas jazidas são estratégicas para
o desenvolvimento de qualquer agricultura que utiliza insumos modernos. Pesquisas
apontam em uma ampla faixa de rochas da margem direita do rio Guaporé existência de
ouro, estanho, platina, diamante e topázio mas, dadas as características geológicas do
67
terreno, os investimentos necessários serão muito maiores do que em outras extrações já
realizadas no estado, tais como a exploração dos garimpos aluvionares do Rio Madeira.
6.3.2 NEGÓCIOS POTENCIAIS
Tanto o Peru como a Bolívia são grandes produtores de minérios e as possibilidades de
importação por Rondônia podem se tornar atrativas.
Destaca-se no Peru o cobre e seus derivados e na Bolívia o ouro e, principalmente, a prata. Em
Rondônia a cassiterita, o calcário e o granito.
Há que se ressaltar ainda, em separado, alguns aspectos muito significativos:
1. Fosfato peruano – estudos de solos já diagnosticaram que as terras agrícolas da região,
necessitam de duas toneladas da rocha fosfórica produzida pela Empresa Mineradora
Regional Bayovar S/A. Este insumo industrial constitui-se, sem dúvida alguma, numa
possibilidade de negócio para o empresariado agrícola boliviano e rondoniense;
2. Sal boliviano – as duas jazidas de sal já referidas ao longo desse trabalho representam
potencial muito grande em relação à comercialização do produto sendo necessários estudos
de viabilidade econômica com vistas aos custos exigidos para a extração, fretes e processos
de industrialização como alternativa viável à importação do produto. Sem dúvida pode ser
opção interessante de investimento como negócio potencialmente promissor para
empresários rondoniense e peruanos;
3. Gases bolivianos e peruanos – tudo indica esteja já bastante próximo o funcionamento do
gasoduto abastecido com gás natural da Bolívia. Por outro lado o Peru tem bastante
interesse, pelo que pode representar na balança comercial entre os países, em negociar o gás
natural de Camisea. A utilização do gás natural boliviano e peruano na economia
rondoniense em múltiplas formas, mesmo como possível estratégia de novos modelos de
matriz energética, poderá ser fundamental recurso a favorecer o desenvolvimento do Estado.
É também fonte importante de negócios;
4. O granito de Rondônia, comercializado hoje a nível nacional (70%) e para os EUA (30%), é
outro produto que pode concorrer nos mercados de Bolívia e Peru, além de propiciar
oportunidade de novos investimentos em Rondônia;
5. Finalmente se destaca a produção de calcário rondoniense como fator importante para a
moderna agricultura, sob forma de insumo, por isso mesmo caracterizando-se como
importante fator de negócio para o empresariado voltado às atividades agropecuárias nos
países vizinhos da Bolívia e do Peru.
Quanto ao item 1, fosfato de rocha, merece algumas considerações de ordem técnica quanto às
perspectivas de sua utilização:
68
•
•
•
•
•
•
O conhecimento da composição do material é indispensável para qualquer visão perspectiva
do seu uso agronômico;
A experimentação intensiva será determinante para garantir a conveniência do uso;
A crescente produtividade das culturas, destacadamente da soja, tem aumentado
radicalmente as doses recomendadas de fósforo, o que amplificaria as doses já elevadas, da
recomendação tradicional de fosfatos de rocha;
Em princípio, a adubação teria que ser acompanhada da calagem adequada, embora a
acidez seja fator favorável a solubilização do P da rocha natural;
Teoricamente, a quantidade equivalente ao uso de 400 kg de superfosfato simples seria de
4000 kg de fosfato de rocha (teor de 2% de fósforo solúvel). A experimentação será
fundamental para ajustar esta relação;
Eventualmente outros componentes do fosfato natural poderão ter efeito paralelo de grande
importância para a melhoria da produtividade. Aspectos negativos também deverão ser
considerados.
6.3.3 TENDÊNCIAS
Cabe registrar que, fruto dos problemas cambiais e de crise econômica em países e blocos ao
longo de 1997 e 1998, todos os preços internacionais de minérios caíram, exceção feita à prata,
devido a efeitos tais como ampliação da substituição de ouro por prata em diversos produtos e
grande dinamismo da indústria fotográfica (maior demandante do metal). Apesar disso grandes
produtores como Peru e Bolívia (assim como o Chile e outros) mantiveram seus projetos de
investimento mesmo apresentando alguma queda nas produções e comercializações. A região
considerada, Bolívia, Peru e Rondônia precisa valorizar a mineração como fator importante na
sua economia e na pauta de comercialização externa, considerando o volume de investimentos.
Devem assegurar condições para transferência tecnológica das empresas internacionais para as
nacionais de forma a permitir a elevação da produtividade/competitividade e o planejamento
de políticas para o setor como fator de desenvolvimento das regiões, geração de emprego e
renda e conseqüente melhoria de vida.
6.4 EXTRATIVISMO VEGETAL
A região é muito rica em recursos extrativistas. O processo de ocupação e desenvolvimento
demográfico de toda a região refletiu a coexistência de diferentes estágios de desenvolvimento
econômico representado por novas frentes de colonização e a presença de populações
tradicionais, com distorção entre a distribuição urbana e rural das populações e uma política
fundiária que não considera muito estas populações tradicionais, promovendo, por sua própria
natureza, inúmeros conflitos sócio-ambientais e refletindo tendências de pressão crescente
sobre os recursos naturais e o acesso à terra. Em linhas gerais as possibilidades econômicas do
extrativismo não madeireiro na Bolívia, no Peru e, principalmente em Rondônia, são:
•
A única exploração extrativista não madeireira em Rondônia que vem demonstrando
incremento de produção é a do açaí, enquanto as outras – borracha, castanha e palmito –
69
produções decrescentes, embora todos os esforços do governo do Estado em manter áreas
próprias e estímulo à produção. Pode-se afirmar que a participação extrativista não
madeireira na economia do Estado é insignificante.
•
No Peru o extrativismo é bastante significativo. Sua exportação no ano de 1996
correspondeu ao dobro da madeireira e atingiu valores de US$ 54 milhões. Os 10 principais
produtos, já relatados anteriormente, onde se incluem o palmito, a castanha, a algaroba e a
cochonilla, foram responsáveis por mais de 85% do total exportado.
•
Na Bolívia, em que pese a importância do sub-setor, ele contribuiu com 36% do total
exportado, contra 64% do sub-setor madeireiro e alcançou, em 1998, valores de US$ 31
milhões. A Bolívia trabalha com mais de 60 essências vegetais não madeiráveis, das quais as
cinco principais – sementes, palmito, castanha, produtos vegetais para curtir e carmim de
cochonilla, representaram mais de 90% do valor exportado em 1998.
Bolívia, Brasil e Peru somam 99,6% da castanha mundialmente exportada, com participações de
70%, 18,3% e 11,3%, respectivamente. Um trabalho conjunto entre os três países pode definir
preços de mercado para a castanha muito superiores aos atualmente praticados. O intercâmbio
de conhecimento intra região em estudo traria grandes benefícios para as partes, em particular
para o Estado de Rondônia.
•
De suma importância para a região em foco é a utilização correta de seus recursos naturais
em função do potencial de sua biodiversidade, onde reside a fonte de substâncias
tradicionais e novas que podem ser aplicadas de diversas formas ou mesmo servirem como
modelo para síntese de outras com maior potencial de utilização. São substâncias muitas
vezes únicas, produzidas pelo metabolismo de espécies vegetais e animais, sendo largamente
utilizadas na indústria química, cosmética e farmacêutica, diretamente ou modificadas
quimicamente. Somente o comércio mundial de medicamentos movimenta anualmente
US$ 300 bilhões, onde cerca de 40% dos fármacos têm origem natural. Somando-se os
cosméticos e produtos químicos, esse valor é aumentado em mais de cinco vezes.
O Estado de Rondônia, através da Federação das Indústrias – FIERO e da Universidade
Federal de Rondônia – UNIR, está em fase de elaboração de um projeto, denominado
Central de Análise, Pesquisa e Processamento de Produtos de Naturais e Resíduos
Industriais que fundamentará sua atuação no potencial da biodiversidade amazônica.
O exemplo de Rondônia pode ser seguido pela Bolívia e Peru, oportunizando nascer daí
uma parceria que permitirá maior amplitude aos resultados esperados.
6.4.1 EXTRATIVISMO MADEIREIRO, AS TRÊS REGIÕES:
Bolívia, Peru e Rondônia são riquíssimos no seu potencial extrativista madeireiro. A exploração
madeireira, no entanto, ocorreu predominantemente de forma extrativista e seletiva com baixo
aproveitamento do potencial florestal ocasionando desperdício dessa matéria-prima, tanto no
processo de extração como no de beneficiamento, de sorte que algumas espécies de madeiras
nobres encontram-se em estágio próximo de extinção, devido ao processo desordenado de
70
exploração, não incluindo o manejo florestal, a reposição de estoques e o respeito à legislação.
Conscientes do valor e da predação dessa riqueza não só os governos revigoraram e atualizaram
a legislação como se tomou emergente a consciência de empresários sérios investindo no setor e
transformando essa realidade. O Peru só agora está colocando ênfase na extração ou na
produção em escala de produtos de madeira, motivo pelo qual se transforma em excelente
mercado de consumo para produtos rondonienses e bolivianos. Por outro lado a Bolívia e
Rondônia vêm procurando agregar valor à extração da madeira, verticalizando a sua produção,
buscando alcançar economia de escala e competitividade comercial em seus produtos. O
crescimento econômico da Bolívia no fabrico de móveis é de nada menos que 86,6% e para se
registrar estes incrementos à exportação de produtos de madeira, apenas no período de janeiro
e fevereiro de 1999, assumem os seguintes valores, segundo Boletim Estatístico publicado pela
Câmara de Exportadores de La Paz:
Produto
Madeiras serradas (cedro, mogno em pranchas, bruta serrada)
Kits de portas, cadeiras, partes de móveis, móveis
Total bruto
Volume
1.005.873,83
187.474,00
1.193.347,83
Valor (US$)
1.141.983,00
1.211.871,78
2.353.854,78
Rondônia, por sua vez, teve mais de 80% de suas exportações gerais de 1998 em torno dos
negócios de madeira, percentual que por si só, identifica a profunda importância que a extração
da madeira ainda representa para o estado. Cabe destacar que apesar de sua produção,
Rondônia importou US$ 283.703 de madeira serrada da Bolívia e que a Bolívia importa
produtos de base florestal de Rondônia (portas, pisos e móveis).
Tendências no comércio internacional no que diz respeito a móveis têm ventos favoráveis e
estão animando indústrias que tradicionalmente trabalham apenas internamente. Santa Catarina
e Rio Grande do Sul, 1º e 2º pelos exportadores de móveis do Brasil, contam com expansão
acentuada dos negócios principalmente quanto aos mercados da América do Sul, Central,
Caribe e África do Sul. Além das trocas internas e extensivas a outros mercados, Bolívia e
Rondônia necessitam escala de produção e design para se tornarem competitivos também
internacionalmente. Para se ter uma idéia clara os Estados Unidos compram US$ 9 bilhões de
dólares por ano de móveis e o Brasil só vende US$ 50 milhões para esse mercado. Especialistas
afirmam que somente com o design será possível fortalecer a marca Brasil no comércio
internacional e até hoje a indústria só tem adotado a posição de produzir o que o importador
quer. Uma boa opção às indústrias rondonienses, bolivianas e peruanas são os consórcios que
poderão atender os maiores problemas do setor tais como: produção insuficiente, fabricação
conjunta com cada empresa produzindo determinados tipos de peças para um determinado
tipo de móvel, que é concluído numa das fábricas e outras possibilidades de ações em
cooperativa.
A extração de madeira, principalmente agregando-se-lhe valor pela manufatura, é excelente
oportunidade de negócios para empresários da região.
6.5 PRODUÇÃO AGRÍCOLA
A produção agrícola da região andino-amazônica considerada tem na sua comercialização uma
das etapas mais complexas de todo o processo produtivo, tanto por características geográficas do
71
território, como pelas distâncias entre as unidades produtoras e os centros consumidores, tanto
internos quanto externos. Transporte e armazenagem são, pois, componentes críticos e, na falta
de condições logísticas eficientes, os produtores acabam confrontados com condições precárias,
que lhes diminuem as situações mais favoráveis de preço e competitividade para seus produtos.
O cenário agrícola da região em estudo é muito importante e revela uma vocação natural que
vem tendo recentemente maior atenção por parte dos governos e da sociedade civil e
representa, com certeza, uma das melhores oportunidades econômicas da região.
Das culturas tradicionais de Rondônia destaca-se o café, o cacau e o feijão. A cafeicultura é a
principal atividade agrícola do estado e vem aprimorando muito o nível tecnológico do cultivo
de forma a obter um produto de melhor qualidade. A produção já comporta o incremento de
indústrias de processamento de café, havendo mercado no Peru, principalmente e, também na
Bolívia, para o escoamento do café solúvel produzido. A cacauicultura em Rondônia é
favorecida por condições climáticas propícias e vem superando um passado recente de
decadência na produção para uma fase de franca recuperação que já comporta inclusive uma
unidade industrial para seu beneficiamento. A comercialização do feijão é importante e
demonstra também condições de mercado nos países vizinhos. É cultura que vem se
aprofundando no seu nível de desenvolvimento tecnológico necessitando de maiores facilidades
e melhores condições para comercialização do produto. Merece ainda registro a cultura do
milho que também pode vir a oferecer oportunidades de negócios. Cabe ressaltar, entretanto,
que a agricultura rondoniense poderá sofrer transformações no futuro em decorrência do
corredor exportador de grãos, via terminal graneleiro em Porto Velho, que pode vir a se
transformar em eixo dinamizador da exportação de soja, independentemente da origem, no
Centro-Oeste do Brasil ou da sua produção no próprio estado. A dinâmica do “agrobusiness”
da soja, caso esta hipótese se confirme, deverá ocasionar mudanças na estrutura fundiária e no
perfil agroindustrial rondoniense. A soja constitui-se, portanto, em excelente oportunidade de
negócios considerando-se os mercados peruano e boliviano.
Em outra vertente encontramos a agricultura peruana tentando se recuperar dos problemas
climáticos causados pelo fenômeno “El Niño” e buscando otimizar sua produção. Azeitonas
preparadas e aspargos são produtos bastante interessantes para Rondônia, assim como o
orégano. Já a Bolívia tem exportado açúcar refinado e outros derivados da cana-de-açúcar,
farinha de trigo e palmitos em conservas, apesar do declínio que já apresenta esta produção. Ao
Mercosul a Bolívia tem exportado azeites, soja a granel e tanto Rondônia como o Peru têm
melhorado muito a sua fruticultura e apresentam bom nível de produção. O Peru já exporta
sucos de frutas em boa proporção e Rondônia já está em condição de fazê-lo com a unidade
industrial sediada em Ji-Paraná e os projetos que estão sendo desenvolvidos em Vilhena. Existe
oportunidade de negócios junto ao mercado boliviano cuja produção é mais restrita ao
ambiente interno e ao aproveitamento natural da fruta.
A expansão da agricultura é uma das condições dos dois países vizinhos e do Estado de
Rondônia para melhorarem suas condições no sentido de obterem o desenvolvimento
econômico sustentável. Considerando a diversificação dos produtos cultivados nos três centros, a
importância na região e os efeitos climáticos sazonais, a intensificação da pauta de negociação
envolvendo produtos agrícolas oferece inúmeras opções de negócios.
72
6.6 PECUÁRIA
A pecuária leiteira é uma das principais atividades econômicas de Rondônia e está concentrada
em pequenas propriedades. Investimentos freqüentes têm melhorado o nível tecnológico e a
produtividade na produção do leite e a situação de potencial produtivo e de demanda de
mercado não exige novos investimentos industriais. Ao contrário, pode-se dobrar a produção
sem a exigência de novos investimentos industriais (50% de capacidade industrial ociosa).
Somente para que se avalie a dimensão que podem assumir os negócios envolvendo o leite e
seus derivados ficam registradas em toneladas, 1997 como referência, as importações bolivianas
e peruanas, desses produtos: 10.000 e 70.000 toneladas, respectivamente. A pecuária leiteira é,
pois, um excelente negócio para as possibilidades de incremento nas negociações externas.
A pecuária bovina de corte é um outro negócio em potencial. Em Rondônia a presença da
pecuária bovina é avassaladora representando quase a totalidade da criação animal, com
significativo crescimento na última década, de sorte que já apresenta números iguais a
5.000.000 de cabeças. A Bolívia, produz o suficiente para seu consumo interno, realizando nos
últimos anos uma pequeníssima exportação conforme dados de janeiro a setembro, no período
1997/1998, segundo o Instituto Nacional de Estatística em mil dólares:
Exportação de gado bovino boliviano
1997
1998
Variação em percentual
660,00
675,70
2,38
Nos mercados considerados o Peru é um grande importador. O Ministério da Agricultura
fornece os seguintes dados relativamente ao consumo peruano referente a produtos nacionais e
importados em toneladas:
Ano
1996
1997
Variação %
Total
925,1
996,5
7,73
Ave
413,9
449,8
8,67
Ovino
20,7
21,8
5,31
Porcino
83,0
86,7
4,46
Vacum
114,0
123,2
8,16
Caprino
6,3
6,3
-
Pescado
287,1
308,2
7,34
Conforme se pode observar aumentou o consumo de todos os tipos de carne, exceção ao gado
caprino que se manteve igual. Credita-se este aumento no consumo à condição de estabilidade
monetária pela contenção do processo inflacionário e à melhoria de renda que tem sido
experimentada pela população peruana. Espera-se, inclusive, que este consumo ainda se amplie
um pouco. Considerando que as exportações bolivianas são incipientes e concentradas em
produtos derivados (artigos de couro) existe amplo campo de exportação para a carne
rondoniense.
O consumo de todas as regiões também vem se incrementando bastante no que diz respeito a
aves, mas a produção rondoniense ainda é pequena somente tendo mais possibilidades a partir
da instalação recente de empresa especializada em Espigão D’Oeste. O consumo peruano,
sobretudo, é significativo, em torno de 450 toneladas/ano. Destaca-se apenas a exportação de
ovos e aves feita pela Bolívia em janeiro e fevereiro de 1999, na ordem de 240.616 kg e
73
faturamento de US$ 129.222 dólares, com variação percentual de 171,66%, em relação ao
mesmo período em 1998.
6.7 PESCA
A pesca é um dos aspectos da economia da região onde as diversidades ambientais mais se
fazem presentes. Isto porque apenas o Peru apresenta a vantagem competitiva de ser banhado
pelas águas do mar, representando, por isso mesmo, a possibilidade de escoamento da
produção de toda a região, pelo Pacífico, com vistas à costa dos Estados Unidos (Los Angeles e
São Francisco) e ao Japão e Tigres Asiáticos. Dessa forma enquanto Bolívia e Rondônia têm sua
indústria de pesca bastante desenvolvida (graças à riqueza dos recurso hídricos) mas voltada para
o consumo interno predominantemente, o Peru tem na indústria do pescado uma das principais
atividades de sua economia.
Rondônia além da pesca natural realizada nas suas bacias hidrográficas vem desenvolvendo
inúmeros projetos na área de piscicultura estando em franco desenvolvimento a criação de
alevinos no Estado. O intercâmbio com o Peru se mostra interessante já que o país vizinho vem
desenvolvendo importantes experiências tecnológicas no setor. Há que reconhecer a função dos
recursos hidrobiológicos como importante fonte renovável de alimentos, bem como a função
tradicional representada pela pesca para proporcionar proteína de alta qualidade e necessária ao
consumo humano. O Peru desenvolveu o ITP ( Instituto Tecnológico da Pesca) para promover a
cooperação técnica e científica com outros países em desenvolvimento.
O setor pesqueiro na região oferece boas oportunidades de negócios não só no âmbito interno
considerado, como também entre negociações comerciais do Peru com a Bolívia e Rondônia.
6.8 TURISMO
Tanto a região andina como a região amazônica são capazes de oferecer lugares naturais
maravilhosos que encantam visitantes e oferecem lazer para os mais variados gostos: aventura,
ecologia, canoagem, caminhadas, contemplação da natureza, enfim todo um mundo de opções
e locais privilegiados. Se a estes aspectos se acrescentarem aspectos da cultura milenar indígena,
relíquias arqueológicas, igrejas, construções antigas de mansões e fortes militares,
diversificadíssimos aspectos folclóricos e musicais se terá uma região perfeitamente vocacionada
para a exploração turística. O Peru é reconhecidamente uma atração mundial no turismo e
Cuzco tem estimativa de público de 1500 turistas/dia o que perfaz um fluxo total de
aproximadamente 0,5 milhão de pessoas visitando a região por ano, com ênfase em asiáticos e
europeus. A indústria do turismo no Peru, com valores ascendentes desde 1992, atingiu valores
acima de US$ 900 milhões, em 1998. Com menor apelo internacional tanto a Bolívia como
Rondônia também apresentam riquezas apreciáveis oferecendo
inúmeras opções
principalmente no turismo ecológico, aventura, caminhadas e eventos. O fluxo de turistas entre
Porto Velho e o Peru, por exemplo, é avaliado em 20.000/pessoas/ano, inexpressivos 4% da
freqüência que transita por Cuzco.
74
Tendo em vista que há por parte dos governos brasileiro e peruano um grande volume
financeiro investido na promoção de suas maiores potencialidades turísticas, torna-se muito
importante que os governos da Bolívia e de Rondônia se sensibilizem, incentivem as classes
empresariais locais e busquem criar condições infra-estruturais que viabilizem pacotes turísticos
alternativos de forma que o retorno ou a chegada a Machupicchu encontrem rotas por
Rondônia e Bolívia, eliminando fatores críticos de transporte e viabilizando ganhos significativos.
Além disso é bastante visível e importante o incentivo ao próprio turismo interno, dentro da
região, de forma que o turismo peruano represente alternativa às praias nordestinas e cariocas, o
mesmo acontecendo em relação a peruanos e bolivianos que poderão encontrar em Rondônia
algumas complementariedades turísticas em relação às suas próprias regiões.
O turismo, sem qualquer dúvida, é negócio regional de elevado potencial a exigir investimentos
para o seu desenvolvimento tanto na dotação de infra-estrutura básica de qualidade,
capacitação dos agentes envolvidos, sensibilização das populações para a riqueza dessa indústria
e das indústrias conexas, como no desenvolvimento do artesanato e artefatos folclóricos para as
economias locais e, principalmente, divulgação inteligente com a oferta de produtos atraentes e
de custos acessíveis.
75
76
CAPÍTULO 7
CONCLUSÕES FINAIS
7.1 INVENTÁRIO PRIMÁRIO DOS PRODUTOS
Os estudos efetuados, em particular quanto à produção, exportação e importação dos produtos
da região compreendida, somados a visitas a campo e reuniões setoriais com supermercados,
construção civil, madeireiros, moveleiros, frigoríficos, laticínios, panificadores, pecuaristas e
agroindústrias de café e de produtos alimentares, permitiram elencar os produtos
potencialmente exportáveis por Rondônia e passíveis de importação pela Bolívia e Peru e viceversa.
Observe-se que a relação de produtos a ser elencada é resultante de um inventário primário,
carecendo ainda de estudo de viabilidade econômica nos mercados do Peru e Bolívia que fará
parte do presente capítulo.
7.1.1 RELAÇÃO DE PRODUTOS POTENCIALMENTE EXPORTÁVEIS POR RONDÔNIA
I – Agricultura:
•
•
•
•
•
II – Pecuária:
−
−
−
Arroz (Peru/Bolívia)
Feijão (Peru/Bolívia)
Milho (Bolívia)
Soja (Peru)
Café (Peru)
Matriz e reprodutor de boa linhagem (Bolívia).
Animal para abate (Bolívia)
Produtos de origem animal:
•
carne bovina e derivados (Peru)
•
charque (Peru/Bolívia)
•
vísceras (Peru)
•
leite, queijo e manteiga (Peru)
II – Produtos Manufaturados:
− Madeira
•
esquadrias (portas, caixilhos, janelas, venezianas, etc.) – Peru/Bolívia
•
casa pré-fabricada (Peru)
•
lambril (Peru/Bolívia)
•
pisos (Peru/Bolívia)
•
rodapé (Peru/Bolívia)
77
•
•
−
laminado e compensado (Peru/Bolívia)
parket (Peru/Bolívia)
Outras categorias:
•
água mineral (Peru/Bolívia)
•
granito beneficiado (Peru/Bolívia)
•
outros pisos de pedras e lajotas (Peru/Bolívia)
•
telha de cerâmica (Peru/Bolívia)
IV – Produtos Alimentícios:
•
biscoitos (Peru/Bolívia)
•
bolachas (Peru/Bolívia)
•
massas (Peru/Bolívia)
V – Diversos:
•
•
•
•
vela (Peru/Bolívia)
sabão em barra (Peru/Bolívia)
detergente (Peru/Bolívia)
vassoura e rodo (Peru/Bolívia)
7.1.2 RELAÇÃO DOS PRODUTOS POTENCIALMENTE IMPORTÁVEIS POR RONDÔNIA
I – Agricultura:
•
•
•
•
•
•
•
Batata (Peru/Bolívia)
Alho (Peru/Bolívia)
Trigo (Peru/Bolívia)
Frutas (melão, uva, pêssego e maçã) - Peru/Bolívia
Grão de bico (Peru)
Lentilha (Peru)
Orégano (Peru)
II – Produtos Alimentícios:
•
Sucos naturais (Peru/Bolívia)
•
Fruta em conserva (Peru/Bolívia)
•
Palmito em conserva (Peru)
•
Azeitona a granel (Peru)
•
Polpa de tomate (Bolívia)
•
Azeite de Oliva (Peru)
•
Farinha de Pescado (Peru/Bolívia)
•
Ervilha em conserva (Peru/Bolívia)
•
Milho verde em conserva (Peru/Bolívia)
•
Aspargo em conserva (Peru)
•
Massas em geral (Peru/Bolívia)
•
Frutos do mar em conserva (Peru)
•
Pescados em conserva (Peru)
78
III – Vestuários:
•
•
IV – Artigos Diversos:
•
•
•
•
•
•
•
•
Calçados (Peru/Bolívia)
Confecções em geral (Peru/Bolívia)
Joalheria (Peru/Bolívia)
Armarinho (Peru/Bolívia)
Material escolar (Peru/Bolívia)
Artesanato (Peru/Bolívia)
Produtos descartáveis para festa (Peru/Bolívia)
Fios e cabos elétricos de cobre (Peru)
Fios e cabos elétricos de cobre refinado (Peru)
Ferragens para móveis (Peru/Bolívia)
V – Matérias-Primas para Agricultura e Indústria:
•
Fosfato (Peru)
•
Fertilizante (Peru)
•
Polipropileno – Homopolímero (Peru)
•
Cimento Portland (Peru)
•
Material Odontológico (Peru/Bolívia)
•
Material de acabamento para construção (Peru/Bolívia)
•
Arame liso para cerca (Peru/Bolívia)
7.1.3 PRODUTOS COM POTENCIAL DE INVESTIMENTO EM RONDÔNIA PARA EXPORTAÇÃO
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Soja – instalação de indústria de esmagamento para obtenção de óleo,
torta e farelo (Peru/Bolívia)
Sorgo – implantação da cultura (Peru)
Couro – instalação de curtumes (Peru/Bolívia)
Açúcar – instalação de usinas para produção de açúcar de cana
(Peru/Bolívia)
Café – instalação de indústria de café solúvel (Peru/Bolívia)
Materiais de construção – instalação de indústrias de telha e caixa d’agua
de fibrocimento (Peru/Bolívia)
Produtos de limpeza – instalação de indústrias de detergentes e outros
sabões (Peru/Bolívia)
Embutidos de carne – instalações de indústrias (Peru/Bolívia)
Sal – instalação de uma planta de beneficiamento em Guajará Mirim
gozando dos benefícios fiscais da Zona de Livre Comércio e da matériaprima oriunda da Bolívia (Peru/Bolívia)
79
7.1.4 OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTOS PERU/BOLÍVIA
Destacam-se as seguintes oportunidades:
•
•
•
Implantação de uma unidade distribuidora de carne bovina na cidade
de Lima – Peru;
Instalação de empresas industriais e comerciais nas Zonas Francas –
Peru;
Instalação de indústrias madeireiras – Bolívia e Peru.
Como se afirmou no início deste capítulo todas as indicações efetuadas até agora são resultantes
de estudos e reuniões setoriais, o que se chamou de inventário primário. A fase seguinte,
complementar e conclusiva se dará a partir de estudos de campo.
Os estudos exploratórios de campo tomarão como referência o inventário primário, porém não
se detendo somente a ele e serão efetuados nas cidades e regiões abaixo relacionadas:
•
•
Bolívia – Guayaramerim, Santa Cruz de La Sierra, Cochabamba e La Paz;
Peru – Lima, Iquitos, Pucallpa, Cuzco, Arequipa, Ilo e Tacna.
Os estudos de campo permitirão identificar as diversas peculiaridades e naturezas dos mercados.
Deverão ser verificadas as condições do consumidor: seus costumes, cultura, potencial e as
condições dos produtos, qualidade, preço, custos aduaneiros e de transporte e legislações
exigíveis para comercialização e investimentos.
Deverão ser melhor identificados os pontos de estrangulamento e definidas as condições
possíveis e desejáveis de negociação, de forma a permitir as oportunidades de ampliação
comercial e criar subsídios para reuniões de Comércio Exterior entre as autoridades bolivianas,
peruanas e rondonienses, com pontos de interesse e de possível negociação identificados e
prontos para o equacionamento final.
Cabe lembrar ainda que alguns produtos do Peru e Bolívia podem não se demonstrar viáveis no
momento para a importação por Rondônia devido a desvalorização do Real, o que estimula a
exportação e desestimula a importação. Mesmo assim esses produtos serão estudados, tendo em
conta que a vantagem cambial brasileira comparativa ao Peru e Bolívia pode ser temporária.
7.2 PROPOSTAS
Todas as propostas a serem efetivadas são resultantes finais do trabalho de campo. Após os
inventários básicos e primários uma equipe técnica da FIERO deslocou-se para os dois países
percorrendo as regiões e cidades apontadas anteriormente. As Conclusões e Propostas serão
divididas em três grupos:
80
•
•
•
As de caráter macroeconômico, onde se exigirá a participação de autoridades e empresários
afins das três regiões estudadas, para a tomada de decisão;
Relação de produtos passíveis de exportação e importação considerando o preço dos
produtos e todos os encargos (taxas, tributos) que incidem sobre eles;
Setores potenciais de investimento nos três países: Peru, Bolívia e Brasil, foco Rondônia.
7.2.1 PROPOSTAS DE ORDEM MACROECONÔMICA
I - REUNIÃO DE NEGÓCIOS
A iniciativa de realizar uma Reunião de Comércio Exterior envolvendo autoridades da Bolívia,
do Peru e do Estado de Rondônia, voltada para o estabelecimento de diretrizes práticas que
viabilizem maior intercâmbio comercial entre estes mercados se impõe como essencial
considerando-se os aspectos crescentes da globalização e suas implicações.
As possibilidades de ampliação das relações comerciais são efetivas e o presente trabalho as
evidencia claramente, ao mesmo tempo em que também destaca a necessidade das
autoridades gestionarem melhores condições infra-estruturais e da classe empresarial se
conscientizar para a concretização das ações necessárias à consecução dessas relações
comerciais.
Um momento de encontro onde se analisem de forma objetiva as balanças comerciais, as
condições de transporte, de alfândega, de câmbio, de incentivos, de seguros internacionais, do
port-fólio de produtos e das oportunidades que se oferecem à negociação será o marco inicial
de um novo espaço geográfico de comercialização, ampliando o desenvolvimento da região
andino-amazônica.
Sugere-se sua realização na cidade de Porto Velho, com pauta definida em torno de medidas
práticas para viabilização imediata do incremento comercial regional envolvendo a Bolívia, o
Peru e Rondônia, abrangendo principalmente: transporte, incentivos legais, zonas comerciais,
port-fólio de produtos e oportunidades de novos negócios.
O objetivo fundamental dessa reunião é ser a primeira de várias outras que se realizariam a
partir de uma agenda específica e que garantiriam a continuidade do processo.
II - ENCONTROS ESPECÍFICOS
Em complemento à Reunião de Negócios – Comércio Exterior, cuja pauta se mostra mais
complexa e abrangente, a iniciativa de se realizar Encontros Específicos que focalizem aspectos
potencialmente fortes quanto às possibilidades de negociação se mostra como absolutamente
indispensável à operacionalização do incremento das relações de desenvolvimento comercial
entre Bolívia, o Peru e o Estado de Rondônia.
81
Destacam-se já, de pronto, quatro modalidades de encontros que oferecem expressivas
oportunidades de ações imediatas:
1º) Seminário Internacional de Turismo – o potencial da indústria turística regional é
muito grande, já foi amplamente destacado e oferece uma multiplicidade enorme de
negócios envolvendo diversos setores das economias dos mercados em pauta. Sem
dúvida alguma o Seminário cujo principal objetivo seria despertar as populações para a
realização do turismo entre e infra regiões consideradas é a primeira ação para
intensificação do fluxo turístico. Deve ser também o primeiro de uma série e deverá,
para seu sucesso, contar com autoridades do setor e empresários do turismo.
2º) Rodadas Setoriais de Negócios – desenvolvendo-se o potencial existente nos
mercados dos setores mais destacados de grande interesse regional. Impõem-se como
necessárias as rodadas de negócios com focalização agrícola, pecuária, extrativista
mineral, extrativista madeireira, extrativista não madeireira, pesca e, com alguma ênfase,
produtos industrializados. Estas rodadas representam significativa oportunidade para a
realização de negócios imediatos e têm na comercialização a sua finalidade principal.
3º) Feira Regional de Artesanatos – a evolução cultural ao longo da história dos povos
da região apresenta hoje uma variadíssima oferta e produtos folclóricos, musicais,
artísticos e de livre expansão que constituem valiosíssima produção artesanal, inegável
fonte de riqueza e comercialização e que precisa ser mais conhecida e valorizada. A
realização da Feira Regional de Artesanato é oportunidade ímpar para a abertura de
novas frentes de negócios com imediata repercussão na oferta de empregos e geração de
renda das populações diretamente envolvidas, a par da sua inserção motivacional aos
eventos turísticos. A Feira de Artesanatos teria objetivo de se constituir como o marco
referencial de outras feiras e eventos como forma de um renovado de oportunidades de
comercialização e fortalecimento do turismo de eventos.
4º) Reunião de Transportes – oportunizar em Porto Velho uma reunião entre
transportadores com vista à análise e a perspectivas de transportes e custos de frete entre
as diversas regiões bolivianas, peruanas e rondonienses em suas múltiplas possibilidades:
fluvial, aérea, rodoviária, multimodal e intermodal. O objetivo principal da reunião é
viabilizar melhores alternativas de transportes e preços para facilitar o turismo e a
comercialização de produtos na região. Tendo em conta a importância do transporte,
além de exigir reuniões próprias, o setor deve se fazer presente em todas as reuniões
elencadas anteriormente.
III – INTERNACIONALIZAÇÃO DO AEROPORTO DE PORTO VELHO
Considerando a localização geográfica de Rondônia na Região Norte e o que ocorre em seu
entorno com relação ao desenvolvimento dos processos de globalização na América do Sul e
nos países banhados pelo Oceano Pacífico, incluindo a Área de Livre Comércio das Américas,
Pacto Andino, ALADI, MERCOESTE, além de projetos regionais, a exemplo do SIVAN, entendese que Porto Velho encontra-se obrigatoriamente na rota das vias aéreas internacionais. A
internacionalização do aeroporto de Porto Velho é necessidade imperativa e já devia ter
ocorrido. Vários governos estaduais trabalharam nesse sentido sem muito afinco. É necessário
agora uma ação política de peso, com toda a bancada federal para que essa aspiração legítima
82
do Estado se torne realidade. A internacionalização do aeroporto de Porto Velho facilitará o
incremento do intercâmbio comercial, cultural e turístico com a Bolívia, Peru e demais países da
América num primeiro momento e, posteriormente, com o resto do mundo.
Um Estudo de Viabilidade Econômica para o comércio fronteiriço Brasil/Peru realizado pela
PRODIGY a partir de solicitação da COPROSA, empresa peruana de transportes aéreos,
formulada pelo seu Presidente Sr. Manuel Meza Bravo, estabeleceu hipóteses de rotas
alternativas e custos de viagens que identificam enormes vantagens a partir do estabelecimento
de rotas que incluam o aeroporto de Porto Velho. O estudo demonstra que o transporte aéreo
de passageiros em aeronaves BOEING 727 (103 passageiros) com freqüência de vôo três vezes
por semana apresenta custo de transporte turístico entre Cuzco e Rio de Janeiro, com escala em
Lima no valor de US$ 696,00. Via rota alternativa, Cuzco, Porto Velho, Rio de Janeiro, teria o
custo de US$ 402,00, com redução portanto de 42,24%.
Política de incentivos ao turista seja nacional ou estrangeiro, com destino a Cuzco poderá obter
uma redução do custo do pacote em até 54% quando a saída se der por Porto Velho, segundo
Acordo de Intenção de 1998, que corresponde a: passagem aérea – US$ 240, serviços turísticos
– US$ 71, totalizando US$ 311.
A diminuição de custos de rotas de passageiros partindo de grandes centros brasileiros ou de
Porto Velho reflete obviamente na diminuição dos custos de transporte de mercadorias, com
valores já descritos anteriormente. A internacionalização do aeroporto de Porto Velho será ainda
mais expressiva se acrescida de medidas complementares de responsabilidade dos governos, tais
como:
•
•
Cobrança de tarifas nacionais para os transportes fronteiriços da região;
Isenção de passaportes para turistas brasileiros, bolivianos e peruanos na região em estudo.
O aeroporto de Porto Velho conta com capacidade instalada para atender os serviços aéreos de
turistas e de cargas ligando o Brasil à Bolívia, à costa do Peru e também à costa Leste americana.
Sua internacionalização permitirá o incremento de novas rotas e freqüências de vôos garantindo
grande expansão do fluxo de turistas no Estado e garantirá o desenvolvimento do comércio de
cargas em geral nas negociações do comércio exterior.
IV – FORMAÇÃO DE UM COMITÊ PRO-EXPORTAÇÃO NA FIERO
O território regional formado por Rondônia, Bolívia e Peru pode ter significativamente
ampliadas as suas relações comerciais com ganhos nas economias, considerando a disposição
dos integrantes dessa mesma região de incrementarem o comércio exterior dentro de premissas
fundadas no respeito comum e nos direitos e obrigações de cada parceiro nas negociações. Até
o presente momento os avanços obtidos nas relações de comércio exterior da região têm sido
insignificantes e decididos por espasmos em reuniões que mais geram papéis do que soluções
concretas. Coloca-se, portanto, como necessário e fator dinamizador dessas relações a criação
de um organismo permanente que trate com exclusividade essa questão e que tenha
representatividade política e técnica capaz de inventariar pontos de estrangulamentos, gerar
propostas de soluções e negociá-las politicamente para que se tornem realidades.
Dentro da estrutura formal da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia–FIERO existe
uma figura jurídica denominada de Comitê, formalmente constituído, que trata de assuntos
83
específicos, a exemplo do Comitê Pró-Energia, que trabalha tão somente a questão energética
do Estado de Rondônia e que procura trazer para o seu Conselho, representantes de todos os
organismos afins. O que se propõe no caso corrente é a criação do Comitê Pró Comércio
Exterior (C.C.EX), envolvendo participantes de Rondônia, Bolívia e Peru. Dessa forma o território
econômico tenderá a crescer e desenvolver mais negócios a partir de normalizações objetivas
nas relações comerciais e maior integração aduaneira oportunizadas pela atuação do Comitê. O
Comitê Pró Comércio Exterior se impõe portanto como estratégia fundamental para o fórum de
debates sobre todos os abrangentes temas que envolvem as negociações comerciais
internacionais, em particular quanto ao Peru e Bolívia.
Os objetivos do C.C.EX. seriam, basicamente:
•
•
•
•
•
•
Contribuir para a formulação das políticas de comércio exterior sobretudo de bens e
serviços, na região, bem como sobre o aperfeiçoamento de áreas de livre comércio, zonas
francas e zonas de processamento;
Debater e apreciar sugestões sobre normas, legislação, políticas de financiamento, seguro de
crédito, políticas de desregulamentação, impactos de medidas cambiais, monetárias e fiscais
sobre o comércio exterior e outros temas correlatos;
Estimular formas alternativas de valorização dos bens e serviços regionais com ênfase para o
intercâmbio cultural, turístico e aproveitamento das riquezas ambientais;
Fomentar junto aos governos e iniciativa privada a elaboração de projetos e propostas
conjuntas para apresentação às Associações Representativas de Classes Econômicas e aos
governos de Rondônia, Brasil, Bolívia e Peru sobre acordos ou projetos orientados a facilitar
o estabelecimento de parcerias, joint-ventures, indústria, comércio, turismo.
Integração Regional rodoviária;
Outros que se demonstrarem necessários.
Os participantes do C.C.EX., seriam, basicamente:
• Representantes das Entidades Representativas de Classes Econômicas de Rondônia (Indústria,
Comércio, Transportes, Turismo e Microempresas - SEBRAE) e suas similares na Bolívia e no
Peru;
• Representantes dos Governos de Rondônia (Secretaria de Planejamento e Agricultura do
Estado e Delegacia Estadual do Ministério de Agricultura) e de órgãos similares na Bolívia e
no Peru.
V – ÁREA DE LIVRE COMÉRCIO DE GUAJARÁ MIRIM E ESTRUTURA PORTUÁRIA
O movimento financeiro produzido a partir da comercialização de significativa pauta de
produtos na ALCGM por si só justifica maior atenção por parte dos governos para melhoria das
condições infra-estruturais e atendimento mais rápido e econômico às operações necessárias à
realização das transações comerciais. Uma reanálise das políticas de isenções, incentivos à
empresas nacionais e internacionais que queiram investir e facilitação das relações comerciais na
ALCGM se impõe como necessária e urgente. A prioridade, entretanto, é a imediata criação de
adequada estrutura portuária que garanta melhores condições para:
•
•
Entrada e saída de caminhão que transitam entre as duas fronteiras;
A organização de uma área de aduana para desembaraço de carga e descarga das
mercadorias;
84
•
•
•
Criação de Entreposto Aduaneiro (atualmente SUFRAMA) nas margens do Rio Mamoré
tendo em conta que hoje o processo de manipulação de carga e descarga onera com altos
custos todo o processo, desde a chegada à liberação das mercadorias;
Disponibilização às empresas que comercializam de um sistema de fiscalização federal
diário e permanente com duração de 8 horas para a liberação de entrada e saída de
mercadorias, em troca das atuais duas horas, por vezes em dias incertos;
Criação de mecanismos facilitadores para o desembaraço junto às autoridades pertinentes:
Receita Federal, Aduana, Ministério da Agricultura, Banco do Brasil, Ministério da Indústria e
Comércio (SISCOMEX – DECEX).
Sem dúvida alguma o incremento de comercialização externa na região fronteiriça RondôniaBolívia, passa obrigatoriamente pela adequação da estrutura portuária de Guajará Mirim.
VI – MAIOR INTEGRAÇÃO REGIONAL ATRAVÉS DE RODOVIA
Muito já se falou e se propôs a respeito do tema, inclusive neste documento. Não cabe aqui
acrescentar mais nada quanto à importância da integração rodoviária Amazônia Ocidental –
Bolívia – Peru. Sua construção permitirá a integração do território boliviano com a rede
rodoviária brasileira através do Estado de Rondônia e do território peruano através do Estado do
Acre. Da mesma forma em sentido contrário, dos estados da Amazônia Ocidental com a Bolívia
e o Peru. Das diversas alternativas de rotas estudadas a mais factível de curto prazo (ver Parte II,
Sistema de Transporte – Corredores de Integração) é o Corredor de Integração Desaguadero,
passando por La Paz, até Guayaramerin, com 1.142 Km. Dessa extensão, 541 Km, divididos em
diversos trechos, estão iniciados, concluídos, ou em fase de conclusão. Importante lembrar que
essa extensão é de construção mais difícil e mais onerosa, pois trata-se da travessia dos Andes.
Os 601 Km restantes (53%), de Rurrenabaque até Riberalta (515 Km) e daí até Guayaramerin
(86 Km), estradas encascalhadas e que percorrem regiões de planícies, portanto de baixo custo
comparativo de conclusão, não estão entre as prioridades do governo boliviano. Vale lembrar
ainda que essa rodovia permite também a integração rodoviária com o Peru e o Chile.
Uma das ações mais importantes do Comitê proposto (C.C.EX.) é de se articular politicamente
na busca de soluções para a conclusão dessa rodovia.
7.2.2. SETORES POTENCIAIS DE INVESTIMENTOS
Serão descritos os setores ou negócios pontuais potenciais de investimentos no Peru, Bolívia e
Rondônia, resultantes dos estudos primários e de campo. É óbvio que a decisão do empresário
de investir não deve se limitar às informações aqui contidas. Deve ainda conhecer com
profundidade as legislações de incentivo quando for o caso, disponíveis na FIERO, visitas aos
locais recomendados, análise de custo-benefício, e, em alguns casos, projeto completo, naqueles
possíveis de obtenção de financiamento. As sugestões de investimento aqui contidas são apenas
indicativas, porém carregadas de possibilidades otimistas e factíveis.
85
Alguns segmentos que exigem recursos financeiros de elevada monta como a exploração de
petróleo, gás natural, minérios e participação em processos de privatização de empresas públicas
no Peru e Bolívia não serão tratados como alternativas viáveis para o empresariado de Rondônia.
SETORES POTENCIAIS DA BOLÍVIA
1º SETOR MADEIREIRO – a Bolívia dispõe de uma superfície de 53,4 milhões de hectares de
revestimento florestal, dos quais 22,18 milhões, de floresta amazônica. O arcabouço de normas
legais que definem a exploração florestal na Bolívia estão contidas na Lei nº 1.700, de 12 de
julho de 1.996 e seu regulamento, Decreto Supremo nº 2.443, todos disponíveis na FIERO,
incluindo aquele referente a Normas Técnicas para a elaboração de Planos de Manejo Florestal.
As Concessões de aproveitamento florestal somente são outorgadas a cidadãos bolivianos,
empresas bolivianas afins e empresas de risco, como as joint-ventures, ou seja, um empresário
rondoniense que queira investir no setor florestal boliviano deve se associar a uma pessoa física
ou jurídica do país, de preferência com aquele que já disponha de Concessão Florestal. Ver
maiores detalhes no documento sobre o extrativismo vegetal madeireiro da Bolívia, item 2.3.2.
Aspecto relevante a considerar é que as concessões não se prestam como garantias para
empréstimos bancários, ou seja, o investidor deve dispor de recursos próprios. O beneficiário da
concessão paga aos cofres públicos US$ 1,00 (um dólar) por hectare para a extração da
madeira.
Encontra-se disponível na FIERO, relação de 50 empresários associados à Câmara Florestal da
Bolívia (nome, endereço, fax, telefones de contato) que dispõem de Concessão Florestal e
interessados em parcerias com empresários rondonienses. O grupo de pesquisadores da FIERO
que desenvolveu os trabalhos de campo na Bolívia entrevistou empresários rondonienses com
atividade madeireira naquele país. A intenção desses empresários é de trabalhar principalmente
com o mogno, por conta da sua proibição de exploração no Brasil, mas também com cedro,
cerejeira e freijó, através do transporte de toras ou de blocos até suas indústrias em Rondônia.
Eles afirmam ser mais econômico esse processo do que a compra da madeira no Estado.
Há que se considerar ainda a possibilidade de verticalização da indústria e da exportação pelo
Pacífico, distante em média 1.000 km das áreas de produção, com sensível redução de frete
para a costa leste americana e para os países asiáticos e ainda que os custos de produção na
Bolívia são bastante inferiores aos praticados em Rondônia, a partir da mão-de-obra com
remuneração 50% menor.
SETORES POTENCIAIS DO PERU
1º) ZONAS FRANCAS – o Peru embora não seja um país economicamente desenvolvido, é
muito rico em recursos naturais. Seu desenvolvimento se apoia na aplicação de uma economia
de mercado aberto ao comércio internacional, criando um ambiente atraente para o
investimento e o desenvolvimento de negócios privados. O Peru é totalmente consciente de que
para o fortalecimento da economia e do desenvolvimento nacional o investimento estrangeiro
desempenha um papel fundamental. Para tal contexto as Zonas Francas do Peru abrem suas
portas para o investimento nacional e estrangeiro num âmbito de segurança e de estabilidade
86
jurídica, política e econômica, bem como lhe outorga especiais condições tributárias,
alfandegárias e laborais.
No Peru, existem as Zonas Francas industriais de Ilo, Matarani, Paita e a Zona de Tratamento
Especial Comercial de Tacna. No interior das Zonas Francas, existe o “CETICOS” (Centro de
Exportação, Transformação, Indústria, Comercialização e Serviços), regulamentados por lei,
destinados a realização das referidas atividades. As empresas que se estabelecem em áreas do
“CETICOS”, cujas operações anuais correspondem a não menos de 92% das exportações dos
bens que produzem, estarão isentas até 31 de dezembro de 2012, dos seguintes tributos:
•
•
•
•
•
•
•
Imposto de Renda;
Imposto geral sobre as vendas;
Imposto de promoção municipal;
Imposto de promoção municipal adicional;
Imposto seletivo ao consumo;
Contribuição ao FONAVI (Fomento Nacional de La Vivenda); e,
De todos os impostos, taxas e contribuições tanto para o Governo Central como para os
Municipais, incluindo também aqueles tributos que necessitam de normas exoneratórias
expressas.
Tais empresas podem realizar outros tipos de operações comerciais inclusive com os usuários de
qualquer CETICOS até o montante equivalente a 8% de suas operações comerciais anuais sem
perder o direito do benefício acima mencionado.
A entrada de produtos provenientes do exterior para os Depósitos das Zonas Francas não está
sujeita a requisitos alfandegários, cambiais, bem como de qualquer outra tributação. A saída de
produtos dos Depósitos das Zonas Francas para o exterior está isenta de recolhimento de
tributos nacional, regional e local. As operações comerciais realizadas fora das Zonas Francas
mas dentro do território peruano ficam sujeitas ao recolhimento dos tributos.
2º) SETOR MADEIREIRO – o Peru deverá importar no corrente ano mais de US$ 150 milhões
de produtos madeireiros, o que demonstra um mercado potencial para as exportações de
Rondônia e para investimentos no país por empresários rondonienses. Importante se reportar ao
tópico 2.4.2 - Extrativismo Vegetal no Peru. A maior parte da floresta tropical do Peru situa-se
entre 150 e 400m de altitude em regiões que se denomina de planície amazônica,
representando o maior potencial florestal e onde se encontram a maior parte das espécies
comerciais do país ocupando próximo de 40 milhões de hectares.
Principais Marcos Legais Florestais:
•
•
•
Constituição de 1.993 define que as florestas (bosques) são patrimônio da Nação não
existindo propriedades privadas sobre elas;
Lei 26.505 de julho de 1.995 define que o Estado garante a toda pessoa física ou jurídica,
nacional ou estrangeira o livre acesso à exploração das terras florestais, cumprindo com as
normas do direito substantivo que as regula;
Lei 26.822 de 1.997 que dispõe sobre o aproveitamento de forma sustentável e ainda sobre
a outorga das florestas (bosques) em Concessão a particulares, permitindo ao titular um
87
direito real de uso e desfrute dos recursos: “as concessões são bens incorporáveis com
registros legais e podem ser objeto de hipoteca, cessão e outras modalidades.”
Os Extratores Florestais se obrigam a dois tipos de pagamentos:
•
•
Valor da madeira no estado natural, preço fixado a cada ano pelo Estado com valor arbitrado
por espécie e sua localização;
Reflorestamento, que constitui um fundo destinado à reposição, dispensados deste
pagamento aqueles que executam Planos de Manejo. Em 1995 ocorreu alteração da
Legislação Florestal de 1.975 que exigia Planos de Manejo somente para áreas superiores a
1.000 hectares, aquela obrigando a que todos os concessionários florestais, sem exceção, o
façam, o que praticamente elimina o pagamento para reflorestamento.
Como se observa, as vantagens comparativas quanto a investimentos no setor são muito mais
favoráveis no Peru do que na Bolívia, sob vários aspectos:
•
•
•
•
•
•
Maior organização do setor florestal;
Garantia para o investidor estrangeiro, pessoa física ou jurídica, nas mesmas condições dos
nacionais;
Permissão para que as áreas concedidas se prestem para garantia de financiamento;
Possibilidade de financiamento bancário;
A distância de Pucallpa (cidade na região central da planície amazônica peruana) a Lima
(maior consumidor de madeira peruana com população de 8 milhões de habitantes) é de
860 km, através de rodovia pavimentada. Deve-se levar em conta ainda que na cidade de
Lima encontra-se o maior porto do Peru, Puerto de Callão, responsável por mais de 60% do
comércio externo do país. Através dessa rota se atinge a costa Leste americana e os países
asiáticos a valores de transporte marítimo bastante inferiores aos praticados na Bolívia e em
Rondônia;
Preços de combustíveis próximo de 60% mais barato que os praticados fora da amazônia
peruana.
3º) INVESTIMENTOS GERAIS NA AMAZÔNIA PERUANA - o governo peruano criou a Lei nº
27.037 de 30 de dezembro de 1.998, cujo conteúdo respalda e estimula a promoção de
investimentos públicos e privados na Amazônia peruana, ou seja, o Governo quer desenvolver
essa região. Através da Lei 27.037 o governo peruano assegura a expansão e manutenção de
infra-estrutura pública à região, concede ao setor privado nacional e estrangeiro (direitos iguais)
medidas de incentivos fiscais e linhas de financiamento que somados totalizam US$ 150 milhões
por ano. As atividades prioritárias estabelecidas foram: agropecuária, agricultura, pesca, turismo,
assim como as manufatureiras vinculadas ao processamento, transformação e comercialização
de produtos primários oriundos das atividades antes elencadas (Art. 11º).
O Ministério da Economia e Finanças ao qual está vinculado o Fundo de Promoção e de
Investimento na Amazônia (FOPRIA) é o responsável pela promoção dos investimentos, por
meio de financiamento de projetos de infra-estrutura básica e programas produtivos, em
especial no setor primário e utilização de Manejo Florestal, bem como realização de estudos
com vistas ao desenvolvimento rural e geração de tecnologia. Os critérios e diretrizes para a
consecução dos objetivos são definidos pela Comissão eleita pelo Poder Executivo e também
vinculada ao Ministério da Economia e Finanças.
88
A Lei 27.037 define ainda:
•
•
As normas e responsabilidade do estado e de todos beneficiários nacionais e estrangeiros
(direitos iguais);
Os benefícios tributários, como o Imposto de Renda, para os contribuintes situados na
Amazônia desenvolvendo as atividades estabelecidas como prioritárias e também a atividade
de extração florestal que serão oneradas em apenas 10% do valor legalmente estabelecido
para o restante do país, à exceção dos departamentos de Loreto, Madre de Dios, distritos de
Iparia e Maisea e as províncias de Atalaya e Purus, do departamento de Ucayali (taxa de
5%). Ainda quanto ao Imposto de Renda são isentos aqueles que desenvolvem atividades de
transformação e de processamento de produtos de cultivo ou nativo. As empresas comerciais
que reinvestem pelo menos 30% de seu lucro líquido beneficiam-se também da taxa de 10%
do Imposto de Renda, exceção aos departamentos, distritos e províncias, citados
anteriormente com taxa de 5%.
Quanto ao Imposto Geral sobre Vendas (equivale ao ICMS brasileiro), serão beneficiados em
100% de isenção quando:
-
A venda de bens para consumo se realiza na Amazônia;
Os serviços que se prestam forem na região;
Os contratos de construção e a primeira venda de imóveis se realiza na região.
Quanto ao benefício de outros impostos:
•
•
•
•
Isenção do Imposto Extraordinário de solidariedade e o Imposto Extraordinário sobre os
ativos líquidos para todas as empresas situadas na região;
Isenção de taxa alfandegária;
60% do conjunto de produtos passíveis de serem importados para a região gozam de 100%
de isenção;
100% de isenção de IPI dos produtos industrializados na Amazônia peruana.
A Lei nº 27.037 estabelece ainda que até o ano de 2.049 nenhuma Lei poderá alterá-la parcial
ou integralmente. Um dos reflexos positivos mais imediatos da aplicação da Lei foi quanto ao
preço de combustíveis. A gasolina na cidade de Pucallpa passou a custar US$ 0,15/litro (R$
0,29/litro).
Entre as atividades priorizadas reforça o estímulo ao setor florestal madeireiro e abre espaço, em
particular, para a produção pecuária. Com todos os estímulos certamente ficará bem menos
onerosa a formação de fazendas e a produção pecuária na Amazônia peruana, quando
comparada com os valores de Rondônia ou de qualquer outra região brasileira e tendo ainda
uma contra-partida bastante saudável, qual seja, o preço da carne é mais do que o dobro do
preço pago aos pecuaristas de Rondônia. Deve-se levar em conta também o interesse do
governo peruano quanto à expansão pecuária com conseqüente ampliação da oferta de carne e
leite (substituição de importações) e melhoria genética (racial) de seu plantel bovino.
89
4º DISTRIBUIDORA DE CARNE BOVINA EM LIMA
O Peru, com uma população de 27 milhões de habitantes, praticamente 30% na capital, Lima,
dispõe de um rebanho bovino de 4,5 milhões de cabeças, enquanto o Estado de Rondônia, com
1,3 milhão de habitantes, dispõe de um rebanho de 5 milhões. No Peru, a relação é de 6
habitantes para 1 bovino, enquanto em Rondônia essa relação se inverte, 4 bovinos para 1
habitante, o que faz do primeiro um grande importador de carne bovina e do segundo, um
grande exportador. As importações peruanas são oriundas prioritariamente da Argentina e dos
Estados Unidos. Somente a cidade de Lima consome em média mais de 1.500 bois/dia ou
500.000 bois/ano, o que corresponde a um consumo de 120.000 ton de carne por ano, ou um
consumo per capita/ano de 15 Kg.
Aspecto importante a destacar é que pela distância e transporte marítimo a carne que chega ao
Peru é congelada, enquanto exportada por Rondônia, via aérea, a partir do aeroporto de Porto
Velho ou de Guayaramerin não demandaria mais de 6 horas, do frigorífico até o seu destino
final o que não exigiria congelamento e sim, tão somente, resfriamento, de modo a propiciar
uma vantagem comparativa quanto à melhor satisfação do mercado consumidor. Outro aspecto
relevante é que não existe no mercado de carnes peruano um fornecedor regular, com marca e
produto já consolidados, abrindo desta forma espaços para a entrada de produtos e marcas
brasileiros. O quadro a seguir demonstra os preços de importação praticados por distribuidoras
de carne peruanas.
Lista de Preço por Kilo
ESPECIFICAÇÕES
Carnes
Boi casado
Dianteiro
Trazeiro
Patinho
Garrão
Contra filé grande
Contra filé pequeno
Músculo mole
Chã de fora
Lombinho
Quadril
Minudências (vísceras)
Bucho
Fígado
Coração
Bofe
Língua
PREÇO – LIMA
em US$
PREÇO FRIGORÍFICO RONDÔNIA
2,00
1,70
2,30
3,88
2,71
7,16
6,86
3,13
4,15
9,30
4,40
1,12
0,91
1,44
1,71
1,07
2,03
2,14
1,07
1,55
0,96
0,59
1,49
1,37
1,30
0,90
1,92
0,59
0,75
0,53
0,24
0,64
Observações:
1- boi casado é o inteiro, dianteiro mais trazeiro, incluindo a costela e sem as vísceras;
2- dianteiro e trazeiro, não incluem a costela;
90
3- os preços cotados no Peru são de distribuidores;
4- os produtos são congelados e embalados em caixas de 24 kg em média.
Em negociações anteriores estudos demonstraram que as vísceras não comportam os custos de
frete aéreo. À época, o governo peruano se propôs colocar à disposição aviões militares para o
transporte, considerando o grande consumo de vísceras pela população de baixa renda e o
programa estatal de apoio alimentar aos menos favorecidos. As negociações não se
consumaram por desistência de empresários rondonienses.
Do exposto, fica claro que exportar carne bovina de Rondônia para o Peru é uma atividade
promissora haja vista os preços praticados pelos distribuidores. Melhor negócio ainda é ser
distribuidor na cidade de Lima. Pode-se iniciar com um negócio de pequeno porte, algo como
dois vôos mensais de 40 ton, equivalente a 320 cabeças/mês ou 3.800 cabeças/ano. Para tanto,
a infra-estrutura a ser implantada em Lima custaria próximo de US$ 300.000 e a oferta de 960
ton/ano, será menor que 1% do consumo da cidade de Lima.
É muito importante que o vôo saia de Porto Velho e que haja definição correta de produtos
peruanos a serem comercializados diretamente com os supermercados da capital, em viagem de
retorno. Por menor que seja a margem de lucro dos produtos de retorno se estará diminuindo o
custo final da carne.
SETORES POTENCIAIS DE RONDÔNIA
1º) PLANTA DE BENEFICIAMENTO DE SAL EM GUAJARÁ MIRIM – existe uma máxima na
Bolívia: “a Bolívia dispõe de reservas de sal natural para o consumo de 2000 anos de toda a
humanidade”. Pode até ser visionária a afirmativa, mas de fato as salinas naturais do país são
gigantescas e suas reservas praticamente incalculáveis. O que se propõe, como o próprio título já
sinaliza, é um estudo de viabilidade para se implantar uma indústria de beneficiamento de sal
em Guajará Mirim, gozando dos incentivos da Zona Franca e da matéria-prima oriunda da
Bolívia. Das diversas salinas existentes a mais recomendada para a exploração, por sua
composição química, é a Salar de Uyuni, distando 780 Km de La Paz. O transporte se daria por
meio de via férrea da Salina até Cochabamba, em torno de 15 horas de viagem; por via
terrestre, de Cochabamba até Puerto Villarroel, 3 horas de viagem; e daí, via fluvial, até Guajará
Mirim, 15 dias de viagem. O custo total, incluindo taxas, transporte, embalagens de 50 kg,
carga, descarga e ICMS é de US$ 35,26 por tonelada no local da indústria.
Objetiva-se uma produção de 200 ton/mês de sal para consumo humano e 700 ton/mês para
consumo bovino. Os mercados que se pretende atingir num primeiro momento, estados de
Rondônia e Acre, com população de 2 milhões de habitantes e rebanho de 6 milhões de
cabeças as Regiões do Beni, Santa Cruz e Pando, na Bolívia, com população de 1,6 milhão de
habitantes e rebanho de 9 milhões de cabeças. Estudos preliminares demonstram a viabilidade
de se iniciar com uma produção de 20 ton de sal para consumo humano por se tratar das
demandas dos estados do Acre e Rondônia e 135 ton para consumo bovino, na forma de sal
mineral e comum, o que corresponde a 30% do consumo da região-mercado que se pretende
atingir.
91
A equipe de campo visitou a direção do Grupo EMCOSAL em La Paz que se propõe à parceria
com empresários de Rondônia. A EMCOSAL apresentou duas propostas de parcerias:
•
•
responsabilizar-se pelo sal entregue na indústria em Guajará Mirim;
entrar com 50% de todo o investimento e da sociedade.
A disposição de participação da EMCOSAL é bastante sólida tendo a direção da empresa se
deslocado a Guajará Mirim e Porto Velho, levantando informações, apresentando amostra do sal
e formalizando a sua intenção de participação, via FIERO. Mediante a importância do projeto e
a possibilidade de parceira, a FIERO contatou com empresas brasileiras fabricantes de
equipamentos, sendo a melhor proposta a da empresa IMOTO, Indústria de Motores e
Máquinas Ltda. O custo do projeto com a indústria implantada pronta para funcionamento e
somando-se 300 ton de sal para início de operação totaliza US$ 160.000.
É importante ter em conta que, em função da desvalorização do Real, o sal comum, conhecido
por sal branco, para diferenciação do sal mineral, chega a Rondônia 10% mais barato, quando
proveniente de estados da costa brasileira, do que da salina da Bolívia – R$ 60,00/ton contra
US$ 35,26 ou R$ 66,00.
São necessárias, portanto, para tomada de decisão, na atual fase cambial, negociações e
alternativas de rotas e fretes para diminuição do preço final da matéria-prima da Bolívia.
A equipe de campo retirou amostra do sal da salina Salar de Uyuni e a encaminhou à
Universidade Mayor de San Andrés, em La Paz, para análise. Os resultados foram:
Parâmetros
Cloro (Cl)
Sulfatos (SO4)
Bicabornatos (HCO3)
Sódio (Na+)
Potassio (K+)
Cálcio (Ca2+)
Magnésio (Mg2+)
Unidade
%
%
%
%
%
%
%
Resultados
60,1
0,5
0,1
39,1
Traço
0,2
Traço
Encontra-se na FIERO, à disposição de empresários interessados, endereços para contatos com o
grupo EMCOSAL e com a indústria fabricante dos equipamentos.
2º) OUTRAS ALTERNATIVAS
Independentemente de já estarem em curso ou exigirem elevados custos para sua
implementação existem outras alternativas:
•
Empresa de Turismo Terrestre – percurso entre Porto Velho, La Paz, Altiplano, Cuzco,
Machu-Picchu, costa peruana, chilena, deserto de Atacama – trata-se da viagem mais
fantástica sobre o planeta terra. Reúne aventura, ecologia, história, espiritualismo e belezas
cênicas mais diferenciadas do que em qualquer parte do globo terrestre. Trata-se ainda de
viagem de baixo custo e que pode ser efetivada sem maiores dificuldades de rodovias, de
92
junho a dezembro, com duração de 15 dias, se concluída em Cuzco, ou 30 dias, se feita
com roteiro completo.
•
Empresa de Turismo Aéreo – quando da internacionalização do aeroporto de Porto Velho.
•
Soja – instalação de indústria de esmagamento para obtenção de óleo, torta e farelo –
mercado: região objeto do estudo. Projeto em fase de implantação.
•
Sorgo – implantação da cultura – mercados de Rondônia e Peru.
•
Couro – com possibilidade de implantação com início ainda no corrente ano de dois
curtumes no Estado – mercado: Região objeto do estudo e outros.
•
Açúcar – implantação de usina para produção – mercado: região objeto do estudo e outros.
•
Café – instalação de indústrias de solúvel. A produção de café em Rondônia comporta três
grandes indústrias – mercado: região objeto do estudo e outros.
•
Materiais de Construção – instalação de indústrias de telha e caixa d’água de fibrocimento,
de telhas cerâmicas e pisos – mercado: região objeto do estudo.
•
Produtos de limpeza e Higiene Pessoal – instalação de indústrias de detergentes, outros
sabões e de papel higiênico – mercado: região de estudo e outros.
•
Granito – instalação de novas indústrias – mercado: região objeto do estudo e outros.
•
Embutidos de Carne – instalação de indústrias. O frigorífico Jamari está em fase de
implantação de uma indústria – mercado: região objeto do estudo e outros.
•
Indústria Moveleira de Casas Pré-Fabricadas e Pisos de Madeira – adequar à produção às
exigências dos mercados do Peru e Bolívia.
Embora indicativos de industrialização e comercialização prioritariamente para a região objeto
do estudo, alguns produtos apontados dispõem de outros mercados potenciais a nível
internacional ou da região norte brasileira. Somando-se ao presente trabalho, o estudo de
mercado da cidade de Manaus, realizado pela FIERO e SEBRAE/RO, e o controle de entrada de
todos os produtos adquiridos de outros centros nacionais, e, em paralelo um estudo das
potencialidades do Estado, pode-se montar um Perfil Industrial de Rondônia. Perfil este, com
base na substituição de importações, comercialização regional, em particular com o Estado do
Amazonas, e exportação, com maior ênfase, para a Bolívia e Peru, pela proximidade e
contiguidade e mercados de menor exigência.
93
7.2.3 PRODUTOS PASSÍVEIS DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO
O objetivo final do presente estudo é dar uma visão geral sobre as reais possibilidades de
negociação entre Rondônia, Peru e Bolívia. Como resultado das pesquisas desenvolvidas ao
longo do trabalho, foi possível selecionar aproximadamente 100 (cem) itens de produtos que
interessam aos mercados em estudo, bem como relacionar empresas interessadas em sua
comercialização.
As informações constantes das planilhas refletem a realidade existente, verificada nos
levantamentos realizados em pesquisa de campo, nos mercados em estudo. A seleção dos
produtos que compõe a listagem obedeceu a indicação a partir de avaliação preliminar, em que
foi levada em consideração a oferta potencial disponível e os preços médios praticados. Para
melhor compreensão e análise, estão agrupados produtos e empresas interessadas na exportação
ou importação, separadamente, nos respectivos mercados: Peru, Bolívia e Rondônia.
Estão especificadas as características essenciais para identificação dos produtos, como:
codificação NALADISA/NALADI, embalagem, preços no respectivo mercado, incidências de
encargos gerais nas operações comerciais: Imposto de Importação, ICMS e Encargos Sociais,
exigidos no Brasil e Direito Aduaneiro, Imposto Geral de Venda, Custo Aduaneiro e Imposto
Seletivo, aplicáveis no Peru. O detalhamento dos impostos e encargos incidentes nas
exportações e importações de produtos dos mercados em estudo estão apresentados em quadro
separado. Os preços dos produtos representam o custo médio verificado no mercado de origem
e servem apenas como referencial para uma avaliação preliminar das possibilidades de
negócios, pois os mesmos estão sujeitos a alterações significativas em função das condições
negociadas, além de outros fatores intervenientes como: variação cambial e sazonalidade - nos
casos de produtos cuja oferta dependem de período e condições de safra, oportunidade em
que pode ocorrer excedente na oferta e conseqüente redução de preços, ou ao contrário,
diminuição na oferta e aumento de preços.
94
0306294000 1101000200 1902110000 -
Listagem de Produtos com Potencial para Comercialização
Bolívia – Exportação e Importação
1 – Produtos Alimentícios
Empresas Exportadoras
Farinha de Trigo – saca de 45,86 kg
Unid.
14,50 C. I. C. Hnos Vicente S. R. L.
Talharim
Kg
3,05 Calle Aroma n.º 656
Macarrão e outras preparações – embalagem c/
Fones: (591-3) 345998-99 – 325604
capacidade variada
Kg
0,98 Fax: (591-3) 329905
Santa Cruz de La Sierra-Bolívia
Sociedade Anonima Industrial y Comercial Molinhos San
Luiz
Juan Francisco Velarde n.º 1426
Fone: 222901 / 224282
Fax: (591-04) 222901
Cochabamba – Bolívia
Industria Molinera Cochabamba Ltda.
Carretera Atn. º Quillacollo km 4,5
Fones: 2971234 / 293124 / 297125
Fax: (591-04) 297122
Email: [email protected]
Cochabamba-Bolívia
Fábrica de Fidos San Geronimo
Av. Cap. V. Ustariz Km 4,5
Fone: 280497 / 297594
Fax: (591-04) 280497
Casilla: 962 – Cochabamba-Bolívia
Website: www.comind.com/sangeronimo
Industrias Alimenticia La Moderna S. R. L.
Honduras n.º 572
Fones: 252265 / 268600 / 268191
Fax: (591) 252609 – Casilla: 2590
Cochabamba – Bolívia
95
Código
2202900401 0811100100 2103206000 2104100200 -
Produto
Suco de frutas diversas – lata de 500ml
Marmeladas, diversos sabores – emb. 720g
Ketchup – emb. 400g
Sopas em conserva – diversas – emb. 115g
Frutas em conserva – diversas – emb. 900g
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
2006000199
1601001000 1601005000 1601005000 -
Lingüiça
Presunto
Mortadela
1102909000 -
Farinha de Soja
2306100000
2304000000
1512110000
1507900000
0405000100
1208100000
Torta de algodão – saca de 50kg
Torta de Soja – saca de 40kg
Óleo de Girassol
Óleo de Soja Refinado
Manteiga
Farinha de Soja
-
Unid.
Kg
Kg
Kg
Kg
Unid.
Unid.
Litro
Litro
Kg
Kg
Preço US$
0,34 Indústrias Alimentícias del Valle Vasquez Hnos S. R. L.
Av. Blanco Galindo, Km 6,7 Casilla n.º 510
1,53 Fone: 68001
0,64 Fax: 591 (42) 68007
Email: [email protected]
0,85 Cochabamba – Bolívia
1,53
4,20 Industria Haas Ltda.
3,10 Av. Recudto s/n – Tiquipaya
3,40 Fone: 2387387
Casilla 1201 – Cochabamba – Bolívia
0,22 Alimentos Sociedad Anonima
Parque Industrial M20 B, Hilanderia Santa Cruz
Fone: 591-3-477772
Fax: 591-3-477767
Santa Cruz de La Sierra
4,00 Industrias Oleaginosas S. A.
3,60 Parque Industrial, M19, diagonal Hilanderia Santa Cruz
0,86 Fone: 591-3-461035
0,76 Fax: 591-3-460410
5,37 Email: [email protected]
0,22 Santa Cruz de La Sierra
Granol Ltda.
Parque Industrial, M19, diagonal Hilanderia Santa Cruz
Fone: 591-3-461035
Fax: 591-3-460410
Email: [email protected]
96
Santa Cruz de La Sierra
2001903000 -
Palmitos em Conserva
Kg
Industrias de Aceite S. A. IASA
Av. Blanco Galindo Km 10,5
Fone: 591 (04) 262800 / 262801 / 262802
Fax: 591 (4) 262888 / 262806
Cochabamba – Bolívia
2,41 Agro-industrial “Tacna” S. R. L.
Calle Aruná barrio Urbani
Fone: 591-3-522244
Fax: 591-3-522667
Santa Cruz de La Sierra
Agro-industriais Nikkei S. R. L.
Calle Antonio Vaca Diez # 255
Fone: 591-3-322008
Fax: 591-3-323733
Santa Cruz de La Sierra
0703200000 -
Alho inteiro e moído – emb. em caixas com peso
variado
Kg
Fabrica de Palmitos Itenez S. R. L.
Parque Industrial M8 A
Fone: 591-3-475232
Fax: 591-3-475234
Santa Cruz de La Sierra
Bolivian International Trading
0,64 Plaza Avaroa esq. Pedro Salazar n.º 2504
Fone: 591 (2) 391350 / 367203
Fax: 591 (2) 370956
La Paz – Bolívia
Continental Trading
Av. Arce n.º 2618 Edif. Columbia P.1 Of. 6
97
Fone/Fax: 591 (2) 431859
La Paz – Bolívia
Bolivian Shoji S. R. L.
Calle Venezuela # 70
Fone: 591-3-327103
Fax: 591-3-327103
Santa Cruz de La Sierra
2309909000 -
Alimentos balanceados para animais- embalagem
com peso variado
Kg
NAPREX – Natural Products for Export
Av. La Paz C. 7 n.º 25, Villa Santiago primeiro
Fone: 591 (2) 824280 / 822348
Fax: 591 (2) 824280 / 793732
La Paz – Bolívia
Avicola Andina S. A.
0,45 Av. Aroma n.º 528 esq. Tumusla
Fone: 591 (04) 255675 / 252514
Fax: 591 (04) 250367
Cochabamba – Bolívia
Industria Molinera y Balanceado de Alimentos Ltda. –
IMBA
C. Moxos n.º 508
Fone: 591 (3) 371641
Fax: 591 (3) 330784
Santa Cruz de La Sierra – Bolívia
Código
0210200000 0210120000 0402999100 -
Produto
Carne Bovina com osso
Carne Suína carcaça inteira
Leite tipo longa Vida
Empresas Importadoras
Unid.
Preço US$
Kg
3,88 Corporaction Industrial Dillmann S. A.
Kg
1,80 Av. Santa Cruz, 344 – Ed. Issa P4
Litro
0,79 Fones: 286677 / 284599 / 284638
98
0406900000 -
Queijo tipo mussarela
Kg
4,55 Fax: (591) 0411-7311
Comercial
Av. Santa Cruz 1274, Ed. Comercial Center P. 4
Fones: 331110 / 331112
Fax: (591-04) 297640
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
Industrial Haas Ltda.
Av. Reducto s/n – Tiquipaya (Tolavi)
Fone: 287340
Fax: (591-4) 287387
Casilla 1201 – Cochabamba – Bolívia
2005800000 2304000100 0402109900 -
Milho – saca de 60kg
Farinha de Soja – saca de 50kg
Leite Pasteurizado
Saca
Kg
Litro
1201001000 1006200000 -
Feijão – saca de 60 Kg
Arroz beneficiado– Em saca de 60 Kg
Saca
Saca
11,40 Empresa Agroindustrial de Alimentos Vigor
11,00 Av. Heroinas n.º 534
0,54 Fone: 250047 / 260722
Fax: (591-04) 251173
Email: [email protected]
Cochabamba-Bolívia
30,00 Atlas World
29,00 Prolongación Vallegrande # 795
Fone: 591-3-338650
Fax: 591-3-328200
Santa Cruz de La Sierra
Importaciones y Exportaciones “Shirley Ltda.”
Av. Tomás de Lazo (lado de Saguapac) # 25
Fone: 591-3-523719
Fax: 591-3-529967
Santa Cruz de La Sierra
2 – Materiais de Construção
99
Código
2523290000 2523290000 -
6910100000 6901000000 -
Produto
Cimento Portland a granel
Cimento Portland –em saca de 50 Kg
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
Ton.
78,00 Sociedad Boliviana de Cimento S. A.
Unid.
3,90 C. Mercado n.º 1075 / Av. Uruguay n.º 481
Fone: 591 (2) 342869 / 353544
Fax: 591 (2) 350416
Email: [email protected]
La Paz – Bolívia
Louças sanitárias, vasos, lavatórios;
Revestimentos cerâmicos esmaltados (pisos e
azulejos) tamanhos variados.
Unid.
m²
Cooperativa Boliviana de Cemento, Industrias
Servicios Ltda.
Av. San Martin S-0558 Central
Fones: 257729 – 30 / 257737 / 269074 – 75
Casills: 2244
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
Sob Consulta Porcelana Jeiss Ltda.
Av. Blanco Galindo Km 10,5
4,55 Fones: 261177 / 282090
Fax: (591-04) 261655
Casilla: 1943
Cochabamba – Bolívia
Fabrica Boliviana de Ceramica S. R. L.
Av. Vilazón Km 9,5 Carr. Sacaba
Fones: 270088 / 270090 / 270091
Fax: (591-04) 271008 / 270091
Casilla: 2440
Cochabamba – Bolívia
Industria de Ceramica Esmaltada Gladymar Ltda.
100
y
6811100000 6911900000 -
Código
6103210000 -
Canal Cotoca esq. 2º Anillo PI-11
Fone: 464385 / 466868 / 468383
Fax: 591 (3) 463877
Santa Cruz de La Sierra – Bolívia
Telhas Onduladas de Fibrocimento - dimensões
Industria Duralit S. A.
variadas
Unid.
Sob consulta Av. Blanco Galindo km 7,5 E-373
Tanques de Cimento Amianto de dimensões
Fones: (piloto) 268311
variadas.
Unid.
Sob consulta Fax: (591-04) 268555
Casilla: 1791
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
3 – Confecções e Artefatos de Couro
Empresas Exportadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Confecções em geral, masculina e femininas
Indústria de Confecciones Almanza S. R. L.
Unid.
Sob consulta Av. San Martin n.º S-0595
Fones: 280611 / 251126 / 240994
Fax: (591-04) 280611 / 251126
Cochabamba – Bolívia
Julyo’s Ltda.
Fáb.: Obsipo Anaya n.º 260
Central: Av. San Martin n.º S-0443
Fones: Fáb.: 249744 / 297686
Central: 256434
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
Mex Ltda.
Av. Busch n.º 1572 – Miraflores
Fone: (2) 228811
101
Fax: (2) 226926
La Paz – Bolívia
Texturbol S. R. L.
Carretera a Viacha Km 2 El Alto
Fone: 591 (2) 832178 / 832560
Fax: 591 (2) 832575
La Paz – Bolívia
6404190000 4201000100 -
4201000100 -
Calçados em geral
Artigos de Couro
Artefatos de Couro
Unid.
Unid.
Unid.
Fabrica de Camisas Rosembaum Ltda. – “LA MODELO”
C. San Salvador n.º 1351
Fone: 591 (2) 225766
Fax: 591 (2) 221336
La Paz – Bolívia
Sob consulta Manufacturas de Calzados Patricia Ltda.
Sob consulta Av. Pando n.º 1143 Of. 1
Fones: 243276 / 246210 / 297744
Fax: (591-04) 243276
Casilla: 95
Cochabamba – Bolívia
Fabrica de Calzados Edu
Acre n.º 1845
Fones: 245597 / 283264
Fax: (591-04) 245597
Casilla: 3501
Cochabamba – Bolívia
Sob consulta Artesanias Int Illimani
C. Linares n.º 890 Interior Local 3
Fone/Fax: 591 (2) 340170
La Paz – Bolívia
102
Código
4104291000 4105190100 -
Produto
Couro Bovino fresco salgado
Couro Ovino salgado
Empresas Importadoras
Unid.
Preço US$
Kg
1,47 Curtiembre America
Kg
2,14 Av. Blanco Galindo kn 4,5 Vila Busch
Fones: 241756 / 282754 / 282751
Fax: (591-04) 246326
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
Curtiembre Hercules S. R. L.
Manco Kapac n.º 542 Sud
Fones: 252765 / 254225 / 254226
Fax: (591-04) 254225 / 0411-5102
Casilla: 620
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
Curtiembre Manufactura Rivero
Jardán n.º 751
Fones: 254148 / 254149
Fax: (591-04) 254148
Casilla: 1874
Cochabamba – Bolívia
Curtiembre Tauro Ltda.
Av. Marco Kapac n.º S-0646
Fones: 224226 / 224917
Fax: (591-04) 224917
Casilla: 778
Email: [email protected]
Cochabamba – Bolívia
103
Código
7212400100 -
3401200000 3401191000 3401191000
3304990000 3305100000 4813000100 -
0603109900 -
5 – Outros Produtos
Empresas Exportadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Condutores Elétricos (cobre, alumínio) Bolivian Wire & Cable Co. S. A.
diâmetros variados.
m
Sob consulta Av. América E-0955 (Aranjuez)
Fones: 286777 – 78 – 79 – 80
Fax: (591-04) 245899
Casilla: 394
Cochabamba – Bolívia
Detergentes – emb. em cx. de 12 unid. de
Quimbol Lever S. A.
500ml
Caixa
7,13 Of. Av. Santa Cruz n.º 1274 Ed. C.
Sabão em barra para lavar – cx. de 50 unid. de
3,58 Center P. 10
200g
Caixa
Sob consulta Pl. Av. Blanco Galindo km 10,4
Sabonete – cx. com 50 unid. de 180g
Caixa
8,03 Fones: (591-04) 0411-7132
Casilla: 508
Cremes para cabelo – cx. com 12 unid. de
500ml
Caixa
6,61 Email: [email protected]
Shampoos – cx. com 12 unid. de 500ml
Caixa
6,88 Cochabamba - Bolívia
Papel higiênico em rolos – fardo 24 unidades.
Industria Cruceña del Papel Kupel Ltda.
Unid.
3,30 Parque Industrial PI-5
Fone: 591 (3) 465525 / 470092-93
Fax: 591 (3) 461883
Email: [email protected]
Santa Cruz de La Sierra – Bolívia
Flores e Capullos, cortados frescos e demais.
Compañia Papelera Mendoza S. A.
Av. Vilazón Km 8,5 (Chacacollo)
Fones: 270131 / 270161 / 270163
Fax: (591-04) 270131 / 270161
Casilla: 3503
Cochabamba – Bolívia
Cave Flor
104
-
Sob Bolívar Casi 25 de Mayo
consulta Fone: 591 (04) 285808 / 285809 / 250669
Cochabamba – Bolívia
Flores La Campiña S. A.
Fone: 591 (04) 262790 / 262505
Cochabamba – Bolívia
Viveros Frutiflor
Av. Germán Urquidi n.º 621
Fone: 591 (04) 229687 / 245547
Fax: 591 411-7241
Cochabamba – Bolívia
Agromin Ltda.
Av. América n.º E-258
Fone: 591 (04) 242853 / 246945
Fax: 591 (04) 248651
Cochabamba – Bolívia
Agroindustriais del Sur S. R. L. AGROSUR
Av. 20 de Octubre n.º 2107 esq. Aspiazu
Fone: 591 (2) 351419 / 391260
Fax: 591 (2) 327806
La Paz – Bolívia
4104291000 -
Couro bovino curtido – semi-acabados
Flor del Sur Ltda.
Zona la Violeta
Fone: 591 (04) 261214 / 261625
Fax: 591 (04) 288501
Quillacollo/Cochabamba – Bolívia
Curtiembre Santa Cruz Ltda.
105
Kg
3901100100 -
Código
5204190000 -
7,50 Calle Ichilo # 148
Fone: 591-3-365252
Fax: 591-03-352568
Santa Cruz de La Sierra
Curtiembre vis Kuljis S. A.
Calle 24 de Septiembre # 455
Fone: 591-3-362497
Fax: 591-3-329402
Santa Cruz de La Sierra
Bolsas de polietileno (sacas plásticos) – emb.
Fabrica de Plasticos Triplast S. R. L.
variada
Kg
1,22 Parque Industrial M4
Fone: 591-3-465839
Fax: 591-3-465270
Santa Cruz de La Sierra
Empresas Importadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Algodão em Fibra – emb. fardo de 50 kg
Kg
1,44 Bol-Trade S. R. L. Import. Export.
3º anillo interno frente al Hospital Japonés
Fone: 591-3-463545
Fax: 591-3-463520
Santa Cruz de La Sierra
Ceibo Ltda.
Av. Cristóbal de Mensoza # 478
Fone: 591-3-367666
Fax: 591-3-337634
Email: [email protected]
Santa Cruz de La Sierra
106
Listagem de Produtos com Potencial para Comercialização
Peru – Exportação e Importação
Código
2005700000
1211901000
0713109010
0713409000
0806200000
0908100000
1008300000
2005800000
0402919000
0405000100
0406900000
2209000000
0305300090
0305300090
1604131020
0305300090
2104102000
1008900000 2005400000 1008900000 1104199900
1 – Produtos Alimentícios
Empresas Exportadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Azeitona em conserva
Kg
2,30
Orégano
Kg
4,40
Ervilha
Kg
0,81
Lentilha
Kg
0,93
Uva Passas
Kg
3,00
Nozes inteira
Kg
5,85
Alpiste
Kg
1,20
Milho para pipoca
Kg
0,84
Leite – emb. 410ml
Unid.
0,52
Manteiga
Kg
5,14
Queijo
Kg
7,38
Vinagre Branco
Litro
1,04
File de atum – lata de 170g
Unid.
0,76
File de sardinha – lata de 170g
Unid.
0,58
Sardinha no Azeite – lata de 170g
Unid.
0,31
Anchovas
Lata
0,58
Sopa concentrada de anchovas – emb. de 500g.
Feijão – diversos tipos – emb. 500g
Unid.
1,66
Ervilha – emb. 500g
Kg
0,75
Lentilha – emb. 500g
Kg
0,81
Grão de Bico – emb. 500g
Kg
0,93
Kg
1,47
Amazonia Cargo S. A.
Av. Elner Faucett, 417 – Callão – Lima- Peru
Fone: 5621769 – 4644600
Fax: 451-3683
Email: [email protected]
107
2001903000
2008999200
1509100000
0306290101
2103201000
2001901000
2103901000
2208902900
2001903000
-
Palmitos em conserva
Frutas (maçã, melão, uva, pêssego);
Azeite de Oliva;
Farinha pescado
Ketchup – Emb. 390g
Azeitonas Verdes – emb. 570g
Vinagre em geral
-
Palmito inteiro ou rodelas
2309101000 2202901700 2009801000
2101109000 0303710000 0402911000 0406109000 2001901000 1516201900 0210111000
1601001000
1601003000
0210112000
0203199900
1601005000
0203190100
-
Biscoitos e Bolachas diversos sabores, em pacotes
de 250 g.
Bebidas Lácteas diversos sabores – emb. 140ml
Sucos de Frutas – emb. 275ml
Café Express – emb. de 200g
Sardinha em Conserva – lata de 425g
Iogurte – vários sabores – emb. 250ml
Leite condensado – lata de 410g
Azeitonas verde e negra – emb. 450g
Azeite de oliva – emb. 500ml
Presunto – emb. 200g à 1 kg
Lingüiça
Salsicha
Toucinho defumado
Costelas Suína defumada
Mortadela
Salame
Kg
Kg
Litro
Kg
Unid.
Unid.
Litro
1,97
Sob consulta
6,00
0,45
0,77
3,25
1,04
Kg
1,66
Unid.
0,74
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
0,37
0,36
0,57
0,30
0,28
0,74
2,10
3,00
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
3,53
2,90
3,83
3,91
1,93
2,22
5,20
Amazon Ivory Eirl
Rua Fitzcarrald 321 – Iquitos-Peru
Email: [email protected]
Loma Linda Products S. A.
Fone: (0511) 448-1130/271-2691
Av. Angamos Este n.º 2402 – La Calera Surquilho –
Lima-Peru
Amazon Ivory
Fitzcarrald 321 – Iquitos-Peru
Fone/Fax: 094-238837 / 51-94243716
Email: [email protected]
Universidade Peruana Unión
Km 19 Carretera Central – ÑaÑa
Casilla 3564
Fone: 359-0053 / 359-0083
Lima-Peru
Feria Oriente S. A./Glória S. A.
Av. Nicolás Ayllón n.º 2362 Ate-Lima-Peru
Fone: 326-0155
Fax: 326-7055
Agroindústria Olivicola La Esperanza S. A.
Av. Tarapala n.º 272 – Setor Miraflores – Tacna-Peru
Fone: 741324
Email: [email protected]
La Genovesa Agroindústrias S. A.
Parque Industrial M-I-Lt-10
Casilla 835
Fone: (054) 712672
Fax: (054) 722295 – Tacna-Peru
108
0305560100
0307991200
0302610000
0307912900
0306290101
1211900899
-
1211900899 -
Anchova – emb. 125g
Caracol – emb. 450g
Sardinha defumada – emb. 225g
Abalones (molusco) – emb. de 450g
Farinha de pescado – em saca de 45 Kg
Extrato liofilizado de Unha de Gato em pó –
emb. 40g e 1 kg
“Sangre de Grado” em pó – emb. de 40g e 1kg
Unid.
Unid.
Unid.
Kg
Kg
Kg
Kg
0,40
1,87
0,84
4,75
0,45
Consorcio Pesqueiro Rodrigues S. A.
Carretera Cata Catas 4,5 – Ilo-Peru
Fone: (8) 00.51.54-783228/783229
Fax: 00.51.54-781061
Email: [email protected]
Laselsa – Laboratórios Selva S. A.
300,00 Tavara N. º 572 – Iquitos-Peru
Fones: (054) 231-1566 / 235-433
200,00 Fax: (01) 3232590
Email: [email protected]
Omniagro S. A.
Ambrosio Vucetich n.º 115 – Parque Industrial –
Arequipa-Peru
Fone: 51-54-241848
Fax: 51-54-241848
Email: [email protected]
1512110000
1507900000
0405000100
1208100000
-
Óleo de Girassol
Óleo de Soja Refinado
Manteiga
Farinha de Soja
Litro
Litro
Kg
Kg
1,26
1,11
5,37
0,16
2001903000 -
Palmitos em Conserva
Kg
1,97
Ecoandino S. A.
Batallón Callao 602 – Santiago de Surco-Peru
Fone/Fax: 275-1647
Email: [email protected]
Industria Química Alvarez
Junin n.º 279
Fone: 224316 / 268853
Casilla – 1643
Iquitos-Peru
Produtos Agririos “Real Horizonte” Carretera IquitosNauta
Km 38 – Novo Horizonte.
Calle Arequipa n.º 771 – Iquitos-Peru
Empresas Importadoras
109
Código
0210200000
0201301000
0201300500
0206109900
0206109900
0201300800
0504000100
0206100300
0206100200
0206109900
0206110400
0210120000
0402999100
0406900000
1101000100
0402210101
1701110100
2008609900
1006200000
1201001000
1701110100
1508100000
-
-
Código
2523290000 2523290000 -
Produto
Carne Bovina desossada
Patinho
Contra Filé
Músculo
Chã de Fora
Filé Minhon
Bucho
Fígado
Coração
Bofe
Língua
Carne Suína carcaça inteira
Leite tipo longa Vida
Queijo tipo mussarela
Farinha de Trigo – emb. saca de 50 Kg
Leite em Pó
Açúcar de cana – emb. saca de 60 Kg
Polpa de Camu-Camu – emb. Com peso variado.
Arroz – emb. saca de 60 Kg
Feijão – emb. saca de 60 Kg
Açúcar de cana – emb. saca de 60 Kg
Óleo de Soja
Produto
Cimento Portland a granel
Cimento Portland –em saca de 50 Kg
Unid.
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Kg
Litro
Kg
Kg
Kg
Kg
Preço US$
3,88
7,16
3,13
4,15
9,30
1,49
1,37
1,30
0,90
1,92
2,68
2,05
0,79
4,55
0,21
0,52
0,57
Kg
2,00
Saca
Saca
Saca
Litro
27,00
25,20
27,00
1,11
Amazonia Cargo S. A.
Av. Euler Faucett, 417 – Callao
Fone: 5621769 – 4644600
Fax: 451-3683
E-,mail: [email protected]
La Genovesa Agroindustrial S. A.
Casilla 835
Fone: (054) 712672
Fax: (054) 722295 – Tacna-Peru
Luis Vong Flores – Representações
Jr. Próspero n.º 547 – Iquitos-Peru
Fone: 234111
Camu Camu Export S. A.
Ucajaly n.º 233 – Iquitos-Peru
Fone: 094-242729
Consorcio Peruano Comercial
Arica n.º 613
Fones: 224146 / 670297
Fax: 221053
Iquitos-Peru
2 – Material de Construção
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
Ton.
79,00 Amazonia Cargo S. A.
Unid.
4 ,20 Av. Elner Faucett, 417 – Callão – Lima-Peru
110
Fone: 5621769 – 4644600
Fax: 451-3683
Email: [email protected]
6910100000 6901000000 -
Louças sanitárias, vasos, lavatórios;
Revestimentos cerâmicos esmaltados (pisos e
azulejos) tamanhos variados.
Unid.
m2
Yura S. A.
Casilla 1355 – Av. General Diez Canselo n.º 527
Fone: (054) 225000 – 222525 – Arequipa-Peru
Sob Consulta Ceramica Lima S. A. – CELIMA
Av. Santa Rosa Mz D s/n – Urbanizacion Industrial Las
5,54 Flores – San Juan de Lurigancho – Lima 36
Fones: 4596217 / 4599666
Fax: 4596218
Lima-Peru
Valvosanitaria S. A.
Nicolás Ariola, 137 – La Victoria
Fones: 471-5124 / 472-9990
Fax: 470-8480
Lima-Peru
3208101000
3208102000
3205000000
3206100199
3208100000
-
5909009900 -
Tintas em PVA – emb. lata de 18 litros
Vernizes – emb. em galão.
Lacas- emb. em galão
Esmaltes – emb. em galão
Anti-Corrosivos – emb. litro e galão
Tubos e conexões de PVC
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
31,35
9,15
8,55
9,60
2,30
Sob consulta
Acuarius Trading S. A.
Reducto 959, Miraflores
Fones: 224-0642 / 264118
Fax: 444-3128 / 224-0642
Lima-Peru
Sur Química S. A.
Calle Ambrosio Vucetich 120 Parque Industrial –
Arequipa-Peru
Fone: 51-54-232740
Fax: 51-54-284424
Email: [email protected]
Plastisur S. A.
111
7415210000 -
8003000200 -
Código
6810110000 -
Ambrosio Vucetich 130, parque Industrial – ArequipaPeru
Fone: 51-54-232670
Fax: 51-54-232669
Email: [email protected]
Ferragens para banheiros, esmaltado, cromado e
Valvosanitaria Industrial S. A. – VAINSA
dourado
Unid.
Sob consulta Manuel Angosto n.º 783 – Cercado – Lima 1
Fone: 511-3368096
Fax: 511-3368227
Lima-Peru
Barras de Aço e perfis de variadas formas e
Corparación Aceros Arequipa S. A.
dimensões
Kg
1,65 Calle Jacinto Ibán~ez 111 Parque Industrial – ArequipaPeru
Fone: 51-54-232430
Fax: 51-54-219796 / 215341
Empresas Importadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Materiais de Construção em geral (ferro, louças,
Gaby S. A.
pisos azulejos, cimento...)
Varias
Sob Misti n.º 635 – Punchana-Peru
consulta Fones: 5194-251485 / 250357
Email: [email protected]
Ferroplus Eirl
Nanay n.º 700 – Iquitos-Peru
Fone: 221818
Fax: 232323
R. y R. S.R.L. – Ings. Contratisas
Putumayo n.º 883 – 2º piso
Fone/Fax: (094) 232427 – Iquitos-Peru
Email: [email protected]
112
Comercial Industrial Selva S. A.
Jr. Arica n.º 348 – Iquitos-Peru
Fone: 23-1504 / 234-892
Código
6404190000 4201000100 -
6203210000 -
Produto
Calçados em geral
Artigos de Couro
3 – Confecções e Artefatos de Couro
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
Unid.
Sob consulta Manufacturas de Calzado Tory EIRL
Unid.
Sob consulta Urb. Tilda Mz D, Lt. 17, Ate – Lima-Peru
Fone: 494-1330
Fax: 494-1584
Creaciones Cavalier S. R. Ltda.
Jr. Sicuani 1471 - Cercado de Lima – Lima-Peru
Fone/Fax: 425-5004
Indústria de La Confeccion Iceitel S.A.
Jr. Gregório Paredes 444, Cercado de Lima. – Lima-Peru.
Confecções em geral (roupas masculinas e
femininas, para diversos usos)
Unid
Código
2510101000 2519909000 -
Produto
Fosfato de rocha
Carbonato Cálcio
Sob consulta
Sociedade Andina de Los Grandes Almacenes S.A.
Paseo de La República,3220, San Izidro – Lima-Peru.
Fone:442 0500 - Fax: 441 0368
4 – Outros Produtos
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
Ton.
130,00 Amazonia Cargo S. A.
Ton.
500,00 Av. Elner Faucett, 417 – Callão – Lima-Peru
Fone: 5621769 – 4644600
Fax: 451-3683
Email: [email protected]
113
Luiz É Lopes Vidurrizada – E. I. R. L.
Av. La Marina, n.º 1864 – Iquitos/Peru
Fone/Fax: 094250884
Stoller Peru S. A.
Urb. San Francisco Mz. E, Lt. 11 (Aux. Via de
Evitamiento), Ate – Lima-Peru
Fones: 326-1314 / 326-4475
Fax: 326-4625
Email: [email protected]
8408100000 Motores de Popa Johnson
- 25 hp
- 8 hp
- 40 hp
- 55 hp
1803000100 - Papel higiênico em rolos – emb. em fardo com
24 unid.
8504230000 -
Transformadores com tensão até 33.000 volts.
Unid.
Unid.
Unid.
Unid.
1.615,00
1.172,00
2.292,00
2.404,00
Fardo
3,65
Unid.
Sob consulta
Servicios Agricolas del Peru S. A.
Av. Arequipa 1198, Cercado de Lima – Lima-Peru
Fone: 472-7241
Fax: 265-6302
Email: [email protected]
COREPSA – CIA de representaciones S. A.
Jr. Putumayo 141-145
Casilla n.º 235
Fone: (094) 234301 / 232362
Fax: (04) 233708 – Iquitos-Peru
Papelere Panamericana S. A. – Panama
Eduardo Lópes de Romaña 156 – Parque Industrial –
Arequipa-Peru
Fone: 51-54-214736 / 219326 / 219258
Fax: 51-54-236591
Elecsur Industrial S. R. Ltda.
Eduardo Lópes de Romaña 409, Parque Industrial –
Arequipa-Peru
Fone: 51-54-232839
Fax: 51-54-232839
Email: [email protected]
114
3808100199 -
Desinfetante – cx. com 12 unid. de 500ml
Caixa
Código
1214100000 -
Produto
Ração para aves – saca de 50kg
3004100100 -
Produtos farmacêuticos
Industrial Vetsi Internacional S. A.
3,90 Calle Cerro Verde 443 – Lima-Peru
Urb. San Ignacio de Monterrico
Santiago de Surco
Fone: 275-0515
Fax: 275-0550
Email: [email protected]
Agropec S. R. Ltda.
Av. Nicolás de Piérola 1635, Cercado de Lima
Fone/Fax:: 428-5492
Lima-Peru
Empresas Importadoras
Unid.
Preço US$
Saca
3,50 Agropecuaria Industrial Monossi Cligio S. R. L.
End.: Av. Arica 1164 – Alto – Iquitos-Peru
Fone: 263913
Diversas Sob consulta Botica Msaise Girl
End.: Arica 122-795 – Iquitos-Peru
Fone: 232628 / 243453
Fax: 241499
Farmácia Próspero
End.: Ramon Castilla, 288 – Iquitos-Peru
Fone: 094-231578
Fax: 094223165
115
Listagem de Produtos com Potencial para Comercialização
Rondônia – Exportação e Importação
Código
1601000000
1601000000
0206100200
0206100300
0504000100
0504009900
-
Produto
Carne Bovina sem osso
Carne bovina com osso
Coração
Fígado
Estômago (bucho)
Outros miúdos
1 – Produtos Alimentícios e de Limpeza
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
Ton.
1.850,00 Frigorífico Fernandes S/A
Ton.
1.750,00 End.: Rod. BR 364, s/n – Área Rural
Ton.
800,00 Fone: (005569) 535-3178 – Ariquemes-RO
Ton.
450,00
Ton.
500,00 Frigorífico Santa Elvira Ltda.
Ton.
450,00 End.: Rod. 364, Km 3,5 – Setor Industrial
Fone: (005569) 441-2021 / 441-2021 – Cacoal-RO
Frigorífico Rio Mar Ltda.
End.: Av. Castelo Branco, 642
Fone: (005569) 441-5385
Rolim de Moura-RO
0102100100
0102100100
0102900101
0102900101
-
0405000100 0406900000 -
Garrote 12 arrobas (15 quilos)
Bezerro – desmamado
Novilha de 2/3 anos
Touro reprodutor, P. O. Nelore (500 kg)
Manteiga
Queijo tipo mussarela
Cabeça
Cabeça
Cabeça
Cabeça
Kg
Kg
240,00
108,00
190,00
1.000,00
3,15
2,66
Frigorífico Novo Estado Ltda.
End.: Setor Industrial, BR 364
Fone: (005569) 322-2021 / 321-2250 – Vilhena-RO
Beneficiadora Guaporé
Contato: Wanderlea Lima
End.: Av. Leopoldo de Matos, 2847 – Caetano
Fone: (005569) 541-4025
Guajará-Mirim
Laticínio Cerejeiras Multibom Ltda.
End.: Rua Costa e Silva, 2019 – Centro – Cerejeiras-RO
116
0402991000 -
Leite pasteurizado
Litro
0,31
Laticínio Guaporé Ltda.
End.: Rod. BR 429, Km 121 – Área Rural
São Miguel do Guaporé-RO
Laticínio Monte Verde Ltda.
End.: Linha 62, Monte Verde – Setor Industrial
Fone: (005569) 461-2402 – Mirante da Serra-RO
Laticínio Samira Indústria e Comércio Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 324-8 – Área Rural
Ouro Preto D’Oeste-RO
Canaã Indústria de Laticínio Ltda.
End.: Rob. BR 364, Km 06 – saída Cuiabá
Fone: (005511) 858-6700
Ji-Paraná-RO
Parmalat Indústria e Comércio de Laticínio Ltda.
End.: Av. Marechal D. da Fonseca, 755 – S. Industrial
Fone: (005569) 451-7307
Ouro Preto D’Oeste-RO
1006200000 1006210000 2101109000
Arroz Beneficiado de primeira – emb. pacote de 5
kg
Arroz de 2ª (bica corrida) – saca de 50kg
Café – em grão, saca 60 kg
Unid.
Saca
Saca
Beneficiadora de Cereais Família Ltda. – ME
2,35 End.: Av. Padre Ângelo, 1200-A – Centro
Fone: (005569) 451-3817 – Pimenta Bueno-RO
16,21
52,00 Beneficiamento de Alimentos
End.: Av. Dom Pedro I, 2190 – Centro
Fone: (005569) 521-2796 – Jaru-RO
Beneficiamento de Arroz Avestruz Ltda.
End.: Rod. BR 421, Km 01 – Área Rural
117
Fone: (005569) 535-3691 – Aroqiemes-RO
Cafelândia Comércio de Cereais Ltda.
End.: Av. Trinta de Julho, 1749 – Centro
Fone: (005569) 471-2318 – Presidente Médici
2008991300
2009800199
2009800199
2009800199
Polpas de Frutas
- Manga – emb. de 500g
- Cupuaçu – emb. de 500g
- Acerola – emb. de 500g
- Cacau – emb. de 500g
Kg
Kg
Kg
Kg
Indústria e Comércio de Gêneros
Alimentícios Rizadinha
End.: Rua Almirante Tamandaré, 5179 – 5º BEC
Vilhena-RO
Abramazon Agro-indutrial de Rondônia Ltda.
2,65 End.: Rua Pinheiros, s/n – Nova Califórnia
2,56 Fone: (005569) 236-1054 – Porto Velho-RO
2,62
2,50 ABM – Agro-industrial Balão do Melgaço S/A
End.: Av. Celso Mazutti, 9967 – Setor Industrial
Fone: (005569) 321-1377 – Vilhena-RO
Associação dos Pequenos Produtores do
Projeto PREPAM
End.: Rod. BR 364, Km 180 – Extrema
Fone: (005569) 238-1061 – Porto Velho-RO
Basy Ind. E Com. De Polpas e Sucos de Frutas Ltda.
End.: Rod. BR 364, Travessa B65, Lh c20 – Lt. 13 –
Área Rural
Cacaulândia-RO
Associação dos Pequenos Agrossilvicultores
do Projeto Reca
End.: Rod. BR 364, Km 142 – Nova Califórnia
Fone: (005569) 236-1007 – Porto Velho-RO
118
Alvorada Ind. E Com. De Conservas Ltda.
End.: Rua João Paulo II, 1009 – Centro
Fone: (005569) 412-2484 – Alvorada D’Oeste
2001903000 -
Palmitos em Conserva
Palmito “In Natura”
Kg
Kg
Ind. Com. E Transformação de Frutas Fuitiron Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 07 – Setor Industrial
Fone: (005569) 422-3435
Ji-Paraná-RO
1,32 Associação dos Pequenos Agrossilvicultores
0,58 do Projeto Reca
End.: Rod. BR 364, Km 142 – Nova Califórnia
Fone: (005569) 236-1007 – Porto Velho-RO
Samara Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 506 – Área Rural
Fone: (005569) 451-3303
Pimenta Bueno-RO
Sul Alimentos Importação e Exportação Ltda.
End.: Av. Beira Rio Vila Murtinho, s/n – Vila Murtinho
Fone: (005569) 544-2366
Nova Mamoré-RO
Vilmar Bleichuwelh Marechry Ltda.
End.: Av. Nações, 3327 – Centro
Fone: (005569) 342-2462
Cerejeiras-RO
Cooperama - Cooperativa dos Produtores
da Amazônia
End.: BR. 364, Km 127
119
2201101000 2201101000 2202100000 -
1701110100 1006200000 1507100000 -
Água Mineral – emb. 20 litros
Água Mineral – emb. 500ml
Água Mineral – emb. com gás 290ml
Açúcar – em saca de 50 kg
Arroz – em saca de 30 kg
Óleo de Soja – cx. com 20 latas 900ml
Farinha de Trigo 50 quilos
Arroz – saca de 60 quilos
Biscoitos caixa com 30 unidades
Macarrão caixa 24 unid. de 500 g
Leite em pó Ninho 24 unid. de 400 g
Papel higiênico 48 X 1
Unid.
Unid.
Unid.
Saca
Saca
Caixa
Saca
Saca
Caixa
Caixa
Caixa
Fardo
Fone/Fax: (005569) 225-3272
Itapuã D’Oeste-RO
1,30 Indústria e Comércio de Águas Kaiary
0,21 End.: BR 364, Km 12 – Sentido Guajara-Mirim –
0,45 Zona Rural
Fone: (005569) 221-5675 / 221-6735
Fax: (005569) 223-1872
Porto Velho-RO
9,00
12,76
11,44
14,50
18,00
5,90
6,00
44,00
4,00
Água Mineral Lind’Água
End.: Av. Marechal Rondon, 737
Fone: (005569) 451-3960
Pimenta Bueno-RO
JD Golveia Importação e Exportação
End.: Av. Constituição 607 – Centro
Fone: (005569) 541-3842
Fax: (005569) 541-3538
Mercantil Nova Era Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 3,5
Fone: (005569) 222-1780 / 5779
Porto Velho-RO
Comercial Porã
End.: Av. Beira Rio, 491 – Centro
Fone: (005569) 541-1586
Guajará-Mirim-RO
Armazen Morumbi
End.: Av. Beira Rio, 379 – Centro
Fone: (005569) 541-2200
Fax: (005569) 541-2320
120
Guajará-Mirim-RO
2202901103
2202901104
2202901199
2005800000
Código
2001900100
2005600000
0806100000
0806200000
0808100000
0808200100
0809300100
0809400000
1604130100
1604140100
2204100100
Refrigerantes (diversos)
- Embalagem de 290ml – cx. c/ 24 unid.
- Embalagem de 1.000ml – cx. c/ 6 unid.
- Embalagem de 2.000ml – cx. c/ 6 unid.
- Farinha e fubá de milho – emb. fardo de com 20
unidades de 1 kg
2204210399 -
Caixa
Caixa
Caixa
4,33
2,41
4,29
Fardo
9,00
Empresas Importadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Azeitonas – emb. cx c/ 12 unid. de 500g
Caixa
38,17
Aspargo – emb. cx. c/ 24 unid. de 200g
Caixa
57,20
Uvas
Kg
0,63
Uvas Passas
Kg
4,15
Maçãs – emb. cx. c/ 20 quilos
Caixa
12,23
Pêras – emb. cx. c/ 20 quilos
Caixa
18,93
Pêssegos – emb. cx. 12 quilos
Caixa
12,63
Ameixas – emb. cx. c/ 12 quilos
Caixa
12,65
Sardinhas – emb. cx c/ 50 unid. de 355g
Caixa
26,59
Atuns – emb. cx. c/ 24 unid. de 100g
Caixa
29,10
Champanha (comum) – caixa 24 garrafa c/ 600ml
Vinho de Mesa – garrafa de 750ml
Unid.
1,62
Lentilha – emb. c/ cx. 10 unid. de 500 g
Unid.
2,58
SCOLARI – Importadora e Exportadora Ltda.
End.: Av. Dos Navegantes, n.º 38
Fone: (005569) 541-2821
Fax: (005569) 541-2594
E-mail: [email protected]
Guajará-Mirim-RO
Rondônia Refrigerantes S. A.
End.: Estrada São Sebastião, s/n – Areia Branca
Fone: (005569) 210-5004 / 5005 / 5008
Porto Velho-RO
Indústria e Comércio de Gêneros
Alimentícios Rizadinha
End.: Rua Almirante Tamandaré, 5179 – 5º BEC
Vilhena-RO
Mercantil Nova Era Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 3,5
Fone: (005569) 222-1780 / 5779
Porto Velho-RO
Supermercado Gonçalves Ltda.
End.: Rua Almirante Barroso, 2240
Fone: (005569) 224-2733 / 1454 / 3186
Porto Velho-RO
Trento Supermercado
End.: Av. Jatuarana, 260 – Jardim Eldorado
Fone: (005569) 227-3030
121
0713409000 1509100000
Azeite de Oliva – cx. c/ 24 unid. de 500ml
Caixa
Caixa
Código
6203210000 -
10,06 Porto Velho-RO
100,72 Supermercado e Comercial Irmãos Gonçalves Ltda.
End.: Jorge Teixeira, 2408 – Embratel
Fone: (005569) 225-1200
Fax: (005569) 225-2315
Porto Velho-RO
3 – Confecções
Empresas Exportadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Confecções de Roupas em geral, crianças e adultos.
Braga e Andrade Alta-ME
Unid.
Sob consulta End.: Av. Mato Grosso, 5162 – Alvorada D’Oeste
Fone: (005569) 412-2821 – Alvorada D’Oeste-RO
C. B. Ribeiro Indústria Com. e Representação
de Confecções – ME.
End.: Rua Salgado Filho, 935 – Mato Grosso
Porto Velho-RO
CA e LU Indústria de Comércio Ltda.
Rua Salgado Filho, 1533 – Nossa Senhora das Graças
Fone: (005569) 221-0707 – Porto Velho-RO
Código
4412119900 4408100199 4418200000 4409101000 4409101000
Produto
Lâminas de madeira com espessura variada.
Compensados
Portas com aduelas
Parket de madeiras não coníferas
Lambril para divisórias e forro
3 – Indústria Madeireira
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
m3
m3
Unid.
m²
m²
Exportador
Lamita Ind. Com. E Exportação de Madeira Ltda.
395,00 End.: Est. Itaporanga, Km 02 – Setor Industrial
420,00 Fone: (005569) 481-2738 – Espigão D’Oeste-RO
43,00
5,20 Lammy Industrial Madeireira da Amazônia Ltda.
3,24 End.: Rod. BR 364, Km 347 – Santiago
122
Fone: (005569) 422-2773 – Ji-Paraná-RO
Lanimar Indústria de Madeiras Ltda.
End.: Rua “A”, s/n – Vila Marechal Rondon
Fone: (005569) 535-4054 – Ariquemes-RO
Laron Laminados e Madeiras de Rondônia Ltda.
End.: Rua Nazaré, Km 01 – Piachuelo
Ji-Paraná-RO
Cia. Paranaense de Madeiras Ltda. (Filial)
End.: Rua Domingos Ferro n.º 40
Fone: (005532) 531-5641
Ubá-MG
Cia. Paranaense de Madeiras Ltda. (Indústria)
End.: Rod. BR 364, Km 685 – Setor industrial
Fone: (005569) 322-3771
Vilhena-RO
C. A. Schumann e Cia Ltda.
End.: Av. Marechal Rondon, 6808 – Setor Industrial
Fone: (005569) 322-1270
Vilhena-RO
Cometa Industrial Madeiras Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 425 – Setor Industrial
Fone: (005569) 521-2727
Jaru-RO
Madeireira Urupá Ltda.
End.: Rod. BR 364, Km 07 – Área Rural
123
4418900100 -
Código
3401191000 -
5206119900 8901900200 -
Código
2523290000 -
2517100000 -
Casas de madeira pré-fabricadas – kit para
montagem
Produto
Sabão em Barra – emb. em caixa c/ 50 unid.
de 200 g
m²
Fone: (005569) 422-2089
Ji-Paraná-RO
Black-Haus
25,00 End.: Av. Borges de Medeiros, 1616
Fone/Fax: (005569) 461-3193
Ouro Preto D’Oeste-RO
4 – Outros Produtos
Empresas Exportadoras
Unid.
Preço US$
Caixa
Indústria Comércio Exportação Ltda.
4,20 End.: Av. Castelo Branco, 4405 – Setor Industrial
Cacoal-RO
Frigorífico Fernandes S/A
End.: Rod. BR 364, s/n – Área Rural
Fone: (69) 535-3178 – Ariquemes-RO
Algodão Beneficiado em fibra
Kg
Sob consulta Indústria e Comércio de Algodão Ltda.
End.: Rua “F”, Km 07 – Setor Industrial
Fone: (69) 422-2989 – Ji-Paraná
Barco de alumínio – 5 metros
Unid.
1.400,00 Portonautica Pesta e Serviços
End.: Av. José Vieira Caula, n.º 1362 – N. Porto Velho
Fone: (005569) 225-2217 – Porto Velho-RO
5 – Material de Construção
Empresas Exportadoras
Produto
Unid.
Preço US$
Cimento Portland – emb. saca 50 kg
Saca
5,00 Cimentec Transportes Exportação E Comércio Ltda.
End. Rua Benjamim Constant, 1018 – Olaria
Fones: (005569) 224-1580 / 1438 / 3261 / 3268
Porto Velho-RO
Pedra britada – diâmetros de classificação de n.º “0
Pedreira e Extração Fortaleza Ltda.
à 3”
m³
24,74 End.: Ror. Ramal Fortaleza do Abunã, s/n, Km 14
124
6802930000 -
6905900000 6908109900 6910900000 3208101000
3208101000
Pisos e Revestimentos de Granito de várias
tonalidades com dimensão 40 X 40 cm ou 45 X 45
cm
Telha de Fibrocimento – espessura e tamanho
variados;
Pisos e Revestimentos esmaltados diversos;
Lavatório, louça sanitárias, caixas de descargas;
Tinta Plástica em galão
Tinta à Óleo em galão
m²
Unid.
Unid.
Galão
Galão
Fone: (005569) 224-6033
Porto Velho-RO
Gramazon – Granitos da Amazônia S. A.
End.: Rod. BR 364, Km 7 – Lote 01 Distrito Industrial
32,00 Fone/Fax: (005569) 422-3355 / 421-1075
Ji-Paraná-RO
Comercial Fortaleza Ltda.
Sob consulta End.: Av. Presidente Dutra, 150 – Triângulo
Fones: (005569) 541-3659 / 3620 / 3542
4,25 Fax: (005569) 541-3629
Guajará-Mirim-RO
Sob consulta
5,80 Yussef Mellen & Cia.
8,67 End.: Presidente Dutra, 189 – centro
Fones: (005569) 541-3820 / 3829
Guajará-Mirim-RO
125
As empresas relacionadas correspondem apenas àquelas consultadas que estão diretamente
ligadas às atividades de importação e (ou) exportação e trabalham com os produtos listados.
Muitas outras empresas estão fora, mesmo estando inseridas nas qualificações acima. Contudo,
o alcance do presente estudo não se encerra aqui. A divulgação das oportunidades de negócios
indicadas, acompanhada de ações complementares, como intermediação do SEBRAE/RO e
FIERO na promoção de encontros empresarias e rodadas de negócios, haverá de trazer um
grande contingente de empresas que podem integrar este esforço conjunto na direção de
realização de negócios.
Atendendo a consulta específica do setor de construção civil, foram feitas pesquisas de mercado
nas Zonas Francas de Ilo e Tacna, no Peru, para aquisição de materiais de acabamento fino
para construção civil, especialmente louças e peças sanitárias, ferragens em geral para
instalações hidrosanitárias, azulejos e peças decorativas em cerâmica, lustres e luminárias, entre
outros. Constatou-se que não existe naquelas Zonas Francas nenhum distribuidor ou fabricante
dos referidos materiais. Existe, entretanto, grandes distribuidores dos referidos materiais,
importados, na cidade de Lima, conforme consta da listagem acima de produtos exportados do
Peru. Contudo, as informações obtidas indicam como melhor alternativa a importação
diretamente de Miami ou do Panamá.
Um fator decisivo na oportunização de negócios está intimamente ligado à variação cambial. A
atual conjuntura econômica nacional estabeleceu uma relativa desvalorização do Real em
relação ao Dólar, situação francamente favorável às exportações. Neste contexto, pode-se
concluir que Rondônia desponta como promissor mercado exportador na relação com os países
em estudo. Entretanto, em função dos baixos custos de produção de alguns itens, tanto na
Bolívia como no Peru, torna-se possível a viabilização de negócios de importação daqueles
países, especialmente nas áreas de pescado, hortifrutigrangeiros (alho, uva, maçã, azeitona,
condimentos) e mineral (fosfato de rocha e outros fertilizantes).
ENCARGOS INCIDENTES NAS IMPORTAÇÕES
Os elevados custos que envolvem as transações comerciais com o exterior determinam o nível
de dificuldade de acesso a este exigente e competitivo mercado às empresas de pequeno e
médio portes. No intuito de orientar melhor o empresário na composição final dos custos, estão
detalhados no quadro abaixo os impostos e encargos que incidem sobre o custo dos produtos
estinados à exportação e importação, exigidos por Rondônia (Brasil), Peru e Bolívia.
126
Lista de
PRODUTOS
Abalones
Açúcar
Água Mineral
Algodão em Fibra
Algodão Plumas
Alho
Alim. Balanceados Animais
Alpiste
Ameixa
Anchovas em Conserva
Arroz
Artefatos de Couros
Aspargo
Atum
Avelãs
Azeite de Oliva
Azeitonas
Azulejos Cerâmicos
Barco para Navegação
Barras de Aço e Perfis
Bebidas Lácteas
Biscoitos em geral
Bronze
Cabos para Telecomunicação
Cacau em pó sem Açúcar
Café Express Instantâneo.
Café Solúvel
Calçados
Calcário de Rocha Dolomítica
PLANILHA DE TRIBUTOS E ENCARGOS INCIDENTES NAS IMPORTAÇÕES
Peru
Brasil
Redução
Direito
Outros
Total Redução
Imposto
Imposto
IPI
ICMS
Tarifária
Impostos Geral Tarifária
de
de
(%) ALCGM Fora de
Aduaneiro
(%)
Com redução
(%)
(%) (3)
Importação Importação
(%)
ALCGM
IGV C. A.
(2)
(%)
c/ redução
(%)
(%) (%)
(1)
(%)
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 18
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 N/T
6,8
17
70
3,60 18
3,50
25,1
30,0
10
7,00 N/T
6,8
17
70
3,60 18
3,50
25,1
20,0
10
8,00 N/T
6,8
17
40
7,20 18
3,50
28,7
15,0
10
8,50 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
5
5,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
100,0
10
0,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
10
10,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
50,0
20
10,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
100
0,00 18
3,50
21,5
75,0
10
2,50 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
10
10,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
30,0
10
7,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
30,0
10
7,00 N/T
6,8
17
100
0,00 18
3,50
21,0
100,0
20
0,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
20
20,00 10
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
20
20,00 24
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
30,0
20
14,00 5
6,8
17
35
7,80 18
3,50
29,3
20
20,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
30
30,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 10
6,8
17
40
7,20 18
3,50
28,7
50,0
20
10,00 15
6,8
17
40
7,20 18
3,50
28,7
15,0
20
17,00 N/T
6,8
17
30
8,40 18
3,50
29,9
10
10,00 0
6,8
17
30
8,40 18
3,50
29,9
10
7,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 0
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
50,0
10
5,00 N/T
6,8
17
127
Encargos
Sociais
(%)
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
Total Geral
ALCGM Fora de
(%) (4) ALCGM
(%) (5)
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
32,81
60,81
42,81
29,81
30,81
31,31
27,81
22,81
32,81
32,81
32,81
52,81
25,31
32,81
29,81
29,81
22,81
52,81
66,81
41,81
42,81
52,81
42,81
47,81
39,81
32,81
29,81
42,81
27,81
Lista de
PRODUTOS
Caracol
Carbono Cálcio
Carnes Resfriadas Bovinas
Castanhas diversas
Cebolas
Champagne
Cimento Portland
Compensado de Madeira
Condutores Elétricos Alumínio
Condutores Elétricos Cobre
Confecções de Roupas geral
Conjuntos de Roupa Algodão
Conjuntos de Roupa Sintética
Costela Suína Defumada
Couro de Boi pré-curtido
Couro de Boi Salgado
Couro de Ovino
Cremes para Cabelo
Desinfetantes
Detergentes
Ervilha grãos
Extrato de Sangre de Grado
Extrato Med. Unha de Gato
Farinha de Arroz
Farinha de Milho
Farinha de Pescado
Farinha de Soja
Farinha de Trigo
PLANILHA DE TRIBUTOS E ENCARGOS INCIDENTES NAS IMPORTAÇÕES
Peru
Brasil
Redução
Direito
Outros
Total Redução
Imposto
Imposto
IPI
ICMS
Tarifária
Impostos Geral Tarifária
de
de
(%) ALCGM Fora de
Aduaneiro
(%)
Com redução
(%)
(%) (3)
Importação Importação
(%)
ALCGM
IGV C. A.
(2)
(%)
c/ redução
(%)
(%) (%)
(1)
(%)
50
6,00 18
3,50
27,5
10
10,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
15,0
20
17,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 6
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
50,0
10
5,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
0
0,00 4
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
0
0,00 0
6,8
17
60
4,80 18
3,50
26,3
50,0
20
10,00 10
6,8
17
30
8,40 18
3,50
29,9
50,0
10
5,00 10
6,8
17
40
7,20 18
3,50
28,7
10,0
20
18,00 0
6,8
17
30
8,40 18
3,50
29,9
20
20,00 N/T
6,8
17
30
8,40 18
3,50
29,9
20,0
20
16,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 N/T
6,8
17
30
8,40 18
3,50
29,9
30,0
10
7,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
10
10,00 0
6,8
17
40
7,20 18
3,50
28,7
10
10,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 0
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
20,0
10
8,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
75,0
5
1,25 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
75,0
5
1,25 N/T
6,8
17
35
7,80 18
3,50
29,3
10
10,00 N/T
6,8
17
35
7,80 18
3,50
29,3
10
10,00 N/T
6,8
17
50
6,00 18
3,50
27,5
10
10,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 N/T
6,8
17
70
3,60 18
3,50
25,1
30,0
10
7,00 N/T
6,8
17
128
Encargos
Sociais
(%)
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
Total Geral
ALCGM Fora de
(%) (4) ALCGM
(%) (5)
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
32,81
32,81
39,81
38,81
27,81
52,81
26,81
22,81
42,81
37,81
40,81
42,81
38,81
42,81
29,81
32,81
32,81
52,81
42,81
52,81
30,81
24,06
24,06
32,81
32,81
32,81
32,81
29,81
Lista de
PRODUTOS
PLANILHA DE TRIBUTOS E ENCARGOS INCIDENTES NAS IMPORTAÇÕES
Peru
Brasil
Redução
Direito
Outros
Total Redução
Imposto
Imposto
IPI
ICMS
Tarifária
Impostos Geral Tarifária
de
(%) ALCGM Fora de
Aduaneiro
de
(%)
Com redução
(%)
(%) (3)
Importação
(%)
ALCGM
IGV C. A.
(2)
c/ redução
Importaç
(%)
(%) (%)
(1)
(%)
Encargos
Sociais
(%)
Total Geral
ALCGM Fora de
(%) (4) ALCGM
(%) (5)
ão
Feijão em Grãos
Filé atum Conserva
Filé Sardinha Conserva
Flores Frescas
Fosfato de Rocha
Frutas Conservas
Frutas Frescas
Gado para Corte
Granitos
Inseticidas
Iogurtes Frutos Diversos
Ketchup
Laminados de Madeira
Leite
Leite Condensado
Lentilha
Linguiça
Louças Sanitárias
Manteiga
Marmeladas Frutas
Massas Diversas
Milho
Mortadelas
Mostarda
Motores de Popa (barco)
Nozes
Óleo de Girassol
40
50
100
100
75
50
50
50
50
50
50
40
50
20
50
35
50
60
7,20
6,00
0,00
0,00
3,00
6,00
6,00
12,00
6,00
12,00
6,00
6,00
12,00
12,00
12,00
6,00
7,20
12,00
6,00
9,60
6,00
12,00
7,80
12,00
6,00
4,80
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
18
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
3,50
28,7
27,5
21,5
21,5
24,5
27,5
27,5
33,5
27,5
21,5
33,5
27,5
27,5
33,5
33,5
33,5
27,5
28,7
33,5
27,5
31,1
27,5
33,5
29,3
33,5
27,5
26,3
15,0
20,0
40,0
50,0
30,0
20,0
50,0
50,0
30,0
35,0
(%)
10
10
10
10
10
10
10
0
5
20
20
20
0
20
20
20
20
20
20
10
30
10
20
20
20
10
10
8,50
8,00
6,00
5,00
7,00
10,00
10,00
0,00
5,00
20,00
20,00
20,00
0,00
20,00
20,00
20,00
20,00
20,00
20,00
8,00
30,00
10,00
20,00
10,00
10,00
7,00
6,50
129
N/T
N/T
N/T
N/T
N/T
N/T
N/T
0
N/T
0
10
N/T
0
N/T
N/T
N/T
N/T
10
N/T
N/T
N/T
N/T
N/T
N/T
25
N/T
N/T
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
6,8
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
17
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
31,31
30,81
28,81
27,81
29,81
32,81
32,81
22,81
27,81
42,81
52,81
42,81
22,81
42,81
42,81
42,81
42,81
52,81
42,81
30,81
52,81
32,81
42,81
32,81
57,81
29,81
29,31
Óleo de Soja
Lista de
PRODUTOS
50
Redução
Tarifária
(%)
(1)
Orégano
Palmitos
Palmitos Conservas
Papel Higiênico
Papel para Jornal
Pedra Britada
Pepinos Conserva
Pisos Cerâmicos
Polpa de Frutas
Portas
Presunto
Produtos de Limpeza
Queijos
Ração para Aves
Refrigerantes
Reprodutores de Raça
Revestimentos Cerâmicos
Sabão em Barra
Sabonetes de Tocador
Salames Diversos
Salchichas
Sardinhas
Shampoos
Sopas em Pó
Suco de Frutas
Tanques de Cimento
Telhas Onduladas
80
80
40
35
50
50
50
30
40
70
40
40
50
100
40
20
50
-
6,00 18
3,50
27,5
25,0
10
7,50 N/T
6,8
17
PLANILHA DE TRIBUTOS E ENCARGOS INCIDENTES NAS IMPORTAÇÕES
Peru
Brasil
Direito
Outros
Total Redução
Imposto
Imposto
IPI
ICMS
Impostos Geral Tarifária
de
de
(%) ALCGM Fora de
Aduaneiro
Com redução
(%)
(%) (3)
Importação Importação
(%)
ALCGM
IGV C. A.
(2)
(%)
c/ redução
(%)
(%)
(%)
(%)
2,40 18
3,50
23,9
40,0
10
6,00 N/T
6,8
17
2,40 18
3,50
23,9
40,0
20
12,00 N/T
6,8
17
7,20 18
3,50
28,7
20
20,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
15
15,00 12
6,8
17
7,80 18
3,50
29,3
10
10,00 12
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
5,00
5,00 0
6,8
17
6,00 18
3,50
27,5
40,0
10
6,00 N/T
6,8
17
6,00 18
3,50
27,5
20
20,00 10
6,8
17
6,00 18
3,50
27,5
50,0
10
5,00 N/T
6,8
17
8,40 18
3,50
29,9
10
10,00 4
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 N/T
6,8
17
7,20 18
3,50
28,7
10,0
5
4,50 0
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 40
6,8
17
3,60 18
3,50
25,1
50,0
0
0,00 0
6,8
17
7,20 18
3,50
28,7
20
20,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
7,20 18
3,50
28,7
50,0
20
10,00 10
6,8
17
6,00 18
3,50
27,5
20
20,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 N/T
6,8
17
0,00 18
3,50
21,5
50,0
10
5,00 N/T
6,8
17
7,20 18
3,50
28,7
20
20,00 10
6,8
17
9,60 18
3,50
31,1
75,0
20
5,00 N/T
6,8
17
6,00 18
3,50
27,5
20,0
10
8,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 4
6,8
17
130
5,81
Encargos
Sociais
(%)
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
12,61
30,31
Total Geral
ALCGM Fora de
(%) (4) ALCGM
(%) (5)
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
28,81
34,81
42,81
49,81
44,81
27,81
28,81
52,81
27,81
36,81
42,81
52,81
42,81
27,31
82,81
22,81
52,81
52,81
42,81
42,81
42,81
27,81
52,81
27,81
30,81
42,81
36,81
Telhas Perfiladas
Lista de
PRODUTOS
-
Redução
Tarifária
(%)
(1)
Telhas Planas
Tintas Vernizes
Toucinho Defumado
Transformadores
Tubos e Conexões de PVC
Uva Passa
Viceras Bovina
Vinagres
Vinho
70
50
20
-
12,00 18
3,50
33,5
-
5
5,00
4
6,8
17
PLANILHA DE TRIBUTOS E ENCARGOS INCIDENTES NAS IMPORTAÇÕES
Peru
Brasil
Direito
Outros
Total Redução
Imposto
Imposto
IPI
ICMS
Impostos Geral Tarifária
de
de
(%) ALCGM Fora de
Aduaneiro
Com redução
(%)
(%) (3)
Importação Importação
(%)
ALCGM
IGV C. A.
(2)
(%)
c/ redução
(%)
(%)
(%)
(%)
12,00 18
3,50
33,5
5
5,00 4
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 N/T
6,8
17
3,60 18
3,50
25,1
40,0
20
12,00 10
6,8
17
6,00 18
3,50
27,5
15
15,00 10
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
10
10,00 N/T
6,8
17
9,60 18
3,50
31,1
20,0
10
8,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 N/T
6,8
17
12,00 18
3,50
33,5
20
20,00 10
6,8
17
Fontes:
- Câmara de Comércio do Peru
- SECEX – Secretaria de Comércio Exterior (Brasil)
Legenda:
(1) – A alíquota geral aplicada aos produtos importados pelo Peru (Direito Aduaneiro) é de 12%.
(IGV) – Imposto Geral Sobre Venda
(C. A.) – Custo Aduaneiro
(ALCGM) – Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim
(IPI) – Imposto sobre Produtos Industrializados
131
5,81
Encargos
Sociais
(%)
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
5,81
12,61
31,81
Total Geral
ALCGM Fora de
(%) (4) ALCGM
(%) (5)
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
31,81
52,81
32,81
44,81
47,81
32,81
30,81
42,81
52,81
Foram consideradas as deduções resultantes de acordos firmados entre as partes, de
conformidade com as preferências outorgadas. Estas deduções, conforme indicadas nas colunas
(1) e (3), aplicam-se sobre o Imposto de Importação (Brasil) e Direito Aduaneiro (Peru). As
colunas (2), (4) e (5) apresentam os totais gerais dos encargos, em percentual, inclusive custos
aduaneiros. Este fator deve ser acrescido ao preço do produto que, somado ao valor do frete,
corresponde ao custo final ao importador.
No que se refere às transações comerciais entre Brasil/Rondônia e Bolívia, prevalecem os termos
de acordos firmados pelo Brasil com o MERCOSUL, na modalidade 4 (quatro) mais 1(um).
Portanto não foram consideradas preferências outorgadas diretamente por Brasil e Bolívia. No
entanto, na composição geral dos custos incidentes sobre as importações pela Bolívia de
produtos originados de Rondônia, estão incluídos os seguintes encargos:
•
•
•
•
•
Gravame Aduaneiro Consorciado (GAC) - Imposto a ser pago na nacionalização de produtos
importados, com alíquota de 10% para bens em geral.
Imposto sobre Valor Agregado (IVA) – Imposto adicional com alíquota de 14,94% calculado
sobre o valor resultante dos custos do produto (CIF).
Inspectorate – Verificação de Preços/Qualidade – 1,92% sobre o valor FOB das mercadorias.
Taxas de Aduana/Despacho e desembaraço – 1,5% sobre o valor FOB das mercadorias.
Todos os percentuais apresentados na Tabela poderão sofrer alterações a qualquer
momento, conforme as deliberações dos governos dos respectivos países. Portanto, no
momento das negociações devem ser feitas consultas junto às entidades afins em cada país:
Receita Federal, SECEX – Secretária de Comércio Exterior, do Ministério do
Desenvolvimento, Industria e Comércio, do Brasil; Câmaras de Comércios, no Peru e
Bolívia.
Para efeito de definição dos custos finais dos produtos importados pela Bolívia, já considerados
todos os encargos acima, totalizam um adicional de impostos e taxas de 28,36%.
Custo Final de Produtos Importados por Rondônia
O quadro abaixo apresenta o custo final dos produtos selecionados passíveis de importação pelo
Estado de Rondônia.
1 - Produtos Alimentícios
Produto
Código
1701110100
1008300000
0305560100
1006200000
1516201900
2005700000
2202901700
2309101000
0504000100
2101109000
0307991200
0210200000
0206109900
0201300500
0206100200
0203199900
2005400000
-
Açúcar Cristal
Alpiste
Anchova – embalagem 125g
Arroz – saca 60 kg
Azeite de Oliva – embalagem 500ml
Azeitona em conserva
Bebidas Lácteas diversos sabores – embalagem 140ml
Biscoitos e Bolachas diversos sabores, em saquinho de 200g.
Bucho Bovino
Café sóluvel – embalagem de 200g
Caracol – embalagem 450g (frutos do mar)
Carne Bovina em arrouba (15 kg)
Chã de Fora
Contra Filé
Coração Bovino
Costelas Suína Defumada
Ervilha – embalagem de 500g
Unid.
kg
kg
unid.
kg
unid.
kg
unid.
unid.
kg
unid.
unid.
kg
kg
kg
Kg
kg
kg
Preço US$
0,22
1,20
0,40
0,18
3,00
2,30
0,37
0,43
0,70
0,57
1,87
0,86
2,10
3,13
0,90
1,93
0,81
Total de Tributos
ALCGM
Fora da
ALCGM
12,61
60,81
12,61
22,81
12,61
32,81
12,61
32,81
12,61
29,81
12,61
22,81
12,61
42,81
12,61
52,81
12,61
30,81
12,61
29,81
12,61
32,81
12,61
39,81
12,61
39,81
12,61
39,81
12,61
30,81
12,61
42,81
12,61
30,81
Preço Final
ALCGM
Fora da
ALCGM
0,24
0,35
1,35
1,47
0,45
0,53
0,20
0,23
3,38
3,89
2,59
2,82
0,41
0,53
0,48
0,65
0,79
0,91
0,64
0,73
2,10
2,48
0,97
1,20
2,36
2,93
3,52
4,37
1,01
1,17
2,17
2,75
0,91
1,06
132
1211900899
0306290101
1208100000
1101000100
1008900000
0206100300
0305300090
0305300090
0201300800
1104199900
0402911000
2103201000
3205000000
0406109000
0402919000
0402999100
1008900000
0206110400
1601001000
1902110000
0405000100
1601005000
0206109900
0908100000
1512110000
1507900000
1211901000
2001903000
4818100000
0201301000
2008609900
0210111000
0406900000
0203190100
1601003000
1211900899
0302610000
0303710000
2009801000
0210112000
0806200000
2209000000
8003000200
2523290000
2523290000
3206100199
7415210000
6912000100
6910100000
6901000000
3208101000
5909009900
3208102000
-
-
-
Extrato liofilizado de Unha de Gato – embalagem 40g e 1 kg
Farinha de pescado
Farinha de Soja
Farinha de Trigo
Feijão – diversos tipos, embalagem de 500g
Fígado Bovino
File de atum – lata de 170g
File de sardinha – lata de 170g
Filé Minhon
Grão de Bico – embalagem de 500g
Iogurte – vários sabores – embalagem de 250ml
Ketchup – embalagem de 390g
Lacas Verniz para Madeiras
Leite condensado – lata de 410g
Leite em Pó – embalagem 410ml
Leite tipo Longa Vida
Lentilha – embalagem de 500g
Língua Bovina
Lingüiça
kg
kg
kg
kg
kg
kg
unid.
unid.
kg
kg
unid.
unid.
??
unid.
unid.
??
kg
kg
kg
Macarrão e outras preparações em farinha de trigo – embalagem c/ 500g
kg
Manteiga
kg
Mortadela
kg
Músculo Bovino
kg
Nozes inteira
kg
Óleo de Girassol
??
Óleo de Soja Refinado
??
Orégano
kg
Palmitos em conserva
kg
Papel Higiênico
unid.
Patinho (carne bovino)
Kg
Polpa de Camu-Camu – embalagem c/ peso variado
kg
Presunto – embalagem 200g à 1 kg
kg
Queijo mussarela
kg
Salame tipo italiano
kg
Salsicha
kg
Sangre de Grado em pó – embalagem 40g e 1 kg
kg
Sardinha defumada – embalagem 225g
unid.
Sardinha em conserva – lata de 425g
Unid.
Sucos de frutas – embalagem de 275ml
unid.
Toucinho defumado
kg
Uva Passas
kg
Vinagre Branco e Tinto
??
2 - Material de Construção
200,00
0,45
0,16
0,21
0,43
1,30
0,76
0,58
3,50
1,47
0,28
0,77
8,55
0,74
1,87
0,45
0,93
0,81
2,90
0,32
3,10
2,22
1,35
5,85
1,26
0,59
4,40
1,97
0,14
2,17
2,00
3,53
2,95
5,20
3,83
200,00
0,84
0,30
0,36
3,91
3,00
1,04
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
24,06
32,61
32,81
29,61
31,31
30,81
30,81
28,81
39,61
28,81
52,81
42,81
52,81
42,81
42,81
42,81
42,81
30,81
42,81
52,81
42,81
42,81
39,81
29,81
29,31
30,31
28,81
42,81
49,81
39,81
27,81
42,81
42,81
42,81
42,81
24,06
27,81
27,81
30,81
32,81
32,81
42,81
225,22
0,50
0,18
0,23
0,48
1,46
0,85
0,65
3,94
1,65
0,31
0,87
9,63
0,83
2,10
0,51
1,08
0,91
3,26
0,36
3,49
2,50
1,52
6,59
1,42
0,66
4,95
2,22
0,16
2,44
2,25
3,97
3,32
5,85
4,31
225,22
0,94
0,33
0,40
4,40
3,38
1,17
248,12
0,59
0,21
0,27
0,56
1,76
0,99
0,75
4,88
1,89
0,42
1,09
13,06
1,05
2,67
0,64
1,33
1,05
4,14
0,48
4,42
3,17
1,88
7,59
1,63
0,76
5,66
2,81
0,21
3,03
2,55
5,04
4,21
7,43
5,47
248,12
1,07
0,38
0,47
5,19
3,98
1,48
kg
unid.
ton.
??
unid.
unid.
Revestimentos Cerâmicos Esmaltados (pisos e azulejos) tamanhos variados
m²
Tintas para usos diversos – embalagem variadas
??
Tubos e Conexões de PVC
unid.
Vernizes
??
3 – Confecções e Artefatos de Couro
1,65
4,20
79,00
9,60
consultar
consultar
consultar
5,54
consultar
consultar
9,15
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
41,81
26,81
26,81
52,81
39,11
52,81
52,81
52,81
52,81
47,81
52,81
1,86
4,73
88,9
10,8
6,24
10,30
2,33
5,32
100,18
14,66
8,46
13,98
consultar
consultar
consultar
12,61
12,61
12,61
52,81
42,81
40,81
-
-
130,00
500,00
49,00
consultar
1.615,00
2.292,00
2.404,00
1.172,00
12,20
consultar
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
12,61
47,61
17,11
34,61
22,81
32,01
29,81
42,81
57,81
57,81
57,81
57,81
27,31
44,81
146,35
563,05
55,18
1.818,65
2.581,02
2.707,14
1.319,79
13,74
-
166,15
660,05
63,60
2.548,63
3.617,00
3.793,75
1.849,53
15,53
-
Barras de aço e perfis de variadas formas e dimensões
Cimento Portland – em saco de 50 kg
Cimento Portland a granel
Esmaltes Sínteticos
Ferragens p/ banheiros, esmaltado, cromado e dourado
Louças e Artefatos em melamine com decoração
Louças sanitárias, vasos, lavatórios
4201000100
6404190000
6203210000
-
Artigos de Couro
Calçados em geral
Confecções geral (roupas masculinas e femininas, p/ diversos usos)
2518200000
2519909000
2510101000
3808100101
8408100000
8408100000
8408100000
8408100000
1214100000
8504230000
-
Cal de Rocha Dolomítica
Carbonato de Cálcio
Fosfato de Rocha
Inseticidas – embalagem com capacidade variada.
Motor de Popa Johnson 25 Hp
Motor de Popa Johnson 40 Hp
Motor de Popa Johnson 55 Hp
Motor de Popa Johnson 8 Hp
Ração para aves em geral – saca 50kg
Transformadores com tensão até 33.000 volts.
unid.
unid.
unid.
4 – Outros Produtos
ton.
ton.
ton.
unid.
unid.
unid.
unid.
unid.
saca
unid.
133
Na composição dos custos finais incidentes sobre as importações realizadas pelo Estado de Rondônia
foram consideradas duas hipóteses, uma, quando as operações se processarem através da Área de
Livre Comércio de Guajará Mirim - ALGCM, outra, quando realizadas por empresas de outras
localidades do estado. Tal diferença se deve ao tratamento diferenciado dispensado à Área de Livre
Comércio de Guajará Mirim, especialmente no que se refere ao ICMS, cuja alíquota é de 6,8%
contra 17% nas outras localidades. Os produtos importados através da referida ALCGM, quando
destinados ao consumo ou à industrialização dentro do município estarão também isentos do
Imposto de Importação - II e do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, conforme detalhado
na “ Planilha de Encargos Incidentes nas Importações ”.
??Custo Final de Produtos para Importação pelo Peru
A PLANILHA ABAIXO APRESENTA OS CUSTOS RELATIVOS ÀS IMPORTAÇÕES DE PRODUTOS
SELECIONADOS DO ESTADO DE RONDÔNIA PASSÍVEIS DE NEGOCIAÇÃO COM O PERU, JÁ
ESTANDO INCLUÍDOS TODOS OS CUSTOS DECORRENTES DAS INCIDÊNCIAS TRIBUTÁRIAS. NÃO
ESTÃO INCLUÍDOS OS CUSTOS RELATIVOS A TRANSPORTES, COMISSÃO DE AGENTES E OUTROS
CUSTOS PRÓPRIOS DA NEGOCIAÇÃO, CONFORME ENTENDIMENTO ENTRE AS PARTES
INTERESSADAS.
Os preços dos produtos indicados na planilha, referem-se a cotação média observada no
mercado, vigente à época do presente estudo, sendo passíveis de alterações dependendo das
condições negociadas.
1 – Produtos Alimentícios
Produto
Código
1701110100
2201101000
2201101000
2202100000
1006200000
1006200000
0102100100
2101109000
1601000000
1601000000
0206100200
0504000100
0206100300
0102900102
0402991000
0405000100
0102900101
1507100000
0504009900
2001902000
2001903000
2009800199
2009800199
2009800199
2008991300
0406900000
2202901104
2202901199
-
Açúcar – em saca de 50 kg
Água mineral com e sem gás
Água 20 litros
Água 500ml
Água com gás 290ml
Arroz – em fardo de 30 kg
Arroz beneficiado de 1ª emb. pacote de 5 kg
Bezerro Desmamado
Café – em grão - saca 60 kg
Carne Bovina com Osso
Carne Bovina sem Osso
Coração
Estômago (bucho)
Fígado
Garrote 12 arroubas (arrouba = 15 kg)
Leite Pasteurizado
Manteiga
Novilha de 2/3 anos
Óleo de Soja – caixa com 20 ta. 900ml
Outros Miúdos
Palmito “In Natura”
Palmitos em Conserva
Polpa de Acerola – embalagem de 500g
Polpa de Cacau – embalagem de 500g
Polpa de Cupuaçu – embalagem de 500g
Polpa de Manga – embalagem de 500g
Queijo tipo Mussarela
Refrigerante – emb. de 1.000ml – cx. c/ 6 unid.
Refrigerante – emb. de 2.000ml – cx. c/ 6 unid.
Unid.
Saca
unid.
unid.
unid.
Fardo
Pacote
cabeça
Saca
ton.
ton.
ton.
ton.
ton.
cabeça
??
kg
cabeça
unid.
ton.
kg
kg
kg
kg
kg
kg
kg
caixa
caixa
Preço US$
9,00
*Total de
Tributos
(%)
33,50
1,30
0,21
0,45
12,76
2,35
108,00
52,00
1.750,00
1.850,00
800,00
500,00
450,00
240,00
0,31
3,15
190,00
11,44
850,00
0,58
1,32
2,62
2,50
2,65
2,65
2,66
2,41
4,29
33,50
33,50
33,50
33,50
33,50
25,10
29,90
27,50
27,50
31,10
31,10
31,10
25,10
33,50
33,50
25,10
27,50
31,10
23,90
28,70
27,50
27,50
27,50
27,50
33,50
33,50
33,50
Preço final
Tributação
12,01
1,73
0,28
0,60
17,03
3,13
135,10
67,54
2.231,25
2.358,75
1.048,80
655,50
589,95
300,24
0,41
4,20
237,69
14,58
1.114,35
0,71
1,69
3,34
3,18
3,37
3,37
3,55
3,21
5,72
134
2202901103
0102900101
-
6203210000
-
4418900100
4408100199
4412119900
4409101000
4418200000
-
2523290000
6910900000
-
2517100000
6802930000
-
6908109900
6905900000
-
5206119900
8901900200
3401191000
-
Refrigerante – emb. de 290ml – cx. c/ 24 unid.
caixa
Touro reprodutor P. O. Nelore (500 kg)
cabeça
2 – Confecções
Confecções de roupas em geral, crianças e adultos.
unid.
3 – indústria Madeireira
Casas pré-fabricadas de Madeira
m²
Compensados de madeira
m3
Laminados (madeira)
m³
Parket em Madeiras Diversas
m²
Portas com Aduelas incluídas
unid.
4 – Material de Construção
Cimento Portland – embalagem saco 50 kg
Saca
Lavatório, louças sanitária, caixas de descargas
unid.
Pedra britada diâmetros de classificação de 0 à 3
m³
Pisos e revestimentos de granito de várias tonalidades
com dimensão 40 X 40 cm ou 45 X 45 cm
m²
Pisos e revestimentos esmaltados diversos
m²
Telha de fibrocimento – espessura e tamanho variados
unid.
5 – Outros Produtos
Algodão Beneficiado em Fibra
kg
Barco de alumínio – 5 metros
unid.
Sabão em barra – embalagem com peso variado –
caixa c/ 50 unidade – 200 g
caixa
4,33
1.000,00
33,50
25,10
5,78
1.251,00
consultar
28,70
-
25,00
420,00
395,00
5,20
43,00
33,50
27,50
27,50
25,10
33,50
33,37
535,50
503,62
6,50
57,40
5,00
33,50
6,67
consultar
24,74
28,70
33,50
33,02
34,74
5,54
consultar
27,50
27,50
33,50
44,29
7,06
-
1,44
1.400,00
25,10
27,50
1,80
1.785,00
4,20
33,50
5,60
OBS.: (*) Nesta coluna estão incluídos os encargos tributários totais conforme Planilha de Tributos
e Encargos Incidentes nas Importações
Todos os produtos cuja importação é destinada á área de livre comércio ou zonas francas, como o
Ilo – Tacna, além de toda à amazônia peruana, ficam isentos de todos os tributos, cabendo apenas o
pagamento de custos de agentes despachantes e transportes.
??Custo Final de Produtos Importados pela Bolívia
A planilha abaixo apresenta os custos finais incidentes sobre os produtos selecionados passíveis de
importação pela Bolívia. Na composição destes custos estão incluídos todos os tributos e encargos
aplicáveis. Os preços indicados correspondem à cotação média vigente à época dos levantamentos
de campos.
1 – Produtos Alimentícios
Produto
Código
1701110100
2309909000
1008300000
0305300090
1006200000
1516201900
2005700000
2202901700
2309101000
0504000100
2101109000
0307991200
0210200000
0210120000
-
Açúcar Cristal
-
Alimentos balanceados para animais – embalagem c/ peso variado
-
Alpiste
Anchovas – embalagem 125g
Arroz beneficiado – em saca de 60 Kg
Azeite de Oliva – embalagem 500ml
Azeitona em conserva
Bebidas Lácteas diversos sabores – embalagem 140ml
Biscoitos e Bolachas diversos sabores, em pacote de 200g
Bucho de bovino
Café Solúvel – embalagem.de 200g
Caracol – embalagem 450g (frutos do mar)
Carne Bovina desossada
Carne Suína carcaça inteira
Unid.
kg
kg
kg
unid.
kg
unid.
kg
unid.
unid.
kg
unid.
unid.
kg
kg
Preço US$
0,57
0,45
1,20
0,40
29,00
3,00
2,30
0,37
0,35
1,37
2,08
1,87
3,88
1,75
*Total de
Tributos
(%)
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
Preço Final
0,73
0,57
1,54
0,51
37,22
3,85
2,95
0,47
0,44
1,75
2,66
2,40
4,98
2,24
135
0206109900
0201300500
0206100200
0203199900
2005400000
0306290101
1208100000
0306294000
1201001000
0206100300
0305300090
0305300090
0201300800
2006000199
1104199900
0402911000
2103206000
0406109000
0402210101
0402919000
1008900000
0206110400
1601001000
1902110000
-
1101000200
0405000100
0811100100
2005800000
1601005000
0206109900
0908100000
1512110000
1507100000
1211901000
2001903000
0201301000
2008609900
0210111000
0406900000
0203190100
1601003000
0302610000
0303710000
2202900401
2306100000
2304000000
0210112000
0806200000
2103901000
-
2523290000
3206100199
6910100000
6901000000
-
6911900000
6811100000
3208101000
5909009900
3208102000
-
Chã de Fora
Contra Filé
Coração de Bovino
Costelas Suína defumada
Ervilha – embalagem 500g
Farinha de Pescado
Farinha de Soja – saca de 50kg
Farinha de trigo – embalagem em saca de 50kg
Feijão – em saca de 60 Kg
Fígado de bovino
File de atum – lata de 170g
File de sardinha – lata de 170g
Filé Minhon
Frutas em conserva – diversas – embalagem 900g
Grão de Bico – embalagem de 500g
Iogurte – vários sabores – embalagem de 250ml
Ketchup – embalagem 400g
Leite condensado – lata de 410g
Leite em pó
Leite Longa Vida de 1 litro
Lentilha – embalagem 500g
Língua de bovino
Lingüiça de porco
Macarrão e outras preparações em farinha de trigo –
embalagerm c/ capacidade variada
Macarrão Talharim
Manteiga
Marmeladas diversos sabores – embalagem 720g
Milho saca de 60kg
Mortadela
Músculo
Nozes inteira
Óleo de Girassol
Óleo de Soja
Orégano
Palmito inteiro ou rodelas
Patinho de bovino
Polpa de Camu-Camu – embalagem com peso variado
Presunto – embalagem 200g à 1 kg
Queijo tipo mussarela – peça contendo 4kg em média
Salame – tipo italiano
Salsicha
Sardinha defumada – embalagem 225g
Sardinha em conserva – lata de 425g
Suco de frutas diversos – lata de 500ml
Torta de algodão – saca de 50kg
Torta de soja – saca de 50kg
Toucinho defumado
Uva Passas
Vinagre – tinto ou branco
2 – Materiais de Construção
Cimento Portland – em saca de 50 Kg
Esmaltes – embalagem em galão
Louças sanitárias, vasos, lavatórios
Revestimentos cerâmicos esmaltados (pisos e azulejos)
tamanhos variados
Tanques de cimento amianto de dimensões variadas
Telhas Onduladas de dimensões variadas
Tintas tipo PVA – embalagem de 18 litros
Tubos e conexões de PVC
Vernizes – embalagem em galão.
kg
kg
kg
kg
kg
kg
kg
saca
kg
kg
unid.
unid.
kg
unid.
kg
unid.
unid.
unid.
kg
ml
kg
kg
kg
2,10
3,17
0,90
1,93
0,81
0,15
11,00
14,40
38,91
1,30
0,76
0,58
3,50
1,53
1,47
0,28
0,64
0,74
0,52
0,79
0,93
2,68
2,90
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
2,69
4,06
1,15
2,47
1,03
0,19
14,11
18,48
49,94
1,66
0,97
0,74
4,49
1,96
1,88
0,35
0,82
0,94
0,66
1,01
1,19
3,44
3,72
kg
kg
kg
unid.
kg
kg
kg
kg
??
??
kg
kg
kg
kg
kg
kg
kg
kg
unid.
unid.
unid.
kg
kg
kg
kg
??
0,98
3,05
3,10
1,53
11,40
2,22
1,35
5,85
1,26
0,59
4,40
1,66
2,17
2,00
3,53
2,95
5,20
3,83
0,84
0,30
0,44
0,06
0,07
3,91
3,00
1,04
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
1,25
3,91
3,97
1,96
14,63
2,84
1,73
7,50
1,61
0,75
5,64
2,13
2,78
2,56
4,53
3,78
6,67
4,91
1,07
0,38
0,56
0,07
0,08
5,01
3,85
1,33
unid.
unid.
unid.
3,90
9,60
Consultar
28,36
28,36
28,36
5,00
12,32
-
m²
Unid.unid.
unid.
unid.
unid.
4,32
Consultar
Consultar
32,43
Consultar
9,15
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
5,54
41,62
11,74
136
4201000100
6203210000
-
5204190000
8003000200
3901100100
2518200000
2519909000
4104291000
4104291000
4105190100
3304990000
3401200000
-
2510101000
8408100000
8408100000
8408100000
8408100000
4818100000
1214100000
3401191000
3401191000
3305100000
-
-
3 – Confecções e Artefatos de Couro
Artefatos de couro
Vários
Confecções em geral
unid.
4 – Outros Produtos
Algodão em Fibra
kg
Barras de aço e perfis de variadas formas e dimensões
unid.
Bolsas de polietileno (sacos plásticos) – embalagem variada
kg
Cal de rocha dolomítica
ton.
Carbonato Cálcio
ton.
Couro bovino fresco salgado
kg
Couro bovino curtido – diversos acabamentos
kg
Couro de Ovino salgado
kg
Cremes para cabelo – caixa 12 X 500ml
unid.
Detergentes – embalagem em variadas quantidades – caixa
500 X 12 de 50ml
unid.
Fosfato de rocha fosfórica
ton.
Motor de Popa Johnson – 25 hp
unid.
Motor de Popa Johnson – 40 hp
unid.
Motor de Popa Johnson – 55 hp
unid.
Motor de Popa Johnson – 8 hp
unid.
Papel Higiênico – embalagem em fardo de 24 unid.
unid.
Ração para aves – saca de 50kg
saca
Sabão para lavar em barra – embalagem c/ 50 unid. de 200g
unid.
Sabonete – caixa 30 X 180g
caixa
Shampoos – caixa 12 X 500ml
caixa
Consultar
Consultar
28,36
28,36
-
1,44
1,65
1,22
130,00
500,00
0,80
7,50
0,90
6,61
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
1,84
2,11
1,56
166,86
641,80
1,02
9,62
1,15
8,48
7,13
49,00
1.615,00
2.292,00
2.504,00
1.172,00
0,14
12,20
3,58
8,03
6,88
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
28,36
9,15
62,89
2.073,01
2.942,01
3.214,13
1.504,37
0,17
15,65
4,59
10,30
8,83
OBS.: (*) – A alíquota de 28,36% corresponde ao somatório de todos os tributos e encargos exigidos
pelo Governo da Bolívia para importação de produtos e bens em geral.
137
138
ANEXOS
Anexo 1 – Entidades e Empresas Visitadas no Peru e Bolívia
Anexo 2 – Empresas Transportadoras
Anexo 3 – Empresas Importadora e Exportadoras
139
ANEXO I
ENTIDADES E EMPRESAS VISITADAS PERU E BOLÍVIA
Período de 11/08/1999 a 29/08/1999
01-CÂMARA DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE SANTA CRUZ
End.: Rua Suárez de Figuerosa, 127 – Casilla, 180
Fone: (591) 3-334555
Fax: (591) 3-342353
Email: [email protected]
Santa Cruz de La Sierra/Bo
Contato: Mário Herrera Sánches – (Assis. de Com. Exterior)
02-CADEX – CÂMARA DE EXPORTADORES DE SANTA CRUZ DE LA SIERRA
End.: Av. Velaide n.º 131-135
Fone: (591) 36-2030
Fax: (591) 3-32-1509
Email: [email protected]
Santa Cruz de La Sierra/Bo
Contatos: Rafael Riva Arana – (Encarregado do Centro de Informações e Sistemas)
Rafael Quintela E Chazú - (Departamento Logístico de Exportações)
03-CÂMARA FLORESTAL DA BOLÍVIA
End.: Rua Prol. Manuel Ignácio Salvatierra, 1035 – Casilla 346 Santa Cruz de La Sierra-Bolívia
Fone: (591) 3-332699
Fax: (591) 3-331456
Email: [email protected]
Contato: Lic. Arturo Bowtes Olhagaray – (Gerente Central)
Jorge E. Aiva Antelo – (Departamento Legal)
04-CAPEBRAZ – CÂMARA DE COMÉRCIO INTEGRAÇÃO PERUANO BRASILEIRO
End.: Rua Frederico Recavarren 624 – Miraflores – Lima 18, Peru
Fone/Fax: (511) 241-2589
Email: [email protected]
Contatos: Lic. Hermani Ferreccio Salazar - (Presidente)
Ing. Jorge Herreru Cruz - (Gerente Comercial)
05-MINISTÉRIO DA AGRICULTURA
End.: Rua 18 lote 25 urbano covina, lamolina – Lima - Peru.
Contato: M. Sc. Erasmo Otarola Azevedo - (Consultor Florestal)
Fones: (591) 348 4024 / 225 0316
06-CÂMARA DE COMÉRCIO DO PERU
End.: Av. Gregório Escobedo n.º 398 – Lima-Peru
Contato: Maximo Rondoy Calderon - (Economista – chefe Dto. Comércio Exterior)
Fones: (511) 261-4400 / 463-3434
Fax: (511) 463-2820
07- CÂMARA DE COMÉRCIO DE IQUITOS
Endereço:
Fone:
140
Contato: Juan Carlos - Presidente
08-UNIVERSIDAD NACIONAL DE LA AMAZONIA PERUANA – CENTROS DE PRODUCCION –
FACULTAD DO ENGENIERIA FORESTAL
End.: Puerto Almendras – Iquitos-Peru.
Fone: 22 2105
Fax: 23 5900
Contato: Javier Rulher Marin Mori
Atividade: Indústria Madeireira e Moveleira.
Área de interesse: Exportação de madeiras beneficiadas e móveis.
09-EMPRESAS NACIONAL DE PUERTOS – ENAPU S.A
End.: Av. La Marina s/n – Punchana – Iquitos-Peru
Contato: Hernan R. Marroquin T.
Fone: 51-94 251955
Fax: 252041
Email: [email protected]
Atividade: Movimentação de caga – Porto Fluvial.
10- SERTISTA – INDÚSTRIA TIVOLI S. A. C.
End.: Ricardo Palma n.º 345 – Iquitos-Peru
Fone: 094231075
Fax: 094232968
Contato: Jorge Arrue Cubas
Atividade: Comércio de Produtos de Panificação
Área de interesse: Exportação de produtos de panificação, tecnologia de pão ultracongelado e
insumos de última geração para padaria.
11- R. J. R. – SRL – INGENIEROS CONTRATISTAS
End.: Jr. Putmayo, n.º 882 –2.º piso – Iquitos-Peru
Fone: 23 2427
Contato: Carlos Rivera Fernandes
Atividade: Projetos e execução de Construção Civil e Serviços en Geral.
Área de Interesse: Cooperação técnica e parceria.
12- “COREPSA” - CIA DE REPRESENTACIONES S. A. C.
End.: M Putumayo 141-145 – Iquitos-Peru
Fone: 094234301
Fax: 094233728
Contato: Rober Walter Aguilar Vasovez
Atividade: Comércio de produtos náuticos.
Área de Interesse: Exportação de motores de popa - (Johnson)
Importação de barcos de alumínio
13- COMERCIAL IQUITOS S. A. – COMISA
End.: Jr. Prospero 624 – Iquitos-Peru
Fone: 094-234761
Fax: 094-235317
E-mail: [email protected]
Contato: Rober Chong Villacorta
Aitividade: Comércio de materiais para construção
141
14- INSTITUTO PARA EL DESAROLHO DEL SUR DEL PERU
End.: Casilla 1031, Telefax (51-54) 256835 – Arequipa-Peru
E-mail: [email protected]
Contato: Alberto Arredonda P. (Gerente Comercial)
15- CÂMARA DO COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE AREQUIPA
End.: Quezada n.º 104, Ianahuara – Arequipa-Peru
Fone: (0511) 254184
Fax: (0511) 54254320
E-mail: [email protected]
Contato: Enrique Angulo Paulete – (Gerente)
16- ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTE TERRESTRE DE CARJA – ANATEC
End.: Av. Arequipa, 330 – Oficina n.º 901/902 – Lima
Contato: Esperanza Doma Flores - (Secretária Executiva)
Fones: (511) 433-1673 / 433-1321
Fax: (511) 330-5250
17- MINISTÉRIO DE TRANSPORTES, COMUNICACIONES, VIVENDA Y CONSTRUCION
End.: Av. 28 de julio n.º 800 – Lima-Peru
Contato: A. Ana Maria Montli de Mantero - (Diretora Executiva – Direccion Geral de Caminos)
Fones: (511) 433-2115 / 433-5680
18CETICOS–
CENTRO
DE
EXPORTAÇÃO,
TRANSFORMAÇÃO,
COMERCIALIZAÇÃO E SERVIÇOS DE ILO)
End.: Carretera Costanera Sur Panpa del Palo s/n Km 7,6 – Ilo-Peru
Fones: (51-54) 795800 / 795801 / 795804
Fax: (51-54) 795803
E-mail: [email protected]
Contato: Ing. Eduardo Rivera Tomes – (marketing)
INDÚSTRIA,
19- MUNICIPALIDADE PROVINCIAL DE ILO
End.: Jr. Mirave, 212 – Ilo-Peru
Fone: 781769
Fax: 781586
Contato: Ernesto Herrera Becerra – (Alcalde)
20- ENAPU S. A. – TERMINAL MARÍTIMO DE ILO
End.: Brasil, 208 - Garibalde – Ilo-Peru
Fone: 781911
Fone/Fax: 781215/781520
E-mail: [email protected]
Contato: Roberto Espinosa Espinosa – (gerente)
21- MINISTÉRIO DE LA PRESIDÊNCIA
(Consejo Transitório de Administracion Regional de Moquegua)
End.: Rua Junín, n.º 520 – Maquegua – Peru
Fone: 762031
Fax: 762597
Contato: Italo Arturo Cubas Langa – (Presidente Executivo)
142
22- CETICOS - TACNA – (CENTRO DE EXPORTAÇÃO, TRANSFORMAÇÃO, INDÚSTRIA,
COMERCIALIZAÇÃO E SERVIÇOS DE TACNA)
End.: Panamericana Jvr, Km 1303 – Tacna-Peru
Fones: 847090 / 847171
Fax: (51-54) 847150
E-mail: [email protected]
Contato: Lic. Saul Rivera Borjas – (Gerente de Promocion y Desarrolho)
23- CÂMARA DE COMÉRCIO INDÚSTRIA Y PRODUCION DE TACNA
End.: A. Ugarte, 56 Casilla, 307 – Tacna-Peru
Fones: (51-54) 724961 / 711318
Fax: (51-54) 724961
E-mail: [email protected]
Contato: Carlos Vargas Mamani – (Gerente)
24- MINISTÉRIO DE DESARROLHO ECONÔMICO VICE MINISTÉRIO DE TRANSPORTES
Palácio de Comunicações – 1º piso
End.: Av. Mcal Santa Cruz s/nº. – La Paz-Bolívia
Fones: 377221 Int. 8011 Cel. 01213801
Fax: 39-1818
E-mail: [email protected]
Casilla 9360
Contato: Ing. Fernando Ménder Rivero – (Jefe Nal. del transporte por água e puertos)
25- CÂMARA NACIONAL DE INDÚSTRIAS
End.: Av. Mcal. Santa Cruz n.º 1392 – La Paz-Bolívia
Central piloto: (5912) 374477
Fax: 362766
E-mail: [email protected]
Casillha 611
Contato: Saúl Antônio Saliz Salinas – (Coordenador - Centro de Desarrolho Empresarial)
26- CÂMARA NACIONAL DE COMÉRCIO
End.: Av. Mcal. Santa Cruz, n.º 1392 – Edif. Câmara Nacional de Comércio – Piso 3 – La Paz-Bolívia
Central Piloto n.º 39595
Fax: (591-2) 391004
Casilha n.º 7
E-mail: olhar no cartão
Contato: Silvia Linares
27- EMCOSAL S. R. L.
End.: Av. Sanchez Lima 2512 – La Paz-Bolívia
Edifício Melissa piso 1 – of. “A”
Fone: (591) 2-414323
Fax: (591) 2-412066
E-mail: [email protected]
Contato: Lic. Enrique Cabezas Gomes – (Presidente Executivo)
28- CÂMARA DEPARTAMENTAL DA INDÚSTRIA DE COCHABAMBA
End.: Av. Ballivian, n.º 0782 – Casilha 221 – Cochabamba-Bolívia
Fone: (591-4) 257057
143
Fax: (591-4) 2577060
Contatos: Bernd Von Rosenstiel – (Asesor de Enversiones)
Oscar Buendsa M. – (Asesor Econômico)
29- CÂMARA DE COMÉRCIO DE COCHABAMBA
End.: Calle Jucre n.º E-336 – Cochabamba-Bolívia
Fone: 257715/411-5103
Casilha 493
E-mail: olhar no cartão
Contato: Juan Carlos Avila – (Gerente General)
30- INDÚSTRIA DE ALIMENTOS DEL VALLE
End.: Av. Bianco Galindo Km 6,7 – Cochabamba-Bolívia
Casilha 510
Fone: 68001
Fax: 591 (42) 68007
Contato: Jorge A. Vásquer Ch. – (Gerente General)
Aividade: Indústria.
Área de interesse: Exportação de produtos alimentício( sucos de frutas, marmeladas, ketchup)
31- LAMOSA
End.: Jr Prospero 624 – Cochabamba-Bolívia
Contato: Hugo Chong
Fone: 094-235317
Fax: 094-239264
Atividade: Indústria
Área de interesse: Compra e venda de maquina para ladrilho.
32- TRIPLAY ENCHAPES S. A.
End.: Av. Navarro Cauper 980, Punchana – Cochabamba-Bolívia
Contato: Maria Jesus Trusillo
Fone: 94 610313
Fax: 94 251857
Atividade: Indústria
Área de interesse: Exportação de laminados e compensados
33- AGENCIA ADUANA RAFAEL GARCIA
End.: Jr. Napo 485 – Cochabamba-Bolívia
Contato: Rafael Garcia Silva
Fone: 234881
Fax: 235157
Atividade: Despachante aduaneiro
34- TRANSBER S. A. C.
End.: Calh caduio 129 Industrial ??? – Cochabamba-Bolívia
Contato: Manuel Antonio B. Lima
Fone: 5721312
Fax: 572039
Atividade: Transporte aéreo, marítimo, terrestre e fluvial
35- CAMU-CAMU – EXPORT S.A.
144
End.: Jr. Ucayali 233 – Iquitos-Peru
Fone: 094-242729
Contato: Carlos Santillan A.
Atividade: Comercial
Área de interesse: Exportação de Camu-Camu.
36- COMERCIAL INDUSTRIAL SELVA S.A.
End.: Jr. Arico n.º 348 – Iquitos-Peru
Fone: 231504 – Caixa postal: 313
Fax: 234892
Contato: Carlos Fachin Pineda
Atividade: comercial
Área de Interesse: Importação de perfis de ferro para construção
37- MULTICOMERCIO S.A.
End.: 9 de Diciembre cda 336 – Iquitos-Peru
Fone: 241124
Contato: Willy Fernandes Souza
Atividade: comercial
Área de Interesse: Exportação de artigos plásticos em geral.
38- C. VEÉ AGRO SRLDA
End.: Jr. Arica 901 – Iquitos-Peru
Fone: 241081
Fax: 236371
Email: [email protected]
Contato: Mário Vroleta R. de Pnes
Atividade: Comercial/Agropecuária
Área de Interesse: Exportação e Importação de produtos Agropecuários.
39- R y R. – SRL – INGS. Contratistas
End.: Putumayo 883 – 2º piso – Iquitos-Peru
Fone: 232427
Contato: Carlos Rivera Fernandez
Atividade: Construção Civil
Área de Interesse: Projetos, construções, parcerias.
40- CONSORCIO PERUANO COMERCIAL
End.: Arica 613 – Iquitos-Peru
Fone: (094) 224146/670297
Fax: (094) 221053
Contato: Segundo Rojas Servigón
Atividade: Comercial
Área de Interesse: Exportacion de produtos alimenticios: arroz, freijão e outros; Importacion de
máquinas para beneficiamento de arroz e máquinas agrícolas.
41 - SERVICIO INDUSTRIAL DE LA MARINA – IQUITOS
End.: Av. Marina 1177 - Base Naval de Iquitos – Iquitos-Peru
Fone: 094-251070
Fax: 094-251986
Email: [email protected]
Contato: Capitain Navio – Rober Valencia Vargas
145
Atividade: Comércio
- Àrea de interesse: Compra e venda de material nautico( barcassas, chatas, barcos de
alumínio)
42 - AGROPECUARIA INDUSTRIAL MONOSSI CLIGIO S. R. L.
End.: Av. Arica 1164 – Altos – Iquitos-Peru
Fone: 263913
Contato: Rosalena Cligio
Atividade: Agropeccuária.
Area de interesse: Importação de ração para frango, milho e farinha de pescado.
43 - LUIZ WONG FLORES – Representaciones
End.: Jr. Própero 547 – Iquitos-Peru
Fone/Fax: 234111
Contato: Luis Wong Flores
Atividade: Comércio e representações
Área de interesse: Importação de Farinha de trigo, leite em pó e açúcar.
44 - BOTICA MSAISE GIRL
End.: Arica 122-795 – Iquitos-Peru
Fone: 232628/243453
Fax: 241499
Contato: José Amisael Lópea Lópea
Atividade: Comércio
Área de interesse: Importação de Produtos Farmacêuticos
45 - FARMACIA PROSPERO
End.: Ramon Castilla 288 – Iquitos-Peru
Fone: 094-231578
Fax: 094223165
Atividade: Comercio
Área de interesse: Importação de medicamentos.
46 - FERROPLUS EIRL
End.: Nanay 700 – Iquitos-Peru
Fone: 221818
Fax: 232323
Contato: Alfonso Bayro
Atividade: Comercio
Área de interesse: importação de ferro e materiais para construção.
47 - FERIA ORIENTE S. A.
End.: Ricardo Palma 509-513 – Iquitos-Peru
Fone/Fax: 234280
Contato: José Malaga Rodriguez/Miguel Archenti
Atividade: Comércio
Área de inrteresse: Importação de leite e derivados.
Exportação de pescado.
48 - IMPORTACIONES LIMA S. A.
End.: Jr. Próspero n.º 341 – Iquitos-Peru
146
Fone: 233280
Fax: 323250
Email: [email protected]
Contato: Arquimedes Lazaro Rodriguez
Atividade: Comércio
Área de interesse: Compra e venda de eletrodomésticos
49 - LABORATORIOS SELVA S. A. – LASELSA
End.: Tavara 571 – Iquitos-Peru
Fone: 231566
Fax: 235433/3232590
[email protected]
Contato: Luis Alberto Lopes Vinatea
Atividade: Indústria
Área de interesse: Exportação de extrato de “Unha de Gato” e e “Sangre de Grado”.
50 - CENTRO DE ECOLOGIA Y DESARROLLO AGROZONICO – CEDA
End.: Calle Napo # 627 – Iquitos-Peru
Fone/Fax: 24-2057
[email protected]
Contato: José Roias Vasquez
Atividade: instituto de pesquisa
51 - LABORATORIO DE PRODUCTOS NATURALES LODEPLAN S. R. LTDA.
End.: Morona 656 – Iquitos-Peru
Fone: 23-5209
Fax: 346-0965
Contato: Alberto Luena Nunez
Atividade: Laboratório
Área de Interesse: exportação de extrato de “Unha de gato”.
52 - LUIS E LOPES VIDURRIZAGA EIRL
End.: Av. Lamarina 1864 – Punchana – Iquitos-Peru
Fone/Fax: 094-250884
Contato: Luis E Lopes Vidurrizaga.
Atividade: Comércio
Área de interesse: importação de material e equipamento de navegação fluvial.
53 - AMALUR
End.: Morona 278 4º piso – Iquitos-Peru
Fone: 243110
Fax: 221183
Contato: Agustin Barcala Lubian / Francisco Garmendia Argaya
Atividade: Comércio e manutenção de equipamentos elétricos
Área de interesse: Compra, Venda e reforma de geradores solares.Energias Renováveis.
54 - AMAZON IVORY EIRL
End.: Fitzcarralo 321 – Iquitos-Peru
Fone: 5194-241087
[email protected]
Contato: Rosa Maria Reuda Sarmiento
147
Atividade: Indústria e comércio
- Área de interesse: Exportação de bengalas e semente de pupunha.
- Alho, Melão, Uva, Oregano, Milho Verde en conserva, Palmito e aceitona.
55 - GRUPO EMPRESARIAL RODRIQUEZ
End.: Corretera Costoneira Sur Km 4,5 Catas Catas – Ilo-Peru
Fone: 781214/785705/783228/783229
Fax: 781061
Contato: Rolando Rodrigues Villanueva – (Presidente de Diretório)
Atividade: Industria
Área de interesse: Exportação de pescados, frutos do mar, e farinha de
pescado.
56 -
TRADING MERCOSUR LTDA.
Fone: 591-15-37449
Fax: 591-811-2511
Contato: Fug. Jorge Rey – (Gerente General)
Atividade: Coméricio
Área de interesse: Importação de madeira e derivados como laminados, parquet,
compensados, portas e também importação de soja em grão
57 - AGROINDÚSTRIA OLIVICOLA “LA ESPERANZA S. A.”
End.: Av. Tarapaca, 272 – Setor Miraflores, 105 – Tacna-Peru
Fone: 741-324
E-Mail – [email protected]
Contato: Ing.º Alejandro Estrada Andrade – (Gerente General)
Atividade: Industria
Área de interese: Exportação de azeitonas e azeite de oliva
58 - AGENOVESA
End.: Parque Industrial – Mz 1 Lte – Tacna-Peru
Fone/Fax: 72-2295/71-2672
Contato: Renzo bacigalupo Liendo – (Gerente General)
Atividade: Indústria e comércio
Área de interesse: Importação em carnes e miúdos para produção de embutidos, produtos de
laticínios e milho. Exportação dos produtos embutidos em geral.
59- AMAZÔNIA CARGO S. A. – TRANSPORTADORA
End.: Av. Elmer Faucett n.º 417 – Of. 101 – Callao-Lima/PERU
Fones: (511) 451-0790 / 464-4600 / 562-1769
Fax: (511) 451-3683
E-Mail – [email protected]
Contatos: Pero Sangiacomo Martinez - (Diretor Executivo)
Wilfredo Leon Eras - (Logística Petroleira)
Atividade: Transporte de carga e Comércio.
Área de interesse: Exportação de prudutos hortifrutigrangeiros, alimentícios em geral. Importação:
Carne bovina e seus derivados; casas prefabricadas.
60- ALIMENTOS ELABORADOS S. A. C.
End.: Planta Industrial: Autopista Panamericana Sur Km 18,5 – 1º campiña - Chorrillos – Lima –
Peru.
148
Contato: Juan Bottser Robertson - (Diretor)
Fones: 258-3211 / 258-3224 / 258-3225 – anexo 127
Fax: 258-6050 / 365-3719
Atividade: Indústria de Processamento de pescado e frangos.
Área de interesse: Exportação de pescado e frutos do mar; Hamburguer de frango.
149
ANEXO II
Empresas Transportadoras
I – BOLÍVIA – Transportes de Carga
1- Terrestre
Empresa
Activa Interco S. R. L.
Contato: Juan Cueves Ocampo
End.: C. Mercado Edif. Mcal. Ballivian P. 9 de 902
Fone: 372991
Fax: 372991
Casilla: 13254
La Paz – Bolívia
Agencia Marítima (Bolívia) S. A. Ambol
Contato: Lourdes Baeza de Aramayo
End.: Av. Arce Psje. Cordero Edif. Guanabara Mez. 1
Fone: 433918
Fax: 433918
La Paz – Bolívia
Agentes Grales de Aduana Continental Ltda.
Contato: Erlan Larrea Mérida
End.: C. Juan de la Riva n.º 1406 Edif. Alborada P6
Fone: 321573
Fax: 363595
Casilla: 4023
La Paz – Bolívia
Amarex Cargo S. A.
Contato: Enrique Gutierrez M.
End.: Edif. Herrmann, Piso 13 de 2001-4
Fones: 367321
Fax: 317792
Casilla: 2058
La Paz – Bolívia
Amarex Cargo S. R. L.
Contato: Jenes Hamsen
End.: Edif. Herrmann, Piso 13 de 1305-6
Fone: 356043 / 315564
Fax: 317792
Casilla: 2058
La Paz – Bolívia
American Transport Service S. R. L.
Contato: Oscar José Rocha Gonzales
End.: C. Rafael Mendoza n.º 684 V. San Antônio
Fones: 233304 / 830569
La Paz – Bolívia
Apostol Santiago S. R. L.
Contato: Victor Vargas S.
End.: Av. Raúl Salmón n.º 117 entre C. 6 e 7
150
Fone: 810061
La Paz – Bolívia
Bolivian Movers S. R. L.
Contato: Eduardo Vargas
End.: Av. Savedra n.º 2086
Fone: 362433
Fax: 391609
Casilla: 7916
La Paz – Bolívia
C. B. K. Ltda.
Contato: Inés Rodrigues Leyton
End.: Edif. Colon Mezz of 3
Fones: 365238 / 358054
Fax: 365238
Casilla: 1056M
La Paz – Bolívia
CIA. De Representaciones de Transp. Ltda. COTRANS
Contato: Hugo Villegas Luna
End.: Av. Ecuador 2069 Edif. Califórnia P. 5
Fones: 354517 / 376703
Fax: 341224
Casilla: 10366
La Paz – Bolívia
Circle Cargo Ltda.
Contato: Carlos Becerra M.
End.: Edif. Avenida P. 12 de 1
Fones: 342753 / 328841
Fax: 365833
Casilla: 534
La Paz – Bolívia
Del Mar S. R. L.
Contato: Javier Alvares Naeter
End.: Calle Campos n.º 132
Fones: 379234
Fax: 8112736
Casilla: 7906
La Paz – Bolívia
Empresas de Transportes Alfa S. R. L.
Contato: Valentin Abecia López
End.: Calle Colombia n.º 440
Fone: 379555
Fax: 329794
Casilla: 2346
La Paz – Bolívia
Empresas de Transportes Alpina S. R. L. TRANSALPINA
Contato: Ramiro Jimenez Calle
End.: Calle Montevideo n.º 176
Fone: 379555
Fax: 372483
Casilla: 13808
La Paz – Bolívia
151
Empresa de Transportes Nacional e Internal. S. R. L.
Contato: Jorge Sanches Peña
End.: Av. Amentia n.º 336
Fone: 357314
Casilla: 7478
La Paz – Bolívia
Inboltrans Ltda.
Contato: Harm Lindemann Christiansen
End.: Calle 14 n.º 7995 Calacoto
Fone: 798586
Fax: 798601
Casilla: 11434
La Paz – Bolívia
International Bolivian Packers S. R. L. Inbolpack
Contato: Walter Ibañez B.
End.: Edif. San Pablo Piso 7 de 703
Fone: 328603
Fax: 392036
Casilla: 8208
La Paz – Bolívia
International Cargo Management S. R. L. I. C. M.
Contato: Maurício Franulic Davalillo
End.: Plaza Venezuela Edif. Herrmann Piso 20
Fone: 367321
Fax: 391359
Casilla: 8196
La Paz – Bolívia
Metrocargo Ltda.
Contato: Adolfo Casillo Caballero
End.: Calle Capitan Ravelo n.º 2334
Fone: 432325
Fax: 391210
Casilla: 1422
La Paz – Bolívia
Remac Cargo
Contato: Ramiro Machicado T.
End.: Edif. Ballivian Piso 4 de 408
Fone: 365083
Fax: 365083
La Paz – Bolívia
Rohde & Liesenfeld S. R. L.
Contato: Richard Lattman K.
End.: Av. 16 de julio n.º 1800 Edif. Cosmos P. 11
Fones: 343469 / 360529
Fax: 358136
Casilla: 8523
La Paz – Bolívia
Servic. de Transp. Boliv. de Carga Sertrabol S. R. L.
Contato: Efrain Veizaga Navia
End.: Calle 24 n.º 22 Villa Bolivar
Fone: 824706
152
La Paz – Bolívia
Sociedad Trnas Bracha Ltda.
Contato: Escarleth Mejia Ribera
End.: Edif. Petrolero of. 12 Mezzanine
Fone: 327472
La Paz – Bolívia
Trans Nal. e Internac. de Carga Amarildo S. R. L.
Contato: Saturnino Condori Uriate
End.: Av. 6 de março n.º 22 esq. Calle 4
Fone: 824285
Fax: 222327
La Paz – Bolívia
Transportes Cono Sur S. R. L.
Contato: Fernando Cuba Duran
End.: Edif. Mcal. Ballivian Piso 16 de 1601
Fone: 811583
Fax: 811583
La Paz – Bolívia
Transportes Terrestres Bol. Transtebol S. A.
Contato: Nils Lindemann T.
End.: Calle 14 n.º 7995 calacoto
Fone: 798586
Fax: 798601
Casilla: 11434
La Paz – Bolívia
2- Marítimo
Empresa
Agencia Maritima Agmar Ltda.
Contato: Jenny Miriam Gonzales O.
End.: Av. 20 de Octubre 2151 Edif. La Paz P. B. L. 8
Fones: 376585 / 364044
Fax: 364044
Casilla: 5391
La Paz – Bolívia
Agencia Maritima (Bolívia) S. A. Ambol
Contato: Lourdes Baeza de Aramayo
End.: Av. Arce Psje. Cordero Edif. Guanabara Mez. 1
Fone: 433918
Fax: 433918
La Paz – Bolívia
Agentes Grales de Aduana Continental Ltda.
Contato: Erlan Larrea Mérida
End.: C. Juan de la Riva n.º 1406 Edif. Alborada P6
Fone: 321573
Fax: 363595
Casilla: 4023
La Paz – Bolívia
Amarex Cargo S. A.
Contato: Enrique Gutierrez M.
153
End.: Edif. Herrmann Piso 20 de 2001-4
Fone: 367321
Fax: 317792
Casilla: 2058
La Paz – Bolívia
CIA. De Representaciones de Transp. Ltda. COTRANS
Contato: Hugo Villegas Luna
End.: Av. Ecuador 2069 Edif. California P. 5
Fones: 354517 / 376703
Fax: 341224
Casilla: 10366
La Paz – Bolívia
Del Mar S. R. L.
Contato: Javier Alvares Naeter
End.: Calle Campos n.º 132
Fone: 379234
Fax: 8112736
Casilla: 7906
La Paz – Bolívia
Flamingo Line Bolívia S. R. L.
Contato: Oscar Encinas Zurita
End.: Edif. Colon Piso 3 de 306
Fone: 318975
Fax: 358624
Casilla: 13585
La Paz – Bolívia
Full Cargo (Bolívia) S. R. L.
Contato: Renato Saez
End.: Edif. Mcal. Ballivian P. 2 de 201
Fones: 364990 / 342257
Fax: 341086
Casilla: 4189
La Paz – Bolívia
International Cargo Management S. R. L. I. C. M.
Contato: Mauricio Franulic Davalillo
End.: Plaza Venezuela Edif. Herrmann Piso 20
Fone: 367321
Fax: 391359
Casilla: 8196
La Paz – Bolívia
Mar Andino S. R. L.
Contato: Silvia Gomez de Soliz
End.: Av. Arce n.º 2942
Fones: 391529 / 371528 / 366371
Fax: 373410 / 3915
Casilla: 847
La Paz – Bolívia
Representaciones Maritimas Ltda.
Contato: René Ichazo Paz
End.: Calle Federico Zuazo n.º 1598 – P. H.
Fones: 358634 / 321810
154
Fax: 391440
Casilla: 458
La Paz – Bolívia
Representaciones Navieras Ltda. Renavi Ltda.
Contato: Fernando Pizarrozo Salinas
End.: Av. Arce Edif. IIIimani P. 3 C
Fones: 431236 / 431472 / 431814
Fax: 432087
Casilla: 4123
La Paz – Bolívia
Simar S. R. L.
Contato: Silvia Gomez de Soliz
End.: Av. Arce 2942
Fones: 371528 / 391585
Fax: 373410
Casilla: 9212
La Paz – Bolívia
Trans Global S. R. L.
Contato: Ricardo Sarmiento
End.: Av. Hermando Siles C. 9 Edif. El Zodiaco
Fones: 786881 / 787430
Fax: 786701
Casilla: 3382
La Paz – Bolívia
3- Vias de Navegação Interiores
Empresa
CIA. De Representaciones de Transp. Ltda. COTRANS
Contato: Hugo Villegas Luna
End.: Av. Ecuador 2069 Edif. Califórnia P. 5
Fones: 354517 / 376703
Fax: 341224
Casilla: 10366
La Paz – Bolívia
Del Mar S. R. L.
Contato: Javier Alvares Naeter
End.: Calle Campos n.º 132
Fones: 379234
Fax: 8112736
Casilla: 7906
La Paz – Bolívia
Flamingo Line Bolívia S. R. L.
Contato: Oscar Encinas Zurita
End.: Edif. Colon Piso 3 de 306
Fone: 318975
Fax: 358624
Casilla: 13585
La Paz – Bolívia
Sociedad Trnas Bracha Ltda.
Contato: Escarleth Mejia Ribera
155
End.: Edif. Petrolero of. 12 Mezzanine
Fone: 327472
La Paz – Bolívia
4 - Aéreo
Empresa
Aerosur S. A.
Contato: Franklin Rodolfo Taendler Flix
End.: Av. Ilara / Colon
Fones: 341732 / 351632
Fax: 330666
Casilla: 3104
Santa Cruz de La Sierra – Bolívia
American Airlines Inc. (Suc. Bolívia)
Contato: René Osorio P.
End.: Plaza Venezuela Edif. Herrman P. B.
Fone: 355384
Fax: 391080
Casilla: 1967
La Paz – Bolívia
Atlas Tours (Bolívia) S. R. L.
Contato: Amparo Cornejo de Fernandez
End.: C. Mercado n.º 1362 Gal. Paladium PB. Loc. C
Fones: 367935 / 377890
Fax: 377890
Casilla: 13004
La Paz – Bolívia
Challenge Air Cargo Inc. (Bolívia)
Contato: Xavier Antônio Cerruto B.
End.: Calle Federico Zuazo n.º 1721 Piso 1
Fones: 363075 / 369741
Fax: 369741
La Paz – Bolívia
CIA. De Representaciones de Transp. Ltda. COTRANS
Contato: Hugo Villegas Luna
End.: Av. Ecuador 2069 Edif. Califórnia P. 5
Fones: 354517 / 376703
Fax: 341224
Casilla: 10366
La Paz – Bolívia
International Cargo Management S. R. L. I. C. M.
Contato: Maurício Franulic Davalillo
End.: Plaza Venezuela Edif. Herrmann Piso 20
Fone: 367321
Fax: 391359
Casilla: 8196
La Paz – Bolívia
Lloyd Aereo Boliviano S. A.
Contato: Vivian Loayza Rivera
End.: Av. Camacho, 1460
156
Fone: 591-02-371021 Sita: Lpbrplb
Casilla: 691
La Paz – Bolívia
Remac Cargo
Contato: Ramiro Machicado T.
End.: Edif. Ballivian Piso 4 de 408
Fone: 365083
Fax: 365083
La Paz – Bolívia
5 - Ferrovia
Empresa
Empresa Ferroviaria Andina Soc. De Econ. Mixta
Contato: Carlos Acuña Cares
End.: Plaza Zalles S/n
Fone: 391420
La Paz – Bolívia
II- PERU – Transportes de Carga
1 - Terrestre
Aducsa
Contato: Jaime Puente
End.: Jr. Juan Ayllón, 560
Fone: (511) 478-2526
Fax: (511) 362-3229
Lima-Peru
Agencia Comercial Peruana de Transporte S. R. L.
Contato: Juan Ramírez
End.: Av. Luna Pizarro, 1095
Fone: (511) 472-8972
Lima-Peru
157
Alva y Alva Empr. de Transporte
Contato: José Alva
Ed.: Tnte. A. Del Carpio, 1975 – Ind. Palomino
Fones: (511) 431-9402 / 452-8592
Fax: (511)452-8592
Lima-Peru
Apolo SCRL
Contato: José Solís
End.: Veronese 168 Of. E
Fones: (511) 475-7470 / 476-5310 / 475-3133
Fax: (511) 476-5310
Lima-Peru
Arequipa Expres Comite 4 SCRL
Contato: Eduardo Vizcardo
End.: Bausatc y Mesa 507
Fone: (511) 428-5332
Fax: (511) 432-5047
Lima-Peru
Bolivariana Transp. Carga Internacional
Contato: Javier Marchese Queiroz
End.: Av. Argentina 2958 Of 203
Fones: (511) 452-7045 / 420-3646
Fax: (511) 452-7045
Callao-Peru
Cano E. I. R. L.
Contato: Elmer José Cano
End.: Prolongación Francia 1173
Fones: (511) 470-0731 / 423-0040
Lima-Peru
Cargo Union S. A.
Contato: William Angeles
End.: Av. Circunvalación, 2620 – Cahuache
Fone: (511) 473-5298
Fax: (511) 473-5298
Lima-Peru
Carter Cargueros Terrestres
Contato: Miguel Azama Azama
End.: Av. Tingo María 1148-1166
Fones: (511) 425-8537 / 425-8288
Fax: (511) 425-8685
Lima-Peru
Cargo Express Y Servicios Afines S. R. L.
Contato: Felipe Moya Deza
End.: Dos de Mayo 798
Fone: (511) 421-1294
Fax: (511) 441-7912
Lima-Peru
Cesaro Hnos. S. A.
Contato: Basilio César Strobbe
End.: Av. Industrial, 5491
Fone: (511) 485-1900
158
Fax: (511) 485-1925
Lima-Peru
Chang Hnos. Transporte Internacional
Contato: David Chang Sáenz
End.: Av. Santa Maria 230
Fone: (511) 326-1503
Fax: (511) 326-0984
Lima-Peru
Ciccia Tigani S. A.
Contato: Gino Olsece
End.: Las Fraguas 300
Fone: (511) 485-9878
Fax: (511) 485-9878
Lima-Peru
Cominter Transporte S. A.
Contato: Eduardo Villanueva
End.: E. Cavenecia 389, Piso 8
Fones: (511) 441-7137 / 441-0168
Fax: (511) 441-5499
Lima-Peru
Consorcio Exco S. A.
Contato: Fernando Camino
End.: Av. Universitaria 337
Fone: (511) 566-0008
Fax: (511) 566-0008
Lima-Peru
Continental Movers S. A.
Contato: Oscar Ruales
End.: Av. Libertad 2515
Fone: (511) 464-0020
Fax: (511) 464-2749
Callao-Peru
Conejo S. R. L.
Contato: Mario Cornejo
End.: Av. Hipólito Unanue 364
Fone: (511) 451-7123
Fax: (511) 451-7123
Callao-Peru
Contato: Enrique Del Carpio
End.: Gillermo Dansey 1912
Fones: (511) 464-4850 / 451-8546
Fax: (511) 464-4850
Lima-Peru
Cromotex S. A.
Contato: Juan Luis Soto Motta
End.: Av. Javier Prado Este 1470
Fone: (511) 475-1863
Fax: (511) 475-0740
Lima-Peru
Cotinca
159
Emmasa
Contato: José Escalante
End.: Jr. Bégica 1613
Fones: (511) 323-0834 / 473-6652
Fax: (511) 323-0421
Lima-Peru
Empresa de Transporte Alva S. R. L.
Contato: Lino Alva Cuadros
End.: Sebastián Barranca cuadra 1
Fone: (511) 423-2253
Lima-Peru
Empresa de Transporte Continental
Contato: Ogladio Bernan Grados
End.: Av. Nicolás de Piérola 1687
Fones: (511) 428-4968 / 428-977
Fax: (511) 428-7125
Lima-Peru
Empresa de Transporte de Carga Espinoza S. R. L.
Contato: Máximo Espinoza
End.: Av. Luna Pizarro 429
Fone: (511) 423-8799
Fax: (511) 423-8799
Lima-Peru
Empresa de Transporte Guzman S. A.
Contato: Julio Guzmán Rodrígues
End.: San Genaro 249, Urbanización Molital
Fone: (511) 485-1835
Fax: (511) 485-1835
Lima-Peru
Empresa de Transporte Hilda S. A.
Contato: Ramiro Acuña Bernal
End.: Jr. Huamanga 250
Fones: (511) 328-1271 / 328-1282
Fax: (511) 328-1271
Lima-Peru
Empresa de Transporte “ISA”
Contato: Victor Abado Pérez
End.: Humboldt 535
Fones: (511) 424-5936 / 431/3386
Fax: (511) 431-3386
Lima-Peru
Empresa de Transporte Lui-Zev
Contato: Freddy Zevallos Romero
End.: Humboldt 626
Fone: (511) 424-2571
Lima-Peru
Empresa de Transporte “Maria Elena” E. I. R. L.
Contato: María Reyes Paredes
End.: Prolongación Italia 1908
Fone:: (511) 473-2404
Fax: (511) 474-2147
160
Lima-Peru
Empresa de Transporte Nacional Humboldt
Contato: Amanda Valdivia
End.: Prolongación Lucanas 647
Fones: (511) 479-9198 / 473-2730
Fax: (511) 473-2730
Lima-Peru
Empresa de Transporte Salas Hermanos S. R. L.
Contato: Emilio Salas Vásquez
End.: Palermo 320 Urb. Balconcillo
Fone: (511) 470-3095
Fax: (511) 470-3095
Lima-Peru
Empresa de Transporte “Sarita Colonia” E. I. R. L.
Contato: Dante Qeroz Titoquispe
End.: Manuel Cisneros 740
Fones: (511) 473-1587 / 474-8380
Fax: (511) 474-9651
Lima-Peru
Empresa de Transporte Selva Service S. A.
Contato: Miguel Huamani Télio
End.: Carlos Gutiérrez 514
Fone: (511) 471-0381
Fax: (511)471-0381
Lima-Peru
Emtracar S. A.
Contato: Gonzalo Alfageme
End.: Via Evitamiento Km 6.5
Fones: (511) 481-8310 / 481-7159
Lima-Peru
Expresso Latino S. R. L.
Contato: Maria Códova Vilela
End.: Bauzate Meza 1149
Fone: (511) 473-4052/990-0728
Fax: (511) 473-4052
Lima-Peru
Granel S. A.
Contato: Freddy Millan de la Puente
Av. Pablo Fernandini 935 , Dpto. 104
Fone: (511) 431-0997
Fax: (511) 464-5024
Lima-Peru
Homec Transporte S. A.
Contato: Luis Romero
End.: Jr. Miróquesada 260, Piso 3
Fone: (511) 423-3240
Lima-Peru
161
International Service
Contato: Lorcio Maguiña Solis
End.: Petit Thouars 5240, Of. 201
Fones: (511) 441-9990 / 446-3369
Fax: (511) 441-9980
Lima-Peru
Jb. Internacional S. A.
Contato: Javier Blanco Chambi
End.: Tomás Marsano B 42
Fones: (511) 448-8289 / 438-9434
Fax: (511) 448-8289 / 438-9434
Lima-Peru
Jcv. Transportes
Contato: José Contreras Basa
End.: Nicolás Arriola 290 Of. 206
Fone: (511) 472-0670
Fax: (511) 224-7811
Lima-Peru
Oficor
Contato: Jorge Arellano Curva
End.: Jr. Badajoz Mz. R. Lt. 26
Fone: (511) 437-9053
Fax: (511) 436-0054
Lima-Peru
Real Victoria
Contato: Eduardo Hard Wong
Calle B 120, Urbanización Bocanegra
Fones: (511) 451-8652 / 452-2579
Fax: (511) 452-2579
Callao-Peru
Rush Transport del Peru S. A.
Contato: Rodolfo Yulen Albirena
End.: Tupac Amaru 2452 – Lima 14
Fones: (511) 441-6669 / 442-6240
Fax: (511) 441-6669
Lima-Peru
Sanchez S. C. R. L.
Contato: Victor Sánchez
End.: Jr. Humboldt 1070
Fone: (511) 473-2464
Fax: (511) 473-8650
Lima-Peru
Sansetran S. R. Ltda.
Contato: José Coca
End.: Mendoza Merino 331
Fone: (511) 431-8721
Fax: (511) 431-8721
Lim-Peru
162
Santiago Rodriguez Banda
Contato: Georgina Rodriguez
End.: Av. Los Brillantes 420, Balconcillo
Fones: (511) 471-1330 / 472-2508
Fax: (511) 472-2508
Lima-Peru
Sees Cia. de Servicios Especiales
Contato: Eduardo Becerra Veja
End.: Av. Nicolás Ducñas 654
Fones: (511) 423-1540/424-1274
Fax: (511) 465-8849
Lima-Peru
Servi Trailer S. A.
Contato: Manuel Rengifo Carrillo
End.: Av. Argentina 2020
Fone: (511) 465-2550
Fax: (511) 429-0575
Calla-Peru
Service Express E. J. R. Ltda.
Contato: Bias Valeriano Villaruci
End.: Jirón América 977-978
Fones: (511) 472-9263 / 472-7951
Fax: (511) 472-9263
Lima-Peru
Servicio de Carga S. A. “Servicar”
Contato: Antonio Otiura Canepa
End.: Alejandro Bertello 131-135 Urbanización Bocanegra
Fone: (511) 452-2038
Fax: (511) 452-2038
Callao-Peru
Servicios Selva Central s.a.
Contato: Jorge Nuñez Celis
End.: Calle Ronald Ir. 13 – La Chalaca
Fone: (511) 429-4250
Fax: (511) 429-6166
Callao-Peru
Tranisa
Contato: Antonio Mora
End.: Av. Guardía Civil 315
Fone: (511) 467-3648
Lima-Peru
Transamerica S. A.
Contato: Manuel Villena Rivera
End.: Av. Industrial 660
Fone: (511) 452-7277
Fax: (511) 452-7277
Lima-Peru
Transcap S. A.
Contato: Carlos Raúl Arrleta
End.: Av. Pacífico 100
Fones: (511) 485-3070 / 485-3080
163
Fax: (511) 485-3060
Lima-Peru
Transcarga S. A.
Contato: Jorge Huaylan Oliveros
End.: Av. Venezuel 990
Fone: (511) 465-4083
Callao-Peru
Transcosta
Contato: Jorge Málaga Cockella
End.: Av. Argentina 1300
Fones: (511) 424-2885 / 423-6701
Fax: (511) 423-2117
Lima-Peru
Transfrutas S. R. L.
Contato: Crisostomo Félix Baez
End.: A. de Santa Cruz 101, Of. 7
Fone: (511) 326-2527
Lima-Peru
Transliquid S. A.
Contato: Victor Hugo Carreño
End.: Av. Nicolás Ayllón 1533
Fone: (511) 473-2665
Fax: (511) 473-1325
Lima-Peru
Transporte Briane S. A.
Contato: Gaspare Dalla Francesca
End.: Calle 9, Mz. D. It. 1, Urb. Sta. Raquel
Fone: (511) 437-6803
Lima-Peru
Transporte Cabranza Hnos. S. R. L.
Contato: Luis Caranza
End.: Av. Industrial 3431
Fones: (511) 485-5571 / 485-6005
Fax: (511) 485-6001
Lima-Peru
Transporte Cabranza S. A.
Contato: Carlos Grados Chipirán
End.: Calle A 262, Urb. Bocanegra
Fone: (511) 464-4580
Fax: (511) 464-4585
Callao-Peru
Transporte Enrique Carcamo Granda
Contato: José Enrique Cárcamo
End.: Av. Guardia Civil 821
Fones: (511) 467-7392 / 467-2148
Fax: (511) 467-2148
Lima-Peru
Transporte J. L. Internacional E. I. R. L.
Contato: Jorge Soto Aranzamendi
End.: Av. Javier Prado Este 1470
Fone: (511) 475-1863
164
Fax: (511) 475-0740
Lima-Peru
Transporte Presidencial E. I. R. L.
Contato: Juan Carlos Aranzamendi
End.: Av. Javier Prado Este 1470
Fone: (511) 475-1863
Fax: (511) 475-0740
Lima-Peru
Transporte Mercurio S. A.
Contato: Wilfredo Vargas
Av. Elmer Faucett 315, Maringa
Fone: (511) 451-5506
Fax: (511) 451-9565
Lima-Peru
Transporte Expreso Tumbes S. A.
Contato: Manuel Mayanga Chávez
End.: Prol. Garcia Naranjo 1216
Fones: (511) 474-9940 / 474-6324
Lima-Peru
Transporte Fhiara S. R. L.
Contato: Ignacio Adas Chávez
End.: Nicolás Arriola 1311, Of. 11
Fones: (511) 473-5861 / 473-9828
Fax: (511) 473-5861
Lima-Peru
Transporte Jose Zuñiga Galdos
Contato: Ricardo Martínez Ochoa
End.: Industrial y Vivienda 390
Fones: (511) 473-2931 / 473-3112
Fax: (511) 473-3484
Lima-Peru
Transporte Moron S. R. Ltda.
Contato: Manuel Morón Bulej
End.: Prol. La Mar 181
Fone: (511) 474-7452 / 474-9590
Fax: (511) 474-9590
Lima-Peru
Transporte Prieto S. A.
Contato: Oscar Prieto Cabello
End.: Av. Argentina 333
Fone: (511) 465-3125
Fax: (511) 465-3125
Callao-Peru
Transporte Rodrigo Cabranza
Contato: Anselmo Carransa Torres
End.: Calle 264, Urb. Bocanegra
Fones: (511) 451-7792 / 451-7435 / 484-1444
Fax: (511) 484-0944
Callao-Peru
Transporte San Antonio Marquez S. R. L.
Contato: Hugo Antonio Márquez Tarazona
165
End.: Av. San Luis 906
Fone: (511) 474-0675
Fax: (511) 474-0675
Lima-Peru
Transporte San Fernando S. A.
Contato: Fernando Elera Gonti
End.: Av. Néstor Gambetta 1160
Fones: (511) 465-2588 / 465-5120
Fax: (511) 465-0298
Callao-Peru
Transporte Santa Barbara S. R. L.
Contato: Maria Triveño Carbajal
End.: 2 de Mayo 345, Of. 405
Fone: (511) 429-2893
Callao-Peru
Transporte “Santa Gregoria” S. R. L.
Contato: Eusebio Huayas Jiménez
End.: Chávez T. 157 Urb. Fortiz
Fones: (511) 473-6843 / 474-4640
Fax: (511) 473-5530
Lima-Peru
Transporte Ventas y Comisiones S. R. L.
Contato: Julio Rabina Santone
End.: Corot. 126
Fone: (511) 436-1325
Lima-Peru
Transporte Adelsa S. A.
Contato: Arturo Delgado Pérez
End.: Marcos Farfan 3133
Fone: (511) 485-6435/485-7265
Fax: (511) 485-7265
Lima-Peru
Transportes Alinson S. A.
Contato: Manuel Farfãn
End.: Av. Guardia Chalaca 804, Piso 2
Fones: (511) 429-0337/429-3612
Fax: (511) 429-0337
Callao-Peru
Transportes Angel Ibarcena
Contato: Angel Ibárcena
End.: Mariscal Eloy Ureta 226
Fone: (511) 474-0393
Lima-Peru
Transportes Avendaño S. A.
Contato: Jesús Avendaño
End.: Av. Argentina 1884
Fone: (511) 424-1777
Fax: (511) 424-1777
Lima-Peru
Transportes Baca E. I. R. L.
Contato: Segundo Baca Medina
166
End.: Av. Industrial y Vivienda 198
Fones: (511) 473-3177 / 474-1057
Fax: (511) 470-1061
Lima-Peru
Tranportes Balleta S. A.
Contato: Alberto Balleta Adamo
End.: Av. México 1421
Fones: (511) 472-8552 / 472-6857
Fax: (511) 472-7516
Lima-Peru
Transportes Chimu S. A.
Contato: Alfonso Rivas
Pta. Pescadores 160, Urb. St. Domingo
Fones: (511) 465-4113 / 577-0734
Fax: (511) 465-4112 / 577-1300
Callao-Peru
Transportes de Carga Nico S. R. L.
Contato: Edgar Calla
End.: Av. Isabel Católica 1125
Fones: (511) 473-2110 / 473-0951
Fax: (511) 473-2110
Lima-Peru
Transportes Durand S. R. L.
Contato: Jaime Durand Olguin
End.: Mariscal Castilla 672, Dpto. 201
Fone: (511) 447-7037
Fax: (511) 444-5981
Lima-Peru
Transporte Green Hermanos S. R. L.
Contato: Enrique Green
End.: Pasaje Mogrovojo 1970
Fone: (511) 473-7610
Fax: (511) 473-7610
Lima-Peru
Transportes Grom S. A.
Contato: Raúl Orlandini Dibós
End.: Av. La Paz 2595
Fones: (511) 464-4211 / 464-0463
Fax: (511) 451-9547
Lima-Peru
Transportes Javiluc S. A.
Contato: Héctor Urcia
End.: Jr.Polong Bélgica 1258
Fone: (511) 323-0413
Fax: (511) 323-0413
Lima-Peru
Transportes Jorge Yui Miranda S. C. R. L.
Contato: Jorge Yui Miranda
End.: Pasaje Dansey 115
Fone: (511) 451-9624
Callao-Peru
167
Transportes l. Tezza S. A.
Contato: Victor Murquia Bull
End.: Av. Buenos Aires 231
Fone: (511) 429-8802
Callao-Peru
Transportes La Union E. I. R. L.
Contato: Luz Soto Aranzamendi
End.: Av. Javier Prado Este 1470
Fone: (511) 475-1863
Fax: (511) 475-0740
Lima-Peru
Transportes Litoral Andino S. A.
End.: Av. 28 de Julio 399, Of. 1202
Fones: (511) 241-3578 / 444-0813 / 444-1114
Fax: (511) 241-3578/444-0813 / 444-1114
Lima-Peru
Transportes Los Ferroles S. A.
Contato: Wilfredo Vargas Castro
End.: Av. Elmer Faucett 315
Fones: (511) 451-5369 / 452-5876
Fax: (511) 464-7997/451-5169
Callao-Peru
Transportes Maconsa
Contato: Miguel Contreras Vaza
End.: Av. Industrial 3636
Fone: (511) 486-0560
Fax: (511) 485-7833
Lima-Peru
Transportes “Mazu”
Contato: Carlos Mazu Sánchez
End.: Pasaje El Carmem 201
Fones: (511) 429-9200 / 429-6694 / 465-9141
Fax: (511) 465-9191
Callao-Peru
Transportes Morales y Casas S. A.
Contato: Luís Souza Manrique
End.: Av. Alcazar 1179
Fone: (511) 481-2105
Fax: (511) 481-1110
Lima-Peru
Aero Continente S. A.
Contato:
End.: Av. José Pardo, 651 – Miraflores
Fone: 242-4260
Fax: 242-4260
Lima-Peru
2 – Aéreo
168
ANEXO III
Empresas Importadora e Exportadoras
Principais Importadoras de Rondônia
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
TUCUMA AGRICULTURAS E FLORESTAL
INDUSTRIA DE MADEIRAS M NOA LTDA
V S MADEIRAS LTDA
MADEIREIRA URUPÁ LTDA
CONDOR FLORESTAS E IND. DE MADEIRA LTDA
CARGILL AGRICOLA S/A
INDUSTRIA TRIANGULO DE RONDONIA LTDA
MADEZAPN IMPORTAÇÃO E EXP. LTDA
LANIMAR INDUSTRIAL DE MADEIRAS LTDA
VANDERSON CLEITON MACIEL LOS SANTOS
MADEIREIRA BOTELHO LTDA
TRIEX-TRIANGULO COMERCIAL EXP. DE MADEIRA
DM 2000 MADEIRAS LTDA
MOACIR ELOY CROCETTA BATISTA LTDA
MADEMART INDUSTRIAL E COM. DE MADEIRAS LTDA
LAMMY INDUSTRIAL MADEIREIRA DA AMAZONIA LTDA
BRASTIMBER EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA
MADEIREIRA OESTE LTDA
WOODSY COM IMP. E EXP. DE MADEIRA LTDA
WANDERLEA LIMA
FAZ TIMBER – EXPORTAÇÃO LTDA
SEMADEX SECAGENS E EXP. DE MADEIRAS LTDA
ASA NORTE INDUSTRIAL MADEIREIRA LTDA
MABRESA EXP. DE MADEIRAS NOBRES LTDA
MADEXNORTE MADEIRAS E EXP. DO NORTE LTDA
PEDREIRA E EXTRAÇÃO FORTALEZA LTDA
MADEIREIRA CABIXI LTDA
MADEIREIRA ERONA LTDA
IRMAOS RIBEIRO EXP. E IMP. LTDA
FAZENDA VELHA MADEIRA LTDA
MADRON INDUSTRIA E COM. DE MADEIRAS LTDA
O PEREIRA E FILHOS LTDA
LAMAL LAMINADOS ALVORADA LTDA
EXCELL INDÚSTRIA COM. E EXP. LTDA
COMÉRCIO DE MADEIRAS EXPORT SUL LTDA
MAIOMBE COM EXP. E IMP. DE MADEIRAS LTDA
JOHAN INDUSTRIA MADEIREIRA LTDA – ME
EXPORTADORA E IMP. BRASILEIRA LTDA
M COMERCIO IMPORTACAO E EXP. LTDA
GM MADEIRAS LTDA
169
Principais Exportadoras de Rondônia
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
TUCUMA AGRICULTURAS E FLORESTAL
INDUSTRIA DE MADEIRAS M NOA LTDA
V S MADEIRAS LTDA
MADEIREIRA URUPÁ LTDA
CONDOR FLORESTAS E IND. DE MADEIRA LTDA
CARGILL AGRICOLA S/A
INDUSTRIA TRIANGULO DE RONDONIA LTDA
MADEZAPN IMPORTAÇÃO E EXP. LTDA
LANIMAR INDUSTRIAL DE MADEIRAS LTDA
VANDERSON CLEITON MACIEL LOS SANTOS
MADEIREIRA BOTELHO LTDA
TRIEX-TRIANGULO COMERCIAL EXP. DE MADEIRA
DM 2000 MADEIRAS LTDA
MOACIR ELOY CROCETTA BATISTA LTDA
MADEMART INDUSTRIAL E COM. DE MADEIRAS LTDA
LAMMY INDUSTRIAL MADEIREIRA DA AMAZONIA LTDA
BRASTIMBER EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA
MADEIREIRA OESTE LTDA
WOODSY COM IMP. E EXP. DE MADEIRA LTDA
WANDERLEA LIMA
FAZ TIMBER – EXPORTAÇÃO LTDA
SEMADEX SECAGENS E EXP. DE MADEIRAS LTDA
ASA NORTE INDUSTRIAL MADEIREIRA LTDA
MABRESA EXP. DE MADEIRAS NOBRES LTDA
MADEXNORTE MADEIRAS E EXP. DO NORTE LTDA
PEDREIRA E EXTRAÇÃO FORTALEZA LTDA
MADEIREIRA CABIXI LTDA
MADEIREIRA ERONA LTDA
IRMAOS RIBEIRO EXP. E IMP. LTDA
FAZENDA VELHA MADEIRA LTDA
MADRON INDUSTRIA E COM. DE MADEIRAS LTDA
O PEREIRA E FILHOS LTDA
LAMAL LAMINADOS ALVORADA LTDA
EXCELL INDÚSTRIA COM. E EXP. LTDA
COMÉRCIO DE MADEIRAS EXPORT SUL LTDA
MAIOMBE COM EXP. E IMP. DE MADEIRAS LTDA
JOHAN INDUSTRIA MADEIREIRA LTDA – ME
EXPORTADORA E IMP. BRASILEIRA LTDA
M COMERCIO IMPORTACAO E EXP. LTDA
GM MADEIRAS LTDA
C. A. SHUMANN E CILA LTDA.
GRAMAZON – GRANITOS DA AMAZÔNIA S/A
COMETA INDUSTRIAL MADEIREIRA LTDA.
COMPANHIA PARANAENSE DE MADEIRAS LTDA.
170
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
Principais Importadores do Peru
Refinaria La Pampilla S. A.
Alicorp S. A.
Ferreyros S. A.
Petróleos del Peru S. A.
Southern Peru Limited
Telefônica del Peru S. A.
Siderperu
Contilatin del Peru S. A.
Cia. Trans continental del Peru S. A.
Represent. Y Servicios Agropecuarios S. A.
Toyota del Peru S. A.
Minera Barrick Misquichilca S. A.
Tele 2000 S. A.
Volvo del Peru S. A.
Gloria S. A.
Corporación Aceros Arequipa S. A.
Procter & Gamble del Peru S. A.
Cargill Peru S. A.
Zublin Chile Ing. Y Const. Ltda. Sucur. Peru
Nissan Maquinarias S. A.
New Zeland Milk Products Peru S. A.
Cementos Lima S. A.
Cia. Goodyer del Peru S. A.
Industrias Pacocha S. A.
IBM del Peru S. A.
Lucchetti Peru S. A.
Fabritex Peruana S. A.
Daewoo Peru S. A.
San Miguel Industrial S. A.
Micro Age S. A.
Shougang Hierro Peru S. A.
Qúimica Suiza S. A.
Empresa de generación Elétricas San Gabán S. A.
Sociedad Andina de los Grandes Almacenes S. A. – Saga
Occidental Peruana Ind. Sucursal del Peru
Molino Italia S. A.
Molinos & Cia S. A.
Distribuidora Automotriz Andina S. A.
Motorola del Peru S. A.
Banco de Materiales
Philips Peruana S. A.
Samtronic Peru S. A.
Corporación Misti S. A.
Panasonic del Peru S. A.
Unión de Cervecerías Peruanas Bachus & Johnston
Hyundai Peru S. A.
Nestlé Peru S. A.
Molinera inca S. A.
Scania del Peru S. A.
Honda del Peru S. A.
171
Principais Exportadores do Peru
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
Southern Peru Limited
Minera Yanacocha S. A.
Doe Run Peru S. R. Ltda.
Engelhard Peru S. A.
Panexim S. A.
Perupetro S. A.
Sociedad Minera Cerro Verde S. A.
Shougang Herro Peru S. A.
Refinería La Pampila S. A.
Sociedad Minera Refinería de Zinc Cajamarquila
BHP Tintaya S. A.
Pesquera Austral S. A.
Pesquera Hayduk S. A.
Cia. Minera Sipán S. A.
Centromin Peru S. A.
Grupo Sindicato Pesquero del Peru S. A.
Consorcio Minero S. A. – Cormin
Minera Aurífera Retamas S. A.
Minsur S. A.
Empresa Minera Iscaycruz S. A.
Romero Trading S. A.
Petróleos del Peru S. A.
Afimetal S. R. Ltda.
Negociación Guzmán S. A. – Negusa Corp S. A.
International Metal Trading S. A.
Cia. Minera Milpo S. A.
Negociaciones y Representaciones S. R. L.
Industrias Electroquímicas S. A. – IEQSA
Cia de Minas Buenaventura S. A.
Cia Minera San Ignacio de Morococha S. A.
Textil San Cristóbal S. A.
Industrias Nettalco S. A.
Corporación Fabril de Confecciones S. A. – COFACO
Perales Huancaruna S. A.
Cia Minera Poderosa S. A.
Diseño y Color S. A.
Cia Minera Atacocha S. A.
Cia Industrial Textil Credisa Trutex S. A. – CRIDITEX
Sudamericana de Fibras S. A.
Inversiones Luna S. A. – INLUSA
Tecnofil S. A.
Compañia Minera Arcata S. A.
Princeton Dover Corp., Sucursal del Peru
Geolab & Cia Ltda.
Minera Yli S. A.
Fabritex Peruana S. A.
Volcán Compañia Minera S. A.
Textil del Valle S. A.
172
49
50
IAN Peru S. A.
Sociedad Minera El Brocal S. A.
Principais Exportadoras da Bolívia
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
Christie’s Jewellers S. R. L.
Hoyeros Artesanos S. R. L.
Darwil Bol S. R. L.
Orbol S. A.
Mex-Moda Express Ltda.
Latinoamericana de Inversiones S. A.
Corporacion Agroindustrial Amazonas
Bolívia Mahogany
Industrias Agricolas Bermejo
Cia. Industrial de Tabacos S. A.
Tahuamanu S. R. L.
Aserradero Industria Forestal Ltda.
Manhattan Shirt Bolivia S. A.
Industrias Copacabana
Beneficiadora Urkupiña
Sociedad Industrial Tierra S. A.
Cismex S. A.
Exibo Ltda.
Cerveceria Boliviana Nacional
Coop. Agropecuaria Pacajes
Campañia Industrial Bermejo S. A.
Exportadores Bolivianos S. R. L.
Organizacion de Export. Arredondo
Alpha Furniture Industries S. R. L.
Agroindustrias Mario Vargas R.
Mabet S. A.
Fabrica Boliviana de Vidrios S. A.
Comercializadora “Rio Negro” S. R. L.
Ind. Madereras “Monte Grande” S. R. L.
Bosques de Norte S. R. L.
Amabol
Millma Ltda.
Velarbol Justo R. Velarde Arias
Aserradero Fatima Ltda.
La Modelo Rosenbaun Ltda.
Agroinpaz Asoc. Agroind. Prodl N. L. P.
Bonanza S. R. L.
Cimagro Ltda.
Artesanais Toshy S. r. L.
Inca America S. R. L.
Leverenz Becerra Hnos. S. R. L. Import
Empresa Maderera Berna Ltda.
Servicio Intern. De Comer. Ext. SICEX
Emresa Maderera Sagusa S. R. L.
Bera de Bolívia (ALEACIONES)
Emdex S. R. L.
Polar Textil Ltda.
173
48
49
50
Soc. Agricola Blacutt Hnos S. R. L.
Robles Viscarra (Cent. Art. Amauta)
Empresa Agroindustrial Braman S. R. L.
Principais Importadoras da Bolívia
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
Miniol Ltda.
Maizena S. A. Comercial
Industrias de Aceite S. A.
Cerveceria Santa Cruz S. A.
Importadora Y Exportadora San Martin de Porres
Templast Ltda.
Textiles Ind. Santa Cruz Ltda.
Agripac Boliviana Cia. Ltda.
Western Atlas Internacional
Sociedad Aceitera del Oriente
Halliburton Latin America S. A.
Empresa Minera San Juan Ltda.
Sakura Internacional
Empresa de Ceramica Margla Ltda.
S. A. C. I. Soc. Anonima Com. Ind.
Maxus Bolivia Inc.
Importadora Y Exportadora Bolivar Ltda.
Ormate Import
Agro Import Columbia
Distribuidora Jupiter S. R. L.
Brambol Comercio e Importacion S. R. L.
Emboteliadora Boliviana Unidas S. A.
Corporaction Industrial Dillmann S. A.
Industrial Haas Ltda.
Empresa Agroindustrial de Alimentos Vigor
Atlas World
Importaciones y Exportaciones “Shirley Ltda.”
Main Genetic S. R. L.
Coval Import Export
H Y H Market
A & B Importaciones
Santa Monica Cotton Trading Company S. A.
Empresa Petrolera Chaco Bolivia S. A.
Helmerich & Payne Drilling
Alimentos Bolivianos Industrial S. A.
Distribuidora Universo
Condor Imp. Exp. Y Com.
Nabors Drilling (Wilfredo Rosa)
Flowsa S. A. Bolivia
Compagnie Generale de Geophysique
Western Geophisical Company
Alke & Co.
Cristembo S. R. L.
Tesoro Bolivia Petrollum Co.
Dowell Schulumberger Corp.
Manufactures Represent. Co. Ltda.
Imcro Ltda. (Importaciones Croff Limitada)
174
48
49
50
Imexal S. R. L. Import. Export. Alberto Ltda.
Impex Eletronic
Imporex Bolivia Ltda. Impobol Ltda.
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Sumário
13
13
13
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15
Capítulo 1 – O Espaço Geográfico Andino Amazônico
1.1
1.2
1.3
1.4
– Globalização
– Os Grupos Regionais
– Os Setores Produtivos
– O Grupo Regional Bolívia, Peru e Rondônia
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17
18
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27
Capítulo 2 – Balanças Comerciais
2.1 – Balança Comercial Brasileira
2.1.1 – Variação de Preços na Economia
2.1.2 – Os Resultados das Exportações e Importações Brasileira
2.1.3 – Balança Comercial Boliviana
2.2.1 – Balança Comercial da Bolívia, em Relação ao Brasil e Peru
2.3 – Balança Comercial Peruana
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33
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38
Capítulo 3 – Balança Comercial de Rondônia
3.1 – Exportações Rondonienses
3.1.1 – Principais Produtos Exportados
3.1.2 – Principais Produtos Importados
3.1.3 – Principais Empresas Exportadoras do Estado de Rondônia
3.2 – Importações de Rondônia
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49
Capítulo 4 – Relações Comerciais de Rondônia com a Bolívia
4.1 – Aspectos Gerais do Comércio Boliviano
4.2 – Exportações Rondonienses
4.2.1 – Produtos Exportados para a Bolívia
4.2.2 – Empresas Exportadoras
4.3 – Importações da Bolívia Realizadas por Rondônia
4.3.1 – Empresas Importadoras
4.4 – Balança Comercial entre Rondônia e Bolívia
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Capítulo 5 – Relações Comerciais de Rondônia com o Peru
5.1 – Aspectos Gerais de Comércio Exterior Peruano
5.1.1 – Zonas Francas Peruanas
5.2 – Análise de Pauta de Produtos Peruanos
5.2.1 – Principais Produtos Agropecuários do Peru Exportados
5.2.2 – Principais Produtos Agropecuários Importados pelo Peru
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Capítulo 6 – Tendências dos Mercados e Alternativas de Negócios
6.1 – Comercialização Externa
6.1.1 – Consórcios de Empresas para Comercialização Externa
6.2 – Dificuldades Infra-estruturais Diversas à Expansão Comercial
6.2.1 – Industrialização
6.2.2 – Transporte
6.3 – Extrativismo: Tendência e Negócios Potenciais
6.3.1 – Extrativismo Mineral
6.3.2 – Negócios Potenciais
6.3.3 – Tendência
6.4 – Extrativismo Vegetal
6.4.1 – Extrativismo Madeireiro, as Três Regiões
6.5 – Produção Agrícola
6.6 – Pecuária
6.7 – Pesca
6.8 – Turismo
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77
77
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78
Capítulo 7 – Conclusões Finais
7.1 – Inventário Primário
7.1.1 – Relação de Produtos Potencialmente Exportados por Rondônia
7.1.2 – Relação de Produtos Potencialmente Importados por Rondônia
7.1.3 – Produtos com Potencial de Investimento em Rondônia
para Exportação
7.1.4 – Oportunidades de Investimentos Peru/Bolívia
7.2 – Propostas
7.2.1 – Propostas de Ordem Macroeconômica
7.2.2 – Setores Potenciais de Investimentos
7.2.3 – Produtos Passíveis de Exportação e Importação
7.3 – ANEXOS
7.3.1 – Entidades e Empresas Visitadas no Peru e Bolívia
7.3.2 – Empresas Transportadoras
7.3.3 – Empresas Importadoras e Exportadoras.
79
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81
85
94
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140
150
169
Bibliobrafia
179
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