inclusão social e familiar do idoso, uma conjução possível?

Сomentários

Transcrição

inclusão social e familiar do idoso, uma conjução possível?
INCLUSÃO SOCIAL E FAMILIAR DO IDOSO, UMA CONJUÇÃO
POSSÍVEL?
Virgínia Arlinda da Silva1
Íris Ferreira de Souza2
Andreza de Fátima Coelho Garcia3
Aurora Ribeiro de Goicochea4
Jamile Rodrigues Santos5
Adriana de Souza Lima Coutinho6
Eliana Guimarães Barros7
Avenida Peter Henry Rolfs, s/n. Campus Universitário – Departamento de Economia
Doméstica – Pós-Graduação. CEP: 36570-000. Viçosa-MG.
(31)38916410/88447113
[email protected]
1. INTRODUÇÃO
O envelhecimento é um processo normal pelo qual passa todo ser humano. Desde que
somos concebidos já estamos envelhecendo, esse processo se estende por toda a vida do
indivíduo, sendo mais perceptível por volta dos 50/60 anos.
Com o processo de envelhecimento surgem alterações fisiológicas no organismo do
indivíduo, à medida que a idade avança a capacidade funcional diminui, seja ela sensorial, dos
reflexos, do fluxo sanguíneo, das fibras musculares e do tônus muscular. Além de
ocorrer com mais freqüência enfermidades como hipertensão arterial osteoporose, dentre
outras (CALDAS, 1999). Tudo isso fragiliza e assusta a pessoa idosa deixando-a abalada
emocionalmente, levando-a assim a se retrair e se afastar do convívio social, culminando
muitas vezes em falta de estímulo para viver (RIBEIRO, 1995). Associado a isso a
desvalorização social do idoso agrava essa situação.
1
Graduada e Mestranda em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa
Graduada e Mestranda em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
3
Graduada e Mestranda em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa
4
Mestra em Extensão Rural e Professora Adjunto IV pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
5
Economista Doméstico pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
6
Graduada e Mestranda em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
7
Economista Doméstico pela Universidade Federal de Viçosa-MG (UFV)
2
“O idoso em nosso país tem que voltar a ser importante, porque, de fato, ele
perdeu essa importância. Ele o é enquanto dignidade, mas perdeu seu valor social”
(CORTELLA,1998).
Mesmo com essa resistência social a questão do envelhecimento vem ganhando
representatividade, visto que o prolongamento da expectativa de vida da população e o
crescimento do número de idosos em todo o mundo vêm aumentando progressivamente
(JACQUES, 2002).
“O aspecto social assume um importante papel em razão do crescimento da
população idosa, que tem se constituído cada vez mais em um grupo diferenciado e
significativo, impulsionando a amplitude da reflexão sobre o tema, deslocando-a do
âmbito individual para o coletivo” (OLIVEIRA, 2002).
A condição social do idoso acaba criando uma situação controversa. Por um lado, esta
se mostra como uma situação positiva: o idoso possui controle e experiência de vida, pode
usufruir dela em seu benefício. Por outro é um problema social, pois muitas vezes o idoso não
possui dinheiro para custear seu bem-estar; muitas vezes não encontra boas oportunidades
para curtir a vida; associado a isso há um progressivo crescimento da população etária inativa
e uma diminuição da população ativa (VALLE, 1998).
Diante disso torna-se necessário, que a sociedade contribua para uma desejável
qualidade de vida do idoso, em relação às condições econômicas, de habitabilidade e de
convívio. É necessário que se crie uma infra-estrutura social que contribua para a
independência e autonomia das pessoas idosas, além disso, é necessário que a sociedade se
prepare para modificar seu comportamento em relação ao idoso, valorizando-o, respeitando-o
e procurando soluções objetivas para seus problemas (CARDOSO, 2002).
Tendo em vista que a população idosa cresce progressivamente e que os meios sociais
muitas vezes não estão adaptados a esse crescimento torna-se importante a compreensão das
necessidades do idoso no âmbito profissional, pessoal e econômico, bem como sua
participação nesses aspectos, na tentativa de detectar as dificuldades encontradas por estes no
mercado de trabalho, as suas necessidades e aspirações, a sua relação pessoal com os
membros da família, a fim de buscar uma melhor interação entre o idoso e o meio em que
vive.
Nesse sentido objetivou-se compreender como se dá a inclusão do idoso viçosence na
sociedade e na família, bem como sua importância enquanto cidadão e os problemas
enfrentados por ele na busca de sua realização pessoal e profissional.
2
2. DESENVOLVIMENTO
O envelhecimento não tem sido encarado ao longo dos séculos da mesma maneira, seu
conceito tem sofrido grandes alterações na forma de ser percebido e sentido, variando de
acordo com as culturas e evolução das sociedades. Envelhecer a uns 50 anos atrás não
constituía um problema; era encarado como um fenômeno natural, além dessas pessoas serem
em um número menor, o aproveitamento e imagem que a sociedade tinha da população idosa
era diferente daquela que se tem hoje (COSTA, 1999).
Envelhecer possibilita a vivência de experiências que foram impedidas anteriormente,
em função dos inúmeros papéis e responsabilidades exercidas. É uma posição que se opõe ao
significado da velhice como imobilidade e incapacidade.
“A existência social significa o papel que cada indivíduo tem o direito de
exercer. A existência social do cidadão da terceira idade, bem como a de outros grupos
etários da sociedade brasileira é que está sendo prejudicada pelas injustiças sociais e
pela dificuldade de exercício da cidadania” (SALGADO,1999).
Na sociedade moderna a terceira idade deve estar associada com felicidade,
experiência e sabedoria. Mas para que haja mudança do comportamento de nossa sociedade
quanto a isso, devem ocorrer também outras alterações. Na base destas mudanças deve estar a
eliminação da fome, da miséria, da doença e da ignorância que sufocam nossa sociedade. O
objetivo primeiro de uma sociedade moderna é a qualidade de vida e o reconhecimento da
importância da terceira idade. A sociedade sem cultura, mal informada, jamais atingirá este
objetivo. As pessoas informadas devem exercer influência no sentido de reverter à situação
atual. Neste processo o idoso deve ter participação ativa, através de associações, da mídia e
todos os meios possíveis (BOA SAÚDE, 2002).
O que se vê hoje é uma imposição ao isolamento social às pessoas idosas que já não
participam mais ativamente do processo produtivo do país. Por conseqüência observa-se um
enfraquecimento das relações sociais estabelecidas ao longo da vida dessas pessoas.
“O trabalhador aposentado perde o círculo de amizades feito a partir das
relações do trabalho; as mulheres vêem diminuídas suas obrigações domésticas e para
com os filhos, à medida que estes conquistam sua independência” (FERRIGNO, 1998).
A posição do idoso varia não só em relação àqueles com que ele convive, mas também
de acordo com o seu próprio comportamento. Desta forma o diálogo e a compreensão mútua
devem ser buscados e mantidos uma vez que este contribui para o equilíbrio da família, e
3
assim o idoso permanece no local que lhe é de direito ocupando seu nível na hierarquia
familiar (QUEIROZ, 1995).
Assim sendo, repensar os padrões tradicionais da família é uma medida importante,
com o objetivo de buscar soluções para o distanciamento gradual entre o idoso e seus
familiares. Fomentar medidas que voltem a colocar os idosos no lugar que merecem no
âmbito familiar mostra-se imprescindível para que haja contato entre as gerações de forma
que se permita às crianças e adolescentes encontrarem referências e valores nos que tem tanto
a oferecer nesta fase tão importante que é a fase de construção da personalidade e do caráter
(GRANDE, 1994).
Anteriormente, as famílias não afastavam "o ancião" das tarefas cotidianas da família,
estas adotavam novas tarefas e novos papéis que se adaptassem a condição da pessoa idosa,
desta forma esse permanecia ativo e útil. Atualmente, o único setor onde ainda são visíveis
alguns sinais deste sistema localiza-se nos meios rurais, onde o idoso mantém algum nível de
atividade similar à que desempenhava durante a sua vida ativa. Pode-se afirmar que com a
evolução da sociedade os idosos assumem uma posição de inatividade provocando
sentimentos de inutilidade. A diminuição do poder econômico geralmente os obriga a viver
dependentes dos seus familiares o que muitas vezes se transforma em uma situação difícil,
deixando-os constrangidos e com a sensação de inutilidade.
A concepção do trabalho, enquanto princípio ordenador da vida social é produto do
mundo moderno. Assim, o aposentado quando se afasta do mundo produtivo, afasta-se
também do espaço público, ficando com a sociabilidade enfraquecida, pois, freqüentemente
ela foi construída, sobretudo a partir das relações de trabalho. Este corte, feito geralmente de
forma abrupta, sem preparação prévia, faz com que a pessoa se volte para o espaço privado,
reproduzindo as condições de isolamento, de invisibilidade e de alienação (AVNDT, 1989).
Devido às imagens criadas ao longo do tempo sobre velhice e envelhecimento, os
trabalhadores mais velhos tendem a ser vistos como obsoletos, improdutivos, resistentes à
mudança e desmotivados. Essas avaliações são apontadas com justificativas para não investir
neles, visto que pouco se acredita no retorno dos custos do seu treinamento, e enfim, para
afastá-los do trabalho (NERI, 2002).
A sociedade moderna determina o significado social de cada faixa etária e qual seu
nível de relacionamento. Para cada período da vida, há um papel definido, há normas de
comportamento que se tornam mais rígidas na medida em que a idade avança. Essa mesma
sociedade constrói também o seu próprio isolamento futuro; percebe-se hoje a falta de tempo
para se conviver, comer corretamente, criar novas amizades; a vida se torna cada vez mais
4
sedentária, pois se usa um discurso de que não há tempo e dinheiro para a prática regular de
exercício físico. Ela prioriza os valores ligados à produtividade, rentabilidade, consumo,
prioridades estas que se distanciam das pessoas com mais de 60 anos que na maioria das
vezes não estão em condições de competir. “Nesta sociedade que revela valores lucrativos e
rentáveis, os idosos são postos em segundo plano susceptíveis ao esquecimento e solidão”
(GUIMARÃES, 1999).
Essa situação deve ser mudada, a compreensão e o acolhimento devem ser marcas de
uma nova sociedade mais comprometida com seus idosos.
“Cuidar de alguém é geralmente considerado um atributo positivo, um sinal de
comportamento maduro e civilizado. A capacidade de uma sociedade cuidar de seus
membros com idade já avançada é a marca de seu desenvolvimento”. (autor
desconhecido).
3. METODOLOGIA
Este estudo é fruto de uma pesquisa realizada junto aos idosos residentes na cidade de
Viçosa-MG, localizada na Zona da Mata. Esta conta com uma população de mais de 70 mil
habitantes; sendo que, destes, aproximadamente 7 mil se encontram na faixa etária acima dos
60 anos de idade. A amostra foi constituída aleatoriamente de 40 idosos pertencentes à faixa
etária dos 60 aos 80 anos de idade, de ambos os sexos. O trabalho conjugou os procedimentos
metodológicos de técnicas de coleta e análise de dados da pesquisa quantitativa e qualitativa.
As informações foram coletadas por meio de entrevista acompanhada de questionário
estruturado; as quais, após sua tabulação, foram submetidas à análise descritiva de conteúdo.
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados foram discutidos com base nos discursos dos idosos durante a entrevista.
O critério utilizado para exposição dos resultados obtidos foi de maioria percentual.
Quanto ao perfil familiar do idoso observou-se que tais famílias apresentam tamanho
médio de 7 pessoas. O número de filhos, é de 5 em média, sendo que a maioria é constituída
por pessoas do sexo feminino que estão distribuídas, numa maior proporção, dentro da faixa
etária de 24 a 53 anos.
5
Em relação ao estado civil, 47% dos entrevistados são casados; 37% são solteiros e os
17% restantes são viúvos ou separados.
No que diz respeito às dificuldades encontradas por estes em relação à infra-estrutura e
acessibilidade aos locais públicos, 80% dos entrevistados acreditam que a sociedade não
oferece infra-estrutura adequada para satisfazer as necessidades do idoso, porque o
atendimento à saúde, ao transporte, ao lazer, dentre outros, são precários. Por outro lado 20%
acreditam que a sociedade oferece infra-estrutura e acessibilidade adequadas uma vez que se
sentem bem no local onde vivem, não encontram dificuldades ao se locomover pelos espaços
públicos além de serem bem recebidos nas repartições públicas.
Com relação ao processo de envelhecimento, 83% dos entrevistados classificaram a
velhice como boa pelo fato de já terem vivido muito e adquirido experiência de vida. Fato
contemplado por Salgado (1998), ao afirmar que envelhecer assume o significado de um novo
tempo, no qual a liberação dos compromissos profissionais e familiares possibilita a vivência
de outras experiências.
Esta é uma posição que se opõe ao significado da velhice como imobilidade e
incapacidade. No entanto 17% classificaram a velhice como ruim pelo fato de surgirem
muitas doenças e pela falta de paciência da família e da sociedade de um modo geral.
Dos pesquisados, 90% alegam não enfrentar dificuldades por serem idosos; vivem
normalmente, sendo respeitados, tendo o apoio da família e estando de bem com a vida e com
Deus. Os 10% restantes enfrentam dificuldades e alegam a precariedade nos serviços sociais
como transporte público e serviços de saúde como principais determinantes destas
dificuldades.
A posição do idoso frente a tais dificuldades pode variar não só em relação àqueles
com quem ele convive, mas também de acordo com o seu próprio comportamento, uma vez
que a personalidade do idoso reflete sua maneira de ser quando jovem, porquanto “tal como
vivemos assim envelhecemos’’(QUEIROZ 1995).
No que diz respeito à relação do idoso com a família, 50% dos entrevistados possuem
uma boa relação com seus parentes porque recebem atenção, carinho e se sentem valorizados;
os outros 50% consideram excelente a relação entre eles e seus familiares devido ao diálogo
existente e à atenção por parte destes. Ao contrário do que diz Grande (1994) sobre a relação
do idoso com sua família. Para ele o idoso não é valorizado dentro do ambiente familiar.
De acordo com os entrevistados, 67% deles realizam atividades de lazer tais como
caminhada, viagens, ginástica, música, entre outros, a fim de se distraírem e melhorar as
condições de saúde. Os outros 33% não realizam nenhuma atividade de lazer porque não
6
gostam e não sentem vontade. Estes permanecem sempre recolhidos ao isolamento das
paredes e dos muros que os separam da rua o que acaba por contribuir para velhice sedentária
com agravos à mente e ao corpo.
Ao analisar o perfil econômico do idoso constatou-se que em 60% dos idosos
trabalham, sendo que destes, 50% exercem suas atividades em casa, com trabalhos caseiros e
10% no setor secundário. Os 40% restantes não trabalham porque já se aposentaram e não
tem interesse em desempenhar alguma atividade produtiva.
Em relação à vontade de voltar ao mercado de trabalho, 58% dos que responderam ao
questionário não sentem vontade de voltar a trabalhar porque acreditam que já trabalharam
muito, a saúde não contribui ou então preferem dedicar-se apenas ao lazer e à família; 42%
sentem vontade de trabalhar, pois julgam essa atividade importante não só para o corpo mais
principalmente para a mente, eles vêm nisso a possibilidade de exercitar seus conhecimentos
não caindo assim no esquecimento.
Conforme Vieira (1993) as pessoas mais idosas são portadoras do saber somado à
experiência de vida. Mas se não existem formas de atualização ou de reposição da defasagem
em sua formação dentro das possibilidades que a sociedade oferece, o indivíduo pode atingir a
idade madura com expectativas não realizadas e condições reduzidas de participar do acesso
às áreas do conhecimento que crescem dia a dia. Em contrapartida para Neri (2002), os
trabalhadores mais velhos tendem a ser vistos como obsoletos, improdutivos, resistentes à
mudança e desmotivados. Essas avaliações são apontadas com justificativas para não investir
neles, visto que pouco se acredita no retorno dos custos do seu treinamento, e enfim, para
afastá-los do trabalho, para que seus erros não prejudiquem a organização.
No que diz respeito à dificuldade de arrumar emprego, 40% dos entrevistados
encontram algum obstáculo devido a sua baixa escolaridade ou devido à discriminação em
relação à pessoa idosa e os 60% restantes nunca tiveram dificuldade porque já têm seu próprio
negócio ou porque o mercado de trabalho era menos competitivo quando começaram a
trabalhar. Em relação à inserção do idoso no mercado de trabalho, todas as pessoas
entrevistadas acreditam que a idade interfere na contratação porque as habilidades diminuem
e o mercado de trabalho privilegia os mais jovens devido à alta capacidade de produção.
Ao analisar a participação do idoso na vida econômica familiar, 90% dos entrevistados
contribuem com a renda familiar porque geralmente esta não é suficiente para cobrir todas as
despesas da casa e também se sentem úteis em contribuir; 10% não contribuem, pois afirmam
que as despesas com consultas e remédios consomem todo o rendimento mensal.
7
5. CONCLUSÕES
A partir da análise das entrevistas e questionário constatou-se que os idosos se sentem
inclusos tanto no ambiente social quanto no familiar, porém acreditam que a infra-estrutura
social poderia ser melhor, uma vez que encontram barreiras e dificuldades em relação à
locomoção, atendimento médico dentre outros serviços prestados pela sociedade. Porém,
mesmo com tais dificuldades estes classificam a velhice como boa, devido principalmente à
experiência adquirida, ao convívio familiar agradável, além de possuírem mais tempo para se
dedicarem ao lazer.
Apesar de muitos idosos não sentirem necessidade de estarem incluídos na dinâmica
do mercado de trabalho, muitos sentem dificuldades em reingressar a esse mercado, pois suas
habilidades diminuem, sua produtividade cai, julgam os jovens mais bem preparados, além da
idade interferir na contratação uma vez que o mercado de trabalho privilegia os mais jovens
devido à alta capacidade de produção.
A maioria dos entrevistados é aposentada e contribui com as despesas familiares,
sendo que alguns são os principais ou únicos responsáveis pelo sustento familiar.
Diante do exposto percebe-se a importância que essas pessoas desempenham em
nossas vidas seja com seu carinho, atenção ou experiência de vida, por isso todos devem se
mobilizar para que os idosos sejam respeitados, valorizados e amados, resgatando a
importância das pessoas idosas para a sociedade, por meio da inclusão dos mesmos na
dinâmica social, proporcionando a eles oportunidades de emprego, lazer, acesso facilitado à
assistência social, transporte, entre outros; a fim de que a velhice, que é a etapa mais longa da
vida humana, seja marcada pela vida, pela dignidade e pela esperança.
REFERÊNCIAS
AVDNT, H. A Condição Humana. Rio de Janeiro: Editora Forense,1989.
BOA SAÚDE. Como mudar o comportamento frente ao idoso. Disponível em:
www.boasaude.com.br. Acesso em 15.12. 2006.
CALDAS. Célia Pereira. Educação para a saúde: a importância do autocuidado. In: VERAS,
R.P. Terceira idade: Alternativas para uma sociedade em transição. Rio de Janeiro: Relume
Dumará: UnATI / UERJ, 1999.
CARDOSO, Jubel Raimundo. Corpo e envelhecimento. A Terceira Idade, São Paulo, v. 13,
n. 25, p. 82, agosto 2002.
8
CORTELLA, M. S. Repensando o envelhecer: entre o mito e a razão. A Terceira Idade, São
Paulo, ano X, n. 13, p. 12 e 15, abril 1998.
COSTA, M. A. M. Questões demográficas: repercussões nos cuidados de saúde e na formação
dos enfermeiros. In: o idoso: problemas e realidades. Coimbra : Formasau, 1999. p. 7-22.
FERRIGNO, José Carlos. O estigma da velhice: uma análise do preconceito aos velhos à luz
das idéias de Erving Goffman. A Terceira Idade. São Paulo, v. 13, n.24, p. 48-56, abr. de
2002.
GRANDE, N. Linhas mestras para uma política nacional de terceira idade. Revista
Portuguesa de Medicina Geriátrica. Portugal. n. 68, p. 6-10, 1994.
GUIMARÃES, P. Os direitos dos idosos. In: Envelhecer, um direito em construção. Lisboa,
1999.
JACQUES, M. C. G. Identidade, aposentadoria e o processo de envelhecimento.
Disponível em: www.comciencia.br. Acesso em 31.12.2006.
NERI, Anita Liberalesso. Envelhecer bem no trabalho: possibilidades individuais,
organizacionais e sociais. A Terceira Idade, São Paulo, v. 13, n.24, abr. 2002.
OLIVEIRA, Rita de Cássia da Silva. Velhice, conceitos e preconceitos. A Terceira Idade,
São Paulo, v. 13, n. 25, p. 38, ago. 2002.
QUEIROZ, José Ramos de. Direito de uma política trabalhista e previdenciária justa e
democrática. A Terceira Idade, São Paulo, ano X, n. 5, p, 47-55, ago. 1995.
RIBEIRO, Maria das Graças C. O idoso, a atividade física e a dança. 137p. Dissertação
(Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação / UERJ, Rio de Janeiro, 1995.
SALGADO, Mário Sérgio. O Idoso Brasileiro no Próximo Século. A Terceira Idade, São
Paulo, ano X, n.17, p. 5-16, ago. 1999.
VALLE, Edênio. A Velhice e o Futuro: os novos velhos do terceiro milênio. A Terceira
Idade, São Paulo, ano X, n.13, p. 41, abr. 1998.
VIEIRA, A. P. Sete Ligações Sobre Educação de Adultos. Cortez, São Paulo, 1993.
9

Documentos relacionados