Etnia e Discipulado

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Etnia e Discipulado
Lição 6
2 a 9 de fevereiro
Etnia e Discipulado
"Assim eu me torno tudo para todos a fim de poder, de qualquer maneira possível, salvar alguns" (1Co 9:22).
Prévia da semana: O evangelho inclui todos os povos.
Domingo, 3 de fevereiro
Não é tolo
1. Qual é a atitude de Deus para com todas as raças e povos? Jo 1:3; At 10:28, 34, 35; 17:26-28; Hb 2:9
2. A que grupo étnico Jesus atendeu, nos versos a seguir? Que mensagem devemos tirar destes textos? Lc
17:11-16; Jo 4:39-42
Cinco jovens missionários e suas famílias escolheram se mudar para as florestas do Equador. Sua missão era tentar
fazer contato com os Waodoni, uma tribo que era conhecida por seus violentos ataques a outras tribos e mesmo a
membros de sua própria tribo.
Os missionários tentaram alcançá-los pacientemente. Jogaram, de um avião, presentes para os Waodoni. Oraram por
sucesso ao levar o evangelho a essa tribo que só sabia matar.
Então pareceu que o momento havia chegado. Os cinco homens aterrissaram num banco de areia no meio do Rio
Curary e estabeleceram um acampamento como base. Logo fizeram contato amigável com três Waodonis, levando-os
até para dar pequenos passeios de avião. Como esses missionários se sentiram entusiasmados!
Contudo, o mal estava à espreita e logo os cinco missionários estavam mortos no Rio Curary. Seus filhos estavam
órfãos agora e suas esposas, viúvas. Será que o desejo de discipular a tribo Waodoni morreria com eles?
Por fim, Rachel Saint, a irmã de um dos missionários, e Elizabeth Elliot, a esposa de outro, conseguiram alcançar
novamente os Waodonis e foram morar entre eles. Elas ministraram às necessidades físicas deles – rompendo
barreiras que ninguém havia conseguido transpor. Quando os Waodonis ficaram sabendo sobre o Deus que havia
deixado marcos de trilhas para que eles O seguissem (a Bíblia), decidiram andar por um caminho diferente, seguindo
a Cristo.
Hoje os Waodonis são uma tribo pacífica. A coragem que fez com que cinco jovens saíssem de sua zona de conforto
acabou levando-os à morte. Como conseqüência, o movimento das missões cristãs cresceu. As famílias dos mártires
ficaram sabendo que outros incontáveis missionários foram inspirados, pela história dos Waodonis, a alcançar outros
grupos de pessoas e discipulá-los.
Jim Elliot, Nate Saint, Peter Fleming, Ed McCully e Roger Youderian estiveram prontos a depor a vida para transpor a
linha da divisão étnica. Seu desejo de discipular qualquer pessoa que precisasse conhecer a Cristo foi mais importante
que a própria vida.
Jim Elliot escreveu o seguinte em seu diário: "Aquele que dá aquilo que não pode reter para ganhar aquilo que não
pode perder não é tolo." Ao estudar a lição desta semana, passe tempo pensando sobre como Deus lhe está pedindo
que saia de sua zona de conforto e discipule alguém que de outra forma você passaria por alto. Talvez Ele não o
esteja chamando para discipular um grupo como os Waodonis, mas o está chamando para discipular alguém. Você
está disposto a dar para que possa ganhar?
Deena Bartel-Wagner | Spencerport, EUA
Segunda, 4 de fevereiro
Xenófobo ou xenófilo?
3. O que podemos saber sobre a fé e o caráter deste discípulo gentio? Lc 7:1-11
4. Qual foi a reação dos seguidores judeus de Jesus? O que torna essa reação tão chocante para nós hoje?
Que mensagem podemos tirar de suas ações? At 11:1-3
A chave para compreendermos o discipulado transcultural é a palavra grega xenos, que significa "estranho",
"estrangeiro". O apóstolo Paulo amedrontou muitas pessoas com sua abordagem camaleônica à conquista de pessoas,
do tipo fazer-se "tudo para com todos".
Mesmo hoje, muitos cristãos se sentem mais à vontade com uma congregação homogênea, onde não há a
intromissão de diferenças físicas, culturais e filosóficas.
Esse tipo de xenofobia não é exclusividade de nossa época. O judaísmo do Novo Testamento havia refinado a noção
de um povo escolhido como se fosse uma cultura homogênea. Os xenos eram tolerados porque, como Moisés os
lembrara, os judeus haviam sido estrangeiros no Egito (Dt 10:19). Mas esses estrangeiros eram pessoas de fora, que
não experimentariam a plena participação na sociedade judaica.
A partir desse contexto, Jesus rediscutiu o relacionamento entre o povo escolhido e os estrangeiros. Na parábola dos
bodes e das ovelhas (Mt 25:31-46), o Rei e Juiz afirmam tê-los visitado como um estrangeiro (xenos). Os que são
representados pelos bodes não conseguem saber quando a visita aconteceu. Para eles, admitir que seu Senhor havia
vindo como xenos era inconcebível, pois certamente eles O teriam reconhecido. Até no juízo aparentemente haverá
aqueles que, pessoalmente, acham impossível aceitar culturas e tradições diferentes da sua.
Em nosso mundo comercial contemporâneo, temos muitos discípulos seculares da estratégia de Paulo. A Microsoft
adaptou seu software para interagir com pessoas de muitas línguas diferentes. Ao fazer isso, ela expandiu seu alcance
a usuários que não falam fluentemente o inglês. Quando a Toyota e outros fabricantes japoneses estabeleceram
montadoras de automóveis nos Estados Unidos, aprenderam a adotar práticas locais de administração a fim de se
adaptarem melhor ao contexto cultural de seus empregados. A Coca-Cola tem encontrado muitas maneiras de
adaptar sua marca e seus anúncios a cada um dos países onde vende suas bebidas.
No banquete na casa de Levi, Jesus confrontou a xenofobia espiritual quando lembrou aos fariseus que não havia
vindo "chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento" (Lc 5:32). A essência do evangelho é o quadro da
divindade transpondo o abismo do pecado para abraçar os xenos. Como discípulos, nosso dever é imitar a divindade.
Fomos enviados a fazer discípulos em todo o mundo (Mt 28:19), e não apenas na parte onde todos são iguais a nós.
Se a Coca-Cola pode abraçar os estrangeiros a fim de vender mais água colorida e açucarada, certamente precisamos
estar dispostos a fazer a mesma coisa pelo evangelho.
Steven J. Dovich | Andover, EUA
Terça, 5 de fevereiro
Contatos étnicos e discipulado
5. Por que a mulher chamou Jesus pelo nome messiânico "Filho de Davi"? O que isso nos permite saber a
respeito de seu conhecimento de Jesus?
6. Como Seus discípulos reagiram a ela, e por que isso era comum entre eles?
7. Que tipo de apelo ela fez? O que demonstra que ela era absolutamente desamparada?
8. Que coisas deveriam tê-la desencorajado, mas não o fizeram?
Embaixadores de Cristo (2Co 5:20). Embaixador é um representante de um governo soberano, treinado em
cultura e diplomacia. Os embaixadores transmitem mensagens em vários contextos étnicos. Para serem eficientes,
precisam construir relacionamentos e influenciar líderes de países. Lançam as bases para que mensagens cruciais não
sejam rejeitadas imediatamente em tempos de tensão. Somos chamados para ser embaixadores de Cristo. Portanto,
devemos estar preparados para entrar em contato com pessoas que são diferentes de nós.
Treinamento 101 de embaixadores (Mt 15:21-28; At 10:9-35). Ambas as histórias desses textos revelam a
importância que Jesus dá à iniciativa de alcançar pessoas de contextos diferentes. Na primeira história, a mulher
cananéia pertence a um grupo étnico que é desprezado pelos líderes judaicos da época. O contexto dessa história é
importante. Jesus entra em debate com um grupo de fariseus com respeito ao conceito que eles têm sobre
contaminação. Muitos que O ouviam acreditavam que o contato com um estrangeiro trazia contaminação. Após esse
discurso, Jesus vai até o litoral para ilustrar um ponto importante sobre etnia e discipulado – o reino de Deus é
inclusivo!
A mulher clama a Jesus. Chegou o momento apropriado para a lição. Mas Jesus Se recusa a atendê-la quando ela
pede ajuda. Se pararmos a leitura no verso 23, temos justificativas para nossas tendências intolerantes. Não temos
de falar, sentar ou estar com pessoas que são diferentes de nós.
Será que os discípulos passam no "teste do embaixador"? Parece que, na melhor das hipóteses, são intolerantes.
Virando-se para Jesus, pedem uma forma mais decidida de rejeição em relação a esta cananéia. Agora Ele conseguiu
a atenção deles. Então fala algumas palavras ofensivas para a mulher. É provável que Jesus estivesse repetindo um
tipo de linguagem ouvida com freqüência no círculo de amigos de Pedro. Em essência, Ele compara a mulher a um
cachorro em presença dela. Sabendo o que sabemos sobre Jesus e Seu amor, podemos deduzir que Ele fala essas
palavras em tom de interrogação e com um olhar bondoso.
Note que essa mãe encontra Jesus ao ignorar os protestos de Seus discípulos. Nossa atitude e reação é importante
quando somos objeto de palavras e atos que magoam. Insultos étnicos, silêncio ou rejeição por parte de outros
membros da igreja não devem impedir-nos de receber a bênção de Deus. Não seja sensível demais aos pontos fracos
de outros na igreja, ou você pode perder a cura para si mesmo.
Na segunda história, sobre Pedro e Cornélio, o tema é semelhante. Deus revela que não deve haver parcialidade em
Seu reino. Ele deseja nos alcançar a todos. Às vezes, envia pessoas a nós. Às vezes, nos envia como embaixadores a
elas. Foi pedido a Pedro que deixasse sua zona de conforto e levasse a mensagem àqueles que eram étnica e
culturalmente diferentes dele.
Quem é digno? (Lc 7:1-11). Jesus acha que todo mundo merece Sua compaixão. Mas nossa tendência é julgar com
base na riqueza, na posição e no prestígio. Gostamos de dividir e categorizar as pessoas por cultura e subcultura,
usando esses atributos, consciente ou subconscientemente, como meio de decidir com quem passamos tempo.
Em contraste com os judeus, o centurião nos mostra como transpor essas linhas. Ele exibe genuíno interesse em
outra cultura e ajustamento a ela. Note a sensibilidade do centurião para com as idéias judaicas sobre contaminação:
"Não entre em minha casa." O centurião também minimizou sua própria importância, dizendo: "Não sou digno." É
difícil ganhar amigos se sofremos de complexo de superioridade.
Todas as pessoas (Jo 1:3-14). Jesus criou todas as coisas – todas as pessoas, todas as personalidades, todas as
etnias! Ele não nos abandonará à destruição sem tentar alcançar nosso coração. Ele tentará de tudo. Enviou João
(verso 7) para chamar "todas as pessoas". Veio pessoalmente (verso 11), renunciando a tudo por nós.
Alguns de nós ouvimos, e Ele nos dá poder para ajudá-Lo a alcançar nossos amigos (verso 12). Coloque seu nome no
espaço em branco e ouça o que Jesus parece estar dizendo:
"_______, você sabe aquela aluna que senta ao seu lado na classe? Ela não está querendo Me ouvir neste momento,
(pausa) e isso parte Meu coração. Será que você pode fazer amizade com ela? Meu Espírito está em você, e é assim
que escolhi ajudar vocês dois a entrarem no Meu reino."
Talvez sua resposta seja: "Pai, eu amo o Senhor, mas estou tão cansado porque fiquei acordado até tarde ontem à
noite. Tenho uma prova para a qual estudar e um trabalho a fazer. Além disso, ela é tão diferente de mim. É óbvio
que ela não tem interesse nas coisas espirituais."
Jesus fala novamente: "Compreendo como você se sente. Fui aí e vivi com algumas pessoas que não quiseram aceitar
a mensagem, lembra? Renunciei a tudo por você naquela época. Mudei a maneira como Eu vivia e até mudei Meu
corpo e Minha capacidade mental para alcançar você. É isso o que Eu lhe peço: torne-se tudo para todas as pessoas
para que, através de você, Eu possa salvar alguns. Você vai Me seguir? Encontre uma forma de fazer amizade com ela,
_______. Pelo menos tente! Por favor."
Pense nisto
1.
2.
3.
4.
Quem Deus está colocando no seu caminho agora para que você treine o discipulado?
Como um embaixador, com que grupo de pessoas que sua igreja não pode alcançar você entra em contato?
Você tenta fazer amizade com pessoas que estão fora de sua zona de conforto?
Por que podemos ser testemunhas mais eficientes se fecharmos os olhos para as diferenças étnicas e culturais?
Ralph R. Trecartin Jr. | Kendall, EUA
Quarta, 6 de fevereiro
Nivelamento na Cruz
Uma das histórias mais fascinantes sobre o discipulado é encontrada em Atos 8:26-40. É a história de Filipe e o
eunuco. Leia toda a história (At 8:26-40) e responda às perguntas a seguir:
9. Que indicações nos mostram que esse homem já possuía algum conhecimento da Bíblia e era um
sincero investigador da verdade?
10. Que papel tiveram as Escrituras no discipulado desse alto oficial?
11. O que Filipe disse que era necessário para que ele estivesse pronto para o batismo?
12. O que podemos aprender sobre o discipulado no papel de Filipe nessa história? Que características de
Filipe o tornaram uma testemunha eficiente para o Senhor?
"A religião de Cristo eleva o que a recebe a um plano mais alto de pensamento e ação, ao mesmo tempo que
apresenta toda a família humana como sendo, semelhantemente, objeto do amor de Deus, sendo comprados pelo
sacrifício de Seu Filho. Vêm encontrar-se aos pés de Jesus, o rico e o pobre, o letrado e o ignorante, sem nenhuma
idéia de discriminação ou preeminência mundana. Todas as distinções terrestres desaparecem ao contemplarmos
Aquele a quem nossos pecados traspassaram. A abnegação, a condescendência, a infinita compaixão dAquele que era
tão exaltado no Céu, faz envergonhar o orgulho humano, a presunção e as classes sociais. A religião pura e imaculada
manifesta seus celestiais princípios, levando à unidade todos quantos são santificados pela verdade. Todos se unem
como almas compradas por sangue, igualmente dependentes dAquele que os redimiu para Deus" (Ellen G. White,
Obreiros Evangélicos, p. 330).
"Para Deus não existem castas. Ele desconhece qualquer coisa dessa espécie. Toda alma é valiosa aos Seus olhos.
Trabalhar pela salvação das almas é um emprego extremamente honroso. Não importa qual seja a forma de nosso
trabalho, ou entre que classe, seja, se é alta, se é baixa. À vista de Deus, essas distinções não lhe afetarão o real
valor" (Ibid., p. 332).
"Cristo deitou Seu divino braço em torno da raça humana. Trouxe aos homens Seu divino poder, para animar a pobre
alma, enferma de pecado, desanimada, a esforçar-se em busca de uma vida mais elevada. Oh! nós necessitamos
mais do espírito de Cristo, e muito menos do próprio eu! Precisamos diariamente do poder convertedor de Deus em
nosso coração. Necessitamos do espírito amoroso de Cristo, que vença e abrande nossa alma" (Ibid., p. 336).
"O Senhor deseja que Seus escolhidos servos aprendam a se unir num esforço harmônico. ... Em toda palavra e ação,
manifestar-se-ão bondade e amor; e ao ocupar cada obreiro fielmente o lugar que lhe é designado, a oração de Cristo
em favor da unidade de Seus seguidores será atendida, e o mundo conhecerá que esses são Seus discípulos" (Ibid., p.
483).
Gary Wagner Spencerport | New York, EUA
Quinta, 7 de fevereiro
Olhando para a alma
Entre os lugares em que o evangelho foi pregado estava Antioquia da Síria. O crescimento foi tão fenomenal que os
líderes de Jerusalém enviaram Barnabé para ajudá-los. Ao chegar ali, Barnabé obteve a ajuda de Saulo de Tarso para
essa missão de discipulado.
13. Que crise estava a ponto de sobrevir? Como a igreja respondeu? Que lições podemos aprender para
nossa missão hoje? At 11:25-30
O mundo está cheio de divisões: culturais, raciais, econômicas e até espirituais. Cada época tem seu próprio conjunto
de critérios e maneiras de separar as pessoas. Tendemos a ver as lutas de nossa própria época como sendo singulares,
mas Satanás tem tentado nos colocar uns contra os outros desde o princípio.
Jesus parece Se inclinar apenas por uma coisa: o relacionamento da pessoa com Deus. Ele passa por cima das
camadas da classe social, da ocupação, da raça e nacionalidade, e olha para a fé da pessoa. É essa também nossa
maneira de ver as coisas? Provavelmente não. Aos olhos de Deus, sua mãe, seus colegas de trabalho, a rainha da
Inglaterra, um veterinário, uma prostituta e um sitiante são todos iguais. São, todos eles, pessoas que precisam de
um Salvador. Só Deus vê o desejo de nosso coração. Ele realmente vê o interior.
Na próxima semana, concentre-se em tratar todas as pessoas como receptáculos que estão esperando para receber o
amor de Deus. Isso não significa julgar a espiritualidade daquela pessoa. Como seres humanos, não somos capazes
de ver o coração. Ao contrário, nossa tarefa é ministrar a todos como filhos e filhas de Deus.
Não é fácil passar a olhar para além dos estereótipos dentro dos quais crescemos, e que muitas vezes nem
reconhecemos. A experiência que mudou a vida de Pedro nos fornece um bom começo.
1. Esteja disposto a mudar suas idéias. Pedro recebeu uma visão que parecia contrária a tudo que sempre lhe
tinha sido ensinado. Mas, à medida que o Espírito Santo revelou esse novo conceito a ele, Pedro ficou convicto da
vontade de Deus.
2. Siga a direção de Deus com atos. Após a visão, Pedro recebeu um convite para ensinar um grupo de gentios. A
Bíblia diz que ele ainda estava lá em pé, pensando sobre a visão, quando eles vieram a ele! Mas Pedro não perdeu
tempo. Convidou-os a ficar em sua casa, e depois voltou para Cafarnaum a fim de falar com as pessoas dali.
3. Pense e aja com humildade. Nunca é apropriado pensarmos que somos mais do que os outros. A Bíblia nos diz
para amarmos o próximo como amamos a nós mesmos (Lv 19:18; Mt 5:43). E sabemos que, aos olhos de Deus,
nenhum de nós é melhor do que ninguém. Leia como Pedro lidou com isto em Atos 10:25, 26.
Carrie Purkeypile | Sacramento, EUA
Sexta, 8 de fevereiro
Orando pelos "comuns" e
"imundos"
Ficamos surpresos com o fato de que Deus tem de mudar a perspectiva de Pedro tão dramaticamente antes de
construir uma ponte entre dois grupos étnicos. Pedro explica a conversão de sua visão do mundo com as palavras:
"Deus me mostrou que eu não deveria chamar impuro ou imundo a homem nenhum" (At 10:28, NVI).
Podemos presumir que Pedro tivesse percebido a necessidade de partilhar Cristo com os gentios muito tempo antes
dessa experiência. A interação de Jesus com a mulher siro-fenícia (Mt 15:21-28; Mr 7:24-30) ensinou uma lição aos
discípulos de que "entre os que tinham sido ensinados a desprezar, achavam-se almas ansiosas do auxílio do
poderoso Médico, famintos da luz da verdade, tão abundantemente dada aos judeus" (Ellen G. White, O Desejado de
Todas as Nações, p. 402). Mas, surpreendentemente, Pedro ainda era falto de compaixão para com outras nações.
Como os judeus do tempo de Pedro, estamos recebendo abundantemente a luz da verdade. Foram-nos confiados não
apenas o alimento espiritual, mas também incríveis oportunidades educacionais e recursos econômicos.
Mas somos tão semelhantes a Pedro! Grandemente esquecidos das pessoas de outras culturas, línguas e religiões. A
comparação de números revela que a média mundial é de um adventista para cada 454 pessoas, mas na Arábia
Saudita, na Síria e no Iêmen há um adventista para cada 5 milhões de pessoas.1 Dos 28 milhões de birmaneses que
moram em Myanmar, só 0,1% são cristãos.2 O que fazemos com respeito a estatísticas como essas revela se
consideramos ou não nosso próximo como "comum" ou "imundo".
As evidências sugerem que podemos fazer mais. Dois grandes compromissos são necessários para transpor a brecha
entre os "Cornélios" e os "Pedros" de hoje. Primeiro, os discípulos precisam estar dispostos a se mudar para outro
lugar e aceitar um outro grupo étnico como se fosse o seu. Segundo, há necessidade de aumentar as ofertas para as
missões. Os adventistas hoje dão menos de quatro centavos de dólar no décimo terceiro sábado para cada dólar que
dão de dízimo.*
Achar discípulos dispostos a se dedicarem nessas duas áreas é um dos muitos desafios que estão impedindo o
progresso. Contudo, Jesus não disse que seria fácil vencermos obstáculos culturais e políticos. O que Ele diz é: "Foime dada toda a autoridade nos céus e na Terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações" (Mt 28:18, 19,
NVI). O amor precisa manifestar-se em atos. Quem irá subir ao eirado, como Pedro, e orar diariamente por uma
conversão radical de sua visão do mundo?
* Gary Krause, diretor das Missões Adventistas, Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. E-mail datado de 25
de setembro de 2006.
Andrew Trecartin | Kendall, EUA

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