6ª loja - Balcão Automotivo

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6ª loja - Balcão Automotivo
Câmbio
Gol e Sandero usam o sistema, que ganha
espaço entre os compactos por ser mais barato
que o automático convencional
automatizado
6ª loja
PáG. 38
Tradicional varejo de
autopeças, Josecar inaugura
unidade em Osasco (SP)
n o104
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Ano ix
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MAIO DE 2015
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R$ 6 ,00
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www.balcaoautomotivo.com.br
Aquela máxima que quando há queda
de vendas de veículos novos – e no
primeiro trimestre deste ano ela foi
bem acentuada, na casa de 17% – e alta
no segmento de usados e seminovos, o
aftermarket fica aquecido,
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PáG. 20
não é o que tem acontecido no varejo
e na reparação, conforme nossa equipe
de reportagem apurou por todo o
Brasil. No entanto, ainda existe uma
expectativa que o ano seja pelo menos
melhor que 2014.
PáG. 10
3
Editorial
MAIO de 2015 / edição 104
Atenção e planejamento
ANO IX - Nº 104 - MAIO DE 2015
www.balcaoautomotivo.com.br
Editor executivo
Bernardo Henrique Tupinambá
Editor-chefe
Silvio Rocha ([email protected])
Editor de veículos
Edison Ragassi ([email protected])
Redação
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Colaboradores
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Fauzi Timaco Jorge / Ingo Hoffmann / Karin Fuchs
Departamento de Arte ([email protected])
Supervisor de Arte - Fabio Ladeira
Assistente de Arte - Juan Castellanos
Fotografia
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Departamento Comercial
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Diretor Comercial
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([email protected])
Marketing
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Internet
([email protected])
Supervisor de Desenvolvimento
Aryel Tupinambá
([email protected])
Financeiro
Analista Financeira
Tatiane Nunes Garcia
([email protected])
Por: Silvio Rocha | Fotos: Divulgação
N
ão é de hoje que ouvimos aquela história de que quando
há queda no segmento de veículos novos a tendência é
o consequente aumento nas vendas do aftermarket.
Contudo, esse movimento ainda não tem refletido no varejo de
autopeças, como nas empresas de reparação.
Diante das incertezas do momento atual da economia, nossa
equipe traz como reportagem de capa a realidade do que tem
acontecido entre empresários do varejo e reparação de todo o País
e as expectativas deles em relação ao decorrer do ano.
Pouco discutido nas empresas, as doenças da mente podem
atrapalhar a vida profissional e pessoal dos colaboradores, elas
devem ser tratadas com seriedade e serem percebidas o quanto
antes. Para isto, ouvimos a opinião de um especialista no assunto.
Referência há mais de 30 anos no varejo, Josecar alcança
mais uma conquista com a inauguração de sua loja em Osasco.
A nova filial conta com o mesmo padrão de qualidade e serviços
oferecidos. Sobre os quesitos do Prêmio Loja em Destaque, este
mês a importância do bom gerenciamento do estoque.
Importante para o mercado, trazemos mais informações sobre
o Aplicativo Carro 100%; o sistema de informação eletrônica, o
TecDoc, que chega ao Brasil para oferecer acesso rápido e dados
completos sobre os veículos; e a parceria entre o Sincopeças-SP e
Sindirepa-SP, que promete o fortalecimento do setor.
Temos também a cobertura de entrega da 6ª edição do
Prêmio Sindirepa, que elege, através de uma amostra de cerca de
300 reparadores associados da entidade, as marcas preferidas de
22 segmentos e a empresa parceira.
A Jac Motors lança o T6, primeiro utilitário esportivo da
marca no Brasil, com vários equipamentos de série e motor 2.0 16V
com câmbio manual. No Comparativo, o destaque fica por conta do
câmbio automatizado, que ganhou espaço entre os compactos, em
veículos como Gol I-Motion, da VW, e o Sandero, da Renault.
Temos também a celebração da marca de 500 milhões de
veículos produzidos da General Motors. Empresa projeta ainda
vender 1.000.000 de veículos por dia no mundo neste ano. Outro
motivo de comemoração é aniversário de 1 ano do Complexo
Industrial da Nissan, instalado em Resende (RJ).
No Caderno Pesados, a Agrishow, maior feira do agronegócio
da América Latina, promovida de 27 de abril a 1º de maio,
em Ribeirão Preto (SP), que dentre vários temas abordou as
expectativas em relação ao Plano Safra para reequilibrar a situação
do setor.
O Editor
Até a próxima!
Assistente Administrativa:
Stéphany Lisboa
([email protected])
Atendimento ao leitor
Telefone: 11 5084-1090
([email protected])
Impressão
Coan Gráfica
Jornalista Responsável
Silvio Rocha – MTB: 30.375
Tiragem: 20 mil exemplares
Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade
exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade.
As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.
Balcão Automotivo é uma publicação mensal da Prána Editora &
Marketing Ltda. com distribuição nacional dirigida aos profissionais
automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para
melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.
í n d i c e
4..................................................Economia e Gestão
6....................................................................Parceria
18 ........................................................... Distribuidor
26................................................... Fique por Dentro
35..................................................................... Artigo
36.........................................................Fique de Olho
37.............................................................Montadora
40...............................................................Aplicativo
41/43/................................................... Lançamentos
42................................................................Sindicato
Destaques da edição
PáG. 08
PáG. 34
Equilibre sua vida
PáG. 45
Contato: 11 5084-1090 ([email protected])
Prána Editora & Marketing Ltda
Jornal Balcão Automotivo
Rua Engenheiro Jorge Oliva, 111 - CEP 04362-060
Vila Mascote - São Paulo - SP
500 milhões de
veículos
GM comemora importante
marca atingida em sua
produção. A celebração
aconteceu simultaneamente em
vários mercados como um gesto
de gratidão a todos os clientes.
Agrishow
Promovida de 27 de abril a 1º
de maio, em Ribeirão Preto (SP),
pela primeira vez em 22 edições,
Feira estima queda no volume
de negócios em relação ao ano
anterior, que foi de R$ 2,7 bilhões.
Especialista fala sobre como as
doenças da mente podem afetar a
vida profissional e pessoal. E alerta
sobre a importância de saber
identificá-las e como tratá-las.
PáG. 46
Gerencie seu
estoque
Em tempos que se ouve falar
muito em crise econômica,
manter o estoque abastecido sem
fazer compras desnecessárias
é essencial para a saúde da
empresa.
4
MAIO de 2015 / edição 104
economia e gestão
Liderança, comprometimento
e envolvimento
*Economista, escreve regularmente nesta
coluna e pode ser acessado pelo e-mail
[email protected]
Por: Fauzi Timaco Jorge* | Foto: Divulgação
J
á apontamos, aqui neste espaço, a importância da diversificação para a sobrevivência
do negócio. Isso ficou evidente para mim, pela primeira vez, quando realizamos
um treinamento pela Siemens, empresa na qual eu desempenhava as funções de
Administração de Vendas e Exportação do setor de Telecomunicações Particulares, em fins
dos anos 1970. Este treinamento, realizado ali em Barra Bonita, a uns 280 km de São Paulo
rumo noroeste, em um Hotel Estância que resultou da antiga obra da única eclusa no Rio
Tietê. Neste belíssimo espaço foram reunidos vários grupos de gerentes, coordenadores e
diretores da empresa e também de suas coligadas, como era o caso da Icotron, que atuava no
ramo de componentes eletrônicos, para a realização do SAMAGA – Sales Management Game.
Naqueles tempos, esta modalidade de acoplamento entre teoria e prática era inovadora no
campo do ensino-aprendizagem. Exigia um aplicativo que rodava numa TI-59, poderosa
máquina de calcular programável da Texas Instruments, um concorrente da HewlettPackard e de suas igualmente poderosas HPs científicas e financeiras.
Foram formadas várias “empresas”, compostas por executivos de diversas áreas
funcionais, desde Recursos Humanos a Vendas, passando por Produção, Compras e outras.
Na primeira rodada, os cargos foram escolhidos por cada participante que, na maioria das
vezes, escolhiam funções que ainda não lhes eram familiares. Paulo (todos os nomes aqui
colocados são fictícios), do RH, queria saber como seria operar na área de Propaganda
& Publicidade, da qual sempre ouvira falar muito bem; Márcio, de Vendas de Instalações
Elétricas Especiais, quis ser o Presidente, cargo que continuou operando por quatro ou mais
períodos da simulação; Henrique, de Compras, optou por uma função de Finanças; Marcelo,
da área de Produtos, escolheu a área de Produção para as indispensáveis tomadas de decisão
que se sucederiam na simulação deste “Jogo de Empresa”. Nossa missão consistia em ampliar
a participação de mercado e o resultado operacional da “empresa”, que concorria diretamente
com as demais que foram municiadas com os mesmos recursos básicos, compostos por um
determinado volume de capital inicial, uma planta industrial responsável por uma gama
limitada de produtos e uma carteira de clientes com algumas características especiais dos
líderes num particular ranking de produtos e clientes. E o jogo começou...
No primeiro período, as decisões foram isoladas, com os responsáveis pelas diversas
funções agindo de maneira quase autônoma, em que pesem os esforços de um ou outro
em prol de uma discussão de cada aspecto que iria afetar o desempenho das demais áreas
funcionais. Dada esta cumplicidade típica em quase toda organização brasileira em que os
feudos se consolidam e atravancam a indispensável interdependência, os resultados foram
minguando. A empresa começou a apresentar prejuízo e a perder mercado. As justificativas
de cada ”gestor” que ocupava um cargo para o qual não reunia as competências e habilidades
requeridas não encontravam respaldo da parte daqueles que já estavam há mais tempo em
funções específicas. E já cumpríamos a metade do “jogo”...
Márcio, o Presidente “vitalício”, rodava os gestores pelas diversas funções e lhes
empurrava os formulários para a aposição de suas decisões relativas a pessoas, produção,
marketing e finanças, sem titubear. Nesta simulação, já havia certa disposição de cada um
dos gestores em procurar os ocupantes destas funções na vida real, para uma tímida troca de
ideias, antes do preenchimento do formulário. Na noite em que desenvolvíamos as decisões
do quarto período, o Presidente se mostrava preocupado com o avançado da hora para a
entrega dos boletins informativos, base para a inserção dos dados no aplicativo que seria
rodado na TI-59. Já sem condições de esperar o resultado do novo processo que começava
a se instalar, voltado para uma ampla discussão dos diversos aspectos que envolviam a
tomada de decisão, o Presidente decidiu agir por conta própria, dispensando qualquer nova
manifestação dos seus “liderados”. Preencheu os formulários com as decisões que ele julgava
serem as melhores e os entregou aos monitores que acompanhavam os trabalhos de cada
“empresa”. Isso nos deixou profundamente magoados...
Acostumado a participar amplamente dos debates que envolviam as decisões na minha
área de trabalho na vida real, graças à liderança servidora de um diretor com o qual tivemos
o privilégio de conviver por mais de dez anos, contestei aquela forma de trabalho e clamei
por uma modificação do modus operandi, mesmo em se tratando de um treinamento com
simulações por vezes fora de nossa realidade cotidiana. Os ânimos se exaltaram e, não
tendo obtido o necessário consenso por parte dos demais “gestores”, demiti-me. Já nos meus
aposentos, o Coordenador do setor de Treinamento criticou-me duramente pela deserção e
mau exemplo. Concordei com ele, não sem antes relatar os motivos que me levaram a este
extremo, e disse-lhe que pensaria no que fazer na manhã seguinte.
Ao subir as escadarias do refeitório para o café da manhã deste dia seguinte, vi o Márcio,
o Presidente “vitalício”, descendo e, num gesto simultâneo, estendemos a mão um para o
outro e dissemos quase num uníssono: “Vamos ganhar este jogo!”. Quando fui para a sala de
nossa “diretoria”, o time já estava todo lá, discutindo detalhadamente cada um dos aspectos e
revisando o conjunto de informações que nos foram facilitadas no início do programa. Notei
que, independentemente do “organograma” da empresa, cada um dos participantes abraçou
a função que lhe era familiar em seu cotidiano na empresa verdadeira em que atuava. Cada
decisão passou a ser acompanhada de um arrazoado para convencimento dos gestores das
demais áreas, sem burocracia e com muita, muita conversa! Elaboramos gráficos analíticos
sobre a precificação, gastos com propaganda e publicidade, investimento em P&D de novos
produtos, volume e receita de vendas, administração do capital de giro e fluxo de caixa e,
assim, pudemos comparar e medir as variações que ocorriam a cada nova atitude em cada
área funcional. Tais gráficos foram justapostos e forneceram importantes elementos para
as ações futuras. Chegamos a forjar algumas informações sobre nossas decisões táticas
de preços e mercados, porque depreendemos que havia “espiões” que acompanhavam de
perto o que fazíamos. Dentre estas táticas, provocamos a perda (proposital) de uma grande
negociação de exportação que não reunia informações suficientes para nosso convencimento
de que seria um bom negócio. E um dos nossos “concorrentes” foi atrás da informação
forjada que disponibilizamos taticamente! Ganhou o negócio a preço vil, forneceu o material
e não recebeu nada por isso, porque o importador simplesmente faliu! Os resultados desta
empresa, confessadamente espiã ao final do jogo, em plenário, foram os piores de todas as
que participavam da simulação.
Com base nos estudos realizados de forma conjunta, com ampla discussão sobre as
causas e consequências de cada atitude, ampliamos nossa linha de produtos e passamos a
atender um mercado altamente diversificado. Deixamos de competir por preços e passamos
a agir com base em uma nítida diferenciação em relação àquilo que o mercado estava
“acostumado” a fazer, tanto em portfólio de produtos, como preços e demais condições
comerciais. Evidenciamos sobretudo, com tais atitudes, a realidade de uma empresa com
projeção de futuro, plenamente convencida da sua importância para os parceiros de negócios
e, sobretudo, da importância destes parceiros para a sobrevivência do nosso próprio negócio.
Agora, esta parceria não se enquadrava mais no famigerado “ovos com bacon”, em que um
dos parceiros está altamente envolvido – o porco – e o outro meramente comprometido
– a galinha. Porque envolvimento é de cunho pessoal, depende de cada indivíduo, e
comprometimento é de ordem organizacional, ou seja, requer a conivência ativa de todos os
que participam do processo.
Márcio e eu nos encontramos em várias outras oportunidades, no desenvolvimento de
nossas atividades regulares. Aprendemos que, no mundo dos negócios, mesmo de forma
simulada, uma ampla troca de ideias, informações e expectativas é parte essencial do
processo de superação de dificuldades. É daí que brotam as atitudes transformadoras, com a
participação decidida de todos os envolvidos na formulação, implementação e controle das
decisões, em prol do alcance dos objetivos traçados. Daí resulta a eficácia, dada pela relação
entre duas grandezas da maior importância para a moderna gestão de negócios: resultados
pretendidos e resultados obtidos.
6
Matéria de capa
parceria
MAIO de 2015 / edição 104
Parceria Sincopeças-SP e Sindirepa-SP
Entidades se unem em prol do fortalecimento do setor
Por: Simone Kühl | Foto: Divulgação
C
om o lançamento durante a Automec 2015, a
parceria entre o Sindicato do Comércio Varejista
de Peças e Acessórios de Veículos do Estado
São Paulo (Sincopeças-SP) e o Sindicato da Indústria de
Reparação de Veículos e Acessórios de São Paulo (SindirepaSP) foi consolidada com o objetivo de fortalecer o setor
automotivo.
Esta união refletirá em uma geração de volume maior
de informação aos associados, promoção de missões
empresariais em conjunto, ampliação da capacitação dos
profissionais, com maior número de palestras, fóruns e
debates, entre outros benefícios.
Criação da parceria
De acordo com Francisco de La Tôrre, presidente do
Sincopeças-SP, a partir da percepção de que cada vez mais
lojas de autopeças executam serviços e oficinas de reparação
vendem peças por elas instaladas, foi decidido realizar
a parceria, com o intuito de unir forças e estar melhor
preparado na hora da prestação e cumprimento dos serviços.
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP complementa
também que as duas entidades possuem objetivos e
necessidades em comum e a proposta da parceria já era
cogitada há algum tempo. “Até que a ideia amadureceu e
virou necessidade”, conta.
Mudanças nas entidades
“De início unificamos nossa comunicação”, diz de La
Tôrre. “Com isso, a já consolidada Revista Sincopeças-SP
carregará consigo o nome do Sindirepa-SP também. Fiola
explica que a Revista reunirá notícias dos dois segmentos,
“até porque estão interligados e há muita sinergia e assuntos
de interesse comum”.
De La Tôrre também informa que as entidades estão
reestruturando os sites para que possam cumprir essa
função, e ajustando os cadastros para que possam ser
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP, e Francisco de La Tôrre, presidente do
Sincopeças-SP, em cerimônia de lançamento da Parceria na Automec 2015
ofertados os conteúdos aos dois públicos simultaneamente.
As Missões Empresariais, palestras, seminários e
treinamentos também serão feitas a partir de agora em
conjunto, maximizando os esforços e os resultados. “Com
isso, melhoramos o fluxo de informação e capacitação para o
segmento que efetivamente faz a interface da reposição com
o consumidor final”, emenda.
Em relação à aceitação dos associados, ambos os
presidentes comentam que mesmo estando no início do
processo de parceria o retorno tem sido muito bom. “Mas
a aceitação não é só dos associados, como do mercado em
geral tem sido muito positiva. À medida que avançarmos
com as ações, a repercussão será cada vez maior”, diz Fiola.
Expectativas e projetos
Para o presidente do Sincopeças-SP, as expectativas
são as melhores possíveis com relação à ampliação das
ações já realizadas, bem como o desenvolvimento de novos
projetos para capacitação, pesquisas, fóruns, entre outras
atividades que visam o fortalecimento do setor. “Na Europa,
por exemplo, existe a Clepa, que reúne toda a cadeia. Aqui
começamos com a união do varejo e oficinas, mas nada
impede que isso avance para outros elos”.
Além de potencializar as ações já realizadas, Fiola também
destaca que “os objetivos também envolvem criar novas
possibilidades para aprimorar e multiplicar continuamente
o trabalho desenvolvido pela entidade, oferecendo o suporte
ao associado e contribuindo para o desenvolvimento do
setor. E também estabelecer um canal único de comunicação
com maior alcance, ampliar ações voltadas a treinamento,
fortalecer os dois elos da cadeia e garantir mais visibilidade às
entidades”, frisa o presidente do Sindirepa.
“É importante ter bem claro que as entidades, cada
uma ao seu modo, terão que se adaptar com a dinâmica
e cultura da outra. Isso requer um grande esforço,
além da consolidação das ações descritas acima. Isto
feito, teremos lançado bases importantes para desafios
maiores”, salienta Francisco.
A Parceria
“Sem dúvida, é um avanço significativo e representa o
amadurecimento do setor na busca da melhoria contínua do
atendimento ao consumidor. É um ganho enorme para toda a
cadeia produtiva que agora terá facilidade em atingir, de uma
única vez, os dois elos da ponta. De todo modo, já posso dizer
que tem sido muito gratificante e desafiador trabalhar com o
Sindirepa-SP”.
Francisco de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP
“Facilita e otimiza replicar informação e também torna mais
fácil o trabalho, uma vez que as entidades que representam
a ponta da cadeia estão alinhadas e unidas, permitindo
maior alcance de projetos. Tudo isso contribui para o
desenvolvimento do mercado. Este formato é comum e é
bem-sucedido em outros países”.
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP
8
de
balcãode
para
balcão
Matéria
capa
MAIO de 2015 / edição 104
Equilibre sua vida profissional
e pessoal
Especialista fala sobre como as doenças da mente podem
atrapalhar todas as áreas de nossa vida
Marcos Morita, executivo, professor,
palestrante e consultor
Por: Simone Kühl | Foto: Divulgação
P
ouco discutidas, as doenças da mente são questões
mal resolvidas ainda e que precisam ser tratadas
com seriedade, exemplo disto foi o caso que chocou
o mundo todo, do copiloto do voo da Germanwings, que
colidiu contra os Alpes da França no dia 24 de março, o
alemão Andreas Lubitz, de 28 anos.
Conforme explica o executivo, professor, palestrante
e consultor, Marcos Morita, as doenças da mente,
diferentemente das outras doenças, chegam de maneira
devagar e silenciosa, passando despercebida para quem
vê e muitas vezes para quem as tem. “O que faz com que
o diagnóstico ou a procura por um médico seja muitas
vezes tardia, quando os sintomas já estão aparentes ou
fora de controle”.
Desta forma, suas consequências podem ser bem sérias,
seja na vida pessoal quanto na profissional. No campo
profissional pode-se destacar: perda de produtividade,
desatenção, aumento dos erros cometidos e insegurança,
afetando praticamente todo e qualquer tipo de atividade e
profissão, independentemente do nível hierárquico ocupado.
Sinais
Em geral, Morita cita alguns sintomas, como a irritação,
falta de atenção, esquecimento, apatia, falta de sono,
compulsão por alimentar-se ou falta de apetite, nos casos
mais graves os sinais podem chegar a ser fobia ou ataques
de pânico.
É fundamental identificar, contudo a demora em
admitir e relatar, principalmente pela falta de canais oficiais
nas empresas, é muito comum. “É realmente uma saia justa
aos profissionais, uma vez que abrir-se poderá passar um
sinal de fraqueza ou comprometer eventuais promoções.
Por outro lado esconder a situação poderá fazer com que
seja visto como incompetente, pelos sintomas decorrentes
das doenças. Sugiro que avalie caso a caso, uma vez que
estão envolvidos: cultura da empresa, momento de carreira,
relacionamento com a chefia”.
Vida equilibrada
Diante deste cenário, a preservação da sanidade mental
para ter uma vida equilibrada se faz mais que necessária
para que o profissional consiga ter sucesso e boa qualidade
de vida.
Morita recomenda que o colaborador procure atividades
que lhe deem prazer, em especial um hobby. “Exercitar-se
é também algo muito importante, não só pela saúde física,
mas também pela produção de endorfina. Deixar os maus
hábitos de lado: cigarro e bebida em excesso. E, por fim, saber
dividir seu tempo entre vida profissional e vida pessoal”.
dicas Importantes
Morita ressalta que só quem viveu ou está
vivendo esse problema sabe o quão doloroso e difícil
é gerenciá-lo. Desta maneira, ele lista abaixo quatro
dicas que aprendeu com profissionais pressionados
que passaram por esta situação.
1)Conheça os seus limites: Há pessoas
que por não conhecerem seus limites acabam
assumindo responsabilidades e funções além de sua
capacidade ou habilidade, ou ainda em momentos
atribulados de sua vida pessoal, o que pode
desencadear estresse e depressão.
2) Saber desligar-se do trabalho: Esta é uma
das grandes chaves do sucesso. Apesar da importância
em nossas vidas, ter outras atividades que lhe
proporcionem prazer, curtir os amigos e a família são
componentes importantes para a saúde mental. Não
levar o notebook para a casa e estipular um horário
para desligar o celular são algumas dicas.
3)Dar-se o respeito: Principalmente saber
dizer não, impondo seus limites. Uma vez acostumado
a ficar até tarde e trabalhar aos finais de semana, será
difícil reverter tal situação.
4)Escolha seus grandes ovos: Alinhe o
discurso à prática, evitando o faça o que eu diga e não
faça o que eu faço. Coloque uma ordem de prioridades
em sua vida e mais importante, siga-as.
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MAIO
2015 // edição
edição 104
MAIO de
de 2015
104
Matéria de capa
capa
Por: Karin Fuchs | Fotos: Divulgação
Momento atual da economia do País
bate à porta de varejos e oficinas
Mas ainda existe uma expectativa que a queda das vendas de veículos
novos impacte em negócios e que o ano seja pelo menos melhor que 2014
N
o mercado de reposição é forte a tendência de que
quando há queda de vendas de veículos novos – e no
primeiro trimestre deste ano ela foi bem acentuada, na
casa de 17% – e alta no segmento de usados e seminovos,
o aftermarket fica aquecido. Mas não é muito bem o que tem
acontecido, tanto no varejo de autopeças como nas empresas de
reparação.
“Sempre quando isso acontece gera impacto positivo, mas
devido à situação do País não surtiu o efeito esperado. Poderia
ser melhor se a economia estivesse em melhores condições. De
qualquer forma, é sempre bom ter mercado de usados aquecido,
isso acontece quando o de novos não vai tão bem”, diz Francisco de
La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP.
Segundo o empresário João Pelegrini, do grupo Pelegrini,
quando há uma economia de insegurança, tudo o que se fala de
indicadores e projeções passa a não ter mais credibilidade. “O
consumidor está inseguro, este sentimento está levando-o a ficar
mais conservador, pois o brasileiro já é traumatizando com tantos
planos de governo que existiram. Ninguém sabe o que vem por aí e
o que vem não é coisa boa, pois não há uma gestão competente no
Francisco de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP
nosso País, começando de cima para baixo”, defende.
No Rio Grande do Sul, Gerson Nunes Lopes, presidente
do Sincopeças-RS, mostra que a situação não é diferente. “Por
enquanto, nós não temos ouvido coisas boas e não unicamente
do nosso setor. Todos os indicadores mostram que o consumidor
está mais receoso, aumentaram as retiradas da poupança e a
classificação do risco Brasil. Em vários ramos da economia
percebe-se que há uma retração”, afirma.
Como resultado, o varejo tem sentido na pele. “Nós tivemos
uma redução nas vendas no primeiro quadrimestre de 2015, em
relação ao mesmo período de 2014. Mas aos poucos percebemos
no balcão e ao telefone um aumento de solicitações de produtos
que chamamos de itens novos; peças de carros com fabricação a
partir de 2012. No primeiro semestre de 2014, registramos, em
média, 160 novos itens por mês no nosso estoque; média que caiu
para 110 no segundo semestre e agora volta a aumentar de novo”,
comenta Alexandre Lima, diretor Geral do grupo Apul, de Santa
Maria (RS).
Em Colatina (ES), o empresário do grupo Motocap, José
Dionísio Gobbi, sintetiza em números o quanto o mercado está
parado. “A nossa venda foi impactada em torno de 30% a 35% e
em todos os segmentos que temos contatos – indústria, serviços e
comércio –, percebemos que a situação não é muito diferente. As
pessoas estão evitando assumir compromissos e tenho visto isto
claramente. Quem fazia a manutenção preventiva de seu veículo ou
até a corretiva, de imediato, não está fazendo mais”, retrata.
Moisés Sirvente, diretor Executivo da Jocar, de São Paulo
(SP), traz um cenário diferente. “Até agora as vendas estão boas.
Geralmente, quando a venda de carros novos cai, as minhas vendas
melhoram. E já estamos sentindo um aumento de vendas de peças
de reposição no balcão”, afirma, acrescentando que a previsão para
este ano é de um aumento de 10% nas vendas para as lojas físicas e
de 40% no comércio eletrônico.
Momento de atenção
Com a queda de vendas da indústria para as montadoras,
Francisco de La Tôrre avalia que há sempre mais oferta de produtos
quando isso ocorre. “O que é muito bom para o varejo. Mais
variedade pode ajudar o varejista a fazer boas compras. Contudo,
a economia precisa ajudar também e isso não está acontecendo”,
ressalta. “E com a retração nas vendas de veículos novos, as
pessoas tendem a fazer mais a manutenção em seus veículos. Uma
possibilidade que ainda não se concretizou, mas creio que este ano
não será tão ruim como 2014”, prevê Gerson Nunes Lopes.
Ainda de acordo com Francisco de La Tôrre, “as expectativas
são de um ano ainda em recuperação, mas melhor que 2014.
Isso é o que sentimos nos primeiros meses, com melhora no
segundo semestre que já é habitual. Mas é preciso ter uma gestão
rigorosa para controle dos gastos e também atenção especial com
o estoque, estudar o comportamento do mercado de sua região,
manter a equipe motivada, buscar parcerias com fabricantes, fazer
campanhas e aprimorar o atendimento que e a porta de entrada do
cliente na loja”, orienta.
Gastos que Gobbi, do grupo Motocap, teve que rever. “Quando
há vendas em alta, você tem despesas que equivalem. Em um
momento de retração é preciso se adaptar, cortar custos, para a
conta fechar. Não é o caminho ideal, mas eu tive que cortar pessoal
que estava em atividades mais ociosas. E algumas estratégias que eu
praticava tiveram que ser momentaneamente abortadas”, lamenta.
Moisés Sirvente também diz que é um momento de cautela.
“Quanto à inadimplência, estamos tomando mais cuidado para dar
Força P, do grupo Pelegrini, de Uberlândia (MG)
12
Matéria de capa
capa
crédito. Já parcelo as minhas vendas no cartão de crédito há algum
tempo, mas não mudei o prazo por causa da situação atual do País.
E na parte do estoque, tentamos primeiro ter em estoque todos os
produtos que temos em linha e depois atender bem os clientes”,
pontua. “O nosso crediário é terceirizado, nós temos parcelamento
em até doze vezes e muita queima de estoque obsoleto”, especifica
Alexandre Lima, entre as medidas para potencializar as vendas.
Para João Pelegrini, cabe uma reflexão. “2015 é um ano para
prestarmos atenção junto aos nossos colaboradores em relação
aos bons clientes que estão no nosso cotidiano e que damos pouca
atenção a eles. Deixamos de falar o que temos a oferecer e às vezes
eles não sabem de nossas outras linhas de negócios, por exemplo.
E também dar mais atenção aos bons fornecedores. É prestar
atenção no universo que você está inserido e ter uma sensibilidade
maior de negócios, de bons relacionamentos, boas ações. Isto será
o ano de 2015 para termos sucesso. Se conseguir contemplar o seu
negócio colocando a inflação do ano de 2015, está ótimo. É um
ótimo indicador”, revela.
Pelegrini também afirma que é um momento também do
empresário empreendedor se posicionar mais. “Somos nós que
pagamos todos os impostos, proporcionamos dignidade, que é o
salário dos funcionários e o que faz girar a economia. Nossa classe
tem que começar a falar o quanto somos importantes para que
Gerson Nunes Lopes, presidente do Sincopeças-RS
sejam respeitados os bons empresários. Classe que só fica atrás dos
políticos como a mais mal vista”, defende.
Tanto na Jocar como Universitária, as vendas de peças têm sido
mais voltadas à manutenção corretiva. “A maioria para veículos
entre cinco e quinze anos de uso, pois a minha linha de produtos
é maior para essa faixa”, revela Sirvente, enquanto na Universitária
as vendas estão mais voltadas a veículos que têm, em média, seis
anos de uso.
Reflexos na ponta
Proprietário da Santa Oficina, localizada em São Caetano do
Sul (SP), Fabiano Patrone diz que a retração das vendas de novos
veículos já reflete em sua oficina. “Comparado ao final do ano
passado, neste início de ano eu tive um movimento diferenciado na
oficina. Aumentou o número e os tipos de serviços, revisões mais
completas, que os clientes postergavam com a ideia de trocarem de
carro”, informa.
O mesmo vem acontecendo na oficina mecânica Invest Auto
Peças e Serviços, de Balneário de Camboriú (SC), de Roberto
Turatti. “Os clientes que estavam programando a troca do veículo
por um novo seguraram esta compra e tivemos um aumento
em torno de 20% na oficina e de 5% em relação aos que saíram
Alexandre Lima, diretor Geral do grupo Apul, de Santa Maria (RS)
do período da garantia de fábrica. Entre os veículos atendidos,
a maioria tem cinco anos de uso”, especifica o empresário que
também é presidente do NEA-SC e da ARVESC, Núcleo Estadual
de Automecânicas de Santa Catarina e Associação de Reparadores
Veiculares de Santa Catarina.
Na Casa dos Freios, Bosch Car Service, em Porto Alegre (RS), o
sócio Gilberto Mendelski, também diz que a retração das vendas
de veículos novos reflete nos negócios. “Impacta sim, porém,
ainda existe uma retração forte no segmento de manutenção de
veículos em função das distorções, boatos, fatos que os nossos
governantes provocam, atingindo todos e os mais variados tipos
de negócios”, diz.
Em relação à idade média dos veículos que chegam à sua oficina,
ele conta que há algumas conotações a serem consideradas, em
função de variáveis km/ano. “Como a média aqui na nossa cidade
é o carro rodar entre 12 mil a 15mil km/ano, invariavelmente os
proprietários deixam as concessionárias com 30 mil km. Isto
significa aproximadamente carros de 2013 a 2014. Todavia, o fluxo
maior nas nossas lojas são carros de 2005 em diante em função
de estarmos na capital do estado. E, de cada dez carros atendidos,
entre dois e três estão não período da garantia”, especifica.
Proprietária da oficina Meu Mecânico, localizada em Ceilândia
(DF), Agda Oliveira está esperançosa. “O movimento está bem
fraco, caiu muito em relação ao ano passado. Acredito que isto
tende a melhorar em função da queda brusca das vendas de
Jocar, de São Paulo (SP)
MAIO
2015 // edição
edição 104
MAIO de
de 2015
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veículos novos, o que aumenta o fluxo de reparação dos carros que
estão em circulação. Mas ainda não sentimos este movimento”, diz.
Mesmo cenário nos estados do Paraná, Pernambuco e Rio
Grande do Sul. “O que está chegando às oficinas são os clientes
tradicionais que têm o hábito de fazerem a manutenção nas oficinas
independentes, mesmo no período da garantia dos veículos, e
os veículos para manutenção corretiva”, informa Wilson Bill,
presidente do Sindirepa-PR.“As oficinas de Pernambuco ainda não
estão recebendo os benefícios deste aumento de venda de veículos
usados”, acrescenta Airton Tenório, presidente do Sindirepa-PE.
“Em função da atual conjuntura econômica brasileira, não só a
reparação de veículos como os demais setores também estão em
processo de esperar para ver como é que fica. O aquecimento das
vendas de veículos seminovos não ocasionou grande impacto na
prestação de serviços do nosso setor e até mesmo a tradicional
manutenção preventiva, que é menos onerosa para os proprietários
de veículos, está deixando de ser feita. O carro está indo para a
oficina para realização de manutenção corretiva”, informa Enio
Raupp, presidente do Sindirepa-RS.
Na Mingau Automobilística, de Edson Roberto de Ávila, em
Suzano (SP), a realidade é similar. “Quando mantemos os clientes
já existentes, a meu ver, isso não é expectativa de crescimento.
Perspectivas são novas conquistas, novos clientes, e neste momento
José Dionísio Gobbi, do grupo Motocap, de Colatina (ES)
eu não tenho essas perspectivas, pois eles estão pedindo que você
faça cada vez mais manutenções pela metade porque a questão
financeira deles não permite. O que estamos vivendo hoje não há
nada de anormal para o caminho que foi dado ao País”, comenta.
Em nome do Sindirepa Nacional e do Sindirepa-SP, o presidente
de ambas as entidades, Antonio Fiola, expõe que houve uma queda
no movimento das oficinas da cidade de São Paulo de 2013 para
cá, quando a inspeção ambiental veicular foi interrompida. “Então,
não alcançamos o patamar da época em que a inspeção estava em
vigor, mas o aquecimento do mercado de veículos usados acaba
trazendo movimento às oficinas, o que tem ajudado de certa forma
a manter o movimento estável este ano”.
De acordo com ele, o aumento da frota circulante nos últimos
anos reflete positivamente nas oficinas. “É isso que movimenta
o mercado, mas também depende do poder de compra do
consumidor, se a renda cai, ele protela a manutenção do veículo até
quando não der mais. Por isso, é necessário difundir o conceito de
manutenção preventiva e deve partir do reparador que tem contato
direto com o dono do carro. Quando o consumidor entende a
necessidade de cuidar de forma preventiva, fica adepto e passa a
adotar, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que
isso aconteça”, defende.
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Matéria de capa
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MAIO
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MAIO de
de 2015
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mil km e já tivemos casos de recebermos carros com 10 mil km
para revisão e pedimos para que ela seja feita em concessionária
mais por uma questão de recall, para ele não ter problemas adiante”,
conta Patrone.
Já na oficina de Turatti, a preventiva é a mais difundida. “Na
nossa empresa, a manutenção preventiva é a mais efetuada devido
à nossa política, mas o nosso cliente se preocupa mais com a
preventiva”, revela.
Fabiano Patrone, da Santa Oficina, de São Caetano do Sul (SP)
Corretiva ou preventiva?
Em comum, os participantes desta matéria informam que nas
oficinas as manutenções têm sido muito mais corretivas.“No Brasil
são exceções os proprietários que fazem manutenção preventiva,
a não ser em época de férias, mas a grande parcela é corretiva.
Infelizmente, ao contrário de culturas de países mais desenvolvidos,
onde existe a Inspeção Veicular, onde o proprietário se obriga
a realizar a prevenção. Aqui no Brasil só quando adotarem esta
obrigatoriedade é que passaremos a esta situação”, diz Mendelski.
Mesmo parecer tem Fiola. “O motorista ainda não tem o hábito
de fazer preventiva até por falta de informação. Por isso, acreditamos
que o Programa Carro 100%/Caminhão 100%/ Moto 100% pode
ajudar a conscientizar o dono do carro sobre a importância da
manutenção preventiva, considerando que esta prática deixa o
veículo seguro, é mais econômica e reduz consumo de combustível.
Veículo em boas condições roda com mais segurança e também é
mais econômico”, afirma.
“A manutenção tem sido muito mais corretiva e não está
acontecendo aumento de demanda nas oficinas por conta da
queda de vendas de veículos novos, como também não está
havendo um aumento das vendas de usados e seminovos como se
diz. O mercado está parado. Quem tem um carro usado pago não
vai se aventurar e comprar um mais novo”, crê Edson de Ávila. “A
manutenção corretiva é reflexo da atual economia difícil que vive o
País. O consumidor está gastando com o que realmente necessita”,
acrescenta Agda Oliver.
Na Santa Oficina, a manutenção corretiva está balanceada com
a preventiva. “E de muitos carros novos, veículos de dois ou três
anos de uso. Geralmente, o cliente só vai à concessionária até os 30
Invest Auto Peças e Serviços, de Balneário Camboriú (SC)
Oportunidades e ações
Em um ano de recessão para não perder clientes, Bill destaca
que “o atendimento é primordial como um bom diagnóstico
preciso, sempre sendo a solução do problema do cliente e não
aumentando o seu problema com diagnósticos errados”. Tenório
acrescenta, dizendo que “precisamos investir na qualidade dos
serviços, o aspecto da loja, atendimento e buscar parcerias,
inovando e criando oportunidades de negócios”, pontua.
“É importante manter a equipe capacitada e ter especial atenção
ao atendimento ao cliente, fazer campanhas com clientes cativos,
incentivar o motorista a fazer manutenção preventiva e saber ouvir
Wilson Bill, presidente do Sindirepa-PR
o cliente para entender as suas necessidades. Se ele já faz tudo
isso, deve se preocupar em melhorar a cada dia, sempre há o que
aprimorar”, indica Fiola.
Já em nome do Sindirepa-RS,Enio Raupp indica aos empresários
do setor buscarem ofertar aos seus clientes, principalmente os
habituais, um check-list gratuito, objetivando apurar para o
proprietário quais são as premências de conserto. “Dessa forma
se possibilita atuar de forma preventiva em cima de consertos que
podem, em curto espaço de tempo, gerar dor de cabeça ao cliente”.
Outra dica é utilizar financiamento para os consertos através
de entidade bancária, parceira do sindicato, que oferta os melhores
encargos financeiros do mercado. “O cliente paga parcelado, em
condições especialíssimas e a oficina recebe à vista seu pagamento.
E, ainda, realiza monitoramento sobre as manutenções dos
veículos através de cadastro, realizado previamente. Informar ao
cliente quais itens requerem substituição, citando a necessidade da
sua troca e os riscos decorrentes”, especifica.
Agda Oliver conta que o caminho tem sido orientar o cliente.“O
que temos feito é tentar interagir muito com os clientes, conversar,
dar dicas, mostrar para eles que um serviço de revisão preventiva
fica bem mais em conta que a manutenção corretiva”, revela. Na
Santa Oficina, Patrone comenta que desde o início a internet tem
sido uma excelente ferramenta para potencializar negócios.“Desde
que iniciamos a oficina, a proposta foi ter uma identidade visual.
Não é a oficina do Alfredo ou a do Zé, é a Santa Oficina, tem nome
próprio, site bonito e isso atrai clientes também. Fazemos bastante
divulgação pela internet. É uma linguagem nova e esta nova
geração que está chegando procura o Google como o segundo pai.
Estamos bastante à frente de outras oficinas neste sentido”.
Na Casa dos Freios, Mendelski conta que eles estão trabalhando
com menos valor agregado nas peças e na mão de obra. “E como
80% dos nossos serviços são pagos na forma de cartão de crédito,
o que nos remete para uma margem bastante boa de não termos
inadimplência. Os demais 20% são clientes que já são da casa ou
que pagam com cheques pré-datados, ou à vista, onde se concede
ainda um bom desconto nesta modalidade”, especifica.
Airton Tenório, presidente do Sindirepa-PE
Casa dos Freios, de Porto Alegre (RS)
Agda Oliveira, da oficina Meu Mecânico, de Ceilândia (DF)
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Matéria de capa
capa
MAIO de 2015 / edição 104
Enio Raupp, do Sindirepa-RS
Edson Roberto de Ávila, da Mingau Automobilística, de Suzano (SP)
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa Nacional e do Sindirepa-SP
Por conta do que estaria por vir e em conversas com fabricantes
parceiras, Edson de Ávila pôs um pouco o pé no freio.“Continuamos a
investir em tecnologia, equipamentos e em formação/especialização,
mas de forma mais realista. Com isso, a Mingau Automobilística é
uma empresa saudável, enxuta e que não tem dívidas. É preciso ter o
pé no chão, a economia do País está péssima e a dica que dou é que
cuidem da saúde financeira de suas empresas”, orienta.
“Se conseguirmos manter o volume de 2014, estaremos bem
satisfeitos”. Para Bill, “há poucas expectativas de crescimento para
o setor neste ano. A atual situação do País, a recessão, a demissão
das indústrias e a falta de dinheiro do governo não faz circular
a economia. Em consequência, nós sentimos diretamente os
reflexos”. O mesmo que diz Airton Tenório: “em minha opinião, em
virtude da crise que enfrentamos, não vejo perspectiva de melhora
de mercado”.
Para Enio Raupp, “apesar de orientadores informarem que
teremos uma demanda de frota ultrapassando 40 milhões de
veículos, acreditamos que o setor da reparação de veículos
não deverá crescer neste ano. Os empresários deverão utilizar
criatividade para se manterem com a perspectiva de melhores
ventos em 2016”, prevê.
Já Fiola diz que é cedo para saber, mas a expectativa é que o
ano seja melhor que 2014. Ele destaca que o Sindirepa-SP e outras
entidades estão trabalhando para que a inspeção seja retomada e
ampliada para outros municípios, tentando sensibilizar o governo
sobre a importância desta medida como forma de melhoria da
qualidade do ar. “O ideal seria que ela fosse implantada em todo o
País, pois além da questão das emissões, ela também verifica itens
de segurança”, finaliza.
Previsões
Prevendo o que está por vir neste ano, Mendelski analisa
que não há grandes expectativas de aumento de negócios.
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distribuidor
MAIOdede2015
2015
edição104
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MAIO
/ /edição
Em nova fase, Car Central
segmenta as regionais
Roles e RPR já contam com equipes especializadas.
Companhia investe fortemente em treinamento e no
atendimento diferenciado ao cliente
Por: Karin Fuchs | Fotos: Divulgação
E
m abril deste ano, a Car Central finalizou o processo
de segmentação das suas dezesseis regionais, que
atendem todo o território nacional, com um trabalho
de focalização da Roles, no mercado de quatro rodas (leve,
utilitários e comercial leve) e da RPR, voltada para duas rodas,
cada uma com uma única gerência. Sergio Luis Teixeira,
diretor Comercial da Car Central, diz que os ganhos já são
notórios. “Principalmente com a focalização, especialização
por segmento, e também no clima organizacional. Hoje
formam uma grande equipe, trocam conhecimentos, o que
resultou numa sinergia muito boa para a equipe”, afirma.
Com um portfólio que abrange cerca de 10 mil itens,
principalmente voltado para suspensão, transmissão,
motor e freios, a Car Central centraliza as compras na
matriz e a entrega é feita diretamente pelas indústrias
em cada regional. “Nós temos um nível de exportação
pequeno entre as filiais, pois com a Substituição
Tributária (ST) isto nos onera muito. Infelizmente, a
ST está nas costas do distribuidor. Ter dois meses de
estoque significa dois meses de impostos. Mas não dá
para ser muito diferente. Para prestar um bom serviço,
um bom índice de entrega, tem de ter mais de um mês
de estoque”, informa.
Segundo ele, o crescimento constante de novos modelos
de veículos trouxe outro desafio ao mercado: a necessidade
de se ter inteligência ainda maior na compra do que está
sendo demandado. “O que é uma dificuldade para todos pela
falta de dados estatísticos e nós já estamos trabalhando neste
sentido junto a uma empresa especializada que nos trará
mais informações (mapeamento) sobre a frota circulante e
demandas regionalizadas, em especial de alguns produtos”,
antecipa o executivo.
Para ele, manter um portfólio sadio e alinhado com a
demanda regional será uma missão cada vez mais crítica
e necessária ao distribuidor, e também para a indústria
medir as demandas reais e a frota circulante, que muda
totalmente por região. “Pela diversificação da frota são vários
lançamentos por mês e nós distribuidores sofremos muito
com isso, pois as indústrias precisam atualizar seus pacotes,
nós também, e ao mesmo tempo mantermos o mínimo de
estoque para atender a frota existente”,
acrescenta.
Uma iniciativa que também ajudará
o varejo. “Hoje, o cliente trabalha muito A Car Central está de casa nova desde a virada do ano, agora na divisa de São Paulo com
com o estoque do distribuidor. Desde o São Bernardo do Campo
fim do processo inflacionário, muitos
perceberam que não tinham um estoque sadio e que informando as movimentações de preços nas linhas. Ele usa
compravam muito por oportunidade. Hoje é muito difícil o essa ferramenta de venda junto ao cliente mais como uma
varejo mantê-lo; ele mantém a curva A. Aumentou muito a prestação de serviços, dando uma oportunidade também
quantidade de modelos de veículos, o que dificulta saber o para que ele regule o seu estoque”.
E para somar, há dez anos a Car Central criou a marca
que manter em estoque e em qual quantidade. Os clientes
própria
Autho Mix, a partir da necessidade de complemento
têm feito pedidos menores e com mais frequência no mês.
de
linha,
contando com parceiros que têm excelência no nível
Isso é natural e será crescente”, prevê.
de qualidade. “Mais do que trazer um resultado diferenciado
para a companhia, muitas vezes a Autho Mix auxilia nas
Na ponta
Na linha de frente para atender seus clientes, a Car vendas de outras marcas, pois ajuda a equipe inteira a se
Central conta com um batalhão de 500 profissionais, motivar e a fazer ações com as outras marcas. A marca está
somando representantes, gerentes das unidades e televendas, consolidada e vamos buscando oportunidades para ampliápara os quais a empresa tem investido muito em treinamento las, inclusive para o segmento de duas rodas”, diz o executivo.
De casa nova desde a virada do ano, a Car Central, agora
e capacitação. “O representante é um diferencial, é ele quem
na
divisa
de São Paulo com São Bernardo do Campo, ocupa
faz o relacionamento, e os que nos trazem mais resultados
uma
área
de 4 mil metros quadrados e o maior ganho com
são os consultores e não os tiradores de pedidos. Hoje, o
a
mudança
de endereço foi um adicional de mais de mil
grande desafio é a contratação de representantes comerciais,
metros
de
logística,
principalmente para o estoque. Para
é uma busca constante, porque há dificuldade em encontrar
finalizar,
Teixeira
faz
uma previsão para este ano. “Creio
este profissional”, revela.
que
teremos
um
bom
resultado, a frota madura cresceu, o
Para a força de vendas, a Car Central dispõe de uma
mercado
de
veículo
zero
encolheu, o que naturalmente
ferramenta de automação e também investe há um bom
impulsiona
a
manutenção.
Por mais que tenhamos um
tempo no seu catálogo eletrônico. “E constantemente
processo
inflacionário
e
um
pouco recessivo, acho que
investimos para mantê-lo atualizado, o que é um diferencial,
teremos
um
ano
interessante”,
conclui.
e também ele está disponível publicamente na internet, com
100% do que comercializamos e com fotos”, informa Teixeira.
Segundo ele, a Car Central não é uma empresa que vende
preço. “Mas com produtos e marcas de qualidade. Os nossos
parceiros são éticos e têm uma política comercial firme.
Assim, temos um estoque bom e sadio, produto para entregar
a um preço justo e correto. E quando há alterações, os nossos
representantes antecipam a informação ao varejo. Para isto,
eles têm a Integração, a nossa ferramenta online semanal
Car Central
Matriz e filiais: 16 filiais, localizadas no Estado de
São Paulo (São Paulo/inclui matriz, Bauru, Campinas,
São Vicente e São José do Rio Preto). Paraná (Curitiba e
Maringá), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Rio de
Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS),
Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Recife (PE) e Salvador (BA)
Equipe: mais de 800 colaboradores diretos
Ocupa uma área de 4 mil metros quadrados e o maior ganho foi um adicional
de mais de mil metros de logística
Prata da casa
Na Car Central, a política é investir na equipe. Tanto
que a maioria dos gerentes das filiais começou na casa
e muitos no estoque. Com Sergio Teixeira não foi muito
diferente. Há 26 anos, ele entrou como encarregado de
Crédito e Cobrança, posteriormente, seguiu para a área
Comercial. Na década de 90, assumiu a diretoria de
TI, cuidando de filiais
e aberturas de novas,
dando também suporte
e assistência a diretores
de outras áreas. O
know-how adquirido
lhe deu a oportunidade
de conhecer toda a
companhia e, desde
2013, ele ocupa o cargo
Sergio Luis Teixeira, diretor Comercial
de diretor Comercial.
da Car Central
20
varejo
téria de capa
MAIO de 2015 / edição 104
Josecar inaugura loja em Osasco
6ª filial conta com o mesmo padrão de qualidade e serviços oferecidos
Por: Silvio Rocha | Fotos: Divulgação
H
á mais de 30 anos no segmento de autopeças, o
Grupo Josecar é hoje referência no mercado, sucesso
esse conquistado através de sua competência,
com um trabalho sério, profissional e de respeito com seus
clientes, fornecedores e colaboradores.
A empresa que já possui cinco unidades, localizadas em
São Paulo (Freguesia do Ó, Butantã, Lapa e Tatuapé) e em
Jundiaí (SP) (Jardim Petrópolis), inaugurou no dia 2 de maio
sua 6ª filial, desta vez em Osasco (SP), no bairro Pestana, loja
esta que segue o mesmo modelo e padrão de qualidade com
que o Grupo Josecar atua no mercado, com seu perfil de ser
multimarcas e foco no aplicador.
Nova conquista
A inauguração de mais
uma loja, para Ricardo
Carnevale, diretor Comercial
da Josecar Distribuidora de
Autopeças, é a realização de
mais um sonho. “Quando
abrimos nossa primeira
filial não imaginávamos que
Ricardo Carnevale, diretor Comercial chegaríamos até aqui, e cada
da Josecar Distribuidora de
filial tem superado nossas
Autopeças
expectativas”, ressalta.
Ricardo explica que antes de abrir a filial em Osasco
foi realizado um estudo da região. “Nossos clientes também
nos pediam para estarmos mais próximos e surgiu então a
oportunidade de vir para essa região,
onde encontramos um prédio pronto,
nos padrões que necessitávamos,
fizemos apenas algumas adequações
e após cinco meses trabalhando nesse
projeto para melhor estruturar a loja
inauguramos essa nova filial”.
Para o Grupo Josecar, a valorização
do lado humano da empresa é essencial
para o sucesso nos negócios. Um
diferencial em relação a esse quesito é
a geração de empregos em cada região
que estão localizadas as unidades.
“Sempre buscamos profissionais com
experiência na própria região, pelo fator
locomoção e por ser muito benéfico
para a empresa e para o próprio
colaborador”.
Nova loja Josecar no bairro Pestana, em Osasco (SP)
Mercado
De acordo com o diretor Comercial, os sinais de crise
econômica não abalam o Grupo Josecar. “Acreditamos que
para o nosso segmento a crise não afetará tanto, pois os
veículos que foram vendidos nos anos anteriores agora
estarão entrando na manutenção, o que irá manter as oficinas
cheias”, pontua.
Outro fator que, para ele, comprova o bom momento
foram os comentários positivos na Automec, onde as
empresas revelaram suas boas atuações no primeiro
trimestre, apesar dos impostos e do medo dos consumidores
em realizar gastos em período que se fala de crise.
Em relação ao segundo semestre, o diretor já adianta que
as expectativas são boas. “O primeiro semestre já está sendo
muito bom, e acreditamos que o segundo será ainda melhor,
visto que o medo da economia irá passar e o mercado irá ter
assimilado os aumentos e a gestão do governo”.
A direção
“Estou há 10 anos na empresa, comecei como
promotor de Vendas, onde agreguei muitos clientes e
adquiri experiência, o que me levou a assumir a gerência
da unidade em Jundiaí-SP há 5 anos e agora a gerência
Comercial da loja de Osasco-SP. Para mim, o Grupo
Josecar representa uma empresa sólida e diferenciada, a
equipe é motivada e os funcionários crescem junto com a
empresa, prova disto é o tempo de casa de parte deles, com
18, 20 e 25 anos, e ninguém ficaria tanto tempo em uma
empresa se ela não fosse realmente boa”.
Antonio Marins (Toninho), gerente Comercial
Osasco
“Há 2 anos na empresa, iniciei como supervisor de
Televendas e durante esse período trabalhei juntamente
com o gerente Comercial Carlos Maia, da unidade da
Freguesia do Ó, que me treinou e me preparou para
futuramente assumir uma loja. Nessa nova unidade
esperamos um crescimento superior ao do que já
vendemos na região. Eu conheço a Josecar há muitos
anos, eles eram meus clientes quando eu trabalhava como
distribuidor, e posso afirmar que é uma empresa que
oferece oportunidades, treinamentos e valoriza, acredita e
confia no seu colaborador”.
José Luis Raimundo, gerente Josecar Osasco
Profissionais da nova unidade de Osasco
Josecar Distribuidora de Autopeças
Toninho e Luis estão à frente da filial
Loja Osasco-SP
Endereço: Av. General Pedro Pinho, 1.263, Bairro
Pestana
Colaboradores: 27
Email: [email protected]
Portal: www.josecar.com.br
22
PRêmiação
MAIO de 2015 / edição 104
6ª edição do Prêmio Sindirepa-SP
Pesquisa com reparadores elege as marcas preferidas em 22 segmentos e também a empresa parceira
Por: Redação | Fotos: Divulgação
O
“Prêmio Sindirepa-SP - Melhores do Ano”
elege as marcas preferidas de 22 segmentos,
que contam com a classificação Ouro, Prata e
Bronze, além da empresa Parceira do Setor da Reparação
Independente que, pela segunda vez, ficou para
Bradesco Seguros. Apenas velas de ignição tiveram dois
classificados.
Em sua 6ª edição, a premiação, feita por meio de
pesquisa realizada pela Cinau (Central de Inteligência
Automotiva), com amostra de cerca de 300 reparadores
associados da entidade, elege as marcas preferidas de
fornecedores de cada segmento do setor da reparação
de veículos. “Esta iniciativa visa destacar a valiosa
contribuição de empresas que oferecem suporte ao
reparador, garantindo melhoria contínua no atendimento
ao consumidor”, afirma o presidente do Sindirepa-SP,
Antonio Fiola.
A cerimônia de premiação foi realizada no dia 19
de maio, na sede da Fiesp, no Teatro Ruth Cardoso, em
São Paulo-SP, e contou com a presença de reparadores e
representantes de fábricas, distribuidores e varejo.
Os vencedores poderão utilizar o selo representativo
do prêmio em material de divulgação até o dia 30 de abril
de 2016.
Nesta edição, a premiação contou com patrocínio da
Bradesco Seguros, Porto Seguro, Schaeffler, Audatex,
Bosch, Magnetti Marelli Cofap, Rede PitStop, Contitech,
Dayco, I.Q.A., Mahle-Metal Leve e T.R.W.
SEGMENTO
EMPRESA
PARCEIRO REPARAÇÃO
BRADESCO SEGUROS
AMORTECEDORES
1º - COFAP
2º - MONROE
3° - NAKATA
BATERIAS
1º - MOURA
2º - HELIAR
3° - ROBERT BOSCH
BOMBAS DE COMBUSTÍVEL
1º -ROBERT BOSCH
2º - BROSOL
3° - DELPHI
CATALISADORES 1º - MASTRA
2º - TUPER
3° - MAGNETI MARELLI
COMPONENTES
PARA MOTOR
1º - MAHLE METAL LEVE
2º - COFAP
3° - KS
SEGMENTO
Vencedores ouro
Vencedores prata
Vencedores bronze
EMPRESA
SEGMENTO
EMPRESA
SEGMENTO
EMPRESA
CORREIAS 1º - DAYCO
2º - GATES
3° - CONTINENTAL CONTITECH
LÂMPADAS AUTOMOTIVAS
1º - PHILIPS
2º - OSRAM
3° - GE - VIA LUS
1º - LUK
2º - VALEO SERVICE
3° - SACHS
1º - FABRINI
2º - COFAP
3º - NAKATA
1º - SABÓ
2º - SKF DO BRASIL
3º - CORTECO
3º - TARANTO
EMBREAGEM
MOLAS RETENTORES 1º -ROBERT BOSCH
2º - NAPRO
3º - TECNOMOTOR
1º - MOBIL
2º - IPIRANGA
3º - CASTROL
1º - SKF DO BRASIL
2º - INA
3º - NSK BRASIL
EQUIPAMENTOS DE DIAGNÓSTICO
DE MOTORES
ÓLEO LUBRIFICANTE
ROLAMENTOS FERRAMENTAS 1º - GEDORE
2º - RAVEN
3° - KING TONY BRASIL
PASTILHAS DE FREIO
1º - COBREQ
2º - S.Y.L
3º - ROBERT BOSCH
VELAS DE IGNIÇÃO 1º - NGK DO BRASIL
2º - ROBERT BOSCH
3º - Não haverá
placa Bronze
FILTROS 1º - FRAM
2º - TECFIL
3º - MANN-FILTER
PNEUS
1º - PIRELLI
2º - GOODYEAR
3º - MICHELIN
TINTAS AUTOMOTIVAS 1º - PPG
2º - WANDA
3º - LAZZURIL
JUNTAS DE MOTOR 1º - SABÓ
2º - TARANTO
3° - MAHLE METAL LEVE
RADIADOR
1º - VISCONDE
2º - VALEO SERVICE
3º - DELPHI
COMPANHIA
DE SEGUROS
1º - PORTO SEGURO
2º - BRADESCO
SEGUROS
3º - ALLIANZ
balcão automotivo / MAIO de 2015 / edição 104
Sempre buscando novas ferramentas e novas
formas de levar informação, a MTE-Thomson
lança mais um curso para
o aperfeiçoamento dos
reparadores: o de Multímetro
Automotivo. Em parceria
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curso foi desenvolvido
em 33 vídeos didáticos e
neste primeiro módulo o aluno aprenderá
os recursos e a utilização dessa ferramenta
essencial para testes automotivos bem como
os tipos e os componentes dos multímetros,
ensinando a manuseá-lo para executar as
leituras corretas. Para participar, basta acessar
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Programa Descarte
Consciente Abrafiltros
recicla mais de 3,293
milhões de filtros de
óleo lubrificante usados
O programa Descarte Consciente Abrafiltros,
de logística reversa de filtros usados do óleo
lubrificante automotivo, que teve início em 2012,
tem gerado resultados expressivos, superando
a expectativa. O volume total reciclado no
programa, de julho de 2012 a março de 2015, foi
de 1.332.268 kg, sendo 1.284.316 kg de filtros
usados, 19.341 kg de óleo e 28.611 kg de resíduos.
O resultado equivale a 3.293.118 filtros de óleo
lubrificante automotivo processados.
ZF conclui a aquisição da TRW Automotive
A ZF Friedrichshafen AG e a TRW Automotive Holdings Corp. (NYSE: TRW) anunciaram que concluíram a
transação sob a qual a ZF adquiriu com sucesso a TRW. A TRW será incorporada à ZF como uma nova divisão
chamada Tecnologia de Segurança. A empresa combinada continuará a operar sob o nome ZF Friedrichshafen
AG. A ZF é uma empresa líder mundial em tecnologias de transmissões para
veículos, chassis e segurança ativa e passiva. Com a aquisição da TRW Automotive,
em 15 de maio de 2015, a ZF agora está presente em cerca de 230 locais em
40 países. Em 2014, ano anterior à aquisição, as duas empresas contavam com
134.000 funcionários e atingiram juntas um faturamento total superior a 30
bilhões de euros. Para obter êxito com produtos inovadores, elas investiram 1,6
bilhão de euros em pesquisa e desenvolvimento – aproximadamente 5% do
faturamento (como nos anos anteriores).
John C.Plant e Stefan Sommer,
Fotos: divulgação
MTE-Thomson
lança curso on-line
de Multímetro
à direita
Entidades divulgam resultados do setor
A Fenabrave divulgou o desempenho do setor automotivo no mês de abril e do acumulado de 2014.
Para o setor da distribuição de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas,
implementos rodoviários, tratores e máquinas agrícolas e outros, como carretinhas para transporte)
o mês de abril apresentou queda de 8,91% em relação a março. Foram emplacadas 343.049 unidades
em abril, contra 376.585 no mês anterior. Nos primeiros quatro meses deste ano, foram emplacadas
1.389.558 unidades, contra 1.666.811 no mesmo período de 2014. A Anfavea também divulgou seus
resultados de abril e do primeiro quadrimestre. O setor fechou o quarto mês do ano com 219,3 mil veículos
comercializados, o que significa uma retração de 6,6% em relação aos 234,6 mil de março de 2015. E na
contramão do mercado de modelos zero-quilômetro, que já caiu quase 20% nos primeiros quatro meses do
ano, os negócios com usados continuam em alta.
De acordo com o relatório mensal da Fenauto,
no primeiro quadrimestre foram negociados no
País 3,2 milhões de veículos de segunda-mão, o
que corresponde a um crescimento de 2,2% em
comparação com o mesmo período de 2014.
Canal da Peça participa de evento
internacional de starups em Nova York
O Canal da Peça, plataforma para expor autopeças e uma ferramenta digital completa para o setor,
participou de 4 a 6 de maio, em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, do TechCrunch Disrupt NY
2015, evento que tem como objetivo estimular a cooperação entre startups
e empreendedores, promovendo sinergias e colocando em discussão temas
atuais sobre empreendedorismo, inovação e indústria. “É muito gratificante
estar presente neste evento e compartilhar todas estas experiências e inovações
de cada projeto participante. Podemos trazer novos conceitos para o nosso
negócio. Por isso, é importante estar antenado com as novidades mundiais”,
afirma Vinicius Dias, um dos fundadores do Canal da Peça. Participaram do
evento mais de 200 empresas de todo o mundo.
Promoção da Nakata leva amantes do automobilismo para conhecer uma das
quatro pistas de corrida dos Estados Unidos
A Promoção “HG Nakata Pista dos Sonhos nos EUA” vai sortear uma viagem para conhecer um dos quatro circuitos norte-americanos,
considerados templos do automobilismo. A viagem, que terá direito a acompanhante, contará
com a presença do experiente piloto Nonô Figueiredo, patrocinado pela Nakata no Campeonato
Brasileiro de Marcas 2015. O vencedor da campanha, que é aberta ao público e não vincula
compra de produtos, poderá escolher entre Daytona International Speedway, Indianópolis
Motor Speedway (IMS), Las Vegas Motor Speedway ou Homestead-Miami Speedway. Para
participar basta se inscrever até 30/06/2015 no hotsite promocaohgnakata.com.br e responder “Qual amortecedor oferece alta
performance pra valer?” O sorteio, homologado pela Caixa Econômica Federal, será realizado no dia 01/07/2015. A campanha é
divulgada em vários canais, como a Fanpage da marca www.facebook.com/componentesnakata, e anúncios em várias mídias.
26
CURTAS
Schaeffler Brasil é premiada
pela Toyota por sua Qualidade
A Schaeffler, que reúne as marcas INA, FAG e LuK,
foi premiada pela Toyota do Brasil com o “Quality
Excellence Performance Award”, no dia 30 de abril,
em São Paulo, durante o 13º “Suppliers Conference”,
que elegeu e homenageou os melhores fornecedores
da montadora. Tal reconhecimento deve-se ao
desempenho demonstrado na área de Qualidade, com
0 PPM (partes por milhão), ou seja, zero defeito em
todas as peças fornecidas para a montadora e nenhuma
reclamação grave, atendendo assim às expectativas da
Toyota em 2014.
DG7 Produção Gráfica
apresenta serviços
A DG7 é uma gráfica voltada a
atender o segmento automotivo,
tanto no aftermarket quanto na
produção de materiais promocionais.
A equipe comercial da empresa
esteve presente na Automec 2015, prestigiando a todos
os clientes que expuseram seus produtos e serviços na
Feira. Conheça melhor o trabalho da empresa e entre em
contato pelo telefone (11) 2966-5568 e solicite a visita
de um de seus representantes. Acesse também o portal
da empresa (www.dg7.com.br).
Engenharia da Fras-le apresenta
estudo em conferência mundial
sobre freios
A Fras-le ganhou espaço no especializado palco da Eurobrake
2015, realizada em Dresden, na Alemanha, no início de maio.
Na presença de mais de 800 representantes de empresas de
toda a cadeia automotiva mundial e da academia, o químico
de Desenvolvimento da Fras-le, André L. Spiller, apresentou
o paper “Influence of Graphite Properties on Tribological
Behaviour of Brake Friction Materials”, de autoria do Químico
de Pesquisa, Felipe Pandolfo. Os trabalhos apresentados
nas seções técnicas, entre outros, incluíram temas como
desempenho de freios, testes, simulação, sistema de freios,
novas matérias-primas e impactos ambientais.
Viemar conquista o Prêmio
Everest
Em sua primeira
indicação ao Prêmio
Everest,
também
conhecido como o
“Oscar” do setor, a Viemar Indústria Automotiva foi um
dos destaques em 2014. A Viemar Indústria Automotiva
foi a 4ª colocada na Classificação Geral dos fornecedores,
além de receber o prêmio de 3° lugar em duas categorias:
Comercial, que avalia política de descontos, verba para
ações junto à Rede PitStop, verba de marketing para ações
com equipe de vendas ou clientes e fidelidade, e no quesito
Índice Econômico, que envolve prazo para pagamento do
fornecedor, percentual de margem, performance de lucro
bruto e representatividade do fornecedor.
28
balcão automotivo / MAIO de 2015 / edição 104
IQA lança certificação
em reparação de
transmissões
O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva,
organismo de certificação acreditado pelo Inmetro,
lança certificação para oficinas especializadas
na reparação de transmissões mecânicas e
automáticas. O novo serviço é realizado de acordo
com a NBR 15760, que estabelece princípios gerais
de inspeção, diagnóstico, reparação e substituição
de transmissões. A oferta da nova certificação
acompanha também a tendência de especialização
dos centros automotivos em áreas específicas de
atuação.
Grupo Universal
Automotive Systems
apresenta Catálogo
Digital
A nova ferramenta de busca, disponível no portal
www.universalautomotive.com.br, vem para facilitar
o dia a dia. Entre as vantagens tem: atualização de
produtos, informação dos lançamentos e promoções,
conhecimento sobre os 18.000 itens das sete marcas do
grupo Universal/Univel; agilidade comercial através da
função de envio de orçamentos, rapidez em encontrar
os produtos da empresa através dos filtros de buscas,
informações de descrição, aplicação e dimensões dos
produtos, envio
de mensagens
diretas ao SAC e
acesso aos canais
de comunicação:
Facebook,Twitter
e Blog.
NGK é eleita um dos melhores
fornecedores da Honda
Mais uma vez, a NGK está entre os melhores fornecedores da Honda Automóveis. O reconhecimento foi feito
recentemente, durante o 17º Encontro com Fornecedores, realizado na fábrica da montadora em Sumaré
(SP), no qual premiou as melhores empresas pelo desempenho
em 2014. A NGK, que equipa todos os modelos Honda
fabricados atualmente no Brasil, foi destaque em Excelência
em Atendimento e Qualidade. Ao todo, 24 companhias foram
reconhecidas, em oito categorias: Atendimento Divisão Peças,
Atendimento e Qualidade, Custos, Atendimento ao Projeto de
Nacionalização, Desenvolvimento de Novos Modelos, Redução
de CO2 e Excelência em Qualidade. Em 2014, figurou entre as
principais parceiras da Honda em QCDD, sigla em inglês para
Qualidade, Custo, Entrega e Desenvolvimento.
Mikihiko Kato (esq.), presidente da NGK do Brasil, e Roberto
Akiyama, vice-presidente Comercial da Honda Automóveis
Henkel torna-se fornecedora oficial da Stock Car
A Henkel fornece os produtos da linha Loctite® para os 54 carros que disputam o campeonato, além de
contar com a presença da marca Loctite® em todos os carros, placas, pista e na área de relacionamento.
A Henkel também promoveu treinamento para os mecânicos das 34 equipes participantes da Stock Car,
que aprenderam a utilizar corretamente todas as soluções disponíveis para reparação e manutenção,
indispensáveis em provas de alta velocidade. Um
consultor da Henkel estará presente nas etapas
para sanar dúvidas e orientar sobre os produtos
Loctite®. Os produtos Loctite® são utilizados para
diversas soluções essenciais para a segurança e
o desempenho do carro para a Stock Car e inclui
aplicações em adesão, travamento, vedação,
fixação, lubrificação, entre outros aspectos.
Bosch prevê crescimento moderado
na América Latina
A Bosch prevê que suas vendas na América Latina registrem um moderado crescimento em 2015,
diante do ambiente econômico desafiador. Em 2014, o volume total de vendas líquidas do Grupo
Bosch na região atingiu 4,9 bilhões de reais incluindo as exportações e as vendas das empresas
coligadas, o que representa uma redução de 4% em relação ao ano anterior. As operações do Grupo
Bosch no Brasil foram responsáveis por 85% do volume de vendas na América Latina, atingindo 4,2
bilhões de reais, sendo 22% gerados a partir das exportações. Os mercados da América Latina, Estados
Unidos e Europa continuam a ser os principais destinos dos produtos e serviços da Bosch na região.
Em 2015, a Bosch projeta um crescimento moderado na América Latina, alavancado, principalmente,
pelo aumento das exportações graças à taxa de câmbio favorável, bem como pelo desenvolvimento
contínuo dos negócios não automotivos.
Magneti Marelli inaugura cinco fábricas em Pernambuco
O grupo Magneti Marelli inicia uma nova e importante fase de sua história no Brasil com a inauguração de unidades
industriais no estado de Pernambuco. São cinco fábricas, organizadas como MMH (soldagem e montagem de sistemas
de suspensão, produção de tanques plásticos de combustível, montagem do conjunto de pedais e sequenciamento do
Sistema de Exaustão), MM Stamping & Welding (estampagem de componentes estruturais e de suspensão e soldagem
de subchassi) e FMM (joint venture com a Faurecia), SPMM (joint venture com a Sole Prima). Construída em um terreno
de 276 mil metros2 destinado ao Suppliers Park – área da FCA reservada a fornecedores –, as fábricas contam com uma
área construída de 130 mil metros quadrados. As unidades industriais são equipadas com máquinas de última geração,
com destaque para o maquinário de estamparia, exclusivo em unidades da Magneti Marelli no Brasil.
CURTAS
NSK participa da XV Feimafe
e apresenta toda a sua linha
de produtos
A NSK participou da Feimafe 2015 – 15ª Feira Internacional
de Máquinas, Ferramentas e Sistemas Integrados de
Manufatura–, que aconteceu entre os dias 18 e 23 de maio,
no Anhembi, em São Paulo. A companhia levou toda a sua
linha de rolamentos e produtos, como os fusos de esferas e
guias lineares, e os artigos de manutenção, incluindo graxa,
aquecedor indutivo extrator de rolamentos e ferramentas para
instalação de rolamentos.
Borgwarner conquista
Automotive News Pace
Award 2015 por tecnologia de
diferencial eletrônico FXD
A BorgWarner recebeu em cerimônia realizada em Detroit,
Estados Unidos, o prêmio Automotive News PACE Award
2015 na categoria “Produtos”, pelo FXD, tecnologia de
tração dianteira com diferencial de deslizamento limitado
eletrônico. Pioneira no mercado, a solução foi projetada
para melhorar significativamente o desempenho na
condução do veículo, oferecendo às montadoras uma
alternativa econômica e eficiente em termos de consumo
de combustível aos sistemas de tração nas quatro rodas. A
tecnologia estreou no Volkswagen Golf GTI.
Novos Alternadores Linha
Leve Remy® com aplicações
nas principais montadoras
A Remy International, Inc fabricante dos
motores de partida e alternadores Delco
Remy® para linha pesada, assim como
motores de partida e alternadores Remy®
para linha leve, anuncia o lançamento
de 13 alternadores para o mercado de
reposição. Os novos alternadores Remy® são para aplicações
em veículos Citroën, Fiat, Ford, General Motors, Peugeot,
Renault, Seat, Toyota e Volkswagen. Esses lançamentos
fazem parte de um extenso programa de desenvolvimento e
validação de novos produtos que complementam o portfólio
Remy e proporcionam uma total cobertura de mercado.
KS oferece treinamento na
fábrica para associados do
Conarem
O Conselho Nacional de Retíficas de Motores (Conarem), em
parceria com a Kolbenschmidt (KSPG), do Grupo Kolbenschmidt
Pierburg na América Latina, oferece treinamento gratuito de
recondicionamento de motor, com o objetivo de promover
a capacitação técnica no setor de retíficas, por meio do
conhecimento de reparação em motores do Ciclos Diesel e
Otto. O curso, realizado na fábrica da KSPG, em Nova Odessa
(SP), aborda diversos aspectos do funcionamento do motor,
diagnóstico de danos, falhas e correções do motor, observando
as normas técnicas e procedimentos. Para mais informações,
basta entrar em contato pelo telefone 5594-1010 ramal 230
ou pelo e-mail: [email protected]
balcão
téria deacessórios
capa
Grupo Tracker lança novo modelo
de rastreador com seguro
O Grupo Tracker lança inicialmente para regiões metropolitanas de São Paulo e
na cidade de Campinas o Tracker com Seguro. O serviço traz diversos diferenciais
para o setor. O principal deles é a análise de perfil do proprietário e do veículo,
além de indenizar o cliente em até 100% da tabela FIPE, caso o veículo roubado
ou furtado não seja recuperado. Além dessas vantagens, o produto desenvolvido
em parceria com a Suhai Seguros
oferecerá também uma assistência
24h com socorro mecânico, reboque
em caso de acidente e pane, envio de
chaveiro e outros benefícios.
MAIO de 2015 / edição 104
Procopio Special
Vehicles lança
Capota Evoque
Style para S10
A Capotas Procopio – empresa
do grupo Procopio Special Vehicles, apresenta ao mercado
automobilístico mais uma novidade. A empresa projetou a
Capota Evoque Style, uma proteção de fibra de vidro feita
para ser acoplada na caçamba das camionetas Chevrolet
S10. Dentre os diferenciais do produto estão a abertura mais
ampla, tampa automática, vedação reforçada contra poeira
e umidade, janelas para visualização e, principalmente, o
design elegante e arrojado.
Pósitron apresenta novo
sensor de estacionamento
Pensando no conforto de seus clientes, a Pósitron, marca
da PST Electronics, referência em segurança automotiva,
apresenta o sensor PS210, que auxilia o motorista na hora
de estacionar o veículo. Com aplicação universal e ativação automática no momento de engate
da ré, o dispositivo exibe no display do som a direção dos obstáculos, além de emitir beeps que
sinalizam, gradativamente, quando o automóvel está se aproximando de algum objeto.
Fotos: divulgação
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Garmin lança nüviCam LM,
navegador automotivo com
câmera integrada
A Garmin Brasil acaba de anunciar mundialmente o nüviCam LM, o
primeiro navegador automotivo com câmera de painel integrada,
alertas avançados e recursos inovadores de visibilidade para o
motorista. Um dos mais inteligentes navegadores automotivos, o
nüviCam LM oferece o que há de mais novo em recursos de direção,
como alerta de colisão frontal:
avisa caso o motorista esteja muito
próximo do carro à frente, alerta
de desvio de pista: avisa caso o
motorista saia da estrada, e ainda
conta com o Garmin Real Vision,
que decifra os números das casas e
edifícios e exibe na visão de câmera
onde o motorista deve ir.
Keko recebe o prêmio Campeãs da Inovação 2014 como uma
das 50 companhias mais inovadoras da região Sul
Tendo a inovação no seu DNA e como principal diferencial competitivo, a Keko Acessórios
está listada entre as 50 companhias mais inovadoras da região Sul. A empresa
recebeu no dia 14 o prêmio Campeãs da Inovação 2014. Considerada um dos maiores
reconhecimentos nacionais quando o assunto é inovação, inventividade e novas ideias,
a premiação é conferida pelo Instituto Amanhã e revista Amanhã em parceria com
a consultoria especializada Edusys e com respaldo técnico do Núcleo de Inovação da
Fundação Dom Cabral.
32
MatériaDuas
de capa
Balcão
Rodas
MAIO de 2015 / edição 104
Vendas diárias de motocicletas mantêm-se
estáveis na primeira quinzena de maio
Duas Rodas
Tuper é destaque entre
fornecedores da Honda
Fotos: divulgação
A Tuper foi um dos destaques no encontro de fornecedores
da Moto Honda da Amazônia. O evento foi realizado no dia
15 de abril, em São Paulo. Na oportunidade, a empresa
recebeu o “Certificado de Desempenho 2014 – Destaque
Empresarial”. De acordo com o diretor de Unidade de
Negócios da Tuper, Carlos Alberto Stefani, a conquista
reforça a preocupação da empresa na busca constante por
melhorias e no desenvolvimento permanente de soluções
diferenciadas, que atendam às expectativas de seus clientes
neste importante segmento de atuação.
A Abraciclo divulgou no dia 18 de maio levantamento com base nos licenciamentos do Renavam
(Denatran), que indica que a primeira quinzena de maio registrou uma média diária de 5.449 motocicletas
comercializadas. O dado é um volume estável em relação a abril, que contou com 5.453. Se comparado ao
mesmo período de 2014 (6.089 motos), observa-se queda de 10,5%. Os resultados também permanecem
estáveis na comparação quinzenal. Em maio foram emplacadas 54.494
motocicletas (10 dias úteis), contra 54.531 unidades em abril (10 dias
úteis). Já em relação ao mesmo período do ano passado, que totalizou
60.890 emplacamentos, o recuo foi de 10,5%.
Vini Hot Parts lança conjunto para aumentar
potência das 50cc
A Vini Hot Parts, uma das marcas associadas ao Grupo Controlflex, traz
para o mercado brasileiro um conjunto exclusivo de peças que incluem
cilindro completo com pistão mais anéis. O conjunto modifica motos
de 50 para 90 cilindradas e é compatível com os seguintes modelos:
Phoenix, Smart, Cross, Liberty e Jet. As motos “cinquentinhas” caíram no gosto do brasileiro pelo custobenefício e praticidade e as vendas anuais, ainda difíceis de serem computadas pela não obrigatoriedade
de emplacamento, giram em torno de 150 mil motos/ano, de acordo com estimativas não oficiais.
Dafra lança websérie “Um dia
de scooter”
A Dafra lança em seu canal no YouTube “Um dia de scooter” (www.
youtube.com/DafraMotosTube), websérie que apresenta depoimentos
reais de consumidores que encontraram no veículo de duas rodas uma
maneira de ganhar tempo, viajar e percorrer os grandes centros urbanos
com muito mais tranquilidade. Produzida pela produtora NotCopy, dos
sócios Marcos Brasil e Renato Durães – que também assinam a direção
e produção “Um dia de scooter”, a websérie terá novos episódios com
proprietários dos scooters Cityclass 200i e Citycom 300i.
Motociclistas: atenção para o uso correto do capacete
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) alerta para o uso correto do capacete, equipamento obrigatório e que aumenta
a segurança dos condutores e passageiros de motocicletas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos. Também para a segurança dos motociclistas,
desde 2007, o capacete deve ter a certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), faixas refletivas de
segurança nas partes laterais e traseira, além de apresentar bom estado de conservação, sem danos que comprometam a proteção.
34
MAIO de 2015 / edição 104
MAIO de 2015 / edição 104
35
Artigo
Matéria de capa
TANQUE DE COMBUSTÍVEL DE GERADORES
Por: Carlos Henrique de Paula* | Foto: Divulgação
H
Notícias
Agrishow estima queda no volume
de negócios
Expectativa é que o Plano Safra possa reequilibrar a situação do
setor no ano
Por: Redação | Fotos: Divulgação
P
romovida de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão
Preto (SP), pela primeira vez em 22 edições, a
Agrishow, maior feira do agronegócio da América
Latina, estima queda no volume de negócios em relação ao
ano anterior, que foi de R$ 2,7 bilhões.
De acordo com as entidades realizadoras (Abag, Abimaq,
Anda, Faesp e SRB), a alta dos juros e a incerteza política
econômica foram as principais responsáveis pela grande
queda na realização de negócios. O Brasil vive hoje uma crise
de confiança generalizada e sentida também pelo produtor
rural. A esperança dos realizadores da feira é que o Plano
Safra, previsto para ser anunciado no dia 19 de maio, possa
voltar a fornecer as condições necessárias para a retomada
dos investimentos.
Autoridades comparecem ao evento
O governador Geraldo Alckmin anunciou, em entrevista
coletiva na Agrishow 2015, recursos da ordem de R$ 207
milhões para investimentos na agricultura paulista. A
entrevista foi concedida logo após a solenidade oficial de
abertura da 22ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola
em Ação.
Segundo Alckmin, o Programa Pró-Trator, que alcançou
a marca de 5.000 tratores financiados, será ampliado. Serão
liberados R$ 85 milhões para novos financiamentos e R$ 35
milhões para o Pró-Implemento. “O prazo de financiamento
Michel Temer, Fábio Meirelles, Aldo
Rebelo e Arnaldo Jardim
no momento do Hino Nacional
distorções do setor sucroenergético, avançar em acordos
sanitários e comerciais bilaterais, acessar novos mercados,
reduzir a precariedade de nossa infraestrutura logística,
reduzir a burocracia, simplificar o sistema tributário e
reduzir o Custo-Brasil”.
passará de seis para oito anos, com carência de até três anos,
juros zero e correção monetária zero para pequenos e médios
produtores”, afirmou.
Em seu discurso de abertura, o presidente da
Agrishow 2015, Fábio Meirelles, salientou que “o cenário
macroeconômico não é favorável em curto prazo, mas
há espaço considerável para investimentos qualitativos,
baseados na automação de processos, na sustentabilidade e
na racionalização do uso de recursos estratégicos como solo
e água”.
Apesar de frisar que o setor privado está fazendo sua
parte, Meirelles ressaltou que é necessário maior apoio
de Política de Governo. “Precisamos endereçar políticas
consistentes e de longo e médio prazos para equacionar as
A Agrishow 2015 recebeu um grande público, dentro
da média dos anos anteriores, proveniente de vários
estados brasileiros e do exterior. Estiveram presentes na
feira o vice-presidente Michel Temer; o governador do
Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; os ministros da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, da
Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, da Secretaria de Portos,
Edinho Araújo, das Cidades, Gilberto Kassab, e os secretários
estaduais de Agricultura, Arnaldo Jardim, e de Logística e
Transportes, Duarte Nogueira.
istoricamente, temos ouvido no mercado um assunto “polêmico” sobre os tipos de
tanques de combustível utilizados nos grupos geradores disponíveis.
O que temos visto é que existe certa polarização entre estes dois tipos de tanques
disponíveis, onde cada fabricante aponta as vantagens de seus respectivos modelos. Alguns
fabricantes utilizam tanques de combustível metálicos (na base). Já outros fabricantes utilizam
tanques não metálicos, normalmente fabricados em polietileno.
Naturalmente, cada fabricante defende os pontos positivos referentes à natureza construtiva
de seus tanques. Entretanto, o que temos observado é uma série de mitos e desencontros
conceituais que, acreditamos, merece uma abordagem esclarecedora.
De fato, os tanques metálicos são mais pesados e, devido à natureza de seu material, são
mais caros que um tanque não metálico. Considerando que a redução dos custos fabris é o
mantra das empresas atualmente, independentemente do segmento em que atua, podemos
perguntar então porque determinadas empresas insistem em continuar fabricando tanques
metálicos para seus geradores de energia.
Em síntese, o principal motivo que justifica a forma construtiva metálica é o atendimento
à norma NR20, que exige que o tanque seja construído com este material. Ou seja, estes
fabricantes poderiam utilizar tanque de polietileno, o que inclusive reduziria seu preço de
venda, mas se o fizessem estariam descumprindo uma importante norma.
A Norma NR20 refere-se à SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS
E COMBUSTÍVEIS e em seu item 20.17.2.1 – f) é categórica ao afirmar: “os tanques devem
ser metálicos”. Ou seja, quando os outros fornecedores entregam equipamentos com tanque
não metálico, eles estão simplesmente descumprindo a norma vigente no Brasil e os clientes
poderão ser autuados pela fiscalização.
Ademais, os tanques metálicos são muito mais robustos,
não deformam, não ressecam, não trincam, como acontece
com tanques de outros materiais, sobretudo com o passar
dos anos. Outra consideração importante refere-se ao fato
de que os tanques metálicos, por serem incorporados à
base do gerador, ocupam menor espaço e são mais fáceis
de transportar.
Por fim, é essencial desmitificar um ponto que é objeto de discussão entre projetistas e
profissionais que lidam com geradores de energia no dia a dia. Alguns mencionam que uma
suposta vantagem do tanque não metálico é que os mesmos não oxidam e que não causam
borra. Contudo, a verdade é que todos os tanques, sejam eles metálicos ou não, causam borra,
pois esta consequência é associada ao diesel utilizado e não ao método de armazenamento
(metal ou polietileno). Ou seja, a borra de ferrugem encontrada não é do tanque metálico, mas
sim do diesel devido à sua característica higroscópica (substância que tem como propriedade
a capacidade de absorver umidade).
A confirmação disso é que, se os tanques metálicos realmente enferrujassem da forma que
alguns acreditam, teríamos vários casos de vazamento por perfuração, sobretudo em geradores
mais usados e, definitivamente, não vemos histórico de reclamações com tanques furados
em geradores. Isso porque os tanques metálicos dos geradores, assim como os dos veículos,
recebem tratamentos químicos para que isso não ocorra.
*Gerente Geral da Divisão de Power Generation da DCML – Distribuidora Cummins de Minas Ltda.
e Mestre em Engenharia da Produção pela UFMG
MAIO de 2015 / edição 104
36
fique de olho
MAIO de 2015 / edição 104
MWM International apresenta a nova
linha MASTER OIL à sua Rede de
Distribuição
A MWM International realizou o pré-lançamento de sua
marca de óleos lubrificantes, em São Paulo. A companhia
expande seus negócios no mercado de peças de reposição,
com mais um produto de marca própria – A linha MASTER
OIL MWM International. A nova linha de produtos foi
desenvolvida para atender as necessidades do mercado
diesel, com produtos de alta qualidade, aliados à força e à confiabilidade da marca. Na fase inicial
do projeto, serão comercializados seis diferentes tipos de óleos lubrificantes: para motores diesel
(mineral e semissintético), para transmissões e diferenciais e para sistemas hidráulicos.
Eaton lança Elocker 4® durante Fenajeep 2015
A Eaton lançará durante a 22ª Fenajeep, entre 3 e 7 de junho, um novo produto do seu portfólio para o
mercado off road: o Elocker 4® para aplicação nos eixos Dana 44. Com instalação tanto no eixo dianteiro
quanto no traseiro, este bloqueio de diferencial permite flexibilidade
máxima na transmissão de torque e melhora na tração e na dirigibilidade.
Composto por quatro satélites, o projeto fornece força e capacidade adicional
para superveículos e condições extremas de terreno off road.
Susin Francescutti apresenta novas peças para o segmento de
veículos pesados
A Susin Francescutti, de Caxias do Sul (RS), alia a tradição de 60 anos na
fabricação de virabrequins e comandos de válvulas com as necessidades atuais do
mercado nacional de produtos de reposição automotiva. A organização lança duas
peças, o virabrequim VB370 para caminhões modelo FH e FMX 13, com motores
Volvo D13, e o comando de válvulas CO583 para aplicação em caminhões Ford e
Volkswagen com motores eletrônicos Cummins ISBe 3.9. Ambos os produtos são
fabricados em aço forjado, material que garante mais resistência e durabilidade.
Fotos: divulgação
FIQUE DE OLHO
Nakata lança itens na linha de direção para veículos pesados
Para atender o aumento da frota de veículos, a Nakata, fabricante de autopeças com portfólio de
componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, está
constantemente ampliando seu portfólio de produtos. Desta vez,
lança itens na linha de direção e suspensão para veículos pesados.
Um dos novos produtos é a barra lateral, com código N 5246, que
atende os caminhões Mercedes-Benz 1016C Accelo e 815 Accelo
(fabricados de janeiro de 2012 a 2015). Para conferir outros
lançamentos, basta acessar www.affinia1.com.br/informativo
Dana amplia produtos credenciados no programa FINAME
COMPONENTES
A Dana amplia os seus produtos credenciados no programa FINAME
COMPONENTES, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social). Desde o final de março, a empresa recebeu
aprovação também para o seu eixo diferencial traseiro, que já
equipa tratores fabricados no Brasil. Com o credenciamento, a Dana
proporcionará aos seus clientes – sejam eles montadoras instaladas no
Brasil ou as que têm planos de instalação no País – o acesso a uma linha
de crédito subsidiada e com alongamento do prazo para pagamento, por
intermédio do programa FINAME COMPONENTES.
Tonini passa a distribuir peças Cummins
A Tonini Distribuidora, que oferece em seu portfólio as marcas: Ajusa, Apex, BBB, Cinpal Rex, Dayco,
Mahle, Riosulense, Schadek, Spaal, Susin e VMG, com o intuito de ampliar seus horizontes, tornou-se
agora Distribuidora Oficial Cummins, passando a oferecer peças genuínas de reposição para motores
da linha pesada, das Séries: 4BTAA, 6BTAA, 6CTAA, B, BT, C, ISB, ISBE, ISC, ISCE, ISF, ISL, ISM, K,
M11, N, NT, NTA 855, QSB, QSC, QSK e QSL.
TecDoc chega ao Brasil
Sistema de informação eletrônica oferece acesso rápido a informações
completas e atuais sobre veículos
Por: Redação | Fotos: Divulgação
D
a empresa multinacional TecAlliance, o catálogo
eletrônico TecDoc chegou ao Brasil e foi lançado
durante a Automec 2015, com o propósito de fornecer
ao consumidor acesso rápido a informações estruturadas,
completas e atuais sobre veículos para facilitar os serviços na
oficina.
Com dados padronizados de mais de 560 fabricantes
de autopeças e traduzidos para 28 idiomas, chegando a 1,3
milhão de usuários por trimestre para 51 mil tipos de veículos
e 4,3 milhões de itens, o TecDoc, o líder no setor de informação
eletrônica no mercado de reposição europeu, está presente em
129 países, com 20 representações. No Brasil, 26 fabricantes
já participam do TecDoc que tem como parâmetros a frota
circulante cada de País.
que facilita a busca de informações. “É uma ferramenta criada
pelos fabricantes para o mercado de reposição”, ressalta.
A diretora explica que os próprios fabricantes abastecem as
informações que são estruturadas e padronizadas, facilitando
a busca do usuário, que pode visualizar as peças de várias
marcas ao mesmo tempo.
Parceria com Sindirepa
Outro importante fator é a parceria com o Sindirepa
Nacional, que segundo Heloísa foi fundamental para
disseminar o TecDoc junto aos reparadores, bem como
promover condições diferenciadas ao acesso à ferramenta que
é feito mediante assinatura anual.
De acordo com Antonio Fiola, presidente do Sindirepa
Nacional e Sindirepa-SP, a parceria com a TecDoc foi firmada
por entender que o catálogo eletrônico possui os dados
A ferramenta
Heloísa Monzani, diretora Geral da TecAlliance no Brasil, originais das peças, sendo uma fonte fidedigna e que facilita
conta que com o TecDoc Web Catalog é possível pesquisar, a pesquisa de consulta de dados que ajudam no dia a dia da
comparar e selecionar as famílias de peças por modelo de oficina.
“A parceria permite oferecer o serviço com condições
carro, tendo à disposição todas as informações dos fabricantes
parceiros. Os dados de todas as marcas são padronizados, o especiais às empresas associadas. O catálogo TecDoc é um
Heloísa Monzani, diretora Geral da
TecAlliance
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa
Nacional e Sindirepa-SP
serviço que supre a carência do reparador com relação
às informações técnicas, essenciais devido à tecnologia
embarcada nos veículos. O TecDoc cria um padrão no canal
de reposição independente”, afirma o presidente do Sindirepa.
Participação no Brasil
Para a empresa TecAlliance, o objetivo é se tornar referência
em informação de autopeças de reposição também no Brasil,
facilitando a consulta e negócios de toda a cadeia de valor:
fabricantes, distribuidores, varejistas, oficinas, e-commerces e
empresas de sistemas.
“Queremos chegar o mais rapidamente a todo o mercado
trazendo as nossas soluções. A padronização adiciona valor e
facilita as empresas se dedicarem aos seus negócios: fabricar
peças, vendê-las ou aplicá-las nos veículos. Já temos 26
fabricantes participando do programa, outras 25 empresas
interessadas e em fase de negociações. Novas fábricas devem
participar e esperamos atingir o maior número possível de
usuários. É um processo gradativo. Começamos com a linha
leve (automóveis e comerciais leves), mas pretendemos
expandir para caminhões, ônibus e motocicletas”, conclui.
Matéria de capa
montadora
Complexo Nissan completa 1 ano
Com 12 meses de produção, a fabricante de veículos
produziu no Rio de Janeiro 30 mil unidades e espera
ampliar o parque de fornecedores até o final deste ano
Por: Edison Ragassi | Fotos: Divulgação
N
o dia 16 de abril, a fabricante japonesa que integra aliança com a francesa Renault
comemorou 1 ano de atividades do Complexo Industrial instalado em Resende (RJ).
No local são fabricados os modelos New March e Novo Versa, também os motores
1.0L três cilindros e 1.6L de quatro cilindros.
No período foram produzidos 30.000 veículos, o Complexo Industrial emprega 1.800
funcionários diretos e abriga parque de fornecedores,
o qual a empresa pretende ampliar ainda este ano. “Nós
queremos localizar cada vez mais o nosso carro, o objetivo
para 2016 é ter 80% de localização e isso é relacionamento
com o fornecedor. No Brasil, os fornecedores estão vivendo
um momento difícil, a indústria está em queda e impacta
diretamente a produção deles. Então, eles aprovam um
projeto como o nosso de aumentar as vendas. Eu diria
que nosso relacionamento com os fornecedores é muito
bom, principalmente com os brasileiros, pois um projeto
como o nosso pode ser a salvação para este momento
difícil”, comenta François Dossa, presidente da empresa.
François Dossa, presidente da Nissan
no Brasil
novidade
37
Atualmente, no parque de fornecedores são quatro empresas e na fábrica mais dois. “Temos
a região, o estado, o país, o parque de fornecedores é muito grande e queremos chegar até o
final deste ano com 10 fornecedores em nosso complexo industrial”, confirmou o presidente
da empresa.
A unidade industrial da Nissan recebeu um dos maiores investimentos realizados no País
para a construção de uma fábrica de automóveis, no total R$ 2,6 bilhões, para ter o ciclo de
produção completo, da área de estamparia até as pistas de testes, inclui ainda, chaparia, pintura,
injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade. A capacidade total é para produzir até
200 mil veículos e 200 mil motores por ano.
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comparativo
MAIO de 2015 / edição 104
Troca de marcha automática
MAIO de 2015 / edição 104
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Matéria de capa
comparativo
Painel
Amortecedor e freio
Motor
Câmbio automatizado ganha espaço entre os compactos por ser opção mais barata que o
automático convencional, o Gol usa o sistema desde 2009 e o Sandero recebeu no ano passado
Os instrumentos do Gol, foto à esquerda, e do Sandero, foto à direita, oferecem
informações analógicas e digitais, os mostradores do Sandero são maiores
Suspensão traseira
Os amortecedores do Gol são hidráulicos, equipados com óleo e ar, já os do Sandero
são pressurizados, usam internamente gás nitrogênio a baixa pressão. Nos dois
carros os discos são ventilados
Filtro de Óleo
O sistema de suspensão traseira do Gol é interdependente com braços
longitudinais, no Sandero ela é com rodas semi-independentes
Por: Edison Ragassi | Fotos: Estúdio Prána
A
VW passou a oferecer o Gol I-Motion com a
transmissão automatizada ASG (Automated
Sequential Gearbox- câmbio automatizado
sequencial) em 2009. A base é a transmissão MQ 200,
o comando manual foi substituído por um conjunto de
atuadores eletroidráulicos, comandados por uma central
eletrônica, fornecida pela Magneti Marelli. O pedal de
embreagem foi retirado, já que funciona de maneira
automática. Permite trocas automáticas, com a seleção das
marchas definida por uma central eletrônica de acordo com
a rotação do motor. O sistema também oferece ao motorista
as trocas de marchas de forma manual e, em sequência,
por meio da alavanca seletora localizada no console ou nos
acionadores (shift paddles) posicionados junto ao volante.
É uma solução mais barata que a transmissão automática
convencional, pois o sistema não tem conversor de torque.
Na disputa pelo concorrido segmento de hatches
compactos, a Renault passou a oferecer o Sandero com
transmissão automática convencional no final de 2011. Em
2014 o carro mudou, abandonou a arquitetura antiga, ganhou
novo visual e no interior, novos materiais de acabamento e
grafia do painel. Também deixou a transmissão automática
convencional para utilizar a automatizada denominada
Easy’R. Ele possui embreagem e um câmbio mecânico
semelhante ao da versão manual. Um sistema eletrônico,
fornecido pela ZF, controla a embreagem e faz as trocas
automaticamente de maneira eletroeletrônica. O motorista
também pode escolher trocar as marchas de forma manual
sequencial, com toques na alavanca de marcha. Segundo
a Renault, o sistema se adapta ao modo de dirigir do
motorista. Em caso de acelerações bruscas (o chamado
“kick down”), fará as trocas tornando a condução esportiva
ou possibilitando uma ultrapassagem mais segura.
Para facilitar as manobras de estacionamento, traz
a função Creeping, que faz com que o veículo se mova
lentamente. Basta tirar o pé do freio com o veículo engatado
Câmbio automatizado
Opção mais barata que o câmbio automático convencional, por não
utilizar o conversor de torque, entre outros itens, ele tem como base a
transmissão manual
em primeira marcha ou marcha à ré. O Creeping auxilia
também nas arrancadas em rampas de até quatro graus de
inclinação.
A opção de propulsor do Gol I-Motion é o 1.6L, ele
entrega 104 cv (E)/101 cv (G) a 5.250 rpm e o torque é de
15,4 kgfm (G)/ 15,6 kgfm (E) a 2.500 rpm. A direção tem
assistência hidráulica e os freios são a discos ventilados na
dianteira e tambores na traseira.
O sistema de suspensão é independente, tipo
McPherson, com braços triangulares transversais e barra
estabilizadora de 19 mm de diâmetro na dianteira. A traseira
tem sistema interdependente com braços longitudinais. As
molas são helicoidais e os amortecedores pressurizados.
No Sandero Easy’R, o propulsor é o 1.6L 8V HI-POWER
de 98 cv (G)/ 106 cv (E) a 5.250 rpm e torque de 14,5 kgfm
(G)/ 15,5 kgfm (E) a 2.850 rpm, também com direção
hidráulica e freios a disco na frente e tambores atrás. A
suspensão dianteira é do tipo McPherson, com triângulos
inferiores, a traseira usa rodas semi-independentes, as
molas são helicoidais e os amortecedores hidráulicos
telescópicos.
O Gol I-Motion é oferecido a partir da versão
Comfortline com preço sugerido de R$ 49.680. Ele traz de
série o computador de bordo, quatro alto-falantes e dois
tweeters, sistema de som com rádio AM/FM, CD-Player,
Bluetooth, MP3 player e entradas USB e aux-in, aerofólio
traseiro, antena no teto, faróis de neblina, retrovisores com
comando interno, rodas de aço aro 15”, pneus 195/55 R15,
calotas Kalahari, travamento elétrico das portas e vidros
dianteiros elétricos. O ar-condicionado é opcional, por ele é
Na foto à esquerda o filtro do carro da VW e na da direita o do Renault, os dois são
elementos filtrantes convencionais
O propulsor do Gol entrega 104 cv (E) a 5.250 rpm e
torque de 15,6 kgfm (E) a 2.500 rpm. O do Sandero
tem 106 cv (E) a 5.250 rpm e torque de 14,5 kgfm (G)
cobrado R$ 3.210,00. A topo de linha é a opção Highline que sai por R$ 56.850, tem a mais sensor de estacionamento
traseiro, ar-condicionado, rodas de liga-leve aro 15” Design Gobi, vidros elétricos, volante multifuncional com
comando de som e shift paddles para a troca de marchas no volante.
Pelo Novo Sandero Expression Easy’R, a Renault cobra R$ 46.560, ele vem com rádio CD-Player MP3,
2DIN, USB, entrada auxiliar e Bluetooth e comando satélite de controle, ar-condicionado, retrovisores e travas
elétricas, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo, rodas de ferro com calotas aro 15” e pneus 185/65 R15.
A Dynamique sai por R$ 50.040, além dos itens da Expression tem, retrovisores com regulagem elétrica, vidros
elétricos traseiros, controlador de velocidade, volante revestido em couro, rodas de liga-leve 15” e faróis de neblina.
Custos de peças e serviços
VW Gol 1.6L I-Motion
Peças
Serviços
Amortecedores dianteiros:..................................................................R$ 211,13- Cada ...........................................R$ 558,00
Amortecedores traseiros:.....................................................................R$ 179,50- Cada............................................R$ 162,00
Disco de freios dianteiros:....................................................................R$ 144,69 – Cada.........................................R$ 144,00
Jogo de pastilhas dianteiras:..............................................................R$ 209,75 .........................................................R$ 144,00
Lonas de freios traseiras:.......................................................................R$ 283,59..........................................................R$ 216,00
Óleo/ litro:......................................................................................................R$ 30,17.............................................................R$ 108,00
Filtro de óleo:...............................................................................................R$ 31,85.............................................................R$ 54,00
Filtro de ar:.....................................................................................................R$ 17,55.............................................................R$ 36,00
Filtro de combustível:.............................................................................R$ 32,44.............................................................R$ 36,00
Filtro anti-pólen:.........................................................................................R$ 29,02.............................................................R$ 36,00
Velas:.................................................................................................................R$ 29,93-Jogo................................................R$ 90,00
Renault Sandero 1.6L Easy’R
Peças Serviços
Amortecedores dianteiros: .......................R$ 626,00
Amortecedores traseiros:...........................R$ 492,00
Filtro de ar:...........................................................R$ 120,00
Filtro de combustível:...................................R$ 79,00
Óleo e filtro: .......................................................R$ 238,00
Filtro anti-pólen: ..............................................R$ 59,00
Velas:.......................................................................R$129,00
Obs: Os custos acima correspondem ao Pacote Preço Fechado, que inclui peças e mão de obra
Discos de freios dianteiros:........................R$ 251,46- cada........................................................................................R$ 200,00
Jogo de pastilhas dianteiras:....................R$ 146,48 .....................................................................................................R$ 100,00
Lonas de freios traseiras:.............................R$ 311,17......................................................................................................R$ 229,00
Colaboraram: Volkswagen do Brasil, Renault do Brasil e Concessionária VW Caraigá- Morumbi
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aplicativo
MAIO de 2015 / edição 104
Aplicativo Carro 100%
Difundir a prática da manutenção preventiva e interagir com o dono do
veículo são os principais objetivos do GMA
P
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LANÇAMENTO
Matéria de capa
Michelin LTX Force
Fabricante francesa apresentou seu novo pneu para aros
15” a 18”, de perfil 265/70 R16, para SUVs compactos
Por: Silvio Rocha | Fotos: Divulgação
Por: Redação | Foto: Divulgação
arte de uma nova etapa do Programa Carro 100% /
Caminhão 100% / Moto 100%, o Aplicativo Carro 100%
veio com o objetivo de conscientizar o motorista sobre a
importância da manutenção preventiva, destacando benefícios
para segurança, economia e meio ambiente.
Neste sentido, Elias Mufarej, coordenador do GMA (Grupo
de Manutenção Automotiva) e conselheiro do Sindipeças para
o mercado de reposição, conta que a ideia do aplicativo surgiu
a partir da análise das visitas do site, com mais de 700 mil
visualizações na página do check-list da manutenção.
“Percebemos que era a página mais visitada do site, o que
nos levou a concluir que o consumidor ansiava por informações
sobre como cuidar do carro. Então, desenvolvemos um aplicativo
para prestar esse serviço de forma simples e rápida, contribuindo
para que ele possa cuidar do carro de forma adequada e segura.
Para isso, nos baseamos na norma ABNT sobre inspeção
veicular, contamos com o apoio do IQA e buscamos um sistema
inteligente que permitisse que, ao se cadastrar, o usuário
pudesse obter informações rápidas sobre vários itens do veículo,
indicando o período correto para revisão de cada um. Um guia
personalizado de manutenção que considera a quilometragem
MAIO de 2015 / edição 104
Elias Mufarej, coordenador do GMA (Grupo de Manutenção
mensal para calcular as revisões”, explica.
Automotiva) e conselheiro do Sindipeças para o mercado de
O aplicativo é oferecido para smartphones com sistemas IOS
reposição
e Android e acessado nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.
O consumidor pode baixar gratuitamente o aplicativo nas lojas preventiva, interagir com o dono do carro e conhecer as suas
necessidades, assim como também poder obter informações
virtuais digitando Carro 100%.
sobre o comportamento do motorista em relação aos cuidados
com o carro.
Mais interatividade
Em termos de alcance, Mufarej, destaca que o objetivo é
A entidade também participa das mídias sociais para criar
mais conectividade com o motorista, levando informação e alcançar o maior número de usuários. “Isso é um consenso
dica sobre manutenção. No Facebook (Página: Carro 100%), no dentro do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva composto pelo Sindipeças, Andap/Sicap, Sincopeças-SP e
Twitter (@carro100oficial) e no Instagram (@carro100oficial).
Além de o carro ser avaliado, o consumidor recebe uma Sindirepa-SP”, destaca.
“Para isso, contamos com o apoio que os meios de comunicação
nota de acordo com as informações coletadas, à medida que o
especializados
do mercado de reposição têm oferecido desde
motorista atualiza os dados do veículo, ele recebe uma medalha
o
início
do
Programa
Carro 100% / Caminhão 100% / Moto
(motorista seguro, motorista econômico e motorista consciente)
100%.
O
lançamento
na
Automec foi
de que pode ser compartilhada em redes sociais. “Esta é
uma forma de criar interação e estimular a disseminação do um sucesso. Os visitantes receberam
aplicativo, como recurso eficiente para ajudar na manutenção informações sobre o aplicativo
no estande da entidade montado
adequada do veículo”, comenta.
Desta forma, a entidade tem como objetivo prestar serviço exclusivamente para o lançamento
de maneira gratuita, para difundir a prática da manutenção desse recurso virtual”, completa.
A
Michelin apresentou para a imprensa brasileira na Argentina o novo pneu LTX
Force, com opção de 26 dimensões nos aros 15” a 18”, com destaque ao perfil
265/70 R16, o mais usado entre os SUVs compactos no mercado brasileiro, que
ficou ainda maior com os recentes lançamentos (Honda HR-V, Peugeot 2008, Renault
Duster e Suzuki S-Cross).
Segundo a Michelin, o novo pneu será produzido na sua maioria na fábrica da empresa
de Itatiaia (RJ) e uma pequena parte na Tailândia. E, por se tratar de um lançamento
mundial, o modelo será exportado também para China, Índia e México, que com a
Tailândia são mercados de uso bastante similiar ao encontrado em nosso país.
“Este lançamento é significativo para nosso continente, pois é o 1º projeto 100% liderado
pelas equipes da Michelin da América do Sul. Quase todo o mercado sul americano será
atendido com produção local e, num segundo momento, será lançado em outros continentes ”,
ressalta Anoildo Mattos, gerente de Marketing para Pneus de
Passeio e Caminhonete da Michelin América do Sul.
Entre outros diferenciais, o novo Michelin LTX Force se
destaca pela tecnologia avançada no composto
da borracha inspirado nos carros do WRC, o
campeonato mundial de rali, e na banda de
rodagem similar ao dos modelos do rali Dakar,
um pneu de uso misto (on/off road) que garante
segurança, robustez e uma frenagem mais eficiente
em piso molhado.
Versátil
Com grande potencial, o segmento de SUVs
(Sport Utility Vehicles) e picapes mais que duplicou
nos últimos 10 anos na América do Sul. De acordo
com Ruy Ferreira, diretor Comercial de Pneus de
Michelin LTX Force
Durabilidade insuperável
Dura até 35% a mais que os principais concorrentes da categoria *
Segurança máxima
- na estrada...
- freia até 2 metros antes em piso molhado**
- 66% melhor em situação de aquaplanagem em curva **
...e também fora dela:
- tração e robustez comprovadas em uso extremo de rali e mineração
e um design agressivo, inspirado no Rally Dakar.
O Michelin LTX Force traz o que há de mais moderno e tecnológico
no segmento de caminhonetes (SUVs, picapes e crossovers), em 26
dimensões com aros de 15” a 18”.
O novo pneu equipará veículos das principais montadoras, entre elas,
Volkswagen, Renault, Ford, General Motors; e veículos como Amarok,
Ecosport, S10 e Trail Blazer.
* Testes certificados pelo Instituto Dekra, com pneus comprados no
mercado brasileiro, na categoria de pneu misto, na dimensão 265/70
R16 112 T (entre eles, Pirelli Scorpion ATR e Goodyear Wrangler
Adventure).
** Testes de distância de frenagem no molhado e aquaplanagem em
curva realizados pelo Instituto TÜV SÜD, com pneus comprados no
mercado brasileiro, na categoria de pneu misto, na dimensão 265/70
R16 112 T (entre eles, Pirelli Scorpion ATR e Goodyear Wrangler
Adventure).
Passeio e Caminhonete da Michelin América do Sul, “esta demanda foi impulsionada por
sua versatilidade, ou seja, por estes tipos de veículos serem fortes, robustos e adaptáveis a
qualquer terreno”.
Para atender a esta demanda de mobilidade (campo e cidade), o novo pneu Michelin
LTX Force se apresenta como solução para uso misto, com foco na durabilidade e na
segurança, que oferece comprovadamente, levando-se em conta à média dos concorrentes,
uma frenagem mais curta em solo molhado e um melhor controle em situações de
aquaplanagem.
Na estrada, o Michelin LTX Force oferece segurança em solo molhado, uma vez que o
pneu freia até 2m antes do que a média dos concorrentes da categoria de pneus mistos e tem
um melhor controle em situações de aquaplanagem, sem prejudicar a durabilidade, que é
35% maior do que a média dos concorrentes na categoria, graças à tecnologia Compactread.
42
sindicato
Sincopeças em Ação
MAIO de 2015 / edição 104
MAIO de 2015 / edição 104
43
lançamento
Matéria de capa
SUV, da Jac, chega ao Brasil
Fabricante chinesa lança o T6, primeiro utilitário esportivo da
marca no mercado brasileiro, ele tem vários equipamentos de
série e motor 2.0 16V com câmbio manual
Por: Edison Ragassi | Fotos: Divulgação
E
m sua sede, no bairro da Vila Leopoldina (SP), no dia 15 de abril, a Jac Motors lançou
para a imprensa especializada o T6. Ele é o primeiro SUV, veículo utilitário esportivo da
marca, comercializado no Brasil.
É equipado de série com ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos, quebra-sóis
com espelhos e luzes de cortesia, tomada 12 V, sistema de som com rádio, toca CD, MP3 player,
conexão USB, travamento automático
das portas a 15 km/h e volante
multifunções com regulagem de altura.
O T6 mede 4.475 mm de
comprimento, 2.645 mm de distância
entre-eixos, 1.840 mm de largura e
1.670 mm de altura, a capacidade do
porta-malas é de 610 litros.
Com cabeçote construído em
alumínio, sem tanquinho de partida a
frio, o motor é um 2.0 16V VVT JetFlex,
O Sincopeças-SP está na rede mundial - Acesse: - facebook.com/sincopecas - twitter.com/sincopecas - youtube.com/portaldaautopeca.com.br
sua potência é de 155 cv (G)/160 cv (E) a 6.000 rpm e torque de 19,99 kgfm (G)/ 20,6 kgfm (E)
a 3.500 rpm, o câmbio é manual de cinco velocidades.
O Jac T6 tem preço sugerido de R$ 69.990, ao adicionar o Pack 1 (barras longitudinais
no teto/ retrovisores pintados na cor da carroceria / maçanetas cromadas / frisos laterais
cromados / retrovisores externos com rebatimento elétrico) é cobrado R$ 71.990. Com o Pack
2 (pack 1 + câmera de ré / kit multimídia com mirror link) vai a R$ 75.670.
Por causa do conteúdo e preços, a Jac tem a expectativa de competir com os líderes do
segmento, Ford EcoSport e Renault Duster.
MAIO de 2015 / edição 104
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COMEMORAÇÃO
Matéria de capa
GM produz 500 milhões de veículos
Empresa projeta vender 1.000.000 de veículos por dia no mundo este
ano, o Brasil figura como o terceiro maior mercado da companhia
Por: Edison Ragassi | Fotos: Divulgação
N
o dia 4 de maio, a General Motors atingiu a marca de 500 milhões de veículos
produzidos. A celebração aconteceu simultaneamente em vários mercados
como um gesto de gratidão a todos os clientes. A comunicação do evento foi
padronizada com a mensagem “500 milhões de obrigado”.
Entre as inovações lançadas pela empresa figuram o motor elétrico de partida (1912),
suspensão independente (1934), câmbio totalmente automático (1940), turbo charged
(1962), airbag (1974) e o carro elétrico de autonomia estendida (2011).
A empresa, inaugurada em 1908, produz veículos comercializados com as marcas
Chevrolet, Cadillac, Baojun, Buick, GMC, Holden, Jiefang, Opel, Vauxhall e Wuling em
30 países e tem operações comerciais em 140 mercados, o Brasil é o terceiro maior da
companhia.
Desde a montagem do primeiro
Chevrolet em um galpão no bairro do Ipiranga
(SP), em 1925, até o início de janeiro deste
ano, a GM produziu no país 14,5 milhões de
veículos. Isso representa aproximadamente
um quarto do montante total de automóveis
feitos localmente.
O primeiro Chevrolet nacional de
passeio foi o Opala,
apresentado
em
1968. Posteriormente,
lançaram outros veículos
de sucesso como o
Chevette, D20, Monza,
Kadett, Corsa, Vectra,
Omega, Astra, entre outros.
Também produziu paralelamente outros tipos de produtos, como baterias, aparelhos
de ar-condicionado e até geladeiras, as famosas Frigidaire. Mais de 2.000.000 delas foram
feitas dos anos 50 aos 70.
Mary Barra, CEO da empresa, declarou que, “em 2015, esperamos vender mais de
1.000 .000 novos veículos por hora, 24 horas por dia, são aproximadamente 10 milhões
de veículos, o maior volume de nossa história, eu analiso este número como 10 milhões de
oportunidades de provar que tipo de empresa nós somos e de dizer muito obrigada”.
Recentemente, a GM Brasil anunciou o maior plano de investimentos de sua história
no país, no montante de R$ 6,5 bilhões (2014 a 2018). O investimento contempla a
atualização da linha de veículos e o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias
ligadas à eficiência energética e conectividade.
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ESTOQUE
téria de capa
MAIO de 2015 / edição 104
Gerencie seu estoque
Conhecer o mercado e os hábitos de consumo dos clientes são fatores essenciais
para o planejamento do estoque
Por: Simone Kühl | Foto: Divulgação
E
m continuidade aos quesitos do Prêmio Loja em Destaque, este mês abordaremos a
importância do bom gerenciamento do estoque. Em tempos que se ouve falar muito
em crise econômica, manter o estoque abastecido sem fazer compras desnecessárias é
essencial para a saúde da empresa.
Diante deste cenário, o consultor do Sebrae-SP, Nelson Endrigo Júnior, destaca a importância
deste planejamento e de estar atento às tendências do mercado e ao histórico de vendas para
melhor elaborar as estratégias da autopeça.
Planejamento e equilíbrio
“As empresas têm trabalhado para reduzir o estoque, contudo em contrapartida é necessário
que o produto esteja presente para atender o cliente. Neste sentido é preciso manter um equilíbrio
entre esses dois lados, e é nesta hora que entra a estratégia da empresa”, explica o consultor.
E para desenvolver esta estratégia o primeiro passo do empresário deve ser: conhecer as
tendências do mercado, novas linhas, ter em mãos o histórico de vendas, fazer todo um trabalho
de estudo e pesquisa; e com essas informações realizar o gerenciamento do estoque. “Com esse
conhecimento ele conseguirá se preparar para quais serão as vendas e alinhar sua estratégia de
estoque”, afirma.
“Cada vez mais é competitivo o setor, e se um cliente chega e a loja não tem o produto, a
empresa perde a venda. Então é preciso ter esse equilíbrio entre a quantidade suficiente da peça
para que não impacte nas despesas e no capital de
giro da empresa”, completa.
As parcerias também são fundamentais para
o alinhamento da estratégia do estoque, conforme
exemplifica Nelson. “O empresário deve ter ao
seu lado fornecedores de qualidade e pontuais na
entrega, pois caso o distribuidor demore a autopeça
precisa aumentar o estoque para suprir esta
necessidade. Com isto, a partir dessas certezas e de
um trabalho alinhado, é possível gerenciar melhor
o estoque”.
Quesito Estoque
Falando sobre a importância do estoque na hora
da escolha de uma autopeça, o consultor analisa
que a diferença na pontuação está em três fatores
ligados direto ao estoque, que são: preço, qualidade e
pontualidade.
“Por exemplo, se eu aumento o meu estoque,
estou tirando do capital de giro e impactando o lucro; Nelson Endrigo Júnior, consultor do Sebrae-SP
se eu trabalho com fornecedores ruins, as peças em
estoque sempre serão ruins; e também se eu trabalhar com um estoque que não está alinhado
com as tendências de mercado e o cliente chegar à loja e não encontrar a peça, a venda será
perdida; então todos esses fatores estão ligados e pesam na hora da escolha, e o estoque tem essa
importância vital na preferência do consumidor”, confirma.
Dicas para um melhor gerenciamento de estoque
• Mantenha-se sempre informado: o empresário deve conhecer as tendências
do mercado, entrada de novas linhas e o histórico de vendas de autopeça para
gerenciar o estoque.
• Compre o necessário: é muito importante não realizar compras
desnecessárias para não impactar o capital de giro e não ficar com
componentes parados em estoque.
• Trabalhe com bons fornecedores: é necessário ter boas parcerias para
oferecer qualidade e pontualidade ao cliente, pois estes fatores podem influenciar
as vendas e a imagem que os clientes têm da autopeça.
• Realize com frequência o levantamento do estoque: muitas empresas
ainda não possuem este costume, mas é fundamental ter um sistema sempre
atualizado e fazer o levantamento do estoque, para evitar compras desnecessárias,
saber o que está faltando e poder atender melhor ao consumidor.