Novembro - Gazeta Valeparaibana

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Novembro - Gazeta Valeparaibana
Edição 72 Ano VI - Novembro
2013
Distribuição Gratuita
RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site
Vale do Paraíba Paulista - Litoral Norte Paulista - Região Serrana da Mantiqueira - Região Bragantina - Região Alto do Tietê
Página Melhor Idade
Pág.: 03
Educação x Professores
Pág.: 04
Política e Cidadania
Pág.: 05
Dia Internacional da Cultura
Pág.: 06
Página Literária
Pág.: 07
A CERCA (Conto real) Parte VI Pág.: 08
E agora José?
Pág.: 09
LIBRA e Pré-Sal A verdade
Pág.: 10
Culturas Brasileiras
Pág.: 11
Socializando ideias
Pág.: 12
Reflexões
Pág.: 13
O Alimento que compramos
Pág.: 14
Educação
Pág.: 15
A História da República
Pág.: 16
CULTURAonline BRASIL
Datas importantes
NOVEMBRO - 2013
02 - Dia de Finados
04 - Dia do inventor
05 - Dia Nacional da Cultura (Lei 5579/70)
- Dia do Cinema Brasileiro
- Dia do radio Amador
- Nascimento de Ruy Barbosa (1849)
- Nascimento de Sobral Pinto (1893)
06 - Aclamação de Bento Gonçalves (1836)
08 - Descoberta do RAIO X (1895)
10 - Promulgada a 3ª. Constituição Brasil (1937)
- Inicio do Estado Novo (Getúlio Vargas-1937)
11 - Dia do Diretor de Escola
14 - Dia Nacional da Alfabetização
14 - Criação do Ministério da Educação (1930)
- Dia do Bandeirante
- Morte da Princesa Isabel (1921)
15 - Proclamação da República Fed. do Brasil
16 - Dia Internacional da Tolerância
- Nascimento de José Saramago (1922)
17 - Dia Internacional do Estudante
- Dia da Criatividade
18 - Criação da Ordem dos Advogados do Brasil
- Criação da EMBRATUR
- Criação Ministério do Meio Ambiente (1922)
20 - Dia Universal da Criança
22 - Dia Universal da Música
25 - Nascimento de Eça de Queiroz (1845)
26 - Dia do Ministério Público
30 - Dia do Estatuto da Terra (Lei 4504/64)
- Morte de Sobral Pinto (1991)
Esse é um dia
para relembrar
os grandes inventores existente no mundo.
No Brasil, como
não citar Santos
Dumont,
responsável
por
inventar o avião. A data foi idealizada pelo inventor alemão Gerhard
Muthenthaler, com o objetivo de incentivar as pessoas
a terem mais ideias para um mundo melhor.
Desde a formação da terra, o homem vem se superando com melhorias para o seu dia a dia e da sociedade.
Primeiro veio o fogo, depois a roda, a linguagem escrita, falada e ano após ano uma evolução após outra.
Um grande marco foi a Revolução Industrial, quando
James Watt inventou a máquina a vapor em 1780. Daí
por diante as invenções não pararam.
Hoje o computador, a internet, as redes sociais e máquinas de última geração facilitam a vida do homem no
trabalho, em casa e nas ruas.
5 de NOVEMBRO
No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma
forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse
capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões
políticas, econômicas e sociais.
Saiba mais- Página 16
O Brasil é um país de
formação multirracial e
por isso carrega um
pouco do costume de
cada povo que veio morar aqui. Dos negros,
herdamos o candomblé,
a capoeira, parte do nosso vocabulário e muito do nosso folclore. Dos índios, herdamos o artesanato, a pintura, comidas exóticas como o peixe na folha da bananeira e a rede. Do português, ficamos com o costume católico, a língua, as roupas. Saiba mais: Página 11
A fixação do dia 5 de
novembro como Dia
do Rádio Amador foi
em razão de que, nessa data, no ano de
1924, o Diário Oficial
da União publicara o
Decreto de nº 16.657,
sancionado pelo então
Presidente da República Arthur Bernardes, regulamentando as estações de
radioamadores existentes no Brasil, e, até então, consideradas como clandestinas. O referido decreto foi baixado tendo em vista a representação feita no ano de
1923, pela Academia Brasileira de Ciências, reconhecendo a existência do radioamadorismo no Brasil, tirando-o da clandestinidade.
O Estatuto da Terra foi um
dos primeiros códigos inteiramente elaborados pelo Governo Militar no Brasil, a Lei 4504,
de 30 de novembro de 1964,
foi concebida como a forma de
colocar um freio nos movimentos campesinos que se multiplicavam durante o Governo João
Goulart, foi feita para promover
uma melhor distribuição de terra, buscando atender aos princípios de justiça social e o aumento da produtividade, hoje, ainda é considerada a lei
agrária mais avançada do País.
No final da década de 1950 e início da de 1960, pipocavam em quase toda a América Latina as tensões sociais no campo. Estávamos no auge da guerra fria, com o
mundo polarizado entre as duas potências de então,
Estados Unidos e União Soviética.
Dessas contingências resultou o projeto do Estatuto da
Terra com a ingerência dos Estados Unidos, segundo
estudiosos da história recente do País. Prova disso é
que o seu coordenador foi o todo-poderoso ministro Roberto Campos, que comandava a economia nos primeiros anos do regime militar.
Reforma Agrária uma via inclusiva !
Este veículo, transcende a sala de aula como proposta para reflexão, discussão, interação e aprendizagem sobre temas dos projetos desenvolvidos pela Associação “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos , com ênfase em assuntos pontuais e inerentes à sustentabilidade social e ambiental.
Filipe de Sousa
Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 02
Editorial
Cidadania
e
OLÁ COMO VAI?
Meio
Ambiente
Que tal ficarmos sem televisão por um tempo, sem internet, deixarmos o celular e o carro em casa. E então, como será que nos sentiremos?
Talvez, o tempo pareça demorar mais a passar...
Formiguinhas do Vale
Claro que a tecnologia faz parte de nossas vidas e devewww.formiguinhasdovale.org
mos usufruir desse avanço que facilitou muito nosso dia a
dia e tem sido uma importante contribuição nas pesquisas
A Associação tem como princicientíficas e descobertas para cura de doenças, aumen- pal objetivo interferir nas mudanças comtou a velocidade do tempo com que desenvolvemos nossos trabalhos e melhorou consideravel- portamentais da sociedade que o momento
exige, no que tange a preservação ambienmente os recursos para o aprendizado.
Mas apesar disso, não podemos deixar de colocar em questão a dependência que se criou em torno da tecnologia e de como estamos“conectados” todo o tempo. A linguagem resumiu-se a caracteres, distanciando-se cada vez mais do português correto e dos jovens estudantes em plena formação.
Quanto à distância, ela também se instalou entre as pessoas através de atitudes;comunicamo-nos
com amigos pelo face book e não mais em encontros e rodas de conversas, compartilhando segredos e sonhos.
tal, sustentabilidade e paz social, reflorestamento, incentivo à agricultura orgânica, hortas comunitárias e familiares, preservação
dos ecossistemas, reciclagem e compostagem do lixo doméstico além, de incentivar a
preservação e o conhecimento de nossas
culturas e tradições populares. Formalizado
através do Projeto Social ‘EDUCAR - Uma
Janela para o Mundo’ e multiplicado e divulgado através deste veículo de interação.
Projetos integrados:
•
Projeto
Perdemos a família que almoçava reunida aos domingos, as visitas que fazíamos e recebíamos
“Inicialização Musical”
Temos os olhos voltados o tempo todo para os smartphones; em casa, na rua, na praia e no trânsito, deixando de lado, cada vez mais,o abraço, a paquera e a cordialidade dos cumprimentos.
Este projeto tem por finalidade levar o
nos finais de semana, os passeios de mãos dadas e, sem contar, a alegria dos avós que recebiam
seus netos em tempos de férias para passar um tempo com eles.Perdemos a essência do relacio- conhecimento musical, a crianças e adultos
com o fim de formar grupos multiplicadores,
namento e o poder de reservar para nossas vidas esses bons momentos.
Vamos nos desarmar dessas ações tecnológicas e nos relacionar mais com as pessoas e,saber o
que as pessoas pensam, sentem e em que podemos ajudá-las?
sempre incentivando a música de raiz de
cada região, ao mesmo tempo em que se
evidenciam as culturas e tradições populares de cada região. Inicialmente iremos formar turmas que terão a finalidade de multiplicação do conhecimento adquirido, no
projeto, em cada Escola e em suas respectivas comunidades.
Que tal encontrar seus amigos pessoalmente no aniversário ao invés de cumprimentá-lo pelas redes sociais, chamar seu filho no quarto com palavras ao invés do Skype ou “torpedo”, promover a
fraternidade o ano todo e não apenas nas festas de final de ano, dar um brinquedo para seu filho e
interagir com ele nas brincadeiras exercitando o pensamento e expressando pensamentos e senti•
mentos.
Depende de nós continuarmos dependentes e viciados disso tudo ou simplesmente usarmos todo
esse avanço a nosso favor sem aumentar ainda mais essa distância.
Nem sempre estou bem, e você, como vai?
Genha Auga – Jornalista MTB: 15.320
Televisão no Brasil é o ópio do Povo.
Rádio web
CULTURAonline Brasil
NOVOS HORÁRIOS e NOVOS PROGRAMAS
Prestigie, divulgue, acesse, junte-se a nós !
A Rádio web CULTURAonline, prioriza a Educação, a boa Música Nacional e programas de interesse geral
sobre sustentabilidade social, cidadania nas temáticas: Educação, Escola, Professor , Família e Sociedade.
Uma rádio onde o professor é valorizado e tem voz e, onde a Educação se discute num debate aberto, crítico e
livre. Mas com responsabilidade!
Acessível no links: www.culturaonlinebr.org
Nosso sentido de identidade geralmente nos faz cair na armadilha de pensar que nunca
poderemos mudar.Para nos tornarmos uma versão melhorada de nós mesmos, às vezes
temos que abrir mão das noções preconceituosas sobre quem pensamos que somos.
Não importa quem você costumava ser.
O que importa é o tipo de pessoa que você gostaria de se tornar.
Yehuda Berg
Projeto
“Viveiro Escola Planta Brasil”
Este projeto visa a implantação de um
Viveiro Escola, especializado em árvores
nativas das Matas Atlântica e Ciliares. Nele
nossas crianças irão aprender sobre os
ecossistemas estudados, árvores nativas,
técnicas de plantio e cuidados; técnicas de
compostagem e reciclagem de lixo doméstico, etc. Tudo isto, integrando-se o teórico à
prática, através de demonstrações de como
plantar e cuidar, incentivando e destacando
também, a importância da agricultura orgânica, hortas comunitárias e familiares. Serão
formadas turmas que terão a finalidade de
se tornarem multiplicadoras do conhecimento adquirido em cada comunidade.
•
Projeto “Arte&Sobra”
•
Projeto “SaciArte”
Neste Projeto Social iremos evidenciar
a necessidade da reciclagem, com a finalidade de preservação dos espaços urbanos
e, como fator de geração de renda. Também
serão formadas turmas multiplicadoras de
conhecimento, que terão como função a formação de cooperativas ou grupos preservacionistas em suas comunidades.
Este projeto é um formador de grupos
musicais onde as culturas regionais e a música de raiz sejam o seu tema. Primeiramente será formado um grupo composto por
crianças, adolescentes e adultos com responsabilidade de participação voluntária, no
grupo da comunidade da Região Cajuru na
Zona Leste de São José dos Campos.
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A Gazeta Valeparaibana é um jornal mensal gratuito distribuído mensalmente para download e
Gazeta Valeparaibana
visa a atender à Cidade de São Paulo e suas Regiões Metropolitanas.
é um MULTIPLICADOR do Projeto Social
Todas as matérias, reportagens, fotos e
Vale do Paraíba Paulista, Serrana da Mantiqueira, Litoral Norte Paulista,
“Formiguinhas do Vale” e está presente
demais conteúdos são de inteira responBragantina e Alto do Tietê e ABC Paulista.
mensalmente em mais de 80 cidades do Cone
sabilidade dos colaboradores que
Editor: Filipe de Sousa - FENAI 1142/09-J
Leste Paulista, com distribuição gratuita em
assinam as matérias, podendo seus
Veículo divulgador da Associação
cerca de 2.780 Escolas Públicas e Privadas de
conteúdos não corresponderem à
“Formiguinhas do Vale”
Ensino Fundamental e Médio.
opinião deste projeto nem deste Jornal.
“Formiguinhas do Vale”
IMPORTANTE
www.formiguinhasdovale.org
CULTURAonline BRASIL
Uma OSCIP - Sem fins lucrativos
Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 03
Na Melhor Idade
Experiência é tudo! beça. No entanto, percebeu que uma parte im- - 34 de manga, e 16 de pescoço.
60 ANOS NO RAMO portante de si estava faltando.
E ele pasmado:
Enquanto caminhava pelas ruas notava que
Um cara sofria de dor de era um homem diferente, mas que poderia ter
cabeça crônica infernal. um novo começo. Avistou uma loja de roupas
Foi ao médico que, de- masculinas de grife.
pois dos exames de pra- "É disto que eu preciso", disse para si mesmo.
xe, disse:
- Quero um terno novo!!!, Pediu ao vendedor.
- Mas, é isso mesmo, como pôde adivinhar?
- Estou no ramo há mais de sessenta anos,
disse.
Experimentou a camisa e ficou satisfeito.
Enquanto andava pela loja, o alfaiate sugeriulhe:
- Meu caro, tenho uma boa e uma má notícia. O alfaiate, de idade avançada, deu uma olha- - Que tal uma cueca nova?
A boa, é que posso curá-lo dessa dor de cabe- dela, e falou:
- Claro.
ça para sempre.
- Vejamos... é um 44 longo.
O alfaiate olhou seus quadris, e lascou:
A má notícia é que para fazer isso eu preciso O cara riu: - é isso mesmo, como é que o se- - Vejamos... Acho que é 36.
castrá-lo! Seus testículos estão pressionando a nhor soube?
O cara soltou uma gargalhada:
espinha, e essa pressão provoca uma dor de
- Estou no ramo há mais de 60 anos, respon- - Desta vez, te peguei. Uso o tamanho 34 descabeça infernal.
deu o alfaiate.
de os 18 anos de idade.
Para aliviar o sofrimento preciso removê-los.
O cara levou um choque e caiu em depressão. Experimentou o terno, que lhe caiu muito bem. O alfaiate sacudiu a cabeça negativamente:
Passou dias meditando. Indagava se havia al- Enquanto se admirava no espelho, o alfaiate - Você não pode usar 34. O tamanho 34 pressiona os testículos contra a espinha, e essa
guma coisa pela qual valesse a pena viver.
perguntou:
pressão deve provocar em você uma dor de
Não teve outra escolha a não ser submeter-se - Que tal uma camisa nova?
cabeça infernal.
à vontade do bisturi.
Ele pensou por alguns instantes:
EXPERIÊNCIA É TUDO... (60 anos no ramo).
Quando deixou o hospital, pela primeira vez, - Claro!
Negócio de médico é operar.
depois de 20 anos, não sentia mais dor de ca- O alfaiate olhou e disse:
Consulte seu alfaiate antes de operar.
Sobre amigos
"Hoje, meu melhor amigo salvou a minha vida". tecer, saberemos lidar com a situação. Perdoe
sempre e tenha calma nas situações difíceis.
Nos momentos de alegria, ao contrário, vibre.
Intrigado, o amigo perguntou:
Uma antiga lenda árabe conta que dois amigos
resolveram viajar para uma cidade distante. - Por que, depois que lhe bati, você escreveu
Para chegar àquela cidade, deveriam atraves- na areia e agora escreveu na pedra?
sar o deserto, o que é sempre uma tarefa árdua e perigosa. Essa empreitada exige muito Sorrindo, o outro respondeu:
companheirismo e colaboração.
- Quando um grande amigo nos ofende, deveEm certo ponto da viagem, os dois discutiram. mos escrever na areia para que o vento do esO mais velho deles falou alto e xingou o amigo, quecimento e a chuva do perdão apaguem as
querendo ter a razão. O outro, ofendido, saiu marcas; mas quando ele nos faz algo maravidali em silêncio e escreveu na areia: lhoso, devemos gravar na pedra, onde nada
pode apagar.
"Hoje, meu melhor amigo bateu em meu rosto".
Para refletir
Apesar da discussão, seguiram viagem e chegaram a um oásis, onde resolveram tomar ba- Mesmo irmãos ou grandes amigos podem se
nho. O amigo que tinha sido ofendido perdeu o desentender algum dia. Isso não é problema,
equilíbrio, caiu na água e estava já por afogar- acontece. A questão fundamental é como lidase. O amigo imediatamente pulou na água e o mos com essa briga. Devemos fazer dela um
instrumento para o nosso crescimento e para
salvou.
aumentar ainda mais a nossa amizade. EscreAo recuperar-se, o homem que por pouco qua- ver na areia as coisas ruins da nossa vida é
se perdeu a vida pegou uma faca e escreveu estar com o coração aberto ao perdão e à superação. Significa que, quando algo ruim aconnuma pedra:
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Torne-os inesquecíveis, eternos.
Como você costuma reagir em situações nas
quais é ofendido?
E quando geram grande alegria?
Com quais situações você tem mais facilidade
de lidar?
Como pode melhorar?
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Procure fazer mentalmente o exercício de escrever na areia as situações difíceis e na pedra
as de realização.
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NOVEMBRO 2013
Gazeta Valeparaibana
Página 04
Educação x Professores
Por que gritar?
Por que as pessoas gritam?
Um dia, um mestre indiano, preocupado com o
comportamento dos seus discípulos, que viviam
aos berros uns com os outros, fez a seguinte
pergunta:
– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ou quando não se entendem?
– Gritamos porque perdemos a calma – disse
um deles.
IMPORTÂNCIA DOS PROFESSORES
Salvem os Professores,
Antes que abafem suas vozes.
Levantem a “Bandeira da Esperança”,
Valorizem seu trabalho
Ensinem as crianças a respeitá-los
Mantenham a chama do ensino
Ou perderemos o maior bem.
Professor é a engrenagem do aprender
Roguemos por seus apelos,
Oremos por suas vidas,
Façamos tudo para preservá-los.
Educam crianças com
Seus maiores valores,
Seus ensinamentos são a nossa salvação.
Ontem é o que somos hoje;
Reflexo do nosso amanhã.
– Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – questionou novamente o pensador.
– Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça – retrucou outro
discípulo.
O mestre volta a perguntar:
– Não é possível falar com a outra pessoa em voz baixa?
Os alunos deram várias respostas, mas nenhuma delas convenceu o velho pensador, que esclareceu:
– O fato é que quando duas pessoas gritam é porque, quando estão aborrecidas,
seus corações estão muito afastados. E, para cobrir esta distância, precisam gritar
para que possam escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais
forte terão de gritar, para que possam ouvir umas às outras, por causa da grande distância.
Amem esses anjos!
E continuou o sábio:
– Por outro lado, quando duas pessoas estão enamoradas, não gritam; falam suavemente. Por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é
pequena. Às vezes, seus corações estão tão próximos que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas
se olham, o que basta. Seus corações se entendem. É justamente isso que acontece
quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Pensem neles,
Apeguem-se às suas causas.
Talento de professor garante
Riqueza, progresso e
Ideologias.
Ascendem ao futuro.
Lembremo-nos que: “Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda
amolece até os ossos” (Pv 25.15).
Queiram as lições que nos oferecem
Usem essa semente
E teremos um novo rumo.
Em prol do ensinar
Seguem em frente
Tecendo o saber.
Amam o que fazem
Resistem ao tempo,
Aguentam...
Sabem que,
Aprender é
Levar avante intentos,
Viver pela pátria,
Ajudar a manter a ordem.
Torcem pelo progresso,
Acordam o pensar,
Moralizam o “Ser”
Bancam o aprender,
Estudam para sempre,
Motivam a Nação para crescer.
Genha Auga
Jornalista e Poetisa
O homem erudito é um descobridor de
fatos que já existem - mas o homem sábio
é um criador de valores que não existem e
que ele faz existir.
Albert Einstein
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
– Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam
palavras que os distanciem mais, pois chegará o dia em que a distância será tanta
que não mais encontrarão o caminho de volta.
Juca Barbosa
Crônicas do Dr. Marco Mendes
MEMÓRIAS DO
MEDO
Eu tinha muito medo de ir até a edícula nos fundos da
casa. Durante boa
parte de minha vida
fui aterrorizado por
uma visão que se
ocultava nos lugares mais escuros. Um rosto
mal definido. Olhos terríveis a me espreitar e
uma boca ameaçadora.
Quantas coisas estão depositadas em nossas
memórias fazendo-nos crer sem saber o porquê cremos?
Um dia fui mergulhando nas memórias mais
distantes e depois de algum esforço um lampejo acendeu uma pequena memória já adormecida.
Eu me vi lendo um gibi do Renato, o menino
da casa vizinha.
Era um Gibi impresso em branco e preto.
Com certeza foi comprado na barbearia do
Condomar.
Naquele “flash” de memória eu me vi aos 3
para 4 anos de idade vendo o desenho de um
lobisomem com olhos arregalados e dentes
afiados, sob o cenário de uma noite de lua
cheia.
Encontrei enfim meu fantasma.
Um único quadro de memória distorcida projetando-se para os recônditos da alma era
afinal o mentor do meu medo.
Se escondiam por detrás de uma janela. A
visão não era muito nítida, pois estavam encobertos pela escuridão. Eu sabia que não
eram absolutamente reais, mas afinal o que é
a realidade, senão o fruto de nossa própria
crença?
E por que acreditamos?
O que nos leva a acreditar?
Puxa vida! Como somos complexos!
Se os teus princípios morais te deixam triste, podes
estar certo de que estão errados.
Robert Stevenson
CONTATOS: 055 12 9 9114.3431 - Emails: CONTATO: [email protected] - PATROCÍNIOS: patrocí[email protected]:
Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 05
Cidadania - 16 Novembro - Dia Internacional da Tolerância
O estresse no trânsito
vez que ao sair em perseguição assumiu o risco do
resultado morte e, poderá, se condenada, ter sua
liberdade restringida por uma pena que varia de 06
a 20 anos de reclusão.
Qual o valor de uma vida?
Quanto vale sua liberdade e o exercício de seu diHá alguns dias me deparei
reito de ir e vir?
com a notícia de uma ocorrência de trânsito envolven- O trânsito, há muito se sabe, é considerado fator
do dois jovens e uma médi- de perigo para saúde posto que o estresse por ele
ca, ocorrência da qual res- gerado possa ser causa de hipertensão, elevação
tou duas mortes instantâ- de freqüência cardíaca, gastrite, etc, porém nos
neas e um indiciamento por dias atuais, esse estresse gera também o comportamento impaciente, deseducado, agressivo e se
duplo homicídio por dolo eventual.
torna fator de risco de vida no trânsito.
Segundo apurado, tal ocorrência se deu porque o
motoqueiro, após ter sua passagem “trancada” pe- A Organização Mundial da Saúde (OMS) elege o
la motorista, bateu com a mão no vidro do veículo trânsito como 9ª causa de mortes em todo o mune, a motorista em reação arrancou em alta veloci- do e a 3ª causa para doenças neurológicas ou cardade numa perseguição até conseguir encostar diovasculares.
seu carro na moto que, devido a velocidade que se A Organização das Nações Unidas (ONU) escoencontravam, foi arremessada contra um poste lheu a década de 2010 a 2020 como os anos de
causando a morte do piloto e da acompanhante.
ação pela segurança do trânsito, com a meta de
Fatos como este assim como tantos outros noticiados, tornam-se cada vez mais corriqueiros e passam a ter a visão de uma normalidade equivocada.
Não se pode ter como normal o ínfimo valor que se
dá aos valores e à vida no trânsito.
veis.
A principal postura para se evitar o conflito no trânsito é não reagir as provocações do motorista ao
lado.
Existem medidas e exercícios que facilmente podemos lançar mãos para nos auxiliar na redução do
estresse causado pelo trânsito, exemplo disso é
procurar sair de casa sempre com certa antecedência; é ouvir uma boa e relaxante música enquanto dirige; é escolher vias alternativas na hora
do rush e, se mesmo assim cair num congestionamento, tire o pé da embreagem isso evita a contração muscular constante que pode provocar câimbras, dores e consequentemente irritabilidade.
Exercite a gentileza, para consigo e para com o
outro, evite atos inconsequentes, afinal, como já
disse um poeta de rua, gentileza gera gentileza e
pode também gerar um trânsito pacífico, além de
ser um ótimo antídoto para o caos.
Claudia Andreucci
Advogada
reduzir em 50% o número de mortes em todo o
mundo.
A tendência do trânsito é ser a cada dia mais caótico e, não temos condições de saber quem é o motorista ao lado ou mesmo seu nível de estresse
Neste caso, amplamente divulgado pela mídia du- físico, psíquico e emocional desse motorista.
as jovens vidas (21 e 23 anos) foram ceifadas e a O segredo para a diminuição dessas ocorrências
motorista, aos 45 anos de idade macula sua vida está em encontrarmos alternativas para o controle
pela prática de crime contra a vida, mais especifi- do estresse gerado pelo trânsito e que somado aos
camente duplo homicídio por dolo eventual uma problemas diários, pode tomar proporções inaceitá-
POLÍCIA POLÍTICA
pelho da forma de funcionamento das estruturas repressivas no estado de
São Paulo.
O contexto de instalação do DEOPS remete a uma época em que ocorreram
agitações e mobilizações políticas no país, como greves trabalhistas, a formação do Partido Comunista do Brasil (PCB) e o movimento tenentista. O
DEOPS/SP permaneceu em atividade até 1983, atravessando distintas conjunturas políticas e econômicas. Mesmo em períodos ditos democráticos, como no da República Liberal de 1945-1964, ele se manteve em operação.
Para cada período de atuação, o seu arquivo revela quais os principais indivíduos e grupos temidos pela ordem: quando da criação do DEOPS, no governo de Arthur Bernardes, os anarquistas e comunistas operários constituíam a maioria dos fichados pela polícia política; já nos anos do governo de
Getúlio Vargas, que correspondiam à Segunda Guerra Mundial, o “perigo”
mais vigiado eram os imigrantes com nacionalidade ligada ao Eixo.
Durante a ditadura civil-militar brasileira, não houve apenas um foco, fazendo
com que a política de vigilância tomasse grandes contornos – o que fez crescer consideravelmente o seu acervo documental. Nesses caminhos da repressão, foi constituído o acervo DEOPS/SP: um conjunto documental formado por 1.173 metros lineares de documentação, com 150 mil Prontuários
(Nominais e Temáticos), 13 mil pastas de dossiês e aproximadamente 2 miO DEOPS/SP, denominado Delegacia de Ordem Política e Social em sua lhões de fichas.
origem e, posteriormente, como última denominação, Departamento Estadual
de Ordem Política e Social, foi criado em 30 de dezembro de 1924, através
da Lei nº 2.034/24, que visava reorganizar a polícia do Estado. Esse órgão
tinha como objetivo prevenir e reprimir delitos considerados de ordem política
e social contra a segurança do Estado. Para isso, desenvolveu um grande
aparato para monitoramento das atividades de pessoas e grupos considerados potencialmente perigosos à ordem vigente.
Um dos principais instrumentos utilizados por essa vigilância foi a documentação: o acervo DEOPS/SP foi constituído, ao longo dos anos, pela documentação produzida por esse órgão e também de documentos apreendidos
pelos órgãos de repressão. Sendo assim, podemos entendê-la como um es-
ABALROAMENTO EM MOTO NÃO É COLISÃO. É ATROPELAMENTO! PONHA ISSO NA CABEÇA! OLHO VIVO!
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NOVEMBRO 2013
Gazeta Valeparaibana
Página 06
Cultura
Dia Internacional da Cultura
A vitória do teclado
O motivo?
Se você tem filhos, conheça
A letra bastão se assemelha mais àquela de jor- aqui um pouco mais sobre
nais, revistas, cartazes, e, mais importante, do
como lidar com isto
computador. Ademais, pessoas isentas de talento
são punidas com notas baixas em aulas de caligra- Educação tem de vir do berço e cabe à
família responsabilizar-se por isso! Se
fia em países como a França.
cada família praticasse esta máxima:
Educar os filhos dentro de princípios
Para os norte-americanos, a partir do primeiro ano morais e boas maneiras, com certeza
é mais importante ensinar para a criança a digitar não teríamos Professores frustrados e
rapidamente do que passar horas a fio para aper- exauridos devido a falta de educação
de muitas crianças e jovens.
É a vitória dos teclados de computadores?
feiçoar a letra.
No entanto, Laura Dinehart, da Universidade da
Flórida, disse em uma entrevista recente que existe uma sólida correlação entre o aprendizado precoce da caligrafia e o bom desenvolvimento escolar do aluno.
Todos os dias em milhares de salas de
aula espalhadas pelo Brasil e pelo
mundo, crianças e jovens chegam ao
ápice da mal criação destilando todo
tipo de impropérios nas dependências
da Escola e fora dela, comunicando-se
uns com os outros aos berros de forma
Será?
Para desgosto dos franceses, a caligrafia está mor- Dinehart, é verdade, oferece estatísticas convin- rude e irônica, tratando mal os colegas, Professores e demais Funcionárendo nos Estados Unidos. Será que este é o des- centes. E nos diz que é mais fácil memorizar copirios da Escola.
tino da técnica no resto do mundo?
Por Gianni Carta
ando um texto à mão do que no teclado de um laptop. De fato, em bibliotecas francesas vejo muita
gente a copiar textos à mão, mas também detecto
centenas de laptops.
Para o horror dos franceses, a caligrafia está em Em entrevista para um website brasileiro, Francisvias de desaparição nos EUA.
ca Paula Toledo Monteiro, professora de alfabetiFico admirado quando vejo a letra cursiva que mi- zação infantil da Unicamp, pondera: “Não há utilinha filha de 12 anos aprimorou em cursos de cali- dade na letra cursiva nem em termos de coordenagrafia desde a maternal em escolas públicas na ção motora, porque essa coordenação não é testaFrança. É uma letra arredondada, pequena, uma da pela letra. Ela se dá na interação da criança
verdadeira arte.
com o mundo e com os outros”.
Desenha com igual habilidade em uma escola de Em miúdos, a criança obtém melhor coordenação
arte cuja professora ministra aulas no Louvre. (um dos motivos pelos quais se ensina caligrafia
Quando era um pouco mais velho que ela abando- na França) ao se alimentar com garfo e faca, ao
nei a letra cursiva pela bastão quando mudei para amarrar o tênis, ao aprender a chutar uma bola,
os Estados Unidos. Minha letra cursiva era um de- etc.
sastre, como a de meu filho de 9 anos, também ele Além disso, hoje nos comunicamos mais via outros
a estudar na França. Em contrapartida, ele lê muito meios: SMS, tweets, e-mails.
e é excelente aluno de matemática.
A letra bastão não é somente mais democrática –
Cada um de meus filhos tem aptidão para uma ma- mas ela está em sintonia com os novos tempos.
téria escolar, o que já é muito.
Ao invés de passar horas a aprimorar sua caligrafiPortanto, não vejo com horror, como a vasta maio- a, minha filha poderá desenhar mais, ir a mostras e
ria dos franceses, o fato de a caligrafia, e aqui refi- estudar história. Por sua vez, meu filho terá mais
ro-me ao ensino de letras cursivas redondas e liga- tempo para ler, estudar matemática e jogar bola.
das umas às outras, estar em vias de desaparição
Quanto a mim, que adotei há décadas a letra basem 45 dos 50 estados nos Estados Unidos.
Se na França a letra cursiva faz parte da identida- tão só uso lápis e papel para fazer anotações rápide nacional, nos EUA predominará, como tem sido das e, quando não uso gravador, para registrar as
o caso desde o início do século passado, a letra respostas de entrevistados. E só eu entendo meus
bastão, ou de fôrma. Esta é mais fácil de aprender garranchos.
e, segundo alguns pedagogos, mais democrática.
SOBRE CULTURA e CONHECIMENTO
Você pode ter todo conhecimento e cultura que o mundo oferece.
Pode ser dono das mais belas palavras. Pode ter feito várias faculdades e completado vários cursos.
Pode falar várias línguas. Isso faz te ti uma pessoa culta.
Mas a Sabedoria é algo muito maior que isso e um Sábio pode ter poucos conhecimentos, falar apenas
um idioma, talvez nem escrever tudo corretamente.
Pois Sábio é aquele que coloca seu conhecimento em PRÁTICA e a Sabedoria é conhecer e aplicar o
que se aprendeu, seja na vida ou na Universidade. Acumular conhecimento e não colocá-lo em uso no
dia dia é como ter um copo cheio de água próximo as mãos e não poder bebê-lo para matar a sede.
É de conhecimento da grande maioria
das pessoas que, devido ao fato da
criança ou jovem chegar na escola
sem o mínimo de educação familiar,
ocorrem uma série de problemas que
desencadeiam a indisciplina e tumultuam o andamento das atividades na
sala de aula, e que por esta razão,
muitas vezes, inviabiliza que o aprendizado ocorra de maneira satisfatória.
Sob este ponto de vista seria apropriado dizer que, neste caso, os pais são
responsáveis pela indisciplina e falta
de educação dos filhos e portanto, devem ser responsabilizados por isso.
Reflita comigo, se as crianças e jovens
chegassem com um mínimo de educação de casa, dada pelos pais, boa parte dos problemas de indisciplina dentro
da sala de aula estariam resolvidos.
Esse mínimo de educação envolveria
que o aluno soubesse seis questões
básicas:
Princípios básicos de boas maneiras
que todos devem trazer de casa:
1) Pedir “Por Favor” , diga “Obrigado”,
“Com licença “ e manter sempre o controle emocional;
2) Falar educadamente, sem usar gírias, palavrões, ou expressões de baixo calão;
3) Tratar com respeito todos a sua volta e jamais falar de alguém pelas costas;
4) Jamais usar de intimidação verbal
ou física (bullyng) para conseguir o
que deseja;
5) Ser íntegro: sustentar o que se diz e
faz e sempre enfrentar as consequências de seus erros;
Tico Santa Cruz 6) Jamais usar de mentiras, enganação e falsas acusações;
Rádio web CULTURAonline BRASIL
Links de acesso: www.culturaonlinebr.org /// www.formiguinhasdovale.org
Ahhh... Uma última dica: nunca superproteja os seus filhos e não acoberte
os seus erros ou mentiras... Eles, como qualquer outro, são sujeito a falhas
e erros e precisam arcar com as consequências disto...
Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 07
Contos, Poesias e Crônicas
6º ano da Gazeta Valeparaibana
Mais um ano de sobrevivência de
um projeto de educação.
Mas...
nhas do lado de fora, nas calçadas.
As flores brotam, as árvores ressuscitam.
As pessoas continuam intolerantes,
impertinentes, mal-educadas...
Assustadoras.
A primavera sempre chega, quando o Mas entendo, são os novos tempos da
inverno vai embora, para nos chamar individualidade.
sobre a oportunidade da renovação.
Por aqui ela chegou. Até que enfim... Mas me orgulho desta sexta primavera
de nosso jornal.
Estava com saudades de seu frescor, Me orgulho de poder manter esta unido cheiro das flores.
ão onde a individualidade se preserva
Já não faz tanto frio muito embora a- e se respeita.
meace uma chuvinha.
Vez ou outra, um grilo, algumas dúviLiberto-me agora do peso dos agasa- das, mas sinto algumas conquistas
lhos pesados.
comportamentais.
Nem capa de chuva precisa já que Não toco nas frutas, não pego nada
quero que a chuva da primavera regue voluntariamente, gosto de preservar e
meus pensamentos, fortificando-os.
de certa forma feliz por alimentar os
Revejo meu corpo, um ano a mais faz pássaros que são meus hóspedes toestragos.
dos os dias.
Sinto compaixão em vez de ódio.
Algumas rugas a mais e tão só.
Levanto com o canto do bem-te-vi e
durmo com o canto da coruja, isso
Estou mais leve e a agressividade vai quando não aproveito para escrever
algum texto como esta cronica demais
se amansando.
um aniversário,
Não mais dependo de ônibus para me
Evito, na medida do possível, minhas
locomover.
gargalhadas debochadas, meu gestiMeu Verona azul esse velhinho que cular espaçoso... Afim de não os asconservo, me leva para onde quero, sustar a natureza que me inspira.
não mais a velha Belina que agora repousa tranquila no canto da garagem Vou aprendendo a ser mais contido,
e á qual dedico algumas horas por se- primavera após primavera. E é com
mana. Não vendo e não troco, um a- muita alegria que todo o mês vejo comor inexplicável, afinal me serviu mais migo pessoas que de uma forma abde 20 anos, nunca me deixando na solutamente voluntariosa democratizam o conhecimento.
mão.
Meu Verona tem intimidade com a ci- Enfim, assim como a natureza renodade, sabe localizar bairros, avenidas, vando, ensinando, fazendo renascer
ruas, praças, parques e fontes, apren- ideias e sentimentos, somente eu envelhecendo.
deu com a Belina.
Em casa as janelas deixam entrar a Sejas bem vinda então Primavera e
luz do sol que cada vez brilha com que muitas outras se sucedam e semmais intensidade, deixando entrar pre renovadas para todos nós!
seus raios e menos poeira.
Obrigado a todos.
Os dias serão mais longos.
Os bares começarão a colocar mesiFilipe de Sousa
SOBRE POETAS
PEQUENO ESCLARECIMENTO
Os poetas místicos são filósofos doentes,
E os filósofos são homens doidos.
Porque os poetas místicos dizem que as
flores sentem
E dizem que as pedras têm alma
E que os rios têm êxtases ao luar.
Os poetas não são azuis nem nada,
como pensam alguns supersticiosos,
nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é
estar em silêncio - um silêncio que
subjaz a quaisquer escapes motorístiMas as flores, se sentissem, não eram flocos e declamatórios. Um silêncio... Esres,
te impoluível silêncio em que escrevo
Eram gente;
e em que tu me lês.
E se as pedras tivessem alma, eram coisas
vivas, não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.
SEM LUZ, SEM NADA
GenhaAuga
Por um momento a luz se apaga.
Num pequeno percalço da vida,
Ficamos sem luz
Acenda a vela que ela ilumina!
E num instante a vela resolve tudo
Quase tudo. Ou nada...
Tantas horas sem luz;
Sem internet,
Televisão,
Rádio,
Elevador,
Escada rolante,
“Chapinha”.
Ai, ai, face book, orkut, msn, note book.
Como viver sem isso tudo?
Por outro lado,
A vela resolve tudo...
Uma visão diferente;
A luz te deixa maquiada de sedução
A conversa, troca a intercomunicação
Vejo tuas mãos e não tua unha
Seu cabelo cacheado é sensual, não anormal
Não vejo celulites nem estrias
Vejo a pessoa que por um instante de mim se aproxima
E me dá calor
Sem nenhuma rima
Só amor! Nada combina.
Só nossos corpos e nossas vidas!
A intercomunicação,substituída
Por conversas,
Beijos e afagos, amor e sedução.
Descubro que a falta de amor
É o que a modernidade nos dá
É o que se perde,
Porque somos escravos do consumo
Que pensamos saber usar
Temos que viver e amar!
Não virar produto
Nunca mais quero que a luz se acenda...
(Em A Vaca e o Hipogrifo)
Mario Quintana
Alberto Caeiro
"Ideal seria que todas as pessoas soubessem amar, o tanto que sabem fingir"
CONTATOS: 055 12 9114.3431 - Emails: CONTATO: [email protected] - patrocí[email protected]
NOVEMBRO 2013
Gazeta Valeparaibana
Página 8
Histórias reais que o mundo conta
A CERCA - Parte VI
Continuação
Os postes eram feitos de tal maneira que uma
ponta se encaixava na extremidade do outro o que
já nos facilitaria.
Os japoneses nos deram três postes que encaixados renderam vinte e dois metros.
Para a ponta da broca foi usado um pedaço
de cano com um metro a qual foi soldado em
dos postes.
Na ponta deste cano soldado no poste foram
serrados seis dentes e travados alternadamente para dentro e para fora; os dentes para
dentro tinham que segurar o núcleo de terra
que ia forma-se nos canos. A um metro dos
dentes do cano foi feito um furo no cano para
saída de água; as emendas entre os canos
ficaram presas com pinos pois tinham que ser
desmontáveis.
Todo este serviço foi feito na oficina; um tripé,
feito por nos, de bambu gigante, uma corda
grossa de sisal e duas talhas duplas para fazer um cadernal completavam o equipamento;
tínhamos também uma broca para fazer o furo
inicial na terra
A bomba que tinha de ser do tipo com varetão, teria que ser fabricada na oficina bem como um cano com um flange na ponta para impedir o desmoronamento da terra e poder tirar
a bomba para eventuais consertos, este cano
tinha que sobressair da terra aproximadamente sessenta centímetros.
O diâmetro interno deste cano era o suficiente
para deixar passar a bomba.
Entre o furo na terra e este cano com o flange
ficou um espaço para formar um filtro que era
composto por um tipo de sisal, brita e areia
grossa, jogada alternadamente naquele espaço.
Nem tínhamos o equipamento, por esta razão
tínhamos que trabalhar bastante e a todo vapor.
O nosso mesmo grupo foi que começou a furar, para obter experiência, viramos a broca
por meio de uma travessa presa por braçadeiras aos canos.
Fazer o furo na terra foi fácil, mas quando
chegou a camada abrasiva foi ficando mais
difícil, pois parecia que os dentes da broca
não cortavam o material abrasivo, foi ai que
alguém deu um palpite de colocar um peso na
broca; aceitamos o palpite e quatro de nos
subimos na broca para ficar de pé nas traves-
sas, isto realmente resolveu o nosso problema, e como.
Todos nos havíamos participado da troca de
idéias, mas nenhum de nós havia imaginado
como ia ser o serviço com a broca.
A cada metro que a broca descia era içada
para remover o núcleo, havia etapas em que
a broca de repente baixava até a travessa, e
isto dava trabalho para içar, pois havia então
uma coluna de água de sete metros sobre o
núcleo.
Este poço experimental foi feito em dez dias
com a bomba colocada e produzindo água
cristalina de vinte e dois metros de profundidade. Mais dois grupos foram formados para
a furação, em três dias o novo poço estava
pronto, fizemos em total no campo, nove poços cavados e treze perfurados.
A epidemia de desinteira era muito séria, havia dias em que quinze a dezessete pessoas
morriam, seus corpos eram enviados a família
na medida do possível.
Os japoneses abriram uma vendinha no campo para vender fumo nativo e um tipo de açúcar mascavo extraído de uma palmeira, a Arenga Pinnata. Não vendiam comida, pois a
intenção era de nos deixar morrer lentamente,
outra razão era a de tirar dos prisioneiros o
resto de dinheiro que ainda tivessem no campo.
Começaram a furtar comida, alguém no nosso
barracão roubava pão dos companheiros,
principalmente dos mais velhos. Era uma situação muito séria, o responsável foi achado e
foi castigado com uma surra de cinta. Um dia,
na hora do almoço, meu pai notara que eu
não comia das folhas que eu apanhara, respondendo não estar com muita fome, as folhas foram divididas entre seis a oito pessoas.
Naquela noite fui acordado por uma pancada
na minha cabeça; levantei e tateando na escuridão peguei numa cabeça, pensei que fosse meu irmão; pedi ajuda acordando os outros
que acenderam a lâmpada. Era o Christoffel,
ele havia desmaiado, com uma maca foi levado ao hospital.
Ele estava com desinteria, talvez as folhas
estivessem contaminadas. Nos dias seguintes
foram hospitalizados, meu pai, meu irmão e
meu tio, além de mais uns outros. Não podíamos visitar os doentes, um enfermeiro dava
noticias à tarde. Felizmente todos se recuperaram, meu pai foi quem demorou mais a se
recuperar, houve até duvidas que ele se recuperasse, um dos médicos queria saber se ele
havia ingerido alguma coisa, a resposta foi
que meu pai mastigara algumas folhas de chá
preto e engolido apenas a saliva sem as folhinhas.
O medico sem pensar muito disse a meu pai
que isto era muito perigoso, poderia ter morrido. Meu pai já contava 57 anos e, portanto
teria que se recuperar sem medicamentos.
Também soube de outros que sobreviveram à
doença, Naerssen; aquele que principiou a
biblioteca: - Guilherme, eu vi a morte bem de
perto, estávamos num quarto bem pequeno,
com outros quatro e todos com mais de quarenta anos, evacuávamos só pus e sangue, já
nem usávamos roupas da cintura para baixo,
no terceiro dia de internação a primeira baixa,
o homem que estava próximo da porta, a fraqueza era tanta que nem alcançávamos ir ao
banheiro e nos dois dias subseqüentes os
meus companheiros de quarto se foram também, pensei que minha vez também chegaria,
entretanto nem percebera que a freqüência
das idas ao banheiro havia diminuído, não importa como, escapei por um milagre!
Havia outro problema; um soldado japonês
tinha o hábito de entrar no campo de surpresa
de modo que as pessoas não tinham tempo
de fazer continência e, portanto apanhavam.
Na área pertencente ao hospital, havia um
gramado onde os convalescentes ficavam deitados ao sol, aquele soldado de vez em quando aparecia por lá para dar vazão ao seu sadismo, pulando de botas sobre os que lá estavam; muitos não resistiam, o japonês foi chamado de papa defunto.
Nós quase não ganhávamos carne, uns dez a
doze cubinhos de uns dois centímetros em
cada tambor de 250 litros de liquido era a nossa parte.
Ao japonês cabia a parte do leão, o que se
destinava ao hospital não era ruim e a razão
era de dar alta o mais rápido possível aos
convalescentes.
Num terreno atrás do matadouro um rapaz
que era do nosso barracão, reparou num
monte de ossos e decidiu levar alguns que
continham tutano para fazer uma sopa, o pessoal do matadouro avisou que os ossos já estavam estragados, mas ele não deu ouvido e
foi-se embora. Três dias depois ele estava
morrendo, pediu a presença do comandante
do barracão e de um padre, antes de fechar
os olhos pediu perdão de seus pecados, confessando-se a pessoa que roubava pão à noite em nosso barracão.
Certa manhã não levantei muito disposto, estava sonolento, chegando ao serviço o chefe
reparou e mandou-me para o medico, constatou que eu estava com icterícia para o qual
ele não tinha remédio. Eu precisava comer
açúcar e manter repouso, era meu dia de sorte, pois estavam fazendo distribuição de açúcar e eu consegui comprar algum também,
em poucas horas consumi um quilo e duzentos gramas.
O repouso tornou-se um castigo para mim;
durante o dia tinha sono, mas não conseguia
dormir por causa da movimentação no barracão, mas a noite não tinha sono. Eu contava
telhas e ripas, pois o barracão não tinha forro;
e os percevejos me incomodavam. Não eram
dezenas ou centenas, mas milhares de insetos que vinham na minha direção enquanto eu
estava deitado no chão. Peguei o que havia
sobrado do meu colchão e o coloquei sobre a
mesa, pensava estar livre deles, entretanto
eles subiam pelos pés da mesa, voltei para o
chão e lá fiquei por dez dias...
havia sido tão duramente castigado por ter
vendido ao japonês um relógio como sendo
da marca Mido, mas que do Mido só tinha o
mostrador...
CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO
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Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 9
E agora José?
Para onde caminha a humanidade? (II)
Uma célebre frase de Molière diz que “Não somos
responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer”. Muito se tem
falado no que se tem feito para diminuir a violência. Mas o que deixamos de fazer? E é nesse ponto que entramos com aquilo que dissemos da terceirização das responsabilidades.
A violência ganha um sentido mais amplo se nos
responsabilizarmos por aquilo que deixamos de
fazer. Percebam que, quando deixamos de verificar uma lição de casa, ou quando permitimos que
uma criança se exceda em sua birra, ou damos à
criança muito além daquilo que seria necessário,
no intuito de aplacar nossa consciência pela ausência provocada por nós mesmos e pela desculpa de não ter tempo em função do trabalho ou algo
assim, estamos afastando essa criança do convívio e com o tempo passando ela irá tomar isso como desinteresse dos pais por ela, daí à violência é
um passo, pois o que ela quer é atenção, ser repreendida, coisa que nunca foi.
A violência abrange todos os níveis sociais, e a
violência escolar é apenas uma das facetas da violência que vemos emergir por aí, ela não tem preferência por cor, raça, religião ou condição social.
Na organização da nossa sociedade atual ela adquire um papel primordial devido às interações de
uma série de fatores políticos, socioeconômicos e
também culturais tanto de grupos sociais como de
áreas determinadas. Porém cabe destacar um grupo especialmente vulnerável que são as crianças e
adolescentes. Considerando a escola como um
Viver em sociedade é
um desafio porque às
vezes ficamos presos a
determinadas normas
que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou
do nosso não-ser...
Quero dizer com isso que nós temos,
no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que
se perguntarmos - Quem somos? Não
saberemos dizer ao certo!!!
espaço de socialização do indivíduo, é óbvio que 2. Babá não é mãe, babá deve ser um compleos conflitos irão aparecer.
mento às necessidades da família.
Vamos nos arriscar a dizer que a violência pode 3. Aluno é aluno durante um ano, ou um período.
ser fruto da falta de educação. Ora, se a terceiriza- Filho é filho para sempre.
ção da educação é uma realidade moderna porque
não também dizer que a banalização da violência 4. Dizer não ao seu filho não vai traumatizá-lo. Vai
ensinar que ele não pode ter tudo e que não é a
escolar também o é.
pessoa mais importante do mundo.
O que gera muitas vezes na escola a violência
(verbal, física ou intelectual) é a falta de educação. 5. Escola não é reformatório. Escola é um espaço
A sociedade moderna é uma sociedade de privilé- de interação social para que se aprendam os congios, e não de direitos (e muito menos de deve- teúdos mínimos para viver em sociedade.
res). Todo mundo está certo e todo mundo tem 6. Pai e mãe devem ser os responsáveis pelos arazão. Chegamos a pensar que está faltando nor- tos dos seus filhos.
mas claras de convivência em sociedade.
7. Proteger seu filho quando estiver errado hoje
Ao longo dos tempos quem ditava tais normas era pode significar assumir a culpa por um assassinato
a Igreja. Em outros tempos as normas foram dita- amanhã (ainda que [não] seja só um acidente bedas pelos governos. Consequentemente a família ber e dirigir).
ditava as normas aos seus filhos e aos filhos dos
8. Não espere que seus filhos não sigam seus efilhos. Com a quebra do poder da igreja e com a
xemplos. Nenhuma criança aprende a falar mal,
abertura para a democracia o Brasil deixou de ter
brigar, ser nervoso, cuidar da vida alheia, fazer
normas claras de convivência. Os valores de uma
picuinhas, distribuir fofocas e ser mal educado soépoca se perderam e não existe mais o porque de
zinho.
se cumprir com determinadas tarefas, ou de respeitar determinadas pessoas (como se umas me- 9. Não acredite que a sociedade ou “a vida” vai
educar o seu filho. Muito pelo contrário, o que porecessem mais respeito do que outras).
dem fazer é ensinar, e geralmente, aquilo que não
Na política a corrupção se banalizou e virou algo
presta.
aceitável. A legislação trouxe demasiados privilégios para o mundo do crime. O poder público tirou 10. Não adianta chorar pelo leite derramado. Ou
a responsabilidade dos pais sobre a educação do seja, se não educar seu filho desde cedo, não vai
seu filho (inclusive proibindo a palmada pedagógi- adiantar querer começar aos quinze anos de idaca). A Constituição de 1988 é bem clara quando de, quando talvez já for tarde de mais.
diz no artigo 205 que “A educação, direito de todos
e dever do Estado e da família, será promovida e Omar de Camargo
incentivada com a colaboração da sociedade, vi- Técnico Químico
sando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu Professor em Química.
Pós-Graduado em Química.
preparo para o exercício da cidadania e sua [email protected]
cação para o trabalho”. Ora, neste momento a educação está sendo colocada antes, pelo Estado Ivan Claudio Guedes
Geógrafo e Pedagogo. Especialista em Gestão Ambiendo que pela família (esta em segundo lugar).
tal, Mestre em Geociências e doutorando em Geologia.
No que diz respeito a educação, aquela que a fa- Articulista e palestrante.
mília deve colocar aos seus filhos, e os limites e os [email protected]
valores que desejam inserir é preciso repetir a célebre frase “quem pariu Mateus que o crie”. Sendo
assim, vale algumas dicas:
1. Professor não é pai. Professor deve ensinar
competências e habilidades conforme um plano de
ensino.
Seria difícil conceber castigo mais demoníaco, pudesse uma tal coisa ser
posta em prática, do que abandonar
uma pessoa à deriva na sociedade por
forma a passar despercebida a todos
os seus membros.
Que desafio, hein?
Se ninguém se voltasse para nós ao
ver-nos entrar em casa, se ninguém
nos respondesse quando nós falássemos, ou se preocupasse com o que
nós fizéssemos, mas se toda a gente
que conhecêssemos nos «desligasse
do mundo» e agisse como se fôssemos
entidades inexistentes, não tardaríamos a ser tomados de uma espécie de
desespero de raiva e impotência, de
que a mais cruel das torturas corporais
seria um alívio.
Clarice Lispector
William James
Agora de uma coisa eu tenho certeza:
sempre devemos ser autênticos, as
pessoas precisam nos aceitar pelo que
somos e não pelo que parecemos ser...
Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência.
E você... O que pensa disso?
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Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Profissão Cidadão -
Página 10
Mais uma vez venderam o Brasil
LIBRA - Pré-Sal
Fernando Henrique Cardoso (1998): “Dinheiro da venda da Vale do Rio Doce será para amortizar a dívida externa e para investir na Educação”.
Dilma Rousseff (2010) - “Privatizar o pré-Sal é um crime de lesa a Pátria”.
Dilma Rousseff (2013) - “Royalties do Pré-Sal serão para investir na saúde e
na educação”.
Haja IR e CSLL para elevar o retorno do barril do Estado brasileiro de 24,2% para uma
participação governamental de 75%.
A figura abaixo mostra a contribuição econômica da Petrobras em 2011 e 2012.
"A Noruega já arrecada duas vezes mais que o Brasil no regime de concessão e, provavelmente, vai continuar arrecadando duas vezes mais que no regime de partilha.
(...) O grande derrotado no leilão de Libra é a educação e a saúde, pois agora fica até
difícil saber quanto essas áreas vão receber."
Na verdade não houve leilão, pois não houve concorrência. Ninguém quis oferecer
mais excedente em óleo para a União e, ainda assim, correr o risco de perder a disputa. A Petrobras para arrefecer os nacionalistas aumentou a participação de 30%
para 40%, os chineses, a Total e Shell acharam melhor dividir o grande tesouro de
Libra e ficar, cada um, com 20%, sem correr risco. Afinal, 20% de um tesouro é, também, um tesouro.
Ficou bom para todo mundo, menos para o povo brasileiro, pois 41,65% não é o excedente em óleo mínimo para a União. Com petróleo a US$ 60 por barril e produção média dos poços de 4 mil barris por dia, o excedente em óleo da União é de apenas
9,93%; com o petróleo a US$ 80 por barril, o excedente será de 15,2%. Ou seja, o
risco é todo do Estado brasileiro; os contratados sempre ganham.
Em 2009, o campo de Marlim pagou uma participação especial de 30,7%. Se operasse nos termos do edital do regime de partilha de Libra, o excedente em óleo seria de
9,93%. O regime de concessão pagaria três vezes mais que o regime de partilha
de Libra. Ressalte-se, contudo, que os royalties no regime de partilha (15%) são maiores que na concessão (10%). No entanto, no cômputo geral, o regime de partilha pode
pagar menos para o Estado brasileiro que o regime de concessão, em função do de- Obs.: sempre é bom lembrar que o ICMS, CIDE e PIS/COFINS são pagos pela sociesempenho dos poços e dos preços.
dade brasileira. A Petrobras simplesmente repassa para os preços. Ela é simplesmente uma repassadora desses tributos.
Na verdade, tecnicamente, o edital de Libra é muito ruim!
Na verdade, o IR e a CSLL não são pagos por campo. No balanço, as empresas utiliA Noruega já arrecada duas vezes mais que o Brasil no regime de concessão e, pro- zam todos os artifícios contábeis imagináveis e inimagináveis para pagar menos tribuvavelmente, vai continuar arrecadando duas vezes mais que no regime de partilha. tos. Daí a famosa frase de que são somente os assalariados pagam corretamente
o IR.
O grande derrotado no leilão de Libra é a educação e a saúde, pois agora fica até
difícil saber quanto essas áreas vão receber. Os recursos para educação e saúde vão Os vencedores do leilão de Libra vão usar artifícios contábeis semelhantes ao
depender muito da produção média dos poços e do preço do petróleo no mercado in- da Vale, por exemplo, que tem uma lucratividade enorme no setor mineral e paga baiternacional.
xíssimos valores de IR e CSLL. A participação governamental teórica é acima de 32%,
O regime de concessão era muito ruim em termos de arrecadação estatal, mas era,
pelo menos, consistente tecnicamente. Libra certamente pagaria uma participação
especial próxima de 40% da receita líquida, pois vão ser produzidos, no mínimo, 8
bilhões de barris no período do contrato. O que gerará uma produção média da ordem
de 1 milhão de barris por dia.
na prática é abaixo de 8%, ou seja 4 vezes menor. O lucro líquido e o custo dos produtos vendidos da Vale, mostrados abaixo, não têm nada a ver com a rentabilidade
das jazidas de minério de ferro em produção. Balanço e Demonstração de Resultado
são um mundo à parte.
Mas o papel e o discurso fácil aceitam tudo. Quem quiser acreditar em Papai Noel que
acredite.
No regime de partilha, o percentual do Estado pode variar de 9,93% a 45,56%, o que
Paulo Cesar
representa uma média de 27,8%. Esse percentual é muito menor que o percentual da
participação especial no regime de concessão.
O propalado percentual de 75% de receita líquida para o Estado é irreal, basta analisar o balanço de Petrobras em relação ao Imposto de Renda - IR e à Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido - CSLL. No ano de 2012, a Petrobras pagou de R$ 15,6
bilhões de royalties, 15,9 bilhões de participação especial e R$ 4,85 bilhões de IR e
CSLL.
Se os 75% de Libra fossem verdade, o campo de Lula, que vai gerar uma participação
especial próxima de 40%, sem nenhum risco para a União, pois não depende de produção média dos poços e do preço do petróleo, deverá gerar mais de 75%, já que
a Petrobras tem uma participação bem maior que em Libra e a participação especial
garantida. Em síntese, Lula deve gerar mais arrecadação para o Estado brasileiro que
Libra. Dá para acreditar?
Se o regime de concessão é muito ruim, o edital de Libra consegue ser ainda pior! Só
que o regime de concessão foi concebido pela direita e o regime de partilha pela
esquerda . A verdadeira esquerda deveria defender o monopólio executivo da União ou a contratação da Petrobras como prestadora de serviços em Libra. Só assim,
teríamos receitas estratégicas para as áreas sociais.
Em 2012, a receita operacional líquida da Petrobras com a produção de petróleo e gás
natural foi da ordem de R$ 150 bilhões e o pagamento de royalties, participação especial e IR/CSLL foi de R$ 36,25 bilhões. Assim, o retorno por barril para o Estado brasileiro, em 2012, foi de 24,2%. Na Noruega, esse retorno é, em média, de 80%.
NOVEMBRO 2013
Gazeta Valeparaibana
Página 11
Culturas Brasileiras
quências da colonização foram tamanhas que, atualmente, que foi um resultado da adaptação dos cozidos portugueses.
apenas algumas nações indígenas ainda existem e conse- A cachaça, que foi criada nos engenhos como substituto para
a bagaceira portuguesa, e alguns pratos portugueses como
guem manter parte da sua cultura original.
Segundo o Dias bacalhoadas também se incorporaram aos hábitos brasicionário Auré- Durante a colonização a cultura e os conhecimentos indíge- leiros.
lio, a cultura nas foram determinantes. Tanto que o principal destaque
pode ser defini- nesse período foi a influência indígena na chamada língua Nas artes, a cultura dos portugueses foi responsável pela
da como um geral, uma língua derivada do Tupi-Guarani com termos da introdução dos grandes movimentos artísticos europeus cocomplexo dos língua portuguesa que serviu de língua franca no interior do mo o renascimento, maneirismo, barroco, rococó e neoclassipadrões
de Brasil até meados do século XVIII, principalmente nas regi- cismo. Com isso a literatura, pintura, escultura, música, arquicomportamen- ões de influência paulista e na região amazônica. Atualmen- tetura e artes em geral no Brasil colônia eram muito baseato, das crenças, te, o português brasileiro guarda inúmeros termos de origem das na arte portuguesa. Essa referência pode ser vista nos
das instituições, das manifestações artísticas e intelectuais indígena, especialmente derivados do Tupi-Guarani. Dentre escritos do Padre Antônio Vieira,na decoração de talha doutransmitidos coletivamente, e típicos de uma sociedade. Ou eles estão os nomes na designação de animais e plantas rada e nas pinturas de muitas igrejas coloniais. As intervenseja, é o conjunto formado pela linguagem, crenças, hábitos, nativos como o jaguar, a capivara e o ipê, e a presença muito ções portuguesas seguiram após a Independência, tanto na
arte popular como na arte erudita. E muito do que o Brasil é
pensamentos e arte de um povo, que no caso do Brasil é um frequente na toponímia por todo o território.
dos mais plurais do mundo.
Também recebeu forte influência indígena o folclore das regi- hoje, tem forte apelo à cultura dos colonos misturada com as
culturas dos demais povos que habitaram o País.
Durante os séculos de colonização, o território brasileiro foi ões do interior do Brasil, com os seres fantásticos como o
palco de uma fusão primordial entre as culturas dos indíge- curupira, o Saci-Pererê, o boitatá e a Iara. Na culinária, a A influência africana
nas, dos europeus, especialmente portugueses, e dos escra- herança indígena está na mandioca, na erva-mate, no açaí, A cultura africana é extremamente diversificada e suas caracna jabuticaba, nos inúmeros pescados e em pratos típicos
vos trazidos da África subsaariana.
como o pirão. Apesar desses legados terem uma boa repre- terísticas retratam tanto a história do povo quanto a do contiFoi nesse período que se deu o início da formação cultural sentatividade no País, a influência indígena se faz mais forte nente – considerado o território habitado a mais tempo na
brasileira que, mais tarde, também recebeu influências da em certas regiões brasileiras como o Norte do Brasil, em que Terra. Isso acontece porque os habitantes da África evoluíimigração de europeus não portugueses e povos de outras os grupos conseguiram se manter mais distantes da primeira ram em um ambiente cheio de contrastes e com várias diculturas, como árabes e asiáticos. Países como a França, a ação colonizadora.
mensões.
Inglaterra e os Estados Unidos, grandes centros culturais do
Culturalmente eles diferem muito entre si, falam um vasto
planeta, não ficaram de fora desse contexto e também expor- A influência portuguesa
número de línguas, praticam diferentes religiões, vivem em
taram seus hábitos e produtos para o Brasil, formando assim Colonizadores do território brasileiro por 322 anos, de todos habitações diversificadas e se envolvem em inúmeras atividauma sociedade altamente miscigenada.
os povos que chegaram no País os portugueses foram os des econômicas. Tribos, grupos étnicos e sociais formam
Dentre todos esses povos, os que exerceram maior influência que mais exerceram influência na formação da cultura brasi- essa população de costumes, tradições, línguas e religiões
no Brasil foram os portugueses, que deixaram como principal leira. Durante todo período de colonização cidadãos portu- específicas.
herança a língua portuguesa, falada por todos seus habitan- gueses foram transportados para as terras sul-americanas, No Brasil, a cultura africana chegou através do tráfico negreites. Além da linguagem, os colonizadores também implemen- influenciando não só a sociedade que viria a se formar, como ro que trouxe para o País povos da África na condição de
taram no território a religião católica, crença da maioria da também as culturas dos povos que já existiam. O evento que escravos. Formados principalmente por bantos, nagôs, jejes,
população, e os seres fantásticos do folclore como o bumba- mais trouxe implicações políticas, econômicas e culturais hauçás e malês os africanos tiveram sua cultura repreendida
para o Brasil foi a mudança da corte de D. João VI para o pelos colonizadores.
meu-boi, o bicho-papão e o lobisomem.
A colonização europeia foi tão forte que praticamente elimi- Brasil, em 1808. A partir daí a imigração portuguesa foi cons- Na colônia os escravos aprendiam o português, chegavam a
nou as demais culturas dos povos indígenas e africanos. tante e perdurou até meados do século XX.
ser batizados com nomes portugueses e obrigados a se conMesmo assim, eles conseguiram deixar no País um pouco de A mais evidente herança portuguesa para a cultura brasileira verterem ao catolicismo. Mesmo assim foram eles que ajudaseu conhecimento nas línguas, culinária e folclore brasileiros, é a língua portuguesa, atualmente falada por todos os habi- ram a dar origem às religiões afro-brasileiras, difundidas atuinfluenciando com seus costumes na cultura local atual.
tantes do País. Difundida principalmente pelos padres jesuí- almente em diversas regiões do País. As mais praticadas no
Tudo o que se vê hoje culturalmente nas regiões brasileiras é tas, o português era no início da colonização considerado Brasil são o candomblé e a umbanda.
resultado da reunião das crenças de todos esses povos que, língua geral na colônia, ao lado do tupi. Com a proibição do Porém, a contribuição dos africanos na cultura brasileira não
direta ou indiretamente, transmitiram suas características tupi em virtude da chegada de muitos imigrantes da metrópo- se limitou à religião. Dança, música, culinária e idioma receculturais e formaram o que hoje é o Brasil: um conglomerado le, o português fixou-se definitivamente como o idioma do beram influências que prevalecem no Brasil até os dias de
de povos, culturas, crenças, cores e movimentos. Por mais Brasil. Das línguas indígenas, ele herdou as palavras ligadas hoje. Na culinária regional, por exemplo, a herança africana é
que esses povos tenham sido marcados no passado pelas à flora e à fauna (abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha), evidente, principalmente na Bahia. O dendezeiro, uma palcontradições do conflito e da convivência, atualmente o Brasil bem como nomes próprios e geográficos.
meira africana da qual se extrai o azeite de dendê, foi introduconstitui uma nação de traços singulares, de convivência Outro importante legado português foi a religião católica, zido na região pelos escravos e é hoje utilizado em vários
pacífica e baseada no respeito e na coletividade.
crença de grande parte da população brasileira. O catolicis- pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o
mo, profundamente arraigado em Portugal, deixou no Brasil acarajé. Já o idioma brasileiro ganhou novas palavras coA influência indígena
as tradições do calendário religioso, suas festas e procissões, mo batuque, moleque, benze, macumba e catinga.
Primeiros habitantes do território brasileiro, os índios se divi- tornando-se a religião oficial do Estado até a Constituição
dem em diversos povos de hábitos, costumes e línguas dife- Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. Atualmen- A música também foi muito favorecida pela cultura africana,
rentes. Cada tribo possui sua cultura, religião, crenças e co- te, o Brasil é considerado o maior país do mundo em número que contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da
nhecimentos específicos. Os Ianomâmis, por exemplo, falam de católicos nominais. De acordo com o IBGE 73,8% da po- música popular brasileira. Um exemplo disso é o gênero musical lundu, que juntamente com outros gêneros deu origem à
quatro línguas, já os Carajás falam apenas uma. Os Guaranis pulação brasileira declara-se católica.
manifestam sua cultura em trabalhos em cerâmica e em ritu- Além da língua e da religião, vários folguedos populares co- base rítmica do maxixe, samba, choro e bossa nova. Além da
ais religiosos, enquanto os Tupis acreditam ser dominados mo o bumba-meu-boi, o fandango e a farra do boi denotam contribuição rítmica, também foram trazidos alguns instrupor um ser supremo designado Monan. A diversidade cultural grande influência portuguesa. No folclore brasileiro, são de mentos musicais como o berimbau, o afoxé e o agogô, todos
presente entre as culturas indígenas brasileiras é proporcio- origem portuguesa os seres fantásticos como a cuca, o bicho de origem africana.
O mais conhecido deles no Brasil é o berimbau, instrumento
nal a existente hoje em todo o Brasil.
-papão e o lobisomem, e muitas das lendas e jogos infantis utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da caApesar da colonização europeia ter praticamente destruído a como as cantigas de roda. Duas das festas mais importantes poeira. No folclore são de origem africana as danças de catepopulação indígena não só fisicamente, através de guerras e do Brasil, o carnaval e a festa junina, também chegaram no retê, jongo e o samba, e os instrumentos musicais atabaque,
escravidão, como também culturalmente, pela ação da cate- Brasil por influência dos portugueses.
a cuíca e a marimba.
quese e intensa miscigenação com outras etnias, a cultura e A culinária brasileira também recebeu algumas interferências
os conhecimentos desse povo acabaram por influenciar par- dos colonizadores. Muitos dos pratos típicos do País, por Fontes:
cialmente a língua, a culinária, o folclore e o uso de objetos, exemplo, são o resultado da adaptação de pratos portugue- Portal online Wikipédia
como as redes de descanso, no Brasil. Porém, as conse- ses às condições da colônia. Um deles é a feijoada brasileira, Portal online Info Escola
Formação Cultural Brasileira
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Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 12
Socializando ideias
A Voz e o Silêncio
A Voz perguntou ao silêncio o motivo daquela
mesquinharia verbal. O Silêncio, então respondeu, com sua habitual eloquência. A Voz
prosseguiu, mal percebendo a resposta lacônica. Passou a dissertar sobre os tantos defeitos que percebera no Silêncio e que o levavam a (não)agir desta forma. Prosseguiu o
Silêncio a ouvir atentamente.
E, apesar dos tantos defeitos apontados, a
Voz lembrou também das virtudes do Silêncio,
disse que era um bom amigo e que sabia
guardar segredo, ainda que, noutras ocasiões
ele fosse tão insuportável. Pediu também para
que parasse com aquele ar condenatório e
aquela insuportável pose de arrogância e disse que ele deveria aceitá-la do jeito que é.
Lembrou a ele de sua tristeza, depressividaEDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO. O QUE EU
TENHO A VER COM ISSO?
- Qual o percurso realizado pelos seus alunos ou
filhos de casa para a escola?
- Que transporte utilizam?
- Você já observou que
onde há escola, há um
grande fluxo de pessoas,
de veículos e o trânsito se
de, melancolia, e disse, categórica, que não
havia nada como a alegria. O Silêncio olhou e No fim de sua vida, a Voz, já cansada e abatideu de ombros.
da, contemplava o Silêncio e percebia que haviam ficado bastante parecidos, apesar da eA Voz prosseguiu em sua atividade, ora agra- norme diferença de idade, afinal, seu compadecendo o amigo, por escutar com tanta paci- nheiro era muito mais velho. Sem muita enerência seus desatinos e suas tolices, ora recla- gia, contemplava sua serenidade e notava
mando acintosamente por julgar que ele não que, apesar de toda a energia gasta, dos vaiajudava em nada, não dava nenhum conselho e-vens, das andanças e loucuras e da imprese, enfim, pelo desprezo que ele tinha por ela, são de ter feito tanta coisa, quase não se difeque, afinal, sempre fora uma amiga tão leal. renciava, neste quesito, do amigo Silêncio.
Compreendia agora que, em todos os moÀs vezes irritada, às vezes depressiva, mas mentos e por todos os lugares, estivera semsempre falante, continuou, por toda a vida, a pre acompanhada deste amigo.
Voz que, depois de iniciar-se, por volta dos Sentido suas forças se esvaírem, tentou ainda
dois anos de idade, não se recordava de ter balbuciar uma última palavra, sendo contida
parado, a não ser para dormir, quer dizer... por um dedinho indicador terno pousando soisso quando parava.
bre os seus lábios. Ouviu, pela primeira e última vez o silêncio dizer:
Usava ela o velho “No caminho com Maiakóvski” que julgava ser uma prova irrefutável - Shhh! Não precisa dizer nada.
de sua importância no mundo. Gostava de jogar isso na cara do Silêncio. Chamava-o de E calada, enfim, contemplou a face serena e
inerte, inútil, de fazer pouco pelo bem da hu- silenciosa e esta parecia lhe dizer tanta coisa,
manidade. Falou que ele era reacionário, pois parecia dotado de uma linguagem tão compleconsentia com os males do mundo e que só a xa que somente agora, em seu leito de morte,
Voz do povo poderia mudar esse estado de podia compreendê-la.
coisas. E depois de falar, falar, falar agradeceu-lhe por aquele clima de paz. Disse que, Lembrara, em seu último suspiro, de uma iàs vezes, era escrava das palavras, parafra- magem de Lispector a lhe dizer “o silêncio
seando Shakespeare. O Silêncio sorriu com o não é o vazio, é a plenitude”.
canto da boca.
Welton Oda
primeira causa externa de morte na infância é provocada no trânsito. Uma grande parte das crianças vai para as escolas em transportes escolares,
seja aluno de escolas públicas ou privadas. Não
só as crianças que utilizam os transportes, sejam
escolares ou veículos particulares, como todos os
pedestres, estão sujeitos a grandes riscos de acidentes, pois tanto na entrada como na saída das
escolas, existe um grande fluxo de veículos e pedestres, colocando em risco a vida das crianças,
jovens e adultos.
duz as crianças dentro da legislação, não respeita
as normas de circulação, não utiliza o cinto de segurança nos bancos traseiros, e os condutores
não praticam a direção defensiva. É comum observamos transportes escolares trafegando nas
ruas e avenidas, principalmente nos grandes centros, da mesma forma que é comum observamos
crianças penduradas nas janelas, em pé, sem cinto de segurança e sem o mínimo de segurança.
Qualquer cidadão, seja pai, aluno, professor ou
condutor, deve ficar atento as normatizações, cuitorna congestionado?
Hoje, estamos chamando atenção para as crian- dar da segurança, não esquecer que a vida deve
ças que vão para a escola de transporte escolar, ser preservada. Não esqueça, a criança precisa
No Brasil no ano de 2005, cerca de 2.500 crian- ou melhor, chamando a atenção dos pais ou res- estar saudável e precisa estar viva na escola!
ças morreram no trânsito, vitimas de atropelamen- ponsáveis, para que cuidem da vida das crianças,
www.blogdotransito.com.br
tos ou de colisões na condição de passageiros. A pois uma grande parte dos transportes não con-
ATENÇÂO
A Gazeta Valeparaibana, um veículo de divulgação da OSCIP “Formiguinhas do Vale”, organização sem fins lucrativos, somente publica
matérias, relevantes, com a finalidade de abrir
discussões e reflexões dentro das salas de aulas, tais como: educação, cultura, tradições, história, meio ambiente e sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental, além da transmissão de conhecimento.
Assim, publica algumas matérias selecionadas
de sites e blogs da web, por acreditar que todo o
cidadão deve ser um multiplicador do conhecimento adquirido e, que nessa multiplicação, no
que tange a Cultura e Sustentabilidade, todos
devemos nos unir, na busca de uma sociedade
mais justa, solidária e conhecedora de suas responsabilidades sociais.
No entanto, todas as matérias e imagens serão
creditadas a seus editores, desde que adjudiquem seus nomes.
Caso não queira fazer parte da corrente, favor
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NOVEMBRO 2013
Gazeta Valeparaibana
Página 13
Reflexões
Nasceste antes de
1986????
Então lê isto...
Se não... lê na mesma...
Passávamos horas a fazer carrinhos
de rolamentos e depois andávamos a
grande velocidade pelo ladeira abaixo, para só depois nos lembrarmos
que esquecemos de montar o freio e
ai a queda era certa, rolando junto
com o carrinho de rolimã.
Criávamos jogos com paus e bolas; Para eles sempre houve uma só Aleeu mesmo construí minha primeira manha e um só Vietnam.
guitarra e tocou em um show.
O HIV sempre existiu.
Se infringíssemos a lei era impensá- Os CD's sempre existiram.
vel os nossos pais nos perdoarem. O Michael Jackson sempre foi branco.
Eles estavam do lado da lei.
Nem me lembro o que fiz, só sei que Para eles o John Travolta sempre foi
Depois de acabarmos num barranco um dia meu pai me levou ao Quartel redondo e não conseguem imaginar
aprendíamos e o próximo carrinho já da Guarda para que o Comandante que aquele gordo tivesse sido um
deus da dança.
vinha com freio.
me desse uma lição de moral.
Saíamos de casa de manhã e brincá- Esta geração produziu os melhores Acreditam que Missão impossível e
vamos o dia todo, desde que estivés- inventores e criadores de sempre.
Anjos de Charlie, são filmes do ano
semos em casa antes de escurecer.
passado.
Estávamos incomunicáveis e nin- Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
De acordo com os reguladores e bu- guém se importava com isso.
Não
tínhamos
Play
Station,
X
Box..
rocratas de hoje, todos nós que nasTínhamos liberdade, fracasso, sucescemos nos anos 40, 50, 60, 70 e Nada de 40 canais de televisão, fil- so e responsabilidade e aprendemos
princípios de 80, não devíamos ter mes de vídeo, home theater, celula- a lidar com tudo.
sobrevivido até hoje, porque as nos- res, computadores, DVD, Chat na
És um deles?
sas caminhas de bebê eram pintadas Internet.
Parabéns!
com cores bonitas, em tinta à base
Mas... tínhamos amigos - se os qui- Passa este texto a outros que tivede chumbo que nós muitas vezes
séssemos encontrar sabíamos onde ram a sorte de crescer como verdalambíamos e mordíamos.
estavam, na nossa rua.
deiras crianças, antes dos advogaNão tínhamos frascos de medicaJogávamos ao elástico e à barra e a dos e governos regularem as nossas
mentos com tampas 'à prova de cribola até doía!
vidas, 'para nosso bem'.
anças', ou cadeados nos armários e
Caíamos das árvores, cortávamo- Para todos os outros que não têm a
podíamos brincar com as panelas.
nos, e até alguns ossos quebrados, idade suficiente, pensei que gostasQuando andávamos de bicicleta, não
pedradas na testa, etc. mas sempre sem de ler acerca de nós.
usávamos capacetes.
sem processos em tribunal.
Isto, meus amigos é surpreendenteQuando éramos pequenos viajávaHavia lutas. Guerra da Praça; Rua de mente medonho... E talvez ponha um
mos em carros sem cintos e airbags,
Baixo contra a Rua de Cima... mas sorriso nos vossos lábios.
viajar á frente era um bônus.
sem sermos processados.
A maioria dos estudantes que estão
Bebíamos água da mangueira do jarBatíamos ás portas de vizinhos e fu- hoje nas universidades nasceu em
dim e não da garrafa e como nos degíamos e tínhamos mesmo medo de 1986, ou depois.
liciávamos.
ser flagrados.
Chamam-se jovens.
Comíamos batatas fritas, pão com
Íamos a pé para casa dos amigos.
Nunca ouviram 'we are the world' e
manteiga e bebíamos gasosa com
açúcar, mas nunca engordávamos Acreditem ou não íamos a pé para a uptown girl conhecem de westlife e
porque estávamos sempre a brincan- escola; não esperávamos que a ma- não de Billy Joel.
mã ou o papá nos levassem.
do na rua.
Nunca ouviram falar de Rick Astley,
Partilhávamos garrafas e copos com
Banarama ou Belinda Carlisle.
os amigos e nunca morremos disso.
Ainda persiste em diversos segmentos da sociedade brasileira a visão da
defesa do meio ambiente como entrave ao progresso, à criação de novos empregos, ao crescimento das
exportações, ao desenvolvimento do
país.
Se analisarmos com cuidado os fatos, perceberemos que as duas visões, do ambiente como cenário e de
seus defensores como antidesenvolvimentistas, estão fundamentadas na
falta de conhecimento ecológico, na
pouca compreensão do funcionaQUE MUNDO QUEREMOS?
mento da natureza e do equilíbrio
ecológico como fundamental para a
É comum ouvirmos dizer que as pre- manutenção da Teia da Vida.
ocupações com as questões ambientais só são válidas em sociedades A palavra ecologia, vem do grego
que já resolveram seus problemas óikos que significa casa, lar; ecologibásicos de moradia, saúde, educa- a, portanto, é a ciência da administração, trabalho, pobreza. Em países ção do Lar-Terra, da Pacha-Mama,
em desenvolvimento, há questões grande mãe, como nosso planeta era
mais sérias com que se preocupar do designado nas culturas andinas, ou
de Gaia, organismo vivo, como era
que fauna e flora...
chamado na mitologia grega e tamEsta visão do meio ambiente como bém o é na moderna cosmologia.
um cenário, uma paisagem que a
gente cuida quando houver tempo e Um grande desafio está posto, talvez
recurso, nos é bem familiar aqui no o maior já enfrentado pela humanidaBrasil
de.
Em escala sem precedentes, o equilíbrio que rege o funcionamento da
natureza há bilhões de anos e que
garante a sustentabilidade da vida na
Terra vem sendo seriamente ameaçado pelo modelo civilizatório adotado pelos humanos, em especial no
ocidente e nos últimos séculos.
A sociedade em que vivemos não é
sustentável e faz cada um de nós
sujeito e vítima das conseqüências
perversas deste modelo. Vivemos
problemas sociais e ambientais graves, como o aumento das desigualdades sociais e da pobreza; a insegurança coletiva, as guerras e a violência urbana; problemas como a desertificação, a perda de solos cultiváveis e da biodiversidade; a poluição
das águas e do ar; o aquecimento
global e as mudanças climáticas.
Não conseguem imaginar a vida sem
computadores.
Não acreditam que houve televisão
preto e branco.
Agora vamos ver se estamos ficando
velhos:
1. Entendes o que está escrito acima
e sorris.
2. Precisas de dormir mais depois de
uma noitada.
3. Os teus amigos estão casados ou
a casando.
4. Surpreende-te ver crianças tão á
vontade com computadores.
5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com celulares enviando SMS,
estando um ao lado do outro.
6. Lembras-te da Gabriela (a primeira
telenovela).
7. Encontras amigos e falas dos bons
velhos tempos.
Verdade sim. Estamos ficando velhos
(hehehehe).
Mas que tivemos uma infância legal ... Isso tivemos...
Pelo menos eu tive!
Adaptação: Filipe de Sousa
Na realidade, por toda parte emergem estudos e projetos, seja na área
social, ambiental, econômica, cultural, que apontam para o uso de tecnologias limpas, renováveis, ecoeficientes, e para formas mais justas de
se relacionar em sociedade.
Porém, apesar destes conceitos terem avançado e se popularizado nas
últimas décadas, as ações práticas
ainda são tímidas, limitadas e insuficientes perante a grandeza dos desafios que estamos enfrentando.
Um dos maiores obstáculos ainda a
ser transposto é a necessidade de
mudanças em nossa forma de pensar e agir.
Temos que estar dispostos a mudar
apesar das dificuldades que se coloA ciência nos mostra que o crescente cam neste processo, não nos deixanimpacto que causamos sobre a Terra do dominar pela sensação de imponos torna uma ameaça a nós mes- tência ou de comodismo. Afinal é a
mos.
nossa vida e de nossos descendentes que está em jogo.
Podemos reverter esta situação?
Filipe de Sousa
Sim, podemos escolher transformar a
nossa sociedade em uma sociedade
sustentável.
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Gazeta Valeparaibana
NOVEMBRO 2013
Página 14
EDUCAR não é opinião
O ALIMENTO QUE
COMPRAMOS!!
Cada vez mais se critica a alimentação
nossa de cada dia. Não é pra menos,
somos o maior consumidor de agrotóxicos do planeta (cinco litros para cada
habitante do Brasil), os produtos que antes eram perecíveis são conservados
com produtos químicos (será que nos
fazem bem?) e será que o peso, data de
vencimento e conteúdo estão corretos?
Além da qualidade dos produtos alimentícios, vindos do campos, que faz tempo
deixa muito a desejar pela quantidade de
agrotóxicos utilizados e já existem estudos comprovando as complicações decorrentes do uso excessivo, faz tempo
que existem críticas a respeito o que se
faz e o que se usa na conservação de
tais produtos. Qual a reação destes produtos químicos no organismo humano?
Existem pesquisas comprovando que
muitos desses produtos provocam câncer e isso sem falar daqueles produtos
que ainda não foram comprovados as
complicações pelo uso e absorção!!!
Muitos dos produtos agrotóxicos e produtos utilizados na nossa alimentação são
proibidos nos chamados países do primeiro mundo e estranhamente liberados
para uso na agricultura e beneficiamento
dos alimentos aqui no Brasil!!!
Além dos problemas citados acima, temos de nos procurar com alguns itens na
hora da compra:
dutos alimentícios vendidos nos supermercados, feiras e mercearias. Como a
fiscalização frouxa é comum encontrarmos produtos com peso abaixo do ofertado. E mesmo com as denuncias é
comum encontrarmos produtos com peso adulterado nas feiras, mercearias e
até nos supermercados.
gens oferecidas, você tem certeza do
que está levando? Vamos ver algumas
exemplos de como esse item é burlado
pelas empresas vendedoras de alimentos:
Produtos derivados do leite
Nos supermercados a manteiga já vem
pesada, embalada e nas feiras geralmente é pesada na hora. Você saberia
se as beneficiadoras de alimentos (é assim que se chama as empresas de alimentos) colocassem um pouco de sal ou
trigo na manteiga que você está comprando? Veja, um latão de manteiga tem
20 Kg, se a beneficiadora pegar um desses latões e misturar um quilo de sal,
você perceberia? É claro que os compradores desses 21 Kg de manteiga (não
se esqueça que foi adicionado um quilo
de sal) estaria pagando um quilo de sal
como se fosse manteiga!
Data de vencimento
Mesmo com o uso excessivo de conservantes existem limites e prazos para os
produtos serem consumidos. Mas é comum encontramos produtos com datas
vencidas na prateleiras de supermercados e mercearias. El alguns casos os
produtos nas prateleiras chegam a ficarem podres.
Existem órgãos responsáveis pelo controle do peso e data de vencimentos dos
produtos, só que eles geralmente aparecem depois de várias denuncias e como
existe uma demora entre a denuncia e a
apuração, os consumidores acabam sen- E a venda de manteiga Diet? Você sabe
do lesados justamente neste intervalo.
como se consegue deixar a manteiga
diet? Lembrar que a manteiga é 100%
Para piorar a situação, o controle só é
gordura tirada do leite ou pelo menos
feito nos produtos colocados nas pratedeveria ser!. A única maneira de deixar a
leiras e não existe nenhum controle do
manteiga com menos gordura é misturar
que se faz com os produtos vencidos
algum produto na mesma que não seja
retirados dessas prateleiras. Existem
gordura. Na propaganda vem escrito:
muitas denuncias que alguns produtos,
produto com 10% a menos de gordura.
tipo feijão e arros, são retirados das praJá parou pra pensar que esses 10% é
teleiras e levados para recolocação com
outro produto, como por exemplo: trigo
novas datas de vencimentos!!! Existem
ou algum farináceo. Você estaria comalguns supermercados que colocam noprado 90% de manteiga, com mais 10%
va data de vencimento na presença dos
de trigo, como se fosse um único produpróprios consumidores!!!
to. Estaria pagando trigo como se fosse
manteiga (o trigo é muito mais barato) e
O conteúdo do produto
o mais interessante é que a manteiga
Quando você está comprando algum
Diet. é vendida mais cara por ser Diet.!!!!
produto alimentício tem certeza do peso
e também que o produto que está sendo
O queijo nosso de cada dia
comprando é 100% do que realmente
O queijo, igualmente a manteiga, é um
você pensa que é?
subproduto do leite e consequentemente
Quanto a questão do peso existem depode-se usar os mesmos artifícios usanuncias e mais denuncias e de vez em
dos para a manteiga e se conseguir venquando aparecem os agentes responsáder trigo ou sal pelo preço do produto
veis para reprimir os abusos. Claro que a
original ao qual foram adicionados!
eficiência não é tal grande, mas inibe um
pouco a ação deste método.
O Café torrado
tras? O que torna o café mais amargo
que outros? É um outro tipo de café que
você não está acostumado a consumir
ou tem algum outro produto misturado?
Me lembro, quando criança, costumava ir
nessas casa de vender café, junto com o
meu pai. Claro, geralmente íamos fazer
uma refeição. Mas, como criança costuma entrar em tudo que é lugar, certa vez
entrei em uma dessas casas de torrar
café e vi vários sacos de café e um de
milho! Como era criança, nem liguei o
fato de ter um saco de milho dentro de
um depósito onde se torra café. Foi que
uma certa vez meu pai tomando o café,
em umas dessa casas, ele questionou: o
café parece ter milho torrado misturado?
Está com gosto esquisito! Foi que liguei
o fato de ter um saco de milho dentro do
depósito de uma dessas casas!
Alguns alimentos vendidos em grãos
vem com misturas estranhas ou provenientes do próprio produto (bagaço é um
deles) que aumentam o peso,e volume
do produto, e consequentemente estão
sendo vendidos como parte do produto.
Como exemplo, podemos citar os mais
vendidos: feijão, arroz e milho.
A quantidade de bagaço, grãos deformados, pequenos insetos e até mesmo algumas pedras influenciam no peso e volume do produto. Mas o inconveniente
não fica só por conta do pagamento, tem
também o fato que esses produtos exigem que se faça uma separação, dos
grãos, antes de serem consumidos. As
vezes algumas dessas pedras passam
despercebidas, por ocasião da separação, e acabam parando no seu almoço e
o risco de se morder uma dessas pedras
e perder um dente é eminente. Se esse
produtos forem cozinhados sem a devida
separação o risco de um acidente tornase bem maior!
Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena: Geografia (UFS)
http://carlos-geografia.blogspot.com
O peso.
Você já percebeu que algumas marcas
É comum se questionar o peso dos pro- E em relação aos produto nas embala- de café são bem mais amarga que ou-
Se disseres-me que este problema não tem solução, direi
que estás equivocado. Isto porque a solução está no seio
da reorganização do teu pensamento
Bartolomeu Mbaia Advogado
-----------------------------------------------------------"Eu não recearia muito as más leis se elas fossem aplicadas por bons juízes. Não há texto de lei que não deixe campo à interpretação. A lei é morta. O magistrado vivo. É uma
grande vantagem que ele tem sobre ela"
Anatole France
Numa sociedade movida à dinheiro e hipocrisia, encontramos pessoas propensas aos mais diversos rumos incluindo incluindo-se a devassidão. Cuidado com quem andas, pois tua companhia sumariza quem és. Não tenha medo de lutar pelo que acredita,
apenas seja você, mesmo nos mais divergentes momentos que possam surgir. Fazendo isto, certamente afetará os que estão à tua volta que
não gostam do que veem. Saberão fazer a triagem do joio e do trigo. Só
tome cuidado com o lado com que ficará, pois
uma escolha errada pode te afetar drasticamente.
Pense no seu futuro. Sua escolha hoje, será o seu futuro amanhã.
Seja feliz, haja com honestidade sempre.
Mas acima de tudo, cuidado com o que te tornarás!
Filipe de Sousa
CONTATOS: 055 12 9114.3431 - Emails: CONTATO: [email protected] - patrocí[email protected]
NOVEMBRO 2013
Gazeta Valeparaibana
Página 15
Educação
Carta Aberta ao Senado Federal
em Repúdio à Declaração
Preconceituosa do Sr. Claudio de
Moura Castro
Brasil, 28 de outubro de 2013.
As entidades e os movimentos da
sociedade civil que participam dos
debates para a construção do novo
Plano Nacional de Educação (PNE),
desde a I Conae (Conferência Nacional de Educação, 2010), manifestam
seu repúdio e exigem retratação pública à "proposição" desrespeitosa
apresentada pelo Sr. Claudio de
Moura Castro, em audiência pública
realizada no dia 22 de outubro de
2013, na Comissão de Educação,
Cultura e Esporte do Senado Federal.
Na ocasião, buscando reforçar seu
argumento de que o PNE é inconsistente devido à participação da sociedade civil, o referido expositor sugeriu, em tom de deboche, que sua proposta ao plano seria oferecer "um
bônus para as 'caboclinhas' de Pernambuco e do Ceará se casarem
com os engenheiros estrangeiros,
porque aí eles ficam e aumenta o capital humano no Brasil, aumenta a
nossa oferta de engenheiros" (sic).
ção das mesmas por estrangeiros.
Além disso, manifesta um preconceito regional e racial inaceitável, especialmente em uma sociedade democrática. Entendemos que a diversidade de opiniões não pode significar,
de forma alguma, o desrespeito a
qualquer pessoa ou grupo social.
Compreendemos, ainda, que tal manifestação representa um desrespeito
ao próprio Senado Federal, como
Casa Legislativa que deve ser dedicada ao profícuo debate democrático, pautado pela ética e pelo compromisso político, orientado pelos princípios da Constituição Federal de 1988
e de convenções internacionais de
Direitos Humanos. A elaboração do
PNE, demandado pelo Art. 214 da
Carta Magna, não deve ceder à galhofa, muito menos quando preconceituosa.
Por esta razão, os signatários desta
Carta esperam contar com o compromisso dos parlamentares e das parlamentares em contestar esse tipo de
manifestação ofensiva aos brasileiros
e às brasileiras. Nesse sentido, esperamos as devidas escusas do Sr.
Claudio de Moura Castro, que com
seus comentários discriminatórios
desrespeitou profundamente nossa
democracia e a sociedade.
Movimentos e entidades signatárias
Preconceituosa, a "proposição" é i(por ordem alfabética):
nadmissivelmente machista e discriminatória. Constitui-se em uma ofenABdC (Associação Brasileira de
sa às mulheres e à educação brasiCurrículo)
leira, inclusive sugerindo a subjuga- Ação Educativa – Assessoria, Pesquisa
Procrastinar...Adiar...
Sinônimo de procrastinar: adiar, delongar, diferir, espaçar, postergar, prolongar,
prorrogar, protelar, retardar.
fazer algo que já podia ou já devia ter
sido feito, mas vai saber porque ainda não fizemos? Talvez e tão somente estejamos agindo contra nós mesmos, nos sabotando, por medo talvez, adiar algo pode nos fazer mais
mal do que bem, embora muitas vezes tenhamos a sensação de alívio
por temos adiado algo que pode ser
dolorido, como conversas por exemplo, decisões que podem mudar a
nossa vida, finalizações de situações,
coisas que nos causam desconforto
e que preferimos não encarar no momento, deixamos pra depois.
E o stress por adiar vai aumentando,
e a sensação de fracasso e de se
sentir inútil também, sem falar que
nos sentimos covardes. Mas nem
tudo que adiamos tem esse sentido.
Arrumar o armário por exemplo, é
chato, fazer os exames de saúde rotineiros, adiamos , um pouco por preguiça e achar que não precisamos e
temos coisas mais importantes para
fazer, outro pouco porque no fundo
temos medo de não estarmos tão
bem assim ( melhor não saber), como pensam alguns.
A palavra é no mínimo esquisita, mas
significa tão somente adiar algo, deixar para depois.
E Por que deixamos algo para depois?
Com certeza porque é algo que não
é prazeroso, que não temos muita
vontade e nem entusiasmo em fazer,
talvez seja algo que vá nos causar
algum incômodo, irritação, ou que se
for feito, poderá trazer um resultado
contrário ao esperado, ao que gostaríamos, ou simplesmente a preguiça
tomou conta de nós, e um dia a genMas e aqueles que adiam as coisas
te vai fazer.
por medo de serem felizes?
Sim, a felicidade pode causar medos
A tarefa é chata; sei lá porque que
e receios. Tem aqueles que estão tão
deixamos para depois. O fato é que
acostumados a serem infelizes, ou
isso pode gerar stress, incômodo,
com sua vidinha sem graça, que adipodemos nos sentir culpado por não
am coisas que sabem que os fariam
e Informação
ActionAid Brasil
Aliança pela Infância
Anfope (Associação Nacional pela
Formação dos Profissionais da
Educação)
Anpae/DF (Associação Nacional de
Política e Administração da Educação
Distrito Federal)
Anped (Associação Nacional de PósGraduação e Pesquisa em Educação)
Assopaes (Associação de Pais de
Alunos do Espírito Santo)
Auçuba Comunicação Educação
Campanha Nacional pelo Direito à
Educação
CCLF-PE (Centro de Cultura Luiz Freire
Pernambuco)
Cedeca-CE (Centro de Defesa da
Criança e do Adolescente do Ceará)
Cedes (Centro de Estudos Educação e
Sociedade)
Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas
em Educação, Cultura e Ação
Comunitária)
CNTE (Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação)
Contee (Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Estabelecimentos de
Ensino)
Escola de Gente – Comunicação e
Inclusão
Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação)
Flacso Brasil (Faculdade Latino-
felizes, coisas que dariam um novo
colorido as suas vidas, afinal ser feliz
também pode ser assustador, mudar
o que está funcionando, mesmo que
não seja muito bom, é correr riscos,
quem sabe um dia. Deixar para depois pode ser um problema bem mais
sério do que parece, adiar as coisas
pode nos fazer perder oportunidades,
podemos ficar mal vistos, como
o,”cara das desculpas que só enrola
e não faz nada”. O assunto é tão sério que o empreendedor, autor e palestrante Christian Barbosa especialista em gestão do tempo e produtividade no Brasil, realizou com mais de
4 mil pessoas uma pesquisa em que
perguntou:
“você procrastina atividades ao longo
da sua rotina?”.
97,4% dos entrevistados responderam “sim”.
É claro que adiar as coisas de vez
em quando é algo normal, todos fazem isso, mas quando isso começa
a gerar problemas na nossa vida,
quando começa a se tornar um recurso que utilizamos quando não poderíamos adiar algo realmente importante, é preciso olhar para nós mesmos
com um olhar mais atento, de observador, e tentar descobrir o que está
por trás disso.
Americana de Ciências Sociais)
Fojupe (Fórum das Juventudes de
Pernambuco)
FOMEJA (Fórum Mineiro de Educação
de Jovens e Adultos)
Fóruns de Educação de Jovens e
Adultos do Brasil
Fundação Abrinq pelos Direitos da
Criança e do Adolescente
Geledés – Instituto da Mulher Negra
Inesc (Instituto de Estudos
Socioeconômicos)
Instituto Avisa Lá
IPF (Instituto Paulo Freire)
Mieib (Movimento Interfóruns de
Educação Infantil do Brasil)
Mova Brasil (Movimentos de
Alfabetização de Jovens e Adultos do
Brasil)
Movimento Mulheres em Luta do Ceará
MST (Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra)
Omep/Brasil/RS — Novo Hamburgo
(Organização Mundial Para Educação
Pré-Escolar)
RedEstrado (Rede Latino-americana de
Estudos Sobre Trabalho Docente)
Sociedade Paraense de Defesa dos
Direitos Humanos
Undime (União Nacional dos Dirigentes
Municipais de Educação).
Unipop (Instituto Universidade Popular)
(Campanha Nacional pelo Direito à
Educação, 28/10/2013)
Na vida pessoal é normal que isso
ocorra mais, porque só temos que
dar satisfação a nós mesmos. Adiamos a ginástica ou a dieta, mas é só
a nós que estaremos prejudicando,
mas quando envolve a vida profissional, e a vida de outras pessoas que
dependem as vezes de uma decisão
ou de uma atitude nossa, algo a mais
tem que ser feito. Corremos o risco
de termos a nossa saúde seriamente
abalada por conta disso, pelo stress
e desconforto que isso nos causa.
Vamos tentar adiar menos, procrastinar menos e fazer mais. Parar de
empurrar com a “barriga”.
Como diz o velho ditado: Não deixe
para amanhã o que você pode fazer
hoje.
Amanhã pode ser tarde demais. Vamos nos ouvir, fazer silêncio, aliviar
nossa mente dos problemas e pensamentos originados por que não fizemos, porque adiamos e não conseguimos relaxar, porque ainda falta
fazer algo. A paz que tanto almejamos está em nós mesmos, estabelecendo prioridades, vamos realizando
pouco a pouco o que tem ser feito,
sem angústias, e vivendo o momento
presente.
Que angústias ou problemas esta- Mariene Hildebrando
Professora e especialista em Direitos
mos querendo esconder com essa Humanos
atitude de procrastinar tudo.
e-mail: [email protected]
www.formiguinhasdovale.org /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org
NOVEMBRO - 2013
Sustentabilidade Social e Ambiental - Educação - Reflorestamento - Desenvolvimento Sustentável - Cidadania
Edição nº. 72
O inicio da República Brasileira
O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha. Este período da História do
Brasil é marcado pelo domínio político das elites
agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e
a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram
nos quatro cantos do território brasileiro.
A República da Espada (1889 a 1894)
Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco anos iniciais, o Brasil
foi governado por militares. Deodoro da Fonseca,
tornou-se Chefe do Governo Provisório. Em 1891,
renunciou e quem assumiu foi o vice-presidente
Floriano Peixoto.
O militar Floriano, em seu governo, intensificou a
repressão aos que ainda davam apoio
à monarquia.
Após o início da República havia a necessidade da
elaboração de uma nova Constituição, pois a antiga
ainda seguia os ideais da monarquia. A constituição
de 1891, garantiu alguns avanços políticos, embora
apresentasse algumas limitações, pois representava os interesses das elites agrárias do pais. A nova
constituição implantou o voto universal para os cidadãos ( mulheres, analfabetos, militares de baixa
patente ficavam de fora ). A constituição instituiu
o presidencialismo e o voto aberto.
República das Oligarquias
O período que vai de 1894 a 1930 foi marcado pelo
governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário. Estes políticos saiam dos seguintes partidos:
Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as eleições, mantendo-se no poder de
maneira alternada. Contavam com o apoio da elite
agrária do país.
Dominando o poder, estes presidentes implementaram políticas que beneficiaram o setor agrário do
país, principalmente, os fazendeiros de café do
oeste paulista.
Ano VI - 2013
bana foram dois exemplos do movimento tenentis- Esperava-se a alta do preço do café e então os esta.
toques eram liberados. Esta política mantinha o
preço do café, principal produto de exportação,
Política do Café-com-leite
sempre em alta e garantia os lucros dos fazendeiA maioria dos presidentes desta época eram políti- ros de café.
cos de Minas Gerais e São Paulo. Estes dois estaA crise da República Velha e o Golpe de 1930
dos eram os mais ricos da nação e, por isso, domiEm 1930 ocorreriam eleições para presidência e,
navam o cenário político da república. Saídos das
de acordo com a política do café-com-leite, era a
elites mineiras e paulistas, os presidentes acabavez de assumir um político mineiro do PRM. Porém,
vam favorecendo sempre o setor agrícola, principalo Partido Republicano Paulista do presidente Wamente do café (paulista) e do leite (mineiro). A políshington Luís indicou um político paulista, Julio
tica do café-com-leite sofreu duras críticas de emPrestes, a sucessão, rompendo com o café-compresários ligados à indústria, que estava em expanleite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da
são neste período.
Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a AlianSe por um lado a política do café-com-leite privilegi- ça Liberal ) para lançar a presidência o gaúcho Geou e favoreceu o crescimento da agricultura e da túlio Vargas.
pecuária na região Sudeste, por outro, acabou proJúlio Prestes sai vencedor nas eleivocando um abandono das outras regiões do país.
ções de abril de 1930, deixando desAs regiões Nordeste, Norte e Centrocontes os políticos da Aliança Liberal,
Oeste ganharam pouca atenção destes políticos e
que alegam fraudes eleitorais. Liderativeram seus problemas sociais agravados.
dos por Getúlio Vargas, políticos da
Política dos Governadores
Aliança Liberal e militares descontenMontada no governo do presidente paulista Cam- tes, provocam a Revolução de 1930.
pos Salles, esta política visava manter no poder as
oligarquias. Em suma, era uma troca de favores
políticos entre governadores e presidente. O presidente apoiava os candidatos dos partidos governistas nos estados, enquanto estes políticos davam
suporte a candidatura presidencial e também durante a época do governo.
É o fim da República Velha e início da Era Vargas.
O coronelismo
Campos Salles (15/11/1898 a
A figura do "coronel" era muito comum durante os
anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande
fazendeiro que utilizava seu poder econômico para
garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era
usado o voto de cabresto, em que o coronel
(fazendeiro) obrigava e usava até mesmo a violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral"
votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o
voto era aberto, os eleitores eram pressionados e
fiscalizados por capangas do coronel, para que votasse nos candidatos indicados. O coronel também
utilizava outros "recursos" para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos, votos
fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e
violência.
Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906),
Surgiu neste período o tenentismo, que foi um movimento de caráter político-militar, liderado por tenentes, que faziam oposição ao governo oligárquiO Convênio de Taubaté
co.
Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo reDefendiam a moralidade política e mudanças no
publicano para beneficiar os cafeicultores em mosistema eleitoral (implantação do voto secreto) e
mentos de crise. Quando o preço do café abaixava
transformações no ensino público do país. A Columuito, o governo federal comprava o excedente de
na Prestes e a Revolta dos 18 do Forte de Copacacafé e estocava.
Galeria dos Presidentes da República Velha:
Marechal Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891),
Marechal Floriano Peixoto (23/11/1891 a 15/11/1894),
Prudente Moraes (15/11/1894 a 15/11/1898),
15/11/1902) ,
Affonso Penna (15/11/1906 a 14/06/1909),
Nilo Peçanha (14/06/1909 a 15/11/1910),
Marechal Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914),
Wenceslau Bráz (15/11/1914 a 15/11/1918),
Delfim Moreira Costa Ribeiro (15/11/1918 a 27/07/1919),
Epitácio Pessoa (28/07/1919 a 15/11/1922),
Artur Bernardes (15/11/1922 a 15/11/1926),
Washington Luiz (15/11/1926 a 24/10/1930).
Você sabia?
- O período da História do Brasil conhecido como
Nova República teve início em 1985, com o fim da
Ditadura Militar e início do processo de redemocratização. Este período da História do Brasil dura até
os dias atuais.
- A palavra República tem origem no latim res publica, cujo significado é "coisa pública".
www.formiguinhasdovale.org /// CULTURAonline BRASIL /// http://www.culturaonlinebr.org
Da redação