«Relato de um acontecimento marcante, do início do século XX

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«Relato de um acontecimento marcante, do início do século XX
Eduardo Jesus
O PRIMEIRO Automóvel
NA MADEIRA
THE FIRST Motor-Car
IN MADEIRA
Categoria Temática: História
Título: O Primeiro Automóvel na Madeira
Idioma: Português e Inglês
Autor: Eduardo Jesus
Formato: 240 x 240 cm
N.º de páginas: 240
Impressão: 4/4 cores
Acabamento: Capa mole com badanas
Tiragem: 2.000 exemplares
«Relato de um acontecimento marcante, do início do século XX, muito para além da aventura que,
trazendo o progresso de fora, permitiu uma renovada esperança junto da população local
e influenciou, definitivamente, o futuro e a história da Ilha da Madeira.»
Índice | Index
Página | Page
Agradecimentos ............................................................................................................................... 8
Acknowledgements .......................................................................................................................... 9
Prefácio .......................................................................................................................................... 14
Preface ............................................................................................................................................. 15
A Madeira no início do século XX ................................................................................................ 20
Madeira in the early twentieth century ......................................................................................... 21
Bernard Harvey Foster ................................................................................................................. 80
Bernard Harvey Foster .................................................................................................................. 81
A aventura do primeiro automóvel na Madeira .......................................................................... 120
The adventure of the first car on Madeira .................................................................................... 121
O 10 h.p. Wolseley ....................................................................................................................... 178
The 10 hp Wolseley........................................................................................................................ 179
As notícias da época ...................................................................................................................... 206
The news of the time ...................................................................................................................... 207
Si Fractus Fortis .......................................................................................................................... 216
Si Fractus Fortis ............................................................................................................................ 217
Bibliografia | Bibliography ........................................................................................................... 225
Legendas dos Separadores | Separator page captions ................................................................ 235
Créditos Fotográficos | Photo Credits........................................................................................... 237
Baía da cidade do Funchal. Anterior a 1911
Funchal Bay. Before 1911
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A aventura do primeiro automóvel na Madeira
Navio inglês «Walmer Castel» da Companhia Union Castle Line, que transportou, de regresso a casa, a família Foster,
No início do século XX nenhum residente, não viajado, da ilha da Madeira sabia o que significava um automóvel. Este representava um tremendo avanço tecnológico reservado, apenas, àqueles
que vinham de fora ou aos naturais que tivessem tido a oportunidade de viajar para territórios onde
aquela máquina já fizesse as delícias dos seus utilizadores.
Portugal assistiu à chegada do primeiro exemplar somente em 1895, precisamente dez anos após
a sua invenção. Tratou-se de um veículo do fabricante Panhard-Levassor, importado de Paris, por
D. Jorge D’Avilez, 4.º Conde de Avilez, equipado com um motor V2, dotado de uma cilindrada de
1290 cc, capaz de uma potência de 4cv e de 750 rotações por minuto e ao qual era reconhecida a
capacidade de atingir uma velocidade máxima de 20 km por hora.
A novidade não deixou de constituir motivo para várias curiosidades que marcaram o momento.
O primeiro grande desafio foi colocado à Alfandega de Lisboa que hesitando quando à sua classificação, entre máquina agrícola ou máquina a vapor, acabou por optar por esta última para efeitos da
aplicação da correspondente taxa de importação.
Ficou também associado a este veículo o registo do primeiro acidente de viação ocorrido em
Portugal, logo na sua primeira viagem, entre Lisboa e Santiago do Cacém, que vitimou, por atropelamento, um burro não habituado a esta modernidade.
João Lopes da Silva, no seu livro «100 Anos do Automóvel Club de Portugal» considera que, em
1903, ano da fundação do Real Automóvel Club de Portugal, deveriam existir cerca de 200 automóveis
a circular, exclusivamente, no território continental. As ilhas portuguesas, conforme referido, mantinham-se ainda à margem desta novidade e, em particular, na Madeira os meios de transporte mais
modernos não iam além da locomoção a vapor.
A deslocação de Harvey Foster à Madeira acontece neste enquadramento, tornando-o mensageiro desta inovação neste território. Este motivo obrigou a uma atenção cuidada e muito especial
a este acontecimento e ao seu protagonista.
The adventure of the first car on Madeira
At the beginning of the twentieth century, no resident of Madeira who had not travelled
abroad knew what an automobile really meant. The tremendous technological advance it
represented could be appreciated only by outsiders or by natives who had had the opportunity
to travel to areas where that machine was already established, to the delight of its users.
Portugal saw the arrival of the first car only in 1895, just ten years after it was invented. It
was a Panhard-Levassor, imported from Paris by Dom Jorge D’Aviles, fourth Earl of Aviles,
and was equipped with a 1290 cc V2 engine, capable of producing 4hp and 750 revolutions per
minute, which could reach a top speed of 20 km per hour.
The news gave rise to various curiosities that marked that point in time.
The first major challenge was at the Customs in Lisbon, where they hesitated between
classing it as an agricultural machine or a steam engine, finally opting for the latter so that the
corresponding import duty could be levied.
This vehicle was also involved in the first car accident recorded in Portugal: on its first trip
between Lisbon and Santiago do Cacém, it ran over and killed a donkey that was not used to
this novelty.
John Lopes da Silva, in his book «100 Anos do Automóvel Club de Portugal» («100 years
of ...») estimates that, in 1903, the year the Royal Automobile Club of Portugal was founded,
there would have been about 200 cars circulating exclusively on the mainland. The Portuguese
islands, as mentioned, remained untouched by this new transport and, in particular, in Madeira
the most modern means of getting about was still steam locomotion.
Harvey Foster´s sojourn in Madeira took place within this framework, making him the
messenger bearing news of the innovation to the island. Thus, both this event and its protagonist
warrant careful attention.
assim como o automóvel Bernard Harvey Foster (1876-1937), 10 h.p. Wolseley. Era um importante navio, com 12.546 toneladas,
Bernard Harvey Foster (1876-1937), acompanhado da esposa. Rua da Praia. 17 de Maio de 1904
Bernard Harvey Foster (1876-1937) with his wife. Beach Road. 17 May 1904
com uma tripulação de 270 homens e garantia a ligação de Inglaterra ao Sul e Este de África. Anterior a 1911
The British ship Walmer Castle of the Union Castle Line, on which the Foster family voyaged home,
together with Bernard Harvey Foster’s 10 hp Wolseley. At 12,546 tonnes, it was an important ship, with a crew of 270.
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It plied between England and Southern and East Africa. Before 1911
Mais de 120 imagens e fotografias seculares, entre as quais 88 dos fotógrafos: Vicentes,
Perestrellos, Joaquim Augusto de Sousa, Jacinto Augusto Moniz de Bettencourt, João
Anacleto Rodrigues, João António Bianchi, Álvaro Crawford Nascimento Figueira.

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