Folha Universitaria

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Folha Universitaria
Carreira & Mercado
Entrevista
EXEMPLAR
GRATUITO
Edição:
401
Jornal da UNIBAN Brasil
FOLHA
Dener Giovanini – ambientalista responsável
pela RENCTAS (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres). “A melhor maneira (de
contribuir) é jamais comprar um animal silvestre sem
origem e, além disso, ajudar na conscientização das
pessoas que o cercam. Educação, inclusive a ambiental, é coisa que se aprende em casa”. (págs. 8 e 9)
Criado nos EUA, em
2003, o portal Linked in,
hoje com aproximadamente
500 mil usuários no Brasil,
visa incentivar usuários a estabelecer contatos profissionais online. (pág. 4)
UNIVERSITÁRIA
Ano 13 . 01 de junho de 2009
Fotomontagem: Ronaldo Paes
Cultura
Chega às telas brasileiras o filme Exterminador
do Futuro: A Salvação. A
quarta parte da saga de
John Connor prima pela
ação frenética e efeitos visuais de primeira. (pág. 17)
Inocência Perdida
A pedofilia parece enraizada em todos os cantos do solo terrestre. No Brasil nunca se falou tanto no assunto. É no noticiário, na
vida política, na casa do vizinho e porque não dizer na nossa própria casa. Difícil constatar, ainda mais quando nos deparamos com
inúmeros casos de pais, mães e parentes próximos que abusam da
ingenuidade de crianças e adolescentes em troca de uma satisfação
doentia. (págs. 10 e 11)
02
Editorial
Índice
Editorial
Rinite: uma doença comum
de difícil tratamento
3
Linked-in, uma rede de
relacionamento online onde o
trabalho é assunto
4
Grupo de pesquisa do
mestrado em Farmácia
em desenvolvimento de
medicamentos
Dener Giovanini da RENCTAS:
tudo pela preservação dos
animais silvestres
Pedofilia: uma realidade fora
de entendimento
Alunos vão até o Parque
Estadual da Serra da
Cantareira aprender educação
ambiental
O repórter do CQC, Rafael
Cortez, mostra seu bom
humor em evento interno
Exterminador do Futuro: A
Salvação, a nova versão do já
consagrado blockbuster
6
8
Em casa, no trabalho entre amigos ou
em qualquer outro lugar os assuntos acabam se repetindo. É um que fala mal do
outro aqui e ali, o trânsito corriqueiro e
vexatório, a próxima fase do campeonato
e seus marcadores e aquela velha conversa
sobre o tempo. Porém, esse papo de tempo vem ganhando outros contornos. Com
a chegada do outono então, vemos com
mais frequência o mau estado de saúde
da população. O aumento dos problemas
respiratórios tem contribuído para o agravamento de doenças como sinusite, bronquite e a mais frequente de todas, a rinite
alérgica. Tosse, espirro, coriza e um mal
estar permanente parecem não dar trégua.
Por conta disso, decidimos encarar esse
malfeitor e, ao colher opiniões de médicos
especialistas, voltamos recheados de dicas
sobre cuidados que devem ser tomados
para prevenir e combater esse mal.
Para fazer eco ao que disse agora, na
Reportagem da Semana trouxemos à tona
outra triste e assustadora realidade, a pedofilia. Segundo psicólogos, a pedofilia está
atrelada a uma desordem mental e de personalidade. Nosso colaborador e incansá-
vel repórter Manuel Marques teve acesso a
casos e se deparou com relatos na íntegra
de histórias que chocam pela crueldade e
frieza do agressor. Longe do juízo de valores, a matéria apresentou dois lados que
devem ser observados: o agressor doente e
a falta de leis específicas para criminalizar
o ato.
Que a falta de legislação específica deixa aberto o terreno da impunidade, não há
dúvidas. E para colocar às claras um assunto que há anos vínhamos acompanhando,
voltamos a conversar com o ambientalista
e coordenador geral da RENCTAS, Dener
Giovanini, sobre o combate ao tráfico de
animais silvestres. Na entrevista, ele faz
severa crítica ao comportamento brasileiro
de aprisionar animais silvestres, fala da fraca legislação ambiental e da responsabilidade geral da nação perante à preservação
de espécies ameaçadas.
Boa leitura!
10
Cleber Eufrasio
Editor
12
13
17
R
O
T
EI
R
O
M
O
C
E
L
FA
Opine, critique e
dê sugestões sobre as
matérias publicadas na
Folha Universitária.
Mande suas cartas para
[email protected]
EXPEDIENTE: Reitor: Prof. dr. Heitor Pinto Filho ([email protected]). Vice-Presidente da Fundação UNIBAN: Américo Calandriello Júnior.
Assessoria de Comunicação: Mariana de Alencar e Ana Célia Guarnieri. Editor e Jornalista responsável: Cleber Eufrasio (Mtb 46.219). Direção
de Arte: Ronaldo Paes. Designers: Marcio Fontes e Ricardo Neves. Editor: Renato Góes. Repórteres: Francielli Abreu, Karen Rodrigues, Manuel
Marques e Marisa De Lucia. Fotos: Amana Salles. Diário Oficial UNIBAN - Edição e Coordenação: Francielli Abreu. Revisora: Marisa De Lucia.
Colaboradores: Analú Sinopoli e Karel Langermans. Impressão: Folha Gráfica. Cartas para a redação: Rua Bela Vista, 739 - 5º andar, Morumbi,
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Saúde
03
Nossa! Tô mal...
Chega o outono e aumenta a incidência de pessoas com problemas respiratórios.
A rinite alérgica é a mais frequente. Entenda os sintomas e os tratamentos
Por Karen Rodrigues
Coriza, espirros frequentes, obstrução nasal, coceira no nariz, olhos
e garganta e voz anasalada são alguns
dos sintomas vivenciados por 30% da
população brasileira que sofre de rinite alérgica. Nas estações do outono
e inverno estes sintomas se intensificam ainda mais por conta da variação
de temperatura, o tempo seco e o aumento dos poluentes no ar.
A inflamação no nariz, segundo a
dra. Andrea Cohon, médica assistente do Hospital das Clínicas, existe por
vários motivos. “Tem a rinite do resfriado, que é uma rinite de causa viral
e infecciosa. Tem a rinite vasomotora,
que está muito ligada à variação de
temperatura. A rinite gustativa, que
é aquela que as pessoas mais idosas
têm, que ao comer geralmente o nariz começa a escorrer. Rinite medicamentosa, causada pelo uso de medicamentos e, a mais frequente, a rinite
alérgica”, explica a doutora.
A rinite alérgica não é uma doença que leva a óbito, porém ela resulta
numa péssima qualidade de vida. “As
pessoas não dormem direito, e não
dormindo vão à escola com sono e
não aprendem. Estar num ambiente
social com aquele nariz sempre vermelho e escorrendo, atrapalha”, diz a
médica.
Incômodos semelhantes a este
acompanham Raquel Vieira Fontes
há 23 anos. Ela conta que desde os
três anos sua mãe notou que ela tinha alergia, no entanto ela passou a
entender o que é ser alérgica a partir
dos sete anos. “Lembro de faltar à
escola para ir ao médico”, relata Raquel.
Nesta época do ano as crises se
acentuam. “Quase todos os dias quando eu durmo e acordo de madrugada
tenho a crise, mas nada muito forte.
Agora, forte mesmo eu tenho umas
duas vezes por semana, de ter que tomar antialérgico. Eu fico mais irritada
com a alergia do que de TPM. Não
consigo fazer nada, não durmo direito, aí fico com sono durante o dia.
Raquel comenta, ainda, que atualmente não está fazendo tratamento
pelo fato de estar amamentando. Mas
já fez diversos tratamentos, que só
resolveram enquanto estava tomando
a medicação. Assim que terminava, a
alergia insistia em voltar.
A jovem ainda sofre com outra
doença alérgica ocasionada pela rinite, a bronquite. O que piora um pouco mais seu quadro. De acordo com
dra. Andrea, a rinite é um meio para
o desenvolvimento de doenças respiratórias como sinusite e asma. “A
doença é a mesma. E a mucosa que
reveste o nariz é bem parecida com a
que reveste o pulmão. Então a chance
de quem tem rinite desenvolver asma
é bem grande”.
O melhor é prevenir
Tratamentos
Embora seja uma doença crônica
que não tem cura, ela tem controle.
Para isso é necessário persistência no
tratamento e, principalmente, evitar o
contato com os alérgicos que desencadeiam os sintomas. “Se você tem
alergia de pelo de gato, mas dorme
com ele na cama, vai ser difícil controlar”, alerta Cohon.
O ideal é manter o quarto sem almofadas, bichos de pelúcia, cortinas
pesadas, carpete, tapetes, com livros
expostos a poeira e forrar travesseiro
e o colchão com uma trama ou tecido bem fechado, para evitar o ácaro.
“O que faz mal não é o ácaro e sim as
fezes dele. O ácaro não sai, porque ele
gosta de umidade, calor e escuro. Mas
as fezes deles passam pelo tecido e dá
o mesmo efeito”.
E nos casos mais críticos, aqueles
em que os alérgicos são intolerantes a
qualquer tipo de cheiro, e no menor
contato com qualquer substância, instantaneamente já sentem coceira no
nariz seguidos de espirros, o melhor é
passar longe de perfumes, produtos de
limpeza, fumaça de cigarro e ar condicionado, entre outros.
Primeiro, você tem que procurar
um especialista e descobrir quais os
alérgenos te causam as crises. “O problema do alérgico é se expor àquilo
que ele está sensibilizado. Então tem
que fazer um controle de ambiente e
fazer uma higiene nasal diariamente
com soro fisiológico morno (na temperatura do corpo) e um tratamento
medicamentoso”, recomenda a doutora.
Outro método é por intermédio da
imunoterapia, as famosas vacinas. Ela
deve ser de qualidade e aplicada em
clínica especializada que tenha condições de atender ao paciente caso tenha
uma reação, ou no hospital. “A vacina
é o extrato daquilo que o paciente tem
alergia. Elas têm quantidades adequadas para mudar a resposta do sistema
imunológico. O medicamento para
tratar a rinite é aquele devagar e sempre”, finaliza dra. Andrea.
Arte: Ricardo Neves
04
Carreira & Mercado
Novo espaço
para buscar
oportunidades
Por Francieli Abreu
Você faz parte de alguma rede
social na Internet? Provavelmente
sim. Talvez do Orkut, a mais popular delas. E que tal integrar uma rede
voltada só para o relacionamento profissional? Este é o intuito do portal
Linked In, criado especialmente para
incentivar seus usuários a irem além
da diversão. Nele, pessoas de todo o
mundo formam redes de contatos
para encontrar ex-colegas de faculdade e trabalho, bem como facilitar a
busca de referências e indicações para
empregos e até estabelecer possíveis
parceiros de negócios.
Criado em 2003 nos EUA, o site
já conta com 40 milhões de profissionais cadastrados e tem ganho cada
vez mais adeptos no Brasil. Hoje, são
cerca de 500 mil usuários brasileiros.
Para fazer parte é simples. Basta se cadastrar gratuitamente e montar uma
página de perfil com dados como
cargo, em que empresa atua e onde
estudou. O perfil do Linked In asse-
melha-se a um currículo profissional,
com foco no histórico acadêmico e
profissional.
A partir daí, a pessoa convida outras que conhece e cria uma lista. As
pessoas nessa lista são chamadas de
conexões. Vale lembrar que o site
só permite o envio de convites para
pessoas de seus contatos de e-mail,
conhecidos, colegas de estudo ou trabalho. A relação com membros desconhecidos só acontece se algum de seus
contatos lhe apresentar ao usuário ou
se você utilizar ferramentas pagas.
Outro recurso bastante interessante do Linked In é a área de perguntas
e respostas. Ela permite que usuários
da rede troquem informações sobre
assuntos de seu interesse, e é uma boa
forma de se manter em dia com os
temas de uma determinada área profissional. Há ainda o espaço de testemunhos. Ali, as pessoas indicam as
qualidades umas das outras e ajudam
a afirmar sua competência, especialmente se o texto veio de uma fonte
idônea e experiente.
No site Linked In, o ideal é manter relacionamentos
profissionais. Os usuários criam redes de contatos
que os conectam e os ajudam a progredir em suas
carreiras
Quem mais está no
Linked In?
Além de pessoas interessadas em
fazer contatos profissionais, o Linked
In tem se tornado uma ferramenta
para recrutadores corporativos. Lá,
eles costumam listar trabalhos e buscam por candidatos potenciais. Mas
advertem que os usuários não devem
fazer do site uma fonte de empregos, afinal seu propósito principal é
o relacionamento profissional.
Ana Maria Grecco, gerente da
unidade Talent Hunting da Crossing, consultoria em recursos humanos, afirma que hoje “esses sites de
relacionamento são uma boa ferramenta de auxílio, mas não podem ser
o único recurso num processo. Aqui,
o Linked In serve como apoio e divulgação”.
Já Ricardo Freitas, sócio da Mind
Search, empresa de recrutamento
e seleção, recomenda que o profissional use o Linked In apenas como
ferramenta de networking. “Gerar
exposição própria e se utilizar da exposição dos outros profissionais para
criar relacionamentos, naturalmente
geram oportunidades futuras”, explica. E completa: “A Internet ajuda
a encontrar o profissional, mas está
longe de ajudar a selecioná-lo”.
E contribui mesmo para encontrá-lo. Segundo Ana Maria, “num
nível mediano, pelo menos 70% das
chances estão nos meios eletrônicos.
Todas as empresas utilizam esses
meios para recrutar, seja num site de
relacionamento ou num divulgador
de currículos. Os outros 30%, estão
nas ações de networking”.
Para concluir, Ricardo explica
que a principal vantagem de redes
como o Linked In é encontrar pessoas predispostas a se relacionarem
com outros profissionais. “Pelo site,
a chance de um profissional se predispor a marcar uma rápida reunião
com outro profissional advindo do
próprio site é imensamente maior.
Em última instância, os profissionais
devem se aproveitar da facilidade de
relacionamento que os sites criam.
Mas aconselhamos a nunca usarem
o networking para uma busca agressiva de emprego”.
Entre no hotsite da Folha Universitária (www.uniban.br/folha)
e saiba mais dicas dos especialistas para se posicionar de forma
correta nessas redes. Conheça
também a história de um usuário
que colheu bons frutos com o
Linked In.
05
PRÊMIO EM SAÚDE
O CIEE dispõe de 5.100 vagas, que podem ser conferidas no site
Cursos
Adm. de Empresas
Adm. em Comércio Exterior
Adm. Hoteleira
Arquitetura e Urbanismo
Biblioteconomia
Ciência da Computação
Ciências Contábeis
Comunicação
Propaganda e Marketing
Publicidade e Propaganda
Rádio e TV
Eng. Civil
Eng. Civil
Design
Direito
Educação Física
Engenharia Civil
Farmácia
Fisioterapia
G. de Finanças Empresariais
Letras
Marketing
Matemática
Moda
Odontologia
Pedagogia
Secretariado Executivo
Tec. Gestão Marketing
Turismo e Hotelaria
Vagas
27
2
2
5
2
8
8
44
1
6
1
2
1
1
16
4
10
1
4
1
1
2
1
1
1
2
5
1
1
Menor Valor
R$ 400,00
R$ 800,00
R$ 600,00
R$ 700,00
R$ 600,00
R$ 600,00
R$ 550,00
R$ 450,00
R$ 500,00
R$ 450,00
R$ 500,00
R$ 600,00
R$ 600,00
R$ 250,00
R$ 1.200,00
R$ 350,00
R$ 600,00
R$ 600,00
R$ 400,00
R$ 500,00
R$ 400,00
R$ 500,00
R$ 600,00
R$ 700,00
R$ 300,00
R$ 400,00
R$ 600,00
R$ 800,00
R$ 465,00
Maior Valor
R$ 1.200,00
R$ 1.000,00
R$ 800,00
R$ 800,00
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 850,00
R$ 500,00
R$ 600,00
R$ 800,00
R$ 600,00
R$ 900,00
R$ 700,00
R$ 500,00
R$ 1.200,00
R$ 450,00
R$ 900,00
R$ 700,00
R$ 600,00
R$ 600,00
R$ 500,00
R$ 600,00
R$ 906,28
R$ 800,00
R$ 400,00
R$ 450,00
R$ 800,00
R$ 900,00
R$ 600,00
Site: www.ciee.org.br ou telefone: (11) 3046-8211.
2.385 oportunidades de estágio para jovens talentos
Curso
Semestre
Adm. de Empresas
2º ao 4º sem.
Adm. de Empresas
Concl. do 2º sem. em 2009
Adm. de Empresas
3º ao 6º sem.
Adm. de Empresas
2º ao 6º sem.
C. da Computação
Concl. do 1º sem. de 2011
Economia
Concl. do 1º sem. de 2011
Eng. Civil
5º ao 8º sem.
Eng. Civil
5º ao 8º sem.
Eng. Civil
5º ao 8º sem.
Eng. Civil
5º ao 8º sem.
Eng. da Computação
Concl. do 1º sem. de 2011
Eng. da Computação
Concl. do 1º sem. de 2011
Letras - Secretariado Executivo
2º ao 6º sem.
Marketing
Concl.do 1º sem. de 2011
Marketing
1º ao 4º sem.
Nutrição
Concl. do 2º sem. de 2010
Propaganda e Marketing
4º ao 6º sem.
Psicologia
Concl.do 1º sem. de 2011
Publicidade e Propaganda
1º ao 7º sem.
Publicidade e Propaganda
1º ao 6º sem.
Técnico em Gestão
Concl. do 1º sem. de 2010
Técnico em Informática
1º ao 5º sem.
Técnico em Logística
Conclusão do 2º sem. de 2009
Técnico em Marketing
1º ao 5º sem.
Técnico Proc. de Dados
Concl. do 1º sem. de 2010
Tec. Administração de Empresas 1º ao 2º sem.
Tecnologia em informática Conclusão do 1º sem. de 2011
Tec. Proc. de Dados
Concl. do 1º sem. de 2010
Bolsa-auxílio
R$ 500,00
R$ 800,00
R$ 1.175,38
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 1.511,00
R$ 1.511,00
R$ 1.511,00
R$ 1.511,00
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 600,00
R$ 900,00
R$ 500,00
R$ 1.300,00
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 900,00
R$ 465,00
R$ 5,00 / hora
R$ 400,00
R$ 400,00
R$ 4,80 / hora
R$ 658,84
R$ 900,00
R$ 4,50 / hora
Site: www.nube.com.br ou telefone: (11) 4082-9360.
OE
51875
64344
35125
64025
55554
64241
64061
64062
63321
63986
55752
55928
56987
64243
56837
60295
63678
64242
64004
64029
63808
30322
36793
49460
64338
64341
64237
45083
Pesquisadores brasileiros poderão concorrer a prêmios de até R$ 15 mil
por estudos que possam ser incorporados pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). O VIII Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS
– ano 2009 oferece um total de R$ 55 mil para trabalhos desenvolvidos,
principalmente, em projetos acadêmicos vinculados a cursos de doutorado,
mestrado ou especialização ou ainda publicados em revista científica. A idéia
é obter pesquisas e tecnologias que possam ser implementadas nos serviços
de saúde. Além de ganhar prêmio em dinheiro, os vencedores terão seus
trabalhos divulgados, na íntegra, no Portal Saúde (www.saude.gov.br) e na
Biblioteca Virtual de Saúde do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br/bvs).
O prêmio é dividido em cinco categorias: Tese de Doutorado; Dissertação
de Mestrado; Trabalho Científico Publicado; Monografia de Especialização
ou Residência e Incorporação de Conhecimentos Científicos no SUS. Os
interessados podem se inscrever até 10 de julho na página www.saude.gov.
br/premio. Informações: [email protected]
FEIRA VIRTUAL DE TRAINEES E ESTAGIÁRIOS
O espaço virtual é
cada vez mais o local
onde as pessoas interagem umas com as
outras. Este é um dos
motivos pelo qual as
oportunidades de emprego estão indo mais
para a Internet. E para
fomentar o recrutamento online, a curriculum.com.br realizará
em maio a primeira
Feira Virtual de Trainees e Estagiários. Esse palco possibilitará às grandes
empresas expor seus programas de vagas para as melhores cabeças do
mercado. Num ambiente 3D e de realidade virtual, que simula o mundo
real, universitários e jovens profissionais poderão encontrar empregos reais e participar da Feira Virtual. O evento acontecerá de 25 de maio a 07
de junho. O candidato interessado já pode solicitar aviso por e-mail, assim
que o cadastro de currículo estiver disponível para o público. Basta inscrever seu e-mail no site: www.curriculumnetworks.com.br
FÓRUM DE MARKETING
Quem procura inspiração para planejar a estratégia de marketing de
sua empresa ou conhecer
mais sobre o assunto, não
perca a oportunidade de
participar da 6ª Edição do
Fórum “As Grandes Sacadas de Marketing 2009”.
Lá você encontrará com
detalhes as estratégias das empresas escolhidas, que estão fazendo a diferença no mercado de trabalho. General Motors, Neosaldina, Porto Seguro,
Pepsico, Lenovo, Volkswagen caminhões e outras. O Fórum acontece no
dia 4 de junho de 2009, no Grand Hotel Ca’d’Oro. Rua Augusta, 129 – São
Paulo. O evento tem um custo de R$ 300,00 (professores) e R$ 200,00
(alunos matriculados).
Mais informações: www.grandessacadasdemkt.com.br ou pelo tel.:
(11) 3051-2050.
06
Pós-Graduação
Potencial comprovado
Um grupo de pesquisa (BIOMED), do mestrado profissional em
Farmácia, trabalha para o desenvolvimento de novos medicamentos
Por Karen Rodrigues
é que temos um efeito múltiplo não só anti-bacteriano, que era o esperado como todos os outros
já apresentam. Mas temos também o efeito de antiinflamação para gengivites; antifúndicos, para infecções parasitadas por fungos na cavidade bucal
e também a capacidade de cicatrização de microlesões que eventualmente acontecem no próprio
manuseio da escova, do fio dental e, em geral, faz
com que o microrganismo se instale e produz uma
inflamação”, informa Paulino. O término desde
trabalho está previsto para o meio deste ano e assim, serâo desenvolvidas as formas farmacêuticas,
podendo ser oferecida na forma de convênio de
transferência de tecnologia ou na venda da patente
para uma indústria farmacêutica que tenha interesse em comercializar.
Para o desenvolvimento de todos estes projetos, o BIOMED conta com a participação de onze
pesquisadores doutores vinculados ao Programa
de Mestrado em Farmácia e dois colaboradores
externos, além de alunos da Iniciação Científica,
eventualmente alunos de TCC, e alunos do Mestrado, que fazem seu desenvolvimento tecnológico
dentro do programa.
De acordo com o prof. Niraldo, projetos desse
porte trazem inúmeras vantagens para a UNIBAN,
como a possibilidade de estabelecer uma parceria
com a comunidade de base, o público em geral,
prestadores de serviços em saúde e indústrias farmacêuticas, com o desenvolvimento de novos fármacos em medicamentos. E, ainda, contribui na
formação de pessoas para o mercado de trabalho.
Boletins informativos
O BIOMED também elabora boletins informativos mensais sobre o uso racional de plantas
medicinais. “É feito um resgate do conhecimento popular em relação às plantas e, em cima disso, é feito um levantamento técnico-científico,
validando-o com informações cientificamente
comprovadas”, explica dr. Niraldo.
As informações para o conteúdo desse boletim vêm da parceria com comunidades de base
de Santa Catarina, como a Pastoral da Saúde. E
assim que são agregados valores científicos às
informações, são devolvidas para a comunidade
no formato de boletim.
O primeiro exemplar foi publicado no mês
passado e tratou a respeito da planta peruana
antidiabética, Yacon. São batatas indicadas às
pessoas portadoras de diabetes. “Estamos a cada
dia buscando ampliar o conhecimento científico para que possamos transformar a ciência em
um bem de todos, melhorando a condição de
vida das pessoas, gerando riqueza e distribuindo renda. Essa é a verdadeira vocação do nosso
Grupo de Pesquisa”, conclui o professor.
Marisa De Lucia
Com o intuito de direcionar suas pesquisas
para o desenvolvimento de novos fármacos que
possam atender à demanda da indústria farmacêutica, o Programa de Mestrado Profissional em
Farmácia da UNIBAN criou, no ano passado, o
Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento de Biomedicamentos (BIOMED).
Coordenado pelo prof. dr. Niraldo Paulino, o
grupo trabalha com produtos que são testados
na farmacologia, avaliados toxicologicamente, e
àqueles que apresentam um potencial terapêutico
é dada uma forma farmacêutica e então é produzido um novo medicamento. “Fazemos testes em
algumas moléculas para comprovar se existem atividades antiinflamatórias, anticâncer e antioxidante. Transformamos a forma bruta em uma forma
farmacêutica como cápsulas, comprimidos e xaropes, para que o consumidor possa utilizar esse
produto”, explica o professor.
O BIOMED está com vários projetos em andamento. Entre eles, há a produção de um gel cicatrizante, para uso de lesões de escaras que ficam
no dorso de pacientes acamados há muito tempo.
Outro estudo é um chá efervescente, contendo
dois ativos fitofármacos para tratamento de úlcera
gástrica, introduzida por H. pillori. E outro projeto desenvolvido, o qual já se encontra na fase clínica de teste, que é um enxaguatório bucal à base de
própolis. Nele, estão sendo feitos ensaios biológicos em conjunto com o Grupo de Mestrado em
Odontologia, coordenado pelo prof. dr. Camillo
Anauate Netto. “Temos dois grupos testando a
formulação diretamente nos pacientes. O produto
tem mostrado um índice de eficiência muito superior ao que já existe no mercado. A vantagem
07
“Terra Sonâmbula é um dos livros de Mia
Couto, autor moçambicano, publicado no Brasil.
Logo no início, somos tomados por uma sensação de estranheza e de certa incompreensão
pela forma como os acontecimentos se dão. A
história de Muidinga/Kindzu e seu protetor Tuahir parece ser de outro mundo, baseada em uma
lógica que não somos capazes de entender, que
provoca nossa racionalidade. Porém, no decorrer da leitura, nos damos conta de que a forma
como os personagens entendem o mundo não
é muito diferente da nossa. Mais do que um romance que toma contornos surpreendentes, Terra Sonâmbula nos permite conhecer um pouco
mais a respeito da África e de sua diversidade e,
porque não dizer, do jeito brasileiro de ser”.
Biblioteca
Amana Salles
Livro em língua portuguesa
com sumários e apresentações
em inglês, com 608 páginas,
edição do Ministério do Esporte
em associação com o Conselho
Federal de Educação FísicaConfef (Brasília 2008). Nesta
obra, 71 autores brasileiros e
quatro do exterior, pertencentes
a 35 universidades, apresentam
estudos e pesquisas no tema
de legados de megaeventos
esportivos, solicitados pela Universidade Gama
Filho – Grupo de Estudos Olímpicos desde o início de 2007, em
razão da realização dos Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro.
Posteriormente, essa produção técnico-científica foi discutida em Seminário
acadêmico, também aberto à participação de especialistas do exterior. Nestas
condições, este volume – previsto para produzir impacto internacional – representa
a criação de um grupo mínimo de sustentação científica para a produção nacional de
conhecimentos sobre megaeventos esportivos, de acordo com seu enfoque prioritário
atual: os legados.
O livro pode ser baixado pelo site http://www.confef.org.br/arquivos/lega-
O mestre indica...
Legados de
Megaeventos
Esportivos
Profa. Brígida
Malandrino,
Psicóloga
e cientista
da religião.
Leciona
Psicologia
Analítica nos
campi CL,
MBII e MC.
dos/Livro.Legados.de.Megaeventos.pdf
Disponível na Biblioteca da unidade MBII
Marisa De Lucia
08
Entrevista
Defensor dos animais silvestres
O coordenador geral
da RENCTAS, Dener
Giovanini, traz um
panorama atual do
combate ao tráfico de
nossa fauna
Por Renato Góes
Em setembro de 2004, o ambientalista Dener Giovanini concedeu
uma entrevista à Folha Universitária
cujo tema era o tráfico de animais
silvestres no Brasil. Na época, a conversa teve um tom pessimista, amparada em dados assustadores deste
crime ambiental. Considerada a terceira maior rede de tráfico do mundo – perde apenas para os cartéis de
drogas e venda ilegal de armas, essa
organização criminosa é uma constante ameaça à já ameaçada fauna
brasileira.
Quase cinco anos se passaram e
novamente o tema voltou à pauta.
Curiosamente, o Dener Giovanini de
hoje está mais otimista com os avanços alcançados, principalmente pelas
ações da RENCTAS (Rede Nacional
de Combate ao Tráfico de Animais
Silvestres), organização a que coordena. Se algo melhorou nesta questão, grande parte se deve à entidade
e às pessoas que, assim como Dener,
dedicam suas vidas à proteção de espécies ameaçadas de extinção.
Nesta entrevista, que por causa
das idas e vindas do nosso entrevistado foi feita por e-mail, ele comenta sobre a fraca legislação ambiental, sobre a cultura do brasileiro
em manter animais silvestres em ambientes domésticos, as ameaças que
eventualmente sofre daquelas pessoas ligadas ao crime e qual é a parcela
de responsabilidade de nós, cidadãos
brasileiros. Confira.
Folha Universitária – Nossa última conversa aconteceu em setembro de 2004. De lá para cá,
você pode afirmar que o combate
ao tráfico de animais melhorou
ou piorou?
Dener Giovanini – O combate ao comércio ilegal de animais
silvestres melhorou consideravelmente e as expectativas são as melhores. Existem inúmeros exemplos, como os esforços da polícia
federal, que inclusive criou uma
divisão especial para o combate
de crimes ambientais depois des-
sa data. É claro que muitas coisas
ainda precisam acontecer, mas
vemos de forma positiva as ações
dos diversos órgãos envolvidos e
grande mobilização da sociedade
nesse sentido.
F.U. – Uma das questões apontadas por especialistas como incentivo ao tráfico de animais é a fraca
legislação que pune levemente o
traficante e o comprador. Existe
alguma previsão ou pressão de
mudança?
D.G. – As mudanças legais são
realmente necessárias, algo que
a RENCTAS sempre buscou. A
legislação ambiental brasileira
possui penas muito leves, além de
um baixo potencial de aplicabilidade. Além disso, o Código Penal determina que crimes como
os praticados contra o meio ambiente, cuja pena de detenção não
ultrapassa um ano, sejam considerados como de menor poder
ofensivo. Nesse caso, a pena de
detenção é substituída por penas
alternativas, como a distribuição
de cestas básicas, por exemplo.
Felizmente existem projetos de
lei em tramitação no Congresso
Nacional para aumentar a pena
contra o tráfico de animais silvestres e, em breve, devem ocorrer
melhorias.
F.U. – De que modo
os projetos e ações da
Renctas têm contribuído de forma efetiva
para o combate ao
tráfico de animais?
Como seria a atual situação sem
a presença da
Renctas?
D.G. – É
importante lembrar que
antes da RENCTAS o tráfico
de animais silvestres era tido
como
uma
coisa comum,
“O comércio
ilegal de animais
silvestres continua
a ser umas
das principais
atividades ilícitas
no mundo. A
conexão entre o
tráfico de animais
silvestres com
outros negócios
criminosos já foi
comprovada. E
de certa forma
todos estão
interligados”
corriqueira e diária, sem maiores
preocupações com suas consequências, aliás, essas nem eram
notadas pela sociedade. Muitas
vitórias foram registradas nestes
10 anos de trabalho e é nítida a
conscientização e participação da
sociedade. Nós iniciamos o nosso
trabalho praticamente informando às pessoas o que era o tráfico
de animais silvestres e hoje quase
não conseguimos atender à enorme quantidade de pedidos por
materiais educativos vindo de todas as regiões do País.
F.U. – De que modo a sociedade
tem encarado esta questão? Tem
ignorado ou assumido sua responsabilidade?
D.G. – A sociedade está assumindo seu papel e, aos poucos, as
mudanças ocorrem. O hábito de
manter animais silvestres como
animais de estimação faz parte
da cultura brasileira. Mas de um
modo geral percebemos que, aos
poucos, as pessoas começam a se
preocupar com essa questão. Nós
recebemos muitos pedidos de informação de pessoas que querem
ter um animal silvestre mas não
querem obtê-los de forma ilegal.
E isso é um dado muito importante porque até há pouco tempo
atrás essa preocupação praticamente não existia.
Então vemos que
a sociedade está
participando mais,
denunciando e se
recusando a contribuir com esse
crime ambiental.
F.U. – A
Renctas
tem ações
voltadas
ao público
jovem, para
que a cultura do tráfico
de animais comece a ser extinta pro-
09
gressivamente em algumas regiões do Brasil?
ligados. Muitas vezes uma rota do
tráfico de drogas é utilizada também para retirar do País animais
capturados ilegalmente. As duas
CPIs sobre o tema, que foram realizadas na Câmara dos Deputados,
deram uma enorme contribuição
para esclarecer como funciona o
mecanismo nacional e internacional do tráfico de fauna silvestre.
D.G. – Sim, esse é um público
pelo qual temos especial dedicação. Os jovens são grandes
formadores de opinião. Quando
você consegue conscientizar uma
criança ou mesmo um adolescente, essa consciência se dissemina,
pois eles têm uma grande capacidade de influenciar suas famílias
e amigos. Em nossas campanhas
educativas, sempre buscamos utilizar uma linguagem que alcance
prioritariamente essa parcela da
nossa população.
F.U. – No atual momento, quais
são as espécies mais ameaçadas?
Durante os quase cinco anos
que separam as duas entrevistas,
quais espécies foram (quase) extintas?
F.U. – O tráfico de animais é cotado como o 3º mais influente, ficando atrás apenas do de drogas
e do de armas. Houve alguma
mudança no ranking durante estes anos? As redes são interligadas ou independentes?
Fotos: Divulgação
D.G. – Sem dúvidas, o comércio
ilegal de animais silvestres continua a ser umas das principais atividades ilícitas no mundo. A conexão entre o tráfico de animais
silvestres com outros negócios
criminosos já foi comprovada. E
de certa forma todos estão inter-
D.G – Temos muitas espécies da
fauna silvestre ameaçadas pelo
tráfico de animais. Em sua grande maioria são as aves de bela
plumagem ou canto. Mas não podemos nos esquecer que qualquer
espécie da nossa fauna pode vir a
ser ameaçada por esse comércio
ilícito. Quando um animal é retirado ilegalmente da natureza ele
pode ter diversos destinos e não
só servir como animal de estimação. Essa captura também pode
ter por objetivo, por exemplo, a
utilização de partes dos animais,
como peles e penas.
F.U. – Percebe-se que você tem
uma vida atribulada e que sempre está em campo no combate
do tráfico de animais. Você tem
sofrido retaliações por causa do
seu trabalho? Quem são as pessoas que se incomodam com seu
trabalho?
D.G. – Nunca tive medo de ameaças ou retaliações. Ninguém me
intimida e creio que os traficantes já perceberam isso. Quando
você se propõe a combater um
mal deve ter a consciência dos
riscos que está enfrentando. Sei
também que muitas pessoas nesse País sentem-se incomodadas
pelo trabalho que a RENCTAS
realiza, principalmente aqueles
que devem pagar pelos seus crimes ambientais. Mas, pessoalmente, considero todos esses criminosos apenas como uma corja
de covardes desprezíveis. E se
eles estão incomodados vão ficar
mais ainda, porque nem eu e nem
a RENCTAS vamos parar.
F.U. – Em quais regiões brasileiras o tráfico de animais tem maior
incidência?
D.G – O comércio ilícito da fauna está difundido por todo o território nacional, do Oiapoque ao
Chuí, o que na verdade muda é
a maneira como ele ocorre. Nas
regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde existe uma rica
biodiversidade, existe uma grande coleta de animais na natureza,
que são direcionados para as regiões Sul e Sudeste, locais de maior
consumo de fauna no País. Já nos
grandes centros urbanos ocorre
o comércio propriamente dito.
F.U. – Qual a melhor maneira do
brasileiro colaborar no combate
ao tráfico de animais? Basta apenas a denúncia?
D.G. – A melhor maneira é jamais comprar um animal silvestre
sem origem e, além disso, ajudar
na conscientização das pessoas
que o cercam. Educação, inclusive a ambiental, é coisa que se
aprende em casa.
Saiba mais:
www.renctas.org.br
10
Reportagem da Semana
Juscelino (embora todas as situções sejam reais, os nomes dos personagens são fictícios. A excessão é
feita no caso dos entrevistados), um
menino de 4 anos de idade, morava com a mãe e o avô materno. A
mãe percebeu que o garoto estava
demonstrando uma tristeza fora do
comum, mesmo para uma criança
doente. Ao trocar o garoto, a mãe
percebeu que o ânus do filho, como
ela declarou à justiça, estava “aberto”
e muito machucado. Questionado, o
menino contou (em sua linguagem
infantil) que foi violentado e abusado sexualmente por um primo de 30
anos de idade. O menino era deixado
na casa desse primo enquanto a mãe
ia trabalhar. No hospital, a perícia
constatou que a história era real. São
casos como os de Juscelino que estão
deixando os pais brasileiros de orelha
em pé e a se questionarem: até quando os tupiniquins terão que conviver
com o abuso sexual de seus filhos?
A resposta a esse questionamento
é mais complexo do que parece. Em
primeiro lugar, casos assim, que são
chamados popularmente de crime
de pedofilia, nem sequer aparece
no Código Penal brasileiro.
Nem mesmo o termo pedófilo ou pedofilia. De
acordo com o psicólogo
Adalberto Botarelli, coordenador pedagógico do
Instintuto de Educação da
UNIBAN, a palavra pedofilia é utilizada para designar
uma desordem mental e de
personalidade.
“Sem dúvida,
é um desvio
sexual caracterizado
pela atração por
crianças
ou ado-
ro
ia
Por Manuel Marques
Infânc
A prática da Pedofilia ainda não
aparece descriminada como
crime no arcaico Código Penal
brasileiro. Mas vidas foram
destruidas. Leia abaixo histórias
de vítimas dilaceradas e opiniões
de especialistas no tema
lescentes sexualmente imaturos
que encontram-se
em relação de desvantagem”, esclarece o
professor Adalberto, que é
doutor em psicologia social. E
completa: “Alguns especialistas procuram fazer distinção entre o ato
criminoso daqueles que procuram
aproveitar-se da vulnerabilidade das
vítimas, de outros que possuem atração por crianças”.
Em outras palavras. Um indíviduo
pode ser pedófilo (sentir-se atraído por
crianças), sem jamais concretizar essa
atração. Ainda de acordo com o nosso
Código Penal, existem duas formas de
abuso sexual que um adulto pode praticar contra crianças e adolescentes: a
primeira acontece com o contato físico
e a outra sem contato físico (palavras,
gestos obcenos, insinuações, e casos
assim). Em ambos, o adulto abusa do
jovem para conseguir algum tipo de
prazer ou satisfação interior.
“Quando se fala em
pedofilia a gente cai num
vazio porque no Brasil
não existe a tipificação
da pedofilia no Código
Penal. Existe violencia
sexual, agravada
quando praticada
contra criança e
adolescente, diz
Claudio Hortêncio,
advogado e mestre
em Direito das
Relações Sociais
Amana Salles
ubada
O psicólogo explica que raramente
se pode identificar um indivíduo com
tendência a praticar esse ato. De acordo com ele, geralmente um abusador
sexual não tende a um diagnóstico
específico. “Não existe um quadro clínico estabelecido e as causas não são
conhecidas. Na verdade, a fronteira
atual da ciência é buscar um diagnóstico preciso tendo em vista a possibilidade de tratamento e prevenção”,
esclarece.
O acadêmico Claudio Hortêncio,
que é advogado e mestre em Direito
das Relações Sociais (cujo mestrado
intitula-se Abuso Sexual Doméstico
e Perspectiva da Proteção Integral),
estuda o aspecto jurídico da violência sexual praticada contra menores
há quase uma década. Ele diz que
o pedófilo pode estar em qualquer
lugar, desde a vizinhança, até o lar
da vítima. Um dos processos que
tivemos a oportunidade de ler, ilustra bem esse ponto. Trata-se de sete
moças, com idades entre 13 e 17
anos, além de inúmeras meninas não
identificadas. Em comum entre elas,
além do fato de que nenhuma havia
concluído o ensino fundamental, é
que todas eram exploradas sexualmente num bar por juízes, políticos,
médicos, empresários e até presidentes de órgãos de classe. Recebiam a
fortuna de R$ 10 para transarem
entre elas e com os exploradores.
Curiosamente, um dos juízes envolvidos era responsável por julgar
situações de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Ou
seja, todos os envolvidos eram tidos
como normais e insuspeitos.
Em muitas
ocasiões, abuso
de menores está relacionado à pobreza.
O exemplo disso é Gisele,
cujo caso teve a concordância
da própria mãe. A mulher assinou
um documento, lavrado num escritório de advocacia, que garantia a um
conhecido seu, homem de 32 anos de
idade, de classe média alta, a garantia de estabelecer com a menina uma
convivência como se fossem casados
mediante a recompensa financeira.
Mas esse não é um mal que atinge
apenas aos desafortunados financeiramente, como revela a história de
Janaína, uma garotinha de seis anos,
pertencente a uma família de classe
média alta, vitimada por um agressor
que era vizinho da família, um homem de 39 anos, com renda acima de
12 salários mínimos mensais. Mas o
que mais choca nessa história é que
exames no IML revelaram que houve
conjunção carnal.
São casos assim, como declarou o
senador Magno Malta (um dos principais articulistas da chamada CPI
contra a Pedofilia) numa entrevista
concedida a este jornal no final do
ano passado, que fazem chorar: “levei
ao presidente Lula algumas imagens
apreendidas pela Polícia Federal. O
presidente quando viu aquilo chorou
e deu um soco na parede. O Brasil é
um paraíso de pedófilos, mas esta situação será mudada”. A mudança a
que o senador se referia era uma lei
proposta pela CPI, e sancionada pelo
presidente Lula, que criminaliza a posse de material de pornografia infantil.
O professor Hortêncio explica que
abuso sexual praticado contra crianças
e adolescentes é crime definido por lei.
Mas faz uma ressalva: “cabe lembrar
que a violência sexual contra os adolescentes não compõem doutrina penal como tipificação específica, salvo
nos casos em que o crime é praticado
via rede mundial de computadores”,
11
diz o professor da Pós-Graduação da
UNIBAN. Para ele, o debate sobre
essa questão devia começar a partir
do questionamento se a pedofilia é de
fato uma doença. “Se a gente caracterizar como um sofrimento psíquico,
o que fazer? A gente não tem claro
que caminho trilhar aqui no Brasil
para resolver essa questão. Se for uma
doença, nem todos que abusam das
crianças são pedófilos (como o caso
dos juízes e políticos citados acima).
Pedofilia é o desejo, que não pode ser
punido em hipótese nenhuma”, diz. E
exemplifica: “Eu sou negro. As pessoas não podem ser punidas se elas
sentem ódio por negro. Elas são punidas sim, se eles manifestarem esse
ódio. Na pedofilia podemos usar esse
mesmo exemplo”.
O acadêmico lembra ainda da brecha no nosso velho Código Penal.
“Quando se fala em pedofilia
a gente cai num vazio porque
no Brasil não existe a tipificação da pedofilia no Código
Penal. Existe violência sexual, agravada quando praticada
contra criança e adolescente.
Mas o Código Penal não separa crime contra criança e crime
contra adulto. Por isso eu faço
uma crítica à CPI da pedofilia,
que ao invés de trazer a discussão à tona, faz apenas um grande
circo de caça às bruxas”, lembra o
professor, que é um dos consultores da obra: A Defesa de Crianças
e Adolescentes Vítimas de Violências Sexuais, obra que é fruto da
reflexão intelectual de doze grupos
dos direitos da criança e do adolescente.
A observação é cabível. Nem
tudo que parece é, como mostra
uma história ocorrida em solo nacional. Trata-se da acusação contra um
homem de 33 anos, de classe alta, pai
de uma criança com pouco mais de
um ano de idade. Quem processou
foi a mãe, recém-divorciada, alegando
Divulgação
que o pai se trancava com a filha no
quarto e que não permitia a entrada
de ninguém. E ele mesmo trocava as
fraldas e cuidava da alimentação da
criança nas datas que podia ficar com
a filha. Conforme a criança ia crescendo, a mãe alegou que vez por outra
a menina colocava objetos na vagina,
além de apresentar assaduras, inflamações e vermelhidões em toda a região
da genitália. O homem foi processado,
só que a mãe omitiu, em todas as fases
do processo, que a criança era alérgica
a fraldas. Após várias avaliações periciais, a justiça não só inocentou o pai,
como acusou a mãe de omissa, condenando-a a pagar todas as despesas
processuais.
Mas o maior foco de crime sexual
contra a criança e o adolescente não é
em casa, mas na Internet. E os bom-
c.hu
Fotos: www.sx
Abaixo, assinatura de
termo de compromiso
entre o provedor Google
e parlamentares da CPI
da Pedofilia. Garantia de
segurança na web
bardeios vêm de todos os lados. Das
muitas histórias que apuramos para
essa reportagem, uma das que mais
surpreendem é a da adolescente Camila, quando contava com 13 anos de
idade. Esse caso ilustra também como
se dá a sedução de um menor, via web.
Por mais que pareça absurdo, Camila
foi vítima de um líder religioso de 36
anos de idade, um homem casado e de
classe média. A jovem frequentava o
templo liderado por ele e tinha até cargo na igreja: coreógrafia juvenil, ao lado
de outras adolescentes. De acordo com
o próprio relato da vítima, ela começou a gostar do filho desse “apóstolo”.
Mas o rapaz não correspondeu a esse
sentimento. Mas mesmo assim, vez ou
outra, eles se falavam pelo MSN. E então ela foi adicionada pelo líder religioso.
Quando ele tomou conhecimento do interesse que a
jovem nutria pelo filho, se apressou a
dizer que Deus lhe enviara um sonho
profético, no qual revelava que para
ficar com o filho ela teria que fazer
um grande sacrifício, a exemplo do
patriarca bíblico Abraão. O sacrifício
era entregar-se a ele três vezes. Embora achando estranho, Camila não ousou questionar, já que se tratava de um
apóstolo. Transcorrendo menos de um
mês, o apóstolo cobrou o tal sacrifício.
Desta vez, ela questionou se aquilo
viera mesmo da parte de Deus. “Eu jamais brincaria com o nome de Deus”,
foi a resposta. No carro do apóstolo
foram a um motel, que permitiu a entrada da menina. Como Camila era
virgem, o líder religioso recomendou
que ela “vigiasse” (termo utilizado na
Bíblia para recomendar que o cristão
fique atento para toda boa obra executada por Jesus), pois iria sangrar e doer
muito no início.
Vou poupar o leitor dos detalhes
que constam nos autos dessa primeira
parte do “sacrifício”. Basta dizer que
ali o tal líder praticou até uma forma
de sexo que os cristãos chamam de sodomia. Em datas posteriores, Camila
cumpriu os três sacrifícios no mesmo
motel. Mas o filho do tal apóstolo não
veio para os seus braços. Questionando o seu agressor, ela ouviu que
“os propósitos de Deus ocorrem no
tempo do Senhor e não no nosso.
Sei que ainda vou fazer o casamento
teu e do meu filho”. Ela acreditou.
Mas com o tempo, após presentes
e viagens, Camila se achava apaixonada não mais pelo filho, mas
pelo próprio religioso. A menina
já consentia favorável à relação sexual ilícita. Resumindo a história.
Mantinham relação sexual até na
casa dela. E foi numa dessas ocasiões que foram surpreendidos e,
como dizem os mais jovens: “a
casa caiu”. A família do apóstolo, a igreja e os tribunais foram
avisados. E Camila, uma jovem
de 13 anos, teve que contar, na
presença de estranhos, detalhes
dessa história sórdida que resumi ao leitor. Quantas Camilas,
Juscelinos e tantos outros ainda serão
vítimas desse mal? Esperamos que
as autoridades tenham uma resposta.
(confira o complemento dessa reportagem em nosso hotsite: www.uniban.
br/folha).
12
UNIBAN Brasil
Estudo ajuda no entendimento
e respeito ao meio ambiente
Por Marisa De Lucia
Alunos dos cursos de Licenciatura
em Ciências Biológicas e Pedagogia,
campus Osasco, realizaram um estudo no Parque Estadual da Serra da
Cantareira, em São Paulo. O estudo
foi proposto pelo prof. Kleber Jamal
Contiero, responsável pelas disciplinas de Educação Ambiental e Metodologia do Ensino de Biologia, para o
qual “atualmente existe um consenso
sobre a importância que a preservação
do meio ambiente tem para a humanidade, mas não se discute o importante
papel que a educação, sobretudo nos
ensinos médio e fundamental, tem
para com o tema preservação do meio
ambiente”.
O Parque Estadual da Serra
da Cantareira é considerado uma
das Unidades de Conservação
mais importantes do Estado. Localizado na divisa da capital de
São Paulo com a pequena cidade
de Mairiporã, o local abriga umas
das maiores porções de Mata
Atlântica preservada do Brasil.
“A visita ao Parque Estadual da
Cantareira foi uma forma de sensibilizar os alunos para a importância
do estudo do meio em unidades de
preservação, prática de educação ambiental e utilização dessas atividades
como metodologia de ensino para os
futuros professores”, observou.
O objetivo do estudo foi propiciar
que tanto os alunos do curso de Biologia quanto os futuros pedagogos pudessem vivenciar uma das estratégias
de trabalho em educação ambiental
e o ensino de Ciências, em uma área
natural protegida, discutindo os temas
de preservação, educação ambiental,
ecologia e botânica; possibilitar a reflexão da utilização de estudo do meio
em suas práticas pedagógicas e incentivar os alunos a utilizar este tipo de
atividade com seus alunos.
Para o prof. Kleber, “os alunos
do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas puderam trocar experiências em atividades de Educação
Ambiental com os alunos do curso de
Pedagogia. Conheceram e puderam
caminhar nas trilhas ecológicas do
Parque, e avistar São Paulo por outro
ângulo que nem imaginavam”.
A aluna Edna Abadi, do 2º ano
de Pedagogia Osasco Vespertino, comentou que “foi cansativo nas trilhas,
mas aproveitei bastante e consegui
entender mais sobre como trabalhar
educação ambiental de maneira não
formal”.
“Sempre que tiver excursões
como esta, podem contar com a
minha presença, uma experiência inesquecível que irei trabalhar com meus futuros alunos”,
disse Renan Urquiza, do 2º ano
de Licenciatura em Ciências
Biológicas.
Laboratório interativo
Por Marisa De Lucia
Organizada pelo prof. Leandro
Rogério Violante, a visita técnica à
Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André, teve como
objetivo mostrar aos alunos do 1°
ano de Matemática, campus ABC,
a evolução do planeta Terra, alertar
sobre os problemas ambientais e
ajudá-los na construção do conhecimento.
A proposta, segundo o prof. Leandro, fez com que os professores
explorassem melhor os temas relacionados à Física, à Matemática e
à Química, inclusive com crianças
menores, que puderam analisaram
experimentos relacionados à ótica,
mecânica, eletricidade e acústica.
A Sabina tem 14 mil m² e une diversão e ciência em atrações como
o túnel da formação do Universo,
onde é possível acompanhar desde
o Big Bang até a origem da Terra,
com direito a tremores; sala da vida,
que abriga a área dos dinossauros e
um aquário com baiacus e tubarõeslixa, entre outros. Há também um
simulador do fundo do mar e uma
área voltada para a Química e a Física, com cerca de 160 experimentos
interativos.
No interior do Parque, os alunos
tiveram acesso a uma réplica perfeita do esqueleto do Tiranossauro
Rex, que impressiona a todos com
sua veracidade e perfeição. “Em
certos momentos o dinossauro ‘ganha vida’, deixando as pessoas de
boca aberta! Ele faz movimentos e
também emite alguns rugidos. Sempre com cenários e instrutores que
falam um pouco da pré-história”,
comenta o professor.
Outra atração é a boneca Ana
Clara, que mostra a todos os viajantes o interior do seu sistema digestivo. Em cada parte, a instrutora liga
uma gravação instalada na boneca
que emite informações importantes.
Na região bucal, é explicado como
Fotos: Divulgação
Parque Estadual da Serra da Cantareira foi o local visitado por alunos de
Ciências Biológicas e Pedagogia
Alunos de Matemática visitam a Sabina Escola
Parque do Conhecimento, onde criatividade,
ciência e história viram diversão
ocorre a mastigação e a importância
da escovação dos dentes. Posteriormente, no estômago, a boneca fala
sobre o processo de mistura e repartição dos alimentos, e assim por
diante.
A aluna Rosana de Freitas achou
o espaço completo. ”De forma interativa, ele atinge várias áreas como:
física, matemática, comunicação,
história, geografia e artes. Contribui
muito para um melhor entendimento, por estarmos vivendo fisicamente com tudo o que aprendemos na
teoria, aplicando o conhecimento
ao nosso cotidiano, com experi-
mentos de ciência, que simulam as
leis da física, de eletricidade e ótica.
O que mais achei interessante foi o
gerador de Van Der Graaf, que usa
a energia eletrostática para demonstrar fenômenos da física. Adorei ver
os amigos de classe com os cabelos
arrepiados”, disse ela.
13
Rafael Cortez do CQC
agita o campus Marte
O evento Do TCC ao CQC foi promovido pelos
alunos do 3º semestre do curso de Comunicação
Institucional
Por Marisa De Lucia
O jornalista, ator, músico e repórter do programa CQC da TV
Bandeirantes, Rafael Cortez, esteve na UNIBAN para fazer uma palestra sobre o tema: “Do TCC ao
CQC”. Ele falou de sua trajetória
desde a faculdade, a elaboração de
seu TCC e seu rumo profissional
até chegar ao CQC, onde encanta
a todos com sua criatividade e capacidade de improvisação.
Vencedor do Prêmio “Quem”,
na categoria Melhor Jornalista de
TV, em 2008, e do Prêmio Abril de
Jornalismo, na categoria Conteúdo
para Celular, em 2007, Rafael relembrou com humor seus momentos como estudante, afirmando que
sempre foi na contramão do que
era pedido na faculdade. “Sempre
fui pela ousadia, fazia tudo o que
eu tinha vontade, e isso fez com
que eu chegasse aonde cheguei”.
Dono de uma humildade incomparável, Rafael fez questão
de deixar claro que a posição que
está hoje pode ser revertida e, por
isso, continuará sempre perseguindo seu sonho, que é o de trabalhar
mesclando jornalismo, teatro e
música e de se aperfeiçoar no violão, uma de suas paixões. “E quero
amar e ser amado”, disse dirigindo
o olhar para uma loira na platéia,
arrancando risos.
Aconselhou aos jovens a seguirem sua intuição e se relacionarem
bastante com o universo artístico,
pois ele abre caminhos. E brincou:
“Se você tem um violão nunca está
sozinho”. Segundo ele, a criatividade hoje é tudo. “As empresas estão
interessadas em pessoal criativo. É
por isso que o CQC pegou”.
Sobre seu trabalho no CQC,
disse que se relaciona muito bem
com seus colegas e que tem que
ter muito jogo de cintura com os
entrevistados. Sobre o beijo no Pedro Almodóvar, disse ter usado a
tática de “sacanear o sacaneador”.
“Mas, em contrapartida, ontem
beijei a Luiza Brunet”, disse com
um sorriso largo no rosto, coisa
que lhe é peculiar.
Para ele, quem se propõe a fazer um programa de humor tem
que ter a capacidade de ser ridículo. “E isso é legal, pois se propor
a coisas esdrúxulas, na verdade, é
a desconstrução do seu ego. Não
tenho medo do ridículo, aliás, hoje
nos pautamos por colocar no ar
apenas o que provoca risos em vocês”.
Embora só toque música instrumental clássica, e esteja batalhando
o lançamento de um CD, disse ter
muita vontade de se aventurar na
MPB. “Aliás, já criei composições
e até um CD no meu pensamento”. O que prova até onde chega
sua criatividade.
Realizado pelos alunos do 3º
semestre de Comunicação Institucional, do campus MR, com o
apoio das coordenadoras do ICA
– Instituto de Comunicação e Artes da UNIBAN, o evento lotou o
auditório e muita gente ficou de
fora, mas pôde ter contato com
Rafael durante a noite de autógrafos realizada no intervalo das aulas
no Centerban.
Classificados
Vende-se Tornado 2004, vermelha,
toda original, pneus novos, motor, alarme, baú sem uso. Valor: R$ 7.300,00.
Deolmar. Tel.: 8034-3688.
Vende-se Gol 93/93 1.8 CL, gasolina,
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8144-2684. Robson ou Thaís. E-mail:
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Cultura
17
Exterminador do Futuro: A Salvação é mais um capítulo da saga de John Connor
Apontado como um dos blockbusters mais aguardados de 2009,
Exterminador do Futuro: A Salvação retoma a série criada por James
Cameron nos anos 80, e que teve outras duas sequências nas décadas que
se seguiram. Esta quarta parte da
saga se passa no futuro apocalíptico
citado diversas vezes nas produções
anteriores. Só que John Connor,
personagem-chave da trama, não é
um adolescente problemático, muito
menos uma criança indefesa no útero da mãe. O que vemos é um homem calejado pelo campo de batalha e ciente da responsabilidade que
carrega sobre os ombros: liderar os
humanos que formam a única resistência contra um incansável exército
de máquinas.
Interpretado por Christian Bale
(Batman Begins), o protagonista começa a perceber que o futuro que sua
mãe, Sarah Connor, havia lhe avisado pode ter sofrido algumas alterações. Dentro desse contexto é que
surge um novo personagem, o jovem
Marcus Wright (Sam Worthington),
um robô criado a partir de tecido humano e que deve ter sido base para a
criação dos famosos T-800, eternizados por Arnold Schwarzenegger nos
filmes anteriores. Até aí nada de novo
se não fosse um detalhe: Marcus pensa que é humano. Essa anomalia mecânica pode ser o fiel da balança para
qualquer um dos lados desta batalha, que parece estar bem
longe de terminar.
Dirigida por
McG, da série As
Panteras, a obra
mantém
um
ritmo frenético
com diversas
sequências de
ação de tirar o
fôlego. A perseguição na
auto-estrada
e os combates corporais
com os exterminadores
são momentos impactantes do filme.
Há também
muitas referências a toda mitologia
criada em torno da família Connor,
como os depoimentos gravados de
Sarah, os primeiros refrões de “You
Could Be Mine” do Guns N’ Roses
e a breve aparição, mesmo que digitalizada, do atual governador da Califórnia.
Outra referência que ganha importância no decorrer do longa é o
jovem Kyle Reese, personagem reconhecido apenas por fãs mais atentos
da série. Para quem não se lembra, o
personagem já apareceu na primeira
produção de 1984 ao ser mandado
ao passado para proteger Sarah e se
torna o pai de John. Com tantas reviravoltas entre passado e futuro nos
roteiros dos quatro filmes da série,
fica difícil explicar tudo em algumas
linhas. Mas, em poucas palavras, salvar a vida de Kyle irá garantir o futuro não só de John, mas dos humanos
que compõem a resistência.
Exterminador do Futuro: A Sal-
vação reúne todos os atributos de um
bom filme de ação, faz juz à saga, mas
dá uma escorregada feia quando se
aproxima do fim. Como grande parte
das produções hollywoodianas, o filme se rende ao politicamente correto
justamente em seus momentos derradeiros. A conclusão é tão improvável
que o espectador sai com a sensação
de que um final mais simples, talvez
mais próximo da vida real, seria mais
adequado a um dos maiores clássicos
da ficção científica dos últimos tempos.
Estréia dia 05/06
O enigmático Marcus Wright não sabe se age como humano ou
como máquina
Fotos: Divulgação
Por Karen Rodrigues
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Entretenimento
TV UNIBAN
CRUZADAS
Destaques da Semana de 01 a 07/06
PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS
www.coquetel.com.br
Marca
do amigoda-onça
Órgão
afetado
pelo
glaucoma
Extensões
de água
Hidrogênio
(símbolo)
Derivado
do
petróleo
Caracteriza o
estilo do
desenhista
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(abrev.)
No ano em que Dorina Nowill comemora 90 anos, o programa registra a trajetória da fundadora e presidente da Fundação que leva seu nome. CNU/SP: 4ª – 0h30 / 5ª – 22h /
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em grande estilo. Os brechós mais conhecidos da cidade,
tanto para adultos quanto para crianças. CNU/SP: 3ª – 4h,
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Mulher Invisível, estrelado por Selton Mello e Luana Piovani. Acesse o hotsite da Folha Universitária (www.uniban.
br) e clique no link Promoção. Preencha os dados corretamente junto com a resposta correta da seguinte pergunta:
Cão
caçador
de pernas
curtas
Os nomes dos ganhadores saem na próxima edição.
Resultado da Promoção
A pergunta da semana passada foi a seguinte: Qual destas frases está de acordo com
as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa? Acertou quem assinalou alternativa c) A cada sequência de voo, a plateia do cinema sentia enjoo. Quem ganhou o livro
Escrevendo pela Nova Ortografia foi a aluna Katia Maria Pompeu, do curso de Sistemas
da Informação do campus Vila Mariana (VM). O prêmio pode ser retirado a partir de
quinta-feira na secretaria de campus.
G A S
Ácido do
código
genético
(sigla)
“Eu e (?)”,
de
Roberto
Carlos
Reprimenda, em
inglês
Aquele
que
conversa
Instrumento de
sopro de
som grave
Cenozóica
e Proterozóica
(Geol.)
Dá ao feto
o cromossomo
Y (Gen.)
Talher
para
sobremesa
Princípio
acústico
do sonar e
do radar
É ampliado
através da
leitura
Que não
é curvo
Inventor
do revólver
Processo
biológico
de transformação
da
borboleta
Comunidade como
a dos
xavantes
Bronzeado,
em inglês
O pronome
do mutirão
BANCO
Qual o nome do diretor do filme A Mulher
Invisível?
Instrumento da
torre das
igrejas
Dígrafo de
“velho”
Torta, em
inglês
Adam
Smith,
economista
escocês
Entra no
nome de
todos os
utensílios
do
HomemMorcego
3/bat — pie — tan. 4/rate. 5/siena. 6/basset.
REFERÊNCIAS: DORINA NOWILL
Região
acima da
linha do
equador
Crime
comum
nas metrópoles
Interjeição
que serve
para
saudar
Quadronegro
Solução
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Fiscal de disciplina, adestrador de cães, cantor e aluno. Discussão sobre o Código Ambiental de São Paulo, na Uniban.
CNU/SP: 2ª – 12h e 21h / 3ª – 6h / 4ª – 19h / 5ª – 4h e
16h / 6ª – 12h / Sáb. 9h.
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REVISTA UNIBAN:
Colosso de (?), Maravilha da Antigüidade
Gênero de música
dos MCs
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Histórias de brinquedos que se confundem com a história
de Flávio Pacheco, colecionador de peças raras e comuns.
CNU/SP: 4ª – 12h e 21h / 5ª – 2h30 e 10h / 6ª – 4h /
Sáb. 6h30 e 18h / Dom. 12h.
Centro turístico da
Itália, na Toscana
Obra de João Ubaldo
Ribeiro (Lit.)
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P2: MUSEU DOS BRINQUEDOS
© Revistas COQUETEL 2008
Diz-se do
soldado
sem
graduação
Prêmio do
Atriz que 3º lugar
atuou em olímpico
“Toma lá
Dá Cá”

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