Guia Específico Italiano - TGG

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SIMULAÇÃO PARA O ENSINO MÉDIO – X EDIÇÃO
SiEM - Edição X
1. Itália durante a Primeira Guerra e suas mudanças de lado.
1.1. Unificação italiana
A Itália encontrava-se dividida em vários Reinos – Reino Sardo- Piemontês (dinastia
italiana); Reino Lombardo- Veneziano (dinastia austríaca); Ducados de Parma, Módena e Toscana
(duques austríacos); Estados Pontifícios (governados pelo Papa) e Reino das Duas Sicílias (dinastia
Bourbon) – devido ao acordo realizado no Congresso de Viena (1814 – 1815). Nota-se que os
comandantes dos Reinos, em sua grande maioria, não eram de origem italiana, insatisfazendo a
população, gerando um aumento no sentimento nacionalista e o ensejo para a unificação.
Este sentimento se radicalizou com o crescimento econômico dos burgueses e a vontade de
expansão de seus comércios, bem como, a necessidade de uma unificação politica, pois até então, o
que unia os italianos eram suas identidades culturais. Com isso, vários grupos secretos que
clamavam pelo “Risorgimento” (nome dado ao movimento) surgiram. Depois de vários combates e
a anexação de reino por reino, em 1871, os Estados Pontifícios foram anexados a Itália e Roma
torna-se sua capital. O último desses combates foi a Guerra Franco-Prussiana...
1.2. Tríplice Aliança: surgimento
Com unificação da Alemanha e da Itália, ambos os países buscavam maneiras de se
expandir perante a Europa, tanto territorialmente como economicamente e politicamente.
O surgimento da Tríplice Aliança (um acordo militar entre o Reino da Itália, o Império
Áustro-Húngaro e o Império Alemão, assinado em 1882) deu-se com a relação amigável entre a
Alemanha e o Império Austro-húngaro, que além de compartilharem as fronteiras, também, em
algumas regiões, a lingua germânica, e assim, concordaram em apoiar o outro em caso de guerra.
Em 20 de Maio de 1882, a Itália entra no acordo, pois procurava maneiras de se expandir, bem
como prejudicar a França – devido à intervenção francesa na Tunísia, os que os jornais da época
denominaram como “Schiaffo di Tunisi”– criando uma barreira politico-militar na Europa Ocidental
contra os franceses.
O acordo era uma garantia de apoio das demais caso uma das nações sofressem um possível
ataque de terceiros. A Itália e Alemanha declaram que o acordo não se estendia se houvesse
envolvimento do Reino Unido. Um contraponto para este acordo era o descontentamento do povo
italiano com a ideia, pois consideravam o Império Austro-húngaro como um inimigo já que,
primeiramente, foi contra a unificação italiana e segundo, a Áustria comandava algumas regiões que
ainda possuíam uma razoável população italiana em seu território.
1.3. Início da Primeira Guerra
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Os países europeus disputavam cada vez mais os mercados consumidores tentando assim
se expandir tanto territorialmente como economicamente, o que gerava conflitos entre eles. O
estopim para o início da guerra foi o assassinato do príncipe do Império Austro-húngaro, Fernando
Ferdinando, na Bósnia- Herzegovina, por um sérvio. Devido a este incidente, houve tentativas de
acordo entre os países do conflito, bem como seus aliados, todas fracassadas, acarretando a
declaração de guerra do Império Austro-húngaro contra a Servia – Mussolini na época, ainda estava
no Partido Socialista, declarou: “Abaixo a guerra. Para baixo com os braços para cima e com a
humanidade”.
Os países europeus começaram a tomar posições na guerra, sendo assim, em Agosto de
1914 tem-se início a Primeira Guerra Mundial. Inicialmente, a Itália manteve-se numa posição
neutra no conflito entre dois lados que surgiram: a Tríplice Aliança, formada por Alemanha,
Império Austro-húngaro e Império Turco-Otomano, e a Tríplice Entente composta por França,
Reino Unido e Rússia.
1.4. Mudança de lado
Em Setembro de 1914, a Itália entra em um acordo secreto com o Reino Unido, na qual ela
entraria na guerra contra a Tríplice Aliança, até então vista como aliada. Em Outubro do mesmo
ano, Mussolini lança a celebre frase “Vocês querem ser espectadores nesse grande drama? Ou
vocês querem ser guerreiros?” gerando a sua saída do Partido Socialista Italiano. O acordo ganha
corpo em 1915, com o Tratado de Londres, na qual em troca de sua aliança, uma vitória na guerra
garantiria à Itália terras austro-húngaras que continham maioria da população italiana bem como o
território dos Balcãs.
Em 23 de Maio a Itália declara guerra contra o Império Austro-húngaro, declarando que o
acordo inicial da Tríplice Aliança era em caso de os países do acordo sofressem ataques de
terceiros, e no caso, eles eram os agressores, não podendo admitir tal atitude, e no dia 26 do mesmo
mês, declara o bloqueio com a costa do Império. Com a entrada da Itália na Grande Guerra, a
dimensão mudou, os terrenos de batalha ganharam territórios montanhosos. Porém por ser um país
novo, não estava industrialmente preparada para uma guerra de tamanha magnitude, mesmo assim,
conseguiu reunir em torno de um milhão e duzentos mil homens e os levou para a sua primeira
batalha contra o império Austro-húngaro na região do Tirol do Sul (província ao norte da Itália que
faz fronteira com a atual Áustria) e perto do Rio Isonzo, que com ajuda da geografia local e as
condições do tempo, os italianos conseguem sua primeira vitória nos campos de batalha.
2. A Guerra na frente italiana
No início da guerra, a estratégia italiana era a de realizar ataques militares rápidos e
conquistar territórios em volta de seus fronts de guerra. O front principal se localizava na fronteira
entre a Itália e a Áustria, totalizando mais de 600 km do Passo do Stelvio até o Mar Adriático. As
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forças italianas eram superiores às forças Austro-Húngaras, porém, faltava estratégia, liderança
tática e equipamentos adequados. O resultado foram 246.000 mortes apenas no segundo semestre de
1915 e um total de apenas uma vitória nos dois primeiros anos de conflito.
No final do verão de 1917, o cenário do front italiano era de desistência, cenário agravado
pelo processo de desintegração do exército russo, pela falta de cooperação internacional e por uma
frágil moral, alimentada por uma baixa confiança pública. Dentro do parlamento, a oposição à
guerra, liderada pelo Partido Socialista, crescia e ganhava apoiadores. A Igreja Católica da mesma
forma, através do Papa Bento XV, se expressou contra a guerra. O Papa, em apelo público, clamou
pelo fim da guerra, afirmando que as ofensivas eram “massacres inúteis”.
Em outubro de 1917, as forças da Austro-Hungria, somadas a divisões alemãs, atacaram o
front italiano em Caporetto, empurrando as linhas 40 km adentro da Itália, às margens do Rio Piave.
Caporetto foi uma humilhaçao nacional. Em poucos dias, o front italiano sofreu, aproximadamente,
40 mil mortes, 280 mil prisões de guerra e 350 mil deserções. Além disso, o recuo fez com que os
italianos renunciassem seus ganhos territoriais em guerra, além de grande parte da região do
Vêneto; os soldados foram, então, obrigados a lutar contra as Potências Centrais dentro de suas
próprias fronteiras. No cenário político, Caporetto despertou um discurso nacionalista dentro da
Itália, discurso que, no período entreguerras, mudaria a história da nação.
A vitória italiana ao final da guerra só foi possível por causa da cooperação internacional,
principalmente da cooperação de divisões britânicas e francesas, essenciais para as vitórias nas
ofensivas do rio Piave e na Batalha de Vittorio Veneto, que marcou o final da Primeira Guerra no
front italiano.
3. A(s) crise(s) do entre guerras
Em uma análise histórica dos acontecimentos da Primeira Guerra no front italiano, é
possível perceber que o balanço da guerra para a população italiana é mais complexo do que parece.
Nas palavras de (???)
Em alguns aspectos, a Primeira Guerra Mundial promoveu um senso de
nacionalismo italiano através da experiência doméstica e militar compartilhada
do conflito. Dito isto, a Guerra fez mais para dividir os italianos. Em novembro
de 1918, o país estava terrivelmente dividido - soldados contra desertores,
camponeses contra trabalhadores e intervencionistas contra 'derrotistas' (como
socialistas, católicos e a maioria Giolittian no parlamento eram conhecidas). A
guerra também havia produzido outras realidades potencialmente
desestabilizadoras: a economia do norte mais industrializada, uma montante
demanda dos(as) camponeses(as) por terra e crescentes críticas ao sistema
político liberal.
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A desestabilização político-econômica que levou à crise do entre guerras pode ser entendida
através de uma análise da conjuntura interna no período da Guerra. A humilhante derrota em
Caporetto levou ao poder em 1917 Vittorio Emanuele Orlando. Orlando era um grande defensor do
papel da Itália na guerra; o Primeiro Ministro via a permanência na guerra como principal forma de
vingar as derrotas conseguidas até então. Ele foi encorajado a manter essa posição com base nas
grandes promessas territoriais feitas pelos Aliados à Itália em 1915, no Tratado de Londres. Orlando
aumentou a moral dos italianos, levando-os às vitórias dos anos seguintes em clima de
comemoração.
Depois da vitória, Orlando partiria então para a busca das terras que a Itália foram
prometidas. Durante a guerra, os Aliados fizeram promessas territoriais a diferentes países com o
objetivo de conseguir apoio contra as potências centrais. Após a guerra, era impossível manter essas
promessas e, ao mesmo tempo, obedecer aos Catorze Pontos, princípios básicos na negociação para
a paz mundial.
As demandas italianas de territórios , prometidas pelo Tratado de Londres de 1915,
incluíam, entre outros, a Dalmácia do Norte, parte do Tirol e um protetorado sobre a Albânia; essas
promessas claramente se opunham ao espírito de autodeterminação presente nos Catorze Pontos. A
situação se agravou quando a Itália apresentou, diante do Conselho dos Quatro, demandas
adicionais, que incluíam territórios que não foram prometidos no Tratado de Londres. Orlando e os
demais representantes italianos estavam sob intensa pressão do país para produzir um tratado
satisfatório. Obter territórios era considerado essencial para recuperar a economia pós-guerra e
cooperar para uma estabilização do sistema econômico.
Alguns problemas adicionais: nos encontros dos “Quatro Grandes”, durante as reuniões da
Conferência de Paz de Paris, a falta de conhecimento da língua inglesa de Orlando acabou
prejudicando sua participação diplomática; esse foi um dos motivos pelo qual o Ministro deixou a
conferência em abril de 1919, antes de seu fim, voltando apenas para assinar o Tratado. Outro
motivo foi o receio com o qual os outros três países vencedores tratavam a Itália: além da questão
relacionada a falta de simpatia pela nação - por causa da associação com a Alemanha no começo da
guerra, além da contribuição do país para a guerra, que era considerada pequena -, os países
consideravam que a Itália possuía ambições imperialistas. O resultado da Conferência de Paz de
Paris, portanto, foi insatisfatório, tanto para Orlando e sua comissão, quanto para o povo italiano.
3.1. O preço da guerra
Desde o começo da Guerra, já existia o grande receio em relação ao desempenho da
economia italiana durante e depois da Guerra. Como esperado, a guerra trouxe uma grande pressão
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financeira, que levou a um desapontamento social. As áreas mais afetadas foram as relacionadas a
matérias-primas vitais, como o carvão e o aço; porém, apesar disso, a Itália conseguiu, em meio a
guerra, realizar uma espécie de "milagre econômico", causado pelo “boom” da indústria bélica.
O exército possuía apenas 613 metralhadoras em 1915, porém, três anos
depois, o total subiu para quase 20.000. Além disso, os militares italianos
durante a guerra possuiam mais de 7.000 canhões em funcionamento - mais
do que os britânicos. Entre 1914 e 1918, a produção de veículos anual da
Fiat aumentou de 4.500 para 25.000, tornando-a a empresa líder em
produção de caminhões e veículos de carga na Europa. Além disso,
indústrias aeronáuticas que surgiram praticamente do zero construíram, só
em 1918, 6.500 aviões.
Por trás de todo esse crescimento industrial italiano estava o governo do país, que, para
aumentar a produção, ofereceu empréstimos baratos, pagamento antecipado e contratos atrativos
para as empresas e indústrias favorecidas. As empresas que realizavam esforços para a guerra –
quase 2 mil em 1918 – eram colocadas sob “mobilização industrial”, um estado em que estavam
permitidas a submeter empregados a disciplina militar, proibindo greves, diminuindo os salários e
aumentando as horas de trabalho por semana. Apesar de trabalharem em condições degradantes, os
trabalhadores ainda eram taxados como “covardes” pelos soldados e intervencionistas, o que veio a
gerar uma poderosa fonte de divisão e amargura no pós-guerra italiano.
Percebe-se, no entanto, que todo o crescimento econômico da Primeira guerra foi gerado
graças a um gasto excessivo do estado italiano com itens de guerra. Consequentemente, quando as
condições de tempo de paz voltaram, os cofres do governo secaram. O déficit orçamentário da Itália
alcançou 23,3 bilhões de liras. A solução foi pedir empréstimos estrangeiros de países como
Estados Unidos e Reino Unido. O governo também produziu mais moedas, gerando uma grande
inflação.
Por último, é importante mencionar a divisão norte-sul, resultante de um boom econômico
que beneficiou apenas o norte (mais especificamente o noroeste) da Itália. Este desenvolvimento
desigual reforçou uma ideia existente até os dias atuais de que existem duas nações italianas – uma
formada pelo norte urbano e industrializado, e outra formada pelo sul rural e economicamente
atrasado.
Sobre a situação do sul durante a guerra, é importante enfatizar que, apesar do grande
número de camponeses que serviram ao exército - mais de 2,5 milhões de homens entre 1915 e
1918 -, homens mais velhos, mulheres e jovens continuaram cuidando das plantações e mantiveram
em cerca de 95 por cento do nível da produção de alimento pré-guerra. Essa façanha revelou
claramente a extensão da superpopulação rural e o tamanho da força de trabalho agrícola excedente.
Também revelou uma realidade futura: com a volta dos camponeses da guerra, haveria uma
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intensificação da reivindicação por terras, impulsionada pelo sentimento expansionista pós-guerra
dos italianos.
4. O Pacto de Aço e o Pacto Tripartite
Antes mesmo do início da segunda grande guerra, três países se aproximavam pelos
mesmos objetivos, a Alemanha, a Itália e o Japão. Os interesses em comum se resumiam em
praticar uma expansão territorial. Visando a criação de impérios com base na conquista militar,
derrubando assim, a ordem instaurada pós Primeira Guerra Mundial. Além disso, um outro objetivo
unia ainda mais as nações, a neutralização e destruição do comunismo soviético.
No dia 22 de maio de 1939, em Berlim, os ministros de relações exteriores italiano e
alemão, Galeazzo Ciano e Joachim von Ribbentrop, assinaram um pacto, oficialmente, Pacto de
Amizade e Aliança entre Alemanha e Itália, ou comumente chamado de Pacto de Aço. Nome este
que foi escolhido após Mussolini recusar o nome primário "Pacto de Sangue", pois este não seria
bem visto na Itália. A assinatura do pacto vinha acompanhado das promessas de ajuda militar e
matérias-primas, além da luta contra os comunistas. Com isso, os ministros desejavam a criação da
"nova ordem" contra os liberais e os socialistas.
Para chegar a esse objetivo, as nações se submeteram a 7 artigos:
●
Art. 01: as duas partes contratantes deverão, sempre, se manter em contato com a outra
com o intuito de se chegar a um acordo sobre as questões de seus interesses comuns ou, até
mesmo, a situação geral da Europa. Com isso, deverão haver discussões em comum sobre
os planos de guerra e das operações consequentes.
●
Art. 02: caso os interesses comuns das duas partes contratantes forem postas em perigo por
eventos internacionais de qualquer natureza, ambas as partes devem, sem demora, iniciar as
consultas sobre as medidas e adotá-las para a salvaguarda dos interesses. Caso a segurança
ou os interesses vitais de uma das partes contratantes forem ameaçados por um perigo
externo, a outra parte contratante deverá dar assistência, apoio político e diplomático, para
eliminar esta ameaça.
●
Art. 03: caso uma das partes contratantes vier a se envolver em complicações de guerra,
com uma ou mais potências, a outra parte contratante deverá vir, imediatamente, em seu
auxílio como aliado, devendo apoiá-la com todas suas forças em terras, nos mares e no ar.
●
Art. 04: os governos das partes contratantes deverão aumentar cada vez mais a sua
colaboração na área militar e no campo da economia, com o objetivo de garantir a rápida
aplicação dos direitos da aliança. No caso, resume-se a cooperação econômica entre as
nações.
●
Art. 05: em caso de guerra conduzida em comum, as partes contratantes se comprometem a
não concluir um armistício ou paz sem pleno acordo com a outra parte.
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●
Art. 06: conscientes da importância das relações comuns com potências amigáveis, ambas
as partes contratantes devem manter e desenvolver relações de comum acordo e harmonia
com estes.
●
Art. 07: o pacto torna-se operacional imediatamente após sua assinatura, com a fixação do
primeiro período de sua validade em dez anos. Antes da expiração deste prazo, as partes
devem chegar a um acordo sobre a prorrogação da validade do mesmo.
Entretanto, dois outros pequenos artigos foram acordados e não tornados públicos no
momento da assinatura. O primeiro instigava os países a acelerar de todo modo a cooperações
militar e econômica. A segunda tratava da cooperação dos dois países nas questões de imprensa, de
serviço e propaganda, para assim, promover o poder e a imagem do eixo Roma-Berlim. Nesta
última, as duas partes se comprometiam em controlar as respectivas imprensas e meios de
propagandas.
O pacto foi pensado para ser posto em prática três anos depois, com o desenvolvimento
bélico e econômico das duas nações. Contudo, em setembro de 1939, a guerra se iniciou com a
invasão da Polônia por parte da Alemanha. Mas a Itália só iniciou suas ações, validando o pacto, em
junho de 1940, com a invasão à França.
No dia 27 de setembro de 1940, em Berlim, foi assinado o outro pacto importante para o
desenrolar da guerra, o Pacto Tripartite. O mesmo foi assinado por Adolf Hitler, Galeazzo Ciano e
Saburo Kurusu, representando a Alemanha, a Itália e o Japão, respectivamente, formalizando assim,
o Eixo. A entrada do Império Japonês no Pacto de Aço foi motivada pela necessidade de acabar
com o isolamento político e logístico que era imposto pelos Estados Unidos da América em
resposta à expansão territorial japonesa na Ásia. Desse modo, a intenção era que os Estados Unidos
permanecessem isolacionista e fora da guerra, mantendo-se neutro.
A principal ideia do pacto era para ajudar uns aos outros com todos os meios (políticos,
econômicos e militares) caso qualquer um for atacado por um poder, até então, não envolvido na
guerra na Europa. No caso, o maior medo eram os Estados Unidos.
Além de confirmar as ideias propostas no Pacto de Aço, o Tripartite teve algumas cláusulas
interessantes afirmadas entre os países:
●
O Japão reconheceria e respeitaria a liderança Alemã e Italiana na nova ordem europeia.
●
A Alemanha e Itália reconheceria e respeitaria a liderança Japonesa na nova ordem
asiática.
●
As três nações comprometeram em se apoiar mutuamente, tanto política, militar e
economicamente, caso uma das potências contratantes fosse atacada por um poder, até
então, não envolvido na guerra na Europa ou no conflito sino-japonês.
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●
Japão, Alemanha e Itália afirmam que o acordo não afeta o status político existente nas três
potências com a Rússia Soviética.
●
Assim como o Pacto de Aço, este terá vigor de 10 anos e, antes da validade do mesmo, as
partes deverão entrar em acordo para a possível prorrogação do mesmo.
Em novembro do mesmo ano, a Hungria e a Romênia aderiram ao pacto. Mais tarde, em 1941,
Eslováquia, Bulgária, Iugoslávia e Croácia também aderiram ao acordo.
5. Itália declara Guerra
Mussolini considera a Itália em estado de guerra por um bom tempo. Desde o dia 1 de
fevereiro de 1935, o governo italiano emitiu um communiqué sobre a incursão italiana na Somália,
que aconteceu em cinco de março de 1935.
A expansão na Abissínia em 1935 estava relacionada com a visão e ideologia colonialista
presente na época, mas Mussolini já em 1920 havia falado na necessidade de um Spazio Vitale –
conceito chave para o desenvolvimento expansionista Italiano. Se trata de uma necessidade de
expansão para permitir que o país se desenvolva plenamente, suprindo todas suas necessidades.
Além disso, nacionalistas e ideólogos fascistas - como Giuseppe Bottai - acreditavam que a Itália
possuía o papel da Roma Antiga:
i nuovi italiani avrebbero illuminato il mondo con l'arte, educato
con la sapienza, dato ai nuovi territori una salda struttura con la
tecnica e l'abilità amministrativa
Cujo significado é “A nova Itália deve o mundo com a arte, a educação e o conhecimento,
dando ao seu novo território uma estrutura robusta com a técnica e habilidade administrativa.” Esse
conceito foi dividido em dois espaços, o pequeno espaço “Piccolo Spazio” e o grande espaço
“Grande Spazio”. O pequeno se trata da região em que o território é oficialmente italiano e onde
mora a população italiana. Por outro lado, no grande espaço possui também as colônias Italianas,
com sua própria cultura e língua. Esse espaço vital necessariamente contém todo o mediterrâneo
(iluminado pelo conceito de Mare Nostrum do Império Romano) e toda a África Setentrional
(conceito de Quarta Sponda).
Portanto, é possível observar que motivos imperialistas, colonialistas e irredentistas que
movem o expansionismo italiano.
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Em quatro de Fevereiro de 1939, Mussolini fez um discurso no Parlamento sobre a política
externa Italiana, dizendo que os italianos estavam enclausurados na península itálica e precisavam
se libertar. E que a culpa dessa prisão territorial era da França e do Reino Unido.
No dia 18 de março de 1939, Adolf Hitler e Benito Mussolini se encontraram para tratar da
coordenação das duas potências no território europeu. Foi em 10 de Junho de 1940 que a Itália
declarou guerra à Inglaterra e a França.
5.1. Invasão Italiana na Albânia
O Reino da Albânia sempre foi considerado um ponto estratégico e geográfico para a Itália.
A localização era um ótimo ponto para tomada de poder dos Balcãs. Desde a tomada de poder por
Mussolini, o Reino Italiano começou a tomar atitudes para projetar poder sobre o território. Esse
projeto se deu de forma econômica, em que foi permitido aos italianos que fizessem extração de
recursos minerais do país. Os acordos de Tirana em 1926 e 1927 fez com que os dois países se
tornassem aliados militares, garantindo defesa mútua para os dois países. O Rei da Albania, Zog I,
apesar da clara investida italiana no território albanês por meio de soft power, decidiu lutar contra
essa ligação, recusando renovar o tratado de Tirana de 1926 em 1931. Em 1934, a Albânia passa a
ter relações comerciais mais fortes com a Yugoslávia e a Grécia. Percebendo essa perda estratégica
de poder sobre a região, Mussolini decide tomar atitudes de RealPolitik e decide mandar uma
navios de guerra para a Albania com intuito de intimidação.
Ao perceber a invasão da Tchecoslováquia pelos aliados nazistas em 15 de março de 1939 sem notificação por parte dos alemães-, Mussolini decidiu também tomar medidas expansionistas.
No dia 6 de abril de 1939, 100 aviões italianos voaram pelas cidades de Tirana, Durrës e Vlorë
jogando planfletos pelas cidades com instruções aos cidadãos sobre a rendição aos italianos. Já no
dia 7, 100.000 homens da forças italianas, sob comando do General Alfredo Guzzoni,contaram com
o reforço de 600 aviões para invadir a Albania, atacando todos os portos albaneses
simultaneamente. O maior porto era de Sarandë (com 65 navios), depois Vlorë (com 40 navios),
seguido por Durrës (com 38 navios) e, o menor, Sëngjin (com 28 navios). Os albaneses tentaram
resistir com 15.000 soldados quase sem equipamento e treinados pelos italianos. Após pequenas
batalhas, os italianos venceram e o rei Zog I fugiu para a Grécia. No dia 12 de abril a guerra foi
dada como términa e o território foi entregue ao rei italiano Victor Emmanuel III.
5.2. Ocupação na França - Batalha dos Alpes
Exatamente dez dias depois da declaração de guerra contra a França, a Itália enviou tropas
ao país. Essa invasão foi realizada pelo norte da Itália para o sudeste da frança, na região dos alpes.
A muralha italiana construída em quase todo a fronteira em terra com os outros países europeus,
que teve sua construção iniciada na década de 30, foi útil como ponto estratégico de combate
durante a invasão. Como a França já estava em processos de rendição devido a invasão alemã, a
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guerra nos alpes foi breve. A invasão foi realizada com aproximadamente 300 mil homens e a perda
foi de 600 homens mortos e 600 desaparecidos, com 2.000 feridos.
No armistício, foi decretado um conselho que faz a administração econômica, militar e
financeira da região conquistada na França. O "Commissione Italiana d'Armistizio con la Francia”
CIAF, foi uma foi instalada em Turim, realizando a administração. Com esse tratado, os italianos
também dominaram as regiões ao norte da África conquistadas pela França.
Em agosto de 1940, em Bordeaux, no lado do atlântico da França, a Regia Marina decidiu
estabelecer uma base para submarinos na França. A base Bordeaux Sommergibile, conhecido como
BETASOM, realizava diversas operações no atlântico, atacando navios inimigos e barcos
comerciantes.
5.3. A Itália na Grécia
Com o domínio da Albania, a Itália tinha vantagem geográfica e estratégica na região.
Mussolini observava os Balcãs como o ambiente reservado para influência e expansão Italiana. Já
na invasão da Albania, os gregos já haviam parado de ter relações com a Italia, acabando com o
comércio entre os países. A Italia tentou um pacto com a Grécia, que até então era neutra na
segunda guerra – a Grécia deveria se alinhar com a Italia. Percebendo que a Italia queria a Grécia
como um Estado Fantoche, os gregos buscaram ajuda dos ingleses, que entraram
Com a vantagem territorial da Albânia, a Itália decidiu invadir a Grécia em 28 de outubro
de 1940 em uma primeira ofensiva que conseguiu certa expansão territorial na Grécia. A Itália
possuía aproximadamente 71 mil homens para a invasão, que se deu em toda a fronteira da Albânia
com a Grécia. O primeiro avanço foi bem sucedido, e, depois de 3 semanas de avanço e sucesso dos
italianos, as unidades ficaram exaustas. Além disso, um problema de logística de guerra acabou
deixando as tropas sem suprimentos, expondo os soldados italianos. Portanto, com uma
contraofensiva grega em novembro, os italianos foram pegos de surpresa, e os gregos conseguiram
avançar sob todo o território perdido e ainda conseguiram entrar na Albânia, tomando uma pequena
faixa de terra desse país.
Com inimigos dos italianos, os Ingleses decidiram auxiliar a Grécia na guerra. Durante essa
ofensiva, a RAF (Royal Air Force) – a força aérea do Reino Unido – bombardeou as tropas
italianas.
5.4. O cenário nos Balcãs
Com o inicio da guerra o Rei Carol II da Romênia decidiu pela neutralidade da Romênia na
guerra e, mais adiante, a Romênia, por ser pioneira global em refino de petróleo, virou ponto de
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suprimento estratégico para a guerra. Com a insurgência de um grupo fascista liderado por Ion
Antonescu, Carol II foi exilado e Antonescu virou primeiro ministro, se alinhando completamente à
Alemanha. Com a entrada dos alemães no país, os nazistas tomaram as refinarias e a gasolina
romena, instrumento essencial para manutenção da expansão alemã.
O petróleo era de extrema importância para a geração de combustível para os tanques de
guerra, aviões e navios, por isso tinha papel crucial no desenvolvimento estratégico da guerra. Os
Balcãs também possuíam outras duas riquezas minerais essenciais para o suprimento de artigos de
guerra. O primeiro é o cobre, essencial para componentes de comunicação devida sua alta
condutividade. Portanto, cabos elétricos e diversos dispositivos elétricos demandavam a utilização
de cobre. O segundo recurso presente na região é a bauxita, em que se é extraído o alumínio. O
alumínio é um metal resistente e, ao mesmo tempo, leve. Portanto, ele é de extrema importância
para a realização de barcos, aviões e automóveis.
A Bulgária teve um inicio parecido, liderada pelo até então primeiro ministro Georgi
Kyosivanov. Ela declarou neutralidade quando a guerra começou, mas, com o fracasso da Itália na
Grécia, os alemães pediram aos Búlgaros autorização para cruzar o país para a invasão da Grécia.
Com o pedido dos alemães, a Bulgária decidiu se aliar aos países fascistas, buscando também um
avanço territorial da sua fronteira.
5.5. Invasão da Itália no Egito
Na Líbia, aproximadamente 150 mil italianos viviam na região e constituíam 20% da
população total. Com o recebimento das terras em Chad em 1935 pelo Acordo Franco-Italiano,
Mussolini tinha interesse em continuar a expansão do Reino Italiano para o sul da Líbia, até sair do
deserto do Saara, chegando no lago de Chad.
O Egito até então era colônia inglesa e, com a declaração de guerra em 10 de junho, os
ingleses decidiram invadir o território italiano na Líbia, atacando o Forte Capuzzo, localizado entre
a fronteira dos dois países. A força do commonwealth no egito era relativamente baixa para uma
commonwealth. A quantidade de soldados era limitada pelo tratado Anglo-Egipsio de 1936. Em
uma contra ofensiva italiana, os ingleses tiveram grandes dificuldades para conter o avanço italiano
pela falta de soldados. Os italianos, com a Operacione E, invadiram o Egito e conseguiram dominar
a cidade de Sidi Barrani. A Operação E começou 9 de setembro e terminou dia 16. Os egípcios
decidiram romper relações diplomáticas oficialmente com os países do eixo, que resultou em
bombardeamento de Cairo por parte dos itaianos.
5.6. Contraofensiva Aliada no Egito
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O plano dos britânicos era fazer uma contraofensiva, necessária para a retirada das tropas
italianas no Egito, que tinham intenção de avançar mais ao longo do território. A Operação
Compasso ocorreu em dezembro de 1940, determinada pela retomada de território e avanço do
exército inglês no território italiano conquistado no sul do mediterrâneo, por meio de ataques
relâmpago previstos em 5 dias. As divisões inglesas eram compostas primeiramente por uma
divisão de indianos do CommonWealth e, depois, por uma divisão de australianos. Essa batalha se
deu no Egito e na região da Cirenaica da Líbia Italiana. Os aliados derrotaram o décimo exército
italiano por meio de fortes ataques da RAF e da artilharia inglesa, que atacaram as fortificações
italianas, cujos recursos bélicos eram escassos. Além da vitória, os ingleses ainda adquiriram
138.000 prisioneiros italianos e libaneses, juntamente com mais de 1.000 canhões e 400 blindados
por uma perda de apenas 1.900 homens, cerca de 10% da infantaria. Contudo, na região de El
Agheila, na Líbia, os britânicos foram impedidos de continuar avançando nesse território, devido
aos desgastes dos veículos e o desvio das unidades para a Campanha na Grécia, na Operação Lustre.
Assim, as tropas aliadas se retiraram do Deserto Ocidental.
Essa operação garantiu o avanço das forças Aliadas para El Agheila, mas a derrota italiana
fez com que o país enviasse tropas para reforçar as unidades no oeste da Líbia.
6. Referências
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