Edição 131 - Livraria da Vila

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Edição 131 - Livraria da Vila
Edição 131
●
Ano 11
●
Seu Jeito de Ler
●
Março 2015
OLHARES
FEMININOS
O Dia Internacional da
Mulher inspira programação
especial para celebrar o
talento, a autonomia e a
liberdade das mulheres
ENTREVISTA
RETRATO
O adeus a Tomie
Ohtake, a dama
das artes do Brasil
Ilustração: Marla Cruz
Rodrigo Lacerda fala
sobre seu novo livro
2
ÍNDICE | março_2015
16lançamento
4editorial
Tops da gastronomia
internacional, os irmãos
italianos Max e Raffaele Alajmo
lançam Fluidità
Por Samuel Seibel
18boa forma
Paola Machado autografa
o livro Kilorias, sobre
alimentação e fitness
19imagem
Araquém Alcântara lança
edição comemorativa de
Terra Brasil
NOSSAS LOJAS
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SHOPPING
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6entrevista
...............................................................
SHOPPING JK IGUATEMI
O escritor Rodrigo Lacerda fala
sobre Hamlet ou Amleto, seu
novo livro
Av. Juscelino Kubitscheck,
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11 3755-5811
20retrato
GALLERIA SHOPPING
22aconteceu
...............................................................
23programação
Cursos, workshops, lançamentos
e todos os programas da agenda
de março
Vozes e verbos
femininos para marcar o
Dia Internacional da Mulher
Campinas
Hora do adeus a Tomie Ohtake,
a dama das artes brasileiras
O lançamento do décimo número
do Caderno Sesc_Videobrasil
10capa
...............................................................
39nossas dicas
Sugestões para ver, ouvir e ler
Rod. Dom Pedro I, s/nº
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Curitiba
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A Revista Vila Cultural é uma publicação mensal da Livraria da Vila • Editor-chefe: Samuel Seibel [email protected]
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responsável: Sérgio Araújo MTB - 4422 • Programação: Gil Torres [email protected] e Ana Luiza
Arra [email protected] • Revisão: Valéria Palma • Colaboraram: Livia Brito e Mariana Ramiro
• Capa & Diagramação: Jonas Ribeiro [email protected]
3
EDITORIAL | por Samuel Seibel
Rios de felicidade
T
rinta milhões de árvores plantadas em
12 municípios ao longo de 8.171 km
de rios. Esta é a quantidade indicada
por técnicos da Embrapa para recompor
a mata ciliar em 34 mil hectares que compõem o Sistema Cantareira. Ao custo de
R$ 195 milhões, a ação resolveria ou atenuaria
muito a atual crise hídrica no estado de São
Paulo. Segundo a Embrapa, “choveu menos
no último ano, mas, se a mata nativa ainda
estivesse lá, os reservatórios poderiam ter
mais água e de melhor qualidade. A chuva
não cairia sobre um solo tão seco, com o
consequente ‘efeito esponja’”.
Outros especialistas da Unicamp e da
Esalq, a Escola de Agronomia da USP, divergem levemente sobre o número total do plantio
e se as árvores deveriam recompor apenas
a mata ciliar ou outros espaços, mas todos
convergem para a certeza de que o desmatamento em áreas próximas a rios e represas
contribuiu diretamente para a falta de água e
o provável racionamento no futuro próximo.
Para não chover no molhado (mil desculpas
por esse infame trocadilho), gostaria de sair do
“assunto água” apenas por um momento para
falar de outro e voltar rapidamente ao primeiro.
É sobre A felicidade, rá rá rá, artigo de Vargas
Llosa publicado no jornal El Pais no domingo,
dia 22 de fevereiro. Ele escreve sobre uma
4
recente pesquisa que indica a Dinamarca como
o país mais feliz do mundo. Segundo o prêmio
Nobel de Literatura, “não pode haver um país
feliz. Felicidade é algo individual. Pessoas são
felizes”. “É claro – continua – que num país em
que serviços fundamentais como segurança,
saúde, educação e transporte funcionam e estão
garantidos, a chance de a população estar feliz
é muito maior”.
Corta. Retorno à falta de água. Hoje a nossa
felicidade não está sendo posta tão à prova
assim. Uma cisterna aqui, um poço acolá, e
vamos ingenuamente empurrando o problema
com a barriga, “garantindo” a nossa felicidade
em curto prazo.
Se hoje técnicos competentes de três centros
de pesquisa afirmam que é preciso recompor as
florestas, por que isso não é feito? Como aceitar
que na Amazônia Legal Brasileira, somente em
janeiro, houvesse um crescimento de 170% no
desmatamento? Não se trata, portanto, somente
de nossa felicidade, mas a de nossos filhos e
netos.
Preparem-se, tomara, para as águas de
março!
Boa leitura. Abraços.
Samuel.
5
ENTREVISTA | Rodrigo Lacerda
Shakespeare
para a moçada
O
escritor Rodrigo Lacerda
lança dia 24 de março, a
partir das 19h, na Livraria
da Vila da Fradique, Hamlet ou
Amleto? – Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos (Zahar), em que compartilha
todo o seu gosto pela obra de
William Shakespeare (1564-1616)
de maneira cativante. Além de
apresentar o texto e a poesia original do dramaturgo inglês, comentando todas as referências da
peça, Lacerda monta sua própria
narrativa, com uma linguagem
contemporânea para a história do
ilustre príncipe dinamarquês.
Há, no livro, uma voz que
acompanha e conduz o leitor
pelo universo shakespeariano. E
é exatamente o narrador quem
dá o tom e os detalhes do que
seria uma estreia de Hamlet: a
grandiosidade do palco dinâmico
e com caráter tridimensional, a
6
precariedade dos efeitos sonoros
e de iluminação para as apresentações que aconteciam sob a luz
do dia e a céu aberto, e o desafio
dos atores que eram obrigados a
encenar os papéis femininos numa
época em que somente os homens
atuavam. No final do livro, Lacerda
ainda publica um apêndice com
três breves seções, em que divide
outras referências: Hamlets que
li, Hamlets que vi e os Elogios,
críticas, paródias e anedotas sobre
Hamlet. “O que o Rodrigo fez não
foi Shakespeare para os simples,
foi ajudar a vencer os obstáculos e ir direto ao inesquecível, ao
fantástico e ao poético. Hamlet
depurado, um atalho para o encantamento”, escreve Luis Fernando
Verissimo na quarta capa do livro.
Não é a primeira vez que
Shakespeare inspira Lacerda. Ao
contrário, o fascínio que ele tem
pelo autor vem de longa data – e
influencia não só a sua obra como
outras escolhas determinantes.
Duas décadas atrás, o escritor
estreou no mercado editorial com
o elogiado O mistério do leão
rampante (Ateliê Editorial), já traduzido para o italiano e para o
inglês e ganhador dos prêmios
Jabuti (1996) e Caixa Econômica
Federal/CBN, além de ter dado
a Lacerda o prêmio de Autor Revelação da Bienal do Rio (1995).
No trama, Shakespeare é um
dos personagens que atravessa
a história de uma jovem inglesa,
que, por causa de um feitiço que
a impede de amar, se envolve
com médicos, padres exorcistas,
curandeiras e, finalmente, desperta para os poderes curativos
do teatro.
No livro O fazedor de velhos
(Cosac Naify), em que Lacerda
narra a passagem do jovem Pedro
para a vida adulta, há um capítulo
Foto: Renato Parada/Divulgação
Convidado do Navegar é Preciso,
o escritor Rodrigo Lacerda lança Hamlet ou Amleto?,
em que compartilha seu gosto pela obra do dramaturgo
inglês com “jovens curiosos e adultos preguiçosos”
Autor, entre outros, de O mistério do
leão rampante, já traduzido para o
italiano e para o inglês, e A república
das abelhas, Rodrigo Lacerda é
um dos convidados do Navegar é
Preciso, que acontece entre os dias
27 de abril e 1º de maio
ENTREVISTA | Rodrigo Lacerda
em que o Rei Lear, outro ilustre
personagem da obra de Shakespeare, aparece com “ares autobiográficos”, já que o filme homônimo (de 1984, do diretor Michaels
Elliott), como Lacerda revela nessa
entrevista a Vila Cultural, causou
impacto considerável quando, na
adolescência, o escritor o assistiu.
Tradutor premiado (de autores
como William Faulkner, Alexandre
Dumas e Raymond Carver), professor e editor, Lacerda já publicou,
entre outros, A dinâmica das larvas (Nova Fronteira), Vista do Rio
(Cosac Naify) e A república das
abelhas (Companhia das Letras),
um projeto memorável no qual pesquisa e documenta a história de
seu avô, Carlos Lacerda, um dos
políticos mais controversos do país. Salvador da pátria para alguns
ou reacionário feroz na percepção
de seus opositores, Lacerda teve
participação decisiva na política
brasileira. O livro é uma autêntica
saga familiar que começa por volta
de 1870, quando o abolicionista e
republicano Sebastião de Lacerda
entra na vida pública. Entre 1930
e 1960, seu neto, Carlos Lacerda, consolida-se como o principal
adversário de Getúlio (que se suicidou em 1954) e, em seguida,
do getulismo. Entre republicanos,
abolicionistas, liberais, socialistas,
comunistas, explosivos, admiradores, idealistas e destruidores
sistemáticos, os “personagens”
formam A república das abelhas
que dá o título do livro de Rodrigo
Lacerda. Leia a seguir a entrevista
do escritor, que é convidado da
edição 2015 do projeto Navegar é
Preciso, a viagem promovida pela
Livraria da Vila e pela Auroraeco ao
Rio Negro, na Amazônia.
Vila Cultural. Poderia explicar o
título do livro?
Rodrigo Lacerda. Nas traduções
antigas de Hamlet, muita gente
traduzia como “amleto.” E fiz essa
brincadeira, no título, porque a
ideia original era uma adaptação
de Hamlet para jovens. Acontece
que adaptações normalmente se
apropriam da história da peça para
recontá-la com outras palavras e
8
Sempre preferi me projetar em
escritores de uma produção
mais copiosa – que não têm
medo de errar .
o texto de Shakespeare desaparece. Eu queria uma adaptação
que, de alguma forma, colocasse
o leitor jovem – ou o marinheiro
de primeira viagem de qualquer
idade, a pessoa que nunca leu
Shakespeare – em contato com
o texto shakespeariano para que
ele sentisse um pouco toda a graça da peça. Porque a graça não
está tanto na história. Está mais
na poesia. Claro que a história
do Hamlet é maravilhosa, mas é
a poesia de Shakespeare que fez
o negócio continuar rendendo por
quinhentos anos.
VC. De onde vem o seu gosto por
Shakespeare?
RL. Sempre gostei de ler teatro,
que é algo que as pessoas não têm
o hábito de ler justamente porque
não há a figura do narrador – e
tudo se dá através das falas dos
personagens. E tenho um especial
interesse por Shakespeare porque
ele é, digamos, muito “precoce” na
criação de personagens de uma
riqueza psicológica incrível. Ele
é quase freudiano – quatrocentos
anos antes de Freud. E não por
acaso Freud era um grande leitor
de Shakespeare. Há uma intensidade psicológica na maneira como
Shakespeare constrói mudanças,
evoluções ou involuções. Desde
os meus 17 anos, quando eu vi
o filme Rei Lear, com o Laurence
Olivier, fiquei apaixonado pela obra
do dramaturgo. Depois veio Hamlet, Romeu e Julieta, entre outros
tantos. Ainda muito jovem, com
uns 20 anos, fiz um curso com a
Barbara Heliodora, que é a grande especialista em Shakespeare
do Brasil, e nunca mais perdi o
contato. Tanto que ele já apareceu
em outros livros meus. No livro
juvenil chamado O fazedor de velhos, por exemplo, há um capítulo
inteiro sobre o Rei Lear, quando
o personagem faz uma pesquisa
sobre ele.
VC. Como autor, pesquisador,
historiador ou editor, sua trajetória faz pensar também sobre
a riqueza e a diversidade da sua
obra. É uma escolha?
RL. Há escritores que, já no primeiro livro, encontram a voz literária
que eles terão para o resto da
vida. Outros escrevem dois ou três
livros até encontrar essa voz. Tanto
no jeito de escrever quanto nos
temas, eu costumo me cansar de
“estudar” sempre a mesma coisa.
Normalmente quando uma pessoa,
por exemplo, defende a tese de
doutorado, ela fala: “Agora eu domino esse assunto, esse é meu território e vou me especializar nisso”.
E continua pesquisando. Quando
conclui minha tese de doutorado
(sobre o escritor João Antônio), eu
falei: “Graças a Deus que acabou,
porque eu não aguentava mais
escrever sobre ele e nunca mais
eu quero escrever nada sobre
isso”. Não gostar de me repetir
tem reflexos positivos e negativos
na minha imagem como escritor.
Positivos porque nunca vão poder
me acusar de seguir uma fórmula.
Por outro lado, fica uma coisa muito
variada, que é difícil de a crítica
me enquadrar nessa escola, nessa
turma, nessa panelinha. Luto contra isso. E cada livro, cada história
me pede um jeito de narrar. É um
trabalho dobrado porque, para
cada livro, tenho meio que inventar
a roda de novo.
VC. Mas há uma unidade, uma
coerência que vem dessas diferenças todas.
RL. Todo livro tem a minha voz. Mas
ela não é rígida, fixa, do tipo que
sirva para todo mundo. Aparece
num livro e aí eu fico dois ou três
sem usá-la. Um dia ela reaparece.
Mesmo que tenha algo de mais
constante, não é uma constância
que me permita dizer que a “minha voz literária nunca mudou”. O
próprio João Antônio ou um Rubem
Fonseca são escritores que, uma
vez que encontraram o estilo deles
– o tom, a voz –, mantiveram uma
produção incrível e têm um traço
estilístico que é reconhecível no
primeiro parágrafo. Você lê o João
Antônio e em dois parágrafos sabe
que é João Antônio. Tem a cara
dele, está marcado ali. E o Rubem
Fonseca também. Outros escritores já têm uma variação maior. O
João Ubaldo Ribeiro, por exemplo,
tem livros de humor puro e tem um
livro como O povo brasileiro, que é
uma saga histórica.
VC. Você estreou no mercado
editorial ganhando um Prêmio
Jabuti. Que percepção tem hoje
dessa experiência? Ser um “autor estreante premiado” pesou
em algum momento?
RL. Ganhar o prêmio foi uma alegria, ainda mais pelo fato de o
livro sair por uma editora que estava estreando na época, a Ateliê
Editorial. O meu livro era o único
da editora. Estreamos juntos, na
verdade. Ver a repercussão que
o livro teve, as ótimas críticas, o
prêmio, foi tudo bem legal. Mas
há um peso sim. Quando lancei
o segundo livro, lembro de uma
entrevista de um agente literário
falando que, na França, quando
você faz um primeiro livro que é
um sucesso, existe a maldição do
segundo livro, que vai ser um fiasco. Acho que essa maldição pesou
um pouco para mim. Quando você
é tão jovem – eu tinha 25 anos –,
não tem controle sobre o que vai
escrever. Nem agora tenho. Então
a angústia de não deixar a peteca
cair no segundo livro é aumentada
pelo fato de o primeiro ter sido um
sucesso. Houve o lado bom, que
foi uma honra e uma alegria, mas
o desconforto, um frio na barriga,
de se perguntar: “O que eu vou
fazer para manter o padrão?”. Fiquei superangustiado. Costumo
Ela não deve ser colocada
num pedestal. Literatura é
o dia a dia, é a vida, é muita
coisa misturada.
brincar que quando me elogiam
eu desconfio e quando criticam aí
eu deprimo.
VC. Faz parte do ofício, afinal...
RL. Sempre me pergunto que, se
eu pudesse escolher, eu preferiria
ser um escritor tipo Maquiavel,
que escreveu dois livros na vida
e ficou imortal já com um deles,
pequenininho, um livro fino, ou
um Jorge Amado que tem 30, uns
melhores que outros. E sempre
preferi me projetar em escritores
de uma produção mais copiosa
– que não têm medo de errar e
que vão fazendo. E que não ficam
engasgados por estarem o tempo
todo envolvidos num projeto novo,
sem parar muito pra pensar se o
projeto anterior foi bom ou foi ruim.
É a minha maneira de brigar com
essa angústia e com essa cobrança interna do tipo: “Será que o livro
está bom? Será que as pessoas
vão gostar?”. Não dá pra pensar
nessas coisas, inclusive porque
você não controla a maneira como
um livro será recebido. Só tem um
jeito de driblar isso: eu começo a
escrever outro imediatamente ou,
de preferência, vou escrevendo
dois ao mesmo tempo.
VC. Não há sofrimento para
escrever então?
RL. Depende do livro. República
das abelhas foi um livro mais sofrido, porque, além da pesquisa
histórica e da pesquisa familiar,
tinha o desafio de captar um pouco
a cabeça daquele avô, que eu
conheci relativamente pouco e
que é uma figura tão polêmica,
que algumas pessoas amam e
outras odeiam. Queria tentar destrinchar aquela personalidade e a
visão que ele tinha do Brasil. Por
isso, este pra mim foi um livro mais
angustiado – porque tinha muita
coisa envolvida, inclusive as relações familiares. Mas O fazedor de
velhos, por exemplo, eu escrevi em
dois meses, sem muito sofrimento,
com a maior tranquilidade. O que
só reforça a ideia de que a gente
não tem nenhum controle sobre
o destino dos livros. O fazedor
de velhos talvez seja justamente
o mais bem-sucedido, que foi o
mais fácil de escrever. E a angústia
não tem nada a ver com o capricho. Porque caprichar eu capricho
em todos. Dou o melhor de mim
pra todos.
VC. Qual a sua expectativa de
embarcar na viagem do projeto
Navegar é Preciso?
RL. Estou ansioso e eu vou viajar
com a minha filha, que é excelente
fotógrafa e nunca esteve na Amazônia. Eu já estive em Manaus,
numa feira de livros, mas foi tudo
bem corrido. Imagino que deve ser
um ambiente e uma experiência
muito agradáveis, inclusive porque
todos os meus amigos que já foram
falaram muito bem do projeto e da
viagem. Disseram que os passeios
são lindos e que as discussões
sobre literatura acontecem de uma
maneira muito informal e amistosa,
sem a conotação de “palestra do
escritor”, o que eu acho ótimo. Primeiro, porque este realmente não
faz meu estilo, e segundo porque
acho que a literatura deve estar
na nossa vida cotidiana. Ela não
deve ser colocada num pedestal.
Literatura é o dia a dia, é a vida,
é muita coisa misturada. Por isso
minha expectativa é a melhor possível. Apesar de conhecer a obra,
não conheço alguns dos escritores
e artistas que vão viajar juntos e
acho que vai ser uma oportunidade
muito boa de, ao mesmo tempo,
fazer um passeio e estabelecer
contatos interessantes.
9
CAPA
Citações femininas
A poesia, a independência e o trabalho de mulheres
cujo vocabulário não está restrito a questões de gênero
inspiram uma programação especial da Livraria da Vila
para celebrar o Dia Internacional da Mulher
C
itado no mundo todo como
referência ao mesmo tempo
histórica e atual das batalhas e conquistas femininas na
sociedade, o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, inspira uma
programação especial este mês na
Livraria da Vila. Além de evidenciar
a literatura, os pontos de vista e o
trabalho de mulheres cujo vocabulário não está restrito a questões
de gênero, a agenda contempla
o alcance de produções culturais
independentes que mobilizam
cada vez mais atenção e interesse.
Em especial, pela autenticidade,
pela qualidade e sobretudo pelo
empenho de mulheres devotadas
aos seus ofícios – não importa se
nas letras, no jornalismo ou nas
artes – para compreender integralmente, junto com as diferenças,
toda a complexidade da condição
feminina.
“Escrevo desde que fui alfabetizada. Escrever era uma ação rotineira para minha mãe e para minha
irmã. Só fiz copiá-las. O problema é
que um dia elas pararam. Eu nunca
consegui pensar em parar. Nem
sempre me reconheço habilidosa
ou talentosa, mas há em mim uma
urgência de anunciar o que vejo
e sinto”, diz a poeta Luz Ribeiro,
autora do livro Eterno contínuo, que
ela publicou recentemente. Luz,
como outras mulheres que vivem
em grandes cidades brasileiras,
participa regularmente de saraus,
encontros, coletivos e grupos que
têm na oralidade poética, na palavra dita e interpretada, um caminho
10
legítimo de expressão. O livro, neste caso, muitas vezes é a extensão
“palpável” que documenta a inquietação artística e a necessidade de
se expressar pela poesia.
Uma das convidadas do sarau
que acontece dia 28 na Livraria
da Vila da Fradique, Luz afirma
que seu livro “só sabe ser feminino”. “Não há uma poesia em
que a questão do gênero não seja
notada. A devolutiva dos leitores,
mulheres na maioria, é enorme.
Elas se reconhecem nos versos e
algumas vezes agradecem pela
veracidade e sensibilidade”, afirma
Luz, que diz sentir, no livro, “um rito
de passagem do eu-feminino para
o eu-feminista”. “É a inauguração
de tal estado”, declara.
“Só na minha poesia estou salva”, diz a jornalista e poeta Bruna
Escaleira, que participa do coletivo
Circular de Poesia Livre e publicou
recentemente o livro entranhamento (Leia o poema Mais que garoa,
de autoria de Bruna, na seção
Vila do Leitor, nesta edição de Vila
Cultural.). O livro saiu pela editora
Patuá, que viabiliza publicações
independentes (sem custos para
o autor). “Claro que não é possível
separar a criação literária por gênero, mas também é impossível, como
mulher, não vivenciar situações machistas e opressivas no cotidiano.
É uma questão histórica. Só quero
ser uma pessoa igual às outras e
ainda que a palavra feminista não
pareça um substantivo muito legal,
acho que mantém o sentido de
ser uma tomada de consciência
sobre tantas distorções, desde a
mulher como objeto sexual na mídia até o medo, por exemplo, de
estar em certos lugares sozinha”,
diz Bruna.
Para ela, o poder das redes
sociais tem dado mais visibilidade
a iniciativas de muitas mulheres
cujas opiniões e experiências ecoam mais fortes, sem sentimentos
individualizados. “Só quero ser eu
mesma e se isso for ser feminista,
acho que sou sim”, diz. Especialmente interessada no feminino na
literatura, ela pesquisa atualmente
a obra da escritora paraense Olga
Savary, tema de sua pós-graduação em jornalismo cultural.
Num dos capítulos da monografia, que Bruna adaptou no formato
de artigo para o Think Olga (www.
thinkolga.com), site criado pela
jornalista Juliana de Faria – e que
faz a campanha Chega de fiu fiu,
contra o assédio sexual –, Bruna
argumenta sinceramente sobre os
motivos que a levam a eleger a
condição feminina e a literatura de
Olga como objeto de pesquisa. “É
importante conhecermos nossas
escritoras, porque valorizar os
discursos delas melhora a compreensão sobre as necessidades
e reivindicações femininas na luta
por uma igualdade social concreta”, escreve.
Confira nas próximas páginas
o trabalho, a atuações e as inspirações de outras mulheres, assim
como a programação especial que
as homenageia este mês na Livraria da Vila.
Ilustração: Marla Cruz
“Acredito que o feminismo hoje
tenha a ver principalmente com
liberdade. E meu traço busca trazer
esse lado intimamente ligado ao
feminino: a liberdade da mulher de
ser o que ela quiser.”
Marla Cruz, designer gráfico e ilustradora,
autora da capa desta Vila Cultural
11
CAPA
Virgem
Luiza Romão
homem,
eu não nasci da sua costela.
vim ao mundo pelas mãos
de alguma obstetra
filha de mãe mulher donzela
não a bela-pequena-aurora-adormecida-sereia-de-chapéu-vermelho,
não.
sou filha da outra:
a que tem suor, sangue e leite
a que labuta com dois filhos nas costas
e um no peito
tornar-se mulher
pela perfuração de um falo?
falácia
habito meu próprio corpo
falho
que fala e convalesce
sob as súplicas
de outra prece:
não à nossa-senhora-mãe-gentil-virgem-imaculada,
não.
mas à padroeira das putas
das histéricas
e tresloucadas
das mulheres-Medeia
e das Clitemnestras
das malditas
e revolucionárias
Rosas Marias Joana Zuzus Pagus Fridas
sofridas e incansáveis
meninas em gestação
de ser mulher
meninas que sangram
mês a mês
possibilidades de si
que abortam o que não teve lugar
o que não pode ser
meninas em gestação
mulheres em gesto
e ação
não colocarei o pau na mesa
se você vem com
“porra, porrada, caralho”
mostro meus peitos abertos
meus seios e anseios fartos
dessa gramática de barbárie
porque o ser mulher
está muito além de um artigo feminino
definido ou indefinido
muito além,
de um artigo feminino
em liquidação numa loja barata de cosméticos
de um artigo feminino
publicado na página 5 das novas, cláudias,
caprichos, tititis
está além dos artigos
da lei Maria da Penha
[de qualquer lei de direitos humanos universais]
porque o ser mulher
está além do artigo.
está no sujeito:
que não se sujeita
que age, atua,
direto, intransitivo
está no sujeito,
independente
de gênero, número
e grau
Poema de Luiza Romão publicado no livro Coquetel motolove
12
Ilustração: Jonas Ribeiro
ser virgem
está muito além de um hímen
da palavra ser ou não ter hífen
é matéria-prima
barro úmido
húmus:
human woman women
Os versos de Luiza
Aos 22 anos, formada em teatro,
Luiza Romão descobriu a necessidade
de escrever ao participar de competições
de poesia falada na zona leste de São Paulo
Foto: Renata Armelin/Divulgação
L
uiza Romão, 22 anos, formou-se em direção teatral
na Universidade de São
Paulo, segue estudando na Escola de Artes Dramáticas da
USP e, entre a atuação como
atriz e o trabalho como diretora,
descobriu-se poeta. É uma autora cuja necessidade de escrever
surgiu no contexto dos “slams de
poesia” (do inglês slam poetry,
espécie de desafio-competição-batalha em que os poetas leem
e interpretam seus trabalhos).
Além de vencer muitos “slams”, Luiza viu seus textos “bombarem” na internet, onde publica
vídeos caseiros em que aparece
interpretando suas próprias
poesias, ora movidas pela
indignação, choque e espanto
com questões sociais, políticas
ou comportamentais típicas do
Brasil contemporâneo, ora com
versos lúdicos, “meio piegas-meio xaveco”, que não deixam
dúvidas sobre a legitimidade de
seu trabalho.
De uma família de professores, Luiza, que participa do
sarau na Livraria da Vila dia
28 de março, também trabalha
com arte-educação e acha que
reconhecer-se feminista em 2015
é ter, “sem cartilhas”, o entendimento do que é ser mulher no
mundo de hoje. “Me interessa
a palavra falada, ‘performada’,
em especial se for em espaços
As diferenças,
segundo
Heloisa
A professora de antropologia Heloisa Buarque
de Almeida faz palestra
sobre Gênero e violência
P
A diretora e poeta Luiza Romão
públicos”, diz Luiza, que lembra da
experiência marcante e desafiadora que viveu em 2013, quando descobriu, nos arredores da estação
de Metrô Guilhermina-Esperança,
zona leste de São Paulo, a “arena”
em que os poetas ou “slamistas”
armavam seus desafios, movidos
pela atenção e interesse de centenas de pessoas na plateia. Foi ali
que entendeu que precisa escrever
poesia, algo que só havia feito, de
brincadeira, na infância.
No ano passado, publicou
Coquetel motolove, em que junta
elementos de erotismo, amor e vocação deliberada para “explosões”
que têm o vigor e toda a energia
de uma juventude inspiradora.
Do livro, Vila Cultural publica o
poema Virgem (leia na página ao
lado), que Luiza também interpreta
com vigor num vídeo publicado na
internet.
rofessora de antropologia na
Universidade de São Paulo e
doutora em Ciências Sociais
pela Unicamp, Heloisa Buarque de
Almeida fala sobre Gênero e violência
em palestra no dia 11 de março, na
Livraria da Vila da Fradique. Entre
outros livros, Heloisa organizou, junto
com o professor José Szwako, o livro
Diferenças, igualdade (Berlendis &
Vertecchia Editores), que integra a
coleção Sociedade em foco.
O livro trata das formas de hierarquia e diferenciação social e convida
o leitor a refletir sobre alguns dos
conceitos centrais pensando especialmente em classes sociais, raça,
gênero, sexualidade e geração. Além
de já ter trabalhado como pesquisadora no Centro Brasileiro de Análise e
Planejamento e no Pagu – Núcleo de
Estudos de Gênero da Unicamp, Heloisa tem diversos artigos publicados
e é autora do livro Telenovela, consumo e gênero (Edusc/Anpocs, 2003).
A professora costuma dizer que “ser
mulher é muito diferente em cada
região do país, mas varia também em
termos de cor, classe social, acesso à educação, religião, geração,
sexualidade etc.”, em abordagens
que invariavelmente atualizam uma
questão ancestral que persiste como
um dos temas mais desafiadores em
diferentes sociedades.
13
CAPA
Os interesses de Maria
Em Trinta e oito e meio, livro que
lança na Livraria da Vila da Lorena, a atriz
Maria Ribeiro publica crônicas em que junta
reflexões, desabafos, paixões e senso de humor
14
“aparentemente
mundanos”, mas
inevitáveis no
cotidiano de uma
mulher.
Além da paixão confessa por
Paris, ela escreve
sobre as dúvidas
e o orgulho da
maternidade, o
fascínio que uma
boa telenovela
traz (Maria está
no elenco de
Império, exibida
atualmente pela
Rede Globo) ou
a lista de coisas
a fazer, “num último resquício de
meninice”.
Carioca, formada em jornalismo, ela finaliza
atualmente o longa-metragem Esse é só o começo
do fim da nossa
vida, sobre a última turnê da banda Los Hermanos.
No cinema, Maria
já atuou em filmes como Tropa
de elite, Separações, Entre nós,
Tolerância, entre outros. No teatro,
foi dirigida por Domingos Oliveira,
Fauzi Arap e Hamilton Vaz Pereira.
LANÇAMENTO
Do livro Trinta e oito e meio (Língua
Geral), da atriz Maria Ribeiro, dia
9 de março, a partir das 19h, na
Livraria da Vila da alameda Lorena.
A programação
As atrações especiais da Livraria
da Vila da Fradique no mês das
mulheres:
Tão longe é aqui
Exibição do documentário da
jornalista e documentarista Eliza
Capai, que participa de encontro
com o público.
Dia 7 de março, sábado, das 17h
às 19h30
Palestra Gênero e violência
Com a professora e pesquisadora
Heloisa Buarque de Almeida.
Dia 11 de março, quarta-feira, das
19h às 21h
O cenário da poesia feminina
independente
Debate com Anna Zêpa, Sinhá e
Maria Giulia Pinheiro e mediação
da poeta Bruna Escaleira.
Dia 27 de março, sexta-feira, das
19h30 às 21h30
Sarau Poesia feminina
Com Luiza Romão, Carol Ambulante Peixoto, Isabela Penov, Michele
Santos, Mel Duarte, Débora Del
Guerra e Luz Ribeiro.
Dia 28 de março, sábado, das
17h30 às 19h30
(*) Programação sujeita a alterações.
Confira no site www.livrariadavila.com.br
Fotos: Divulgação
A
atriz e documentarista Maria
Ribeiro lança no
dia 9 de março, a
partir das 19h, na
Livraria da Vila da
alameda Lorena,
o livro Trinta e oito
e meio (Língua
Geral), em que
publica crônicas
escritas nos últimos anos, a maioria sob encomenda para a revista
TPM. Há também
crônicas inéditas.
As ilustrações são
de Rita Wainer.
Segundo Maria,
os textos são reflexões e desabafos
escritos com uma
curiosidade sem
fim e bastante
senso de humor.
A atriz, que é uma
das apresentadoras do programa
Saia justa (do
canal de TV por
assinatura GNT),
confessa, no livro,
todo o seu interesse – ou obsessão,
dependendo do ponto de vista
– por histórias alheias, pelas experiências dos outros. Juntando com
suas observações e reflexões, o
painel temático se transforma “num
inesperado diário” – ou um guia de
viagem pela vida de Maria.
Entre os temas, a família, o
pai, os filhos, os amigos, a passagem dos anos, além de assuntos
Mulheres africanas em cenas de Tão longe é aqui, filme de Eliza Capai
Os caminhos de Eliza
Em Tão longe é aqui, a jornalista
Eliza Capai registra o encontro com mulheres
numa viagem de sete meses sozinha pela África
C
om o filme Tão longe é aqui
(2013), que será exibido
sábado, dia 7, na loja da
rua Fradique Coutinho, a jornalista e documentarista Eliza Capai
dá uma aula de “autonomia” e
independência para realizar um
projeto pessoal, no mínimo ousado. O longa-metragem, que
fez pré-estreia no Festival Internacional de Cinema Feminino
FEMINA e ganhou o Prêmio Especial do Júri, foi gravado durante uma viagem de sete meses
que Eliza fez sozinha pela África,
num trajeto que incluiu Marro-
cos, Cabo Verde, Mali, Etiópia e
África do Sul.
Jornalismo da melhor qualidade
com roteiro de viés ficcional, o filme
começa a partir de memórias guardadas da longa viagem. Sozinha,
longe de casa e às vésperas de
completar 30 anos, uma brasileira
parte em uma jornada pela África
e escreve uma carta para sua filha
(ou para o futuro), na qual fala dos
encontros com mulheres que vivem
em culturas e tempos muito peculiares. É um belo diário, um road
movie que, como diz a diretora,
pode ser um convite a todas as
pessoas que lideram seus próprios
caminhos.
Formada pela Escola de Comunicação e Artes da USP, Eliza
dirige documentários com temáticas sociais e de gênero desde
2001. Como correspondente internacional, já produziu em mais
de 25 países. Em 2014, seu curta
Severinas foi finalista do Prêmio
Gabriel García Márquez de Jornalismo Ibero-americano. Eliza concluiu recentemente os vídeos da
webserie Linhas do Greenpeace:
em seu primeiro mês, os vídeos
somaram mais de 500 mil views.
15
LANÇAMENTO
De dar água na boca
Com fotos do brasileiro Sérgio Coimbra e do alemão
Wowe, os irmãos Massimiliano e Raffaele Alajmo, do
famoso restaurante italiano Le Calandre, lançam o livro
Fluidità na Livraria da Vila do shopping Cidade Jardim
Foto Sérgio Coimbra
P
ara gourmets e gourmants
interessados no circuito
internacional da alta gastronomia, os nomes dos irmãos
Massimiliano e Raffaele Alajmo
soam mais que familiar. À frente
do Le Calandre, perto de Padova,
Lombardia, Itália, eles dão o que
falar mundo afora, em especial
depois que Max, o chef – Raffaele
é sommelier –, fez fama como o
mais jovem cozinheiro a conquistar, aos 28 anos, as cobiçadas três
estrelas do Guia Michelin.
Da parceria dos irmãos Alajmo
com o fotógrafo brasileiro Sérgio
Coimbra e com fotógrafo alemão
Wowe (abreviação de Wolfgang
Wesener) nasceu o belo livro Fluidità, cujo lançamento no Brasil
acontece dia 25 de março, a partir
das 19h, na Livraria da Vila do
shopping Cidade Jardim.
Fluidità é o segundo livro publicado pelos irmãos Alajmo. O
primeiro, In.gredienti, vencedor
do Gourmand World Cookbook
Award em 2007 como melhor livro
de receitas, virou objeto do desejo
da turma da gastronomia. Além
de um diálogo entre Massimilano
e Raffaele Alajmo mais belas imagens em preto e branco de Wowe,
Fluidità vira explosão cromática e
sensorial com o ensaio fabuloso
de Sérgio Coimbra, que prioriza
16
as texturas a partir da imersão de
ingredientes ou pratos em água,
simulando situações que exploram
o conceito de cada prato para ressaltar, pelo sabor e pela imagem,
a fluidez sugerida no título.
Com atuação essencial do diretor de arte Filippo Maglione, criou-se um set especial para trabalhar
as imagens na água. O resultado é
fascinante, além de evidenciar “o
poder da água para ampliar pela
diluição”. Assim, mais do que um
livro de receitas, este é daqueles
títulos de livros de arte que tiram
o folêgo de quem gosta de artes
gráficas. Além, obviamente, de dar
água na boca.
Junto com Raffaele e com a
irmã Laura, Massimiliano Alajmo,
que tem 40 anos, integra a terceira
geração da família com tradição
em restaurantes. Hoje, além do
ilustre Le Calandre, eles comandam o La Montecchia, o Ristorante Quadri e mais três bistrôs:
Il Calandrino, abcMontecchia e
abcQuadri.
Coautor do livro, o paulistano
Sérgio Coimbra especializou-se
em fotografias de comida e alimentos por causa de seu interessse
por estética, sabores e, como diz,
pela relação entre luz e textura,
o que fica evidente em Fluidità.
A beleza natural, as texturas
mais complexas de ingredientes
e as emoções vividas na mesa
semprem o fascinaram. Seu foco
principal, diz, são ingredientes
que, de alguma forma, também
revelam sobre o contexto cultural
e social das imagens. Coimbra tem
viajado o mundo para documentar
o trabalho de chefs e motivar “os
artistas da culinária” a explorar de
forma criativa os aspectos visuais
de seu trabalho. Entre outros livros,
ele publicou imagens no livro do
restaurante D.O.M, de Alex Atala.
O alemão Wowe vive atualmente em Nova York e, entre outras,
trabalhou para publicações como
Vanity Fair, NY Times Magazine,
Tempo, Stern, London Observer
e Telegraph Magazine, retratando personalidades como Andy
Warhol, Frank Zappa, Philip Johnson, Susan Sontag, Keith Haring,
William Burroughs, Run-DMC,
I.M. Pei e Merce Cunningham.
Em 1990, Wowe morou no norte
da Itália.
LANÇAMENTO
Do livro Fluidità, dos irmãos Massimiliano e Raffaele Alajmo, com
fotos do brasileiro Sérgio Coimbra
e do alemão Wowe, dia 25 de março, a partir das 19h, na Livraria da
Vila do shopping Cidade Jardim.
A imagem da capa de Fluidità, que usa a água
para explorar conceitos de pratos e alimentos,
revelar textura nas imagens e toda a fluidez
nas criações dos irmãos Alajmo
17
BOA FORMA
Leitura que motiva
A educadora física e pesquisadora
Paola Machado lança Kilorias – O livro –
Faça do #projetoverão seu estilo de vida dia
30 de março na Livraria da Vila da Lorena
18
par de tênis e repensar a lista
do supermercado. Na segunda
parte, Paola fala sobre metas
a serem atingidas com exercícios e alimentação, mantendo
o foco nos dois objetivos mais
cobiçados: emagrecimento e
fortalecimento muscular.
A terceira parte é uma seleção dos temas mais comentados do site e das páginas
do Kilorias no Facebook e
no Instagram. Para finalizar,
o livro traz receitas que mantêm uma alimentação saudável e ao mesmo tempo cheia
de sabor.
“Há muitos aventureiros,
pessoas não for madas, no
mercado fitness. Eu quero dar
a minha contribuição como
profissional para aqueles que
querem dar o primeiro passo
na implementação de um novo
estilo de vida”, afirma Paola,
que é formada pela Universidade Federal de São Paulo, onde
também fez seu mestrado. Enquanto desenvolve pesquisa
de doutorado, ela já soma mais
de 300 mil seguidores nas redes sociais.
LANÇAMENTO
Kilorias – O livro – Faça do #projetoverão seu estilo de vida (Benvirá), de Paola Machado, dia 30, na
Livraria da Vila da Lorena, a partir
das 18h30.
Foto: Divulgação
E
ditora do site de saúde e
fitness Kilorias – Life and
health e educadora física com mestrado em fisiologia
do movimento, Paola Machado
lança Kilorias – O livro – Faça
do #projetoverão seu estilo de
vida (Benvirá) dia 30 de março
na Livraria da Vila da Lorena.
Misturando a experiência acadêmica, o dia a dia – sempre
repleto de compromissos – de
Paola mais depoimentos de
leitores do site, o livro quer ser
uma referência na motivação
de hábitos saudáveis.
“Ter uma vida saudável
é um trabalho constante de
determinação e motivação,
e os fins estéticos vêm como
consequência”, afirma Paola. “As pessoas que buscam
resultados rápidos têm que
se conscientizar de que, na
maioria das vezes, eles não são
eficazes. Então proponho ao
meu leitor que ele faça mudanças simples, mas que possam
ser levadas para a vida toda”,
diz Paola, que na infância e na
adolescência era uma garota
“magrinha e introvertida” com A educadora física Paola Machado
dificuldade para se relacionar
e fazer amigos. E que detestava
determinante para sua escolha
aulas de educação física. Como
profissional.
a disciplina era parte do currículo
O livro está dividido em quatro
escolar, ela lembra, os professores
partes. A primeira é assumidamente
a obrigavam a fazer trabalhos somotivacional e propõe duas
bre a teoria dos esportes. E o que
“alterações” de comportamento
era obrigação virou uma paixão
que seriam “simples”: calçar um
AUTÓGRAFO
As cores do Brasil
O fotógrafo Araquém Alcântara lança dia 25 de março na
Livraria da Vila do JK Iguatemi a edição que comemora
mais de 120 mil exemplares vendidos de Terra Brasil, um
clássico com imagens da natureza no país
Fotos: Divulgação
O
fotógrafo Araquém Alcântara autografa dia 25 de
março na Livraria da Vila do
shopping JK Iguatemi uma edição
especial, a 12ª, de Terra Brasil (Alta
Books), originalmente publicado
em 1998. Pelo ineditismo e pela
qualidade singular do trabalho, o
livro, um projeto no qual o fotógrafo
trabalhou ao longo de mais de 15
anos, virou uma referência no país.
E Araquém comemora o feito (raro,
para um livro de arte) de mais de
120 mil exemplares vendidos.
“O projeto foi um mergulho
quase utópico, uma odisseia que
incluiu mais ou menos 13 anos para
captação das imagens, incontáveis
viagens e outros quatro anos para
ser viabilizado economicamente, já
que ninguém acreditava no formato
do livro de grandes dimensões
que eu propunha”, lembra Araquém, um precursor da fotografia
de natureza no Brasil que ainda
hoje se assusta com a “grande
inconsciência coletiva” em relação
à natureza no país que tem a maior
biodiversidade do mundo.
Com 248 páginas, Terra Brasil,
como diz Alcântara, é “multicultural, multiétnico e assumidamente
poético ao optar por registrar todas
as fisionomias do país e ocultar
deliberadamente as grandes cidades brasileiras”. Assim, de norte
a sul, com a fauna e a flora no
foco inconfundível do fotógrafo,
há imagens impressionantes, intemporais, todas com a assinatura
do primeiro brasileiro a fotografar
todos os nossos parques nacionais. Araquém admite que usa a
fotografia “como uma arma de conhecimento e como um poderoso
instrumento para encontrar um caminho que documente aquilo que
deveria ser eterno”. Ao assumir
seu trabalho como compromisso
político e de militância, tenta, por
meio da intuição e da paixão, expressar visualmente os mistérios
da criação.
LANÇAMENTO
Da edição comemorativa de Terra
Brasil (Alta Books), do fotógrafo
Araquém Alcântara, dia 25 de março, a partir das 19h, na Livraria da
Vila do shopping JK Iguatemi.
19
RETRATO | TOMIE OHTAKE (1913-2015)
Poesia visual
U
ma operária da arte que, tão
logo chegou ao Brasil, nos
anos de 1930, percebeu o
amarelo como cor prevalecente
na “atmosfera” do país. A autodefinição da cidadã-artista que
trabalhou incessantemente ao
longo de toda a vida e a percepção sensível e imagética do país
solar e tropical são duas citações
inesquecíveis da artista plástica Tomie Ohtake, que morreu no
mês passado, aos 101 anos, em
São Paulo.
Além de uma obra vasta, um
instituto cultural de prestígio e
todo o respeito conquistado com
talento, disciplina e trabalho, Tomie
deixa vago um lugar que sempre
será dela: o de “grande dama das
artes brasileiras”, inclusive pela
combinação incomum de respeito e admiração internacional da
crítica com a popularidade que
a transformou numa das artistas
mais conhecidas no Brasil.
Entre suas convicções, estava
a que ela citou uma vez mais na
entrevista que concedeu a Gabriel
Mestieri quando completou cem
anos. “É importante que se mostre
arte, que se estude, se publique,
se debata e se divirta com arte”,
disse Tomie.
“A obra de Tomie Ohtake, como
trajetória íntegra e integral, tem
enfrentado o desafio de construir
um tempo reconciliado entre a sabedoria de uma tradição e a experiência visual do sujeito moderno.
Sua obra parece buscar em nosso
olhar um haicai perdido”, escreve,
num texto de 2002, o crítico e curador Paulo Herkenhoff, que conhece
20
profundamente o trabalho e a vida
de Tomie.
Nascida em Kioto, no Japão,
em 1913, Tomie chegou ao Brasil
em 1936 para o que seria apenas
uma visita ao país. Nunca mais
voltou a viver em seu país de origem. Casou-se com o engenheiro
agrônomo Ushio Ohtake, morto
em 1977, teve dois filhos (o arquiteto Ruy Ohtake e o administrador
Ricardo Ohtake) e, ainda que já
soubesse de sua vocação artística, só começaria a pintar aos 40
anos de idade, quando os filhos já
tinham alguma autonomia. A partir
daí, construiu uma trajetória única.
Na década de 1960, quando
Tomie se naturalizou brasileira,
também confirmou a escolha pela
abstração na pintura. Decidido o
caminho, usou toda a habilidade
e incontáveis recursos técnicos
para traduzir uma personalidade
adorável na combinação de rigor,
poesia e sensibilidade para substituir “a imaterialidade aparente de
suas telas pelo estudo da relação
forma-cor”.
Foi também nos anos de 1960
que o alcance de seu trabalho
e a inclusão da obra de Tomie
nos principais espaços da arte
nacionais e internacionais passaram a ser ampliados permanentemente. Entre outras, ela esteve na
Bienal de Veneza, numa exibição
fundamental para que o mundo
“descobrisse” Tomie Ohtake, com
suas investigações peculiares de
figuras geométricas e seu gosto por cores plenas de vivacidade como o vermelho, que ela
sempre adorou.
“Tomie discute e amplia as
possibilidades de expressão da
superfície, plano, forma e dimensionalidade, criando espaços para o mergulho do olhar, mas de
modo que ele fique livre para se
elevar e lançar-se num sobrevoo,
facilitando a contemplação atenta
e lenta da obra, apanhando-a simultaneamente na sua área total
e nos seus detalhes e pequenas
ocorrências. Trata-se, portanto, de
uma relação espacialidade-escala
que se manifesta como imensidão,
onde a amplitude sempre deixa entrever focos específicos para atrair
o olhar”, escreve o crítico Miguel
Chaia, outro admirador da obra e
da trajetória de Tomie Ohtake.
Gravurista admirável, Tomie
também fez fama com dezenas de
esculturas de grandes dimensões,
produzidas para estar em lugares
públicos, em algumas das principais cidades brasileiras. Os belos
painéis que fez para a estação
Consolação do Metrô, o Monumento aos 80 anos da Imigração
Japonesa na avenida 23 de Maio e
as esculturas que estão na Cidade
Universitária, no campus da USP,
todas em São Paulo, são algumas
dessas obras.
Inaugurado em novembro de
2001, o Instituto Tomie Ohtake é
outro legado que deve garantir a
preservação de sua obra e de sua
memória. Além do olhar atento para tendências da arte nacional e
internacional, o instituto preza por
evidenciar as referências artísticas
mais importantes da segunda metade de século passado, principal período de trabalho de Tomie Ohtake.
Ilustração: Jonas Ribeiro
“Grande dama das artes plásticas brasileiras”,
Tomie Ohtake deixa uma obra vasta, um instituto
cultural de prestígio e o longo alcance do gosto pelo
trabalho numa vida dedicada a uma obra extraordinária
21
ACONTECEU
Memórias recentes
A décima edição do Caderno Sesc_Videobrasil,
que tem a espanhola Elvira Dyangani Ose como
editora convidada, e o lançamento do livro de
Miguel Del Castillo foram destaques em fevereiro
22
uma novela (Companhia das Letras), em que combina “memória
e política para investigar os efeitos
das grandes tragédias coletivas nas
vidas particulares”. O talento de
Castillo como contista rendeu ao
escritor, além de elogios diversos,
um lugar entre os vinte melhores jovens escritores brasileiros na prestigiosa seleção da revista Granta.
Del Castillo autografou Restinga: Dez contos e uma novela
Lançamento do Caderno Sesc_Videobrasil
Fotos: Adauto Perin/Divulgação (Caderno Sesc_Videobrasil) e divulgação
E
nquanto o Brasil, a Vila Madalena e os foliões de todas
as tribos faziam contagem
regressiva para a festa mais popular do país, a agenda cultural da
Livraria da Vila manteve sua dinâmica para muito além do Carnaval.
Na loja da Fradique, no começo
de fevereiro, todas as atenções
se voltaram para o lançamento do
décimo número do Caderno Sesc_
Videobrasil, que sai com edição
assinada pela espanhola (radicada
em Londres) Elvira Dyangani Ose.
Ela é curadora da Bienal Internacional de Arte Contemporânea de
Gotemburgo, na Suécia, e durante
muito tempo foi curadora de arte
internacional da Tate Modern.
Usos da memória é tema da
edição bilíngue (português-inglês),
que está à venda na Livraria da
Vila. A publicação reúne textos
de vários artistas e pesquisadores
de países africanos que focalizam
o contexto da descolonização
da África entre as décadas de
1950 e 1970. A história da arte é
o assunto principal. Entre outros
autores convidados, o Caderno
Sesc_Videobrasil traz o trabalho de
Theo Eshetu (Reino Unido/Etiópia),
videoartista radicado em Berlim,
na Alemanha, que contribui com
imagens e relatos pessoais ligados
à história política, à cultura e à
religiosidade etíopes.
Também na loja da Fradique, o
escritor Miguel Del Castillo recebeu
amigos e convidados para o lançamento de Restinga: Dez contos e
PROGRAMAÇÃO | março_2015*
Tempo de
imaginação
Foto: Divulgação
Cursos, oficinas, lançamentos,
pocket shows e espetáculos como
Fale mais sobre isso, com a atriz Flávia Garrafa,
são destaques da agenda cultural de março
Formada em psicologia, a atriz Flávia Garrafa escreveu
o texto de Fale mais sobre isso e encena os cincos
personagens da peça, que mostram, com humor, as
angústias, dramas, dúvidas e questionamentos levados ao
consultório de um psicoterapeuta. O espetáculo está em
cartaz no teatro da Livraria da Vila do shopping JK Iguatemi
23
PROGRAMAÇÃO | março_2015*
Lançamentos
27/3, SEXTA, das 18h30 às 21h30
Oportunidade de viver
De Dayane Rossa
Ed. Editares
6/3, SEXTA, das 18h30 às 21h30
Os fundamentos contra o
antitruste
De André Luiz Santa Cruz Ramos
Ed. Grupo Gen
19/3, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Dietoterapia chinesa
De Andrea Maciel Arantes
Ed. Grupo Gen
Lorena
8/3, DOMINGO, das 15h às 18h
Serendpt
De Coletivo literário Martelinho de Ouro
Ed. Livrus
9/3, SEGUNDA, das 19h30 às 21h30
Trinta e o oito e meio
De Maria Ribeiro
Ed. Língua Geral
21/3, SÁBADO, das 16h às 19h
Despindo-me em palavras
De Beatriz Zanzini
Ed. Penalux
11/3, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Mídia sensacionalista – O
segredo de justiça como regra
De Rafael de Souza Lira
Ed. Grupo Gen
21/3, SÁBADO, das 16h às 19h
Na hora que o galo chama
De Maria Augusta de Medeiros
Ed. Cuore
11/3, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Brincando com o conta-gotas
De Antonio Rodrigues Neto
Ed. SESI
24/3, TERÇA, das 18h30 às 21h30
Hamlet ou Amleto? –
Shakespeare para jovens
curiosos e adultos preguiçosos
De Rodrigo Lacerda
Ed. Zahar
Haverá bate-papo com o autor.
12/3, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Formas de organização dos
trabalhadores informais
De Renan Bernardi Kalil
Ed. LTr
27/3, SEXTA, das 18h30 às 21h30
A música e o vazio no trabalho:
Reflexões jurídicas a partir de
Hannah Arendt
De Matheus Brant
Ed. Initia Via
30/3, SEGUNDA, das 18h30 às 21h30
Comissão Nacional da Verdade
– Promessa de verdade e
reconciliação nacional
De Gustavo Miranda Antônio
Ed. Juruá
24
13/3, SEXTA, das 18h30 às 21h30
Cuidando de quem cuida
De Cristiane Ferraz Prade (Org.)
Ed. Casa do Cuidar
14/3, SÁBADO, das 16h às 19h
Sangrantes
De Ricardo Bellissimo
Ed. LTr
18/3, QUARTA, das 18h30 às 21h30
E viveram felizes para sempre
De Maria Lucia Moyses Ruiz
Ed. Ficções
26/3, QUINTA, das 18h30 às 21h30
O trágico: Schopenhauer e Freud
De Jassanan Amoroso D. Pastore
Primavera Editorial
28/3, SÁBADO, das 16h às 19h
Madrugada sem som
De Érica Perazza
Ed. Buriti
30/3, SEGUNDA, das 18h30 às 21h30
Kilorias – O livro – Faça do
#projetoverão seu estilo de vida
De Paola Machado
Ed. Benvirá
Shopping
JK Iguatemi
9/3, SEGUNDA, das 18h30 às 21h30
Disciplina positiva
De Jane Nelsen
Ed. Manole
12/3, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Análise de dados
De Luiz Paulo Fávero
Ed. Elsevier
24/3, TERÇA, das 18h30 às 21h30
Branding analítico: Métodos
quantitativos para gestão da
marca
De Eduardo Heiji Tomiya
Ed. Atlas
25/3, QUARTA, das 19h às 21h30
Terra Brasil
De Araquém Alcântara
Ed. Alta Books
28/3, SÁBADO, das 19h às 21h30
Custos logísticos
De Moacir de Freitas Jr.
Ed. Scortecci
* Programação sujeita a alteração.
Fradique
Pocket
Shopping
Pátio Higienópolis
4/3, QUARTA, das 18h30 às 21h30
Condenado à morte – A história
do primeiro brasileiro a receber
a pena capital e ser executado no
exterior
De Ricardo Gallo
Ed. Três Estrelas
7/3, SÁBADO, das 15h às 18h
Enigma tropical
De Mauro Carmona
Independente
10/3, TERÇA, das 18h30 às 21h30
As crônicas de Olam – Luz e
sombra Vol. 1
De L.L. Wurlitzer
Ed. Tolk Publicações
14/3, SÁBADO, das 16h às 19h
Faça amor, não faça jogo
De Ique Carvalho
Ed. Autêntica
26/3, QUINTA, das 18h30 às 21h30
A reintegração social dos
cidadãos-egressos – Uma nova
dimensão de aplicabilidade às
ações afirmativas
De Rodrigo Felberg
Ed. Atlas
Shopping
Cidade Jardim
Fotos: Divulgação
25/3, QUARTA, das 19h às 21h30
Fluidità
De Massimiliano e Raffaele Alajmo
Independente
Batel
14/3, SÁBADO, das 11h às 14h
X, Y e S – O teatro íntimo
de Strindberg, O sintoma –
Variações freudianas 1 e O ato –
Variações freudianas 2
De Antonio Quinet
Ed. Giostri
18/3, QUARTA, das 19h às 21h30
Livro dos novos
De Adriana Sydor (Org.)
Ed. Travessa dos Editores
19/3, QUINTA, das 18h30 às 21h30
Contratos empresariais –
Princípios, função social e
análise econômica do Direito
De Maria Estela Gomes
Ed. Juruá
27/3, SEXTA, das 19h às 21h30
Acontece com quem voa
De Deyse Campos e Felipe Koeller
R. Vieira
Ed. Positivo
31/3, TERÇA, das 18h30 às 21h30
O gênio que escrevia com
números
De Luiz Ernesto Wanke
Independente
Galleria
7/3, SÁBADO, das 18h30 às 20h30
O livro das mulheres
extraordinárias
De Xico Sá
Ed. Três Estrelas
Haverá bate-papo com o autor.
5/3, QUINTA, das 19h45 às 20h30
Macaco sem pelo
Com Meno Del Picchia
Macaco sem pelo é o segundo disco
solo de Meno Del Picchia, baixista,
compositor e antropólogo. Foi
produzido no mesmo período em que
Meno se dedicava a um mestrado
em antropologia social, com o título
Por que eles ainda gravam? Discos e
artistas em ação.
O disco envolve as relações humanas
com o prazer, com a sensualidade do
cotidiano. Com o amigo Ju Polimeno,
invocou a música em reação: o homem
é um macaco sem pelo. O que nos
faz superiores? São preocupações
de um músico antropólogo imerso na
velocidade da metrópole que é cidade
e selva ao mesmo tempo.
Loja: Galleria Shopping
Sarau
1/3, DOMINGO, das 17h às 19h
Sarau dos Conversadores
Com Os Conversadores
Evento gratuito.
Loja: Lorena
28/3, SÁBADO, das 17h30 às 19h30
Especial Mês da Mulher
Sarau: Mulheres livres
Com Luiza Romão, Carol Ambulante
Peixoto, Isabela Penov, Michele
Santos, Mel Duarte, Débora Del
Guerra e Luz Ribeiro.
A proposta do sarau é trazer a poesia
feita e vivida por mulheres para roda.
Todos os gêneros são bem-vindos!
Evento gratuito
Loja: Fradique
28/3, SÁBADO, das 19h às 21h
Sarau dos Conversadores
Com Os Conversadores
Evento gratuito.
Loja: Lorena
17/3, TERÇA, das 18h30 às 21h30
Cartas de mim
De Regina Marins
Ed. Pontes
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PROGRAMAÇÃO | março_2015*
Palestras
7/3, SÁBADO, das 11h às 13h
Café Lacaniano: Raízes da
discórdia
Com Oscar Angel Cesarotto e João
Angelo Fantini
A intolerância não é um fenômeno
recente, embora pareça exacerbada
nos dias de hoje, magnificada pelas
mídias e aguçada pela globalização
forçada. Trata-se de um dos temas
mais discutidos nos últimos anos em
todo o mundo, causa de violência
entre vizinhos, grupos e nações. Os
mecanismos de segregação estão
intrinsecamente ligados aos processos de subjetivação que nos tornam
humanos. Porém, os laços sociais,
permitindo sermos cidadãos e conviventes, tampouco assimilam quem não
for igual a quase todos. O “narcisismo
das pequenas diferenças”, segundo
Freud, dispara a agressividade contra
o semelhante estranho, nos termos da
lógica lacaniana: no espelho, só tem
lugar para um; o outro deve inexistir,
por não ser idêntico e exaltar gozos
que não são os nossos.
Evento gratuito.
Loja: Fradique
7/3, SÁBADO, das 17h às 19h30
Especial Mês da Mulher
Exibição do documentário: Tão
longe é aqui
Com Eliza Capai
O longa foi gravado durante uma viagem de sete meses de Eliza sozinha
pela África. O trajeto inclui Marrocos,
Cabo Verde, Mali, Etiópia e África do
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Sul. Nele, a partir de memórias guardadas de uma longa viagem, uma carta é
enviada para o futuro. Sozinha, longe
de casa e às vésperas de completar
30 anos, uma brasileira parte em uma
jornada pela África. Na carta para sua
filha, ela conta dos encontros com
mulheres que vivem em suas culturas
e tempos. Um diário, um road movie
e um convite a todas as pessoas que
lideram seus próprios caminhos.
Evento gratuito.
Loja: Fradique
10/3, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Mais ainda: Freud e a religião
Com Patrizia Corsetto, José Henrique
P. Silva e Rodrigo Petronio
Depois de ter sido dado como “morto”
e de a religião ser considerada como
neurose e ilusão, há um retorno da
ideia de transcendência como algo necessário e fundamental ao ser humano.
Seja sob o manto do fundamentalismo,
do atendimento às necessidades mais
imediatas ou como expressão de um
“sentimento oceânico”, Deus e a religião ocupam fortemente o cenário das
inquietações humanas. O que a ideia
de “mal-estar” pode contribuir para o
entendimento deste processo?
O tema será discutido promovendo
a interface entre a Psicanálise e a
Filosofia, com coordenação da jornalista Patrizia Corsetto, que recebe o
psicanalista José Henrique P. Silva e
o escritor e filósofo Rodrigo Petronio.
Evento gratuito.
Loja: Lorena
11/3, QUARTA, das 19h às 21h
Especial Mês da Mulher
Gênero e violência
Com Heloisa Buarque de Almeida
Evento gratuito.
Loja: Fradique
12/3, QUINTA, das 18h às 21h30
Courageous acting
Com David Bridel
Evento gratuito.
Inscrições: http://bit.ly/16XqglL
Loja: Shopping JK Iguatemi
14/3, SÁBADO, das 11h às 13h
Sócrates ao café: Espelho,
espelho meu, que personagem
sou eu?
C o m T h a i s a B a r ro s , B e r n a d e t t e
Biaggi, Jorge Basile Guglielmelli e
Xika Fonseca
O universo do campo emocional e
psíquico é habitado por personagens
que precisam de voz e vida. Em Totem
e tabu (1912-1913), Freud escreve que
“o paciente transforma sua carga afetiva em personagens com o qual povoa
o mundo”. Mas onde são formados
esses magos? De quais operações
mentais são fruto? Como são narrados os personagens que surgem na
polifonia no campo psicanalítico, na
literatura e na arte? Personagens sob
efeito hipnótico dão vozes ao mundo
interno. Quais elementos dão contínua
expansão aos personagens? Seria sua
criação a busca da velha sábia mãe
dos primórdios da nossa vida? Seriam
eles buscadores de emoções para que
a percepção saia do status de coleção
caótica de dados? Seriam emoções à
procura de um autor?
Evento gratuito.
Loja: Fradique.
14/3, SÁBADO, das 11h às 13h
Diálogos do Lacaneando: Desejo
e ato
Com Patrizia Corsetto, Antonio Quinet
e Jorge Sesarino
O que o teatro pode ensinar à psicanálise? Freud chamou o inconsciente,
pela primeira vez, de “a outra cena”:
o lugar onde se apresenta o sonho
e as fantasias. Para o psicanalista
Antonio Quinet, “a arte do semblante é
a arte do psicanalista. Mas para este
ato ser efetivo precisa ser sustentado
numa verdade. O analista deve fazer
semblante (de objeto) sustentado na
verdade do saber analítico. Lacan, no
entanto, indica que o analista deve agir
com seus semblantes a céu aberto”.
A jornalista Patrizia Corsetto recebe os
psicanalistas Antonio Quinet e Jorge
Sesarino para uma conversa sobre
teatro e psicanálise. Após a palestra,
coquetel de lançamento da coleção de
Teatro e psicanálise, de Antonio Quinet:
O sintoma – Variações freudianas 1, O
ato – Variações freudianas 2 e X, Y
e S – O teatro íntimo de Strindberg
(Editora Giostri).
Evento gratuito.
Loja: Pátio Batel
19/3, QUINTA, das 19h às 21h30
Educação em debate: O livro
didático de humanas
Com Circe Maria Bittencourt, Norma
Seltzer Goldstein e José Eustáquio
de Sene
Mediação: José De Nicola
O primeiro encontro da série Educação
em debate, que neste ano discutirá o
livro didático, material tão antigo em
* Programação sujeita a alteração.
4/3, QUARTA, das 19h30 às 21h30
Roda de leitura: Literatura
brasileira – Insanidades lúcidas
Com Flávio Viegas Amoreira, Luiz Bras
e Renato Tardivo
A mesa irá discutir aspectos compreendidos entre a literatura e a loucura,
priorizando a obra de autores excêntricos, transgressores, que enlouqueceram a linguagem. Considerando a literatura em sua vertente inventiva, serão
cotejadas poéticas de autores que, ao
transgredir a linguagem, questionaram
a cisão entre sanidade e loucura, subvertendo a “crença ingênua”, como
diria o filósofo Maurice Merleau-Ponty,
de que “o mundo é tal qual o vemos”.
Entre os autores comentados, selecionamos Uilcon Pereira, José Agrippino
de Paula, Raduan Nassar, Orides Fontela e Maura Lopes Cançado.
Evento gratuito.
Loja: Fradique
nosso país (precede a própria criação
da universidade e dos cursos de formação de professores) e tão importante no apoio ao trabalho docente e na
formação de milhões de estudantes.
Apoio ABRALE
Evento gratuito.
Inscrições a partir do dia 5/3, por telefone: (11) 3168-5737 (falar com Meire)
ou por e-mail: [email protected]
Loja: Shopping JK Iguatemi
17/3, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Especial Mês da Mulher
Cenário da poesia feminina
Com Anna Zêpa, Sinhá e Maria Giulia
Pinheiro
Mediação de Bruna Escaleira
Evento gratuito.
Loja: Fradique
21/3, SÁBADO, das 10h30 às 12h30
Café Lacaniano: O parricídio à la
Suzane Richthofen
Com Geraldino Alves Ferreira Netto
Segundo Freud, “o parricídio é o crime
principal e primevo da humanidade,
assim como do indivíduo”. Este é um
tema clássico na mitologia, no direito,
na literatura, nas artes e na psicanálise. A maneira como a psicanálise o
aborda difere de todas as outras. Estas
o entendem no sentido literal e factual, enquanto que, para a psicanálise,
dada a distinção metafórica entre o
pai real, o imaginário e o simbólico,
pode acontecer de o ‘criminoso’ mirar
no que vê e acertar no que não vê. A
pontaria do inconsciente diverge de
qualquer arma de um ou dois canos.
Mas o sujeito fica sempre encanado com seu ato. Quem mata quem?
Por quê? Sofrendo ou gozando? Tanto Freud quanto Lacan escreveram
sobre a criminologia. Mas, para os
juízes, obrigados a emitir sentenças de
valor, a perplexidade jurídica torna-se
um paradoxo. Para o psicanalista, a
culpa é, simplesmente, inconsciente.
Imputável? E que nome dar a quem
mata seu próprio analista?
Evento gratuito.
Loja: Galleria Shopping
24/3, TERÇA, das 19h30 às 21h30
Agenda 12X12
Com Ana Camargo Design
Mais informações: facebook.com/
anacamargodesign
Valor: R$ 45
Loja: Pátio Batel
25/3, QUARTA, das 19h30 às 21h30
Projeto: A vizinhança na roda
Com Marcelo Carnevale
A roda comunitária oferece a partilha
das experiências de vida e saberes de
forma horizontal e circular. A proposta
tem como foco encorajar os participantes para que eles próprios possam
redescobrir o prazer da convivência e
da celebração. O projeto A vizinhança
valoriza a palavra como elo capaz de
fortalecer os laços comunitários, a cooperação e o acolhimento na cidade.
Evento gratuito.
Loja: Fradique
28/3, SÁBADO, das 10h30 às 13h30
Diálogos do Lacaneando: Desejo
e verdade em Lacan
Com Welson Barbato e Maria Lucia
Hoemem
Evento gratuito.
Loja: Shopping Pátio Higienópolis
Cursos e workshop
De 2 a 30/3, SEGUNDAS, das 18h30
às 21h30 e SÁBADOS, das 10h às 13h
Curso: Jogo cênico
Jogo cênico, ministrado pelo dramaturgo e diretor Renato Andrade, é um
workshop intensivo, mas modular em
função da disponibilidade de cada
aluno. O curso aprofunda e amplia os
estudos e o repertório do jovem artista,
estimulando a prontidão necessária
ao ofício do ator. Em sua 15ª edição,
o curso mescla teoria e exercícios
práticos a partir da construção de três
solos distintos: o primeiro baseado em
um personagem de um drama clássico, outro extraído de um solilóquio
trágico e um terceiro inspirado em
um depoimento real. Para cada um, é
apresentada uma metodologia diferente. O resultado será apresentado para
uma plateia convidada para o último
encontro.
Matrícula: R$ 120
Valor: 2X R$ 210
Informações: (11) 3214-2384
Local: Teatro Livraria da Vila do
Shopping Pátio Higienópolis
Clube de leitura
Educacuca
O objetivo primordial do Educacuca é
promover o desenvolvimento, a aprendizagem e a socialização das crianças
em seus primeiros anos de vida, além
de instrumentalizar o adulto cuidador,
orientando-o e enriquecendo seu repertório de brincadeiras.Para isso,
oferecemos um programa em que a
criança e um adulto responsável, mediados por educadoras capacitadas,
participam de até dois encontros semanais em que, inseridos num grupo,
vivenciam uma série de experiências
lúdicas, planejadas e organizadas
cuidadosamente de modo a estimular
seu desenvolvimento físico, socioemocional e cognitivo, além de propiciar a
aquisição e o aprimoramento da linguagem verbal. Para agendamento de
aula experimental e informações sobre
horários para cada grupo, consulte o
site www.educacuca.com.br
Idade Permitida: 3 a 30 meses.
Terças e quintas – Loja: Lorena
Quartas – Loja: Fradique
9/3, SEGUNDA, das 19h às 20h
Clube da Vila: A cidade & a
cidade, de China Miéville
Apoio: Companhia das Letras e
Boitempo
Com Kim Doria
Inscrições: clubedavila.companhia
[email protected]
Loja: Fradique
19/3, QUINTA, das 19h30 às 21h30
Leitura Compartilhada: O
homem do castelo alto – Philip
K. Dick
Com Os Espanadores
Loja: Fradique
30/3, SEGUNDA, das 20h às 21h
Clube Companhia: Casei com um
comunista, de Philip Roth
Com Lívia Brito e Rita Vianna
Loja: Lorena
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VILA DA CRIANÇA
FRADIQUE
7/3, SÁBADO, das 15h às 18h
Lançamento: O manto de Anita
De Gisela Furquim
Independente
8/3, DOMINGO, das 16h às 17h
Oficina: Tirar de letra
Com Aline Gandolla
“A” de avião, amora, Aurora. Dentro
dele, cabe uma casa. No “F” de faca,
forró e Fabiano, tem um telefone. Já
o “R”, de rato e rapadura, funciona
como escorregador. Neste divertido
abecedário, as letras compõem
desenhos multicoloridos. Não importa
onde estejam, se no começo, no meio
ou no fim da palavra, o que conta é
o som de cada uma e os inúmeros
sentidos que é possível tirar delas.
Experimente!
Apoio: Edições SM
14/3, SÁBADO, das 15h às 18h
Lançamento: Oba! Que frio
De Lalau e Laurabeatriz
Ed. Dash
Haverá contação de histórias.
15/3, DOMINGO, das 15h às 18h
Lançamento: A floresta canta!
Uma expedição sonora por terras
indígenas do Brasil De Berenice de Almeida e Magda
Pucci
Ed. Peirópolis
Haverá apresentação musical.
29/3, DOMINGO, das 16h às 19h
Lançamento: Lá e aqui
De Carolina Moreyra e Odilon Moraes
Ed. Pequena Zahar
MOEMA
7/3, SÁBADO, das 15h às 18h
Lançamento: A menina do mar
De Mauro D Addio e Edson D Addio
Ed. IBEP
Haverá contação de histórias.
GALLERIA
13/3, SEXTA, das 19h30 às 20h30
Pocket: O que você vai ser
quando crescer?
Com Encantoré
O show traz um colorido cenário,
bonecos e personagens, oferecendo
uma apresentação lúdica e interativa
que une teatro, brincadeiras e histórias,
permeados por música de qualidade.
15/3, DOMINGO, das 16h às 19h
Lançamento: 360 dias de sucesso
De Thalita Rebouças
Ed. Rocco
LORENA
21/3, SÁBADO, das 16h às 17h
Pocket show: Amizade sincera
Com Celelê e Talili
O repertório traz letras educativas
enfatizando a amizade, a natureza,
os animais, os números, as frutas, os
esportes e personagens da Turminha
Celelê, como a bruxa Mavel, a boneca
Izi, o Robô e hits como O Cachorro,
Sementinha e Meu Banho.
Apoio: Tratore
28/3, SÁBADO, das 16h às 17h
Contação de história: o urso e a
espada
Com Samuca
Depois de cortar um bosque inteiro
com sua espada, o urso teve a própria
casa engolida pela água da barragem.
De arma em punho, ele então parte
furioso em busca do culpado: quando
o encontrar, vai cortá-lo ao meio com
a famigerada lâmina. Mas os guardas
da barragem botaram a culpa no javali,
que botou a culpa na raposa, que
culpou os passarinhos, até que... opa!
Não é que o urso ficou entre a cruz e
a espada?
Apoio: Edições SM
Livro: Oba! Que frio
Autoras: Lalau e Laurabeatriz
Ilustrações: Laurabeatriz
Ed. Dash
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PROGRAMAÇÃO TEATRAL | março_2015*
Teatro Infantil
De 7/3 a 26/4, SÁBADOS E DOMINGOS, às 16h
A fantástica história de João e Maria
Nessa adaptação da história dos irmãos Grimm, João
e Maria, muito espertos, saem em busca de alimentos
e acabam se perdendo no meio da imensa floresta. O
que eles não sabiam é que o perigo se aproximava e
uma bruxa iria surpreendê-los. Nesta releitura, a imagem
da bruxa má, com nariz enorme e chapéu assustador, é
descaracterizada, dando espaço a uma bruxa boazinha
e atrapalhada. A peça traz uma reflexão sobre o perigo e
o mal, que muitas vezes não são visíveis e podem estar
escondidos atrás de boas aparências.
Local: Shopping Pátio Batel de Curitiba
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
30
De 7/3 a 29/3, SÁBADOS e DOMINGOS, às 15h
Minha mais que amiga árvore
A peça conta a história de Berê e Pato, dois colegas
de escola, amigos e vizinhos que passam as tardes se
divertindo sob a copa de uma linda mangueira. A árvore,
além de enfeitar a rua com sua majestosa beleza, abriga
os passarinhos e faz sombra nos dias quentes. Mas a vizinhança começa a se incomodar com suas raízes, galhos,
folhas e cocô de passarinho. Resolvem então cortá-la.
Indignados, Pato, que está aprendendo sobre o reino
vegetal na escola, compõe uma bela canção-protesto,
e Berê faz cartazes para pendurar nos galhos. Em vão.
Apenas um milagre é capaz de desfazer o equívoco dos
vizinhos e revelar-lhes a importância daquela árvore. A
natureza responde de maneira simples e emocionante,
interferindo no desfecho da história e transformando os
vizinhos de maneira surpreendente.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
De 7/3 a 5/4, SÁBADOS E DOMINGOS, às 16h
Páscoa em apuros
Um Coelhinho está realmente triste: descobriu que o significado da Páscoa está cada vez mais esquecido pelas
crianças, que só pensam em chocolates e não sabem a
verdadeira essência da data. No dia da Páscoa, depois de
entregar todos os ovos, ele decide que isso tudo precisa
de uma mudança e quer a ajuda de todas as crianças
para semear a verdadeira mensagem da Páscoa, mas
sem esquecer os chocolates, claro! Será que vai dar
certo e a Páscoa vai conseguir voltar ao que era antes?
Local: Galleria Shopping de Campinas
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
* Programação sujeita a alteração.
De 7/3 a 29/3, SÁBADOS E DOMINGOS, às 16h
Chapeuzinho Vermelho... Pela estrada afora
Baseado na clássica história dos Irmãos Grimm, este
envolvente espetáculo da Cia. dos Tantos é contada
numa nova versão alegre e cheia de surpresas. A
pequena Chapeuzinho Vermelho, o Lobo Mau, a Mamãe,
a Vovó e o Caçador são encenados numa linguagem
atual, mas sem perder a magia de conto de fadas.
Com toque de humor, o espetáculo é ilustrado com
uma mensagem ecologicamente correta e com temas
como obediência e internet, que vão recontando esta
deliciosa história.
Local: Shopping Pátio Higienópolis
Valor: R$ 30 inteira | R$ 15 meia-entrada
Teatro Adulto
De 21/2 a 29/3, SÁBADOS às 20h e DOMINGOS às 18h
Eu gosto assim
Na comédia Eu gosto assim, o ator Márcio Cardoso revê sua trajetória profissional
e mostra versatilidade ao interpretar diversos personagens. Estão no espetáculo
tipos de sucesso da carreira do artista como a manicure Paloma, a ranzinza
Dona Magali e o apresentador sensacionalista Arlindo Orlando. Na montagem
inédita, também são apresentadas figuras como Padre Flávio, um cantor religioso
metrossexual, e Berenice, atriz mundialmente desconhecida. O espetáculo
comemora os dez anos da parceria do ator com o diretor Renato Andrade e faz
curtíssima temporada em São Paulo.
Local: Shopping Pátio Higienópolis
Valor: R$ 40 inteira | R$ 20 meia-entrada
De 14/3 a 3/5, SÁBADOS às 20h e DOMINGOS às 18h
Fale mais sobre isso
Fale mais sobre isso é um texto que discute com humor a capacidade e o desejo
da mudança. Tendo como pano de fundo o consultório de uma psicoterapeuta
onde passam quatro personagens distintos, o texto discute e revela angústias,
dramas, dúvidas, questionamentos e o desconforto que leva cada personagem a
procurar ajuda para mudar. Trata-se de um espetáculo-solo, em que a atriz Flávia
Garrafa, formada em psicologia pela USP, encena os cincos personagens de
maneira dinâmica e divertida e leva para o palco a junção dessas tão antagônicas,
porém complementares, profissões: psicóloga e atriz. Texto escrito pela própria
atriz com direção de Pedro Garrafa.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
Fotos: Eli d'amore (Isso não é uma ilusão) e Divulgação
Dias 6/3 e 20/3, SEXTAS às 20h
Isso não é uma ilusão
Três dos principais mágicos do Brasil se unem para produzir um espetáculo
totalmente novo e bem-humorado. Os mágicos Cláudio Grassi, Ortega e Wagner
Messa interagem no palco e a todo momento o público é convidado para
participar das ilusões e entrar em um mundo de diversão e mágica. Dirigido por
Ozcar Zancopé, o show embarca no formato stand-up, já consagrado no humor.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
Dia 8/3, DOMINGO, às 18h
One day more – Uma homenagem ao musical Les Misérables
Sob produção executiva de Leonor Veras, o show é uma homenagem ao musical
de sucesso da Broadway Les Misérables, baseado na obra homônima de Victor
Hugo. Uma apresentação que promete agradar a todos os apreciadores do
gênero e surpreender e conquistar a admiração dos pouco familiarizados.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
Dias 13/3 e 27/3, SEXTAS, às 20h30
Come together – Tributo aos Beatles
Apresentando sucessos como Lucy in the sky with diamonds, Eleanor Rigby e
While my guitar gently weeps, o show Come together tem o intuito não de fazer
um cover, mas sim uma releitura vocal e instrumental das melhores faixas da
banda. Com arranjos do pianista Sílvio Venosa, o grupo promete surpreender
tanto os beatlemaníacos como os alheios à banda.
Local: Shopping JK Iguatemi
Valor: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada
TEATRO DA LIVRARIA DA VILA
Mais informações e ingressos: www.ingressorapido.com.br
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Vila do Leitor
por Bruna Escaleira*
mais que garoa
quando chove por aqui, chove a cidade inteira
derretem-se as fachadas dos arranha-céus
e as esperanças de chegar cedo em casa
a água cai como as roupas dos varais esquecidos
e os cães trovejam sua audição privilegiada
há até trânsito de guarda-chuva nas calçadas
e as gotas fazem arte nos retrovisores das motos
os chorões perdem os contornos de suas folhas
e as flores ficam ainda mais coloridas
auréolas formam-se ao redor dos postes de luz
e até as lombadas crescem com a irrigação
um pássaro relampeja debaixo do ponto de ônibus
e alguém chove pensamentos janela abaixo
enquanto as chapinhas fogem sem classe alguma
e as crianças viram raios nas poças d´água
* Bruna Escaleira é jornalista, trabalha como editora da revista Nova Escola e diz que escreve desde que aprendeu a combinar letras. Seu
livro de estreia, entranhamento, foi publicado pela Editora Patuá em 2014. Leia mais facebook.com/entranhamento
A página Vila do Leitor é um espaço aberto para todos aqueles que gostam de escrever, ilustrar e fotografar. Todos os interessados em ter seus
trabalhos aqui publicados devem enviá-los para o e-mail: [email protected]
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NOSSAS DICAS
MAIS VENDIDOS |fevereiro_2015
LI E GOSTEI
CDs
DVDs
Livia Brito
Shopping Pátio Higienópolis
Cheek to cheek
Tony Bennett (Universal music)
2º No ato
Claudia Romano (Independente)
3º Convoque seu Buda
Criolo (Universal Music)
4º Keep me in your heart for a while
– The best of Madeleine Peyroux
(Universal Music)
5º Verdade uma ilusão – Tour
2012/2013
Marisa Monte (Universal Music)
1º Cheek to cheek
Tony Bennett (Universal music)
2º Caixa de mudança
(Maria Farinha Filmes)
3º Magia ao luar
Woody Allen (Imagem filmes)
4º Tim Maia
(Paris Filmes)
5º Peppa Pig – Sapatos novos
(Universal Pictures)
Ficção
Não Ficção
1º Judas
Amós Oz (Companhia das Letras)
2º O incolor Tsukuru Tazaki e seus
anos de peregrinação
Haruki Murakami (Alfaguara)
3º O irmão alemão
Chico Buarque (Companhia das Letras)
4º O homem que amava os cachorros
Leonardo Padura Fuentes (Boitempo)
5º O pintassilgo
Donna Tartt (Companhia das Letras)
1º Jardim secreto
Johanna Basford (Sextante)
2º Como ser uma parisiense em
qualquer lugar do mundo
Sophie Mas (Fontanar)
3º O capital no século XXI
Thomas Piketty (Intrínseca)
4º Cartas extraordinárias – A
correspondência inesquecível de
pessoas notáveis
Shaun Usher (Companhia das Letras)
5º A economia da desigualdade
Thomas Piketty (Intrínseca)
Infantil
Juvenil
1º 200 aviões de papel para dobrar
e voar
Hannah Ahmed (Usborne Brasil)
2º Olivia não quer ser princesa
Ian Falconer (Globinho)
3º Gildo
Silvana Rando (Brinque-Book)
4º O livro com um buraco
Hervé Tullet (Cosac Naify)
5º O que tem dentro da sua fralda?
Guido van Genechten (Brinque-Book)
1º Manual do mundo – 50
experimentos para fazer em casa
Iberê Thenório (Sextante/GMT)
2º Vovó vigarista
David Walliams (Intrínseca)
3º Ou isto ou aquilo?
Cecília Meireles (Global)
4º Mentirosos
Emily Lockhart (Seguinte)
5º A seleção
Kiera Cass (Seguinte)
Importados | adulto
Importados | infantojuvenil
1º Os Gemeos
Pedro Alonzo (Gingko Press)
2º O livro dos símbolos
(Taschen)
3º Genesis
Sebastião Salgado (Taschen)
4º New York from the air
Yann Arthus-Bertrand (Abrams USA)
5º Andy Warhol: ''Giant'' size
Dave Hickey (Phaidon Press)
1º Diary of a wimpy kid – The long
haul
Jeff Kinney (Amulet)
2º Peppa Pig: Play with Peppa book
and toy gift set
(Ladybird)
3º Old Macdonald – A hand-puppet
board book
(Scholastic)
4º Goodnight Darth Vader
Jeffrey Brown (Chronicle Books)
5º Darth Vader and son
Jeffrey Brown (Chronicle Books)
O incolor Tsukuru Tazaki e
seus anos de peregrinação
Haruki Murakami
Sentimentos mundanos e
particularmente humanos
são aflorados, grandes
amizades contrapõem-se a rejeição e complexos. A dualidade de
firmar-se num grupo ou
ser independente das
convenções sociais. O
ultimato da mulher que
faria Tsukuru finalmente quebrar sua barreira
"antirrelacões" o estimula sair em
peregrinação às respostas do que
aconteceu no passado, resultando
numa autodescoberta incrível.
Ed. Alfaguara
VI E GOSTEI
Mariana Ramiro
Marketing e Eventos
Entre nós
Entre nós é uma
obra nacional, mas,
diferente das muitas
lançadas recentemente, é um drama. Nos
apresenta um grupo
de amigos, jovens,
cheios de vida e planos. Triste e verdadeiro, mostra como a vida segue um caminho
diferente daquele com
o qual sonhamos e como uma tragédia
pode abalar a vida de muitas pessoas
e mudá-las para sempre. Com grandes
atuações e uma bonita fotografia, o
filme é delicado e instigante e devia
ser assistido por todos os amantes do
bom cinema.
Paris Filmes
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