Untitled - Manuel Ferreira

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Untitled - Manuel Ferreira
CONDIÇÕES DO LEILÃO
— Os clientes interessados em licitar, devem, antes do início do leilão,
proceder à sua inscrição, no sentido de fornecer a sua identificação
e obter assim um número de arrematante, necessário para a licitação.
— Os lotes serão vendidos pela maior oferta, no estado e local em que
se encontram, não se aceitando reclamações após a sua arrematação.
— Em caso de dúvida referente a qualquer lote vendido, poderá o mesmo
ser posto de novo em praça, apenas com a participação dos dois
últimos licitantes.
— Os compradores deverão entregar um sinal, sempre que lhe seja
exigido, no valor mínimo de 30% da importância da arrematação.
— Os lotes adquiridos deverão ser liquidados e retirados até às 19 horas
do dia 2 de Fevereiro.
— Os lotes não levantados até esta data serão enviados à cobrança
— Sobre o valor da arrematação, incide a comissão da leiloeira (10%)
e sobre esta, a taxa de IVA (20%). IMPORTANTE
— Por razões técnicas as reproduções dos frontispícios e das capas
da brochura podem não corresponder às dimensões ou ao estado de
conservação dos exemplares anunciados.
PEDIDOS DE LICITAÇÃO
A recepção dos pedidos só é considerada até às 18 horas de cada dia do
leilão.
Contactos:
Rua Dr. Alves da Veiga, 89 - 4000-073 Porto
Telefone 351-22 536 32 37
Telemóvel 91 053 26 69
Fax 351-22 536 44 06
Email: [email protected]
Sítio: www.livrariaferreira.pt
2129 — FERREIRA (José Gomes).- AVENTURAS MARAVILHOSAS DE JOÃO SEM
MEDO. Romance. Portugália Editora. [Lisboa. 1963]. In-8.º de 254-VII-I págs. B.
“Obra insólita e profundamente original que o vem situar [o autor] no primeiro plano dos nossos
romancistas.” Primeira edição.
Capa ilustrada a cores por Câmara Leme.
Valorizado com dedicatória do autor para Laureano Barros.
2130 — FERREIRA (José Gomes).- O BARBEIRO DE MÀ-MORTE. Fomento de Publicações, Lda. Lisboa. S.d. In-8.º de 48 págs. B.
Primeira edição independente deste conto retirado de «O Mundo dos Outros», um dos bons livros de
José Gomes Ferreira. Integrado na colecção «Novela». Capa ilustrada com um desenho alusivo por
Paulo Guilherme.
2131 — FERREIRA (José Gomes).- CALÇADA DO SOL. Diário desgrenhado de um homem
qualquer nascido no princípio do século XX. Moraes editores. [Lisboa. 1983]. In-8.º gr.
de 95-I págs. B.
Primeira edição, integrada nas «Obras Completas» de José Gomes Ferreira, nome indelevelmente
inscrito na literatura portuguesa contemporânea.
2132 — FERREIRA (José Gomes).- 5 CAPRICHOS TEATRAIS inspirados na Revolução
Portuguesa de 1974 e escritos em 1977-78. Moraes. [Lisboa. 1978]. In-8.º de 91-V págs. B.
Com as seguintes peças: «Manhã morta», «O Subterrâneo», «O Patamar», «O Comício» e «Os novos
e os velhos». Primeira edição.
2133 — FERREIRA (José Gomes).- COLECCIONADOR DE ABSURDOS. Com a biografia
das duas ou três infâncias do coleccionador. Moraes Editores. [Lisboa. 1978]. In-8.º de 173-I
págs. B.
Exemplar da primeira edição, aparecida nas «Obras Completas» de José Gomes Ferreira.
2134 — FERREIRA (José Gomes).- O ENIGMA DA ÁRVORE ENAMORADA, divertimento
em forma de novela quase policial. 1980. Moraes editores. [Lisboa]. In-8.º de 87-V págs. B.
Primeira edição, dada a lume nas «Obras Completas de José Gomes Ferreira».
2135 — FERREIRA (José Gomes).- GAVETA DE NUVENS. Diabril. [Lisboa. 1975]. In-8.º
de 238-II págs. B.
Reunião de alguns importantes textos publicados pelo autor entre 1949 e 1974, em parte dedicados
a grandes figuras das Letras portuguesas e às suas obras. Primeira edição, logo esgotada.
[1]
2139 - ver pág. 4
2142 - ver pág. 4
2136 — FERREIRA (José Gomes).- IMITAÇÃO DOS DIAS. Diário inventado. Portugália
Editora. [Lisboa. S.d]. In-8.º de 193-III págs. B.
“Grande livro! - esta Imitação (verdadeira) dos Dias - festival de estilo e da razão luminosa, eis uma
obra que se oferece como exemplo intelectual e de emocionante construção do futuro”. Primeira
edição.
Capa ilustrada por João da Câmara Leme. Oferecimento autógrafo de José Gomes Ferreira.
2137 — FERREIRA (José Gomes).- INTERVENÇÃO SONÂMBULA. Crónica do segundo
ano da Revolução de 25 de Abril de 1974 através de documentos publicados pelo autor nesse
período. Diabril. [Lisboa. 1977]. In-8.º de 167-I págs. B.
“Há momentos em que as pátrias têm de provar que merecem a independência e o direito de existir
pelo seu génio, coragem e audácia e não por meras razões de artifício ou tratados de equilíbrio internacional.
“Assim pensei eu sempre e, ainda com mais convicção, durante a musgosa violência hipócrita do meio
século salazarista.”
Primeira edição. Esgotada.
2138 — FERREIRA (José Gomes).- O IRREAL QUOTIDIANO. Portugália Editora. [Lisboa.
1971]. In-8.º gr. de 295-V págs. B.
Livro em prosa subintitulado «Histórias e Invenções», esgotado nesta sua edição original, a mais
estimada.
2139 — FERREIRA (José Gomes).- LIRIOS DO MONTE. “Orbis”. Empresa de Livros
e Publicidade. Lisboa. 1918. In-8.º de 61-I págs. B.
2141 - ver pág. 4
Livro de estreia de José Gomes Ferreira, poeta de primeiro plano nas letras portuguesas contemporâneas. Muito raro.
Bela capa de brochura ilustrada a cores por Stvart.
Valorizado com uma interessantíssima nota-dedicatória de Gomes Ferreira para Laureano Barros.
(ver gravura na pág. 2)
2140 — FERREIRA (José Gomes).- LISBOA NA MODERNA PINTURA PORTUGUESA.
Artis. [Lisboa. 1971]. In-4.º de 15-V-I págs. E.
Realização gráfica de invulgar cuidado, impressa em bom papel e enriquecida com 42 estampas
a preto e a cores reproduzindo trabalhos de Francisco Smith, Eduardo Viana, Abel Manta, Carlos
Botelho, António Soares, Jorge Barradas, Lino António, Kradolfer, Vieira da Silva, Tagarro, Estrela
Faria, Hogan, Dourdil, Frederico George, Teresa de Sousa, Sá Nogueira, Alice Jorge, Júlio Pomar,
Fernando de Azevedo, Lima de Freitas, Carlos Calvet, Albertina Mantua e Skapinakis.
Encadernação dos editores, ilustrada a cores, com a reprodução de um quadro de Carlos Botelho.
2141 — FERREIRA (José Gomes).- LONGE. Sonetilhos de Gomes Ferreira. [Livrarias Aillaud
e Bertrand. Lisboa. Emp. Tipográfica Rosa, Limitada. 1921]. In-8.º gr. de 130-II págs. B.
Primeira e muito rara edição do segundo livro do autor. Capa e frontispício artística e exuberantemente
decorados por Humberto Pelágio.
Com um interessante texto do autor para Laureano Barros na página de anterrosto.
(ver gravura na pág. 3)
2142 — FERREIRA (José Gomes).- LONGE. Sonetilhos de Gomes Ferreira. [Edição da Seara
Nova. Lisboa. MCMXXVII)] In-8.º gr. de 130-II págs. B.
Segunda edição do segundo livro do autor. Muito invulgar.
Capa da brochura ilustrada por Martins Barata. Assinado na folha de guarda.
(ver gravura na pág. 3)
[4]
“Através de «A Memória das Palavras» assiste-se efectivamente à ressurreição do período que
prepara, acompanha e no qual se desmorona a 1ª República (democrática), ao aparecimento dos
totalitarismos, à guerra civil de Espanha, ao grande conflito mundial de 1939-1945. E à medida que
todos estes factos se encadeiam, José Gomes Ferreira exprime, de forma inolvidável, as vivências, os
entusiasmos, os dramas de si próprio e dos homens que conheceu. Assim nos é dado apreciar, simultaneamente, a reacção que os acontecimentos portugueses e mundiais suscitaram entre os escritores do
nosso país e o seu reflexo na literatura nacional”.
Capítulos consagrados a Florbela, Pascoaes, Raul Brandão, José Rodrigues Miguéis e Bernardo Marques.
Primeira edição.
Com palavras da mão do autor para Laureano Barros na folha de guarda do 1.º volume.
2157 - ver pág. 7
2143 — FERREIRA (José Gomes).- A MEMÓRIA DAS PALAVRAS ou o gosto de falar de
mim. [e «Relatório de Sombras ou A Memória das palavras II. 1980]. Portugália Editora.
[Lisboa. 1965 e Moraes Editores 1980]. 2 vols. In-8.º de 318-IV e 204-VIII págs. B.
2144 — FERREIRA (José Gomes).- O MUNDO DOS OUTROS. Histórias e Vagabundagens.
Centro Bibliográfico. Lisboa. 1950. In-8.º de 191-III págs. B.
Escreveu Mário Dionísio que “Dentro de cinquenta anos, os nossos netos terão estatísticas e colecções
de jornais, fotografias, filmes à sua disposição. Mas a leitura de livros como «O Mundo dos Outros»
ser-lhes-á indispensável para chegarem realmente a conhecer por dentro, num dos seus aspectos reais,
a Lisboa de hoje. A poesia é também um documento”. Primeira edição.
Da rara tiragem especial de 40 exemplares em melhor papel, numerada e assinada pelo autor.
Valorizado com dedicatória autografa de José Gomes Ferreira para Laureano Barros.
2145 — FERREIRA (José Gomes).- O MUNDO DOS OUTROS. Histórias e Vagabundagens.
Centro Bibliográfico. Lisboa. 1950. In-8.º de 191-III págs. B.
2146 — [FERREIRA (José Gomes)].- OPERÁRIO DAS PALAVRAS. Catálogo da Exposição
Comemorativa do Centenário do Nascimento. Lisboa. Câmara Municipal / Palacio Galveias. 23
Novembro 2000. In-4.º gr. de 159-I págs. B.
“Evocar a figura e a Obra de José Gomes Ferreira significa, necessariamente, olhar o percurso da
história e da cultura portuguesa ao longo do século XX. Nasceu com o raiar do século, que ele próprio
marcou, através da acção e da escrita. (...)” Catálogo importante para a compreensão da vida e obra
de um dos mais brilhantes cultores da literatura portuguesa do século, que, como acima se diz, com
ele nasceu. Em excelente papel e prodigamente ilustrado com fotografias, fac-símiles de manuscritos,
reproduções de capas dos seus livros, desenhos, etc.
2147 — FERREIRA (José Gomes).- POESIA. Coimbra. 1948-1950. [Casa Minerva]. 2 vols.
In-8.º de X-II-152-II e XII-193-III págs. B.
São os dois primeiros e mais raros volumes da primeira edição das Poesias de José Gomes Ferreira,
dados a lume na colecção coimbrã «Do Galo», e ambos da tiragem especial de 30 exemplares em
papel de linho, numerados e com um poema autógrafo.
2148 — FERREIRA (José Gomes).- POESIA. Coimbra. Casa Minerva. [Portugália Editora
e Diabril]. 1948-1976. 6 vols. In-8.º B.
Edição completa da «Poesia» de José Gomes Ferreira, poeta portuense dos mais notáveis entre todos
os do nosso tempo. Os 2 primeiros volumes foram publicados na Colecção dita «Do Galo», o 3.º na
«Colecção Poetas de Hoje», os 4.º, 5.º e 6.º, nas «Obras de José Gomes Ferreira», tendo sido o último
publicado pela Diabril Editora. Todos os volumes são da primeira edição.
Os dois primeiros volumes apresentam dedicatória do autor para o também poeta Eugénio de Andrade
e o terceiro tem dedicatória de Gomes Ferreira para Laureano Barros.
[5]
2156 - ver pág. 7
Outro exemplar da mesma obra e edição, da tiragem vulgar, também com dedicatória do autor.
2149 — FERREIRA (José Gomes).- A POESIA CONTINUA. Velhas e novas circunstancias.
1981. Moraes editores. [Lisboa]. In-8.º de 69-III págs. B.
Primeira edição, já publicada nas «Obras Completas» de José Gomes Ferreira.
2150 — FERREIRA (José Gomes).- POETA MILITANTE. Viagem do Século vinte em mim.
Círculo de Poesia. Moraes Editores. Lisboa. 1977-1978. 3 vols. In-8.º gr. E.
Obra poética completa de José Gomes Ferreira. O último volume contém duas partes inéditas: «Viagem
ao Outro Lado» e «Circunstâncias». Volumes integrados na magnífica colecção «Círculo de Poesia».
Da tiragem de 500 exemplares com capa cartonada, numerados e assinados pelo autor, tendo em extra-texto um retrato de José Gomes Ferreira reproduzido a cores a partir de um óleo de Fred Kradolfer.
2151 — FERREIRA (José Gomes).- REVOLUÇÃO NECESSÁRIA. Diabril. [Lisboa. 1975].
In-8.º de 243-IX págs. B.
O livro é dedicado a Eduardo Chianca Garcia. “E ele bem sabe porquê. Porque este livro fala em parte
da nossa Lisboa que, de súbito, reapareceu tal como ambos a conhecemos, heróica e resplandecente.”
Textos na sua maioria exumados dos jornais «O Primeiro de Janeiro», «Vida Mundial», «Diário de
Notícias», «Diário Popular» e «Seara Nova». Primeira edição.
2152 — FERREIRA (José Gomes).- O SABOR DAS TREVAS. Romance-alegoria dos tempos
amargos. Diabril. [Lisboa. 1976]. In-8.º de 171-III págs. B.
Primeira edição deste muito estimado livro em prosa daquele que foi um dos poetas maiores da nossa
literatura contemporânea.
2153 — FERREIRA (José Gomes).- OS SEGREDOS DE LISBOA. Ficção. [Lisboa. S.d]. In-8.º
de 35-I págs. B.
Texto integrado na colecção «Tempo de Ficção».
Dedicatória do autor destinada a Laureano Barros.
2154 — FERREIRA (José Gomes).- TEMPO ESCANDINAVO. Contos. Portugália Editora.
[Lisboa. 1969]. In-8.º de 225-VII págs. B.
Neste livro “somos arrastados (...) numa insaciável avidez, e colhemos algumas das mais belas narrativas que José Gomes Ferreira escreveu.” Primeira edição, desde logo esgotada.
2155 — FERREIRA (Manuel) [1917-1992].- AVENTURA CRIOULA ou Cabo Verde. Uma
síntese étnica e cultural. Com um prefácio de Baltasar Lopes. [Editora Ulisseia. Lisboa. 1967].
In-8.º esguio de XXVI-276-II págs. B.
Primeira e invulgar edição, integrada na original «Colecção Poesia e Ensaio».
2156 — FERREIRA (Manuel) [1917-1992].- GREI. (Contos). Edição do autor. 1944. [Tipografia Leiriense, Lda. Leiria]. In-8.º de 173-III págs. B.
Estreia literária deste notável ensaísta e ficcionista, natural de Gândara dos Olivais, Leiria. “Como
ficcionista, a sua obra integra-se na corrente neo-realista inicial, e o mor dela tratava da realidade
africana, em especial da do povo cabo-verdiano — quer a do arquipélago, quer a da emigração —,
povo onde bebeu (...) inspiração e contaminações do crioulo que marcam positivamente obras como
os contos reunidos em Morna e Morabeza e os romances Hora di Bai e Voz de Prisão, como regista
o «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses».
Capa da brochura ilustrada. (ver gravura na pág. 6)
2157 — FERREIRA (Manuel) [1917-1992].- MORNA. Contos de Cabo-Verde. Edição do Autor.
1948. [Tipografia Leiriense, Limitada. Leiria]. In-8.º de 161-III págs. B.
As obras de Manuel Ferreira, segundo palavras de Lourenço do Rosário, “dada a sua dimensão e alcance,
fazem dele um escritor igualmente pertencente ao universo africano (cabo-verdiano) e português”.
Primeira e muito pouco frequente edição. (ver gravura na pág. 6)
[7]
2159 - ver pág. 9
2158 — FERREIRA (Manuel) [1931- ].- CATÁLOGO DA BIBLIOTECA DO POETA ALBERTO DE SERPA. Elaborado por... Leilão organizado por Soares & Mendonça, Lda. Lisboa.
1988. In-8.º gr. de 174-II págs. B. Juntamente com:
——— CATÁLOGO DA PRECIOSA COLECÇÃO DE MANUSCRITOS REUNIDA PELO
POETA ALBERTO DE SERPA. Elaborado por... Leilão organizado por Soares & Mendonça,
Lda. Lisboa. 1988. In-8.º gr. de 219-I págs. B.
Catálogos do leilão das colecções de livros e de manuscritos do poeta presencista Alberto de Serpa,
constituído o primeiro por 1366 títulos, em grande parte de livros e revistas modernistas, e o segundo
por uma excepcional colecção de manuscritos literários, hoje património da Biblioteca Pública
Municipal do Porto. Recorde-se que este leilão teve lugar nas instalações da Sandeman, em Vila Nova
de Gaia. Esgotados.
Exemplares da tiragem especial de 20, em melhor papel.
2159 — FERREIRA (Manuel) [1931- ].- CATÁLOGO DE LIVROS RAROS E ESGOTADOS
APRESENTADOS PARA VENDA POR MANUEL FERREIRA, ALFARRABISTA. Porto.
1967-2009. 89 vols. In-8.º B.
Série completa dos catálogos que esta Livraria tem vindo a publicar desde 1967, na sua maioria esgotados e alguns com reproduções de frontispícios, gravuras ou manuscritos. (ver gravura na pág. 8)
2160 — FERREIRA (Manuel Pedro).- O SOM DE MARTIM CODAX. Sobre a dimensão musical
da lírica galego-portuguesa (séculos XII-XIV). Prefácio de Celso Ferreira da Cunha. Unisys.
Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. 1986. In-4.º gr. de XIX-I-221-III págs. B.
Obra de grande importância para a história da música galaico-portuguesa, com várias ilustrações,
com destaque para as que reproduzem o chamado “pergaminho Vindel”, “o único documento musical
presentemente conhecido com canções trovadorescas de índole profana em galego-português”, descoberto pelo livreiro antiquário madrileno Pedro Vindel. Edição acompanhada de um disco em 33 rpm.
com seis canções por Helena Afonso e José Peixoto.
2161 — FERREIRA (Paulo).- CORRESPONDANCE DE QUATRE ARTISTES PORTUGAIS,
Almada-Negreiros, José Pacheco, Souza-Cardoso, Eduardo Vianna avec Robert et Sonia Delaunay.
Contribution à l’histoire de l’art moderne portugais (années 1915-1917). Presses Universitaires
de France. Paris. 1972. In-8.º gr. de 231-V págs. B.
Reproduz, a negro e a cores, numerosas pinturas dos artistas referidos, bem como algumas das cartas
e postais transcritos. Importante trabalho e excelente edição publicada pelo Centro Cultural Português
de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian.
2162 — FERREIRA (Paulo Gaspar).- DICIONÁRIO TÉCNICO DE TERMOS ALFARRABÍSTICOS. In-Libris, Sociedade para a promoção do livro e da cultura. Porto. 1997. In-8.º de
173-III págs. B.
Primeiro dicionário no seu género publicado em Portugal, útil a bibliotecários, bibliógrafos e bibliófilos. Edição cuidada, com ilustrações nas páginas do texto e tiragem limitada a 1200 exemplares,
todos numerados.
2163 — FERREIRA (Paulo Gaspar).- ESPÍRITOS ELEMENTARES. Fotografias de Paulo
Gaspar Ferreira. In-libris. [Porto. 2006]. In-4.º peq. de XVI págs. inums. e 23 folhas. B.
2164 — FERREIRA (Reinaldo).- POEMAS. 1960. Imprensa Nacional de Moçambique.
Lourenço Marques. In-8.º gr. de 200 págs. B.
Primeira edição, publicada em Moçambique. Da «Introdução», não assinada mas, segundo David
Mourão-Ferreira, da autoria de Eugénio Lisboa: “A Obra que hoje se publica, com tudo quanto tenha
de inacabado e fragmentário, é a Obra de um grande poeta”, obra que mereceu um entusiástico prefácio
de José Régio aparecido na segunda edição, integrada na colecção «Poetas de Hoje».
2165 — FERREIRA (Reinaldo).- POEMAS. Portugália Editora. Lisboa. [1966]. In-8.º gr.
de XXI-I-193-V págs. B.
Segunda edição da obra, merecedora de um elogioso prefácio de José Régio nesta segunda edição
publicado pela primeira vez. Integrada na colecção «Poetas de Hoje».
2166 — FERREIRA (Seomara da Veiga).- CRÓNICA ESQUECIDA D’EL REI D. JOÃO II.
Editorial Presença. [Lisboa. 1995]. In-8.º gr. de 353-III págs. B.
(...) A Crónica Esquecida fala-nos daqueles que pretenderam construir esse Império, sobretudo
daquele que mais do que todos os outros se empenhou em criar as condições para que uma nova ideia
de civilização tomasse forma. Mas a História é aqui recriada a partir de um ponto de vista «interior»
— o do seu presumido autor, personagem anónimo, mas cuja acção é afinal não menos decisiva para
o desenrolar dos acontecimentos. Para além do seu valor literário, este segundo livro da autora é uma
brilhante manifestação de erudição e conhecimento que lhe permitem recriar de forma quase materialmente tangível o mundo quatrocentista.” Exemplar da primeira edição, logo esgotada.
2167 — FERREIRA, 2.º (Manuel).- CATÁLOGO DE UMA IMPORTANTÍSSIMA E COMPLETA CAMILIANA REUNIDA POR UM DEVOTADO CAMILIANISTA PORTUENSE.
1968. Soares & Mendonça, Ldª. Lisboa. In-8.º gr. de 504 págs. B.
Catálogo de uma das mais importantes e vastas camilianas vendidas até hoje, constante de mais de
4000 espécies reunidas pelo Engº Ávila Perez, contendo alguns exemplares únicos e muitos de grande
raridade. Com numerosas reproduções tiradas em folhas à parte.
2168 — FERREIRA (Serafim).- CRÓNICA DE DAMIÃO que passou desta vida presente pelo
ritual do fogo em forma de narrativa com todos os abusos necessários. Escritor. [Editorial
Escritor, Lda. Lisboa. 2000]. In-8.º gr. de CCV-V págs. B.
“Com todos os abusos necessários, Crónica de Damião integra-se na mesma linha de outros livros de
Serafim Ferreira (...) e revela-se de facto como uma tentativa ficcionista de emprestar a mão e a memória
para traçar, em jeito de crónica e através de várias linhas da própria História, os caminhos por onde
andou Damião de Góis, de cuja dolorosa e estranha morte se começa por falar e evocar. (...)”. A este
livro foi atribuído o Prémio Literário Miguel Torga, Cidade de Coimbra, 1996.
2169 — FERREIRA (Serafim) & MOTA (Arsénio).- PARA UM DOSSIER DA “OPOSIÇÃO
DEMOCRATICA”. Organização, Prefácio e Notas de Serafim Ferreira e Arsénio Mota. Capa
de Alfredo Martins. Depositário da Nova Realidade. Tomar. 1969. 2 vols. In-8.º de 282-VI
e 483-V págs. B.
Importante e hoje muito invulgar colectânea de textos oposicionistas ao governo do Estado Novo,
por Norton de Matos, Quintão Meireles, Arlindo Vicente, Humberto Delgado, D. António Ferreira
Gomes, manifestos e programas, listas de candidatos, etc.
Original e muito delicada edição de 23 belíssimas fotografias de algas a cores sobre fundo negro,
integrando cada uma delas uma poesia dos autores a seguir referidos: Albano Martins, Ana Hatherlhy,
Ana Marques Gastão, António Ramos Rosa, Ban’ya Natsuishi, Casimiro de Brito, Catarina Nunes de
Almeida, E. M. de Melo e Castro, Fernando Echevarría, Fernando Guimarães, Gonçalo M. Tavares,
Hyam Yared, João Rui de Sousa, Jorge Reis-Sá, Luís Quintais, Maria João Reynaud, Maria Teresa
Horta, Mohammed Bennis, Nuno Júdice, Paulo Teixeira, Richard Burns, Rosa Alice Branco e Yao
Jingning. Textos de abertura de Mário Cláudio, Tiphaigne de la Roche, Vítor Moura e Paulo Gaspar
Ferreira. Direcção literária de Casimiro de Brito.
2170 — FERREIRA (Silvestre Pinheiro).- BREVES OBSERVAÇÕES SOBRE A CONSTITUIÇÃO POLITICA DA MONARCHIA PORTUGUEZA decretada pelas Cortes Geraes
Extraordinarias e Constituintes reunidas em Lisboa no anno de 1821. Paris. Rey e Gravier...
J. P. Aillaud... 1837. In-8.º de X-35-I págs. B.
[9]
[10]
Raro estudo de Silvestre Pinheiro Ferreira, importante para a história das nossas Constituições
Políticas.
Inocêncio: “Dous fins teve o auctor na composição e publicação d’este trabalho: primeiro satisfazer
á lacuna que existia na sciencia de jurisprudencia constitucional, não tendo apparecido até então um
corpo completo, que assentando nos principios geraes da sciencia, abrangesse todas as questões
vitaes e elementares, sobre tudo em pontos de direito internacional: segundo, que esse trabalho ficasse
servindo de commentario perpetuo aos seus Projectos de Ordenações, pelo que se limitou a expor
unicamente os principios constitucionaes em harmonia com os que formaram a base d’esses Projectos.
Encadernações da época, danificadas. O primeiro volume tem uma mancha em grande parte do volume.
2194 - ver pág. 15
2171 — FERREIRA (Silvestre Pinheiro).- COURS DE DROIT PUBLIC INTERNE ET EXTERNE; Par le Commandeur... Paris. Rey et Gravier, Libraires. 1830. 2 vols. In-8.º gr. de VIIIIV-440 e VIII-500 págs. E.
2172 — FERREIRA (Silvestre Pinheiro).- MANUAL DO CIDADÃO EM UM GOVERNO
REPRESENTATIVO, ou Principios de Direito Constitucional, Administrativo e das Gentes.
Tomo I. Direito Constitucional. [Tomo II. Direito Administrativo e das Gentes]. Paris. Rey
e Gravier... 1834. 2 vols. In-8.º gr. de VIII-348 e VI-349 a 619-I págs. E.
Obra clássica da bibliografia portuguesa da especialidade e importante e rara da bibliografia do autor.
Com a assinatura de João de Castro Osório nos frontispícios. Defeitos nas capas da brochura e na
margem das primeiras e últimas folhas do primeiro volume. Encadernações simples, modernas.
Por aparar.
2173 — FERREIRA (Vergílio).- ALEGRIA BREVE. Romance. Portugália Editora. [Lisboa.
1965]. In-8.º de 275-V págs. B.
2174 — FERREIRA (Vergílio).- ANDRE MALRAUX. (Interrogação ao Destino). Editorial
Presença. Lisboa. 1963. In-8.º de 247-I págs. B.
Vergílio Ferreira, lê-se na contracapa, “deixa nesta obra mais uma marca da sua excepcional capacidade criadora e... quiçá a sugestão de que, tal como Malraux, essa capacidade venha a encontrar fora
do ficcionismo o seu futuro campo de expressão”, tendo escrito Joaquim Afonso que “O ensaio de
Vergílio Ferreira sobre Malraux impressiona pela coragem e pela lucidez”. Ilustrado em separado.
Colecção «Biografia de Bolso». Primeira edição, proibida de circular pela censura da época.
2175 — FERREIRA (Vergílio).- APARIÇÃO. Romance. Portugália Editora. Lisboa. [S. d. 1959]. In-8.º de 254-VI págs. B.
Escreveram Tereza Azinheira e Conceição Coelho, que Vergílio Ferreira foi “Ficcionista das soluções
existenciais e do empenhamento nos símbolos (...) ele projecta na sua obra fortes obsessões que vão
da expressão da solidão ao sentido trágico da dimensão humana. Criando uma ordem pessoal, a ficção
virgiliana constitui uma nova expressão metafísica rumo à valorização do homem e da sua liberdade
de SER”. Primeira edição da obra, considerada como a mais representativa de Vergílio Ferreira.
Capa ilustrada por Charrua.
2176 — FERREIRA (Vergílio).- APARIÇÃO. Romance. Ilustrações de Júlio Resende. Com um
posfácio do autor escrito especialmente para esta edição. Portugália Editora. Lisboa - Editorial
Inova. Porto. [1968]. 2 vols. In-4.º de 243-V e 51-I págs. B.
Admirável edição comemorativa dos 25 anos da actividade literária do autor, enriquecida com numerosas reproduções de pinturas, todas nas suas cores originais, feitas especialmente por Mestre Resende
para esta luxuosa edição, cuja tiragem total foi limitada a 1250 exemplares.
Da tiragem especial de 250 exemplares numerados e assinados pelo autor, com a reprodução de um
retrato do escritor por Júlio Resende.
Estojo editorial em cartão.
[11]
2184 - ver pág. 13
“(...) concentrado embora em dimensões não extensas, Alegria Breve dir-se-ia apontar a um balanço
de toda a obra do escritor ou ao que poderíamos chamar o seu «romance-suma»”. Uma das boas obras
do grande ficcionista português, muito estimada nesta sua primeira edição.
Capa ilustrada por João da Câmara Leme.
2177 — FERREIRA (Vergílio).- APELO DA NOITE. Romance. (Com um Posfácio do autor).
Portugália Editora. [Lisboa. 1963]. In-8.º de 258-XVIII págs. B.
É a primeira edição deste estimado romance de um dos mais admirados prosadores portugueses,
romance que, “pelo seu carácter predominantemente ético e dramático e pela ligação com uma
realidade imediata, diverge dos últimos livros do escritor, que se fixam numa dimensão trágica
mediata e metafísica”.
2178 — FERREIRA (Vergílio).- APENAS HOMENS e outros contos. Editorial Inova Limitada.
[Porto. 1972]. In-8.º gr. de 97-III págs. B.
“(...) estes contos de Vergílio Ferreira sugerem, na sua própria variedade, as linhas fundamentais que
percorrem toda a obra do escritor, particularmente a de maior fôlego ficcionista, que é representada
pelos romances”. Da colecção «Duas Horas de Leitura».
2179 — FERREIRA (Vergílio).- ARTE TEMPO. Rolim. [Edições rolim. Lisboa. S.d.]. In-8.º
de 45-III págs. B.
Livro inaugural da «Colecção Ensaio», dirigida por Eduardo Prado Coelho.
2180 — FERREIRA (Vergílio).- ATÉ AO FIM. Romance. Bertrand Editora. Venda Nova.
[1987]. In-8.º gr. de 273-I págs. B.
Primeira edição de um dos mais notáveis romances de Vergílio Ferreira, figura maior da literatura
portuguesa contemporânea. Livro distinguido com o Grande Prémio da Associação Portuguesa
de Escritores relativo a 1987, tendo dito Mário Soares, na ocasião, que Vergílio Ferreira merecia
o Nobel da Literatura.
2181 — FERREIRA (Vergílio).- O CAMINHO FICA LONGE. Romance. “Inquérito”. [Editorial
“Inquérito”, Lda. Lisboa. 1943]. In-8.º de 316-IV págs. B.
Primeira edição do primeiro e provavelmente mais raros livro do Autor, retirado do mercado pela
censura política da época.
2182 — FERREIRA (Vergílio).- CÂNTICO FINAL. Colecção Atlântida. [Lisboa. S.d. - 1960].
In-8.º de II-220-IV págs. B.
“Em alguns romances (sobretudo em Cântico Final - 1960) a ruptura com a fé cristã é facto consumado. Em vez disso, o autor eleva a arte e as suas diferentes manifestações como último refúgio do
homem que deixou de ter fé em Deus”, como se lê em «Uma Leitura de Aparição de Vergílio Ferreira»
de Tereza Azinheira e Conceição Coelho. Primeira edição, muito invulgar.
Capa de resguardo ilustrada por Vespeira.
2183 — FERREIRA (Vergílio).- CÂNTICO FINAL. Arcádia. [Lisboa. 1975]. In-8.º gr. de 340-II págs. E.
4ª edição revista integrando documentos sobre o filme de Manuel Guimarães, textos de Lauro António
e Vergílio Ferreira, fotografias e guião.
Encadernação dos editores.
2184 — FERREIRA (Vergílio).- CARTA AO FUTURO. [Comp. e imp. na Tip. da Atlântida.
Coimbra. S.d.]. In-4.º de 25-III págs. B.
Primeira edição, muito rara, publicada em separata da revista «Vértice».
Texto transcrito da 2ª edição, publicada em 1966: “(...) «Carta ao Futuro» tem na obra de Vergílio
Ferreira um significado particular, e daí que de novo se publique separadamente (...). Se por um lado
exemplifica suficientemente uma orientação que o autor defende para o ensaísmo, por outro, «Carta
ao Futuro» é uma porta aberta para um juízo prévio e de conjunto da obra do autor de «Aparição»”.
O exemplar ostenta valiosa dedicatória do autor para João Gaspar Simões, datada de 1960.
(ver gravura na pág. 12)
[13]
2185 — FERREIRA (Vergílio).- CARTAS A SANDRA. Bertrand Editora. Venda Nova. 1996.
In-8.º gr. de 154-II págs. B.
“Como poderia eu ter imaginação para te reconstituir na sólida delicadeza da tua fragilidade? Sandra.
O amor e a morte inserem-se um no outro, deves saber. Mas eu sobrevivi e isso é uma condenação.
Penso-te e o teu esplendor renasce-me no meu pensar e a minha idade retrai-se quando me apareces.
E a eternidade em que se vive, mesmo se a velhice é real, restabelece-me igual a ti que nunca envelheceste. E não me perguntes porque te escrevo, se tudo é vão. Mas há o meu desejo de te fixar na palavra
escrita que te diz, para ficares aí com o milagre que puder. É Primavera e tudo é nítido no seu real.
Os campos cobrem-se de relva, as flores despertam da sua hibernação, passa na aragem o perfume da
vida, de tudo o que é vivo no mundo. A luz nítida demora-se no cimo dos montes e eu olho-a na sua
agonia para um pouco existir no que te digo. Ou no teu nome de que não gostava muito e agora renasce
em sonoridade branda quando o penso ou o escrevo ou o digo em voz alta.”
Primeira edição, logo esgotada, deste belo livro póstumo de Vergílio Ferreira, nome maior da
literatura portuguesa do século XX.
2186 — FERREIRA (Vergílio).- CONTA-CORRENTE. Livraria Bertrand. Amadora. [1980-1994]. 9 vols. In-8.º gr. B.
Obra de decisiva importância para o conhecimento da personalidade e pensamento de uma das mais
marcantes figuras da literatura portuguesa do nosso tempo. Primeira edição dos cinco volumes da
primeira série e dos quatro da “nova série”, desde logo esgotados.
2187 — FERREIRA (Vergílio).- CONTOS. Arcádia. [Lisboa. 1976. Empresa de Publicidade do
Sul. Montijo]. In-8.º gr. de 257-III págs. E.
Primeira edição colectiva dos contos «A Face Sangrenta» e «Apenas Homens», “afora outros inseridos
em jornais e revistas”, que só agora aparecem em volume. Invulgar.
Encadernação dos editores, com sobrecapa em papel.
2188 — FERREIRA (Vergílio).- DO MUNDO ORIGINAL. (Ensaios). Coimbra. MCMLVII.
[Textos Vértice]. In-8.º de 177-III págs. B.
Ensaios consagrados aos poetas Saul Dias, Afonso Duarte e Garrett e ao pintor Júlio Resende.
Referências a outras numerosas individualidades da vida cultural portuguesa e estrangeira. Primeira
edição.
2189 — FERREIRA (Vergílio).- EM NOME DA TERRA. Romance. Bertrand Editora. Venda
Nova. [1990]. In-8.º gr. de 294-II págs. B.
Primeira edição deste importante, dramático e originalíssimo romance de Vergílio Ferreira.
2190 — FERREIRA (Vergílio).- ESCREVER. Edição de Helder Godinho. Bertrand Editora.
2001. [Lisboa]. In-8.º gr. de 280-IV págs. B.
Primeira edição deste belo livro póstumo de Vergílio Ferreira: «São imagens que alguém nos gravou
na memória, as depurou do que fosse a sua circunstância e aí as deixou para sempre. A de uma tarde
de calor imóvel e intenso. A de um plaino de neve. A de um vento e chuva de invernia. A da ascensão
de uma lua enorme. A de uma praia deserta no Outono. Lembrar uma vida inteira em função dessas
imagens fugidias e nítidas no seu aparecer. Ou pensá-la nos breves e impressivos acidentes que sobreviveram no imenso do mais que se afundou. Toda a biografia é uma rede de sinais que apontam o vazio
do que jamais poderemos saber. Mas é nesse vazio que falta que está a razão do que chegou até nós.».
2191 — FERREIRA (Vergílio).- ESPAÇO DO INVISÍVEL. Ensaios. Portugália Editora. [Arcádia,
Bertrand e Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. 1965-1998]. 5 vols. In-8.º B. e E.
Volumes da maior importância na obra de Vergílio Ferreira e do maior interesse para a história literária
e cultural da vida portuguesa e estrangeira do seu tempo. Com todos os volumes da primeira edição.
O primeiro e os dois últimos volumes estão em brochura e os II e III têm a encadernação editorial.
[14]
Belo conto integrado na colecção «O Encantador de Serpentes», com numerosas ilustrações coloridas
de Júlio Resende.
2193 — FERREIRA (Vergílio).- ESTRELA POLAR. Romance. Portugália Editora. [Lisboa.
S.d. - 1962]. In-8.º de 316-IV págs. B.
“Dois temas se cruzam neste novo livro de Vergílio Ferreira: o da verdade e o da comunhão humana.
Pelo primeiro, este romance associa-se a Mudança; pelo segundo, continua Aparição. Em Estrela Polar
existe, porém, uma novidade em relação àquelas duas obras: a narrativa desenvolve-se num plano
em que o real e o irreal se intercomunicam. (...)” Edição original deste importante romance, desde logo
esgotado e frequentemente reeditado.
Capa ilustrada por Câmara Leme. Autografado pelo autor.
2203 - ver pág. 17
2192 — FERREIRA (Vergílio).- A ESTRELA. Um conto de Vergílio Ferreira ilustrado por Júlio
Resende. [Quetzal Editores. S.d.]. In-4.º de 28-II págs. B.
2194 — FERREIRA (Vergílio).- A FACE SANGRENTA. Contraponto. [Lisboa. 1953. Tipografia Ideal]. In-4.º de 78-II págs. B.
Primeira edição de uma das mais raras obras do autor, editada pela «Contraponto».
Exemplar da tiragem especial de 500, numerados e assinados pelo autor, com 5 excelentes desenhos em
separado, originais de Lima de Freitas e diferente capa da brochura, também ilustrada pelo mesmo artista.
(ver gravura na pág. 12)
2195 — FERREIRA (Vergílio).- A FACE SANGRENTA. Contraponto. [Lisboa. 1953. Tipografia Ideal]. In-8.º gr. de 78-II págs. B.
Outro exemplar da mesma obra e edição, mas da tiragem corrente, também bastante rara.
“Pessoa obviamente não sai diminuído desta série de quase caricaturas, até porque a caricatura é a
fatal representação pública de quem é célebre. (...)” Texto nas duas páginas interiores deste díptico
destinado aos visitantes de uma exposição de trabalhos de Vasco, artista transmontano, colaborador de
numerosos jornais e revistas portugueses, destino de grande parte da sua produção.
2197 — FERREIRA (Vergílio).- INVOCAÇÃO AO MEU CORPO. Ensaio com um Post-Scriptum sobre a Revolução Estudantil. Portugália Editora. [1969]. In-8.º de 406-VI págs. B.
“E eis que o regresso ao nosso corpo é o termo da nossa viagem que nos coube. A maravilha que
o transfigura pelo espírito que nele encarnou abre irresistìvelmente para o «porquê» que a justifique.
Que a humildade de nós torne humilde esse «porquê»”. Primeira edição de um dos muito estimados
e originais trabalhos de Vergílio Ferreira.
2198 — FERREIRA (Vergílio).- MÃE GENOVEVA. Contos. Edição de Fomento de Publicações, Lda. Lisboa. S.d. In-8.º de 47-I págs. B.
Livrinho de contos integrado na colecção «Mosaico», dirigida por Manuel do Nascimento.
2199 — FERREIRA (Vergílio).- MANHÃ SUBMERSA. Romance. Lisboa. 1954. [Sociedade de
Expansão Cultural]. In-8.º de 234-II págs. B.
Primeira edição de uma das obras fundamentais de Vergílio Ferreira, com a capa da brochura ilustrada
a cores e vários trabalhos de Charrua em folhas à parte. Muito invulgar.
2200 — FERREIRA (Vergílio).- MUDANÇA. Romance. Portugália Editora. Lisboa. [1949].
In-8.º de 194-II págs. B.
Exemplar da edição original de um dos primeiros e mais raros livros de Vergílio Ferreira. Capa da
brochura com um curioso desenho de Lima de Freitas.
(ver gravura na pág. 16)
[15]
2200 - ver pág. 15
2196 — FERREIRA (Vergílio).- FERNANDO PESSOA EM CHINA E COLAGENS. Galeria
Diário de Notícias. Lisboa 4/16 Março 1985. In-8.º gr. quadrado de IV págs. B.
2201 — FERREIRA (Vergílio).- NA TUA FACE. Romance. Bertrand Editora. Venda Nova.
[1993]. In-8.º gr. de 284-IV págs. B.
Primeira edição do último romance do autor, figura maior das letras portuguesas do nosso tempo.
Livro distinguido com o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores relativo a 1993.
2202 — FERREIRA (Vergílio).- NÍTIDO NULO. Romance. Portugália Editora. [Lisboa. 1971].
In-8.º de 315-III págs. B.
Segundo João-Palma Ferreira “«Nítido Nulo» é uma obra-prima da ficção portuguesa contemporânea;
«Nítido Nulo» é um dos grandes romances europeus escritos em Portugal”. Exemplar da edição original.
Capa ilustrada por João da Câmara Leme.
2203 — FERREIRA (Vergílio).- ONDE TUDO FOI MORRENDO. Romance. Coimbra Editora, Ldª. 1944. In-8.º de VIII-436-II págs. B.
Primeira e muito rara edição de uma das primeiras obras do notável prosador, obra que apareceu
integrada na excelente colecção «Novos Prosadores», colecção que lançou os primeiros romances do
neo-realismo português. Capa da brochura ilustrada a cores por Regina Kasprzykowski.
(ver gravura na pág.16)
2204 — FERREIRA (Vergílio).- PARA SEMPRE. Romance. Livraria Bertrand. Lisboa. [1983].
In-8.º gr. de 304 págs. B.
Obra galardoada com o Prémio de Ficção 1983 do Pen Club e que é, segundo João Gaspar Simões,
“um grande romance, é o mais perfeito romance saídos dos estaleiros de Vergílio Ferreira e um dos
mais perfeitos romances (...) dentro do condicionalismo do nosso género novelístico (infelizmente
frouxo) que ainda se escreveram em Portugal.” Primeira edição.
2205 — FERREIRA (Vergílio).- PENA DE MORTE, UM ARCAISMO. Coimbra. 1997. In-4.º
de 9-III págs. B.
Raro texto de Vergílio Ferreira, publicado por ocasião do Centenário da Abolição da Pena de Morte
em Portugal.
2206 — FERREIRA (Vergílio).- PENSAR. Bertrand Editora. Venda Nova. [1992]. In-8.º gr.
de 373-III págs. B.
“(...) Os textos que se seguem são o esparso e desordenado e acidental «fragmento». Ele tem que ver
assim talvez também com o impensável do nosso tempo. (...)”. Primeira edição.
2207 — FERREIRA (Vergílio).- RÁPIDA, A SOMBRA. Romance. Arcádia. [1975]. In-8.º gr.
de 274 págs. E.
Exemplar da edição original. Encadernação dos editores.
2208 — FERREIRA (Vergílio).- SIGNO SINAL. Romance. Livraria Bertrand. [1979]. In-8.º gr.
de 241-I págs. B.
Primeira das várias edições já publicadas.
2209 — FERREIRA (Vergílio).- SÔBRE O HUMORISMO DE EÇA DE QUEIRÓS. Faculdade
de Letras da Universidade. Coimbra. 1943. In-4.º de IV-83-I págs. B.
Um dos mais raros livros da bibliografia de Vergílio Ferreira, publicado em separata da revista «Biblos».
2210 — FERREIRA (Vergílio).- TERIA CAMÕES LIDO PLATÃO. (Notas sôbre alguns elementos platónicos da lírica camoniana). Coimbra. 1942. In-4.º de IV-23-I págs. B.
2211 — FERREIRA (Vergílio).- UM ESCRITOR APRESENTA-SE. Apresentação, prefácio
e notas de Maria da Glória Padrão. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. [1981]. In-8.º gr.
de 456-VI págs. B.
“Retirar do efémero de jornais ou de revistas as entrevistas a que Vergílio Ferreira respondeu desde
1947 a 1981, percorrer, por síncopes, os efémeros e unificá-los no que deles se nos representou, foi
o caminho seguido até ter acontecido a sua estruturação no presente mosaico...”.
Publicado na «Biblioteca de Autores Portugueses».
2212 — FERREIRA (Vergílio).- UMA ESPLANADA SOBRE O MAR. Difel. Difusão Editorial, Lda. Lisboa. [S.d.]. In-8.º de 74-VIII págs. B.
“Os contos agora publicados são inéditos e os poemas, seleccionados pelo autor, foram publicados
pela primeira vez ao longo dos volumes de «Conta Corrente»”. Edição de apurado gosto gráfico.
2213 — FERREIRA (Vergílio).- VAGÃO “J”. Romance. Coimbra Editora. [S. d. - 1946]. In-8.º
de 232-II págs. B.
Segundo o autor, “fundamentalmente este livro procura ser uma experiência de aproveitamento da
linguagem escrita do povo”, livro filiado na corrente neo-realista. Primeira edição, integrada na
colecção «Novos Prosadores». Capa ilustrada por Victor Palla.
2214 — FERREIRA (Vergílio) & SARTRE (Jean-Paul).- O EXISTENCIALISMO É UM
HUMANISMO. Tradução e notas de Vergílio Ferreira. 2.ª edição, revista. Editorial Presença.
[Lisboa. S.d.]. In-8.º de 333-III págs. B.
“Esta obra (...) agora em segunda edição, obteve um acolhimento verdadeiramente invulgar por parte
do público leitor. (...) Contribuiu para tal facto a importância e actualidade do seu conteúdo. Muito
embora o texto de Sartre já tenha alguns anos, não é exagero afirmar que o papel das filosofias de
existência no pensamento actual, ao invés de um recúo em mudança de rumo, antes se consolidou
ganhando uma maior penetração. No que respeita ao presente volume, se é de salientar os inegáveis
méritos de Sartre (...) não menos importa chamar a atenção para o estudo que Vergílio Ferreira inclui
nas páginas deste volume, em tudo digno de ombrear com os melhores trabalhos sobre esta matéria.
Este ensaio de Vergílio Ferreira, que ficará a assinalar um dos mais altos momentos da sua produção
ensaística, surge agora refundido e ampliado com novas e importantes contribuições para o estudo da
fenomenologia e para o conhecimento da curva evolutiva do pensamento Sartriano”.
2215 — FERREIRA (Victor).- A ÁGUA E O VENTO. Poemas de Victor Ferreira ilustrados por
Cargaleiro. 1976. [Neogravura Lda. Lisboa]. In-8.º gr. quadrado de 89-VII págs. B.
Excelente edição com ilustrações e capa de Manuel Cargaleiro, de que se tiraram apenas 264 exemplares numerados.
2216 — FERREIRA JÚNIOR (José António).- EM DEFESA PROPRIA. Resposta por parte
do médico Dr. José António Ferreira Junior á Empreza das Águas do Gerez. 1922. Officinas do
«Commercio do Porto». Porto. In-8.º gr. de 32 págs. B.
A propósito do despedimento, por parte da Empresa das Águas do Gerês, do seu Director-Clínico.
2217 — FERRER (Joaquim).- ILHA DOIDA. Coimbra Editora, Ldª. 1945. In-8.º de VI-394 págs. B.
«Ilha Doida» é, segundo Eduardo Lourenço, “uma mistura de queirozianismo e de realismo concreto,
crú e chão dos nossos neo-realistas”. Romance publicado na colecção coimbrã «Novos Prosadores».
Capa da brochura ilustrada por Victor Palla. Valorizado com dedicatória do autor para Laureano Barros.
2218 — FERRER (Joaquim).- RAMPAGODOS. Lisboa. 1941. [Livraria Portugália. Tipografia
Ramos. 1940]. In-8.º de 223-I págs. E.
Trabalho de estreia do que viria a ser um dos maiores nomes da literatura portuguesa do nosso tempo.
Publicado com o seu nome completo, Vergílio António Ferreira, na revista «Biblos», de que se fez
esta muito reduzida separata.
Primeiro livro de Joaquim Ferrer, inscrito como um dos representantes da corrente neo-realista literária
portuguesa. Raro.
Capa desenhada por António Augusto de Oliveira. Encadernação simples. Dedicatória autografa
assinada pelo autor.
[17]
[18]
2225 - ver pág. 20
2219 — FERRER (Vicente).- O CASAMENTO CIVIL. Collecção das cartas do Snr... em resposta ao Snr Visconde de Seabra, publicada por J. L. de Sousa (com auctorisação de seu illustre
auctor). Porto. Imprensa Popular de J. L. de Sousa. 1866. In-8.º gr. de 13-I, 8 e 14-II págs. B.
Uma das peças da notável polémica suscitada pela discussão sobre o Casamento Civil, em que teve
lugar de primeiro destaque o escritor Alexandre Herculano, peça que inclui três cartas que Vicente
Ferrer de Neto Paiva publicara no «Jornal do Commercio» de 1866.
2220 — FERRO (António).- A AMADORA DOS FENÓMENOS. 1925. Livraria e Imprensa
Civilização - Editora. Porto. In-8.º de 202-IV págs. B.
Primeira edição. O livro foi dedicado “À Memória de Mário de Sá-Carneiro”. Invulgar.
Capa da brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques, contado como dos melhores ilustradores
portugueses.
2221 — FERRO (António).- APONTAMENTOS PARA UMA EXPOSIÇÃO. Edições SNI.
Lisboa. 1948. In-8.º de 25-III págs. B.
“Discurso do Secretário Nacional da Informação, no acto inaugural da Exposição «14 Anos de Política
do Espírito», no Palácio Foz, aos 29 de Janeiro de 1948”.
2222 — FERRO (António).- A ARTE DE BEM MORRER. Conferência de arte realizada no
Rio de Janeiro... H. Antunes & Cª - Editores. Rio de Janeiro. 1923. In-8.º de 61-III págs. B.
Com uma introdução de Menotti del Picchia. Primeira edição.
Capa da brochura com uma bela ilustração a cores de Almada-Negreiros. Dedicatória autografa
de António Ferro para Urbano Rodrigues. (ver gravura na pág. 19)
2223 — FERRO (António).- ARTE MODERNA. Discursos... Edições SNI. 1949. In-8.º
de 43-III págs. B.
2222 - ver pág. 20
Discursos intitulados: «A Política do Espírito e a Arte Moderna Portuguesa» e «Catorze anos depois».
Volume integrado na colecção «Política do Espírito», afecta ao Estado Novo.
2224 — FERRO (António).- ARTES DECORATIVAS. Edições SNI. Lisboa. 1949. In-8.º
de 31-V págs. B.
Palestra e discurso inaugural da 1ª Exposição de Artes Decorativas, no SNI, respectivamente em
Agosto de 1940 e Maio de 1949. Folheto integrado na colecção «Política do Espírito», de iniciativa
oficial.
2225 — FERRO (António).- ÁRVORE DE NATAL. (Capa de Jorge Barradas). 1920. Portugália
Editora. Lisboa. In-8.º de 124-VI págs. B.
Muito invulgar livro de poesia de António Ferro, impresso em bom papel e com a capa ilustrada com
um belo desenho a cores de Jorge Barradas.
Dedicatória do autor para Júlio Brandão. (ver gravura na pág. 19)
2226 — FERRO (António).- BAILADOS PORTUGUESES. “VERDE-GAIO”. (1940-1950).
Edições SNI. Lisboa. 1950. In-8.º de 111-V págs. B.
“«Verde-gaio» é uma despretensiosa antologia poética formada por alguns «estados de alma» da paisagem e da raça portuguesa. Dança, indiscutìvelmente, mas dança imponderável, aquela que se coaduna
com o génio contemplativo dos lusitanos, que sonham com o mar olhando o céu, ou sonham com o céu
olhando o mar...” Com estampas em separado. Da colecção «Política da Espírito».
2227 — FERRO (António).- BATALHA DE FLORES. H. Antunes & Cª - Editores. Rio de
Janeiro. 1923. In-8.º de 162-III págs. B.
Apreciado e invulgar livro de crónicas.
Capa da brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques. Valorizado com dedicatória da mão do
autor para Júlio Brandão.
[20]
2237 ver na pág. 22
2228 — FERRO (António).- COLETTE, COLETTE WILLY, COLETTE. 1921. H. Antunes Editor. Lisboa - Rio de Janeiro. In-8.º de 56 págs. B.
Conferência realizada na Société Amicale Franco-Portugaise em 6 de Novembro de 1920. Com dois
retratos de Colette em separado. Primeira edição.
Capa da brochura ilustrada por Bernardo Marques.
2229 — FERRO (António).- EÇA DE QUEIROZ E O CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO.
Edições SNI. Lisboa. 1949. In-8.º de 26-VI págs. B.
Discurso pronunciado na sessão de encerramento do centenário do nascimento do romancista.
2230 — FERRO (António).- ESTADOS UNIDOS DA SAUDADE. Edições SNI. Lisboa
[1949]. In-8.º de 224-VI págs. B.
Interessante volume integrando conferências e discursos relativos ao Brasil ou a brasileiros de destaque.
Volume integrado na colecção «Política do Espírito», de inspiração oficial.
2231 — FERRO (António).- A FÉ E O IMPÉRIO. Discurso pronunciado na Sociedade de Geografia em 19 de Janeiro de 1935. Edições SPN. Lisboa. S.d. In-8.º de 15-I págs. B.
Edição do Secretariado da Propaganda Nacional.
2232 — FERRO (António).- GABRIELE D’ANNUNZIO E EU. 1922. Portugália, Editora.
Lisboa. In-8.º de 109-V págs. B.
Livro de incondicional admiração pela personalidade e Obra de Gabrielle d’Annunzio. Com retratos
em folhas à parte.
2233 — FERRO (António).- AS GRANDES TRAGICAS DO SILENCIO. Tres mascaras de
Sanches de Castro. Lisboa. Depositarios - Monteiro & Companhia. 1917. In-8.º de 47-I págs. B.
2234 - ver na pág. 22
Primeira e muito invulgar edição da conferência evocativa das actrizes de cinema Francesca Bertini,
Pina Menichelli e Lyda Borelli.
2234 — FERRO (António).- HOLLYWOOD, CAPITAL DAS IMAGENS. 1.º milhar. Lisboa.
Portugal-Brasil. S.d. [1931?]. In-8.º de 236-II págs. B.
Muito interessante trabalho sobre o cinema americano da época, ilustrado com um retrato que representa o autor ao lado de Douglas Fairbanks. (ver gravura na pág. 21)
2235 — FERRO (António).- HOMENS E MULTIDÕES. Lisboa. S.d. [1938?]. In-8.º
de XIX-296-II págs. B.
Capítulos consagrados a «Franz Lehar, caixa de música», «Lloyd George, homem público», «Afonso
XIII, rei de Espanha e de Madrid», «A rainha Maria, musa da Roménia», «Sérvios, croatas e eslovenos»,
«Primo de Rivera, o ditador alegre e confiado», «Pio XI, ditador do Vaticano», César Mussolini,
«Duce! Duce! Duce!», «Salazar, princípio e fim».
2236 — FERRO (António).- A IDADE DO JAZZ-BAND. Conferência realizada, pela primeira
vez, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro em 30 de Julho de 1922... Off. Graph. Monteiro Lobato
& C. S. Paulo. 1923. In-8.º de 83-III págs. B.
Primeira edição de um dos mais interessantes trabalhos do autor, impresso no Brasil e bastante invulgar
entre nós. Textos preliminares de Carlos Malheiro Dias, Guilherme de Almeida e Ronald de Carvalho.
2237 — FERRO (António).- A IDADE DO JAZZ-BAND. Segunda edição. Conferência realizada... no Teatro Lirico do Rio de Janeiro. Portvgalia Livraria - Editora. Lisboa. [1924]. In-8.º
de 87-I págs. B.
Com discursos de Carlos Malheiro Dias, Guilherme de Almeida e Ronald de Carvalho, colaborador
de «Orpheu», revista de que António Ferro foi editor.
Capa da brochura ilustrada sobre um desenho a cores de Bernardo Marques. (ver gravura na pág. 21)
[22]
2238 — FERRO (António).- IMPRENSA ESTRANGEIRA. Edições SNI. Lisboa. 1949. In-8.º
de 27-V págs. B.
Discursos pronunciados em Genebra, na Conferência Internacional da Liberdade da Informação e na
inauguração do Círculo da Imprensa Estrangeira. Publicação dada a lume na colecção «Política do
Espírito», ao serviço da política do Estado Novo.
2239 — FERRO (António).- JOGOS FLORAIS. (1943-1949). Edições EN. Lisboa. 1949. In-8.º
de 75-V págs. B.
Com referências ao Porto, Évora, Santarém, Alcobaça, Algarve, Leiria e Buçaco. Volume ilustrado,
integrado na colecção «Política do Espírito».
2240 — FERRO (António).- LEVIANA. Novela em fragmentos. 1921. H. Antunes - Editor.
Lisboa - Rio de Janeiro. [Tip. da Empresa Literária e Tipográfica. Porto]. In-8.º de 123-III págs. B.
Primeira edição. O livro foi dedicado a Alfredo Guisado e as ilustrações, incluindo a da capa da brochura
a cores, foram executadas pelo pintor modernista António Soares.
2241 — FERRO (António).- MAR ALTO. Peça em 3 actos. Prefácio do autor. Lisboa. Imprensa
Lucas & Cª. [1924] In-8.º de 184-XX págs. B.
Com “O Protesto dos intelectuais portugueses” a propósito da proibição de representar a peça,
protesto assinado, entre outros, por Raul Brandão, António Sérgio, Fernando Pessoa, Aquilino, Jaime
Cortesão, A. Santa-Rita, Mário Saa, José Pacheco, Luís de Montalvor, etc.
Com dedicatória do autor para Nogueira de Brito.
2242 — FERRO (António).- MUSEU DE ARTE POPULAR. Edições SNI. Lisboa. 1948. In-8.º
de 25-VII págs. B.
“Discurso do Secretariado Nacional da Informação, no acto inaugural do Museu de Arte Popular, aos
15 de Julho de 1948”.
2243 — FERRO (António).- NÓS. [S.l.n.d. - 1921]. In-fólio de IV págs. inums. B.
Pedro Veiga, vol. I de «Os Modernistas Portugueses», que reproduz na íntegra o presente Manifesto:
“Este manifesto de António Ferro, é uma das páginas raras do Modernismo Português, da sua fase
inicial — sensacional e burlesca. Amante das sínteses fulgurantes e crepitante de frases explosivas que
são as lantejoulas da Literatura quando as ideias representam ainda fragil e mais seguro papel. Pertence
à fase em que a intuição precede a inteligência. Ficou fora do mercado e desapareceu naturalmente
com o andar dos tempos, até mesmo da bibliografia do autor. (...)
“As investigações tentadas no sentido de apurar se houve dois manifestos NÓS e não um só, como
parece exprimir Ferro nas suas bibliografias mais arcaicas, não conduziram, que nos pese, a resultados
positivos. Fica aqui, portanto, em suspenso este problema que um investigador em maré de sorte certamente desvendará com o decorrer do tempo.” Em nota manuscrita por Laureano Barros à margem do
volume de Pedro Veiga, pode ler-se: “Anteriormente teria saído o 1 de Augusto Esaguy”. Raríssimo.
(ver gravura na pág. 23)
2244 — FERRO (António).- NOVO MUNDO, MUNDO NOVO. Lisboa. Portugal-Brasil. S.d.
In-8.º de 280 págs. B.
Relato de uma viagem aos Estados Unidos nos finais da década de 20, invulgar nesta sua primeira edição.
Capa ilustrada por Bernardo Marques.
2243 - ver pág. 24
2245 — FERRO (António).- PANORAMA DOS CENTENÁRIOS. (1140 - 1640 - 1940).
Edições SNI. Lisboa. 1949. In-8.º de 35-V págs. B.
Com estampas em separado. Opúsculo integrado na colecção «Política do Espírito».
[24]
2246 — FERRO (António).- PRAÇA DA CONCORDIA. Lisboa. 1929. [Empresa Nacional de
Publicidade]. In-8.º de 228-II págs. B.
Interessante volume sobre vultos da actualidade francesa da época: Herriot, Cocteau, Clemenceau,
Poincaré, Petain, Foch, etc.
Capa ilustrada por Bernardo Marques.
2247 — FERRO (António).- PREFÁCIO DA REPÚBLICA ESPANHOLA. Lisboa. 1933.
[Empresa Nacional de Publicidade]. In-8.º de II-XXXI-I-218-VI págs. B.
“(...) a publicação deste volume, longe de obedecer ao intuito desagradável e antipático de reviver uma
questão irritante, obedece, pelo contrário, ao desejo conciliador de colocar no passado, na história, no
que já lá vai, um sonho que não passou de sonho, que não chegou a pesadelo...”
2256 — FERRO (António).- VERDE-GAIO. Palavras de apresentação, na primeira [e segunda]
temporada, em 1940 [e 1941], por António Ferro, Director do Secretariado da Propaganda
Nacional. [Oficina Gráfica, Limitada. Lisboa. 1941]. 2 vols. In-4.º de XXXIV e XXXVI págs.
inums. B.
Os programas anunciam obras de Armando José Fernandes, Ruy Coelho, Frederico de Freitas, Jorge
Croner de Vasconcelos e Artur Santos; capas, cenários e figurinos de Bernardo Marques, Paulo
Ferreira, Maria Keil do Amaral, Estrela Faria, Tomaz de Melo (Tom), José Barbosa; Textos de Adolfo
Simões Müller, Paulo Ferreira, Fernanda de Castro e Carlos Queiroz. Muito invulgares.
2257 — FERRO (António).- VIAGEM À RODA DAS DITADURAS. Prefácio do Comandante
Filomeno da Camara. Lisboa. 1927. [Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial]. In-8.º de 365-III
págs. B.
Índice: «Palavras de Salazar», «Política do Espírito e sua definição», Liberdade e Arte», «O primeiro
júri do Prémio Camões», «O Prémio Camões e Gonzague de Reynold», «A nossa paz», «Encruzilhada»,
«Civilização Ibérica», «A época de Salazar», «Noite de Poesia nos jardins de Alcázar», «O antigo
e o moderno», «Obras e autores premiados», etc.
Disse Filomeno da Câmara no seu interessante prefácio a este curioso trabalho, prefácio que foi escrito
anteriormente “ás últimas e notáveis entrevistas” de António Ferro com Mussolini: “Mussolini, Primo
de Rivera e Mustafa Khemal são os personagens centrais dos três films históricos que António Ferro
reune neste pequeno volume que teria ficado completo com um pequeno raid à Rússia Vermelha;
- é pena!”. Importante para a história política da época.
Capa da brochura ilustrada com um interessante trabalho de Bernardo Marques, cujo principal motivo
é uma silhueta de Mussolini coroado de louros.
2249 — FERRO (António).- PROBLEMAS DA RÁDIO. (1941-1950). 1950. Edições SNI.
Lisboa. In-8.º de 102-VI págs. B.
2258 — FERRO (Túlio Ramires).- BREVES NOTAS SOBRE AS TENDÊNCIAS DA LITERATURA PORTUGUESA NO FINAL DO SÉCULO XIX. S.l.n.d. In-4.º peq. de 29-I págs. B.
2248 — FERRO (António).- PRÉMIOS LITERÁRIOS. (1937-1947). Edições SNI. Lisboa.
1950. In-8.º de 217-V págs. B.
Capítulos: «Programa sem programa...», «Programa com programa...», «A primeira festa da Rádio»,
«Política Nacional da Rádio», etc. livro dado a lume na colecção «Política do Espírito».
Reduzida separata da revista «Vértice».
2250 — FERRO (António).- SALAZAR. O Homem e a sua Obra. Prefácio de Oliveira Salazar.
Emprêsa Nacional de Publicidade. [Lisboa. 1933]. In-8.º de XLI-V-228-VI págs. B.
2259 — FESTA DAS CREANÇAS E DAS FLORES no Jardim-Escola João de Deus promovida pelos Operários de Coimbra em 19 e 20 de Maio de 1912. [Tipografia Moderna. Coimbra.
1912]. In-4.º peq. de VIII págs. inums. B.
2251 — FERRO (António).- SAUDADES DE MIM. Poemas. Livraria Bertrand. Lisboa. S.d.
In-8.º de 183-I págs. B.
2260 — FICALHO (Conde de).- FLORA DOS LUSIADAS. Lisboa. Por ordem e na Typographia da Academia Real das Sciencias. 1880. In-8.º gr. de 99-V págs. B.
O longo prefácio de Salazar termina com este curioso parágrafo: “Peço desculpa de ter escrito êste
Prefácio. Não é que me envergonhe de o haver feito; é por que me roubou tempo de que eu precisava
para outras coisas.”
Com um extenso Prefácio de António Quadros, filho do autor, dizendo «Quem foi António Ferro».
2252 — FERRO (António).- SOCIEDADES DE RECREIO. Discurso pronunciado em 29 de
Novembro de 1949. Edições SNI. Lisboa. 1950. In-8.º de 21-III págs. B.
Integrado na colecção «Política do Espírito».
2253 — FERRO (António).- TEATRO E CINEMA. (1936-1949). Edições SNI. Lisboa. 1950.
In-8.º de 140-VIII págs. B.
Além de interessantes capítulos sobre Teatro e Cinema, insere, no fim, a «Lei de protecção ao cinema
nacional, seu regulamento e decretos complementares» e o «Projecto do Fundo de Teatro». Com
estampas em separado. Trabalho integrado na série «Política do Espírito».
2254 — FERRO (António).- TEORIA DA INDIFERENÇA. Depositaria Portugalia-Editora.
Lisboa. 1920. In-8.º peq. B.
Exemplar da primeira edição, muito invulgar.
Capa da brochura ilustrada a cores. Exemplar com manchas nas três primeiras folhas.
2255 — FERRO (António).- TURISMO, FONTE DE RIQUEZA E DE POESIA. Edições SNI.
Lisboa. 1949. In-8.º de 117-V págs. B.
Com estampas em separado. Trabalho integrado na série «Política do Espírito».
[25]
Textos em poesia e prosa de Teixeira de Pascoaes, Nuno Simões, Augusto Casimiro, Manuel Cardoso,
Afonso Duarte, Marques da Cruz e Mendes dos Remédios. Com um retrato de João de Deus na capa
da brochura reproduzido de um desenho de António Carneiro.
Primeira edição deste valioso estudo camoniano, dividido em três partes: «Flora Poetica», «Ilha dos
Amores» e «Flora Tropical». Com um valioso «Índice das plantas citadas, e ás quaes allude Camões
directa ou indirectamente».
2261 — FICALHO (Conde de).- VIAGENS DE PÊRO DA COVILHÃ. Reprodução em
fac-símile do exemplar com data de 1898 da Biblioteca Nacional. Apresentação de Manuel
Villaverde Cabral. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. [Lisboa. 1988]. In-4.º peq. de XIV-XVII-I-364-IV págs. B.
“(...) Pedro da Covilhan, apezar de ainda ser contemporaneo de Garcia da Orta, pertence propriamente
ao começo do grande periodo. É em toda a força da palavra, um iniciador. É o primeiro portuguez que
pisou o solo da India. É o primeiro portuguez que viu o Negus da Abyssinia, ou o Preste João (...)”.
Estudo amplo e de indiscutível interesse histórico, ilustrado com vários desenhos nas páginas do texto
da autoria de Casanova. Edição cuidada, integrada na colecção «Descoberta do Mundo».
2262 — FIGUEIREDO (António Pereira de).- CARTA // DE HUM AMIGO // A OUTRO AMIGO,
// NA QUAL SE DEFENDEM OS // Equivocos contra o indiscreto Juizo, que delles // faz
o moderno critico Author da obra intitulada: // Verdadeiro Metodo de estudar. De caminho se
// impugnam outros assertos do mesmo Author con- // cernentes à mesma materia. [S.l.n. d.].
In-8.º de 42 págs. Desenc.
Raro opúsculo publicado anónimo, pertencente à grande polémica surgida com a vinda a público do
«Verdadeiro Método de Estudar», de Verney.
[26]
2265 - ver pág. 28
2263 — FIGUEIREDO (António Pereira de).- COMPENDIO // DAS // EPOCAS, // E // SUCCESSOS MAIS ILLUSTRES // DA HISTORIA GERAL. // ... // LISBOA // NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. // ANNO M.DCC.LXXXII. In-8.º de VI-II-410-II págs. E.
Exemplar da primeira edição.
Encadernação inteira em pele, da época, apresentando pequenos defeitos.
2264 — FIGUEIREDO (António Pereira de).- FIGURAS // DA // SYNTAXE // LATINA, //
EXPLICADAS, E ILLUSTRADAS // Por // ANTONIO DE FIGUEIREDO, // Segundo os
principios de Linacro, Sanches, // Vossio, e Perizonio, // Principes da Grammatica moderna. //
LISBOA, // Na Officina de Miguel Manescal da Costa, // Impressor do Santo Officio. // Anno
M.DCC.LXI. In-8.º de 78 págs. E.
Primeira das três edições registadas por Inocêncio. Rara.
Encadernação inteira em pele, da época. (ver gravura na pág. 27)
2265 — FIGUEIREDO (António Pereira de).- NOVOS TESTEMUNHOS // DA // MILAGROSA
APPARIÇÃO // DE // CHRISTO SENHOR NOSSO // A EL-REI // D. AFFONSO HENRIQUES
// ANTES DA FAMOSA BATALHA // DO CAMPO D’OURIQUE: // E EXEMPLOS PARALLELOS, QUE NOS INDUZÃO // Á PIA CRENÇA DE TÃO PORTENTOSO CASO. // ... // LISBOA,
// NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. // ANNO M.DCC.LXXXVI. In-8.º gr. de 40 págs. B.
Uma das principais peças que integram a polémica sobre o Milagre de Ourique. Rara.
(ver gravura na pág. 27)
2266 — FIGUEIREDO (Campos de).- CANCIONEIRO DE AMOR. [Coimbra Editora, Limitada. Coimbra. 1955]. In-8.º gr. de 96-II págs. B.
2264 - ver pág. 28
Toda a edição, restrita, é numerada pelo autor, sendo este um dos 100 exemplares em papel superior,
numerados de I a C e assinados pelo poeta.
2267 — FIGUEIREDO (Fidelino de).- HISTORIA DE LA LITERATURA PORTUGUESA.
Traducción del Sr. Marqués de Lozoya. Editorial Labor, S.A. Barcelona - Buenos Aires. [1927].
In-8.º de 391-I págs. E.
Obra integrada na importante e extensa «Colección Labor», muito ilustrada nas páginas do texto e em
separado. Encadernação editorial.
2268 — FIGUEIREDO (Fidelino de).- NOTAS ELUCIDATIVAS AOS POEMAS CAMÕES
E RETRATO DE VENUS DE ALMEIDA GARRETT. Lisboa. Empreza da Historia de Portugal.
1906. In-8.º de 186-VI págs. B.
É provavelmente a primeira publicação do autor, aparecida ainda enquanto “Alumno do 7º ano do
Curso Complementar de Letras”. Rara.
2269 — FIGUEIREDO (João Pinto de).- ÁLBUM DE CESÁRIO VERDE. Com fotografias
e cartas inéditas. Fundação Calouste Gulbenkian. Paris. 1979. In-4.º gr. de 54-VI págs. B.
“(...) possuidores de alguns documentos desconhecidos, resolvemos torná-los públicos, analisando-os
e comentando-os, na esperança de assim contribuírmos, embora modestamente, para o estudo de um
dos mais originais poetas da nossa língua”. Muito reduzida separata (de 100 exemplares?) dos Arquivos do Centro Cultural Português de Paris. Ilustrações em folhas à parte.
2270 — FIGUEIREDO (João Pinto de).- A MORTE DE MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO. Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1983. In-8.º gr. de 241-III págs. B.
“Um ser tão múltiplo, tão dividido, tão complexo, em suma, tão do nosso tempo - só no nosso tempo o
mito do Homem uno, esteio do romance tradicional, se extingue - devia, pareceu-nos, ser encarado sob
vários ângulos, analisado nas suas diversas facetas. Foi o que neste pequeno estudo fizemos dedicando
a cada uma delas um capítulo.”
[28]
2280 - ver pág. 31
2271 — FIGUEIREDO (José de).- ARTE PORTUGUEZA PRIMITIVA. I. O PINTOR NUNO
GONÇALVES. 1450 - 1471. (Actividade artistica desconhecida). [Lisboa. Typ. do Annuario
Commercial... 1910]. In-4.º gr. de 158 págs. B.
Elemento indispensável para o estudo do famoso problema dos painéis. Ilustrado com 21 estampas
impressas em separado sobre papel couché. Muito estimado e pouco frequente.
Capas da brochura pouco cuidadas.
2272 — FIGUEIREDO (Manuel de).- A LINGUAGEM DOS PAINEIS DE S. VICENTE.
[Porto. S.d.] In-8.º gr. de 10 págs. B.
Estudo integrante da dilatada polémica sobre os painéis ditos de Nuno Gonçalves. Separata da revista
«Brotéria».
2273 — FIGUEIREDO (Manuel de Andrade de).- NOVA ESCOLA PARA APRENDER
A LER, ESCREVER, E CONTAR. Lisboa Occidental. Na Officina de Bernardo da Costa de
Carvalho. [Aliás, Edição da Livraria Sam Carlos, Lisboa, 1973]. In-fólio de XXIV-156-II págs.
e 47 gravuras. E.
Muito cuidada edição fac-similada do mais belo e célebre livro português no seu género.
O autor, brasileiro, nasceu na Capitania do Espírito Santo em 1670 e foi filho do Governador da
mesma Capitania, tendo falecido em Lisboa no ano de 1735. O volume abre com um frontispício
alegórico de Picart representando dois anjos segurando as armas do reino e a coroa real, tendo na base
uma vista da Praça do Comércio. O retrato do autor, de página inteira, foi desenhado e gravado pelo
mesmo artista. As estampas restantes, motivo principal da obra, representam belíssimos exemplos de
arte caligráfica. Tiragem limitada a 1100 exemplares numerados.
Encadernação editorial.
2275 - ver pág. 30
2274 — FIGUEIREDO (Tomás de).- CARTA QUE AO JÚRI DO PRÉMIO EÇA DE QUEIROZ
ESCREVE TOMÁS DE FIGUEIREDO. Lisboa. 1950. [Tip. Ideal]. In-8.º gr. de 18-II págs. B.
Interessantíssima carta de Tomás de Figueiredo a propósito da atribuição do Prémio Eça de Queiroz
ao seu belo romance «A Toca do Lobo». De muito reduzida tiragem.
Dedicatória da mão do autor “Ao Ayres das forças”.
2275 — FIGUEIREDO (Tomás de).- CONVERSA COM O SILÊNCIO. [Coimbra. 1960].
In-8.º de 89-I págs. B.
Livro dedicado ao poeta Alexandre de Aragão, cujo retrato apresenta. Primeira edição, limitada a 312
exemplares, estando este por numerar. (ver gravura na pág. 29)
2276 — FIGUEIREDO (Tomás de).- DICIONÁRIO FALADO. Variações Linguísticas.
Editorial Verbo. [Lisboa. 1970]. In-8.º gr. de 279-IX págs. B.
Primeira edição, póstuma, de um dos muito estimados livros do grande prosador que em Braga nasceu
e em Arcos de Valdevez se criou e que era, segundo as palavras de Manuel Poppe, “um lobo solitário,
rodeado de papéis e de sonhos, de génio e de infelicidade. Um grande artista, da raça de Camilo,
admiràvelmente aberto a muito do que, no humano, dizemos universal.”
2277 — FIGUEIREDO (Tomás de).- DOM TANAS DE BARBATANAS. O Doutor Geral.
[no segundo volume: II. O Magnífico e Sem Par]. Crónica Heróica [Editorial Verbo. Lisboa.
1962-1964]. 2 vols. In-8.º gr. de 388-IV e 486-X págs. B.
Taborda de Vasconcelos: “Obra simbólica, pois nela se conjugam o humor das situações com a assimilação de um estilo luxuriante e eloquente, de vigoroso recorte clássico, que acaba por ser um autêntico
achado, na medida em que serve de verdadeiro traço de união entre o significado caricaturante da
intriga e a ascendência pretensamente afidalgada, mas nem por isso menos funambulesca, das personagens que o autor, com este livro inimitável, acrescenta à sua vasta galeria humana.” Primeira edição,
publicada nas «Obras Completas» do autor.
[30]
2278 — FIGUEIREDO (Tomás de).- A GATA BORRALHEIRA. Romance. Guimarães Editores.
Lisboa. [1961]. In-8.º de 405-III págs. B.
“A Gata Borralheira é, sem dúvida nenhuma, um dos mais impressionantes romances do nosso tempo.
Emociona, faz chorar e pensar. As ignoradas tragédias da vida de família em Portugal, em aspectos
destruidores de todo o genuíno e pacífico convívio cristão, ainda que bem encortinado de aparências,
perpassam em páginas definitivas num testemunho sombrio e esmagador (...)”, romance distinguido
com o Prémio «Diário de Notícias». Exemplar da edição original, não vulgar.
2279 — FIGUEIREDO (Tomás de).- A GATA BORRALHEIRA. Romance. Editorial Verbo.
[Lisboa. 1963]. In-8.º gr. de 450-VI págs. B.
Segunda edição, integrada nas «Obras Completas» do autor.
2280 — FIGUEIREDO (Tomás de).- GUITARRA. Treze romances. Guimarães Editores.
[Lisboa. 1956]. In-8.º gr. de 64-IV págs. B.
Primeira edição do primeiro livro de poesia de Tomás de Figueiredo, um dos autores integrantes do
movimento modernista coimbrão da década de 20. Livro aparecido na muito estimada «Colecção
Poesia e Verdade». (ver gravura na pág. 29)
2281 — FIGUEIREDO (Tomás de).- MONOLOGO EM ELSENOR. Editorial Verbo. Lisboa.
[1965-1969]. 2 vols. In-8.º gr. de 280-II e 204-IV págs. B.
Ciclo constituído pelos romances «Noite das Oliveiras» e «A Má Estrela», em primeira edição, dados
a lume nas suas «Obras Completas».
2282 — FIGUEIREDO (Tomás de).- NÓ CEGO. Romance. Guimarães & Cª Editores. Lisboa.
[1950]. In-8.º de 391-V págs. B.
Edição original de um dos mais estimados romances de Tomás de Figueiredo, romance que tem como
cenário a cidade de Coimbra e o seu ambiente estudantil.
Segundo diz Bigotte Chorão no seu livro «O essencial sobre Tomaz de Figueiredo», este autor
“(...) é coevo da geração da Presença (a revista onde só uma vez colaborou), geração que retrata
nesse roman à clef que tem por título Nó Cego, em que, sob nomes supostos, aparecem protagonistas
como José Régio (Solas), João Gaspar Simões (Lucas Pires), Edmundo de Bettencourt (Alberto da
Câmara), António de Navarro (Abraão), Branquinho da Fonseca (Albino Fontes), Fausto José (Félix).
Ele próprio, Tomaz de Figueiredo, se auto-retrata sob o nome de Francisco de Sá. E um poeta mais
velho, mas que sobre a geração da Presença exerceu indubitável magistério, Afonso Duarte, aparece
no romance como Manuel Filipe. A própria Presença é designada por Sempre, enquanto publicações
também coimbrãs, que a precederam e, por assim dizer, a anunciaram, como Bizâncio e Tríptico,
se chamam Zimbório e Álbum.”
2283 — FIGUEIREDO (Tomas de).- NÓ CEGO. Romance. Editorial Verbo. 2ª edição (emendada pelo Autor). [Braga. 1971]. In-8.º gr. de 445-III págs. B.
Segunda edição, emendada, de um dos mais estimados romances de Tomás de Figueiredo.
Sobre o autor, José de Melo escreveu: “Tomaz de Figueiredo ainda está por estudar. Está por estudar,
e estará, enquanto as capelinhas assim o entenderem. Mas há que desmontar esse estado de coisas, há
que desmoronar essas capelinhas. Um dia virá o garoto que ri. Um dia virá. E, um dia, muito do que
alguns incensam mostrará seus pés de barro”. Integrado nas «Obras Completas» do autor.
2284 — FIGUEIREDO (Tomás de).- A OUTRA CIDADE. Contos. Editorial Verbo. [Lisboa.
S.d.] In-8.º gr. de 222-VIII págs. B.
Primeira edição de um dos estimados livros de Tomás de Figueiredo, integrado nas suas «Obras Completas».
2285 — FIGUEIREDO (Tomás de).- PROCISSÃO DE DEFUNTOS. Novela bastante moral e
também policial. Guimarães Editores. Lisboa. 1954. In-8.º de 267-III págs. B.
Uma das primeiras obras do escritor, de muito escasso aparecimento no mercado.
[31]
2286 — FIGUEIREDO (Tomás de).- PROCISSÃO DE DEFUNTOS. Romance. Editorial
Verbo. [Lisboa. 1967]. In-8.º gr. de 241-VII págs. B.
“2.ª edição emendada e precedida de Umas Poucas palavras do Autor” e integrada na colecção das
«Obras Completas».
2287 — FIGUEIREDO (Tomás de).- TIROS DE ESPINGARDA. Novelas. Editorial Verbo.
[Lisboa. 1966]. In-8.º gr. de 229-VII págs. B.
Primeira edição deste livro de novelas sobre caça, integrado nas «Obras Completas do Autor», com
a seguinte e expressiva dedicatória impressa: “- Pai, bom monteiro, de quem, à moda antiga,
não a espada mas a espingarda recebi, e caçador leal e prudente fosse: Bom monteiro, pai, que ainda
vives porque vivo, companheiro de manhãs de geada, mestre meu de como se doseiam pólvora
e chumbo, de como, a perdiz de través e de asa quebrada, se miram à frente do bico, duas varas boas,
e que me beijaste ao ver-me fazer o primeiro coup du roi. Meu pai e meu amigo, que foste a bondade
e a compreensão, o sorriso de bonomia: é teu este livro em que se ouvem tiros de espingarda, em que
pragueja e chora o nosso Manuel Félix, bravio coração fiel que também já aí abraças, que te levou
notícias minhas. E talvez até breve, pai. Entretanto, e a sentir-te debruçado no meu ombro, cá te vou
cuidando das tuas espingardas. Tuas”.
Obra distinguida com o «Prémio Nacional de Novelística», outorgado no ano de sua publicação.
2288 — FIGUEIREDO (Tomás de).- A TOCA DO LOBO. Romance. Edições Ática. Lisboa.
1947. In-8.º gr. de 233-II págs. B.
Primeira edição do livro de estreia de Tomás de Figueiredo, distinguido em 1948 pelo Secretariado de
Propaganda Nacional com o «Prémio Eça de Queirós» e “que imediatamente o impõe como um dos
maiores prosadores da língua portuguesa”.
No livro «O Essencial sobre Tomaz de Figueiredo», J. Bigotte Chorão considera «A Toca do Lobo»
“o livro mais seu, o título que o identifica na república literária, e nela teria um lugar ainda que
não houvesse publicado mais nada. Trata-se do que chamamos uma «obra-prima»: um livro único
e irrepetível”.
2289 — FIGUEIREDO (Tomás de).- A TOCA DO LOBO. Romance. [Editorial Verbo. 1966].
In-8.º gr. de CCXCVIII-VI págs. B.
Terceira edição, com a «Carta ao Júri do Prémio Eça de Queiroz», atribuído a esta livro.
2290 — FIGUEIREDO (Tomás de).- TÚNICA DE NESSO. Verbo. [Lisboa. 1989]. In-8.º gr.
de 188-IV págs. B.
Reúnem-se neste livro dois livros: um inédito - A Túnica de Nesso - e um quase inédito (publicado que
foi em restrita edição fora do mercado em 1960) - Conversa com o Silêncio. São dois textos - mais
narrativo um, mais memorialístico o outro - unidos pelo sentimento de perda ou de queda, e por essa
prosa forte e sábia cuja poesia nasce da mesma dor. (...)”
2291 — FIGUEIREDO (Tomás de).- UMA NOITE NA TOCA DO LOBO. Fuga romântica.
Guimarães & Cª Editores. Lisboa. [1952]. In-8.º de 191-I págs. B.
Exemplar da edição original de uma das primeiras obras do autor. Muito pouco frequente.
2292 — FIGUEIREDO (Tomás de).- UMA NOITE NA TOCA DO LOBO. Romance. 2.ª edição
emendada e refeita, precedida de Umas Poucas de Palavras do Autor. Editorial Verbo. [Lisboa.
1964]. In-8.º gr. de XXIV-179-V págs. B.
Uma das melhores obras do autor, integrada nas «Obras Completas» do autor.
2293 — FIGUEIREDO (Tomás de).- VIAGENS NO MEU REINO. Poema. Editorial Verbo.
[Lisboa. 1968]. In-8.º gr. de 136-VIII págs. B.
Primeira edição deste estimado livro de poesia de Tomás de Figueiredo, figura de relevo entre os bons
escritores portugueses do século XX, dado a lume nas suas «Obras Completas».
[32]
2294 — FIGUEIREDO (Tomás de).- VIDA DE CÃO. Novelas. Editorial Verbo. [Lisboa. S.d.
1968?]. In-8.º gr. de XIV-II-213-III págs. B.
Primeira edição, integrada nas «Obras Completas» do autor.
2295 — FIGUEIREDO (Tomás de).- O VISITADOR EXTRAORDINÁRIO. Fábula em dois
actos. Torre de Madorna. 1960. In-8.º de 27-I págs. B.
Muito curiosa peça de temática camoniana, cuja tiragem foi limitada a 120 exemplares numerados
e assinados pelo autor, figura cimeira da prosa portuguesa contemporânea.
Dedicatória do punho do autor para Ramada Curto.
2296 — FIGUEIROA (Diogo Ferreira).- THEATRO DA MAIOR FAÇANHA E GLORIA
PORTUGUEZA. Reimpressão imitativa conforme a edição unica de 1642. Empreza Editora
de Obras Classicas e Illustradas. Porto. [Typographia Occidental. 1878]. In-8.º gr. de XXXIX-I
págs. inums. e 62 ff. nums. pela frente. B.
Importante peça literária da Restauração de 1640, numa cuidada e invulgar reedição promovida pelo
professor bracarense Pereira Caldas, autor da extensa introdução que ocupa boa parte das páginas
preliminares.
2297 — FIGURAS DO PASSADO. Lello & Irmão - Editores. Porto. Datas diversas. 5 obras ou
vols. In-8.º gr. B.
Excelente colecção de biografias, aqui registadas pela ordem alfabética de títulos: «Alexandre
Magno» e «Vida de Alexandre», respectivamente por Benoist-Méchin e Plutarco; «Cléopatra», por
Benoist-Méchin; «Danton», por Luís Madelin; «Gogol», por Henri Troyat; «A Vida de José de Alencar»,
por Luís Viana Filho.
2298 — FILIPE (Daniel).- O MANUSCRITO NA GARRAFA. Novela. Lisboa. [1960. Imprensa
Lucas & Cª. Ldª]. In-8.º de 156-IV págs. B.
O autor, jornalista e poeta natural de Cabo Verde, colaborou em «Cadernos do Bloqueio», «Távola
Redonda» e «Seara Nova».
Primeira e única edição desta curiosa novela de Daniel Filipe, afastada do mercado pela polícia
política da época.
2299 — FILIPE (Daniel).- MARINHEIRO EM TERRA. Poemas de Daniel Filipe. Lisboa.
MCMXLIX. [Gráfica Boa Nova, Lda. Lisboa]. In-8.º gr. de 53-III págs. B.
Segundo e bastante raro livro do autor, dado a lume na cuidada «Colecção Búzio», com a capa ilustrada
com um desenho de António Vaz Pereira.
2300 — FILIPE (Daniel).- O VIAGEIRO SOLITÁRIO. Edições Távola Redonda. Lisboa.
1951. In-8.º gr. de 77-VII págs. B.
Raro livro de poesia, publicado nas cuidadas edições «Távola Redonda».
Capa ilustrada com um dos belos desenhos de António Vaz Pereira. (ver gravura na pág. 33)
2301 — FLAMMARION (Camille).- [ŒUVRES]. Paris. C. Marpon et E. Flammarion. Datas
diversas. 3 obras ou vols. In-8.º B.
2300 - ver pág. 34
Com as seguintes obras: «Les Mondes Imaginaires et les Mondes Réels. Voyage pittoresque dans le
Ciel»; «La Pluralité des Mondes Habités. Étude ou l’on expose les conditions d’habitabilité des terres
célestes discutées au point de vue de l’Astronomie, de la Physiologie et de la Philosophie Naturelle»;
«Récits de l’Infini. Lumen, histoire d’une Ame. Histoire d’une comète, la vie universelle et éternelle».
Capas da brochura ilustradas com interessantíssimas gravuras abertas em madeira.
[34]
2302 — FLAUBERT (Gustave).- MADAME BOVARY. Mœurs de Province. Paris. Michel
Lévy Frères, Libraires-Éditeurs. 1857. 2 vols. In-8.º de IV-232 e IV-233 a 499-I págs. E.
Primeira e rara edição de uma das obras mais populares da literatura francesa.
Com as capas da brochura conservadas mas um pouco aparados. Tem no fim do primeiro volume um
catálogo de 36 páginas da Livraria Michel Lévy Frères. Encadernações com as lombadas em pele.
2303 — A FLORA E A VEGETAÇÃO DA SERRA DO GERÊS. Simpósio da I Reunião de
Botânica Peninsular realizada em Julho de 1948. Lisboa. 1951-1953. In-4.º de 638-IV págs. B.
O volume, publicado pelo Instituto de Alta Cultura, encerra numerosos e importantes contributos para
o conhecimento da Flora geresiana, assinados por conceituados especialistas de Portugal e Espanha.
2304 — FOGAÇA (António).- VERSOS DA MOCIDADE. (1883 a 1887). Coimbra. Typ. de M.
C. da Silva. MDCCCLXXXVII. In-8.º de 215-I págs. B.
Primeira edição deste estimado livro de António Fogaça, poeta natural de Barcelos e amigo de António
Nobre, livro que foi publicado um ano antes da morte do autor. Segundo José Carlos Seabra Pereira, os
versos de António Fogaça “quedam-se quase sempre pela simbiose do lirismo amoroso, madrigalesco
ou elegíaco, com ímpetos de grandiloquência e de sátira junqueirianas, com incursões no descritivismo
realista e exercícios de plasticidade parnasiana.”
2305 — FOGAÇA (António).- VERSOS DA MOCIDADE. (1883 a 1887). Segunda edição.
Porto. Livraria Moreira - Editora. 1903. In-8.º de 215-I págs. E.
Edição muito cuidada, em bom papel e ilustrada com um retrato do poeta.
Encadernação nova, com a lombada em pele. Capa da brochura ilustrada ao gosto arte-nova da autoria
de P. Costa, impressa a azul e ouro.
2306 — FOGAÇA (António).- VERSOS DA MOCIDADE E POESIAS DISPERSAS. As Comemorações do Centenário. Edição da Câmara Municipal de Barcelos. [1964]. In-8.º gr. de 314-X
págs. B.
Edição muito aumentada relativamente às primeiras.
2307 — FOLHAS DE ARTE. Publicação mensal. Director: Augusto de Santa-Rita. Lisboa.
1924. Livraria Portugália Editora. 2 números. In-fólio E.
Nesta interessante e muito cuidada publicação vêm impressos, no primeiro número, os retratos e facsímiles de poemas de Branca de Gonta Colaço, Virgínia Victorino, Fernanda de Castro, Gomes Leal,
António Nobre, Afonso Lopes Vieira, Augusto Gil, Manuel da Silva Gaio, Américo Durão e Fernando
Pessoa, (com Canção, poesia inédita e retrato também inédito); No segundo número vêm os retratos,
acompanhados de músicas de Ruy Coelho, Luís de Freitas Branco, Cláudio Carneiro, M. A. Lima
Cruz, Ivo Cruz e Fernandes Fão, com versos de autores portugueses.
Colecção completa de tudo quanto foi publicado.
Em folhas soltas e com o seu portfólio original em tela gravado a negro e amarelo.
2308 — FOLHAS DE POESIA. Organização de António Salvado. [os números 2 e 3 com direcção
também de Herberto Helder]. Lisboa. 1957-1959. 4 números In-8.º gr. B.
Rara publicação de que saíram apenas os quatro números acima referidos. Colaboração de Afonso
Duarte, Alfredo Margarido, Ângelo de Lima, Aniel Jannini, António Maria Lisboa, António Salvado,
Branquinho da Fonseca, Carlos de Oliveira, David Mourão-Ferreira, Diego Valeri, Edmundo de Bettencourt, Eugénio Montale, Eurico de Sousa, Fernanda Botelho, Fernando Echevarría, Fernando
Pessoa, Helder Macedo, Herberto Helder, João Rui de Sousa, Jorge de Sena, José Carlos Gonzalez,
José Régio, José Sebag, Lopes Alves, Maria Manuela Margarido e Teixeira de Pascoais. O último
número é inteiramente constituído por poesias de Ângelo de Lima.
(ver gravura na pág. 36)
[35]
2308 - ver pág. 35
2309 — FONSECA (Álvaro Moreira da).- O ABC DA VINIFICAÇÃO PELA PALAVRA
E PELA IMAGEM. Pôrto. 1938. Comp. e Imp. Tip. Costa Carregal. In-4.º de 153-I págs. B.
Edição feita por iniciativa do Instituto do Vinho do Porto, com desenhos de Joaquim Mirão ilustrando
todas as fases da vinificação e mostrando em pormenor todos os utensílios nela utilizados. Primeira
edição.
Prejudicado por dedicatória e com um carimbo no frontispício.
2310 — FONSECA (António Barahona da).- CAPELAS IMPERFEITAS. Cronos. [Gráfica
Santelmo, Lda. Lisboa. 1965]. In-8.º de 87-IX págs. B.
Sobre a poesia do autor disse Jorge Colaço que “é o surrealismo que surge como a afinidade mais
palpável da sua poesia, embora esta não seja facilmente situável do ponto de vista das escolas poéticas,
antes constituindo um solitário percurso marcado pela diferença. Contudo, essa proximidade é, desde
logo, sugerida pela abundância de imagens de surpreendente resolução e pelo onirismo das metáforas,
que esbatem ou anulam os limites do real conhecido.”
2311 — FONSECA (António Barahona da).- POEMAS E PEDRAS. Lisboa. 1962. [Tipografia
Cádima. Faro]. In-8.º gr. de 43-I págs. B.
Segundo e bastante raro livro de poesia de Barahona da Fonseca, autor ligado ao movimento surrealista português. (ver gravura na pág. 37)
2312 — FONSECA (António Belard da).- O MISTÉRIO DOS PAINÉIS. Lisboa. 1957-1967.
[Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda e Oficinas da Imprensa Portugal-Brasil].
5 vols. In-4.º B.
Obra de fundamental importância para o conhecimento da maior e mais longa polémica da arte portuguesa, numa luxuosa e muito cuidada edição impressa em papel vergé, documentada com um elevado
número de gravuras em papel couché, algumas das quais em folhas desdobráveis. Com os seguintes
subtítulos: «O Cardeal D. Jaime de Portugal»; «O “Judeu”, o seu Livro e a Crítica»; «As Personagens
e a Armaria»; «Os Pintores» e «Os Príncipes - Últimas Páginas».
2313 — FONSECA (Branquinho da).- BANDEIRA PRETA. Livraria Bertrand. [Lisboa. S.d.].
In-8.º de 183-V págs. B.
Primeira das muitas edições publicadas deste apreciado livro de contos. Invulgar.
2314 — FONSECA (Branquinho da).- O BARÃO. Editorial “Inquérito”, Ldª. Lisboa. [1942].
In-8.º de 71-VIII págs. B.
Esta novela de Branquinho da Fonseca é “considerada a sua obra-prima e um dos mais notáveis
espécimes da novelística portuguesa de todos os tempos”, na autorizada opinião de David Mourão
Ferreira, dizendo Massaud Moisés que ela é “uma das obras mais acabadas do Modernismo português”. Exemplar da edição original.
Assinado pelo autor na folha de guarda.
2315 — FONSECA (Branquinho da).- O BARÃO. Novela. Ilustrações de Júlio Pomar. Portugália Editora. Lisboa. [1959]. In-4.º de 67-I págs. B.
Bela edição da que é considerada como uma das obras-primas da literatura portuguesa contemporânea, ilustrada com 10 extra-textos de Júlio Pomar, artista dos mais consagrados do nosso tempo.
Edição total confinada a 690 exemplares. (ver gravura na pág. 39)
2316 — FONSECA (Branquinho da).- CAMINHOS MAGNÉTICOS. Contos. Edições Europa.
Lisboa. [S.d. - 1938]. In-8.º de 271-III págs. B.
2311 - ver pág. 38
É a primeira edição deste importante livro de Branquinho da Fonseca, fundador, com José Régio e
Gaspar Simões, da revista «Presença» e um dos seus mais assíduos colaboradores. “Ao dar a público
.../...
[38]
2317 - ver pág. 40
pela primeira vez, em 1938, com o pseudónimo de António Madeira, uma colectânea de contos
sugestivamente intitulada Caminhos Magnéticos, Branquinho da Fonseca foi um dos nossos primeiros
novelistas modernos a transpor um limiar profundamente significativo da literatura portuguesa
contemporânea; com efeito, a cerca de trinta anos de distância, impõe-se com maior nitidez a avaliação
de quanto esta sua obra representa de progresso, de novidade, relativamente ao curso em que se
afirmava a maior parte da expressão literária de antes da guerra”. Invulgar.
2317 — FONSECA (Branquinho da).- A CURVA DO CÉU. Poema em um acto. Movimento.
[Tipografia Freitas Brito, Ldª. Lisboa. 1972]. In-8.º peq de 26-VI págs. B.
«Curva do céu» foi pela primeira vez publicada no volume «Teatro», sob o pseudónimo António
Madeira, acompanhado das peças «A Grande Estrela», «Rãs» e «Quatro Vidas». Edição do autor.
(ver gravura na pág. 39)
2318 — FONSECA (Branquinho da).- MAR COALHADO. [Coimbra. Imprensa da Universidade - 1932]. In-8.º gr. de 31-I págs. B.
Original e rara edição de um dos primeiros livros do autor, ilustrado com um auto-retrato.
Capa da brochura de invulgar apresentação gráfica, de marcada influência Presencista.
Valorizado com dedicatória do autor para Carlos Babo.
2319 — FONSECA (Branquinho da).- MAR SANTO. Romance. Publicações Europa-América.
Lisboa. [1952]. In-8.º de 160-IV págs. B.
2315 - ver pág. 38
“«Mar Santo» evidencia, no domínio da novela, a arte original que fez de Branquinho da Fonseca um
dos maiores contistas portugueses - arte cujo elemento fundamental é a sobriedade, quer no lirismo
descritivo, quer na criação de ambientes, quer na caracterização psicológica. «Mar Santo» é uma
história de pescadores da Nazaré [onde o autor desempenhou funções de conservador do Registo
Civil], na qual a realidade parece impor-se por si própria, sem acrescentamentos.” Primeira edição
do segundo romance do autor. Invulgar.
2320 — FONSECA (Branquinho da).- POEMAS. Coimbra. 1926. [Compositor e impressor:
“Lvmen”]. In-8.º de 97-III págs. B.
Livro de estreia de Branquinho da Fonseca, aparecido em tiragem muito reduzida.
Autografado pelo poeta.
2321 — FONSECA (Branquinho da).- PORTA DE MINERVA. Romance. Desenhos de Paulo
Ferreira. Edições Ática. Lisboa. 1947. In-4.º de 344-II págs. B.
“Porta de Minerva, romance do meio universitário coimbrão, distingue-se desde logo no conjunto de
tantas outras obras dedicadas ao mesmo motivo”.
“(...) tanto Gaspar Simões como José Régio, na crítica a «Caminhos Magnéticos», coincidiam no
vaticínio de que Branquinho da Fonseca prometia ser um romancista de fôlego: Porta de Minerva
é disso testemunho...” (...).
Boa edição, a primeira, com muitas e belas ilustrações de Paulo Ferreira estampadas em página inteira.
2322 — FONSECA (Branquinho da).- A POSIÇÃO DE GUERRA. [Composto e impresso na
tipografia da “atlântida”... Coimbra. [S.d. - 1931]. In-4.º de 15-I págs. B.
«Posição de Guerra» é não só uma das mais raras e representativas peças de teatro de Branquinho da
Fonseca, mas também uma das apreciadas edições «Presença», revista de que o autor foi fundador e
director. Com um desenho de José Régio, impresso em página inteira. Primeira edição.
Capa da brochura impressa a duas cores, com a modernidade gráfica que a revista «Presença» imprimia em todas as suas publicações.
Autografado pelo autor.
[40]
2323 — FONSECA (Branquinho da).- RIO TURVO E OUTROS CONTOS. Inquérito. [Lisboa.
1945]. In-8.º de 235-V págs. B.
Edição original de “um dos mais belos livros de contos que se têm publicado em Portugal” e que,
segundo a apreciação dos críticos, “veio abrir caminhos singulares ao conto nacional”.
Capa da brochura ilustrada a cores por Bernardo Marques.
2324 — FONSECA (Branquinho da).- TEATRO. A Grande Estrêla, parábola em nove episódios
- Curva do Céu, poema em um acto - Rãs, apólogo em um acto - Quatro Vidas, apontamento
para uma peça. [Tip. da “Atlântida”. Coimbra. S.d. - 1939]. In-8.º de 109-III págs. B.
Sobre a obra do autor escreveu David Mourão-Ferreira o seguinte: “Já não têm conta, hoje em dia, as
leituras e releituras (que tenho feito) da produção de Branquinho da Fonseca; e a cada nova imersão
nesse universo romanesco descubro sempre novos motivos para mais o admirar. Não é fenómeno que
se verifique, posso jurá-lo, com a maior parte dos nossos narradores.”
Dos primeiros livros do autor, publicado sob o pseudónimo António Madeira. Primeira edição.
Da raríssima tiragem especial de 10 exemplares em melhor papel marcados AM.
2325 — FONSECA (Branquinho da).- A TRAGÉDIA DE D. RAMON. Contos. Edição de
Fomento de Publicações, Lda. Lisboa. S.d. In-8.º de 47-I págs. B.
Primeira edição independente deste notável conto de Branquinho da Fonseca, retirado do livro
«Caminhos Magnéticos» e dado a lume na colecção «Mosaico».
2326 — FONSECA (Branquinho da).- ZONAS. Contos. [Coimbra. Imprensa da Universidade.
1931-1932]. In-8.º de 110-II págs. B.
Primeira edição do primeiro livro de contos deste notável escritor, colaborador da «Presença» e um
dos mais destacados autores da moderna literatura portuguesa.
Capa da brochura de marcada feição modernista. Autografado pelo autor.
(ver gravura na pág. 41)
2327 — FONSECA (Gondim da).- EÇA DE QUEIROZ. Sua vida e sua obra vistas sob nôvo
aspecto. Uma Biografia Pioneira. Editor Borsoi. 1970. [Benfica, Estado de Guanabara]. In-8.º gr.
de 207-I págs. B.
“... esta minha biografia não se cinge apenas ao relato do que Eça fêz ou do que lhe aconteceu nos
lugares por onde andou: fotografa-o de dentro para fora; penetra no seu self e revela os fundamentos
emocionais do seu estilo, da sua maneira de escrever. (...)”
2328 — FONSECA (João Belard da).- AZUL. (Com um prefácio em verso de GOMES LEAL.
Porto. Typ. da Empreza Litteraria e Typographica. 1903. In-8.º de 120 págs. B.
O Prefácio de Gomes Leal é constituído por quinze quadras. Invulgar.
2329 — FONSECA (José da).- DICCIONARIO DA LINGUA PORTUGUEZA. Feito inteiramente de novo e consideravelmente augmentado por J.-I. Roquete. Pariz. Em Casa de Vª J.-P.
Aillaud, Guillard e Cª. 1871. 2 vols. In-8.º de XXXV-I-977-I e XII-568-IV-279-I págs. E.
O último grupo de páginas do segundo volume contém o «Diccionario Poetico e de Epithetos».
Encadernações inteiras em pele, da época. (ver gravura na pág. 43)
2330 — FONSECA (Manuel da).- ALDEIA NOVA. Contos. Livraria Portugália. Lisboa.
[1942]. In-8.º de 193-I págs. B.
2326 - ver pág. 42
Manuel da Fonseca é considerado como um dos principais autores do Neo-Realismo português. Esta
primeira edição de «Aldeia Nova», tem a capa da brochura ilustrada por Manuel Ribeiro de Pavia.
Invulgar.
Autografado pelo autor para Laureano Barros.
(ver gravura na pág. 44)
[42]
2330 - ver pág. 40
2329 - ver pág. 42
2333 - ver pág. 45
2331 - ver pág. 45
2335 - ver pág. 45
Segundo texto retirado do «Roteiro da Literatura Portuguesa», o autor, “De tendência neo-realista,
enveredou por um regionalismo bem caracterizado, fazendo viver nas suas obras muito da verdade e
da atmosfera típica do Alentejo.”
Exemplar da primeira edição.
Capa da brochura ilustrada por Ribeiro de Pavia. Dedicatória do autor para Laureano Barros.
(ver gravura na pág. 44)
2342 - ver pág. 47
2331 — FONSECA (Manuel da).- CERROMAIOR. Romance. Inquérito. [Lisboa. 1943]. In-8.º
de 302-II págs. B.
2332 — FONSECA (Manuel da).- CRÓNICAS ALGARVIAS. Caminho. [Lisboa. 1986]. In-8.º gr.
de 262-II págs. B.
Primeira edição em livro das crónicas de motivo algarvio publicadas pelo autor no jornal «A Capital»
em Agosto de 1968, livro este integrado na «Obra Completa» de Manuel da Fonseca.
2333 — FONSECA (Manuel da).- O FOGO E AS CINZAS. Os livros das três abelhas. [Lisboa.
S.d.]. In-8.º peq. de 161-V págs. B.
Primeira edição deste estimado livro de contos de Manuel da Fonseca, “contista notável, [que] soube
com a sua obra impor e prestigiar o neo-realismo”, segundo se diz no «Pequeno Dicionário de Autores
de Língua Portuguesa». (ver gravura na pág. 44)
2334 — FONSECA (Manuel da).- NORTADA. Fomento de Publicações, Lda. Lisboa. S.d.
In-8.º de 48 págs. B.
2335 — FONSECA (Manuel da).- PLANÍCIE. Poemas. Coimbra. 1941. [Tipografia da Atlântida].
In-4.º de 57-I págs. B.
Um dos mais raros volumes do autor e da colecção «Novo Cancioneiro».
Capa e ilustrações de Manuel Ribeiro de Pavia. Dedicatória do autor para Laureano Barros.
(ver gravura na pág. 44)
2336 — FONSECA (Manuel da).- POEMAS COMPLETOS. Segunda edição aumentada.
Portugália Editora. Lisboa. [1963]. In-8.º gr. de XXXVIII-II-170-II págs. B.
Edição preferível à anterior por vir bastante aumentada e muito cuidada e ainda por aparecer antecedida de um extenso texto de Mário Dionísio, que quase a terminá-lo afirma: “(...) a poesia de Manuel
da Fonseca continua a existir com a sua frescura inicial e a sua energia, a sua capacidade de comover
e seduzir, o seu reservatório de sonho, o seu mistério.” Dado a lume na «Colecção Poetas de Hoje».
2337 — FONSECA (Manuel da).- ROSA DOS VENTOS. Desenho de Manuel Ribeiro. Verão //
1940. [Imprensa Baroeth - Lisboa]. In-4.º de IV-71-V págs. B.
Poemas estimados e talvez o mais raro livro de Manuel da Fonseca.
O desenho de Manuel Ribeiro de Pavia vem estampado na capa da brochura. Dedicatória do poeta
para Laureano Barros.
2338 — FONSECA (Manuel da).- SEARA DE VENTO. [Editora Ulisseia Limitada. Lisboa.
1958]. In-8.º gr. de 171-V págs. B.
Primeira edição deste excelente livro em prosa de Manuel da Fonseca, “Romance entre os maiores das
letras portuguesas contemporâneas”. Integrado na colecção «Contemporânea».
Capa da brochura ilustrada a cores por Vespeira.
[45]
2341 - ver pág. 47
Os contos incluídos neste voluminho da «Colecção Novela» foram extraídos dos livros «Aldeia
Nova» e «O Fogo e as Cinzas».
“Manuel da Fonseca, que há uma dezena de anos não publicava um original, fá-lo hoje, senhor duma
autoridade incontestável revelando-nos ser um novo escritor através dum livro igualmente novo,
e mudança de objectivo que agora é a capital.
“Nesta mão cheia de contos (...) invade-nos um mundo de figuras carregadas de potencial literário,
movendo-se por lugares suados de vivências, criando e desfazendo situações, que ora atingem um
profundo dramatismo ora deixam um rasto de tristeza irremediável.” Primeira edição
2340 — FONSECA (Manuel Dias da).- A NOITE, O DIA, UM RIO. [Tipografia do Carvalhido.
Porto. 1956]. In-8.º de 43-V págs. B.
2354 - ver pág. 49
2339 — FONSECA (Manuel da).- UM ANJO NO TRAPÉZIO. Contos. Prelo. Lisboa. 1968.
In-8.º de 142-II págs. B.
Diz-se no «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses» que “o seu convívio [de Manuel Dias da
Fonseca] com outros poetas, sobretudo do meio literário portuense, de quem sempre esteve próximo
(José Régio, Eugénio de Andrade, Marta Cristina de Araújo, Costa Barreto, Vítor Macedo Pinto e outros)
talvez tenha contribuído para que a sua poesia se afirme marcada por um claro sentimentalismo lírico
sem grandes ousadias formais, fora de escolas ou movimentos literários e de grande sinceridade
expressiva, como se patenteia nos seus livros de poemas até hoje publicados.”
Dedicatória autografa do autor.
2341 — FONSECA (Manuel Dias da).- SOLIDÃO POVOADA. Poemas. [«Imprensa Portuguesa». Porto. 1953]. In-8.º gr. de 45-III págs. B.
Livro de estreia de Manuel Dias da Fonseca, de provável reduzida tiragem.
Capa da brochura ilustrada por Augusto Gomes. Dedicatória autografa do autor.
(ver gravura na pág. 46)
Terceiro livro de poesia do autor, julgamos que de muito reduzida tiragem.
Capa da brochura ilustrada com um desenho do escultor José Rodrigues.
Dedicatória do autor para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 46)
2343 — FONSECA (Nicolau da).- UMA CARTA E ALGUMAS NOTAS INEDITAS DE
CAMILO CASTELO BRANCO. Correspondência de Ricardo Simões dos Reis ao eminente
escriptor. Breves considerações e comentários. Coimbra. 1923. In-8.º de 51-I págs. B.
Com um retrato de Camilo e a reprodução fac-similada de uma sua carta.
2344 — FONSECA (Pedro José da).- DICCIONARIO // PORTUGUEZ, // E // LATINO //
IMPRESSO NO ANNO DE M.DCC.LXXI. // POR ORDEM // DEL REI FIDELISSIMO //
O SENHOR // DOM JOSÉ I. // DE GLORIOSA MEMORIA // PARA USO DAS ESCOLAS //
DE TODOS OS REINOS, // E SENHORIOS DE PORTUGAL // ... // LISBOA // NA REGIA
OFFICINA TYPOGRAFICA. // ANNO DE M.DCC.XCI. In-4.º gr. de VIII-655-I págs. E.
Segunda das muitas edições publicadas deste Dicionário de Pedro José da Fonseca, ainda hoje obra
de referência nos estudos da especialidade. O autor, professor régio de Retórica e Poética, “Mal
remunerado de suas tão longas quão valiosas fadigas litterarias, passou (...) a ultima quadra da vida
em estado que muito se approximava de verdadeira miseria”, segundo palavras de Inocêncio, que
a este autor consagra largo espaço no seu Dicionário. Raro.
Encadernação em pele, da época, danificada.
2345 — FONSECA (Pedro José da).- ELEMENTOS DE POETICA, tirados de Aristoteles, de
Horacio, e dos mais celebres Modernos. Por... Terceira edição. Lisboa, Na Typografia Rollandiana. 1804. In-8.º de 304 págs. E.
Edição rolandiana, de escasso aparecimento no mercado.
Encadernação inteira em pele, da época.
[47]
2353 - ver pág. 49
2342 — FONSECA (Manuel Dias da).- TALVEZ ORIGEM. [Composição e impressão Rocha /
Artes Gráficas. Vila Nova de Gaia. 1976]. In-4.º de 63-V págs. B.
2346 — FONSECA (Tomás da).- OS DESHERDADOS. Com um prefácio de Guerra Junqueiro.
Porto. Livraria Chardron de Lello & Irmão, Editores. 1909. In-8.º de X-92-II págs. B.
Livro de poesia, um dos de mais difícil obtenção de toda a bibliografia do autor. O prefácio de Junqueiro
ocupa quatro das págs. preliminares.
2347 — FONSECA (Tomás da).- DIREITO Á VIDA. Coimbra. Typographia Democratica.
1903. In-8.º de 33-III págs. B.
Rara edição de uma conferência realizada na Associação de Classe dos Caixeiros Portuenses em 25
de Outubro de 1903.
Vestígios de assinatura na capa da brochura
2348 — FONSECA (Tomás da).- OS GRANDES MALES. I. O Tabaco. Famalicão. Typographia Minerva. 1903. In-8.º de 104-II págs. B.
Um dos mais raros livros de Tomás da Fonseca.
2349 — FONSECA (Tomás da).- O SANTO CONDESTAVEL. Alegações do cardeal diabo.
Coimbra. Academica Editora. 1932. In-8.º de 80 págs. B.
Um dos polémicos estudos históricos de Tomás da Fonseca, dedicado “Á memória dos martires que
a Inquisição queimou nas fogueiras acesas pela Igreja e alimentadas, quási sempre, pela riqueza
e descendentes de Nun’Alvares.” Integrado na «Biblioteca de Estudos Livres». Muito invulgar.
2350 — FONTES (António Lourenço).- ARAS ROMANAS E TERRAS DE BARROSO
DESAPARECIDAS. Montalegre. 1978. In-8.º gr. de 23-I págs. B.
Separata ilustrada de «Milénio de S. Rosendo».
2351 — FONTES (António Lourenço).- ETNOGRAFIA TRANSMONTANA. I - Crenças
e Tradições de Barroso. [II - O Comunitarismo de Barroso]. Montalegre. 1979-1977. 2 vols.
In-8.º gr. de 163-XIII e 199-IL págs. B.
Interessantíssimos volumes para o conhecimento de muitos aspectos da vida da região barrosã, nascidos
do intenso conhecimento do autor, ali nascido, conhecimento vindo da sua própria participação em todos
os trabalhos, como nos diz na sua curiosa «Autobiografia» que abre o 2.º volume. O Padre Fontes tornou-se
entretanto célebre pela organização, em Vilar de Perdizes, de muito participados encontros sobre medicinas
alternativas. Com ilustrações. O primeiro volume é da segunda edição, “corrigida e aumentada”.
2352 — FÓRMULA ADOPTADA PARA RECEPÇÃO, JURAMENTO E POSSE DOS PRINCIPES OU INFANTES NA CAMARA DOS DIGNOS PARES DO REINO. Relação dos factos occorridos em 1835-1875-1891. Lisboa. Typographia de Castro Irmão. 1891. In-4.º peq. de 43-I págs. E.
Dizeres do anterrosto: «Portugal. O Artigo 40 da Carta Constitucional». Livro muito raro, impresso
em encorpado papel Whatman.
Encadernação inteira de percalina, com dourados e com as armas de Portugal gravadas a ouro nas
duas pastas.
2353 — FORTE (António José).- 40 NOITES DE INSÓNIA de fogo de dentes numa girândola
implacável e outros poemas. Colecção A Antologia em 1958. [Editora Gráfica Portuguesa, Lda.
Lisboa. S.d.]. In-8.º de 30-II págs. B.
Raro texto surrealista, acompanhado de um desenho também surrealista assinado por João Rodrigues.
Autografado pelo autor. (ver gravura na pág. 48)
2354 — FORTE (António José).- TESES SOBRE A VISITA DO PAPA. Maio · 1982. [Tip.
Freitas Brito, Lda. Lisboa]. In-8.º de IV págs. inums. B.
Texto marcado por grande irreverência. Tiragem limitada a 500 exemplares “para distribuição gratuita”.
(ver gravura na pág. 48)
[49]
2358 - ver pág. 51
2355 — FORTES (José).- BALINEUM LUSO-ROMANO DE S. VICENTE DO PINHEIRO
(Penafiel). Porto. Typographia Central. 1902. In-8.º gr. de 56 págs. B.
Volume II da série «Archeologia Portugueza». Com uma estampa em folha desdobrável mostrando
a planta do monumento estudado.
Capa da brochura mal cuidada.
2356 — FORTUNA (João António de Freitas).- ANALYSE DO PROJECTO DO CODIGO
COMMERCIAL. Porto. Typ. de Manoel Luiz de Sousa Ferreira. 1888. In-4.º peq. de XIV-II-306-II págs. B.
Inocêncio e a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira referem dois trabalho do dedicado amigo
de Camilo, omitindo este, de muito cuidada execução gráfica.
Dedicatória autógrafa de Freitas Fortuna para Joaquim António Gonçalves.
2357 — FRADIQUE. Director: Thomaz Ribeiro Colaço. Secretário da Redacção, e Editor:
Manuel Cayolla. [Lisboa]. 1934-1935. 99 números In-fólio B.
Colecção completa e valiosa deste jornal, recheado de colaboração assinada por grandes nomes
ligados à vida política, literatura, artística, musical, etc., de que destacámos os de Fernando Pessoa,
Aquilino, José Régio, Branquinho da Fonseca, Gaspar Simões, António Corrêa de Oliveira, Hipólito
Raposo, Fausto José, Júlio Dantas, Alfredo Pimenta, António Pedro, António Sérgio, António Patrício,
Carlos de Passos e Carlos Malheiro Dias. Documentação iconográfica de grande importância para
a história portuguesa da época.}Informação detalhada acerca da orientação política deste jornal no
«Dicionário das Revistas Literárias Portuguesas do Século XX» de Daniel Pires, onde se transcreve
a opinião de José Régio sobre o assunto, publicada na revista «Presença».
2358 — FRAGMENTOS DE HUM CANCIONEIRO INEDITO que se acha na Livraria
do Real Collegio dos Nobres de Lisboa. Impresso á custa de Carlos Stuart, socio da Academia
Real de Lisboa. Em Paris, no Paço de Sua Magestade Brittanica. MDCCCXXIII. In-4.º gr.
de II-III-I-VI págs. e 41 a 108 ff. nums. pela frente e uma inum. final. E.
O caderno com a «Advertencia» é cópia manuscrita, da época, lendo-se no verso da III pág.: “NB. Esta
Advertencia foi publicada depois da obra impressa, faltando por isso n’alguns exemplares”; depois
a lápis pela mão de Laureano Barros: “Melhor: Foi impressa apenas em 1824 ou 1825 - portanto dois
anos depois de impressa a obra — conforme afirmação de C. Michaëlis de Vasconcelos na sua ed.
monumental do Cancioneiro da Ajuda (Vide, pág 9 - vol. II)”
Com o fac-símile a cores de um fólio do manuscrito original.
Inocêncio, vol. II, p. 240: “segue-se ao frontispicio uma advertencia, numerada de pág. 1 a 3; vem
depois uma noticia do codice manuscripto, pag. 5 e 6, ficando em branco a pag. 4: vem depois uma
folha de fac-simile; a este segue-se o texto, cuja numeração (á semelhança do codice original) começa
em fol. 41, e continua até fol. 108, havendo por fim a última folha não numerada, e impressa só no
recto”, descrição que confere com o nosso exemplar.
“Novas e mais acuradas investigações têem modernamente rectificado a opinião seguida pelos que
entendiam que este Cancioneiro fora obra de um só e unico individuo; prevalecendo por conseguinte
a de que não é elle mais que a reunião das cantigas de diversos trovadores, que no codice se incorporaram, e nas quaes, por inadvertencia, se é que não de proposito, deixaram de designar-se os nomes
de seus auctores”, seguindo no vol. IX, p.240: “Tem no principio uma breve, mas erudita advertencia,
que se crê ser de Timotheo Lecussan Verdier. Não se tirou d’esta edição mais que um pequeno numero
d’exemplares, que todos foram dados pelo editor, sem que apparecessem de venda em parte alguma. (...)
“Na Bibl. Nacional existe um exemplar; e houve outro na livraria de Jesus, como ainda consta do
respectivo Catalogo: desappareceu porém do seo logar, e não se sabe que destino levou.”
Este exemplar, “Raríssimo e valiosíssimo”, foi adquirido em 1980 por Laureano Barros no leilão
da Biblioteca Salema Garção pela importância de 43.200$00, não tendo aparecido, que nos conste,
qualquer outro à venda.
Encadernação inteira de pele à cor natural, da época, com um ferro de roda dourado e um super-libros
a seco nas pastas e, na lombada, ferros a ouro e os dizeres «Cancioneiro Portuguez Galliziano».
(ver gravura na pág. 50)
[51]
2364 - ver pág. 53
Livro humorístico acerca da debatida questão dos painéis de Nuno Gonçalves, curiosamente ilustrado
por Francisco Valença e Alfredo Cândido. Capa da brochura ilustrada a cores com uma interessante
composição caricatural, onde, com base na configuração de um dos painéis, estão retratados os principais intervenientes na famosa polémica, aparecendo Almada Negreiros no canto superior esquerdo.
Com assinatura no frontispício.
2360 — FRANÇA (Isabel Murteira).- FERNANDO PESSOA NA INTIMIDADE. Publicações
Dom Quixote. Lisboa. 1987. In-4.º de 326-XXX págs. E.
2370 - ver pág. 55
2359 — FRANÇA (Alfredo).- PAINELEIDA. Trági-Comédia. [Lisboa. 1926. Edição de
«A Peninsular», Lda]. In-8.º gr. de 47-I págs. B.
Prefácio de António Alçada Baptista, de que extraímos o primeiro parágrafo: “Na vasta bibliografia
pessoana este era um livro que estava a fazer muita falta. Procurar desvendar e dar-nos a conhecer
o que foi o quotidiano e a intimidade do poeta na sua relação familiar é um trabalho a que a sua sobrinha-neta — Isabel Murteira França — se entregou com entusiasmo e dedicação. E eis que através dele
nos veio dar a conhecer uma faceta do poeta que julgo indispensável ao seu completo conhecimento”.
Com vasta e muito interessante iconografia constituída por retratos, manuscritos, frontispícios, etc.
Encadernação dos editores.
2361 — FRANÇA (José-Augusto).- ALMADA. Artis. [Tipografia Silvas, Lda. Lisboa. 1963].
In-4.º peq. de 16 págs. e 16 estampas. B.
Um dos mais invulgares volumes da muito estimada «Colecção de Arte Contemporânea», da editorial
Artis, ilustrado com 16 estampas em separado a negro e a cores. Edição cuidada, em papel muito
encorpado.
Trata-se de um dos mais estimados e importantes trabalhos até hoje publicados acerca de Almada
Negreiros, figura singular das letras e das artes plásticas portuguesas, num álbum de excelente
execução gráfica recheado de reproduções de trabalhos de Almada nas páginas do texto e em separado, a
negro e a cores. Encadernação dos editores e sobrecapa policromada.
2363 — FRANÇA (José-Augusto).- ANTÓNIO PEDRO. Artis. [Tipografia Silvas, Limitada.
Lisboa. 1970]. In-4.º de 12 págs. e 17 estampas. B.
Volume da «Colecção de Arte Contemporânea», consagrado a um dos grandes nomes da pintura
surrealista portuguesa. Com estampas a negro e a cores, todas impressas em folhas à parte.
2364 — FRANÇA (José-Augusto).- BALANÇO DAS ACTIVIDADES SURREALISTAS EM
PORTUGAL. Cadernos Surrealistas. [Imprensa Libanio da Silva. Lisboa. S.d. 1948?]. In-8.º
de 15-I págs. B.
Folheto bastante raro e procurado pelos coleccionadores do surrealismo português. Com um texto de
António Pedro sobre José-Augusto França na badana do catálogo. (ver gravura na pág. 52)
2365 — FRANÇA (José-Augusto).- CHARLES CHAPLIN, o «self-made-myth». Inquérito.
[Lisboa. 1954]. In-8.º de 267-V págs. B.
“Trata-se de um livro notável e, talvez pela primeira vez, ele realize uma visão coerente da vida
e da obra de Chaplin”, segundo palavras de Dilys Powel. É a primeira e rara edição deste importante
ensaio, originalmente dado a lume em língua francesa.
Assinatura na folha de anterrosto.
2366 — FRANÇA (José-Augusto).- AS “CONFERÊNCIAS DO CASINO” NO PARLAMENTO.
Apresentação e notas por... Livros Horizonte. [Lisboa. 1973]. In-8.º de 198-II págs. B.
“Os textos recolhidos mostram que as Conferências do Casino tiveram larga e prolongada repercussão
nos meios políticos, constituindo um tema importante na táctica parlamentar da oposição ao ministério
de Ávila (...)”. Volume integrado na «Colecção Horizonte», publicada sob a direcção de Joel Serrão.
[53]
2367 - ver pág. 55
2362 — FRANÇA (José-Augusto).- ALMADA - O PORTUGUÊS SEM MESTRE. Estúdios
Cor. [Lisboa. 1974]. In-fólio de 204-X págs. E.
2367 — FRANÇA (José-Augusto).- «DA POESIA PLÁSTICA». Notas sobre a pintura de António Pedro, António Dacosta, Fernando Azevedo, Vespeira, Fernando Lemos e Vieira da Silva
escritas por José-Augusto França e dedicada aos próprios. «Cadernos de Poesia». [Imprensa
Libânio da Silva. Lisboa. 1951]. In-8.º gr. de 24-II págs. B.
Raríssima edição de 55 exemplares numerados e rubricados pelo autor, feita em separata do fascículo
nº 12 de «Cadernos de Poesia». (ver gravura na pág. 54)
2368 — FRANÇA (José-Augusto).- DESPEDIDA BREVE e outros contos. Publicações Europa-América. Lisboa. [1958]. In-8.º de 231-IX págs. B.
Um dos primeiros livros de ficção do autor, publicado na colecção «Os livros das três abelhas». Em
«O Surrealismo em Portugal», de Maria de Fátima Marinho, a págs. 100, lê-se: “1958 é assinalado
por uma série de publicações de autores de algum modo ligados ao surrealismo”, lista onde consta
o presente livro.
2369 — FRANÇA (José-Augusto).- EDUARDO VIANA. Artis. [Tipografia Silvas, Lda. Lisboa.
1969]. In-4.º peq. de 12 págs. e 17 estampas. B.
Monografia de arte dedicada a uma das figuras fundamentais da arte portuguesa moderna, documentado com estampas a negro e a cores em folhas à parte. Integrada na excelente e muito procurada
«Colecção de Arte Contemporânea».
Dedicatória autógrafa de José-Augusto França.
2370 — FRANÇA (José-Augusto).- NATUREZA MORTA. Romance. Livraria Editora da casa
do Estudante do Brasil. [«Oficinas Gráficas». Lisboa. 1949]. In-8.º gr. de 277-III págs. B.
Primeira edição da primeira obra de ficção de José-Augusto França, notável ensaísta e crítico de arte
português. A acção do romance decorre em África, “numa plantação de cana, à beira de um grande rio
que desliza, «turvo e sem temor»”. Segundo António Quadros trata-se da “primeira tentativa lograda
de romance SURREALISTA em Portugal”. (ver gravura na pág. 54)
2371 — FRANÇA (José-Augusto).- NOTÍCIA DUMA MORFOLOGIA DRAMÁTICA. [Caminha. 1954]. In-8.º de II-16-II págs. B.
Um dos «Cadernos dum Amador de Teatro», dirigidos por António Pedro, este em tiragem de 50
exemplares, numerados e assinados pelo autor.
2372 — FRANÇA (José-Augusto).- PINTURA PORTUGUESA DO SÉCULO XX. 20th Century Portuguese Painting. Correios de Portugal. [Edição da Direcção dos Serviços de Filatelia,
Correios de Portugal. Edição realizada por Ambar em Outubro de 1990]. In-4.º de 91-I págs. E.
“(...) Admirar um a um, os quadros seleccionados para figurarem nesta galeria dos mais representativos [pintores] do nosso século é percorrer um pouco da nossa História recente. Uma história rica de
ilusões e decepções, de luta ansiosa e empenhada por ideais, de busca constante de originalidade na
expressão plástica. (...)
“Entretanto, as lacunas que os selos, na sua pequenez e limitação não poderiam deixar de revelar, são
magistralmente supridas pelas ilustrações e pelo texto do eminente crítico de arte que o assina, o qual
nos compõe um quadro vivo com a participação dos maiores vultos e das grandes correntes estéticas
que ficarão a assinalar este século XX português.”
O volume, belamente impresso e ilustrado a cores e a negro, integra 18 selos originais e uma prova em
cor de um deles, tudo devidamente acondicionado segundo as exigentes regras filatélicas.
Encadernação dos editores, ilustrada a cores.
2373 — FRANÇA (José-Augusto).- PRIMEIRO DIÁLOGO SOBRE ARTE MODERNA.
Lisboa. 1957 [Gráfitécnica]. In-8.º de 35-I págs. B.
Primeiro volume da colecção «Cadernos do Tempo Presente».
[55]
2375 - ver pág. 57
2374 — FRANÇA (José-Augusto).- RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO, CARICATURISTA
POLITICO. Texto e selecção de... Terra Livre. Lisboa. 1976. In-8.º gr. de 197-I págs. B.
2380 — FREIRE (Anselmo Braamcamp).- A CENSURA E O CANCIONEIRO GERAL. Coimbra.
Imprensa da Universidade. 1921. In-8.º gr. de 70 págs. B.
2375 — FRANÇA (José-Augusto) & PEDRO (António).- CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO
SURREALISTA. Lisboa. Janeiro de 1949. Travessa da Trindade, 25. Cadernos Surrealistas.
[Imprensa Libanio da Silva]. In-8.º de 15-I págs. B.
2381 — FREIRE (Anselmo Braamcamp).- CRITICA E HISTORIA. Estudos de Anselmo Braamcamp Freire. Lisboa. Tip. da Antiga Casa Bertrand. 1910. In-8.º gr. de VIII-V-I-414-IV págs. B.
Valioso estudo de José-Augusto França e curiosa colectânea de caricaturas de feição política de Bordalo,
apresentando na capa, colorida, a reprodução de uma figura destinada a ser articulada, retratando
Fontes Pereira de Melo.
Com os textos «Aviso ao Público por Causa dos Críticos e Vice-Versa», de José Augusto França
e «Posfácio a uma Actuação Colectiva» por António Pedro. Participaram nesta exposição, marco
importante na história do surrealismo em Portugal, Alexandre O’Neill, António Dacosta, António Pedro, Fernando Azevedo, João Moniz Pereira, José-Augusto França e Vespeira. Segundo Clara Rocha,
“Na capa do catálogo, em que fora censurado um texto apelando ao voto contra o fascismo, figurava
[figura] apenas o traço do lápis azul da Censura, e a exposição foi encerrada logo depois pela polícia.”
Raríssimo. (ver gravura na pág. 56)
2376 — FRANCA (Rubem).- AS ARMAS & OS BARÕES... (Reflexões sugeridas pelo mais
famoso verso de “Os Lusíadas”). Recife. 1973. [Caldas, Amado Ind. Gráfica Ltda]. In-8.º
de 96-IV págs. B.
Edição provavelmente reduzida, impressa a partir de original dactilográfico.
Dedicatória do autor para Laureano Barros.
2377 — FRANCO (António).- PROMPTUARIO // DE // SYNTAXE // DIVIDIDO EM DUAS
PARTES; // na primeira se cõtèm a Syntaxe pela mesma // ordem da Arte; nos Escolios se poem
a // significaçam do nome, ou verbo // com o caso competente. // NA SEGUNDA SE TRATAM
ALGU- // mas noticias congruentes àmesma Syntaxe, // que se pòdem ver na pagina seguinte. //
Pelo P. ANTONIO FRANCO, // Da Companhia de JESU, Mestre, que foy da // primeira classe
de Rethorica em a Univer- // sidade de Evora // EVORA, // Na Officina da Universidade // Anno
de 1730. In-8.º de VIII-624 págs. E.
Data de 1699 a primeira edição desta obra do insigne jesuíta P. António Franco, Mestre de Humanidades e Reitor do Colégio de Setúbal, “afora outros cargos que exerceu em Evora, Lisboa, Coimbra
e na Ilha de S. Miguel”.
Encadernação inteira em pergaminho da época, restaurada.
2378 — FRANCO (Francisco de Melo).- ELEMENTOS DE HYGIENE: OU DICTAMES
THEORETICOS, E PRACTICOS PARA CONSERVAR A SAUDE, E PROLONGAR A VIDA.
PUBLICADOS POR ORDEM DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIAS PELO SEU SOCIO
FRANCISCO DE MELLO FRANCO... LISBOA. NA TYPOGRAFIA DA ACADEMIA. 1814.
2 vols. In-8.º gr. de VI-347-VII págs. seguidas de um para o outro volume. E.
Primeira edição de um raro livro de medicina do autor do célebre poema herói-cómico «O Reino da
Estupidez».
Encadernação com a lombada em pele, da época.
2379 — FREIRE (Anselmo Braamcamp).- BRASÕES DA SALA DE SINTRA. Introdução
de Luís de Bivar Guerra. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. 1973. 3 vols. In-4.º gr.
de LIV-II-626, IV-XXXI-I-512-II e XIV-512-II págs. B.
Obra de grande e reconhecido merecimento histórico, fundamental para a genealogia e heráldica
portuguesas, «Brasões da Sala de Sintra» apresenta-se ilustrada com todos os brasões d’armas
impressos em folhas à parte.
Reprodução da segunda edição da obra, a mais completa, com um valioso estudo preliminar de Luís
Bivar Guerra aqui publicado pela primeira vez. Muito esmerada e nítida edição assente sobre bom
papel. Esgotada.
[57]
Estudo muito apreciado publicado em separata do «Boletim da Classe de Letras» da Academia das
Sciencias de Lisboa.
Trata-se de um exemplar da tiragem especial em papel de linho, tiragem cuja justificação não consta
no volume.
«Raparigas do Cancioneiro», «Garcia de Resende», «A Rainha D. Leonor», «Trasladação na Batalha», «Descendencia de D. João II», «A Amante», «Na Batalha», «Envenenado», «O Camareiro», etc.
Com ilustrações em folhas à parte. Primeira edição do primeiro e único volume publicado.
Dedicatória do Autor para Delfim Guimarães.
2382 — FREIRE (Anselmo Braamcamp).- GIL VICENTE POETA E OURIVES. Novas notas
de... Coimbra. Imprensa da Universidade. 1914. In-4.º de 19-I págs. B.
Muito rara edição limitada a 50 exemplares.
2383 — FREIRE (Anselmo Braamcamp).- IDA DA IMPERATRIZ D. ISABEL PARA CASTELA.
Coimbra. Imprensa da Universidade. 1920. In-8.º gr. de 104-II págs. B.
“O pequeno quadro histórico, a seguir reproduzido, foi lido pelo autor na sessão ordinária de 8 de
Maio de 1919, da Classe de Letras da Academia das Sciências de Lisboa. É pois apenas um leve
esbôço, sem presunções de constituir painel acabado. Agora, na reprodução, trenscreveram-se os
documentos, base da exposição, os quais na ocasião não foram lidos, nem o poderiam ser.”
Rara separata do «Boletim da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa», em excelente
papel de linho.
2384 — FREIRE (Anselmo Braamcamp).- VIDA E OBRAS DE GIL VICENTE, “Trovador,
Mestre da Balança”. Edição da Revista “Ocidente”. 1944. [Lisboa]. In-4.º de 632-IV págs. B.
A obra, ilustrada com um retrato do autor e outras estampas reproduzindo frontispícios, portadas
e páginas de edições primitivas, goza de grande estima de estudiosos e bibliófilos pela grande competência e erudição do seu autor, tornando-se, por isso, elemento indispensável para os estudos vicentinos.
Segunda edição, de escasso aparecimento no mercado.
2385 — FREIRE (Anselmo Braamcamp) & CASTLHO (Júlio de).- INDICES DO CANCIONEIRO DE RESENDE E DAS OBRAS DE GIL VICENTE. Lisboa. Typographia de Francisco
Luiz Gonçalves. 1900. In-4.º de VII-I-114-II págs. B.
Tem na capa da brochura, em caracteres góticos, os seguintes dizeres: «Tavoada do Cancioneiro geral
& dos Autos».
Extremamente rara edição confinada a 20 exemplares numerados, sendo este o n.º 4, com dedicatória
de Júlio de Castilho para o compositor João de Freitas Branco.
2386 — FREIRE (Francisco José).- ARTE // POETICA, // OU // REGRAS DA VERDADEIRA
POESIA // em geral, e de todas as suas especies prin- // cipaes, tratadas com juizo critico: // COMPOSTA, E DEDICADA // AO SENHOR // FILIPPE DE BARROS // DE ALMEIDA, // Cavalleiro
da Insigne Ordem Militar de S. Joaõ // de Malta, &c. // POR // FRANCISCO JOSEPH // FREIRE,
// Ulyssiponense. // LISBOA: // Na Officina de FRANCISCO LUIZ AMENO, Impressor // da Congregaçaõ Cameraria da S. Igreja de Lisboa. // M. DCC. XLVIII. In-4.º peq. de LII-431-I págs. E.
Primeira edição desta conhecida obra de Cândido Lusitano, edição que, di-lo Inocêncio, “tem de mais
que a segunda [de 1759] uma dedicatória, que ocupa 20 pag., na qual se contém o elogio do famoso
historiador João de Barros, e de alguns seus descendentes, e outros parentes illustres por virtudes
e letras. Esta dedicatoria é substituida na segunda edição por outra ao primeiro marquez de Pombal
(...)”. Rara.
Boa encadernação inteira em pele da época. Manchas de acidez, próprias da qualidade do papel.
[58]
2388 - ver pág. 61
2389 - ver pág. 61
2387 — FREIRE (Francisco José).- ARTE // POETICA // DE // Q. HORACIO FLACCO, //
Traduzida, e illustrada em Portuguez // POR CANDIDO LUSITANO. // ... // LISBOA, // NA
OFFICINA ROLLANDIANA. // MDCCLXXVIII. In-8.º de XXX-255-I págs. E.
Rara edição “correcta, e emendada”. Especialmente estimada pelas notas de Francisco José Freire,
Cândido Lusitano.
Encadernação inteira em pele, da época, com um defeito na lombada.
2388 — FREIRE (Francisco José).- CARTA // APOLOGETICA, // EM QUE SE MOSTRA, //
que naõ he Author do Livro, // INTITULADO // ARTE DE FURTAR // O INSIGNE // P. ANTONIO VIEIRA, // Da Companhia de Jesus; // ESCRITA // POR HUM ZELOSO DA ILLUSTRE
// memoria deste grande Escritor. // LISBOA, // Na Regia Officina SYLVIANA, e da Academia
Real. // M. DCC. XLIV. In-8.º gr. de II-25-I págs. E. no mesmo volume;
——— PITARRA (Francisco Xavier dos Serafins).- DISSERTAÇAM // APOLOGETICA, //
E DIALOGISTICA. // QUE MOSTRA SER O AUTHOR DO LIVRO // ARTE DE FURTAR
// Digno desvélo do engenho ilustre // DO PADRE // ANTONIO VIEIRA, // EM RESPOSTA
DE HUMA CARTA, // escrita por hum ignorado zeloso da memoria // do dito, Padre; // OFFERECIDA // AO ILLUSTRISSIMO SENHOR // D. RODRIGO // ANTONIO DE NORONHA:
// Composta aquella entre dous curiosos genios, resi- // dentes ambos na Corte de Madrid //
LISBOA, // Na nova Officina SYLVIANA. // M. DCC. XLVI. In-8.º gr. de IV-25-I págs.;
——— FREIRE (Francisco José).- VIEIRA // DEFENDIDO, // DIALOGO APOLOGETICO, //
Em que se mostra, que naõ he o verdadeiro // Author do livro intitulado // ARTE DE FURTAR
// O PADRE // ANTONIO VIEIRA, // Da Companhia de Jesus, // Respondendo-se às razões
de huma nova Dissertaçaõ, em que, im- // pugnando os fundamentos da carta Apologetica, se
pertende // mostrar, que a dita Arte he Obra do mesmo Padre: // ESCRITO POR HUM ZELOSO
DA MEMORIA // illustre deste insigne Escritor, // E OFFERECIDO AO SENHOR // JOSEPH
FELIX // REBELLO, // ... // POR // FRANCISCO LUIZ AMENO. // LISBOA, // Na Regia
Officina SYLVIANA, e da Academia real. // M.DCC.XLVI. In-8.º gr. de XII-67-I págs.
Opúsculos referentes à sempre debatida questão sobre a verdadeira autoria da «Arte de Furtar», opúsculos invulgares, publicados anónimos, tendo o primeiro e o terceiro saído da pena de Francisco José
Freire, Cândido Lusitano.
Encadernação simples. Muito aparado na margem superior. Assinatura antiga no frontispício.
(ver gravura na pág. 59)
2389 — FREIRE (Francisco José).- ILLUSTRAÇAÕ // CRITICA // A HUMA CARTA, // que
hum // FILOLOGO DE HESPANHA // escreveo a outro de Lisboa, a cerca de cer- // tos Elogios
Lapidares. // TRATASE TAMBEM EM SUMMA // do livro intitulado: Verdadeiro Methodo de
// estudar, &c. e largamente sobre o Bom // gosto na Eloquencia. // SEU AUTOR // CANDIDO
LUSITANO. // LISBOA. // Na Officina de MIGUEL RODRIGUES, // Impressor do Eminentissimo Senhor Cardeal Patriarca. // M. DCC. LI. In-8.º gr. de VIII-80 págs. E.
Inocêncio: “Creio que foi a sua primeira obra publicada sob o pseudonymo de Candido Lusitano.
É talvez o mais raro dos seus opusculos, provavelmente por ter perecido a maior parte da edição na
loja do livreiro editor Manuel da Conceição, no incendio do 1.º de Novembro de 1755.”
Encadernação nova, em linson. (ver gravura na pág. 60)
2390 — FREIRE (Francisco José).- REFLEXÕES SOBRE A LINGUA PORTUGUEZA,
escriptas por... publicadas com algumas annotações pela Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis. Lisboa. Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis. 1842.
3 vols. In-8.º gr. de XXIV-181-III, 185-III e 140-IV págs. E. em 1.
Primeira edição, rara, com um extenso prefácio de J. H. da Cunha Rivara. Dada a lume na «Collecção
de Inéditos» da Sociedade Propagadora de Conhecimentos Uteis. A segunda edição viria a ser publicada cerca de 20 anos depois.
Encadernação da época, com a lombada em pele. (ver gravura na pág. 62)
[61]
2390 - ver pág. 61
Edição única, registada por Inocêncio: “A maior parte destes hymnos são de Freire: há porém entre
elles alguns de Garção, Diniz, Quita, Foyos, e outros poetas da Arcadia. Os de Garção e Diniz foram
depois incluidos nas respectivas obras, quando estas se publicaram em collecção.” Muito curioso
e bastante invulgar.
2396 - ver pág. 65
2391 — FREIRE (Francisco José).- SANTOS // PATRONOS, // Contra as tempestades de raios,
// Invocados em devotos hymnos, // Publicados por // CANDIDO LUSITANO. // LISBOA, //
na Regia Officina SILVIANA, e da Aca- // demia Real. Anno CI C I C CCLXVII [1767]. In-8.º
peq. de 82-II págs. B.
2392 — FREIRE (Francisco José).- O SECRETARIO // PORTUGUEZ // COMPENDIOSAMENTE INSTRUIDO // no modo de escrever Cartas // POR MEYO DE HUMA INSTRUCC,AM
// Preliminar, Regras de Secretaria, Formulario de // tratamentos, e hum grande numero de Car- //
tas em todas as especies, que tem mais uso. // ESCRITO, E CONSAGRADO. // AO EMINENTISSIMO, E REVERENDISSIMO SENHOR // CARDEAL PATRIARCA // Primeiro de
Lisboa, do Conselho // de Estado, e capellaõ Mór // POR SEU CRIADO // FRANCISCO JOZÉ
FREIRE // Ulyssiponense // LISBOA: // Na Officina de ANTONIO ISIDORO // da Fonseca. //
Anno // MDCCXLV. In-8.º gr. de LXVIII-439-I págs. E
2393 — FREIRE (Francisco José).- SECRETARIO // PORTUGUEZ, // OU // METHODO DE
ESCREVER CARTAS // ... // ‘Nova Ediçaõ correcta, emendada, e augmentada com dous Supple- // mentos sobre muitos pontos concernentes á Theorica, e Pratica // do Commercio;’// ...
// LISBOA, // NA TYPOGRAFIA ROLLANDIANA // 1797. In-8.º gr. de XV-I-494-II págs. E.
Edição com consideráveis diferenças em relação às anteriores.
Encadernação inteira em pele, da época.
2394 — FREYRE (Gilberto).- CASA GRANDE & SENZALA. Formação da Família Brasileira
sob o Regime de Economia Patriarcal. Ilustrações de Tomás Santa Rosa e um desenho a côres
de Cícero Dias. 10.ª edição. Livraria José Olympio Editôra. Rio de Janeiro. 1966. 2 vols. In-8.º gr.
de CXI-I-776-IV págs. divididas pelos dois volumes. B.
“O núcleo do livro é a questão: o que é o português, o que fez nos territórios que colonizou, especialmente no Brasil. A resposta segue na forma (mas não no método) de um conto de fadas, espontâneo
e fantástico; o leitor logo esquece que tem em mãos uma obra-prima da moderna Antropologia, em
vez de literatura. Em nenhum caso comparável estiveram puro saber, curiosidade científica e imaginação criadora tão adequadamente reunidos em um só estilo; em nenhum outro livro (...) a Sociologia
é tratada de modo tão rico, tão impetuoso, tão èpicamente vasto, e, ao mesmo tempo, com tanto tato,
tanto cuidado e tão afetuoso relacionamento entre autor e objeto de estudo”. Obra maior da bibliografia
de Gilberto Freyre, cuja importância tem justificado a publicação de numerosas edições.
2395 — FREYRE (Gilberto).- O LUSO E O TRÓPICO. Sugestões em torno dos métodos
portugueses de integração de povos autóctones e de culturas diferentes da europeia num complexo novo de civilização: o Luso-tropical. Lisboa. 1961. In-4.º de XI-I-312-IV págs. B.
Estudo valioso apresentado em magnífica edição da «Comissão Executiva das Comemorações do
Quinto Centenário da Morte do Infante D. Henrique». Na capa da brochura vem reproduzido um
pormenor da Carta de Luís Teixeira, de 1600.
[63]
2392 - ver pág. 63
Mais conhecido por Cândido Lusitano, o autor foi um dos mais importantes poetas e mentores da
«Arcádia». Diz Inocêncio que “Muito devem (...) as letras portuguezas a este laborioso e erudito
escritor (...).
“O sr. P. Roquete na prefação ao seu «Código Epistolar» faz d’esta obra um juizo critico, talvez severo
em demasia, concebido nos termos seguintes: “Mui bom livro para os tempos escholasticos, e para
o seculo das lantejoulas, mas um verdadeiro anachronismo em nossos dias, pela inexactidão de muitas
das suas regras, por seu estylo inchado, encomiastico, e por vezes servil, e pelo conhecido mau gosto
que n’elle domina”.
Exemplar da primeira e mais rara edição. Boa encadernação inteira em pele, da época.
(ver gravura na pág. 64)
2396 — FREIRE (João Nunes).- ANOTAÇOENS // AD RUDIMENTA GRAMATICÆ // nas
~
instrucçaõ bre- // vissima pera se começar a cõpor, & cõstruir, //
regras mais geraes della cõ hua
vulgo Syntaxinha, acrescentada pellos ca- // sos cõ recopilaçaõ, pera melhor noticia // dos principiãtes cõ duas regras gera- // is de Ortographia. // ORDENADAS // ‘PELLO PADRE JOAM
NUNES FREYRE // natural da Cidade do Porto, & nella Mestre // de Grammatica, & Capellaõ
Mòr da S. // Casa da Misericordia della.’ // EM COIMBRA, Com todas as licenças necessarias
// Na Impressaõ da Viuva de Manoel de Carvalho Impressora // da Vniversidade Anno 1676.
In-8.º gr. de IV-40 págs. E.
Como se lê no frontispício, o autor, natural do Porto, foi Capelão da Santa Casa da Misericórdia da
mesma cidade e, também, afamado professor de língua latina. Segunda edição seiscentista, bastante
rara, datando a primeira de 1656.
Encadernação em pergaminho mole, danificada. (ver gravura na pág. 64)
2397 — FREIRE (Natércia).- ANEL DE SETE PEDRAS. (Poesia). Lisboa / 1952. [Oficina
Gráfica, Lda. Lisboa]. In-4.º de 108-IV págs. B.
«Biblos. Enciclopédia VERBO das Literaturas de Língua Portuguesa»: “Estreando-se em 1939 com
“Meu Caminho de Luz”, a sua poesia foi sendo cada vez mais rica e complexa, até se tornar, por seu
alto voo visionário, singularmente sibilina. Dir-se-ia uma poesia de misteriosa «inspiração» — uma
poesia como que orfaica, por seu estranho poder encantatório. Poesia que, do amor ascende ao Amor,
na procura de uma unidade perdida. (...)”
2398 — FREIRE (Natércia).- RIO INFINDÁVEL. (Outros poemas). Lisboa / 1947. [Oficina
Gráfica, Lda. Lisboa]. In-4.º de 129-VII págs. B.
Livro distinguido em 1946 pelo Secretariado de Propaganda Nacional com o «Prémio Antero de
Quental». Edição de muito cuidada qualidade gráfica.
2399 — FREITAS (A. Ferreira de).- OS LITTERATOS EM LISBOA. Poemeto por.. Illustrado
por Jeronymo da S. Motta. Coimbra. Imprensa Litteraria. 1865. In-8.º gr. de 32 págs. B.
Uma das peças constitutivas da famosa polémica coimbrã «Bom Senso e Bom Gosto», polémica que
traçou novos rumos à Literatura Portuguesa e em que participaram alguns dos seus mais brilhantes
nomes. Com quatro curiosas litografias em folhas à parte da autoria de Jerónimo Mota, “Bacharel nas
Faculdades de Theologia e Direito”.
2400 — FREITAS (J. J. Rodrigues de).- PÁGINAS AVULSAS. Precedidas de um preambulo
da Exmª Snrª D. Carolina Michaelis de Vasconcellos. Porto. Livraria Chardron. 1906. In-8.º
de XVI-443-III págs. B.
Neste volume fica reunida a melhor parte da produção de Rodrigues de Freitas dispersa pela imprensa
periódica: “n’este precioso e abundantissimo material, disperso e quasi inaccessivel, se deverão buscar
os elementos para traçar, com segurança e exactidão, a complexa physionomia litteraria e scientifica
do auctor”, segundo palavras de Duarte Leite Pereira. Interessante também pelo «Preambulo» assinado
por Carolina Michaelis de Vasconcelos.
2401 — FREITAS (J. J. Rodrigues de).- O PORTUGAL CONTEMPORANEO DO SNR. OLIVEIRA MARTINS. Porto. Livraria Universal de Magalhães & Moniz - Editores. 1881. In-8.º
de 63-I págs. B.
Carta com críticas à obra «Portugal Contemporâneo» de Oliveira Martins.
2402 — FREITAS (Lima de).- ALMADA E O NÚMERO. Arcádia. [Torres Vedras. 1977].
In-4.º de 197-I págs. E.
Trabalho de assinalável importância para o conhecimento da obra artística de Almada Negreiros,
documentado com numerosas reproduções a negro e a cores, nas páginas do texto e em separado.
Primeira edição, esgotada.
Cartonagem dos editores.
[65]
2404 - ver pág. 68
2403 — FREITAS (Rogério de).- UM RESTO DE ESPERANÇA. Ilustrações de Maria Barreira. Centro Bibliográfico. Lisboa. [Oficinas da Editora Gráfica Portuguesa, Limitada. 1955].
In-8.º de 148-IV págs. B.
Segundo livro de Rogério de Freitas, escritor, pintor e jornalista, livro ainda ligado à corrente neorealista e integrado na colecção «Tempo Presente».
Dedicatória do autor.
2404 — FRIAS (D. C. Sanches de).- NOTAS A LAPIS. Passeios e Digressões Peninsulares.
Lisboa. Livraria de Antonio Maria Pereira, Editor. 1886. In-8.º gr. de 498-II págs. E.
Livro interessante, dividido nos capítulos seguintes: «De Lisboa ao Mondego»; «Em Coimbra»;
«No Bussaco»; «Pombeiro»; «No Porto»; «Em Braga»; «De Vianna a Valença»; «Caldas do Gerez»;
«Madrid e o centenario de Calderon»; «O Escurial»; «Um dia em Toledo»; «Cintra»; «Mafra - O Escurial
portuguez»; «Passeio regio a Caceres».
Encadernação com a lombada em pele e só de leve aparado à cabeça. (ver gravura na pág. 66)
2405 — FRIAS (Eduardo).- O NACIONALISMO MÍSTICO DE FERNANDO PESSOA.
Editora Pax. Braga. 1971. In-8.º de 102-II págs. B.
Livro integrado na colecção «Ensaio», constituído pelos seguintes capítulos: «O Místico da Nacionalidade», «A Monarquia Absoluta», «Liberdade e Democracia», «Apologia do Exército», «Sebastianismo
Racional», «O Quinto Império», «Universalismo dos Portugueses», «A Mensagem».
2406 — FRIAS (Pedro de).- CRÓNICA DEL-REI D. ANTÓNIO. Estudo e Leitura de Mário
Alberto Nunes Costa. 1955. [Coimbra]. In-4.º de IV-420-II págs. B.
Texto inédito do fim do século XVI, importante para a reconstituição dos episódios finais da perda
da independência portuguesa e da luta que se lhe seguiu para a recuperação do trono nacional, numa
cuidada edição dos «Acta Universitatis Conimbrigensis».
Capa da brochura com manchas de acidez.
2407 — FULLER (Thomam).- PHARMACOPEIA // EXTEMPORANEA, // SIVE PRÆSCRIPTORUM CHILIAS, // In quâ Remediorum Elegantium & Efficacium // Paradigmata, ad omnes
ferè Medendi // intentiones accomodata, candidè // proponuntur; // CUM VIRIBUS, OPERANDI
RATIONE, DOSIBUS, // ET INDICIBUS ANNEXIS, // Per THOMAM FULLER, M. D. //
EDITIO CASTIGATIOR, // Curante THEOD. BARON, D. M. P. // PARISIIS, // Apud PETRUMGUILLELMUM CAVELIER // ... // M. DCC. LXVIII. In-8.º de XLVIII-IV-600 págs. E.
Célebre Farmacopeia de que se imprimiram numerosas edições, todas de invulgar frequência no mercado.
Raros picos de traça marginais. Desencadernado.
2408 — FULLER (Thomam).- PHARMACOPŒIA // EXTEMPORANEA // SIVE // PRAÆSCRIPTORUM CHILLIAS // ... // CUM VIRIBUS OPERANDI, RATIONE, DOSIBUS, ET //
INDICIBUS ADNEXIS. // ... // EDITIO NOVA CÆTERIS EMENDATIOR, // CUI ADDUNTUR
TABULA SMARGDINA // PHILIPPI FRAUNDORFFER, // THESAURUS LUDOVICIANUS,
// AC // ENCHIRIDION MEDICUM PRACTICUM // JOSEPHI JACKSONII. // VENETIIS
MDCCXC. // Apud Josephum Orlandelli, // NOMINE q. FRANCISCI EX NICOLAO PEZZANA.
In-8.º gr. de XXXII-264-152-66-112 págs. E.
Pertencendo à mesma edição veneziana, têm frontispício próprio as obras «TABULA SMARGDINA
MEDICO-PHARMACEUTICA» de Philip Fraundorferri, «THESAURUS LUDOVICIANUS» de
Wolfganf Christiani e «ENCHIRIDION MEDICUM PRACTICUM» de Joseph Jackson.
Encadernação inteira em pele, da época, muito gasta. (ver gravura na pág. 67)
2408 - ver pág. 68
2409 — GAIO (A. da Silva).- D. FREI CAETANO BRANDÃO. Drama em cinco actos com um
escorço biographico. 1869. Coimbra. Imprensa da Universidade. In-8.º de LXXXVIII-213-I págs. E.
Com um retrato litográfico do arcebispo de Braga, cujo «Escorço biographico» ocupa mais de sessenta
das páginas preliminares. Invulgar. Encadernação com a lombada em pele, da época.
[68]
2414 - ver pág. 70
2410 — GAIO (Manuel da Silva).- BUCOLISMO. I - Bernardim Ribeiro. II - Cristovão Falcão.
Imprensa da Universidade. Coimbra. 1932-1933. 2 vols. In-8.º gr. de XXVI-I-192-II e XII-173-III págs. B.
Muito invulgares e apreciados estudos sobre dois dos mais importantes autores dos primeiros tempos
da nossa Literatura, apresentando-se o primeiro documentado com uma árvore genealógica de Bernardim Ribeiro impressa em folha de grandes dimensões.
2411 — GAIO (Manuel da Silva).- O MVNDO VIVE D’ILLVSÃO. Poema. Coimbra. Typographia França Amado. M.DCCC.XCVI. In-8.º peq. de 145-I págs. B.
Segundo e um dos mais invulgares livros do autor que, com Eugénio de Castro, dirigiu a revista
coimbrã «A Arte».
Portada ilustrada por Batistini. Com dedicatória do autor para Afonso Vargas.
2412 — GAIO (Manuel da Silva).- NA VOLTA DA INDIA: Drama historico em qvatro
actos por... Institvto de Coimbra. Edição do Centenario da India. MDCCCXCVIII. In-4.º
de VIII--115-V págs. B.
Edição executada com grande cuidado gráfico, sendo muito invulgres os exemplares aparecidos
à venda.
Da tiragem especial de 145 exemplares numerados, “em papel português” acetinado.
2413 — GAIO (Manuel da Silva).- NOVOS POEMAS. Coimbra. 1906. [Imprensa da Universidade]. In-8.º de 115-V págs. B.
Nítida e cuidada edição em papel de linho deste estimado livro de Manuel da Silva Gaio, poeta de
Coimbra, contemporâneo e amigo de Eugénio de Castro. (ver gravura na pág. 69)
2413 - ver pág. 70
2414 — GAIO (Manuel da Silva).- POESIAS. Canções do Mondego - Rimas escolhidas. Coimbra.
Livraria Universal. Francisco França Amado, Editor. MDCCCXCII. In-8.º de 148-IV págs. B.
Elegante e muito invulgar edição em papel de linho, a primeira que desta obra se fez.
(ver gravura na pág. 69)
2415 — GAIO (Manuel da Silva).- UM ANNO DE CHRONICA. 1888. Lisboa. Livraria
Bertrand - Editora. 1889. In-8.º de IV-IV-347-III págs. B.
“Reuno n’este volume, convenientemente retocados, mas conservando o seu primitivo caracter, os
meus artigos publicados nas Novidades sob o titulo de «Chronicas da quinta-feira», e no Reporter,
durante o anno de 1888.
“Constituem essas chronicas, na sua maior parte, uma série de notas e estudos colligidos durante uma
curta mas intensa campanha jornalística, atravez d’exposições d’arte, de livros, de aspectos da natureza
e da sociedade e, enfim, dos successos e casos mais suggestivos — pelas suas causas e condições
geraes — de uma larga apreciação e comentario. (...)”
Títulos de algumas das crónicas: «Grupo do Leão», «A secção de Bellas-Artes na Exposição
Industrial», «A Arte em Portugal», «Trio de chronistas», «Eça de Queiroz e os Maias», «Uma eleição
perdida», pelo Conde de Ficalho, «Sarah Bernhardt», «Lisboa em mudanças», «Dandysmo e Arte»,
«Suicidio», etc. Camiliano.
Desconjuntado.
2416 — GALERIA DE MARÇO. [Imprensa Libânio da Silva. Trav. do Fala-Só, 24. Lisboa.
1952-1954]. 32 + 3 folhetos In-8.º gr. B.
É a raríssima tiragem especial de 35 exemplares, numerados e assinados pelos respectivos artistas
e em papel de superior qualidade, da colecção completa e ilustrada dos catálogos da «Galeria de
Março», que no seu tempo desenvolveu importante actividade na vida artística portuguesa. São os
seguintes e pela respectiva ordem os artistas representados e, como acima fica dito, com as respectivas
.../...
[70]
assinaturas autografas: Almada Negreiros, António Dacosta, Carlos Botelho, “20 Pintores Portugueses
Contemporâneos”, Cândido Costa Pinto, Júlio Pomar, António Pedro (“Porcelanas Grés e Pequenas
Esculturas”), Fernando de Lemos (“Fotografias de Várias Coisas”), Sarah Affonso, José Júlio, Edgar
Pillet, João Hogan, Lima de Freitas, “Segunda Exposição de Vinte Artistas Contemporâneos em
Portugal”, Júlio Resende, António Pedro, Valadas Coriel, Jorge Oliveira, Hansi Stael, Fernando
Lanhas, “Prémio da Jovem Pintura”, Carlos Carneiro, Mário de Oliveira, Manuel Cargaleiro, Rogério
Amaral, Aníbal Alcino, “Exposição de Arte Infantil”, “I Salão de Arte Abstracta”, Fernando Lemos
(“Desenhos”), Eurico Gonçalves e Dante Júlio, Menez Leitão, Carlos Botelho. Vão junto, extracolecção: «Quadro Genealógico da Arte Abstracta», folheto número um da galeria de Março, «Folheto
número dois da galeria de Março», texto de Diogo de Macedo e desenho de Almada Negreiros
e «O que é Arte Infantil», texto de M. M. Calvet de Magalhães, folheto III.
Textos de José-Augusto França, Fernando Lemos, Adriano de Gusmão, Cândido Costa Pinto,
Alexandre O’Neill (três poemas), António Pedro, Fernando Azevedo, José Ernesto de Sousa, Mário
de Oliveira, João Gaspar Simões, Luís Reis-Santos, Fernando Guedes, Diogo de Macedo, Magalhães
Filho, Calvet de Magalhães, Mário Cesariny de Vasconcelos e Sophia de Mello Breyner Andresen,
com textos em prosa e verso.
Juntámos um cartão-carta dactilografada, de José Augusto França para Laureano Barros dizendo:
não disponho de nenhum catálogo da 30ª exposição da Galeria de Março, nem sei onde os possa
haver. O proprietário da galeria vive actualmente no estrangeiro, e o que restou da Galeria de Março
(há mais de 10 anos já...) levou certamente sumiço. (...)”; tem ainda uma carta manuscrita de Álvaro
Bordalo prometendo que “ (...) Se até 31 de Dezembro de 1974 não lhe conseguir um ex. da tir. esp.
[dos catálogos da Galeria de Março], enviar-lhe-ei outro da vulgar. (...)” Colecção em perfeito estado
e conservada num estojo forrado a tela.
2417 — GALERIA DE MARÇO. [Imprensa Libânio da Silva. Trav. do Fala-Só, 24. Lisboa.
1952-1954]. 32 + 3 folhetos In-8.º gr. B.
Outro exemplar da mesma colecção, mas esta da tiragem corrente, também muito rara, conservando os
mesmos três opúsculos extra-colecção que constam do exemplar da tiragem especial acima descrito.
Conservada num estojo forrado a tecido branco,
2418 — GALERIA DIVULGAÇÃO. PINTURA SURREALISTA de 12 a 21 de Junho de 1967.
Mário Cesariny - Cruzeiro Seixas. In-8.º gr. quadrado de IV págs. inums. B.
A exposição de Cruzeiro Seixas é denominada «Memória do passageiro clandestino» e a de Cesariny,
«Homenagem a Fernando Pessoa Ocultista». Reprodução de uma pintura surrealista de cada um dos
artistas. Texto não assinado.
2419 — GALHANO (Fernando).- O CARRO DE BOIS EM PORTUGAL. Lisboa. 1973.
[Neogravura, Lda]. In-4.º oblongo de 161-I págs. B.
Trabalho de referência da etnografia portuguesa, inteiramente consagrado ao carro de bois, considerado
pelo autor como “elemento cultural muito antigo, e fundamental como alfaia rural para transportes em
pequenas distâncias”. Edição muito bem concebida e realizada, ilustrada com desenhos à margem do
texto e ainda com numerosas fotogravuras em folhas à parte. Edição do Centro de Estudos de
Etnografia do Instituto de Alta Cultura. (ver gravura na pág. 71)
2419 - ver pág. 72
2420 — GALHANO (Fernando).- DESENHO ETNOGRÁFICO DE FERNANDO GALHANO.
I - Portugal. [II - África]. Instituto Nacional de Investigação Científica. Centro de Estudos de
Etnologia. Lisboa. 1985. 2 vols. In-4.º B.
Fernando Galhano, nascido no Porto e investigador respeitado dos modernos estudos etnográficos,
“com ou sem razão (...) nunca se considerou um grande pintor; mas é sem dúvida um dos melhores
desenhadores de desenho etnográfico do seu tempo. A presente exposição é, desse modo, uma verdadeira e excepcionalmente clara e expressiva lição de Etnografia Portuguesa”. Volumes impressos em
bom papel e ilustrados com muitas centenas ou milhares de desenhos de grande rigor técnico. Com
minuciosos índices temáticos.
[72]
2421 — GALHOZ (Maria Aliete).- APONTAMENTOS ÀS “HISTÓRIAS DE MULHERES”
DE JOSÉ RÉGIO. Uma edição do Círculo Cultural de Estremoz. [Tip. Coop. do Povo Portuense.
Porto. [S.d. - 1971?] In-8.º de 28-II págs. B.
Com a reprodução de um desenho de José Régio.
2422 — GALHOZ (Maria Aliete).- FERNANDO PESSOA. Obra Poética. Organização, introdução e notas de... Rio de Janeiro, GB, Companhia Aguilar Editora, 1965. In-8.º de 60-IV págs. B.
Na capa da brochura tem diferente título: «FERNANDO PESSOA, ENCONTRO DE POESIA».
“Esta separata de 500 exemplares, fora do comércio, à “Introdução Geral” da segunda edição da
OBRA POÉTICA DE FERNANDO PESSOA, é oferecida aos amigos da Companhia Aguilar Editôra
e da Companhia Brasileira de Publicações por ocasião do Natal de 1965”.
Exemplar com dedicatória da mão da autora para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 73)
2423 — GALHOZ (Maria Aliete).- FERNANDO PESSOA. Editorial Presença. [Lisboa. 1985].
In-8.º gr. de 319-XI págs. E.
Excelente antologia da poesia de Fernando Pessoa, acompanhada de um valioso e muito extenso trabalho
preliminar de Maria Aliete Galhoz, intitulado «Fernando Pessoa, Poeta da Nossa Inquietude».
2424 — GALHOZ (Maria Aliete).- FERNANDO PESSOA OU UNE RENCONTRE EN
POÉSIE. Livraria Bertrand. 1961. [Lisboa]. In-4.º de 34-II págs. B.
Um dos primeiros e mais invulgares trabalhos publicados pela autora.
2425 — GALHOZ (Maria Aliete).- MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO. Editorial Presença. Lisboa.
1963. In-8.º de 202-II págs. B.
Documentação iconográfica em folhas destacadas do texto. Volume integrado na colecção «Biografia
de Bolso».
2426 — GALVÃO (António).- TRATADO DOS DESCOBRIMENTOS. Terceira edição.
Minuciosamente anotada e comentada pelo visconde de Lagoa, com a colaboração de Elaine
Sanceau. Reprodução diplomática da raríssima edição Princeps, com versão actualizada por César
Pegado... e um estudo bio-bibliográfico de António Galvão pelo visconde de Lagoa. Livraria
Civilização - Editora. [Porto. 1944]. In-8.º gr. de 506-II págs. B.
Com as reproduções dos rostos das duas primeiras edições, retratos, gravuras várias, etc. Obra integrada na «Biblioteca Histórica de Portugal e Brasil», colecção que prestou assinaláveis serviços
a historiadores e interessados na leitura dos nossos textos históricos e que ao tempo era dirigida pelo
Visconde de Lagoa.
2427 — GALVÃO (Duarte).- CRÓNICA DE D. AFONSO HENRIQUES, segundo o manuscrito da Torre do Tombo. Com notas e glossário de José de Bragança. Depositária: Portugália
Editora. [Lisboa. S.d.]. In-8.º de IV-309-III págs. B.
“Da presente edição da CRÓNICA DE D. AFONSO HENRIQUES, simplificámos a ortografia —
indecisa e caprichosa como era a do começo do século XVI — do manuscrito da Tôrre do Tombo,
de que copiámos escrupulosamente a narratica.”
Da colecção «Textos de História».
2428 — GALVÃO (Henrique).- EM TERRA DE PRETOS. (Cronicas d’Angola). Lisboa. Edição
do Autor. 1929. In-8.º de 199-V págs. B.
2422 - ver pág. 74
Capítulos: «Uma visita de “Sexa Alto”», «O Paraiso das Quarentonas», «Entrevista com um soba»,
«O Terreiro do Paço em Angola», «Mulheres boers», «Coisas de pretos», «S. Magestade “O Leão”»,
«Missões religiosas», «Theodosio Cabral, caçador de elefantes», «O branco que odiava as brancas»,
«Emigrantes portugueses», etc.
Capas com manchas de acidez.
[74]
2430 - ver pág. 76
2429 — GALVÃO (Henrique).- O POETA LOPES VIEIRA EM AFRICA E O SEU RELATORIO. 1932. Edição do Autor. [Ottosgráfica. Ltd. Lisboa]. In-4.º de 30-II págs. B.
Contundente resposta de Henrique Galvão a Afonso Lopes Vieira a propósito do relatório da sua
viagem que fez a África a convite do primeiro: “A viagem do sr Vieira a Angola é da minha exclusiva
responsabilidade. Fui eu quem fiz o convite, fui eu quem o levou; foi única exclusivamente por minha
vontade, meu êrro e minha iniciativa, que o poeta passou além do Equador. Isso era, aliás, das minhas
atribuições”. Muito invulgar. (ver gravura na pág. 75)
2430 — GALVÃO (Henrique).- SANTA MARIA. My Crusade for Portugal. Translated from
the Portuguese by William Longfellow. Weidenfeld and Nicolson. London. [1961]. In-4.º peq.
de X-211-I págs. E.
Primeira edição, dada a lume no mesmo ano em que Henrique Galvão tomou o paquete «Santa Maria»,
acontecimento de grande repercussão e decisivo para o movimento oposicionista ao Governo de Salazar.
Encadernação dos editores. (ver gravura na pág. 75)
2431 — GALVÃO (José).- FONTES IMPRESSAS DA OBRA DE FERNANDO PESSOA.
Investigação de... Lisboa. [S.d. - Gráfica Santelmo, Lda]. In-8.º de 118-II págs. B.
Trata-se do mais completo trabalho de investigação bibliográfica pessoana até então aparecido. Foram
publicados neste volume dois poemas inéditos de Pessoa, intitulados «The Sunflower».
2432 — GALVÃO (Lourenço Anastásio Mexia).- VIDA DO FAMOSO HERÓE LUIZ DE
LOUREIRO. Reimpressão conforme a 1ª edição, de 1782, com uma Introdução por M. Lopes
de Almeida... Porto - 1946. In-8.º gr. de 196 págs. B.
2429 - ver pág. 76
Segundo Lopes de Almeida, que largamente prefacia esta interessante obra de Mexia Galvão, “O biógrafo daquele valoroso capitão das praças de África na época joanina chamava-se Lourenço Anastásio
Mexia Galvão (...) Fidalgo da Casa Real, Comendador da Ordem de Christo, Estribeiro da rainha
D. Maria I, etc. — N. em Thomar a 10 de Outubro de 1739, e m. a 23 de Junho de 1796.”
2433 — GAMA (Arnaldo).- O BALIO DE LEÇA. (Lenda do seculo XIV). Porto. Typographia
de Antonio José da Silva Teixeira. 1872. In-8.º de 231-I págs. B.
Um dos mais apreciados romances de Arnaldo Gama, onde se descrevem cenas da Idade-Média ocorridas no mosteiro de Leça do Balio com os Cavaleiros da Ordem do Hospital, em 1324. Primeira
edição, a mais procurada.
2434 — GAMA (Arnaldo).- A CALDEIRA DE PERO BOTELHO. Porto. Em Casa de Cruz
Coutinho - Editor. 1866. In-8.º de 324 págs. E.
Primeira e muito invulgar edição deste romance com interesse para a bibliografia camoniana, romance
que encerra com esta curiosa nota: “Terminando, tenho a dizer ao leitor, que a historia dos amores de
Diogo Botelho e D. Beatriz, bem como a caldeira de Pedro Botelho, foram tiradas da Relação de uma
viagem a Espanha, escripta por Thomé Pinheiro da Veiga, que dizem ser author da celebre Arte de
furtar; viagem de cujo manuscripto é possuidor o snr. Antonio Rodrigues da Cruz Coutinho, proprietario e editor d’este livro.”
Bonita encadernação com cantos e lombada em pele. Só de leve aparado à cabeça.
2435 — GAMA (Arnaldo).- EL-REI DINHEIRO. Porto. Livraria de Jacinto A. Pinto da Silva
- Editor. 1876. In-8.º de X-385-III págs. E.
Primeira edição de um dos mais apreciados livros do popular romancista histórico portuense.
Encadernação com a lombada em pele decorada com dizeres e ferros a ouro, tendo conservadas
as capas da brochura.
2436 — GAMA (Arnaldo).- O FILHO DO BALDAIA. Porto. Em Casa de Viuva Moré — Editora.
1866. In-8.º de IV-511-I págs. B.
É a muito estimada primeira edição deste interessante romance histórico. (ver gravura na pág. 77)
[76]
2437 — GAMA (Arnaldo).- O GENIO DO MAL. Romance historico. 2ª edição, revista ainda
pelo author. Com Illustrações de Manuel de Macedo e Caetano Alberto. Livraria Editora Viuva
Jacinto Silva & Cª. Porto. S.d. 4 vols. In-8.º B.
2438 - ver pág. 78
As gravuras, abertas em madeira, são impressas em separado. Edição bastante invulgar.
2438 — GAMA (Arnaldo).- HONRA OU LOUCURA. Porto. Em Casa de Cruz Coutinho - Editor.
1858. In-8.º gr. de 296 págs. B.
Exemplar da primeira edição, a mais estimada e valiosa.
As três últimas folhas têm um corte feito por objecto perfurante. (ver gravura na pág. 77)
2439 — GAMA (Arnaldo).- OBRAS COMPLETAS. Direcção de Augusto Gama. Porto.
[Editores e datas diversas] 11 obras em 14 vols. In-8.º gr. B.
Da «História da Literatura Portuguesa», de A. José Saraiva e Óscar Lopes, transcrevemos o seguinte:
“Com um estilo monótono, uma psicologia inverosímel e outros defeitos, Arnaldo Gama destaca-se,
no entanto, como escrupuloso descritor do meio histórico onde situa os seus enredos; mas a sua maior
qualidade, ligada ao democratismo da sua formação, consiste em saber movimentar nas suas páginas
os grandes momentos colectivos”. Um dos mais estimados e lidos autores portuenses.
Colecção completa da «Edição Popular das Obras de Arnaldo Gama». Capas da brochura ilustradas
a cores por Augusto Gomes e Alvarez.
2440 — GAMA (Arnaldo).- POESIAS E CONTOS. Porto. Em Casa dos Editores Moré & C.ª.
1857. In-8.º gr. de 658-II págs. E.
Um dos primeiros e mais raros livros deste muito estimado escritor.
Encadernação com a lombada em pele, não contemporânea.
2436 - ver pág. 76
2441 — GAMA (Arnaldo).- O SARGENTO-MÓR DE VILLAR. (Episodios da invasão dos
francezes em 1809). Porto. Typographia do Commercio. 1863. 2 vols. In-8.º de 190-II e 217-III
págs. E.
Primeira, rara e muito estimada edição de um dos mais estimados romances históricos de Arnaldo
Gama.
Exemplar aparado, com boas encadernações novas, tendo as lombadas em pele. Assinatura antiga nos
frontispícios.
2442 — GAMA (Arnaldo).- O SEGREDO DO ABBADE. Porto: Typographia do Commercio.
1864. In-8.º de 389-III págs. E.
Este romance descreve o “tempo da invasão francesa, no Minho em 1809, dando-nos a visão nítida do
que eram os soldados de Soult em frente das guerrilhas minhotas...” Primeira edição, a mais estimada
e invulgar.
Com a capa da brochura frontal conservada, só de leve aparado à cabeça e revestido de boa encadernação com cantos e lombada em pele, esta bem decorada com ferros e dizeres a ouro.
2443 — GAMA (Arnaldo).- A ULTIMA DONA DE S. NICOLAU. (Episodio da historia do
Porto no seculo XV). Porto. Typographia do Commercio. 1864. In-8.º de 506-IV págs. B.
Edição original de um dos mais procurados livros do autor, especialmente interessante para a bibliografia portuense.
2444 — GAMA (Arnaldo).- UM MOTIM HA CEM ANNOS. Chronica portuense do seculo
XVIII. Porto. Typographia do Commercio. 1861. In-8.º de 618 págs. E.
Romance baseado no célebre motim popular de 1757, pelo qual o Marquês de Pombal “mandou ao
Porto a famosa alçada que sentenciou atrocidades, que cobriram de horror e de luto toda a cidade”.
Primeira edição, muito invulgar.
Encadernação da época, mal cuidada.
[78]
2445 — GAMA (Arnaldo).- VERDADES E FICÇOENS. Collecção de romances. Porto.
Em Casa de J. A. Pinto da Silva - Editor. 1859. 2 vols. In-8.º de VIII-316 e 302 págs. E.
Com os seguintes escritos: «Um defeito de Organisação», «O chefe dos Abencerragens», «Paulo»,
«Carolina» e «A Tomada de Ormuz». Raro.
Encadernações da época, com a lombada em pele.
2446 — GAMA (Augusto).- A COMEDIA A SÉRIO. Com uma carta-prefacio do Exc.mo Snr.
Camillo Castello Branco. Porto. Livraria Civilisação de E. C. Santos - Editor. 1883. In-8.º
de 280-II págs. B.
Primeira obra do autor, filho de Arnaldo Gama e natural do Porto. A carta de Camilo ocupa cinco
páginas e intitula-se “Bilhete de Pesames”. Invulgar.
2447 — GAMA (C. Manuel Fonseca da).- TERRAS DO ALTO PAIVA. Memória históricogeográfica e etnográfica do concelho de Vila Nova do Paiva. 1940. Composto e impresso na Tip.
Voz de Lamego, Lda. Lamego. In-8.º gr. de VIII-385-V págs. B.
Muito interessante e estimada monografia, valorizada com um prefácio de Aquilino Ribeiro. A primeira
parte é constituída por «Geografia e História geral do Concelho. Vida e costumes regionais»; a segunda
trata da «História das freguesias do Concelho». Com muitas ilustrações nas páginas do texto.
2448 — GAMA (Joana da).- DITOS DA FREYRA (D. Joanna da Gama). Conforme a edição
quinhentista. Revistos por Tito de Noronha. Livraria Internacional de Ernesto Chardron. Porto.
1872. In-8.º de XIV-108 págs. B.
É a segunda edição dos «Dictos diversos postos por ordem de Alfabeto com mais algumas Trovas,
Vilhancicos, Sonetos, Cantigas, e Romances em que se contém sentenças, e avisos notaveis», sendo
a primeira edição, por André de Burgos, do ano de 1555.
2449 — GAMEIRO (Eugénio da Silva).- AVIAGEM DE VASCO DA GAMA (Astronomia de
“Os Lusíadas”). Texto com base na obra de Luciano Pereira da Silva, adaptado para uma sessão
no Planetário Calouste Gulbenkian pelo capitão-de-mar-e-guerra... Lisboa. 1972. [Neogravura,
Lda]. In-4.º peq. de 27-V págs. B.
Com duas estampas em separado.
2450 — GARAU (P. Francisco).- EL SABIO // INSTRUIDO DE LA // NATURALEZA, //
EN QUARENTA MAXIMAS, // Politicas y Morales // ILVSTRADAS // Con todo genero de
erudicion Sacra, y Humana. // Por el R. P. FRANCISCO GARAU, // de la Compañia de IESVS,
Cathedratico de Prima de // Theologia Escolastica en el Colegio // de Barcelona. //... // SACALE
A LUZ JACINTO DOU, CIUDADANO // honrado de Barcelona. // Và al fin un Indice de Materias predicables. // [Grande florão xilogravado] // EN LISBOA // En la Imprenta de Theotonio
Craesbeeck de Mello, Impressor de su Magestad. // ... // Año M.DCC.LXXXVII. 2 vols. In-fólio
de XX-277-IX e VIII-367 [aliás, 377]-XI págs. E. em 1.
O 2.º volume, com frontispício próprio, tem o seguinte título:
EL OLIMPO // DEL SABIO // INSTRUIDO DE LA NATURALEZA, // Y // SEGVNDA PARTE //
De // LAS MAXIMAS // Politicas, y Morales. [Com o mesmo registo tipográfico].
Obra interessantíssima, com numerosas edições publicadas, sendo esta a segunda da sua ordem geral
e a primeira impressa em Portugal.
Encadernação inteira em pele, da época, com alguns defeitos. (ver gravura na pág. 79)
2451 — GARÇÃO (Mayer).- OS ESQUECIDOS. 1924. Empresa Editora e de Publicidade
A Peninsular Lda. Lisboa. In-8.º de 157-III págs. B.
2450 - ver pág. 80
Livro de Memórias cujos capítulos recordam José Duro, Leite Bastos, Costa Alegre, Heliodoro Salgado,
Barros Lobo (Beldemónio), Gervásio Lobato, Moniz Barreto, Nunes Claro, Guilherme Braga, Silva
Pinto, Fernando Leal, Ernesto da Silva, João Clímaco, Eduardo Augusto Pinto, José Newton, Alfredo
Serrano, Manuel Cardia, Joaquim Felizardo de Lima Pereira da Silva, Eduardo Perez e Martins Figueira.
[80]
2452 — GARÇÃO (Pedro António Correia).- OBRAS // POETICAS // DE // PEDRO ANTONIO
// CORREA GARÇÃO, // DEDICADAS // AO ILLUSTRISSIMO, E EXCELLENTISSIMO //
SENHOR // D. THOMAZ DE LIMA // E VASCONCELLOS BRITO // NOGUEIRA TELLES
// DA SILVA, // Visconde de Villa Nova da Cerveira, Ministro, // e Secretario de Estado dos
Negocios // do Reino, &c. &c. &c. // LISBOA // NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. //
ANNO MDCCLXXVIII. In-8.º peq. de X-414-II págs. E.
Primeira e rara edição das Obras de Garção, que, segundo Inocêncio, “não obstante as suas deficiencias e defeitos de todo o genero, é ainda assim preferível em tudo ás que posteriormente se fizeram:
porque, além dos 57 sonetos, 30 Odes, 2 dithyrambos, 2 satyras, 3 epistolas, 2 dramas, e outras
poesias, que em todas se acham, encerra varias dissertações recitadas na Arcadia, e outros discursos
em prosa, que foram, não sei como, nem porque, ommitidas nas edições seguintes”; “O pobre poeta,
se tal edição visse, ficaria decerto pasmado: elle que, como dizem os contemporaneos, só compunha
devagar, emendando e limando por muitas vezes e com a maior severidade as suas obras, que não
queria se avaliassem pelo numero, mas pela qualidade!”
Encadernação inteira em pele, da época. Mancha de água antiga nas últimas folhas.
2453 — GARCEZ (Maria Helena Nery).- ALBERTO CAEIRO “DESCOBRIDOR DA NATUREZA”? Centro de Estudos Pessoanos. Porto. 1985. [Rocha/Artes Gráficas. Vila Nova de
Gaia]. In-8.º de 211-III págs. B.
“O propósito do presente trabalho é estudar os poemas de Fernando Pessoa, atribuídos ao heterónimo
Alberto Caeiro, dentro da tradição da poesia da Natureza como o contestador da linguagem mística
cristã e da subjacente visão de mundo que nela se consubstancia”, priviligiando sobretudo os poemas
que constituem «O Guardador de Rebanhos», «O Pastor Amoroso» e «Poemas Inconjunctos».
2454 — GARCIA (Arnaldo Ressano).- A PINTURA AVANÇADA. (Impressões de uma viagem
a Paris). Edição do Autor. 1939. [Sociedade Astória, Lda. Lisboa]. In-8.º gr. de 38 págs. B.
Polémica conferência realizada na Sociedade Nacional de Belas Artes. O autor diz no texto de introdução ter conhecido “lá fora os bastidores de certas manifestações e o desgraçado caminho tomado
por essa tal pintura, impròpriamente chamada avançada, num regresso repugnante para a selvageria,
glorificando-se a ignorância e a degenerescência, verdadeira afronta, não só para os artistas, como
para toda a humanidade.” Com duas estampas reproduzindo pinturas de Picasso, “expoente máximo
para os defensores da Arte avançada.”
Dedicatória do punho do autor.
2455 — GARCÍA LORCA (Federico).- AMOR DE DOM PERLIMPIMPIM COM BELISA
EM SEU JARDIM. Prefácio e tradução de Eugénio de Andrade. Delfos. [Tip. Reclamo Teatral.
Porto. 1961]. In-8.º de 64-VIII págs. B.
Volume inaugural da «Colecção Prisma» dirigida pelo poeta António Salvado.
Dedicatória do punho de Eugénio de Andrade para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 81)
2456 — GARCÍA LORCA (Federico).- ANTOLOGIA POÉTICA. Selecção e tradução de Eugénio
de Andrade. Com um estudo de Andrée Crabbé Rocha e um poema de Miguel Torga. Coimbra
Editora, Limitada. [1946]. In-8.º de 158-II págs. B.
O estudo de Andrée Crabbé Rocha, vai de págs. 13 a 27. Edição numerada e assinada por Eugénio
de Andrade,
apresentando este exemplar o n.º 34 da tiragem especial em papel mais encorpado.
2457 — GARCÍA LORCA (Federico).- ANTOLOGIA POÉTICA. Selecção e tradução de Eugénio
de Andrade. Com um estudo de Andrée Crabbé Rocha e um poema de Miguel Torga. Coimbra
Editora, Limitada. [1946]. In-8.º de 158-II págs. B.
2455 - ver pág. 82
Outro exemplar da tiragem especial de 80, mas de facto único por apresentar, como Eugénio de Andrade
diz na própria dedicatória, “Ao Laureano, este exemplar bastante melhorado de umas traduções sem
remédio. E a amizade do Eugénio. Natal 59”, alterações do seu punho, numerosas e significativas.
Valiosíssimo.
[82]
2460 - ver pág. 84
2458 — GARCÍA LORCA (Federico).- ANTOLOGIA POÉTICA. Selecção e tradução de Eugénio de Andrade. Com um estudo de Andrée Crabbé Rocha e um poema de Miguel Torga.
Coimbra Editora, Limitada. [1946]. In-8.º de 158-II págs. B.
Outro exemplar da mesma obra, da tiragem vulgar, ostentando dedicatória de Eugénio para Laureano
Barros.
2459 — GARCÍA LORCA (Federico).- DIBUJOS DE GARCIA LORCA. Introducción y notas
de Gregorio Prieto. Afrodisio Aguado, S.A. Madrid. [1950]. In-8.º de 62-II págs. e 41 ff. B.
“Leva en este primer volumen de «La cariátide» cuantos dibujos ha sido posible encontrar de García
Lorca: dedicatorias historiadas de libros a sus amigos, decorados de sus piezas teatrales, bellas estampas en color de algún tema religioso o poético de los que habitualmente danzaban en su fantasía. (...)
“Precede a los dibujos un amplio estudio de Gregorio Prieto, que íntimamente trató a García Lorca y
conoce como pocos los secretos de su arte. De esta forma no sólo van unidos dos grandes poetas del
verso y la línea, sino dos entrañables amigos.” Todos os desenhos, alguns dos quais a cores, foram
litograficamente reproduzidos.
Exemplar da rara primeira edição. De assinalar que o livro, publicado em 1950, trazia o preço de capa
de 50 pesetas. (ver gravura na pág. 83)
2460 — GARCÍA LORCA (Federico).- MARIANA PINEDA. Romance popular en tres estampas. Estrenado en el teatro Fontalba, de Madrid, en octubre de 1927. La Farsa. Madrid. 1928.
In-8.º de 69-I págs. B.
Rara primeira edição de um texto teatral de García Lorca dado a lume na colecção «La Farsa», com
ilustrações do autor, “bocetos de las decoraciones” de Barbero e capa a cores por Roberto.
(ver gravura na pág. 83)
2459 - ver pág. 84
2461 — GARCÍA LORCA (Federico). - OBRAS COMPLETAS. Recopilacion y notas de Arturo
del Hoyo. Prologo de Jorge Guillen, Epilogo de Vicente Aleixandre. Aguilar, S. A. de Ediciones.
Madrid - 1954. In-4.º peq. de LXXV-I-1653-I págs. E.
“Es esta la primera y única edición, en un solo tomo, de las Obras Completas de Federico García
Lorca”, edição esmerada, em papel bíblia, com valiosa documentação iconográfica, em que se
incluem vários desenhos do autor reproduzidos nas suas cores originais.
Encadernação dos editores, em finíssima pele, um pouco cansada.
2462 — GARCÍA LORCA (Federico).- TRINTA E SEIS POEMAS E UMA ALELUIA ERÓTICA. Tradução de Eugénio de Andrade. Editorial Inova Limitada. [Porto. 1968]. In-8.º de
174-IV págs. B.
Cuidada antologia traduzida por Eugénio de Andrade e volume inaugural da excelente colecção «As
mãos e os frutos». Primeira edição.
Valorizado com dedicatória de Eugénio de Andrade.
2463 — GARCÍA LORCA (Federico).- TRINTA E SEIS POEMAS E UMA ALELUIA ERÓTICA. Tradução de Eugénio de Andrade. Editorial Inova Limitada. [Porto. 1970]. In-8.º de
152-VIII págs. B.
Exemplar da segunda edição, em tudo semelhante à primeira.
Valorizado com dedicatória da mão do tradutor.
2464 — GARCIA (Luís de Freitas).- ÓBIDOS. Guia do visitante. (Com numerosas notas
históricas, arqueológicas e críticas e muitas descrições de monumentos e lugares). Edição da
Comissão de iniciativa e Turismo. [Lisboa. 1928]. In-8.º gr. de 66-II págs. B.
Monografia feita em colaboração com Marcelo Caetano. Ilustrada com desenhos de Bénard Guedes,
uma aguarela de Paulino Montês e fotografias de Jorge de Almeida Lima, Jácome Correia, A. Ferreira
e A. Braga. Esta edição foi ainda valorizada com um poema de Camilo Pessanha inspirado em Óbidos.
Dedicatória do autor para Ângelo Pereira.
[84]
2465 — GARCIA (Mário).- TEIXEIRA DE PASCOAES. Contribuição para o estudo da sua
personalidade e para a leitura crítica da sua Obra. Publicações da Faculdade de Filosofia. Braga.
1976. In-4.º de XIX-I-350-II págs. B.
Trabalho de inegável importância sobre o grande Poeta amarantino, dizendo o autor ter “consciência,
no entanto, visto que utilizamos pela primeira vez escritos de Pascoaes totalmente inéditos, temos
consciência de apresentar uma imagem do Poeta até hoje ignorada ou não suficientemente conhecida”.
Interessa também à bibliografia de Fernando Pessoa.
Com um retrato de Pascoaes reproduzido de um desenho de António Carneiro.
2466 — GARCIA DE GUILHADE (D. João).- AS CANTIGAS DE D. JOAN GARCIA DE
GUILHADE, Trovador do seculo XIII. Edição critica, com Notas e Introducção. Erlangen.
K. B. Hof - und Univ. - Buchdruckerei von Junge & Sohn. 1907. In-4.º peq. de VIII-82 págs. E.
Tese para Doutoramento da Universidade de Bonn, Faculdade de Filosofia, apresentada por Oskar
Nobiling, ao tempo Lente catedrático do Liceu da Capital do Estado de S. Paulo. Importante trabalho
para o estudo da Literatura Medieval portuguesa, de muito raro aparecimento no mercado.
Encadernação própria da edição. Com dedicatória de Oscar Nobiling.
2467 — GARCIA DE GUILHADE (D. João).- CANTIGAS DE JOÃO GARCIA DE GUILHADE. Subsídios para o seu estudo linguístico e literário. [Edição da Câmara Municipal de
Barcelos. 1992]. In-8.º gr. de VII-I-103-I págs. B.
Do estudo de Agostinho Domingues que antecede a publicação das poesias de João Garcia de Guilhade,
nascido em Guilhade, Barcelos: “O desejo sexual, velado ou às escâncaras, é uma das expressões mais
autênticas da poesia de Guilhade. Não admira que as manifestações do desejo surjam nas cantigas
de maldizer, aí toleradas pelas convenções do género. Mas a originalidade do trovador nesse campo
há que buscá-las nas cantigas de amigo, já que o poeta consegue, através do «fingimento» do pudor
feminino, deixar transparecer as ousadias do apaixonado nomeado nas proprias cantigas.”
2468 — GARNIER (Christine).- VACANCES AVEC SALAZAR. Bernard Grasset, Éditeur.
Paris. [1952]. In-8.º de 244-VI págs. B.
Livro célebre da bibliografia apologética de Salazar, da autoria da jornalista e etnógrafa belga Christine
Garnier, que “a eu la faveur de vivre dans l’intimité du Président pendant un mois, dans sa «quinta»
de Vimieiro”. Primeira edição. Com ilustrações em separado.
Encadernação com lombada e cantos em pele, tendo conservadas as capas da brochura.
2469 — GARRETT. Numero Unico em Homenagem á Memoria do Insigne Reformador da Litteratura, do Theatro e do Jornalismo Portuguez. Publicado, em Lisboa, no Primeiro Centenario
do seu nascimento pela Associação da Imprensa Portugueza. Director: Alberto Bessa. 1799
- 4 de Fevereiro -1889. Lisboa. Imprensa Lucas. 1899. In-fólio de 16 págs. inums. B.
Entre os colaboradores estão os nomes de Junqueiro, Teófilo Braga, Joaquim de Araújo, Teixeira Bastos,
Ana de Castro Osório, Próspero Peragallo, Paulino de Oliveira, Alberto Bessa, Herculano, Camilo
e Maria Amália Vaz de Carvalho.
2470 — GARRETT (Alexandre José da Silva de Almeida).- A DOLOROSA PAIXÃO DE
NOSSO SENHOR JESUS CHRISTO, SEGUNDO AS MEDITAÇÕES DE ANNA CATHERINA EMMERICH, Religiosa agostinha do Convento d’Agnetemberg, morta em 1824.
Traduzida... por A. J. da S. de A. Garrett. Porto. Typ. de C. de J. d’A. G. Mendanha. 1842. In-8.º
de LXXXV-289 págs. E.
É a primeira e muito rara edição desta apreciada tradução da autoria do irmão do autor de «Frei Luís de
Sousa». Inocêncio regista apenas a sua segunda edição. Encadernação da época, com a lombada em pele.
2471 - ver pág. 86
2471 — GARRETT (J. B. Almeida).- ADOZINDA, Romance. Londres: Em casa de Boosey &
Son... 1828. In-8º de LIII-III-122-II págs. E.
Primeira edição deste estimado romance em verso, uma das mais apreciadas e raras obras de Garrett.
Com as margens intactas mas modestamente encadernado. (ver gravura na pág. 85)
[86]
2479 - ver pág. 88
2472 — GARRETT (J. B. Almeida).- O ALFAGEME DE SANTAREM ou A ESPADA DO
CONDESTAVEL. Drama em cinco actor, por M. J. B. de Almeida Garrett. [No fim: Typ. Imp.
e Const. de J. Villeneuve e C. 1842]. In-4.º de 51-I págs. E. págs. E.
Edição com disposição gráfica igual à de «Um Auto de Gil Vicente», do mesmo autor. Sem frontispício
próprio, o texto tem início logo a seguir ao título.
Existem duas edições datadas de 1842, sendo esta, cremos, a primeira, bastante mais rara que a outra,
da Imprensa Nacional, de Lisboa, com 142 páginas. Na edição da mesma obra, Lisboa, 1912, das
«Obras Completas de Almeida Garrett, vêm reproduzidos os fac-símiles da capa e frontispício da
edição da Imprensa Nacional, dando-a como sendo a primeira edição.
Encadernação simples, da época. Com uma assinatura antiga e uma mancha ao alto da primeira folha.
2473 — GARRETT (J. B. Almeida).- O ALFAGEME DE SANTAREM ou A ESPADA DO
CONDESTAVEL. Pelo auctor de Catão e Auto de Gil-Vicente. Lisboa. Na Imprensa Nacional.
MDCCCXLII. In-8.º gr. de II-148 págs. E.
Muito rara edição desta estimada produção dramática de Garrett, publicada sem o seu nome.
Bem executada encadernação inteira em pele, não contemporânea.
2474 — GARRETT (J. B. Almeida).- O ALFAGEME DE SANTAREM. Segunda edição.
Lisboa. Na Imprensa Nacional. 1856. In-8.º de VIII-215-I págs. B.
É o VI volume do «Teatro», em cuidada edição em papel de linho.
Pequena assinatura antiga no frontispício.
2475 — GARRETT (J. B. Almeida).- A ANNALIA. Poesia inédita de Garrett. Lembrança da II
Feira do Livro. Lisboa - Maio 1932. In-4.º de IV págs. B.
Com «Algumas peças elucidativas» assinadas por H. de Campos Ferreira Lima. Única e muito invulgar
edição independente.
2477 - ver pág. 88
2476 — GARRETT (J. B. Almeida).- O ARCO DE SANC’TANNA. Chronica Portuense.
Manuscripto achado no convento dos Grillos do Porto por um soldado do Corpo Academico.
Lisboa. Na Imprensa Nacional. 1845-1850. 2 vols. In-8.º de 214-II e VI-318-II págs. B.
Um dos mais estimados romances de Garrett, bastante raro nesta sua edição original, impressa em
papel de linho.
O primeiro volume está desconjuntado, tem pequenas imperfeições na capa da brochura da frente e
falta da posterior; o segundo está intacto.
2477 — GARRETT (J. B. Almeida).- CAMÕES. Poema. Paris, na Livraria Nacional e Estrangeira. 1825. In-8.º de VII-III-216-I págs. E.
Trata-se da edição original deste apreciado poema, a mais rara e estimada, publicada em Paris sem
o nome do autor.
Encadernação em inteira de pele, nova, e só de leve aparado à cabeça. (ver gravura na pág. 87)
2478 — GARRETT (J. B. Almeida).- CAMÕES. Prefaciado por Camillo Castello Branco.
Setima edição. Livraria Internacional de Ernesto Chardron - Editor. Porto e Braga. 1880. In-8.º
de LXXXIV-273-I págs. B.
É nesta edição, esmeradamente impressa a duas cores, que pela primeira vez aparece o importante
«Estudo sobre Camões - Notas biographicas», assinado por Camilo e mais tarde publicado em edição
independente. Com um excelente retrato do autor.
2479 — GARRETT (J. B. Almeida).- CARTA DE GUIA PARA ELEITORES. Em que se tracta
da opinião publica, das qualidades para deputado, e do modo de as conhecer. Publicada por...
Bacharel formado em Leis, e Official da Secretaria d’Estado dos Negocios do Reino. Lisboa: Na
Typografia de Desiderio Marques Leão. 1826. In-8.º de IV-21-III págs. B.
Livrinho raríssimo e valioso. (ver gravura na pág. 87)
[88]
2480 — GARRETT (J. B. Almeida).- CARTA DE M. SCEVOLA. [No fim: V. Slater, Printer.
London. 1830?]. In-8.º de 8 págs. B.
Raríssima espécie bibliográfica de Garrett, dirigida “Ao futuro Editor do primeiro jornal liberal que
em Portuguez se publicar”, assinada M. Scevola, datada de “Londres 4 de Outubro de 1830” e publicada
sem o seu nome durante um dos seus exílios em Londres.
Sem frontispício próprio, o texto principia logo a seguir ao título acima transcrito.
2481 — GARRETT (J. B. Almeida).- CATÃO. Tragedia, pelo auctor de Camões, Adozinda, D.
Branca etc. Segunda edição. Londres: S. W. Sustenance. MDCCCXXX. In-8.º de X-II-119-I págs. B.
Edição muito bem impressa, dada á estampa em Londres. Primeira reimpressão, rara. Publicada anónima.
Com as margens intactas.
2482 — GARRETT (J. B. Almeida).- O CHRONISTA. Semanario de Politica, Litteratura,
Sciencias, e Artes. 1827. Lisboa. Na Imprensa do Portuguez. 2 vols. In-8.º de IV-4-288-IV
e IV-290-IV págs. E.
É a colecção completa desta valiosa e raríssima publicação periódica, totalmente redigida por Garrett,
constituída por «Prospecto» e 26 números.
Com o índice do 2.º volume fotocopiado, restauros no anterrosto e no frontispício e aparado.
Bonita encadernação inteira em pele da época.
2483 — GARRETT (J. B. Almeida).- DA EDUCAÇÃO. Livro Primeiro, educação doméstica
ou paternal. Londres: Em casa de Sustenance e Stretch, MDCCCXXIX. In-8.º gr. de IV-XXVI-II-273-I págs. B.
É bastante rara esta primeira edição, executada em Londres. O prometido segundo volume nunca foi publicado.
Encadernação da época, com a lombada em pele. (ver gravura na pág. 89)
2483 - ver pág. 90
2484 — GARRETT (J. B. Almeida).- DA EDUCAÇÃO. Cartas dirigidas a uma senhora illustre
encarregada da instituição de uma jovem princeza. 2ª edição. Porto. Em Casa da Viuva Moré Editora. 1867. In-8.º de 288 págs. E.
Excelente edição em papel de linho. Muito invulgar.
Encadernação da época, com a lombada em pele. Assinatura antiga no rosto e anterrosto.
2485 — GARRETT (J. B. Almeida).- DA FORMAÇÃO DA SEGUNDA CAMARA DAS
CÔRTES; Discursos pronunciados pelo Deputado... nas Sessões de 9 e 12 de Outubro de 1837.
Correctos pelo mesmo orador a rôgo de seus amigos, e por elles mandados reimprimir. Lisboa.
Na Imprensa Nacional. 1837. In-8.º peq. de VII-I-40 págs. B.
Primeira e rara edição em volume destes importantes discursos políticos de Garrett.
(ver gravura na pág. 89)
2486 — GARRETT (J. B. Almeida).- O DIA VINTE E QUATRO D’AGOSTO, pelo Cidadão J.
B. S. L. A. Garrett. Anno I. Lisboa. Na Tipographia Rollandiana. 1821. In-8.º peq. de 53-I págs. B.
Inocêncio: “É um discurso politico, em que se pretende provar que a revolução feita no Porto no
referido dia, foi legitima, e necessaria para salvar a nação.” Segunda das obras cronologicamente
registadas no catálogo da Exposição Garrettiana realizada pela Biblioteca Pública Municipal do Porto
em 1954. Primeiro e único número publicado. (ver gravura na pág. 89)
2487 — GARRETT (J. B. Almeida).- DISCURSO DO SR. DEPUTADO PELA TERCEIRA
J.- B. DE ALMEIDA GARRETT, Na Discussão da Resposta ao Discurso da Coroa, pronunciado
Na Sessão de 8 de fevereiro de 1840. Lisboa. Na Imprensa Nacional. 1840. In-8.º de 35-I págs. B.
2485 - ver pág. 90
2486 - ver pág. 90
Diz Inocêncio que “Este discurso, que ficou por muito tempo celebre sob a designação allusiva de
.../...
[90]
Porto-Pyreu, é na opinião de um dos biographos do poeta (ou talvez na sua propria), o mais vigoroso e eloquente que até 1844 se havia pronunciado na tribuna portugueza. «Tem periodos que não
envergonhariam a Demosthenes, ou a Cicero, e conceitos que os primeiros oradores de França e da
Inglaterra folgariam tomar por seus»”.
2488 — GARRETT (J. B. Almeida).- DISCURSO DO SR. DEPUTADO POR LISBOA J.- B.
DE ALMEIDA GARRETT, na Discussão da Lei da Decima. Lisboa. Na Typographia de J. B. de
A. e Gouveia. 1841. In-8.º gr. de 23-I págs. E.
São bastante raros os exemplares deste discurso de Garrett, que, diz Inocêncio, “Foi o primeiro que
pronunciou em opposição ao ministerio, de cujo partido se separára, tendo-o constantemente apoiado
até então. Em resultado recebeu no dia seguinte a exoneração de presidente do Conservatorio, de
inspector geral dos Theatros, e do cargo de chronista-mór do reino”.
Encadernação nova, em percalina. Ex-libris a óleo de Chaves de Almeida na página de rosto.
2489 — GARRETT (J. B. Almeida).- DISCURSOS PARLAMENTARES E MEMORIAS
BIOGRAPHICAS. Lisboa. Imprensa Nacional. 1871. In-8.º peq. de 438-II págs. E.
Manuel Mendes: “Enquanto as intervenções parlamentares de muitos dos políticos daquela época
desapareceram, esquecidas, na memória dos homens, os discursos de Garrett continuam a publicar-se,
como edição proveitosa, não apenas do estilo particular desta oratória, mas sobretudo como documentos
admiráveis das altas qualidades do homem público e do cidadão”. Primeira edição, não vulgar.
Só de leve aparado à cabeça, com as capas da brochura preservadas e com boa encadernação com
cantos e lombada em pele decorada com nervos, dizeres e ferros a ouro.
2490 — GARRETT (J. B. Almeida).- D. BRANCA, ou A Conquista do Algarve, Obra posthuma
de F. E. París, Em Casa de J. P. Aillaud... M DCCC XXVI. In-8.º de VIII-251-I págs. E.
Primeira edição de uma das mais apreciadas e raras obras de Garrett, publicada sem o seu nome.
Assinatura de Ramalho Ortigão ao alto do frontispício. Encadernação em pele, de moderna execução.
Com um mau restauro no ângulo superior esquerdo das primeiras folhas.
2491 — GARRETT (J. B. Almeida).- D. BRANCA, ou A Conquista do Algarve, Obra posthuma
de F. E. París, Em Casa de J. P. Aillaud... M DCCC XXVI. In-8.º de VIII-251-I págs. E.
Outro exemplar da mesma obra e edição, um pouco aparado e revestido de boa encadernação com
a lombada em pele, à antiga.
2492 — GARRETT (J. B. Almeida).- DONA BRANCA. Nova edição. Lisboa. Na Imprensa
Nacional. 1850. In-8.º peq. de XI-271-I págs. E.
Segunda edição, com consideráveis diferenças em relação à primeira, pois o autor não só lhe deu
nova forma, dividindo a obra em 10 Cantos, como lhe introduziu novos versos. Estimada e invulgar.
Assinatura de Diogo de Macedo, antiga, no frontispício. Encadernação da época, com a lombada em pele.
2493 — GARRETT (J. B. Almeida).- ELOGIO FUNEBRE DE CARLOS INFANTE DE
LACERDA, BARÃO DE SABROZO. - Necrologia (Á morte de D. Leocadia Thereza de Lima
e Mello Falcão Van-Zeller). Lisboa. 1900. In-8.º peq. de VII-I-13-I págs. B.
Edição circunscrita a 150 únicos exemplares, publicada por Rodrigo Veloso na «Bibliotheca
da Aurora do Cavado».
2494 — GARRETT (J. B. Almeida).- EPINICIO AO MEMORANDO DIA, QUATRO DE JUNHO
DE 1823. Por Aonio Duriense. Porto. Na Typografia á Praça de S. Tereza. Anno 1823. In-4.º peq.
de 7-I págs. B.
Escrito em verso de Garrett extremamente raro, ocultamente publicado sob o pseudónimo Aonio Duriense.
[91]
2500 - ver pág. 93
2495 — GARRETT (J. B. Almeida).- ESCRIPTOS DIVERSOS. Colligidos por C. Guimarães.
Lisboa. Imprensa Nacional. 1877. In-8.º peq. de 329-III págs. E.
2496 — GARRETT (J. B. Almeida).- FÁBULAS - FOLHAS CAHIDAS. Segunda edição.
Lisboa. Na Imprensa Nacional. 1853. In-8.º de 288 págs. E.
Segunda edição, raríssima, em bom papel de linho, constituindo o II volume dos «Versos do V. de
Almeida-Garrett».
Em Inocêncio, III vol., págs. 313, lê-se: “... e a outra que apareceu deste tomo XVII, creio que no
mesmo ano [1853], já com a designação de 2.ª mas que segregada do mercado por um modo ainda
agora misterioso se tornou desde logo tão rara que talvez dela não existam dela em Lisboa, vinte
exemplares...”
Encadernação da época, com a lombada em pele.
2510 - ver pág. 95
Primeira edição colectiva, muito estimada e pouco frequente.
Com as capas da brochura conservadas e com encadernação antiga, com a lombada em pele.
2497 — GARRETT (J. B. Almeida).- PHILIPPA DE VILHENA Etc. Lisboa. Na Imprensa
Nacional. 1846. In-8.º de 270-II págs. E.
É a edição primitiva desta apreciada obra, apresentada como IV volume do «Theatro de J. B. de
Almeida-Garrett», incluindo, além de «Philippa de Vilhena», as peças «Tio Simplicio» e «Fallar Verdade
a Mentir». Rara.
Encadernação da época, com a lombada em pele; margens intactas e capa da brochura da frente
preservada.
2498 — GARRETT (J. B. Almeida).- FLORES SEM FRUCTO. Lisboa. Na Imprensa Nacional.
1845. In-8.º de VII-I-236 págs. E.
2499 — GARRETT (J. B. Almeida).- FLORES SEM FRUCTO. Segunda edição. Lisboa.
Imprensa Nacional. 1858. In-8.º de VII-I-236 págs. B.
Cuidada reedição impressa em excelente papel.
2500 — GARRETT (J. B. Almeida).- FOLHAS CAHIDAS. Lisboa. Em Casa da Viuva Bertrand
e Filhos. 1853. [Na Imprensa Nacional]. In-8.º de X-112 págs. B.
Primeira edição deste livro de versos, em fino papel, um dos mais raros de toda a bibliografia de Garrett,
publicado sem o seu nome, livro que deu lugar a duas célebres paródias literárias: «Folhas Caídas
apanhadas na lama» e «Folhas caídas apanhadas a dente».
Exemplar impecável, muito valorizado por dedicatória do autor, assinada por extenso, destinada
a Domingos Carcía Perez. (ver gravura na pág. 92)
2501 — GARRETT (J. B. Almeida).- FOLHAS CAÍDAS. Introducção de José Gomes Ferreira.
Desenhos de Maria Keil do Amaral. Portugália Editora. Lisboa. [1955]. In-4.º de 203-V págs. B.
O prefácio de José Gomes Ferreira desenvolve-se até à pág. 59. Edição cuidada, impressa em bom
papel e bem ilustrada em folhas separadas do texto.
Assinado na folha de guarda.
2502 — GARRETT (J. B. Almeida).- FREI LUIZ DE SOUSA. Lisboa. Imprensa Nacional.
1844. In-8.º de VIII-236 págs. E.
É a primeira edição desta valiosa obra de Garrett, uma das mais emblemáticas de toda a sua vasta
bibliografia. Com um retrato do autor.
Só de leve aparado à cabeça. Encadernação com a lombada em pele, não contemporânea.
[93]
2508 - ver pág. 95
Primeira edição de uma das mais apreciadas obras de Garrett, impressa em excelente papel de linho.
Rara.
Com as capas da brochura devidamente resguardadas, só de leve aparado à cabeça e revestido de boa
encadernação à amador, nova.
2503 — GARRETT (J. B. Almeida).- FREI LUIZ DE SOUSA. Edição do Theatro do Pinheiro.
Lisboa. Na Imprensa Nacional. MDCCCXLIV. [aliás Edição do Instituto da Biblioteca Nacional
e do Livro. 1993]. In-4.º de IV-236-II págs. E.
2512 — [GARRETT (J. B. Almeida)].- MEMORIA HISTORICA DO CONSELHEIRO A. M.
L. VIEIRA DE CASTRO. Lisboa, Na Typographia de José Baptista Morando. 1843. In-8.º gr.
de 34 págs. B.
Excelente fac-símile da primeira edição, com o retrato de Garrett. Texto preliminar de Maria Leonor
Machado de Sousa. Edição limitada a 1500 exemplares.
Encadernação dos editores.
Publicado sem o nome do autor. Com um retrato litográfico de Vieira de Castro.
2504 — GARRETT (J. B. Almeida).- O “IMPROMPTU” DE CINTRA. Composto e representado
em 8 de abril de 1822 na Quinta da Cabeça, em Cintra. Reproduzido do Jornal Saloio, de 4
de fevereiro de 1899. Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ia. Lisboa. [S.d.]. In-8.º de 15-I
págs. E.
Exemplar da edição original, o segundo volume do «Theatro».
Encadernação com a lombada em pele, da época, cansada.
Edição muito cuidada, Nº 1 da colecção «Culto Garreteano».
Encadernação simples, com as capas da brochura conservadas e não aparado.
2505 — GARRETT (J. B. Almeida).- IGNÊS DE CASTRO. Projecto de Drama. Rascunho de
algumas scenas. Divulgado por Joaquim de Araujo. Livorno. Tipografia di Raff. Giusti. 1897.
In-8.º de 15-I págs. B.
Com um texto preliminar de Joaquim de Araújo, em tiragem decerto reduzida, como as de todas as
obras que publicou.
2513 — GARRETT (J. B. Almeida).- MEROPE - GIL VICENTE. Lisboa. Typographia de José
Baptista Morando. 1841. In-8.º de VI-309-III págs. E.
2514 — GARRETT (J. B. Almeida).- MEROPE - GIL VICENTE. Lisboa. Na Imprensa Nacional.
1856. In-8.º de 291-I págs. B.
Segundo volume do «Theatro» de Garrett, invulgar nesta segunda e muito cuidada edição.
Discreta assinatura antiga no frontispício.
2515 — GARRETT (J. B. Almeida).- MIRAGAIA. Romance popular pelo A. de - Adozinda,
Bernal Francez, etc. Illustrações dos srs. Bordallo e Coelho. Lisboa. Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis. MDCCCXLIV. In-4.º de 19-I págs. B.
2506 — GARRETT (J. B. Almeida).- A LEALDADE EM TRIUMPHO OU A VICTORIA DE
TERCEIRA, Canção ao General Conde de Villa-Flor e ao Valoroso Batalhão de Voluntarios da
Senhora. D. Maria II. Londres: Vende-se em casa de H. Huntley... MDCCCXXIX. In-8.º gr.
de 12 págs. B.
Muito rara primeira edição independente, porquanto o texto já havia saído no «Chaveco Liberal».
Primeira edição deste raríssimo romance popular em verso de Garrett. “Este romance é uma verdadeira
reconstrucção de um monumento antigo. Algumas coplas são textualmente conservadas da tradição
popular, e se cantam no meio da historia rezada, ainda hoje repetida por velhas e barbeiros do logar.
O conde D. Pedro e os chronistas velhos tambem fabulam cada um a seu modo. O auctor, ou, mais
exactamente, o recopilador, seguiu muito pontualmente a narrativa oral do povo, e sobretudo quiz
ser fiel ao stylo, modos, e tom de cantar e contar o d’elle; sem o quê, é a sua intima persuasão que se
não póde restituir a perdida nacionalidade á nossa literatura”. Com quatro curiosas e bem executadas
gravuras em madeira, intercaladas nas páginas do texto.
2507 — GARRETT (J. B. Almeida).- LYRICA. Nova edição. Lisboa. Em Casa de Viuva
Bertrand e Filhos. 1853. In-8.º de VI-207-I págs. E.
2516 — GARRETT (J. B. Almeida).- MIRAGAIA. Edição comemorativa do Centenário. Introdução do Dr. Jorge de Faria. O Mundo do Livro. Lisboa. 1954. In-8.º de 34-II págs. B.
2508 — GARRETT (J. B. Almeida).- LYRICA DE JOÃO MINIMO. Publicada pelo auctor do
Resumo da Historia da Lingua e Poesia Portugueza, do Poema Camões, D. Branca, Adozinda,
&c. Londres: Sustenance e Stretch. MDCCCXXIX. In-8.º de IV-XLIV-II-203-I págs. E.
2517 — GARRETT (J. B. Almeida).- O NOIVADO DO DÁFUNDO, OU CADA TERRA COM
SEU USO, CADA ROCA COM SEU FUSO. Provérbio n’um acto Pelo Visconde d’AlmeidaGarrett. (Inédita). Lisboa. Livraria de Viuva Marques & Filha. 1857. In-8.º de 22-II págs. B.
2509 — GARRETT (J. B. Almeida).- MEMORIA HISTORICA DA EXCELLENTISSIMA
DUQUEZA DE PALMELA, D. EUGENIA FRANCISCA XAVIER TELLES DA GAMA.
Lisboa. Na Imprensa Nacional. 1848. In-4.º de 40 págs. E.
2518 — GARRETT (J. B. Almeida).- [OBRAS]. Viúva Bertrand e Filhos e Imprensa Nacional.
Lisboa. 1857-1883. 12 obras em 14 vols. In-8.º B.
Exemplar da segunda edição, muito pouco frequente.
Encadernação com a lombada em pele, da época.
Muito raro livro de poesias de Garrett, publicado em Londres sem o nome do autor.
Encadernação com a lombada em pele, da época. (ver gravura na pág. 94)
Tem em separado uma fina gravura inglesa aberta em chapa de aço, retratando a Duqueza de Palmela.
Edição original, bastante rara.
Encadernação com a lombada em pele, da época.
2510 — GARRETT (J. B. Almeida).- MEMORIA HISTORICA DE J. XAVIER MOUSINHO
DA SILVEIRA. Lisboa. Na Impressão da Epocha. 1849. In-8.º gr. de 24 págs. B.
Edição cuidada, ilustrada com um desenho de Fernando Azevedo representando Garrett. Tiragem
limitada a 1000 exemplares.
Muito rara primeira edição, aparecida na colecção «Theatro Moderno».
Capa da brochura manchada.
Volumes da cuidada colecção das «obras do V. de Almeida-Garrett» em bom papel de linho: Tomo I.
«Camões», 6.ª edição; Tomo II. «Catão», 5.ª edição; Tomo V. «Frei Luiz de Sousa», 3.ª edição; Tomo
VII. «Philippa de Vilhena, etc.», 3.ª edição; Tomos VIII e IX. Viagens na Minha Terra», 3.ª edição;
Tomo X. «A Sobrinha do Marquez. As Prophecias do Bandarra. Um Noivado no Dáfundo»; Tomos
XI e XII. «O Arco de Sanct’Anna», 4.ª edição. Tomo XIII. «Dona Branca», 3.ª edição: Tomo XVI.
«Lyrica», 3.ª edição; Tomo XX. «Da Educação», 3.ª edição; Tomo XXI. «O Retrato de Venus e Estudos de Historia Litteraria», 3.ª edição; Tomo XXII. «Helena. Fragmento de um Romance Inedito».
2511 — GARRETT (J. B. Almeida).- MEMORIA HISTORICA DO CONDE DE AVILEZ. Lisboa.
Editor - R. V. Typ. da Empreza da Historia de Portugal. 1900. In-8.º peq. de XI-I-23 págs. B.
A tiragem do opúsculo, não posto à venda, foi limitada a 150 exemplares, sendo este um dos 30 em
papel de linho, numerados e assinados por Rodrigo Veloso.
2519 — GARRETT (J. B. Almeida).- OBRAS COMPLETAS DE ALMEIDA GARRETT.
Grande edição popular, illustrada. Prefaciada, revista, coordenada e dirigida por Theophilo
Braga. Volume I - Poesia - Theatro (Prosa e verso). [Volume II - Prosas]. H. Antunes. Livraria
Editora. Rio de Janeiro-Lisboa. [Lisboa. Empreza da Historia de Portugal. 1904]. 2 vols. In-4.º gr.
de LVIII-II-836 e VIII-840 págs. E.
.../...
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Opúsculo de raro aparecimento no mercado. (ver gravura na pág. 94)
Boa edição colectiva das obras de Garrett, antecedida de um extenso prefácio de Teófilo Braga, intitulado
«Garrett e a sua Obra», de uma «Auto-Biographia» e ainda de uma «Bibliographia das Obras de
Garrett». Ilustrada com numerosas reproduções em página inteira de trabalhos de Manuel de Macedo
e Roque Gameiro.
Boas encadernações editoriais artisticamente decoradas com ferros a negro e ouro, assinadas no pé
das lombadas “A. David Enc.”
2520 — GARRETT (J. B. Almeida).- OBRAS COMPLETAS DO VISCONDE DE ALMEIDA
GARRETT. Lisboa. Empreza da Historia de Portugal, Sociedade Editora. 1899. 24 vols. In-8.º E.
Boa e invulgar edição das Obras de Garrett.
Encadernações editoriais em percalina, com o busto de Garrett gravado a ouro nas pastas e dizeres
também dourados nas pastas e lombadas.
2521 — GARRETT (J. B. Almeida).- OBRAS LITERÁRIAS DE ALMEIDA GARRETT.
Portugália Editora. 1963-1969. [Lisboa]. 3 obras ou vols. In-4.º B.
Nesta excelente edição de uma projectada colecção das Obras de Garrett, apenas ficaram publicados
os volumes a seguir descritos: I. «Viagens na Minha Terra», Reprodução exacta do texto da primeira
edição e com as emendas, ainda inéditas, feitas pelo Autor em um exemplar que lhe pertenceu, hoje
existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Espólio de Garrett). Introdução e notas
de Augusto da Costa Dias; II. «O Roubo das Sabinas», Reprodução fac-similada do manuscrito
existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Espólio de Garrett). Edição crítica, fixação
de texto, introdução e notas de Augusto da Costa Dias; III. «Folhas Caídas», Introdução de José
Gomes Ferreira, 2ª edição.
Exemplar da Tiragem Especial de 100, em papel superior, de maior formato, numerada e assinada
por Costa Dias.
2522 — GARRETT (J. B. Almeida).- POESIAS DE GARRETT. Homenagem das Typographias do Porto. 30 de Maio de 1902. 40 poesias em folhas soltas.
Raríssimo conjunto de 40 belas poesias de Garrett, luxuosa e primorosamente impressas em folhas
soltas a cores e ouro por diversas tipografias portuenses.
2523 — GARRETT (J. B. Almeida).- PORTUGAL NA BALANÇA DA EUROPA; Do que tem
sido e do que ora lhe convem saber na nova ordem de coisas do mundo civilizado. Londres:
S. W. Sustenance. 1830. In-8.º gr. de XV-I-338-II págs. E.
É a edição original deste muito estimado livro de Garrett e, nesta edição, um dos mais raros da sua
bibliografia. Publicado anónimo.
Encadernação não contemporânea, com a lombada em pele. Com a margem das primeiras folhas
reforçada.
2524 — GARRETT (J. B. Almeida).- PORTUGAL NA BALANÇA DA EUROPA. 2ª edição.
Porto. Em casa da Viuva Moré - Editora. 1867. In-8.º de II-346 págs. B.
Nesta segunda e muito cuidada edição, vem publicado o prefácio da primeira.
2525 — GARRETT (J. B. Almeida).- O RETRATO DE VENUS, Poema por J. B. da Silva
Leitão d’Almeida Garrett. Coimbra, na Imprensa da Universidade. Anno I. (1821). In-8.º
de 156-II págs. E.
2525 - ver pág. 98
Exemplar da mais estimada e valiosa edição, a primeira. Com a folha de “Advertência”, nas duas páginas
inumeradas finais, folha que falta em grande parte dos exemplares. De págs. 95 em diante decorre
o «Ensaio sobre a Historia da Pintura».
Bonita encadernação inteira em pele, da época, com cercadura dourada nas pastas e belos ferros a ouro
na lombada. (ver gravura na pág. 97)
[98]
2526 — GARRETT (J. B. Almeida).- O RETRATO DE VENUS E ESTUDOS DE HISTORIA
LITTERARIA. Porto. Em Casa de Viúva Moré - Editora. 1867. In-8.º de 231-I págs. E.
Além de «O Retrato de Venus» nesta edição vêm mais os seguintes escritos: «Ensaio sobre a Historia
da Pintura» e «Bosquejo da Historia da Poesia e Lingua Portugueza». Muito invulgar.
Encadernação com a lombada em pele, da época.
2527 — GARRETT (J. B. Almeida).- ROMANCEIRO. Lisboa. Em Casa da Viuva Bertrand
[e na Imprensa Nacional].1851-1853. 3 vols. In-8.º B.
Os volumes 2.º e 3.º são da primeira edição e o primeiro pertence à 3ª.
2528 — GARRETT (J. B. Almeida).- A SOBRINHA DO MARQUEZ. Comedia pelo auctor de
Catão, Gil Vicente, Luiz de Souza, Alfageme etc. Lisboa. Na Imprensa Nacional. MDCCCXL-VIII. In-8.º peq. de 176 págs. E.
Exemplar da edição original, publicada anónima, no seu primitivo estado; De uma carta de Joaquim
de Araújo: “O que posso é estabelecer que houve uma edição anónima, que Garrett por motivos que
ignoro, a retirou do mercado; que aos seus exemplares se apoz um frontispício factício, encorporando-se
às Obras numa segunda edição que passa por primeira...” Muito rara.
Encadernação da época, com cantos e lombada em pele, não contemporânea. Com algumas manchas,
restauros nas folhas de rosto, anterrosto e última. Margens intocadas.
2529 — GARRETT (J. B. Almeida).- A SOBRINHA DO MARQUEZ ETC. Lisboa. Na Imprensa
Nacional. 1848. In-8.º de 176 págs. E.
Variante da edição original, com novos rosto e anterrosto e integrada nas «Obras de J. B. de A. Garrett»,
sendo este o 5.º volume do «Theatro».
Encadernação da época. O exemplar apresenta, no frontispício, a assinatura de Freitas Fortuna,
o grande amigo de Camilo.
2530 — GARRETT (J. B. Almeida).- THEATRO DE J-B. S. L. A. GARRETT. Tomo I. Lisboa.
[1822]. Na Impr. Liberal. In-8.º de VIII-132 págs. E.
Primeira e muito rara edição deste volume de «Theatro» de Garrett, volume que integra as duas
seguintes obras: «CATÃO», tragédia representada pela primeira vez em Lisboa, no Teatro do Bairro
Alto em 29 de Setembro de 1821 e «O CORCUNDA POR AMOR», farça representada pela primeira
vez no mesmo Teatro e na mesma data.
Tem, encadernado no mesmo volume e do mesmo autor: «O NOIVADO DO DÁFUNDO, ou Cada
terra com seu uso, cada roca com seu fuso», proverbio pelo Visconde d’Almeida-Garrett, Lisboa,
1857. Encadernação danificada.
2531 — GARRETT (J. B. Almeida).- O TOUCADOR, Periodico sem Politica. Lisboa. Anno II.
[1822]. Na Impressão de João Nunes Esteves. Rua dos Correeiros N.º 144. In-8.º gr. B.
Raríssima mas infelizmente incompleta pulicação de Garrett, de que possuímos apenas o «Prospecto»,
8 págs. e os números I, II e IV, com 16 páginas cada um, tendo conservada a capas da brochura
da frente. (ver gravura na pág. 100)
2532 — GARRETT (J. B. Almeida).- O TOUCADOR. Periódico de que foi Redactor Almeida
Garrett. Prefácio de Fernando de Castro Pires de Lima. 2ª edição (a 1ª em 1822). Dada à estampa
pela Portugália Editora. [Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Ldª. Lisboa. 1957].
In-8.º de 127-V págs. B.
“Esta é a primeira reedição duma obra, hoje raríssima, escrita há cento e trinta e cinco anos, e do seu
mesmo título parece evolar-se o indefinível aroma, a graça triste, das coisas esquecidas. Periódico
sem política dedicado às Senhoras portuguesas, «O Toucador», que tratava de modas, namoro, bailes,
teatro, jogo, passeios e variedades, foi, cremos poder afirmá-lo, o primeiro jornal do género que se
publicou em Portugal”. Esta já invulgar reedição reproduz dois fac-símiles de frontispícios da edição
original e outras ilustrações de Laura Costa nas páginas do texto.
[99]
2531 - ver pág. 99
2533 — GARRETT (J. B. Almeida).- UM AUTO DE GIL VICENTE, Drama em tres actos, por
J. B. de Almeida Garrett. [No fim: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e C. 1842]. In-4.º
de 23-I págs. B.
O título vem ao alto da primeira página do texto. Edição original, muito rara.
2534 — GARRETT (J. B. Almeida).- VERSOS DE GARRETT. (Folheto em que se contem
algumas das suas mais lindas poesias. Edição feita para celebrar o primeiro centenario do
nascimento do poeta. Com uma breve historia da sua vida). Impresso e editado pelo Livreiro
Francisco França Amado, de Coimbra, em o mez de Fevereiro do Anno de mil oitocentos
e noventa e nove. In-4.º de 8 págs. B.
2535 — GARRETT (J. B. Almeida).- VIAGENS NA MINHA TERRA. Lisboa. Na Typographia
da Gazeta dos Tribunaes. 1846. 2 vols. In-8.º de VIII-289-I e IV-247-I págs. E.
Primeira e muito rara edição de uma das mais emblemáticas e reeditadas obras de Garrett e também
uma das mais belas da literatura romântica portuguesa.
Com as capas da brochura da frente conservadas e as margens integrais. Encadernações em tela.
2536 — GARRETT (J. B. Almeida) e outros .- DISCURSOS E POESIAS FUNEBRES recitados
a 27 de Novembro de 1822 em Sessão Extraordinaria da Sociedade Litteraria Patriotica celebrada
para patentear a dôr, e orfandade dos portuguezes na morte de Manoel Fernandes Thomaz,
primeiro dos Regeneradores da Patria. Lisboa. Na Typographia Rollandiana. Anno de 1823.
In-8.º gr. de 36 págs. B.
Publicação muito rara, contendo: «Oração Funebre» por Garrett, «Discurso Funebre» por Antonio
Barreto Ferraz de Carvalho, «Elogio Funebre» por José Maria Xavier de Araújo, «Soneto» por Antonio
Pinto da Fonseca Neves, «Soneto» por R. P. Pizarro e «Ode» por João da Silva Braga.
2537 — GARRETT (J. B. Almeida) e outros.- DISCURSOS E POESIAS FUNEBRES recitados
por J. B. Da S. L. D’Almeida Garrett e outros, por occasião da morte de Manoel Fernandes Thomaz,
seguido de um rarissimo documento concernente á Guerra da Restauração. Segunda edição novamente correcta. Lisboa. Na Typographia de G. M. Martins. 1883. In-8.º peq. de 64 págs. B.
Desconjuntado.
2538 — [GARRETTIANA]. Livros sobre Garrett. Autores, editores e datas diversas. 7 vols.
e opúsculos In-8.º B.
Com os seguintes volumes: «O “Fr. Luiz de Souza” de Garrett, Notas. Com um prefacio de Theophilo
Braga», 1905, por Joaquim de Araújo (com dedicatória do autor); «Estudos Garretteanos... III. O theatro
de Garrett no estrangeiro», S.d., por Henrique de Campos Ferreira Lima. (com dedicatória do autor);
«O Romance de Garrett», 1935, por José Osório de Oliveira; «O Romantismo das “Viagens” de Almeida
Garrett», 1947, por Álvaro J. da Costa Pimpão; «O Teatro de Garrett», 2.ª edição, 1954, por Andrée
Crabée Rocha; «Homenagem a Garrett (Collecção completa das poesias com que no theatro de
D. Maria II foi commemorado em a noite de 4 de fevereiro de 1899 o 1.º centenario do nascimento do
visconde de Almeida Garrett», 1899; «Garrett. Homenagem do Ateneu Comercial do Porto», 1954.
2539 — GARRETTIANA DA BIBLIOTHECA NACIONAL. Rio de Janeiro. Typographia
Leuzinger. 1900. In-4.º de IX-I-XVIII-IV págs. B.
Catálogo da garrettiana da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, assinado no fim com as iniciais
T. de M., com um texto de Joaquim de Araújo datado de “Génova XXVI - setembro 1899”. Rara
separata dos «Annaes da Bibliotheca Nacional»
2540 — GAUBAST (L. Pilate de Brinn’).- JOÃO DE DEUS. Barcellos. Typographia da Aurora
do Cavado. Editor - R.V. 1896. In-8.º de 27-I págs. B.
Edição de 100 exemplares, estando este por numerar.
[101]
2541 — GAZETA MUSICAL [a partir do nº 82 GAZETA MUSICAL E DE TODAS AS ARTES].
Director Luís de Freitas Branco [a partir do nº 39-40 dirigida por Maria Vitória Quintas]. Secretário da Redacção João José Cochofel. 1950-1961. 129 números In-4.º gr. em 6 vols. E.
É, sem dúvida, a mais importante publicação portuguesa na sua especialidade, actualmente bastante rara,
muito ilustrada, com excelente colaboração de portugueses e estrangeiros, com destaque para os seguintes autores: Adriano de Gusmão, Afonso Duarte, Alexandre Pinheiro Torres, Álvaro Bordalo, Álvaro
Carneiro, Alves Costa, Alves Redol, Ángel Crespo, António Feijó, António José Fernandes, António
Nuno Barreiros, António Quadros, Aquilino Ribeiro, Armando Ventura Ferreira, Armando Vieira Santos,
Augusto Abelaira, Armindo Rodrigues, Azeredo Perdigão, Baptista-Bastos, Belard da Fonseca, Câmara
Reys, Carlos de Oliveira, Carlos Porto, Deniz-Jacinto, Edmundo de Bettencourt, Eduardo Lourenço,
Egídio Namorado, Egito Gonçalves, Eugénio de Andrade, Eurico da Costa, Faure da Rosa, Fernando
Castelo Branco, Fernando Namora, Helena Moreira de Sá e Costa, Henry Asselin, Huertas Lobo, Ilse
Losa, Irene Lisboa, Irisalva Moita, Jacinto Ramos, João de Freitas Branco, João Gaspar Simões, João
José Cochofel, Joaquim de Carvalho, Joel Serrão, Joly Braga Santos, Jorge Listopad, Jorge de Macedo,
Jorge de Sena, José Cardoso Pires, José Carlos de Vasconcelos, José Fernandes Fafe, José Gomes
Ferreira, José Régio, José Rodrigues Miguéis, José Sasportes, José Terra, Luís de Freitas Branco, Luís
Rodrigues, Luísa Dacosta, Luiz Francisco Rebello, Manuel Dias da Fonseca, Manuel Joaquim,
Manuel Mendes, Manuel Villaverde Cabral, Mário Simões Dias, Nikias Skapinakis, Raul Brandão,
Rebelo Bonito, René Dumesnil, Rogério Paulo, Rui Feijó, Rui Grácio, Serge Prokofieff, Tavares Belo,
Tomás Borba, Urbano Tavares Rodrigues, Vergílio Ferreira, Vieira de Almeida e Vitorino Magalhães
Godinho.
Com todos os índices e os frontispícios dos vols. II e seguintes. Encadernações inteiras em percalina,
cremos que dos editores.
2542 — GEDEÃO (António).- LINHAS DE FORÇA. 1967. [Tip. da Atlântida Editora, S.A.R.L.
Coimbra]. In-8.º de 79-I págs. B.
Primeira edição de um dos melhores livros de poesia de António Gedeão - Rómulo de Carvalho de
seu verdadeiro nome - “poesia percorrida por uma original e dramática ironia e por uma sensibilidade
perfeitamente elucidada”, segundo se lê em «Pequeno Dicionário de Autores de Língua Portuguesa».
2543 — GEDEÃO (António).- MÁQUINA DE FOGO. 1961. [Oficinas da Atlântida, Coimbra].
In-8.º de 88-II págs. B.
Primeira edição de um dos mais estimados e invulgares livros de poesia de Gedeão.
2544 — GEDEÃO (António).- MOVIMENTO PERPÉTUO. 1956. [Oficinas da Atlântida.
Coimbra]. In-8.º gr. de 70-II págs. B.
Livro de poesia e estreia literária de António Gedeão, considerado por Jorge de Sena “como lídimo
continuador de toda a herança modernista”. Raro. (ver gravura na pág. 103)
2545 — GEDEÃO (António).- NOVOS POEMAS POSTUMOS. Primeira edição. Edições
João Sá da Costa. Lisboa. [1990]. In-8.º de 115-V págs. B.
2546 — GEDEÃO (António).- POEMA PARA GALILEO. No IV Centenário do seu nascimento.
1964. [Tip. da Atlântida. Coimbra]. In-4.º de IV págs. inums. B.
São invulgares os exemplares deste belo poema de Gedeão, ilustrado com um retrato de Galileu.
2547 — GEDEÃO (António).- POEMAS DE ANTÓNIO GEDEÃO. Edições João Sá da Costa.
Lisboa. [1995]. In-8.º de 21-III págs. B.
Poemas retirados de alguns dos livros de António Gedeão.
2548 — GEDEÃO (António).- POESIAS COMPLETAS. (1956-1961). Portugália Editora.
Lisboa. [1964]. In-8.º gr. de LX-II-237-III págs. B.
Primeira edição das «Obras Completas» de um dos grandes poetas portugueses contemporâneos,
enriquecida com um extenso estudo de Jorge de Sena intitulado «A Poesia de António Gedeão (esboço
de análise objectiva)». Integrado na «Colecção Poetas de Hoje».
[102]
2544 - ver pág. 102
2553 - ver pág. 105
2550 - ver pág. 105
2551 - ver pág. 105
2549 — GEDEÃO (António).- A POLTRONA e outras novelas. Atlântida Editora. Coimbra.
1973. In-8.º de 215-I págs. B.
Um dos poucos livros em prosa deste notável autor contemporâneo.
2550 — GEDEÃO (António).- RTX 78/24. Peça em 2 actos e 7 quadros. Guimarães Editores.
Lisboa. [1963]. In-8.º de 152-IV págs. B.
Primeira, muito rara obra de Teatro de António Gedeão, figura cimeira da poesia portuguesa do século
XX. Livro integrado na «Colecção de Teatro». (ver gravura na pág. 103)
2551 — GEDEÃO (António).- TEATRO DO MUNDO. 1958. [Composto e impresso nas Oficinas da Atlântida. Coimbra]. In-8.º gr. de 90-II págs. B.
Primeira edição do segundo livro de poesia do autor, poeta dos mais lidos e apreciados da segunda
metade do século XX, Rómulo de Carvalho de seu verdadeiro nome. (ver gravura na pág. 103)
2552 — LA GÉNÉRATION DE 70. Époque - Chefs de file - Relations avec la France. Exposition Bibliographique. Fundação Calouste Gulbenkian. Paris. 1971. In-4.º de 154-II págs. B.
Importante exposição bibliográfica organizada pelo Centro Cultural Português de Paris da Fundação
Gulbenkian e cujo catálogo é instrumento de decisiva importância para o estudo da influente «Geração
de 70» na história moderna da cultura portuguesa. Com prefácio de Joaquim Veríssimo Serrão
e ilustrada com reproduções de retratos em separado, entre os quais, a cores, os magistrais trabalhos
de Rafael Bordalo Pinheiro retratando Oliveira Martins, Eça de Queirós e Gomes Leal.
2553 — GENIO CONSTITUCIONAL. [Typografia de Viuva Alvarez Ribeiro & Filhos. Porto].
1820. 77 números In-8.º gr. B.
É a colecção completa deste raríssimo e valioso jornal político portuense, o primeiro dos dois publicados com este título. Com suplementos aos números 12, 17, 19, 44, 49 e 60.
Tem no fim, em IV págs. sem registo tipográfico, uma raríssima «Descripção do Arco Triunfal, que os
moradores circunvisinhos do Rocio desta Capital fizerão construir junto á rua denominada do Amparo,
debaixo da direcção do célebre Pintor, e Architecto Domingos Esquiopetta, para receberem com
a dignidade, que se torna compativel com as suas proporções, a Illustre Junta Provisoria do Supremo
governo do Reino», rematada com um soneto assinado por D. G. F. C. C.
Brochura em papel da época. (ver gravura na pág. 104)
2554 — GERALDES (Alice Duarte).- BRANDAS E INVERNEIRAS. Particularidades do sistema
agro-pastoril «crastejo». Cadernos Juríz - Xurés 2. [Editores: Instituto da Conservação da Natureza Parque Nacional da Peneda-Gerês. 1996]. In-4.º gr. de LXII págs. inums. B.
Muito interessante contributo para o estudo dos costumes das terras altas do Gerês, em papel couché,
com fotografias a cores e a negro. Edição limitada a 1000 exemplares.
2555 — O GEREZ, ESTÂNCIA DE CURA, DE REPOUSO E DE TURISMO. 1929. Composto
e impresso na Tipografia Marques. Pôrto. In-4.º de 56 págs. B.
Edição em bom papel, ilustrada, com texto em português, espanhol e francês.
2556 — GERSÃO (Teolinda).- A CASA DA CABEÇA DE CAVALO. Romance. Publicações
Dom Quixote. Lisboa. 1995. In-8.º gr. de 248-IV págs. B.
Primeira edição do romance, distinguido com o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores
referente a 1995.
2557 — GIDE (André).- [ŒUVRES]. Gallimard. [Paris. Datas diversas]. 11 obras ou vols.
In-8.º B.
Lote constituído pelas seguintes obras em edições tardias: «Amyntas»; «Les Cahiers et les Poésies
d’André Walter»; «Corydon»; «Journal. 1939-1942»; «Journal des Faux-Monnayeurs»; «Littérature
Engagée»; «Le Procès. Pièce tirée du roman de Kafka»; «Retouches à mon Retour de l’U.R.S.S.»;
«Retour de l’U.R.S.S.»; «Si le Grain ne Meurt»; «Voyage au Congo».
[105]
2563 - ver pág. 107
2558 — GIDE (Carlos).- O PROGRAMA COOPERATIVISTA. (Trad. por um grupo de «seareiros», e com um prefácio de António Sérgio). Lisboa. «Seara Nova». 1937-1939. 2 vols. In-8.º
de XV-I-239-I e XV-I-121-VII págs. B.
Com prefácio de António Sérgio nos dois volumes. Obra invulgar, integrada na «Biblioteca da Seara
Nova».
2559 — GIL (Augusto).- AVENA RÚSTICA. Lisboa. Guimarães & Cª. [S.d.] In-8.º de 126-II
págs. B.
Primeira edição de um dos estimados livros de Augusto Gil, publicada em 1927.
2560 — GIL (Augusto).- BALADA DA NEVE. O Mundo do Livro. Lisboa. 1955. In-8.º
de 12-IV págs. B.
Elegante edição de 500 exemplares. Desenhos de Manuel Correia.
2561 — GIL (Augusto).- GENTE DE PALMO E MEIO. 1913. Guimarães & Cª. Lisboa. In-8.º
de 133-I págs. B.
Primeira edição deste estimado livro em prosa de Augusto Gil, poeta nascido no Porto em 1873, autor
de consagrado lugar na poesia portuguesa do século XX.
Exemplar mal cuidado.
2562 — GIL (Augusto).- LUAR DE JANEIRO. Lisboa. 1909. [Edição da empreza d’A Lanterna.
Typ. do Commercio]. In-8.º gr. de 111-III págs. E.
Edição original e invulgar de uma das mais assinaláveis e divulgadas obras poéticas de Augusto Gil.
Capa da brochura ilustrada.
2563 — GIL (Augusto).- MUSA CERULA. Coimbra. Livraria Portugueza e Estrangeira. 1894.
In-8.º de 100-IV págs. B.
Primeira edição do primeiro livro de um dos mais queridos poetas líricos portugueses, edição que
assenta sobre excelente papel de linho executada com delicadeza e apreciável cuidado gráfico.
(ver gravura na pág. 106)
2564 — GIL (Augusto).- ROSAS DESTA MANHÃ. (Versos, interpretações e paráfrases
dalguns epigramas gregos). [«Ottosgrafica, Ltda». Lisboa. S.d.]. In-8.º gr. de 166-II págs. E.
Belo livro póstumo de Augusto Gil, prefaciado por Júlio Dantas, em cuidada edição ilustrada com um
retrato do autor e com gravuras intercaladas nas páginas do texto. Tem no fim um In Memoriam com
textos em prosa e verso assinados por Campos Lima, Fausto Guedes Teixeira, Guedes de Oliveira,
João de Barros, Júlio Dantas, Ladislau Patrício, Nuno de Montemor, Rocha Martins e outros.
Com as capas da brochura conservadas, mas modestamente encadernado.
2565 — GIL (Ildefonso-Manuel).- HUELLA DEL LINAJE. (Poemas). Porto. 1950. In-8.º gr.
de 16-II págs. B.
2567 — GIRÃO (A. de Amorim).- ATLAS DE PORTUGAL. 2.ª Edição. Publicação Comemorativa do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique. Instituto de Estudos Geográficos.
Faculdade de Letras - Coimbra. S.d. In-fólio de CLXXVIII págs. inums. E.
Atlas de referência para o estudo da Geografia de Portugal, com numerosos e diversificados mapas
a cores e a negro, gravuras e gráficos, integrando os prefácios das primeira e desta edição, lendo-se no
desta: “(...) Alargando o plano da 1.ª edição, deu-se maior desenvolvimento, mesmo para o Continente,
aos vários aspectos geográficos que importava considerar. As Ilhas Adjacentes vêm depois, como
ponte de passagem para as vastas Províncias Ultramarinas. E, pelo que especialmente diz respeito
a estas últimas, houve a preocupação de apresentá-las a uma nova luz, que pudesse pôr sobretudo em
relevo o todo orgânico que elas constituem com a Mãe-Pátria.
“Além de fazer entrar assim pelos olhos dentro que «Portugal não é um País pequeno», pela apresentação cartográfica de alguns factos menos conhecidos se compreenderá talvez melhor como essas
diferentes parcelas de território são afinal outros tantos membros de um vasto organismo nacional de
base ultramarina, que, em obediência a um pensamento de unidade essencialmente cristão e humano,
e na realização geopolítica do mandato evangélico Euntes in mundum universum, lançou profundas
raízes no solo de quatro continentes.” Edição em português e inglês.
Encadernação dos editores.
2568 — GIRÃO (A. de Amorim).- GEOGRAFIA DE PORTUGAL. Edição ilustrada. Portucalense Editora. Pôrto. 1941. In-4.º gr. de 479-I págs. E.
Primeira edição de uma obra que, genericamente, é ainda a melhor até hoje publicada em Portugal,
obra que teve em vista “descrever e explicar as paisagens físicas e humanas da terra portuguesa;
pôr os problemas no seu estado actual, sem deixar de os tornar acessíveis a todos pela clareza da
exposição, pelo uso moderado dos têrmos técnicos e pela documentação gráfica abundante e sugestiva”, documentação iconográfica que é apresentada a negro e a cores nas páginas do texto e em
folhas à parte.
Encadernação original, gravada a negro e dourado.
2569 — GIRÃO (A. de Amorim).- GEOGRAFIA HUMANA. Portucalense Editora. Porto.
1946. In-4.º de 383-I págs. B.
“Verdadeiramente, a geografia humana mostra-nos o que tem sido o trabalho do homem à superfície
da terra, através dos vestígios materiais por ele deixados na Natureza.”
Boa edição, a primeira, profusamente ilustrada nas páginas do texto e em separado.
Boa encadernação inteira em pele, dos editores.
2570 — GODINHO (António).- LIVRO DA NOBREZA E PERFEIÇAM DAS ARMAS.
Fac-símile do ms. 164 da Casa Forte do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Introdução,
Notas, Direcção Artística e Gráfica de Martim de Albuquerque e João Paulo de Abreu e Lima.
Edições Inapa. Sob o Patrocínio da Academia Portuguesa da História. Lisboa. 1987. In-fólio
de 75-I págs. de texto, L ff. com a reprodução do ms. original e IV págs. finais. E.
Muito desenvolvida biografia ilustrada de uma das grandes e influentes figuras da política portuguesa
do século XX.
Encadernação dos editores.
Belíssima reprodução fac-similar do original quinhentista em pergaminho deste notável e esplendoroso
documento da heráldica portuguesa, cujo título original é o seguinte: «Livro da nobreza e perfeiçam
das armas dos reis christãos e nobres linhagens dos reinos e senhorios de Portugal», sendo o corpo
principal da obra constituído por 267 grandes brasões d’armas.
A edição deste armorial iluminado, em magnífico e muito encorpado papel couché, reproduz todo
o manuscrito nas suas cores e metais originais, trabalho que faz desta obra uma das mais formosas
de quantas até hoje saíram dos prelos portugueses, em nada inferior ao que de melhor se produz em
qualquer parte do mundo. Composição e impressão executada na Litografia Nacional, do Porto.
A encadernação, com elementos em relevo imitando placas de metal sobre tecido vermelho, foi
executada na mesma cidade pelas oficinas de encadernação da Imprensa Portuguesa. Edição limitada
a 3130 exemplares numerados.
[107]
[108]
Poemas de um dos mais considerados cultores da poesia espanhola contemporânea, dados a lume na
colecção portuguesa «Cadernos das Nove Musas sob o signo de Portvcale». Tiragem confinada a 150
exemplares numerados, sendo este um dos 40 numerados de I a XLI, fora do mercado.
2566 — GILBERT ( Sir Martin).- CHURCHIL. Uma Vida. Tradução de Vernáculo, Gabinete
de Tradução. Bertrand Editora. Chiado 2002. In-4.º de 726-II págs. E.
2571 — GODINHO (Isabel Silveira) & REIS (Ana Maria Batalha).- TESOUROS REAIS.
[Royal Treasures]. Correios de Portugal. [Edição do Clube do Coleccionador dos Correios.
Edição impressa por Ambar, em Maio de 1983]. In-4.º de 139-I págs. E.
Um dos magníficos álbuns de tiragem numerada publicados pelos Correios de Portugal, este dedicado às jóias da Coroa Portuguesa, impresso em papel de primeira qualidade, ilustrado com muitas
e excelentes fotogravuras a cores e acompanhado de 10 selos originais de Vítor Santos devidamente
acondicionados. Texto de abertura da autoria de José Augusto Perestrello de Alarcão Troni.
Encadernação editorial estampada a cores.
2572 — GODINHO (Padre Manuel).- RELAÇÃO DO NOVO CAMINHO QUE FEZ POR
TERRA E MAR, VINDO DA INDIA PARA PORTUGAL, NO ANNO DE 1663, o... da Companhia de Jesus. Segunda edição. Publicada pela Sociedade Propagadora dos Conhecimentos
Uteis. Lisboa. 1842. In-8.º gr. de XVI-234-IV págs. B.
O autor, “partindo da India para o Reino com encargos e papeis relativos áquelle Estado, (...) sahiu de
Baçaim em Dezembro de 1662; deste ponto começa a sua narração; descreve Damão e Surrate,
e parte da costa d’Arabia; dá noticia de Ormuz, da jornada que fez a Baçorá, da que ousadamente
levou a cabo por meio da Arabia Deserta, de como seguiu até a Syria, e de Alexandria veio á França, e por
fim a Portugal, onde aportou a salvamento a dar conta da sua particular missão”.
Obra clássica estimada, muito invulgar nesta sua primeira reimpressão.
2573 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- ENSAIOS. Livraria Sá da Costa. Lisboa. [1968-1971]. 4 vols. In-8.º gr. B.
Colectânea de importantes textos disseminados pelas mais variadas publicações, tematicamente
agrupados: I: Sôbre a História Universal; II: Sobre a História de Portugal; III: Sobre a Teoria da
História e Historiografia; IV: Humanismo Científico e Reflexão Histórica.
2574 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- A EXPANSÃO QUATROCENTISTA PORTUGUESA. Problemas das origens e da linha de evolução. Emprêsa Contemporânea de Edições,
Lda. Lisboa. 1944. In-8.º de 150-II págs. B.
Subsídio de importância para a história dos primeiros descobrimentos dos portugueses.
2575 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- MITO E MERCADORIA, UTOPIA E PRÁTICA
DE NAVEGAR. Séculos XIII-XVIII. Difel, Difusão Editorial, Lda. Lisboa. [1990]. In-4.º
de 629-III págs. E.
“Desaferrar em busca do rosto real de todas as figuras — mas sobretudo procurar na realidade
o imaginário das figuras dos outros que até aqui se nos esconderam, e, mais fundo, a demanda do rosto
próprio. Agora é o olhar do mercador e do navegador, atento ao que é, a desfazer mitos que configuravam o pensar e a destroçar utopias por que se anseava: conquanto novos mitos e utopias venham
com as novas novidades. Constroem-se novos mundos e no termo um mundo novo, que a urbanização
e a mercantilização afeiçoam. Surgem novos modos de viver, imbricados nos tradicionais. Fazem-se
e desfazem-se impérios, graças aos novos meios de guerra, que ora serve a mercadoria ora repõe
obsoleta cavalaria; a cruzada religiosa quer reunir todos os homens, mas afinal cava fossos intransponíveis, quando não se afunda no trato mercantil. Entre tantos desencontros, os descobrimentos vão
inventando a humanidade.”
Com inúmeros mapas e outras ilustrações a cores e a negro.
Encadernação dos editores e sobrecapa a cores.
2576 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- OS PAINÉIS DE NUNO GONÇALVES.
CAMINHOS DE PESQUISA E HIPÓTESES DE TRABALHO. São Paulo. 1959. In-8.º gr. de
X págs. B.
Com uma estampa desdobrável com os painéis. Separata da «Revista de História», de circulação
privada.
[109]
2580 - ver pág. 111
2577 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- PRIX ET MONNAIES AU PORTUGAL. 1750
- 1850. Avant-propos de Lucien Febvre. Librairie Armand Colin. Paris. 1955. In-4.º peq. de
XVI-369-I págs. B.
Obra importante para a história de um século da economia portuguesa, dada a lume pela «École Pratique des Hautes Études». Mapas e gráficos em folhas desdobráveis.
2578 — GOETHE.- LES AVENTURES // DU // DOCTEUR FAUST // et // sa Descente aux
Enfers. // Traduction de l’Allemand, // avec figures. // [medalhão com retrato] // à Amsterdam //
Chez les Libraires associés. 1798. // In-8.º peq. de II-IV-430 págs. E.
Frontispício aberto a buril e com quatro das suas cinco belas gravuras em chapa de cobre.
Muito rara primeira edição francesa da importantíssima obra de Goethe, ainda aparecida sem o seu
nome, em tradução devida a F. M. Klinger, também anónima.
Encadernação inteira em pele, da época, com defeitos.
2579 — GOETHE.- LES MALHEURS // DU JEUNE // WERTHER. // Traduit de l’Allemand.
// A PARIS,// Chez les LIBRAIRES ASSOCIÉS. // 1792. In-12.º de 214 págs. E.
Uma das primeiras e invulgares edições francesas do célebre texto de Goethe, ainda publicado sem
o seu nome.
Encadernação em inteira de pele, da época, imperfeita.
2580 — GOES (Damião de).- CHRONICA // DO PRINCIPE D. JOAM, // REY QUE FOY
DESTES REYNOS, // segundo do nome, em que summariamente // se trataõ as cousas substanciaes , que nel- // les aconteceraõ do dia de seu nascimen- // to atè o em que ElRey D. Affonso
// seu pay faleceo, // COMPOSTA // POR DAMIAM DE GOES, // DIRIGIDA AO MUYTO
MAGNANI- // mo, e poderoso Rey // D. JOAÕ III. // DO NOME. // LISBOA OCCIDENTAL,
// NA OFFICINA DA MUSICA // M. DCC. XXIV. In-8.º peq. de VIII-430 págs. E.
É a segunda e rara edição desta importante obra de Damião de Goes, aparecida pela primeira vez em
1567.
Encadernação inteira em pele, da época, com alguns defeitos. (ver gravura na pág. 110)
2581 — GOES (Damião de).- CHRONICA DO PRINÇIPE DOM IOAM, Rei que foi destes
Regnos segundo do nome, em que summariamente se trattam has cousas sustançiaes que nelles
acontecerão... Nova edição. Prefaciada pelo Dr. A. J. Gonçálvez Guimarãis. Coimbra: Imprensa
da Universidade. M.DCCCCV. In-8.º gr. de XXI-278-II-25 págs. B.
As 25 páginas finais são preenchidas com um “Vocabulário Geográfico” de grande utilidade para
a melhor compreensão do texto. Edição estimada, reproduzindo em separado o rosto da edição original
quinhentista. Dada a lume na colecção «Joias Literárias»
Desconjuntado e com um carimbo no frontispício.
2582 — GOMES (A. Luís).- TRADIÇÕES DE SÉCULOS NUMA REALIZAÇÃO ACTUAL.
Conferência proferida no Salão Nobre do Ateneu Comercial do Porto em 26 de Novembro de
1953. Fundação da Casa de Bragança. Lisboa. 1954. In-4.º de 49-I págs. B.
Segundo palavras de D. Manuel de Bragança, “Num forte poder de síntese, que envolve bom conhecimento de princípios para ajuizar de consequências e, porventura, objectivar um fim, consegue o seu
ilustre Autor dar plena, clara, cabal resposta à pergunta por tantos e por tantas vezes formulada:
— o que é a Fundação da Casa de Bragança?”. Boa edição ilustrada em folhas à parte.
Dedicatória do autor endereçada a Salazar.
2583 — GOMES (A. Sousa).- ARQUEOLOGIA. O SIMBOLISMO NO POLÍPTICO DE nuno
gomçaluez. Lisboa. 1932. Imprensa Moderna. In-4.º de 32 págs. B.
Curioso estudo ilustrado com estampas em separado, a juntar à vasta colecção bibliográfica dos
famosos painéis.
[111]
2589 - ver pág. 114
2584 — GOMES (A. Sousa).- INTERPRETAÇÃO CAMONEANA DOS PAINÉIS DE NUNO
GONÇALVES. Livraria Renascença, Lisboa. 1960. In-4.º de 23-I págs. B.
Com reproduções em separado dos painéis que constituem o políptico de Nuno Gonçalves, sem dúvida
o mais famoso e controverso caso da pintura portuguesa antiga.
2585 — GOMES (A. Sousa).- NUNO GONÇALVES E A PINTURA ABSTRACTA. Lisboa.
1963. [Tipografia Silva & Ourelo, Lda. Lisboa]. In-8.º gr. de 16 págs. B.
Curioso e invulgar estudo que tem como única ilustração uma xilogravura ou desenho representando
Santo André.
2586 — GOMES (A. Sousa).- O PINTOR NUNO GONÇALVES E OS SEUS PAINÉIS. 2ª Edição.
Lisboa. 1970. In-8.º de 32 págs. B.
Estudo ilustrado em folhas à parte, pertencente à polémica dos painéis ditos de Nuno Gonçalves.
2587 — GOMES (A. Sousa).- A RAINHA FADA. Breve noticia de uns famosos paineis.
Lisboa. Tipografia do Comercio. 1927. In-4.º de 32 págs. B.
Uma das peças da dilatada polémica sobre a paternidade dos painéis de S. Vicente, publicado sob
pseudónimo (Armando Lassancy), em separata de «Brasões e Genealogias», de que apenas se imprimiram 250 exemplares.
Anterrosto com falta da parte superior.
2588 — GOMES (A. Sousa).- A SIGLA DE NUNO GONÇALVES. Livraria Renascença.
Lisboa. [1928]. In-8.º gr. de 26 págs. B.
Subsídio para a debatida e larga controvérsia.
~
2589 — GOMES (Alexandre Caetano).- DISSERTAÇOES // JURIDICAS, SOBRE A INTELLIGENCIA // de algumas Ordenações do Reyno, // QUE POR SUPPLEMENTO // AO
// MANUAL PRATICO // ESCREVEO O SEU AUTOR // O DOUTOR // ALEXANDRE
CAETANO // GOMES // Presbytero do Habito de S. Pedro, Graduado nos // Sagrados Canones,
Protonotario Apostolico de // Sua Santidade, Advogado nos Auditorios // da Corte de Lisboa,
e natural da // Praça de Chaves. // LISBOA: Na Officina de DOMINGOS GONC,ALVES. //
Anno MDCCLVI. In-4.º de XVI-456 págs. E.
Autor transmontano, natural de Chaves, com várias obras publicadas. Esta é uma das mais
estimadas e invulgares, dizendo Inocêncio que “o seu preço é de 360 até 800 réis, conforme a mão em
que se acham.”
Encadernação inteira em pele, da época, muito gasta. (ver gravura na pág. 112)
2590 — GOMES (Alice).- POESIA PARA A INFANCIA. Editora Ulisseia. [Lisboa. 1955].
In-4.º gr. de 119-VII págs. E.
Rara antologia de poesia portuguesa e brasileira organizada por Alice Gomes, com capa e ilustrações
a cores do pintor Costa Pinheiro. Autores escolhidos: Adolfo Casais Monteiro, Afonso Duarte, Afonso
Lopes Vieira, Garrett, Álvaro Feijó, Antero, António Botto, Correia de Oliveira, António Feijó, António
Nobre, Augusto Gil, Augusto Santa Rita, Cabral do Nascimento, Carlos Queirós, Eugénio de Castro,
Fausto José, Fernando Pessoa, Gomes Leal, Junqueiro, Irene Lisboa, José Régio, João de Deus, Miguel
Torga, Natércia Freire, Tolentino, Pedro Homem de Mello, Ruy Cynatti, Saul Dias, Sebastião da
Gama, Pascoaes, Nemésio, Drummond de Andrade, Cassiano Ricardo, Cecília Meireles, Jorge de
Lima, Manuel Bandeira e Ribeiro Couto entre outros. Primeira edição.
Encadernação danificada na lombada. (ver gravura na pág. 113)
2590 - ver pág. 114
2591 — GOMES (Augusto Ferreira).- NO CLARO-ESCURO DAS PROFECIAS. S. Malaquias - Nostradamus - Bandarra - O Apocalipse de S. João - O Rapto da Europa ou o Letargo
da Civilização Ocidental - O Fim da Terceira República Francesa e a vinda da Monarquia em
1944 - Graves acontecimentos na França, Itália, Alemanha e Inglaterra - O Ressurgimento do
Ocidente. Livraria Portugália. Lisboa. [S.d.] In-8.º de 156-IV págs. B.
Livro muito curioso e raro, dedicado “À Memória do Astrólogo Fernando Pessoa”.
[114]
2592 — GOMES (Augusto Ferreira).- QUINTO IMPÉRIO. Parceria António Maria Pereira.
Lisboa. [1934]. In-4.º de XXIX-XXXIV págs. B.
Um dos primeiros discípulos de Fernando Pessoa, Augusto Ferreira Gomes colaborou em algumas das
mais importantes revistas modernistas, desenvolvendo nesta obra um dos mais significativos temas
da «Mensagem». Estimado também pelo extenso e importante prefácio de Fernando Pessoa, em que o Poeta
“expõe as suas concepções ocultistas aplicadas à História em geral e de Portugal em particular.”
2593 — GOMES (Augusto Ferreira).- RAJADA DOENTIA. Apontamentos. MCMXV. Lisboa.
Editor e Proprietario Empreza de Publicações Populares. In-8.º de 109-I págs. B.
Primeiro livro do autor, muito raro. Capa da brochura ilustrada por António Soares.
(ver gravura na pág. 115)
2594 — GOMES (Bernardino António).- ELEMENTOS DE PHARMACOLOGIA GERAL,
ou principios geraes de materia medica e de therapeutica. Lisboa. Na Typographia da Academia
[Real das Ciências]. MDCCCLXIII. In-8.º gr. de VIII-401-V págs. E.
São muito invulgares os exemplares da “Segunda edição, correcta e augmentada” desta obra do notabilíssimo médico que foi Bernardino António Gomes.
Encadernação com a lombada em pele, da época.
2595 — GOMES (Bernardino António).- ENSAIO DERMOSOGRAPHICO OU SUCCINTA
E SYSTEMATICA DESCRIPÇAO DAS DOENÇAS CUTANEAS, conforme os principios
e observações dos doutores Willan, e Bateman, com indicação dos respectivos remedios aconselhados por estes celebres authores, e alguns outros. Por... Lisboa. Na Typografia da mesma
Academia. 1820. In-8.º gr. de XII-XXV-VIII-171-I págs. E.
Curioso e raro trabalho de medicina dermatológica redigido pelo célebre médico e cientista que foi
Bernardino António Gomes.
Com uma litografia colorida mostrando um negro atingido por doença de pele e uma outra, também
policromada, representando “As 8 ordens de doenças Cutaneas”.
Encadernação com a lombada em pele, da época. Nota de posse de A. Ribeiro manuscrita no anterrosto.
(ver gravura na pág. 117)
2596 — GOMES (Bernardino António).- MEMORIA SOBRE OS MEIOS DE DIMINUIR
A ELEPHANTIASE EM PORTUGAL, e de aperfeiçoar o conhecimento, e cura das Doenças
cutaneas. Offerecida ás Cortes de Portugal de 1821. Por Bernardino Antonio Gomes, Medico
da Camara de S. M., etc. Lisboa: Na Officina de J. F. M. de Campos. Anno de 1821. In-8.º gr.
de 60-II págs. B.
Cremos que se trata do primeiro trabalho publicado em Portugal sobre esta doença, sendo seu autor
um dos mais célebres médicos portugueses, Bernardino António Gomes, natural de Paredes de Coura,
fundador da primeira instituição vacínica em Portugal e autor de numerosos trabalhos científicos.
Raro. (ver gravura na pág. 117)
2597 — GOMES (Celestino).- LUAR DE LAGRIMAS. Contos de Celestino Gomes com vinte
madeiras originais de João Carlos e capa de Cândido Craveiro. Companhia Portuguesa Editora,
Lda. Porto. S.d. In-8.º de 133-III págs. B.
Um dos menos frequentes livros de João Carlos Celestino Gomes, médico, escritor e artista natural
de Ílhavo.
2593 - ver pág. 116
2598 — GOMES (Celestino).- MOTIVOS DE DECORAÇÃO ILHAVENSE. Esboço para uma
Arte regional lido no Teatro Municipal de Ilhavo na noite de 23-III-932. [Ilhavo]. In-8.º gr.
de 29-I págs. B.
Capa ilustrada por João Carlos e ilustrações alusivas nas páginas do texto. Tiragem restrita.
(ver gravura na pág. 118)
[116]
2596 - ver pág. 116
2600 - ver pág. 119
2595 - ver pág. 116
2598 - ver pág. 116
2599 — GOMES (Celestino).- Ó-AI-SAN. Versos de Celestino Gomes. Desenhos de João Carlos.
Capa de Cândido Craveiro. Companhia Portuguesa Editora, Ldª. Porto. In-8.º gr. de 85-III págs. B.
Interessante obra poética de inspiração oriental, impressa a duas cores. Tiragem limitada.
Dedicatória para Laureano Barros, com assinatura não legível.
2600 — GOMES (Celestino).- SIGNO DE TOIRO. Romance. Livraria Civilização - Pôrto.
1939. In-8.º de 182-IV págs. B.
Capa da brochura ilustrada a cores pelo autor representando um touro e um campino a cavalo.
(ver gravura na pág. 118)
2601 — GOMES (Celestino).- SÓROR LEONOR. Quadro dramático, em verso. Tipografia
d’Os Sucèssos. Ilhavo. 1920. In-8.º gr. de 15-I págs. B.
Primeira e rara produção literária de João Carlos Celestino Gomes, médico, escritor e artista plástico,
natural de Ílhavo.
2602 — GOMES (Elviro da Rocha).- GLOSSÁRIO SUCINTO PARA MELHOR COMPREENSÃO DE AQUILINO RIBEIRO. Distribuidores Porto Editora - Empresa L. Fluminense,
Lda. [S.d]. In-8.º gr de 51-I págs. B.
Interessante e valioso para o acompanhamento da leitura da obra de Aquilino. Invulgar.
2603 — GOMES (F. Matos).- 30 ANOS DE ESTADO NOVO. Direcção literária de... Direcção
artística de A. da Costa. Lisboa. 1957. [Gráfica Boa Nova, Lda]. In-4.º gr. de XXXI-I-637-LIII págs. B.
Obra de apologia ao Estado Novo e à sua acção governativa, ilustrada com centenas de fotografias que
documentam acontecimentos, retratos de personalidades portuguesas e estrangeiras, fotografias de
edifícios de Portugal continental e colonial, etc. Capítulos: «Prestígio do Estado», «Forças Armadas»,
«Portugal no Mundo», «Obras Públicas», «Educação e Cultura», «Fomento Económico», «Portugal
Ultramarino» e «Preocupação Social». Com fac-símiles de assinaturas de Governadores Civis, Presidentes de Câmaras, etc.
2604 — GOMES (Luísa Costa).- OLHOS VERDES. Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1994.
In-8.º de 179-I págs. B.
A este livro foi atribuído o Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores relativo a 1994.
2605 — GOMES (M. Teixeira).- AGOSTO AZUL. Lisboa. Livraria Classica de A. M. Teixeira.
1904. In-8.º de LXXVI-161-I págs. E.
É a primeira edição desta excelente e muito justamente apreciada obra de Teixeira Gomes. Camiliana.
Com as capas da brochura conservadas e só de leve aparado à cabeça.
2606 — GOMES (M. Teixeira).- ANA ROSA. Seara Nova. 1941. [Lisboa]. In-4.º de 28 págs. B.
Texto inédito, póstumo, e uma das mais raras publicações de Teixeira Gomes. Com um texto preliminar
de Castelo Branco Chaves.
2607 — GOMES (M. Teixeira).- CARNAVAL LITERÁRIO. (2ª parte de «Miscelânea»). Seara
Nova. Lisboa. 1939. In-8.º de 318-II págs. E.
“Tão fielmente retratado me vejo neste livro que o ofereço aos meus amigos, como bilhete de
despedida... para o outro mundo”. Primeira edição.
Bem encadernado, com as capas da brochura conservadas e só de leve aparado à cabeça.
2608 — GOMES (M. Teixeira).- CARTAS A COLUMBANO. «Seara Nova». Lisboa. 1932.
In-8.º de 212-II págs. B.
É a primeira edição destas belas cartas de viagem, onde se lêm páginas de verdadeira antologia.
[119]
2609 — GOMES (M. Teixeira).- CARTAS SEM MORAL NENHUMA. Lisboa. Livraria Editora
Tavares Cardoso & Irmão. 1903. In-8.º de VIII-216-II págs. B.
Primeira e bastante rara edição do segundo livro do autor, prosador dos mais notáveis da literatura
portuguesa do século passado.
Desconjuntado.
2610 — GOMES (M. Teixeira).- CARTAS SEM MORAL NENHUMA. 2ª edição acrescentada.
Lisboa. Livraria Clássica Editora. 1912. In-8.º de 305-I págs. B.
São invulgares os exemplares desta edição acrescentada.
Com algumas manchas de acidez.
2611 — GOMES (M. Teixeira).- CORRESPONDÊNCIA. Cartas para Políticos e Diplomatas.
Colectânea, Introdução e Notas de Castelo Branco Chaves. Portugália Editora. Lisboa. [1960].
2 vols. In-8.º de 237-V e 227-IX págs. B.
“O leitor que apenas tenha conjecturado a personalidade de Teixeira-Gomes através da sua obra
literária, ficará certamente surpreendido com a leitura das cartas que constituem esta colectânea
epistolar (...) vem aqui deparar com um homem tenaz, inteiramente votado à missão que aceitara, de fé
inquebrantável em melhores destinos para o seu país, defensor corajoso e activo do regímen que, com
bons servidores, considerava o melhor para Portugal, trabalhador não direi infatigável, mas enèrgicamente decidido a não se deixar vencer pela fadiga nem pelo desânimo”. Cartas de grande importância
para a história política da época, também protagonizada por Teixeira-Gomes, presidente da República,
diplomata e escritor algarvio de definitivo e justo lugar nas letras portuguesas. Primeira edição, muito
cuidada e em bom papel, integrada nas «Obras Completas» do autor.sd
2612 — GOMES (M. Teixeira).- DESENHOS E ANECDOTAS DO JOÃO DE DEUS. Lisboa.
Livraria Classica Editora. 1907. In-8.º gr. de 15-I págs. B.
“Reprodução de um artigo da revista Coimbrã ARTE & VIDA para ser vendida em proveito da Associação
das Escolas Moveis pelo methodo João de Deus”. Com os desenhos disseminados nas páginas do texto. Raro.
2613 — GOMES (M. Teixeira).- GENTE SINGULAR. Lisboa. Livraria Clássica Editora. 1909.
In-8.º de 273-I págs. B.
Primeira edição de um dos mais invulgares e interessantes livros do grande prosador algarvio, diplomata e Presidente da República Portuguesa de 1923 a 1925.
2614 — GOMES (M. Teixeira).- INVENTARIO DE JUNHO. Porto. Typographia de A. J. da
Silva Teixeira. 1899. In-8.º de XXI-I-211-I págs. B.
Primeira edição do primeiro livro de Teixeira-Gomes, escritor marcante da literatura portuguesa do
século XX.
2615 — GOMES (M. Teixeira).- LONDRES MARAVILHOSA e outras páginas dispersas.
Seara Nova. Lisboa. 1942. In-8.º de 143-XVI-II págs. B.
Primeira edição, póstuma, rematada com «Notas ensartadas a modo de posfácio», por Castelo Branco
Chaves. Com retratos impressos em separado.
2616 — GOMES (M. Teixeira).- MARIA ADELAIDE. «Seara Nova». Lisboa. 1938. In-8.º
de 207-III págs. B.
Primeira edição de uma das mais belas obras de Teixeira Gomes.
2617 — GOMES (M. Teixeira).- MISCELÂNEA. «Seara Nova». Lisboa. 1937. In-8.º
de 348-II págs. B.
Primeiro e único volume publicado com este título, «Miscelânea», escrito em forma de cartas dirigidas
a escritores, artistas, etc. Posteriormente foi publicada a segunda parte desta obra, intitulada «Carnaval
Literário», que assim veio completar uma das mais interessantes produções do autor. Primeira edição.
[120]
2618 — GOMES (M. Teixeira).- NOVELAS EROTICAS. «Seara Nova». Lisboa. 1934. In-8.º
de 212-IV págs. B.
Impresso no verso do frontispício: “Leitura para adultos. Tiragem de 300 exemplares fora do comércio”,
constituintes da edição original da obra.
Tem na folha de guarda: “Oferta do auctor”.
2619 — GOMES (M. Teixeira).- [OBRAS]. Editores e datas diversas. 3 obras In-8.º B.
Com as seguintes obras: «Inventário de Junho», Nova edição, 1918; «Inventário de Junho», 3.ª edição,
1933 (autografado por Loureiro Botas); «Regressos», 2ª edição, 1935.
2620 — GOMES (M. Teixeira).- REGRESSOS. «Seara Nova». Lisboa. 1935. In-8.º de 304-II
págs. B.
Capítulos consagrados a Porto, Lisboa, Coimbra, Braga, Algarve, Évora, Sintra, Alcobaça, Batalha,
etc. Primeira edição.
Junta-se o raro opúsculo de 23-I págs. intitulado «Regressos. Apenso à Iª edição, Cap.os I e II de
«Lisboa (1895)».
2621 — GOMES (M. Teixeira).- SABINA FREIRE. Comedia em 3 actos. Lisboa. Livraria
Classica Editora de A. M. Teixeira. 1905. In-8.º de 234-II págs. B.
Primeira e invulgar edição desta muito estimada produção teatral do autor e também um dos seus
primeiros livros.
2622 — GOMES (Pinharanda).- A FILOSOFIA HEBRAICO-PORTUGUESA. 1981. Lello &
Irmão - Editores. Porto. In-8.º de 524 págs. B.
“(...) Este volume contém uma contribuição geral, sobre o que os judeus portugueses pensaram aqui
ou alhures, e constitui a primeira tentativa de resposta à pergunta: que pensaram, e como pensaram,
os judeus de Portugal? Num país onde a história dos judeus se preocupa com saber quanto os judeus
tinham, é significativo indagar o que pensavam.”
2623 — GOMES (Soeiro Pereira).- CONTOS VERMELHOS. Lisboa. 1957. [S. tip.]. In-8.º peq.
de 22-II págs. B.
Raríssima edição clandestina integrando os contos «Refúgio Perdido», «O Pio dos Mochos» e «Mais
um Herói», todos dedicados “Aos meus Companheiros — que, na noite fascista, ateiam clarões duma
alvorada.” (ver gravura na pág. 121)
2624 — GOMES (Soeiro Pereira).- CONTOS VERMELHOS. [Edições do M.J.T. Oficinas
Gráficas «N.A.», Lda. 1974?]. In-8.º gr. de 15-I págs. B.
Reedição promovida pelo Movimento da Juventude Trabalhadora.
2625 — GOMES (Soeiro Pereira).- ENGRENAGEM. Romance. Edições SEN Porto. 1951.
In-8.º de 261-III págs. B.
Obra importante no moderno panorama da literatura portuguesa, integrada no movimento neo-realista,
movimento de que o autor foi um dos mais notáveis seguidores. Livro originalmente destinado a ser
publicado na colecção coimbrã «Novos Prosadores» mas publicado postumamente por iniciativa dos
dois irmãos do autor e principalmente por Adolfo Casais Monteiro, seu cunhado. Primeira edição,
apreendida aquando do seu aparecimento no mercado.
2626 — GOMES (Soeiro Pereira).- ESTEIROS. Edições “Sirius”. 1941. [Lisboa. Oficinas de
Severo, Freitas, Mega & Cª]. In-8.º de 297-V págs. B.
2623 - ver pág. 122
Disse Joé Carlos Barcellos que “Esteiros, ao lado de Gaibéus, de Alves Redol, publicado dois anos
antes, foi tido pela crítica como exemplo típico da estética neo-realista e dos recursos narrativos por
.../...
[122]
2633 - ver pág. 124
ela empregados, sobretudo em seu momento inicial, tais como personagem-grupo, predomínio da
situação sobre a personagem, ênfase no espaço, etc.” Obra impedida de circular pela censura oficial
da época. Edição original do único livro publicado em vida do autor, ilustrado com desenhos e capa
de Álvaro Cunhal.
Dedicatória “com a solidariedade do [?] Pereira Gomes”.
2627 — GOMES (Soeiro Pereira).- REFÚGIO PERDIDO. Inéditos e Esparsos. Edições SEN.
Porto. 1950. [Papelaria e Tipografia Leixões. Matosinhos]. In-8.º de 106-VI págs. B.
Primeira edição, proibida aquando do seu aparecimento. Ilustrada com um retrato do autor.
2628 — GÓMEZ CHARIÑO (Payo).- CANCIONERO DE PAYO GÓMEZ CHARIÑO,
Almirante y Poeta (Siglo XIII). Texto crítico con introducción, notas, glosario, apéndices
y bibliografía por A. Cotarelo Valledor. Madrid. Librería General de Victoriano Suárez. 1934.
In-8.º de 303-I págs. B.
“Entre el centenar de poetas colaboradores de los Cancioneros galaicolusitanos de la Edad Media,
destácase con caracteres de idudable personalidad la noble figura del almirante Don Payo Gómez
Chariño. (...)” As poesias de Chariño aparecem antecedidas do dilatado e importante estudo de
Cotarelo Valledor.
2629 — GONÇALVES (António Augusto) & CASTRO (Eugénio de).- NOTÍCIA HISTÓRICA E DESCRIPTIVA DOS PRINCIPAES OBJECTOS DE OURIVESARIA EXISTENTES NO
THESOIRO DA SÉ DE COIMBRA. Coimbra. Imprensa Académica. 1911. In-4.º de 47-I págs. B.
Interessante monografia de arte, impressa em papel de linho e ilustrada em folhas à parte com estampas
que reproduzem alguns dos objectos do referido tesouro.
2630 — GONÇALVES (António da Silva).- RICARDO REIS. Universidade de Lourenço Marques. 1974. [Spanos Gráfica]. In-4.º de VIII-272 págs. B.
2632 - ver pág. 124
Valioso trabalho a enfileirar ao lado dos muitos suscitados pela complexa figura literária de Fernando
Pessoa, publicado em reduzida separata da «Revista de Ciências do Homem» da Universidade de
Lourenço Marques.
2631 — GONÇALVES (Egito).- OS ARQUIVOS DO SILÊNCIO. (1959-1961). Portugália
Editora. Lisboa. [1963]. In-8.º gr. de XLII-II-153-XI págs. B.
Um dos bons livros de poesia de Egito Gonçalves, dado a lume na magnífica colecção «Poetas de
Hoje». Excelente e extenso prefácio de Óscar Lopes, que diz: “O abrir de OS ARQUIVOS DO SILÊNCIO
é, além de tudo, uma acção libertadora das palavras e coisas vivificantes, pães da alma que anima
o mais profundamente comum dos Homens, daquilo que faz os Homens cada vez mais dignamente
Homens.”
Exemplar valorizado com dedicatória do poeta para Laureano Barros.
2632 — GONÇALVES (Egito).- DIÁRIO OBSESSIVO. (Julho-Setembro: 1958). [Tipografia
da Cooperativa do Povo Portuense. Porto]. In-8.º de XVI págs. inums. B.
Edição provavelmente muito reduzida. Capa da brochura ilustrada por Francisco Relógio.
Com versos manuscritos pelo poeta na folha de anterrosto. (ver gravura na pág. 123)
2633 — GONÇALVES (Egito).- A EVASÃO POSSÍVEL. [1952. «Empresa Industrial Gráfica
do Porto Lda.» Porto]. In-8.º gr. de 32-IV págs. B.
Um dos primeiros livros de um dos mais marcantes poetas do seu tempo, com um desenho de Fernando
Lanhas em folha dupla. Edição constituída por 160 exemplares, dos quais só 50 foram destinados para
venda ao público.
Dedicatória do autor para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 123)
[124]
Sobre Egito Gonçalves escreveu Fernando Gonçalves que, “como poeta, a sua obra tende para
o estabelecimento de um equilíbrio entre duas tendências que se afirmaram nas décadas de
40 e 50: o neo-realismo e o surrealismo.” Livrinho integrado nos «Cadernos de Poesia» da Dom
Quixote. Invulgar.
2635 — GONÇALVES (Egito).- MEMÓRIA DE SETEMBRO. Poema de... [Imprensa Social.
Porto. 1960]. In-8.º gr. oblongo de XXVIII págs. inums. B.
Edição do autor, de original apresentação gráfica de Álvaro Portugal e escasso aparecimento no mercado.
Seleccionado por «Notícias do Bloqueio».
2648 - ver pág. 129
2634 — GONÇALVES (Egito).- O FÓSFORO NA PALHA, Seguido de O SISTEMA
INTERROGATIVO e outros poemas. Publicações dom quixote. [Lisboa. 1970]. In-8.º esguio
de 102-II págs. B.
2636 — GONÇALVES (Egito).- POEMA PARA OS COMPANHEIROS DA ILHA. Porto.
1950. In-8.º gr. de XVI págs. inums. B.
Primeiro e muito raro livro de poesia de Egito Gonçalves. Desenho da capa de Câmara Leme, repetido
no frontispício.
O Autor, poeta, tradutor e editor, natural de Matosinhos, colaborou nas revistas «Serpente», «Plano»,
«Notícias do Bloqueio», «Árvore», «Távola Redonda», etc.
Valorizado com dedicatória do poeta para Laureano Barros.
2637 — GONÇALVES (Egito).- UM HOMEM NA NEBLINA. Germinal - Cítara. [Porto.
1950]. In-8.º gr. de XXXII págs. inums. B.
Uma das primeiras publicações poéticas do autor. Raro.
Com dedicatória do punho do autor para Laureano Barros.
2638 — GONÇALVES (Egito).- UM TRADUTOR FORA DE PASTERNAK. 1959. Porto.
Edição do autor. [Imprensa Social]. In-8.º de 13-III págs. B.
2639 — GONÇALVES (Egito).- O VAGABUNDO DECEPADO. Poema de... [Edição Notícias
do Bloqueio. Porto. 1957]. In-8.º gr. oblongo de XVI págs. inums. B.
Arranjo gráfico de Álvaro Portugal. Desenho surrealista de António Areal impresso em separado.
Muito invulgar.
Curiosa dedicatória do autor.
2640 — GONÇALVES (Egito).- A VIAGEM COM O TEU ROSTO. Poemas. Publicações
Europa-América. Lisboa. 1958. In-8.º de 68-VIII págs. B.
Livro de poesias integrado na colecção «Cancioneiro Geral». Invulgar.
Com dedicatória do autor para Laureano Barros.
2641 — GONÇALVES (Flávio).- O VESTUÁRIO MUNDANO DE ALGUMAS IMAGENS
DO MENINO JESUS. Porto. 1967. In-8.º gr. de 34-II págs. B.
Estudo ilustrado, publicado em separata da «Revista de Etnografia».
2642 — GONÇALVES (J. Cardoso).- O “LAPIDARIO DEL REY D. ALFONSO X EL SABIO”.
Estudo dêste Manuscrito Iluminado do Século XIII (Da Biblioteca de S. Lourenço
do Escorial). Lisboa. MDCDXXIX. [Centro Tip. Colonial]. In-4.º gr. de VIII-II-68-II
págs. B.
O volume, de excelente qualidade gráfica, reproduz algumas iluminuras do preciso códice medieval
e dele foram impressos apenas 350 exemplares numerados e assinados. Prefácio de Xavier da Costa.
[125]
2645 - ver pág. 127
Escrito de demolidora crítica à tradução de João Apolinário de «O Ano 1905» de Boris Pasternak.
2643 — GONZAGA (Tomás António).- CARTAS CHILENAS (Treze) em que o Poeta Critillo
conta a Dorothéo os factos de Fanfarrão Minezio, Governador do Chile. Copiadas de um antigo
manuscripto de Francisco Luiz Saturnino da Veiga, e dadas á luz com uma Introducção por
Luiz Francisco da Veiga, Bacharel formado em sciencias juridicas e sociaes pela Faculdade do
Recife. Rio de Janeiro. Publicadas em casa dos editores Eduardo & Henrique Laemmert. 1863.
In-8.º de 220-IV págs. E.
Rara edição das «Cartas Chilenas», poema atribuído a Tomás António Gonzaga. Diz Palmira Morais
Rocha de Almeida no seu «Dicionário de Autores do Brasil Colonial» que “Estas Cartas, escritas em
1786, apareceram cobertas pelo anonimato, por motivos perfeitamente compreensíveis, e a questão
da sua autoria originou durante um largo período o desenvolvimento de uma acalorada polémica,
consubstanciada em três hipóteses: Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto ou
Tomás António Gonzaga. Luís Francisco da Veiga não tinha dúvidas quanto a ter sido este último
o autor do poema, convicção confirmada por estudos posteriores, nomeadamente os desenvolvidos
por Manuel Rodrigues Lapa. (...)”
Exemplar com falta das págs. prels. 17 a 33. Encadernação da época.
2644 — GONZAGA (Tomás António).- AS MAIS BELAS POESIAS DE TOMÁS ANTÓNIO
GONZAGA, escolhidas por José Régio, com ilustrações de Júlio Pomar, Lima de Freitas, Maria
Keil e Rogério Ribeiro. Artis. [Lisboa. 1960]. In-4.º de 39-IX págs. B.
Volume ilustrado em folhas à parte, integrado na magnífica colecção «As Mais Belas Poesias da
Língua Portuguesa».
2645 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA // DE // DIRCEO // POR T. A. G. // ... // LISBOA: // NA OFFICINA NUNESIANA. // ANNO M.DCC.XIC [e TERCEIRA PARTE. Lisboa:
Na Offic. de Joaquim Thomas de Aquino Bulhoens. Anno de 1800] // Com licença da Meza do
Desembargo do Paço. Lisboa. 3 partes ou vols. In-8.º de 118-II, 108 e 110 págs. E. e B.
Segunda edição da primeira parte e primeira das 2ª e 3ª desta importantíssima obra de Tomás António
Gonzaga, poeta dos mais notáveis do seu tempo, nascido na cidade do Porto, mas acolhido pelo Brasil
como um dos seus mais lídimos representantes da sua, então, nascente literatura. Lê-se na «Bibliografia
Brasileira do Período Colonial», de Rubens Borba de Moraes, que a 3.ª parte “é apócrifa, não se
sabendo quem a escreveu para aproveitar o sucesso de Gonzaga.”
Nota de Laureano Barros no verso da pasta da encadernação da primeira parte: “A 1.ª ed. da 2.ª
Parte é tão rara que Mestre R. Lapa não conseguiu acesso a um exemplar s/ o qual fizesse a ed. dos
Clássicos Sá da Costa”.
As duas primeiras partes estão reunidas numa só encadernação inteira em pele, da época, estando em
brochura o volume correspondente à terceira parte. (ver gravura na pág. 126)
2646 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA DE DIRCEO. Por T. A. G. Nova edição.
Lisboa: Na Typographia Lacerdina. 1811. In-12.º esguio de 226 págs. E.
Segundo a relação dada por Inocêncio, esta será a quarta edição da obra, uma das mais estimadas da
poesia portuguesa. Lê-se na «Advertencia», também reproduzida por Borba de Moraes, que “Nesta
edição que vamos agora expôr ao Público, das Obras do nosso amavel Poeta, talvez único neste genero
de Poesia, temos a satisfação de poder dizer, que se não vão taes quaes elle as compozéra, tambem
ninguem as terá tão exactas; pois que a troco de laboriosas fadigas, e por dilatados tempos, nos impozemos a tarefa de mendigar as Copias mais authenticas, e fidedignas, algumas até pela letra do mesmo
Author; e depois de hum maduro exame as colligimos desta maneira, substituindo-lhes muito mais
Lyras, e multiplicidade de versos, e mesmo infinidade de palavras trocadas, que vinhão nas Edicções
antecedentes. Tambem devemos prevenir o mesmo Publico de que supposto fosse impresso em Lisboa
hum folheto, figurando a Terceira Parte das Obras do mesmo Author, he inteiramente apocrifo, e até
feito por pessoa do nosso conhecimento; e como só queremos dar á Luz tudo aquillo de que temos
huma cabal certeza ter sido composto pelo nosso amabilissimo Poeta; razão porque foi por nós altamente desprezado; não querendo que o Publico o avalie por mais do que vale.”
Edição muito importante e bastante rara.
Encadernação inteira em pele, não contemporânea.
[127]
2653 - ver pág. 130
2647 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA DE DIRCEO. Por T. A. G. Nova Edicção.
Lisboa: Na Typografia Lacerdina. 1819. In-12.º esguio de 226 págs. E.
2653 — GONZÁLEZ (José Carlos).- POEMAS DA NOITE NOVA. Lisboa. 1957. [Gráfica
Sintrense, Lda.]. In-4.º peq. de 50-VI págs. B.
Borba de Moraes diz que “Esta edição é reprodução página por página da de 1811”, também publicada
sem a Terceira parte.
Boa encadernação inteira em pele, da época.
Autor por várias vezes referido em «O Surrealismo em Portugal» por Maria de Fátima Marinho.
Edição de aparente reduzida tiragem.
Capa da brochura ilustrada por René Bertholo. (ver gravura na pág. 128)
2648 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA DE DIRCEO. Por T. A. G. Lisboa: Na Typ.
de J. F. M. Campos. 1824. [Tipografia Lacerdina, 1804 e impressão Regia, 1812]. 3 partes ou
vols. In-8.º E. em 1.
2654 — GORANI (José).- PORTUGAL. A Côrte e o País nos anos de 1765 a 1767. Tradução,
prefácio e notas por Castelo Branco Chaves. Editorial Ática, Ldª. [Lisboa. 1945]. In-4.º de 197-V págs. B.
A segunda parte é da Tipografia Lacerdina, 1804 e a terceira é da Impressão Régia, 1812.
“Nota Importante” da mão de Laureano Barros: “Neste livro (que custou, em Junho/80, 3.000$00)
o que é mais significativo e importante é a 3.ª parte. Esta 3ª parte é considerada, hoje em dia, a “3ª
parte autentica” da M. de Dirceu (Ver, por ex. “M. de Dirceu” da C. Class. Sá da Costa c/ notas de
R. Lapa. Trata-se da 1ª ed. desta 3ª parte autêntica que só foi “ressuscitada” por R. Lapa. passados
cento e muitos anos!!! A 3ª parte apócrifa - que também possúo - saíu 12 anos mais cedo (Ver nota na
introd. desta 3ª parte).
“Raro e valioso (sobretudo por causa da 3ª parte.
“Na lista n.º 24 (Vária II, 2ª Parte) de Telles da Silva descreve-se um exemplar “igual” a este por
75.000$00”
Encadernação com lombada e cantos em pele, não contemporânea. (ver gravura na pág. 126)
2649 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA DE DIRCEO. Por T. A. G. PARTE
I [II e III]. Nova Edição. Lisboa, Na Typographia Rollandiana. 1827. In-12.º de 251-I págs. E.
Borba de Moraes: “Contém a Primeira Parte e a Segunda Parte da edição de 1811. A Terceira Parte
é a apócrifa de Bulhões sem o Prólogo.” Edição de muito pequeno formato, bastante invulgar.
Encadernação inteira de pele, da época.
2650 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA DE DIRCEO. Por T. A. G. Nova edição.
Lisboa, Na Typographia Rollandiana. 1840. In-12.º de 251-I págs. E.
Invulgar edição rolandiana da obra, edição que Inocêncio não regista entre as muitas outras de que
tratou. Esta edição integra a Terceira Parte, considerada apócrifa.
Encadernação não contemporânea, com a lombada em pele.
2651 — GONZAGA (Tomás António).- MARILIA DE DIRCEU. Lyras de Thomaz Antonio
Gonzaga precedidas de uma Noticia Biographica e do Juizo Critico dos Auctores estrangeiro
e nacionaes e das Lyras escriptas em resposta as suas e acompanhadas de Documentos Historicos
por J. Norberto de Souza S. Rio de Janeiro. Livraria de B. L. Garnier. 1862. 2 vols. In-8.º
de IV-347-I e IV-348-16 págs. E.
Com uma litografia representando Tomás António Gonzaga, poeta nascido em Miragaia, cidade do
Porto, com placa evocativa na casa onde nasceu. Textos preliminares de Ferdinand Denis e outros.
Com finos picos de traça nas margens das primeiras folhas do primeiro volume e manchas de acidez
devidas à qualidade do papel. Encadernações editoriais com as lombadas em pele, finos ferros a ouro
nas lombadas e pastas e com o corte das folhas dourado a ouro fino.
2652 — GONZAGA (Tomás António).- POESIAS / CARTAS CHILENAS. Edição crítica de
M. Rodrigues Lapa. Rio de Janeiro - 1967. In-4.º de XL-323-V págs. B.
Volume dado a lume pelo Instituto Nacional do Livro, Ministério da Educação e Cultura do Brasil,
trabalho realçado por Clóvis Salgado no texto de Apresentação, dizendo de Rodrigues Lapa: “Louvar
o esfôrço de erudição, a inteligência de interpretação e a harmonia de compreensão da obra poética
de Tomás António Gonzaga revelados pelo mestre português da filologia é algo dispensável, nesta
altura da sua carreira, quando já é senhor de crédito que o consagra entre as grandes figuras da cultura
portuguêsa contemporânea.”
Capa da brochura mal cuidada.
[129]
Neste livro “Inverosimilhanças, erros e mentiras existem, de facto, como o leitor verificará por si
ou auxiliado pelas notas. Não obstante, êste relato sôbre o Portugal pombalino é um testemunho de
grande valor e, afinal, um dos mais lisonjeiros para a terra e para a gente portuguesa”; “Conjecturo
que êste italiano veio a Portugal em missão de espionagem (...) e daí a permanente inquietação em que
aqui viveu”, segundo diz Castelo Branco Chaves. Com reproduções de interessantes gravuras antigas.
Da colecção «Portugal visto pelos estrangeiros».
2655 — GOUVEIA (António de).- EM PROL DE ARISTÓTELES. Tradução e prefácio de
Aquilino Ribeiro. Livraria Bertrand. Lisboa. [1940]. In-8.º de XII-II-106-II ff. B.
Boa edição fac-similada da importante obra do filósofo português António de Gouveia, “cristão-novo,
natural de Beja, espírito luminoso e inquieto do Renascimento.” É extenso e de indiscutível interesse
o prefácio de Aquilino Ribeiro. Primeira edição, de tiragem restrita.
2656 — GOUVEIA (Horácio Bento de).- ILHÉUS. Romance. Coimbra Editora, Limitada.
[Coimbra. 1949]. In-8.º de XVI-222-II págs. B.
O autor, natural da Ilha da Madeira, tem numerosos livros publicados. Do Prefácio de Aquilino
Ribeiro: “(...) Eu nunca fui à sua Ilha. É uma falta na minha história emocional tão sensível como, por
exemplo, nunca ter amado uma freira nem haver tomado parte numa das grandes guerras que passaram
por cima de nós. (...) Ilhéus, além de revelar o psicólogo e analista, denota o professor que preza as
regras da sintaxe e usa sem artifício nem superfluidade as louçanias da linguagem.(...)” Edição
numerada e rubricada pelo autor.
2657 — GOUVEIA (Maria de Lurdes) & LOBO (Ernesto Pinto).- ENSAIO BIBLIOGRAFICO
DE MIGUEL TORGA. Edição da Câmara Municipal de Castelo Branco. 1979. In-8.º gr. de
30-II págs. B.
2658 — GRAAL. Director: António Manuel Couto Viana. Director-artístico António Vaz
Pereira. [Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa. 1956-1957]. 4 números com o total de 410
págs. B.
“GRAAL apresenta-se, a um tempo, como revista de criação e de crítica estéticas: tais são as linhas do
seu perfil. É, por outro lado, uma revista portuguesa e uma revista de geração, da chamada Geração de
Cinquenta: estas, as veias do seu rosto e o próprio ritmo delas. (...)”
Nesta importante revista do século XX, colaboraram Agustina Bessa Luís, António Quadros, António
Salvado, David Mourão-Ferreira, Eduíno de Jesus, Ester de Lemos, Fernando Guedes, Fernando de
Paços, Goulart Nogueira, Herberto Helder, Jacinto do Prado Coelho, João Palma-Ferreira, José Blanc
de Portugal, Luiz de Macedo, Maria de Lourdes Belchior, Maria Manuela Couto Viana, Matilde Rosa
Araújo, Natércia Freire, Ruy Cinatti, Tomaz Kim, Urbano Tavares Rodrigues, Vítor Matos e Sá, etc.
Ilustrada por bons artistas nas páginas do texto e em folhas à parte dos quais destacamos: António
Vaz Pereira, René Bértholo, Júlio Gil, Marcelo de Morais e Manuel Cargaleiro. Colecção completa.
2659 — GRAÇA (Fernando Lopes).- BELA BARTOK. Três apontamentos sobre a sua personalidade e a sua obra. Gazeta Musical. Lisboa. MCMLIII. In-8.º de 54-II págs. B.
Com duas estampas em separado.
[130]
2660 — GRAÇA (Fernando Lopes).- MARCHAS, DANÇAS E CANÇÕES próprias para
grupos vocais ou instrumentais populares. Música de... Com um prefácio de Fernando Lopes
Graça. Seara Nova. 1946. [Lisboa]. In-fólio de 45-III págs. B.
Álbum de músicas de Fernando Lopes Graça com poesias de Armindo Rodrigues, Arquimedes da Silva
Santos, Carlos de Oliveira, Edmundo de Bettencourt, João José Cochofel, Joaquim Namorado, José
Ferreira Monte, José Gomes Ferreira e Mário Dionísio. Capa ilustrada por Vespeira. Edição restrita,
proibida aquando do seu lançamento. Primeira edição, muito invulgar.
2661 — GRAÇA (Fernando Lopes).- MARCHAS, DANÇAS E CANÇÕES próprias para
grupos vocais ou instrumentais populares. Música de... Com um prefácio de Fernando Lopes
Graça. 2.ª edição. Edições 1 de Outubro. 1981. [Lisboa]. In-fólio de 47-I págs. B.
Exemplar da segunda edição, limitada a 1000 exemplares numerados e com a chancela de Lopes Graça.
2662 — GRAÇA (Fernando Lopes).- MUSICÁLIA. (Edição portuguesa corrigida e aumentada).
[Oficinas da Atlântida Editora S.A.R.L. - S.d.]. In-8.º de 302-II págs. B.
A obra já havia sido publicada no Brasil, sendo esta edição “mondada de alguns erros e lapsos que
mareavam a edição brasileira e acrescida de alguns escritos que não figuravam naquela. Completa-se
ainda esta edição com um índice alfabético de nomes próprios e de títulos de obras citadas (...)”.
2663 — GRAÇA (Fernando Lopes).- TALIA, EUTERPE & TERPSÍCORE. Crónicas. Atlântida
- Livraria Editora, Lda. Coimbra. 1945. In-8.º de 415-I págs. B.
Neste volume foram reunidas “críticas sôbre teatro, música e dança, que o autor escreveu, de fins de 1939
a princípios de 1945, em O Diabo e na Seara Nova. Aqui estão elas, acrescentadas com uma que outra
coisita mais antiga ou inédita, e apadrinhadas pelas três musas que, desde os tempos da antiga Grécia,
têm acompanhado, com mais ou menos favor, o seu destino humano”. Capa ilustrada por Victor Palla.
2664 — GRAÇA (Fernando Lopes) & ARAGON (Louis).- CHANSON DU SIXIÈME HIVER.
Música de Fernando Lopes Graça, Versos de Louis Aragon. [S.l.n.d.]. In-4.º peq. de IV págs. B.
Rara separata da revista «Vértice»,
estando a partitura assinada por Lopes Graça.
2665 — GRAÇA (Fernando Lopes); MIKETTA (Janusz) & BRANCO (Luís de Freitas).- FREDERICO CHOPIN. No primeiro centenário da sua morte. S.l.n.d. In-4.º peq. de 26-II págs. B.
Rara separata da revista «Vértice».
Autografado por Lopes Graça.
2666 — O GRAFISMO E ILUSTRAÇÃO NOS ANOS 20. Fundação Calouste Gulbenkian Centro de Arte Moderna. Lisboa, Janeiro de 1986. In-4.º gr. B.
Belo catálogo de uma magnífica exposição, com reproduções a negro e a cores de trabalhos de Bernardo
Marques, Roberto Nobre, Jorge Barradas, Almada Negreiros, Stvart, Carlos Carneiro, Carlos Botelho,
Emmérico Nunes, Fred Kradolfer, Amarelhe, Olavo d’Eça Leal, Leal da Câmara e outros, acompanhando textos de Ferreira de Castro, João Ameal, António Ferro, Reinaldo Ferreira, Eduardo Frias, etc. Textos
especialmente escritos para o catálogo por José Sommer Ribeiro, José-Augusto França, Maria Helena de
Freitas, Margarida Acciaiuoli e António Rodrigues. Tiragem limitada a 1500 exemplares.
2670 - ver pág. 135
2667 — GRAINHA (M. Borges).- HISTORIA DO COLÉGIO DE CAMPOLIDE DA COMPANHIA DE JESUS, escrita em latim pelos Padres do mesmo Colégio onde foi encontrado
o manuscrito, traduzida e prefaciada pelo Prof. M. Borges Grainha. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1913. In-8.º gr. de LXXVI-148 págs. B.
Esta obra “tem o altíssimo valor de historiar nítida e pormenorizadamente o restabelecimento inicial
e o largo progresso e desenvolvimento do jesuitismo entre nós, desde 1858 até 1909, história relatada
pela pena dos próprios jesuítas que a foram escrevendo ano por ano”. Com estampas em separado.
Capa da brochura defeituosa.
[132]
2676 - ver pág. 136
2677 - ver pág. 136
2673 - ver pág. 135
2678 - ver pág. 136
2668 — GRANDE DICIONÁRIO DA LITERATURA PORTUGUESA E DE TEORIA LITERÁRIA. Dirigido por João José Cochofel. Iniciativas Editoriais. [Lisboa. 1977]. In-4.º gr.
de VII-I-772-XXXIII-III págs. E.
Importante dicionário infelizmente não concluído, porquanto apenas este primeiro volume foi publicado,
colaborado por muitos dos mais visíveis nomes da literatura portuguesa contemporânea. Muito ilustrado.
Encadernação editorial, em tela.
2669 — A GRANDE NOVELA. Editor e Proprietario Carlos d’Ornelas. Lisboa. S.d. 12 números
In-8.º B.
Colecção cremos que completa, com os seguintes títulos: 1. «Natal de Mendigos», por Rocha Martins;
2. «Conversão», por Lourenço Cayola; 3. «Prevenção Rigorosa», por Feliciano Santos; 4. «A Feiticeira
da Vila», por Rebelo de Bettencourt; 5. «A Morta Romântica», por João Grave; 6. «O João da “Bailoa”»,
por Andrade Gomes; 7. «Coxo», por Castelo de Moraes; 8. «José Luis “El portugues”», por “El Terrible
Pérez”; 9. «Sobre as aguas do mar», por Paulo Freire; 10. «A Promessa», por Bramão de Almeida; 11.
«Via Lucis», por Augusto da Costa; 12. «O Azulejo de Val-d’Homem», por Castelo de Moraes.
Capas ilustradas por Stvart, Emmérico Nunes, Jorge Félix, etc.
2670 — AS GRANDES CORRENTES DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA. Edição da
Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico. Lisboa. 1964. 2 vols. In-8.º gr.
de II-17-I-IV-19-I-II-20 e 57-III págs. B.
O 1.º volume apresenta os seguintes textos: «Naturalismo», por Joel Serrão; «Surrealismo», por Ernesto
Sampaio e «Existencialismo», por Vergílio Ferreira; O 2.º integra: «Neo-Realismo», por Alexandre
Pinheiro Torres e «Novo-Romance», por Alfredo Margarido. Só o 2.º número está datado. Muito rara
publicação, de que devem ter sido publicados apenas estes números. (ver gravura na pág. 131)
2671 — AS GRANDES POLÉMICAS PORTUGUESAS. Editorial Verbo. Lisboa. [1964].
2 vols. In-4.º de 429-XIII e 460-XVIII págs. E.
Publicação da mais relevante importância para o estudo de um interessantíssimo aspecto da literatura
portuguesa, colaborada por destacados nomes da nossa literatura contemporânea. Com um extenso
prefácio assinado por Vitorino Nemésio. Direcção literária de Artur Anselmo e artística de Sebastião
Rodrigues. Edição esmerada, impressa em bom papel e densamente ilustrada com gravuras a preto
e a cores, nas páginas do texto e em separado.
Encadernações originais, inteiras de pele, decoradas com ferros a ouro nas pastas da frente e nas lombadas.
2672 — GRAVE (Jean).- A ANARCHIA, FINS E MEIOS. Versão auctorisada, de Raul Pires
e Aquilino Ribeiro. Lisboa. Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor. 1907. In-8.º de 385-III
págs. B.
Tradução rara e, sem dúvida, um dos primeiros trabalhos literários de Aquilino.
Assinatura antiga no frontispício.
2673 — GRIFO. Antologia de inéditos organizada e editada pelos autores. [Grafilarte-Artes
Gráficas, Lda. 1970]. In-8.º gr de 204-IV págs. B.
Publicação surrealista, com os seguintes colaboradores: António Barahona da Fonseca, António José
Forte, Eduardo Valente da Fonseca, Ernesto Sampaio, João Rodrigues (dois desenhos), Manuel de
Castro, Maria Helena Barreiro, Pedro Oom, Ricarte-Dácio e Virgílio Martinho. Realização gráfica de
Vítor Silva Tavares.
Antologia várias vezes referida por Maria de Fátima Marinho no seu livro «O Surrealismo em Portugal».
(ver gravura na pág. 133)
2674 — GUEDES (Fernando).- CAULE, FLOR E FRUTO. Editorial Verbo. [Lisboa. 1962].
In-8.º gr. de 39-III págs. E.
Natural do Porto, Fernando Guedes foi poeta, crítico de arte e editor, sendo os seus livros bastante
invulgares devido às suas restritas tiragens. Edição muito cuidada, com a encadernação dos editores.
[135]
2675 — GUEDES (Fernando).- A VIAGEM DE ÍCARO. Editorial Verbo. [Lisboa. 1960]. In-8.º
gr. de 64-IV págs. E.
Da excelente colecção de poesia editada pela Editorial Verbo, em bom papel e com encadernação
original.
2676 — GUEDES (Luís).- INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DO DRAMA HUMANO.
Ensaio sôbre o significado e valor da história. 1930. Livraria Simões Lopes. Porto. In-8.º
de 160-IV págs. B.
Rara dissertação de doutoramento no grupo de Ciências Históricas apresentada à Faculdade de Letras
da Universidade do Porto.
Capa da brochura com manchas de acidez. (ver gravura na pág. 134)
2677 — GUEDES (Luís).- LABIRINTO. 15 Poemas. [Empresa Industrial Gráfica do Pôrto, Ldª.
1934]. In-4.º de 45-I págs. B.
Livro apreciado e invulgar, impresso em espesso papel de embrulho, numa das procuradas e características edições da «Presença». (ver gravura na pág. 134)
2678 — GUEDES (Luís).- SUB SOLO. Poemas de Luís Guedes. [Oficinas Nunes & Rocha.
Porto 1932]. In-4.º de 77-I págs. B.
Primeiro livro do autor, numa das originais e estimadas edições «Presença». (ver gravura na pág. 134)
2679 — GUEDES (Maria Estela) & PEIRIÇO (Nuno Marques).- CARBONÁRIOS. Operação
Salamandra. Chioglossa lusitanica Bocage, 1864. Contraponto. [Palmela. 1998]. In-8.º
de 129-I págs. B.
Livro curioso de que se tiraram apenas 1000 exemplares.
Dedicatória de Maria Estela Guedes para Laureano Barros.
2680 — GUEDES (Rui).- ACERCA DE FLORBELA. Biografia - Bibliografia - Apêndices Discografia - Índice Remisivo Geral. Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1986. In-8.º gr.
de 237-III págs. B.
Obra importante para o conhecimento e guia das obras de Florbela e das que lhe dizem respeito,
podendo considerar-se como remate das suas «Obras Completas» publicadas por Rui Guedes.
2681 — GUEDES (Rui).- COMPANHIA DAS ÍNDIAS. Porcelanas. Organização de... Bertrand
Editora. 1995. [Lisboa. Printer Portuguesa]. In-fólio de 164-IV págs. E.
Álbum luxuoso e de invulgar qualidade gráfica, primorosamente ilustrado com fotogravuras a cores
mostrando admiráveis e raros exemplares de peças de porcelana denominadas de Companhia das
Índias. Com «Nota Prévia» de Vasco Graça Moura e textos de Martim de Albuquerque, Rafael Salinas
Calado, Alpoim Calvão, Eduardo Henriques Cansado de Carvalho, Nuno de Castro, Maria Antónia
Pinto de Matos e António Sapage. Obra com especial interesse para antiquários, coleccionadores
e amadores de livros de arte em geral.
Encadernação editorial com dizeres gravados a branco na pasta frontal e na lombada e com sobrecapa
de protecção estampada a várias cores.
2682 — GUEDES (Rui).- FLORBELA ESPANCA. FOTOBIOGRAFIA. Publicações Dom
Quixote. Lisboa. 1985. [Artes Gráficas, Lda]. In-4.º gr. de XII-II-264-VI págs. E.
“Uma fotobiografia tem que ser muito (...) profunda de modo a poder reunir não só todas (ou quase
todas) as fotos do biografado, como também todos os documentos, lugares e pessoas que a ele estiveram ligados durante toda a sua vida, e mesmo antes e depois dela”. Este trabalho, seguindo esta
orientação, reúne centenas de documentos iconográficos de grande importância para a biografia da
grande poetisa portuguesa.
Encadernação editorial.
[136]
2683 — GUERRA (Álvaro).- CAFÉ REPÚBLICA. Folhetim do mundo vivido em Vila Velha.
(1914-1945). O Jornal. [Edições «O Jornal». 1982]. In-8.º gr. de 247-I págs. B. do mesmo autor:
——— CAFÉ CENTRAL. Folhetim do mundo vivido em Vila Velha. (1945-1974). O Jornal.
[Edições «O Jornal». 1984]. In-8.º gr. de 435-I págs. B.;
——— CAFÉ 25 DE ABRIL. (as ruínas). Folhetim do mundo vivido em Vila Velha. O Jornal.
[Edições «O Jornal». 1987]. In-8.º gr. de 328 págs. B.
Lê-se no «Roteiro da Literatura Portuguesa», de Ilídio Rocha, que Álvaro Guerra, “Numa fase
mais recente da sua obra — o ciclo dos «Cafés» —, abandonou de modo deliberado um certo experimentalismo que caracterizara o período anterior da sua produção para frontalmente adoptar formas
tradicionais da narrativa, num meio termo entre a crónica romanceada e o folhetim oitocentista,
utilizando mesmo, no que respeita a este último género, as virtualidades que ele tem para concentradamente abranger largas sucessões cronológicas de acontecimentos, aliás mais «ecoados» que
directamente «vividos».”
Todos os volume são da primeira edição.
2684 — GUERRA (Álvaro).- A GUERRA CIVIL. Romance. Publicações Dom Quixote. Lisboa.
1993. In-8.º gr. de 452 págs. B.
“Fresco duma época que transformou o destino da Europa, A Guerra Civil transporta-nos aos meios da
emigração liberal, à revolução de 1830 em Paris, à expedição liberal e à guerra, desde o desembarque
de Mindelo até à Convenção de Évora Monte, passando pelo cerco do Porto, a conquista de Lisboa
e as guerrilhas miguelistas.” Primeira edição.
2685 — GUERRA DA CAL (Ernesto).- LENGUA Y ESTILO DE EÇA DE QUEIROZ. Apéndice.
Bibliografía Queirociana sistemática y anotada e Iconografia Artística del Hombre y la Obra.
Por Ordem da Universidade. 1975-1984. 5 tomos em 6 vols. In-4.º B.
É o mais completo, importante e provavelmente insuperável trabalho bibliográfico até hoje aparecido
sobre Eça de Queiroz, dado a lume nos «Acta Universitatis Conimbrigensis». Com numerosas estampas
impressas em separado.
2686 — GUERRA DA CAL (Ernesto).- LINGUAGEM E ESTILO DE EÇA DE QUEIROZ.
Editorial Aster. Lisboa. S. d. In-4.º peq. de 369-V págs. B.
O trabalho de Guerra da Cal, do maior interesse para uma melhor interpretação do grande escritor
português, constituiu a tese de doutoramento do autor no Departamento de Estudos Hispânicos da
Faculdade de Filosofia da Columbia University, apresentada em castelhano, língua materna de Guerra
da Cal. Esta é a primeira edição em português, traduzida por Helena Cidade Moura.
2687 — GUERRA DA CAL (Ernesto).- A RELÍQUIA. Romance picaresco e cervantesco.
Lisboa. 1971. [Oficinas Gráficas de Ramos, Afonso & Moita, Lda]. In-8.º gr. de 46-II págs. B.
O autor, nascido na Galiza, “é, para além do especialista em temas queirozeanos, lusófilo de primeira
plana e um dos melhores representantes da cultura galega de hoje (...)”. Conferência proferida no
Grémio Literário, em Lisboa.
2688 — GUERREIRO (Manuel Viegas).- PITÕES DE JÚNIAS. Esboço de monografia
etnográfica. Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico. Lisboa. 1981.
In-4.º peq. de 331-I págs. B.
2689 - ver pág. 140
Vasto levantamento do que, em todos os aspectos, de mais interessante e importante se relaciona com
Pitões de Júnias, no Alto Barroso, freguesia do concelho de Montalegre, no extremo norte de Portugal.
Trabalho amplamente ilustrado em folhas à parte com mapas, desenhos nas páginas do texto
e fotogravuras a negro e a cores.
[138]
2689 — GUERRERO LOVILLO (José).- LAS CÁNTIGAS. Estudio arqueológico de sus miniaturas. Madrid, 1949. [Talleres de Blass, S.A. Tipográfica]. In-4.º gr. de 435-III-212 págs. E.
Obra de transcendente importância para o estudo de um dos mais notáveis aspectos do famoso códice
das «Cantigas de Santa Maria», de Afonso X, o das suas maravilhosas iluminuras que, segundo
Domínguez Bordona, “su riqueza en representaciones de trajes, armas, navíos, muebles litúrgicos
y profanos, instrumentos músicos y hasta reproduciones de tapices, altares, retablos y cuadros,
hacen de los manuscritos del Rey Sabio verdaderos tesoros documentales para la arqueología española
medieval”. Cuidada edição do «Consejo Superior de Investigaciones Científicas», Instituto Diego
Velázquez, Sección de Sevilla.
Com 212 estampas em papel couché reproduzindo outras tantas folhas iluminadas do códice em causa.
Encadernação editorial, em tela.
Com dedicatória ao Prof. Reynaldo dos Santos, alheia ao autor. (ver gravura na pág. 137)
2690 — GUIA DA EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS. Lisboa. MCMXL. [Oficinas
Gráficas da Neogravura, Limitada]. In-8.º gr. de XXXIV págs. B.
Texto introdutório assinado por Augusto de Castro. Boas fotogravuras de página inteira mostrando
os mais destacados aspectos daquela grandiosa exposição.
2691 — GUIA DE PORTUGAL. Colaboração dos mais ilustres escritores portugueses. [Lisboa.
Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional de Lisboa e outras. 1924-1970]. 5 vols. em 7 tomos
In-8.º E.
É a colecção completa desta notável e ainda hoje muito estimada publicação, abundantemente ilustrada com mapas, plantas e gravuras, colaborada por alguns dos mais relevantes nomes da literatura
portuguesa: Miguel Torga, Jorge Dias, Aquilino, Jaime Cortesão, Reynaldo dos Santos, Pascoaes,
João Barreira, Raul Brandão, Amorim Girão, Ferreira de Castro, Egas Moniz, Aarão de Lacerda,
Diogo de Macedo, Nemésio, Rodrigues Miguéis, Abel Viana, Montalvão Machado, Afonso Lopes
Vieira, António Sérgio, Câmara Reis e outros.
Assim constituída: 1.º volume: «Generalidades — Lisboa e Arredores»; 2.º: «Estremadura, Alentejo
e Algarve»; 3.º: «Beira Litoral, Beira Baixa e Beira Alta»; 4.º: «Entre Douro e Minho», 2 tomos; 5.º:
«Trás-os-Montes e Alto Douro», 2 tomos. Os três primeiros volumes foram publicados pela Biblioteca
Nacional e os restantes pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Todos os volumes são da edição original. Encadernações dos editores.
2692 — GUIBERT (Armand).- FERNANDO PESSOA. Présentation par Armand Guibert.
Choix de textes, Bibliographie, portraits, fac-similés. Éditions Pierre Seghers. [Paris. 1960].
In-8.º de 223-I págs. B.
“Fernando Pessoa (1888-1935) est le plus grand poète portugais contemporain. Par le biais de trois
pseudonymes, il est parvenu à traduire la totalité de son être et les fascinations contradictoires
qui l’ont sollicité. Maitre d’indiscipline, comme il se définissait lui-même, il apparaît désormais comme
le précurseur de tous les courants importants de la poésie moderne.”
Primeira e muito invulgar edição, integrada na colecção «Poètes d’aujoud’hui».
2693 — GUILLEVIC.- POESIAS DE GUILLEVIC. Traduzidas por David Mourão-Ferreira e com
uma Apresentação pelo Tradutor. [Editora Ulisseia, Lisboa. 1965]. In-8.º esguio de XXVI-73-V
págs. B.
O texto de David Mourão-Ferreira ocupa as págs. IX a XXVI, deste volume aparecido na «Colecção
Poesia e Ensaio», com original apresentação gráfica de Espiga Pinto.
2695 - ver pág. 142
2694 — GUIMARÃES (Alfredo).- GUIMARÃES. Guia de Turismo. 2ª edição. Câmara Municipal de Guimarães. MCMLIII. In-8.º de VIII-204-II págs. B.
É a segunda edição desta excelente e luxuosa monografia impressa em papel couché creme, com perto
de duas centenas de ilustrações disseminadas pelas páginas do texto.
[140]
2700 - ver pág. 142
2695 — GUIMARÃES (António Pinheiro).- [LIVROS DE POESIA]. Porto. 1944-1986.
30 obras ou vols. In-8.º gr. B.
Autor de grande sensibilidade poética, António Pinheiro Guimarães, colaborou nas páginas literárias
de numerosos jornais. Poeta desconhecido do grande público, tendo optado por publicar os seus livros
com grande intimismo, sempre em reduzidíssima tiragens, quase só destinados aos seus familiares e
amigos.
Com os seguintes títulos, apresentados por ordem alfabética: «Alegria Nua», 1973; «Amizade», 1962;
«Anfiteatro», 1970 «Anjo Nosso», 1957; «Aqueloutro», 1960; «Baladas», 1964; «Biografia do
Outro», 1951; «Caligrafia», 1968; «Desde o tempo de eu menino...», 1953; «Dormir Setembro»,
1984; «Fraude», 1981; «Fraude / 2», 1982; «Graffiti», 1971; «Grátis», 1966; «História Natural»,
1953; «Hora Inquieta», 1950; «Início», livro de estreia, com prefácio de Luís Cardim, 1944; «Manual de Libertino», 1967; «Marcha Triunfal», 1963; «Meu Contentamento Descontente», 1976;
«Mexer na Vida», 1969; «Nascente», 1949; «Noivado», 1956; «Quase...», 1952; «Quinquilharia»,
1986; «Réquiem com Saudade Dentro. No primeiro ano da partida de Manuel d’Assumpção», 1970:
«Roxo», 1965; «Os Saltimbancos», 1963; «Sol de Tormenta», 1948; «O Spleen de Paris», traduzido
de Baudelaire, 1963.
Edições cuidadas e de reduzidíssimas tiragens. Quase todos os volumes apresentam dedicatória
do autor. (ver gravura na pág. 139)
2696 — GUIMARÃES (Delfim).- TEOPHILO BRAGA E A LENDA DO CRISFAL. 1909.
Livraria Editora Guimarães & Cª. Lisboa. In-8.º de 174 págs. B.
2698 - ver pág. 142
Neste polémico trabalho, o autor, contra a opinião de Teófilo Braga, afirma e defende ser
Crisfal pseudónimo de Bernardim Ribeiro. Com uma grande estampa desdobrável reproduzindo
em fac-símile o rosto de três obras quinhentistas e duas estampas reproduzindo uma carta de Cristovam
Falcão de Sousa.
2697 — GUIMARÃES (Fernando).- O ANEL DÉBIL. Edições Afrontamento. [Porto. 1992].
In-8.º gr. esguio de 111-I págs. B.
Primeira edição, muito cuidada, integrada na colecção «Poesia/23».
Livro distinguido com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores relativo
ao ano de 1992.
2698 — GUIMARÃES (Fernando).- A FACE JUNTO AO VENTO. Poemas. MCMLVI.
[Edições Eros. Porto]. In-8.º de 42-II págs. B.
Primeiro livro do autor, cuja tiragem foi confinada a 300 exemplares. Com uma ilustração também da
autoria de Fernando Guimarães.
Exemplar valorizado com dedicatória do poeta. (ver gravura na pág. 141)
2699 — GUIMARÃES (Fernando).- FICÇÃO E NARRATIVA NO SIMBOLISMO. Antologia.
Selecção e prefácio de Fernando Guimarães. Lisboa. Guimarães Editores. 1988. In-8.º de 186-VI págs. B.
“O presente livro ajuda a divulgar um aspecto pouco conhecido da nossa literatura na passagem do
século XIX para o século XX. Por tal razão, uma antologia como esta não podia ser feita sem se ter em
vista um objectivo particular: o de fornecer aos estudantes de literatura portuguesa um suporte textual
que torne possível uma análise da ficção e da narrativa simbolistas.”
2700 — GUIMARÃES (Fernando).- OS HABITANTES DO AMOR. Poemas. MCMLIX.
[Porto]. In-8.º de 60-II págs. B.
Segundo livro de poesia de Fernando Guimarães, com a reduzidíssima tiragem de 200 exemplares.
Capa da brochura ilustrada com um desenho não assinado, mas sem dúvida do autor.
Valorizado com dois versos e dedicatória do poeta para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 141)
[142]
2701 — GUIMARÃES (Fernando).- LINGUAGEM E IDEOLOGIA. Editorial Inova. Porto.
[1972]. In-8.º de 192-VIII págs. B.
São muitos os autores citados neste conjunto de magníficos ensaios, ficando aqui apontados apenas
os nomes dos que são referidos no índice: Garrett, António Nobre, Pessoa, Casais Monteiro, Almada,
Nemésio, Irene Lisboa, Jorge de Sena, Ruy Cinatti, Sophia de Mello Breyner Andresen e Eugénio de
Andrade. Volume publicado na excelente «Colecção Civilização Portuguesa».
Dedicatória do autor para Laureano Barros.
2702 — GUIMARÃES (Fernando).- PARA UMA LEITURA DE ANTÓNIO NOBRE. In-4.º
de XII págs. inums. B.
Rara separata da revista «Palestra».
Dedicatória do autor.
2703 — GUIMARÃES (Fernando).- POEMAS. Sur. [S.l.n.d.]. In-8.º gr. de VIII págs. B.
Rara edição de alguns poemas de Fernando Guimarães, em português e tradução castelhana por
Federico Gorbea.
Exemplar valorizado com dedicatória do autor para Laureano Barros.
2704 — GUIMARÃES (Fernando).- POESIA. [1952-1980]. Com três desenhos de Armando
Alves. O oiro do dia. [Porto. 1981]. In-8.º gr. de 163-IX págs. B.
Antologia poética integrada na colecção «Obscuro Domínio», de cuidada apresentação gráfica como
todas as edições «O Oiro do Dia».
Dedicatória do autor.
2705 — GUIMARÃES (Fernando).- A POESIA DA PRESENÇA E O APARECIMENTO DO
NEO-REALISMO. Editorial Inova. [Porto. 1969]. In-8.º de 265-IX págs. B.
Ao importante ensaio de Fernando Guimarães segue-se uma criteriosa antologia poética, encerrando
o volume uma recensão bibliográfica dos «Principais Livros de Poesia publicados nos anos
20 e 30» e uma relação das «Principais Revistas e Jornais Culturais publicados nos anos 20 e 30».
Com dedicatória do autor para Laureano Barros.
2706 — GUIMARÃES (Fernando).- A POESIA DA PRESENÇA E O APARECIMENTO DO
NEO-REALISMO. Brasília Editora. [Porto. 1981]. In-8.º de 292-XII págs. B.
Segunda edição, inaugural da «Colecção poética».
Com dedicatória do punho do autor para Laureano Barros, “pelo que este livro lhe deve.”
Capa da brochura ilustrada com um desenho de Mário Eloy.
2707 — GUIMARÃES (Fernando).- A POÉTICA DE RILKE. Coimbra. 1977. In-4.º de X págs. B.
Trabalho incluído na Homenagem a Victor Matos e Sá e publicado em separata da revista «Biblos».
Com dedicatória do punho do autor.
2708 — GUIMARAES (Fernando).- POÉTICA DO SAUDOSISMO. Editorial Presença.
[Lisboa. 1988]. In-8.º gr. de 212-II págs. B.
Primeira edição de um dos mais importantes trabalhos do autor, complementado com a transcrição
de textos em prosa de Pascoaes, Leonardo Coimbra, António Sérgio e Fernando Pessoa, seguidos de
uma «Antologia poética» onde estão representados, entre outros, Teixeira de Pascoaes, Afonso Lopes
Vieira, António Corrêa d’Oliveira, Afonso Duarte, Jaime Cortesão, Mário Beirão, Américo Durão,
António de Sousa, Leonardo Coimbra e Anrique Paço d’Arcos.
Dedicatória do autor para Laureano Barros.
2709 — GUIMARÃES (Fernando).- O PROBLEMA DA EXPRESSÃO POÉTICA. Edições
Eros. 1959. [Lisboa]. In-8.º de 33-III págs. B.
2710 — GUIMARÃES (Fernando).- SIMBOLISMO, MODERNISMO E VANGUARDAS.
Imprensa Nacional - Casa da Moeda. [1982]. In-8.º gr. de 181-III págs. B.
Além de ser considerado como um importante estudo sobre o tema proposto, tem o adicional interesse
de apresentar uma relação das “Principais Revistas e Publicações Literárias desde o surto do Simbolismo até à actualidade (1980)”.
Valorizado com dedicatória da mão do autor para Laureano Barros.
2711 — GUIMARÃES (Fernando).- TRATADO DE HARMONIA. Poemas. Editora Justiça
e Paz. [Porto. 1988]. In-8.º de 72 págs. B.
Primeira edição de um dos procurados livros de Fernando Guimarães, poeta e ensaísta portuense com
valiosa bibliografia publicada. Livro integrado na efémera «Colecção Viva Voz», dirigida por António
Rebordão Navarro.
Dedicatória do poeta para Laureano Barros.
2712 — GUIMARÃES (Jorge).- CARGALEIRO - DESENHOS. 1954-1985. Texto de Jorge
Guimarães. Tradução inglesa de Robert F. Jones, M. A. (Oxan), em colaboração com Orlando
Strecht Ribeiro e Maria do Céu Cortesão. Tradução francesa de Jeannine Quintin. Lello & Irmão
- Editores. Porto. [1988]. In-4.º quadrado de 301-III págs. E.
“Os desenhos de Manuel Cargaleiro assumem, perante a sua obra — pinturas, gravuras, cerâmicas —,
um significado muito especial. Ao longo de mais de trinta anos foi ele rememorando para si mesmo,
em papéis de ocasião que o acaso lhe proporcionava ou que ele forçava a esse acaso, aquilo que na
altura sentiu, pensou, intuiu, pressentiu, adivinhou, clariviu. (...)
“Ora estes papéis, espólio importantíssimo de dezenas de anos de introspecção, de análise psíquica,
de desabafo, de ensaio, de materialização de uma ideia ou de uma sensação, ou de um obscuro desejo,
feitos com toda a sinceridade de quem apenas está falando consigo próprio, de quem se está anotando
em toda a intimidade, e portanto sem preocupações de ser para mostrar, tão gratuitos que quase os
poderia ter deitado fora, mas afinal tão suficientemente importantes que os foi guardando, constituem-se,
por eles mesmos, como um roteiro genuíno de toda a criação artística do seu autor.
“A importância destes desenhos é que eles são a expressão gráfica da vivência interior de Manuel
Cargaleiro, eles são ao mesmo tempo o seu «diário» e as suas «notas», a sua autobiografia e a exegese
da sua génese criativa. (...)”
Magnífica edição em papel brilhante de alta gramagem, com 369 desenhos de Cargaleiro reproduzidos
a cores e a negro.
Encadernação editorial em tela, com sobrecapa ilustrada e estojo também forrado a tela.
2713 — GUIMARÃES (José de).- OBRA GRÁFICA 1962-1991. Câmara Municipal de Lisboa.
Palácio Galveias. 26 de Março a 26 de Abril de 1992. In-4.º gr. de 160 págs. B.
Excelente catálogo ilustrado com mais de uma centena de reproduções de trabalhos a cores, com textos
de João Soares e António Rodrigues, este denominado «O Triunfo da Ratoeira - Sobre a Obra de José
de Guimarães», encerrando o volume uma biografia e bibliografia do artista.
2714 — GUIMARÃES (Luís).- LYRICA. Sonetos e Rimas. Segunda edição revista
e augmentada. Prefacio de Fialho d’Almeida. Lisboa. Tavares Cardoso & Irmão - Editores.
MDCCCLXXXVI. In-8.º gr. de XXV-III-222-X págs. B.
O prefácio de Fialho ocupa as págs. VII a XXV. Edição muito cuidada, com um retrato do autor em
bom papel.
2715 — GUIMARÃES (Luís de Oliveira).- AQUILINO RIBEIRO ATRAVÉS DO SEU
EX-LIBRIS. Portugália Editora. Lisboa. [S.d. - 1955]. In-8.º de 67-III págs. B.
Segundo livro do autor e o seu primeiro em prosa. Edição cuidada, em bom papel e de muito reduzida
tiragem.
Edição ilustrada e impressa em bom papel. O prefácio é da autoria de Aquilino Ribeiro. Camilo
aparece por várias vezes citado.
[143]
[144]
2716 — GUIMARÃES (Luís de Oliveira).- O CONSELHEIRO ACÁCIO. Prefácio de Aquilino
Ribeiro. Depoïmentos de políticos, escritores e artistas. [À sombra de Eça de Queirós]. Portugália
Editora. Lisboa. [S.d.] In-8.º gr. de 225-III págs. B.
É extensa e muito interessante a carta-prefácio de Aquilino para esta obra de Luís de Oliveira Guimarães, que é, segundo aquele prosador, “um monumento a S. Exª o Conselheiro Acácio, que Deus tem
à sua direita (...)”.
Desenhos de Bernardo Marques, Arnaldo Ressano, João Valério, Leonel Cardoso e Santana. Depoimentos de Abel Manta, Afonso Lopes Vieira, Almada Negreiros, António Botto, A. Correia d’Oliveira,
António Ferro, António Soares, Carlos Queirós, Diogo de Macedo, Ferreira de Castro, H. de C. Ferreira
Lima, Hernâni Cidade, Hipólito Raposo, Gaspar Simões, Jorge Barradas, Júlio Dantas, Leal da Câmara,
Mário Beirão, Stuart, Vitorino Nemésio e muitos outros.
2717 — GUIMARÃES (Luís de Oliveira).- DIZE TU, DIREI EU. Vida Mundial Editora.
Lisboa. 1942. In-8.º de 312-IV págs. B.
Capítulos sobre Aquilino, Diogo de Macedo, Palmira Bastos, Roberto Nobre, Mendes Corrêa, Malheiro
Dias, Teixeira Gomes, Maria Matos, Hernâni Cidade, Eduardo Malta, João de Barros, Júlio Dantas,
Rui Coelho, Leite de Vasconcelos, Stvart, Almada, Eduardo Schwalbach, António Sérgio, Junqueiro,
Afonso Lopes Vieira, Teófilo, Gago Coutinho, Mário Beirão, Teixeira Lopes, António Ferro e outras
figuras das letras, do teatro e da política. Caricaturas e retratos executados por Almada Negreiros,
Bernardo Marques, Eduardo Malta, Stvart, Francisco Valença, Roberto Nobre, Jorge Colaço, Leal da
Câmara, etc.
2718 — GUIMARÃES (Luís de Oliveira).- O ESPÍRITO E A GRAÇA DE EÇA DE QUEIROZ.
Carta-prefácio de Fradique Mendes. Edição Romano Torres. Lisboa. [1945]. In-8.º de 141-III
págs. B.
2719 - ver pág. 146
Interessante livro sobre o humor na vida e obra de Eça de Queiroz.
2719 — GUISADO (Alfredo Pedro).- ÂNFORA. Sonetos. [Composto e impresso na Minerva.
Lisboa. 1918]. In-8.º de 122-VI págs. B.
Estimado e raro livro de poesia de um dos responsáveis nomes do movimento modernista português
e colaborador de «Orpheu», dado a lume sob o pseudónimo Pedro de Meneses.
Escreveu Nuno Júdice que “A sua poesia é uma das mais conseguidas realizações da linha estética
que, nessa revista, vai buscar ao simbolismo-decadentismo a sua inspiração. O equilíbrio dos seus
sonetos, longe das ousadias «paúlicas» que se encontram em Fernando Pessoa ou em Mário de
Sá-Carneiro, vai na direcção do Saudosismo e prenuncia (...) alguns dos grandes temas da Mensagem
de Pessoa.
Capa da brochura com um belo desenho de Diogo de Macedo. (ver gravura na pág. 145)
2720 — GUISADO (Alfredo Pedro).- AS CINCO CHAGAS DE CRISTO. Livraria Universal
de Armando J. Tavares. Lisboa. [1927] In-4.º de 37-III págs. B.
Invulgar livro de poesia, com a capa de brochura curiosamente ilustrada por Eduardo Malta.
2721 — GUISADO (Alfredo Pedro).- “DISTANCIA”. Versos de... Lisboa. Livraria Ferreira,
Lda. Editora. 1914. In-4.º de 31-III págs. B.
2723 - ver pág. 148
2724 - ver pág. 148
Segundo livro do poeta e um dos mais invulgares da sua bibliografia. Este livro, “marca a estreita
identificação de Alfredo Guisado com a estética do paúlismo, em consonância com a então recente
publicação, por Fernando Pessoa, das «Impressões do Crepúsculo» (ou «Pauis», como ficaria mais
conhecido o poema que veio a estar na origem de toda uma teorização estética que motivou e caracterizou os poetas de Orpheu), no número único da revista Renascença (1914)” como se lê no «Dicionário
Cronológico de Autores Portugueses».
[146]
2722 — GUISADO (Alfredo Pedro).- ELOGIO DA PAISAGEM. Poema de Alfredo Pedro
Guisado. Lisboa — 1915. Livraria Brazileira. In-4.º de 12-II págs. B.
Edição original destes apreciados sonetos de Alfredo Pedro Guisado. João Gaspar Simões, na sua
«História da Poesia Portuguesa do século vinte», diz que “(...) a poesia de Distância, como a do Elogio
da Paisagem, (...), é profundamente impregnada de paùlismo à maneira de Sá-Carneiro (...).”
Com dedicatória do autor. Exemplar manchado.
2723 — GUISADO (Alfredo Pedro).- A LENDA DO REI BONECO. Poemas. Livrarias Aillaud
e Bertrand. Paris - Lisboa. 1920. In-8.º de 76-IV págs. B.
É, talvez, o mais raro livro de Alfredo Pedro Guisado, publicado sob o pesudónimo Pedro de Meneses.
Capa da brochura com uma interessantíssima ilustração a cores de Sanches de Castro.
(ver gravura na pág. 145)
2724 — GUISADO (Alfredo Pedro).- MAIS ALTO. Poemas. [Composto e impresso na Minerva.
Lisboa. 1917]. In-8.º de 120-VIII págs. B.
Livro bastante raro, aparecido sob o pseudónimo Pedro de Meneses.
Capa da brochura ilustrada por Diogo de Macedo.
(ver gravura na pág. 145)
2725 — GUISADO (Alfredo Pedro).- RIMAS DA NOITE E DA TRISTEZA. Lisboa. Livraria
Clássica Editora de A. M. Teixeira. 1913. In-8.º de 118-II págs. B.
Livro de estreia do autor e também um dos mais raros da sua importante bibliografia.
2726 — GUISADO (Alfredo Pedro).- TEMPO DE ORFEU. (1915-1918). Com um estudo de Urbano
Tavares Rodrigues. Portugália Editora. Lisboa. [1969]. In-8.º gr. de XVIII-IV-166-XII págs. B.
Primeira edição colectiva dos livros «Elogio da Paisagem», «As Treze Baladas das Mãos Frias»,
«Mais Alto» e «Ânfora». Com um estudo preliminar de Urbano Tavares Rodrigues. Volume integrado
na importante e representativa colecção «Poetas de Hoje».
2727 — GUISADO (Alfredo Pedro).- AS TREZE BALADAS DAS MÃOS FRIAS. Canções.
[1916. Livraria Brazileira de Monteiro & C.ª. Lisboa]. In-8.º de LXVI págs. inums. B.
Um dos mais antigos e raros livros do autor, aparecido sob o seu pseudónimo Pedro de Meneses.
Dedicatória autógrafa do autor.
2728 — GUISADO (Alfredo Pedro).- XENTE D’A ALDEA. (Versos gallegos). Livrarias
Aillaud e Bertrand. Paris-Lisboa. 1921. [Tipografia do Anuário Comercial. Lisboa]. In-4.º
de 63-I págs. B.
Curioso e raro livro de poesias onde o poeta afirma a sua ascendência galega.
Capa da brochura ilustrada com um belo desenho a cores de Castelao, artista de grande significado no
movimento artístico daquela região espanhola.
Com a lombada da capa da brochura deteriorada. Assinado no frontispício.
2729 — GÜNTERT (Georges).- FERNANDO PESSOA - O EU ESTRANHO. Publicações
Dom Quixote. Lisboa. 1982. In-8.º gr. de 230-II págs. B.
Obra integrada na colecção «Estudos Portugueses». Tradução de Maria Fernanda Cidrais.
2733 - ver pág. 150
2730 — GUSMÃO (Adriano de).- O “NUNO GONÇALVES” DA PHAIDON. Erros, omissões
e plágios. Publicações Europa-América. Lisboa. [1956]. In-8.º gr. de 39-V págs. B.
Opúsculo polémico a propósito do trabalho de Reynaldo dos Santos. Sobre a polémica levantada em
torno da autoria dos painéis ditos de Nuno Gonçalves.
[148]
2739 - ver pág. 153
2731 — HARDUNG (Victor Eugenio).- CANCIONEIRO D’ÉVORA, publié d’aprés le manuscrit original et accompagné d’une notice littéraire-historique par Victor Eugene Hardung.
Lisboa. Imprensa Nacional. 1875. In-8.º gr. de 77-I págs. B.
“ (...) Le Cancioneiro d’Evora appartient à la fin du XVIème siècle et fut probablement composé entre
1590 et 1600.
“(... ) ce monument littéraire représente l’école da medida velha, pour ainsi dire les épigones des
poëtes qui avaient assisté aux Serões do Paço, il nous fait voir le dernier restes de cette époque brillante
à la cour de la reine D. Cathérine et de D. Sébastien, jusqu’à ce que l’usurpation vint mettre
terme à l’indépendence nationale et à une cour splendide; d’autre, il nous offre, par des compositions
insipides, le triste spectacle de la décadence littéraire.”
Exemplar de uma rara tiragem especial em papel muito encorpado, sem a respectiva justificação.
2732 — HARDUNG (Victor Eugenio).- CANCIONEIRO D’ÉVORA, publié d’aprés le manuscript original et accompagné d’une notice littéraire-historique par Victor Eugene Hardung.
Lisboa. Imprensa Nacional. 1875. In-8.º gr. de 77-I págs. B.
Outro exemplar da mesma obra e edição, este da tiragem vulgar.
Capa da brochura com manchas de acidez.
2733 — HARDUNG (Victor Eugenio).- ROMANCEIRO PORTUGUEZ, coordinado, annotado
e acompanhado d’uma Introducção e d’um glossario por... Leipzig. F. A. Brockaus. 1877. 2 vols.
In-8.º de XXVI-279-I e 308 págs. E. em 1.
2738 - ver pág. 153
Da valiosa e extensa Introducção do Autor: “(...) Em Portugal a poesia popular não encontrou, antes
do seculo XIX, quem a colligisse; desprezada pelas classes eruditas da sociedade vivia refugiada nas
aldeias; os estranhos, apesar da melhor vontade, não podiam occupar-se scientificamente d’uma
poesia desconhecida aos proprios nacionaes.
“Os eruditos chamavam aos cantos populares romances para designar que eram compostos em linguagem popular conhecida sob o nome de romance. O povo portuguez tinha para as suas tradições
poeticas o nome de Aravia, denominação ainda hoje usada nas Ilhas do Archipelago Açoriano.
“Baseando-se sobre este facto, Theophilo, formulou a theoria de que este nome era antigamente
commum a todas as tradições populares da Peninsula e proveiu a ter acceitado a raça mosárabe da
convivencia com os Arabes e a musica d’elles accomodando-a a seus cantos. (...)”
Obra bastante rara, integrada na «Collecção de Autores Portuguezes».
Encadernação simples. (ver gravura na pág. 147)
2734 — HARRINGTON (Carlos).- IMPROVISOS. (Fados). Acompanhados de uma carta
preambular do eminente poeta portuguez o Ex.mo Sr. Gomes Leal. Lisboa. Typ. Costa Braga
& Cª. 1892. In-8.º gr. de 62-II págs. B.
A carta de Gomes Leal ocupa três das primeiras páginas. Invulgar.
Com um pequeno carimbo no anterrosto.
2735 — HATHERLY (Ana).- ANAGRAMÁTICO. (1965-70). Moraes Editores. Lisboa. 1970.
In-8.º gr. de 79-I págs. B.
Livro de poesia visual integrado na colecção «Círculo de Poesia». Primeira edição.
2736 — HATHERLY (Ana).- A DAMA E O CAVALEIRO. Romance. Guimarães Editores.
[Lisboa. 1960]. In-8.º gr. de 56-VI págs. B.
Um dos primeiros livros da autora, integrado na «Colecção Poesia e Verdade».
2737 — HATHERLY (Ana).- EROS FRENÉTICO. Moraes Editores. Lisboa. 1968. In-8.º gr.
de 67-V págs. B.
Livro integrado na colecção «Círculo de Poesia», colecção que acolheu muitos dos mais representativos poetas contemporâneos.
[150]
2748 - ver pág. 155
2742 - ver pág. 153
2753 - ver pág. 158
2744 - ver pág. 155
“Os trabalhos reunidos neste volume foram seleccionados de entre os que realizei durante um período
de cerca de dez anos, paralelamente ao meu trabalho literário e que, em parte, expus em galerias de
arte em apresentação individual ou colectiva. (...)”
São desenhos de muito original concepção, reproduzidos neste volume a negro e a cores. Tiragem de
500 exemplares, já bastante raros. (ver gravura na pág. 149)
2754 - ver pág. 158
2738 — HATHERLY (Ana).- MAPAS DA IMAGINAÇÃO E DA MEMÓRIA. [Composto na
Prografe e impresso no Estúdio Gráfico de Moraes editores. Lisboa, Abril de 1973]. In-4.º esguio
de 96-VIII págs. B.
2739 — HATHERLY (Ana).- 39 TISANAS. Porto. 1969. [Empresa Industrial Gráfica do Porto,
Lda]. In-8.º gr. de XCII págs. inums. B.
“39 TISANAS é uma consequência da pesquisa das estruturas da narrativa que realizo há alguns anos.
A minha pesquisa das estruturas da narrativa é um dos aspectos da minha pesquisa da realidade.
Através das estruturas da narrativa investigo a estrutura da linguagem e as suas correspondentes
estruturas lógica e psicológica. Sou o produto de uma civilização e de uma cultura a que dou o meu
contributo agindo sobre a realidade que atinjo. Sou um artífice que manipula e interroga a matéria com
que trabalha.” (ver gravura na pág. 149)
2740 — HAUSER (Arnold).- HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA CULTURA. Lisboa. Jornal
do Fôro. 1954-1955. 2 vols. In-4.º de 606-IV e 573-III págs. E.
2741 — HAWTHORNE (Nathaniel).- A LETRA ENCARNADA. Tradução de Fernando Pessoa.
Introdução de George Monteiro. Publicações Dom Quixote. Lisboa / 1988. In-8.º de 326-II
págs. B.
“«A Letra Encarnada é o mais célebre e, na opinião da grande maioria dos críticos, o maior dos
romances norte-americanos», escreveu Fernando Pessoa no início de um pequeno fragmento, que
manifestamente constitui o esboço do princípio de um texto que planeara redigir para servir de introdução à presente obra.(...)
“A tradução de Fernando Pessoa, que pela primeira vez agora se divulga, ao comemorarem-se os cem
anos do nascimento do grande poeta português, vem pois juntar numa mesma obra dois dos mais
importantes nomes da literatura universal.”
2742 — HELDER (Herberto).- O AMOR EM VISITA. Contraponto. [Gráfica Sintrense, Lda.
S.d. - 1958?]. In-4.º de 14-II págs. B.
Edição original da primeira e muito rara publicação poética independente do autor, em rara tiragem
numerada e assinada pelo poeta. Na opinião de Fernanda Frazão e Maria Filomena Boavida no seu
«Pequeno Dicionário de Autores de Língua Portuguesa», Herberto Helder “é, sem dúvida, o poeta mais
importante da sua geração e a mais curiosa e intrigante personalidade do nosso experimentalismo.”
(ver gravura na pág. 151)
2743 — HELDER (Herberto).- APRESENTAÇÃO DO ROSTO. Editora Ulisseia. Lisboa.
[1968]. In-8.º de 217-III págs. B.
“Obra de impar beleza literária e de sugestivo poder imagístico, APRESENTAÇÃO DO ROSTO
consagra definitivamente Herberto Helder como um dos nossos escritores de maior personalidade
e talento criador...” Herberto Hélder aparece por várias vezes referido no livro «O Surrealismo em
Portugal» de Maria de Fátima Marinho.
Primeira e única edição, então apreendida pela Censura.
[153]
2752 - ver pág. 158
“A escolha desta obra de Hauser obedeceu (...) a dois objectivos fundamentais: trazer ao conhecimento do leitor português uma contribuição que pela atitude mental que nos revela pode constituir
uma fonte importante de sugestões fecundas, e, ao mesmo tempo, mostrar como na prática se devem
manejar estes problemas. Mais do que as conclusões é o seu método, as suas regras de prudência e até
a sua lição de modéstia que convém ter presentes ao percorrer estas páginas densas, onde à subtileza
do raciocínio se alia uma busca minuciosa e uma verificação permanente e quase exaustiva”. Obra
profusamente ilustrada em folhas à parte e nas páginas do texto.
Encadernações dos editores, manchadas de humidade.
2744 — HELDER (Herberto).- O BEBEDOR NOCTURNO. Versões de Herberto Helder. Portugália Editora. Lisboa. [1968]. In-8.º de 218-VI págs. B.
Versões de «Poemas do Antigo Egipto», «Psaltério», «Cântico dos Cânticos», «Poesia Maya», «Enigmas
Aztecas», «Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle», «Hino Órfico à Noite», «Três Canções do Épiro»,
«Poemas Zen», «O Mistério de Ameigen», «Oração Mágica Finlandesa para Estancar o Sangue das
Feridas», «Canção Escocesa», «Quatro Poemas Árabes», «Poemas Arábico-Andaluzes», «Canções
de Camponeses do Japão», «Quinze Haikais Japoneses», «Poemas Indochineses», «Canções Indonésias»,
«Canção de Cabília», «Canções Malgaxes», «Canção Tártara», «Cinco Poemas Esquimós»
e «Poemas dos Peles-Vermelhas». Livro dado a lume na colecção «Antologias Universais».
(ver gravura na pág. 151)
2745 — HELDER (Herberto).- BOAS FESTAS 2005 - 2006. Assírio & Alvim. Lisboa. In-8.º
de IV págs. inums. B.
Cartão de boas-festas com a reprodução a cores de uma escultura de Francisco Ferreira e uma poesia,
que lhe é dedicada, por Herberto Helder.
2746 — HELDER (Herberto).- A CABEÇA ENTRE AS MÃOS. Assírio e Alvim. [Gráfica Boa
Nova. Lisboa. 1982]. In-8.º de 41-VII págs. B.
Livro de poesia integrado na colecção «Cadernos Peninsulares / Literatura».
2747 — HELDER (Herberto).- COBRA. [Coovaforme - Cooperativa Operária Gráfica de Antero
de Quental. Porto. 1977]. In-8.º de 79-V págs. B.
Primeira edição de que se imprimiram apenas 1200 exemplares. Uma das originais edições “& etc”.
Com um desenho surrealista de Carlos Ferreiro.
2748 — HELDER (Herberto).- A COLHER NA BOCA. Edições Ática. [Lisboa. 1961]. In-8.º
de 130-VI págs. B.
Segundo livro do autor e, sem dúvida, de longe o mais raro da sua importante bibliografia de textos
surrealistas. (ver gravura na pág. 152)
2749 — HELDER (Herberto).- O CORPO O LUXO A OBRA. Contraponto. [Edição & etc
produzida por Publicações Culturais Engrenagem, Lda. Lisboa. 1978]. In-8.º de 19-V págs. B.
Exemplar da segunda edição deste importante texto do surrealismo português, com um extra-texto de
Carlos Ferreiro e um texto preliminar de Maria Estela Guedes intitulado «Herberto Helder: A Visão
do Corpo no Espaço da Obra». Tiragem limitada a 1000 exemplares.
2750 — HELDER (Herberto).- DO MUNDO. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1994]. In-8.º de 87-IX págs. B.
Livro de poesias parcialmente inéditas, dado a lume na colecção «Peninsulares / Literatura».
2751 — HELDER (Herberto).- EDOI LELIA DOURA. Antologia das Vozes Comunicantes da Poesia Moderna Portuguesa, organizada por... Assírio & Alvim. [Lisboa. 1985]. In-4.º de 314-II págs. B.
Final da Introdução de Herberto Helder: “(...) Fique indiscutível que é uma antologia de teor e amor,
unívoca na multiplicidade vocal, e ferozmente parcialíssima. Quando os lemos lado a lado, a todos estes
poetas e poemas, sabemos estarem eles entregues ao serviço de uma inspiração comum, a uma comum
arte do fogo e da noite, ao mesmo patrocínio constelar. O que varia é a política das formas, maneira de
guerra e hipnotismo das pessoas e dos tempos. Nunca o estilo de alimento, de morte, de mudança. Nada
disto aclara, nada pretende: ache cada um a sua árvore vorazmente nupcial, sem inquirir de um silêncio
que só responderá mostrando o absurdo no absurdo, aludindo com a técnica oblíqua de um exemplo
qualquer à qualidade da acção, mesmo que a acção, no domínio dos silêncios, seja verbal. Ache, na sua
própria cegueira, a vista de uma paisagem transfigurada: a vida começa a ser real. Algures, aqui.”
Poesias de Gomes Leal, Camilo Pessanha, Ângelo de Lima, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa,
Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Edmundo de Bettencourt, Vitorino Nemésio, Carlos de Oliveira,
Natália Correia, Mário Cesariny, António Maria Lisboa, António José Forte, Manuel de Castro, Ernesto
Sampaio, Luiza Neto Jorge e António Gancho.
[155]
2759 - ver pág. 158
2752 — HELDER (Herberto).- ELECTRONICOLÍRICA. Guimarães Editores. [Lisboa. 1964].
In-8.º gr. de 50-II págs. B.
2763 - ver pág. 159
Um dos primeiros e menos frequentes livros do autor, que mais tarde mudou o seu título para
«A Máquina Lírica». Integrado na excelente «Colecção Poesia e Verdade». (ver gravura na pág. 154)
2753 — HELDER (Herberto).- FLASH. A cura di Carlo Vittorino Cattaneo. Empírea. [1987.
Roma]. In-8.º de 51-V págs. B.
Primorosa edição em português e italiano, edição de que apenas se imprimiram 675 exemplares nas
suas três tiragens. (ver gravura na pág. 152)
2754 — HELDER (Herberto).- PHOTOMATON & VOX. Assírio e Alvim. [Lisboa. 1979].
In-8.º de 185-III págs. B.
Primeira e muito invulgar edição de um dos mais representativos livros do poeta e ficcionista, livro
importante para o surrealismo literário português. (ver gravura na pág. 154)
2755 — HELDER (Herberto).- HÚMUS. Poema-Montagem. Guimarães Editores. [Lisboa.
1967]. In-8.º gr. de 37-III págs. B.
Muito invulgar livro de poesia, integrado na «Colecção Poesia e Verdade».
2756 — HELDER (Herberto).- LUGAR. Guimarães Editores. [Lisboa. 1962]. In-8.º gr.
de 75-III págs. B.
Um dos primeiros e raros livros do autor, integrado na «Colecção Poesia e Verdade».
2757 — HELDER (Herberto).- AS MAGIAS. (Alguns exemplos). Versões de Herberto Helder.
Assírio & alvim. [Lisboa. 1988]. In-8.º de 61-III págs. B.
2762 - ver pág. 158
Volume integrado na colecção «Gato Maltês».
2758 — HELDER (Herberto).- MANUEL CARGALEIRO. [Galeria Alvarez. Porto. Maio de
1968. Colaboração da Galeria Dinastia, Lisboa]. In-8.º quadrado de X págs. inums. B.
Muito interessante e imaginativo texto integrando o catálogo de uma exposição de Cargaleiro, com
a reprodução a cores de uma das suas pinturas e Notas Biográficas.
2759 — HELDER (Herberto).- MARIA PAULO. Fevereiro 1971. Galeria de Arte Moderna.
Sociedade Nacional de Belas-Artes. [Impresso em Portugal por Prensa. Lisboa. 1971]. In-8.º gr.
de VIII págs. inums. B.
Catálogo de uma exposição de pintura de Maria Paulo, com um texto em prosa e duas poesias de
Herberto Helder, todos inéditos segundo anotação a marcador na capa e, no pé, a indicação de «Contraponto», anotações certamente do punho de Luiz Pacheco. Muito raro. (ver gravura na pág. 156)
2760 — HELDER (Herberto).- OFÍCIO CANTANTE. 1953-1963. Portugália Editora. Lisboa.
[1967]. In-8.º gr. de 258-IV págs. B.
Primeira edição colectiva das obras «A Colher na Boca», «Poemacto», «Lugar», «A Máquina Lírica»
e «A Máquina de Emaranhar Paisagens». Volume integrado na «Colecção Poetas de Hoje».
2761 — HELDER (Herberto).- OS PASSOS EM VOLTA. Contos. Portugália Editora. Lisboa.
[1963]. In-8.º de 160-IV págs. B.
Primeira edição do primeiro livro em prosa de Herberto Helder, integrado na colecção «Novos Contistas».
2762 — HELDER (Herberto).- POEMACTO. Contraponto. [Composto e Impresso nas Oficinas
Gráficas do «Jornal do Ribatejo». S.d.]. In-8.º gr. de 30-II págs. B.
Um dos mais raros livros de Herberto Helder, poeta surrealista consagrado entre os do nosso tempo.
Com um defeito do papel na folha de guarda. (ver gravura na pág. 157)
[158]
2763 — HELDER (Herberto).- RETRATO EM MOVIMENTO. [Editora Ulisseia. Lisboa.
1967]. In-8.º de 88-VI págs. B.
Primeira edição de um dos procurados livros de Herberto Helder, autor da maior relevância da literatura
portuguesa contemporânea. Integrado na «Colecção Poesia e Ensaio». (ver gravura na pág. 157)
2764 — HELDER (Herberto).- ÚLTIMA CIÊNCIA. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1988].
In-8.º gr. de 44-IV págs. B.
Primeira edição deste estimado livro de poesia de Herberto Helder, integrado na colecção «Peninsulares / Literatura».
2765 — HELDER (Herberto).- VOCAÇÃO ANIMAL. Publicações dom quixote. [Lisboa.
1971]. In-8.º de 75-IV págs. B.
Primeira edição de um dos originais livros de Herberto Helder, escritor de quem muito se ocupa Maria
de Fátima Marinho no seu importantíssimo trabalho sobre «O Surrealismo em Portugal». Integrado
nos «Cadernos de Poesia» da D. Quixote.
2766 — HELDER (Herberto) & PACHECO (Luis) & outros.- A PROPOSITO DO FILHO DO
PAI. Folha impressa medindo 21 x 27,5 cm. [S.l. 1958].
Folha avulsa cujo título remete para Artur Portela Filho, contundentemente crítica e humorística,
datada de “Lisboa, 29 de Abril de 1958” e assinada pelos seguintes escritores: António José Forte,
Herberto Helder, Virgílio Martinho, João Rodrigues, Saldanha da Gama, José Manuel Simões, José
Bento, António Carlos, Soares Martins, Luiz Pacheco, Liberto Cruz, Lopes Alves, Pedro da Silveira,
Alfredo Margarido e Gastão Cunha.
O texto termina do seguinte modo: “Visto ao microscópio, o corpo de delito revelou-se nos mais
ínfimos pormenores. Afinal o filho Artur Portela era filho do pai Artur Portela Pai.
“Ora bolas!
“E a gente a julgar que a dinastia não teria continuidade.
“Por este caminho, ainda vamos ter o Artur Portela Neto.
“Que chatice!”
2767 — HENRIQUES (Francisco da Fonseca).- AQUILEGIO // MEDICINAL // Em que se dá
noticia das agoas de Caldas, de Fontes, Rios, // Poços, Lagoas, e Cisternas, do Reyno de Portugal,
// e dos Algarves, que ou pelas virtudes medici- // naes, que tem, ou por outra alguma sin- //
gularidade, saõ dignas de parti- // cular memoria, // ESCRITO PELO DOUTOR // FRANCISCO
DA FONSECA // HENRIQUES, // Natural de Mirandella, Medico do Augus- // tissimo Rey
de Portugal // D. JOAÕ V. // Impresso por ordem do // EXCELLENTISSIMO SENHOR //
MARQUEZ DE ABRANTES, // Conde de Penaguiaõ, &c. // LISBOA OCCIDENTAL, // Na
Officina da MUSICA. // M. DCCXXVI. In-8.º peq. de XXXII-288-XVI págs. E.
Muito raro livro do famoso Dr. Mirandela, livro importante da bibliografia da medicina termal
portuguesa.
Encadernação inteira em pergaminho da época, mas com falta das três últimas folhas de índice.
Com a assinatura autógrafa do célebre Manuel Gomes de Lima Bezerra, médico famoso de Ponte de
Lima, autor de «Os Estrangeiros no Lima».
2768 — HENRIQUES (Lagoa).- DESENHOS RECUPERADOS. [Sociedade Nacional de Belas
Artes, Lisboa]. S.l.n.d. [1972?]. In-4.º de LXXVIII págs. inums. B.
Bom catálogo em papel couché de muitos dos desenhos recuperados de um incêndio que atingiu
obras deste e de outros artistas, desenhos que aqui vêm reproduzidos. Com um poema de Eugénio de
Andrade e um texto de Rocha de Sousa que tem o seguinte começo: “O tempo e as catástrofes deixam
por vezes profundas cicatrizes no corpo das obras de arte, mas nem sempre a destruição se consuma.
Então os homens, lùcidamente, descobrem nos destroços a realidade dessas obras. Porque, quando
elas são verdadeiras, a perda de uma parte não compromete a memória e a significação do todo.”
Dedicatória de Eugénio de Andrade para Laureano Barros.
[159]
2772 - ver pág. 161
Excelente álbum dedicado aos nossos Parques e Reservas Naturais, em cuidada edição impressa em
encorpado papel, com magníficas fotografias a cores de Augusto Cabrita e Rui Cunha, além
de mapas e desenhos. Com os seguintes capítulos: «MAIS DENTRO DAS TERRAS» — «Peneda Gerês, parque nacional»; «Montesinho, parque natural. Aves de presa»; «Litoral de Esposende,
paisagem protegida»; «Alvão, parque natural»; «Dunas de S. Jacinto, reserva natural»; «Serra
da Estrela, parque natural. Corvídeos, Toutinegras»; «Serra da Malcata, reserva natural»; Serra do
Açor, paisagem protegida»; «Paul de Arzila, reserva natural»; Serras de Aire e Candeeiros, parque
natural»; «MAIS PERTO DO MAR» — «Berlenga, reserva natural. Patos, Aves marinhas»; «Serra de
São Mamede, parque natural»; «Paul de Boquilobo, reserva natural»; «Sintra / Cascais, paisagem
protegida»; «Estuário do Tejo, reserva natural»; «Arriba fóssil da Costa da Caparica, paisagem
protegida»; «Arrábida, parque natural»; «Estuário do Sado, reserva natural»; «SW Alentejano e Costa
Vicentina, paisagem protegida»; «Castro Marim e V. Real de Sto. António, reserva natural»; «Ria
Formosa, parque natural». Garças, Limícolas».
Encadernação editorial inteira de tela verde, com título dourado na lombada e na pasta e sobrecapa
ilustrada a cores.
2784- ver pág. 165
2769 — HENRIQUES (Pedro Castro).- PARQUES E RESERVAS NATURAIS DE PORTUGAL. Verbo. [Editorial Verbo. Lisboa. 1996]. In-4.º gr. de 227-V págs. E.
2770 — HERCULANO (Alexandre).- AO PARTIDO LIBERAL PORTUGUEZ A ASSOCIAÇÃO POPULAR PROMOTORA DA EDUCAÇÃO DO SEXO FEMENINO. Lisboa. Imprensa
União-Typographica. 1858 (Dezembro). In-4.º de 43-I págs. B.
2771 — HERCULANO (Alexandre).- A BATALHA D’OURIQUE E A SCIENCIA ARABICOACADEMICA. carta ao Redactor da Semana por... Lisboa. Imprensa Nacional. MDCCCLI.
In-8.º gr. de 30 págs. B.
Folheto a incluir nas colecções da polémica que sobre este assunto Herculano teve com António
Caetano Pereira. Invulgar.
2772 — HERCULANO (Alexandre).- O BEGUINO. Lisboa. Min. Peninsular - João Alberto
dos Santos. 1900. In-8.º gr. de 15-I págs. B.
Curioso e raro escrito em prosa, dado a lume na «Bibliotheca do Jornal Saloio».
(ver gravura na pág. 160)
2773 — HERCULANO (Alexandre).- O BOBO. Lisboa. Viuva Bertrand & Cª - Successores,
Carvalho & C.ª MDCCCLXXVIII. In-8.º de VII-I-338-V págs. E.
Primeira edição portuguesa de uma das mais interessantes e estimadas obras literárias de Herculano.
Com as capas da brochura conservadas mas com pequenos restauros. Encadernação antiga, com
a lombada em pele.
2774 — HERCULANO (Alexandre).- CARTA AOS ELEITORES DO CIRCULO ELEITORAL DE CINTRA, por Alexandre Herculano (Extrahida do Jornal do Commercio). Lisboa.
Typographia do Jornal do Commercio. 1858. In-8.º gr. de 12-IV págs. B.
Segundo se lê no opúsculo dedicado a Herculano pela «Colecção Patrícia», foi de 120 exemplares
a tiragem deste opúsculo.
2775 — HERCULANO (Alexandre).- CARTA DO SR. ALEXANDRE HERCULANO respondendo á Sociedade Real de Agricultura em Lisboa. Annotada com observações pelo Dr. José
Rodrigues de Mattos... Lisboa. Typographia Universal. 1874. In-8.º gr. de 34 págs. B.
Importante carta de Herculano defendendo a emigração portuguesa para o Brasil. Muito invulgar.
[161]
2780 - ver pág. 163
“A Associação, desejando firmar bem a sua bandeira, e habilitar o paiz para a favorecer ou para a condemnar, ordenou que em seu nome se publicasse o presente escripto, onde amplamente se expozessem
os motivos da sua existencia, e o alvo dos seus esforços”, escrito da pena de Alexandre Herculano,
mas publicado sem o seu nome. Raro.
Pequeno rasgão no ângulo superior direito da capa da brochura.
Primeira edição das cartas de Herculano, em grande parte importantes e dirigidas a marcantes individualidades do seu tempo: Barros Gomes, Padre Francisco Recreio, António José de Ávila, Henrique
O’Neill, Passos Manuel, Oliveira Martins, Duque de Saldanha, Garrett, Pinheiro Chagas, Fernandez
de los Rios, Casal Ribeiro, Rebelo da Silva, Teixeira de Aragão, Gomes de Amorim, M. Fernandes
Tomás, Soares de Passos, Duque de Palmela, Júlio de Vilhena, Mendes Leal, Costa Goodolfim, etc.
2777 — HERCULANO (Alexandre).- CARTAS AO MUITO REVERENDO EM CHRISTO
PADRE FRANCISCO RECREIO, Socio Effectivo da Academia Real das Sciencias de Lisboa,
Bibliothecario da mesma Academia, Auctor do Elogio Necrologico, da Justa Desaffronta
em Defesa, e de Varias Obras Ineditas. Por um Moribundo. Lisboa. Typ. de Castro & Irmão.
MDCCCL. In-8.º de 16 págs. B.
2792 - ver pág. 167
2776 — HERCULANO (Alexandre).- CARTAS DE A. HERCULANO. Antigas Casas Aillaud
e Bertrand. Lisboa. S.d. 2 vols. In-8.º de IV-296-II e 288 págs. B.
O nome de Alexandre Herculano vem impresso na última página. Da questão «Eu e o Clero».
2778 — HERCULANO (Alexandre).- CARTAS DE VALE DE LOBOS ao 3º Duque de Palmela
e a José Cândido dos Santos. Prefaciadas e anotadas por Vitorino Nemésio. Lisboa. Livraria
Bertrand. [S.d.] 3 vols. In-8.º B.
É a primeira edição e colecção completa das «Cartas de Vale de Lobos», correspondentes aos vols. 1.º,
4.º e 5.º das Cartas de Herculano. O excelente «Prefácio» de Vitorino Nemésio, - para cujas colecções
bibliográficas esta obra é indispensável - decorre de págs. VII a XXXI do primeiro volume: do mesmo
autor, «O Retiro», ocupa as págs. VII a LVII do segundo e «O Lavrador», também de Vitorino Nemésio,
vem de págs. VII a XLVIII do terceiro.
2779 — HERCULANO (Alexandre).- CARTAS INÉDITAS DE ALEXANDRE HERCULANO
A JOAQUIM FILIPE DE SOURE. Publicadas e comentadas por Luis Silveira. Edições Cultura.
Fernandes & Cª Ldª. Lisboa. 1946. In-4.º de VI-181-V págs. B.
2780 — HERCULANO (Alexandre).- CASAMENTO CIVIL. Carta do Sr. Alexandre Herculano
dirigida ao Jornal do Commercio. [S.l. - No fim: Lisboa. 1 de Dezembro de 1865. A. Herculano].
In-4.º gr. de 6-II págs. B.
Primeira e raríssima edição independente da primeira carta sobre o Casamento Civil, tirada em
separata do «Jornal do Commercio», conforme declara Inocêncio no 9.º volume do seu «Dicionário
Bibliográfico», carta que deu lugar a uma das mais violentas polémicas travadas em Portugal.
(ver gravura na pág. 162)
2781 — HERCULANO (Alexandre).- CASAMENTO CIVIL. Primeira carta [a quarta]. Lisboa.
Imprensa de J. G. de Sousa Neves. 1866. 4 opúsculos In-8.º B.
É a série completa das cartas de Herculano dirigidas ao «Jornal do Commercio» referentes à famosa
polémica sobre o Casamento Civil, em que intervieram numerosas personalidades. Todas da edição
original, excepto a primeira que pertence à segunda.
2782 — HERCULANO (Alexandre).- O CASAMENTO CIVIL EXPLICADO POR ALEXANDRE HERCULANO OU OS HYPOCRITAS DESMASCARADOS. Porto. Imprensa Popular
de J. L. de Sousa. 1865. In-8.º de 16 págs. B.
Exemplar em folhas, faltando a parte inferior da última, com corte de texto.
2783 — HERCULANO (Alexandre).- SCENAS DE UM ANO DA MINHA VIDA e apontamentos de viagem. Coordenação e prefácio de Vitorino Nemésio. Livraria Bertrand. Lisboa.
1934. In-8.º de LV-III págs. B.
“Passados dezanove anos de repouso sôbre a última novidade literária de Herculano, — o II volume
.../...
[163]
2787 - ver pág. 165
Notável colectânea de mais de uma centena de cartas de Herculano, do maior interesse para a história
do seu tempo. Edição ilustrada, numerada e rubricada.
2784 — HERCULANO (Alexandre).- O CLERO PORTUGUEZ. [No fim: Lisboa - 1841.
Typographia do Constitucional]. In-8.º peq. de 16 págs. Desenc.
Sem frontispício próprio, o título vem ao alto da primeira página do texto.
O opúsculo foi publicado sem o nome do autor, sendo raros os exemplares existentes, pois, segundo
Brito Aranha, “Herculano o recolheu, com efeito, recebida que foi da imprensa, a correspondente tiragem,
sendo impossivel descortinar hoje que motivos terá o Autor tido para assim proceder.” Inocêncio não
teve oportunidade de ver qualquer exemplar deste folheto. (ver gravura na pág. 162)
2798 - ver pág. 170
das Cartas — trago comovidamente um livro novo do mestre às sôfregas mãos do seu público, que se
compõe de quantos em Portugal e Brasil sentem um inefável tremor ao violarem, com a faca embotada
por tantas folhas estéreis, as páginas vivas, plásticas, dos grandes escritores portugueses”. Primeira
edição colectiva. O excelente prefácio de Vitorino Nemésio termina a págs. LV.
2785 — HERCULANO (Alexandre).- COMPOSIÇÕES VARIAS. Antigas Casas Aillaud
e Bertrand. Lisboa. [S.d.] In-8.º de IV-271-III págs. B.
Primeira edição em volume dos seguintes escritos: «Conversão dos godos ao catholicismo»,
«Instrucção publica», «Da educação e instrucção das classes laboriosas», «Aristocracia hereditaria»,
«Jurados», «Tumultos d’Evora», «A questão de Salvaterra», «A padeira d’Aljubarrota», «D. Francisco
Manuel de Mello», «Do Christianismo» e «Memoria sobre a origem dos Livros de Linhagens».
2786 — HERCULANO (Alexandre).- CONSIDERAÇÕES PACIFICAS SOBRE O OPUSCULO
EU E O CLERO. carta ao Redactor do Periodico - A Nação por A. Herculano. Lisboa. Imprensa
Nacional. MDCCCL. In-8.º gr. de 18 págs. B.
Uma das mais interessantes peças da famosa polémica. Rara.
Acerca da proposta pelo deputado por Lamego José Maria Botelho “para a extincção da Eschola
Polytechnica, e restabelecimento do Collegio dos Nobres”. Uma das mais antigas e raras publicações
do grande historiador. (ver gravura na pág. 164)
2788 — HERCULANO (Alexandre).- DA ORIGEM E ESTABELECIMENTO DA INQUISIÇÃO EM PORTUGAL. Tentativa historica por... Lisboa. Imprensa Nacional. MDCCCLIV-MDCCCLIX. 3 vols. In-8.º de XV-286-III, II-343-III e 333-V págs. E.
Esta obra de Alexandre Herculano é, acerca da Inquisição em Portugal, ainda uma das mais valiosas
e autorizadas fontes de consulta. Primeira edição, estimada e de apreciável raridade.
Encadernações contemporâneas, com as lombadas em pele decoradas com ferros e dizeres a ouro.
2789 — HERCULANO (Alexandre).- DA PROPRIEDADE LITTERARIA E DA RECENTE
CONVENÇÃO COM FRANÇA. Carta ao Senhor Visconde d’Almeida-Garrett por A. Herculano.
Lisboa. Imprensa Nacional. 1851. In-4.º de 34 págs. B.
É a primeira e rara edição deste opúsculo de Herculano. Camilo, no seu livro «Narcóticos», no artigo
intitulado “Os Contrafactores do Brazil”, discorda abertamente das ideias defendidas por Herculano
neste seu escrito.
Assinatura antiga no frontispício. Provavelmente não publicado com capas da brochura.
2790 — HERCULANO (Alexandre).- ESTUDOS SOBRE O CASAMENTO CIVIL. Por occasião do Opusculo do sr. Visconde de Seabra sobre este assumpto. Lisboa. Typographia Universal.
1866. 3 séries ou opúsculos In-8.º gr. com o total de 175-III págs. B.
A primeira série trata «Das tradições antigas da igreja e da nação portuguesa ácerca dos consor-
.../...
[165]
2797 - ver pág. 168
2787 — HERCULANO (Alexandre).- DA ESCHOLA POLYTECHNICA E DO COLLEGIO
DOS NOBRES. Por A. Herculano (Deputado pelo Porto). Lisboa: Na Typographia da Sociedade
Propagadora dos Conhecimentos Uteis. 1841. In-4.º gr. de 19-I págs. Cart.
cios extranhos ao sacramento do matrimónio», a segunda de «O casamento civil perante o concilio
de Trento e perante a Theologia» e a terceira de «O casamento civil nas leis e costumes de Portugal
depois do concilio de Trento».
Primeira edição, bastante rara, da obra fundamental desta importante polémica.
Assinatura contemporânea no pé das capas da brochura.
2791 — HERCULANO (Alexandre).- EU E O CLERO. Carta ao Em.mº Cardeal-Patriarcha
por... Lisboa. Imprensa Nacional. MDCCCL. In-8.º gr. de 20 págs. B.
Rara primeira edição deste importante escrito de Herculano, escrito que se integra na polémica que
o grande escritor travou com o Clero e diversos escritores do seu tempo a propósito da posição crítica
que tomou na sua História de Portugal ao tratar da discutida aparição de Cristo a D. Afonso Henriques
na Batalha de Ourique.
2792 — HERCULANO (Alexandre).- O FRONTEIRO D’AFRICA ou Tres Noites Asiágas.
Drama historico portuguez em tres actos por A. Herculano. Rio de Janeiro. Typographia — Economica — de J. J. Fontes. 1862. In-8.º gr. de 52 págs. B.
Raríssima espécie bibliográfica impressa no Rio de Janeiro. Inocêncio: “Posto que representado com
boa acceitação no theatro do Salitre em 1838, este drama nunca se imprimiu em Lisboa, sendo por isso
a do Rio de Janeiro a unica edição que delle ha.” (ver gravura na pág. 164)
2793 — HERCULANO (Alexandre).- A HARPA DO CRENTE. Tentativas poeticas pelo Auctor
da Voz do Propheta. Lisboa. 1838. Na Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis.
In-4.º peq. de 120 págs. B.
Com as três séries que constituem a edição original desta estimada a rara obra poética de Herculano.
O primeiro opúsculo está muito manchado de água e tem falta das capas da brochura.
2794 — HERCULANO (Alexandre).- HISTÓRIA DA ORIGEM E ESTABELECIMENTO DA
INQUISIÇÃO EM PORTUGAL. Nona edição definitiva conforme as edições da vida do auctor,
Dirigida por David Lopes. Livraria Bertrand. Lisboa. S.d. 3 vols. In-8.º B.
Trabalho indispensável aos estudiosos da Inquisição Portuguesa.
2798 — HERCULANO (Alexandre).- MEMORIA SOBRE A ORIGEM PROVAVEL DOS
LIVROS DE LINHAGENS. Lisboa. Typografia da Academia. 1854. In-4.º gr. de 15-I págs. B.
Muito raro estudo de Herculano. (ver gravura na pág. 166)
2799 — HERCULANO (Alexandre).- MESTRE GIL, ou O Barbeiro de D. João II. Chronica do
Seculo XV. Rio de Janeiro, Imp. e Const. de J. Villeneuve e Comp. 1839. In-8.º peq. de 60 págs. E.
É a raríssima primeira edição independente de «Mestre Gil», anteriormente publicado na «Revista
Litteraria». Gomes de Brito, no Dicionário Bibliográfico de Inocêncio, depois de lamentar a sua não
inserção nas «Lendas e Narrativas», escreveu: “É, como se sabe, a historia da execução, na Praça de
Evora, do Duque de Bragança, D. Fernando, e a do assassinio do Duque de Viseu, perpetrado pelo
próprio D. João I...” Dado a lume sem o nome do autor.
Manchas generalizadas de acidez.
2800 — HERCULANO (Alexandre).- O MONASTICON. Typ. da Sociedade P. de Conhecimentos Uteis. [Lisboa. 1844. e Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos. MDCCCXLVIII]. 3 vols.
In-8.º de II-VIII-321-I, XIV-II-311-I e 380-II págs. E.
Primeira e rara edição das obras que constituem «O Monasticon»: «Eurico o Presbytero» e «O Monge
de Cistér».
Encadernações da época, uniformes, com as lombadas em pele. Vestígios de remoção de assinatura no
frontispício e pequeno restauro no frontispício do último volume.
2801 — HERCULANO (Alexandre).- OPUSCULOS. Lisboa. Em Casa da Viuva Bertrand &
C.ª Lisboa. MDCCCLXXIII a 1908. 10 volumes In-8.º B.
Sob este título geral foram reunidos os opúsculos sobre as «Questões Públicas» e as «Controvérsias
e estudos históricos», parte importante da bibliografia deixada pelo autor.
São da primeira edição os volumes 1.º a 5.º, 7.º e 10.º, da terceira os vols. 6.º e 8.º e da segunda o 9.º
2802 — HERCULANO (Alexandre).- POESIAS. Lisboa. Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos.
MDCCCL. In-8.º de II-326-II págs. E.
2795 — HERCULANO (Alexandre).- HISTORIA DE PORTUGAL. Lisboa. Em casa da viuva
Bertrand e Filhos. MDCCCXLVI-MDCCCLIII. 4 vols. In-8.º gr. E.
Exemplar da primeira e mais estimada edição.
Encadernação da época, tendo a lombada em pele decorada com ferros românticos.
2796 — HERCULANO (Alexandre).- OS INFANTES EM CEUTA. (1415.). Drama lyrico em
um acto, composto expressamente para ser cantado na Academia Philarmonica de Lisboa, em
a noite de 28 de Março de 1844, anniversario da sua installação. A musica pelo Sr. A. L. Miró.
O texto pelo Sr. A. Herculano. Lisboa. Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos
Uteis. 1844. In-8.º gr. de VI-34 págs. B.
São bastante invulgares os exemplares deste escrito de Herculano a propósito da Concordata celebrada
entre Portugal e a Santa Sé em 1857, em que foi regulado o exercício do Padroado do Oriente e criada
a diocese de Damão.
Obra muito estimada e fundamental da bibliografia histórica portuguesa, sendo esta a primeira e mais
rara das muitas edições publicadas.
Os dois primeiros volumes estão desconjuntados.
Inocêncio não refere nenhum exemplar deste raríssimo folheto, mas no vol. XXI do seu Dicionário,
inteiramente consagrado ao grande escritor redigido por Brito Aranha, aparece o mesmo largamente
tratado, designadamente numa comunicação de Manuel de Carvalhaes, que entre muitas outras coisas
diz: “Não é vulgar este libretto. Pelas mãos, há perto de 40 annos, não me tem passado mais de tres
exemplares, incluindo o que possuo (...) com a capa de côr reproduzindo, dentro de cercadura,
os dizeres do frontispício. É interessante também para a historia da opera em Portugal”. Raríssimo.
2803 — HERCULANO (Alexandre).- A REACÇÃO ULTRAMONTANA EM PORTUGAL
ou a Concordata de 21 de Fevereiro. Lisboa. Na Typ. de José Baptista Morando. Maio de
MDCCCLVII. In-4.º peq. de XI-I-56 págs. B.
2804 — HERCULANO (Alexandre).- SOLEMNIA VERBA. Carta ao Senhor A. L. Magessi
Tavares sobre a questão actual entre a verdade e uma parte do Clero. Lisboa. Imprensa Nacional.
MDCCCL. In-8.º gr. de 68 págs. B.
Sobre a polémica questão «Eu e o Clero». Raro.
2805 — HESPANHA (Jaime Rebelo).- DICIONARIO DE MÁXIMAS, ADÁGIOS E PROVÉRBIOS. 1936. [Tipografia “Minerva”. Famalicão]. In-8.º gr. de XII-255-I págs. B.
Exemplar da edição original de uma das mais estimadas obras de Herculano, obra que integra algumas
das suas mais belas.
Assinatura antiga no frontispício do primeiro volume. (ver gravura na pág. 166)
Trabalho antecedido de um prefácio de Alfredo da Cunha que a finalizá-lo afirma: “quanto ao resto,
ou seja quanto à quantidade de dizeres comuns de que se compõe o presente volume, e que não será
êrro calcular no triplo dos compilados pelo P.e Delicado, porque devem andar por uns 12.000, há-de
suceder o que geralmente acontece com os vocabulários: o último, se não é sempre o de melhores
significados, costuma ser, comparado aos que o precederam, o de maior número de termos. E eis,
portanto, uma circunstância mais que recomenda a obra (...)”. Muito invulgar.
[167]
[168]
2797 — HERCULANO (Alexandre).- LENDAS E NARRATIVAS. Lisboa. Em Casa da Viuva
Bertrand e Filhos. MDCCCLI. 2 vols. In-8.º de X-306-II e IV-327-III págs. B.
2806 — HIDRA. Organização de e. m. melo e castro. ECMA Porto MCMLXVI. [e Lisboa.
1969]. 2 números In-fólio de 72-VI e XVIII págs. inums. B.
Publicação de curiosa e muito original concepção gráfica, aparecendo o primeiro número com poesias
de António Aragão, Gastão Cruz, Maria Alberta Menéres, Helder de Macedo, João Rui de Sousa,
Egito Gonçalves, Maria Teresa Horta, David Mourão-Ferreira, Luiza Neto Jorge, Salette Tavares,
António Ramos Rosa, Herberto Helder, Fiama H. Pais Brandão, Liberto Cruz e Melo e Castro;
capa ilustrada por João Vieira e desenhos de Manuel Baptista, Eurico Gonçalves, René Bértholo
e António Areal; o segundo número, com a capa ilustrada por Melo e Castro, inclui poesias de
Álvaro Neto (pseudónimo literário de Liberto Cruz), Ana Hatherly, António Aragão, José Alberto
Marques, Melo e Castro e Silvestre Pestana, entrando na sua composição folhas agrafadas, uma
caixa de fósforos, um balão de borracha insuflável e um grande sobrescrito com um “sintagrama”
de Melo e Castro.
Revista de poesia experimental, cuja tiragem, subsidiada pela TAP, não excedeu os 120 exemplares,
hoje raríssimos, tendo mediado três anos entre o aparecimento do primeiro e do segundo número.
(ver gravuras na pág. 169)
2807 — [FERNANDO PESSOA]. HISTÓRIA. Publicação mensal. Nº 11. Setembro de 1979.
[Propriedade Projornal, Lda.. Director de Edições José Carlos de Vasconcelos. Lisboa].
In-8.º gr. de 96 págs. B.
Este número integra um extenso texto em prosa inédito de Fernando Pessoa, intitulado: «Diálogo em
torno da I República. Na Farmácia do Evaristo», com apresentação de Joel Serrão.
2808 — HISTÓRIA DA LITERATURA PORTUGUESA ILUSTRADA. Publicada sob a Direcção
de Albino Forjaz de Sampaio. Aillaud e Bertrand. Paris-Lisboa. [e Livraria Fernando Machado.
Porto)]. 1929-1942. 4 vols. In-4.º de IV-387-I, IV-386-II, IV-378-II e IV-353-III págs. E.
Obra monumental, única no seu género entre nós, primorosamente impressa sobre papel couché
e enriquecida com centenas de excelentes ilustrações, muitas das quais impressas em separado e
algumas a cores, reproduzindo retratos, portadas e gravuras de livros antigos e modernos, originais
autógrafos, etc. Teve como colaboradores nomes ilustres como os de Afonso Lopes Vieira, Fidelino de
Figueiredo, Fortunato de Almeida, Lopes de Mendonça, J. Joaquim Nunes, Leite de Vasconcelos, Moses
Bensabat Amzalak, Reynaldo dos Santos, J. Maria Rodrigues. António Baião, Hernâni Cidade, Henrique de Campos Ferreira Lima, Sousa Costa, Vitorino Nemésio, Costa Pimpão, Bruno Carreiro, Prado
Coelho, João de Barros, Damião Peres, etc.
O quarto volume, mais raro que os três primeiros, refere-se à História da Literatura Portuguesa dos
séculos XIX e XX.
Encadernações editoriais, com ferros a seco e a ouro, um pouco gastas.
2809 — HISTÓRIA DE PORTUGAL. Edição Monumental comemorativa do 8.º Centenário da
Fundação da Nacionalidade. Profusamente ilustrada e colaborada pelos mais eminentes historiadores e artistas portugueses. Direcção literária de Damião Peres. Direcção artistica de Eleutério
Cerdeira. Barcelos. Portucalense Editora. 1928-1981. 10 vols. In-4.º gr. E.
Trata-se de uma das mais bem documentadas e valiosas histórias de Portugal, impressa em papel de
boa qualidade e ilustrada com milhares de gravuras e mapas estampados nas páginas do texto e em
separado, sendo a maior parte destas a cores.
Com os dois volumes de «Suplemento», o 2.º dos quais abrange o período decorrente entre 1933
e 1974. Colecção completa.
Encadernações do editor, em percalina, com ferros a negro e ouro nas lombadas e pastas.
2810 — HISTORIA DE PORTUGAL. I - Da Lusitânia a D. Fernando. II - De D. João I aos Filipes.
III - De D. João IV a D. Maria I. IV - De D. João VI aos nossos dias. 1946. Livraria Lello &
Irmão. Porto. 4 vols. In-8.º B.
2806 - ver pág. 170
São autores desta História publicada na Colecção «Ontem e Hoje», Ângelo Ribeiro, Newton de Macedo
e Hernâni Cidade. Profusamente ilustrada em separado.
[170]
2811 — HISTORIA DO BURRO, DO BOI E DO LAVRADOR. Livraria Internacional de Ernesto
Chardron - Editor. Porto e Braga. S.d. In-4.º peq. de 16 págs. B.
Curioso folheto de literatura popular, o 1.º da «Bibliotheca para Todos».
2812 — HISTÓRIA DO REGÍMEN REPUBLICANO EM PORTUGAL. Publicada por Luís de
Montalvor. Lisboa / MCMXXX-MCMXXXII. [Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial].
2 vols. In-4.º gr. de 387-I e 416 págs. E.
Sobre o assunto versado é a obra mais competente que temos publicada, colaborada por autores da
maior responsabilidade e saber: Jaime Cortesão, Agostinho Fortes, Joaquim de Carvalho, Francisco
Reis Santos, Manuel Maria Coelho, Lopes de Oliveira, Luz de Almeida e Bourbon e Menezes.
É valiosa e abundante a documentação iconográfica, constituída por retratos, mapas, fac-símiles de
frontispícios de livros, jornais e revistas, caricaturas, etc. etc., tudo impresso em folhas à parte, sendo
algumas a cores.
Esmeradíssima edição da Editorial Ática, executada sobre papel de excelente qualidade.
Encadernações editoriais, com ferros dourados e a seco, nas lombadas e pastas.
2813 — HISTÓRIA E ANTOLOGIA DA LITERATURA PORTUGUESA. Fundação Calouste
Gulbenkian. Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura. Lisboa. 22 opúsculos In-8.º gr. B.
A publicação abrange o estudo, com antologia, da Literatura Portuguesa dos séculos XIII ao XVI,
em muito esmerada edição impressa em bom papel e profusamente ilustrada a cores. Colaboração
de muitos e consagrados especialistas. Com os 22 opúsculos reunidos em 5 portfólios em cartolina.
2814 — HISTORIA ILUSTRADA DAS GRANDES LITERATURAS. Literatura Portuguesa.
[e Literatura Inglesa]. Editorial Estúdios Cor. Lisboa. 1960-1973. 3 vols. In-4.º gr. E.
São o sexto e os dois últimos volumes desta importante obra, estes referentes à História da Literatura
Portuguesa (I. Das Origens ao Romantismo; II. O Romantismo; III. Época Contemporânea) da
exclusiva e respectiva autoria de António José Saraiva e Óscar Lopes; o volume referente à Literatura
inglesa é de A. C. Ward, com tradução de Rogério Fernandes e foi revista, anotada, prefaciada
e completada na época contemporânea por Jorge de Sena. Com numerosos retratos a negro e a cores
e fac-símiles de frontispícios de livros.
Encadernações editoriais.
2815 — HISTORIAS DO PRIMEIRO E DO SEGUNDO CALENDER FILHOS DE SULTÕES. Livraria Internacional de Ernesto Chardron - Editor. Porto e Braga. S.d. In-4.º peq.
de 14-II págs. B.
Folheto de cordel integrado na curiosa «Bibliotheca para Todos».
2816 — HOGAN (Alfredo Possolo).- A MÃO DO FINADO. Romance em continuação do
CONDE DE MONTE-CHRISTO de Alexandre Dumas. Lisboa - Typographia Universal - 1854.
In-8.º gr. de 240 págs. E.
Curioso e raro livro imitando o estilo de Alexandre Dumas, mas, embora publicado anónimo, da
autoria do português Alfredo Possolo Hogan, como já assinala Inocêncio no primeiro volume do seu
Dicionário Bibliográfico. Primeira edição.
Assinatura antiga no frontispício. Encadernação da época, cansada.
2817 — HOLLANDA (Francisco de).- DA PINTVRA ANTIGVA. Tratado de Francisco de
Hollanda. Contém a) Livro Primeiro - Parte theorica. b) Livro Segundo - Dialogos em Roma.
Edição completa d’esta celebre obra commentada por Joaquim de Vasconcellos. Segunda edição
da «Renascença Portuguesa». Porto. [1930]. In-8.º de 352-II págs. B.
Edição cuidada e invulgar da célebre obra de Francisco de Hollanda, ilustrada com várias estampas
impressas em folhas à parte.
[171]
2827 - ver pág. 176
2818 — HOMENAGEM A AFONSO DUARTE. 24 de Junho de 1956. Atlântida Coimbra.
MCMLVIII. In-8.º gr. de 116 págs. B.
Antologia poética de Afonso Duarte e discursos de Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Alberto de
Serpa e Mário de Castro. Ilustrado.
2819 — HOMENAGEM A BALZAC. Sous le Patronage de l’Institut Français au Portugal.
[Imprensa Portugal-Brasil. Lisboa. S.d.]. In-8.º gr. de 116 págs. B.
Colaboração de Adolfo Casais Monteiro, Vitorino Nemésio, João Gaspar Simões e Pedro de Moura
e Sá, respectivamente com os seguintes trabalhos: «Mito e Realidade na Comédia Humana», «Balzac,
“Peau de Chagrin”», «Balzac e a Arte do Romance» e «As Mil e Uma Noites do Ocidente». De provável
reduzida tiragem.
2820 — HOMENAGEM A D’ASSUMPÇÃO. [Galeria São Mamede. Lisboa. Março. 1970].
In-4.º de XLVIII págs. B.
Catálogo ilustrado com reproduções a negro e a cores de pinturas do malogrado artista, acompanhado
de um texto de João Pinto de Figueiredo. Tiragem limitada a 1000 exemplares.
2821 — HOMENAGEM A FERNANDO PESSOA / HOMMAGE A FERNANDO PESSOA /
HULDE AAN FERNANDO PESSOA. Bruxelas. Fundação Eng. António de Almeida. Europália
91. Portugal. [1991]. In-4.º peq. de 191-IX págs. B.
O volume “contém os actos mais significativos da homenagem a Fernando Pessoa, ocorridos no dia 10
de Junho de 1989, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas, na cidade de Bruxelas”. Muito cuidada edição ilustrada.
2822 — HOMENAGEM A GOMES LEAL. Dez Sonetos. Ineditos de Affonso Lopes Vieira,
Antonio Corrêa d’Oliveira, Augusto Gil, Eugenio de Castro, Henrique Lopes de Mendonça,
João de Barros, Joaquim Coelho de Carvalho, Julio Brandão, Julio Dantas, Manuel da Silva
Gaio. Lisboa. J. Rodrigues & C.ª, Editores. 1913. In-8.º gr. de 48 págs. inums. B.
Edição pouco frequente.
2823 — HOMENAGEM A TEIXEIRA DE PASCOAES. Cadernos de Poesia. [Imprensa Libanio
da Silva. Lisboa. S.d.]. In-4.º de 32 págs. B.
Volume 2.º da «Colecção Solar», com um poema inédito de Pascoaes, uma carta inédita de Fernando
Pessoa a Teixeira de Pascoaes e outros textos de António Pedro, Adolfo Casais Monteiro, Afonso
Duarte, António de Navarro, António Sérgio, Augusto Saraiva, Delfim Santos, Eduardo Lourenço,
Eudoro de Sousa, Eugénio de Andrade, Jacinto do Prado Coelho, Joaquim de Carvalho, José Marinho,
José Régio, Miguel Torga, Óscar Lopes, Sophia de Mello Breyner Andresen, Tomaz Kim, Jorge de
Sena, José-Augusto França e José Blanc de Portugal. Edição confinada a 40 exemplares numerados
e assinados por José-Augusto França.
2824 — HOMENAGEM DA FACULDADE DE LETRAS DE COIMBRA A MIGUEL TORGA.
[Composto e impresso na Gráfica de Coimbra. 1979]. In-8.º gr. de 73-VII págs. B.
Volume publicado como Suplemento da revista «Biblos». Com um retrato de Torga, palavras de abertura
por Ferrer Correia, conferência de Carlos Reis e uma completa bibliografia do grande poeta e prosador
Miguel Torga.
2825 — HOMENAGEM POÉTICA A GOMES LEAL no Primeiro Centenário do seu nascimento. Coimbra. 1948. In-8.º de 126-II págs. E.
Volume integrado na colecção coimbrã de poesia conhecida por colecção “do Galo”, colaborado por
Afonso Duarte, Alfredo Guisado, António de Navarro, António de Sousa, Armindo Rodrigues, Carlos
de Oliveira, Edmundo de Bettencourt, Eugénio de Andrade, João José Cochofel, Jorge de Sena, José
.../...
[173]
2828 - ver pág. 176
Fernandes Fafe, José Ferreira Monte, José Gomes Ferreira, Mário Dionísio, Miguel Torga, Tomás
Kim e outros.
Exemplar nº 21 da Tiragem Especial de 30, impressos em melhor papel e com a reprodução de um
autógrafo do poeta.
Excelente encadernação á amador, só aparado à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
2826 — HOMMAGE A PABLO PICASSO. Peintures, Grand Palais; Dessins, Sculptures, Céramiques, Petit Palais. Ministère d’État Affaires Culturelles. Ville de Paris. Paris novembre 1966
février 1967. In-4.º B.
Catálogo de uma importantíssima exposição dedicada à multímoda actividade artística de Picasso,
com centenas de ilustrações a cores e a negro reproduzidas em papel couché. Textos de Jean Leymarie
e Paul Eluard.
2827 — A HORA. Revista-pamphleto de arte, actualidades e questões sociaes. Editores-administradores: Espirito Santo Lopes - Germano Augusto. [S.d.] 6 números In-4.º gr. B.
É a colecção completa desta rara revista popular, com colaboração de Ferreira de Castro em todos os
números, Bramão de Almeida, Eliezer Kamenetzky, Eduardo Frias, João Pedro de Andrade, Campos
Lima e outros. O último número insere um artigo assinado “Sultão”, intitulado «Quando Orfeu vivia...
Um “Sarau” Futurista». (ver gravura na pág. 172)
2828 — A HORA NOVELESCA. Editor Alvaro Garcia. Lisboa. 1922-1923. 4 números In-8.º peq. B.
Colecção completa desta interessante e rara colecção, sendo particularmente raro o primeiro: nº 1.
«Carne Faminta», por Ferreira de Castro; nº 2. «O Rebanho», por Assis Esperança; nº 3. «O Homem
Inedito», por Eduardo Frias; nº 4. «O Cosme», por Augusto Ferreira Gomes.
Capas da brochura ilustradas por Roberto Nobre. (ver gravuras na pág. 174)
2829 — HORÁCIO.- ARTE // POETICA // DE // Q. HORACIO FLACCO, // Traduzida, e illustrada em Portuguez // POR CANDIDO LUSITANO. // ... // LISBOA, // Na Officina Patriarcal
de FRANCISCO LUIZ AMENO. // M.DCC.LVIII. In-4.º de XL-218 págs. E.
Muito cuidada edição em encorpado papel de linho.
Segunda edição desta tradução clássica de Francisco José Freire, Candido Lusitano, especialmente
estimada pelas extensas e eruditas notas aduzidas pelo tradutor, autor de vasta e importante bibliografia.
No frontispício vem uma bela gravura alegórica aberta em chapa de cobre assinada por Debrie.
O tradutor dedicou a obra ao Marquês de Pombal,
Encadernação original inteira em pele, com a lombada decorada a ouro. Com falta do retrato de
Pombal, que aparece em alguns poucos exemplares. Assinatura contemporânea encoberta por dois
rectângulos de papel antigos.
2830 — HORÁCIO.- ARTE POETICA // DE // Q. HORACIO FLACCO. // EPISTOLA AOS
PISÕES, // TRADUZIDA EM PORTUGUEZ, // E // ILLUSTRADA COM ESCOLHIDAS
NOTAS // DOS ANTIGOS E MODERNOS INTERPRETES, // E COM HUM // COMMENTARIO CRITICO // SOBRE OS PRECEITOS POETICOS, // LIÇÕES VARIAS, // E //
INTELLIGENCIA DOS LUGARES DIFICULTOSOS: // POR // PEDRO JOSÉ DA FONSECA.
// LISBOA, // NA OFFICINA DE SIMÃO THADDEO FERREIRA. // ANNO M. DCC.XC.
In-4.º peq. de XIX-I-272 págs. E.
Muito estimada e invulgar primeira edição em latim e português.
Boa encadernação inteira em pele, da época.
2831 — HORÁCIO.- SATYRAS E EPISTOLAS DE QUINTO HORACIO FLACCO. Traduzidas e annotadas por Antonio Luiz de Seabra. Porto. Em Casa de Cruz Coutinho. MDCCCXLVI.
2 vols. In-8.º gr. de XVI-321-III e IV-320 págs. E.
2833 - ver pág. 178
Primeira tradução portuguesa em verso de parte das obras do clássico latino, adornada de duas
.../...
[176]
2837 - ver pág. 178
estampas litográficas, uma das quais com o retrato de Horácio e outra representando o “Triclinio de
Nasidieno”. António Luís de Seabra, que, segundo Inocêncio, “nasceu nas alturas de Cabo-verde, a
bordo de um navio que seguia viagem para o Brasil”, foi autor de numerosos trabalhos; agraciado com
o título de Visconde de Seabra e distinguido com outras honrarias, desempenhou o cargo de Reitor da
Universidade de Coimbra.
Encadernações da época, com as lombadas em pele decoradas com dizeres e ferros a ouro.
2832 — HORIZONTE. Ano I - Lisboa, 20 de Fevereiro 1942 [a 12 de Janeiro de 1943]. 10
números In-fólio B.
Jornal literário dirigido por Joel Serrão, com relevante colaboração de Joel Serrão, E. de Sousa, Caetano
Leglise Vital, Rui Grácio, António José Saraiva, António de Navarro, Sidónio Muralha, António Miguel,
Eduardo Calvet de Magalhães, Aquilino, Jacinto Prado Coelho, Tomaz Kim, Eugénio de Andrade, Francisco José Tenreiro, Maria Almira Medina, João José Cochofel, Ário de Azevedo, Sant’Anna Dionísio,
Teixeira de Sousa, João de Freitas Branco, José Candeias, Manuel do Nascimento, Vitorino Magalhães
Godinho, Vieira de Almeida, Júlio Pomar, Fernando Namora, Jorge Barbosa, Adolfo Casais Monteiro e
Joly Braga Santos, entre outros. Com um número dedicado a Antero de Quental. Ilustrações de Adelaide
Lima Cruz, Magalhães Filho, Frederico George e Manuel Ribeiro de Pavia.
Colecção completa, muito rara, sendo da segunda edição o primeiro número.
2833 — HORIZONTE. Jornal das Artes. (Director: Nuno de Sousa. Secretário de Redacção:
Eduardo Calvet). Lisboa. 1946-1947. 14 números In-fólio em 1 vol. E.
2834 - ver pág. 178
O Jornal, completo, apresenta numerosas reproduções de trabalhos de destacados artistas portugueses
e colaboração literária de excelente qualidade, em grande parte da pena desses mesmos artistas.: Lino
António, Álvaro Salema, António Marques Matias, José Ernesto de Sousa, Júlio Pomar, António
Pedro, Frederico George, Miguel Barrías, Altino Maia, Dórdio Gomes, José-Augusto França,
Fernando Lanhas, Martins da Costa, Cândido Costa Pinto, Manuel Monteiro, Luís Francisco Rebelo,
Machado da Luz, Manuel Bentes, Henrique de Vilhena, Fernando Azevedo, Eduardo Calvet, José Régio
e muitos outros, portugueses e estrangeiros.
Encadernação em tela. (ver gravura na pág. 175)
2834 — HORTA (Maria Teresa).- AMOR HABITADO. Guimarães Editores. [Lisboa. 1963].
In-8.º gr. de 77-III págs. B.
Um dos primeiros livros de poesia da autora, aparecido na prestigiada «Colecção Poesia e Verdade».
(ver gravura na pág. 177)
2835 — HORTA (Maria Teresa).- CANDELABRO. Guimarães Editores. [Lisboa. 1964]. In-8.º gr.
de 84-IV págs. B.
Livro marcante da poesia de Maria Teresa Horta, dado a lume, nesta primeira edição, na «Colecção
Poesia e Verdade».
2836 — HORTA (Maria Teresa).- CRONISTA NÃO É RECADO. Guimarães Editores. [Lisboa.
1967]. In-8.º gr. de 98-II págs. B.
Primeira edição de um dos importantes livros de poesia da autora, integrado na «Colecção Poesia
e Verdade», uma das melhores que tem vindo a lume em Portugal.
2837 — HORTA (Maria Teresa).- ESPELHO INICIAL. [Tipografia Cácima. Faro. 1960?].
In-8.º gr. de VIII-52-II págs. B.
Com este livro, hoje bastante raro, encetou Maria Teresa Horta a sua notabilíssima carreira literária.
Capa e linóleo de Manuel Baptista. Volume 2.º da original colecção «Silex», orientada por Casimiro
de Brito. (ver gravura na pág. 177)
2838 — HORTA (Maria Teresa).- JARDIM DE INVERNO. Guimarães Editores. [Lisboa.
1966]. In-8.º gr. de 63-V págs. B.
Primeira e muito invulgar edição, aparecida na referenciada «Colecção Poesia e Verdade».
[178]
2839 — HORTA (Maria Teresa).- MINHA SENHORA DE MIM. Publicações dom quixote.
[Lisboa. 1971]. In-8.º de 93-III págs. B.
Primeira edição de um dos bons livros de poesia de Maria Teresa Horta, figura relevante da literatura
portuguesa contemporânea. Integrado nos «Cadernos de Poesia» das Publicações Dom Quixote.
2840 — HORTA (Maria Teresa).- ROSA SANGRENTA. Nova Nordica. [Lisboa. 1987]. In-8.º gr.
de 111-III págs. B.
A autora, “desde sempre declaradamente feminista, tem dedicado a maior parte da sua vida à luta das
mulheres. E a partir dos anos sessenta, a sua escrita tem vindo de forma clara a ser mais empenhadamente “a voz feminina”, “a palavra da mulher”. (...)
“Pertenceu ao movimento literário “Poesia 61”, e é coautora com Maria Isabel Barreno e Maria Velho
da Costa do livro «Novas Cartas Portuguesas»”. Primeira edição.
Capa da brochura com ilustração a cores de Graça Martins.
2841 — HORTA (Maria Teresa).- VERÃO COINCIDENTE. Guimarães Editores. [Lisboa.
1962]. In-8.º gr. de 75-III págs. B.
Um dos primeiros livros de poesia da autora, figura destacada das letras portuguesas. Este livro apareceu
publicado na «Colecção Poesia e Verdade», das mais marcantes de quantas no seu género vieram
a público entre nós.
2842 — HORTA (Maria Teresa) & SANTOS (José Carlos Ary dos).- CANCIONEIRO DA
ESPERANÇA. Antologia organizada por... Seara Nova. 1971. [Lisboa]. In-8.º de 46-II págs. B.
Poesias de Alexandre O’Neill, Armando da Silva Carvalho, Ary dos Santos, Carlos de Oliveira,
Daniel Filipe, David Mourão-Ferreira, Egito Gonçalves, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz,
João Rui de Sousa, José Cutileiro, Joaquim Namorado, José Gomes Ferreira, Luís Veiga Leitão,
Manuel Alegre, Manuel da Fonseca, Maria Teresa Horta, Mário Dionísio, Natália Correia, Orlando da
Costa, Papiniano Carlos, Reinaldo Ferreira e Sophia de Mello Breyner Andresen.
2843 — HOURCADE (Pierre).- A PROPOS DE FERNANDO PESSOA. 1952. In-4.º de IV-29-III págs. B.
Reduzida separata do «Bulletin des Études Portugaises».
2844 — HOURCADE (Pierre).- TEMAS DE LITERATURA PORTUGUESA. Moraes. [Moraes
Editores. 1978. Lisboa]. In-4.º de 219-III págs. B.
O volume recupera estudos anteriormente publicados sobre a «Questão Coimbrã», «A Revolução de
Setembro», «A folha», «Presença», Eça de Queirós, Junqueiro, Fernando Pessoa e seus heterónimos,
Branquinho da Fonseca, etc. Publicação integrada na colecção «Margens do Texto».
2845 — HUGO (Victor).- LETTRES A LA FIANCÉE. 1820-1822. [Paris. Société d’Éditions
Littéraires et Artistiques, Librairie Paul Ollendorff. S.d.]. In-4.º de IV-93-III págs. E. no mesmo
volume e do mesmo autor:
—— CORRESPONDANCE. Paris. Société d’Éditions Littéraires et Artistiques, Librairie Paul
Ollendorff. [S.d.]. In-4.º de IV-211-I págs.;
—— LITTERATURE ET PHILOSOPHIE. Mêlées. [S.l.n.d.]. In-4.º gr. de 118-II págs.;
—— WILLIAM SHAKESPEARE. [S.l.n.d.]. In-4.º gr. de 133-VI págs.;
—— PARIS. [Paris. Imp. Hemmerlié et Cie. S.d.]. In-4.º gr. de 24-II págs.;
.../...
[179]
2849 - ver pág. 181
—— POST-SCRIPTUM DE MA VIE. Paris. Société d’Éditions Littéraires et Artistiques,
Librairie Paul Ollendorff. S.d.]. In-4.º de IV-80-3-I págs. E.
Volume X das «ŒUVRES COMPLÈTES D VICTOR HUGO», sendo de realçar que, segundo nota
manuscrita de Laureano Barros, “Neste volume aparece pela primeira vez (1ª ed.) o texto “Post Scriptum
de Ma Vie”.
Encadernação dos editores.
2846 — L’HUMANISME PORTUGAIS ET L’EUROPE. Actes du XXIe Colloque International
d’Études Humanistes. Tours, 3-13 Juillet 1978. Fondation Calouste Gulbenkian. Centre Culturel
Portugais. Paris. 1984. In-4.º gr. de 888-II págs. B.
Volume publicado pelo Centre d’Études Supérieures de la Renaissance da Universidade de Tours sob
o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian. Importantes trabalhos apresentados por Pina Martins,
Américo da Costa Ramalho, Joaquim Barradas de Carvalho, Sebastião Tavares de Pinho, Manuel
Augusto Rodrigues, José Adriano Freitas de Carvalho, Armand Llinares, Yvonne David-Peyre, Jean
Aubin, Jorge Osório, Martim de Albuquerque, Leon Boudon, V. Magalhães Godinho, Frederic Mauro,
Luís de Matos, Luís de Albuquerque, Rosado Fernandes, Alfredo Margarido, Luciana Picchio,
C. Henri Frèches, Adrien Roig, Aníbal Pinto de Castro, Artur Anselmo, Paul Teyssier e outros.
Esgotado.
2847 — IANNONE (Carlos Alberto).- BIBLIOGRAFIA DE FERNANDO PESSOA. 2ª edição,
revista e aumentada. Edições Quíron Limitada em convênio com o Instituto Nacional do Livro.
São Paulo. 1975. In-8.º gr de XVII-84-II págs. B.
Valiosa bibliografia pessoana onde se “reúne tudo quanto se publicou de e sobre Fernando Pessoa,
entre 1918 e 1974, em livros, periódicos e revistas especializadas. Resultou, este trabalho, de uma
exaustiva e rigorosa pesquisa iniciada há alguns anos no Instituto de Estudos Portugueses (Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas / USP) e continuada em várias Bibliotecas tanto nacionais
quanto portuguesas.”
2848 — ILHARCO (João).- LIBELO CONTRA A POESIA MODERNISTA. Coimbra Editora,
Lda. 1955. In-4.º peq. de 288-II págs. B.
O estudo é quase inteiramente consagrado à análise das obras de Fernando Pessoa, Mário de SáCarneiro, José Régio e Adolfo Casais Monteiro.
2849 — IMBONDEIRO GIGANTE. 1. Publicações Imbondeiro. Sá da Bandeira. Angola.
[Gráfica da Huíla, Limitada - Sá da Bandeira - 1953. In-4.º de 194-VI págs. B.
Primeiro e único volume publicado, dirigido por Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme e certamente proibido pela censura política. Textos de Alexandre Cabral, Antunes da Silva, Eduardo Teófilo,
Fernando Reis, Garibaldino de Andrade, Guido Wilmar Sassi, Jorge Medauar, José Régio, Júlio Graça,
Lygia Fagundes Telles, Luís Cajão, Manuel Amaral, Mário António, Óscar Ribas, Ricardo Ramos,
Urbano Tavares Rodrigues e Vasco Branco. Invulgar. (ver gravura na pág. 180)
2850 — IN MEMORIAM DE FERREIRA DE CASTRO. Introdução e Estruturação de Adelino
Vieira Neves. Arquivo Bio-Bibliográfico dos Escritores e Homens de Letras de Portugal. [Livraria
Editora Pax, Lda. Braga. 1976]. In-4.º de 287-I págs. B.
Colaboração literária de Jaime Brasil, Jacinto do Prado Coelho, Fernando Namora, Vitorino Nemésio,
Agustina Bessa-Luís, Matilde Rosa Araújo, Ruben Andresen Leitão, José Rodrigues Miguéis,
Joaquim Paço d’Arcos, Pinharanda Gomes, Judith Navarro, Eurico Gama, Joaquim Bigotte Chorão,
António Quadros e outros. Vasta documentação iconográfica em folhas à parte.
2851 — IN-MEMORIAM DE HENRIQUE MARQUES. 1859-1933. Organizado por seus filhos.
Livraria Central Editora. Lisboa. [1934]. In-4.º de 218 págs. B.
Um segundo frontispício inserto no fim do referido “In-Memoriam”, assim como na capa da brochura,
apresenta os seguintes dizeres: «MEMÓRIAS DE UM EDITOR. Precedidas de um In-Memoriam.
.../...
[181]
2856 - ver pág. 183
Coordenado e organizado por seus filhos. Livraria Central Editora. Lisboa».
Trabalho bio-bibliográfico de merecimento, importante para a história do movimento editorial português
de cerca de 50 anos. Com uma útil e extensa resenha bibliográfica dos trabalhos editados por Henrique
Marques. Camiliano. Com numerosas estampas em separado. Colaboração literária de destacados
escritores da época.
Capa da brochura manchada.
2857 — INDICAÇÃO DE HUM PROJECTO DE UNIVERSIDADE PORTUGUEZA offerecido
á consideração do Publico e do Governo. Por F.*** Lisboa, Na Typographia de José Rodrigues
Galhardo. 1833. In-8.º de 15-I págs. Desenc.
2852 — IN MEMORIAM DE JOÃO VILLARET. [Livraria Popular de Francisco Franco. Lisboa.
S.d.]. In-4.º de 166-X págs. B.
2858 — INÊS (Artur).- OIÇA, ANTÓNIO FERRO! Carta-prefácio de Ribeiro de Carvalho.
1933. Imprensa Beleza. Lisboa. In-8.º de 43-I págs. B.
In Memoriam de uma inapagável e querida figura dos palcos portugueses, levado a cabo por Carlos
Villaret e Henrique Vidal e coligido por Lourenço Rodrigues. Com uma biografia do artista e colaboração de João Gaspar Simões, Leitão de Barros, Alberto de Serpa, Maria Matos, Palmira Bastos,
Ramada Curto, etc. Transcrição de poesias ditas por Villarett da autoria de José Régio, Miguel Torga,
Fernando Pessoa, António Botto (soneto inédito), Florbela Espanca, Fausto Guedes Teixeira, Augusto
Gil, Reinaldo Ferreira, António Lopes Ribeiro e outros. Com muitas ilustrações fotográficas.
2853 — IN MEMORIAM DE JOSÉ RÉGIO. Brasília Editora. Porto. [Tipografia Camões.
Póvoa de Varzim. 1970]. In-8.º gr. de 554-XL págs. E.
In Memoriam comemorativo do 1º aniversário da morte do alto poeta de Biografia, com excelente
colaboração em prosa e verso das mais vincadas personalidades literárias suas contemporâneas, entre
as quais se contam: Adolfo Casais Monteiro, Agustina Bessa Luís, Alberto de Serpa, Aleixo Ribeiro,
Álvaro Salema, A. M. Couto Viana, Egito Gonçalves, Eugénio Lisboa, Fernando Namora, Ferreira
de Castro, João Alves das Neves, João de Araújo Correia, Gaspar Simões, J. Paço d’Arcos, Jorge de
Sena, José Augusto-França, José Blanc de Portugal, José Gomes Ferreira, Luisa Dacosta, Luís Francisco Rebello, Maria Aliete Galhoz, Maria da Graça Freire, Natália Correia, Natércia Freire, Paulo
Quintela, Pedro Homem de Mello, Pinharanda Gomes, Sant’Anna Dionísio, Saul Dias, Taborda de
Vasconcelos, Tomaz Ribas, etc. Com numerosas estampas em página inteira reproduzindo retratos,
frontispícios, manuscritos, etc.
Um dos exemplares da excelente tiragem Especial de 250, numerados, em papel couché, tiragem que
tem a particularidade de apresentar um grupo de estampas que não aparece na edição vulgar. Esgotada
ainda antes do seu aparecimento a público. Encadernação editorial, com sobrecapa ilustrada com
a reprodução do busto de José Régio em bronze do escultor José Alexandre.
2854 — IN MEMORIAM DE JOSÉ RÉGIO. Brasília Editora. Porto. [Tipografia Camões.
Póvoa de Varzim. 1970]. In-8.º de 554-XL págs. B.
Outro exemplar da mesma obra e edição, mas este da tiragem vulgar.
2855 — IN MEMORIAM DO DOUTOR TEÓFILO BRAGA. 1843-1924. Imprensa Nacional
de Lisboa. 1929. In-4.º de 518-II págs. B.
Com a valiosa colaboração de Ladislau Batalha, Tomás da Fonseca, Saavedra Machado, Henrique
Marques, Álvaro Neves, Agostinho Fortes, Forjaz de Sampaio, Alfredo da Cunha, Ana de Castro
Osório, A. do Prado Coelho, António Ferrão, Cândido de Figueiredo, Eugénio Carré, Jaime de
Magalhães Lima, Julieta Ferrão, Luis Chaves, Manoel de Sousa Pinto, Marques Braga, Rebelo de
Bettencourt, Ribera-Rovira, S. de Magalhães Lima, Tomás da Fonseca, etc. Ilustrado com fotogravuras
e caricaturas, entre as quais muitas de Rafael Bordalo Pinheiro. Camiliano.
2856 — INDEX // LIBRORUM // PROHIBITORUM // SANCTISSIMI DOMINI NOSTRI //
BENEDICTI XIV. // PONTIFICIS MAXIMI // Jussu recognitus, atque editus. // Editio postrema
ceteris ornatior cum additamentis. // [vinheta com as insígnias pontifícias sustentadas por dois
anjos] // ROMÆ M. DCC. LXIV. // Ex Typographia Rev. Cameræ Apostolicæ. // CUM SUMMI
PONTIFICIS PRIVILEGIO. In-8.º de 232 págs. E.
Com uma bela portada aberta em chapa de metal representando uma queima de livros participada por
vários religiosos e leigos, encimada pela mitra pontifícia suspensa por dois anjos e o nome do Index, tudo
sobre a seguinte legenda: “Multi eorum, qui suerant curiosa sectati contulerunt Libros et combusserunt
coram omnibus”. Do Index constam muitas centenas de títulos de livros e respectivos autores. Raro.
Encadernação inteira em pele, da época.(ver gravura na pág. 182)
[183]
Opúsculo raro, publicado anónimo e não registado por Inocêncio.
Aparado lateralmente.
Com a publicação deste violento artigo, “A República, pela pena brilhante de Artur Inês, praticou um
acto de cirurgia jornalística, há muito reclamado por todos os republicanos”.
2859 — INFORMAÇÃO CULTURAL. Boletim da Secretaria de Estado da Cultura. 1976-1977. [Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa]. 5 números In-4.º B.
Publicação ilustrada dirigida por David Mourão-Ferreira, colaborada por Agustina Bessa Luís, Carlos
Avilez, David Mourão-Ferreira, Eduardo Prado Coelho, Ernesto de Sousa, Ernesto Veiga de Oliveira,
Eurico Gonçalves, Fernando Namora, Francine Benoit, João L. Saavedra Machado, João PalmaFerreira, Jorge de Sena, José Fonseca e Costa, José Palla e Carmo, Maria de Lourdes Belchior, Natália
Correia, Nikias Skapinakis, Pedro Risques Pereira, Rui Mário Gonçalves, Sophia de Mello Breyner
Andresen, Tomaz Ribas, Vasco Graça Moura, Vitorino Nemésio, etc.
Artigos dedicados a Miguel Torga, Filipe Pires e Joly Braga Santos, Vergílio Ferreira, Sarah Afonso,
Fernando Lopes Graça, Teixeira de Pascoaes (com algumas das suas poesias), Maria João Pires,
Camões (com poesias suas), Vieira da Silva, Leal da Câmara e Alexandre Herculano.
Desconhecemos se foram publicados outros números.
2860 — INICIATIVAS EDITORIAIS. [Lisboa. Datas diversas]. 26 vols. In-8.º B.
Colecção de uma muito interessante colecção de textos em prosa e verso, alguns dos quais já bastante invulgares. Pela ordem alfabética de autores: AMARO (Luís), «Diário Íntimo», Dádiva e
outros poemas, com dedicatória do poeta; ANDRADE (Eugénio de), «Coração do Dia», «As Mãos
e os Frutos», 2ª edição, com dedicatória do autor; BRANDÃO (Fiama Hasse Pais), «(Este) Rosto»;
BRITO (Casimiro de), «Corpo Sitiado. 1955-1963», COCHOFEL (João José), «O Bispo de Pedra»,
«Os Dias Íntimos», 2.ª edição refundida e «Uma Rosa no Tempo»; CRUZ (Gastão), «As Aves»;
DIONÍSIO (Mário), «Conflito e Unidade da Arte Contemporânea»; FAFE (José Fernandes), «O Anjo
Tutelar», com dedicatória do autor, «A Modernidade na Poesia Portuguesa Contemporânea» e «Um
Novo Romancista Português ou o Optimismo Cicatrizado»; FERREIRA (José Gomes), «Eléctrico»,
autografado pelo poeta; FONSECA (Manuel da), «Poemas Completos»; GUIMARÃES (Fernando),
«As Mãos Inteiras», com dedicatória do autor e «Três Poemas», também com dedicatória do autor;
GUIMARÃES (Nuno), «Os Campos Visuais»; JORGE (Luisa Neto), «Dezanove Recantos»; LOSA
(Ilse), «Retta ou os ciúmes da morte»; MIGUÉIS (José Rodrigues), «Saudades para a Dona Genciana»; NOBRE (António), «Três Cartas Inéditas para José de Castro»; OLIVEIRA (Carlos de), «Sobre
o Lado Esquerdo»; PAZ (Octávio), «O Desconhecido de Si Mesmo (Fernando Pessoa)»; SERRÃO
(Joel), «O Segredo da Aurora»; SOARES (Luísa Ducla), «Contrato».
2861 — L’INITIATION A LA MUSIQUE. A l’Usage des Amateurs de Musique et de Radio. Comportant un Précis d’Histoire de la Musique, suivi d’un Dictionnaire des Œuvres, d’un Lexique des
Termes et de Chapitres variés Dus à la collaboration de MM. Maurice Emmanuel, Reynaldo Hahn,
Paul Landormy, Georges Chepfer, Hughes Panassié, Émile Vuillermoz, Dominique Sordet, Maurice Yvain. A Paris. Éditions du Tambourinaire. M. CM. XXXV. In-8.º gr. de IV-V-I-399-III págs. B.
Edição cuidada, com ilustrações de instrumentos musicais, retratos, estampas antigas, etc.
2862 — INSTRUCÇAÕ // DE // ENFERMEIROS, // E CONSOLAÇAM PARA // os affligidos
enfermos: // E VERDADEIRA PRATICA // de como se devem applicar os reme- // dios, que
os Medicos ordenaõ, // MUITO NECESSARIA PARA // que os enfermos sejaõ bem curados,
// e proveitoso aos praticantes // de Medicina. // LISBOA: // Na Officina de FRANCISCO DA
SILVA. // ... // Anno de MDCCXLVII. In-8.º peq. de XVI-243-I págs. E.
.../...
[184]
Com uma curiosa xilogravura representando um enfermo, várias figuras e um crucifixo. O livrinho
abre com algumas orações e contém curiosos capítulos, entre os quais o 3.º que recomenda “Como se
haõ de pôr na cabeça pombos, e cachorros. Costumaõ os Medicos mandar pôr aos enfermos depois de
muitos remedios, em certos tempos de algumas enfermidades, pombos, ou cachorros, e segundo
o parecer de muitos, se fazem desta maneira. Primeiramente mandará o Enfermeiro cortar todo
o cabello da cabeça do enfermo, da mesma maneira que fica dito no capitulo passado da emborcaçaõ:
e o pano á roda da mesma forma, para que o sangue naõ corra pelos olhos, e cara do enfermo, e depois
tomará o pombo, ou cachorro (...) e ao pé da cama do enfermo, para que naõ se esfrie, o partirá o
Enfermeiro pelo meyo do espinhaço, com faca de boa ponta, tirando-lhe primeiro as pennas do pescoço
até a cauda: e tambem se poderá abrir com huma tizoura. E partido, ou aberto, se ponha com toda a
brevidade com tripas, e sangue no meyo da cabeça, desorte que apanhe todas as quatro comissuras
della, e se atará com hum panno (...) e isto será por hum quarto de hora, pouco mais ou menos, e melhor,
até estar frio o pombo, ou cachorro (...)”
Encadernação nova em material sintético. Exemplar manchado.
2863 — INVASÃO E OCUPAÇÃO DE GOA. Comentários da Imprensa Mundial. Edição do
Secretariado Nacional da Informação Cultura Popular e Turismo. 1962. [Tip. da E.N.P.]. In-4.º peq.
de 619-I págs. B.
Vasta colectânea de artigos publicados em Portugal e no estrangeiro ao tempo da invasão de Goa pela
União Indiana.
2864 — ITINERÁRIO DA FAIANÇA DO PORTO E GAIA. [Museu Nacional de Soares dos
Reis. Porto. 2001]. In-8.º gr. esguio de 304 págs. B.
Volume abundantemente ilustrado a cores, com textos de Rafael Salinas Calado, Lúcia Almeida Matos,
Iva Teles Botelho, Fernando Castro, Laura Castro, Sandra Cavaco, Margarida Rebelo Correia,
Manuela Pinto da Costa, Ana Cristina Guimarães Dias, Paulo Dordio, Joaquim Gonçalves Guimarães,
Silvestre Lacerda, Teresa Lapa, Maria Augusta Marques, Lúcia Almeida Matos, Maria João Neves,
Joaquim Oliveira, Emílio Peres, Rute Reimão, Anabela Sá, Teresa Soeiro, Ricardo Teixeira e Maria
João Vasconcelos. Edição limitada a 1500 exemplares.
2865 — IVO (Pedro).- CONTOS. Porto. Typographia da Revista. 1874. In-8.º de 266-IV págs. B.
Primeira edição de um dos mais invulgares livros do autor, Carlos Lopes de seu verdadeiro nome.
Com manchas de acidez e assinatura e carimbo na capa da brochura,
2866 — IVO (Pedro).- PEDRO IVO, PROSADOR E POETA. Com um perfil litterario por
Bento Carqueja. Porto. 1909. In-8.º de 269-III págs. B.
Neste volume vêm reunidos os trabalhos dispersos em prosa e verso do portuense Carlos Lopes, mais
conhecido pelo pseudónimo Pedro Ivo.
Com esta edição, ilustrada com uma reprodução fotográfica do autor, pretendeu-se “promover
(...) a creação de fundo para um premio que, sob a denominação de Premio “Carlos Lopes”, seja
annualmente conferido, na Escola Elementar do Commercio do Porto, ou no Instituto Industrial
e Commercial d’esta cidade (...)”
2867 — IVO (Pedro).- O SELLO DA RODA. Porto. Typ. do Commercio do Porto. 1876. In-8.º
de 355-I págs. E.
Primeira edição de um dos mais célebres livros da literatura popular portuguesa. Raro.
Modestamente encadernado e com um pequeno carimbo no frontispício.
2868 — IVO (Pedro).- SERÕES D’INVERNO. Porto. Imprensa Commercial. 1880. In-8.º
de 299-I págs. B.
Invulgar livro de contos do prosador portuense Carlos Lopes. Primeira edição.
[185]
2869 — JAKÚ (Francisco de Paula).- MESTRE INGLEZ, OU NOVA GRAMMATICA DA
LINGUA INGLEZA. Por hum systema original, para se aprender com perfeição, e brevidade
este idioma sem dependencia absoluta de Mestre. Lisboa, MDCCC.XIV. Na Nova Impressão da
Viuva Neves e Filhos. In-4.º peq. de IX-I-411-I págs. E.
Primeira e rara edição da obra que, segundo Inocêncio, “Foi tida pela melhor grammatica que possuimos,
em quanto não appareceram as de Constancio e Urcullu.”
Encadernação inteira em pele, da época, mal cuidada.
2870 — JANEIRO (Helena Pinto) & SILVA (Isabel Alarcão e).- CARTAZES DE PROPAGANDA
POLÍTICA DO ESTADO NOVO. (1933 - 1949). Biblioteca Nacional. Lisboa. 1988. In-4.º peq.
de 62-II págs. B.
O catálogo regista uma centenas de cartazes e reproduz muitos deles, sendo o primeiro de Almada
Negreiros e outros de João Ferreira, Abílio, Paulo, etc.
2871 — JARDIM (Isabel Ary dos Santos).- A CIRCULAÇÃO DA PALAVRA. Moraes Editores.
Lisboa. 1970. In-8.º gr. de 48-IV págs. B.
Livro integrado na extensa e referencial colecção «Círculo de Poesia», que tantos nomes de relevante
importância trouxe ao conhecimento dos leitores portugueses. Isabel Ary dos Santos está representada
nas antologias «Poesia 70» e «20 Anos de Poesia Portuguesa».
2872 — JENNINGS (Hubert D.).- OS DOIS EXÍLIOS. Fernando Pessoa na África do Sul.
Centro de Estudos Pessoanos. [Rocha/Artes Gráficas. Vila Nova de Gaia. 1984]. In-8.º
de 210-IV págs. B.
Arnaldo Saraiva: “H. D. Jennings é talvez o caso mais espectacular de «conversão» à cultura portuguesa
por obra e graça de Pessoa (que Sá-Carneiro chegou a chamar «santo»). (...)
“Com mais de 80 anos, decide apresentar à Universidade do País de Gales a tese Fernando Pessoa,
in South Africa, que serviu de base ao presente volume, onde se recolhem informações e observações
originais, de importância capital para o entendimento de todo o Pessoa, que não só do jovem ou do aluno
cuja formação e cuja transformação — humana e cultural — fica admiravelmente iluminada. (...)”
Estudo documentado com fac-símiles de documentos autógrafos e reproduções de fotografias.
2873 — JENNINGS (Hubert D.).- THE D.H.S. STORY. 1866-1966. Faithfully Recorded by...
[The Durban High School and Boys’ Memorial Trust. MCMLXVI. Printed by Brown Davis &
Platt Limited, Durban, Natal]. In-4.º de 324 págs. E.
Muito desenvolvida história do grande colégio da África do Sul onde Fernando Pessoa estudou e que
ao Poeta dedica, por inteiro, os capítulos 14 e 15, que integram a transcrição de algumas poesias suas
em inglês. Excelente edição, largamente ilustrada e impressa em bom papel.
Encadernação própria.
2874 — JENROY (A.).- HISTOIRE SOMMAIRE DE LA POESIE OCCITANE des origines
a la fin du XVIIIe Siècle, Toulouse, Éduard Privat - Paris, Henri Didier. 1945. In-8.º gr. de VIII-184
págs. B.
Obra desenvolvida ao longo de 17 capítulos.
2875 — JESUS (Frei Tomé de).- TRABALHOS // DE JESVS, // PRIMEIRA, & SEGVNDA
PARTE. // Compostos // PELO VENERAVEL PADRE Fr. THOME DE JESVS, // da Ordem
dos Eremitas de S. Agostinho, da Prouincia // de Portugal, estando catiuo em Berberia. // Vaõ
acrescentados à margem em esta impressam os lugares da Escrip- // tura, & Santos Padres, &
cousas mais notaueis, com Taboa- // das muy copiosas para os Euangelhos // que se pregam. //
Anno de [Gravura com a figura de Jesus, menino, carregando a Cruz] // 1666. // EM LISBOA.
// ... // Na Officina de DOMINGOS CARNEIRO. 2 vols. In-4.º de XVI-336-XII e IV-282-X
págs. em 1 vol. E.
.../...
[186]
2879 - ver pág. 189
2883 - ver pág. 189
2885 - ver pág. 191
2876 — JOÃO I (D.).- LIVRO DA MONTARIA, feito por D. João I, Rei de Portugal, conforme
o manuscripto Nº 4352 da Biblioteca Nacional de Lisboa, publicado por ordem da Academia das
Sciencias de Lisboa por Francisco Maria Esteves Pereira. Coimbra. Imprensa da Universidade.
1918. In-4.º peq. de LXV-465-I págs. B.
2898 - ver pág. 193
É a segunda edição desta muito estimada obra clássica, preferível à primeira não só pela sua mais
esmerada execução gráfica, como também por incluir, pela primeira vez, a «CARTA // DE FREY
THOME DE IESVS // DA ORDEM DOS EREMITAS DE S. AGOSTINHO, // da Prouincia de Portugal,
catiuo em marrocos. Dirigida á // Naçam Portuguesa no tempo daquellas grandes // tribulaçoes da
jornada de Africa». Muito rara.
Com pequenos defeitos na margem direita do frontispício do primeiro volume. Encadernação inteira
de pergaminho, da época.
É a primeira edição impressa deste importante livro de D. João I, cujo merecimento sob os seus vários
pontos de vista são devidamente avaliados no importante e extenso estudo preliminar de Esteves
Pereira. Uma das mais interessante obras da reduzida bibliografia cinegética portuguesa antiga.
2877 — JORGE (Eurico).- LEVE ENSAIO SOBRE SOCIOLOGIA. Com um comentário do
Professor Abel Salazar e prefácio do escritor e jornalista Hugo Rocha. Edição do autor. Porto Portugal. 1948. In-8.º de 79-I págs. B.
O texto de Abel Salazar ocupa as págs. 17 a 23.
2878 — JORGE (João Miguel Fernandes).- PORTO BATEL. Moraes Editores. Lisboa. 1972.
In-8.º gr. de 74-II págs. B.
Livro dado a lume na muito estimada colecção «Círculo de Poesia».
Primeiro livro do autor, apresentado por Ruy Belo com um texto «À maneira de Prefácio».
(ver gravura na pág. 187)
2880 — JORGE (Lídia).- A COSTA DOS MURMÚRIOS. Publicações Dom Quixote. Lisboa.
1988. In-8.º gr. de 259-I págs. B.
“Romance de um império de ocupação de costa, nada é atenuado ou escamoteado neste livro. Enredo
e personagens transportam um universo e um sentido, enquanto o risco permanente torna os protagonistas dependentes das coincidências.”
2881 — JORGE (Lídia).- A ÚLTIMA DONA. Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1992. In-8.º gr.
de 337-III págs. B.
“A Última Dona é a visita à interioridade de um homem tranquilo, que tendo sido tocado pelo rumor
da paixão, experimenta em segredo uma aventura única onde a dramaticidade dos gestos se cruza com
a perplexidade dos limites. (...) Assim nasce este romance de Lídia Jorge no qual a experiência amorosa,
ligada ao sentimento profundo da vida e do conhecimento do outro, ganha relevo pela primeira vez na
obra da autora.” Primeira edição. Capa ilustrada a cores por João Francisco Vilhena.
2882 — JORGE (Luiza Neto).- A LUME. Texto fixado e anotado por Manuel João Gomes.
Assírio & Alvim. [Lisboa. 1989]. In-8.º de 94-II págs. B.
Livro de poesia dado a público na colecção «Peninsulares / literatura».
2883 — JORGE (Luiza Neto).- O SEU A SEU TEMPO. [Editora Ulisseia. Lisboa. 1966]. In-8.º
de 60-IV págs. B.
Livro de poesia integrado na «Colecção Poesia e Ensaio». Primeira edição. (ver gravura na pág. 188)
[189]
2892 - ver pág. 193
2879 — JORGE (João Miguel Fernandes).- SOB SOBRE VOZ. Moraes Editores. Lisboa. 1971.
In-8.º gr. de XII-63-I págs. B
2884 — JORGE (Luiza Neto).- OS SÍTIOS SITIADOS. Plátano Editora. 1973. [Lisboa]. In-8.º
de 277-III págs. B.
Um dos mais importantes livros de poesia de Luiza Neto Jorge, figura de invulgar estatura da Poesia
portuguesa contemporânea. Integrado na «Colecção Sagitário».
2885 — JORGE (Luiza Neto).- TERRA IMÓVEL. Poemas. Portugália Editora. Lisboa. [1964].
In-8.º de 94-X págs. B.
Primeira edição de um dos livros da fase inicial de Luiza Neto Jorge, integrado na colecção «Novos
Poetas». (ver gravura na pág. 188)
2886 — JORGE (Ricardo).- AS CALDAS DO GEREZ. O Gerez Thermal. Historia - Hydrologia
- Medicina. Porto. Typographia Occidental. 1888. In-4.º gr. de XII-182-XX págs. B.
Livro importante na vasta bibliografia geresiana, com uma estampa desdobrável. Muito invulgar.
Lombada danificada.
2887 — JORGE (Ricardo).- CALDAS DO GEREZ. Guia Thermal. Illustrações e mappas. Porto.
Typ. da Casa Editora Alcino Aranha & Cª. 1891. In-8.º de VIII-272 págs. E.
Uma das mais estimadas espécies bibliográficas geresianas. Com especial interesse pela história das
Termas e descrição da Serra. Conserva o raro mapa da Serra do Gerês, impresso em folha desdobrável
de grandes dimensões.
Encadernação original.
2888 — JORNAL DE BELLAS-ARTES. [S.l. - 1843]. In-4.º gr. de 94 págs. E. [com falta das
págs. 83 a 90].
Nesta muito rara publicação, que deve ser a primeira que com este título Inocêncio descreve a págs.
117 do tomo 4.º do seu «Diccionario Bibligraphico», colaboraram Garrett, Rebelo da Silva, Silva
Leal, Castilho, Silva Tullio, Varnhagen, Mendes Leal e outros.
Garrett publicou aqui a primeira edição do romance em verso «Miragaia», adornado de belas gravuras
em madeira, “genero d’ornato inteiramente novo em Portugal”. Ilustram a publicação, além de outras
gravuras disseminadas pelas páginas do texto, 10 litografias reproduzindo obras de arte, impressas
em folhas à parte.
O exemplar, além de ter falta das páginas 83 a 90, tem falta de mais 24 págs. com numeração independente e de mais 5 litografias.
Boa encadernação com cantos e lombada em pele, decorada com título e ferros a ouro.
(ver gravura na pág. 192)
2889 — JORNAL DE LETRAS E ARTES. Director: Azevedo Martins. Lisboa. 1961-1970.
277 números In-fólio B.
Jornal ilustrado de fundamental importância para a história das letras e das artes portuguesas dos dez
anos que abarca, contendo colaboração dos mais representativos escritores e artistas daquele período
que, pelo seu elevado número, não podem ser referidos.
Os números 257 a 277 são de menor formato.
2890 — [FOTOGRAFIAS ORIGINAIS]. JORNAL UNICO. Celebração do 4º centenário do
descobrimento do Caminho Maritimo para a India por Vasco da Gama. [Impresso na Typographia de N. T. Fernandes e Filhos e Noronha & Cª. Macau. 1898]. In-fólio de 55-I págs. B.
Valioso e muito raro jornal único impresso em Macau sobre fundo de cor com motivos orientais, em português e chinês. Colaboração de Camilo Pessanha - dois sonetos com o título «San Gabriel», aqui publicados
pela primeira vez -, um artigo de Wenceslau de Morais - «Portugal-Macau» —, e outra colaboração em
prosa e verso de Pedro Nolasco da Silva, Artur Tamagnini Barbosa, A. Talone da Costa e Silva e outros.
De assinalar que da publicação fazem parte onze provas fotográficas originais da autoria do fotógrafo
amador Carlos Cabral, fotografias que apresentam vistas e monumentos de Macau.
Capa da brochura alegoricamente ilustrada a cores, com pequenos defeitos de conservação.
[191]
2888 - ver pág. 191
2891 — JOSÉ (Fausto).- DONA DONZELA SENHORINHA. Poemeto. Imprensa Portuguesa.
1946. [Porto]. In-8.º de 103-V págs. B.
Livro de poemas de Fausto José, nascido em Armamar, com colaboração nas revistas «Bysancio»
e «Presença».
Capa da brochura ilustrada por “Júlio”. Com dedicatória do autor.
2892 — JOSÉ (Fausto).- É EL-REY QUE VAI A CAÇA. [Imprensa Portuguesa. Porto. 1951].
In-8.º de 102 págs. B.
Um dos estimados livros do poeta presencista Fausto José, este ilustrado com desenhos de Carlos
Carneiro. Primeira edição, muito invulgar.
Dedicatória do autor para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 190)
2893 — JOSÉ (Fausto).- EMBALO. Poemeto. 1942. [Imprensa Portuguesa. Porto]. In-8.º
de 109-III págs. B.
Fausto José foi considerado por Casais Monteiro como um dos “líricos ingénuos, cujo símboloprotótipo é Bernardim”.
Com dedicatória do autor.
2894 — JOSÉ (Fausto).- FONTE BRANCA. Coimbra. Atlântida. 1928. In-8.º de 72-II págs. B.
Muito invulgar livro de estreia do poeta Fausto José.
Valorizado com dedicatória do punho do poeta.
2895 — JOSÉ (Fausto).- O LIVRO DOS MENDIGOS. [Régua. 1966]. In-8.º gr. de 98-IV
págs. B.
Fausto José, poeta presencista, foi fundador e colaborador da revista «Byzancio».
2896 — JOSÉ (Fausto).- PLANALTO. 1930. [Oficinas da “Atlântida”. Coimbra]. In-8.º gr.
de 51-I págs. B.
Volume de poesia integrado nas excelentes edições «Presença», revista em que o autor colaborou.
Valorizado com dedicatória autógrafa do poeta.
2897 — JOSÉ (Fausto).- REMOINHO. Edições “Presença”. 1933. [Coimbra]. In-8.º de 69-III
págs. B.
Deste apreciado livro de versos de Fausto José, com a chancela da «Presença», apenas se imprimiram
400 exemplares. Primeira edição.
Dedicatória do autor.
2898 — JOSÉ (Fausto).- SÍNTESE. Poemas de Fausto José. [“Atlântida”. Coimbra. 1934]. In-8.º
de 114 págs. B.
Livro de poesias publicado pela «Presença». Tiragem restrita.
O exemplar apresenta dedicatória do autor a Manuel Múrias. (ver gravura na pág. 190)
2899 — JOSÉ (Fausto).- SOLSTÍCIO. Imprensa Portuguesa. Porto. 1940. In-8.º de 76-IV págs. B.
Livro de poesia publicado em reduzida tiragem.
Dedicatória do autor.
2900 — JOSÉ RÉGIO: UMA VIDA, UMA OBRA. Exposição. 17 Set.° 22 Dez. Vila do Conde Portalegre. 25 anos da morte de José Régio. 1994. [Câmara Municipal de Vila do Conde]. In-4.º gr.
de 39-I págs. B.
Esmerado catálogo de uma exposição comemorativa dos 25 anos da morte do poeta, com uma poesia
inicial de João Maria, reproduções de desenhos de José Régio e descrição dos materiais expostos.
[193]
2904 - ver pág. 196
2901 — LE JOURNAL DES POÈTES. Mensuel de creation et d’information poetique. Dirige
par Pierre-Louis et Arthur Haulot. N.º 9 - Novembre 1953. In-fólio de 14 págs. B.
Número especial “Consacré a la Poesie Portugaise Contemporaine”.
Poesias de Afonso Duarte, Cabral do Nascimento, José Régio, Francisco Bugalho, Carlos Queiroz,
António de Navarro, Saul Dias, Branquinho da Fonseca, António de Sousa, Miguel Torga, Alberto de
Serpa, Pedro Homem de Mello, Adolfo Casais Monteiro, António Pedro, Sophia de Mello Breyner
Andresen, Jorge de Sena, José Gomes Ferreira, José Blanc de Portugal, Ruy Cinatti, Eugénio de
Andrade, Carlos de Oliveira, Alexandre O’Neill e Alberto de Lacerda.
2902 — JÚDICE (Nuno).- MEDITAÇÃO SOBRE RUÍNAS. Quetzal Editores. Lisboa. 1994.
In-8.º de 144-VIII págs. B.
Primeira e muito cuidada edição deste livro de poesia a que, em 1995, foi atribuído o Prémio de Poesia
da Associação Portuguesa de Escritores.
2903 — JÚDICE (Nuno).- POESIA FUTURISTA PORTUGUESA. Faro. 1916-1917. Selecção
e prefácio de Nuno Júdice. A regra do jogo. 1981. [Lisboa]. In-8.º de 135-V págs. B.
Primeira edição em livro da produção poética de «O Heraldo de Faro», bi-semanário republicano
e democrático, publicado em Faro de 1912 a 1917, onde colaboraram, entre outros, Fernando Pessoa,
Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro.
Autografado pelo autor.
2904 — JÚLIO.- DOMINGO. Desenhos de Júlio reproduzidos em ozalid. Palavras de Casais
Monteiro. «Presença» 1934. [Typ. “Minerva”. Vila do Conde. Edições Presença]. In-fólio de 6
desenhos e V-I págs. de texto. B.
Magnífico álbum de desenhos de Júlio. Edição «Presença», de aspecto gráfico inteiramente diferente
das edições que ostentam esta chancela. De limitadíssima tiragem e grande valor.
Com a assinatura autógrafa de Júlio. (ver gravura na pág. 194)
2905 — JÚLIO. EXPOSIÇÃO RETROSPECTIVA. Dezembro - 1979 / Janeiro-FevereiroMarço - 1980. Câmara Municipal de Vila do Conde. Centro de Arte Contemporânea - Porto.
Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa. [1979-1980]. In-4.º B.
Catálogo ilustrado com reproduções de desenhos e pinturas de Júlio. Textos assinados por José Régio,
David Mourão-Ferreira, Adolfo Casais Monteiro, Diogo de Macedo, João Gaspar Simões, Branquinho
da Fonseca, Vergílio Ferreira, Mário Dionísio, Alberto de Serpa, José-Augusto França, Fernando
Pernes e outros.
2906 — JÚLIO. ANTOLOGIA BREVE. Óleos · Aguarelas · Desenhos. Universidade de Évora
/ Galeria S. Mamede. Novembro / Dezembro / Janeiro 1996 / 1997. In-4.º gr. de XLII págs.
inums. B.
Luxuoso catálogo impresso com belas ilustrações a cores e a negro de numerosos trabalhos de Júlio, com
textos de José Alberto Gomes Machado e Maria João Fernandes. Tiragem limitada a 1000 exemplares.
2907 — JÚLIO. 50 ANOS DE DESENHO. [Edições Galeria S. Mamede. Lisboa. [S.d.]. In-4.º
de LIV págs. inums. B.
Esmerado catálogo de uma das importantes exposições de desenhos de Júlio, com texto de Raul de
Carvalho e numerosas reproduções a cores e a negro.
Capa da brochura dourada, com dizeres em relevo.
2910 - ver pág. 198
2908 — JÚLIO.- JÚLIO EXPÕE ÓLEOS DE 1923 A 1935. [Galeria São Mamede/Lisboa/Abril
1970]. In-4.º de XVI págs. B.
Com ilustrações a cores e a negro de trabalhos de Júlio, quase todas de expressão surrealista. Texto
de João Gaspar Simões.
[196]
2917 - ver pág. 200
2909 — JÚLIO.- 30 DESENHOS DA SÉRIE “POETA”. [Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Lisboa. 1983]. In-4.º gr. B.
Belo álbum de desenhos do artista “Júlio”, de seu nome completo Júlio Maria dos Reis Pereira e que,
como poeta, assinava os seus livros sob o pseudónimo Saul Dias. Edição de notável cuidado gráfico,
em excelente papel, numerada, integrada na colecção «Mvsarvm Officia». Com um extenso texto
fac-similar de José Régio intitulado «Algumas palavras sobre a arte de Júlio», a que se seguem
«4 Poemas Inéditos de Saul Dias», também apresentados em fac-simile. Texto «Sobre esta edição»
de Vasco Graça Moura.
2910 — JÚLIO & RÉGIO.- MÚSICA. Desenhos de Júlio gravados em linol. Palavras de José
Régio. 1931. Presença. [S.l. de impressão] In-fólio de XVI págs. inums. B.
São seis excelentes linóleos de Júlio (o também poeta Saul Dias, irmão do autor de «Biografia»)
estampados em página inteira e precedidos de um texto em prosa de José Régio.
Raríssima espécie bibliográfica, de que se tiraram poucos exemplares, numa das magníficas e características edições “Presença”, impressa em papel de linho.
Com as assinaturas de Júlio e José Régio.
Juntamos duas folhas soltas, em papel de cor, intituladas: «Apareceu : / música / desenhos de Júlio
/ gravados em linol / palavras de José Régio / ... // edições presença». Dim. 22 x 32,5 cm.; «EXPO /
SIÇÃO / JÚLIO / 45 desenhos a nanquim / de 2 a 12 de Maio na galeria UP / LISBOA — 1938». Dim.
22,5 x 32,5 cm. (ver gravura na pág. 195)
2911 — JÚLIO POMAR. Pintura, Escultura, Desenho, Gravura. Fundação Calouste
Gulbenkian. Lisboa Julho-Agosto de 1978. In-4.º gr. B.
2916 - ver pág. 200
Catálogo de uma importante exposição organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, impresso em
bom papel, com numerosas reproduções a negro e a cores de trabalhos do artista. Textos de Marcel
Paquet e Fernando de Azevedo. Tiragem limitada a 1500 exemplares.
Exemplar autografado por Júlio Pomar.
2912 — JUNQUEIREANA. Número II. Coimbra. Tipografia A. Neto. 1921. In-8.º gr. de 8
págs. B.
Com uma poesia de Guerra Junqueiro: «Littré e o Padre Sena Freitas»; uma poesia anónima intitulada
«A Guerra Junqueiro. Parodia à sua poesia em que é torpemente insultado o Padre Sena Freitas» e,
por último, uma carta de Junqueiro dirigida ao «Sr. redactor da Folha Nova». “Esta publicação, de
reduzida tirágem, é distribuida apenas pelos admiradores do Poeta, como tal reconhecidos”.
2913 — JUNQUEIRO (Guerra).- Á ESPANHA LIVRE. Coimbra. Typographia de Manuel
Caetano da Silva. 1873. In-8.º gr. de 15-I págs. B.
Folheto em verso, aparecido quando o autor contava apenas 23 anos, sendo ainda uma das suas
primeiras e mais raras publicações.
2914 — JUNQUEIRO (Guerra).- ANTOLOGIA PARA A JUVENTUDE. Prefácio de Júlio
Dantas. 1950. Lello & Irmão Editores. Porto. In-8.º de 180 págs. B.
Primeira edição desta excelente antologia poética junqueiriana, ilustrada com um retrato do autor.
2915 — JUNQUEIRO (Guerra).- O CAMINHO DO CÉU. Com uma nota preambular de João
Grave. Porto. Livraria Chardron... 1925. In-8.º de XLVIII-47-I págs. B.
“Por muitos anos que eu [João Grave] viva, nunca poderei esquecer-me de factos que vou revelar
nestas páginas que não são um estudo crítico mas um capítulo de «Memórias», relembrando certas
particularidades das minhas relações pessoais com Guerra Junqueiro.”
Este escrito em prosa de Junqueiro, segundo sua vontade expressa, só foi publicado depois da sua
morte, sendo, portanto, esta, a sua primeira edição.
[198]
2921 - ver pág. 200
2916 — JUNQUEIRO (Guerra).- CONTOS PARA A INFANCIA Escolhidos dos melhores auctores por... Lisboa. Livraria de Antonio Maria Pereira. 1881. In-8.º de 198-II págs. E.
“Segunda edição augmentada e adornada de gravuras e approvada pelo Conselho de Instrucção
Publica, para uso das Escólas”. Além de numerosas gravurinhas em madeira, o volume apresenta duas
litografias em folhas à parte.
Encadernação em inteira de linson, nova. (ver gravura na pág. 197)
2917 — JUNQUEIRO (Guerra).- O CRIME. A proposito do assassinato do Alferes Brito. Porto.
Livraria - Lello & Irmão - Editores. 1895. In-8.º peq. de 30-II págs. B.
São invulgares os exemplares da primeira edição desta inflamada poesia de Junqueiro.
Com um carimbo no frontispício. (ver gravura na pág. 197)
2918 — JUNQUEIRO (Guerra).- DUAS PAGINAS DOS QUATORZE ANNOS. Poesias por
Abilio Guerra Junqueiro. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1864. In-8.º gr. de XX págs.
inums. B.
Primeiro e raríssimo livro de Guerra Junqueiro, “dúzia e meia de quadrinhas sem valor literário, que
não podiam ainda fazer prever nem o grande poeta que depois foi, nem mesmo o caracter da sua
poesia”, segundo palavras de Henrique Perdigão no seu sempre prestimoso «Dicionário Universal de
Literatura».
Com dedicatória do “Auctor” ao alto da capa da brochura. (ver gravura na pág. 199)
2919 — JUNQUEIRO (Guerra).- EDITH CAVELL. Lisboa. Imprensa Nacional. 1916. In-8.º gr.
de 11-I págs. B.
2918 - ver pág. 200
A propósito do “horrendo assassínio de Miss Cavell pelo império alemão” durante a primeira
Grande Guerra.
Publicação cujo produto da venda se destinou à enfermagem da “Cruzada das Mulheres Portuguesas”.
2920 — JUNQUEIRO (Guerra).- ESPARSAS. Poesias colligidas por Cruz Coutinho. Porto.
MDCCCLXXXVI. In-8.º gr. de 146 págs. inums. B.
O volume termina com o título “Rosa Pálida”, cuja poesia não chegou a ser impressa. Frontispício
estampado a vermelho e negro e com todas as páginas circundadas por filetes da mesma cor. A folha
que se segue ao frontispício diz: “Aos seus bons amigos: Eduardo Sequeira, Oliveira Alvarenga,
D. o collector.”
Vem indicado no verso do anterrosto que a tiragem destas poesias licenciosas, publicadas segundo se
julga à revelia do autor, constou de 10 exemplares, estando este por numerar, como alguns outros que
já vimos e sem o nome do destinatário, pelo que cremos que dela terá sido feita uma contrafacção da
edição original ou que desta tenham sido impressos mais alguns que aparecem sem número.
Exemplar em folhas. Publicado sem as capas da brochura.
2921 — JUNQUEIRO (Guerra).- A EXECUÇÃO D’UMA QUADRILHA. Aos homens de bem
de todos os partidos. (Artigo publicado em 23 de abril de 1910 no jornal A PATRIA). [Composto
e impresso na Imprensa Moderna de Manuel Lello, Rua Rainha D. Amelia, 51 a 63 - Porto].
In-fólio de 8 págs. dobradas em 4. B.
Violento escrito de Junqueiro, que começa dizendo: “A horda negra quer emporcalhar-me e exautorar-me.
Há tempos que vem forjando contra mim as calumnias mais absurdas e mais injuriosas. (...)
“Nascem no «O Povo de Aveiro» as diffamações ignobeis, e em seguida circulam no «Portugal» e na
«Palavra» com comentarios perfidos e venenosos” (...)
Depois de longo texto introdutório Junqueiro responde às «Primeira» e à «Quinta e ultima infamia do
«Povo d’Aveiro» com o título de Souza Nogueira».
Raríssima publicação em papel de jornal, com manchas de acidez e vincos de dobragem em quatro.
(ver gravura na pág. 199)
[200]
2928 - ver pág. 203
2933 - ver pág. 204
2922 — JUNQUEIRO (Guerra).- A FESTA DE CAMÕES. Discurso pronunciado a 10 de Junho
em Zurich, n’um banquete da Colonia Portugueza. 1912. [S.l.n.d.] In-8.º gr. de 8 págs. B.
2932 — JUNQUEIRO (Guerra).- A MUSA EM FERIAS. (Idilios e satiras). Lisboa. Livraria de
Antonio Maria Pereira - Editor. 1893. In-8.º de 235-V págs. E.
2923 — JUNQUEIRO (Guerra).- FINIS PATRIAE. Porto. Empreza Litteraria e TypographicaEditora. 1891. In-8.º gr. de 62-II págs. B.
2933 — JUNQUEIRO (Guerra).- AS MUSAS. (Improviso feito no Suisso). [S.l.n.d.]. In-8.º peq.
de 6 págs. B.
Raro folheto provavelmente impresso na Suiça, datado no fim de “Berne, 10 de Junho de 1912”.
Valorizado com dedicatória do poeta para Júlio Brandão.
É a edição original deste arrebatado poema escrito a propósito do Ultimatum inglês de 1890. Edição
de grande cuidado gráfico e impressa em bom papel.
Com dedicatória de Junqueiro para Anselmo de Andrade.
Terceira edição, muito emendada e aumentada, em papel acetinado de excelente qualidade.
Encadernação dos editores, gravada a ouro. Com um carimbo no frontispício.
Poesia publicada anónima, impressa a azul sobre excelente papel, de circulação privada pela escabrosidade do tema. Muito rara. (ver gravura na pág. 202)
2924 — JUNQUEIRO (Guerra).- A FOME NO CEARÁ. Lisboa. David Corazzi - Editor. 1877.
In-8.º de 13-I págs. B.
2934 — JUNQUEIRO (Guerra).- MYSTICAE NUPTIAE. Poemeto. [S.l. - 1866]. In-8.º gr. de
20 págs. B.
Primeira edição de um dos poemas de Junqueiro de mais reduzida tiragem.
Segundo e raríssimo livro de Guerra Junqueiro, publicada quando o poeta contava apenas 16 anos.
2925 — JUNQUEIRO (Guerra).- HORAS DE COMBATE. Com um prefácio de Mayer Garção.
Porto. 1924. In-8.º de LXXVIII-82 págs. B.
2935 — JUNQUEIRO (Guerra).- [OBRAS]. Porto Livraria Lello & Irmão - Editores. 5 obras
ou vols. In-8.º E. e B.
Primeira edição, póstuma. Com um retrato do autor. O extenso prefácio de Mayer Garção ocupa as
págs. prels. V a LXXVIII.
Dedicatória dos editores para Júlio Brandão.
2926 — JUNQUEIRO (Guerra).- A LAGRIMA. Porto. Typographia Occidental. 1888. In-4.º
de XV-I págs. B.
Primeira edição de uma das mais belas poesias líricas portuguesas, primorosamente impressa e artisticamente decorada com largas tarjas estampadas a castanho em todas as páginas do texto.
Discreto ex-libris a óleo e assinatura rasurada no frontispício.
2927 — JUNQUEIRO (Guerra).- MARCHA DO ODIO. Musica de Miguel Angelo - Desenhos
de Bordallo Pinheiro. Livraria Civilisação, Casa Editora de Costa Santos, Sobrinho & Diniz.
Porto. [S.d.] In-4.º de 13-III págs. B.
Vibrante poesia de Junqueiro, muito invulgar nesta sua primeira edição. Com duas alusivas ilustrações
de Rafael Bordalo Pinheiro e a música de Miguel Ângelo em duas folhas à parte.
2928 — JUNQUEIRO (Guerra).- O MELRO. (Fragmento). David Corazzi, Editor. Empreza
Horas Romanticas. Lisboa. 1879. In-4.º de 20 págs. B.
Primeira edição, muito cuidada, de uma das mais conhecidas poesias do Autor.
Com manchas de acidez. (ver gravura na pág. 201)
2929 — JUNQUEIRO (Guerra).- O MONSTRO ALEMÃO. Atila e Joana D’Arc. Porto. Officinas
de “O Comércio do Porto”. 1918. In-4.º peq. de 20-II págs. B.
Curioso opúsculo publicado pela Junta Patriótica do Norte, cujo produto de venda se destinou a obras
de assistência aos orfãos causados pela Guerra. Primeira edição.
Com dedicatória da mão do autor para J. Martins Teixeira de Carvalho.
2930 — JUNQUEIRO (Guerra).- A MORTE DE D. JOÃO. Porto. Livraria Moré Editora. 1874.
In-8.º de LII-278-II págs. B.
Exemplar da edição original deste longo e estimado poema de Junqueiro, autor dos mais celebrados
da literatura portuguesa do século XIX. Invulgar. Capas da brochura com as margens restauradas.
2931 — JUNQUEIRO (Guerra).- MUSA EM FERIAS. (Idilios e Satiras). Lisboa. Typographia
das Horas Romanticas. 1879. In-8.º gr. de 227-V págs. B.
Primeira e bastante rara edição de uma das mais estimadas obras do poeta.
Tem a capa da brochura da frente com grosseiros restauros.
[203]
Com as seguintes obras, estando encadernadas as três primeiras; «A Morte de D. João», 2.ª edição,
1876; «Pátria», 4.ª edição; «A Velhice do Padre Eterno», edição ilustrada por Leal da Câmara;
«Vibrações Líricas», 1ª edição, com a capa da brochura manchada; «Viagem à Roda da Parvónia», de
colaboração com Guilherme de Azevedo, 1980.
2936 — JUNQUEIRO (Guerra).- OBRAS DE GUERRA JUNQUEIRO. (Poesia). Organização
e Introdução de Amorim de Carvalho. 1972. Lello & Irmão - Editores. Porto. In-4.º peq.
de LXXX-1084 págs. E.
Escrupulosa e esmerada edição em papel bíblia de toda a Obra Poética de Junqueiro, valorizada pelo
importante e largo texto introdutório de Amorim de Carvalho.
Encadernação editorial em finíssima pele vermelha decorada com ferros e títulos dourados na lombada
e na pasta da frente.
2937 — JUNQUEIRO (Guerra).- ORAÇÃO Á LUZ. Porto. Livraria Chardron. 1904. In-8.º gr.
de 32 págs. B.
Primeira edição de uma das mais lidas produções poéticas de Junqueiro.
Assinatura antiga no frontispício.
2938 — JUNQUEIRO (Guerra).- ORAÇÃO AO PÃO. Porto. Livraria Chardron. 1902. In-8.º gr.
de 19-I págs. B.
Um dos exemplares da edição original deste belo poema, várias vezes reimpresso.
Vestígios de assinatura no frontispício.
2939 — JUNQUEIRO (Guerra).- PATRIA. Esta é a ditosa patria minha amada. Camões. 1896.
[S.l. de impressão]. In-8.º gr. de 187-I-XXV-III págs. E.
Primeira edição de uma das obras poéticas mais importantes do autor e da Poesia Portuguesa, rara
e de muito cuidada execução gráfica.
Valorizado com dedicatória autógrafa do Poeta, cremos que a Ferreira Gonçalves, estando este nome
grosseiramente rasurado.
Com observações a lápis da mão de Laureano Barros acerca das alterações feitas por Junqueiro ao seu
poema já no fim da sua vida, alterações respeitadas na “tiragem restritíssima de 125 ex.” publicada
em 1925.
Boa encadernação inteira de pele, com dizeres dourados e ferros a seco na lombada, tendo as capas da
brochura preservadas e as margens intactas.
[204]
2940 — JUNQUEIRO (Guerra).- PÁTRIA. Segunda edição. Porto. Livraria Chardron de Lello
& Irmão, editores. 1896. In-8.º de 232 págs. B.
Segunda edição, cuidada e em bom papel.
2941 — JUNQUEIRO (Guerra).- PÁTRIA. Edição especial. 1925. Livraria Chardron de Lelo
& Irmão, Limitada - Editores. Porto. In-8.º gr. de 173-III págs. B.
Edição póstuma, muito cuidada e em bom papel, feita a pedido do autor pouco antes do seu falecimento. A revisão deste poema, com modificações do autor e a pedido do Poeta, foi confiada
a Luís de Magalhães.
Nota de Laureano Barros, a lápis, na folha de anterrosto: “Segundo os actuais proprietários da “Lello”
— Sucessores da “Chardron” — desta edição sairam apenas 125 exemplares.”
2942 — JUNQUEIRO (Guerra).- PÁTRIA. Edição especial. 1925. Livraria Chardron de Lelo
& Irmão, Limitada - Editores. Porto. In-8.º gr. de 173-III págs. E.
Outro exemplar da mesma obra e edição, este com o número 90 e com a encadernação dos editores,
com cantos e lombada em pele.
2943 — JUNQUEIRO (Guerra).- PEDRO SORIANO. Paris - 2119. [S.l. nem data autêntica].
In-8.º de 14 págs. B.
Valiosa e cremos que a rara edição original deste conhecido e desbragado poema de Junqueiro,
impresso em excelente papel de linho.
Com sinais de remoção de texto manuscrito na folha de anterrosto. (ver gravura na pág. 205)
2944 — JUNQUEIRO (Guerra).- PEDRO SORIANO. Thyp.ª de José F. Ferreira. Lisboa - 1882
[?]. In-8.º de 14 págs. B.
«A Torre de Babel ou a Porra de Soriano», é um famoso poema licencioso saído da mão que também
assinou «Os Simples».
2945 — JUNQUEIRO (Guerra).- POESIAS DISPERSAS. Porto. Livraria Chardron. 1920.
In-8.º de 186 págs. B.
Primeira edição colectiva de algumas das melhores poesias do autor.
2946 — JUNQUEIRO (Guerra).- PROMETHEU LIBERTADO. (Esboço de Poema). Com um
Prefacio de Luiz de Magalhães. Porto. Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Lda. 1926. In-4.º
de 48 págs. B.
Primeira edição, póstuma. O belo e muito extenso prefácio de Luís de Magalhães foi escrito por vontade
de Junqueiro, que dizia que «Prometheu Libertado» devia publicar-se em seguida a «O Caminho
do Céu».
2947 — JUNQUEIRO (Guerra).- PROSAS DISPERSAS. Porto. Livraria Chardron. 1921.
In-8.º de 169-III págs. B.
Primeira edição colectiva, invulgar.
2948 — JUNQUEIRO (Guerra).- RIMAS DO ALÈM TUMULO. Versos mediumnicos de Guerra
Junqueiro. Grupo Espirita Roustaing. Belém do Pará. 1929. In-8.º de 110-II-XVI págs. B.
2943 - ver pág. 206
Do texto preliminar: “(...) Esperamos que todos quantos reverenciam a memoria do immortal Vate
ajudem a divulgação destas RIMAS DE ALÉM TUMULO, na certeza de prestarem assim uma
verdadeira homenagem áquelle que foi dos maiores entre os maiores cultores da poesia contemporanea.
(...)” Raro.
Com falta da capa da brochura posterior, uma mancha na da frente e com um restauro na parte superior
da última folha.
[206]
2955 - ver pág. 208
2949 — JUNQUEIRO (Guerra).- O SECULO. I. Baptismo de Amor. Porto. Typographia da
Livraria Nacional. 1868. In-8.º gr. de 32 págs. B.
Edição original de uma das primeiras produções poéticas de Junqueiro, publicada quando este contava
apenas 18 anos.
Com uma apreciação de Camilo Castelo Branco: “Considero o Baptismo de amor, poema do snr.
Guerra Junqueiro, um modêlo de quadro em que as scenas da vida contemporanea poderiam ser vistas
á sua luz sinistra, modificada pela suavissima luz da poesia. (...)”
Com a assinatura de Tude de Sousa no frontispício e ex-libris de Guilherme Felgueiras.
2950 — JUNQUEIRO (Guerra).- O SECULO. I. Baptismo de Amor. Com uma apreciação pelo
snr. Camillo Castello-Branco. Segunda edição. 1885. Livraria - Cruz Coutinho - Editora. Porto.
In-8.º gr. de 32 págs. B.
O texto de Camilo ocupa uma das primeiras páginas do opúsculo. Edição cuidada, muito invulgar.
2951 — JUNQUEIRO (Guerra).- OS SIMPLES. Porto. Typographia Occidental. MDCCCXCII.
In-8.º de 126-II págs. B.
Primeira e mais rara edição de um dos mais belos livros da poesia portuguesa. De muito apurada
composição, cuja impressão foi executada sobre excelente papel de linho.
2952 — JUNQUEIRO (Guerra).- OS SIMPLES. Lisboa. Livraria de Antonio Maria Pereira Editor. 1893. In-8.º de 126-II págs. B.
Segunda e muito invulgar edição, publicada no ano seguinte ao da primeira, o que testemunha o acolhimento com que foi recebida. Impressão executada sobre papel de escolhida qualidade.
Com assinaturas e a capa da brochura mal cuidada.
2954 - ver pág. 208
2953 — JUNQUEIRO (Guerra).- OS SIMPLES. (Edição Facsimilada). 1950. Lello & Irmão
Editores. Porto. In-4.º de CXXXII págs. B.
Edição fac-similada feita a partir do original manuscrito de Junqueiro, “legítimo orgulho da poesia
portuguesa contemporânea”, com a particularidade de apresentar uma estrofe não incluída em nenhuma das edições anteriores.
2954 — JUNQUEIRO (Guerra).- THÉORIE DE CERTAINES ACTIONS RADIO-BIOLOGIQUES. Porto. Livraria Chardron, de Lello & Irmão. 1910. In-8.º de 15-I págs. B.
Trabalho científico muito raro, ausente da maior parte das colecções junqueirianas.
(ver gravura na pág. 207)
2955 — JUNQUEIRO (Guerra).- A TORRE DE BABEL. Porto - 1923. [?]. S.l. In-8.º de 4 págs. B.
Edição muito cuidada e rara deste conhecidíssimo poema licencioso de Junqueiro «A Torre de Babel
ou a porra do Soriano», nesta edição com as iniciais G. J. (ver gravura na pág. 207)
2956 — JUNQUEIRO (Guerra).- ATORRE DE BABEL ou A PORRA DO SORIANO seguida
de AS MUSAS. [Publicações Culturais Engrenagem, Lda. Lisboa. 1979]. In-8.º gr. de 17-III
págs. B.
Edição de 800 exemplares, integrada na colecção «& etc. contramargem».
2957 — JUNQUEIRO (Guerra).- TRAGEDIA INFANTIL. Lisboa. Typ. de J. H. Verde. 1877.
In-8.º de 33-I págs. B.
Opúsculo em verso. Uma das obras de Junqueiro de mais difícil obtenção nesta sua edição original.
Capa da brochura ilustrada. Ex-libris a óleo no anterrosto.
2958 — JUNQUEIRO (Guerra).- TRAGEDIA INFANTIL. 2ª edição, ilustrada. 1913. Parceria
Antonio Maria Pereira. Lisboa. In-8.º de 43-I págs. B.
Edição cuidada, ilustrada por Alonso. Capa da brochura policromada.
[208]
2959 — JUNQUEIRO (Guerra).- A VELHICE DO PADRE ETERNO. Editores Alvarim Pimenta e Joaquim Antunes Leitão. Porto [Typ. Universal de Nogueira & Caceres. 1885]. In-4.º
de 211-V págs. B.
Primeira edição de uma das mais célebres e polémicas obras poéticas portuguesas e, de toda a bibliografia de Junqueiro, a que maior número de edições regista.
2960 — JUNQUEIRO (Guerra).- A VELHICE DO PADRE ETERNO. (Edição ilustrada por Leal
da Camara). Porto. Livraria Chardron, de Lélo & Irmão Ltd. [S.d.]. In-8.º de VIII-270-II págs. E.
Primeira das várias edições publicadas com as contundentes ilustrações de Leal da Câmara, autor
também da capa da brochura. Invulgar.
Encadernação editorial.
2961 — JUNQUEIRO (Guerra).- A VELHICE DO PADRE ETERNO. Edição ilustrada por
Leal da Câmara. Lello Editores. [Porto. 2000]. In-fólio de 181-III págs. E.
Recente e belíssima edição de luxo do mais emblemático livro do grande Poeta de «Os Simples», com a
importante particularidade de as cáusticas e admiráveis ilustrações do grande caricaturista que foi Leal da
Câmara serem reproduzidas da colecção inédita actualmente pertencente ao Museu Nacional de Soares
dos Reis, ilustrações que são habitualmente “designadas como aguarelas, uma vez que é esta a técnica
base (...) mas que utilizam também o guache e a tinta de nanquim para pormenores e traços do desenho.
“O suporte é o papel colado sobre cartolina, usada também como fundo, surgindo o desenho recortado
sobre ele, ou abrindo reservas no papel para tirar partido da tonalidade do cartão e assim formar nuvens,
traçar janelas, pequenas figuras acessórias, elementos de vestuário. (...)
“Certamente sem a intenção doutrinária de há cerca de 90 anos, a nova edição faz justiça a Guerra
Junqueiro e a Leal da Câmara, já que a qualidade agora realçada de cada uma das componentes, literária
e ilustrativa, valorizam o conjunto”, como muito bem explica Teresa Pereira Viana no texto introdutório
à edição. Esta nova edição, inédita pela inclusão desta colecção de ilustrações policromadas ainda não
publicadas no livro de Junqueiro, inclui o importante estudo de Camilo Castelo Branco sobre
«A Velhice do Padre Eterno», datado de 1886, bem como o «Prefácio à segunda edição (fragmento inédito)», de Junqueiro, com data de 1887, textos que, obviamente, não vêm na primeira edição ilustrada por
Leal da Câmara. Luxuosa e muito bela edição para bibliófilos, impressa sobre papel couché de elevada
gramagem e espessura.
Encadernação editorial em tela, com a sobrecapa ilustrada com o já conhecido desenho da capa da
brochura da primitiva edição ilustrada.
2962 — JUNQUEIRO (Guerra).- VICTORIA DA FRANÇA. 4 de Setembro de 1870. Livraria
Internacional de Ernesto Chardron. Porto - Braga. 1870. In-8.º de 20 págs. B.
Vibrante poesia de Guerra Junqueiro, rara nesta sua primeira edição.
2963 — JUNQUEIRO (Guerra).- VOZES SEM ECHO. Coimbra. Imprensa da Universidade.
1867. In-8.º de 126-II págs. B.
Uma das primeiras obras de Junqueiro, raríssima, das mais procuradas pelos bibliófilos e das mais
valorizadas de toda a sua bibliografia.
Anterrosto manchado
2964 — JUNQUEIRO (Guerra) & AZEVEDO (Guilherme de).- VIAGEM Á RODA DA PARVONIA. Relatorio em 4 actos e 6 quadros pelo Commendador Gil Vaz. Illustrado por Manuel de
Macedo e annotado pelo auctor e pelos srs. [seguem-se os nomes de 34 escritores]. Representado
no Theatro do Gymnasio Dramatico na noite de 17 de Janeiro de 1879. Officina Typographica
da Empreza Litteraria de Lisboa. [S.d. - 1878?]. In-8.º de 243-I págs. E.
Interessantíssima obra publicada anónima, que, segundo se lê no «Dicionário das Literaturas Portuguesa, Galega e Brasileira», “abre o caminho à modalidade panfletária, que assume extraordinária
violência com Junqueiro e Gomes Leal.”
Com curiosas caricaturas em folhas à parte. Primeira edição. Rara.
Com a capa da brochura da frente e só aparado à cabeça. Exemplar com manchas.
[209]
2967 - ver pág. 211
2965 — JUNQUEIRO (Guerra) & AZEVEDO (Guilherme de).- VIAGEM À RODA DA PARVONIA. Relatorio em 4 actos e 6 quadros. Illustrado por Manuel de Macedo. Prefacio de
Caetano Alberto. 2ª edição. Lisboa. Portugal-Brasil. [S.d.]. In-8.º de 261-I págs. B.
2966 — [GERÊS]. JUSTIFICAÇÃO CONTRA O REGRESSO DAS FREGUEZIAS DE RIO
CALDO E VILLAR DA VEIGA AO EXTINTO CONCELHO DE TERRAS DE BOURO.
Braga. Imprensa Henriquina. 1897. In-8.º gr. de 29-I págs. B.
Muito rara e interessante espécie bibliográfica da região geresiana.
2967 — KADERNOS. [Tip. Bélita. 3-57]. In-8.º gr. de IV págs. inums. B.
Publicação tão curiosa quanto difícil de descrever, em papel de embrulho azul, de feição existencialista, sem nome de autor ou autores, integralmente reproduzida a págs. 143 a 146 do volume IV da
importante e útil obra de Pedro Veiga intitulada «Os Modernistas Portugueses». Conserva a “Cinta
de Garantia Da Verdade Existencialista”. Publicação muito frágil, intacta [os cantos são picotados
tendo impressas as palavras “bem-me-quere, mal-me-quere, muito pouco”]. Declarada tiragem de 501
exemplares, hoje raríssimos. (ver gravura na pág. 210 )
2968 — KAMENEZKY (Eliezer).- ALMA ERRANTE. Poemas. Com um prefácio de Fernando Pessoa. Lisboa. 1932. [Oficinas Gráficas da Emprêsa do Anuário Comercial]. In-8.º
de 112 págs. B.
O importante e extenso prefácio de Fernando Pessoa ocupa 17 páginas. Com um retrato do autor
reproduzido de uma pintura de Malhoa.
Rara dedicatória do punho do autor.
2969 — KEIL (Alfredo).- TOJOS E ROSMANINHOS. Contos da Serra. Lisboa. “A Editora”.
1907. In-fólio de 151-I págs. E.
Cuidada e luxuosa edição impressa em papel de excelente qualidade, ilustrada em folhas à parte e nas
páginas do texto com belos trabalhos de Alfredo Keil. Com Prefácio de D. João da Câmara.
Bela encadernação editorial estampada a cores. (ver gravura na pág. 212)
2970 — KHAYYAM (Omar).- ROBAIYAT (Livro de quadras) de Omar Khayyam Poeta Persa
do Século XI. Tradução portuguesa com um estudo biográfico do autor por Gomes Monteiro.
1927. Edição da Emprêsa Diário de Notícias. Lisboa. In-8.º de 136-VIII págs. B.
Edição muito cuidada e invulgar, com vinhetas e capa da brochura do pintor Iberino dos Santos.
Dedicatória do punho de Gomes Monteiro.
2971 — KIM (Tomaz). - DIA DA PROMISSÃO. Cadernos de Poesia. [Lisboa. 1945]. In-8.º gr.
de 38-IV págs. B.
Um dos livros de Tomaz Kim de mais reduzida tiragem.
2972 — KIM (Tomaz).- DUAS MODALIDADES DA CRÍTICA. Madrid. 1947. In-4.º de 12
págs. B.
Texto publicado com o nome civil do autor: J. Monteiro-Grillo. “Edicion especial de 25 ejemplares
numerados, no venales”, tirados em separata de «Cuadernos de Literatura».
Dedicatória autógrafa do autor para Pinto de Carvalho. Com manchas de acidez.
2973 — KIM (Tomaz).- EM CADA DIA SE MORRE. Poemas. Lisboa/1939. [Tipografia da
Liga dos Combatentes da Grande Guerra]. In-8.º de 73-V págs. B.
Estreia literária de um dos mais sólidos valores da poesia portuguesa contemporânea, Tomaz Kim,
pseudónimo literário de Joaquim Fernandes Tomás Monteiro Grilo, nascido em Angola. Edição de
muito restrita tiragem.
[211]
2969 - ver pág. 211
Tomaz Kim, angolano, foi um dos mais destacados nomes da poesia portuguesa do seu tempo. Esta
é a primeira edição do seu último livro, aparecido no ano anterior ao da sua morte e integrado na
«Colecção Poesia e Verdade».
2975 — KIM (Tomaz).- FLORA & FAUNA. Guimarães Editores. [Lisboa. 1958]. In-8.º gr.
de 77-III págs. B.
Invulgar e estimado livro de poesia dado a lume na «Colecção Poesia e Verdade», colecção que recolhe
boa parte da mais significativa poesia portuguesa contemporânea.
2977 - ver pág. 213
2974 — KIM (Tomaz).- EXERCÍCIOS TEMPORAIS. Poema. Guimarães Editores. [Lisboa.
1966]. In-8.º gr. de 38-IV págs. B.
2976 — KIM (Tomaz).- PARA A NOSSA INICIAÇÃO. Poema. «Cadernos de Poesia». Lisboa.
1940. In-8.º de 58-IV págs. B.
Segundo livro da reduzida mas muito significativa obra poética do autor. Edição original, esgotada
desde longa data. (ver gravura na pág. 214)
2977 — KIM (Tomaz).- OS QUATRO CAVALEIROS. Poema. Desenho de Manuel Ribeiro de
Pavia. [Lisboa. 1943]. In-4.º de 43-III págs. B.
Tem na capa da brochura um desenho de Manuel Ribeiro de Pavia. Muito invulgar.
(ver gravura na pág. 214)
Diz Alexandre Lobato no seu prefácio que “(...) este Livro é diferente, porque é a primeira vez que
entre nós, à distância de Tudo, se publicam poemas com suas radiografias, que são — uns e outras
— documentos que se acumulam página a página para uma Nova História da Ilha, que se vislumbra
já nos horizontes, mas que ainda só os poetas vêem”. São numerosas as fotografias que acompanham
os poemas de Rui Knopfli, fotografias que fixam os mais interessantes e inesperados recantos da bela
Ilha de Moçambique.
Encadernação original, com sobrecapa ilustrada.
2979 — KNOPFLI (Rui).- MANGAS VERDES COM SAL, precedido de uma Nota muito sumária
a propósito da Poesia em Moçambique por Eugénio Lisboa. Minerva Central. [Lourenço Marques.
1972]. In-8.º gr. de 180 págs. B.
Exemplar da segunda edição revista e ampliada, de provável reduzida tiragem. (ver gravura na pág. 215)
2980 — KOPKE (Diogo) & PAIVA (António da Costa).- ROTEIRO DA VIAGEM QUE EM
DESCOBRIMENTO DA INDIA PELO CABO DA BOA ESPERANÇA FEZ DOM VASCO
DA GAMA EM 1497. Segundo um Manuscripto coetaneo existente na Bibliotheca Publica
Portuense. Publicado por Diogo Kopke... e o Dr. Antonio da Costa Paiva... Porto. Na Typographia Commercial Portuense. 1838. In-8.º gr. de XXVII-I-183-XIII págs. E.
É a primeira edição deste raro e importante roteiro que, segundo José dos Santos (Catálogo da
Livraria Azevedo-Samodães, nº 2911), é atribuído a Álvaro Velho. Com um retrato litográfico de
Vasco da Gama, um “Fac-símile da letra do Manuscripto” e da “Supposta assignatura de Fernam
Lopes de Castanheda”, desdobrável, uma portada alegórica que inicia o texto do Roteiro e ainda, em
folha desdobrável, uma “Carta demonstrativa da Viagem que em Descobrimento da India fez Vasco
da Gama em 1497”.
Desta valiosa obra, importante para a história do Descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia,
fez-se esta reduzida edição de 392 exemplares, vendida apenas por assinatura.
Tem no verso da folha de guarda uma rara dedicatória de António da Costa Paiva para Paulino José de
Carvalho. Bonita encadernação da época, com a lombada em pele.
[213]
2976 - ver pág. 213
2978 — KNOPFLI (Rui).- A ILHA DE PRÓSPERO. Texto & fotos de Rui Knopfli. Roteiro
privado da Ilha de Moçambique. Prefácio de Alexandre Lobato. Lourenço Marques. 1972. In-4.º gr.
de 139-I págs. E.
2983 - ver pág. 217
2979 - ver pág. 213
2981 — KROPOTKINE (Pedro).- À GENTE NOVA. Versão de Affonso Lopes-Vieira. Lisboa.
Livraria Editora Viuva Tavares Cardoso. 1904. In-8.º de 31-I págs. B.
Texto de educação política, numa rara edição cuja tradução se deve a Afonso Lopes Vieira.
Capa da brochura alegoricamente ilustrada.
2982 — KUJAWSKI (Gilberto de Mello).- FERNANDO PESSOA, O OUTRO. Conselho
Estadual de Cultura, Comissão de Literatura. São Paulo. [1967]. In-8.º de 85-V págs. B.
«I. Poeta Universal, Poeta Radical, Poeta Clássico»; «2. “Mensagem” e o Mito Lusíada»; «3. Tempo
e Momento de Pessoa. Destino de Sá-Carneiro»; «4. Génese e Função dos Heterónimos»; «5. O Poeta,
esse Fingidor»; «6. Pessoa e a Condição Humana»; «7. O Caminho Alquímico». Primeira das várias
edições publicadas.
2983 — LA FONTAINE.- FABLES DE LA FONTAINE. Paris. Baudouin Frères, Éditeurs.
M.D.CCC.XXVI. In-12.º de XXXII-324 págs. E.
Muito cuidada edição ilustrada com “vingt-une vignettes dessinées par Devéria et gravées par Thompson”
e um belo retrato gravado do autor, estampado no frontispício.
Encadernação inteira em pele, da época, restaurada. (ver gravura na pág. 216)
2984 — LA FONTAINE.- FABULAS ESCOLHIDAS ENTRE AS DE J. LA FONTAINE.
Traduzidas em verso portuguez com a vida de La Fontaine por Francisco Manoel do Nascimento. Nova edição emendada sobre as edições feitas em Londres e Pariz e contendo uma
Noticia Biographica sobre o Autor pelo Ill.mo Snr. Innocencio Francisco da Silva. Pariz. Vva
J.-P. Aillaud, Guillard e C.ª 1874. In-8.º de IV-XVI-468 págs. B.
Edição estimada pela tradução de Filinto Elísio e por apresentar um retrato do autor em folha à parte,
além de muitas e bem executadas gravurinhas em madeira disseminadas nas página do texto.
2985 — LACERDA (Alberto de).- EXÍLIO. Portugália Editora. Lisboa. [1963]. In-8.º gr.
de XLVII-I-144-IV págs. B.
Primeira edição de um dos primeiros livros do Autor. Com extenso trabalho preliminar de António
Ramos Rosa intitulado «A Integração Circular na Poesia de Alberto de Lacerda». Obra publicada na
«Colecção Poetas de Hoje».
2986 — LACERDA (Alberto de).- PALÁCIO. Poemas. Delfos. [Editora Gráfica Portuguesa,
Lda. 1961]. In-8.º gr. de 147-V págs. B.
Alberto de Lacerda, destacado poeta das letras portuguesas nascido na Ilha de Moçambique,
“É sobretudo a partir da publicação de Palácio (1961) que a sua poesia encontra ressonância crítica
em Portugal.” (ver gravura na pág. 218)
2987 — LACERDA (Alberto de).- TAUROMAGIA. Desenhos de Júlio Pomar. Contexto,
Editora. [Lisboa. 1981]. In-8.º gr. de 32-VIII págs. B.
Volume de poesia integrado na cuidada colecção «Cábula de Navegação», com desenhos de Júlio
Pomar e tiragem limitada a 1700 exemplares. Edição original.
2988 — LACERDA (Narciso de).- CANTICOS DA AURORA. Com juizos criticos de Camillo
Castello Branco, João de Deus e Silva Pinto. Flores d’Abril - Psalmos - O Homem. Livraria
Internacional de Ernesto Chardron. Porto. 1880. In-8.º de XL-238-II págs. B.
Boa edição impressa a duas cores. O «Juizo Critico» de Camilo vem estampado nas págs. XXXIX e XL.
2989 — LÁCIO. Panfleto de Arte. [Imprensa Baroeth. Lisboa. 1938]. 3 números In-4.º peq. B.
É a rara colecção completa desta revista dirigida por António Marques Matias, Álvaro Salema,
Magalhães Filho e Frederico George. Além de outra colaboração insere no 1.º número poesias de
Camilo Pessanha e Ângelo de Lima; no 2.º vem um poema de Fernando Pessoa intitulado «Piquena
Canção» e várias outras de Mário de Sá-Carneiro e o 3.º inclui a «Ode Marítima» de Fernando Pessoa.
Outros colaboradores: Álvaro Salema, António Pedro, Marques Matias e Paulo Figueira. Com estampas
reproduzindo pinturas e desenhos de vários artistas. (ver gravura na pág. 219)
[217]
2986 - ver pág. 217
2990 — LAFUENTE (Modesto).- VIAJES DE FRAY GERUNDIO POR FRANCIA, BÉLGICA,
HOLANDA Y ORILLAS DEL RHIN. Paris. Librería de Garnier Hermanos Sucesores de
D. Vicente Salvá. 1861. In-8.º gr. de VI-535-I págs. E.
Terceira das várias edições vindas a público desta estimada obra, publicada sem o verdadeiro nome do autor.
Encadernação francesa, da época, com a lombada em pele.
2991 — LAMAS (Maria).- AS MVLHERES DO MEV PAÍS. Actuális, Ldª. Lisboa. 1950.
In-fólio de 471-VII págs. E.
O livro, di-lo a autora, “é uma expressão de fraternal solidariedade com as mulheres do meu País.
Se ele abalar a indiferença, ou antes, a ironia com que os portugueses usam encarar os problemas
femininos, e alguém estender a mão, firmemente, às grandes sacrificadas, vítimas milenárias de erros
milenários, que, apesar de tudo, continuam a ser as obreiras da vida, bem pequenos foram, afinal, os
incalculáveis esforços, fadigas e obstáculos vencidos, que a sua publicação representa.” Edição de
luxo, ilustrada com numerosas gravuras disseminadas pelo texto e muitas outras impressas em separado
e a cores, reproduzindo trabalhos dos mais conceituados pintores e desenhadores portugueses.
Desenhos nas páginas do texto de Fernando Carlos.
Encadernação editorial, em pele, gravada a ouro e a seco.
2992 — LANÇA (Carlos Alberto) & TENREIRO (Francisco José).- CONTOS E POEMAS.
AUTORES MODERNOS PORTUGUESES. Volume organizado por... [ Comp. e imp. na Imprensa
Lucas. Lisboa. [1942]. In-8.º de 155-V págs. B.
Volume invulgar, integrando contos de Ruy Nazaré, Álvaro Marinha de Campos, Teixeira de Sousa, Francisco José Tenreiro, Mário Dionísio, Faure da Rosa, Manuel Mendes, Manuel Campos Lima e Sidónio
Muralha; poemas de Alda Sobral, António Lourenço, Armando Ventura Ferreira, Armindo Rodrigues,
Biloca J. da Cruz, Carlos Lança, Eugénio de Andrade, João Tendeiro, Manuel Pinto e Raul de Carvalho.
Dedicatória autógrafa de Eugénio de Andrade para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 221)
2993 — LANCASTRE (Maria José de).- FERNANDO PESSOA - UMA FOTOBIOGRAFIA. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Centro de Estudos Pessoanos. [1981]. In-4.º de VIII-319-V págs. B.
Grande levantamento iconográfico de tudo quanto diz respeito ao Poeta da «Mensagem», iconografia que
abrange praticamente todo o volume, comportando fotografias de Pessoa, manuscritos próprios e alheios,
fotografias de individualidades ou pessoas que pelas mais diversas razões com ele se cruzaram, documentos,
fotos de edifícios, fac-símiles de portadas, páginas de livros e revistas, etc. Primeira edição, esgotada.
2994 — LANCIANI (Giulia) & TAVANI (Giuseppe).- CANTIGA DE ESCARNHO E MALDIZER. Tradução de Manuel G. Simões. Edições Colibri. [Lisboa. 1998]. In-8.º gr. de 158-II págs. B.
“A cantiga de escarnho e maldizer, um dos três géneros canónicos dos Cancioneiros medievais galegoportugueses, é aqui - pela primeira vez - objecto de um estudo sistemático e global que lhe ilumina as
valências específicas no conjunto do complexo fenómeno trovadoresco. (...)”
2995 — LANCIANI (Giulia) & TAVANI (Giuseppe).- DICIONÁRIO DA LITERATURA
MEDIEVAL GALEGA E PORTUGUESA. Organização e coordenação de... Caminho.
[Editorial Caminho, S.A. 1993]. In-4.º de 698 págs. E.
2989 - ver pág. 217
“(...) Neste dicionário figuram com ficha própria todos os poetas galego-portugueses, praticamente
todos os do Cancioneiro de Resende, todos os autores conhecidos de textos literários, hagiográficos,
históricos, filosóficos, apologéticos, todas as obras anónimas e as mais importantes das atribuídas,
todos os géneros poéticos, os movimentos literários ou filosóficos, os maiores estudiosos da Idade
Média galega e portuguesa (com exclusão dos vivos), os aspectos mais notáveis da técnica poética,
as instituições culturais; mas são tratados também assuntos que em geral aparecem com menor
frequência num dicionário deste tipo: «Autor», «Bilinguismo /plurilinguismo na poesia lírica»,
«Cartografia Medieval», «Cirulação do livro manuscrito», «Códice», «Drama litúrgico», «Escrita /
oralidade», «Exemplo», «Fábula», «Gramática», «Iconografia e ilustração», «Impossibilia»,
«Influências e intertextualidade», « Lexicografia», «Livro», «Manuscritos», «Tipografia», etc.” Com
documentação iconográfica em folhas à parte.
Encadernação dos editores com sobrecapa ilustrada a cores.
[220]
2996 — LANDOLT (Cândido Augusto).- TRADIÇÕES POPULARES COLHIDAS NO CONCELHO DE BARCELLOS. Com uma Introducção por J. Leite de Vasconcellos. [Barcellos.
1884. Tip. da Aurora do Cavado]. In-8.º de 16 págs. B.
Rara edição de Rodrigo Veloso, provavelmente publicada com mais páginas do que as que são acima
referidas.
2997 — LANG (Henry Roseman).- DAS LIEDERBUCH DES KÖNIGS DENIS VON PORTUGAL. Zum Ersten mal vollständig herausgegeben und mit einleitung, anmerkungen und glossar
versehen. 1972. Georg Olms Verlag. Hildeshmein - New York. In-8.º de IV-CXLVIII-174 págs. E.
Amplo estudo clássico sobre as Canções de D. Dinis, canções que o volume integramente contempla.
Encadernação dos editores.
2998 — LANG (Henry Roseman).- A REPETIÇÃO DE PALAVRAS RIMANTES NA FIINDA
DOS TROVADORES GALAICO-PORTUGUESES. Coimbra. Imprensa da Universidade.
1931. In-4.º de 17-I págs. B.
Reduzida separata da «Miscelânea Scientifica e Literária dedicada ao Dr. J. Leite de Vasconcelos».
2999 — LANHOSO (A. Coutinho).- RIFONEIRO DO MAR. Livraria Galaica. Porto. 1960.
In-8.º gr. de 88-II págs. B.
Interessante adagiário relativo à população marítima portuguesa.
3000 — LAPA (Albino).- DICIONÁRIO DE CALÃO. Prefácio de Aquilino Ribeiro. 1ª edição.
Lisboa. 1959. [Sociedade Gráfica Nacional, Lda. (Antiga Imprensa Libanio da Silva)] In-8.º gr.
de XXXII-217-XV págs. B.
Primeira e invulgar edição deste interessantíssimo trabalho que mereceu de Aquilino Ribeiro um extenso
e belo Prefácio: “(...) Que pena, repito, eu tenho de ser um leigo em tal léxico para agora aqui ter voz
activa e circunstanciada! Em todo o caso eu lhe digo francamente, nada me extasia mais que uma
dessas frases irreverentes condenadas pela gramática, se não pela moral, em nome dos bons costumes.
Uma dessas frases que estalam e repicam como os chicotes antigos para caleças puxadas a seis cavalos,
que golpeavam o ar e, curveteando em espiral de dois centros, despediam um estalido mais sonoro
que uma nota de Caruso. (...)”
3001 — LAPA (Albino).- HISTÓRIA DOS PAINEIS DE NUNO GONÇALVES. Lisboa.
MCMXXXV. In-4.º de 120-IV págs. B.
Este livro pretende dar uma panorâmica geral da “mais célebre batalha de Arte, que em Portugal
há de memória”. Com estampas impressas em folhas à parte. Edição de reduzida tiragem, numerada
e assinada pelo autor.
3002 — LAPA (Albino).- O MENDIGO E A SUA HISTÓRIA. Carta de Aquilino Ribeiro.
MCMLIII. Lisboa. In-8.º de 84-II págs. B.
O Prefácio de Aquilino Ribeiro ocupa quatro páginas. Com o seguinte parágrafo inicial: «Os mendigos
em todos os países, em todos os tempos, formaram sempre uma casta aparte, pois, foi sempre considerada a mais perniciosa da Humanidade». Com ilustrações nas páginas do texto. Rara separata da
revista «Polícia Portuguesa».
3003 — LAPA (Albino).- A QUESTÃO DOS PAINEIS. Esboço histórico e bibliografia por...
1928. Centro Tipográfico Colonial. Lisboa. In-4.º de 42-II págs. B.
2992 - ver pág. 220
“A Questão dos Painéis é das mais famigeradas, das que tem feito correr mais tinta, despertado maior
interesse, acendido mais violentas paixões. Propuzemo-nos hoje dar notícia dos mais importantes
escritos que a ela se referem e muitos conseguimos reunir (...)”.
Com estampas em separado. Edição numerada, de reduzida tiragem.
Assinado no frontispício.
[222]
3004 — LAPA (M. Rodrigues).- DAS ORIGENS DA POESIA LÍRICA EM PORTUGAL NA
IDADE-MÉDIA. Lisboa. 1929. [Tipografia da «Seara Nova»]. In-8º gr. de 355-I págs. B.
Trabalho de apreciável merecimento sobre as origens da poesia portuguesa, “esclarecendo certos
aspectos da nossa poesia lírica medieval, que, em número, pelo menos, nas suas 2.116 composições,
é a mais rica da Europa”. Primeira edição, de muito escasso aparecimento no mercado.
Assinatura mal eliminada na folha de guarda; com sublinhados a lápis.
3005 — LAPA (M. Rodrigues).- ESTILÍSTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA. 1945. Seara
Nova. Lisboa. In-8.º de 302-II págs. B.
Segundo o autor, este seu livro “tem um caracter polemístico e até revolucionário; procura combater
certo gramaticalismo pedante, muito lógico e muito despótico, que anda por aí, em Portugal e no
Brasil, a dar-se ares de ditador da língua, e que é um perigo constante para os aprendizes do estilo,
por lhes insinuar noções falsas sôbre o idioma escrito. Enfim, a «Estilística» é, de ponta a ponta, uma
longa diatribe contra a Gramática e os gramaticões...”
Primeira das muitas edições vindas a lume.
3006 — LAPA (M. Rodrigues).- LIÇÕES DE LITERATURA PORTUGUESA. Época Medieval.
Lisboa. Centro de Estudos Filológicos. 1934. In-4.º de VIII-345-III págs. B.
“As Lições de Literatura Portuguesa constituem o esboço, parcial e imperfeito, duma obra de maior
envergadura, para que estamos carreando material, a História da língua e da literatura portuguesa,
de que saíu já um primeiro volume [que julgamos ser o único publicado]. A despeito de tôdas as
contrariedades, que a todo o momento se levantam a quem queira trabalhar neste país, desejamos
começar pelo princípio e publicar o segundo volume daquela obra. Quando, não o saberemos dizer;
mas muito provávelmente quando o nosso ensino superior estiver claramente definido e dividido
em professores e investigadores, que se ajudem em vez de se atropelarem uns aos outros”. Primeira
edição, muito invulgar.
3007 — LAPA (M. Rodrigues).- LIÇÕES DE LITERATURA PORTUGUESA. Época medieval.
2ª edição. Coimbra Editora, Lda. 1942. Coimbra. In-4.º de 341-I págs. B.
Edição preferível à primeira por ter sido revista e ampliada.
3008 — LAPA (M. Rodrigues).- AS MINHAS RAZÕES. «Memórias de um idealista que quis
endireitar o mundo...» Coimbra Editora, Limitada. 1983. [Coimbra]. In-4.º de 308 págs. B.
Capítulos de diversificada temática, ressaltando os que se referem à linguística, à política e à literatura
portuguesa.
3009 — LAPA (M. Rodrigues).- MISCELÂNEA DE LÍNGUA E LITERATURA PORTUGUESA
MEDIEVAL. Instituto Nacional do Livro. Rio de Janeiro. 1965. In-4.º de 302-VI págs. B.
Colectânea de importantes estudos anteriormente aparecidos avulso ou em revistas, numa boa edição
devida ao Ministério da Educação e Cultura brasileiro.
3010 — LAPA (M. Rodrigues).- [OBRAS]. Editores e datas diversas. 5 obras ou vols. In-8.º B.
Conjunto formado pelos seguintes trabalhos: «A cultura moral e o Ensino da língua francêsa» (com
dedicatória do autor); «D. Afonso V e o Príncipe D. João. Ensaio sôbre uma regência» (Separata da
«Revista de Guimarães»); «Estudos Galego-Portugueses. Por uma Galiza renovada»; «Froissart e
Fernão Lopes» (com dedicatória do autor); «A Política do idioma e as Universidades» (separata da
«Seara Nova»).
3011 — LAPA (M. Rodrigues).- O TEXTO DAS CANTIGAS D’AMIGO. Tip. José Fernandes
Júnior. Lisboa. 1929. In-4.º de 46-II págs. B.
Trabalho publicado em restrita separata da revista «A Língua Portuguesa».
[223]
3012 — LAPA (M. Rodrigues).- UMA CANTIGA DE D. DENIS. (C. V. 208; C. B. N. 605).
Interpretação e fontes literárias. Paris. Imprimerie J. Solsona. 1930. In-8.º gr. de 31-I págs. B.
Ocupa-se de “uma das composições que mais tem inquietado os estudiosos da nossa literatura trovadoresca a que [vem] nos dois cancioneiros da Vaticana e da Biblioteca Nacional de Lisboa”. Raro.
Dedicatória autógrafa de Rodrigues Lapa.
3013 — LAPA (M. Rodrigues).- VOCABULÁRIO GALEGO-PORTUGUES, Tirado da edição
crítica das Cantigas d’escarnho e de mal dizer. Editorial Galaxia. 1965. [Coimbra]. In-4.º gr.
de 107-I págs. B.
São muito invulgares os exemplares deste útil vocabulário, importante para a melhor leitura dos
cancioneiros galaico-portugueses.
3014 — LARANJEIRA (Manuel).- ...AMANHAN. (Prologo dramatico). Porto. Typ. da Empreza
Litteraria e Typographica. 1902. In-8.º de 127-I págs. E.
Primeiro livro do autor, amigo de Unamuno, que dele disse: “Fué Laranjeira quien me enseñó a ver el
alma tragica de Portugal, no diré de todo Portugal pero si del más hondo, del más grande. Y me enseñó
a ver no pocos rincones de los abismos tenebrosos del alma humana. Era un espirito sediento de luz,
de verdad y de justicia. Le mató la vida. Y al matarse, dió vida a la muerte”.
Exemplar valorizado com uma curiosíssima dedicatória do autor, que começa dizendo: “Sabes que
reputo este livro de altissimo valor. E, contudo, eu quizera bem oferecer-te qualquer coisa, que valesse
enormemente mais.”
Encadernação com lombada e cantos em pele, tendo preservadas as capas da brochura.
3015 — LARANJEIRA (Manuel).- ÀS FERAS. Peça em 1 Acto. Instituto Português do Património Cultural. [1985. Gráfica Maiadouro]. In-8.º gr. de 102-II págs. B.
Primeira edição, dada a lume na colecção «Textos Dramáticos Inéditos» dirigida por Luiz Francisco
Rebello.
3016 — LARANJEIRA (Manuel).- CARTAS. Com prefácio e cartas de Miguel de Unamuno.
Portugália Editora. Lisboa. [1943]. In-8.º de 183-III págs. B.
“Neste volume de Cartas escritas a algumas das mais interessantes personalidades do seu tempo
encerra-se todo o drama desta existência profundamente torturada”.
Com «Algumas Palavras Prévias» de Ramiro Mourão, organizador, com Alberto de Serpa, deste
importante epistolário. Primeira edição ilustrada com um retrato do autor.
3017 — LARANJEIRA (Manuel).- A “CARTILHA MATERNAL” E A PHYSIOLOGIA.
(Ensaio medico-biologico sobre o valor educativo do methodo de João de Deus...). Porto. 1909.
In-8.º gr. de 102 págs. B.
Primeira edição deste muito curioso e apreciado estudo, em reduzida tiragem, apresentando a transcrição
de vários escritos de João de Deus acerca da sua «Cartilha Maternal».
3018 — LARANJEIRA (Manuel).- A CARTILHA MATERNAL E A FISIOLOGIA. [Tipografia
Modesta. Porto. 1954]. In-8.º gr. de 71-I págs. B.
Reedição integrada na colecção «Bibliografia Literária», edição dos Serviços de Bibliografia Científica
do Instituto Pasteur de Lisboa.
3019 — LARANJEIRA (Manuel).- COMMIGO. (Versos d’um solitario). 1912. Typ. Fonseca
& Filho. Porto. In-8.º de 61-I págs. B.
Edição original e rara deste notável livro de poesia de Manuel Laranjeira, “Médico, filósofo,
poeta e dramaturgo, uma das figuras mais notáveis do pensamento português da época de transição
da Monarquia para a República”, segundo palavras retiradas do «Dicionário Cronológico de Autores
Portugueses».
Vestígios de assinatura removida do anterrosto.
[224]
3022 - ver pág. 227
3025 - ver pág. 227
3020 — LARANJEIRA (Manuel).- DIÁRIO ÍNTIMO. Introdução e Notas de Alberto de Serpa.
Portugália Editora. Lisboa. [1957]. In-8.º de 210-IV págs. B.
O «Diário» de Manuel Laranjeira consta de três agendas e deve ter sido começado a redigir em 1908.
São muito interessantes o prefácio e as notas de Alberto de Serpa. Primeira edição.
Nota em jeito de dedicatória da mão de Alberto de Serpa.
3021 — LARANJEIRA (Manuel).- A DOENÇA DA SANTIDADE. (Ensaio psychopathologico
sobre o mysticismo de forma religiosa). Porto. Typ. do Porto Medico. 1907. In-4.º de XVI-92
págs. B.
É este o mais raro livro de Manuel Laranjeira, trabalho que constituiu a sua dissertação apresentada
à Escola Médico-Cirúrgica do Porto e que lhe valeu elevada classificação.
Dedicatória do punho de Manuel Laranjeira.
3022 — LARANJEIRA (Manuel).- PESSIMISMO NACIONAL. Contraponto. [Lisboa. S.d.
1955?]. In-8.º gr. de 47-I págs. B.
Primeira edição colectiva de artigos de Manuel Laranjeira publicados no jornal «O Norte», em 19071908, quase nas vésperas do regicídio, um dos mais agitados períodos da história portuguesa deste
século. Desta edição apenas se tiraram 300 exemplares numerados e assinados por Luís Pacheco.
(ver gravura na pág. 225)
3023 — LARANJEIRA (Manuel).- PROSAS PERDIDAS. Selecção, Introdução e Notas de
Alberto de Serpa. Portugália Editora. Lisboa. [1958]. In-8.º de 264-II págs. B.
Neste volume foram reunidas algumas importantes páginas que Manuel Laranjeira havia deixado em
várias publicações periódicas.
3024 — LE GENTIL (Georges).- LE VIRELAI ET LE VILLANCICO. LE PROBLÈME
DES ORIGINES ARABES. Société d’Éditions «Les Belles Lettres». Paris. 1954. In-4.º peq.
de IV-279-I págs. B.
Obra importante, aparecida na «Collection Portugaise», “Publiée sous le Patronage de l’Institut
Français au Portugal”.
3025 — LE VERRIER DE LA CONTERIE. (Mr.).- L’ECOLE // DE // DE LA CHASSE //
AUX CHIENS COURANS, // Par Mr le VERRIER DE LA CONTERIE, Ecuyer, // Seigneur
d’Amigny, les Aulnets, &c. // Précédée d’une Bibliotheque historique & critique // des
Théreuticographes. // ... // A ROUEN, // De notre Imprimerie, // NICOLAS ET RICHARD
LALLEMANT. // M. DCC. LXIII. 2 vols. In-8.º de CCXXVI-II e II-VIII-396-14-II págs. E.
Primeira edição e rara obra sobre caça, com 16 gravuras abertas em madeira quase todas em folhas
desdobráveis, tendo no fim, em grafia musical gravados em chapa de metal, os diversos «Tons de
Chasse et Fanfarres». O primeiro volume é inteiramente ocupado com a «Bibliotheque Historique et
Critique Des Auteurs qui ont traité de la Chasse». O segundo contém os seguintes capítulos: «Chasse
du Lièvre», «Chasse du Chevreuil», «Chasse du Cerf», «Chasse du Sanglier», «Chasse du Loup»,
«Chasse du Renard» e «Chasse de la Loutre». Brunet classificou a obra como “recherché et dont les
exemplaires sont peu communs.”
Encadernações em inteira de pele, da época, com pequenos restauros. Dedicatória não contemporânea
no verso das folhas de guarda. (ver gravura na pág. 226)
3026 — LEAL (Alfredo).- OS PAINEIS DO INFANTE. Ligeiros comentários sôbre a MEMÓRIA do Sr. José de Figueiredo àcêrca do pintor NUNO GONÇALVES. 1º milhar. Lisboa. 1917.
In-8.º gr. de 136 págs. B.
Obra ilustrada com gravuras impressas em separado, entre as quais quatro com reproduções de “Rúbricas
de alguns pintores notáveis”. Uma das peças a juntar às colecções da polémica sobre os painéis do Infante.
Com dedicatória do autor.
[227]
3027 - ver pág. 229
3027 — LEAL (Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho).- PORTUGAL ANTIGO
E MODERNO. Diccionario Geographico, Estatistico, Chorographico, Heraldico, Archeologico,
Historico, Biographico e Etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de
grande numero de aldeias se estas são notaveis, por serem patria d’homens celebres, por batalhas ou outros factos importantes que nellas tiveram logar, por serem solares de familias nobres,
ou por monumentos de qualquer natureza, alli existentes. Noticia de muitas cidades e outras
povoações da Lusitania de que apenas restam vestigios ou somente a tradição. Lisboa. Livraria
Editora de Mattos Moreira & Companhia. 1873-1890. 12 vols. In-8.º gr. E.
Obra que, pela sua vastidão e características, é ainda hoje fonte útil e única de informações importantes relativas aos vários ramos da História política e geográfica de Portugal, interessando também
ao estudo da nossa etnografia, lendas, usos e costumes, etc. O 12º volume informa que a obra foi
continuada por Pedro Augusto Ferreira. Colecção completa, bastante invulgar nesta primeira edição.
Boas encadernações da época em inteira de pele, algumas das quais com pequenos defeitos.
(ver gravura na pág. 228)
3028 — LEAL (Cunha).- CALIGULA EM ANGOLA. 1.º milhar. Lisboa. 1924. [Sociedade de
Papelaria Lda. Porto]. In-4.º peq. de XX-207-I págs. B.
Livro de fortíssimo ataque à obra de Norton de Matos em África, político que, escreve Cunha Leal
no prefácio, “tem seus traços de semelhança, física e moral, com aqueles imperadores romanos, que
ainda hoje causam o espanto e o horror da humanidade.” Com a transcrição de discursos e reproduções
fac-similares de alguns documentos.
Capa da brochura ilustrada a cores por Almada Negreiros com uma representação caricatural do
General Norton de Matos.
3029 — LEAL (Cunha).- COISAS DO TEMPO PRESENTE. Edição do autor. Lisboa. 3 vols.
In-8.º B.
Com os seguintes volumes: «Cântaro que vai à fonte...», «O Colonialismo dos Anticolonialistas»,
3.ª edição, «Ilusões Macabras».
3030 — LEAL (Cunha).- AS MINHAS MEMÓRIAS. Edição do autor. Lisboa. 1966-1968.
3 vols. In-8.º gr. de 369-III, 475-III e 428-II págs. B.
As memórias de Cunha Leal, combativo opositor ao regime de Salazar, constituem importante
documento para a história da vida portuguesa do seu tempo: «Romance duma época, duma
família e duma vida de 1888 a 1917»; «Na periferia do Tufão. De 1 de Janeiro de 1917 a 28 de Maio
de 1926»; «Arrastado pela fúria do Tufão. De Maio de 1926 a 4 de Dezembro de 1930».
3031 — LEAL (Cunha).- A OBRA INTANGÍVEL DO DR. OLIVEIRA SALAZAR. 1930.
Lisboa. In-8.º de 141-III págs. B.
“As páginas dêste livro foram escritas sem nervos e sem paixão. Procura-se focar nelas a obra do
dr. Oliveira Salazar — o estadista que é, sem favor, a melhor criação e, ao mesmo tempo, o melhor
símbolo duma tentativa de governar Portugal sem Rei, nem Roque.”
3032 — LEAL (Cunha).- A TÉCNICA E AS TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS CONTEMPORÂNEAS. Lisboa. 1933. [Sociedade Nacional de Tipografia]. In-8.º de IV-XIV-234-II págs. B.
Um dos mais invulgares livros do autor.
3033 — LEAL (Fernando).- REFLEXOS E PENUMBRAS. Traducções de Victor Hugo e versos
originaes. Lisboa. Typ. de J. H. Verde. 1880. In-8.º de VIII-242-9-I págs. B.
O livro abre com uma dedicatória em prosa “A Victor Hugo” seguido de um longo texto intitulado
«Paris Méconnu».
Extensa dedicatória do autor para Luiz Botelho. Com uma mancha na capa da brochura e desconjuntado.
[229]
3042 - ver pág. 231
Invulgar livro de poesias de Fernando Leal, natural de Margão na antiga Índia Portuguesa.
Capa da brochura anterior com um rasgão, mas completa; manchas devidas à acidez do papel
e desconjuntado.
3035 — LEAL (Gomes).- À MOCIDADE. Poesia recitada na noite de 4 de novembro de 1905,
em Coimbra, na festa academica de Recepção aos Novatos. Coimbra. Typographia França Amado.
1906. In-8.º de 37-I págs. B.
A poesia é antecedida de uma extensa carta do poeta a José d’Arruela. Invulgar.
3036 — LEAL (Gomes).- À MORTE DE ALEXANDRE HERCULANO. Preito á memoria do
grande escriptor por occasião do seu obito em 13 de setembro de 1877. Lisboa. 1877. In-8.º peq.
de 14-II págs. B.
3046 - ver pág. 233
3034 — LEAL (Fernando).- RELAMPAGOS. Porto. Livraria Civilisação de Eduardo da Costa
Santos - Editor. MDCCCLXXXVIII. In-8.º de IV-268 págs. B.
Poesia muito invulgar.
3037 — LEAL (Gomes).- O ANTI-CHRISTO. Primeira parte - Christo é o Mal. Lisboa. Typographia Elzeviriana. 1884. In-8.º gr. de 372 págs. E.
Primeira edição de uma das obras de maior repercussão da bibliografia do notável poeta que foi Gomes
Leal. Rara.
Revestido de excelente encadernação à amador e com as capas da brochura conservadas.
3038 — LEAL (Gomes).- O ANTI-CRISTO. Segunda edição do poema refundido e completo,
e acrescentado com As Teses Selvagens. Aillaud & Cª. Lisboa. 1907. In-8.º esguio de XVIII-497-I págs. E.
3039 — LEAL (Gomes).- ANTOLOGIA POÉTICA. Escolha e comentário de Francisco da Cunha
Leão e Alexandre O’Neill. Guimarães Editores. [Lisboa. 1970]. In-8.º gr. de 204-II págs. B.
Excelente antologia, integrada na «Colecção Poesia e Verdade».
3040 — LEAL (Gomes).- ARIOSTO — ORLANDO FURIOSO. Versão de Gomes Leal.
Lisboa. Livraria Bertrand — Editora. 1889. In-4.º gr. de 23-I págs. B.
É apenas a versão do Primeiro Canto do poema, único publicado. Raro.
3041 — LEAL (Gomes).- CAÇA DA HIDRA. Aos estudantes portuguezes. Lisboa. 1882.
Typographia Popular. In-4.º de 8 págs. B.
Interessante, áspera e rara poesia de Gomes Leal.
Dedicatória para Fernandes Costa assinada por Gomes Leal.
3042 — LEAL (Gomes).- A CANALHA. Lisboa. Typographia Universal. 1873. In-8.º gr.
de 7-I págs. B.
Um dos raros opúsculos em verso de Gomes Leal. Primeira edição. (ver gravura na pág. 230)
3043 — LEAL (Gomes).- CARTA AO BISPO DO PORTO - O Jesuita e o Mestre Escóla.
Lisboa. Empreza da História de Portugal. 1901. In-8.º gr. de 36 págs. B.
Edição original deste violento poema dirigido a D. António Barroso, Bispo do Porto, desterrado
e exilado pela posição que assumiu aquando da Lei da Separação entre o Estado e a Igreja.
[231]
3045 - ver pág. 233
Nesta obra, Gomes Leal, “com rara energia e excepcional imaginação anatematiza toda a civilização
e todo o progresso humano e faz o elogio entusiástico do selvagem”. Segunda edição, luxuosa, em
papel couché, edição onde pela primeira vez aparecem «As Teses Selvagens».
Dedicatória do “auctor” para a redacção de um jornal. Bem executada encadernação com cantos
e lombada em pele, esta com nervos e muitos ferros a ouro, tendo conservadas as capas da brochura.
Fulminante carta em verso de um dos grandes poetas do seu tempo dedicada a Pascoaes, Jaime
Cortesão e Corrêa de Oliveira.
3045 — LEAL (Gomes).- CLARIDADES DO SUL. Lisboa. Braz Pinheiro - Editor. 1875. In-8.º
de 281-II-VII-I-V-I págs. E.
Primeira e rara edição desta obra poética, importante entre todas as de Gomes Leal.
Boa encadernação à amador, apresentando conservadas as capas da brochura.
(ver gravura na pág. 232)
3065 - ver pág. 235
3044 — LEAL (Gomes).- CARTA AOS CRISTÃOS E ÁS FERAS. Profecia do Seculo XX.
Lisboa. [S.d]. In-4.º de 16 págs. B.
3046 — LEAL (Gomes).- CLARIDADES DO SUL. Segunda edição (revista e augmentada).
Lisboa. Empreza da Historia de Portugal. 1901. In-8.º de 349-I págs. E.
Edição invulgar, ilustrada com um retrato do poeta.
Tem conservadas as capas da brochura e está bem encadernado à amador. (ver gravura na pág. 232)
3047 — LEAL (Gomes).- A DUQUEZA DE BRABANTE. Versos. Traducção franceza de Henry
Faure. 1902. Livraria Editora Guimarães & C.ª. Lisboa. In-8.º peq. de 9-III págs. B.
Edição bilingue, bastante rara.
3048 — LEAL (Gomes).- O ESPELHO DA MARQUEZA. Folhetim. [S.d.]. B.
Raro escrito em prosa publicado em rodapé de 18 números de jornal não identificado.
3049 — LEAL (Gomes).- O ESTRANGEIRO VAMPIRO. Carta a El-Rei D. Carlos I. 1897.
Empresa Litteraria Lisbonense Libanio & Cunha. Lisboa. In-4.º peq. de 60-II pág. B.
3050 — LEAL (Gomes).- A FILHA DE MILTON. [Imp. Commercial. S.d. 1908?]. In-8.º gr.
de IV págs. B.
Rara folha volante com uma bela poesia datada de “Lisboa, 8 de Dezembro de 1908”.
3051 — LEAL (Gomes).- FIM DE UM MUNDO. Satyras Modernas. Porto. Livraria Chardron.
1899. In-8.º de XVII-436 págs. E.
Poesias antecedidas de uma extensa «Carta ao Dr. Campos Salles» e encerradas com «Autopsia
Final», escritos subscritos por Gomes Leal. Primeira e muito estimada edição de um dos melhores
livros do poeta.
Esmerada encadernação com cantos e lombada em pele; conserva as capas da brochura e está aparado
apenas à cabeça.
3052 — LEAL (Gomes).- A FOME DE CAMÕES. (Poema em 4 cantos). Lisboa. Editores
Empreza Litteraria Luso-Brazileira de A. Souza Pinto... MDCCCLXXX. [Typ. Occidental.
Porto]. In-8.º gr. de LXIII-III págs. B.
São muito invulgares os exemplares desta primeira edição.
3053 — LEAL (Gomes).- GOMES LEAL. Editorial Cervantes. Barcelona. [S.d.]. In-8.º peq.
de 69-XI págs. B.
Antologia integrada na colecção «Las Mejores Poesías (Líricas) de los Mejores Poetas», sendo este
um dos exemplares do primeiro milhar.
[233]
3061 - ver pág. 235
Violento opúsculo em verso, em que Gomes Leal se dirige a D. Carlos denunciando “uns homens que
o cercam e aconselham, aves de mau agouro e pilhagem!” Muito invulgar.
Assinatura antiga na capa da brochura.
Primeira e rara edição das várias que imediatamente se lhe seguiram.
Com manchas de acidez.
3055 — LEAL (Gomes).- HEREJE. Carta á Rainha a Senhora D. Maria Pia ácerca da queda
dos thronos e dos altares. Quarta edição. Á venda na Livraria de Viuva Campos Junior. Lisboa.
1881. In-8.º gr. de 68 págs. B.
Quarta edição desta notável carta em verso do grande poeta que foi Gomes Leal, vindo nesta edição
as «Opiniões da Imprensa» estampadas nas últimas páginas.
3071 - ver pág. 237
3054 — LEAL (Gomes).- O HEREJE. Carta á Rainha a Senhora D. Maria Pia ácerca da queda
dos thronos e dos altares. Á venda na Livraria de Viuva Campos Junior. Lisboa. 1881. In-8.º gr.
de 47-I págs. B.
3056 — LEAL (Gomes).- OS HEROES DA PAZ. 1890. Imprensa Minerva. Lisboa. In-8.º gr.
de 8 págs. B.
São raros os exemplares desta inflamada poesia de Gomes Leal.
3057 — LEAL (Gomes).- HISTORIA DE JESUS PARA AS CRIANCINHAS LEREM. Lisboa.
1883. [Imprensa Nacional]. In-8.º peq. de VIII-128 págs. E.
Primeira, muito cuidada e rara edição destas belas poesias de Gomes Leal.
Excelente encadernação à amador, só de leve aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
3058 — LEAL (Gomes).- HISTORIA DE JESUS PARA AS CRIANCINHAS LEREM. 2ª edição.
Lisboa. Empreza da Historia de Portugal. 1900. In-8.º peq. de VIII-128 págs. E.
Edição invulgar e muito cuidada.
Revestido de boa encadernação à amador, tendo conservadas as capas da brochura.
Esta quarta edição apresenta um prefácio inédito de Gomes Leal e uma carta de Teófilo Braga.
Bem encadernado à amador e com as capas da brochura preservadas.
3060 — LEAL (Gomes).- KRÚGER E A HOLLANDA. Porto. Livraria Moreira - Editora. 1901.
In-8.º gr. de 23-I págs. B.
Opúsculo em verso, antecedido de um texto em prosa. Primeira edição.
3061 — LEAL (Gomes).- MEFISTÓFELES EM LISBOA. Lisboa. Livraria Editora Guimarães
& Cª. 1907. In-8.º de 156-IV págs. E.
Edição primeira deste estimado livro de poesia de Gomes Leal, poeta consagrado pelos do seu tempo,
“Formidável e irregular, a sua obra deixa transparecer (...) um verdadeiro génio lírico e a mais requintada estética do verso seu contemporâneo em português (...) operou a passagem da fase ultra-romântica
para a fase simbolista e pós-simbolista. Pela sua violência visionária, é considerado um percursor do
Surrealismo”, segundo palavras retiradas do «Pequeno Dicionário de Autores de Língua Portuguesa» de
Fernanda Frazão e Maria Filomena Boavida.
Boa encadernação à amador e capas da brochura resguardadas. (ver gravura na pág. 234)
3062 — LEAL (Gomes).- MEMORIAS D’UMA EPOCHA MALDITA. I - O SENHOR DOS
PASSOS DA GRAÇA. (II - MEMORIAS DE SUA REVERENDISSIMA). Editor - José Augusto
d’Almeida. S. Pedro do Sul. Proprietaria - A Empreza Editora d’A Voz da Beira. 1912. 2 vols.
In-8.º gr. de 371-I e 509-I págs. E.
Raríssima edição destas duas obras de Gomes Leal, de que Vitorino Nemésio se ocupa no seu livro
«O Destino de Gomes leal»: “A segunda parte deste díptico [«Memorias de Sua Reverendissima»],
.../...
[235]
3069 - ver pág. 237
3059 — LEAL (Gomes).- HISTORIA DE JESUS PARA AS CREANCINHAS LEREM. Composição e impressão Casa Catolica de Almeida & Miranda. Lisboa. [S.d]. In-8.º de XXIV-146-II págs. E.
impressa em S. Pedro do Sul, foi queimada à ordem do Governador Civil de Viseu antes de circular.
Parece que apenas se salvou um exemplar, em poder de Gomes Monteiro, amigo muito dedicado à
memória e à obra do poeta, de que era o maior colecionador”.
Boas encadernações à amador.
3063 — [LEAL (Gomes)].- OS MYSTERIOS DA EGREJA. Versão de Gomes Leal. 1889.
Empreza Luso-Brazileira Editora. 2 vols. In-4.º gr. de 368 e 624 págs. E. em 1.
Célebre obra de Léo Taxil e Karl Milo, numa rara tradução do poeta Gomes Leal. Com numerosas
gravuras nas páginas do texto.
Encadernação da época, com a lombada em pele.
3064 — LEAL (Gomes).- A MORTE DE LILI. Cedida pelo auctor a favor dos socios da Liga
das Artes Graphicas do Porto que luctam com falta de trabalho. Porto. Typ. da Empreza Litteraria e Typographica. 1891. In-8.º gr. de 12-IV págs. B.
Bela poesia de Gomes Leal, muito rara nesta sua primeira edição.
3065 — LEAL (Gomes).- A MORTE DO ATHLETA. Porto. Typ. de A. J. da Silva Teixeira.
1883. In-8.º peq. de 23-I págs. B.
São raros os exemplares deste poema. (ver gravura na pág. 234)
3066 — LEAL (Gomes).- A MORTE DO REI HUMBERTO E OS CRITICOS DO “FIM D’UM
MUNDO”. Lisboa. 1900. In-8.º de 102 págs. B.
Com a transcrição de cartas de Teófilo, Ramalho, Trindade Coelho, Alberto Pimentel, Abel Botelho,
etc. Primeira edição, pouco frequente.
3072 — LEAL (Gomes).- PATRIA E DEUS E A MORTE DO MÁO LADRÃO. 1.º Milhar.
Lisboa. 1914. In-8.º de 64 págs. E.
Exemplar do primeiro milhar, pouco frequente.
Encadernado á amador e com as capas da brochura resguardadas.
3073 — LEAL (Gomes).- POESIAS ESCOLHIDAS. Introdução: Destino de Gomes Leal, por
Vitorino Nemésio. Lisboa. [S.d.]. In-8.º de CXVI-199-I págs. B.
A valiosa «Introdução» de Vitorino Nemésio ocupa 97 das páginas iniciais. Invulgar.
3074 — LEAL (Gomes).- PROTESTO D’ALGUEM. Carta ao Imperador do Brazil. Porto.
1889. In-4.º de 15-I págs. B.
Carta em verso, por várias vezes reeditada no mesmo ano de 1889. Capa da brochura artisticamente
ilustrada a cores (E. Menezes) e com um retrato do autor impresso em folha própria assinado Roque
Gameiro. Primeira edição. Dedicatória assinada “O auctor”.
3075 — LEAL (Gomes).- “REMORSO TARDIO”. Um soneto de Gomes Leal revelado e anotado por João de Castro Osório. Academia Portuguesa de Ex-Libris. MCMLVIII. [Tipografia da
Escola Profissional de Santa Clara, em Vila do Conde]. In-8.º de 28-IV págs. B.
Com uma caricatura de Gomes Leal por Leal da Câmara. Separata do «Boletim da Academia Portuguesa de Ex-Libris», com tiragem limitada a 150 exemplares numerados e rubricados por João de
Castro Osório. Dedicatória autógrafa de João de Castro Osório para Alexandre Vieira.
3076 — LEAL (Gomes).- O RENEGADO. A Antonio Rodrigues Sampaio. Carta ao velho pamphletario sobre a perseguição da Imprensa. Lisboa. 1881. In-8.º gr. de 65-III págs. B.
3067 — LEAL (Gomes).- A MULHER DE LUTO. Processo ruidoso e singular. Lisboa. Livraria
Central de Gomes de Carvalho, editor. 1902. In-8.º de 202-II págs. E.
Da «Nota» final: “Á hora de se imprimir a ultima folha d’esta publicação o velho presidente do ministerio, o homem de quem aqui nos occupámos, renegado das suas convicções d’outrora, o perseguidor
da imprensa, pela qual se elevou, de que é decano e presidente honorario pediu a sua demissão, não
tendo o pejo de recuar perante o parlamento, ao qual teria que dar contas. (...)” Primeira e rara edição
deste violento escrito em verso.
3068 — LEAL (Gomes).- A MULHER DE LUTO. Processo ruidoso e singular. POLYANTHÉA. Prefácios de Boavida Portugal, Fernando Reis e Luis Cebola. 2ª edição, ilustrada.
Lisboa. Livraria Central, Editora. 1924. In-4.º de XXXII-192 págs. E.
3077 — LEAL (Gomes).- A REVOLUÇÃO EM HESPANHA E OS FUSILAMENTOS. Carta
ao exercito portuguez. Lisboa. 1883. In-8.º de 31-I págs. B.
Primeira edição, muito invulgar, de um dos mais célebres e lidos trabalhos poéticos de Gomes Leal.
Revestido de boa encadernação à amador, tendo preservadas as capas da brochura.
Edição especialmente estimada pelos prefácios que apresenta e ainda pelos numerosos retratos e reproduções de desenhos de Rafael Bordalo Pinheiro, Leal da Câmara, Francisco Valença, Jaime Cortesão,
Castañé, etc., estampados em folhas à parte.
Bem encadernado e com as capas de brochura preservadas.
3069 — LEAL (Gomes).- NOVAS VERDADES CRUAS. Famalicão. Tipografia “Minerva”.
1916. In-8.º gr. de 28 págs. B.
“O primeiro número d’esta publicação, pelo facto de conter verdades cruas que versam sôbre a Religião e a Moral, é pela sua contextura religiosa, conspícua, cáustica, e severa. (...)” Cremos que só este
número foi publicado. (ver gravura na pág. 236)
3070 — LEAL (Gomes).- [OBRAS]. Editores e datas diversas. 4 obras ou vols. e folhetos In-8.º B. e E.
Com os seguintes títulos: «O Hereje. Carta á Rainha», 3.ª edição; «A Traição. Carta a El-Rei D. Luiz»,
2.ª edição»; «O Tributo de Sangue», 2.ª edição; «Verdades Cruas», com falta dos quatro últimos
números dos 32 que constituem a colecção completa, estando estes números em encadernação colectiva.
3071 — LEAL (Gomes).- A ORGIA. Publicação mensal. Politica, Litteratura, Costumes, de
Gomes Leal. Carta a El-Rei de Hespanha sobre a União Iberica. Primeiro numero. Fevereiro de
1882. [Lisboa. Typographia Popular]. In-8.º peq. de 98-II págs. B.
Raríssima publicação, de que só foi publicado este número.
Frontispício com pequenos defeitos. (ver gravura na pág. 236)
[237]
Raro opúsculo em verso.
3078 — LEAL (Gomes).- O SENHOR DOS PASSOS DA GRAÇA. Memorias de um Revoltado.
Lisboa. Empreza da Historia de Portugal. 1904. In-8.º de 335-I págs. E.
Gomes Leal falando deste seu livro: “(...) n’uma coisa bastante asisáda e sã o diálho do romance
prima: - é nas venêtas e fúrias demolidoras de cortar cerce por muitas gafeiras e bástas mazélas,
málhas pôdres e ruíns marioleiras de trúz, e outras trampolinices de marca, que a gente vê por ahi
e que é um louvar a Deus!...Ah! bemdito marmeleiro (...)”. Gomes Lel foi, segundo Vitorino Nemésio,
“o nosso mais estranho génio poético e vital depois de Camões”.
Com as capas de brochura conservadas e excelentemente encadernado.
3079 — LEAL (Gomes).- A SENHORA DA MELANCOLIA. Avatares de um Ateu. Livraria
Moderna Editora. Lisboa. 1910. In-8.º de 23-I págs. B.
Poema místico, ilustrado com pequenas vinhetas. Edição original, ilustrada na capa da brochura e nas
páginas do texto.
3080 — LEAL (Gomes).- A SENHORA DVQVESA DE BRABANTE. Plaqvette comemorativa da inavgvração do Mavsolév do Poeta Gomes Leal. XVII de Dezembro de MCMXXV.
[Tipografia Torres. Lisboa]. In-8.º gr. de 19-I págs. B.
A poesia aparece antecedida de um texto de Humberto Pelágio e de um excerto das «Memórias» de
Raul Brandão. Tiragem confinada a 1000 exemplares.
[238]
3081 — LEAL (Gomes).- SERENADAS DE HYLARIO NO CEO. Phantasia mystica em um
acto. Imprensa Economica. Vila Franca de Xira. [S.d.]. In-8.º de II-56-VIII-II págs. E.
Muito interessante trabalho de Gomes Leal, que tem como motivo principal o célebre boémio coimbrão.
Primeira edição. Invulgar.
Com excelente encadernação e as capas da brochura conservadas.
3082 — LEAL (Gomes).- TRAÇOS BIOGRAPHICOS DE ALVES CORREIA. Lisboa. Instituto
Geral das Artes Graphicas. 1893. In-4.º peq. de 16 págs. B.
Com um bom retrato de Alves Correia em gravura aberta em madeira. Raro.
3083 — LEAL (Gomes).- A TRAIÇÃO. Carta a El-Rei D. Luiz sobre a venda de Lourenço
Marques. Livraria Portugueza e Franceza de Viuva Campos Junior. Lisboa. 1881. In-8.º peq.
de 32 págs. B.
Muito rara primeira edição das publicadas deste arrebatado poema de Gomes Leal.
3084 — LEAL (Gomes).- A TRAIÇÃO. Carta a El-Rei D. Luiz sobre a venda de Lourenço Marques.
Quarta edição Correcta e augmentada com a critica da imprensa às tres edições anteriores e a
resposta do auctor á mesma critica e seguida de uma poesia inedita do Ex.mo Sr. Guilherme
Moniz Barreto. Livraria Portugueza e Franceza de Viuva Campos Junior. Lisboa. [S.d.]. In-8.º
de 68 págs. B.
Inflamada e violenta carta em verso de Gomes Leal acerca de um assunto que, ao tempo, acordou por
inteiro os sentimentos patrióticos dos portugueses.
3085 — LEAL (Gomes).- O TRIBUTO DE SANGUE. Lisboa. Typographia Democratica.
1873. In-8.º de 8 págs. B.
Opúsculo em verso contra a Lei de Recrutamento e uma das primeiras e mais raras publicações do
poeta.
Dedicatória do autor para Luciano Cordeiro.
3086 — LEAL (Gomes).- TROÇA Á INGLATERRA. Porto. Typographia Elzeviriana. 1890.
In-8.º gr. de 32 págs. B.
Violenta poesia contra a Inglaterra, rara nesta sua primeira edição.
Com a folha de anterrosto solta e um rasgão na margem das três últimas folhas.
3087 — LEAL (Gomes).- VERDADES CRÚAS. Composto e impresso na Typographia do
Commercio. Lisboa. [S.d.]. 32 opúsculos In-8.º gr. B.
É a colecção completa destes violentos opúsculos do autor de «Claridades do Sul», cada um dos quais
com título independente, todos marcados pela corajosa frontalidade deixada por Gomes Leal em toda
a sua obra em poesia e prosa.
Todos em brochura mas conservados num estojo-encadernação, com cantos e lombada em pele.
3088 — LEAL (Gomes).- VISCONDE DO RIO SADO. 1896. [Redacção, Administração
e Typographia. Lisboa]. In-8.º gr. de 14 págs. B.
São muito raros os exemplares desta biografia, ilustrada com um bom retrato do Visconde do Rio Sado.
3089 - ver pág. 240
3089 — LEAL (José Francisco).- INSTITUIÇÕES // OU // ELEMENTOS // DE // FARMACIA,
// Extrahidos dos de Baumé, e reduzi- // das a novo methodo pelo Doutor // JOZÉ FRANCISCO
LEAL // Lente de Materia Medica, e de Ins- // tituições Medico-Cirurgicas na Uni- // versidade
de Coimbra, para uso das // suas Prelecções Academicas, e em // beneficio dos Alumnos de
Medicina // e Farmacia da mesma Universidade, // illustradas e acrescentadas com a vi- // da do
.../...
[240]
3091 - ver pág. 243
3093 - ver pág. 243
sobredito Professor, e publicadas // POR // MANOEL JOAQUIM HENRIQUES // DE PAIVA.
// Medico em Lisboa, &c. // LISBOA // NA OFFICINA DE ANTONIO GOMES // ANNO M.
DCC. XCII. In-8.º de IV-481-V págs. E.
Livro raro e importante na sua especialidade e de cujo autor, natural do Rio de Janeiro, apresenta um
bom retrato gravado em chapa de cobre. Publicada postumamente por Manuel Joaquim Henriques de
Paiva e antecedida da «Noticia da Vida e Obras do Doutor Jozé Francisco Leal Lente de Medicina
em Coimbra».
Encadernação em pele, da época, cansada. (ver gravura na pág. 239)
3090 — LEAL (Raul).- A “APASSIONÁTA” DE BEETHOVEN E VIÂNA DA MÓTA.
Coimbra. Typographia França Amado. 1909. In-8.º gr. de 16 págs. B.
“A propósito da audição da «Apassionáta» no Teátro-Circo Principe Reál de Coimbra, em 7 de Junho
de 1909” por Viana da Mota, cuja execução Raul Leal discute e de que discorda. Folheto invulgar,
publicado com o nome completo do autor: Raul d’Oliveira Sousa Leal. (ver gravura na pág. 214)
3091 — LEAL (Raul).- LE DERNIER TESTAMENT - I. ANTÉCHRIST ET LA GLOIRE DU
SAINT-ESPRIT. Hymne-Poëme Sacré. Portvgalia Editora. Lisboa. [1920]. In-8.º de 39-I págs. B.
Primeira edição. Raul Leal foi colaborador de «Portugal Futurista», «Centauro», «Orpheu», «Presença», etc.
Livro classificado por Fernando Guimarães como um dos mais destacados livros de poesia aparecidos
naquele ano.
Boa edição em papel de linho, adornada com um retrato do autor.
Original capa da brochura, ilustrada por Albert Van Hœrtre de Telles Machado, onde aparece o pseudónimo do autor: Henoch.
Dedicatória autógrafa do poeta. (ver gravura na pág. 241)
3092 — LEAL (Raul).- O ESPECTRO DO MAL. O Provedor da Assistencia e o Conceito
Jacobino de Caridade. Tip. Ass. Com. Tip. [1926]. Folha com 35 x 44 cm.
Manifesto extremamente raro e violento, denunciado o procedimento de Lino Gameiro como Provedor
da Assistência num caso protagonizado por D. Maria Clementina Relvas, Condesse de Podentes. Com o
seguinte início: “É provedor da Assistencia um tal Lino Gameiro que, segundo nos consta, ha bem poucos anos era apenas o dono de uma taberna onde transformava vinhos em mixordias insuportaveis com
que envenenava o proximo, sendo essa a sua primeira manifestação de «espirito altamente caritativo»”.
3093 — LEAL (Raul).- PARA OS SORDIDOS ESTUDANTES DE LISBOA. Imo. - R. Diario
de Noticias, 61. [S.d.]. Folha com 17 x 38.5 cm.
Manifesto raríssimo sobre o livro «Sodoma Divinisada», onde, a certo ponto Raul Leal afirma: “E são
esses pulhas, esses theotonios de merda que nem merecem que se lhes escarre no focinho, são eles
que andam para ahi a prégar moral á maneira ignobil de frei Tomaz. Muitos dos estudantes — sei-o de
boa fonte — que foram ao Governo Civil requerer a apreensão do meu livro «Sodoma Divinisada»
e «Canções» de Antonio Boto, tinham acabado de sair da alcova com os homens de quem são «souteneurs»! Isso seria extraordinariamente ridiculo se não fosse antes profundamente reles.”
(ver gravura na pág. 242)
3094 — LEAL (Raul).- O SENTIDO ESOTÉRICO DA HISTÓRIA. (Coordenação, prefácio e
notas de PINHARANDA GOMES). Livraria Portugal. Lisboa. 1970]. In-8.º gr. de 59-V págs. B.
Texto de Raul de Oliveira de Sousa Leal, “Henoch”, com interesse para o estudo da revista «Orpheu».
Separata do boletim «A Propriedade Urbana», com reduzida tiragem de 300 exemplares.
3095 — LEAL (Raul).- SODOMA DIVINISADA. Lisboa. «Olisipo» - Editores. 1923. In-8.º gr.
de 26-IV págs. B.
Primeira edição de um contestado trabalho de Raul Leal, apreendido aquando da sua publicação por
influência do jornal «Época», da Igreja, e de um grupo de estudantes, o que suscitou o aparecimento
de manifestos de Raul Leal e Fernando Pessoa. Muito raro.
[243]
3103 - ver pág. 247
3096 — LEAL (Raul).- SODOMA DIVINISADA. Contraponto. [Tip. Gráfica Sintrense. Portela.
1961]. In-8.º gr. de IV-18-I págs. B.
“Leves reflexões teometafísicas sobre um artigo” de Álvaro Maia publicado na revista «Contemporânea», vindo no fim, “António Botto e o sentido íntimo do ritmo”. O livro de Raul Leal originou
uma célebre polémica em que interveio Fernando Pessoa. Muito restrita edição de 300 exemplares
numerados e assinados por Luís Pacheco, tendo em separado a reprodução de um desenho de Mário
Eloy retratando Raul Leal.
3097 — LEAL (Raul).- SODOMA DIVINIZADA. Organização, introdução e cronologia
de Aníbal Fernandes. Hiena Editora. [Lisboa. 1989]. In-8.º de 157-V págs. B.
Do frontispício: “uma polémica iniciada por FERNANDO PESSOA a propósito de ANTONIO
BOTTO, e também por ele terminada, com ajuda de Álvaro Maia e Pedro Teotónio Pereira (da Liga
de Acção dos Estudantes de Lisboa)”.
3098 — LEAL (Raul).- UMA LIÇÃO DE MORAL AOS ESTUDANTES DE LISBOA E O
DESCARAMENTO DA EGREJA CATHOLICA. Por Raul Leal (Henoch). [No fim: Typographia - Rua do Diario de Noticias, 61]. Dim. 35 x 45 cm.
Extenso e violento manifesto de Raul Leal pertencente à polémica causada pelo aparecimento do livro
«Sodoma Divinisada», livro que, com «Canções» de António Botto, causou grande escândalo nos
meios intelectuais e religiosos da época. Extremamente raro.
3099 — LEAL JÚNIOR (José da Silva Mendes).- ELOGIO HISTORICO DO VISCONDE
D’ALMEIDA GARRETT, recitado na sessão publica da Academia Real das Sciencias em 19
de Novembro de 1856. Segunda edição. Lisboa. Typographia da Academia. 1878. In-fólio de
IV-12 págs. B.
São bastante invulgares os exemplares deste «Elogio» de Garrett.
3100 — LEÃO XIII.- CANCIONEIRO DE LEÃO XIII, ou os versos latinos e italianos de Sua
Santidade postos em rima portugueza e precedidos da sua biographia pelo Pe. Joaquim José
d’Abreu Campo Sancto. Edição commemorativa do Jubileu Pontifical. Manuel Malheiro Editor.
Porto. Typ. Occidental. 1837 - 1887. In-4.º de CCIV págs. inums. B.
Rica e muito bela edição das poesias do Papa Leão XIII, em excelente e muito encorpado papel, com
todas as páginas circundadas de belas molduras artisticamente decoradas de vinhetas tipográficas com
impressão a várias cores. Com um retrato fotográfico de Leão XIII. O texto do padre Campo Santo
ocupa 86 páginas.
Lombada defeituosa.
3101 — LEÃO (Duarte Nunes de).- CRÓNICAS DOS REIS DE PORTUGAL, reformadas pelo
Licenciando... Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida. 1975. Lello & Irmão - Editores.
Porto. In-4.º gr. de XXXVI-1010 págs. E.
Excelente edição em papel bíblia, com fac-símiles de portadas de edições primitivas das obras incluídas.
Da colecção «Tesouros da Literatura e da História».
Encadernação editorial imitando pele, com decoração dourada na lombada e nas pastas.
3102 — LEÃO (Duarte Nunes de).- DESCRIPÇÃO // DO REINO // DE // PORTUGAL, // EM
QUE SE TRATA DA SUA ORIGEM, // Producçoens, das Plantas, Mineraes, e Fru- // ctos: com
huma breve noticia de alguns // Heróes, e tambem Heroinas, que se // fizerão distintos pelas suas
vir- // tudes, e valor. // ... // SEGUNDA EDIÇÃO // LISBOA: // NA OF. DE SIMÃO THADDEO
FERREIRA. // ANNO M.DCC.LXXXV. In-8.º de XX-376-II págs. E.
Segunda e muito invulgar edição desta estimada e importante obra clássica.
Encadernação inteira em pele, da época.
[245]
3105 - ver pág. 247
3103 — LEÃO (Duarte Nunes de).- LEIS EXTRAVA // GANTES COLLEGIDAS E // RELATADAS PELO LICENCIADO // DVARTE NVNEZ DO LIAM PER MANDADO // do muito
alto & muito poderoso // Rei DOM SEBASTIAM. // nosso Senhor. // [grande xilogravura com
as armas reais de Portugal] // Com Priuilegio Real. // Em Lisboa per Antonio Gonçaluez. //
Anno de M.D.LXIX. In-fólio de IV-218-XVI ff. a que se segue, enc. no mesmo volume e com
rosto independente:
——— ANNOTAÇÕES SOBRE AS // ORDENAÇÕES DOS CINQVO LIVROS, // que pelas
leis extrauagantes são // reuogadas ou interpretadas. // Item os casos das mesmas extrauagantes
per que os julgadores // são obrigados a deuassar. // Pelo Licenciado Duarte Nunez do Lião. //
[a mesma gravura que vem no corpo principal da obra] // Em Lisboa per Antonio Gonçaluez. //
Anno M.D.LXIX. In-fólio de 8 ff. nums.
Composição em caracteres redondos e itálicos, esmaltada de inúmeras letras capitais de fantasia de
várias dimensões esculpidas em madeira.
Raríssima e valiosa edição quinhentista deste importantíssimo documento para a história da legislação
portuguesa, constituindo também um notável espécime da tipografia portuguesa de quinhentos,
espécime que mereceu de D. Manuel II francos elogios ao tratar, exaustivamente da obra e do seu
autor no seu monumental trabalho bibliográfico. António Gonçalves, notável impressor português do
seu tempo, “se não teve títulos honoríficos, cabe-lhe uma glória especial: a de ter sido dos seus prelos
que saíu, em 1572, a primeira edição de “Os Lusíadas”. As «ANNOTAÇÔES» têm no fim a assinatura
autógrafa de Nunes de Leão.
Com falta de VI ff. finais com: DETERMINAÇÕIS // QVE SE TOMARAM PER MAN- // dado del
Rey nosso senhor, sobre as duuidas que auia // antre os Prelados, & Iustiças ecclesiasticas. Nem
Anselmo nem D. Manuel referem estas «Determinações», publicadas sem qualquer registo tipográfico.
Com um restauro marginal na última folha, único defeito digno de nota, dado que são extremamente
raros os exemplares em bom estado de obras destinadas a intenso e continuado uso.
Encadernação inteira de pergaminho, antiga mas não contemporânea da edição, com dourados na
lombada e frisos também a ouro em ambas as pastas. (ver gravura na pág. 244)
3104 — LEÃO (Duarte Nunes de).- LEIS EXTRAVA // GANTES COLLEGIDAS E // RELATADAS PELO LICENCIADO // DVARTE NVNEZ DO LIAM...
Outro exemplar da mesma obra e edição, tendo fotocopiadas as ff. prels. 1 e 2 e 199 a 218.
Encadernação inteira em pele maleável, da época.
3105 — LEÃO (Duarte Nunes de).- ORIGEM // E // ORTHOGRAPHIA // DA // LINGUA
PORTUGUEZA, // ... // Obra util, e necessaria, assim para bem es- // crever a lingua Portugueza,
como a Latina, // e quaesquer outras que da Latina // tem origem: // Com hum Tractado dos
Pontos das Clausulas. // NOVA EDIÇAÕ // Correcta, e emendada. // LISBOA, // NA TYPOGRAFIA ROLLANDIANA. // 1784. In-8.º de XV-I-346-VI págs. E.
Primeira edição reunindo num só volume a «Origem da Lingoa Portugueza» e a «Orthographia da
Lingoa Portugueza». Com um «Prologo do Editor», que, segundo Inocêncio, “pelo estylo me parece
ser da penna de Antonio Lourenço Caminha”. Invulgar.
Excelente encadernação à amador, nova. (ver gravura na pág. 246)
3106 — LEÃO (Francisco).- O MERCADOR DE ILUSÕES seguido das Notas de um Valdevinos.
Edições Momento. [Lisboa. S.d.]. In-8.º de 134 [nums. centro e trinta e quatro]-VI págs. B.
Da carta-prefácio de Teixeira de Pascoaes: “Acabo de ler os seus diálogos. Feriu-me logo o seu estilo
conciso e vivo. É um escritor de raça que se revela, dum modo determinante. A sua pena é de aço
fino, — escrevendo, grava.”
3107 — LEÃO (José Barbosa).- ANALYSE DO ORÇAMENTO OU A QUESTÃO FINANCEIRA RESOLVIDA. Systema de Economias e Reformas por meio das quaes se extinguirá
o deficit sendo igualada a receita e a despeza no Orçamento para o anno economico de
1869 a 1870, com pequeno sacrificio para todos com notavel melhoramento de muitos serviços
.../...
[247]
3109 - ver pág. 249
e sem prejuizo de nenhum. Porto. Typographia de António José da Silva Teixeira. 1868. In-8.º
gr. de 631-III págs. B.
O livro foi escrito porque “O sentimento e a voz publica, em suas differentes manifestações, mostram
que o paiz se considera em circumstancias extremamente criticas, e que, como era natural, são geraes
as aspirações para que se conjurem os perigos que o ameaçam.”
3108 — [LEI QUINHENTISTA SOBRE A SUCESSÃO DOS MORGADOS]. “Dada nesta
Cidade de Coimbra aos cinco dias. do mes de Nouembro, de M.D.LXXXXV. Annos”. IV págs.
inums. B.
Raríssima lei filipina sobre a sucessão dos Morgados.
Com um corte de traça na margem interior das folhas.
3109 — LEIRIA (Mário Henrique).- CONTOS DO GIN-TONIC. Editorial Estampa. [Lisboa.
1973]. In-8.º de 181-III págs. B.
Segundo Osvaldo Silvestre, Mário-Henrique Leiria é “Uma das figuras mais emblemáticas do movimento surrealista português (Lisboa, 1923-1980) pela forma como desposou não apenas a sua estética
mas sobretudo a sua ética, com consequências directas no plano da existência. A sua intervenção, que
se reparte pelas artes plásticas e pela escrita, destaca-se inicialmente pelos manifestos e práticas de escrita
colectiva com que se anuncia entre nós o surrealismo, integrando, com Mário Cesariny, António Maria
Lisboa, Pedro Oom, Carlos Eurico da Costa e Cruzeiro Seixas, o Grupo Surrealista Dissidente (terá
sido, aliás, em 1952 o autor do Manifesto Colectivo dos Surrealistas Dissidentes, texto que parece
ter-se perdido)”. “Este é o primeiro livro que tenta publicar em Portugal”, livro de muito invulgar
aparecimento no mercado, mormente nesta sua primeira edição, dada a lume na colecção «Novas
direcções». (ver gravura na pág. 248)
3110 — LEIRIA (Mário Henrique) & PEREIRA (Henrique Risques).- MAIS UM CADÁVER.
[13-12-51 - R. G. L.] Folha com IV págs. inums. B.
Escrito “a propósito do aparecimento em canêta do Sr. Dr. Gaspar Simões da expressão “amigos
surrealistas” na crítica pelo mesmo senhor feita, no “Diário Popular” de 5 do corrente, à mais recente
“aparição” literária de Eugénio de Andrade, “AS PALAVRAS INTERDITAS””. Referido por Maria
de Fátima Marinho em «O Surrealismo em Portugal». Raríssima folha volante, de que se tiraram
apenas 150 exemplares. (ver gravura na pág. 250)
3111 — LEIRIA (Mário Henrique) & VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- PARA BEM
ESCLARECER AS GENTES QUE AINDA ESTÃO À ESPERA, OS SIGNATÁRIOS VÊM
INFORMAR QUE: se tornaram pessoas honradas e estão à espera de alguns netos (...) desejariam tornar-se normalmente assíduos aos chás dos Senhores Doutores Mário Dionísio, Delfim
Santos e Da Costa Braga. O Doutor José Augusto França já tem menos que esperar já têm por
aí um peixe frito e que, mantendo vão fazer dez experiências. Lisboa - Outubro de 1951 Mário
Henrique Leiria, Mário Cesariny de Vasconcelos. 5-10-51 - Relevo Gráfico, Lda. Lisboa.
Folha avulsa em papel de cor medindo 11,5 x 22,5 cm.
Curiosa folha volante a juntar às colecções surrealistas, de que se imprimiram 500 exemplares, folha
a que não encontramos qualquer referência. (ver gravura na pág. 251)
3112 — LEIS DE REFORMA DE ALGUNS ARTIGOS DA CARTA CONSTITUCIONAL EM
1885. Lisboa. Imprensa Nacional. 1888. In-8.º gr. de 21-I págs. B.
Com importância para a história das Cartas Constitucionais portuguesas.
Com dois picos de traça que atravessam o opúsculo.
3113 — LEITÃO (Joaquim).- O VARRE-CANÊLHAS. Novela transmontana. Segunda edição,
da Companhia Portuguêsa Editora. Porto. 1921. In-8.º de 254 págs. B.
Novela publicada pela primeira vez na «Ilustração Transmontana».
Capa da brochura mal cuidada e com manchas de acidez.
[249]
3110 - ver pág. 249
3114 — LEITÃO (Luís Veiga).- CICLO DE PEDRAS. Portugália Editora. Lisboa. [1964].
In-8.º gr. de XXXIX-I-104-II págs. B.
Os poemas aparecem antecedidos de um extenso e importante estudo de Fernando Guimarães intitulado «Significado e Estrutura da Poesia de Luís Veiga Leitão».
Volume integrado na «Colecção Poetas de Hoje», colecção que em muito prestigiou a cultura de
língua portuguesa.
3115 — LEITÃO (Luís Veiga).- LATITUDE. Poemas. 1950. [Imprensa do Douro. Régua].
In-4.º de 91-III págs. B.
Primeiro livro do autor, bastante raro, acompanhado de uma carta de Ferreira de Castro. Desenhos de
Luís Veiga Leitão.
Dedicatória do punho do poeta para Laureano Barros.
3116 — LEITÃO (Luís Veiga).- NOITE DE PEDRA. Poemas de... Porto. 1955. [Empresa
Industrial Gráfica do Porto, Lda.] In-8.º de 58-II págs. B.
Ilustração de Augusto Gomes e arranjo gráfico de Amândio Silva. Tiragem limitada a 250 exemplares.
Valorizado com dedicatória do autor.
3117 — LEITÃO (Mateus Homem).- DE IVRE // LVSITANO // TOMVS PRIMVS. // IN TRES
VTILES TRACTATVS DIVISVS. // I. De Grauaminibus. 2. De Securitatibus. // 3. De Inquisitionibus. // OPVS VNIVERSIS IVRIVM PROFESSORIBVS // vtile, & in foro versantibus
maxime necessarium. // AUCTORE MATTÆO HOMEM LEITAÕ, OLIM BRACHA- // rensis
Curiæ Primatialis Senatore, nunc S. Inquisitionis Conimbricen- // sis Consultore Deputato. //
ILLVSTRISSIMO D. AMPLISSIMO QVE PRÆSVLI // D. FRANCISCO DE CASTRO in
Regnis, & Dominijs Portugal- // liæ INQVISITORI GENERALI dicatus. // ... // CONIMBRICÆ. // Ex officina EMMANVELIS de CARVALHO Vniuersitatis // Typographi. Anno Domini
M.DC.XLV. In-4.º gr. de XII-490-XVI págs. E.
No frontispício avulta o brasão de armas do Inquisidor Geral D. Francisco de Castro, aberto em chapa
de cobre. Primeira das duas edições registadas por Barbosa Machado.
Natural de Braga, Mateus Homem Leitão foi “laureado com as insignias doutoraes na Academia
Conimbricense. Sendo Desembargador da Relaçaõ Ecclesiastica de Braga, foy provido em Promotor
da Inquisiçaõ de Coimbra, donde passou a Deputado da mesma Inquisiçaõ, depois a Inquisidor de
Evora (...) e ultimamente de Coimbra (...)”.
Encadernação inteira de pergaminho mole, da época, com defeitos na pasta da frente. Com algumas
manchas antigas. (ver gravura na pág. 253)
3118 — LEITE (Duarte).- ÀCERCA DA «CRONICA DOS FEITOS DE GUINEE». 1941.
Livraria Bertrand. Lisboa. In-4.º de 269-III págs. B.
Estudo aprofundado acerca da célebre crónica, “a mais imperfeita de quantas nos legou Zurara, não
obstante não se lhe deva pedir senão o que nela quis pôr, a saber, narrativas de incursões armadas dos
portugueses na Guiné, e suas conseqüencias.”
3119 — LEITURA DE HOJE. Editorial, Lda. Lisboa. [S.d.]. 4 números In-8.º peq. B.
Com as seguintes novelas: Nº 1. «Alma que Volta», por Henrique Lopes de Mendonça; 3. «Os Castelinhos», por Carmen Marques; 4. «Ciume de Lobo», por Sousa Costa; 5. «Cada Mulher é um Mundo»,
por Lourenço Cayola.
3120 — LEMOS (Ester de).- A ‘CLÉPSIDRA’ DE CAMILO PESSANHA. - Notas e reflexões.
1956. Livraria Tavares Martins. Porto. In-8.º de 188-II págs. B.
3111- ver pág. 249
Trabalho redigido para servir de Dissertação de Licenciatura da autora em Filologia Românica.
Invulgar.
[252]
3117 - ver pág. 252
3124 - ver pág. 255
3125 - ver pág. 255
3121 — LEMOS (Ester de).- RAPARIGA. Romance. Prefácio de António Ferro. 1949. Livraria
Tavares Martins. Porto. In-8.º de 293-III págs. B.
Primeira edição do livro de estreia de Ester de Lemos, saudado por António Ferro no prefácio que
para ele escreveu.
Ilustrações e capa a cores de Madalena Cabral.
3122 — LEMOS (Fernando).- POEMAS DE FERNANDO LEMOS. [Imprensa Libanio da Silva.
Lisboa. S.d.]. In-8.º gr. de 31-I págs. B.
Volume 3.º da «Colecção Solar», em tiragem total de 40 exemplares numerados e só 20 deles destinados ao comércio. Autor referido por Maria de Fátima Marinho em «O Surrealismo em Portugal»,
3123 — LEMOS (Fernando).- TECLADO UNIVERSAL e outros Poemas. Com um Prefácio de
Jorge de Sena. Livraria Morais Editora. Lisboa. 1963. In-8.º gr. de 126-II págs. B.
Jorge de Sena afirma que o autor, “transcendendo as fronteiras pela sua arte plástica, se liberta do
pequeno círculo verbal em que a maioria dos poetas, em Portugal, se empresta mùtuamente, e a quem
acotovela na rua, uma ilusão de humanidade. E é assim que, em Teclado Universal e outros poemas,
continua a ser tão português, da única maneira autêntica que tem havido de sê-lo: a raiva de pertencer-se a uma língua que tem servido para tudo, menos para libertar quem se serve dela”. Integrado na
colecção «Círculo de Poesia».
3124 — LEMOS (João de).- CANCIONEIRO DE JOÃO DE LEMOS. Lisboa. Escriptorio do
Editor. 1858-1866. 3 vols. In-8.º de XI-I-260, VII-I-273-III e 277-III págs. B.
Edição completa do estimado e muito invulgar «Cancioneiro de João de Lemos», relevante figura das
letras e política da época. A obra reparte-se da seguinte forma: primeiro volume, «Flores e Amores»;
segundo volume, «Religião e Patria»; terceiro volume, «Impressões e Recordações».
(ver gravura na pág. 254)
3125 — LEMOS (João de).- O TIO DAMIÃO. Poemeto lyrico. Coimbra. Editor - José Mesquita.
[1887]. In-8.º de 147-I págs. B.
São muito invulgares os exemplares deste livrinho de João de Lemos Seixas Castelo Branco, natural
da Régua, fundador do jornal poético «O Trovador». Capa da brochura com uma ilustração alegórica.
(ver gravura na pág. 254)
3126 — LEMOS (Maximiano).- GOMES COELHO E OS MEDICOS. Pôrto. Tip. a vapor da
«Enciclopédia Portuguesa». 1922. In-8.º de IV-104-II págs. B.
Interessante estudo sobre Júlio Diniz, ilustrado com diversos retratos impressos em separado.
Camiliano.
3127 — LEMOS (Maximiano).- HISTÓRIA DA MEDICINA EM PORTUGAL. Doutrinas
e Instituições. Prefácio da Professora Drª Maria Olívia Rúber de Meneses. Organisação dos
índices: Professora Drª Maria Olívia Rúber de Meneses e Drª Amélia Ricon Ferraz. Publicações
Dom Quixote / Ordem dos Médicos. Lisboa. 1991. 2 vols. In-4.º peq. de 265-III e 398-II págs. B.
Reedição de uma obra basilar para o estudo da história da Medicina Portuguesa, cujo autor deixou
publicados “mais de uma centena de trabalhos — uns de menor, outros de maior fôlego como é o caso
das monumentais biografias de Amato, Zacuto Lusitano e Ribeiro Sanches — e constitui um todo
imprescindível para a compreensão do nosso passado.”
3128 — LEMOS (Maximiano).- A MEDICINA NO “CANCIONEIRO DE GARCIA DE
RESENDE”. Porto. Tip. da “Enciclopédia Portuguesa Ilustrada”. 1920. In-4.º peq. de 53-III págs. B.
Muito restrita separata dos «Arquivos de História de Medicina Portuguêsa».
[255]
3131 - ver pág. 257
3129 — LEMOS (Merícia de).- ROSA ROSAE. Poemas. Desenhos de Vieira da Silva. Guimarães Editores. [Lisboa. 1958]. In-8.º gr. de 56-IV págs. B.
Os desenhos de Vieira da Silva aparecem impressos em plena página. Volume bastante invulgar,
integrado na «Colecção Poesia e Verdade». Merícia de Lemos, nascida em Moçambique, deixou
publicados vários e estimados livros de poesia.
3130 — LEONARDO COIMBRA. Testemunhos dos seus Contemporâneos. 1950. Livraria
Tavares Martins. Porto. In-4.º de 428-II págs. B.
Boa edição ilustrada em folhas à parte, colaborada por Teixeira de Pascoaes, José Régio, Hernâni
Cidade, Américo Durão, Mário Beirão, A. Corrêa d’Oliveira, Sousa Costa, Aarão de Lacerda, Damião
Peres, A. Casais Monteiro, Sant’Anna Dionísio e muitos outros.
3131 — [LEÓNIDAS (António Carlos)].- ANTOLOGIA DA MODERNA POESIA PORTUGUESA. Organizada por A. C. L. e prefaciada por Campinas de Figueiredo. Tipografia da
Atlântida. Coimbra. 1941. In-8.º gr. de 16 págs. B.
Pedro Veiga, «Os Modernistas Portugueses», 4.º volume: “Este opúsculo publicado em papel de embrulho
cinzento (...) é da autoria do então estudante António Carlos Leónidas.
“É uma charge espirituosa à poesia de alguns vates das modernas escolas, cujo nome foi propositadamente
alterado de modo a despertar a hilariedade. (...) A par de poetas mal definidos e de outros que se podem
considerar malogrados, o pastiche envolvia na mesma paródia os presencistas e os seus adversários
da contra-corrente neo-realista, os quais, como se sabe, se degladiavam então muito razoàvelmente,
assomadíssimos e altamente preocupados com os destinos da Arte e da sua autenticidade.
“E assim se encerrou mais um episódio da boémia académica e se enriqueceu a história literária de
Coimbra.” (ver gravura na pág. 256)
3132 — LER. Jornal de Letras, Artes e Ciências. Administração: Publicações Europa-América.
Lisboa. 1952-1953. 19 + 1 números In-fólio em 1 vol. E.
Trata-se da colecção completa deste influente jornal dirigido por Lyon de Castro, colecção que inclui
um raro Suplemento ao nº 3. Escolhida colaboração de Afonso Duarte, Álvaro Salema, Alves Redol,
António José Saraiva, António Quadros, António Sérgio, Branquinho da Fonseca, Cabral do Nascimento, Carlos de Oliveira, David Mourão-Ferreira, Delfim Santos, Eugénio de Andrade, Fernando
Lopes Graça, Fernando Namora, Ferreira de Castro, Gaspar Simões, Guilherme de Castilho, Ilse Losa,
Irene Lisboa, Jaime Cortesão, João de Freitas Branco, Joel Serrão, José Gomes Ferreira, José Régio,
Luís Francisco Rebelo, Manuel Mendes, Maria Archer, Miguel Torga, Ramos Rosa, Saul Dias, Teixeira
de Pascoaes, Vergílio Ferreira, Vitorino Nemésio e muitos outros. Profusamente ilustrado.
Encadernação com a lombada em pele.
3133 — LESAGE.- HISTORIA DE GIL BRAZ DE SANTILHANA, por Lesage. Traduzida
livremente em portuguez. Nova edição enriquecida com estampas. Lisboa. Typographia Lisbonense. 1850. 4 vols. In-8.º gr. E. em 2.
Edição especialmente interessante pelas 16 perfeitas litografias que a adornam.
Encadernações com as lombadas em pele, da época.
3134 — LESSER (Arlene T.).- LA PASTORELA MEDIEVAL HISPÁNICA: PASTORELAS Y SERRANAS GALAICO-PORTUGUESAS. Editorial Galaxia. [Vigo. 1970]. In-8.º gr. de 179-V págs. B.
“En esta tesis se estudia con notable lucidez el tema apenas explorado de las pastorelas y serranas
galaico-portuguesas, capítulo interesante de nuestra poesía medieval, y se destaca la singular importancia de la que la autora llama “escuela compostelana”, cuya figura sobresaliente es el trovador Joan
Airas.” Obra dada a lume pela «Fundación Penzols».
Com alguns sublinhados a lápis.
3135 — LEZAMETA (Rafael Alcobia).- VERSOS D’UM CONTEMPORANEO. Prefacio de
Gomes Leal. 1906. Imprensa Libanio da Silva. Lisboa. In-8.º gr. de VIII-112 págs. B.
O prefácio de Gomes Leal ocupa duas das páginas preliminares. Muito invulgar.
[257]
3144 - ver pág. 260
3136 — LICHNOWSKY (Príncipe Félix).- PORTUGAL. Recordações do ano de 1842. Prefácio
e Notas por Castelo Branco Chaves. Edições Ática. [Lisboa. S.d.]. In-4.º de 276-IV págs. B.
“O autor deste livro não era um artista nem um escritor de superiores recursos, mas na multidão de
viajantes que descreveram a nossa terra e a nossa gente apenas Beckford realizou uma obra com categoria literária. O livro, porém, lê-se com grande proveito e prazer, oferecendo ao português de hoje um
curiosíssimo quadro de Portugal de há cem anos.” Livro integrado na colecção «Portugal visto pelos
Estrangeiros». Ilustrado com 5 gravuras impressas em folhas próprias.
3137 — LIMA (Alexandra Cerveira Pinto S.).- CASTRO LABOREIRO: Povoamento e organização
de um território serrano. Cadernos Juriz - Xures. 1. [Editores: Instituto da Conservação da Natureza Parque Nacional da Peneda-Gerês - Câmara Municipal de Melgaço. 1996]. In-4.º gr. de 154-II págs. B.
Muito interessante estudo monográfico ilustrado com fotografias a cores e a negro e desenhos nas
páginas do texto. A investigação inseriu-se nos trabalhos para dissertação de Mestrado em Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo sido nesta edição muito desenvolvido.
3138 — LIMA (Américo Pires de).- A EVOLUÇÃO DO TRANSFORMISMO. Dissertação de
concurso para o lugar de 2.º assistente de Sciências Biológicas da Faculdade de Sciências do
Pôrto. Pôrto. Tip. da «Enciclopédia Portuguesa». 1912. In-8.º gr. de 133-III págs. B.
Um dos primeiros trabalhos publicados por este laborioso investigador que, ao longo de mais de
quatro décadas, deixou importante e vasta bibliografia abrangendo diversas áreas do conhecimento.
Este, de muito raro aparecimento no mercado, apresenta capítulos sobre Lamarck, Darwin e De Vries.
Dedicatória autógrafa do autor.
3139 — LIMA (Américo Pires de).- AS PLANTAS MEDICINAIS DO GERÊS. Porto. 1950.
[Tipografia Porto Médico, Lda]. In-4.º de 96 págs. B.
Importante espécie da bibliografia geresiana, dada a lume em separata dos «Anais da Faculdade de
Farmácia do Porto».
3140 — LIMA (Ângelo de).- POESIAS COMPLETAS. Organização, prefácio e notas de Fernando
Guimarães. Editorial Inova Limitada. [Porto. 1971]. In-8.º de 164-II págs. B.
Primeira edição das poesias de Ângelo de Lima, uma das mais estranhas e importantes vozes da poesia
modernista brasileira, um poeta que - disse-o Fernando Pessoa - “não sendo nosso, todavia se tornou
nosso”. O importante prefácio de Fernando Guimarães ocupa as págs. 13 a 27. Com reproduções de
desenhos de Ângelo de Lima, o fac-símile de um dos seus autógrafos e um seu retrato recuperado de
uma página da «Ilustração Portuguesa», cujo artigo se intitula «Um Poeta em Rilhafoles».
Dedicatória de Fernando Guimarães para Laureano Barros.
3141 — LIMA (Augusto César Pires de).- CANCIONEIRO POPULAR DE VILA-REAL.
Edição de Maranus. Pôrto. 1928. In-16.º de 239-I págs. B.
Recolha de mais de um milhar de quadras populares. Com um retrato de Luís Esteves de Aguiar.
3142 — LIMA (Augusto César Pires de).- A OBRA MISSIONÁRIA DOS PORTUGUESES.
Guimarãis. Tipografia Minerva Vimaranense. 1936. In-8.º de 63-I págs. B.
Conferência pronunciada no Liceu de Rodrigues de Freitas e publicada na «Revista de Guimarães»,
da qual se fez esta reduzida separata.
Assinado e datado no frontispício.
3143 — LIMA (Aureliano).- OS CÍRCULOS E OS SINAIS. Poemas. [Tipografia Guerra.
Viseu. 1974]. In-8º de 54-II págs. B.
Segundo dos vários livros de poesia de Aureliano Lima, cuja obra artística se desdobrou “através de
uma escultura de carácter classicizante (retratos e bustos de Pascoaes, Torga, Antero, Afonso Duarte,
Paulo Quintela, Mário Braga, Pessoa e outros)”, tendo sido “realmente um percursor no plano da
«escultura em ferro» de tendência geométrica e abstracta (...)”, segundo se lê no «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses».
[259]
3144 — LIMA (Aureliano).- RIO SUBJACENTE. poemas. Porto. 1963. [Tip. da Editorial
Domingos Barreira]. In-4.º de 60-IV págs. B.
Muito invulgar livro do escultor e poeta Aureliano Lima, distinguido com o Prémio «Galaica»,
estabelecido pela Livraria Galaica, do Porto e cujo júri era constituído por Óscar Lopes, David Mourão
Ferreira, Ramos Rosa, Egito Gonçalves e Alberto Uva.
Com dedicatória do autor para Laureano Barros. (ver gravura na pág. 258)
3145 — LIMA (Campos).- [OBRAS]. Editores e datas diversas. 8 obras em 9 vols. In-8.º B.
Conjunto formado pelas seguintes obras: «A Ceia dos Pobres, contraste á “Ceia dos Cardeais”», 1906;
«Gente Devota», romance, 1927, 2 vols.; «Os meus dez dias em Pariz», 1906; «A Monja», 1896;
«Nova Crença», 1901; «A Questão da Universidade (Depoimento d’um estudante expulso)», 1907;
«O Reino da Traulitânia», 2.ª edição; «O Romance do Amor».
3146 — LIMA (Fernando de Castro Pires de).- ADAGIÁRIO PORTUGUÊS. Selecção e Prefácio
de... Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho. Gabinete de Etnografia. 1963. [Lisboa].
In-8.º de 183-III págs. B.
Boa edição, integrada na «Colecção Cultura e Recreio».
3147 — LIMA (Henrique de Campos Ferreira).- GARRETT ESTUDANTE EM COIMBRA.
Figueira da Foz. Tipografia Popular. 1935. In-4.º de 29-III págs. B.
Estudo publicado em reduzida separata de «O Instituto».
Dedicatória do autor para Alfredo de Magalhães. Capa da brochura manchada.
3148 — LIMA (Henrique de Campos Ferreira).- NOTAS A PROPÓSITO DUMA POESIA INÉDITA DE GARRETT. «Coimbra Editora, Lda». 1931. [Coimbra]. In-4.º de 15-I págs. B.
Neste trabalho o autor dá notícia do paradeiro de uma boa parte dos originais autógrafos de Garrett.
Separata da revista «Biblos».
3149 — LIMA (J. A. Pires de).- A MEDICINA FORENSE EM PORTUGAL. Esboço historico
por Joaquim Alberto Pires de Lima. Porto. Typ. do «Porto Medico». 1906. In-4.º de XVI-88
págs. B.
São raros os exemplares deste valioso trabalho do então “Chefe de clinica da Escola Medico-Cirurgica
do Porto”, em edição em bom papel e de esmerada execução gráfica.
Dedicatória autógrafa do autor.
3150 — LIMA (J. M. do Rego).- THERMAS DO GEREZ. Noticia do Projecto de Estabelecimento Balneotherapico por... Lisboa. Imprensa Nacional. 1896. In-4.º peq. de 75-I págs. B.
Peça importante para a história daquele importante estabelecimento termal. Com duas estampas com
o projecto arquitectónico, em folhas desdobráveis de grande formato. Edição da «Revista de Obras
Publicas e Minas». Raro.
Capas da brochura com pequenas imperfeições.
3151 — LIMA (Jaime de Magalhães).- CIDADES E PAIZAGENS. Porto. Typ. de A. J. da Silva
Teixeira. 1889. In-8.º de XV-I-107-I págs. B.
Livrinho de viagem em forma de cartas, fazendo parte do índice as regiões do Minho e Douro e ainda
de numerosas cidades e lugares da Europa. É neste livro que o autor relata a sua visita a Leão Tolstoi.
Um dos primeiros trabalhos do autor, natural de Aveiro.
dedicatória autógrafa do autor.
3152 — LIMA (Jaime de Magalhães).- A DEMOCRACIA. Estudo sobre o Governo Representativo. Porto. Typ. de A. J. da Silva Teixeira. 1888. In-8.º de 72 págs. B.
Uma das publicações do autor de mais raro aparecimento no mercado.
[260]
3153 — LIMA (Jaime de Magalhães).- ESTUDOS SOBRE A LITTERATURA CONTEMPORANEA. Porto. Livraria Universal de Magalhães & Moniz. [1886]. In-8.º de XVI-207-I págs. B.
Com os seguintes capítulos: «Erros do individualismo», «Associação e concorrencia», «Introducção
ao estudo da colonisação scientifica», «Oliveira Martins», «Critica da paizagem», «Museus e bibliothecas», «O estudo do paiz» e «Amaral Cyrne».
Dedicatória do punho do autor para Joaquim António Gonçalves.
3154 — LIMA (João Paulo de Abreu e).- É JOÃO EANES O AUTOR DOS PAINÉIS DE
S. VICENTE DE FORA. [S.l.n.d. - 1974]. In-4.º de XVI págs. inums. B.
Curiosa achega para a famosa polémica que há tantos anos gira em torno dos painéis de S. Vicente.
Com ilustrações a negro e a cores. Separata da «Revista Gráfica».
3155 — LIMA (Luiz Caetano de).- GRAMMATICA // ITALIANA, // E // ARTE // PARA
APPRENDER // a Lingua Italiana por meyo da // Lingua Portugueza. // OFFERECIDA // Á SERENISSIMA // PRINCEZA // NOSSA SENHORA // ... // LISBOA OCCIDENTAL, // Na Officina
da CONGREGAÇAÕ DO ORATORIO. // ... // M.DCC.XXXIV. In-4.º de VIII-418-II págs. E.
É a primeira edição da Gramática Italiana de D. Luís Caetano de Lima, um dos sócios fundadores da
Real Academia de Historia Portuguesa e autor de vários trabalhos publicados uns e inéditos outros.
Adornada de letras capitais de fantasia e florões de enfeite e de remate em gravuras em madeira.
Invulgar.
Com um restauro na margem do frontispício e algumas manchas nas primeiras e últimas folhas.
Encadernação simples.
3156 — LIMA (Fr. Manuel de).- POLITICA // RELIGIOSA, // QUE TRADUZIO DE // CAS- //
telhano em Portuguez, // E offerece // AO M. R. P. M. // F. MIGUEL // DE TAVORA // LENTE DA
UNIVERSIDADE // de Coimbra, Reytor Provincial da // Ordem de N.P. Santo // Agostinho, &c. //
O Prègador Geral // FR. MANOEL DE LIMA // da mesma Ordem. [No fim: LISBOA OCCIDENTAL, // Na Officina de Mathias Pe- // reyra da Sylva, & Joaõ Antu- // nes Pedrozo. // Com todas as
licenças necessarias. // Anno M.DCC.XX]. In-16.º de XXVIII-118-II págs. E.
Muito raro voluminho que, segundo se lê na licença de Fr. José de Santo António, é “huma Carta, que
verdadeyramente, merece o titulo de Carta de Guia de Religiosos”.
Encadernação em pergaminho, da época. (ver gravura na pág. 261)
3157 — LIMA (Manuel de).- O CLUBE DOS ANTROPÓFAGOS. [Composto e impresso para
a editora Ulisseia pela Companhia Editora do Minho - Barcelos, em Março de 1965]. In-8.º
de 123-III págs. B.
Maria de Fátima Marinho: “A antropofagia ou o desejo dela é um fenómeno importante na obra de
Manuel de Lima. Não é por acaso que em 1965 ele publica uma peça de teatro intitulada O Clube dos
Antropófagos e em 1973 uma novela com o mesmo nome. (...)” Livro muito invulgar.
(ver gravura na pág. 263)
3156 - ver pág. 262
3158 — LIMA (Manuel de).- MALAQUIAS, ou a história de um homem bàrbaramente agredido.
Contraponto. [Lisboa. S.d. 1953]. In-8.º de 267-I págs. B.
Maria de Fátima Marinho, em «O Surrealismo em Portugal», trata muito demoradamente da obra de
Manuel de Lima e da sua importância no movimento surrealista em Portugal. Livro raro, primeiro
(e único?) da colecção «O Lugar e a Fórmula». (ver gravura na pág. 263)
3159 — LIMA (Manuel de).- UM HOMEM DE BARBAS. Prefácio de José de Almada Negreiros.
[Lisboa. 1944]. In-8.º gr. de 106-II págs. B.
“Como ficcionista, género em que se estreia com Um Homem de Barbas (1944), é à experiência
surrealista que vai buscar, segundo Óscar Lopes, o seu «absurdismo», experiência a que aderirá mais
.../...
[262]
3158 - ver pág. 262
francamente no teatro, nomeadamente na peça que escreve de parceria com Natália Correia, Sucubina
ou a Teoria do Chapéu (1952), e a que os autores chamam mesmo «peça surréaliste». Um pouco
esquecido e marginalizado, vá lá saber-se porquê, a sua primeira ficção mereceu extenso prefácio de
Almada Negreiros, um verdadeiro ensaio sobre personagens e seus mistérios, para explicar a obra que
introduz e a cujo propósito diz que Manuel de Lima «transporta-nos admiravelmente para o mundo da
ficção e de uma maneira girandolesca que é rara entre os nossos autores (...) servindo-se do realismo
para desfazer o próprio realismo». Prefácio e obra indispensáveis para quem quiser estudar o surrealismo tardio em Portugal”, in «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses».
Com desenhos e capa da brochura de Bernardo Marques.
3160 — LIMA (Matias).- CONVERSANDO COM AS SERRAS. Livraria Fernando Machado.
Porto. [1949]. In-8.º gr. de 44-II págs. B.
Livro de poesia, tendo na capa a reprodução de uma pintura com um aspecto da Serra do Gerês.
3161 — LIMA (Matias).- GEREZ. (Quadros e canções). Famalicão. Grandes Oficinas Gráficas
«Minerva». 1939. In-8.º de 133-I págs. B.
3162 — LIMA (Pedro de).- OCCASOS. Editor A. R. de Sousa e Silva, Porto, Typographia
Lusitana. 1867. In-8.º de 155-III págs. B.
Pedro Augusto de Lima, poeta nascido no Porto, a quem “os seus contemporâneos auguraram um lugar
de destaque nas letras portuguesas, sofreu a influência de Victor Hugo. “A sua poesia acusa, assim,
o realismo da escola sem contudo, abafar a força original do poeta e certos traços singulares da sua
escrita, que tocam, por vezes, o parnasianismo e, até, o simbolismo”; “Luciano Cordeiro apelidou-o de
«grande pensador e poeta»; Sampaio Bruno sublinhou os seus «laivos da grandiosidade sombria»,
a sua «excepcional organização poética», a «expressão singular e rara» segundo recordam as palavras
de Maria da Graça Moreira de Sá na «Enciclopédia Verbo das Literaturas Portuguesas». Muito invulgar.
3157 - ver pág. 262
3163 — LIND (Georg Rudolf).- ESTUDOS SOBRE FERNANDO PESSOA. Imprensa
Nacional-Casa da Moeda. [1981] In-8.º gr. de 489-III págs. B.
Primeira edição colectiva de muitos e notáveis trabalhos dispersos por volumes e revistas, de há muito
inacessíveis ao público interessado. Esgotado.
3164 — LIND (Georg Rudolf).- FERNANDO PESSOA PERANTE A PRIMEIRA GRANDE
GUERRA. Com Duas Poesias inglesas inéditas de FERNANDO PESSOA. Lisboa. 1972. In-4.º
de 30-II págs. B.
As poesias de Pessoa, muito extensas, vêm no fim do opúsculo. Rara separata da Revista ‘Ocidente’.
3165 — LIND (Georg Rudolf).- TEORIA POÉTICA DE FERNANDO PESSOA. Editorial Inova.
Porto. [1970]. In-8.º de 350-II págs. B.
Primeira edição portuguesa de uma das mais importantes obras da bibliografia passiva de Fernando
Pessoa, dada a lume na exigente «Colecção Civilização Portuguesa».
3166 — A LINGUA PORTUGUESA. Revista de Filologia. Publicação mensal para o estudo,
divulgação e defesa da Língua Portuguesa. Director: Rodrigo de Sá Nogueira. Lisboa. 1929-1939. 5 vols. In-4.º B.
Revista filológica de alto interesse, colaborada por muitos dos mais responsáveis estudiosos da nossa
língua: Abílio Roseira, Afonso do Paço, Agostinho de Campos, Agostinho Fortes, Alfredo Pimenta,
Antenor Nascentes, António da Costa Leão, Armando de Matos, Armando Sousa Gomes, Baltasar
Lopes, Cardoso Marta, Carlos de Passos, Cláudio Basto, Eduardo António Pestana, F. Falcão Machado,
F. Rodrigues Gonçalves, Fidelino de Figueiredo, Frazão de Vasconcelos, Hernâni Cidade, J. A. Pires
de Lima, João Tavares, João Couto, João Ribeiro, João da Silva Correia, Jorge Guimarães Daupiás,
José da Cunha Saraiva, José Joaquim Nunes, José Maria Rodrigues, José de Sá Nunes, Leite de
.../...
[264]
3167 — LINK (Henrich Friederich).- VOYAGE EN PORTUGAL, DEPUIS 1797 JUSQU’EN
1799. Suivi d’un Essai sur le Commerce du Portugal, Traduit de l’Allemand. A Paris, Chez Levrault,
Schoell et C.gnie. Libraires. An XII. - 1803. 2 vols. In-8.º gr. de XVI-431-I e IV-395-I págs. E.;
——— HOFFMANSEGG (Comte de).- VOYAG EN PORTUGAL, Par M. Le... Rédigé par
M. Link, Et faisant suite à son Voyage dans le même Pays. A Paris, Chez Levrault, Schoell
et C.gnie. Libraires. An XIII. - 1805. In-8.º gr. de IV-VII-I-337-I págs. E.
3175 - ver pág. 267
Vasconcelos, Luís Chaves, Manuel Múrias, Oliveira Simões, Pedro Batalha Reis, Raul Machado,
Rebelo Gonçalves, Ricardo Jorge, Rocha Madahil, Rodrigo de Sá Nogueira, Rodrigues Lapa,
Saavedra Machado, Silva Ramos, Vasco Botelho do Amaral e Xavier Fernandes, entre outros. Com
um volume de Homenagem a Leite de Vasconcelos. Colecção completa, muito pouco frequente.
Encadernações com as lombadas em carneira.
É a primeira edição francesa da célebre obra do grande naturalista alemão, aparecida pela primeira vez
na sua língua em 1802 e a seguir em Londres, no mesmo ano.
A obra integra o volume com a viagem de Hoffmansegg, a quem Link acompanhou ao nosso país. Rara.
Com falta do Mapa de Portugal, em folha desdobrável. Encadernações da época, com bonitas lombadas,
mas danificadas.
3168 — LINS (Álvaro).- ENSAIO SOBRE CAMÕES E A EPOPEIA COMO ROMANCE HISTÓRICO. Brasília Editora. 1972. [Porto]. In-8.º gr. de 98-IV págs. B.
Disse Jacinto do Prado Coelho que o autor, neste trabalho, voltou “a encontrar aquela sóbria e fina
inteligência, que muito admiro desde Eça de Queiroz e as primeiras páginas do Jornal de Crítica”.
Edição em bom papel, ilustrada em folhas à parte.
“Entre a ditadura salazarista e a subserviência dos dirigentes do Itamarati Álvaro Lins não teve um só
momento de dúvida: foi o porta-voz da dignidade brasileira.
“Neste livro de amor ao Brasil, a Portugal e à liberdade, o grande escritor brasileiro nos relata o dia-a-dia
de sua experiência como Embaixador em Lisboa, que teve o clímax com o dramático episódio do exílio
concedido ao General Humberto Delgado e demonstra como o sentimentalismo de uns e o oportunismo
de outros pôs a perder a dignidade nacional em face da intransigência, da incompreensão e da má vontade
que a ditadura portuguêsa manifesta ante tudo o que diga respeito à liberdade e aos direitos humanos.”
3170 — LIPPE (Conde de Schaumbourg).- INSTRUÇOENS // GERAES // RELATIVAS
A VARIAS PARTES // essenciaes // DO SERVIÇO DIARIO // para o Exercito // DE //
S. MAGESTADE // FIDELISSIMA // Debaixo do mando // DO ILLUSTRISSIMO, E EXCELLENTISSIMO SENHOR // CONDE REINANTE // DE SCHAUMBOURG LIPPE // Marechal
General dos Exercitos do mesmo Senhor, e // General em Chéfe das Tropas Auxiliares de // Sua
Magestade Britanica. // LISBOA, // Na Officina de MIGUEL RODRIGUES, // ... // M. DCC.
LXII. In-4.º peq. de II-49-I págs. E.
Tem no fim um manuscrito também de natureza militar, de autor não nomeado, constituído por I-81
folhas: “Livro emq. se copeão // todas as ordens q. se distri- // buiraõ para o Exercito, que // se compoz
das Tropas das tres // Provincias do Porto, Traslos Mon-// tes, e Minho tendo o seu // primeiro acampamento no // Campo de Braga, // donde este prin- // cipia no // anno de // 1762”.
Encadernação em pergaminho mole.
3171 — LISBOA (António Maria).- ERRO PRÓPRIO. Conferência-manifesto. Edição do autor.
1952. [Casa Minerva. Coimbra]. In-8.º gr. de 30-II págs. B.
Um dos poucos e raros trabalhos publicados por um dos mais destacados surrealistas portugueses,
manifesto este dedicado a Henrique Risques Pereira, Cesariny e Pedro Oom. “Principal manifesto do
surrealismo português”, assim é classificado este livro pelos autores do «Dicionário Cronológico de
Autores Portugueses» (ver gravura na pág. 266)
[265]
3171 - ver pág. 265
3169 — LINS (Álvaro).- MISSÃO EM PORTUGAL. 1974. Centro do Livro Brasileiro. Lisboa.
In-8.º gr. de XXIII-III-534-IV págs. B.
Segunda edição, valorizada com um originalíssimo Prefácio de outro grande representante do Surrealismo português.
3173 — LISBOA (António Maria).- EXERCÍCIO SOBRE O SONHO E A VIGÍLIA DE ALFREDO
JARRY seguido de O SENHOR CÁGADO E O MENINO. [Lisboa. 1958?]. In-8.º de 34-II págs. B.
Texto pela primeira vez publicado após a prematura morte do autor, na colecção surrealista “A Antologia em 1958”, organizada por Mário Cesariny. Acerca desta obra e segundo se lê no «Dicionário
Cronológico de Autores Portugueses», “António Maria Lisboa insiste de novo nos fenómenos
ocultistas e esotéricos, havendo aqui uma incidência obsessiva no problema da morte e dos mortos.”
Edição de restrito número de exemplares. (ver gravura na pág. 268)
3178 - ver pág. 267
3172 — LISBOA (António Maria).- ERRO PRÓPRIO, seguido de OPERAÇÃO DO SOL e de
ALGUNS PERSONAGENS. Prefácio de Mario Cesariny. Guimarães Editores. [Lisboa. 1962].
In-8.º de 87-IX págs. B.
3174 — LISBOA (António Maria).- ISSO ONTEM ÚNICO. Contraponto. [Lisboa. 1953].
In-4.º peq. de 35-I págs. B.
Livro “na sua maior parte constituído por textos em prosa de características eminentemente surrealistas. É preconizada a unificação dos contrários e o fim da distinção Homem-Mulher, em busca do
andrógino ideal. É neste livro que António Maria Lisboa mais faz apelo aos fenómenos esotéricos
e ocultistas”, segundo palavras transcritas do «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses».
Primeira edição, de muito limitado número de exemplares. (ver gravura na pág. 270)
3175 — LISBOA (António Maria).- OSSÓPTICO. Edição do autor. 1952. [Nova Casa Minerva.
Coimbra]. In-8.º gr. de XVIII págs. inums. B.
Um dos primeiros trabalhos de António Maria Lisboa, iniciador do movimento surrealista em Portugal
e um dos seus mais representativos seguidores. De muito limitada tiragem. (ver gravura na pág. 266)
Volume antológico publicado na magnífica «Colecção Poesia e Verdade», onde a faceta ocultista
e esotérica do autor é revelada como aspecto original no movimento surrealista português.
3177 — LISBOA (António Maria).- O SENHOR CÁGADO E O MENINO. [Assírio & Alvim.
1994-1995]. Plaquete In-8.º gr. de IV págs. B.
Texto num cartão de Boas Festas da Assírio & Alvim, com uma explicação de como Luís Pacheco
o recuperou correndo “pelos ferro-velhos e pelos depósitos do lixo da cidade até encontrar a «verdadeira letra» de António Maria Lisboa num amontoado de papéis rasgados. Foi Mário Cesariny quem
depois organizou o puzzle, página a página, até ao livro. (...)
“Estes pedaços de texto que aqui se reproduzem [em fac-símile] foram colados, emoldurados e oferecidos por Cesariny a Vieira da Silva (...)”, lendo-se ainda no texto explicativo que “A poesia e a escrita
foram o sentido único da vida de António Maria Lisboa” e que, “quando morreu, em 1953, o seu pai
ocupou-se a rasgar um a um os seus escritos.”
3178 — LISBOA (António Maria).- UMA CARTA. Colecção série negra. A Antologia em 1958.
[Sociedade Industrial Gráfica. Lisboa. S.d.]. In-4.º peq. de VIII págs. B.
Rara edição de uma importante carta de António Maria Lisboa para Mário Cesariny, “Sem data expressa.
Recebido em 28-4-1950”. (ver gravura na pág. 268)
3179 — LISBOA (António Maria).- A VERTICALIDADE E A CHAVE. Contraponto. [S.l.n.d.].
In-4.º de VIII págs. inums. B.
“Três anos depois da morte do autor é que é publicado o texto A Verticalidade e a Chave, originariamente
destinado a ser o prefácio da tradução de Cesariny de Une Saison en Enfer, de Rimbaud. Neste pequeno
ensaio há particular incidência nos temas ocultista (a estrela de sete pontas) e nos poderes infernais das
trevas.” Como todas as edições «Contraponto» também esta deve ter sido de muito reduzida tiragem.
[267]
3173 - ver pág. 267
3176 — LISBOA (António Maria).- POESIA. Seleccionada por Mário Cesariny. Guimarães
Editores. [Lisboa. 1962]. In-8.º gr. de 73-V págs. B.
3180 — LISBOA (Eugénio).- JOSÉ RÉGIO. Nota bio-bibliográfica, exame crítico e bibliografia.
Livraria Tavares Martins. Porto. 1957. In-8.º de 201-I págs. B.
Edição ilustrada com reproduções de desenhos de José Régio, autógrafos, fotografias, etc. Integrado
na colecção «Poetas de Ontem e de Hoje».
3181 — LISBOA (Eugénio).- O SEGUNDO MODERNISMO EM PORTUGAL. Instituto de
Cultura e Língua Portuguesa. Ministério da Educação. [Lisboa. 1984]. In-8.º de 152 págs. B.
“A geração do segundo modernismo português, herdando a «loucura» e o tumulto dos homens do
Orpheu, entendeu por outro lado resistir e durar, impondo-se uma disciplina artística e crítica. Há em
todos os seus participantes um solo comum: o amor genuíno à arte como arte, o gosto da independência
e da liberdade interior, o horror ao dirigismo crítico e ao dogmatismo doutrinário, a tónica posta nos
valores intemporais, uma vocação pedagógica evidente.”
Segunda edição. Trabalho dado a público na «Biblioteca Breve».
3182 — LISBOA (Eugénio).- VINTE E CINCO NOTAS DO TEXTO. Imprensa Nacional-Casa
da Moeda. Lisboa. 1987. In-4.º de 234-X págs. B.
Alguns dos capítulos do livro: «A «presença» e a ficção»; «O teatro de Jorge de Sena»; «Os antinatais
de Jorge de Sena»; «José Régio e Reinaldo Ferreira»; «Camões, a Ilha de Moçambique e nós»; «Uma
claridade de sombras e de luzes»: «A «Obra Poética» de David Mourão-Ferreira»; «João Gaspar
Simões, atirador solitário»; «”Homenagem a Fernando Pessoa” por um poeta de língua inglesa»:
«Charles Eglington»; «João Gaspar Simões: José Régio e a História do Movimento da «presença», etc.
3183 — LISBOA (Irene).- APONTAMENTOS. Lisboa. 1943. [«Gráfica Lisbonense»]. In-8.º
de 282-IV págs. B.
É a edição original deste interessante livro de pequenas e variadas crónicas, género em que Irene
Lisboa mais vincou a sua rica personalidade de escritora.
Assinado na parte superior do frontispício.
3184 — LISBOA (Irene).- COMEÇA UMA VIDA. Novela ilustrada por Maria Keil do Amaral.
Seara Nova. Lisboa. 1940. [Gráfica Lisbonense]. In-8.º de 134-IV págs. B.
Primeira edição de um dos primeiros livros de Irene Lisboa - este ainda publicado sob o pseudónimo
João Falco - autor considerado como um dos mais originais do nosso tempo. Invulgar.
3185 — LISBOA (Irene).- CRÓNICAS DA SERRA. Livraria Bertrand. [Lisboa. S.d. - 1960?].
In-8.º de 229-III págs. B.
Primeira edição de um dos livros de Irene Lisboa, onde perpassam “recordações de acontecimentos
vulgares, de pessoas que passaram pela sua experiência sofrida, de ambientes e lugares esquecidos
que a autora aqui aflora, sem qualquer preconceito metamoralístico, na amargura comunicativa do seu
estilo, aparentemente fácil, capaz, porém, de tecer páginas da sedução e pureza, testemunhadas em
«Crónicas da Serra»”.
Capa da brochura ilustrada por Alice Jorge.
3186 — LISBOA (Irene).- EDUCAÇÃO. Palestra proferida no salão do «Grupo dos Modestos»
do Pôrto... Lisboa. «Seara Nova». 1944. In-8.º de 31-I págs. B.
Dos Cadernos da «Seara Nova», sendo este muito invulgar.
3187 — LISBOA (Irene).- ESTA CIDADE! Lisboa. 1942. [Gráfica Lisbonense]. In-8.º
de 427-III págs. B.
Um dos estimados e invulgares livros de Irene Lisboa, João Falco por pseudónimo, nome de raras
qualidades na literatura portuguesa contemporânea. Capa da brochura ilustrada por Ilda Moreira.
Com uma interessante e muito rara carta-circular impressa publicitando o livro, assinada por Irene
Lisboa, que a termina com este parágrafo: “É bom não esquecermos de todo em todo o bocado da terra
em que assentamos os pés, nem a gente com quem vivemos, o que nos corre à frente dos olhos e até
as vozes que por acaso ouvimos... Tudo isto ainda cheio de sentido!”
[269]
3174 - ver pág. 267
3188 — LISBOA (Irene).- LISBOA E QUEM CÁ VIVE. Seara Nova. 1940. [Gráfica Lisbonense].
3 opúsculos In-8.º de 27-III, 50-III e 50-VI págs. B.
Colecção completa destes interessantes livrinhos em prosa, aparecidos sob o pseudónimo João Falco
e integrados na colecção «À Pena».
3189 — LISBOA (Irene).- OUTONO HAVIAS DE VIR LATENTE TRISTE. [Lisboa. Tipografia da “Seara Nova”. 1937]. In-8.º de 78-II págs. B.
São muito invulgares os exemplares deste estimado livro de poesias de Irene Lisboa, aparecido sob
o pseudónimo João Falco.
Valiosa dedicatória da autora para Eugénio de Andrade, “interessante poeta que desponta”.
3190 — LISBOA (Irene).- O POUCO E O MUITO. Crónica urbana. Portugália Editora. Lisboa.
[S.d. - 1956?] In-8.º de 287-III págs. B.
mais das vezes, antes singelas, claras, de uma brevidade ou concisão quase telegráfica, — nesta época
triste em que uns enaltecem a banalidade da escrita, outros debalde a pretendem ultrapassar, e ainda
outros imbecilmente a confundem com a luminosa simplicidade dos Mestres.”
Invulgar livro em prosa, ilustrado com muitos e belos desenhos de plena página assinados por Pitum
Keil do Amaral.
3197 — LISBOA (Irene).- VOLTAR ATRÁS PARA QUÊ? Livraria Bertrand. Lisboa. [S.d. 1956]. In-8.º de 207-I págs. B.
Segundo Ramos de Almeida, “«Voltar atrás para quê?» é um livro que só poderia ser escrito por uma
grande escritora, pela pujança e pela força do seu estilo, pela qualidade da sua matéria onde mais uma
vez se desdobra o drama sem horizontes da mulher portuguesa.”
Primeira edição.
Primeira edição de um dos mais apreciados livros de Irene Lisboa, nas palavras de José Régio
“a primeira das nossas escritoras contemporâneas, e um dos nossos mais notáveis escritores actuais”.
3191 — LISBOA (Irene).- QUERES OUVIR? EU CONTO. Portugália Editora. Lisboa. [1958].
In-8.º de 162-VI págs. B.
São muito invulgares os exemplares deste livro de “Histórias para maiores e mais pequenos se entreterem”, em muito cuidada edição ilustrada com capa e desenhos de Figueiredo Sobral.
3192 — LISBOA (Irene).- SOLIDÃO. Lisboa. 1939. [«Gráfica Lisbonense». Seara Nova].
In-8.º de 221-III págs. B.
Livro de Irene Lisboa de menos frequência no mercado, sub-intitulado “Notas do punho de uma
mulher”, publicado sob o pseudónimo João Falco. Considerada por Jorge de Sena “um dos grandes
escritores portugueses, pela originalidade incomparável do seu estilo e da sua personalidade.”
Capas da brochura com manchas de acidez.
3193 — LISBOA (Irene).- TÍTULO QUALQUER SERVE PARA NOVELAS E NOVELETAS.
Portugália Editora. Lisboa. [1958]. In-8.º de 271-V págs. B.
Segundo Gaspar Simões, “a autora de Esta Cidade!, de Começa uma Vida, de O Pouco e o Muito,
é dos maiores “cronistas urbanos” das nossas letras contemporâneas - e o mais poderoso, o mais sólido,
o mais humano dos nossos populistas”. Primeira edição, invulgar.
3194 — LISBOA (Irene).- 13 CONTARELOS que IRENE escreveu e ILDA ilustrou para
a gente nova. [Livraria Sá da Costa. Lisboa. S.d. - 1926?]. In-8.º de VIII-171-III págs. B.
Primeiro e mais raro livro de Irene Lisboa, original figura da literatura feminina portuguesa.
Segundo Ramos de Almeida, “Seja qual for o critério de escolha usado para seleccionar os dez maiores
escritores vivos, o nome de Irene Lisboa tem de ficar entre eles, tal o poder, a plasticidade, a economia,
a beleza do seu estilo, tal o significado humanístico da sua obra.”
3195 — LISBOA (Irene).- UM DIA E OUTRO DIA... [Tip. da “Seara Nova”. Lisboa. 1936].
In-8.º de 339-I págs. B.
Segundo livro de Irene Lisboa, este de poesia, publicado sob o pseudónimo João Falco, autora que levou
Julião Quintinha a afirmar que a «Seara Nova» se podia orgulhar de haver revelado ao público uma
escritora que estava escrevendo “algumas das mais belas páginas da moderna literatura portuguesa.”
3196 — LISBOA (Irene).- UMA MÃO CHEIA DE NADA OUTRA DE COISA NENHUMA.
(Historietas). Portugália Editora. Lisboa. [S.d. - 1955]. In-8.º de 198-IV págs. B.
A propósito deste livro escreveu José Régio: “... é verdadeira alegria reconhecer a gente um estilo,
uma arte (que só à primeira vista parece não ter arte) de escrever, nas suas frases ora ondulosas ora, as
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