Introdução biogeográfica do Golfo do México

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Introdução biogeográfica do Golfo do México
UNIVERSIDADE LUSÓFONA
de Humanidades e Tecnologias
Humani nihil alienum
Departamento de Ciências Naturais e Biológicas
Universidad Nacional Autónoma de México
Facultad de Ciencias
Unidad Multidisciplinaria en Docencia e Investigación
Descrição das comunidades de corais dos recifes de
Sisal, Banco de Campeche, México
Tese de Licenciatura em Biologia
Realizada por:
Ana Catarina Bernardino Cúcio
Nº. 2201627
Orientador Interno: Doutor Gonçalo Calado
Orientador Externo: Doutor Nuno Simões
Av. do Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa - Portugal
Telefone. 21 751 55 00
Fax. 21 757 70 06
email: [email protected]
www.ulusofona.pt
Dezembro de 2007
Agradecimentos
Agradeço a PAPIIT-UNAM (IN-208302) pelo financiamento deste projecto,
assim como ao Dr. Xavier Chiappa e da Dra. Maite Mascaró pelo apoio prestado sempre
que necessário, à qual agradeço também a ajuda preciosa prestada na estatística do meu
trabalho.
Agradeço aos orientadores Dr. Nuno Simões e Dr. Gonçalo Calado pelo apoio
prestado em todos os meios académicos e financeiros necessários para a realização das
componentes prática e teórica deste trabalho.
Agradeço aos técnicos de laboratório Eliodoro Hernandez e Braulio Ávila, ao
responsável pelas saídas de campo Alfredo Gallardo, à responsável de laboratório
Maribel Badillo e aos companheiros de tormenta e bonança em mar, Capitães Fernando
Mex e Ivan Ezquivel, que sempre se esforçaram ao máximo por disponibilizar os meios
necessários para a realização das saídas de campo.
Agradeço ao Mestre Gilberto Acosta do Centro de Investigação e de Estudos
Avançados, Mérida (CINVESTAV-IPN) e ao Biólogo Miguel Lozano da Universidade
Veracruzana pela identificação dos corais encontrados no decorrer deste trabalho.
Agradeço aos amigos Quetzalli Hernandez (Quetza), Jazmin Ortigosa (Jaz),
Alejandra Campos (Ale), Perdo Westendarp e Manuel Oseguera (Man), a Graciela
Santamaria (Chela), Etna, Nádia Velosa e Juan Carlos por me acompanharem nos meus
mergulhos e a Man também pela ajuda na identificação preliminar dos corais e pelas suas
boas fotografias.
1
Agradeço ao Salvador Zarco por me ceder todos os dados do seu trabalho
batimétrico, bem como mapas e fotografias, e por me acompanhar nas saídas de campo.
Pela paciência que teve comigo na hora de escolher os pontos para a seguinte imersão...
Por ser um óptimo companheiro, amigo, conselheiro e namorado. Por me acalmar nas
horas de angústia e por me fazer sorrir muitas, muitas vezes.
Agradeço aos melhores pais e irmão do mundo por me acompanharem e apoiarem
nas minhas decisões, sempre de forma crítica e ponderada. Por tornarem possível o sonho
de trabalhar com corais e por financiarem a minha estadia no México. Aos avós e tios
que, embora longe sempre estiveram comigo.
Agradeço à Família Genny pelo acolhimento na chegada a Sisal e durante toda a
estadia.
Agradeço ao Fábio, à Mansa e ao Ramiro por, embora separados por um Oceano,
estarem sempre bem presentes na minha vida.
2
Dedicatória
Dedico este trabalho às duas pessoas que desde sempre fizeram tudo para abrir as
portas à minha felicidade, os meus queridos papás. Em forma de agradecimento por todo
o esforço feito ao longo destes anos. Por todos os sacrifícios feitos para me proporcionar
sempre o melhor. Por me ensinarem a ser quem sou. E dedico-o ao irmão “melhor amigo
do Mundo”, companheiro de sorrisos e lágrimas, e grande amigo incondicional.
Adoro-vos!!!!
3
Índice Geral
I – Introdução ...................................................................................................................... 1
II – Antecedentes ................................................................................................................ 4
1 – Recifes do mundo ..................................................................................................... 4
1.1 – Perspectiva histórica .......................................................................................... 4
1.2 – Padrões de distribuição ...................................................................................... 5
2 – Breve síntese biogeográfica do Golfo do México..................................................... 7
3 – Oceanografia e meteorologia do Golfo do México................................................... 8
4 – Recifes do Atlântico – MBRS e Golfo do México ................................................. 10
4.1 – Cuba ................................................................................................................. 10
4.2 – Caribe Mexicano .............................................................................................. 11
4.3 – Banco de Campeche ......................................................................................... 11
4.4 – Veracruz ........................................................................................................... 14
4.5 – Florida .............................................................................................................. 15
III – Objectivos ................................................................................................................. 16
IV – Hipótese .................................................................................................................... 17
V – Métodos ...................................................................................................................... 18
1 – Local de amostragem .............................................................................................. 18
2 – Saídas de campo ...................................................................................................... 19
3 – Análise estatística.................................................................................................... 23
VI – Resultados ................................................................................................................. 25
1 – Espécies dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente ........................................... 25
2 – Abundância e dimensões..................................................................................... 27
3 – Riqueza, equidade e diversidade de Sisal, Madagáscar e Serpiente ................... 30
VII – Discussão ................................................................................................................. 33
VIII – Conclusão ............................................................................................................... 40
IX – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 41
ANEXOS ............................................................................................................................. 50
1 – Descrição de espécies* ....................................................................................... 51
2 – Revisão das espécies do Mar das Caraíbas e Golfo do México .......................... 83
3 – IV Congresso Mexicano de Recifes de Coral, La Paz 2007 (IV CMAC)……...94
Índice de Figuras
Página
Figura 1 - Mapa detalhado da extensão do Sistema de Recife Mesoamericano, com as
principais áreas assinaladas a verde.....................................................................................2
Figura 2 – Distribuição geográfica dos recifes de coral de todo o mundo, em que se pode
observar a sua predominância entre os 30º norte e sul…………………………………….6
Figura 3 – A azul encontra-se assinalada a subprovíncia biogeográfica do Golfo do
México, que não abrange a área do Mar das Caraíbas (subprovíncia Antilhas Maiores)…7
Figura 4 – Mapas de correntes e temperaturas superficiais (Graus Celcius) do Golfo do
México em: A - Fevereiro (final da temporada de Nortes), B - Junho (temporada de
furacões) e C - Novembro (início da temporada de Nortes). Podem-se observar as
alterações ocorridas nos loops entre as distintas fases do ano, bem como as oscilações
térmicas na temperatura superficial……………………………………………………….9
Figura 5 – Imagem satélite de Cuba, cujos recifes se podem observar em grandes áreas
ao longo da ilha, principalmente na região Sul…………………………………………..10
Figura 6 – Localização geográfica do Caribe Mexicano, cujos recifes se encontram
assinalados a violeta……..............................................………………….........................11
Figura 7 – Mapa representativo do Golfo do México, com relevância para o Banco de
Campeche…................…..............................................………………….........................12
Figura 8 – Localização geográfica dos recifes de Sisal1..................................................13
Figura 9 – Localização geográfica do VRS e dos recifes que o constituem.....................14
Figura 10 – Localização dos recifes das Plataformas Oeste e Sul da Flórida...................15
Figura 11 – Localização geográfica dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente..............18
ii
Figura 12 – Ensaio de um transecto no recife Sisal durante uma imersão de
reconhecimento……..............................................…………………................................19
Figura 13 – Mapas dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente, com os pontos de
amostragem assinalados a negro. As áreas laranja correspondem às profundidades P0, as
vermelhas a P1 e as verdes a P2……..............................................………………….......21
Figura 14 – Transectos efectuados no recife Serpiente....................................................22
Figura 15 – Relação entre o número médio de gorgónias por quadrante encontradas em
cada recife e em cada profundidade...................................................................................27
Figura 16 – Relação entre o número médio de escleractíneos por quadrante encontrados
em cada recife e em cada profundidade.............................................................................28
Figura 17 – Na imagem A podem-se observar colónias de Pseudoplexaura sp. e
Pterogorgia sp. rodeadas de uma grande quantidade de algas, enquanto que na imagem B
Porites sp. e Millepora alcicornis estão rodeadas por muito menos algas. Na imagem C
pode-se comparar a ausência de cobertura de algas no centro, onde está uma colónia de
Diploria sp., com a restante área que possui várias gorgónias e uma percentagem de algas
acentuada............................................................................................................................29
Figura 18 – Riqueza específica e equidade (A) calculadas pela estimativa de Jackknife e
pelo índice de Smith e Wilson respectivamente, e diversidade específica (B) calculada
pelos índices de Shannon-Wiener e inverso de Simpson...................................................31
Figura 19 – Jardins de gorgónias encontrados nos recifes Serpiente (A) e Madagáscar
(B)...........................……..............................................………………….........................34
Figura 20 – Colónia de B. asbestinum..............................................................................51
iii
Figura 21 – Pólipos recolhidos (A) e detalhe de um pólipo (B).......................................51
Figura 22 – Colónia de E. caribaeorum...........................................................................52
Figura 23 – Detalhe da colónia com os pólipos retraídos...............................................52
Figura 24 – Colónia de C. riisei........................................................................................53
Figura 25 – Detalhe dos pólipos de C. riisei.....................................................................53
Figura 26 – Colónia de E. calyculata................................................................................54
Figura 27 – Ramificação de E. calyculata com detalhe do lábio inferior do cálice.........54
Figura 28 – Colónia de E. laciniata..................................................................................55
Figura 29 – Ramificação de E. laciniata com detalhe do lábio inferior do cálice............55
Figura 30 – Colónia de E.mammosa.................................................................................56
Figura 31 – Detalhe dos cálices de E. mammosa..............................................................56
Figura 32 – Colónia de M. muricata.................................................................................57
Figura 33 – Detalhe dos cálices de M. muricata...............................................................57
Figura 34 – Colónia de P. flexuosa...................................................................................58
Figura 35 – Ramificação de P. flexuosa (A) e detalhe ao microscópio (B)......................58
Figura 36 – Colónia de P. dichotoma...............................................................................59
iv
Figura 37 – Cálice em forma elíptica detalhado...............................................................59
Figura 38 – Colónia de P. porosa.....................................................................................60
Figura 39 – Região apical (A) e pólipos recolhidos (B)...................................................60
Figura 40 – Colónia de P. anceps.....................................................................................61
Figura 41 – Colónia de P. anceps com detalhe na forma achatada das ramificações.......61
Figura 42 – Colónia de P. citrina.....................................................................................62
Figura 43 – Colónia de P. citrina com detalhe na forma achatada das ramificações e
pólipos abertos........……..............................................………………….........................62
Figura 44 – Colónia de P. guadalupensis.........................................................................63
Figura 45 – Colónia de P. guadalupensis.........................................................................63
Figura 46 – Colónia de P. americana...............................................................................64
Figura 47 – Colónia de P. americana...............................................................................64
Figura 48 – Colónia de A. agaricites................................................................................65
Figura 49 – Detalhe do esqueleto (A) e de um pólipo in-vivo recolhido (C) de A.
agaricites……..............................................…………………..........................................65
Figura 50 – Colónia de M. decactis..................................................................................66
v
Figura 51 –Imagens detalhadas das corallites...................................................................66
Figura 52 – Colónia de S. michelinii.................................................................................67
Figura 53 – Pólipos in-vivo retraídos (A) e detalhe de uma coralite (B)..........................67
Figura 54 – Indivíduo de P. americana............................................................................68
Figura 55 – Detalhe de um pólipo in-vivo (A), e de uma coralite (B)..............................68
Figura 56 – Pequena colónia de C. arbuscula..................................................................69
Figura 57 – Pólipo in-vivo (A) e detalhe de uma coralite (B)..........................................69
Figura 58 – Colónia de D. clivosa....................................................................................70
Figura 59 – Detalhe dos sulcos característicos desta espécie (59A e 59B)......................70
Figura 60 – Colónia de D. strigosa...................................................................................71
Figura 61 – Detalhe dos sulcos de D. strigosa.................................................................71
Figura 62 – Colónia de M. cavernosa...............................................................................72
Figura 63 – Pólipo in vivo (A) e coralite (B) de M. cavernosa.........................................72
Figura 64 – Colónia de D. stokesii....................................................................................73
Figura 65 – Pequena colónia (A) e detalhe do esqueleto (B) de D. stokesii.....................73
Figura 66 – Coral M. angulosa.........................................................................................74
vi
Figura 67 – Esqueleto de um pólipo (A) e colónia de M. angulosa (B)...........................74
Figura 68 – Coral S. cubensis...........................................................................................75
Figura 69 – Esqueleto de um pólipo.................................................................................75
Figura 70 – Colónia de O. diffusa.....................................................................................76
Figura 71 – Detalhe de um pólipo in-vivo (A) e coralite de O. diffusa (B)......................76
Figura 72 –Colónia de P. astreoides................................................................................77
Figura 73 – Esqueleto (A) e esquema da secção de uma coralite vista de cima (B).......77
Figura 74 – Colónia de P. branneri..................................................................................78
Figura 75 – Esqueleto (A) e esquema da secção de uma coralite vista de cima (B)........78
Figura 76 – Colónia de P. divaricata................................................................................79
Figura 77 – Esqueleto (A) e esquema da secção de uma coralite vista de cima (B)........79
Figura 78 – Colónia de P. porites.....................................................................................80
Figura 79 – Pólipos distendidos (A) e detalhe de uma coralite (B)..................................80
Figura 80 – Colónia de S. siderea.....................................................................................81
Figura 81 – Coralites in-vivo detalhadas (A) e fotografia microscópica de uma coralite
(B) ……..............................................…………………...................................................81
vii
Figura 82 –Colónia de M. alcicornis................................................................................82
Figura 83 – Detalhe dos pólipos (A) e forma ramificada de M. alcicornis......................82
Figura 84 – Poster apresentado no IV CMAC organizado pela Sociedade Mexicana de
Recifes de Coral e que se realizou em La Paz, Baixa Califórnia Sul entre 24 e 26 de
Outubro de 2007................................................................................................................94
viii
Índice de Tabelas
Página
Tabela 1 – Características geográficas dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente –
geoposições, distância da costa, área aproximada e intervalos de profundidades
compreendidos em cada recife...........................................................................................19
Tabela 2 – Lista de espécies de escleractíneos e gorgónias encontrados no decorrer do
presente trabalho, entre 19 de Abril e 20 de Junho de 2007..............................................25
Tabela 3 – Riqueza específica, equidade e diversidade específica dos corais dos recifes
Sisal, Madagáscar e Serpiente............................................................................................30
Tabela 4 – Lista de espécies de gorgónias documentadas para o Banco de Campeche,
recife Alacranes, Sisal (espécies dos três recifes em estudo), Veracruz, Caribe Mexicano,
Flórida e Cuba. Simbologia: ● representa a presença da espécie no local mencionado e ●
o mesmo, em resultados obtidos no presente trabalho.......................................................83
Tabela 5 - Lista de espécies de corais escleractíneos documentados para o Banco de
Campeche, recife Alacranes, Sisal (espécies dos três recifes em estudo), Veracruz, Caribe
Mexicano, Florida, Bahamas e Cuba. Simbologia: ● representa a presença da espécie no
local mencionado e ● o mesmo, em resultados obtidos no presente trabalho..................86
Tabela 6 - Lista de espécies de hidrozoários documentados para o Banco de Campeche,
recife Alacranes, Sisal (espécies dos três recifes estudados), Veracruz, Caribe Mexicano,
Florida, Bahamas e Cuba. Simbologia: ● representa a presença da espécie no local
mencionado e ● o mesmo, em resultados obtidos no presente trabalho...........................93
ix
I – Introdução
Os ecossistemas coralinos possuem uma importância ecológica que se estende a
uma escala global (Hickman et al. 2001; Wilkinson 2000) abrangendo uma área de cerca
de 600 000 Km2 (Secretariat of the Convention on Biological Diversity 2007), e diferem
de todos os outros ecossistemas pelas suas elevadas biodiversidade e produtividade
(Carricart-Ganivet & Horta-Puga 1993; Fossa & Nilsen 1996; Hickman et al. 2001),
representando por exemplo, o habitat de quase de um terço das espécies de peixes
conhecidas (Cox & Moore 2000).
Os corais são um grupo de organismos determinante para os ecossistemas
coralinos, uma vez que sendo constituintes primários dos recifes de coral possuem um
carácter estruturante no seu habitat (Carricart-Ganivet & Horta-Puga 1993; Dawson
2002). As condições óptimas de temperatura, luz e nutrientes necessárias para o
estabelecimento e sobrevivência dos corais encontram-se principalmente numa faixa
latitudinal que se estende dos 25º N aos 25º S, embora seja possível encontrar recifes fora
deste intervalo de latitudes (Carricart-Ganivet & Horta-Puga 1993; Stow 2004).
Existem dois grandes sistemas de recifes de coral a uma escala mundial, um no
Oceano Pacífico (Grande Recife de Barreira – GBRS, Austrália) e outro no Oceano
Atlântico (Sistema de Recife de Barreira Mesoamericano – MBRS) (Almada-Villela et
al. 2002). Embora de menores dimensões que o GBRS, o Sistema Mesoamericano
estende-se por cerca de 1000 km desde o Norte de Yucatán, México, até às Honduras e
possui várias formações de recifes de franja e 4 atóis ao longo de toda a sua área
(Almada-Villela et al. 2002; Garza-Pérez 2004), com excepção da Guatemala que não
possui formações arrecifais significativas (Andréfouët et al. 2002). Na Fig. 1 pode-se
observar a extensão do MBRS, bem como três dos quatro atóis que dele fazem parte.
1
Figura 1 – Mapa detalhado da extensão do Sistema de Recife
Mesoamericano, com as principais áreas assinaladas a verde
(Andréfouët et al. 2002).
Tal como sucede a uma escala global, os recifes do Caribe Mexicano apresentam
cada vez piores níveis de degradação devido ao desenvolvimento costeiro e à exploração
de recursos marinhos (Quan-Young & Espinoza-Avalos 2006), não só devido a
actividades antropogénicas como também a fenómenos naturais (Almada-Villela et al.
2002). Para prevenir o fim progressivo destes ecossistemas, encontram-se em
desenvolvimento muitas campanhas de conservação e recuperação um pouco por todo o
mundo. Estas iniciativas são de extrema importância já que os recifes representam o
habitat de milhares de espécies marinhas dos mais diversos tipos e são uma fonte de
protecção das zonas costeiras e de recursos tanto alimentares como farmacológicos para o
Homem (Wilkinson 2000). Para que seja possível o desenvolvimento deste tipo de
projectos é necessário ter o máximo conhecimento possível dos recifes de coral
principalmente dos que se encontram em áreas potencialmente ameaçadas, como é o caso
dos recifes do Golfo do México que, pela proximidade a grandes e numerosas
plataformas petrolíferas estão em águas permanentemente contaminadas (HernándezArana et al. 2005).
2
É na referida área, mas precisamente no Banco de Campeche, que se encontram
os recifes estudados neste trabalho que, por se encontrarem relativamente próximos das
plataformas petrolíferas mencionadas, pela sua importância socioeconómica e por serem
ecológicamente desconhecidos, são actualmente o palco de uma série de estudos
exploratórios.
Devido à importância crucial que os corais têm na sua formação, o presente
trabalho representa o primeiro passo no conhecimento destes três pequenos recifes. É
realizada uma lista das espécies encontradas, determinam-se índices de riqueza e
diversidade específica, relações de abundância entre recifes e entre diferentes
profundidades e determina-se a intensidade da pressão competitiva exercida pelas elevada
abundância de algas existente. Espera-se que estes recifes sejam diferentes em
composição e entre profundidades por se encontrarem a diferentes distâncias da costa, por
possuirem distintas intensidades pesqueiras e pelas diferenças geomorfológicas existentes
entre eles.
3
II – Antecedentes
1 – Recifes do mundo
1.1 – Perspectiva histórica
Desde o aparecimento dos primeiros organismos semelhantes a corais há cerca de
500 milhões de anos, tanto os corais como os recifes propriamente ditos têm sido alvo de
variados fenómenos naturais de elevada importância, como por exemplo alterações no
nível e temperatura do mar causadas por ciclos glaciares e interglaciares (Budd 2000;
Fraser & Currie 1996; Pittock 1999). Estas e outras alterações foram responsáveis pela
origem dos diferentes padrões de distribuição e diversidade que se verificam actualmente
(Fraser & Currie 1996). Seguidamente encontram-se descritos os principais eventos e
etapas geológicas intervenientes em processos evolutivos relacionados com os corais.
Os primeiros organismos semelhantes a corais pertenciam às Sub-Ordens
Tubulata e Rugosa e surgiram no final do Câmbrico (Veron 2000b), embora tenham
habitado o planeta apenas até ao final do Pérmico, altura na qual foram extintos, a par da
extinção em massa ocorrida (Kauffman & Johnson 1997; Veron 2000b).
Em meados do Triássico surgem os primeiros registos fósseis de ancestrais dos
corais escleractíneos (Veron 2000b), dando lugar ao aparecimento dos verdadeiros
escleractíneos no final deste Período (Fossa & Nilsen 1996). Não existem registos fósseis
que permitam datar o aparecimento dos octocorais devido às pequenas dimensões dos
seus escléritos e por estes desaparecerem muito rapidamente após a morte do animal
(Fabricius & Alderslade 2001). Segundo Kauffman e Johnson (1997), no final deste
Período o Mar de Tétis possui recifes muito diversos com o “pool” de genes que inicia a
colonização do Mar das Caraíbas-Golfo do México, que tem início no Jurássico, após a
sua formação.
Apenas no Miocénico o antigo Mar de Tétis, então Mar Mediterrâneo, deixa de
influenciar a colonização das Caraíbas, após uma extinção em massa dos escleractíneos
dessa região (Budd 2000). Desta época datam ainda os primeiros registos fósseis de
grandes estruturas recifais no Indo-Pacífico (Cox & Moore 2000).
4
No Pliocénico dá-se o encerramento do Istmo do Panamá que finaliza os
intercambios biológicos existentes até então entre o Mar das Caraíbas e o Indo-Pacífico
(Fossa & Nilsen 1996; Veron 2000b), processo este que foi responsável pela origem de
novas espécies e ao mesmo tempo pelo desaparecimento de muitas outras (SalázarVallejo 2000).
1.2 – Padrões de distribuição
Os recifes de coral constituem complexos ecossistemas, tendo como configuração
primária algumas espécies de corais escleractíneos e possuindo a variedade de seres vivos
necessária para o estabelecimento de uma comunidade ecológica (Chavez & Hidalgo
1987).
Tal como o que ocorre com outros tipos de organismos (gastrópodes marinhos,
por exemplo), a distribuição geográfica e a biodiversidade dos corais varia de acordo com
a latitude (Cox & Moore 2000), estendendo-se por uma banda que está compreendida
entre os 25º N e os 25º S nos oceanos Índico, Pacífico central e oeste e Atlântico (Stow
2004), como se pode observar na Fig. 2. Além da distribuição latitudinal, os recifes de
coral distribuem-se também de acordo com um padrão longitudinal (Fig. 2), existindo em
maior quantidade a Oeste dos oceanos em questão, devido principalmente aos padrões de
correntes que originam o upwelling de águas frias e ricas em nutrientes nas margens este
dos oceanos (Cox & Moore 2000). Embora a temperatura média acima da qual estes
organismos formam estruturas recifais seja de 18 ºC, é possível encontrar corais aos 14
ºC em regiões como o Golfo do México ou o Golfo Pérsico (Delbeek & Sprung 1994a;
Veron 2000b), ou de uma forma mais extrema aos 4 ºC como é o caso do escleractíneo
Lophelia pertusa no Mar do Norte (Gass & Roberts 2006).
Outro factor importante na distribuição de corais é a profundidade. Devido à
relação simbiótica existente entre alguns corais e um tipo de algas dinoflageladas
denominadas zooxantelas que fornecem a sua energia fotossintética aos corais e os
auxiliam na fixação do cálcio nos seus esqueletos, muitos corais sobrevive apenas a
baixas profundidades onde os níveis de luminosidade são elevados (Veron 2000c). No
5
entanto, existem recifes profundos que são dominados por exemplo pelos escleractíneos
azooxantelados Lophelia pertusa e Oculina varicosa, encontrados ao largo da Flórida em
regiões que atingem os 900 metros de profundidade (Reed et al. 2006).
No oceano Atlântico a distribuição não é tão abrangente como no Indo-Pacífico
(Fig. 2), devido principalmente à maior turbidez das suas águas (Stow 2004), sendo a
percentagem de abundância de recifes encontrados num oceano e no outro é de 15% vs
85%, respectivamente (Cox & Moore 2000). No que respeita à biodiversidade encontrada
no MBRS e no GBRS, o Sistema Mesoamericano conta com cerca de 35 géneros de
escleractíneos no Belize, enquanto que Grande Recife de Barreira possui um máximo de
65 géneros nas Filipinas e Indonésia (Delbeek & Sprung 1994a).
MBRS
GBRS
Figura 2 – Distribuição geográfica dos recifes de coral de todo o mundo,
em que se pode observar a sua predominância entre os 30º norte e sul
(Adapt. de http://www.coris.noaa.gov/).
6
2 – Breve síntese biogeográfica do Golfo do México
O conhecimento biogeográfico de uma zona é de extrema importância no que diz
respeito à conservação da biodiversidade (Morrone & Márquez 2003), uma vez que
através de questões como quais os limites da distribuição das espécies observadas, qual a
história dessa distribuição ou que factores lhes permitem viver e sobreviver nessa mesma
distribuição, se pode descrever e compreender os padrões espaciais das espécies
existentes (Kohlmann & Wilkinson 2003).
O Golfo do México estende-se por uma área de cerca de 1 500 000 Km2 (Stow
2004), pertence à província Neotropical, província marinha do Caribe (Morrone et al.
2002); (Kauffman & Johnson 1997) e segundo Salázar-Vallejo (2000) a maior parte da
sua área está inserida na subprovíncia biogeográfica Golfo do México, como se pode
observar na Fig. 3.
Figura 3 – A azul encontra-se assinalada a subprovíncia biogeográfica do Golfo do
México, que não abrange a área do Mar das Caraíbas (subprovíncia Antilhas Maiores)
(Salázar-Vallejo 2000).
De acordo com o descrito por Quesada et al. (2006) para o México, “a
Península de Yucatán é uma plataforma de origem sedimentária constituida por
um complexo cárstico do Quaternário, e é a área que mais recentemente emergiu
no país, cujo crescimento está associado a processos de transporte litoral de
sedimentos e ciclos de transgressão e regressão marinha”.
7
Uma extensa área da Península de Yucatán encontra-se submersa (região
denominada por Banco de Campeche), onde existem vários recifes que se pensa que se
terão formado aquando da descida do nível do mar no final do Tazewell ou no início da
transgressão holocénica, há cerca de 11 000 anos (Quesada et al. 2006).
3 – Oceanografia e meteorologia do Golfo do México
As correntes que atingem o Mar do Caribe são consideradas umas das correntes
mais intensas e dinâmicas do mundo (Sheinbaum et al. 2001). Provenientes do Atlântico
central, originam a chamada Corrente de Yucatán que se forma entre a ilha de Cozumel e
o Banco Chinchorro e se move em direcção ao Norte até entrar no Golfo do México, a
uma velocidade média de 1,5 m/s, podendo comportar oscilações que atingem os 3 m/s
(Sheinbaum et al. 2001).
No Golfo do México a Corrente de Yucatán realiza um loop anticiclónico que faz
fluir massas de água no sentido Este que passam entre Cuba e a Flórida, e no sentido
Oeste, para o interior do Golfo (Fig. 4) (Hurlburt & Thompson 1980; Sturges & Leben
2000; Thacker 2007). De acordo com a época do ano formam-se também loops ciclónicos
no interior do Golfo (Thacker 2007) e registam-se alterações nas correntes superficiais,
sendo estas causadas por frentes frias provenientes dos Estados Unidos no Outono e
Inverno e por ventos fortes provenientes do Sul no Verão (Zavala-Hidalgo et al. 2006).
A grande importância da Corrente de Yucatán reside no papel que desempenha no
transporte nutrientes e larvas para o interior do Golfo (Salázar-Vallejo 2000), e na
existência de upwellings na região central do Banco de Campeche e na extremidade
noreste da Península de Yucatán (Gasca & Suaréz 1991).
De acordo com o “Naval Oceanographic Office” da Marinha Norte Americana, a
temperatura superficial no Banco de Campeche e SW do Golfo do México oscilou entre
os 24, 30 e os 29 ºC em Fevereiro, Junho e Novembro de 2007, respectivamente, como se
pode observar na Fig. 4.
8
A
B
C
Figura 4 – Mapas de correntes e temperaturas superficiais (Graus Celcius) do Golfo do
México em: A - Fevereiro (final da temporada de Nortes), B - Junho (temporada de
furacões) e C - Novembro (início da temporada de Nortes). Podem-se observar as
alterações ocorridas nos loops entre as distintas fases do ano, bem como as oscilações
térmicas na temperatura superficial (Adapt. de www.navo.navy.mil/).
O Golfo do México, em particular a região do Banco de Campeche, é muito
afectada por três tipos de fenómenos atmosféricos determinantes para os habitats
marinhos e terrestres aí existentes: tormentas tropicais, furacões e nortes (Quesada et al.
2006). Embora predominem os ventos alísios, os chamados nortes caracterizam-se por
ventos e precipitação muito fortes associados a frentes polares provenientes da América
do Norte, e ocorrem entre Novembro e Fevereiro (Herrera-Silveira 1994; NolascoMontero & Carranza-Edwards 1987), enquanto que os furacões e as tormentas tropicais
ocorrem de Junho a Novembro (Quesada et al. 2006). Estes acontecimentos
meteorológicos são muito importantes para as comunidades recifais afectadas, uma vez
que a elevada energia dos ventos originados pelos furacões é responsável por alterações
na geomorfologia dos recifes (Nolasco-Montero & Carranza-Edwards 1987; Quesada et
al. 2006).
9
4 – Recifes do Atlântico – MBRS e Golfo do México
O Canal de Yucatán é um ponto de entrada de organismos para o Golfo do
México, que são conduzidos desde o Mar das Caraíbas através da corrente de Yucatán.
Embora pobre e estruturalmente distinto do Mar das Caraíbas, o Golfo do México
apresenta vários recifes, dos quais se destaca o Recife Alacranes, embora também possua
recifes de menor desenvolvimento como os do Sistema Recifal Veracruzano ou os
“Flower Garden Banks” (Vargas-Hernández et al. 1993).
SISTEMAS RECIFAIS CIRCUNDANTES DO GOLFO DO MÉXICO
4.1 – Cuba
Os recifes de coral de Cuba representam os habitats mais diversos do Mar das
Caraíbas (com cerca de 59 espécies de escleractíneos documentadas) e distribuem-se ao
longo de toda a plataforma (Fig. 5), sendo por isso considerados por elguns autores como
um sistema de barreira, embora na realidade sejam recifes do tipo franja (Alcolado et al.
2000; González et al. 2003; Maldonado 2003).
Estes recifes estão ameaçados por actividades humanas como o turismo e
sobrepesca, bem como pela erosão costeira e pela sedimentação orgânica (Alcolado et al.
2000; Cepero 2000).
Figura 5 – Imagem satélite de Cuba, cujos recifes se podem observar em
grandes áreas ao longo da ilha, principalmente na região Sul
(Adapt. de http://www.bootkeyharbor.com).
10
4.2 – Caribe Mexicano
A costa este da Península de Yucatán – estado de Quintana Roo, também
conhecido como Caribe Mexicano - está inserida na região norte do Sistema de Recifes
de Barreira Mesoamericano (MRBS) (Ruiz-Zárate & Arias-González 2004) (ver Fig. 6).
É uma região bastante heterogénea no que respeita às características de diferentes recifes
em termos hidrográficos (Gasca & Suaréz 1991), e de grande variabilidade de espécies
dentro desses mesmos recifes (Ruiz-Zárate & Arias-González 2004).
Os recifes do Caribe Mexicano são, em algumas zonas, semelhantes a alguns
recifes do Golfo do México embora se verifiquem discrepâncias na riqueza de espécies de
gorgónias entre uma área geográfica e a outra, apresentando o Caribe uma riqueza
bastante mais elevada que excede em algumas regiões a densidade e diversidade dos
corais escleractíneos (Chiappone et al. 2003; Jordán-Dahlgren 2002).
Cozumel
Banco Chinchorro
Figura 6 – Localização geográfica do Caribe Mexicano, cujos
recifes se encontram assinalados a violeta (Adapt. de www.wri.org/).
4.3 – Banco de Campeche
O Banco de Campeche é um prolongamento imergido a norte e a oeste da
plataforma da Península de Yucatán (Quesada et al. 2006) que atinge os 200 Km de
largura e os 183 metros de profundidade em algumas regiões (Zavala-Hidalgo et al.
11
2006), e cujo fundo é composto por uma camada de sedimento não consolidado sobre
calcário muito bem petrificado (Nolasco-Montero & Carranza-Edwards 1987; Quesada et
al. 2006).
Encontra-se no interior do Golfo do México (Fig. 7) e não possui áreas extensas
de recifes de coral (Farrell et al. 1983), embora conte com um conjunto de recifes de
coral bem desenvolvidos que se situam na plataforma dos 64 a 51 m (Quesada et al.
2006). Os Cayos Arcas e Arenas e os recifes Triângulos e Alacranes são exemplos de
recifes que se encontram no Bando de Campeche, sendo Alacranes o recife de maior área
do Golfo do México, com cerca de 300 000 Km2 (Garza-Pérez 2004; Quesada et al.
2006)
O Banco de Campeche é alvo de uma exploração petrolífera intensiva por ser uma
zona extremamente productiva (Ferre-D'Amare 1985).
Figura 7 – Mapa representativo do Golfo do México, com relevância para o Banco de
Campeche (Adapt. de Zavala-Hidalgo et al. 2006).
4.3.1 - ALACRANES
Alacranes é um recife de plataforma e representa o sistema recifal que se encontra
mais a norte do Banco de Campeche (Farrell et al. 1983; Garza-Pérez 2004) e mais
próximo da área em estudo. Possui três pequenas ilhas e situa-se no quadrante geográfico
compreendido entre os 22º 21º N e os 22º 34’ N e entre os 89º 36’ W e os 89º 47’ W
12
(Garza-Pérez 2004), a cerca de 140 Km a norte da costa norte de Yucatán (Quesada et al.
2006). O substrato é principalmente formado por areia, sedimentos carbonatados e
particulas de coral (Garza-Pérez 2004).
4.3.2 - SISAL, MADAGÁSCAR E SERPIENTE
Sisal é uma aldeia pescatória situada a Noroeste da Península de Yucatán (Fig. 8)
que possui um pequeno número de recifes rochosos. São recolhidas diáriamente várias
espécies de peixes destes recifes, pepinos de mar, lagostas e o polvo Octupus maya,
espécie endémica cuja pesca está limitada a uma temporada anual, e a mais importante
em termos económicos para a região.
A comunidade científica possui um conhecimento muito reduzido dos recifes
desta região, não havendo registos de níveis de abundância, riqueza, diversidade nem
mesmo das espécies de corais neles existentes.
Sisal
Figura 8 – Localização geográfica dos recifes de Sisal
(Adapt. de Google Maps).
13
4.4 – Veracruz
O sistema recifal Veracruzano (VRS) localiza-se na região oeste do Golfo do
México (Fig. 9) e é composto por várias ilhas e “baixas” (Vargas-Hernández et al. 1993),
e por cerca de 20 recifes (Horta-Puga 2003) que se encontram na região interna da
plataforma continental (Vargas-Hernández et al. 1993). Este sistema encontra-se sobre
um banco de depósitos calcários que datam do Pleistoceno Recente (Vargas-Hernández et
al. 1993), e segundo Emery (1963) a forma alargada dos recifes que o constituem
encontra-se orientada no sentido NW-SE devido ao sentido das correntes.
Figura 9 – Localização geográfica do VRS e dos recifes que o constituem
(Horta-Puga 2003).
14
4.5 – Florida
A Flórida possui ambientes coralinos distintos: os recifes situados a Oeste da
Flórida possuem baixos níveis de diversidade e abundância de corais, com predominancia
de colónias de pequenas dimensões e de corais solitários (Rice & Hunter 1992), enquanto
que recifes situados a Sul como as Florida Keys são muito diversos e abundantes
(Chiappone & Sullivan 1997) (Fig. 10).
Plataforma
Oeste
Plataforma Sul da
Flórida: Florida Keys
Figura 10 – Localização dos recifes das Plataformas Oeste e Sul da
Flórida (Adapt. de 0Hwww.ssec.wisc.edu.png e 1Hhttp://ccmaserver.nos.noaa.gov.jpg).
15
III – Objectivos
Este trabalho tem como objectivo geral a descrição das comunidades de corais dos
recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente, embora também possua outros objectivos mais
detalhados, seguidamente descritos:
1 – Elaborar uma lista de espécies de corais escleractíneos e octocorais
identificadas para os recifes em estudo.
2 – Descrever e comparar os recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente relativamente à
presença/ausênca, riqueza, diversidade e abundância dos corais encontrados, tendo em
conta a sua distância à costa e o impacto pesqueiro neles exercido.
3 – Verificar qual o efeito da profundidade na distribuição das espécies de corais
observadas.
16
IV – Hipótese
Tendo em conta os objectivos do presente trabalho e das observações preliminares
efectuadas, foram postuladas várias hipóteses:
1 – As espécies de corais encontradas nos recifes estudados são espécies que
fundamentalmente possuem adaptações a condições adversas como elevados níveis de
sedimentação.
2 – Uma vez que os recifes estudados se encontram a diferentes distâncias da
costa, e que portanto estão dentro de uma série de gradientes relacionados com a
influencia terrestre no meio ambiente marinho que modificam variáveis fundamentais
para a selecção natural de espécies de corais, existem grandes diferenças nas
comunidades de corais entre os três recifes.
3 – Se o padrão de abundância e de distribuição das espécies varia da mesma
forma em profundidade em cada recife, e se nenhuma outra condição abiótica oscila
fortemente entre as duas classes de profundidades observadas, este factor é determinante
para a distribuição dos corais de Sisal, Madagáscar e Serpiente.
17
V – Métodos
1 – Local de amostragem
Os locais de amostragem realizados encontram-se nos recifes Sisal, Madagáscar e
Serpiente, cuja localização se pode observar na Fig. 11 e cuja informação mais detalhada
se encontra na Tabela 1. São recifes rochosos dominados por algas, com um baixo
desenvolvimento de corais, e que estão sujeitos a uma actividade pesqueira intensa,
embora o recife Sisal seja o mais fortemente explorado por se encontrar mais próximo da
costa que os restantes.
México
Figura 11 – Localização geográfica dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente
(Adapt. de Google Maps e Zarco-Perelló, S., dados por publicar).
Sisal possui um padrão de estações muito bem definido, que se divide em três
temporadas: a temporada de seca (de Março a Maio), seguida da temporada de chuvas (de
Junho a Outubro) e por fim a temporada de nortes (de Novembro a Fevereiro) (HerreraSilveira 1994). A temperatura média ronda os 28,5 ºC e os ventos predominantes são de
sureste que atingem os 15 km/h na maior parte do ano, sendo comum atingir os 90 Km/h
na temporada de Nortes (altura em que mudam de sentido e passam a ser de noreste)
(Herrera-Silveira 1994). A temperatura superficial média das águas do mar variam entre
os 22 ºC em Fevereiro e os 27,5 ºC em Agosto (Ferre-D'Amare 1985).
18
Tabela 1 – Características geográficas dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente –
geoposições, distância da costa, área aproximada e intervalos de profundidades
compreendidos em cada recife (Zarco-Perelló, S., dados por publicar).
Recife
Geoposição Norte
Geoposição Oeste
Distância da
costa (Km)
Área
(Km2)
Sisal
21º 53’ 16’’ N
090º 09’ 01,12’’ W
20
0,48
Intervalo de
profundidades
(m)
3 – 10
Madagáscar
21º 26’ 23,8’’ N
090º 17’ 10,7’’ W
40
0,2
4 – 13
Serpiente
21º 26’ 11,07’’ N
090º 27’ 0,42’’ W
60
0,06
7 – 19
2 – Saídas de campo
2.1 – Reconhecimento
Foram realizadas saídas de campo prospectivas que tiveram como objectivos
determinar quais as zonas de possíveis de amostragem e a realização de um censo
preliminar das mesmas com base em vários critérios.
Os locais das imersões de reconhecimento foram seleccionados com a ajuda de
pescadores locais, por falta de informação
sobre a localização dos recifes. Devido
inicialmente
a
limitações
climatéricas
relacionadas com os ciclos geofísicos da
região e posteriormente por questões de
logística, todas as saídas de reconhecimento
estiveram limitadas ao recife Sisal.
Os mergulhos de reconhecimento
consistiram na observação das áreas, de modo
a verificar se se reuniam as características
necessárias para o estudo: 1) extensão
Figura 12 – Ensaio de um transecto no
recife Sisal durante uma imersão de
reconhecimento (Foto de M. Oseguera).
suficiente para a realização do sistema de
19
transectos proposto e 2) observar as profundidades máxima e mínima existentes de modo
a ser possível desenvolver um bom plano de amostragem. Procedeu-se também à recolha
de algumas amostras, de forma a efectuar uma identificação parcial e preliminar dos
géneros (espécies, em alguns casos) existentes (Fig. 12).
2.2 – Amostragem
Foi realizado um total de 27 imersões em 27 pontos de amostragem distintos (12
em Sisal, 8 em Madagáscar e 7 em Serpiente, nos quais se realizaram um total de 21, 14 e
13 transectos, respectivamente) entre 19 de Abril e 4 de Julho de 2007. Os transectos
foram distribuídos por três classes de profundidade: 7 transectos a menos de 7 metros
(realizados apenas em Sisal por este ser o único recife com profundidades tão baixas –
P0), 7 entre os 7 e os 11 metros (P1) e outros 7 entre os 12 e os 16 metros (P2), excepto
em Serpiente na qual, por motivos de logística, foi possível realizar apenas 6 transectos
(Fig. 13). Uma vez que as saídas de campo estiveram reduzidas a um curto espaço de
tempo, devido principalmente às condições climatéricas adversas já descritas, não foi
possível realizar mais transectos. O critério para a escolha das classes descritas baseou-se
nas profundidades mínima e máxima comuns aos três recifes, de modo a permitir a
realização de uma das análises estatísticas propostas, que requer um desenho de
amostragem balanceado. Na figura seguinte encontram-se os mapas dos recifes estudados
com todos os pontos de amostragem excepto os correspondentes aos transectos realizados
na classe P0 em Sisal que, por falta de definição do mapa disponível, não foi possível
apresentar, bem como um exemplo de um transecto.
20
10m
0m
Figura 13 – Mapas dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente, com os pontos de
amostragem assinalados a negro. As áreas laranja correspondem às profundidades P0, as
vermelhas a P1 e as verdes a P2 (Adapt. de Zarco-Perelló, S., dados por publicar). No
quadro a negro pode-se observar um exemplo de um transecto efectuado.
A metodologia realizada foi adaptada do método AGRRA (Atlantic and Gulf
Rapid Reef Assessment Program): o comprimento de cada transecto foi de 10 metros e as
áreas de amostragem foram delineadas através de quadrantes de PVC de 25x25 cm
colocados de metro em metro de forma aleatória à esquerda e à direita da linha do
transecto, completando um total de 10 áreas de amostragem para cada transecto. Tal
como sucedeu com a posição dos quadrantes relativamente à linha do transecto, a
orientação dos transectos em cada ponto de amostragem foi também aleatória.
21
No local de imersão registou-se a geoposição com uma ecosonda Lowrance
LCx111c
HD,
de
Lowrence
Electronics, Inc., e para cada
quadrante foram registadas a
orientação do transecto com uma
bússula Suunto, a profundidade
exacta com um computador de
mergulho Suunto Mosquito, as
espécies de corais existentes, as
suas
dimensões
gorgónias
e
(altura
de
área
de
escleractíneos e das gorgónias B.
asbestinum e E. caribaeorum,
por
serem
incrustantes),
a
percentagem de cobertura de
algas (em classes de 0-25%, 25-
Figura 14 – Transectos efectuados no recife
Serpiente (Foto de Q. Hernández).
50%, 50-75% 5 75-100%) e algumas observações sempre que necessário. As alturas
foram registadas com o auxílio de uma régua, enquanto que as áreas foram obtidas
através de uma rede imaginária baseada em divisões marcadas no quadrante. Todos os
registos foram efectuados sobre uma prancheta em papel à prova de água. Algumas das
espécies encontradas foram fotografadas com uma câmara fotográfica Olympus Stylus
600, e recolhidas para identificação em laboratório (a recolha foi efectuada apenas em
indivíduos de espécies novas ou sempre que não foi possível fazer uma identificação,
pelo menos, ao nível de género). Para a recolha das amostras foi utilizado um escopro e
um martelo, e o seu transporte ao laboratório efectuado no interior de sacos e frascos de
plástico.
Depois de recolhidas, as amostras de octocorais foram conservadas em álcool a
95%, enquanto que os escleractíneos foram branqueados com cloro, secos e
posteriormente fotografados em laboratório num microscópio estereoscópico Nikon
SMZ-2T. A identificação das amostras foi realizada com a ajuda do Biólogo Manuel
Oseguera (identificação preliminar) no Laboratório de Ecologia das instalações da
22
UMDI-Sisal, do Mestre Gilberto Acosta, CINVESTAV-Mérida (identificação dos corais
escleractíneos) e do Biólogo Miguel Ángel Lozano, Centro de Ecología y Pesquerías da
Universidade Veracruzana (identificação das gorgónias), especialistas em cada área
mencionada.
Neste trabalho a nomenclatura gorgónias é aplicada de forma genérica a todos os
octocorais, e escleractíneos refere-se a todos os corais escleractíneos encontrados mais o
Hidrozoário M. alcicornis.
3 – Análise estatística
Para determinar variações de abundância de indivíduos por quadrante entre cada
recife, cada profundidade, e entre cada conjunto recife-profundidade recorreu-se a
ANOVAs de duas vias, nas quais foram utilizados os dados recolhidos nos pontos de
amostragem apresentados na Fig. 13. Os dados foram agrupados em gorgónias e
escleractíneos, e transformados previamente ( x + 3 / 8 ) devido à baixa homogeneidade
de varâncias observada.
Foram realizadas duas provas de correlação de forma a verificar se o número de
indivíduos (todos os escleractíneos e todas as gorgónias) por quadrante estava
correlacionado com a percentagem de algas nele existente.
Todas as análises estatísticas efectuadas foram alvo de um estudo prévio de
normalidade e de homogeneidade de variancias, de modo a confirmar a consistência dos
dados para prosseguir com as análises, e todas as provas estatísticas foram efectuadas
pelo programa estatístico STATISTICA 6 (StatSoft 2003).
A riqueza específica foi calculada com base na estimativa de Jackknife para
contagem de quadrantes com intervalos de confiança de 95%, a equidade com o índice de
Smith e Wilson e a diversidade específica com o Índice de Shannon-Wiener (expresso em
bits/indivíduo) e com o Índice inverso de Simpson, calculados por bootstrapping com
intervalos de confiança de 95% (Krebs 1999). Estes índices foram calculados com o
software Ecological Methodology (Krebs & Kenney 2003). Os dados utilizados nesta
análise correspondem a todos os indivíduos identificados até ao nível de espécie, à
23
excepção de Eunicea sp., Pterogorgia sp., Diploria sp. e Porites sp., que foram
contabilizadas ao nível de género devido à dificuldade na identificação em campo.
Espécies como Carijoa riisei, Madracis decactis, Mussa angulosa, Plexaura flexuosa e
Scolymia cubensis não são englobadas em nenhuma das análises mencionadas
anteriormente uma vez que não foram encontradas no decorrer de nenhum transecto,
fazendo parte apenas da lista de espécies existentes.
Em todas as análises realizadas o Hidrozoário Millepora alcicornis foi englobado
nos dados de todos os corais escleractíneos.
Foi efectuada uma matriz de similaridade com os dados apresentados no Anexo 2
“Revisão das espécies do Mar das Caraíbas e Golfo do México” através do coeficiente
de Jaccard com o software NTSYS (2007).
24
VI – Resultados
1 – Espécies dos recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente
Foram identificadas um total de 14 espécies de gorgónias e 18 escleractíneos nos
três recifes, cuja distribuição se encontra apresentada na seguinte Tabela 2.
Tabela 2 – Lista de espécies de escleractíneos e gorgónias encontrados no
decorrer do presente trabalho, entre 19 de Abril e 20 de Junho de 2007.
Espécie
Sisal
Madagáscar
Serpiente
Família Briareidae
Briareum asbestinum
●
●
●
Família Anthothelidae
Erythropodium caribaeorum
●
●
●
Família Clavulariidae
●
Carijoa riisei
Família Plexauriidae
Eunicea calyculata
●
●
Eunicea laciniata
●
●
Eunicea mammosa
●
●
Muricea muricata
●
●
Plexaura flexuosa
●
Plexaurella dichotoma
●
●
Pseudoplexaura porosa
●
●
Pterogorgia anceps
●
Pterogorgia citrina
●
●
●
Pterogorgia guadalupensis
●
●
●
Pseudopterogorgia americana
●
●
●
●
●
●
●
●
●
Família Agariciidae
Agaricia agaricites
Família Astrocoeniidae
Madracis decactis
Stephanocoenia michelinii
Família Caryophyllidae
Phyllangia americana
●
●
●
25
Espécie
Sisal
Madagáscar
Serpiente
●
●
●
Diploria clivosa
●
●
Diploria strigosa
●
●
Montastrea cavernosa
●
●
Família Faviidae
Cladocora arbuscula
Família Meandriniidae
Dichocoenia stokesi
●
Família Mussiidae
Mussa angulosa
●
●
Scolymia cubensis
Família Oculinidae
Oculina diffusa
●
●
●
Família Poritidae
Porites astreoides
●
●
●
Porites branneri
●
●
●
Porites divaricata
●
●
●
Porites porites
●
●
●
Família Siderastreidae
Siderastrea siderea
●
●
●
Família Milleporiidae
Millepora alcicornis
●
●
●
Gorgónias
6
13
11
Escleractíneos
11
15
16
Σ espécies
17
28
27
À excepção da Família Milleporiidae que pertence à Classe Hidrozoa, todas as
espécies apresentadas na tabela anterior pertencem à Classe Anthozoa. As Famílias
Briareidae, Anthothelidae, Clavulariidae e Plexauriidae pertencem à Subclasse
Octocorallia (genéricamente denominadas de gorgónias neste trabalho), e as restantes
famílias à Subclasse Hexacorallia, Ordem Scleractinia (por isso denominados
escleractíneos).
No Anexo 1 “Descrição de espécies” encontra-se um conjunto de fichas
descritivas que deverão ser consultadas para informação sobre características gerais e
particulares das espécies encontradas (algumas com fotografias in-situ originais) e
distribuição no Atlântico Ocidental e Golfo do México.
26
2 – Abundância e dimensões
Relações entre abundância de indivíduos, recifes e profundidades
Gorgónias
Os resultados da análise de variâncias revelam que não existem diferenças
significativas referentes à abundância de gorgónias entre profundidades (F=1,29;
p=0,265) nem entre a interacção recife-profundidade (F=0,40; p=0,675). No entanto,
registaram-se diferenças significativas relativamente ao recife em questão (F=22,65;
p<0,001). No Figura 15 pode-se observar que a abundância de gorgónias é similar em
Madagáscar e Serpiente (p=0,095) e que a sua abundância em ambos os recifes é
significativamente maior que em Sisal (p<0,001 para ambos).
Recife Vs Profundidade
Intervalos de confiança de 95%
1,8
1,7
1,6
1,5
Gorgónias
1,4
1,3
1,2
1,1
1,0
0,9
0,8
0,7
0,6
Sisal
Madagáscar
Serpiente
Prof
1
Prof
2
Recife
Figura 15 – Relação entre o número médio de gorgónias por quadrante
encontradas em cada recife e em cada profundidade.
27
Escleractíneos
Os resultados da análise de variâncias revelam que não existem diferenças
significativas referentes à abundância de escleractíneos entre profundidades (F=0,77;
p=0,387) nem entre a interacção recife-profundidade (F=0,15; p=0,863). No entanto,
registaram-se diferenças significativas relativas ao recife em questão (F=12,32; p<0,001).
No Figura 16 pode-se observar a existência de diferenças significativas entre recifes,
sendo possível observar que a abundância de escleractíneos é significativamente diferente
entre Sisal e Madagáscar da mesma forma que entre Sisal e Serpiente (p<0,001 em ambos
os casos), e que entre Madagáscar e Serpiente não são significativamente diferentes (p=
0,200809). Devido ao facto de a abundância dos escleractíneos ser significativamente
mais variável em Sisal que em Madagáscar e Serpiente (C=0,52; p<0,05), é possível que
as diferenças na abundância média detectadas pela ANOVA sejam o resultado de
diferenças na sua variância e não nas médias reais.
Recife Vs Profundidade
Intervalos de confiança de 95%
1,3
1,2
Escleractíneos
1,1
1,0
0,9
0,8
0,7
0,6
Sisal
Madagáscar
Serpiente
Prof
1
Prof
2
Recife
Figura 16 – Relação entre o número médio de escleractíneos por quadrante
encontrados em cada recife e em cada profundidade.
28
Correlação entre a cobertura de algas e número de indivíduos
Esta análise originou resultados que apontam para uma relação directamente
proporcional significativa entre a percentagem de cobertura de algas e o número de
gorgónias por quadrante (r=0,129; z=0,13; p<0,01), revelando que à medida que a
cobertura de algas aumenta, aumenta também o número de indivíduos.
No entanto, ao contrário do que sucede com as gorgónias, a correlação entre a
cobertura de algas e o número de escleractíneos por quadrante é inversamente
proporcional e altamente significativa (r=-0,322; z=-0,33; p=0,000), o que indica que
quanto maior é a cobertura de algas, menor é a abundância de escleractíneos.
B
A
C
Figura 17 – Na imagem A podem-se observar colónias de Pseudoplexaura sp. e
Pterogorgia sp. rodeadas de uma grande quantidade de algas, enquanto que na
imagem B Porites sp. e Millepora alcicornis estão rodeadas por muito menos
algas. Na imagem C pode-se comparar a ausência de cobertura de algas no centro,
onde está uma colónia de Diploria sp., com a restante área que possui várias
gorgónias e uma percentagem de algas acentuada (Fotos de C. Cúcio).
29
Observações sobre dimensões
As observações em campo e dos dados das dimensões dos indivíduos encontrados
indicam que tanto as gorgónias como os escleractíneos são de menores dimensões em
Sisal que nos restantes recifes. Inicialmente foi proposto efectuar uma análise de
variâncias para determinar a existência de diferenças significativas nas dimensões dos
corais entre recifes e profundidades, embora posteriormente não tenha sido possível a sua
realização devido à falta de representatividade de alguns géneros em todas as
combinações recife-profundidade.
3 – Riqueza, equidade e diversidade de Sisal, Madagáscar e Serpiente
Tabela 3 – Riqueza específica, equidade e diversidade específica dos corais dos
recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente.
Recife
Prof.
Riqueza
Equidade
“Richness”
“Evenness”
Parcial
Sisal
Madagáscar
Serpiente
P0
14,0
P1
10,9
P2
9,7
P1
23,9
P2
14,6
P1
19,3
P2
19,3
Total
Parcial
Total
0,278
16,9
0,558
17,9
0,310
0,346
0,401
0,449
“Heterogeneity”
H’
Parcial
1/D
Total
1,428
0,301
0,373
20,7
Diversidade
2,087
0,422
2,731
2,526
2,709
3,048
Total
1,896
2,977
2,554
0,264
Parcial
5,799
5,836
5,322
2,956
3,065
4,742
4,540
4,345
6,037
5,703
5,481
Sisal é o recife que possui uma menor riqueza específica, seguido por Serpiente e
Madagáscar, embora este padrão se modifique relativamente à equidade. Os resultados
deste parâmetro revelam que Serpiente apresenta o maior índice de equidade e
Madagáscar o menor, o que indica que o recife Serpiente é mais homogéneo
30
relativamente ao número de indivíduos de cada género, enquanto que Madagáscar possui
géneros extremamente abundantes e géneros muito pouco abundantes (Eunicea sp. vs
Dicochoenia sp., respectivamente).
Relativamente ao valores obtidos nas diferentes classes de profundidades,
verifica-se um gradiente decrescente na riqueza específica com o aumento da
profundidade em todos os recifes (excepto em Serpiente que apresenta valores de riqueza
iguais em ambos os casos) e verifica-se também um gradiente crescente na equidade com
o aumento da profundidade em Madagáscar e Serpiente. A profundidade P1 em Sisal é a
que apresenta os maiores valores de equidade e a P0 os menores, entre os três recifes
estudados. Quanto à diversidade, em Madagáscar baixas profundidades correspondem a
índices mais elevados, enquanto que em Serpiente se verifica o contrário. A classe P0 de
Sisal corresponde ao índice de diversidade mais baixo de todos os recifes, enquanto que
de acordo com H’, P1 é menos diversa que P2, e de acordo com 1/D P1 é mais diversa
que P2.
A
Riqueza e equidade
Índice de
riqueza
Índice de
equidade
0,45
28
Índice de
diversidade
7
Diversidade Específica
B
6,5
26
0,4
24
22
0,35
20
18
16
6
5,5
5
0,3
4,5
0,25
3,5
0,2
2,5
4
14
12
3
10
Sisal
Madagáscar
Serpiente
Sisal
Madagáscar
Recife
Riqueza Específica (Jackknife)
Serpiente
Recife
Equidade (Smith&Wilson)
Simpson Inverso (1/D)
Shannon-Wiener (H')
Figura 18 – Riqueza específica e equidade (A) calculadas pela estimativa de
Jackknife e pelo índice de Smith e Wilson respectivamente, e diversidade específica
(B) calculada pelos índices de Shannon-Wiener e inverso de Simpson.
31
Na Figura 18A podem-se observar graficadas a riqueza específica e respectivos
intervalos de confiança a 95%, e a equidade nos três recifes.
A diversidade específica obtida para cada recife segue um padrão que varia de
acordo com o índice utilizado: 1/D diminui de Sisal para Madagáscar e para Serpiente; H’
tem um padrão similar ao observado na equidade, em que Serpiente possui o maior índice
de diversidade, seguido por Sisal e por fim Madagáscar (Fig. 18B).
32
VII – Discussão
De acordo com o objectivo principal do presente trabalho, foi efectuada uma lista
de espécies para os recifes Sisal, Madagáscar e Serpiente. Todas as espécies de octocorais
descritas para os recifes estudados se encontram distribuidas no Mar das Caraíbas,
Flórida e Golfo do México, à excepção de C. riisei que, de acordo com as referências
consultadas, apenas se encontra no Mar das Caraíbas (consultar Tabela 4 em Anexo para
uma revisão bibliográfica sobre as espécies de octocorais existentes no Golfo do México,
Mar das Caraíbas e Flórida). No que respeita aos escleractíneos, todos os descritos neste
trabalho são encontrados nas áreas acima referidas e nas Bahamas, à excepção do coral
solitário Phyllangia americana, cujas referências bibliográficas excluem a sua
distribuição do Golfo do México (consultar Tabelas 5 e 6 em Anexo para revisão
bibliográfica sobre os corais escleractíneos e hidrozoários existentes nas regiões
mencionadas).
As espécies encontradas são, em primeira instância, provenientes de larvas
colonizadoras originárias do Mar das Caraíbas, embora o recife Alacranes represente a
principal fonte de larvas; devido à sua localização geográfica, ao seu desenvolvimento
recifal, e às correntes predominantes este recife desempenha um papel muito importante
na conectividade dos recifes do Mar das Caraíbas e do interior do Golfo do México
(Jordán-Dahlgren 2002). Embora com um baixo desenvolvimento de corais
escleractíneos, os recifes Madagáscar e Serpiente possuem extensos e densos jardins de
gorgónias (Fig. 19) com algumas espécies inexistentes em Alacranes e presentes noutros
recifes no interior do Golfo (consultar Tabela 4 em Anexo). Este facto é indicativo da
potencial importância que estes recifes podem desempenhar no recrutamento de larvas de
gorgónias para o Golfo do México (tal como acontece com Alacranes), uma vez que
algumas destas espécies são encontradas em grande quantidade em Madagáscar e
Serpiente (E. mammosa, Pseudoplexaura porosa e Pterogorgia guadalupensis, por
exemplo. Relativamente aos escleractíneos, embora existam em maior abundância em
Sisal, as suas dimensões são menores que as dos indivíduos presentes em Madagáscar e
em Serpiente, que possuem colónias de M. cavernosa, D. clivosa e D. strigosa de mais de
1 metro de diâmetro. Tendo em conta que os corais dão início à reprodução sexuada
33
principalmente de acordo com as suas
dimensões e não com sua idade (Kapela &
Lasker 1999; Soong 1993; Szmant 1986),
Madagáscar e Serpiente podem também
auxiliar na dispersão de larvas destas
espécies para os recifes do interior do Golfo,
embora em menor instância que para as
A
Figura 19 – Jardins de gorgónias encontrados nos recifes Serpiente (A) e
Madagáscar (B) (Fotos de C. Cúcio e S. Zarco, respectivamente).
gorgónias. São necessários estudos mais
aprofundados para confirmar a importância
dos recifes estudados na dispersão de larvas.
De acordo com os padrões de distribuição
entre o Mar das Caraíbas e o Golfo do
B
México descritos por Jordán-Dahlgren (2002)
e Horta-Puga (1993), a grande diversidade e
abundância de gorgónias existente nas Caraíbas tende a diminuir quanto mais no interior
do Golfo do México se encontram os recifes. Este padrão pode-se observar na breve
revisão efectuada na Tabela 4 em Anexo, na medida em que o número de espécies
diminui considerávelmente das Caraíbas para o Banco de Campeche e para Veracruz.
Estes autores documentam ainda a existência de um padrão inverso relativamente aos
escleractíneos, que possuem maiores índices de abundância e diversidade no interior do
Golfo do México que em algumas zonas das Caraíbas. Os recifes estudados possuem uma
abundância e uma riqueza de gorgónias muito mais baixa que as Caraíbas, embora em
Madagáscar e Serpiente se mantenha a padrão de abundância e diversidade aí encontrado
e não o do Golfo do México, de acordo com o padrão descrito anteriormente.
Tal como mencionado no Capítulo IV.1, a zona estudada está sujeita a frequentes
disturbios que seguem um padrão anual, ocasionados pelos Nortes e furacões. Estes
fenómenos afectam em grande escala regiões pouco profundas e de baixos declives, que
34
estão mais sujeitas à acumulação de sedimento livre, o que na ausência de um ambiente
recifal exponencia os efeitos da sedimentação (Jordán-Dahlgren 1989). Aliado ao facto
de ser o recife que reúne estas condições em maior escala e por isso o mais sujeito a este
tipo de fenómeno, Sisal é também o recife mais próximo da costa e por isso o mais
sujeito a actividades pesqueiras e à sedimentação, o que justifica o facto de este ser o
menos desenvolvido dos três recifes estudados.
Uma vez que os corais se alimentam através da captura por adesão indiscriminada
de partículas em suspensão, quando a sedimentação é muito elevada a sua captura
acidental e indesejada pode bloquear o seu processo alimentar, o que pode levar à morte
apenas da zona afectada ou da colónia integral (Jordán-Dahlgren 1989; Rice 1984). No
entanto a taxa de sedimentação pode não atingir níveis letais, e nesse caso pode resultar
apenas numa pérdida constante de energia (devido a uma extrema produção de muco,
cuja origem é proteica), o que representa uma limitação ao desenvolvimento da colónia
(Jordán-Dahlgren 1989; Rice 1984) e pode estar na origem das pequenas dimensões da
maior parte dos escleractíneos observados, principalmente em Sisal. Todos os recifes
possuem Porites porites, Montastrea cavernosa e Siderastrea siderea (à excepção de M.
cavernosa que não se encontra em Sisal), que são consideradas as três espécies das
Caraíbas mais resistentes a elevadas taxas de sedimentação, e cujas adaptações consistem
em mecanismos especializados para a remoção do sedimento acumulado nos seus tecidos
(Jordán-Dahlgren 1989; Torres & Morelock 2002).
Além de adaptações a elevadas taxas de sedimentação e competição por exemplo,
algumas das espécies encontradas nestes recifes possuem ainda mecanismos que lhes
conferem uma maior persistência no meio em que se encontram, no sentido em que as
estratégias reprodutoras de cada espécie se podem ajustar à sazonalidade meteorológica
da região (Szmant 1986).
Relativamente aos escleractíneos, de uma forma geral verifica-se uma tendência
para espécies de grandes dimensões (>30 cm de diâmetro) serem “spawners” (reprodução
com libertação de gâmetas para o meio, com fertilização externa), enquanto que as de
menores dimensões são maioritariamente “brooders” (reprodução com libertação de
35
planulas para o meio, com fertilização interna) (Glynn et al. 1994; Kruger & Schleyer
1998; Simpson 2006; Szmant 1986) – de acordo com o sugerido por Szmant (1986), a
reprodução com recurso à fertilização interna nos corais é um modo de aumentar tanto o
sucesso como a eficiência reproductora. As espécies de escleractíneos encontradas em
Sisal são na sua maioria de pequenas dimensões, o que está de acordo com a permissa
descrita anteriormente, já que este é o recife mais susceptível à sedimentação e a
desequilibrios nas cadeias tróficas (por exemplo, no sentido em que a sobrepesca de
algumas espécies leva à proliferação de algas que são fortes competidores dos corais).
Em Madagáscar e Serpiente também se encontram espécies de pequenas dimensões
embora sejam encontradas colónias de M. cavernosa e Diploria sp. de grandes
dimensões, que consequentemente aumentam a probabilidade de poder dar início à
reprodução sexuada, uma vez que momento a partir do qual uma colónia inicia este
processo depende principalmente das suas dimensões e não da sua idade (Kapela &
Lasker 1999; Soong 1993; Szmant 1986).
Os resultados obtidos na análise de gorgónias indicam que a sua abundância é
significativamente mais baixa em Sisal que em Madagáscar e Serpiente, e que entre estes
não existem diferenças significativas no parâmetro em questão, da mesma forma que não
se verificam diferenças significativas na abundância entre profundidades nem entre o
conjunto recife-profundidade. A distribuição dos indivíduos deste grupo funcional podese dever a diferenças no substrato existentes entre os três recifes, uma vez que a fixação
das larvas de gorgónias ocorre preferencialmente em substratos duros (Mitchell et al.
1992; Torres & Morelock 2002), como as paredes rochosas que se encontram em
Madagáscar e em Serpiente e longe dos fundos arenosos de Sisal. Quanto à inexistência
de diferenças estatísticamente significativas entre profundidades, esta pode dever-se ao
facto de estes recifes serem relativamente homogéneos relativamente à sua composição
física a diferentes profundidades.
A par do que sucede com os octocorais, a análise dos escleractíneos revela que
apenas existem diferenças significativas entre recifes. Os testes post-hoc indicam uma
36
vez mais que Sisal é significativamente diferente dos restantes recifes. Nesta análise o
padrão de abundância encontra-se invertido relativamente ao observado em gorgónias, e
Sisal é o recife que conta com maior abundância destes indivíduos, enquanto que
Madagáscar é o menos abundante. No entanto, embora os testes de homogeneidade de
variancias tenham permitido prosseguir com a análise, o resultado obtido pode ser devido
a uma grande variabilidade na abundância contabilizada. Desta forma é necessário
analisar o resultado com precaução e não concluir sobre ele, uma vez que a abundância
média pode não ser tão elevada como aparenta estatisticamente.
Outro factor que pode desempenhar um papel importante na abundância e
diversidade dos corais destes recifes é a riqueza de nutrientes que, devido ao facto de toda
a região da Península de Yucatán ser de origem calcárea aumenta os níveis de nutrientes
dissolvidos disponíveis para a sua alimentação. Existem modelos que relacionam
directamente a productividade, o tipo e a quantidade de algas presentes com a quantidade
de nutrientes e de predadores, por exemplo (Littler & Littler 1984), embora não existam
evidências experimentais de uma causalidade directa que permita afirmar a relação
descrita no referido modelo (Szmant 2002). De acordo com as observações levadas a
cabo em campo, nos períodos que antecedem os primeiros nortes é encontrada uma
elevada abundância de macroalgas, que são responsáveis por um conjunto de processos
de competição com os corais presentes (Leichter et al. 2003; Tanner 1995), facto
confirmado pelos resultados do estudo da correlação entre macroalgas e corais
escleractíneos efectuado. No caso de escleractíneos de pequenas dimensões, as
macroalgas podem cobrir totalmente as colónias (como se verificou no recife Sisal com S.
siderea, por exemplo), enquanto no caso de colónias de grandes dimensões se podem
iniciar complexos processos de competição, que envolvem digestão extracoelentérica
(por filamentos mesentéricos) (Chornesky 1983; Chornesky 1984; Tanner 1995). Quando
a competição é muito intensa e prolongada o coral tem a possibilidade de se adaptar ao
meio competitivo, o que pode resultar no desenvolvimento de “sweeper tentacles”
(tentáculos que possuem uma grande quantidade de nematocistos e literalmente
“queimam” a região em que tocam o competidor) (Delbeek & Sprung 1994b; Lirman
2001; Tanner 1995). Os octocorais por sua vez libertam compostos terpenóides para a
37
água, substâncias tóxicas que podem matar ou impedir o crescimento e proliferação de
competidores como algas ou alguns corais escleractíneos (Delbeek & Sprung 1994b).
Além da presença de nutrientes disponível, a pesca intensiva também leva ao
aumento da quantidade de algas, uma vez que diminui o número de predadores que as
consomem (Leichter et al. 2003; Tanner 1995).
A correlação directa que se regista entre a percentagem de cobertura de algas e o
número de gorgónias por quadrante contrasta com a correlação inversa verificada
relativamente aos escleractíneos. Ao contrário do que possa parecer em primeira
instância, a correlação observada nas gorgónias não se deve a um estímulo positivo
fornecido pelas algas ou vice-cersa, ao passo que é indicativo da vantagem adaptativa que
estes organismos possuem na sua forma de crescimento (Mitchell et al. 1992). O seu
crescimento vertical permite-lhes ocupar pequenos espaços em zonas de substrato
disponível limitado (por algas ou outros competidores) e utilizar a coluna de água para se
alimentarem e reproduzirem (Mitchell et al. 1992), sendo assim possível uma
coexistência igualmente abundante entre gorgónias e algas.
O padrão observado nos escleractíneos é mais consistente com um processo de
competição rígido que se estabelece com as macroalgas, que resulta no sobrecrescimento
e morte dos corais pelas algas (River & Edmunds 2001).
Os índices de riqueza calculados para os três recifes em cada classe de
profundidade indicam que zonas menos profundas possuem um maior número de
espécies, o que poderá estar relacionado com o facto de os níveis de luminosidade em
zonas mais profundas serem mais reduzidos, diminuindo assim a eficiência fotossintética
das zooxantelas. Relativamente aos índices de diversidade, estes sugerem que P1 de
Madagáscar e P2 de Serpiente são mais diversos que P2 e P1 dos mesmos,
respectivamente, existindo uma concordância entre os valores obtidos a partir de cada um
dos índices utilizados.
Embora o índice de riqueza obtido para Madagáscar seja o mais elevado é
também o mais variável, o que está de acordo com a baixa equidade observada, e com a
permissa de que este parâmetro mede a variabilidade existente nas amostras. Pode-se
38
sugerir que, de acordo com a informação fornecida com o índice de Shannon-Wiener,
Madagáscar possui poucas espécies raras uma vez que este índice é bastante sensível à
presença de espécies raras na comunidade, e porque o índice de Simpson inverso, que é
sensível a espécies muito comuns, origina um valor mais elevado (Aronson & Precht
1995; Krebs 1999; Magurran 2005) – no entanto, não se dispensam análises posteriores
para verificar a suposta baixa abundância de espécies raras.
O recife Serpiente é o que apresenta uma maior equidade e a sua riqueza é
intermédia, ao mesmo tempo que é o recife que poderá possuir o maior número de
espécies raras, de acordo com o argumento anteriormente descrito. Quanto a Sisal, este
não apresenta uma concordância entre H’ e 1/D como nos restantes recifes, sendo por isso
possível concluir apenas que é o recife mais diverso de acordo com o índice de Simpson
Inverso.
39
VIII – Conclusão
Os recifes Sisal Madagáscar e Serpiente possuem uma importância ecológica mais
elevada do que pensava no início do trabalho, tendo em conta a falta de informação sobre
o local e o baixo desenvolvimento recifal da área. No entanto, devido principalmente à
proximidade a Alacranes, estes três recifes possuem alguns taxa muito bem
desenvolvidos e estabelecidos. Como tal deveriam ser alvo de estudos de conservação,
não só pela sua importância socioeconómica como também pela sua diversidade coralina
em geral e devido aos grandes jardins de gorgónias que, de acordo com Jordán-Dahlgren
(2002) desempenham um papel muito importante na comunidade coralina no sentido em
que contribuem em grande escala para a heterogeneidade espacial e ecológica dos recifes.
Pode-se
concluir
que
a
profundidade
não
desempenha
um
papel
importante/determinante na abundância dos corais estudados tal como a interacção recifeprofundidade, embora se verifiquem diferenças significativas entre recifes, e que as
macroalgas exercem uma elevada pressão competidora sobre os escleractíneos em
algumas épocas do ano, o que limita o seu desenvolvimento em grande escala
principalmente em Sisal (de acordo com observações em campo), podendo ser uma das
causas da diferença entre recifes observada.
A hipótese de que existem diferenças entre os recifes estudados (Hip. 2) é
confirmada, no sentido em que o recife Serpiente possui maior diversidade segundo o
índice de Shannon-Wiener, e é o recife que se encontra mais afastado da costa e
consequentemente de actividades antropogénicas.
40
IX – Referências Bibliográficas
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49
ANEXOS
50
1 – Descrição de espécies*
Família Briareidae
Briareum asbestinum (Pallas, 1766)
Nome comum: “Corky sea finger”
Dimensões: Pode atingir 1 metro de altura
Forma: Incrustante ou ramificada
Espécies semelhantes: Erythropodium
Figura 20 – Colónia de B. asbestinum (Foto
caribaeorum
de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Os seus escléritos são fusiformes e podem ser
lineares, trípodes ou curvados; os que se encontram na camada externa podem possuir
uma grande quantidade de irregularidades. Quando distendidos, os seus pólipos conferem
um aspecto “peludo” à colónia e quando retraídos formam pequenas protuberâncias que
lhe conferem um aspecto rugoso (Fig. 21A). Coloração castanha clara a escura (Fig.
21B).
A
1 cm
B
5 mm
Figura 21 – Pólipos recolhidos (A) e detalhe de um pólipo (B) (Fotos de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas,
preferencialmente zonas com correntes moderadas entre os 0,5 e os 12 metros de
profundidade.
* Descrição de octocorais efectuada com base em (Guzmán & Cortés 1984; Humann & DeLoach 2003; Shimek 2004),
e de escleractíneos com base em (Humann & DeLoach 2003; Shimek 2004; Veron 2000b; Veron 2000a; Veron 2000d;
Veron 2000c).
51
Família Anthothelidae
Erythropodium caribaeorum (Duchassaing and Michelotti, 1860)
Nome comum: “Encrusting gorgonian”
Dimensões: Até 13 mm de espessura
Forma: Incrustante
Espécies semelhantes: Briareum asbestinum
Figura 22 – Colónia de E. caribaeorum
(Foto de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Espécie moderadamente agressiva cujos pólipos
possuem tentáculos longos e finos de coloração amarelo acastanhado. Os seus escléritos
são radiados e alguns dos que se encontram na camada interna podem-se encontrar
fundidos. Quando os pólipos estão retraídos, a colónia apresenta um aspecto suave com
pequenos orifícios.
5 mm
Figura 23 – Detalhe da colónia com os pólipos retraídos (Foto de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Caribe, habita ambientes recifais em
plataformas pouco profundas dos 0,5 aos 12 metros, tanto em regiões de elevada como de
baixa luminosidade, e de correntes variadas. Cresce principalmente sobre placas de coral
morto.
52
Família Clavulariidae
Carijoa riisei (Duchassaing & Michelotti, 1860)
Nome comum: “White telesto”
Dimensões: Até 25 cm de altura
Forma: Ramificada ou incrustante
F
F
Figura 24 – Colónia de C. riisei (Foto
de http://striweb.si.edu/).
Características: Colonial zooxantelado. As colónias formam conjuntos densos de
pequenas ramificações com pólipos brancos proeminentes e de grandes dimensões (Fig.
25). Os pólipos secundários crescem pareados ou em grupos de três, sempre ao mesmo
nível. A região basal da colónia incrusta com muita frequência algas e esponjas.
Figura 25 – Detalhe dos pólipos de C. riisei (Foto de http://striweb.si.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Ocasionalmente encontrado no Mar das Caraíbas,
Flórida e Bahamas. Encontrado frequentemente em águas pouco profundas de fundo
rochoso, embora seja comum a profundidades que atingem os 54 metros.
53
Família Plexauriidae
Eunicea calyculata (Ellis e Colander, 1786)
Nome comum: “Warty sea rod”
Dimensões: Até 1 metro de altura
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: E. succinea
Figura 26 – Colónia de E. calyculata
(Foto de http://striweb.si.edu/).
Características: Colonial zooxantelado. Ramificações espessas, cilindricas e não se
ramifica num plano único. Os cálices possuem um lábio inferios em forma de concha de
pequenas dimensões. Coloração acastanhada quando os pólipos se encontram distendidos.
1 cm
Figura 27 – Ramificação de E. calyculata com detalhe do
lábio inferior do cálice (Foto de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar do Caribe, Flórida e Bahamas na
maior parte dos ambientes recifais, em profundidades que atingem os 34 metros.
54
Eunicea laciniata (Duchassaing e Micheotti, 1860)
Dimensões: Pode atingir mais de 1 metro de altura
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: E. calyculata, E. mammosa
Sinónimos: Euniceopsis laciniata
Figura 28 – Colónia de E. laciniata
(Foto de http://striweb.si.edu/).
Características: Colonial zooxantelado. Ramificações robustas de diâmetro entre 10 e 16
mm. Os cálices possuem um lábio inferior proeminente e as suas aberturas são ovaladas.
Escléritos claviformes e fusiformes na camada externa e fusiformes de coloração branca e
violeta nas camadas intermédia e interna, respectivamente. Pólipos de coloração castanho
claro a escuro com tentáculos de pequenas dimensões.
1 cm
Figura 29 – Ramificação de E. laciniata com detalhe do lábio inferior do cálice (Foto de
http://striweb.si.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, é encontrado em
ambientes recifais num intervalo de profundidades entre os 3 e os 6 metros, sobre coral
morto ou arenais.
55
Eunicea mammosa (Lamouroux, 1816)
Nome comum: “Swollen-knob candelabrum”
Dimensões: Até 30 cm de altura
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: E.laxispica
Figura 30 – Colónia de E.mammosa
(Foto de C. Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias compactas em forma de candelabro,
com cálices tubulares e muito próximos uns dos outros. Coloração amarelada e castanha.
Figura 31 – Detalhe dos cálices de E. mammosa (Foto de http://striweb.si.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Norte do Mar das Caraíbas e pouco
comum no Sul, na Flórida e Bahamas. Habita a maioria dos ambientes recifais até
profundidades de 27 metros.
56
Muricea muricata (Pallas, 1766)
Nome comum: “Spiny sea fan”
Dimensões: Até 30 cm de altura
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: M. atlantica
Figura 32 – Colónia de M. muricata (Foto
de http://striweb.si.edu/).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias em forma de leque com ramificações
dicotómicas secundárias ocasionais, que tendem a ser muito compactos. Os cálices são
protuberantes e de forma aguçada (Fig. 33). Coloração amarela ou castanha clara.
5 mm
Figura 33 – Detalhe dos cálices de M. muricata (Foto de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas.
Encontrada em ambientes recifais de baixas profundidades, atingindo os 18 metros.
57
Plexaura flexuosa (Lamouroux, 1821)
Nome comum: “Bent sea rod”
Dimensões: Atingem mais de 1 metro de altura
Forma: Ramificado arbúsculo
Espécies semelhantes: Pseudoplexaura porosa
Figura 34 – Colónia de P. flexuosa (Foto
de http://striweb.si.edu/).
Características: Colonial zooxantelado. Possui uma forma de candelabro com
ramificações secundárias ligeiramente separadas dos ramos principais, de forma
geralmente plana. Escléritos claviformes, fusiformes e em forma de estrela nas camadas
externa, intermédia e interna, respectivamente. A sua coloração varia entre o beje e o
púrpura, e os seus pólipos são amarelados
1 cm
A
B
Figura 35 – Ramificação de P. flexuosa (A) e detalhe ao microscópio (B) (Fotos de A:
http://striweb.si.edu/ e B: C.Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, é encontrado em
ambientes recifais entre os 3 e os 9 metros, embora sejam encontrados até cerca de 30
metros de profundidade.
58
Plexaurella dichotoma (Esper, 1791)
Nome comum: “Slit-pore sea rod”
Dimensões: Atingem mais de 1 metro de altura
Forma: Ramificado
Figura 36 – Colónia de P. dichotoma
(Foto de http://striweb.si.edu/)
Características: Colonial zooxantelado. Ramificação dicotómica e pontiaguda. Cálices
facilmente identificáveis de forma elíptica, quando os pólipos se encontram recolhidos.
Os seus escléritos são hexaradiados na camada externa, enquanto que os das camadas
intermédia e interna são hexaradiados, por vezes na forma de um corno. Coloração
castanha clara, amarelada ou cinzenta.
5 mm
Figura 37 – Cálice em forma elíptica detalhado (Foto de C.Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas,
habita na maior parte dos ambientes recifais até aos 48 metros de profundidade.
59
Pseudoplexaura porosa (Houttuyn, 1772)
Nome comum: “Porous sea rod”
Dimensões: Até 70 cm de altura
Forma: Ramificado
Figura 38 – Colónia de P. porosa (Foto
adapt. de http://www.mondomarino.net/).
Características: Colonial zooxantelado. Ramificação tipo dicotómica bastante alta.
Aberturas ovaladas muito bem definidas sem a existência de cálices proeminentes.
Escléritos fusiformes incolores com proeminencias laterais na camada externa e
claviformes de coloração púrpura na camada interna. Pólipos castanhos quando
distendidos (Fig. 39A e 39B).
A
B
Figura 39 – Região apical (A) e pólipos recolhidos (B) (Foto de M. Oseguera).
Abundância, distribuição e habitat: Mar das Caraíbas principalmente entre os 3 e os 6
metros de profundidade. Fixam-se sobre substratos duros (coral morto, por exemplo).
60
Pterogorgia anceps (Pallas, 1766)
Nome comum: “Angular sea whip”
Dimensões: Até 60 cm de altura
Forma: Ramificado
Figura 40 – Colónia de P. anceps (Foto
de http://striweb.si.edu/).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias altamente ramificadas. Ramificações
achatadas que por vezes possuem uma ligeira torção na região apical (Fig. 41). Pólipos
distribuídos pelas finas extremidades de cada ramificação e de coloração branca. A
colónia possui uma coloração que varia entre o verde acastanhado, cinzento e
ocasionalmente púrpura.
Figura 41 – Colónia de P. anceps com detalhe na forma achatada das ramificações (Foto de
http://striweb.si.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas e é
bastante abundante em algumas regiões. Habita um grande espectro de ambientes,
principalmente em arenais de profundidades moderadas. Encontradas até aos 20 metros
de profundidade.
61
Pterogorgia citrina (Esper, 1792)
Nome comum: “Yellow sea whip”
Dimensões: Até 30 cm de altura
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: P. guadalupensis
Figura 42 – Colónia de P. citrina (Foto
de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias de pequenas dimensões e altamente
ramificadas. Ramificações achatadas e curtas com pólipos salientes de “fendas”
longitudinais que se abrem nas extremidades da ramificação. Pólipos de coloração branca
e colónias amarelas, verdes ou por vezes púrpura.
Figura 43 – Colónia de P. citrina com detalhe na forma achatada das
ramificações e pólipos abertos (Foto de M. Oseguera).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas e é
bastante abundante em algumas regiões. Habita um grande espectro de ambientes,
principalmente em arenais de baixas profundidades. Encontradas até aos 12 metros de
profundidade.
62
Pterogorgia guadalupensis (Duchassaing & Michelin, 1846)
Nome comum: “Grooved-blade sea whip”
Dimensões: Até 60 cm de altura
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: P. citrina
Figura 44 – Colónia de P. guadalupensis
(Foto de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias altamente ramificadas geralmente em
planos singulares. Ramificações muito longas que nascem na sua maioria na base da
colónia de coloração verde, cinzenta ou púrpura. Os pólipos são salientes de “fendas”
longitudinais ao longo das extremidades de cada ramificação e possuem uma coloração
branca.
Figura 45 – Colónia de P. guadalupensis (Foto de M. Oseguera).
Abundância, distribuição e habitat: Ocasional no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas.
Habita um grande espectro de ambientes, principalmente em arenais de profundidades
moderadas, que podem atingir os 60 metros.
63
Pseudoterogorgia americana (Gmelin, 1791)
Nome comum: “Slimy sea plume”
Dimensões: Mais de 1,5 m de altura
Forma: Ramificado
Figura 46 – Colónia de P. americana
(Foto de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias altamente ramificadas com aparência de
plumas e geralmente cobertas de substâncias mucosas. Ramificações geralmente púrpura,
sendo por vezes amareladas.
Figura 47 – Colónia de P. americana (Foto de M. Oseguera).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Flórida e Bahamas.
Habita a maior parte dos ambientes recifais com preferência para regiões arenosas com
correntes moderadas a intensas, e pode ser encontrada até aos 45 metros de profundidade,
embora preferencialmente se encontre entre os 3 e os 7 metros.
64
Família Agariciidae
Agaricia agaricites (Linnaeus, 1758)
Nome comum: “Lettuce coral”
Dimensões: Até 90 cm de largura
Forma: Incrustante, submassivo laminar.
Espécies semelhantes: Agaricia tenuifolia.
Figura 48 – Colónia de A. agaricites
(Foto de C. Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Coralites localizadas no centro de vales
profundos, concentricos relativamente à sua forma laminar, conferindo à colónia uma
forma reticulada. Coloração casanho claro ou escuro, ou castanho amarelado.
A
B
Figura 49 – Detalhe do esqueleto (A) e de um pólipo in-vivo recolhido (C) de A. agaricites (Fotos de C.
Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Golfo do México, Mar das Caraíbas e
Brasil. Geralmente habitam recifes pouco profundos, embora sejam encontrados dos 3
aos 73 metros de profundidade.
65
Família Astrocoeniidae
Madracis decactis (Lyman, 1859)
Nome comum: “Ten-ray finger coral”
Forma: Massivo, incrustante
Espécies semelhantes: Madracis mirabilis (Lyman,
1859)
Figura 50 – Colónia de M. decactis (Foto
de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Normalmente possui dez septos fundidos com a
columela, as suas coralites apresentam uma forma circular e encontram-se bem separadas
umas das outras (Fig. 51A e 51B). A sua coloração varia entre um tom castanho
esverdeado (Fig. 14), verde amarelado e em algumas áreas geográficas pode possuir uma
coloração azul acinzentada.
A
2 mm
2 mm
B
Figura 51 –Imagens detalhadas das coralites (Fotos de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Espécie comum, encontra-se distribuida entre
o Sul da Flórida, Bahamas, Mar das Caraíbas e o Brasil. Habita preferencialmente águas
pouco profundas, e pode também ser encontrado em zonas com baixa luminosidade
66
Stephanocoenia michelinii (Milne Edwards e Haime, 1848)
Nome comum: “Blushing star coral”
Dimensões: Até 80 cm de largura
Forma: Massivo, incrustante
Espécies semelhantes: Madracis sp.
Figura 52 – Colónia de S. michelinii (Foto
de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Columela e pali bem desenvolvidos; os septos
estão organizados em duas ordens alternadas e não se unem à columela (Fig. 53B). A sua
coloração varia do castanho claro ao castanho escuro e cinzento. A região superior dos
cálices apresenta-se mais escura que as restantes estruturas. Pólipos de pequenas
dimensões que se podem encontrar distendidos durante o dia e noite, que se retraem
quando tocados fornecendo uma coloração pálida à colónia (Fig. 53A).
A
B
Figura 53 – Pólipos in-vivo retraídos (A) e detalhe de uma coralite (B), (Fotos de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Ocasional (por vezes comum) no Sul da Florida,
Bahamas e Mar das Caraíbas; raro no Brasil. Habitam principalmente ambientes recifais
pouco profundos, embora sejam encontrados num intervalo que vai dos 3 ao 40 metros de
profundidade.
67
Família Caryophylliidae (Dana, 1846)
Phyllangia americana (Milne-Edwards e Haime, 1849)
Nome comum: “Hidden cup coral”
Dimensões: 1 a 1,5 cm
Forma: pólipos incrustantes
Figura 54 – Indivíduo de P. americana
(Foto de M. Oseguera).
Características: Pólipos individuais que se podem encontrar agrupados;
azooxantelado e ahermatípico. Coralite circular com 12 septos (6 septos primários de
maiores dimensões e 6 secundários, de menores dimensões intercalados com os
primeiros) e uma fenda central profunda. A sua coloração varia entre vários tons de
castanho, podendo possuir também tons amarelos ou vermelhos.
A
1 cm
B
2 mm
Figura 55 – Detalhe de um pólipo in-vivo (A), e de uma coralite (B) (Fotos de A: C. Cúcio e B:
http://eusmilia.geology.uiowa.edu).
Abundância, distribuição e habitat: Ocasional na Florida, Bahamas e Mar das
Caraíbas, num intervalo de profundidades dos 30 cm aos 30 metros, embora se encontrem
com maior frequência até aos 18 metros. Fixam-se e incrustam-se nas regiões inferiores
de rochas e no interior de covas.
68
Família Faviidae* (Gregory, 1900)
Cladocora arbuscula (Lesueur, 1821)
Nome comum: “Tube coral”, “Ivory tube coral”
Dimensões: A colónia pode atingir os 15 cm e as
coralites 6 mm de diâmetro
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: Cladocora caespitosa
Figura 56 – Pequena colónia de C.
arbuscula (Foto de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias altamente ramificadas, em que cada
ramificação possui finos sulcos longitudinais e termina com uma única coralite. Coralite
tubular cuja parede e septo-costae são muito frágeis. Coloração castanho claro a escuro.
A
1 mm
B
Figura 57 – Pólipo in-vivo (A) e detalhe de uma coralite (B) (Fotos de A: C. Cúcio e B:
http://eusmilia.geology.uiowa.edu).
Abundância, distribuição e habitat: Comum na Flórida, Bahamas e Mar das Caraíbas em
zonas pouco profundas e com elevados níveis de sedimentação, até à profundidade de 20
metros; raro em recifes com águas limpidas.
* - De acordo com o autor, esta espécie pode fazer parte da Família Faviidae (Veron 2000b) ou da
Família Caryophylliidae (Humann & DeLoach 2003)
69
Diploria clivosa (Ellis e Solander, 1786)
Nome comum: “Knobby brain coral”
Dimensões: Colónias com mais de 3º cm de
diâmetro
Forma: Massivo ou incrustante
Espécies semelhantes: Diploria strigosa
Figura 58 – Colónia de D. clivosa (Foto de
C. Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Columelas interligadas e bem desenvolvidas.
Superfície muito irregular com vales sinuosos. A sua coloração é maioritariamente
cinzenta ou castanha e os seus vales possuem cores contrastantes.
B
A
A
B
Figura 59 – Detalhe dos sulcos característicos desta espécie (59A e 59B) (Fotos adapt. de
http://eusmilia.geology.uiowa.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Sul da Flórida, Cuba y
Bahamas. Habita preferencialmente lagoas recifais e regiões pouco profundadas, embora
se encontre de uma forma geral na maior parte dos ambientes recifais.
70
Diploria strigosa (Dana, 1846)
Nome comum: “Symmetrical brain coral”
Dimensões: A colónia pode medir até 1,80 metros
de diâmetro
Forma: Massiço, incrustante ou “mesa”
Espécies semelhantes: Diploria clivosa
Figura 60 – Colónia de D. strigosa (Foto
de C. Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Formam abóbadas de grandes dimensões com
vales muito longos e geralmente conectados entre si, dando um aspecto enrugado à
colónia, excepto na periferia. Columela bem desenvolvida.
A
B
Figura 61 – Detalhe dos sulcos de D. strigosa (fotos adapt. de http://eusmilia.geology.uiowa.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Abundante na Flórida, Bahamas e Mar das Caraíbas
até à costa oriental do norte da América do Sul. Presente num amplo espectro de
ambientes recifais até profundidades de 40 metros, embora seja mais abundante em
lagoas recifais.
71
Montastrea cavernosa (Linnaeus, 1766)
Nome comum: “Large-cupped boulder coral”
Dimensões: Colónias com mais de 20 cm de
diâmetro
Forma: Massiço, forma grandes estruturas
Figura 62 – Colónia de M. cavernosa (foto
de C. Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Os seus septos encontram-se em maior
quantidade que nas restantes espécies do mesmo género e são alternados com a columela
e a coralite, que normalmente são cónicas. A sua coloração pode ser castanha, cinzenta,
rosa ou laranja, embora a mais comum seja verde. Alimentação nocturna.
5 mm
A
5 mm
B
Figura 63 – Pólipo in vivo (A) e coralite (B) de M. cavernosa (fotos de C. Cúcio).
Abundância, distribuição e habitat: Comum do Mar das Caraíbas à Flórida, Golfo do
México e Brasil. Habita preferencialmente zonas de pequenos declives, embora seja
encontrado em todos os ambientes recifais.
72
Família Meandriniidae
Dichocoenia stokesii (Milne Edwards e Haime, 1848)
Nome comum: “Elliptical star coral”
Dimensões: Atingem cerca de 40 cm de diâmetro
Forma: Massiço ou placas submassiças
Sinónimos: D. stellaris
Figura 64 – Colónia de D. stokesii (foto de C.
Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Coralites distanciadas e septo-costae organizados
em duas ordens alternadas. Coloração laranja acastanhada.
A
5 mm
B
Figura 65 – Pequena colónia (A) e detalhe do esqueleto (B) de D. stokesi (Fotos adapt. de
www2.aims.gov.au/).
Abundância, distribuição e habitat: Pouco comum no Mar das Caraíbas, Golfo do
México, Flórida, Bahamas e Cuba, habita a maioria dos habitats recifais sem preferência
para nenhum em particular. Encontra-se principalmente entre os 9 e os 24 metros, embora
sejam encontrados dos 3 aos 68 metros de profundidade.
73
Família Mussidae
Mussa angulosa (Pallas, 1766)
Nome comum: “Spiny flower coral”
Dimensões: A colónia pode atingir os 60 cm de
diâmetro, e os pólipos 10 cm
Forma: Plano hemisférico
Espécies semelhantes: Scolymia cubensis
Figura 66 – M. angulosa (Foto de C. Cúcio).
Características: Colonial zooxantelado. Septos com muitos dentes filosos e de grandes
dimensões, vales sinuosos e columela bem desenvolvida. Pólipos espessos e carnudos.
Coloração cinzenta, purpura ou verde. Alimentação nocturna.
A
1 cm
B
Figura 67 – Esqueleto de um pólipo (A) e colónia de M. angulosa (B) (Fotos adapt. de A: C.
Cúcio e B: www2.aims.gov.au/).
Abundância, distribuição e habitat: Ocasional no Mar das Caraíbas, Golfo do México,
Bahamas, Flórida e Cuba. Habita a maior parte dos ambientes recifais e tolera ambientes
de relativa turbidez, num intervalo de profundidades que atinge os 54 metros.
74
Scolymia cubensis (Milne Edwards e Haime, 1849)
Nome comum: “Artichoke coral”
Dimensões: Entre 3 e 10 cm
Forma: Plano hemisférico, pode-se encontrar
fixo ao substrato ou ser de vida livre
Espécies semelhantes: Mussa angulosa e
Scolymia wellsi
Figura 68 – S. cubensis (Foto de C. Cúcio).
Características: Solitário zooxantelado. Pólipos carnudos com um, dois ou três “centros”,
podem possuir mais que uma boca. Coroa paliforme por vezes inextinguivel e septos
arranjados em duas ou três ordens de dimensões variáveis. A sua coloração varia entre o
castanho, o verde, o vermelho e o laranja.
1 cm
Figura 69 – Esqueleto de um pólipo (Foto adapt. de www2.aims.gov.au/).
Abundância, distribuição e habitat: Pouco comum no Golfo do México, Mar das
Caraíbas, Cuba, Bahamas, Flórida e Brasil. Habita substratos suaves em regiões pouco
profundas, embora no Caribe se encontre principalmente em recifes profundos que
atingem os 79 metros.
75
Família Oculinidae
Oculina diffusa (Lamarck, 1816)
Nome comum: “Ivory bush coral”
Dimensões: Colónia até 30 cm de diâmetro e
coralites até 4 mm.
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: O. valenciennesi,
Figura 70 – Colónia de O. diffusa (Foto de
O. varicosa, O. tenella
M. Oseguera)
Características: Colonial zooxantelado e azooxantelado. Colónias compactas, coralites
protuberantes e septos de dimensões variáveis alternados. Coloração castanho amarelada
com cálices escuros. Pode-se encontrar incrustrado por outros organismos.
1 mm
A
2 mm
B
Figura 71 – Detalhe de um pólipo in-vivo (A) e coralite de O. diffusa (B) (fotos de A: C. Cúcio e B:
http://eusmilia.geology.uiowa.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Abundante a ocasional no Mar das Caraíbas, Golfo do
México, Flórida, Cuba e Bahamas. Habita águas pouco profundas com elevados níveis de
sedimentação em recifes ou lagoas recifais. Raramente encontrado abaixo dos 12 metros
de profundidade.
76
Família Poritidae
Porites astreoides (Lamarck, 1816)
Nome comum: “Mustard hill coral”
Dimensões: Até 60 cm de diâmetro
Forma: Massivo ou incrustante
Espécies
semelhantes:
P.
branneri
e
P.
colonensis
Figura 72 –Colónia de P. astreoides (foto de
M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Superfície geralmente com “gomos”, embora
varie de lisa a nodular, e coralites com 12 septos. Coloração amarela, verde ou verde
acastanhada.
A
1 mm
B
Figura 73 – Esqueleto (A) e esquema da secção de uma coralite vista de cima (B). Adapt. de
http://porites.geology.uiowa.edu (A) e de www2.aims.gov.au/ (B).
Abundância, distribuição e habitat: Comum do Mar das Caraíbas à Flórida, Golfo do
México, Bahamas, Cuba e Brasil. Habita todos os ambientes recifais até aos 50 metros de
profundidade, embora seja mais comum entre os 4 e os 24 metros.
77
Porites branneri (Rathbun, 1887)
Nome comum: “Blue crust coral”
Dimensões: Colónias até 15 cm
Forma: Incrustante nodular
Espécies semelhantes: P. astreoides e P.
brighami
Figura 74 – Colónia de P. branneri (foto de C.
Cúcio)
Características: Colonial zooxantelado. Superfície geralmente com “gomos”, embora
varie de lisa a nodular Forma placas incrustantes espessas com aspecto rugoso ou suave,
dependendo de se os pólipos se encontram retraídos ou recolhidos respectivamente.
Coloração amarela, verde ou verde acastanhada.
A
B
Figura 75 – Esqueleto (A) e esquema da secção de uma coralite vista de cima (B). Adapt. de
http://porites.geology.uiowa.edu (A) e de www2.aims.gov.au/ (B).
Abundância, distribuição e habitat: Pouco comum, embora seja encontrado no Mar das
Caraíbas, Golfo do México, Flórida, Bahamas, Cuba e Brasil. Habita ambientes recifais
geralmente protegidos, principalmente sobre áreas mortas até aos 10 metros de
profundidade.
78
Porites divaricata (Lesueur, 1821)
Dimensões: O diâmetro do cálice pode atingir
1,6 mm
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: P. porites e P. furcata
(alguns autores defendem que estas duas espécies
são formas diferentes de P. divaricata)
Figura 76 – Colónia de P. divaricata (foto
de M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Forma “gomos” que se fundem na base e cujas
extremidades são ligeiramente planas. Superfície rugosa com coralites profundas. A sua
coloração varia entre o cinzento acastanhado e o verde amarelado.
A
B
Figura 77 – Esqueleto (A) e esquema da secção de uma coralite vista de cima (B). Adapt. de
http://eusmilia.geology.uiowa.edu (A) e de www2.aims.gov.au/ (B).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Golfo do México, Cuba
e Flórida. Encontra-se com muita frequência em pastos marinhos e em ambientes recifais
protegidos.
79
Porites porites (Pallas, 1766)
Nome comum: “Clubtip finger coral”
Dimensões: Colonias até 1,20 m
Forma: Ramificado
Espécies semelhantes: P. divaricata e P. furcata
Figura 78 – Colónia de P. porites (foto de
M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Colónias ramificadas com coralites embebidas na
matriz e possuem 12 septos. As extremidades apicais das ramificações apresentam-se, por
vezes, com uma forma alargada relativamente à restante colónia. Coloração cinzaacastanhada.
B
A
Figura 79 – Pólipos distendidos (A) e detalhe de uma coralite (B) (fotos de A: M. Oseguera e B: Adapt. de
http://eusmilia.geology.uiowa.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Comum do Mar das Caraíbas ao Golfo do México,
Flórida, Bahamas e Cuba. Habita a maior parte dos ambientes recifais em profundidades
que atingem os 50 metros.
80
Siderastrea siderea (Ellis e Solander, 1786)
Nome comum: “Massive starlet coral”
Dimensões: Geralmente mais de um metro de
diâmetro, coralites entre 3 e 5 mm de diâmetro
Forma: Massivo, incrustante
Espécies semelhantes: S. radians
Figura 80 – Colónia de S. siderea. Foto adaptada de
www2.aims.gov.au/
Características: Colonial zooxantelado. Coralites de dimensões até 4,5 mm de diâmetro.
Possui até cerca de 50 septos compactados e separados uniformemente, conferindo à
colónia uma aparência suave. Coloração castanha, avermelhada por vezes.
A
5 mm
B
Figura 81 – Coralites in-vivo detalhadas (A) e fotografia microscópica de uma coralite (B) (fotos de A: C.
Cúcio (A) e B: Adapt. de http://eusmilia.geology.uiowa.edu/).
Abundância, distribuição e habitat: Abundante no Mar das Caraíbas, Golfo do México,
Flórida e Cuba. Habita zonas protegidas de recifes pouco profundos e todos os ambientes
recifais de recifes profundos até aos 67 metros.
81
Família Milleporeiidae
Millepora alcicornis (Linnaeus, 1758)
Nome comum: “Fire coral”
Dimensões: Colónias até 30 cm de diâmetro e
1,3 cm de altura
Forma: Ramificado ou incrustante
Figura 82 –Colónia de M. alcicornis (foto de
M. Oseguera).
Características: Colonial zooxantelado. Pólipos em forma de “cabelo” protuberantes de
pequenos orifícios em forma de estrela existentes na matrix calcárea do seu esqueleto.
Coloração castanha a castanha amarelada. Coral de crescimento muito rápido.
A
B
Figura 83 – Detalhe dos pólipos (A) e forma ramificada de M. alcicornis (fotos de A: http://doris.ffessm.fr/
e B: http://images.enature.com/).
Abundância, distribuição e habitat: Comum no Mar das Caraíbas, Golfo do México,
Flórida, Bahamas e Cuba em todos os ambientes marinhos, em profundidades que
atingem os 40 metros.
82
2 – Revisão das espécies do Mar das Caraíbas e Golfo do México
Tabela 4 – Lista de espécies de gorgónias documentadas para o Banco de Campeche,
recife Alacranes, Sisal (espécies dos três recifes em estudo), Veracruz, Caribe Mexicano,
Flórida e Cuba. Simbologia: ● representa a presença da espécie no local mencionado e ●
o mesmo, em resultados obtidos no presente trabalho (Adapt. de 1 - Jordán-Dahlgren 2002; 2 Sutherland et al. 2004; 3 - Varona et al. 2004; 4 - Quesada et al. 2006; 5 - Lillo et al. 2000a; 6 - Lillo et al.
1998a; 7 - Lillo et al. 2000b; 8 - Lillo et al. 1998b; 9 - Humann and DeLoach 2003; 10 - 1986; 11 Alcolado et al. 2000; 12 - Santavy et al. 2001; 13 - Chiappone et al. 2003; 14 - Chavez et al. 1985; 15 -
Briareum asbestinum
Carijoa riisei
Diodogorgia nodulifera
Ellisella sp.
Ellisella spp.
E. barbadensis
E. elongata
Erythropodium caribaeorum
Eunicea sp.
Eunicea spp.
E. asperula
E. calyculata
E. clavigera
E. flexuosa
E. fusca
E. knightii
E. laciniata
E. laxispica
E. mammosa
E. palmeri
E. succinea
E. tournefoti
Gorgonia flabellum
G. mariae
G. ventalina
Heterogorgia uatumani
Iciligorgia schrammi
Leptogorgia miniata
●1,4,14
●1,4
●5,6,7,8,9,14
●9
●8,9
●
●
●1
●1,14
●1
●1
●1
●1
●1
●1
●1
1
1
●
●1
●1
●
●1
●1,4
●1
●1,4
●1,4
●1
●1,4
●4,14
●4
●1
●
●15
●15
●
●
●
●
15
●13
●3
●5,6,7,8,9
●5
●13
●5,6,7,8,9
●13
●
●6,7
●5,6,7,9,14
●6,7
●5,6,7,8,9
●5,6,7,14
●2,5,6,7,8,9,14
●5,6,7,9
●2,5,6,7,8,9,14
●9
●6,7,8,9
●9
●3
●10
●8,9
●9
●5,6,7,9
●6
●9
5
Cuba
Flórida
Caribe
Mexicano
Veracruz
Sisal
Alacranes
Espécie
Banco de
Campeche
Nelson et al. 1988).
●
13
●3
●3
●11
●3
●13
●3
●13
●13
●12
●3
●12,13 ●3
83
L. virgulata
Lophogorgia sanguinolenta
Muricea atlantica
M. elongata
M. laxa
M. muricata
M. pinnata
Muriceopsis flavida
M. petila
Neospongodes portoricensis
Nicella goreaui
N. schmitti
Palithoa caribaeorum
Plexaura flexuosa
P. homomalla
P. kuekenthali
Plexaurella sp.
Plexaurella spp.
P. dichotoma
P. fusifera
P. grandiflora
P. grisea
P. homomalla
P. flexuosa
P. nutans
P. pumila
Pseudoplexaura sp.
Pseudoplexaura spp.
P. crucis
P. flagellosa
P. porosa
P. wagenaari
Pseudopterogorgia sp.
Pseudopterogorgia spp.
P. acerosa
P. americana
P. bipinnata
P. elisabethae
P. hummelinckii
P. kallos
P. rigida
Pterogorgia anceps
P. citrina
P. guadalupensis
1
●
●1
●1
●1
●1
●1
●15
●
●15
●1
●14
●1,14
●1,4,14
●1,4,14
●1
●1,4
●
●
●15
1,4
●
●
●
15
1
●1
●15
1
●
1
●
●1
●1,4
●1,4,14
●1
●1
●1
●1
●
●1,4
●1,4
●15
●
●1
●1
●
●
●
●7
●5
●5,6
●6,7,8,9
●6,7,8,9
●5,6,7,8,9
●9
●5,6,7,8,9
●5
●9
●9
●8,9
Cuba
Flórida
Caribe
Mexicano
Veracruz
Sisal
Alacranes
Banco de
Campeche
Espécie
●13
●13
●13
●3
●3
●10
●2,5,6,7,8,9,14
●2,5,6,7,9,14
●13
●13
●7,8
●6,9
●5,6,7,14
●3
●3
●3,11
●13
●3
●6,7
●5,6,7,14
●2
●2
●6,7,9
●5
●8
●9
●6,7
●5,6,7
●2,5,6,7
●6,7
●7,14
●9
●2,5,6,7,14
●2,5,6,7,8,9
●6,7,8,9,14
●7
●7
●5
●5,6,7
●5,6,7,8,9,14
●5,6,7,8,9
●5,6,7,9
●13
●11
●3
●13
●13
●13
●13
●13
●11
●3
●3
●3
●3
●3
●3
●3
●3
●13
●13
●13
●13
84
Swiftia exserta
Thesea nivea
Cuba
Flórida
Caribe
Mexicano
Veracruz
Sisal
Alacranes
Banco de
Campeche
Espécie
●9
●9
85
Tabela 5 - Lista de espécies de corais escleractíneos documentados para o Banco de Campeche, recife Alacranes, Sisal
(espécies dos três recifes em estudo), Veracruz, Caribe Mexicano, Florida, Bahamas e Cuba. Simbologia: ● representa a presença da
espécie no local mencionado e ● o mesmo, em resultados obtidos no presente trabalho (Adapt. de: 1 - Dávila and Bayés 2005; 2 - Sutherland et
al. 2004; 3 - Beltrán-Torres and Carricart-Ganivet 1999; 4 - Horta-Puga 2003; 5 - Carricart-Ganivet and Beltrán-Torres 1996; 6 - Muñoz-Chagín and de la CruzAguero 1993; 7 - Quesada et al. 2006; 8 - Lillo et al. 2000a; 9 - Lillo et al. 1998a; 10 - Lillo et al. 2000b; 11 - Lillo et al. 1998b; 12 - Humann and DeLoach
2003; 13 - Veron 2000c; 14 - Veron 2000b; 15 - Veron 2000a; 16 - GVI 2005a; 17 - GVI 2005b; 18 - Shearer and Coffroth 2006; 19 - Goldberg 1983; 20 - 1986;
21 - Alcolado et al. 2000; 22 - Ruiz-Zárate and Arias-González 2004b; 23 - Santavy et al. 2001; 24 - Fenner and Banks 2004; 25 - Ferriz-Domínguez and HortaPuga 2001; 26 - 2006; 27 - Feingold et al. 2003; 28 - Kramer et al. 1998; 29 - Brown 1997; 30 - Zlatarsky 2006; 31 - Castañares and Soto 1982; 32 - Rivas-Solis
●
●3,7,31,32,37
●3,7,37
●25
●3,4,13,25,31
●3,4,13,25,31,35,36
●3,13,31
●35
●4
●23,26,31
●23,31
●31
●20
●19,27,28,31
●19,27,28
●31
Cuba
Caribe Mexicano
●2,3,6,8,9,10,11,12,13,16,17,18,30,33
●2,3,6,8,9,10,11,12,13,16,17,18,30,34
●3,8,10,12,13,17,30
●10,30
●22
Bahamas
●
●3,5,7,13,30,31,32,34
●3,5,7,13,30
●30
Veracruz
3,7,31,32,37
Sisal
3,5,7,13,30,31,32,34
Florida
Acropora spp.
Acropora cervicornis
A. palmata
A. prolifera
Agaricia sp.
Agaricia spp.
Alacranes
Espécie
Banco de Campeche
1990; 33 - Chavez 1997; 34 - Chavez et al. 1985; 35 - Ferre-D'Amare 1985; 36 - Nelson et al. 1988; 37 – Garza-Pérez 2004).
●1,13,21,31
●1,13,21,31
●1,13,31
●28
86
●3,7,31,32,37
●3,14,25,31
●2,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30,33,34
●18,26,31
●19,31
●28
●3
●6
●6
●6
●3
●3,14,25,31
●3,25
●31
●14,30
●14
●30
●7,15
●14
●25,31
●7
●
●15
●30
●
34
●31
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,17
●3,10,12,14,16,17
●9,10,11,12,14,16,17,18
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30,33
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30,33
●3,10,14,16,17
●11,12,30
●12
●2,3,11,12,15
●12
●12,30
●12
●1,14,31
●28
31
●3,5,14,34
●14
●14
●3,5,14,30
Cuba
Caribe Mexicano
Veracruz
Sisal
●
Bahamas
●3,5,7,14,30,31,32,34
●5
Florida
A. agaricites
A. agaricites f. agaricites
A. agaricites f. danai
A. agaricites f. purpurea
A. a. f. massiva
A. a. f. bifaciata
A. a. f. unifaciada
A. caillati
A. cuculata
A. fragilis
A. grahamae
A. humilis
A. lamarckii
A. nobilis
A. tennuifolia
A. undata
Astrangia solitaria
Balanophyllia floridana
Cladocora arbuscula
Coenocyathus caribbeana
Colangia immersa
C. jamaicaensis
C. simplex
Colpophyllia amaranthus
Alacranes
Banco de Campeche
Espécie
●
●18,26,31
●31
●31
●
31
●18,26
●31
●18
●19,31
●31
●28,31
●31
●31
●26,31
●31
●14
●1,14,31
●1,14
●14
●1,14,31
●14
●1,31
●15,31
87
C. breviserialis
C. natans
Dendrogyra cylindrus
Dichocoenia stellaris
D. stokesii
Diploria
Diploria spp.
D. clivosa
D. labyrinthiformis
D. strigosa
Eusmilia fastigiata
Favia conferta
F. fragum
F. gravida
Gardineria minor
Helioseris cucullata
Isophyllia multiflora
I. rigida
I. sinuosa
I. sinuosa f. typica
I. s. f. rigida
Isophyllastrea rigida
Leptoseris cailleti
L. cucullata
●5
●3.5,7,15,30,32
●14,30
●
●3,5,7,14,30,32,34
●3,7,32
3,5,15,30,31,32,34
3,32,37
●
●3,7,31,32,37
●3,7,31,32
●7,32
3,5,7,15,30,31,32
3,7,31,32
●30
●7,30
●15
●7,15,30
●
●
●3,14,31
●4
●
●
3,25,31
●
●3,15,25,31,35
●3,25
●3,31
●7
●
7
●30
14
●
●5,14
●
3,14,25
●3,8,10
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,34
●2,3,6,8,9,10,11,12,14,16,17,30
●8
●2,3,6,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30,34
2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,30,34
●
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,34
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,34
●2,6,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30,34
●3
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30
●3
●30
●6,8,12,16,17,30
●3
●9,15
●2,3,8,9,10,11,12,15,16,17,30
●6
●6,30
●2,3,8,9,10,16,17
●14
●2,3,9,10,11,14
23,26,31
●
●23,31
●31
●20,23,26,31
●31
●19,27,28,31
●28,31
●31
●27,28,31
Cuba
Bahamas
Florida
Caribe Mexicano
Veracruz
●3
●3,4,15,25,31
●31
3,7,32,37
●
●3,5,7,15,30,31,32,34
●3,5,7,15,30,31,32,34
●5,7,14,30,32
●
Sisal
Alacranes
Banco de Campeche
Espécie
●31
●1,15,31
●1,14,31
●1,14,31
●
●23,26,31
●23,26,31
●26
●19
●27,28,31
●19,27,28,31
●27,28,31
●28
●1,15,31
●1,15,31
●1,15,31
●1,14
●31
●27,28,31
●1,15,31
●31
●31
26,31
●
28
●28
●
28
●1,15
●1,15
●14
●1,14
88
●31
●3,5,7,14,30,32
●3,7,32
●14,31
●3,14,30,31,32
●31
●31
●14
●3,5,7,30,31
●3,5,7,14,30,31
●31
●3,31,32,37
●
●14
●3,5,7,15,30,31,32,34
●3,5
●
3,7,31,32,37
●
●3,37
3,4,15,25,31,35
●14
●3,4,15,25,31,35
●3,4
●9,16,17
●9,14
●2,3,8,10,11,12,16,17,30,34
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30
●6
●6
●30
●30
2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,33,34
●
●8
●8
●8
●14
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,33,34
●2,3,12,16,17,18
●
26
20,31
●
●20,26,31
●
23,26,31
20,23,26,31
●
●23
Cuba
●14
●1,14
●20,26,31
●
●
●31
●31
●31
●27,31
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30
●6
●,6
●2,10,11,12,14,16,17
●2,3,10,11,12,14,16,17,30
●
●14,31
3,7,32,37
●14
●3,4,25,31,36
●30
●30
3,5,7,15,30,32,34
●31
●31
●28,31
●14
3,31
●
●7,31
●20
●14
●14,31
●14,31
7,31
Caribe Mexicano
Veracruz
Sisal
●
Bahamas
●14,31
Florida
Madracis asperula
M. brueggenanni
M. decactis
M. d. f. typica
M. d. f. mirabilis
M. formosa
M. mirabilis
M. myriaster
M. pharensis
M. senaria
Manicina areolata
Meandrina meandrites
M. meandrites f. typica
M. m. f. Brasiliensis
M. brasiliensis
M. memorialis
Montastrea spp.
M. annularis
f. annularis
f. faveolata
f. franski
M. braziliensis
M. cavernosa
M. faveolata
Alacranes
Banco de Campeche
Espécie
●1,14,31
●
●27
●14
●1,31
●1,14
●19
●19,27,28,29,31
●1,15,31
27,31
19,27,28,31
●
●27,28
●14
●1,15,31
89
●37
●7,31
3,5,15
●
●3,5,15,30
●3,5,15,30
●3,5,7,15,30,34
●15
●3,5,7,14,30
●14
●14
●2,3,12,16,17,18
●2,3,6,8,10,11,12,15,16,17,18,30,33
●30
2,3,8,9,10,12,15,16,17,18
3
3
●
●3
●3,7
●
3,7
●
●3
●3,15
●
3,4,14,25,31
●
●3,14,25
●
●
●2,3,8,10,15,30
●2,3,8,10,12,15,16,17,30
●2,3,8,9,10,11,12,15,16,17,30
●6
●6
●3,12,15,16,17
●2,3,8,12,14,30
●3,14
●9,14,17
●12
●11
●12
●23
●20,31
●27,28
●27,31
26
●
●23
●23
●23,26
●
●27
●27
26,31
31
●
●31
●26,31
●14,31
●
●
●3,4,15,25,31,36
●3,15,25
●
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,34
●3,10,11,12,15,18
●3,12,15
●1,15
●15
●15
●15
●1,15
●15
●14,31
●14,31
●14
●19
22
●3,7,31,32,37
27
●
●31
●7
●3,5,7,15,30,31,32,34
●3,5,15
●15
●28
Cuba
Caribe Mexicano
Veracruz
Sisal
●
●3,4
●3,15,25,31
Bahamas
●5
●3,5,7,15,30,31
●30
Florida
M. franski
Mussa angulosa
Mycetophyllia sp.
Mycetophyllia spp.
M. aliciae
M. danaana
M. ferox
M. lamarckiana
M. lamarckiana f. typical
M. l. f. Aliciae
M. reesi
Oculina diffusa
O. valenciennesi
O. varicosa
Phacelocyathus flos
Phyllangia americana
P. americana americana
P. consagensis
P. solitaria
Porites sp.
Porites spp.
P. astreoides
P. branneri
P. colonensis
Alacranes
Banco de Campeche
Espécie
●18,26,31
●18,31
●19,27,28,31
●27,31
●1,15,31
●15,31
●1,15
90
S. stellata
Solenastrea sp.
S. bournoni
●30
3,5,15,30
●
●3,5,7,30,32
●30
3
●
●3,7,32
●
37
●
3,7,31,32
●3,5,7,14,30,31,32,34
●
●25
●3,15,31
●3
●4
●
3,14,25,31,36
●30
●3,5,14,30,31,34
●30
●14
●5
●3,15
●3,31
●
●3,14,25,31,36
●3,8,9,10,12,15,16,17,18,30
●3,8,9,10,12,15,16,17,18,30,34
●2,3,6,8,9,10,11,12,15,16,17,18,30,34
●12
●11,12,30
●16
2,3,9,10,12,15,30
●
●2,6,8,10,11,12,30
●12,30
●22
●10,33
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,17,18,30
●6
●6
●30
●2,3,8,9,10,11,12,14,16,18,30,34
●30
●14
●14
●31
●2,3,8,9,12,15,16,17,18
●18,31
●18,31
●18,26,31
●31
●31
●19,27,28,31
●1,15
●1,15,31
●1,15
26,31
●
●26,31
●27,28
●31
●31
●1,15
●26,31
●27,31
●20,23,26,31
●19,27,28,31
Cuba
Bahamas
●
●3,15
●3,15,31
●3,15,25,31
Florida
S. siderea
S. siderea “rolling stones”
●
Caribe Mexicano
●3
●31
●3,7,31,32,37
Veracruz
Alacranes
P. divaricata
P. furcata
P. porites
Rhizopsammia goesi
Rhizosmilia maculata
Scolymia sp.
Scolymia spp.
S. cubensis
S. lacera
S. wellsi
Siderastrea
Siderastrea spp.
S. buornoni
S. radians
S. radians f. radians
S. r. f. siderea
S. radians “rolling
stones”
Sisal
Banco de Campeche
●3,5,15,30
●5,15,30,31
●3,5,7,15,30,31,32,34
Espécie
●1,14,21,31
●1,14,31
●14
●20,23,26,31
●31
●15,31
91
●14
●30
●
3,7,31,32
●
Caribe Mexicano
Veracruz
●2,3,8,10,12,15,16,17,30
●3,10,11,12,16,17,30
●20,31
●31
●27
●15,31
●1
●14,31
●2,8,9,11,14,18
●12,30
●12,24
●20,23,26,31
●31
●14,31
●24
●27
●1
Cuba
●31
●3,4,25
Sisal
Bahamas
●15,30
●3,5,7,30,31,32
Florida
S. hyades
Stephanocoenia
intersepta
S. michelinii
Thalamophyllia riisei
Tubastraea coccinea
Alacranes
Banco de Campeche
Espécie
92
Tabela 6 - Lista de espécies de hidrozoários documentados para o Banco de Campeche, recife Alacranes, Sisal (espécies dos
três recifes estudados), Veracruz, Caribe Mexicano, Florida, Bahamas e Cuba. Simbologia: ● representa a presença da espécie no local
mencionado e ● o mesmo, em resultados obtidos no presente trabalho (Adapt. de 1 - Beltrán-Torres and Carricart-Ganivet 1999; 2 - Dávila and
Bayés 2005; 3 - Horta-Puga 2003; 4 - Carricart-Ganivet and Beltrán-Torres 1996; 5 - Muñoz-Chagín and de la Cruz-Aguero 1993; 6 - Quesada et al. 2006; 7 Lillo et al. 2000a; 8 - Lillo et al. 1998a; 9 - Lillo et al. 2000b; 10 - Lillo et al. 1998b; 11 - Humann and DeLoach 2003; 12 - GVI 2005a; 13 - GVI 2005b; 14 Goldberg 1983; 15 - Ruiz-Zárate and Arias-González 2004b; 16 - Feingold et al. 2003; 17 - Kramer et al. 1998; 18 - Zlatarsky 2006; 19 - Rivas-Solis 1990; 20 -
●1,4,18
●1,4
●4
●6,21
●19
●21
●6
●
●3,20
●19
●15
●1,5,7,8,9,10,11,12,13,18
●5
●1,7,8,9,10,11,12,13,18
●7,9
●5,10,11,12
●16
●17
●16
●2
●14,16,17
●2
Cuba
Bahamas
●1,4,18
Caribe
Mexicano
Veracruz
Sisal
●19
Florida
Millepora sp.
Millepora spp.
M. alcicornis
M. a. f. complanata
M. complanata
M. squarrosa
Stylaster roseus
Alacranes
Espécie
Banco de
Campeche
Nelson et al. 1988; 21 – Garza-Pérez 2004)
●2
93
3 – IV Congresso Mexicano de Recifes de Coral, La Paz 2007 (IV CMAC)
Figura 84 – Poster apresentado no IV CMAC organizado pela Sociedade Mexicana de Recifes
de Coral e que se realizou em La Paz, Baixa Califórnia Sul entre 24 e 26 de Outubro de 2007.
94