O Apostólico e o Profético

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O Apostólico e o Profético
O Apostólico e o Profético
 Efésios 2:19-22 – NVI = 19 Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas
concidadãos dos santos e membros da família de Deus, 20 edificados sobre o
fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, 21
no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no
Senhor. 22 Nele vocês também estão sendo juntamente edificados, para se tornarem
morada de Deus por seu Espírito.
 Efésios 4:11-13 = 11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros
para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os
santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que
todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à
maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.
 1 Coríntios 12:28 = “Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em
segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres,
os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de
administração e os que falam diversas línguas”.
Introdução
 Atos 3:19-21 = 19 Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus
pecados sejam cancelados, 20 para que venham tempos de descanso da parte do
Senhor, e ele mande o Cristo, o qual lhes foi designado, Jesus. 21 É necessário que ele
permaneça no céu até que chegue o tempo em que Deus restaurará todas as coisas,
como falou há muito tempo, por meio dos seus santos profetas.
Cremos que a Igreja hoje não está resistindo a Deus, na restauração de todas as
coisas, como preparação final para a volta de Jesus, mas sim, vivendo a experiência com a
restauração do entendimento sobre a realidade permanente dos ministérios dos apóstolos
e profetas.
A palavra profética libera o “destino” traçado na “eternidade” para uma pessoa,
cidade ou nação, materializando o futuro.
O Ruach HaKodesh (Espírito Santo) veio para nós para restaurar, conosco, todas as
coisas. Um casamento que nunca foi bom, uma pessoa que nunca teve uma experiência
boa na vida, uma pessoa que está perdida e não sabe o que fazer da vida, uma pessoa
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enferma no leito de morte. Ele veio restaurar todas as coisas e dar acesso ao plano original
e a comunhão com Ele.
O Espírito Santo conhece o desenho original de todas as coisas (Salmos 139:15-16;
Jeremias 29:11; Hebreus 10:7). Quando Ele paira sobre uma família, Ele já sabe o destino
profético desta família, pois está dentro Dele tudo que será realizado sobre esta família,
tudo o que cada membro viverá em Cristo.
Yeshua trouxe o Reino para a terra (Mateus 4:17 e 6:10) e este Reino é edificado
por um fundamento, a unção apostólica e a unção profética (Efésios 2:20).
Devemos colocar Jesus como fundamento total das nossas vidas, permitindo que
Ele abale toda estrutura religiosa. Não chegaremos ao nosso ministério ou a nossa posição
se não houver fundamento. Não temos o que temer.
Em nenhum lugar do Novo Testamento diz ou insinua que Deus suspendeu os
ministérios apostólico e profético e a função que eles exercem. Pelo contrário, o texto
bíblico mostra categoricamente que esses ministérios estariam ativos até a volta de Jesus,
como vemos em Efésios 4:7-13.
À luz da Palavra de Deus, hoje só não entende isso quem decide não entender; seja
por conveniência ou em decorrência de fortalezas espirituais.
A identidade apostólica e o ministério apostólico são de natureza essencialmente
profética e é o mais alto nível da identidade profética de Jesus concedida à Sua Igreja,
através do dom e ofício de apóstolo.
Tudo que um apóstolo verdadeiro faz, na condição de apóstolo, somente torna
realidade, no reino espiritual, sob unção profética do mais elevado nível – a unção
profética de Jesus.
A marca, o sinal principal de todo apóstolo ou profeta verdadeiro é o caráter de
Jesus manifesto nele (Mateus 7:15-23; Ap 2:2).
Uma “igreja apostólica e profética” tem sua visão ampliada. Funcionando
perfeitamente, cada coisa em seu lugar, a “igreja” fica mais firme, saudável e resistente
quando for enviada ao convívio social.
Uma igreja sem estrutura apostólica e profética é uma igreja sem identidade e sem
funcionalidade. Assim como o corpo humano, na falta de um dos órgãos, funcionaria de
forma precária, a “igreja” funcionaria de maneira provisória e cansativa.
Uma “igreja” presidida por um profeta, com direção apenas dentro do ministério
profético, tende a inclinar-se às características proféticas. Uma “igreja” dirigida por um
evangelista, vai se mover em evangelismos, cultos nas praças, etc. Uma “igreja” presidida
por um pastor vai ter tendências pastorais, de cuidado, disciplina, de proteção. Agora, uma
“igreja” em plena funcionalidade de todos os seus órgãos (ministérios – apostólico,
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profético, pastoral, evangelístico e mestre), vai permitir que o pastor cresça como pastor,
o evangelista evangelize, o mestre ensine, e assim por diante.
Apóstolo Não Era Um Termo Religioso
Em tempos antigos, usava-se o termo “apóstolo” para descrever um oficial da
Marinha, geralmente um almirante ou um indivíduo responsável por uma frota de barcos.
Usava-se também para referir-se a um “emissário” ou um “embaixador”.
Quando os barcos zarpavam para estabelecer uma nova colônia chamava-se de
“apóstolos” ao almirante e sua tripulação.
 O que iriam fazer esses “apóstolos” na nova colônia (terra adquirida através da força e
violência)?
 Os “apóstolos” iam levar a “cultura” do povo “dominador” para o povo “dominado”.
Nota-se que na época de Jesus, a região da “palestina” falava grego; por que?
Porque havia sido dominada pelos gregos, antes de ser dominada pelos romanos; e cada
um levou a sua “cultura”.
Assim é o Reino de Deus. Todo povo de Deus (a Igreja) possui a “unção apostólica”
para introduzir a “cultura” do Céu na Terra. Como também possui a “unção profética” para
trazer a existência as promessas de Deus para a Sua Igreja (Seu povo).
Toda atitude, todo discipulado, toda evangelização, devem ser expressões da
“cultura” do Céu nas pessoas; a “ética”, a “moral”, os “valores”, as “virtudes” e os
“princípios” de Jesus – isto é Reino (“Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos
amados” – Efésios 5:1).
Os “apóstolos” são os “delegados para uma missão”. Representam seus
comandantes e executam suas ordens.
A palavra grega “apostolos” (substantivo) significa “delegado”, “embaixador”,
“mensageiro”, “enviado”, sendo derivada do verbo grego “apostello”, que significa
“enviar”.
O termo “apóstolo” aparece setenta e nove vezes no Novo Testamento. Destas,
vinte e oito no livro dos Atos e trinta e oito nas epístolas.
O ministério apostólico é levantado por Deus para trazer reformas. Primeiro, dá a
revelação do que está perdido ou escondido, e, depois, começa a reformar o que não está
funcionando. Os apóstolos são pioneiros, abrem a brecha para que as verdades de Deus
possam fruir livremente.
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Os apóstolos são arquitetos espirituais, pois estabelecem os fundamentos sobre os
quais Deus pode edificar sua Igreja.
Devemos entender que a dimensão do chamado apostólico não deve ser
considerada com importância exagerada, mesmo sabendo que os apóstolos caminham
com coragem para proclamar a verdade apesar de toda oposição e perseguição.
Contudo, entendamos também que o povo de Deus possui a “unção apostólica”,
pois são chamados, em qualquer dos outros quatro ministérios, como “embaixadores”,
onde estiverem, para proclamar o Reino de Deus na terra, ou seja, introduzir a cultura do
Céu na terra.
Jesus é o Apóstolo primeiro – “Portanto, santos irmãos, participantes do chamado
celestial, fixem os seus pensamentos em Jesus, apóstolo e sumo sacerdote que
confessamos” (Hebreus 3:1).
Yeshua escolheu os primeiros apóstolos dentre os seus discípulos – “Ao amanhecer,
chamou seus discípulos e escolheu doze deles, a quem também designou como apóstolos”
(Lucas 6:13). Os demais apóstolos foram e são enviados pelo Espírito Santo. Nós podemos
estar entre eles. São pioneiros, fundadores de igrejas locais. Paulo é um exemplo.
Apóstolo são os homens e mulheres que Deus usa para estabelecer ou ate mesmo
corrigir o fundamento da Igreja que é Cristo. O fazem pelo ensino, proclamação e pratica
das doutrinas teológicas fundamentais do Reino de Deus.
 2 Coríntios 5:20 = “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse
fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos:
Reconciliem-se com Deus”.
A Unção Apostólica e Profética e os cinco Ministérios
 Efésios 4:4-13 = 4 Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual
vocês foram chamados é uma só; 5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6 um
só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. 7 E a cada um
de nós foi concedida a graça, conforme a medida repartida por Cristo. 8 Por isso é que
foi dito: “Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e
deu dons aos homens”. 9 (Que significa “ele subiu”, senão que também descera às
profundezas da terra? 10 Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os
céus, a fim de encher todas as coisas). 11 E ele designou alguns para apóstolos, outros
para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o
fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja
edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de
Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.
Entendemos que o apostólico/profético se manifesta a partir e através dos ofícios
referidos em Efésios 4:11 (de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre).
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Cada um destes cinco ofícios, devidamente exercidos sob o comissionamento de
Jesus, revelado em Efésios 4:7-8, é apostólico/profético em sua operação correspondente,
ou seja, todo mestre verdadeiro é um mestre com natureza e dimensão
apostólico/profética no exercício do seu ofício (ou ministério). O mesmo ocorre com
pastores, evangelistas, e profetas verdadeiros.
Isso significa que, o apóstolo, o profeta, o evangelista, o pastor e o mestre, quando
estão exercendo seus ministérios, nada mais estão fazendo do que introduzindo a
“cultura” do Céu na terra, e trazendo a existência às promessas do Senhor, já liberadas
para nós, pelo Senhor, no Céu (Efésios 1:3).
Agir na “unção apostólica/profética” é viver, pregar, introduzir, declarar, tornar
real, o Reino de Deus na terra, e trazer a existência para nós, seu povo, no Reino de Deus,
todas as promessas liberadas pelo Senhor no Céu. É assim que atuam verdadeiramente os
cinco ministérios.
Em hebraico, a palavra “unção” é “semen”, que significa também: “banha”;
“gordura”; “óleo”; mas, no sentido figurado, que é muito importante, esta palavra
significa: “força”; “abundância”; “fertilidade”. Já no grego, que é mais apropriado, a
palavra “unção” é “chrisma”, que significa também: “unguento”; “óleo”; mas, no sentido
figurado, que é o mais importante, esta palavra significa: “capacitação especial do Espírito
Santo”.
O Que é Apostólico/Profético?
Como já foi falado, nós entendemos que o povo de Deus possui a “unção
apostólica”, pois são chamados, em qualquer dos outros quatro ministérios, como
“embaixadores”, onde estiverem, para proclamar o Reino de Deus na terra, ou seja,
introduzir a cultura do Céu na terra e trazer a existência no físico as promessas liberadas
para nós no espiritual.
 2 Coríntios 5:20 = “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse
fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos:
Reconciliem-se com Deus”.
Por falta da atuação de apóstolos e profetas é que a igreja tem estado tão carente
de manifestações poderosas de Deus, os sinais, prodígios e maravilhas.
 Efésios 4:11-13 = 11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros
para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os
santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que
todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à
maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.
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Este texto de Efésios nos ensina que há cinco ministérios. Jesus opera e flui em
cinco unções, liberando para sua igreja a base para edificação e crescimento da mesma.
Todos os cinco ministérios se movem na unção apostólica e na unção profética.
Quando se fala de mover apostólico/profético não se trata de uma pessoa ou
somente de um apóstolo ou de um profeta, mas de Jesus, onde contém Nele todas as
coisas, a base para fundamentar nossas vidas.
Yeshua opera em todos os ministérios, compartilhando e multiplicando com seus
discípulos. Estes ministérios, sob a unção apostólica/profética, estão espalhados pela sua
igreja.
Podemos ser edifício poderoso, bem estruturado, habitação de Deus, se Jesus for
nossa base e pedra angular. Não podemos de forma alguma rejeitar esse alicerce, temos
que permitir e garantir o Reino de Deus em nossas vidas e em todas as áreas de nossas
circunstâncias.
Um bom evangelista pode ser totalmente fragilizado, abalável, suscetível, se não
tem base, ou seja, se a unção apostólica e profética de Jesus não fluir em seu ministério;
muitas vezes tem a prática da evangelização, mas não tem compaixão verdadeira, não tem
quebrantamento, não tem uma palavra revelada. Um bom mestre pode estar ensinando
só letra se não tiver base e fundamento apostólico/profético.
 UNÇÃO APOSTÓLICA:
A unção apostólica nos faz sentir a paternidade e o amor de Deus, nos dando
direção e senso de propósito. Quando o governo de Deus opera em nossas vidas, temos
autoridade.
Quando o governo de Deus opera, o Espírito Santo fala no nosso espírito, nos
impulsionando ao nosso destino.
A unção apostólica mexe com a igreja para que ela exerça seu máximo potencial
para glória de Deus e use seus talentos com a finalidade de ajudar uns aos outros; a unção
apostólica nos leva ao movimento espiritual dos céus, pois o Reino é movimento.
Todos têm acesso ao Reino; todos podem e devem ser ministros de Deus, não
fragmentados, pois somos seres espirituais, imagem e semelhança de Deus e Ele é Espírito.
Todos, em Cristo ou não nasceram com um propósito que só poderá ser realizado quando
estamos inseridos no Reino e temos consciência desta realidade.
 UNÇÃO PROFÉTICA:
A unção profética nos quebranta, nos faz perder a postura formal que muitas vezes
lutamos para manter, nos faz estar na presença gloriosa do Altíssimo e darmos gritos,
bradarmos, pularmos; leva-nos a adorar ao Senhor em todo tempo, sermos extravagantes.
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Também, a unção profética nos revela o pecado, nos livra de andarmos no engano,
quebra toda insensibilidade das nossas vidas, propõe libertação, quebra todo altar de Baal
e Jezabel que possa existir na vida da igreja.
O Reino entra para romper com o cativeiro do pecado e os céus se alegram, faz com
que desça óleo em nossas cabeças nos lavando, nos curando, nos levantando como
guerreiros para a batalha espiritual e para lutarmos por Israel e pela restauração de nossas
famílias.
Com a unção profética nós trazemos para a terra a vontade do Senhor nos Céus.
Atuamos de forma profética nesta terra para nos edificar e edificarmos as demais pessoas.
Conclusão
Cristo trouxe o Reino de Deus para a terra e este Reino é edificado por um
fundamento, a unção apostólica e a unção profética.
Não devemos guardar o conhecimento para nós; devemos sim, nos movimentar,
fluir e gerar frutos. Devemos colocar Jesus como fundamento total das nossas vidas e
permitir que Ele abale toda estrutura religiosa.
Não chegaremos ao nosso ministério ou a nossa posição se não houver
fundamento. Não temos o que temer. O Reino crescerá em nossas vidas e demonstrará o
poder de Deus.
Dele é o Reino, o Poder e a Glória (Mateus 6:13). Dependemos do Senhor, do Seu
governo, da Sua unção em nós. E nada poderá impedir os desígnios de Deus de se
cumprirem.
 Novamento falamos: Todo povo de Deus (a Igreja) possui a “unção apostólica” para
introduzir a “cultura” do Céu na Terra. Como também possui a “unção profética” para
trazer a existência as promessas de Deus para a Sua Igreja (Seu povo). Toda atitude,
todo discipulado, toda evangelização, devem ser expressões da “cultura” do Céu nas
pessoas – Isso é Reino de Deus.
Ap. Wallace Lucena
Texto construído sob orientação do Eterno e através de ampla pesquisa.
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