REGIÃO ganha mais de 600 mil árvores

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REGIÃO ganha mais de 600 mil árvores
Foto: Flavia Rocha | 360
Foto: Renato Stokler
Paola _ chocolate inesquecível. E
sem pôr a mão na massa. Só no bolso!
_ não perca a coluna de Fabio
Feldmann sobre Meio Ambiente
P.6
•
_ na luta
contra a
Dengue
arte: Sabato Visconti | 360
Pingo
André Santos
fala das
diferenças
culturais que
descobriu na
Inglaterra
foto: acervo André A. Santos
•P.16
só
aqui_
Fabio Bibancos e Angemerli
Teodoro. Colegas de faculdade
e agora parceiros no trabalho
diário de cuidar dos dentes de
muitos brasileiros. E de graça!
•P.15
•P.10
REGIÃO ganha mais
de 600 mil árvores
março|2010
Numa ação que envolveu
iniciativa (da promotoria
pública) e boa vontade (da
Usina São Luis) região terá
reflorestamento de mata nativa abrangendo 80 espécies
e mais de 600 mil mudas.
Foto: Flavia Rocha | 360
novo
Foto: Flavia Rocha | 360
•P.7
49
Conheça a história e no que se transformou a inquietude de um cidadão
em relação às necessidades odontológicas do brasileiro. E conheça
gente da região que já participa da
Turma do Bem, que literalmente está
fazendo muitos adolescentes sorrirem
livremente, com orgulho, satisfação e
crença no próximo, o que é muito importante. E com belos dentes, claro!
is
át
gr
Nesta edição:
ar
pl
em
ex
TURMA do Bem
Rodovia SP 327, entre Santa Cruz e Ourinhos:
árvores plantadas pela USL, num total de 1500
mudas entre Mini Flaboyants, Acácias e outras,
mudaram a paisagem e o conforto da viagem
•P.4
ruis_
estreia
no 360
humor:
O Bobo
agora
no 360,
todo mês
Veja o 360 na internet: www.caderno360.com.br
news
p.8
Humanidade. Outro dia uma pessoa que eu entrevistava me perguntou
se eu tinha filhos. Respondi que não, e
fui veementemente orientada a tê-los,
sob o argumento de experimentar a
relação de doação que o filho
impõe aos pais. Amar um filho, segundo meu interlocutor, é aprender
a doar-se de maneira única.
É com
iniciativa
e ação
voluntária
que
podemos
melhorar
o mundo
para
todos
Entendi e admirei a análise, mas acabei por discordar da necessidade de
ser mãe, pelo menos no meu caso.
Explico: vim ao mundo com um espírito que, a julgar pela visão do meu
entrevistado, já é mesmo materno, tão
naturalmente intensa é minha alegria
com as conquistas alheias, meu agir
diante das agruras do mundo – que me
fazem muitas vezes ser intrometida e constantemente incompreendida – e minha facilidade
em abrir mão do meu bel prazer pelo prazer do outro. Caso
fosse possível sentir o meu coração, ele entenderia que no
meu caso a maternindade não precisa se revelar através do
parto ou da adoção (algo até considerável). Ela já reside em
mim, creio que por herança genética, influência materna.
Não falo isso para me gabar. Mães se gabam é dos filhos. E
no meu caso, não é diferente. A começar pelo 360. É ele que
me move, mesmo hoje teclando com as duas mãos enfiadas
em formas ortopédicas (não deveriam ser “ortomãodicas”?).
Esse espírito, que agora chamarei “materno” me faz vibrar,
qual toda mãe (judia ou cristã, já que tenho as duas), com as
conquistas alheias, especialmente com as novas experiências
de nosso colunista André Andrade Santos, que comparece
aqui com sua segunda crônica sobre a vida além mar, no caso
na Inglaterra. Confira em PAPO CABEÇA.
O mesmo espírito me levou a São Paulo (e depois a Ourinhos)para conhecer a Turma do Bem e me deixou atônita e
aflita quando vi o tamanho do buraco na boca do povo brasileiro. Uma questão crônica, que governos não se mostram
Ora,Ação!
Mateus, 17 vs 20
“Em verdade vos digo: se tiverdes
fé do tamanho de um grão de
mostarda, direis a esta montanha:
‘Vai daqui para lá’, e ela irá.
Nada vos será impossível.”
2:°Editorial _°OraAção
3: °Ponto de Vista
capazes resolver e que está sendo incrivelmente bem tratada graças à iniciativa de um cidadão, o Dr. Fabio Bibancos, e à ação voluntária
de mais de sete mil dentistas de todo o Brasil, inclusive da região, como aparece em CIDADANIA.
4:°Meio Ambiente
Índice
Iniciativa e atitude também deixaram este coração de mãe nas alturas quando fomos atrás de
uma das melhores notícias já apuradas por este periódico: o plantio – voluntário – de mais de 600 mil
mudas de espécies nativas na região, como mostramos em MEIO AMBIENTE.
Para completar nosso foco na importância de se preservar a natureza, temos a primeira coluna do ambientalista Fabio Feldmann, que eleva de maneira especial
a qualidade de
conteúdo
do
360. Afinal tratase de um dos principais conhecedores,
estudiosos e mobilizadores do país quando
o assunto é Meio Ambiente. E quem por
ventura ainda não o
conhece, vale pesquisar para conferir de
quem se trata e saber
que ele é o responsável pelo capítulo de
Meio Ambiente da
Constituição Brasileira, entre outros feitos.
Por falar em colaboradores, a edição traz novos pontos de
vista de nossos colunistas, e abre espaço para um cartunista
de mão cheia, Marcelo Ruis, que nos autorizou a publicar
seu Diário da Corte, em tiras cômicas e irônicas.
Confira também em CULTURA o início da temporada anual
do Circuito Cultural Paulista, que traz ótimos espetáculos
para a região. E de graça, o que é muito bom e democrático.
Por essas e outras, conseguimos aumentar um pouco a tiragem, saltando para 10 mil exemplares nesta a edição, talvez
a mais trabalhosa e tumultuada! Mas por nossos leitores,
todo esforço e sacrifício valem a pena. Esperamos que ela
traga um momento de satisfação para você, que é nossa
razão de existir. Boa leitura!
Flávia Rocha Manfrin
| editora 360
e xpediente
7: °Gastronomia
10:°Cidadania
13:°Cultura
14:°Bacana ‹classificados›
15:°Papo cabeça
16:°Meninada
c artas
Foto: Flavia Rocha | 360
2 |editorial
Flávia,
Sempre acreditei em seu talento e inteligência para o jornalismo. Acabo de receber o seu
jornal e como sempre, trato de lê-lo na hora.
Esta edição me tocou de maneira especial,
pois a reportagem sobre o Colégio Camões
ficou maravilhosa. Você conseguiu colocar
no papel toda a essência da escola de uma
maneira clara e gostosa de ler. Parabéns.
Kátia C.Dias Catalano Nardo | Sta.
Cruz/SP
Flávia,
Tenho ficado muito contente de receber o
jornal e quero parabenizá-la pela excelente
qualidade das matérias e a forma positiva
com que os assuntos em geral são abordados. Tenho certeza de que cada vez mais
você vai ter sucesso.
José Luiz Acar Pedro | Alphaville/SP
À redação:
Por que razão o jornal tem tantos erros em
quase todos os números?
Mario Eugênio Ferreira | Ourinhos/SP
NOTA DA REDAÇÃO: Sr. Eugênio,
Uma das razões é nossa precária estrutura editorial em termos de programas, sistemas e prazos. Também atribuímos a uma oculta e intensa
proliferação de erros de digitação. “Igual a coelhos”, como costumamos dizer, pois saiba que
mesmo quando conseguimos revisar várias
vezes e com auxílio de mais olhos, eles aparecem. Peço que compreenda e tenha ciência de
que os perseguimos com afinco.
360 é publicação mensal da eComunicação.. Todos os direitos reservados. Tiragem desta edição:
10 mil exemplares Circulação: Sta. Cruz do Rio Pardo, Ourinhos, Avaré, Piraju, Chavantes,
Bernardino de Campos, São Pedro do Turvo, Ipaussu, Espírito Sto. do Turvo, Timburi, Águas de
Sta Bárbara, Manduri, Fartura, Cerqueira César, Óleo e postos das rodovias Castello Branco, Raposo Tavares, Eng. João Baptista C. Rennó e Orlando Quagliato. Redação e Colaboradores: Flávia
Rocha Manfrin ‹editora, diretora de arte e jornalista responsável | Mtb 21563›, Lucila Scudeler
‹revisão›, Odette Rocha Manfrin ‹separação, receitas›, Paola Pegorer Manfrin ‹repórter especial›,
André Andrade Santos ‹correspondente›, Edna Corral ‹administração e distribuição›, Glória Maria
de Almeida ‹auxiliar de produção e arte›, Eric Gonzaga de Oliveira ‹auxiliar de produção e conteúdo›. Colunistas: Guca Domenico, José Mario Rocha de Andrade, Fernanda Lira, Tiago Cachoni
e Fabio Feldmann Ilustradores: Franco Catalano Nardo, Rodrigo Biancão, Wellington Ciardulo,
Marcelo Ruis Vargas Martinelli e Sabato Visconti Impressão: Gráfica JS. ARTIGOS ASSINADOS NÃO
EXPRESSAM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DESTA PUBLICAÇÃO.. Endereço: Praça. Dep. Leônidas
Camarinha, 54 CEP 18900-000 – Sta. Cruz do Rio Pardo/ SP • F: 14 3372.3548 • Redação e
Cartas: [email protected] • Publicidade e Assinaturas: [email protected]
•março/2010
• Edição On Line: www.caderno360.com.br
EQUAÇÃO
do bem viver
*Guca Domenico
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36
É uma questão matemática, economia de
escala, essas coisas: quanto mais você melhora, mais o mundo fica ruim. É difícil
de entender? Tentarei
explicar.
Arte: Franco C a
ta
Imagine que você é
ladrão. Não faltarão
colegas, alguns em
postos respeitáveis,
exercendo mandato político oferecido por um
grande número de
pessoas.
Agora imagine que você é um santo. Conversa
com
quem?
Quantas pessoas
estão no seu nível e compreenderão
quando você diz que não vai passar
ninguém para trás porque tem princípios?
Continue imaginando. Agora você é drogado ou beberrão. Parceiros para as baladas são encontrados facilmente. E se você
gosta de ler e estudar? Além de te
chamarem de chato (nunca vi leitores
chatos, geralmente são bons de papo e assunto é o que não falta), talvez insinuem
que você não gosta de sexo. Ah, também
é possível que duvidem de sua sexualidade
ou da integridade moral do (a) parceiro (a).
O problema que não é problema – ao contrário – é que você sente na própria alma
os benefícios de viver assim e, fazendo a
conta do ônus e do bônus, considera mais
importante viver dentro de princípios,
mesmo sem levar vantagem.
Aparentes vantagens, diga-se, porque os
tesouros que o homem justo amealha não
sofrem ação do tempo, não desvalorizam.
É o famoso dilema hamletiano: ser ou não
ser – eis a questão. Ou seja, quem “é” não
precisa ter porque o ser tem valor indizível.
Vale a pena qualquer sacrifício.
Quando se trabalha honestamente, não
há possibilidade de injustiça, dia virá em
que o prêmio lhe será entregue. É perseverar para ver. Não se deixar abalar por resultados aparentemente vantajosos de
quem faz a coisa errada. O bandido sempre perde no final. O vilão das novelas vai
bem até o penúltimo capítulo para garantir a audiência do conflito. Na vida real
também é assim.
Demorou uma eternidade até que eu
aprendesse a viver sem reclamar de tudo.
Não é aprendizado fácil. Foi fruto de trabalho interno, meditação e um tanto de
oração para ter força para vencer o mal
que insistia em morar no meu coração. Finalmente, consegui desalojá-lo. Pensa que
ele foi de vez? Que nada! Vez em quando
ele bate à porta, quer entrar, sentar e colocar o pé no sofá. Dá trabalho esse danado.
Pensa comigo: se nosso pai terrestre faz o
impossível por nós, se nos ama incondicionalmente, apesar de nossas malcriações
e ingratidões, imagine o que está no céu!
Sou uma criança, estou aprendendo a confiar. Segurar na mão e ir... sempre em
frente e para o alto.
*Músico e escritor santa-cruzense que vive em São Paulo |
[email protected] | www.gucadomenico.com.br
ABSURDOS
na escola
*Fernanda Lira
Em que ano você está? Com cara de
interrogação, a criança já olha pra
mãe, que trata de cumprir com a
tarefa de explicar. E muitas vezes fica
confusa, ainda mais se tem dois ou
mais filhos. Segunda série do
primeiro ano. Ou será primeiro ano
da 3ª série? Caramba, isso é melhorar a qualidade de ensino? Demonstrando que os responsáveis por isso –
instituições de ensino, educadores e
gestores da educação – não são capazes de, se é o caso, estabelecer
mudanças, fazê-las com coragem?
“Estou no primeiro ano”, deveria responder, segura, a criança. Ou,
“estou na oitava”, deveria dizer o
carinha, seguro que o perguntador é
quem deveria saber que são nove
anos no ensino fundamental atual. É
de uma incompetência tremenda
não haver alguém no mundo da educação que resolva – ou trate de fazer
resolverem – isso.
E o professor? Que diremos de professores que não sabem escrever corretamente a nossa língua? Por que os
professores se sentem tão confortáveis falando errado? Acham exagero? Façamos um teste. Professor:
corrija a frase abaixo. A correção
sairá aqui, na próxima edição.
Num momento em que a sociedade aceitou, como sempre
pacivamente (somo mesmo um
rebanho a merce dos intereces e
espertesas de uns e outros), a mudança da ortografia, quem tinha
livros ficou com um monte de material com ERROS. Isso é que é estímulo a leitura e a aquisissão de
livros –, inclusive o mercado editoriau, um forte setor, não mostrou-se capaiz de ajudar a evitar
esse desastre. Agora, quem tinha
uma justificativa para não comprar
livros, ficou ainda mais inceguro.
Há 100 anos atrás o livro era mais
valorizado do que hoge em dia.
Uma pena que sejamos a escessão
da humanidade, que evoluiu, mais
não valorisa o saber. Derepente
isso muda, mais quando será que
vamo acordar para essa questão?
*Jornalista de São Paulo que adora o interior
| [email protected]
arte: Rodrigo Biancão | 360
3 | ponto de vista
4 | meio ambiente_agronegócio
ÁRVORES nativas ganham
(muito) espaço na região
Flávia Manfrin _
editora 360
Rodovia SP 237, próxima à entrada
da USL: mudas plantadas crescem e
mostram a capacidade da natureza
emproporcionar conforto, harmonia
e beleza, além da importância para
a qualidade e preservação da vida
Foto: Facervo USL
Bons ventos andam soprando na região e
a notícia é das melhores: um reflorestamento de mata ciliar, envolvendo cerca de
80 espécies de árvores nativas, num total
de mais de 600 mil mudas, começa a ser
realizado e deverá recuperar cerca de 360
hectares de área de preservação espalhados por 70 propriedades rurais, pertencentes a quatro municípios: Santa Cruz
do Rio Pardo, Chavantes, Ipaussu e Ourinhos. O feito é fruto da iniciativa dos
promotores de justiça responsáveis pelo
meio ambiente das quatro cidades e do
apoio do grupo Irmãos Quagliato, maior
Mudas de
espécies
nativas já
estão sendo
plantadas
na região
proprietário de terras da região e dono da
Usina São Luiz.
Eles foram procurados por Wladmir
Brega Filho, promotor de Santa Cruz, e
Marcelo Saliba, promotor de Chavantes,
que levaram a ideia do proejto. Com o
Foto: Flavia Rocha | 360
Projeto elaborado pelo
Ministério Público de quatro
municípios ganha adesão do
maior grupo agroindustrial
da região, que irá plantar
mais de 600 mil mudas
de árvores nativas em
áreas de preservação
sinal positivo da empresa, outros dois
promotores foram incluídos ao time,
Marcos da Silva Brandini, de Ourinhos, e
Maurício Azevedo Ferreira, que atua em
Ipaussu. Após seis meses de estruturação,
o projeto já sendo posto em prática e vai
exigir um investimento de R$ 1 milhão
num período de 10 anos, tudo bancado
pelo Grupo Quagliato, que abraçou a
ideia e fez dela a principal ação de sua
política ambiental, intitulada “o meio am-
biente começa no meio da gente”.
Recuperação – O ponto alto do projeto é
seu caráter de recuperação, pois ele prevê
não só a não utilização da área de preservação permanente (a APP, constituída de
beiras de rios, lagoas, represas e nascentes) como também um renascimento
dessas áreas, através do reflorestamento.
“Existem algumas áreas que não são utilizadas, mas que não foram reflo-
Foto: Facervo USL
Partindo da equerda, Wladmir Brega Filho,
Marcos da Silva Brandini, Manoel Andrade,
Antonio Lima Sartori Marcelo Saliba, Maurício
Azevedo Ferreira, Roque Quagliato e Neco
Quagliato na reunião de assinatura
do acordo de reflorestamento
restadas, como uma nascente, que está
aberta. Isso faz com que haja assoreamento e uma série de problemas. Com o
reflorestamento, a tendência é que essas
áreas se recuperem ainda mais. Além
disso, as nascentes e rios são interligados,
facilitando a migração de animais e aumentando seu habitat”, explica Brega.
Voluntariado – O promotor destaca o
caráter voluntário do projeto, que foi feito
na base da conversa, sem qualquer ação
judicial. “Acho que o mais importante é a
voluntariedade. A Usina São Luis percebeu a importância de proteger o meio
ambiente e fazer um investimento alto,
que vai lhe dar retorno no campo ambiental, no social e de marketing. E há até
ganhos no Ministério Público, já que sentimos o resultado das nossas ações”,
afirma o promotor. Na Usina São Luiz,
o projeto começa a ser posto em prática
depois de passar pelo trabalho conjunto
de promotores, técnicos agrícolas e da
área jurídica da empresa. “Achei muito
interessante os promotores nos procurarem, pois o projeto atende à necessidade de proteger o meio ambiente e a
proteção ambietal faz parte da política de
qualidade da empresa”, explica o diretor
da área agrícola, Neco Quagliato.
Nova cultura – Questionado sobre a mudança de atitude numa empresa de mais
de 50 anos (a Usina São Luiz foi fundada
em 1951), Neco explica que é preciso
acompanhar a evolução do mundo e ir se
conscientizando. “A única coisa que nos
deixa um pouco chateados é que não
fomos nós quem desmatamos, e agora
somos nós que vamos pagar a conta desse
reflorestamento. Acho que devia ter uma
AÇÕES verdes
da USL
A política ambiental da Usina São Luiz, batizada
“O meio ambiente começa no meio da gente” inclui várias ações de
conscientização e preservação ambiental. Entre elas, vale a pena destacar:
Lixo patrocina saúde_ Iniciada em 2002, a campanha de coleta e
separação de lixo na empresa e em moradias de funcionários já rendeu
560 toneladas de lixo. Com a venda da coleta, ganham os funcionários.
“O dinheiro é revertido aos funcionários. Se um deles precisa de uma
prótese ou de uma cirurgia que o governo não cobre, esse dinheiro é
gasto com isso”, explica Neco Quagliato, diretor da empresa.
Lixo vira dinheiro_ A coleta de lixo também promove um bazar
anual. Para fazer compras ali, é preciso entregar lixo reciclável e trocá-los
por pontos, que valem como moeda de compra no bazar.
Alameda verde_ Idealizada pelo presidente da empresa, Fernando
Luiz Quagliato, incluiu o plantio de 1500 mudas de mini flamboyants e
acácias cercando os canaviais dos dois lados da pista da rodovia de acesso
à empresa, a SP 327, além de palmeiras imperiais e árvores frutíferas na
vicinal que passa pela entrada da usina. “Hoje somos referência no percurso da rodovia. Muitas pessoas param para tirar fotografias”, conta Neco.
iniciativa do governo para financiar ou
bancar esse custo, que é elevado”, pondera. Apesar de não haver incentivo de
qualquer natureza, a empresa comemora
a ação. “Acho que todo mundo ficou contente e estão todos empenhados e animados para isso”, garante o empresário.
Efeito Cascata – Entre vários aspectos, o
acordo firmado entre a Usina São Luiz e
o Ministério Público estabelece as áreas a
serem reflorestadas e o cronograma de
multas. Isso significa que proprietários
rurais que vendem cana para a USL não
podem ser autuados a partir da data da
celebração do acordo, sob pena de não
poderem vender seu produto para a empresa. “Acreditamos que isso também é
um aspecto positivo, porque quem quiser
vender cana para a Usina saberá que não
pode ter autuação ambiental. E se no momento atual não puder, pensará em proteger o meio ambiente para reverter a
situação num outro momento”, explica
Brega. Sobre essa questão, o diretor da
USL destaca: “Vamos fazer um trabalho
de conscientização dos nossos parceiros,
para que tenham esse tipo de atitude também. Acho que isso é uma coisa que não
tem volta, então é importante.”
Plantio e Fiscalização – O valor do projeto será aplicado no custo das mudas, no
plantio e na manutenção. “Depois que se
planta, temos que manter as áreas por
dois anos com mão-de-obra trabalhando,
para ter o efeito desejado”, explica o diretor agrícola da USL. A escolha das
mudas, de acordo com Brega, segue a
resolução do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que estabelece
quais serão as espécies. “A ideia, naturalmente, é buscar a maior biodiversidade
possível”, ressalta o promotor. Para certificar-se de que o acordo está sendo
cumprido, o Ministério Público contará
com relatórios periódicos detalhados,
contendo dados de cronograma, fotos,
notas das mudas compradas, lugares de
plantio, entre outros. E terá a liberdade
de averiguar, em caso de alguma dúvida.
arte: © 3dts | Dreamstime.com
SINAL
*Fabio Feldmann
Não poderia deixar de iniciar minha participação neste espaço sem dizer que será um
imenso prazer colaborar com o jornal
Caderno 360 e poder dividir minha
experiência com seus leitores.
Como muitos devem saber, estou envolvido com as questões
ambientais há 30 anos.
VERDE
anas, tem prestado mais atenção aos produtos que consome, nos bens que adquire,
visando uma prática de consumo mais
consciente, o que também influencia a ponta da cadeia produtiva a
ser mais sustentável; a mídia
também tem seu papel fundamental ao passo em que dissemina o tema e leva informação às pessoas, gerando
conhecimento e, por fim, o
governo tem o papel importantíssimo de traduzir toda
essa discussão em políticas
públicas em prol do Desenvolvimento Sustentável.
Uma das coisas que mais
aprendi durante minha carreira profissional é que o
conhecimento só é válido
quando compartilhado. Por
essa razão, acredito que essa
coluna tem como função primordial estabelecer um canal
de conversa com os leitores, especialmente no que tange aos
temas importantes de nosso cotidiano que versam sobre o meio ambiente.
Para começarmos nossa conversa, acho importante
falar um pouco sobre alguns conceitos que sempre ouvimos falar quando o assunto é meio ambiente, como, por
exemplo, “Desenvolvimento Sustentável”.
Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) da Organização das Nações
Unidas – ONU, Desenvolvimento Sustentável é aquele que
atende às necessidades presentes sem comprometer a poss ibilidade de que as futuras gerações satisfaçam suas
próprias necessidades.
A ideia deriva do conceito de ecodesenvolvimento, proposto nos
anos 70, por Maurice Strong e Ignacy Sachs, durante a Primeira
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada em Estocolmo, em 1972. Em 1987, foi criada a Comissão Brundtland, com o objetivo de avaliar os 15 anos
pós Estocolmo. Esta Comissão lançou o Relatório “Nosso Futuro
Comum”, cunhando o conceito de Desenvolvimento Sustentável,
que foi definitivamente incorporado como um princípio durante
a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento: a Cúpula da Terra de 1992, no Rio de Janeiro.
O aquecimento global está em
curso numa velocidade maior do
que se imaginava. São diversos os relatórios com dados alarmantes sobre as
mudanças climáticas, biodiversidade ameaçada, aumento do nível do mar, dentre outros.
Nesse contexto, devemos exercer o que chamo de “cidadania planetária”, ou seja, nos preocupar não só com o lugar
em que vivemos, mas com o planeta como um todo,
agindo localmente e pensando globalmente.
Acredito muito no poder de ação das pessoas. A sustentabilidade está intimamente ligada à conscientização de
cada um de nós sobre o seu importante papel na luta pela
conservação do planeta e pela garantia de condições mais
justas de vida para a população.
Como vocês podem perceber, o tema do meio ambiente
evoca diversas outras questões, evidenciando a
sua complexidade. Com certeza, teremos aqui o espaço e canal necessário
para refletir e abordar todos os nossos
questionamentos.
Em outras palavras, o Desenvolvimento Sustentável busca
o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental, sendo estes três pilares
interdependentes. A criação deste novo paradigma requer
que a sociedade, de maneira geral, incorpore esse novo significado.
Nesse sentido, o setor empresarial tem buscado incorporar
a dimensão ambiental em seus negócios, garantindo sua
própria sobrevivência; o cidadão, em suas ações cotidi-
vo Iogurte Fa zend
o
a Botelho.
N
ural. Experimente!
Polpa d
e Fruta Nat
Versão 900 ml
*Ambientalista desde a
época de estudante, foi o
criador e participante de
várias organizações não
governamentais (ONGs), como a
Fundação SOS Mata Atlântica. Foi
também deputado federal (1986 a
1998), Secretário de Meio
Ambiente do Estado de São Paulo
(1992 a 1995) e criador do Fórum
Brasileiro de Mudanças Climáticas
(2000) e do Fórum Paulista de
Mudanças Climáticas Globais e de
Biodiversidade (2005).
Atualmente, dirige um escritório
de consultoria ambiental, que
busca promover os princípios do
desenvolvimento sustentável nos
diversos setores da economia.
ffconsultores.com.br |
[email protected]
•agenda eco
HORA do planeta
A Hora do Planeta é uma iniciativa global
da Rede WWF para enfrentar as mudanças
climáticas (www.horadoplaneta.org.br).
No sábado, dia 27 de março de 2010, às
20h30, pessoas, empresas, comunidades e
governo são convidados a apagar suas
luzes por uma hora para mostrar seu apoio
no combate ao aquecimento global.
Na 1ª edição (2007, na Austrália), 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes.
Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas
de todo o globo aderiram à ação.
Em 2009, quando o WWF-Brasil realizou a
Hora do Planeta no Brasil pela 1ª vez,
quase 1 bilhão de pessoas em todo o
mundo apagaram suas luzes. Participe!
•drops verde
BOA notícia
do mês
Em 2010, 70% da
colheita da Usina São
Luiz (Ourinhos) será de
cana crua, que é a cana
sem queimar.
Isso será possível com a
mecanização da colheita
de cerca de 7 mil
alqueires.
TELHADO
verde
Na verdade é branca a cor
aplicada no telhado do
Supermercado São
Sebastião, em Sta. Cruz.
A medida deixa a
temperatura da loja mais
amena e gera economia
de energia também!
7 | gastronomia _ imperdível
PÁSCOA solidária
•:360 indica
Nesta época do ano, todo mundo
se prepara para cair de boca
numa das mais deiciosas invenções da humanidade, o chocolate. Sua origem, na América
Central, entre Maias ou Astecas,
é incerta, mas sua capacidade de
deliciar os mais diversos paladares é mais que certa. E se qualquer data é motivo para incluí-lo
na lsita dsse presentes, na Páscoa, ele reina absoluto, na tradicional forma do ovo que é
entregue (na moita) pelo coelho,
ou nas mais criativas embalagens, sabores e composições.
Em Santa Cruz, o chocolate,
principalmente nessa época, tem
um sabor a mais, incomparável e inconfundível: o da
solidariedade. É por isso que mais e mais gente, além
de muitas empresas, tratam de fazer suas encomendas
na Chocolataria do Frei Chico, criada pela entidade
que atende menores e tem o mesmo nome
Para quem é de longe e não sabe dessa história, foi
através do confeito de ovos de páscoa, de forma artesanal, que as voluntárias que sempre ajudaram o
padre a juntar recursos para cuidar das crianças que
moram na Casa do Menor e das que frequentam a
Creche São José, mais de 300 pessoas entre zero a 18
anos. depois de 22 anos, a chocolataria, que tem um
show room bem arrumado e uma capacidade de produção elevada, é mantida com a ajuda de muitos voluntários. E o resultado, além de melhorar a vida das
crianças, é de dar água na boca. Em tempo: não é só
na Páscoa que eles produzem deliciosos chocolates.
A produção é feita durante todo o ano, inclusive para
grandes volumes e atendimento às empresas.
Chocolataria Frei Chico: 14 3373.2244
Novo Iogurte Fazenda Bote
lho.
Fotos: Églea de Britto
Foto: Flavia Rocha | 360
Flavia Manfrin_editora 360
No alto, garotas do Centro Social São José
ajudam a produzir os deliciosos chocolates,
que são delicadamente embalados pelas
voluntárias, senhoras de Sta. Cruz (foto
news
INFORMATIVO DA SPECIAL DOG
Toda a linha Special Dog tem
qualidade premium atestada
Dois importantes selos de qualidade conquistados pela linha Special Dog
comprovam as vantagens que ela oferece ao consumidor
A Special Dog, sem a necessidade de
realizar grandes transformações para
se adequar ao selo, conseguiu cumprir todos os requisitos da cer*ficação ISO 9001, conforme foi
verificado por auditorias externas,
procedimentos que vão con*nuar a
acontecer periodicamente a fim de
confirmar a manutenção dos padrões
que garan*ram o cer*ficado, como
ocorre com o sistema ISO.
Esta conquista significa que a Special
Dog está cada vez mais atenta a agir
de acordo com padrões de comportamento que visam ao bem estar cole*vo. Uma conquista celebrada por
todos os colaboradores e que traz
uma grande vantagem para o consumidor, que não paga mais por isso.
A qualidade do produto – Além da
conquista do cer*ficado ISO, de qualidade da empresa, toda a linha Special
Dog agora tem o selo PIQPET, que
O selo Iso 9001/2008 também
vai aparecer nas embalagens de
toda a linha Special Dog
garante a qualidade do produto. Para
se obtê-lo, também é preciso cumprir
uma série de exigências, apresentadas no Programa PIQPET, criado
pela ANFALPET (Associação Nacional
dos Fabricantes de Produtos para Animais de Es*mação).
Também é através de auditorias que
a ANFALPET avalia os produtos. E o
resultado da Special Dog não poderia
ser melhor: todos os produtos alcançaram o padrão “premium” do
PIQPET.
Outro fator importante desta conquista de qualidade de produto é que
poucas empresas já alcançaram o
padrão PIQPET de qualidade. Dentre
as cerca de 120 fábricas de alimentos
para cães e gatos existentes no país, a
Special Dog é a 5ª a obter o selo.
De olho na gôndola – Progressiva-
INFORME PUBLICITÁRIO
mente, os selos ISO 9001 e PIQPET
estarão estampados em todas as embalagens dos produtos da linha Special Dog. Mas o consumidor já pode
ser avisado: seja para cães ou gatos,
os produtos da marca têm qualidade
premium e são fabricados segundo
padrões internacionais de qualidade.
Uma conquista para o consumidor. E
também para o país, que tem mais
uma empresa a adotar sistemas rigorosos de conduta, com o obje*vo de
ser um agente responsável da nossa
sociedade.
Está a todo vapor a campanha que a Special Dog
criou para lembrar a todos
os que trabalham com os
produtos da empresa sobre
a importância da atitude de
cada um em benefício da
satisfação do consumidor
em relação à alimentação
de seu pet.
Entre as ações, uma vez por
mês colaboradores, representantes e comerciantes
vestem a camisa da campanha destacando a responsabilidade diária para
que o consumidor tenha
momentos felizes com seu
animal de estimação.
foto: © Ankevanwyk | Dreamstime.com
A linha Special Dog começou o ano
de 2010 somando muitas conquitas.
E todas ligadas à qualidade dos produtos que fabrica. A primeira foi o
cer*ficado ISO 9001, versão 2008,
que atesta que a empresa produz alimentos para cães e gatos seguindo
padrões rigorosos em cada item de
sua ro*na: tratamento e treinamento
de colaboradores, respeito ambiental, compra e uso de matérias-primas,
infra-estrutura, entre outros.
Animal de estimação
A palavra
pet, talvez
a mais
usada em
todo o
mundo para
designar o
animal que
escolhemos
para fazer
parte da
nossa vida,
não deve ofuscar o belo significado da tradução brasileira:
animal de es#mação. E o que é isso?
É escolher um animal que você passa a cuidar e,
como o próprio significado diz, es#mar.
Todos os produtos da
linha Special Dog
ganharam o selo
P I Q P E T de
qualidade na
categoria “Premium”
Esse sen#mento é fácil de se iden#ficar, afinal está presente
em muitas das nossas relações de afeto. E significa respeitar
e querer o bem. Então, tratar bem o pet é conduta básica de
qualquer pessoa que seja responsável por ele,
ou apenas faça parte da sua convivência.
Es#mar um bichinho que, por maior ou mais feroz que
seja, é indefeso diante do homem, significa, entre
outros cuidados, garan#r que ele não seja alvo de
brincadeiras que possam machucá-lo,
Um dos mais renomados
tanto sica, como psicologicamente.
tosadores de pets de
As crianças, às vezes por ainda não terem
Ourinhos, Flavio Francisco
noção do quanto possam estar
Campos aceitou testar a
prejudicando o animal, devem
nova Dog Gold, mas
escolheu um cão de
ser sempre orientadas sobre
16 anos que só
isso, inclusive para evitar
come um $po de ração,
que
eles se tornem agrescom aroma específico, inclusive.
sivos com elas, afinal se eles
Mesmo tendo chegado já alimentado
se
ao Centro Esté$co, o animal aceitou
sen#rem incomodados,
a Dog Gold na hora. “Foi algo fora
naturalmente irão reagir.
do comum”, disse Flavio, que
foto: acervo Special News
MUNDO CÃO
]mantém seu atendimento na
loja Arruda Agropecuária.
Flavio, do Centro de Estética Animal
São Francisco, há 6 anos atendendo a
região de Ourinhos. Para agendar
horário é só ligar no (14) 3326.7362
O teste comprova um dos principais
itens de qualidade da nova
Dog Gold: a alta palatabilidade.
Ou seja quanto ela é agradável
ao paladar do pet.
Uma dica é sempre conversar com a criança.
Outra é examinar o pet com frequência, para ver se não há
algum machucado feito na base da brincadeira.
Aliás, mantê-lo sempre aliviado de qualquer #po de lesão,
mesmo as que surgem por outras causas, faz parte da
conduta de quem escolheu um bichinho para es#mar!
INFORME PUBLICITÁRIO
foto: © Crystalcraig | Dreamstime.com
EU E MEU PET
10 | cidadania
Foto: acervo Angelermi Teodoro
Criada por um dentista
preocupado com a situação
bucal de jovens brasileiros,
a Turma do Bem é um grande
sucesso de ação voluntária e
resultados efetivos. E está
presente em todo lugar
Foto: Flavia Rocha | 360
VONTADE de fazer o bem
Flávia Manfrin _ editora 360
Inquietude social – Pergunto a um entu-
siasmado cidadão, que me recebe em sua
sala, por que razão deciciu criar o movimento, já que podia dedicar-se a desfrutar dos prazeres que o êxito – explícito –
profissional lhe garante. “Essa é uma pergunta difícil de se responder”, começa,
pensativo. E continua: “Nós somos um
conjunto de coisas. Minha família é toda
muito ligada, sempre dando auxílio às
pessoas, nunca olhando só pro seu
umbigo. Nunca seguimos um padrão
careta de se viver. Meu pai e minha mãe
sempre estiveram à frente do seu tempo,
fazendo coisas que ninguém fazia, então
é uma mistura de crítica com visão social.
Também estudei em colégio jesuíta e os
padres eram mais progressistas, nos levavam às favelas e lá víamos qual era a realidade. Fazíamos cadastramento das
famílias em Heliópolis e ficávamos todos
indignados por aquelas pessoas morarem
ali, éramos da classe média e aquilo não
era nossa realidade. Eu tenho uma profissão muito elitista, então é preciso desfocar esse olhar”, revela Bibancos.
Como fazer bem – A Turma do Bem é
uma organização não governamental que
já ganhou prêmios, tem apoio de grandes
empresas, conta com profissionais muito
envolvidos em sua infra-estrutura e já
congrega mais de sete mil dentistas que
À esquerda, Bibancos supervisiona o
trabalho da equipe da Turma do bem.
À direita, Angemerli em dia de recrutamento. Eles põem a mão na massa
atendem de graça, em seus consultórios,
jovens com os mais sérios problemas bucais, que são resolvidos, muitas vezes,
com o atendimento de mais de um profissional, de acordo com a especialidade
necessária para o tratamento.
Os números, tanto de profissionais que
se tornam Dentistas do Bem, quanto de
pessoas atendidas – mais de 12 mil jovens
–, assim como os desdobramentos do
projeto surpreendem, mas Bibancos explica que a equação é simples. “O fato de
dar certo é porque sou obsessivo em fazer
tudo direito. Essa é a diferença. Eu me
comprometo a fazer as coisas assim. Mas
Fotos: acervo Turma do Bem
Querer é poder. Quantas vezes ouvimos
isso na vida? E quanto nos frustramos ao
ver nossos sonhos e desejos não realizados? Não é o caso, definitivamente, do
dentista Fabio Bibancos, que parece não
fazer a menor questão de ser chamado de
“doutor” em sua sofisticada clínica que
funciona num dos tradicionais bairros de
São Paulo, a Vila Mariana. E por que
razão o 360 foi à capital para falar com o
dentista que atende pencas de gente
famosa e importante? Porque ali, com a
mesma atmosfera de um mundo de alta
produtividade e sucesso, funciona a sede
da Turma do Bem, que Bibancos criou há
sete anos e dedica-se a cuidar dos dentes
de crianças e adolescentes com o mesmo
empenho e atendimento feito aos clientes
endinheirados: com hora marcada e a
qualidade referendada por quem quer –
e pode – ter um sorriso perfeito.
Antes e
depois: a
dificuldade
de ser
alegre e
sentir-se
igual passa
quando se
tem dentes
bem
tratados,
Foto: Flavia Rocha | 360
Angemerli Teodoro e Luciano
Palácios Paes, a satisfação e o
compromisso de ser Dentistas
do Bem todos os dias
essa é uma análise muito rasa, há outras
questões como: coincidência, sincronicidade, conhecer as pessoas, curiosidade,
leitura. Enfim, é uma soma”, explica
mostrando toda a sua transparência.
Contágio do bem – Bastam cinco minutos ao lado de Bibancos para sentir vontade de agir em benefício das pessoas
menos favorecidas. E essa vontade, que
ele transforma em realidade, muda a vida
de muita gente, entre pacientes e voluntários. Com seu espírito empreendedor e
determinação em fazer as coisas bem
feitas, ele conseguiu apoio financeiro de
empresas de grande porte, como a PDP
(de energia, de Portugal), Trident, Kavo
(de materiais odontológicos) e mineradora Vale do Rio Doce.
Reconhecimento – Também na região
onde o 360 circula de maneira mais pulverizada (aumentamos nossa circulação
para mais cidades), já há profissionais que
se dedicam a realizar em suas cidades o
trabalho que Bibancos coroa a cada ano
com um evento de premiação repleto de
informação e presença
de gente famosa. Isso
significa premiar muita
gente. Dentistas que
fazem atendimento,
coordenadores que
fazem triagem nas escolas e mobilizam
colegas, parceiros
que ajudam nas diveresas atividades
da ONG e, claro, os
jovens que comparecem e provam a
importância da saúde bucal para todas
as pessoas.
Casos de sucesso – Entre os diversos voluntários que merecem ser conhecidos,
está Wagner Rodrigues, dentista do setor
público em Avaré e Itaí. Ele não atende em
consultório. Mas participa, como coordenador. E com afinco. Recém ingresso na
ONG, já conseguiu a adesão de todos os
dentistas de Itaí e agora parte em busca
de voluntários em Avaré.
Já a ortodontista Angemerli Teodoro,
colega de faculdade de Bibancos, assumiu
tarefa dupla, atuando como coordenadora
e fazendo atendimentos ortodônticos.
Profissional de Ourinhos, ela conseguiu a
adesão de 30 dos 137 dentistas da cidade.
Apesar da agenda atribulada, ela consegue
se dedicar muito. A ponto de, em poucos
meses, ficar entre os 10 finalistas da premiação. “É muito gratificante. Você não
adota só a boca da criança, mas a criança.
Se precisa de otorrino, você vai atrás, se
precisa de um remédio, também”, conta
com um sorriso no rosto.
Angemerli destaca o lado do paciente e da
sua família quando avalia a satisfação de
ser uma Dentista do Bem. “E se eu precisasse disso um dia? Se fosse a minha
filha? Eu tenho meu consultório, ganho
dinheiro… e se, de repente, viesse um
tsunami? Ninguém para para pensar
nisso”, reflete.
Documentário – A penosa realidade
brasileria no atendimento público e a ação
da Turma do Bem foram documentadas
no ótimo filme Boca a Boca, dirigido por
Márcio Werneck, outro cidadão que não
mede esforços para fazer o bem. Vale a
pena ir atrás do DVD e assistir ao filme,
que já esteve em cartaz na capital e pode
ser apresentado no cinema da sua cidade.
Basta procurar a Turma do Bem.
Info: www.turmadobem.org.br
No
vo Iogurte Fazenda Botelho.
Sabor d
nte!
e
ireto
a
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m
E
i
r
x
e
p
d
da fazen
Versão 500 ml
PING
pong
com Dr. Bibancos
Quando você criou a Turma do Bem,
imaginava que o projeto iria se transformar nesse grande movimento,
com resultados tão grandiosos?
Não. O projeto é muito grande e eu
não tinha preparo para isso. Nunca
imaginei ganhar o prêmio de Empreendedor Social e ir para Davos (na
Suíça, onde participou do Fórum Ecônomico Mundial) e falar com Bill
Gates. Nunca projetei minha carreira
para isso, e acho que nem para minha
própria clínica.
Para onde vai a Turma do Bem?
A Turma do Bem não vai, é levada
(risos). E está chegando a Portugal
para iniciar o projeto português,
visando ir para a África. Então, se eu
te disser um lugar para o qual nós
vamos, é a África.
Trace um paralelo entre ser uma pessoa bem-sucedida e a satisfação que
você alcança fazendo esse trabalho.
Acho que é meio assim: já fiz o meu
kit-felicidade da classe média. Comprei casa própria, tenho meu carro,
uma casa na praia, tenho sapato,
roupa, meu filho numa escola legal,
com boas notas… e aí, que mais?
Você parte para aquela bestialização
da vida (eu entendo assim), se torna
milionário e compra o que quiser, ou
reflete e vê que está bom e agora
pode dividir.
Nosso jornal circula em cidades pequenas do interior. Qual o recado da
Turma do Bem para os dentistas
dessas cidades?
Entrem na nossa rede, ajudem a nos
desenvolver. É simples, fácil, ajuda
você como pessoa, ajuda na sua carreira e você muda uma realidade.
POR dentro da
Dentistas do Bem_ Abriga o trabalho voluntário dos dentistas, incluindo treinamento de coorde-
Foto: acervo tdb
nadores e todas as demais ações de tratamento de jovens entre 11 a 17 anos em 2002. A triagem é feita
em escolas públicas e os critérios de seleção são proximidade do primeiro emprego, gravidade do problema bucal e perfil sócio-econômico. Quem for mais velho, estiver em piores
condições e for menos favorecido, tem preferência. Importante: os coordenadores visitam as escolas e fazem a avaliação, mas a seleção é feita em São PauCasos como
lo, por uma psicóloga, o que evita pediesse são
dos de favorecimentos aos voluntários.
rotina na
triagem
feita pelos
Dentistas
do Bem
Foto: Guto Arouca - tdb
É umd esafio contar em tão pouco
espaço a infinidade de ações que a
Turma do Bem promove e realiza.
Para saber mais, visite
www.turmadobem.org.br
Sorriso do Bem_ É um evento
anual que premia os melhores do ano,
entre dentistas e empresas que atuam
voluntariamente na Turma do Bem, prestando serviços, por exemplo. Realizado
em São Paulo, em sua 5ª edição, em 2009, trouxe 200 profissionais, os melhores
do ano, para dois dias de imersão nos conceitos e métodos da Turma do Bem.
E acabou numa grande festa (fotos à direita)
Fotos: Kátia Arantes - tdb
Dentista verde_ Um projeto piloto está sendo implantado
em São Paulo, prevendo a conscientização do dentistas a respeito
dos impactos ambientais que ele
pode causar em seu consultório.
E estimulando a coleta seletiva.
Eles compram o kit para recolher
escovas de dentes e tubos de creme
dental e recebem uma cartilha com
orientações cotidianas. O material
recolhido vai virar uma obra de arte.
Assistentes do Bem_ Curso de capacitação
profissional para jovens que já receberam o atendimento.
Tem duração de seis meses, é gratuito e vai permitir a inclusão no mercado de trabalho.
Informações:
14
3372.1470
www.icaicara.
c o m. b r
[email protected]
icaicara.com.br
•
Sta.C. R. Pardo
Depois de perder os dentes da frente
numa queda, Maria Rita sentia muita
dor e vergonha de sorrir. Mas isso é
passado, graças ao atendimento da
Turma do Bem. Ela esteve no evento
que premiou os melhores do ano e foi
recebida pelo ator Rodrigo Lombardi
13 | cultura
GRÁTIS Circuito
CIRCUITO cultural
Cultural Paulista
foto: divulgação
volta à cena no interior
Um dos melhores programas de disseminação da cultura volta a acontecer no interior de São Paulo. O
Circuito Cultural, que traz espetáculos de diversas vertentes da arte,
como teatro, música, circo, dança,
entre outros, já está sendo realizado
desde o início de março em muitas
cidades paulistas.
Um dos destaques da programação é
Piraju, que parece ter conseguido se
destacar como cidade anfitriã do projeto. Ali, o Circuito acontece há dois
anos e meio. E já traz desdobramentos, como um festival de teatro de
bonecos, previsto para abril.
Segundo Paulo Henrique da Silva,
diretor de cultura da cidade, conhecido como Paulo Viggu ,que saiu em
busca de projetos que pudessem
acontecer na cidade desde que assumiu o cargo, há cinco anos, o tra-
balho em Piraju envolve dois fatores
básicos. O primeiro é a divulgação.
Ele e sua equipe se esmeram em divulgar os espetáculos em colégios, lugares onde se concentram pessoas,
entre conhecidos que gostam de
eventos culturais e podem trazer
mais gente. E dá certo. O público
comparece, aproveitando da melhor
maneira possível o alto padrão de
qualidade da programação, que é
gratuita, vale dizer.
O segundo aspecto, segundo Viggu,
é o receptivo aos espetáculos, tanto
do público, quanto dos artistas. A
equipe, incluindo ele, está sempre
prestes a resolver qualquer questão.
Esse aconchego confere certa preferência à cidade, como é o caso do festival de bonecos que vai acontecer em
breve. Por ter participado do Circuito
em 2009, o diretor decidiu realizar
na cidade seu festival.
Ourinhos: 25/03_20h_14 anosh: • Teatro_
Só os Doentes do Coração deveriam ser
Atores. Antonio Petrin encarna ator às vésperas de reestrear Ricardo III, de Shakespeare. Teatro Miguel Cury • Info: 14
3302.3344 e 3302.1400
Piraju: • 17/03_16h00_Livre: Circo_ Cidade Dos Sonhos - Nau de Ícaros. Uma “ópera buffa” circense, poética e gastronômica.
Praça Ataliba Leonel • 27/03_20h30_
Livre: Teatro_ Gandhi, Um Líder Servidor.
As bailarinas movem o palco, o corpo e o espaço, possibilitando interação com a platéia.
Cinemax Piraju • Info: 14 3351.3622
Assis: 27/03_20h30_Livre: • Dan-ça Infantil_A Fada Dos Espelhos Uma Reflexão
Mágica Pela Dan-ça_ Viagem pelo tempo e
pela his-tória da dança através de lembranças da Fada Miroir.| Teatro Mun. Pe. Enzo
Ticinelli •Info: 18 3322.2677
Programação www.cultura.sp.gov.br
Outro ponto que contribui para que
a população, inclusive de cidades vizinhas, aproveite o Circuito Cultural
são as parcerias que a secretaria de
cultura da cidade firma com a iniciativa privada local. Tanto que o Cinemax, mistura de teatro e cinema da
cidade, e o Iate Clube, são locais cativos para a realização dos espetáculos que requerem ambiente fechado.
Reconhecimento – Com boas avaliações dos artistas que comparecem à
cidade, e um público crescente aproveitando os espetáculos, Piraju foi
uma das três cidades convidadas a
contar sua experiência na reunião
que deu início à temporada anual, realizada na Secretaria de Cultura do
Estado de São Paulo, na capital. E
também somou uma boa pedida na
sua programação anual: a realização
de oficinas, com uma delas programada para o mês de abril.
CLASSIFIC
lazer
S
O
AD
automóveis
3372.2070
saúde e beleza
casa
15 |papo cabeça
APAIXONADOS
pelas bruxas
Não gosto de tudo o que você é, não quero tudo o que
você quer, mas quero tudo o que você é, do jeito que
você gosta. Não fosse assim, de quem é que eu estaria
gostando e a quem estaria querendo?
Quando eu era ainda estudante, muito tempo antes do
botox e dessas cirurgias plásticas maravilhosas, um professor costumava dizer: “a beleza é a mais efêmera das
virtudes”. Hoje a beleza caminha através das décadas
desafiando a sabedoria do professor.
Há muitos anos, assistindo ao “Saia justa” na TV, ouvi a
Rita Lee dizer algo que eu guardei e meu cérebro certamente adaptou: “eu olho para uma mulher de 60 anos
e me encanto. Quanta sabedoria há ali, quanta experiên-
POUCA
vogal
Esta é uma coluna sem muito timing, culpa exclusiva do preconceito
que por vezes teima em manifestarse neste que vos escreve. Quando li
sobre o novo projeto de Humberto
Gessinger (Engenheiros do Hawaii)
com Luca Leindecker (Cidadão
Quem), há mais de um ano, o
Pouca Vogal, logo pensei: presepada. E passei batido. Ledo engano.
Antes, só pra situar: em 2007, o Engenheiros lançou seu último disco (o
acústico Novos Horizontes), saiu em
turnê e depois resolveu dar um
tempo. No mesmo ano foi lançado
o mais recente (o sétimo) disco dos
também gaúchos do Cidadão
Quem, banda veterana (quase vinte
anos de carreira) e cultuada no sul,
mas de pouca projeção nacional.
Em 2008, os líderes das duas bandas, amigos e parceiros, resolveram
unir-se neste projeto paralelo, que
já nasceu com oito músicas lançadas
em seu site oficial, e saíram em
turnê. Após vários shows Brasil
afora, lançaram no finalzinho do
ano passado o CD e DVD “Ao Vivo
em Porto Alegre”.
Não há nada de novo e surpreendente neste disco, apenas belas
canções pop com ótimos arranjos
folk, prontas para agradarem qualquer ouvinte de FM país afora. O
cia vivida, lição aprendida, sua fala não
é a de uma jovem que fala sobre o que
acredita, mas sobre o que viveu, experimentou. Eu acho muito estranho essa
sabedoria toda num corpo jovem, ou que
pretenda parecer jovem, numa pele que não
mostra sinais dos anos vividos vestindo essa mulher bruxa, essa mulher sábia que mete medo no
homem vulgar que se apavora com sua magia".
Fico pensando nesse nosso mundo que gira, dá voltas,
resgata coisas perdidas, gostos em desuso, receptivo a
gostos novos. Quem sabe um dia (será?), haverá uma
legião de apaixonados pelas bruxas?
* Tiago Cachoni
problema nisso? Nenhum. Esta é a
função da música pop, e também a
intenção dos músicos envolvidos
neste projeto.
Meio a sério, meio na brincadeira,
e sem grandes pretensões,
Gessinger e Leindecker revisitaram
grandes hits de suas bandas de
origem, além das músicas originais
do projeto, no formato voz, violão,
viola, gaita e outros badulaques
pontuais, e cria-ram um álbum delicioso de se ouvir.
As canções compostas pela dupla
são boas, eficientes e com boas letras, mas as releituras são os pontos
altos do álbum. “Até o Fim”, do Engenheiros, ganhou um belo arranjo
com gaita e violão dedilhado, talvez
superior à versão original. “Somos
Quem Podemos Ser”, “Refrão de
Bolero” e “A Montanha” também
merecem destaque. Mas estas já estamos mais do que acostumados a
escutar. O que o grande público
precisa descobrir são as ótimas
canções do Cidadão Quem presentes no álbum, como “Girassóis”,
“Pinhal”, “Ao Fim de Tudo” e “Dia
Especial”, de longe a melhor delas.
Contrariando a letra de “Além da
Máscara”, de onde menos eu esperava é que veio um disco que me
atingiu em cheio.
*Vocalista da banda Landau69 que há anos tenta conciliar o vício
pela música, cinema e literatura com os estudos jurídicos
CONEXÃO
* André A. Santos
*Médico santa-cruzense que vive em Campinas
| [email protected]
arte: © Davidundderriese| Dreamstime.com
*José Mário
Rocha de Andrade
360
Uma das primeiras constatações que
fiz quando cheguei à Inglaterra foi o
comportamento do britânico. Diferentemente dos brasileiros, as pessoas aqui
não apertam as mãos quando se conhecem, não dão beijinho no rosto, não se
abraçam frequentemente. Essas demonstrações de afeto só acontecem quando
existe uma proximidade e um afeto grande
entre as pessoas. Foi o primeiro baque
que levei aqui: ausência de contato. E estranho, mas acho que já me acostumei a
não cumprimentar britânicos como costumo. Ah, mas quando estamos entre
brasileiros, o jogo muda totalmente!
Na minha escola (St. Giles Highgate),
pode-se perceber de longe quem é
brasileiro. Falamos alto, animados, entretendo nossos ouvintes. Rimos, discutimos calorosamente, totalmente diferente
do resto do mundo (diga-se de passagem).
Sim, italianos e portugueses são como
nós, mas comparando com Ásia e outros
cantos deste planeta, somos enérgicos.
Uma coreana da minha sala, durante uma
brincadeira para empregar adjetivos em inglês, disse que o que ela mais acha curioso nos brasileiros é o modo como
falamos, cheios de simpatia, energia,
querendo contagiar. Fiquei lisonjeado.
Uma das muitas vezes em que senti
muito orgulho de ser brasileiro e estar
defendendo minha bandeira aqui na Europa.
Outro ponto importante em minhas cons-
tatações é o modo como a Europa fala do
Brasil. Um importante jornal diário daqui
lançou suplementos sobre idiomas... e
qual a surpresa quando me deparo, durante o café da manhã, com o manual de
BRAZILIAN PORTUGUESE (Português
Brasileiro)... A descrição do editor? "Portugal deve muito ao Brasil... O que seria
do idioma português se nao fosse o
Brasil". Dei várias risadas, e continuei
lendo. Somos tidos como um país forte,
uma nação em desenvolvimento, de moeda
forte, e MUITA gente, durante os quase
constantes debates sobre politica que
vejo por aqui (o britânico é um cidadão
muito informado), diz "Brasil, Índia e
China vão dominar o mundo".
Mas mais impressionante, é como sabemos tanto sobre o mundo, e o mundo
sabe tão pouco sobre nós. O mais novo
dos filhos do casal que está me
hospedando não acreditava que São Paulo
era uma das maiores cidades do mundo.
Se não fosse a internet, não teria como
convencê-lo de que estava certo.
Outro ponto muito importante está no
quesito cultura... mas isso é assunto
para outro artigo. Continuarei minha saga,
desbravando a terra da Rainha... CHEERS!
André narra sua 1ª experiência de estudos no exterior. Ele viaja através da CI (Central de Intercâmbio) e
da Facamp (Faculdade de Campinas), realizadora da Olimpíada de Atualidades, da qual foi o primeiro colocado.
PINGO, o
16 I meninada
arte:Sabato Visconti | 360
Mata 7000
Pingo, quem é que colocou em
você esse boné escrito Mata Sete?
Se vamos combater nosso inimigo,
precisamos conhecê-lo primeiro.
Descobri que só a aedes
egypti fêmea pica
e cada uma delas põe de 250 a 400 ovos. Você matou 7. Se você
evitar que 20 delas nasçam, se cada uma delas puser 350 ovos,
você terá eliminado 7.000 mosquitos.
Pingo, esses mosquitos nascem em água
parada, acumulada em pneus velhos, garrafas deixadas por aí, vasos de planta com poças d'água, lixo
fora da lixeira. Pingo, você pode se tornar o MATA
SETE MIL. À luta. Só há um jeito de combater a
Dengue e o jeito é não deixar os mosquitos
nascerem. Você vai ter companhia, Pingo, todo
mundo vai ser um MATA SETE MIL.
vegetari ano co me
arte: Wellington Ciardulo | 360
arte do mosquito: Sabato Visconti | 360
ACHE os
7 Erros
e ajude
a evitar
a
Dengue
SEM DENGUE
?
COM DENGUE
Respostas: 7 Erros: moita no murinho, madeira do portão, calota do carro, olho do Pingo, garrafas na caixa, garrafa Alvinho, água no pneu. O que é: a batata da perna, a planta do pé e a palma da mão
O que é o que é
Q u e é...
canibal
P
I
N
G
O
Você encontra em
Sta. Cruz, Ourinhos, Ipaussu,
Chavantes, Canitar,
Bernardino de Campos e
Espírito Santo do Turvo

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