dos animais

Сomentários

Transcrição

dos animais
News
#12
Março
2016
Diversão
Passeie
tranquilo
com o gato
Sem dúvidas
O que levar em
conta na hora
de comprar a
casinha e a caixa
de transporte
Como interpretar
as expressões
e melhorar a
convivência
com seu pet
Bate-papo
Sheron Menezzes
fala sobre
a defesa da
causa animal
Linguagem
dos animais
Editorial
Gerente de Marketing Daniela Bochi
Analistas de Marketing Karine Raile Rocha
e Carla Storino Bernardes
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Direção Cléia Barros
Editora Responsável Simone Tavares
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Subeditora Camilla Chevitarese
Repórter Thayna Santos
Chefe de Arte Verúcio Ferraz
Diretor de Arte Paulo Albergaria
Colaborador Leonardo Andolini
Foto de Capa Shutterstock
Produção Gráfica Fernando Veiga
e Marcio Santos
Revisão Jeferson Menezes,
Kelly Rodrigues e Mariana Campos
Pré-impressão Grupo Rái
Impressão Gráfica Gráfica Plural
Tiragem 30 mil exemplares
A n ú n ci o s
Te l . : ( 1 1 ) 3 8 3 7 . 9 9 1 1
[email protected]
Cuide bem
do seu pet
É cientificamente comprovado que viver ao lado
de um pet faz bem à saúde e contribui para o
bem-estar. Mas, para garantir que essa convivência seja
benéfica, é fundamental prestar atenção à linguagem dos
animais. Na matéria de comportamento, mostramos como
interpretar o que eles dizem com base nas expressões e
na postura. Para os cães, por exemplo, abanar o rabinho é
um sinal claro de alegria. Os gatos, por outro lado, deixam
a cauda ereta e parada quando estão felizes.
Por mais que sejam bem tratados, os animais não estão
livres do risco de quedas e fraturas. Os motivos mais
comuns são acidentes domésticos, por isso a importância
de mantê-los em ambientes seguros e protegidos. Em saúde
e bem-estar, contamos o que deve ser feito quando o pet
se machuca e qual o tratamento mais indicado.
Falamos ainda sobre o que precisa ser
levado em conta na hora de comprar
a casinha e a caixa de transporte para
cães, damos dicas para passear ao
lado dos felinos e mostramos
as curiosidades do peixe
palhaço, conhecido por servir
de inspiração para o filme
“Procurando Nemo”.
Confira ainda uma entrevista
com a atriz Sheron Menezzes,
apaixonada pela
causa animal.
Boa leitura!
Índice
8
06
08
14
10
14
16
20
22
22
26
28
26
30
Notas
Passeios, curiosidades,
aplicativos e muito mais
Raio-X
A elegância do
gato oriental
Amigo cão
Como encontrar a casinha
e a caixa de transporte
ideal para o pet
Felinos
Dicas para passeios
tranquilos e seguros
Mundo animal
Curiosidades sobre
o peixe-palhaço
Úteis e agradáveis
Novidades à venda nas
prateleiras da Cobasi
Comportamento
Saiba como entender
a linguagem animal
Saúde e bem-estar
Quedas e fraturas
em cães e gatos
Bate-papo
Sheron Menezzes
Cobasi responde
Quais as principais
medidas para evitar
pulgas e carrapatos?
março 2016 COBASI
5
Notas
Ajuda
pela telinha
O mau comportamento de cães e gatos gera
muito estresse, tanto para os pets quanto para os
tutores, o que pode ocasionar, em casos extremos,
a doação do animal. Para evitar que isso aconteça
e que finalmente haja a compreensão entre os
dois lados, alguns canais de TV desenvolveram
programas com especialistas – e acima de
tudo apaixonados por animais – que ajudam os
tutores a entender os seus pets. A série “ABC
Canino” (emissora Animal Planet), por exemplo,
apresenta todas as curiosidades, informações e
características de diferentes raças de cães. Já o
programa “O Encantador de Cães”, no mesmo
canal, informa maneiras que os donos podem
tratar seus cães, e também algumas dicas para
melhorar o comportamento. O mais interessante é
que esta série mostra que muitas vezes a postura
do tutor é que influencia o comportamento do
animal. Outro que também ajuda e exemplifica
de uma forma simples como mudar tais atitudes
é o “Missão Pet” (transmitido pelo NatGeo), um
projeto nacional que mostra que essa mudança
de comportamento demanda tempo, dedicação
e muito treino entre o tutor e o animal. Mas, e
para os felinos mal educados? O canal Animal
Planet desenvolveu o “Meu Gato Endiabrado”,
com um especialista em comportamento felino
que tanto visa a saúde (muitas vezes é a causa
de ações estranhas do pet) como avalia e ajuda
também no comportamento do bichano.
Cada vez mais as pessoas buscam se exercitar em corridas de
rua. E para aliar a paixão pelo esporte com o amor pelo cão,
algumas instituições organizam corridas onde o tutor pode
levar o seu pet. Mas, assim como acontece com os humanos,
não basta se inscrever e correr no dia da prova, é preciso
respeitar os limites e tomar alguns cuidados. Além dos treinos, é necessário ter atenção para o porte e características
do cão. Se for pequeno, as patas são curtinhas, então, não
acompanharão o dono; se for muito grande, correr grandes
distâncias pode comprometer as articulações; se tiver ainda
um focinho curto, terá dificuldades de respirar. O tipo mais
indicado é o de porte médio. Mesmo assim é recomendado
uma consulta com o médico veterinário para a realização de
exames. As corridas mais famosas em São Paulo são a SP Dog
Run – Shopping SP Market; a Cãorrida – Shopping Aricanduva
e a Corrida Animal – Parque Shopping Barueri.
6 COBASI março 2016
Fotos: Divulgação
Hora de correr
Não há adversário melhor!
Desenvolvido para tablet, o jogo “You vs. Cat” é totalmente diferente de qualquer game inventado, pois ele possibilita jogar com
um adversário nada convencional: o próprio gato. Fãs do iPad,
os felinos ficam hipnotizados com os gráficos e até com os jogos, mas até hoje não havia sido inventado algo exatamente para
eles. As regras do game são bem simples. De um lado fica o
humano, do outro fica o gato. O objetivo é fazer com que cinco
itens – que são latas de ração e outros elementos – cheguem
até o outro lado da tela sem
serem parados pela pata do
adversário. O humano lança
o item e fica na torcida para
que o gato seja distraído.
Se pelo menos três dos cinco
objetos não forem tocados
pelo felino, o humano ganha.
Desenvolvido pela empresa
Friskies, ele está disponível
somente para o sistema iOS.
Um lugar: Shopping
Pátio Higienópolis
Companhia perfeita
para a viagem
Quando uma família decide viajar, dependendo do destino,
muitas vezes o pet não está incluído. Mas, para o fotógrafo
Hunter Lawrence, de 24 anos, e sua esposa Sarah, excluir o seu
animal de estimação está fora dos planos. Prova disso é que
eles já viajaram por mais de oito estados norte-americanos
e também pelo Canadá na companhia de Aspen, um golden
retriever de quatro anos superfotogênico – o que rendeu para
o cão um perfil de muito sucesso no Instagram. As fotos são
produzidas e, segundo Hunter, além das longas caminhadas,
Aspen gosta de canoagem e de andar de trenó na neve.
O golden retriever capricha nas poses com chapéu, boné,
jaquetas, óculos de sol e até botas!
Inaugurado em 1999 em uma das regiões
mais nobres de São Paulo (SP), o Shopping
Pátio Higienópolis possui cerca de 300 lojas
além de serviços e lazer – como cinema e
o Teatro Folha. Mas as atividades não são
apenas para a diversão e o entretenimento
dos humanos. Os cachorros também são
muito bem-vindos a qualquer dia e horário
para usufruir de serviços e projetos.
Para mais conforto dos clientes, o shopping
oferece o Dog’s Bar – bebedouro localizado
na entrada lateral do piso Higienópolis.
Para usá-lo, basta acionar o dispositivo que
fica no chão. Outro serviço interessante é
a limpeza e a manutenção – caso o pet faça
necessidades nos corredores do shopping,
o tutor precisa avisar um dos funcionários
do local e rapidamente o problema é resolvido.
março 2016 COBASI
7
Raio
Elegância
felina
Com corpo fino e longo, o gato oriental pode ser
encontrado em mais de 300 variações de cores
Por Thayna Santos
M
agro e com pelos curto, o gato oriental – também chamado
de oriental shorthair – pode até lembrar o siamês, mas tem
comportamento mais dócil e adora brincar, o que o torna um
animal de fácil adaptação, principalmente em casas com outros felinos.
A primeira ninhada da raça nasceu por volta de 1950 na Inglaterra.
Na época, os criadores queriam gatos siameses, mas com cores diferentes
das que já existiam. Assim, promoveram o cruzamento da raça com gatos
de outros tipos, como o russian blue (azul russo) e o british shorthair,
além do sem raça definida (SRD) de pelo curto. O resultado originou
filhotes com características siamesas, mas com tonalidades variadas.
Foram realizados novos cruzamentos e eles nasceram ainda mais
coloridos. Houve a tentativa de designar um tipo de raça para cada
tom, mas a variedade era tão grande que impossibilitou a classificação.
Assim, ficou decidido que todos os gatos com características de
siameses de cores fora do padrão seriam chamados de oriental.
A história não parou por aí. Em 1970, foi realizado o cruzamento
da raça siamesa com gatos balineses, dando origem ao oriental
de pelos longos.
Bichano curioso
Extremamente apegados ao tutor, os gatos orientais são calmos, mas
têm energia de sobra. São fortes, adoram saltar e precisam de espaços
com prateleiras e outros objetos para se exercitar.
Curiosos por natureza e sociáveis, gostam de investigar tudo o que
acontece ao redor. Atingem cerca de 20 cm de altura e pesam entre
quatro e sete quilos. A expectativa de vida é de 15 anos, uma das
mais altas do universo felino.
Os orientais também se destacam pela cabeça com formato
semelhante ao de um triângulo – larga na altura dos olhos e estreita
na direção do queixo. As orelhas são grandes e pontiagudas, assim
como as dos siameses. Os olhos, por outro lado, são arredondados,
de tamanho médio e na cor verde. A tonalidade azulada é exclusiva
dos gatos inteiramente brancos.
8 COBASI março 2016
Um mundo
de cores
De acordo com a Cat Fanciers
Association (CFA), existem
mais de 300 combinações de
cores e padrões para os gatos
orientais. As principais são:
Shaded silver
sombreados
em tons de prata.
Chestnut-tortie
manto marrom
com manchas
rosadas.
Esfumados
em tonalidades
de preto, azul,
marrom e lilás.
Tigrados
com listras em
cinza, marrom
ou preto.
Amigo
cão
Já pra
casinha!
Acertar na escolha da casa e da caixa
transportadora garante conforto e
bem-estar ao cachorro. Veja quais
as recomendações na hora
de comprá-las
Por Leonardo Andolini
10 COBASI março 2016
A
ssim como os humanos, os cachorros precisam de
um local para descansar e dormir. Esse lugar tem
que ser confortável e seguro, caso contrário, o animal terá seu bem-estar prejudicado. O princípio é
o mesmo para as caixas transportadoras, acessório
importante para proteger e dar tranquilidade ao
canino em viagens curtas ou longas. Quais fatores
devem ser levados em consideração ao escolher as
duas opções? É o que veremos a seguir.
Lar doce lar
Toca Selvagem Marrom –
Bichinho Chic
Possui tecido emborrachado
na parte inferior que protege
o pet do frio e da umidade.
Cama Casa Luxo – Bichinho Chic
Feita com tecido macio, pode ser
usada fechada em forma de casinha
ou aberta, como cama.
Caminha Confort – Pet Dream
Macia e confortável, vem com alças
que permitem ser levada a qualquer
lugar e proporcionam descanso
na medida certa para o pet.
Qual o tamanho ideal da casinha do peludo? Isso
depende do porte do morador. Pequena demais
irá limitar e atrapalhar a movimentação. Se for
grande, o calor se dissipará e haverá problemas
com o aquecimento natural do ambiente.
“Para as casinhas mais simples, o tamanho
ideal é aquele em que o animal consegue ficar
confortavelmente em pé e dar uma volta completa
em si”, afirma o médico veterinário paulista Renato
Burgonato, especialista em comportamento animal.
Na dúvida, meça do focinho até o rabo e acrescente
mais 20 centímetros na vertical e na horizontal.
Quanto ao material da casinha, depende de
onde ela ficará. Para o que dorme no jardim, invista em uma de madeira com revestimento de metal no teto (isso evita que a água penetre). Prefira
madeira do tipo nobre, como jatobá, ipê e peroba, que duram mais e não costumam ter problemas como cupim e bolor. Além disso, o material
é condutor de calor.
Já para o peludo que dorme dentro de casa ou
em um local coberto, a casinha pode ser de plástico. Geralmente contam com telhado removível,
são mais leves fáceis de movimentar e de limpar.
Amigo
cão
No entanto, o plástico tem menor resistência à mudança de temperatura, aquecendo e esfriando rapidamente de acordo com o ambiente.
Por serem mais fáceis de manusear e de limpar, as de
pano são ideais para apartamentos, pois são práticas para
guardar e para acomodar (indicadas para os donos que
viajam e levam o cão junto).
Design de interiores
Atente-se ao modelo do interior da casinha. “O tradicional, aquele retângulo com abertura na frente, não é
recomendado, pois a entrada fica no centro da construção, deixando o pet exposto ao vento e ao frio”, explica a médica veterinária Camila Novaes Rocha, de São
Paulo. Já o modelo em que a entrada da casinha fica em
um dos cantos (sem deixar o pet desprotegido do vento
e do frio) é aceitável. O ideal seria esta última versão,
mas com uma divisão entre a entrada e o dormitório
do animal. Assim, o cão estará totalmente protegido.
Outra dica é elevar a casinha cerca de 20 cm do chão
para evitar o frio e a umidade.
Transporte seguro
e confortável
Primeiramente, vamos acabar com um mito: a caixa transportadora não aprisiona o cão e não o deixa
desconfortável. Isso acontecerá se ele ficar em um
modelo menor que o seu tamanho, por exemplo. Seguindo as recomendações corretas, o cão se sentirá
seguro e confortável.
A largura da caixa deve ter o tamanho duplicado da
largura das costas do cão, ou seja, precisa caber dois cachorros, um ao lado do outro. Assim, ele ficará confortável. “O importante é que o animal consiga ficar em pé
sem ter que abaixar a cabeça, dar uma volta em si mesmo e não tocar o focinho nas grades”, indica Burgonato.
Pode ser com ou sem os acessórios de comida e de bebida, depende da finalidade. Geralmente, a versão com
comedouro e com bebedouro é utilizada em viagens
mais longas. Há opções em que esses itens podem ser
removidos (ficam presos à grade). Por fim, evite as caixas fechadas e sem entradas de ar nas laterais.
Férias fora de casa
Se você vai viajar e não pode
levar o cão, que tal hospedá-lo
em um canil ou em um hotel
para cachorro? Ele também
curte esse tipo de “férias”. É o
que diz uma pesquisa feita por
cientistas britânicos que avaliou
os indicadores de estresse de
29 cães, enquanto passavam
12 COBASI março 2016
um tempo em um canil e em
casa. Nos dois ambientes, os
pesquisadores mediram os níveis
dos hormônios de estresse
(corticosteroides) e de epinefrina
(adrenalina), o comportamento
deles (agitação, inquietação,
bocejos etc.) e a saúde física
(pele, temperatura do corpo
e do nariz e alimentação).
De acordo com o estudo, os
cães apresentaram alguns sinais
de excitação mais fortes fora
de casa. Com isso, os níveis
de cortisol aumentam – uma
consequência da empolgação
e dos exercícios físicos (eles se
movimentam mais nos canis).
Felinos
Passeio
tranquilo
Não é tão comum, mas os gatos também gostam de fazer
passeios com seus donos. Bastam alguns cuidados simples
para que o felino se sinta tranquilo e seguro para isso
Por leonardo Andolini
14 COBASI março 2016
G
atos demarcam território e, ao serem retirados de seu habitat, terão mudanças de
comportamento. Por isso, passear com o bichano pode transformar um programa
tranquilo em um pesadelo se algumas dicas não forem levadas em consideração.
Em fins de semana e em feriados, aumenta o número de visitas ao litoral. Para aqueles
que preferem levar o pet, os primeiros cuidados começam em casa. “É importante
certificar-se de que o animal está saudável e com as vacinas em dia, pois a viagem
muda a rotina completamente, provocando estresse não esperado, o que pode ser
um fator agravante para algumas doenças”, explica Vanderléia Ribeiro Prado, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera de Campinas.
Por mais desconfortável que possa parecer, a caixa transportadora é o melhor
meio de levar os gatos. Eles se sentem protegidos, o que alivia o estresse. Escolha
uma com tamanho suficiente para que o animal possa dar uma volta em si mesmo.
Uma vez na praia, atente-se aos cuidados com a areia. Vanderléia não aconselha
deixar o felino passear na areia, afinal, há o risco de o bichano fugir e o local pode
conter fungos e vermes caso esteja contaminado.
A menos que o gato seja um desbravador, raramente topará um banho de mar
em uma condição tranquila. Além disso, se o contato com a água for constante,
pode provocar inflamações no ouvido do animal.
Na rua ou no shopping
Se o felino está acostumado a ficar em
casa, ir para a rua pode ser uma tarefa
complicada. Já com a coleira (prefira a
peitoral), abra a porta e deixe o pet se
acostumar. Uma experiência traumática nessa fase poderá abalar o momento. “Os gatos são diferentes dos
cães, não se sentem confortáveis para
sair do seu território, com raríssimas
exceções. Por isso, podem até sofrer
algumas reações fisiológicas relativas
ao estresse, como ficar com salivação
excessiva, com pupilas dilatadas e com
vocalização anormal”, diz Vanderléia.
Evite ruas movimentadas, pois o
barulho irá assustá-lo. Nos primeiros
passeios, ele irá identificar o ambiente e é provável que ande pouco, portanto, tenha paciência. No shopping,
verifique se o acesso do animal é
permitido e quais as regras do local.
Na maioria das vezes, ele deve ser
levado no colo, principalmente nas
escadas rolantes.
No parque
Não é comum ver o dono passeando
com seu gato preso em uma coleira,
mas esse é o jeito correto de andar
com o felino em um lugar público ou
aberto. Alguns dias antes, deixe o bichano se acostumar com o acessório
e, durante o passeio, verifique se está
adaptado e se sentindo confortável.
Sempre leve o pet ao mesmo lugar do parque para que reconheça o
ambiente. Não se esqueça da caixa
transportadora e deixe-a por perto e
aberta. Caso sinta necessidade, o gato
pode se esconder a hora que quiser.
Lembre-se: gatos são desconfiados e
precisam se sentir seguros.
Estabelecimentos
pet friendly
Conheça boas
opções para passear
com o seu gato:
Restaurante
La Carioca
Cevicheria
Recebe os pets na
varanda e conta
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para os que estão
passeando na calçada.
Rua Maria Angélica, 113,
loja A – Jardim Botânico
Rio de Janeiro (RJ)
Tel.: 21 2226.8821
Shopping Cidade
Jardim
Aceita cães e gatos
de vários portes, mas
devem estar com
coleira. Os pequenos
podem acessar as
escadas rolantes, desde
que estejam no colo.
Av. Magalhães de Castro,
12000 – Cidade Jardim
São Paulo (SP)
Tel.: 11 3552.3560
Pousada Taipu
de Fora
O local aceita e não
cobra taxas de cães
de pequeno porte,
de gatos, de coelhos
e de pássaros. Os
cães podem circular
livremente até mesmo
no restaurante.
Pousada Taipu de Fora, s/n
Barra Grande (BA)
Tel.: 73 3258.6278
março 2016 COBASI
15
Mundo
animal
Procurando
nemo
Estrela nos cinemas, o peixe-palhaço
tem característica hermafrodita
e pode viver até dez anos
Por Leonardo Andolini
o filme “Procurando Nemo”, o peixe-palhaço
superprotetor Marlin vive as maiores aventuras
para encontrar o seu filho Nemo, que é capturado
por um mergulhador.Famoso pela tonalidade vermelho ferrugem e pelas listras brancas verticais,
o animal desperta a curiosidade.
Assim como acontece com outras espécies,
entre elas o peixe-espada, o tubarão-martelo e
a baleia-branca, seu nome provém de uma característica peculiar: o jeito desalinhado e desajeitado de nadar. Encontrado nas águas salgadas
dos oceanos Pacífico e Atlântico, pertence à família Pomacentridae, sendo a espécie Amphiprion
ocellaris – que serviu de inspiração para o personagem Nemo – a mais comum.
março 2016 COBASI
17
Mundo
animal
Entenda o
peixe-palhaço
Nome científico
Amphiprion ocellaris
Tamanho
Entre 6 e 11 cm
Cores
encontradas
Vermelho ferrugem,
laranja, preto e rosa
com listras
brancas verticais
Tempo de vida
De 6 a 10 anos
Comportamento
Amistoso
Características
Hermafrodita,
cabeça curta,
boca pequena
e dentes pouco
desenvolvidos
Para encontrá-lo, basta procurar pelas anêmonas-do-mar, animais invertebrados geralmente
confundidos com flores. Conhecido pelos tentáculos venenosos, esse grupo curioso de animal
aquático serve de moradia e de proteção para
o peixe-palhaço.
“Ao longo da evolução, os peixes-palhaço
desenvolveram um muco protetor que reveste o corpo e não deixa as células das anêmonas queimarem seu corpo”, conta José Sabino,
professor de pós-graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp e
coordenador do projeto Peixes de Bonito.
Camarada por natureza, ainda aproveita para
limpar e para retirar parasitas das anêmonas.
18 COBASI março 2016
Assim como acontece na animação, toda a
família mora no mesmo espaço e quem manda é a fêmea, de tamanho maior, seguida pelo
macho reprodutor (todos os outros integrantes são machos não reprodutores). Ela
reproduz, mas a responsabilidade de cuidar
dos ovos é do macho.
Uma curiosidade da espécie é a característica hermafrodita, já que todos nascem
com o sexo masculino. Se a fêmea morrer,
o macho reprodutor muda de sexo e assume
o reinado. Em seguida, um macho assume o
papel de reprodutor e tudo volta ao normal.
“Dentro do aquário, quando existem condições bem equilibradas e com alimentação
adequada, o peixe-palhaço pode viver aproximadamente cinco anos”, afirma o médico veterinário José Ricardo Mattos Varzone.
No aquário
No filme, antes de ser encontrado pelo
pai, Nemo fica preso em um aquário e conta com a ajuda dos amigos para escapar.
No Brasil, é um dos peixes ornamentais
mais procurados pela facilidade de criação e
pela popularidade do personagem.
Quando adulto, o peixinho atinge, em
média, 11 cm de comprimento. Como gosta
de nadar e de explorar a área ao seu redor,
recomenda-se que o aquário tenha, no mínimo, 50 litros.
A temperatura da água deve ser mantida
entre 21° C e 28° C com pH variável de 8,1 a
8,4. A alimentação precisa ser oferecida pelo
menos três vezes ao dia com intervalos de
quatro horas. O cardápio pode ser composto por rações industrializadas ou por patês
próprios feitos à base de pescado.
Tranquilo, o peixe-palhaço tem comportamento amistoso e convive muito bem com
os outros animais. No entanto, não é recomendado colocá-lo com espécies de bocas
muito grandes, como moreias e balistes, pois
corre o risco de ser devorado.
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20 COBASI março 2016
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Funciona por meio do toque
do gato, que se diverte ao
riscar a superfície. A almofada
tem recortes que podem ser
adicionados como recurso
multissensorial permitindo
caçar e brincar.
Brinquedo Kitty Ball, Stilber
Interativo e repleto de
diversão, apresenta uma bola
dentro de um círculo, atraindo
a atenção dos gatos, que
tentam tirar a bola e ficam
entretidos por bastante tempo.
Com
porta
mento
A linguagem dos
animais
Os cães e os gatos se
expressam de maneiras
diferentes. Saber identificá-las
é o primeiro passo para
conviver com eles
Por Camilla Chevitarese
D
izem por aí que os animais são como as pessoas. Cheios de manias, eles conversam
com os seus tutores, seja abanando o rabo, seja ronronando. Mas, afinal, o que será que
eles dizem com esses sinais? Para encontrar a resposta, é preciso observar o pet e entender sobre as particularidades da sua espécie.
Os cães, por exemplo, são descendentes dos lobos e foram criados para viver em
grupo. “Eles se adaptam muito bem à convivência com humanos, formam relações
fortes e aceitam a liderança, por isso, são facilmente incorporados como membros
das famílias”, explica Andrea Ribeiro, professora do curso de Medicina Veterinária do
Complexo Educacional FMU.
Os gatos, por outro lado, são autônomos, seletivos e independentes. Costumam lidar
bem com a solidão – muitos até preferem ficar sozinhos – e tomam atitudes para indicar as suas necessidades.
“Antes de adotar um animal, procure ter o máximo de informações sobre o seu
comportamento. Lembre-se de dedicar mais tempo para identificar as diversas alterações corporais e de vocalização do pet”, comenta Tânia Parra Fernandes, professora de
Medicina Veterinária da Universidade Metodista de São Paulo.
Além dos latidos
Os cachorros usam comandos auditivos,
visuais e olfativos, por isso, é necessário
avaliar a situação para entender o que
querem dizer. O próprio latido pode gerar confusão. “Quando sente que está em
perigo, ele late com intensidade, rosna
e mostra os dentes, além de direcionar
as orelhas para trás. Se quiser brincar, o
latido é curto e a língua fica para fora”,
comenta Andrea.
Ao abanar o rabinho lenta e suavemente, o cão quer interagir com seu tutor.
Movimentos amplos e intensos indicam
uma grande saudação, enquanto os curtos
podem ser um sinal de alerta.
Para a redatora Mayra Fernandes, estudar o comportamento dos seus cinco cachorros é um exercício prazeroso.
“O olhar deles é tão expressivo que consigo saber o que querem. Percebo que
inclinam a cabeça e erguem as orelhas
quando querem entender algo e abanam o
rabinho quando estão contentes”, afirma.
Atente-se caso o animal fique sozinho ou recolhido em um canto, pois
esse comportamento pode indicar dor e
deixá-lo mais agressivo. Caso note essa
postura no pet, leve-o imediatamente ao
médico veterinário.
Universo felino
Os gatos também usam sinais corporais
peculiares para se comunicar. O hábito
de se esfregar nas pessoas, por exemplo,
pode tanto demonstrar carinho quanto
demarcar território.
Quando o rabo fica erguido e parado,
o felino está curioso e atento. Mas, se estiver balançando com mais intensidade,
indica que está irritado ou incomodado.
Apesar de serem independentes, quando deitam e viram a barriga para cima,
dão um sinal claro de submissão. “O hábito de ronronar é outra forma de comunicação com os humanos e normalmente
indica que o pet quer chamar atenção ou
receber carinho”, diz Tânia.
Os bigodes dos felinos também são
extremamente importantes, pois ajudam
no equilíbrio. É justamente por isso que
ficam em movimento constante, afinal,
auxiliam na orientação para andar, correr,
saltar e se locomover no escuro.
Acostumada a conviver com sete gatos,
Mayra estabelece um prazo para entender a linguagem dos animais. “A partir do
momento em que você entende que eles
têm sentimentos e raciocínio, fica mais
fácil associar os sinais que usam para se
expressar”, conclui.
março 2016 COBASI
23
Com
porta
mento
Confiante
Postura ereta, rabo abanando
lentamente, orelhas atentas com
aparência relaxada e boca fechada.
Assustado ou ansioso
Postura abaixada, rabo encolhido, orelhas
para baixo, olhar arregalado com partes
brancas à mostra e boca ofegante.
O que eles
querem dizer?
Ameaçado ou agressivo
Postura rígida, rabo para cima, orelhas
atentas, olhos intensos e focados, lábios
puxados para trás com alguns dentes
à mostra e pelos arrepiados.
Relaxado
Postura deitada ou em pé sem nenhuma
vigilância, rabo para cima abanando,
orelhas em seu estado normal, olhos
com pupilas focadas, boca aberta e
levemente ofegante.
Atento
Olhos abertos com pupilas
dilatadas, bigodes e orelhas
para frente e boca entreaberta.
Ameaçado ou agressivo
Olhar fixo e prolongado, bigodes
para trás, dentes à mostra e rabo
levantado com movimentos curtos.
Assustado
Olhos arregalados, bigodes para trás,
boca ofegante e rabo levantado
com movimentos intensos.
Relaxado
Olhos abertos, bigodes para
um dos lados, boca fechada
ou levemente ofegante e rabo
levantado e parado.
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24 COBASI março 2016
AF_Anuncio_Março Amarelo_Cobasi.pdf
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26/02/16
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Saúde e
bem-estar
Fraturas em
cães e gatos
Atropelamentos e acidentes domésticos
estão entre as principais causas do
problema. Descubra o que deve
ser feito quando algo acontecer
Por Camilla Chevitarese
C
ães e gatos não estão livres de fraturas. As causas mais comuns são
em decorrência de atropelamentos,
quedas, brincadeiras e, em casos mais
graves, como consequência de doenças metabólicas. Por essa razão, é preciso planejar o espaço
antes de receber o animal, assim, ele terá toda a
segurança necessária.
Tutora do gato vira-lata Arthur, a modelista
Alessandra Souza demorou a colocar telas de
proteção nas janelas de sua casa. Acostumado
a subir no parapeito para espiar a vizinhança,
o felino escorregou e caiu de uma altura aproximada de dez metros.
“Levei o Arthur imediatamente ao hospital
veterinário, onde ele fez todos os exames e
foi diagnosticada uma fratura no fêmur. A região
foi imobilizada com tala e, enquanto ele se recuperava, tomei o cuidado de estruturar meu
apartamento”, lembra.
Segundo Luciane Mesquita, doutora em cirurgia veterinária pela Universidade Estadual
Paulista (UNESP), a maioria das fraturas em animais acontece nas patas. O fêmur costuma ser
o osso mais propenso ao problema. “Em seguida, aparecem a tíbia, o rádio e o úmero. Também é possível encontrar fissuras e rupturas na
região da pelve e, em menor escala, na coluna
vertebral e no crânio”, comenta.
O que fazer?
O primeiro sinal que o pet dá ao sofrer uma fratura é a dificuldade em colocar o membro no chão.
26 COBASI março 2016
Ao perceber esse comportamento, é fundamental procurar auxílio de um médico veterinário.
Mas fique atento ao pegá-lo, pois pode se tornar
agressivo por conta da dor.
Lembre-se de que o especialista estará apto
para identificar o problema e o tratamento mais
indicado. Por isso, nunca medique o animal por
conta própria e não tente colocar o osso no lugar, já que pode causar deformidades.
A opção de não procurar ajuda imediata pode
levar à demora de consolidação da fratura e à
dor persistente. “Em alguns casos, ela até calcifica, mas de forma errada e a pata pode ficar torta.
Sem o tratamento, o apoio do membro ao solo
não volta, o que faz com que a musculatura fique
hipertrofiada”, explica Luciane.
Além do exame físico, será necessário realizar
exames de raios X e tomografia para localizar a
fratura. Casos mais simples envolvem a imobilização da área com talas, enquanto os mais graves
podem ser encaminhados para cirurgias. Nessa
segunda opção, é comum utilizar parafusos, pinos
e fixadores externos (popularmente conhecidos
como gaiolas). Para que o animal não coce os
pontos nem tente tirar a imobilização, recomenda-se o uso do colar elizabetano.
“O tratamento varia de acordo com o tipo de
problema, a idade e o comportamento do pet, mas
é possível que ele se recupere completamente em
até três meses. Normalmente, são receitados medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios”, ressalta André Selmi, professor de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi.
Previna-se
Coloque telas
de proteção em
todas as janelas,
independente
da altura.
Invista em grades
de segurança
em escadas e
cômodos que
apresentem perigo.
Não force saltos
durante as
brincadeiras.
Utilize sempre
coleiras e guias.
Não medique
o pet por conta
própria e
jamais tente
colocar o
osso no lugar.
Bate-papo
Troca de
amor
Acostumada a
conviver com
animais desde
pequena, a atriz
Sheron Menezzes
gosta de dar nomes
criativos para
seus pets e luta
para conscientizar
as pessoas sobre
a importância
da adoção
Foto Globo/Estevam Avellar (abre) e reprodução (Amparanimal)
Por Thayna Santos
28 COBASI março 2016
N
ascida em Porto Alegre (RS),
a atriz Sheron Menezzes
mostrou desde cedo ter aptidão para a carreira artística. Em sua
cidade natal, participava de oficinas
de teatro, cursos de dança, canto
e flauta doce. Formada no Teatro
Escola Porto Alegre (TEPA), decidiu
se mudar para o Rio de Janeiro (RJ).
A estreia nas telinhas aconteceu
na novela “Esperança”, como a doce
Júlia, filha de um barão de café. Desde então, emendou um trabalho no
outro, com destaque para a ingênua
Milena, de “Caras & Bocas”, e a vilã
Berenice, de “Lado a Lado”. O papel
mais recente foi como a advogada
independente Paula, em “Babilônia”.
Sheron sempre conviveu com
animais. Na infância, criou pintinhos
e uma caturrita, espécie de papagaio.
Quando decidiu morar na cidade
maravilhosa, a atriz levou o maltês
Billy para lhe fazer companhia, mas
a agenda cheia de compromissos
fez com que ela preferisse que o
cão voltasse a ficar com sua família.
Até que, um dia, ganhou de presente
a vira-lata Batata Frida e a casa ficou
mais alegre.
Em seguida, vieram o vira-lata Fidel
Castrado, o buldogue francês Cara
de Fuinha e o gato Tripé, que recebeu
esse nome por ter apenas três patas.
“Adoro dar nomes engraçados para
os meus pets. Eles enchem a casa de
alegria, me divertem e tornam a minha vida mais leve”, diz.
Em entrevista à Cobasi News,
Sheron falou sobre a troca de amor
com animais e a importância de
conscientizar as pessoas sobre os
benefícios da adoção.
Você sempre conviveu com animais?
Quais bichos já teve ou gostaria de ter?
Quando criança amava cuidar dos meus pintinhos e da minha
caturrita. Tive meu primeiro cachorro já adulta, mas gostei tanto
que nunca mais parei de ter. Hoje moro com quatro cachorros
e um gato. Queria ter também um porquinho e um furão.
Sentiu muita falta de ter um pet quando
se mudou para o Rio de Janeiro?
Trouxe o maltês Billy para morar comigo, mas ele acabou
voltando para a casa da minha mãe. Senti um vazio que
foi preenchido com a chegada da Batata Frida e com todos
os animais que vieram depois.
Os nomes dos seus bichos são bastante curiosos.
Foram escolhas suas?
Sim, adoro dar nomes engraçados para
os bichinhos. Eles enchem a casa de alegria,
me divertem e tornam minha vida mais leve.
Como é a
convivência
do seu gato com
os cachorros?
Quando adotei o Tripé
já tinha dois cachorros
em casa, mas a
adaptação foi melhor
do que eu esperava.
Ele foi criado achando
que era um cão, tinha
comportamentos
próprios da espécie.
Com a chegada do
Cara de Fuinha,
percebeu que era um gato mesmo (risos).
Você está constantemente envolvida em
projetos de adoção de animais. Por que se
tornou uma defensora ativa da causa?
Precisamos evitar que mais animais sejam abandonados.
As pessoas devem se conscientizar de que adotar é algo
maravilhoso e que proporciona uma troca de amor verdadeira.
Billy, Batata Frida,
Fidel Castrado,
Cara de Fuinha
e Tripé são os
nomes criativos dos
bichinhos da atriz
março 2016 COBASI
29
Cobasi
Responde
Quais as
principais
medidas para
evitar pulgas e
carrapatos?
Por Karine Raile Rocha, médica veterinária da Cobasi
Q
uem tem um animal de estimação sabe que
é preciso ficar atento para evitar pulgas e
carrapatos. Esses parasitas se instalam nos
pets em busca de sangue para se alimentar e para
continuar a se reproduzir. Estima-se que uma pulga,
por exemplo, bote uma média de 50 ovos por dia. Por
isso, é fundamental procurar métodos que deixem
cães e gatos protegidos.
O sintoma mais comum é a coceira constante, mas
também é normal que fiquem quietos, prostrados e
sem apetite. Alguns animais são alérgicos e podem
desenvolver problemas de pele, machucados e queda
de pelo. A presença de pulgas e de carrapatos pode
levar a doenças como babesiose, erliquiose, anemia,
febre maculosa e arranhadura do gato.
Engana-se quem pensa que esses parasitas só se encontram em áreas rurais. Eles até se propagam com
mais facilidade nesses locais, mas o contágio também
se manifesta por meio do contato com outros animais infectados. Os próprios tutores podem carregá-los na roupa sem perceber e, assim, contaminar o lar.
Os cuidados devem ser redobrados no verão, quando o desenvolvimento da pulga é mais rápido. Normalmente, o ciclo entre os ovos e a fase adulta leva 140
dias, mas, em períodos quentes, dura apenas 10 dias.
Do tamanho de um grão de feijão, os carrapatos
são fáceis de serem vistos a olho nu. Retirá-los com as
mãos, no entanto, é prejudicial tanto para os animais
quanto para os humanos. Para garantir a segurança,
o ideal é utilizar pinça e luvas.
Para evitar que o pet seja contaminado ou para
tratar uma infestação generalizada, a primeira medida
30 COBASI março 2016
é buscar um médico veterinário. O especialista encontrará a melhor forma de tratamento. Procure seguir todas as orientações e, caso não tenha melhora
no quadro, será necessário consultá-lo novamente.
Principais tratamentos
Shampoos e
•sabonetes:
devem
ser aplicados durante
o banho de aproximadamente dez minutos. Esse
tempo é suficiente para
eliminar as pulgas. É recomendável aplicá-los com
os produtos preventivos.
•
Talco: aplicado
semanalmente com a
ajuda de uma escova, entra
rapidamente em contato
com a pele do animal.
Precisa ser retirado depois
de três horas.
•
Coleira: de uso contínuo,
é indicada para animais que
vivem em regiões com maior
probabilidade de infestação.
Solta uma espécie de pó que
se espalha por todo o corpo
e elimina os parasitas.
•
Spray: a aplicação é feita
no sentido contrário ao
crescimento do pelo. Para
garantir um bom resultado,
todo o corpo do pet deve
ser molhado com o líquido.
•
Comprimido: absorvido
pelo trato gastrointestinal,
faz com que as pulgas sejam
eliminadas ao se alimentarem
Bisnaga: aplicada
do sangue do animal. Não
mensalmente entre a nuca
e a base do pescoço do pet, tem efeito preventivo,
mas serve para combater
tem líquido que leva cerca
de 24 horas para se espalhar os parasitas em casos de
infestações intensas.
por todo o corpo.
•
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