PROGRAMA 2013 1 - Departamento de Letras da PUC-Rio

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PROGRAMA 2013 1 - Departamento de Letras da PUC-Rio
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2516
PERÍODO: 2013.1
GÊNEROS NARRATIVOS E MERCADO
Tópico: Mídia, mercado cultural e políticas da arte
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Profª. Vera Lúcia Follain de Figueiredo
OBJETIVOS
Refletir sobre o declínio do ideal de autonomia da arte, na
contemporaneidade, considerando a diluição das fronteiras entre os
diversos campos da produção cultural e a hegemonia do mercado como
grande mediador na esfera da cultura.
Pensar a relação entre autonomia da arte e compromisso político,
considerando os valores associados à reivindicação da autonomia.
Estabelecer relações entre a gênese da figura do intelectual moderno e a
constituição do campo da arte como um universo regido por leis próprias.
Reler, em perspectiva contemporânea, a proposta, formulada pelas
vanguardas históricas, de politização do campo artístico através da
dissolução das fronteiras entre arte e vida.
Discutir o recuo da arte política que vigorava no Brasil, nos anos 60, e a
revisão da função política da arte realizada na década de 1970.
Analisar o processo de deslizamento das narrativas ficcionais por
diferentes mídias, assim como as mudanças nos modos de produção e
circulação dos bens simbólicos, tendo em vista os reordenamentos da
hierarquia cultural.
Analisar o papel dos gêneros narrativos como instâncias de mediação
entre a intenção artística e os interesses comerciais.
EMENTA
Ficção contemporânea e mercado de bens culturais. Convenções
genéricas e estratégias de comunicabilidade. Declínio dos procedimentos
radicais de vanguarda e estética híbrida. Diluição das fronteiras entre o
campo da arte e o da cultura de massa. Literatura e entretenimento.
AVALIAÇÃO
Trabalho monográfico final.
PROGRAMA
O ideal de autonomia do campo artístico assumiu um papel paradoxal no
movimento pendular, que caracterizou a trajetória da arte moderna, entre a
postulação do compromisso e a defesa da arte pura. Se, de um lado, a
bandeira da autonomia pode ser vista como fruto do elitismo, como recusa
do artista de sair da torre de marfim, opondo-se tanto à arte social quanto à
produção cultural de mercado, por outro lado, pode também ser
considerada como fator decisivo para a validação do papel do artista como
intelectual. O pertencimento a um campo autônomo, independente dos
poderes religiosos, políticos e econômicos, sendo associado à “pureza
ética”, acabou por legitimar, num efeito contraditório, a intervenção política
do artista na sociedade. Buscando ultrapassar esta contradição típica da
arte burguesa, as chamadas vanguardas históricas, no início do século XX,
propuseram a politização do campo artístico através da dissolução das
fronteiras entre arte e vida.
Tendo em vista que as propostas de reorientação das políticas da arte
foram, recorrentemente, pontuadas pelos debates em torno da afirmação
ou denegação da autonomia do campo, pretende-se pensar, ao longo do
curso, em que termos se poderia falar, hoje, de reivindicação de autonomia
da arte. Na direção contrária, caberá indagar se a porosidade das
fronteiras entre os diversos campos da produção cultural e a hegemonia do
mercado como instância de consagração têm contribuído para o
estabelecimento, na contemporaneidade, de uma arte assumidamente pósautônoma. Para pensar tais questões no contexto brasileiro, será retomado
o debate travado nas décadas de 1960/1970 em torno da relação entre
compromisso, preocupação estética e popularidade midiática do artista.
Serão considerados também o processo de deslizamento das narrativas
ficcionais por diferentes mídias e as mudanças nos modos de produção e
circulação dos bens simbólicos, acentuados com o avanço das tecnologias
da comunicação, visando avaliar reordenamentos da hierarquia cultural.
Dentre outros aspectos, merecerá atenção especial o papel
desempenhado pelos gêneros narrativos como mediadores entre a esfera
artística e os interesses comerciais.
BIBLIOGRAFIA
PRINCIPAL
(no máximo 5)
BIBLIOGRAFiA
COMPLEMENTAR
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte. São Paulo: Companhia das Letras,
1996.
_______________. A Distinção: crítica social do julgamento. São Paulo:
EDUSP, 2008.
BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. São Paulo: Cosac Naify, 2008.
CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. São Paulo: UNESP, 2002.
FIGUEIREDO, Vera Lúcia Follain de. Narrativas migrantes: literatura,
roteiro e cinema. Rio de Janeiro: PUC/7letras, 2010.
FLUSSER, Vilém. O mundo codificado: por uma filosofia do design e da
comunicação. Cosac Naify, 2007.
_______________. A escrita: há futuro para a escrita? São Paulo:
ANABLUME, 2010.
GERBER, Raquel; GARDIES, René et alii (Org.). Glauber Rocha. Rio de
Janeiro: Paz e Terra,
1977.
HOLLANDA, Heloísa Buarque de. Impressões de Viagem: CPC,
vanguarda e desbunde:
1960/70. São Paulo: Brasiliense, 1981.
HOLLANDA, Heloísa e PEREIRA, Carlos Alberto Messeder. Patrulhas
Ideológicas. São Paulo: Brasiliense, 1980.
HUYSSEN, Andréas. Memórias do Modernismo. Rio de Janeiro: UFRJ,
1997.
MANOVICH, Lev. A El lenguaje de los nuevos medios de comunicación.
Buenos Aires: Paidós, 2006.
RANCIÈRE, Jacques.. Políticas da escrita. Rio de Janeiro: Ed.34, 1995.
_________________. Política de la literatura. Buenos Aires: Libros del
Zorzal, 2011.
RIDENTE, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. Rio de Janeiro: Record,
2000.
ROCHA, Glauber. Revolução do Cinema Novo. São Paulo: Cosac Naify,
2004.
BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes,
1992.
BARTHES, Roland. A Câmara Clara. Lisboa: Edições 70, 1981.
BAZIN, André. Qué es el cine? Madrid: Rialp, 2001.
ECO, Umberto. Sobre literatura. São Paulo: Record, 2003.
FONSECA, Rubem. Mandrake, a Bíblia e a bengala. São Paulo:
Companhia das Letras, 2005.
SANT’ANNA, Sérgio. Páginas sem glória. São Paulo: Companhia das
Letras: 2012.
GOMES, Renato Cordeiro. Uma série brasileira de televisão, uma alegoria
nacional? Matrizes culturais e formatos industriais. In: SOUZA, Eneida e
MARQUES, Reinaldo. Modernidades Alternativas na América Latina. Belo
Horizonte: UFMG, 2009.
GUIMARÃES, César; LEAL, Bruno Souza e MENDONÇA, Carlos
Camargos (Orgs). Comunicação e experiência estética. Belo Horizonte:
UFMG, 2006.
MCLUHAN, Marshall. A galáxia de Gutemberg: a formação do homem
tipográfico. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1977.
STAM, Robert. A literatura através do cinema: realismo, magia e a arte da
adaptação. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: Cosac
Naify, 2007
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2532
PERÍODO: 2013.1
ESTUDOS DE POESIA
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof. Paulo Henriques Britto
OBJETIVOS
O curso visa apresentar ao aluno uma leitura detalhada da obra de quatro
nomes importantes da poesia brasileira contemporânea, devidamente
situados no contexto literário atual.
EMENTA
Análise da produção de poetas pertencentes a diferentes literaturas,
períodos e filiações estéticas. Abordagens históricas, sincrônicas,
comparadas, formalistas e estruturais. Leitura e discussão de textos
críticos, em diálogo com os principais posicionamentos teóricos da
atualidade. Questões de versificação e prosódia, temática e estilo,
periodização e classificação.
PROGRAMA
Análise da produção de quatro poetas brasileiros contemporâneos: Hilda
Hilst, Rubens Rodrigues Torres Filho, Ronald Polito e Edimilson de
Almeida Pereira.
AVALIAÇÃO
Monografia entregue ao final do curso, versando sobre conceito teórico,
texto crítico, poeta ou obra(s) poética(s) discutidos no curso.
BIBLIOGRAFIA
PRINCIPAL
(no máximo 5)
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
HILST, Hilda. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Globo,
2003
PEREIRA, Edimilson de Almeida. Zeosório blues: obra poética 1. Belo
Horizonte: Mazza Edições, 2002.
POLITO, Ronald. Solo. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1996.
TORRES FILHO, Rubens Rodrigues. Novolume. São Paulo: Iluminuras,
1997.
ALBUQUERQUE, Gabriel. Deus, Amor, Morte e as atitudes líricas na
poesia de Hilda Hilst. Manaus: Valer, 2012.
ALEIXO, Ricardo. “Às portas da Casa da Palavra”. In PEREIRA, Edimilson
de Almeida (2003b).
ARRIGUCCI JR. Texto sobre Poros. O Estado de S. Paulo, 30 de outubro
de
1993.
http://www.art-bonobo.com/rrtf/25.htm
(Acesso
em
08/02/2013)
BARBOSA, Maria José Somerlate. Recitação da passagem: a obra poética
de Edimilson de Almeida Pereira. Belo Horizonte: Mazza Edições,
2009.
BATISTA, Ana Beatriz Ferreira. “Onde andará Hilda Hilst? Leitura crítica de
Cantares do sem nome e de partida.” Dissertação de mestrado. PUCRio, 2011.
BOSI, Alfredo. Texto sobre O voo circunflexo. IstoÉ, 22 de abril de 1981.
http://www.art-bonobo.com/rrtf/22.htm (Acesso em 08/02/2013)
BOSI, Viviana. “Rubens Rodrigues Torres Filho: verso e avesso”. In
"Poesia em risco (itinerários a partir dos anos 60)" - tese de livredocência, DTLLC-USP, 2011.
__________. “O sujeito-pedra: tornar-se coisa”. In "Poesia em risco
(itinerários a partir dos anos 60)" - tese de livre-docência, DTLLC-USP,
2011.
BRITO, Antonio Carlos Ferreira de (CACASO). “Poesia e universidade”. In
Não quero prosa. Org. de Vilma Arêas. Campinas: Edtora da
UNICAMP; Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1997, p. 257-258.
http://www.art-bonobo.com/rrtf/22.htm (Acesso em 08/02/2013)
CAPELA, Carlos Eduardo Schmidt. “Entre estentores, estertores e
extensoras da poesia, um agora.” In PEDROSA, Celia, e CAMARGO,
Maria Lucia de Barros (orgs.) Poéticas do olhar e outras leituras de
poesia. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
CARA, Salete de Almeida. “Intervalo e enigma”. Folha de S. Paulo, 27 de
novembro de 1987. http://www.art-bonobo.com/rrtf/21.htm (Acesso em
08/02/2013)
CHAVES, Rita. “As coisas arcas.” In PEREIRA, Edimilson de Almeida,
2003, p. 15-21.
COELHO, Nelly Novaes. “Da poesia.” Cadernos de Literatura Brasileira 8,
1999, p. 66-79.
COSTA PINTO, Manuel da. “Ronald Polito”. In Literatura brasileira hoje.
São Paulo: Publifolha, 2004.
DUARTE, Edson Costa. “Cantares do sem nome e de partidas: dos afetos
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http://revistarascunhos.sites.ufms.br/files/2012/07/4ed_artigo_11.pdf
(Acesso em 01/02/2013)
FARIA, Álvaro Alves de. Texto sobre Novolume. Jornal da Tarde, 25 de
outubro de 1997. http://www.art-bonobo.com/rrtf/26.htm (Acesso em
08/02/2013)
FRANÇA, Júlio. “O sublime na poesia brasileira contemporânea: uma
reflexão para além do ‘hedonismo estetizado.’” In CAMARGO e
PEDROSA (orgs.), Poesia e contemporaneidade: leituras do presente.
Chapecó: Argos, 2001.
GUIMARÃES, Júlio Castañon. Texto sobre Poros. Jornal do Brasil, 5 de
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08/02/2013)
HILST, Hilda. Do desejo. Campinas: Pontes, 1992.
__________. Baladas. São Paulo: Globo, 2003a.
__________. Exercícios. São Paulo: Globo, 2002a.
__________. Bufólicas. São Paulo: Globo, 2002b.
__________. Da morte. Odes mínimas. São Paulo: Globo, 2003b.
__________. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Globo,
2003c.
LINS, Vera. “Intervalos, de Ronald Polito: uma poética de gestos mínimos”.
In Poesia e crítica: uns e outros. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005.
MOISÉS, CARLOS FELIPE. Texto sobre Poros. Folha de S. Paulo, 9 de
janeiro de 1994. http://www.art-bonobo.com/rrtf/25.htm (Acesso em
08/02/2013)
MORICONI, Italo. “Pós-modernismo e volta do sublime na poesia
brasileira”. In PEDROSA, Celia et al. (orgs.) Poesia hoje. Niterói:
EdUFF, 1998.
NOGUEIRA MOUTINHO. Texto sobre O voo circunflexo. Folha de S.
Paulo, 26 de abril de 1981. http://www.art-bonobo.com/rrtf/22.htm
(Acesso em 08/02/2013)
NESTROVSKI, Arthur. "Paisagens anteriormente anônimas recuam". Folha
de
S.Paulo,
7
de
dezembro
de
1997.
http://www.artbonobo.com/rrtf/26.htm (Acesso em 08/02/2013)
NUNES, Benedito. Orelha de Poros. In TORRES FILHO, Rubens
Rodrigues. Poros. Coleção Claro Enigma. São Paulo: Duas Cidades,
1989.
PAES, José Paulo. “Ironia governa poemas de Novolume". O Estado de S.
Paulo, 1º de novembro de 1997. http://www.art-bonobo.com/rrtf/26.htm
(Acesso em 08/02/2013)
PAIXÂO, Fernando. “O trapezista pensando.” In TORRES FILHO, 1997.
http://www.art-bonobo.com/rrtf/26.htm (Acesso em 08/02/2013)
PEDROSA, Celia. “Considerações anacrônicas: lirismo, subjetividade,
resistência”. In CAMARGO e PEDROSA (orgs.), Poesia e
contemporaneidade: leituras do presente. Chapecó: Argos, 2001.
PEREIRA, Edimilson de Almeida. Lugares ares: obra poética 2. Belo
Horizonte: Mazza Edições, 2003a.
__________. Casa da palavra: obra poética 3. Belo Horizonte: Mazza
Edições, 2003b.
__________. “O movimento literário em Juiz de Fora nos anos 80”. In
FARIA, Alexandre (org), 2007.
__________. As coisas arcas: obra poética 4. Juiz de Fora: Funalfa
Edições, 2003.
__________. Homeless. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2010.
PEREIRA, Prisca Agustoni de Almeida. “Os sete selados na poética de
Edimilson de Almeida Pereira”. In FARIA, Alexandre (org.). Anos 70:
poesia e vida. Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2007, p. 217-232.
PINTO, Manuel da Costa. “Ronald Polito”. In Antologia comentada da
poesia brasileira do século 21. São Paulo: Publifolha, 2006, p. 301-304.
POLITO, Ronald. Solo. Intervalos. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1998.
__________. De passagem. São Paulo: Nankin Editorial, 2001.
__________. Terminal. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.
__________. “Notas sobre a poesia no Brasil a partir dos anos 70”. Cacto
2, outono de 2003, pp. 62-71.
PRADO JR., Bento; MOISÉS, Carlos Felipe; e GALVÃO, Donizete.
Discussão sobre Rubens Rodrigo Torres Filho. Dezembro de 2001.
http://www.memorial.org.br/rubens-rodrigues-torres-filho/ (Acesso em
08/02/2013)
SCHÜLER, Donaldo. Texto sobre O voo circunflexo. O Estado de S. Paulo,
14 de junho de 1982. http://www.art-bonobo.com/rrtf/22.htm (Acesso
em 08/02/2013)
SIMON, Iumna. “Considerações sobre a poesia brasileira em fim de
século”. Novos Estudos CEBRAP 55, nov. 1999, p. 27-36.
SISCAR, Marcos. “A cisma da poesia brasileira”. In Poesia e crise: ensaios
sobre a “crise da poesia” como topos da modernidade. Campinas:
Editora da Unicamp, 2010.
TORRES FILHO, Rubens Rodrigues. Entrevista concedida a José Américo
Motta Pessanha. Folha de S. Paulo, 12 de agosto de 1989.
http://www.art-bonobo.com/rrtf/24.htm (Acesso em 08/02/2013)
WEINTRAUB, Fabio. “Cerco de cinzas”. Cult 24, julho de 1999, p. 20 - 22.
__________. “Tentação do zero”. Jornal de Crítica, v. 07, p. 07-7, 2006.
VERSÃO PROVISÓRIA
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2534
PERÍODO: 2013.1
Tópicos em teorias do texto e da escrita
Tópico: a metáfora, seus satélites
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof(a). Helena Martins
OBJETIVOS
Se percebida como uma espécie de motivo na história do pensamento e da
literatura ocidental, a metáfora parece hesitar entre o discernimento e o
engano, o auspício e a maldição, o passaporte e a amarra, o desvio e a
norma. O curso tem por objetivo geral discutir alguns aspectos do estado
atual dessa hesitação: apoiando-se tanto em textos teóricos quanto em
obras literárias que põem a metáfora em questão, examina a reflexão
contemporânea sobre o tema com três ênfases principais: (a) discursos
sobre a onipresença da metáfora na linguagem, no pensamento, na
percepção, na ação; (b) transformações, deformações e liquefações
contemporâneas do conceito de metáfora e seus satélites (símbolo,
alegoria, imagem etc); (c) possíveis limites do filosofema metáfora em
contextos não ocidentais.
[obs: o termo metáfora funciona historicamente – e também neste curso – como
uma espécie de “emblema” para a linguagem figurada de um modo geral.
EMENTA
PROGRAMA
1. O texto inaugural (a que retornam criticamente quase todos os
discursos contemporâneos): Aristóteles e a metáfora entre o mundo
poético da tragédia e o mundo político da eloquência.
2. A onipresença da metáfora na linguagem, no pensamento, na
percepção, na ação: Vico, Nietzsche, Derrida.
3. Transformações, deformações e liquefações contemporâneas do
conceito de metáfora (e seus satélites): Benjamin, Barthes, Deleuze
e Guattari, Rancière (a seleção desses textos/autores será ajustada
conforme o perfil da turma).
4. Possíveis limites do filosofema metáfora em contextos não ociden
tais.
Em paralelo a todos os momentos acima:
A metáfora (praticada, pensada, evitada, provocada etc.) no texto
literário. Ênfase em obras/autores a que os textos teóricos
examinados se referem. Passagens selecionadas de Homero,
Sófocles, entre outros (na discussão sobre a perspectiva
aristotélica). Passagens selecionadas de Baudelaire, Proust, Joyce,
Kafka, Beckett, Matsuo Basho, “O canto da castanheira” (Araweté),
entre
outros
(na discussão
sobre
perspectivas
mais
contemporâneas).
AVALIAÇÃO
BIBLIOGRAFIA
(ainda sujeita a
acréscimos e
supressões)
Aristóteles. Poética. In São Paulo: Ed. Abril Cultural, coleção Os
pensadores, tradução e notas Eudoro de Souza, 1978.
________. Retórica. Introdução, e tradução juntamente com Paulo
Farmhouse Alberto e Abel Pena, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa
da Moeda, 1998.
Barthes, R. S/Z. Trad.: Léa Novaes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.
246p.
______. A metáfora do olho. In: BATAILLE, Georges. História do olho.
São Paulo, SP: Cosac Naify, 2003.
Benjamin, Walter. Origem do Drama Barroco Alemão, São Paulo:
Brasilliense, 1984.
________. Franz Kafka: a propósito do décimo aniversário de sua morte.
São Paulo: Brasiliense, 1985.
________. Charles Baudelaire, um Lírico no Auge do Capitalismo. São
Paulo: Brasiliense, 1991.
Deleuze, G. Conversações. Tradução de Peter Pál Pelbart. São. Paulo, 34
Letras, 1992.
________. Crítica e clínica. São Paulo: Ed. 34, 1997.
________. Lógica do Sentido. 4ªed. São Paulo: Perspectiva,1998.
Deleuze, Gilles e Guattari, Felix. Kafka: por uma literatura menor. Tradução:
Júlio Castañon Guimarães. Revisão: Heloisa M.F. de Oliveira. Rio
de Janeiro: Imago, 1977.
_______. O que é a filosofia?. Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto
Alonso Muniz. Rio de. Janeiro: Ed. 34, 1992.
Didi-Huberman, Georges. 1992. Ce que nous voyons, ce qui nous
regarde. Paris: Éditions de Minuit, 208 p.
Culler, J. “The turns of metaphor”. Pursuits of signs. Florence KY, EUA:
Routledge, 2001.
Derrida, Jacques. “A mitologia branca” In As margens da filosofia. São
Paulo: Papirus, 1991.
_______. “Le retrait de la métaphore”. In Psyché. Paris: Galilée, 1998.
Eco, Umberto. “Metáfora”. In: Eco, U. et alii. Signo – Enciclopédia Einaudi
31. Lisboa: Casa da Moeda, 1994, p 200-245.
Campos, Haroldo de (Org.). Ideograma: Lógica – Poesia – Linguagem. 4ª
ed.. São Paulo: Edusp, 2000.
Fenollosa, Ernest. “Os caracteres da escrita chinesa como instrumento para
a poesia” In: CAMPOS, Haroldo de (Org.). Ideograma: Lógica –
Poesia – Linguagem.. São Paulo: Edusp, 2000.
Gumpel, Liselotte. Metaphor Reexamined – a Non-Aristotelian Perspective.
Bloomington: Indiana University Press, 1984.
Johnson, Mark, (Org.) 1981. Philosophical Perspectives on Metaphor.
Minneapolis: University of Minnesota Press.
Leezemberg, M. Contexts of Metaphor. Amsterdam, Elsevier, 2001.
Nietzsche, Friedrich. Curso de retórica. Tradução de Thelma Lessa da
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Edusp, 1999.
_______ “Sobre a verdade e a mentira no sentido extra-moral”. In Obras
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Rancière, Jacques. A partilha do sensível: estética e política, São Paulo:
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_______. O inconsciente estético I Jacqucs Ranciere; tradução de Mônica
Costa Netto. São Paulo: Ed. 34, 2009.
_______. “Deleuze e a literatura.” Matraga. Rio de Janeiro, nº12, Eduerj,
1999.
Ricoeur, Paul. A metáfora viva. Trad. Dion David Macedo. São Paulo:
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Sacks, S. (Org.) Da Metáfora, São Paulo: Educ/Pontes, 1992.
Turner, Mark. The Literary Mind New York: Orford University Press, 1996.
Vico, Giambattista. A ciência nova. Tradução, prefácio e notas de Marco
Lucchesi. Rio de Janeiro : Record, 1999.
Viveiros de Castro, Eduardo Batalha. Arawete: Os deuses canibais. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Ed •• 1986
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2558
PERÍODO: 2013.1
TÓPICOS AVANÇADOS EM TEORIAS E CRÍTICA
CONTEMPORÂNEA IV
Tópico: Novas subjetividades e outros valores: o
reencantamento no pós-moderno
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Profª. Eliana Yunes
OBJETIVOS
•
•
•
•
EMENTA
Discutir o desencantamento e o reencantamento do mundo a partir
do tema da ética e dos valores; sensibilidade, afetos, alteridade,
trocas, dons e dádivas – o léxico marginal na sociedade de
depressões e consumo.
Discutir na filosofia e nas artes, a alternativa do pensamento
contemporâneo ao sentimento de intolerância instaurado.
Pensar os valores no quadro da crise de referencias a partir de
alguns aportes interdisciplinares.
Debater o racionalismo moderno e o desencantamento do mundo e
das relações que dele decorrem, bem como as possibilidades de
vias de reencantamento do mundo.
.O curso objetiva responder, alternadamente, aos desafios e interrogações
do presente, investigando os códigos culturais da contemporaneidade e
suas expressões artísticas e literárias. Será discutida criticamente a
coexistência, hoje, de quadros conceituais distintos, de opções
epistemológicas heterogêneas e de agendas políticas dissonantes,
testando novas racionalidades e sensibilidades na elaboração de saber na
esfera dos estudos literários e culturais. Neste âmbito, serão avaliadas,
ainda, apropriações de repertórios teóricos e de ferramentas
metodológicas elaboradas em domínios diversos das humanidades,
ensaiando-se cruzamentos e trocas inter e transdisciplinares.
METODOLOGIA
•
•
•
Leituras individuais apresentadas em seminário e debatidas em
grupo.
Visita de professores convidados para abordar temas específicos.
Jornada internacional de comunicações, palestras e debates.
AVALIAÇÃO
Seminários individuais e monografia.
PROGRAMA
Março.
O6 – Discussão da Bibliografia
13 – PIERUCCI, Antônio Flavio. O Desencantamento Do Mundo. Todos os
passos do conceito de Max Weber. São Paulo: Editora 34, 2004. P.32 a 59.
PRIGOGYNE, Ilya. O reencantamento do mundo. In: MORIN, Edgar;
PRIGOGYNE, Ilya (Eds.). A sociedade em busca de valores. Para fugir à
alternativa entre cepticismo e dogmatismo. Lisboa: Instituto Piaget, 1998.
P. 229-237.
20 – MAFFESOLI, Michel. Elogio da razão sensível. Petrópolis: Vozes,
2005. P. 25-77
27 – MACHADO, Nilson José. Conhecimento e valor. São Paulo: Moderna,
2004. P. 35-64.
Abril
03 – SPONVILLE, Andre Comte. Pequeno tratado das grandes virtudes.
São Paulo: Martins Fontes, 1995. P. 7-12 e 97-113.
10 – ASMANN, Hugo & SUNG, Jung Mo. Competência e sensibilidade
solidária. Educar para a esperança. Petrópolis: Vozes, 2000. P. 74-106.
17 – LE BRETON, David. As paixões ordinárias. Antropologia das
emoções. Petrópolis: Vozes, 2009. P. 111-214
20 - Aula com convidado
Maio
08 – SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade & inteligência. A emoção na
educação. 4 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. P. 27-82.
15 – VATTIMO, Gianni. Depois da cristandade. Por um cristianismo não
religioso. Rio de Janeiro: Record, 2004. P. 105-140.
22 – SCHILLEBEECKX, Edward. Deus e homem. São Paulo: Paulinas,
1980. P. 285-338.
29 - GIRARD, René & VATTIMO, Gianni. Cristianismo e relativismo. São
Paulo: Santuário, 2010. P. 49-66.
Junho
05 – AGAMBEN, Giorgio. A comunidade que vem. Lisboa: Presença, 2001.
P. (?).
12 – Caillé, Alain. A Dádiva entre os modernos, ed Vozes, Petrópolis, 2002.
P. 63 a 97.
19 – RICOEUR, Paul. Outramente. Petrópolis: Vozes, 2008.
PEREZ, Daniel ( org.) Filósofos e Terapeutas. São Paulo, Ed Escuta, 2007.
P.21 a 32.
26 – Fechamento do curso:
BIBLIOGRAFIA
PRINCIPAL
(no máximo 5)
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
AGAMBEN, Giorgio. A comunidade que vem. Lisboa: Presença, 2001.
Caillé, Alain. A Dádiva entre os modernos, ed Vozes, Petrópolis, 2002.
MAFFESOLI, Michel. Elogio da razão sensível. Petrópolis: Vozes, 2005.
SCHILLEBEECKX, Edward. Deus e homem. São Paulo: Paulinas, 1980.
RICOEUR, Paul. Outramente. Petrópolis: Vozes, 2008
MACHADO, Nilson José. Conhecimento e valor. São Paulo: Moderna,
2004.
SPONVILLE, Andre Comte. Pequeno tratado das grandes virtudes. São
Paulo: Martins Fontes, (?).
ASMANN, Hugo & SUNG, Jung Mo. Competência e sensibilidade solidária.
Educar para a esperança. Petrópolis: Vozes, 2000.
LE BRETON, David. As paixões ordinárias. Antropologia das emoções.
Petrópolis: Vozes, 2009.
SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade & inteligência. A emoção na educação.
4 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
VATTIMO, Gianni. Depois da cristandade. Por um cristianismo não
religioso. Rio de Janeiro: Record, 2004.
SCHILLEBEECKX, Edward. Deus e homem. São Paulo: Paulinas, 1980. P.
298-325.
GIRARD, René & VATTIMO, Gianni. Cristianismo e relativismo. São Paulo:
Santuário, 2010.
AGAMBEN, Giorgio. A comunidade que vem. Lisboa: Presença, 2001.
MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a dádiva. Lisboa: Edições 70, 2008.
RICOEUR, Paul. Outramente. Petrópolis: Vozes, 2008.
PIERUCCI, Antônio Flavio. O Desencantamento Do Mundo. Todos os
passos do conceito de Max Weber. São Paulo: Editora 34, 2004.
PRIGOGYNE, Ilya. O reencantamento do mundo. In: MORIN, Edgar;
PRIGOGYNE, Ilya (Eds.). A sociedade em busca de valores. Para fugir à
alternativa entre cepticismo e dogmatismo. Lisboa: Instituto Piaget, 1998.
BOFF, Leonardo. A opção terra. A solução para a terra não cai do céu. Rio
de Janeiro: Record, 2009.
BOFF, Leonardo. Princípio Terra. A volta à terra como pátria comum. São
Paulo: Ática, 1995.
COMPARATO, Fábio Konder. Ética: Direito, moral e religião no mundo
moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
FERRY, Luc. Aprender a viver. Filosofia para os novos tempos. Rio de
Janeiro:
Objetivo, 2007.
FERRY, Luc. A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem. Rio
de Janeiro: Difel, 2009.
FERRY, Luc. Kant: uma leitura das três críticas. Rio de Janeiro: Difel, 2010.
FLORES, Elio Chaves. A história e o fardo da vida: depois do genocídio,
antes do póscolonial. In: SILVEIRA, Rosa Maria Godoy et al. (Eds.).
Educação em Direitos Humanos: Fundamentos teórico-metodológicos.
João Pessoa: Editora Universitária, 2007, p. 51-74.
FOUCAULT, M. A verdade e as formas jurídicas. Rio de Janeiro: Nau Ed.,
1996.
______. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1987.
______. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
HABERMAS, Jürgen. Consciência moral e agir comunicativo. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.
HENDERSON, Hazel. Sociedade sustentável e desenvolvimento
sustentável: limites e possibilidades. Cadernos IHU idéias, São Leopoldo,
v. 4, n. 58, 2006.
JONAS, Hans. O princípio responsabilidade. Rio de Janeiro: PUC;
Contexto, 2006.
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos, o declínio do individualismo nas
sociedades de massa. 4 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.
MORIN, Edgar. KERN, Anne Brigitte. Terra-Pátria. Porto Alegre: Sulina,
2005.
MORANO, Carlos Dominguez. Crer depois de Freud. São Paulo: Loyola,
2003.
NIETZSCHE, Friedrich. A genealogia da Moral. São Paulo: Claret, 2008.
PEQUENO, Marconi. Sujeito, autonomia e moral. In: SILVEIRA, Rosa
Maria Godoy et al. (Eds.). Educação em Direitos Humanos: Fundamentos
teórico-metodológicos. João Pessoa: Editora Universitária, 2007, p. 187207.
PINSKY, Jaime; BASSANEZI PINSKY, Carla. História da cidadania. São
Paulo: Contexto, 2003.
ROCHA, Silvia Pimenta Veloso Rocha. O relativismo como niilismo, ou os
sem teto da metafísica. Revista Trágica, Rio de Janeiro , n. 2, p. 161-169,
2008.
PRIGOGYNE, Ilya. Ciência, razão e paixão. São Paulo: Livraria da física,
2009.
RORTY, R. & VATTIMO, Gianni. “O futuro da religião, solidariedade,
caridade e ironia”. Relume Dumará, Rio de janeiro, 2006.
RUBIO, Alfonso Garcia. Unidade na pluralidade. O ser humano à luz da fé
e da reflexão cristãs. 3 ed. São Paulo: Paulinas, 2001.
SANTOS, Boaventura Sousa. Renovar a Teoria Crítica e reinventar a
emancipação social. São Paulo: Boitempo, 2007.
SANTOS, Boaventura Sousa. A crítica da razão indolente. São Paulo: s.d.,
2006.
TILLICH, Paul. Amor, poder e justiça. São Paulo: Fonte Editorial, 2004.
VÉLEZ, Olga Consuelo. Pressupostos epistemológicos para uma visão do
sujeito integral. In RUBIO, Alfonso Garcia. O Humano integrado.
Abordagens de antropologia teológica. Petrópolis: Vozes, 2007.
WALDMANN, Maurício. Natureza e sociedade como espaço para a
cidadania. In: PINSKY, Jaime; BASSANEZI PINSKY, Carla. História da
cidadania. São Paulo: Contexto, 2003, p. 545-561.
VATTIMO, Gianni. Acreditar em Acreditar. Lisboa: Rel’ogio D`Agua, 2002.
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET2526/1DA
PERÍODO: 2013.1
A “escrita de si” na comunicação literária
Encenações da escrita de si. Teoria, crítica, (auto)ficção
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Profa. Daniela Beccaccia Versiani
Horário de atendimento: 5a f. 15-16hs, s.33 ou 52
E-mail: [email protected]
OBJETIVOS
A partir da discussão de novos repertórios teóricos sobre as escritas de si
de ficção e não-ficção, o curso pretende oferecer uma visão introdutória a
tópicos temáticos referentes à construção de discursos (auto)biográficos,
(auto)bioficcionais e (auto)etnográficos contemporâneos. Neste âmbito, o
curso oferecerá subsídios teórico-críticos para a reflexão sobre as escritas
de si compreendidas como encenações, eventos e experimentos
autobiograficcionais. Será dada especial atenção às contribuições teóricas
da recente antropologia para a reflexão sobre as relações entre sujeito
produtor de conhecimentos e sua escrita, visando ao seu aproveitamento
nos estudos dos modos de produção das escritas de si e possíveis
estratégias para a sua leitura. Ao longo do curso, serão propostas e
acolhidas sugestões para a leitura de exemplos de escritas de si.
EMENTA
Discursos (auto)biográficos e autoficcionais contemporâneos. Novos
repertórios literários e teóricos de “escritas de si”. Afetos na construção de
conhecimento no sistema literário. Auto-encenação de intelectuais (de
letras). Histórias de literatura no limiar entre escrita de memória, biografia,
autobiografia, ficção e autoficção. Experimentos autobiograficcionais.
PROGRAMA
A escrita de si na teoria contemporânea
A escrita de si na crítica
A escrita de si na ficção
A escrita de si na antropologia
(Auto)biografia, (auto)ficção e (auto)etnografia
Evento, performance e escrita de si
AVALIAÇÃO
Monografia
BIBLIOGRAFIA
CARDOSO, Marília Rothier & COCO, Pina (orgs).
Perspectivas
(auto)biográficas nos estudos de literatura. Palavra, 10, 2003.
KLINGER, Diana Irene. Escritas de si, escritas do outro: o retorno do autor
e a virada etnográfica: Bernardo Carvalho, Fernando Vallejo, Washington
Cucurto, João Gilberto Noll, César Aira, Silviano Santiago. Rio de Janeiro:
7Letras, 2007.
LEJEUNE, Philippe. Signés de vie. Le pact autobiographique 2. Paris:
Seuil, 2005.
MILLER, Nancy K. But Enough About Me: Why We Read Other People's
Lives. New York: Columbia University Press, 2002.
SANTIAGO, Silviano. Ora (direis) Puxar Conversa! Belo Horizonte: UFMG,
2006.
VERSIANI, Daniela Beccaccia. Autoetnografias. Conceitos alternativos em
construção. Rio de Janeiro: 7Letras, 2005.
PRINCIPAL
(no máximo 5)
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
AGUILHON, Maurice. Visão dos bastidores. In: Pierre Nora et alii.
Ensaios de ego-história. Lisboa: Edições 70, 1989, p.13-62.
ANDALZUA, Gloria. Borderlands. La Frontera. The New Mestiza.
San Francisco: Aunt Lute Books, 1999.
ARFUCH, Leonor. El espacio biográfico. Dilemas de la subjetividad
contemporânea. México: Fondo de Cultura Económica, 2002.
ARFUCH, Leonor. La vida como narración. Palavra, 10, 2003, p. 45-61.
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 1997.
BARTHES, Roland. O rumor da língua. Lisboa: Edições 70, s/d.
BERGER, Peter. Excurso: Alternação e biografia (ou como adquirir
um passado pré-fabricado). In: ____. Perspectivas sociológicas. Rio
de Janeiro: Vozes, 1983, p. 65-77.
BERGER, Peter & LUCKMANN, Thomas. A sociedade como
realidade subjetiva. In: __. A construção social da realidade. Tratado
de sociologia do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1983, p. 173-215.
BOBBIO, Norberto. O tempo da memória. De senectute e outros
escritos autobiográficos. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
BOBBIO, Norberto. Diário de um século. Autobiografia. Rio de
Janeiro: Campus, 1998.
BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. Lembranças de velhos. São
Paulo: Companhia das Letras, 1994 [1973].
BOURDIEU, Pierre. Esboço de auto-análise. São Paulo: Companhia
das Letras, 2005, p. 37-39.
BRETTEL, Caroline B. When They Read What We Write. The Politics of
Ethnography. Westport, Connecticut & London: Bergin & Garvey, 1996.
BURKE, Séan. The Death and Return of the Autor. Criticism and
Subjectivity in Barthes, Foucault and Derrida. Edinburgh UP, 1993.
CANDIDO, Antonio. A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo:
Ática, 1987.
CARDOSO, Marília Rothier & COCO, Pina (Orgs).
Perspectivas
(auto)biográficas nos estudos de literatura. Palavra, 10, 2003.
CHASNOFF, Salome. Performing Teen Motherhood on Video:
Autoethnography as Counterdiscourse. In: Sidonie Smith & Julia
Watson (eds.). Getting a Life. Everyday Uses of Autobiography.
Minneapolis, London: Minnesota UP, 1996, p. 108-133.
CLIFFORD, James. A experiência etnográfica. A antropologia e literatura
no século XX / James Clifford. Rio de Janeiro: UFRJ, 1998.
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DUQUE ESTRADA, Elizabeth Muylaert. Devires autobiográficos. Tese de
Doutoramento, PUC-Rio, 2005.
DOUBROVSKY, Serge. Autobiographiques. Paris: Presses Universitaires
de France, 1988.
FISCHER, Michael M. J. & ABEDI, Mehdi. Debating Muslins. Cultural
Dialogues in Postmodernity and Tradition. Madison, Wisconsin: Wisconsin
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FOLKENFLIK, Robert (ed). The Culture of Autobiografy. Constructions of
Self-representation. Stanford, California: Stanford UP, 1993.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor? Lisboa: Vega, 1992.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC,
1989.
GEERTZ, Clifford. O Saber Local. Novos ensaios em antropologia
interpretativa. Petrópolis: Vozes, 1999.
GEERTZ, Clifford. Works and Lives. The Anthropologist as Author.
Stanford, California: Stanford UP, 1988, p. 01-24.
GEERTZ, Clifford, CLIFFORD, James et alii. El surgimiento de la
antropologia posmoderna. Barcelona: Gedisa, 1996.
GLUSBERG, Jorge. A arte da performance. São Paulo: Perspectiva, 2008.
GUATTARI, Félix & ROLNIK, Suely. Micropolítica. Cartografias do desejo.
Petrópolis: Vozes, 1986.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Modernização dos sentidos. São Paulo: Ed.
34, 1998.
HERZFELD, Michael. Portrait of a Greek Imagination: an Ethnographic
Biography of Andreas Nenedakis. Chicago, London: Chicago UP, 1997.
HUYSSEN, Andreas. The Fate of Difference: Pluralism, Politics, and the
Postmodern. Amerikastudien/ American Studies, 38, 1993, p. 303-311.
HUYSSEN, Andreas. Memórias do modernismo. Rio de Janeiro: UFRJ,
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JOBIN, José Luís & PELOSO, Silvano (orgs.) Identidade e literatura. Rio
de Janeiro/Roma: de Letras/Sapienza, 2006.
KLINGER, Diana Irene. Escritas de si, escritas do outro: o retorno do autor
e a virada etnográfica: Bernardo Carvalho, Fernando Vallejo, Washington
Cucurto, João Gilberto Noll, César Aira, Silviano Santiago. Rio de Janeiro:
7Letras, 2007.
LEJEUNE, Philippe. Le pacte autobiographique. Paris: Seuil, 1975.
LEJEUNE, Philippe. Le pacte autobiographique, 25 ans après. Palavra, 10,
2003, p.11-23.
LEJEUNE, Philippe. Signés de vie. Le pact autobiographique 2. Paris:
Seuil, 2005.
LIONNET, François. Autobiographical Voices. Race, Gender, SelfPortraiture. Ithaca & London: Cornell UP, 1991.
MALINOVSKY, Bronislaw. Um diário no sentido estrito do termo. Rio de
Janeiro: Record, 1997.
MALINOVSKY, Bronislaw. Argonautas do Pacífico ocidental: um relato do
empreendimento e da aventura dos nativos nos arquipélagos da Nova
Guiné malanésia. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural: 1978
[1922].
MILLER, Nancy K. But Enough About Me: Why We Read Other People's
Lives. New York: Columbia University Press, 2002.
OKELY, Judith & CALLAWAY, Helen (eds.). Anthropology &
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OLINTO, Heidrun Krieger. Pequenos ego-escritos intelectuais. Palavra, 10,
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OLINTO, Heidrun Krieger. Literatura/cultura/ficções reais. In: ____ & Karl
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SAID, Edward W. After the Last Sky. Palestinian Lives. Photographs by
Jean Mohr. New York: Columbia UP, 1999.
SAID, Edward W. Fora do lugar. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
SAID, Edward W. e BARENBOIM, Daniel. Paralelos e paradoxos.
Reflexões sobre música e sociedade. São Paulo: Companhia das Letras,
2003.
SANTIAGO, Silviano. Ora (direis) Puxar Conversa! Belo Horizonte: UFMG,
2006.
SANTIAGO, Silviano. Eu e as galinhas d’angola. In: Heidrun Krieger Olinto
& Karl Erik Schollhammer (orgs.). Literatura e memória. Rio de Janeiro:
Edições Galo Branco, 2006, p. 21-32.
SANTIAGO, Silviano. O falso mentiroso – memórias. Rio de Janeiro:
Rocco, 2004.
SMITH, Sidonie & WATSON, Julia (eds.). Getting a Life. Everyday Uses of
Autobiography. Minneapolis, London: University of Minnesota Press, 1996.
SOUZA, Eneida Maria de. Critica cult. Belo Horizonte: UFMG, 2002.
SOUZA, Eneida Maria de. A pedra mágica do discurso. Belo Horizonte:
UFMG, 1999.
SÜSSEKIND, Flora. Literatura e vida literária. Polêmicas, diários e
retratos. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
TODOROV, Tzvetan. O homem desenraizado. Rio de Janeiro: Record,
1999.
TORO, Alfonso de.
La ‘nouvelle autobiographie’ postmoderne ou
l’impossibilité d’une histoire à la première personne: Robbe-Grillet, le miroir
que revient et Doubrovsky, le livre brisé. In: ____ & Claudia Gronemann
(eds.).
Autobiographie
revisited.
Theorie
und
Praxis
neuer
autobiographischer. Diskurse in der französischen, spanischen und
lateinamerikanischen Literatur. Hildesheim, Zürich, New York: Georg Olms
Verlag, 2004.
VELHO, Gilberto. Projeto e metamorfose. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
1994.
VERSIANI, Daniela Beccaccia. Autoetnografias. Conceitos alternativos em
construção. Rio de Janeiro: 7 Letras.
VERSIANI, Daniela Beccaccia. O pesquisador contemporâneo da cultura e
a autoetnografia como método. Palavra, 10, 2003, p. 94-110.
VIEGAS, Ana Cláudia. A invenção de si na escrita contemporânea. In:
José Luís Jobim & Silvano Peloso (orgs.). Identidade e literatura. Rio de
Janeiro/Roma: de Letras/Sapienza, 2006, p. 11-24.
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET2531
PERÍODO: 2013.1
ESTUDOS DE DRAMATURGIA
Escritas cênicas e experiências performativas (séculos 20 e 21)
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof. Alessandra Vannucci e Mariana Simoni
OBJETIVOS
Enfatizando a potência performativa de experiências de escrita no âmbito
das artes cênicas, o curso pretende discutir as implicações dos conceitos
de épico, performativo, pós-dramático e pós-moderno para a dramaturgia
moderna e contemporânea.
EMENTA
Análise e discussão de textos dramatúrgicos. O teatro nacional e
internacional: nomes e evolução. A interface com a ficção cinematográfica
e televisiva. O roteiro. A leitura de um complexo sistema de signos
múltiplos: o espetáculo. As possibilidades da Web.
PROGRAMA
AVALIAÇÃO
1.
2.
3.
4.
Concepções performativas no contexto da dramaturgia contemporânea
Perspectivas pós-dramáticas e pós-modernas
Formas de representação épica na dramaturgia moderna
Ativismo político, militância estética na escrita cênica moderna e
contemporânea
5. Leitura de peças de autores como Luigi Pirandello, Samuel Beckett,
Bertolt Brecht, Augusto Boal, Thomas Bernhardt, Heiner Müller, Elfried
Jelinek, Anja Hilling e René Pollesch, entre outros.
Monografia
BIBLIOGRAFIA
PRINCIPAL
FÉRAL, Josette. Por uma poética da performatividade: o teatro
(no máximo 5)
performativo. Sala Preta, Revista do Programa de Pós-Graduação em
Artes Cênicas, Eca/USP, São Paulo, n. 08, 2008, p.197-210.
FISCHER-LICHTE, Erika. Fundamentos para una estética de lo
performativo. In: ____. Estética de lo performativo. Madrid: Abada, 2011, p.
23-46.
LEHMANN, Hans-Thies. Teatro pós-dramático. São Paulo: Cosac Naify,
2007.
_________. No castelo de Barba Azul. Rio de Janeiro: Cia. das Letras,
1991.
STEINER, George. Morte da tragédia. São Paulo: Perspectiva, 2006
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac
& Naify, 2003.
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
ARISTOTELES. Arte Poética. São Paulo: Martin Claret, 2012.
BIRRINGER, Johannes. The postmoderne scene. In: ____. Theatre,
theory, postmodernism. Bloomington: Indiana University Press, 1993, p.151.
CAMARGO COSTA, Iná. Sinta o drama. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.
FERNANDES, Silvia. Teatralidades contemporâneas. São Paulo:
Perspectiva, 2010.
GUMBRECHT, Hans Ulrich. Produção de presença perpassada de
ausência. Sobre música, libreto e encenação. Rio de Janeiro, Palavra,
2001, p.10-19, n.7.
HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Imago,
1991.
JAMESON, Frederic. O método Brecht. Petrópolis, RJ: Vozes, 1999.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Rio de
Janeiro: Zahar, 1998.
SARRAZAC, Jean-Pierre (org.). Léxico do drama moderno e
contemporâneo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.
STEINER, George. No castelo de Barba Azul. Rio de Janeiro: Cia. das
Letras, 1991.
WILLIAMS, Raymond. O drama em cena. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2546
PERÍODO: 2013.1
LITERATURA E EXPERIÊNCIA URBANA II
HORÁRIO: SEGUNDA-FEIRA: 16HS- 19HS
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof. Renato Cordeiro Gomes
Curso conduzido por Prof. Paulo Roberto Tonani do Patrocínio
OBJETIVOS
Pesquisar e atualizar a bibliografia teórica sobre representações da
cidade na literatura e na cultura das mídias.
Pôr em questão a legibilidade da cidade moderna e suas derivas pósmodernas, pesquisando temas como violência e medo, cidade e
subjetividade, a cidade como arena cultural, em produtos da literatura e da
cultura midiática.
Analisar e discutir as duas matrizes clássicas de representação da cidade:
a janela e a rua. E mais: observar traços de permanência e ruptura destas
matrizes nas formas de representação da cidade através da leitura e
análise de textos literários clássicos e contemporâneos.
Analisar as representações da cidade em produtos da cultura midiática e
da cultura contemporânea e suas relações com as tecnologias.
Analisar as representações dos territórios periféricos em produtos
discursivos (literatura, cinema e arte).
Analisar as representações da cidade, em especial da periferia urbana, em
produtos discursivos marginais: Literatura Marginal e Hip-Hop.
Investigar se, frente à insurreição dos sujeitos silenciados, a
representação dos territórios periféricos é essencialmente uma tarefa dos
próprios marginais e, assim, os intelectuais não possuem mais uma voz de
legitimação para representar o Outro. O presente objetivo pode ser
sintetizado em uma breve questão: “Quem pode narrar as margens?”.
Investigar se, frente à crise da representação, a cidade pode ser, hoje,
narrada pelos meios massivos de comunicação e pela literatura. E mais:
com que linguagem? Ou dito de outra forma (aproveitando a formulação
de Canclini): “Em nossas metrópoles dominadas pela desconexão,
atomização e falta de sentido podem existir histórias?”
EMENTA
Representações da cidade moderna e suas derivas pós-modernas: da
“grande cidade” ao “domínio urbano do não-lugar”. Cidade, progresso e
cosmopolitismo. Olhares sobre a cidade condicionados pelas tecnologias.
Ficção urbana (literária e midiática) contemporânea: as tensões entre o
local e o global na atualidade, considerando-se o caráter transnacional da
informação e seu impacto nas culturas locais. Cidade e subjetividade.
Cidade, instante e cotidiano: as teorizações de Simmel, Leo Charney e
Michel de Certeau. A literatura panorâmica e a crônica; o cinema e a
fixação do instante. Espaço urbano e cidade fílmica.
PROGRAMA
Proposta
O curso centra-se nas relações da literatura e da cultura das mídias com
as representações da cidade, a partir da discussão de textos teóricos que
tematizam as representações da cidade moderna e suas derivas pósmodernas. Busca-se, assim, atualizar um quadro teórico que, numa
perspectiva comparatista, permita ler as imagens e representações da
cidade em produtos da cultura midiática e da literatura, ou seja, estudar as
representações da cidade, seus limites e (im)possibilidades e suas
relações com o universo mais amplo da cultura. O foco das investigações
considera tópicos como: a legibilidade da cidade moderna e pós-moderna;
formas de representação da cidade; cidade, progresso e cosmopolitismo;
o contexto da globalização, desterritorialização e desreferencialização nas
narrativas urbanas contemporâneas; cidade, violência e medo; mitologias
urbanas; centro X periferia; narrativa e cultura periféricas; formas de
representação da periferia.
1. Leitura de textos teóricos, que tratam de cultura e experiência urbana,
na cidade moderna e suas derivas pós-modernas e suas
representações: Georg Simmel, Walter Benjamin, Ítalo Calvino, Michel
de Certeau, Marc Augé, Nestor García Canclini, Nelson Brissac,
Beatriz Sarlo, Loïc Wacquant, Renato Cordeiro Gomes, Izabel
Margato, entre outros.
2. Duas matrizes que se tornaram imagens recorrentes ao longo de dois
séculos, na literatura e nas mais diversas mídias, para a representação
da cidade moderna e suas derivas pós-modernas: a cidade vista na
perspectiva da rua e a cidade vista na perspectiva da janela: os
contos “O homem da multidão”, de Edgar Allan Poe, e “A janela de
esquina do meu primo”, de E. T. A. Hoffman.
3. A legibilidade da cidade moderna e suas derivas pós-modernas: da
“grande cidade” ao “domínio urbano do não-lugar”. Lugar/não-lugar,
segundo Marc Augé. Desterritorialização e re-territorialização. Cidade,
progresso e cosmopolitismo.
4. Cidade e globalização / ficção urbana (midiática e literária): as tensões
entre o local e o global na atualidade, considerando-se o caráter
transnacional da informação e seu impacto nas culturas locais.
5. A narrativa urbana contemporânea em produtos midiáticos
(representações da cidade nos discursos jornalístico, fílmico,
fotográfico, televisivo, publicitário, etc) e na literatura. Cidade e
subjetividade.
6. A produção literária periférica e suas formas de representação do
espaço urbano, em especial da periferia.
7. Formas de representação da periferia, uma leitura de Antônio Fraga,
Orestes Barbosa, João Antônio e Rubem Fonseca.
8. Rubens Figueiredo e a permanência do naturalismo enquanto principal
forma de representação de sujeitos e situações marginais.
9. Representações do Rio de Janeiro: processos de metropolização,
racionalidade, ordem/desordem: do “Rio civiliza-se” ao “choque de
ordem”. Violência e medo. Mitologias cariocas. A sociedade e cultura
cariocas em uma ordem binária: o morro e o asfalto.
10. Espaço urbano e cidade enquanto discurso: filmes e textos literários a
serem selecionados em função dos projetos e dos interesses dos
alunos.
11. Um esboço de pesquisa: algumas cidades e suas representações, a
exemplo de Paris, Nova York, Buenos Aires, Lisboa, Rio de Janeiro,
São Paulo...
(esta seleção é exemplificativa e será discutida com os
alunos, que poderão eleger outras cidades de acordo com seus
projetos específicos)
OBS.: As obras de ficção e os filmes aqui citados são exemplificativos e
podem ser melhor definidos em função dos projetos e interesses dos pósgraduandos.
AVALIAÇÃO
- A avaliação permanente refere-se à efetiva participação nas discussões
das aulas, o que pressupõe leitura e fichamento da bibliografia relativa aos
tópicos do programa tratados em cada aula.
- Trabalho monográfico final, que se relacione efetivamente com as
questões tratadas durante o desenvolvimento do curso.
BIBLIOGRAFIA
-
PRINCIPAL
(no máximo 5)
-
-
AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da
supermodernidade. Campinas: Papirus, 1994.
BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas III: Charles Baudelaire, um lírico
no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1989.
CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das
Letras, 1990.
CERTEAU, Michel de, GIARD, Luce & MAYOL, Pierre. A invenção do
cotidiano. Petrópolis: Vozes, 1997.
FIGUEIREDO, Vera Follain de. Narrativas migrantes: literatura, roteiro
e cinema. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: & Letras, 2011.
GOMES, Renato Cordeiro. Todas as cidades, a cidade: literatura e
experiência urbana. 2 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.
MARTÍN-BARBERO, Jesús. Transformações da experiência urbana.
Ofício do cartógrafo: travessias latino-americanas da comunicação na
cultura. São Paulo: Loyola, 2004.
PEIXOTO, Nelson Brissac. Paisagens urbanas. São Paulo: SENAC:
Marca D’Água, 1996.
SARLO, Beatriz. La ciudad vista: mercancias y cultura urbana. Buenos
Aires: Siglo Veintiuno, 2009.
SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental, in VELHO, Octavio
(org.). O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987
SUGESTÕES
-
BIBLIOGRÁFICAS
-
-
-
-
-
-
-
-
CANCLINI, Nestor. Imaginarios urbanos. Buenos Aires: Editorial
Universitaria de Buenos Aires, 1997.
FIGUEIREDO, Vera Lúcia Follain de. Os crimes do texto: Rubem
fonseca e a ficção contemporânea. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.
GOMES, Renato Cordeiro. Dimensões do instante: mídia, narrativas
híbridas e experiência urbana. Comunicação, mídia e consumo. Ano
5, v. 5, n.12. São Paulo: ESPM, 2008.
GOMES, Renato Cordeiro. Babel do século XXI: do mito às mídias. ECompós,Vol.11,n.1,2008.
www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos.
GUATTARI, Félix. “Restauração da cidade subjetiva”. In: Caosmose:
um novo paradigma estético. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1992
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as
origens da mudança cultural. São Paulo: Loyola, 1992.
JACQUES, Paola Berenstein. Estética da ginga. A arquitetura das
favelas através da obra de Hélio Oiticica. Rio de Janeiro: Casa da
Palavra, 2003.
MARGATO, Izabel & GOMES, Renato Cordeiro (org.). Espécies de
espaço: territorialidades, literatura, mídia. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2008.
NEEDELL, Jeffrey D. Belle Époque tropical. São Paulo: Companhia
das Letras, 1993.
NEVES, Margarida de Souza. Brasil, acertai vossos ponteiros. In:
Brasil, acertai vossos ponteiros. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia
e Ciências Afins, 1991.
PATROCINIO, Paulo Roberto Tonani do. Escritos à margem: a
presença de autores de periferia na cena literária brasileira. Tese de
doutorado. Rio de Janeiro: PUC-Rio: Departamento de Letras, 2010.
PEÇANHA, Érica. Vozes marginais na literatura. Rio de Janeiro:
Aeroplano, 2009.
RAMOS, Julio. Desencontros da modernidade na América Latina. Belo
Horizonte: Ed, UFMG, 2008.
RESENDE, Beatriz. Apontamentos de crítica cultural. Rio de Janeiro:
Aeroplano, 2002.
_________. Os contemporâneos. Rio de Janeiro: Casa da Palavra,
2008.
RIO, João do. João do Rio por Renato Cordeiro Gomes. Rio de
Janeiro: Agir, 2006.
SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Ed.
UFMG, 2005.
SCHOLLHAMMER, Karl Eric. Ficção brasileira contemporânea. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
SEVCENKO, Nicolau. Literatura como missão: tensões sociais e
criação cultural na Primeira República. São Paulo: Brasiliense, 1983.
_________. O prelúdio republicano, astúcias da ordem e ilusão do
progresso; A capital irradiante: técnica, ritmo e ritos do Rio. In: _____
(org.). História da vida privada no Brasil – República: da Belle Époque
à era do rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
SEMEAR, Revista da Cátedra Padre António Vieira de Estudos
Portugueses da PUC-Rio, em especial os números 3,4, 6 e 11.
SOUZA, Eneida Maria de. Crítica cult. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2002.
VALLADARES, L. do P. A invenção da favela: do mito de origem a
favela.com. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.
-
WACQUANT, Loïc. Os condenados da cidade. Rio de Janeiro: Revan;
FASE, 2001.
OBS.: Bibliografia mais extensa será fornecida no início do curso.
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2548
PERÍODO: 2013.1
LITERATURA CONTEMPORÂNEA II
Modulo 1 - A imagem na poesia portuguesa contemporânea
Modulo 2 - o lugar da ficção e o papel do intelectual na sociedade
portuguesa da segunda metade do século XX
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Profa.
Izabel Margato
Profa. Rosa Maria Martelo (Professora convidada, Univ do Porto)
OBJETIVOS
O módulo 1 “A imagem na poesia portuguesa contemporânea” está
organizado para ser realizado durante duas semanas (4 aulas de 3 horas).
Através desse módulo, pretende-se pensar a poesia portuguesa
contemporânea tendo em conta a co-presença de duas tendências de
escrita diferenciadas: uma mais centrada no recurso à metáfora e/ou na
exploração da imagem verbal através de processos retóricos; outra mais
focalizada no recurso à alegoria, na qual a imagem visual surge
frequentemente tematizada ou explorada por processos ecfrásticos.
Módulo 2 - o lugar da ficção e o papel do intelectual na sociedade
portuguesa da segunda metade do século XX
Objetivos
Analisar a produção discursiva de José Cardoso Pires como prática de
investigação e análise da sociedade portuguesa da segunda metade do
século XX.
Discutir os suportes de uma leitura crítica dos relatos que dão sustentação
ao saber cotidiano.
Analisar os mecanismos de escrita que recolhe, reproduz e transforma
pequenas tramas contidas na rede de ficções que circulam na sociedade.
EMENTA
As correntes literárias do século XX e os “acontecimentos discursivos” que
rearticulam ficção e imaginário cultural. Textos que tecem, interrogam e
desfiguram os diferentes cenários de formação e de transformação da
sociedade nas últimas décadas.
AVALIAÇÃO
PROGRAMA
Módulo 1 Procurar-se-á demonstrar que as poéticas de 60 revitalizaram o papel da
imagem verbal na poesia através da actualização de estratégias de escrita
muito diversificadas e assentes numa reapropriação criadora deste tipo de
referências poéticas.
Apesar de dialogarem com tradições de escrita diferentes, por vezes
mesmo divergentes, as obras de Carlos de Oliveira e de Herberto Helder
têm em comum o facto de atribuírem um grande protagonismo à imagem,
pelo que deverão permitir elencar estratégias de escrita partilhadas com
outros autores na segunda metade do século XX.
Partir-se-á da análise de poemas e textos de reflexão crítica dos dois
poetas para 1) caracterizar o papel original da imagem nas poéticas
respectivas e 2) explicitar alguns dos traços dominantes nas poéticas de
60.
As noções de imagem, metáfora, narratividade, alegoria, picturalismo e
ecfrase, desenvolvidas nas três etapas anteriormente descritas, serão os
instrumentos a aplicar/testar no estudo de uma selecção de textos de
quatro autores representativos da contemporaneidade mais recente: Ana
Luísa Amaral, Manuel Gusmão, Manuel de Freitas e José Miguel Silva.
Módulo 2 1 - Discutir bibliografia teórica sobre as representações e o papel do
intelectual, em busca de um modelo teórico que possibilite o diálogo entre
os diferentes modelos do intelectual no século XX .
2 – Analisar os textos Balada na Praia dos Cães ; O Delfim e A Cavalo no
Diabo, de José Cardoso Pires, buscando evidenciar a relação tensa que
se estabelece entre a sua ficção e os relatos produzidos pela política do
Estado Novo Português.
3 - Análise de textos – de ficção e de intervenção – que evidenciem os
principais núcleos do projeto intelectual de José Cardoso Pires,
articulando-os com o seu percurso como escritor comprometido com a
redemocratização da sociedade portuguesa.
BIBLIOGRAFIA
Módulo 1 – Os textos deste módulo serão enviados aos alunos
PRINCIPAL
(no máximo 5)
Módulo 2 CARDOSO PIRES, José. A Cavalo no Diabo. Lisboa: Dom Quixote, 1994
........O Delfim . Lisboa: Dom Quixote, 1987.
-------. Balada na Praia dos cães. Lisboa: Dom Quixote. 1982
-------. E Agora, José? . Lisboa: Dom Quixote, 1977.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1982.
------------------ O que é um autor? Lisboa: Veja, 2002.
Piglia, Ricardo. O Laboratório do escritor. São Paulo: Ed. Iluminuras, 1994.
------- . Tres propuestas para el próximo milenio (y cinco dificultades).
Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2001.
--------. Crítica e Ficción. Argentina: Seix barral, 2000.
BIBLIOGRAFiA
COMPLEMENTAR
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2554
PERÍODO: 2013.1
TÓPICOS EM CULTURA BRASILEIRA
Os 90 Anos e os Desdobramentos da Semana de Arte Moderna
HORÁRIO: TERÇA-FEIRA: 16HS- 19HS
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof. Gilberto Mendonça Teles
OBJETIVOS
Rever a literatura brasileira antes e depois da SAM e sua vinculação com
os movimentos de vanguarda no século XX.
EMENTA
Textos representativos da Cultura Brasileira que tematizam e problematizam a
Construção da identidade nacional: o Romantismo e o Modernismo. Nação e
narração: a narrativa de fundação na Literatura Brasileira. Nacionalismo e
cosmopolitismo; as tensões entre o local e o global. A cultura brasileira no
contexto da globalização. A representação da Nação como problema na
narrativa brasileira contemporânea.
PROGRAMA
A literatura antes e depois da SAM e sua vinculação com os movimentos
de vanguarda no século XX.
I – OS SIGNOS DA MODERNIDADE
1.
2.
3.
4.
Defesa da Poesia.
Moderno, Modernismo e Modernidade.
Vanguarda, Neovanguarda e Antivanguarda
Pressupostos da Lírica Moderna
II – AS SOLUÇÕES BRASILEIRAS
5.
6.
7.
8
O Velho e o Novo de Mário de Andrade
Os "pequeninos nadas" de Manuel Bandeira
As utopias de Oswald de Andrade
"Os apontamentos literários" de Drummond
9. As "reflexões" de Cassiano Ricardo.
10. A "inspiração e o "trabalho" de João Cabral
AVALIAÇÃO
Seminários parciais ao longo do curso e orientação para um trabalho final,
discutido em classe.
BIBLIOGRAFIA
1. FRIEDRICH, Hugo. Estrutura da lírica moderna. São Paulo: Duas
PRINCIPAL
(no máximo 5)
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
Cidades, 1978.
LEUWERS, Daniel. Introduction à la poésie moderne et contemporaine.
Paris: Dunod, 1998.
ANDRADE, Mário de. Obras completas de Mário de Andrade. São
Paulo: Martins, 20 v, 1956 <
RICARDO, Cassiano. Reflexões sobre uma poética de Vanguarda. Rio:
J. Olympio, 1964.
BANDEIRA, Manuel. Itinerário de Pasárgada. Rio de Janeiro: Livraria
S., José, 1954
DUCHESNE, A.e LEGUAY, Th. Petite fabrique de littérature. Paris:
Magnard, 1990
POUND, Ezra. El abc de la lectura. Montevidéu: La Flor, 1968.
TELES, Gilberto M. Vanguarda européia e modernismo brasileiro. Rio:
20ª ed. J. Olympio, 2012.
_____. Retórica do silêncio. São Paulo: Cultrix, 1979. 2ª ed. José
Olympio, 1989.
_____ .A Escrituração da escrita. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.
1. BLOOM, Harold. O cânone ocidental. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995
[1994].
2______. The anxiety of influence. A theory of poetry. Oxford: University
Press, 1973.
3. COMPAGNON, Antoine. Le démon de la théorie. Paris: Du Seuil, 1998
4. SELDEN, Raman. La teoría literaria contemporánea. Barcelona: Ariel,
1987.
5 TELES, Gilberto Mendonça. Contramargem (Estudos de Literatura). Rio
de Janeiro: PUC / Loyola,
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
PERÍODO:
2013.1
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2510
Sala L581
TEORIAS DA NARRATIVA
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof. Karl Erik Schollhammer
Dia: 2ª-feira das 16 às 19 horas
OBJETIVOS
EMENTA
Teorias da narrativa
Ementa
Teorias sobre a narrativa e discussões recentes sobre a relação entre
composição narrativa e figura retórica (metáfora, alegoria etc.). Discussão
das noções fundamentais de ficção, narrativa e enredo (Aristóteles, Platão,
Genette, Iser e Ricoeur) e revisão das teorias sobre a narrativa desde o
estruturalismo e a narratologia dos anos sessenta. Estudo das principais
categorias analíticas da narrativa: narrador, personagem, caráter,
temporalidade, ponto de vista etc. (Benveniste, Hamburger, Genette,
Booth, Wallace).Debate sobre a narrativa na perspectiva da filosofia,
história, retórica, antropologia, psicologia e ciência cognitiva. (Hayden
White, Lakoff & Turner, Rorty, Mink, Danto, Costa Lima entre outros)
PROGRAMA
11.03.13 Introdução
18.03.13 Como opera a narrativa? (1.)
Definição e discussão das noções fundamentais de ficção, narrativa e
enredo. A relação entre narrador, narração e experiência.
(Aristóteles, Platão, Genette e Ricoeur)
Leitura: Reading for the plot (Brooks)
25.03.13 Como opera a narrativa? (2.)
01.04.13 "A Virada Narrativista".
Discutiremos uma nova noção interdisciplinar da narrativa como parte
fundamental do discurso. Neste módulo o curso apresentará a discussão
sobre a natureza da narrativa tal como apresenta-se dentro de filosofia,
história, retórica, antropologia, psicologia e ciência cognitiva.
(Hayden White, Lakoff & Turner, Rorty e.ou.)
Leitura: Trusting the Tale: The narrativist turn (Kreiswirth)
08.04.13 Narrativa e hermenêutica (1.)
Leituras: Secrets and narrative sequences (Kermode)
15.04.13 Narrativa e hermenêutica (2.)
Leituras: Tempo e Narração (Ricoeur)
22.04.13 (Ricoeur)
06.05.13 Da narratologia ao pós-estruturalismo (1.)
Revisão das teorias sobre a narrativa desde o estruturalismo e a
narratologia dos anos sessenta até o pós-estruturalismo atual.
(Foucault, Barthes, Todorov, Formalistas Russos, Greimas, U. Eco, Hillis
Miller e.ou.)
Leitura: Towards a postmodern theory of narrative (Gibson)
13.05.13 Da narratologia ao pós-estruturalismo (2.)
(Blanchot, Deleuze, Lyotard, Derrida)
20.05.13 Da narratologia ao pós-estruturalismo (3.)
(Fabulação segundo Bergson e Deleuze)
27.05.13 A narrativa e o discurso scientífico (1.)
Leitura: How primordial is Narrative (Bell), Some Narrative
conventions of cientific discourse (Harré)
03.06.13 A narrativa e o discurso scientífico (2.)
Leitura: Aguarrás do tempo (L.C.Lima), Narration and Knowledge
(Danto)
10.06.13 Narrativa e a organização cognitiva da realidade
Leituras: The Literary Mind (Turner)
17.06.13 Metáfora e narrativa
Leitura:More than Cool Reason (Lakoff & Turner)
24.06.13 Narrativa, Política e Ética
(Thomas Keenan)
AVALIAÇÃO
Dois (2) ensaios apresentados ao longo do curso
BIBLIOGRAFIA
PRINCIPAL
(no máximo 5)
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
BROOKS, Peter. Reading for the Plot, London: Harvard Univ. Press, 1992
LIMA, Luis Costa. A Aguarrás do Tempo, Rio de Janeiro: Rocco, 1989
MARTIN, Wallace.Recent Theories of Narrative, Ithaca, London: Cornell
University Press, 1986
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. tradução : Roberto Leal Ferreira,
revisão tecnica : Maria da Penha Villela-Petit. São Paulo: Papirus. 3. Vol.
1997
BAL, Mieke. Narratologie, Paris: Kliensieck,1977
BOOTH, Wayne C. The Rhetoric of Fiction, Chicago: Univ. of Chicago
Press, 1961
DANTO, Arthur C.. Narration and Knowledge, New York: Columbia Univ.
Press, 1985
ECO, Umberto. Lector in fabula, São Paulo: Perspectiva,1986
HUTCHEON, Linda. A Poetics of Postmodernism, History, Theory, Fiction,
London, New York: Routledge, 1987
FEHN, Ann. Neverending Stories – Toward a Critical Narratology. Neu
York: Princeton UP. 1992
GIBSON, Andrew. Towards a Postmodern Theory of Narrative. Edingburg
UP. 1996
KERMODE, Frank.The Sense of an Ending, London:Oxford Univ. Press,
1966
MITCHELL, W.J.T. (ed. On Narrative, Chicago: Chicago Press, 1980
MILLER, J. Hillis.Ariadne´s Thread, London:Yale University Press, 1992
RICOEUR, Paul.Temps et Récit I, L`histoire et le Récit, Paris: Ed. Seuil,
1983
----------------. Temps et Récit II, La configuration dans le Récit de Fiction,
Paris: Ed. Seuil, 1984
----------------. Temps et Récit III, Paris: Ed. Seuil, 1985
STANZEL, F.K.A Theory of Narrative, New York: Univ. of Cambridge
Press,1986
WHITE, Hayden.The Content of Form, London: John Hopkins, 1987
WHITE, Hayden Meta-História - A Imaginação histórica do Seculo XIX, São
Paulo: EDUSP, 1992
CENTRO UNIVERSITÁRIO: CTCH
DEPARTAMENTO: LETRAS
LET 2500
PERÍODO: 2013.1
TEORIAS DA LITERATURA E DA CULTURA
CARGA HORÁRIA TOTAL: 45 HORAS
CRÉDITOS: 3
PRÉ-REQUISITO(S): sem pré-requisito
Prof. Júlio Diniz – 3ª feira, das 16h às 19h. (turma 1DA)
Profa. Eneida Leal Cunha – 4ª feira, das 16h às 19h. (turma 1DB)
OBJETIVOS
•
•
•
EMENTA
Ler e analisar comparativamente procedimentos teóricometodológicos aplicados aos campos da literatura e da cultura.
Analisar correntes artísticas, movimentos intelectuais e
argumentos críticos na perspectiva do contemporâneo.
Formular argumentos crítico-teóricos, tendo em vista os textos
da bibliografia do curso e as discussões em sala da aula.
Autores e textos representativos do pensamento contemporâneo nos
campos da teoria da literatura, da crítica literária e da crítica cultural,
com ênfase nas noções de discurso, representação, recepção, autoria,
subjetividade, oralidade, performance e na problematização de campos
instituídos tais como literatura e cultura, estética e política.
PROGRAMA
I. Análise de textos e autores representativos das principais vertentes
teóricas e de contribuições críticas mais relevantes no âmbito da
literatura e da cultura no século XX e início do século XXI.
II. Discussão sobre as premissas que presidem os estudos literários e
culturais na contemporaneidade:
•
•
•
•
desconstrução, descentramento, reversão de valores;
do estético ao ético-político-cultural;
disciplinaridade, transdisciplinaridade e pós-disciplinaridade;
a ênfase na responsabilidade intelectual e acadêmica: a
politização da teoria.
III. Formulação de um quadro teórico preliminar que permita identificar
o estado da arte nos campos dos estudos literários e culturais.
IV. Impasses e desafios da área de conhecimento.
AVALIAÇÃO
Categoria 12.
Apresentação de pelo menos um seminário em sala de aula.
Presença e participação ativa nos debates em sala.
Entrega de uma monografia no final do curso.
BIBLIOGRAFIA
PRINCIPAL
AGAMBEM, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios.
Chapecó: Editora Argos, 2009.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. Lisboa: Relógio D’água,
1997.
HALL, Stuart. Da diáspora: identidade e mediações culturais. Belo
Horizonte: Ed UFMG, 2003.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São
Paulo: Ed 34, 2009.
SANTIAGO, Silviano. O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2004.
BIBLIOGRAFIA
COMPLEMENTAR
AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boi tempo, 2007.
ANTELO, Raúl. Potências da imagem. Chapecó: Argos, 2004.
BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix. 1979.
BENJAMIN, Walter. “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade
técnica” In: Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense,
pp.165-196.
BHABHA, Homi. O local da cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
CALVINO, Italo. Assunto encerrado: discursos sobre literatura e
sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
CUNHA, Eneida Leal. “A emergência da cultura e da crítica cultural”. In:
Cadernos de estudos culturais. v.1, n.1, set.2009. pp.71-82.
DELEUZE, Gilles. “Platão e o simulacro”. In: Lógica do sentido. São
Paulo: Perspectiva, 1974. pp. 259-272
DELEUZE, Gilles e GUATARRI, Felix. Kafka; por uma literatura menor.
Rio de Janeiro: Imago, 1977.
DELEUZE. Crítica e Clínica. São Paulo: Ed. 34, 1997.
DIDI-HUBERMAN, Georges. De semelhança a semelhança. Alea, v.13,
n.1, 26-51, jan-jun 2011.
DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. São Paulo:
Ed. 34,1998.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2011.
DINIZ, Júlio. Música popular – leituras e desleituras. In OLINTO,
Heidrun e SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Literatura e mídia. Rio de
Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2002, pp.173-186.
EAGLETON, Terry. “Versões da cultura”. In: A ideia de cultura. São
Paulo: Ed. UNESP, 2005.
FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: ForenseUniversitária, 1986.
FOUCAULT, Michel. Nietzsche, Freud & Marx. São Paulo: Princípio,
1997.
JAMESON, Frederic. Modernidade singular: ensaio sobre a ontologia
do presente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
MIGNOLO, Walter. La razón postcolonial: herencias coloniales y teorias
postcoloniales. Revista Gragoatá. Niterói: Programa de Pós-Graduação
em Letras da Universidade Federal Fluminense. n.1, 2° sem., 1996.
NEGRI, Antonio e HARDT, Michael. Império. Rio de Janeiro: Record,
2010.
OLINTO, Heidrun K. “Letras na página/palavras no mundo. Novos
acentos sobre estudos de literatura”. In: revista Palavra, vol 1. 1993,
pp. 7-40.
RANCIÉRE, Jacques. O mestre ignorante: cinco lições sobre a
emancipação intelectual. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
RESENDE, Beatriz. Apontamentos de crítica cultural. Rio de Janeiro:
Aeroplano, 2002.
SANTOS, Boaventura de. A gramática do tempo: para uma nova
cultura política. São Paulo: Cortez Editora, 2006.
SANTOS, Roberto Corrêa dos e RESENDE, Renato. No
contemporâneo: arte e escritura expandidas. Rio de Janeiro:
FAPERJ/Circuito, 2011.
SANTOS, Roberto Corrêa dos. Modos de saber, modos de adoecer: o
corpo, a arte, o estilo, a vida, o exterior. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
1999.
SANTOS, Roberto Corrêa dos. Para uma teoria da interpretação. Rio
de Janeiro: Forense Universitária, 1989.
SCHOLLHAMMER, Karl Erik e OLINTO, Heidrun Krieger (Org.).
Literatura e imagem. Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2004.
SOUZA, Eneida Maria de. Crítica cult. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2007.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. São Paulo: Cosac
Naif, 2007.

Documentos relacionados