Parashat Shabbat Table Talk O comentário desta

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Parashat Shabbat Table Talk O comentário desta
Parashat Shabbat Table Talk
Parashat Ki Tetze—Erev Shabbat, 16 de agosto de 2013
Semana de 11 a 17 de agosto
Porção da Torah portion: Dt. 21:10-25:19
Haftarah: Is. 54:1-10
Estamos nos aproximando dos capítulos finais de
Devarim (Deuteronômio). Moisés continua a recontar as leis
(estatutos , ordens) que foram dadas aos filhos de Israel durante os 40 anos de perambulação pelo deserto. Na
parashah desta semana há 74 mitzvot mencionadas, mais que em qualquer outra leitura semanal. Ao passar por
estas leis, fica-se impressionado pelo contraste entre algumas delas que parecem ser tão humanas e compassivas e
outras que parecem tão duras e até mesmo cruéis. Assim, por exemplo, no início da parashah nos deparamos com
a lei relativa ao ‘filho rebelde’ (21:18-21) e a punição prescrita para tal filho (morte por apedrejamento) nos
parece, como Fox pungentemente observa, como “punição cruel e incomum” (p.944). Ela torna-se mais
compreensiva no contexto do Deuteronômio da transferência de poder dos pais (que têm uma escolha aqui para
denunciar seus filhos) aos anciões, isto é, à sociedade em geral. O comportamento do filho é observado como uma
ameaça não apenas para sua família, mas a toda comunidade. Em contraste com tal lei, encontramos tal como Dt
23: 6-17, que proíbe a volta de escravos fugitivos aos seus senhores; ou a lei no Dt. 24;5 que isenta um homem
recém casado do serviço militar por um ano “para dar felicidade à mulher com quem ele casou” (24:5).
De modo similar, encontramos algo intrigante quando no Dt 23:4 lemos a narrativa que, por conta de seu
tratamento aos israelitas, nenhum Amonita ou Moabita pode jamais ser admitido na Assembléia do Senhor, nem
mesmo até a décima geração, enquanto poucos versos adiante lemos que os Edomitas, primos de Israel e mesmo
os egípcios não devem ser abominados [23:8] (Fox: abominado p. 955) mas pode ser admitido na Assembléia na
terceira geração (Dt 23:8-9). Como Plaut observa: “se os israelitas tivessem motivo para abominar qualquer nação,
seria presumível que esta nação fosse o Egito, a nação que os escravizou” (p.1496). Embora estudiosos tentem
datar estas passagens com base em eventos históricos específicos tais tentativas são provavelmente infrutíferas.
O que é significativo entretanto, é observar como ambas as tradições bíblicas e pós bíblicas, lidam com estas
leis que parecem ser duras e intransigentes. Assim, por exemplo, o Livro de Ruth retrata Ruth, a viúva moabita de
um habitante da primeira geração de Israel como uma bisavó do rei David (Rt 4:3-22). O Livro pós bíblico de
Judite retrata Achior um comandante militar aceitando a circuncisão e sendo “permanentemente incorporado ‘a
Casa de Israel (Jdt 14:10). Em outras palavras, pareceria que as tradições bíblica (e pós-bíblica) recusam atitude
dura, intransigente dos Amonitas e Moabitas que a leitura estrita, literal de Dt 23:4 implica. Da mesma forma,
notamos a observação de Plaut no que diz respeito a lei relativa a execução por apedrejamento de um ‘filho
rebelde’.... Há a possibilidade de que a lei deva ser vista primeiramente como uma advertência e um Sábio do
Talmud categoricamente declarou que as condições que levariam a corte a decretar a pena de morte ‘nunca
ocorreram e nunca ocorrerão’” (p.1484)
Reflexão: 1. Quem são os ‘Amonitas’ ou ‘Moabitas: que nós, em nossa sociedade, nos recusaríamos a admitir em
nossa assembléia/círculo/família? 2. Como acolheríamos nos dias de hoje as Ruths e Achiors? 3. Você já
encontrou uma situação em que a intenção mais profunda de uma lei transcende sua interpretação literal?
Bibliografia: Bloch, The Biblical and Historical background of Jewish Customs and Ceremonies (NY 1980); Fox
The Five Books of Moses (NY 1995); Plaut: The Torah, A Modern Commentary (New York, 1981); Rodkinson, New
edition of the Babylonian Talmud (NY 1899)
~~~~~~~
O comentário desta semana foi adaptado do texto de
Everard Johnston, Ph.D., Seminary of St. John Vianney & Uganda Martyrs, Trinidad,
Bat Kol alumnus 2002 & 2003
[email protected]
e traduzido por
Maria Cecília Piccoli, Colégio Nossa Senhora de Sion – Curitiba, Brasil Bat Kol Alumna, 2006, 2007
[Copyright © 2013]
Estes ensinamentos da parashah, como todas as outras matérias publicadas no web site do Bat Kol , são direitos autorais dos escritores, estão disponíveis somente para estudo pessoal ou
em grupo, e também para objetivos da igreja ou congregação local. Reimpressões requerem permissão antecipada do Bat Kol.
~~1983-2013~~
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