Clipping 02 Dezembro 2013

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Clipping 02 Dezembro 2013
SINOPSE DE CLIPPING SEMANAL – SINDISIDER
SEMANA DE 02 A 06 DE DEZEMBRO
Esta semana, destaque para a matéria da versão online do jornal Diário do
Comércio sobre os dados do setor siderúrgico de outubro, com base nas informações
divulgadas em press release pela SD&PRESS Consultoria. O texto, que cita o INDA como
fonte, ressalta a alta das vendas de aços planos em 4% de janeiro a outubro deste ano
em relação ao mesmo período do ano passado.
Em mercado, o jornal Valor Econômico aborda a compra ThyssenKrupp em
Calvert, nos EUA, pelo grupo ArcelorMittal. Com a aquisição, a companhia pretende
movimentar suas operações nos Estados Unidos, México e Brasil. Além disso, a
subsidiária brasileira de Tubarão (SC) começará a fornecer placas para a nova
laminadora no segundo semestre de 2014.
No setor de mineração, a agência Reuters enfatiza a máxima de três meses
atingida pelo preço do minério de ferro no mercado chinês. O insumo com teor de 62%
de ferro avançou 1%, atingindo 138,20 dólares por tonelada, maior patamar desde 3 de
setembro, de acordo com dados do Steel Index.
Boa leitura!
1 – INDA
AÇOS PLANOS VENDAS NAS DISTRIBUIDORAS SOBEM 4% NO ACUMULADO DESTE ANO
ATÉ OUTUBRO
Após recorde registrado em outubro, as vendas de aços planos pela rede de distribuição
do país cresceram 4% nos primeiros dez meses deste ano na comparação com 2012,
superando as expectativas para o encerramento de 2013.
De acordo com o último balanço divulgado pelo Instituto Nacional da Distribuição de
Aço (Inda), entre janeiro e outubro as vendas internas atingiram 3,805 milhões de
toneladas. Em igual intervalo de 2012 os distribuidores do país comercializaram 3,657
milhões de toneladas.
A taxa de crescimento está acima das projeções do Inda, que são de crescimento da
ordem 2,5% em 2013 na comparação com o ano anterior. Inicialmente, a entidade
projetava alta de 6%. Porém, no primeiro semestre os resultados foram negativos,
tendência que vem sendo revertida no segundo semestre.
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho positivo está o recorde de 440,5
mil toneladas negociadas em outubro. O volume é 9,8% superior ao verificado no
mesmo intervalo do exercício passado (401,2 mil toneladas). Em relação ao mês
imediatamente anterior, quando as vendas atingiram 409,6 mil toneladas, houve
incremento de 7,5%.
As compras feitas pela rede também estão em alta. Somente em outubro foram
adquiridas 429,8 mil toneladas, contra 405,6 mil toneladas em setembro, expansão de
6% no período. Na comparação com o mesmo mês do exercício passado (388,8 mil
toneladas) houve um incremento de 10,5%.
No acumulado dos dez primeiros meses de 2013 as compras somaram 3,975 milhões de
toneladas. O volume é 10,6% maior do que o registrado entre janeiro e outubro do
exercício passado, quando ele atingiu 3,593 milhões de toneladas.
Estoques - Ainda de acordo com a entidade, os estoques de outubro tiveram leve recuo
de 1% em relação a setembro, atingindo o volume de 1.114,8 mil toneladas. Sobre o
mesmo período de 2012 (936,9 mil unidades), eles registraram alta de 19%. Com isso, o
giro dos estoques caiu para 2,5 meses.
Já as importações de aços planos acumulam queda de 1,7% entre janeiro e outubro,
ante igual intervalo do ano passado, passando de 1,456 milhão de toneladas para 1,431
milhão de toneladas. Por outro lado, em outubro (222,9 mil toneladas) houve um
incremento de 106% na comparação com o mesmo mês de 2012, quando os
desembarques totalizaram 108,2 mil toneladas.
As projeções do instituto são que os resultados de novembro tenham forte retração. As
vendas, segundo o Inda, deverão cair 13% em relação ao mês anterior e as compras
junto às siderúrgicas deverão retrair 15% na mesma base de comparação.
Link:
http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=acos_planos_vendas_nas_distrib
uidoras_sobem_4_no_acumulado_deste_ano_ate_outubro&id=127027
2– SETOR
TUBARÃO GARANTE VENDA PARA USINA NOS EUA
O grupo ArcelorMittal começa a movimentar suas operações siderúrgicas nos Estados
Unidos, México e Brasil com a aquisição da laminadora de aços planos da ThyssenKrupp
em Calvert, no Estado do Alabama, EUA. O negócio foi anunciado na sexta-feira e
fechado por uma joint venture entre a companhia e a japonesa Nippon Steel &
Sumitomo Metal.
A subsidiária brasileira ArcelorMittal Tubarão, por exemplo, começará a fornecer placas
para a nova laminadora do grupo - que será dono de 50% da usina -, no segundo
semestre de 2014, informou ao Valor, ontem, Benjamin Baptista Filho, presidente da
empresa e CEO de aços planos do grupo na América do Sul.
"Como a ArcelorMittal vai suprir cerca de 2 milhões de toneladas de placas para essa
operação, nossa expectativa é de que parte dessas placas serão fornecidas por
Tubarão", afirmou o executivo. Segundo ele, vai depender do nível de produção de
Calvert, das qualidades demandadas e das disponibilidades de placas no Brasil
(Tubarão), México e EUA.
Baptista informou que o alto-forno 3 de Tubarão será retomado em julho, após a
conclusão de um reparo no equipamento previsto para terminar no fim de junho de
2014. A instalação está paralisada há um ano devido às condições desfavoráveis do
mercado global de placas (demanda fraca, excesso de oferta e preços achatados).
Com a retomada, a empresa ficará com excedente de placas de 3,5 milhões de
toneladas, pois só consegue beneficiar 4 milhões de toneladas da capacidade de
produção atual (7,55 milhões/ano). "Temos clientes conhecidos para esse volume. Além
de Calvert, vamos voltar a vender aos nossos clientes tradicionais na Europa, EUA e
Ásia", afirmou o executivo.
A compra da laminadora de Calvert foi acertada por US$ 1,55 bilhão, incluindo assunção
de dívidas. Além disso, ThyssenKrupp garantiu um contrato de fornecimento de placas
de aço à laminadora americana pelo prazo de seis, com opção de mais três, por parte da
Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA), localizada no Rio.
A CSA - que foi disputada pela brasileira CSN, assim como a unidade do Alabama acabou permanecendo em poder da Thyssen e da sua sócia Vale, que é dona de 27% e
fornecedora do minério de ferro à usina. A siderúrgica tem capacidade de produzir 5
milhões de toneladas de placas por ano e 40% desse volume será enviado para as
instalações do Alabama. No último ano fiscal, encerrado em 30 de setembro, a CSA
produziu 3,55 milhões de toneladas, mas já opera ao ritmo de 4 milhões (80% da
capacidade) desde o terceiro trimestre deste ano.
A laminadora, por sua vez, é apta a processar 5,3 milhões de toneladas de produtos
finais ao ano. "É o mais moderno complexo de laminação a quente, a frio e de linhas de
galvanização nas Américas. Vai proporcionar à ArcelorMittal uma melhor posição
competitiva no mercado da América do Norte", disse Baptista.
Ontem, em teleconferência com jornalistas, em Londres, o presidente do grupo,
Lakshmi Mittal, disse que a aquisição cria valor para o grupo e abre novos mercados nos
EUA. Principalmente na região Sul do país, onde se forma um novo polo automotivo.
Segundo ele, metade das vendas da laminadora será para esse setor na América do
Norte. A outra metade, ao setor de energia (petróleo e gás) e a centros de serviços e
distribuidoras de aço.
Segundo Mittal, a laminadora vai complementar as atuais operações da ArcelorMittal
nos EUA e nas Americas, além de fortalecer as condições de fornecimento de clientes no
Sul dos EUA. Baptista ressalta que a usina de Calvert "foi dotada de todas as tecnologias
de ponta e capaz de produzir os produtos mais sofisticados demandados pelo mercado
automotivo, da construção civil e de energia".
As usinas de Calvert e da CSA foram colocadas à venda após imporem pesadas perdas
financeiras ao grupo alemão com seus investimentos. O desembolso nos dois ativos foi
da ordem de US$ 15 bilhões, sem perspectivas de retorno do dinheiro tão cedo.
No ano fiscal, fechado em 30 de setembro, a laminadora vendeu 2,5 milhões de
toneladas (metade da capacidade). A ThyssenKrupp Steel Americas, que opera Alabama
e CSA, apresentou resultado financeiro (Ebit) negativo de € 1,18 bilhão. A receita líquida
da TKSA foi de € 1,87 bilhão, 7% inferior à do ano de 2011/2012.
Link: http://www.valor.com.br/empresas/3358656/tubarao-garante-venda-para-usinanos-eua
SEGURADORA E CSN FECHAM ACORDO DE US$ 168 MILHÕES
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fechou um acordo de US$ 168 milhões com a
SulAmérica e o IRB como indenização de prejuízos que ocorreram no terminal portuário
da CSN em Sepetiba, no Rio de Janeiro. As partes encerram, assim, uma disputa judicial
em torno do valor a ser pago que se arrastava há dois anos.
O processo foi aberto no fim de 2011 e estava no estágio de nomeação dos peritos para
apuração dos prejuízos. Os problemas que geraram a indenização começaram em 2007,
em equipamentos como esteiras rolantes, quando a CSN estava ampliando o seu
terminal para começar a exportar minério de ferro. Até então, o terminal era usado
somente para importação de carvão para produção de aço.
A seguradora e o IRB analisaram o caso e negaram a indenização, entre outros motivos,
porque julgaram que o seguro não cobria a operação de minério de ferro. Segundo o
advogado da CSN, Ernesto Tzirulnik, porém, o programa de seguro cobria todas as
empresas e atividades da CSN.
A siderúrgica chegou a avaliar os prejuízos na casa do bilhão, uma vez que deixou de
vender minério por conta dos problemas nos equipamentos. O advogado da CSN explica
que, pelos cálculos da companhia, o prejuízo total foi de cerca de US$ 750 milhões, mas
que o valor de perda indenizável pelo seguro seria em torno do acertado, por isso
fechou o acordo. Um executivo do mercado de seguros com conhecimento das
negociações, disse que a administração do IRB preferiu por uma solução amigável, uma
vez que teve abertura da parte da CSN e que as partes fizeram concessões mútuas para
chegar a um consenso.
Junto com esse acordo, o IRB também resolveu outra pendência com a CSN, que tinha
ido parar na Justiça, referente à negativa de cobertura para o programa de seguro de
2008 da companhia siderúrgica. O IRB alegava que não tinha condições comerciais para
renovar o resseguro. Diante disso, a CSN entrou com processo na Justiça para que o
ressegurador desse cobertura para o seu programa de seguros.
À época, o IRB e resseguradores internacionais, junto com a seguradora Unibanco AIG,
estavam pagando uma indenização de mais de US$ 500 milhões à CSN por causa de um
acidente em um alto-forno ocorrido em 2006.
Esse segundo acordo não envolve valores indenizatórios, pois a CSN declara que no
período não houve acidentes que exigiriam indenização. O IRB apenas reconhece a
cobertura, dentro de seus limites de retenção de riscos, com efeito retroativo. O
advogado da CSN explica que isso é importante para a companhia, pois ela tem
obrigação de ter cobertura para suas operações por ter ações listada em bolsa de
valores.
"Tivemos [também] o reconhecimento de que os riscos da companhia estão dentro dos
padrões aceitáveis", diz Tzirulnik em resposta à declarações de advogados do IRB à
época, de que o risco da companhia era muito agravado.
Procurados, o IRB e a SulAmérica preferiram não se pronunciar.
Link: http://www.valor.com.br/financas/3359926/seguradora-e-csn-fecham-acordo-deus-168-milhoes
MINÉRIO DE FERRO ATINGE MÁXIMA DE 3 MESES NO MERCADO CHINÊS
Os preços do minério de ferro no mercado à vista chinês atingiram a máxima de três
meses nesta terça-feira, enquanto os futuros do aço na bolsa de Xangai subiram ao
maior nível desde meados de outubro, refletindo uma melhor perspectiva para a
demanda, com a economia chinesa dando sinais de estabilidade.
O crescimento do setor industrial da China, medido pelo Índice de Gerentes de Compras
(PMI, na sigla em inglês), manteve-se na máxima de 18 meses em novembro devido à
firmeza da demanda doméstica e externa, desafiando as expectativas de que a
economia enfrenta uma modesta desaceleração no final de 2013, com dados específicos
sobre o setor do aço mostrando melhorias.
O minério com teor de 62 por cento de ferro, referência para as entregas imediatas na
China avançou 1 por cento nesta terça-feira, atingindo 138,20 dólares por tonelada,
maior patamar desde 3 de setembro, quando a tonelada foi negociada a 138,70 dólares,
de acordo com dados compilados pelo Steel Index.
O contrato de vergalhão mais negociado na bolsa de Xangai, com entrega em maio,
fechou em alta de 0,6 por cento, na máxima do dia de 3.709 iuanes (609 dólares) por
tonelada, na máxima desde 15 de outubro.
A analista da UOB-Kay Hian Securities, Helen Lau, disse que os dados do PMI
melhoraram o sentimento do mercado.
"Aquilo foi uma surpresa para nós. A alta nos pedidos de exportação mostra que o
mercado externo está melhorando", disse Lau.
A firmeza do mercado do aço vem sustentando o interesse de compra pela matériaprima, o minério de ferro.
Além disso, as baixas temperaturas na China, que reduzem a atividade das mineradoras
locais, leva as siderúrgicas a dependerem mais de minério importado, embora a ampla
oferta de grandes países produtores como a Austrália, ou de pequenos produtores
como Venezuela e Sudão, estejam contendo a alta.
"Ainda há muita oferta no mercado e as usinas estão tendo mais opções, seja de origens
habituais ou de mineradoras do Sudão", disse um operador de minério de Xangai.
"Com certeza não há falta de oferta no mercado e eu não acho que as siderúrgicas vão
se apressar para comprar grandes volumes."
Mais minério de ferro deve chegar ao mercado no próximo ano, com grandes
mineradoras como a Vale e a Rio Tinto elevando produção.
Link: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE89O02120121025
FRACASSO NA VENDA DA CSA E RETOMADA DO LUCRO DA USIMINAS MARCAM SETOR
SIDERÚRGICO EM 2013
O setor siderúrgico no Brasil se encaminha para o encerramento do ano sem que o
negócio mais esperado de 2013, como se desenhava, fosse consumado: a aquisição da
Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA) pela Cia. Siderúrgica Nacional (CSN). Depois de idas e
vindas, a empresa acabou permanecendo, a contragosto, em poder do grupo alemão
ThyssenKrupp, dona de 73% do capital, e da sua sócia Vale, com 27%.
A CSN passou grande parte do ano avaliando a possibilidade de comprar a CSA mais uma
laminadora de aço da Thyssen nos EUA, no Estado Alabama. Com isso, tinha o objetivo
de formar uma grande operação siderúrgica nas Américas, ganhando mais poder de
competição no setor.
Agora, a empresa volta-se para a inauguração de sua primeira usina de aços longos no
país. Situada também em Volta Redonda (RJ), a mini-mill de 500 mil toneladas de
capacidade tem inicio de operação comercial previsto para o primeiro trimestre de
2014.
A Gerdau enfrentou atrasos em seu projeto de entrada no mercado de aços planos
laminados no país, estreando competição direta com Usiminas, CSN e ArcelorMittal
Tubarão. A unidade de laminados a quente em Ouro Branco (MG) só passou a fazer as
primeiras vendas comerciais de material neste trimestre. O projeto da unidade de
chapas grossas foi adiado, de 2014, para o fim de 2015 ou início de 2016.
Após um longo período de dificuldades financeiras, com seguidas perdas trimestrais em
seus balanços, e sob a rígida gestão da nova acionista Ternium, do grupo Techint, a
siderúrgica mineira Usiminas voltou ao lucro no terceiro trimestre. Um alívio para os
investidores em papéis da empresa. Em seu plano de reestruturação, a companhia
iniciou a venda de ativos considerados não estratégicos. Em junho, desfez-se da unidade
de autopeças, de Pouso Alegre (MG), e para 2014 o alvo é vender a Usiminas Mecânica,
de bens de capital.
O grupo ArcelorMittal anunciou no primeiro semestre a retomada, de forma parcial, do
projeto de duplicação de sua unidade de aço longo em Monlevade, Minas Gerais. Na
espera de melhoria do mercado e evitando alocar grande parcela de capital, priorizou
instalar somente uma linha de laminação, com suprimento de material (tarugos) de
outras usinas da companhia - Juiz de Fora (MG) e Cariacica (ES).
No negócio de aços planos, há poucos dias o grupo informou que a subsidiária
ArcelorMittal Tubarão, em Serra (ES), decidiu reativar a partir de julho de 2014 seu altoforno número 3. O equipamento estava paralisado desde novembro de 2012 e vai
passar por uma fase de reparos no primeiro semestre do ano.
Uma das razões, além de sinais de recuperação na demanda global por placas de aço, é
que Tubarão será uma das fornecedoras para a laminadora do Alabama, EUA, que
ArcelorMittal e Nippon Steel acabaram de comprar da ThyssenKrupp.
Mas não dá para dizer que 2013 vai ser um ano que termina sem boas notícias para o
setor.
No início de 2013, a Votorantim Siderurgia e seu sócio Alexandre Grendene puseram
para operar a primeira laminadora de aço da região Centro-Oeste, a Sitrel, em Três
Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Voltada a produtos longos, especialmente vergalhões,
tornou-se o novo fornecedor para a região, que dependia de importações do Sudeste.
Outra novidade foi o recente anúncio de que a sul-coreana Posco, listada entre as dez
maiores siderúrgicas do mundo, vai ser sócia e operadora de uma laminadora de aços
planos (bobinas a quente a frio e galvanizados) ao lado do Porto de Suape, em
Pernambuco. O investimento total, liderado por um grupo local, é de quase US$ 900
milhões. Com uma participação inicial de 10% na Companhia Siderúrgica de Suape (CSS),
a Posco estreia no mercado brasileiro. Será um novo competidor de Usiminas, Gerdau,
ArcelorMittal e CSN.
Atualmente, a Posco é sócia minoritária da Vale e da também sul-coreana Dongkuk na
construção de uma siderúrgica de placas, a CSP, em Pecém, no Ceará, com foco na
exportação.
A pequena Sinobras, do grupo Aço Cearense, que tem 3% do mercado de aços longos
do país, informou está semana que tem um plano de expansão para mais que dobrar
sua fábrica em Marabá, sul do Pará, que inicou operação em 2008. Com investimento de
US$ 200 milhões, prevê elevar a capacidade da sua usina das atuais 360 mil para 800 mil
toneladas até o fim de 2015.
Em desempenho, o setor finaliza o ano com ligeiro declínio na produção, em 34,5
milhões de toneladas de aço bruto, mantendo o oitavo lugar no ranking mundial, à
frente de Turquia e Ucrânia. As exportações, devido à perda de competitividade de
produtos do país (custo, tributos e câmbio) e ao excesso de oferta global, mostraram
nova retração: 14,8%. As importações de aços acabados, cuja perspectiva era de baixa
de 14,4%, vão alcançar 3,8 milhões de toneladas (um decréscimo de apenas 0,5%).
No entanto, um certo alento se verificou nas vendas internas das siderúrgicas locais a
partir da virada deste semestre. As projeções do Instituto Aço Brasil (IABr) são de um
crescimento de 6,1% no ano. Com isso, mais o aumento do material importado, o
consumo aparente no país foi revisado, de 3,2% de alta, para 5,7% sobre o ano passado.
Link:
http://www.valor.com.br/empresas/3364256/fracasso-na-venda-da-csa-eretomada-do-lucro-da-usiminas-marcam-setor-siderurgico-em-2013
ENTRE JANEIRO/SETEMBRO DE 2013, AMÉRICA LATINA RECEBEU 23% MAIS AÇO
CHINÊS QUE NO MESMO PERÍODO EM 2012, ATINGINDO 4 MILHÕES DE TONELADAS
Alacero - Santiago, Chile. 04 de dezembro de 2013. Segundo dados divulgados pela
Associação Latino Americana do Aço no seu relatório “Monitoramento Trimestral : China
- América Latina “, no terceiro trimestre de 2013 a região continua sendo o segundo
destino mais importante para o aço laminado exportado do país asiático, só é
ultrapassada pela Coreia do Sul . Adicionado ao Vietnã, concentram um terço dos
embarques chineses para o mundo.
Durante julho-setembro de 2013, a China exportou para o mundo 14,1 milhões de
toneladas de aço laminado em linha com o trimestre anterior (13,9 milhões), mais de
21% durante o mesmo período de 2012. É importante notar que, enquanto a média
trimestral das exportações de 2012 foi de 11,9 milhões de toneladas, em 2013
aumentou para 13,6 milhões (+14%).
No terceiro trimestre de 2013, América Latina recebeu 10,6% das exportações de aço da
China. Os volumes de laminados para América Latina teve um recorde no terceiro
trimestre de 2013, atingindo 1,5 milhões de toneladas (ultrapassou em 20 mil toneladas
o trimestre anterior), com um aumento de 26,3% em relação ao mesmo trimestre de
2012.
O crescimento no fluxo para a região ficou cerca de 5 pontos percentuais superior ao
crescimento das exportações chinesas para o mundo, e foi registado durante um
período de contração das importações provenientes de outros lugares (com uma queda
de 6%) e de um consumo estagnado na América Latina. Estes fatos confirmam a
tendência de crescimento na atração que gera esta região como um destino preferencial
para as exportações chinesas, que ganham mais mercado que os produtos locais e os
provenientes de outros mercados (intra e extra-regional).
Tradicionalmente, as exportações chinesas para a América Latina estiveram focadas em
produtos planos. No entanto, a partir do último trimestre de 2012, se registou altos
níveis de importação de longos a partir de uma média trimestral de 166 mil toneladas
para os primeiros 3 trimestres de 2012 para 308 mil de toneladas no mesmo período de
2013. Entre as importações de longos provenientes da China são importantes as barras
e os fios, dois produtos amplamente produzidos na região .
Por sua vez, as exportações de planos durante o trimestre julho/setembro 2013 atingiu
um recorde de 1 milhão de toneladas.
Tres países latino-americanos estão entre os 25 principais destinos mundiais da
exportação de laminados chineses: Brasil (recebeu 435 mil toneladas no 3º trimestre de
2013, 27% a mais que no mesmo período de 2012), Chile (recebeu 204 mil toneladas,
22% a menos que no mesmo período de 2012) e Peru (181 mil toneladas, +11%). No
entanto, novos locais começam a surgir, como Equador, Cuba e Paraguai, talvez
marcando o início de um desvio do comércio dentro da região.
Link:
http://www.alacero.org/noticias/Paginas/Entre-eneroseptiembre-2013,Am%C3%A9rica-Latina-recibe-23-m%C3%A1s-acero-chino-que-en-mismoper%C3%ADodo-2012,-llegando-a-4-millones-de-to.aspx

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