edição 111 - Balcão Automotivo

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edição 111 - Balcão Automotivo
Sedãs médios
PáG. 30
Para despertarem a atenção do
importante consumidor deste setor,
Corolla, Fluence e Jetta passaram por
modificações de estrutura,
estéticas e conteúdo.
Missão Las Vegas
n o111
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Ano x
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DEZEMBRO DE 2015
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R$ 6 ,00
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www.balcaoautomotivo.com.br
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Com o objetivo de proporcionar novas experiências
e aprendizado aos participantes, cidade recebeu o
grupo empresarial formado pelo Sincopeças-SP.
PáG. 8
Um ano de
oportunidades
e profissionalização
O cenário adverso da economia faz com que empresas da cadeia
de reposição repensem o seu negócio. A queda nas vendas de
veículos novos afetará o crescimento da frota nos anos seguintes,
que mesmo assim crescerá e puxará a demanda por peças no
mercado de reposição nos próximos anos.
PáG. 14
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Diretor Executivo
Bernardo Henrique Tupinambá
Diretor Comercial
Edio Ferreira Nelson
ANO X - Nº 111 - DEZEMBRO DE 2015
www.balcaoautomotivo.com.br
Editor executivo
Bernardo Henrique Tupinambá
Editor-chefe
Silvio Rocha ([email protected])
Redação
Simone Kühl ([email protected])
Colaboradores
Arthur Henrique S. Tupinambá
Fauzi Timaco Jorge / Karin Fuchs/ Edison Ragassi
Departamento de Arte ([email protected])
Supervisor de Arte/Projeto Gráfico
Fabio Ladeira ([email protected])
Assistente de Arte - Juan Castellanos
Departamento de Audiovisual
Vanderlei Vicário
([email protected])
Fotografia
Eduardo Portella Amorim / Estúdio Premiatta
Departamento Comercial
([email protected])
Diretor Comercial
Edio Ferreira Nelson
([email protected])
Executivo de Contas
Richard Fabro Faria
([email protected])
Marketing / Distribuição
([email protected])
Internet
([email protected])
Supervisor de Desenvolvimento
Aryel Tupinambá
([email protected])
Financeiro ([email protected])
Analista Financeira / Tatiane Nunes Garcia
([email protected])
Assistente Administrativa
Stéphany Lisboa ([email protected])
Impressão
Coan Gráfica
Jornalista Responsável
Silvio Rocha – MTB: 30.375
Tiragem: 20 mil exemplares
Editorial
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Janela de oportunidades
Por: Silvio Rocha | Fotos: Divulgação
S
egundo nosso entrevistado da reportagem de capa desta
edição, Martin Bodewig, diretor da Roland Berger, a queda
nas vendas de veículos novos irá afetar o crescimento
da frota nos próximos anos, que, aliás, será um pouco menor
que estimada no estudo apresentado pela consultoria na última
Automec, mas mesmo assim ainda irá aumentar e este crescimento
será o motor do mercado de reposição nos próximos anos, puxando
a demanda por peças.
Por outro lado, Martin acredita que
2016 será um ano em que o consumidor
estará mais cauteloso, que buscará itens mais
econômicos ou irá fazer somente o serviço
absolutamente necessário, ao contrário dos
anos de 2013 e 2014, em que o consumidor fez
mais manutenção preventiva. Mesmo diante
deste cenário econômico, ele diz que não haverá
queda na reposição e há uma tendência de
profissionalização.
Para celebrar mais um ano, a Josecar
Distribuidora de Autopeças realizou a 6ª
edição de sua tradicional festa, no dia 6 de dezembro, no
Recanto Serra do Japi, em Jundiaí (SP), reunindo 760 pessoas,
entre clientes e colaboradores. Também: na seção De balcão,
uma pergunta: você está preparado para 2016? Para alavancar
a carreira no próximo ano, especialista destaca três diferenciais:
ambição, autoconfiança e audácia.
Entre os dias 1º e 6 de novembro, a cidade de Las Vegas, em
Nevada, recebeu a Missão Empresarial do Sincopeças-SP, com
o objetivo de proporcionar novas experiências e aprendizado
aos participantes. O roteiro da viagem incluiu visitas a grandes
redes de varejo como Pep Boys, Napa, Autozone e O’Reilly;
oficinas mecânicas; às feiras AAPEX e Sema Show, além de
passeios turísticos.
Corolla, Fluence e Jetta passaram por
modificações de estrutura, estéticas e conteúdo para
chamar a atenção do importante consumidor deste
segmento. Ainda: a mudança do Cobalt. Chevrolet
promove modificações visuais no sedã compacto,
inclui o OnStar, MyLink de segunda geração e a
arquitetura permanece a mesma. A Vito, a nova van
da Mercedes-Benz , com três versões para carga e
passageiro, motor flex e diesel, e PBT de 3.050 kg.
No dia 5 de dezembro a Ford realizou a grande
final do GP Motorcraft 2015, no SENAI do Ipiranga,
em São Paulo, reunindo centenas de profissionais
do setor, entre reparadores, Sindirepas, parceiros,
distribuidores e professores da Instituição. Este ano o programa
bateu o recorde com o número de 9.400 inscritos de todo o País.
O grande vencedor da prova foi Cláudio de Oliveira Carvalho, de
Vacaria, Rio Grande do Sul.
Boas Festas e até ano que vem!
O Editor
Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade
exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade.
As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.
Balcão Automotivo é uma publicação mensal da Premiatta Editora Ltda.
com distribuição nacional dirigida aos profissionais automotivos e tem o
objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de
seus profissionais e representantes.
Destaques da edição
PáG. 37
Cobalt
PáG. 34
PáG. 42
PREMIATTA EDITORA LTDA
Tel (11): 5677.7773 ou 5084-1090
[email protected]
Jornal Balcão Automotivo
Rua Engenheiro Jorge Oliva, 111 - Térreo
CEP 04362-060 - Vila Mascote - São Paulo - SP
Josecar
Para encerrar mais um ano,
empresa realiza a 6ª edição de
sua tradicional festa, no dia
6 de dezembro, no Recanto
Serra do Japi, em Jundiaí (SP),
reunindo 760 convidados.
Vito
Com três versões para
carga e passageiro, motor
flex e diesel, a nova van
da Mercedes-Benz tem
PBT de 3.050 kg e pode ser
dirigida por motoristas
com carteira B.
Chevrolet promove
modificações visuais no
sedã compacto, inclui o
OnStar, MyLink de segunda
geração e a arquitetura
permanece a mesma.
PáG. 46
Estética
automotiva
Com o propósito de
incentivar e promover ainda
mais iniciativas no quesito
profissionalização, CTRA
realiza treinamento reunindo
22 profissionais da área.
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economia e gestão
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Ora, o PIB...
Por: Fauzi Timaco Jorge* | Foto: Divulgação
P
olíticas econômicas são traçadas com base
em elementos sólidos de análise. Os Institutos,
entidades e órgãos que apoiam tais decisões e que
fornecem dados e mesmo sugestões de procedimentos são
dotados de recursos humanos e materiais para isso. IPEA,
IBGE, Bacen, Ministérios e Autarquias realizam periódica e
sistematicamente análises de cunho estrutural e conjuntural,
com o apoio de entidades como as Federações de Indústria,
Federações de Comércio, Escolas como FGV, Unicamp, USP
e tantas outras empenhadas em uma participação ativa no
processo de crescimento e desenvolvimento econômico.
A produtividade é o elemento essencial neste processo.
Isso passa, sim, pela eficiência e, sobretudo, eficácia e
efetividade operacional. Não basta “fazer bem”. É preciso
estabelecer metas claras e, aí sim, comparar o que se fez bem
com o que se precisaria fazer bem.
Sobre o processo de industrialização de nossas
commodities [mercadorias] é tudo uma questão de soberania. Ao oferecer a opção de sobretaxa à
importação de suco de laranja que não fosse para industrialização no território americano, o Governo
dos EUA se vincula ao esforço de competitividade do produto daquele próprio país, ante os insumos
importados. Com isso, obrigado por tanta gentileza, a indústria extrativa brasileira transporta o suco
“a granel” para sua subsidiária naquele território norte–americano e, ali, industrializa o suco de laranja
brasileiro, colocando–o na caixinha. Onde ficou o maior valor agregado, na forma de empregos,
investimentos em bens de capital e mesmo geração de lucro? Lá, no território norte–americano.
Por vezes, a radicalização encontra sua razão de ser. Proibir a exportação de commodities é uma
coisa; radicalizar na possibilidade de incentivos à industrialização local é outra. Dotar o país de taxa
de câmbio coerente com a preservação do poder aquisitivo da relação de trocas entre as moedas é um
primeiro passo. Uma simples tributação que sirva de inibidora de exportação de riquezas fundamentais
– e não meros excedentes, como apregoam alguns desavisados – já seria um bom começo. Da mesma
forma, uma barreira alfandegária para produtos acabados e favorecimento de importação de partes,
peças e componentes é outra forma de promoção de valor agregado em solo tupiniquim. No fundo,
você, caro leitor, já notou que é uma questão de soberania?
Um aspecto da maior importância relacionado à microeconomia diz respeito à estrutura de
mercado. A que predomina nos dias de hoje com ares de universalização é o oligopólio, em que uma
pequena quantidade de ofertantes disponibiliza produtos e serviços para uma grande quantidade
de demandantes. Desta intensificação decorrem movimentos de concentração de oferta e mesmo a
formação de cartéis, que insistem em contornar os regimentos legais e a eles se sobreporem. No Brasil,
o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica vem exercendo, a duras penas, um papel
de defesa da concorrência e penalizando rigorosamente empresas e indivíduos, como registra nossa
história recente.
O que não se pode, neste regime capitalista, é afrontar o espírito animal que habita o indivíduo
disposto a correr riscos para a obtenção de prestígio, poder, lucros e outros que tais. É daí que
decorre a competitividade, elemento vital para o funcionamento do mercado, enquanto regulador
da atividade econômica.
Vejamos, agora, de que maneira o resultado destes esforços empresariais repercutem sobre a
economia. Existem três formas de mensuração da atividade econômica. A primeira delas é a visão da
Renda. A remuneração pelos fatores de produção – salários, juros, lucros e aluguéis – constitui uma
forma de medir o tamanho de uma economia. A segunda maneira diz respeito à Produção. Refere-se
ao suprimento de bens e serviços aos indivíduos e também às empresas, na forma do investimento
para reposição do parque industrial e operacional. Finalmente, haverá ainda, para uma contraposição
aos dois elementos estimados anteriormente, uma terceira visão: a do Dispêndio, ou Despesa. Tudo o
que os indivíduos, as empresas e o Governo gastam é medido e comparado com os demais indicadores,
ou seja, com a Renda e com a Produção. Dado que é um fluxo com entradas e saídas, a suposição
principal é a de que não exista formação de estoques de forma exagerada, entre um período e outro.
Um aspecto relevante na mensuração da atividade econômica diz respeito ao fato de
que ela se processa com base em valor adicionado, ou seja, na exclusão do valor das compras e
consideração unicamente do valor que foi adicionado no
processo produtivo e operacional. Algum dia, com uma
base operacional consolidada em aplicativos que possam
registrar todas as entradas e todas as saídas de recursos
das organizações, tudo ficará muito mais fácil. Teremos
a possibilidade de mensurar a atividade econômica em
tempo real, ou seja, a qualquer momento, dada a integração
dos elementos que oficializam tais entradas e saídas. “Mas...
E aqueles que não emitem Notas Fiscais?”. “E os que não
emitem recibo quando prestam algum serviço?”. “E os
que trabalham e recebem ‘por fora’?”. Estes constituem a
“economia oculta” ou “economia informal”. Mesmo existindo
estas três formas diferentes de mensuração da atividade
econômica, há que se ter noção de tais vazamentos, ou seja,
de elementos que estão fora do processo convencional de
relacionamento entre as partes envolvidas.
Deu pra sentir a tremenda xaropada quando alguém se
dispõe a evidenciar, com meses e até mesmo anos de antecedência, qual será o comportamento da
Produção Nacional, de onde decorrem os PIBs, PNBs, Renda Nacional e outros que tais? Quando o
município de Arapiraca-AL – de infeliz memória para os palmeirenses, diga-se de passagem – tem
sua produção e renda locais apresentando uma evolução de 16% ao ano em média, interessa ao
povo que lá mora saber que o PIB brasileiro deste ano será 3% menor do que o que aconteceu no
ano imediatamente anterior? Até onde os esforços locais de produção e geração de renda devam ser
sobrepujados por intenções e ilações de cunho nacional eivadas de viés político?
Em sã consciência, ninguém se atreveria a utilizar este tipo de informação se ela não fosse balizada,
ou seja, garantida por alguma entidade fidedigna. Cruel, mesmo, é espalhar boatos pelas redes sociais
de que a evolução do PIB em determinado ano, quando muito positiva, é balela. E que o decréscimo
do PIB no ano corrente é pura verdade, provocando contração da demanda por uma questão de
expectativa. A economia tem muito disso: a expectativa provoca variações substantivas para cima ou
para baixo nos preços futuros, na quantidade demandada, no volume de investimento e até mesmo na
demanda por remédios e... Na demanda por flores! Foi o que aconteceu com a “A Mania das Tulipas”,
na Holanda medieval, em que houve um vertiginoso crescimento dos preços deste produto, provocado
por uma pura e simples expectativa de demanda!
É fato incontestável a mudança no panorama econômico brasileiro dos últimos anos: crescimento
do salário real, mudança do perfil de renda de milhões de brasileiros, acesso à educação formal –
sobretudo cursos superiores, mas ainda um sonho para 78 de cada 100 matriculados no ensino
fundamental, ou seja, apenas 22 de cada 100 chegam aos bancos da universidade –, consolidação
das instituições político–legais, ampla disponibilização de recursos financeiros para Pesquisa &
Desenvolvimento, financiamento para aquisição de máquinas, equipamentos e veículos destinados
à produção e transporte de cargas via BNDES, financiamento para aquisição de moradia e bens de
consumo duráveis e outros programas. Do ponto de vista econômico, o Bolsa Família implica em um
efeito multiplicador da renda colossal em determinados bolsões de miséria, constituindo verdadeiro
investimento, ao invés de mera assistência social. Porque o que se gasta com o programa contribui para
a arrecadação tributária num segundo, terceiro e infinitos momentos que, de per si [por si só] significa
uma recuperação do que se gastou de forma acentuada,para todas as esferas de governo,ou seja,governos
municipais, estaduais e união, que absorvem mais de um terço de tudo o que se gasta neste país, na forma
de tributos sobre a base consumo – muito além do razoável –, sobre a base renda – muito aquém do que
poderia e deveria ser –, sobre a propriedade de boa parte dos ativos pessoais – com certas disposições
transitórias à espera de definição
desde 1988 – e também sobre
o uso de certas externalidades
positivas proporcionadas pelo
poder público.
*Economista, escreve regularmente nesta
coluna e pode ser acessado pelo e-mail
[email protected]
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dezEMbrO de 2015 / edição 111
dezEMbrO de 2015 / edição 111
mercado
Missão Las Vegas
Redes de varejo, profissionais bem preparados e experiência marcante
de consumo são os principais diferenciais do mercado americano
Por: Simone Kühl | Fotos: Divulgação
E
ntre os dias 1º e 6 de novembro, a cidade
de Las Vegas, do estado americano
de Nevada, foi a escolhida para mais
uma Missão Empresarial do Sincopeças, com o
objetivo de proporcionar novas experiências e um
novo aprendizado aos participantes.
O roteiro da viagem incluiu visitas a grandes
redes de varejo como Pep Boys, Napa, Autozone
e O’Reilly; oficinas mecânicas; às feiras AAPEX
(no Pavilhão de exposições do Hotel Venetian)
e Sema Show (no Centro de Convenções de Las
Vegas), além de passeios turísticos.
Proposta do Sincopeças-SP
De acordo com Francisco de La Tôrre,
presidente do Sincopeças-SP, com as missões
empresariais, a entidade visa colocar em contato
o varejista com um novo setor, tendências e
oportunidades de negócios. “Este ano, com a
missão Las Vegas, os profissionais puderam
conhecer mercados mais avançados, novas
tecnologias e processos”.
Carla Loretta Norcia, assessora de
Comunicação e Marketing do Sincopeças-SP,
emenda: “O objetivo é simples, oferecer a chance
para o associado viver uma nova experiência
no segmento dele, aprender e trazer para o seu
negócio. Nesse contexto, a Missão Empresarial
pode ser para qualquer lugar do mundo ou
dentro do Brasil, sempre com a proposta de
garantir o conhecimento e identificar ações que
possam ser utilizadas no dia a dia em todas as
áreas do negócio”.
E, segundo Norcia, esse é um dos pilares do
Sincopeças, promover boas experiências no
varejo através de mais conteúdo, acompanhando
sempre as novidades e trazendo soluções para
melhorar ainda mais o setor. “E as Missões não
param por aí”, frisa. “Em abril, realizaremos outra
viagem para Berlim, na Alemanha, em um evento
de reciclagem automotiva, e temos outros projetos
já agendados para 2016 e 2017”, adianta.
Visita às feiras
Na visita à AAPEX, feira voltada para a
área de motores, as indústrias, distribuidores,
lojistas e profissionais de serviços automotivos
tiveram acesso às mais importantes tecnologias
e tendências para se manterem competitivas
em seu negócio. La Tôrre comenta que o evento
contou com uma presença muito marcante de
empresas não só dos Estados Unidos, mas da Ásia
e da América Central.
E na Sema Show, considerado o maior evento
de carros tunados, foram apresentados acessórios
de última geração e carros preparados com
diversos conceitos e tendências. “Este mercado é
bastante atraente para os americanos, existe um
público muito grande, e isto nos traz mais que
uma relação de negócios, mas uma experiência
para quem gosta de automóveis”, reflete o
presidente da entidade. Para Norcia, a visita foi
surpreendente. “É impressionante ver o que é
possível ser feito no quesito de transformação de
carros, foi incrível, além disso, também é possível
fazer muitos negócios”, completa.
Principais diferenças no mercado
Com um mercado basicamente voltado
para as redes de varejo, de La Tôrre ressalta que
a economia americana vive um crescimento
consistente e sustentável e os varejos têm
acompanhado esse período. “Eu particularmente
Empresários participam da Missão Las Vegas entre os dias 1º e 6 de novembro
em Houston, Texas, visitei lojas independentes
mais firmes, com um bom fluxo de clientes; e as
oficinas independentes dessa cidade apresentam
um perfil bastante parecido com o que temos no
Brasil”, pontua.
Entre os diferencias no varejo de Las Vegas, o
presidente do Sincopeças-SP destaca a variedade
dos itens disponibilizados nas prateleiras e
gôndolas, desde um pequeno aromatizante
até equipamentos e acessórios para celulares.
“Principalmente para o uso do celular no
automóvel,e também drones de diversos modelos,
tudo isso ofertado dentro de autopeça. Esse fato
foi muito marcante, pois eles possibilitam uma
experiência agradável de consumo, e através da
Missão os profissionais puderam vivenciar e
entender mais esse conceito”.
Norcia aponta o aprendizado realizado em
cada rede de varejo. “Conversamos com os
empresários e conseguimos entender como
funcionava cada detalhe, desde a fachada,
treinamento, logística, reciclagem de produtos,
atendimento ao cliente, até os modelos de
gestão, inclusive notamos que muitas lojas
possuem serviços de aplicação de produtos”,
conta. “Também vimos outras características,
como a harmonia entre a venda online e
a venda no balcão, a tendência da frota
americana que está ficando mais europeia em
relação aos últimos 10 anos, o distribuidor
estar indo mais para o varejo e a relevância do
segmento de acessórios”, complementa.
E um dos fatores que distinguem o mercado
americano do brasileiro é a preparação do
profissional. “Para um vendedor assumir a
linha de frente de uma loja, ele precisa passar
por todos os departamentos e entender todo o
funcionamento, então ao falar com qualquer
funcionário você pode ver que ele está pronto
para responder todas as perguntas, o treinamento
é o principal diferencial deles”, realça.
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mercado
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Empresários comentam sobre os exemplos e práticas vistos na viagem
Cliente mais ativo, cultura de reciclagem e varejo
bem preparado
Para Pedro Luiz Scopino, da Auto Mecânica Scopino,
de São Paulo (SP), além de visitar as duas feiras, pôde
conhecer melhor o mercado americano de peças e
de oficinas mecânicas, em relação a quem fornece os
produtos e organização dos estabelecimentos. “Consegui
ter uma boa visão e notei que o segmento específico em
Las Vegas está mais difícil, as oficinas estão sofrendo
bastante, pois o próprio cliente compra as peças e sobra
para a oficina apenas realizar o serviço, no entanto muitas
vezes o próprio dono do carro o faz também, como trocas
básicas, de filtro, velas e óleo”.
Outro fato que o empresário ressaltou é a forte cultura
de reciclagem na cidade. “Observei que existem muitos
desmanches de veículos, e o cliente, que geralmente é
quem compra as peças, tem optado muito mais por peças
usadas”, enfatiza.
Na análise do varejo, o modelo de negócio mais
empregado é o estilo shopping de autopeças.
“Claro que ainda existe o balcão, mas é mais para
as peças técnicas. Um ponto que eu queria ressaltar é
a produtividade deles e a improdutividade do brasileiro,
pois no varejo o americano atende, explica como funciona,
vende, recebe, embala e leva o cliente até a porta; enquanto
que no Brasil são necessárias mais de uma pessoa
para cumprir todas essas funções, eles são bem mais
preparados”, afirma.
mecânicas deveriam ir, o conhecimento é algo valioso e
ninguém pode tirar”, finaliza.
Educação, organização e conhecimento
Já de acordo com Silvio Cândido, da Peghasus Powered
Motors de São Paulo (SP), a experiência foi única, da
organização até os contatos feitos. “Gostaria de ressaltar
a educação, pois em todos os estandes os brindes ficavam
em cima das prateleiras e ninguém pegava mais que um, a
feira inteira com carpete, as informações claras, produtos
e ferramentas que não chegam ao Brasil, empresas que
também não exportam para nós, realmente foi um
grande aprendizado”.
Sobre as lojas de varejo ele destaca: “vimos o que temos
aqui, apenas com uma diferença, eles querem vender tudo,
do cheirinho a rodas esportivas, na maioria tem oficina
conjugada, geralmente só tem uma ou duas peças de cada
no estoque, e muitas vezes pegam direto no distribuidor
ou fábrica, as entregas são raras, geralmente quem compra
as peças é o cliente final não o dono da oficina, esse sim
cobra o serviço no ato da execução”.
Ele ainda salienta que a feira possibilitou muitas
oportunidades de novos negócios até mesmo em
outro ramo de atividade. “Conseguimos contatos com
fornecedores que não temos no Brasil”, emenda. “E digo
que, se possível, todos os donos de autopeças e oficinas
Exemplos, oportunidades e muitas novidades
E, para Marcos Alessandro Furlan, da Autopeças
Furlan, de São José do Rio Preto (SP), que participou
também da Missão para Frankfurt na Alemanha, as
viagens internacionais abrem muitas portas. “Você
conhece pessoas diferentes, que enxergam o mercado
de uma outra forma e, conversando com elas, é possível
saber o que estão fazendo e quais práticas podem ser
trazidas para o seu negócio”.
Em termos de feira, comparando à da Alemanha,
ele pontua a oportunidade e facilidade de novos
negócios que a feira americana oferece. “Percebi que
muitos mecânicos trouxeram novidades para o Brasil
e, para eles, em cada visita à feira é possível trazer
algo diferente”.
Sobre as empresas de varejo, ele também comenta a
otimização do dia a dia na forma de trabalho e a forte
cultura do cliente em comprar e instalar a peça. “Nesse
sentido, é importante apontar que o mercado americano
se coloca muito no lugar do consumidor e do mecânico
para produzir uma ferramenta que facilite ainda mais
o serviço de troca, existem muitos produtos na área de
ferramentaria que não temos aqui”, completa.
12
mercado
dezEMbrO de 2015 / edição 111
AAPEX em destaque
Em visita à AAPEX, Flávio Portela, palestrante e
Executivo na SK Automotive, destaca que a feira é tida
como o principal evento mundial do aftermarket.“Por mais
de 25 anos a Automotive Aftermarket Products Expo tem
sido o principal evento global que representa a indústria
de autopeças para o mercado de reposição”, informa.
Para ele, um evento global deste peso, somado ao fato
de poder se relacionar com os principais fabricantes
mundiais, é o que leva os executivos e comparadores para
Las Vegas. “Empresários de todo mundo se encontram
nesta cidade ‘mágica’ para desenvolver ações globais,
discutir tendências, resolver problemas comuns e fazer
conexões com montadoras”.
Na AAPEX, os fabricantes automotivos de peças de
Flávio Portela, palestrante e Executivo na SK Automotive, em
visita à AAPEX 2015 (acervo pessoal)
reposição apresentaram seus novos produtos e inovações
e os treinamentos realizados abordaram questões
e desafios atuais que envolvem o setor automotivo,
incluindo negócios, gestão de vendas, tendências
tecnológicas, melhores práticas e outros grandes temas
vitais para o segmento.
“É notório o quanto a reposição automotiva está cada
vez mais forte em todo o mundo, deixando bem claro
para todos nós, que assim que a nossa economia ‘aquecer’
novamente, teremos novos e importantes ‘players’ da
reposição disputando e gerando negócios em solo
nacional, principalmente trazidos pelas novas montadoras
que iniciam em nosso País, como: Chery, Nissan, MBB,
Jeep, Land Rover, BMW, entre outras”, conclui.
14
capa
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Uma janela de
oportunidades
De olhos para o futuro, cenário
adverso da economia faz com que
empresas da cadeia de reposição
repensem o seu negócio
Por: Karin Fuchs | Fotos: Divulgação
N
a Automec deste ano, a Roland Berger divulgou o “Estudo do Mercado Brasileiro de
Reposição Automotiva”, realizado em parceria com as entidades do setor, traçando
um cenário do presente e futuro do aftermarket. À época, a previsão era de um
crescimento de 4,4% ao ano para este mercado, chegando em 2020 em estimados R$ 104
bilhões, incluindo impostos pagos.
Pelo estudo, a frota de veículos, incluindo leves
e pesados, passaria de 41,5 milhões de unidades
registradas em 2014, para 42,6 milhões neste ano e,
em 2020, a quase 50 milhões de veículos. 2015 está
terminando, houve queda nas vendas de veículos novos,
impactando um pouco as previsões.
Segundo Martin Bodewig, diretor da Roland Berger,
“a queda de vendas de novos veículos afeta o crescimento
da frota nos próximos anos, portanto, ela será um pouco
menor que estimamos no estudo. Mas mesmo assim
ainda irá crescer e este crescimento será o motor do
Martin Bodewig,
mercado de reposição nos próximos anos, puxando a
diretor da Roland Berger
demanda por peças”, diz.
Por outro lado, ele acredita que 2016 será um ano em
que o consumidor estará mais cauteloso. “Ele buscará itens mais econômicos ou irá fazer
somente o serviço absolutamente necessário, ao contrário dos anos de 2013 e 2014, em que
o consumidor fez mais manutenção preventiva”, compara.
Em sua análise, “mesmo diante deste cenário
econômico, a princípio os números são válidos.
Acreditamos no mercado de reposição, não prevemos
queda, e vemos uma tendência de profissionalização.
Aparentemente, algumas empresas que trabalham
muito em seu portfólio de produtos e junto a clientes
têm um resultado muito melhor; isto é uma janela de
oportunidades”, conclui.
Coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças
para o mercado de reposição, Elias Mufarej diz que
as projeções do estudo da entidade indicam que o
faturamento nominal dos fabricantes de autopeças
Elias Mufarej, coordenador do GMA
para o mercado de reposição, de janeiro a agosto, foi 5%
e conselheiro do Sindipeças
superior ao igual período de 2014.
para o mercado de reposição
“Isso mostra que a reposição vem se mantendo no
ritmo estimado pelo estudo da Roland Berger, que prevê
crescimento para o segmento em 4,8% para os próximos
anos. Cenário positivo, principalmente se comparado
ao canal montadora, onde os fabricantes registraram
queda de 22% do faturamento nominal este ano”, avalia.
Segundo ele, com a frota em circulação aumentando
nos últimos anos, é ela quem gera demanda para
o mercado e com mais veículos nas ruas, aumenta
também o serviço nas oficinas. “Portanto, para 2016,
considerando o estudo realizado pela Roland Berger,
a previsão é de reposição natural em função do Ranieri Leitão, presidente do
crescimento e com o envelhecimento da frota haverá Sistema Sincopeças Assopeças
estabilidade com tendência a um pequeno crescimento”. Ceará e do Sincopeças Nacional
Presidente do Sincopeças Nacional e do Sistema Sincopeças Assopeças Ceará, Ranieri
Leitão, comenta que até o mês de julho o mercado não apresentou queda nas vendas, cenário
que se reverteu a partir de agosto. “O principal agravante é a inadimplência e devemos
terminar o ano com um volume de vendas menor do que em 2014”, prevê.
Em relação ao próximo ano, ele diz que ainda não há uma previsibilidade certa.
“Gostaria muito de dizer que começaríamos muito bem 2016, mas eu peço cautela nesse
momento. Se tivermos uma resolução do problema político já ajuda o econômico, acredito
que isso acontecerá até março, e em setembro já poderemos ter uma revitalização do
nosso mercado”, afirma.
Do lado das indústrias, Paulo Butori, à frente do
Sindipeças, diz que a reposição, que representa cerca
de 18% do faturamento da indústria de autopeças,
cresceu aproximadamente 5% até setembro, embora a
inflação tenha neutralizado parte desse desempenho
positivo. “De outubro a dezembro, nossa previsão é
de estabilidade. Porém, temos de considerar que num
cenário de tantas dificuldades econômicas, agravadas
pela crise política que o País enfrenta, permanecer
estável ou crescer um pouco é resultado bastante
positivo”, avalia.
Paulo Butori,
Para 2016, ele comenta que o mercado de reposição
presidente do Sindipeças
deve ter um leve crescimento, por conta da manutenção
dezEMbrO de 2015 / edição 111
15
capa
Matéria de capa
do carro usado em substituição à compra do veículo
novo, e pelo crescimento e diversificação da frota.
“Com a queda nas vendas de veículos novos, aumenta o
percentual da frota com idade média de 4 ou 5 anos; faixa
em que a manutenção feita no mercado independente é
maior. Porém, precisamos aguardar os desdobramentos
dos problemas na esfera política e econômica para ver
se nossas perspectivas se manterão”, pondera.
Na reparação, o presidente do Sindirepa Nacional e
do Sindirepa-SP, Antonio Fiola, pontua que 2015 foi um
ano bom para o setor de reparação, quando comparado
a 2014. “A Copa do Mundo afetou o movimento nas
Antonio Fiola, presidente do
oficinas, reduzindo muito o serviço naquele período.
Sindirepa-SP e do Sindirepa Nacional
Já este ano foi bem melhor, principalmente pelo
crescimento da frota circulante nos últimos anos”, para exemplificar, ele cita a pesquisa
realizada pela Cinau, com oficinas na Grande São Paulo, que registrou aumento de 11,9%
este ano no movimento de serviços em relação a 2014.
De acordo com ele, “a reposição sempre reage quando há queda nas vendas de veículos
novos. Do total de 41,5 milhões de veículos que compõem a frota circulante brasileira, mais
de 80% têm entre 4 e 15 anos de idade, justamente o período que frequentam a oficina
independente. Em 2016, mais de 3,6 milhões de veículos
devem sair do período de garantia de fábrica e começar
a frequentar o mercado de reposição, o que é muito
positivo”, estima.
No varejo paulista, Francisco de La Tôrre, presidente do
Sincopeças-SP, avalia que apesar de 2015 ter sido um ano
difícil, comparado a outros setores as autopeças tiveram
um desempenho melhor. “Graças ao aumento da frota
circulante, veículos que saem da garantia e a dificuldade
para a troca do veículo usado por um novo”, atribui,
acrescentando que o mercado conta com gradativo
aumento de potenciais clientes, pois o consumidor deixa
Francisco de La Tôrre,
de frequentar as concessionárias após o fim do período
presidente do Sincopeças-SP
de garantia que dura, em média, dois anos.
Nas palavras do executivo, as expectativas são que 2016 mantenha o ritmo, acompanhado
a evolução da frota. “As dificuldades persistirão, mas é o momento de apurarmos a gestão
do negócio, melhorarmos a logística de nossos estoques, prepararmos a equipe por meio de
treinamento para o desafio de fazermos melhor tudo o que a empresa faz em seu dia a dia.
A crise que está aí é também um momento de ajustes de nossas empresas. Quando sairmos
dela, estaremos adequados para a melhoria da rentabilidade”.
Da indústria à reparação, confira a seguir as análises e previsões dos players do setor. A começar pelas indústrias...
“Para 2015, a divisão de Automotive Aftermarket da Bosch no Brasil estima
um crescimento em torno de 7% em relação a 2014. Resultado que podemos
atribuir à nossa estratégia de longo prazo e ao contínuo investimento, o que
proporciona à Bosch colher os frutos das medidas implementadas nos últimos
anos, como foco na melhoria da eficiência logística, constante investimento
nos programas de geração de demanda na cadeia de distribuição, expansão do
portfólio de produtos com foco em competitividade e lançamentos, bem como
do gerenciamento dos canais de distribuição focado na capilaridade. O segmento
automotivo está enfrentando os reflexos do atual cenário econômico e político
no Brasil, que deverá continuar em 2016. Mesmo com o crescimento da frota,
não será possível para todos os players da cadeia de distribuição acompanharem
o desenvolvimento do segmento, somente os mais bem preparados sobreviverão
a esta etapa”.
“Apesar das incertezas políticas,da expressiva queda nos volumes de produção
e vendas na indústria automobilística, e da consequente retração na economia
nacional, a Fras-le prevê para o último trimestre de 2015 a manutenção dos
resultados obtidos até o momento, graças às ações realizadas internamente, como
melhor utilização do parque fabril e do potencial de recursos disponíveis para
atender as demandas do mercado, bem como uma melhor administração de
nosso portfólio de produtos. Com as unidades no exterior se consolidando nesta
estratégia global, a triangulação fabril Brasil, Estados Unidos e China, e também
as unidades de distribuição e escritórios regionais intensificando a aproximação
com os clientes, aprimorando dessa forma os níveis de relacionamento através
da presença global e atuação local, é possível acreditar em uma tendência de
avanços contínuos na performance da companhia. E estamos prevendo um ano
de 2016 muito parecido com o ano de 2015. Não há perspectivas de crescimento
significativo”.
“Apesar de 2015 ter sido um ano de ajustes no mercado financeiro do nosso
País, podemos dizer que a Takao continuou crescendo. Ampliamos nossa rede
de distribuição com um novo centro de distribuição nacional no Espírito Santo, e
um novo CD também regional em São Paulo, e aumentamos nossa participação
no mercado com presença expressiva em todas as feiras do setor. A crise para
a Takao foi uma enorme oportunidade de crescer e mostrar que com foco,
dedicação e qualidade podemos ir em frente, e terminamos o ano comemorando
cinco anos da empresa. Com o aumento de vendas de carros usados no mercado,
o mercado de reposição tornou-se o caminho lógico para um consumidor que
lá na ponta teve que arrumar seu carro com investimentos menores do que um
carro novo. Para 2016, o mercado espera um crescimento expressivo na venda de
carros usados e as empresas que estiverem prontas para atender esta demanda
sairão ganhando”.
Carlos Alberto Barbosa, diretor de Vendas da Divisão Automotive Aftermarket da
Robert Bosch Brasil
Paulo Barbosa Gomes, diretor Comercial do Mercado de Reposição da Fras-le
Cassiano Braccialli, diretor Executivo da Takao
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dezEMbrO de 2015 / edição 111
“Mesmo com toda a dificuldade do mercado,com queda de vendas de veículos
novos, o mercado de reposição não sofreu pela crise que estamos passando.
A NGK, em função do nosso reforço de portfólio, o lançamento de bobina de
ignição para completar a nossa linha como especialista de sistema de ignição,
e também de vela incandescente para motores a diesel, reforçou o seu portfólio
em relação à sua linha tradicional. Devemos terminar o ano calendário de 2015
com um crescimento médio de 3% em volume de vendas. Já o próximo ano está
condicionado ao que irá ocorrer com a parte política. A incerteza, infelizmente,
terá consequência na economia do País. Porém, baseado no histórico de vendas
de veículos novos em anos anteriores, este parque ainda vai continuar entrando
no mercado de reposição”.
“Para uma melhor análise, vou dividir a TMD do Brasil em duas áreas
distintas: na de mercado de equipamento original, 2015 está sendo um ano
muito difícil com retração de mais de 25% nos volumes de vendas, diretamente
impactados pela retração da economia e consequente queda nos volumes de
vendas de carros novos. Já no mercado de reposição, embora com dificuldade
para atingir os valores orçados para este ano, a comparação com 2014 projeta
um crescimento de aproximadamente 15%, resultante da maior manutenção do
parque circulante, uma vez que não está sendo substituído por veículos novos,
assim como pelo aumento das exportações. Quando olhamos a empresa de
forma consolidada, o crescimento em 2015 está estimado em 6%. Já 2016 será
um ano de muitos desafios e provavelmente muito difícil no primeiro semestre.
Embora a perspectiva não seja positiva para o próximo ano, entendemos que
novas oportunidades possam surgir no segundo semestre”.
“O ano foi parecido com 2014 em termos de faturamento, porém os
volumes físicos ficaram levemente para baixo. Mas tivemos outros resultados
importantes, como por exemplo, 5% do nosso faturamento foram de novos
produtos lançados com menos de dois anos, com destaque para as linhas
de cubos de roda e bandejas. E a Affinia desenvolveu um planejamento de
trabalho em longo prazo que envolve maior cobertura da frota, considerando
as linhas existentes, e lançamentos de novas linhas, visando melhor atender o
mercado, considerando cada plataforma de serviços. Para o nosso negócio, 2016
será um ano promissor e um divisor de águas, com a consolidação das novas
linhas lançadas em 2014/2015 e lançamentos previstos para 2016 da Nakata e
Spicer. Além disso, devido ao cenário econômico (dólar e taxa de juros em alta),
quem tem marca consolidada e estrutura para atender o mercado estará mais
preparado para enfrentar esse momento complexo e desfavorável”.
“Certamente 2015 foi um ano desafiador e bem difícil para todo o setor. Para
a Schaeffler não foi diferente, mas temos conseguido manter a sustentabilidade
dos nossos negócios e nos adaptar às demandas do mercado. Somos uma
empresa global, presente em cerca de 50 países, o que nos permite fazer
negócios intercompany, pois há países que estão indo muito bem e precisam que
forneçamos produtos para eles, e o nosso aftermarket também colabora para os
nossos resultados, afinal no Brasil temos uma frota circulante de cerca de 41,5
milhões de veículos na rua e eles precisam de manutenção. Para o próximo ano,
na economia geral, sabemos que o cenário não vai ser muito melhor que em
2015, mas já estamos entrando no novo ano sabendo disso, preparados para esse
tempo difícil. Para o aftermarket, vejo que temos bastante oportunidade, diante
do número de veículos que circulam no País”.
“Embora 2015 tenha sido de altos e baixos em todos os mercados, a Ampri
terminará o ano com um crescimento de 14%, o que nos fortaleceu em meio
à crise. Este resultado se deve à ampliação do portfólio e às novas alianças que
foram acordadas. Em termos de crescimento e consolidação da marca, 2015 foi
melhor que o ano anterior. Além de expandirmos o portfólio de produtos, foi um
momento em que não pausamos o trabalho de marketing na marca, o que tem
nos ajudado a consolidar ainda mais a marca. Também foi um ano em que as
empresas buscaram se reinventar, atiçando a criatividade em ações de fidelização
ao cliente tanto na ponta, varejo e cliente final, como o próprio atacadista, e nós
tivemos que procurar alternativas para continuar atendendo com excelência
nossos clientes melhorando os custos. A frota brasileira supera a marca de 42
milhões de veículos, o que consequentemente impactará no aftermarket. Em
2016 teremos muitas oportunidades”.
“Os números de 2015 foram de acordo com o planejado, cumprimos todos
os objetivos e expectativas. Ano em que fizemos grandes investimentos em
desenvolvimento de produtos, novas tecnologias e lançamos duas novas linhas:
a do sensor de nível de combustível e o inovador refil para o pedal do acelerador.
E com a queda nas vendas de veículos novos, o mercado de aftermarket reagiu
de forma positiva e orgânica em relação às nossas linhas de produtos. Estamos
otimistas para 2016, pois devido ao cenário econômico do País, nossos produtos
por serem nacionais estarão ainda mais competitivos”.
Edson Miyazaki, diretor Comercial da NGK do Brasil
Marcoabel Moreira, diretor Geral da TMD Cobreq
Sérgio Montagnoli, diretor de Vendas e Marketing da Affinia
Rubens Campos, vice-presidente Sênior Aftermarket Automotivo da Schaeffler
América do Sul
Jane de Castro, gerente de Marketing da Ampri
Higor Mattos, coordenador de Marketing da DS Schiavetto
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dezEMbrO de 2015 / edição 111
“Ao longo de 2015 nós nos mantivemos estáveis, apesar da retração do
mercado, e com boas perspectivas para o próximo ano. O mercado de reposição
ainda continua aquecido, pois o segmento automobilístico continua em níveis
do ano anterior, somando as vendas de veículos usados. E a crise econômica
freou a compra de veículos zeros, o que aumentou a demanda na manutenção
dos seminovos e usados. Com isso, a procura por produtos de alta qualidade
que auxiliam na conservação e desempenho do motor fez com que a Motul
tivesse sua fatia garantida no mercado. Acreditamos que 2016 será um ano com
ambiente econômico mais claro para as vendas e negócios, devido aos grandes
eventos que ocorrerão no ano, como a MotoGP na Argentina, onde somos
patrocinadores do evento, e com resoluções no ambiente político e econômico
que permitirão melhor performance”.
“Este ano de 2015 com muito esforço e trabalho, conseguimos um excelente
resultado com crescimento de 30%. Os principais fatores que contribuíram
para este crescimento foram a ampliação de itens novos em diversas linhas
de produtos, estar presente fortemente juntos aos clientes dando suporte
rapidamente, e produção sem faltas em estoque. As principais oportunidades
para o mercado de reposição este ano foi a diminuição da venda de veículos
novos para o aumento das vendas de veículos seminovos e da manutenção
preventiva e corretiva executada nos veículos usados. As expectativas para 2016
são desafiadoras, visto a atual situação política brasileira. Temos em vista que
teremos que superar ainda mais os resultados de 2015, será um ano de muitas
conquistas mas também de muitos desafios. O que temos que fazer é trabalhar
com os pés no chão”.
“O ano da Dayco vai de março a fevereiro, portanto ainda não o encerramos,
mas posso adiantar que os objetivos estão de acordo com as metas, apesar do
ano difícil, pela força da marca que tem a preferência dos mecânicos e o portfólio
de produtos que é bem amplo, somados a uma equipe de mais de 20 pessoas em
todo o Brasil, oferecendo soluções a todos os participantes da cadeia automotiva.
2015 foi melhor que o ano anterior, pois implementamos uma nova estratégia,
bem como uma nova gestão para a toda América do Sul, que tem se mostrado
acertada e vencedora. Esperamos para 2016 um ano de início de recuperação
da economia, a partir do segundo semestre, quando as decisões na área política
começarem a ser tomadas”.
“Diante do cenário econômico, o mercado de reposição, especificamente
o de veículos leves, sofreu menos que os demais setores. Para o segmento de
pesados os desafios foram maiores, pois menos caminhões circulando com
o desaquecimento da economia, há menos manutenção. Em relação a 2016
há muitas coisas acontecendo no cenário macroeconômico, o que dificulta
fazermos uma previsão exata para a reposição, até porque todas feitas em 2014
para 2015 não se confirmaram.A única certeza que temos é o cuidado necessário
com os custos internos de cada empresa, e se o mercado seguir a tendência dos
últimos cinco meses, ele será morno em 2016. Há mais veículos nas ruas, mas se
o consumidor não tem dinheiro no bolso, não há muito o que fazer. Não vejo um
cenário muito diferente em 2016. Porém, caso haja mudança no cenário político,
o mercado deve ter alguma melhora”.
“Nós tivemos alguns desafios em 2015, mas também bons resultados.
Pudemos perceber um crescimento maior em algumas linhas e queda em outras,
entretanto, mesmo sendo um ano com um cenário econômico desfavorável,
mudamos a forma de encarar tudo isso e focamos nas metas e objetivos que
havíamos estabelecido e conseguimos grandes resultados. Com a queda de
vendas de veículos novos e o crescimento do mercado de usados, o aftermarket
ganhou mais espaço com as manutenções que fazem parte do ciclo de qualquer
veículo, beneficiando os distribuidores, lojistas e oficinas do segmento. 2016
também será um ano desafiador e teremos que ter uma gestão diferenciada para
alcançar as novas metas propostas. É um ano marcante na história da Eletropar e
esperamos manter o embalo nas linhas que crescemos e retomar as que tiveram
queda. Mesmo com os desafios que virão, continuamos com a mesma ideia de
vislumbrar as oportunidades, manter nossas ações de Marketing e Vendas para
buscarmos o crescimento esperado e estamos otimistas quanto a isso”.
“Em 2015 nós tivemos um pequeno crescimento no faturamento. Para nós
importadores foi um ano de grandes dificuldades com a variação constante da
taxa cambial, o que nos forçou a reajustar os preços. A confiança dos agentes
econômicos está em níveis muito baixos, fazendo com que os clientes não
invistam em estoque. Também neste ano de crise, a Isapa se mostrou um
parceiro confiável para os nossos clientes com campanhas de incentivos a
vendas, palestras comerciais e, principalmente, mantendo as importações
estáveis, ampliando as linhas de produtos. Para 2016, não vemos perspectivas
de crescimento de mercado, no entanto, continuaremos investindo no
relacionamento com o cliente com as campanhas de vendas e em nossa equipe
de vendas (representantes/televendas). Continuaremos mais fortes com nossa
política de expansão das linhas de produtos”.
Pedro Gurgel, diretor Geral Brasil e América do Sul da Motul
Rodrigo Manzini, gerente Comercial da Valclei
Silvio Ricardo Alencar de Almeida, diretor Comercial para América do Sul da Dayco
Gerson Prado, diretor Comercial da SK Automotive
Décio Bubiniak, diretor Comercial da Eletropar Autopeças
Roland Setton, diretor da Isapa
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“Apesar de 2015 ser um ano em que a economia esteve o tempo todo em
turbulência (inflação, alta do dólar, política, instabilidade econômica), nós
conseguimos fechar com crescimento razoável. Os principais fatores que
contribuíram para este resultado foram: investimentos em mão de obra e em
estoque, com novas marcas e maiores quantidades, melhoria nas negociações
com fornecedores, maior exigência em relação a crédito visando diminuir o
índice de inadimplência e cobrança de devedores feita de maneira mais acirrada.
Acho que a crise foi a maior oportunidade que tivemos, enquanto muitos
reclamavam e seguravam as negociações, nós trabalhávamos ainda mais, para
fugir dela. Estamos confiantes para o próximo ano, temos que ser e sempre
somos otimistas e trabalharmos duro para alcançar os resultados”.
“Houve uma retração muito grande no comércio, isso comprometeu, fez
com que repensássemos a questão das nossas compras, o planejamento de
estoque e tivemos particularmente por aqui a abertura de mais concorrentes,
comprometeu ainda mais, pois quando o movimento está retraído e entra a
concorrência vai se dividir o bolo, as vendas. Tivemos de repensar algumas
estratégias nossas em relação a marketing. O que observamos que temos
que ficar nos reinventando, repensando os nossos negócios o tempo todo,
pois um dia é diferente de outro. Foi o que buscamos em relação a esta
situação. 2015 não vai deixar saudades e no próximo ano estaremos muito
mais focados em nosso negócio”.
“Neste ano vamos vender 22% a mais que em 2014, sem levar em conta a
inflação ou 15% levando em conta a inflação. A principal oportunidade que
vi neste ano foi ver muitas indústrias que vendiam mais ou apenas para as
montadoras, mudarem o foco e começarem a ver o mercado de reposição como
uma oportunidade para elas. A minha expectativa é que 2016 continue da forma
que foi este ano: mais indústrias focando no aftermarket, a venda de carros novos
ainda em baixa e, consequentemente, a venda de peças de reposição em alta.
Porém, devemos ficar atentos e tomar cuidado com investimentos arriscados,
pois nunca sabemos o que vem de Brasília para nos atrapalhar”.
“Muitos fatores externos influenciaram diretamente o nosso negócio
neste ano e muitos clientes em potencial não têm definição de como será seu
planejamento, o que atrapalhou diretamente na manutenção dos veículos. O
fato de os clientes terem que manter o veículo por mais um tempo ao invés de
trocá-lo, possibilita maior relacionamento comercial entre a oficina e o cliente.
Espero que o poder aquisitivo da população melhore em 2016, que o dinheiro
circule e com isso a manutenção dos veículos aconteça com maior frequência
como era para ser”.
“2015 foi um ano de aprendizado, bastante difícil, muitos empresários
que investiram não tiveram o retorno esperado, com exceção de algumas
empresas que estão em regiões com um melhor poder aquisitivo. Mas este não
é um momento de se apavorar, mas sim de refletir e repensar o seu negócio.
Na questão das montadoras não estarem vendendo tanto carros é uma ilusão
acharmos que mais carros nas ruas significam mais movimento nas oficinas.
Está todo mundo fazendo o básico do básico e 2016 será um ano para manter o
que se tem e estruturar-se”.
“Visivelmente em 2015 as empresas que estavam um pouco mais organizadas
no quesito cuidado com a inadimplência e que têm um fluxograma de trabalho
e procedimentos de aplicação de peças e de atendimento não sofreram nada.
Ao contrário, tiveram até crescimento, mas não tão expressivo. Os clientes
preferiram ficar com seus veículos do que trocarem por novos, e os que saíram
da garantia já estão chegando nas oficinas. Acredito que 2016 será um bom ano
para a reparação, principalmente para as empresas mais organizadas. É preciso
passar por uma reestruturação, desde a maneira de atendimento à questão de
crédito. Reestruturação é bom para as empresas”.
Alair Júnior, diretor da Jaicar Auto Peças
Dionísio Gobbi, empresário do Grupo Motocap
Moisés Sirvente, diretor Executivo da Jocar
Alyson José Nogueira, diretor Técnico Comercial da Menno Centro Automotivo
Edson Roberto de Ávila, proprietário da Mingau Automobilística
Roberto Turatti (Billy), coordenador do NEA-SC, grupo que reúne cerca de 440
oficinas
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dezEMbrO de 2015 / edição 111
premiação
GP Motorcraft 2015
Ford premia melhor reparador independente de automóveis do Brasil
Por: Silvio Rocha | Fotos: Divulgação
N
o dia 5 de dezembro, a Ford realizou a grande final do GP Motorcraft 2015, no SENAI do
Ipiranga, em São Paulo (SP), reunindo centenas de representantes do setor, entre reparadores,
Sindirepas, parceiros na distribuição e professores da Instituição.
Este ano, o programa bateu o recorde com o número de 9.400 inscritos de todo o País.
Na primeira etapa os profissionais passaram por um prova online com 30 perguntas e os 10 finalistas
com a maior quantidade de acertos no menor espaço de tempo foram classificados. Para determinar o
vencedor, todos os participantes foram submetidos a uma prova prática onde demonstraram todo seu
conhecimento e técnica sob a avaliação de um professor do SENAI.
E o grande vencedor da prova neste ano foi Cláudio de Oliveira Carvalho, de Vacaria, Rio Grande
do Sul, que realizou em menor tempo o reparo de um veículo, recebendo o título de melhor reparador
independente e um automóvel 0 km, o New Fiesta Hatch.
O vencedor do GP Motorcraft 2015 também foi finalista da prova no ano passado. “Percebi que se
quisesse ganhar tinha de estudar muito. Foi o que fiz este ano e venci. A Motorcraft é uma marca de
qualidade e a única que vem fazendo esse trabalho de aproximação com os mecânicos”, frisa. Carvalho
terminou a prova em 1h31, dez minutos à frente do segundo colocado.
O programa
Este é o segundo ano do programa criado pela Ford em parceria com o Sindicato da Indústria de
Reparação de Veículos e Acessórios – Sindirepa, SENAI, Bosch e Grupo Oficina Brasil para a valorização
dos reparadores independentes, um segmento importante do mercado automotivo que conta com cerca
de 200 mil profissionais.
“O objetivo do GP Motorcraft é reconhecer a importância do reparador independente no mercado.
Com essa e outras ações, queremos também facilitar o acesso a peças originais de reposição, por meio
da linha Motorcraft e, principalmente, contribuir para a capacitação técnica desses profissionais”, diz
Rodolfo Possuelo, gerente de Serviço ao Cliente da Ford. “O crescimento de mais de 68% no número de
participantes comparado à primeira edição do GP Motorcraft prova o sucesso dessa iniciativa”, completa.
Sobre a participação, Possuelo ressalta que as inscrições vieram de todo o Brasil. “Sabemos que as
regiões sudeste e sul concentram 70% das oficinas independentes, portanto é natural que tenhamos uma
inscrição maior desse público”. No entanto, ele comenta que a parceria com o Sindirepa tem promovido
cada vez mais o programa e as iniciativas da Motorcraft em todas as regiões do País.
Ricardo Cramer, da oficina Aires e Filhos, em Santos (SP), vencedor da edição de 2014, conta que o
prêmio deu um novo impulso ao negócio da família.“Deixo como lição a mensagem que estudar é preciso
sempre, seja apaixonado pelo que faz e nunca desista”.
Incentivo à capacitação
De acordo com Fábio Rocha, diretor do SENAI de São Paulo, estar comprometido com a capacitação
faz parte dos objetivos da Instituição.“Trabalhamos com o conceito de que não temos um problema e sim
um desafio, assim tratamos a educação profissional, é claro que temos dificuldades e tecnologias novas a
todo instante, mas mostramos que é possível superar os desafios através da capacitação e esse projeto da
Ford é muito importante neste sentido”.
Ricardo Cramer, da oficina
Aires e Filhos,
em Santos (SP), vencedor
da edição de 2014
Cláudio de Oliveira Carvalho, de Vacaria (RS), e Rodolfo Possuelo, gerente de Serviço ao Cliente da Ford
Além de reconhecer e valorizar os reparadores independentes, a Ford busca um relacionamento
contínuo com esse público. Mensalmente, também promove a divulgação de dicas técnicas Motorcraft no
site www.reparadormotorcraft.com.br para auxiliar no trabalho desses profissionais.
Motocraft no mercado
Possuelo enfatiza que a Motorcraft é a divisão de peças originais da Ford e tem mais de 40 anos de
existência no mundo. “As peças são utilizadas junto aos nossos distribuidores (concessionárias) e temos
também distribuidores especializados, com diferentes logísticas, e que conversam diretamente com o
reparador independente, estes que somam um número entre 30 a 35 e tiveram um aumento na ordem
40% nesse ambiente econômico que estamos vivendo”, pontua.
Para a Ford, é muito importante que o cliente esteja satisfeito, independentemente se ele tem
um veículo novo ou usado. “Buscamos essa aproximação com os reparadores para transferirmos o
conhecimento, neste contexto o SENAI e o Sindirepa têm nos ajudado com um trabalho em conjunto”,
comenta Guy Rodriguez, diretor de Vendas, Marketing e Serviços da Ford.
“Sabemos que os reparadores independentes são a maioria, os grandes formadores de opinião, nossa
estratégia é se aproximar desse público e garantir que tenham qualidade e eficiência na aplicação das
peças. O GP é mais um reforço dessa estratégia que valoriza o profissional, a marca e fideliza o cliente”,
finaliza o gerente de Serviço ao Cliente da montadora.
Guy Rodriguez, diretor de Vendas,
Marketing e Serviços da Ford,
Rodolfo Possuelo (Ford) e Fábio
Rocha, diretor do SENAI de São Paulo
balcão automotivo / dezEMbrO de 2015 / edição 111
Aos amantes de carros mais antigos que têm
dificuldade em encontrar peças de reposição, a
Sabó disponibiliza para o mercado a sua nova
linha de produtos: a “Série Clássicos”. Nessa
linha, o colecionador pode encontrar jogos de
junta com a mesma
tecnologia
original
aplicada,
aliada à
segurança
e qualidade
tradicionais
da Sabó! As
peças podem ser
localizadas nas lojas revendedoras dos produtos
Sabó e são identificadas com um selo da “Série
Clássicos” na embalagem.
Magneti Marelli
Aftermarket amplia
portfólio da Linha Moto
Com o objetivo de manter o crescimento contínuo
de seu portfólio de produtos para o segmento
de duas rodas, que registrou um aumento de
223% na frota nacional entre 2004 e 2014,
segundo dados da Abraciclo, a Magneti Marelli
Aftermarket, divisão de negócios focada no
mercado de reposição de autopeças e segunda
maior empresa do segmento no Brasil, anuncia o
lançamento de kits de transmissão Cofap para os
modelos Honda Pop 100 e Dafra Speed 150, além
de bielas Magneti Marelli para a Suzuki Yes 125.
CURTAS
Anfavea e Fenabrave divulgam seus
resultados de novembro
Consumidor Mobil tem
chance de concorrer a quatro
supermáquinas
O balanço da indústria automobilística apontou uma diminuição de 25,2% no licenciamento de autoveículos
no acumulado do ano com 2,34 milhões de unidades em 2015 e 3,12 milhões no ano passado. Os dados são
da Anfavea. O setor automotivo também apresentou queda de 33,8% nas vendas em novembro contra o
mesmo período do ano passado. De acordo com a Fenabrave, o total de emplacamentos foi 6,38% maior que
em outubro. Ao todo, foram comercializadas 311.477 unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões,
ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros, contra as 292.791 unidades em outubro.
A Mobil lança a promoção “Troca Premiada”, que dá ao
consumidor a chance de concorrer a quatro supermáquinas
em sorteio a ser realizado em janeiro. Ao trocar o óleo com
um dos produtos participantes, o cliente ganha um código
que deve ser cadastrado no site da promoção. Ao realizar
o cadastro, o cliente escolhe qual veículo deseja ganhar:
Toyota Corolla, Honda CB1000R, Massey Ferguson ou
Mercedes-Benz Acello.
MAHLE Metal Leve: realidade virtual no
desenvolvimento dos seus produtos
O consumidor final quando se depara com um pistão do motor do seu carro não tem a mais remota
noção de todo o caminho que foi percorrido antes daquela peça ser produzida. A partir da solicitação do
cliente para o desenvolvimento de componentes para um novo motor, iniciam-se no Centro Tecnológico
da MAHLE Metal Leve, em Jundiaí (SP),
os projetos de desenvolvimento desses
componentes. Após o recebimento dos
requisitos básicos desse motor, a área de
engenharia de produto do Tech Center da
MAHLE desenhará um pistão que respeitará
todas as necessidades solicitadas pelo
fabricante para essa aplicação.
Laboratório Químico do IQA
amplia oferta de análises em
aditivo para radiador
Fotos: divulgação
Sabó lança linha
de produtos “Série
Clássicos”
26
O IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, ampliou a
oferta de análises em aditivo para radiador de veículo no
Laboratório Químico do Instituto, localizado no Parque
Tecnológico de Sorocaba-SP (PTS). A entidade também
oferece ensaios em Arla 32 e fluidos para freios, assim como
análises para diversos tipos de amostras com a perspectiva
de atingir indústrias de diferentes segmentos.
DPK reúne fornecedores, apresenta inovações e renova
parceria para 2016
Sob o tema:“Como você se vê em 2020?”, a DPK reuniu fornecedores
em um café da manhã, em que apresentou dados que mostram
a consolidação do Sistema de Informação Integrado e a eficácia
na operação. Os fornecedores também conheceram sua nova
logomarca, que reflete a história da empresa:Velocidade, Inovação,
Interatividade e Solidez. A DPK mostrou aos seus fornecedores
números significativos de clientes com frequência de compras, de
redução de venda perdida e aumento da média de venda diária,
números que possibilitaram a abertura de uma nova distribuidora DPK, na cidade de São José do Rio Preto (SP).
Delphi celebra marca de 30 milhões de bicos injetores produzidos no Brasil
A Delphi realizou no dia 25/11, na fábrica de Piracicaba (SP), cerimônia para celebrar os 30
milhões de bicos injetores produzidos na unidade brasileira desde o início da década de 90.
“Esta conquista está sendo celebrada pela Delphi no mundo todo. Nós temos muito orgulho
de nossa história e dos funcionários que fazem parte dessa conquista”, declarou Lupércio
Zanardo, diretor Adjunto de Operações da divisão Powertrain da Delphi. “A qualidade de
nossos produtos é reconhecida pelo mercado e esse trabalho de excelência só é possível com
a dedicação e o comprometimento de nossa equipe”, completou.
Pioneer lança Media Receiver e
novos CD players
A Pioneer apresenta três lançamentos exclusivos. Um
deles é o novo modelo de Media Receiver MVH-288BT,
ideal para aqueles que abandonaram os CDs e DVDs
e preferem a reprodução de músicas gravadas em
dispositivos como pen-drives, iPods, iPhones e outros
celulares, através das tecnologias Bluetooth e USB. As
outras duas novidades são para a linha de CD Players, o
DEH-X1880UB e DEH-X4880BT.
balcão automotivo / dezEMbrO de 2015 / edição 111
Salão Moto Brasil
2016 movimenta
mercado duas rodas e
traz novidades para o
Rio de Janeiro
O Salão Bike Show cresceu e virou Salão Moto
Brasil. 2016 começa com o tradicional evento
carioca de motos. Com 80 expositores e mais
de 120 marcas, esta edição reunirá expositores
como a Harley Davidson, BMW, Triumph,
Honda, Yamaha, Dafra, Suzuki; além de toda
a cadeia produtiva do setor, apresentando
os lançamentos, as novas tecnologias e
facilidades para quem vive em duas rodas. O
evento acontece de 28 a 31/01, no Riocentro,
e pretende reunir mais de 100 mil visitantes.
Mercedes-Benz promove Tech Day para
demonstrar sistemas de assistência de direção
Por: Simone Kühl | Foto: Divulgação
Encerrando o ano, a Mercedes-Benz promoveu no
dia 11 de dezembro o Tech Day, para demonstrar
suas tecnologias de assistência de direção
relacionadas à segurança ativa e passiva para
automóveis de passeio, o Classe C e GLA, como
o Active Lane Keeping Assist, Active Blind Spot
Assist, Collision Prevention Assist Plus, Pre-Safe®
Brake com reconhecimento de pedestre e o
Distronic Plus com Steering Assist. Os modelos leves utilizados durante o evento foram o Classe C e GLA, duas
das principais plataformas do atual portfólio da Mercedes-Benz. A marca aproveitou a oportunidade também
para mostrar que, assim como os automóveis, os caminhões também estão cada vez mais recebendo os
recursos tecnológicos que garantem a segurança nas cidades e estradas. Nesse contexto, o extrapesado Actros
foi apresentado para demonstrar as tecnologias, destacando o elevado nível de segurança e conforto.
Um milhão de sistemas Flex Start®
produzidos no Brasil
Abrafiltros apresenta
programa Descarte
Consciente no
Sincopeças-SP
O presidente do
Sincopeças-SP,
que representa
25 mil lojas,
Francisco de La
Tôrre, se reuniu
com a equipe
da Abrafiltros - Associação Brasileira das Empresas
de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais para que o comércio varejista de autopeças conheça o
trabalho desenvolvido pela entidade desde 2012, com
o programa de Descarte Consciente dos filtros usados
do óleo lubrificante automotivo, que está presente nos
Estados de São Paulo, Paraná e Espírito Santo.
Uma grande marca a se comemorar: um milhão de veículos flex fuel no mercado brasileiro já contam com
o sistema Flex Start® da Bosch. Esta tecnologia proporciona mais conforto ao motorista, já que dispensa
o reservatório auxiliar de gasolina em veículos
bicombustíveis. Outros benefícios são desempenho
e dirigibilidade, pois o Flex Start® é um sistema de
gerenciamento eletrônico para aquecimento do
combustível, que entra em operação na partida e
também na fase fria de funcionamento do motor. A
tecnologia permite que a partida do motor em baixas
temperaturas, quando abastecido entre 85% e 100%
com etanol, ocorra de forma precisa.
Abraciclo prevê estabilização do
mercado de duas rodas em 2016
Para o próximo ano, o setor espera o fim da queda do mercado de motocicletas, de acordo com
levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas,
Bicicletas e Similares – Abraciclo. Entre janeiro e
novembro de 2015 foram produzidas 1.212.075
motocicletas, volume 15% inferior ao apresentado
em igual período de 2014 (1.432.842). Na
comparação mensal, a queda foi de 28,2%, passado
de 104.388 em outubro para 74.972 unidades em
novembro. A retração com relação ao mesmo mês
de 2014 (121.719) foi de 38,4%.
No quesito Ação Social a equipe
da Perfect é nota 11
12 colaboradores da Perfect participaram da Corrida pela Vida, projeto realizado pelas Secretarias
Municipal de Esporte e Lazer e Saúde e Fundo Social de Solidariedade de Mogi das Cruzes (SP). O
objetivo da ação foi promover a conscientização através da prática do esporte sobre a prevenção do
câncer de mama e de próstata. Cerca de 2 mil pessoas participaram da prova que arrecadou mais de 1
(uma) tonelada de suplemento vitamínico e leite em pó, que serão doados a entidades que cuidam de
pacientes com câncer. A Perfect também disponibilizou Kits para contribuir com a campanha.
28
CURTAS
Triade fecha novo contrato
de fornecimento de polias
para montadoras
A Triade Peças
Automotivas fechou
recentemente mais
um novo contrato de
fornecimento de polias
para montadoras. Desta
vez, as polias antivibratórias (dampers) Triade foram aprovadas
nos testes de qualidade e começarão a ser fornecidas ainda este
ano nas concessionárias de todo o Brasil.
Goodyear lança campanha
que levará consumidores
brasileiros para a Nascar®
Começou a promoção “Corrida para NASCAR®”, que será
realizada pela Goodyear até 29 de fevereiro de 2016 e
premiará três pessoas com uma viagem com direito a
acompanhante para assistir a uma corrida da NASCAR®,
na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, com
pacote que inclui passagens aéreas, hotel, alimentação,
transporte terrestre e os ingressos para assistir à corrida.
www.goodyear.com.br/promonascar
Ampri realiza palestras
técnicas a jovens
aprendizes
Sempre preocupada
com a evolução do
mercado em que atua,
a Ampri tem realizado
palestras
técnicas
profissionalizantes ETEC – Jorge Street,
em projetos sociais e em São Caetano do Sul (SP)
escolas técnicas com
o intuito de capacitar o jovem aprendiz não somente na
parte teórica, mas também passar a realidade do mercado
atual de reposição, com uma linguagem mais dinâmica
para que possam sair do seu habitar natural e vivenciar
tirando suas dúvidas com o auxílio direto da indústria.
Obra Social Dom Bosco,
zona leste de São Paulo
30
30
dezEMbrO
dezEMbrOde
de2015
2015/ /edição
edição111
111
comparativo
A renovação dos sedãs médios
Corolla, Fluence e Jetta passaram por modificações de estrutura, estéticas e conteúdo para
chamar a atenção do importante consumidor deste segmento
Por: Edison Ragassi | Fotos: Estúdio Premiatta
O
segmento de sedãs médios é muito disputado no Brasil,
pois os consumidores deste tipo de modelo têm bom
poder aquisitivo, assim as fabricantes investem nestes
veículos para atrair os clientes.
A Toyota, que comercializa no País com muito sucesso o Corolla,
mudou o sedã em 2014.
Ele passou a ser feito em uma nova arquitetura, além do novo
visual, recebeu equipamentos como a nova central multimídia,
sistema de partida a frio sem reservatório de gasolina e câmbio
automático CVT.
A carroceria tem comprimento de 4.620 mm, distância entreeixos de 2.700 mm, largura de 1.775 mm e altura de 1.475 mm. O
porta-malas tem capacidade de 470 litros.
Construído com bloco e cabeçote de alumínio, o motor 2.0L
Flexfuel, Dual VVT-i DOHC de 16 válvulas, entrega 143 cv (G) de
potência a 5.600 rpm e 154 cv (E) a 5.800 rpm. O torque máximo é de
19,4 kgfm a 4.000 rpm (G) e 20,3 kgfm (E) a 4.800 rpm.
Neste segmento a Renault tem o Fluence, o modelo 2015 passou
por atualização visual, tanto na dianteira como na traseira. E este ano
incluíram o câmbio CVT na opção GT Line, com visual esportivo.
O sedã médio da Renault fabricado na Argentina tem
comprimento de 4.620 mm, para uma distância entre os eixos de 2.700
mm.A largura é de 1.810 mm e altura de 1.470 mm.No compartimento
traseiro a capacidade é de 530 litros.
Seu propulsor é o 2.0 16V Hi-Flex DOHC CVVT, o qual entrega
potência de 143 cv (E) / 140 cv (G) a 6.000 rpm e torque de 20,3 kgfm
(E) / 19,9 kgfm (G) a 3.750 rpm.
Motor
Os três sedãs são equipados com motor 2.0, o Toyota
entrega potência de 154 cv, o Renault tem 143 cv e o
Volkswagen chega a 120 cv
A Volkswagen também disputa o segmento dos três volumes
médios com o Jetta. Este ano ele passou a ser fabricado no Brasil,
recebeu atualização visual, nova opção de acabamento e continuou
com a mesma arquitetura.
O comprimento do modelo é de 4.644 mm, entre-eixos de 2.651
mm, largura de 1.778 mm e altura de 1.473 mm. No porta-malas a
capacidade é de 510 litros.
Com motor 2.0L Total Flex, a potência é de116 cv (G)/120 cv (E)
a 5.000 rpm e torque de 17,7 kgfm (G)/18,4 kgfm (E) a 4.000 rpm, a
transmissão é AQ250 Tiptronic de segunda geração com 6 marchas.
No carro da Toyota e no da Renault a direção utiliza assistência
elétrica, enquanto que no da VW é hidráulica. Em comum, estes sedãs
têm os freios a discos nas quatro rodas.
A suspensão dianteira dos três é do tipo independente
McPherson. Na traseira, o Corolla e Fluence têm eixo rígido com barra
estabilizadora e no Jetta independente do tipo multibraço.
Na versão XEi com motor 2.0L e câmbio automático CVT, o
Toyota Corolla tem preço sugerido de R$ 89.490, entre os itens de
série é equipado com ar-condicionado digital, vidros e retrovisores
elétricos, sistema de som multimídia com rádio, CD Player MP3 USB e
iPod, bancos de couro, faróis de neblina. Chave com keyless integrado,
comandos do som no volante, controlador de velocidade, sensores de
estacionamento, câmera de ré, computador de bordo, paddle-shift,
entre outros.
O Renault Fluence versão Dynamic com câmbio automático
CVT tem preço sugerido de R$ 76.900. Traz entre os itens de série o
ar-condicionado Dual Zone, sensor de chuva e luz, vidros elétricos,
dezEMbrO de 2015 / edição 111
31
Matéria de capa
comparativo
chave-cartão hands free e travamento automático, luz de posição
em LED, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, sistema
multimídia R-Link com navegação GPS integrada, tela touchscreen
7’’ e reconhecimento de voz, entre outros e a opção esportiva GT Line
custa R$ 81.990.
Já o Jetta Trendline sai por R$ 73.890, entre os itens de série ele
tem o ar-condicionado Climatic, sensores de estacionamento dianteiro
e traseiro e alarme com comando remoto “keyless”, saída de arcondicionado para o banco traseiro, porta-luvas refrigerado, sistema
de som com CD Player, entrada USB, conexão Bluetooth, iluminação
da placa de licença em LED e volante com ajustes de altura.
Filtro de óleo
O motor do sedã Toyota utiliza elemento filtrante de óleo do tipo ecológico, já no Renault e no Volkswagen é convencional
Suspensão traseira
O sistema de suspensão traseira do Corolla e Fluence tem eixo rígido, enquanto que no Jetta é independente
32
comparativo
Custos de peças e serviços
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Amortecedor e freio
Toyota Corolla XEi
Peças
Serviços
Amortecedor dianteiro :.......................................................................R$ 689,52...........................................R$ 261,33
Amortecedor traseiro:............................................................................R$ 292,35......................................... R$ 254,70
Disco de freio dianteiro + pastilhas:...............................................R$ 708,00......................................... R$ 196,20
Disco de freio traseiro + pastilhas:...................................................R$ 663,88......................................... R$ 137,27
Óleo + filtro de óleo: ..............................................................................R$ 211,20.............................................R$ 34,05
Filtro de ar:.....................................................................................................R$ 71,00................................................R$ 19,60
Filtro de combustível:.............................................................................R$ 29,30................................................R$ 39,25
Filtro anti-pólen:.........................................................................................R$ 78,00................................................R$ 39,30
Velas (jogo):..................................................................................................R$ 427,76 ............................................R$ 78,00
Novo Jetta 2.0 Total Flex Trendline
Peças
Serviços
Amortecedores dianteiros:..................................................................R$ 755,94 – cada ..........................R$ 385,00
Amortecedores traseiros:.....................................................................R$ 433,26- cada .......................... R$ 280,00
Disco de freio dianteiro:.........................................................................R$ 379,07- cada .......................... R$ 157,50
Jogo de pastilhas dianteiras:..............................................................R$ 260,99 ..........................................R$ 122,50
Disco de freio traseiro:............................................................................R$ 296,92- cada ............................R$ 157,50
Jogo de pastilhas traseiras:..................................................................R$ 350,60 ..........................................R$ 105,00
Óleo/ litro: .....................................................................................................R$ 43,14 ...............................................R$ 87,50
Filtro de óleo:...............................................................................................R$ 39,29 ..............................................R$ 52,50
Filtro de ar:.....................................................................................................R$ 64,82 ...............................................R$ 35,00
Filtro de combustível:.............................................................................R$ 112,80 ............................................R$ 52,50
Filtro anti-pólen:.........................................................................................R$ 70,26................................................R$ 52,50
Velas (cada):..................................................................................................R$ 41,00 .............................................R$ 140,00
* Renault Fluence
Peças
Amortecedor dianteiro:.........................................................................R$ 1.034,90
Amortecedor traseiro:............................................................................R$ 589,90
Pastilha dianteira:......................................................................................R$ 329,90
Óleo + Filtro: ................................................................................................R$ 271,00
Filtro de ar:.....................................................................................................R$ 119,00
Filtro de combustível:.............................................................................R$ 84,00
Filtro anti-pólen:.........................................................................................R$ 109,00
Velas:.................................................................................................................R$ 477,00
*A Renault oferece o ‘Pacote preço fechado’ que inclui no preço peças e serviços
Corolla, Fluence e Jetta utilizam
amortecedores hidráulicos e molas helicoidais.
Os freios são a discos ventilados na dianteira e
sólidos na traseira
Colaboraram: VW do Brasil, Toyota do Brasil, Renault do Brasil e Concessionária Toyota Grand Motors- Nações Unidas
capa
34
Vito, a nova van da Mercedes-Benz
Com três versões para carga e passageiro, motor flex e diesel, a nova van tem PBT de
3.050 kg e pode ser dirigida por motoristas com carteira B
Por: Edison Ragassi | Fotos: Divulgação
E
m São Paulo, dia 26/11, a Mercedes-Benz
lançou a linha de vans Vito. Ela tem 1.910
mm de altura, 5.140 mm de comprimento,
2.249 mm de largura e 3.200 mm de distância entre
os eixos.
Para carga e descarga, a porta traseira é de abertura
vertical com vão livre de 1,26 m de altura e 1,39 m de
largura. O veículo é baixo em relação ao solo, oferece
também porta lateral de 1,25 m de altura e 961 mm
de largura.
O furgão Vito 111 CDI tem preço inicial de R$ 104.990,
ao acrescentar o ar-condicionado chega a R$ 109.990,
ele é equipado com propulsor 1.6L diesel de 114 cv e
27,5 kgfm de torque. Entre os equipamentos de série,
traz direção com assistência elétrica, rádio de conexão
Bluetooth, entrada USB, controles de tração, estabilidade,
assistente de monitoramento de cansaço, partida em
rampa e vento lateral. E a versão mais recente do
Programa Eletrônico de Estabilidade, ESP Adaptativo
9.1, ABS, ASR, BAS e EBV.
O modelo de passageiro, Vito Tourer 119 Comfort
(8+1) custa R$ 129.990 e R$ 139.990 para 8 pessoas,
ambos com propulsor 2.0 turbo flex de 184 cv.
Eles são equipados com ar-condicionado frontal
e traseiro, assentos com fixação Isofix e cintos de
três pontos. A opção mais luxuosa tem os bancos
revestidos em courino com inclinação individual,
volante multifuncional, farol de neblina, rodas de liga
leve e para-choque na cor do veículo.
A Mercedes-Benz direciona a Vito para uso
corporativo no transporte executivo e turístico.
FIQUE DE OLHO
Santos Futebol Clube escolhe ônibus Mercedes-Benz para as
próximas temporadas
O Santos Futebol Clube, atual campeão paulista de futebol, definiu o seu ônibus para as próximas duas
temporadas. O novo “Baleião”, nome popularizado pelo clube
e a torcida, é um chassi de ônibus rodoviário O 500 RS da
Mercedes-Benz, com customização especial da carroçaria da
Marcopolo. A Mercedes-Benz entregou a dirigentes do time
paulista, uma das agremiações brasileiras mais conhecidas
mundialmente, o ônibus oficial que será utilizado por atletas
e comissão técnica nos próximos dois anos.
Dayco lança catálogo de correias da linha
industrial na América do Sul
Dayco, líder em engenharia de produtos e sistemas de acionamento no
fornecimento para as indústrias automotivas, reposição industrial e de pósvenda, anuncia sua linha de correias industriais na América do Sul. Variando
de baixa potência para máquinas de alta produção de equipamento agrícola, o
catálogo abrange quase todas as aplicações que utilizam correias de transmissão
de força na indústria, agricultura, frota, gramado e jardim geral, mineração,
construção e indústrias de campos de petróleo.
Caminhões Volvo transportam a magia do Natal
Pelo segundo ano, os caminhões Volvo ganham iluminação e
decoração especial e levam a magia do Natal a milhares de pessoas.
Os veículos da marca transportam a Caravana Iluminada da CocaCola, levando a bordo Papai Noel e personagens dos contos de
Natal. Até o dia 20 de dezembro, sempre aos sábados e domingos,
a Caravana Iluminada vai partir de diferentes pontos da cidade de
São Paulo, tendo como destino final a Árvore do Parque Ibirapuera.
O roteiro completo está no site: https://natal.cocacola.com.br/
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Agrale exportará 156 tratores para o Zimbábue
A Agrale fornecerá mais 156 tratores do modelo 575.4 para
o governo do Zimbábue. O acordo entre os dois países foi
realizado por intermédio do programa Mais Alimentos
Internacional e irá beneficiar a agricultura familiar daquele país
africano. O primeiro lote, com 66 máquinas, embarcou no final
de novembro, e as unidades restantes serão entregues este mês.
Este é o terceiro grande contrato de exportação firmado pela
Agrale pelo programa Mais Alimentos Internacional.
Federal-Mogul conquista o Prêmio Autodata 2015
melhor em peças, partes e componentes
A Federal-Mogul, divisão Motorparts, foi a vencedora da 16ª edição do
Prêmio AutoData 2015, promovido pela AutoData Editora. O prêmio
foi obtido na categoria Peças, Partes e Componentes, pelas ações
desenvolvidas para compensar a queda de produção de veículos no País,
que envolveram a reformulação das linhas de produção, o lançamento
de novos produtos, a redução do consumo de energia e de outros custos
de fabricação, e a ênfase aos segmentos de reposição e de exportação.
como a
MWM Motores Diesel homenageia melhores fornecedores
A MWM Motores Diesel, fabricante independente de motores diesel líder no Mercosul, realizou na
tarde de sexta-feira, 11, a premiação dos seus fornecedores
com melhor desempenho no ano de 2014. A terceira edição
do evento, nomeado Supplier Award, foi realizada na
unidade industrial da companhia em São Paulo no bairro
de Santo Amaro e contou com a presença de executivos da
fabricante de motores e de representantes que fazem parte
da cadeia de suprimentos da companhia.
Fotos: divulgação
36
dezEMbrO de 2015 / edição 111
37
lançamento
Matéria de capa
O Cobalt mudou
Chevrolet promove modificações visuais no sedã
compacto, inclui o OnStar, MyLink de segunda
geração e a arquitetura permanece a mesma
Por: Edison Ragassi | Fotos: Divulgação
A
Chevrolet reuniu no Rio de Janeiro, dia 03/12, a
imprensa especializada e lançou o Cobalt 2016.
O sedã compacto recebeu na dianteira um novo
capô com vincos superiores, a grade utiliza duas aberturas e o
logo Chevrolet no centro. Os faróis estão mais afilados e trazem
uma armação cromada na parte interna que demarca a área
específica das lâmpadas, ganharam ainda projetores de dupla
parábola. O para-choque recebeu vincos, novas molduras nas
lâmpadas auxiliares e entrada de ar inferior.
Na traseira, adotaram linhas curvilíneas nas lanternas,
elas agora invadem a tampa do porta-malas, que também foi
redesenhada. Incluíram um aerofólio na parte superior.
No interior, novos materiais de acabamento, opções de cores
bicolor, de acordo com a versão. O painel de instrumentos
continua com velocímetro digital, o qual teve o desenho
inspirado nos utilizados em motos.
Apesar das modificações visuais, o sedã compacto manteve
a característica de amplo espaço interno e grande porta-malas.
Também traz a segunda geração do sistema multimídia
MyLink, o qual permite espelhar o celular na tela do painel, e
o de conectividade OnStar, o qual
oferece vários serviços através de uma
central de atendimento.
Entre os equipamentos de série
traz o ar-condicionado, direção
hidráulica, conjunto elétrico das
travas, portas e vidros, chave tipo
canivete com controle remoto de
abertura inclusive da tampa do porta-malas, bancos e volante
com regulagem de altura.
Com motor 1.4L o qual entrega potência de 102 cv (E)/ 97
cv (G) e torque de 13 kgfm (E)/ 12,5 kgfm (G) a 3.200 rpm, ele
é comercializado nas versões LT (R$ 52.690) e LTZ (R$ 57.590).
O propulsor 1.8L oferece 108 cv (E)/ 106 cv (G) a 5.400 rpm
e torque de 17,1 kgfm (E)/ 16,4 kgfm (G) a 3.200 rpm.
Com acabamento LTZ e transmissão manual, o custo
é de R$ 59.900. Ao adicionar o câmbio automático de
6 velocidades, vai a R$ 65.990. O topo de linha é o Elite
que sai por R$ 67.990, só com transmissão automática.
Como o trem de força e a arquitetura do modelo
não sofreram alterações, compartilha peças de
reposição com o modelo de primeira geração.
38
fabricante
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Uma marca diferenciada e um portfólio completo
Takao chega ao quinto aniversário com uma proposta muito bem definida conquistando
cada vez mais espaço
Por: Karin Fuchs | Foto: Divulgação
Cassiano Braccialli, diretor Executivo da Takao,
fala aos presentes no evento de cinco anos da empresa
H
á cinco anos nascia a Takao, fabricante de peças para motor, com uma proposta
diferenciada. O primeiro passo, recorda-se Cassiano Braccialli, diretor Executivo da
empresa, foi fazer uma ampla avaliação do mercado, um planejamento e definição
do portfólio. “No ano seguinte, definimos toda a questão de assistência técnica, garantia e os
parceiros comerciais”, acrescenta.
Em 2013, a Takao faz a sua estreia na Automec mostrando que veio para ficar, como
diz Bracialli, “com espírito inovador”. E foi na feira que a empresa levou o seu portfólio e
aproximou-se dos aplicadores. “O objetivo foi mostrar para eles a segurança que sempre
quiseram e, na última edição da Automec (2015), marcamos presença como um grande
player, uma marca com qualidade e com um portfólio ímpar no mercado”, diz.
Com mais de dez centros de distribuição nos principais estados do País, incluindo o do
Espírito Santo que ocupa uma área de 20 mil metros quadrados, uma operação totalmente
informatizada com estoque para atender todo o Brasil. “Fazia parte do nosso projeto estarmos
em todo o território nacional, presente com o máximo do nosso portfólio, o que fez com que
consolidássemos a nossa imagem”, comenta o executivo.
Segundo ele, a Takao tem o maior portfólio de peças de motor do mercado nacional.
“São mais de 17 mil itens cadastrados e 12 mil em estoque que atendem mais de 1.200
motores”, pontua. A linha da Takao abrange motores da linha leve, vans, picapes e
empilhadeiras.
Em constante inovação, Braccialli cita que somente neste ano foram lançados mais de
250 componentes compatíveis com motores em linha, 170 novos itens desenvolvidos,
acompanhando o mercado que, também em 2015, presenciou o lançamento de 46 novos
veículos, sendo 30 motores modificados. “A empresa continua investindo fortemente, esta é a
única forma de crescer”, afirma.
Retaguarda
A Takao tem como foco ter uma retaguarda diferenciada. “A nossa equipe é composta
por especialistas em motor que falam a linguagem do aplicador. Na questão da garantia foram
meses de pesquisa junto a este público para entendermos as suas necessidades. A frota que
atendemos vai de A a V, de Alfa Romeo ao Volvo e estamos fazendo este trabalho com o
aplicador de conscientização, um trabalho conjunto”, informa.
Outras frentes da empresa incluem uma biblioteca sobre motores, o Clube Takao, que
oferece várias facilidades aos reparadores, e a TV Takao, com informações e entrevistas do setor.
“Diferenciais que levamos para o mercado com o objetivo de marcar um novo começo, o futuro.
A Takao é uma marca que vem investindo muito em infraestrutura e pessoas”, afirma Braccialli.
Inclusive, ele enfatiza que o grande diferencial da empresa são as pessoas, além da estrutura
de negócio. “Desde que iniciamos, fomos entender como cada um trabalha e se o aplicador
era bem atendido, e foi então que começamos a investir fortemente em pessoas, treinamento
e principalmente no pós-venda para que a equipe fizesse parte do cotidiano do aplicador.
Hoje, o aplicador pede a marca Takao graças à nossa equipe que faz uma venda ativa.”
Tendo como principal distribuidora a Goop, Braccialli destaca a importância desta parceria.
“Ela trouxe um grande avanço nas nossas operações, na marca e no desenvolvimento de
produtos, como também na parte logística e de vendas da Goop, pois temos um parceiro que
investe em marca e tem os mesmos valores que os nossos: respeito ao cliente, ao reparador e
disponibilidade de estoque a pronta entrega”.
Para finalizar, o diretor Executivo comenta a parceria com o Instituto Ayrton Senna.
“Desde que começamos a desenhar a Takao já havia o desejo de ter uma parceria com uma
instituição e firmamos um compromisso com o Instituto Ayrton Senna que tem foco em
educação, assim como nós, na educação dos aplicadores”, conclui.
dezEMbrO de 2015 / edição 111
39
distribuidora
Matéria de capa
Festa de confraternização CHG
Encerrando mais um ano, distribuidora promove encontro
com representantes de fábricas na empresa
Por: Redação | Fotos: Divulgação
C
omo é de costume, o tradicional encontro de final de
ano já é uma data marcada no calendário da CHG
Automotiva. Em sua 19ª edição, o evento aconteceu
no dia 27 de novembro, nas dependências da
empresa, na cidade de Campinas (SP), em uma área exclusiva
para momentos de lazer.
De acordo com o supervisor de Marketing, Edivaldo
Garcia, este ano estiveram presentes aproximadamente 400
pessoas. “Este encontro é uma forma de agradecimento ao
A 19ª edição do evento reuniu mais uma vez
representantes de fábricas nas dependências da empresa
profissionalismo e dedicação dos representantes das fábricas
que nos atendem durante o ano. Oferecemos um delicioso
churrasco, com petiscos, bebidas e muita música”.
Perspectivas
Assim como para o mercado em geral, o ano foi de
dificuldades, devido à atual situação econômica e política.
Para a CHG, o ano também foi difícil, contudo foi de
muitas conquistas e comemorações. A empresa, que está no
mercado desde 1985, completou trinta anos de atividades.
Para Garcia, o ano de 2016 trará muitos desafios e quem
estiver preparado conseguirá se manter e alcançar bons
resultados. “Certamente as empresas que executarem um
trabalho sério, profissional e com ética irão superar os
desafios”, finaliza.
Com um portfólio em torno de 60 mil itens, a distribuidora
de autopeças e acessórios atende todo o segmento
automotivo, entre lojas de autopeças em geral, autocenters
e concessionárias, com o objetivo de prestar sempre um
atendimento diferenciado e fornecer produtos de qualidade.
40
De balcão para balcão
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Você está preparado
para 2016?
Para alavancar a carreira no próximo
ano, especialista destaca três diferenciais:
ambição, autoconfiança e audácia
Por: Simone Kühl | Foto: Divulgação
C
omo acontece em toda época de final de ano, muitas pessoas analisam suas
conquistas e colocam objetivos para o próximo ano, seja na área pessoal ou
profissional. Em um ano ainda de incertezas econômicas e políticas, é necessário
estar muito bem preparado e planejar com cautela os passos seguintes para alcançar
o sucesso e alavancar a carreira em 2016.
Planeje-se
Pensando nisso, Alexandre Slivnik, palestrante e autor de livros, reflete
sobre a frase do filósofo Mário Sergio Cortella: “Para quem não sabe
para onde vai, qualquer caminho serve”. “Para mim, essa frase traduz
muito sobre o que penso em termos de planejamento. Quem não planeja
suas ações, ficará muito próximo de se perder no caminho. Ter metas e
objetivos são combustíveis para as pessoas que almejam sucesso”, explica.
Ele aponta que as metas muitas vezes servem de motivação para que
o profissional supere os obstáculos no caminho. “Quando eu comecei a
trabalhar, eu adorava colocar no papel meus objetivos palpáveis para o
próximo ano. Uma TV nova, um computador, um carro novo, um barco e
assim por diante. Colocava a foto e o valor a ser alcançado, nessa ordem,
do mais ‘fácil’ para o mais ‘difícil’. A partir daí, traçava planos do que eu
precisaria fazer para alcançar aqueles objetivos”.
Desta maneira, Slivnik acredita que é mais difícil se desmotivar. “É
preciso colocar os primeiros dois ou três degraus como perfeitamente alcançáveis, mas os
próximos devem ser mais desafiadores”, orienta. “Assim, caso não os alcance, já estará feliz
por ter alcançado alguns objetivos menores e os mais almejados e difíceis podem ficar para
o próximo ano, com o aprendizado do que será preciso fazer a mais para conquistá-los. O
mesmo vale para metas e objetivos dentro da sua empresa. Troque o ‘bem material’ por
projetos e alcance o topo”, emenda.
Alexandre Slivnik,
palestrante e autor de livros
Seja e faça a diferença
Com o planejamento feito, o profissional ainda deve buscar se destacar
e se reinventar para alavancar sua carreira em 2016, neste sentido o
especialista aponta que é preciso ter 3 A’s. “Ele precisa ser AMBICIOSO,
para querer ir mais longe. Ele precisa ser AUTOCONFIANTE para
entender que ele pode ir mais longe. E precisa ser AUDACIOSO para dar
um passo além daquele que seria a sua zona de conforto”.
Outro fator que ele frisa é que também é preciso ser diferente para
fazer a diferença. “Não adianta fazer mais do mesmo. É necessário fazer
mais e melhor. O colaborador deve olhar para o seu trabalho como uma
oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas. Se o trabalho e
os projetos que você trabalhará em 2016 trarão satisfação pessoal, vá
em frente. O dinheiro será uma consequência dessa sua escolha, afinal,
quando se trabalha com paixão, o resultado aparece”, afirma.
Seis passos para construir sua “marca pessoal” e alavancar a carreira em 2016
O especialista em Vendas, Ricardo Noronha,
também cita seis passos para o sucesso desse processo:
1) Identifique os seus pontos fortes e trabalhe
com inteligência para maximizá-los: É um grande
desperdício de tempo focar em seus pontos fracos, pois
eles nunca se transformarão nos diferenciais competitivos
que o tornarão único no mercado. Caso você ainda não
tenha identificado seus pontos fortes, peça feedback aos
seus colegas, líderes e familiares sobre as competências
únicas que eles enxergam em você.
2) Conecte os talentos e dons à sua “marca
pessoal”: Suas principais características precisam
estar expostas nas principais redes sociais e nos mais
importantes serviços de busca. Faça uma pesquisa
aprofundada na Internet para ver se as mensagens e
atributos conectados à sua imagem estão de acordo
com os seus objetivos de construção da sua marca, que
deve ser absolutamente única e memorável.
3) Tenha consistência: As mensagens transmitidas
por você precisam ser consistentes e aderentes às suas
crenças, princípios e valores.
4) Tenha autenticidade: Seja sempre você mesmo.
Não crie uma imagem que não retrate exatamente
quem você é.
5) Use o poder de influência: Saiba influenciar de
forma positiva a vida das pessoas que conhece e use
o seu networking com inteligência. Mas cuidado: seja
sempre interessante, sem ser interesseiro.
6) Exponha-se: Torne a sua marca conhecida ao
participar de forma ativa de eventos, congressos e
blogs. Isso dará mais força a você e pode abrir portas
inimagináveis. O processo de criação e fomento da sua
marca pessoal tem um objetivo ainda maior: cuidar
do seu principal ativo, que se chama credibilidade.
Portanto, não perca mais tempo. Comece hoje mesmo
a investir na principal e mais importante marca do
mundo: você mesmo!
42
varejo
dezEMbrO de 2015 / edição 111
6º Encontro de clientes
e amigos Josecar
Empresa celebra término do ano e apresenta
sua nova logomarca
Por: Simone Kühl | Fotos: Divulgação
Rogério e Ricardo Carnevale com sua equipe de líderes
P
ara encerrar mais um ano em clima de muita alegria, a Josecar Distribuidora de
Autopeças realizou a 6ª edição de sua tradicional festa, no dia 6 de dezembro,
no Recanto Serra do Japi, em Jundiaí (SP), reunindo 760 pessoas, entre clientes
e colaboradores para um agradável dia, que contou com músicas, um delicioso
churrasco e entrega de muitos brindes, além da presença de mais de 35 empresas parceiras
que patrocinaram o evento.
Ricardo Carnevale e
Marcos Vinícius (Sabó)
Rogério Carnevale, Márcia Basso (gerente
administrativa da Josecar) e Wilton Martins
de Oliveira (Magneti Marelli – Cofap)
acreditamos que o próximo ano será muito positivo. Estamos prontos para continuar
crescendo, pois vemos muitas oportunidades que aparecem no mercado”, pontua.
Rogério e Ricardo Carnevale, diretores do Grupo Josecar
O diretor Comercial do Grupo Josecar, Ricardo Carnevale, ressaltou que nos últimos
quatro anos clientes de outras lojas têm sido convidados para o evento. “A adesão está sendo
cada vez maior e preparar esta festa é muito importante, é um momento para comemorarmos
os frutos que colhemos em 2015 e entrar em 2016 com força total”.
Para ele, apesar das dificuldades econômicas do País, o ano foi de muitas conquistas.
“Abrimos mais uma unidade, a filial em Osasco, que está sendo um grande sucesso, e
Nova logomarca
Aproveitando o evento e a presença dos convidados, o Grupo Josecar apresentou a nova
logomarca que reflete o novo momento da Josecar. “Queremos destacar e explorar mais
essa ideia de uma nova etapa, mostrando uma marca mais moderna, aprimorando mais a
imagem da Josecar”, completa.
Carnevale ainda aponta que o consumidor está muito mais exigente e é preciso estar bem
preparado, com marcas de qualidade, um atendimento diferenciado, produtos em estoque,
além de sempre acompanhar as tendências e novidades do mercado, diferenciais estes que
fazem parte do trabalho da Josecar.
dezEMbrO de 2015 / edição 111
43
artigo
Matéria de capa
Jovens talentos e indústria automotiva
Por: Ingo Pelikan| Foto: Divulgação
N
o início de sua história, entre 1960 e 1970, a indústria
automotiva brasileira possuía forte atratividade para a
contratação de jovens profissionais. Era a preferida de
todo recém-formado em engenharia mecânica, que por via de
regra desejava ingressar numa montadora ou grande autopeças.
Eram outros tempos, é claro, de enorme crescimento na cadeia
automotiva. Com o passar dos anos, outros setores começaram
a crescer no Brasil, apresentando novas formas de trabalho, e os
engenheiros, que até então só miravam a indústria automotiva,
perceberam que eram portfólio de muitas outras oportunidades.
Hoje a cadeia automotiva enfrenta concorrências pesadas
na disputa por mão de obra especializada, como as empresas de
tecnologia da informação, as companhias da área de negócios e
as próprias redes bancárias. Enquanto montadoras e sistemistas
apresentam um modelo clássico de gestão, com passagem de
responsabilidades dentro de uma estrutura hierárquica, outros
setores têm dinâmicas de trabalho que são consideradas mais
atrativas pelos jovens. Na área de tecnologia da informação, por
exemplo, empresas oferecem comodismos como trabalhar home
office ou usufruir de espaços abertos dentro dos escritórios para
a troca de ideias.
Fato é que hoje os jovens querem ter mais liberdade e
facilidade de comunicação. Eles não buscam obrigatoriamente
uma carreira vertical, mas experiências diferentes e novos
desafios, ou seja, oportunidades de trabalho mais dinâmicas
e criativas, que combinem desenvolvimento profissional com
perspectiva de crescimento. Vale lembrar que há cerca de 10
anos o perfil do jovem já não era se manter no mesmo posto
de trabalho por longos períodos, mas trocar de emprego para
aprender o máximo possível.
O setor precisa voltar a ser atrativo para trazer ou, mesmo,
reter esses talentos. Cientes de que novas demandas aparecem em
cada geração, montadoras e sistemistas já avançam alguns passos
nesse sentido. Além de oferecer planos de carreira e programas de
trainees, na busca de talentos em universidades e escolas técnicas,
a indústria começa a mudar a sua forma de gestão e suas estruturas
organizacionais. Hoje, por exemplo, um engenheiro não precisa
só trabalhar numa área de engenharia, mas pode contribuir em
diversos setores como produção, tecnologia, vendas e comercial.
A indústria automotiva também já oferece outros chamarizes.
O setor passa por uma revolução em termos de conhecimento e
informática. Hoje a palavra que mais está em voga é conectividade;
o sonho de consumo de parcela considerável dos brasileiros é
apertar um botão que faça tudo sozinho. Nesse sentido, vários
aplicativos surgem no setor, o que demonstra uma aproximação
cada vez maior entre a indústria automotiva e o mundo da
informática, um universo pelo qual os jovens têm alto grau
de interesse. Neste caso, une-se o útil ao agradável: o perfil de
inovação e criatividade com a necessidade do setor automotivo.
Outro atrativo para os jovens são os esforços da nossa indústria
para a preservação do meio ambiente,
refletidos no desenvolvimento de
tecnologias que são capazes de atender
as metas de melhoria da eficiência
energética dos veículos. Existem cada
vez mais legislações, que obrigam o
setor – que por sua vez também se compromete – a desenvolver
carros cada vez mais econômicos e menos poluentes. Neste
contexto de transformações, tanto tecnológicas quanto legais, o
equilíbrio dos experientes e a expertise dos jovens para a inovação
são fundamentais para alavancar o processo de aprimoramento
da qualidade na indústria.
Dessa forma, a indústria automotiva já caminha para
ser tão atrativa como era lá no começo, o que deve ocorrer
gradativamente nos próximos anos. Embora agora esteja
enfrentando momento difícil, de adequação aos volumes de
produção e venda, o setor tem espaço de crescimento, que se
dará não só em volume, mas em diversidade de produtos em
função das novas demandas por conectividade e preservação
ambiental. Independentemente de quanto tempo vai durar essa
fase de incerteza, devemos apostar que a indústria vai retomar e
quem se preparar agora sairá na frente.
*Presidente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva
44
sindicato
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Sincopeças-SP fecha acordo com comerciários de Franco da Rocha
Por: Redação
Assinada em 01 de dezembro de 2015, a Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre o Sincomerciários de
Franco da Rocha e região e SINCOPEÇAS, SICAP e SICOP, terá vigência até 31 de outubro de 2016.
A CCT, fruto de intensa negociação entre empregadores e empregados, abrange os municípios de Franco
da Rocha, Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Jordanésia, Mairiporã, Pirapora do Bom Jesus e Santana do
Parnaíba.
Os principais efeitos da CCT são aludidos nas cláusulas econômicas, como a cláusula 1ª, denominada
“Reajuste Salarial”, que manteve a data-base da categoria como sendo 01 de novembro de 2015 e autorizou
o pagamento das diferenças salariais até janeiro de 2016, prevendo reajuste, para empregados admitidos
até 31/10/2014, nos seguintes termos:
I. Aplicação do percentual de 10,33% sobre os salários, até o limite de R$ 6.500,00;
II. Para salários maiores que R$ 6.500,00, reajuste mediante concessão de parcela fixa no importe de
R$ 671,00.
Ou, no caso de opção das empresas pelo parcelamento do reajuste, mediante pagamento de R$ 100,00, a
título de abono, na folha de maio de 2016, da seguinte forma:
I. Reajuste de 6,20%, a partir de novembro, para salários até o limite de R$ 6.500,00 ou acréscimo de R$ 403,00
para salários acima do limite;
II. Reajuste de 10,33%, a partir de abril de 2016, para salários até o limite de R$ 6.500,00 ou acréscimo de
R$ 671,00 para salários acima do limite.
No caso de empregados admitidos de 01/11/2014 até 31/10/15, foram disponibilizadas tabelas com
alíquotas para cálculo de reajuste progressivo (cláusula 2ª), para aplicação a partir de novembro de 2015,
com aumento a partir de abril de 2016, assim como os pisos salariais(cláusulas 4ª e 5ª). Quanto à quebra de
caixa, o valor foi reajustado para R$ 66,00 (cláusula 14).
A contribuição assistencial dos empregados (cláusula 18) deverá ser descontada em 6% sobre salário de
dezembro, e 1,5% sobre os demais meses, salvo aquele que incida a contribuição sindical ou o empregado
apresente a carta de oposição em até 10 dias, contados da assinatura da CCT.
Quanto à contribuição assistencial patronal (cláusula 19), serão encaminhados boletos para recolhimento
pelas empresas, ressaltando a inovação por parte do SINCOPEÇAS-SP, que adicionou alíquotas diferenciadas
às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, proporcionado o recolhimento de valores compatíveis à
sua estrutura organizacional, em atenção à isonomia que fazem jus, ficando a cobrança da seguinte forma:
FAIXAS DE CAPITAL SOCIAL..............................................................................................................................................VALOR
0,01 até 250.000,00.......................................................................................................................................................R$ 173,00
250.000,01 até 2.500.000,00......................................................................................................................................R$ 363,00
2.500.000,01 até 999.999.999.999,99......................................................................................................................R$ 725,00
MEI - Microempreendedor com faturamento anual de até R$ 60.000,00.........................................................Isento
ME - Microempresas com faturamento anual de até R$ 360.000,00...........................................................R$ 173,00
EPP - Empresas de pequeno porte com faturamento anual de até R$ 3.600,00......................................R$ 250,00
Confira a íntegra da CCT no Portal da Autopeça
(http://portaldaautopeca.com.br/convencoes/)
Fonte: Assessoria Jurídica - SINCOPEÇAS-SP
O empresário varejista tem linha direta com a Presidência do Sincopeças-SP, no
Portal da Autopeça. A íntegra das notícias e legislações citadas abaixo pode ser
encontrada em www.portaldaautopeca.com.br
Francisco Wagner de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP
Foto: Divulgação
Fale com o Presidente
Convenção Coletiva firma aplicação do percentual de 10,33% sobre os
salários, até o limite de R$ 6.500,00
Governo institui Programa de Parcelamento de Débitos
Lei 16.029 institui o Programa de Parcelamento de Débitos
2015 (PPD 2015) no Estado de São Paulo
Foi aprovada, no dia 3 de dezembro do corrente ano,
a Lei nº 16.029/2015, que dispõe sobre o Programa de
Parcelamento de Débitos 2015 (PPD 2015), elaborado
pelo Governador Geraldo Alckmin.
O Programa de Parcelamento de dívida ativa ajuizada
ou não no Estado de São Paulo concede desconto para
pagamento à vista de até 75% do valor da multa punitiva
e moratória e de 60% do valor dos juros sobre o tributo e
sobre a multa punitiva.
O PPD 2015 poderá ser pago em até 24 parcelas mensais,
com redução de 50% do valor da multa punitiva e
moratória e de 40% do valor dos juros sobre o imposto
e sobre a multa punitiva, incidindo acréscimo financeiro
de 1% ao mês.
Para os débitos não tributários, bem como para multas
impostas decorrentes de processo criminal, incidirá
uma redução de 75% para recolhimento à vista ou de
50% na hipótese de parcelamento aplicada apenas nas
atualizações dos encargos moratórios.
De acordo com o artigo 2º, os contribuintes paulistanos
poderão incluir no PPD os débitos de natureza tributária
decorrentes de fatos geradores ocorridos até 31 de
dezembro de 2014 e os de natureza não tributária
vencidos até 31 de dezembro de 2014. Serão incluídos
no parcelamento débitos dos seguintes tributos:
Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores
(IPVA); Imposto sobre a Transmissão “Causa Mortis” e
Doação de Quaisquer Bens e Direitos (ITCMD); taxas
de qualquer espécie e origem; taxa judiciária; multas
administrativas de natureza não tributária de qualquer
origem; multas contratuais de qualquer espécie e
origem; multas impostas em processos criminais;
reposição de vencimentos de servidores de qualquer
categoria funcional; e ressarcimentos ou restituições de
qualquer espécie e origem.
A adesão ao parcelamento implica na confissão dos
débitos fiscais, bem como o contribuinte deverá
manifestar expressamente sua renúncia a qualquer
defesa ou recurso administrativo ou judicial em
andamento. As desistências nas ações judiciais deverão
ser comprovadas no prazo de 60 dias, contados da
data do recolhimento da primeira parcela ou do
pagamento à vista, mediante cópia das petições
devidamente protocolizadas, que devem ser entregues
na Procuradoria Estadual.
A efetivação do pagamento do PPD 2015 depende do
pagamento da primeira parcela dentro do prazo fixado.
Caso o contribuinte não efetue o pagamento, será
passível de rompimento do benefício.
O contribuinte que aderir ao parcelamento deverá
pagar as custas das despesas judiciais e dos honorários
advocatícios dos débitos ajuizados, porém reduzidos
para 5% do valor do débito fiscal.
Os débitos inscritos na dívida ativa decorrentes de fatos
geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2014 estão
cancelados, quando o valor total por certidão de dívida
ativa for igual ou inferior a 50 UFESPs, vigentes da data
do fato gerador.
A FecomercioSP alerta os contribuintes para que antes
de aderirem ao parcelamento façam o seu planejamento,
a fim de saber os riscos e os benefícios que estão sendo
concedidos pelo Governo Estadual. Contudo, na maioria
dos casos, o parcelamento dos débitos contribui para
que a empresa possa resolver o seu passivo tributário.
Caberá ao Poder Executivo fixar por meio de Decreto o
prazo para adesão ao PPD 2015. Esta Assessoria ficará
atenta caso haja a publicação do Decreto a ser expedido
pelo Governador Geraldo Alckmin.
Mais informações no Portal da Autopeça
(http://portaldaautopeca.com.br/noticias/governoinstitui-programa-de-parcelamento-de-debitos/)
Acordo Setorial para Implantação de Logística Reversa - Obrigações para o Comércio
A Assessoria Técnica da FecomercioSP esclarece o papel do
comércio no Acordo Setorial para Implantação do Sistema
de Logística Reversa de Embalagens em Geral (SLREG),
assinado em 25/11/2015.
Primeiro, é importante destacar que o referido Acordo
contempla as embalagens que compõem a fração seca
dos resíduos sólidos urbanos ou equiparáveis, feitas de
papel, papelão, plástico, alumínio, aço, vidro e embalagem
cartonada longa vida. As exceções ficam por conta daquelas
classificadas como perigosas pela legislação brasileira.
A Cláusula 6.4 do Acordo determina que os comerciantes
e distribuidores disponibilizem o material recolhido aos
fabricantes e importadores de produtos comercializados
em embalagens, por meio das ações a seguir relacionadas:
1. Cessão não onerosa de espaço para implantação de
Ponto de Entrega Voluntária (PEV), mediante a celebração
de contratos com fabricantes, importadores e/ou suas
associações;
2. Divulgação, junto aos consumidores, de instruções para
Sincopeças na Rede
a separação das embalagens e de informações sobre os
procedimentos a serem seguidos para a devolução do
material;
3. Disponibilização das informações relacionadas à
implantação do SLREG;
4. Participação, por meio de suas associações, de ações
que sensibilizem e estimulem a cadeia de abastecimento a
implantar e realizar o SLREG.
Os comerciantes e distribuidores que realizem o comércio
por meio de plataforma eletrônica, e-commerce, venda
a distância e venda por catálogo deverão investir na
instalação de PEVs. Já os comerciantes e distribuidores
que possuam modelos de negócios sem acesso do
consumidor final estão excluídos da responsabilidade
definida acima. Contudo, ficam obrigados a articular, com
os pequenos e médios varejistas, estratégias que facilitem
a cessão dos espaços para a instalação dos PEVs pelos
fabricantes e importadores de produtos comercializados
em embalagens.
Cumpre informar ainda que a Confederação Nacional
do Comércio (CNC), interveniente anuente do Acordo
Setorial, assumirá o papel de acompanhamento do
cronograma de implantação dos PEVs do Acordo Setorial.
Quando requisitada, a CNC mediará, junto às Federações
do Comércio e a outras entidades representativas de
comerciantes e distribuidores, a identificação das empresas
que se enquadram nos critérios para fins de implantação
dos PEVs. Nesse sentido, segue indicação de material de
consulta elaborado pela CNC, intitulado Descarte de
embalagens em geral: Orientações para a logística reversa,
disponível para downloadem http://www.cnc.org.br/sites/
default/files/arquivos/descarte_de_embalagens_em_
geral_orientacoes_para_a_logistica_reversa.pdf
A FecomercioSP entrará em contato com a CNC solicitando
esclarecimentos sobre quais são os critérios para
implantação dos PEVs do SLREG no Estado de São Paulo,
bem como o cronograma de implantação destes.
Para finalizar, a Federação solicita que os filiados divulguem
as informações contidas neste informativo aos seus
representados, principalmente àqueles que comercializam
as embalagens foco do Acordo Setorial ou produtos
acondicionados nesses tipos de embalagens.
Mais informações sobre o papel a ser desempenhado pelos
demais envolvidos, as fases de implantação do sistema e
suas metas podem ser obtidas nos arquivos “Acordo Setorial
- Disposições Gerais” (anexo I) e “Acordo Setorial - Íntegra”
(anexo II).
Fonte: Assessoria Técnica - FecomercioSP
[1] Este material foi elaborado antes da assinatura do
Acordo Setorial, por isso alguns aspectos relacionados a
datas podem estar divergentes.
Veja a íntegra do acordo
(http://portaldaautopeca.com.br/noticias/logisticareversa-de-embalagens-obrigacoes-para-o-comercio/)
O Sincopeças-SP está na rede mundial. - Acesse: - facebook.com/sincopecas - twitter.com/sincopecas - youtube.com/portaldaautopeca.com.br
dezEMbrO de 2015 / edição 111
45
Matéria de capa
artigo
Economizar tem custo
Por: Fernando Calmon* | Foto: Divulgação
O
Inovar-Auto é o exemplo puro de excesso de
intervenção governamental em geral e na indústria
automobilística em particular. Pode ter havido intenção
de fortalecer o setor ao criar obstáculos para quem não
produz localmente, mas a estratégia acabou por produzir uma
legislação complexa e difícil de implementar. O marco legal
começou em 2011 e incluiu incentivos para inovação. Foi preciso
editar duas leis, quatro portarias e um decreto ao longo de quatro
anos para um programa que teoricamente termina em 2017.
Apesar do viés protecionista e questionado por organismos
internacionais, sempre é bom lembrar que o México tem uma
lei mais direta: só pode importar quem produz localmente.
Mas se sabe que o “jeitinho” mexicano também apareceu por lá
e o número de acordos comerciais multilaterais ajudaram. Aos
poucos atraiu várias fabricantes – a última foi a Kia – para se
tornar o maior produtor de veículos da América Latina. Em
razão da crise atual, o Brasil verá o México (com o mercado dos
EUA escancarado para eles) ainda mais à frente por muitos anos,
apesar de nosso grande mercado interno potencial.
Exigência de eficiência energética, embutido no Inovar-Auto,
é realmente um ponto indiscutivelmente positivo. Os fabricantes
terão que demonstrar, a partir de outubro de 2016, que atendem
à meta mínima de redução de 12,08% no consumo de etanol e
gasolina sobre a média dos veículos à venda de cada marca, tendo
como referência 2011. As multas em caso de descumprimento
são altíssimas e, assim, todos deverão se ajustar.
Com a fase atual de preços altos de combustíveis, essa é boa
vantagem para os consumidores na hora de abastecer. Também
exigirá das fábricas, especialmente as que produzem modelos de
maior porte (picapes e SUVs médios), um acerto fino da produção
para se manterem dentro da média obrigatória de economia.
Vendas adicionais de modelos menores terão que compensar
eventuais desajustes. Talvez signifique um crescimento na
procura por motores de 1 litro de cilindrada.
Há um problema adicional nessa adequação. A indústria
domina várias tecnologias para menor consumo, mas tem que
manter preço competitivo em momento de forte recessão no
mercado. A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva
(AEA) apresentou um estudo recente, feito na Austrália, que
compara os valores de custo de cada recurso técnico com o
respectivo potencial de economia de combustível. A análise inclui
não somente motores, mas itens de carroceria (aerodinâmica,
peso), acessórios (direção, pneus) e tipos de caixas de câmbio.
A pesquisa demonstra uma equação bastante complexa e cada
fabricante monta um verdadeiro quebra-cabeça. Considera o
dólar australiano em R$ 2,67, a preço de custo (sem impostos ou
margem de lucro) e não de venda. Um veículo híbrido consegue
45% de economia por menos de R$ 10.000. Um elétrico compacto
economiza 100% de combustível, mas seu custo é de R$ 35.000
ou 250% mais caro de produzir sem incentivo fiscal. Esta é uma
das maiores dificuldades para aceitação do carro elétrico.
A diferença de custo entre um motor turbo simples com 7%
de economia e um turbo com todos os recursos para economizar
20% chega a 450%.
RODA VIVA
FORD prepara ampliação da família de motores de três cilindros no Brasil,
segredo bem guardado. Inteiramente novo e batizado de Dragon, tem 1,5 litro de
cilindrada e se destaca pela economia. Estreia aqui (sem versão turbo, de início)
na renovação do EcoSport em novembro de 2016. Já o motor de 1 litro turbo para
o Fiesta deve sofrer atraso pelas condições atuais.
SITE inglês just-auto.com antecipou: fabricante indiano Mahindra acertou
a compra de uma das casas de estilos mais importantes, a Pininfarina. Nada de
oficial ainda se anunciou. Ícone italiano do desenho automobilístico (Ferrari e
outras marcas), fundado em 1930, venderá 76% de seu capital. Tata, também
indiana, é dona da Jaguar Land Rover desde 2008.
RENAULT Duster Oroch começa a ultrapassar Montana para garantir o
terceiro lugar em venda entre as pequenas compactas. Espaço interno, acesso por
quatro portas e comportamento exemplar (suspensão traseira independente) são
pontos fortes. Motor 1,6 L até vai bem no uso urbano, mas o de 2 L aproveita
melhor todo seu potencial, apesar do consumo elevado.
SUPERDOSE de crossovers anunciada pela Chery. Além do Tiggo 5 e sua
geração anterior Tiggo 3 para produção em Jacareí (SP), a marca chinesa também
produzirá o Tiggo 1, baseado na arquitetura do compacto Celer. Os planos são
para 2016 e 2017. Antes, chega o subcompacto QQ em março próximo. É preciso
fôlego para manter uma linha tão diversificada.
LOBBY dos extintores de incêndio para automóveis tenta reverter decisão
correta tomada pelo Contran. Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos
Deputados deu apoio ao decreto legislativo que traz de volta os extintores sob
argumento falacioso de 40.000 desempregados. Falta passar por outra comissão e
pelo Plenário. Assim, ainda há esperança de rejeição.
____________________________________________________
*Jornalista especializado desde 1967, engenheiro e consultor técnico, de
comunicação e mercado. www.facebook.com/fernando.calmon2
46
mercado
dezEMbrO de 2015 / edição 111
Estética automotiva
Em constante transformação, mercado
exige profissionais com experiência e
conhecimento teórico
Por: Redação | Fotos: Divulgação
H
á pouco tempo, os produtos, equipamentos e
maquinários destinados à estética automotiva
eram uma adaptação de produtos de limpeza
de uso comum (saneantes) que, para atender o
mercado automotivo, receberam modificações nas essências,
coloração, embalagens e rotulações, como também,
adaptações nos equipamentos e reajustes nos maquinários.
No entanto, conforme explica Alexandre Pochini, diretor
da Sec Way Estética Automotiva, o segmento de estética
automotiva passa por mudanças significativas nos conceitos
de limpeza, polimento, proteção e manutenção de superfícies
que compõem um automóvel. “Com a globalização e a
Alexandre Pochini, diretor
da Sec Way Estética
Automotiva
Odilio Ferreira, da Sonax & Mills
aprimoramento dos equipamentos, métodos de análise e dos
profissionais envolvidos nestes processos”.
Sobre este aspecto, a demanda científica e tecnológica
por novos materiais tem provocado uma síntese nos
conhecimentos relacionados a todas as áreas de materiais
e a todos os produtos destinados à estética automotiva,
incluindo ciência dos materiais, química, física, biologia
e engenharias. “Há, portanto, uma necessidade crescente
da formação de profissionais em serviços especializados,
Pablo Vispo, da Alcance Química
integração mundial, foram apresentados novos compósitos
químicos e bioquímicos, equipamentos específicos e
maquinários desenvolvidos para serem utilizados em cada
parte de um automóvel. Por meio de pesquisas de mercado,
houve uma significativa mudança nos produtos destinados
à estética automotiva”.
Novas tecnologias
Segundo Pochini, com o atual avanço da tecnologia
é possível a previsão teórica do comportamento e das
propriedades dos novos materiais aliados ao equilíbrio da
solução química de produtos com alto desempenho. “Para
tanto, porém, os dados e as informações que alimentam
Caio Rebello, da Atodovapor Brasil
quanto para uma boa execução dos serviços, como na
interpretação dos resultados obtidos nestas caracterizações”.
Edsilvio Tomaz, da Excellence Produtos Automotivos
Juliano Miotto, da Nobre Online Produtos Automotivos
os modelos propostos devem ter a maior exatidão
possível, fazendo com que haja uma maior necessidade no
Capacitação e legalização da profissão
Com tantas inovações na área, Pochini afirma que foi
introduzido no mercado um novo conceito de profissionais
aptos a cuidar de um automóvel. “Hoje, pelo nível de
conhecimento nos serviços, produtos e equipamentos,
exige-se dos profissionais cada vez mais desempenho,
levando os fabricantes, formulistas e fornecedores a uma
frenética busca de tecnologia para atender às necessidades
em capacitação”.
Contudo, no que diz respeito à mão de obra, o diretor
comenta que infelizmente não existe uma definição quanto
à qualificação e denominação a esta nova profissão. “E isto
leva uma desunião da categoria impedindo que se legalize a
profissão e que haja um reconhecimento legislativo. No Brasil
as instituições financeiras ainda identificam profissionais
em estética automotiva como trocadores de óleo, frentistas,
lavadores de carros, etc., e quando este profissional se torna
pessoa jurídica a atividade da empresa não se enquadra em
um CNAE específico para atividade, com isto, os bancos não
promovem valores reais às necessidades de investimento
para uma complexa corporação destinada à estética
automotiva”, lamenta.
Numa reflexão sobre o ano de 2015, Pochini destaca
que a crise no País tem apresentado novas oportunidades
na área de estética automotiva, o que fez com que pessoas
apaixonadas por carros, que perderam o emprego, buscassem
cursos para se profissionalizar e ingressar nesse mercado
atendendo a delivery.
Evento no CTRA
Neste sentido, com o propósito de incentivar e promover
ainda mais iniciativas no quesito profissionalização, o
CTRA – Centro de Treinamento da Reposição Automotiva,
localizado na zona sul de São Paulo (SP), realizou treinamento
no dia 29 de novembro, em parceria com Alexandre Pochini,
reunindo em seu espaço 22 profissionais.
O evento também contou com a participação das
empresas: Alcance Química; Atodovapor Brasil; Excellence
Produtos Automotivos, Nobre Online Produtos Automotivos
e Sonax & Mills.