Bruno Rosa gere a frota da Rosas Construtores rumo

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Bruno Rosa gere a frota da Rosas Construtores rumo
TRAÇO CONTÍNUO
O SEU VOLVO NA FAIXA CERTA # 1 2010
Inovar
para vencer
CARRIS REJUVENESCE
O PARQUE A PENSAR
NO CLIENTE
Estrada
fora
Bruno Rosa gere a frota
da Rosas Construtores
rumo à internacionalização
TRAÇO CONTÍNUO 1/2010
CONTEÚDO & EDITORIAL
04 Trilhar o caminho
O apoio após-venda é um dos motivos para
aposta da Rosas Construtores em Volvo.
A empresa que trata das estradas portuguesas prepara-se agora para reforçar o
investimento no mercado africano, com uma
incursão em Moçambique.
10 Precisão a grande
altitude
Com base no aeroporto internacional do
Dubai, a Emirates Flight Catering serve diariamente cerca de 100 mil refeições. Uma
missão de respeito para a qual contribuem
sete camiões de carga Volvo.
16 “Esta relação é bastante positiva”
O ambiente, os recursos humanos, a frota.
O director de Inovação e Desenvolvimento
da Carris aponta as apostas de uma empresa que, graças aos investimentos realizados,
voltou a ganhar passageiros.
18 Cortes no consumo
No Laboratório de Características de Veículos (LCV) da Volvo Trucks, situado na ilha de
Hisingen, em Göteborg, Suécia, trabalha-se afincadamente para conseguir reduzir o
consumo de combustível sem penalizar as
emissões de CO2.
TAMBÉM NESTA EDIÇÃO:
3 COVIBUS REFORÇA COM VOLVO 6 AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO NOVO VOLVO FM 22 NOTÍCIAS DO MUNDO VOLVO
23 EU & O MEU VOLVO
2
TRAÇO CONTÍNUO
Estradas
de Portugal
Regressamos em 2010 ao contacto com os nossos leitores
numa edição recheada de motivos de interesse. Chamamos à capa a Empresa que tem construído muitas das
nossas estradas e que agora ruma a outros países para
poder continuar a crescer. “Estrada fora”, sempre com o
apoio dos nosso camiões, também eles responsáveis pelo
desenvolvimento permitido por vias rodoviárias que, sem
dúvida, conferem uma nova mobilidade ao País.
Idealmente, todos queremos percorrer mais quilómetros com menos combustível. Na Suécia, um laboratório
da Volvo Trucks desenvolve, todos os dias, pesquisas para
conseguir esse objectivo sem penalizar o meio ambiente.
Trata-se de um dos muitos desa�os que a Volvo enfrenta
e que a nossa revista trás ao vosso conhecimento: no Aeroporto do Dubai, a ajudar a servir milhares de refeições
por dia; em Lisboa, a transportar, com a Carris, mais
passageiros com mais conforto.
Nesta Traço Contínuo temos também oportunidade de abordar as características do novo Volvo FM bem
como alguns dos nossos últimos negócios, nomeadamente com a Covibus e o consórcio CESPA/Ecoambiente.
Por �m, uma palavra de solidariedade para com os
nossos amigos e clientes da Ilha da Madeira, recentemente fustigada por intempéries sem precedentes, e o agradecimento à organização da prestigiada competição náutica
a nível mundial – a Volvo Ocean Race – que escolheu
Lisboa para acolher uma das etapas da prova 2011/2012.
Boa viagem e boas leituras!
A RE VISTA DA VOLVO TRUCKS
& BUS PORTUGAL
Editor/proprietário: Auto Sueco, Lda. Director: Henrique Nogueira Director adjunto:
Armando Ribeiro Subdirector: João Pinheiro Torres Tel.: 226 150 300 Fax: 226 150 395
E-mail: [email protected] Projecto gráfico e editorial: Tidningskompaniet Edição:
Divisão Customer Publishing da Impresa Publishing Impressão: David J. R. Barbosa Tiragem: 4000 exemplares Periodicidade: Trimestral Distribuição: Gratuita N.º Depósito
legal: 258637/07 Inscrição na ERC: 125272
HENRIQUE NOGUEIRA
Unidade de Negócio Camiões, Autocarros e Penta
da Auto Sueco
Gerente
INÍCIO
Missão
com
futuro
A Covibus detém o serviço
urbano de transportes público
de passageiros na cidade da
Covilhã, e no sentido de renovar
a frota de autocarros ao serviço
da população, adquiriu 14 novos
autocarros Volvo B7R LE, sendo
cinco deles com 10 metros e os
restantes nove com 12 metros. A
nova administração que irá operar o serviço de transportes por
dez anos, está também a investir
na edificação de novas instalações, construídas de raiz na zona
industrial.
João Queirós Lino, administrador da empresa, justifica a
escolha Volvo com “consumos,
conforto, isolamento acústico
e acima de tudo um serviço de
assistência após venda sem
paralelo, que já constatamos na
Corgobus, em Vila Real.”
Um Volvo de excelência
destinado a percorrer
as exigentes estradas
da Serra da Estrela.
JOÃO PINHEIRO TORRES
Limpeza com bom ambiente
O consórcio CESPA/Ecoambiente, contratado para a prestação de serviços de
limpeza urbana, recolha de ecopontos e
recolha de contentores semienterrados
no Município da Maia, reforçou recentemente a sua frota com a aquisição de
sete unidades Volvo – duas FL varredoura, uma FLL 16 com caixa RSU e quatro
FM11 6X2 pusher com polibenne, grua e
autocompactador –, as primeiras a operar
neste sector em Portugal a cumprirem as
exigências legais da norma Euro 5.
Os novos Volvo respondem à necessidade de uma maior intervenção na
limpeza urbana na área geográfica adstrita
à Maiambiente E.E.M. (Entidade Empresarial Municipal), preenchendo, com uma
atitude mais amiga do ambiente, um dos
principais requisitos da empresa. Para a
Maiambiente, “reduzir as emissões de partículas e de óxidos de azoto (NOx), com
origem nos veículos de transporte, em especial aqueles que usam o gasóleo como
combustível, é um factor importante para
melhorar a qualidade do ar que respiramos e assim proteger a saúde de todos.”
A empresa destacou recentemente em
comunicado os atributos que presidiram à
eleição da Volvo como fornecedor, referindo o baixo consumo de combustível, a fiabilidade e segurança, motores amigos do
ambiente e, especificamente no que toca
a conforto, “oferece ao motorista maior
comodidade e satisfação no trabalho”.
3
As novas unidades
Volvo vão actuar
na área geográfica
adstrita à Maiambiente.
Bruno Rosa,
director de
equipamentos
da Rosas
Construtores.
Trilhar
o caminho
Encurtar distâncias é o trabalho da Rosas
Construtores. Há décadas que as estradas
portuguesas têm a sua marca.
TEXTO JOÃO PAULO BATALHA
FOTOGRAFIA BRUNO BARBOSA
A
4
sede da Rosas Construtores, em Águeda, é um espaço amplo
e bem decorado, espelho da imagem de seriedade e con�ança que a empresa passa para o mercado há mais de 45 anos – e
que se re�ecte na certi�cação o�cial do seu sistema de gestão de
Qualidade, Segurança e Ambiente. Mas, para perceber o que faz
a Rosas Construtores, nada como ir ao terreno. É por isso que a
conversa com Bruno Rosa, director de equipamentos da empresa e membro da
terceira geração da família fundadora da construtora, tem lugar nos acessos ao
Porto Comercial de Aveiro, uma obra que a Rosas Construtores está a ultimar
e que vai criar uma ligação rápida e e�ciente à A25 (por sinal outra das grandes
obras que nos últimos anos lhes passaram pelas mãos).
“Geralmente andamos um pouco em contraciclo”, explica Bruno Rosa. É
precisamente nas alturas em que a economia abranda que os Estados costumam
esforçar-se por lançar programas de obras públicas para dinamizar a actividade económica e criar emprego. Ainda assim, Portugal tem sentido o impacto
da crise internacional. Até porque, tirando as últimas concessões lançadas pelo
Governo – nas quais a Rosas está presente – o Plano Rodoviário Nacional está
praticamente concluído e não se vislumbram novas obras
nos tempos mais próximos.
A internacionalização é por isso uma opção natural.
Depois de algumas experiências na Irlanda e na Roménia,
África é um destino que tem suscitado atenção. “Neste
ROSAS CONSTRUTORES
Fundada em 1964, a Rosas Construtores especializa-se na
construção e conservação de estradas, tendo estado presente nas principais obras viárias em Portugal. Nos últimos
anos, a empresa alargou o negócio às concessões rodoviárias e tem investimentos no ramo hoteleiro, imobiliário
e energias alternativas. A internacionalização é o desafio
mais recente para os 360 colaboradores, com operações
na Irlanda e na Roménia e uma aposta forte em África.
A Rosas Construtores já actua em Angola. Moçambique
é o próximo destino.
Construção
e conservação
de estradas
são especialidade
de uma empresa
que trabalha
essencialmente
com Volvo
momento a nossa aposta está em Angola, aponta Bruno
Rosa. “Há grandes desenvolvimentos por lá. É um país que
está numa fase de ascensão enorme”. A Rosas Construtores é membro de consórcios com obras já adjudicadas em
Angola e está também à procura de novos negócios em
Moçambique.
NA ALTURA EM QUE VISITAMOS os trabalhos no Porto de
Aveiro está-se precisamente na fase �nal, a colocação do
asfalto – um processo feito com uma precisão incrível pelas
máquinas e os operários da Rosas Construtores. É nesta
fase que a frota de camiões da empresa ganha protagonismo. A construtora tem estaleiros permanentes em Aveiro
e na Adiça, em Tondela, de onde saem os betuminosos
usados nas suas obras por todo o país. A preocupação fundamental da frota de camiões é garantir que o material está
no sítio certo à hora certa, para garantir o bom ritmo dos
trabalhos. A Rosas Construtores tem cerca de 60 camiões na sua frota – perto de
95 por cento dos quais são marca Volvo.
“Escolhemos a Volvo porque achamos que é um bom produto”, justi�ca o
director de Equipamentos. Mas, sobretudo, o que conta é a qualidade do serviço
após-venda da Auto Sueco Coimbra, parceira de longa data da Rosas Construtores. “A ligação vem de há muitos anos, do tempo do meu avô”, conta Bruno Rosa.
“Temos boas relações com a o�cina e rapidamente nos atendem”. Essa capacidade de resposta é fundamental. “Um camião não pode estar imobilizado muito
tempo, porque isso nos custa bastante dinheiro”, explica. Ora, nas o�cinas da
Auto Sueco Coimbra, “qualquer peça está cá em 24 ou 48 horas”, o que garante
tempos de imobilização curtos para o equipamento. De resto, o facto de a Auto
Sueco ter uma rede nacional de assistência garante uma capacidade de resposta que mais nenhuma marca dá. “Raramente temos um problema que não seja
rapidamente ultrapassado” congratula-se Bruno Rosa. “Tudo se resolve”.
Essa con�ança é a base de uma relação antiga que permite à Rosas Construtores manter as nossas estradas na direcção certa. “Consideramos a Volvo um dos
nossos melhores parceiros”, assume o director de equipamentos. ■
5
Novo sistema de admissão de ar
Interior
A cabina
Disponível em seis configurações
diferentes, desde a cabina curta até à
Globetrotter LXL. Há imenso espaço
de arrumação, encontrando-se entre
as opções um sistema áudio de alta
qualidade e faróis de xénon.
Novas cores para os
revestimentos interiores e
cortinas da cabina, a condizer
com a gama FH.
O novo sistema de admissão consegue fornecer ar
mais limpo ao motor, impondo ao mesmo tempo menos
restrições à sua passagem. A sua posição elevada
permite uma melhor visibilidade para a retaguarda, pelo
espelho retrovisor, ao fazer marcha-atrás.
Segurança do motorista
ALARME: mantém os criminosos à
distância.
COFRE: para guardar valores.
FUNÇÃO ESTACIONAMENTO SEGURO:
Mantendo os faróis de médios e mínimos
acesos por um período pré-determinado,
este sistema permite ao condutor
afastar-se do veículo por um percurso
devidamente iluminado.
AIRBAG: um suplemento, e nunca um
substituto, para o cinto de segurança.
PRÉ-TENSORES DOS CINTOS DE
SEGURANÇA: reduzem a folga dos
cintos de segurança em caso de colisão,
aumentando a sua eficiência. Utilização
preferencial em conjunto com o airbag.
Grelha frontal
Tanto a grelha superior como
a inferior vão buscar a sua
inspiração ao Volvo FH, ligeiramente
modificadas para se adaptarem
à frente mais baixa do FM. Outra
característica são os degraus
antiderrapantes.
Faróis
6
Os novos faróis transmitem um
toque moderno. Faróis de nevoeiro
e faróis de auxílio à mudança
de direcção estão integrados na
unidade inferior, que inclui luzes de
mínimos com a tecnologia LED.
Chassis
O chassis está disponível em cinco alturas diferentes (quatro
para rígidos), de 810 a 1000 mm. Podem ser especificados com
diferentes sistemas de suspensão, sistemas de travagem e
equipamento auxiliar. É por esta razão que tanto pode encontrar
o Volvo FM a trabalhar em terreno difícil, equipado com tracção
integral e um robusto chassis com suspensão de molas, como
a fazer transporte de grandes volumes em estrada, com chassis
rebaixado e suspensão pneumática integral.
O novo Volvo FM
Depois da sua apresentação, o Volvo FM alcançou
a reputação de ser um camião verdadeiramente
versátil; os desenvolvimentos e aperfeiçoamentos
contínuos apenas reforçam essa posição. Agora, mais
um passo foi dado – veja o novo Volvo FM.
texto Thomas Pettersson
FOTOGRAFIA Volvo Trucks
OPÇÕES
Sistemas de segurança inteligentes
SISTEMA DE TRAVAGEM
ELECTRÓNICO (EBS):
distribui a potência de
travagem uniformemente
entre as várias rodas para
assegurar uma interacção
mais suave entre o tractor e
o semi-reboque.
Linha motriz
CAIXA DE
VELOCIDADES:
como alternativa à
icónica transmissão
I-Shift, o Volvo FM
pode ser equipado
com uma caixa
manual de 9 ou 14
velocidades, ou uma
caixa automática
Powertronic de 6
velocidades.
MOTOR: duas
alternativas de motor,
de 11 ou 13 litros,
com quatro níveis de
potência em cada
um. O motor mais
poderoso debita
500 hp. Também
disponível em
versão EEV (Veículo
Ecologicamente
Avançado).
EIXO TRASEIRO:
existem sete variantes
diferentes. Para
operações exigentes,
disponibiliza tracção
integral tanto na
configuração 4x4
como 6x6.
CONTROLO
ELECTRÓNICO DE
ESTABILIDADE (ESP):
monitoriza continuamente
a aceleração lateral do
veículo, o ângulo do
volante e a rapidez com
que o veículo muda de
direcção. Se o camião
se comportar de forma
anormal, a potência do
motor é reduzida e o
sistema de travagem
é automaticamente
activado.
SENSOR DE ÂNGULO
MORTO: um sensor
instalado junto à cava da
roda dianteira alerta o
condutor se um veículo
aparecer no ângulo morto
do espelho retrovisor,
enquanto tenta mudar de
faixa de rodagem.
CRUISE CONTROL
ADAPTATIVO: através de
uma unidade de radar
ligada ao motor e aos
travões, mantém um
intervalo de distância
adequado em relação ao
veículo da frente.
7
O Volvo FM tem uma forte posição
em operações de transporte
regionais e de distribuição. Este
mais recente desenvolvimento
vem reforçar ainda mais essa
posição. Encontramo-nos com três
clientes que utilizam o Volvo FM
em operações completamente
distintas.
Distribuição regional com
exigentes requisitos de
segurança
ana
✔ Distribuição urb
ambientalmente
optimizada
sporte
an
tr
e
d
s
e
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ç
ra
e
p
O
✔
em terrenos difíceis
✔
FOTOGRAFIA: MARTIN AVERY
O cavalo de
batalha que
aguenta tudo
STEVE DIXON, DENNIS DIXON LTD, GRÃ-BRETANHA
“A SEGURANÇA ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR –
É POR ISSO QUE ESCOLHEMOS VOLVO”
STEVE DIXON é director
executivo da Dennis Dixon Ltd,
uma das maiores empresas
transportadoras regionais da Grã-Bretanha, que transporta carga a
granel e produtos químicos.
“A Volvo está na linha da
frente no que diz respeito a
segurança. Essa é uma das
principais razões por que
escolhemos Volvo”, refere.
A firma, baseada em
Middlesbrough, tem uma frota de
39 veículos, 19 dos quais são
Volvo FM.
O Volvo FM tem inúmeras
vantagens e áreas de aplicação,
de acordo com Steve Dixon.
Outra razão pela qual a Dennis
Dixon escolheu o Volvo FM foi
pela economia de combustível e
conforto da cabina.
Os motoristas gostam e há
uma assinalável economia de
combustível.
O consumo de combustível dos
camiões Volvo FM da empresa
é de 34,2 l/100 km, graças à
combinação do sistema Dynafleet
e da formação dos motoristas,
levada a cabo em cooperação
com o concessionário. Por ano,
cada camião percorre, em média,
140.000 km.
Todos os Volvo FM têm a
mesma configuração: 6x2, motor
D13, caixa de velocidades I-Shift
e cabina Globetrotter.
Para Steve Dixon, o
baixo peso é também muito
importante. Os seus mais
recentes Volvo FM, 12 dos
quais se juntaram à frota em
2009, pesam 8 toneladas,
incluindo adaptação para ADR e
equipamento de bombagem.
Todos os veículos que compram
devem ser capazes de transportar
28 toneladas de carga,operando
com a combinação de peso
bruto mais alta permitida na GrãBretanha, 44 toneladas.
COMBUSTÍVEL – UM CUSTO QUE PODE SER INFLUENCIADO
8
Independentemente da forma
como uma empresa utiliza os seus
veículos, o combustível é sempre
um grande custo. Normalmente,
chega a representar um quarto
do custo total de operação de um
camião. Este é o custo que a Volvo
está a ajudar a reduzir.
FORMAÇÃO DE MOTORISTAS
E DYNAFLEET:
Esta combinação tem já sucesso
comprovado. Um motorista
que tenha feito um curso de
condução ecológica pode reduzir
o consumo de combustível
até 10%. Com o Dynafleet, as
empresas transportadoras têm
acesso a informação detalhada
de quanto combustível cada
veículo consome.
CONTRATO DE ASSISTÊNCIA:
LINHA MOTRIZ:
Para que um camião continue
Neste domínio, a Volvo é líder.
a oferecer a maior poupança
Nas últimas duas décadas, os
de combustível possível, deve
engenheiros da Volvo conseguiram
ser assistido devidamente. A
reduzir o consumo de
Volvo Trucks oferece vários
combustível em mais
tipos de contratos de
de 20%. O objectivo
25%
assistência.
para o futuro é
reduzir o consumo
de combustível pelo
75%
n Custos com combustível
menos 1% por ano.
n Outros custos operativos
NICULAE SUDITU, HARDWOOD, ROMÉNIA
“COMPENSA TER VOLVO FM
COM MOTOR EEV”
RUDOLF MÄURERS é gestor
logístico na empresa de
distribuição alemã Fako-M, que
tem 430 funcionários. Para ele,
o cuidado com o ambiente é um
aspecto importante.
“Temos cerca de 160
camiões de diferentes marcas.
Este ano comprámos dois novos
Volvo FM”, diz ele. Os dois Volvo
FM têm motores com versão
EEV (Veículos Ecologicamente
Avançados) de 13 litros e 460
hp, e vão ao encontro dos
requisitos da especificação
Euro 5.
“Conduzimos em auto-estradas e estradas citadinas,
por exemplo em Neuss e
Düsseldorf. Estas cidades são
muito exigentes no que toca
à protecção ambiental, por
isso ter camiões optimizados é
uma importante estratégia de
marketing para nós.”
A preocupação com o
ambiente traz ainda benefícios
financeiros. Para companhias
que não cumpram a
especificação Euro 5, pode ser
caro conduzir na cidade.
“A longo termo, compensa
usar os Volvo FM com motores
EEV”, diz Rudolf Mäurers.
A Fako-M transporta
refrigerantes, champanhe,
vinho e cerveja para lojas e
supermercados no distrito de
Ruhr. O eixo traseiro direccional
torna o Volvo FM 6x2 mais fácil
de manobrar nas estreitas ruas
citadinas.
“Os nossos motoristas
do Volvo FM estão bastante
satisfeitos com o camião neste
aspecto. Para além do mais,
entram e saem bastantes vezes
do camião. No Volvo FM o
banco do motorista é baixo,
apenas três degraus até à
cabina, em vez dos habituais
cinco ou seis.”
COM DYNAFLEET, PODEMOS
CONTROLAR A PERFORMANCE
INDIVIDUAL DE CADA
MOTORISTA EM DIFERENTES ÁREAS.
ASSIM, SABEMOS SEMPRE O QUE
FAZER PARA REDUZIR O CONSUMO DE
COMBUSTÍVEL.”
STEVE SUDGEN, WH MALCOLM, GRÃ-BRETANHA
FOTOGRAFIA: Radu chindris
FOTOGRAFIA: Karsten Thormaehlen
RUDOLF MÄURERS, FAKO-M, ALEMANHA
“NA FLORESTA, NECESSITO DE UMA
FORÇA INCONTESTÁVEL”
NÃO LONGE DA cidade romena
de Valcea, Niculae Suditu
gere a empresa Hardwood,
uma serração que emprega
cerca de 170 trabalhadores. A
madeira é obtida a partir das
montanhas perto da cidade.
Bétula, carvalho e tília são
transformados em placas
de madeira e folheado para
exportação, para fábricas de
mobílias em todo o mundo.
“Conduzir nesta região pode
ser um pesadelo. As estradas
são montanhosas, tortuosas
e escorregadias”, diz Niculae
Suditu.
O transporte nesta região
obriga a grandes exigências
tanto para humanos como para
veículos. O Volvo FM 6x6, com
480 hp, da Hardwood, faz o
trabalho.
“A tracção integral é
essencial. Para além do mais,
gosto da cabina, espaçosa
e baixa. Nas estradas de
montanha, é essencial
conseguir passar debaixo dos
ramos das árvores”, diz Niculae
Suditu.
O FM está equipado com
uma grua Kesla, conseguindo
o motorista controlar todas as
operações sozinho.
As viagens diárias são curtas,
apenas 20 ou 40 km, mas são
exigentes. A tracção 6x6 é
bastante útil, nomeadamente
quando percorremos descidas
íngremes.
“Descer a montanha com
o camião completamente
carregado é uma verdadeira
aventura, particularmente no
Inverno, quando a maioria das
estradas desta região está
intransitável.” É aqui que o travão
de motor da Volvo, VEB (Volvo
Engine Brake), pode demonstrar
a sua utilidade.
9
Brevemente
Visite www.volvofmx.com
Precisão a
grande altitude
Treze toneladas de carga, oito metros acima do chão – em menos de 40 minutos.
Quando a Emirates Flight Catering, EKFC, abastece os sete Airbus A380 da
Emirates Airlines, não há margem para erro nem no que diz respeito a tempo nem
a precisão. Sete camiões de carga Volvo, especialmente concebidos para o efeito,
asseguram que o serviço é feito de forma rápida e segura.
Texto TOBIAS HAMMAR
FOTOGRAFIA Pontus Johansson
É
10
manhã cedo no Dubai. O sol ainda não se levantou completamente
no horizonte, mas para Haidar Abdelaziz Hamid o dia de trabalho
já começou há muito. Os seus olhos estão fixados no trânsito,
enquanto conduz com destreza o seu Volvo FL220 branco-giz, com
uma superstrutura de carga, para fora da rampa de carregamento
no coração do gigantesco Aeroporto Internacional do Dubai. O voo
201 da Emirates Airlines só parte para o Aeroporto JFK às 08.10 – um pouco
mais de duas horas e meia depois, mas Haidar, como todos os funcionários no
mundo, sabe o valor de cada minuto que passa até que o “seu” avião saia do
aeroporto, pronto para levantar voo até ao destino final.
No entanto, nessa manhã em particular, o avião é excepcionalmente
exigente. Estacionado no terminal da Emirates Airlines, a cerca de um
quilómetro de distância, está o Airbus A380 – o maior avião de passageiros
não-militar do mundo.
Construído para mais de 600 passageiros, o “Superjumbo” tem uns massivos
45% mais de volume em relação ao seu concorrente directo, o Boeing 747-400
“Jumbo Jet”. Antes de cada voo, 13 toneladas de alimento, carga e equipamento
são carregadas para o avião. As portas para o andar superior dos passageiros estão
localizadas a mais de oito metros de altura. O ambiente do aeroporto lembra uma
colmeia, com pessoas e veículos a dirigirem-se para várias direcções.
Haidar Abdelaziz Hamid sabe o que é exigido dele enquanto motorista.
“Sabe”, diz ele, apontando para um transportador de bagagens que passa
apressadamente a apenas um metro da frente do seu camião, “há pessoas a
movimentarem-se aqui a toda a hora. Para lidar com isso é preciso esquecer
tudo o resto e concentrarmo-nos a 100% no trabalho.”
Cinco minutos mais tarde, estaciona, com precisão cirúrgica, ao lado da
fuselagem gigante do “Superjumbo”. Dois funcionários sobem rapidamente
para a plataforma de controlo, na frente da caixa de carga. Com um silvo,
o chassis do camião desce em direcção ao chão, ao mesmo tempo que
estabilizadores laterais pousam no alcatrão quente. Pouco depois, a caixa de
carga começa a elevar-se lentamente.
Aquilo que Tom Morgan não sabe sobre a logística do aeroporto
provavelmente não vale a pena saber. Como vice-presidente da EKFC, ele é
responsável por dois departamentos de produção, que todos os dias entregam
quase 100 mil refeições – abrangendo mais de 100 menus e mil receitas – às
cerca de 100 companhias aéreas que utilizam o Aeroporto Internacional do
Dubai.
Uma das cozinhas fornece unicamente voos da Emirates Airlines. Onde nós ›
11
Haidar Abdelaziz Hamid e o seu
Volvo FL220 asseguram-se que 13
toneladas de alimento, de carga e de
equipamento são carregadas para
bordo do Airbus A380.
›
12
estamos, numa cozinha soberbamente equipada, cerca de 20 chefs preparam as
refeições do dia. Por toda a parte há um aroma que faz crescer água na boca. O
que será, exactamente? Galinha Tangoori, sushi, pesto?
“A Emirates Airlines quer menus específicos para cada cidade onde voa. Os
nossos 900 tem que ser literalmente capazes de cozinhar para todo o mundo”,
explica Tom Morgan.
A logística deve ser meticulosamente planeada à medida de cada voo em
particular e das últimas estatísticas dos passageiros.
“Cada período de 24 horas tem três picos de actividade, com até 60 partidas
no espaço de apenas algumas horas. E os horários mudam a toda a hora, não
podemos planear nada até muito perto da hora de saída de cada voo”, afirma
Tom Morgan.
PLANEAR PARA OS SETE Airbus A380 da Emirates Airlines é decididamente
mais fácil, uma vez que neste momento só voam para três destinos: Londres,
Sydney e Nova Iorque. No entanto, quando a companhia aérea expandir a
frota para 58 aviões no espaço de três anos, esta relativa calma será apenas
uma memória distante. O maior desafio no que diz respeito ao A380 é o
seu tamanho. A porta de carga principal para a divisão de 1.ª classe e classe
executiva, no andar superior, não está apenas invulgarmente alta, mas também
está posicionada no meio da enorme asa do avião.
“Tivemos muitas discussões com a Airbus acerca da
localização daquela porta. Para lá chegar, precisamos de
um veículo que consiga levantar a carga a oito metros e
que, para além disso, seja capaz de a mover para os lados e
para a frente e para trás”, diz Tom Morgan.
O voo inaugural do novo Airbus da Emirates, em Agosto
de 2008, foi, assim, precedido de uma exploração minuciosa
de potenciais veículos de fornecimento. A escolha recaiu
em dois fornecedores: a Volvo Trucks para o chassis e a Thai
Bodybuilder CTV Doll para o sistema hidráulico e a caixa
de carga. Os camiões, equipados com suspensão a ar e eixos
de retaguarda direccionais para uma máxima capacidade
de manobra dentro da área do aeroporto, foram entregues
pelo concessionário Volvo Trucks no Dubai: a companhia de
automóveis e máquinas Al-Futtaim, FAMCO.
“Escolhemos a Volvo e a FAMCO porque queríamos
um fornecedor com presença local. Já tínhamos
trabalhado com a FAMCO e ficámos bastante satisfeitos.
A nossa cooperação é mais uma parceria do que uma
SINTO-ME MUITO
ORGULHOSO DE SABER
QUE ESTOU A CONDUZIR
UMA MÁQUINA TÃO INCRÍVEL COMO
ESTA, AO MESMO TEMPO QUE
TRABALHO PARA O AVIÃO MAIS
AVANÇADO NO MUNDO.
Haidar Abdelaziz Hamid, Emirates Flight Catering
Cerca de 900 chefs trabalham nas duas
cozinhas para preparar 100 mil refeições
todos os dias.
normal relação cliente-vendedor”, diz Tom Morgan, e
continua: “Para além do mais, sabíamos que a Volvo
produzia camiões seguros, que são fáceis de manobrar e
nos quais podemos confiar plenamente.”
Inicialmente, foram encomendados sete veículos,
mas em Junho deste ano o número de camiões Volvo
FL220 6x2 com suspensão a ar cresceu para 17 – com
mais a caminho, à medida que a frota de Airbus A380 da
Emirates Airlines crescer.
Na pista, o voo 201 da Emirates acabou de abrir as
A EMIRATES FLIGHT CATERING, EKFC
n Fornece catering para
110 companhias aéreas.
n Em 2007, confeccionou
mais de 25,5 milhões de
refeições.
n As refeições de bordo
representam cerca de um
terço das operações da EKFC.
Todos os produtos e
equipamentos dentro do avião
são fornecidos pela EKFC.
n Dos 5400 trabalhadores
da companhia, 250 são
motoristas. Todos têm
acções de formação para
conduzir os camiões de
carga Volvo específicos para
o A380.
Tom Morgan, vice-presidente da EKFC,
precisou de um serviço móvel de carga
que conseguisse vencer o desafio que é o
Airbus A380.
suas portas de carga. Quatro camiões de carga estão parados a apenas alguns
centímetros do avião, carregando equipamento para o seu interior. Dois
gigantescos braços hidráulicos mantêm o camião nivelado, ao mesmo tempo
que cinco toneladas de carga deslizam para o interior do avião, bem acima do
asfalto. Os camiões parecem formigas a alimentar uma rainha gigante.
HAIDAR ABDELAZIZ HAMID está parado ao lado do seu camião e observa o
processo. Pelo intercomunicador, mantém-se em contacto com o pessoal de
carga que está a bordo. Enquanto condutor, não está directamente envolvido no
processo de carga, mas é responsável pela segurança dentro e fora do camião. Se
alguma coisa correr mal, ele pode desactivar imediatamente todos os sistemas
através de dois botões de emergência de acesso fácil dentro do camião.
Mas com toda a concentração no tempo de carga e segurança, será que
alguma vez se cansa do seu trabalho?
“Não, nunca! Adoro conduzir este camião. É confortável, fácil de
manobrar e de trabalhar. Só faço cinco ou seis quilómetros por dia, mas esse
percurso tem tanta actividade que tenho que ter um veículo no qual me sinta
completamente seguro. Sinto-me muito orgulhoso por saber que estou a
conduzir uma máquina tão incrível como esta, ao mesmo tempo que trabalho
para o avião mais avançado no mundo.” n
13
Gangues
ameaçam
transportes
Os gangues criminosos são uma epidemia nas estradas
europeias. Os seus ataques são feitos à “linha de vida”
do continente: os transportes. A indústria transportadora
perde anualmente 8,2 mil milhões de euros em roubos e
o problema não pára de crescer. Agora, novas iniciativas
estão a ser adoptadas pela UE e pela Volvo Trucks para
pôr fim a esta situação.
Texto MATS TIBORN
Fotografia SCAN PIX
D
e acordo com a União Internacional de
Transportes Rodoviários (IRU), cerca de
17% dos motoristas de pesados europeus
foram já vítimas de roubo durante o seu
horário de trabalho, a dada altura, num
período de cinco anos. Os ladrões levam
tudo, desde bens electrónicos até tabaco, chocolate e
creme de barbear. O valor exacto de quanto a indústria
perde para gangues criminosos é difícil de determinar
com precisão. Há estimativas que apontam para 1% da
circulação total de bens em alguns países. De acordo
com a Europol, bens no valor de 8,2 mil milhões
de euros são roubados todos os anos na Europa. Se
adicionarmos a isto todos os outros custos, tais como
reparações, substituição de carga e horas com a polícia,
os números sobem significativamente.
14
O REINO UNIDO é um dos países mais atingidos na
Europa. Em 2008, este tipo de crime custou ao país
quase mil milhões de libras, de acordo com a polícia
britânica. Steven Rounds, do Grupo de Polícia
Central Motorway, diz que muitos dos criminosos que
anteriormente roubavam carros blindados se dedicam
agora ao roubo de camiões.
“Comparado com um carro blindado, um camião é
um alvo muito mais fácil: sem guardas, sem blindagem
para desbloquear, com grandes lucros e com penas mais
leves se forem apanhados”, explica.
Há cerca de dez anos, os principais locais de roubos
na cadeia de transportes eram os terminais de carga e os
armazéns. As soluções encontradas foram muros, vedações
e controlos rigorosos, mas isso apenas significou a passagem
do problema para as estradas e estações de serviço.
Steven Rounds,
Grupo de
Polícia Central
Motorway,
Grã-Bretanha
ANNE E JENSEN, membro do Comité Parlamentar de
Transportes, faz campanha há muito tempo por uma
abordagem firme ao problema. Há já vários anos que trabalha com
representantes da indústria dos transportes para construir estações de serviço
seguras para motoristas de longo curso.
“Na Europa, precisamos, pelo menos, de 200 paragens seguras”, diz Anne
E Jensen. “Actualmente há apenas cinco: duas na Alemanha, uma no Reino
Unido, uma em França e uma na Bélgica.”
No Brasil, a situação é particularmente alarmante. Desde os anos 80 que
o país tem inúmeros problemas com ataques a camiões e a indústria perde
todos os anos mercadoria no valor de 350 milhões de euros. O custo para a
sociedade em geral é ainda mais alto.
“Se formos bem sucedidos na eliminação destes assaltos, iremos parar
algumas das fontes que financiam o crime organizado, incluindo cartéis de
droga”, diz Christiano Blume, gestor de Projecto da Volvo Telematics no
Brasil, e continua: “Apesar de alguns transportes serem escoltados por guardas
armados, são atacados por criminosos ainda mais fortemente armados.”
Uma vez que as empresas de transportes brasileiras têm tido problemas
OS ATAQUES EM NÚMEROS
n 17% dos motoristas estão
sujeitos a ser atacados durante o
horário de trabalho.
n 30% das vítimas foram
atacadas mais do que uma vez.
n 21% dos motoristas atacados
são agredidos fisicamente.
n Em 60% dos casos o veículo ou
a carga são o alvo.
n 42% dos ataques acontecem
em estações de serviço.
n 30% dos motoristas não
apresentam queixa do crime de
que são alvo.
ESTES NÚMEROS DIZEM RESPEITO À
EUROPA E FORAM TIRADOS DO FÓRUM
DE TRANSPORTE INTERNACIONAL
E DO SINDICATO DE TRANSPORTES
INTERNACIONAL, 2000-2005
Ranking de risco para a
Europa, 2007
1. Reino Unido
2. Holanda
3. Luxemburgo
4. Bélgica
5. França
com funcionários infiltrados com origem no mundo
do crime organizado, o seu processo de contratação
é extremamente importante. Outra medida tem sido
o desenvolvimento de tecnologia de comunicação
mais avançada. Via satélite, as empresas de segurança
podem monitorizar a rota exacta de um veículo,
Jonas
incluindo paragens e controlos de estrada. O veículo
Thorngren,
perito de
está normalmente equipado com tecnologia que reage
segurança em
caso uma porta seja arrombada ou se o atrelado for
transportes do
desprendido. A partir de Fevereiro de 2010 todos os novos Grupo Volvo
camiões do Brasil têm, por lei, de ser equipados com um
sistema GPS.
Assim, o VOLVO Link, sistema de controlo satélite da Volvo, tem
sido o sistema usado nos veículos das empresas. Agora, a Volvo Trucks,
no Brasil, está a fazer o upgrade para o Dynafleet e tem como objectivo
equipar as companhias transportadoras com um sistema abrangente, no
qual o problema seja resolvido tanto do ponto de vista do motorista como
do veículo. Este sistema estará também disponível no mercado europeu.
Inclui, entre outros, o Security Service (Serviço de Segurança), um serviço
suplementar do Dynafleet no qual o camião é constantemente monitorizado.
Através da cooperação com a empresa de segurança Securitas, a Volvo
oferece ao condutor um serviço no qual ele tem apenas que carregar num
botão de alarme, numa situação de emergência, para pedir assistência à
polícia ou aos colaboradores da Securitas.
“No entanto, a indústria tem que fazer muito mais para combater este
problema de uma vez”, diz Jonas Thorngren, perito de segurança em transportes
do Grupo Volvo. Em conjunto com um parceiro externo, a
Volvo Trucks está a desenvolver uma quinta roda que pode
ser trancada e controlada remotamente, impedindo que o
atrelado seja separado da frente do camião e desapareça.
O próximo passo no sistema de segurança oferece
protecção contra o roubo do camião em si. Com a
ajuda de um alarme manual ou de um sistema que
despoleta um alerta logo que o camião ultrapasse
um determinado perímetro geográfico, será possível
impedir que este volte a andar depois de parar, ou
fazer com que diminua gradualmente de velocidade até
atingir a paragem total.
“Apesar disto, a solução não reside só na tecnologia.
Os conhecimentos do motorista e as suas rotinas são
muitíssimo importantes”, diz Jonas Thorngren.
A Volvo Trucks desenvolveu um programa de
formação cujo objectivo é a segurança do condutor.
O enfoque está tanto na crescente informação acerca
de situações de crime, que pode reduzir o risco de ser
vítima delas, como na redução do nível de risco caso
algo de errado aconteça.
“Quando os criminosos se aperceberem de que os
sistemas de segurança à volta do camião os forçam a
correr mais riscos, e que o motorista não corre qualquer
risco, acreditamos que menos criminosos sintam que o
esforço vale a pena”, diz Jonas Thorngren. n
15
Jorge Nabais,
director de Inovação
e Desenvolvimento
da Carris
16
“Esta relação é
bastante positiva”
A Carris está outra: nova frota, melhores colaboradores e melhor
serviço. Para o director de Inovação e Desenvolvimento da empresa
trata-se apenas de pôr o cliente em primeiro lugar.
TEXTO JOÃO PAULO BATALHA
FOTOGRAFIA RUI MARTO
Q
uem só se lembrasse dos velhinhos autocarros
esse tem sido um dos pontos fortes da Auto
de dois andares, à londrina, que circulavam
Sueco/Volvo”, congratula-se o director de
por Lisboa há uns 30 anos di�cilmente
Desenvolvimento. “Esta relação é bastante
reconheceria a empresa de transportes públipositiva”. De resto, acentua Jorge Nabais, é
cos no serviço que ela presta hoje à capital.
fundamental que os fornecedores acomHá quase seis anos, a Carris pegou numa frota
panhem de perto a actividade da empresa.
com uma idade média de mais de 16 anos e começou
“Nós procuramos hoje responsabilidades
a renová-la. Resultado: a idade média dos 750 autocarros
partilhadas”.
da companhia rejuvenesceu 10 anos. Os novos autocarros
não são apenas mais novos e menos poluentes. Os padrões
CARRIS MAIS SUSTENTÁVEL
de conforto não têm comparação: 80% da frota da Carris tem
A Carris está a fazer um esforço enorme
piso rebaixado, 35% está equipada com rampas de acesso a
na formação dos seus colaboradores
de�cientes e 70% já cumpre as mais exigentes normas europeias
e na melhoria da e�ciência energética, que
sobre emissões poluentes – são autocarros Euro 3, 4, 5 ou EEV.
passa por coisas tão simples como promo“A renovação da frota é essencial”, justi�ca o director de Ino- O popular chassis B7R da
ver uma condução económica e defensiva,
Volvo, na variante LE, agora
vação e Desenvolvimento da Carris, Jorge Nabais. “O serviço
e
também em inovações como os autocarao serviço da Carris
urbano é muito exigente” – e Lisboa então, com as suas sete coros a gás natural (40 deles são Volvo) ou
linas e o aperto da condução nos bairros históricos, coloca desa�os adicionais. a tecnologia híbrida, que vem a caminho. Graças a uma
Por isso mesmo, a Carris é um cliente exigente quando se trata de comprar
cultura de parceria estreita com os fabricantes – e, desde
novos veículos. Actualmente, 30% da frota da Carris é marca Volvo. Os carros
logo, com a Auto Sueco, “nos últimos anos tem havido
mais recentes, 40 Volvo B7RLE Mk III, chegaram no �nal de 2009. A relação
acções conjuntas neste particular”, refere Jorge Nabais.
com a marca, aliás, já é antiga. “Começou há 35 anos”, lembra Jorge Nabais,
“A cidade de Lisboa é um bom laboratório para testar
que acompanhou nessa altura a chegada dos primeiros Volvo à Carris (200
soluções”.
unidades). “Foi uma revolução na empresa”, recorda.
É graças a esse espírito de inovação que a centenária
Na hora de escolher a frota, a transportadora lisboeta valoriza a qualidade
transportadora lisboeta está a conquistar cada vez mais a
dos autocarros, mas para agradar à Carris é preciso mais do que isso. “O procon�ança dos passageiros. Todos os dias, a Carris transduto é importante, mas tão ou mais importante do que isso é a assistência. E
porta mais de 650 mil pessoas pelas ruas da capital. E os
inquéritos de satisfação dos clientes, realizados todos os
anos de acordo com modelos de avaliação europeus, são
A CARRIS
cada vez mais animadores. “Não há dúvida de que se tem
Como parte da vida lisboeta há 137 anos, a Carris emprega 2.761 colaboradores
registado um crescimento da satisfação”, salienta o direc(1.714 dos quais motoristas da sua frota de 750 autocarros). Apostada em como
tor de Inovação e Desenvolvimento.
melhorar o serviço ao cliente, a empresa começou em 2004 a renovar a sua frota
Um bom exemplo do trabalho feito está nos mostra– que, desde então, passou de uma idade média de 16,5 anos para 6,5 anos. A
empresa está certificada na Gestão Ambiental, Gestão da Qualidade e Serviço de
dores electrónicos nas paragens da Carris, que mostram
Transporte. Esta última certificação estende-se a mais de metade das carreiras
quantos minutos demorará a chegar o próximo autocarro.
da Carris. “Fomos pioneiros nessa matéria”, enfatiza o director de Inovação e
Para Jorge Nabais, a �loso�a é simples: pôr o cliente em
Desenvolvimento, Jorge Nabais. O resultado está à vista: depois de anos de
primeiro lugar, para assegurar o melhor serviço
quebras na procura, a Carris voltou a ganhar passageiros.
possível. ■
17
Cortes no consumo
Seria simples para a Volvo fazer grandes reduções
no consumo de combustível de uma vez só. Mas há
uma contrapartida importante: consumos mais baixos
significariam emissões poluentes mais elevadas. É algo
difícil de equilibrar. O Laboratório de Características de
Veículos da Volvo está a tentar resolver esta difícil equação.
TEXTO Kenneth Tonef
18
FOTOGRAFIA Sören Håkanlind
19
LABORATÓRIO DE CARACTERÍSTICAS DE VEÍCULOS
n O camião é testado num
banco de rolos montado
no chão do laboratório. A
resistência dos rolos pode ser
ajustada para simular subidas
mais íngremes ou cargas
mais pesadas, à medida das
necessidades.
Factos:
Velocidade dos rolos: 0 a 120
km/h.
Distância entre eixos: 3,4 a
7 m.
Resistência máxima dos rolos:
- Frente: 12 kN/150 kW.
- Traseira: 125 kN/700 kW.
T
odos os departamentos de Investigação e Desenvolvimento da Volvo
Trucks estão empenhados em evoluir o produto, por mais pequena
que seja a evolução conseguida. O peso tem de ser reduzido e a
potência disponibilizada de forma mais eficiente, de modo a garantir
que a próxima geração de camiões seja ainda mais económica. Bo
Kihlander é gestor do equipamento de testes no Laboratório de
Características de Veículos (LCV), localizado na ilha de Hisingen, em Göteborg,
Suécia. As instalações tornaram-se um ponto de encontro, onde engenheiros de
diferentes departamentos da Volvo vêm testar, simular e verificar as suas ideias.
E todos têm o mesmo dilema.
“É possível fazer grandes cortes no consumo de combustível, mas isso
significa ignorar todos os nossos objectivos ambientais. Na realidade,
trabalhamos ao contrário, ou seja, asseguramos primeiro os objectivos
ambientais e só depois trabalhamos no consumo de combustível”, conta Bo
Kihlander, que trabalha no desenvolvimento de camiões desde que acabou o
curso na Universidade de Tecnologia de Luleå.
20
ATÉ HÁ ALGUNS MESES, um Volvo FH 480 rugia a altas rotações no
laboratório, mas o engenheiro Björn Cederqvist levantou o acelerador e o
camião rola agora com suavidade. Hoje é dia de calibragem nos laboratórios.
“Mal tenhamos o grau certo de resistência nos rolos, repetimos o processo
cerca de dez vezes, para verificar as afinações”, explica o operador Lennart
Lindström, que, juntamente com o seu colega Lars Rudling, está sentado à
frente de 12 ecrãs de computador e um grande painel de vidro.
O sistema do LCV simula as condições de muitos dos itinerários mais
difíceis através de um software programado. Por exemplo, é possível simular
conduzir através do espectacular Kassel Pass, na Alemanha.
Ser capaz de simular situações reais no banco de rolos
é essencial para o desenvolvimento de novas soluções.
Na estrada, as condições mudam a todo o momento e
nenhum dia é igual ao anterior. No laboratório de testes,
no entanto, cada parâmetro pode ser repetido quantas
vezes os engenheiros quiserem.
“Se a equipa tem um problema, podemos criar uma
repetição exactamente nas mesmas condições”, diz Bo
Kihlander.
O “itinerário teste” é reproduzido em quatro rolos
dinamométricos cuja resistência pode ser ajustada para se
assemelhar a uma estrada real. Uma variedade de sensores
está ligada ao FH 480 cinzento. Para medir os níveis das
emissões, há um indicador ao lado do turbocompressor e
outro do tubo de escape.
Para além da estrada rolante, existe ainda uma enorme
ventoinha, que simula velocidades de vento até 90 km/h e
temperaturas entre 6ºC e 55ºC.
DESDE 1989, os camiões Volvo tornaram-se 100 vezes
mais limpos. E 20% mais económicos. Em Outubro de
2009 deu-se a implementação da norma Euro 5, para
redução da emissão de gases de escape. Comparada
com a Euro 4, as emissões de Óxidos de Azoto (NOx)
foram cortadas em 30% e as emissões de partículas
foram cortadas uns expressivos 80%. A norma Euro 6,
que entra em vigor a 1 de Setembro de 2014, é ainda
O engenheiro
Björn Cederqvist,
com a ventoinha
da instalação,
capaz de simular
velocidades de
vento até 90 km/h
e temperaturas
entre 6ºC e 55ºC.
Os controladores de
equipamentos de teste Lennart
Lindström e Lars Rudling
conseguem controlar praticamente
tudo a partir da sala de controlo.
É POSSÍVEL REDUZIR
CONSIDERAVELMENTE O USO DE
COMBUSTÍVEL, MAS APENAS À CUSTA
DOS OBJECTIVOS AMBIENTAIS.
BO KIHLANDER, GESTOR DE equipamentos de teste no LABORATÓRIO DE CARACTERÍSTICAS DE VEÍCULOS.
mais rigorosa. Isto coloca uma enorme pressão nas equipas responsáveis
pelo desenvolvimento, mas o objectivo da Volvo Trucks é de facto bastante
ambicioso: reduzir o consumo de combustível em pelo menos 1% ao ano.
O TESTE DO VOLVO FH 480 é repetido. As rodas atrás das caixas protectoras
amarelas ganham velocidade. A potência nos rolos dinamométricos foi
insuficiente. Björn Cederqvist volta a entrar na cabina para uma nova tentativa. Lá
dentro, ele está protegido de qualquer fuga de gasesde escape, uma vez que há um
fornecimento contínuo de ar limpo dentro da cabina. No entanto, não precisa de
estar lá sentado o tempo todo. Na sala de controlo atrás do painel de vidro há um
aparelho de controlo remoto, com pedais, volante e uma alavanca de mudanças,
graças ao qual não é necessário estar activo continuamente. Agora, o teste
recomeça. Mais uma vez. E estamos a fazer figas. Oito minutos, nem mais, nem
menos. Toda a gente espera que o equipamento e os parâmetros estejam perfeitos.
Este equipamento de teste está disponível durante o dia e opera, no
máximo, dez horas de cada vez.
Os testes mais comuns estudam a optimização do
sistema de arrefecimento do motor, havendo ainda
potencial para poupança adicional de combustível ao
utilizar a ventoinha do motor de maneira mais eficiente,
por exemplo. Testes, cálculos e mais testes. Quilómetro
atrás de quilómetro, em estradas simuladas.
As horas passam e esperamos ansiosamente enquanto
as rodas continuam a girar. No exacto segundo que
dão a sua última meia volta, os engenheiros podem
respirar de alívio. O LCV repôs os valores de referência
e o laboratório está pronto para a próxima equipa de
engenharia de desenvolvimento de produto. Que podem
também ser recompensados com uma poupança de
combustível de 1% após longas horas de trabalho. n
PORQUE É QUE CONSUMOS DE COMBUSTÍVEIS MAIS BAIXOS PRODUZEM MAIS EMISSÕES?
EM PALAVRAS SIMPLES:
Quanto mais alta for a pressão
da ignição, mais eficientemente
o combustível é queimado. No
entanto, quanto mais alta for
a pressão da ignição, maior
é também a concentração de
óxido de azoto e partículas.
A SOLUÇÃO DA VOLVO:
Integrar um sistema SCR
(Redução Catalítica Selectiva)
para optimizar os motores para
o consumo de combustível
mais baixo possível, ao
mesmo tempo que cumpre os
apertados limites de emissão.
COMO FUNCIONA O SCR:
A tecnologia SCR usa um
aditivo chamado AdBlue,
uma mistura de ureia e água,
que é injectado nos gases
de escape antes de estes
passarem por um catalisador
SCR e serem libertados para
a atmosfera. No catalisador,
os óxidos de azoto (NOx) são
transformados em azoto e
vapor de água inofensivos. n
21
Após-venda Volvo reforça aposta no VAS
A rede após-venda Volvo reforçou o investimento
no Volvo Action Service (VAS) com mais unidades
móveis de assistência técnica, dotadas de nova
imagem, e os mais sofisticados equipamentos e
técnicos especializados na resposta a situações de
emergência.
O VAS é a resposta da Volvo às situações de
emergência dos clientes, disponibilizando em território nacional oito unidades móveis de assistência
na estrada, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
Fruto de uma rede superior a 1.000 pontos de
assistência na Europa, permite a assistência em
praticamente todas as situações de imobilização,
relacionadas com peças e serviços, quaisquer que
sejam as avarias, na linha motriz, no chassis, no
semi-reboque, ou problemas com pneus.
Sendo a assistência em estrada um factor de
competitividade e determinante para os clientes,
este investimento visa ir ao encontro das suas cada
vez maiores expectativas e necessidades.
Actividade
comercial
da marca
nas regiões
autónomas
22
O concessionário madeirense Mendes Gomes &
Cia., Lda. entregou no ano
passado 15 Volvo FM13
6x4, rígidos e tractores, à
Avelino Farinha & Agrela, S.A.
reforçando assim a capacidade de resposta da conhecida
empresa de construção civil
e obras públicas.
Já nos Açores, o concessionário Varela & Cia., Lda.,
entregou durante o ano de
2009 três Volvo FH13 4x2 e
um Volvo FLL16 à Bentrans
– Carga e Transitários,
empresa do Grupo
Bensaúde, onde o concessionário Varela & Cia. está
também inserido.
O VAS tem
nova imagem
e equipa
reforçada.
Portugal com destaque mundial
Uma equipa constituída pelo jornalista Tobias Hammar e pelo fotógrafo Christer Ehrling, colaboradores
que trabalham regularmente conteúdos jornalísticos
para a Volvo, esteve recentemente em Portugal para
produzir uma reportagem dedicada à actividade da
empresa portuguesa Transportes Marco Paulo, de
Orada, Estremoz.
A zona de Bencatel, no Alentejo, rica na extracção de mármores e granito, foi o cenário escolhido
para a sessão fotográfica que ainda este ano estará
nas páginas das revistas distribuídas mundialmente
pela Volvo e que também integrará uma das próximas edições da Traço Contínuo.
LUÍS INÁCIO
Geradores portáteis na rede
A rede de balcões de peças e componentes da Auto Sueco passa a disponibilizar a gama de geradores portáteis da
marca SDMO, indo ao encontro das expectativas dos clientes que exigem uma
maior cobertura geográfica de distribuição. Nos pontos de venda podem agora
ser encontrados grupos geradores – 0,9
a 14 KVA de potência –, grupos de soldadura e
motobombas.
Estes produtos têm gamas variadas,
para resposta a vários tipos de necessidade, desde a bricolage, emergência
e campismo até às utilizações profissionais mais intensivas.
Eficácia e maneabilidade reflectem o
espírito desta gama que responde às necessidades muito variadas do mercado
profissional, sem negligenciar os aspectos relacionados com a segurança.
EU & O MEU VOLVO
À bola
com o
volante
Apesar do nome, em tudo igual
ao do actual presidente da Assembleia Geral do Sporting, os
tempos deste Rogério Alves ao
serviço do futebol nacional já não
são de hoje. Chegou a ser futebolista profissional mas acabou,
“pela natural necessidade de
trabalhar”, por ceder ao apelo da
condução, a que ajudou o gosto
de trilhar estradas e o facto de
ter tirado a carta de condução de
pesados durante o serviço militar.
Os primeiros quilómetros, recorda, foram percorridos na indústria
de extracção de areias. Hoje, com
12 anos de empresa e 16 como
motorista profissional, percorre
regularmente ao volante as estradas da Europa central. “Conforto
e segurança” são as palavras que
lhe vêm à cabeça quando se lhe
pede opinião sobre as sensações
sentidas ao volante do Volvo que
conduz. A solidão, garante, não é
problema. “A comunicação via rádio com os colegas que circulam
na estrada atenua a sensação”.
ROGÉRIO ALVES
Idade: 41 anos
Família: Mulher e dois filhos
Naturalidade: Ovar
Emprego: Motorista na
Transportes David Neto
Veículo: Volvo FH 13 420
23